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EM TEMPO - 6 de julho de 2014

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O ‘COICE’ QUE CALOU O BRASIL O colombiano Zuñiga, que deu a joelhada que tirou Neymar da Copa, lamentou a lesão do brasileiro nas redes sociais. “Sinto muito por esta situação que resultou de uma ação normal de jogo”. Pódio Jornal da Copa E8

‘MEU SONHO AINDA NÃO ACABOU’

RICARDO STUCKERT/CBF

REPRODUÇÃO

ANO XXVI – N.º 8.407 – DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

Neymar acena do helicóptero que o levou da Granja Comary rumo a sua casa no Guarujá

O atacante Neymar divulgou em vídeo neste sábado que seu sonho de ser campeão do mundo ainda não acabou, apesar da lesão que o tirou do restante da Copa do Mundo e disse ter certeza que seus companheiros de seleção o ajudarão a realizar seu sonho “que é ser campeão do mundo”. Pódio Jornal da Copa E8

UM DELES SERÁ O CAMPEÃO

SILVIO VAI FICAR NA HISTÓRIA

VIAGEM COM OS MUTANTES

Há quem diga que Silvio Santos ficará na história da TV brasileira como personalidade única. Dificilmente haverá outro igual a ele.

Seis discos da histórica banda Os Mutantes serão relançados numa caixa especial, que ainda incluirá um sétimo CD com raridades. Plateia D8

Elenco 24 e 25

DIVULGAÇÃO

Plateia

Os fãs voltarão a curtir as baladas dos Mutantes com uma caixa de CDs

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

MARCELO DEL POZO/REUTERS

JAMIE SQUIRE/GETTY IMAGES

LARS BARON/FIFA

MIKE HEWITT/ FIFA

Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda se mantiveram vivas na Copa do Mundo e vão disputar a semifinal. Serão oito Campeões mundiais em campo. Sem Neymar, o Brasil pega a Alemanha, terça-feira, no Mineirão. Pódio Jornal da Copa E4 e E5

FILÓSOFO REVISITA PLATÃO

CARNE VERMELHA NÃO É VILÃ

Francês pesquisa “A República”, livro publicado no Brasil, no qual coloca o pensamento do grego em diálogo com questões atuais. Ilustríssima

Rica em proteínas, a carne vermelha está longe de ser vilã, pois fornece nutrientes essenciais ao organismo. Saúde &

Bem-estar F7

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 27

MÍN.:

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

Gastos dos presidenciáveis se aproxima de R$ 1 bilhão Campanha salgada eleva os custos dos principais candidatos à Presidência da República nas próximas eleições no país

A

campanha à sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT) pode chegar a um valor que se aproxima de R$ 1 bilhão, segundo pedidos de registro de candidatura entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral. Até na sexta-feira (4), oito concorrentes ao Planalto registraram sua candidaturas, entre eles o ex-governador Eduardo Campos (PSB). A presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB) protocolaram seus pedidos de registro ontem (5), prazo final estipulado pela Justiça Eleitoral. Segundo a Folha apurou, a campanha do PT vai registrar R$ 298 milhões como limite de gastos. O valor será usado para a produção do programa de TV, que tradicionalmente é a parte da campanha que gera mais custos , comandado pelo marqueteiro João Santana, além de custos como eventos e a impressão de material de campanha. Em 2010, o PT registrou como previsão R$ 157 milhões, mas depois pediu à Justiça um acréscimo do teto, que foi elevado para R$ 191 milhões (R$ 242 milhões em valores atualizados). Ao final da campanha, a petista declarou gasto efetivo

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de R$ 176,5 milhões (R$ 222,5 milhões). Juntamente com a documentação, será protocolado o programa de governo da campanha petista. Orçamentos Já o PSDB afirmou que ainda discutia a previsão de gastos que seria encaminhada à Justiça Eleitoral, mas, nos bastidores, o candidato tucano afirmava que R$ 290 milhões seria um valor ideal. Se esse número do PSDB se confirmar, o valor total de limite de gastos de 9 dos 10 presidenciáveis será de R$ 870 milhões. Pastor Everaldo (PSC), apesar de já ter registrado sua candidatura, ainda não informou à Justiça quanto calcula gastar na eleição. O candidato do PSB, Eduardo Campos, registrou sua candidatura na última quinta-feira (3), tendo informado que seu limite de gastos será de R$ 150 milhões -cerca de 30% a mais do que sua vice, Marina Silva, havia informado em 2010, quando disputou a Presidência (já em valores corrigidos pelo IPCA). Ao final da campanha, Marina declarou à Justiça ter despendido efetivamente R$ 25 milhões (R$ 31,4 milhões em valores atualizados).

Presidente Dilma, Aécio Neves (no centro) e Eduardo Campos são os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos

ÊXITO

10 ANOS

Ucrânia expulsa rebeldes pró-Rússia

REPRODUÇÃO

Soldados ucranianos dirigem-se a um posto de controle perto Slaviansk, no Leste da Ucrânia

O governo ucraniano afirmou ontem (5) que a maioria dos separatistas e seu líder abandonaram o principal reduto rebelde no Leste do país. Caso as forças de Kiev confirmem sua posição em Slaviansk, será o maior êxito militar desde o início de uma megaoperação lançada pelo Exército contra rebeldes pró-Rússia há quase três meses. O novo chefe do EstadoMaior ucraniano, o general Viktor Mujenko, disse que soldados atacaram os rebeldes enquanto tentavam fugir da cidade durante a noite. Há relatos de que os combatentes dirigiram-se à cidade de Kramatorsk. Após a retomada, o presidente Petro Poroshenko ordenou o içamento de uma bandeira ucraniana sobre o edifício da Câmara Munici-

pal. “Antes do amanhecer, os serviços de informação disseram que Guirkin (Igor Strelkov) e grande parte dos combatentes fugiram de Slaviansk, semeando a

OPERAÇÃO

Caso as forças de Kiev confirmem sua posição em Slaviansk, será o maior êxito militar desde o início de uma megaoperação lançada pelo Exército contra rebeldes pró-Rússia há quase três meses confusão entre os poucos que permanecem”, escreveu o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, em sua página do Facebook.

De acordo com a agência AFP, a Ucrânia garante que Strelkov é um coronel do serviço de informação militar russo conhecido como Departamento Central de Inteligência (GRU), embora o próprio Strelkov e Moscou neguem este vínculo. Sob controle A retomada de controle de Slaviansk pode colocar em risco os esforços diplomáticos para acabar com a crise no Leste do país. Está previsto neste sábado uma reunião entre rebeldes e representantes da Ucrânia, Rússia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). As forças ucranianas recomeçaram uma ofensiva contra os separatistas após o fim de um cessar-fogo na última segunda-feira (2).

Suspeito de estuprar menina é preso Um homem identificado como José Ney Rodrigues Tavares, 35, foi preso em flagrante por volta de 2h da manhã de ontem (5), suspeito de ter estuprado uma menina de 10 anos, na rua Baru, Jorge Teixeira, Zona Leste. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas (PC/AM), o autor do crime é filho do companheiro da mãe da criança que foi violentada. Conforme a assessoria da PC, o ato foi visto por um irmão de nove anos da vítima que avisou a mãe. Imediatamente a polícia foi acionada e o homem acabou preso em flagrante. O suspeito foi ouvido na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), e encaminhado à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. A criança será acompanhada por psicólogos. Homicídios Um mototaxista identificado como Johnny Batista, 29, foi morto com dois tiros, na rua Preciosa, Conjunto João Paulo 2, Jorge Teixeira, Zona Leste, enquanto realizava o transporte de um homem não identificado. O caso foi registrado no 14º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Um outro homicídio ocorreu dentro de um bar localizado na rua das Araras, Nossa Senhora de Fátima 2, na Zona Norte. O ajudante de pedreiro Felipe Pimentel, 29, foi morto após ser baleado por um suspeito ainda não identificado.

RESTITUIÇÃO

Receita libera segundo lote do Imposto de Renda terça A consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física de 2014 estará disponível a partir das 9h da próxima terça-feira (8), no site da Receita Federal. O lote contempla 1.060.473 contribuintes, somando R$ 1,6 bilhão. O crédito será depositado no dia 15 de julho. Além de acessar a página da Receita Federal para saber se terá a restituição liberada neste lote, o contribuinte pode também ligar no Receitafone, no número 146. Na consulta à internet, no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (eCAC), é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hi-

pótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. Além da restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física de 2014 também será liberado na terça-feira a consulta aos seis lotes residuais (declarações que estavam retidas na malha fina) de exercícios entre 2013 e 2008. Com esses lotes, o valor total a ser liberado no dia 15 será R$ 1,8 bilhão e abrangerá 1.122.154 contribuintes. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate no prazo, deverá requerê-la por meio de Formulário Eletrônico. DIVULGAÇÃO

Contribuintes podem consultar 2º lote do IR na terça-feira (8)


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Não foi o vento O governo federal eximiu-se de toda e qualquer responsabilidade na queda do viaduto de Belo Horizonte (MG) que causou a morte de duas pessoas e deixou mais de 20 feridas na quinta-feira 3. O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, na sexta-feira 4, atribuiu à administração do prefeito de Márcio Lacerda a responsabilidade pela elaboração e execução do viaduto que é um dos acessos ao Mineirão, o estádio onde o Brasil enfrenta a Alemanha, nesta terça-feira. “O governo federal não tem a função de aprovar ou rejeitar projetos apresentados pelas construtoras”, em obras municipais, disse o mininistro. Um comunicado oportuno. Lacerda é do PSB, partido de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e um dos adversários de Dilma Rousseff, que pretende a reeleição, “para continuar fazendo”, como discursou em Porto Alegre (RS), onde inaugurou um hospital. Ao prefeito Márcio Lacerda não restou muito o que dizer, mas poderia ter feito melhor e acabou estragando o soneto com sua emendas. O desabamento do viaduto na capital mineira foi causado “certamente” por um erro “de projeto ou construção”, disse Lacerda, com um adendo ainda menos feliz: “Não sabemos se é falha de projeto ou de construção”. Bom, não foi mau olhado ou “quebranto”, nem uma forte ventania, pois o secretário municipal de Obras admitiu que faltou fiscalização durante a obra, talvez por isso o prefeito não saiba,exatamente, se houve “falha de projeto” ou “de construção”. Na dúvida, talvez as duas causas. Lacerda afirmou também em entrevista à imprensa que “acidentes como esse infelizmente acontecem”. Infelizmente falta de fiscalização também. E como continuou falando o prefeito, o momento é de “lamentar” o ocorrido, mas que as responsabilidades serão apuradas. Vamos todos lamentar.

Não chore por mim, Messi! A contusão que obrigou Neymar a dizer adeus ao Mundial, provocada pela joelhada assassina de Zúñiga, da Colômbia, comoveu o argentino Lionel Messi. Ao saber que o companheiro do Barcelona fraturou a terceira vértebra lombar, Messi postou em seu Facebook oficial: — Neymar, espero que você se recupere logo, amigo. My brother Além de companheiros de clube no Barcelona, Messi e Neymar tornaram-se amigos dentro do futebol. E viviam nesta Copa do Mundo situações semelhantes. Ambos com a camisa 10, eram as esperanças de título para Brasil e Argentina. Nós na final Aliás, Messi e Neymar sonhavam que poderiam se encontrar em uma final. Enquanto Messi ainda vive o sonho (pelo menos até o jogo contra a Bélgica nas quartas de final neste sábado). Sonho acabou Já Neymar viu sua história neste Mundial chegar ao fim. Mesmo com o Brasil classificado para as semifinais. Bem com a vida O humor do brasileiro melhorou com a Copa do Mundo. Ao menos é isso que indica a Pesquisa Datafolha, divulgada esta semana, apontando que 63% dos 2 mil entrevistados disseram ser favoráveis à Copa do Mundo, enquanto que há um mês, esse índice era de 51%. Copa e Dilma Em uma análise sobre a amostragem, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB– AM) disse que o Datafolha erra ao tentar conectar o resultado da pesquisa à avaliação positiva do go-

verno da presidente Dilma Rousseff. Datafolha errou A senadora comunista diz que a análise feita pela pesquisa Datafolha é equivocada. A avaliação da presidente da República era negativa antes da Copa por causa do caos em que se transformaria o país, “anunciado pela imprensa nos meses que antecederam o Mundial de futebol”. Culpa de quem? Como se vê, nas palavras da parlamentar pelo Amazonas, a culpa pela queda da popularidade da presidente Dilma, mais uma vez, é da imprensa. Perguntar não ofende Os malucos dos black blocs mergulham o país no caos, promovem um quebra-quebra em monumentos públicos e matam cinegrafistas, mas de quem é a culpa da popularidade da presidente cair? Perguntar não ofende 2 A polícia espanca, atira spray de pimentas e bombas de efeito moral, prende, bate, apanha... E cabe à imprensa, por dever de ofício, cobrir esse quadro de caos. Então de quem é a culpa? Da imprensa ora, bolas! Imprensa “marronzista” Mas, para Vanessa, a imprensa, assim como o

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

Datafolha, também estava equivocada. Diante do sucesso do evento, os brasileiros perceberam que a catástrofe desenhada pelos meios de comunicação não se avizinhava, o que se refletiu no resultado da pesquisa da Datafolha. Então, tá! La Grazziotin reafirma que a partir do fato ocorrido, a população tem elementos reais para tirar a sua própria conclusão. — Aquela opinião negativa quanto ao futuro do Brasil, quanto à economia e inclusive quanto ao sucesso da Copa, era embasada nos noticiários, que na sua grande maioria eram negativos. Lua de mel A pesquisa Datafolha não está equivocada. Prova disso são os números revelados que mostram a lua de mel do brasileiro com a Copa do Mundo. Veja só: 60% afirmaram que fazer a Copa do Mundo dá mais orgulho do que vergonha.

Há um mês, apenas 45% disseram ter mais orgulho do que vergonha com o Mundial. Falta de respeito Um outro dado também revela o grau de verdade da pesquisa: O de que 76% considerara desrespeitoso as vaias à presidente da República, Dilma Rousseff, no jogo de abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho.

VAIAS

Hotéis de Manaus

Regi

Sr. Carlos Velasco Carballo DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o índice de ocupação dos hotéis de Manaus durante os jogos da Copa do Mundo. No mês de junho, os 23 mil leitos distribuídos entre os 109 hotéis da capital foram ocupados com turistas embalados pelo Mundial.

Para o juiz do jogo Brasil x Colômbia, o espanhol Carlos Velasco Carballo, que viu os carniceiros Cuadrado e Zúñiga (o que agrediu Neymar) baixarem o sarrafo e nada fez. O nome Carballo bem que poderia ser aportuguesado, não é?

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

A praça é do povo Já se disse há muito tempo que a praça é do povo e para complementar Milton Nascimento vaticinou que o artista deve ir aonde o povo estiver. A inferência é simples, direta e inevitável: sendo o povo o dono da praça, é lá que ele, o povo, deverá estar e então, se o artista pretende encontrá-lo, também deverá dirigir-se ao mesmo lugar, isto é, à praça. Entretanto esta verdade não tem sido tão verdadeira nos bicudos tempos de agora. Nossas praças têm estado vazias, quase desertas, sentindo certamente nossas ausências. Principalmente a ausência das crianças que já não as freqüentam como o faziam as de outrora, talvez porque uma palpável e pesada insegurança hoje freqüenta esses lugares. As praças se transformaram em ameaçadores espaços abertos, aproveitados pelo lumpesinato urbano para a prática das suas atividades marginais. E como as praças vazias, sem o povo, são locais tristes e sem sentido, o artista delas se ausenta e a sua ausência diz ao povo que não há o que lá fazer, que melhor é evitá-las. Assim vinha acontecendo com a nossa praça maior, o Largo de São Sebastião, belo e aprazível depois que o sol adormece, desde que o Robério nele investiu sua sensibilidade e seu bom gosto. Apenas o Bar do Armando, pela sua tradição boêmia, conseguia, ao menos nos fins de semana, agir como catalisador e manter a noite viva e alegre. Afora isso, todo o Largo ficava a depender das programações do Teatro e dos eventos pontuais programados pela Secretaria da Cultura. Mesmo os outros bares e lanchonetes lá instalados, abriam em horários restritos e mantinham um ar sempre soturno. Eis, contudo, que, de repente, eclodiu na cidade uma avalanche de gente alegre e sedenta de vibração, sob o pretexto que estava aí para

assistir a um torneio de futebol, mas que continuava a extravasar vida, mesmo quando nenhum jogo se desenrolava. Foi quando eu mesmo, que jamais acreditei no tal legado da Copa enquanto o pensei como legado econômico e material que, para mim, ao fim, se resumiria num gigantesco elefante branco, que ficaria sem quase nenhuma serventia, depois de custar muito dinheiro público e que não teria mais jeito de ser convertido em hospitais ou escolas, porque sua realidade é simplesmente irreversível, percebi então que outro legado se estava apresentando. Compreendi enfim que outra coisa a tal Copa nos legava nestes poucos dias: riqueza cultural que somente o convívio com os outros pode construir e que será sempre mais farta, quanto maior for a diversidade dessa convivência. Nada de riqueza argentária resultará desse evento universal. O dinheiro gasto não voltará e apenas poderia ter sido empregado com maior comedimento, sem tanto exibicionismo megalomaníaco. Ao fim, valeu pelo lazer que proporcionou ao povo, como genuíno espetáculo circense que é. E valeu, sobretudo, porque proporcionou ao nosso povo a rica experiência do conhecimento de outros mundos que até nós foram trazidos por tantos e tão diferentes forasteiros, que nos mostraram suas diferenças, mas também revelaram que partilham da mesma nossa natureza humana. E aí vimos o que é ser inglês, alemão, francês, norte-americano, hispânico, croata, japonês e tantos mais. Como sempre acontece, as convivências com os diferentes e a miscigenação das consciências servem para aprimorá-las e para nos ensinar o que é fundamental e o que é apenas acessório (ainda que enriquecedor) na natureza humana.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Compreendi enfim que outra coisa a tal Copa nos legava nestes poucos dias: riqueza cultural que somente o convívio com os outros pode construir e que será sempre mais farta, quanto maior for a diversidade dessa convivência. Nada de riqueza argentária resultará desse evento universal”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

Frase

Painel

BERNARDO FRANCO MELLO (INTERINO)

Luz própria

Uma das nossas prioridades será o processo de Primeiro Grau, que é o contato do cidadão comum com a Justiça. O Joaquim Barbosa é um grande exemplo de como a Justiça tem que alcançar a todos e quero reiterar isso na minha administração. Temos que cobrar rapidez nos prazos. Irei quantas vezes precisar ao Fórum. Posso até transferir a presidência para lá caso veja necessidade

A queda de Dilma Rousseff nas pesquisas abriu uma divisão na campanha petista. Parte dos dirigentes passou a defender que a propaganda volte a colar sua imagem à de Lula, tratando os últimos 12 anos como um só governo. Prevaleceu, no entanto, a tese de que é preciso focar o discurso nos últimos quatro anos, jogando luz sobre a gestão da presidente. A ordem é explorar ao máximo as vitrines eleitorais de seu mandato, como o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida. Antídoto Ao enfatizar programas e obras entregues por Dilma, o PT tentará neutralizar a estratégia da oposição de apresentá-la como uma gestora incompetente, usando como gancho o mau negócio da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena. De novo, não Quando o PP estava prestes a se unir a Alexandre Padilha (PT) em São Paulo, Lula disse a aliados que não voltaria a posar para fotos ao lado de Paulo Maluf, como fez em 2012. Um mês depois, os pepistas migraram para o palanque de Paulo Skaf (PMDB). Torre de controle Autoridades vinculadas aos aeroportos foram as mais cobradas pelo Planalto nas primeiras semanas da Copa. O governo acionou a Polícia Federal sempre que foi avisado de filas na imigração. Com a Infraero, as principais broncas foram por falhas no arcondicionado dos terminais. Sem... Advogados das campanhas presidenciais procuraram Google e Facebook recentemente para saber como será tratado o conteúdo considerado ofensivo

publicado em suas páginas. ... compartilhar As empresas indicaram que não pretendem acatar pedidos dos partidos para retirar publicações do ar. A recomendação é que as campanhas acionem a Justiça Eleitoral. Lata velha Com patrimônio declarado de R$ 17 milhões, o eterno presidenciável José Maria Eymael (PSDC) incluiu quatro carros em sua declaração de bens. Chama a atenção, na frota de automóveis, um Fiat Tipo ano 1994. Bicicleta Dois candidatos ao Planalto declararam não ter carro próprio: os esquerdistas Luciana Genro (PSOL) e Zé Maria (PSTU). Mantendo... O programa de José Ivo Sartori (PMDB) ao governo do Rio Grande do Sul elogia a candidatura de Eduardo Campos (PSB) ao Planalto, mas evita qualquer menção à vice Marina Silva. ... a distância Em 2010, Marina teve apenas 11% dos votos dos gaúchos. O desempenho ficou bem abaixo de sua média nacional, de 19,3%.

Muy amigo Aliados de José Serra (PSDB) temem que seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) tire votos decisivos na disputa com Eduardo Suplicy (PT) pelo Senado. Duelo inédito Veteranos na política de São Paulo, Serra e Suplicy viverão o primeiro confronto direto em uma eleição majoritária. O petista diz que já votou no tucano uma vez: para presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), no longínquo ano de 1963.

Graça Figueiredo, ao assumir a presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas, admitiu que “nossa legislação tem muitas fugas”, mas que cobrará rapidez nos prazos, facilitando o contato do cidadão com o Judiciário.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ

Produção em série Dona de um feudo eleitoral na zona sul de SP, a família Tatto lançará um novo integrante, Nilto, a deputado federal. Ele é irmão de Arselino, Ênio, Jair e Jilmar, todos com mandatos legislativos pelo PT. Suplente Outro clã petista sofrerá desfalque em outubro. O deputado estadual Luiz Moura, investigado por suposta ligação com o PCC, não terá legenda para disputar a reeleição. Senival Moura, que planejava concorrer à Câmara em dobradinha com o irmão, teve que recrutar um assessor para seu lugar.

Tiroteio

Foi tão extasiante a reinauguração do Estádio Ismael Benigno, com o jogo entre São Raimundo e Sul-América (que há muito não se encontravam, embora sejam vizinhos, ali, na Colina) que esta auxiliar de árbitro nem foi comentada pela crônica esportiva. Teve uma atuação correta, isto é, discreta, sem pretensão à capa de revista

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

O governador promete um choque de gestão, mas é irresponsável e estoura as contas. Depois, pede prisão para se fazer de vítima. DO MINISTRO PAULO BERNARDO (COMUNICAÇÕES), sobre ação de Beto Richa (PSDB) contra Arno Augustin (Tesouro), que barrou empréstimo ao Paraná.

Contraponto

Devo, não nego, pago quando puder Em lados opostos na eleição presidencial, o ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e o candidato tucano Aécio Neves se encontraram em um evento recente em São Paulo. Assim que avistou o auxiliar de Dilma Rousseff, Aécio cobrou a promessa de um almoço no restaurante de sua filha, em Brasília. Carvalho reconheceu o débito com o tucano, mas avisou que não pretende quitá-lo tão cedo. Segundo ele, a chefe não iria gostar muito do encontro. – Vai ter que ficar para depois de outubro! – brincou o ministro, arrancando risadas do senado Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Dinheiro Estamos todos envolvidos pela Copa do Mundo da Fifa, e é bom que se diga que é dela, pois ela tudo controla, tudo determina. Afinal, quem não gosta dos feriados fora de época, das tardes que parecem as de final de ano e das partidas que são de fato um grande show? Felizes os que podem ir aos estádios participar de verdadeiras festas de confraternização, de exposição de sentimentos nacionais, num festival de cores e hinos que expressam uma humanidade multicolorida e pluricultural que simplesmente quer ser feliz. Muitas têm sido as cenas impagáveis dentro e fora dos belíssimos estádios, que permanecerão como símbolos da capacidade e engenho de nossos governantes e arquitetos. Um episódio me chamou a atenção mais que outros. Foi quando a televisão mostrou um cortejo que tinha no centro um carro forte com alguns milhões de dólares para pagar um prêmio devido e não honrado, aos jogadores de uma das seleções. Prefiro não dizer o nome do país e do continente por duas razões. A primeira é por respeito ao povo supostamente representado por seus jogadores, a segunda porque se essa seleção estava recebendo explicitamente aquele dinheiro ao vivo, todas as seleções e todos os jogadores estão recebendo valores semelhantes ou superiores. Resumindo, a Copa é um grande negócio, um grande mercado. E naquele desfile pelas avenidas de Brasília circulou o verdadeiro senhor de tudo, o dinheiro. Em função dele se armam espetáculos magníficos, se elaboram ritos, se estabelecem pactos, acontecem sacrifícios, numa verdadeira idolatria que

envolve a todos. Faz tudo parecer normal e nos faz esquecer, mesmo que por momentos fugazes, os dramas humanos que não são resolvidos, as guerras infindáveis, as escravidões e as dependências. Somos todos cooptados e um esporte que envolve a todos possibilita que o dinheiro reine. Mas isto não acontece só no esporte. Quantas vezes sentimentos sagrados são pervertidos e transformados em fonte de lucro e a benção divina é medida, como se fosse possível, pela quantia arrecadada e pelo capital amealhado. Alguém chamou isto de idolatria do mercado que tudo envolve e que elimina a qualquer um que a ele se opuser, como aconteceu com os profetas bíblicos. Jesus foi claro ao dizer que é impossível servir a Deus e ao Dinheiro, pois Deus é Amor, Misericórdia, Compaixão. As realidades humanas são ambíguas. O futebol que jogado por meninos e meninas nos campos improvisados serve para criar espírito de equipe, fomentar a disciplina, ou simplesmente passar o tempo de forma digna e prazerosa também poder servir de arcabouço para uma verdadeira religião secular e invertida. Torcedores, e é impossível ficar indiferente, não nos esqueçamos de que se trata apenas de um entretenimento e que a vida concreta acontece no dia a dia quando as relações pessoais são estabelecidas em bases mais profundas e reais que o dinheiro. Uma nação se constrói com trabalho diário, com educação de qualidade para todos, com liberdade de expressão. Nossos verdadeiros heróis não exigem fortunas, não se medem por prêmios recebidos, não fazem chantagem.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Um esporte que envolve a todos possibilita que o dinheiro reine. Mas não só no esporte. Quantos sentimentos sagrados são pervertidos e transformados em fonte de lucro e a benção divina é medida, como se fosse possível, pelo capital amealhado. Alguém chamou isto de idolatria do mercado”


Política

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

A5

Partidos do AM apostam em candidaturas femininas Entretanto, somente uma mulher vai disputar o cargo majoritário de vice nestas eleições: a deputada Rebecca Garcia ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

Primeira mulher a presidir o Brasil, Dilma entrou para a história ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

A

presença das mulheres na política do Estado vem ganhando uma representação cada vez maior nos últimos pleitos, principalmente após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2009, baixar uma resolução que exige um percentual de 30% da cota de candidaturas para mulheres. Em Manaus, os partidos alegam que, constantemente, vem incentivando a presença feminina na disputa eleitoral e que devem apresentar um bom quadro de candidatas para este pleito. A procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB), defende a reforma política como forma de ampliar a participação feminina na política. A senadora reconhece que a presença aumentou nos parlamentos, mas ainda precisa melhorar. “Hoje, infelizmente, a cara do parlamento e da política brasileira é uma cara masculina. E ela tem que ser uma cara com duas faces: um lado masculino e o outro feminino”, disse Vanessa. O Brasil está na posição de número 156 no ranking da

representação feminina no Parlamento, entre 188 países, conforme levantamento que consta na cartilha + Mulher na Política: Mulher, Tome Partido, feita pela procuradoria. Na comparação com 34 países das Américas, ocupa o 30º lugar. De acordo com o TSE, em outubro de 2010, o Brasil elegeu a primeira presidente da República, Dilma Rousseff (PT); duas governadoras, Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Roseana Sarney (PMDB-MA); e 134 deputadas estaduais. Nas eleições municipais de 2012, foram eleitas 657 prefeitas (11,84%) e 7.630 vereadoras (13,32%). Segundo a presidente do Pros-Mulher, Sâmara Carvalho, o partido que disputa o primeiro pleito neste ano virá com um número grande de candidaturas femininas. “Essa presença da mulher é muito importante. E o Pros, por meio do apoio do presidente estadual José Melo, vem dando ênfase à presença feminina dentro do partido. Vamos vir para esta eleição com um quadro forte de mulheres para fazer a diferença e conseguir assento dentro da casa legislativa”, comentou Sâmara.

GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO

Vanessa é a única mulher a representar o Amazonas no Senado

Para criar uma interação maior entre as mulheres e a política, o Pros também tem realizado campanhas de adesões voltadas para o público feminino e também encontros entre a comunidade e membros da secretaria da mulher do partido. “Vamos aos bairros

Hoje, infelizmente, a cara do parlamento e da política brasileira é uma cara masculina. E ela tem que ser uma cara com duas faces Vanessa Grazziotin, senadora

apresentar a importância da política para as mulheres, e temos obtido bons resultados. As mulheres deixaram aquele estereótipo de dona de casa e mãe”, disse Sâmara. O PSDB também pretende neste ano vir com uma boa safra de candidatas. O presidente AGÊNCIA SENADO

regional dos tucanos, o deputado Arthur Bisneto, destacou a força do núcleo feminino do PSDB-AM. “Temos a vontade de eleger uma mulher e vamos trabalhar dentro dessa proposta. Nunca tivemos dentro do nosso partido um grupo feminino tão bom e expressivo, que deseja fazer o melhor para o Amazonas”, afirmou. No PSTU, segundo a coordenadora da secretaria da mulher, Jucicleide Silva, a sigla vem neste pleito com um time forte e bem acima da cota de 30% exigida por lei. “Nossas duas suplentes ao Senado são mulheres e também teremos uma candidata a federal e uma a estadual. Nosso partido sempre militou por esse caminho de trazer a mulher para dentro da discussão”, disse a dirigente. O Psol também quebra as barreiras neste pleito e apresenta uma chapa com número de candidatas superior ao exigido. Segundo o candidato ao governo do partido Abel Alves, a sigla atingiu percentual muito bom de mulheres na disputa, inclusive com uma candidata à Presidência da República, a ex-deputada federal Luciana Genro.

GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Rebecca Garcia é a única mulher na disputa majoritária no AM

PMDB vem com 30 candidatas No PMDB, um dos partidos mais tradicionais do Estado, a chapa feminina também vem forte. Segundo o secretário-geral da legenda, Miguel Capobiango, neste pleito haverá 22 candidatas a deputadas estaduais e oito federais. “Teremos também a nossa candidata a vice-governadora, que é uma mulher e a nossa suplente ao senado”, disse o dirigente, se referindo à candidata Rebecca Garcia, do PP, única mulher a disputar o cargo majoritário nestas eleições no Amazonas. Campanha No primeiro semestre deste ano, o TSE lançou a campanha “Mulher na Política”, com o intuito de incentivar a maior participação feminina nos espaços de poder. O presidente do tribunal, ministro Mar-

co Aurélio Mello, destacou que, apesar da legislação eleitoral estabelecer uma cota mínima de 30% de participação feminina nas candidaturas, esse percentual não é cumprido pelos partidos que, segundo o ministro, não oferecem as condições adequadas para que as mulheres enfrentem as urnas. Pela legislação eleitoral, os partidos devem preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Há ainda determinação de repasse de no mínimo 5% dos recursos do fundo partidário para criação de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. A lei prevê também que pelo menos 10% do tempo de propaganda partidária gratuita seja destinada às mulheres.

PRÓXIMA SEMANA

‘Esforço concentrado’ no Senado

Presidente do Senado, Renan Calheiros (no centro) programa esforço para votações de pautas

O Senado realiza um esforço concentrado nos dias 15, 16 e 17 deste mês para exame de projetos relacionados a temas diversos, como alterações no Código de Defesa do Consumidor, na Lei de Licitações e na legislação relacionada à tributação de empresas, além da concessão de benefícios à magistratura e de mais recursos ao financiamento estudantil. Para o exame dessas matérias, porém, os senadores precisam antes votar três medidas provisórias que trancam a pauta do plenário, com prazo de vigência a vencer na primeira semana de agosto.

As alterações no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) estão contempladas em duas proposições. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 281/2012 regulamenta as compras pela internet, ao estabelecer regras de divulgação dos dados do fornecedor e a localização física do negócio virtual com mais clareza na descrição dos produtos vendidos. O texto prevê ainda a responsabilização solidária entre o site de compra coletiva e o fornecedor do produto ou serviço ofertado. Outra proposta a ser votada é o PLS 559/2013, que altera a Lei de Licitações

(Lei 8.666/1993), cujo texto original teve como relator o senador Pedro Simon (PMDB-RS). O projeto elimina a carta-convite e a tomada de preços no processo licitatório. A intenção é estabelecer um novo marco legal para contratações no setor público, o que implicaria não só a revogação da Lei de Licitações, mas também da Lei 12.462/2011, que instituiu o regime diferenciado de contratações públicas, e da Lei 10.520/2002, referente ao pregão. A reforma da legislação foi uma das bandeiras defendidas pelo Renan Calheiros ao assumir a presidência do Senado, há quase 2 anos.


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Política

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Propaganda eleitoral está liberada a partir de hoje

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Temos de buscar uma reaproximação rápida com o PSB” DEPUTADA IRINY LOPES (PT-ES), preocupada com o desempenho eleitoral do seu partido

PMDB faz lobby para ‘free shops’ de aeroportos Figurões do PMDB estão fazendo lobby em favor dos negócios do empresário Jonas Barcellos, o “rei dos free-shops” nos aeroportos brasileiros. Autor da frase “os amigos são meu ativo oculto”, Barcellos é tão influente que conseguiu fazer chegar à presidenta Dilma Rousseff sua reivindicação de aumentar de 500 para 1.200 dólares o limite de compras em suas lojas, fincadas na área internacional dos aeroportos. Vitaliciedade Jonas Barcellos também quer que aeroportos privatizados renovem os contratos de concessão para suas lojas, em vigor há quase 40 anos. Amigos influentes Desde sua criação, durante o regime militar, em 1976, a Brasif recorre ao “ativo oculto” de Barcelos, seu proprietário, para renovar contratos. Caminho das pedras Barcellos sempre teve amigos no poder. Um deles, exsenador Jorge Bornhausen (DEM), foi vice-presidente da sua empresa durante anos. Michel, não A vice-presidência da República negou que Michel Temer tenha tratado do tema “free shops” com Dilma, como afirmam correligionários. Aeronáutica mantém medalhas de mensaleiros Assim como o comandante do Exército, general Enzo Peri, que foge como o diabo da cruz da obrigação de cassar a Medalha do Pacificador de José Genoino, o Comando da Aeronáutica se finge de morto e ignora

o decreto 3446/2000, que prevê a exclusão de agraciados com a Ordem do Mérito Aeronáutico, condenados por crime contra o erário, como José Dirceu e Genoino, ou contra as instituições e a sociedade. Honraria? José Dirceu recebeu a honraria da Aeronáutica durante o governo Lula, e José Genoino já era réu do mensalão quando foi condecorado. Está no decreto O Conselho da Ordem do Mérito Aeronáutico já deveria ter cassado as condecorações quando os mensaleiros perderam os direitos políticos. Quem cala... O Comando da Aeronáutica imitou o do Exército e preferiu silenciar sobre a própria atitude de manter a honraria a corruptos condenados. Os imperdoáveis A imagem de José Dirceu abatido e com olhar ressentido deu força à suspeita de que, para ele, além de Joaquim Barbosa, Lula está na lista daqueles que ele não perdoa pela situação que vive hoje. Último acordo Sob pressão do líder Eduardo Cunha (RJ), a executiva nacional do PMDB reconsiderou e vai retirar a suspensão do registro de filiação do deputado Júnior Coimbra (TO), que deverá disputar reeleição. Bandeiras Em quarto lugar nas pesquisas à Presidência, o Pastor Everaldo (PSC) pretende hastear, além da bandeira evangélica, a redução no número de ministérios e a política do Estado Mínimo,

Jornalista

Fim da importação Eduardo da Fonte, líder do PP na Câmara, intercedeu junto ao ministro Neri Geller (Agricultura) para abolir portaria que permite importar leite em pó por indústrias do Nordeste, o que prejudicava produtores locais. Abusos no anonimato Diante dos bombardeios do PT nas redes sociais, o deputado Nelson Marchezan Jr (PSDB-RS) apresentou projeto para alterar o Código Penal e tornar crime a criação e o uso de perfis falsos na internet. Pulga na orelha O PMDB do Senado desconfia que o PT está de olho na vaga de Bruno Dantas, indicado por Renan Calheiros (AL) para ministro do TCU. Os petistas cotados seriam Ideli Salvatti, Eduardo Cardozo e Luiz Adams. Me esquece O senador Blairo Maggi (PR-MT) anda numa depressão danada após denúncia do Ministério Público contra ele pedindo abertura de processo por improbidade administrativa. A Justiça Estadual rejeitou o pedido. Só com duas greves A prefeitura de Goiânia criou projeto de lei para atender às demandas dos professores que invadiram a Câmara Legislativa há 25 dias. O acordo, porém, atende demandas da greve anterior, de outubro. Che na Bolívia Há 17 anos, em 6 de julho de 1997, a ossada do líder revolucionário Che Guevara era encontrada na Bolívia, onde foi morto 30 anos antes.

Em cima do fato Uma das estrelas da rádio Tabajara, emissora do governo da Paraíba, Pascoal Carrilho foi destacado para a transmissão do enterro do senador Rui Carneiro, uma das legendas políticas do Estado, em 1997. Era grande a multidão no Cemitério da Boa Sentença. Com sua voz empostada, Pascoal mantinha os ouvintes informados: - Senhoras e Senhores, muita tristeza entre todos os presentes. Neste instante, vai falar o deputado federal Humberto Lucena... Nesse instante, com todo aquele empura-empurra, Pascoal acabou caindo na sepultura. Mas não perdeu a fleuma. Microfone em punho, continuou o relato preciso dos acontecimentos: - Senhoras e Senhores, é a rádio Tabajara, emissora oficial do governo do Estado, transmitindo de dentro da cova do senador Rui Carneiro...

SEM CALÚNIAS

Aécio pede uma campanha limpa “Vocês conhecem a sórdida campanha de mentiras e calúnias patrocinada pelos meus adversários contra mim. Mas, agora, eles conseguiram ser ainda mais covardes ao envolver a minha família, em outra mentira irresponsável, fabricada para me atingir”, escreveu o candidato tucano. A mensagem de Andrea Falcão faz referência a um texto que relata supostos atritos dela com Aécio por causa da filha do casal, Gabriela.

DIVULGAÇÃO

privatizando estatais.

PODER SEM PUDOR

O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, divulgou mensagem pelo Facebook em que diz ser vítima de “mentiras e calúnias” difundidas na internet envolvendo sua família. Ele reproduziu outra mensagem que sua ex-mulher, Andrea Falcão, postou na rede social em que manifesta “indignação” contra um texto disponível na rede que afirma que ele usaria a filha para contrabando de diamantes para fora do Brasil.

Candidatos já estão autorizados a irem às ruas, mas TSE alerta sobre algumas regras que devem ser obedecidas

O artigo, reproduzido desde o ano passado em vários sites críticos ao tucano, diz que uma “integrante da inteligência” da Polícia Militar de Minas Gerais relatou uma discussão em que Andrea exige que a filha “fique fora dos rolos” de Aécio. Na mensagem que postou, Aécio afirma que “o absurdo e a covardia dos autores dessa calúnia são exemplos de tudo o que não podemos mais aceitar na atividade política no nosso país”.

No caso dos comícios, é necessário a comunicação à autoridade com 24 horas de antecedência

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este domingo (6), tem início oficial a campanha eleitoral, com a permissão para os candidatos fazerem propaganda de rua, na internet e participarem de comícios. Algumas regras devem ser obedecidas, como a utilização de alto-falantes ou amplificadores de som, que poderão funcionar das 8h às 22h nas sedes dos partidos. No caso dos comícios, é necessária a comunicação à autoridade policial com 24 horas de antecedência, sendo proibida a distribuição de brindes ou bens e materiais que possam proporcionar vantagem ao candidato durante a realização da campanha. Também está proibida a contratação de artistas. Qualquer tipo de propaganda eleitoral paga está proibido. Mesmo sem cobrança, não poderá haver divulgação em sites de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, oficiais ou hospedados por órgãos ou

entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. De acordo com a resolução (23.404/14) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina a propaganda eleitoral, a manifestação do pensamento é livre, sendo proibido o anonimato durante a campanha, por meio da internet. Fica assegurado o direito de resposta, e por outros meios de comunicação interpessoal, mediante mensagem eletrônica. Sérgio Ricardo dos Santos, assessor especial da presidência do TSE, destaca que qualquer cidadão pode se manifestar na web, mas ataques a candidatos serão punidos. “Por meio de blogs e mensagens, o cidadão pode exteriorizar seu pensamento – a Constituição garante isso. Evidentemente, deve evitar o ataque aos adversários do candidato dele, às pessoas em disputa, porque ele pode, de acordo com o que for veiculado em seu

ambiente restrito, sofrer punições, que são basicamente multas”, explicou. Outras proibições sujeitas a multas também estão previstas na resolução do TSE. É o caso de quem vender, utilizar, doar ou ceder cadastro eletrônico de seus clientes, em favor de candidatos, partidos ou coligações. Quem desobedecer pode ter de pagar de R$ 5 mil a R$ 30 mil. As mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário, obrigando o remetente a providenciá-lo no prazo de 48 horas do pedido (lei 9.504/97). E-mails enviados após o término desse prazo sujeitam os responsáveis ao pagamento de multa no valor de R$ 100 por mensagem. O calendário eleitoral ainda prevê que a propaganda no rádio e na televisão para o primeiro turno vai de 19 de agosto a 2 de outubro.


Com a palavra

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Graça FIGUEIREDO

‘Justiça PARA os humildes e DESAFORTUNADOS’ FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM/TJAM

MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

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Nós temos muitas prioridades e desafios, mas como eu citei no discurso, o Primeiro Grau será o foco, aquele que terá maior atenção, porque é nele que o cidadão ingressa para buscar seus direitos. É a porta de entrada do nosso tribunal. Ali, o cidadão humilde precisa ser acolhido e amparado”

m 1979, quando assumiu sua segunda comarca em Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), a juíza Graça Figueiredo era obrigada a jantar com um ventilador direcionado para as pernas para afugentar a nuvem de furiosos carapanãs que invadiam a casa a partir das 18h. Eram tempos difíceis aqueles. O município não tinha telefone, sofria constantes apagões e os poucos barcos que faziam linha para a cidade eram precários e sem qualquer conforto. Não havia sequer segurança de uma viagem tranquila e sem riscos. Em uma conversa com um jornalista que passava pelo município, a jovem magistrada foi questionada por que não tentava uma remoção para outra comarca, com melhores condições. Em sua resposta, Graça foi enfática: —Não. Para entender a alma, as necessidades de nossa gente do interior e praticar a Justiça que eu sonho em praticar em meu ofício, eu preciso passar por tudo isso. Será um aprendizado que nenhuma faculdade me ensinaria – respondeu a juíza. Passados 35 anos, a desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo não perdeu o foco de seu compromisso de vida. Na quinta-feira, ao assumir a presidência do Tribunal de Justiça, aos 61 anos, reafirmou, com outras palavras, o que havia prometido lá, na distante Nova Olinda do Norte. — Cumprirei a lei, os princípios constitucionais que norteiam a atuação da administração, especialmente o da igualdade. Todos somos iguais e o mesmo tratamento deve ser dado a todos, indiscriminadamente. Não é tempo de privilégios, preferências pessoais, amizade e camaradagem. A presidência do tribunal não servirá para atender interesses menores no trato da coisa pública, da

gestão institucional. A nova presidente do TJAM mandou outras mensagens diretas e sem rodeios, avisando que “todos podem ter uma certeza. Não compactuarei com erros, com a graça de Deus. A lei continuará junto com a ética e a moral”. — Este será o nosso caminho e horizonte perseguido, uma meta a atingir, sem restrição, sem trégua. Precisamos ter interesse no mundo diário dos humildes e desafortunados, os quais só têm sua vida, sua família e os seus como solidários, é preciso mudar para melhor acolhê-los. Não tenhamos pressa. Confira a entrevista: EM TEMPO – Como a senhora está vivendo esse momento, sabendo que chegou ao topo da carreira de magistrada? Graça Figueiredo – Com muita humildade e consciente da enorme responsabilidade que terei pela frente. Que Deus me ilumine para continuar trilhando o caminho que escolhi, de levar Justiça para os necessitados, os humildes. Agora, é claro que isso traz uma satisfação pessoal muito grande, do ponto de vista profissional. Eu fiz o registro de que me sinto muito honrada. Porque, após 35 anos da minha carreira e 120 anos da instituição Tribunal de Justiça ser instalada no Amazonas, sou a segunda mulher a presidir a corte. Isso torna a minha responsabilidade ainda maior. EM TEMPO – O que será prioridade em sua gestão, para levar a Justiça ao encontro dos humildes, como a senhora citou em seu discurso? GF – Nós temos muitas prioridades e desafios, mas como eu citei no discurso, o Primeiro Grau será o foco, aquele que terá maior atenção, porque é nele que o cidadão ingressa para buscar seus direitos. É a porta de entrada do nosso tribunal. Ali, o cidadão humilde precisa ser acolhido, precisa

se sentir amparado e protegido pela Justiça. É isso que eu pretendo realizar. EM TEMPO – Na prática, como a senhora e sua equipe vão atuar para revitalizar o Primeiro Grau? GF – Isso é uma tarefa para ontem. A primeira medida foi fazer um levantamento completo do quadro. E isso nós já fizemos. Pesquisamos os pontos mais vulneráveis, aplicamos questionários que os juízes já responderam apontando as suas reais necessidades, tanto de pessoal quanto de acomodação e de ferramentas necessárias para o exercício da função. Então, nós vamos providenciar tudo isso. Eu pretendo ir muitas vezes ao Fórum (Henoch Reis) e, se necessário, transferirei a presidência do tribunal para lá, a fim que seja restaurada a Justiça do Primeiro Grau. EM TEMPO – Na administração do desembargador Ari Moutinho, que acaba de ser encerrada, foram realizados concursos públicos para magistrados e servidores. O de magistrado está indo para a terceira etapa e o dos servidores foi concluído. Quando a senhora pretende chamar os aprovados? GF – Nós pretendemos chamar logo, se Deus quiser. Algumas coisas, como eu já disse, são tarefas para ontem. E assim que desembargador Thury (Aristóteles) der o sinal de que todas as etapas estão concluídas, tudo homologado, tudo correto, eu darei posse da forma mais rápida. Nós temos pressa que os juízes assumam logo suas comarcas no interior porque nós estamos, inclusive, em ano eleitoral. Nós temos muitas comarcas desfalcadas. EM TEMPO – Desembargadora, como a senhora avalia a passagem do ministro Joaquim Barbosa, no STF que pode ter sido polêmico, mas que mudou a forma com que a opinião

pública passou a observar a Justiça brasileira? GF – Acho que o ministro fez história no sistema Judiciário brasileiro e na Justiça como instituição. O seu maior legado, acredito eu e com certeza outros representantes do Judiciário, foi reafirmar que a lei é lei para todos, indistintamente. Ele deu um grande exemplo de que a mão da Justiça alcança a todos. Isso em um país onde boa parte da população entende que a Justiça é feita só para os pobres, desprotegidos e desamparados. É por isso que eu quero reiterar que, na minha administração, eu terei os olhos voltados para os desafortunados. Para aqueles que não têm bons advogados, brilhantes advogados, mas que só têm os seus e a clemência divina por si. Então, a Justiça tem que se voltar, principalmente, para aquelas demandas que, como disse o procurador Francisco Cruz (no discurso do Teatro Amazonas), parece pequenas para os outros, mas para aquele cidadão que procurou a Justiça representa a sua vida. EM TEMPO – A senhora acredita que o exemplo de Joaquim Barbosa passa ser um referencial para aqueles magistrados que estão iniciando agora sua carreira e que estão encontrando um Brasil novo, onde se respira democracia? GF – Acredito que todos nós podemos dar bons exemplos dentro da magistratura, desde que pratique a Justiça com ética, com a verdade, com o propósito de fazer o bem para a sociedade e para o ser humano. Mas, sem dúvida, a herança que o ministro Joaquim Barbosa está deixando divide opiniões. Mas, no geral, o legado é positivo. Positivo, porque ele quebrou o paradigma da impunidade e mostrou à sociedade que o STF pode, sim, promover punições a quem fizer por merecer, independentemente de status, cor, raça ou cargo. Até mesmo a políticos poderosos.

Acho que o ministro fez história no sistema Judiciário brasileiro e na Justiça como instituição. O seu maior legado (...) foi reafirmar que a lei é lei para todos, indistintamente”

Acredito que todos nós podemos dar bons exemplos dentro da magistratura, desde que pratique a Justiça com ética, com o propósito de fazer o bem para a sociedade e para o ser humano”


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Política

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Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

IONE MORENO

Interior do Amazonas sem celular Economia B4 B5

Três mil vagas de trabalho nos próximos meses do ano As oportunidades estarão concentradas principalmente no setor varejista, conforme a Câmara dos Dirigentes Lojistas ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Desde o início do ano o comércio contratou mais pessoas para ocupação de posto de trabalho formal que a indústria, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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geração de emprego em Manaus, no segundo semestre do ano, deverá ser mais intensa no setor varejista, a exemplo dos primeiros meses de 2014, quando o comércio deixou para trás a indústria e criou mais empregos com carteira assinada do que demitiu, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL/Manaus), Ralph Assayag, pelo menos três mil vagas estarão em aberto e devem ser preenchidas de forma gradativa até o mês de setembro. Ele explica que os postos de trabalho estão disponíveis desde o início do ano, contudo, os empresários aguardam o aquecimento das vendas para começar a recrutar novos funcionários. “As vendas de junho não foram tão boas quanto o esperado para o momento. Por isso, os lojistas preferiram segurar essas vagas. Acreditamos que com a proximidade do fim do ano, o clima melhore para viabilizar essas novas contratações”, ressalta. A indústria que não passa pelo seu melhor momento aparece com um histórico negativo nas contratações.

Segundo a avaliação de maio, que é a mais recente disponibilizada pelo Ministério do Trabalho, o déficit na geração de emprego de janeiro até aquele mês, foi de 5.290. A expectativa é de ao menos preservar os empregos já estabelecidos, como explica o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo. “As fábricas e revendedo-

LOCALIZAÇÃO

Interessados nas vagas da Stratagic devem cadastrar currículo no site www.strategicadvanced.com.br. A empresa está localizada na rua Rio Purus, nº 500, bairro Nossa Senhora das Graças, Vieiralves ras estão com seus estoques abarrotados. Tudo por conta da retração econômica pela qual o país está passando. Isso faz com que não possamos vislumbrar um futuro promissor para as contratações. O polo de duas rodas, por exemplo, é um dos mais prejudicados. Já os de informática e eletroeletrônico vivem momento nem tão ruim”, analisa. Para quem deseja finalizar o empregado, a Strategic Advanced, empresa de recursos humanos segue com seleção

de trabalhadores que se interessem por uma das 65 vagas, que já estão disponíveis para o período. As oportunidades se estendem para Manaus e municípios do Estado do Pará. “As vagas são para Manaus, Belém Moju, Acará, Concórdia do Pará, Abaetetuba e Ananindeua”, destaca a analista de comunicação e marketing, Luciana Carvalho. Áreas As vagas intermediadas pela Strategic Advanced são para assistente administrativo da diretoria, supervisor da garantia da qualidade, supervisor de produção e pesagem, analista administrativo financeiro, gerente de produção, supervisor de produção, metalúrgica, gerente de restaurante, coordenador de custos e coordenador de pintura a pó. Há ainda vagas para gerente de materiais, analista de planejamento, assistente de planejamento e controle agrícola, analista de suporte, analista de rh, gestor de frotas, engenheiro de processos, engenheiro de automação e analista de planejamento. As oportunidades seguem para eletricista de manutenção, técnico de segurança no trabalho, especialista de refrigeração, analista de qualidade, técnico em automação, supervisor de manutenção automotiva, supervisor de manutenção mecânica e supervisor geral de manutenção industrial.

Recrutamento por agências de RHs Na busca por oportunidade de trabalho, o estudante Francisco de Sá Queiroz, 19, vive a expectativa de ser selecionado para uma das vagas disponibilizadas por uma dos muitas agências de Recursos Humanos (RHs) de Manaus, pelos quais cadastrou seu currículo. Sem experiência, Queiroz diz que foi instigado por amigos a procurar os serviços dos RHs. “Tenho vários amigos que conseguiram emprego desta maneira.

Acredito que terei melhores chances com a ajuda prestada por esse tipo de empresa. Mesmo assim saio de casa todos os dias em busca de emprego”, comenta. A operadora de máquina Maria da Silva e Silva, 35, está desempregada há seis meses e também espera que a intermediação dos recursos humanos a ajudem na conquista de um novo posto de trabalho. Ela já foi convocada para entrevista em dois RHs e espera estar

empregada antes do final da próxima semana. Maria, que possui experiência em empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) afirma ter confiança no recrutamento das agências de recursos humanos. “Estou torcendo para sair bem sucedida em pelo menos uma das entrevistas. Não tenho dúvidas que uma das melhores maneiras de encontrar uma vaga de trabalho interessante é por meio dos recursos humanos”, avalia.

CDL-Manaus afirma que vagas deverão ser ocupadas gradualmente até o mês de setembro


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Economia

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Brasileiros ‘na mira’ do roubo bancário virtual U

suários em países como o Brasil, Rússia e Itália foram os mais atacados por malware financeiro, de acordo com o relatório mensal de ameaças online do setor bancário da Kaspersky Lab. No período do relatório, entre 19 de abril até 19 de maio de 2014, as soluções da Kaspersky Lab bloquearam 126,6 mil tentativas de infecção de malware capazes de roubar dinheiro de usuários de internet banking nesses três países. Esse número representou mais de um terço do total de usuários atacados por malware bancário no mundo todo. Como regra, cibercriminosos tentam roubar detalhes do cartão de crédito dos usuários com a ajuda de Trojans especializados. De meados de abril até meados de maio, o Zeus (Trojan-Spy.Win32.Zbot) foi de novo o Trojan bancário mais difundido. Segundo a pesquisa da Kaspersky Lab, o programa estava envolvido em 198,2 mil ataques de malware a clientes de bancos. Quase 82,3 mil pessoas foram atacadas pelo Trojan-Banker.Win32. ChePro (arquivos CPL maliciosos) e pelo Trojan-Banker.

Win32.Lohmys (trojans assinados digitalmente), todos de origem brasileira. Outro método de roubar dados bancários é por ataques de phishing. Durante o período do relatório, as soluções da Kaspersky Lab bloquearam 21,5 milhões de ataques e quase 10% deles (cerca de 2 milhões) tinham como alvo

SERVIÇO

Os relatórios mensais sobre ameaças online no setor bancário é somente um aspecto dos serviços de inteligência da Kaspersky Lab, incluídos na plataforma chamada de Kaspersky Fraud Prevention os detalhes dos cartões de crédito dos usuários. Evento O período do relatório foi marcado por consequências de evento particular que prejudicou seriamente a segurança do sistema de pagamentos online, ou seja, vulnerabilidade encontrada anteriormente na popular biblioteca de

DIVULGAÇÃO

Conforme a Karspersky Lab, usuários do país, juntos com russos e italianos, estão entre os mais atacados na internet criptografia OpenSSL. O bug permite que criminosos ganhem acesso não autorizado ao buffer de memória de dispositivo vulnerável, seja um smartphone, um computador pessoal ou um servidor. Senhas A vulnerabilidade do Heartbleed não deixa rastros e ainda não se sabe qual dado foi roubado e em que volumes. No entanto, a maioria das empresas que fazem transações online usando a versão vulnerável do OpenSSL recomendaram aos seus clientes mudarem as senhas de suas contas e acompanhar de perto qualquer atividade incomum. “O aparecimento da vulnerabilidade do Hearbleed iniciou uma série de vazamentos de todos os tipos de dados em vários campos de negócios. Isso se deu por conta do fato de que essa vulnerabilidade contém o a biblioteca criptográfica OpenSSL que é usada em diferentes soſtwares, incluindo soſtware bancário”, comenta o pesquisador senior de segurança da Kaspersky Lab, Sergey Golovanov. Ele espera um aumento nas transações fraudulentas nos próximos meses.

Um terço dos crimes financeiros virtuais detectados ocorreu no Brasil, na Itália e na Rússia


Economia

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Guardar moedas é um mau negócio para o ‘poupador’ G

uardar moedas em casa para fazer “um extra” nem sempre é um bom negócio. O costume de “depositar” moedas em “cofrinhos”, caixas, latas ou até mesmo em garrafas plásticas desvaloriza o dinheiro em pelo menos 6%. Dessa forma, a ideia de render uma poupança “caseira” pode ser um embuste para o “poupador”, além de ser prejudicial ao comércio. O economista Manoel Ribeiro Aires observa que a pessoa que guarda moedas lucra 6% a menos do que se o dinheiro estivesse numa conta de investimento. “A maioria das pessoas que guardam moedas não tem o conhecimento sobre a perda do poder de compra, pois na maioria das vezes se atém somente no valor acumulado”, avalia. O assessor parlamentar Raimundo Nonato Sales de Menezes, 39, ao contrário daqueles que escolhem as garrafas pet de dois litros, escolheu um garrafão de 20 litros para guardar as moedas que acumulou ao longo do tempo. Ele conta que começou com

copos com tampas. Até que, no ano passado, veio a ideia de economizar para comprar um terreno para construir a casa própria começou a guardar as moedas no garrafão. Empenhado no seu objetivo, Ray (como é conhecido o assessor) não deixava escapar nenhuma moeda de R$ 1, R$ 0,50 e R$ 0,25, quando alcançou o valor aproximado de R$ 7 mil, com o garrafão quase cheio. “Guardava tudo. Quando tinha um dinheiro sobrando eu trocava com quem tinha muitas moedas”, conta. Ele conseguiu saber o valor depois de trocar o total de moedas equivalentes ao valor de R$ 6 mil com uma rede de supermercados atacadista na Zona Leste da cidade, para fazer outro investimento. “Eles gostaram tanto que até me deram uma caixa de chocolate para que eu dê preferência a eles quando tiver mais moedas”, salienta. O que sobrou no garrafão, segundo Ray, servirá de estímulo para que ele retome o trabalho de guardar moedas até o final do ano. Dessa vez, ele guardará apenas de R$ 1, para atingir a meta de R$ 15 mil, para daí sim conseguir comprar o terreno.

Rendimento baixo decepciona O autônomo André Alcântara é outro personagem que tentou em 2013, por curiosidade, guardar moedas para, no final do ano, conferir quanto tinha conseguido economizar. Mas, ao contrário de Ray, ele se decepcionou com o resultado ao abrir a lata onde guardava as moedas. “Eu queria saber quanto a

lata renderia. Achava que guardaria em torno de R$ 1 mil. Mas, para a minha surpresa, quando abri a lata não tinha nem R$ 250 reais”, lembra ao frisar que guardava moedas de R$ 1 e de R$ 0,50. “Foi uma decepção. O ideal é deixar que circulem pelo bem do comércio e da economia”, sustenta. REPRODUÇÃO

EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

DIVULGAÇÃO

Apesar da desvalorização de 6%, guardadores de moedas chegam a acumular mais de R$ 7 mil com ‘poupança caseira’

Cofres de gesso estão na preferência dos “poupadores” Algumas pessoas guardam moedas em garrafões de 20 litros


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Economia

Telefonia e se

Descontentamento na capital e no interior sobre as operadoras chegou ao parlamento estadual e empresas prometem melhorar serviços

JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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ealizar uma simples ligação telefônica em Manaus pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Os problemas não se limitam apenas a telefonia celular, a fixa e os serviços de dados para internet. Os clientes das quatro operadoras que prestam o serviço para Manaus também são afetados por complicações velhas conhecidas como

cortes nas ligações, ruídos, interferências a falta de sinal. Em tempos de grandes eventos realizados em Manaus, a qualidade dos serviços ofertados pelas operadoras é colocada sob suspeição da população. Para a professora Roberta Mafra, 45, observa que a oferta é maior que a capacidade real de atendimento. A educadora que costuma viajar a outros Estados, diz que mesmo habituada com os problemas da telecomunicação na cidade, espera mais empenho das operadoras para a melhoria dos serviços. “Com um grande evento como a Copa do Mundo, em Manaus, uma das primeiras coisas que pensei foi que, pelo menos a telefonia e a internet melhorariam. Mas, me enganei e isso é extremamente lamentável, já que as empresas parecem ter lucros altíssimos com tanta gente que utiliza esses serviços”, aponta Roberta. Interior Se a telecomunicação gera descontentamento na capital, nas cidades do interior do Estado o problema é ainda maior. Na unidade federativa que possui 61 municípios, além da capital, pouco mais de dez deles possuem os serviços das quatro empresas que operam no Estado (TIM, Vivo, Claro e OI). O restante das cidades conta apenas com os serviços de apenas duas das operadoras. Os impactos econômicos do desserviço foram considerados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia, instalada na Assembleia Legisla-

tiva do Amazonas (Aleam), em agosto do ano passado, como imensuráveis, já que interferem não só na comunicação entre usuários comuns, mas também na expansão de negócios, em especial aos do setor primário. Para reverter à situação, as empresas se comprometeram em cumprir metas estipuladas pelos parlamentares. Entre as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre as partes, estavam a realização de mutirão para receber as reclamações dos clientes - realizado pelas operadoras entre os dias 1º e 20 de maio -, e a injeção de investimentos que vão além dos já contratados junto à

CAPACIDADE

Vivo afirma que aumentou a capacidade das redes 2 G, 3 G e 4 G para cobertura dentro dos doze estádios, onde foram disputadas as partidas do Mundial com antenas e aparelhos de transmissão Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel). Operadoras A operadora OI, que também é responsável pelos telefones públicos (orelhões) dispostos pelo Estado, se comprometeu em trocar todo o atendimento das estações radiobase (antenas) em Manaus por fibra óptica, até o final do 1º semestre deste ano. A OI foi procurada por meio da sua assessoria de imprensa para comentar quais dos pontos do acordo já começaram a ser imple-

mentados, mas o setor se limitou repassar a prerrogativa para o Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações (Sinditelebrasil). A TIM informou que segue com o compromisso de trabalhar para oferecer aos clientes do Estado a melhor experiência de uso nos serviços de voz e dados. E ressaltou que já vem empreendendo ações alinhadas com a CPI da Aleam. “A TIM já iniciou o cumprimento das cláusulas do termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A TIM tem demonstrado transparência em suas práticas de atendimento ao cliente empenhando esforços para a redução do total de demandas, com um trabalho direcionado para a qualidade do atendimento e fortes investimentos em infraestrutura”, diz a assessoria por meio de nota. A empresa afirmou que pretende investir R$ 33 milhões em benefício dos seus serviços no Amazonas, até o final do ano de 2014. “A operadora reforça que os serviços prestados no Estado estão dentro das metas de qualidade estabelecidas pela Anatel”, finaliza a nota. Já a Claro não informou à reportagem o montante que deve investir no setor este ano, mas enfatizou que está cumprindo as cláusulas do TAC. “A Claro ressalta que preza pela excelência na prestação de seus serviços e vem aprimorando de forma contínua todos os seus processos de atendimento, para atender sempre da melhor forma todos os clientes”, diz em nota.


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eus velhos problemas

Fibra interliga Belém a Manaus Líder do mercado, a Telefônica Vivo frisou que Manaus recebeu a rede 4G e que em setembro de 2013, concluiu sua rede de fibra óptica que interliga Belém a Manaus, com mais de 2,1 mil quilômetros de extensão. O projeto beneficiou 3,7 milhões de pessoas, e ampliou a capacidade da rede de 2 GB para 40 GB – mais 2.000%. Por meio de nota, a empresa informa que, em 2013, os recursos investidos em infraestrutura na rota Belém-Manaus totalizaram R$ 280 milhões, que permitiram ainda ampliações em mais de 200 portadoras na cidade. Entre os planos para 2014, a Vivo aponta que já tem licenciado 31 novos sites em Manaus, que serão implantados para melhorar a qualidade do sinal na cidade. “A iniciativa da operadora amplia a capacidade da rede de 2 GB para 40 GB, e os usuários, na prática, agora têm mais estabilidade nas ligações, com drástica redução do número de quedas e ruídos, além de maior velocidade na conexão de internet pela rede 3 G e 4 G”, garante a operadora. A empresa informou ainda que a maior parte dos investimentos – R$ 24,3 bilhões entre 2011

e 2014 – destina-se principalmente para as áreas de rede, comercial e sistemas, elementos vitais para oferecer qualidade em telefonia e internet. “A empresa vem também diversificando os canais de atendimento eletrônico, com SMS, chat online, internet e aplicativo para smartphones”.

Anatel não fiscaliza obras das operadoras Questionada sobre como tem acompanhado o desenrolar dos problemas de telefonia no Amazonas, a Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), informou que ela apenas estabelece parâmetros de qualidade e cobertura dos serviços e não atua na fiscalização direta de obras, nem tem ingerência sobre elas, mas atua na aferição dos resultados dessas

obras, sob a ótica da qualidade e da cobertura. De acordo com a Anatel, cabe às empresas privadas definir planos de investimento e soluções de engenharia que julgar adequadas para atingirem as metas estabelecidas. Caso elas não sejam atendidas e inexistam explicações razoáveis sobre o não atendimento, a agência informa que pode aplicar sanções

à prestadora do serviço. Segundo a Anatel, as operadoras informaram sobre a execução de projetos dedicados às áreas internas dos estádios, com distribuição ótica e antenas compartilhadas, com uso máximo de portadoras GSM, 3 G e 4 G disponíveis. Para atender os perímetros dos estádios, bem como possibilitar transbordo ou compartilhamento de

tráfego foram instaladas estações móveis ao redor das arenas, visando ampliar a capacidade de todas as tecnologias para os dias dos eventos. “As operadoras deram declarações, por meio do Sinditelebrasil, associação que reúne as prestadoras, de que também instalarão pontos wi-fi para uso aberto e gratuito para os usuários nos estádios”.


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País

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Mundial diminuiu tensão política, dizem analistas P

maior entre os presidenciáveis. Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) apenas oscilaram positivamente dentro da margem de erro. “Para ela, isso pode ter sido importante para dar um sinal ao PT de que a situação pode melhorar. Mas é só isso. As pesquisas estão muito voláteis nos últimos meses”, afirmou Melo. Os céticos Analista de pesquisas eleitorais do Instituto Maurício de Nassau, Maurício Romão se diz cético quanto à permanência do clima de otimismo depois do fim da Copa. Seja qual for o resultado obtido pela seleção,

SENTIMENTO

Sociólogo do Insper, Carlos Melo avalia que, como a expectativa de problemas na organização dos jogos não se confirmou, há um sentimento de alívio na população brasileira De acordo com analistas, enquanto durar a Copa do Mundo no Brasil, os eleitores não vão atrelar evento esportivo à política

ele acredita que o sentimento de insatisfação popular voltará a ganhar força. “Agora está todo mundo acompanhando a Copa. O interesse na eleição é baixo. Temos que lembrar que a maioria das demandas feitas nas ruas em junho do ano passado continua sem resposta. A insatisfação está latente. Acredito que elas vão voltar à tona mais adiante”, disse Romão.

‘Evento pode não influenciar na disputa eleitoral’ O histórico brasileiro de eleições e participações do Brasil em Copas não permite se chegar a nenhuma conclusão sobre a influência do evento esportivo na disputa eleitoral, segundo os especialistas. Em

DIVULGAÇÃO

ara alguns cientistas políticos, o resultado da pesquisa Datafolha divulgada no jornal “Folha de S. Paulo”, que apontou uma melhora do humor do brasileiro com a Copa, da avaliação do governo e do desempenho dos candidatos à Presidência da República, deve-se a um momento de “distensão política”. Por enquanto, não é possível dizer se esse otimismo vai permanecer durante as eleições. “Atribuo essa melhora de indicadores a um momento de distensão do ambiente político provocado pela Copa. As atenções estão voltadas para a seleção. Neste momento, não temos nada que indique que uma vitória do Brasil pode beneficiar o candidato A, B ou C”, disse o professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fesp), Rui Tavares Maluf. Sociólogo do Insper, Carlos Melo avalia que, como a expectativa de problemas na organização dos jogos não se confirmou, há um sentimento de alívio na população. “Esse certo alívio repercute com boa vontade com os políticos. Se isso vai continuar, somente as próximas pesquisas vão dizer. Por enquanto, não se pode dizer mais nada além disso”. Melo diz que, para a presidente Dilma Rousseff, a pesquisa pode ter tido um significado importante ao registrar um crescimento de intenções de voto de quatro pontos percentuais no último mês - de 34% para 38% -, o

FIFA

Especialistas dizem que não é possível mensurar se o otimismo permanecerá nas eleições que acontecem este ano

Pará é um dos líderes de trabalho análogo ao escravo

2002, o Brasil venceu a Copa, mas nem por isso o governo conseguiu surfar na vitória nos gramados e fazer seu sucessor. Em 2006 e 2010, o Brasil perdeu o Mundial, e os candidatos governistas, Lula e Dilma, res-

pectivamente, venceram nas urnas. “É difícil medir isso. Há um ineditismo que é a realização da Copa no Brasil. A última vez em que isso aconteceu foi em 1950. Era um outro tempo. Não dá para comparar”, disse

Melo. Romão diz que estudos internacionais mostram que os indicadores que precisam ser levados em conta numa análise de potencial de vitória de um candidato passam longe de eventos populares.

BRASIL

Sai lista suja do trabalho escravo O Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) atualizou a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, que contém os nomes de empregadores flagrados explorando mão de obra análoga à escravidão no Brasil. Na atualização, 91 empregadores foram incluídos e 48, excluídos. A relação passa a ter 609 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas com atuação no meio rural e urbano. Com a atualização, o Pará lidera o número de infratores incluídos na Lista Suja, com 27% do total. Minas Gerais apa-

RELAÇÃO

Na atualização, 91 empregadores foram incluídos e 48, excluídos. A relação passa a ter 609 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas com atuação no meio rural e urbano rece em segundo, com 11% dos infratores da lista. Mato Grosso, com 9%, e Goiás, com 8%,

também estão na lista. As atividades mais envolvidas com essa prática são a pecuária, com 40% do total, a produção florestal, com 25%, a agricultura, com 16% e a indústria da construção, com 7%. Os critérios para incluir nomes na lista são determinados pela Portaria Interministerial 2/2011, que estabelece a inclusão do nome do infrator no cadastro após decisão administrativa relativa a auto de infração que tenha constatado a exploração de trabalho escravo. Já as exclusões são feitas

após o pagamento das multas devidas e o monitoramento do infrator por dois anos, para verificar a não reincidência no crime. As exclusões derivam do monitoramento, direto ou indireto, pelo período de dois anos da data da inclusão do nome do infrator no Cadastro, a fim de verificar a não reincidência na prática do “trabalho escravo”, bem como do pagamento das multas decorrentes dos autos de infração lavrados na ação fiscal. A lista passa por atualizações maiores a cada seis meses.


País

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Jovens do campo vão ter formação agroecológica M

aria Helena Serafim pertence à comunidade Kalunga, remanescente de quilombo no norte de Goiás. Ela tem 26 anos, já deu aulas em sua comunidade, em Monte Alegre de Goiás (GO), mas teve que parar para fazer faculdade de educação no campo, na Universidade de Brasília (UnB). Ela quer voltar a ser professora, e seu sonho é que os filhos continuem na comunidade. Mas em toda a região, de 272 mil hectares, não há sequer uma escola de ensino médio, o que acaba favorecendo a evasão dos jovens para as cidades. Segundo Maria Helena, apenas algumas regiões da comunidade de 6 mil pessoas têm saneamento básico e energia elétrica. Nas demais, é necessário buscar água no estilo antigo, “em cima da cabeça”. Além da busca por escolas, os jovens saem da comunidade para trabalhar, e muitos deles não retornam. “Voltar para quê, se eles tiveram acesso a tudo que não tinham na comunidade? Por mais que a gente ache que nossa cultura é boa, ela não segura nossos jovens lá. Eles querem trabalhar, querem andar bem vestidos, na moda.

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Programa federal vai ajudar pelo menos 8 milhões de jovens que moram em zonas rurais a ter acesso ao ensino regular Na nossa estrutura de comunidade não temos isso, não temos outro tipo de trabalho, além da cultura de subsistência, para que esses jovens tenham renda”, explica. Mudanças Na tentativa de mudar esse cenário, e fazer com que os 8 milhões de jovens que moram na zona rural tenham a opção de continuar no campo, o governo assinou um acordo interministerial que inclui novas iniciativas no Programa de Fortalecimento da Autonomia Econômica e Social da Juventude Rural. Serão R$ 35 milhões para cursos de agroecologia, residência de universitários em assentamentos rurais, cinco pontos de cultura e 50 pontos de inclusão digital para a juventude rural. Seis cursos de Formação Agroecológica e Cidadã vão ser oferecidos em parceria com instituições de ensino, com foco no Norte e Nordeste, como a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais, e a Universidade Federal Rural de Pernambuco. De acordo com a secretária nacional da Juventude, Severine Macedo, as ações têm previsão de início imediato.

Recursos empregados são criticados O valor aplicado para um público tão amplo, no entanto, é alvo de críticas. De acordo com Paulo Mansan, da Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude Rural, um programa de impacto requer mais recursos para que a juventude continue no campo. Ele avalia que outros programas podem se somar às iniciativas, como a qualificação dos jovens. Durante a assinatura do acordo, no Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu que a pressão dos movimentos sociais é importante para a ampliação das políticas. “Eu aceito, e tenho que entender que de fato é muito pouco”.

Governo federal libera verba para ampliar as chances de alunos da zona rural a ter acesso ao ensino


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Mundo

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Países se protegem, e crise no Iraque vira internacional Com poder cada vez mais fortalecido, rebeldes sunitas espalham o terror no Iraque e ameaçam vários outros países

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avanço da crise no Iraque, onde rebeldes sunitas do grupo Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL) lutam contra forças do governo, vem dando mostras de que as consequências do conflito no país são cada vez mais internacionais. Agora chega a três o número de países que reforçaram a segurança de seus principais aeroportos por conta de ameaças de bombas. Como a França que anunciou intensificar a segurança de seus principais terminais aeroportuários. Na última quinta-feira (3), o Reino Unido já havia anunciado o reforço nas medidas de segurança nos principais aeroportos britânicos, após as autoridades norte-americanas pedirem maior controle nos voos com destino aos Estados Unidos, combatendo possíveis ameaças terroristas. Além de França e Reino Unido, os próprios norte-americanos intensificaram a segurança em seus aeroportos. O pedido foi feito depois da divulgação de que especialistas em explosivos treinados no Iêmen estariam planejando atentados com bombas que não poderiam ser detectadas pelos tradicionais detectores de metais. “O reforço está sendo

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realizado principalmente no controle de passageiros”, afirmou o ministro dos Transportes britânico, Patrick McLoughlin. Libertação Autoridades indianas comemoraram, na sexta-feira (4), a libertação de 46 enfermeiras do país que haviam sido sequestradas por rebeldes do grupo EIIL. “Posso confirmar que estas enfermeiras indianas que foram levadas contra sua vontade agora estão livres”, afirmou o portavoz Syed Akbarudin. Ainda na última quinta-feira (3), 32 caminheiros turcos sequestrados desde junho no Iraque também foram libertados e entregues às autoridades turcas no país. Enquanto as potências ocidentais relutam em tomar parte no conflito, forças iraquianas reagem ao avanço dos rebeldes. O EIIL é um grupo dissidente do al Qaeda que lidera a insurgência no Iraque e em partes da Síria. Na semana passada, o Iraque anunciou a formação de um califado islâmico de estilo medieval, que eliminaria as fronteiras do Iraque e da Síria. O grupo tenta avançar em direção à capital Bagdá, sede do governo central controlado por xiitas, grupo islâmico rival dos sunitas do EIIL.

Rebeldes sunitas tomaram mais cidades no lado oeste do Iraque, totalizando quatro redutos controlados pelos revoltosos

CRIANÇAS DIVULGAÇÃO

Na “guerra” burocrática entre políticos americanos, as crianças ficam no meio desse conflito

Imigração ilegal é drama nos EUA Geralmente reservado às margens europeias do mar Mediterrâneo, o cenário de um grande drama causado pela imigração clandestina se desenha na fronteira dos Estados Unidos com o México. Como nas imigrações de africanos e asiáticos para a Europa, é a miséria que leva milhares de centroamericanos, e também de brasileiros e outros sulamericanos, a tentar entrar no Texas de qualquer jeito. Mas o caso americano revela agora um fenômeno particularmente trágico: a entrada ilegal, cada vez mais numerosa, de crianças. Nesta semana, o presidente Obama classificou a situação como uma “crise humanitária”. Segundo a administração federal americana, mais de 50 mil “menores desacompanhados” foram detidos tentando cruzar a fronteira nos seis primeiros meses deste ano.

Do lado mexicano, as autoridades informam que o número de crianças e adolescentes detidos na fronteira -, geralmente vindos da Guatemala, Honduras e El Salvador , aumentou 7% este ano. Clandestinos Contrariamente aos clandestinos mexicanos, que são imediatamente deportados para o outro lado da fronteira, os centro-americanos são primeiro identificados como originários de tal ou tal país, e em seguida liberados para se apresentar um mês depois aos serviços federais. Muitos deles desaparecem e juntam-se aos onze milhões de clandestinos que residem nos Estados Unidos. No caso específico das crianças, os republicanos e a direita americana afirmam que o presidente Obama agravou a situação ao permitir, em 2012, que meno-

res imigrantes clandestinos pudessem ficar nos Estados Unidos por dois anos. Por sua vez, a Casa Branca atribui o fenômeno ao aumento da violência em países da América Central e a grupos locais que estimulam a imigração para explorar os imigrantes ou por outros motivos. Esperança? Especialistas no assunto dizem que a maioria das crianças, mandada por outros parentes, tenta juntar-se aos pais que já residem nos Estados Unidos. Obama sofre pressão dos governistas e da oposição para resolver logo a crise. Liderados por Rick Perry, ex-presidenciável e atual governador do Texas, os republicanos exigem que todos os imigrantes ilegais centro-americanos, adultos e crianças, sejam deportados imediatamente.


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Parintins volta à dura realidade Dia a dia C4-C5

Furtos de cabos provocam escuridão e falta d’água Somente no primeiro semestre deste ano, Manaus Ambiental registrou 40 ocorrências que causam caos no abastecimento

HUDSON FONSECA/ARQUIVO EM TEMPO

Há algum tempo, a ponte Benjamin Constant, na avenida Sete de Setembro, ficou completamente às escuras por causa do roubo de fiações, comprometendo até a segurança no logradouro BRUNO GRAÇA Especial para o EM TEMPO

A

s constantes faltas de água ou escuridão em praças em Manaus nem sempre são culpa das distribuidoras. Algumas vezes esses problemas são frutos de roubos de fios elétricos ou até equipamentos instalados em lugares públicos como praças, pontes ou unidades de distribuição, causando prejuízo para as empresas públicas e aos cidadãos. Um estudo da concessionária Manaus Ambiental revelou que só no primeiro semestre de 2014 foram detectadas 40 ocorrências de roubos desse gênero, causando um prejuízo de mais de R$ 100 mil para reposição de equipamentos. “Entre os lugares mais afetados pelo furto estão a elevatória de água tratada dos bairros São José e Cidade de Deus”, revelou a assessora da empresa, Amanda Corrêa. Os roubos de equipamentos de tratamento de água também são frequentes no Santos Dumont, no Centro e no residencial Viver Melhor (Santa Etelvina), onde recentemente 4 mil famílias ficaram sem água por causa

do furto de cabos elétricos das bombas no bairro. Outra empresa que revelou ter prejuízos com furtos dessa natureza foi a Manaus Luz. De acordo com a companhia, apesar de o tamanho do prejuízo variar, sempre é grande, pois cada metro de cabo chega até a R$ 40. “A quantidade mínima de uma violação é de 100 metros, mas existem casos como ocorreu no Parque dos

CRIMES

Um estudo da concessionária Manaus Ambiental revelou que só no primeiro semestre de 2014 foram detectadas 40 ocorrências de crimes de furto de cabos, causando prejuízo de mais de R$ 100 mil Bilhares no mês de maio de 2014, onde houve furto de aproximadamente 1.750 metros de cabo elétrico”, explicou o gerente de Planejamento do Departamento de Serviços de Iluminação Pública, Diego Morrilas. A matéria-prima dos cabos elétricos, o cobre, é frequentemente cobiçada

devido à fácil aceitação no mercado clandestino. Ocorrências Morrilas afirmou ainda que entre os locais que podem ser citados com maior incidência de furtos são o Distrito Industrial na Zona Sul, e a ponte metálica Benjamin Constant, localizada na avenida Sete de Setembro, também na Zona Sul. “Na ponte Benjamin Constant houve furto dos cabos e projetores de iluminação artística que compunham a iluminação do local, gerando a necessidade de instalar projetores para iluminá-la provisoriamente”, conta. “Após esse episódio foi solicitada a elaboração de um projeto de iluminação especial para ela, obedecendo os aspectos arquitetônicos do local, e já pensando em instalar, futuramente, o novo sistema de iluminação da via”, disse. O interior do Estado foi ainda citado pela Amazonas Energia como foco de roubos, mas de equipamentos elétricos. “Os equipamentos mais roubados são transformadores monofásicos instalados em sítios, mas com baixa incidência”, relata o assessor da empresa, Rodrigo Felix.

Medidas para reduzir os crimes Todas as companhias apresentaram medidas para aumentar a segurança contra os roubos, como as parcerias com a comunidade e com o programa

Ronda no Bairro até a instalação de cabos isolados que também dificultam ligações clandestinas de energia elétrica. A companhia telefônica

Oi, através de sua assessoria, informou que não poderia informar dados sobre furtos de cabos telefônicos por conta de “política da empresa”. REINALDO OKITA/ARQUIVO EM TEMPO

Furtos de cabos elétricos também colaboram para o caos no abastecimento de energia


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Dia a dia

Família e diversão O circo Alexandre Marques começou sua trajetória no interior do Estado com o amor típico de quem se dedica de coração à arte circense DENY CÂNCIO Especial para o EM TEMPO

A

vida no circo não é tão complicada como as pessoas imaginam. Há suas dificuldades, mas as viagens tiram a tranquilidade, pois os artistas estão sempre como nômades, indo de um lugar para outro. “A gente acaba se acostumando”, afirma Jaqueline Marques, 47, dona de circo e palhaça. O trabalho é passado de geração para geração e famílias inteiras se dedicam a divertir os outros. Jaqueline conta que essa arte tem permeado a história de sua família ao descobrir o prazer de trabalhar para provocar risos nas pessoas. “Nasci e me criei no circo. Essa prática está há anos em minha família. Meu avô tinha circo e os meus pais seguiram a mesma carreira. Tenho orgulho em saber que os pais fizeram parte da apresentação artística após uma das inúmeras reformas do Teatro Amazonas”, diz. Filha da “mulher elástico” e de um palhaço, Jaqueline é dona do circo Alexandre Marques, que iniciou suas atividades em 2000, no Pará. O circo segue o seu projeto da turnê pelo norte do Brasil, com

cinco integrantes da família, e já passou por vários municípios do Amazonas, como Itapiranga, Silves, Presidente Figueiredo e Novo Remanso. “Trabalhamos em família, estamos sempre juntos e temos um elo muito forte. Conheci o meu esposo no circo. Ele era o equilibrista, tivemos dois filhos, que nasceram junto a essa arte e a quem apresentamos a vida no picadeiro, e eles amaram. O caçula é o mais apaixonado pelo circo, por isso que o circo leva o nome dele”. Até a hora dos espetáculos realizados aos finais de semana, a vida dos artistas de circo não se difere da maioria das pessoas. Jaqueline, a única mulher, se divide entre administrar o picadeiro e a casa. “Por onde vamos montamos a nossa tenda. Dentro da área do picadeiro, é a nossa casa. As pessoas são curiosas para conhecer as nossas instalações e querem saber como conseguimos nos acomodar com tenda próxima ao circo. Temos nossas atividades normais como as outras famílias. Sinto-me tão bem que passo o tempo todo aqui entre a barraca e picadeiro com minhas ocupações. Nem sinto necessidade de sair, e são meus filhos que fazem as compras”, conta Jaqueline.

Alexandre Marques, de apenas 17 anos, encarna o palhaço Xeretinha: paixão pelo circo passa de geração a geração

Foco em pequenas comunidades O foco da equipe e família circense dos Marques está nas comunidades pequenas. Jaqueline justifica que na capital a população prefere grandes nomes da arte circense. “Nosso circo é pequeno, se comparado a outros. Na capital, não atingimos nossas expectativas, pois tenho a impressão de que lá eles gostam de grandes espetáculos com nomes reconhecidos, e por isso que o nosso circo vai a lugares pequenos para levar um espetáculo alegre e contagiante”, conta.

Público do circo Alexandre Marques em uma de suas apresentações: rota da família circense começou há 14 anos pelo Pará

Depois da apresentação no Cacau Pirêra, em Iranduba, o circo da família Marques continua viagem rumo ao município de Beruri

Vida na lona Poderíamos imaginar que a maior dificuldade encontrada quando chegam às cidades seria a montagem e a desmontagem da lona de 24 metros quadrados com as arquibancadas, contudo Jaqueline indica que na verdade difícil é o roteiro das apresentações, com suas constantes mudanças e adequações para atrair o público. “O roteiro sempre muda porque a novidade atrai. Queremos contar novas piadas e contos por meio dos palhaços. O roteirista é o Alexandre. Ele se dedica para escrever, apresentar, selecionar as trilhas e fazer o breve ensaio com outros artistas”. Com todas essas atribuições, o apresentador e palhaço Xeretinha, vivido por Alexandre Marques, 17, conta que o circo é uma paixão desde sua infância. “Somos privilegiados em estar no circo. Isso está no sangue”, afirma.

Apesar de ser jovem, ele comenta que aprendeu tudo na vida por meio dessa arte. “Outros jovens da minha idade aprendem sobre a vida no banco da escola para ter outras formações. Estudei até o ensino fundamental, e as demais coisas da vida aprendi aqui dentro do picadeiro, nas nossas idas a lugares diferentes. O circo é a minha escola. Nele desenvolvi as habilidades de malabarismo, DJ, apresentador de paradas olímpicas entre outros números, até o globo

PÚBLICO

Segundo Alexandre, o foco nas comunidades pequenas se deve ao fato de que na capital as expectativas não são atingidas por causa da preferência pelas grandes companhias da morte”, diz sobre a sua decisão de ser artista. Cotidiano Alexandre relata sobre o seu cotidiano no circo e o prazer que sente por desenvolver essa atividade. “Eu prefiro viver no circo a viver numa casa normal com paredes de cimento. A nossa é de lona, mas aqui há encantamento, é tudo mágico. E o meu trabalho como palhaço já vem de sangue. Eu realmente gosto do que faço. Se você gosta do que faz, nunca precisará mudar nada na sua vida”, decreta.


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dividem o picadeiro FOTOS: DIVULGAÇÃO

Superando a tristeza sob a lona “Faz parte do nosso dia a dia trazer diversão e alegria às pessoas mesmo com a tristeza. Superamos isso dentro do picadeiro. Não mostramos ao público nossos problemas. Às vezes, por dentro, o palhaço está triste, pois somos seres humanos também. Ao entrar no picadeiro, eu esqueço tudo para ouvir os risos das crianças e contagiar os adultos”, relata Alexandre. Com sua vida desde criança dentro do picadeiro e diferente de uma vida normal dos jovens de sua idade, a única coisa que sente falta é dos amigos. A cada cidade que passa, eles ficam. “Viajamos muito e assim vamos aprendendo com a vida. Enquanto nos finais de semana normalmente há o descanso, para nós aqui no circo é uma correria. Aliás, nos divertimos também porque o nosso trabalho é assim para nós”, afirma. Para ele, a melhor coisa é fazer os outros rirem. Mesmo com as mudanças de lugar, às quais ele diz estar acostumado, Alexandre tem uma vida considerada boa, por ser sempre diferente, com cidades diferentes e públicos diferentes, sempre sendo bem recebido. “É prazeroso estar

no circo, ouvir os aplausos e os risos em coro. É engraçado como adquirimos fãs que nos tomam como exemplo, principalmente as crianças que fazem filas para tirarem fotos com os palhaços. Até os adultos se envolvem”. Sabendo que o público se encanta com tantas diversões e apelos tecnológicos, frutos do entretenimento e da modernidade, o artista defende que o circo tem o seu espaço para expor duas coisas essenciais: o ambiente familiar e a criatividade humana. “Cada vez queremos melhorar. Temos a ambição de sermos o melhor circo do Norte, da região onde começamos. Por isso, investimos em bom roteiro e nos palhaços que são os personagens principais de um circo, e nossas piadas são sadias e decentes, próprias a todas as idades, além dos 20 números. Aqui no Cacau (Pirêra, em Iranduba, onde o circo está atualmente) atingimos o recorde de público, com 350 pessoas, e isso nos incentiva ainda mais”. Depois do Cacau Pirêra, o circo seguirá em turnê pela região, indo na terça-feira (8), ao município de Beruri, a cerca de 173 quilômetros de Manaus.


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Dia a dia

Acabou o festival... Depois das cores e alegria das três noites do final de junho, Ilha Tupinambarana revela problemas graves ocultos pelo entusiasmo da festa IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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asas e ruas ainda inundadas por conta da cheia, coleta de lixo precária, ausência de certas especialidades médicas e de quantidade suficiente de servidores nas delegacias. Passadas a empolgação e possibilidade de faturar um dinheiro extra no 49º Festival Folclórico de Parintins, a população do município (a 369 quilômetros da capital) retoma a rotina e protesta contra a falta de mais investimentos e melhor qualidade de vida aos moradores da ilha. A Baixa de São José, onde fica o curral e galpão do Boi Garantido, não foi o único local que teve algumas ruas inundadas durante o período chuvoso. Um rápido passeio pela cidade revelou os prejuízos na vida dos moradores. A rua Neil Armstron, do bairro Francesa, ainda permanecia com o tráfego suspenso por conta da inundação. Os moradores reclamam que a água ficou retida por conta de uma barragem construída na margem do rio, para evitar a invasão das águas. O forte odor e a locomoção reduzida tem atrapalhado a população. A água também invadiu as re-

sidências. No quintal de dona Maria Pereira (nome fictício a pedido da entrevistada), 75, o papagaio e a tartaruga de estimação têm agora que dividir espaço com os peixinhos trazidos pela inundação. Além do quintal, a lavanderia de dona Maria permanece alagada. “Está tudo no fundo. E é uma água fedida que vem cheia de limo. Tem até peixe aqui. Quando a água secar, vou ficar com pena porque eles irão morrer”, apontou. Dentro de casa, ainda permanecem os móveis suspensos por grades de cerveja e os três milheiros de tijolo e tábuas compradas pela aposentada para construir a maromba. No quarto, as camas têm servido de abrigo para proteger os pertences da água. Os pés da mesa foram protegidos com garrafas PET. Em todas as portas, foram construídos batedores para evitar a inundação, contudo, a água brotou do piso no interior da residência. “Esse piso não presta mais, vou ter que tirar todo”, disse. Não bastasse a água que surgiu no chão da cozinha da aposentada, na frente de casa, os motoristas que tentam se aventurar pela rua espalham água na varanda. “Eu comprei cal para jogar na rua, porque eles não fizeram”, reclamou.

O tráfego de veículos e pessoas fica dificultado em bairros onde a cheia ainda traz transtornos

Bairros que estão esquecidos Ao lado da Neil Armstrong, a rua Silves, uma das que dá acesso à feira Box da Francesa, foi aterrada com sacos de areia para que o fluxo não fosse interrompido, contudo a água invadiu todo o espaço. Pontes de madeira também foram construídas para oportunizar a passagem dos pedestres. Sem ter para onde escoar, por conta da cheia, ruas em torno do bumbódromo ficam constantemente alagadas durante os últimos temporais, o que prejudica o tráfego. Ao contrário da zona central, nas proximidades do bumbódromo – que foi reformada - os bairros Pal-

mares, União, Itaúna e Paulo Correa refletem ainda os prejuízos da enchente. Esquecidos De acordo com os moradores, algumas ruas desses bairros receberam um aterro, que hoje tem prejudicado o tráfego de veículos. “Em cima do asfalto, eles colocaram areia, sacos de areia, barro e concreto. A água veio e fez buraco e agora que secou tem lama, e tem dias que carro não passa, nem o carro do lixo. Fica aquela montanha de entulhos pelas ruas”, disse uma universitária que pediu para não ter o nome divulgado.

A falta de estrutura nas ruas tem interferido na coleta de lixo em alguns pontos da cidade. “A coleta de lixo está devagar à beça, tem vezes que fica para mais de quatro dias sem coleta. A rua está esburacada. No Itaúna fizeram um aterro na época da cheia, que só tirando foto para ver o caos que está. No Paulo Correia, bairro da União, o aterro em cima do asfalto agora secou e esta só uma lama. A gente entende que o problema foi por conta de cheia, mas porque não fazer um planejamento se sabem que todo ano acontece isso”, questionou a universitária. Depois do festival, sinais de abandono se refletem em todos os cantos da Ilha Tupinambarana


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E agora, Parintins? FOTOS: IONE MORENO

Uma das alegorias utilizadas no festival: depois da festa, a dura realidade

Lixo se acumula pelas ruas de Parintins, muitas vezes porque caminhão de lixo não consegue passar por causa da cheia

Caos na segurança e na saúde Os moradores reclamam também da falta de policiamento mais ostensivo, apesar da implantação do programa Ronda no Bairro. Segundo denúncias, nem mesmo os fiéis de Nossa Senhora do Carmo escapam das investidas de assaltantes em frente à catedral, na rua Amazonas. “Há muitos assaltos no entorno da igreja e o policiamento é raro. Só é ostensivo no período do festival. Não temos segurança nem municipal, nem estadual”, disse a moradora Joana Martins, 47. Segundo denúncias, há também necessidade de aumentar a quantidade de profissionais na delegacia do município. Hoje, o Distrito Integrado de Polícia (DIP) conta somente com três delegados, 12 investigadores e três escrivões. E pela quantidade de trabalho – cerca de 100 ocorrências por dia – seria necessário que o número dobrasse. “A estrutura é boa, há viaturas novas, material de expediente. O trabalho deles é muito bom, mas faltam mais policiais para atender a demanda”, reconheceu um morador que pediu para não ter o nome revelado. De acordo com denúncias, também há superlotação no presídio. Com capacidade para 50, estava com cerca de 180 detentos. Saúde A ausência de médicos especialistas também foi alvo de criticas. Segundo

os moradores, dos 48 médicos disponibilizados na região, apenas 10 – entre clínico geral, obstetra e ginecologista - residem na cidade, e atendem nos hospitais Jôfre Cohen e o padre Colombo, da diocese, conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS). A cada 15 dias, nos fins de semana e em mutirões, médicos de outras especialidades fazem atendimento na cidade. Clínicas particulares também trazem especialistas para o município. “Algumas clínicas trazem mais especialistas, neurocirurgião, otorrino, cirurgião plástico, ortopedista. Mas tem médicos que cobram até R$ 160 a consulta e os mais concorridos, até R$ 300. Para o padrão da cidade, passa dos limites”, afirmou um moradora que pediu para não ter o nome revelado. Casos de DST entre indígenas e homens a partir de 50 anos de idade, de acordo com estudo, e meningite têm se destacado. “A moça que trabalha com a minha irmã perdeu os três filhos com a doença. A mais velha foi para Manaus se tratar e quando voltou, o caçula apresentou os sinais. Num período de 6 anos, os três irmãos morreram”, afirmou. A reportagem do EM TEMPO buscou resposta dos representantes responsáveis pelas áreas de saúde, segurança e infraestrutura questionada pela população, mas não obteve retorno.


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Grupo debate a saúde de magistrados e servidores FOTOS: CNJ/DIVULGAÇÃO

Conselho Nacional de Justiça estuda a criação de uma política de saúde voltada aos membros e trabalhadores do Judiciário

Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estuda a criação de uma Política de Atenção à Saúde de magistrados e servidores do Poder Judiciário. O resultado do estudo está previsto para agosto de 2014 REGINA BANDEIRA E WALEISKA FERNANDES Agência CNJ

além de minuta de Resolução sobre a Política de Atenção Integral à Saúde.

stá em estudo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a criação de uma Política de Atenção à Saúde de magistrados e servidores do Poder Judiciário. O tema também poderá nortear proposta de Meta Nacional a ser apresentada e discutida na Rede de Governança Colaborativa, na Comissão Permanente de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento do CNJ e, se aprovada, com os presidentes dos tribunais no próximo Encontro Nacional do Poder Judiciário. Milhares de servidores e magistrados brasileiros não comparecem ao trabalho diariamente devido a problemas físicos ou psicológicos, relacionados ou não com o trabalho. “Magistrados e servidores são o cérebro e o coração da instituição e, por isso, precisam estar no centro das nossas preocupações. Além disso, preocupanos os impactos dos afastamentos por motivo de saúde nos custos e na qualidade dos serviços judiciários prestados à sociedade”, avalia o coordenador do Grupo de Trabalho responsável pelo estudo e apresentação de propostas, conselheiro Rubens Curado. No último dia 25, o Grupo de Trabalho – instituído pela portaria nº 43/2014 – debateu, entre outros temas, a proposta de meta a ser apresentada no próximo Encontro Nacional do Poder Judiciário, a realização de evento nacional sobre saúde no Poder Judiciário, a elaboração de pesquisa nacional sobre as condições de saúde de magistrados e servidores,

Política O GT concluiu pela necessidade de uma proposta de resolução que venha a estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de um trabalho integrado e permanente dos tribunais brasileiros na área da saúde de magistrados e servidores. Na avaliação do grupo, existem poucas informações a respeito, exigindo um trabalho coordenado e nacional de diagnóstico e monitoramento do problema, sem

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Resultados devem ser divulgados em agosto “O objetivo é conhecer como o trabalho na magistratura impacta aspectos do cotidiano dos juízes, como sua saúde, desenvolvimento profissional e inserção social. Os resultados devem ser divulgados em agosto”, esclarece o juiz auxiliar da presidência do CNJ, Clenio Schulze,

que está acompanhando os trabalhos. O estudo é conduzido pelo DPJ em parceria com a Fundação Vanzolini, uma instituição gerida por especialistas da Universidade de São Paulo (USP). Participação Também participaram

da reunião o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Gabriel da Silveira Matos, o diretor do Departamento de Gestão Estratégica do CNJ, Ivan Bonifácio, o coordenador de Comunicação Institucional do CNJ, Tarso Rocha, o juiz do TRT da 1ª Região André Gustavo Villela,

a juíza do TJSE Adelaide Martins Moura e os médicos do TST, Eularino de Souza, do TRF da 2ª Região, Dimas Soares, e do STJ, Andral Codeço Filho. A próxima reunião do Grupo de Trabalho Saúde dos Magistrados e Servidores está marcada para 17 de julho.

PROBLEMA

Milhares de servidores e magistrados brasileiros não comparecem ao trabalho diariamente devido a problemas físicos ou psicológicos relacionados ou não com o trabalho no Poder Judiciário prejuízo do desenvolvimento de ações preventivas e assistenciais para impedir a intensificação do adoecimento físico e mental de magistrados e servidores. Pesquisa Os dados relativos ao tema saúde obtidos por meio do Censo do Poder Judiciário, publicado pelo CNJ em junho, foram apresentados em detalhes pela diretora Técnica do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), Thamara Medeiros, que também falou sobre a pesquisa que o Conselho Nacional de Justiça está desenvolvendo com magistrados para ampliar a compreensão sobre o trabalho na magistratura.

Clenio Schulze, juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça: impacto do trabalho da magistratura sobre juízes


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Inpa abre inscrições para exposição de pôsteres

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RICARDO OLIVEIRA/ARQUIVO EM TEMPO

Os interessados devem enviar ao instituto o resumo do trabalho para o pôster até as 17h do dia 11 de julho

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e 14 a 18 de julho, 211 trabalhos serão apresentados no 3º Congresso de Iniciação Científica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (3º Conic). Os estudos foram produzidos por bolsistas e orientadores das diversas áreas de pesquisa desenvolvidas por meio do Programa de Iniciação Científica do Inpa/MCTI, realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Além das apresentações em forma oral dos resultados dos trabalhos dos bolsistas Pibic/CNPq, Paic/Fapeam 2013-2014, o Congresso abre espaço para exposição de pôsteres para bolsistas de Iniciação Científica (IC) voluntária, Iniciação Científica CNPq, Iniciação Científica Tecnológica (IT) do Inpa e ex-bolsistas de Pibic/Paic, que estão envolvidos em projetos de pesquisa no Instituto. Para participar da apresentação de pôster no Congresso, os interessados devem enviar um resumo do trabalho para o e-mail: pibic.inpa@inpa. gov.br, até as 17h do dia 11 de julho (sexta-feira). De acordo com a organização do Conic, os 13 melhores trabalhos dos bolsistas Pibic/Paic 2012-2013 receberão Menção Honrosa no dia 18 de julho, quando será feito o encerramento do congresso. Veja programação geral do evento aqui. A abertura acontecerá às 10h da segunda-feira (14) com a palestra “A Iniciação Científica no Ambiente de Pesquisa”, que será proferida pelo pesquisador do Inpa, Niro Higuchi, às 10h15, no auditório da Ciência, localizado no Campus 1, Bosque da Ciência, com entrada pela rua

Mestrado divulga selecionados O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI) divulgou na última quinta-feira (3) a relação de candidatos aprovados na seleção para o mestrado do Programa de PósGraduação em Agricultura no Trópico Úmido (PPG-ATU). Conforme avaliação da comissão responsável pelo exame de seleção, foram aprovados dez candidatos. De acordo com o relatório de avaliação do exame de seleção para o mestrado, turma de agosto de 2014/2, os candidatos foram avaliados com base em uma Prova de Língua Estrangeira (PLE), uma Prova de Conhecimento Específico (PCE) na área de Agricultura no Trópico Úmido e no Curriculum Vitae (CV). As avaliações foram feitas conforme edital Inpa/CCPG nº 001/2014 da COCP, que estabelece a nota mínima de 5 (cinco) para a PLE e mínima de 7 (sete) para PCE. A relação está disponível no site do Inpa.

Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis. O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) é voltado para o desenvolvimento das ciências, por estudantes de graduação que, no evento, reunirão apresentações de trabalhos das áreas de ciên-

cias biológicas, das subáreas (botânica, ecologia, genética, saúde e zoologia 1 e 2), ciências agrárias (agronomia e recursos florestais), ciências exatas, da terra e engenharias (química de produtos naturais, clima e ambiente, engenharias) e outros.

O 3º Congresso de Iniciação Científica do Inpa acontecerá no período de 14 a 18 de julho


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opiniao@emtempo.com.br

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A despedida de Felipe Ehrenberg

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Arte, erotismo, maçã e westerns

(92) 3090-1010

E outras 7 indicações culturais. Pág. 2

O dicionário muito particular de Fritz Lang. Pág. 3

Um fenômeno dos infernos

A vinda de El Niño e as vidas secas do Nordeste. Págs.4 e 5

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Mais que um passeio hipster

Diário de Los Angeles. Pág. 6

Do arquivo de Roberto Muggiati Northport-Rio, 1959-2014. Pág. 7

Capa

Pintura a óleo sobre tela de Antonio Malta Campos


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 8 INDICAÇÕES

CORTESIA GALERIE HUBERTWINTER E ALISON JACQUES GALLERY

BRASILEIRO EXPOSIÇÃO | ARTEVIDA A mostra reúne, sob curadoria de Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura, cerca de 110 artistas e quase 300 obras, dando especial atenção às práticas artísticas dos anos 50 a 80. Entre os trabalhos, os de brasileiros como Antonio Dias e Cildo Meireles, da chilena Cecilia Vicuña e da austríaca Birgit Jürgenssen (1949-2003). Casa França-Brasil, Parque Lage, Biblioteca Parque Estadual e MAM-Rio | abertura 19/7 no MAM | grátis | R$ 14 no MAM | até 21/9

EVENTO | ROTEIRISTAS O projeto Tertúlia, do Sesc, com curadoria de Tiago Novaes, traz nesta edição debates, oficinas sobre roteiro, além de mostra de filmes do argentino Pablo Trapero. As atividades – algumas das quais exigem inscrição prévia – também acontecem em Araraquara e Santos; entre os convidados, Marcelo Gomes, Paulo Lins e Eliane Caffé. Sesc Consolação | tel. (11) 3234-3000 | sescsp. org.br | grátis | até 10/12

‘Sem título (Autorretrato com Pele)’ (1974/2011), de Birgit Jürgenssen

DIVULGAÇÃO

‘Poema nº. 17’ (2014), da série Tocata e Fuga, de Felipe Ehrenberg

LIVRO | MICHAEL ONDAATJE O autor de “O Paciente Inglês” (1992) lança no Brasil “A Mesa da Ralé”, sobre um garoto de 11 anos que, como Ondaatje, parte do antigo Ceilão, atual Sri Lanka, em um barco para a Inglaterra. O personagem, também chamado Michael, rememora a viagem de travessia já adulto, procurando pelos significados do que viveu. trad. Jorio Dauster | Companhia das Letras | R$ 43 | 288 págs.

LIVRO | RICHARD SERRA “Escritos e Entrevistas, 19672013” apresenta 20 textos, muitos dos quais eram inéditos em português, do artista americano, que tem mostra em cartaz no Instituto Moreira Salles, no Rio. Ilustrado com imagens de obras do escultor, o volume permite acompanhar as preocupações teóricas envolvidas em seu trabalho. trad. Paloma Vidal | IMS R$ 54,90 | 360 págs. TEATRO E DEBATE | FOUCAULT A Cia. dos Infames apresenta “A Vida dos Homens Infames”, peça sob direção de Cristiano Burlan baseada nos personagens dos livros “Eu, Pierre Rivière, que Degolei Minha Mae, Minha Irma e Meu Irmao...” e “Herculine Barbin: O Diário de um Hermafrodita”, do filósofo francês (1926-84). Além do espetáculo, o grupo organiza ciclo de debates aos sábados, de 19/7 a 16/8, às 17h, sobre Foucault e o teatro. Teatro Pequeno Ato | tel. (11) 9642-8350 | sex. e sáb., às 21h30; dom., às 19h30 | R$ 40 | até 17/8

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POP

ERUDITO

LIVRO | BECQUEREL E A DESCOBER Em “Matrizes Impressas do Oral: Conto Russo no Sertão”, a professora de comunicação e semiótica da PUC-SP Jerusa Pires Ferreira cruza elementos de diferentes segmentos culturais, gêneros e suportes. O livro articula o cordel do nordeste brasileiro à cultura oral russa (inclui textos traduzidos por Boris Schnaiderman). ilustrações Tainá Nunes Costa | Ateliê Editorial | R$ 57 | 114 págs.

EXPOSIÇÃO | FELIPE EHRENBERG A individual “Tocata e Fuga - Poemas Abstratos” marca a despedida do artista mexicano do Brasil, aonde chegou há 13 anos, como adido cultural de seu país. Pela primeira vez em sua carreira, ele apresenta obras abstratas, feitas em aquarela, carvão e sanguínea, além de colagens. Baró | tel. (11) 3666-6489 | abertura qui. (10), às 19h de ter. a sex., das 11h às 19h; sáb., das 11h às 18h | grátis | até 2/8

LIVRO | OS ALFAZETES O volume do designer gráfico Milton Glaser, autor da campanha “I <3 NY”, com texto de sua mulher, Shirley, introduz os leitores mirins ao alfabeto e à tipografia. Em uma pequena sala, as letras, em diferentes fontes, começam a se aglomerar, conversando entre si. trad. Telma Franco | Editora Gustavo Gili | R$ 49 | 34 págs.

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição HORST VON HARBOU/REPRODUÇÃO

ANTONIO MALTA CAMPOS, 53, é artista plástico. Participa da coletiva “Pangaea: New Art from Africa and Latin America”, até 2/11 na Saatchi Gallery, em Londres, e tem exposição individual em cartaz na galeria Pilar até 9/8.

FRITZ LANG (1890-1976) cineasta alemão, dirigiu, entre outros, “Metrópolis” (1927) e “O Testamento do Dr. Mabuse” (1933).

MARCELO LEITE, 56, é repórter especial e colunista da Folha.

CACO GALHARDO, 46, cartunista e ilustrador, é quadrinista colaborador da Folha.

FERNANDA EZABELLA, 33, é jornalista.

ROBERTO MUGGIATI, 76, jornalista e tradutor, é autor de “A Contorcionista Mongol” (Record).

GIUSEPPE BIANCO, 38, doutor em filosofia pela Universidade Lille 3, é autor de “Badiou and the Philosophers” (Bloomsbury), com Tzuchien Tho.

LITERATURA NEGRA Mercado literário dos EUA vive onda de escritores anglófonos negros de raízes africanas FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha ARTEVIDA Imagens da exposição e entrevista com curadores >>folha.com/ilustrissima


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Cinema

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Sobre maçãs e putas Um glossário idiossincrático RESUMO Esta é uma seleção de verbetes de um dicionário pessoal criado por Fritz Lang (1890-1976). A íntegra foi publicada em francês em 1964 e estará no catálogo da retrospectiva completa do cineasta alemão, no CCBBSP de 11/7 a 24/8, que será exibida também nas sedes da instituição em Brasília e no Rio.

FRITZ LANG

Arte Uma coisa é certa. A arte deve ser crítica; essa é sua força e sua razão. Essa crítica deve ser uma crítica social, mas não unicamente. Neste mundo há muitas coisas que devem ser criticadas. Não se pode propor soluções, mas deve-se sempre lutar para se designar o mal. Assim, meus filmes policiais americanos são, antes de tudo, uma crítica à corrupção policial e, portanto, contra toda corrupção. Acontece de um criador descobrir em si mesmo coisas de que não gosta, e então ele deve criticar essas coisas. Câmera Todos sabem que os filmes serão mais divertidos para o público se ele tiver o sentimento de participar daquilo que se passa na tela. Pode-se obter esse resultado usando a câmera de maneira apropriada. O espectador do teatro está sempre na posição de um homem que observa por uma fresta. Ele só pode olhar para a frente e, se os atores se viram, ele fica restrito a vê-los de costas, ignorando o que podem estar tramando. O teatro, como campo de expressão do ator, foi expandido e substituído pelo cinema. A câmera pode apresentar um grande número de ângulos diferentes. A câmera pode mostrar a ação exatamente como o autor a imaginava e a visualizava enquanto escrevia sua história. Como o leitor visualiza a história que lê, a câmera, que é um olho universal, possui um poder pelo qual o público é transportado para além da fileira e acaba participando da ação. Cartas na mesa Descobri hoje algo que é bastante interessante para mim, e que acredito ser verdadeiro: em todos os meus filmes, eu coloco as cartas na mesa. Creio que isso é muito mais interessante do que os filmes policiais ingleses em que não se sabe quem é o assassino, ou o culpado. Acredito que é bem mais interessante mostrar, como em

uma partida de xadrez, o que cada um faz. Cultura Acredita-se, em geral, que seja possível colocar a cultura americana no mesmo plano que a da Europa. Esse é um grande erro. Do outro lado do Atlântico, a cultura é mais técnica, mais vasta, talvez mais interessante. No que me diz respeito, tendo me banhado das duas culturas, eu gostaria de conseguir realizar uma mescla feliz das duas concepções. Dizer Não faço filmes para a geração de Fritz Lang. Eu comecei minha carreira em 1918 e creio que seja necessário repetir as pequenas coisas que tenho a dizer para todas as gerações. É preciso somente repeti-las em outros termos, enriquecidas de sua própria experiência. São em geral coisas bastante simples, como “o dinheiro não é a coisa mais importante do mundo”, “o amor é uma grande descoberta”, “encontrar-se a si mesmo é o mais alto valor”. São ideias elementares que nada têm de pessimistas. Se meus filmes parecem pessimistas, é porque o quadro e a condição que assolam esses valores são desastrosos. Erotismo O erotismo da vida cotidiana americana, como se sabe, faz sempre os europeus sorrirem com um pouco de compaixão. O “happy end” dos filmes de sucesso, quando os dois amantes se beijam e a câmera recua, significa a solução de todos os problemas evocados no decorrer do filme. Eles se conhecem, se casam, agora tudo está aparentemente em ordem, tudo está resolvido. Naturalmente, isso não é verdade, e atribuir à instituição do casamento tal poder só é possível para um povo que se preocupa com esse problema mais do que com qualquer outro e que não quer admitir o seu fracasso. De acordo com estatísticas, um terço das mulheres casadas admite ter relações com outros homens; três quartos das mulheres não amam seus maridos e não se separam unicamente por causa das crianças ou por conforto. É nisso que reside o problema sexual de nossa produção cinematográfica, pois é para esse público que devemos fazer filmes e darlhe, no cinema, aquilo que não tem em casa. Daí o interesse infatigável pelas histórias de amor e a autossugestão pela contemplação do casamento como solução definitiva. Individualidade Os grandes temas de uma história são internacionais, mas a maneira como se trata os temas depende do estilo do país. Eu acredito que o tema central de minha obra é a luta que um indivíduo trava contra aquilo que os gregos e os romanos chamavam de destino e que, no caso, assume a forma

de uma potência real: ditadura, lei ou sindicato do crime. Tratase da vontade de proteger a individualidade, e é importante lutar para conseguir isso. Ladrões de bicicleta Um filme como “Ladrões de Bicicleta” (1948), que em geral foi aceito nos Estados Unidos como um sucesso italiano, seria impossível num meio americano. O problema de um homem cuja sobrevivência depende de sua bicicleta não interessa à grande massa dos Estados Unidos, pois o problema de transporte ali já se encontra resolvido. O americano se interessa apenas por problemas que ainda não se encontram resolvidos para ele – por mais que nem sempre queira admitir que não tenham sido. Maçã Se eu precisasse explicar por que reservo normalmente um grande espaço vazio em torno de um centro de interesse, diria que é o efeito mais simples e que não quero distrair o público daquilo que é importante. Num filme em cores, eu não colocaria uma maçã vermelha atrás de uma delicada moça, porque os olhos do espectador seriam demasiadamente solicitados pela mancha vermelha. Mar Eu jamais tive coragem de colocar em um de meus filmes um único plano de mar1. O mar me assusta. Eu gostaria de ter dado antes de Victor Hugo a seguinte definição: “O mar é uma coisa que me dá medo”. E, no entanto, nada me encanta mais do que o mar. Mas como não creio que alguém seja capaz de traduzir o elemento poético do mar – que seja em poema, em quadro ou em filme –, nunca ousei eu mesmo fazê-lo. Morte No que diz respeito à morte, eu diria que, em certas circunstâncias particularmente desfavoráveis que acometem uma vida, ela chega a ser desejável, mas que, ainda assim, se deve lutar por aquilo que se entende como justo, mesmo que ao fim haja a morte. Psicanalista Eu tinha o hábito de não levar a sério as pessoas que vinham me explicar o que eu tentava fazer em meus filmes, mas depois aprendi que, ao escrever uma história, deve-se conseguir explicar aos atores por que seus personagens agem de determinada maneira. Talvez o crítico seja uma espécie de psicanalista e descubra certas coisas reais das quais não sou consciente. Putas Em todos nós existe o mal, e um cineasta deve mostrá-lo, deve exprimir o mal. O que nos diverte mais? Passar a noite toda falando de uma puta ou de uma mulher tranquila que só se deita com seu marido? Da puta, é claro. Elas são mais interessantes. O que podemos

dizer de uma mulher tranquila? É uma mulher tranquila, nada mais. Tenho o hábito de dizer o seguinte: existem apenas duas categorias de indivíduos, os que são maus e os que são muito maus. Mas nós chegamos a um acordo e chamamos os maus de bons e os muito maus de maus. Receita Amo o cinema, tenho vontade de realizar filmes, mas não me pergunte por que nem como os faço. Os jovens, os estudantes que vêm me ver, querem sempre obter receitas e explicações para a “mise-enscène”. Sinto vontade de citarlhes estas palavras de Fausto: “Aquilo que você não capta você jamais compreenderá”. Remake É absurdo realizar um remake de “M., o Vampiro de Düsseldorf” (1931). O assunto e o contexto do original estavam ligados a uma atmosfera local muito bem definida, que

não pode ser transposta, e esse tema, que com o passar dos anos infelizmente se tornou bastante conhecido, era então novo e original. Remakes como “Quo Vadis” (1951) e “Os Miseráveis”2 são outra coisa, pois tratam de problemas que não encontraram solução definitiva e que, portanto, interessam-nos hoje como nos interessavam outrora, quando foram concebidos pela primeira vez. Esse tipo de remake me parece justificado. Mas repetir um filme unicamente por causa de seu sucesso financeiro já me parece uma má solução. De qualquer forma, não há garantia de sucesso financeiro. westerns Há certas coisas que, quando ouço as pessoas comentando sobre elas, sou incapaz de entender – quando falam de amor, por exemplo. E a moral, o que isso quer dizer, diga-me, por favor? A moral dos westerns: ela é muito simples. O western concebe da maneira mais simples os atores, os cenários, a luz, e tudo isso recai

sobre seus filmes seguintes. Quando você fica mais velho, sua forma de viver também se torna muito mais simples e talvez você veja as coisas de um jeito um pouco mais claro. A simplicidade continuou em toda a minha obra americana. Notas 1. O mar aparecerá na obra de Lang em filmes posteriores ao texto: “Só a Mulher Peca” (1952) e “O Tesouro de Barba Rubra” (1955). 2. O texto não especifica a qual das adaptações de “Os Miseráveis” Lang se refere, provavelmente ao filme de 1935, dirigido por Richard Boleslawski, ou à versão francesa de 1958, com Jean Gabin e dirigida por Jean-Paul Le Chanois. Nota da Redação: esta é uma versão adaptada da tradução de Bruno Andrade que constará do catálogo da mostra “Fritz Lang “” O Horror Está no Horizonte” (mais informações em culturabancodobrasil.com. br/portal).


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Ciência

3 Seca versão 2.0 O que esperar da chegada de El Niño, o menino travesso do clima RESUMO El Niño deve voltar a ocorrer na virada de 2014/15, mas, segundo indicadores mais recentes, terá intensidade moderada ou fraca. Ainda assim pode trazer de volta a seca para o Nordeste, já castigado em 2012 e 2013 com a pior estiagem em 80 anos, pouco divulgada pela mídia e que consumiu R$ 9,1 bilhões do governo federal.

MARCELO LEITE ILUSTRAÇÃO ANTONIO MALTA CAMPOS

El Niño vem aí. É certo que o ano de 2014 verá repetirse o aquecimento anormal das águas do Pacífico Leste que costuma pôr a atmosfera mundial em polvorosa. Estima-se que a probabilidade de ele chegar antes de setembro seja de 70%, e de outros 80% até o mês de dezembro. Quem mora na região metropolitana de São Paulo e se apavora com um possível agravamento da seca que reduziu a pó (ou lama) os reservatórios do sistema Cantareira – fonte de abastecimento para 9 milhões de pessoas – pode esquecer El Niño. O nível continuará baixando, mas o Pacífico nada terá a ver com isso. “A relação do El Niño com chuvas no Sudeste é zero”, diz Gilvan Sampaio de Oliveira, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Quando muito, o menino travesso do clima ocasionará temperaturas ligeiramente mais altas no final do inverno e na primavera de paulistas, mineiros, fluminenses e capixabas. Os maiores estragos causados pelo fenômeno se concentram no Nordeste e na Amazônia, onde ocasiona estiagens graves. No último El Niño de grande intensidade, 1997-98, a floresta ressequida pegou fogo em Roraima, levando à destruição de 11 mil km² de matas. Em outra ocasião, entre 1982 e 83, prolongou uma seca iniciada em 1979 que pode ter feito mais de 100 mil mortos no Nordeste. A perspectiva de um El Niño forte preocupa porque o semiárido nordestino acaba de atravessar dois anos de seca (2012-13). Foi a pior dos últimos 80 anos. A precipitação ficou abaixo da média de abril de 2012 até março deste ano. Pereceram 4 milhões de reses, com prejuízo de R$ 3,2 bilhões para a pecuária.

A safra agrícola teve quebra de 21,5%, com perdas de 70% na de algodão e de 29% na de feijão. Só o governo federal despendeu R$ 9,1 bilhões para atenuar o efeito social da ausência de chuvas na região. Não há razão para alarme – ainda. Embora o próximo advento do El Niño sejam favas contadas, a maior chance, hoje, é de que se revele fraco ou moderado. Isso significa que seus efeitos se concentrariam na primavera do hemisfério Sul, quando não chove mesmo no Nordeste brasileiro. Caju As águas podem começar a cair em dezembro, as chamadas “chuvas do caju”. Se não vierem até 19 de março, dia de são José, todo sertanejo sabe, o ano estará perdido. “O clima do Nordeste está totalmente relacionado às condições oceânicas”, diz Sampaio de Oliveira, do Inpe. “É um dos mais previsíveis do mundo”. A correlação de anos de El Niño com secas no semiárido brasileiro é muito forte. Só no século 20, houve 18 casos de coincidência. Como se explica, contudo, que uma alteração de temperatura num oceano que nem mesmo banha o Brasil possa desencadear hecatombes como a de 1877-79, com 3 milhões de flagelados e talvez 500 mil mortos de fome e varíola? O normal é que as águas superficiais do Pacífico, aquecidas pelo sol, sejam empurradas na direção da Indonésia pelos ventos alísios, que sopram de leste para oeste. Por motivos desconhecidos, porém, em alguns anos esses ventos se enfraquecem. O bolsão de água quente se desloca para a costa ocidental da América do Sul e provoca chuvas sobre uma região usualmente seca. Os efeitos planetários dessa anomalia são vários. A pesca no litoral do Peru e do Chile pode entrar em colapso na época do Natal (daí a alusão ao menino Jesus, “El Niño”). Enchentes no sul da América do Sul e estiagem no leste da Amazônia e no Nordeste. Secas na Indonésia e na Austrália. Atraso e enfraquecimento das chuvas de monção na Índia – como, de resto, já está acontecendo. Na origem do fenômeno está o que se chama de célula de Walker. O oceano aquecido gera uma corrente ascendente de ar na região da Indonésia, que normalmente desce – quente e seco – a milhares de quilômetros dali, sobre o litoral oeste da América do Sul. O padrão de circulação foi descoberto pelo físico Gilbert Thomas Walker (1868-1958). Diretor dos Observatórios Britânicos na Índia, estudou o fenômeno das monções, cujo colapso

causou fome generalizada na colônia em 1899. Nos anos de El Niño, a célula se desloca para leste, e o braço descendente se transfere para o Norte e o Nordeste brasileiros, onde previne a ocorrência de chuvas. Em contrapartida, o fenômeno aumenta a precipitação no Sahel, a zona de transição entre o Saara e as savanas africanas. Assim como os camponeses pobres do Sahel, os privilegiados californianos também podem estar torcendo por um El Niño vigoroso. A anomalia levaria chuvas à estorricada Califórnia, que enfrenta incêndios causados por três anos consecutivos de estiagem, a pior em muitas décadas. De acordo com os últimos dados da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (Noaa, na abreviação em inglês), de segunda-feira (30/6; tinyurl. com/z7jr4), contudo, a temperatura das águas do Pacífico, que vinha subindo até abril, perdeu força desde então. Para Sampaio de Oliveira, do Inpe, é um sintoma de que El Niño virá fraco ou moderado, e não intenso. O Nordeste pode respirar, aliviado, se a previsão sobre os humores do Pacífico se confirmar. Mas só até o final do ano, porque o sertanejo tem outro algoz com que se preocupar, tão forte quanto ele, e muito mais próximo. Convergência Os anos de 2012 e 2013, mesmo sem o advento de El Niño, trouxeram a pior seca ao Nordeste em oito décadas. O culpado, neste caso, foi o dipolo do Atlântico. As chuvas que impedem o chamado Polígono das Secas – 1.348 municípios, que cobrem 1,1 milhão de km² – de ser inteiramente árido se devem à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), de que se ouve falar às vezes nas previsões do tempo pela TV. Trata-se de uma banda de nuvens que se espalha pela região equatorial do planeta, no sentido leste-oeste. A faixa úmida pode deslocar-se mais para o sul ou mais para o norte, em torno da linha do Equador. Se as águas do Atlântico ficarem mais frias ao sul do paralelo que separa os hemisférios, a ZCIT é empurrada para o norte, o que pode provocar até 80% de déficit de chuva no Nordeste brasileiro. E viceversa (daí o nome “dipolo”): se as águas atlânticas se aquecem ao sul, chove mais no semiárido. Como no caso do El Niño, os climatologistas não sabem bem por que ocorre essa oscilação de temperatura nas águas oceânicas. A única certeza é que tanto o Pacífico quanto o Atlântico, em geral, estão esquentando, na esteira do aquecimento global.

Mas não há clareza quanto à hipótese de que a mudança climática venha a trazer El Niños mais fortes. “O último relatório do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima] ainda não cravou grande confiança nessa previsão”, diz Carlos Afonso Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que supervisiona o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Há uma ligeira, talvez maior probabilidade de El Niños mais fortes pelo simples aumento das temperaturas do mar em todo o Pacífico, mas ainda não se pode dizer se, de fato, a frequência será substancialmente alterada”. De todo modo, a ZCIT alcança seu ponto mais ao sul por volta da segunda quinzena de março. Não é por acaso, assim, que os habitantes do sertão nordestino elegeram o dia de são José como data-limite para sua expectativa de chuvas. Só no final de 2014, contudo, começará a ficar claro se o dipolo oscilará na direção da estiagem nordestina. Retirantes Tão avassaladoras quanto previsíveis, as secas do Nordeste deixaram marcas fundas na cultura e na história do Brasil. José do Patrocínio inaugurou a literatura da seca com “Os Retirantes” (1879). Euclydes da Cunha, com “Os Sertões” (1902), inscreveu a terra, o homem e a luta do semiárido no imaginário nacional como sinônimos de atraso e embrutecimento. “A Bagaceira” (1928), de José Américo de Almeida, abriu uma longa linhagem de romances regionalistas centrados no homem nordestino andrajoso que abandona terra, plantação e gado mortos para buscar alimento e melhor sorte: “Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. [...] Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma. Eram os retirantes. Nada mais”. Uma década depois surge o clássico “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. O historiador Marco Antonio Villa estima, no livro “Vida e Morte no Sertão” (Ática, 2000), que 3 milhões de pessoas tenham morrido como vítimas das várias secas nordestinas de 1825 a 1984. Apenas três décadas atrás, quando o maranhense José Sarney já entrara para a Academia Brasileira de Letras na vaga de José Américo de Almeida e se tornara candidato a vice-presidente na chapa de Tancredo Neves, ainda partiam os paus-de-

arara – caminhões com bancos apinhados de retirantes – do Nordeste para o sul, e milhares de pessoas sucumbiam à fome. Resposta As “soluções” para a região-problema nunca variaram muito: doações de alimentos para os flagelados (em geral desviados e vendidos no mercado paralelo), frentes emergenciais de trabalho, construção de açudes (em alguns casos, obras que duravam várias décadas), migração mais ou menos forçada para a Amazônia (como os quase 50 mil “soldados da borracha” recrutados na Segunda Guerra Mundial, entre

os quais se estima que morreram 10 mil – contra os 443 que tombaram na Itália). Toda uma burocracia surgiu para cuidar da seca sem, de fato, resolvê-la – do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs, nascido como Inspetoria em 1909) à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene, criada em 1959 por Juscelino, “descriada” em 2001 por FHC e recriada em 2007 por Lula). Açudes e poços de profundidade, escavados com dinheiro público, passaram a beneficiar mais os grandes proprietários, o que o jornalista Antonio Callado chamou de “indústria da seca” numa


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série de reportagens para o “Correio da Manhã”, em 1959. A transposição do rio São Francisco, na visão dos seus críticos, representa somente a extensão – versão 2.0, turbinada – dessa política tradicional. Dissipam-se bilhões em obras gigantescas e intermináveis, de novo, mas que não resolvem o problema da evaporação e servem mais para beneficiar uns poucos. E quase nunca, muito menos de forma permanente e sustentável, a população mais pobre. Esta pode até ser vizinha dos canais, mas não necessariamente terá acesso à água, pela falta de uma rede de distribuição eficiente (adutoras etc.) e pela prioridade dada à irrigação sobre o abastecimento. Cisternas Muita coisa mudou, contudo, no Nordeste. Não se tem notícia de pessoas morrendo de fome nas secas de 2012 e 2013, apesar de o gado morto ter rendido algumas imagens chocantes, mas que mal reacenderam o interesse da imprensa nacional pelas agruras da região mais pobre do país. Não foi estiagem trivial. Nada menos que 1.243 de 2.429 municípios (51%) foram afetados – uma população de 9,8 milhões de habitantes. Um dos Estados mais prejudicados foi a Paraíba, onde a pecuária teve quebra de 29%. Metade dos reservatórios da região semiárida caiu para um nível abaixo de 30%, o que levou o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, a soar o alarme, há um mês, pela hipótese de El Niño. Mesmo que ele venha, porém, o efeito mais temido será sobre o já estressado sistema elétrico nacional. É muito improvável que falte água para abastecimento residencial e alimentos para a população, como era a regra até há pouco. Os bilhões despejados na região pelo governo Dilma, para mitigar os impactos da seca de 2012 e 2013, decerto contribuíram para a

nova situação. Mas não foi só isso. Um dos maiores entraves para a solução por meio da açudagem é a evaporação intensa. Para o consumo humano, a saída mais simples e eficaz são as cisternas, tanques de alvenaria ou plástico para armazenar água de chuva ou distribuída por caminhões-pipa. Segundo o governo federal, já foram entregues 546 mil cisternas, 71% da demanda, calculada em 770 mil. A promessa é completar a cifra de 750 mil até dezembro deste ano. Outras 76 mil beneficiarão a lavoura de produtores rurais. Nada menos que 8.812 caminhões-pipa foram mobilizados para distribuir água, numa operação que envolveu até o Exército. Bolsa estiagem O assistencialismo campeou também na modalidade monetária. Agricultores com renda inferior a um salário mínimo e meio e que tiveram perdas de 50% da produção passaram a receber ajuda batizada Garantia-Safra, valor que varia de R$ 140 a R$ 155 mensais. Uma Bolsa Estiagem de R$ 80 por mês beneficiou 890 mil produtores que não se enquadravam nos requisitos da Garantia-Safra. Municípios receberam empréstimos emergenciais no valor de R$ 3,45 bilhões. A paulatina transformação do Nordeste, entretanto, começou muito antes de Dilma Rousseff. Sua população rural, a mais vulnerável à estiagem, se reduziu a 27%. A renda aumentou. O Bolsa Família, a partir do governo Lula, e a aposentadoria rural, a partir dos anos 1990, tornaram obsoleta a figura dos retirantes da região. No entanto isso ainda fica longe de configurar uma solução, assinala o historiador Marco Antonio Villa: “A miséria – ou pobreza, dependendo da cidade –, em termos estruturais, permanece. Os indicadores, como educação, mortalidade infantil etc., até melhoraram, mas não há uma economia local

que permita dar um sentido para as comunidades”, diz. “O sertanejo não migra pois o assistencialismo permite que ele sobreviva”. O que faltaria para o Nordeste, assim, seria abandonar os remendos emergenciais em favor de uma verdadeira adaptação – mesmo porque, se materializados os piores cenários do aquecimento global, a temperatura na caatinga pode elevar-se de 3,5°C a 4,5°C, e a precipitação, reduzir-se em 40-50% até o ano 2100, segundo o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. O semi- árido se lançaria então no caminho da aridização completa. Cata-ventos Em lugar de uma futura Bolsa Aridez, o sertanejo precisará de sistemas de irrigação com tecnologia avançada para minimizar a evaporação e a salinização dos solos. Mas parece evidente que o sertão tem capacidade só para uma população limitada, mesmo que a agropecuária se volte para atividades que demandem menos água, por exemplo substituindo gado bovino por caprino. O processo de urbanização terá de ampliar-se. Para tanto, será necessário criar empregos nos setores de serviços e industrial. O Nordeste tem uma vocação clara para complementar a energia hidrelétrica do Sudeste e do Centro-Oeste com fontes renováveis. É enorme o potencial para a energia eólica no litoral e para a solar (fotovoltaica) no interior. “Isso pode gerar uma economia de base energética, na qual populações locais possam auferir algum ganho tanto no arrendamento de terras para cata-ventos e painéis solares como empregos urbanos para instalação e manutenção descentralizada dos parques de geração”, prevê Nobre, do MCTI. A transposição do rio São Francisco, nesse sentido, representaria mais do mesmo. O Nordeste precisaria de mais do novo, e não de rezas para que Pacífico e Atlântico se comportem.


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Diário de Los Angeles O MAPA DA CULTURA

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As retas da Rota 66 A estrada-mãe e outros labirintos literários

FERNANDA EZABELLA

A mãe de todas as estradas, a rua principal dos Estados Unidos, a sangrenta 66: todos os apelidos e histórias da Rota 66 estão numa exposição em cartaz até janeiro no Autry National Center, museu dedicado à cultura do Oeste norte-americano, localizado em frente ao zoológico de Los Angeles. O manuscrito original de “On The Road” (1951), de Jack Kerouac, está lá, num rolo de 36 metros deitado numa vitrine. Mas toda a mitologia da estrada remonta de muito antes da chegada dos beatniks, quando tempestades de areia tomavam o Meio Oeste do país nos

anos 1930, afugentando mais de 200 mil trabalhadores rurais para a Califórnia, através da Rota 66. O período ficou imortalizado no livro “As Vinhas da Ira” (1938), de John Steinbeck, cujo manuscrito está também em exibição. Há fotografias tiradas por Dorothea Lange de refugiados pedindo carona em Oklahoma, além do violão e das canções folk de Woody Guthrie, que compôs “Dust Bowl Ballads” (1940) ao ir do Texas à Costa Oeste. “Não era uma viagem agradável, um passeio hipster, como Keroauc escreveu, ou uma estrada mítica, como pensam os europeus. Era um caminho necessário e difícil”, diz o escritor americano Louis Owens num vídeo. A Rota 66 começou a ser construída em 1926, atravessando oito Estados, de Chicago a Los Angeles. Seu

declínio teve início em 1956, com o anúncio de um novo sistema de autoestradas. A clássica série de fotos de postos de gasolina feitas por Ed Ruscha em 1962 ganha destaque na mostra, ao lado de imagens tiradas três décadas após por Jeff Brouws. Nenhum dos postos estava mais em funcionamento. A Última Livraria O nome era para ser uma ironia e acabou virando profecia. The Last Bookstore (a última livraria) começou em 2005 e é hoje a maior livraria independente da Califórnia, num gigantesco espaço no centrão da cidade, num prédio que funcionou como banco e ainda mantém seu cofre (hoje dedicado a livros de ficção científica). O clima é de sebo, com livros e discos novos, usados e raros, além de lançamentos.

No mezanino, há um labirinto de livros, cerca de 10 mil deles a US$ 1 cada, com direito a um túnel de publicações empilhadas e prateleiras organizadas por cores. “É um lugar glorioso, borgiano, louco”, descreveu o escritor William Gibson via Twitter. O melhor dia para visitar a The Last Bookstore é a primeira segunda do mês, quando acontece o Speakeasy, espécie de noite de talentos conhecida como “open mic” (microfone aberto). É só colocar seu nome na lista e esperar ser chamado para subir ao palco e falar por cronometrados sete minutos. “A ideia veio de anos e anos tentando se ajustar a um mundo que muitas vezes nos recebe com crueldade, mas tendo coragem e humor de compartilhar com outras pessoas triunfos e trabalhos na esperança de aprendermos

algo juntos”, diz a organizadora do evento, a escritora Arianna Basco. Anthony Booth, 19, é um dos frequentadores. Na última edição, apresentou seu poema feito com 40 mensagens da sorte tiradas de chocolates. “Quero fazer meu nome e aqui sinto que posso libertar minha mente”, disse. Soccer Os bares da cidade têm lotado com os jogos da Copa da Mundo na hora do almoço e nos finais de semana. O Cat and Fiddle Pub, em Hollywood, tem um espaço ao ar livre com dois telões e uma sala fechada para exibir as partidas. Os americanos compareceram em peso nas partidas de sua seleção contra Portugal e Bélgica. O time de Klinsmann foi eliminado, mas o público con-

tinua grande em bares como o Barbarella, em Silverlake, com menu especial que inclui bolinho de arroz e cerveja brasileira Xingu a US$ 5. Nos passos de Bukowski O tour Charles Bukowski, que já foi tema desta seção, está de volta, no próximo dia 27. Organizado pela empresa de turismo Esotouric, o passeio de ônibus começa na agência dos Correios onde ele trabalhou e que inspirou seu primeiro romance, “Cartas na Rua” (1971), e termina na sua loja de bebidas favoritas, em Hollywood. Nos dias 19 de julho e 9 de agosto, a mesma companhia segue os passos do músico Tom Waits e do autor Raymond Chandler, respectivamente. Cada evento leva quatro horas e custa entre US$ 58 e US$ 63.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

5 O postal estradeiro de Kerouac

Northport-Curitiba-Rio-São Paulo-Rio-Nova York-Rio, 1959-2014

ROBERTO MUGGIATI ACERVO PESSOAL

Em 5 de dezembro de 1959 publiquei no lendário “sdjb”, suplemento dominical do “Jornal do Brasil”, que à época saía aos sábados, um artigo de página inteira intitulado “Jack Kerouac e as crianças do bop”. Mandei uma cópia do suplemento ao escritor, aos cuidados de seu agente literário. Três semanas depois, para minha surpresa, recebi em Curitiba – onde nasci e morava – um cartão-postal dos correios dos EUA, datilografado e assinado pelo autor de “On the Road”. Chocoume, menos do que Jack ter tropeçado no meu sobrenome (Mliggiati), o erro de ortografia em “portugese”. Jack vivia na época o seu momento de glória na mídia: além de jornais e revistas, seu rosto se tornara familiar nos “talk shows” da TV. Guardei o cartão entre as páginas do seu livro “Mexico City Blues” e parti para o mundo. Depois de dois anos de Paris – com uma bolsa de jornalismo – e três de Londres – trabalhando na BBC –, pousei no Rio e comecei a trabalhar na “Manchete”. Meus pais mandaram minha biblioteca de Curitiba, incluindo “Mexico City Blues”, com o cartão entre suas páginas. Muito tempo depois, folheando o livro, reli o cartão com mais atenção: “Caro Sr. Mliggiati. Recebi a página do jornal e lastimei não poder ler português tão bem quanto espanhol mas captei 50% do seu significado – é apenas lamentável que o senhor cite o que outros escritores com outros interesses dizem sobre mim ou a geração beat – eu lhe asseguro que a geração beat é um movimento honesto e, se a crítica é ‘Para onde vocês

estão indo?’ a resposta é ‘Nós chegaremos lá’. Naturalmente. Um dia visitarei o Brasil e o verei, meu caro senhor, e anseio por isso. Se não for a nenhum outro lugar, irei ao Brasil. Enquanto isso continue o seu trabalho e tenha fé em sua própria alegria ou talvez em sua tristeza (na tradição latina) ...Laurence (sic) Ferlinghetti e Allen Ginsberg estão indo a Santiago Chile em fevereiro e visitarão o Brasil também... Mas eu vou ficar em casa para escrever um novo romance. Salud, hombre, Jack Kerouac”. Reparei num detalhe importante: o cartão fora postado na agência de correio de Northport, onde Kerouac morava com a mãe, Mémère. O carimbo indicava a hora e o dia: 6:30 PM, December 24, 1959. Pensei: o velho Jack não teria nada melhor a fazer na véspera de Natal do que ir ao correio mandar um postal para Curitiba?

Em 1992, topei com uma nota no suplemento literário do New York Times: Ann Charters, a maior especialista em geração beat, pedia colaborações para um livro de correspondência de Kerouac que pretendia editar. Enviei-lhe uma cópia do cartão e recebi um simpático agradecimento. Tive de esperar até 1999, quando saiu o segundo volume, “Jack Kerouac: Selected Letters 1957-1969” (Penguin). À página 237, estava o texto do cartão de Kerouac, com a anotação de Charters: “Na véspera do Natal de 1959, Kerouac colocou um disco de “A Paixão segundo São Mateus”, de Bach, e sentou-se para escrever ao velho amigo Allen Ginsberg. (...) Escreveu também um cartão para um fã no Brasil chamado Roberto Muggiati, que comentou: ‘Uma data significativa para um católico como Kerouac. E pensem na sua solidão na

véspera de Natal!’”. No ano passado, numa crise de desapego, resolvi submeter o cartão a um leilão de manuscritos e livros raros da Sotheby’s de Nova York. O cartão não foi arrematado. Agora, em maio de 2014, um jovem casal amigo – Patrícia e Raupp – o resgatou para mim. Calculei as distâncias que o cartão de Kerouac viajara: Northport-Curitiba, CuritibaRio, Rio-São Paulo-Rio (trabalhei dois anos na capital paulista, na equipe inicial da “Veja”), Rio-Nova York-Rio. O pequeno retângulo de cartolina, datilografado talvez na mesma máquina que escreveu “On the Road”, assinado e corrigido com caneta esferográfica azul, depois de percorrer 25 mil km, voltou teimosamente a minhas mãos – e a repousar entre as páginas amarelecidas de “Mexico City Blues”.

Postal enviado a Roberto Muggiati por Jack Kerouac, de Northport a Curitiba, na véspera do Natal de 1959


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JOÃO PAULO MACHADO/DIVULGAÇÃO

Produtora fala do futuro da ‘Noite Negra’ (92) 3090-1042

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Cultura regional rumo ao exterior LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

“É

só por meio da sua cultura que você é valorizado no exterior”. Essa máxima é levada ao pé da letra pelo violinista amazonense Raimundo Nilton, que foi convidado para ministrar um curso de música brasileira no projeto “Strings Without Boundaries”, da Georgia State University, em Atlanta, nos Estados Unidos. O convite partiu da norte-americana Julie Lyonn Lieberman, também violinista e considerada pioneira no ensino de música de improvisação. Raimundo embarca no próximo dia 12 e o curso será realizado de 13 a 18 deste mês. Nascido no município de Coari, o violinista é graduado em Educação Musical pela Universidade de Brasília, onde ensina esse instrumento desde 1986 na Escola de Música de Brasília. Interessado em tocar música de improviso, para exercitar a sua musicalidade e criatividade – e ampliar o repertório do violino além da tradicional música clássica –, Nilton encontrou profissionais que investiam nessa área durante uma viagem para os EUA, no fim da década de 1990. Foi nessa época que ele conheceu Lieberman, no Colorado. “Ela é uma estudiosa do bem-estar do músico e tem livro escrito sobre isso. Soube do projeto por um anúncio e mandei material sobre o meu trabalho. Ela gostou e me convidou”, conta o amazonense. Raimundo diz que a iniciativa se refere a toda música produzida sem preconceito. “É música improvisada numa linguagem universal. Não interessa de onde você vem”, diz. “A linguagem é a da música improvisada e o conhecimento é passado oralmente porque música é som, você tem que ouvir”. O violinista revela que pretende incluir nas suas aulas lições de xote, baião, choro e bossa nova para violino, viola clássica e violoncelo. “Tem professor que vai ensinar jazz, música irlandesa,

blues, música folclórica. Além da Julie, não conheço mais ninguém desse curso. Para mim, vai ser um grande intercâmbio porque todas essas pessoas tem experiência com música improvisada. Vou ter a oportunidade de assistir às aulas também. Quero entrar em contato com outras pessoas para fazer com que criem interesse pela música brasileira e a coloquem nos seus programas”, ressalta. Ensino raro Raimundo Nilton observa que, no país, ainda é inédito o ensino da música brasileira na área das cordas friccionadas – o violino, a viola e o violoncelo, instrumentos que se tocam com o arco. “No Brasil, se você decidir aprender violino, vai estudar a

POPULAR

Além das aulas de violino na Escola de Música de Brasília, Raimundo Nilton desenvolve uma carreira na qual usa esse instrumento como se fosse a rabeca, um tipo de violino popular música clássica europeia, basicamente. São raras as escolas e as pessoas disponíveis para ensinar a música brasileira para esses instrumentos”, analisa. Além das aulas de violino, Raimundo desenvolve uma carreira na qual usa esse instrumento como se fosse a rabeca, um tipo de violino popular. “Meu repertório é formado por xote, baião, choro”, afirma. Essa musicalidade tem a ver com as suas raízes. “Meus bisavós vieram do Ceará e tenho a música nordestina em mim”, diz o professor. “Mas na escola falavam que não era uma música que eu deveria tocar porque não é a que se estuda”. Trajetória Raimundo Nilton ouviu o som da rabeca pela primeira vez ainda em Coari. Depois

que a família se mudou para Manaus, seu pai foi contratado pelo Conservatório de Música Joaquim Franco, da Universidade (Federal) do Amazonas, e colocou os filhos para estudar música. O violino foi escolhido por Raimundo, aos 14 anos. “Em meados de 1970, ainda não havia curso superior de música em M a naus. Fui para o Rio de Janeiro e entrei na Academia de Música Lorenzo Fernandez, uma escola pequena. Estudei lá durante um ano e me transferi para a Universidade de Brasília, onde me formei”, conta o amazonense que é mestre em Jazz Studies Perfornance pela Universidade de Nevada, em Las Vegas. A última vez que o violinista esteve em Manaus como performer foi em 2013, com o projeto “Gonzagueando”, no bar Fino da Bossa. Já teve a oportunidade de tocar nos Estados Unidos e diz que a aceitação é sempre muito boa. “O público de lá não espera que a música brasileira seja tocada no violino”. Ele também já gravou dois CDs – “Violinando” e “Dez Dias da Obra de Hermeto Pascoal” – e pretende lançar no próximo ano um terceiro focado em lendas da Amazônia. “São dez composições instrumentais minhas para violino e quero aproveitar para divulgar a cultura da região no exterior”, adianta.

REPRODUÇÃO

O professor e violinista amazonense Raimundo Nilton foi convidado para ministrar um curso de música brasileira em Atlanta, EUA

Músico amazonense defende a inclusão de músicas brasileiras no ensino do violino


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>> Recital

As irmãs Fátima Roman e Sandra Rocha na concorridíssima posse da nova presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargadora Graça Figueiredo, no Teatro Amazonas

>> Objeto de desejo

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

Raymison e Tânia Souza durante coquetel no Teatro Amazonas

Gisele e o corregedor-geral de Justiça, desembargador Flávio Pascarelli, na posse que movimentou a cidade, na quinta-feira

Juliana Frollmer enchendo de charme evento que reuniu poderosos da cidade

>> Resíduos

>> Festão . Um fenômeno da música pop dos anos 90 vai desembarcar no Brasil neste mês, para uma festa que promete parar São Paulo. . Trata-se do grupo francês Gipsy Kings, que levará todo o seu flamenco cigano ao aniversário de Sergio K – o dono da badalada marca que leva seu nome - no dia 18. E o empresário avisa: mais surpresas ainda estão por vir! Lembrando que a celebração dos 30 anos de K também vai contar com show do É o Tchan – outro sucesso dos 90. Os 400 convidados podem esperar ainda por outras performances excêntricas, que já são de praxe nas festas de Sergio – mulheres seminuas servindo drinks e anões distribuindo preservativos já florearam alguns de seus aniversários. Vai sacudir Sampa!

. A estilista Charlotte Olympia, que produz um trabalho sempre com uma pegada divertida e com destaque, não esqueceu da Copa do Mundo no Brasil. Ela apresentou sua mais nova coleção cápsula inspirada no Mundial. A designer pegou a clutch transparente de acrílico já consagrado de sua marca e deu uma repaginada, nascendo assim a Hat Trick Pandora, inspirada nas bandeiras dos países, que participam da Copa. . Para quem não sabe, Charlotte Olympia tem um pezinho em terras brazucas! Sua mãe é a ex-modelo brasileira Andrea Dellal, que nos anos 80 era queridinha de nomes como Thierry Mugler, Gaultier e Valentino. As bolsas estarão disponíveis nas lojas da Charlotte Olympia de Miami, Beverly Hills, NY e Londres

O deputado Arthur Bisneto, com a simpatia de sempre, em evento esportivo no estádio da Colina

. O governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama), concluiu o Plano de Resíduos de Saúde dos nove municípios do Alto Solimões (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Tabatinga, Amaturá, São Paulo de Olivença, Tonantins, Santo Antônio do Içá, Jutaí, Fonte Boa. . O plano aponta e descreve como deverá ser feito o manejo e tratamento dos resíduos de saúde, com as características e riscos, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte e disposição final, bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente. . Conforme levantamento disposto no plano, os nove municípios somam 43 estabelecimentos de saúde, de pequeno e médio porte, distribuídos entre Unidades Básicas de Saúde, unidades mistas, postos de saúde, centros de saúde, maternidades e hospitais. Além das clínicas particulares, consultórios odontológicos, laboratórios e drogarias.

QUADRINHOS DIVULGAÇÃO

. Na próxima segunda-feira, a praça de alimentação do Shopping Ponta Negra terá uma atração especial. . O pianista Luciano Dantas apresentará o recital de piano “Alma Amazônica”, em homenagem à comemoração do aniversário de 109 anos do músico amazonense Arnaldo Rebello. . Arnaldo Rebello escreveu mais de 100 composições típicas do Amazonas e das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. O artista foi para a Europa em 1930, com uma bolsa de estudos concedida pelo governo brasileiro. Arnaldo foi professor efetivo da Escola Nacional de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor honorário da Universidade Católica de Salvador (BA) e do Instituto de Música José Maurício de São Paulo. O gerente de marketing do shopping, Rafael Fiedler, comenta : “Nosso propósito é estarmos sempre de portas abertas para a cultura local e temos conseguido trazer para o shopping várias iniciativas diferenciadas”, afirma Rafael.

O livro “Último Aviso”, de Franciska Becker, inaugura o selo Barricada, da editora Boitempo

Crônica bem-humorada da vida Uma crônica contemporânea e bem-humorada da vida cotidiana, protagonizada na maior parte das vezes por mulheres. São os pontos comuns das histórias reunidas em “Último Aviso”, obra que chega às livrarias na próxima semana, inaugurando o Barricada, selo de quadrinhos da editora Boitempo. O livro faz uma seleção de cartuns e quadrinhos curtos da alemã Franziska Becker, 64, publicados em diferentes jornais e revistas. Famosa em seu país, ainda é pouco conhecida no Brasil. Os que já leram histórias da argentina Maitena, criadora da série “Mulheres Alteradas”, possivelmente verão

muita semelhança. Com um estilo assumidamente influenciado por pintores e ilustradores do século 19, ela diz manter a “mente aberta” para qualquer tipo de situação que possa ser representada visualmente. O olhar feminino dado ao tema não deveria ter muita diferença se comparado ao ponto de vista masculino. Mas, segundo ela, tem. “Uma mulher conhece um pouco mais o interior das experiências dela própria e do dia a dia feminino”, diz a autora. “Talvez as mulheres, por serem mais marginalizadas, sejam capazes de observar os absurdos sociais

e políticos de uma forma mais afiada.” Esse olhar mais aguçado , segundo ela, se ampliou com o aumento do número de autoras no cenário mundial de quadrinhos. Mas está ainda bastante aquém em relação aos homens. “Quando comecei, muitos anos atrás, o número estava próximo de zero”, afirma. A minoria, no entanto, não seria um motivo para enfrentar a questão sem bom humor, segundo ela. “As mulheres precisam rir sobre a vida e sobre elas mesmas.” Em seus quadrinhos, há exemplos disso de sobra. Por Paulo Ramos


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Diversas artes em

um só espaço Projeto “Noite Negra” é anual e dedicado a shows de bandas locais de heavy metal LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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úsica, projeções de vídeos e intervenções cênicas e plásticas compuseram o espetáculo “Noite Negra”, projeto da Picolé da Massa Produções cuja primeira edição foi realizada no dia 7 de junho, no Pombal Espaço Alternativo. A iniciativa é anual e voltada para bandas locais representantes do estilo heavy metal e seus derivados. A atração de estreia foi a Nekrost, escolhida por causa da experiência e performance do grupo, segundo Keila Serruya, uma das integrantes da produtora. Keila explica que o nome “Noite Negra” é uma referência as peças de roupas negras que os headbangers costumam vestir. “A ideia inicial era usar um espaço todo negro, sem luz para o show. Mudamos de ideia e tudo deu certo. Mas o projeto propõe uma visualidade específica para cada banda”, diz. Ela enfatiza ainda que o projeto está previsto para acontecer em espaços não convencionais, provavelmente sempre no mês de julho. Para o próximo ano ainda não foi fechado acordo com nenhuma outra banda, mas Keila revela que, entre as bandas de metal que admira estão a Brutal Exuberância, Eisenhower e Evil Syndicate. Entretanto, a produtora garante que o envolvimento de várias linguagens artísticas é primordial no projeto. “Senão ele se transforma em um show qualquer, e não é isso queremos, pode ter certeza”, avisa. “Não tem como pensar em música sem pensar no cênico, sem pensar no movimento e nas possibilidades que a tecnologia lhe dá”. Graças a qualidade da equipe que se envolveu na estreia da “Noite Negra”, Keila afirma que a primeira experiência correspondeu as expectativas. Embora já tenha proposto esse híbrido de linguagens no palco – primeiro com a cantora Elisa Maia e depois no lançamento do CD da Banda Roodie –,

Keila Serruya observa que não lembra de ter visto um projeto semelhante ao “Noite Negra” na cidade. “Até 2012 estava à frente do festival Até o Tucupi e sempre achei importante trazer intervenções cênicas e plásticas e ter projeções no fundo, mas nunca rolou um videoinstalação simultânea ao show, por exemplo. A ‘Noite Negra’ é um processo de educação do olhar e de educação auditiva. Fico feliz pelo resultado e em saber que a intervenção do (ator e diretor) Luiz Vitalli no começo do show causou tanto estranhamento aqueles jovens que vão apenas para show de metal. Gostei de ver alguns amigos LGBTs vendo uma travesti como uma caricatura do diabo projetada de forma gigantesca em um muro”, comenta. O vocalista da Nekrost, Glauber Rico, afirma que a banda nunca havia tocado tão próxima do público como na estreia da “Noite Negra”. “O objetivo do projeto é muito bom. E tocamos para uma plateia nova. Essa renovação de público é bemvinda porque se por um lado uma parte não conhecia o som da banda, por outro lado já ficou conhecendo”, diz. Em agosto ou setembro, os integrantes do grupo planejam lançar o CD “The Dark Path”. Além de Keila Serruya, que dividiu a produção com Thiago Hermido, participaram desse projeto Adroaldo Pereira (direção de arte), Luiz Vitalli (performance), Cris Silva (projeções e vídeo instalações), Patrícia Fonttine (intérprete dos vídeos projeções), Marcos Magalhães (designer gráfico), Diego Batista (iluminação), Tamiris Lima, Felipe Fernandes, Felipe Fayal e Marcos Serruya (apoio técnico), Robert Coelho (videomaker), João Paulo Machado (fotógrafo), Thiago Grivot (técnico de som), Jessica Vincetine e Thiago Hermido (comunicação) e Vitor Alfaia (artesão da máscara). Um vídeo resumo da “Noite Negra” está disponível no link https://vimeo.com/98755355.

A banda Nekrost foi a escolhida para a estreia da iniciativa da produtora Picolé da Massa

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FOTOS: JOÃO PAULO MACHADO/DIVULGAÇÃO

A primeira edição do evento foi realizada dia 7 de junho, no Pombal


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FOTOS: REPRODUÇÃO

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‘Freud e a Cocaína’ traz psicanálise e remédios

O livro de David Cohen tem o mérito de recuperar o cenário de usar a droga como fármaco e dá maus aspectos psicológicos às personagens da obra

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m uma cena do filme “Gênio Indomável” (1997), o professor de psicologia interpretado por Robin Williams apresenta aos alunos o pai da psicanálise: “Na próxima aula, falaremos sobre Freud e o por quê de ele ter usado cocaína suficiente para matar um cavalo pequeno”. O livro “Freud e a Cocaína”, do documentarista britânico David Cohen, é uma história das razões que levaram Freud a se tornar usuário da droga. Após experimentar cocaína pela primeira vez em 1884 (por via oral; no século 19, o hábito de inalar cocaína ainda não existia), o médico vienense continuou a usá-la até pelo menos a primeira década do século 20. Além disso, Freud recomendou o uso da droga à noiva (e depois mulher), Martha Bernays, e a amigos como o fisiologista Ernst Fleischl, viciado em morfina. Para ele, era uma ferramenta para melhorar a disposição, o raciocínio e até para enfrentar erupções de pus no nariz. Tudo isso acontecia de forma legal -no fim do século 19, a cocaína era um fármaco comum, vendido sem receita, a exemplo de outras substâncias hoje proibidas. O livro de Cohen tem o mérito de recuperar esse cenário. Por outro lado, “psicologiza” (no mau sentido) seus personagens. O autor tenta atribuir o interesse de Freud pela cocaína à sua vida familiar, passando em revista as dificuldades financeiras de seus pais, um estelionato cometido por seu tio e um suposto caso amoroso entre sua mãe e seu meioirmão Philipp. Cohen também pesa a mão

TRIUNFALISMO Livro desconstroi triunfalismo farmacêutico e da psicanálise, mostrando que nem a “cura pela fala” nem o uso de remédios no tratamento de doenças mentais são absolutos

ao responsabilizar o psicanalista pela morte do amigo Fleischl, para quem o uso de cocaína, embora parecesse promissor no início, levou a um vício ainda mais devastador que a morfina. Para o autor, Freud se reve-

lou um mestre do autoengano ao continuar defendendo a utilidade clínica da cocaína mesmo depois de ver que Fleischl tinha piorado. Apesar de ter sido pioneiro da “cura pela fala”, Freud também se mostrava otimista, no fim da vida, com a perspectiva de resolver doenças mentais com remédios, criados a partir do conhecimento da biologia cerebral. As últimas décadas viram avanços nesse campo, mas drogas capazes de curar depressão ou esquizofrenia ainda não existem. Apesar dos exageros, livro ajuda a desconstruir tanto o triunfalismo farmacêutico quanto o da psicanálise.

Após experimentar cocaína pela primeira vez em 1884, o médico vienense continuou a usá-la até pelo menos a primeira década do século 20

Para autor, Freud foi mestre do autoengano ao defender utilidade clínica da cocaína mesmo depois de ver seu fracasso

REPRODUÇÃO

HOMENAGEM

Melodia que traduz sentimento LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

“Alma Amazônica”, título do recital que o pianista alagoano Luciano Dantas preparou em homenagem ao compositor e pianista amazonense Arnaldo Rebello (1905-1984), é uma referência ao sentimento que o artista reservava à Amazônia e como suas peças estão ligadas à cultura da região. A apresentação está marcada para segunda-feira, dia 7, a partir das 20h, no Shopping Ponta Negra. O primeiro contato de Luciano Dantas com a obra de Arnaldo Rebello aconteceu quando estudava num conservatório em Aracaju. A primeira composição que ouviu foi “Lundu Amazonense”, por meio de uma professora que inclusive havia trabalhado com o artista amazonense em Salvador. “Eu me empolguei com o que ouvi e pedi a ela que me apresentasse outras músicas dele”, conta. Entre as obras selecionadas por Luciano para o seu recital estão as “Valsas Amazônicas”,

que ele considera “verdadeiras pérolas”. São elas, “Evocação de Manaus”, “Vitória Régia”, “Lúcia”, “Coração de Ouro”, “Leonora”, “Tarde no Igarapé”, “Igapós ao Luar” e “Obrigado Creuza”. O pianista tocará ainda um pouco de outros gêneros musicais que Arnaldo Rebello compôs, entre eles “Lundu Amazonense”, “Lundu do Tio Juca”, “Chorinho na Canoa”, além de “Desafio”, “A Menininha da Rosa” e “Dança da Correnteza”. Técnica No ano de 1990, Luciano mudou-se para Manaus, onde manteve um contato maior com as composições de Arnaldo Rebello, graças aos estudos com professoras como a pianista Ivete Ibiapina. “Há 5 anos eu apresento recitais onde interpreto somente as peças dele. Gosto muito de músicas com ritmos e ele compôs lundus, chorinhos. As obras do Arnaldo retratam muito bem a cultura local, como os costumes, paisagens e lendas amazônicas”,

analisa Luciano. O pianista observa que não há dificuldades técnicas nas criações de Arnaldo Rebello. “Ele se preocupava mais com o sentimento do que com a técnica. A maioria dos compositores de antigamente, como Beethoven e Mozart, compunha para sobreviver. O Arnaldo era, basicamente, um educador musical. Era também intérprete, mas não vivia disso. Então, quando escrevia, não era por encomenda, e sim, porque queria. Suas composições são providas de um cunho sentimental muito grande”, comenta Luciano. Para o alagoano, Arnaldo Rebello é um artista amazonense que precisa ser mais valorizado. “Ele foi um divisor de águas porque criou o recital didático em que, além de tocar uma peça, o artista conta um pouco sobre determinado compositor. Suas apresentações eram verdadeiras palestras”, elogia Luciano, que estuda e toca piano há 30 anos. No mês passado, ele lançou um CD independente onde

interpreta composições de bossa nova (“Garota de Ipanema”, “Eu Sei que Vou te Amar”), MPB (“Como É Grande o Meu Amor Por Você”) e do pop internacional (“Yesterday”, “Evergreen”). Essencialmente, a produção de Arnaldo Rebello é voltada para o piano. A sua obra abrange, além de canções típicas do Amazonas, ritmos das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país. Ele morreu no dia 8 de maio de 1984, no Rio de Janeiro.

SERVIÇO RECITAL “ALMA AMAZÔNICA” Onde Praça de alimentação do Shopping Ponta Negra (avenida Coronel Teixeira, 5.705, Ponta Negra) Quando amanhã, às 20h Quanto acesso gratuito

Alagoano, Dantas diz que Rebello deve ser mais valorizado


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate GLOBO

TV Tudo Até que não foi ruim Se os resultados de “Em Família” fossem outros e a novela não observasse tamanha turbulência durante o caminho, ela poderia continuar em exibição até o início de agosto. Não existia outro plano. A Globo contava com isso ou um pouco mais. Tanto assim que... Os contratos ”por obra”, com uma boa maioria do seu elenco, foram negociados até o fim de setembro. Para essas pessoas em questão, serão dois meses recebendo sem a obrigação de trabalhar.

Caminho sem volta Terça-feira, no Rio, aconteceu uma festa de confraternização com o pessoal do “Superstar”, da Globo, que terá sua grande final neste domingo. Os resultados comerciais, de audiência e a repercussão na internet foram bastante comemorados pela equipe. Ainda durante esse momento de festa, o diretor de núcleo, Boninho, declarou que o futuro da TV é ter cada vez mais programas ao vivo. E a Globo certamente não será indiferente a essa tendência.

Amanda no ar Amanda Françozo estreia amanhã, 7, na Rede Brasil de Televisão o programa “A Tarde é Show”. Diário e ao vivo, com exibição das 16h30 às 17h30, vai abordar temas relacionados à qualidade de vida, bem-estar, moda, beleza, além da participação do jornalismo. O programa também será transmitido na Internet. Quebrando tabu Foi bastante interessante verificar que não existiu barulho nenhum, como repercussão do beijo das

Mário Adolfo

personagens da Giovanna Antonelli e Tainá Muller na novela “Em Família”. Além de tudo o que isso

significa, a partir de agora ninguém mais será obrigado ouvir se vai ter beijo ou não? O mundo girou.

• O “Extra Ordinários”, do SporTV, continua em destaque no período da Copa do Mundo... • ... É mais um daqueles, como o Boni sempre se referiu, sucesso na mídia... • ... Com boas chances de entrar na grade normal, uma vez por semana... • ... Difícil encontrar numa outra TV, coisas que são ditas por lá... • ... Por exemplo: Maitê Proença dizer “que o antônimo de boceta é piroca”... • ... Aliás, no entender de alguns, determinadas artistas, quando atingem certo limite, começam “decisar”... • ... Falam isso sobre Susana Vieira, que diz tudo que vem a cabeça e agora sobre a Maitê... • ... O sinônimo mais próximo, segundo essas mesmas pessoas, é “desbocadas”.

Queda de braço O Viva tem interesse em estrear na sua programação o infantil “Xou da Xuxa”, informação inclusive já dada neste espaço. Só que para isso existe a necessidade de um amplo entendimento do canal de reprises com a Globo, como “dona do brinquedo”, e com a própria Xuxa, no caso do direito de imagem. Algo, que aqui do lado de fora, imagina-se, não está sendo nada fácil. Toda a questão encontra-se mesmo nas altas esferas das duas empresas, que operam com independência apesar de pertencerem ao mesmo grupo de comunicação.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini A Globo confirma para dia 14 a volta do “Programa do Jô”. E é evidente que nessa ausência, exclusiva para o período da Copa, tanto o apresentador quanto sua equipe acompanham os registros de audiência das séries exibidas no horário, como “Revenge” e “Under The Dome”, com números bem significativos. Resta saber o que isso poderá significar no futuro. No mínimo, provoca uma pressãozinha.

Márcio Braz E-mail: mbrazsantana@gmail.com

O legado de ‘tristes trópicos’

Regi

Gilmal

Elvis

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009) é, sem dúvida, um dos mais importantes intelectuais da humanidade. Pai da chamada antropologia estrutural, Lévi-Strauss buscou elucidar com sua obra a tentativa de compreender o Outro, a cultura dos chamados povos primitivos, a estrutura e as leis que a regulam. Em “Tristes Trópicos” estamos diante de uma obra prima da literatura mundial. Escrita inicialmente para ser um romance, a obra acabou tomando contornos paradoxais: ao tentarmos buscar o antropólogo nos deparamos com o prosador, ao tentarmos encontrar o prosador nos deparamos com o antropólogo. Escrita 15 anos depois de seu trabalho de campo no Brasil, “Tristes Trópicos” é marcado por uma fina ironia, reflexão profunda e de expressão melancólica. A melancolia é expressa já no título do livro onde, segundo Lévi-Strauss, o pôr do sol visto no Brasil o remetia ao sentimento em voga. O antropólogo contribuiu de forma expressiva para que se diminuísse as fronteiras cognitivas entre os povos. A reflexão para que a humanidade entendesse que o mundo é feito de povos e culturas das mais diversas, cujas práticas têm uma finalidade e importância para cada grupo, ganhou em “Raça e Cultura” a peculiaridade e a grandeza dos grandes mestres. “Tristes Trópicos” nos leva a pensarmos sobre o assunto discutido semana passada a respeito da visão de alguns jogadores sobre a cidade de Manaus. Em primeiro lugar trata-se de uma completa falta de informação (o que se esperar da grande maioria?) pois hoje, com a revolução informacional, não se pode tomar como desculpa o que já se está consolidado. Pelo menos em boa parte dos países, a comu-

nicação é parte de suas dinâmicas, logo, a busca pela informação é mais uma questão de opção – esta formada pela educação – do que à revelia. É o mesmo estigma do caso africano. É contraditório e ao mesmo tempo fascinante pensarmos em como a região que “pariu” a humanidade é hoje o território mais pobre e “desconectado” do mundo. A falta de mão-de-obra qualificada além das redes de telecomunicações serem parcas e de tecnologia precária é um exemplo claro da falta de atrativos que a região exerce em outros países do ponto de vista de investimentos. Portanto, se as políticas públicas locais e internacionais não oferecem interesse na solução desses e de outros problemas, os indivíduos fazem de tudo para incluírem-se na Nova Era. Ditadores, pequenos grupos políticos regionais e “alguns nós de gestão financeira e internacional” procuram se aproveitar ao máximo das vantagens oferecidas pelo poder e acabam por fazer parte de redes de conexão como o caso das redes do crime, das drogas, dos grupos de extermínio etc. Segundo alguns dados de especialistas, mais da metade da população africana não tem acesso à internet. O domínio do computador se restringe a pequenas atividades de rotina burocrática; a quantidade de energia consumida na região é pequena o que acaba por não favorecer a rede elétrica e sem eletricidade como fazer parte da revolução informacional? Sem dúvida, o legado de “Tristes Trópicos” pode ser entendido através de diversos matizes. Os vínculos entre os povos e a compreensão de suas identidades são aquilo que Lévi-Strauss chama de “antropologia”, uma linha que liga todos os povos e nos faz ser únicos, unos.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

Segundo alguns dados de especialistas, mais da metade da população africana não tem acesso à internet. O domínio do computador se restringe a pequenas atividades de rotina burocrática”


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Programação de TV

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9h30 – Popeye

SBT

10h15 – Irmão Caminhoneiro

5h – Jornal Da Semana 6h – Igreja Universal 7h – Brasil Caminhoneiro 7h30 – Planeta Turismo 8h30 – Vrum 9h – Sorteio Am. Dá Sorte 10h – Domingo Legal 14h – Eliana 18h – Roda A Roda Jequiti 18h45 – Sorteio Da Telesena 19h – Progr. Silvio Santos 23h – De Frente Com Gabi 0h – Nikita 1h – Alvo Humano 2h – Pessoa De Interesse 3h20 – Big Bang 4h – Igreja Universal

Horóscopo

10h20 – Pé Na Estrada – Boletim 10h45 – Verdade E Vida

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Esperar não é de seu temperamento. Você prefere sair fazendo. Mas, neste momento, talvez tenha que agir com a mente, isto é, refletir, ao invés de tentar sair fazendo coisas. TOURO - 20/4 a 20/5 Você tende a estar muito envolvido com algo que está sentindo em relação ao trabalho. As dificuldades materiais se afastam e você começa a pensar em novos projetos. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Momento estimulante para os relacionamentos próximos e associações. Mas o espírito crítico está presente, prejudicando aquilo que poderia ser muito melhor e mais completo. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento para se dedicar às tarefas cotidianas, no campo do conforto e saúde pessoal assim como no trabalho. Suas esperanças se renovam pela abertura de novos horizontes. LEÃO - 23/7 a 22/8 É tempo de pensar em suas relações de um ponto de vista útil e produtivo. mais do que discutir e tentar acertar pontos impossíveis com as pessoas,. Firme o que lhe faz bem. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Momento favorável para cuidar da casa e do ambiente doméstico. Evite ser crítico com as pessoas próximas. As relações se enriquecem e trazem renovação para as esperanças. LIBRA - 23/9 a 22/10 Procure ser objetivo nos assuntos a tratar, mas sem ferir a sensibilidade alheia. Perceba como há no ar novas possibilidades rondando o trabalho. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 As preocupações se voltam para a lida com posses materiais e dinheiro. Nada de importante deverá acontecer, mas seus sentimentos teimarão em se preocupar demais. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Disposição oscilante e imaginação muito fértil nas lidas de rotina. Depois de lidar com os pequenos problemas cotidianos, busque o contato com sentimentos e anseios profundos. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 É tempo de se ocupar da produção material e organização de seus proventos financeiros. Estímulo para o convívio social, mas o espírito crítico pode gerar desconfiança. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Prepare o espírito para o futuro, contatando as esperanças que agora se renovam. Você se fortalece em seus sentimentos amorosos e naquilo que acende sua vontade de viver. PEIXES - 19/2 a 20/3 Tendência a se recolher e a dedicação exagerada às preocupações, talvez com saúde ou com problemas materiais. Convém não se deixar levar completamente por preocupações.

5h35 – Amazônia Rural 6h05 – Pequenas Empresas, Grandes Negócios

11h – Porsche Cup - Gp De

6h40 – Globo Rural

Interlagos/sp

8h – Fórmula 1 – Grande Prêmio

14h – Band Esporte Clube

Da Inglaterra

14h45 – Fórmula Indy – Gp De

5h – Tartarugas Ninja 6h – Popeye 6h30 – Sta Missa No Seu Lar 7h30 – Sabadão Do Baiano 8h – Power Rangers + Popeye

Cinema

4h35 – Santa Missa

– Boletim

BAND

O ator Bruce Willis (à direita) encabeça o elenco de “Red - Aposentados e Perigosos”, na Globo

GLOBO

9h45 – Informercial – Polishop

Pocono/eua

9h48 – Auto Esporte

15h – Copa Do Mundo

10h08 – Esporte Espetacular

– Compacto

12h – Esquenta

17h – Terceiro Tempo

13h45 – Temperatura Máxima

19h – Band Na Copa

16h05 – Domingão Do Faustão

20h – Só Risos

19h45 – Fantástico

21h – Pânico Na Band

22h10 – Superstar

0h – Band Na Copa

23h35 – Domingo Maior – Red

0h30 – Canal Livre

– Aposentados E Perigosos

1h30 – Show Business – Reapre-

1h30 – Sessão De Gala

sentação

– Número 9

2h20 – Diário Da Copa

3h15 – Hawaii Five-0

3h – Igreja Universal

4h – Festival De Desenhos

Cruzadinhas

ESTREIAS Transformers - A Era da Extinção: EUA. 12 anos. Alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelos humanos, que não desejam passar por apuros novamente. Quando Cade encontra um caminhão abandonado, ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa entrariam na mira das autoridades americanas. Cinemark 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 18h30 (3D/dub/exceto sexta-feira), 22h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 18h (3D/leg/exceto sexta-feira e sábado), 21h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 18h30, 21h50 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 18h30 (3D/dub/exceto sexta-feira e sábado), 22h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 17h10 (3D/leg/exceto sexta-feira), 21h10 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 18h30 (3D/dub/exceto sexta-feira), 22h (3D/dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 18h (3D/leg/exceto sexta-feira), 21h30 (3D/leg/diariamente); Playarte 1 – 15h05, 20h25 (3D/dub/exceto sexta-feira), 20h20 (3D/dub/somente sexta-feira). O Céu É de Verdade: EUA. Livre. Baseado no livro homônimo, “O Céu É de Verdade” traz para as telas a história real de um pai de uma cidade pequena que precisa encontrar coragem e convicção para dividir com o mundo a extraordinária história de seu filho. O ator Greg Kinnear interpreta Todd Burpo e Kelly Reilly interpreta Sonja Burpo, o casal real cujo filho Colton (Connor Corum) afirma ter visitado o Céu durante uma experiência de quase morte. Colton conta os detalhes de sua jornada com a inocência de uma criança e fala com naturalidade sobre coisas que aconteceram com ele antes de seu nascimento… coisas que ele não poderia saber. Todd e sua família são então desafiados a examinar o significado deste evento notável. Cinépolis Ponta Negra 2 – 18h10 (leg/exceto sexta-feira). Khumba: EUA. Livre. Acusada por seu supersticioso bando de trazer azar para o grupo, uma jovem zebra que tem listras em apenas metade do corpo embarca numa perigosa jornada em busca da normalidade. Cinemark 4 – 14h40, 19h10 (3D/dub/exceto sexta-feira), 12h30 (dub/diariamente), 16h50 (dub/exceto sextafeira); Cinépolis Millennium 3 – 13h55, 16h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 13h50, 16h (3D/dub/exceto sexta-feira e sábado); Cinépolis Ponte Negra 4 – 13h30 (3D/dub/exceto sexta-feira e sábado), 16h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h30, 19h45 (dub/exceto sexta-feira); Kinoplex 3 – 16h10 (3D/dub/diariamente). O Espelho: EUA. 14 anos. Tim e Kaylie são dois irmãos traumatizados pela morte inexplicada dos pais. Quando Tim sai de um hospital psiquiátrico, após anos internado, ele tem certeza de que a causa da tragédia familiar é um grande espelho que acompanha a família há séculos. Cercados por fenômenos paranormais, os dois tentam provar que o objeto é o verdadeiro responsável pela sangrenta história de seus ascendentes. Cinemark 5 – 16h30, 18h50 (dub/exceto sexta-feira), 21h30 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Ponta Negra 9 – 15h15 (dub/exceto sexta-feira), 21h (leg/sexta-feira); Playarte 1 – 13h, 18h20 (dub/exceto sexta-feira), 13h15, 23h35 (dub/somente sexta-feira), 23h40 (dub/somente sábado). Não Aceitamos Devoluções: EUA. 12 anos. Valentin sempre levou uma vida despreocupada no México, saindo com várias mulheres e alternando entre pequenos trabalhos. Um dia, uma mulher bate à sua porta e lhe deixa um bebê, dizendo ser sua filha. Apesar da surpresa inicial, Valentin se muda para os Estados Unidos e cria a pequena Maggie durante vários anos, tornando-se um homem responsável e encontrando um emprego fixo como dublê em filmes de ação. Seis anos mais tarde, a mãe de Maggie reaparece, com a intenção de levar a filha de volta com ela. Cinépolis Ponta Negra 8 – 17h45 (dub/exceto sexta-feira), 20h45 (leg/diariamente). Causa e Efeito: BRA. 14 anos. O policial Paulo (Matheus Prestes) enfrenta um grande trauma, após perder a esposa e o filho em um acidente de carro. Ele não consegue aceitar o fato de que o responsável pelo crime não tenha sido punido, e acaba decidindo fazer justiça com as próprias mãos. Paulo passa a matar outras pessoas, mas não consegue assassinar Madalena, quando descobre a sua triste história de vida. Os dois se apaixonam e fogem juntos, usando as palavras de um padre, um pastor e um espírita para reconstruir as suas vidas. Cinépolis Ponta Negra 10 – 19h (exceto sexta-feira), 21h45 (diariamente).

CONTINUAÇÕES Os Muppets 2 – Procurados e Amados: EUA. Livre. Cinemark 5 – 11h15 (dub/diariamente), 13h15 (dub/exceto sexta-feira); Cinépolis Ponta Negra 8 – 15h (dub/exceto sexta-feira). Amazônia: BRA. Livre. Cinemark 2 – 11h10, 13h10 (diariamente), 15h20 (exceto sexta-feira); Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h (diariamente); Kinoplex 1 – 14h30 (diariamente). Um Plano Brilhante: EUA. 12 anos. Playarte 2 – 18h30, 20h30 (leg/exceto sextafeira), 20h, 22h (leg/somente sexta-feira), 22h30 (leg/somente sábado). Transcendence: EUA. 12 anos. Cinépolis Ponta Negra 3 – 22h10 (leg/diariamente); Playarte 10 – 13h05, 20h45, 23h05 (dub/ somente sexta-feira), 13h40, 16h05, 18h30, 20h55 (dub/exceto sexta-feira), 23h20 (dub/ somente sábado). Décimo Terceiro Distrito: EUA. 14 anos. Cinemark 6 – 19h (dub/exceto sexta-feira e terça-feira), 21h (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Vizinhos: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 18h40 (dub/diariamente), Cinemark 7 – 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 19h15 9dub/diariamente), 21h45 (leg/diariamente). Como Treinar o Seu Dragão 2: EUA. Livre. Cinemark 1 – 12h05 (dub/diariamente),

14h30, 17h10, 19h40 (dub/exceto sexta-feira), Cinemark 6 – 11h25 (dub/diariamente), 13h50 (dub/exceto sexta-feira e terça-feira), Cinemark 7 – 11h (dub/diariamente), 13h20, 16h (dub/exceto sexta-feira); Cinépolis Millennium 1 – 13h, 15h30 (3D/dub/exceto sexta-feira e sábado), Cinépolis Millennium 8 – 13h45, 16h40, 19h, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h15, 15h45, 18h10, 21h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 14h, 17h, 19h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 14h, 17h, 19h30, 22h10; Cinépolis Ponta Negra 1 – 14h10 (3D/dub/exceto sexta-feira), Cinépolis Ponta Negra 2 – 15h10 (dub/exceto sexta-feira), 20h10 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h (3D/dub/somente sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h15 (dub/somente sábado e domingo), 18h15 (dub/exceto sexta-feira); Kinoplex 1 – 16h20, 18h40 (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 14h, 18h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 3 – 12h40, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 (dub/ exceto sexta-feira), 12h50, 20h05, 22h15 (dub/somente sexta-feira), 23h30 (dub/somente sábado), Playarte 4 – 13h30, 15h40, 17h50, 20h (dub/exceto sexta-feira), 13h30, 20h30, 22h40 (dub/somente sexta-feira), 22h10 (dub/somente sábado). BBC Earth? Pequenos Gigantes: EUA. Livre. Cinemark 5 – 15h25 (dub/exceto

sexta-feira), Cinemark 8 – 15h (dub/exceto sexta-feira), 11h05 (dub/diariamente). A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. Cinemark 6 – 16h10 (dub/exceto sextafeira e terça-feira), Cinemark 8 – 12h20 (dub/diariamente), 16h40, 19h30 (dub/exceto sexta-feira), 22h20 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 14h50, 17h45, 20h45 (dub/diariamente), 15h, 19h20, 22h10 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 13h30, 17h15, 20h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h10 (leg/somente sábado e domingo), 16h10, 19h20 (leg/exceto sexta-feira), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h15 (dub/exceto sexta-feira), 20h (dub/diariamente), 17h (leg/exceto sexta-feira); Kinoplex 2 – 13h10, 15h40, 18h20 (dub/diariamente), 21h10 (leg/diariamente); Playarte 6 – 13h10, 20h10, 22h45 (dub/somente sexta-feira), 13h15, 15h50, 18h25, 21h (dub/exceto sexta-feira), 23h30 (dub/somente sábado), Playarte 7 – 13h11, 20h11, 22h46 (dub/somente sexta-feira), 13h16, 15h51, 18h26, 21h01 (dub/exceto sexta-feira), 23h36 (dub/ somente sábado). Malévola: EUA. 10 anos. Cinemark 3 – 14h, 16h20, 18h40 (dub/exceto sexta-feira), 20h50 (dub/diariamente), 23h30 (dub/ somente sexta-feira e sábado); Cinépolis

Millennium 7 – 14h, 16h20, 18h45, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 22h15 (dub/diariamente). Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Cinemark 2 – 17h30, 20h (exceto sexta-feira), 22h30 (diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h15, 19h45 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 21h (diariamente); Playarte 8 – 12h35, 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (dub/exceto sexta-feira), 13h25, 20h25, 22h35 (somente sextafeira), 23h25 (somente sábado). No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Playarte 5 – 13h15, 20h20, 22h40 (dub/somente sexta-feira), 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (dub/exceto sexta-feira), 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (dub/exceto sextafeira), 23h10 (dub/somente sábado). X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 15h45, 18h45, 22h (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 15h, 18h, 21h (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 7 – 16h45, 22h15 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 16h45 (leg/exceto sexta-feira); Playarte 9 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (dub/exceto sexta-feira), 13h35, 20h40, 23h10 (dub/somente sextafeira), 22h50 (dub/somente sábado).


Plateia

Anfitrião dos mais prestigiados, Antônio Silva orquestrou encontro festejado entre as forças armadas na sua Diúkêrê, durante o festival parintinense. A visão privilegiada do Macurany encantou a todos os comandantes que foram conferir o bucólico lugar

::::: Tudo tem limite

Com o apoio da administração Melo, por meio da Sejel, acontece hoje, a 3ª etapa do Campeonato Amazonense de Ciclismo, às 8h. Além da corrida de praxe, com mais de 150 ciclistas inscritos, o evento contará com uma homenagem mais que merecida ao ciclista Raimundo Almeida, uma lenda viva do pedal, com mais de 50 anos de carreira. O centro histórico de Manaus, serve de percurso. Um charme!

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: A noite promete

::::: A coluna agradece

A quem interessar possa – e sei que interessa a muitos – os fãs da boa e velha MPB estão ansiosíssimos pelo próximo dia 31. O motivo? A apresentação em solo baré do show ‘Carta de amor’ da Abelha Rainha, assinado pelo visionário Juca Semen. Como já esperava-se: ingressos esgotados, detalhes alinhavados e concha pronta para receber Bethânia. Aliás, não são apenas os fãs que estão almejando o encontro, a diva também anseia por apresentar-se em Manô. Eu vou!

Na última quinta-feira foi a celebração de um ano da viagem da saudosa Raimunda Barreto, mais conhecida como Miss M., a emoção tomou conta da celebração conduzida com maestria pelo Pe. Mauro Cleto, o Espírito Santo fez-se presente. A reunião contou com presenças fundamentais para o editor deste espaço e agradeço de coração os abraços, as orações e vibrações positivas mais que imprescindíveis para que a caminhada continue. Merci!

Amanhã, a competente Jacira Oliveira estará trocando de idade. Os cumprimentos da coluna. O espetáculo genuinamente local, Blanche Dubois tem sua apresentação agendada para amanhã, às 21h, no Teatro Amazonas, com venda de ingresso na bilheteria do lugar. Amanhã, a praça de alimentação do Shopping Ponta Negra terá uma atração especial. O pianista Luciano Dantas apresentará o recital de piano “Alma Amazônica”, em homenagem à comemoração do aniversário de 109 anos do músico amazonense Arnaldo Rebello. O Centro de Idiomas da Fucapi está com matrículas abertas para os cursos de Inglês e Espanhol da próxima terça-feira ao dia 7 de agosto, com turmas para as unidades do Distrito Industrial e Boulevard. Marcela Catunda comandou mesa das mais animadas para celebrar sua sessão parabéns, no Alentejo, com Maria João, Júnior Catunda, Adriana Cidade e Vandex Alvino. Tudo vermelho: a celebrada aniversariante da Ilha, Socorro Iannuzi, dividindo com Menga Junqueira os holofotes da festa de aniversário dela que movimentou o Solar da family em Parintins

CULTURA

‘Amazonas de Todas as Artes’ continua até o dia 13 O projeto “Amazonas de Todas As Artes” encerra no próximo dia 13 a programação cultural oferecida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), durante a Copa do Mundo da Fifa 2014. Mais de 40 mil artistas participaram de quase mil atividades que incluíram teatro, música, cinema, dança e artes plásticas, entre outras manifestações artísticas. Ao longo da realização dessa programação cultural, milhares de torcedores vindos de todas as partes do mundo elegeram o largo São Sebastião como o “point” da Copa; na verdade, o ponto de encontro da festa. “A receptividade do povo manauense, com certeza, teve fundamental importância para a divulgação desse espaço que já se tornou referência no Brasil”, observa o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga. Com o aumento do número de espectadores, a agenda cultural foi intensificada nos espaços do entorno do Teatro Amazonas, e claro, principalmente no largo São Sebastião. Por isso, vários artistas locais tiveram a oportunidade de divulgar seu trabalho a um público mais amplo em praça pública. “Foi uma programação vitoriosa, já que o Largo foi eleito o ‘point’ na Copa. Ainda estamos fazendo o balanço do projeto, mas já podemos comemorar, pois o local ganhou novo destaque”, explica Robério. Para atender a grande demanda de turistas, fo-

ram instalados dois telões, milhares de cadeiras e banheiros químicos, além de duas ambulâncias e a presença constante da Polícia Militar. Mesmo com os fins dos jogos em Manaus, a SEC vai continuar com a agenda diária de programações artísticas e na torcida para que a Seleção Brasileira de Futebol siga até a final da Copa do Mundo da Fifa 2014. Dança e música Um dos destaques de hoje do projeto “Amazonas de Todas as Artes”é o espetáculo “Herança Africana”, do Balé Folclórico do Amazonas, que propõe uma reflexão sobre a presença e a influência do negro na cultura brasileira. A última apresentação no Teatro Amazonas, acontece às 19h, com vendas de ingressos na bilheteria. Outra atração é o musical “Podem me Chamar de Chico”, que retorna aos palcos com Lucilene Castro, Márcia Siqueira, Cinara Nery, Marcos Paulo e Zezinho Corrêa no Teatro da Instalação (rua Fei José dos Inocentes, s/nº, Centro), às 20h. O quinteto vai prestar tributo a três grandes representantes da música brasileira: Chico Buarque, Chico César e Chico da Silva. Com direção de William Pereira e Márcio Braz, a ficha técnica do show conta ainda com a colaboração de Monique Andrade nas coreografias, figurinos de Rizzo Andrade, direção musical de Hudson Alves e sonorização de Reldson de Paula. A entrada é franca.

O largo São Sebastião se tornou o ‘point’ da Copa

DIVULGAÇÃO

O governador José Melo e o prefeito Arthur Virgílio Neto reinauguraram o Estádio da Colina, agora chamado Estádio Ismael Benigno, em homenagem ao patrono do clube de futebol São Raimundo, dono da casa. Apesar de ser menor que o anterior, o estádio foi construído dentro das normas das arenas da Fifa

MA

NOE

LN ETT

O

MARINHO RAMOS

Nas últimas duas semanas a coluna recebeu e-mails reclamando do assédio incansável e inconveniente das empresas que fazem propaganda das formas mais irritantes possíveis. Conseguem seu número, e-mail e até fax – sim, fax! – para propagar um produto, um serviço ou qualquer outra coisa na qual não há interesse algum. O pior é que não param quando pedimos, uma dica da coluna: cabe procurar o Procon-AM, viu?!

::::: Justa homenagem

D7

Sala de Espera

MARINHO RAMOS

MANOEL NETTO

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014


D8

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014

Sucessos do samba

ao vivo e em 360º

Em entrevista exclusiva, o músico Mauro Júnior, do Revelação, fala sobre a saída do vocalista Xande de Pilares e do show em Manaus, dia 9 de agosto, no Studio 5 DIVULGAÇÃO

PAGODE

Show com ex-integrante de ‘Os Morenos’ no Lappa O ex-integrante do grupo carioca Os Morenos, Charlles André, sobe ao palco do Lappa Bar hoje, com um repertório de sucessos de samba e pagode, que são interpretados por artistas consagrados do ritmo. Para animar ainda mais o público, o Pagodão terá ainda os shows das bandas locais Nosso Caso, Pagode dos Amigos e Herlon & Banda. A casa abre às 15h com open bar de cerveja Brahma até as 18h. Charllinhos fez diversos trabalhos como músico acompanhante de grandes artistas como Zeca Pagodinho, Sombrinha, Leci Brandão, Arlindo Cruz e Jovelina Pérola Negra, entre outros. Durante seis

anos, ele assumiu os vocais do grupo Os Morenos, mas continuou compondo. Entre as músicas de sua autoria, que mais se destacam, estão, “Camisa 10”, “Tanajura”, “A Linguagem dos Olhos”, “O Meu Coração Chora”, entre outras. Com Os Morenos, o artista gravou seis discos, o último “Ao Vivo” em show no Olimpo com os melhores sucessos da carreira do grupo. Charlles André tem várias influências instrumentais, mas as principais que ele destaca são Mauro Diniz no cavaco, Arlindo Cruz no banjo, e no violão e contrabaixo, respectivamente, Billy Teixeira e Paulinho Barriga. DIVULGAÇÃO

Responsável pelo banjo do grupo, Mauro Júnior diz que, daqui a uns anos, o Revelação ainda poderá tocar nesse formato de show

C

onsiderado um dos grupos de samba mais importantes do país, com mais de 20 anos de estrada, o grupo Revelação voltará a Manaus para mais um show. No dia 9 de agosto, na arena do Studio 5 (Distrito Industrial), a Fábrica de Eventos traz o show do grupo carioca que vai marcar a despedida do vocalista Xande de Pilares, posto que será assumido por Almirzinho e será apresentado aos fãs amazonenses. Em entrevista exclusiva ao EM TEMPO, o integrante do Revelação, Mauro Júnior (banjo e voz), destacou o projeto “Revelação 360º Ao Vivo”,

que está percorrendo todo o país. É um projeto ousado e visa aproximar o grupo do público espectador e, é claro, dos seus fãs. O formato foi adotado para a gravação do DVD de mesmo nome, lançado em 2012. Com a decisão de Xande de Pilares de sair do grupo, anunciada em abril deste ano, o show “360º Ao Vivo” acabou se tornando o show de despedida do vocalista, contou Mauro. “O ‘360º’ é um projeto eterno. É essa pegada de estar perto do público, uma roda de samba onde todos possam nos ver da mesma forma. Independentemente da saída do Xande, daqui a uns anos nós poderemos continuar fazendo esse

formato de show”, disse. Unanimidade Para seguir com o grupo, Almirzinho, filho do sambista Almir Guineto, foi a voz escolhida por unanimidade entre os colegas. Ao ser questionado sobre o substituto de Xande nos vocais do Revelação, Mauro Júnior foi enfático em dizer que Almirzinho mereceu a oportunidade que lhe foi dada. “Nós já temos uma amizade de muito tempo. Há oito anos ele é nosso convidado no bloco de Carnaval do qual fazemos parte em Salvador. Sabemos da qualidade dele como músico. É alguém bem próximo. Tudo isso somou para que

todos do grupo concordassem que ele seria o novo vocalista do Revelação”. Ao falar sobre o retorno do grupo à capital amazonense, Mauro ressaltou a afinidade com os manauenses. “O sentimento de tocar em Manaus é sempre o melhor possível. O carinho do povo dessa cidade é ótimo, mesmo com a mudança de cantor tenho certeza que a receptividade vai ser a mesma. Estamos encontrando muita força para seguir, muita gente está ajudando a nos manter e o povo de Manaus também vai nos dar essa força para que o grupo continue com o sucesso que sempre foi ”, finalizou.

Charlles André, o Charllinhos, tocará músicas de sua autoria

MÚSICA

Obra dos Mutantes em boxe especial Seis discos da banda brasileira de rock psicodélico Os Mutantes serão relançados numa caixa especial, que ainda incluirá um sétimo CD que reúne raridades. O anúncio foi feito pelo próprio grupo, no Facebook. Os álbuns relançados cobrem o período inicial da banda, entre 1968 e 1972, quando a formação dos Mutantes consistia de

Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. “Os Mutantes” (1968), “Mutantes” (1969), “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado” (1970), “Jardim Elétrico” (1971) e “Mutantes e seus Cometas no País do Baurets” (1972) foram os escolhidos – além do álbum “Tecnicolor”, que saiu em 2000, mas foi

gravado em Paris em 1970. O sétimo disco é “Mande um Abraço Pra Velha”, compilação de gravações raras dos Mutantes. A faixa-título vem de um compacto lançado em 1972, quando Rita Lee estava prestes a deixar a banda. A caixa deve sair por R$ 180 e será vendida a partir de 29 de julho. DIVULGAÇÃO

Segundo anúncio no Facebook do grupo, serão relançados discos produzidos entre 1968 e 1972


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EM TEMPO - 6 de julho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu