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EM TEMPO - 06 de janeiro de 2013

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 7.875 – MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO - PREÇO DESTA EDIÇÃO: R$ 2,00

FIM DA ESCURIDÃO IONE MORENO

MÁRIO OLIVEIRA

Arthur pretende rever contrato de R$ 54 milhões com a empresa Manaus Luz. Última Hora A2

CARNAVAL

Escolas põem as baterias no esquenta Nos bairros e no centro da cidade, as quadras das escolas de samba recebem os ensaios para o Carnaval deste ano. Dia a dia C1

PROFISSÃO

Eles ainda fazem tudo sob medida Alfaiates resistem à massificação da roupa comprada feita e mantêm o trabalho artesanal de costurar para clientes de bom gosto. Dia a dia C4 e C5

Prefeito Arthur Neto promete tirar do caminho tudo que possa prejudicar a iluminação pública, inclusive contrato considerado “muito generoso” com Manaus Luz DIVULGAÇÃO

RELIGIÃO

Coreia do Sul exporta nova seita cristã

Sete hidrelétricas vão ‘encher’ o rio Tapajós O ritmo e o rumo da ocupação da Amazônia desenvolvidos pelo governo federal, desde 1966, vão mudar drasticamente a paisagem do rio Tapajós, uma das mais belas do Estado do Pará. Economia B3

Dia a dia C8

DESASTRES

MANAUSCULT

País investe só 1% da verba de prevenção País B6

COMUNICAÇÃO

MPE denuncia ex-diretora por irregularidades

Rádio popular comemora 24 anos de ação

Plateia D5

Plateia D8

Projeto de criação de hidrelétricas vai mudar meio ambiente no Tapajós

ELENCO

Artistas, café e teatro na Belle Époque Lugar aconchegante no Centro degradado da cidade mantém ponto de encontro com o passado. Páginas 17 e 18

DIVULGAÇÃO

SUPLEMENTOS SAÚDE

ILUSTRÍSSIMA

Cuidados com o corpo e autoestima

A vida depois da morte de Deus, o filme

Mudança de ano, mudança de vida. Cuidar do corpo levanta a autoestima. Página F1

Cineasta belga escreve e filma, focando na responsabilidade com o outro. Página G7

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 33

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Opinião/Última Hora

Arthur cobra Manaus

Contexto 3090-1017/8115-1149

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

Luz por melhorias

marioadolfo@emtempo.com.br

MÁRIO OLIVEIRA

Empresa recebe R$ 54 milhões anuais da prefeitura, mas não consegue prestar serviço de iluminação eficiente NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

O

Um lugar todinho meu O senador Alfredo Nascimento (PR-AM) está esperançoso. Terá uma nova oportunidade para tentar convencer Dilma Rousseff de que é o cara para assumir um ministério. A presidente abrirá as portas do Planalto para a cúpula do PR. O grande momento está programado para o próximo dia 14. Na peregrinação ao Planalto, Alfredo terá a companhia dos senadores Blairo Maggi e Lincoln Portela. A ordem é concentrar esforços para tentar recuperar o espaço perdido no mar de escândalos e corrupção. Quem avaliza? Resta saber se Portela e Maggi apoiam, de fato, o senador do Amazonas para representar a legenda na Esplanada. Como se sabe, Alfredo Nascimento foi a segunda vítima da faxina de Dilma. Propinoduto O ex-ministro dos Transportes foi detonado após o escândalo que implodiu também o todo-poderoso chefe do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Para quem não lembra, o Dnit foi acusado de ser o braço do que a imprensa chamou de “propinoduto” do PR e empreiteiras. Eminência parda O prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás, já tem uma “eminência parda” em seu governo. Será o empresário Walmir Nogueira, dono da construtora MV. Memória Para quem não lembra, Walmir Nogueira é aquele que, ao construir o residencial Vila Cristina, decepou 280 castanheiras centenárias. Tudo isso com as licenças do Ipaam e com o financiamento da Caixa Econômica. Casinha branca Falando em Walmir Nogueira, o poderoso empresário acaba de comprar a mansão do ex-prefeito Bi Garcia pela bagatela de R$ 700 mil. Cano natalino Falando em Bi Garcia, os secretários que serviram em sua administração reclamam

que ainda não haviam recebido o salário de dezembro. Indiana baré O vereador cassado Ronaldo Tabosa (PP) está sendo chamado de Indiana Jones da política baré. Vai ser “o caçador do mandato perdido”. Às vésperas da posse, ele teve o diploma de vereador cassado sob acusação de que seu filho, Jander Tabosa, na campanha de 2008 “usou o pai, para conseguir votos no horário eleitoral gratuito”. — Mas como eu posso ser condenado, se o candidato em 2008 não era eu? – questiona Tabosa. O exterminador Quem exterminou o mandato de Tabosa foi o juiz plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Marco Antonio Pinto. Pinto impediu Tabosa de tomar posse do cargo. Faça-se luz! Ao intervir no sistema de iluminação das ruas de Manaus, o prefeito Arthur Virgílio considera que a prefeitura dará uma grande contribuição à política de segurança do governador Omar Aziz. Faça-se luz! 2 A prefeitura de Arthur já está metendo o dedo na ferida. E vai cobrar da Manaus Luz, empresa responsável pela manutenção do sistema e equipamentos de iluminação, uma iluminação digna para Manaus. Faz escuro O prefeito está certo.

Manaus é um a das cidades mais escuras do país. Apesar dos protestos da população, o péssimo serviço de iluminação nunca foi mudado. Cegueira Houve um tempo que o presidente da então Manaus Energia (hoje Eletrobras Amazonas Energia), engenheiro Silas Rondeau, chegou a considerar Manaus a “cidade mais bem iluminada do país”. Fulminado Apadrinhado do senador José Sarney, Rondeau, chegou a ser ministro das Minas e Energia. Mas, em maio de 2007 foi exonerado ao ser apontado pela operação “Navalha”, da Polícia Federal, como receptor de uma propina de R$ 100 mil. Carteira do idoso A aposentada Maria Mubarac procurou a CONTEXTO para fazer um desabafo e cobrar providência. Quer nacionalizar a carteira do idoso, que só vale em Manaus. Quando viaja para fora do Estado, o sistema de transportes de outras cidades não aceitam a carteirinha do Amazonas. Carteira do idoso 2 Maria Mubarac diz que em sua bolsa já tem umas cincos carteirinhas de aposentado. A ideia é criar um documento nacional, a exemplo da carteira de identidade e o CPF. — Além de se barrada na porta do ônibus, a gente ainda sofre todo tipo de humilhação – dispara dona Maria.

APLAUSOS

VAIAS

Iluminação das ruas

Invasão na praça DIVULGAÇÃO

Para o anúncio da prefeitura de que vai cobrar da Manaus Luz uma iluminação séria e digna para a cidade.

Para a falta de segurança na praça do Congresso, que já está permitindo a invasão de camelôs no espaço restaurado recentemente.

prefeito Arthur Neto criticou ontem a Manaus Luz, empresa terceirizada responsável pela manutenção do sistema e equipamentos de iluminação, por não cumprir sua parte no contrato e prestar um serviço de iluminação que ele considerou “ineficiente” para Manaus. As críticas foram feitas durante um mutirão de limpeza e jardinagem realizado ontem pela manhã na praça da Saudade, no Centro. O prefeito disse que, mesmo antes de assumir, pôde perceber falhas na iluminação das vias públicas e dos pontos de ônibus existentes em Manaus, e que o serviço prestado pela empresa concessionária “deixa muito a desejar”. Arthur afirmou que a empresa Manaus Luz possui contratos “muito generosos”, e que ela não vem cumprindo sua parte para deixar a cidade mais iluminada. A Manaus Luz possui dois contratos firmados com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). O primeiro, de manutenção de postes e lâmpadas no valor de R$ 28 milhões; e o segundo, de R$ 26 milhões para prestação de serviços em realização de eventos, iluminar praças e datas comemorativas. O secretário municipal de Infraestrutura, Hissa Abrahão, encaminhou os dois contratos para a Procuradoria-Geral do Município (PGM) para serem analisados e rediscutidos. Ao rediscutir o contrato com a concessionária, Arthur vai sugerir a susbstituição das lâmpadas fluorescentes pelas de LED.

BALA PERDIDA

Saúde de criança é estável O estado de saúde do menino Roberval Hudson Miranda de Oliveira, de 11 anos, que foi atingido por uma bala perdida nas costas durante um tiroteio entre traficantes rivais, na tarde da última sexta-feira, na rua 12 do bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, é estável. No momento do crime a criança brincava na varanda de sua casa. Na tarde do mesmo dia em que foi alvejado, ele foi levado a para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste, no bairro Compensa, onde passou por intervenção cirúrgica para a retirada do projétil. Segundo uma funcionária que preferiu não ser identificada, o garoto passa bem e está em uma das enfermarias da unidade de saúde. Ele não corre risco de morte, porém continua sem previsão de alta médica. Familiares do menor não quiseram comentar o caso. Até o fechamento desta edição, às 12h de ontem, nenhum dos suspeitos envolvidos no tiroteio havia sido preso pelos policiais. O caso está sendo investigado pelo 17º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no conjunto Hileia, Zona Oeste.

Arthur Neto foca na iluminação pública, que considera ruim e cara

Centro vai ser mais arborizado Ao comandar a ação de limpeza e de arborização na praça da Saudade, o prefeito ouviu da secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Kátia Schweickardt, que o órgão vem realizando um levantamento de sanidade das árvores e plantas no centro da cidade. O estudo, segundo a secretária, já indicou que 33 árvores estão com ervas-de-passarinho, um parasita que pode levá-las à morte, mas que estas serão tratadas e revitalizadas. O mesmo

INDULTO

Policiais recapturam preso fujão Um foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), identificado como Simão Bastos da Silva, 26, foi recapturado por policiais da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na tarde da última sexta-feira. O detento foi preso próximo a um campo de futebol localizado na rua Criciúma, bairro Grande Vitória, Zona Leste, após uma denúncia anônima. Ele foi um dos 23 detentos que receberam indulto de Natal e não retornaram. Simão foi preso em março do ano passado pelo crime de furto, foi condenado a 3 anos de prisão, e respondia no regime semiaberto. Ele havia recebido o indulto de Natal, mas não retornou para a cadeia. De acordo com titular do 14º Distrito Integrado de Polícia, para onde o foragido foi levado, ele também responde a processo criminal pela prática de homicídio. O processo tramita na primeira vara do Tribunal do Júri. Após os procedimentos de registro da ocorrência, Simão foi encaminhado novamente para o Compaj.

levantamento detectou a existência de 667 pontos, na mesma área, que podem receber mudas de plantas e de árvores. A ação na praça da Saudade contou com a participação das secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), de Limpeza Pública e Serviços (Semulsp), da Secretaria Extraordinária de Revitalização do Centro da cidade, e do Manaustrans. O prefeito criticou a ausência de representantes da empresa Manaus Luz.

VENEZUELA

Posse de Chávez pode ser adiada O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na noite de sextafeira que Hugo Chávez seguirá no cargo de presidente do país mesmo que a luta contra o câncer o impeça de tomar posse no dia 10 de janeiro para o novo mandato que conquistou nas eleições de outubro. A declaração é o mais claro sinal até agora de que o governo prepara o terreno para adiar a cerimônia de posse, uma opção rejeitada pela oposição e que deve provocar uma tensa disputa política na Venezuela. Chávez, de 58 anos, não é visto ou ouvido em público desde que viajou em dezembro para Cuba para ser submetido a uma quarta cirurgia contra um câncer na região pélvica. Ele sofreu uma hemorragia durante a operação e uma grave infecção respiratória em seguida, colocando em dúvida suas chances de recuperação. “Neste momento a interpretação que se dá sobre esse evento é precisamente que o período constitucional 20131019 começa em 10 de janeiro”, disse Maduro em entrevista com a emissora estatal de TV.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

A3

Fala leitor

Editorial

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opiniao@emtempo.com.br

Indústria sem fumaça e sem consumidores O Amazonas não precisa inventar “cases” para ser um destino turístico. Jesus Cristo, Coca Cola e Amazônia, não necessariamente nessa ordem, são as três marcas que dispensam explicações e justificativas, senão campanhas de sustentação de sua presença no imaginário das coletividades. Manaus, capital do Amazonas, apesar de um candidato a prefeito, na eleição recente, ter dito que a cidade não possuía “acervo histórico”, por isso não precisaria de museus, tem sim, história que caberia em muitos museus; no entanto a cidade tem sido tão degradada, que à primeira impressão (aquela que fica, às vezes, para sempre) a falta de informação daquele candidato parecerá a proclamação de uma verdade incontestável. Assim, difamada, caluniada e injuriada, Manaus não passa, hoje, de um corredor maquilado entre o aeroporto e o porto, levando direto para a floresta que ainda resta do outro lado do rio, o mais longe possível do território urbano. Os que chegam pelo porto vão direto para o aeroporto e vice-versa. Não só o acervo histórico, negado pela ignorância o engajamento político, pode situar Manaus entre as cidades de patrimônio material de interesse para o turismo, como sua inserção na modernidade ocidental (desde o período da borracha) com um polo industrial sofisticado, encravado no meio da floresta, ali, na Zona Leste, onde a cidade se debruça sobre o Encontro das Águas. Mas a região onde se situa o Polo Industrial de Manaus é um imenso lixão e suas ruas só podem mesmo ser trafegadas por caminhões e carretas, que chegam de um longo percurso pelas rodovias miseráveis que infelicitam o transporte da economia nacional. Não é à toa que existe uma disseminada e bem cultivada ignorância nacional sobre o que seja e/ou significa esse modelo econômico, chamado Zona Franca de Manaus. Dois pontos extremos em uma mesma geografia: um colosso natural e o maior centro industrial de tecnologia de ponta. A indústria sem fumaça do Polo Industrial e do turismo. Mas o polo permanece inacessível para visitantes, que sem opção, saem voando do aeroporto para a floresta ou da floresta para o aeroporto. Em algum momento esse equívoco será corrigido. Que não seja tarde demais.

Somente a mídia poderá provocar a intervenção do poder público, quando situações anormais são divulgadas. O conjunto Kyssia sofre com diversos descasos: sua praça virou mato, com bancos quebrados e quadra de areia destruída e utilizada por pessoas de bairros diversos, enquanto os moradores querem praça sem quadra, com muito verde e bancos decentes.

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Para completar, particulares usam a praça para fins comerciais como se fosse deles. Um exemplo é o lanche do Eddie, que acabou de fazer duas caixas de gordura com um cano jogando água podre na sarjeta em frente à banca de revista (que também só se beneficia sem fazer nada em troca). Além de um boxe de chaveiro que lá se instalou sem que a comunidade precise, cobrando

altos preços e ainda sujando diariamente a praça com latas de cervejas, refrigerantes e resto de comida. Isso sem falar no ponto de táxi, que ocupou espaço público enorme, enquanto os moradores pagam os impostos. Paulo Torreias, por e-mail Apesar da fiscalização, ainda é possível ver moto-

ristas desrespeitando as vagas reservadas a portadores de necessidades especiais e idosos nos shoppings. Percebi isso durante as festas de fim de ano. Vi, pelo menos, quatro situações em que jovens saíram de seus carros depois de estacioná-los nas vagas para idosos. Total desrespeito com a lei. Neuza Lopes, por e-mail

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Olho da Rua

Milton Hatoum

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opiniao@emtempo.com.br JOEL ROSA

Na rua dos Barés, no Centro, por falta de espaço, esse pedestre resolveu simplificar a vida e optou por atravessar a rua passando delicadamente por baixo da carreta que “jazia” sobre o asfalto selvagem da cidade chuvosa. Chuvoso o asfalto, selvagem a cidade.

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Livros de verão e literatura de verdade Há poucos meses atrás, na Feira do Livro de Guadalajara, vi uma cena que, de algum modo, diz muito sobre a literatura e a solidão, essas irmãs siamesas. A feira estava cheia de gente, mas não necessariamente de leitores. Ao visitar o estande de uma editora, vi um escritor de língua espanhola, sentado diante de uma mesinha, à espera de leitores. Ele tinha um ar desolado e conversava com uma mulher. Quando eu passava perto dos dois, ele perguntou à mulher onde estavam os leitores. Ela sorriu e apontou para uma fila de leitores excitados, que queriam comprar a edição espanhola de “Cinquenta Tons de Cinza”, o bestseller do momento. É improvável que os leitores dessas historinhas de sexo e violência – ou sexo com violência – leiam romances de Conrad, de Dostoievski ou de Graciliano Ramos. Quantos se aventuram a ler “Coração das Trevas”, “Crime e Castigo” ou “Infância”? Para a maioria dos leitores, um livro de ficção é puro entretenimento, algo que não convida a pensar nas relações humanas, no jogo social e político, na passagem do tempo e nas contradições e misérias do nosso tempo, muito menos na linguagem, na forma que forja a narrativa. Talvez por isso o poeta espanhol Juan Ramón Jiménez tenha afirmado que a poesia é a arte da imensa minoria. Isso serve para a literatura e para todas as artes. Os poucos, mas felizardos espectadores da peça “O Idiota”, dirigida por Cibele Forjaz, sabem disso. Flaubert costumava lamentar a época em que viveu: a crença entusiasmada e cega no progresso e na ciência, as batalhas fratricidas na França, a carnificina das guerras imperialistas, e a idiotice e bestialidade humanas, que ele explorou com ironia em sua obra. Em uma carta de sua vasta correspondência, escreveu que o ser humano não podia devorar o universo. Referia-se ao consumismo crescente na segunda metade do século 19. O

que o “Ermitão de Croisset” diria dos dias de hoje, quando a propaganda insidiosa na tevê não poupa nem as crianças e tudo gira em torno da vida de celebridades, de uma fulana famosa que teve um bebê, de sicrano que se separou de beltrana ou traiu uma fulaninha? Qual o interesse em saber que a princesa da Inglaterra está grávida? Essas baboseiras são ainda mais graves num país como o Brasil, cuja modernidade manca ou incompleta exclui milhões de jovens de uma formação educacional consistente. No começo da década de 1990, quando eu passava uma temporada em Saint-Nazaire, um jovem operário entrou no meu apartamento para consertar o vazamento de uma tubulação. Quando passou pela sala, viu um romance em cima da mesa e exclamou: Stendhal! Li vários livros dele, e o que mais aprecio é esse mesmo: “A Cartuxa de Parma”. E onde você os leu? Quando? Aqui mesmo, ele disse. Na escola secundária. Era uma das escolas públicas daquela pequena cidade no oeste da França. Nicolas Sarkozy e outros presidentes conservadores tentaram prejudicar o ensino de literatura e ciências humanas na escola pública francesa, mas nenhum deles teve pleno êxito. Aprender a ler e a pensar criticamente é um dos preceitos de uma sociedade democrática, e esse mandamento republicano ainda vigora na França. O que os prefeitos e secretários de Educação dos quase 5.700 municípios brasileiros dizem a esse respeito? A precariedade da educação pública é um dos problemas estruturais da América Latina. Até mesmo a Argentina, que já foi uma exceção honrosa, começa a padecer desse mal. Comecei essa crônica evocando a solidão de um escritor em Guadalajara. Melhor assim: a solidão está na origem do romance moderno, é um de seus pilares constitutivos e faz parte do trabalho da imaginação do escritor e do leitor.

Milton Hatoum, escritor

Flaubert costumava lamentar a época em que viveu: a crença entusiasmada e cega no progresso e na ciência, as batalhas fratricidas na França, a carnificina das guerras imperialistas, e a idiotice e bestialidade humanas, que ele explorou com ironia em sua obra


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

A nostalgia de uma Grécia Os Reis Magos a que está dentro de todos nós caminho de Belém A crise capitalista que assola sobremodo a Grécia e maltrata seu nobre povo, somente pode ser vivenciada por todos nós, pelo menos os que compomos o mundo ocidental, com muita tristeza e nostalgia, à vista de que o que hoje chamamos de civilização ocidental não existiria, ou seria alguma coisa inteiramente desfigurada, não tivéssemos recebido todo o acervo cultural que os gregos na era clássica nos legaram. Nenhuma, absolutamente nenhuma vertente cultural que hoje cultuamos e que enriquece nossa civilização teria florescido entre nós, se não tivesse sido plantada e cultivada, lá atrás, nas terras gregas, na constituição da Paideia e do chamado Milagre Grego, como foi com muita felicidade designado por Werner Jaeger. Digo, e não há aqui nenhum resquício de empolgação e de exagero, que nos chamados produtos superiores do espírito humano, os paradigmas seguidos nos foram transmitidos na língua e nos modelos gregos. Única exceção a admitir poderá ser aberta no campo da religião, onde os gregos se mantiveram num plano de produção mitológica e humanística, sem acessar o nível místico, que realmente não fazia o seu gênero cultural. Aí falaram mais alto as construções dos povos do médio oriente, sobretudo dos judeus. A começar pela filosofia, aquela que nos dá a visão horizontal, ampla e genérica do ser como um todo, que não é senão uma invenção do espírito grego. Claro que, antes dele já se podia identificar um saber, uma sabedoria, nas culturas orientais, sobretudo da China e da Índia, mas eivada de contaminações místicas e carente de uma coerência interna que lhe outorgasse uma natureza de construção teórica, até porque a lógica e a dialética também foram criadas na Grécia. Não houve ciência cuja fundação e estratificação tenha ocorrido alheia ao gênio do espírito grego que teve, de saída, o mérito de perceber a necessidade de depurar o autêntico conhecimento (“episteme”), do senso comum meramente opinativo (“doxa”), como também da contaminação mística ou religiosa. É só descer ao mundo das raízes gregas e lá encontraremos a fundação das ciências exatas, humanas e biológicas, da ética, da política, das artes, do direito. No plano do conhecimento, os gregos nos ensinaram até a pensar, na medida em que nos transmitiram as categorias do entendimento e as estruturas formais do método, o que ainda se deu no plano básico e filosófico. Quem penetra na cultura helênica não consegue deixar de surpreender-se. Há poucos dias ouvia de uma atriz e diretora cênica, emocionada, que, ao estudar a tragédia Orestes, de Ésquilo (anterior a Sófocles e a Eurípedes), percebera que ali nascera o teatro e que nem Shakespeare teria sido possível sem os gregos. Por tudo isso e muito mais, comove-me ver o que hoje sucede à Grécia e repito o que já disse uma vez: deveria ser instituído um imposto a ser pago por todos nós, a fim de resgatar a enorme dívida que nunca saldamos, em relação aos gregos.

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

No plano do conhecimento, os gregos nos ensinaram até a pensar, na medida em que nos transmitiram as categorias do entendimento e as estruturas formais do método, o que ainda se deu no plano básico e filosófico

Nos primeiros tempos de suas existências, as comunidades cristãs falavam a língua grega e por isso usavam não a Bíblia hebraica mas a grega e os escritos do Novo Testamento foram redigidos naquele idioma. O latim e as demais línguas apareceram só alguns anos depois em nossas celebrações. Aí está a explicação por que ainda hoje a Igreja conserva palavras gregas. Um exemplo temos na festa de hoje, conhecida como dos Reis Magos mas cujo nome exato é Epifania do Senhor. Epifania significa manifestação divina e é a festa em que lembramos três momentos em que Jesus se revelou como o filho de Deus e Salvador. O primeiro momento é a visita dos magos ao Menino de Belém (Mt 2,1 -12 ). Os magos, que não eram reis nem feiticeiros nem mágicos, mas sábios orientais, viram uma estrela no céu e sentiram um chamado a se nortearem por ela porque encontrariam o rei dos judeus que acabara de nascer. Seguiram o astro que desapareceu ao chegarem a Jerusalém. Perguntaram pelo lugar onde poderiam achar a criança, mas ninguém, nem o rei Herodes nem o povo, sabia do acontecimento. Foi aquela perturbação na cidade e no palácio real! Consultadas as Sagradas Escrituras, os visitantes rumaram para Belém e a estrela reaparecida os levou ao encontro do Menino Jesus com sua mãe. Após prestarem suas homenagens, regressaram a suas terras por estradas indicadas por anjos. O estudo da natureza e a leitura da Bíblia ajudaram os magos a chegar a casa onde se encontrava a criança, mas a presença da salvação em Jesus só aconteceu quando eles “entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, ajoelharam-se diante dele e o adoraram”. A mensagem deste trecho bíblico é que nosso Deus presente em Jesus veio salvar todos os povos e todas as raças sem discriminação. O segundo momento da festa da Epifania é o Batismo de Jesus realizado por João (Lc 3,21-22). Aos 30 anos, antes de iniciar os anos de pregação do Reino de Deus, o Senhor recebeu o batismo de penitência dado por Batista aos que aceitavam mudar de vida. Ao sair do rio Jordão, Jesus foi surpreendido pela voz do Pai: “Tu és meu Filho bem-amado; eu hoje te gerei”. Ao mesmo tempo, o Espírito Santo desceu sobre ele em forma de pomba. João viu e testemunhou o que tinha experimentado: Jesus como o filho amado de Deus. O terceiro momento da Epifania é a manifestação de Jesus a seus discípulos nas bodas de Caná (Jo 2,1-12). Numa festa de casamento, acabava o estoque de vinho e a Mãe de Jesus pediu-lhe que resolvesse o problema. O Senhor repôs o estoque através da transformação de mais ou menos 600 litros de água em vinho. “Este início dos sinais, Jesus o realizou em Caná da Galileia. Manifestou sua glória e seus discípulos creram nele”. Estes três aspectos da Epifania juntam-se para mostrar como Deus se revela em Jesus como tão bom a ponto de vir até nós e mudar água em vinho nos momentos difíceis da vida.

Painel RENATA LO PRETE

Entrando em campo

Dom Luiz Soares Vieira Arcebispo metropolitano de Manaus

Os magos, que não eram reis nem feiticeiros nem mágicos, mas sábios orientais, viram uma estrela no céu e sentiram um chamado a se nortearem por ela porque encontrariam o rei dos judeus que acabara de nascer

Munido de pesquisas internas, Geraldo Alckmin prepara ofensiva para maximizar a exposição das vitrines de sua gestão até 2014. O plano do governador é chegar ao ano eleitoral com sete linhas do metrô em obras e dezenas de unidades do Poupatempo, Detran e Bom Prato prontas para maratona de inaugurações. Secretários serão cobrados a correr o interior, inclusive aos finais de semana, em estratégia sintonizada com a publicidade oficial do Palácio dos Bandeirantes. Front Aliados do governador estão convencidos de que somente um repertório de realizações de fácil assimilação pelo eleitorado o tornará competitivo num cenário de embate com PSD, PT e PMDB, donos de fatia expressiva de tempo de televisão. Barreira Em outra frente, Alckmin entrou em cena para conter debandada que se desenhava no PSDB paulista. Cinco deputados que ameaçavam migrar para o polo peemedebista de Michel Temer foram chamados ao Bandeirantes nos últimos 15 dias. Headhunter Fernando Haddad delegou a João Antonio (Relações Institucionais) a triagem de currículos enviados por vereadores que desejam preservar ou ampliar cota de cargos comissionados na prefeitura. O gabinete do secretário, desde então, atrai fila de aliados. Só na quinta-feira, 12 foram recebidos. Cafeteria A Câmara comprou seu estoque de café de 2012 sem licitação. A aquisição de 62 toneladas do produto custou R$ 563,5 mil. Deputados gastaram mais R$ 6,2 mil com açúcar e R$ 7,6 mil com peças para cafeteiras. Veja bem Da vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), sobre a perda de mandato dos colegas condenados no mensalão: “Dizem que o STF decide por nós, mas não resolvemos o problema. Podemos até criar anteparos na lei para evitar isso. Agora, se está decidido, tem que acatar”. Rede... Paulo Vieira tentou obter com o atual secretáriogeral da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, parecer favorável a

Valdemar Costa Neto (PR-SP) no julgamento do mensalão. Em conversa interceptada em abril passado pela PF, Paulo e o irmão, Rubens, descreviam encontro com Coêlho, hoje candidato à presidência da Ordem. ... de intrigas Segundo relatórios da operação “Porto Seguro”, o advogado recebeu Paulo a pedido de Mauro Hauschild, ex-presidente do INSS. Coêlho, que não atua na área criminal, sugeriu ao ex-diretor da ANA os serviços de um colega no Piauí. Outro lado Procurado pela “Folha”, Coêlho afirma não se recordar do encontro com Paulo Vieira, embora o considere factível. Diz ainda que recomenda especialistas sempre que consultado sobre assuntos de direito penal. Bloco... Com anuência de Lula, petistas desejam instalar no STF o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves. Ele ocuparia a vaga do sergipano Carlos Ayres Britto, que se aposentou em novembro. A nomeação do substituto é prevista para o fim do mês. ... na rua Integrantes do Supremo afirmam que, apesar do apoio do ex-presidente, o êxito da articulação é pouco provável. Isso porque a corte romperia a tradição de manter ao menos um representante do Nordeste, que se cumpre desde 1808. A exemplo de Luiz Fux, Gonçalves é do Rio de Janeiro. Saca-rolha O Ministério da Agricultura criou comitê técnico que representará o Brasil na Organização Internacional do Vinho e da Vinha. Sem ele, o país enfrentava dificuldade para competir com os outros 45 associados.

Tiroteio

Frases Me perguntam esse tipo de coisa há 20 anos. Sobre a influência da violência nos filmes na violência na vida real. Minha resposta é a mesma de 20 anos atrás. Não mudou nada. Eu acho que obviamente uma coisa não tem nada a ver com a outra Quentin Tarantino, diretor de cinema, famoso pela violência de seus filmes, ao dizer que é “desrespeitoso” culpar os filmes de Hollywood pelo massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, nos Estados Unidos.

A maneira mais estúpida, autoritária e desonesta de responder a alguma crítica é tentar desqualificar quem critica, porque revela a incapacidade de rebatê-la com argumentos e fatos, ideias e inteligência. A prática dos coices e relinchos verbais serve para esconder sentimentos de inferioridade e mascarar erros e intenções, mas é uma das mais populares e nefastas na atual discussão política no Brasil Nelson Motta, jornalista, em artigo no jornal “O Globo”.

Comigo é pouca conversa e muito trabalho. Não é do meu feitio fazer discursos empolgantes, que todo mundo quer ouvir. Os jogadores vão conhecer minha forma de trabalho, meu jeito de ser. Não adianta fazer discurso empolgante, ter uma conversa mirabolante

Dunga, ex-jogador e ex-técnico da seleção brasileira, em sua primeira entrevista no ano como treinador do Internacional, depois de conhecer rapidamente o elenco para a temporada 2013, em Porto Alegre.

O Congresso deve apostar mais na sintonia com a sociedade e menos no conflito com o Judiciário. Se há condenação, cumpra-se. DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre declaração de Henrique Alves (PMDB-RN), favorito à presidência da Câmara, contrariando o Supremo.

Contraponto

A voz da maturidade Durante café com jornalistas, em dezembro passado, Dilma Rousseff driblava as perguntas sobre o julgamento do mensalão. Dizia que não se manifestaria para evitar interferência em decisão do Judiciário. Após lembrar que cabia a ela a indicação de ministros do STF, um repórter quis saber da presidente se havia se arrependido da escolha de Luiz Fux à corte, já que ele votou pela condenação da maioria dos réus no processo. – Eu não me arrependo de nada! Aliás, eu acho que estou muito velha pra isso. A gente só se arrepende quando é nova – respondeu a presidente. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”


Política

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

A5

Reforma administrativa deve ficar para fevereiro Neste momento, a pressa do prefeito Arthur Neto é em retroagir os salários dos secretários, do vice-prefeito e o seu DIVULGAÇÃO/SICSU

MAYANNE BADER Equipe EM TEMPO

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nquanto a Câmara Municipal de Manaus (CMM) deve publicar, amanhã, a convocação extraordinária dos vereadores para discutir projetos do Executivo municipal, o prefeito Arthur Neto (PSDB) deve deixar somente para fevereiro a discussão sobre a reforma administrativa que pretende fazer na Prefeitura de Manaus. A sessão extraordinária deverá ser para debater, apenas, a questão do salário do prefeito, vice-prefeito e secretários, cujo aumento causa impacto de R$ 2,5 milhões ao cofre municipal. Dos 25 secretários nomeados pelo prefeito, sete deles acumulam dois cargos: Ulisses Tapajós, na pasta de Finanças e Controladoria Geral, Goreth Garcia, na Assistência Social e Administração e coordenação dos bairros, Inês Daou, em Cultura e Turismo, Luiza Bessa, nas fundações municipais Escola de Serviço Público e Inclusão Socioeducacional, Fabrício Lima, em Esportes e Juventude e Lazer, Pedro Carvalho, em Transportes Urbanos e Trânsito, e o viceprefeito Hissa Abrahão, em Infraestrutura e Habitação e Assuntos Fundiários. Desde que anunciou o secretariado, no último dia 27 de dezembro, Arthur afirma que precisa reduzir o número

MUDANÇAS

Mesmo anunciando a redução do número de secretarias, o prefeito deve começar a articular a mudança apenas após o retorno dos trabalhos da Câmara, dia 6 de fevereiro, semana anterior ao Carnaval Minutos depois de ter recebido a chave da cidade pelas mãos de seu antecessor, o prefeito Arthur Neto deu a sua primeira ordem: a limpeza imediata da cidade ARQUIVO EM TEMPO

de secretarias, reduzir os custeios para poder aumentar os investimentos na cidade. Nos últimos dias, tem anunciado que espera que o rombo nos cofres da prefeitura não ultrapasse R$ 150 milhões, “mas pode haver surpresas”. Diante do quadro, evidenciado por relatórios da comissão de transição, que trabalha desde o fim do segundo turno, Arthur disse que precisava reduzir o número de secretarias. Passou de 23 secretarias da administração direta, para 17. Reduziu também o número de pastas da administração indireta, de dez para oito. Na tentativa de causar o menor impacto possível nas contas da prefeitura, o prefeito enviou solicitação à Câmara, na semana passada, para que o presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), convoque os vereadores para sessão extraordinária, a fim de tentar reduzir o próprio salário, de R$ 24 mil para R$ 17 mil, além dos vencimentos do vice-prefeito e dos secretários. A tentativa é para que o aumento, aprovado pela CMM em dezembro passado, não seja efetivado. Se o prefeito, vice e secretários receberem o primeiro salário reajustado, a redução não poderá mais ser efetivada.

Lima recebe apenas um salário

Secretário sugere uma emenda

Fabrício Lima diz que, apesar de acumular a função de secretário em duas pastas, a de Esportes e a de Juventude, recebe o salário de apenas uma. Segundo ele, não há motivos para receber dois salários. Além disso, Fabrício revela planos de manter, mesmo com a fusão das duas secretarias, estruturas diferentes para ambas. Atualmente, a Secretaria Municipal de Juventude funciona em um prédio no bairro Compensa, Zona Oeste, próximo à sede da Prefeitura de Manaus, e a Secretaria Municipal de Esportes fica na minivila olímpica do bairro Coroado, Zona Leste. A intenção, segundo ele, é transferir a estrutura da pasta de Juventude para outro prédio, com aluguel mais barato. “Atualmente, a Secretaria de Juventude está em um prédio em que o aluguel é de R$ 69 mil. No local também funciona a Ouvidoria. Queremos ir

Na opinião do Secretário Municipal de Esportes e de Juventude, Fabrício Lima (PRTB), o dispositivo que Arthur deveria usar para garantir a redução do salário seria uma emenda à Lei Orgânica do Município (Lomam), para que possa alterar o próprio salário. Lima disse que é possível que o prefeito faça uma emenda ao projeto da CMM aprovado em dezembro, que prevê o aumento de salário dos gestores apenas na troca de legislatura. “O artigo 30 da Loman diz que o subsídio de prefeitos, vice e secretários só podem ser mudados de uma legislatura para outra. Na minha opinião, se ele enviar uma emenda ao projeto aprovado, está errado. Teria que fazer uma emenda à Lomam”, afirmou. Lima defende emenda à Lomam para alterar salário do prefeito

para um local mais barato com a divisão das responsabilidades com a Ouvidoria, inclusive, no aluguel. A intenção é que o novo espaço tenha auditório, para que façamos reuniões com a juventude”, disse o secretário, acrescentando que deverá deslocar os funcionários da Secretaria de Esportes para o novo local, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, deixando na minivila olímpica apenas as atividades-fins. Relatório Ele disse que já se reuniu com o prefeito Arthur Neto algumas vezes para mostrar relatórios da situação das secretarias. “E já falei para ele que pretendo trabalhar sábado e domingo. Estou agora fazendo um levantamento sobre o orçamento, custeio das secretarias, gastos com pessoal, capacidade de investimento, restos a pagar e montando o calendário de atividades”, afirmou.


A6

Política

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

RENATO ARAÚJO/ABR

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

A verdade mais cedo ou mais tarde aparecerá”

Jornalista

DEPUTADO CONDENADO JOSÉ GENOINO (PT-SP), ao ser questionado sobre o mensalão

Servidor do Itamaraty cria ranking de diplomatas Votação informal de oficiais de chancelaria criou um ranking dos melhores e piores embaixadores, nas categorias vermelha (a serem evitados), amarela (do tipo mosca-morta) e verde (chefes-modelo). Dos 150 votados, estão em má situação Prisco Paraíso Ramos (San Francisco) e Ruy Carlos Pereira (Mercosul). Os campeões de simpatia são os embaixadores Reinaldo Storani, Mitzi Valente e Eliana Zugaib. Os melhores Embaixador do Brasil no Vaticano, o ministro Silvio Meneses Garcia e Ana Paula Simões foram os mais bem votados, sob aspecto positivo. Ministros Dentre os 122 ministros avaliados, estão em pior colocação Eduardo de Mattos Hosannah, Afonso Carbonar e Maria Luiza Lopes da Silva. Chefe modelo Alvo de desprezo da presidente Dilma, o chancelar Antonio Patriota é considerado por oficiais de chancelaria (“ofchans”) um “chefe-modelo”. Bateu, levou Como os “ofchans” criaram o ranking de diplomatas, talvez se motivem a elaborar uma lista de oficiais de chancelaria a serem evitados. Ministro erra nas contas da violência em Alagoas Só na cabeça do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) é possível comparar dados de violência em Alagoas com os da Suíça. Segundo estatísticas da ONU, o Brasil registra mais de 40 mil

assassinatos por ano, média de 21 por 100 mil habitantes, enquanto na Suíça são de 52 por ano ou 0,7 por 100 mil habitantes. Cardozo pensou que na Suíça matam-se 52 mil por ano. Mas são assassinadas apenas 52, em média. É guerra Em Alagoas houve queda na criminalidade, em 2012, mas a média ainda é de 64,5 assassinatos por 100 mil habitantes. Quem dá mais Outra brasileira vai leiloar a virgindade na internet, agora para o “tratamento da mãe doente”. É hora de político leiloar a honestidade. Dislexia O “sociólogo” petista Emir Sader é ruim até ao copiar notícia no Twitter: tascou um “Estadão diz que está a (sic) 1.253 dias sob censura”. A bolsa e o bolso Uma gigantesca fraude com “intermediários ”obrigou o governo da Índia a rever seu Bolsa-Família inspirado no Brasil: a ajuda vai direto para a conta, mas a oposição reclama que só beneficiará bancos, diz a AP. Amigo do peito O deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) garante que teria comparecido à posse de José Genoino na Câmara mesmo se estivesse em recesso fora de Brasília: “Amigo tem que ser amigo em todas as horas”. Menos um Preso no Rio em dezembro por crimes financeiros, o expremiê de Turks e Caicos, Michael Misick, pediu ao governo brasileiro para voltar e “enfrentar os tribunais” em seu país, após “quase um

mês” sem sol. De crise em crise O governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) montou um “gabinete de crise” para monitorar enchente com 3 mil desabrigados na Região Serrana e Baixada. O mesmo gabinete de 2009, quando morreram 400 pessoas. Invisível O grão-petismo prepara operação de guerra de “despistamento” para o primeiro comparecimento obrigatório de Rosemary Noronha à Justiça, nos próximos dias, em São Paulo. “Rose” vive à base de calmantes. Ciúmes A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) usou o Twitter para reclamar da popularidade do calor no Rio de Janeiro com a mídia. “É tida como rede nacional. Salvador, 3ª maior cidade, nem no mapa do clima aparece”. Toma lá, dá cá Aliado do PT em Porto Alegre, o PSB rompeu e se uniu ao prefeito eleito José Fortunati (PDT). Em troca, indicará dois secretários-adjuntos na prefeitura e o líder do governo na Câmara de Vereadores. Conta outra É conversa para 007 dormir o “atrito” do sindicato dos agentes da Abin (Aofi) com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Elito. Bateu em 2012 todos os recordes de produção de documentos, e o diretor-geral William Trezza ganhou até gratificação especial, a GR4. Sem Janeiro Com a tragédia das chuvas se repetindo há anos, o Rio deveria ser de Março, de Abril, de Maio...

O prefeito de Campinas (no centro), Jonas Donizette, diz ter bom relacionamento com PSDB e PT

Prefeito de Campinas adota proposta tucana Aliado do PSDB em São Paulo e do PT, em Brasília, Jonas Donizette (PSB), “empresta” modelos e siglas à sua gestão

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epois de emprestar a sigla PAC dos governos petistas para batizar um programa anticorrupção, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), anunciou, na última sexta-feira, a criação do Poupatempo Empresarial, que se apropria de uma bandeira do PSDB no governo do Estado de São Paulo para implantar uma agência voltada a agilizar documentos e serviços municipais para empreendedores. A versão campineira do Poupatempo faz parte de uma pacote de incentivos anunciados pelo prefeito para atrair empresas, inclusive com redução fiscal, após os escândalos de corrupção que contribuíram para a migração de investimentos para outros municípios. “Usamos o mesmo nome propositalmente. Mantivemos um diálogo com o governo do Estado para usar esse nome, até para dar um caráter

de rapidez. O Poupatempo é uma referência nesse sentido”, explicou o prefeito. Segundo Donizette, a prefeitura quer buscar uma parceria com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - seu principal aliado - para colocar serviços municipais no Poupatempo do Estado, que emite documentos como identidade e carteira de habilitação de forma expressa. “Vamos buscar usar a expertise desenvolvida pelo Estado no Poupatempo para agilizar os serviços municipais”, disse. Experiência Segundo o prefeito, o modelo de Poupatempo voltado ao empresariado foi implantado com base na experiência adotada na Prefeitura de Belo Horizonte, pelo prefeito Márcio Lacerda, também do PSB. “Nossa meta o prazo para que se consiga abrir uma empresa na cidade seja de nove dias”, explicou o prefeito.

Na última quinta-feira, Jonas Donizette lançou o Programa Anticorrupção de Campinas, que batizou de PAC Campinas - mesma sigla do Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Desde a campanha, o prefeito do PSB usa a aliança de seu partido com o PT, no Congresso, e com o PSDB, no Estado, para defender a bandeira que seu governo terá boas relações com os governos federal e estadual. O Poupatempo Empresarial, que deve ser implantado até 2014, faz parte de uma série de medidas para buscar a retomada dos investimentos na cidade. Nos últimos anos, Campinas perdeu R$ 1,4 bilhão só com a ida de três grandes empresas para outras cidades: a John Deere, para Indaiatuba; a Samsung eletrodomésticos, para Limeira, e o centro técnico operacional do Banco Itaú, para Mogi Mirim.

CONSELHEIRO GLÁUCIO DETTMAR/AGÊNCIA CNJ

PODER SEM PUDOR

Juiz desobediente O deputado Ney Lopes (PFL-RN) certa vez contou a um grupo de juízes federais um fato que testemunhou no início da carreira. Ele havia chegado a Alexandria e foi logo chamado pra uma conversa com o chefe político local. - Você conhece essa coisa de Justiça? Não estou gostando do juiz daqui. - Por que? Há denúncias contra seu comportamento moral? - Não é isso – esclareceu o coronel – é que ele tem dado sentenças sem falar comigo...

Ministro do TST e conselheiro do CNJ elogia o modo de atuação desse órgão da Justiça

‘CNJ veio para mudar a Justiça’

PARA ESTE ANO

Câmara escolhe líderes de partidos O deputado Fernando Francischini (PR) foi escolhido para exercer a liderança do PEN neste ano. Nascido em Londrina, ele é delegado da Polícia Federal e está em seu primeiro mandato na Câmara. A criação do PEN foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 19 de junho do ano passado. Além de Francischini, o partido conta hoje com apenas mais um deputado: Berinho Bantim (RR).

Antes de se filiar ao PEN em 2012, Francischini integrava o PSDB. Ele já foi vice-líder da minoria, presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública e, atualmente, é titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o tráfico de pessoas. Fora do Congresso, Francischini já chefiou o setor de análise de informações sobre drogas e terrorismo da Interpol, a Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais em Curitiba e a Delegacia de

Repressão a Entorpecentes em São Paulo. Além disso, de 2008 a 2010, foi secretário municipal Antidrogas na capital paranaense. Outros oito partidos também já escolheram seus líderes: No PSD será o deputado Eduardo Sciarra (PR); no PP será Arthur Lira (AL); no PSDB, Carlos Sampaio (SP); no PRB, George Milton (MG); no PDT, André Figueiredo (CE); no PT, José Guimarães (CE); no PSB, Beto Albuquerque (RS); e, no PTB, Jovair Arantes (GO).

O ministro Carlos Alberto Reis de Paula, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), vai deixar o cargo de conselheiro em março quando assumirá a presidência do TST. No CNJ, ele preside a Comissão de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento que tem o desafio de convencer os magistrados da importância do planejamento na administração dos tribunais. Para ele, a gestão estratégica é fundamental para “mudar a Justiça” e tornar a prestação jurisdicional mais eficiente. Em entrevista ao site

de notícias do conselho, o ministro elencou os passos necessários para que os tribunais desenvolvam uma gestão profissional de seus recursos. Ele elogiou a atuação do CNJ e disse que não se cansa de dizer que o conselho veio para mudar a Justiça Brasileira. “E um dos maiores fenômenos atuantes nessa mudança é colocar para os 90 tribunais do país que não se administra sem planejamento”, acrescentou. Ele frisou que a gestão tem que envolver o planejamento estratégico, que tem várias nuances. “Quem estuda administração, sobretudo administração pública,

sabe que temos que fazer diagnósticos, e a partir dos diagnósticos estabelecer objetivos, fixar os meios e fazer o acompanhamento para saber se estamos ou não caminhando em direção aos objetivos”, ressaltou. Perguntado se os tribunais brasileiros estão conscientes da importância deste planejamento, ele disse que há que se diferenciar, haja vista a existência da Justiça federal e a estadual. Quando digo Justiça Federal, digo a Justiça Federal, a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, os tribunais superiores, e o Supremo Tribunal Federal, que está fora da jurisdição do CNJ”, salientou.


Com a palavra

A7 DIEGO JANATÃ

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

Bosco SARAIVA

‘A Câmara SERÁ UM aquário’

ISABELLA SIQUEIRA Equipe EM TEMPO

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A casa foi renovada em quase 50%, o que demonstra que o povo mandou um recado muito claro de que não está satisfeito com o que aconteceu na última legislatura (...). Não há caminho mais seguro do que a transparência e isso será uma constante”

leito novo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) na semana passada, com 97% dos votos, o vereador Bosco Saraiva (PSDB), volta à cena política em grande estilo e deve entrar na história da casa como o primeiro vereador a assumir a cadeira pela terceira vez. Filiado ao PSDB, partido do novo prefeito da cidade, Arthur Neto, ele se elegeu vereador na eleição de outubro de 2012, depois de ter passado 8 anos longe do Legislativo municipal. Mas, antes de integrar as fileiras tucanas, o parlamentar já esteve ao mesmo lado de grandes nomes da política local, a exemplo do senador Eduardo Braga (PMDB) e do exprefeito Amazonino Mendes (PDT), de quem foi secretário no Instituto Municipal de Planejamento e Reordenamento Urbano (Implurb), nos anos de 2009 e 2010. Aos 53 anos, ele promete realizar uma administração transparente na Câmara com o foco no crescimento da cidade e ainda implantar um canal 24 horas para apresentar as atividades do Parlamento. EM TEMPO - O senhor assume pela terceira vez a cadeira da presidência da Câmara. Como será essa nova gestão? Bosco Saraiva – A Câmara de Manaus é o parlamento mais importante da Região Norte por estar na maior cidade da localidade. Porém, quanto maior a extensão territorial, maiores são os problemas. Mas, posso garantir que não iremos perder tempo este ano. A casa foi renovada em quase 50%, o que demonstra que o povo mandou um recado muito claro de que não está satisfeito com o que aconteceu na última legislatura. Compete à nova bancada perceber de que a sociedade busca uma nova trilha e não há caminho mais seguro do que a transparência, e isso será uma constante da minha gestão. Queremos ser visto pela população como um aquário e, nós,

vereadores, seremos os peixes, onde poderemos ser vistos por todos e por inteiro. EM TEMPO – Essa transparência passa pela implantação de um canal fechado com a programação da Câmara? Quando esse sistema estará disponível à sociedade? BS – A expectativa será que esse sistema seja implantado até março. Estamos em busca de um canal fechado para podermos transmitir tanto as sessões de plenários, como as reuniões das 20 comissões que temos na casa. Vamos também realizar licitações no plenário da casa e todas serão transmitidas ao vivo. Cada parlamentar receberá um equipamento, como máquina e filmadora, para que os servidores de seu gabinete trabalhe na captação de imagem e divulguem o seu trabalho. Vamos também fechar uma parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para treinar esses funcionários. Não será mais responsabilidade da casa fazer esse papel de assessoria. EM TEMPO – O senhor foi o candidato do prefeito para disputar a presidência da CMM. Isso pode deixar a casa “engessada” na hora de tomar medidas contrárias à prefeitura? BS – De forma alguma, a democracia se baseia na independência dos poderes. Tenho enorme respeito pelo prefeito e digo que temos uma longa história. Porém, também tenho um enorme carinho pela minha cidade, o que faz ter um enorme poder em fiscalizar. Aquilo que estiver errado eu vou até o prefeito dizer. EM TEMPO – Esta semana o senhor fez uma visita ao governador Omar Aziz. Como foi o encontro? BS – Somos amigos de quase 30 anos. Iniciamos nossa amizade por meio do samba. Eu era do Grêmio Recreativo Escola de Samba Morro da Liberdade e ele presidente da Aparecida. Fui fazer uma visita de cortesia e fui muito bem recebido. Encontrei um cara

feliz pela minha vitória. Aproveitei também para desejar a ele um ano de vitórias para todos. O único ponto político que tocamos foi em relaçao a um fundo que a CMM tem e pode receber convênio, mas eu pretendo discutir isso com ele em outra oportunidade. EM TEMPO – Na eleição para presidência da Câmara, o senhor tinha dois adversários: Issac Tayah e Waldemir José. Minutos antes da votação Tayah desistiu e Waldemir teve apenas 3 votos. Esse resultado lhe surpreendeu? BS – Supreendeu e muito. Uma hora antes da votação o Tayah me dizia que era candidato, soube da desistência dele quase na hora da votação. Mas, apesar da surpresa, vi essa desistência como uma responsabilidade a mais. Tive a maior votação de percentual da história da casa e isso me deixou muito honrado. Recebi apenas três votos contra, por questões ideológicas do Partido dos Trabalhadores, que tinha seu candidato próprio. EM TEMPO – O senhor já fez uma avaliação das finanças da casa? BS – Estamos fazendo uma apuração sobre isso e acredito que até amanhã tenha em mãos esses dados. A Câmara tem um orçamento de R$ 100 milhões anuais, e tenho certeza que esse valor é mais que suficiente para manter a casa. As condições de trabalho que os vereadores têm hoje são muito boas e suficientes para se preparar um bom trabalho. EM TEMPO – Uma das questões mais discutidas durante a campanha do prefeito Arthur Neto foi a questão dos mototaxistas. Como a Câmara avalia essa regulamentação? BS – O transporte em Manaus é um caos. Não são somente os mototaxistas. Isso precisa ser debatido de forma transparente na Câmara ainda este ano. A depender da minha vontade, esse sistema será totalmente regulamentado em 2013. Não temos

mais como empurrar esse tipo de problema com a barriga. EM TEMPO – A Câmara realizará uma sessão extraordinária esta semana para discutir a diminuição o salário do prefeito, do vice-prefeito e demais secretários. Os vereadores também avaliam reduzir seus vencimentos? BS – Essa redução do salário dos vereadores não está em pauta. Vamos discutir apenas o salário do prefeito, vice e secretários, porque esse aditivo gera um impacto enorme nas contas públicas. O orçamento da Câmara é diferente. Ele suporta esse acrescimento obedecendo claro, a Lei de Resposabilidade Fiscal. EM TEMPO – Nessa votação o senhor acredita que a oposição vai dar “dor de cabeça”? BS – Acredito que não. Vamos fazer uma administração compartilhada. Já formamos a primeira comissão que vai apreciar a entrega de móveis para o Legislativo e nela há um membro da oposição, que é o vereador Bibiano Garcia. A oposição é necessária para o bom andamento da democracia, mas tenho certeza que faremos um bom trabalho, pois todos ali buscam o melhor para a cidade. EM TEMPO – O senhor já trabalhou na administração do ex-governador Eduardo Braga, Amazonino Mendes, e agora está com o prefeito Arthur Neto. Como é a sua relação com esses três políticos. BS – Eu tenho um lado e quando estou desse lado é para valer, dou tudo de mim. Vou trabalhar muito para que a administraçao do PSDB seja a melhor do Brasil. Minha relação hoje com Amazonino está afastada, quase 2 anos que não falo com ele. Não por brigas, e sim por questões de muito trabalho e do corre-corre no dia a dia. Já Eduardo Braga, também não tenho conversado constantemente.

Essa redução do salário dos vereadores não está em pauta. Vamos discutir apenas o salário do prefeito, vice e secretários, porque esse aditivo gera um impacto enorme nas contas públicas”

A CMM tem um orçamento de R$ 100 milhões e tenho certeza que esse valor é mais que suficiente para manter a casa. As condições de trabalho que os vereadores têm hoje são boas”


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Política

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

Cálculos de débitos do INSS têm repercussão

A matéria foi tratada no Recurso Extraordinário com Agravo e julgada no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal

O

plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de repercussão geral na matéria tratada no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE 702780), em que se discute a legitimidade, ou não, da imposição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nos processos em que figure como parte ré, do ônus de apresentar cálculos de liquidação do seu próprio débito. O recurso foi interposto pela autarquia federal contra acórdão da 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Sul, que decidiu que “considerando as facilidades decorrentes da especialização do INSS em razão de sua missão institucional, àquele cabe a feitura dos cálculos, reservando-se a Contadoria Jurídica para dirimir eventuais divergências”. Ao sustentar a repercussão geral do tema, o INSS alega que a decisão impugnada estaria criando, sem qualquer amparo jurídico, uma obrigação inconstitucional e desproporcional para a parte ré, “qual seja, a de, ela própria, apresentar cálculos que, ou bem seriam da competência da parte au-

GIL FERREIRA/SCO/STF

tora, ou, no caso especial dos Juizados Especiais Federais, caberiam à Contadoria Judicial”. A autarquia aponta que, caso seja adotada tal sistemática, haverá dificuldade de manter os benefícios já concedidos, “pois seria necessário deslocar servidores da autarquia para realizar esses cálculos, em detrimento das atividades-fim do INSS”. O instituto alega ainda que a decisão questionada afronta os artigos 2º; 5º, caput e incisos II XXXV, LIV e LV; e 37, caput, da Constituição Federal. Repercussão Em sua manifestação, o relator do processo, ministro Dias Toffoli, considerou presente a repercussão geral da matéria suscitada no recurso, “uma vez que o tema aqui examinado é objeto de ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) 219, a qual se encontra sob a relatoria do ministro Marco Aurélio”. Para o ministro Toffoli, a existência de ação de controle concentrado de constitucionalidade deduzida no recurso extraordinário conduz, em regra, “a caracterização da repercussão geral da matéria objeto do apelo extremo”.

NA CÂMARA RENATO ARAÚJO/ABR

O Supremo ainda está em recesso, mas o plenário virtual do STF tem dado andamento aos processos virtuais da instituição

EM SÃO PAULO

Maluf vai pagar indenização

Deputado quer que eleições da OAB sigam as regras eleitorais

Projeto pretende impor a legislação eleitoral à OAB De autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o projeto de lei 4.174/12 prevê as mesmas regras da legislação eleitoral vigente para as eleições de integrantes de todos os órgãos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com isso, passa a valer também para esses pleitos, por exemplo, as determinações da chamada Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). A legislação prevê, entre outros aspectos, que são inelegíveis por 8 anos candidatos com processo julgado procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, por abuso de poder econômico ou político. Condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, por crimes contra a economia popular, a administração pública ou o meio ambiente, entre uma série de outras infrações também ficam inelegíveis por igual período.

O projeto também prevê que a eleição para a OAB estará sujeita à Lei Complementar 64/90 (Lei de Inelegibilidade). Atualmente, o Estatuto da OAB (Lei 8.906/94) não impõe restrições a candidatos a seus órgãos. Na opinião de Cunha, no entanto, “por se tratar de entidade “sui generis”, com status de autarquia sob regime especial, o conselho deve obedecer, na eleição de seus membros, às mesmas restrições impostas ao Parlamento”. O projeto tramita apensado ao PL 804/07, do deputado Lincoln Portela (PR-MG), que institui a eleição direta e o voto secreto para a Diretoria do Conselho Federal da OAB, com a participação de todos os advogados inscritos na Ordem. Junto com mais duas proposições, os projetos serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) fechou acordo com o desembargador Alberto de Oliveira Andrade Neto, a quem acusou de ser ligado ao PT, e decidiu pagar a indenização de R$ 297 mil à qual foi condenado por conta de uma ação na Justiça paulistana. Ele aceitou a conciliação após ter bens penhorados e sob ameaça de ver sua casa vasculhada por oficiais de Justiça. As informações são do jornal “Folha de S.Paulo”. O valor é resultado de uma ação movida no ano de 2001 contra o ex-prefeito por Andrade Neto, que na época era procurador de Justiça em São Paulo e conduzia diversas investigações contra o ex-prefeito. Em 2002, o desembar-

gador conseguiu a primeira vitória na Justiça e ganhou indenização de R$ 100 mil por danos morais. Sentença Em fevereiro de 2011, parte da sentença foi executada. Paulo Maluf havia entregado dois carros, avaliados em R$ 86 mil, para pagar parcela do débito. Dois meses depois, foram penhoradas ações da Eucatex, principal empresa da família Maluf. Segundo a “Folha”, como não vinha conseguindo receber o restante da indenização, o desembargador requisitou à juíza Valéria Maldonado, da 29ª Vara Cível de São Paulo, a desistência das ações da Eucatex.

Isso porque papéis da empresa estavam com bloqueio judicial. O desembargador Alberto de Oliveira Andrade pediu

Paulo Maluf.

Despacho No despacho, publicado em 13 de dezembro de 2012, a juíza acolheu o pedido, mas determinou que somente dois oficiais de Justiça, “senNOTÍCIA do expressamente vedado o No ano passado, Paulo acompanhamento por pessoas estranhas ao processo”, Maluf voltou às págientrassem na casa. nas dos jornais quanEla também proibiu o ardo fechou uma polêmica aliança com o PT rombamento da casa sem de São Paulo, no apoio que houvesse pedido por escrito dos oficiais. ao então candidato a No acordo, Maluf aceiprefeito, o hoje eleito tou quitar a dívida, mas em Fernando Haddad parcelas. De acordo com a “Folha”, o assessor de Maluf, Adilson Laranjeira, disse que, ainda a penhora de bens com o acordo selado, o caso como obras de arte e ou- está encerrado. Segundo ele, tros objetos na casa do ex- a primeira parcela já foi quiprefeito e deputado federal tada pelo deputado. VALTER CAMPANATO/ABR

O deputado federal não conseguiu reverter a sentença e fechou acordo com o desembargador Alberto de Oliveira


Caderno B

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

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Economia B4

Amazonenses driblam as despesas com ‘pé de meia’ Impostos, material escolar e dívidas mensais estão entre os “vilões” do início de ano RICHARD RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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assado o período de festas, o início de ano traz inúmeras obrigações ao trabalhador. Despesas como impostos, material escolar, contas do ano anterior, além das faturas de água, luz, telefone e cartão de crédito são inevitáveis. Para não passar por elas sem ficar os 365 dias do ano no aperto, amazonenses se preparam com o famoso “pé de meia”. O empresário Allan Rodrigues diz fazer malabarismos para que as despesas não se tornem uma bola de neve, mas garante que o planejamento é fundamental para não ter dor de cabeça. “Faço toda uma programação. Normalmente me contenho no período de final de ano, pois sei que terei despesas extras em janeiro e é justamente nesse período que faço de tudo para ficar com as contas em dia”, comenta o empresário, ao frisar que poupar em dezembro é a única saída. Allan destaca que as economias o possibilitam pagar tributos como, por exemplo, o Imposto sobre Propriedade Predial Territorial Urbana (IPTU) a vista. “Eu prefiro pagar a vista a parcelar, pois se eu financiar o imposto em três vezes não ganharei desconto e ainda terei a preocupação de

ter que quitar o tributo por três meses, o que pode vir a comprometer o meu orçamento”, ressalta o empresário, sem esquecer das contas de água, luz e telefone. “Não tem jeito. Elas chegam todos os meses e também precisam ser pagas. Por isso, evito fazer grandes compras em dezembro para ter como pagá-las em dia e sem juros”, salienta. Em relação ao cartão de crédito, o empresário garante utilizar o meio de compra apenas quando necessário, situação que também lhe garante certo “alívio” nos primeiros meses do ano. “Cartão de crédito às vezes é traiçoeiro. Por isso, como faço 90% das minhas compras à vista, a minha fatura não vem alta em janeiro. Além disso, o meu cartão de crédito é vinculado a minha conta corrente e, se eu gastar muito, a despesa será descontada diretamente na minha conta”, acrescenta.

meu filho, anuidade do meu registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), dívidas que faço possível para pagar a vista”, diz.

DICAS

Economista Erivaldo Lopes orienta amazonenses a planejar o orçamento para não passar o ano no aperto. Outra recomendação é procurar pagar os impostos e despesas a vista

Reserva A médica Helen da Mota também está entre os amazonenses que não fogem e nem deixam para depois as contas de início de ano. “São muitas despesas e sem planejamento não há como quitá-las. Tem IPTU, Imposto sobre Propriedade de veículos Automotores (IPVA), o material escolar e o fardamento do

Como entrar o ano no azul O economista Erivaldo Lopes disse que os amazonenses como a Helen e Allan estão no caminho certo. Para ele, planejamento é a chave para entrar o ano novo no “azul” e a única saída para começar com a saúde financeira em dia. “Eles agem certo quando pagam impostos à vista, pois o pagamento de tributos, como o IPVA e IPTU, em uma única parcela garantem abatimentos consideráveis”, ressalta o economista. Lopes destaca, ainda, que os gastos com educação também podem ser reduzi-

dos se pagos de uma única vez. “Se o amazonense tiver a oportunidade e condições, pagar as mensalidades escolares também no início do ano pode garantir um bom desconto se pagos com antecedência. Os materiais escolares e o uniforme também vão pesar no orçamento, e, nesse caso, os pais devem fazer pesquisa de preços, sempre optando pelo pagamento à vista”, orienta. Porém, caso não haja dinheiro para pagar as dívidas, o economista cita o empréstimo como uma saída. “Mas, é fundamental que

sejam pesquisadas as taxas de juros adotadas pelas instituições financeiras e os valores das prestações para a efetivação do pedido”, recomenda Lopes, ao destacar que o empréstimo consignado, por ter as melhores taxas de juros, é a melhor opção caso necessário.

Helen destaca ter tomando consciência de que não pagar as contas de todos os inícios de ano pode render chateações. “Por isso tenho que me preparar para não ficar devendo e aproveitar os descontos por pagar as contas em dia”, salienta a médica, que dobra o ritmo de trabalho nos meses de novembro e dezembro para ter um “dinheirinho” extra em janeiro. “Como meu salário é fixo e gosto de gastar um pouquinho mais no final do ano, antecipo plantões para garantir uma renda a mais quando preciso”, afirma.

REPRODUÇÃO

Economia

Classe C tem novas contas prioritárias


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Rio Tapajós é a nova ‘rota’ para hidrelétricas REPRODUÇÃO

Governo federal quer construir sete grandes usinas no Tapajós, mas a primeira já “empacou” na Justiça Federal de Santarém LÚCIO FLÁVIO PINTO Agência Adital

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ritmo e o rumo da ocupação da Amazônia seguem, desde 1966, as diretrizes estabelecidas pelo governo militar. As mudanças ocorridas desde que os generais de exército deixaram de ser os presidentes da república, por meio das chamadas “vias de fato”, com a redemocratização de 1985, tocaram sempre na periferia do poder de mando. Não na sua essência. O “modelo” de ocupação da região seria doutrinariamente definido no 2º Plano de Desenvolvimento da Amazônia. A Amazônia constituiria o terceiro Brasil, a região de fronteira, que devia fornecer matérias primas e insumos. Sobretudo produtos com uma alta carga de energia contida e que pudessem ser vendidos no mercado internacional. O governo federal era o ator principal nesse cenário. Ele atendia principalmente às grandes empresas, mas essa serventia estava delimitada por uma forte concepção geopolítica. Não por acaso os agentes dessas ações eram técnicos. Associados aos dirigentes militares, eles se tornaram os responsáveis pela marca tecnocrática imposta à “corrida à Amazônia”. A Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi criada em 1966 para coordenar todos os órgãos federais presentes à região. A União queria a centralização e garantir o cumprimento da diretriz estabelecida. Os clientes preferenciais das iniciativas e recursos do poder público eram os fazendeiros. Eles derrubavam matas, abriam estradas, formavam pastos e avançavam como as frentes anteriores de penetração no Brasil. A crise da energia em 1973 deu um novo rumo a essa política. Se começava a faltar energia aos mais ricos. No ano mesmo do primeiro choque do petróleo foi criada a Eletronorte. Sua missão estava bem definida no dispositivo do seu estatuto que autorizava a participação de acionistas estrangeiros no seu capital. O monopólio estatal da Eletrobras foi violado, mas isso era detalhe insignificante.

Justiça Federal de Santarém exigiu aos idealizadores do projeto as avaliações ambientais no entorno do Tapajós, além da consulta prévia aos povos indígenas

Pressão colonial no setor elétrico

Nova frente do governo federal

A Eletronorte não veio ao mundo para atender a população amazônica: sua razão de ser era fornecer energia farta e barata àqueles que viriam a ser os novos e decisivos protagonistas da Amazônia, deslocados dos seus antigos locais. A Eletronorte seria uma típica empresa colonial, fortalecida por sua especialidade: a geração de energia. Em 1975 a empresa começou a construir, no rio Tocantins, aquela que viria a ser a quarta maior hidrelétrica do mundo. “Coincidiu” com o primeiro ano de vigência do descaradamente colonial 2º PDA. Sentindo-se

O Tapajós é o novo campo de batalha. O governo quer construir sete hidrelétricas de grande porte na bacia do Tapajós/Jamanxim. Mas o juiz federal José de Aguiar Portela, da Justiça Federal de Santarém, suspendeu o processo de licenciamento ambiental da primeira barragem, atendendo ao Ministério Público Federal. A decisão do juiz não foi açodada. Ele ouviu antes os réus: União, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Eletrobras e Eletronorte. Todos eles junta-

PAPEL

Em 1973, a Eletronorte foi criada para fornecer energia mais barata. Dois anos depois, a empresa começou a construir no rio Tocantins a quarta maior hidrelétrica do mundo desprestigiada e enfraquecida, a Sudam tentou reagir. Da mesma maneira como não foi ouvida pela Eletronorte, não a consultou ao decidir, em 1977, inventariar a floresta existente na

área do futuro reservatório de Tucuruí. Esse foi um dos gargalos que a Eletronorte transpôs à força, passando violentamente por cima. Brasília interditou essa questão à Sudam, que também ficou de fora da iniciativa seguinte, em 1980: a criação do Programa Grande Carajás, o Carajazão. Era coisa muito grave, pesada e decisiva para ser partilhada por mais um membro. As determinações eram categóricas, sem admitir meios termos: fincar unidades produtivas capazes de concorrer no mercado mundial, atendendo a crescente demanda por bens eletrointensivos.

ram longa documentação e argumentaram contra a iniciativa do MPF. Mas não foram convincentes. Além de determinar a suspensão do licenciamento ambiental, o juiz exigiu a realização das avaliações ambiental integrada e estratégica, além da consulta prévia dos povos indígenas. Todas as providências podiam ter sido cumpridas espontaneamente pelos idealizadores dos aproveitamentos hidrelétricos. Essas iniciativas reforçariam a legalidade e a legitimidade dos seus projetos, por resultarem de normas estabelecidas pelo próprio poder público.


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Classe C inclui novas despesas prioritárias Carro, convênio médico e lazer agora são citados como gastos essenciais pela maior classe econômica brasileira DIVULGAÇÃO

Dados da pesquisa do site Konkero apontam que 60% tem acesso a internet e telefone

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uito mais que moradia e alimentação, as despesas prioritárias da classe C agora englobam itens como carro, convênio médico e lazer. Os novos gastos considerados essenciais foram apontados em estudo divulgado pelo Konkero - site de consultoria financeira, em parceria com a empresa de pesquisas Plano CDE. O grupo de itens básicos de consumo passa a contar também com internet e telefone. Conforme relatou a pesquisa, 60% da classe C já acessa a internet, correspondendo a um total de 38 milhões de

pessoas. Esse número significa quase 50% dos usuários de internet no Brasil, que são de 82 milhões, conforme levantamento do Ibope. Apesar disso, “é importante ressaltar que boa parte desses usuários usa internet fora de casa – seja no trabalho, em smartphones ou lan houses”, diz o levantamento. Necessidades A pesquisa cita que o Instituto Data Popular divulgou que, em setembro do ano passado, que 53% dos consumidores da classe C julgavam que a saúde é o principal problema a ser resolvido no Brasil – tal

fato justifica a preocupação em contratar planos de saúde, que passaram a constar da lista de prioridades de gastos para a classe C. Poupança e seguro também entraram na lista de gastos prioritários do brasileiro da classe C, no entanto ainda estão em último lugar. “São gastos que não têm retorno perceptível a curto e médio prazo”, menciona levantamento do Konkero. O estudo foi feito com trabalhadores formais e informais pertencentes à classe C, abrangendo famílias com renda familiar média entre R$ 1.361 a R$ 3,4 mil.

Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br

A Amazônia e o agronegócio Entre as vocações econômicas inusitadas do Amazonas, por seu perfil geofísico, ensaio biotecnológico e agroindustrial, começa a se configurar a produção de fertilizantes, dada a elevada ocorrência de minérios para a atividade agrícola. É o caso do calcário e das reservas estratégicas de silvinita, a base da produção de potássio, o mineral precioso do NPK. Em recente anúncio dos resultados de um rigoroso inventário sobre insumos agrominerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, que reuniu técnicos de 14 instituições públicas, federais e estadu ais, e a participação efetiva da Federação da Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura, ficou demonstrada a viabilidade econômica e social da exploração do calcário da mina do Jatapu, de Urucará, e do Parauari, de Maués. A quantidade e a qualidade do calcário se revelaram suficientes para atender a demanda pelo insumo dos produtores de alimentos do Estado. Adicionalmente, um estudo de viabilidade técnica e econômica avança na implantação de uma unidade de produção de dolomita (minério de uso agrícola como corretivo do solo), que vai importar o minério do Peru e beneficiá-lo em Tabatinga, a mesorregião mais empobrecida do Estado com forte vocação agrícola. As perspectivas de implantação de um polo de produção de fertilizantes nas próximas décadas, portanto, põe a Amazônia na mobilização global e emergencial da produção de alimentos, uma das metas vitais, essenciais e similar aos esforços de monitoramento e controle planetário das mudanças climáticas. Com 20% da água doce do planeta, e com um acervo de mais de 3 mil espécies de peixe, se a vocação agrícola das várzeas amazônicas – por exemplo - for capaz de produzir ração de qualidade e de baixo custo, a aquicultura regional, sozinha, abastece o planeta com a proteína de melhor qualidade e sabor de que se tem notícia. Além da produção de grãos, frutas, óleos... Na busca das metas sugeridas pela FAO, o organismo mundial da Agricultura, o Brasil ampliou o consumo de peixe de 6,46 kg para 9,03

kg por habitante/ano entre 2003 e 2009. A previsão é de que até 2030 a demanda internacional de pescado aumente em mais 100 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a produção mundial é da ordem de 126 milhões de toneladas. E o Brasil é um dos poucos países que tem condições de atender essa crescente e estratégica demanda mundial. A segurança alimentar, além da energética, na ótica imperativa da sustentabilidade, é o maior desafio para a humanidade e cabe ao Brasil, na perspectiva de uma abordagem inteligente e racional de dois terços de seu território, a Amazônia, responder e integrar de forma robusta a liderança deste movimento. Um desafio para a inteligência planetária, e que pressiona cientistas, filósofos, economistas, sociólogos, engenheiros, agrônomos, administradores, juristas e demais profissionais e lideranças regionais e globais para dar conta da monumental empreitada. Daqui a pouco, em vez de 7, seremos 10 bilhões de pessoas no mundo para consumir alimento, além da energia subjacente. Se o país ainda não se deu conta, o mundo já considera a Amazônia como elemento vital, isto é, necessário, nessa equação de sobrevivência. Ninguém duvide. Além do calcário, do potássio e da dolomita, e de todo o acervo agromineral que está por ser consolidado, o apelo para acelerar o processo é mais urgente do que a serenidade de nosso ritmo e prontidão possa estimar. A hora é de focar na estruturação básica de esforços direcionados para o imperativo da produção alimentar, investindo em biotecnologia da inovação, na revolução da logística dos transportes como fizeram os ingleses para abastecer o mundo com a borracha, há mais de cem anos, marcos regulatórios, controle de preços e estoques... Tudo aquilo, enfim, que deu base ao bem sucedido agronegócio nacional e que mostrou ao país que este é um de seus caminhos - a partir da descuidada e esquecida Amazônia, suas várzeas, campos gerais, rios e lagos - entre todos o mais promissor e humanitário, no sentido da sobrevivência desta civilização.

Alfredo MR Lopes Filósofo e ensaísta

A quantidade e a qualidade do calcário se revelaram suficientes para atender a demanda pelo insumo dos produtores de alimentos do Estado”


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Só 1% da verba foi gasto com prevenção de desastres O

Ministério da Integração Nacional executou menos de 1% dos recursos destinados no Orçamento de 2012 para a prevenção de desastres naturais. A rubrica específica teve dotação de R$ 139 milhões, mas somente R$ 957 mil foram pagos. A pasta sustenta que os recursos foram empenhados e o dinheiro deve ser liberado ao longo deste ano. No ano passado, os pagamentos foram feitos basicamente com restos de orçamentos anteriores. O total pago chegou a R$ 84 milhões, o equivalente a 60% do que deveria ter sido executado só com recursos novos. A pasta afirma que os projetos de prevenção demoram de um a dois anos para ser realizados, o que justificaria a execução baixa. Afirma que os empenhos garantem que as obras serão levadas adiante. Outra explicação dada para a baixa execução é a falta de qualidade dos projetos enviados pelas prefeituras que receberão os recursos. Segundo o ministério, muitos chegam incompletos ou malfeitos e o trabalho de adaptação atrasa a realização das obras. Restam R$ 563,1 milhões empenhados para ser investidos na preven-

VLADIMIR PLATONOV_ABR

No ano passado, os pagamentos foram feitos basicamente com restos de orçamentos anteriores. Total chegou a R$ 84 mi ção a desastres. O ministério informou ainda que foram pagos R$ 66,6 milhões em drenagem urbana e combate a erosão, feitos com restos a pagar, já que não havia recurso previsto para 2012. Dotação Mesmo na rubrica de “resposta a desastres e reconstrução”, que deveria ter como foco o atendimento a emergências, a pasta não executou toda a verba disponível. A dotação foi de R$ 337 milhões e somente R$ 225,7 milhões foram pagos, 66,7% do total. Foram liquidados ainda outros R$ 292,5 milhões de orçamentos de anos anteriores. Para 2013, ficaram outros R$ 240 milhões ainda não pagos. A pasta ressalta que os recursos totais em ações da União pagos no ano passado chegaram a R$ 7,7 bilhões envolvendo oito ministério e um banco público. Nesta conta, porém, estão crédito para agricultores atingidos por secas, aluguel de caminhões-pipa, construção de cisternas, recursos do programa Minha Casa, Minha Vida usados para retirar moradores de áreas de risco ou desabrigados e até a transposição do Rio São Francisco.

Mesmo na rubrica de ‘resposta a desastres e reconstrução’, que deveria ter como foco as emergências, a verba não foi toda usada


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Carne bovina é motivo de dúvida no mercado interno O ciclo da pecuária nacional está em um momento favorável à oferta, de maior disponibilidade de animais para abate e, consequentemente, de preços pressionados. Como o Brasil exporta somente 15% da sua produção anual, a demanda interna em 2013 continuará determinando a direção dos preços da arroba do boi gordo. No mercado não há consenso sobre como será o consumo neste ano. “Durante o último trimestre de 2012, vivemos um ‘choque’ de demanda e não de oferta. Mesmo com o alto custo de produção de aves e suínos que provocaram perda da competitividade dessas carnes, a demanda pela carne bovina, que deveria ser maior, não foi por conta do comprometimento de renda da população”, explicou a especialista na área de análises da XP Investimentos, Martha Matsumura. Para ela, a tendência é de que os consumidores consigam diminuir seu endividamento, mas não há um momento específico. O “problema” é que isso possa acontecer em um momento no qual as carnes concorrentes voltem a ganhar competitividade. Analistas aguardam um arrefecimento do custo de pro-

dução no segundo semestre de 2013, com uma boa colheita do milho safrinha e da produção norte-americana. Já o analista de carnes da MB Agro, César de Castro Alves, espera uma queda do preço da carne no mercado interno, por conta da oferta maior da proteína, o que poderia se transformar em um fator impulsionador das

EM 2013

Como o Brasil exporta somente 15% da sua produção anual, a demanda interna em 2013 continuará determinando a direção dos preços da arroba do boi gordo. Há consenso sobre como será o consumo vendas da carne. “Devemos ficar de olho na demanda. Apesar de ser um setor defensivo, o endividamento está pesando muito na procura pela carne bovina”, disse. Preços da arroba O diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz, espera que 2013 apresente preços médios da arroba

DIVULGAÇÃO

Com relação ao abate, o gerente da companhia disse que, pelos números do IBGE, há um crescimento de 6,9% ante 2011 bovina menores do que os de 2012, por conta do aumento da oferta. “No começo do ano, principalmente, vai ter queda de preço, natural para o período”, disse, sem informar porcentuais de quanto será o recuo. Preços menores A mesma linha de pensamento tem o gerente da área de pesquisa da Minerva Foods, Fabiano Tito Rosa. O executivo espera preços menores ou até estáveis da arroba do boi gordo nos próximos dois anos. “Apesar de o mercado futuro apontar para preços 2% maiores no ano que vem, a maior oferta de gado vai, de certa forma, pressionar os preços”, declarou o executivo. Para 2012, Rosa reiterou as estimativas de valores 5% menores do que a média de 2011. Com relação ao abate, o gerente da companhia disse que, pelos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrará um crescimento de 6,9% em 2012 ante 2011. Porém, a Minerva Foods, com base em análises e no comportamento do mercado, espera um porcentual de crescimento maior do que o do IBGE. A empresa, no entanto, não citou uma taxa específica.

Segundo especialistas, 2013 deve apresentar preços médios da arroba bovina menores que os de 2012


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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

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Começa o ‘esquenta’ para a folia carnavalesca 2013

Escolas de samba Aparecida e A Grande Família iniciam a organização de suas criações para disputar título no Sambódromo HUDSON FONSECA

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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ano mal começou e as baterias começam a esquentar para o Carnaval 2013. As oito Escolas do Grupo Especial desfilam no dia 9 de fevereiro no Centro de Convenções (sambódromo). Um dia antes, a passarela do samba manauense será ocupada pelos blocos e pelas escolas do Segundo Grupo. O EM TEMPO trará a partir deste domingo matérias sobre os preparativos das agremiações (enredo, ensaios, andamento da preparação, novidades) para a folia que chega mais cedo este ano (em 2012 o Carnaval aconteceu na penúltima semana de fevereiro). A série começa com os Grêmios Recreativos Escolas de Samba Mocidade Independente de Aparecida e A Grande Família. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida levará para o sambódromo este ano o tema: “Nhamundá: uma viagem pelo rio das Iacamiabas”, que retratará a rota de Francisco Orellana, o primeiro explorador do rio Amazonas, que partiu do Peru em busca do Eldorado. A escola contará a história da viagem e proporá um retorno ao local, fazendo uma segunda expedição, quando será seguida pelos espíritos de frei Gaspar de Carvajal e Francisco Orellana, mas após

toda a busca não encontrará o Eldorado, confirmando que a procura é eterna. O valor do desfile deste ano, segundo Luiz Pacheco, presidente do GRES Mocidade Independente de Aparecida, custará R$ 800 mil. Além do governo do Estado e da prefeitura, o dinheiro da verba para o Carnaval da escola vem de outras fontes, como promoções, patrocínios e festas. No total, a agremiação terá 3.200 componentes, número menor

TEMA

Este ano, a Mocidade Independente de Aparecida levará para o sambódromo o tema “Nhamundá: uma viagem pelo rio das Iacamiabas”, que retratará a rota de Francisco Orellana do que o do ano passado. “Temos que adequar o número de componentes ao tempo do desfile”, explicou Pacheco. Serão 260 ritmistas na bateria, cinco carros alegóricos, 80 baianas, 23 alas, quatro casais de mestre-sala e portabandeira e 15 componentes na Comissão de Frente. Ele antecipa que a inovação do GRES Aparecida será na área cênica, que conta com o trabalhos das coreógrafos Adriana Góes e Karla Kelsen.

Trabalhos das comissões estão adiantados Luiz Pacheco antecipa que 80% da Comissão de Frente e da Ala das Baianas está pronta. Além disso, confirma que a confecção das alas é terceirizada, o que dá agilidade ao serviço, além de tirar certa responsabilidade da escola. Segundo ele, esse tipo de serviço é muito comum nas escolas de samba do Rio de Janeiro. “No Rio, elas fazem o protótipo e passam para os presidentes de ala, que confeccionam e vendem”, diz. Ele explica também que uma escola que tem 23 alas, cada uma com cem componentes, possui no total 23 mil fantasias, o que torna

inviável fazer tudo, portanto o melhor é terceirizar. “Somos a única escola de Manaus que consegue fazer isso, mas também temos regras e, se por acaso os terceirizados não fizerem de forma como pedimos, no ano seguinte não fazem mais”, afirma. Os ensaios de bateria acontecem às quartas, quintas, sextas e domingos, sendo que os próximos quatro domingos serão ensaios técnicos. Dia 6, os componentes sairão do bairro São Raimundo; dia 13, da rua Leonardo Malcher; dia 20, do bairro do Céu, e dia 27, da Xavier de Mendonça. Todos os ensaios convergirão

para a quadra da escola, onde o ensaio continua. A concentração acontece a partir das 17h. Pacheco antecipa que no dia 2 de fevereiro a tradicional Feijoada da Escola acontecerá na cervejaria Fellice. No dia seguinte, a agremiação participa do aniversário do bairro homônimo. A agremiação, juntamente com a Grande Família, são as únicas escolas aptas a firmar convênio, pois tiveram a prestação de contas aprovadas. “Como estamos com nossas contas em dias, firmamos convênio e estamos reformando a quadra da escola”, disse o presidente.

Agremiação que detém o maior número de títulos no Carnaval da cidade, sendo 18 vezes campeã, a escola foi fundada no dia 15 de março de 1980, no bairro de Aparecida (antigo bairro das Cornetas e bairro dos Tocos e “Das Cajazeiras”), na Zona Sul de Manaus. Sua primeira vitória foi em 1981, juntamente com a Em Cima da Hora, com o enredo “Santos Dumont, o pai da aviação”. O presidente é Luiz Pacheco, o carnavalesco, Saulo Borges, o diretor de bateria, Zé Carlos, e o intérprete, Wilsinho de CIma. (Continua na página C2) ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA

Os ensaios técnicos da Mocidade Independente de Aparecida acontecerão nos próximos quatro domingos na quadra da escola


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A Grande Família mostra caos urbano manauense

Escola vai homenagear o apresentador Waisser Botelho, chamando a atenção para os problemas enfrentados na capital HUDSON FONSECA

CHRIS REIS Equipe EM TEMPO

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om o enredo “Meta a boca Manaus! O povo vai falar e A Grande Família vai mostrar”, a agremiação da Zona Leste, Grêmio Recreativo Escola de Samba A Grande Família, promete polemizar na avenida. O enredo, que homenageia o apresentador Waisser Botelho, levará ao sambódromo, de acordo com Gilberto Ferreira, presidente da escola, os problemas da cidade, como falta de segurança, transporte coletivo e educação, entre outros, sem esquecer a parcela de culpa de parte da população que contribui com a poluição de rios e igarapés, com a invasão de terras e a falta de planejamento familiar. “Nós mostraremos uma Manaus antiga de 20, 30 anos atrás e uma Manaus hoje, diferente, com seus problemas sociais, mas também com o seu lado bom. E tudo isso, vem acompanhado da visão do apresentador Waisser Botelho, que é o nosso homenageado no Carnaval deste ano, e do programa de TV que ele apresenta” conta. Com 4 mil componentes, 23 alas, além de uma Comissão de frente com 15 integrantes

e bateria com 250 ritmistas, a agremiação investirá quase R$ 1 milhão para o Carnaval deste ano. A escola, que tem cinco títulos em 17 anos, conseguiu alguns patrocínios por meio dos contatos do homenageado Waisser Botelho. “Com isso, foi possível antecipar a compra de tecidos e outros materiais. Também temos como um dos patrocinadores a Metalúrgica Magalhães que ajudou com parte da ferragem”, explica o presidente. Segundo a diretoria, os trabalhos de preparação do desfile estão bem adiantados. Dos seis carros que serão apresentados na avenida, três estão com a ferragem quase pronta e a parte de ornamentação começará a ser feita nos dez dias que antecedem o desfile. Entretanto, apesar de no papel, a apresentação da agremiação estar toda definida, o presidente diz que guardará a sete chaves os detalhes. “A imprensa terá acesso ao barracão até certo ponto, e depois a gente fecha para mostrar apenas no dia do desfile”, adianta. Para esquentar os brincantes, os ensaios acontecem de quarta a domingo, a partir das 19h, na frente da escola.

Este ano, a escola de samba A Grande Família vai mostrar os problemas estruturais urbanos enfrentados pela capital do Amazonas

Agremiação surgiu em 1986 na Zona Leste A escola foi fundada em 19 de março e 1986, no bairro do São José, Zona Leste de Manaus. O bairro de São José Operário, que foi construído (pelo prefeito José Fernandes) entre 1978 e 1979 e carecia de

um núcleo de sambistas. A Grande Família, que antes era um bloco (até 1991), entrou com mais destaque no Carnaval de Manaus em 1994, quando foi convidada pela Associação do Grupo Especial das Esco-

las de Samba de Manaus. Nesse desfile destacou-se com o enredo que versava sobre a lenda do guaraná. Em 1995 oficialmente estreava na Ageesma. O presidente da escola é Gilberto Ferreira. Como

carnavalescos, estão Islene Botelho, Jorge Granjeiro, Luizinho Andrade e Wernnher Botelho. Os compositores são Herlon, Marquinhos Dutam, Waguinho, Marinho Saúba e Kalango.


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Nova secretaria procura mudar imagem do Centro Projetos para a área central da capital amazonense buscam recuperar o antigo charme de uma área hoje caótica ARQUIVO EM TEMPO/MICHELL MELO

GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO

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ixo espalhado pelas ruas, calçadas desniveladas, camelôs por toda a parte e fachadas descaracterizadas são algumas das mazelas observadas no Centro Histórico de Manaus a um simples olhar. Porém, projetos recém-apresentados e outros de continuidade da gestão anterior conseguem visualizar um Centro que atualmente só existe na história. Para o advogado e morador daquela área desde que nasceu, Geraldo Albuquerque da Mata, 74, seria muito bom ver o Centro como antigamente. “Estou torcendo para que realmente haja uma revitalização, a fim de que tenhamos um município bem organizado para a população, com mercados e feiras limpas e calçadas onde pessoas possam transitar tranquilas”, disse. O advogado acrescentou que a sociedade frequentava quase que “em peso” as praças, principalmente nos arredores da Matriz, o que não ocorre atualmente. Para unir o trabalho realizado entre diferentes secretarias do município e do Estado, o prefeito recém-empossado, Arthur Neto, criou uma unidade gestora que pretende dar uma “nova cara” ao local, denominada Secretaria Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus, cujo titular é o engenheiro Rafael Lemos Assayag. Segundo o secretário, a conscientização da população deve caminhar juntamente com o que é idealizado e a pasta existe também para que isso ocorra. “Temos que mobilizar a sociedade para que ela se apaixone novamente pelo Centro, para eliminar a ideia de que ali é um caso perdido”, disse.

Arborização quase ausente

‘Estrangeiros têm que sair’

Um dos problemas enfrentados pelos manauenses é que há lugares em que os entornos das árvores foram pavimentados, impedindo seu crescimento e ocasionado suas quedas. Em outros lugares o problema é a ausência de arborização. A Secretaria do Centro afirma que avaliar a condição das árvores e o seu replantio está na lista das ações imediatas da gestão. Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilida-

Haitianos, peruanos, coreanos, paraguaios, entre outros, também ganharam espaço no disputado comércio de camelôs e ambulantes. Segundo Rafael Assayag, os estrangeiros terão que sair do ramo. “São muito bem-vindos em outras áreas, mas como camelôs não. Sendo assim, os estrangeiros têm que sair”, afirmou. Uma alternativa vista para os imigrantes veio após conversa entre a nova

de, Kátia Schweickardt, uma grande campanha de sensibilização ambiental com o envolvimento comunitário e de empresários está sendo preparada para que a meta da melhoria da qualidade da arborização seja alcançada. A secretária adiantou que pretende criar um selo verde destinado a empresas e moradores que adotam espécies da arborização urbana. “Essa não deve ser só uma responsabilidade do poder público municipal. O selo fun-

cionará como um validador da ação de quem plantou, cuidou e obteve resultados efetivos”, afirmou. Um mutirão de podas está previsto para o próximo sábado, 12. Um projeto similar ao Sistema de Estacionamento Rotativo Pago, o Zona Azul, deve ser implantado, com nomenclatura ainda a ser definida, mas a secretaria faz parte da lista de prioridades. Após reunião com os órgãos responsáveis, novas informações serão divulgadas.

pasta Agência Municipal de Promoção Cultural e Turismo (Manauscult) com a Secretaria do Centro, que estudam a possibilidade de contar com essa ajuda internacional para a Copa de 2014. Segundo o agente de viagens Iralcy Barros, 52, também não há controle sobre o que ocorre durante a noite na área central. “À noite parece uma coisa de último nível e dá vergonha”, contou.

DIEGO JANATÃ

Camelôs, um tema polêmico A questão dos camelôs até hoje é um dos temas que mais geram polêmicas contra Arthur Neto por conta dos conflitos ocorridos entre a administração municipal e os vendedores ambulantes em sua gestão, na década de 1990. Para mudar essa visão, a prefeitura quer valorizar o relacionamento com a categoria antes de qualquer atitude. “Nesse momento não queremos tomar medidas que causem impacto ou interfiram na relação de confiança que queremos ter com eles. A fase de se tomar medidas rápidas já acabou”, disse o secretário da pasta do Centro. “Os camelôs do Centro não serão retirados sem receber uma alternativa de trabalho que lhes permita gerar renda, mas para isso precisamos Rafael Assayag, titular da Secreataria Extraordinária de Requalificação do Centro: mudanças

identificar quem realmente é trabalhador”, contou. Vendedora ambulante há mais de 20 anos na praça Tenreiro Aranha, Raimunda Mendes da Silva, 43, disse

ALTERNATIVA Segundo Rafael Assayag, os camelôs do Centro não serão retirados sem receber alternativa de trabalho que lhes permita gerar renda, mas haverá identificação dos trabalhadores

que para que a categoria saia do local, é preciso ter a opção. “Para tirar sem apresentar uma alternativa não dá, todos são pais de família e têm que se sustentar”, afirmou.


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Uma profissão que tem

Há 38 anos o alfaiate Jorge Maçal da Silva, ou somente “seu Maçal”, trabalha como desaparecimento em meio a tantas evoluções tecnológicas, prezando principalment

LUCAS PRATA Equipe EM TEMPO

Q

uando se pensa em roupa, logo surge a ideia de ir até uma loja e comprar uma peça nova, mas outras pessoas ainda preferem os serviços de alfaiates. Uma profissão antiga, que vai resistindo ao tempo, apesar das facilidades que as tecnologias oferecem. E é nesta profissão que, há 38 anos, Jorge Maçal da Silva, 54, trabalha. Quando era jovem fez curso para cabeleireiro, profissão que exerceu por apenas dois anos, e depois conheceu o mundo das costuras. Desde os 16 anos, tesouras, fitas métricas, linhas, tecidos, agulhas e máquinas são alguns objetos de trabalho que nas mãos de Maçal, como é carinhosamente chamado, transformam-se em belas obras de arte, ou melhor, peças de roupas. “Comecei como cabeleireiro, em um salão de beleza, depois vi que não era aquilo que eu queria como profissão. Tinha um vizinho que já trabalhava como alfaiate, e também fazia peças de roupas para algumas escolas de samba para o Carnaval. Ele chamava os jovens do meu bairro para ajudá-lo a fazer bainha nas roupas e pregar botão. Um dia fui trabalhar com ele, como eu sempre gostava de estar lá, ele me convidou para costurar, aceitei e gostei”, lembra. O alfaiate comenta ainda que a “nova” profissão ele nunca pensou em deixar. De-

pois que começou a atuar por conta na área, viu que não se tratava de uma profissão, e sim de um dom. “Desde que comecei a costurar, vi que isso era o que eu realmente gosto de fazer, não pretendo deixar de ser alfaiate por nada. É muito bom você ver alguém usando as roupas que você faz. O mais gratificante ainda é ouvir o elogio do cliente. Faço desde o paletó, até fantasias de Carnaval e adereços. Deixar isso aqui? Jamais”, destaca.

ACESSÓRIOS

Desde os 16 anos de idade, Jorge Maçal da Silva, hoje com 54 anos, trabalha com tesouras, fitas métricas, linhas, tecidos, agulhas e máquinas no desempenho de sua profissão Observador Maçal ressalta que nunca fez curso de capacitação em corte e costura ou estilismo. Tudo que sabe, aprendeu apenas olhando e recebendo os “toques” do amigo e incentivador. “Ficava olhando ele fazer as roupas e desde lá criei gosto pela coisa, acho que já tinha o dom e depois fui modelando. Depois passei a fazer trabalho para escolas de samba, e até hoje nisso. Quando você faz uma roupa, tem que ser bem feita. Se o cliente gostar, todo dia você tem alguma coisa para fazer”, comenta.

Para Maçal, o trabalho do alfaiate hoje é procurado por pessoas que prezam pela qualidade, nem sempre encontrada na indús-


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o alfaiate, atividade que, ao contrário do que muitos pensam, não está fadada ao e pela qualidade do material produzido de forma manual no ramo de confecções

Um trabalho que nunca falta “O alfaiate não só fabrica as roupas, ele também faz pequenos ajustes. As tecnologias não atrapalham, também nos ajudam. Eu sou a favor. Eu acho que quando você quer uma roupa bem feita e exclusiva, você deve procurar um alfaiate

ou uma costureira. Somos muitos desfalcados para comprar roupas prontas, e acaba deixando o alfaiate de lado, mas outros sempre vão precisar dele. As coisas manuais, às vezes são muito bem feitas do que nas fabricas”, argumenta Maçal.

Famosos como clientes O alfaiate Maçal ressalta que durante os 38 anos de profissão já viajou por vários Estados e chegou a morar na capital federal, para realizar pequenos ajustes para um parlamentar. Outro trabalho foi no Festival Amazonas de Ópera, realizado pelo governo do Estado todos os anos.

“Quando vi o meu trabalho em cena, me emocionei. Isso não tem dinheiro que pague, as pessoas vindo me parabenizar. Já costurei também para o senador Evandro Carreira, por oito anos. Trabalhei também para o Davi Assayag, Israel Paulain e Júnior Paulain (artistas do boi-bumbá)”, relata.

Alfaiates desde a Idade Média Na Idade Média, as roupas eram confeccionadas dentro das casas, porém com o crescimento das cidades e da população, surgiram os alfaiates, remendões e tecelões responsáveis pela confecção de roupas. Ainda durante

a Idade Média, o vestuário passou por grandes transformações sendo a principal delas o ajuste e modelagem das peças. Os alfaiates passaram a cortar, ajustar e decorar as roupas que fabricavam de forma cada vez mais elaborados.

O alfaiate trabalha há 38 anos não somente com confecção de roupas, mas também com reparos em vestimentas de clientes

FOTOS: IONE MORENO

m base no dom pessoal


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Violência contra os gays cresceu em 2012 no país

Oito casos de crimes contra homossexuais são denunciados diariamente ao Disque 100. Foram 4.614 denúncias em 2012

DIVULGAÇÃO

ELAINE PATRICIA CRUZ Agência Brasil

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e janeiro a novembro de 2012, o Disque 100, serviço telefônico da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), recebeu 2.830 denúncias de violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). O serviço recebe, em média, oito denúncias por dia. No entanto, ressalta o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma, o número de denúncias está longe de representar o que acontece na realidade. “Não é um número real. É um número elevado, mas não é real, porque não engloba pessoas que não conseguem assumir a sexualidade e que sofrem com a homofobia, nem casos de homicídio em que as famílias não assumem que a pessoa morta era LGBT. Há muitos outros casos que não entram na estatística que é feita. O número de casos é muito maior”, disse Quaresma, em entrevista à Agência Brasil. O Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, divulgado pela SDH, informou que, de janeiro a dezembro

do ano passado, 6.809 violações de direitos humanos foram relatadas ao Disque 100, à Central de Atendimento à Mulher e à Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a secretaria, tais violações envolveram 1.713 pessoas, o que deu uma média de 3,97 violações por vítima. Só o Disque 100 recebeu 4.614 denúncias de

DADOS

O Relatório sobre Violência Homofóbrica no Brasil informou que de janeiro a dezembro de 2012 foram 6.809 violações de direitos humanos relatadas, sendo 4.614 relativas a denúncias de homofobia homofobia em 2012. A própria secretaria reconhece que as notificações não correspondem à totalidade dos casos de violência homofóbica, já que muitos deles não são denunciados. O Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo registrou 50 ocorrências de homofobia somente no primeiro

semestre do ano passado. Pelas projeções do núcleo, o ano de 2012 deve registrar aumento de 15% no número de casos em comparação com as ocorrências de 2011, quando a Defensoria recebeu 66 relatos. Registros “Desde 2007 [quando o núcleo foi criado para receber denúncias e dar entrada em processos administrativos referentes a casos de homofobia), em todos os anos, têm aumentado [o número de relatos de violência homofóbica]. Nunca houve retrocesso. E ultimamente os registros têm aumentado muito, seja porque há mais casos de violência por discriminação, seja porque as pessoas denunciam mais”, destaca a defensora pública Vanessa Alves Vieira, coordenadora do núcleo. A Comissão Processante Especial da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, que analisa as denúncias e, em caso de constatação de ato homofóbico, instaura processo administrativo com base na Lei Estadual 10.948, de 2001, recebeu 264 processos por homofobia no período de 2002 a 2012. Deste total, 117 processos ainda estão em andamento.

Problema ocorre em toda parte A delegada Margarete Barreto destaca que a violência homofóbica ocorre em toda parte, embora seja mais frequente na rua e no trabalho. A titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, aponta o xingamento como o tipo mais comum de violência contra a população LGBT. Para a delegada Margarete, uma forma de evitar a violência homofóbica seria discutir “a fundo” a questão do preconceito. “É importante investir em políticas públicas preventivas. No Brasil, temos uma mania: quando aparece um crime, aumenta-se a pena para esse crime, mas não se discute a questão a fundo. Temos que discutir o preconceito em sua raiz. Todos eles. O racial, o religioso, o social, a intolerância esportiva. Temos que escancarar, abrir essas cortinas totalmente. Não só um pedacinho.”

Ela defende ainda alterações no Código Penal, com aumento das penas para crimes de ódio. “Melhor do que uma lei que criminalize a homofobia seria uma qualificadora genérica para crimes de ódio, que alcança-

PREVENÇÃO

Uma forma de evitar a violência homofóbica seria discutir “a fundo” a questão do preconceito e investir em políticas públicas preventivas no Brasil, além da alterações do Código Penal ria tanto crimes de racismo quanto homofobia e intolerância religiosa.” Na opinião da delegada, tecnicamente ficaria melhor e não haveria tanta resistência de algumas bancadas para aprovar a lei. Assim, se ocorrer um

homicídio que tenha como motivo a homofobia, o criminoso responderá pelo crime de homicídio e terá a pena aumentada ou agravada por causa da motivação homofóbica, explicou. Agravante Para Fernando Quaresma, porém, a proposta da delegada não resolveria o problema no todo. “Realmente, poderia haver um agravante em relação a homicídio ou lesão corporal por questão de discriminação ou orientação sexual. Isso pode ser feito, mas a homofobia não ocorre só na hora em que a pessoa apanha ou morre. Ela ocorre também nas escolas, nas famílias, nas religiões. O agravante não abrangeria estas situações.” Por isso, Quaresma defende a aprovação do Projeto de Lei (PL) 122, que criminaliza a homofobia e está em tramitação no Congresso.

Comissão da Secretaria de Justiça de São Paulo recebeu 264 processos por homofobia em 10 anos

Uma pena mais rigorosa A defensora pública Vanessa Alves Vieira também defende a aprovação do projeto. “O PL 122, que está em andamento, prevê que os crimes praticados por orientação sexual tenham pena mais rigorosa. Acredito que a lei [quando aprovada] possa contribuir para mostrar à sociedade que essas condutas não podem ser toleradas.” Existem vários canais disponíveis para denúncias de violência homofóbica, que podem ser feitas pessoalmente, em órgãos estaduais, como a Defensoria Pública e a Secretaria de Justiça, no caso de São Paulo, ou pelo Disque 100.

Grupo ‘invisível’ na sociedade “A população LGBT, até dez anos atrás, era ‘invisível’, ficava ‘dentro do armário’, no jargão popular, e não reivindicava seus direitos e espaços, nem denunciava a violência que sofria. De dez anos para cá, isso mudou consideravelmente”, ressaltou a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria

Estadual da Justiça de São Paulo, Heloisa Gama Alves. Segundo a secretaria, em 2011, foram instaurados 63 processos. De janeiro a julho de 2012, foram abertos mais 34 processos. A secretaria informou que nove multas e 46 advertências foram aplicadas desde que foi aprovada no Estado a lei que prevê esse tipo de punição.

Agressões que vêm de parentes “Uma lei que criminalize a homofobia só pode ser [instituída] por meio de lei federal aprovada no Congresso. A lei em vigor no Estado [de São Paulo] é de cunho administrativo, ou seja, a vítima de homofobia faz uma denúncia, que chega à Secretaria de Justiça e, se há indício de conduta homofóbica, instaura-se

um processo administrativo”, explicou Heloisa. Segundo ela, nos casos de homofobia, o que mais tem chamado a atenção da secretaria é o crescimento da violência dentro das próprias famílias,. “Tem havido muitas denúncias de agressão verbal por parte de parentes, de pessoas do ciclo íntimo da vítima.”


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Polícia pretende diminuir crimes ligados ao tráfico

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Estatísticas da Delegacia de Homicídios e Sequestros revelam que de janeiro de 2011 a junho de 2012 ocorreram 1.425 mortes NILSON BELÉM Equipe EM TEMPO

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Polícia Civil tem um grande desafio pela frente em 2013, que é atacar de frente e tentar diminuir os índices de homicídios registrados em Manaus, principalmente os provocados pelo tráfico de entorpecentes. Estatística divulgada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) apontou que de janeiro de 2011 a junho de 2012 foram registrados 1.425 assassinatos na capital. O mesmo levantamento indicou que 60% dos homicídios estão relacionados ao tráfico de drogas. O panorama de homicídios apontou que a maioria das vítimas, 92%, tem entre 19 e 39 anos e os dias em que mais ocorrem homicídios são o sábado e o domingo. Mais da metade, 60% das mortes são por arma de fogo. A pesquisa apontou também os horários mais comuns para a prática dos crimes: das 6h

da tarde à meia-noite, com pico às 22h. Para o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado José Divanilson Cavalcante, as informações detalhadas dessa pesquisa qualitativa sobre os homicídios servirão para, em 2013, orientar a polícia na elaboração de estratégias de combate a essa modalidade de crime. O delegado afirma que ao ter em mãos esses dados, o trabalho de prevenção e mapeamento da criminalidade em Manaus fica melhor. A prioridade, segundo ele, será apertar o cerco ao tráfico. Aí será importante agir na fronteira de países como o Peru e Colômbia, considerados os dois maiores produtores de cocaína do mundo. Nesse contexto será imprescindível o trabalho de órgãos como a Polícia Federal que lida com o tráfico internacional de drogas. Em relação à situação doméstica, a meta é atacar o tráfico no varejo, ou seja, identificar e acabar com o maior número

OBRAS ARLESSON SICSÚ/SEMCOM

Reunião mostrou o trabalho realizado no corredor do Mindu

Corredor do Mindu deve ser entregue até final deste ano O prefeito Arthur Virgílio Neto anunciou, na manhã da última sexta-feira, 4, que até o final deste ano, o Corredor Viário do Mindu estará concluído. No momento, a prefeitura trabalha na melhoria da iluminação do trecho dos Parques Lineares 1 e 2 para que possa ser liberado ao tráfego. Ainda conforme o prefeito, a conclusão da obra depende da indenização de 1.200 famílias, que ainda não foram retiradas do local. São necessários 27 milhões de reais para desapropriação dos moradores. “Temos duas alternativas para buscar recursos. Uma é firmar parceria, por meio do governo do Estado; a outra é buscando financiamento junto à Caixa Econômica Federal”, explicou Arthur. As negociações para liberação da verba devem começar já na próxima semana, uma vez que a prefeitura pretende encerrar a retirada das famílias até o final do inverno (meados do mês de junho). Nos seis meses que correspondem ao verão toda obra deverá ser concluída. Na reunião que definiu os prazos para a finalização do corredor, o secretario de Infraestrutura Hissa Abrahão

disse que, após a instalação de, aproximadamente, 10 postes, os Parques Lineares 1 e 2 serão liberados para o tráfego de veículos. Nessas áreas foram feitos serviços de macrodrenagem e ampliação do sistema viário existente no entorno do igarapé. Também participaram da reunião, o subsecretário de Infraestrutura Orlando Holanda, o engenheiro responsável pela obra Jorge Souto, além de outros especialistas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Etapas O programa de obras para a primeira etapa do corredor viário do Mindu foi dividido em sete pontos principais de trabalho: Nascente (Centro de Vigilância Nascente do Mindu) que já está pronto; a ponte José Romão (em fase de conclusão), parque Linear 1 (que vai da ponte João Câmara até a avenida Grande Circular), parque Linear 2 (inicia na Aavenida Grande Circular até o Centro de Monitoramento) e o Corredor Viário que vai da rua João Câmara, bairro Colina do Aleixo até a avenida das Torres, com uma ligação viária até a avenida Tancredo Neves.

possível de “bocas de fumo” existentes na capital e tirar de circulação os traficantes. Conseguindo isso, o delegado afirma que a consequência direta será a diminuição do número de homicídios provocados pelo tráfico. Resultados O titular da DEHS explica que, no geral, é difícil para a polícia desvendar um crime de homicídio, principalmente os chamados de “pistolagem”. A dificuldade, de acordo com o delegado, é pelo fato desses crimes serem bem planejados e os criminosos não deixarem pistas. Mas a polícia vem conseguindo êxito e desvendar alguns desses homicídios, e um dos fatores é pelo fato da execução estar diretamente associada ao tráfico. Foi dessa forma que os policiais da DEHS esclareceram diversos crimes de homicídios ao desarticularem a quadrilha comandada pelo traficante Alan Castimario, 32, o “Nanico”, no último dia 30 de novembro.

A meta da Polícia Civil é atacar o problema diretamente no “varejo”, ou seja, nas bocas de fumo ARTHUR CASTRO/AGORA

Crimes relacionados ao tráfico atingiram principalmente vítimas entre 19 e 39 anos de idade


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‘Um Deus Pai e um Deus Mãe’, assim diz o Senhor Com 200 seguidores em Manaus, igreja nascida na Coreia do Sul prega a existência de divindade feminina

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ara os católicos, Maria é considerada a Mãe de todos e intercessora junto a Deus (Pai). Para os protestantes, Deus é também representando pelo seu filho que morreu na cruz, Jesus Cristo (o Messias). Essas são as principais crenças religiosas comuns atualmente, mas para os membros da Igreja de Deus Sociedade Missionária Mundial, além de Deus Pai, eles creem também em Deus Mãe, chamada na Bíblia por Jerusalém, que

é a noiva e esposa do Cordeiro (Deus Pai), tendo como referências os livros Gálatas (4:26) e Apocalipse (21:9-10 e 22:17). Fundada em 1964 na Coreia do Sul, é a única que acredita em Deus Pai e Deus Mãe, com obras missionárias em andamento durante 48 anos. O representante do ministério em Manaus é o coreano Min Jong Guk, chamado pelos seguidores de pastor Henrique. Ele contou que a Igreja começou a pregar o evangelho na Coreia

do Sul segundo uma profecia da Bíblia, que foi cumprida por Ahnsahnghong, um homem nascido em 1918 e morto em 1985, que para eles representou a segunda vinda de Cristo à Terra, e é também considerado um Deus. Ahnsahnghong, como o Messias, iniciou a pregação de um novo evangelho no ano de 1948 na Coreia do Sul e realizou sua obra missionária durante 37 anos. A partir da década de 1990, a igreja começou a se expandir

por todo mundo. Nos dias atuais, possui 2.200 igrejas em 150 países, e seus membros alcançaram 1,65 milhão de membros por todo o mundo. No Brasil, chega a 35 o número de igrejas, enquanto em Manaus existe apenas uma há pelo menos cinco anos, com um total de 200 seguidores. Para o pastor Henrique, o mundo precisa saber da verdade antes que chegue o dia da profecia final descrita no livro de Apocalipse. “As pessoas des-

conhecem a existência de Deus, somente sabem da imagem masculina chamada Pai. Deus preparou uma grande revelação para humanidade e quer dar a vida eterna e salvação, tendo amor e misericórdia por todos os que seguem querendo agradar a Deus sem conhecê-Lo de verdade. Para esses inocentes, Deus mostra a existência da nossa mãe espiritual, e ensinou novamente a nova aliança com todas as suas festas solenes sendo praticadas exatamente

de acordo com a Bíblia” disse. Segundo o pastor, as profecias descritas em Apocalipse mostram que Deus Pai voltará um dia para buscar seus filhos na Terra, onde, segundo ele, Deus Mãe já está, em forma humana, vivendo agora na Coreia do Sul, aguardando com seus filhos a vinda do Pai). “Todos devem crer e conhecer Deus Pai e Deus Mãe, que vieram a esta terra para dar a salvação aos seus filhos, de acordo com as profecias da Bíblia”, explicou.

VIVER MELHOR ROBERTO CARLOS/AGECOM

O programa pretende estimular o desenvolvimento motor de pessoas com deficiência

Governo inscreve para programa De 28 de janeiro a 1º de fevereiro de 2013, o governo do Amazonas realizará as inscrições para o Viver Melhor – Atividades Motoras, programa criado pelo governador Omar Aziz com o objetivo de estimular o desenvolvimento das potencialidades motoras de pessoas com deficiência, a partir de dois anos de idade, por meio de atividades físicas, lúdicas, artísticas, pedagógicas e aquáticas. O Viver Melhor é coordenado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped). Para participar, os pais e/

PRAZOS

As inscrições devem ser feitas de 28 de janeiro a 1º de fevereiro em um dos Centros de Educação de Tempo Integral nos bairros Jorge Teixeira e Nova Vitória, das 15h às 18h ou os responsáveis pela pessoa com deficiência devem se dirigir a um dos Centros de Educação de Tempo Integral (Cetis), onde serão desenvolvidas as atividades do

ano letivo de 2013: Ceti Elisa Bessa (avenida Itaúba, s/nº, Jorge Teixeira, Zona Leste, próximo à Bola do Produtor) e Ceti Cinthia Régia (rua da Raquete, s/nº, Nova Vitória, Zona Leste). O horário de atendimento será das 15h às 18h. Para a matrícula ser efetuada, serão exigidos os seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de residência, laudo médico e foto 3x4. No ato da matrícula é necessária a presença da pessoa com deficiência. Outras informações poderão ser obtidas por meio do telefone (92) 3878-0583.


Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

plateia@emtempo.com.br

ARQUIVO EM TEMPO

MPE na mira de Lívia Mendes (92) 3090-1042

Plateia 4

O metal

FOTOS: DIVULGAÇÃO

invade a cidade As bandas conceituadas no cenário no heavy metal - Oitão e Ratos de Porão - chegam a Manaus para a alegria dos “headbangers”

O Ratos de Porão vem a Manaus em clima de comemoração de 30 anos de carreira GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

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A banda Oitão prepara um “setlist” que reúne basicamente canções do álbum “4º Mundo”

m show de precisão e maturidade. Aliás, dois. O heavy metal das bandas brasileiras Oitão e Ratos de Porão chega a Manaus dia 11 de janeiro (sexta-feira), com novidades para o público local. Ambas as atrações serão precedidas do som do grupo amazonense Evil Syndicate e o cenário da “pancadaria” é o Tatau Show Clube, que recentemente recebeu o “revival” da banda Viper, em formação original. Embora haja uma certa intimidade entre as bandas convidadas, esta é a primeira vez que a dobradinha é proporcionada, segundo o vocalista da Oitão, Henrique Fogaça, que esteve em Manaus pela primeira vez em novembro de 2011, quando realizou dois shows com sua banda (no Porão do Alemão e em um dos palcos da Virada Cultural), além de ministrar um workshop em universidade local sobre gastronomia, sua outra especialidade (o músico é chef e proprietário do restaurante Sal Gastronomia, em São Paulo). “A expectativa é das melhores. Manaus tem um público muito receptivo ao nosso som e tem tudo para ser um grande evento. A molecada pode ficar preparada porque vamos chegar chutando o cu do palhaço”, adverte Fogaça. A alquimia que envolve ambas as bandas deu-se, em primeiro lugar, na união do talento do guitarrista Jão (do Ratos) na gravação da música “4º mundo”, da Oitão. O músico fez partici-

pação especial no primeiro e último show da Oitão em Manaus. Enquanto a Oitão prepara um “setlist” que reúne basicamente canções do álbum “4º Mundo”, o primeiro a ser lançado por um selo (Voice Music, o mesmo que reúne obras de artistas como Korzus e Torture Squad, por exemplo), o Ratos de Porão vem a Manaus em clima de comemoração de 30 anos de carreira (embora tenha 32 de fato), com show especial que apresenta sucessos antológicos, incluindo “Beber até morrer”. A última aparição do Ratos de Porão

DESTAQUE

A alquimia que envolve ambas as bandas deu-se, em primeiro lugar, na união do talento do guitarrista Jão (do Ratos) na gravação da música “4º mundo”, da Oitão em Manaus foi em julho de 2010, às vésperas do Dia Mundial do Rock, com show no Aomirante, cuja ocasião rendeu a oportunidade de cinco bandas locais (Hipnose, Disritmiaa, Underflow, Hawake e Epidemic) tocarem ao lado do grupo liderado pelo carismático João Gordo. Ratos de Porão é considerada um ícone brasileiro em solos internacionais, respeitado, sobretudo, pelo público europeu. “Mas vamos tocar algumas músicas novas também, que vão compor o novo disco previsto ainda para este ano,

mas que ainda não tem título definido”, afirma Fogaça. De acordo com um dos organizadores do evento, Márcio Barroso, esse é o primeiro dos dez shows programados para acontecer durante todo o ano de 2013, em Manaus. “Todos de rock, em suas mais variadas vertentes. Manaus precisa sair do círculo de sertanejo e pagode. Temos um público que não é atendido nesse segmento. Para criar essa oportunidade, vamos investir nessa proposta até o fim do ano”, comenta. A realização do show é assinada pela Black River Produções, composta por Barroso e mais outros dois parceiros. Ainda mantendo o suspense sobre a programação anual da produtora, Marcio Barroso destaca que pelo menos duas das atrações que estão sendo cogitadas para trazer para Manaus são estrangeiras. “Mas ainda não podemos revelar”, limita-se. O organizador adverte que o público que comparecer ao show do dia 11 de janeiro receberá em primeira mão o anúncio da próxima programação, que já tem data para acontecer, 1º de março. “O novo show será revelado no intervalo do show da Oitão, antes da entrada dos Ratos de Porão”, adianta. Segundo o empresário, os eventos devem acontecer com espaços de tempo entre 45 e 60 dias entre um e outro. Durante todo o show, o público poderá adquirir produtos oficiais exclusivos de ambas as bandas, que montarão cada uma sua tenda para a comercialização desses materiais.

‘Manaus nos recebe muito bem’ EM TEMPO – O que ficou da primeira viagem da Oitão a Manaus? Henrique Fogaça – A energia do público. Manaus tem uma receptividade fantástica, além de um grande potencial cultural. Pudemos perceber que existe estrutura técnica para isso, também. ET – Contudo, você acredita que metal ainda é subvalorizado

no Brasil? HF – É um cenário ainda restrito, embora seja grande. Mas principalmente, é composto de pessoas fiéis ao estilo, aos artistas do segmento. ET – O preconceito ainda atinge esse meio? HF – Pessoas com mentalidade pequena vão ser sempre preconceituosas. Mas fazemos aquilo que acreditamos. O metal e

o rock como um todo são algo verdadeiro e buscamos enfatizar isso. ET – Qual o diferencial da Oitão dentro desse cenário, na sua opinião? HF – Sobretudo a maturidade dos músicos da banda. Ouvimos de tudo e isso influencia no contexto do trabalho, o que se reflete em letras e arranjos.

Henrique Fogaça, vocalista do Oitão, ressalta a receptividade do público amazonense


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Plateia

>> Ecos da virada

MANAUS,, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

FOTOS: SILVIA CASTRO

. Festas de Réveillon movimentaram os quatro cantos da cidade, em noites para lá de animadas e cheias de alto astral.

Fernando Coelho Jr.

. Exemplo de noitada das boas, aconteceu no Park Suíte, com ferveção e boa mesa. Gente bonita garantiu o sucesso da festa.

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

Aline Rezende e Henrique Monte

Bárbara Souza e Edson Heitor

Fábio Alves, g.g. do Park Suíte

Morgana Natasha e Nataly Félix

Francinaldo Guimarães e Viviane Campos

>> Diamantes

>> Dia de Reis

. O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), vai criar um grupo de trabalho para acompanhar as ações que estão sendo desenvolvidas pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) na localização de kimberlitos (rocha que contém diamantes na forma primária) no Estado.

. Neste domingo, Dia de Reis. Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim (erva) antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis Magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer “bolo-rei”, no interior do qual se encontram uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deve “pagar” o bolo-rei no ano seguinte.

. A primeira reunião entre Semgrh e CPRM, para tratar sobre a formação do GT que vai acompanhar o desenrolar das pesquisas sobre a existência de jazidas de diamantes no Amazonas está marcada para a próxima terça-feira. O Grupo de Trabalho também terá a participação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). . De acordo com o titular da Semgrh, Daniel Nava, a região sul do Amazonas possui uma geodiversidade muito rica, e a secretaria dispõe de especialistas em diamantes que poderão contribuir com os estudos que estão sendo realizados pelo Serviço Geológico do Brasil.

. Na França come-se “Galette des rois” onde também encontra-se um brinde no seu interior. A galette também costuma trazer uma coroa, quem encontrar o brinde será rei e será coroado. . Lindas tradições fazem deste domingo, um dia especial. Cultive, cumprimente, festeje!

>> Spot . Existe uma marca – por incrível que parecça - para a qual Kate Moss nunca trabalhou: Givenchy. Até agora… . A modelo vai participar da campanha primavera 2013 da marca e a primeira imagem dela como a mulher Givenchy já está nas redes sociais. O diretor criativo Riccardo Tisci deixou claro que se interessou por Kate pela sua amizade e não porque ela tem talento – Tisci não liga para como as coisas funcionam na indústria. Este ano, por exemplo, a marca já decidiu que não vai ter uma coleção de alta costura. . Fazendo jus a seu estilo “alternativo”, Tisci quis uma campanha feita de “pessoas reais”. Para isso, convocou diversas personalidades: além de Kate, os artistas Marina Abramovic e Jared Buckhiester , o toureiro Jose Maria Manzanares e os models Francisco Peralta e Mariacarla Boscono com o seu bebê.

>> Objeto de desejo . Nicola Formichetti nunca se dedicou a produzir bolsas para vender pela Mugler, mas dado o sucesso que estas fazem no mercado de moda, o diretor criativo decidiu assumir a produção dos acessórios e desfilar suas criações para o verão de 2013 nas passarelas de Paris. . Dito e feito, a linha de bolsas da label foi um sucesso e já está prontíssima para cair nas graças das fashionistas do mundo todo. O modelo Naboo, da coluna de hoje, mostra o porquê do sucesso. Totalmente charme!


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Curtas locais na televisão Contemplado com a Lei Rouanet, série “Ver Nunca Vi”, do Amazon Sat, mostrará seis produções de curtas-metragens amazonenses que exploram como tema as lendas e os contos amazônicos filmados em todo o Estado do Amazonas

FOTOS: DIVULGAÇÃO

I

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

nspirada em lendas e contos amazônicos, a série “Ver Nunca Vi” irá produzir seis curtas-metragens com produção inteiramente local que devem ganhar a televisão e internet ao longo deste ano. Idealizado pelo cineasta Anderson Mendes, que também assina a direção geral do projeto, o programa foi contemplado com a Lei Rouanet e já está em fase de pré-produção: o episódio piloto deve começar a ser filmado ainda no fim deste mês. Os filmes, com média de 15 minutos de duração cada, contam com roteiros escritos por cineastas locais, alguns até inspirados em obras literárias regionais, que foram adaptadas para a linguagem do cinema. Anderson conta que a ideia deste projeto, de reunir contos regionais em formas de curtas, é antiga. “Você vai escutando um ‘causo’ daqui, outro dali, e foi surgindo a ideia de registrar essas histórias, que na maioria dos casos foram contadas pelos seus pais e avós, e que certamente se perderiam se não fossem registradas dessa

forma”, acredita. O cineasta então submeteu o projeto no Núcleo de Projetos Especiais da Fundação Rede Amazônica, obtendo sua aprovação junto com recursos adicionais da Lei Rouanet, que ainda está na fase de captação de recursos adicionais. Apesar da Rede Amazônica ceder uma certa infraestrutura para desenvolverem os filmes, as obras serão produzidas por uma grande equipe

DESTAQUE

Idealizado pelo cineasta Anderson Mendes, a série “Ver Nunca Vi” irá produzir seis curtas-metragens com produção inteiramente local que devem ganhar a televisão e internet este ano

de produtores e cineastas da cidade, em parceria com uma produtora local. “O resultado final será exibido no Amazon Sat e depois lançado também na internet e em DVD – uma média de duas mil cópias –, que também será distribuído para escolas públicas”, adianta.

Exibição será em outubro Com o lançamento do primeiro filme no fim de janeiro, a partir de março tem início a pré-produção e a produção em si dos demais curtas. Se tudo ocorrer conforme planejado, as exibições na televisão aberta acontecerá em outubro. “Além desta equipe com a qual estamos trabalhando, que foi formada durante as produções dos curtas do Concurso de Roteiros, vamos trabalhar com atores envolvidos no cinema e teatro da cidade. Então serão poucos os ‘não-atores’”, afirma Anderson, que acrescenta: “Este é mais um passo dado rumo à criação de um mercado audiovisual local, que gere emprego e renda para os nossos profissionais, téc-

nicos e artistas”. Já que a direção geral é dele, Anderson tem a palavra final em todos os processos de criação da série. Mesmo assim, ele optou por convidar outros diretores para poder contar com diferentes olhares sobre as obras. O primeiro episódio, intitulado “Arigó: Filho do Boto”, terá à frente Thiago Morais. Os outros títulos são “Aos Pés de São Benedito”, de Rafael Ramos; “Curupira”, de Wander Luis; “Pedra Encantada”, de Wilson Cruz; “Pote de Ouro”, de Anderson Mendes; e “Sinfonia da Meia-noite”, de Saleyna Borges. “A ideia é montarmos uma segunda temporada com, no mínimo, oito novos episódios”, revela.

Os filmes, com média de 15 minutos de duração cada, contam com roteiros escritos por cineastas que atuam na região

Diretores são destaque na cena Anderson Mendes explica que cada diretor convidado foi selecionado por se destacar no cenário local, principalmente com suas produções via o Concurso Amazon Sat de Roteiros, como é o caso do Wander Luis do premiado “Chá das cinco” e do Wilson Cruz com “Cumaru”. Já Rafael Ramos foi convidado por ter ganho o prêmio de direção no Amazonas Film Festival, “uma espécie de prêmio secreto que todos os concorrentes disputavam, e eu

estava no aguardo do vencedor para fazer o convite”, revela Anderson. O título “Ver Nunca Vi” tem como referência o ditado popular regional “Ver nunca vi, mas que existe, existe!”, muito utilizado pelos contadores de histórias pelo interior do Brasil. Cada episódio terá a introdução feita a partir do ponto de vista de um velho ex-seringueiro, que reúne as crianças da comunidade nas noites de lua cheia pra contar seus “causos”.

O episódio piloto deve começar a ser filmado ainda este mês DIVULGAÇÃO

TEATRO

Fim do mês com espetáculos

A Cia. Metamorfose fará todas as apresentações gratuitas

A companhia Metamorfose prepara para voltar aos palcos, após breve recesso, no final do mês para apresentações gratuitas. Dias 19 e 20 de janeiro, na praça Antônio Bittencourt (antiga praça do Congresso), Centro, os atores fazem sessão de brincadeiras infantis e oficinas de artes para as crianças, a partir das 18h30. Já no dia 27, um domingo, às 11h, no Teatro Amazonas, o grupo apresenta o premiado espetáculo “Chapeuzinho Amarelo”, inspirado na obra de Chico Buarque. A montagem ganhou dois prêmios do 9º Festival de Teatro da Amazônia, nas categorias Prêmio Circulação e Prêmio para Concepção Visual. A história é uma reeleitura do também clássico “Chapeuzinho Vermelho”, só que desta vez não há caçadores e vo-

vozinha. A menina sofre dos temores infantis, tem medo de tudo e do próprio medo, deixando que a insegurança retire a alegria de brincar, correr, comer e dormir. Também foi premiada na concepção visual lúdica, colorida e montada com objetos, dando dinâmica ao espetáculo, com figurinos criados por Socorro Andrade, diretora da companhia. Além do visual, “Chapeuzinho Amarelo” chama atenção pelo trabalho diferencial vocal, com preparação feita pelo ator Leonardo Novellino, que ainda é músico. As canções inspiradas na poesia de Chico criam um divertido jogo de palavras contra o medo. Em cena são oito atores da companhia, que trabalharam por mais de três meses expressão corporal, interpretação e dança.

O espetáculo estreou dia 29 de setembro, no Parque da Criança e estará em cartaz neste fim de semana, no Parque Cidade da Criança. A direção é de Socorro An-

DESTAQUE

A companhia Metamorfose prepara-se para voltar aos palcos, após breve recesso, no final do mês, para apresentações gratuitas. Todas voltadas para o público infantil, com entradas gratuitas

drade e Paula, tendo no elenco Dinne Queiroz, Clayson Charles, Anne Catanhede, Leonardo Novellino, Camila Duarte, Matheus Sabbá, Karyne Dibo e Ítalo Almeida. Ma-

quiagem de Jonatas Sales, iluminação de Marcos Apolo e acompanhamento musical de Vicente Henrique. Enredo As aventuras de uma menina amarela de medo, que sente medo do medo, foram adaptadas da obra de Chico Buarque, que aborda com maestria e eficácia, via poesia, o enfrentamento e a vitória sobre os temores infantis. Trata das aventuras de “Chapeuzinho”, que sabendo que havia um lobo no outro lado da montanha, decide sair em busca de uma resposta para suas dúvidas e receios. Enfrentando o deseconhecido (o Lobo), ela reencontra a alegria de viver. O texto trabalha com bastante inventividade, desafiando a imaginação do expectador .


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Cozete Gomes

Mariana Mesquita

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Andrea Nóbrega

Aeileen Varejão

Val Marchiori

Regina Mansur

‘Mulheres Ricas’ estreia nova temporada amanhã Diferentemente da edição anterior, reality show exibido pela Band irá vai mostrar o drama vivido pelas milionárias

A

segunda temporada de “Mulheres Ricas’’ (Band) estreia amanhã, às 22h20. Desta vez, o foco será nos dramas vividos pelas milionárias, mas os carros importados, as viagens internacionais e os eventos exclusivos regados a muito champanhe continuarão fazendo parte do polêmico reality. “São cinco mulheres que, além de dinheiro, têm problemas comuns e, ainda assim, lidam com esse lado glamoroso da vida’’, comenta o diretor do programa, Diego Pignataro. Nesta segunda temporada, as ricas são a empresária Cozete Gomes, a cantora Aeileen Varejão, as atrizes Andréa de Nóbrega e Mariana Mesquita e a socialite Narcisa Tamborindeguy, única figura da primeira edição do programa no elenco fixo da nova temporada. “Fui muito bem tratada da primeira vez e, agora, vou mostrar a natureza, os badalos e o melhor do Rio a elas’’, diz. Um dos destaques da estreia será a resposta que Andréa de Nóbrega, 46 anos, dará ao ex-marido, o humorista Carlos Alberto de Nóbrega, que chegou a criticar a participação dela no reality. “Fiquei chateada, pois tenho uma história com ele. Sei falar, respirar, trabalhar e lutar pelo meu espaço. Ele tinha muito ciúme’’, conta a atriz. Disposta a mostrar seu lado mãe e empresária, Andréa se identificou com Mariana Mesquita, 32 anos. Atriz de formação, a loira nunca exerceu a profissão, pois se dedicou ao marido, o exjogador Luizão, e aos filhos. “No começo, meu marido não queria que eu fizesse teatro. Mas eu sou uma mulher que consegue dar conta de várias funções’’, revela. Mariana deseja ter um programa de TV e diz que aproveitará as oportunidade

FOTOS: DIVULGAÇÃO

que surgirem após o “Mulheres Ricas’’, onde pretende mostrar que é possível não ser fútil em meio a tanto dinheiro. “Vou exibir riqueza material, sim. Tenho uma vida comum, só que posso comprar o que eu quiser.’’ Uma das ricas que mais prometem dar o que falar é a empresária Cozete Gomes, 43 anos. Realizada profissionalmente, ela quer mostrar que conquistou sua fortuna com o próprio trabalho. “Acho esse programa bafônico, e eu tenho uma história para contar ao Brasil que pode servir de inspiração a outras pessoas’’, diz ela, que é dona de oito empresas. Cozete afirma que, por conta de sua opinião e do jeito tranquilo de encarar a vida, teve que enfrentar o perfil agressivo de algumas ricas

DESTAQUE

O foco será nos dramas vividos pelas milionárias, mas os carros importados, as viagens internacionais e os eventos exclusivos regados a champanhe continuarão fazendo parte do reality da atração. “Não gosto de alfinetar as pessoas, mas, no programa, estão fazendo isso comigo. Então, respondo à altura.’’ Cozete logo se tornou amiga da cantora sertaneja Aeileen Varejão, 21 anos, a mais nova entre as milionárias. É que, por também ser produtora artística, ela decidiu investir na carreira da jovem. As duas chegaram a viajar para Portugal e, por lá, gravaram cenas para o programa. Considerada uma das personalidades mais fortes da atração, Aeileen, criada em uma família tradicional de

Vitória (ES), mudou-se para São Paulo para terminar os estudos e se dedicar à música. “Não tenho esse lado dondoca. Fui criada na fazenda e não saio por aí desesperada fazendo compras. Tenho dó de gente assim’’, diz. Em meio ao contraste entre cavalos, jantares, vida no campo e momentos de pura futilidade, Aeileen conta que não vai desperdiçar oportunidades. “Se me servir champanhe em taça de ouro, é claro que não vou recusar. Não sou idiota. Mas na minha casa eu não tenho isso’’, revela. Participações Outro diferencial da segunda edição de “Mulheres Ricas’’ são as participações especiais. Val Marchiori, 38 anos, personagem mais polêmica do primeiro ano do reality, promete alfinetar as novas colegas. “Uma mulher rica tem que ter avião, boas roupas e ir a festas bacanas com muito champanhe. Tem algumas ali que não têm perfil de rica, mas de barraqueira’’, diverte-se. Depois de passar por apuros em um passeio de helicóptero com Narcisa Tamborindeguy, Val diz que ainda pregará uma peça na socialite. “Ela que me aguarde’’, avisa a dona do bordão “Hello!’’, que afirmou ter um carinho especial pela atração. “O “Mulheres’ foi um divisor de águas na minha vida’’, declara ela. A advogada Regina Mansur, 52 anos, também fará uma participação especial na atração. Ela receberá as integrantes em sua festa de aniversário e passará um dia em um spa com Val. Recentemente, Regina ironizou Narcisa, que teve joias roubadas em dezembro passado, no Rio de Janeiro, e depois afirmou que algumas delas eram emprestadas. Por Alex Francisco

Esta será a segunda edição do polêmico reality show “Mulheres ricas”, exibido pela Band

Narcisa Tamborindeguy (no centro) é a única figura da primeira edição do programa no elenco

Paulistana fará escultura de Carmen Miranda no Rio

Mostra americana reúne as lendas da tatuagem mundial

‘Compositores Unidos’ com sarau de Jorge Vercillo

A escultora paulistana Christina Motta foi escolhida para fazer a estátua de Carmen Miranda (1909-1955) que ficará na praça ao lado do Museu da República, no bairro do Catete, no Rio, com previsão de inauguração no mês de julho deste ano. A decisão foi tomada por um conselho formado por empresários do Polo Rio Carioca, pela direção do Museu Carmen Miranda, pelo biógrafo da cantora e colunista da Folha de S.Paulo, Ruy Castro, e por Daniel Campello, do escritório de advocacia que administra o espólio da artista. Christina Motta é autora de trabalhos em São Paulo, Belo Horizonte e Rio Branco, e sua escultura mais conhecida é a de Brigitte Bardot, em Búzios, no Estado do Rio. No ano passado, foi feito um abaixo-assinado pedindo a construção da estátua, que seria erguida na Lapa ou em Copacabana.

Numa mesa de madeira velha e suja de tintas, uma bituca de cigarro descansa ao lado de uma agulha de tatuagem. É um cenário improvável para os estúdios de grife dos dias de hoje, mas não seis décadas atrás. O ambiente faz parte de uma instalação que abre a mostra “L.A. Skin & Ink” (Los Angeles pele e tinta), em cartaz até domingo no Craſt and Folk Art Museum. A exposição traz cerca de 20 artistas, entre pioneiros que revolucionaram estilos nos EUA e contemporâneos que trabalham em casas famosas da cidade. Há “flashes” (desenhos de tatuagem em papel ou cartão), fotografias, pinturas e equipamentos de tatuagem, como duas máquinas dos ano 1920. Alguns dos trabalhos mais antigos são as fotos de tatuagens feitas em marinheiros por Bert Grimm (1900-1985).

Os sambas bonitos que nasceram no Rio vieram dos saraus. A bossa nova veio dos saraus. O tropicalismo veio dos saraus”, diz o compositor Roberto Menescal no primeiro episódio de “Compositores Unidos”, programa que estreia amanhã no Canal Brasil. A ideia da atração -que terá, ao todo, oito capítulos- é justamente esta: resgatar a tradição dos saraus e reunir pequenos grupos de músicos para tocar e bater papo na casa do cantor Jorge Vercillo, no Rio de Janeiro. Angela Ro Ro -que, como Menescal, participa do episódio de estreia- aprova a ideia. “Um sarau para a TV, acho o maior barato”, ri, antes de cantar. Após a apresentação, conta alguns de seus casos -como a vez em que foi seduzida pelo jornalista Ronaldo Bôscoli.


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Ex-diretora da Manauscult está na mira da Justiça T

ramita atualmente na 2ª vara da Fazenda Pública um processo judicial envolvendo a ex-diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura e Artes (Manauscult) Lívia Mendes, assim como outros funcionários do órgão público, e a empresa AMZ Produções Artísticas, responsável pelo aluguel de trios elétricos durante o Boi Manaus de 2009, ato que, segundo denúncias feitas ao Ministério Público Estadual (MPE/AM), aparentemente não cumpriu a todas as exigências técnicas do edital, obtendo assim o Atestado de Conformidade Técnica de forma irregular. Este é o segundo processo que envolve Lívia, enquanto gestora da pasta, e a empresa local desde que ela assumiu a direção da Manauscult, em 2008 – o outro refere-se ao aluguel de carros de som para a “Parada Gay 2009”. Em outubro de 2009, a empresa Básico Materiais e Serviços Ltda., uma das inscritas na licitação, protocolizou denúncia perante o MPE noticiando o direcionamento do Pregão 039/2009, realizado

pela Manauscult e executado pela Comissão Municipal de Licitação, que tinha o objetivo de alugar trios elétricos para o evento Boi Manaus 2009, realizado nos dias 23, 24 e 25 de outubro daquele ano. O processo declarou vencedora do certame a empresa AMZ Produções Artísticas, de propriedade dos Srs. Robson

Simplesmente não estou sabendo da existência dessa ação, por isso, não posso comentar nada no momento Lívia Mendes, ex-presidente da Manauscult

Roberto Tiradentes e Robson Roberto Tiradentes Júnior; Porém, de acordo com denúncias da Básico Materiais, a AMZ Produções não cumpriu todas as exigências técnicas do edital, obtendo assim, de forma irregular, o Atestado de Conformidade Técnica, após vistoria realizada por servidores da Manauscult e aprovado

por Caroline de Menezes Trigueiro. A alegação: os membros da comissão que efetuaram a vistoria não possuíam capacidade técnica para atestar que a empresa cumpria todas as exigências técnicas do edital, fato confessado por eles em depoimento prestado perante a 77ª Promotoria de Justiça Especializada de Proteção ao Patrimônio Público. “Em regra, quando qualquer um tem contra si um processo correndo na justiça, o primeiro ato de defesa que se apresenta é a contestação, onde será informado todos os argumentos contrapostos ao da acusação e serão requisitadas provas que a parte deseja produzir. Quando se trata de Ação Civil de Improbidade Administrativa, no entanto, a primeira peça de defesa a ser apresentada é uma defesa prévia, onde a parte poderá informar ao juiz se o processo que foi impetrado preenche os seus requisitos legais”, explica o advogado Fábio Amorim. Foi o que levou Caroline, após ser notificada sobre o processo, a entrar com uma Defesa Prévia/Preliminar, dizendo que não poderia ser envolvida no processo pois era funcionária e estava cumprindo os seus deveres.

Ex-diretora nega que tenha ação “Não estou sabendo da existência desta ação”, limitou-se a dizer Lívia Mendes, quando questionada sobre o processo. “O que sei é que todos os processos judiciais entre 2009 e 2010 foram extintos”, concluiu. Robson Tiradentes Jr., por sua vez, afirmou que não estava a par das ações da empresa na época que foi noticiada. A reportagem tentou contato com Robson Tiradentes, que estava desligado, assim como com Caroline Trigueiro (por meio dos telefones públicos da Manauscult) e representante da Básico Materiais e Serviços, também não obteve sucesso. Lívia Mendes alegou desconhecer o processo judicial

TEATRO

Texto de Capusso em estreia local DIVULGAÇÃO

VICTOR AFFONSO Equipe EM TEMPO

ARQUIVO EM TEMPO/GIOVANNA CONSENTINI

Ministério Público do Estado do Amazonas ingressou com Ação de Improbidade Administrativa contra Lívia Mendes

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

Após ser exibida nos palcos da capital paulista, a montagem “A noite que Blanche Dubois chorou sobre minha pobre alma” será conhecida pelo público manauense. A estreia local acontece no final deste mês, no Les Artistes Café Teatro, no Centro. O ingresso custa R$ 20. O elenco é composto por Júlia Soutelo e Eduardo Gomes, atores selecionados pelo diretor Chico Cardoso e aprovados pelo próprio autor do texto, o escritor Jarbas Capusso Filho. O diretor explica que a determinação da data para a exibição está nas dependências da finalização dos últimos detalhes da produção. “A estreia nacional aconteceu no final de dezembro e estamos ansiosos para mostrar esse trabalho ao nosso povo. Poder estar fora de Manaus foi uma experiência diferente, pena que não pudemos criar uma temporada”, comenta. Cardoso também é o responsável pelo figurino e cenografia do trabalho. A dramatização conta a história de Estela, encenada por Júlia, uma ex-atriz frustrada por ter tentado, durante todo período de carreira, interpretar a personagem Blanche, do filme “Um bonde chamado desejo”. Como não conseguiu realizar o sonho, Estela incorpora a personagem e esquece de viver a realidade. Ao consumir compulsoriamente bebidas alcoólicas, a atriz perde a confiança do esposo, um diretor teatral, que morre durante um acidente de carro. Solitária, a personagem enfrenta uma depressão durante 8 anos, período que fica trancada em seu apartamento e não vê o tempo passar.

O paulistano Jarbas Capusso Filho é o autor da peça

Mistura de humor e crítica Após algum tempo, Johny, um garoto de programa, dramatizado por Gomes, entra na história após ser convidado pela protagonista para terem um encontro em seu apartamento. “Tanto Estela como o rapaz apresentam forte carga emocional. Johny foi criado sem a presença da mãe e ainda em um cemitério”, explica Júlia. A atriz revela que após um longo período de conversas as personagens descobrem que se completam por terem o mesmo pensamento. Júlia ressalta que a interação com Gomes é algo marcante neste trabalho. “Estamos envolvidos com a história, que é emo-

cionante. Acredito que o público vai amar porque o texto é lindo. Poder atuar junto a Gomes é um privilégio”, expressa. No desfecho, a trama apresenta Estela adormecida nos braços de Johny, que jura não permitir que outra pessoa a maltrate ou a faça sofrer. O grupo esteve em preparação durante nove meses, tempo citado pelo diretor como suficiente para apresentar um bom espetáculo. “Estamos prontos, só precisamos finalizar alguns detalhes. Com certeza será uma bela estreia. O texto mistura humor e uma rigorosa crônica sobre a decadência dos valores da sociedade”, explica.


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Programação de TV

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SBT 5:00 Chaves 6:00 Sábado Animado 11:30 Segurança Agora 12:00 Série da Tarde 12:30 Jogo de Cintura 13:00 SBT Notícias Especial 13:15 Programa Raul Gil 17:30 Aventura Selvagem 18:15 Jornal EM TEMPO – Local 18:40 SBT Brasil 19:30 Esquadrão da Moda 20:30 Super Nany 22:30 Cine Belas Artes 0:30 Série – Dois Homens e Meio 1:30 Big Bang – Local 2:15 Sabores & Ideias – Local

GLOBO

Fasto Silva comanda mais uma edição do Domingão do Fastão

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Bom momento para regenerar as relações e o próprio trabalho. Novas opções estão sendo sugeridas, em especial renovando as pessoas e parcerias no trabalho.

6:00 6:20 6:45 7:10 7:40 8:05

Globo Educação Globo Ciência Globo Ecologia Globo Universidade Ação Viagens Pela Amazônia

8:25 Amazônia Em Revista 8:55 Sítio do Pica-Pau Amarelo – Desenho 9:05 Turma da Mônica 9:25 TV Globinho 11:35 Zappeando 12:00 Amazônia TV 12:45 Globo Esporte 13:15 Jornal Hoje 13:45 Estrelas 14:25 TV Xuxa 15:20 Caldeirão do Huck 17:16 Novela – Lado a Lado 19:05 Jornal do Amazonas 19:30 Jornal Nacional 20:10 Novela – Guerra dos Sexos 21:05 Novela – Salve Jorge 22:15 Zorra Total 23:20 Supercine 1:05 Os Simpsons 3:45 Série americana 4:30 Festival de Desenhos

RECORD 7:00 Fala Brasil Especial – HD 9:00 Esporte Fantástico – HD 11:00 Craque na TV – Local 12:00 Nosso Encontro – Local 13:30 Record Kids – Local

Cinema CONTINUAÇÕES

14:15 Cine Aventura 16:30 O Melhor do Brasil 19:00 Jornal da Record – HD 19:30 O Melhor do Brasil 22:00 Legendários 0:15 Programação IURD

TV CULTURA

REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça – Local 8:15 Break obrigatório – Local 8:25 Break obrigatório – Local 8:30 Diversidade Amazônica – Local 9:30 Filhos do Altíssimo – Local 10:30 TV Shopping Manaus – Local 11:00 Repórter Cidadão – Local 12:00 Encircuito – Local 13:30 Sábado Total 15:30 Encantador de Cães 16:15 Break obrigatório 17:50 TV Kids 18:30 Amaury Jr. Show 19:45 Rede TV! News 20:30 Amazonas Mix – Local 21:00 TV Kids – Local 21:30 Good News 22:00 Mega Senha 23:30 Luta Tribal – Local 01:30 Igreja Internacional da Graça – Local

5:25 Abertura da Emissora/Hino Nacional 5:30 Caminhos da Reportagem 6:30 Ser Saudável 7:00 Reencontro 7:30 Angelina Bailarina 8:00 Barney e seus Amigos 8:30 ALE Notícias – Local 9:00 Um Menino Maluquinho 9:30 Janela, Janelinha 10:00 Os Pezinhos Mágicos 10:30 Turma do Pererê 11:00 Mira Mirabelle 11:30 Catalendas 11:45 Thomas e seus Amigos 12:30 Louie 13:00 Dango Balango 13:30 Cozinha Brasil 14:00 Programa Especial 14:30 Conhecendo Museus 15:00 Expedições 15:30 Alto Falante 16:30 Fala Aí – Local 17:30 Aglomerado 18:30 Paratodos 19:00 Comentário Geral 19:30 Repórter Brasil 20:30 Musicograma 21:00 Sábados Azuis 21:30 Programa de Cinema 23:30 Curta TV 0:00 Caminhos da Reportagem 1:00 Encerramento da Emissora/Hino Nacional

Cruzadinhas DIVULGAÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 Os planos futuros devem ganhar nova formulação prática, em parte para se acelerar e expandir, em parte por estar mesmo mudando pontos de vista. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Este é um momento que exige de você aprender a confiar. É preciso confiar melhor, não por capricho, mas com uma base mais bem conquistada de confiança. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Mercúrio junto a Plutão indica transfiguração significativa de sua pessoa e pensamentos. Algo muda muito em você e em seus relacionamentos. Agora você começa a entender. LEÃO - 23/7 a 22/8 Uma alteração radical nos hábitos físicos pode mudar sua vida. É a hora certa de abandonar velhos vícios. É tempo de ingressar hábitos e rotinas totalmente reformulados. VIRGEM - 23/8 a 22/9 É preciso comunicar adequadamente seus sentimentos e desejos. As conversações em torno do amor podem finalmente levar a algum ponto de descoberta e compreensão. LIBRA - 23/9 a 22/10 O mundo doméstico parece estar em ebulição. Mercúrio junto a Plutão em Capricórnio indica romper as atitudes defensivas e racionais para mergulhar nos anseios da alma. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de perceber e proclamar aquilo que está sendo fundamental, em seus sentimentos e pensamentos. Nada de meias palavras, mas também sem agredir. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 As negociações financeiras e de trabalho estão em momento poderoso. Plutão e Mercúrio indicam forte atividade intelectual e disposição para se comunicar, negociar e trocar. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Você sente diretamente o impacto transformador de buscar um sentido último para a existência. Pode ser perturbador, mas é também chance de renovação e purificação. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Momento de reconhecer, em definitivo, aquilo que estava ocultado, em você mesmo ou em situações à volta. Algo se esclarece de maneira definitiva e regeneradora. PEIXES - 19/2 a 20/3 O ambiente social é fonte de renovação e revelações importantes. Os sonhos e projetos em desenvolvimento se transformam bruscamente: você entende melhor o que quer.

De Pernas Pro Ar 2: BRA. 12 anos. Maior bilheteria do cinema brasileiro em 2010, com 3,5 milhões de espectadores, “De Pernas pro Ar” ganha uma continuação. Nesse segundo filme, a empresária interpretada por Ingrid Guimarães resolve abrir uma filial de sua sex shop em Nova York. Cinemark 1 – 13h (não será exibido terça-feira), 15h20, 17h50 (não será exibido segunda-feira), 20h10 (não será exibido segunda-feira) e 22h30 (não será exibido segunda-feira); Cinemark 6 – 11h30 (não será exibido terça-feira), 16h10 (não será exibido segunda-feira), 21h10 (não será exibido segunda-feira) e 23h30 (será exibido somente sexta-feira e sábado); Cinemark 8 – 12h20 (não será exibido terça-feira), 14h50, 17h10 (não será exibido segunda-feira), 19h30 (não será exibido segundafeira) e 21h50 (não será exibido segunda-feira); Detona Ralph: EUA. Livre. Ralph é o vilão de Conserta Félix Jr., um popular jogo de fliperama que está completando 30 anos. Apesar de cumprir suas tarefas à perfeição, Ralph gostaria de receber uma atenção maior de Felix Jr. e os demais habitantes do jogo, que nunca o convidam para festas e nem mesmo o tratam bem. Para provar que merece tamanha atenção, ele promete que voltará ao jogo com uma medalha de herói no peito, no intuito de mostrar seu valor. É o início da peregrinação de Ralph por outros jogos, em busca de um meio de obter sua sonhada medalha. Cinemark 6 – 13h50 (3D/ dub/não será exibido terça-feira) e

18h50 (3D/dub/não será exibido segunda-feira); O Hobbit – Uma Jornada Inesperada – 10 anos: Cinemark 3 – 13h40 (dub/não será exibido terça-feira), 17h15 (dub/não será exibido segunda-feira) e 20h50 (dub/não será exibido segunda-feira); Cinemark 4 – 11h10 (3D/dub/não será exibido terça-feira), 14h40 (3D/dub/diariamente), 18h10 (3D/dub/não será exibido segunda-feira) e 21h40 (3D/leg/não será exibido segundafeira); Playarte 1 – 20h40 (3D/leg/ somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h59 (leg/somente sexta-feira e sábado); Playarte 5 – 13h20 (dub/somente segunda-feira), 13h20, 16h40, 20h (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 6 – 13h21, 16h41, 20h01 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h21 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 13h22, 16h42, 20h02 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h22 (dub/somente sexta-feira e sábado); As Aventuras de Pi – 10 anos: Cinemark 2 – 11h40 (não será exibido terça-feira), 14h30 (dub/diariamente), 17h30 (não será exibido segundafeira), 20h30 (não será exibido segunda-feira) e 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinemark 7 – 12h40 (3D/dub/não será exibido terça-feira), 15h30 (3D/dub/diariamente), 18h30 (3D/dub/não será

exibido segunda-feira) e 21h30 (3D/ dub/não será exibido segunda-feira); A Origem dos Guardiões – Livre: Cinemark 3 – 11h20 (dub/não será exibido terça-feira); O Impossível – 10 anos: Cinemark 5 – 12h30 (dub/não será exibido terçafeira), 15h, 17h20 (dub/não será exibido segunda-feira), 19h50 (dub/não será exibido segunda-feira) e 22h20 (dub/ não será exibido segunda-feira); O Mar Não Está Pra Peixe 2 – Livre: Playarte 2 – 14h20 (dub/segunda-feira), 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 (dub/somente sexta-, sábado, domingo, terça, quarta e quinta e 22h20 (dub/somente sexta e sábado); Os Penetras – 14 anos: Playarte 3 – 14h10 (somente segunda-feira), 14h10, 16h10, 18h10, 20h10 (somente

sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h10 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 14h11, 16h11, 18h11, 20h11 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 22h11 (somente sexta-feira e sábado); Playarte 10 – 13h10 (somente segunda-feira), 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 (somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h10 (somente sexta-feira e sábado); A Vida de Outra Mulher – 12 anos: Playarte 8 – 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 (leg/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h30 (leg/somente sexta-feira e sábado); A Sombra do Inimigo – 14 anos: Playarte 9 – 13h25 (dub/somente segunda-feira); 15h30, 17h35, 19h40, 21h45 (dub/somente sexta, sábado, domingo, terça, quarta e quinta) e 23h50 (dub/ somente sexta-feira e sábado);


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::::: Personalidade do bem

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

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Sempre comprometida com o bem estar dos menos favorecidos, Nejmi Jomaa Aziz foi alvo de homenagem – no encontro dos mais concorridos – pilotado pelos programas de TVs locais, no Buffet Morada. O chá serviu de confraternização entre os comunicadores e a atuante primeira-dama, conhecida pelo trabalho incansável, por meio da Rede Solidária, com as dezenas de instituições e ações sociais em todo o Estado do Amazonas.

::::: Necessário

Filho de peixe, peixinho é! Lorene Perrone – filha da premiada arquiteta Anete – foi destaque com a sua obra “A Bailaria”, o que lhe rendeu o primeiro lugar na Escola de Arte Atelier Café. Detalhe: observem a sensibilidade da bambina em retratar o rosto da bailaria no espelho? Coisa de mente privilegiada, de artista mesmo

A administração Aziz vai investir, este ano, R$ 10 milhões na construção do primeiro Centro de Tratamento de Dependentes Químicos do Estado, além de R$ 380 milhões no novo Hospital da Zona Norte. O secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, informa ainda, que, na mesma zona, também será implantado o Centro de Reabilitação para Pessoas com Deficiência. Os projetos todos já têm o aval e os recursos disponibilizados pelo governador Omar Aziz. Palmas!

FOTOS: JANDER VIEIRA

Jander Vieira

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

::::: Grande pedida

::::: Ziriguidum para bambinos A coluna e o programa Figuras, de Milena Reis, orquestrarão um baile de Carnaval para a criançada. Trata-se do “Figurinhas na Folia”, no dia 10 de fevereiro, no Buffet Morada, de Cláudia Pio. Com direito a marchinhas, sorteios de vários brindes e guerra de confetes e serpentinas.

A empresária Cláudia Mendonça sabe mesmo como movimentar o setor turístico da cidade. Sua Paradise Turismo agendou cruzeiros de três e quatro noites a bordo do chique navio-hotel Iberostar Grand Amazon, pelos rios Solimões e Negro. Do tipo necessário, o único navio cinco estrelas da Amazônia faz um tour inesquecível mostrando toda a encantável riqueza da nossa região. Maiores informações: 3633-8301.

O pequeno Marcus Vinícius di Castro com o seu ídolo, o vice-prefeito Hissa Abrahão, naquele momento troca de carinhos, durante a posse no Teatro Amazonas

::::: Sala de Espera A bela Mishelly Carratte Cunha está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. O Sesc Amazonas promove, na próxima terça-feira, a apresentação do espetáculo de balé ‘O Quebra-

Nozes’, às 18h, no hall da Henrique Martins. A apresentação é gratuita e faz parte da programação do projeto Férias no Sesc. O espetáculo é uma adaptação da bailarina e coreógrafa Juliana Borges.

Claudia Bernardino mais o maridão Mário e o filho Gabriel estão em Nova York, curtindo dias de total relax.

50% de desconto, que já é uma tradição no centro de compras, no começo de ano. A promoção acontece até o próximo dia 13.

Amanhã, o Manaus Plaza Shopping dá início ao período de liquidação, tudo com

Concretizou o que a coluna tinha antecipado: o governador Omar

Aziz anunciou que o governo do Estado irá captar recursos na ordem de R$ 2 milhões junto a empresários para auxiliar os 10 times de futebol que integram o campeonato amazonense. Viva!

As malas da Benetton acabam de desabar nas prateleiras da Top Internacional. Quem conhece sabe que a grife é sinônimo de sofisticação, qualidade e segurança – item indispensável para aquela viagem inesquecível.


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 6 DE JANEIRO DE 2013

Rádio popular comemora 24 anos na Zona Oeste Proprietário reivindica a reinstalação da emissora no porto do São Raimundo, local de origem da estação radiofônica

FOTOS: DIEGO JANATÃ

PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO

P

rogramação diversificada, popular e com conteúdo cristão. É desta forma que a Rádio Seis Irmãos (AM 81.9) transmite, há 24 anos, música e informação às comunidades dos bairros Compensa, Santo Antônio, Glória e São Raimundo, na Zona Oeste. Em comemoração a mais 1 ano de atividades, novos quadros foram inseridos na grade da estação, além do lançamento do CD “Louvores ao Senhor”. O proprietário da rádio, Waltemir Mendonça, 67, informa que a programação, alternativa, funciona atualmente em uma repartição da náutica Velho Artur, localizada na área ao lado do porto da balsa do São Raimundo. A rádio nasceu no dia 1º de janeiro de 1989. De acordo com Mendonça, há três meses a rádio passou a inovar na grade de atrações e criou o programa “Sucessos de ontem, lembranças de hoje”, momento em que o ouvinte curte canções tradicionais conhecidas entre as décadas de 50 e 80. “Todas as faixas etárias têm vez em nossos horários. Porém, vale ressaltar que só incluímos letras que preservem a integridade humana. Adotamos um caráter cristão por sermos católicos”, informa. Mendonça também comemora o fato de a rádio lançar o primeiro trabalho, fruto das canções veiculadas diariamente. O CD, que tem nome homônimo ao programa, será apresentado ao público oficialmente no dia 20 de fevereiro durante uma festa, com local ainda a ser definido. “Esse projeto adota canções de ícones nacionais como Padre Zezinho e o grupo Louvemos ao Senhor”, cita. A programação vai ao ar no horário de 5h30 às 15h45. Tem início com o tradicional Jornal da Manhã, uma parceria com a Rádio Difusora. Às 7h

inicia o “Louvores ao Senhor”, seguido do Momento Educativo comandado pela Pastoral da Criança do Brasil. Uma das principais atrações, destacadas pelo locutor é o Jornal Cultural Amazonas EM TEMPO, ocasião em que Mendonça lê todas as notícias relacionadas a eventos, exposições artísticas e movimentos culturais da cidade. “A população solicita que leia as matérias. Considero essas informações importantes porque ficamos a par de tudo o que acontece no meio artístico e social de Manaus”, argumenta. No horário vespertino a população da Zona Oeste tem acesso a um quadro musical eclético, direcionado

DESTAQUE

A emissora de rádio funciona atualmente em uma repartição da náutica Velho Artur, localizada na área ao lado do porto da balsa do São Raimundo, todos os dias Há 24 anos a rádio funciona para os bairros Compensa, Santo Antônio, Glória e São Raimundo, na Zona Oeste

a todas as idades. Logo após, o ouvinte ganha seu espaço para sugestões, reclamações ou mensagens em um bate papo com o locutor. Segundo o proprietário mais de duas décadas de trabalho podem ser consideradas como a criação de um filho. “A vi nascer, crescer e tomar forma. Hoje, em sua fase adulta chego a conclusão que valeu a pena todo o sacrifício. Fico feliz em tê-la acompanhado até aqui. Tenho carinho e amor por esse trabalho”, expressa. Mendonça relata que tem seis filhos, porém, todos seguem outras profissões, distantes da área de comunicação, fato que para ele, deixa claro que a Seis Irmãos não terá outro comandante. “Fico triste por isso, mas não vou deixar de lutar por esse sonho”, comenta.

Emissora poderá sair do ar Mendonça conta que em 2006 o governo do Estado lançou um plano de revitalização para a área do porto, local em que a rádio era instalada. Ao ser indenizado, junto com os demais comunitários, ouviu a promessa de que em pouco tempo seria locado novamente ao prédio onde teve origem, compromisso que até hoje, segundo o locutor, não foi cumprido. “Ao completarmos aniversário peço que o nosso governador olhe por nossa situação e nos permita retornar ao porto. Afinal, a rádio nasceu ali”, esclarece.

A sala da náutica, onde a rádio funciona hoje, foi cedida em 2007, pelo proprietário José Artur Mestrinho. “O local onde estamos será desativado e consequentemente teremos que sair do ar. É uma situação urgente”, clama. Mendonça informa que a comunidade deu início a um abaixo assinado em uma página do facebook, que tem o nome da rádio. Ao acessar o público além de fazer parte do movimento, também pode curtir a página, momento em que a estação ganha o valor de R$0,25.

Waltemir Mendonça, 67, é o fundador da emissora de rádio DIEGO JANATÃ

LOCAL

Banda Valet volta aos palcos GUSTAV CERVINKA Equipe EM TEMPO

A banda Valet está em busca de emplacar as composições próprias recém-gravadas

Erick Omena, Thiago Freire, Lenon Santos e Vítor Rebouças são os integrantes da banda Valet, que apesar de existirem há praticamente dois anos, começa a insurgir para o público no cenário local. O grupo de amigos aposta em um som diferenciado e, como um resultado de influências, que não pode ser enquadrado em um estilo único e préexistente dentro do rock. Dos estúdios para o palco, Valet projeta conquistar públicos que valorizam a produção própria de bandas locais. “Esse é um projeto que vem caminhando devagar, mas consistente. Passamos a maior parte desse tempo em estúdio, ensaiando, nos entrosando como músicos mesmo, enfim, vendo o que funcionava ou não na perspectiva de todo mundo. Esse ano foi que chegamos a uma

aparição efetiva para o público”, explica o vocalista e tecladista Erick Omena. Experientes Todos os integrantes de Valet trazem experiências de outras bandas. Daí a razão de múltiplas influências na hora de compor, que passam por personalidades nacionais e internacionais, indo de Radiohead a Chico Buarque. “Nossa intenção é, sim, fazer mais alguns shows este ano, mas também pretendemos começar a gravar nossas músicas no ano que vem e, quem sabe, lançar algum material até meados de 2013”, revela o guitarrista Thiago Freire, jornalista do tablóide AGORA, que pertence ao grupo Raman Neves de Comunicação, do qual faz parte o EM TEMPO. Até agora, a banda tem 12 composições prontas, com letra e música, mas a produção não para. A exemplo de algumas, como “Tão Só”, escrita

por Freire, nascem em poucos minutos em um encontro dos integrantes. Um dos trechos diz “queria você só para uma noite, uma noite sem fim”. “Essa é, de fato, a música que mais reflete a imagem da banda. Ela foi composta no nosso primeiro ensaio, na hora, e vem sendo a nossa principal música. Ela fala de alguém que sofreu um desencontro amoroso, mas que segue adiante com a consciência de que isso ficou no passado”, explica o autor. Embora cada música tenha letra de pelo menos um dos componentes, os arranjos de Valet são concebidos por todos, ao mesmo tempo. “Na verdade, para todas trabalhamos em composição coletiva. Até agora, temos uma música – “Versus”, escrita pelo baixista Lenon Santos – que foi feita em inglês porque ela surgiu assim e ficou boa. As letras, em geral, falam de visões pessoais sobre o cotidiano”, diz Erick Omena.


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EM TEMPO - 06 de janeiro de 2013 by Amazonas Em Tempo - Issuu