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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 8.145 – DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
JOEL ROSA/ARQUIVO EM TEMPO
DIVULGAÇÃO
‘NÃO TENHO MEDO DE CARA FEIA’
ELENCO
Brinquedos para todos os gostos Revista Elenco reuniu alguns dos brinquedos mais desejados pelos pequenos como dicas de presentes para o Dia das Crianças. Elenco 19
AOS 67 ANOS, O VICE-GOVERNADOR JOSÉ MELO SE PREPARA PARA DISPUTAR O GOVERNO ENFRENTANDO ADVERSÁRIOS PODEROSOS. PARA ISSO ELE DEIXOU O PMDB E MIGROU PARA O PROS. AO EM TEMPO, ELE DISSE QUE A NINGUÉM É DADO O DIREITO DE RECUAR DE SEUS SONHOS. MELO TAMBÉM AVISA QUE NÃO TEME RETALIAÇÃO E NEM TEM MEDO DE CARA FEIA: “CHEGUEI ATÉ AQUI POR CONTA DA MINHA COMPETÊNCIA”.
COM A PALAVRA A7 PRESIDÊNCIA
MARINA DECIDE SE FILIAR AO PSB
ILUSTRÍSSIMA
Pais e filhos, estranhos no ninho Autor americano estuda a relação de pais com filhos que, por questões físicas, psíquicas ou sociais, não corresponderam a seus anseios. Ilustríssima G4 e G5
Marina Silva (foto) deveria se filiar ontem ao PSB de Eduardo Campos, e pode disputar a eleição na qualifidade de vice-presidente. Última Hora A2
DIVULGAÇÃO
José Melo organiza o PROS no Amazonas para perseguir seu maior sonho
FLAMENGO X VASCO
DUELO DE ARQUIRRIVAIS Separados por apenas cinco pontos, mas na parte inferior da tabela do Brasileirão, os arquirrivais Flamengo e Vasco não se intimidam. Embalados por vitórias
SAÚDE
recentes, os times tentam provar que entraram em ascensão, hoje, às 15h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), pela 26ª rodada do campeonato. Pódio E5
Na semana passada, Flamengo e Vasco deram sinais que ainda têm fôlego RICARDO OLIVEIRA
Mulheres e a relação com o álcool Nos últimos 6 anos, a proporção das mulheres que consomem álcool de maneira excessiva passou de 15% para 18,5% no Brasil. Saúde e Bem-estar F4 e F5
Plateia D3
Crise nos EUA é pior que em 2008
IMOBILIÁRIO
Decoração com cara de Amazônia Uso de elementos amazônicos na decoração do ambiente tem crescido, especialmente, no Sudeste do país e até mesmo no exterior. Imobiliário 7
Hoje tem escritório do samba
Mundo B8
Conta a lenda que o espírito de um italiano perambula, durante a noite, pelo casarão que já foi um leprosário
OS MISTÉRIOS DE PARICATUBA
Os moradores da vila de Paricatuba, onde fica o sítio histórico, repassam as histórias antigas do lugar. As ruínas do antigo leprosário, o casarão que outrora foi chamado de Belisário Pena, são um ponto de visita crescente de turistas e moradores locais. Dia a dia C3 a C6
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO, SALÃO IMOBILIÁRIO E CONCURSOS.
Quando lixo gera economia Economia B3 TEMPO EM MANAUS
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Última Hora
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Marina se filia ao PSB para concorrer em 2014 Decisão da ex-senadora foi oficializada na manhã de ontem, após longa conversa com o presidente da sigla, Eduardo Campos
A
ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB do governador Eduardo Campos (PE). A decisão foi tomada após conversas iniciadas na noite da última sexta-feira e concluídas na manhã de ontem, último dia para se filiar em partido político e poder concorrer às eleições de 2014. Assim como Marina, Campos é virtual candidato à Presidência da República. Há, entretanto, um desejo do PSB de ter a ex-senadora, que recebeu 19,6 milhões de votos na disputa presidencial de 2010, como vice na chapa do governador. A união entre Marina e Campos tem o objetivo de formar uma consistente terceira via na corrida ao Planalto, em contraposição à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e à postulação do oposicionista Aécio Neves (PSDB). Em sua entrevista na sexta-feira, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de “quebrar” a polarização política existente no país. Desde 1994,
DIVULGAÇÃO
PT e PSDB são os principais antagonistas no cenário político nacional. Na sexta-feira, enquanto a ex-senadora Marina Silva discutia seu futuro com aliados, o primeiro contato de Eduardo Campos foi feito. Em seguida, ele pegou um avião para Brasília para
ALIANÇA
Nas eleições de 2010, Marina Silva obteve 19,6 milhões de votos. A aliança com o PSB, que tem em Eduardo Campos, um presidenciável, veio para somar forças em busca da eleição em 2014 Com sua entrada no PSB, a estratégia da dupla Marina Silva e Eduardo Campos é apresentar uma terceira via aos eleitores em 2014
conversar pessoalmente. A decisão de migrar para o PSB foi tomada após a Rede Sustentabilidade não ter passado no teste das assinaturas, conforme decisão da corte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sessão da última quinta-feira, cujo registro foi reprovado por 6 votos a 1.
Ex-senadora estava dividida entre duas siglas Depois do naufrágio no TSE, Marina passou a discutir o convite recebido por oito legendas, tendo centrado seu foco no PSB e no
ALEXANDRE FONSECA
Ação para comemorar os 25 anos
Secretário da Susam, Wilson Alecrim, participa das comemorações dos 25 anos do SUS
Para garantir qualidade e acesso total à saúde para a população, o Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho. O Amazonas, junto com o restante do país, comemorou ontem a instituição do Sistema Único de Saúde (SUS), criado há 25 anos pela Constituição Federal de 1988. Servidores, usuários e gestores estiveram na avenida Eduardo Ribeiro, Centro, durante a ação promovida pelos Conselhos municipal e estadual de Saúde na manhã de sábado, que contou com a presença dos titulares das secretarias de saúde estadual e municipal, Wilson Alecrim e Evandro Melo, respectivamente, para a celebração. Mas, apesar dos desafios e carências, o SUS, instituído há 25 anos, trouxe benefícios para a população, como um modelo de atenção à saúde que erradicou ou diminuiu consideravelmente doenças como sarampo e paralisia infantil.
estruturas montadas nacionalmente e nos Estados. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, do início de agosto, Dilma li-
dera a corrida para 2014, com 35% das intenções de voto. Marina tinha 26%. Aécio (13%) e Campos (8%) vêm logo em seguida.
ELEIÇÕES 2014
DO SUS
MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO
PPS devido a dois fatores: serem duas legendas com integrantes e atuação relativamente similar à da Rede Sustentabilidade e terem já
“Claro que ainda há muito que fazer, mas o SUS é um sistema que erradicou doenças de atenção básica das vacinas. Esse, também, é o único sistema de saúde do mundo que faz o maior número de transplantes sem ônus direto para o paciente e sua família”, ressaltou o titular da Secretaria de Estado de Saú-
CONQUISTA
Para celebrar os 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), os conselhos municipal e estadual de Saúde promoveram uma grande ação, ontem no centro da cidade, para comemorar essa conquista de do Amazonas (Susam) Wilson Alecrim, como entre as diversas conquistas a serem celebradas. Para Evandro Melo, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), mesmo com todas as dificuldades
e deficiências, o SUS dá acesso à saúde, somente em Manaus, para mais de 75% da população. “Agora, o que precisamos fazer é consolidar o SUS que, sim, tem problemas”, pontuou. “É preciso ampliar a oferta de serviços do SUS e adequá-lo à população de hoje, que envelheceu e precisa de atenção às doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, entre outras. Está tudo resolvido? Não, mas é preciso melhorar cada vez mais, visto que este é o maior sistema de saúde pública do mundo”, observa Melo. Para ele, o maior desafio do SUS é, também, melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. Ambos os secretários afirmam que a iniciativa do projeto de lei “Saúde+10”, que pretende inserir 10% da receita corrente bruta para a saúde, o equivalente a R$ 42 bilhões, vai beneficiar ainda mais e ajudar a otimizar as duas linhas – ampliação de serviços e aumento de qualidade.
Termina prazo do troca-troca JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
Encerrou ontem o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para as filiações partidárias de políticos interessados em disputar as próximas eleições. Sem plantões disponibilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), as filiações de última hora se concentraram na sede dos partidos que ficaram de porta abertas ao longo do dia. Com o tempo esgotado, a cenário político-partidário do Amazonas começa a tomar forma após o troca-troca de legenda para as eleições 2014. O balanço do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), presidido pelo vicegovernador José Melo, é de 17 prefeitos filiados até a última sexta-feira, entre eles, os de Novo Aripuanã, Raimundo Sá, e os vicesprefeitos de Boca do Acre, Alyson Lima, e de Humaitá, José Eronildes. Entre os vereadores de Manaus, Vilma Queiroz, que migrou do Partido Trabalhista Cristão (PTC), confirmou a filiação. Os vereadores Arlindo Júnior, Jairo da Vical e Roberto Sabino também foram confirmados pelo partido. O articulador do PROS no Amazonas, o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, declinou de se filiar neste novo partido. Segundo ele, a decisão foi tomada na última quarta-feira, após a presidência do PROS ter passado para as mãos de José Melo. Alegando ‘falta de clima’ no grupo político, o rodoviário assinou na última sexta-feira a ficha do PCdoB, da senadora Vanessa Grazziotin.
O vice-presidente do PROS, deputado estadual Sidney Leite, disse que, na próxima semana, o partido contabilizará o número de filiados. “A procura tem sido significativa, em especial nos municípios do interior do Amazonas”, comentou. Solidariedade Já o presidente do recém-criado Partido da Solidariedade Nacional, deputado federal Henrique Oliveira, contabilizou 120 filiações apenas de vereadores nos municípios do interior. “Não temos como competir com gran-
DESISTÊNCIA
Os vereadores Alonso Oliveira e Walfran Torres que cogitaram se desfiliar do PTC, votaram atrás e permaneceram na sigla. No PSDB, segundo a direção regional, assinaram ficha 153 novos filiados des partidos em termos de volume de filiação, pois ainda estamos criando a sigla, mas a procura está satisfatória”, avaliou. Entre os possíveis candidatos para as próximas eleições filiados ao Solidariedade, o vereador licenciado e secretário municipal de Esportes, Fabrício Lima, assinou sua ficha no partido de Henrique ontem no final da manhã. Ele decidiu migrar ao Solidariedade após não conseguir a carta de seu expartido, o PRTB, liberandoo sem risco de sofrer processo. Fabrício tinha o desejo de se filiar no PSDB, do prefeito Arthur Neto.
Vai e volta Os vereadores de Manaus, Dr. Alonso Oliveira e Walfran Torres, que cogitaram se desfiliar do PTC, votaram atrás e permaneceram no partido. “Depois de uma longa conversa com o corpo executivo da sigla, resolvemos permanecer após avaliar propostas igualmente interessantes de partidos como Solidariedade e PSDB”, detalhou o vereador Dr. Alonso Oliveira. O secretário-geral do PMDB no Amazonas, Miguel Capobiango, informou que o partido vai divulgar as filiações apenas no próximo dia 20, quando deve ser feita a entrega da lista à Justiça eleitoral. Entre as baixahs, ele destacou apenas a desfiliação do vice-governador José Melo e de parlamentares ligado a ele que migraram para o PROS. Já o secretário-geral do PSDB em Manaus, Mário Barros, informou que, de acordo com o balanço parcial, o partido já sofreu seis desfiliações e acumula 153 filiações até o momento, entre elas, as dos secretário e sub-secretário municipal de Governo, Humberto Michiles e Homero de Miranda Leão, respectivamente, além do ex-vereador Jorge Maia; do prefeito de Envira, Rômulo Barbosa e a filiação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit AM/ RR), Afonso Lins. Este último era ligado ao Partido da República (PR), do senador Alfredo Nascimento. Agora, o próximo passo dos 32 partidos políticos do Brasil é enviar o balanço geral das filiações partidárias aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Só falta cobrar ingresso Os partidos políticos conseguiram ludibriar a opinião pública, as frentes parlamentares de combate à corrupção; driblaram a vigilância das vozes de junho e julho; chutaram para bem longe do cenário do jogo as propostas de reforma eleitoral e, enfim, o país continua como sempre esteve: um exemplo de incredibilidade; uma piada de mau gosto. Com dois novos partidos sob a bandeira do oportunismo está cada vez mais descarada a opção dos partidos: disputar entre eles – três ou quatro em um universo medíocre de 32 – o poder. E só isso. Como quem disputa uma pedra de crack em umas muitas cracolândias espalhadas pelo território nacional. Pois se trata de um vício, um desvio de personalidade, essa atração pelo poder apenas enquanto poder. Aqui mesmo em Manaus, uma liderança do PMDB exorta os sublíderes a atrair mais filiados, preferivelmente, já “tarimbados” – vereadores, prefeitos, chefes comunitários. Em São Paulo, um cacique do PTB oferece a sigla à inconsolada Marina Silva, que não conseguiu registrar seu partido nem convencer os ministros do TSE à concessão de um embargo infringente contra os cartórios que não validaram mais de 90 mil votos da Rede Sustentabilidade. Como se atraem novos filiados? Oferecendo pedaços da administração pública, dinheiro por baixo do pano, facilitando governabilidade (pode ser no jogo do bicho ou no tráfico de drogas ou de órgãos nas favelas). Alguém já ouviu a expressão “pinto no lixo”? Pois este é o ânimo do gigante que teria ressuscitado nas vigílias de junho e julho. Uma política que escorre a céu aberto. E é tudo como se fosse “normal”. E, pensando bem, é normal. Anormal seria o país conviver democraticamente, sem que a polícia usasse spray de pimenta. O espetáculo continua. Falta cobrar ingresso. Mas não vai demorar muito.
Porta-voz da história A história política do país passou na janela de Serafim Corrêa (PSB). O ex-prefeito estava ao lado do governador Eduardo Campos, sexta-feira, em Recife, quando seu telefone tocou e um aliado de Marina Silva comunicou ao governador que ela queria conversar com o governador, em Brasília, onde deveria discutir sua filiação ao PSB. – Fui até o aeroporto com o Eduardo e ele me convidou para ir com ele a Brasília, mas achei melhor retornar a Manaus –, contou Sarafa por telefone, dentro do avião, na escala em Fortaleza. Boa política Serafim revelou que a reunião entre Eduardo Campos e Marina ocorreu às 21h de sexta-feira. — É muito importante a vinda de Marina para o PSB. É um ganho para o partido e para o país, pelo que a ex-senadora representa. Vamos construir a boa política –, disse Sarafa. Advogado Serafim se encontrava em Recife para participar do Congresso de Direito Tributário. Embora tenha se dedicado à profissão de advogado, não abre mão da candidaura a deputado federal, em 2014. Norte–Nordeste Líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Elias Emanuel comemora o ingresso da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, à sua legenda.
Emanuel afirmou que a escolha de Marina pelo PSB se configura em uma aliança do Norte e Nordeste. – Foi uma escolha sem tamanho, pois a Marina tem a cara da Amazônia. Chegou a hora de unirmos o Norte e o Nordeste –, acrescentou. Dobradinha Marina Silva é filha do Estado do Acre, vizinho ao Amazonas, na Região Norte. E o presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos, é uma das figuras políticas de maior destaque
do Nordeste brasileiro. Dá-lhe, Ulisses! Mais uma vez o Secretário Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef), Ulisses Tapajós, ganhou renome nacional. Dessa vez ele figura entre os “100 líderes que estão mudando o Brasil”. Lista A lista foi publicada pela revista “HSM Management” – a mais importante publicação do país sobre as tendências mundiais e os principais conceitos em gestão empresarial –, na sua edição histórica de número 100. Honradez À revista, o titular da Semef declarou seu empenho junto ao Executivo municipal e o seu comprometimento em imprimir o mesmo modelo de gestão que foi sucesso durante sua trajetória no Polo Industrial de Manaus (PIM). — Nossa gestão é baseada na honradez, foco nos resultados e desburocratização –, destacou. Anos de chumbo Do amazonense Bernardo Cabral sobre a Constituição de 1988, da qual foi relator: — Ela se mostrou eficiente e capaz de soterrar, de uma vez por todas, a época do obscurantismo, vivido pelo Brasil durante o regime militar. Desarmamento O presidente da Assembleia
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
Legislativa do Estado do Amazonas, deputado Josué Neto, convida para a sessão especial que apresentará a 4ª Campanha de Desarmamento Infantil “Violência nem Brincando” . A sessão acontece às 9h do dia 10 de outubro, na Assembleia Legislativa. Baixinho Romário já não aguenta mais as garras do leão. Condenado por sonegação de Imposto de Renda pela Justiça Federal do Rio de Janeiro em 2009, o exjogador e deputado federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a “extinção da punibilidade”. Fast de Manaus Romário foi intimado a depor pela primeira vez em 28 de fevereiro de 2007. Quando faltavam dois dias para a audiência, a Justiça recebeu uma carta do Vasco da Gama informando que o jogador não poderia comparecer - estaria concentrado para um jogo pela Copa do Brasil contra o Fast Clube, do Amazonas. Objeto de desejo Uma Ferrari 250 GTO, de 1963, tornou-se o carro mais caro já vendido na história, segundo informações da agência Bloomberg. O veículo de competição estava nas mãos do colecionador espanhol Paul Pappalardo e foi vendido em uma transação privada por US$ 52 milhões (cerca de R$ 114 milhões). Três especialistas teriam confirmado o valor e a negociação.
VAIAS
Marina Silva
Charge
Motoristas abusados DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Para a ex-senadora Marina Silva que, por ser brasileira, não desiste nunca. Mesmo quando lhe negam o direito de criar seu próprio partido.
Para motoristas abusados e mal educados que, para fugir do engarrafamento, passam por cima do canteiro central, destruindo as muretas de concreto e deixando a cidade ainda mais feia.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Humilitas é a palavra-chave O papa Francisco reuniu oito cardeais da sua escolha e assim constituiu um grupo de trabalho, a visar a reforma da Cúria, órgão gestor do Estado do Vaticano e da Igreja Católica, com o objetivo principal de conferir maior transparência às atividades da instituição. Logo apareceram jornalistas que titularam o grupo como o G-8 do papa. Surpreendentemente, Francisco declarou publicamente que a qualidade que mais espera de todo o clero, do mais simples cura de aldeia ao mais graduado cardeal, é justamente uma postura humilde diante do rebanho. Corrigindo-me, nada há de surpreendente nesta expectativa, se considerarmos que esse papa, jesuíta de origem, manifestou sua índole e seu caráter logo na escolha do nome do “poverello” para marcar sua gestão à frente da igreja. Humildade passa então a ser o Norte, a ditar o rumo definido para a Santa Madre e, pela tradição, melhor dizer “humilitas” porque no Vaticano o latim continua a preservar o status de língua viva. Etimologicamente, humildade é palavra derivada, no latim, de “humus”, que designa terra, mesma raiz que deu origem a homem. Interessante coincidência que nos leva a considerar que da terra veio o homem, mito insistente em várias religiões, além do judaísmo, e também tese dos naturalistas que vinculam a origem do homem ao processo evolutivo que se iniciou literalmente no húmus, por sinal úmido, também da mesma linhagem vocabular. Então, o homem humilde é aquele que não esqueceu a sua origem e, portanto, mantém os
pés na terra, ou seja, reconhece sempre suas limitações e fraquezas inerentes, porque é assim, na verdade, a sua real natureza. Ter consciência da sua fraqueza, da precariedade da sua existência, da sua total dependência frente ao acaso que rege o mundo, tudo isso apenas indica o caminho do reconhecimento da sua pequenez e, portanto, da humildade. Legítima, pois, a ilação de que o que Francisco nos pede é precisamente a preservação da consciência crítica, exercida sobremodo sobre nós mesmos, de jeito que não sucumbamos à vaidade e à presunção de julgar-nos melhores e superiores a qualquer dos homens, mesmo os mais desfavorecidos, porque a natureza de todos é uma só. Aliás, superioridade mesmo, no sentido estrito que se vincula a hierarquia, é algo que não podemos reivindicar frente a qualquer das outras espécies. Apenas desenvolvemos uma função diferenciada, a capacidade de abstrair e inferir, enquanto os outros desenvolveram outras capacidades, que em nós se embotaram. Bem sabia disso o outro Francisco, o de Assis, que respeitava tudo o que havia no mundo e a todos chamava de irmãos. Em verdade, não há como escapar do dilema fundamental: ou temos a consciência do que somos, pela via da autocrítica, e, nesse caso, adotamos a humildade como norma de vida ou, porque usamos os antolhos da arrogância, ignoramos a nossa verdadeira realidade e vestimos a indumentária da presunção e da vaidade, que apenas indica incompetência em questão de autoconhecimento.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Não há como escapar do dilema fundamental: temos consciência do que somos, pela via da autocrítica, e, nesse caso, adotamos a humildade como norma de vida ou, porque usamos os antolhos da arrogância, ignoramos a nossa verdadeira realidade e vestimos a indumentária da presunção”.
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Economia
Novidades amaz Novos alimentos fabricados a partir de produtos típicos da região deverão chegar ao mercado local até o final deste ano ampliando o leque de opções para os consumidores JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
A
té dezembro deste ano, novos produtos 100% amazônicos vão sair “do forno” dda a inovação tecnológica para serem comercializados nos supermercados, em lojas especializadas e nas mesas de restaurantes em Manaus. Uma das novidades que está pronta para ser transferida dos institutos de pesquisas no Amazonas para empresas interessadas na sua fabricação é a farinha de pupunha, fruto rico em vitamina A.
Produzida pela Néctar Frutos da Amazônia, o produto lembra a tradicional farinha de mandioca. A farinha de pupunha pode ser usada como suplemento alimentar ou acompanhando de pratos típicos como peixes regionais. A partir de dezembro, ela poderá ser encontrada em empórios e lojas especializadas – cerealistas –, embalada em pacotes de 500 gramas que vão custar entre R$ 8 e R$ 10, dependendo do estabelecimento. De acordo com o proprietário da empresa, Márcio Navegantes, a expectativa é de que o produto ultrapasse as
prateleiras das lojas e chegue a restaurantes, churrascarias e até rede de hotéis. “Por enquanto, visamos o mercado local, mas investidores da Argentina e dos Estados Unidos já demonstram interesse no produto”, acrescenta. A Néctar adquiriu e adaptou a tecnologia do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), em 2011. Para chegar ao estágio atual o produto final passou pelas etapas de pesquisa, estudo técnico, acompanhamento com agricultores, negociação para o fornecimento do fruto e processo de produção.
“Ao todo, foram dois anos de trabalho intenso, contabilizando pelo menos um ano de testes de mercado em feiras e na merenda escolar”, conta o empresário. Ao todo, os investimentos somaram R$ 100 mil. Segundo Navegantes, 15 pessoas irão trabalhar na linha de produção e pelo menos 50 agricultores vão escoar a pupunha necessária para produzir 30 toneladas iniciais do item alimentício. “Nosso objetivo é produzir 200 toneladas, mas para tanto precisamos de uma injeção de capital em torno de R$ 400 mil”, sugere.
Doce espanhol é ‘regionalizado’ O famoso doce espanhol alfajor - que mistura biscoito, recheio e cobertura de chocolate -, vai ganhar uma versão regional. O “Barezito” é outra aposta de empresas privadas em parceria com institutos de pesquisa locais, desta vez, de iniciativa do dono da Oiram chocolates, Mário Oiram Fogaça. O doce amazônico vai substituir o recheio de chocolate por geleias de frutos regionais nas versões açaí, araçá-boi, jenipapo e cupuaçu, três unidades de bolacha salgada ou doce (bolacha Maria) recoberto com filme de chocolate em embalagem de alumínio. Desenvolvido com o apoio técnico da Fundação da Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o doce precisou de R$ 530 mil para sair do papel – sendo R$ 180 mil
da Fapeam e R$ 350 mil da empresa. “Investimos em máquina, esteiras de congelamento, dosadeiras de recheios, embaladeiras e na contratação de oito funcionários”, detalha
PRODUÇÃO
Atualmente, empresários do Amazonas já produzem doces, balas e chocolates a partir de produtos como o cupuaçu, açaí e a castanha, que são vendidos, inclusive, para o exterior o empreendedor. Testes Após o processo de transferência tecnologia e de produção, o primeiro lote com 40 mil unidades do
“Alfajor da Amazônia” vai compor até o final deste ano a sobremesa da merenda escolar de escolas públicas de Manaus. “Doamos este lote pata a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS). Eles vão distribuir os doces nas escolas para medirmos a aceitação do público e nada melhor do que as crianças para dizerem se estamos ou não no caminho certo”, argumenta o empresário. Comercialização Caso aprovado pela garotada, a produção do segundo lote tem início imediato e deve chegar ao mercado local em fevereiro de 2014, custando R$ 1 em lojas e supermercados da cidade. “Se der certo, o Barezito será um dos carros-chefes na próxima Páscoa”, projeta Fogaça.
Farinha fabricada a partir da pupunha é uma das apostas do empresariado do Estado, que será com
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
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zônicas nas prateleiras Burocracia emperra o lançamento de bebida Enquanto alguns itens estão apenas aguardando a data de lançamento, outras idéias de grande potencial emperram em burocracias. É o caso do vinho de cupuaçu também produzido pela empresa Oiram. Segundo o empresário e dono da patente, Mário Fogaça, o processo de fabricação está concluído desde o ano passado. Porém , o lote de três mil garrafas da marca ‘Cupuaçu’ esbarraram na dificuldade de se conseguir o
rcializada a um preço de até R$ 10
registro da bebida fermentada junto ao ministério da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Mapa). “O ministério alega ter poucos funcionários para o desembaraço de documentos, o que causa lentidão ao processo. Enquanto isso, as garrafas seguem pegando poeira”, lamenta. Fogaça detalha que para o processo de fabricação da bebida, o custo total foi de R$ 500 mil. Desse montante R$ 200 mil foram aplicados pela Fapeam e R$
300 mil foram custeados pela própria empresa de sua propriedade. “Os gastos foram feitos na compra de maquinários e equipamentos, consultoria para garantir expertise na fabricação, mão de obra especializada, produção de rótulos e envazadeiras”, enumera. Quantidade O lote originalmente programado, segundo lembra o empresário, era de seis mil garrafas que seriam distribuídas em restaurantes
e casas especializadas em vinhos pelo preço médio de R$ 45. “Com o plano emperrado, até o segundo projeto de produzir o espumante de cupuaçu ficou de lado, por enquanto, pelo desestímulo causado pela burocracia”, lamenta Fogaça.
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Inpa elabora futuros projetos Apesar de iniciar o processo de transferência de tecnologia há poucos anos, o Inpa é um dos institutos de pesquisa a colher os primeiros resultados práticos em forma de produtos. A entidade contabiliza 64 estudos para transformação de recursos amazônicos em produtos industrializados. Destes, quatro já tiveram a tecnologia repassada para empresas privadas. A coordenadora do Núcleo de Extensão e Inovação Tecnológica do Inpa, Rosângela Bentes, conta que o instituto trabalha na detecção de produtos em potencial e na sua transformação em negócios rentáveis desde 2002. Entretanto, ela ressalta que apenas com a criação da Lei de Inovação, aprovada em 2004,
os projetos começaram a tomar forma. “Neste ano foi criado o núcleo de inovação que possibilitou a interlocução entre a instituição e o empresariado”, explica. Exemplos A farinha de pupunha, o ‘Água Box’ – kit para purificação de água –, e o gengibre amargo, que é utilizado na composição de bebida energética -, geleias, sabonetes e fitoterápicos estão entre os produtos desenvolvidos pelo Inpa. Conforme Rosângela, novos produtos serão desenvolvidos no futuro. “A expectativa é de que nos próximos anos consigamos por em prática projetos guardados há 10 anos sem possibilidade de desenvolvimento”, projeta a coordenadora. Mais de R$ 100 mil foram investidos no desenvolvimento da farinha de pupunha no Amazonas
Política
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Cidades de três Estados voltam às urnas hoje
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
ACM Neto é um baixinho tinhoso” SENADOR AGRIPINO MAIA (RN), PRESIDENTE DO DEM, sobre o mini-prefeito de Salvador
Henrique enfrenta PT e promete pautar voto aberto Contrariando ala lulista do PT, o presidente da Câmara, Henrique Alves, tem pressa de votar a proposta de emenda que determina voto aberto para cassação de mandato por quebra de decoro e condenação criminal transitada em julgado. Ele disse ao relator Vanderlei Macris (PSDB-SP) que teme desgaste ainda maior, caso o voto fechado seja mantido e o deputado ladrão Natan Donadon novamente absolvido. Mensaleiros A aprovação PEC do voto aberto pode dificultar a vida de deputados mensaleiros que querem manter mandato, por isso o PT é contra. Ação protelatória O presidente da comissão que discute o voto aberto, Sibá Machado (PT-AC), “evaporou” e cancelou a última reunião sem justificativas. Parecer pronto O relator Vanderlei Macris está com parecer pronto para ser votado na comissão. A matéria seguirá para votação em dois turnos no Plenário. Com a barriga Alinhada com Henrique Alves, a Comissão de Ética tem enrolado o processo contra Donadon para dar tempo de apreciar o voto aberto. Governo não pune e persegue quem denuncia Único anistiado político por decisão judicial, ratificada pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Roberto Machado, 70, escreveu a Dilma pedindo “transparência” na concessão de sua pensão, que está no “limbo” há 5 anos. Em tratamento de câncer, impedido de trabalhar
na empresa após denunciar falcatruas na Indústrias Nucleares do Brasil no governo FHC, Roberto vive com ajuda de parentes. Vida destruída O anistiado político Roberto Machado afirma que a “ditadura ainda instalada” na INB destruiu sua vida. Sem fim Tramita há 17 anos o processo em que Roberto Machado denunciou aluguel irregular de urânio de US$ 62 milhões a empresa alemã falida. Redemoinho O primeiro submarino nuclear ainda não saiu, mas o governo já gastou R$1,7 bilhão no estaleiro e na base naval da Marinha para construí-lo. Paredão A bancada do PMDB teme que o senador Vital do Rêgo (PB) seja “fritado” no noticiário até dezembro, caso a presidenta Dilma mantenha decisão de nomear o ministro da Integração apenas no final do ano. Está em outra Suplente da ministra Gleisi Hoffmann (PT), o senador Sérgio Souza terá trabalho para convencer o PMDB a apoiá-la na disputa pelo governo do Paraná. O partido negocia com o PSDB do governador Beto Richa. Histórico Aliado do presidenciável Aécio Neves (MG), o deputado Bruno Araújo (PE) comemora, aliviado, a decisão de José Serra (SP) de permanecer no PSDB: “Foi o segundo “fico” mais importante desde Dom Pedro I”.
PODER SEM PUDOR
Um chocolate especial Amigo pessoal de Jânio Quadros, Leonardo Famá gostava de usar o banheiro particular do presidente, que se incomodava com nádegas de estranhos. Jânio pediu a seus assessores que passassem chocolate pastoso após Famá usar o banheiro. Não deu outra: - O que é isso?, espantou-se o amigo do presidente com tanta sujeira espalhada pelas paredes, teto e vaso sanitário. Jânio pôs o dedo na consistência pastosa, levando-a à boca e comentou: - É merda mesmo!
Jornalista
Mais de 44 mil eleitores devem escolher os novos dirigentes, já que os atuais prefeitos tiveram seus mandatos cassados FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
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Olho em 2014 O deputado Miro Teixeira avisou ainda na segunda (30) ao presidente Carlos Lupi que sairia do PDT para disputar o governo do Rio em 2014, condição acertada diretamente com Ciro Gomes e Hugo Leal do PROS. Quem manda O ministro Antônio Andrade (Agricultura) afirma que a presidente Dilma é que vai decidir se ele disputará reeleição à Câmara em 2014: “Tenho compromisso, é ela quem vai definir o tempo que vou ficar no governo”. Testemunha Fiel escudeiro de José Serra, o senador tucano Aloysio Nunes (SP) participou das principais negociações com o presidente Aécio Neves que levaram o ex-governador a decidir pela permanência no PSDB. Assim não dá Relatório do Banco Mundial mostra o Brasil em 130º lugar para abrir empresa, entre 185 países, atrás de Honduras. Na campeã Nova Zelândia, abrese on-line, em 24 horas. E com menos imposto. Por fora Presidente do PMDB-TO, o deputado Júnior Coimbra até agora não foi procurado pela senadora Kátia Abreu para falar de sua filiação: “Ela fez contato com outra ala da sigla, tudo por intermédio da cúpula nacional”. ‘Ah, fala sério’ O novelista global Aguinaldo Silva perguntou no Twitter: “Vocês juram que gostariam de ter Marina Silva como presidente depois da Dilma?”.
Domingo será dia de eleição para eleitores de quatro municípios de três Estados brasileiros
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este domingo, mais de 44 mil eleitores de quatro municípios de três Estados voltam às urnas para escolherem seus prefeitos e vices. Em São Paulo, dois municípios realizarão novo pleito: Ibaté e Tabatinga. No Rio Grande do Sul, apenas o eleitorado da cidade de Tupandi volta às urnas. E no Maranhão, o município de Boa Vista do Gurupi também terá nova eleição. Em todas essas cidades, as eleições de 2012 para prefeito foram anuladas pela Justiça Eleitoral porque o candidato que recebeu mais de 50% dos votos válidos teve o registro de candidatura indeferido. De acordo com a Resolução nº 23.280/2010 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesses casos, as novas eleições devem ser marcadas sempre no primeiro domingo de cada mês, pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). No município paulista de Ibaté, 24.117 eleitores estão aptos a eleger o novo prefeito. A nova eleição foi marcada porque o candidato mais votado, Alessandro Magno de Melo Rosa, e seu vice, Horácio Carmo Sanchez, ambos do PSDB, tiveram os registros indeferidos por realizarem propaganda institucional em período não permitido e por prática de abuso de poder econômico e político. Concorrem às vagas de prefeito e vice-prefeito da cidade: Orlando Trevisan Junior (PTB) e seu vice, João
Siqueira Filho (PP); e Lucieni Spilla Ferrari (PSDB), tendo como vice Nelson Dos Santos Hercoli (PMDB). Já em Tabatinga, os candidatos que obtiveram mais votos em 2012, Valter Valentim Camargo (DEM) e seu vice, Ângelo Roberto Tolari (PSB), tiveram seus registros de candidatura negados por compra de votos. Entre as irregularidades estavam a doação de R$ 3,7 mil para uma igreja e o pagamento de R$ 500 a uma eleitora para que
ELEIÇÃO
Na cidade gaúcha de Tupandi, os eleitores devem escolher o novo prefeito, entre dois candidatos: José Junges (PTB) e seu vice, Loivo Henzel (PTB); e Hélio Muller (PP) e seu vice, Paulinho Ludwig (PMDB) ela retirasse adesivos de candidato adversário e afixasse adesivos deles. Além da perda do cargo, os candidatos foram multados em R$ 10, 6 mil. A partir desse indeferimento, mais de 11,6 mil eleitores terão de escolher os novos representantes entre os seguintes candidatos: Mariangela Marquesi Costa Roque (PTB) e Angelica Giovana do Carmo Prata (PMDB), como vice; e Rafael Jacob Camargo (DEM) e sua vice, Mariangela Aravequia Arakawa (PSDB).
Dois disputam em município maranhense Na cidade maranhense de Boa Vista do Gurupi, as novas eleições foram marcadas porque o candidato Valmy Francisco de Oliveira teve seu registro de candidatura ao pleito de 2012 indeferido pelo TSE devido à rejeição de contas públicas, o que configurou improbidade administrativa e o enquadramento do candidato na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010). Com isso, os 4.747 eleitores do município também voltam às urnas hoje para escolher novo prefeito e vice. Dilcilene Guimaraes de Melo Oliveira (PV) e o vice, Basilio Bezerra dos Santos (PTdoB), e Antonio Batista de Oliveira (PSDB) e seu vice, Washington Jose Fortaleza Martins (PSB), disputam o pleito. Ao todo, 55 cidades de 18 Estados já realizaram novas eleições para prefeitos e vice desde o início do ano.
Política
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José MELO
‘Quero GOVERNAR O Amazonas’
ROBERTO CARLOS /AGECOM CHICO BATATA/AGECOM
Minha prioridade é formar uma base sólida de candidatos que vão disputar o pleito de 2014. É, portanto, um partido que nasce com grandes possibilidades de se tornar forte, vamos ter ideia disso em poucos dias, quando vierem pessoas que detêm mandatos”
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á quase 30 anos militando na carreira pública e aos 67 anos de idade, o professor José Melo – como ficou conhecido no Amazonas – se prepara para enfrentar uma grande batalha em sua vida. Quiçá, a mais importante de toda a sua trajetória política: se candidatar a governador do Estado e vencer fortes adversários. E ele já começa a se capitalizar oliticamente para isso. Na semana passada, talvez a mais tensa para ele nestes últimos meses, o vice-governador do Estado deu um grande passo. Ele vai comandar o 31º partido político criado no país, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e preparar toda uma estrutura para arregimentar filiados, alavancar sua candidatura e captar alianças de peso. Depois de atuar em diversos setores do organismo público, a maioria em secretarias municipal e estadual de Educação, ser articulador do governo no interior do Estado e chegar à porta do Palácio do Governo, Melo agora sente que está preparado para dirigir o Amazonas. E ele tem fortalecido seu discurso e seus movimentos para isso. EM TEMPO – Por que o senhor escolheu se filiar ao PROS, se estava fora das suas cogitações? José Melo - Eu sempre trabalhei com a hipótese de ter um partido novo. Tentei formar o PL (Partido Liberal). Aqui no Amazonas conseguimos um número de assinaturas muito mais que o necessário, mas quatro Estados não conseguiram atingir a meta, por isso o partido não foi aprovado em tempo hábil junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e esse foi o fim da primeira alternativa. Ao mesmo tempo em que pensava no PL, fiz contatos com o deputado Sidney Leite, com quem tenho boas relações institucionais, que me colocou como presidente do partido. Depois tomei conhecimento que o governador do Ceará, Cid Gomes, também estaria se filiando ao PROS. O
próprio Cid Gomes ligou para o presidente do partido e depois para o Planalto informando que eu só viria para o partido se houvesse um alinhamento com a presidente Dilma Rousseff. As ‘costuras’ foram feitas e a agora, à frente do PROS, nossa meta é fazê-lo crescer e neste momento estamos filiando políticos interessados em concorrer pela sigla em 2014. EM TEMPO - Quantos prefeitos já acenaram em se filiar ao PROS? JM - A lei determina que até o dia 5 de outubro (ontem), o PROS possa aceitar novas filiações de candidatos que queiram concorrer ao pleito de 2014. Para quem já está exercendo algum mandato político, o prazo máximo para migrar para a sigla é até o dia 23 de outubro sem perda de mandato. Cumprida essa primeira fase, vou convidar prefeitos, vereadores, deputados. Estamos em tratativas. Minha prioridade hoje é formar uma base sólida de candidatos que vão disputar o pleito de 2014. É, portanto, um partido que nasce com grandes possibilidades de se tornar forte, vamos ter uma ideia disso em poucos dias, quando vierem pessoas que detêm mandatos e outros que são referências políticas. EM TEMPO - Quais os caciques políticos o senhor buscaria obter apoio para formalizar uma aliança? JM - Veja bem, é fundamental para mim o apoio do Omar Aziz (PSD). Ele está na condição de um magistrado. Enquanto governador do Estado, sei que ele não pode se manifestar nem para este ou aquele candidato. Ele tem muitas responsabilidades como gestor. Ainda há muitos projetos sobre os quais nos debruçamos para cumprir como meta de trabalho. Estou nesse ‘tsunami’ político porque a lei me impôs tal condição, mas passado esse momento vou retomar as minhas atividades à frente da vice-governadoria. Outro apoio fundamental é o do prefeito Arthur Neto (PSDB),
Serafim Corrêa (PSB), Amazonino Mendes (PDT), deputados federais e prefeitos do interior. Ninguém faz política macro no interior sem o apoio das lideranças, peças fundamentais para se manter presente nos municípios. Nesse ato todo, estou sendo bastante ético de não citar nomes que já acenaram com o apoio ou com aqueles que tenho esperança de me apoiar. Quero deixar claro que não estou invadindo legenda alguma. Quero fazer do PROS um partido com pensamento voltado para o coletivo, com pensamento plural. EM TEMPO - Quantas legendas o senhor pretende atrair? JM - Uma campanha macro é como se fosse uma pirâmide. Começa com um candidato conhecido, logo abaixo vem os apoiamentos, em seguida os deputados estaduais e federais, depois vem os prefeitos e na base aparece os sindicatos, entidades e associações. Tudo isso faz parte da teoria política. A partir das tratativas se constrói essa pirâmide. Quero trazer o máximo de lideranças possíveis para que, à luz da transparência do discurso, possamos fazer uma campanha política diferenciada. E essa qualidade eu quero frisar sempre quando falar sobre o PROS. Hoje, os candidatos, sejam majoritários ou não, precisam ter um discurso bem centrado com propostas viáveis e verdadeiras, que sigam ao encontro das necessidades do povo, como segurança, emprego, saúde, produção, amparo social. Quem não tiver propostas palpáveis nessa próxima eleição vai encontrar uma população mais politizada que simplesmente não lhe dará ouvidos. EM TEMPO – Com vasta experiência no interior do Estado, o senhor acredita que essa pode ser a sua principal arma na corrida ao governo? JM - Eu considero minhas principais armas, em qualquer duelo que eu venha a travar,
a minha experiência, a minha história de vida e as minhas propostas. Nada adianta ser um andarilho se eu chegar aos municípios do interior e não mostrar ao homem ou a mulher para que entendam que tenho proposta que vão ajudar a melhorar sua vida e o seu ganhapão. Quando o povo e a vida me deram oportunidade para ser gestor público (e isso aconteceu quando eu fui há alguns anos delegado do Ministério da Educação), eu procurei fazer pela população do interior tudo aquilo que eu não tive e o Omar (Aziz) chama de oportunidade e que, tempos depois, procurei utilizá-la durante a grande seca e as últimas grandes cheias, quando coordenei a ajuda humanitária nas áreas afetadas. Mas o Estado não tem uma perna só. Na capital, temos uma população com problema de mobilidade urbana, emprego, qualificação, ampliação da rede escolar, uma cidade que apesar de ter uma das melhores redes públicas de saúde do país, ainda sofre com problemas de falta de profissionais que melhorem ainda mais a qualidade dos serviços.
Nada adianta ser um ‘andarilho’ seu eu chegar aos municípios do interior e não mostrar ao homem ou a mulher para que entendam que tenho proposta que vão ajudar a melhorar sua vida”
EM TEMPO - O senhor teme alguma retaliação do PMDB, seu ex-partido? JM - Na minha idade (e eu não me considero velho, mas experiente!), estou acostumado a lidar com muitos problemas e contorná-los. Não sei o que o PMDB pretende fazer, mas vou usar todas as minhas armas para me defender. A política evolui e a nenhum de nós é dado o direito de recuar dos nossos sonhos. Não temo qualquer tipo de retaliação, nem tenho medo de cara feia. Cheguei até onde estou por conta da minha competência. Quero governar o Amazonas e, se Deus assim o permitir e o povo me ajudar, assim o farei. Não posso me dar ao luxo de daqui a alguns anos ficar com trauma de não ter ao menos tentado. Eleição a gente ganha e a gente perde. Agora ninguém ganha, nem perde se não tiver a coragem de enfrentar.
A política evolui... Não temo qualquer tipo de retaliação, nem tenho medo de cara feia. Cheguei até onde estou por conta da minha competência. Quero governar o Amazonas”
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Política
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Lei das Eleições completa 16 anos e pede reflexão ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO
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lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, completou na semana passada 16 anos. Conhecida como a “Lei das Eleições”, sua implantação foi um divisor de águas no processo eleitoral de todo país, pois estabeleceu as normas para as eleições gerais – para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de Estado, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital – e para as eleições municipais, quando se elegem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Para o assessor da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), Leland Barroso, a introdução da lei no processo eleitoral facilitou a execução dos trabalhos vigentes e também no julgamento de processos eleitorais. “Antes desta normatização existir, a cada eleição era feita uma lei diferente. Com a chegada da 9.504, as regras ficaram estabelecidas e o trabalho de julgamento e avaliação de processos ficou muito mais ético, facilitado e dinâmico”, disse. Segundo Barroso, nesses 16 anos, a lei sofreu duas modificações para se adequar às necessidades do processo. “A lei está atualizada às mudanças políticas do país, e foi criada para dar mais rigor a todo processo eleitoral”, disse. Em 107 artigos, a Lei Eleitoral trata das coligações partidárias, das convenções para a escolha de candidatos, registro de candidatos, arrecadação e aplicação de recursos nas campanhas eleitorais, prestação de contas, pesquisas e testes pré-eleitorais, da propaganda eleitoral em geral, do direito de resposta, do sistema eletrônico de votação e da totalização dos votos, das mesas receptoras, da fiscalização das eleições e das condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais. Já o deputado federal petista Francisco Praciano, ressalta que a norma já está “caduca” e que um dos motivos principais das eleições é o financiamento privado de campanha. “O Congresso, as Câmaras municipais e as Assembleias tem o perfil muito mais de empreiteiros do que da população”, criticou.
ARQUIVO EM TEMPO
Mesmo sendo um mecanismo jovem e ter passado por duas revisões, no período, há quem defenda que a norma está caduca Outro ponto que precisa ser repensado, segundo Praciano, é a questão dos partidos políticos, que estão sem credibilidade perante a população. Hoje, frisou, as eleições não representam um debate de ideias, é um ato meramente político. “Precisamos de uma reforma que dê visibilidade aos partidos, além de limitar a questão dos financiamentos. Também considero a reforma do eleitor como um dos itens fundamentais para uma boa eleição”. No que se refere às doações, a lei prevê, em seu artigo 23, que “pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para campanhas eleitorais”, ficando tais contribuições sujeitas aos limites da própria lei. No caso de pessoa física, por exemplo, a quantia doada deve corresponder a no máximo 10% dos rendimentos brutos. É vedado, ainda, aos partidos e candidatos, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro procedente de pessoas jurídicas, governo
NORMAS
A Lei das Eleições também estabelece a escolha dos candidatos pelos partidos e determina que a deliberação sobre as coligações deverão ser feitas no período de 10 a 30 de junho do ano do pleito Para Leland Barroso, que atua na Corregedoria do TRE-AM, a Lei das Eleições veio facilitar os trabalhos na Justiça Eleitoral
estrangeiro; administração pública direta e indireta; entidade de classe ou sindical; e organizações não governamentais que recebam recursos públicos. Um dos primeiros artigos abordados na lei está a questão das filiações partidárias, onde afirma “que somente poderá participar das eleições o partido que, até um ano antes do pleito, tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral”. Esse decreto foi quem tirou esta semana todas as expectativas da ex-senadora Marina Silva (sem partido) de criar a Rede Sustentabilidade, e disputar as eleições de 2014. Segundo o TSE, Marina não conseguiu captar o número suficiente de assinaturas estabelecida pelo tribunal para criar um partido e, dessa forma, poder conseguir seu registro.
Norma fixa várias regras para a disputa Introduzido por uma das modificações que a lei já passou, o artigo 16 passou a permitir que o candidato, cujo registro esteja sub judice, ou seja, em análise pela Justiça Eleitoral, possa efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral. Dessa forma, permite ao candidato nesta situação que utilize o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e tenha seu nome mantido na urna eletrônica enquanto. No entanto, ressalta o artigo, que a validade dos votos atribuídos a tal concorrente fica “condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior”. O mesmo vale para os partidos e para
as coligações, que só computarão os votos atribuídos a seus candidatos caso seus registros venham a ser deferidos posteriormente. Pesquisas eleitorais A Lei das Eleições também estabelece que as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos sejam obrigadas, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, para cada pesquisa, até cinco dias antes da divulgação, as seguintes informações: quem contratou a pesquisa; valor e origem dos recursos despendidos no trabalho; metodologia e período
POSIÇÕES
O deputado Francisco Praciano, afirma que a Lei precisa de uma atualização. Mas, para o assessor da Corregedoria do TRE-AM, Leland Barroso, a norma veio somar no processo eleitoral de realização da pesquisa; e plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho e margem de erro, entre outras.
A propaganda eleitoral é outro aspecto amplamente tratado na lei. Segundo a norma, esse tipo de propaganda somente é permitido após o dia 5 de julho do ano da eleição, sob pena de ser considerado extemporâneo. No entanto, o candidato poderá, na quinzena anterior à escolha pelo partido, realizar propaganda intrapartidária para a indicação de seu nome, sendo proibido o uso de rádio e televisão. “Essa lei veio para somar todo o nosso processo eleitoral. Atualizamos e avançamos em muitos pontos. E essa lei só fez enaltecer o processo eleitoral no país”.
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Novos produtos amazônicos vão chegar às lojas Economia B4 e B5
Em busca de uma chance no mercado de trabalho
Diplomados enfrentam dificuldades para achar um bom emprego após concluírem o curso de graduação em Manaus AG BRASIL
JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
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assar no vestibular, estudar no mínimo quatro anos de faculdade, fazer cursos extracurriculares e até pós-graduações. Apesar de essenciais, essas etapas não são mais suficientes para arrumar um bom emprego. Com a competitividade acirrada, universitários recém-formados em Manaus encontram dificuldades para atravessar o abismo no caminho entre o diploma e o mercado de trabalho. A design Dayana Almeida Lins é um exemplo de profissional capacitada sem acesso ao mercado. Formada em 2010 e pósgraduada neste ano, ela conta que apesar de algumas experiências pontuais, a formação acadêmica foi insuficiente. “O problema não é a capacitação, mas a falta de oportunidade para mostrar o conhecimento adquirido”, lamenta. Apesar das dificuldades,
CONSELHO
Segundo especialistas, empregadores dão atenção para conhecimento prático, postura profissional ética, fato candidato que circule em todas áreas da organização e interaja em todos os níveis Jovens recém-formados enfrentam uma verdadeira maratona para conseguir uma oportunidade para trabalhar e adquirir conhecimento essencial ao seu futuro ALEXANDRE FONSECA
Dayana, que desde a conclusão da pós procura uma colocação no mercado, segue distribuindo currículos e diz ter se adaptado à situação. “Enquanto a oportunidade não vem, sigo me especializando, estudando para concursos e tentando vagas até mesmo em outras áreas. O importante é não ficar de braços cruzados”, comenta. Estimativa feita pela Strategic Advanced, empresa especializada em captação de recursos humanos, aponta que a cada vaga disponível para recém-formados, média de oito profissionais entra na disputa, número que pode variar conforme o nível de exigência da empresa e do segmento. A diretora comercial Roseli Menegasso argumenta que o ambiente organizacional tem estimulado as empresas a exigirem mais na hora da contratação. Segundo ela, não basta que o candidato tenha um nível superior, as empresas querem um algo mais. Segundo a especialista, é fundamental que o universitário busque, ainda no período acadêmico, realizar estágios, aprender idiomas, principalmente o inglês, e procurar treinamentos que o auxiliem em seu desenvolvimento nas áreas em que gostaria de atuar no mercado de trabalho. “As universidades não ensinam os acadêmicos na prática, portanto, o estágio é importante. Se deixar para buscar emprego após a finalização do curso, corre o risco de concorrer com profissionais mais preparados e experiente, dificultando sua empregabilidade”, frisa.
Falta de experiência é barreira Há 3 anos, a falta de experiência assombra a assistente social Luciene Moraes. Ela relata que quase a totalidade de seus colegas de turma não conseguiu ingressar no emprego sonhado. A profissional se queixa de não ter tido a oportunidade de obter a experiência exigida pelas empresas, situação agravada pela idade. “Se já é difícil para um recémformado de 25 anos conseguir um emprego, imagina para mim que tenho 43 anos. Ninguém quer arriscar”, enfatiza. Sem atuar na área desde maio de 2011, a jornalista Vanessa Rodrigues aponta que outro empecilho é o fato de que alguns empregadores estariam se aproveitando da falta de experiência para oferecer vagas com baixa remuneração. “Cheguei a receber propostas de R$ 400 por mês para trabalhar o dia inteiro. Além da frustração pela procura do emprego, me senti desvalorizada como profissional”, reforça. Dicas Para tentar reverter a situação, a presidente da Associação Brasileira Mesmo com pós-graduação, Dayana Lins não tem encontrado emprego na sua área de atuação
de Recursos Humanos no Amazonas (ABRH-AM), Ozeneide Casanova, dá algumas dicas que são necessárias para os candidatos diplomados que procuram uma vaga no mercado de trabalho. Para incrementar o currículo e atrair a atenção do empregador é essencial, segundo Ozeneide, ter uma postura diferenciada com iniciativa, saber trabalhar em equipe, ser proativo e ter boa capacidade de entrega de resultados. “Mostrar disposição e disponibilidade para os desafios que lhe forem confiados também é uma fator observado”, acrescenta. Em contrapartida, segundo a gestora, o não cumprimento de prazos, atitudes de não cooperação e colaboração, a falta de disciplina e a intolerância com os procedimentos e regras são atitudes que devem ser evitadas ao longo do processo seletivo. Essas práticas são sinais de que o candidato que possui essas características pode afastar o interesse do contratante. “A questão não é apenas currículo, é bem mais subjetivo”, alerta Ozeneide.
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Direito do consumidor na Copa 2014 será debatido Governo criou comitê que estará em Manaus, no dia 17, para discutir relação de consumo com turista durante evento
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o próximo dia 17, O Comitê Técnico de Consumo e Turismo do Plano Nacional de Consumo e Cidadania do governo federal estará em Manaus onde irá debater os pontos fundamentais para receber bem o turista durante a Copa de 2014. Ao todo, são quatro esses itens principais: a realização de um diagnóstico dos serviços prestados ao turista, a elaboração de um plano de contingenciamento para os fluxos de atendimento ao consumidor, a realização de ações de formação e educação, além da criação de uma Câmara Técnica de Consumo e Turismo, neste caso somente para o Rio de Janeiro, com o objetivo de elaborar e implementar as ações no âmbito local. Segundo a secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira, todas as propostas resultantes das reuniões do comitê serão reunidas em documento que será apresentado ao Grupo Executivo da Copa do Mundo Fifa 2014 (Gecopa). “O turismo é prioridade na agenda de defesa do consumidor do governo. Estamos percorrendo as cidades-sede para propor a adoção de uma estratégia conjunta de atuação”, afirma Juliana, que coordena, com o apoio do Ministério do Turismo e da Embratur, as reuniões do Comitê Técnico de Consumo e Turismo nas cidades-sede, que começaram por Belo Horizonte, na semana passada. Segundo o governo, o comitê vai tratar exclusivamente de questões relacionadas às relações de consumo durante o mundial de futebol. O as-
ROBERTO CARLOS/AGECOM
sunto tem por objetivo ampliar o atendimento e dar respostas rápidas a eventuais conflitos entre turistas, brasileiros ou estrangeiros, e prestadores de serviços. Demandas O diretor de Gestão Estratégica do MTur, Ítalo Mendes, destaca a importância de atender às demandas do consumidor ao anunciar que o ministério reforçará a campanha Viaje Legal, voltada para prestar informações ao turista por meio de campanhas. Segundo ele, o MTur também se esforça para regulamentar dispositivos da Lei Geral do Turismo, como a implantação de livro de reclamações e fiscalização dos prestadores de serviços. União Como representante do setor produtivo, o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, afirma que o trabalho conjunto proposto pelo governo federal vai servir para facilitar o processo de solução de problemas. Em referência às críticas ao alto custo dos serviços turísticos no país, Sampaio avaliou que o fórum servirá também para desmistificar e elucidar questões desta natureza. O assessor da presidência da Embratur, Leandro Garcia, avalia que a qualidade do atendimento aos turistas terá impacto direto na imagem que o visitante estrangeiro levará do país depois dos grandes eventos. “Acreditamos que iniciativas preventivas para garantir o direito dos consumidores terão impacto no legado da Copa do Mundo”, frisa.
Turistas estrangeiros que visitarem o país na Copa de 2014 terão direitos como consumidores preservados ao longo da competição
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
ZFM do Brasil, prorrogação e expectativa A Zona Franca de Manaus ganha mais meio século de vigência na Comissão Especial do Congresso Nacional que analisa a prorrogação de benefícios fiscais. A aprovação foi por unanimidade, o que sugere bons fluidos para a votação em dois turnos entre o Senado e a Câmara Federal. Portanto, além de atuar na mobilização política da proposta que se origina no Poder Executivo (PEC 103/11), cabe a todos – entes da indústria e do Poder Público do Amazonas – a tarefa de afirmar a imagem do modelo da Zona Franca de Manaus integrada à economia nacional e, assim, tornar-se responsável pelo zelo e guarda do maior bioma florestal do planeta que, lamentavelmente, o Brasil desconhece. Com a Zona Franca de Manaus, vale dizer, houve um acréscimo significativo, na participação do Amazonas no PIB nacional, passando de 0,6% para 1,58%. É verdade, igualmente, que a arrecadação federal do Ama-
zonas representa quase 60% da contribuição total da Região Norte, e que são gerados 120.000 empregos diretos no Polo Industrial, mais de 300 mil na área de comércio e serviços. Em contrapartida, a região possui 11 municípios entre os 50 mais pobres do País, com taxas africanas no IDH, o índice da ONU que afere o desenvolvimento humano. Prorrogar, pois, exige parar refletir e equacionar essa contradição. No texto original da proposta do governo foram incluídas duas emendas que prorrogam os prazos das áreas de livre comércio dos municípios de Tabatinga (AM), Guajará-Mirim (RO), Boa Vista (RR), Bonfim (RR), Macapá (AP), Santana (AP), Brasiléia (AC) e Cruzeiro do Sul (AC), também para 2073, sob o alerta de “não gerar desigualdades entre as regiões”. E aí cabe retomar outra reflexão sobre a interação entre a Zona Franca de Manaus e a área de alcance da Suframa, em suas atribuições legais de indutora do desen-
volvimento e de articulação inter-regional. Só assim podemos pensar em integrar pra valer a região com o restante da economia do País. Essas áreas e os estados da Amazônia Ocidental perderam muito de sua articulação por conta do esvaziamento da Suframa, suas limitações orçamentárias, contingenciamento de recursos e inércia política da representação parlamentar, provocada pela escassez de recursos para apoiar as atividades econômicas dos municípios. Os recursos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e as verbas contingenciadas, oriundas das taxas, contingenciadas para engordar o superavit primário, poderia abrir caminho para resgatar esses compromissos, no bojo do debate da prorrogação. E, se para o Brasil, o maior gargalo na indução do crescimento é a logística dos transporte, o Amazonas não conta com investimentos expressivos neste campo desde a década de 1970. Se o
mínimo de 2% do seu PIB fosse investido na região para infraestrutura de transporte, poderia romper o isolamento histórico do estado e conferir competitividade ao polo industrial. De 1995 a 2002, na gestão FHC, a única obra federal foi a recuperação da BR-174, ligando Manaus à Boa Vista, em direção ao Caribe. No período seguinte, de 2003 a 2010, governo Lula, o único investimento foi um armazém de cargas no aeropo rto de Manaus. É injusto tratar um Estado que, mesmo acusado de paraíso fiscal, recolhe para a União mais da metade da riqueza que produz. Manaus não é distante. Distante, historicamente, tem sido o enfrentamento do problema. Distante é a China, mesmo assim, é mais barato trazer um contêiner de Shangai para Santos, em São Paulo do que de Manaus para Santos. Por fim, além de prorrogar é preciso refletir sobre as vocações de negócios que a floresta – 20% da biodiversidade do planeta – oferece.
Isso exige mais cientistas – só temos 500 em atividade. Qualquer país desenvolvido teria 10 vezes mais, para transformar essa riqueza na cura das doenças, na magia e beleza dos cosméticos tropicais e produção sustentável de alimentos. Com a aquicultura, 20% da água potável da terra, dá para abrigar fazendas aquáticas. Nas várzeas como se deu nas civilizações às margens do Nilo, fertilizantes natural para produzir grãos, sem precisar derrubar uma árvore. Aqui é a pátria da Nutracêutica, a nova ciência da nutrição na perspectiva da longevidade, da eterna juventude. A indústria local, é importante dizer, financia integralmente a Universidade do Estado do Amazonas, a única do Brasil presente em todos os municípios de um Estado. E são 62 municípios espalhados no Amazonas, um Estado que é maior que a Europa Ocidental. O Brasil, decididamente, precisa passear em sua floresta.
Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta
É injusto tratar um Estado que, mesmo acusado de paraíso fiscal, recolhe para a União mais da metade da riqueza que produz. Manaus não é distante
Economia
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‘Lixo’ gera economia para as construtoras do AM ANWAR ASSI Equipe EM TEMPO
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ntulho que antes era descartado no lixo, os resíduos das obras que “pipocam” na cidade são agora reaproveitados pelas empresas da construção civil nos prédios erguidos na capital amazonense. A mudança de cultura, além de representar um “alívio” para o meio ambiente, gera principalmente uma economia de até 5% nos custos, dependendo do tipo de empreendimento. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, a novidade ainda “engatinha” a passos curtos nos canteiros de obras da cidade. Contudo, segundo o empresário, a iniciativa tende a ser ampliada “a todo vapor” no futuro entre as construtoras do setor na região. “O uso dos resíduos das obras está no início em Manaus, mas daqui a 3 anos, as empresas usarão 100% do entulho gerado nas construções para diminuir os custos”, afirma. Conforme o Sinduscon-AM, com o entulho das obras, as construtoras podem fabricar,
entre outros produtos, piso de concreto, argamassa para piso, além de alguns tipos de concreto ciclópico (feito com a adição de pedra de mão) usados geralmente em estrutura como fundações, muros de arrimo e até barragens. Nos canteiros de obras da A. G. Construtora, o entulho é usado para fazer serviços como o de contra piso, ou seja, o enchimento que é feito na laje para nivelar e receber a cerâmica. De acordo com empresário Robério Arruda, a prática de transformar o lixo em novo produto que pode ser aproveitado na construção já faz parte da cultura da empresa há 6 anos. “É compensador, pois reduz os custos, mantém a qualidade dos serviços e ainda não polui o meio ambiente”, destaca. A iniciativa deu tão certa que a A. G. Construtora investiu R$ 50 mil na compra de uma máquina de triturar lixo que transforma o entulho da obra em areia peneirada. O equipamento - feito sob encomenda -, foi importado de São Paulo e deverá chegar aos canteiros de obras da A. G. Construtora na cidade até o final de outubro. “A máquina vai triturar até oito toneladas
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Conforme o Sinduscon-AM, empresas da região conseguem reduzir em até 5% custos com uso de entulho nas obras de entulho por hora”, enfatiza Robério Arruda. Sustentabilidade Além de ser aproveitado para criar outros produtos e serviços, o uso entulho das obras diminui o impacto agressivo sobre a natureza. Esta realidade é possível porque as construtoras, para reaproveitarem o material que sobrou, deixam de comprar no mercado e, desta forma, reduz a demanda da indústria e, consequentemente, a poluição. “É uma prática corretamente sustentável” explica o presidente do Sinduscon-AM, Eduardo Lopes. Mudanças As construtoras também estão substituindo materiais que antes eram amplamente usados nas obras por outros itens mais “em conta” e de maior operacionalidade. Um desses itens é a madeira que praticamente teve seu uso reduzido em alguns empreendimentos. “Usamos muito pouco a madeira e o que sobra é cedida para as olarias”, revela o empresário Robério Arruda ao frisar que a madeira tem sido substituída por peças metálicas prontas.
Resto de tijolo e concreto é triturado e transformado em areia que será usada na construção
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Economia
MANAUS, Sテ。ADO, 5 DE OUTUBRO DE 2013
Plateia
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 30 DE SETEMBRO DE 2013
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Festival de música anuncia os vencendores de 2013 Realizado pela primeira vez em Parintins, evento lotou o bumbódromo na última noite, que teve o show de Sandra de Sá
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música do cantor Cileno, “Novenário”, sagrou-se campeã do 4º Festival Amazonas de Música, que este ano pela primeira vez ocorreu, em Parintins (a 369 quilômetros de Parintins). Pela conquista, Cileno vai receber a premiação de R$ 18 mil. Na segunda colocação ficou a música “Lendário Calendário Maia”, de Gil Valente. Na terceira posição, o cantor Afonso Toscano com a música “Resgate”. Os campeões vão receber as premiações de R$ 15 e R$ 10 mil, respectivamente. Na votação do público que prestigiou os dias do evento, a campeã foi a música “Pôr do Sol”, do compositor parintinense, Tadeu Garcia. A letra foi interpretada pela parintinense Ciriane de Souza. Já a cantora Lili Andrade foi eleita a melhor intérprete do 4º FAM e receberá o valor de R$ 5 mil. O 4º FAM foi encerrado no último sábado com o show da cantora Sandra de Sá, que levou o público parintinense ao delírio. Os jurados da finalíssima da quarta edição do Festival
Amazonas de Música foram Makely Ka (músico e produtor), Léo Chermont (produtor e guitarrista da banda Strobo), Natália Sakouro (maestrina e preparadora vocal), Ney Amazonas (radialista,
PREMIADOS Na segunda colocação ficou a letra “Lendário Calendário Maia”, de Gil Valente. Na terceira posição, o cantor Afonso Toscano com a música “Resgate” ator e músico). O 4º Festival Amazonas de Música (FAM) realizou durante 4 dias, 37 apresentações musicais divididas nas mostras Competitiva, N ã o Competitiva e Circula Manaus, além do show de abertura do cantor Milton
FOTOS? DIVULGAÇÃO
Nascimento, e encerramento com a cantora Sandra de Sá. O evento promoveu também programação acadêmica com workshop, oficinas e painéis que discutiram formalização, produção e projetos culturais voltados à música.
A música “Novenário”, do cantor amazonense Cileno, foi a campeã da quarta edição do FAM
Bumbódromo ficou lotado para o show de Sandra de Sá
País
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
REPRODUÇÃO
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SUS amplia em 37% acesso a exames de mamografia Primeiro passo para a detecção do câncer, os exames de mamografia representaram aumento em mulheres na faixa etária dos 50 a 69 anos
O O exame de mamografia ajuda as mulheres a prevenir o câncer
ano de 2012 registrou crescimento de 37% na realização de mamografias na faixa prioritária – de 50 a 69 anos em comparação com 2010, no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos somaram 2,1
milhões no ano passado, contra 1,5 milhão em 2010. No total, o número de exames realizados no último ano atingiu a marca de 4,4 milhões, representando um crescimento de 26% em relação a 2010. Para estimular a detecção precoce do câncer de
mama, o Ministério da Saúde inicia campanha para conscientização das mulheres sobre o tema, reforçando as ações do movimento “Outubro Rosa”. Em qualquer lugar do mundo, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos
pela saúde feminina. O câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil. O rosa simboliza alerta às mulheres para que façam o autoexame e, a partir dos 50 anos, a mamografia.
Serviços de assistência oncológica Em 2011, o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, foi lançado como estratégia para expandir a assistência oncológica no país. Atualmente, o SUS tem 277 serviços na assistência oncológica que atendem a 298 unidades hospitalares distribuídas nas 27 unidades da federação para a detecção e tratamento de câncer em todo país. Com o investimento do governo Federal, mais de 3,6 milhões de sessões de radioterapia e quimioterapia foram feitas pelo SUS, com investimento de R$ 491,8 milhões em 2012.
CÂNCER
Dois projetos ampliam tratamento Pelo menos dois projetos que pretendem ampliar as políticas de tratamento e prevenção do câncer de mama podem ser aprovados este mês no Senado. Durante o lançamento da campanha “Outubro Rosa” no Congresso Nacional, que prevê uma série de eventos para lembrar a importância do diagnóstico precoce e dos cuidados com a doença, o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDBAL), disse que quer votar as propostas ainda em outubro. Uma das matérias (PLS 406/2011) garante o acesso às políticas de prevenção, detecção e tratamento do câncer de mama por mulheres com deficiência. O outro projeto (PLS 352/ 2011) garante a inclusão do medicamento de uso oral contra o câncer, a quimioterapia oral, nas coberturas obrigatórias dos planos de saúde para permitir tratamento domiciliar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu, recentemente, uma consulta pública para saber a opinião da população sobre a inclusão da quimioterapia oral no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a senadora Ana Amélia (PP-RS), que propôs o projeto no Congresso, a ANS registrou recorde de sete mil acessos. O Congresso Nacional ganhou iluminação rosa, na terçafeira, 1º. A iluminação especial será mantida por todo o mês.
Mundo
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
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Vacina da dengue é testada em voluntários no Butantan
Ao todo, 250 voluntários começam a testar a segurança e a resposta imunológica induzida pela droga em seres humanos
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Instituto Butantan começou esta semana o recrutamento de voluntários para os primeiros testes em humanos da vacina contra dengue no Brasil.
Até 2014 segurança será garantida A vacina é tetravalente (deve proteger contra os quatro tipos de vírus que causam a dengue, 1, 2, 3 e 4) e será aplicada em uma única dose. “Essa é a principal diferença dessa vacina para outras que estão sendo desenvolvidas”, diz Precioso. Outra diferença, de acordo com Esper Kallás, infectologista e professor da USP, é que os próprios vírus causadores da doença foram modificados em laboratório. A expectativa é que até dezembro de 2014 já existam dados suficientes para garantir a segurança da vacina. A partir de 2015, a entidade espera iniciar a elaboração do estudo de fase três, quando a vacina será aplicada em um número maior de pessoas.
RANKING
Mercadante justifica queda da USP O ministro Aloizio Mercadante (Educação) disse que USP e Unicamp caíram no ranking internacional de universidades THE (Times Higher Education), divulgado nesta semana, porque “cursos em inglês passaram a ter mais pontos na avaliação”. A metodologia do THE, no entanto, não teve alteração do ano passado para esse ano. Cursos oferecidos em inglês pelas universidades não ganham mais pontos no THE. A USP, única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo no ranking, passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º. A Unicamp caiu de 251º a 275º (em 2012) para 301º a 350º. A afirmação foi feita durante entrevista sobre o Enem e a abertura de edital para mestrado profissional no programa Ciência sem Fronteiras. “Mudaram o critério e colocaram a oferta de cursos em inglês como uma dimensão importante para a internacionalização e elas perderam posições”, disse o ministro. A metodologia e os pesos dos indicadores do THE tiveram alterações. “Mas o período da base de periódicos científicos analisados pelo ranking, a Web of Science, passou de 2006 a 2010 para 2007 a 2011”, explica o especialista em avaliação de produção científica Rogério Meneghini, da USP. Justamente em 2011 a base incorporou livros e capítulos de livros, além de periódicos científicos.
Serão selecionadas 50 pessoas, entre 18 e 59 anos, para uma primeira etapa de testes, feita em parceria com o Hospital das Clínicas de São Paulo. Outros 250 voluntários serão recruta-
dos para uma segunda etapa do estudo, a partir do começo de 2014, que vai envolver também o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Desenvolvida desde 2006 no
Brasil, a vacina foi produzida em parceria com o National Institutes of Health (NIH) dos EUA. Por lá, já foram feitos testes em 750 pessoas, com bons resultados, segundo Alexander
Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan. A realização do ensaio clínico aqui foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) em agosto deste ano. De acordo com Precioso o objetivo dessa etapa é testar, em uma região endêmica, a segurança e a resposta imunológica induzida pela droga.
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Mundo
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Calote nos EUA pode ser pior que a crise de 2008 Alerta vem do Tesouro americano ao acreditar que, persistindo o impasse ente governo e Congresso país entre em colapso
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m calote inédito dos Estados Unidos seria “catastrófico” para a economia americana, palavras do próprio Tesouro do país, e “desastroso” para o resto do mundo, nas palavras de um especialista brasileiro. Mas é exatamente esse o retrato que um relatório do Tesouro pintou, com cores fortes para tentar pressionar o Congresso a negociar a elevação do teto da dívida americana, que precisa ser concluída nas próximas duas semanas. Por falta de entendimento entre congressistas republicanos e democratas, os Estados Unidos estão há uma semana com os serviços públicos federais paralisados. Se os efeitos econômicos dessa paralisação já são notáveis, analistas estimam que custe ao país US$ 300 milhões por dia, pior são as perspectivas sobre o que pode acontecer até o fim do mês, se o Congresso continuar dividido e não conseguir negociar a elevação para o teto da dívida americana. “Os mercados creditícios podem congelar, o valor do dólar pode despencar e as taxas de juros nos Estados Unidos podem disparar, potencialmente resultando em uma crise financeira e uma recessão que ecoariam os eventos de 2008 ou pior”, alertou o Tesouro em um relatório. Os Estados Unidos estão prestes a atingir o teto do seu endividamento, US$ 16,7 trilhões, e o Tesouro precisa da autorização do Congresso para continuar rolando os compromissos por meio de novos empréstimos.
AE
Impasse Se os congressistas não chegarem a um acordo até o próximo dia 17, o órgão ainda poderia saldar seus compromissos por cerca de duas semanas. Mas, sem um acordo final acabaria decretando o calote dos seus títulos. “A sequência do que poderá acontecer é uma grande incógnita, porque não se conhece nenhum caso de um país com a importância dos Estados Unidos que tenha dado um calote na sua dí-
COLAPSO
O valor do dólar pode despencar e as taxas de juros nos EUA podem disparar, potencialmente resultando em uma crise financeira e uma recessão que ecoariam os eventos de 2008 ou pior, alerta o Tesouro Obama disse estar “irritado” com a pressão do Congresso americano para não votar o Orçamento e tirar país do caos econômico
vida”, disse à BBC Brasil o professor de Economia Internacional da PUC-SP, Antônio Carlos Alves dos Santos. “As consequências seriam desastrosas para a economia mundial como um todo. No caso do Brasil a situação seria complicada, porque a situação econômica do país já não é muito boa, e não queremos um choque externo que teria ainda mais impacto na economia brasileira.” Muitos analistas acreditam que, com o governo americano paralisado, as negociações sobre estes dois temas no Congresso acabariam coincidindo.
Obama engrossa discurso contra congressistas Foi o presidente Barack Obama quem sugeriu que em vez de avançar conjuntamente, os dois temas possam seguir conjuntamente trancados. Em uma entrevista à rede de TV CNBC, ele disse que não vai negociar a dívida com o partido Republicano enquanto a sigla estiver, segundo ele, “refém” de uma “ala extremista” agindo por motivações ideológicas. Os “extremistas” a que o presidente se refere são os
membros do grupo chamado Tea Party, que condicionam a reabertura das torneiras do governo federal a um adiamento da lei da saúde aprovada em 2010. Na última quinta-feira, 3, o presidente voltou à carga contra os republicanos afirmando que, “por irresponsável que seja uma paralisação do governo, uma paralisação econômica resultante de um calote seria muito pior”. Ecoando as palavras do
presidente, o relatório do Tesouro afirma que a simples possibilidade de um calote pode injetar pânico nos mercados financeiros e espalhar efeitos negativos pela economia. Em 2011, quando o Congresso também viveu um impasse, mas conseguiu elevar o teto da dívida antes do esgotamento de todas as medidas extraordinárias, as incertezas se traduziam em volatilidade nos mercados,
elevação das taxas de risco e dos juros das hipotecas, desconfiança na economia e reduções no consumo e gasto de indivíduos e empresas – ultimamente, em um baque na própria atividade econômica. “Como vimos dois anos atrás, as incertezas sobre se a nossa nação vai saldar suas dívidas dentro do prazo ferem a nossa economia”, disse o secretário do Tesouro, Jacob Lew.
DEFESA
Brasil quer independência digital dos Estados Unidos Depois das denúncias de espionagem envolvendo a americana Agência de Segurança Nacional (NSA), que teria monitorado comunicações da Petrobras e até da presidente Dilma Rousseff, o Brasil defende agora uma descentralização dos fluxos de dados globais. Entre os objetivos, tornar-se menos dependente dos EUA. “Não faz sentido que uma conexão entre Brasil e Uruguai tenha que passar por Miami”, questiona o secretário de Telecomunicações do Ministério da Comunicação, Maximiliano Martinhão, em
entrevista à DW. Uma expansão da infraestrutura latino-americana de banda larga já estava em planejamento antes da eclosão do escândalo, mas, agora, ganhou prioridade. Segundo o secretário, os preparativos já foram concluídos para o chamado anel óptico sul-americano, que deverá unir entre si 12 países do continente por cabos de fibra óptica, além de conectá-los com África e Europa. O projeto inclui cerca de 10 mil quilômetros de cabos de fibra óptica. ABR
Maranhão quer descentralizar comunicações brasileiras
Caderno C
Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
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RICARDO OLIVEIRA
Ruínas que contam histórias Dia a dia C3 a C6 FOTOS: ALEXANDRE FONSECA
O Centro de Mídias já utiliza os livros aplicativos para auxiliar as atividades de ensino
Tecnologia pela educação Com a utilização dos livros aplicativos, as aulas podem se tornar mais estimulantes na escola com a interatividade dos estudantes. Centro de Mídias do Estado já utiliza a ferramenta, que se torna um importante aliado para os professores IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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em mesmo o apelo à arte ou até mesmo ao humor, durante solo em frente ao quadro branco, torna a competição com os gadgets (dispositivos eletrônicos portáteis) menos desonesta. Dinamizar a aula é com certeza um dos grandes desafios do professor. Contudo, algumas ferramentas têm ajudado o docente a prender a atenção dos adolescentes, naqueles “tortuosos” – para alguns - minutos dedicados à disciplina com menor afinidade. A possibilidade de inovar as aulas foi o que fez a bióloga Paula Romenya não abandonar a docência, que abraçou desde 2006. “Dou aula desde que saí da faculdade. Se não fosse toda tecnologia que vem avançando, já teria desistido, porque não gosto do quadro branco. Na escola tentava levar sempre um complemento, o meu notebook, datashow, fazia esforço, porque sabia que como aluna não iria gostar de assistir a todo tempo uma aula em que professor passa 40 minutos escrevendo e 10 explicando”, disse. Adotar ferramentas que facilitem o aprendizado e de quebra, ainda prendam atenção do aluno faz, para a bióloga, diferença no resultado. Uma dessas tecnologias que vêm sendo exploradas por professores e por cerca de 35 mil alunos em todo o Estado do Amazonas são os livros aplicativos com recursos 3D, da editora digital Evobooks, que foi adotado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “A tecnologia vem para ajudar na interação social, na educação e nossos alunos estão on-line 24 horas no Facebook, Whatsapp e temos que andar junto com eles seguindo a tecnologia. Se não, ficamos para trás”, apontou. A ferramenta foi testada
pelo Centro de Mídias da secretaria em maio e passou a ser usada em larga escala a partir de junho nas disciplinas biologia, física, química e geografia. Há também planos de estender a tecnologia para as aulas das demais disciplinas das ciências exatas. A ferramenta confeccionada pela Evobook é um soſtware de aprendizagem em que o aluno pode acompanhar tudo em 3D, a mesma tecnologia usada nos games. “A finalidade dele é dar mais dinamismo à aula, porque tem vários recursos visuais. As imagens são em 3D e o professor tem manipulação total do objeto. Quem ganha são os alunos, e a aula fica bem enri-
FONTE
Uma das tecnologias que vêm sendo explorada por professores e por cerca de 35 mil alunos em todo o Estado do Amazonas são os livros aplicativos com recursos 3D da editora Evobooks quecida”, afirmou o gerente de soluções tecnológicas da Seduc, Reinier Alex de Oliveira. Ele explicou que o professor manipula o soſtware dentro do Centro de Mídias e as imagens são transmitidas para os 35 mil alunos em todos os municípios do Estado. “Eles assistem em qualidade HD, em alta definição e conseguem ver com bastante clareza as animações em 3D”, ressaltou. De acordo com o gerente, até o fim do ano, os alunos terão oportunidade de assistir as aulas por meio de tablets. “A Seduc vai entregar tablets aos professore e 50 mil pra os alunos do 3º ano. Os tablets virão com vários recursos, inclusive o Evobook”, apontou.
Ferramenta para os professores Para a bióloga Paula Romenya, o soſtware é uma ferramenta que auxilia o trabalho do professor e incentiva o aluno. “O ‘Evobook’ para área de biologia, física e química é uma excelente ferramenta, porque nem todo professor tem habilidade de desenhar e perde muito tempo desenhando uma célula, um corpo humano e a figura não vem com riqueza de detalhes que soſtware tem”, pontuou. Em uma aula de anatomia e fisiologia humana, por exemplo, o aluno pode observar em detalhes o sistema digestivo, circulatório, muscular ou esquelético. O programa dá possibilidade de o professor manipular o boneco, grifar partes que tem interesse em chamar atenção, escrever observações que considere importante e proporcionar uma viagem ao aluno. “Num sim-
ples sistema, como o linfático, ele vai dar detalhes que eu não poderia ter em uma única imagem. Posso virar o boneco e vem com links e pequenos textos que ajudam o professor a dinamizar
REFORÇO
Antes do Evobook, as aulas exigiam um maior trabalho do professor em busca da novidade, segundo a bióloga Paula Romenya, e o soſtware veio auxiliar as suas atividades aula”, pontuou. O soſtware também é uma “mão na roda” para o ensino de física, com seus movimentos, forças e trajetórias. “A ferramenta veio
pra tirar da mesmice, do professor ficar sempre copiando. Principalmente na disciplina de física, a parte de física aplicada, para demonstrar movimento de aceleração. É bastante eficiente nesse sentido e o aluno fica mais interessado pela aula”, disse. Ela lembrou que, antes do Evobook, as aulas exigiam um maior trabalho do professor em busca da novidade. “Nossos alunos são extremamente exigentes, porque no fim, eles estão assistindo TV e se a gente não dinamizar, a aula se torna chata, dá sono. Antes do Evobooks minhas aulas eram carregadas de imagens, filmagens porque é preciso prender a atenção”, salientou. E a resposta dos alunos é dada por meio dos chats durante as aulas ou via Facebook.
Reinier Alex de Oliveira, da Seduc: acesso para 35 mil alunos da rede pública estadual
Livros com recursos até em 3D Os livros aplicativos usados no Centro de Mídia são desenvolvidos pela editora digital paulista EvoBooks. Com recursos 3D, os livros são direcionados às disciplinas história, biologia, química, física, entre outras. Para cativar o aluno, a ferramenta fugiu de uma estrutura paginada e buscou recursos interativos e ágeis. Segundo dados divulgados pela empresa, atualmente mais de 60 mil alunos já têm acesso à ferramenta, e a projeção é que até o fim deste ano, o número salte para 100 mil em todo país. As projeções positivas da companhia são baseadas no crescimento do mercado e nos incentivos do governo federal para incluir a rede publica de ensino as novas tecnologias. Em 2012, o Ministério da Educação repassou mais de R$ 180 milhões aos Estados para a compra de 600 mil tablets para as escolas. Além disso, a Evobook divulgou que a previsão é que para o próximo ano a venda de notebooks será inferior a de tablets. Dessa forma, irá oportunizar o crescimento do mercado para aplicativos educacionais, com receita estimada superior a US$ 1 bilhão ao ano até 2015.
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Dia a dia
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Dinâmica do carbono é tema de evento no Inpa Seminário acontecerá de 28 a 30 de outubro no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTI), por meio do Laboratório de Manejo Florestal (LMF), promove nos dias 28 a 30 de outubro, das 8h30 às 18h, o seminário “Dinâmica de Carbono da Floresta Amazônica” para apresentação dos resultados do Projeto Dinâmica do Carbono da Floresta da Amazônia (Cadaf). O projeto Cadaf é parte do programa de cooperação bilateral entre Brasil e Japão, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, em inglês). O projeto foi aprovado em abril de 2010 com término previsto para março de 2014. O objetivo é desenvolver técnicas de avaliação, em grande escala, da dinâmica do carbono na Floresta Amazônica. O Cadaf deu continuidade às atividades de campo do Pronex, encerradas em dezembro de 2011 e é parte integrante do Inventário Florestal Contínuo do Es-
ENVOLVERDE/DIVULGAÇÃO
tado do Amazonas. Parceiros O projeto Cadaf é uma parceria institucional envolvendo Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto de Pesquisa de Florestas e Produtos Florestais do Japão (FFPRI, em inglês) e Universidade de Tóquio. O seminário está inserido na programação do 3º Curso Internacional sobre Elaboração, Execução e Monitoramento de Projeto de Carbono promovido pelo Laboratório de Manejo Florestal (LMF) do Inpa, sob a coordenação da ABC e da Jica, no âmbito do Programa de Treinamento para Terceiros Países (TCTP). O seminário “Dinâmica do Carbono da Floresta Amazônica” é direcionado aos profissionais da área de carbono florestal, gestores públicos e privados e ONGs. Informações e inscrições podem ser obtidas junto ao Fernando Silva pelo telefone (92) 3643-1931 ou pelo email silvaflorestal@gmail.com. A programação pode ser acessada pelo site do Inpa (www.inpa.gov.br).
O seminário sobre a dinâmica do carbono na Floresta Amazônica é direcionado aos profissionais da área de carbono florestal
Dia a dia
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Ruínas que encantam ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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poucos quilômetros de Manaus, é possível encontrar uma estrutura que encanta o olhar e atiça a curiosidade. Emolduradas por árvores centenárias e atravessada por galhos, cipós e trepadeiras, as ruínas do antigo leprosário – o casarão já chamado de Belisário Pena – são um ponto de visita crescente de turistas e moradores locais. Os moradores da vila de Paricatuba, onde fica o sítio histórico, repassam as histórias antigas do lugar e agem para que ele se torne um cartão postal da área. Foram essas ruínas que atraíram a atenção da turismóloga Anne Nobre, 31. Desde a faculdade, ela se apaixonou pelos relatos históricos aos quais os moradores da vila tentavam dar continuidade e pela forma como eles lutavam pra que sua origem não ficasse no esquecimento, lutando para que o turismo em Paricatuba cresça. Anne resolveu se mudar para a vila, onde conheceu um morador e se casou. Ela vive ali há quatro anos e se considera filha das terras, que fazem parte do município de Iranduba (a 27 quilômetros distante da
RICARDO OLIVEIRA
A poucos quilômetros da capital, a vila de Paricatuba é um exemplo de valorização de sítio histórico capital). Agora, ela, juntamente com outros moradores, batalha para que as ruínas recebam um novo olhar com incentivo maior para a comunidade, tornando o ponto turístico uma atividade econômica para o povoado. Segundo a turismóloga, o ano de 1898 é a possível data da construção do casarão, erguido pelo governo na época para
PREOCUPAÇÃO
Os moradores da vila do Paricatuba, onde fica o sítio histórico com as ruínas do antigo casarão que já foi leprosário, repassam as histórias antigas do lugar e agem para ele se tornar cartão postal As ruínas do antigo casarão que foi até abrigo para portadores de hanseníase no passado chamam a atenção dos visitantes
servir como hospedaria para os imigrantes italianos, porém apenas um, o qual foi um dos pintores do Teatro Amazonas, morava no local. “Os moradores não sabem dizer o nome do italiano, mas levam essa história por anos, mas é necessário que outros estudos sejam feitos fora do país para realmente sabermos qual era o principal objetivo do casarão”, relatou a turismóloga.
Uma escola agrícola e profissionalizante Pouco tempo depois de ter concluído as pinturas no teatro, o italiano morreu deixando o casarão em posse do governo novamente. No espaço foi instalada uma escola agrícola e profissio-
nalizante. De acordo com Anne, o Estado necessitava de um leprosário, então em 1905 o prédio passou por reformas, e em 1924, por decreto do então governador em exer-
cício, Turiano Chaves Meira, foi instalado o leprosário. “Muitas histórias percorreram nesse tempo do leprosário, pois eram homens, mulheres e crianças, que brutalmente eram re-
tiradas de suas famílias e jogadas nas praias de Paricatuba, mas com a instalação do leprosário, a vila começou a surgir”, contou. (Continua)
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Dia a dia
Histórias e lutas po RICARDO OLIVEIRA
As ruínas em Paricatuba poderão ser melhor divulgadas para o desenvolvimento do local, que ainda tem a natureza como aliada ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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Crianças brincam nas ruínas: ponto turístico
vila de Paricatuba – cujo nome deriva de “paricás”, erva alucinógena utilizada em rituais dos povos indígenas da região, e de “tuba”, grande quantidade – é acessada por uma estrada de barro de pouco mais de dez quilômetros a partir de uma entrada no quilômetro 22 da rodovia Manoel Urbano, a AM-070 (Manaus-Manacapuru). O caminho tem a simples ruralidade amazônica, com pequenos sítios, galinhas e patos cruzando a pista. Ao entrar no lugarejo, placas indicam o caminho para as ruínas, e logo depois, seguindo pela rua principal, é possível avistar na lateral do casarão alguns arcos, que por um momento relembram os arcos da Lapa no Rio de Janeiro (RJ), mas com aproximação os novos detalhes e feições vão surgindo. Na primeira impressão, é possível questionar como algo tão diferente pode ainda se erguer há tanto tempo no meio da Floresta Amazônica. Não precisa de muito tempo para que os moradores do local, ao observarem um carro diferente, apareçam nas ruínas do casarão para acolher o visitante. O gestor da Escola Municipal Professor Cícero Monteiro, Genilson Dias de Souza, 35, juntamente com outros membros da comunidade, estão organizando a cooperativa dos moradores de Paricatuba, que será voltada para o turismo. Genilson também detalha a
história do casarão que teve o nome de Belisário Pena. O gestor conta que ainda no período do leprosário, com a presença dos moradores do imóvel ainda na vila, muitas histórias podem ser continuadas. Uma delas é de um tipo de calabouço onde eram jogadas as pessoas que estavam em estado crítico da hanseníase. “Temos relatos de que certa vez um bêbado estava caminhando nas proximidades do calabouço e acabou caindo no buraco. Populares o viram e tentaram retirá-lo, depois ele contava que conseguia ouvir o barulho das águas ao cair ali”, relatou Genilson. Histórias O gestor ainda relatou que o casarão também possui várias histórias, além das mais contadas. Por encontrarem restos de duas celas, os pesquisadores acham que o local também serviu como uma prisão do município de Iranduba ou um lugar para escravos. O casarão também serviu de biblioteca em alguma parte de sua história, mas não se sabe a data específica. A comunidade educa desde as crianças até o mais idoso para que contem as histórias de Paricatuba. “Nós queremos que o casarão não sirva apenas para os noivos virem por aqui fazerem seus álbuns de fotos, mas queremos preparar toda a vila que sempre recebe turistas de outros países. É necessário que tenhamos um olhar mais trabalhado para a comunidade, pois precisamos e damos valor ao que temos”, disse Genilson. IONE MORENO
Resto de farol destruído por balsa na praia de Paricatuba
IONE MORENO
Tipo de calabouço onde doentes críticos eram jogados
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
or um novo tempo RICARDO OLIVEIRA
IONE MORENO
Lugar guarda muitas histórias contadas por moradores
Da reconstrução à destruição Na vila, história se funde ao visual rural amazônico
Por causa da dificuldade em chegar a Paricatuba, o leprosário em 1962 foi transferido para Manaus, no bairro Colônia Antônio Aleixo, onde seria novamente desativado. Mas alguns dos moradores habituados em Paricatuba resolveram voltar e continuar nas suas casas. Há relatos de que alguns dos doentes que não estavam em estado crítico chegaram a ganhar um pedaço de terra e construíram algumas casas. Depois se serem levados para Manaus, muitos quiseram retornar, e por isso em 1970 uma missão religiosa chamada Missão Pistoia, da Igreja Católica, com mis-
sionários italianos liderados pelo padre Humberto Guidotti, se instalam na vila. Em 1984, a missão reconstruiu parte do prédio, que depois chegou a se tornar uma escola. O casarão não passou mais por reformas, e hoje é encontrado deteriorado por causa do tempo, com domínio do espaço por várias árvores. A comunidade luta para que seu maior ponto turístico tenha continuidade. Além do velho casarão, em Paricatuba é possível encontrar uma praia, dominada por pedras ao longo de sua extensão, que suportam árvores. Lá também existe o resto de um farol,
derrubado após ser atingido por uma balsa. Na vila de Paricatuba é possível encontrar duas caldeiras que forneciam energia para o casarão. O santuário de Santa Terezinha também está nas proximidades do rio. O terreno é rico em mangas e cajus, e em alguns sítios é possível encontrar outros tipos de frutas. A turismóloga Anne Nobre ainda mostrou que no terreno nas proximidades do casarão é possível encontrar urnas indígenas ainda intactas, aguardando que pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) as retirem. IONE MORENO
Síntese histórica e cronologia 1898 - O governo inicia a construção de uma grande hospedaria para imigrantes italianos, logo depois é abandonada; 1900 - O governador Constantino Nery oferece Paricatuba para a instalação de uma obra (missão educacional); 1904/5 - Os espiritanos franceses aceitam a proposta da criação de uma escola agrícola e profissionalizante; 1905 - Reforma do prédio; 1906 - Inauguração do Instituto Afonso Pena, Liceu de Artes e Oficios, com a presença do presidente do Brasil, Afonso Pena;
1924 - Por decreto do então governador em exercício, Turiano Chaves Meira, é feita a entrega do prédio de Paricatuba para a Profilaxia Rural do Amazonas instalar um leprosário; 1925 – Término das obras do leprosário e início do acolhimento dos leprosos; visita do embaixador do Japão; 1930 Transferência compulsória de todos os leprosos para Paricatuba; 1962 - Início da transferência dos leprosos para a Colônia Antonio Aleixo (em Manaus) após a destruição das edificações de Paricatuba; 1970 - Instala-se em Pari-
catuba uma missão religiosa chamada Missão Pistoia, da Igreja Católica, com missionários italianos liderados pelo padre Humberto Guidotti; 1984 - A Missão Pistoia reconstroi parte do prédio de Paricatuba e equipamentos comunitários; 1992 - Abertura da estrada de acesso a Paricatuba; 2001 - A Prefeitura Municipal de Iranduba cria uma Secretaria de Turismo e Meio Ambiente. Grupo de Condutores de Paricatuba - Apoio: Manoa Turismo, Design A + e Grupo Mamulengo (Paulo Tasso e Dona Ro).
Vista lateral do casarão: biblioteca e até cadeia
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O poder de uma história ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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ntre os moradores da vila de Paricatuba, o mais conhecido é o aposentado Manoel Menas, que hoje, aos 69 anos, detalha a sua passagem pelo Casarão. Manoel, natural de Lábrea (distante 702 quilômetros da capital), em 1958 descobriu que tinha hanseníase, juntamente com uma de suas irmãs, aos 14 anos. Quando estava com sua família, foram surpreendidos e arrancados à força dos braços de seus pais e colocados em um barco com destino a Paricatuba. Nas margens do rio Negro, Manoel e sua irmã foram jogados para um destino incerto. “Nesse dia eram mais de 20 pessoas, além de nós. E não sabíamos o que podia acontecer, mas avistamos o casarão e lá começamos o tratamento. Foi triste por não saber se algum dia ainda iria rever meus familiares, mas aqui ficamos”, relembrou. Ao completar 18 anos, Manoel começou a sair de Paricatuba para trabalhar, por média 15 dias, mas era necessário continuar o tratamento da doença. Quando o leprosário se transferiu para Manaus, sua irmã se-
RICARDO OLIVEIRA
Moradores da vila de Paricatuba sempre possuem casos interessantes para contar, relativos as suas próprias vidas ligadas ao casarão em ruínas guiu, mas Manoel não se acostumava com a cidade e preferiu continuar na vila, onde cresceu. Nas idas e vindas, o aposentado conheceu a sua esposa, e até hoje estão juntos. Demorou mais de 20 anos, para Manoel e sua irmã encontrarem os demais familiares. “Nós éramos nove irmãos, e quando nos reencontramos uma das minhas irmãs resolveu morar com a outra do-
RESGATE
Natural de Lábrea, Manoel Menas, 69, foi enviado em 1958 para Paricatuba juntamente com sua irmã ao ser constatada a hanseníase, testemunhando toda essa fase do antigo casarão Crianças de Paricatuba nas ruínas do casarão: na lembrança dos moradores, lugar guarda até histórias de fantasmas
ente em Manaus, e lá estão até hoje”, contou. Depois de anos, Manoel ficou curado , mas com algumas sequelas, físicas e emocionais. “Pelo menos só tive alguns problemas, como nos pés, mas relembro que antigamente existiam crianças mutiladas que moravam no casarão”, relembrou.
Casos de mitos que permanecem até hoje A presença do italiano é contada pelo povo que vive em Paricatuba. “Dizem que à noite ele passeia pelo casarão e não gosta muito de ver as pessoas
lá por dentro. Relatam que ele é um senhor e sempre está vestindo roupas de cor branca”, disse Anne Nobre. Outros moradores que
saem para caçar no meio da mata de Paricatuba relatam que em certo horário é possível ouvir e sentir como se alguém estivesse dando chibatadas
em suas pernas. São histórias ainda ocultas no silêncio das ruínas, que a crença popular faz atiçar a curiosidade alheia. Isso é Paricatuba.
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Moradores visitam novas unidades habitacionais Perto de receberem os apartamentos, eles viram de perto a concretização do sonho de ter um novo espaço para viver
FOTOS: TÁCIO MELO/SEMCOM
Obras em finalização do Prourbis no bairro Jorge Teixeira: dignidade para futuros moradores
A
s lágrimas nos olhos denunciavam os sentimentos de alegria e satisfação que Eronildes Oliveira da Silva, 50, teve ao conhecer sua futura residência, uma das unidades habitacionais construídas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), durante a visita dos moradores aos apartamentos que serão entregues no dia 24 de outubro, em comemoração aos 344 anos de Manaus. O auxiliar de vendas não se continha em felicidades de saber que, a partir do ano que vem, ele, os filhos e esposa estarão vivendo com dignidade e segurança no bairro Jorge Teixeira. “Estou muito feliz, é uma realização que eu aguardo há muitos anos. E hoje está acontecendo esse sonho da casa própria. Foi muito sacrifício, mas agora meus filhos vão viver num ótimo local, preparados para crescerem felizes. Minha antiga casa era de madeira, sem estrutura para nada. Receber esse apartamento será a minha realização de vida”, disse. Como Eronildes, a dona de casa Márcia Castro da Silva e Silva, 36, também foi conhecer a unidade habitacional modelo, preparada
para demonstrar como serão os apartamentos entregues pela Prefeitura de Manaus, no Jorge Teixeira. Emocionada, ela diz que não vê a hora de se mudar e se esquecer dos momentos difíceis que vivia quando ainda habitava à margem do igarapé. “Eu estou muito feliz. Antes era muito difícil para minha família, porque nós morávamos na beira do igarapé, na sujeira”, conta Márcia,
PRAZO
As 204 unidades habitacionais AH-3 e AH1-A do Prourbis, na avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, no bairro Jorge Teixeira, serão entregues pela Prefeitura de Manaus no dia do aniversário da cidade relembrando os graves problemas enfrentados com a presença de ratos e outros bichos, além dos riscos constantes de alagamento e desabamento. “O Prourbis me tirou de lá, me colocou no aluguel social e as coisas foram melhorando. Agora, com o meu apartamento, meus filhos vão ter onde dormir com segurança, sem medo de desabar a casa, sem medo de alagar, de morrermos. Fui privilegiada e agradeço muito a Deus por isso”, disse.
Os apartamentos deverão ser entregues no próximo dia 24 de outubro, aniversário de Manaus
Apartamentos quase finalizados As 204 unidades habitacionais do Prourbis, localizadas na avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, 88, correspondem às áreas habitacionais AH-3 e AH1-A, que serão entregues pela Prefeitura de Manaus, no dia do aniversário da cidade. Cada um terá 45 metros quadrados de área, com sala de estar, dois quartos, cozinha, um banheiro e área de serviço. Todos os condomínios que integram o Prourbis estão sendo preparados para a habitação urbanizada e segura, com calçamentos, jardins e instalação de playgrounds. “É um projeto audacioso e que requer toda a nossa atenção. Estamos entregando moradias preparadas para atender o processo de reurbanização do bairro, como um todo. Moradias cidadãs, nas quais a população vai viver com mais dignidade e muita segurança”, disse o coordenador-geral do Prourbis, Claudemir Andrade. Um total de 45 ruas está em processo de pavimentação, com recuperação do piso asfáltico e estruturas como calçadas e meio-fio. A rua Apapá foi a primeira a ser finalizada e recebeu pavimentação especial, com pisos intertravados e asfalto padrão. Como ela, já estão
sendo recuperadas as ruas Cuiú-Cuiú, Lontra, Mussum, Pescada, Caparari, Caranguejo e Pescada. Um projeto pioneiro em Manaus, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) está sendo construída para sanear as águas do esgoto provenientes das moradias. Com um investimento de R$ 7.043.931,21 a
PREPARAÇÃO
Todos os condomínios que integram o Prourbis estão sendo preparados para a habitação urbanizada e segura, com calçamentos, jardins e instalação de playgrounds
Márcia Castro da Silva com a família: adeus à área de risco
ETE terá 3 mil metros quadrados e irá contemplar o bairro do Jorge Teixeira. Prourbis O Prourbis é um programa coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), orçado em US$ 100 milhões, dos quais 50% foram financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Eronildes Oliveira da Silva no futuro novo lar: muita emoção
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Último esquenta para o Samba Manaus é hoje
o n n a m r OE a i n ô z a m A a d o de c o f o é i tradell manhã S a , o s n u a a i l n a a t Conde i ue estreia em M tário q n e m u c o d
GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO
“U
m italiano apaixonado pela Amazônia”. A frase é praticamente um clichê, mas que se aplica – embora insuficientemente – ao perfil do conde Ermanno Stradelli, que viveu por 43 anos na região, deixou legado rico sobre a cultura dos povos da floresta e ainda é pouco conhecido no Brasil. Como recurso para desvelar a personagem emblemática, chega a Manaus o documentário “Ermanno Stradelli, o filho da Cobra Grande”, do diretor igualmente italiano Andrea Palladino. A exibição acontece nesta segunda-feira (7), às 18h30, no Cine Teatro Guarany (avenida Sete de Setembro, anexo ao Centro Cultural Palácio Rio Negro, Centro). O evento é uma promoção do Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas (Navi/Ufam), em parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São
Paulo e apoio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Os 52 minutos do documentário trazem à tona parte da realidade da história do conde que fez as honras de pesquisador e até se tornou promotor em municípios amazonenses, como Lábrea. “O filme resgata uma história pouco conhecida, que é a trajetória de um viajante que não só passou por aqui, mas que ficou e que muita gente pouco conhece. Ele não apenas explorou a natureza e conheceu suas peculiaridades. Ele foi importante porque se dedicou a compreender os povos indígenas e conheceu, via informante indígena Max Roberto a lenda do Jurupari (entidade tida como demônio, o maior legislador indígena, vindo do céu), tendo-a transcrito toda para o seu idioma e fazendo-a alcançar a Europa. Ele conheceu e aprendeu o Nheengatu (língua geral indígena) e promoveu seu resgate, editando até um dicionário italiano-nhengaatu, ainda no século 19. Foi ele o responsável pelo primeiro mapa do Amazonas, por volta de 1903. Ajudou, ainda, em questões de fronteira, na época do Ba-
rão do Rio Branco (diplomata que foi ministro das Relações Exteriores e cônsul geral do Brasil), além de ter acompanhado diversas expedições”, enumera a professora-doutora Selda Vale da Costa, que coordena o Navi. Desconhecido Apesar de toda influência na história local, muito sobre Stradelli começou a ser desenhado no Brasil apenas há poucos anos. Um exemplo disso é a publicação, em língua portuguesa, de um livro que reúne as lendas e notas de viagem – chamados de boletins – que o italiano enviava a seu país, como descobertas e constatações, em 2009. “Esses materiais eram, em sua época, publicados pela Sociedade Italiana de Geografia, que é encontrado no Brasil, traduzido e publicado pela editora Martins Fontes”, diz a antropóloga Selda. Muito de seus registros fotográficos sobre a Amazônia se perdeu com o tempo. A ideia de transformar Stradelli em filme não é nova e a pesquisadora não sabe precisar o motivo que levou à demora para sua conclusão. Ainda em 2006, o próprio diretor Palladino (que no fim dos anos 1990 chegou a exercer a função de professor substitu-
to do departamento de Comunicação Social da Ufam), já projetava o material. Na época, o italiano já admitia que o objetivo do filme era “mostrar a Amazônia pelo olhar de Stradelli”. Dois anos depois, Andrea Palladino recebeu a visita do professor-doutor também da Ufam, Narciso Lobo (morto em 2009), em Roma, para ajudar na edição do material. “Ali, Narciso teria sugerido que a narrativa do documentário não fosse tão fria e que pudessem ser inseridos elementos de emoção no produto”, recorda Selda. Stradelli em 8 de dezembro de 1852. Veio para o Amazonas em 1879, onde viveu mais de 43 anos. Contraindo a hanseníase (então denominada lepra), morreu só e pobre, em 24 de março de 1926. Após a exibição do documentário, haverá debates com o escritor e dramaturgo Márcio Souza, encenador da peça “Jurupari, a guerra dos sexos”, pelo Teatro Experimental Sociedade Cultural (Tesc), do historiador Antonio José Loureiro; e com Paulo de Tarso “Mamulengo”, ator que interpreta o conde Stradelli no filme.
SERVIÇO “ERMANNO STRADELLI, O FILHO DA COBRA GRANDE”, DE ANDREA PALLADINO Quando: Amanhã, às 18h30 Onde: Cine Teatro Guarany (avenida 7 de Setembro, anexo ao Centro Cultural Palácio Rio Negro, Centro) Quanto: entrada gratuita Os 52 minutos do filme trazem à tona a história do conde na região
Conde Ermanno Stradelli deixou legado rico sobre a cultura dos povos da floresta
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>> New store . O Shopping Ponta Negra esteve bastante movimentado, na noite de quinta-feira, no coquetel de abertura da nova loja Bobstore. . A presença do ator Felipe Titto, do elenco da novela ‘Amor à Vida’ sacudiu a turma presente, no evento pilotado pela empresária Helen Belota Alencar, com set list do DJ Alexandre Prata.
>> Vitrine
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Desarmamento . Com o objetivo de desestimular brincadeiras que incitam atitudes violentas, o governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), lançou na sexta-feira, a quarta edição da Campanha do Desarmamento Infantil “Violência nem Brincando” – que troca armas de brinquedo por livros e jogos educativos. . O lançamento oficial da campanha aconteceu no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Elisa Bessa Freire, no bairro Jorge Teixeira, com a coordenação do projeto “Ame a Vida”, da Seas. Helen Belota e Alexandre Prata na festa de abertura da Bobstore
Mariana, Mariazinha e Célia Villas-Boas
. Para estimular os estudantes à troca, a campanha prevê uma agenda com 1,5 mil palestras e 500 oficinas educativas nestas escolas e nos Centros de Convivência do Estado. Boa!
>> Homenagem . O meu, o seu, o nosso EM TEMPO será alvo de importante homenagem. . O jornal receberá a ‘Medalha do Mérito Imaculada Conceição’, instituída pela Associação Amigos da Catedral. . A medalha foi criada para agraciar personalidades dedicadas à preservação de nosso primeiro patrimônio histórico e com o olhar voltado para as memórias importantes de Manaus. A honraria será outorgada no dia 6 de dezembro, na Catedral de Manaus, em cerimônia pelo arcebispo de Manaus, dom Sérgio Eduardo Castriani. Pat Ruiz e o ator Felipe Titto
Iolandinha Oliveira e Fabricio Furtado Ana Monteiro de Paula e Adlinez Moreno
>> Cardiologistas . Debater assuntos ligados ao coração é o principal objetivo do 8° Congresso Amazonense de Cardiologia, que será realizado nos dias 25 e 26 de outubro, das 8h às 18h, no Teatro Direcional, no Manauara Shopping. . O evento vai reunir médicos que atuam nos mais respeitados hospitais e clínicas do Brasil. As inscrições para participar estão sendo realizadas na sede da Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional Amazonas, no edifício Cemom, na rua Acre, Vieiralves.
. A Feijoada Beneficente da Fundação Dr. Tomas foi transferida para o dia 9 de novembro. Ela visa arrecadar recursos para o Natal dos Idosos. A mudança de data se deu devido os danos sofridos pela FDT no temporal da semana passada. . Cumprimentadíssima ontem pelo seu aniversário a querida Marilena Perales, uma das amigas mais especiais da coluna. Tim-tim! . Hoje no Centro de Convenções do Manaus Plaza, último dia da segunda edição da Feira Baby & Kids, único evento direcionado a gestantes, bebês e crianças, com espaços para brinquedoteca, desfile de moda, sorteio de brindes e ciclos de palestras. Fechando o evento, palestra com a educadora Cris Poli. . Cumprimentos para a querida Claudia Mendonça, aniversariante da temporada. . O society de Manaus se encontrará no próximo sábado no Elegance, na festa de aniversário de Tereza Botelho, que completará 80 anos com uma big comemoração com show do cantor Daniel Boaventura, que virá a Manaus especialmente para o evento. Estarão de anfitriões, os filhos, noras, genros, netos e bisnetos da aniversariante. . Tânia Castro e Gisele Alfaia convidam para o lançamento da coleção de jogos americanos, da marca Teg Home – de autoria das anfitriãs – entre os dias 16 e 18 de outubro no Atelier Tânia Castro. . Bruna Castro estreia idade nova hoje. . Alexandre Prata, Adriane Antony Gonçalves, Márcia e Serginho Martins decolam para o Círio de Nazaré em Belém do Pará, no próximo fim de semana. . Apos curso de aperfeicoamento sholder course na “New York School of medicine”, o médico ortopedista Diego Cabrejos aproveita as férias em Manaus, em seguida retorna a São Paulo e conclui sua especialização em cirurgia de ombro e cotovelo.
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Domingo é no clima do Samba Manaus 2013 Último esquenta, no Escritório do Samba, terá como atrações as bandas Nosso Caso, Cuka Fresca e Tayna Pimentel DIVULGAÇÃO
SERVIÇO SAMBA MANAUS 2013
A banda Cuka Fresca, que pela primeira vez participa do esquenta no Escritório do Samba, é a principal atração de hoje
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ara começar a semana em alto astral e contar os dias que faltam para o Samba Mananus - dias 11 e 12 de outubro, no sambódromo - a dica é Escritório do Samba, no Lappa Bar, conjunto Vieiralves. Nesta semana, o agito ficará por conta das bandas Nosso Caso, Cuka Fresca e o talento da cantora Tayna
Pimentel. E para quem não abre mão de um chope gelado no final da tarde, a casa também traz vantagens: o chope é liberado até as 18h. Quem já participou dos Esquentas do Samba Manaus sabe que a ordem é “não deixar ninguém ficar parado”. “As bandas que estarão se apresentando no Esquenta, selecionaram os sucessos do
samba e do pagode das 12 atrações que vão se revezar no palco do sambódromo, nos dois dias de festa”, disse o responsável pelo projeto Escritório do Samba, Breno Pimentel. Samba Manaus 2013 Nos dias 11 e 12 de outubro acontece a 13ª edição do Samba Manaus, no sambódromo. O
Tarde com Cileno e Eliana Printes DIVULGAÇÃO
ÚLTIMO ESQUENTA DO SAMBA MANAUS, NO ESCRITÓRIO DO SAMBA Quando Domingo, a partir das 15h Onde Lappa Bar (rua Rio Mar, 98, Conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças)
INTERIOR
TACACARIA
A cantora, que acabou de lançar um novo disco, fará uma participação especial
evento terá 12 atrações para dividir o palco nas duas noites de shows. Estarão presentes artistas de destaque nacional, como Jeito Moleque, Sorriso Maroto, Arlindo Cruz, Péricles, Turma do Pagode, Bom Gosto, Raça Negra, SPC, Revelação, Exaltasamba, Belo, Thiaguinho e Neguinho da Beija-Flor e bateria da Escola de Samba Beija-Flor do Nilópolis (RJ).
SERVIÇO
Quando: 11 e 12 de outubro, no sambódromo Ingressos: Passaporte Camarote Stage Brahma: R$ 400 (estudante/limitado). Com open bar até as 4h. Ponto de Venda: Estande da Fábrica de Eventos (segundo piso do Amazonas Shopping) Individual Pista 6ª feira (11): R$ 45 (estudante) Individual Pista Sábado (12): R$ 60 (estudante) Pontos de Vendas: Óticas Veja, Fuga de Lula (Centro) e Bar Chopp Brahma (av. André Araújo, Aleixo) Individual VIP 6ª feira (11): R$ 150 (estudante/limitado – 2x cartão) Individual VIP Sábado (12): R$ 200 (estudante/limitado – 2x cartão) Ponto de venda: estande da Fábrica de Eventos Informações: (92) 3303-0100
O cantor Cileno, vencedor da última edição do 4º Festival Amazonas de Música (FAM), que aconteceu em Parintins, é a atração hoje,a partir das 17h, do projeto “Tacacá com Pavulagem” da Tacacaria Parintins (localizada no Centro Social Urbano, do Parque 10). A cantora Eliana Printes é a outra atração. A diva amazonense, que acabou de lançar mais um trabalho, fará uma participação especial no evento. Não há cobrança de couvert artístico. As atrações fazem parte das comemorações de aniversário do espaço gastronômico cultural, que esse mês completou dois anos de f u n cionamento,
sempre apostando na culinária regional e em dar espaço às atrações locais. “Queremos comemorar com todo o nosso público que sempre nos deu apoio e prestigia nosso espaço e nossos eventos”, disse
PREMIADO
O cantor Cileno, vencedor da última edição do 4º Festival Amazonas de Música (FAM), que aconteceu em Parintins, é a atração hoje, do projeto “Tacacá com Pavulagem”
Os Mutantes encerram o festival Uma das mais importantes bandas de rock brasileira e que revelou nomes como Rita Lee, Os Mutantes, encerra hoje, 2º Festival Amazonas Rock, em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus). Liderada atualmente por Sérgio Dias, o grupo voltou a fazer shows em em 2006, em grandes festivais e promover turnês europeias
e americanas. A banda se apresenta pela primeira vez no Amazonas, na praça da Vitória, em Presidente Figueiredo, e trará na bagagem músicas como “Panis et Circenses”, “A minha menina”, “Bat macumba”, “Ando meio desligado” e “Jardim elétrico”, canções compostas pelo grupo e em parcerias com Jorge Bem, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros artistas
do Tropicalismo. O grupo lançou recentemente o disco “Fool Metal Jack”, pela gravadora Krian Music, no mercado internacional, que vem sendo a aposta do grupo. O álbum é composto por 12 músicas, sua maioria em inglês, misturando folk, rock progressivo e experimentalismo. O nome é uma referência ao filme com mesmo nome, lançado em 1987, pelo cineasta Stanley Kubrick. DIVULGAÇÃO
Bruna Iannuzi, proprietária da Tacacaria, completando que os cantores Cileno e Eliana Printes são dois dos artistas de maior expressão e talento na área musical da cidade e, por isso, foram os escolhidos para o show deste domingo. Liderado atualmente por Sérgio Dias, grupo acaba de lançar novo disco “Fool Metal Jack”
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‘The Walking Dead’: mais uma vez entre zumbis ÉRICO CINEMEIRO
Especial para EM TEMPO
PERFIL
* Érico Cinemeiro é jornalista
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o próximo domingo, os mortos vão voltar a caminhar no meio de nós! Calma, não precisa se assustar. Estou me referindo à quarta temporada de “The Walking Dead” (TWD), que estreia dia 13 nos Estados Unidos e dia 15 no Brasil, pelo canal Fox da TV por assinatura. A série está sendo uma das mais aguardadas pelos fãs de mais de 120 países e promete trazer muitas surpresas e reviravoltas na trama. Para quem não conhece, a série TWD é uma adaptação da HQ de Robert Kirkman, sobre um grupo de pessoas, liderados pelo policial Rick Grimes (papel do ator Andrew Lincoln), que tentam sobreviver em um mundo em que a maioria se tornou zumbi de maneira ainda inexplicável. Ao longo dos episódios, o seriado mostra a difícil tarefa de se encontrar um lugar seguro para se viver e, além de lutar contra os mortos que caminham, ainda tem que encarar outros bandos de sobreviventes que tornam
a convivência pacifica muito mais complicada. O seriado, que estreou no dia 2 de novembro de 2010 (concidentemente no dia de finados), não demorou muito para se tornar uma febre mundial e atrair cada vez mais fãs de um dos personagens mais “batido” e explorado de todos os modos, tanto no cinema quanto na tv, sem falar nos games e RPG’s da vida: os zumbis. É zumbi lento, zumbi rápido, é zumbi de tudo que é jeito, famintos e atacando qualquer um que cruzar seu caminho. E segundo a mitologia da série, para se tornar um morto-vivo, a pessoa nem precisa ser mordida ou arranhada, basta simplesmente morrer que em poucos instantes volta à vida. O interessante é que, mesmo com algumas cenas realmente assustadoras, com maquiagens cada vez mais medonhas, o foco da séria não é nos zumbis, e sim o drama que une cada um dos personagens e o elo criado com seus fãs, que chegam a opinar quem deve e quem não pode morrer. A “simbiose” do público com a série é tanta que muitos
não seguram as lágrimas a cada personagem que se vai, fato constatado principalmente na temporada passada. Para a próxima temporada estão previstos 16 episódios, sendo que após, a exibição dos oitos primeiros, a série da uma pausa e recomeça somente em fevereiro de 2014, com os oito episódios restantes. Enquanto a tão aguardada estreia não vem, os fãs ficam se mobilizando em sites e redes sociais em busca de qualquer informação nova que possa saciar um pouco da curiosidade sobre os próximos passos de Rick e o seu “bando”, que finalizaram a terceira temporada armando sua fortaleza em uma antiga prisão que o “governador” (vivido pelo ator Philip Blake) quis tomar a qualquer custo e que causou várias baixas de ambos os lados. É claro que tanta especu-
lação acaba gerando mais perguntas que respostas, mas isso não importa. Antes mesmo de ir para TV, “The Walking Dead” já era um sucesso nos quadrinhos desde 2003. A versão televisiva se tornou a primeira seria de zumbi para a telinha e só veio alavancar ainda mais o sucesso que a série tinha e continua tendo na HQ. Para você que ainda não conhece e para você que já curte, fica a dica: marque na sua agenda, dia 15, a partir das 22h (hora de Brasília), no canal Fox ,é hora de conhecer o futuro de Michonne, Daryl, Carl, Glen, Hurshel, Carol, Maggie e todos os outros liderados por Rick.
A quarta temporada de “The Walking Dead” (TWD), que estreia dia 13 nos Estados Unidos e dia 15 no Brasil, pelo canal Fox da TV por assinatura”
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Bate-rebate
Não me inclua nessa No SBT, embora não exista uma confirmação oficial, dizem que partiu da própria Patrícia Abravanel a iniciativa de ligar para o pai, Silvio Santos, e pedir para não virar apresentadora do “Famoso Quem?”. Até então, ele queria porque queria. Depois disso, ficou de pensar melhor. O que também não quer dizer que desistiu. Dúvida Ainda não existe uma confirmação, nem dele e muito menos do SBT, se o Gugu Liberato irá participar do Teleton ou não. O problema é que ele tem uma outra viagem internacional marcada e embora reconheça a importância da campanha, está muito interessado em dar um descanso à sua imagem.
TV DE /R E GO AR EC AM WA YN
Aí é que é A novela é do Walcyr Carrasco e ele pode dar o nome que bem entender aos seus personagens. Um direito que ninguém discute. E assim, culto como é, Walcyr foi buscar Perséfone na mitologia grega, para a personagem da Fabiana Karla. O problema é alguém achar bonitinho e colocar na filha.
!
TV Tudo
Estreia Não fosse por outros motivos, o “Fantástico” deste domingo chama atenção por ser o primeiro dia da Renata Vasconcellos como apresentadora do programa. Ela vai estar ao lado do Tadeu Schmidt. Por enquanto, só os dois. Dois lados Enquanto “Chiquititas” do SBT está com a sua audiência consolidada, sempre na casa dos dois dígitos, o mesmo não acontece com “Pecado Mortal”, para preocupação dos diretores da Record. Os seus índices têm variado demais, só que é preciso verificar o que acontece. A novela tem qualidades. Outra vida Olga Bongiovanni neste retorno a Cascavel, depois quase 14 anos em São Paulo, ainda sente algumas diferenças, especialmente quando vai de casa ao seu trabalho na TV
Adolescente Faa Morena leva ao “Ritmo Brasil”, neste domingo às 18h, pela Rede TV!, a cantora Manu Gavassi, que fala sobre seu novo trabalho, “Clichê Adolescente”.
Tarobá e na rádio Colmeia AM. “Estou me reencontrando com relação ao tempo e espaço (risos). Me desespero com o horário, nem lembrando que em 10 minutos estarei onde preciso, e isso ainda me incomoda um pouco”. Reservado Silvio Santos, em conversa com alguns dos seus poucos amigos, tem dito e repetido que não se vive mais a época de grandes loucuras e salários milionários na televisão. Sucesso italiano A cantora italiana Mariella Nava desembarca no Brasil em novembro para uma série de compromissos, dentre eles shows e entrevistas. Ela é autora de “Per Amore”, principal tema da novela “Por Amor”, exibida na Globo, na voz de Zizi Possi. Mariella está com outro sucesso, “Ci sono pensieri”, agora, na trilha de “Amor à Vida”, e planeja ainda um encontro musical com a Zizi.
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
Como nossos pais Muitos tem se questionado sobre a chamada “música de festival”, conceito criado sabe lá por quem (se é que existe um conceito) e que tem vitimado alguns artistas justamente por não produzirem a tal música de festival. Na edição do 4º Festival Amazonas de Música realizado no Município de Parintins o assunto veio à tona - pela quarta vez, por sinal. Jander Manauara, artista de Hip-Hop, mas precisamente autor de rap’s, foi, sem dúvida, a grande sensação do evento, talvez por não apresentar “música de festival” mas, sem dúvida, música e, diga-se de passagem, boa música: vibrante, letra inteligente, elementos de poesia concreta e melodia envolvente. Melodia? Pois é, muitos músicos presentes diziam que as músicas de Manauara não tinham melodia. O que acontece é que se pode passar 50 anos fazendo música sem nunca ser um artista de música. Há uma diferença, do meu ponto de vista, em ser músico e ser um artista de música. O músico é um produtor de sons coordenados ou não (em muitos povos os ruídos obedecema uma finalidade, em seu contexto, artístico) enquanto que o artista de música, além de produzir música, também está inserido naquilo que chamamos de “campo da música”, suas instâncias de consagração, estrutura e função. Um dos elementos desta estrutura está ligado diretamente ao grau de engajamento do artista de música na busca do conhecimento da própria história da música e seus principais artífices, tudo inserido num panorama his-
tórico-social, determinante na produção musical. Este entendimento foge à compreensão de muitos artistas, de todas as áreas. Não basta estar no palco para ser um artista. Deve-se se apropriar do palco em todo o seu contexto, torna-lo parte de sua vida, imanente a sua produção. Deve-se buscar a tensão, a inquietude da produção, isto sim, a verdadeira sensibilidade. Mozart tentou produzir música autoral num ambiente ainda marcado pela estrutura da Corte. Segundo Norbert Elias, este foi um dos motivos da frustração do músico austríaco aliado a questões pessoais ligados ao seu casamento. O que pretendemos sugerir com todas estas informações é instigarmos os músicos que ainda não são artistas de música a refletirem sobre sua própria condição e, claro, sobre a condição da música em seu contexto. Logo, não existe música de festival, existe sim uma grife imposta pela baixa intelectualidade de pensamento musical em atribuir algo ao que não existe; entender que a música é vida, ou seja, ela é dinâmica como a própria, a medida que a vida avança a música a acompanha, mudam seus termos, sua estrutura e sua função. Não nos vestimos como nossos pais e nem como nossos avós. Mas nossa mentalidade pode perfeitamente ser equânime ao pensamento de nossos bisavós, para o bem ou para o mal. Mas, digo: é melhor cada um viver seu tempo do que viver como nossos pais engessados em uma tradição que explicam outra vida e não a nossa.
Márcio Braz ator, diretor, cientista social, membro do Navi – Núcleo de Antropologia Visual da Ufam e do Conselho Municipal de Política Cultural
Não nos vestimos como nossos pais e nem como nossos avós. Mas nossa mentalidade pode perfeitamente ser equânime ao pensamento de nossos bisavós, para o bem ou para o mal”
• “Salve Jorge” estreou há uma semana em Portugal com o nome de “Alma Guerreira”... • ... E, por conta dela, Seu Jorge vai fazer uma série de apresentações por lá a partir do dia 10. • A Jovem Pan vai fazer mudanças bem significativas na sua programação a partir da próxima segunda-feira. • Deborah Secco se internou num SPA em São Paulo... para engordar um pouquinho... • ... Aliás, apesar das dúvidas que vieram a existir, a Deborah vai fazer o filme do Calypso. • Bandeirantes e BandSports deverão fazer uma cobertura conjunta da Copa do Mundo no Brasil... • ... Isto já fará parte do processo de unificação das emissoras do Grupo Bandeirantes... • ... Será uma equipe de esportes só.
C’est fini • No Dia das Crianças, sábado, às 17h, o Canal OFF exibe o inédito “Prodígios”. O Especial traz o cotidiano de crianças brasileiras que desafiam a natureza e são destaque em diferentes modalidades como surfe, skate, escalada e wakeboard. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Novo quadro Amaury Junior está preparando um pacote de novidades para o seu programa da Rede TV!. Para breve, por exemplo, já se anuncia a estreia de “A hora da guilhotina”, com apresentação do Ciro Batelli, duas vezes por semana.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Programação de TV
DIVULGAÇÃO
GLOBO 4h35 Santa Missa 5h35 Amazônia Rural 6h05 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h35 Globo Rural 8h00 Esporte Espetacular (Maratona de São Paulo). 11h35 Temp. Máxima. 13h20 Esquenta 15h00 Futebol 2013: Campeonato Brasileiro - Internacional x Fluminense. 17h00 Domingão do Faustão 19h45 Fantástico 22h05 Revenge - Capítulo Especial 23h40 Corujão 3h40 Corujão 2 4h25 Festival de Desenhos
SBT
Marília Gabriela é sucesso na noite de domingo no SBT comandando o “De frente com Gabi”
Horóscopo
3:45 5:00 6:00 7:00 7:30 8:30 9:00
Jornal Da Semana Sbt Igreja Universal Pesca Alternativa Brasil Caminhoneiro Aventura Selvagem Vrum Sorteio Amazonas Da
Cinema ESTREIA
ÁRIES - 21/3 a 19/4 Momento para mostrar competência nos estudos, na comunicação e ao estabelecer relação com as pessoas. Bom momento para se entender com seus parceiros.
Tá Chovendo Hambúrguer 2: EUA. Livre. A genialidade do inventor Flint Lockwood é finalmente reconhecida quando ele é convidado pelo seu ídolo, Chester V, para entrar para a Live Corp Company, onde os melhores e mais geniais inventores do mundo criam tecnologias para o aprimoramento da humanidade. O braço direito de Chester – e uma das suas melhores invenções - é Barb (uma orangotango altamente evoluída com um cérebro humano, que também é sorrateira, manipuladora e gosta de usar batom). Cinemark 1 – 12h10 (dub/somente sábado e domingo), 14h20, 16h50, 19h20, 21h50 (dub/diariamente), Cinemark 6 – 13h40, 15h50, 18h20, 20h50 (3D/dub/diariamente), 23h10 (3D/dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 5 – 14h15, 16h45, 19h15, 21h45 (3D/dub/diariamente), Cinépolis 8 – 13h, 15h30, 17h45, 20h05 (dub/ diariamente); Playarte 1 – 12h40, 14h40, 16h40, 18h40 (3D/dub/diariamente), Playarte 6 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 13h21, 15h21, 17h21, 19h21 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 15h, 17h, 19h10 (3D/dub/diariamente), 14h10, 16h20, 18h20 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h40, 16h40, 18h50, 21h (3D/dub/diariamente), 14h, 16h, 18h (dub/diariaemente).
GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Momento para mostrar o que você é capaz. A autoconfiança favorece ações decididas e a independência quanto a tomar partido e levar adiante os empreendimentos. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Momento oportuno para superar antigos problemas pessoais ou dificuldades, por uma atuação confiante. Descansar em ambientes agradáveis é especialmente revigorante. LEÃO - 23/7 a 22/8 Momento para consolidar amizades e relações de teor construtivo, prático ou também intelectual. Você agora trabalha melhor atuando junto com as pessoas. VIRGEM - 23/8 a 22/9 As ações ponderadas e de longo prazo favorecem bastante o desenvolvimento da carreira profissional. Dê mais um passo na construção de uma situação sólida e próspera. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento para constituir uma visão de mundo sólida e uma boa orientação de vida. Coloque seus ideais e valores em prática, e você irá se sentir seguro e confiante. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A solução de questões materiais e financeiras está bem favorecida. Momento para pagar e receber o que é devido. A confiança sobrepuja e faz você superar possíveis temores. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Um dia para apostar nos relacionamentos consistentes, ou para lhes dar maior consistência. Acordos e parcerias podem ser bem construídos neste momento. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Uma grande fase para a construção de um melhor futuro profissional. Certos talentos seus ganham mais presença e evidência. Aproveite o aumento do prestígio pessoal. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia excelente para a atividade mental, artística e cultural. Suas melhores qualidades intelectuais são capazes de gerar grandes realizações concretas. PEIXES - 19/2 a 20/3 Um dia favorável para construir algo em sua casa e para formar um bom ambiente doméstico. Os problemas nesta área podem ser tratados com confiança e consistência.
RECORD 4:45 Bíblia Em Foco 5:00 Santo Culto Em Seu Lar 5:30 Desenhos Bíblicos 8:00 Record Kids - Pica Pau 9:00 Amazonas Da Sorte 10:00 Record Kids 11:30 Tudo A Ver 14:15 O Melhor Do Brasil - Pgm 411 - Ao Vivo 18:30 Domingo Espetacular 22:00 A Fazenda 6 22:45 Tela Máxima “The Rock - O Justiceiro” 00:10 Programação Iurd
REDE TV 6:30 Igreja Int.da Graça 07:30 Igreja Int.da Graça 08:30 A Voz Do Servidor 09:00 Tv Kids 10:00 Blitz Top Tv 10:30 A Questão É 11:00 Igreja Da Graça 12:00 Fique Ligado 13:00 Tv Kids 14:00 En Circuito 15:30 A Questão É 16:00 Tv Kids 16:45 Vídeo Mania 17:15 Ritmo Brasil 18:00 Morning Show – Melhores Momentos 19:30 Te Peguei Na Tv 21:15 Teste De Fidelidade 22:35 Tv Shopping Manaus 23:35 Dr Holywood 00:30 É Notícia 01:30 Bola Na Rede 02:30 Igreja Int. Da Graça
Cruzadinhas
GREGÓRIO QUEIROZ
TOURO - 20/4 a 20/5 Procure arejar as situações no trabalho e atuar em cooperação com aqueles que lhe apoiam. Um dia positivo para produzir e para lidar com os bens materiais.
Sorte (Local) 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Roda A Roda Jequiti 18:45 Sorteio Da Telesena 19:00 Programa Silvio Santos 23:00 De Frente Com Gabi 00:00 Série: True Blood 01:00 Série: O Mentalista // The Mentalist 02:00 Série: Cidade Do Crime // Southland 03:20 Big Bang 04:00 Igreja Universal
Aposta Máxima: EUA. 12 anos. Richie Furst está atrás do sonho americano. Executivo em ascensão em Wall Street, acaba perdendo tudo na crise econômica mundial. Começa a apostar em jogos de azar pela internet para pagar a pósgraduação e tentar recomeçar. Um dia percebe que foi roubado de um cassino online, e decide ir até a Costa Rica confrontar o magnata dono do site, Ivan Block. Os dois acabarão parceiros nos negócios e no luxo, até que a sorte os separe: o envolvimento de Block em corrupção, extorsões e propinas pegará Furst de surpresa. Cinemark 2 – 11h50 (leg/somente sábado e domingo), 14h, 16h20, 18h50, 21h20 (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 2 – 14h05, 16h35, 19h20, 21h50 (leg/diariamente); Playarte 3 – 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/diariamente), 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 15h10, 17h20, 19h30, 21h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 14h45, 17h, 19h10, 21h20 (leg/diariamente). Mato Sem Cachorro: BRA. 12 anos. Quando a radialista descolada Zoé cansa do acomodado Deco, a relação de dois anos do casal chega ao fim. Com a separação, Deco perde a namorada e, de quebra, o cachorro, que sofre de uma doença que provoca desmaios sempre que fica excitado. Tudo vai indo de forma civilizada até que Zoé decide dar uma chance para o antigo namorado Fernando (Enrique Diaz), um empresário bem-sucedido no ramo animal. Incentivado pelo seu primo e comparsa, Leléo (Danilo Gentili), o enciumado Deco tem a brilhante ideia de sequestrar Guto. O cachorro que foi o motivo da união do casal pode então separá-lo de vez. Cinemark 7 – 14h10, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente); Cinépolis 7 – 13h15, 16h, 18h45, 21h30 (diariamente); Playarte 5 – 13h, 15h25, 17h50, 20h15 (diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 8 – 14h, 16h25, 18h50, 21h15 (diariamente), 23h40 (somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 14h20, 16h50, 19h20, 21h50 (diariamente); Cinemais Plaza – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (diariamente). Metallica - Through the Never: EUA. 14 anos. Trip (Dane DeHaan) é um jovem roadie da famosa banda Metallica. Ele trabalha nos bastidores dos shows e nem sempre consegue assistir às apresentações. Durante um show do grupo, ele é chamado para solucionar um assunto urgente e irá se deparar com uma série de desafios sobrenaturais. Cinemais Millennium – 18h50, 21h (3D/leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES
Sem Dor, Sem Ganho: EUA. 18 anos. Playarte 4 – 13h20 (leg/diariamente). O Tempo e o Vento: BRA. 14 anos. Cinépolis 6 – 13h30, 16h15, 19h, 22h (diariamente); Playarte 10 – 13h50 (diariamente); Cinemais Millennium – 21h25 (diariamente). Família do Bagulho: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 17h10, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis 9 – 13h45, 19h30 (dub/diariamente), 16h30, 22h10 (leg/diariamente); Playarte 10 – 16h20, 18h35, 20h50 (dub/diariamente), 23h05 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 16h40, 19h15, 21h30 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 14h30, 17h15, 19h30, 21h50 (dub/ diariamente). R.I.P.D. Agentes do Além: EUA. 12 anos. Cinemark 4 – 17h30, 22h20 (3D/ dub/diariamente); Cinépolis 4 – 17h15, 19h45 (3D/dub/diariamente), 22h10 (3D/ leg/diariamente); Playarte 1 – 20h40 (3D/ leg/diariamente), 22h40 (3D/leg/somente
sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 21h10 (3D/dub/diariamente). Elysium: EUA. 12 anos. Cinemark 8 – 13h50, 16h10, 18h40, 21h10 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis 3 – 14h30, 17h, 20h, 22h30 (leg/diariamente), Cinépolis 10 – 13h10, 15h45, 18h15, 20h45 (leg/diariamente); Playarte 4 – 15h55, 18h10, 20h25 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 15h20, 17h30, 19h40, 22h (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 14h50, 17h10, 19h20, 21h40 (dub/diariamente). As Bem Armadas: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 14h30, 19h50 (dub/diariamente); Playarte 2 – 20h10 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemais Millennium – 14h, 16h30 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 16h50, 19h15, 21h35 (dub/diariamente). Invocação do Mal: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 12h30 (dub/somente sábado e
domingo), 15h, 17h40, 20h30 (dub/ diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 9 – 16h05, 18h20, 20h35 (leg/diariamente), 22h55 (leg/somente sextafeira e sábado); Cinemais Millennium – 14h30, 16h45, 19h, 21h20 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 15h, 17h20, 19h40, 22h (dub/diariamente). Aviões: EUA. Livre. Cinemark 4 – 12h50 (dub/somente sábado e domingo), 15h10, 20h (dub/diariamente); Cinépolis 1 – 13h05, 15h40, 18h10 (3D/dub/diariamente); Cinépolis 4 – 14h (dub/diariamente); Playarte 2 – 14h10, 16h10, 18h10
(dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h40 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h20 (dub/diariamente). Rush – No Limite da Emoção: EUA/ING. 14 anos. Cinépolis 8 – 22h25 (leg/diariamente). Jobs: EUA. 12 anos. Cinépolis 1 – 20h40 (leg/diariamente); Playarte 7 – 21h20 (leg/diariamente), 23h55 (leg/somente sexta-feira e sábado). Se puder... Dirija!: BRA. 12 anos. Playarte 9 – 14h05 (diariamente). Gente Grande 2: EUA. 12 anos. Cinemais Plaza – 21h10 (dub/diariamente).
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::::: Sala de Espera
Jander Vieira
A toda linda Cláudia Bernardino orquestrará, hoje, almoço de aniversário no Zefinha Bistrô. A brilhante advogada-mãe-mulheramiga-zelosa dispensou os presentes e pede que os seletos amigos levem fraldas e leite em pó, que serão doados às crianças do Lar Janell Doyle. Aplausos!
jandervieira@hotmail.com @hotmail.com - www.jandervieira.com.br FOTOS: JANDER VIEIRA
Denize Santana e Gracinha Villela com a anfitriã Hellen Belota Alencar
Termina neste domingo, o período de inscrições do programa Bolsa Idiomas, desenvolvido pela PMM. Estão sendo ofertadas 7,5 mil bolsas de estudo parciais (50%) em cursos de inglês e espanhol, em escolas parceiras da prefeitura.
::::: Linda BobStore A nova loja da grife chegou transpirando novidades chiques. Vinda pelas mãos da visionária empresária Hellen Belota Alencar o coquetel de inauguração da loja do Shopping Ponta Negra reuniu a ala mais interessante da cidade. Mulheres chiques e endinheiradas passaram por lá. O auê fashionista contou com a presença marcante do bonitón global Felipe Titto, trilha sonora do DJ-colunista Alexandre Prata, delícias da Supreme Brigaderia e muito champanhe.
Denise Macedo e Jaqueline Chagas
O global Felipe Titto com Camila Matos Martins Eliane Schneider
Marcelo Lima Filho é o anfitrião do 4° Encontro de Notário e Registradores do Amazonas, que acontece nos próximos dias 9, 10 e 11, no Holiday Inn. Tabeliões de Estados da região vão debater a regularização de terras na Amazônia Legal além de gratuidade e registro de títulos da agricultura familiar e fundo de apoio ao registro civil de pessoas, entre outros assuntos. A classuda g.g da H.Stern, Deborah Rebelo, comandou mais um disputadíssimo Trunk Show da famosa joalheria de prestígio internacional, que, cá entre nós, é sinônimo de qualidade e design exclusivíssimo. A loja do Manauara Shopping teve vaivém de gente sobrenomada.
Claudinha Bernardino e Adlinez Moreno
Milena Reis e Ceiça Oliveira
Carol Sebben
O Shopping Ponta Negra também aderiu à campanha Outubro Rosa. A marca do centro comercial, usada nas mídias sociais, agora está rosa. A campanha tem por objetivo chamar a atenção da sociedade para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce dos cânceres de mama e colo uterino.
::::: Fervilhetas Para celebrar o Dia das Crianças, o resort Amazônia Golf preparou uma extensa programação para os bambinos como o concurso “The Voice Amazônias Kids”, que irá premiar a melhor voz infantil. A programação acontecerá no próximo dia 12 com muitas brincadeiras. Superagendável!
Emília e Andréa Medeiros
Camila e Angela Bastos
Moisa Guerreiro e Mosa Alexandre
::::: Propaganda enganosa Líège Araújo
Meg Hoaegen
Moramay Araújo
Kátia Sebben, Márcia Martins e Selma Reis
::::: O verbo é sambar! A contagem regressiva para o evento que simboliza a diversão indispensável para os amantes do samba VIP já começou. Lógico que a coluna está falando do Samba Manaus 2013. A visionária Bete Dezembro caprichou no quesito atrações que agitarão os dois dias de festa no sambódromo. Na sexta-feira, Péricles, Jeito Moleque, Sorriso Maroto, Bom Gosto, Turma do Pagode e Arlindo Cruz; e no sábado, Thiaguinho, Belo, SPC, Raça Negra, Revelação, Neguinho da Beija-Flor e bateria. Ou seja, os próximos dias 11 e 12 são de pura animação na dosagem certa.
::::: Mudou de data Depois daquele último temporal que assolou a cidade inteira, deixando a capital amazonense de pernas para o ar, a feijoada Amigos do Dr. Thomas teve que ser transferida para o dia 9 de novembro, já que a estrutura da Fundação Dr. Thomas sofreu alguns danos, mas que hoje, está sendo reparada pela PMM. Graças a Deus! O evento tem o objetivo de arrecadar fundos para o Natal dos 120 idosos daquela instituição. Portanto, não seja muquirana e colabore adquirindo sua camisa personalizada no posto de vendas que será montado no Parque do Idoso, a partir da próxima semana. O festejado artista plástico Rui Machado é quem assina a arte da t-shirt que custará R$ 70 (incluindo bebidas).
O editor deste espaço (todo feliz) e mais outras dezenas de pessoas (todas felizes) fomos conferir o tal Feirão da Sepror, e todos saímos de lá frustrados. Certo está aquele ditado popular “Quando a esmola é demais até o santo desconfia”. Explico: a secretaria anunciou a venda de uma tonelada de pirarucu e cinco de tambaqui, a preços bem convidativos nos valores do pirarucu a R$ 12 (o quilo) e o tambaqui a R$ 5. Ao chegar por lá às 10h20 o que encontramos? Peixes com preços altíssimos – o pirarucu a R$ 18 e a R$ 25. E os roelos de tambaqui, chegavam (pasmem!) até a R$ 50 – muito mais caros dos que os comercializados nas feiras da Manaus Moderna e Panair. Quando questionados, os vendedores responderam que a mercadoria havia acabado. Que tal? Muito estranho as seis toneladas acabarem em um piscar de olhos, não?
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MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
opiniao@emtempo.com.br
(92) 3090-1010
3
1
Haroldo de Campos, transcriador
2
A primeira peça do Ocidente
E outras 8 indicações culturais. Pág. 2
Da difícil arte de traduzir e montar ‘Os Persas’. Pág. 3
Análise descombinatória
Pais, filhos e identidades em conflito. Págs. 4 e 5
4
Diário de Los Angeles
5
Do arquivo de Ângela Porto
O rio de L.A. não é como o de cá Pág. 6
Capa
ilustração de Daniel Bueno
Rio de Janeiro, 1959. Pág. 7
G2
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013
Ilustríssima Semana
O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES
1
BRASILEIRO
DIVULGAÇÃO
EXPOSIÇÃO| INAÊ COUTINHO A artista apresenta a exposição “Relatos de Luz, Tempo e Cor” com fotografias de interiores decasas empequenascidades.Agaleria tambémabre a primeira exposiçãoindividual deDaniloOliveira, “Toda Tela é Uma Sala de Espera”, com 25 pinturas. Galeria Virgílio | seg. asex., de 10h às 19h; sáb. das 10h às 17h; abertura dia 8/10; até 2/11 | grátis
CONCERTO | SINFÔNICA HELIÓPOLIS A orquestra se apresenta sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Com Pablo Rossi ao piano e coro, serão executadas peças de Verdi e Beethoven, além de obra inédita do brasileiro André Mehmari. Sala São Paulo | qui. (10) e sex. (11) às 21h; sáb. (12) às 16h30 | de R$ 28 a R$ 67
‘Paraty, Rio de Janeiro’ (2008), Inaê Coutinho
LITERATURA FRANCESA Manuel da Costa Pinto faz duas perguntas a Pascal Quignard (1948), autor de “O Último Reino” (trad. Verónica Galindez-Jorge, Hedra, R$ 18, 70 págs.). O escritor francês lança o volume com textos selecionados de “Les Ombres Errantes”, livro ganhador do Goncourt em 2002, dentro de colóquio internacional sobre sua obra, amanhã e na terça, na USP (informações em: comunicacao.fflch.usp.br/node/3213). Folha - Por que, após um problema sério de saúde que quase o matou, escreveu os textos de “O Último Reino”? Pascal Quignard - Não sei bem por que, mas eu precisei fazer algo ilimitado. Um abismo para fazer frente ao abismo, talvez. Contra o pano de fundo da morte, os dias se abreviam, mas a experiência se aprofunda. No livro, encontramos formas de conto, tratado, retrato, memórias, filosofia – a que gênero ele pertence? Nós vivemos presos a papéis e modelos, segundo a narrativa imposta por nossas próprias expectativas e a dos outros. Uma hora é preciso se aventurar até a nascente anterior aos gêneros e reencontrar as profundezas do espírito. Freud diz que, no funcionamento mental, não há verdade: só alucinação. Eu quis mergulhar nessas águas.
SIMPÓSIO | UM MUNDO EM CONVULSÃO O simpósio internacional (mundoemconvulsao. fflch.usp.br) terá 22 mesas sobre problemas globais da atualidade. Temas como a crise na Europa, previdência pública, racismo e a Primavera Árabe serão debatidos por cerca de cem intelectuais e membros de movimentos sociais, como o cientista político André Singer, o sociólogo Ruy Braga e o dirigente do Partido Comunista grego Nikos Seretakis. 8 e 9/10 | FFLCH-USP | grátis
SHOW | PEDRO LUIS CANTA VINICIUS Dentro das comemorações do centenário de Vinicius de Moraes no Instituto Moreira Salles do Rio, o músico Pedro Luis apresenta a trilha sonora da novela “O Bem Amado”, de Dias Gomes, parceria do poeta com Toquinho. Os eventos incluem ainda a postagem, na rádio Batuta, da série em 32 episódios “Vinicius – Poesia, Música e Paixão”, produzida por João Máximo em 1993. 8/10, às 20h | IMS-RJ | R$30 | ims.com.br | radiobatuta.com.br
POP
ERUDITO
LITERATURA | HAROLDO DE CAMPOS “Transcriação”, livro organizado por Marcelo Tápia e Thelma Médici Nóbrega, apresenta ensaios do poeta concreto (1929-2003) dedicados à teoria da tradução. Críticas literárias e traduções de Haroldo de Campos também serão temas de um simpósio na Casa das Rosas, que reunirá Lucia Santaella e Trajano Vieira, entre outros pesquisadores. Perspectiva | R$ 45 | 256 págs. Simpósio Haroldo de Campos e a Poética da Tradução | sáb. (12), às 17h | grátis
XAXAX
EXPOSIÇÃO | FICÇÕES RADICAIS A quarta edição da Mostra 3M de Arte Digital traz 20 produções nacionais e internacionais de arte contemporânea unidas pela curadora e artista midiática brasileira Gisela Domschke. Entre elas, estão obras da dupla Semiconductor e dos pioneiros Paulo Bruscky e Charles Csuri. Instituto Tomie Ohtake | ter. a dom. de 11h às 20h; abertura dia 9/10; até 3/11 | grátis ‘Worlds in theMaking’ (2011), Semiconductor
LIVRO | W. H. AUDEN [POEMAS] A edição bilíngue reúne 50 poemas do inglês (1907-73), selecionados por João Moura Jr., que divide com José Paulo Paes (1926-98), autor da introdução, os créditos de tradução. Um belo ensaio do poeta russo Joseph Brodsky encerra o volume. Companhia das Letras | R$42 | 264 págs.
LIVRO | JACK LONDON “Joe bloqueava, recuava e se deslocava por todo o ringue, evitando os socos do adversário e conseguindo de algum modo sobreviver àquelas furiosas tempestades de golpes.” O livro “Nocaute - Cinco Histórias de Boxe” apresenta seleção inédita de contos publicados entre 1905 e 1911. London (1876-1916), amante e praticante do esporte, conta histórias de lutadores dentro e fora dos ringues. A edição é ilustrada pelo brasileiro Kako. trad. Sergio Flaksman | Benvirá | R$ 29,90 | 216 págs.
ESTRANGEIRO Folha.com
Ilustríssimos desta edição DIVULGAÇÃO
ÂNGELA PORTO, 59, é historiadora.
LUIZ FERNANDO VIANNA, 43, é jornalista e coordenador de internet do Instituto Moreira Salles.
DANIEL BUENO, 39, é artista gráfico.
NELSON DE SÁ, 52, repórter especial da Folha, cotraduziu “Hamlet”, de Shakespeare, peça encenada no teatro Oficina.
FERNANDA EZABELLA, 32, é jornalista.
RAQUEL COZER, 35, é colunista da Folha. GUILHERME WISNIK, 41, arquiteto, crítico, historiador de arte e professor da USP, é curador-geral da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo.
FOTO RAFAEL CAMPOS ROCHA, 43, é ilustrador e cartunista, autor de “Deus, Essa Gostosa” (Quadrinhos na Cia.).
A BIBLIOTECA DE RAQUEL A colunista do Painel das Letras e repórter da “Ilustríssima” comenta o mercado editorial FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha FOTOGRAFIA E PINTURA Imagens de obras de Inaê Coutinho e de Danilo Oliveira >>folha.com/ilustrissima
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Teatro
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Outros 300 Das dificuldades de traduzir ‘Os Persas’ RESUMO Lançamento de duas novas traduções da tragédia de Ésquilo, primeira peça ocidental que de que se tem notícia, traz à luz as dificuldades para traduzir e montar um texto clássico. Especialistas debatem questões inerentes ao trabalho com um texto antigo, como a manutenção da métrica e a adaptação do léxico à atualidade.
NELSON DE SÁ
Quando preparava a montagem de “Os Persas” no ano passado, parte de um projeto maior voltado ao teatro de Ésquilo, o diretor Roberto Alvim buscou as traduções existen-
tes e não gostou do que viu. Acabou por construir um texto próprio, que levou ao palco do Club Noir em São Paulo. É a prática corrente nas encenações de tragédia grega – e de outras peças clássicas – nos palcos brasileiros. Os atores se exasperam diante dos diálogos que não cabem na boca – no jargão teatral, traduções que não parecem ter sido feitas para a cena. “É importante perceber que se trata da fala, não da palavra”, cobra o diretor. “Que o texto foi escrito por Ésquilo para ser falado por atores. E que é preciso não azeitar o texto, que tem característica propositalmente torta, da ordem do ruído, da dissonância”. Uma das questões mal resolvidas nas traduções do texto de Ésquilo, aponta Alvim, é que muitas delas tentam reproduzir em prosa, longamente, os múltiplos sentidos contidos em poucas palavras no original. Outro equívoco comum que o encenador diz notar nas traduções da peça é a adoção de linguagem anacrônica, o que ele classifica como “um erro brutal”. “A gente tem de se colocar hoje no lugar em que Ésquilo
estava quando escreveu. Não tem sentido empregar português arcaico porque o texto data do século 5 a.C.” Remanescente “Os Persas” é a mais antiga tragédia grega a sobreviver até os nossos dias – mais que isso, é o mais antigo texto remanescente do teatro ocidental. A peça estreou em Atenas no festival de Dioniso de 472 a.C., quando Ésquilo já contava perto de 50 anos de vida e 27 como autor. Isto foi oito anos após a batalha de Salamina, em que as tropas gregas, comandadas por Temístocles, venceram o contingente persa sob o comando de Xerxes. A tragédia retrata a derrota dos invasores, mas não do ponto de vista dos vitoriosos gregos, e sim segundo a visão dos persas. O próprio Ésquilo teria sido um combatente de Salamina, lutando ao lado de um irmão. O autor também estava em Atenas quando a cidade foi saqueada e destruída. Embora reafirme a importância de “Os Persas” como documento “estético”, José Antonio Alves Torrano, professor de língua e literatura gregas
na USP e tradutor da peça (Iluminuras, 2009), ressalta sua importância sob o ponto de vista historiográfico, “inclusive porque é fonte de Heródoto”, que dele teria se servido em suas “Histórias”, obra posterior à tragédia de Ésquilo e mais difundida que ela. “Heródoto tem uma dívida com relação à descrição que Ésquilo faz da batalha de Salamina”, afirma Torrano. “O quadro geral é de Ésquilo. A forma da batalha, as principais referências, os elementos da narrativa: todos foram tirados por Heródoto do texto de Ésquilo. Não temos outra documentação mais importante do que esta”. É consenso que a imagem que a cultura ocidental carrega até hoje de Xerxes, até mesmo em filmes como “300” (2006), se deve mais a Heródoto. Mas outros trechos da peça, além da batalha, seguem ecoando no presente. “Quando surge da tumba o pai de Xerxes, Dario, e diz que o filho cometeu um grande erro ao ligar o Oriente com o Ocidente, é extremamente atual”, opina Trajano Vieira. Vieira, que é professor de língua e literatura gregas na
Unicamp, assina uma nova tradução de “Os Persas”. Ele destaca o pano de fundo histórico entre as peculiaridades da tragédia de Ésquilo. “Diferentemente de boa parte do teatro grego, o núcleo de ‘Os Persas’ não é mítico, e sim histórico. Foi a história, da qual Ésquilo participou ativamente, que o levou a escrever”. E lembra: “Em sua lápide não há referência à atividade como teatrólogo, mas à participação na guerra contra os persas”. Se, ao procurar textos para sua montagem, o encenador Roberto Alvim tivesse esperado mais um pouco, teria tido à sua disposição não só a opção oferecida por Trajano Vieira [Perspectiva, R$ 34,90, 144 págs.] mas também uma de Junito Brandão (1924-95), que o helenista deixou inédita ao morrer [Mameluco, R$ 54, 360 págs.]. As duas edições são bilíngues e contam com textos de apoio. No caso de Brandão, o livro é uma homenagem ao tradutor. Antonio Medina Rodrigues, professor de grego da USP, morto em maio passado, assina um dos textos. No ensaio “Junito, o Meio-termo Radical”, elogia no
tradutor “o simples, isento de qualquer afetação”, ou ainda, “sem ornatos”. Nas duas novas versões de “Os Persas”, percebe-se um confronto subterrâneo entre simplicidade e complexidade. “É uma peça com enorme preocupação formal, é sua particularidade maior”, define Vieira. “Nela, os jogos verbais e a complexidade da linguagem são muito grandes”. O professor sublinha uma das dificuldades que o autor teve de superar e que se reapresentam ao tradutor: “Mais de 75% dos nomes do contingente persa citados são de origem oriental. Você imagina a maestria do Ésquilo para adaptar à métrica grega. E é apenas um exemplo da estrutura poética. Meu interesse maior foi dar conta, de algum modo, dessa complexidade”. Ele ilustra a riqueza formal com um exemplo: “Existe o verbo destruir, ‘persai’, que aparece em algumas passagens e que tem a sonoridade da palavra persa, ‘persai’. Ele surge também como epíteto do Xerxes, o adjetivo que o qualifica num certo momento, ‘perseptolis’, quer dizer, destruidor de cidades”.
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Entrevista
RAQUEL COZER ILUSTRAÇÃO DANIEL BUENO
O sonho de maternidade e paternidade carrega uma dose inegável de egoísmo. O que se espera, no geral, é uma criança que se assemelhe a seus criadores na fisionomia, no jeito, na cultura de vida. A prova dos nove acontece quando esse esperado fruto cai longe da árvore, com características que os pais não reconhecem como suas. O assunto interessa ao escritor americano Andrew Solomon, 49, desde que se conhece por gente. “A percepção de que o que eu queria era exótico e fora de sintonia com a maioria veio tão cedo que não me lembro de um tempo que a precedesse”, ele escreve, a respeito de sua homossexualidade, na abertura de “Longe da Árvore” [trad. Donaldson M. Garschagen, Luiz A. de Araújo e Pedro Maia Soares; Companhia das Letras; R$ 79,50; 1.056 págs.]. A noção de que seus próprios pais nunca aceitaram ter um filho gay norteou a pesquisa do volume recém-lançado no Brasil, embora a homossexualidade não seja, em si, um dos temas pesquisados. Autor de elogiadíssimo estudo sobre a depressão (“O Demônio do Meio-Dia”, vencedor do National Book Award 2001) e de reportagens para publicações como o “New York Times” e a “New Yorker”, Solomon passou 20 anos conversando com centenas de famílias nas quais os filhos não se encaixavam nos anseios iniciais dos pais – fosse por deficiências, como a síndrome de Down; fosse por distúrbios psiquiátricos, como a esquizofrenia; fosse por implicações sociais, como a gravidez indesejada após um estupro. O resultado é um compêndio sobre disfunções pouco compreendidas e sobre a tentativa dos pais de lidar com o indesejado na criação dos filhos. Leia entrevista que o autor concedeu à Folha, por telefone, de Nova York, onde vive. Folha - O sr. aborda no livro questões tão distintas quanto a relação de pais com crianças surdas, com síndrome de Down, vistas como prodígio e com propensão ao crime. Como selecionou os temas? Andrew Solomon - Entrevistei mais de 300 famílias; ao fim, tinha 40 mil páginas transcritas, inclusive com en-
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Estranhos no ninho Quando os filhos não são como se espera trevistas para capítulos que não escrevi. Escolhi os temas para mostrar uma ampla gama de relações de pais com filhos considerados diferentes. Procurei tópicos representativos. Concluí, entre outras coisas, que as experiências de pais de surdos e cegos poderiam ser diferentes entre si, mas não tanto que exigisse um capítulo para cada caso. Comecei a ouvir as famílias e deixei isso guiar minhas pesquisas, o que ajudou a definir a estrutura. No capítulo sobre prodígios, por exemplo, quis escrever primeiro sobre o lado positivo e depois sobre crianças que sofreram com a incompreensão dos pais. Abri o capítulo sobre autismo com casos traumáticos e depois tratei do movimento dos direitos dos autistas. Tentei balancear a visão dos distúrbios vistos como doença e como identidade, falando com famílias que lutaram e famílias que se sentiram incapazes de ir em frente. Embora chame de identidades distúrbios como o autismo e a esquizofrenia, o sr. diz que outros problemas, como a bulimia
VALORES
Eu nasci gay em uma época em que a homossexualidade era considerada como uma doença e amadureci num mundo onde a homossexualidade faz parte da identidade das pessoas.
e a anorexia, não passam de doenças. Pode explicar essa distinção? Quase todos os distúrbios podem ser descritos tanto como doenças quanto como identidades. Foi curioso notar como as pessoas veem cada caso de forma diferente. Isso ocorreu inclusive entre entrevistados para o livro – houve, por exemplo, surdos que não gostaram de se ver numa obra que também trata de esquizofrênicos. No caso da anorexia e da bulimia, que não abordei na pesquisa, há quem as descreva como identidade, mas também há quem morra por essa condição, então não é algo que possa ser celebrado. Para a maioria da população, ser surdo parece uma tragédia, mas muitos surdos, extremamente ligados à linguagem e à cultura que desenvolveram, nunca viram isso como problema. Eu não gostaria de perder a audição, mas acredito que seja possível, se você tem uma diferença, mesmo que não seja algo que ambicione, tornar isso central em sua identidade. Vivi a experiência de nascer gay numa época em que a homossexualidade era considerada doença e amadurecer num mundo onde a homossexualidade faz parte da identidade. Queria entender como esses modelos podem ser estendidos, como se dá a mudança de percepção entre o que é doença ou deficiência e o que é identidade. O sr. iniciou a pesquisa para lidar com a incompreensão de seus pais sobre sua homossexualidade e, no livro, cita casos de pais que desistiram dos filhos que lhes traziam dificuldades. Como isso o fez sentir? Há uma variável grande que envolve crianças mais fáceis ou
difíceis de lidar e há também a habilidade dos pais para lidar com elas. Meu propósito foi observar modelos de resiliência das famílias. Centrei em famílias que seguiram em frente, não sem grande e doloroso esforço. É claro que foi mais fácil falar com essas pessoas, porque quem sabe que fez um bom trabalho tem mais propensão a falar do que quem não conseguiu. Não quis que o livro sugerisse que a resposta natural a situações como essas é cooperar. Nem que parecesse fácil. É difícil. Há pais para quem a luta é impossível, e não posso julgar isso. Pessoas diferentes têm diferentes habilidades. Um trecho surpreendente do livro lista histórias de pais que acabaram matando filhos autistas. O filicídio é mais comum nesses casos que nos de outras deficiências? Há filicídios relativos a outras condições debilitadoras, mas a taxa envolvendo autismo é particularmente alta. Acredito que isso ocorra com maior frequência no autismo por envolver um número expressivo de desafios. Se o seu filho tem nanismo, você tem que aceitar que ele nunca terá mais de 1,20 m e tirar o melhor dessa situação. Se tem síndrome de Down, há intervenções efetivas para ajudá-lo a progredir. No autismo, os tratamentos funcionam até certo ponto, para algumas pessoas. Lidar com autistas exige muita energia nos casos mais graves, e é comum não haver progresso. Além disso, crianças com autismo grave são incapazes de comunicar afeição como os pais esperariam. Muitos parecem não sentir afeição pelos pais, que se sacrificam tanto por eles. Tentar ajudar alguém que não melhora e não parece se importar com a tentativa de fazê-lo melhorar é uma combinação particularmente difícil. Outro caso curioso é o da mulher que, prestes a sofrer um “aborto trágico” aos cinco meses de gestação, se viu obrigada pelo hospital a aceitar um procedimento que deixaria sua filha viva, mas gravemente afetada. A criança nasceu cega, nunca andou nem falou. O sr. escreve: “A política oficial impediu a filha de morrer; a política oficial disse que era problema dos pais passar o resto da vida atendendo às necessidades da menina”. Os
pais deveriam ter a opção de deixar a criança morrer, na sua opinião? O sistema hospitalar americano é obcecado por manter todo mundo vivo, com ou sem dor, felizes ou infelizes com isso. Ninguém pode deduzir que uma criança com deficiência grave terá necessariamente uma vida de miséria, mas intervenções severas como essa são opressoras. A família deveria ser autorizada a tomar algumas decisões, como o quanto de intervenção médica vai aceitar para seu filho, já que o natural para a criança, nesse caso, seria morrer. Tendo dito isso, há uma percepção geral de que ter múltiplas deficiências significa viver uma vida de agonia e dor, mas muitos pais de crianças com deficiências severas que entrevistei tinham a convicção de que elas eram felizes. Como concilia sua posição sobre o direito ao aborto com casos em que as mulheres se viram impedidas de abortar e hoje agradecem por isso? Todas as mulheres deveriam ter acesso ao aborto. Mas espero que algumas pessoas leiam o livro e decidam ter uma criança que em outras circunstâncias prefeririam não ter, que encontrem modelos que lhes sejam significativos. Recebi uma carta raivosa outro dia, dizendo: “Você diz que as mulheres têm o direito de abortar, mas como se sentiria se alguém começasse a abortar fetos gays?”. Falei: “Eu ficaria triste, mas também diria que cabe a elas decidir”. Ninguém deve ser forçado a dar à luz uma criança que não quer ter. Numa das centenas de histórias que o sr. conta, uma mãe cega, Deborah, se magoa quando o marido comemora o fato de o filho deles não ter herdado a cegueira. O livro mostra vários casos de pessoas com deficiência que
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Todas as mulheres deveriam ter acesso seguro ao aborto. Mas espero que algumas pessoas leiam o livro e decidam ter uma criança que em outra circunstâncias prefeririam não ter.
se orgulham de sua condição. Isso o surpreendeu? Esse caso em particular é poderoso e desconcertante. Sofri depressão, assunto do meu livro anterior, e de certo modo a depressão faz parte da minha identidade, mas não quero que meus filhos sejam deprimidos e farei o que puder para que não experimentem isso. Deborah escreveu esse ensaio em que dizia que “não ansiava pela visão mais do que por um par de asas”. Ela vive bem como cega e não imagina por que alguém preferiria uma criança que enxergasse. Pensei como me sentiria se tivesse um filho com uma mulher que falasse: “Ainda bem que ele não é gay”. Muitos temem a ideia, mas seria triste ouvir isso de alguém próximo. Entendo alguém se magoar com outra pessoa descrevendo uma característica sua como indesejável, porque, ao rejeitar isso, você rejeita quem eu sou. Mas, como não sou cego, acho a ideia da cegueira aterrorizante, e esse tipo de reação me surpreendeu muito. A culpa que muitos pais sentem por deficiências ou distúrbios dos filhos pode afetar a relação familiar? Já foi muito comum a ideia de que pais tinham filhos gays por serem superprotetores ou porque o pai era passivo em relação à mãe. Acreditava-se que a esquizofrenia e o autismo eram causados por pais muito frios. Os pais historicamente se sentem culpados. Começamos a deixar de pensar isso nesses casos e é preciso abandonar a sensação de culpa em outros casos também. Pode ser verdade que pais que abusam de seus filhos os levam ao crime, mas muitos que não fizeram nada errado passam pela mesma situação. O que tem de ser levado em conta é outra coisa. Os pais podem não causar o autismo, mas podem fazer o filho ter uma relação boa ou terrível com a condição. O pai não faz o filho surdo, mas pode levá-lo a se adaptar ou se sentir inadequado. O que me interessava era como pais podem ajudar os filhos a crescer psicologicamente saudáveis. De que modo prodígios, filhos de estupro e adolescentes com tendência ao crime, assuntos de capítulos na segunda metade do livro, podem ser comparados a pessoas que têm deficiências e distúrbios? Queria mostrar como os pais lidam com o que é diferente. É
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Rigor e compaixão pautam livro ousado LUIZ FERNANDO VIANNA
claro que o pai de um prodígio não se sentirá triste como o de uma criança com deficiências múltiplas, mas não é muito mais fácil lidar com o prodígio. Também será preciso imergir no mundo estranho que o filho vai conhecer e garantir que ele cresça com um grau mínimo de ajuste emocional. Quis mostrar, de forma provocativa, como um prodígio se assemelha a um doente. Filhos de estupro lidam com mães que acham difícil expressar amor e lutam contra os instintos para se desconectar dessas crianças. O estupro faz com que crianças sem deficiências sejam recebidas como filhos que têm deficiência. Sobre a tendência ao crime, notei que muitas pessoas que entrevistei tinham um senso de identidade em suas comunidades devido à forma como se comportavam. Claro, o imperativo social é de batalhar contra essa identidade. Mas tentei entender o que se passa na mente de quem comete crimes, como muitos acreditam encontrar sua identidade ao cometer crimes. O sr. defende uma distinção entre os cérebros de adolescentes e adultos para justificar punições diferentes para crimes cometidos por uns e outros. Como ser preso com adultos pode afetar o comportamento juvenil? Pergunto porque há uma discussão no Brasil sobre a redução da maioridade penal. Há interesses conflitantes na acusação de adolescentes. Queremos limitar o crime, mas sabemos que adolescentes podem cometer erros por falta de maturidade. Se falamos em reduzir a maioridade penal, a primeira pergunta é o que se alcança com isso. Será que a perspectiva de receber penas mais duras pode impedir um adolescente de cometer crimes que cometeria tendo em vista penas mais brandas? Não conheço pesquisa sobre isso no Brasil, mas os estudos nos EUA mostram que o efeito dissuasor de sentenças mais duras é praticamente nulo. A estratégia é ineficaz porque adolescentes não têm sistemas de controle maduros e, portanto, cometem com mais constância erros de julgamento. Se continuarmos a dar sentenças mais leves a adolescentes, alguns podem amadurecer e deixar de ser criminosos? Sim: programas de reabilitação que não funcionam para adultos podem ser úteis a adolescentes. Sentenças mais duras são ine-
ficazes. É fato que ninguém comete crimes nas ruas estando na cadeia; assim, poderíamos estipular a prisão perpétua a todos os criminosos. Isso talvez reduzisse a criminalidade, mas a um custo terrível: vidas desperdiçadas e um imenso gasto público. O sr. cita algumas vezes no livro a reação de seus pais ao fato de o sr. ser gay. Acha comparável o grau de aceitação da sociedade à homossexualidade e a deficiências como a síndrome de Down e o nanismo? Há vários grupos que batalham por seus direitos, conseguem-nos e então excluem outros grupos. Quando os gays começaram a dizer que se inspiravam na luta pelos direitos civis, alguns ativistas negros disseram: “Vocês não são como nós. Somos uma minoria racial, vocês têm essa doença de ser gays”. Moro em Nova York, numa casa que pertenceu a Emma Lazarus (1849-87), poeta mais famosa por ter um poema na Estátua da Liberdade, mas que também escreveu: “Até sermos todos livres, nenhum de nós será livre”. Pensei que, em vez de me colocar na posição de negros ou mulheres no passado, era mais generoso ir na direção de quem ainda não tem reconhecimento, não tem nada a não ser o que os outros veem como doença. Após anos escrevendo sobre nanismo, ao falar com filhos anões de pais comuns, senti que sua experiência se parece à de filhos gays de pais heterossexuais. São famílias que se sentem normais, mas têm crianças diferentes. Parece artificial a ideia de que umas diferenças são aceitáveis e outras não. Recentemente discutiu-se no Brasil projeto de lei que propunha a “cura gay” por meio de atendimento psicológico. Como vê a ideia? Tratamentos assim são inúteis, imorais e exploradores. São inúteis porque não podem trazer a mudança prometida. Gays não se tornam heterossexuais mediante terapia, isso é risível do ponto de vista médico. São imorais porque estigmatizam os gays, fortalecem a homofobia e o auto-ódio, e sustentam a mensagem de que ser gay é tragédia ou pecado, quando é, na verdade, parte do espectro da identidade humana. E são exploradores porque despendem enormes quantidades de tempo e dinheiro sem nenhum resultado.
Concisão não é o Forte de Andrew Solomon. Depois das 500 páginas de “O Demônio do Meio-dia”, sobre depressão, agora são as mil de “Longe da Árvore”. A prolixidade soa paradoxal se pensarmos que há, em seus livros, o desejo de difundir em grande escala informações acerca dos assuntos escolhidos. A impressão de paradoxo se dilui quase completamente quando se começa a ler “Longe da Árvore”. O trabalho do jornalista norte-americano é um dos mais minuciosos que possam existir sobre temas como autismo, síndrome de Down e esquizofrenia. Concilia levantamento exaustivo de dados com entrevistas feitas com 300 famílias ao longo de dez anos. É, também, um dos mais ousados conceitualmente. Solomon adota a classificação “identidades horizontais” para abarcar num só espectro situações tão diferentes quanto a de um anão e a de alguém nascido de um estupro; um surdo e um transgênero. Enquanto, para ele, identidades verticais vêm de atributos e valores transmitidos por DNA e por normas culturais compartilhadas entre pais e filhos, as horizontais refletem “genes recessivos, mutações aleatórias, influências pré-natais, ou valores e preferências que uma criança não compartilha com seus progenitores”. Como relata, sua abordagem sofreu críticas de parte dos entrevistados: prodígios não queriam estar misturados com os gravemente deficientes, e autistas preferiam estar dissociados das pessoas com síndrome de Down. Mas o acerto de Solomon está exatamente em apontar aproximações entre as várias identidades que estuda. A aproximação mais óbvia é a da dificuldade de aceitação na sociedade. Mas ele foge do clichê da vida à margem. Mostra que a tolerância e os esforços inclusivos são muito maiores hoje do que há pouco tempo. Por outro lado, prova que o desejo de extermínio de deficiente está longe de se restringir à política oficial nazista, que matou cerca de 270 mil. “Em 2006, o Royal College de Obstetras e Ginecologistas de Londres propôs que os médicos considerassem a hipótese de matar bebês com deficiências extremas”, registra. Como ótimo jornalista, vai desmontando falsas certezas, mudando de caminho ao longo das narrativas para dar vez ao contraditório e, assim, ampliar o conhecimento sobre os temas. Em geral,
evita proferir opiniões peremptórias sobre o que escreve, mas às vezes escorrega na tentação, como quando associa o método Son-Rise, de atendimento a autistas, à charlatanice, conclusão que é injusta. Ele se cerca obsessivamente de pesquisas – vide as 200 páginas de notas. Elas dão suporte aos capítulos, servindo, inclusive, para mostrar aos não familiarizados com os assuntos as características e incidências deles. Usando mais uma vez o exemplo do autismo, é importante saber que 1% da população mundial está no espectro e que o número de diagnósticos não para de aumentar, pois isso dá uma dimensão concreta da situação. Protagonistas Os protagonistas do livro não são os números, mas as pessoas. Aí sim sem julgar, aliando rigor profissional a compaixão, Solomon mostra o desespero de pais cujos filhos têm deficiências graves ou vivem em configurações sociais complexas. Ao mesmo tempo em que demonstra entender o que leva um pai a desejar a morte de um filho que come fezes e se automutila, mostra a frequência com que a Justiça é benevolente com os filicidas, como se dissesse que é legítimo eliminar aqueles que não são “normais”. O livro também reúne exemplos de pessoas que deram a volta por cima e se tornaram referência para os que vivem situações semelhantes – e para qualquer ser humano, na verdade. Mas foge de outro clichê, o da “superação”, que abastece as gôndolas de autoajuda. Muitas vezes, revela Solomon, as famílias mudam o mundo porque não há, da sociedade cruel aos médicos despreparados, quem as ajude. O fato de ser disléxico, depressivo e militante gay permite a Solomon tratar “de dentro” as identidades horizontais, espanando preconceitos a partir de sua própria condição – certamente, há ativistas gays que não gostam de se ver num livro que também trata de deficientes mentais. Isso não bastaria se ele não fosse um grande repórter, mas contribui para que entenda, como escreve, que “sofrimento não implica necessariamente amor, mas amor implica sofrimento”.
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Diário de Los Angeles O MAPA DA CULTURA
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Vida nova aos rios Pescar e remar na cidade grande
FERNANDA EZABELLA
Pela primeira vez em mais de 70 anos, o rio Los Angeles foi liberado para uso do público no verão, o que não acontecia desde que suas margens viraram concreto, no final dos anos 1930. Cenário de corridas de carro em filmes como “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978) e “Drive” (2011), o rio teve um trecho de quatro quilômetros liberado para caiaques e pesca, além de toda sua extensão de 80 quilômetros aberta para bicicletas (thelariver. com/guide/biking). “O nosso rio tem água limpa, não cheira mal como o Tietê. O tratamento do esgoto vem lá dos anos 60 e é sofisticado”, explica a arquiteta paisagista Mia Lehrer, cujo escritório criou um plano diretor de 20 anos para revitalizar o rio da segunda maior cidade dos EUA.
Adotado em 2007, o plano prevê mais de 200 projetos, envolvendo engenheiros, agências do governo e moradores. As ideias incluem parques, condomínios, pontes para pedestres e remoção do concreto. Lehrer, que nasceu em El Salvador e se formou em Harvard, é figura conhecida em Los Angeles por ter revitalizado diversas áreas populares. Ela fala português e já visitou o Brasil muitas vezes, pois a família de sua mãe veio morar em São Paulo ao deixar a Alemanha. Seu escritório, em parceria com outras firmas, está entre os 17 consórcios que apresentaram planos para o Arco do Tietê neste ano. Apesar das diferenças – um é rio de trópicos, e o outro, de deserto –, Lehrer vê semelhanças entre os dois. “Eles dividem a cidade de forma negativa, como uma ferida”, diz a arquiteta, sem poder revelar detalhes do projeto paulistano. “É preciso trabalhar com as comunidades para entender suas demandas e explicar como
as decisões são tomadas. É um processo de educação de duas vias”.
Tori Spelling, o cão Boots, de Humphrey Bogart, e o gato Scout, de Chaplin.
Cemitério de bichinhos Batman, Gretchen e Winston Churchill descansam no mesmo cemitério em Los Angeles: um terreno de dez acres (uns dez campos de futebol) em Calabasas onde são enterrados animais de estimação. Mais da metade são cães e gatos, mas há também um leão e um pavão, além de ovelhas, coelhos e lagartos. Todos estão identificados em lápides, dedicatórias e às vezes até fotos ou esculturas. O local completou 85 anos neste mês e tem mais de 40 mil túmulos, incluindo um pequeno mausoléu ao lado do crematório. No local vendem-se caixões de diversos tamanhos e há espaço para funerais. O Los Angeles Pet Memorial Park é a casa de animais famosos, como o cavalo Silver, da série “As Aventuras de Zorro”, e também de animais de famosos – como o poodle Angel, de
Anne vai a Hollywood Como muitas meninas de sua época e tantas de sua idade até hoje, Anne Frank (1929-45) tinha fascínio por astros e histórias de Hollywood. Mas sua vida, sabemos, passou longe dos finais felizes. Agora não muito distante daqueles cenários, o Museu da Tolerância vai dedicar um espaço a sua memória. Em outubro, será aberta uma mostra permanente sobre Anne Frank, a maior já realizada fora de Amsterdã, onde fica a casa em que se escondeu dos nazistas. A exposição de US$ 3 milhões (R$ 6,6 milhões), que teve a visita de Tom Cruise na prévia para convidados, foi criada em parceria com a Anne Frank Fonds, detentora dos direitos de seu diário, representado numa réplica exata ao final da mostra. Haverá fotos de Anne Frank na escola, car-
tas trocadas com amigas dos EUA e uma entrevista com o primo Buddy Elias, seu único parente vivo. Novo Museu O museu Broad deve ser inaugurado em meados de 2014, mas sua construção tem rendido muito assunto. O local exibirá uma coleção de 2.000 objetos de arte dos anos 1950 até hoje, pertencente ao casal de filantropos Eli e Edythe Broad, que estão dando US$ 395 milhões (R$873 milhões) à nova instituição. A entrada será gratuita, e o museu ficará no corredor do centro da cidade, já habitado pelo Walt Disney Concert Hall, um dos cartões-postais da cidade. Sua arquitetura deverá competir com a sala de concertos de Frank Gehry. O escritório Diller Scofidio + Renfro apelidou o novo prédio, em construção desde 2012, de “o cofre e o véu” devido a sua base sólida e ao exterior vazado como uma colmeia.
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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS
5 A timidez de Sérgio Porto Rio de Janeiro, 1959
Há 45 anos sua ausência se abateu sobre nós como uma “machadada de Brucutu”, como dizia Manuel Bandeira, de quem tomo emprestada a imagem. Mesmo ausente, meu pai, mais conhecido pelos leitores como Stanislaw Ponte Preta, mantém em minha vida uma forte presença e me traz com frequência boas lembranças. Sua presença é forte, antes de tudo, por imaginá-lo sempre um homem enorme, como de fato era. Trabalhava principalmente em casa, batucando dia e noite sua “intimorata Remington”, na sua própria expressão. Mas também trabalhava na praia, aonde íamos pela manhã, coisa que ele adorava fazer. Pegava suas três filhas pelos braços e, junto a uma pilha de jornais, descíamos as três quadras em direção à praia. Morávamos em Copacabana, cuja praia era de mar mais batido antes da reforma da avenida Atlântica. Enquanto brincávamos perto da água, papai se sentava na areia, lia freneticamente os jornais e recortava com uma tesoura as notícias que usaria mais tarde como material para suas crônicas. Às vezes era despertado dessa atividade pelo movimento de pessoas que se amontoavam para assistir ao salvamento de três meninas. Papai nasceu, viveu e morreu na rua Leopoldo Miguez, em Copacabana. Era um homem muito bem-humorado, brincalhão, de uma ironia que surpreendia e a todos fazia rir, mas, paradoxalmente, tímido para determinadas situações em que tivesse que se expor. Aqueles que acompanhavam suas divertidas crônicas pelos jornais não podiam imaginar que, por trás de suas páginas, se escondia um homem acanhado com o público. O “Show do Crioulo Doido”, que criou e apresentou por dois anos, fez enorme sucesso e o tornou famoso. Durante esse período, saíamos todos os sábados para jantar e depois assistir ao show. Muitas vezes, ele era reconhecido por alguém que logo começava a puxar o samba de sua autoria. Nós, as três irmãs, ainda adolescentes, nos sentía-
ACERVO PESSOAL
ÂNGELA PORTO
Ângela Porto, filha de Sérgio Porto, com sua fantasia de jornalista
mos envergonhadas, mas ele ficava vermelho e absolutamente sem graça, com vontade de fugir. Para disfarçar seu desconforto, fazia graça fingindo que iria “sair de fininho”. Assim era o tímido Sérgio Porto, que preferia deixar a notoriedade para seu outro, o Stanislaw. A criação desse pseudônimo, idealizado por ele e seu tio, o crítico musical Lúcio Rangel, foi um artifício, entre outras necessidades profissionais, para acobertar o lado mais formal de meu pai. Assim ele poderia se aventurar numa outra modalidade de escrita mais irreverente, que caracterizou na família Ponte Preta e nos “Febeapás”, permanecendo o autor Sérgio Porto com o estilo “mais sério” que imprimiu em “A Casa Demolida” e “As Cariocas”. Mas, com toda sua timidez, nunca vi meu pai mais vexado do que no dia de minha “formatura” no jardim de infância. Isso se deu em 1959, no Colégio Mello e Souza. Houve uma grande festa em que todos os alunos deveriam vestir-se com roupas que indicassem a profissão dos pais. Todos foram de médico, advogado, engenheiro, professor etc. Mamãe se viu em maus lençóis para fazer minha fantasia, mas inspirou-se numa caricatura que o Lan havia feito. Era um desenho de papai escrevendo à máquina, cercado de vários recortes em que se lia: rádio, televisão, jornal, show, revista tal e tal. Assim era minha roupa: um vestido branco com vários recortes colados. No final da festa, cada aluno fazia uma apresentação: recitava um versinho, dançava, cantava. Eu quis cantar e pedi que meu pai me acompanhasse. Ele ficou sem jeito e foi cutucado por minha mãe, que o estimulou a subir no palco. Mas o que o fez mesmo corar de vergonha foi a música que escolhi para cantarmos. Ao meu lado, teria de entoar os famosos versos de Paulo Borges, que uns anos antes haviam feito sucesso na voz de Alcides Gerardi: “Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora”. Nota: Este texto teve a colaboração de Gisela Porto, minha irmã
G8
MANAUS, DOMINGO, 6 DE OUTUBRO DE 2013