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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXV – N.º 8.082 – DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
PRÉDIO VAI ESCONDER ARENA DA AMAZÔNIA
CHICO BATATA/AGECOM
A CONSTRUÇÃO DE UM PRÉDIO DE NOVE ANDARES NO ENTORNO DA ARENA DA AMAZÔNIA – ANUNCIADA PELO MINISTÉRIO DO TURISMO – COMPROMETERÁ A VISIBILIDADE DO ESTÁDIO. COORDENADOR DA UNIDADE GESTORA DO PROJETO COPA, MIGUEL CAPOBIANGO AFIRMA QUE, PARA RESGUARDAR A ARENA, ESSA PREOCUPAÇÃO DEVE SER INSERIDA NO PLANO DIRETOR DA CIDADE E DEBATIDA NA CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS. PÓDIO E5
O edifício de nove andares será construído no espaço que servirá de estacionamento durante a Copa. A obra comprometerá o novo cartão-postal da cidade
CLÁSSICO
‘O Mágico de Oz’ volta após 75 anos Clássico com Judy Garland volta a ser exibido nos cinemas em setembro, em 3D. Há quem discorde da ideia. Plateia D1
Patrimônio histórico é coadjuvante dos ambulantes
DIVULGAÇÃO
Construídos no apogeu do ciclo da borracha, casarões não resistiram ao tempo e às intervenções da “modernidade” e hoje encontram-se perdidos na história. Dia a dia C3, C4 e C5
FOGÃO X VASCO
de volta ao Maracanã
Após 3 anos de confrontos no Engenhão, Vasco e Botafogo, ambos em ótima fase, voltam a se enfrentar no Maracanã, hoje, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pódio E7
POLÊMICA
O livro que sacudiu a Casa Branca Jornalista Mark Leibovich narra casos de “promiscuidade” entre o governo Obama e empresas do setor privado. Ilustríssima G8
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO, SALÃO IMOBILIÁRIO E CONCURSOS.
DIVULGAÇÃO
A cidade da sua infância está sumindo
BRASILEIRÃO
DIVULGAÇÃO
ALEXANDRE FONSECA
METAMORFOSE
‘UM OVO’
Apartamentos tornaram-se ‘apertamentos’ Foi-se o tempo em que os imóveis eram maiores, com quartos e salas amplas. Hoje, mal comportam uma família. Salão 1 TEMPO EM MANAUS
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Última Hora
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Governo federal garante R$ 52 mi para saúde no AM O
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou uma portaria na manhã de ontem que assegura mais R$ 52,7 milhões para reforçar ações de média e alta complexidades (MAC) no Amazonas. A assinatura do compromisso aconteceu durante a visita de Padilha às novas instalações da maternidade Balbina Mestrinho, inaugurada na tarde da última sexta-feira, 2. O recurso repassado é destinado ao financiamento de serviços de urgência e emergência, exames e cirurgias de média e alta complexidades (MAC), acompanhamento de gestantes e partos (Rede Cegonha). “A saúde da mulher é prioridade para nós”, reforçou Padilha. Com a ampliação do teto da MAC, o recurso passa de R$ 534,7 milhões para R$ 578,5 milhões anuais. “Agora o Amazonas passa a ter a mesma média per capita, de recursos ao atendimento de pacientes, que os outros Estados brasileiros”, informou o governador do Estado, Omar Aziz. O repasse será feito em parcelas men-
sais pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos municipais e do Estado. Mais novidades Durante a assinatura da portaria, Alexandre Padilha informou que cerca de 70 médicos brasileiros demonstraram interesse em vir a Manaus, como parte do programa “Mais Médicos”, que pretende melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde por meio do envio de mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais, além de fazer investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde. O governador Omar Aziz, no entanto, ressaltou que a maioria desses profissionais tem interesse em vir para Manaus. “Mas, na realidade, 70 médicos ainda é muito pouco. Só para Manaus precisamos de mais 200 profissionais e para o interior do Estado outros 390. Não se pode afirmar que não temos estrutura para atender a população, pois temos equipamentos, mas não dispomos de quantidade de médico suficiente para atestar esses exames”, lamentou o governador do Amazonas.
O ministro Alexandre Padilha (no centro) foi recepcionado pelo governador Omar Aziz e pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto
‘MAIS MÉDICOS’
Lista final será divulgada amanhã A lista final com profissionais e municípios que participarão da primeira seleção do programa “Mais Médicos” será publicada amanhã no site do Ministério da Saúde. A próxima chamada de médicos e municípios começa no dia 15 de agosto. A partir de terçafeira (6), em prazo que se estende até o dia 8, os médicos que se formaram no exterior e finalizaram o cadastro no programa poderão selecionar os municípios com vagas não ocupadas por brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro mês de seleção 1.753 médicos já foram direcionados a 626 municípios. Destes, 375 estão localizados em regiões onde 20% ou mais da população estão em situação de extrema pobreza; 159 em regiões metropolitanas; 68 em um grupo de cem cidades com mais de 80 mil habitantes de maior vulnerabilidade social; e 24 nas capitais. O programa beneficiará também 23 distritos
sanitários indígenas. Dos postos a serem ocupados, 51,3% estão em regiões carentes do interior e 48,6% nas periferias de capitais e regiões metropolitanas. Todas as regiões contempladas neste primeiro mês de seleção
DADOS
Segundo dados do Ministério da Saúde, no primeiro mês de seleção 1.753 médidos foram direcionados para atuarem em 626 municípios de todas as regiões do país estão entre as prioritárias do programa. Os municípios que foram contemplados com maior número de médicos estão na Região Nordeste, onde 619 profissionais serão direcionados a 300 cidades e um
distrito sanitário indígena. A Região Sudeste receberá 460 médicos para atenderem em 122 municípios. A Região Sul terá mais 244 médicos, que farão atendimentos em 90 municípios. A Região Norte receberá 250 médicos para 74 municípios e 17 distritos sanitários indígenas. O Centro-Oeste terá 180 médicos para 40 municípios e cinco distritos. A distribuição de vagas será feita da seguinte forma: Bahia, com 161 médicos; Minas Gerais, 159; São Paulo, 141; Ceará, 138; Goiás, 117; Rio Grande do Sul, 107; e Amazonas, 73. Prazo encerrado Terminou ontem o prazo para que os médicos com registros válidos no Brasil, e que desejavam participar do “Mais Médicos”, fizessem a homologação da inscrição e assinassem o termo de compromisso confirmando o interesse em trabalhar no município indicado.
HOMICÍDIO
Mototaxista é morto a tiros PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
O mototaxista Raimundo Alves da Conceição, 33, foi assassinado com cinco tiros na noite da última sextafeira. O crime aconteceu em uma lanchonete localizada na rua Sete, esquina com a avenida J, no bairro Alvorada 2, Zona Oeste. Os suspeitos estão foragidos e até o momento ainda não foram identificados. Popularmente conhecida como “Escamoso”, a vítima aguardava o seu pedido no Lanche Sete quando foi abordado por dois homens que estavam em uma moto de marca Honda Bros, cor vermelha, e placa não identificada. De acordo com testemunhas que estavam no local, mas que não quiseram se identificar, os disparos teriam sido efetuados pelo passageiro, que fugiu junto com o seu parceiro após o crime. A vítima morreu imediatamente. A ex-mulher do mototaxista, a auxiliar de cozinha Vanusa Araújo, 37, conta que a vítima costumava “enganar” as pessoas, mas garante que ele não tinha envolvimento com o tráfico de entorpecentes ou assaltos. “Ele vendeu a moto da irmã dele para várias pessoas. Acho que isso deve ter ocasionado esse fato”, disse.
CARANDIRU
Policiais são condenados a 624 anos de prisão Os sete jurados que compunham o conselho de sentença decidiram, na madrugada de ontem, condenar os 25 policiais militares pela ação policial que resultou na morte de 52 detentos no terceiro pavimento do Pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção do Carandiru. Eles foram condenados a 624 anos de prisão, cada um, por homicídio qualificado (com pena de 12 anos para cada crime, ou seja, para cada uma das mortes) a ser cumprida inicialmente em regime fechado. O juiz RodrigoTellini de Aguirre Camargo também determinou a perda do cargo público para os policiais que continuam na ativa. Os réus poderão recorrer em liberdade. Os jurados demoraram cinco horas para responder as 7,3 mil questões que decidiram a sentença. Eles tiveram que responder a quatro perguntas para cada uma das 73 vítimas do massacre, multiplicado pelo número de réus. As perguntas se referiam à materialidade, ou seja, questionou se houve crime; autoria (se o réu foi o autor
do crime); absolvição e qualificadora (ações que podem ter agravado o crime). Apesar dos promotores do caso terem pedido a absolvição dos réus para 21 das 73 mortes, os jurados precisaram responder às perguntas referentes também a essas vítimas. Primeiro julgamento Esta foi a segunda etapa do julgamento. Na primeira delas, ocorrida em abril, 23 policiais militares, também todos da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foram condenados pela morte de 13 detentos, ocorrida no segundo pavimento. Ainda estão previstos outros dois julgamentos referentes às mortes de detentos ocorridas nos outros dois pavimentos do Pavilhão 9, mas as datas ainda não foram definidas. O julgamento tratou da ação policial destinada a reprimir uma rebelião de presos no dia 2 de outubro de 1992, ocorrida na Casa de Detenção do Carandiru. Nesse dia, 111 detentos foram mortos. O caso ficou conhecido como o maior massacre de presídiários no país. MARCELO CAMARGO/ABR
MELLANIE HASHIMOTO Equipe EM TEMPO
DIEGO CAJA
O valor, anunciado pelo ministro Alexandre Padilha, será direcionado para tratamentos de média e alta complexidades no Estado
O juiz Tellini também determinou a perda do cargo aos PMs
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
marioadolfo@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Se a moda pega, não fica um A ex-senadora Marina Silva (ex-PT e ex-PV, também) continua sua luta pela criação de um partido que ela possa chamar de seu, o Rede Sustentabilidade. Marina não é tola o bastante para acreditar que basta pintar o planeta de verde e tudo estará resolvido, pelo menos o aquecimento global não. Ela nasceu no verde do Acre e sabe que não basta ser verde. A questão envolve situações muito mais concretas, que a ex-ministra do governo Lula também agrega ao seu compromisso com a mudança da política. Pois é disso que trata o “verde” da bandeira de Marina: uma reforma ética ou a criação de um partido, pois o PT e o PV a decepcionaram, que represente essa mudança na postura dos políticos que engajem em sua proposta. E enquanto recolhe assinaturas para viabilizar legalmente a sigla junto ao Superior Tribunal Eleitoral, Marina Silva não perde o foco ético e corta o mal pela raiz. O sociólogo Pedro Piccolo foi flagrado, dia 20 de junho, segurando uma barra de ferro durante manifestação que acabou em vandalismo em Brasília. Picollo tinha também o rosto encoberto com a camisa da Rede Sustentabilidade, mas nem por isso deixou de ser identificado. Ele já prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, negou que representasse o partido ou ter depredado qualquer bem público ou privado, apesar de admitir que estava na porta do Itamaraty, e se declarou arrependido por “ter se excedido”. Ainda será ouvido pela Polícia Federal. Pedro Piccolo foi orientado a pedir afastamento da Executiva Nacional Provisória do Rede Sustentabilidade. E pediu. E esse é o diferencial. Os mais de 30 partidos (nenhum deles) que movimentam a política brasileira jamais tiveram um comportamento crítico desse tipo. Ao contrário: são lenientes, coniventes e cúmplices de notórios malfeitores.
Relações perigosas Causou furor nas hostes do PR a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de entrar no STF com um pedido de abertura de inquérito contra o senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Gurgel quer apurar se Alfredo cometeu fraudes no período em que foi ministro dos Transportes. De acordo com Gurgel, a investigação se faz necessária para saber se Nascimento favoreceu a empresa SC Transportes e Navegação. Isto porque um dos sócios, Marcilio Carvalho, é casado com Maria Auxiliadora Carvalho, ex-superintendente do Dnit, o principal órgão executor do Ministério dos Transportes. Toma lá, dá cá No pedido de abertura de inquérito, Gurgel diz que o filho de Nascimento, Gustavo Morais, vendeu um apartamento para Maria Auxiliadora e recebeu o dinheiro da empresa SC Transportes.
e manteve multa de R$ 20 mil aplicada ao promotor Raimundo do Nascimento Oliveira, condenado a pagar indenização por danos morais por ter ofendido o desembargador Alcemir Pessoa Fogliuolo, desembargador aposentado do TJAM.
Babita No ano da venda do imóvel, 2007, a SC Transportes recebeu R$ 3 milhões do Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes.
Vil e depreciativo Relator do caso, o ministro Luis Felipe Salomão apontou em seu voto que houve exagero na reclamação formulada pelo promotor contra o desembargador, com uso de vocabulário “vil e depreciativo”. – Sendo que “o manto do direito de peticionar não tolera abuso no uso de expressões que ofendam a dignidade do ser humano –, julgou Salomão. A decisão foi unânime.
Maninhazinha Além disso, Gurgel também mostrou que o pai de Marcilio doou R$ 100 mil para a campanha de Nascimento ao Senado. A campanha ainda recebeu outros R$ 100 mil que foram colocados sob suspeita por Gurgel. De onde veio? É que os R$ 100 mil vieram da empresa MCD Carvalho, que tem como sócia Maria Cláudia Dias, irmã da ex-superintendente do Dnit, Maria Auxiliadora. Indícios O procurador diz que, nesse contexto, há indícios que a empresa SC Transportes e Navegação Ltda. foi indevidamente beneficiada com o recebimento de recursos do Fundo da Marinha Mercante. � – Parte teria sido repassado ao então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, por intermédio de seu filho Gustavo Morais –, diz Gurgel em trecho do pedido de investigação. Danos morais A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou recurso
Pegou pesado O promotor Raimundo do Nascimento Oliveira foi condenado em primeira instância porque, quando apresentou reclamação no Conselho Nacional de Justiça contra duas decisões tomadas pelo desembargador Figliuolo, do TJAM, utilizou palavras que desqualificavam o magistrado, sugerindo também a existência de conluio no tribunal. ‘Envergonhado’ O CNJ arquivou a representação, mas o desembargador entrou com ação por danos morais contra o promotor. O juízo entendeu que houve danos de proporções degradantes ao magistrado, que se sentiu “desolado, humilhado e envergonhado”. Indenização A indenização a Figliuolo foi fixada em R$ 30 mil, mas a segunda instância reduziu o
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
valor para R$ 20 mil, depois de recurso do promotor. Sobrecarregado Um desembargador federal tem, hoje, 13.605 processos para julgar. A observação foi feita pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) ao sair em defesa da criação de quatro tribunais regionais federais (TRFs) – inclusive o do Amazonas –, conforme previsto na emenda constitucional 73, promulgada em junho. Suspensos As medidas nesse sentido foram suspensas há duas semanas por decisão liminar do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação Nacional dos Procuradores Federais (Anpaf). Desvantagem Em nota publicada sextafeira, Eduardo Braga lembra que, enquanto o crescimento da primeira instância da Justiça Federal foi de 668%, no período de 1987 a 2013, o índice ficou em apenas 89% nos TRFs (segunda instância). Ao mestre... Projeto de lei de autoria da vereadora Therezinha Ruiz (DEM) cria a “Semana de Valorização do Educador” na rede municipal de ensino, formada por mais de 12 mil servidores. ...com carinho A proposta de La Ruiz é criar um calendário de atividades e até campanhas de divulgação sobre a importância do educador, bem como ações de recapacitação dos profissionais da área.
VAIAS
BALBINA MESTRINHO
Charge
PROJETO EQUIVOCADO
ALEX PAZUELLO/AGECOM
CHICO BATATA/AGECOM
Para a reforma da Balbina Mestrinho, a primeira maternidade de Manaus e um verdadeira referência nacional na política de humanização e saúde da mulher.
Para o prédio que deverá ser construído em frente da Arena da Amazônia, tirando a vista de um projeto arquitetônico que, sem dúvida, dará uma nova e moderna paisagem urbana a Manaus.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br opiniao
Os paradoxos do santo padre O papa esteve entre nós. Veio para participar da Jornada Mundial da Juventude e foi muito além disso, pois sua presença não se restringiu a agir sobre o evento circunscrito ao Rio de Janeiro, nem apenas sobre os jovens, seu objetivo primário, nem somente alcançou os peregrinos que acorreram ao chamamento. Na verdade, o papa encantou o país com a sua postura humana, humilde e amorosa e, por consequência, seu encanto extravasou nossas fronteiras e derramouse mundo afora, já que este é, há algum tempo, uma aldeia global. Deu para sentir que ali se encontrava uma figura verdadeiramente representativa da essência do cristianismo. Mas é exatamente na verdade da sua figura que começam a se revelar os paradoxos que precisam ser percebidos e levados à reflexão de todos nós. Parece que as pessoas, muitas delas, pelo menos, estão realizando uma dicotomia, uma separação quase esquizofrênica, quando louvam e admiram a figura humana e pastoral do papa e, ao mesmo tempo, censuram e criticam a Igreja Católica, a esquecer de que, entre o Santo Padre e a Igreja não há discordâncias nem afastamentos. São, enquanto crença, convicção, ação e doutrina uma mesma realidade e, assim, o corpo doutrinário do catolicismo constitui tudo aquilo em que o papa crê, tudo a que se submete e a que dedica a sua fidelidade. A Igreja sabe, por exemplo, que a conjunção sexual é uma fonte natural de prazer e com isso está em pleno acordo. Mas também sabe e considera que é por ela que todas as espécies animais,
inclusive a humana, se multiplicam. Então, sem pretender que todo ato sexual seja sempre e somente procriador, também não pode admitir que a atividade sexual se transforme apenas num parque de diversão. Daí a reserva quanto ao uso irrestrito dos contraceptivos artificiais e a insistência em que o sexo responsável e monogâmico é o natural meio de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. Os relacionamentos humanos entre as pessoas devem ser regidos pelo princípio da fraternidade e isso independentemente de serem elas homo ou heterossexuais. Um homossexual pode ser aceito até no sacerdócio católico, desde que se submeta às mesmas exigências que se fazem aos heterossexuais. Na questão do aborto é mais evidente ainda que a Igreja não pode aboná-lo, pelo simples fato de que se trata da supressão de uma vida, por sinal indefesa, e que não é um ato que se conclua no corpo da mulher, mas sim numa criança que apenas provisoriamente se hospeda no ventre materno. O papa é realmente humilde, simpático, carismático, mas é também o bispo de Roma, ou seja, a maior autoridade da Igreja Católica e chefe do Estado do Vaticano, portanto, enquanto durar o seu mandato, o maior responsável e guardião da moral e da doutrina que sustentam a fé católica. Admirar e identificar-se com a figura de Francisco não fará católico àquele que, paradoxalmente, repudiar a doutrina e a moral a que Francisco se fidelizou. Bem falou Fafá de Belém, quando ressaltou que o papa se mostrou humilde até na firmeza.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
O papa é realmente humilde, simpático, carismático, mas é também o bispo de Roma, ou seja, a maior autoridade da Igreja Católica e chefe do Estado do Vaticano, portanto, enquanto durar o seu mandato, o maior responsável e guardião da moral e da doutrina que sustentam a fé católica”.
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Coincidência geral?
Eles podem se apresentar como ex-integrantes, mas não podem usar a marca. Quem fundou a Legião Urbana foi o Renato Russo. Quando foi constituída a empresa, em 1987, Dado e Bonfá tinham apenas 2%, cada um, do capital. Logo deixaram a empresa. Agora eles se acham no direito de copropriedade 27 anos depois?
A Mkpol Marketing Político, empresa que Duda Mendonça diz desconhecer, prestou serviços para campanhas em que o publicitário atuou em 2010. A lista inclui as de Hélio Costa (PMDB) e Paulo Skaf (ex-PSB) ao governo de MG e SP, e Fernando Pimentel (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ), Marta Suplicy (PT-SP) e Delcídio Amaral (PT-MS) ao Senado. A PF investiga se o comitê do governador Ricardo Coutinho (PSB-PB) repassou verba desviada à Mkpol, que diz pertencer a Duda. Outro lado O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro reiterou que Duda nunca trabalhou ou se associou à Mkpol, conforme disse à PF. Ele diz que, se a empresa trabalhou em campanhas nas quais Duda atuou, ele não tem conhecimento. Outro lado 2 O publicitário afirma que foi indiciado em 15 de julho sem ter sido ouvido pela PF. Seu depoimento, no dia 29, só foi tomado após queixa da defesa. Fogo... O procurador-regional da República, Manoel Pastana, entrou com representação em 22 de julho no Conselho Nacional do Ministério Público contra integrantes da cúpula do MPF: Roberto Gurgel, a subprocuradora Claudia Sampaio e o corregedor-geral, Eugênio Aragão. ...interno No documento, encaminhado também a Dilma Rousseff, Joaquim Barbosa e Renan Calheiros, Pastana aponta “graves ocorrências’’ contra o trio e cita a operação “Monte Carlo”, da PF. “Há fortíssimos indícios de que o PGR faltou com a verdade ao afirmar que reteve o mencionado inquérito
por razões de estratégia’’, diz. Cálculo De um aliado de Gilberto Kassab sobre a brecha deixada pelo ex-prefeito para levar seu partido, o PSD, tanto para o palanque de Dilma quanto para uma eventual aliança com José Serra na sucessão presidencial do ano que vem: “O Kassab é engenheiro. Vai fazer o que garantir a maior bancada’’. Marca... O senador Gim Argello (PTB-DF) contratou com verba do Senado empresas de marketing comandadas por Abdon Bucar, que apareceu em vídeo durante o mensalão do DEM falando em “queimar” notas fiscais para legalizar dinheiro supostamente não declarado. ...registrada Sua empresa à época, a AB Produções, foi responsável pela campanha do ex-governador José Roberto Arruda (DF). Veja bem Argello pagou R$ 38 mil à empresa. Ele afirma que a produtora trabalhou para “toda a coligação de Agnelo Queiroz” em 2010 e não sabia de sua citação no escândalo. “Não vejo demérito nisso. A produtora dele tem
Sérgio Nery Maia, advogado da Legião Urbana Produções Artísticas, que conseguiu na Justiça do Rio cassar a liminar que dava aos músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá – que, ao lado de Renato Russo (1960-1996), formavam a banda Legião Urbana – o direito de usar a marca com o nome do grupo.
uma das maiores estruturas de Brasília”, completa. Veja bem 2 Bucar diz que apenas alguns veículos de comunicação reproduziram o vídeo gravado à época da denúncia e que seu nome não aparece na denúncia dos 38 réus do caso. Questionado sobre o que ocorreu no dia da gravação, ele afirma não se lembrar mais da história.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br IONE MORENO
Lupa O governo Geraldo Alckmin (PSDB) acompanhará com apreensão o protesto marcado pelo Movimento Passe Livre no dia 14, contra acusação de desvios em licitações de metrô e trem. Lupa 2 O Palácio dos Bandeirantes acredita que o ato pode ampliar a repercussão do caso e colar imagem de corrupção ao governo. Tiro A bancada do PT na Câmara paulistana quer aproveitar a CPI dos Transportes para pressionar o governo a rever o subsídio à integração entre ônibus e metrô na capital. O vereador Paulo Fiorilo diz que a prefeitura banca 52,25% das despesas, e o governo, 47,75%.
Tiroteio
Um povo que empurra um carro em pane unido jamais será vencido pela lei da inércia que tomou conta do trânsito, não apenas em Manaus (ó consolo!), mas nas grandes cidades ou nas simples cidades grandes de todo o planeta (até o papa foi atirado a um congestionamento, lembrai-vos, povo sem fé). A solidariedade é o último combustível da humanidade.
Dom Sergio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Serra sabe da falta de médicos no interior do país. Tanto que, como ministro, defendeu a vinda de estrangeiros, inclusive cubanos.
Queria ver o papa, vi o povo
DO MINISTRO ALEXANDRE PADILHA (SAÚDE), rebatendo críticas do ex-ministro e ex-governador de São Paulo, José Serra, ao programa “Mais Médicos”.
A Jornada Mundial da Juventude começou quando em Madri o papa entregou a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora, símbolos que percorreram todo o país e que nos ombros dos jovens entraram em escolas, unidades militares, prisões, hospitais, subiram barrancos para celebrações em comunidades ribeirinhas, entraram em favelas, juntaram pequenos grupos e grandes multidões. Aos pés da cruz se ajoelharam mulheres e homens simples, marcados pela dor, mas também se apresentaram artistas, padres cantores, grupos de música religiosa. Quem acompanhou essa movimentação toda não se surpreendeu com o número de peregrinos no Rio de Janeiro, número que poderia ter sido maior se não fosse a crise econômica na Europa, o medo de manifestações violentas durante a Jornada, e o fato de que juventude trabalha e estuda e não é por assim dizer a faixa etária com maiores possibilidades econômicas. Mas é claro que a vinda do papa motivou e animou os peregrinos. Vê-lo, tocá-lo, tirar uma fotografia com ele e dele tornou-se quase uma obsessão, muito embora a grande maioria só viu o seu vulto e a sua imagem nos telões. Mais impressionante ainda foi a cobertura da mídia, que evidentemente assim o fez por que todos queriam vê-lo. Talvez alguém estranhe, mas cristianismo é fé na encarnação do Verbo. História da salvação e mistério são vividos sacramentalmente em sinais visíveis e sensíveis. No batismo somos mergulhados na água, na cris-
Contraponto
O inferno são os outros Durante ato político no Senado em defesa da criação de novos Tribunais Regionais Federais no país, o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) cometeu uma gafe ao chamar o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) de deputado. Ao ser corrigido por colegas, tentou minimizar o mal-estar diante de uma plateia de congressistas, magistrados e representantes de entidades jurídicas e acabou apelando para o “excesso de sinceridade”. - Você pode chamar deputado de senador, mas não senador de deputado. Ninguém quer sair do céu para o inferno, que é a Câmara - disse, arrancando risos.
Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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ma somos ungidos com óleo. Não há eucaristia sem pão e sem vinho. Isto quer dizer que necessitamos de símbolos e que símbolos e sinais nos remetem ao transcendente. Símbolos não alienam, símbolos nos mergulham no real. Ao tentar ver o papa encontramos a Igreja, o povo, a humanidade. Pensava nisso ao experimentar a euforia da multidão nas ruas do Rio. Queria ver o papa, vi o povo. Ao me misturar ao povo sedento do sagrado que se manifesta na simplicidade dos gestos, no aceno de mão, no afago às crianças, senti a presença de Jesus, que nos últimos dois milênios caminha conosco na figura do bispo de Roma. Naquela figura de branco manifestava-se toda a ternura de Deus. Seria isso idolatria? O fato é que essa experiência longe de ser uma manipulação do sagrado, que caracteriza a idolatria, era um forte apelo à conversão, à não violência, à fraternidade, à justiça, ao compromisso social. Longe de ser um ídolo o papa é um símbolo que nos ajuda a sermos mais humanos, mais verdadeiros, mais próximos a Jesus de Nazaré, que também atraiu as multidões, que também abençoou as crianças, que também foi gentil, sem deixar de mostrar caminhos de conversão e sem deixar de propor a cruz. Muito se falou e muito se vai falar deste papa, o importante é que ele cumpriu a sua missão entre nós. Depois de sua passagem acreditamos mais na humanidade e suas possibilidades, acreditamos mais em Jesus Cristo, e nós católicos estamos mais felizes pelo privilégio de pertencermos a Igreja.
Dom Sergio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Naquela figura de branco manifestava-se toda a ternura de Deus. Seria isso idolatria? O fato é que essa experiência, longe de ser uma manipulação do sagrado, que caracteriza a idolatria, era um forte apelo à conversão, à não violência, à fraternidade, à justiça, ao compromisso social”.
Política
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
A5
Dois meses para novos partidos se legalizarem ARQUIVO EM TEMPO
Prazo estipulado pela Justiça Eleitoral termina em 5 de outubro deste ano. O AM possui 21 siglas que aspiram o registro
Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) apontam que existem pedidos de registros de 21 partidos novos que acompanham os desejos de diretórios nacionais na busca do registro eleitoral
SARA MATOS Equipe EM TEMPO
A
dois meses do fim do prazo para conseguir o registro definitivo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de forma a se habilitar para concorrer com candidaturas nas próximas eleições, pelo menos 21 partidos em processo de formação no Amazonas correm contra o relógio para alcançar a meta de assinaturas certificadas em cartórios. O prazo determinado pela Justiça Eleitoral termina em 5 de outubro, exatamente um ano antes da eleição de 2014, conforme determina a Lei das Eleições, de nº 9.504/1997. As novas legendas que lutam para se legalizar, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), são: PMA, PROS, PDN, PMB, Partido da Solidariedade, PC, PCN, PEC, PHD, PSPC, PAI, PCS, PPB, PSPB, PLB, PPC, Rede Sustentabilidade, Arena, PL, PLC e PMP. De acordo com a representante do Rede Sustentabilidade no Amazonas – partido que a ex-senadora Marina Silva tenta viabilizar no país – Luciana Valente, já conseguiu coletar mais de 146 mil assinaturas certificadas em todo o Brasil e no Amazonas já alcançou a meta com 5 mil certificadas. “Com esse número, aqui no Estado já temos mais do dobro que era necessário para pedir
o registro”, disse Valente. Na última quarta-feira, o grupo entrou com o pedido de registro estadual. Ainda segundo Luciana, o partido já alcançou a meta de assinaturas em sete estados: Distrito Federal, Mato Grosso, Santa Catarina, Piauí, Sergipe, Tocantins e Amazonas e garantiu que até a semana que vem os estados de Acre e Rondônia também alcançarão a meta. Valente não quis comentar sobre possíveis nomes a candidaturas, mas em fevereiro deste ano outro representante do partido, o professor de história Tacius Fernandes revelou ao EM TEMPO que os deputados Marcelo Ramos (PSB) e Luiz Castro (PPS) foram convidados a ingressar na sigla. Outra legenda que já alcançou a quantidade estadual de assinaturas certificadas é o Partido Liberal (PL) com mais de 5 mil, segundo Paulo Radin, que é secretário estadual do partido do governador Omar Aziz, o PSD e coordenador da criação do PL no Amazonas. Segundo ele, o PL terá como presidente estadual o vice-governador José Melo (PMDB) e a fundação do partido é para viabilizar a candidatura de Melo ao governo do Estado. O trabalho de coletas de assinaturas está sendo feito em todos os municípios do Estado e Radin informou que esta semana serão instalados quatro diretórios no interior, cujas cidades ainda
serão definidas. Questionado se o PL conseguiria concorrer às eleições gerais Radin foi enfático. “Na época do PSD todo mundo apostava contra e conseguimos formar a tempo. Vamos sim concorrer, cumpriremos o prazo em tempo hábil”, garantiu. Segundo o site do TSE, os últimos partidos registrados foram Partido Social Democrático (PSD), o Partido Pátria Livre (PPL) e o Partido Ecológico Nacional (PEN). O PEN, também foi deferido, mas somente em
VIABILIDADE
Entre os partidos que lutam para cumprir o prazo e obter o registro na Justiça Eleitoral é o Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. A ideia é viabilizar sua candidatura à Presidência da República junho de 2012. Ele deverá concorrer pela primeira vez nas eleições de 2014. PROS na reta final Dentre os novos partidos o que está mais próximo de obter o registro nacional é o Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Segundo um dos representantes no Estado, o sindicalista Josildo de Oliveira, a sigla já alcançou 12 mil assinaturas no Amazonas e 500 mil em todo o país. A expectativa é que
até a próxima terça-feira, o TSE anuncie o número do novo partido. Oliveira revelou ainda, que um deputado federal da bancada amazonense que concorreu ao cargo majoritário nas eleições municipais já sinalizou interesse pela legenda, além de deputados estaduais que disse não poder revelar o nome. Outra sigla que figura como uma das mais cotadas para as próximas eleições é o PLB, que tem como presidente estadual Diego Afonso, que foi candidato a vereador em 2012 pelo PMDB e ficou como primeiro suplente do vereador Marcel Alexandre (PMDB). O PLB já possui mais de 2 mil assinaturas certificadas junto ao TRE, segundo informou. Quanto a nomes e alianças com outros partidos com vistas ao pleito de 2014, Afonso foi cauteloso e afirmou que “uma coisa de cada vez”. “O PTN e o PSDC são partidos que poderão estar junto a nós para conseguirmos candidaturas para deputado federal”, adiantou. Partido Carismático Social (PCS), é outro em criação que só no Amazonas já possui 8 mil assinaturas alcançando a meta. Para o presidente estadual da sigla, Makias Lima o processo exigido pela Justiça é injusto, mas revelou que na próxima sexta-feira, dará entrada no pedido de registro estadual no TRE. Ele antecipou que já existem conversas prévias para coligar, em 2014, com o PMDB.
‘Fundar partido virou mercado’ Para o professor do Núcleo de Cultura e Política da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos, a criação de partidos é legal, pois está embasada no princípio constitucional chamado de “pluripartidarismo”. Entretanto, Ramos lembra que já existem discussões para que seja aprovada uma “cláusula de barreira”, de forma que para um novo partido ser criado, precisaria ter um
mínimo de representatividade no Congresso Nacional. Proposta semelhante foi discutida na gestão do expresidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Fundar partido hoje se tornou um grande mercado de candidatura eleitoreira e interesseira, além de ser um objeto de troca pelo tempo de TV”. Ele explicou ainda que o crescente número de novas siglas que surgem no país, remete à perda de força.
Vinte e uma siglas na corrida Sigla
Nome/Partido
PMA Partido do Meio Ambiente PROS Partido Republicano da Ordem Social PDN Partido do Desenvolvimento Nacional PMB Partido da Mulher Brasileira PC Partido Cristão PCN Partido Cristão Nacional PEC Partido Ecológico Cristão PHD Partido Humanista Democrático PSPC Partido da Segurança Pública e Cidadania PAI Partido dos Pensionistas, Aposentados e Idosos do Brasil PCS Partido Carismático Social PPB Partido Pacifista do Brasil PSPB Partido dos Servidores Públicos do Brasil PLB Partido Liberal Brasileiro PPC Partido Progressista Cristão Arena Aliança Renovadora Nacional PL Partido Liberal PLC Partido Liberal Cristão PMP Partido da Mobilização Popular Rede Sustentabilidade Partido da Solidariedade
Política
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Estatuto da Juventude será sancionado amanhã
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Debate está em construção” MINISTRO ALOIZIO MERCADANTE (EDUCAÇÃO), sobre o Programa “Mais Médicos”
Muy amiga, Cristina também usou rádios do Brasil Nem a visita do papa Francisco ao Brasil ficou livre dos abusos das autoridades internacionais, que se esbaldam utilizando estações de rádio brasileiras. Em meio a denúncias de espionagem americana no Brasil, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, contou com oito estações móveis para circular pela capital carioca durante a visita ao pontífice, entre 25 e 30 de julho, como revela a Anatel. Vigilância Além da vizinha Argentina, 28 países já usaram as estações de rádio brasileiras durante visitas oficiais ao país desde 2000. É moda O governo de Cuba explorou 62 estações de rádio em Brasília entre 2002 e 2003. Já o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, operou 24. Ironia Basta uma visita para a embaixada americana pedir mais acessos a rádios. A mais recente foi ano passado, com a vinda de Lisa Jackson. Depois não reclama A autorização para utilizar as frequências é dada pela própria Anatel e possibilita a transmissão de todo tipo de dados dentro do país. AGU se prepara para recuperar verba do mensalão O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, nomeou a advogada Carolina Yumi de Souza para chefiar o Núcleo de Atuação Proativa em São Paulo. Ex-chefe de gabinete na gestão do ministro Cezar Peluso (STF), Carolina coordenará a recuperação do di-
nheiro público desviado por mensaleiros paulistas como José Dirceu (PT), José Genoino (PT) e Valdemar da Costa Neto (PR), assim que a condenação for confirmada. Know how Com experiência ao lado de Peluso, durante julgamento do mensalão, Carolina será responsável pelo combate à corrupção e à improbidade. Não dá ideia Sem apagão apesar da greve na Infraero e na Eletrobras, conclui-se que as estatais podem funcionar com metade dos “cabides” que abriga. Divina transparência Alvo de vários escândalos financeiros, o Banco do Vaticano terá seu “portal da transparência” até o final do ano. Palavra do papa Francisco. Saúde na UTI Para o ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe (PMDB-MG), o recuo do governo sobre aumentar curso de medicina “é questão de bom senso”: “Com o financiamento atual, não há gestão ou recursos humanos que salvem a saúde no Brasil. Investimos R$ 50 por habitante, por mês”. Imagem A polícia de Parma (Itália) fechou por um mês a boate “Sabor do Brasil”, por consumo excessivo de álcool, frequência “perigosa” e brigas a facadas. A “festa do biquíni na piscina”, quarta, foi cancelada. Deixa pra época Quando o assunto é a possível candidatura de Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência em 2014, o governador Renato Casagrande (PSB-ES) mantém resposta padrão: “Só
PODER SEM PUDOR
Babá Sansão Certa vez, uma reunião da bancada do PT na Câmara discutia em clima de tribunal as sanções que deveriam ser aplicadas aos parlamentares “rebeldes”. Lá pelas tantas, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) deu uma sugestão, em tom de brincadeira: - Pra mim, é simples. A gente pede para uns cinco camaradas bem fortes segurarem o Babá (um dos deputados que acabaram fundando o PSOL) e passa a tesoura naquele cabelão. Desse jeito, ninguém mais vai reconhecer ele na televisão e, assim, ele fica mais calminho.
Jornalista
Depois de 9 anos se arrastando pelas comissões do Congresso Nacional, o PLC 98/2011 foi aprovado este ano MARCELLO CASAL/JR
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trato de eleições no ano que vem”. Panos quentes Na tentativa de acalmar os ânimos, o Planalto pediu à Embrapa para não fazer alarde sobre levantamento, realizado por satélite, que revela demarcações indígenas feitas pela Funai sem qualquer fundamento. Quem sabe O deputado Valtenir Pereira (PSB) corre por fora para se colocar como uma opção de palanque, além do senador Pedro Taques (PDT), para o governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) em 2014. Déjà vu O PPS tenta convencer o tucano José Serra a disputar pelo partido a Presidência em 2014 assim como fez com Ciro Gomes, que também deixou o PSDB para concorrer ao Planalto pelo PPS, em 1998. Mudanças pontuais Para Esperidião Amin (PPSC), “não sairá nenhuma reforma política dos sonhos” no grupo criado pela Câmara, mas mudanças pontuais acontecerão: “O distritão, com eleição dos mais votados, tem maioria”. Fora da política Cantor da banda de forró nordestino Garota Safada, Wesley Safadão sairia candidato a deputado federal em 2014. Depois que protestos se espalharam no país, em julho, ele recuou: quer distância das urnas. Sem chance Aviso aos pecadores da política: indulgência plenária não tem nada a ver com perdão coletivo em reunião extraordinária do Congresso.
Depois do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e do Idoso, agora é a vez da Juventude
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lei que institui o Estatuto da Juventude será sancionada pela presidente Dilma Rousseff, amanhã, em evento previsto para as 15h, no Palácio do Planalto, com participação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo informações da assessoria de imprensa da presidência do Senado. O texto é uma declaração de direitos da população jovem, que hoje alcança cerca de 51 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, o maior número de jovens registrado na história do Brasil. O estatuto faz com que direitos já previstos em lei – como educação, trabalho, saúde e cultura – sejam aprofundados para atender às necessidades
específicas dos jovens. A nova lei faz com que novos direitos sejam assegurados, como as garantias à participação social, ao território, à livre orientação sexual e à sustentabilidade. Também define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbito federal, estadual e municipal. Isso significa que essas políticas se tornam prerrogativas do Estado, e não só de governos. A partir de agora, será obrigatória a criação de espaços para ouvir a juventude, estimulando sua participação nos processos decisórios, com a implantação dos conselhos estaduais e municipais de juventude.
Depois de 9 anos de tramitação no Congresso Nacional, o estatuto (PLC 98/2011) foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 9 de julho. Já no Senado, o texto foi aprovado no dia 16 de abril. Com a presença, nas galerias da casa, de lideranças juvenis de quase todos os partidos e artistas como a atriz Beatriz Segall, os senadores definiram no voto os pontos que ainda se mantinham polêmicos na proposta: a exclusão da meia-entrada nos jogos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016; a limitação de ingressos de meiaentrada em cada evento; e a oferta de assentos gratuitos aos jovens de baixa renda no transporte interestadual.
SUPLEMENTARES
Eleições em mais oito municípios Eleitores de oito municípios de cinco estados brasileiros voltam às urnas a partir das 8h deste domingo para escolher seus novos prefeitos. Ao todo, 215.605 eleitores estão aptos a participar das eleições, marcadas por causa da anulação dos pleitos realizados em outubro do ano passado. Uma eleição é anulada pela Justiça Eleitoral quando o candidato que obtém mais de 50% dos votos válidos tem o registro de candidatura indeferido. As oito cidades estão assim divididas: quatro em São Paulo, e uma nos Estados do Pará, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Em São Paulo haverá novas eleições em Pedrinhas Paulista, Boa Esperança do Sul, Itaí e Osvaldo Cruz. No Pará ocorrerá eleição em Marituba, no Espírito Santo em Pedro Canário, em Santa Catarina em Ponte Serrada,
e no Rio de Janeiro em Barra do Piraí. Em Pedrinhas PaulistaSP, com 2.815 eleitores, Ângela Giannetta (PTB) e seu vice, Sérgio Fornasier (DEM), disputam candi-
CUSTOS
Como as novas eleições causam gastos adicionais, desde 2012, a Justiça Eleitoral, em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU), passou a cobrar de prefeitos cassados estas despesas datura única. Em Itaí, os candidatos Célia Sakamoto (PSB), Sidney da Silva (PSDB) e Valmir Domingos (PR) disputam a preferência dos 16.780 eleitores. Em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, 70.710 eleitores
vão às urnas para decidir quem será o prefeito. Concorrem ao cargo Mário Esteves (PRB), José Luiz Parrini (PDT) e Jorge Babo (PPS). A nova eleição no município ocorre devido à cassação do prefeito Maércio Fernando Oliveira de Almeida (PMDB), e de seu vice, Norival Garcia da Silva Júnior (PV). Os dois foram condenados por abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação. Balanço Desde o começo do ano foram realizadas novas eleições em 42 municípios de 15 Estados. Em 1º de setembro, estão marcadas novas eleições em Taipas do Tocantins-TO, Santana de Cataguases-MG, Augusto Pestana-RS, Soledade-PB e Goiatuba-GO. Para outubro (6), estão agendadas eleições em Ibaté e Tabatinga, ambos em São Paulo.
Com a palavra
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João PEDRO
Falta o PT-AM ser mais OUSADO
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
LUCIANO FALBO Equipe EM TEMPO
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Temos nomes, mas não nos preparamos para ter um candidato a governador (...). Nosso partido é uma organização política que pode compor a chapa majoritária. Temos que disputar a eleição de 2014 no andar de cima, compondo no Senado ou na vice-governança”
quase um ano da disputa eleitoral de 2014, quando o governo federal - que passa por uma crise de imagem com a queda substancial de avaliação da presidente Dilma Rousseff (PT) - será testado no voto, no Amazonas, o Partido dos Trabalhadores se articula para tentar disputar a vice-governança do Estado ou a cadeira do Senado. Enquanto o PT mantém uma hegemonia de 10 anos à frente do governo federal, a legenda no Estado, neste mesmo período, disputou apenas uma vez com candidatura própria uma vaga para o Executivo municipal e nenhuma vez para o governo do Estado. Sobre essas questões, o EM TEMPO conversou com o presidente estadual do PT, João Pedro, que esta semana foi apontado como o possível nome para compor a chapa com Eduardo Braga (PMDB), na disputa governamental. Entretanto, ele disse que nada está acertado. Na entrevista, ele confessou que tem o desejo de voltar ao Congresso Nacional, como deputado federal e confessa que o PT não se preparou para a disputar o governo. EM TEMPO – Por que o PT quer garantir o cargo de vice-governador na disputa das eleições de 2014? João Pedro - Falando de forma muito franca, nós temos nomes, mas não nos preparamos para ter um candidato a governador. Agora, o PT é o partido da Dilma, do Lula. Nós temos organizados 25 mil filiados no Estado. Em Manaus, uma bancada de três vereadores, quatro prefeitos no Amazonas, uma prefeitura importante que é a de Maués. Nós temos credenciais e uma história política no Amazonas. Nosso partido é, sim, uma organização política que pode compor a chapa majoritária. Podemos ter um candidato ao Senado. Acho que o (deputado) Praciano é um bom nome para disputar o Senado, porque ele tem dois mandatos de deputado federal, sendo que no último em 2010 ele foi o mais votado. Nós temos que disputar a eleição em 2014 no andar de cima compondo na majoritária, ou no Senado, ou na vice-governança. EM TEMPO - Então é uma escolha entre ter um candidato ao Senado ou tentar na vaga de vice para o governo? JP - É uma escolha. Eu acho que não cabe disputar as duas porque hoje a eleição é muito de composição. Tem a vaga
de vice, de governador, do Senado e também a suplência. A eleição majoritária gira em torno de uma composição de forças, de partidos... EM TEMPO - E essa composição na qual o PT pretende ingressar será com quem? Com o grupo político que está no governo ou com o PMDB? JP - Nacionalmente, o PT tem uma aliança com o PMDB. Não é desconhecido isso. Depois, o Amazonas tem um colégio eleitoral significativo, é o segundo maior da Amazônia depois do Pará. Evidentemente, que o PT aqui faz uma discussão combinando com a estratégia nacional da eleição. Nós temos uma opinião, mas vamos combinar a estratégia com o diretório nacional, que também tem uma opinião. Esse processo ainda não está concluído. Nós temos dois fortes aliados. Um deles é o senador Eduardo Braga (PMDB) e o outro é o governador Omar Aziz (PSD). Mas, a rigor, nós ainda não começamos esse debate. EM TEMPO - Mas uma hora o PT vai ter que fazer uma escolha? JP - Vai. Não tenho dúvida disso. Vai ter uma hora que vai ter essa discussão, mas isso ainda não está definido. Vai ter uma hora que o PT-AM junto com o PT nacional, vai decidir e vamos dizer “é esse o candidato”. EM TEMPO - O senhor disse que o PT-AM não se preparou para trabalhar um nome à disputa majoritária. Por que não houve esse preparo? JP - Eu acho que o PT não foi uma decisão - mas na prática acabou se preparando para disputar o parlamento. o PT tem nomes estadualizados que poderíamos ter trabalhado. Não trabalhamos e a eleição está em cima. EM TEMPO - O deputado Praciano pode ser um desses nomes numa futura disputa ao governo? JP – Acho que pode sim. O Praciano é um nome. Quem está na política sempre tem um nome, é muito conjuntural isso. Tem que casar o nome com a conjuntura. EM TEMPO - Às vezes, o PT-AM dá a impressão de que é uma sigla dividida. Um dos exemplos são os deputados estaduais, em que um é o líder do governo no parlamento e o outro assume um posicionamento de oposição. Isso é um desgaste para o partido? JP - O PT-AM apóia o governo do Omar e participa dele, com vários militantes. O companhei-
ro José Ricardo é o líder da bancada do partido. Se olharmos rigorosamente, a maioria dos votos do José Ricardo é com o governo. Evidentemente, que ele é deputado e ele tem autonomia e opinião. Eu não vejo isso como uma contradição do PT no apoio ao governo do Estado. A posição política do PT é de apoio ao governo estadual, ponto. Tem muita coisa que acontece todo dia na Assembléia Legislativa, mas se observamos a realidade é essa – o Ricardo vota, na grande maioria das vezes, as matérias com o governo. EM TEMPO - Então não há um racha no partido? JP - Não considero que haja. Tem outro aspecto, que o PT é um partido grande, de massas. EM TEMPO - No pleito de 2014, quantas vagas o PT vislumbra na Assembleia e na Câmara Federal? JP - Nós estamos trabalhando com a perspectiva de aumentar de um para dois deputados federais e aumentar a bancada da Assembleia de dois para três ou quatro deputados estaduais. Precisamos colocar uma mulher petista na Assembléia. Fomos para a última eleição municipal em 2012 e elegemos pela primeira vez três vereadores. EM TEMPO - Seu nome foi cotado nos bastidores para compor a chapa majoritária com o senador Eduardo Braga, mas já adiantou que essa é uma decisão do partido. Se não for o escolhido, pretende disputar uma vaga para algum parlamento? JP - Eu confesso que o meu desejo é ir para o Congresso Nacional. Estive lá por 5 anos, de 2007 a 2011, exercendo o mandato de senador e estou fazendo um esforço para voltar como deputado federal. Agora, na hora que entrar na pauta a discussão das majoritárias eu não me furto que o meu nome vá para debate. O meu nome foi levantado essa semana, mas muito no campo da especulação. O PT não decidiu, não discutiu e nós vamos fazer isso. Para isso temos vários nomes. EM TEMPO - E quais seriam eles? JP - Acho que poderia ser o Sinésio (Campos), o José Ricardo, o Praciano, o Waldemir Santana (presidente municipal do PT), que são nomes que considero importantes. Uma prefeitura como a de Maués pode emprestar o prefeito Padre Carlos para a composição. Na hora em que abrir a discussão os nomes vão aparecer e vamos decidir. EM TEMPO - A aproximação entre Omar e Arthur
Neto, do PSDB, adversário de seu partido é cada vez mais visível. Qual sua avaliação sobre essa aliança? JP - O PSD do Omar é um aliado nacional do PT. Mas eu não vejo com bons olhos essa aliança política com o Arthur. Acho importante a aliança com o PSD, que cumpre um papel nacional que fortalece o nosso projeto. Mas misturar com o PSDB acaba não fortalecendo esse projeto. EM TEMPO - Por quê? JP - O Arthur é uma liderança que representa um outro palanque, um outro projeto. O Arthur é uma liderança nacional do PSDB. Essa coisa de querer confundir a opinião pública - “estamos juntos pelos interesses do Amazonas” – não é bem assim. Nós temos interesses diferenciados, visão política diferenciada e considero isso importante na democracia. Mas, o Arthur defende um projeto do PSDB. Eles têm uma visão de como tratar a Amazônia. EM TEMPO - Mas ele parece ter uma boa relação com a presidente... JP - Não vamos confundir. A presidente Dilma recebe todos os prefeitos de capitais. Eu sou defensor disso: os interesses de Manaus acima de tudo. Então, a Dilma receber o prefeito ou o prefeito receber a presidente faz parte da relação política. A nossa diferença é de programa, é de visão, é de estratégia. EM TEMPO - O que falta para o PT no Amazonas? JP - Falta o PT ser mais ousado no Amazonas. Na prática, o que acontece é que a gente ouve muito a direção nacional do PT (risos) e faz a política nacional, que não está errada. Mas, a gente faz muito isso e nós deveríamos ousar mais em fazer uma política diferenciada aqui no Estado. EM TEMPO – Como foi a experiência no Senado? JP – No Senado, temos oportunidade de falar e ser acompanhado. Meu mandato foi falando de Amazônia. Ainda há um distanciamento da região. Há muita incompreensão com a nossa Amazônia, apesar de termos o maior território do Brasil. Meu mandato foi no sentido de mostrar a importância da região para o Brasil e para o mundo. Foram 5 anos em que eu não faltei. Foram anos de presença nas comissões, nos debates internacionais. Sempre me coloquei à disposição de todas as forças políticas do Estado para fortalecer os interesses públicos do Amazonas.
Eu confesso que o meu desejo é ir para o Congresso Nacional. Estive lá por 5 anos, exercendo o mandato de senador e estou fazendo um esforço para voltar como deputado federal”
O Arthur é uma liderança que representa um outro palanque. Uma liderança nacional do PSDB. Nós temos interesses diferenciados, visão política diferenciada e isso é importante na democracia”
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Política
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Caderno B
Economia MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
economia@emtempo.com.br
(92) 3090-1045
DIEGO CAJA
O sucesso dos licores e doces da Amazônia Economia B2 e B3
Pratos típicos de países como a Colômbia e o Peru são as principais atrações oferecidas por bares e restaurantes como o La Finca
Sabor latino conquista o mercado de Manaus
FOTOS: HUDSON FONSECA
Empreendimentos que apostaram na culinária de nações vizinhas do país tiveram crescimento de 200% nos últimos dois anos JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
O
s sabores internacionais ganham espaço nos bares e restaurantes de Manaus, onde oferecer pratos típicos de outros países, em especial, os latinos, tem se firmado como um bom negócio para quem investe no ramo da gastronomia. Os empresários afirmam que, nos últimos 2 anos, registraram aumento de até 200% no fluxo de clientes nesses empreendimentos. Estabelecido na capital amazonense, desde 2011, Carlos Alberto Rufasto, o Chino, que veio do Peru com
a mãe e mais dois irmãos, após algumas tentativas fracassadas de achar emprego, abriu junto com a família uma “portinha” no centro da cidade, para oferecer comida típica do país. A ideia inicial era para que, assim como eles, outras famílias peruanas residentes em Manaus pudessem matar a saudade da terra natal. A iniciativa deu certo. A casa que começou atendendo principalmente médicos peruanos, uma média de cinco por dia, hoje, recebe de segunda à sábado, até 30 pessoas diariamente para experimentar delícias como o ceviche – peixe cozido no limão, a partir de R$ 15 o chicharron – filé de pira-
Espaço para expansão maior Apesar do crescimento, o mercado da gastronomia internacional em Manaus ainda é tímido em relação a outras capitais. Porém, o espaço para quem quer investir no ramo é grande, de acordo com a conselheira da Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes no Amazonas (AbraselAM), Lilian Guedes. “Hoje,
a escolha da maior parte dos proprietários é oferecer ao cliente, além da comida brasileira, opções da culinária italiana, asiática, entre outras. Mas, aos poucos, os restaurantes de culinária especializada vêm ganhando espaço e público. Ainda há muito a crescer nesse aspecto”, comenta.
Estabelecimentos oferecem música para atrair clientela
rucu e o lomo saltado – carne e batata frita temperados a moda peruana. Para Chino, o principal ingrediente do sucesso foi a curiosidade do público de Manaus, por serviços diferenciados. “A comida peruana é muito saborosa e ainda pouco conhecida por aqui. Nunca fizemos propaganda, mas aos poucos, além de turistas hospedados no Centro, os pratos começaram a agradar os próprios manauenses. Um amigo foi chamando o outro e nós passamos a ser conhecidos”, conta o empresário. Além dos pratos diferenciados, Chino explica que o sucesso da casa também se deve a
VALORIZAÇÃO
Donos de restaurantes que comercializam pratos da comida internacional afirmam que não estão preocupados com a concorrência que novas culinárias podem proporcionar na capital amazonense outros dois fatores. “Primeiro é o fato de atendermos por meio de pedidos. Ainda não entregamos, mas o cliente pode encomendar para quantas pessoas quiser e depois só buscar no estabelecimento
na hora marcada. Outro ponto é o ambiente aconchegante. Com músicas típicas e um local intimista, o restaurante vai ganhando a clientela pelo aconchego”, destaca. La Finca Quem também tem ajudado a temperar o paladar do manauense é o La Finca. O proprietário do local, Jorge Elecer Molina que chegou a Manaus com a esposa há 17 anos, lembra que desde 2006, já fazia entrega de pratos típicos da Colômbia de ônibus e, com a ajuda de amigos abriu o restaurante em 2008. Jorge que começou servindo quatro mesas, hoje atende aos
sábados a um público de até 150 pessoas, que vão à casa para se deliciar com pratos como o próprio ceviche, empanadas (pastéis de forno) de queijo e carne e iguarias mais elaboradas como a lechona – leitão recheado – servido uma vez por mês. “Os clientes, no início, eram formados de hondurenhos, cubanos, chilenos e colombianos. Aos poucos, os manauenses foram nos conhecendo. É um público excelente porque não tem medo de arriscar e aprecia comidas diferentes das quais estão acostumando”, comemora o empresário, que em ocasiões especiais chegou a receber 500 clientes em único dia.
Culinária oriental é consagrada na capital Enquanto os restaurantes de comidas latinas se firmam em Manaus, algumas gastronomias têm espaço cativo no paladar de quem vive na capital amazonense. Uma dessas especialidades é a comida asiática, em especial a japonesa, que além de restaurantes familiares, espalha pela cidade redes de fast food, que tornaram iguarias como sushi, temaki e sashimi populares aos clientes locais. O Ichiban, estabelecimento que há 7 anos comercializa itens da culinária oriental em um pequeno mercadinho, por exemplo, já se destaca há 4 anos pelo sucesso do sushi bar, onde as comidas típicas da gastronomia japonesa são oferecidas a la carte ou em rodízios semanais. Um dos proprietários do local, Gilmar Nascimento, conta que a casa, funcionando agora em dois endereços, começou com poucas mesas e hoje chega a receber 300
pessoas diariamente. “Apesar de a concorrência ser grande, não nos assusta. A comida japonesa agradou o amazonense e o nosso ambiente aconchegante chama a atenção”, destaca o empresário que se prepara para abrir em outubro uma nova unidade no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. Árabe Outro ramo que deu certo foi o de restaurantes de culinária árabe. Há 19 anos em Manaus, Márcia Delay comanda o Nájua, no Parque Dez, Zona Centro-Sul, que oferece pratos típicos caseiros de países como Síria e Líbano a partir de R$ 3. Segundo ela, a comida árabe já virou tradição em Manaus. “No início o público era de 10 pessoas e, em pouco tempo, passou para 200 clientes diários. A cidade só tem quatro grandes restaurantes de comida caseira árabe, então a procura é grande”, enfatiza.
Comida asiática já caiu no gosto do manauense há tempos
B2
Economia
Os licores e doces da Pequenos e microempresários de Manaus investem na fabricação de bebidas e alimentos que têm nos frutos da região a matéria-prima básica para serem preparados e vendidos, inclusive para outros Estados e para o exterior JULIANA GERALDO Equipe EM TEMPO
U
sar matéria-prima regional para produzir delícias com a cara e o sabor da Amazônia. Com esse objetivo, na última década, pequenos e microempresários de Manaus investem em bebidas, bombons e quitutes utilizando frutos da região, como cupuaçu, murici e guaraná. Produzir licores com as frutas típicas da região, por exemplo, é o negócio de Rita Marise, a Dona Rita, que há quase 12 anos começou a vender as bebidas engarrafadas em sua residência, na feira da avenida Eduardo Ribeiro, no Centro. Hoje ela comercializa 20 variedades de licores em sabores tradicionais, como laranja, manga e maracujá, e regionais, entre eles o cubiu, o camu-camu, o jenipapo e o taperebá. Além das vendas da feira, ela abastece lojas e supermercados da cidade. Dona Rita explica que a ideia é explorar a biodiversidade ao máximo com a missão de levar para amazonenses e turistas, o sabor da região. “Acho um desperdício termos frutos em potencial como o guaraná, por
exemplo, e vendê-lo bruto para o exterior, dando a outros países a matéria-prima para a produção de vários itens, deixando de gerar emprego e renda no Amazonas”, defende a empresária. Com apenas dois funcionários fixos e cinco equipamentos industriais, o sucesso das
CUSTOS
Os preços dos licores vendidos por Dona Rita variam de R$ 10 (garrafa de 70 ml) a R$ 48 (garrafa de 700 ml) na feira da avenida Eduardo Ribeiro. Valores podem mudar conforme a quantidade bebidas ajudou a microempresária a expandir o negócio. Hoje, a pequena fábrica artesanal produz barras de cereais, doces de frutas regionais em tabletes e compotas nos sabores de cupuaçu, cubiu e araçá-boi. “Há duas semanas lançamos a pimenta caseira nas variedades murupi e malagueta. O sucesso foi tão grande que já vendemos toda a primeira produção”, conta.
FOTOS: DIEGO CAJA
Dona Rita conta que a receita e a forma de fazer os licores foram passadas pela mãe de criação, a Dona Gica, que morreu em 2012 com 109 anos. “O modo de preparo foi passado de uma geração para a outra, mas o aperfeiçoamento do processo e a expansão para outros produtos foi conquistado à base de muito estudo”, ressalta. Capacitação Para garantir a clientela, a empreendedora, que se especializou em graduações em biologia, ciências naturais e cursos de tecnologia de alimentos para produzir os licores, destaca a importância do investimento. “Quem trabalha nesse ramo, precisa se capacitar. Não adianta apenas saber fazer. É preciso também agregar valor, aprender novas técnicas, conquistar todas as certificações. Somente com esse empenho o microempresário amazonense vai conseguir levar as riquezas da região em forma de produtos prontos, não apenas de matéria-prima, para o consumidor, seja ele do próprio Estado ou de outras localidades do território brasileiro”, ensina Dona Rita.
Licores produzidos com sabores regionais são comercializados em feiras e supermercados
MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Amazônia Bombons incrementam vendas Ao lado de Dona Rita, na feira da avenida Eduardo Ribeiro, está a barraca de Alice Castro, outra empresária que investe nos sabores regionais. Com uma pequena fábrica artesanal funcionando em sua residência no bairro Parque das Laranjeiras, a empresa Sonhos de Chocolate da Amazônia produz, há 13 anos, bombons, balas
e salames à base de frutos amazônicos. Ao todo, 16 sabores recheiam os doces sendo sete regionais, entre eles, cupuaçu, castanha, tucumã, açaí, araçá-boi e pupunha. Com serviço personalizado, o cliente pode escolher os recheios, os cestos e as embalagens na hora da compra. “Foi na feira que tudo começou. Desde então, fiz
cursos no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e até ganhei prêmio com o bombom de pupunha. Agora, me preparo para abrir uma loja própria”, conta. Segundo Alice, além da oportunidade de trabalhar na feira, a receita do sucesso é a especialização e o bom trato aos clientes que procuram seus produtos.
Há 12 anos Dona Rita fabrica bebidas à base de frutas como laranja, manga e jenipapo
Delícias em forma de iguarias O casal Mauricio Pardo e Milene Ribas está há 2 anos à frente da Bárbaros Confeitaria e Delicatessen, no bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul da cidade. O professor manauense e a chef de cozinha paulista começaram a carreira vendendo brigadeiro nos ônibus de Manaus. “Em 2006, fomos para a feira e em abril de 2011, com a loja já aberta, não pudemos mais conciliar”, lembra Pardo.
A delicatessen é especializada em cupcakes – pequenos bolos com recheio e cobertura variados para servir uma pessoa – como o cabocake (recheado com geleia de cupuaçu, chocolate meio amargo e cobertura de castanhas), mas também oferece aos clientes outras iguarias, como empadas e pães. “Trouxemos quase todo o arsenal de produtos vendidos na feira para a confeitaria e a partir
daí só fomos aperfeiçoando”, detalha o professor. O proprietário explica ainda que a experiência do casal antes da loja foi essencial para o sucesso dos negócios. “Foi nas ruas que tivemos contato com o público de todas as classes sociais. A partir daí, formamos nossa clientela e pudemos mostrar nosso serviço sem o peso dos impostos e da burocracia”, comemora Pardo. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Cupcakes recheados com cupuaçu e castanhas são uma das apostas de empresários locais
Alfredo MR Lopes alfredo.lopes@uol.com.br
Logística, palavras e atos Em seu portal na internet, a organização Contas Abertas trouxe esta semana a constatação de que o Ministério dos Transportes gastou apenas R$ 3,2 bilhões dos R$ 13,5 de seu Orçamento para os programas de Transportes, num país dramaticamente açoitado pelo gargalo de sua estrutura logística. Menos de um quarto do valor a investir a quatro meses de encerrar o ano fiscal. E o mais grave: no Norte do Brasil, onde as demandas são emergenciais e cruciais, essa aplicação da verba prevista não alcançou 1%. No caso da Zona Franca de Manaus, um modelo industrial que responde por mais da metade da arrecadação federal na Região Norte, e que recolhe aos cofres da União 53% da riqueza produzida, sequer a reprise da promessa de reconstrução da BR-319 foi necessário invocar. Há 10 anos, está intocado no Plano Nacional de Logística dos Transportes o balizamento do rio Madeira, nossa conexão nacional permitida de integração através de Rondônia. A outra, com a recuperação da BR-319, é programa para sentar, rezar e esperar. Há 4 anos, instado pelo apelo eleitoral de alguns candidatos, voltou à pauta a promessa de recuperação da rodovia. Recuperação, é bom frisar, pois o projeto de construção, de 1972, já havia desmatado o traçado a toque de caixa e da corneta do integrar para não integrar, sem os estragos que os ambientalistas de plantão, ou de contrato, profetizariam atualmente. Na ocasião pré-eleitoral referida, o ministério dos Transportes radicalizou e deixou boquiaberto até os mais ecologistas com a proposta da estrada-parque, um desenho arquitetônico e ambiental irretocável. Pronto!, todos disseram: agora vai! Afinal, todas as precauções foram devidamente afinadas, medidas compensatórias generosamente assumidas, adesão da comunidade, concordância das populações tradicionais, e por aí vai... Não foi. O ministro de Meio Ambiente, da ocasião, focado muito mais nas passeatas de Ipanema para descriminalizar o uso da Canabis, cedeu às pressões internacionais e, parece, locais, no sentido das perdas do roll-on caboco, que não tardaram a se impor e a vetar mais um atrevimento pela integração. Na oportunidade, alguns setores curiosos da comunidade científica emprestaram eco e credencial acadêmica para “recente registros de duas novas espécies, uma gralha ainda não descrita e um macaco sauim (Saguinus fuscicollis mura) na área de influência da BR-319”, para acrescentar novos elementos sobre os impactos da rodovia no coração da Amazônia. Essas “descobertas”, principalmente num grupo já tão bem conhecido como o dos primatas, pontificou uma das Ongs mais atuantes na Amazônia, “..demonstram a falta de conhecimento da região e servem de alerta para o fato de que muitas outras espécies pertencentes a grupos biológicos muito mais diversos e menos conhecidos como plantas e microrganismos também estão em risco de desaparecer.” Como este, outros expedientes marotos foram usados para evitar a recuperação dessa conexão rodoviária justa e oportuna de Manaus com o resto do país. Essa alegação de suposta depredação ecológica foi também utilizada num projeto surgido no âmbito da Suframa, na mesma ocasião, por um grupo de neoambientalistas convertidos, para evitar a modernização portuária com o projeto do Terminal Portuário das Lajes. Acusado
de ameaçar o ciclo sexual e fecundidade morcego-pescador, (Noctilio leporinus) uma espécie da família Noctilionidae, com distribuição tropical desde a costa sul do México, até a Argentina, o projeto teve sua licença reprimida por setores zelosos da Justiça, promotores transformados subitamente em arautos do apocalipse zoológico, ou geoarqueológico. De tanto brecar a modernização portuária, item responsável por 20% dos custos do polo industrial e do feijão com arroz mais caro do país, os ambientalistas marotos conseguiram despachar o projeto para os escaninhos imponderáveis da suprema corte, não sem antes acrescentar outra ameaça de que o novo porto, se construído, destruiria o fenômeno Encontro das Águas. Vade retro! Nas contas da BR-319 que, desde sempre, nunca fecha, parece ter sido colocada a dívida ambiental do país: a destruição da Mata Atlântica, a ocupação desordenada do Pantanal e outras ecobarbaridades transformadas em penitência para sanar as “...perdas potenciais irreparáveis para a ciência e eventualmente até mesmo para a vida humana com a sua construção”. Tenha santa paciência. A reivindicação coletiva de recuperar a rodovia, assim como de prover Manaus de estrutura portuária, aeroportuária, energética e de banda larga, não tem como premissa fundar nos trópicos florestais uma nova China, sob o paradigma do esgotamento dos recursos naturais. Ninguém, também, tem o direito de confundir vigilância e prudência na utilização dos recursos naturais com seu imobilismo. O relatório do IDH publicado nesta semana, que causou fur or a alguns atores nacionais, mostrou a diferença entre assistência e assistencialismo, ascensão econômica e elevação do patamar educacional. Não é justo, nem ético, deixar 22 milhões de habitantes da Amazônia nas condições de pobreza e isolamento em que se encontram em nome da preservação pura e simples da natureza, numa Amazônia transformada em santuário ecológico, criminoso e perverso, para contemplação de ninguém. A melhor forma de proteger um bem é dar-lhe um valor econômico. Ademais, a própria geração da riqueza propicia condições de reposição dos estoques e de qualificações dos recursos humanos na direção de uma nova consciência socioambiental. No portal das Contas Abertas, a Amazônia é tratada como ação de grande vulto para a qual foi desembolsado apenas 1% dos recursos disponíveis para investimentos em 2013: os traçados rodoviários na Região Norte. Do total de R$ 1,2 bilhão previsto para este ano, somente R$ 12,7 milhões foram pagos. O montante empenhado chegou a R$ 517,3 milhões, o que corresponde a 41,6% do autorizado. Com o Dnit, não foi necessário invocar gralhas e macacos para justificar a omissão. Eis uma conversa fiada em que ninguém mais acredita. A estratégia mais eficaz para perpetuar o isolamento e vetar a promoção de oportunidades, incrementar a produção e viabilizar a prosperidade, é simples: basta congelar o desembolso. Dá a impressão que o gestor público, do alto de suas convicções a respeito do que é prioritário e promissor, se debruça sobre o mapa do país e decide qual região priorizar e se pergunta: por que prestigiar - no âmbito do esforço concentrado de fazer crescer o PIB – uma região que comparece com menos de 2% na composição do bolo federal da riqueza?
Alfredo MR Lopes Filósofo e consultor ambiental
Essa alegação de suposta depredação ecológica foi também utilizada num projeto surgido no âmbito da Suframa, na mesma ocasião, por um grupo de neoambientalistas convertidos, para evitar a modernização portuária com o projeto do Terminal Portuário das Lajes.
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Paulo FREIRE
‘O Brasil NUNCA valorizou a AGRICULTURA’ FOTOS/DIEGO CAJA
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maneira como a políticia de produção rural do Amazonas tem sido implantada tem gerado frequentes debates, alguns deles até mesmo exarcebados com direito a bate-boca entre membros da base aliada do governo do Estado e até pedido de exoneração de secretário. Para jogar um pouco de luz sobre o assunto, o EM TEMPO entrevistou o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Manacapuru, Paulo Freire, que avalia o contexto atual do setor primário local e suas perspectivas para o futuro. Em uma conversa bastante franca, ele fala o que pensa do tema.
O povo é o poder. Se queremos uma democracia sólida e um país melhor precisamos ouvir o clamor do povo
EM TEMPO – Senhor Paulo Freire, diante da crise econômica que assola o Brasil e o mundo, estamos vendo mais uma vez, uma cena que vem se repetindo ao longo dos anos, que é o agronegócio se insurgindo como o salvador da pátria, gerando compensações muito importantes para nossa economia. Até parece que o país se dividiu em dois, o da agricultura, rico e vitorioso e o outro do desemprego, das greves, do baixo crescimento e da instabilidade. O que o senhor teria a dizer sobre o assunto? Paulo Freire – O Brasil nunca valorizou a agricultura, sua verdadeira vocação, considerando-a uma atividade economicamente inferior. A atividade nobre, talvez até por complexo de inferioridade ou preconceito, sempre foi a indústria porque a Europa e os Estados Unidos seguiram esse caminho e nós também deveríamos segui-lo. Elegemos a industrialização nossa prioridade e, única capaz de produzir as riquezas que o país necessitava para crescer e se tornar economicamente forte e, consequentemente causamos um esvaziamento desastroso no campo, cujos resultados ainda sentimos na pele, que são os problemas sociais com os quais teremos que conviver ainda por um bom tempo. EM TEMPO – Na sua opinião, se o Brasil tivesse mudado o caminho elegendo a agricultura como sua maior prioridade ao invés da indústria, hoje teríamos uma economia mais forte e menos problemas sociais? PF – Se pelo menos não tivéssemos inferiorizado tanto a agricultura, conduzindo-a com mais atenção, poderíamos ser hoje muito maiores e melhores na produção de alimentos, expor-
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tando muito mais, colaborando de forma mais expressiva com o equilíbrio da balança comercial brasileira. EM TEMPO – Mas, tomando como exemplo os Estados Unidos, que se transformaram na maior potência econômica do mundo graças ao seu altíssimo nível de industrialização, essa sua tese não poderia estar equivocada e os motivos serem outros bem diferentes? PF – Os Estados Unidos implantaram uma indústria com alto grau tecnológico e, altamente competente. Mas, caminharam a par e passo com a agricultura, ou seja, elegeram a indústria como prioridade no seu plano de metas mas, conduziram a agricultura sempre no mesmo nível, haja vista a sua tradição de grande exportador de alimentos, enquanto o Brasil perdeu o rumo, não valorizando sua maior vocação. EM TEMPO – Como foi então que o Brasil acordou e hoje se apresenta como um país vitorioso no segmento produtivo rural, maior exportador de carne, de soja, de milho, café e outros, e peso forte na balança comercial? PF – A vitória do Brasil rural não ocorreu do dia para a noite, mas durante mais de 50 anos. Enquanto o governo, diga-se a Embrapa, aplicou na criação de técnicas para ampliar a produção e a produtividade, os agricultores desenvolveram-se no gerenciamento e o agronegócio assumiu o papel de locomotiva da economia brasileira que está dando uma enorme ajuda na solução dos problemas nacionais. Mas isso somente aconteceu graças a iniciativa e ao esforço dos próprios agricultores e empresários rurais que perderam o medo diante de uma atividade de riscos muito maiores que as demais, tendo que enfrentar a natureza que impõe suas regras independente da tecnologia desenvolvida. EM TEMPO - E aqui no nosso Amazonas, o senhor acompanhou pela imprensa essa contenda entre o deputado Orlando Cidade e o secretário de Estado da Produção Eron Bezerra? Qual a participação verdadeira do setor rural na produção do Estado 4% como diz o deputado Cidade ou 6% como afirma Eron? PF – Eu tenho pelo deputado Orlando Cidade uma grande admiração, pelo laço forte que liga-o ao meio rural, prin-
cipalmente nos seguimentos da borracha e da juta/malva, onde ele sempre atuou efetivamente e, respeito o secretário da Produção que é agrônomo de formação, mas, sinto dizer que os números estatísticos apresentados pelos dois, 4% e 6% não tem nenhuma consistência, nenhuma fundamentação baseada em dados institucionais, porquanto o Estado do Amazonas não dispõe de uma Central de Abastecimento, como existe em São Paulo e outros Estados, por onde essa produção teria que obrigatoriamente entrar pra depois ser distribuída para o varejo, registrando origem, quantidade, qualidade, espécie etc, para que se tivesse assim informações precisas sobre os devidos índices. Como isso não acontece torna-se impossível até mesmo uma estimativa aproximada, levando-se em conta que o desembarque do que vem do interior do Amazonas, dos interiores do Pará, Acre, Rondônia e parte de Roraima, são feitos em qualquer parte do beiradão do rio Negro, onde for mais conveniente para o atravessador, comerciante intermediário entre o produtor, feirantes e outros revendedores do ramo; sistema que predomina tradicionalmente nessa cadeia produtiva. Os dados que podem ser colhidos são os da Sefaz, de produtos devidamente manifestados e fiscalizados nos sistemas aduaneiro e rodoviário, que são comprados pelos grandes distribuidores e supermercados, mas que não espelham informações suficientes para se calcular a produção interna, nem mesmo aproximada da realidade. EM TEMPO – Isso quer dizer que nossa produção além de pouco significante, não pode ser nem mesmo calculada, e esse é um direito da sociedade e uma necessidade nos estabelecimentos de ensino, nos órgãos de planejamento do Estado e dos municípios, na própria Secretaria de Produção para elaborar seus planos de metas, enfim no banco de dados que oferece as informações necessárias aos escritórios de projetos empresariais etc, uma triste realidade, o senhor não acha? PF – É verdade e é uma pena! E o pior é que nossa capacidade hoje para desenvolver a agricultura no Amazonas é mínima. Temos que começar praticamente do zero. Não formulamos até hoje uma política de apoio ao desenvolvimento da agricultura, não fizemos investimentos signifi-
cantes em infraestruturas de estradas, portos e armazenagens, não desenvolvemos um projeto logístico eficiente para o transporte fluvial da produção, não desenvolvemos sementes básicas para produção de sementes selecionadas com bom potencial produtivo dentro da nossa realidade de solo, clima, umidade etc, além de outras necessidades imprescindíveis como assistência técnica eficiente, pesquisa, crédito rural para investimentos, seguro agrícola ajustável a nossa região, medidas de proteção ao produtor, enfim temos que começar do comecinho como o dito popular. EM TEMPO – Então o senhor confirma a informação do deputado Orlando Cidade de que nossa agricultura anda para traz e tudo que consumimos tem que ser importado de outros Estados? PF – Digamos que estamos caminhando a passos curtos demais para nossas necessidades, o que dá a impressão de que estamos andando para traz. Seria ociosidade falarmos sobre isso agora, sem que tenhamos números estatísticos para apresentar, quando na verdade o que precisamos é de uma política agrícola de longo prazo para o nosso Amazonas, priorizada pelo governo do Estado, com recursos orçamentários garantidos para implementá-la. EM TEMPO – E como se desenvolveria esse projeto. Teríamos condições para isso, como por exemplo tecnologia, material humano especializado além de outras necessidades? PF – O primeiro passo é criar o Plano Agrícola do Estado. O ideal, no meu ponto de vista, salvo melhor sugestão, seria reunir todas as entidades ligadas ao setor produtivo rural, para a formação de um conselho ou grupo de trabalho, sob a coordenação da Sepror para elaborar o projeto básico da política agrícola a ser implementada pelo Plano de Metas traçado e, devidamente aprovado pelo governo. EM TEMPO – Ao agradecer sua atenção, gostaríamos de encerrar a entrevista com uma mensagem sua referente às manifestações populares que estão se insurgindo por todo o território nacional. PF – O povo é o poder. Se queremos uma democracia sólida e um país melhor, precisamos ouvir o clamor do povo.
...sinto dizer que os números estatísticos apresentados pelos dois, 4% e 6% não tem nenhuma consistência, nenhuma fundamentação baseada em dados institucionais...
Digamos que estamos caminhando a passos curtos demais para as nossas necessidades, o que dá a impressão de que estamos andando para traz
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Parceria público-privada beneficia madeira do AM BRUNO MARZZO Equipe EM TEMPO
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iante do aumento do uso de resíduos florestais, empresas que exportam artefatos e peças de madeira buscam maneiras de enfrentar a burocracia para adquirir matéria-prima. Parceria entre a iniciativa privada e o Instituto de Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) resultou em um processo de colagem em madeiras de alta densidade que são usadas em construções nacionais e internacionais. O pesquisador do Inpa, Estevão Monteiro de Paula, ressaltou que as pesquisas em proveito da madeira tropicais de alta densidade têm um potencial de crescimento incalculável. Segundo ele, as pesquisas correm em sigilo, dentro dos Núcleos de Pesquisas do Inpa para que não haja extravio de informações. “O conhecimento empregado e o valor investido são muito valiosos para o mercado. Há sempre um representante do investidor visitando nossos laboratórios compartilhando experiência e técnica”, frisa. Os investidores que desejarem unir esforços com os
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pesquisadores do Inpa terão que participar ativamente com suporte financeiro e de mão de obra. Por outro lado, as restrições ambientais impostas pelo comércio nacional e internacional são fundamentais para garantir acesso ao mercado com perspectiva de crescimento e ampliação da lucratividade. Um dos entra-
INCUBADOS
Produtos criados das pesquisas do Inpa como a farinha de pupunha estão em fase final para irem ao mercado. Empresas já se desenvolvem para fabricar os produtos em escala industrial ves que os investidores no mercado de resíduos florestais de madeira encontram é o financiamento. Tecnologia O proprietário da Portela Urbis, Juscelino Portela, empresa especializada na reutilização de madeiras descartadas, conseguiu desenvolver um processo de colagem de madeira em
parceria com o Inpa, que durou 2 anos. “Esse tipo de tecnologia já é empregado em países da Europa e Estados Unidos, há mais de um século, porém, jamais havia sido utilizado em madeiras tropicais. Antes de criar a metodologia correta de aplicação e utilização da cola em madeiras de alta densidade, importamos colas de vários lugares do mundo”, revela ao mostrar extenso trabalho de pesquisa que resultou em uma empresa que emprega atualmente 40 funcionários. Hoje, seis empresas não residentes estão incubadas pelo Inpa e fazem parte do processo de transferência de tecnologia de pesquisas, por exemplo, como a farinha de pupunha, corantes naturais e desenvolvimento de cosméticos a partir de plantas da Amazônia. De acordo com a coordenadora da Coordenação de Extensão Tecnológica (Ceti), Rosângela Bentes, as empresas poderão atuar em parceria com o instituto para colocar no mercado os resultados de pesquisas já realizadas ou firmar cooperação para novos estudos. “Desta forma, podemos incubar a empresa e o produto que essas empresas irão desenvolver”, afirma.
IONE MORENO
Para “fugirem” da burocracia, madereiras locais buscam o Inpa para encontrar soluções para uso de resíduos florestais
Processo de colagem em madeiras é uma das alternativas encontradas pelos empresários
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Brasileiro aumenta 4 meses por ano expectativa de vida Salto na expectativa foi de 62,5 anos, em 1980, para 73,7 anos, em 2010, o que equivale a um acréscimo de 4 meses e 15 dias
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expectativa de vida no Brasil aumentou de 62,5 anos, em 1980, para 73,7 anos, em 2010, o que equivale a um acréscimo de 4 meses e 15 dias de vida por ano, em média, ao longo das últimas três décadas. Os dados fazem parte das Tábuas de Mortalidade IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentadas esta semana. A análise inclui não apenas os resultados do Censo Demográfico de 2010, como também estatísticas provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde para o ano de 2010. A diferença, em relação a dados divulgados no ano passado pelo próprio IBGE, é que a nova análise traz informações por regiões e Estados, e também envolve o grupo etário de 90 anos ou mais, que não fazia parte das divulgações anteriores. A expectativa de vida das mulheres (77,3 anos) foi superior a dos homens em 7,1 anos. Em 1980, essa diferença era de 6 anos. Segundo o IBGE, o acréscimo é reflexo da maior exposição da população masculina a mortes por causas externas (homicídios, suicídios, acidentes de trânsi-
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to, afogamentos etc). O documento divulgado pelo instituto explica que o fenômeno é típico de regiões que passam por um rápido processo de urbanização “sem a devida contrapartida de políticas voltadas, particularmente, para a segurança e o bem-estar dos indivíduos que vivem nas cidades”.
RESULTADOS
A análise inclui não apenas os resultados do Censo Demográfico de 2010, como também estatísticas provenientes do Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde Mortes O nível mais alto de mortalidade de homens em relação a mulheres é ainda mais explícito para os jovens: na faixa de 20 a 24 anos, a probabilidade de um homem não chegar aos 25 é 4,4 vezes maior do que a mesma probabilidade para a população feminina. Segundo o Registro Civil, cerca de 10% de todas as mortes registradas em
2010 são consideradas violentas – sendo 83,9% provenientes da população masculina. Para o total de homens mortos por violência, o grupo de 15 a 29 anos contribuiu com 40,3%. Doenças Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo. Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde.
Estudo afirma que a expectativa de vida cresce com o avanço de políticas públicas
A base dos novos estudos Segundo o estudo-base da pesquisa, até as décadas de 1970 e 1980, se tinha a ideia central de que o aumento de expectativa de vida da população seria uma espécie de fracasso em termos de saúde. “Os estudiosos pensavam que,
embora conseguissem fazer as pessoas viverem mais tempo, elas viviam em uma situação de saúde pior”, explica Campolina. A partir da década de 1980, as pesquisas passaram a contrariar as hipóteses anteriores,
afirmando que a população vivia mais e em um quadro de saúde bom. A nova teoria também levantava o ponto de que a população humana apresenta um limite máximo, ainda não estabelecido com precisão, de tempo de vida.
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Brasil faz duas cirurgias de mudança de sexo a cada dia E
m meio à polêmica sobre a redução da idade mínima para a cirurgia de troca de sexo, um levantamento mostra que transexuais brasileiros recorrem cada vez mais a esse tipo de procedimento na rede pública de saúde. Nos últimos 5 anos, o número de operações de mudança de gênero cresceu de forma constante e, atualmente, são realizadas duas cirurgias por dia no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde agosto de 2008, quando a cirurgia começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram realizados 2.714 atendimentos hospitalares e ambulatoriais para o processo de mudança do sexo masculino para o feminino. No período, o governo gastou R$ 314 mil. Em 2009, foram realizados 501 procedimentos de mudança de sexo, número que cresceu para 510, em 2010, e para 706, em 2011. No ano passado foram realizados 896. Até o momento, o país não realiza cirurgias de mudança do sexo feminino para o masculino. Durante a semana, o Ministério da Saúde havia publicado uma portaria que autorizava a operação e alterava a idade mínima do procedimento de 21 para 18 anos. Por ordem do Palácio do Planalto, contu-
AE
Desde agosto de 2008, quando a cirurgia começou a ser oferecida pelo SUS, foram realizados 2.714 atendimentos hospitalares do, a portaria foi suspensa no mesmo dia. Críticas O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’Ávila, criticou o governo. “A portaria anulada não estava de acordo com nosso parecer. Está havendo uma atualização
NÚMEROS
Em 2009, foram realizados 501 procedimentos de mudança de sexo; 510 em 2010; e 706 em 2011. No ano passado foram realizados 896. O país não realiza cirurgias de mudança do sexo feminino para o masculino Nos últimos 5 anos, o número de operações de mudança de gênero cresceu no país, mas apenas quatro hospitais fazem o procedimento
desse assunto no mundo inteiro. Também não quiseram nos ouvir, porque nós pedimos tempo para que aguardassem. Eles editaram e claro que foi uma medida absolutamente inadequada para o momento, intempestiva, açodada, como sempre. E por isso tiveram que recuar. Parece que de vez em quando surge alguém mais lúcido. E aí eles recuam”, desabafou o presidente do CFM.
Oferta de hospitais é menor que a procura Ainda que tenha havido um grande aumento da procura pela cirurgia nos últimos anos, a limitação da oferta do serviço e a carência de profissionais têm sido alvo de críticas de transsexuais e médicos no país. Atu-
almente, apenas quatro hospitais estão credenciados para realizar a cirurgia de mudança de sexo: o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, o Instituto de
Psiquiatria da Fundação Faculdade de Medicina de São Paulo e o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) . Em todos eles, a agenda de cirurgias está completa até o
final do ano. Em São Paulo, onde funciona o hospital com maior capacidade para operações de mudança de sexo, é feita uma cirurgia por semana, cerca de 50 por ano.
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Mundo
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FOTOS: AP PHOTO
As disputas milenares entre Israel e palestinos têm como principal foco a instalação, a leste de Jerusalém, da capital do Estado da Palestina. Mas, os israelenses não estão dispostos a ceder o espaço
Os caminhos para a paz entre Israel e palestinos
Países do Oriente Médio se preparam para a primeira tentativa de um acordo de paz em quase três anos, com aval dos EUA
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s conversas entre Israel e palestinos foram retomadas nesta semana tendo os Estados Unidos como mediadores. O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que a meta é chegar a um acordo final em um prazo de nove meses e que “todas as questões” que dividem israelenses e palestinos serão debatidas. “Todas estarão na mesa, com um simples objetivo: uma visão para pôr fim ao conflito”, declarou Kerry, afirmando que as duas partes estão comprometidas com “negociações sustentadas, contínuas e substanciais a respeito das questões centrais” em debate. Segundo o governo americano, novas negociações serão realizadas nas próximas duas semanas, em Israel ou nos territórios palestinos, e os lados envolvidos concordaram em manter os detalhes em segredo. Leia, a seguir, um resumo dos principais pontos de disputa para a negociação de um acordo de paz. Entenda os pontos de divergência ou convergência - entre as três partes envolvidas no processo: Israel, Palestina e Estados Unidos. JERUSALÉM Israel O governo israelense não está disposto a dividir Jerusalém, local definido por Israel para ser o centro político e religioso da população judia. Essa definição está na Lei Básica Israelense, de 1980, que estabelece que “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel”. No passado, existia algum espaço para manobra para uma possível divisão de áre-
as nas fronteiras. Em tentativas de diálogo em 2000 e 2007, o governo israelense à época propôs a troca de alguns distritos mais afastados do centro de Jerusalém.
Segurança, desafio nas negociações Israel O governo israelense teme que um Estado palestino algum dia possa cair nas mãos do grupo extremista Hamas ou que seja utilizado para atacar Israel. Por isso, eles têm insistido em manter amplas medidas de controle de segurança na área do vale do rio Jordão e pedem para que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado.
Palestinos Os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do Estado da Palestina - a área era ocupada pela Jordânia antes de ser retomada pelos israelenses em 1967. O leste de Jerusalém, tam-
NEGOCIAÇÕES
Novas negociações serão realizadas nas próximas duas semanas, em Israel ou nos territórios palestinos, e os lados envolvidos concordaram em manter os detalhes em segredo Reunião de negociações de paz entre Israel e palestinos teve o apoio dos Estados Unidos
bém conhecido como “cidade velha”, é considerado o terceiro lugar mais sagrado do Islã, local onde está a mesquita de al-Aqsa e a Cúpula da Rocha (ou Domo da Rocha), de onde, acreditam os palestinos, Maomé teria visitado o céu em seu cavalo alado Burak. Estados Unidos Os Estados Unidos não reconhecem a anexação feita por Israel do leste de Jerusalém e mantêm sua embaixada em Tel Aviv. O presidente Barack Obama se opôs ao plano de construir casas para israelenses no leste de Jerusalém. Ele chegou a dizer, antes de se tornar presidente, que a tarefa de dividir a cidade seria “muito difícil de executar”.
Disputas passam pelas fronteiras Israel O primeiro-ministro israelense Benjamim Netanyahu aceita que um Estado palestino deva existir e que haverá a necessidade de cessão de partes da Cisjordânia (área tomada por Israel em 1967) para acomodá-lo. Israel já retirou suas tropas e população dos assentamentos da faixa de Gaza. O país gostaria que a área de borda incluísse os assentamentos israelenses que cresceram na Cisjordânia e Jerusalém. Entretanto, alguns membros do Likud - partido de direita que faz parte do
gabinete de Netanyahu não aceitam a ideia da coexistência dos Estados como solução para o conflito com os palestinos. Palestinos Eles querem que as negociações comecem a partir da premissa básica de que as terras tomadas por Israel em 1967 - a Cisjordânia, o leste de Jerusalém e Gaza - pertencem à futura Palestina. Qualquer área dada aos israelenses nesses locais deveria ser compensada por uma equilibrada troca de terras. Eles têm esperança de que o
reconhecimento pela ONU e a regras definidas pela União Europeia para disputa, que foram baseadas no acordo de cessar-fogo de 1967, fortaleceram a posição palestina nas negociações com Israel. Estados Unidos Os EUA concordam com a premissa palestina para o início das negociações, mas não com o seu final. Eles discordam sobre o uso das regras definidas em 1967 e sobre o fato de que a troca de terras deva ser feita com base em qualquer acordo.
Palestinos Argumentam que a segurança na região será conseguida pela coexistência estável dos dois Estados - palestino e israelense. Os palestinos querem que o Estado da Palestina seja reconhecido com o máximo de atributos de um Estado comum. O presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas, teme que um Estado com status de cliente - sem o poder total atribuído a um Estado comum - não poderia ser mantido e ficaria aberto ao controle do Hamas. Estados Unidos Aceitam a necessidade israelense por segurança, mas também compreendem que os palestinos precisam de um Estado. Entretanto, é improvável que reconheça um Estado palestino que não saia de uma negociação. O secretário de Estado americano, John Kerry, apontou o general aposentado John Allen como um conselheiro especial para tratar das questões de segurança israelenses.
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diadia@emtempo.com.br
ALEXANDRE FONSECA
‘Orelhões’ viram artigo de ‘museu’
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Golpistas ‘sugam’ DPVAT de familiares de vítimas
Oferecendo serviços, eles chegam a cobrar valores 40% acima dos normais, lucrando em cima do benefício do seguro ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO
Vítima de acidente de trânsito é socorrida em rua de Manaus: familiares de acidentados acabam caindo no golpe de estelionatários que se aproveitam da situação para ganhar o seguro DPVAT DIEGO CAJA
ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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erder um ente querido inesperadamente deixa amigos, colegas, familiares e conhecidos abalados com a história. Essa situação é pior quando a perda é provocada por um acidente de trânsito. A primeira informação, a angústia, o medo e até mesmo o desespero pode colaborar para que o familiar tenha atitudes sem pensar. Nessa ocasião, documentos são assinados, procurações são repassadas e pessoas se aproveitam da ocasião do sofrimento do próximo para tirar proveito financeiro da situação. O motivo para esse oportunismo é o valor do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), criado em 1974 e reajustado para R$ 13,5 mil – dinheiro pago para reembolso de despesas hospitalares e funerais das vítimas ou como cobertura para casos de invalidez permanente comprovada por laudo do Instituto Médico Legal (IML). O reembolso de despesas médicas e suplementares também tem cobertura que varia de acordo com os gastos feitos e comprovados com apresentação de requisição e notas fiscais originais, avaliadas em R$ 2,7 mil. Nesta semana o delegadogeral da Polícia Civil, Josué Rocha, juntamente com o presidente do Sindicato dos Cor-
retores (Sincor – AM/AC/RR), Gilvandro Guedes, e o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), iniciaram uma campanha para evitar que familiares de vítimas caíssem nos golpes de uma suposta quadrilha que se aproveita para arrancar dinheiro dos incautos, caracterizando golpe de estelionato. De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito, Luiz Humberto Monteiro, os estelionatários ficam nas proximida-
ESTELIONATO
Os golpistas fazem procuração para que os estelionatários fiquem responsáveis por recorrer ao benefício, e é nessa ocasião que modificam todos os valores em mais de 40% acima dos reais des do IML. É nesse momento que a família que perdeu seu familiar no acidente é procurada pelos famosos “atravessadores” com o objetivo de acelerarem e realizarem todos os procedimentos do velório e enterro da vítima. “Eles aproveitam e fazem uma procuração para que os estelionatários fiquem responsáveis por recorrer ao benefício, e é nessa ocasião que modificam todos os valores, aumentando os preços de caixões, floricul-
tura, velório e até mesmo do enterro, e chegam a cobrar mais de 40% dos valores reais”, explicou Monteiro. Na ocasião do lançamento da campanha, o delegado Josué Rocha destacou que a Polícia Civil está realizando investigações e destacou que é provável a existência uma máfia dentro da instituição. “Existem ações isoladas, mas que já estão sendo investigadas. Inclusive alguns servidores estão respondendo a processos administrativos por suposto envolvimento. Mas, com certeza, faremos o possível para que a ação de pessoas inescrupulosas seja inibida”, garantiu. O delegado Luiz Humberto explicou que é necessário que as vítimas procurem qualquer Distrito Integrado de Polícia (DIP) e denunciem o caso, pois é necessário para os investigadores acompanharem o o caso. “Certo que com os estelionatários a compra das flores, caixão e a sepultura sai mais rápido, pois o benefício pode demorar até 60 dias, e por isso as vítimas ficam comovidas e resolvem não denunciar”, explicou. A campanha estimula o cidadão a seguir os procedimentos para não cair nos golpes. Todo o processo é gratuito e pode ser realizado pelo Sincor, localizado na rua 24 de Maio, 220, 4º andar, Centro, em qualquer agência dos Correios e em seguradoras, em até três anos após a ocorrência do acidente.
Delegado Luiz Humberto explica que o procedimento é simples e familiares devem ficar atentos
Procedimentos são mais simples Quando o acidente termina em morte, segundo o delegado Luiz Humberto Monteiro, é necessária a realização do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após esse procedimento, o caso é encaminhado para a Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito, que por sua vez envia o processo para a Justiça como caso de homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O delegado Luiz Humberto
ainda explicou que dos casos de mortes em acidentes de trânsito o número maior de ocorrência está ligado aos motociclistas. Para Monteiro, é necessário criar outras campanhas no trânsito, não apenas a da Lei Seca, como também melhorar a sinalização de trânsito e a implantação do freio ABS (Antilock Braking System, “Sistema de Freio Antitravamento”, em português) nas motos, que evitaria
acidentes graves. O problema, porém, são os custos das motos que ficariam bem mais altos. Motivações Os acidentes sempre estão envolvidos em três motivações: imperícia, quando a pessoa dirige mal; negligência, que é o caso de dirigir veículo com qualquer tipo de problema; e imprudência, que é o caso de desobedecer as ordens do trânsito.
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Danificados, os ‘orelhões’ ainda resistem ao tempo Explosão da telefonia móvel deixou para escanteio os telefones públicos, mas quem ainda os usa reclama dos danos FOTOS: ALEXANDRE FONSECA
CHRIS REIS Equipe EM TEMPO
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as principais ruas do centro de Manaus, além das avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, ainda são encontrados telefones públicos, os “orelhões”, quase um item de colecionador, que a geração pós-celular pouco (ou nada) está familiarizada. Entretanto, mesmo ainda existindo uma demanda pelo uso dos aparelhos, a cada cinco telefones que funcionam, entre dois a três estão com problemas, não permitindo ao usuário fazer ligações. Informações da assessoria de imprensa da operadora Oi explicam que estão instalados 15 mil no Estado do Amazonas, sendo que nos primeiros seis meses deste ano foram danificados aproximadamente 20% desse número. Além disso, dados da empresa também assinalam que do total de “orelhões” que apresentam defeitos, 90% são por causa da ação de vândalos. Entre os principais defeitos
apresentados estão danos em leitora de cartões, monofone, teclado, pichações e colagem indevida de propaganda de empresas nas máquinas e protetores de fibra (orelhas). O camelô Adelson Brandão, 40, que trabalha há oito anos na avenida Eduardo Ribeiro, revela que existe uma grande procura por cartões para telefones públicos, mas há três anos a venda está caindo. No total, ele vende aproximadamente 30 cartões diariamente, no valor de R$ 4 com 20 unidades. “Muitas pessoas compram cartões mas não conseguem usar os aparelhos porque a maioria está com defeito. Elas reclamam e ainda me culpam por ter vendido o cartão”, explica. Ainda de acordo com o vendedor, apesar da ação de alguns que destroem os telefones, a culpa é da operadora que não dá manutenção. “Nesses quase dez anos, pouquíssimas vezes vieram consertar os telefones, e quando vieram demorou apenas três dias para ficar mudo de novo. Depois é muito fácil culpar a população”, critica.
Adelson Brandão, vendedor de cartões telefônicos no Centro, percebeu queda nas vendas do seu produto há três anos
Dois quebrados a cada cinco Uma das pessoas que usa os aparelhos é o corretor Paulo Victor Vasconcelos, 30, que faz as ligações por motivos de trabalho. “Tenho que ligar para telefones convencionais e usar os orelhões é bem mais em conta. Uso em média dois cartões de 40 créditos”, explica. Ele também reclama que é muito difícil encontrar um aparelho funcionando perfeitamente, mesmo na avenida Eduardo Ribeiro, onde o fluxo de
Uma ‘morte’ decretada pelos celulares
pessoas é intenso. “Às vezes tenho que ir a cinco para usar um. É complicado”, conclui. A operadora Oi, também por meio da assessoria de imprensa, esclareceu que mantém um programa permanente de manutenção dos telefones públicos e conta, ainda, com as solicitações de reparo enviadas à companhia pelo canal de atendimento 103 31 por consumidores e por entidades públicas.
Poucos telefones são utilizados pela população hoje em dia
De acordo com a operadora Oi, a migração do consumo de voz fixa (acesso individual ou telefone público) para voz móvel faz parte da evolução da telefonia em todo o mundo, inclusive no Brasil. Entre 2007 e 2012, a empresa registrou queda de aproximadamente 40% ao ano no consumo de créditos em seus orelhões, o que representa uma redução de 92% em todo este período. Pesquisas realizadas pela companhia mostram que, atualmente, o uso do orelhão é esporádico. Em 2010, por exemplo, menos de 4% da população utilizava os orelhões diariamente. Isto se deve, principalmente, à explosão do celular prépago, que, com o aumento agressivo de ofertas, deixou de ser apenas receptor de ligações e se tornou grande originador de chamadas. A maior parte dos telefones públicos encontrados nas ruas de Manaus está danificado
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A memória pede socorro IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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onstruídas em estilo art nouveau, eles simbolizaram o poder dos barões protagonistas do glorioso apogeu da borracha. Hoje, os casarões antigos, verdadeiras fortalezas do século 19, erguidas principalmente no centro histórico da cidade, são reféns de intermináveis intervenções. Para atender as novas necessidades e aos caprichos modernos, fachadas inteiras são modificadas e, não raro, têm toda a fundação demolida. Tais substituições, muitas vezes, descaracterizam e contribuem com o desaparecimento de parte importante da história. Em busca de adaptar os espaços ao conforto e encantos modernos, alguns proprietários têm adotado verdadeira “caça às bruxas” à parte da história registrada na arquitetura dos casarões antigos. Os “finados” prédios que abrigaram os cines Polytheama e Guarany, na avenida Getúlio Vargas, no Centro, são exemplos dessa perseguição ao estilo que passou, em curto espaço de tempo, de arte luxuosa e ousada para um estilo “over” e de difícil manutenção. Assim como os cinemas, mansões antigas também desapareceram do mapa, como o palacete da família Miranda Correa, em frente à praça do Congresso,
ALEXANDRE FONSECA
Apesar de iniciativas isoladas, o avanço do progresso ameaça a história da capital amazonense com a desfiguração ou mesmo a destruição total de prédios históricos e que trazem importantes informações sobre o nosso passado no Centro. As estruturas assimétricas e sinuosas da art nouveau vêm sendo substituídas pela tal simetria e seriedade do mundo moderno. As transformações não se limitaram apenas aos imóveis particulares: praças também foram adaptadas às novas necessidades da cidade, que não para de crescer. A praça da Matriz foi reduzida em prol da construção do terminal de ônibus. A praça do Congresso, antiga
PERDAS
Assim como os cinemas Polytheama e Guarany, mansões antigas também desapareceram do mapa, como o palacete da família Miranda Corrêa, demolido para dar lugar a um edifício praça Antônio Bittencourt, que depois de décadas abandonada, recebeu uma reforma que, segundo os moradores mais antigos do entorno, em nada lembra a primeira versão da área. E a praça General Osório, na avenida Epaminondas, com rua José Clemente, sucumbiu ao tempo e foi transformada em um campo de futebol. Continua nas páginas C4 e C5
Na praça do Congresso, o edifício Maximino Corrêa (à direita) tomou o lugar do belo palacete da família Miranda Correa (destaque)
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Uma triste m Moradores do centro histórico lamentam as transformações já feitas na área pelo progresso e temem que a destruição prossiga IVE RYLO Equipe EM TEMPO
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substituição do patrimônio histórico em prol do progresso é acompanhada de perto pelos moradores da cidade. “É triste ver a transformação das casas comerciais próximas ao porto. Isso faz com que se acabe com as nossas referências. A falta de incentivo do Estado, do município e dos próprios donos contribuem com essa descaracterização da nossa cidade”, apontou o consultor Luciano Silva, 38, que lembrase de acompanhar, quando criança, o pai na oficina da família, vizinha à Boate dos Ingleses, na travessa Vivaldo Lima, no Centro. O historiador Gaitano Antonaccio também lamenta a transformação das construções antigas. “O (fim do) cine Polytheama e o cine Guarany foi um absurdo. Mesmo que se fizesse um banco tinha que conservar o estilo antigo. A gente lembra com muita saudade, esses casarões davam um tom romântico à cidade e não precisa de-
predar a frente do prédio. Tem recursos hoje para você conservar”, afirma. Ele se lembra também do prédio da Saúde, que foi substituído pela atual loja dos Correios, na praça do Congresso. No centro histórico, os prédios antigos – principalmente nas proximidades da avenida Eduardo Ribeiro fazem parte das recordações de Antonaccio. “Tenho na lembrança também a praça General Osório, no Colégio Militar, ali a gente jogava futebol e tinha festival folclórico. Essas coisas deixam a gente nostálgico. Na Eduardo Ribeiro, o prédio Maximino Correa era uma casa linda. Eu vinha para cá, sentava na frente do Ideal Clube com os colegas, vendo as normalistas descendo a rua e a gente ficava paquerando. Era um castelinho lindo. Tudo isso na praça onde convivo. Então essas coisas todas deixam um pouco entristecido. O progresso parece que sempre vem de maneira predatória, você não pode proibir ou interromper, mas você pode impedir que se destruam as coisas dessa forma”, afirma.
A resistência de cada um Apaixonado pelo estilo antigo Antonaccio comprou uma casa antiga no Centro. Contudo, a residência de 85 anos já tinha sofrido muitas intervenções dos antigos proprietários. “Embaixo tinham acabado com tudo, transformaram uma casa colonial em padaria. No primeiro andar, chamei um rapaz que trabalhava com gesso, que conseguiu recuperar como era”, festeja. Os prédios da Alfândega, do Tribunal de Justiça, do mercado Adolpho Lisboa, do palácio Rio Negro, Ideal Clube, do Centro de Artes Chaminé e do Paço Municipal são alguns dos 50 monumentos listados
no livro “Entidade e Monumentos do Amazonas” de Antonaccio. Em 426 páginas, o livro resgata a história de cada um desses imóveis. “O prédio da Assembleia Legislativa está muito mexido, já não é mais o mesmo. O Centro de Artes Chaminé também já está um pouco descaracterizado, quando funcionava a empresa fornecedora de água. A praça Antonio Bittencourt era lindíssima e tinha monumentos que foram acabando. A praça Oswaldo Cruz tinha um presépio, era espetacular. Por isso tem que ter um órgão para cuidar do patrimônio histórico”, aponta. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
O histórico e o moderno, lado a lado no Centro: mudanças impostas pelo progresso atingiram o patrimônio histórico da capital amazon ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Ao redor da praça Dom Pedro II, a história se perde Palácio Rio Branco, na região da praça Dom Pedro II, é um exemplo de patrimônio histórico que consegue sobreviver ao tempo
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metamorfose ALEXANDRE FONSECA
JOEL ROSA
Chafariz da praça da Matriz: escondido por bancas de camelôs
A história e a realidade
ense, gerando contrastes que entristecem os moradores mais antigos por conta do descaso com a história representada pelos imóveis ALEXANDRE FONSECA
Na esquina das avenidas Getúlio Vargas e 7 de Setembro, agência bancária ocupou lugar do antigo cine Guarany (destaque)
Para o historiador Gaitano Antonaccio, a conservação dos prédios antigos é necessária para conhecer as origens de um povo, uma vez que eles contam a história da cidade. “O restauro é válido, porque conserva o patrimônio histórico de uma cidade. Agora, as reformas em que você desvincula do passado a fachada de uma casa pra modernizar ou até mesmo para ficar mais confortável, descaracteriza a história de uma cidade”, ressaltou. Manaus e São Paulo foram as duas capitais brasileiras que mais sofreram grande influência da art nouveau, trazida do berço Europa. Mas o que já simbolizou poder, hoje retrata a falta de zelo e de cuidado da sociedade pelo passado. Grande parte das casas têm sido abandonadas e corroídas pelo tempo, ou mesmo transformadas ao bel prazer dos proprietários. Para ele, é preciso haver maior preocupação dos gestores públicos na proteção aos prédios históricos. “O governo, a prefeitura e outros órgãos deveriam medir capacidade de recuperá-los ou transformá-los em outra obra de interesse do povo. O que não se pode é o prédio ruir e não se fazer nada nele”, analisa.
Contudo, a preocupação com a conservação das casas não deve representar o engessamento e a adoção de uma postura radical avessa a adequações. “Que patrimônio histórico é esse que só tem cheira-cola dentro e ninho de passarinho? Há que se pensar em dois aspectos: conservar o patrimônio e aquele que não é possível conservar, que já foi deteriorado. Todos nós que amamos Manaus, que temos o conhecimento de sua história, temos que defender patrimônio, mas defender até um certo limite porque toda regra tem as suas exceções”, afirma. Uma das saídas é captar auxílio de entidades de proteção ao patrimônio histórico, que oferecem programas que subsidiam o restauro de prédios antigos. “Têm verbas específicas para tratar de patrimônio histórico em todo o mundo. Tem programa do governo federal, que só era preciso apresentar projeto e eles reconstruíam, mas ninguém se interessou. Muitas vezes, nesses prédios têm viúvas, pessoas sem muito recurso financeiro e o governo tem que olhar esse aspecto também. É preciso olhar para o aspecto urbanístico, patrimonial e social do prédio”, defende.
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O lado divertido e também perigoso dos novos games Estimulantes e viciantes, os jogos em forma de aplicativos para smartphones conquistam cada vez mais adultos e crianças IONE MORENO
Rianne da Mata, aos 4 anos, já possui um jogo de smartphone preferido e sabe muito mais que a própria mãe: diversão inspira maior atenção dos pais com crianças para evitar problemas GUILHERME ALVES Equipe EM TEMPO
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uem já teve um Atari, o “must” da década de 1980, Mega Drive ou Super Nitendo, dos anos 1990 para cá, sabe que estes jogos, enquanto estavam no auge, eram aparelhos caros. Hoje a realidade está ficando cada vez mais diferente. Smartphones e tablets têm ocupado lugares até mesmo do desktop – mais conhecido como Personal Computer (PC) – com facilidades de acesso a esses games cada vez maiores. Com isso, um novo momento para a invasão dos jogos vem se criando. Os aplicativos para celular são febres sem hora nem dia para surgir, muito menos para acabar. Por meio deles, em sua maioria grátis, os mais diferentes públicos possíveis são conquistados. Idosos, adultos e principalmente as crianças têm algum jogo preferido que dedicam, na maioria das vezes, horas a fio para alcançar o desafio proposto. Com apenas 4 anos de idade, Rianne da Mata, já possui
um jogo preferido e sabe muito mais que a mãe, a pedagoga Rosalice da Mata, 47, como fazer para acessar o aplicativo. “É muito interessante ver a evolução e ver a criança trabalhando com essa nova era. Hoje em dia as crianças são mais criativas e ágeis e alguns jogos ativam a capacidade do raciocínio
RISCOS
Para a criança, a linha que separa o aprendizado da necessidade de jogar é tênue, por isso a pedagoga Rosalice da Mata adverte a necessidade de impor limites e estimular relacionamentos lógico”, afirmou a mãe. Para a criança, a linha que separa o aprendizado da necessidade de jogar é tênue, por isso a pedagoga adverte a necessidade de impor limites e de estimular o relacionamento com pessoas, principalmente com familiares. “Em tudo isso tem que haver orientação e intervenção, im-
pondo limites neste acesso. Não se pode deixar livre, a vontade. É necessário o contato da criança com a família e com os coleguinhas. Ela não pode ter laços apenas com os jogos, apesar disto fazer parte do aprendizado, o primordial é o contato direto com a família”, explicou. Gastos Há pessoas que vão um pouco além. Para vencer os desafios e passar das fases, os joguinhos oferecem algum tipo de facilidade – desde que se gaste dinheiro. “Eu, particularmente, gastei dinheiro uma única vez, mas tem muita gente que gasta mais para poder ganhar mais força e vencer os desafios”, disse o universitário Walter Neto, jogador de Angry Birds. Segundo o “gamer”, que no ano passado gastava quatro horas por dia no jogo, o que mais prende uma pessoa nestes aplicativos é a possibilidade de estar entre os melhores, vencer todos os desafios. Os valores geralmente não ultrapassam R$ 3, o que facilita a compra contínua de vidas e níveis pelos usuários.
Popularidade e sucesso no mundo Um dos jogos mais populares dos últimos anos que já chegou próximo de 15 milhões de usuários diários, segundo o AppData, é o Angry Birds. Com uma história surreal e divertida, o jogo propõe que os diferentes pássaros controlados pelo jogador precisam ser lançados para destruir estruturas formas por porcos verdes. A simplicidade para definir o jogo é o que mais fascina nos jogos atuais de internet e smartphones. No caso do Angry Birds, o jogo foi bem além das telas LCD, cristais líquidos ou displays touch screen. Sandálias, tênis, camisas, mochilas, bonés, brinquedos e os mais diferentes objetos fazem o sucesso do jogo.
Atenção redobrada dos pais De acordo com o psicólogo Ismael Rabelo, os efeitos podem ser positivos ou negativos dos jogos, dependo de qual se refere, entretanto, os pais precisam ficar atentos. “Há vários jogos que estimulam funções executivas cerebrais como resolução de problemas e memória de trabalho. Entretanto, a grande exposição a esses jogos pode trazer alguns prejuízos. Os pais precisam controlar o tempo de acesso, bem como diversificar, sempre que possível, as atividades lúdicas e de interação com outras crianças”, alertou. Entre os danos citados que podem ser causados pelos jogos, destacam-se o sedentarismo infantil, a diminuição nas atividades e na comunicação social, que pode trazer futuras dificuldades nas relações interpessoais, além de vício. Independente da idade, é preciso estar alerta. Algumas pesquisas mostram
que quando jogamos e há algum tipo de vício no jogo, o cérebro libera substâncias semelhantes às encontradas nos cérebros de dependentes químicos. “Há estudos que apontam a liberação de dopamina - substância asso-
CIÊNCIA
Algumas pesquisas mostram que quando jogamos e há algum tipo de vício no jogo, o cérebro libera substâncias semelhantes às encontradas nos cérebros de dependentes químicos ciada à sensação de prazer – e a exposição prolongada a esses games podem produzir alterações neurológicas, o que se assemelha aos efeitos de dependência por substância química”, explicou o psicólogo.
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Ônibus possuem mais usuários na Zona Norte A
Zona Norte de Manaus é a que tem o maior número de passageiros do transporte coletivo convencional na cidade. São aproximadamente 197,7 mil pessoas que usam diariamente as 81 linhas disponíveis para aquela área. Os dados são do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que tem mapeado todos os bairros para adequar o transporte coletivo às exigências dos passageiros e investir na sua qualidade. Ainda de acordo com dados do Sinetram, em segundo lugar está a Zona Leste, com aproximadamente 133,3 mil passageiros, que tem à disposição 53 linhas. A Zona Centro-Oeste fica em terceiro lugar, onde aproximadamente 83 mil passageiros utilizam 21 linhas diariamente. Em quarto lugar está a Zona Sul, com 71,7 mil passageiros e 13 linhas disponíveis. As zonas Oeste e Centro-Sul têm o mesmo número de passageiros que usam o transporte coletivo: são aproximadamente 66,7 mil, porém a Zona Oeste possui 34 linhas e a Centro-Sul, 13. Segundo o presidente do Sinetram, Algacir Gurgacz, os
DIEGO CAJÁ
Sinetram vem estudando áreas da cidade para adequar o transporte coletivo de Manaus às exigências dos passageiros estudos são feitos em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para que as empresas do transporte coletivo convencional tenham os dados, e possam melhorar ainda mais os serviços em todas as zonas da cidade e dar conforto à população. “Estamos sempre preocupados com o bem-estar da população que utiliza o transporte diariamente. Periodicamente realizamos junto com a SMTU, um levantamento em todas as zonas da cidade para ver o número populacional de cada local, e melhorar a quantidade de ônibus, ou até mesmo criar novas linhas”, enfatiza Gurgacz. Fase “Estamos vivendo uma nova fase do transporte coletivo na cidade. A prefeitura está fazendo a parte dela, modernizando os terminais de ônibus e adotando o sistema de maior estrutura. Nós também vamos entrar em um novo momento. Queremos que a população fique cada vez mais confortável com os serviços oferecidos pelas empresas de ônibus”, assinala Gurgacz. (Leia mais na página C8)
A Zona Sul de Manaus está na quarta colocação em número de usuários do transporte coletivo, segundo dados do Sinetram
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‘Predadores’ do sistema lucram até R$ 818 mil
Proliferação dos clandestinos interfere no sistema convencional da capital, tirando-lhe pelo menos 290 mil passageiros diários
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e acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), o número de usuários do transporte coletivo convencional em Manaus poderia ser ainda maior. Os empresários explicam que o transporte irregular ainda é muito grande na cidade, o que acaba competindo de forma desleal com os ônibus. Nas zonas mais populosas da cidade, por exemplo, mototaxistas, alternativos e executivos acabam subtraindo passageiros do sistema. Dados Um estudo recente realizado pelo Sinetram sobre o transporte clandestino, ou seja, sem licitação e sem contrato, revelou que na cidade existem 697 veículos clandestinos. Eles transportam uma média de 297,7 mil passageiros por dia, e faturam aproximadamente R$ 818 mil diários, segundo estimativa do próprio sindicato, pois idosos e estudantes pagam o valor total da tarifa, sem o benefício do sistema convencional. “Os meios de transporte ir-
ERLON RODRIGUES/AGORA
regulares são predadores do sistema convencional, o que prejudica tanto os empresários, quanto os passageiros, porque nós pagamos impostos, ficamos no prejuízo e consequentemente a tarifa tem que ser onerada. Muitos deles não transportam idosos nem estudantes, além de muitas vezes não respeitarem as leis de trânsito, pois pa-
ESTATÍSTICAS
Um estudo recente realizado pelo Sinetram sobre o transporte clandestino revelou que existem na cidade 697 veículos clandestinos que transportam em média 297,7 mil passageiros por dia ram em qualquer lugar”, informou o diretor da Global Transportes, Rosano Conte. A prefeitura anunciou que vai fazer licitações para mototaxistas e outros transportes não convencionais. Com isso, espera coibir a prática do transporte irregular, uma vez que apenas os veículos credenciados poderão circular.
Transporte clandestino de passageiros afeta tanto os dados estatísticos quanto o faturamento do sistema convencional da cidade
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Plateia MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
plateia@emtempo.com.br
DIVULGAÇÃO
O autor nerd Eduardo Spohr (92) 3090-1042
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Os 75 anos de
‘O Mágico de Oz’ Clássico da década de 30 possui uma legião de fãs de varias gerações, muitos resistentes à versão em 3D que será lançada em setembro
PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
Trilha sonora ainda é referência
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úsica, fantasia e amizade. Esses são os elementos marcantes do filme estadunidense “O Mágico de Oz”, que neste ano, completa 75 anos de criação. O EM TEMPO conversou com alguns admiradores do longa que afirmam terem sido marcados, de alguma forma, pela mensagem ou ainda pela trilha sonora exibida na história infantil, que em setembro chega às telonas na versão 3D. A advogada Layana Moreira, 24, conta que o seu primeiro contato com o filme aconteceu durante a infância em uma exibição por um canal aberto de televisão. Ela afirma que, primeiramente, o que mais lhe chamou a atenção foram os contrastes das cores. O longa inicia em preto e branco e depois passa a contar com imagens coloridas. Porém, a advogada recorda que só compreendeu o contexto histórico alguns anos depois. “Primeiro fiquei surpresa com a forma que utilizaram as cores. A criança, dependendo da faixa etária, não costuma analisar a história. Por isso, só mais tarde, consegui entender a mensagem que o autor quis transmitir, do final feliz de uma menina junto com seus amigos”, conta. De acordo com Moreira, o texto ganha distinção das produções atuais ao mostrar o final feliz da personagem principal, Dorothy, como o resultado da união entre ela e seus companheiros de jornada. “Esse filme é diferente porque dá ênfase à importância da amizade”, comenta. A advogada conta que passou a colecionar materiais que homenageiam o filme. Para ela, a produção do clássico em 3D deixa de transmitir a originalidade do contexto histórico. “As imagens antigas nos transmitem nostalgia”.
Além da trilha sonora e do enredo, as imagens em preto e branco marcaram o filme
“Oz, mágico e poderoso” é a nova roupagem do clássico que irá estrear em setembro
O jornalista Joaquim Marinho,70, também admira o longa-metragem. Ele lembra que assistiu ao filme pela primeira vez aos 25 anos de idade. A aquisição de uma cópia, em DVD, lhe permite ter acesso à história infantil a qualquer momento. “Durante todo esse tempo acredito que já assisti a esse filme umas cinco vezes e sempre que tenho vontade o vejo novamente”, cita. Para o jornalista, a característica determinante do filme está na sua trilha sonora, que é composta por 16 músicas como “Over the Rainbow”, “If I Only Had the Nerve” e “Home Sweet Home”. Ele conta que em algumas ocasiões nem chega a ter atenção nas cenas, mas no contexto musical. “Considero esse trabalho como um dos melhores no quesito musical. Ele vem acompanhado do ‘Dançando na Chuva’, que é outra superprodução”, ressalta. Quanto às veiculações em três dimensões, Marinho afirma ser contra. Para ele, o filme, ao receber inserções eletrônicas, perde a “essência”. “Tem gente que vai ficar cego. Sou contra a modificação das filmagens. Se a história começa em preto e branco e depois ganha cores, como vai ser essa exibição em dimensões? Ele deveria ser repassado na forma original”, sugere. O jornalista e professor universitário, Tom Zé Costa, conta que também admira “O Mágico de Oz” pela composição musical. Ele lembra que os trabalhos voltados à música e à dança eram caracterís-
ticas artísticas marcantes, na década de 70. “Esse filme marcou aquela época. Ainda hoje é lembrado pela combinação entre técnicas cênicas e música, que resultam em um belo trabalho. Hoje, os cinemas não investem nesse tipo de produção”, comenta. Costa ainda disse que ficou admirado ao ver o filme “Os miseráveis” arrematar a premiação do Oscar por se tratar de uma adaptação de musical da Broadway. Ele acredita que o gênero musical não é mais bem recebido no meio cinematográfico. “Assim como eu, muitos ficaram assustados ao ver a classificação do Oscar, porque os musicais não têm mais espaço nos cinemas. Dificilmente veremos uma produção dessas com música do início ao fim. Seria uma ousadia para os dias de hoje”, avalia. Clássico O longa é uma adaptação do livro homônimo escrito pelo norte-americano Lyman Frank Baum. Em 1938 a empresa Metro-GoldwynMayer Inc (MGM) comprou os direitos de adaptação sobre a obra. As filmagens iniciaram neste mesmo ano e só foram concluídas em março de 1939. Porém, o público só conheceu o resultado cinco meses depois, quando entrou em cartaz. O roteiro do filme foi adaptado por Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar Woolf. A direção foi assinada por Victor Fleming, Richard Thorpe, George Cukor e King Vidor. O figurinista foi Adrian Greenburg.
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>> Contribuição . Durante reunião realizada esta semana, representantes da Suframa levaram ao Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) uma sugestão para que as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), associadas à entidade, firmem compromisso de colaborar com a revitalização do Distrito Industrial.
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
. A ação na área foi iniciada com a reconstrução das vias promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado do Amazonas (Seinfra) com recursos federais garantidos pela Suframa e o aval da Prefeitura de Manaus, responsável pela área.
>> Segundo semestre . Em seu primeiro pronunciamento após o recesso parlamentar, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Josué Neto, destacou que neste segundo semestre o foco do Poder Legislativo estará voltado para fortalecer as comissões parlamentares e suas atividades técnicas e legislativas.
. As empresas podem contribuir com o objetivo de tornar a região, que abriga o maior parque fabril de Manaus, uma área completamente recuperada, tornando-a mais atrativas àqueles que lá circulam e trabalham. Assim, além da recuperação das ruas, já em andamento, a proposta é de que as empresas revitalizem seus entornos, recuperando fachadas, passeios e áreas verdes da região.
. Outro foco do presidente será a promoção de audiências com os deputados nos municípios neste semestre, para ouvir a população dessas localidades e suas reivindicações.
CÉSAR CATINGUEIRA
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>> Niver . O colunista Júlio Ventilari comemora hoje seus 50 anos. . A festa será num brunch, a partir de 10h30, no Elegance, com boa parte do society local presente.
Jéssica e David Tayah enchendo de charme evento cinco estrelas na cidade
>> Congresso
>> Objeto de desejo
. Acontece em Manaus, entre os dias 27 e 30 de novembro, o 2º Congresso Pan-Amazônico de Oncologia.
. Se você quer estar sempre em contato com o seu filho, mas não quer que ele tenha acesso à tecnologia desenvolvida para adultos, a gente tem uma dica. O OwnFone é um aparelho desenvolvido para facilitar o entendimento dos pequeninos. Disponível em diversas versões, o celular não possui teclado, nele as teclas foram substituídas por imagens ou nome da pessoa com quem a criança deseja falar. Papai, mamãe, emergência.
. Trata-se de uma iniciativa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas – FCecon, que tem atuado no fomento das discussões e aprimoramento técnico dos profissionais que atuam na área da saúde, especialmente na assistência ao paciente oncológico. . Farão parte da programação do evento o 2º Congresso de Enfermagem Oncológica da Região Amazônica, a 4ª Jornada de Radiologia e o 5º Simpósio Amazonense de Oncologia Cutânea. Info-line: conta to@panamazonicodeoncologia.com.br, ou pelos fones: 3655-4774 e 3655-4703. Os profissionais envolvidos são de primeiríssima linha.
Emmily Araújo, na festa que comemorou os 15 anos de Ester Costa
Ester Costa, estrela principal de sua festa-début, que movimentou o Vieiralves
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Evento ‘Manaus bem na foto’ terá terceira edição PRISCILA CALDAS Equipe EM TEMPO
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terceira edição do festival “Manaus bem na foto” está programada para acontecer em outubro. Exposições fotográficas, palestras e oficinas fazem parte do evento, que neste ano deve contar com a participação de dez artistas visuais em nível nacional. O tema a ser apresentado é “O papel social da fotografia”. A data e os locais que vão sediar a mostra serão definidos pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). O coordenador do festival, Alexandre Fonseca, informa que diferentemente das primeiras edições que tinham periodicidade de dez dias, neste ano o evento acontece somente em cinco, nos horários da manhã, tarde e noite. Segundo ele, a ideia é reforçar o quadro programático de forma que as pessoas possam ter acesso às atividades em algum momento do dia. “As pessoas poderão assistir às palestras e também conferir as exposições”, explica. Na abertura do evento, o público também pode par-
GISELE GOMES/DIVULGAÇÃO
Evento promove interação entre artistas visuais locais e nacionais, além da população geral que gosta de fotografia ticipar da “Maratona fotográfica”, um movimento que reúne maior número possível de pessoas que saem pela cidade em busca de registros fotográficos das belezas existentes na capital, sejam de paisagens arquitetônicas ou naturais. “As imagens feitas pelas pessoas dão origem a uma projeção fotográfica,
FORMATO
Diferente das primeiras edições que tinham periodicidade de dez dias, neste ano o evento acontece somente em cinco, nos horários da manhã, tarde e noite, uma forma de dar mais dinâmica que será exibida em um telão, durante o evento”, conta. Segundo Alexandre Fonseca, o nome selecionado para o evento deste ano tem como proposta expor a função da fotografia na sociedade. “Vamos discutir sobre o tema. É importante entendermos a missão que temos ao registrarmos uma fotografia”.
“O papel social da fotografia” é o tema dessa edição
TEATRO DIVULGAÇÃO
No palco, a atriz mostra as dificuldades de uma faxineira no espetáculo “Muito Viva”
Cláudia Rodrigues em Manaus A comédia “Muito Viva” chega a Manaus para duas apresentações no Teatro Direcional, nos próximos dias 24 e 25. A peça trata sobre as dificuldades que uma faxineira, interpretada por Cláudia Rodrigues, enfrenta sobreviver num mundo repleto de situações inusitadas. No decorrer da comédia, a faxineira Litinha revela suas intimidades e também a de outros personagens que tomam forma diante do público. Com humor cáustico, mas repleto de compaixão, o espetáculo é o retrato de mulheres oprimidas que lutam diariamente por independência. Reflexão Com direção de Ernesto Picollo e texto de Rogério Blat, “Muita Viva” emociona e surpreende, trazendo uma reflexão divertida sobre as frustrações, vitórias e desejos comuns a todos os
seres humanos. A atriz Cláudia já viveu diversas domésticas na TV. Interpretou a Sirene, no programa “Sai de Baixo” e a Marinete, em “A Diarista”. Também atuou em diversas novelas da
SERVIÇO “MUITO VIVA”, COM CLÁUDIA RODRIGUES Onde: Teatro Direcional, Manauara Shopping Quando: Dia 24/8, às 20h e 25/8, às 19h Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia entrada) Pontos de Bilheteria do Vendas: Teatro Direcional e Ingresse www. ingresse.com.br Informações: (92) 3342-8030
TV Globo e no programa de humor “Zorra Total”. O elenco também conta o jovem ator Ítalo Guerra. Comédia Outra atração de humor do Teatro Direcional será no dia 10: “Paulinho Serra em pedaços”. Os ingressos já estão à venda. Como fio condutor, Paulinho Serra usa um texto de stand-up comedy que leva o ator a encenar personagens marcantes de sua carreira, como o “Traficante Gay”. O espetáculo apresenta ao público a versatilidade do ator, que também entra em cena de cara limpa. Nesses momentos, ele cita fatos que aconteceram durante sua vida, com muito humor e talento. Os ingressos para o espetáculo dele custam R$ 35 (meia) / R$ 70 estão à venda na bilheteria do Teatro e no site Ingresse.com.br.
Convidados locais e nacionais Entre os nomes que compõem a lista de convidados estão Matheus Sá, de Recife; João Ramid, de Belém; Márcio Vasconcelos, do Maranhão; e Roberto Cômodo, que é um advogado que vem do Rio de Janeiro. Ele vai palestrar sobre direitos autorais. No rol local fazem parte os fotógrafos estão Raphael Alves, Alberto César Araújo, Jimmy Christian, Gedeon Santos, entre outros. De acordo com Fonseca, os profissionais convidados foram selecionados com base nos trabalhos de pesquisas que têm como foco o comportamento humano. “Não só os nomes que vêm de fora, mas os locais também receberam esse critério como escolha. Todos que estarão presentes na mostra exibem projetos que contemplam essa visão”, comenta. O grupo de artistas visuais ainda vai apresentar
seus trabalhos na mostra coletiva “A escrita da luz”. O coordenador informa que as inscrições poderão ser feitas por novos participantes, gratuitamente, a partir do próximo dia 19, por meio do e-mail manaus-
NOMES
Entre os convidados estão Matheus Sá, de Recife; João Ramid, de Belém; Márcio Vasconcelos, do Maranhão; e Roberto Cômodo, que é um advogado que vem do Rio de Janeiro bemnafoto @gmail.com ou pela página do evento do Facebook. “Vamos fazer um evento inaugural no dia 19 na livraria Saraiva, no Manauara Shopping, às 19h. A partir daí, o público poderá enviar seu portfólio”.
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RESENHA
Que malvado que nada PERFIL
ÉRICO CINEMEIRO* Equipe EM TEMPO
Q Érico Cinemeiro, jornalista e cinéfilo
uem assistiu “Meu malvado favorito 2” deve concordar comigo em uma coisa: a continuação consegue ser melhor e mais engraçada que o filme original, fato raro de ver ultimamente nos cinemas. A animação é tão boa que nem sentimos os 98 minutos passarem e quando damos conta já estamos nos emocionando e sorrindo com a cena final. Quando assisti, crianças e adultos aplaudiram de pé ao final da sessão! motivo? Bom, isso aí só assistindo para descobrir. Para aqueles que ainda não conhecem a história, vale a pena lembrar. Em 2010 entrava em cartaz nos “Despicable Me” que no Brasil ganhou a tradução de “Meu Malvado Favorito”. A animação mostrava Gru (dublado por Leandro Hassum), tentando se tornar o maior vilão da Terra com planos de até roubar a Lua. O que ele não esperava é que três simpáticas garo-
tinhas, as irmãs Agnes, Edith e Margô, fossem surgir na sua vida e mostrar que por debaixo daquela pinta de malvado, existia um sujeito simpático que acaba adotando as três. Como todo vilão que se preze, Gru também possui ajudantes, as criaturas amarelas chamadas Minions que, às vezes, atrapalham mais do que ajudam. Em “Meu malvado favorito 2” toda a turma está de volta e ainda tem uma nova personagem, Lucy, que veio para roubar a cena junto com Agnes (a filha caçula) e os hilários Minions. A trama é a seguinte: Gru, agora um pai dedicado que vive para cuidar de suas três filhas, é convocado pela “Liga Anti-vilões” com o objetivo de encontrar um megavilão que se escondeu em um shopping. Para ajudálo é convocada a agente Lucy que, assim como ele, possui várias armas extravagantes. E é nesse clima de espiona-
gem estilo James Bond, com Gru tentando salvar o mundo enquanto resolve seus problemas familiares, que o filme se desenrola e rouba a risada do público com as situações mais inusitadas. Vale ressaltar mais uma vez a participação dos pequenos Minions, que agora ganham um espaço maior na história e que são os responsáveis pelos números musicais que recheiam o longa. Não é à toa que “os amarelinhos” caíram no gosto do público de uma forma tão grande que já está previsto, para 2014, um filme só com eles. Outro ponto forte é a dublagem. Leandro Hassum e Maria Clara Gueiros (Gru e Lucy) conseguem dar o tom certo aos seus perso-
nagens, e os cinéfilos mais atentos com certeza perceberam a voz rouca de Sidney Magal no exótico vilão latino “El Macho”, que é “caçado” por Gru e Lucy. “Meu malvado favorito 2” é um filme indicado para toda a família e com certeza o remédio certo para quem quiser dar boas gargalhadas e até se emocionar em alguns momentos, pois apesar de ter a “missão” de divertir, o filme deixa bem claro que a família, ou o cuidado com ela, é na verdade o tema principal de toda a aventura. Se no primeiro longa Gru descobre que tem jeito para ser pai, no segundo ele percebe que também sabe amar e que de malvado realmente ele não tem nada.
Se no primeiro longa Gru descobre que tem jeito para ser pai, no segundo ele percebe que também sabe amar e que de malvado realmente ele não tem nada”
Ketlen Nascimento faz show eclético hoje, no Manaus Plaza
Trio Orfeu apresenta set list dedicado à música brasileira
Inscrições prorrogadas para cursos de artes em Parintins
Hoje, a cantora Ketlen Nascimento fará uma mistura de ritmos em duas horas de apresentação – das 18h30 às 20h30 - também na praça de alimentação do Manaus Plaza. Apaixonada pela cultura regional, a artista promete apresentar canções autorais e de artistas locais, como Aníbal Beça e Nilson Chaves. A família poderá participar do jogo Roleta de Prêmios, uma brincadeira divertida, com direito a brindes para os participantes. E os pais poderão, ainda, levar para casa uma lembrança especial desse momento familiar: uma caricatura de pai e filho assinada pelo ilustrador Adam Diger. Para participar, os clientes deverão apresentar nota fiscal de compra em valor igual ou acima de R$ 200, no estande da campanha, instalado no primeiro piso do empreendimento. Já para garantir a caricatura, basta o cliente apresentar nota fiscal do valor de R$ 30, no posto da campanha.
O Millennium Shopping deu início ontem a sua programação musical de agosto. Durante todo o mês, os clientes poderão conferir shows gratuitos dos mais diversos estilos musicais, sempre na praça de alimentação do centro de compras Aos domingos a apresentação fica por conta do trio Orfeu, que vai estrear um novo repertório, segundo afirmou o saxofonista Ulisses Abtibol. “Vamos experimentar um repertório mais popular, com músicas de cantores como Guilherme Arantes, Emílio Santiago e Luan Santana. Também vamos apresentar novos arranjos para as músicas do grupo Roupa Nova, que sempre faz muito sucesso”, afirmou. Todas as apresentações são gratuitas e acontecem na praça de alimentação do Millennium Shopping. O centro comercial está localizado entre as avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, na Chapada.
Inscrições prorrogadas para os cursos artísticos oferecidos no bumbódromo, em Parintins, mais o anúncio de vagas ampliadas de acordo com a demanda, além da instalação de unidades do mesmo formato nos municípios de Itacoatiara e Tabatinga até o próximo ano. Essas foram as resoluções tomadas pelo governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, diante do sucesso absoluto da implantação do projeto de concessão de cursos artísticos e técnicos na Ilha Tupinambarana. Para se ter uma ideia, das inscrições abertas de 29 a 31 de julho, 1.226 pessoas registraram inscrição para 1.401 vagas disponíveis, sendo que houve prorrogação para os dias 1º e 2 de agosto. Para mais informações sobre os projetos, ações e editais públicos acesse www. facebook.com/culturadoamazonas.
‘ESCRITÓRIO’
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Batukada no site www.radiobatukada.org.br. No local, haverá chope liberado das 15h às 18h e transmissão dos jogos do Flamengo contra Atlético Mineiro, e do Botafogo contra o Vasco. Os ingressos serão vendidos na entrada do Lappa ao valor de R$ 30 para homens e R$ 20 para mulheres. Informações mais detalhadas somente pelos telefones (92) 8236-4657 e 9108-9405.
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Os cantores Adriano Arcanjo, Raniel Lucas e Hêmilly Lira, além das bandas Samba & Cevada e Cuka Fresca agitarão a segunda edição do projeto “Escritório do Samba”, que será realizado hoje, a partir das 15h, no Lappa Bar, localizado na rua Rio Mar, no Vieiralves, com chope liberado e transmissão ao vivo dos principais jogos de futebol. Os cantores farão participações especiais nas apresentações das bandas. São artistas que fazem parte do casting da Jacc Produções, que é responsável pelo evento e pela produção artística de cada atração. O projeto também possui a assinatura da Jacc, que todos os domingos vai produzir um repertório que busca o resgate do samba de raiz e de cantores que fizeram história nesse estilo musical. O “Escritório do Samba” também é transmitido ao vivo por meio da rádio web
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Cinco atrações agitam o domingo
Adriano Arcanjo é uma das atrações do “Escritório do Samba”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo Novela da novela No fim de toda a questão, verifica-se que entre corta ou não corta o cabelo da Marina Ruy Barbosa em “Amor à Vida”, todos saíram ganhando. A novela acabou se fortalecendo com a discussão e a atriz nunca foi tão procurada para fazer comerciais. Tá em todas Luís Melo, muito na dele e meio sem querer, estará em cartaz em três horários diferentes, a partir desta segunda-feira. Na Globo em “Amor à Vida” e “O Cravo e a Rosa”, em estreia no “Vale a Pena...”, além da “Casa das 7 Mulheres” no Viva. E tudo, dizem, pelo mesmo salário. Primeiro programa O técnico Tite, Corinthians, será um dos convidados do “Baita Amigos”, programa do Neto, que estreia amanha, segunda, às 20h30, no canal Bandsports. Cuca, Atlético Mineiro, e Dorival Jr, Vasco da Gama, também são esperados, mas ainda não confirmaram presença. Tranquilo Gugu Liberato tem demonstrado muita tranquilidade em relação ao seu futuro. De volta ao Brasil, depois
GLOBO
Primeiros nomes Taís Araújo, Alexandre Nero e Otávio Augusto são alguns nomes cotados para o elenco de “Além do Horizonte”, novela de Carlos Gregório e Marcos Bernstein, substituta de “Sangue Bom” na Globo. Núcleo do Ricardo Waddington, com as primeiras cenas rodadas no Amazonas.
de quase um mês entre Portugal e Estados Unidos, só a partir de amanhã ele voltará a ter contato com os assuntos profissionais. Reality A Floresta, empresa de conteúdo da Elisabetta Zenatti, iniciou a produção de dois realities shows, que misturam personagens reais e atores. Os detalhes desses programas ainda são sigilosos, mas em breve serão apresentados nas emissoras interessadas, para a devida avaliação. Reality 2 Em relação a um deles, tudo vai girar em torno do universo dos médicos, em seus campos de atuação. Há o desejo, inclusive, de se montar o elenco com atores que realmente são formados em medicina. Os pilotos deverão ser gra-
vados nas próximas duas ou três semanas. Aniversário A CAT - Central de Atendimento ao Telespectador - da Globo News acaba de completar um ano de operações, com cerca de 200 mensagens recebidas diariamente. Para comemorar a marca, o “Globo News Literatura” irá apresentar uma dica de livro ou escritor enviada por um telespectador. Na estreia, no dia 09 de agosto, o livro escolhido será “O Sofá Laranja”, de Fania Szydlow Benchimol. Botou no banco No próprio SBT já se brinca sobre “Carrossel”, que amanhã será reprisada a partir das 18h30. A novela, segundo eles, se transformou no “Chaves” dos próximos anos. Botou o mexicano na reserva.
FANTÁSTICO
Dr. Drauzio fala sobre autismo
• Agora vem a notícia que a Dani Calabresa nem chegou a gravar piloto do “MLo sabe no lo sabe”... • ... Aliás, ainda não há uma definição na Band sobre início de produção do programa... • ... Não será nenhuma surpresa, inclusive, se resolverem deixar para o ano que vem. • Astrid Fontenelle já está gravando nova temporada do “Chegadas e Partidas”, do GNT. • Pessoal da novela “Joia Rara”, próxima das 6 na Globo, usou as instalações do parque Beto Carrero, em Santa Catarina, para novas gravações.
Seriado de Montenegro Se tudo correr como se planeja, a série “Doce de Mãe”, protagonizada por Fernanda Montenegro, terá um total de 15 episódios e estreia, provavelmente, com a programação de abril em 2014. Será um trabalho do núcleo do Guel Arraes, com redação-final e direção-geral de Jorge Furtado. Os textos estão quase concluídos e as gravações devem começar, entre novembro e dezembro.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini Depois de 10 dias de férias na Espanha, Nilton Travesso está pronto e preparado para a direção do próximo Teleton. O SBT já definiu a exibição do programa, em dois dias como sempre aconteceu, para 25 e 26 de outubro. A préprodução, a partir de agora, será acelerada.
Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br
REPRODUÇÃO
Folclore e tradição
Médico retorna hoje ao programa semanal para apresentar série que fala da doença
Conhecido por tratar na TV de temas como Aids, obesidade e tabagismo, o oncologista Drauzio Varella volta ao ar na série “Autismo: Universo Particular’’, que estreia hoje, no “Fantástico’’ (Globo). O transtorno também é um tema presente em “Amor à Vida’’ (Globo), com a personagem Linda (Bruna Linzmeyer). “Há uma relação casual com a novela. É muito importante que as famílias saibam o que é a doença, para reconhecer em seus filhos as primeiras manifestações’’, diz Varella, que pensou na série há pouco mais de dois anos. “Há sempre o interesse em discutir o assunto, porque o diagnóstico leva muito tempo para ser feito’’. Segundo o médico, a inspiração para o quadro veio após a sanção da lei nº 12.764, a Lei Berenice Piana, que assegura aos autistas os mesmos direitos das pessoas com necessidades especiais. A lei vai ajudar na abordagem usada pela série, que ainda mostrará a diferença no tratamento dos autistas cujas famílias
dispõem de recursos e as que utilizam serviços públicos. “As escolas são obrigadas a aceitar os autistas como alunos, mas não adianta se não dispõe de estrutura nem de profissionais preparados’’, diz Varella. Histórias O primeiro episódio de “Autismo: Universo Particular’’ retrata a história dos irmãos Thomas e Nicolas, de Curitiba. Ambos têm o transtorno, mas com sintomas distintos. O doutor em neurologia José Salomão Schwartzman, que também participa do quadro do “Fantástico’’, acompanha eles desde a infância. “Um tem sintomas clássicos do autismo, como a pouca fala. O outro é bom em matemática, mas não possui interação social’’, comenta. “Esses meninos têm o privilégio de ter uma família comprometida com os cuidados deles. O ambiente possibilita um melhor tratamento’’, analisa o especialista. Segundo Schwartzman, que já participou de outros
quadros e reportagens do dominical, a nova série vai aproximar as pessoas do assunto. “Não adianta as pesquisas sobre o autismo ficarem na torre de um castelo, longe da realidade. Esse quadro é a chance de fazer com que as coisas que são restritas a universidades cheguem ao grande público’’, aponta. Para Varella, a série também é uma oportunidade de esclarecer mitos em relação ao transtorno. “O autismo é crônico e não tem cura. É um mito dizer que há cura com tratamento. O que se pode fazer é melhorar as condições das pessoas para enfrentar o mundo externo’’, alerta. Em mais um projeto para a TV, o médico revela que é preciso ser delicado ao tratar de histórias reais e que há uma preocupação em traduzir a linguagem científica para uma que seja mais acessível. “Nem sempre é fácil. Não há dificuldade em estar na TV. O desafio está em como abordar os temas.” Por Alex Francisco
Segundo a antropóloga Maria Laura Cavalcanti, “a palavra folclore provém do neologismo inglês folk-lore (saber do povo) cunhado por Williem John Thoms, em 1846, para denominar um campo de estudos até então identificado como “antiguidades populares” ou “literatura popular”. Nesse sentido amplo de “saber do povo”, a ideia de folclore designa muito simplesmente as formas de conhecimento expressas nas criações culturais dos diversos grupos de uma sociedade. A autora nos informa, ainda, que a definição de folclore ou o conjunto de atividades culturais que a enfeixam, na verdade é muita complexa, cuja compreensão só se é possível aventar através do conhecimento sobre a própria história do folclore, suas variantes conforme o tempo. Definição Definir, portanto, o que é folclore é uma tarefa difícil e cheia de riscos, ainda mais em se tratando de encontrar um veio nodal no qual o Estado tenha que seguir com o intuito de programar suas políticas para este segmento específico. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP reconhece o “caráter dinâmico e diverso da cultura, o que significa não condenar as transformações inerentes a dinâmica da vida social. O ‘tradicional’ não é resíduo do passado, e, sim, um conjunto de práticas sociais presentes, que se reproduzem por meio do trabalho e do poder de recriação de seus agentes, restituindo sua identidade cultural”. O que pretendemos dizer é que há uma diferença entre uma autêntica manifestação do fol-
clore e da cultura popular com “recriações” que tomam como matéria principal elementos do folclore. O folclore e cultura popular é, portanto, parte de uma vida social, ele participa de uma dinâmica própria, marcado pela herança e é reconhecido por sua comunidade e seus pares. Diante de tais preceitos é importante que se faça a distinção daquilo que é parte da vida social de uma dada comunidade, reconhecida por ela e por seus membros, de outra que é meramente induzida por interesses do mercado onde o principal exemplo, como já citei aqui um sem-número de vezes, é o boi de Parintins. Tema Este artigo não pretende esgotar o assunto, basta dizer que ainda existem no campo do folclore e cultura popular caminhos importantes a serem discutidos (e o são em certo sentido), como por exemplo, o conflito entre o erudito e o popular (que não são de forma algum antagônicos), o clean e o rústico, o ingênuo e o sofisticado, entre outros. Mas é certo que somos permeados de conceitos embaraçados e desvios quando se trata do assunto. O próprio Boi de Parintins é um elemento que perdeu a sua natureza folclórica pois a comunidade não participa da festa em cuja estrutura alguns poucos são “contemplados” pela “herança” do jogo capitalista. O mesmo acontece há muitas danças ditas “tradicionais” em Manaus. O conceito aqui é visto por um viés tradicional já ultrapassado há muitas décadas por pesquisas específicas na área. Mas isto é tema para um outro artigo.
Márcio Braz é ator, diretor, cientista social e do Conselho Municipal de Política Cultural
Ainda existem no campo do folclore e cultura popular caminhos importantes a serem discutidos (e o são em certo sentido), como por exemplo, o conflito entre o erudito e o popular”
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Programação da TV
REPRODUÇÃO
18:30 Domingo Espetacular
SBT 5:30 Jornal da Semana 6:00 Arnold 6:30 Pesca Alternativa 7:30 Brasil Caminhoneiro 8:00 Aventura Selvagem 8:30 Vrum 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Domingo Legal 14:00 Eliana 18:00 Vamos Brincar de Forca 18:45 Sorteio da Telesena 19:00 Programa Sílvio Santos 23:00 De Frente com Gabi 0:00 True Blood 1:00 O Mentalista 2:00 Rizzoli & Isles 4:30 Igreja Universal
RECORD
“Inxkenta” é um dos quadros de sucesso do “Pânico na Band”
Horóscopo
BAND
22:15 Tela Máxima
4:45 Bíblia em Foco 5:00 Santo Culto em Seu Lar 5:30 Desenhos Bíblicos 8:00 Record Kids 9:00 Amazonas da Sorte 10:00 Record Kids 12:00 Tudo a Ver 14:00 Programa do Gugu
0:15 Programação IURD
GLOBO 4:40 Sagrado 4:55 Santa Missa em Seu Lar 5:55 Amazônia Rural 6:02 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7:00 Globo Rural 07:55 Auto Esporte 08:30 Esporte Espetacular (Grand Prix de Vôlei Feminino - Brasil x EUA) 11:25 Temperatura Máxima 13:00 Esquenta! 15:00 Futebol 2013: Campeonato Brasileiro – Flamengo x Atlético MG 17:00 Domingão do Faustão (Papa Francisco: Cerimônia de Despedida - dentro do Domingão) 20:00 Fantástico 22:05 Revenge 23:35 Domingo Maior 00:40 Sessão de Gala 2:45 Corujão 4:20 Festival de Desenhos
Cinema
05:00 igreja mundial 05:50 popeye 06:30 santa missa no seu lar 07:30 fé na verdade 08:30 ação na tv 09:30 mackenzie em movimento 09:45 infomercial polishop 10:45 verdade e vida 11:00 irmão caminhoneiro boletim 11:05 pé na estrada 11:35 gol, o grande momento 11:55 de olho na copa 12:00 formula truck etapa cascavel 13:30 band esporte clube 14:30 futebol 2013campeonato brasileiro 16:50 terceiro tempo fórmula indy gp de mid ohio/eua 19:15 as detetives 20:15 só risos 21:00 pânico na band 00:00 canal livre
01:00 alex deneriaz 01:35 show business reapresentação 02:25 o encantador de cães 02:35 oscar desenho 03:00 igreja mundial
REDE TV 6:30 Igreja Internacional da Graça 7:30 Igreja Internacional da Graça 8:30 TV Kids 9:00 TV Shopping Manaus 10:00 Super Oferta 10:30 A Questão É 11:00 Igreja Internacional da Graça 12:00 Fique Ligado 13:00 Esporte Performance 14:00 Encircuito 15:30 A Questão É 16:00 TV Kids 16:45 Video Mania 17:30 Ritmo Brasil 18:10 O Último Passageiro 19:30 Te Peguei 20:30 Teste de Fidelidade 22:30 TV Shopping Manaus 23:30 Dr. Hollywood 0:30 É Notícia 1:30 Bola na Rede 2:30 Igreja Internacional da Graça
Cruzadinhas
GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Mercúrio se atrita com Netuno e os pensamentos tendem a perturbar a natural fluência dos sentimentos. Não tente explicar nem racionalizar demais seus atos.
ESTREIA
REPRODUÇÃO
TOURO - 20/4 a 20/5 As amizades lhe parecem mais inspiradas e inebriantes do que os compromissos com a família. É preciso conciliar estes dois convívios. Nem toda relação aberta demais é boa. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 A desorganização no trabalho não pode ser compensada por intuição ou por ideias inspiradas. É preciso ter um sentido prático nas ações, além de inspiração no coração. CÂNCER - 22/6 a 22/7 É preciso uma compreensão mais ampla de sua atitude diante do dinheiro, inclusive vendo se seus planos não são sonhadores demais. As belas ideias lhe encantam demais. LEÃO - 23/7 a 22/8 Seus sentimentos se mesclam com os de outras pessoas, e tudo se passa sem conseguir diferenciar o que é seu e o que é do outro. Atenção para não se confundir demais. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Você está sensível demais com amigos e parceiros. Nem tudo o que você sente ou percebe é mesmo real nessas relações. Há muita imaginação e delírio em cena. LIBRA - 23/9 a 22/10 Há atividades interessantes a serem desenvolvidas junto aos amigos. Mas pode haver algo de excessivamente visionário nisso. Os afazeres de rotina precisam de nova ordem. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Os sentimentos amorosos estão exaltados, mas podem não corresponder muito bem àquilo que você pode efetivamente viver neste dia. Inspiração criativa ampla e sonhadora. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A amplitude dos ideais e pensamentos deve ser organizada, ou você pode se perder neles. Com o esforço adequado, poderá entender melhor a situação familiar. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Você se comunica de uma maneira que nada fica muito claro, nem para você nem para os outros. Procure dar contornos nítidos ás ideias e àquilo que está querendo comunicar. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Você tende a perceber em si mesmo e nas outras pessoas potenciais que na verdade não têm. Não se iluda também com aquilo que as pessoas podem lhe oferecer ou prometer. PEIXES - 19/2 a 20/3 Suas avaliações a respeito do trabalho tendem a estar fora de foco. Você imagina coisas que não existem, mas que muito provavelmente desejaria que existissem.
Os Smurfs 2: Livre. EUA. O malvado feiticeiro Gargamel continua determinado em roubar a Essência dos Smurfs e criou, para esse efeito, duas pequenas criaturas que são muito semelhantes às adoráveis criaturas azuis, no entanto, as suas semelhanças físicas não são suficientes para os aproximar da misteriosa essência porque esta pertence, única e exclusivamente, ao Mundo dos Smurfs e só pode ser controlada pelos verdadeiros Smurfs. Playarte 1 – 13h30 e 15h40 (3D/dub/diariamente); Playarte 5 – 13h45, 15h55, 18h05, 20h15 (dub/diariamente) e 22h25 (dub/sexta e sábado); Playarte 6 – 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 (dub/diariamente) e 23h20 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 1 – 11h (dub/somente sábado e domingo), 13h30, 16h10, 18h40 e 21h20 (dub/diariamente); Cinemark 4 – 12h40, 15h20, 18h, 20h40 (dub/diariamente) e 23h10 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 6 – 11h40 (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h10, 16h50 e 19h30 (3D/dub/ diariamente); Cinemais Millennium – 14h40, 16h50, 19h10 e 21h20 (3D/ dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h10, 16h10, 18h20 e 20h30 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h10 e 16h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h40, 17h, 19h e 21h10 (dub/diariamente). Red 2 – Aposentados e Mais Perigosos: EUA. 14 anos. Frank Moses, agente aposentado da CIA, reúne seu inusitado time para uma busca global por um dispositivo nuclear desaparecido. Para ter sucesso em sua missão, eles precisarão sobreviver a um exército de assassinos, terroristas e oficiais do governo, todos buscando a arma da próxima geração. A missão leva o grupo a Paris, Londres e Moscou, sempre contando com seu estilo “velha guarda” para salvar o mundo e se manterem vivos. Playarte 4 – 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (leg/diariamente) e 23h (leg/somente sexta e sábado); Cinemark 8 – 13h10, 15h40, 18h20, 21h10 (dub/diariamente) e 23h50 (dub/somente sexta e sábado); Cinemais Millennium – 14h20, 16h40, 19h20 e 21h40 (leg/diariamente); Cinemais Plaza – 15h, 17h20, 19h40 e 22h (dub/diariamente).somente sexta e sábado).
CONTINUAÇÕES Wolverine: Imortal – 12 anos: Playarte 1 – 17h50 (3D/dub/diariamente) e 20h25 (3D/leg/diariamente); Playarte 2 – 13h20, 15h55, 18h30, 21h05 (leg/diariamente) e 23h40 (leg/somente sexta e sábado); Playarte 3 – 12h40, 15h15, 17h50, 20h25 (dub/diariamente) e 23h (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 5 – 13h, 16h, 18h50 e 21h50 (dub/diariamente); Cinemark 7 – 14h50, 17h50, 20h50 (3D/dub/diariamente) e 23h40 (3D/dub/somente sexta e sábado); Cinemais Millennium – 14h30 e 19h30 (3D/dub/diariamente); Cinemais Millennium – 17h e 22h (3D/leg/diariamente); Cinemais Millennium – 14h, 19h e 21h30 (leg/diariamente); Cinemais Millennium
– 13h30, 16h, 18h30 e 21h (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 13h50, 16h20, 18h50 e 21h20 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 19h20 e 21h50 (3D/ dub/diariamente).
16h e 18h (dub/diariamente); Cinemark 7 – 12h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 16h30 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h30 e 17h10 (dub/diariamente).
Meu Malvado Favorito 2 – Livre: Playarte 7 – 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h30 (dub/diariamente) e 23h45 (dub/ somente sexta e sábado); Cinemark 2 – 12h45, 15h10, 17h30 e 19h50 (dub/diariamente); Cinemais Millennium – 14h35, 16h45 e 18h50 (dub/diariamente); Cinemais Plaza – 14h20, 16h25, 18h30 e 20h50 (dub/diariamente).
O Homem de Aço – 12 anos: Playarte 8 – 20h (dub/diariamente) e 22h50 (dub/somente sexta e sábado); Cinemark 6 – 22h10 (3D/dub/diariamente).
Turbo – Livre: Playarte 8 – 14h,
Minha Mãe é Uma Peça – 12 anos: Playarte 9 – 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40 (diariamente) e 23h40 (somente sexta e sábado); Cinemark 3 – 12h50, 17h10, 19h20, 21h30 (diariamente) e 23h30 (somente sexta e sábado); Cine-
mais Millennium – 21h10 (diariamente); Cinemais Plaza – 15h20, 17h30, 19h30 e 21h30 (diariamente). O Concurso – 12 anos: Playarte 10 – 13h20, 15h10, 17h, 18h50, 20h40 (diariamente) e 22h30 (somente sexta e sábado); Cinemark 2 – 22h20 (diariamente); Cinemark 3 – 15h (diariamente); Cinemais Millennium – 15h20, 17h30, 19h40 e 21h50 (diariamente); Cinemais Plaza – 14h50, 16h50, 19h15 e 21h15 (diariamente). Guerra Mundial Z – 14 anos: Cinemais Plaza – 19h10 e 21h40 (dub/diariamente).
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MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
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Jander Vieira
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jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
::::: Aleitamento Materno Sempre atenta para a importância do aleitamento materno, a primeira-dama Nejmi Jomaa Aziz ressaltou durante a solenidade de abertura da Semana Mundial do Aleitamento Materno, na Ulbra, a participação da sociedade junto às atividades de sensibilização que vão acontecer até o próximo dia 7 em toda a cidade. A madrinha dos Bancos de Leite reforçou o ato da doação do leite materno que ajuda muitas crianças a terem uma boa qualidade de vida. A aniversariante da temporada
::::: Viva, Maza!
::::: Indicação não!
O Studio M serviu de cenário para uma das sessões parabéns mais elegantes da temporada. A coluna está falando do aniversário da querida Maza Lopes, que reuniu no seu templo de beleza no Manauense elenco de mulheres interessantes, regado a muito
Menga Junqueira Luzia Piassa e Sandra Frota
Estudantes e profissionais fisioterapeutas do Amazonas iniciaram uma campanha de mobilização pedindo que o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional instale um Conselho Regional no Amazonas, com sede na capital, e faça eleições para a escolha do delegado regional, que atualmente, é feito por meio de indicação direta. Segundo o coordenador da mobilização, o fisioterapeuta Rossine Fernandez, são grandes os prejuízos sofridos pelos profissionais com a falta de um órgão de representatividade. “Temos apenas uma delegacia regional, que não atende a demanda da categoria, onde o delegado é apenas indicado para assumir, sem qualquer tipo de participação ou opinião da categoria. Estamos no século 21, onde a democracia é palavra de ordem”, desabafou.
::::: Mãos a obra Cláudia Pedrotti, Izabella e Socorro Said Graça Assis e Valdenice Garcia
Kátia Sebben e Norma Simões Silva
O vice-prefeito e secretário da Seminf, Hissa Abrahão, comemorou sua sessão parabéns, durante a semana, vistoriando as obras de recapeamento, drenagem profunda, limpeza de caixa coletora e construção de meio-fio e calçada na Zona Leste. De acordo com o aniversariante serão utilizados 180 toneladas de asfalto para recapear os 350 metros da via. A obra tem previsão para ser entregue em 15 dias. Aplausos.
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::::: Sala de Espera Adriana Reis Batista reúne hoje, no salão de festas do Portal da Villa, às 17h, os amigos mais chegados para celebrar sua troca de idade. O curso de direito do UniNorte irá participar do 1º Concurso de Júri Simulado da OAB-AM. A primeira apresentação da equipe será no próximo dia 6, às 9h, na sede da entidade. Os cantores Adriano Arcanjo, Raniel Lucas e Hêmilly Lira, além das bandas Samba & Cevada e Cuka Fresca agitarão a segunda edição do projeto “Escritório do Samba”, que será realizado hoje, a partir das 15h, no Lappa Bar, com chope liberado e transmissão ao vivo dos principais jogos de futebol. Em alta: a maior produção cinematográfica já realizada sobre nossas preciosidades amazônicas, o “Amazônia – Planeta Verde” encerrará a programação do Festival de Veneza, na próxima quarta-feira. A dica da perfumista Verônica Kato para agradar aos pais no dia deles é o presente Natura Essencial Intenso. Além do perfume masculino de fragrância sofisticada, com toques amadeirados e de sândalo, o kit também conta com gel para barbear e loção pós-barba. Tudo arrematado em embalagem personalizada. Um luxo! As lulus sobrenomadas vão aterrissar em peso no Elegance, logo mais. O motivo? A celebração dos cinquentinhas do querido Júlio Albuquerque Ventilari. A comédia “Muito Viva” com a engraçadíssima Cláudia Rodrigues está agendada para acontecer nos dias 24 e 25 de agosto no Teatro Direcional. A loja Dream House, que será inaugurada no Ponta Negra Shopping, tem a assinatura do arquiteto João Augusto, da J. Augusto Arquitetura & Construção. O projeto arquitetônico moderno do lugar transpira requinte e bom gosto.
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MANAUS, DOMINGO, 4 DE AGOSTO DE 2013
Eduardo SPOHR
‘Religião é DOGMÁTICA e não falo de DOGMAS NOS MEUS livros’ FOTOS: DIVULGAÇÃO
Bruno Izidro Equipe EM TEMPO
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duardo Spohr é um típico nerd. Fã de “Star Wars”, cresceu lendo livros como “O Senhor do Anéis” e jogando partidas de RPG. Mas hoje, o carioca de 37 anos também é um dos autores brasileiros mais bem sucedidos nos últimos anos e um dos principais nomes nacionais do gênero de literatura de ficção. Hoje ele estará em uma tarde de autógrafos e bate-papo, a partir das 17h, na Saraiva MegaStore, no Manauara Shopping. Com três livros lançados, Spohr já vendeu 600 mil exemplares, sendo 40 mil só de sua obra mais recente, “Filhos do Eden: Anjos da Morte”, lançado este ano. Ao EM TEMPO ele fala sobre suas influências, religião, cidades amazonense em seus livros e qual é o seu cavaleiro do zodíaco preferido.
SERVIÇO TARDE DE AUTÓGRAFOS COM EDUARDO SPOHR Quando: Hoje, às 17h Onde: Saravaia MegaStore, no Manauara Shopping Quanto: Entrada gratuita
EM TEMPO - Como foi a sua jornada até se tornar um escritor? Eduardo Spohr - A gente sempre tem influências de
muitas coisas, mas posso dizer que, para mim, o principal foi “Star Wars”. Foi com ele que comecei a entender sobre mitologia, heróis e o que me levou para mitologia real, hebraico/cristã, que uso nos meus livros. Agora, escrever é uma vocação para mim, comecei a escrever aos 6 anos, fazia quadrinhos, contos, aventuras de RPG. EM TEMPO - Todos os seus livros abordam anjos e demônios. De onde vem o fascínio por esses temas? Já foi criticado por usar esse assunto? ES- Abordo esse tema porque foi o tipo de mitologia que eu vivi. Estudei em escola católica, sempre estive em contato com a tradição cristã. Era o tipo de mitologia que mais conhecia e mais estava à vontade para escrever. Quanto a problemas com religião, foi muito pelo contrário, os leitores entendem que é uma obra de fantasia. Sempre cito o exemplo do Percy Jackson. É um livro sobre religião? Não, mas utiliza elementos da mitologia grega para contar uma história, a mesma coisa são
nos meus livros. Além disso, eu não falo de religião, religião é dogmática e não falo de dogmas nos livros. Tem até uma história interessante sobre isso, eu conheci um pastor que indicou os meus livros no culto como uma forma de incentivar as pessoas a quererem saber mais da mitologia cristã.
Manaus e Tefé, na época eu perguntei na internet quem era da região para me ajudar e rapidamente apareceram umas cinco pessoas, tanto de Manaus quanto de Tefé, para me ajudar na pesquisa.
EM TEMPO - Em relação ao “Anjos da Morte”, houve alguma mudança no processo de criação desse livro em relação ao anterior? ES- O “Anjos da Morte” tentei levar mais para o realismo. Embora seja uma história de fantasia, possui elementos mais próximos da realidade porque trata de guerra, além do tema ser mais sombrio do que o anterior.
EM TEMPO - Vários autores nacionais estão fazendo sucesso com esse tipo de literatura de ficção/fantasia. A que você atribui esse “boom”? ES- Não falo só nacional, mas com o estilo de ficção isso aconteceu por causa da internet, que abriu espaço para as pessoas divulgarem os seus trabalhos, chamar público e as editoras se interessarem em publicar essas obras. Agora, os autores nacionais não devem em nada aos estrangeiros.
EM TEMPO - No livro “Herdeiros de Atlântida”, há uma passagem que acontece em Manaus e Tefé. Como foi o processo de pesquisa desses lugares para estarem nos livro? ES- Claro que eu sempre viajo para os lugares que vou usar nos livros para conhecer melhor, mas no caso de
EM TEMPO - Sei que você gosta muito de “Cavaleiros do Zodíaco”, então, qual o seu cavaleiro favorito? ES- Tem dois que gosto mesmo. Um é o Yoga (de Cisne), porque sempre gostei de poderes relacionados com o gelo. Já dos Cavaleiros de Ouro é o Shaka (de Virgem), porque está relacionado com o budismo.
O estilo de ficção aconteceu (fez sucesso) por causa da internet, que abriu espaço para as pessoas divulgarem os seus trabalhos, chamar público e as editoras se interessarem em publicar essas obras”
Carreira iniciou com site ‘Jovem Nerd’ A carreira de Eduardo Spohr é, no mínimo, inusitada. O primeiro livro do autor (“A Batalha do Apocalipse”) foi lançado de forma independente, em 2009, por meio de um famoso site do público
nerd, o “Jovem Nerd”, do qual Spohr até hoje participa do podcastNerdcast. O sucesso do livro foi tamanho que chamou a atenção da editora Record que, pelo selo Verus, relançou “A
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Batalha do Apocalipse”, em 2010, e os dois primeiros livros da trilogia “Filhos do Eden”, “Herdeiros de Atlântida” (2011) e “Anjos da Morte” (2013). O terceiro e último livro da saga, “Paraíso Perdi-
do”, ainda não tem previsão de lançamento. Paralelo a isso, Eduardo Spohr ainda voltou a trabalhar com o Jovem Nerd, ajudando no livro “Protocolo Bluehand: Alienígenas”, de 2011.
PROJETO
Acervo de Niemeyer na internet
Croquis e desenhos originais de 342 projetos de Niemeyer serão disponibilizados na web
A parte mais valiosa do acervo de Oscar Niemeyer (19072012), que inclui croquis e desenhos originais de 342 projetos do arquiteto brasileiro, começará a ser digitalizada neste mês e ficará acessível ao público na internet. O projeto é uma parceria da Fundação Oscar Niemeyer, entidade sem fins lucrativos criada em 1988 para preservar e divulgar a obra do arquiteto, e do Itaú Cultural. Serão digitalizados 8.927 documentos produzidos entre 1938 e 2005. Entre os itens que ficarão disponíveis no site www.niemeyer. org.br estão não apenas obras famosas do arquiteto mas também projetos não realizados, como um aeroporto em Brasília e um
para o Maracanã. “Até hoje, não havia uma preocupação em fazer divulgação do acervo”, diz Carlos Ricardo Niemeyer, 45, bisneto do arquiteto e diretor de licenciamento da fundação. “O Oscar continuava em atividade e preferia destacar os projetos em que estava trabalhando, tinha menos interesse no que já tinha sido produzido. Agora - após sua morte - , faz mais sentido dar visibilidade a esse material”. Segundo o diretor, além de servir como registro de uma forma de trabalhar que foi substituída pelos soſtwares e ferramentas digitais, o acervo é uma mostra do processo criativo de Niemeyer. “Boa parte desses mate-
riais são álbuns que o Oscar produzia para apresentar projetos. Ele desenhava e escrevia o que chamava de ‘explicações necessárias’”. O acervo também servirá de base para uma exposição, que será aberta em junho de 2014, no Itaú Cultural, em São Paulo, com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor do Paço Imperial, no Rio - para onde a mostra segue depois. A data coincide propositalmente com a Copa do Mundo. “Niemeyer é internacionalmente conhecido, então queremos oferecer essa exposição não só para os brasileiros mas também para os estrangeiros que estiverem em São Paulo”, diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.