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EM TEMPO - 7 de dezembro de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVII – N.º 8.560 – DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

SHOPPING

ATÉ QUE PONTO VOCÊ ESTÁ SEGURO? IONE MORENO

AMBIENTES QUE, EM PRINCÍPIO, OFERECEM CONFORTO E SEGURANÇA, OS SHOPPING CENTERS TÊM SIDO PALCO DE TUMULTOS, INCÊNDIOS, ACIDENTES, ASSALTOS E ATÉ BRIGAS DE GANGUES. MESMO COM SEGURANÇA REFORÇADA, MUITAS VEZES O QUE SE VÊ É UM DESPREPARO PARA CONTER CERTOS INCIDENTES. POLÍTICA A7, DIA A DIA C1 E ECONOMIA B5

VOCÊ ESTÁ SEGURO NO

SHOPPING?

Incidentes com crianças foram algumas das ocorrências registradas, nos últimos meses, nos shopping centers da cidade

RICARDO OLIVEIRA

O sabor da Amazônia na cultura do guaraná Novas técnicas de cultivo impulsionam a produção do guaraná em Maués, onde o fruto é mais rico em guaranina do que o colhido na Bahia, considerado o maior produtor nacional. Economia B1

DOMINGO Na hora de arrumar as malas, a dica é saber escolher os itens que vão compor seu visual e levar peças que possam ser combinadas entre si. Elenco 4 e 5

FUTEBOL

Arena fatura R$ 13 mi em 10 partidas Dez jogos realizados entre clubes, na Arena da Amazônia, renderam mais de R$ 13 milhões. Cerca de R$ 1,3 milhão foi para os cofres públicos. Pódio E3

MEMÓRIA

O dia em que o papa veio a Manaus Até janeiro de 2015, devem ser colhidas pelos ribeirinhos mais de 300 toneladas de guaraná

A escritora Carmen Novoa lança, na quinta-feira, o livro “1980 – João de Deus em Manaus”, que reúne relatos da visita do papa João Paulo 2º à cidade. Plateia D1

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICAS, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

A coleta seletiva de resíduos é uma medida sustentável que pode gerar benefícios, tanto para o meio ambiente quanto para a sociedade. Salão Imobiliário 1

Beber regularmente até duas taças de vinho durante as refeições ajuda a dar consistência e elasticidade à pele, na terceira idade. Saúde & Bem-estar F2

A reviravolta no capitalismo para frear o aquecimento global e o surgimento de uma nova época geológica: o antropoceno. Ilustríssima G4 e G5 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Fotógrafo e chefe da AlQaeda morrem em ações Unidos, Barack Obama, condenou o “bárbaro assassinato” de Somers. O Ministério da Defesa do Iêmen ainda não se pronunciou sobre o caso. O resgate do refém já havia sido tentado, sem sucesso, em novembro pelas autoridades americanas. Na ocasião, que libertou oito prisioneiros, o Ministério da Defesa iemenita

RESUMO

O fotojornalista Luke Somers foi morto pelo grupo terrorista Al-Qaeda durante operação americana de resgate, enquanto Adnan El Shukrijumah foi alvo de ataque aéreo do exército paquistanês detalhou que Somers, o sulafricano Pierre Korbie e um britânico tinham sido trocados de lugar dois dias antes. A Al Qaeda opera nas províncias do Sul e do Leste do Iêmen - em Shabua, o grupo terrorista conta com a proteção das tribos locais. Sequestros de estrangeiros são frequentes no Iêmen. Nos últimos 3 anos, a Al Qaeda

DIVULGAÇÃO

CAMPANHA

lucrou dezenas de milhões de dólares com o pagamento de resgates em troca da libertação dos prisioneiros. Chefe de operações Adnan El Shukrijumah, chefe de operações exteriores da Al-Qaeda, foi morto pelo exército paquistanês ontem. O dirigente do grupo terrorista era procurado pelo governo dos Estados Unidos, acusado pela tentativa de atentado no metrô de Nova York em 2009. Ele foi morto em um ataque aéreo contra a província de Waziristão do Sul, na região de Shinwarsak, na fronteira com o Afeganistão, para onde tinha fugido após ofensiva do exército paquistanês no Waziristão do Norte, segundo um comunicado das Forças Armadas - a ostensiva contra a Al-Qaeda na região teve início em junho e já matou 1100 insurgentes e 100 membros das Forças Armadas. Na operação, outros cinco insurgentes foram capturados, um soldado morreu e outro ficou ferido. Segundo os dados divulgados pelo FBI, Adnan El Shukrijumah tinha 39 anos de idade e era natural da Arábia Saudita.

Órgãos intensificam ação contra casos de chikungunya IVE RYLO Equipe EM TEMPO

Após a confirmação do terceiro caso de chikungunya no Amazonas e a suspeita de mais seis que estão sob investigação, foi intensificada ontem a campanha contra o mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue e da chikungunya. A mobilização do “dia D” de prevenção ocorreu na capital, em 31 municípios do Amazonas e no restante do país. Em Manaus, a concentração foi na sede do Distrito de Saúde Leste, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Mais de 2,5 mil agentes estão envolvidos com a campanha para orientar sobre a prevenção das doenças, em 400 Unidades Básicas de Saúde (UBS) espalhadas pela capital. Para evitar as doenças é preciso extinguir os criadouros do mosquito. Por isso, a intensificação da campanha

“10 minutos contra a dengue”, baseada na checagem rápida das residências. “Esta campanha é necessária para intensificar o combate. A profilaxia não funciona só com ação da autoridade sanitária. Só funciona com a participação do cidadão”, explica o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão. A previsão da secretaria é que, em Manaus, 68% da população seja atingida pela chikungunya, se não houver prevenção. “Por enquanto, só registramos casos ‘importados’. Temos que alertar para implementar medidas de controle, principalmente por estarmos no período chuvoso. Em 2014, tivemos 5 mil casos de dengue e em 2013 foram 15 mil, uma diminuição significativa”, diz o presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Bernardino Albuquerque.

LETRAS

ALVARÁ

Decisão da Justiça libera prefeito de Boca do Acre JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

Mosquito Aedes aegypti é o causador da doença

Norte-americano Luke Somers havia sido sequestrado pela Al-Qaeda em setembro de 2013

O prefeito do município de Boca do Acre (distante 950 quilômetros de Manaus) e presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Iran de Souza Lima (PSD), foi solto e deve retomar suas atividades políticas normalmente já nos próximos dias. A informação é do delegado do município, Fábio Aly Freitas, que recebeu o alvará de soltura na noite de sexta-feira (5). Iran Lima foi preso, suspeito de desviar recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), para pagar a uma servidora pública de Boca do Acre, em troca de serviços domésticos. A prisão em flagrante aconteceu na última terça-feira (2) e foi realizada por agentes da Polícia Federal de Rio Branco (AC), durante a operação Rancho. As denúncias que partiram do Ministério Público do Amazonas (MP/AM) estão relacionadas aos crimes de peculato e improbidade administrativa. Durante a ação da PF, também foram investigadas possíveis doações de cestas básicas, durante o período eleitoral de 2012, quando conquistou o cargo. A operação Rancho ainda cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, todos no município. Durante as buscas, foram vistoriadas as residências do prefeito, de dois secretários municipais e de uma vereadora,

assim como os gabinetes destes três últimos. A liberação de Iran Lima veio depois de pedido de liberdade provisória, impetrado por sua defesa, junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília, na última quarta-feira (3). Nas alegações apresentadas à Justiça, a advogada Carla Luz Abreu afirmou que a relação da servidora com sua família é de

DESVIO

Iran Lima foi preso, suspeito de desviar recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), para pagar a uma servidora pública, em troca de serviços domésticos amizade e que assim como qualquer outro funcionário público da cidade, ela, é merendeira em uma escola próxima a casa do prefeito, cumpre com os horários de seu expediente. Mas, de acordo com o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, a servidora foi encontrada na casa de Iran Lima, em horário de trabalho. Durante o período em que o gestor municipal esteve preso, o responsável por administrar a cidade foi o vice-prefeito Alysson Pereira (DEM). Iran Lima, que já está no seu terceiro mandato, foi aclamado presidente da AAM em 2013.

Ferreira Gullar toma posse como novo imortal na ABL RIO DE JANEIRO, RJ Numa cerimônia concorrida, o poeta e colunista da “Folha de S.Paulo” Ferreira Gullar, 84, assumiu na sexta (5) a cadeira 37 da ABL (Academia Brasileira de Letras), sucedendo ao poeta e tradutor Ivan Junqueira (1934-2014). Em seu discurso, de linguagem simples e pontuado por anedotas, Gullar falou sobre o caminho que o levou à Academia e homenageou seus antecessores. Entre os convidados estavam a atriz Fernanda Montenegro e o cartunista Ziraldo. O evento aconteceu no salão nobre do Petit Trianon, a sede da Academia, no Centro do Rio. Gullar abriu seu discurso agradecendo aos amigos acadêmicos que tanto insistiram para que ele se candidatasse a uma vaga na casa, como José Sarney, Eduardo

Portella, Ana Maria Machado, Cicero Sandroni e Antonio Carlos Secchin. Desde sua candidatura, Gullar vem sendo alvo de críticas por inconsistência. Ele, que é conhecido por sua postura transgressora, estaria traindo seu passado ao participar de uma instituição que representa a tradição. Gullar referiu-se à guinada como coerente com suas escolhas na vida, sempre surpreendentes. “Como minha vida tem se caracterizado não pelo previsível, mas pelo inesperado, ao decidir-me pela candidatura à que nunca aspirei, agi como sempre agi, ou seja, optar pelo imprevisível”. Seguindo a tradição, homenageou os ocupantes da cadeira 37: Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e seu antecessor, Ivan Junqueira. DIVULGAÇÃO

S

ÃO PAULO, SP - O fotojornalista norteamericano Luke Somers, 33, que havia sido sequestrado pela Al-Qaeda, em setembro de 2013, foi morto ontem, numa tentativa de resgate - a operação, organizada pelo governo dos Estados Unidos e o exército iemenita, foi realizada em Shabua, no sul do Iêmen. Informações concedidas pelo Ministério de Defesa do Iêmen afirmavam que reféns norte-americanos haviam sido libertados numa operação que matou dez membros da Al Qaeda, grupo terrorista islâmico - o ataque foi realizado por drones norteamericanos. Mais tarde, o governo dos Estados Unidos foi informado que Somers havia sido morto. Na última quinta-feira (4), a Al Qaeda divulgou um vídeo em que ameaçava Somers de morte. Nele, o dirigente da Al Qaeda na Península Arábica, Nasser bin Ali al Ansi, leu um comunicado que afirmava que os Estados Unidos conheciam perfeitamente suas exigências e deu um prazo de três dias para que fossem cumpridas. O presidente dos Estados

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Manhã de sábado registra mortes de refém norte-americano no Iêmen e de líder de operações terroristas, no Waziristão

Ferreira Gullar é poeta e colunista da “Folha de S.Paulo”


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Agora é lei: ou dá ou desce Por estar absolutamente certa do seu absolutismo ou atordoada pelas reações contrárias aos seus desígnios até na base aliada, a presidente Dilma Rousseff tornou a negociata e o assédio moral do seu (des)governo com os partidos que lhe garantiriam a governabilidade em mais um mandato, em lei. Para liberar o dinheiro das emendas dos parlamentares ao orçamento da nação, Dilma quer “um por fora”, um cheque em branco para que o mau discernimento do governo dela conserte como quiser o valor do estrago no superávit primário das contas públicas do país, aquela conta que os petistas se acostumaram a jogar nas costas dos brasileiros. Nada mais acintoso, o cinismo institucionalizado. Da bancada amazonense, pelo menos um protesto: “Dilma fez estelionato”, gritou da tribuna o deputado federal do Amazonas Pauderney Avelino (DEM). “O país só perde em transparência nas suas contas públicas, perdendo posições no mercado internacional, o que com certeza baixará nossa nota nos rankings. Isso significa que os títulos da dívida pública ficarão mais caros”. Pauderney insiste em que um dos grandes problemas é o fato da presidente não ter largado ainda o cargo de ministro da Fazenda: “Com o ex-ministro Guido Mantega, ela era quem comandava. E agora com o novo [Joaquim Levy], até o momento ela dá mostras de que continua à frente das decisões do ministério”. O palhaço deputado de mais de um milhão de votos, Tiririca (PR-SP), não achou graça nenhuma e se insurgiu contra bancada do seu partido (o mesmo do senador amazonense Alfredo Nascimento) e votou contra a pretensão da presidente. O absurdo, no entanto, está se transformando em lei. A presidente Dilma Rousseff está, literalmente, comprando votos no Congresso. Quem disse que a penitenciária da Papuda encerrou o mensalão?

Elvis

A ‘cruzada’ de Alckmin

elvis@emtempo.com.br

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está fazendo uma verdadeira “cruzada” para que os governadores e senadores de seu Estado se unam em uma ação política no Congresso Nacional para impedir a votação, na próxima terça-feira (9), de um projeto de resolução que reduz o teto de cobrança do ICMS para internet banda larga para 10%. Alckmin revelou a estratégia durante jantar oferecido aos presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, que participam em São Paulo do 101º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça.

Inconstitucional Segundo o tucano, a ideia é que os governadores pressionem suas bases no Senado para que a matéria seja encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça. — A medida é totalmente inconstitucional, pois a Constituição brasileira só permite ao Senado definir teto para alíquota estadual (ICMS) em caso de litígio. Sem litígio, olha o precedente que vai se abrir –, afirmou.

são “extremamente frágeis”. — Aqui, a gente liga a televisão e o dia inteiro é Brasília, Brasília e Brasília. Somos extremamente centralizados! Natal em casa

O brasileiro Breno, exzagueiro do São Paulo e do Bayern de Munique, deixará a prisão no próximo dia 20 e poderá retornar ao Brasil antes do Natal. Barbara Stockinger, porta-voz do Tribunal de Justiça da Baviera Sabe de nada, ino- (Alemanha), informou cente! nesta sexta-feira que o atleta de 25 anos será O governador de São solto após cumprir dois Paulo disse que já tele- terços da pena de 3 fonou para dez gover- anos e nove meses. nadores. — E ninguém tinha Natal em casa 2 a menor ideia do que estava acontecendo e Assim, Breno poderá nem informação a res- voltar a atuar profispeito da matéria! – sur- sionalmente e há boa preendeu-se o governa- chance de ser integrado dor paulista. ao elenco do São Paulo, clube com o qual tem Só no papel contrato até outubro de 2015. Segundo Alckmin, o Em julho de 2012, ele Brasil é uma República foi condenado por inFederativa, mas é muito cendiar a própria casa, mais “no papel”, porque na Alemanha. os Estados e municípios

APLAUSOS

Bonzinho, pero no mucho! Um membro do Judiciário do Amapá, em conversa com um jornalista de Manaus, disse que o senador Randolfe Rodrigues (AP) é “muito bom, sim”, mas, para a mídia e para as grandes pelejas nacionais. — Mas, para o Amapá, ele é péssimo. Não nos ajudou em nada e nunca conseguiu nada para o Estado. Saudades de Sarney O membro do Judiciário tem na ponta da língua o nome do político que foi “bom demais” para o Amapá. — Ele mesmo. Bom era o “Zé” Sarney. Este, sim, tem nome, história e moral para abrir as portas para o Amapá. Pena que vai sair! Cabra bom José Sarney, depois de cansar o eleitorado de seu Estado, o Maranhão, se candidatou pelo Amapá. E foi senador por mais 24 anos.

VAIAS

Memorial do Limongi

Bonare DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para a iniciativa do governo do Estado em criar o Memorial do Futebol Amazonense Flaviano Limongi, que funcionará na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Mais do que justo para o homem que deixou um legado importante na história do futebol amazonense.

Para a marca Bonare e para a fábrica Goiás Verde Alimentos Ltda., responsáveis pela produção do Extrato de Tomate, que tinha pelo de rato acima do limite de tolerância da Anvisa, de 1 em 100g.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br opiniao

A misteriosa morte dos periquitos Foi na noite da quarta feira, 26/11/2014, que a ação criminosa e pervertida foi perpetrada contra cerca de duzentas pequenas aves, cujo pecado parece ter sido apenas saudar o pôr e o nascer do sol com seus gritos, verdade que estridentes, mas sobretudo alegres. Na essência, gritos de expressão da própria Natureza. Aliás, esta pertinência à Natureza foi o que deflagrou a sentença de morte dos pobres periquitos, pois vivemos numa cidade que, embora amazônica, inserida no âmago da floresta, manifesta claramente seu verdadeiro ódio precisamente àquilo que deveria ter como uma bênção recebida. O sonho dos amazonenses é, e cada vez é mais, o sonho de desmatar, de devastar o rico ambiente florestal que lhe foi dado. Se for erigir um bairro ou um condomínio residencial, antes derruba todas as árvores e produz um pequeno deserto, nem sempre tão pequeno. Se for construir um aeroporto, arrasa tudo à sua volta e planta um estacionamento apenas de cimento, sem um arbusto que produza sombra. Hoje, sua maior aspiração é ver concluída essa famigerada BR-319, que será a cunha a abrir o caminho para todos os projetos de devastação e que jamais poderá substituir as vias naturais do transporte fluvial. Por estas e outras, saúdo os paraenses, que protegem suas seculares mangueiras, mesmo que seus frutos caiam sobre os carros. Mas, o assunto deste é o assassinato dos periquitos, curiosamente acontecido justo entre dois luxuosos condomínios, reservas privativas da mais requintada elite da cidade, o Ephigênio Salles e o Mundi. Como há dias o assunto está em pauta, aqui venho para somar a minha indignação e juntar a minha voz ao grito do “periquitaço” popular, ao mesmo tempo em que, modes-

tamente, quem sabe possa trazer alguma contribuição à identificação dos malfeitores. Tenho diariamente escutado, em importante emissora da cidade, as abalizadas vozes e as competentes opiniões de dois respeitados investigadores, R. Holmes e M. Watson, tão seguros da elucidação que até colocaram seu patrimônio numa aposta contra a hipótese do envenenamento das aves. Lamentavelmente, parece que em alguns dos periquitos foi identificada a ocorrência de hemorragia interna, o que fala a favor do uso de veneno. Seja como for, até agora o único sucesso a comemorar foi a retirada das ridículas, perniciosas e deformadoras redes postas sobre as copas das palmeiras. Este, aliás, é detalhe curioso: plantar palmeiras imperiais, símbolos reais, é um sintoma inequívoco da presunção e da arrogância daquelas comunidades. Ora, cobri-las é aleijálas, portanto uma contradição total. Com todo o respeito a Holmes e a Watson, só vejo um caminho a seguir: se somente ali ocorreu a matança e como em qualquer investigação começa-se por perguntar a quem interessaria o crime, é evidente que, por princípio, são suspeitos e devem ser investigados e interrogados todos os habitantes e funcionários dos condomínios que, supostamente, se sentiam incomodados pela algazarra dos barulhentos periquitos. Como a gritaria só ocorre na hora do recolhimento, ao fim da tarde, e na hora da partida, ao amanhecer, e como ali não deve haver ninguém que durma à hora das galinhas, é claro que os incomodados eram pessoas que não têm o hábito de acordar muito cedo. A ocorrência foi grave, pois a ninguém é dado o direito de dispor da Vida. Precisa, pois, ser elucidada. Resta saber quem terá a necessária coragem para penetrar naqueles feudos.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Com todo o respeito a Holmes e a Watson, só vejo um caminho: se somente ali ocorreu a matança e como em qualquer investigação começa-se por perguntar a quem interessaria o crime, é evidente que são suspeitos e devem ser investigados e interrogados os habitantes e funcionários dos condomínios”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Seara administrativa

Não se preocupem, obrigado por tudo. Sei que todo mundo estava preocupado com minha saúde, mas estou bem. Convido a todos, mais uma vez, para vir ao Brasil para os Jogos Olímpicos. Vamos participar juntos, isso vai ajudar a melhorar minha saúde. Obrigado a Deus e a todos que oraram por mim

Um grupo de trabalho a ser criado nesta semana vai regular eventuais acordos de leniência com empresas investigadas na operação Lava Jato. Integrarão a iniciativa AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Ministério Público Federal. O grupo vai definir regras de “compliance” e ressarcimento de valores desviados e requisitos para as empresas continuarem a contratar com o setor público. Uniforme Até agora são nove as empresas investigadas por suposto pagamento de propina e superfaturamento em obras da Petrobras. A intenção é firmar um conjunto de condições que sejam válidas para todas que se propuserem a fechar acordos. Separado Os eventuais arranjos administrativos não interferirão na investigação criminal dos desvios na Petrobras pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça. Global A advogada Beatriz Catta Preta, que coordenou o acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, registrou uma empresa na Florida (EUA) no fim de outubro, a Catta Preta Consulting. No papel Procurada pela coluna, a criminalista afirmou que a firma não começou a funcionar e foi aberta apenas como um “plano futuro”, pois tem muitos clientes brasileiros em Miami. Concorrência Entre as apreensões da Lava Jato, há um e-mail de Leo Pinheiro, presidente da OAS, para o dono da empreiteira, Cesar

Mata Pires, em fevereiro de 2012, cujo assunto é “Marcelo Odebrecht”, presidente da empresa que leva o sobrenome. Concorrência 2 “Estive ontem em Juazeiro do Norte. Como o nosso Marcelo é do tamanho do nosso Grampinho, ninguém o viu”, escreve Pinheiro, comparando a estatura do herdeiro da Odebrecht à do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) – usando um antigo apelido. Veneno Mata Pires, exgenro de Antonio Carlos Magalhães, com quem era rompido, replica, com ironia: “Pertencem a uma terceira geração de grandes e poderosos líderes. Ambos carismáticos e obstinados”. Castelo... A dificuldade em aprovar a alteração da meta fiscal mostrou ao Planalto que, com o crescimento da oposição e o aumento de dissidentes, será difícil obter quórum e votos para aprovar as promessas de campanha de Dilma Rousseff. ... de cartas Entre os petistas, uma preocupação é que o partido fique cada vez mais refém de Renan

Calheiros e do PMDB. Nas votações da última semana, não foi fácil chegar a 41 senadores, o mínimo necessário para impedir a derrubada da sessão. Sem raio-x Técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que analisam as contas de campanha de Dilma relatam que o prazo que receberam é curto demais para verificar a regularidade de todas as notas. Só será possível encontrar “fraturas expostas”. Bedel Chamou a atenção do palácio a ausência de mais de 15 deputados do PT na votação da meta fiscal. Os nomes dos faltosos foram para a lista negra do Planalto. Abestado Tiririca (PRSP) tomou uma bronca do secretário-geral do partido, Antônio Carlos Rodrigues, por ter votado contra o governo. “Vocês pediram para eu ficar no plenário, não para votar a favor”, retrucou o deputado. Macacão Além de ter agendado mesa de discussão com sindicalistas no início do próximo mandato, Dilma marcou reunião com as cinco maiores centrais amanhã.

Tiroteio

Pelé, o Rei do Futebol, publicou um vídeo, na tarde de sexta-feira 5, no seu perfil do Facebook, em que aparece tocando violão ao lado da família, e agradecendo aos fãs em português e em inglês.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA

Criança pintada com espuma de sabão se diverte nas águas ainda limpas do rio Negro, enquanto a “moça do tempo” na televisão tenta adivinhar o que acontecerá com o clima que está trocando a data das estações. Quando se espera o inverno das chuvas, chega o verão das águas baixas e banzeiros mansos – e vice-versa. É melhor não mexer nessa paisagem

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Não foi só o Aécio a comparar o governo do PT a uma organização criminosa. Agora o Ministério Público Federal endossa a tese.

Cheia de graça

DE ARTHUR NETO (PSDB), prefeito de Manaus (AM), sobre procuradores terem feito um paralelo entre o esquema que havia na Petrobras e o PCC.

Em dezembro, às vésperas do Natal, a Igreja celebra solenemente a Imaculada Conceição de Maria, mãe de Jesus e do povo da Nova Aliança, Corpo de Cristo na História. Diante do mistério da encarnação do Verbo, ela declara que Deus preparou a vinda do filho preservando de todo pecado aquela que o geraria e o carregaria em seu seio. Esta certeza se expressa na repetição constante da oração que retoma a saudação do Anjo no momento da Anunciação, quando a jovem de Nazaré é declarada cheia de graça. A graça de Deus, vida divina que cria e conserva, e que é Ele mesmo na sua terceira pessoa, o Espírito Santo, escolhe Maria e a torna em primeiro lugar eminentemente humana, capaz de responder livremente à proposta divina. Tudo é graça, dirão os grandes místicos. Tudo é reconhecido como graça quando nos agradecimentos rituais as pessoas começam seus discursos reconhecendo a intervenção divina nas suas vidas. Esta entrada de Deus na história é o núcleo central da fé cristã. Todos os dogmas marianos, toda a devoção e todo o carinho que o povo de Deus dedica a Maria vêm desta convicção fundamental, ela é a cheia de graça. Cheia de graça, ela se apresenta como modelo de humanidade redimida e elevada a sua condição original. O Senhor fez em mim maravilhas, será o seu cântico de louvor. Contemplar a Imaculada é lembrar-se da dignidade humana tantas vezes perdida. Contemplar a sua imagem é encher o coração de esperança, na certeza de que a graça transforma, age no mundo e nas pessoas e é capaz de restaurar a vida.

Contraponto

Falso cognato Ao final de mais uma sessão extraordinária sem quorum na Câmara nesta última semana, o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) brincou com Dr. Ubiali (PSB-SP), que ocupava a presidência da Mesa. – Por que Vossa Excelência, quando encerrava a sessão, disse “nada mais havendo a tratar”, se não tratamos de nada aqui hoje? Ouvindo o papo, Chico Alencar (PSOL-RJ) ironizou: – Colegas, tratamos dos mais variados assuntos, desde o meio-dia! No Parlamento muito se parla, embora, ultimamente, no Legislativo pouco se legisle... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Católicos nascem, crescem e envelhecem ouvindo e rezando as palavras do Anjo, repetidas à exaustão nas Ave Marias que vão acompanhando a vida nas mais diversas situações, porque a cheia de graça é mãe. No dia 8 de dezembro, saímos em procissão acompanhando pelas ruas centrais da cidade mãe, a metrópole, a imagem da Imaculada Conceição. Logo na chegada do cristianismo a estas terras ela foi declarada padroeira. Será depois venerada com outros títulos, dentre eles o mais famoso, o de Nazaré. Queremos também venerá-la como Nossa Senhora da Amazônia e em Manaus aos poucos vai surgindo um santuário que integra a devoção mariana, a consciência ecológica e o desafio de anunciar e viver o Evangelho numa grande cidade amazônica. Mas é sempre a Imaculada que é invocada e celebrada. Ela que nos foi dada como mãe no evento decisivo da Cruz, quando a graça se encontra com o pecado e o destrói, tornando possível a vida nova dos redimidos. Esta mesma graça preservou Maria, esta mesma graça age na nossa vida. Somos todos cheios de graça e desafiados a permitir que a graça atue em nós. Pedimos a Maria que rogue por nós nos dois momentos decisivos de nossa vida, agora e na hora de nossa morte. A graça que atua no tempo, transformando-o em eternidade faz da nossa existência uma manifestação do divino. O Verbo se encarna em cada pessoa que está disposta a ser verdadeiramente humana. Celebrando o modelo de humanidade que é Maria, sejamos mais imagens de Deus, que nos quer participantes da sua vida, cheios de graça.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Queremos também venerá-la como Nossa Senhora da Amazônia e em Manaus aos poucos vai surgindo um santuário que integra a devoção mariana, a consciência ecológica e o desafio de anunciar e viver o Evangelho numa grande cidade amazônica”


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

A5

Marco AURÉLIO da Silva

‘Cada vez que você agride um ser QUE NÃO CONSEGUE SE DEFENDER, você dá um passo atrás na sua civilidade’ FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO

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O que Manaus está mostrando neste momento, com este episódio das aves, é que ela está indignada e quer dar um passo à frente. Isso é a única coisa boa que podemos tirar deste episódio”

sete meses da realização do Congresso Neotropical de Ornitologia e do Avistar Brasil 2015, em Manaus, a capital amazonense, há pouco menos de duas semanas, foi palco de um episódio lastimável: a morte de 200 aves da espécie Brotogeris versicolurus, conhecida na região como periquito-de-asabranca. O episódio indignou boa parte da população, que cobra explicações para o que ocorreu com o bando de aves que diariamente sobrevoa a avenida Ephigênio Salles e o seu entorno, no bairro Aleixo, Zona CentroSul de Manaus, onde também utilizam as árvores como abrigo e dormitório. Há dois anos, os periquitos estiveram em uma outra polêmica. Na ocasião, a administração do Condomínio Ephigênio Salles utilizou telas de proteção para cobrir as copas das 20 palmeiras imperiais, situadas no jardim de entrada do residencial. A alegação à época era a de que as aves estariam prejudicando as palmeiras, ao pousar nas copas das mesmas. Para o biólogo e técnico responsável pela coleção de aves do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Marco Aurélio da Silva, 37, a polêmica em torno do tema é necessária, por colocar em debate a preservação da fauna local. EM TEMPO - Há alguma relação entre os periquitos e uma possível doença nas palmeiras que eles utilizavam para pouso? MARCO AURÉLIO DA SILVA - Se você mexer na área em que o animal habita, sempre vai ter um reflexo. Aparentemente, os animais estavam muito bem ali, até a instalação daquelas redes nas palmeiras, há mais ou menos uns dois anos. Temos que considerar também que aquelas palmeiras imperiais são uma espécie exótica, utilizada para paisagismo, para adorno. Não é uma espécie brasileira, é proveniente do Caribe. O periquito é uma ave da

fauna amazônica. A legislação ambiental diz que a fauna local tem prioridade sobre qualquer outra coisa, você não pode proteger um enfeite, um adorno, em detrimento da fauna local, da fauna selvagem brasileira. O que houve ali foi que, com a pretenção de proteger as palmeiras, foram instaladas aquelas redes. Eu afirmo que as palmeiras não sofrem nada por conta dos periquitos. Elas parecem palmeiras doentes, mas por conta de problemas de fungos e ácaros, que podem estar atacando aquelas palmeiras. Elas estão em um clima diferente, em um solo diferente, provavelmente sendo atacadas por parasitas e patógenos. Não há nenhum laudo dizendo que os periquitos são um problema para aquelas plantas. EM TEMPO - O Inpa tem algum mapeamento das aves da cidade, ou algo parecido? MAS - Não. Conhecemos a avifauna da região de Manaus, sabemos qual é essa fauna. Eventualmente há acréscimos de uma espécie migratória ou invasora, da fauna brasileira mesmo, mas que está entrando na Amazônia por conta de desmatamentos que ocorrem, como, por exemplo, da região central do país. EM TEMPO - É normal a ocorrência de revoadas de aves naquela área? MAS - A revoada deles é normal. Ali é uma área de pernoite, de dormida. O animal ali não está buscando alimento, nada disso. É uma área onde eles estão para dormir. É normal de espécies que vivem em bando terem uma área específica para dormitório. Geralmente, é uma área segura, livre de predadores. Aquele trecho em que está situado o condomínio tem duas características importantes: a altura das palmeiras e a iluminação. As palmeiras são muito elevadas, o que dá uma possibilidade de visão muito boa e é uma área muito iluminada, por conta da iluminação do condomínio. O bando consegue enxergar um predador de longe,

caso ele apareça. EM TEMPO - Afora a região Centro-Sul, quais outras áreas podem encontrar este tipo de ave? Elas correm risco de extinção? MAS - Pela cidade inteira há espaços que servem de dormitórios. As aves também se deslocam à procura de alimentos e área de reprodução também. Elas não correm risco de extinção por ser uma espécie comum na Amazônia. Essa espécie se beneficiou também com a instalação do homem na cidade, por ser de área de várzea, que geralmente é um ambiente mais aberto. Quando abrimos o ambiente para a instalação da cidade, essa ave nos acompanha. Se dermos abrigo (palmeiras altas) e alimento (fruteiras), ela se instala na cidade sem problemas. EM TEMPO - Enquanto não sai o laudo oficial sobre o que aconteceu com as 200 aves mortas, há apenas especulação. Porém, surgiu uma nova hipótese de que o bando teria sido atacado, para a venda ilegal. É comum essa procura? MAS - Essa espécie, pelo que eu saiba, não faz parte de um mercado ativo de aves. Pelo que eu sei, existem outras espécies que são mais procuradas, por serem mais raras. Quanto mais rara é a espécie, mas alvo ela se torna do tráfico de animais. Essa é mais uma versão no meio de tantas outras, mas as duas possibilidades que não se descartam são a de distúrbio e envenenamento. É prudente aguardar o resultado do laudo e saber o que há de concreto. O importante mesmo é a discussão que está havendo. Cada vez que você agride um ser que não consegue se defender, você dá um passo atrás na sua civilidade. Essa mobilização das pessoas em Manaus é muito legal, pois a cidade está indignada e quer dar um passo à frente, e isso é muito interessante. EM TEMPO - Em julho de 2015, haverá dois eventos sobre aves, em Manaus. A

morte desses pássaros não cria uma imagem negativa para a cidade? MAS - Com certeza. Manaus é procurada por observadores de aves de todo o mundo. É um tipo de turismo diferenciado, porque é um público muito exigente, restrito e com alto poder aquisitivo. Se ele quer ver um determinado passarinho, ele paga o que for para ver essa ave. Obviamente, ele vai querer ir para um lugar onde as aves que ele tanto gosta sejam respeitadas, que possam viver livremente. Há cidades no Brasil com iniciativas públicas de formação de parques e trilhas específicas para observadores de aves, sabendo que este é um filão importante. Curitiba e São Paulo são exemplos, com guias impressos, fotos de aves e tudo para esse público. Manaus perde muito. Nos Estados Unidos, por exemplo, em um ano, este tipo de turismo movimenta em torno de U$S 100 milhões e 30 mil empregos diretos relacionados à prática. EM TEMPO - O que pode ser feito para preservar os bandos de periquitos que circulam pela cidade? MAS - Deixá-los em paz. Deixar os animais viver em seu ambiente, não mexer em área de pouso ou de alimentação. Se for necessário, que seja com planejamento e inspeção técnica, com as devidas autorizações dos órgãos ambientais, pois eles farão uma avaliação se é realmente necessário ou não. O que ocorre muitas vezes é que muita gente em Manaus não se deu conta de que vive envolto pela maior floresta tropical do mundo, a floresta mais rica do mundo, e tenta fazer da sua paisagem em volta algo diferente daquilo que deve ser. Os nossos modelos paisagísticos, as nossas habitações, todos são modelos importados. Queremos áreas com gramados belíssimos e palmeiras exóticas, sendo que nós temos palmeiras belíssimas na região, e que serviriam para adorno, e melhor adaptadas ao clima e à fauna.

O que ocorre é que muita gente em Manaus não se deu conta de que vive envolto pela floresta mais rica do mundo e tenta fazer do seu ambiente algo diferente, copiando modelos de fora”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

DIVULGAÇÃO

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Serão eles despachantes do PT no Supremo?” DEPUTADO ANTÔNIO IMBASSAHY (PSDB-BA), sobre a defesa que Adams e Cardozo, candidatos ao STF, fazem de Lula no caso do petrolão

Câmara vai gastar R$ 666 milhões em gabinetes A Câmara deve construir dois prédios para deputados federais terem “mais conforto”. Somados, os novos anexos vão custar mais de R$ 666 milhões. A obra deve ser tocada durante a provável presidência de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Serão construídos o bloco B do Anexo 4, com 86 gabinetes para os que hoje ocupam gabinetes mais modestos, no Anexo 3, e o Anexo 5, com auditórios, salas e vagas na garagem. Custos siderais Só os projetos do bloco B do anexo 4 já custaram mais de R$ 3 milhões aos contribuintes. A obra é estimada em R$ 425 milhões. O STF não sabe O Anexo 5 está previsto para ser construído em um estacionamento usado pelo Supremo Tribunal Federal. O STF não sabia dos planos. ‘Necessidade’ Segundo a assessoria da Câmara, as obras atendem à “necessidade de ampliação da estrutura”, além de dar conforto às suas excelências. Novo senador O ex-senador e empresário Raimundo Lira (PMDB-PB) já se prepara para assumir no Senado assim que Vital do Rêgo tomar posse no TCU. Deputados vetam indicação de Alves a ministério Além do desprezo de Dilma e Lula, reiterado na campanha eleitoral, o presidente da Câmara, Henrique Alves, enfrenta outro obstáculo para se tornar ministro: resistência na bancada do PMDB, da qual foi líder por anos. Duas dezenas de deputados, leais

ao Planalto, comunicaram ao vice Michel Temer que a indicação de Henrique é da “cota pessoal” do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e “não representa a bancada”. Qualquer um Os deputados do PMDB também pediram a Ricardo Berzoini que sejam nomeados ministros de Dilma deputados federais com mandato. Pior que está, fica Henrique Alves soube da reunião dos correligionários com Temer e tentou enquadrá-los, o que os irritou ainda mais. Ser oposição é... Ex-aluno de Armínio Fraga, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve se preparar para as críticas dos tucanos. Vão partir para o ataque. Mare Nostrum A estatal francesa Direction des Constructions Navales, que constrói com a Odebrecht o submarino nuclear brasileiro de R$ 2,7 bilhões, levou mais R$ 5 milhões da Marinha para “assessorar a modernização” do porta-aviões São Paulo, o velho ex-Foch francês. E sem licitação. O Esporte é nosso A bancada do PCdoB defende a permanência de Aldo Rebelo (SP) no Ministério dos Esportes. Ele não disputou a reeleição para atender Dilma, em razão da Copa. Mas o partido saiu das urnas menor. Livro-caixa 2 Após “dinheiro não contabilizado” do mensalão de Lula, o governo Dilma inventou a “contabilidade criativa” e até propina com recibo, no petrolão. E sem ao menos pagar o imposto sobre serviços (ISS).

Jornalista

Desfecho vergonhoso Relator da CPMI da Petrobras, Marco Maia (PT-RS) pediu a membros da comissão para não marcar novos depoimentos. Ele não quer mais ter trabalho até o final vergonhoso das “investigações”, no dia 18. Sinos de Natal O 13º atrasado dos Correios não tirou o espírito natalino de Wagner Pinheiro, seu presidente: planeja “visita oficial” ao Rio Grande do Sul, com jogo de futebol companheiro, e esticada com a família a Gramado. E agora, José? O PSDB estuda requerimento à CPMI para pedir explicações ao ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, em razão da revelação do exdiretor Paulo Roberto Costa de que o consultou antes de enviar aviso à então ministra Dilma sobre os “problemas” na estatal. Feira moderna Ninguém aperta o cinto no Planalto: entre biscoitos, achocolatados e geleias nos R$ 265,6 mil reservados para 2015, chama a atenção o leite em pó desnatado 300g a R$ 11,75. Custa R$ 9,20 nos supermercados. Se a moda pega... O governo da Bolívia pediu à população que compre ao menos 400 mil produtos da Nacional de Textiles, para ajudar a estatal a pagar dívida de US$ 15 milhões junto a uma extinta empresa privada. Pensando bem... ...após incentivar imigrantes a se habilitarem ao Bolsa Família, o próximo passo do governo do PT será concederlhes título de eleitor.

PODER SEM PUDOR

Como recuperar o juízo O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, tentava forçar o então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), a suspender o aumento salarial dos deputados: - Se você colocar isso em votação, não poderei convidá-lo à festa de 1º de Maio da Força. Você ia ser mais vaiado que o Severino Cavalcanti… Chinaglia é truculento, mas não é louco: as festas de 1º de Maio da Força atraem até dois milhões de pessoas, interessados em sorteios de carros e até de apartamentos. E a discussão do reajuste foi suspensa.

CONFERÊNCIA

Jogamos em casa, diz Dilma em Quito Ao discursar na Cúpula Extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, no Equador, a presidenta Dilma Rousseff destacou a palavra “integração” para convidar os presidentes dos 12 países que compõem o bloco a se unirem pelo enfrentamento da crise internacional, para a criação de projetos de infraestrutura e a preservação da estabilidade democrática da região. Repetindo a palavra “integração” por oito vezes, Dilma aproveitou sua fala para

elogiar a construção da nova sede da Unasul na capital equatoriana. “Temos a maior clareza da importância da integração no nosso continente. Portanto, consideramos fundamental buscar formas tanto de integração econômica e de infraestrutura logística quanto energética”, disse a presidente, antes de participar da cerimônia de inauguração da nova sede. Dilma fez referência à metáfora futebolística do secretário-geral da Unasul, Ernesto

Samper, que, quando esteve no Brasil, disse que se sente “jugando de local” (jogando em casa, em português) quando visita o país. “E, quando viajamos pelo continente, como é o caso de hoje, sempre ‘jugamos de local’”, disse. Em uma retrospectiva dos desafios e avanços da Unasul nos últimos meses, a presidente defendeu ações conjuntas que, na sua opinião, vão contribuir para a consolidação da agenda externa do grupo.

Protagonistas de vários escândalos, Sarney e Roseana se despedem da vida política no país

Roseana decreta decadência da família Sarney na política Para especialistas, a “decadência da família Sarney” se deu pela baixa chance de os dois saírem vitoriosos nas eleições

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m menos de 60 dias, dois nomes que há muitos anos sempre se destacaram na política nacional sairão de cena: José e Roseana Sarney. Pai e filha se aposentam da vida pública após o fim de seus mandatos como senador e governadora, respectivamente. Na análise de especialistas, a “decadência da família Sarney” se deu pela baixa chance de os dois saírem vitoriosos nas eleições deste ano. Na política desde 1990, Roseana Sarney (PMDB) decidiu, aos 61 anos, seguir os caminhos do pai e não ocupar mais cargos públicos. O mandato dela no governo do Maranhão termina no dia 31 de dezembro. O cientista político David Fleischer avalia que dificilmente ela tentará alguma eleição no futuro. “Ela foi minha aluna na Universidade de Brasília (UnB) nos anos 70. Foi uma aluna muito inteligente, fazia análises excelentes, tirava notas muito boas. Mas ela tem alguns problemas de saúde que podem ser um fator para ela não voltar à política ativa. Além disso, ela tem alguns netos para cuidar também. Cuidar de neto é uma grande atividade”, diz Fleisher.

Para o cientista político Rogério Schmitt, a saída antecipada do cargo representaria um gesto de derrota, já que o candidato apoiado pela família nas eleições deste ano, Lobão Filho (PMDB), perdeu para Flávio Dino (PCdoB), da oposição. “Se a renúncia acontecer, é um sinal de que ela não tem um bom relacionamento com o seu

IMPOPULARES

Senador José Sarney e a filha, Roseana, se aposentam da vida pública após o fim de seus mandatos. Baixa popularidade acelerou a saída dos dois da vida pública, após décadas no poder sucessor. Não quer, digamos, sair na foto ‘passando a faixa’ para ele”. Outros tempos A família Sarney foi a principal força política no Maranhão durante décadas. A segunda geração (Roseana) sai sem deixar herdeiros. Um dos sinais de enfraquecimento dessa “di-

nastia”, segundo Schmitt, foi a derrota dela nas urnas em 2006, quando Jackson Lago foi eleito governador. Por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2009, os mandatos de Lago e do vice foram cassados por abuso de poder econômico durante a campanha. Segunda colocada, Roseana assumiu. Trajetória de escândalos O pai, José Sarney (PMDBAP), 84, já foi presidente da República, prefeito de São Luís, governador do Maranhão e está no Senado há 40 anos. Além da idade avançada, outro fator pesou no anúncio da aposentadoria dele, segundo Fleischer. Pai e filha já protagonizaram escândalos. Como, por exemplo, em 2002, quando Roseana e o marido não conseguiram explicar a origem de cerca de R$ 1,3 milhão da empresa que eram sócios, a Lunus, que não haviam sido declarados. José Sarney também foi personagem de destaque no caso dos Atos Secretos no Senado. Descobriu-se que parentes eram funcionários da casa, além de outras irregularidades envolvendo verbas e contratações.


‘É estarrecedora a fragilidade dos shoppings’, diz

deputado Presente em um tumulto dentro de um shopping, no Adrianópolis, Marcelo Ramos chama a atenção para a falta de segurança dos estabelecimentos de Manaus em situações de emergências JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

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pções, comodidade, conforto e lazer fazem parte dos itens obrigatórios na lista de tarefas dos grupos que pretendem, ou já investiram alto, na construção de centros comerciais de grande porte, especialmente os shopping centers. Porém, tido por especialistas e clientes como fundamental, o nível de segurança oferecido por esses locais tem a cada dia se tornado ponto de reflexão, já que em um curto espaço de tempo, foram postos à prova em Manaus. Testemunha recente de uma situação de tumulto em um shopping da cidade, o deputado Marcelo Ramos (PSB) ressaltou, em conversa com a reportagem, que boa parte dos empreendimentos comerciais de grande porte em Manaus carecem de instrumentos básicos de organização e orientação. O parlamentar lembra que os espaços, por serem fundamentalmente privados, precisam de consciência e organização por parte dos funcionários e prestadores de serviços para que, em casos de emergência, a situação seja contornada a fim de evitar pânico e tumultos entre os frequentadores. “O que vivi junto com minha filha foi um exemplo claro de despreparo e desatenção a um quesito tão importante, em vista da enorme quantidade de pessoas que transitam em um shopping. Para mim, foi estarrecedor observar quão é frágil a segurança de um shopping em Manaus. Em uma situação de crise, ao invés de primar pela evacuação adequada do local, o estabelecimento teve as cancelas dos estacionamentos fechadas e os guichês de pagamento isolados”, destacou. Ramos, que se despede do parlamento estadual e que, por conta disso, diz não

VOCÊ ESTÁ SEGURO NO

SHOPPING? haver tempo para protocolizar Projeto de Lei (PL) voltado para a problemática, frisou que são necessárias regras que obriguem os responsáveis pelos shoppings a posicionarem um sistema de som que ajude a propagar palavras de ordem e, ainda, a liberação imediata das cancelas dos espaços reservados para os veículos. “É visível que a maior preocupação está na cobrança do estacionamento. Eles não se importam se as pessoas estão passando mal, ou mesmo se o shopping está ruindo, eles querem que paguemos o estacionamento. Absurdo e revoltante”, frisou. Medidas De olho nas polêmicas envolvendo os espaços de compra, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Álvaro Câmpelo (PP), já estuda com sua equipe jurídica como a casa e a comissão podem se posicionar quanto ao tema. Segundo ele, durante a semana, um relatório deve ser expedido, e, a partir dele, serão iniciadas medidas junto aos empreendimentos. “Tenho acompanhado as últimas notícias que envolvem o assunto e junto com a equipe que trabalha comigo já iniciei um trabalho para saber o que existe na legislação e o que pode ser proposto. A ideia é forçar os donos desses lugares a oferecer segurança digna para quem frequenta os shoppings”, detalhou.

Vereador quer ações preventivas Autor do Projeto de Lei (PL) que regulamentou a cobrança nos estacionamentos e Manaus, incluindo os dos shoppings, o vereador Wilker Barreto (PHS) sustentou que é preciso que os empresários comecem a adotar medidas de prevenção, a exemplo das usadas em países como o Japão. “As situações de crise, que colocam as pessoas em risco, são iguais em qualquer parte do mundo. No Japão, eles se preparam para os terremotos e tsunamis. Aqui temos que nos precaver também, nos adequando às situações vividas por nossa gente. Sou a favor de programas educativos, em que as pessoas são treinadas para passar ilesas nesses casos”, justificou. Com uma média alta de

denúncias referentes aos shoppings, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas indica que qualquer consumidor que se sinta lesado, ou que tenha prejuízos financeiros, principalmente os ligados aos veículos estacionados nos pátios dos espaços, recorra aos Boletins de Ocorrência (BOs) e os utilize ao acionar o Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon/AM). Derrota nos tribunais Em uma derrota no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Câmara Municipal de Manaus (CMM), por meio do vereador Júnior Ribeiro (PTN), teve que ver seu Projeto de Lei (PL) que obrigava os shoppings

da cidade a manter segurança à disposição do cliente até o encerramento da última atividade, derrubada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), impetrada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O projeto já estava sancionado e foi considerado inconstitucional pela corte do Estado. Entre os argumentos utilizados pela Abrasce, estava a transferência ao particular de uma obrigação que cabe ao Estado. Na ocasião, a Procuradoria Geral da CMM foi acionada para recorrer da decisão. A reportagem tentou contato com o propositor da matéria, para descobrir novas informações sobre o impasse, mas não obteve sucesso.

A7 ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Política

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O deputado Marcelo Ramos estava com a família na hora de um incidente dentro de um shopping


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Política

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Cadeira da presidência da CMM vira alvo de disputa Faltando poucos dias para realização da escolha do novo presidente, vereadores acirram a disputa pela cadeira da casa

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eleição para o novo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que deve ocorrer no dia 17, conforme anúncio do atual presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), será disputa por pelo menos oito vereadores, que já declararam interesse em assumir o cargo. Um dos que despontam a compor a cadeira principal da Mesa Diretora da CMM é o representante do prefeito no legislativo municipal, vereador Wilker Barreto (PHS). Formado em economia, com título de mestre em sustentabilidade e meio ambiente, o parlamentar iniciou sua carreira política como assessor na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Barreto teve o primeiro cargo eletivo como vereador em 2008, com 7.176 votos, e foi reeleito em 2012. Questionado sobre suas propostas para administrar a presidência, Barreto disse defender uma maior proximidade da Câmara com a sociedade e que um instrumento importante que pretende desenvolver é a TV aberta, que, segundo ele, é um projeto indicado por Bosco Saraiva.

TIAGO CORREA/DIRCOM

“Eu defendo valorização de servidores, fortalecimento e cumprimento de leis municipais, melhorar estrutura das comissões, entre outras propostas. O presidente é o grande magistrado no plenário, gestor da casa e é fundamental o equilíbrio e conhecimento do funcionamento do poder”, concluiu. O vereador Mário Frota (PSDB), que é graduado em direito e atua na política amazonense há mais de 15 anos, também está entre os nomes concorrentes à presidência da CMM. O parlamentar já teve dois mandados como deputado estadual (1999 a 2002 e 2003 a 2004), foi eleito viceprefeito em 2005 e já está em seu terceiro mandato como vereador. “Eu tenho mais de 15 anos como político e tenho uma longa experiência. Isso conta. Não quero fazer uma administração egocêntrica. Penso em desenvolver uma administração compartilhada com os companheiros e democratas”, disse. O parlamentar criticou a administração de Saraiva, e a classificou como “centralizada”. “Quero fazer uma administração diferente”.

Candidatos apresentam propostas Formando o grupo que faz oposição à bancada do prefeito na casa, o vereador Professor Bibiano (PT), que também vai concorrer ao cargo, apresentou 18 propostas, caso seja eleito à frente do executivo municipal. Apesar do vereador Sildomar Abtibol (Pros) também ter sido cotado pela base que apoia o prefeito, revelou que ainda está estudando se irá concorrer ou não à presidência da casa. Os vereadores Plínio Valério e Ednailson Rozenha, do PSDB, Rosivaldo Cordovil (PTN) e Júnior Ribeiro (PTN) também declararam que pretendem concorrer à presidência. Bosco Saraiva foi eleito deputado estadual e deverá deixar a Câmara no fim deste mês


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Economia B5

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

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DIEGO JANATÃ

Caderno B

Economia

Cecomiz resiste ao manter as portas abertas

O guaraná é

nosso Novas técnicas de cultivo impulsionam produção do guaraná do pequeno produtor de Maués, onde o fruto é mais rico em guaranina do que o colhido na Bahia, maior produtor nacional

DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO

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aués - O pequeno agricultor foi o protagonista da 35ª Festa do Guaraná de Maués, realizada no último fim de semana, na Praia da Maresia, que celebrou a expectativa para a safra do biênio 2014/15. Segundo dados da Secretaria de Produção Rural do município, até janeiro do próximo ano, devem ser colhidas mais de 300 toneladas do produto beneficiado, um aumento aproximado de 80% ante a última colheita. A II Feira do Agronegócio, atividade que reuniu os setores da agricultura familiar da região, destacou o papel do guaranacultor na retomada da produção no Amazonas. No início da década de 1990, com a baixa produtividade e a queda dos preços, Maués perdeu para a Bahia o status de maior fornecedor nacional. A partir de 2004, graças a parcerias entre o poder público e centros de pesquisa

como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), deu-se início a um programa de revitalização da cultura do guaraná. O foco, desde então, passou a ser os pequenos agricultores. O ponto de partida é o fornecimento de mudas produzidas a partir de técnicas especiais de cultivo, como a clonagem. Enquanto mudas nativas levam até cinco anos para frutificar, as sementes dos lotes produzidos pela Embrapa podem ser colhidas num período de dois anos. “É um pacote tecnológico que garante a produtividade do pequeno agricultor, desde que obedecidas as normas”, assinala o secretário de Produção Rural de Maués, Oran Alencar. “Com isso, o nosso faturamento para o período da safra varia de R$ 6 a R$ 8 milhões”, afirma. Aproximadamente 95% do extrato de guaraná obtido na fazenda Santa Helena, administrada pela AmBev, tem origem nos guaranazeiros cultivados por pequenos produ-

tores. “Uma das dificuldades que encontramos é a ausência de associações e cooperativas na região. A compra direta exige certa burocracia”, observa o engenheiro agrônomo Roswell Hada Leal. Técnicas Maués possui cerca de 2,5 mil agricultores familiares que utilizam o sistema de cultura diversificada, incluindo plantio para consumo próprio. Além do guaraná, produtos como a farinha de mandioca, o abacaxi e a melancia têm importante papel na geração de renda do município. De acordo com o microempresário Silvio de Proença Filho, a boa qualidade do guaraná de Maués é fruto da associação entre o conhecimento tradicional e as pesquisas de melhoramento genético. “O nível de guaranina (alcalóide idêntico à cafeína) das sementes pode chegar a 5% a cada 100 gramas de grão torrado. O índice mínimo exigido para exportação é de 4%”, explica o microempresário.

Luís Ferreira, produtor da comunidade de Vera Cruz, mantém a forma antiga de cultivar o guaraná

Cultivar com métodos antigos Apesar dos avanços, as novas tecnologias causam desconfiança. Muitas vezes são consideradas ameaça aos modelos seculares de plantio. “Um exemplo é a má compreensão da técnica da clonagem, que muitos confundem com a questão dos transgênicos. Na verdade, trata-se de inserir uma parte da planta adulta em uma planta menor. Este recurso proporciona um período de colheita mais curto e maior Maués perdeu em produtividade para a Bahia e agora investe no pequeno produtor

resistência às pragas”, exemplifica a engenheira agrônoma Melanie Congretel, doutoranda em Sociologia do Meio Ambiente pela AgroParisTech, em convênio com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Este recurso é o principal alvo das críticas de seu Luís Ferreira das Neves, 84, considerado o produtor mais antigo do município. Morador da comunidade Vera Cruz, ele faz questão de manter os

antigos métodos de cultivo. “A clonagem garante o crescimento mais rápido, porém, as árvores não resistem por mais de três anos. Tenho guaranazeiros com dezenove anos”, diz. “Houve uma época em que colhíamos até 12 sacas por dia, a limpeza era mais cuidadosa. Hoje, eles usam roçadeiras para retirar impurezas e preferem secar as sementes em vez de torrá-las. Isso altera o gosto do produto”, explica.


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Economia

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Proposta para eliminar a burocracia favorece o PIM SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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eliminação por parte dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) de uma imposição burocrática sobre os produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM) pode favorecer a economia do Amazonas. O bloco econômico estuda suprimir um entendimento que considera itens produzidos na Zona Franca de Manaus (ZFM) como provenientes de um terceiro país nas transações com os membros do Mercosul. Caso aprovada, a proposta que hoje está em discussão permitirá que produtos do PIM sejam negociados com classificação de procedência brasileira e não como de um terceiro país. A afirmação foi dada pelo presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil (Fecam-Venez), José Francisco Marcondes. Debate O assunto foi amplamente discutido durante o Fórum Multilateral de Negócios do Mercosul, realizado na semana passada, em Manaus. Se-

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Mercosul discute fim do entendimento de que produtos vindos da ZFM têm origem em terceiro país e não no Brasil gundo Marcondes, a intenção de eliminar essas cláusulas burocráticas é integrar regiões brasileiras - em especial a Norte e a Nordeste -, em negociações com os países membros do Mercosul. “Assim, os Estados brasileiros e

INTEGRAÇÃO

O Fórum do Mercosul tem como propósito a promoção de negócios e debates com empresários de várias regiões, incluindo de países vizinhos, para incentivar parcerias e os investimentos Reunião entre os representantes de países membros do Mercosul e de Estados do Norte e Nordeste foi realizada em Manaus

o país terão mais vantagens competitivas”, destaca. O presidente da Fecam-Venez explica que a burocracia existe por conta de protocolos firmados entre o bloco econômico que consideram a Zona Franca, no Amazonas, e em outras localidades como um terceiro país por causa da quantidade de valores nacionais agregados na produção dos produtos que não é mensurável de acordo com os critérios do Mercosul.

Empresários defendem união sul-americana O Fórum Multilateral de Negócios do Mercosul defende também a integração dos países da América do Sul, uma vez que há inúmeras vantagens comparadas aos outros continentes. “Temos forte capacidade de geração energética, re-

servas de petróleo e gás, geração hidrelétrica, eólica, reservas de água potável, área agriculturável, pecuária ativa, além de forte população consumidora. Isso nos permite ver que esse continente tem perspectiva de forte crescimento”, afirma o

presidente da Fecam-Venez, José Francisco Marcondes. De acordo com estudos e trabalhos realizados pelo grupo, o crescimento só será alcançado desde que o continente esteja unido em busca do mesmo objetivo, ou seja, fazer o comércio e

a integração entre o continente e associar empresas em busca de investimentos conjuntos para atender terceiros mercados. “Esse é o verdadeiro processo de integração que buscamos na América do Sul”, ressaltou Marcondes.


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Um milhão de turistas no Amazonas Recorde histórico foi registrado em novembro passado pelo Estado, que deve fechar o ano com 15% de crescimento em relação a 2013 ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO

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ela primeira vez na história, mais de um milhão de turistas visitaram o Amazonas em um mesmo ano. Esse volume de pessoas que passou pela região é inédito para o setor turístico local. Estimulados, principalmente, pela Copa do Mundo e pela própria marca do ecoturismo, até novembro de 2014, em torno de 1,1 milhão de turistas passaram pelo solo amazonense, fluxo de pessoas recorde para a região, de acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur). O movimento de turistas registrado neste ano é 15% maior do que o total de pessoas que visitou o Estado durante todo o ano de 2013, quando 957 mil visitantes desembarcaram na região para desfrutarem as belezas do Amazonas. “Há mais de uma década, fazemos um trabalho no turismo em cima de macros programas e de metas estabelecidas que foram perseguidas para que a ‘marca Amazonas’ passe a ser mais conhecida no mercado internacional e, também, no nacional. Nossa meta no Plano Estadual de Turismo era a de atingir um milhão de turistas em 2014”, afirma a diretora-presidente da Amazonastur, Oreni Braga.

De acordo com Oreni, em 2003, quando assumiu a missão de comandar a pasta do turismo no Estado, o número de turistas que visitaram o Amazonas naquele ano foi de aproximadamente 185 mil pessoas, quase seis vezes menos do que o fluxo verificado em 2014. “Fecharemos o ano com 15% de crescimento em relação a 2013”, salienta. Mesmo com o bom resultado neste ano, Oreni destaca que o desempenho do Estado ainda está aquém do verdadeiro potencial existente no Amazonas. “Deveríamos receber até 3 milhões de turistas pelos atrativos que a região possui”, frisa. Na avaliação do economista Ailson Rezende, a forte divulgação no exterior, onde os “mistérios” da Amazônia permeiam o imaginário das pessoas, foi o principal fator para o alcance da marca recorde no turismo amazonense. “Os estrangeiros querem visitar o Amazonas, pois querem desvendar esse mistério que é a região amazônica”, declara.

Oreni BRAGA

‘Não tínhamos nem o básico PARA ESTIMULAR O turismo do Amazonas’ EM TEMPO – Por que o fluxo de turistas que o Amazonas recebe, anualmente, hoje, está aquém do potencial do Estado? Oreni Braga - Primeiro, o Amazonas ficou sem uma logística aérea adequada. Não tínhamos, por exemplo, voos que nos ligassem à Europa de forma direta, tínhamos dificuldades para ter voos para os Estados Unidos, que é o maior emissor de turistas do mundo, não tínhamos uma política de turismo planejada com metas pré-estabelecidas, não tínhamos material de promoção profissional como temos hoje, com material de divulgação em dez idiomas. Ou seja, não tínhamos nem o básico para estimular o turismo local. EM TEMPO – O que foi feito de concreto para mudar esta realidade? OB – Adotamos uma política de turismo com programas e metas estabelecidas, por exemplo, para capacitar pessoas. Somente no ano passado, capacitamos 14 mil pessoas. Investimos na infraestrutura das cidades com potencial turístico com equipamentos como Centros de Atendimento ao Turista (CATs), terminais fluviais tu-

rísticos e sinalização. Além desses investimentos, em Manaus, estamos aparelhando o Centro de Convenções para que a capital amazonense entre efetivamente no calendário, internacional e nacional, de grandes eventos. Também criamos uma interlocução institucional com o governo federal. EM TEMPO - O orçamento de R$ 14 milhões é pouco para o turismo. O que tem sido feito para “driblar” a falta de verbas? OB – A gente amplia esses recursos com verbas federais “batendo na porta” dos ministérios. Só neste ano, temos em caixa R$ 47 milhões só de captação de recursos federais. EM TEMPO - Quais são os principais desafios do próximo governo para fortalecer o turismo local? OB – O principal desafio é ter o turismo na pauta econômica do Estado. É preciso também fazer um pacto federativo entre o governo do Estado e a União e os municípios no sentido de definir na política nacional os projetos que são prioridades para o Amazonas.

EM TEMPO – Quais são essas prioridades? Pode citar algumas? OB – Precisamos que o Porto de Manaus seja revitalizado e transformado, efetivamente, em um porto turístico e não mais alfandegário. Outra prioridade: dos 18 aeroportos regionais, só seis são estratégicos para turismo o Estado (Barcelos, Parintins, Maués Tabatinga e Tefé, além do próprio aeroporto de Manaus). É preciso cuidar melhor dessa situação. Outro desafio é o comprometimento dos prefeitos das cidades turísticas para que possam adotar uma política municipal e comungar com o Estado essas ações voltadas para o turismo. Não adianta o governo do Estado investir se as prefeituras não conseguem cuidar do turismo em seus próprios municípios. Precisamos também criar uma política de incentivos para o setor turístico assim como é dada para o Polo Industrial de Manaus (PIM). EM TEMPO - O que o governo fez para fortalecer o turismo nos municípios no entorno de Manaus como em Iranduba e em Presidente Figueiredo? OB – Já fizemos todos os

diagnósticos nos municípios no entorno de Manaus. Temos todos os projetos prontos. O que faltam, mesmo, são recursos para que os projetos sejam implantados. EM TEMPO - Quais são os principais projetos? OB – Por exemplo, temos o projeto de construção de dois parques, em Presidente Figueiredo: o parque Galo da Serra e o parque Vitória Régia. Temos o projeto de fazer cinco torres de observação de pássaros. Queremos fazer também no município de Rio Preto da Eva o centro gastronômico regional. Tem o projeto de fortalecer o artesanato cerâmico de Iranduba. EM TEMPO – Quanto o Estado precisa para transformar esses projetos em realidade? OB- Em torno de R$ 100 milhões, sendo R$ 20 milhões para pequenos projetos e o resto para projetos maiores como, por exemplo, o Bioparque está previsto para ser construído em Manaus e que terá um mega aquário com peixes regionais. EM TEMPO – Quais são os principais gargalos tu-

rísticos em Manaus? OB- Falta melhoria na infraestrutura básica, paisagismo e investimentos em mobilidade urbana, uma vez que o governo do Estado tem investido na segurança da capital. Para ser uma cidade turística, é preciso ter infraestrutura básica. Manaus sofreu com a falta de uma política de turismo. Porém, os governos do Estado, ao longo dos anos, se preocuparam em ajudar Manaus. Por exemplo, não é atribuição do governo do Estado sinalizar Manaus. Mas, sinalizamos Manaus. Não é atribuição do governo do Estado construir um centro de convenções na capital, pois quem tinha que construir era a prefeitura. Porém, mesmo assim, construímos um centro de convenções. O Estado tem sido pró-ativo. A Copa do Mundo foi o Estado quem realizou tanto a parte de promoção como a de organização toda. O prefeito Arthur (Neto) já entrou no final tentando ajudar de alguma maneira. Logicamente que a prefeitura não fez o seu papel. Mas fizemos o dever de casa. EM TEMPO – O que a senhora acha da pesquisa realizada pela Fecomércio

divulgada recentemente, cujos dados mostram que 51% dos turistas não querem voltar a Manaus? OB- Nós não temos acesso a essa pesquisa. Quando ela sai é pela imprensa que ficamos sabendo. Não temos problema se alguém quer ter acesso às nossas pesquisas. A gente mostra como são feitas. Geralmente, a coleta de dados é feita na saída dos turistas da cidade. Porém, essa pesquisa da Fecomércio não temos nenhum conhecimento de como ela é feita. Não sabemos onde eles pesquisam, com quem, qual é o público, enfim. Nossas pesquisas mostram que 80% dos turistas querem voltar a Manaus. EM TEMPO – A senhora vai continuar no cargo? Já foi sondada pelo governador eleito? OB- É o governador quem decidirá. Gosto de fazer turismo. Essa é a minha área, onde atuo há quase 25 anos. Porém, como é um cargo de confiança do governador, ele tem toda liberdade de escolher quem ele quer para o cargo. Continuaremos trabalhando até o último dia da mesma forma que trabalhei desde o primeiro dia.

FOTOS: JPLIMA

Economia

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Economia

O novo filão na área de eventos

ARQUIVO PESSOAL

Formaturas de crianças viraram uma verdadeira ‘mina de ouro’ do mercado SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO

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mercado de eventos descobriu mais um filão para explorar: a formatura dos doutores do ABC. Antes restrita a uma simples festa na escola da criança, com a entrega do diploma e do anel de ABC, pelos pais, o evento, guardadas as devidas proporções, ganhou ares de formatura universitária. No último final de novembro, a servidora pública estadual Louise Haddad, 28, celebrou a formatura de doutora do ABC da filha Raíza Haddad, 5. Ela conta ter gasto R$ 1,7 mil com a festa, fora os custos com vestido, anel, foto, entre outros detalhes. “É um momento único, além de ser uma conquista importante para a criança, que está iniciando no universo da leitura e da escrita. Como tenho apenas uma filha, foi possível fazer uma programação nas finanças, para investir na festa”, ressalta Louise. Segundo ela, a preparação do evento deste porte deve contar sempre com uma comissão organizadora responsável e comprometida, pois a mesma ajudará muitas vezes a diminuir gastos desnecessários, além de pôr em ordem alguns detalhes que fazem a

diferença, como buffet, decoração, animação e atividades para que as crianças não fiquem enfadadas ou estressadas - durante a solenidade da formatura -, convites, música, entre outros. Cerimonial Neste final de semana, a engenheira civil Elaine Salles Peixoto, 32, celebra festa semelhante para o casal de

Algumas empresas locais chegam a cobrar R$ 5 mil por criança para promover uma simples festa para os ‘Doutores do ABC’

REGISTRO

O gasto médio com um pacote incluindo fotos impressas, álbum, portaretrato com foto, e um diploma, varia de R$ 750 a R$ 1,2 mil. O serviço é uma opção para quem não quer perder um detalhe da festa gêmeos, Vinicius, 6, e Beatriz Peixoto, 6. No ano passado, Elaine acompanhou os preparativos da festa de uma sobrinha. Ela conta que apesar dos esforços da organização da festa, a falta de um cerimonial fez a diferença, devido o improviso em vários momentos da solenidade de formatura. Tal observação foi o primeiro item cobrado por ela à comissão que organizou a festa dos filhos.

Planejamento é essencial Com experiência de organizar as festas da família, a empresária Ana Paula Nogueira Vieira, 43, também ajudou na comissão que cuidou dos preparativos para a formatura da filha Giovanna Nogueira Vieira, 5, e dos demais 19 colegas de turma do ABC, no último final de semana. Segundo ela, o planejamento antecipado do evento, bem como a definição do tipo de festa que será realizada e uma pesquisa de preços são essenciais para o sucesso da mesma. “Tivemos oitos meses para preparar a festa. Foi um tempo suficiente para verificar preços, o tipo de festa que queríamos fazer, bem como um levantamento de preço de material de decoração, lembranças,

pacotes de fotografia, convites, entre outras coisas”, explica Paula Vieria. Com esses dados em mãos, segundo Paula, fica mais fácil de ter uma ideia de como será o evento e também de mostrar aos outros pais o que está sendo proposto para a festa e se os mesmos estão de acordo e poderão participar. Ela lembra que após o planejamento, a cota de participação na festa, orçada para cada criança, foi de R$ 1.505, cujo valor foi parcelado. O segundo passo foi o pacote incluindo fotografia e convite dos formandos. “Um planejamento com antecedência faz toda a diferença, pois se for fazer algo em cima da hora fica complicado”, observa.

DIVULGAÇÃO

PROJETO DA IBM

Baterias de laptos podem iluminar casas

Segundo estudo, 70% das baterias descartadas possuem capacidade para acender lâmpada

São Paulo - Não é pequena a quantidade de baterias de laptops descartadas anualmente: são cerca de 50 milhões de unidades, que não têm um destino muito claro depois que deixam as casas de seus usuários. Mas os pesquisadores IBM têm uma proposta interessante: usá-las para iluminar residências em países subdesenvolvidos. De acordo com o resultado do estudo, realizado na Índia, pelo menos 70% das baterias descartadas ainda tem capacidade suficiente para alimentar uma lâmpada de LED durante quatro horas por dia durante um ano inteiro.

A ideia empolga bastante os pesquisadores, já que os custos seriam bem inferiores ao uso de paineis solares com baterias recarregáveis. “O componente mais caro para estes sistemas normalmente é a bateria. Neste caso, a parte mais cara está vindo do lixo”, enfatiza o cientista no Smarter Energy Group, Vikas Chandan, que liderou o projeto. Pesquisas O trabalho foi feito com a RadioStudio, uma empresa de pesquisas em hardware. Eles removeram e testaram individualmente as células internas das baterias descar-

tadas para selecionar as que ainda poderiam ser utilizadas pelas pessoas. Elas foram recombinadas, ajustadas e entregues para testes para cinco pessoas que viviam em favelas de Bangalore. Três meses depois, as respostas foram positivas, mas a solicitação mais comum foram cabos resistentes a ratos e lâmpadas mais brilhantes. O plano já está sendo revisado. A IBM diz não ter planos de transformar a proposta de usar baterias de laptops para iluminar casas em um negócio, e que a tecnologia deve ser oferecida gratuitamente para os países pobres.


MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

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Cecomiz resiste às adversidades

Mesmo com problemas, shopping mais antigo de Manaus permanece aberto VOCÊ ESTÁ SEGURO NO

SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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SHOPPING? Movimento de clientes no Cecomiz tem estado em decadência desde a época que incêndio atingiu parte do shopping, em 2009

movimentação de clientes no Shopping Cecomiz, no Distrito Industrial, na Zona Sul, está longe de ser igual ao grande fluxo que existia no local antes do incêndio que destruiu totalmente o bloco Rio Negro, em outubro de 2009. Mesmo assim,

ESPERANÇA

Os lojistas do Cecomiz estão otimistas com o Natal e o Ano Novo por serem datas de maior movimentação no local. Empresários estavam definindo como será a promoção natalina no centro comercial o shopping mais antigo da cidade sobrevive à pressão do mercado e à expansão dos grandes empreendimentos com a fidelidade de alguns consumidores que não deixaram de frequentar o local após o sinistro. De acordo com os lojistas, os prejuízos que tiveram com o incêndio do outro galpão foram incalculáveis, sendo que depois de cinco anos do acidente conseguiram recuperar

apenas 50% do movimento da época. Para piorar a situação, há um impasse junto à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), detentora do terreno, que impede os mesmos de realizarem investimentos e ampliação no estabelecimento. ‘No escuro’ A Associação dos Lojistas do Cecomiz (Alomiz) destaca que os empresários investem “no escuro” e sem ter certeza se terão retorno, visto que a qualquer momento a Suframa pode embargar o prédio. Segundo a entidade, o processo corre na Justiça Federal, em Brasília. “A Suframa adquiriu o terreno do galpão que pegou fogo e até agora não fez nada e o local está cheio de mato”, conta a presidente da Alomiz, Suerle Marinho. O shopping que chegou a empregar quase 1 mil funcionários, atualmente, emprega em torno de 200. Antes do incêndio tinha aproximadamente 110 lojas e , hoje, conta com apenas 33 e 10 quiosques. Os lojistas pleiteiam apoio do poder público ou privado para conseguir reerguer o centro de compras para enfrentar a concorrência. “Precisamos de ajuda porque são 33 lojistas que sobreviveram ao incêndio e conseguiram manter a clientela”, desabafa Suerle.

Local precisa ser revitalizado Segundo a secretaria da Alomiz, Juci Andrade, o Cecomiz conta hoje com lojas de salão de beleza, importadoras, sapatarias, de esportes, perfumaria, papelaria, agencias de viagem, entre outras. Conforme ela, o que os lojistas e os funcionários querem é melhorias na estrutura do shopping. “Temos um mix de lojas, mas o local precisa ser revitalizado e ampliado para mostrar à população que estamos aqui”, frisa. Ela explica que, em média, os gastos com as despesas de manutenção do shopping, como, por exemplo, limpeza, segurança, entre outros serviços, gira em torno de 45 mil por mês. “Quem mantém o Cecomiz aberto são os lojistas, que pagam todos os meses uma

Vendas afetadas por incêndio De acordo com o proprietário da Papelaria Pina, Antônio Batista, quando havia o outro bloco o shopping Cecomiz era mais movimentado. Mas após o incêndio, conforme ele, o movimento caiu e os lojistas desde estão tentam se reerguer. “Enfrentamos várias dificuldades e não temos ajuda de nenhuma autoridade. Os custos para manter o shopping aberto são altos”, revela o empresário. Para a proprietária da loja Formato: a forma da beleza, Hellen Bandeira, apesar de o movimento ter caído bastante nos últimos anos, as pessoas que eram clientes do shopping não deixaram de fazer compras no local.

“Não há atrativos, então as pessoas não vêm para passear como ocorre em outros shoppings, elas vem realmente para comprar. Temos clientes fiéis e estacionamento grátis”, comenta. O proprietário da agência de viagens Caribe Turismo, Eduardo Rodrigues, destaca a importância que o Cecomiz representa para a Zona Sul da cidade que é carente de shopping. Segundo ele, no local há produtos de qualidades e preço acessível. “É um dos únicos espaços comerciais que atende o público do Distrito Industrial. Pensávamos que não iríamos durar esses dois últimos anos, mas a situação foi revertida”, afirma.

taxa de condômino conforme o tamanho de sua loja à Alomiz, responsável pela administração do estabelecimento”, conta. Investimentos A presidente da Alomiz, Suerle Marinho, revela que os lojistas vão injetar R$ 60 mil até janeiro de 2015. O aporte será investido na construção de uma estação de tratamento de esgoto. “É o único investimento alto que faremos. Rateamos 30% do valor e o restante conseguimos aos poucos porque nem todos os lojistas têm condições de pagar”, comenta. A Suframa afirma, por meio da assessoria de imprensa, que a autarquia aguarda decisão da Justiça para falar sobre o Cecomiz.

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Considerado como precursor dos grandes centros comerciais da cidade, Shopping Cecomiz chegou a empregar 1 mil pessoas


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País

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Projeto de biografias não autorizadas está pronto E

stá na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, e pode ser votado na próxima quarta-feira (10), o projeto da Câmara que altera o Código Civil para garantir a publicação de biografias não autorizadas de pessoas públicas ou aquelas cujos atos são de interesse da coletividade. O relator, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), é favorável à proposta por considerar que o Código Civil dá tratamento desproporcional a dois direitos fundamentais envolvidos na questão, a liberdade de expressão e o direito à privacidade, privilegiando esse último. O código proíbe, “salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa”. Para Ferraço, a história de pessoas cuja trajetória ganha dimensão pública se confunde “com a história de sua época, sendo fundamental para a preservação da memória coletiva”. Por isso,

ele argumenta que vincular a biografia de personagens públicos à prévia autorização “compromete a construção e a preservação da cultura e da história do país”. Ao manifestar apoio ao projeto (PLC 42/2014), ele observa ainda que aqueles que fazem uma opção pela vida pública possuem bônus,

POLÊMICA

O texto pode pôr fim a uma polêmica que tem levado à Justiça personalidades públicas que buscam impedir a divulgação de suas biografias e escritores que pedem liberdade de expressão mas devem também arcar com o ônus da escolha, “o estreitamento de sua intimidade” resultante da exposição à coletividade. Garantia De autoria do deputado Newton Lima (PT-SP), o projeto acrescenta um segundo parágrafo ao artigo 20 do Código Civil para determinar que

“a ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica de pessoa cuja trajetória pessoal, artística ou profissional tenha dimensão pública ou que esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade”. O texto aprovado na Câmara e enviado ao Senado inclui um terceiro parágrafo, determinando que a pessoa que se sentir atingida em sua honra, boa fama ou respeitabilidade poderá requerer a juizados especiais, pedindo a exclusão do trecho ofensivo em edição futura da obra. No relatório, Ricardo Ferraço aponta como inconstitucional a solução aprovada pelos deputados, apesar de, como observou, ter como propósito tornar mais céleres processos movidos por biografados que se sentirem lesados. Como alternativa, o relator sugere que “as ações judiciais da pessoa que se sentir prejudicada em sua honra, boa fama ou respeitabilidade serão processadas pelo rito sumário previsto no artigo 275 do Código de Processo Civil”.

MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

Propositura altera o Código Civil, para garantir a publicação de biografias não autorizadas de pessoas públicas

Para Ferraço, a autorização prévia de biografados compromete a preservação da cultura do país

DESARMAMENTO POLÍCIA FEDERAL/PR

Relator pretende achar um meio-termo entre o que a lei determina e o que a população deseja

Câmara se prepara para votação A comissão especial que discute o Projeto de Lei (PL nº 3722/12) que revoga o Estatuto do Desarmamento (lei nº 10.826/03) pode votar o parecer do relator, deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), na próxima quarta-feira (10). Na última terça-feira (2), em video chat promovido pela Câmara dos Deputados, Cajado explicou alguns pontos de parecer que, entre outras coisas, vai propor 25 anos de idade para compra de arma de fogo e 30 para porte. Cajado ressalta que o objetivo de seu relatório não é revogar o Estatuto do Desarmamento, mas achar um meio-termo entre o que a lei determina hoje e o que a população deseja em termos de direito à defesa de sua segurança. Ele lembra que o referendo realizado em 2005 mostrou que em torno de 65% da população rejeitava a linha mestra do estatuto, que é a proibição da comercialização.

Renovação O deputado mantém, em seu substitutivo, a necessidade de renovação do registro das armas, com a repetição dos procedimentos exigidos para a compra, como exames psicológicos e cursos para uso.

ALTERAÇÕES

O projeto modifica o Estatuto do Desarmamento (lei nº 10.826/2003) ao permitir a posse de armas em casa e no local de trabalho se o portador for dono do negócio, ou em propriedades rurais Na avaliação do parlamentar, não é admissível que alguém adquira uma arma e depois não dê mais satisfação. Cajado, no entanto, aumenta o prazo atual de renovação de três para cinco anos, no caso dos cidadãos comuns. Já

integrantes das Forças Armadas e policiais terão que renovar o registro de três em três anos, segundo o relator, para que passem por testes com mais frequência. Participação popular O projeto é tema de uma enquete promovida pela Câmara. Mais de 203 mil pessoas já deixaram sua opinião sobre o assunto (86% favoráveis ao texto e 12% contrários). A comissão se reúne no plenário 8, às 14h30. Contratempo Na última terça-feira, por falta de quórum, a reunião da comissão especial que discute o projeto foi cancelada. A reunião tinha sido marcada para votar o requerimento do deputado Alessandro Molon (PT/RJ), para ouvir representantes da sociedade civil, de movimentos ligados aos direitos humanos e especialistas em violência sobre o rearmamento da população.


País

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

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Câmara aprova projeto de regularização de imóveis A

Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL 3769/12), do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), que cria o Programa Nacional de Regularização de Imóveis Urbanos (Pronarim). Pela proposta, donos de imóveis urbanos que não possuem escritura podem passar a ter a permissão para fazer o registro de casas, apartamentos, lojas e escritórios e, com isso, ter o imóvel regularizado. Título de Legitimação O projeto muda a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73), permitindo que o município torne legítimos os imóveis urbanos que não possuem escritura pública. De acordo com o texto, o governo municipal poderá conceder o chamado “Título de Legitimação”, que deverá ser registrado no cartório de imóveis da comarca. Esse título vai servir para transferir o domínio do imóvel do município para a pessoa ou empresa. A proposta também muda a lei que trata da organização da Seguridade Social (Lei 8.212/91). O texto determina

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que os imóveis irregulares estejam livres da incidência de juros e multa de mora sobre as contribuições previdenciárias das construções, quando houver a legitimação - mesmo que estejam em atraso. O relator, deputado Roberto Britto (PP-BA), recomenda a aprovação do projeto. “A essência desse projeto é regu-

TRAMITAÇÃO

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e Cidadania, da Câmara dos Deputados, até ser sancionado larizar todos os imóveis que não estejam, ainda, regularizados - com suas escrituras - para que eles possam ser vendidos, alienados, possam ter utilidade normal.” Contribuições O projeto também reduz as alíquotas das contribuições previdenciárias por metro quadrado construído

- pagas pelos proprietários dos imóveis que foram regularizados. Para o coordenador-geral do Instituto Pólis e especialista em direito urbanístico, Nelson Saule Júnior, a futura lei ajudará a unificar as diversas legislações existentes. “Tem essa lacuna na legislação. Alguns municípios têm a sua legislação e estão fazendo a regularização por essas leis. Outros municípios não têm uma lei que possa servir de parâmetro para essa regularização.” Pela proposta, será aplicada uma política de coparticipação com os municípios quanto à arrecadação dos tributos. A receita proveniente das contribuições previdenciárias das construções recolhidas será partilhada, a partir da anuência do município ao convênio, com o Instituto Nacional do Serviço Social (INSS). Segundo a proposta, as regras que vierem a ser estabelecidas sobre o Programa Nacional de Regularização de Imóveis serão aplicadas conjuntamente com a Lei 11.977/09, que criou o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

Donos de imóveis urbanos que não possuem escritura podem passar a ter a permissão para fazer o registro dos mesmos

Pelo projeto, o município pode tornar legítimos imóveis urbanos que não possuem escritura pública

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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

ONU denuncia padrão de impunidade contra negros U

m grupo de seis analistas independentes das Nações Unidas denunciaram nesta sexta-feira publicamente que existe “uma preocupação legítima” com a possibilidade de que exista nos Estados Unidos um padrão de impunidade em relação à brutalidade exercida contra cidadãos afro-americanos. “A decisão (dos dois júris) deixou muitos com a legítima preocupação sobre um padrão de impunidade quando as vítimas do uso excessivo da força são de origem afro-americana ou de outras comunidades minoritárias”, afirma, citada em comunicado, a relatora especial sobre minorias, Rita Izsak. Os protestos aumentaram na última semana nas ruas de muitas cidades dos EUA após a decisão de um Grande Jurado em Staten Island (Nova York) de não processar um policial branco que matou um cidadão afro-americano desarmado, Eric Garner, após aplicar-lhe um golpe proibido. Este fato aconteceu uma semana depois que o Grande Jurado de Saint Louis (Missouri) decidiu também que não fosse

AFP

Tensão racial aumentou nos Estados Unidos, após mais uma morte e a não condenação de um policial branco acusado outro policial branco que atirou várias vezes contra um jovem negro desarmado, Michael Brown, e que também provocaram enorme indignação e violentos protestos em todo o país. Assassinatos ilegais Os relatores lembram que estes dois casos “renovaram uma onda de manifestações nos Estados Unidos contra o que é considerado por muitos na comunidade afro-americana como assassinatos ilegais e novos exemplos de como a força letal é desproporcionalmente usada contra homens jovens afro-americanos”. O relator especial sobre formas contemporâneas de racismo, Mutuma Ruteere, lembra as contínuas evidências de práticas discriminatórias, que incluem ter como alvo da polícia os afro-americanos. “Os afro-americanos têm dez vezes mais possibilidades de serem parados por agentes antitráfico que uma pessoa branca. Além disso, há várias queixas que os afro-americanos são desproporcionalmente afetados pelo uso letal da força. Estas práticas devem ser erradicadas”, assevera Ruteere.

Manifestantes foram às ruas para lembrar a morte do jovem Michael Brown por um policial branco, em Ferguson, no Missouri

Ativistas pedem que não ocorram excessos “Os casos de Michael Brown e Eric Garner se acrescentaram a nossa preocupação precedente sobre a prevalência de uma antiga discriminação contra os afro-americanos, especialmente em relação ao acesso à Justiça e frente

a práticas policiais discriminatórias”, afirma Mireille Fanon Mendes France, presidente do Grupo de Especialistas em Pessoas de Descendência Africana. Maina Kiai, relator sobre o direito de se manifestar,

pede aos que protestam que o façam sem violência. “Entendemos que há muitas pessoas que se sentirão zangadas e frustradas a respeito de uma decisão injusta. No entanto, é essencial que ajam dentro da lei e que não permitam que

seu aborrecimento gere mais violência”, diz Kiai. O relator especial sobre execuções extrajudiciais, Christof Heyns, destaca que a lei internacional só permite o uso letal da força quando for absolutamente necessária.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

DIVULGAÇÃO

Reabilitados valorizam os estudos Dia a dia C5

Segurança em shoppings preocupa frequentadores IONE MORENO

Confusões, acidentes e até assaltos são problemas eventuais nos estabelecimentos, que aumentam com festas de fim de ano VOCÊ ESTÁ SEGURO NO

A segurança do Manaus Plaza é feita por pessoas capacitadas e preparadas por meio de cursos de vigilância pessoal e patrimonial, e, no caso de brigas em locais fechados, os clientes são instruídos a direcionarse para áreas onde possam se proteger e sair com segurança. Para colaborar com a equipe de seguranças, há o monitoramento, por meio de câmera, de todos os andares do shopping com uma média de quatro câmeras por andar, além do monitoramento dos estacionamentos que possui 1,9 mil vagas. As escadas físicas, localizadas em locais estratégicos para a maior comodidade e segurança dos clientes, também permite a evacuação rápida em caso de problemas. Em média, segundo a assessoria, 20 mil pessoas circulam pelo shopping diariamente.

SHOPPING?

A

última confusão, na semana passada, em um dos shopping centers mais movimentados da Zona Centro-Sul, mostrou que um estabelecimento desse porte parece não ter preparo adequado, para lidar com situações semelhantes. Alia-se a isso o fato de não haver avaliação de riscos por parte de órgãos públicos, tanto nos antigos quanto nos novos estabelecimentos. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CreaAM) e o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) afirmam serem órgãos responsáveis pela fiscalização da infraestrutura, mas esperam que a responsabilidade esteja nas mãos da Defesa Civil, tanto estadual como municipal, e o Corpo de Bombeiros do Amazonas. No fato acontecido na semana passada, uma situação de pânico se estabeleceu no shopping a partir de uma briga entre clientes de um restaurante. A correria e o desespero dos frequentadores foram divulgados em redes sociais, onde o conflito ganhou contornos de arrastão, assalto e tiroteio, por causa de boatos gerados pela falta de informação precisa e pela atitude dos responsáveis pela segurança do estabelecimento: pessoas ficaram trancadas dentro de lojas. Algo assim já aconteceu em situação mais caótica e que terminou de forma trágica na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013. Outras situações aconteceram ao longo dos anos nesses estabelecimentos tão procurados pela população justamente pelo conforto e segurança. Recentemente, em um dos mais novos empreendimentos da cidade, na Zona Oeste, uma criança caiu da escada rolante. Ano passado, um princípio de incêndio na cozinha do restaurante de um shopping da Zona Centro-Sul causou outro pandemônio. Há alguns anos, a praça de alimentação de um dos shoppings da mesma zona virou ponto de encontro para brigas de gangues juvenis. Até assaltos foram registrados. O Manauara Shopping informou que possui um efetivo de seguranças atuante 24 horas em toda a sua extensão e investe constantemente em estrutura e treinamento dos profissionais, além de possuir câmeras localizadas em pontos estratégicos monitorados por um sistema de circuito fechado. “Quando temos maior número de visitantes, o Manauara aumenta o seu efetivo de segurança a fim de garantir a rotina normal do empreendimento”, informou a assessoria do shopping.

Preparação para muitas situações

Rotas de fuga sinalizadas

Ainda que haja reforço e monitoramento constante, episódios eventuais ainda põem em xeque a segurança dos shoppings

Treinos frequentes são os maiores trunfos A equipe de segurança é treinada periodicamente para lidar com diferentes situações de emergência. Além disso, semestralmente, são realizadas simulações de grandes emergências, com toda a equipe de segurança, operações, funcionários, lojistas e também visitantes, que incluem evacuação total do shopping. O Millennium Shopping disse que trabalha sempre de forma preventiva e pró-ativa. Além do sistema inteligente de monitoramento por câmeras, tradicionalmente é feito um reforço nas equipes de segurança e atendimento em datas de maior fluxo, como

o Natal, naturalmente devido ao aumento do fluxo de pessoas. A permanência de orientadores e sinalizadores no estacionamento também e um serviço que auxilia muito os clientes, dando qualidade ao atendimento e ampliando, desta forma, a segurança enquanto as pessoas estiverem no shopping. O Amazonas Shopping informou que não mede esforços nos investimentos destinados à segurança. Em datas de maior movimento, o centro de compras investe em um número maior de seguranças, além de ter parceria com a Polícia Militar. Nesse caso, viaturas ficam

alocadas próximas ao centro de compras. De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, as ações de controle de situações de emergência, como a ocorrida no último domingo, são estabelecidas pela própria empresa. Capacitação O Manaus Plaza Shopping, por exemplo, possui uma equipe capacitada por meio de cursos de vigilância pessoal e patrimonial. O shopping informa que, dependendo da ocorrência, é realizada a abordagem ou finalização da ação para que

os clientes tenham total segurança. Em relação a ocorrências de assaltos a mão armada ou brigas corporais, a segurança reage em defesa do público e busca finalizar a ação levando o caso à autoridade policial competente. O Manaus Plaza Shopping, inaugurado em 1º de maio de 2009, possui mais de 80 opções nos setores de comércio, alimentação, lazer e serviços. O Plaza tem equipe de segurança própria, nove andares de estacionamento e um centro de convenções com opção de montagem de salas modulares, para atender de 50 a 3 mil pessoas sentadas.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o Shopping Ponta Negra realiza constantes treinamentos para funcionários, como palestras e treinamento em casos de crise. O local dispõe de um sistema de saída de emergência (rotas de fuga primárias e secundárias) nos três pisos e dois estacionamentos. A assessoria informa ainda que “todas as rotas de fuga estão sinalizadas e aprovadas pelo Corpo de Bombeiros. O monitoramento é feito por uma central de Circuito Fechado de TV (CFTV) digitalizado”. Já o trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros destina-se exclusivamente a crises ocasionadas por incêndios. “Nesse caso, os clientes devem sair do local, seguindo as orientações dos brigadistas. O setor de segurança deve agir de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) quanto à segurança”.


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Indígenas estão focados no mercado de trabalho FOTOS: DIEGO JONATÃ

Aulas de português, cursos técnicos e educação superior estão entre as prioridades de índios, que buscam emprego

Com determinação e esforço, indígenas de vários municípios ultrapassam a barreira do preconceito e do idioma e conseguem formação profissional e um lugar no mercado de trabalho no Estado IVE RYLO Equipe EM TEMPO

P

restar vestibular para o curso de serviço social está entre as prioridades para 2015 da indígena da etnia tikuna Me me ena, ou Andreia Araújo Peres, 20. Mas até lá, o tempo da jovem é dedicado aos estudos pois, muito mais que turbinar o currículo e se destacar no mercado de trabalho, Me me ena busca a superação driblando o preconceito étnico latente ainda hoje no Amazonas, por mais irônico que pareça. Assim como a jovem, muitos outros indígenas veem no investimento da qualificação uma maneira de se estabelecer no mercado e se autoafirmar rompendo a corrente da discriminação velada de parte da sociedade. “O preconceito ainda existe, por isso que a maioria dos indígenas se nega a se reconhecer como indígena. Já ouvi casos de pessoas que não conseguem vaga de emprego por conta da discriminação e, quando conseguem, o teu próprio colega de trabalho não te respeita. Algumas pessoas pensam que não temos conhecimento ou capacidade para desempenhar alguma função no trabalho”, denunciou a jovem. Me me ena apontou que a dificuldade de pronúncia da língua portuguesa entre indígenas e descendentes é, em alguns casos, o que os afasta das oportunidades de emprego e os aproxima de se tornarem vítimas de preconceito. “Nós indígenas não temos a língua portuguesa como nossa primeira língua. A minha, por exemplo, é o tikuna. Então, às vezes, o português é um pouco difícil. Assim como eu, muitos também têm dificuldade ou não conhecem a pronúncia de algumas palavras e isso prejudica quando vamos atrás de um emprego”,

salientou a indígena. Investimento Para transpor essa barreira, a menina estuda com afinco o idioma e investe seu tempo nos cursos de qualificação profissional que tem oportunidade de fazer. Em 2013, ela participou dos cursos de informática básica e avançada oferecida pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e, no último 30 de novembro, formou-se ao lado de 19 amigos no curso de auxiliar administrativo. “Aproveitamos a oportunidade oferecida aqui na comunidade. É bom porque são mais conhecimentos que a gente acumula, acompanhamos o avanço tecnológico e os cursos são também uma oportunidade de disputar uma vaga de emprego. Nos preparamos para o futuro e o Cetam ajudou muito”, disse. Especificamente quanto ao último curso, ela destacou que parte do conteúdo abordava a necessidade do respeito mútuo, que para ela deve transcender as paredes das empresas. “Aprendi como devemos atender uma pessoa, a respeitar o próximo, a importância da ética no trabalho e a necessidade de falar um português claro e correto”, apontou. Mas, o interesse de Me me ena não para por ai: ela já se planeja para participar do curso de telemarketing. E, claro, sem esquecer de focar na faculdade de serviço social. “Me apaixonei por essa área depois que fiz um estágio, de pouco tempo, pela Seas (Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania) com cadastramento indígena. Daí vi que gostava da área, porque é uma maneira de ajudar os indígenas, muitos têm dificuldades em falar português, por exemplo, e ir atrás dos seus direitos”, finalizou a estudante.

Educação contra o preconceito Foi um curso de auxiliar administrativo realizado em 2003 que motivou o, hoje, administrador da etnia tikuna, Agnilson Araújo Peres, 28, o Poramecü, a investir na vida acadêmica. “Fiz um curso de qualificação do Senac de auxiliar administrativo em 2003 e isso me levou a acompanhar e me inserir mais na sociedade, deu-me grande vontade de me preparar para o mercado de trabalho. Me levou a conhecer outros cursos”, afirmou. Depois do curso profissionalizante, Poramecü formou-se em administração pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e

cursou informática básica e avançada e manutenção de computadores pelo Cetam. “Hoje dou aula para entidades como Cetam”, disse. Ele considera a formação uma arma não somente a favor da inserção do indígena no mercado, como uma forma de incentivar uma nova visão e o respeito da sociedade frente aos povos tradicionais. “A formação nos dá possibilidade de minimizar o olhar preconceituoso da sociedade em relação aos indígenas que são vistos como invasores ou preguiçosos. Hoje, os indígenas não podem mais viver só no campo e sim correr atrás de qualificação

para conhecer e ir atrás dos próprios direitos”, disse. Além de maior comprometimento dos indígenas com a qualificação, Poramecü defende que deve haver um controle maior para que a renda destinada ao povo indígena chegue às mãos certas. “No sentido amplo, os cursos são de grande apoio aos indígenas. Antes, o governo não olhava para nós dessa forma e agora já estão abrindo as portas. Mas acredito que o governo deve liberar mais incentivos para os indígenas e eles devem chegar ao povo e não ficar preso nos órgãos com os brancos”, afirmou.

Mais de 2,3 mil indígenas, em vários municípios do Estado, concluíram cursos de qualificação rofissional

Mais de 2 mil índios com certificado Mais de 2,3 mil indígenas, em vários municípios do Estado, concluíram cursos de qualificação profissional, informática, além do curso técnico em enfermagem e técnico em saúde bucal, oferecidos desde 2009 pelo Cetam. A formação oferecida pelo centro conta com parceiros como a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), prefeituras municipais e instituições do terceiro setor. Dentre a formação profissional estão os cursos de mecânica de motor de popa, gestão administrativa e financeira, melhoria da qualidade e revitalização das práticas tradicionais do artesanato indígena, planejamento turístico, preparatório para o exame teórico da arrais amador na marinha, auxiliar administrativo, entre outros. Ao todo, 461 indígenas estão em formação ou já concluíram os cursos nos anos de 2012 e 2013. Em todo Estado, 1.185 indígenas, sendo 720 que moram no interior e 465 que moram na capital, participaram do curso de informática oferecido há 3 anos pelo centro. A evasão nos cursos é, em média, de 25%, de acordo com dados do Cetam - AM.


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Programa Educações abre seleção para 6 mil bolsas O

programa Educações está com inscrições abertas para o processo seletivo de 6 mil bolsas de estudo nas modalidades de graduação e pós-graduação. Os benefícios são de até 50% do valor das mensalidades. De acordo com o presidente do programa, professor Rony Siqueira, nesse processo estão credenciados 67 cursos de graduação, distribuídos em ciências sociais, exatas, humanas e biológicas, entre licenciaturas, bacharelados e cursos tecnológicos. “Poderão concorrer, prioritariamente, candidatos que ainda vão iniciar o primeiro período em 2015, ou seja, que ainda não estão matriculados”, disse o professor. Na modalidade de pósgraduação, ele ressalta que serão ofertados 25 cursos com carga horária entre 360 e 480 horas, com destaque para as áreas de educação, contabilidade, administração, serviço social, saúde e teologia. Até o momento, já credenciaram vagas as instituições Universidade Nilton Lins, Faculdade Salesiana Dom Bosco, Fucapi, Esbam, Materdei, Instituto Amazonense de Aprimoramento e Ensino em Saúde (Iapes) e Centro de Estudos Teológicos Brasileiro - Ceteo. Candidaturas Os candidatos poderão se inscrever por meio do portal www.educacoes.com.br entre os dias 5 e 26 de dezembro, visando a primeira lista de contemplados. Sob a orientação da Asso-

DIVULGAÇÃO

Estudantes de graduação e pós, que a renda familiar per capita não ultrapasse três salários mínimos, poderão concorrer ciação dos Deficientes Físicos do Amazonas (Adefa), o Educações estabeleceu reserva de 10% das vagas às pessoas com deficiência. Poderão participar da seleção estudantes, que a renda familiar per capita (soma de todos os ganhos dividida pelo número de membros) não ultrapasse três

Poderão concorrer candidatos que ainda vão iniciar o primeiro período em 2015, ou seja, que ainda não estão matriculados Rony Siqueira, presidente do Educações

salários mínimos. O candidato será convocado a comparecer à sede do Educações, por meio de ligações, mensagens de texto ou lista publicada no portal do programa. Localização A sede do Educações está localizada na rua Ramos Ferreira, nº 664-A – Centro (ao lado da praça da Saudade), com atendimento de segunda a sexta, de 8h às 18h e aos sábados, de 8h às 12h. Mais informações podem ser obtidas por meio dos telefones (92) 3347-1865, 98153-5904, 99310-7959 ou por meio de menasagem do aplicativo de culular WhatsApp, no número 99409-9292.

Iniciado em 2013, o projeto Educações já concedeu mais de 12 mil benefícios com coordernação do professsor Rony Siqueira

Programa atenderá estudantes do interior Universitários cursando a partir do segundo período, que venham de uma faculdade não credenciada no programa ou que possuam matrícula trancada em uma instituição parceira do Educações, poderão retornar aos estudos, de acordo com as bolsas ofertadas

para 2015. Também serão atendidos portadores de diploma para a ocupação de vagas remanescentes. Segundo o presidente do programa Educações, professor Rony Siqueira, nessa seleção a oferta será ampliada para candidatos que mo-

ram no interior do Estado. “Nosso processo seletivo mudou, pois buscaremos parcerias com prefeituras e instituições do terceiro setor, para que os candidatos que vêm do interior reúnam condições de cursar sua faculdade”, disse. Iniciado em 2013, o Edu-

cações já concedeu mais de 12 mil benefícios, por meio de parceira com 16 instituições de ensino privado, com o apoio da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe-AM).


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Transmissão vertical da Aids é alta no Amazonas a doença, segundo o levantamento do governo federal. Para reforçar a solidariedade, tolerância e compreensão com as pessoas infectadas pelo vírus, a Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da organização das Nações Unidas (ONU), instituiu o 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, adotado pelo país desde 1988. Preocupado com o bem estar da comunidade, o Laboratório Sabin apoia a única instituição que dá assistên-

As crianças são referenciadas pela Fundação de Medicina Tropical (FMT). Quando há suspeita de que a criança possa vir ao mundo com o vírus HIV, automaticamente os pais recebem a orientação de procurar a Casa Vhida. No local, um cadastro é feito, justamente para marcar todos os procedimentos. “As crianças são acompanhadas e passam por três exames. Durante este processo todas são classificadas como ‘bebê exposto ao HIV’”, destacou Hérica. No local, as crianças recebem reforço educacional, por conta da equipe de professores em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), além de assistência médica e social. É preciso estar sempre de olho na alimentação destas crianças. A nutróloga Silvana Benzecry, que atende pacientes da Casa Vhida, comenta que a primeira recomendação para um bebê com HIV é não receber o leite materno, pois existe grande chance de transmissão através do aleitamento de mãe infectada.

RANKING

O Amazonas é o sexto Estado com a maior taxa de detecção em crianças menores de cinco anos, conforme o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde: 5,8 casos para 100 mil habitantes cia aos menores que sofrem com a doença no Amazonas, a Associação de Apoio à Criança com HIV (Casa Vhida). Em 2011, as casas de atendimento a adultos com HIV/Aids passaram a contar com incentivo financeiro do governo federal destinado ao custeio das ações desenvolvidas com crianças e adolescentes. Segundo a coordenadora técnica da organização não governamental (ONG), Hérica Amorim, atualmente, 236 pacientes soropositivos são atendidos pela Casa Vhida, dos quais 12 estão sob regime de acolhimento institucional.

Cuidados frequentes com crianças

Transmissão do HIV da mãe contaminada para o bebê ainda no útero tem altos índices no Estado

Acompanhamento deve ser Além disso, por conta dos medicamentos adequados para o tratamento, que podem causar efeitos colaterais, como gastrite, uma dieta especial precisa ser elaborada. De acordo com Silvana, alimentação é a base do crescimento, por isso o acompanhamento precisa ser rigoroso. Revelação Poderia ser uma novela, onde a trama demora a desenrolar, mas, no caso da Aids, a revelação é fundamental para o sucesso do tratamento das crianças contaminadas. Isto porque o HIV ataca as células de defesa do corpo, deixando

PRECAUÇÕES

Poderia ser uma novela, onde a trama demora a desenrolar, mas, no caso da Aids, a revelação é fundamental para o sucesso do tratamento das crianças contaminadas pelo HIV o organismo vulnerável a diversas doenças. Segundo indicações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DST-AIDS), “não basta contar o diagnóstico. É preciso explicar todas as

mudanças que a doença traz”. Caso a criança não tenha conhecimento do seu diagnóstico, pode ter o atendimento prejudicado, comprometendo principalmente o autocuidado. Vale lembrar que, embora a doença ainda não tenha cura, os avanços medicinais garantem mais qualidade de vida aos soropositivos. Há 16 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso universal a todos os medicamentos necessários para o combate ao vírus HIV. Além disso, oferece tratamento antirretroviral a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids. O Ministério da Saúde disponibiliza 20 antirretrovirais. DIVULGAÇÃO

J

á se passaram 29 anos da primeira notificação de transmissão vertical de Aids (da mãe grávida para o bebê), a temida doença causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Entretanto, o número de casos não tem diminuído como esperado. O Amazonas é o sexto Estado com a maior taxa de detecção em crianças menores de cinco anos, conforme o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. A cada 100 mil habitantes, são registrados 5,8 casos, estatística superior aos 3,4 da média nacional. Segundo o infectologista e assessor médico do Laboratório Sabin, Alexandre Cunha, o recém-nascido portador do vírus tem mais facilidade de adquirir doenças como pneumonia, diarreia, infecção de ouvido, infecção de pele, além de ter dificuldade de ganhar peso e crescer. Se não tratado, infecções oportunistas podem levar à morte. Dessa forma, os cuidados com a criança precisam ser reforçados. “Para diagnosticar a infecção pelo HIV, tanto em recémnascido quanto em adultos, é necessário realizar os exames de sangue de triagem e de confirmação, sorologias e testes de biologia molecular, que seguem fluxo específico para cada faixa etária”, explica o especialista. O Laboratório Sabin disponibiliza todos os exames em suas unidades. Desde o primeiro caso de Aids no Brasil, em 1980, o país contabiliza aproximadamente 718 mil pessoas com

FOTOS: REPRODUÇÃO

Ministério da Saúde aponta o Estado como o sexto com maior ocorrência da transmissão da mãe grávida para o filho

Apesar de não haver cura, qualidade de vida de soropositivos melhorou com últimos avanços


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Estudos viram objetivo de internos em reabilitação M

uitos residentes conseguiram mudar a vida por meio dos estudos após sua entrada no Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz. Pelo menos cem deles iniciaram a conclusão de seus estudos por meio do “Provão” da Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), que acontece a cada mês dentro da unidade de tratamento, localizada no quilômetro 53 da rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), no município de Rio Preto da Eva, a 60 quilômetros da capital amazonense. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Centro de Reabilitação o setor de Educação de Jovens e Adultos da Seduc com a unidade de tratamento, que tem gerenciamento compartilhado entre o Instituto Novos Caminhos e a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). A formação educacional contempla alunos que não concluíram os ensinos fundamental e médio e que estão no Centro de Reabilitação em tratamento contra o uso abusivo de álcool e outras drogas.

Aprovação No fim desta semana, estudantes do ensino fundamental mostraram que estão determinados a mudar de vida por meio dos estudos. Eles fizeram a prova e obtiveram mais de 90% de aprovação. Os alunos do ensino médio conseguiram 80% de aprovação do “Provão” da Seduc. Os residentes que passam nas provas específicas de cada nível escolar ganha seu diploma, validado pela Seduc e Ministério da Educação (MEC). Munidos do documento de formação, o residente pode dar continuidade de seus estudos e fazer até uma faculdade, quando receber alta médica da unidade de tratamento. “Preparamos o residente para retornar ao convívio social e o estudo é um dos mecanismos que facilita essa reintegração, além de garantir que ele possa procurar uma formação profissional ou até mesmo uma faculdade quando deixar o Centro de Reabilitação”, disse o diretor da unidade de tratamento, o médico psiquiatra Pablo Gnutzmann.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

No Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz, residentes buscam a conclusão dos estudos na luta para superar vícios

Eliando Marques da Silva é um dos internos em reabilitação que quer realizar o sonho de entrar no curso superior de enfermagem

As avaliações para os estudantes no Centro de Reabilitação duram 45 minutos no local

Provas realizadas no próprio local As provas são realizadas na sala de informática do Centro de Reabilitação via internet. A avaliação tem duração de 45 minutos por matéria executada e tem acompanhamento e fiscalização de profissionais da Seduc. “Se o aluno não conseguir atingir os pontos necessários para aprovação, ele terá nova chance no futuro”, explica o professor da Gerência de Educação de Jovens e Adultos da Seduc, Luciano Caetano Lucas. Estavam aptos a fazer a prova, residentes com idade superior a 16 anos e que não concluíram o ensino médio por algum motivo. O resultado da avalição sairá em no máximo 24 horas, após o termino da avaliação. Há pelo menos oito anos tentando retornar aos estudos, o residente Eliandro Marques da Silva, 33, afirma que depois de sua chegada ao Centro de Reabilitação sua mudou. Ele foi o primei-

ro residente da unidade de tratamento a concluir seus estudos por meio do “Provão” da Seduc. Empolgado por voltar aos seus estudos o residente, Eliandro, já traça suas me-

OBJETIVOS

Uma das preocupações do Instituto Novos Caminhos é com o futuro dos residentes. Por conta disso fechou parcerias com secretarias do Estado e oferece cursos profissionalizantes tas para o próximo ano. Ele pretende fazer o curso superior na área de enfermagem para em um futuro próximo poder ajudar pessoas que tem a mesma doença, que o acomete há pelo menos 15 anos. “Minha entrada no

centro de reabilitação possibilitou muitas coisas boas, uma delas foi voltar a estudar. Agora vou fazer minha faculdade e contribuir com pessoas que estão precisando de ajuda”, ressaltou. Cursos Uma das preocupações do Instituto Novos Caminhos, Organização Social que gerencia o Centro de Reabilitação, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), é com o futuro dos residentes. Por conta disso fechou parcerias com secretarias do Estado e oferece cursos profissionalizantes aos residentes para que depois de concluir o tratamento, possa garantir uma nova vida ele e seus familiares. Dentre os cursos oferecidos estão informática básica, panificação e confeitaria, horticultura, piscicultura, avicultura, artesanato e biojoias.


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Projetos escolares são premiados pelo Estado P

ara evidenciar e prestar reconhecimento às escolas da rede pública estadual do Amazonas que mais se destacaram na “Campanha de Conservação do Livro Didático”, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promoveu um evento de premiação, que aconteceu na manhã da última sexta-feira (5), no auditório do Centro de Formação Padre José de Anchieta (Cepan), no bairro Japiim 2, ao lado da sede da Seduc. A ação teve como objetivo incentivar, divulgar e valorizar as boas práticas desenvolvidas nas escolas com relação ao bom manuseio, conservação e devolução dos livros do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Na cerimônia, receberam destaque especial as escolas que desenvolveram as ações mais criativas e bem-sucedidas durante a campanha, assim como a escola que primeiro efetuou sua escolha no PNLD (2013). As unidades de ensino de referência por esse trabalho receberam o certificado “Amigo do Livro”. Uma das unidades de ensino que se destacou nesse trabalho foi a escola estadual de tempo integral Helena Araújo, que

a professora Ivanilde Pinheiro foi premiada pelo melhor trabalho desenvolvido em âmbito estadual. “Em parceria com a professora Tatiana Matias, buscamos inserir na vida dos nossos alunos a alegria que é o mundo da leitura. Em sala de aula, nós trabalhamos com a conservação e encadernação dos livros, orientando sobre a melhor forma de utilizar o livro, já que ele é um patrimônio cultural, que servirá para o uso de outros alunos”, comentou. Aluna da escola estadual Helena Araújo, a estudante Ana Beatriz da Silva, 9, falou da satisfação em participar das atividades em sua escola. “Gostei muito dessa atividade, pois com ela aprendi que a leitura me proporciona conhecimentos que me ajudarão por toda a vida”, afirmou a aluna, uma das premiadas na categoria Aluno. Outro destaque foi o Centro de Educação de Tempo Integral Garcitylzo do Lago e Silvo, por ser a primeira unidade de ensino da rede estadual a escolher o livro didático no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O gestor da escola, professor Estélio Gabino, destacou a grande satisfação em ver sua

EDUARDO CAVALCANTE/SEDUC

Ações de escolas, que incentivam a conservação e a boa utilização do livro didático deram destaque a várias escolas escola ser reconhecida publicamente por essa ação. “Nesta campanha, buscamos envolver toda a comunidade escolar para incentivar os alunos a se conscientizarem da importância de conservar o livro didático. Procuramos motivar alunos e professores a se empenharem na realização das atividades. A partir do momento que as pessoas são motivadas, elas permanecem naquele propósito”, enfatizou o gestor. Escolas premiadas O evento premiou 23 unidades públicas de ensino, sendo elas as escolas estaduais: Almirante Baptista, Ayrton Sena, Bernadete Trindade, Bom Pastor, Brigadeiro João Camarão, Dom Jackson Damasceno, José Milton Bandeira, Hilda Tribuzzy, Homero de Miranda Leão, Luiz Vaz de Camões, Maria de Lourdes Arruda, Maria Rodrigues Tapajós, Nathália Uchôa, Paula Ângela Frassinetti, Ribeiro da Cunha, Roberto dos Santos Vieira, Senador Flávio Brito, Thomé de Medeiros Raposo, Waldocke Fricke Lira, Helena Araújo, Marquês de Santa Cruz, além dos Centros de Educação Tempo Integral (Cetis) Elisa Bessa Freire, Garcitylzo Lago e Silva.

Estudantes da rede estadual realizaram campanhas para o aproveitamento certo do livro didático


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Recursos hídricos locais são discutidos em Taiwan

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JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO

Desde 2006, Rios-Villamizar desenvolve pesquisas ligadas à química de águas e áreas úmidas na região amazônica

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aracterização das águas da bacia do rio Purus e suas relações com desmatamento, clima e saneamento básico”. Esse é o trabalho com o qual o bolsista pós-doutorado Eduardo Antonio Rios-Villamizar representará o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), no 7º Congresso Internacional de Jovens Profissionais dos Recursos Hídricos e da Água, que acontecerá de 7 a 11 de dezembro, em Taipei, capital da ilha de Taiwan, situada a 130 quilômetros do litoral continental da China. O congresso é uma organização da Associação Internacional da Água (IWA) e da Universidade Nacional de Taiwan (NTU). Reunirá pesquisadores de várias partes do mundo para apresentação e discussão de questões que afetam os recursos hídricos, também servirá para incentivar as discussões transdisciplinares sobre assuntos relacionados com a natureza da água e sua utilização e exploração racional pela sociedade. Além disso, o congresso internacional abordará, dentre outros temas, a gestão e tratamento da água; tratamento e manejo de águas residuais; reuso da água e dessalinização; energia e água; remoção e recuperação de nutrientes; saúde; nanotecnologias; manejo de lodos; áreas úmidas e mudanças climáticas; educação ambiental aplicada aos recursos hídricos e ambientes aquáticos. Palestras Após o evento em Taipei, no período de 15 a 19 de dezembro, Rios-Villamizar também ministrará duas palestras sobre o tema da sua tese de doutorado, na Universidade Nacional de Taiwan e na Universidade Central Nacional, no programa de Mestrado Internacional em Desenvolvimento Sustentável Ambiental (Iesd), ambas instituições localizadas em Taiwan. Desde 2006, Rios-Villamizar vem desenvolvendo pesquisas relacionadas com química de águas e áreas úmidas na região amazônica, juntamente com o grupo de Pesquisa Monitoramento de Áreas Úmidas Amazônicas (Maua/Inpa), que tem como líder a pesquisadora do Inpa Maria Teresa Fernandez Piedade, também orientadora do projeto.

Apoio A pesquisa de Rios-Villamizar recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do programa de apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM) e do Programa de Apoio à Participação em Eventos Científicos e Tecnológicos (Pape). De acordo com o bolsista, que é engenheiro químico pela Universidade de Los Andes (Colômbia), mestre em ciências do ambiente e sustentabilidade na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e doutor em clima e ambiente pelo Inpa, o principal objetivo da pesquisa é gerar dados que permitam o conhecimento das águas e das áreas úmidas amazônicas.

Bom estado de conservação De acordo com o bolsista, a bacia do rio Purus está classificada no grupo de bacias ainda em bom estado de conservação na Amazô-

nia brasileira e, portanto, se apresenta como uma área estratégica para ser estudada visando a gestão adequada dos recursos hídricos. A bacia do rio Purus será o tema exposto pelo bolsista do Inpa no congresso internacional


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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

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A poesia elástica de Zuca Sardan

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A derrota dos economistas heterodoxos

E outras 8 indicações culturais. Pág. 2

O que não dizem os oponentes do ajuste. Pág. 3

Falam tanto de uma nova era

Antropoceno, a escaldante Idade do Homem. Págs. 4 e 5

4

Um alentejano jamais canta sozinho

5

Do arquivo de Alaíde Costa

Diário de Lisboa. Pág. 6

Rio de Janeiro, 1961. Pág. 7

Capa

fotografia de Thiago Rocha Pitta

6

Depois dos ensaios de Bergman

O teatro do diretor sueco, por Amir Labaki. Pág. 8


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES

BRASILEIRO

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DANIEL ACOSTA/DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO | DANIEL ACOSTA Na individual “Tektoniks + Animais Lentos”, o artista gaúcho apresenta trabalhos de duas frentes comuns em sua trajetória: a arquitetônica, com peças que encerram o espectador, e a escultórica, em pequeno formato. A madeira, que aparece frequentemente em sua obra, é o material escolhido, como na imagem acima. Casa Triângulo | tel. (11) 3167-5621 | de ter. asáb., das 11h às 19h | grátis | até 20/12

LANÇAMENTO | TADEU JUNGLE O livro “Tadeu Jungle: videofotopoesia” reúne a trajetória do multiartista paulistano nos últimos 30 anos. A obra é um painel do trabalho de um dos expoentes da videoarte e traz registros de performance, arte postal, grafite, fotografia, poesia visual e cinema, além de textos críticos. Livraria da Vila - Lorena | tel. (11) 30621063 | nesta seg. (8), às 18h30 | Livraria da Travessa - Ipanema tel. (21) 3205-9002 sex. (12), às 19h F10 Editora/Oi Futuro | R$ 60 | 388 págs.

EXPOSIÇÃO | AMILCAR DE CASTRO A mostra reúne 25 trabalhos do artista mineiro (1920-2002), sob curadoria de Rodrigo de Castro, filho de Amilcar. São esculturas em aço, pinturas em acrílica sobre tela e sobre papel e pinturas sobre Eucatex das décadas de 1970 e 80. galeria Marília Razuk | tel. (11) 30790853 | seg. a sex., das 10h30 às 19h; sáb., das 12h às 17h | grátis até 30/1

DIVULGAÇÃO

POP

ERUDITO

sxsx sxsx sxsx sxsx sxsx sxsx sxsx sxsx sxsxLentos’ sxsx sxsx ‘Animais (2014)

POESIA | ZUCA SARDAN O carioca Carlos Felipe Saldanha (1933), o ZucaSardan, arquiteto de formação, diplomata por profissão, escritor e ilustrador radicado na Alemanha é o patrono ainda ativo dos poetas dos anos 1970-80, antecipador que é da geração mimeógrafo – desde os anos 1950 usou o meio para publicar seus poemas ilustrados, os quais parecem destinados à leitura em voz alta (como ele faz notoriamente bem). A Editora Unicamp, que há coisa de 20 anos lançou “Osso do Coração” (1993) e “Ás de Colete” (1994), coloca à venda novas edições desses títulos, que, mesmo em formato de livro convencional, guardam a não convencionalidade do autor. Seja destilando ironia nos poemas políticos de “Ás de Colete” (R$ 30, 136 págs.) – publicado originalmente em 1979 como folheto –, seja inventando os personagens delirantes de “Osso do Coração” (R$ 40, 216 págs.), Zuca ensina sempre a liberdade implicada no termo “poesia” – o que explica por que ele continua a ser uma referência para tantos que hoje chegam a praticá-la. (FRANCESCA ANGIOLILLO)

EXPOSIÇÃO | AMILCAR DE CASTRO A mostra reúne 25 trabalhos do artista mineiro (1920-2002), sob curadoria de Rodrigo de Castro, filho de Amilcar. São esculturas em aço, pinturas em acrílica sobre tela e sobre papel e pinturas sobre Eucatex das décadas de 1970 e 80. galeria Marília Razuk | tel. (11) 30790853 | seg. a sex., das 10h30 às 19h; sáb., das 12h às 17h | grátis até 30/1

EXPOSIÇÃO | CARLOS HUFFMAN A primeira individual do artista argentino no Brasil mostra, em Curitiba, pinturas, desenhos e intervenções em fotografias. A série “The Only Book I EverRead” traz uma dezena de óleos que retratam livros, sem seus leitores, deixados sobre sofás, mesas com café e entre lençóis. SIM Galeria - Curitiba | tel. (41) 33221818|seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 18h grátis | até 20/12

CINEMA | K-ACTION 2014 A Mostra de Cinema e Fotografia Interativa Coreana, realizada pelo Centro Cultural Coreano, em parceria com a Cinemateca Brasileira, exibe dez filmes inspirados no universo da k-pop, música popular e jovem da Coreia do Sul. Além de longas como o sucesso de suspense “Esconde-Esconde”, estarão expostos painéis em 3D de artistas musicais e de clássicos do cinema local. Cinemateca Brasileira | tel. (11) 3512-6111 |de qui. (11) a 21 | grátis

Sem título (déc. 1970)

LANÇAMENTO | JAC LEIRNER No livro “Atletas 1988-2014”, a artista paulistana traz o resultado do trabalhofeito em cima de imagens de atletas e suas legendas que ela reuniu ao longo de 26 anos. A cada página virada há uma frase, recortada de jornais do mundo todo, acompanhada por uma mancha. Galeria Fortes Vilaça | tel. (11) 3032 7066 | qua. (10), às 19h Ikrek Edições | R$ 50 | 128 págs.

DANÇA | À FLEUR DE PEAU A companhia francesa fundada pela brasileira Denise Namura e pelo alemão Michael Bugdahn executa o duo “UnAnge Passe-Passe ou Entre lesLignes Il y a un Monde”. No espetáculo, iluminação, projeção e falas se misturam à música e à coreografia. galeriaOlido | tel. (11) 3331-8399 | de qui. (11) a sáb. (13), às 20h; dom. (14), às 14h |grátis (ingressos uma hora antes)

DVD | WILLIAM KENTRIDGE Os dois discos trazem a série de seis palestras proferidas pelo artista sul-africano na Universidade Harvard, em 2012, acerca de seu processo criativo. O encarte tem texto de Lilian Tone, curadora-assistente de pintura e escultura do MoMA de Nova York, e imagens de “De Como Não Fui Ministro d’Estado”, animação feita a partir de páginas de “Memórias de Brás Cubas”, de Machado de Assis. IMS | R$ 49,90 | 382 min.

EXPOSIÇÃO | DANIEL ACOSTA Na individual “Tektoniks + Animais Lentos”, o artista gaúcho apresentatrabalhos de duas frentes comuns em sua trajetória: a arquitetônica, com peças que encerram o espectador, e a escultórica, em pequeno formato. A madeira, que aparece frequentemente em sua obra, é o material escolhido. Casa Triângulo | tel. (11) 3167-5621 | de ter. asáb., das 11h às 19h | grátis | até 20/12

ESTRANGEIRO ARQUIVO PESSOAL

Folha.com

Ilustríssimos desta edição

JAC LEIRNER Imagens do livro que a artista lança nesta semana

ALAÍDE COSTA, 78, cantora e compositora carioca. Com 60 anos de carreira, lançou neste ano seu primeiro álbum autoral, ‘Canções de Alaíde’ (Nova Estação) e faz shows no Sesc Ribeirão Preto (28/1) e Sesc Santo André (31/1).

THIAGO ROCHA PITTA, 34, artista plástico mineiro. As obras aqui reproduzidas fazem parte de uma série inédita de fotos e vídeos realizada em novembro na Argentina.

FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha

ISABEL COUTINHO, 48, é repórter do jornal português ‘Público’.

VINICIUS TORRES FREIRE, 48, é colunista da Folha.

JOSÉ BALTAZAR PEREIRA JUNIOR, 42, é tradutor.

AMIR LABAKI, 51, cineasta, crítico de cinema e fundador do festival É Tudo Verdade, é autor da peça “Lenya”, que estreou em São Paulo em 2008. É colunista do “Valor Econômico”.

MARCELO LEITE, 57, é repórter especial e colunista da Folha.

DANÇA Assista a trecho da coreografia da companhia À Fleur de Peau O artista na Argentina, onde fez, com o fotógrafo Ronaldo Franco, as obras da edição

>>folha.com/ilustrissima


G3

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

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Economia

Derrotas reais e imaginárias da esquerda Brevíssimo almanaque de problemas públicos RESUMO A objeção dos economistas ditos heterodoxos ao controle de gastos do governo e ao emprego de parcela maior da arrecadação de impostos para o pagamento da conta de juros da dívida pública suscita questões. Como financiar o déficit e como evitar o aumento da dívida pública, com seus custos, as taxas de juros?

VINICIUS TORRES FREIRE

Uma outra esquerda não é possível, a julgar pela reação da esquerda de fato ao anúncio da carta de intenções da política econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. A nomeação de Joaquim Levy para o ministério da Fazenda e a divulgação do novo programa mínimo para a economia provocaram revolta ou resignação tática entre petistas e adeptos do governismo; à esquerda da esquerda no poder, causaram escárnio. A presidente teria ao menos em parte renegado o sentido da campanha vitoriosa da reeleição. A guinada de Dilma 2 seria um erro essencial que vai prejudicar o crescimento: esta a objeção básica da esquerda ou de economistas, ditos heterodoxos, que apoiaram, com mais ou menos críticas, a política desenvolvimentista de Dilma 1. Além dos economistas, a crítica centra-se na ideia de que esse programa mínimo, que por ora trata quase apenas das contas públicas, representa uma derrota dos interesses de trabalhadores e

ED ARNO | new yorker

mais pobres em geral. Dilma 2 teria capitulado, se rendido ao interesse dos detentores do capital, em particular do “capital financeiro”. Tratarse-ia menos de uma decisão sujeita aos limites da política econômica, mas essencialmente de política e de interesses de classe, pois várias escolhas econômicas seriam possíveis, talvez igualmente possíveis. Cabe então perguntar qual a coerência do argumento dito heterodoxo: como lidar com a escassez de recursos e quais as consequências da linha geral de suas propostas? Um debate dessa alternativa pode ilustrar um almanaque brevíssimo de problemas rudimentares do setor público, que é o que segue. Crítica No manifesto “Economistas pelo desenvolvimento e pela inclusão social”, divulgado depois da eleição pelos ditos heterodoxos, antecipava-se a crítica básica ao que viria ser o programa mínimo de Dilma 2. Nesse documento, diz-se que a presidente foi reeleita com base em programa e apoios de grupos “favoráveis ao desenvolvimento econômico com redistribuição de renda e inclusão social”, que estaria ameaçado pela adesão do governo “[...]à austeridade fiscal e monetária, exigindo juros mais altos e maior destinação de impostos para o pagamento da dívida pública, ao invés de devolvê-los na forma de transferências sociais, serviços e investimentos públicos”. A objeção ao controle de gastos do governo e, além do mais, ao emprego de parcela maior da arrecadação de impostos para o pagamento da conta de juros da dívida pública (mais “superávit primário”) suscita as questões: 1) Como financiar o déficit ?; 2) Como evitar o aumento da dívida pública e os custos do seu financiamento (taxas de juros)? Neste ano, o governo deve

gastar o equivalente a 5% do PIB além do que arrecadou (é conta do setor público inteiro, governos das três esferas, mas basicamente a cargo do governo federal). Esse déficitcorresponde a R$ 256 bilhões, dez vezes a despesa anual com o Bolsa Família. Na média dos últimos cinco anos, o déficit do governo foi algo menor, cerca de 3,2% do PIB. Note-se de passagem que o governo não “vai ao mercado” apenas para tomar emprestado o bastante para cobrir o déficitanual. Tem de refinanciar a parte da dívida que vence no ano, outros 12% do PIB (cerca de R$ 614 bilhões). Ou seja, no ano, o governo tomará emprestados R$ 870 bilhões. Considere-se, pois, o caso de aumentos de impostos, que jamais são neutros, embora seus efeitos sejam muito menos óbvios do que prevê a teoria padrão. Não são neutros porque podem criar ineficiências econômicas, ainda mais em um sistema tributário confuso e caro como o brasileiro. Não são neutros porque redistribuem renda (para o bem e para o mal), alteram incentivos a produzir mais ou modificam a taxa de poupança de uma economia (poupança menor limita o investimento e, assim, o crescimento). Mais relevante, para o debate em questão: aumentos sucessivos de impostos têm limites óbvios. A partir de certo patamar, emperram a atividade produtiva, minam a eficiência e suscitam descrédito (juros maiores) na capacidade futura do governo de controlar suas contas ou tomar emprestado para financiar sua dívida (pois matou a galinha dos ovos de ouro). É disseminada a impressão de que o Brasil está perto desse limite, consideradas comparações internacionais e o efeito da tributação sobre a economia nos últimos 20 anos. Mas há controvérsia. É intrigante, ainda assim, que os governos do PT não

tenham proposto um programa de aumento de impostos, e que tal plano não seja explicitado pelos críticos de Dilma 2. Um programa comedido e incremental, ainda que controverso, teria limitado o aumento da dívida e, portanto, da conta de juros, o que leva a mais aumento do déficite menos crescimento, tudo o mais constante, num círculo vicioso. Financiar os déficitpor meio de empréstimos implica aumento da dívida pública, entre outros vários problemas. Aumentos sucessivos da dívida pública encarecem o seu custo, uma vez que os credores tendem a exigir juros maiores a fim de financiar e refinanciar os débitos do governo. O governo, o setor público brasileiro, ora deve o equivalente a 59% do PIB. Taxas de juros “Baixar as taxas de juros” é um mantra entre adeptos leigos do desenvolvimentismo. Mas o governo não determina diretamente o nível das taxas de juros. Tal impressão parece derivar do fato de que, periodicamente, o Banco Central define uma meta para a taxa de juros de curto prazo, com o objetivo declarado de controlar a inflação. Ainda que as taxas de juros no Brasil sejam uma aberração mundial de tão altas, seu nível

caiu entre 2003 e 2012, e hoje parece haver muito mais dúvida a respeito de quão menores elas poderiam ser, dado o nível da inflação. De qualquer modo, o nível da inflação limita a redução das taxas de juros – é possível ter juros de curto prazo mais baixos e inflação crescente. Ainda assim, os juros de longo prazo subiriam. Pressuponha-se que a inflação não possa crescer mais, ainda que uma corrente heterodoxa não veja tanto problema nisso. Em vez de recorrer a uma combinação de altas de juros e limites de gasto público a fim de conter a inflação, não se pode controlar os preços, de algum modo tabelá-los? Em parte, o governo Dilma 1 tentou fazê-lo, com resultados problemáticos, como sói acontecer com tabelamentos. Além de não explicitar o imperativo de elevar impostos, segundo a lógica de suas ideias, os desenvolvimentistas dilmianos não esclarecem sua política alternativa de controle de inflação. Na Argentina e, mais ainda, na Venezuela, a alternativa tentada foi o controle cada vez mais intenso e extenso de preços e rendas em geral da economia. Quanto aos juros, o BC influencia apenas as taxas de

curto prazo, que decerto influenciam as taxas cobradas para empréstimos mais longos. O histórico de crédito do governo (se um dia deu calotes), o tamanho da dívida e do ritmo de seu crescimento, o tamanho da poupança nacional, o crédito e os juros internacionais, tudo isso afeta a taxa de juros que os credores exigirão. Recentemente, o governo tem evitado tomar empréstimos, dado o custo alto, devido ao aumento de seu descrédito. Os detentores de riqueza financeira são, claro, os credores do governo. Pela ordem, são os fundos de investimento, fundos de pensão, bancos, estrangeiros, seguradoras. Nos fundos de investimento e de pensão está a poupança de famílias ricas ou remediadas. Fundos de investimento, nos quais estão aplicados cerca de R$ 2,4 trilhões, são os “fundos de banco”, onde também a classe média aplica seus recursos. “Baixar os juros” à força implicaria algum tipo de confisco ou calote, o que provocaria catástrofe econômica. Ademais, não resolveria o problema do financiamento do excesso de gastos, ao contrário: sem crédito, o governo dependeria apenas da receita de impostos, ainda mais reduzida. O “ajuste” seria então de fato violentíssimo.


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RESUMO Resumo Impacto da atividade humana sobre o planeta gera debate acerca do advento de uma nova época geológica, o Antropoceno. Em livro, a jornalista Naomi Klein prega reviravolta no capitalismo para frear o aquecimento global – tema de conferência em Lima, nesta semana, e de encontro decisivo no ano que vem, em Paris.

MARCELO LEITE FOTOGRAFIATHIAGO ROCHA PITTA

Prepare-se para o advento do Antropoceno. Em 2016 ele poderá estar entre nós. “Antropoceno” é o nome proposto no ano 2000 pelo Nobel de Química Paul Crutzen para uma nova época geológica, a “Idade do Homem”. Ela viria suceder o Holoceno, no qual vivemos há quase 12 mil anos, desde o fim da última era glacial. Nesse intervalo, curto para a o tempo geológico (a Terra tem mais de 4 bilhões de anos), a espécie humana tirou proveito do clima estável e ameno. Desenvolveu a agricultura, multiplicou-se e se espalhou ainda mais pelo globo. A questão agora é saber se ela modificou o planeta e aqueceu a atmosfera o bastante para deixar uma marca inconfundível no registro estratigráfico. Os geólogos do futuro distante conseguirão distinguir uma camada de terreno que não existiria sem que 7 ou 10 bilhões de pessoas vivessem e produzissem na sua superfície? A Comissão Internacional de Estratigrafia (ICS, em inglês), a quem compete decidir sobre as divisões oficiais da história da Terra, pode bater o martelo geológico em meados de 2016, quando se realizará o Congresso Internacional de Geologia. Foi esse o prazo que se autoimpôs o Grupo de Trabalho do Antropoceno (GTA) reunido por ela, que tem 37 especialistas e a tarefa de instruir o processo. Um deles é o próprio Paul Crutzen. Outro, o jornalista norte-americano Andrew Revkin, convidado por ter introduzido, num livro de 1992, “Global Warming” (Aquecimento global), a ideia de um pós-Holoceno produzido pelo homem. Hoje ele lamenta sua “escolha imperfeita de palavra”: “Propus ‘Antroceno’... Idiota”. Também integra o grupo o climatologista brasileiro Carlos Nobre, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Acho que será aprovado o estabelecimento de uma nova época, em função do peso de evidências”, avalia. “Mas o marco temporal ainda suscita discussões acaloradas”. Não há muita dúvida de que cidades como São Paulo, Nova York ou Mumbai deixarão abundantes vestígios fósseis e arqueológicos para os milênios que virão. Os puristas, contudo, exigem que um novo período geológico esteja demarcado, literalmente, nas rochas. Uma proposta é fixar o limiar do Antropoceno em 1945, quando começaram as detonações atômicas. Elas aspergiram por todos os continentes uma camada sutil, mas detectável, de plutônio, césio e estrôncio, subprodutos da explosiva reação nuclear.

Clima

3 O quente e o fervendo A Terra na época do Antropoceno

Outra possibilidade, defendida por Crutzen, seria o final do século 19, no marco da Revolução Industrial. O argumento privilegia os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), poluentes produzidos na queima de combustíveis fósseis (carvão e derivados de petróleo, principalmente) que se depositam em todos os ambientes. O consumo avantajado de combustíveis fósseis sustenta ainda outra hipótese para a delimitação. Nesse caso, sobressaem os efeitos produzidos com o agravamento do efeito estufa decorrente de bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) lançadas no ar. Assim como a atmosfera, os oceanos também se aquecem no processo. Além disso, tornam-se mais ácidos ao absorver parte do CO2, o que, em algumas profundidades, interrompe o ciclo de deposição de carbonatos que dá origem a rochas claras, como o calcário. O resultado seria uma banda escura no registro estratigráfico. “O tópico todo é preocupante”, resume Naomi Oreskes,

historiadora da ciência da Universidade Harvard que integra o GTA. Oreskes é autora do livro “MerchantsofDoubt” (Mercadores da dúvida, de 2011), que demonstra os propósitos ideológicos dos “céticos” militantes em organizações conservadoras como o American Enterprise Institute e a Heritage Foundation, para os quais é uma farsa a noção de mudança do clima causada pelo homem. Esse pessoal não quer nem ouvir falar em Antropoceno. Legião Em contrapartida, a dupla Antropoceno e aquecimento global faz sucesso com outra turma. Uma legião estimada em 400 mil pessoas tomou as ruas e avenidas de Nova York em 21 de setembro último, na Marcha do Povo pelo Clima. Apesar do nome, lá estavam Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, que convocara uma Cúpula do Clima para dois dias depois, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson e o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore. Não faltaram, além deles,

vegetarianos, ex-hippies sexagenários e indígenas na passeata convocada pela 350.org. A ONG luta pelo retorno à concentração de 350 partes por milhão (ppm) de CO2 na atmosfera terrestre; no fim de novembro, ela estava em 398 ppm, muito acima dos 280 ppm dos tempos pré-industriais. O CO2 é o principal gás do efeito estufa, por sua capacidade de aprisionar e reter junto à superfície da Terra parte da radiação solar que incide sobre ela, como os vidros de um abrigo para plantas. Na fracassada Conferência de Copenhague, em 2009, só houve acordo quanto à necessidade de limitar as emissões de CO2 para que o aquecimento global não exceda 2°C. Acima disso, a mudança do clima poderia conduzir a uma série devastadora de eventos extremos como secas, furacões, ondas de calor e enchentes. No restante, impera o desacordo entre países mais desenvolvidos e menos desenvolvidos. Pela 20ª vez, duas centenas deles estão

reunidos em Lima, até a próxima sexta-feira (12), para tentar traçar as linhas de base de um tratado capaz de reduzir as emissões na proporção e no ritmo necessários. O prazo se extingue dentro de um ano, quando se realizará a Conferência de Paris – a COP 21. Os pesquisadores do clima estimam que, para não ultrapassar a marca dos 2°C, a humanidade conta com um orçamento total, desde o início da espécie, de 1 trilhão de toneladas de CO2 para gastar. Do século 19 para cá, 600 bilhões já viraram fumaça. Para sobreviver com a pífia dotação de 400 bilhões, seria desejável que as emissões já estivessem em queda, como pressupunha o malfadado Protocolo de Kyoto (1997). Mas continuam a subir. Só recuam em anos de crise, como 2009. Em 2013, o aumento foi de 2,3%. Se a tendência presente se mantiver, restam apenas 25 anos de carbono para torrar. Isso exigiria cortar para zero as emissões, de um ano para o outro, em 2040. Como não

vai acontecer, as reduções teriam de começar já, na toada de pelo menos 8% ao ano. Os manifestantes da marcha de Nova York desconfiam de que os governos reunidos em Lima e Paris, sem pressão, não cumprirão a meta de temperatura acordada em Copenhague. Daí a mobilização. Anticapitalismo Mais radical é a jornalista Naomi Klein, polêmica autora de “Sem Logo”. Em seu mais novo livro, “ThisChangesEverything “” Capitalism vs. theClimate” [Simon & Schuster, R$ 53,30, 576 págs.; R$ 66,71, e-book] (Isso muda tudo “” capitalismo contra o clima), ela defende que não é possível enfrentar o desafio da mudança do clima sem virar de pernas para o ar o capitalismo contemporâneo, marcado por desregulamentação, cortes de gastos sociais, privatização e liberalização do comércio mundial. Nas mais de 500 páginas de texto, não faltam dados e exemplos convincentes de que a economia mundial se


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Esta imageme a da capa do caderno integram a série inédita ‘Mapas Temporais de Uma Terra Não Sedimentada’ (2014), de Thiago Rocha Pitta, feita com o fotógrafo Ronaldo Franco

tornou dependente do carbono, vale dizer, dos combustíveis fósseis. Como um viciado, aceita pagar cada vez mais para explorar reservas não convencionais, como o gás de folhelho (ou xisto) nos EUA, as areias betuminosas no Canadá e o pré-sal no Brasil. Klein confronta o leitor com uma conta acabrunhante: as reservas já escrituradas de carvão, petróleo e gás natural correspondem ao quíntuplo do orçamento de carbono que resta para gastar. Ou seja, 4/5 delas seriam “inqueimáveis”, do ponto de vista do aquecimento global. A não ser, é claro, que surjam tecnologias eficientes e baratas para limpar da atmosfera o carbono liberado em décadas após

ficar retido nas entranhas da Terra por milhões de anos. O problema é que a indústria fóssil não investe muito nisso, mas sim em aumentar reservas e produção. Para Klein, essa indústria teria de ser obrigada pelos governos a comprometer seus lucros na limpeza do planeta. Acredite quem quiser. Mas o livro também tem seções para lá de otimistas com os avanços já alcançados em fontes renováveis de energia, como a fotovoltaica (solar) e a eólica (ventos). Klein se derrama na narrativa sobre comunidades e cidades que retomaram o controle local da geração, contornando a resistência das grandes distribuidoras quanto às fontes alternativas. Ela vê nessa descentralização o germe de um

movimento de contestação do capitalismo como o conhecemos e uma oportunidade nunca vista antes pelos movimentos sociais. Klein não se demora muito na China, cujo capitalismo de Estado produziu a maior máquina poluidora do planeta, tendo já ultrapassado os EUA – embora o país asiático já se torne também o que mais investe em energias alternativas, como solar e eólica. Uma das passagens mais sublinhadas do livro, como pode constatar quem o lê em versão eletrônica, citada também por Elizabeth Kolbert em resenha na revista “The New York Reviewof Books”, resume a conversão térmica da autora: “Comecei a perceber todas as maneiras pelas quais a

mudança climática pode se tornar um catalisador para a mudança positiva – como ela pode ser o melhor argumento que os progressistas jamais tiveram para exigir a reconstrução e a revitalização das economias locais; para recuperar nossas democracias da corrosiva influência corporativa; para barrar danosos acordos de livre-comércio e reescrever os anteriores; para investir na depauperada infraestrutura pública de transporte coletivo e habitação social; para retomar a propriedade de serviços essenciais como água e energia; para reconstruir o sistema agrícola doente de modo muito mais saudável; para abrir as fronteiras a migrantes cujo deslocamento está ligado aos impactos do clima; para enfim respeitar

os direitos de indígenas à terra – tudo isso ajudaria a acabar com os grotescos níveis de desigualdade em nossas nações e entre elas”. Reforma Como assinala a resenhista Kolbert, é um programa ambicioso – se não irreal, caberia acrescentar. Klein não chega a provar que a solução para o clima exija uma reviravolta anticapitalista. Baseia sua fé nos movimentos sociais redentores só em si própria – ou seja, em pensamento positivo. Com essa viseira, não consegue enxergar que o capitalismo não é um monólito, mas um sistema flexível e cambiante. Entre outras coisas, capaz de criar nichos de mercado para energias limpas (como a eólica, recentemente, no Brasil) mesmo em meio às ideias fixas na hidreletricidade e petróleo. Até os mais céticos quanto ao processo internacional de negociações sobre clima, como o cientista político Eduardo Viola, da UnB, se distanciam dessa perspectiva: “O capital tende a estar cada vez mais dividido entre forças inerciais, conservadoras, e forças que apontam para a descarbonização”. “Mesmo dentro de cada empresa há essa divisão”, afirma Viola. “[O impasse] na política internacional é derivado disso.” Como Klein, o professor da UnB vê num imposto sobre o carbono o meio mais eficiente para promover a transformação necessária – mas numa moldura capitalista: “As forças reformistas estão procurando regras para precificar o carbono”. Naomi Oreskes tampouco acompanha Klein. “Reconhecer a mudança do clima como uma falha de mercado não obriga ninguém a concluir que a falha não possa ser corrigida”, diz a historiadora de Harvard. Na sua avaliação, a xará acaba por confirmar o preconceito dos céticos de que a defesa do clima não passa de ataque sub-reptício contra a liberdade do capital. “Klein pode estar certa, mas espero que não esteja, porque reformar o capitalismo parece uma tarefa mais difícil que reformar nossos sistemas de energia e infraestrutura. Ambas as coisas parecem quase impossíveis, mas a segunda eu ao menos consigo imaginar”. Andrew Revkin segue na linha de Viola e Oreskes. “Podemos evitar a perigosa mudança climática de origem humana (e os impactos do clima) sem desfazer o capitalismo”, afirma o jornalista. “Existem modelos pós-extrativistas para construir negócios bem-sucedidos. No fim das contas, é um misto de pesquisa básica com operação do setor privado (capitalista) que está reduzindo os cursos da energia alternativa e levando a ganhos de eficiência”. Regeneração A receita reformista favorita aposta na combinação de energia fotovoltaica e eólica,

talvez algumas usinas térmicas nucleares, para substituir carvão, óleo e gás natural na geração de eletricidade, que seria distribuída por redes inteligentes (“smart grids”) com desperdício reduzido. Só a radiação solar tem potencial para fornecer pelo menos seis vezes mais energia que os 15 trilhões de watts hoje obtidos de combustíveis fósseis. Boa parte dessa energia poderia ser usada para massificar a dessalinização de água do mar e, quem sabe, para recapturar carbono da atmosfera. Em vez da sentimental “regeneração” do planeta defendida por Klein no fim do livro, essa perspectiva implicaria redobrar a aposta prometeica no Antropoceno. Se não há volta nos ponteiros do relógio geológico, resta continuar mudando o mundo – para melhor. Seria a única saída para evitar uma ração impalatável de 2.000 watts por pessoa que a matriz fóssil atual exigiria para baixar as emissões de carbono ao nível necessário. Um americano consome hoje 12.000 watts e jamais se contentaria com menos; o restante do mundo vê como um direito a chance de chegar a esse patamar. Nem por isso se pode dar Klein por nocauteada. A janela para conter a mudança do clima está se fechando, e a trajetória que governos, ONGs, ONU, empresas verdes e líderes idem – Al Gore à frente como sacerdotemor do termoevangelismo – até aqui fracassou. Fracassou, entre outras razões, como aponta “ThisChangesEverything”, porque a mudança do clima se tornou um meio de vida para muita gente. O livro é impiedoso ao desvendar a teia de relações e doações que une as ONGs ambientais mais famosas a empresas e empresários convertidos à causa ambiental que, no frigir dos ovos da rentabilidade, seguem investindo no bom e velho carbono. Porvir Para uns, como Ricardo Abramovay, professor de economia da USP, esse estado de coisas deixa margem para algum otimismo, ainda que tisnado pela dúvida: “Algum dia essa conta terá de ser paga; resta saber se será com catástrofe ou não”. Para outros, como a professora de filosofia DéborahDanowski (PUC-Rio) e o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional), autores do livro “Há Mundo Por Vir? Ensaio sobre os Medos e os Fins” [Instituto Socioambiental, R$ 35, 175 págs.], há sérias razões para inquietar-se. “Nosso presente é o Antropoceno; este é o nosso tempo”, escrevem. “Mas este tempo presente vai se revelando um presente sem porvir, um presente passivo, portador de um carma geofísico que está inteiramente fora de nosso alcance anular – o que torna tanto mais urgente e imperativa a tarefa de sua mitigação”.


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Diário de Lisboa O MAPA DA CULTURA

4 Povo que cais descalço Os portugueses à conquista da América

ISABEL COUTINHO

Numa semana em que muito se discutiu se a imagem de Portugal ficou afetada internacionalmente por causa dos sucessivos casos de corrupção que foram parar à Justiça, culminando na prisão preventiva do ex-primei-

ro ministro José Sócrates, outros portugueses estão a dar o que falar lá fora. Os Dead Combo souberam que duas das suas músicas – “Lisboa Mulata”, que tem vídeo oficial realizado por Mário Melo Costa (goo.gl/ Qf3SdJ), e “Rumbero” – foram escolhidas para fazer

parte da banda sonora do filme “Focus”, de Glenn Ficarra e John Requa, com Will Smith no papel principal mas também com participação de Rodrigo Santoro, com estreia em 2015 (no Brasil, como “Golpe Duplo”). A banda, um duo instrumental formado por TóTrips e Pedro Gonçalves, que mistura jazz, fado e “western spaghetti”, lançou o seu quinto álbum em março, “A Bunchof Meninos” que tem canções com títulos sugestivos como “Miúdas e Motas” (goo. gl/CnJ6hG) ou “Povo que Cais Descalço” (goo.gl/7xpht7). Quando o chef norte-americano Anthony Bourdain esteve a fazer em Lisboa um dos episódios do seu “No Reservations”, em 2012, teveos por convidados. Foram ao Sol e Pesca, restaurante onde se comem as típicas conservas portuguesas. Depois da emissão do programa nos EUA, três dos seus álbuns entraram para o top dez dos discos de músicas do mundo mais vendidos no iTunes norte-americano. Os lobos de Vhils Também o artista Alexandre Farto anda nas bocas do mundo. É um dos 11 artistas urbanos escolhidos para o projeto “U2: FilmsofInnocence” que será lançado no dia 9 de dezembro e servirá como “contraponto visual para o álbum ‘SongsofInnocence’”, que a banda irlandesa lançou gratuitamente em setembro

no iTunes. O filme é uma “uma coleção de curtas artísticos inspirados” no álbum e já está em pré-venda no iTunes, onde se explica que “tendo os murais políticos da Irlanda do Norte como referência, o U2 criou este projeto para celebrar o poder único e democrático da arte urbana”. Já está disponível um trailer (goo.gl/AuhZdR) e o português, também conhecido como Vhils, fez o filme da canção “RaisedbyWolves” (que rodou num antigo estaleiro em Cacilhas, Almada, uma paisagem industrial abandonada). Vhils tem atualmente uma exposição no museu da Caixa Cultural em Recife com a reinstalação da peça “Incisão”, resultado de uma residência artística e da colaboração com a tribo guarani da aldeia Araçaí. Do Alentejo para o mundo Para provar que um alentejano nunca canta sozinho, uma comitiva de 21 homens do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa viajou de autocarro do Alentejo até Paris, com dois leitões assados, presuntos, queijos e pão alentejano na bagageira. Tudo para cantarem por alguns minutos na sala da Unesco e ouvirem o anúncio de que o cante coral alentejano tinha sido considerado patrimônio cultural imaterial da humanidade, um dia depois da roda de capoeira. Agora, em Portugal, já há quem sonhe com a criação

de casas de cante, tal como existem casas de fado, e os jovens estão orgulhosos da tradição que associavam aos mais velhos e ao trabalho nos campos. Esse canto – que se pensa ter nascido da música gregoriana, dos cantos polifônicos sacros medievais e da música deixada pelos árabes –, vive no documentário “Alentejo, Alentejo”, de Sérgio Tréfaut (goo.gl/empZ29), cineasta português nascido em São Paulo, filho de um alentejano e de uma francesa. Inédito de Amália Também passaram agora três anos desde que o fado é patrimônio imaterial da humanidade, o que levou a que, além de se formarem novas gerações de fadistas – o Museu do Fado tem uma escola de guitarra portuguesa, orientada por António Parreira, aulas de canto e de letras para fado –, se tenham recuperado algumas gravações. Uma delas é de Amália Rodrigues, que fez em 1951 num estúdio improvisado na rua Nova do Almada, no Chiado, em Lisboa, para a Valentim de Carvalho antes de ter ido em 1952 para Londres gravar nos estúdios da EMI de Abbey Road. As canções podem ser ouvidas no CD duplo “Amália no Chiado”, coordenado por Frederico Santiago. Traz um inédito “Fado Lamentos” com letra e música da própria Amália.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

5 Um presente de Vinicius Rio de Janeiro, 1961 JOÃO CORREIA FILHO

A cantora e compositora carioca Alaíde Costa com seu piano em sua casa, na cidade de São Paulo, em 2009

ALAÍDE COSTA

Em 1961, quando eu ainda morava no Rio, surgiu a oportunidade de fazer aulas de piano com o Moacir Santos. As aulas eram dedicadas, predominantemente, ao estudo de harmonia. Estudei por mais ou menos seis meses, mas deu para aprender muita coisa, tive uma base muito boa, fundamental para as minhas composições. Fazia as aulas na casa do Moacir e, como era perto da casa do Vinicius de Moraes, um grande amigo, sempre dava uma passadinha para praticar no piano do Vinicius. Acontece que o Moacir, com o sucesso da bossa nova nos Estados Unidos, decidiu deixar o Brasil, e eu fiquei sem professor. Como já tinha avançado nos estudos e não podia parar, o Moacir sugeriu que eu comprasse um dos pianos dele – eram dois: um para o professor, um para os alunos. Isso seria impossível, eu não tinha dinheiro. Tinha começado a minha carreira profissional havia poucos anos, como “crooner” do Dancing Avenida e do Dancing Brasil. Já tinha até lançado o meu primeiro disco, em 1957, um 78 rotações: de um lado “Tarde Demais” – de Hélio Costa e Anita Andrade, dois jovens compositores que me viram cantando no Dancing e me ofereceram essa canção – e do outro lado “C’estlaVie” – na versão de Aloysio de Oliveira. Mas o dinheiro ainda era pouco. O Moacir pensou numa solução: “Por que você não fala com o Vinicius? Ele compra o piano, que eu preciso vender antes de ir para os Estados Unidos, e depois você vai pagando a dívida aos poucos”. Vinicius era muito amigo meu, mas eu morria de vergonha de pedir esse favor. Seria abusar

da amizade. Como eu não tomei essa atitude, o Moacir resolveu falar com o Vinicius diretamente. Vinicius, como era de se esperar – um coração enorme e algum dinheiro no bolso –, comprou o piano e, de quebra, tomei uma bronca daquelas: “Como você não falou comigo? Que absurdo! O Moacir teve que falar comigo, precisava disso? Não somos amigos?”. Enfim, piano comprado, só faltava pagar ao Vinicius. Toda vez que eu me encontrava com ele ficava constrangida, não por ele, que continuava o mesmo. É que eu queria pagar logo a dívida, mas o dinheiro que entrava era insuficiente. Passaram-se alguns meses, e eu não tinha conseguido quitar nenhuma parcela. Aí eu ficava sem graça, a ponto de nem querer vê-lo. “Ai, Vinicius, você me desculpe, ainda não consegui juntar o dinheiro”. Eu sempre me preocupava em lhe dar alguma satisfação. “Ai, Vinicius, assim que eu conseguir eu lhe pago, pode ter certeza”. Quase um ano depois, tudo do mesmo jeito. Eu e as minhas justificativas, absolutamente verdadeiras – os shows mal davam para meus gastos. Até que um dia, depois de mais um pedido de desculpas, Vinicius me disse de supetão: “Não quero mais ouvir falar no diabo desse piano! O piano é seu!”. Demorei a aceitar, mas não tinha nada que o fizesse mudar de ideia. É nesse piano que, até hoje, toco e crio as minhas canções, que, depois de décadas, foram reunidas no meu mais recente disco, “Canções de Alaíde”, com parceiros ilustres: Tom Jobim, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho, Geraldo Vandré. E, claro, Vinicius de Moraes, com quem fiz “Amigo Amado”. Amigo amado a quem sou eternamente grata.


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Teatro

Caminhos cruzados Bergman e autoficção em ‘Depois do Ensaio’

RESUMO Crítico analisa peça de Ingmar Bergman (1918-2007) dentro do quadro de seus escritos autobiográficos. “Depois do Ensaio”, cujo protagonista é um homem de teatro, não só põe em cena a admiração do cineasta sueco por August Strindberg (1849-1912) como recria aspectos da trajetória do diretor de “Persona”.

AMIR LABAKI

No universo cinematográfico de Ingmar Bergman (19182007), com frequência artistas ocupam o lugar de personagens principais. Muitos são os que protagonizam dramas sobre o tumulto da existência, os conflitos das relações amorosas, o medo da morte, a membrana permeável que separa vida e sonho, as batalhas

do mundo interior. O recurso povoa toda a obra de Bergman, desde os instrumentistas de um de seus primeiros filmes, “Música na Noite” (1948), passando pelo pintor de “A Hora do Lobo” (1968), pelo trio de atores de “O Rito” (1969) ou por cineastas como em “O Último Suspiro” (1995). Alguns deles até portam o mesmo sobrenome, Vogler, como o mago hipnotizador de “O Rosto” (1958), a atriz em crise em “Persona” (1966) e o diretor de teatro de “Depois do Ensaio” (1984) – neste último, de prenome Henrik, há contudo uma dimensão inédita. É interessante examinar “Depois do Ensaio” dentro dos ciclos autobiográficos a que Bergman se dedicou a partir dos anos 1980. O primeiro teve início com “Fanny e Alexander” (1982), prosseguindo com o documentário de curta-metragem “O Rosto de Karin” (1983) e conclui em “Depois do Ensaio”. Oito anos mais tarde, começaria a vir a público o segundo ciclo, apenas escrito por Bergman, mas dirigido por cineastas próximos a ele. São essencialmente as versões fílmicas da história de seus pais, na trilogia formada por “As Melhores Intenções” (Bille August, 1991), “Crianças de Domingo” (Daniel Bergman,

1992) e “Confissões Privadas” (Liv Ullmann, 1996). O casal central, sob o disfarce Henrik/Anna no primeiro e terceiro filmes, e sob seus nomes reais Erik/Karin no segundo, claramente espelha os pais verdadeiros de Bergman. “As Melhores Intenções” trata da turbulenta corte que formou o par. “Crianças de Domingo” mergulha na relação tumultuada entre o severo pai pastor e seu inquieto filho. Por fim, “Confissões Privadas” especula sobre a vida torturada da mãe de Bergman, complementando em ficção seu “desaparecimento [...] nas imagens coletivas da família”, que o próprio cineasta sueco já revelara em “O Rosto de Karin”, realizado unicamente a partir do álbum fotográfico doméstico. Não surpreende que, entre os dois ciclos, Bergman tenha canalizado energia para seus dois principais volumes autobiográficos: “Lanterna Mágica” [trad. Marion Xavier, Cosac Naify, 320 págs., R$ 87,50], escrito por ele mesmo em 1987, e “Imagens” [trad. Alexandre Pastor, Martins, 448 págs., R$ 72,24], de 1992, editado a partir de entrevistas com ele feitas pelo crítico Lasse Bergström entre 1988 e 1990. O episódio catalisador desse

momento é evidente: o trauma advindo de seu autoexílio na Alemanha (1976-84), após uma agressiva interpelação pelas autoridades suecas, em pleno Dramaten, o Teatro Real sueco, a respeito de pretensas pendências fiscais. Bergman disparou o processo autoanalítico naquele período em que, plenamente inocentado das acusações, se dividia entre Alemanha e Suécia. O primeiro resultado é seu épico sobre o maravilhamento na infância, entre lanternas mágicas e teatro de marionetes: “Fanny e Alexander”. Ele recordou em “Imagens” como o concebeu, no outono de 1978, quando, diz, tudo em sua vida era “miséria e trevas”. O roteiro do filme seria escrito na primavera seguinte, em seu primeiro retorno a casa na ilha de Fårö. Ecos de Ibsen (11 montagens), Shakespeare (10) e sobretudo Strindberg (30), seus dramaturgos de cabeceira, não poderiam faltar. A obra que classificou como seu “testamento cinematográfico” encerra-se com a avó lendo para o garoto Alexander/Ingmar um trecho de “O Sonho” (1902) de Strindberg: “Tudo pode acontecer, tudo é possível e provável. O tempo e o espaço não existem. Sobre um ligeiro fundo de

realidade, a imaginação tece sua teia e cria novos desenhos, novos destinos”. Fast forward Parece natural, assim, que Bergman tenha se proposto um “fast forward” em sua própria trajetória escrevendo, naquele mesmo impulso, um texto sobre sua “vida no teatro” – para os palcos, TV ou cinema, pouco lhe importava. É compreensível também que esse texto, “Depois do Ensaio”, parta de onde “Fanny e Alexander” parou: “O Sonho”, de August Strindberg (1849-1912). A peça do dramaturgo sueco fascina tanto Bergman quanto seu “alter ego” Henrik Vogler. O personagem tem a mesma idade que tinha Bergman enquanto o concebia, em 1980, 62 anos, e levou “O Sonho” aos palcos cinco vezes – o próprio Bergman o fez em quatro ocasiões (o único outro texto que pôs em cena com igual frequência foi “A Sonata Fantasma”, também de autoria de Strindberg, de 1907). “Meu primeiro contato com Strindberg foi quando tinha 12 anos”, recordou ele em março de 1990, em entrevista ao cineasta francês Olivier Assayas e ao crítico e diretor sueco Stig Björkman, recolhida em “Conversation avec Bergman”

(Cahiers du Cinéma, 2004). “Foi uma enorme experiência (...) Eu não quero fazer comparações, mas Strindberg era meu Deus, e sua vitalidade, sua raiva, eu as sentia dentro de mim.” Sua dissertação de formatura, vale lembrar, também girava em torno do universo do autor e, em Estocolmo, viveu num apartamento no mesmo prédio habitado anteriormente pelo dramaturgo. A primeira montagem bergmaniana de “O Sonho”, em 1963, teve a forma de teleteatro. A segunda, de 1970, era mais experimental, com o texto tendo sido reduzido para um espetáculo ininterrupto de hora e meia. Nela, a protagonista, Agnes, filha do deus hindu Indra, era interpretada por duas atrizes. Em 1977, a terceira montagem representou a estreia teatral alemã de Bergman durante o autoexílio em Munique. Por fim, de volta ao Dramaten de Estocolmo, ele realizou em 1986 sua última versão, de duas horas e meia, recebida com reservas. É curioso ressaltar como uma das intervenções principais propostas por Bergman em suas duas últimas montagens de “O Sonho” repete-se na versão para a TV de “Depois do Ensaio”: a introdução da peça como uma possível experiência onírica.


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DIEGO JANATÃ

Caderno D

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‘Glorioso’ entra em novo ritmo de ensaios (92) 3090-1042

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‘João de Deus’ registra a estada de um ‘santo’

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

Artigos, relatos, poemas e reportagens contam sobre a visita do papa João Paulo 2º no novo livro de Carmen Novoa Silva

SÉRGIO RODRIGUES Especial EM TEMPO

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o dia 10 de julho de 1980, Manaus presenciava um dos eventos mais importantes da história religiosa da cidade. Um papa botava os pés pela primeira vez na capital e em apenas um dia mobilizou toda uma população, que acompanhou as missas realizadas na Igreja da Matriz, na Bola

da Suframa e na procissão fluvial de São Pedro que contabilizou cerca de 3 mil embarcações inscritas na Capitania dos Portos, marcando a despedida do Sumo Pontífice. O contexto por trás dessa visita histórica começa com a criação de uma comitiva organizada pelo governador do Estado na época, José Lindoso, e pela arquidiocese de Manaus. Com uma carta em nome de todos os órgãos e instituições da cidade, o arcebispo dom Milton foi a Roma para pedir que Karol Józef Wojtyła, o papa João Paulo 2º, visitasse a capital amazonense, que havia sido cortada na visita que o pontífice faria ao Brasil. Na ocasião, o papa veio ao país para a beatificação do jesuíta espanhol José de Anchieta, fundador

da cidade de São Paulo. “Dizia a previsão de Nostradamus que um papa seria morto em uma terra onde dois rios se cruzavam. Acreditávamos que era por isso que Manaus tinha sido cortada da visita, porque aqui temos o cruzamento do Rio Negro e Solimões. Quando ele recebeu o pedido das mãos de dom Milton, ele decidiu vir no ato, nada aconteceu com sua saúde e foi inesquecível para os habitantes da cidade”, conta a escritora Carmen Novoa, que agora lança o livro “1980 – João de Deus em Manaus” sobre a estada do Santo no meio da Floresta Amazônica. A ideia da obra veio do marido da autora, José Ricardo Silva, que reconhecia o grande acervo que Carmen havia reunido em 1980. Na época, a acadêmica fez parte da comitiva organizadora que acompanhou o papa na cidade e teve a chance de conviver com pessoas próximas

ao pontífice, reunindo relatos e histórias curiosas do evento. “Começamos o processo do livro a partir da canonização de João Paulo 2º, que aconteceu dia 27 de abril deste ano. Meu marido me encorajou a reunir esses relatos e reportagens marcantes, pela importância histórica dessa visita para preenchermos uma lacuna desse que foi o maior evento religioso da cidade”, diz Carmen. O livro reúne 20 artigos de Carmen sobre a visita do papa, publicados no Jornal Amazonas EM TEMPO, que revelam inúmeros detalhes, como a previsão de Nostradamus, as homilias celebradas pelo papa, os livros que foram levados para a Biblioteca do Vaticano e outros. “O primeiro lugar que o João Paulo 2º visitou foi a Matriz. Ele a viu antes da reforma, quando ainda existia o afresco da coroação de Nossa Senhora da Conceição no teto. Ele também se sentou na cadeira pertencente ao primeiro bispo da Arquidiocese, dom Lourenço Aguiar, que está enterrado na própria Matriz”, revela a autora.

Uma carta de agradecimento Além dos escritos de Carmen, o livro traz artigos de políticos e intelectuais eminentes da época, sonetos criados pelo próprio João Paulo 2º e depoimentos de pessoas que puderam fazer parte da rotina do papa na cidade. “A edição também traz fotos históricas, como a da missa na Bola da Suframa, onde foram computadas 300 mil pessoas. Manaus na época tinha 600 mil pessoas, então a metade da população estava presente”, ressalta. O prefácio do livro, que será lançado no dia 11 de dezembro, traz uma carta de agradecimento do arcebispo dom Milton e um testemunho de um milagre que Carmen atribui à fé no Santo João Paulo 2º. “Eu tinha uma infecção na coluna que nem os médicos daqui ou de São Paulo deram solução. Pedi a João Paulo 2º e em uma ressonância

magnética nada foi encontrado. Meu diagnóstico foi enviado a Roma, a fim de constar na causa dos santos e juntar-se a outras graças de autoria dele”, declara. Lançamento O lançamento acontecerá na Casa Adriano Jorge, localizado na rua Ramos Ferreira, 1.009, às 20h, na próxima quintafeira (11). A apresentação será do acadêmico e arcebispo emérito dom Luiz Soares Vieira. A edição do livro será vendida aos convidados no local por um preço simbólico de R$ 50, e que será doado à Casa da Criança. “Este livro é de grande importância histórica. A vinda de João Paulo 2º para Manaus, apesar de rápida, foi como o homem pisando pela primeira vez na Lua. O segundo não vai marcar tanto quanto o primeiro”, afirma Carmen.

Segundo a própria escritora, a ideia para conceber a obra histórica partiu de seu marido, José Ricardo Silva


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FOTOS: CÉSAR CATINGUEIRA E MAURO SMITH

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Osmeth e Alaíde Duk

Gracielza e Diego e Ingrid Afonso

Julio Ventilari

Milcia e Nilio Portela

Sandro e Larissa Martins Eymar e Hebe Pereira

As dançarinas da Casa de Ísis

Izabel Prata e Adriane Gonçalves

O casal Hiroya Takano

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Festa das arábias...

Zenilde Pacífico e Antonita Boscá

Rosiane Lima Júlio Verne e Helena do Carmo Ribeiro

Larissa Praciano

estrelas do Diamond, isto compreende, além do cardápio maravilhoso aplaudido de pé por todos, a equipe de maitres e garçons super bem treinados. Noitada das boas! . Na noite, ebolição na hora dos sorteios, entre eles, uma joia da Joalheria Jaqueline Chagas e uma passagem para o Marrocos, que foi levada para casa pela exuberante Charufe Nasser, de sangue árabe, que irá curtir as maravilhas de Marrakesh! Mais uma das festas inesquecíveis reunindo o melhor do grand monde local!

O deputado Adjunto Afonso

Zenilda Castelo Branco

Paulo e Mônica Ferreira

. Com o Bandeirão dando aquele show na ambientação, a festa anual de fim de ano promovida pelo editor deste espaço foi um grande sucesso! O Diamond – um dos espaços mais sensacionais do Brasil para realizar eventos de qualidade – exalava um perfume árabe, na noite temática que a região do Oriente Médio servia de inspiração para a festa que funciona como um start para a temporada de fim de ano do society de Manaus, todos os anos. . O Banderião transformou os salões do Diamond num oásis chic, transportando os presentes para uma festa das mil e uma noites... O som do DJ Alexandre Prata fez todo mundo entrar no clima, especialmente nos momentos em que as dançarinas da Casa de Ísis realizavam suas performances entre as mesas! Charme total! Capítulo à parte para o serviço cinco

Mazé Mourão e Fabrício Cohen

Juliana e Charles Garcia

Adriana Mendonça e Simonetti Filho

Waltinho Oliva Pinto e Waisser Botelho

Ana Paula Perrone

Elza e Bosco Araújo

Francisco e Graziela Nogueira

Mário e Carol Frota

Leandro e Ester Nunes Marilena Perales

Miriam Saboia e Simea Ássem

Alex Deneriaz e Alberto Chã Filho

>> Encontro

Lúcia Viana e Menga Junqueira

Ricardo e Carmem Novoa Silva com Zeca Nascimento, na festa com perfume árabe que movimentou a quinta-feira no Diamond

Alberto e Márcia Martins, Selma Reis e Alexandre Prata

Lúcia Viana, Alberto Martins, Charufe Nasser e Márcia Martins

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, desembargadora Graça Figueiredo, no evento de abertura do 101º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, na capital paulista.


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Roteiro cultural em clima natalino neste domingo A

programação cultural da cidade já entrou em clima natalino e, hoje, o Teatro Amazonas será palco para a “Cantata de Natal”. A partir das 19h, 350 músicos de 11 corais apresentarão um repertório exclusivo com músicas natalinas. O evento é gratuito e faz parte da programação “Um Sonho de Natal”, do Governo do Estado, que será realizada até a primeira semana de janeiro. De acordo com o diretor musical da cantata, maestro Hilo Carriel, serão apresentados temas natalinos em diversas idiomas, com destaque para as versões brasileiras destas canções. Ele afirma ainda que todos os corais envolvidos estão ensaiando desde junho. “A cantata é um momento de confraternização da música estadual. É a oportunidade que o público tem de conhecer o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos corais da Secretaria de Estado da Cultura”, explica o maestro. “A cantata é um dos pontos altos da programação. É um evento para a família”, afirma o governador do Amazonas, José Melo. Também hoje acontece a inauguração da Árvore de

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Entre as opções para hoje estão a “Cantata de Natal”, no Teatro Amazonas, e atividades no Millennium Shopping Natal, na Praça Antônio Bittencourt (Praça do Congresso, no Centro), e a abertura da Casa do Papai Noel, no Centro Cultural Largo de São Sebastião. Todos os eventos iniciam às 19h e são abertos ao público. A Casa do Papai Noel funciona até o dia 6 de janeiro, das 17h às 21h, de segunda-feira a domingo. E na Praça Heliodoro Balbi estreia uma programação artística formada por shows circenses e musicais. Essa programação será promovida diariamente, com início sempre às 17h. Comemoração O clima de Natal também já chegou ao Millennium Shopping. As atrações de hoje são o saxofonista Dom Carioca, a mini-orquestra Dez do Millennium e a Cia. de Teatro Metamorfose, cujos atores vão se caracterizar como fadas, duendes e elfos para interagir com o público infantil. A programação faz parte das comemorações do aniversário de 10 anos do shopping. Ainda hoje, clientes tem desconto de até 60% nas compras e um concurso cultural premiará com brindes 25 internautas que postarem fotos no Facebook com a hashtag #aquitudoédez.

Personagens infantis fazem parte da ambientação do Millennium e Hilo Carriel (detalhe) dirige cantata no Teatro Amazonas


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RESENHA

Whitney Houston:

a única PERFIL

Bruno Mazieri jornalista e editor do caderno Salão Imobiliário

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onsidero-me fã da cantora Whitney Houston. Não desses que possuem todos os CDs, LPs e DVDs lançados por ela, mas sim, daqueles admiram seu trabalho e sua belíssima qualidade vocal. Desde a sua morte – em 2012 – tinha muita expectativa do que seria lançado postumamente. Eis que na última semana, chegou em Manaus o “Whitney Houston Live: Her Greatest Performances”, CD e DVD com as melhores apresentações da artista, gravadas ao vivo e selecionadas pelo mestre e diretor criativo da Sony, Clive Davis. Sinceramente, não pude conter tanta animação. No combo, é possível viajar pelas diversas fases da carreira da cantora de forma simples, sem muitos recursos tecnológicos, apenas prestando atenção nas suas performances. O trabalho inicia em 1983, quando ela faz sua estreia na TV cantando o clássico “Home”. Tímida, mas com o talento que lhe era peculiar, a artista interpreta com maestria a música que ficou famosa na voz de Diana Ross. A partir daí, o espectador vai poder conferir inúmeras canções de sucesso como “How Will I Know”, “One Moment in Time”, “I Wanna Dance with Somebody” e “A Song For You”. Inclusive,

o produto conta, ainda, com “The Star Spangled Banner”, hino dos Estados Unidos que foi interpretado por Whitney no Super Bowl de 1991. Porém, não poderiam ficar de fora “I’m Every Woman” e “I Will Always Love You”, ambas gravadas em uma apresentação histórica na África do Sul, em 1994. Considero um dos momentos mais emocionantes do trabalho a interpretação de “All the Man Tha I Need”, em 1991. A música (que ganhou versão brasileira com letra gospel) demonstra todo o potencial vocal e de interpretação de Whitney. É impossível assistir ou ouvir apenas uma vez. A cada novo play, conseguimos notar algo de diferente, seja uma nota ou apenas um movimento. E é claro que as apresentações não ficam presas somente nos anos 80 ou no início dos anos 90. Em 1998, por exemplo, ela esteve no “Late Show With David Letterman” e cantou “My Love Is Your Love”, que conta com uma pequena participação de sua filha nos vocais. No ano seguinte, ela dividiu o palco do Oscar com Mariah Carey e, juntas, interpretaram “When You Believe”, que fez parte da trilha sonora da animação “O Príncipe do Egito”, da Disney. O uso frequente de drogas e

as diversas brigas envolvendo o então marido Bobby Brown, fizeram com que Whitney sumisse dos palcos do mundo inteiro. Entre uma aparição e outra, ela cantou, em 2004, no Annual World Music Awards, a música “I Believe In You And Me”. Neste momento, é possível perceber que sua voz já não é mais a mesma. Envelhecida, ela tentava mostrar que estava viva e em forma, mas a verdade era outra. Separada de Bobby Brown desde 2007, Whitney retoma as rédeas de sua carreira. Em 2009, após uma entrevista com Oprah Winfrey, na qual conta detalhes de sua conturbada relação com o ex-marido, ela se apresenta

com “I Didn’t Know My Own Strength”, levando o público ao delírio. Talvez ali, naquele momento, ela estava tentando sobreviver, pela última vez, as diversas crises pelas quais passou. Infelizmente, em 2012, o mundo foi obrigado a “aceitar” sua partida. Entre erros e acertos, Whitney foi uma espécie de furacão, que deixou sua marca registrada na história da música mundial. Suas interpretações jamais serão esquecidas e, agora, estão perpetuadas nesse incrível combo póstumo. Um salve para Clive Davis, seu eterno mentor, que teve a brilhante ideia de mostrar a cantora como ela sempre foi e sempre será: uma diva. E um salve eterno para Whitney!

Entre erros e acertos, Whitney foi uma espécie de furacão, que deixou sua marca registrada na história da música mundial. Suas interpretações jamais serão esquecidas”


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Bate-rebate

TV Tudo Vai começar A Globo marcou para começo de janeiro o início de gravações do novo “Zorra Total”. O elenco foi avisado há poucos dias, durante reunião que contou com a participação de Maurício Farias. Por conta disso, os humoristas que pretendiam esticar um pouco mais as férias, terão que rever os planos. Cadê a Dani? Após a primeira reunião de elenco do “Zorra”, alguns dos seus novos integrantes começaram a se perguntar: e a Dani? Faltou? Não era para estar aqui? Estamos falando, evidentemente, da Calabresa, que, segundo se informa, estaria de mudança para a Globo. Até mesmo na equipe do “CQC” há quem garanta que o humorístico será o seu provável destino a partir de janeiro, algo que Marcius Melhem nega categoricamente. Nada impede também que possa ser outro programa na mesma emissora. Sem surpresas As TVs Globo e Bandeirantes irão transmitir no sistema aberto a Eurocopa de 2016. Será a 15ª edição do campeonato euro-

MÁRIO ADOLFO

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Acabando Estão chegando ao fim as gravações desta temporada do programa “Amor & Sexo” na Globo. Tudo caminha para que já neste fim de semana a equipe coloque uma pedra em cima do assunto. No ar, vai até o próximo dia 18, mas com todo jeitão que haverá a nona edição no ano que vem. peu de seleções masculinas de futebol organizado pela UEFA, entre 10 de junho e 10 de julho, na França. Como de costume, a Band fará a maioria dos jogos, e a Globo, apenas os mais importantes. O amor está no ar Quem vive o dia a dia de “Alto Astral” no Projac, garante, o elenco jovem está se divertindo bastante. Alguns até juram que triângulos amorosos da ficção estão saltando para a realidade. É um que está apaixonado pela outra, mas que quer o outro... Haja pegação! Eu estou aqui A conquista da Liga dos Campeões pelo Esporte Interativo- Grupo Turner, com direitos exclusivos na televisão paga no período 2015/2018, também pode

ser visto como um recado às gigantes do país – como o Grupo Globo. É de se esperar uma drástica mudança no relacionamento dessas empresas. O clima amistoso certamente chegou ao fim. Segue o jogo Nada mudou para Fernanda Lima na Globo, após o anúncio das alterações na área de entretenimento da emissora. A apresentadora vai continuar dividida entre dois diretores de núcleo, Ricardo Waddington e Boninho. Como próxima parada dela, a segunda temporada do reality “SuperStar”. Segue o jogo 2 A Fernanda seguirá à frente desse programa musical, dividindo as atenções com André Marques e Fernanda Paes Leme. O júri também não deve apresentar novidades, com Ivete, Dinho e Fábio Jr.

* De volta à Globo, Juan Alba fechou contrato por obra para estar em “Alto Astral”. * Ele vai aparecer como marido de Suzana (Adriana Prado), em cenas de flashback. * Gilberto Barros grava no próximo dia 11 a última edição deste ano do programa “Sábado Total” na Rede TV!. Depois, férias da companhia. * A comitiva de Bruno Gagliasso viaja dia 21 para Fernando de Noronha. * O ator, familiares e amigos vão passar Natal e réveillon por lá. * Na volta, Gagliasso vai tirar alguns filmes da frente e também se preparar para a novela “Babilônia”. * Rosane Svartman, autora de “Malhação”, conseguiu tranquilizar a direção da Globo.

‘Tapas & Beijos’ nos finalmentes Após encerrar “A Grande Família”, chegou a vez de “Tapas & Beijos”, entrar em contagem regressiva na Globo. O programa tem sua despedida marcada para 2015. Em janeiro, os roteiristas se reúnem para definir todo o plano de ação e as gravações serão retomadas entre fevereiro e março.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini O último “CQC” ao vivo desta temporada será exibido pela Bandeirantes no dia 22. É quando Marcelo Tas irá se despedir da “bagaça”, juntamente com Oscar Filho, Ronald Rios, Guga Noblat, Felipe Andreoli e Dani Calabresa. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

A reacionária política brasileira

REGI

ELVIS

GILMAL

A truculência política presente nos últimos acontecimentos no Brasil parece ter origem em algum tipo de inconsciente coletivo capaz de, em um espaço de poucos dias, nos apresentar um inventário da violação de todos os tipos de direito, dos civis aos direitos políticos e deste para os direitos humanos. Já tivemospoliciais militares subjugando os estudantes da capital pernambucana com gás lacrimogêneo e bombas de “efeito moral”, fomos surpreendidos há cerca de dois anos em Pinheirinho (SP), invadida de forma brutal por policiais a base decacetetes, revólveres, sprays de pimenta e muita boçalidade agredindo mulheres, crianças e ferindo nossa dignidade. A constante invasão na Cracolândia revelada ainda mais uma vez por uma exmodelo viciada que agora vem à tona sua história, também se utilizou deste mesmo ato truculento de extrema direita provando a todos os brasileiros que nossos políticos são desprovidos de inteligência, sem qualquer lampejo intelectual, adotando medidas paliativas que apenas empurram a sujeira para debaixo do tapete. Declarações de políticos caçoando de nosso regime democrático alterando a lei de diretrizes orçamentárias, jornalistas ameaçados por autoridades públicas e os ditos policiais rechaçando protestos pacíficos, nos deixam a advertência

de que está na hora de tomarmos algumas providências.Fernando Henrique Cardoso já nos disse em uma entrevista que“todos sabem que quando você organiza um governo você tem que partilhar poder com os partidos. Mas você não está partilhando poder, você está partilhando oportunidades de ter bons contratos”, e isto certamente quer dizer que contratos não se limitam apenas a transações econômicas entre políticos/partidos, empresas e licitações do governo. Contratos de natureza simbólica queasseguremum futuro promissorpro filho de um, contratos que assegurem a permanência no poder de outros, prebendas relacionadas a favores sexuais na forma de agenciamentos, enfim, são algumas das estratégias que marcam a identidade política nacional. Portanto, em primeiro lugar, temos que compartilharinformações. As redes sociais são as principais ferramentas de acesso e que tem cumprido papel decisivo nesta questão. Um segundo ponto é mantermos um discurso afiado, competente e racional que faça valer um plano de metas que se julgue eficiente e que desestabilize a política reacionária das altas esferas. Em terceiro, nada nos impede que continuemos protestando das mais diferentes formas seja através de passeatas, caras pintadas, artigos e utilizando alguns recursos da boa mídia - ou o que sobrou dela.

CMárcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Declarações de políticos caçoando de nosso regime democrático, alterando a lei de diretrizes orçamentárias, jornalistas ameaçados por autoridades (...) nos advertem de que está na hora de tomar providências”


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

Programação de TV

SBT DIVULGAÇÃO

3h45 Jornal Da Semana Sbt 5h Brasil Caminhoneiro 5h30 Planeta Turismo 6h30 Vrum 7h Mundo Pet 7h45 Chaves 9h Domingo Legal 13h Eliana 17h Roda A Roda Jequiti 17h45 Sorteio Da Telesena 18h Programa Silvio Santos 22h De Frente Com Gabi 23h Serieh Nikita 0h15 Rizzola & Isles 1h Pessoa De Interesse 2h Big Bang 3h15 Jogo Da Gente 4h Igreja Universal

GLOBO

Sucesso de bilheteria nos cinemas, sequência da franquia 007, “Cassino Royale”, na TV Globo

Horóscopo

4h27 Santa Missa 5h28 Amazônia Rural 5h56 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h30 Globo Rural 7h25 Auto Esporte

Cinema

8h Esporte Espetacular (Volta Internacional Da Pampulha / Compacto) 11h Esquenta 12h35 Temperatura Máxima Stardust - O Mistério Da Estrela 15h Futebol 2014h Cruzeiro X Fluminense 17h Domingão Do Faustão 19h Fantástico 21h21 Domingo Maior 007 - Cassino Royale 23h17 Sessão De Gala - O Profeta 1h28 Corujão - Totalmente Sem Rumo – Defensores Da Natureza 3h Touch - Visões Do Futuro 3h45 Série

BAND

11h Fórmula Truck – Gp De Goiânia/go 12h30 Band Esporte Clube 13h50 Gol - O Grande Momento Do Futebol 14h25 Futebol 2014 – Ao Vivo 16h50 3º Tempo 19h Só Risos 20h Policia 24h 21h Pânico Na Band 0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz 1h35 Show Business – Reapresentação 2h25 Igreja Universal

RECORD 4h Santo Culto Em Seu Lar

4h Tartarugas Ninja 5h30 Santa Missa No Seu Lar 6h30 Sabadão Do Baiano 7h Power Rangers + Jimmy Neutron 8h30 Minúsculos 8h45 Informercial – Polishop 9h45 Verdade E Vida 10h Irmão Caminhoneiro – Boletim 10h05 Pé Na Estrada 10h30 Só Risos

4h30 Desenhos Bíblicos 7h30 Record Kids - Pica Pau 9h Domingo Show 13h30 Hora Do Faro 17h30 Domingo Espetacular 21h15 A Fazenda 22h15 Tela Máxima 23h15 Programação Iurd

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Você se envolve com as pessoas de maneira emotiva. Nas atividades de rotina, você prefere aquelas em que se sente mais seguro e confortável. TOURO - 20/4 a 20/5 É tempo de colocar no trabalho as ideias que veio cultivando nas últimas semanas. A preocupação com dinheiro e com segurança material pode lhe afligir. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Você sai de um período de recolhimento e seus sentimentos tendem a se inflamar, a ser mais vívidos e também flutuantes. É tempo de se dedicar a estudos e ao conhecimento.

PRÉ-ESTREIA O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos: EUA. 10 anos. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é a épica conclusão das aventuras de Bilbo Bolseiro, Thorin Escudo-de-Carvalho e a Companhia de Anões. Tendo recuperado sua terra natal do dragão Smaug, a Companhia involuntariamente despertou uma força mortal para o mundo. Enfurecido, Smaug espalha sua ira sobre homens, mulheres e crianças indefesas da Cidade do Lago. Cinemark 4 – 21h (3D/dub/somente quarta-feira), Cinemark 5 – 14h10, 17h40 (3D/dub/somente quarta-feira), Cinemark 7 – 21h (3D/ dub/somente quarta-feira); Cinépolis Millennium 1 – 21h30 (3D/leg/somente quartafeira); Cinépolis Plaza 2 – 21h (3D/dub/somente quarta-feira); Cinépolis Ponta Negra 2 – 21h50 (leg/somente quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 5 – 22h20 (3D/leg/somente quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 10 – 22h (dub/somente quarta-feira); Kinoplex 3 – 21h (3D/leg/diariamente), Kinoplex 5 – 20h40 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 21h (3D/somente quarta-feira).

ESTREIA DIVULGAÇÃO

CÂNCER - 22/6 a 22/7 Você tende a se isolar um pouco, preferindo estar consigo mesmo. Os aspectos emocionais da relação com as pessoas lhe perturbam e permanecem não resolvidos. LEÃO - 23/7 a 22/8 Sua disposição começa a se voltar mais para o convívio humano e às questões da vida a dois. O convívio social hoje está favorecido, mas você quer se garantir sobre as pessoas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Um dia para cuidar da carreira profissional, pensando nela e revendo se está mesmo indo na direção que lhe é correta. Os sentimentos amorosos continuam bastante fortes. LIBRA - 23/9 a 22/10 A instabilidade no ambiente familiar continua lhe preocupando. É preciso encontrar uma direção minimamente viável para solucionar as coisas que lhe afligem. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Você se envolve mais a fundo com as pessoas, e isso traz emoções fortes, mas um tanto instáveis. Não basta pensar belos pensamentos, é preciso também saber comunicá-los. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 As questões do casamento e das parcerias chamam sua atenção. Um dia para se dedicar com carinho e devotamento a seus principais relacionamentos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 É preciso ver como irá colocar em prática as ideias que está tendo. Entre a teoria e a prática, há uma distância a ser vencida. O trabalho de rotina exige mais sua dedicação. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Os sentimentos afetivos estão mais fortes e claros. A necessidade hoje é comunicá-los, e não apenas senti-los você mesmo. Procure mostrar o que se passa com sua pessoa. PEIXES - 19/2 a 20/3 Você procura um ambiente no qual se sinta mais bem acolhido e protegido. Os pensamentos tendem a se tornar mais confusos, em especial com relação ao trabalho.

Quero Matar Meu Chefe 2: EUA. 12 anos. Cansados de dar satisfações aos seus chefes, Nick (Bateman), Dale (Day) e Kurt (Sudeikis) decidem virar seus próprios chefes abrindo seu próprio negócio em “Quero Matar Meu Chefe 2”. Mas um investidor trapaceiro puxa o tapete deles. Passados para trás, desesperados e sem recursos legais, os três aspirantes a empreendedores traçam um arriscado plano para sequestrar o filho adulto do investidor e usá-lo como moeda de troca para recuperar o controle de sua empresa. Cinemark 3 – 21h30 (dub/somente quarta-feira), Cinemark 4 – 13h10, 15h30, 18h (dub/diariamente), 20h45 (dub/exceto quarta-feira), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 4 – 13h30, 15h55, 18h20, 20h50 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 15h05, 17h35, 20h05, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 20h05, 22h15 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h, 19h20 (dub/diariamente), 16h45, 21h55 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 16h10 (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente); Playarte 5 – 13h30, 15h45, 18h, 20h15 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado).

As Aventuras de Paddington: ING - FRA. Livre. O ursinho crescido na floresta peruana chega à famosa estação Paddington do metrô londrino com um elegante chapéu, espírito aventureiro e uma pequena faixa no pescoço com a frase – `Por favor, cuidem desse urso. Obrigado´. A generosa família Brown decide oferecer abrigo temporário a Paddington, e o ursinho logo descobre que a vida na cidade não é bem como ele imaginava. Cinemark 1 – 12h40, 15h10, 17h30, 19h520 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 13h, 15h30, 18h, 20h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h05, 16h20, 18h35 (dub/diariamente), 21h (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Ponta Negra 10 – 12h30 (dub/somente sábado e domingo), 14h45, 17h20, 19h45 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 14h05, 16h20, 18h35 (dub/diariamente). Caçada Mortal: EUA. 14 anos. Estrelado por Liam Neeson como Matt Scudder, um ex-policial de Nova York que trabalha como detetive sem licença e atua à margem da lei. Quando Scudder relutantemente concorda em ajudar um traficante de heroína (Dan Stevens) a encontrar os homens que raptaram e depois assassinaram brutalmente sua esposa, ele fica sabendo que não é a primeira vez que esses homens haviam cometido este tipo de crime hediondo… e nem será a última. Misturando o certo com o errado, Scudder parte para localizar os marginais nas ruas da cidade de Nova York antes que eles matem de novo. Cinemark 8 – 11h15, 13h50, 16h30, 19h10, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 14h10, 16h40, 19h20, 21h50 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h25, 16h55, 19h20, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h20, 16h10 (leg/somente quinta-feira, sexta-feira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h, 15h30 (dub/somente de segunda-feira à quarta-feira), 20h55 (leg/diariamente); Kinoplex 5 – 13h25, 15h50, 18h15, 20h40 (dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES De Volta Ao Jogo: EUA-CHI-CAN. 18 anos. Cinépolis Millennium 3 – 22h30 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 21h50 (leg/exceto quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 6 – 18h45, 21h15 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h40 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 20h50 (dub/diariamente). Boa Sorte: BRA. 16 anos. Cinemark 2 – 11h40, 14h (exceto domingo), 18h45 (exceto quarta-feira); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h05, 17h05 (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 13h40, 16h15 (diariamente). Jogos Vorazes – A Esperança (Parte 1): EUA. 14 anos. Cinemark 1 – 22h10 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 13h, 15h50, 18h40 (dub/ diariamente), 21h30 (dub/exceto quarta-feira), Cinemark 7 – 12h, 14h50, 17h40 (dub/diariamente), 20h30 (dub/exceto quarta-feira), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 13h10, 16h, 18h50 (dub/diariamente), 21h40 (dub/exceto quarta-feira), Cinépolis Millennium 2

– 17h, 22h10 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 15h (dub/diariamente), 17h40, 20h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h50, 16h40, 19h30, 22h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 13h15, 15h55, 18h55, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h, 18h05, 21h10 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h30, 17h30, 21h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h30, 19h30 (dub/ diariamente), 16h30 (leg/diariamente), 22h20 (leg/exceto quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 10 – 22h (dub/exceto quarta-feira); Kinoplex 1 – 13h30, 18h45 (dub/diariamente), Kinoplex 3 – 15h40, 18h20, 21h (dub/diariamente), 13h (dub/ somente sábado); Playarte 1 – 18h (leg/somente quarta-feira), 20h30 (leg/exceto quarta-feira), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado), 13h, 15h30 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (dub/diariamente), 23h40

(dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 10 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (leg/diariamente). Debi e Lóide: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 16h10 (dub/diariamente), 21h (dub/exceto quarta-feira), Cinemark 5 – 11h50 (dub/exceto sábado), 14h30 (dub/exceto sábado e quarta-feira), 17h05 (dub/exceto quarta-feira), 22h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 14h30, 19h40 (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h15 (dub/somente de quinta-feira a domingo), 17h (leg/somente de quinta-feira a domingo); Kinoplex 2 – 16h, 18h40, 21h10 (dub/diariamente); Playarte 3 – 14h10, 16h30, 18h50, 21h15 (dub/ diariamente), 23h35 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h10, 15h30, 17h50, 20h10 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). Irmã Dulce: BRA. 10 anos. Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h20, 16h10 (exceto quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h, 15h30 (somente de segunda-

feira à quarta-feira). Made In China: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 13h55, 16h20, 19h, 22h (diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h50, 17h, 19h10, 21h25 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h15, 17h (somente de segunda-feira à quarta-feira). Interestelar: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 17h, 20h15 (dub/diariamente). Tim Maia: BRA. 16 anos. Cinépolis Plaza 7 – 14h40, 17h45, 20h45 (diariamente). Drácula – A História Nunca Contada: EUA. 14 anos. Playarte 2 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado). November Man – Um Espião Nunca Morre: EUA. 14 anos. Playarte 8 – 23h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Apocalipse: EUA. 12 anos. Playarte 9 – 13h20, 15h40, 18h, 20h20 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado).


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MANAUS, DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014

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Jander Vieira jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Os anfitriões da noite estrelada: Tininha e Muni Silva Jr.

Uma noite sem retoques. Assim foi o jantar em celebração à medalha Mérito Agropecuário 2014, entregue aos agricultores que trabalham em prol do setor agropecuário no Amazonas, e o lançamento do livro “60 anos Faea”. Orquestrado pelo competente Muni Silva Jr., presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas, no Dulcila da Ponta Negra, o encontro transpirou puro-poder, animação com os bois de Parintins e uma decoração regionalíssima de deixar qualquer mortal encantado. O empresário Muni sabe das coisas. Joaquim Nogueira com a Eleonora e Gabriela

A primeira versão “Black and White” da label Pump promete. Agendado para o próximo dia 12, no píer do Tropical Hotel, a partir das 19h, a última edição do ano, trará oito atrações para comandar as picapes. Entre os nomes escalados e confirmados, está o DJ britânico Chad Tyson. Hoje é o último dia da sessão liquidação na loja da Cachoeirinha. Trata-se da Black Weekend Sale, da Rymo Ideias e Presentes, das 9h às 19h. Os preços são irresistíveis.

Vera e Roberto Bulbol

O pecuarista Sebastião Gardingo, um dos homenageados da noite com a medalha Agropecuário Dr. Eurípides Martins, mais o deputado Adjuto Afonso

Álvaro Almeida e Vera, ele o presidente da Federação de Alagoas

Sala de Espera Vania Atala, Elizete Benfica e Henrique Medeiros estão trocando de idade hoje. Amanhã é a vez de Jorge Ayub. Os cumprimentos da coluna.

FOTOS: JANDER VIEIRA

Viva, a Faea!

Daniel Carrara, secretário executivo do Senar Nacional

Família linda: Lincoln Filho e Alef Frota, com a mãe-empresária Rosana e Ronaldo Leite, mais a princesa Hannah, na concorrida inauguração da loja Rich Fashion Store, no Eldorado

Alavancando a economia

Miguel Mourão

Dentro do conceito chique, moderno e clean, o visionário Amin Abdel Aziz inaugurará um indispensável centro de compras, no coração do Parque 10. O Mall chegará lotado de lojas as mais variadas possíveis e uma praça de alimentação com as mais badaladas grifes do mundo gastronômico. A coluna está falando do Parque 10 Mall.

Deputado Orlando Cidade Presidente da Fieam, Antonio Silva, e sua elegante Norma


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Começa segunda etapa de ensaios do ‘Glorioso 2014’ A

segunda etapa dos ensaios para o evento “Glorioso 2014 – uma clássica história de Natal” começa hoje e segue até o dia 23, com a participação de 4 mil artistas. Os prepatativos serão divididos por grupos de artistas e acontecerão diariamente, inclusive nos finais de semana, no largo São Sebastião, Teatro Amazonas, Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, Ideal Clube e no ginásio da Escola Estadual Humberto de Campos, no bairro Alvorada. O espetáculo é uma promoção do governo do Estado. O “Glorioso” será encenado no dia 25 de dezembro, às 19h, no entorno do Teatro Amazonas. A estimativa de público é de, pelo menos, 110 mil pessoas. Em sua terceira edição, o espetáculo vai homenagear Américo Alvarez, ícone da cultura amazonense na década de 1960. Conhecido como “Vovô Branco”, o dramaturgo atuou como professor, diretor e ator, sendo um dos principais incentivadores do teatro naquela época. No espetáculo, “Vovô Branco” será um produtor teatral que es-

colheu Manaus como cenário de seu espetáculo de Natal. Ele terá a função de sensibilizar Lucas, um menino que ainda não foi tocado pelos festejos natalinos. A produção é inédita e tem direção de Robbie Mackey, reconhecido diretor musical norte-americano.

PALCOS

A produção contará com três palcos montados na avenida Eduardo Ribeiro, rua José Clemente e em frente ao Teatro Amazonas. Atores, músicos e orquestras terão mais interatividade “Esse é um espetáculo inédito e sua narrativa é completamente adaptada à história regional. Toda a produção e corpo artístico estão empenhados em realizar um dos espetáculos mais lindos já apresentados no Amazonas. É um evento que retrata o verdadeiro espírito natalino, voltado para as famílias, e que vai ficar na memória de quem assistir”, comenta

DIEGO JANATÃ

O espetáculo será apresentado no dia 25 e a expectativa é reunir 110 mil pessoas no entorno do Teatro Amazonas o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga. Ele afirma ainda que nenhum detalhe do espetáculo está sendo deixado de lado. “O cenário e todos os figurinos já estão sendo confeccionados. Mais uma vez o Amazonas vai marcar história na produção artística nacional”, assegura. Novidades Este ano, o “Glorioso” contará com diversas novidades, como uma interação maior entre os atores, músicos e orquestras. Ao contrário das outras edições, os músicos estarão dispostos em três palcos montados na avenida Eduardo Ribeiro, rua José Clemente e em frente ao Teatro Amazonas, no largo São Sebastião. No local do espetáculo haverá áreas reservadas para deficientes físicos, idosos e pessoas com necessidades especiais. Todo o evento terá tradução para a linguagem brasileira de sinais (libras). Além disso, será oferecida uma infraestrutura de segurança, banheiros químicos, cadeiras e pessoas responsáveis por passar informações ao público.

O norte-americano Robbie Mackey será o responsável, mais uma vez, pela direção do “Glorioso”


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