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EM TEMPO - 5 de outubro de 2014

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ANO XXVII – N.º 8.497 – DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

ESTÁ EM SUAS MÃOS

FOTOS: DIEGO JANATÃ

MAIS DE 2 MILHÕES DE ELEITORES VÃO ÀS URNAS, NESTE DOMINGO, PARA DECIDIR QUE FUTURO QUEREM PARA O AMAZONAS. HOJE, VOCÊ ESCOLHE DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS, SENADOR, GOVERNADOR E PRESIDENTE – ESTES DOIS ÚLTIMOS COM POSSIBILIDADE DE SEGUNDO TURNO. ESTÁ EM SUAS MÃOS O LEME DESSE BARCO NA MAIOR ELEIÇÃO DA HISTÓRIA DO PAÍS. ELEIÇÕES 1

5 de outubro de 2014: o brasileiro vive um momento decisivo para a história do país. É hora de 142 milhões de eleitores usarem o título para aprofundar mudanças políticas, econômicas e sociais

DIVULGAÇÃO

DIEGO JANATÃ

Orquestra Barroca do AM vai à Europa Plateia C2

Suicídio entre jovens preocupa educadores Dia a dia B1 e B2

Uma brinquedoteca bem montada ajuda a entreter e estimular o desenvolvimento das crianças. Elenco 8 e 9

O estresse afeta 80% da população brasileira, sendo que 30% já está em nível crítico, ou seja, suscetível a doenças. Saúde F3

Jornalista traça a origem dos nomes dos três principais concorrentes ao Planalto: Dilma, Marina e Aécio. Ilustríssima G

Rainha da Inglaterra já pensa em abdicar Mundo A11 Equilíbrio e postura são fundamentais para os praticantes do flyboard, nova mania em Manaus

VOO SOBRE AS ÁGUAS CRIADO EM 2011 PELO PROJETISTA FRANCÊS FRANK ZAPATA, O FLYBOARD É A NOVA ONDA EM MANAUS E JÁ CONQUISTOU ADEPTOS DO ESPORTE, QUE LEVA O PRATICANTE LITERALMENTE PARA OS ARES. PÓDIO D4 E D5

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELEIÇÕES E ELENCO.

Brasileiros aderem a cervejas especiais Economia A8 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Previsão é de chuva para o dia das Eleições 2014

Segundo o portal de notícias do Inmet, o tempo hoje na região será nublado a encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas DIVULGAÇÃO

ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

O

portal de notícias do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destacou que a previsão do tempo para o domingo de eleições em Manaus será nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas. A temperatura pode variar de 33 à 25 graus. A previsão para segunda e terça-feira é que o tempo fique nublado a encoberto com pancadas de chuva e trovoadas, e a temperatura varie de 33 a 25 graus. Nesta semana, o meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, explicou que os meses de outubro e novembro são considerados períodos de transição entre a estação seca e a estação chuvosa. “Durante este período é normal verificarmos dias bastante quentes e secos comuns na estação seca, assim como dias com bastante chuva, comuns na estação chuvosa”, disse Ocorrências O capotamento de uma viatura da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), com dois presos no camburão,

na avenida Rodrigo Otávio, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, e um desabamento de muro, na rua Castanho, localizada na comunidade Nova Conquista, bairro Tancredo Neves, na mesma zona, foram as ocorrências ocasionadas pela chuva na manhã de ontem. As instituições meteorológicas informaram que os fenômenos devem continuar hoje e podem se estender pela segunda e terça-feira. Volante Sobre a ocorrência do capotamento, o condutor da viatura policial militar, identificado apenas por Cleiton, disse que o volante havia travado e, quando retornou a funcionar, fez com que a viatura perdesse totalmente a direção e velocidade e capotasse. Os dois presos, detidos por tráfico, que estavam na viatura juntamente com o motorista foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados para o hospital pronto-socorro 28 de Agosto, sem nenhum ferimento grave. A Defesa Civil do Município registrou apenas o desabamento de um muro na zona Leste. Ninguém ficou ferido.

Entre as ocorrências registradas por causa da chuva de ontem esteve o capotamento de uma viatura da Cicom, na Zona Leste

FÓRMULA-1

MEMÓRIA REPRODUÇÃO

Seu perfil com “um que de malandragem” se tornaria marca registrada de Hugo Carvana

Morre Hugo Carvana aos 77 anos Com causa de morte ainda desconhecida, morreu neste sábado o ator Hugo Carvana, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital PróCardíaco, desde o domingo, 28. O ator, que nasceu no dia 4 de julho de 1937, era filho da costureira Alice Carvana de Castro e do comandante da Marinha Clóvis Heloy de Hollanda. Ficou famoso no país pela interpretação de um de seus maiores personagens, o Dino, um malandro carioca protagonizado em

“Vai trabalhar vagabundo”. Era “um ilustre suburbano de Lins de Vasconcelos, que nunca renegou sua origem simples”, conforme destaca o perfil no site oficial. Seu perfil com “um que de malandragem” o tornou bastante conhecido, inclusive quando se disfarçava de vendedor de balas ou ambulante, em sua fase jovem, para assistir às partidas de seu time preferido, o Fluminense. “Vai trabalhar, vagabundo” (1973), “Se segura, malandro” (1977), “Bar Esperança, o último que fecha” (1982), “O

homem nu” (1996), “Casa da mãe Joana” (2007) e “Não se preocupe, nada vai dar certo” (2009) figuram entre os filmes que dirigiu. Na TV Globo, atuou também em novelas como “Corpo a corpo” (1984), “Roda de fogo” (1986), “O dono do mundo” (1991), “De corpo e alma” (1992), “Fera ferida” (1993), “Celebridade” (2003) e “Paraíso tropical” (2007). Na TV, um de seus papéis mais conhecidos foi o do repórter policial Valdomiro Pena, do seriado “Plantão de polícia” (1979-1981).

Vettel confirma saída da Red Bull Após seis anos e quatro mundiais conquistados, Sebastian Vettel anunciou ontem que deixará a Red Bull ao final desta temporada da F-1. E, apesar de dizer que ainda não pode divulgar onde correrá no próximo ano, sua ida para a Ferrari é apenas uma questão de tempo. “Depois de tanto tempo na equipe, porque não foram só os seis anos na Red Bull, teve o período em que corri na Toro Rosso também, tomar esta decisão foi como sair de casa”, afirmou o piloto alemão, que tinha contrato com o time austríaco até o fim do próximo ano mas usou uma das cláusulas que previa que se ele não estivesse em terceiro lugar no Mundial até o fim de setembro ele poderia sair sem pagar multa. “Senti que era hora de fazer

algo novo, de criar algo novo e queria um novo desafio na minha carreira. Claro que uma decisão como esta não se toma do dia para a noite e foi uma coisa que veio crescendo em mim nos últimos tempos.” Segundo Vettel, 27, o fato de estar tendo uma temporada bem aquém do esperado, na qual está sendo ofuscado por seu companheiro de time, Daniel Ricciardo, não foi determinante para sua decisão. “Este é um grande passo que estou dando em minha carreira e tenho que arcar com as consequências. Não estou saindo porque não gosto mais daqui e sim porque quero um novo desafio. Claro que seria mais cômodo ficar onde estou, mas resolvi ouvir meu coração.” De acordo com Vettel, um anúncio sobre onde corre-

rá no próximo ano deve ser feito em breve. Surpreso Foi pouco mais de meia hora antes do último treino livre em Suzuka, na manhã de ontem, que Daniil Kvyat ficou sabendo que seria promovido da Toro Rosso para titular da Red Bull em 2015, na vaga deixada por Sebastian Vettel. “Foi tudo muito rápido e me pegou de surpresa. Estou na equipe há algum tempo e eles já me conhecem e sabem o que esperar de mim. Fiquei bastante surpreso e honrado pela oportunidade”, disse o russo que estreou na F-1 no início desta temporada e, aos 19 anos, tornou-se o mais jovem piloto a marcar pontos na categoria, já em sua primeira corrida, o GP da Austrália. DIVULGAÇÃO

O piloto alemão disse que quer um novo desafio na carreira e poderá ir para a Ferrari


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

tricia@emtempo.com.br

Chegou o dia 5 de outubro de 2014. A população vai às urnas decidir o que será do país nos próximos 4 anos. O Brasil que se mobiliza hoje escolhe deputados estaduais, federais, senadores, governadores e um(a) presidente. O cenário político de 2010 para cá está longe de parecer o mesmo. O povo está longe de parecer o mesmo. Nos últimos 4 anos a nação entrou em um liquidificador com os mais diversos ingredientes. Hoje, é preciso pesar prós e contras, e avaliar o que aconteceu de positivo e negativo para a sua cidade, seu Estado e, especialmente, seu país. A resposta da sua indignação ou da sua satisfação vai começar a aparecer assim que a votação terminar e a apuração revelar quem são os nomes que vão nos representar nessa longa caminhada. Hoje não cabe intimidação, imposição, medo, insegurança. Até porque candidato derrotado não pode se vingar, muito menos ameaçar. O voto é secreto e só você terá pleno direito e responsabilidade sobre sua escolha. Não importa o que o vizinho, o colega de trabalho, o parente, o amigo mais íntimo possa pensar ou no que acredita. O voto é seu. É um direito conquistado, adquirido, que precisa ser comemorado a cada eleição, principalmente depois de mais de 20 anos de ditadura militar. A chegada de um provável segundo turno nos cargos majoritários também pode representar a configuração de um novo cenário para o futuro do Estado e do país. Mas essa já é outra etapa de uma outra história que só deverá ser pensada a partir de amanhã. Bom voto.

Urna “emprenhada” é coisa do passado Aqueles que temem uma possível fraude nas eleições do país, podem dormir tranquilos. Não existe nenhuma chance de alguém remanescente dos “emprenhadores de urnas” mudarem o resultado da eleição. Em 2009, o tribunal convidou mais de 30 especialistas em tecnologia da informação a participar de testes públicos de segurança da urna eletrônica. Após quatro dias de tentativa, nenhum deles conseguiu invadir o sistema ou burlar os dados.

Desembaralhou Em novos testes públicos, em 2012, uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu “desembaralhar” a ordem dos votos registrados pela urna, mas não chegou a identificar os eleitores. De olho nas urnas Para dar mais segurança e transparência, o TSE chama os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público para acompanhar, no período de seis meses antes do primeiro turno das eleições, as fases de especificação e de desenvolvimento dos sistemas das urnas. Contra o tempo Hoje, a luta do TSE é para bater seu recorde e anunciar os resultados mais cedo que nas últimas eleições. Só para lembrar. No segundo turno das eleições presidenciais de 2002, o TSE anunciou o vencedor às 23h. Novo recorde Já em 2006, o resultado saiu às 21h30, e, em 2010, foi divulgado às 20h04, registrando um novo recorde mundial na apuração da votação, segundo o tribunal. Primeirona A primeira votação por meio de urnas eletrônicas realizada no Brasil foi em 1996. Nas eleições municipais de 2000, a eleição foi totalmente informatizada. A maior de todas Neste domingo, o Brasil faz

a maior eleição informatizada do mundo. São mais de 425 mil sessões eleitorais, funcionando 100% eletronicamente. Mamãe presidente Piadinha que circulava neste sábado, véspera da eleição. Um eleitor indeciso chega para um amigo e aconselha: — Bicho, é preciso ter muito cuidado com essas pesquisas. — Por que, hein? — Porque elas não refletem a verdadeira intenção do eleitor. — Baseado em que você diz isso? — Ontem fiz uma pesquisa e quem vai ser a próxima presidente do Brasil é a minha mãe, com 100% de intenção de voto. — Como assim?... — Liguei às 4 da madrugada para a casa de algumas pessoas e consultei: “Vai votar em quem para presidente?” — E a resposta, qual foi? — “Na tua mãe!” Pau na imprensa Os veículos de imprensa foram alvo de 155 ações na Justiça contra a divulgação de informações relativas a candidatos e partidos nas eleições deste ano. O levantamento foi feito pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Na Justiça As medidas judiciais foram apresentadas por 64 candidaturas de 21 partidos contra 12 empresas de mídia e tecnologia. Sempre o PMDB O PMDB foi a legenda que mais buscou a Justiça Eleitoral para impedir pu-

APLAUSOS

elvis@emtempo.com.br

blicações, com 33 ações (21% do total). Tucanos Em seguida, no ranking de processos, está o PSDB. Os tucanos apresentaram 30 medidas judiciais contra os veículos de imprensa. Rondônia Só o candidato tucano ao governo de Rondônia, Expedito Júnior, é responsável por 13 processos. Conduzindo Pauderney Do candidato ao governo, José Melo, sobre a candidatura à reeleição do deputado Pauderney Avelino (DEM): — A Zona Franca é a nossa principal fonte econômica. É de lá que saem os empregos e impostos que sustentam a saúde e a educação no Estado. Por isso preciso de alguém que realmente defenda e conheça este modelo. Pauderney é a principal voz na defesa da Zona Franca na Câmara dos Deputados. Eleições no SBT O Departamento de Jornalismo do SBT preparou uma cobertura completa para as eleições 2014, que acontecem neste domingo, dia 4. Boletins No dia, serão veiculados, em todos os intervalos, boletins apresentados por Carlos Nascimento, com duração de até um minuto sobre o processo eleitoral, a votação dos principais candidatos e a pesquisa boca de urna.

VAIAS

Trabalhadores da Justiça Eleitoral

Elvis

Força do voto

REPRODUÇÃO

REPRODUÇÃO

Para os funcionários da Justiça Eleitoral, que não mediram esforços e dedicação para assegurar, sem problemas, a maior eleição da história do país.

Para eleitor que vai votar com consciência, sabendo que seu voto é a única força capaz de mudar a política brasileira e barrar a entrada de tiranos e corruptos no poder.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Descendo a ladeira Há pelo menos duas maneiras bem diferentes de um governo tratar o povo que constitui a sua sustentação e a sua razão de ser. A primeira delas, sancionada pela própria história à vista dos resultados que tem apresentado, é aquela que foi e continua a ser aplicada pelos países da Europa, desde os tempos em que o continente iniciou a sua marcha rumo ao desenvolvimento cultural e econômico. Não há como desvincular o padrão de que desfrutam hoje os europeus, desse caminho que decidiram trilhar. Países da América do Norte, pelo menos Estados Unidos e Canadá, logo também optaram pela mesma via. Mais recentemente a mesma opção foi tomada por países da Ásia, que deliberaram, ainda conservando suas tradições culturais milenares, conduzir suas populações rumo ao alvo já alcançado pelas mais desenvolvidas nações ocidentais. Logo ganharam o epíteto de “tigres asiáticos” e um fantástico desenvolvimento do PIB e da renda per capita, seguidos da elevação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Bem sabemos o que ocorreu com o Japão, com a Coreia do Sul, com Taiwan, com Cingapura e outros países, entre os quais veio a se integrar a China, ainda que mantendo o regime político do partido comunista único. Mas, em que consiste essa fórmula? Primeiramente em investir pesadamente na Educação, a fim de aprimorar qualitativamente e cada vez mais a formação intelectual da população e exigir da juventude empenho e dedicação, como maneira de corresponder ao esforço e aos custos que o Estado assume na outra ponta do processo. Fez isso o Brasil? Não! Ao contrário, adotou um governo populista, que superprotege e camufla a má qualidade da educação com ações demagógicas que pretendem

ganhar a população, sobretudo os seus votos, inventando as absurdas “quotas” e criando todos os expedientes capazes de impossibilitar a identificação do mau aluno e assim elevar as estatísticas dos bons resultados educacionais. Governos e países que levam a sério a responsabilidade que têm sobre seus cidadãos e sobre os padrões qualitativos que devem se encontrar difundidos nas sociedades insistem em educar a população em todos os sentidos e em todas as áreas. Contrariamente às nossas tentativas de tudo conseguir pela via da esperteza, do “jeitinho” e do engodo, procuram implementar o valor da responsabilidade e do empenho sério como únicos caminhos para o sucesso. Vá à Europa, por exemplo, e, em vez de apenas visitar pontos turísticos e lojas de grife, observe as crianças levadas por professores em visitas aos grandes museus onde, sentadas no chão, ouvem as explicações e as interpretações que os mestres lhes passam sobre as obras de arte e as escolas artísticas, como também sobre as ciências nas mostras de história natural. No Brasil, as crianças sobretudo brincam nas escolas, o que é uma atividade saudável, mas não o objetivo precípuo da educação e nem um substitutivo à altura da ação de formação mental. Inventamos a tese de que as crianças e até os jovens não são capazes de alcançar um bom nível de aprendizagem e, assim, os mantemos como infradotados. Anedótica foi a última decisão do Minc (Ministério da Cultura), de patrocinar a “simplificação” das grandes obras literárias. Vai começar com Machado de Assis, que simplesmente deixará de ser quem é para ser um “simplificado”, isto é, de categoria inferior, que não valerá a pena ser lido.

João Bosco Araújo. Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Governos e países que levam a sério a responsabilidade que têm sobre seus cidadãos e sobre os padrões qualitativos que devem se encontrar difundidos nas sociedades insistem em educar a população em todos os sentidos e em todas as áreas”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

O dia seguinte

Os veículos publicaram mais reportagens negativas contra Dilma e positivas sobre Marina. Estou contando isso para que as pessoas saibam que a perseguição da imprensa ao PT é um negócio descomunal

A campanha de Dilma Rousseff (PT) tentará uma aproximação com Marina Silva (PSB) caso Aécio Neves (PSDB) vá ao segundo turno. Os petistas sabem que a ex-senadora está magoada com os ataques e já ficarão satisfeitos se ela optar pela neutralidade, como fez em 2010. O ex-presidente Lula participará do cerco. Se Marina for ao segundo turno, seus aliados e os tucanos dão como certo que Aécio vai apoiá-la. Neste caso, a ponte será o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ver para crer Para um ministro petista, “não é impossível” sonhar com o apoio de Marina se Aécio for ao segundo turno. “Mas é difícil, e a conversa não pode ser no dia seguinte. Temos que mandar sinais aos poucos”, diz. Aqui, não Se Marina voltar a escolher a neutralidade, o PSB deve seguir outro caminho. “Não temos a tradição de ficar em cima do muro”, avisa o presidente do partido, Roberto Amaral. Ele é amigo de Lula e próximo ao PT. Se ela for Aliados da exsenadora já ensaiam discurso para receber apoio dos tucanos se Aécio terminar em terceiro. Eles dirão que Marina superou a polarização entre PT e PSDB e ficou livre para fechar alianças programáticas. Se ele for Com Aécio no páreo, os tucanos esperam iniciar a ofensiva na coligação marineira pelo PPS. No PSB, os alvos serão o vice Beto Albuquerque (RS) e dirigentes como Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF). Mim amigo Na última terça, dois dias antes do empate

técnico, Aécio já ressaltava que jogou limpo com Marina. “A única crítica que fiz, e a incomodou, foi a de que ela era do PT na época do mensalão e não saiu do partido. Mas isso não é crítica, é história.” Vida leva eu No QG aecista, a ordem é “manter a serenidade”. “A estrutura dos partidos da aliança é poderosa e está trabalhando. O jogo está jogado”, diz o coordenador José Agripino (DEM-RN). Volta na segunda O ex-deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) conta que a reação na reta final não turbinou o caixa de Aécio, mas diz estar tranquilo com as perspectivas de arrecadação. “Se tudo der certo, na segunda-feira a gente retoma as conversas.” Núcleos vivos Dirigente da campanha de Marina, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) afirma que a aliada, se eleita, terá que “mobilizar a sociedade” para governar sem maioria no Congresso. Ela evoca sua própria experiência como prefeita de São Paulo, entre 1989 e 1992. Ocupa Esplanada A socia-

lista teve problemas até com os vereadores do PT, que a elegeu. “Quando a Câmara queria rejeitar minhas contas, a população acampava na porta para me defender”, lembra. Segundo Erundina, Marina também poderia contar com ajuda das ruas. Sem descanso O comitê de Dilma já projeta uma agenda de viagens da presidente para os primeiros dias da semana que vem. Os palcos preferenciais continuam os mesmos: São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, ao dizer que também foi “trucidado” por 8 anos pela imprensa. Aliás, como sempre diz.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA

Filha ingrata Em jantar em Milão pouco antes da Copa, Lula desancou Dilma diante de empresários. Disse que ela não o “consulta para nada”, ressaltou sua inabilidade política e a dificuldade de tocar o governo. O relato está na revista “Piauí” que vai às bancas amanhã. Acelera, Ayrton Francofavorito em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pediu a aliados que não estourem o champanhe antes da hora. “Estamos na última volta. Levando o carro na ponta dos dedos, como diz Galvão Bueno”, brinca um dirigente da campanha.

Ao trafegar pela avenida Getúlio Vargas, no sentido bairro-Centro, o motorista pode ser surpreendido por um “senhor” buraco. A sinalização improvisada, que até poderia quebrar um galho também pode causar acidentes. Quem circula por lá continua à espera de providências.

D. Sérgio Eduardo Castriani

Tiroteio

opiniao@emtempo.com.br

Espero que Marina entenda, como nós, que nosso dever principal e comum é atender ao povo e encerrar o ciclo de dominação petista. DE ALBERTO GOLDMAN (PSDB), coordenador da campanha de Aécio Neves em São Paulo, sobre as chances de aliança entre PSDB e PSB no segundo turno.

Contraponto

Não abre a mão nem para dar tchau Depois de votar no segundo turno das eleições de 2010, Fernando Henrique Cardoso foi questionado por repórteres sobre a relação com Lula durante os oito anos do petista no Palácio do Planalto. Incomodado com os ataques da campanha de Dilma Rousseff, o tucano não pestanejou: - Teria sido melhor se ele fosse um pouco mais humilde! FHC disse que tentou estabelecer contato com o sucessor depois de transmitir a faixa, mas não teve sucesso: - Já o convidei para tomar um café. Mas um só, porque ele sabe que sou pão-duro... Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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Eleições Nas lembranças da minha infância, vivida numa cidade pequena, no tempo em que a população rural era maior que a urbana, destacam-se dois eventos especiais. Dois dias em que todo mundo vinha para a cidade, amigos e familiares se encontravam , havia no ar certo drama e um cheiro de perigo e de morte. Um destes dias era o de finados. A rua que levava ao cemitério ficava cheia. Não devia ser tanta gente, mas aos meus olhos de menino era uma multidão. O comércio de velas era intenso, mas também o de comida, sem falar no que acontecia nas casas ao redor de mesas fartas e amigas. O outro dia era o das eleições, de maneira especial quando se elegiam prefeitos e vereadores. Sem nenhuma preocupação com o meio ambiente as ruas se enchiam de cartazes e santinhos com fotos, nomes e números, transformando tudo numa espécie de salão de Carnaval cheio de confete e serpentina. A festa era grande, a boca de urna chegava praticamente dentro dos locais de votação. Os candidatos e partidos transportavam seus eleitores e havia comida para todos. Como se tratava de um município pequeno, longe da fronteira, sem nenhuma vocação turística ou econômica especial, nunca foi considerado área de interesse para a segurança nacional. Isto significou que mesmo durante o regime de exceção continuaram as eleições tanto para vereadores como para prefeitos. Mais tarde muitas vezes me perguntei sobre o efeito que estas eleições tinham, na medida em que tapavam o sol com a peneira num arremedo de vida democrática, num período em que a democra-

cia estava sendo vilipendiada. A cidade tem inclusive um de seus filhos na lista dos desaparecidos políticos até os dias atuais. Isto me faz pensar que eleição não é suficiente, nem para garantir democracia, nem direitos humanos e nem evitar o assalto ao Estado por parte de grupos autoritários e fundamentalistas. É evidente que eleições são importantes e imprescindíveis, mas não nos esqueçamos de que o poder de Estado é exercido por uma multidão de concursados e de nomeados além dos eleitos. O policial, o delegado, o juiz, o professor e o médico da rede pública e todos os que são funcionários públicos exercem o poder e podem exercê-lo de forma republicana, isto é para o bem comum, ou de forma patrimonialista, considerando os bens do Estado como próprios e o serviço publico como oportunidade de enriquecimento pessoal e familiar. Os últimos escândalos envolvendo funcionários de estatais que deviam fazer jus ao nome tornaram visível a que ponto chega à corrupção e a dilapidação do patrimônio público em proveito de quem se apossa do Estado, por eleição, por concurso, ou nomeação. Faz-se necessário então uma verdadeira revolução cultural. Esperteza e engano não são valores, mas perversões que tem consequências dramáticas e por isso podem induzir a atitudes criminosas e como tal devem ser punidas. A Igreja católica embora reafirmando a importância das eleições, profeticamente junto com outras instituições continua a insistir na necessidade de uma reforma politica que dê mais legitimidade ao processo eleitoral. E esta campanha continua.

D. Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo Metropolitano de Manaus

Sem nenhuma preocupação com o meio ambiente as ruas se enchiam de cartazes e santinhos com fotos, nomes e números, transformando tudo numa espécie de salão de Carnaval cheio de confete e serpentina”


Economia

A5 DIVULGAÇÃO

FOTOS: IONE MORENO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Um ponto estratégico, limpeza e o bom atendimento fazem a diferença no negócio

Pastel, um mercado lucrativo e saboroso

Empresários do ramo de pastelaria comemoram o bom volume de vendas e trabalham para expandir negócios SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

U

m segmento que não vê tempo ruim em Manaus é o da venda de pastéis, é o que afirmam novos e antigos empresários do ramo. O crescimento do mercado é sentido a partir do número de bancas que surgem na cidade e que se consolidam devido à boa aceitação do alimento de massa e recheio pela população manauara. O sucesso é tamanho que alguns vendedores revelam que o volume de vendas chega a ultrapassar 1,2 mil unidades por dia. Mas, para alcançar níveis como esse, a localização da pastelaria e a qualidade do produto são essenciais. Nas bancas localizadas pelas ruas do Centro da cidade, na Zona Sul, o movimento é intenso. Na pequena pastelaria instalada na avenida Getúlio Vargas, os principais clientes são os alunos das escolas e faculdades que ficam nas proximidades. Segundo o funcionário Emanuel Maevare, o lanche tem mais de 18 anos e o proprietário emprega quatro pessoas, sendo duas durante o período da manhã e outros duas pela tarde. “Temos demanda durante todo o dia, sendo que

já chegamos a vender 1,2 mil num dia”, revela. Ele destaca que a merenda completa, composta pelo pastel mais o suco, custa R$ 1,5. Na banca de pastel localizada na avenida Floriano Peixoto, a maioria dos clientes são pessoas que estão fazendo compras nas lojas do Centro da cidade. Mas, segundo a funcionária Rosangela Pimentel, o espaço também conta com clientes

MERENDA

Os pasteis são fritos na hora. Para acompanhar o alimento, as pastelarias oferecem sucos naturais, refrigerantes ou caldo de cana. Em média, a merenda completa varia entre R$ 1,5 a R$ 5 fixos, que trabalham no entorno. Rosangela disse que vende de quatro a cinco panos de pasteis por dia, sendo que cada um contém 12 unidades. A merenda completa sai por R$ 3. De acordo com ela, a banca faz em média R$ 216 por dia. “Nas datas comemorativas, as vendas são melhores”, observa. Outro que faz mais de R$ 200 por dia é o microempresário

Jorge Silva, proprietário do Pastel Mix, instalada na Quintino Bocaiúva. Ele avalia que o bom atendimento, a qualidade do alimento e a higiene são itens necessários para o seu sucesso. “Compro a massa e a minha esposa faz o recheio. O pastel fica mais gostoso”, destaca. Jorge vende até 50 unidades por dia e cobra R$ 4 pela merenda completa. Há 20 anos como vendedor de pastel, o empresário Francisco Maceno diz que o mercado em Manaus é muito promissor, principalmente por conta do clima da cidade. “Para aliviar a sede, algumas pessoas pedem um caldo de cana ou um suco natural e o pastel vai junto”, observa. O empresário diz que comprou casa, sítio e dois automóveis com a venda de pastéis. Como plano de expansão do negócio, ele revela que quer abrir em breve uma grande pastelaria na avenida das Flores, Zona Norte, que está em fase de acabamento. “As negociações com o dono do terreno estão quase finalizadas. Além disso, já estou produzindo produtos regionais

para serem oferecidos na nova pastelaria”, frisou. Atualmente, a pastelaria de Francisco fica localizada na rua Belém, Nossa Senhora das Graças, Zona CentroSul. O empresário emprega oito funcionários com carteira assinada e a pastelaria funciona 24 horas.

No gosto popular Uma parada para um lanche rápido e bem em conta. Além de quentinho, os pastéis vendidos nas pastelarias em Manaus são recheados com diferentes sabores e podem ser acompanhados com sucos de frutas regionais amazônicas. Para a autônoma Janaina Oliveira, 23, apesar do alto valor calórico, não há como resistir ao pastel com caldo de cana. “Alguns produtos têm muita gordura, por isso não como sempre, somente quando dá muita vontade mesmo”, conta. A doméstica Marta Almeida, 50, revela que mesmo com alguns problemas de saúde, ela não deixa de comer um pastel de vez em quando. “Antigamente, eu Amazonenses têm ciência do alto teor calórico, mas não dispensam um bom pastel frito na hora

comia bastante, mas agora não posso abusar tanto, ainda mais porque gosto de pastel recheado com queijo”, confessa. A industriária Alzilane Souza, 23, relata que se tivesse “coragem” e dinheiro para se tratar depois, visto que alimentação com muita gordura prejudica a saúde, comeria pastel umas três vezes na semana. “Mas como não tenho, como só uma vez em cada semana. Pastel com carne e ovos é o meu preferido”, alega.


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Economia

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Franquias faturam R$ 56 bi no primeiro semestre O

crescimento do setor de franquias demonstra que mesmo em cenários de cautela, o investimento neste tipo de negócio pode ser uma alternativa rentável para quem deseja empreender. O segmento apresentou crescimento de 5,4% no primeiro semestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu o faturamento de R$ 56,19 bilhões de janeiro a junho, contra R$ 53,30 bilhões em 2013, de acordo com a Pesquisa de Desempenho do Franchising, realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). As franquias da área de Limpeza e Conservação estão entre as categorias que obtiveram destaque no período, pois o faturamento das redes teve alta de 27,5% no primeiro semestre, atingindo R$ 592 milhões, diante do mesmo período de 2013, quando o setor movimentou R$ 464 milhões. “A criação da Lei das Domésticas é uma das principais razões para esse crescimento”, explica Nuno Calado, diretor da House Maid, especializada em lim-

ARQUIVO EM TEMPO/ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Procura de investidores por setor de limpeza e conservação cresceu 27,5% em relação ao mesmo período do ano passado peza residencial. A House Maid, por exemplo, comercializa unidades a partir de R$ 59 mil, com faturamento estimado entre R$ 80 e R$ 90 mil. A rede oferece um serviço de limpeza sustentável aos consu-

LIMPEZA

O setor de Limpeza e Conservação oferece opções de microfranquias, que podem representar uma oportunidade viável para quem deseja abrir a própria empresa, com investimento de até R$ 80 mil Franquia amazonense Açaí no Ponto desponta no cenário nacional com faturamento bruto médio mensal de R$ 40 mil a R$ 50 mil

midores, que reduz em até 80% o uso de água durante uma faxina. O processo é realizado por uma dupla de profissionais em apenas duas horas (para um imóvel de até 90 m²) e custa a partir de R$ 135. “Muitas pessoas preferem contratar esse tipo de serviço, porque é mais barato do que pagar uma diarista”, comenta Calado. A rede tem notado um aumento de 40% mensalmente no número de limpezas realizadas.

Modelos crescem com jovens empreendedores Por ser um modelo testado, com transferência de know how (conhecimento) e segurança para os investidores, as franquias são procuradas por jovens empreendedores, que já representam uma boa fatia para redes que vão de educação à limpeza profissional.

É o caso da Minds Idiomas, que possui 70 unidades em todo o Brasil, também em Manaus, e cerca de 70% dos seus franqueados são jovens. “São mais criativos, dispostos e abertos para as metas, sem vícios e trazem novas ideias à rede”, comenta Leiza Oliveira,

fundadora da Minds. Muitos franqueadores têm interesse em jovens franqueados por acreditarem que estão dispostos a encarar desafios e seguir regras da rede. Contudo, o Centro Brasileiro de Cursos (CEBRAC) não descarta os mais maduros.

E pelo que tudo indica, os jovens serão o alvo de muitas redes, já que o número de interessados com até 30 anos em investir em franquias supera o número de investidores entre 31 a 40 anos, segundo os dados da Franchise Store.


Economia

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Micros e pequenos buscam na inovação o diferencial SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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icro e pequenos empresários e empreendedores rurais começam a buscar na inovação um diferencial. Para fortalecer esse novo rumo, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM) oferece acesso aos serviços tecnológicos com subsídio de 80% do valor da consultoria, por meio do programa Serviço em Inovação e Tecnologia (Sebraetec). Interessados devem procurar o Sebrae-AM, e apresentar projeto para análise. Conforme o gestor do Sebraetec, José Antônio Fonseca, a ideia do programa é promover extensão tecnológica aos pequenos negócios, seja com o desenvolvimento de um novo modelo de negócio, produto ou serviço em áreas como design, inovação, produtividade, propriedade intelectual, qualidade, sustentabilidade e tecnologia de informação e comunicação. “A empresa que recebe o serviço paga 20% do total e o apoio financeiro não é reembolsável”, destaca. O Sebraetec, segundo ele, é operado no Estado desde

2011, e o atendimento às empresas se dá por meio de 52 projetos das Unidades de Atendimento Coletivo Indústria (UACIN), Comércio e Serviço (UACCS) e Agronegócio (UAGRO), da capital e dos municípios de Coari, Manacapuru, Tefé, Itacoatiara, Tabatinga e Parintins. “Há 56 instituições creden-

DEMANDAS

Os serviços mais demandados são: Elaboração de Manual de Identidade Visual, Licenciamento Ambiental, Produção Mais Limpa, Programa Gestão da Qualidade, e Programa Alimento Seguro ciadas como prestadoras de serviços que implantam a inovação nas empresas. E o trabalho da entidade executora é desenvolvido com os empresários”, explica Fonseca. De janeiro a setembro deste ano, conforme ele, já foram atendidas pelo Sebraetec quase 1 mil pequenos negócios no Estado. A meta é fechar o ano com 1.380, volume superior ao alcan-

DIVULGAÇÃO

O Sebrae-AM oferece capacitação e subsídio de até 80% para promover a extensão tecnológica aos pequenos negócios çado em 2013 (1.102). Para isso, ele conta que o Sebrae-AM, por meio da Unidade de Tecnologia, realiza o seminário “Pequenos Negócios: Empresas Inovadoras e Sustentáveis”. Interiorização Ao todo, a ação será realizada em nove municípios do interior do Estado, como estratégia de interiorização do programa Sebraetec. Nas cidades em que o seminário foi apresentado, aproximadamente 900 empresas participaram dos eventos. “Queremos disseminar o incentivo para que os empresários de micro e pequenas empresas e produtores rurais fortaleçam seu negócio”, justifica. Para o gestor, o Sebraetec é uma excelente oportunidade que os empresários e produtores rurais amazonenses têm para dar dinamismo aos negócios. Ele ressalta que hoje as empresas que não inovam não conseguem se sobressair e têm dificuldades para se destacar, porque o mercado é altamente competitivo. “Se o empresário não tem condições de investir em seu pequeno negócio, o Sebrae apóia, nesse caso, subsidiando 80% do valor do serviço”, observa.

Pequenos empresários no seminário do Sebraetec, realizado no município de Presidente Figueiredo

Investimento de R$ 3,4 milhões O Sebraetec no Estado cresceu quase oito vezes de 2011 a 2014, segundo afirmou Fonseca. Em 2011, quando começou, o programa investiu R$ 420 mil em 221 empresas. Este ano, o montante está estimado em aproximadamente R$ 3,4 milhões para 1.380 pequenos negócios da região.

Conforme ele, no Amazonas há 56 empresas aptas aos serviços. Para 2015, o Sebrae lançará novo edital de Cadastramento de Pessoas Jurídicas Prestadoras de Serviços Tecnológicos e/ou de Inovação para integrar o cadastro de empresas do segmento no Sebraetec, que não são abertas desde 2012.

O gestor destaca que as empresas que se habilitarem serão parceiras do Sebrae-AM na implantação dos projetos de inovação do Sebraetec. “Além de subsidiar 80% do valor do serviço, o programa aproxima os pequenos negócios e os prestadores de serviços tecnológicos”, salienta.


Economia

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Cervejas especiais sobem no gosto do consumidor

REDE SOCIAL

Ello amplia adeptos na web DIVULGAÇÃO

Há cinco anos, participação desse tipo de bebida era de 7% no mercado brasileiro, porém, hoje, já alcança 10,5%

Seja em supermercados ou em bares, vendas de cervejas especiais estão em expansão no país

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os últimos anos, o mercado varejista de cervejas especiais tem mostrado crescimento significativo, apresentando maior volume de vendas e atraindo novos consumidores. De acordo com dados levantados pela Nielsen, de 2009 a 2013, o share de cervejas premium subiu de 7% para 10,5%, enquanto as cervejas consideradas mainstream apresentaram queda de 16,1% para 12,9% neste mesmo período. Segundo a pesquisa, o aumento evidencia que os rótulos especiais têm conquistado maior espaço no mercado de cervejas, o que não é pouco, pois a indústria brasileira de cervejas representa 12% da indústria do país, ainda que em sua maior parte, representada pelas grandes empresas. Esse fenômeno pôde ser observado em outros países

como os Estados Unidos, que num relativo espaço curto de tempo viu as cervejas especiais conquistarem uma grande fatia do mercado. Há grandes indícios de que o mesmo fato ocorra aqui, já que os números mostram franco desenvolvimento do setor. Nos anos 1990, os Estados Unidos contavam com cerca de 90 micro cervejarias, hoje o número passa dos 2,4 mil. Segundo a Associação dos Cervejeiros Artesanais Paulistas, em 2010, o número de micro cervejarias no Brasil era de 70, hoje, há quase 300. O Brasil já é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás somente dos EUA e China. Dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) mostram que hoje o país produz 13,4 bilhões de litros anuais de cerveja, um aumento de 64% em relação a 10 anos e no que diz respeito ao volume de

vendas, as cervejas especiais respondem por 5% a 6%. Há cinco anos, esse número era de 1,5% a 2%. Embora as estatísticas mostrem evolução, os números podem crescer mais, como em outros países famosos por serem grandes consumidores de cerveja. Segundo o Sicobe, o brasileiro consome quase 64,4 litros de cerveja por ano. Em países como a República Tcheca, este número chega a incrivéis 151,2 litros. Supermercados Os supermercados têm disponibilizado rótulos especiais nas gôndolas. Enquanto as cervejas especiais apresentam margens de lucro de 25 a 35%, a cerveja comum não ultrapassa os 5%. Outro fator importante que faz os supermercados apostarem nos rótulos premium é que eles têm ligação bastante forte com o consumo de alimentos.

A Ello, rede social que conquistou milhares de usuários pela ausência de anúncios, não nasceu de uma startup. Paul Budnitz, criador do serviço, não segue nenhuma das premissas de um fundador de startup: tem mais de 30 anos, não mora no Vale do Silício e entrou num mercado de gigantes. Em entevista à Wired, Budnitz conta que decidiu criar a Ello após um manifesto “anti-Facebook” e que, no começo, a rede social era destinada somente a um grupo de aproximadamente 90 amigos. Após alguns meses, a novidade virou fenômeno e, atualmente, segundo o criador, a Ello recebe quase 50 mil pedidos de convites por hora. Contudo, Budnitz deixa claro que não está competindo com o Facebook, pois acredita que os propósitos são diferentes. “Na verdade, acredito que o Facebook não é uma rede social (...). É uma plataforma de publicidade. Nós somos uma rede social. É o que fazemos. O Facebook está lá para anúncios”, disse à Wired.

TECNOLOGIA

Facebook ganha ações de R$ 2 bi contra ‘spammers’ O Facebook publicou na semana passada um texto sobre seus esforços em manter a “autenticidade” do conteúdo que é veiculado na rede social, no qual diz ter sido recompensado próximo de US$ 2 bilhões em ações judiciais que iniciou contra os produtores de spam (mensagens enganosas). “Além de medidas técnicas, procuramos outros métodos para tornar menos lucrativo o ato de enviar spam”, escreveu Matt Jones, engenheiro de integridade do site, por meio de comunicado. “Obtivemos quase US$ 2 bilhões em julgamentos legais contra os ‘spammers’, e usamos esses canais quando possível para lembrar aos atacantes que vamos lutar para evitar o abuso da nossa plataforma”. A divulgação da mensagem calha com o início do mês nacional de consciência em cibersegurança, diz a empresa americana. O Facebook diz que limita o número de opções curtir que cada conta pode fazer, a fim

de tornar “menos eficiente a operação de ‘spammers’” que forjam atividade por cadastros falsos e mecanismos de automatização. Quando a atividade classificada como fraudulenta é detectada, diz o comunicado, todas as ações resultantes dela são apagadas. Outra medida é criar verificação de contas para checar se quem as opera são humanos ou robôs virtuais. O Facebook pede para que os consumidores combatam o spam ao não comprar opções “curtir” falsas e não “forçando a barra” com, por exemplo, promoções para conseguir mais “likes” em páginas; e tomar cuidado para não clicar em conteúdo gerado por contas infectadas - o que pode resultar na infecção da máquina do usuário e mais spam. Também é possível relatar mau uso ou atividade suspeita por meio de um menu presente no canto superior direito de cada postagem, seja ela visual ou escrita. REPRODUÇÃO

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Envio de spams é comum em redes sociais como Facebook


País

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Museu corre risco de ser despejado no Rio de Janeiro TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Montado pela própria comunidade, o Museu da Maré foi notificado para deixar o prédio que ocupa no mês de dezembro

Tombamento do prédio e do acervo são algumas das alternativas previstas para salvar o museu. Instituição dedicada à memória da comunidade da Maré se mobiliza para não fechar as portas

U

m acervo de mais de 5 mil fotos, uma biblioteca, a reconstrução cenográfica de um bairro - incluindo uma casa de palafita, além de oficinas para crianças, terão de se mudar. O Museu da Maré - onde o material está reunido e onde funcionam serviços à comunidade - não conseguiu renovar o contrato do imóvel onde está instalado há oito anos. O Grupo Libra, da empresária Celina Torrealba Capri, cedeu o espaço gratuitamente para

o museu. O acordo chegou ao fim e o despejo está previsto para 9 de dezembro, prazo limite da notificação. Considerado referência internacional na museologia social, por reunir imagens, depoimentos e objetos pessoais de moradores, a instituição, dedicada à memória da comunidade, ocupa galpões em uma área valorizada pela ocupação militar - que chegou em abril deste ano, com a instalação de uma unidade de Polícia Pacificadora. Os galpões da avenida

Maxwell recebem centenas de visitantes por semana e também prestam atendimento a jovens. O museu tem convênios com o governo do Estado, a Petrobras e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que com frequência envia alunos para conhecer a instituição. Na biblioteca, por meio de um convênio com o governo estadual, trabalha Wagner Belo, de 17 anos, que é bolsista. “Saber que o museu pode fechar foi um impacto para mim. Como sou aluno

da oficina de teatro e bolsista, pude conhecer mais sobre a Maré e, para mim o museu fechar significa acabar a cultura da Maré, isso aqui é uma referência para todo mundo”, diz. A data prevista para a saída do museu é simbólica pois antecede o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado em 10 de dezembro. Para os diretores, a coincidência é uma contradição. O local, argumentam, é uma alternativa de cultura, educação e lazer. “O museu

faz com que o morador conheça, crie vínculos e valorize sua história e seu território. O Museu da Maré faz isso: faz com que a pessoa se sinta parte da cidade e não à margem dela”, explica o coordenador Luiz Antonio de Oliveira. Ele acredita que o contrato de cessão dos galpões não foi renovado porque houve aumento no preços de imóveis na área, depois da ocupação militar. Para encontrar uma solução, a comunidade organiza o movimento Museu da Maré

Resiste! com protestos, tuitaços, visitas e abaixo-assinados que mobilizam mais de 2 mil pessoas. A comunidade tenta também envolver o poder público. Para moradores e diretores, a transferência do museu de lugar não resolve o problema. “Essa localização (dos galpões) é simbólica na Maré. Aqui funcionava um pequeno porto, que escoava a produção de engenho que existia, passava por aqui um fluxo de comércio. É um lugar marcante na nossa história”, explica Luiz Antonio.

MARCELLO CASAL JR. /AGÊNCIA BRASIL

TRÂNSITO

Bons motoristas serão beneficiados Motoristas com “bom comportamento” podem ganhar um benefício na pontuação de infrações. Projeto em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal estabelece redução em um terço dos pontos na carteira de habilitação a cada seis meses sem novas infrações. A proposta do Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 111/2014, do senador Antonio Carlos Rodrigues (PRSP), visa premiar os motoristas que tentam dirigir de forma mais cuidadosa após receberem multas. “Entendemos que nossa proposta aperfeiçoa o modelo vigente ao introduzir novos incentivos para que o condutor não incorra em novas infrações”, explica o parlamentar. O projeto aguarda parecer do relator, senador Anibal Diniz (PT-AC). Funcionamento Atualmente, de acordo com o Código de Trânsito

Brasileiro (CTB), o condutor que atinge 20 pontos na carteira de habilitação em um período de um ano, ou comete uma infração gravíssima (sete pontos), perde o direito de dirigir pelo prazo de um mês até um ano. As infrações são divididas

INCENTIVO

A proposta do PL nº 111/2014, de autoria do senador Antonio Carlos Rodrigues, pretende beneficiar os motoristas que tentam dirigir de forma mais cuidadosa após receberem multas em leve, média, grave e gravíssima, com pontuação equivalente a três, quatro, cinco e sete pontos. A soma é feita a partir da data da primeira multa. Os pontos das multas expiram ao completarem um ano. Se for ultrapassado o limi-

te de 20 pontos, um processo administrativo é aberto para decidir se a carteira de habilitação será ou não apreendida. Para obter o direito de voltar a dirigir, é necessária a aprovação no Curso de Reciclagem de Condutor Infrator (CRCI). Provisória Para os motoristas novatos, com carteira provisória, o limite de infrações é de 4 pontos. Se ele ultrapassar a pontuação, será impedido de obter a carteira definitiva e terá que recomeçar o processo de habilitaçãonovamente - que inclui desde a legislação e a prova, até as aulas práticas, bem como a prova prática. Até 30 dias depois do recebimento da notificação, todo motorista tem direito a recorrer da decisão de suspensão no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e, caso a primeira contestação seja negada, junto ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran).

Condutores multados e que passarem a dirigir com cuidado são o alvo do projeto do Senado


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País

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Padrinho poderá sustentar menor, prevê legislação

Modalidade Na modalidade de apadrinhamento total, as necessidades de subsistência do beneficiário deverão ser bancadas integralmente pelo padrinho. Ele poderá assumir o sustento de até duas crianças ou adolescentes, salvo se

elas tiverem irmãos, o que amplia essa responsabilidade financeira. Quem for apadrinhado nessa hipótese vai se tornar dependente do padrinho, mas não para fins previdenciários e fiscais e sem romper o vínculo de dependência mantido com o responsável legal.

REGRA

Esse mecanismo de sustento voluntário não poderá beneficiar, entretanto, crianças e adolescentes que estejam em regime de acolhimento familiar ou institucional, ou seja, afastados da família No caso de apadrinhamento parcial, o padrinho terá a obrigação de repassar contribuições mensais, em dinheiro, bens ou serviços, em favor do apadrinhado. Além de não haver limite quanto ao número de beneficiários, essa modalidade não impõe a condição de dependência de um em relação ao outro.

Regras O PLS nº 171/2013 estabelece algumas regras gerais para as duas modalidades. O apadrinhamento deverá ser formalizado por escritura pública, após consulta ao Ministério Público, e anotado nos registros de nascimento do apadrinhado e de casamento do padrinho. Essa obrigação poderá ser extinta pela morte de uma das partes, pela maioridade do apadrinhado e pela manifestação do padrinho ou do responsável legal do apadrinhado. “A proposta de apadrinhamento pode se tornar um meio adicional e suplementar para minorar as dificuldades das famílias, motivando a solidariedade e a caridade de pessoas que possam ser mobilizadas a apoiar essas crianças diretamente e sem burocracias”, avalia Cristovam. Após ser examinado pela CDH, o texto vai à votação final na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após a votação e aprovação no plenário do Senado, a mesma seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), relator do projeto, considerou louvável a iniciativa

‘ARITANA’ REPRODUÇÃO

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Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal está pronta para votar o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 171/2013, que legaliza a decisão de um padrinho de assumir o dever de sustentar um menor cuidado pela própria família. O relator, Cristovam Buarque (PDT-DF), considerou a iniciativa “louvável” e recomenda a aprovação. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará, segundo o projeto, a regular o apadrinhamento legal — total ou parcial — de menores. Esse mecanismo de sustento voluntário não poderá beneficiar, entretanto, crianças e adolescentes que estejam em regime de acolhimento familiar ou institucional, ou seja, afastados da família de origem.

VICTOR SOARES/AGÊNCIA BRASIL

Projeto de lei vai legalizar a decisão de um padrinho assumir o dever de sustentar um menor cuidado pela própria família

Universo indígena aliado a obstáculos atrae jogadores

Com temática indígena, game ganha destaque O cenário é uma floresta tropical, o herói, um jovem aprendiz de Pajé, e os inimigos, os espíritos maus que habitam os arredores da aldeia. A princípio, “Aritana e a Pena da Harpia” pode soar apenas como um jogo carregado de clichês sobre índios. Mas o game desenvolvido pela produtora paulistana Duaik alia a temática tupiniquim a gráficos, trama e jogabilidade caprichados para se destacar no cenário de “indies” brasileiros neste ano. “Nós queríamos fazer um jogo direcionado para o público brasileiro, mas sem cair no estereótipo do ‘game educativo’ que os jogadores do país costumam criticar”, diz Pérsis Duaik, um dos desenvolvedores do projeto, à reportagem. O título foi lançado em abril deste ano e, após faturar o prêmio de melhor jogo por voto popular no Festival Brasileiro de Jogos Independentes (BIG Festival) em

maio, estará presente para testes no Pavilhão Indie da Brasil Game Show 2014, que acontece entre os dias 8 e 12 deste mês. Com gráficos cartunescos ricos em detalhes, o game é um típico jogo de plataforma e conta a saga do pequeno índio Aritana para salvar o cacique de sua tribo. Ao perceber que o chefe da aldeia foi amaldiçoado por um espírito mau, o “curumim” rouba o bastão mágico do pajé e parte em uma aventura para conseguir uma pena de harpia, elemento necessário para a realização do ritual de cura do cacique. Aritana pode assumir duas posturas (trocadas pelo botão “shift”): uma com o bastão, para visualizar e atacar os espíritos da floresta, e outra sem a arma, que permite saltar mais alto. Os obstáculos ao longo do caminho exigem que o jogador quebre a cabeça decidindo como usar cada posição para superá-los.

ARMAS

Projeto libera porte O Projeto de Lei (PL nº 7282/2014), em análise na Câmara, libera o porte de armas no país. Pelo texto, do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), “poderá ser concedido porte de arma de fogo para pessoas que justificarem a necessidade para sua segurança pessoal ou de seu patrimônio”. Atualmente, a Lei do Desarmamento (10.826/2003) restringe a concessão de porte apenas às categorias profissionais que dependem de armas para o exercício de suas atividades – como policiais, integrantes das forças armadas e guardas prisionais. Dentre os grupos autorizados pelo projeto em análise a portar armas são citados expressamente todos os ocupantes de cargos eletivos, assim com membros do Judiciário e do Ministério Público e advogados. Para Bolsonaro, esses profissionais, “com o porte, poderão atuar com mais segurança, em especial os que atuam no interior do Brasil”. Profissionais de mídias que fazem cobertura policial e proprietários rurais também são autorizados a ter armas. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, foi encaminhado às comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.


Mundo A11

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Feira na Itália destaca criações de ‘artesãos 2.0’ E

ngenheiros, programadores, designers, estilistas, artesãos e leigos apaixonados por tecnologia vindos do mundo estarão até este domingo (5) na Itália para compartilhar invenções. A segunda edição da Maker Faire Roma, feira internacional de tecnologia e criatividade, que teve início na última sexta-feira (3), apresentará em torno de 500 projetos saídos de garagens ou laboratórios de “makers”, os artesãos 2.0, de mais de 30 países. O movimento dos “makers” surgiu nos Estados Unidos nos anos 2000, mas tem alcançado dimensões globais, graças ao compartilhamento de conhecimentos através da internet e às impressoras 3D, que permitem a produção de objetos de plástico, metal ou até materiais orgânicos sem que se precise recorrer a uma linha industrial. Há quem diga se tratar da “terceira revolução industrial”. Os “artesãos digitais” têm criado desde projetos de grande impacto para a humanidade, como órgãos artificiais ou próteses, até objetos de dimensão familiar, como brinquedos que

permitem aos pais contar, à distância, histórias de ninar aos filhos. Mas o caráter revolucionário dos artesãos 2.0 está na modalidade de compartilhamento de informações e conhecimentos - ou seja, todos os detalhes técnicos para a construção das máquinas e seus relativos programas são disponibilizados gratuitamente na internet por seus inventores. “A base da cultura ‘maker’ é o ‘open source’, ou seja, a partilha do conhecimento”, diz à imprensa italiana Massimo Banzi, um dos curadores da mostra. “O modo de agir dos ‘makers’ pode impactar o atual sistema produtivo ocidental. Caminhamos para um mundo onde os colossos industriais continuarão a existir, mas ao lado deles nascerão milhares de pequenas empresas de produtos de nicho”, opina Banzi. “De um lado, a possibilidade de inventar e criar protótipos estará cada vez mais ao alcance de todos e, de outro, esses instrumentos serão cada vez mais refinados, permitindo a criação de pequenas séries de produtos e de invenções, a preços razoáveis”.

REPRODUÇÃO

Em torno de 500 invenções estão reunidas na feira, que alia tecnologia e criatividade, e tem representantes de 30 países

Evento debate temas diversos O evento faz parte da Semana da Inovação, que promove atividades para escolas italianas, desfile de roupas tecnológicas e encontros e debates para discutir o impacto da tecnologia para a democracia e a sociedade. Entre os participantes estão o artista cyborg Neil Harbisson, a primeira pessoa no mundo a ter uma antena integrada ao crânio, capaz de “ouvir” cores; o médico americano Glenn Green, que implantou em um recémnascido uma traqueia criada com material biológico, usando uma impressora 3D; e o canadense Cory Doctorow, escritor de ficção científica e autor do Boing Boing, um dos blogs mais lidos do mundo.

Além de apresentados pelos ‘artesãos 2.0’, objetos também têm seu ‘modo de fazer’ compartilhado

MONARQUIA PAUL SHAWN/PARLAMENTO INGLÊS

EBOLA

Enfermeiras cobram preparo ESTUDO

Levantamento do sindicato nacional da categoria em mais de 200 hospitais em 25 Estados norte-americanos revelou que 60% delas declararam que seu hospital não está preparado Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) vem dizendo de forma reiterada que os hospitais do país estão preparados para lidar com estes pacientes, e muitos especialistas em doenças infecciosas concordam com esta avaliação.

Um deles, o doutor Edward Goodman, do Hospital Texas Health Presbyterian, em Dallas, atualmente tratando da primeira pessoa diagnosticada com Ebola nos Estados Unidos, acredita que a unidade está pronta. O hospital completou o treinamento para o ebola pouco antes de Thomas Eric Duncan aparecer no prontosocorro em 26 de setembro. Mas, apesar de ser informada de que Duncan havia chegado recentemente da Libéria, a equipe do hospital não foi capaz de reconhecer o risco do ebola e o mandou para casa, onde ele passou mais dois dias, ficando mais doente e mais apto a infectar outras pessoas.

“O caso do Texas é o exemplo perfeito”, afirmou Micker Samios, enfermeira do setor de triagem do pronto-socorro do Centro Hospitalar Medstar Washington, o maior hospital da capital dos EUA. “Além de não estarem preparados, houve uma falha no diagnóstico, assim como na comunicação”, disse Samios. Enfermeiras argumentam que o preparo inadequado pode aumentar as chances de disseminação do ebola se a equipe do hospital não conseguir reconhecer um paciente, ou se os funcionários não estiverem informados sobre como se proteger adequadamente.

Aos 88 anos, a rainha Elizabeth ainda atua no governo

Rainha estuda nomear Charles como regente MORGANA WINGARD/USAID

As enfermeiras norte-americanas, na linha de frente do atendimento médico nos hospitais, disseram não ter treinamento nem preparo para lidar com pacientes infectados com o ebola que estão chegando nos pronto-socorros do país. Muitas dizem que procuraram os administradores dos hospitais pedindo treinamento para saber a melhor maneira de cuidar dos pacientes e protegerem a si mesmas e às suas famílias da doença mortal, que já matou pelo menos 3.439 pessoas no pior surto já registrado. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos

Profissionais de saúde devem utilizar equipamentos adequadpos, no contato com pacientes contaminados pelo vírus

Apesar de seus 88 anos, a rainha Elizabeth 2ª goza de boa saúde e ainda está em condições de desempenhar o seu papel, como não cansa de repetir o Palácio de Buckingham. No entanto, conforme a imprensa local, a soberana considera a hipótese de nomear o seu primogênito, Charles, como príncipe regente do Reino Unido, caso algum dia ela não consiga mais realizar plenamente suas funções. “Sim, tiramos o pó do ‘Regency Act’ e estamos dando uma olhada nele”, disse uma fonte à publicação “Saga Magazine”, em referência aos atos do Parlamento britânico para nomear uma regência no país. O último a ocupar tal cargo foi aquele que viria a se tornar o rei George IV, que substituiu o pai, George III, entre 1811 e 1820, por conta dos problemas mentais do monarca. Filho mais velho da Rainha Elizabeth, Charles, o prínci-

pe de Gales, é o primeiro na linha de sucessão. Depois dele vem William, o filho mais velho de Charles e a princesa Diana. Viagem Ainda sem ocupar o trono, Charles e sua esposa, Camilla Parker Bowles, a duquesa da Cornualha, visitarão a Colômbia e o México para promover as relações com as duas nações da América Latina, segundo a Embaixada do Reino Unido em Bogotá. Em um comunicado, a sede diplomática informou que o casal real deve chegar à capital colombiana em 28 de outubro, quando serão recebidos pelo presidente Juan Manuel Santos. O príncipe falará com os mandatários dos dois países sobre temas como mudanças climáticas, comércio e investimentos, oportunidades para os jovens e formas de combate à violência sexual e doméstica.


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014


Caderno B

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Defesa da mulher em evidência Dia a dia B2

Suicídio entre jovens cresce e preocupa pais e educadores FOTOS: DIVULGAÇÃO

Brasil ocupa oitavo lugar na quantidade de vítimas de suicídios, maioria de mortes ocorre entre jovens de 15 a 29 anos Comportamento introspectivo e falta de comunicação devem ser observados

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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Brasil ocupa a oitava posição com maior número de casos de suicídios, de acordo com pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS). Somente em 2012 foram notificadas 11.821 mortes, a maioria entre jovens de 15 a 29 anos. Em busca de prevenir e alertar sobre este problema de proporções crescentes, tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM) o projeto de lei 277/2014, que objetiva levar à discussão o tema – tido como tabu - para dentro das escolas. Segundo o relatório “Prevenindo suicídios - um imperativo global”, divulgado pela OMS no início de setembro, dos 11.821 suicídios registrados no Brasil, 9.198 foram homens e 2.623 mulheres. O estudo também apontou que de 2000 e 2012 ocorreu aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo que a quantidade de mulheres foi de 17,8% e 8,2% entre os homens. Em um panorama mundial, a Índia lidera a quantidade de suicídios com 258 mil mortes, seguido de China com 120,7 mil; Estados Unidos com 43 mil; Rússia com 31 mil; Japão com 29 mil; Coreia do Sul com 17 mil e Paquistão com 13 mil. Os dados mais recentes demonstram que em 2012, 804 mil pessoas cometeram suicídio em todo mundo e, o número de mortes é alto tanto entre pessoas com 70 anos de idade ou mais, quanto entre jovens de 15 a 29 anos. A fim de elucidar as causas e levar à discussão - ao que a OMS considera um problema de saúde pública o vereador Luis Mitoso (PSD) apresentou o projeto de lei que aponta para a necessidade de implantação de medidas preventivas ao suicídio entre os jovens da capital. O projeto prevê a promoção do debate com a realização de

palestras, dinâmicas em grupo, oficinas, filmes, incentivo à leitura dentro da escola e na comunidade acerca da questão do suicídio. Além de elucidar as possíveis causas e indicadores auxiliando educadores, pais e familiares a reconhecerem um suicida potencial. A iniciativa também visa estabelecer uma rede de apoio – por meio de parceria entre instituições privadas, órgãos públicos e a população - integrando profissionais de diversas áreas que possam contribuir nas discussões. O parlamentar apontou que

ESCOLA

As escolas municipais serão convidadas, a partir da aprovação do projeto de lei, a discutir, juntamente com pais e alunos, sobre a importância do bom convívio e da estrutura familiar no Amazonas a maior incidência de suicídio entre a população feminina encontra-se na faixa etária de 9 a 20 anos. Já, entre a população masculina, os suicídios entre pré-adolescentes e adolescentes só são superados por aqueles de homens entre 21 a 30 anos, de acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS). “A ideia deste projeto foi baseada nos índices alarmantes identificados de suicídios de jovens. O projeto de lei quer chamar atenção de sociólogos, psicólogos, médicos, psiquiatras e da sociedade em geral para discutir o tema e identificar porque um índice elevado de jovens, que nem chegam a constituir famílias e terminar os estudos já estão decepcionados com a vida”, disse o vereador. Para ele, a conversa e disseminação de informações são importantes armas de quebra de tabu e prevenção do suicídio.

É possível prevenir casos

Registros entre indígenas

A escola possui um papel importante na orientação aos jovens, na desmistificação e quebra de tabus, podendo até evitar que um jovem chegue as vias de fato, conforme defendem os profissionais que compõem a equipe interdisciplinar do Centro de Atendimento ao Escolar (Caes), subordinado ao Departamento de Gestão Escolar (Degesc) da Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino do Estado do Amazonas (Seduc). “A escola deve estar próxima ao aluno, permitindo que ele sinta-se a vontade para expressar suas ideias e opiniões. Os professores devem estar atentos e sensíveis a qualquer mudança no comportamento”, afirmou a pedagoga, Maria Simone Esteves de Souza.

De acordo com a secretaria de comunicação do Estado, entre os indígenas jovens, o Amazonas tem uma taxa de 101 suicídios para cada 100 mil. O pedagogo José Priantti apontou que já há iniciativas para abordar o suicídio dentro da escola, por meio da promoção de saúde e bem-estar ao aluno. Segundo ele, o Caes é responsável pela articulação com outros órgãos na realização, por exemplo, de programas de prevenção às drogas, campanha de desarmamento infantil, campanha Conte até 10, palestras motivacionais e contatos com secretarias parceiras, promovendo ações de valorização à vida. “Acreditamos que,

Ela explicou que há diversas ferramentas que podem ser adotadas pelas unidades de ensino para abordar o tema com os jovens. “Em sala de aula podemos criar espaços de discussão acerca de projetos de vida (valores, metas, perspectiva de futuro) e realizar atividades voltadas para o desenvolvimento de habilidades e promoção de autoestima”, disse. Chamar os pais à escola pode ser uma importante arma para aproximá-los do convívio com os próprios filhos. “Trazendo a família para dentro da escola podemos orientá-los quanto aos sinais de uma possível depressão que pode levar ao suicídio, para que estes estejam atentos a possíveis mudanças de comportamento”, ressaltou.

ao valorizar a vida, estamos prevenindo o suicídio. Além disto, quando acontece da equipe escolar perceber qualquer comportamento que indique a possibilidade de conflito que o aluno possa estar enfrentando, os alunos são encaminhados para os psicólogos do Caes, que entram em contato com a família, realizam escuta clínica ao aluno, observam-no na escola e propõe uma parceria com a equipe escolar de forma que haja uma articulação entre todos os entes da comunidade escolar para que se alcance a resolução do conflito de forma pacífica”, disse Prianti. Leia mais na B2

No Amazonas, conforme pesquisa, a maior incidência de suicídios ocorre entre a população feminina, na faixa etária de 9 a 20 anos


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Alto número de ocorrências chama atenção para problema Sentimentos de inferioridade, difuldades sentimentais e medo da perda de um ente querido são algumas especulações sobre mortes TADEU DE SOUZA/ARQUIVO GAZETA PARINTINS

TADEU DE SOUZA Equipe EM TEMPO

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arintins (AM) – Solano Yoshi Ribeiro, 14, Oder Fonseca Fontenelli Filho, 18. Idade em que os jovens começam a descobrir a vida, sonhar com o futuro e firmar metas que pretendem alcançar. Para esses dois jovens não há futuro. Ambos decidiram trocar a vida pela morte e cometeram suicídio. Antes deles, num espaço de 20 dias, Afrânio Amaral Miranda, 23, enforcouse no quintal de casa. Outro caso foi o do jovem Solano Yoshi Ribeiro. A família não consegue aceitar a perda do jovem. “Não acredito que ele se matou, ele estava normal, jantou e foi para o seu quarto. Eu e alguns colegas estávamos em frente de casa e ouvimos os gritos da minha mãe, que o encontrou enforcado”, contou Tomé Yoshi, irmão do jovem. Solano havia completado 14 anos na semana anterior ao fato, era aluno da escola estadual Irmã Sá. Jovem tranquilo, antes de optar pela morte, o estudante escreveu, em uma das mãos, uma declaração de amor a duas jovens: eu te amo Vitória e Natália, dizia a mensagem que ele levou para o túmulo.

Oder Fonseca Fontenelle Filho era conhecido como “Keldry”. Morava com a família no bairro Itaúna 2, também na Zona Leste da Ilha. Seu corpo foi encontrado pelo irmão, Kenisson Fonseca, 17, dentro do quarto onde ambos dormiam. Em depoimento à delegada adjunta da 3ª Delegacia Interativa de Parintins, Greice Jardim, o irmão e a mãe de Oder contaram que ele estava se preparando para fazer um concurso público, cujas provas foram realizadas em 24 de agosto. “Notamos ele mais calado, cabisbaixo, mas pensávamos que era por causa das provas”, disseram os familiares à delegada. Dois dias após o suicídio de Oder, foi Afrânio Amaral Miranda, 23, quem tirou sua vida. Afrânio esperou a família dormir e se enforcar numa árvore. A mãe de Afrânio, Maria Célia do Amaral, 39, contou que na véspera de cometer o suicídio, ele havia dito que não suportaria comparecer ao enterro da mãe, o que pode tê-lo motivado a tirar a própria vida. A vítima mais recente de suicídio em Parintins foi Carlos Marques de Souza, 25. Ele foi encontrado morto em um dos quartos da residência do tio, onde morava com os pais.

Causas familiares investigadas

Solano cometeu suicídio aos 14 anos e era um jovem tranquilo

Em uma das mãos, Solano escreveu uma declaração de amor

A psicóloga, Ellen Belmonte, apontou que inúmeros motivos podem motivar o suicídio entre os jovens. “Além de estar relacionado com o aspecto emocional do adolescente, que está naturalmente em conflito por encontrar-se em fase de transição, a decisão de suicidar-se pode estar relacionada à questão social. Disfunção familiar (fracos vínculos familiares), bullying na família ou na escola e traumas são apenas alguns dos fatores que podem levar o adolescente a considerar a possibilidade de suicídio”, especulou. Além disto, a desestrutura familiar e problemas financeiros ou amorosos também podem contribuir com o ato. “Dependendo do valor emocional atribuído pelo adolescente a estes aspectos, tais fatores, se vivenciados de forma negativa, podem contribuir para a decisão de suicidar-se. Contudo, é possível que um

adolescente, mesmo mediante tais fatores, seja resiliente. A família e a escola podem contribuir para a existência da resiliência”, afirmou Ellen Belmonte. Por isto, é muito importante o acompanhamento

PROMOÇÃO

A promoção de projetos que valorizem a vida e incentive o desenvolvimento das habilidades individuais dos jovens são fatores importantes para inibir a triste ação entre jovens e participação da família na vida do jovem. A atenção dos pais na rotina dos adolescentes pode facilitar na identificação de que os jovens estão tendendo ao ato. “Não há uma regra infalível, mas não é impossível evitar”, finalizou.


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Temperaturas elevadas e aumento de incêndios DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO

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evantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (Cbmam) identificou aumento de 140% em ocorrências evolvendo incêndios em vegetação rasteira, com relação a setembro do ano passado. Até o dia 22 daquele mês, as chamadas de queimadas urbanas ocorreram com maior frequência na Zona Norte (63), seguido pelas zonas Centro-Sul (35), Leste e Oeste (33), Sul (18) e Centro-Oeste (11). A elevada temperatura do ar e a baixa umidade, bastante comuns nesse período, são fatores que facilitam a propagação de chamas e, por conseguinte, um incêndio de grandes proporções. “A associação desses fatores com a utilização de materiais propícios, além da presença de ventos alternados, aumentam o risco de incêndios”, informou a assessoria da corporação. Recomenda-se aos proprietários de terrenos baldios que, antes do período de elevadas temperaturas, façam a redução da altura da vegetação dessas áreas. Assim, a probabilidade de uma grande ocorrência é menor. “Pais e responsáveis

devem orientar crianças e adolescentes para o risco e os efeitos dessas ações. Deve-se evitar a utilização de fogos de artifício, cujas fagulhas podem originar esses tipos de incêndio”, complementa. O Corpo de Bombeiros orienta ainda que denúncias de queimas em terreno baldio devem ser feitas pelo 190. Cabe ao Batalhão de Meio Ambiente da Polícia Militar realizar a apreen-

ORIENTAÇÕES

Uso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos em uma mesma tomada ou ligadas por muito tempo podem aquecer a fiação e fazer com que haja propagação de faíscas, causando incêndio são do acusado (se houver) e dos materiais utilizados. A denúncia deve ser encaminhada também ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas). Incêndio em imóveis Com relação ao número de incêndios em imóveis, o Insti-

tuto de Criminalística da Polícia Civil do Amazonas registrou aumento de 44% no registro de ocorrências em relação a setembro do ano passado. O órgão, vinculado à Secretaria de Segurança Pública (SSP), tem por finalidade determinar o foco e do incêndio, identificar a fonte de calor e apontar as causas do fogo. “Considerando que um incêndio pode ter origem natural ou artificial e, dentre estes, a causa pode ser acidental ou intencional, somente uma pesquisa aprofundada das conclusões dos laudos, aliada aos resultados das investigações policiais, poderia revelar a causa do aumento deste tipo de ocorrência”, explica a perita criminal Hana Chóji. Segundo classificação do órgão, as ocorrências de origem acidental, como os curto-circuitos, e aquelas provocadas deliberadamente por alguém (criminosa ou intencional) são as principais causas destes incidentes. “Nos meses mais quentes do ano, aumenta o uso de eletrodomésticos como condicionadores de ar, ventiladores e refrigeradores, e muitas vezes o usuário não atenta para a possibilidade de sobrecarga do circuito elétrico”, orienta Hana.

DIVULGAÇÃO

Elevada temperatura do ar e baixa umidade, entre outros fatores, facilitam a propagação de chamas em vegetação

Tem sido recorrente, nos últimos meses, a ocorrência de incêndios em residências em Manaus

Prevenção para evitar danos • Solicitar serviço de um profissional qualificado para realizar a instalação elétrica de imóveis; • Não ligar mais de um aparelho na mesma tomada e nem usar cabos extensores, pois pode sobrecarregar a instalação elétrica; • Durante a noite, desligar equipamentos em desuso;

• Não fazer instalações improvisadas e com material de qualidade duvidosa; • Não passar cabos elétricos por debaixo de carpetes e móveis, pois em caso de curto-circuito, estarão em contato com material que facilmente incendeiam; • Ao instalar um novo aparelho elétrico, certificar-se de

que o mesmo não sobrecarregará o circuito e se o mesmo é aprovado pelo Inmetro; • Atenção às tomadas e interruptores que se apresentem mornos ao tato, pois são indícios de instalação elétrica sobrecarregada; • Desligar imediatamente aparelhos que apresentem superaquecimento.


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Mulheres ainda temem Apesar do aumento no número de mecanismos de defesa da mulher contra os maus-tratos, muitas ainda temem denunciar seus agressores por medo de represálias ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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ma parte das mulheres que, diariamente, sofrem com a violência doméstica e são agredidas por seus companheiros por causa da pressão psicológica, medo, vergonha e até por não quererem ser responsáveis pela destruição dos seus laços familiares resolvem não denunciar o companheiro para polícia. Alguns casos acabam sendo tão graves que se tornam crimes passionais. Só no mês de setembro, a Delegacia Especializadas em Homicídios e Sequestros (DEHS) realizou dezenas de ocorrências, mas quase nenhum virou registro de violência contra a mulher. O caso mais recente é o da industriária Yone Alexandre da Silva, 37, registrado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (Deccm), Parque 10. Yone foi encontrada morta com quatro perfurações nas costas. A industriaria foi supostamente agredida dentro da própria casa, localizada na Colônia Santo Antônio, Zona Norte. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, Leomar José da Silva, que para a família da vítima planejou todo o crime. O casal não tinha mais relação entre marido e mulher, mas morava na mesma casa. Testemunhas afirmaram ter visto o suspeito golpear Yone e que após cometer o crime, Leomar fugiu em um motocicleta, que tinha ficado ligada em frente à casa do casal. No dia 3 de setembro, Leane Lima de Castro, 17, também foi morta a facadas pelo excompanheiro. O crime ocorreu na Comunidade Cristo Rei, município de Iranduba (distante 9 quilômetros da capital), após a jovem decidir não voltar mais a se relacionar com o companheiro. Outro crime registrado por ciúme foi o ocorrido no dia 23 do mês passado. A vítima, Marinalva Bento da Costa, 45, foi morta com golpes de gargalo de garrafa pelo marido, após ele descobrir uma possível traição dela. A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP) não divulgou novos dados dos últimos anos sobre denúncias de violência contra a mulher. Medo de denunciar Mesmo com todo o trabalho de divulgação, o medo de procurar a polícia para denunciar o companheiro ainda é predominante. A professora Eliena da Silva*, 38, se encaixa nesse caso. Após sair de um casamento, onde teve dois filhos, por sofrer maustratos e por ainda acreditar na possibilidade de encontrar um amor verdadeiro Eliena se casou novamente com um policial militar de 35 anos. De acordo com ela, o marido assumiu os filhos do primeiro casamento e se comprometeu em cuidar do lar e oferecer uma vida mais digna para a ela, no entanto, após 7 anos juntos ela, finalmente, está juntando coragem para se rebelar contra os maus-tratos que sofre do companheiro. “Saí do primeiro casamento porque era agredida verbalmente e fi-

sicamente por ciúmes. Conheci meu atual companheiro e tudo ia bem, passamos a viver a dois, mas com o passar dos meses, as agressões verbais começaram por parte dele também”, lamentou. A professora começou a ser agredida verbalmente pelo companheiro por causa de sua família. “Meu marido não aceitava muito a minha família e por eu defender as pessoas que me criaram ele começou a me agredir verbalmente, mas não pensava que algo pior pudesse acontecer. Toda vez que ele percebia que me magoava me procurava para pedir perdão e eu sempre aceitei, por causa do sentimento que sempre tive por ele, só que eu sofro com isso”, contou. Por causa das agressões verbais diárias, Eliena adquiriu uma depressão. Com vergonha de contar para seus familiares e colegas de trabalho, ela disse que estava com problemas pessoas e pediu para se desligar do emprego e realizar um tratamento. “Com peso na

VERBAIS

As primeiras agressões sofridas pela professora foram verbais, mas após algum tempo de convívio o companheiro começou a maltratá-la fisicamente também. O medo não deixa denunciar consciência ele pediu para me ajudar, disse que iria parar de me magoar e que gostaria muito que eu conseguisse terminar minha faculdade. Mas foi pior, pois como não tinha dinheiro e não ajudo em casa com as contas, ele acabou ficando com toda a responsabilidade para ele. Depois disso ele começou com as agressões físicas”, lembrou a professora. Conforme Eliena, após as agressões físicas o companheiro relatou que desde novo sempre passa por problemas de agressividade, já que cresceu vendo o pai bater na mãe. Conforme ele, o amor por Eliena sempre foi importante e como não queria perder a companheira assumiu um compromisso de procurar ajuda. “Cheguei a acompanhá-lo em algumas seções e não deu certo. Até hoje as agressões continuam. Ele não pode se irritar com nada. A última vez foi nesta semana, quando chegou do plantão. Fui perguntar onde ele havia deixado a farda dele e recebi um ‘pisão’ no peito. Antes de vir para casa, após o período do plantão, ele passa na casa da mãe e deixa a arma guardada, ele já disse que tem medo de fazer algo pior comigo”, desabafou. O fato de o companheiro sustentar os filhos, de os familiares não saberem das agressões e por não ter ir onde morar, a professora disse que acabou se acostumando com a situação. “Não tenho de quem receber apoio e por isso aceito essa situação. Ele me compra com presentes e agrados, mas estou chegando ao meu limite e tenho medo de um dia tirar minha própria vida. Não o denuncio, porque tenho medo que ele me mate”, assumiu.

Em muitos casos, as vítimas se mantêm caldas por medo de represálias

Consumo de bebidas e agressividade A funcionária pública, Maria Ribeiro*, 35, depois de oito meses de casada, descobriu que o companheiro, um vigilante de 48 anos, tinha problemas com bebidas e todas as vezes que retornava para casa bêbado começava a agredi-la verbalmente. As agressões físicas começaram depois que a funcionária pública engravidou do segundo filho. Ela teve coragem de denunciar, após seu irmão, que é militar, ter presenciado uma cena em que o marido batia em seu rosto por causa de ciúmes. “Não tive coragem de ir embora de casa, pois ajudei na construção dela. Agora vivemos debaixo do mesmo teto, mas não temos contato de marido e mulher. Estou esperando resolver todos os procedimentos na Justiça, mas tenho medo de continuar a viver ao lado dele”, contou. O companheiro garantiu para Maria que caso ela retirasse a denúncia, nunca mais voltaria a beber e o casal seria feliz novamente. Delegacias e suportes institucionais permitem que vítima seja protegida, garante delegada


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DIVULGAÇÃO

FOTOS: IONE MORENO

denunciar agressões Polícia está vigilante A titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (Deccm), Kethleen Araújo explicou que com os mecanismos de proteção e maior punição dos agressores disponibilizados pela Lei Maria da Penha verificou-se um aumento considerado de denúncias tanto pelas mulheres vítimas de violência quanto por pessoas que testemunham tais violências, como vizinhos e familiares. “A aplicação efetiva da lei tanto pela polícia quanto pelo judiciário, trazendo a devida responsabilização penal aos agressores e a proteção à vítima, seja através das medidas protetivas de urgência, do pedido de prisão preventiva ou em flagrante, também traz credibilidade a lei e aos órgãos participantes da rede de enfrentamento”, defendeu. A delegada informou que a mulher vítima de violência pode buscar apoio para registro de sua ocorrência e a realização dos procedimentos penais em qualquer Distrito Integrado de Polícia (DIP), estando todos aptos a atender e realizar os procedimentos necessários. Outros órgãos como a Secretaria de Assistência Social (Seas), o Serviço de Apoio Emergencial a Mulher (Sapem) disponibiliza serviços de psicólogo, assistente social, encaminhamentos a outros serviços sociais e um abrigo provisório para as mulheres vítimas que necessitam. “Também contamos com uma Casa Abrigo (pertencente à Seas), onde as mulheres vítimas que se encontram em uma situação mais grave, onde há perigo de morte, podem ser abrigadas por um período indeterminado. Tal abrigo

possui endereço sigiloso e as vítimas lá abrigadas não podem receber visitas. Detalhe importante é que podem ser abrigadas juntamente com seus filhos”, garantiu. Além de todos esses apoios a titular da especializada tem apoio com o Núcleo de Apoio Emergencial a Mulher da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (Naem), que trata das causas familiares, tais como separação, divisão de bens, guarda de filhos e outros. Quanto a vítima a titular explica que caso a mulher esteja ou tenha acabado de sofrer qualquer tipo de violência deverá, primeiramente, acionar a polícia, para que, conforme o caso, seja o agressor preso e levado até um DIP para a realização dos procedimentos legais. “Nos demais casos, que não o de flagrante delito, a mulher deverá comparecer até o Distrito Policial mais próximo de sua casa para efetuar o registro da ocorrência e demais providências, além de ser encaminhada, se necessário, ao psicólogo e assistente social pertencente ao Projeto “Ame a Vida”, existente em todas as delegacias”, explicou. No próximo dia 23 um novo distrito da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, será inaugurado ao lado do 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Zona Norte de Manaus. Kethleen informou que como a zona tem mais ocorrência de violência contra a mulher, a finalidade e de disponibilizar para as agredidas outro meio mais próximo para as vítimas. *Nome fictício para preservar a identidade da personagem

No início da semana foi lançado o projeto Ronda no Bairro Maria da Penha, exclusivo a vítimas de violência doméstica

Aplicativo de internet auxilia policiais Policiais Civis e Militares que atuam no Projeto Ronda Maria da Penha contam com auxílio de um aplicativo de internet para mapear as ocorrências de violência doméstica e a fiscalização do cumprimento das medidas protetivas expedidas pela Justiça, como o afastamento do agressor do lar ou local de convivência. O aplicativo foi desenvolvido pelo Núcleo de Geoinformação e Análise Criminal do Programa Ronda no Bairro (NGAC), que realizou treinamento com os policiais que

atuam no projeto. De acordo com o tenente Eduardo Silva do NGAC, o aplicativo foi pensando para contribuir com as ações das polícias com a geração de estatísticas e otimização dos serviços judiciários. “Com o aplicativo será possível montar um banco de dados de todos os atendimentos, o que futuramente servirá para os órgãos traçarem políticas públicas na questão de violência doméstica”, disse. A coordenadora da Polícia Militar do Ronda da Maria da Penha, capitã Adriana Salles, explica que por meio da es-

tatística será possível nortear as ações, para atender as mulheres que necessitem da medida protetiva. Ele destacou que no aplicativo, o policial, ao atender a ocorrência, irá preencher um formulário e alimentar o banco de dados com todas as características do fato e da vítima. “É um grande ferramenta para contribuir e dar mais agilidade ao projeto”, disse. O projeto Ronda Maria da Penha foi lançado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP),

30 de setembro, com o objetivo proteger vítimas de violência doméstica que solicitarem à Justiça medida protetiva de urgência, estabelecida na Lei Maria daPena (lei 11.340/06). O projeto conta com grupamento especializado e inicia em fase piloto na área do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro novo Aleixo (Zona Norte). Para acionar o Ronda Maria da Penha, a vítima atendida pela Justiça com medida protetiva pode utilizar os números de telefone: 8855-0854 ou do 190. Delegacia da Mulher fica localizada no bairro Parque 10


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Ensino superior ampliado nas diversas esferas sociais P

essoas privadas de liberdade e jovens que cumprem medidas socioeducativas podem se inscrever a partir no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O procedimento é feito exclusivamente pela internet e termina no dia 30 de outubro. As provas serão aplicadas nos dias 9 e 10 de dezembro nos presídios e nas unidades de internação. O responsável pedagógico da instituição deve fazer a inscrição dos detentos e internos, além de acompanhar o processo até a divulgação do resultado do exame. No primeiro dia de prova, os participantes terão quatro horas e meia para responder a questões de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia) e de ciências da natureza e suas tecnologias (química, física e biologia). No segundo dia, eles terão uma hora a mais de exame, que abordará linguagens, códigos e suas tecnologias (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação), redação e

matemática. A aplicação das provas começa às 13h (horário de Brasília). Os órgãos da administração prisional e socioeducativa dos Estados e do Distrito Federal que desejarem indicar unidades para a aplicação do exame deverão firmar termo de adesão com o Instituto

INSCRIÇÕES

Para pessoas privadas de liberdade e jovens que cumprem medidas socioeducativas, as inscrições para o Enem podem ser feitas pela internet até dia 30 de outubro. Provas ocorrem em dezembro Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), pela internet, até o dia 20 de outubro. As unidades indicadas precisam assinar um termo de responsabilidade. Candidatos idosos Não são apenas os jovens que estão buscando a educação no Brasil. Os idosos estão procurando,

cada vez mais, concluir os ensinos, desde o básico até o superior. Alguns realizam o sonho de fazer a segunda graduação em uma área que sempre lhes despertou interesse, outros alcançam a meta de aprender a ler e escrever. Neste ano, 15,5 mil idosos fizeram a inscrição no Enem. O número de inscritos com 60 anos ou mais cresce anualmente. Segundo o Inep, no ano passado esses inscritos somaram 10,9 mil. Em 2009, foram 4,7 mil idosos. O Enem é a porta de entrada para instituições de ensino superior e técnico, além do financiamento estudantil e intercâmbio acadêmico. Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias 8 e 9 de novembro. No total, foram 8,7 milhões de inscritos. Os idosos são hoje no país 26,3 milhões, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 13% da população. A expectativa é que esse percentual aumente e que em 2060 chegue a 34%, segundo previsão do próprio IBGE.

DIEGO JANATÃ

Tem sido cada vez maior a procura pela graduação superior entre jovens e idosos no Brasil, conforme dados do Inep

Instituições que queiram participar do processo devem fazer a solicitação até o dia 20 de outubro

MEC reconhece 41 cursos O Ministério da Educação (MEC) reconheceu 41 cursos superiores em instituições públicas e privadas em 13 estados, a maior parte na Região Sudeste. São oferecidas 4,5 mil vagas em diversas áreas. A lista completa dos cursos está em duas portarias publicadas no Diário Oficial da União.

O reconhecimento é necessário para a validade nacional dos diplomas. Eles precisam ser autorizados e ter pelo menos um ano de funcionamento, quando é verificado o cumprimento dos requisitos legais para prestação do serviço educacional. São bacharelados, licenciaturas e tecnológi-

cos. Entre eles, estão direito, biomedicina, química, filosofia, educação física, fotografia e nutrição. Do total dos cursos, 13 estão em instituições federais. Para conferir os demais cursos e instituições cadastrados, o MEC disponibiliza on-line um sistema de consulta.


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Referência em hansenianos

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DIVULGAÇÃO/AGECOM

Unidade passa a oferecer atendimento cirúrgico especializado em ortopedia

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specializado no atendimento de pessoas acometidas pela hanseníase, o hospital Geraldo da Rocha, Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, passou por reforma e passará a realizar cirurgias ortopédicas reparadoras. Conforme o secretário estadual de Saúde em exercício,

Albergados com espaço exclusivo Conforme o secretário, anteriormente, os pacientes com sequelas de hanseníase que necessitavam desse tipo de procedimento eram transferidos para a Fundação Hospital Adriano Jorge. Com a reforma, as enfermarias do hospital que antes agrupavam 16 leitos num único espaço e dispunham de banheiros conjuntos no corredor, passam a ser organizadas em quartos com quatro leitos cada e banheiros internos nos padrões preconizados pelas normas hospitalares. Para os pacientes vitimados pela hanseníase que já não dispõem de qualquer vínculo familiar e que viviam na enfermaria do hospital foi também criado o espaço “Lar Paraíso”. “Estes pacientes, que são albergados na unidade, têm agora um ambiente mais próximo do que seria um lar, onde passam a viver, permanecendo com todo o suporte de atendimento médico-hospitalar”, diz.

Usuários aprovaram revitalização A diretora do hospital, Ana Belota, explica que a unidade é referência para o acompanhamento de pacientes que, mesmo não tendo mais a doença, necessitam tratar as sequelas da hanseníase, sendo as mais comuns as úlceras nos pés e mãos. O atendimento clínico para pacientes diabéticos, hipertensos e com problemas pulmonares também é ofertado na unidade. “A gente chega a se emocionar. A satisfação da comunidade é imensa ao receber este hospital todo reformado”, comentou o coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Pedro Borges. Representante do movimento no Conselho Nacional do Idoso, Valdenora Cruz falou com entusiasmo da reforma. “Como usuária dos serviços e como cidadã, me sinto muito feliz”, finaliza.

José Duarte, para reformar e reestruturar a unidade foram investidos R$ 7.497.367,20 entre obras e equipamentos. “Um ganho importante com a reforma foi exatamente a adaptação do centro cirúrgico do hospital para realização das intervenções ortopédicas reparadoras”, informou.

Investimento na estrutura física, compra de equipamentos e ampliação do atendimento agradaram usuários e profissionais


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Especial

Eleições 2014 MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

É hora de decidir o futuro! DIVULGAÇÃO

Neste domingo, os brasileiros enfrentam um dos momentos mais importantes do país com a escolha dos futuros dirigentes

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

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archando rumo às urnas, mais de 2 milhões de amazonenses tomam nas mãos o poder de escolher seus representantes políticos e exercem, hoje, a cidadania em seu estado mais pleno. Para organizar o processo complexo, que envolve a votação até mesmo nas comunidades mais distantes da capital, a legislação eleitoral estabeleceu uma série de regras, que devem ser obedecidas por eleitores, candidatos e partidos, visando à lisura do pleito, que este ano definirá quem serão os novos deputados estaduais, federais, governador, senador e presidente da República. No Amazonas, os espaços de votação, que abrirão das 8h às 17h, estão divididos por 165 escolas, que tiveram suas atividades paralisadas, ainda no dia 1º. O centro de ensino com o maior contingente de eleitores registrados é a escola estadual Eldah Bitton, localizada no bairro Compensa 3, Zona Oeste de Manaus. No local, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), devem votar 10.900 eleitores. Manaus se firma como o maior colégio eleitoral do Estado, concentrado mais de 1 milhão de eleitores, 55,8% do eleitorado. Parintins segue a lista, com 64 mil votantes, Itacoatiara com 55 mil, Manacapuru, 52 mil e

Coari com 46 mil. Para consolidar os votos, em uma das 6,5 mil urnas espalhadas pela capital e interior, o eleitor terá que apresentar um documento oficial com foto (carteira de identidade ou identidade funcional, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação). O uso do documento com foto é necessário até para os eleitores dos sete municípios do interior, que passaram pelo recadastramento biométrico.

PROGRAME-SE

No Amazonas, os espaços de votação abrirão das 8h até 17h, e serão divididos por 165 zonas eleitorais. O maior colegío eleitoral é o Eldah Bitton, na Compensa 3, com 10.900 eleitores Peças fundamentais Instituições como Polícia Federal (PF), Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), Comissão de Fiscalização de Propaganda do TRE-AM e os mesários figuram como os principais atores da organização do pleito. Eles somam hoje uma frente de trabalho formada por 34 mil homens e mulheres, distribuídos por 6.883 secções eleitorais. O que pode e não pode Dentre as permissões dadas

pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está a manifestação de preferência por candidato, partido ou coligação com uso de broches, bandeiras e adesivos de forma silenciosa e individual; a famosa “cola eleitoral” usada pelo eleitor como lembrete em frente as urnas, também é liberada. Contudo, é vedada a manifestação de preferência coletiva por candidato, partido ou coligação, com uso de bandeira, vestuário padronizado; uso de alto-falantes ou a promoção de comício e carreata; divulgação de qualquer espécie de propaganda de candidato, partido político ou coligação “boca de urna”, incluindo a distribuição de “santinhos”; fornecimento de alimentação e transporte a eleitores. Na hora do cara a cara com a urna, ainda é proibido portar aparelho celular, câmeras fotográficas, filmadoras, aparelho de radiocomunicação ou qualquer outro instrumento que viole o sigilo do voto. Como o voto é obrigatório aos cidadãos brasileiros maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, jovens entre 16 e 18 anos e idosos com mais de 70, quem está fora de seu colégio eleitoral precisa estar atento para justificar a falta, que pode acarretar no cancelamento do título de eleitor, documento indispensável para quem deseja participar de concursos públicos, emprestar dinheiro em bancos e emitir de passaportes.

A eleição em números

2.226.891 Eleitores em todo o Amazonas. Manaus continua sendo o maior colégio eleitoral amazonense com

1.243.844

eleitores.

1.131.421

Eleitores são do sexo feminino (50,8%) e,

Quem estiver fora do país pode votar O brasileiro que estiver no exterior não ficará de fora das eleições, podendo concretizar seu voto apenas para a Presidência da República. Para isso, ele deve se direcionar às embaixadas ou repartições consulares no país em que estiver. Nesses locais, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal atua juntamente com as missões diplomáticas. Caso queira justificar o voto, o eleitor no exterior precisa preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral, dirigido ao juiz da Zona Eleitoral no Exterior, e entregá-lo no consulado.

1.095.197

Eleitores do sexo masculino (49,1%) A faixa etária de 25 a 34 anos reúne a maioria do eleitorado do Estado:

597.284

eleitores, o que representa 26,8%. Adultos com idades ente 35 a 44 anos são

468.398

eleitores (21%).

Pela primeira vez,

38.278

jovens eleitores de 16 e 17 anos irão às urnas para votar no Amazonas.

Justificativas emitidas nos cartórios eleitorais De acordo com o TSE, o Requerimento de Justificativa Eleitoral poderá ser adquirido gratuitamente nos cartórios eleitorais, postos de atendimento ao eleitor, no site do Tribunal e, no dia do pleito, nos locais de votação. Caso o eleitor não entregue a justificativa hoje, ele possui 60 dias para em qualquer cartório eleitoral ou pelos Correios entregar o documento. O requerimento deve ser acompanhado pela documentação que comprova a impossibilidade de comparecimento. Caso não justifique, o eleitor deve solicitar, em um cartório eleitoral, uma Guia de Recolhimento da União (GRU). O valor da penalidade está entre R$ 1,05 e R$ 35,14.


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

A imagem usada pelos candidatos na campanha EDUARDO BRAGA (PMDB) E A EXPERIÊNCIA Tendo sido governador por dois mandatos consecutivos, apostou no discurso da experiência, destacando realizações da sua gestão e sugerindo que não houve evolução na gestão do governador José Melo (Pros) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Saúde e Segurança foram os principais temas utilizados por Braga como plataforma de ataques à atual gestão. O peemedebista alegou ainda que programas praticados na sua gestão não tiveram continuidade.

JOSÉ MELO (PROS) E A CONTINUIDADE Há seis meses no governo, o candidato à reeleição apostou no discurso da continuidade, defendendo-se de ataques com maratonas de dados de governo. José Melo combateu o discurso peemedebista sugerindo que a população “não esqueceu e não quer voltar ao passado”. O candidato, que já pertenceu ao grupo adversário, elegeu a estratégia da “humildade contra a arrogância” para se diferenciar de Braga.

MARCELO RAMOS (PSB) E A RENOVAÇÃO O carro-chefe da campanha do deputado foi o discurso da renovação. Em um cenário de cansaço dos eleitores com a política em geral, Ramos destacou, por diversas vezes, que Braga e Melo pertencem ao mesmo grupo político que governou o Estado há décadas. O parlamentar mirou principalmente o eleitor jovem com o atrativo da “nova política”, estratégia que comanda a campanha da presidenciável da sigla, Marina Silva.

CHICO PRETO (PMN) E O CHOQUE DE GESTÃO A campanha do deputado evitou embates com Eduardo Braga e concentrou ataques à atual gestão. O parlamentar, que estreia na disputa majoritária, se esforçou para tornar-se conhecido entre os eleitores, destacando a convivência com a família. Chico Preto alavancou a estratégia do “choque de gestão”, explorando dados negativos do governo Melo, repercutindo o programa de governo integrado.

ABEL ALVES (PSOL) E O HOMEM DO CAMPO Ex-vice prefeito de Tefé, o advogado evitou discursos extremistas e concentrou esforços no eleitorado do interior, destacando que o “homem do campo” está abandonado e passa por dificuldades em emprego e renda. O tema foi protagonista de mais da metade dos seus programas. Abel destacou ainda o sucateamento da logística do Estado, apontando a necessidade de reformas em estradas, portos e vicinais.

LUIS NAVARRO (PCB) E OS AVIÕES O comunista, que tenta se eleger desde 2006, deu grande destaque às suas propostas de recuperação da logística e da mobilidade no interior. Uma das promessas do candidato seriam aviões modelo Volvo-2, contratados para fazer o transporte rápido da população. O candidato também deu grande destaque ao seu programa de incluir tarifa zero no transporte coletivo fluvial, além de extinguir terceirização no serviço público.

HERBERT AMAZONAS (PSTU) E OS EMPRESÁRIOS O candidato militante das causas trabalhistas, que também concorre desde 2006, fez durante a campanha diversas críticas ao que chamou de “sistema que só beneficia aos empresários”. O funcionário público, que explorou a sua proposta de reduzir os salários dos deputados, mirou movimentos sociais de esquerda e afirmou que colocará “toda a máquina estatal a serviço dos movimentos sociais”.


Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

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Socorro GUEDES

‘Estamos PREPARADOS PARA AS Eleições 2014’ RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

R FOTOS: DIEGO JANATÃ

A estrutura do processo será a mesma, não importa se primeiro ou segundo turno. Vamos atuar com o mesmo empenho e a estrutura que iremos aplicar no pleito deste domingo”

ecém-empossada na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a desembargadora Maria do Socorro Guedes Moura estreia na cadeira comandando as eleições do Amazonas. Sendo a terceira mulher a administrar a Corte Eleitoral do Amazonas, declara que preparou uma operação de “quartel” para o pleito. A desembargadora ingressou no Ministério Público do Amazonas em 1987 e exerceu a titularidade das promotorias de Justiça dos municípios de Anori, Codajás e Manacapuru. Após 17 anos dedicados ao MPE, foi nomeada para o cargo de desembargadora do TJAM pelo Quinto Constitucional, em 17 de dezembro de 2004. Faltando menos de 48 horas para realização das eleições, a desembargadora recebeu a equipe do EM TEMPO em seu gabinete, onde confessou estar satisfeita com o primeiro turno destas eleições. Segundo ela, toda estrutura está saindo conforme o planejado e o órgão já está com tudo preparado para a cobertura das eleições. Serão quase 34 mil pessoas envolvidas para garantir um pleito seguro e sem problemas. EM TEMPO - O primeiro turno destas eleições movimentou dezenas de processos, pedidos de cassação, defesa, entre outros. A senhora acredita que o tribunal conseguiu responder com rapidez todas as demansas? Socorro Guedes – Sim. O que aconteceu neste pleito foi que os candidatos foram alertados para judicializar ações quando houvesse realmente motivo de uma resposta efetiva, e não simplesmente sair representando qualquer coisa de forma que a Justiça não pudesse prestar jurisdição. O que acontecia nas outras eleições era que os candidatos entravam com tantas representações que, ao final da propaganda eleitoral, muitas não conseguiam ser julgadas pelo tribunal porque perdiam o objeto, visto que, na maioria dos casos, eram pedidos de resposta. As judicializações

ocorreram, mas os candidatos tiveram o cuidado de selecionar melhor. EM TEMPO - No início do pleito, o tribunal reuniu os candidatos e produziu um documento em que as campanhas se comprometeriam a não protagonizar baixarias e a manter a cidade organizada. A senhora acha que esse pedido foi atendido? SG – Com certeza. Quando nós chamamos os candidatos, tínhamos acabado de sair da Copa do Mundo, em que Manaus havia sido destaque nacional, a cidade estava limpa, bonita, então queríamos fazer um trabalho para mantê-la assim. Os candidatos se comprometeram a não pintar os muros das casas - e é bom destacar que não existe proibição - mas isso foi fruto do diálogo e do bom senso dos candidatos. Percebemos que essa prática não ocorreu, um ponto muito positivo fruto daquela reunião. EM TEMPO - O Tribunal lançou algumas ferramentas inovadoras neste pleito, como a denúncia via WhatsApp e, mais recentemente, o aplicativo de apuração dos votos. Essas e outras medidas produziram resultados efetivos? SG - Tudo que possa facilitar a vida do cidadão e a participação efetiva do eleitor nós estamos fazendo. Eu tenho dito à população que não tem a necessidade deles irem ao cartório eleitoral pra saber sua zona eleitoral caso tenha perdido seu título, basta entrar na página do TSE com algum documento. No dia das eleições, mesmo sem o título, se ele portar algum documento com foto, não terá nenhum problema. Essas comodidades se dão devido a essas renovações tecnológicas. O aplicativo do WhatsApp foi uma ferramenta extremamente salutar no combate à tentativa do crime eleitoral, principalmente no que se refere à propaganda eleitoral irregular. A população contribuiu efetivamente. As pessoas passavam nas vias, quando entendiam que aquilo constituía uma violação ao seu direito, elas denunciam.

EM TEMPO - Na sua primeira experiência presidindo o Tribunal e coordenando esse processo tão complexo, qual a maior dificuldade de estrutura que pôde notar na nossa região? SG - O maior desafio, quando se trata de eleições, é sempre a logística, porque temos uma região com mais de 300 locais de difícil acesso. Isso faz com que tenhamos que pensar no todo e utilizar transporte aéreo, fluvial e rodoviário. Quando dizemos que são 34 mil pessoas que, juntas, trabalham pelas eleições, é realmente um trabalho de quartel, porque são diversas aéreas de atuação. Magistrados, servidores, técnicos de urnas, técnicos de transmissão, forças de segurança, como a Polícia Militar, a Força Federal, Polícia Civil e Polícia Federal. Toda essa logística precisa ser pensada para que no dia do pleito tenhamos um clima de absoluta normalidade, onde o cidadão possa sair da sua casa em segurança sem ser incomodado. Vejo também servidores extremamente capacitados, o que me dá um sentimento confortável de saber que não estamos sozinhos. E agora temos também o gabinete de gestão integrada, que cada vez mais cresce e dá esse suporte tão importante. EM TEMPO - Tendo em vista esses locais de baixo acesso, muitos eleitores ainda têm a sensação de que o interior pode ser uma “ter-

ra sem leis”. O que garante que os eleitores não devem pensar que “tudo pode acontecer” nessas regiões? SG - Qualquer lugar do Brasil pode ter uma situação que independe da nossa tarefa. Nós nos programamos para que tudo aconteça na mais absoluta normalidade, mas uma força maior pode modificar. O que poderia acontecer? Não ter luz? A urna está preparada para funcionar por 12 horas, então não teríamos a dificuldade de paralisar as eleições. Na transmissão, nós já tivemos essa experiência com atraso, mas isso foi um fato único que não mais se repetiu. O TSE tem nos atendido. A reclamação mais comum eram as urnas defasadas, mas já ganhamos urnas novas. Para localidade de difícil acesso, não temos uma urna, temos duas, para garantir. Prefiro acreditar que tudo sairá conforme o planejado. A maturidade da população e dos candidatos é outra. EM TEMPO - Em um eventual segundo turno, o que muda? SG- A estrutura do processo não importa se é primeiro ou segundo, tudo será a mesma coisa. Nós teremos novamente de alimentar essas urnas, toda a estrutura será repetida no segundo, dia 26 de outubro, caso ocorra. São outras eleições, tanto que eu digo que se, por ventura, você não comparecer no primeiro turno, não deixe de comparecer no segundo turno, pois você pode ser surpreendido e pode até ter seu titulo cancelado.

O maior desafio quando se trata de eleições é sempre a logística, porque temos uma região com mais de 300 locais de difícil acesso. Isso faz com que tenhamos que repensar tudo”

Tudo que possa facilitar a vida do cidadão e a participação efetiva dos eleitores no pleito nós estamos fazendo. As redes sociais foram ferramentes extremamente salutar nesta campanha”


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Manaus preparada para o p CARLOS EDUARDO MATOS Equipe EM TEMPO

P

O serviço, previsto em lei municipal, foi definido em acordo entre as empresas de ônibus, o TRE-AM, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato dos Rodoviários do Amazonas. Hoje, 6 mil motoristas, cobradores, administradores de linha e equipes de manutenção irão trabalhar. O transporte coletivo irá operar no sistema de “catraca livre”, ou seja, o cobrador permitirá que o usuário gire a catraca sem que pague o valor de R$ 2,75. Com a gratuidade da tarifa de ônibus, o eleitor não terá obrigação de usar os terminais de integração, como faz diariamente. O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, alertou que equipes de fiscalização estarão circulando nos

terminais de integração e nos finais de linha nos bairros para checar se todos os ônibus estão em operação. No entanto, ele afirmou que panes mecânicas e outros problemas estão previstos. “Entre 7% e 10% da frota costuma falhar durante as eleições”, afirmou. Vale lembrar a gratuidade não está valendo para os micro-ônibus lotação e executivo, nem para mototáxi ou táxi. No caso de descumprimento à gratuidade e qualquer outra reclamação sobre o transporte, usuários poderão ligar para o SAC da SMTU, no número 118.

Estado, município e TRE montaram um esquema de segurança, transporte e assistência médica para atender aos mais de 2 milhões de eleitores que irão às urnas hoje

DIVULGAÇÃO/TRE

ara os usuários do transporte coletivo, as sete empresas de ônibus que operam em Manaus (Global Green, Eucatur, Via Verde, Expresso Coroado, São Pedro, Veja Transportes, Açaí) irão colocar quase toda a frota em circulação, hoje (5). De acordo com o TRE-AM, 1.407 ônibus sairão das garagens para atender aos usuários e irão operar gratuitamente, das 4h até a meia-noite, a fim de facilitar o deslocamento dos eleitores até aos locais de votação e o retorno seguro de volta para casa. Acompanhe o esquema preparado:

‘Catraca livre’

Fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral fará blitz para inibir os chamados crimes eleitorais

Lei Seca

estabelecimentos. Se o eleitor decidir realizar uma festa com uso liberado de bebidas alcoólicas, ou mesmo beber em um espaço aberto, o Estado não poderá interferir em seu livre arbítrio, apenas adverti-lo. Porém, se o eleitor perturbar a ordem pública, será detido”, afirmou. O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, esclareceu que é importante o eleitor manter-se sóbrio durante as eleições, para que seja mantida a ordem na cidade e para que o voto dele seja consciente. “O aconselhável é que antes de votar, o eleitor não beba uma gota de álcool. Depois de exercer seu direito de cidadão, aproveite o resto do dia”, disse.

Fiscalização

O juiz da propaganda eleitoral, Henrique Veiga, afirmou que as equipes de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) estarão nas ruas para flagrar crimes de “boca de urna”, como a entrega de santinhos na entrada dos locais de votação, compra de votos, transporte ilegal de eleitores, distribuição de combustível e uso de placas, como cava-

letes, banners e outros. Quem for flagrado cometendo crimes eleitorais será preso e levado para o juizado especial do TRE, montado dentro do auditório Nina Lins, na Universidade Nilton Lins, localizado no bairro Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul da cidade. Os crimes mais graves serão encaminhados para a sede da Polícia Federal (PF), no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste. “O eleitor pode manifestar seu voto por meio de um broche, uma camisa, um boné. O que não pode é manifestação nas ruas, nem carreatas em favor de um candidato”, explicou Veiga. Além dos fiscais nas ruas, as 280 câmeras do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) serão os “olhos dos agentes” nos locais onde os fiscais não estão. As câmeras serão monitoradas por agentes de segurança, sob acompanhamento de oficiais, representantes de outros órgãos de segurança e por um membro da presidência do TRE. “Assim que as câmeras flagrarem algum crime eleitoral, os agentes da TRE serão acionados ou uma viatura policial”, afirmou. DIVULGAÇÃO/DETRAN

A Lei Seca está em vigor desde 18h de ontem e permanecerá até as 22h de hoje, algumas horas após o término da apuração das urnas eletrônicas, em todo o Estado. Nesse período, bares, postos de conveniência, mercadinhos e outros tipos de estabelecimentos comerciais estão proibidos de vender bebidas alcoólicas. Porém, o consumo de álcool em locais privados está liberado, disse o chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Emerson Negreiros. Segundo ele, a portaria nº 001/2014, assinada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), prevê que os estabelecimentos flagrados vendendo bebidas alcoólicas durante as eleições serão interditados e o proprietário será detido e levado à delegacia, por crime de desobediência. Já as pessoas que estiverem consumindo álcool nesses locais serão liberadas pela polícia. De acordo com o delegado, a portaria da SSP não se aplica aos eleitores. “A portaria se aplica somente aos

Agentes do Detran-AM estarão nas ruas de Manaus em operações para fazer cumprir a Lei Seca, que começou ontem, 4

Segurança

Em Manaus, a Polícia Militar (PM) destacou 2 mil policiais, tanto do policiamento de rua quanto dos setores administrativos, além de 400 PMs das tropas especializadas (Rocam, Batalhão de Choque, Canil e Esquadrão Antibombas) para garantir o policiamento nas ruas, durante as eleições. No interior do Estado, informou a PM, 3 mil policiais militares farão a segurança nos 61 municípios, atuando em parceria com o Exército. Uma parte desse efetivo saiu de Manaus para exercer o trabalho no interior, mas seguirão viagem de volta a partir de amanhã. A Polícia Civil informou que terá um efetivo

de 500 policiais de plantão. Uma central de procedimentos foi montada no TRE, na Universidade Nilton Lins, para atender aos pequenos crimes eleitorais. Na cidade, as delegacias de plantão, com delegados, escrivães e investigadores presentes serão o 1º, 3º, 5º, 6º, 9º, 10º, 12º, 14º, 15º e 19º Distritos Integrados de Polícia (DIPs). As outras delegacias atenderão apenas para registro de Boletim de Ocorrência(BO). O Corpo de Bombeiros também estará de plantão, com todo o efetivo de prontidão nos quartéis. Para agilizar o atendimento, a corporação o número 0800 720 4040, para dar suporte ao sistema de emergência 193.


MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Eleições 2014

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primeiro turno das eleições KARLA VIEIRA/SEMCOM

Serviços disponíveis à população

Um plantão do Samu estará de prontidão para atender os casos de urgência durante o pleito

Trânsito

O Manaustrans colocou nas ruas 290 agentes, para garantir a fluidez nas vias próximas às zonas de votação. De acordo com o órgão, não haverá alterações no trânsito.Os agentes estarão posicionados nas proximidades dos maiores colégios eleitorais da capital. O órgão disponibilizou o número 0800 092 1188 para solicitar a presença de um agente de trânsito.

Ambulância

Limpeza

A Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) informou que o serviço de coleta de lixo será normal e que as equipes de varrição durante vão trabalhar durante todo o dia. À noite, após a eleição, 300 funcionários estarão nas ruas para fazer a limpeza nas ruas.

Feiras

A feira da Panair, no bairro Colônia Oliveira Machado, feira Manaus Moderna e o mercado municipal Adolpho Lisboa, no centro de Manaus, funcionarão

na manhã de hoje. Já a galeria Espírito Santo e os camelódromos provisórios não abrirão.

Esporte

Hoje, excepcionalmente, por causa das eleições, as atividades esportivas realizadas pela prefeitura foram suspensas. O projeto Faixa Liberada, na Ponta Negra e na avenida Visconde de Porto Seguro, no bairro Parque das Laranjeiras, também foi suspenso. Na Ponta Negra, as atividades retornam na quarta-feira (8). No Parque das Laranjeiras, as atividades retornam no dia 12, das 6h às 12h. A 5ª edição da Copa dos Bairros só terá jogos nos dias 11 e 12 de outubro. ALTEMAR ALCANTARA/SEMCOM

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) irá manter o plantão normal de atendimento à população. A maternidade Moura Tapajóz, no bairro Compen-

sa, Zona Oeste, funcionará em plantão normal.

Agentes de trânsito serão deslocados para as vias de maior tráfego no dia das eleições

KARLA VIEIRA/SEMCOM

Crimes eleitorais serão inibidos

A prefeitura vai garantir a gratuidade nos coletivos para facilitar o deslocamento dos eleitores

Este ano, o TRE-AM irá usar somente o auditório Nina Lins, na Universidade Nilson Lins, para receber as pessoas presas por crimes eleitorais de menor potencial ofensivo. De acordo com a presidente, desembargadora Socorro Guedes, foram montados no local dois juizados especiais eleitorais, com a estrutura de 6 juízes e 20 técnicos, para atender os presos trazidos pela polícia. Os dois juizados eleitorais usarão a estrutura de dois juizados especiais cíveis, que já funcionam dentro do campus. “Os crimes de pequena monta serão apreciados pelos magistrados na mesma hora, dando mais agilidade ao atendimento. O auditório Nina Lins é um

espaço amplo e confortável. No caso em que o juiz achar por bem manter a pessoa detida, para que ela não cometa mais crimes eleitorais, permanecerá no auditório”, explicou. A Arena Amadeu Teixeira, na Zona CentroSul, e o Ginásio Zezão, na Zona Leste, que foram usados pelo TRE nas últimas eleições, ficarão fechados. Apuração O local da apuração dos votos, este ano, será o estacionamento da Universidade Nilton Lins, dentro do quadrilátero do complexo de área de Humanas e Exatas. A partir das 18h, o local será aberto ao público que quiser acompanhar o procedimento. Um telão foi instalado no

local e a segurança foi reforçada, para evitar tumulto e brigas entre correligionários. O acesso ao estacionamento será controlado pela PM, já que o estacionamento pode ficar pequeno para tantas pessoas. A desembargadora Socorro Guedes alertou que está proibida a entrada de fogos de artifício, bandeiras com hastes e objetos pontiagudos. “A entrada de bandeiras está permitida, porém, sem as hastes, pois elas podem ser usadas como instrumento de agressão”, explicou. Três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vão estar no local, das 16h às 20h, para atender as chamadas durante a apuração.


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Eleições 2014

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Redes sociais foram o diferencial neste pleito EBC

Além do Twitter e Facebook, o WhatsApp foi o“queridinho” das campanhas eleitorais e virou febre entre candidatos

O uso das redes sociais, em particular o WhatsApp, fez com que os candidatos se aproximassem mais dos eleitores, principalmente da classe dos jovens que votam pela primeira vez MÁRCIA OLIVEIRA Do AGORA

O

cenário eleitoral 2014 teve algumas particularidades em relação às eleições anteriores, não só referente ao numero de eleitores, que cresceu aproximadamente 2,9% em comparação às eleições de 2012, quanto na forma dos candidatos de apresentar suas propostas e também no

comprometimento do eleitor com as fiscalizações. O uso das redes sociais, em particular o WhatsApp, para auxiliar nas campanhas, fez com que os candidatos se aproximassem mais dos eleitores, facilitando na conquista pelos votos,

fora o fato ter ajudado diretamente nas fiscalizações de propagandas irregulares. Além do uso das redes sociais, o pleito 2014 é marcado pela tecnologia, que mais uma vez vem para otimizar o processo eleitoral. Aplicativos para ajudar a localizar as zonas eleitorais e também para acompanhar a apuração dos votos são algumas das novidades para este ano. Segundo o especialista em

política, professor Afrânio Soares, essa eleição foi atípica, o uso das redes sociais e o destaque de alguns candidatos considerados “nanicos” fez dessa uma campanha eleitoral única. “Falando em candidatos nanicos, posso dizer que o Abel Alves (Psol), mesmo tendo um tempo de propaganda reduzido e poucos recursos de campanha, aproveitou bem o espaço que teve, participou de alguns debates e se fez

aparecer durante o pleito,” explicou Afrânio. Ainda segundo o especialista, entre os candidatos considerados majoritários, cuja campanha foi mais estruturada, não se pode dizer ao certo quem seria uma surpresa, já que as campanhas têm diferentes pontos de vista. Para Afrânio, a expectativa fica por conta de um possível segundo turno. “De acordo com as pesquisas, pode, sim, haver um

segundo turno, no entanto, na política tudo é imprevisível, o resultado pode mudar no último minuto,” completa. O Amazonas tem aproximadamente 2.226.891 aptos a votar. Do total de cidadãos registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TREAM), 1.131.421 eleitores são do sexo feminino (50,8%) e 1.095.197 masculino (49,1%). Conforme o TSE, 273 eleitores não declararam o sexo.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato votará às 9h na Escola Estadual Hermes da Fonseca, no conjunto Cophasa, na Ponta Negra. Em seguida, irá acompanhar a candidata vice, Rebecca Garcia, a votar na escola estadual Ângelo Ramazzoti. À tarde, o candidato acompanha votação em casa.

MARCELO RAMOS

Candidato vota às 9h na escola Ângelo Ramazotti, em Adrianópolis.

CHICO PRETO

Candidato irá votar às 8h na escola estadual Luizinha Nascimento, na Praça 14.

HERBERT AMAZONAS

Candidato irá votar às 9h na escola estadual Hebert Palhano, no bairro Nossa Senhora das Graças.

NAVARRO

Candidato não divulgou seu local de votação.

Candidato votará às 11h na escola estadual Luizinha Nascimento, na Praça 14.

ABEL ALVES Candidato não divulgação seu local de votação.


Eleições 2014

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O que você precisa saber ao votar para deputado Todos discutem em quem vai votar para presidente e governador, mas como decidir o voto para deputados?

O

voto para deputados merece atenção: são eles que vão debater e aprovar leis e emendas (no âmbito federal ou estadual), fiscalizar o Poder Executivo (presidente e governadores) e aprovar os orçamentos dos Estados e da União. Mas, esse voto também é intrincado: a eleição de deputados envolve cálculos de quo-

cientes eleitorais e partidários. Já no Senado a eleição é pelo voto majoritário (quem tem mais votos vence), assim como no Poder Executivo. E, diferentemente dos deputados, todos os Estados do país e o Distrito Federal elegem o mesmo número (três) de senadores, cada um com mandato de 8 anos.

» O caminho do voto Para ser eleito, qualquer candidato a deputado federal ou estadual depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos recebidos por seu partido ou coligação, explica o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Funciona assim: todos os votos válidos das eleições (número total de votos em candidatos ou legendas,

descontados os brancos e nulos) são divididos pelo total de vagas em cada parlamento (Câmara dos Deputados no nível federal; Assembleias Legislativas no nível estadual). Essa divisão resulta no quociente eleitoral. Para conseguir eleger deputados, o partido ou coligação precisará alcançar esse quociente.

» A escolha do candidato Quando o eleitor escolhe um candidato, o voto vai, em primeiro lugar, para o partido e para a coligação (grupo de partidos que faz um pacto de governo) desse candidato. É preciso pres-

tar atenção nas coligações: elas costumam ser diferentes para a disputa de cada cargo (partidos que se aliam para a Presidência podem estar separados nas eleições estaduais e vice-versa).

»Para onde vai o voto? Antes de ir para o candidato, seu voto é contabilizado para o partido. Para participarem da distribuição das vagas nas As-

sembleias Legislativas ou na Câmara de Deputados, esse partido e sua coligação precisam alcançar o quociente eleitoral.

» Quociente eleitoral (QE) O quociente eleitoral representa quantos votos o partido/coligação deve ter para conseguir uma cadeira. Ele é calculado dividindo

o número de votos válidos na eleição (todos, exceto brancos e nulos) pelo total de lugares na Câmara ou Assembleia.

» Dança das cadeiras Os cargos são preenchidos pelos candidatos mais votados do partido/coliga-

ção até que se preencha o número de vagas que ele tem.

» Quociente partidário Após a contagem de votos, o quociente partidário determina quantas vagas cada partido/coligação terá na Câmara ou Assembleia.

Ele é calculado dividindo o número de votos que o partido e todos os seus candidatos tiveram pelo quociente eleitoral.

Tiririca ‘carregou’ mais três Foi o caso de Tiririca (PR) nas eleições de 2010. Candidato mais votado a deputado federal do país, com 1,3 milhão de votos, ele elevou o quociente partidário de sua coligação e carregou com ele à Câmara outros três candidatos: Otoniel Lima (PRBSP), Vanderlei Siraque (PTSP) e Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Ante os mais de 30 partidos existentes no país, muitos eleitores acabam se identificando pouco com

as legendas e mais com as figuras dos candidatos a deputado, avalia Maria Teresa Kerbauy, professora do departamento de política e antropologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista). “E essa fragmentação partidária acaba interferindo na Legislatura - nos partidos tendo dificuldades para aprovar projetos, montar coligações baseadas em propostas”, diz.

Tiririca teve mais de 1 milhão de votos

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Carlos Eduardo Matos, Raphael Lobato Joelma Muniz e Márcia Oliveira Assessorias

REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Kleuton Silva e Mário Henrique Silva

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014


Eleições 2014

STF investiga 11 senadores que disputam as eleições

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Não troque o voto por favores. Não venda seu voto. Isto é crime” MINISTRO ANTÔNIO DIAS TOFFOLI, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Delator será preso se mentir ao Ministério Público Todas as ações suspensas na Justiça contra Paulo Roberto Costa, sua mulher, duas filhas e genros podem ser retomadas caso o exdiretor da Petrobras quebre de alguma forma o acordo ou minta em qualquer um de seus depoimentos na “delação premiada”. Ele e sua família também estarão sujeitos a penas de um a quatro anos por mentir sobre detalhes da organização criminosa investigada na Operação Lava Jato. Grandes enrolados A cláusula 20 do acordo de delação do ex-diretor prevê “alterações” ao texto para denúncias que envolvem autoridades com foro privilegiado. Autoridades graúdas Têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal deputados federais, senadores, ministros e o presidente da República. Falou, rodou Caso seja procurado por algum investigado na Operação Lava Jato, Costa é obrigado, segundo o acordo, a acionar a PF ou procuradores. Vazou, dançou O item “i” da Cláusula 23 do acordo de delação premiada prevê sua anulação caso seu sigilo seja quebrado pelo delator, advogado ou MP. Governo estuda como ‘aparelhar’ o Itamaraty Medida cogitada na Casa Civil da Presidência causa grande comoção entre diplomatas: autoriza a nomeação de pessoas de fora da carreira, sem qualificação, para cargos

em comissão do Ministério das Relações Exteriores. Argentina e Venezuela fizeram isso, e hoje esses países não têm mais serviço exterior levado a sério mundo afora. O Itamaraty é um dos raros órgãos ainda não inteiramente aparelhados pelo PT. Lula, 69 Lula completa 69 anos no dia 27, um dia depois o segundo turno, já sabendo se sua candidata Dilma foi reeleita ou não. Fator decisivo O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) admite que o tempo de TV favoreceu Dilma: “Marina mal teve tempo para se defender...”. Sonho O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RR), espera que seu partido eleja neste domingo 22 governadores, repetindo a proeza de 1986. Voto conservador Neste domingo, dirigentes do PSDB apostam em maior crescimento de Aécio Neves no Sudeste, onde tradicionalmente o tucanato só deslancha na hora agá, fenômeno atribuído ao voto conservador. Para o PPS, tanto faz O PPS apoiará o opositor que disputar o 2º turno contra Dilma. Roberto Freire, presidente do PPS, releva as críticas de Aécio à sua candidata: “não se comparam à sujeira e à desonestidade de Dilma com Marina”. Vence e não leva Candidato ao Senado no Maranhão, Gastão Vieira (PMDB) pode ter sua candidatura impugnada: o suplente, Remi Ribeiro, não se

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Jornalista

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) encabeça a lista de senadores com pendências no Supremo Tribunal Eleitoral DIVULGAÇÃO

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desincompatibilizou de cargo na Casa Civil estadual, segundo o blog Atual7, o que o deixa sujeito a anulação do registro da candidatura. Deixa ver O presidente do PTB, Benito Gama (BA), garante que até agora não entrou na pauta do partido qualquer discussão sobre apoiar Marina Silva, caso ela vá para disputa contra a presidenta Dilma no 2º turno. Bate e volta Dilma viaja cedo neste domingo à Porto Alegre (RS) onde vai votar, mas retorna a Brasília às 9h30, onde aguardará os resultados das eleições às 17h. Mais aceitação Líder do PPS, Rubens Bueno (PR) acredita que é mais fácil reunir aliados pró-Aécio do que aliados pró-Marina no segundo turno, incluindo os rebeldes do PMDB e PP. Baixa insistente Mapeamento do PDT às vésperas da eleição indica que terá bancada de duas dezenas de deputados federais, inferior ao que o partido já teve na Câmara antes da criação do PSD, de Gilberto Kassab (SP). Como vota Bolsonaro Conhecido por declarações homofóbicas e próditadura, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) considera votar em Levy Fidélix (PRTB) após a “brilhante exposição que tirou Luciana Genro do sério”. Segredo necessário O voto deve ser mesmo secreto porque, segundo Aparício Torelli, o Barão de Itararé, “só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato”.

PODER SEM PUDOR

O rosto do futuro José Sarney foi a sua cidade natal, Pinheiro (MA), para comemorar o seu 50º aniversário. Na praça principal, uma bandeira cobria a obra de arte que o homenagearia. Rufaram os tambores, o locutor anunciou e finalmente a bandeira foi retirada, descobrindo o busto do senador-poeta. O aniversariante ficou desapontado: os olhos arregalados denunciavam o susto diante da expressão envelhecida que o artista atribuiu ao seu rosto de bronze. Refeito, ele sorriu e brincou, vingando-se do escultor: - Não tem problema. O busto já está pronto para a comemoração do meu centenário...

Lindberg Farias é o senador com maior número de pendências judiciais no STE

A

té hoje, dia das eleições (5), o senador Lindberg Farias (PTRJ) ainda não conseguiu decolar nas pesquisas eleitorais. Quarto colocado na disputa ao governo do Rio de Janeiro, segundo o Ibope e o Datafolha, Lindberg mantém desde 2012 a liderança em uma disputa pouco lisonjeira: a de senador com mais pendências no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 38 senadores que concorrem a um mandato este ano, 12 são alvos de investigação no Supremo. A lista é encabeçada pelo petista. O ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (Une) e ex-líder do movimento dos caras-pintadas responde atualmente a dez inquéritos na mais alta corte do país por crimes contra a Lei de Licitações, de responsabilidade, contra as finanças públicas, quadrilha ou bando e improbidade administrativa. Mas o número de apurações foi maior: já foram 15 dois anos

atrás. Todas as investigações, tanto as que ainda tramitam quanto as que já foram arquivadas, referem-se aos quase seis anos da passagem de Lindberg pela prefeitura de Nova Iguaçu (RJ). Mas ele não está só. Os senadores candidatos com problemas na Justiça são de sete partidos: três do PMDB e do PT; dois do PTB; PSDB, PDT, PR e PSC completam a lista com um nome cada. Esses parlamentares representam 11 estados: há dois do Amazonas e um de Alagoas, do Distrito Federal, do Maranhão, do Piauí, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Sergipe. Reputação ilibada? Depois de Lindberg, o senador com mais pendências judiciais é Gim Argello (PTBDF), com cinco inquéritos. Terceiro colocado nas pesquisas para o Senado, Gim passou por momento constrangedor no início do ano. Em abril,

ele se viu obrigado a retirar sua candidatura a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) após protestos de ministros e funcionários do órgão, que o acusaram de não preencher os requisitos de idoneidade moral e reputação ilibada previstos na Constituição Federal para postulantes ao cargo. “No momento em que a honrosa indicação do meu nome para o cargo de ministro do TCU é usada como instrumento de disputa política em ano eleitoral, entendo que devo abrir mão desta honraria”, justificou-se à época o senador, que tinha o apoio do Planalto para a disputa. O petebista é suspeito de ter cometido crimes contra o patrimônio e contra a Lei de Licitações, apropriação indébita, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. Além das apurações em andamento no Supremo, ele tem duas condenações em primeira e segunda instâncias.

Alvo da operação ‘Lava Jato’ Principal alvo do então líder cara-pintada Lindberg Farias, o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) também tem, a exemplo de seu exadversário nas ruas, problema no Supremo. Afastado da Presidência da República em 1992 no processo de impeachment, o senador alagoano é candidato à reeleição e lidera as mais recentes pesquisas de intenção de voto no estado, à frente da ex-senadora Heloísa Helena (Psol-AL). Quatro meses depois de ter se livrado da última acu-

sação a que respondia na corte ainda referente à sua turbulenta passagem pelo Planalto, Collor virou alvo, em agosto, de um inquérito que apura suas relações com o doleiro Alberto Yousseff, preso na operação Lava Jato sob a acusação de ser um dos chefes de um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou ilegalmente R$ 10 bilhões no país e jogou a Petrobras para o centro de duas CPIs no Congresso. Como revelou o Congresso em Foco, a suspeita sobre o ex-presidente foi remetida ao Supremo pelo juiz da

13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, após a Polícia Federal identificar comprovantes bancários que mostravam depósitos feitos pelo doleiro, no valor de R$ 50 mil, na conta do senador. Ele diz ser inocente. Arquivamento Por meio de sua assessoria, Lindberg disse ter convicção de que todos os inquéritos em tramitação no STF contra ele serão arquivados. O senador atribui o elevado número de investigações à influência de seus adversários políticos locais no Ministério Público.


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opiniao@emtempo.com.br

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As preposições de Anna Maria Maiolino

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Os evangelistas do livre mercado

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E outras 9 indicações culturais. Pág. 2

As causas na pauta da nova direita. Pág. 3

O cotidiano dos objetos velhos Viagem pitoresca ao arquivo que conta a história do Brasil. Pág. 4

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Videntes do morro, cronistas de Copa

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Do arquivo de André Sturm

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(92) 3090-1010

Diário do Rio. Pág. 6

Rio de Janeiro, 1993. Pág. 7

As voltas que um nome dá

A onomástica dos candidatos, por Mario Sergio Conti. Pág. 8

Capa

Diagrama desenhado por Médici, então chefe do SNI, mostra mesa da reunião que definiu, em 1968, o decreto do AI-5. Foto de Zô Guimarães/Folhapress


G2

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014 EDOUARD FRAIPONT/DIVULGAÇÃO

Ilustríssima Semana EXPOSIÇÃO | ANNA MARIA MAIOLINO A artista italiana, que vive no Brasil desde os anos 1960, apresenta em “Ponto a Ponto” desenhos, fotografias, vídeos, esculturas feitas nos últimos cinco anos. A série de “esculturasintalações”, como as chama Maiolino, intitulada “Preposições” é feita usando a técnica japonesa de cerâmica raku. galeria Luisa Strina | tel. (11) 3088-2471 | abertura na qua. (8), às 14h | seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 17h | grátis | até 14/11

O MELHOR DA CULTURA EM 10 INDICAÇÕES LIVRO | BERTRAND RUSSELL Em “Sobre a Educação”, de 1926, o filósofo e matemático britânico (1872-1970) defende um sistema educacional democrático no qual homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades. Além disso, ele discute as diferenças entre educação do caráter e educação para o conhecimento. trad. Renato Prelorentzou ed. Unesp | R$ 38 | 268 págs. LIVRO | EDITH STEIN “Pessoa Humana e Singularidade em Edith Stein”, do professor de filosofia italiano Francesco Alfieri, apresenta o pensamento da filósofa alemã (1891-1942), discípula de Edmund Husserl, morta em Auschwitz. Sua obra é marcada pela fenomenologia, a antropologia e a releitura da tradição medieval. trad. Clio Francesca Tricarico Perspectiva | R$ 46 | 248 págs.

LIVRO | HAICAI DO BRASIL Com organização e ilustrações da cantora Adriana Calcanhotto, o volume reúne poemas escritos em três versos (de cinco, sete e cinco sílabas) por 33 autores diferentes. Como este, do designer André Stolarski (1970-2013): “Gatos são assim/ Um ato vira pausa/ Por não sei que fim”. Edições de Janeiro | R$ 48,90 | 168 págs.

ERUDITO

‘São 16’ (2014), da série ‘Preposições’

EDUARDO ORTEGA/DIVULGAÇÃO

1 CINEMA | ERA UMA VEZ... A mostra, em parceria com o Instituto Goethe, traz filmes alemães baseados em contos de fadas, fábulas e outras histórias de fantasia. Entre eles estão “Krabat” (2008), com Daniel Brühl, sobre um órfão levado a um moinho misterioso por magia, e “Pünktchen e Anton” (1953), que trata da amizade entre um menino pobre e uma menina rica. Cine Olido | tel. (11) 3331-8399 | R$ 1 | até 15/10

DIVULGAÇÃO

‘Interior com Máquina de Jogo’ (2011)

MÚSICA | PROJETO BRASILEIRA 6 E MEIA Inspirada no Projeto Pixinguinha, a série de shows leva ao centro encontro de artistas de diferentes vertentes. Vão se apresentar, entre outros, Tiê e Ricardo Valverde; Bia Góes e Arnaldo Antunes; e Webster Santos e Os Mulheres Negras. Centro Cultural Correios | tel. (11) 32279461 | de ter. (7) a 12/10, às 18h30 | grátis (ingressos uma hora antes)

LIVRO | ARISTÓTELES A edição trilíngue de “As Categorias” traz o texto em grego, latim e traduzido para o português. Nesta obra de ontologia, o filósofo apresenta as diversas maneiras de dizer o ser, cuja multiplicidade se expressa na linguagem. trad. Fernando Coelho | ed. UFSC | R$ 28 | 186 págs.

POP

EXPOSIÇÃO | LINA BO BARDI Duas exposições celebram o centenário da arquiteta (1914-92): “A Arquitetura Política de Lina Bo Bardi” e “Lina Gráfica”, sob curadoria de André Vainer e Marcelo Ferraz, e João Bandeira e Ana Avelar, respectivamente. A primeira trata de três projetos de Lina: o Solar do Unhão, em Salvador, o Masp e o Sesc Pompeia, em São Paulo. Já a segunda revela o lado menos conhecido da ítalo-brasileira: ilustrações, desenhos originais, cartazes e projetos de design gráfico. Sesc Pompeia | tel. (11) 3871-7700 | abertura qua. (8); ter. a sáb., das 10h às 21h; dom. e feriados, das 10h às 19h | grátis | até 14/12

LANÇAMENTO | RODRIGO ANDRADE O artista paulistano lança o livro “Resistência da Matéria”, com 60 de suas obras recentes, entrevista e textos críticos de Tiago Mesquita e Lorenzo Mammì. Ele também expõe 20 trabalhos inéditos em “Pinturas de Onda, Mato e Ruína”. galeria Millan | tel. (11) 3031-6007 | ter. (7), às 19h | de ter. a sex., das 10h às 19h; sáb, das 11h às 18h | grátis | até 8/11 Cobogó | R$ 140 | 224 págs.

Desenho sem título (1931)

MÚSICA | CHICO PINHEIRO Abrindo a programação de outubro do projeto “Instrumental Sesc Brasil”, o violonista e compositor paulista se apresenta com repertório autoral, além de composições de Djavan e João Donato. Bruno Migotto (contrabaixo), Tiago Costa (piano) e Rafael Barata (bateria) acompanham o músico. Sesc Consolação | tel. (11) 3234-3000 | amanhã (6), às 19h | grátis (ingressos uma hora antes)

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição ARQUIVO PESSOAL

ANDRÉ STURM, 48, é cineasta, programador do Cine Caixa Belas Artes e diretor-executivo do MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo.

PATRÍCIA CAMPOS MELLO, 39, repórter especial da Folha, é colunista do site do jornal e autora de “Índia - da Miséria à Potência” (Planeta).

ALVARO COSTA E SILVA, o Marechal, 51, é jornalista.

RAFAEL CAMPOS ROCHA, 44, é ilustrador e cartunista, autor de “Deus, Essa Gostosa” (Quadrinhos na Cia.).

CLAUDIUS CECCON, 76, é arquiteto e cartunista. MARIO SERGIO CONTI, 59, colunista da Folha e do “Globo”, é apresentador do programa “Diálogos”, da GloboNews.

SYLVIA COLOMBO, 42, é repórter especial da Folha e escreve o blog Latinidades no site do jornal.

ISRAEL E PALESTINA A psicanalista Maria Lucia Homem escreve sobre a região e o conflito FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha CENSURA Publicações literárias deverão ser autorizadas pelo governo nas Maldivas >>folha.com/ilustrissima


G3

MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Política

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Inclinações da direita Liberais, libertários e conservadores, uni-vos RESUMO Fragmentada segundo diferentes linhas de pensamento, a nova direita do país se une, porém, em prol do ideal de um Estado mínimo. Articulados em torno de instituições pedagógicas e partidos nascentes, ideólogos acreditam que população deva ser educada a trocar assistencialismo por empreendedorismo.

PATRÍCIA CAMPOS MELLO

No dia 7 de setembro, o político americano Ron Paul foi recebido por cerca de 400 jovens brasileiros como se fosse um pop star. Na conferência promovida em São Paulo pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil, o ex-deputado Paul, 79, ídolo dos libertários, foi ovacionado ao defender o fim do assistencialismo e da intervenção do Estado na economia. “Assistencialismo ou comunismo não resolveram o problema dos pobres até hoje; nós vamos nos livrar do keynesianismo no mundo”, discursou, sob aplausos de moços arrumadinhos, muitos usando gravata-borboleta. “O único papel do governo é proteger nossas liberdades”, proclamou. Paul se surpreendeu com o entusiasmo dos seus fãs brasileiros. “Não tinha ideia de que houvesse

tantos libertários no Brasil”, declarou à Folha. Libertários, liberais, conservadores, seguidores da escritora russo-americana Ayn Rand (1905-82), “olavettes”: a nova direita brasileira é um corpo diverso, mas que compartilha da crença de que o Estado deve limitar ao mínimo seu papel na economia e na vida das pessoas. Em comum, os grupos que a compõem manifestam, ainda, um sentimento de orfandade nesta eleição presidencial. “O Brasil de hoje é marxista, o Estado intervém em tudo, controla preço de energia e gasolina e usa o BNDES politicamente, estamos nos transformando na Venezuela”, dizia o estudante de economia Marcel Perez, 28, esperando na longa fila para o pegar um autógrafo de Ron Paul, que vendeu 300 livros no evento. “Não temos nenhum candidato presidencial que chegue perto de ser libertário”. Enquanto os principais candidatos passam o horário eleitoral reafirmando que vão manter e ampliar o Bolsa Família, os benefícios para indústria e outras bondades estatais, grandes empresas como Suzano, Gerdau e Localiza patrocinam conferências e grupos que vão até as universidades para evangelizar jovens sobre as virtudes do livre mercado. Libertários e liberais rejeitam veementemente o rótulo de nova direita. Mas todos são anti-PT. “Não somos nem de direita nem conservadores”, diz o libertário Helio Beltrão, 47. Beltrão é presidente do Instituto Mises Brasil – batizado em homenagem a um nome fundamental da escola austríaca de economia, em cujos

estudos se centra o grupo – e filho de Helio Beltrão (1916-97), que foi ministro da Desburocratização entre 1979 e 1983. “Infelizmente, o tipo de conservadorismo mais comum no Brasil é aquele que pretende regular a vida sexual de terceiros e as substâncias que eles ingerem. Nós focamos na liberdade”, diz Beltrão, numa fala que, de certa forma, resume o pensamento libertário. Dentro do amplo espectro das ideologias liberais, os libertários são os mais radicais: suas propostas abarcam desde a legalização integral das drogas até o fim do Banco Central, passando pela privatização da polícia e da saúde. Porque se colocam de forma mais flexível quanto a questões sociais, como o casamento gay, fazem questão de se diferenciar dos conservadores, como os seguidores do jornalista Olavo de Carvalho – chamados pejorativamente de “olavettes” – e dos fãs de Reinaldo Azevedo, colunista da Folha. As muitas vertentes do pensamento de direita se encontram representadas por instituições novas – e crescentes – no país. O Instituto Millenium, de cunho mais liberal, existe desde 2005 e tem entre os fundadores ou mantenedores, além de Helio Beltrão, Gustavo Franco, Paulo Guedes, Daniel Feffer, Fábio Barbosa e João Roberto Marinho. Rodrigo Constantino, colunista da revista “Veja” e nêmesis da esquerda, é o presidente do Instituto Liberal, no Rio. O diretor-executivo, Bernardo Santoro, é o guru econômico do pastor Everaldo, único candidato à Presidência a falar abertamente de

privatizações. O IFL (Instituto de Formação de Líderes) – que começou em Belo Horizonte e é patrocinado por Salim Mattar, dono da maior empresa de aluguel de veículos do país, a Localiza, e David Feffer, do Grupo Suzano – tem como meta “conscientizar jovens empreendedores sobre a importância do livre mercado, da propriedade privada e da redução do tamanho do Estado”. O Instituto de Estudos Empresariais, no Rio Grande do Sul, foi fundado pelo empresário William Ling, tem a bênção de Jorge Gerdau, do gigante da siderurgia, e costuma reunir até 6.000 pessoas em seus eventos. Já os Estudantes pela Liberdade formam grupos de estudos em torno da obra de economistas conservadores como Hayek, Mises e Milton Friedman. O slogan de boa parte desses jovens é “menos Marx, mais Mises”. O grupo é uma franquia do americano Students for Liberty, ligado ao Cato Institute, que é financiado pelos irmãos Koch, grandes patrocinadores de causas conservadoras nos EUA. Obscurantismo “Que Brasil queremos” era o mote do Fórum Liberdade e Democracia, realizado dois dias depois da conferência no Instituto Mises. Abrindo o evento, Ricardo Salles, 39, secretário particular do governador Geraldo Alckmin e fundador do Movimento Endireita Brasil, anunciou: “Aqui se discutem ideias que vão fazer o Brasil voltar para o rumo depois de 12 anos de obscurantismo. O liberalismo está voltando à moda”. Salles agradeceu a Jorge Gerdau, da Gerdau, e David Feffer, do Grupo Suzano, grandes apoiadores do evento, e, especialmente, a Roberto Civita (1936-2013), e à revista “Veja”, por ele editada. Entre os palestrantes, estavam Maria Corina Machado, deputada oposicionista venezuelana cassada, que falou de Caracas por Skype, e Carlos Alberto Montaner, exilado cubano autor de livros anti-Fidel Castro e do “Manual

do Perfeito Idiota Latino Americano”. “Somos de uma geração que nasceu depois da abertura da economia, já com a liberdade de expressão garantida e livres da hiperinflação”, disse o empresário Tomás Martins, 28, presidente do Instituto de Formação de Líderes, que organizou o evento para 800 pessoas. “Mas será que isso é suficiente? Há 12 anos vejo nossas liberdades sendo tolhidas. Queremos o caminho da Venezuela e da Argentina?”, inquire, indignado. O IFL foi criado há cinco anos pelo empresário Salim Mattar, 66, que diz ter lido “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, quando ainda era um rapazola de 16 anos. “Este governo demonizou o liberalismo; tornou-se mais intervencionista, destruiu as agências reguladoras e permitiu que uma plêiade de empresas se pendurasse no BNDES”, afirmou à Folha após o fórum. “Hoje, a carga tributária é de 40% do PIB – durante a malfadada revolução [ditadura militar],a cunha fiscal era 22%”. O empresário diz que o objetivo do IFL é trazer as ideias para debate público, porque “a massa não é muito educada e vota em propostas populistas”. Um dos jovens expoentes do libertarianismo brasileiro é Joel Pinheiro da Fonseca, 29 anos, filho do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, principal conselheiro econômico da candidata Marina Silva. Joel, formado em economia pelo Insper e com mestrado em filosofia na Universidade de São Paulo, é assíduo articulista do site Spotniks, preferido dos jovens liberais e libertários, e membro do comitê executivo do Libertários, partido que ainda não tem registro no Tribunal Superior Eleitoral. Em seus artigos, ele ataca o BNDES (“está na hora de abolir esse gigante jurássico que nada contribui para a economia do país”), e defende propostas como a legalização do comércio de órgãos para aumentar a oferta. “O que mais se aproxima do candidato libertário é o pastor Everaldo”, disse Fonseca à Folha.

RAFAEL CAMPOS ROCHA | Deus, essa gostosa

“Eu não voto nele, mas fico feliz de alguém ter adotado o nosso discurso”. Fonseca esclarece que não tem nenhuma ligação com a campanha de Marina. “O pastor Everaldo aceitou tudo o que eu sugeri e tem lido muitos livros”, diz Bernardo Santoro, do Instituto Liberal. Ele acredita que a maior proliferação da ideias libertárias no Brasil se deu de 2006 para cá, coincidindo com a “radicalização da postura econômica do governo do PT”. “O que falta ao movimento liberal, libertário e conservador é uma maneira melhor de vender nossa mensagem para o público.” Na opinião de Santoro, “o pobre brasileiro é um empreendedor nato e a agenda de livre mercado vai ajudá-lo”. “Assistencialismo nunca é bom, traz incentivos perversos porque desestimula a produção”. Armário São poucos os candidatos liberais que saem do armário para defender privatizações e outros palavrões nesta eleição. Paulo Batista (PRP-SP), candidato a deputado estadual que ganhou fama com suas propagandas do “raio privatizador”, prega o fim do Bolsa Família, dizendo que “pobre precisa de liberdade, não de esmola”, e quer privatizar a USP, a Unicamp, a Unesp e o metrô. “As pessoas não têm informação, por isso usamos o raio privatizador, é bem didático”, diz. Numa sexta de setembro, Batista foi entregar rolos de papel higiênico no consulado da Venezuela em São Paulo. “O objetivo era alertar para os perigos do socialismo bolivariano, que bate à nossa porta através de medidas autoritárias do governo petista”, disse. Evandro Sinotti, 38 anos, candidato a deputado estadual pelo PMDB paulista, usa frases da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher (1925-2013) em sua campanha e propõe redução de ICMS, privatização de estatais deficitárias e vouchers para escolas particulares.


G4

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3 Passado composto História

No Rio, um prédio guarda o Brasil RESUMO O Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro, que tem sua sede no Rio de Janeiro, guarda documentos importantes e, por vezes, intocados. Aberta ao público, a instituição que existe desde 1838, acaba de disponibilizar o acervo pessoal do ex-presidente Médici, que tem sido objeto de estudos da Comissão da Verdade.

SYLVIA COLOMBO

A caixinha de madeira se abre ao deslizar da tampa na qual estão gravadas duas discretas imagens da Coroa Imperial brasileira. Dentro, um volume da edição “princeps” – nome dado à primeira a ser impressa, após cópias manuscritas – de “Os Lusíadas”, em cuja folha de rosto se lê: “Luis de Camões seu dono”. O volume, que data de 1572, foi trazido ao Brasil por um religioso português, que o deu de presente ao imperador d. Pedro 2º (1825-91), na década de 1840. Exilado após a proclamação da República (1889), o velho monarca pediu que o livro fosse enviado para acompanhá-lo em seus últimos anos, na Europa. Só em 1925, trazida pelo neto do imperador,

a obra voltou ao Rio. Numa tarde de segunda-feira da primavera carioca, Maura Macedo Correa e Castro conta vagarosamente o caminho trilhado pelo livro. Segura com muito cuidado o volume e pergunta: “Eu estou te chateando? Sei que podem ser meio aborrecidas essas histórias de objetos velhos, para os que vêm de fora. Nós estamos muito metidos aqui, eles são nosso cotidiano”, diz à Folha a historiadora, que não revela a idade, mas trabalha há 40 anos do Instituto Geográfico e Histórico Brasileiro. Enquanto caminha pelas apertadas estantes da biblioteca, cuja coleção original foi formada em 1838, vai apontando, de memória, onde estão diários dos viajantes, a seção Brasiliana e os livros que pertenceram a d. Pedro 2º, revestidos com papelão marrom: “O certo seria restaurá-los; o tempo está acabando com as encadernações, mas não há dinheiro”. A instituição, que lança agora volume comemorativo dos seus 175 anos, “Brasiliana IHGB” [org. Pedro Corrêa do Lago, Capivara, R$ 196, 720 págs.], guarda em sua sede, no bairro da Glória, documentos relativos a todas as épocas da história do Brasil, e em diferentes formatos e suportes. Da tela “Ruínas da Sé de Olinda”, pintada pelo holandês Frans Post em 1665, à primeira história do Brasil escrita em inglês (“A History of Brazil”, James Henderson, 1821). Da instrução para cobrar a derrama (o imposto sobre o ouro extraído em Minas Gerais, que foi o estopim da Inconfidência Mineira de 1789), ao diário do abolicionista André Rebouças (1838-98), registrando a ex-

tinção da escravidão em 13 de maio de 1888. De poltronas e louças usadas por dom Pedro 2º em seu dia a dia a flâmulas da campanha presidencial de Jânio Quadros (1917-92) e objetos encontrados quando do arrasamento do Morro do Castelo na reforma urbanística do Rio, em 1921 – há, inclusive, mapas de um suposto tesouro, que teria sido enterrado no morro pelos jesuítas, durante o século 18, e jamais encontrado. Estão no acervo, ainda, mapas do século 16 que registram a então recém-descoberta costa do Brasil, correspondência de presidentes, tanto da República Velha (1889-1930) como da ditadura militar (1964-85), coleções da “Revista Ilustrada”, do “Cruzeiro”, fotos do Rio antigo e da época da criação do parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso, na década de 1960. “É a coleção mais antiga de história do Brasil, e sofre a falta de braços para desbastar e organizar os documentos. Há um tesouro escondido ali. Fizemos o livro para divulgar e chamar a atenção de pesquisadores. Ninguém imagina filas de gente indo ao IHGB, mas poderia haver mais pesquisadores interessados, mais demanda para que se abram os arquivos”, diz o organizador da “Brasiliana IHGB”, o editor e bibliófilo Pedro Corrêa do Lago, também ex-presidente da Biblioteca Nacional. Aluguel Entidade privada, mantida com a renda do aluguel de alguns andares do edifício que ocupa, o IHGB recebe, desde o período monárquico, doações privadas de documentos, livros e periódicos. Também edita,

sem interrupção, desde 1839, a “Revista do IHGB”, mais antiga publicação do gênero nas Américas, que trata de pesquisas realizadas a partir do acervo da instituição. A consulta aos arquivos particulares é pública, mas eles se encontram hoje em diversos níveis de catalogação. Apenas quatro têm inventário completo; mais de 20 jamais foram manipulados; e o restante dos mais de 150 estão catalogados de forma precária, sumária ou incompleta. A biblioteca e a sala de leitura também estão abertas a pesquisadores, assim como espaços dedicados a expor coleções. O IHGB acaba de disponibilizar documentos do general Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre 1969 e 1974, doados por seu filho, o engenheiro Roberto, 78. Também por falta de braços, o processo de organização desses papéis levou quase dez anos desde o momento da doação. “Há coisas que estão aqui há décadas, muitas vezes indexadas pelo nome de doadores, e não pelo dos personagens. Há outras que apenas os velhos pesquisadores e arquivistas sabiam onde estavam. Não havia catalogação, estava tudo na cabeça deles e, se não o organizamos, o conhecimento se vai com eles”, diz a arquivista Andrea Rocha Brasil, 42, contratada há um ano pelo IHGB. “A constante entrada de doações e a discrepância entre demandas e recursos faz com que a atividade de inventariar seja um verdadeiro trabalho de Sísifo”, acrescenta o presidente do instituto, o também historiador Arno Wehling. Campanha Entre os 475 documentos do recém-aberto arquivo de Médici, estão os três grossos volumes preparados pelo então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid (1914-91) em 1971, para “servir de subsídio” ao general, em suas tentativas de desmontar a “campanha difamatória movida contra o Brasil”, como diz a carta ao presidente que acompanha o material. São fichas de presos políticos, relatórios médicos que trazem apenas problemas menores de saúde (gastrites, micoses, rinites), declarações assinadas por carcereiros negando maus tratos nas prisões, fotos de militantes recém-libertados, sorrindo e com cara de alívio, abraçando familiares e amigos. “Médici vinha sendo cobrado e se importava muito com a imagem do Brasil no exterior. Esses documentos parecem ter sido organizados para que ele se defendesse”, diz à Folha Regina Wanderley, 74, que coordenou a catalogação do acervo – composto de mais de 30 latas de documentos, o conjunto tem levado membros da Comissão da Verdade ao IHGB. Com mais de 50 anos de experiência em trabalho com arquivos – começou no Arquivo Nacional, em 1962, e desde 1997 está no instituto –, a professora comanda uma equipe de jovens bolsistas, estudantes de 20 e poucos anos do curso de história da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “O conjunto dos documentos mostra um Médici matizado, que sabia muito sobre o que

Mapa manuscrito realçado a ouro, que integra o códice ‘Livro que Dá Razão ao Estado do Brasil’, de 1624

acontecia com os presos políticos, controlava a movimentação de opositores importantes, mas que também levava em conta o que lhe pediam a Anistia Internacional ou o cardeal Paulo Evaristo Arns, por exemplo, quando perguntavam pelo destino de presos políticos. Também se mostra um homem irônico, que enchia as margens dos papéis de comentários, e em certo sentido vaidoso, que guardava as cartas elogiosas que recebia de celebridades”, completa Wanderley. Estigma Tratar do arquivo de Médici traz uma particularidade para os pesquisadores do IHGB, uma vez que o general foi quem inaugurou a sede atual, em 1972, fazendo com que a instituição permanecesse estigmatizada entre acadêmicos progressistas por ser vinculada ao período militar. “Nós estivemos no ostracismo por muitos anos por conta dessa imagem, mas nunca houve censura de documentos nem limitação à pesquisa aqui. Com o tempo, mais recentemente, tem havido mais esclarecimento, e os historiadores acadêmicos voltaram a se aproximar”, comenta Maura Macedo Correa e Castro. Entre os papéis guardados pelo general, está o das marcações que fez enquanto assistia à sessão que anunciou o Ato Institucional nº 5. O general, que na época chefiava o SNI (Serviço Nacional de Informações), desenhou pacientemente a mesa e o local em que cada um estava sentado ao redor dela – é a imagem que ilustra a capa desta edição. Como que entediado, fez também pequenos desenhos, nos cantos de outra folha, enquanto seus colegas decidiam o fechamento do Congresso, a cassação de direitos políticos e a disseminação da censura. Para a pesquisadora Janaína Cordeiro, da Universidade Federal Fluminense, o acervo recémdisponibilizado ajuda a entender “como conviveram, no país, o ‘milagre econômico’ [crescimento recorde, baixa inflação, grandes obras de infraestrutura] e o projeto repressivo”, explica a historiadora, que realiza pesquisa de pós-doutorado sobre a formação do consenso social e a memória coletiva durante a ditadura, justamente a partir da trajetória do general. “Médici não era um homem de muitas palavras, fazia o tipo discreto e, depois que deixou o governo, acabou relegado a uma espécie de ostracismo, guarda-

va amargura com relação ao lugar que a história lhe havia destinado. Conhecíamos pouco de sua fala e de seus pontos de vista”, completa Cordeiro. Muitos dos documentos ajudam a completar essa lacuna: anotados à margem, eles compilam impressões de Médici sobre discursos, relatórios do SNI acerca das guerrilhas na América Latina ou informes sobre política internacional. Cartas Há, no conjunto, uma grande quantidade de cartas recebidas por Médici, a maioria transmitindo apoios e elogios. É o caso, por exemplo, de uma missiva de Pelé, que, alguns meses depois da conquista do tricampeonato mundial pela seleção, viajou para Guadalajara, no México, em missão oficial do governo, para uma homenagem ao Brasil. “É com imensa satisfação que passo às mãos de Vossa Excelência o relatório das atividades desenvolvidas por mim, durante a estada no México, a fim de cumprir a honrosa missão de representar esse ilustre governo e nossa querida pátria nos festejos comemorativos da inauguração da praça Brasil, na cidade de Guadalajara”, escreve. Mais adiante, afirma: “Queira, sr. presidente, aceitar os meus sinceros agradecimentos por ter escolhido este humilde brasileiro para tão dignificante missão e, se aceitei, foi porque me senti sumamente honrado em representar tanto Vossa Excelência como a todos os meus irmãos brasileiros”. Também em tom solícito escreve o sociólogo Gilberto Freyre (1900-87), enviando a Médici um exemplar de seu “Ordem e Progresso” (1957), em inglês, edição para a qual havia escrito uma introdução destacando a ação das Forças Armadas do Brasil, “tão diferente da imagem que é dada hoje, em certos meios europeus e americanos”. O autor de “Casa-Grande & Senzala” escreve ainda: “Essa introdução poderia ser considerada útil ao atual esforço, da parte do Brasil, no sentido de uma possível retificação daquela imagem. Vossa Excelência, conhecedor, como é, da matéria – a importância da psicologia e da sociologia da informação – já começou, com efeito, a desenvolver uma inteligente atividade nesse setor: atividade que estava faltando a favor do que de construtivo se vem fazendo em nosso país nos últimos anos”. Na correspondência política, estão cartas de Richard Nixon (1913-94) sobre questões internacionais. Numa delas, o presi-


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dente norte-americano relata o encontro que teve com Mao Tse-tung (1893-1976) em visita à China, em 1972, e a reaproximação entre os dois países. Noutra, expressa preocupações com o “reestabelecimento da segurança e da estabilidade” na Bolívia, após o golpe que instaurou a ditadura militar de Hugo Banzer (19262002). “Meu governo ofereceu, e continuará oferecendo, apoio substancial para que o país atinja esses objetivos”. Há, ainda, uma carta do então vice-presidente do Iraque, Saddam Hussein (1937-2006), explicando a Médici seu plano para resolver o conflito no Oriente Médio. No documento, no qual Hussein chama Médici de “meu amigo sincero”, aquele que alguns anos depois se tornaria ditador em seu país (1979-2003) propõe um plano democrático de formação de um “Reino Árabe Unido”: “Haverá duas regiões, a da Jordânia e a da Palestina, cada uma com seu governador eleito, sua própria Câmara de Deputados e seu próprio governo regional”. A presidente Dilma Rousseff é mencionada em um dos documentos do arquivo. Trata-se de uma lista apreendida na casa de um dirigente da VAR (Vanguarda Popular Revolucionária), em maio de 1970. Dela, constam 28 nomes de presos que deveriam ser libertados em troca de um embaixador que seria sequestrado. Ao lado de alguns nomes havia um “x”, que indicava que teriam prioridade de libertação. O nome de Dilma surge sem o “x”. De fato, a atual governante não entrou na troca realizada para a libertação do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben, em junho daquele ano. Dificuldades Para Pedro Corrêa do Lago, as dificuldades de manejo do acervo não são a única razão para a desinformação e o mau aproveitamento da coleção do IHGB. “Os historiadores brasileiros privilegiam a discussão teórica dentro da academia,

e o papel fica em segundo plano”, diz. Francisco Doratioto, historiador e professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, acredita que isso se deva a uma tendência acadêmica de questionar as fontes primárias por identificálas com uma visão positivista, suplantada pelo surgimento, no século 20, da Escola dos Annales, que passou a integrar ao estudo clássico da história instrumentos e documentos relacionados às ciências sociais. “Há muita história que se faz com documentos, eu nunca orientaria um trabalho que não fosse por essa via, mas é fato que a academia levou a história a ficar mais teórica, mais especulativa”, diz. Historiadores de relevo, como José Murilo de Carvalho, Isabel Lustosa, Evaldo Cabral de Mello e Mary del Priore são associados do instituto. Usuária frequente do acervo, Del Priore, ex-professora da Universidade de São Paulo, que consulta coleções de história imperial para seus livros sobre o período (“Condessa de Barral”, “O Príncipe Maldito”, e outros) concorda com a avaliação de Corrêa do Lago e Doratioto. “Uso muito o IHGB, a Biblioteca Nacional e o Museu Imperial, e o que vejo nas salas de consulta são poucos e raros estudantes que vêm unicamente para pesquisar suas teses. Uma vez terminadas, nunca mais. É como se o manuseio de arquivos, documentos e afins fosse algo cansativo e trabalhoso, quando eles são a carne e o sangue da história”, lamenta. Na opinião do autor da recente trilogia biográfica de Getúlio Vargas (Companhia das Letras), o jornalista Lira Neto, com exceção do CP-DOC, da Faculdade Getúlio Vargas, o estado geral dos arquivos brasileiros não é bom. Ele também atribui o problema à pouca demanda dos pesquisadores. “Quando estava escrevendo o livro, resolvi pesquisar algo que alguns historiadores davam como fato, a acusação

feita por Carlos Lacerda de que Getúlio tinha matado, nos anos 1920, um índio. Havia teses que partiam desse suposto fato para tirar conclusões sobre a questão agrária no Sul. Pois bem: fui procurar e encontrei o inquérito que sustentava que o assassino era um homônimo de Getúlio. Ninguém tinha buscado saber a verdade antes”, conclui. Atualmente, o instituto trabalha no inventário de dois arquivos. Um é o do advogado e pensador católico Jackson de Figueiredo (1891-1928); o outro, de Epitácio Pessoa (1865-1942), presidente do país entre 1919 e 1922. Regina Wanderley, porém, aponta para a relevância de papéis pouco ou jamais consultados sobre episódios importantes, que poderiam dar novas leituras a fatos consagrados. “Os diários da condessa de Barral talvez ajudem a mostrar que ela era uma mulher mais interessante do ponto de vista político, com muita participação nas decisões de dom Pedro 2º. Pela leitura deles, pessoalmente não acho que tenham sido mesmo amantes, algo hoje tido como fato”, diz. E agrega: “Tenho certeza de que os documentos navais que temos aqui desde 1916 – cerca de 25.000 – teriam muito a acrescentar sobre o que se conhece hoje sobre a Guerra do Paraguai, principalmente sobre a participação de ex-escravos”. Para Doratioto, especialista em Guerra do Paraguai – é autor de “Maldita Guerra” (Companhia das Letras, 2002) –, a documentação sobre o período que o IHGB guarda é de fato inédita e relevante. “A falta de organização dos documentos brasileiros, no geral, é muito ruim. O IHGB deveria ser o último lugar em que você imaginaria haver algo inédito, uma instituição tão antiga! É um absurdo que empresas estatais como a Petrobras, que dá dinheiro para escola de samba e até para clube de futebol, não ajudem instituições como essa”.

Livro presenteado a D. Pedro II por Victor Hugo, acompanhado de foto do autor de ‘Os Miseráveis’ com seus netos; após inicialmente se recusar a conhecer omonarca, o escritor, republicano, se tornaria seu amigo em Paris, em 1877


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Diário do Rio O MAPA DA CULTURA

ALVARO COSTA E SILVA

Até seu desmonte em 1922, o morro do Castelo abrigava nas humildes casas muitas adivinhas. Elas sabiam de tudo, mesmo de política, e, em época de eleição, indicavam qual daqueles inacreditáveis candidatos seria o melhor para a cidade. Tanto que Machado de Assis põe uma delas na primeira página de seu penúltimo romance, não tão falado mas excelente “Esaú e Jacó”. Bárbara, conhecida como “a cabocla”, recebe Natividade, senhorinha da rica sociedade de Botafogo. Esta quer descobrir o destino dos filhos gêmeos, Pedro e Paulo, que tinham acabado de nascer. Bárbara fuma, mira o retrato dos dois, anuncia: “Cousas futuras!”. Outro escritor carioca, mulato como Machado, volta agora àquele local para contar mais uma história em que o Rio, apesar de católico desde a primeira missa em que aqui se rezou, mostra seu lado de culto lateral, sempre existente e resistente. Em “Uma Ladeira para Lugar Nenhum” [Re-

cord, R$ 32, 160 páginas], Marco Carvalho – nascido em Vila Isabel, cartunista do velho “O Pasquim” – conta o enlace do padre Ernesto com a mulata Rosário, que fazem combinar a batina e o pano da costa entre os escombros do morro. Nas orelhas, Nei Lopes lembra que a área ampliada virou simplesmente o Castelo. Nos anos 1950, com o funcionamento ali da “esplanada dos ministérios”, era de frequência obrigatória. Abrangia o Rio que importava, limitado ao norte pela r. São José, ao sul pela av. Beira-Mar, a oeste pela av.Rio Branco e a leste pela Perimetral (que também veio, graças aos céus, abaixo). No fim da tarde ali se reuniam, em escondidas uisquerias, os cronistas que relataram a vida íntima da cidade. A saideira Depois eles esticavam nos bares da orla. Em busca de assunto, como Antonio Maria, autor de uma seção chamada “Romance Policial de Copacabana”. Ou Carlinhos Oliveira, que eterno deslumbrado com a cidade grande, jamais deixou de ser o menino que recém-chegado de Vitória (ES) espantou-se: “Mulheres ao volante!”. Esse tipo de cronista quase não há mais, substituído

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Futurologia no Castelo

O ‘point’ dos cronistas e o ‘app’ do Machado

por aquele que dá opinião, de preferência sem botar o pé na rua. Mas, se continuasse a existir como antes, ele bateria ponto no Galeto Sat’s (r. Barata Ribeiro, 7). Fica quase na esquina da av. Prado Júnior, centro nervoso da Copacabana noturna. Atualmente é a melhor saideira do Rio. Só fecha às cinco da matina. Além dos franguinhos (mais de cem são servidos por dia), o coração de galinha e a linguiça de bacalhau forram o estômago. Mas o melhor mesmo – para o aspirante a cronista da madrugada – é a galeria de personagens: o político decadente, a dançarina de “collant”, o ex-craque da pelada na areia, a cartomante vesga. Cada qual com promessa de história estampada no rosto cansado. Formas e cores No Posto 6 ficava o Cassino Atlântico, elegante edifício “art déco” frequentado pela alta sociedade da então capital federal. Antes de ser demolido, ali funcionou a sede da TV Rio. Em seu lugar ergueram um shopping apinhado de antiquários e, mais tarde, galerias com artistas modernos. A maioria das lojas hoje se dedica à arte contem-

porânea, com destaque para as galerias Inox, Movimento e Marcia Barrozo do Amaral. A primeira tem trabalhos realizados na célebre fábrica de faianças portuguesa Bordallo Pinheiro, assinadas por Tunga, Barrão, Regina Silveira e Tonico Lemos. A Movimento abriga as obras do grafiteiro Toz, autor do maior mural já feito na cidade – na zona portuária. Marcia Barrozo é endereço certo para se deslumbrar com a pintura e o desenho de Roberto Magalhães e os estudos de forma e cor de Manfredo de Souzaneto. Aplicativo machadiano O conselheiro Aires, que narra “Esaú e Jacó”, ia pensar na vida na mesma Copacabana do cassino e do Sat’s. A cidade em que ele viveu está em um novo aplicativo gratuito para celulares e tablets, que mapeia cem endereços que aparecem nos romances de Machado de Assis. A ferramenta integra o projeto Rio de Machado, do MAR (Museu de Arte do Rio). Percorremos a rua do Ouvidor, o Catete, o cemitério de São João Batista. O geolocalizador só falta nos entregar o local onde Capitu e Escobar se encontravam.


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIA ACERVO PESSOAL

Meu fi lme 5 com Moacyr Scliar Rio de Janeiro, 1993

Dedicatória de Moacyr Scliar (1937-2011) ao cineasta André Sturm

ANDRÉ STURM

Em 1993, com o cinema brasileiro “adormecido”, após a hecatombe Collor, o ministro da Cultura, Antonio Houaiss (1915-99) lançou um concurso que ficou conhecido como Resgate do Cinema Brasileiro. Como a expectativa era enorme ele criou uma comissão formada por representantes de todas as áreas da atividade para discutir as regras. Acabei fazendo parte, representando os curtametragistas. De maneira inovadora, Houaiss nomeou para a comissão seis intelectuais, escritores de diversas partes do país. Entre eles Moacyr Scliar (1937-2011) e Márcio Souza. As reuniões aconteciam no Rio, no palácio Capanema, ao longo de dois dias, com intervalo de poucas semanas. Com isso tive o prazer de conviver com esses grandes escritores nos cafés da manhã no hotel e nos intervalos das “batalhas”. As discussões eram intensas e, muitas vezes, calorosas. Os interesses entre os setores da classe eram grandes, e as disputas, idem. Finalmente chegou-se ao ponto principal: como seriam julgados os projetos. A turma dos grandes produtores apresentou a proposta de que isso fosse feito de maneira muito objetiva, por meio de uma pontuação a ser dada a alguns itens, com pesos específicos. Currículo da produtora e do diretor pesariam enormemente e, se fosse uma obra adaptada de escritor brasileiro, peso extra. Fui radicalmente contra a proposta,

que claramente pretendia beneficiar os produtores tradicionais em detrimento dos estreantes. A discussão ficou muito quente, com palavras fortes. Era visível que a bancada dos escritores estava bastante confusa e até temerosa. Uma verdadeira guerra havia se formado: de um lado, eu e o Zé Antonio Garcia (que representava os cineastas independentes); de outro, três produtores tradicionais. Junto a mim estava sentado o Moacyr. Num certo momento, ele me pergunta baixinho: “Porque tu és contra a pontuação? É um sistema mesmo mais objetivo”. Respondi explicando que, nessa hipótese, um projeto de um produtor tradicional, a ser dirigido por um cineasta com filmes em seu currículo, baseado num livro brasileiro, nem precisaria enviar roteiro. Já estaria pré-aprovado com os pontos que obteria. E que, de outro lado, um cineasta estreante, premiado em festivais de curtas, que tivesse montado uma pequena produtora, mesmo que enviasse um roteiro incrível jamais ganharia. E dei o exemplo da Casa de Cinema de Porto Alegre com o Jorge Furtado e seus curtas sensacionais. “Tu tens toda a razão, guri!”. Ele então virou para o outro lado, onde sentava o Márcio Souza, e perguntou o que ele achava. O Márcio respondeu, meio na dúvida, que a proposta da pontuação parecia mais objetiva, ao que o Moacyr disse: “Não é não. Deixa te explicar”. E foi lá convencer o Márcio do contrário. Após mais alguns debates calorosos,

o assunto e os presentes à sala estavam esgotados. Decidiu-se então votar, temerosamente. Resultado: 4 a 3 contra a pontuação, com quatro abstenções (dos escritores). Moacyr e Márcio votaram juntos: o gaúcho não apenas tinha nos apoiado como convencera o colega. Meses depois a comissão julgaria os projetos de filmes como “Os Matadores”, “Baile Perfumado” e “Carlota Joaquina”, de cineastas estreantes à época, que foram aprovados e receberam recursos importantes, possibilitando sua realização. Sem isso, talvez viessem a ser feitos, mas teriam demorado alguns anos mais. Isso foi possível graças à compreensão do Moacyr de uma situação aparentemente confusa e de sua coragem em tomar partido contra os tradicionais donos do cinema brasileiro e em favor dos jovens. Alguns anos mais tarde, eu procurava assunto para fazer meu primeiro longa e li um artigo do Moacyr sobre a Revolta da Vacina, que mencionava o livro “Sonhos Tropicais”, de sua autoria. Devorei o livro e tinha descoberto o que eu queria filmar. Procurei o Moacyr, que lembrava de mim muito generosamente e me deu dois anos para eu conseguir levantar recursos e poder pagá-lo pelos direitos. Já com o roteiro sendo escrito, em 1997, ele me presenteou com um exemplar de “O Círculo das Águas” e escreveu uma dedicatória encorajadora. Guardo Moacyr Scliar para sempre na memória.


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Onomástica

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Invencível poesia Considerações sobre o que há num nome

RESUMO Jornalista retraça neste texto origem dos nomes dos três principais concorrentes ao Planalto. Em especial o nome Marina, que, reduzido do original Osmarina, batiza a candidata pessebista, é recorrente na literatura, associado a conquistas e catástrofes em mar, como em “Péricles, Príncipe de Tiro”, de Shakespeare.

MARIO SERGIO CONTI

“O que há num nome?”, pergunta Julieta na peça de Shakespeare. Ela própria responde que a rosa, com outro nome, continuaria a ter o mesmo suave perfume. Num nome não há nada, pois. Ainda assim, Julieta e Romeu se estendem na discussão acerca dos seus nomes, da necessidade de abandonarem a identidade para que vivam o amor de um pelo outro. Num nome há restos da história e de mitos ancestrais. São sons e sinais gráficos cuja decifração, porém, se faz sempre no presente. O nome Édipo não significa apenas “pés inchados”, como no grego antigo. Ele hoje é indissociável do complexo de Édipo,

conceito criado por Freud com base no bebê que, com os pés amarrados e inchados, foi deixado para morrer num bosque. Assim, não se cumpriria a profecia de que mataria o pai e casaria com a mãe. Esse é o Édipo que vingou. Os três candidatos com mais chance nas eleições presidenciais de hoje têm nomes pouco usuais. Aécio vem do grego Aétios, que significa águia e, por associação, herói, vitorioso. O general Flávio Aécio foi considerado “o último dos romanos” pela bravura nas batalhas, embora o heroísmo não o tenha levado à vitória. Ciumento da sua valentia e receoso da sua popularidade, o imperador Valentiniano 3º mandou matar Aécio em 454 d.C.. Receberá o nosso Aécio o título de “o último dos tucanos”? O general Aécio nasceu numa província romana que hoje fica na Bulgária, berço de Pétar Russév, o pai de Dilma. O nome da presidente aparentemente não tem nada de balcânico – ela o herdou da mãe, a professora mineira Dilma Jane Coimbra da Silva. Mas talvez não tenha sido desse jeito. Dilma é a versão masculina de Delmo, ou Adelmo, que tem origem múltipla. O nome pode ter vindo do latim Dalmatia, Dalmácia, a região adriática que chega aos Bálcãs búlgaros. No alemão, há Adelhelm, que junta “edel”, nobre, e “elm”, elmo. De fato, a carapaça de laquê da presidente lembra às vezes um capacete. Dilma tem também origem espanhola: “del mar”, vinda do mar, marina. Com o quê se chega ao mais raro dos nomes dos candidatos. Raro porque Marina não foi a

CLAUDIUS | cartum

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sua primeira alcunha. Ela recebeu na pia batismal, ao lado do nome Maria, o de Osmarina, provável feminino e diminutivo de Osmar. Na infância, uma tia lhe deu o sensato apelido de Marina. Mas só com 27 anos, ao concorrer ao cargo de deputada estadual, ela deu uma de Lula, o seu líder de então: incorporou ao nome o apelido, mais fácil de ser guardado pelos eleitores. Oficializou-se assim Marina, nome rico como o mar em alusões literárias. Ele não está somente na canção de Dorival Caymmi. O mar é palavra recorrente na obra de Shakespeare. “Pegar em armas contra um mar de problemas”, aparece em “Hamlet”. “O mar selvagem da minha

consciência”, em “Henrique 8º”. “Teus olhos são um mar que flui e reflui num fluxo de lágrimas”, em “Romeu e Julieta”. “Cheio de agonias como o mar de grãos de areia”, em “Os Dois Cavalheiros de Verona”. As imagens oceânicas do poeta costumam remeter ao inóspito, a fúrias desconhecidas que arrastam homens e navios para profundezas enigmáticas. Contra o mar, o único abrigo é a terra que serve de trono de reis, a fortaleza feita pela natureza contra a doença e a mão da guerra, o outro Éden – a Inglaterra, “essa pedra rara cravada no mar de prata”, em “Ricardo 2º”. “Péricles, Príncipe de Tiro”, é a peça em que o mar se faz mais presente, a ponto de a principal personagem feminina condensá-lo no nome Marina. A filha de Péricles se chama assim porque nasce no mar, no qual três naufrágios se sucedem. Eles separam pai, mãe e filha; matam e ressuscitam personagens. O narrador da peça chega a dizer: “Esse palco é barco, no convés/ Do qual fala o mareado Péricles”. A sociedade do mar-mundo é discutida por dois marinheiros. Um deles diz que fica “espantado como os peixes conseguem viver no mar”. E outro lhe esclarece que os peixes “vivem como os homens na terra – os grandes devoram os pequenos”. A metáfora vai além: a baleia brinca com os peixinhos, diz o mestre do barco, mas “termina por abocanhá-los de uma vez só”. Seria Neca Setúbal uma baleia das finanças, e Marina, peixinho? Numa aula que deu em Nova York, em abril de 1947, o poeta W. H. Auden disse que o diálogo entre os marinheiros mostraria o comprometimento político de Shakespeare: “Os pescadores são bons porque têm que trabalhar para viver, e porque o que fazem é produtivo”. Em que pese a profusão de imagens marítimas, não há nenhuma evidência de que Shakespeare tenha estado ao menos uma vez no mar. Ele era um homem de rios: passou a infância à beira do Avon, em Stratford, e viveu às margens do Tâmisa, em Londres, tendo regressado ao lugar onde nasceu para passar a velhice. Marujos Os marujos dos estudos shakespearianos penam para

explicar a discrepância entre o pouco que se sabe da vida do poeta e a sua obra opulenta – e especulam adoidado: em “Shakespeare: O Mundo É um Palco “” Uma biografia”, Bill Bryson recenseou 7.000 obras sobre o bardo na Biblioteca do Congresso americana. Para dar conta delas seriam necessários “20 anos de leitura, se lidas à velocidade de uma por dia”. Não entra nessa contagem uma das ideias mais extravagantes de Freud, justamente referente a nomes: Shakespeare seria francês, e se chamaria Jacques-Pierre. Apesar de equivocada, a intuição freudiana tem um fiapo de consistência, mas que ele ignorava: cálculos feitos com computadores mostram que na obra de Shakespeare há mais referências à França (369 citações) do que à Inglaterra (243). Uma explicação para o peso obsedante do mar em “Péricles”, e para as peripécias de Marina, está no gosto do público. O teatro era arte popular, e nenhum outro dramaturgo dava tudo por um efeito como Shakespeare, jogando conscientemente para a galera. E no seu tempo a audiência tinha uma enorme curiosidade em relação ao mar devido à Invencível Armada. Em 1586, Elizabeth, a soberana protestante da Inglaterra, mandou matar Mary, rainha católica da Escócia, que havia tentado destroná-la. A Coroa espanhola, católica da Contrarreforma, mandou uma frota massacrar Elizabeth e a Inglaterra. Jamais se vira força bélica tão potente: a Invencível Armada ocupava 11 quilômetros do mar em formação de batalha; tinha 30 mil homens; 3.000 canhões; mosquetes às mancheias. A expectativa dos católicos era varrer os protestantes, os evangélicos de então, primeiro da Inglaterra e depois da Europa. Mas não levaram em conta o conhecimento íntimo que os ingleses tinham de seu território marítimo. Nem a tecnologia britânica, sobretudo os canhões de ferro fundido, bem mais letais que os espanhóis. Em três semanas a Invencível Armada foi reduzida a frangalhos: 17 mil marinheiros espanhóis foram trucidados; a Inglaterra não perdeu um só navio. Manteve a Inquisição longe de si e se preparou para expandir seu império pelos ma-

res do mundo inteiro. As peças históricas de Shakespeare captam o patriotismo inglês proveniente da vitória. Já “Péricles” mostra o mar como cenário de hecatombes, separações, desventuras e mortes. Mesmo que seja pouco representada hoje em dia – e mais na França do que na Inglaterra; Ulysses Cruz a dirigiu aqui em 1995 – “O Príncipe de Tiro” foi a peça de Shakespeare que teve maior público ao estrear. Ela faz parte do seu último lote de escritos, produzido depois das obras-primas. Como não figurava na edição inaugural das peças de Shakespeare (o primeiro fólio), passando a integrar o cânone 40 anos mais tarde, há uma discussão interminável entre os eruditos acerca do texto. Difícil e sombria, ela trata de incesto, abandono existencial e perda do poder. Dada como morta ao nascer, com direito até a um epitáfio, Marina é sequestrada por piratas e vendida a um bordel. Miraculosamente, mantém a pureza, reaparece no final e reencontra o pai numa cena tocante. Se a Marina do Acre perder as eleições, terá direito a um belo epitáfio, ainda que composto pela sua inimiga Dioniza, como ocorre em “Péricles, Príncipe de Tiro”? Em setembro de 1930, Marina reaparece num poema de T. S. Eliot, que transitava então do alto modernismo para a regressão das formas poéticas. Com o título de “Marina”, nele quem fala é Péricles. Só a epígrafe do poema não é de Shakespeare. “Quis hic locus, quae regio, quae mundi plaga?” está em “Hércules Furioso”, a peça que Sêneca escreveu em 54 d.C.. É o protagonista quem pergunta: “Que lugar é este, qual reino, qual parte do mundo?”. A indagação retoma a relação entre pai e filha de “Péricles”. Édipo às avessas, Hércules é enfeitiçado e, no transe, mata os filhos. Ao acordar com as mãos ensanguentadas, se pergunta onde está. A “Marina” de Eliot tem muito da perdição de Hércules. Mas o mar, a morte, os escombros de navios que o poema justapõe, tudo remete ao reencontro de pai e filha da peça de Shakespeare. O nome Marina, resto de outras artes e outras histórias, reaparece então em toda ambiguidade: é o pássaro que sibila perdido na neblina do tempo.


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Fotografias de Luiz Outen em Minas Gerais

Palco para teatro adulto e infantil

O Festival de Teatro da Amazônia, em sua 11ª edição, será realizado de 10 a 18 de outubro, no Teatro Amazonas LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

Em dose dupla

Processo novo Entre as produções selecionadas para a mostra adulta estão montagens que estrearam recentemente, como “Inquietações”, da Artrupe Produções Artísticas. O diretor Victor Kaleb conta que a notícia foi recebida com surpresa pelos integrantes do grupo de artes integradas. “Nós realmente não esperávamos. A peça é um processo novo para o grupo e participar do festival é uma chance para mostrarmos esse trabalho para mais pessoas”, comenta. “Inquietações” foi encenada quatro vezes até o momento e Kaleb tem observado que as pessoas ficam “bem interessadas” na peça, definida por ele como um “experimento cênico”, sobre homens em guerra contra algo maior do que os seres humanos. A produção reúne os textos “A missão” e “Só: mais um corredor”, ambos de Danilo Reis, um dos integrantes da Artrupe. Victor Kaleb avisa que “Inquietações” não é um drama convencional. “Os atores apresentam uma movimentação estranha aos olhos do público. Essa movimentação não condiz especificamente com o que os atores falam, mas com o texto em geral, e é semelhante a uma dança, mas não se trata de um espetáculo de dança”, esclarece. Na edição do ano passado do FTA, a Artrupe participou com a peça “A Casa de Inverno” e foi premiada nas categorias de melhor maquiagem e melhor trilha sonora. Hoje termina a temporada dessa mesma produção na Toca da Cutia, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Outra selecionada para a mostra adulta é a montagem “Oração”. Trata-se de uma releitura assinada pelo grupo Ateliê 23 – Casa de Criação de um texto do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. A produção também encerra a “Trilogia Arrabal”, projeto do grupo que inclui também “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” e “Fando e Lis”. “Oração” é protagonizada pelo casal Fídio e Lílbe, que mata uma criança e, a partir de então, busca ser bom conforme os preceitos cristãos. A direção é de Taciano Soares.

Adaptações cheias de fantasia A mostra infanto-juvenil contará com montagens como “Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove”, da Cia. de Teatro Metamorfose, baseada em obra de Sylvia Orthof. Socorro Andrade, que divide a direção com a irmã Paula Andrade, conta que após a temporada de “Chapeuzinho Amarelo”, baseada na obra de Chico Buarque, o grupo quis continuar as pesquisas sobre textos da dramaturgia brasileira que são levados aos palcos até hoje. “Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove” estreou em março e mostra como um simples pingo de chuva é capaz de transformar uma rotina. “A autora consegue transmitir uma mensagem sobre autoritarismo de forma interessante”, diz Socorro Andrade. Também participa dessa categoria “O Reino Encantado”, da Cia. de Teatro Língua de Trapo. O diretor Hely Pinto explica que é uma história sobre o universo caboclo de mitos e lendas amazônicas e que alerta sobre a poluição do meio ambiente. “No centro da história está o menino Jurandir, que não acredita na existência de seres encantados com a Iara e o Boto. Mas ele acaba sendo levado até um lugar onde essas criaturas revelam o que os humanos estão fazendo com a natureza”, diz Hely, que é o autor do texto. “O Reino Encantado” estreou no final de setembro.

Os grupos Artcena e Soufflé de Bodó participam do festival este ano com duas montagens cada. O primeiro apresentará “De Sol a Sol” e “Encanta, Histórias do Mundo”, ambos escritos e dirigidos por Roger Barbosa. Obras como “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, e “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, inspiraram Barbosa a compor o enredo de “De Sol a Sol”. Ele também se baseou nas histórias que a bisavó, nascida no sertão do Rio Grande do Norte, contava. A trama é ambientada na era Vargas, entre 1942 e 1945, e narra a trajetória de quatro irmãos que lutam pela sobrevivência durante numa grande seca na Região Nordeste. “Encanta” apresenta a amizade entre duas crianças, Pedro e Henrique, iniciada pela internet. Após um tempo trocando emails, Pedro terá uma grande surpresa com a visita do amigo. E a Soufflé de Bodó Company marcará presença com “Herói”, sobre um boneco de neve que nasce com uma deficiência nas pernas, e “Casa de Franciscos, Quem Nasce Antônio É Rei”, peça centrada na história de uma família de acari-bodós que enfrenta problemas de adaptação e precisa se mudar.

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A

s montagens selecionadas para as mostras competitivas adulta e infantojuvenil do 11º Festival de Teatro da Amazônia foram divulgadas na última quinta-feira e ordem de apresentações no dia seguinte. O evento será realizado de 10 de 18 de outubro, no Teatro Amazonas, e as encenações para o público adulto acontecem sempre às 20h e as infantojuvenis às 10h. A entrada para as sessões é gratuita. A mostra adulta apresentará as produções “Travessia”, do Grupo Tecelagem, de São Paulo (dia 10); “O Malefício da Mariposa”, do Ave Lola Espaço de Criação, do Paraná (11); “Inquietações”, da Artrupe Produções Artísticas (12); “Pintinho 12”, de Ismael Farias (13); “Casa de Franciscos, Quem Nasce Antônio É Rei”, da Soufflé de Bodó Company (14); “A Estrada”, da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas (AACA) – Arte & Fato (15); “Oração”, do Ateliê 23 Casa de Criação (16); e “De Sol a Sol”, da Cia. de Teatro Artcena (17). Para a mostra infantojuvenil foram escolhidas as peças “Conto de Beiradão”, do grupo Arte Pela Arte (11); “Amigos como Nós, o Musical”, do Grupo de Teatro Atorres, do Pará (12); “Encanta, Histórias do Mundo”, da Cia. de Teatro Artcena (13); “O Reino Encantado”, da Cia. de Teatro Língua de Trapo (14); “Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove”, da Cia. de Teatro Metamorfose (15); “Dona Batata”, do grupo Pintando o Sete (16); “Herói”, da Companhia Soufflé de Bodó (17); e “Bem do Seu Tamanho”, do Núcleo Caboclinhas, de São Paulo (18).

Cena de “Encanta”, produção da Artcena

Enredos “Travessia”: Em cinco paradas pelo sertão, no transporte de uma boiada, da fazenda ao vilarejo, um vaqueiro conta suas lembranças. “O Malefício da Mariposa”: Fábula de Federico García Lorca sobre a paixão de um jovem curiano (espécie de barata do campo) por uma mariposa. “Pintinho 12”: aborda a desestruturação do sistema prisional brasileiro e o descrédito da população quanto à reabilitação do condenado. “A Estrada”: Na década de 1970, chega à região, pela Transamazônica, uma mulher vinda do sul do país a bordo de um fusca preto. Ela perde os filhos na floresta e acaba numa aldeia indígena. “Dona Batata”: texto da atriz Rosa Malagueta que, a partir das aventuras de dos irmãos numa biblioteca, busca resgatar o hábito da leitura entre as crianças. “Bem do Seu Tamanho”: baseado na obra de Ana Maria Machado, conta a história de uma menina que quer descobrir qual é o tamanho dela.

A peça “Travessia”, do Grupo Tecelagem, de São Paulo, abre o festival, no próximo dia 10


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>> Sinalização . O condomínio Alphavile precisa urgentemente de sinalização e iluminação. . A escuridão e a falta de sinalização fazem todo mundo ficar perdido no local, principalmente quando se vai para algum evento nos clubes do condomínio.

Fernando Coelho Jr.

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fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Repaginação

A chic Vera Bulbol durante dinner-party no Village Festas

. O Centro Histórico de Manaus ganhou, desde quinta-feira, uma praça repaginada. . A Torquato Tapajós, conhecida como praça dos Remédios, após as obras de revitalização, recuperação e urbanização promovidas pelo governo do Amazonas. A praça é uma das mais antigas da cidade e tem valor histórico para o Estado. . A obra, que recebeu investimentos de R$ 1.248.441,21, integra o projeto de revitalização do patrimônio histórico do Centro de Manaus, que já incluiu o largo São Sebastião, praça da Polícia, praça Jefferson Péres e praça do Congresso.

Cris Aguiar e Sandra Lucia Saraiva dando uma circulada na cena social da cidade

>> Palco

Taiko Fernandes, Sheila Jacob e Ticiana Hagge durante almoço que reuniu lulus fino trato

>> Objeto de desejo

>> Cegonha

. Musa absoluta da Cartier, Jeanne Toussaint inspirou a Haute Maroquinerie, coleção de bolsas da marca que acaba de ser lançada. . Confeccionadas a partir do couro mais nobre do bezerro, as peças são cortadas e costuradas à mão por artesãos superespecializados, que dedicam até 5 horas diárias para criar cada um dos três modelos: minitote, chain bag e asymetrical clutch, essa última, perfeita para uma noite de festa. Superchic!

. A cegonha está a todo vapor entre famosos internacionais. . A atriz Mila Kunis deu à luz uma menina, na terça-feira. Ela é a atual mulher do ator Asthon Kutcher, ex de Demi Moore. . Já em Mônaco, a princesa Charlene acaba de confirmar a gravidez de gêmeos com o príncipe Albert. Isso sem contar com a cantora Shakira, que acaba de anunciar sua segunda gravidez com o namorado, o jogador Gerard Piqué.

A bela Hellen Garcia em evento only for women

BARROCA

GRATUITO

A turnê internacional encerra no dia 19, na Igreja do Menino Deus, às 20h30, em Lisboa, com o concerto intitulado Creator Alme Siderum, composto de música sacra brasileira e música instrumental portuguesa do século 18. De volta a Manaus, Páscoa revela que há uma apresentação marcada para o dia 24 de outubro, no Teatro Amazonas. “Será a ópera Pastores do Amazonas de Bento Aranha, um material que recuperamos de 1793 e que agora será apresentado ao público. Também já temos apresentações para novembro e dezembro, mas ainda estamos confirmando as datas”, conta Páscoa. Turnê nacional Este ano, a Orquestra Barro-

ca do Amazonas realizou uma turnê por cidades brasileiras com o projeto “Ópera no Brasil Colonial”, com patrocínio da Petrobras. Foram realizadas apresentações em Manaus, Itacoatiara e Manacapuru, no Amazonas; Salvador (BA); Recife e Olinda (PE); João Pessoa (PB); e Fortaleza (CE). Em 2015, serão visitados mais 5 Estados do Sul e Sudeste do Brasil. Durante a turnê brasileira foi gravado em Belém, no Museu Histórico do Estado do Pará, em março deste ano, o CD “Ópera no Brasil Colonial - 18th century brazilian opera’’. Metade da tiragem será distribuída gratuitamente no país às instituições de apoio à cultura, e a outra metade será distribuída comercialmente pela Amazon, com em âmbito internacional.

Comediante é a atração de quarta-feira, às 20h

Ator Rodrigo Capella em comédia no Ponta Negra

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A Orquestra Barroca do Amazonas (OBA), especializada no repertório lírico luso-brasileiro do período colonial, realiza, pela quarta vez, uma turnê internacional para realizar cinco concertos em cidades europeias no mês de outubro. Apesar de já terem visitado o velho continente, será a primeira vez que os músicos se apresentarão nas cidades de Queluz e Porto, em Portugal, e Sevilha, na Espanha. “O ano escolar deles está começando e as universidades têm as suas pautas de concertos. Assim como nos outros anos, fomos convidados para os eventos que celebram a música antiga”, explica o maestro Márcio Páscoa.

As apresentações começam no dia 7, às 21h30, na Igreja São José das Taipas, no Porto, integrando o Festival de Música Antiga da EsmaePorto. Depois, o grupo segue para Sevilha, na região da Andaluzia, na Espanha, onde faz concerto no dia 10. No dia 12, às 19h30, a orquestra se apresenta no Palácio Nacional de Queluz, com os solistas Mirian Abad (soprano) e Armando Possante (barítono português) e no dia 15, em Lisboa, faz apresentação no Palácio Foz, às 20h30. “No palácio de Queluz, realizaremos uma apresentação de gala. O lugar data do século 18 e já abrigou a família real portuguesa. Estamos com grandes expectativas e acredito que será um evento muito bonito”, diz Páscoa.

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Orquestra em Portugal e Espanha SÉRGIO VICTOR Especial EM TEMPO

A Orquestra Barroca do Amazonas segue uma série de apresentações em solo estrangeiro, neste mês de outubro

. De 10 a 18 de outubro, o governo do Amazonas irá realizar o 11º Festival de Teatro da Amazônia. . O evento é composto de mostras competitivas adulta e infantojuvenil. As 16 peças da competição farão uma apresentação dentro da programação do 11º Festival de Teatro da Amazônia, no Teatro Amazonas, e cada espetáculo receberá um cachê artístico no valor bruto de R$ 15 mil, para montagem, livre criação e competição na mostra. . A premiação da Mostra Competitiva incluirá prêmios em dinheiro, além do troféu “Jurupari”, instituído pela comissão organizadora do FTA. O troféu “Sergio Lima” será destinado exclusivamente para ator e atriz. Serão julgados os itens Espetáculo, Diretor, Ator, Atriz, Cenário, Figurino, Pesquisa Musical, Maquiagem, Texto Original e Iluminação.

O projeto “Vitrine Cultural” do Shopping Ponta Negra começou no dia 1º de outubro e a programação continua até dezembro com várias atrações. No dia 8 de outubro será a vez do comediante Rodrigo Capella arrancar risadas no palco montado na praça de alimentação no terceiro piso (L3). O show de Stand-Up é gratuito e começa às 20h. Rodrigo Capella iniciou carreira por meio do curso de teatro Incenna e em poucos meses já fazia sucesso com sua atuação na peça “O Homem de Dentro”, de Caio Soh, pela Cia. Sinceramente Cínicos. Por meio dessa companhia teatral, em que fez parte durante 8 anos, Capella mudouse para a cidade do Rio de Janeiro para atuar no novo espetáculo “Minutos Atrás”, premiado com 5 indicações, entre eles, o de melhor peça, no festival carioca de teatro. O comediante também fez

parte do agora extinto grupo de humor Deznecessários, que o projetou nacionalmente. Capella trabalhou em dois programas na televisão, o “Quinta Categoria”, junto aos companheiros do Deznecessários, Tatá Werneck e Paulinho Serra, e o “Comédia MTV”, durante 3 anos, na MTV Brasil. No fim de 2011, Capella começou a focar no espetáculo “Comédia em Preto & Branco”, atuando ao lado de Marcelo Marrom, em temporada fixa há 2 anos em São Paulo e viajando por todo o Brasil, inclusive em Manaus com apresentação em maio deste ano. Atualmente, Rodrigo continua nos palcos com seu espetáculo “Comédia em Preto & Branco” e também atua como humorista em programa de TV. Na última quarta-feira, o comediante Fábio Lins lotou a praça de alimentação.


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XANDDY

Tempero BAIANO no SAMBA Manaus FOTOS: DIVULGAÇÃO

Temos uma relação de amor com Manaus. É um público acolhedor, amigo, alegre e que gosta da gente. Sempre ficamos empolgados além do esperado. Manaus mobiliza muitos sentimentos dentro da gente”

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ão dá para negar que o swing baiano é a marca do grupo Harmonia do Samba, que completou 20 anos de carreira e, para comemorar e presentear os “torcedores” (como o vocalista Xanddy costuma chamar os seus fãs), gravou um DVD intitulado “Harmonia do Samba 20 anos”. Além do baiano Xanddy, o grupo é formado por Roque Cezar, Bimba, Martins e Luciano. Para delírio dos fãs manauenses, eles retornam à cidade para se unir ao time de atrações nacionais que vai participar do Samba Manaus 2014. E para manter a tradição do evento, o Harmonia do Samba será a última banda a se apresentar, no dia 11 de outubro. A atração é uma das mais esperadas pelo público, que costuma se referir ao show como “Café da Manhã com o Harmonia”.

S u cesso

A banda formada em Capelinha de São Caetano, subúrbio de Salvador, contabiliza uma média anual de 120 shows no país e no exterior. Realiza uma turnê internacional por ano e já passou inclusive pela Europa. Ao todo, o grupo já vendeu mais de quatro milhões de produtos, entre 13 CDs (em estúdio e ao vivo) e agora quatro DVDs lançados. Em entrevista, Xanddy faz um balanço sobre os 20 anos de carreira do grupo, comenta sobre o relacionamento com os fãs e o show que está preparando para encerrar a 14ª edição do Samba Manaus. O Harmonia do Samba completou 20 anos de carreira em 2014. Qual o balanço que você faz da carreira em duas décadas de sucesso? Xanddy – Mais do que positivo. Tudo que aconteceu até aqui foi além do que esperávamos e planejamos. O nosso maior desejo era sermos felizes em cima do palco, fazer a alegria do povo e conseguimos muito mais do que isso, graças a Deus. Conseguimos manter nossas famílias, nos realizar em outras particularidades da vida. E o melhor de tudo, não nos desintegramos! Somos a mesma banda (alguns seguiram outros caminhos, bem poucos, mas continuamos superamigos) e mantemos viva a “Harmonia” da nossa segunda família que é a banda. Deus é maravilhoso! Sabemos que o Harmonia do Samba possui grandes projetos como “A melhor segunda-feira do mundo” e o “Harmonia Prime”. Esse seria um dos “segredos” para manter o grupo sempre

em evidência? Os projetos são para mobilizar a agenda, disponibilizar para nossos fãs encontros conosco, de forma bem nossa. Durante o ano fazemos muitos shows que são inesquecíveis, então sempre estamos pensando em oferecer para o nosso público algo a mais, diferente e com uma proposta bem característica do Harmonia. Isso nos ajuda a ficar em contato com eles de uma forma contínua. Eu diria que os projetos contribuem. Uma curiosidade é a forma como vocês chamam os seus fãs. Por que intitulá-los “torcedores”? [risos] A gente sempre brinca no palco incentivando o público a gritar ao perguntar quem é o torcedor do time “x”. Na Bahia essa disputa fica entre os times do Bahia e o Vitória. Aí no final, em certo dia, eu perguntei: “Quem é o torcedor do Harmonia?” e então todos gritaram de uma vez. Pronto! Em todos os shows eu segui com a brincadeira e deu certo. Logo fomos presenteados com a música “Harmonia Futebol Clube” e, para completar, foi no período da Copa do Mundo. Então agora, além de fãs, eles são os torcedores do nosso time. Qual a sua relação com os fãs manauenses? Sabemos que existem fãs que cometem loucuras para estar perto de você e assistir aos shows do Harmonia. Qual foi a loucura mais surpreendente e como você enxerga essas demonstrações de carinho? Nossa! Lembrar das loucuras e listá-las agora vai ser complicado. Os fãs sempre nos surpreendem com faixas, tatuagens, unhas personalizadas... é muita coisa legal e que emociona. Temos uma relação de amor com Manaus. É um público acolhedor, amigo, alegre e que gosta da gente. Sempre ficamos empolgados além do esperado. Ficamos na expec-

tativa do show e arrumando uma forma de surpreendêlos, de voltar para casa com a sensação de que o nosso encontro foi massa e que tudo o que resta é esperar o próximo com o coração cheio de saudade. Manaus mobiliza muitos sentimentos dentro da gente. Gravamos um DVD nessa terrinha e esse é um marco que levaremos para toda a nossa vida. Uma marca registrada do Samba Manaus é o “Café com o Harmonia”, e no ano passado o público manauense não pôde desfrutar desse café. Porém, em 2014, o Harmonia do Samba retorna ao time de atrações do evento. O que o público pode esperar para o show do dia 11 de outubro? Nós nos programamos de uma forma diferente para se apresentar em Manaus. Levaremos muito do nosso DVD “Harmonia 20 Anos”, mesclando sucessos consagrados da carreira com as apostas mais atuais. Será um show superdançante e para cima. Se segura galera que o papai está chegando e vai ser incrível! Quais as novidades do Harmonia do Samba para 2015? A gente entra em 2015 com “O Melhor Réveillon do Mundo”, que acontece na Bahia e, este ano, teremos Saulo na programação. Depois, na primeira segunda-feira do mês de janeiro, a gente inicia os ensaios de verão com o projeto “A Melhor Segunda-Feira do Mundo”, e aí a gente só para na semana que inicia o Carnaval. Para o Carnaval, algumas coisas ainda estão sendo definidas, mas já garantimos a presença, no sábado, no bloco As Muquiranas, no circuito Avenida e, é claro, no nosso bloco que é o Meu e Seu, que desfila no circuito Barra/Ondina, no domingo, segunda e terça-feira. Estamos vendo novidades no horário de saída do bloco, mas só podemos confirmar em breve.

O nosso maior desejo era sermos felizes em cima do palco, fazer a alegria do povo e conseguimos muito mais do que isso, graças a Deus”

Durante o ano, fazemos muitos shows inesquecíveis, então sempre pensamos em oferecer para o nosso público algo diferente e com uma proposta característica do Harmonia”


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RESENHA

A redenção de um sonho PERFIL

Micael Silva, servidor público e cinéfilo

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azendo aniversários de 20 anos, o longa “Um Sonho de Liberdade” (The ShawshankRedemption), de Frank Darabont, é a dica para quem ainda não conhece, ou mesmo para uma bem-vinda revisitação. Hoje, o filme é famoso por figurar no posto número um no top 250 do site www.imdb.com, maior banco de dados de cinema da web, mas a verdade é que na época que foi lançado no cinema, em 1994, não fez muito barulho, sendo considerado um fracasso comercial. Apenas depois de sete indicações ao Oscar (das quais não ganhou nenhuma), boas críticas e estrondoso boca a boca, numa época em que a internet estava engatinhando, o filme se tornou sucesso nas locadoras e na TV, ganhando status cult. Frank Darabont, um roteirista semidesconhecido, mais acostumado a escrever filmes b de terror, além de uma participação na série de TV “O Jovem Indiana Jones” (1992/93), resolveu adaptar para o cinema um conto de Stephen King, o mestre do terror na literatura. O único detalhe era que se tratava de um drama, e

não suspense ou terror, e Darabont insistia em ser o diretor (seria seu debut). Conseguiu chegar a um acordo com a produtora e, felizmente, assinou o trabalho que lhe abriu as portas e até hoje sua obra mais celebrada. O filme trata da amizade entre dois detentos, Andy Dufresne (Tim Robbins) e Red (Morgan Freeman), na prisão Shawshank, desde os anos 1940, ambos cumprindo pena de prisão perpétua. Dufresne, que costumava ser um bancário, foi condenado pelo assassinato da mulher e amante. Sua inteligência e empatia natural o coloca como um dos presos mais influentes, e Robbins o interpreta com uma tristeza latente, e uma sabedoria resoluta que nos leva a crer que sempre há mais para descobrir sobre o personagem e seus propósitos. Red, por sua vez, é um boa praça, aquele cara que fez aliança com as pessoas certas, o responsável pelo câmbio negro, mas apesar de sabermos que ali há um criminoso, Freeman empresta sua dignidade habitual, nos levando a ver sempre um coração bom, marcado por um único erro

que comprometeu sua vida para sempre. O elenco de apoio é absurdamente competente, conseguindo retratar um ambiente obviamente hostil e melancólico, onde o trabalho é duro, e nem sempre recompensador. E a vida é vivida sempre em compasso de medo, e esperança é uma palavra dolorosa demais para ser pronunciada, em meio a presos de má índole e guardas truculentos e desonestos. Mas, ainda assim, existindo espaço para o companheirismo e a manutenção de ideais, projetos e “sonhos de liberdade”, embora muitas vezes ao se concretizarem se revelem vazios em si mesmo, pois após tanto tempo longe do convívio em sociedade, poucos são

os que podem se adaptar e viver como homens livres. Além disso, o roteiro é primoroso, a fotografia se constrói em prol da narrativa (há um plano inspiradíssimo de Tim Robbins na chuva que se tornou famoso) e a trilha sonora é deliciosamente sutil, sendo seguro dizer que esse é um clássico instantâneo que jamais envelhecerá, inspirando o público com uma história engenhosa que reflete temas como justiça, amizade, honradez e determinação. A prisão é a metáfora perfeita para a vida sem ambições. E redenção é uma opção sempre disponível para espíritos inabaláveis, ainda que por um preço intangível em um caminho pedregoso.

A prisão é a metáfora perfeita para a vida sem ambições. E redenção é uma opção sempre disponível para espíritos inabaláveis, ainda que por um preço intangível em um caminho pedregoso”


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Bate-rebate

TV Tudo Triste constatar Ainda sobre o assunto acima e que bem ao contrário de suas concorrentes, a Band praticamente não dá grande importância ao segmento mulher. É quase um canal feito apenas para homens, o dia inteiro. Nesse processo de recuperação, seria interessante também olhar com muito carinho para a audiência feminina. Mudança O filme sobre a carreira de José Aldo, campeão do UFC, poderá ganhar um outro protagonista. É o que se comenta entre as pessoas envolvidas no projeto. Tudo indica que não vai dar para o Malvino Salvador. Mudança – 2 Malvino, até então anunciado para o papel, agora vai se dedicar ao teatro no Rio de Janeiro – espetáculo “Chuva constante”, com estreia dia 10, e isso já é visto como complicador. De qualquer forma, o pessoal da produção garante que ainda há a possibilidade de uma reviravolta no caso. Louvável É sempre necessário re-

• Ou estão no ar ou gravando um próximo trabalho. Ou, ainda, já escalado, mas esperando o momento de começar...

Vilã da história Atualmente em “Boogie Oogie” como a personagem Gilda Barcelos, Letícia Spiller é um nome que interessa muito a Wolf Maya, diretor de “Lady Marizete”, produção que estreia em abril de 2015, na faixa das 19h. Letícia é candidatíssima ao posto de vilã da história, mas também existem outras atrizes no páreo. conhecer o esforço e o trabalho sempre interessante que o Roberto Cabrini apresenta no seu “Conexão Repórter” do SBT. Poucos podem imaginar o esforço, dele e de toda a equipe, em colocar um programa inédito toda quarta-feira. O último sobre “violência sexual contra crianças” foi de uma importância histórica. Tem que reagir Os maus resultados apresentados até aqui pelo “Café com Jornal” da Band, que ainda nem chegou no marcha soldado – um, dois, um dois..., estão levando a sua

direção a tomar algumas providências. A equipe receberá reforços. Três nomes de fora estão no alvo. Está chegando a hora Aos 87 anos, completados no último dia 29, o jornalista Cid Moreira, está pensando em se aposentar. Só pensando, por enquanto. O seu desejo é continuar na ativa por mais 5 anos. Cid, contratado da Globo, é muito requisitado para gravações de documentários, comanda eventos pelo país e começa a apostar num serviço de mensagem de voz.

• Tudo o que se planejou lá atrás, sobre um melhor aproveitamento de elenco, efetivamente foi colocado em prática.

Bandeirantes não dá bola É inegável o problema de audiência da Bandeirantes nas suas mais diferentes faixas de horário. Aos poucos, a Band tenta retomar sua vidinha. Só que a questão da baixa audiência permanece. Paralelo a isso, existe outro problema na Band que não tem recebido a devida atenção do seu atual comando. Faltam bons produtos na grade que possam falar para a audiência feminina.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

• O SBT inaugurou a iluminação da Arena Abravanel. Coisa de primeiro mundo. • Luiza Brunet, Roberta Sá, Dani Suzuki e Débora Nascimento serão convidadas da Grazi Massafera, no GNT.

C’est fini Escutei do Luiz Ceará: “Depois de tudo que ouvimos nos debates etc, fica a dúvida de toda eleição: Quem será que, no dia internacional do conchavo, vai pedir perdão do que falou?”. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

SPARKS DIVULGAÇÃO

REGI

GLOBO

• Não existem mais casos de atores, sob contrato, parados na Globo...

MÁRIO ADOLFO

Escritor de livros como “Diário de uma paixão” sofre processo de ex-diretor de escola

GILMAL

ELVIS

Autor é acusado de homofobia O autor de best-sellers açucarados, como “Diário de uma Paixão” e “Querido John”, e produtor americano Nicholas Sparks está sendo processado pelo ex-diretor de uma escola particular da qual é dono. Saul Hillel Benjamin acusa o escritor de racismo, homofobia e antissemitismo. Ele afirma que Sparks o demitiu por tentar contratar funcionários e matricular alunos negros e que teria dito que deveria “utilizar métodos menos visíveis e públicos se quiser se encontrar com afro-americanos”. No processo, o ex-funcionário afirma que saiu do cargo temendo por sua segurança e que era obrigado a aguentar comentários do chefe sobre sua origem judaica. Diz ainda que foi penalizado por apoiar um grupo de alunos gays que sofria bullying. “Aparentemente, apesar dos esforços que nossa sociedade

tem feito, o senhor Sparks quer voltar no tempo e difamar aqueles que querem a igualdade independente de raça ou orientação sexual”, afirmou Douglas Wigdor, advogado de Benjamin, segundo informa a agência Associated Press. Administradores da escola teriam pressionado o ex-diretor a não apoiar um clube criado por alunos para discutir suas identidades sexuais porque isso seria “promover uma cultura e agenda homossexual”. Segundo Benjamin, o escritor havia dito que ele “deveria parar de falar sobre o Islã, o judaísmo e qualquer religião não cristã” em eventos da escola, porque “não é o que os pais querem ouvir.” O advogado de Sparks, Scott Schwimer, afirmou em comunicado que “como homem gay e judeu que representa Nick há quase 20 anos,

eu acho essas acusações absurdas e ofensivas”. O ex-diretor está processando ainda três outros membros do conselho escolar e a Fundação Nicholas Sparks. Nicholas Sparks é conhecido por sua prolífica produção de dramas românticos que são adaptados para o cinema, como é o caso de “Um Amor para Recordar”, de 2002, “Diário de uma Paixão,” de 2006, “A Última Música”, de 2010 e, mais recentemente, “Um Porto Seguro”, de 2013. Dois novos filmes estão programados para lançamento em 2014 e 2015: “O Melhor de Mim”, com James Marsden (o Scott de “X-Men”) e Michelle Monaghan (True Detective) como o casal de protagonistas e “Uma Longa Jornada”, com Scott Eastwood -filho do veterano de Hollywood Clint Eastwood- e Britt Robertson (“Sob a Redoma”).


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MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Programação de TV

SBT REPRODUÇÃO

8h05 Auto Esporte

RECORD

5h Jornal Da Semana

5h Santo Culto Em Seu Lar

6h Igreja Universal

5h30 Desenhos Bíblicos

7h Brasil Caminhoneiro

7h Desenhos Bíblicos

7h30 Planeta Turismo

8h30 Record Kids - Pica Pau

8h30 Vrum

9h Amazonas Da Sorte

9h Sorteio Amazonas Da Sorte (Local)

10h Domingo Show

8h40 Esporte Espetacular - (Stock Car - Compacto) 11h30 Eleições 2014 - Giro Nacional 11h35 Esquenta 12h58 Temperatura Máxima - QUARPRATEADO

9h30 Popeye

15h Eleições 2014 - Giro Nacional

9h45 Informercial – Polishop

15h05 Domingão do Faustão - 1ª Parte

10h45 Verdade E Vida

18h30 Domingo Espetacular

18h Roda A Roda Jequiti

22h15 A Fazenda

17h15 Domingão do Faustão - 3ª Parte

22h45 Tela Máxima - “Rocky 4”

18h Eleições 2014 - Boca de Urna 3

12h35 Band Esporte Clube

18h45 Sorteio Da Telesena

18h15 Domingão do Faustão - 4ª Parte

14h Sessão Livre

19h Fantástico

16h Band Eleições – Ao Vivo

21h20 Domingo Maior - ENCONTRO

20h Só Risos

2h Pessoa De Interesse 3h20 Big Bang

TOURO - 20/4 a 20/5 Um dia difícil para você organizar as ações práticas. Você é bastante rígido, então poderá ser muito inflexível e com isso dificultar os ajustes necessários neste momento.

8h Power Rangers + Popeye

14h Eliana

1h Rizzola & Isles

ÁRIES - 21/3 a 19/4 Os equívocos com os amigos tendem a ser inofensivos, apesar de perturbar os sentimentos. Seus interesses maiores podem não encontrar bom apoio concreto.

7h30 Sabadão Do Baiano

14h15 Hora Do Faro

0h Nikita

GREGÓRIO QUEIROZ

6h30 Santa Missa No Seu Lar

TETO FANTÁSTICO E O SURFISTA

16h Eleições 2014 - Boca de Urna 1 16h15 Domingão do Faustão - 2ª Parte 17h Eleições 2014 - Boca de Urna 2

0h15 Programação Iurd

23h De Frente Com Gabi

Horóscopo

5h Tartarugas Ninja

10h Domingo Legal

19h Programa Silvio Santos

Acompanhamento das eleições 2014 domina programação

BAND

4h Igreja Universal

EXPLOSIVO

GLOBO

Cinema

23h23 Sessão de Gala Filmeh BRAVAURA INDÔMITA

11h05 Pé Na Estrada 11h35 Só Risos

21h Pânico Na Band

23h13 Programete Rumo ao Pódio

4h55 Santa Missa 5h55 Amazônia Rural 6h25 Pequenas Empresas, grandes Negócios 7h Eleições 2014 - Giro Nacional 1 7h05 Globo Rural

11h Irmão Caminhoneiro – Boletim

0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz

1h15 Corujão - O AMANTE

1h35 Show Business – Reapresentação

2h40 Corujão

2h25 Popeye

4h07 Série

3h Igreja Universal

Cruzadinhas

ESTREIAS O Candidato Honesto: BRA. 14 anos. Leandro Hassum é um político muito popular e muito desonesto. Mente para mulher, mente para os colegas, mente para o seu eleitorado. 2014 é ano de eleição para presidente da republica. Nosso deputado é candidato e com fortes chances de ser eleito. Na véspera de um grande comício, ele cai no chão e quando se levanta algo estranho acontece. Ele não consegue mais mentir. Como nosso deputado vai lidar com sua nova situação “ética”? Cinemark 1 – 12h10 (somente sábado e domingo), 14h40, 17h05, 19h20, 21h45 (diariamente), Cinemark 6 – 13h20 (somente sábado e domingo), 15h50, 18h10, 20h45 (diariamente), 23h10 (somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 14h40, 16h55, 19h20, 21h40 (diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 15h40, 18h, 20h20 (diariamente), 22h35 (somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Plaza 1 – 14h, 16h20, 18h40, 21h (diariamente), Cinépolis Plaza 3 – 15h, 17h20, 19h50, 22h10 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h20, 18h35, 21h35 (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 14h30, 17h, 19h30, 22h (diariamente); Kinoplex 2 – 13h30, 15h50, 18h10, 20h25 (diariamente), Kinoplex 5 – 14h, 16h20, 18h40, 21h (diariamente).

GÊMEOS - 21/5 a 21/6 As idealizações são emperradas pela má lida com as situações práticas e concretas. As viagens são desfavorecidas, por falta de condução realista. CÂNCER - 22/6 a 22/7 As situações maiores que você mexem com pontos sensíveis. Você pode se magoar ou se sentir diminuído. Não perca tempo se lamuriando diante das mudanças necessárias. LEÃO - 23/7 a 22/8 O convívio com parceiros e no casamento exige hoje algum sacrifício; ou então pode sofrer restrições, o que, de qualquer modo, é um sacrifício, só que forçado. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Os trabalhos rendem menos do que esperava. Redefina expectativas, pois nem tudo pode crescer como gostaria. Aqueles que parecem lhe ajudar, talvez sem querer, atrapalhem. LIBRA - 23/9 a 22/10 Momento difícil na vida afetiva: as responsabilidades exigem mais de você, do que está recebendo em afago e carinho. Há momentos em que é preciso dar mais do que receber. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Em casa, as exigências crescem, e você pode não ter a habilidade de conduzir bem as situações. A falta de discernimento e organização tendem a se fazer presentes. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 As repreensões que o mundo lhe faz calam fundo. Pode ser aconselhável rever os valores que pretendia seguros. Nem sempre o mundo concorda conosco, e é preciso aceitar isso. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 As tensões levam a confrontos com pessoas que tocam seus pontos sensíveis. Valores são colocados em cheque. Não tente interpretar as situações com a mente instável. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 O aspecto entre Sol e Lua evidencia possíveis falhas em sua atuação no trabalho ou mesmo quanto à integridade de certas atitudes. Cuide melhor de seu bem estar. PEIXES - 19/2 a 20/3 Seus desejos e sentimentos confrontam-se com adversidades. Um dia para reconsiderar o que você estava sentindo e desejando. Há uma ordem melhor a ser alcançada.

A Lenda de Oz: EUA. 18 anos. A garota Dorothy é levada de volta ao mundo mágico de Oz, onde reencontra os velhos amigos Homem de Lata, Espantalho e Leão. Entretanto, logo ela descobre que todos os habitantes do reino estão correndo sério risco graças aos atos do malvado Jester. Continuação da história exibida em “O Mágico de Oz” (1939). Cinemark 4 – 13h45, 16h10 (dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Millennium 3 – 13h50, 16h20 (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Plaza 2 – 14h30 (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h20, 16h20 (3D/dub/somente sábado e domingo); Kinoplex 3 – 13h (3D/dub/diariamente). Os Boxtrolls: EUA. Livre. A animação retrata a história de uma cidade habitada por pessoas fanáticas por elegância e queijos. Amaldiçoada por monstros que moram no subterrâneo, a região sofre com roubo de suas crianças e de seus adorados queijos durante as noites. Baseado no livro “Here Be Monsters”, de Alan Snow. Cinemark 7 – 15h20, 20h (3D/dub/diariamente), 12h50 (dub/somente sábado e domingo), 17h40 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 14h20, 16h35, 19h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h30 (3D/dub/exceto sábado e domingo), 16h40, 19h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 13h45, 16h15, 18h30 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 3 – 15h, 17h05, 19h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 13h, 15h, 17h, 19h (3D/dub/diariamente). Garota Exemplar: EUA. 14 anos. Amy Dunne desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo, Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy. Cinemark 8 – 14h15, 17h20, 20h30 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 4 – 15h15, 18h50, 22h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 14h40, 17h40, 20h55 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 14h20, 17h30, 20h35 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 15h, 21h40 (dub/diariamente), 18h15 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 13h20 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 17h45 (dub/diariamente), 20h40 (leg/diariamente).

CONTINUAÇÕES Será Que?: EUA. 14 anos. Cinépolis Ponta Negra 10 – 21h50 (leg/diariamente). Sin City 2 – A Dama Fatal: EUA. 18 anos. Cinemark 3 – 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 – 21h20 (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 21h25 (3D/ dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 20h45 (3D/leg/diariamente); Playarte 1 – 21h (3D/dub/diariamente). A Bela e a Fera: FRA. 12 anos. Cinemark 3 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h10, 16h50, 19h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 15h, 17h50 (dub/ diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 14h20, 16h55 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h30 (dub/somente sábado e domingo), 16h30 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 19h (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 13h (dub/diariamente); Playarte 10 – 13h15, 15h35, 17h55, 20h10 (dub/diariamente), 22h5 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Protetor: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 16h30 (dub/diariamente), Cinemark 7 – 22h25 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 19h30, 22h20 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 20h05 (dub/diaria-

mente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 16h20 (leg/exceto sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 8 – 18h (dub/diariamente), 21h (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 16h20 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h, 15h35, 18h10, 20h45 (dub/diariamente). Lascados: BRA. 12 anos. Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h45, 16h45 (diariamente). Mesmo se Nada Der Certo: EUA. 12 anos. Playarte 9 – 20h40 (leg/diariamente), 22h45 (leg/somente sexta-feira e sábado). Livrai-nos do Mal: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 13h50 (dub/exceto domingo), 19h40 (dub/exceto quarta-feira), 22h20 (dub/exceto sábado); Cinépolis Millennium 6 – 20h40 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 19h20, 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 22h15 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 21h20 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 15h25 (dub/diariamente); Playarte 5 – 13h45, 16h05, 18h25, 20h45 (dub/diariamente), 23h10 (dub/somente sexta-feira e sábado). Maze Runner - Correr ou Morrer: EUA. 14 anos. Cinemark 5 – 14h, 16h40 (dub/diariamente), 19h15, 22h (dub/exceto terça-feira); Cinépolis Millennium 2 – 18h20,

20h50 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 5 – 15h20, 18h50, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h20 (leg/exceto sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 9 – 18h45 (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 21h15 (dub/ diariamente). Isolados: BRA. 14 anos. Cinépolis Millennium 2 – 14h, 16h05 (diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 15h40, 18h (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h, 16h (diariamente). O Doador de Memórias: EUA. 12 anos. Cinemark 5 – 19h30 (dub/exceto quarta-feira), 22h (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 21h15 (leg/diariamente); Playarte 4 – 13h25, 15h25, 17h25, 19h25, 21h25 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Ponta Negra 10 – 19h (dub/diariamente); Playarte 4 – 13h25, 15h25, 17h25, 19h25, 21h25 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). Rio, Eu Te Amo: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 14h55, 17h10 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 15h50, 18h20 (diariamente), 16h (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h15, 17h15 (diariamente).

Anjos da Lei 2: EUA. 14 anos. Playarte 2 – 13h20, 15h40, 18h, 20h20 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado). Hércules: EUA. 14 anos. Cinemark 4 – 18h30, 21h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 13h50, 16h20 (3D/dub/exceto sábado e domingo), 18h40, 21h (3D/ dub/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 19h45 (leg/diariamente). Lucy: FRA. 16 anos. Playarte 7 – 13h20, 15h20, 17h20 19h20, 21h20 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Mercenários 3: EUA. 16 anos. Playarte 3 – 13h05, 15h40, 18h15, 20h50 (dub/diariamente), 23h25 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Que Será de Nozes?: EUA. Livre. Playarte 9 – 13h10, 15h, 16h50, 18h40 (dub/diariamente). Vestido pra Casar: BRA. 12 anos. Playarte 8 – 13h50, 15h55 (diariamente). Guardiões da Galáxia: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado).


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MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Kelson Souza, Cláudia Mendonça, Rômulo Sena e Raquel Freitas estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. O competente Andrey Areque estará aniversariando amanhã. Vai ter festinha intimista comandada pela amada Dinny Julie Lopes.

Casamento perfeito O Millennium Shopping e a Companhia de Teatro Metamorfose preparam uma programação especial para a Semana da Criança. Nos próximos dias 10, 11 e 12, das 16h às 19h, a praça de alimentação do centro de compras estará mais divertida e colorida com as atrações para os bambinos, que incluem desde brincadeiras até a presença de personagens de Frozen, Meu Malvado Favorito e Turma da Mônica. Diversão total!

Hoje tem Workshopinho de Fotografia na Galeria Cubo do Millennium Shopping. Os pequenos grandes fotógrafos irão aprender se divertindo, despertando o olhar e a capacidade criativa do clique. As vagas são limitadas e poderão participar crianças com idade a partir de 7 anos.

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

‘Outubro Rosa’

O Grupo Simões convida para conferir o coquetel de lançamento do novíssimo Honda City 2015, no próximo dia 9, na Shizen Veículos – às 19h.

A Abrasel Amazonas, presidida pela competentíssima Janete Fernandes, também é uma das entidades que aderiram à campanha de conscientização e sensibilização no combate ao câncer de mama, Outubro Rosa. A instituição confeccionou adesivos para serem afixados nos estabelecimentos associados para divulgar a campanha de grande interesse ao público feminino. A iniciativa é uma parceria com o Fundo de Promoção Social e a Amazonastur.

O restaurante Jiquitaia e o celebrado chef Ney Agostinho orquestrarão uma deliciosa degustação de seus pratos no próximo dia 8, às 20h, com o DJ André Aſter. Aos desavisados o lugar regional está ficando no entorno do largo de São Sebastião. A Capital Rossi entrega, na próxima quarta-feira, a segunda fase do condomínio Ideal Torquato. Um coquetel servirá de cortina à celebração, às 19h, no salão de festas da Beer Dance.

FOTOS: JANDER VIEIRA

::::: Sala de Espera

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Lamentável

Dona de um alto-astral ímpar, a bela empresária Adriana Cordeiro, em visita cintilante no JH Studio da querida Janice Honorato. Aliás, a joalheria do Vieiralves vai festejar no próximo dia 17, festa de aniversário com lançamento chique de suas joias para a ala feminina de plantão

Muitas das vezes comprar em Manaus chega a ser desesperador. Funcionários sem intimidade com a básica educação e suas caras de mal com o mundo é de assustar. Sem falar da falta de total interesse em servir o cliente. Bem que os empresários donos de lojas, principalmente os que vendem moda, deveriam pagar um workshop para seus funcionários. Afinal, estão vendendo uma das preciosidades que ninguém vive sem: a moda, tendência de consumo da atualidade. Fica a dica!

Na festejada solenidade na Academia Amazonense de Letras – que reuniu 11 imortais – pilotada pelo Uninorte, celebrando o Espaço Cultural com a criação do Clube de Leitura que leva seu nome, Carmen Novoa Silva dividindo os confetes-com-flashes com Ricardo Silva, Elias Novoa Silva e sua Ana Beatriz. Importante frisar que o lugar será mantido pelo centro universitário. Aplausos!

Exercer a democracia, sem culpa! É chegado o dia de mudar aquilo do que você vem reclamando há tempos, de mudar a saúde, transporte público, educação, segurança, asfaltamento e tantas outras coisas que influenciam no dia a dia de todos nós. Faça isso, vote, e leve à urna hoje a sua contribuição para um Brasil e Amazonas dignos de você e dos seus. Não venda ou anule seu precioso voto, ele é a única certeza de mudança de um cenário melhor ou menos pior do que vivemos hoje. Vote consciente!

Sintonia A Suframa promoverá o 2º Treinamento em Banco de Dados de Inventário de Resíduos. O evento, com previsão de 20 empresas participantes, acontecerá na próxima quarta-feira, na sede da autarquia. A primeira capacitação de 2014 para a utilização do BD-IR ocorreu em agosto e, até o fim do ano, estão previstos mais cinco treinamentos. O objetivo é de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão de resíduos das empresas instaladas no PIM.


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MANAUS, DOMINGO, 5 DE OUTUBRO DE 2014

Parintinense mostra artes visuais para Minas Gerais BRUNO MAZIERI Equipe EM TEMPO

E

xiste um ditado popular que diz: “Baiano não nasce, estreia”. A premissa parece ter se estendido até Parintins, interior do Amazonas. Os parintinenses, responsáveis por criar um dos maiores festivais folclóricos do país, também provam que são bons na fotografia. É o caso do estudante de artes visuais Luiz Outen. Com 23 anos, o jovem artista está pronto para levar sua terceira exposição para Sala Alternativa da Oficina Cultural de Uberlândia, Minas Gerais. Batizado de “Amazônidas”, o ensaio fotográfico, que conta com dez imagens digitalmente manipuladas, mostra detalhes sobre o Festival Folclórico de Parintins, por meio da simetria. “Acompanho o festival como fotógrafo independente desde 2012. Então, ao longo desse período pude obter bastante material que acabei mostrando para Cássia Borges, minha professora na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e que, prontamente, entrou em contato com um amigo dela que é curador em Minas Gerais”, explica.

Outen conta que o convite foi feito e aceito. “Não poderia perder essa oportunidade”, afirma. As imagens, que medem 1,50 m X 1,60 m, tem como objetivo mostrar a cultura da região por meio de ritos. “É algo sem estereótipos, mais sensorial”.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

As imagens, que medem 1,50m X 1,60m, tem como objetivo mostrar a cultura da região por meio de seus ritos lembrando que, em ambos os casos, não houve manipulação de imagem. A mais recente foi uma mostra coletiva que teve como cenário o cemitério da cidade. “Os alunos do curso de artes visuais da Ufam tiveram que ir até o local e produzir um ensaio todo em preto e branco com a participação de modelos. Foi uma experiência bem bacana e diferente”, conta.

Início Engana-se que essa será a primeira exposição do jovem artista. Somente no ano passado, ele realizou duas mostras. “A primeira (mostra) teve como tema a natureza. Fui até a orla de Parintins e comecei a fotografar o lixo que fica acumulado naquela área. Na verdade, a ideia era mostrar que muitas vezes temos atitudes que prejudicam o meio ambiente e nem nos damos conta disso. Já a segunda, também com foco na natureza, abordava o m ov i m e n t o das águas, O artista está pronto para levar sua exposição madeira para a Sala Alternativa quebrada Oficina Cultural de d a ” , Uberlândia relata ele,

Ensaio possui dez imagens digitalmente manipuladas, com detalhes do Festival de Parintins

Projeção para expor na Europa Assim como todo artista que se preze, Outen sonha com suas obras apreciadas fora do Brasil. “Tenho o desejo de expor na Europa o mais rápido possível. É claro que quero expor em Manaus também, quem sabe em outra oportunidade. Aliás, tenho o desejo de levar a “Amazônidas” para a capital

do Estado, mas ainda não sei como. As minhas obras possuem relevância do ponto de vista artístico”, revela. O próximo trabalho do artista terá como tema principal a sexualidade. “Ela vem mostrando o desejo, a sexualidade, mas ainda não posso revelar muitos detalhes”, finaliza ele que ainda

não sabe se vai até Minas Gerais para a abertura da exposição. “Falta incentivo em Parintins, quando o assunto é arte”. Os interessados poderão conferir o trabalho do jovem artista no período de 14 de outubro e 28 de novembro, na Sala Alternativa da Oficina Cultural de Uberlândia.


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EM TEMPO - 5 de outubro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu