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EM TEMPO - 4 de janeiro de 2015

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

RICARDO OLIVEIRA

ANO XXVII – N.º 8.486 – DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

Amazonas promete avançar ainda mais na área de saúde ao realizar o primeiro transplante de coração, previsto para março, enquanto no esporte cabe à Arena da Amazônia mostrar que não será um “elefante branco” no meio da cidade. Esse novo capítulo de nossa história se chama 2015 e já está sendo escrito por todos nós. Economia B1 a B5, Dia a dia C1, C3, C4, C5 e C7 e Pódio E3

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O ano de 2015 talvez seja um dos mais enigmáticos para a economia brasileira, tendo em vista que o comércio, a indústria e a construção civil veem os próximos 12 meses com ressalvas. Apesar disso, 2015 também promete ser o ano de grandes obras, como o início da implantação do sistema de transporte BRT, novo modal que deve solucionar os problemas de mobilidade em Manaus. Neste ano, o

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

O FUTURO EM 12 MESES

DE OLHO EM 2018

DIVULGAÇÃO

Dilma Rousseff nem bem começou o segundo mandato e já começam as especulações para 2018, com a possível volta de Lula, a disputa entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin pela indicação tucana e a provável terceira corrida presidencial de Marina Silva. Política A7

Sugestões para a ‘pátria educadora’ País B6

DIVULGAÇÃO

As férias chegaram e é hora de arrumar as malas para aquela viagem tão esperada. Elenco dá dicas de como evitar algumas inconveniências. Elenco 15

AGECOM

Enquanto Lula é nome cotado pelo PT, Aécio vai ter que encarar Alckmin. Marina pode fazer a terceira tentativa

PLATEIA JOSÉ MELO

“Virei político, mas eu sou um técnico” Em entrevista ao EM TEMPO, o governador José Melo (foto) conta sobre as prioridades do segundo mandato e afirma que fará um governo técnico. Para isso, alguns ajustes virão. Com a palavra A5

Quem vai subir ao palco em Manaus Os eventos marcados para acontecer em Manaus neste primeiro trimestre prometem atrair público recorde. Entre as atrações confirmadas estão Julio Iglesias, Toquinho, Luan Santana, Jorge & Mateus, Gusttavo Lima e Victor & Léo. Plateia D1

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICAS, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

“Niemeyer não respeitava Brasília”. Assim o arquiteto Rem Koolhaas (foto) viu as últimas intervenções do brasileiro na cidade que criou. Ilustríssima G4

Depois de extravasar nas festas de fim de ano, a hora é de desintoxicar o organismo e nada mais justo do que uma dieta detox para começar 2015 com determinação. Saúde F1

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SHOWS

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 30

MÍN.:

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Última Hora

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MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

PMDB é contra proposta de censurar a mídia brasileira O

deputado federal Eduardo Cunha, líder do PMDB e candidato favorito para presidir a Câmara dos Deputados, afirmou que seu partido será “radicalmente contrário a qualquer projeto que tente regular de qualquer forma a mídia”, proposta que o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, anunciou na sexta-feira (2). Algumas horas após o anúncio de Berzoini, Cunha fez uma série de manifestações em seu Twitter e afirmou que “incomoda é muito o PMDB a tentativa de regulação da mídia proposta pelo ministro do PT”. Berzoini foi indicado pelo PT para a pasta com a missão de tocar o projeto. Ele era ministro das Relações Institucionais, mas foi deslocado no segundo mandato de Dilma para as Comunicações. Apesar da ideia do petista de promover um amplo debate, conduzido pela pasta, para regulamentar os artigos da Constituição Federal que tratam da Comunicação Social, Cunha afirmou que “não aceitamos nem discutir o assunto”.

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Líder da sigla na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha diz que seu partido é “radicalmente contra” a regulação da mídia Segundo Berzoini, o ministério vai ouvir os setores empresariais, sindicais e organizações sociais para formular a proposta final de regulamentação da mídia. Disputa Em disputa pela presidência da Câmara com o petista Arlindo Chinaglia, o deputado peemedebista ainda afirmou em seu Twitter: “Não confundam a pauta congressual da governabilidade que apoiaremos com a pauta ideológica do PT, que não apoiaremos de forma alguma”. Em referência a Olavo Chinaglia, advogado que integrou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Cunha alfinetou seu oponente: “Que independência pode ter quem acabou de deixar a liderança do governo, nomeou o filho e era a favor dos conselhos populares?”. Além do líder peemedebista e Chinaglia, o deputado de PSB Júlio Delgado também lançou seu nome na disputa pela presidência da Câmara. Ele conta com o apoio de outros partidos oposicionistas como o PSDB, PPS e PV.

Partido é da base do governo da presidente Dilma Rousseff e já começou a se manifestar contra suas primeiras medidas

CACHAÇARIA DO DEDÉ EBC

DEPUTADOS

Suspeito de furto vai se entregar IVE RYLO Equipe EM TEMPO

Metade do patrimônio só na eleição Nove deputados federais eleitos gastaram do próprio bolso na campanha deste ano mais da metade do patrimônio declarado. Outros nove também usaram recursos próprios na disputa mesmo tendo informado à Justiça Eleitoral não possuir bens. Os dois casos contrariam resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editada em 2014. Ela veda a contribuição com recursos próprios superior a 50% do patrimônio declarado no imposto de renda de 2013. Apesar disso, nenhum dos 18 eleitos teve as contas de campanha reprovadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Ao julgar os processos, a Justiça não percebeu o descumprimento da norma ou entendeu que isso não era motivo para reprovar as contas dos candidatos. Apesar da resolução do TSE, o valor real do patrimônio dos

deputados em geral é superior ao declarado à Justiça Eleitoral, porque a legislação os obriga a declarar os imóveis pelo valor histórico, sem correção, e não pelo valor de mercado. A

PROCESSOS

Ao julgar os processos, o Tribunal Superior Eleitoral não percebeu o descumprimento da norma ou entendeu que isso não era motivo para reprovar as contas dos candidatos “Folha de S.Paulo” mostrou em novembro que os deputados eleitos tiraram do próprio bolso R$ 59 milhões para financiar suas campanhas. Entre eles há quem gastou quase tudo na eleição. O depu-

tado Luiz Mandetta (DEM-MS) investiu 91% do patrimônio declarado. Foi o que mais comprometeu os bens declarados entre os 513 eleitos. De acordo com a prestação de contas do deputado, ele transferiu para a conta de campanha R$ 581,5 mil de recursos próprios. À Justiça Eleitoral, quando registrou a candidatura, declarou ter um patrimônio de R$ 634,6 mil. Mandetta afirmou que os recursos investidos foram obtidos após a venda de cerca de 400 cabeças de gado, não indicadas na declaração de bens. Ele afirma que elas constam da Declaração Anual do Produtor. Restaram cerca de 250 no rebanho, disse ele. “Tive que fazer isso num momento muito duro da campanha. As doações praticamente pararam com a morte do Eduardo (Campos) e tinha uma série de compromissos”.

DEVOLUÇÃO

Familiares do suspeito de ter furtado aproximadamente R$ 86 mil do estabelecimento devolveram o dinheiro furtado e informaram para a polícia que Pedro deverá se entregar até o final de hoje (4) e estaria arrependido e que gostaria de devolver o dinheiro que foi furtado da empresa”, explicou a delegada titular, Fabíola Queiroz. O suspeito deve se apresentar ainda este fim de semana e, como não houve

flagrante, deverá ser indiciado por furto qualificado e responder em liberdade. Entenda o caso O desaparecimento do funcionário Pedro Marks Brito Filho, 26, na noite do dia 31 de dezembro foi reclamado pela família. De acordo com informações repassadas por familiares, Pedro teria saído da Cachaçaria do Dedé no Shopping Ponta Negra, às 18h30. Duas horas depois, ele foi visto no conjunto Eldorado, no bairro Parque 10 de Novembro, Zona CentroSul, onde visitou uma irmã. Em seguida, ele teria pego um ônibus para seguir para casa, no bairro Armando Mendes, Zona Leste. Como ele não chegou em casa, a família denunciou o desaparecimento. Pedro Marks é do município de Itacoatiara e há oito anos mora em Manaus. Há quatro meses ele trabalha na cachaçaria. ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Para se elegerem, alguns deputados usaram do “próprio bolso” recursos para a campanha

Familiares de Pedro Marks Brito Filho, 26 - funcionário da Cachaçaria do Dedé suspeito de ter furtado aproximadamente R$ 86 mil do estabelecimento, no dia 31 de dezembro de 2014 – devolveram o dinheiro furtado e informaram para a polícia que Pedro deverá se entregar até o final de amanhã (4). De acordo com informações repassadas pela polícia, o rapaz teria armado o próprio sequestro e fugido com o dinheiro para o município de Itacoatiara (a 176 quilômetros da capital). Na manhã de ontem, o montante de R$ 80.930 foi devolvido pelo pai do acusado, Pedro Marks Brito, à delegacia de Itacoatiara. Por volta das 10h de ontem, o cunhado do acusado, identificado como André, prestou depoimento no 12º Distrito Integrado de Polícia (Dip) em Manaus. “Hoje de manhã

(3), localizei o cunhado dele, chamado André, e este senhor confirmou a história que o Pedro não teria desaparecido de forma obrigatória e sim voluntária. Ele afirmou que o mesmo estaria próximo a Itacoatiara

Dinheiro supostamente furtado da Cachaçaria do Dedé foi devolvido para a polícia


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Contexto 3090-1016

A3

Editorial

contexto@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Voar, voar, voar O aeroclube de Manaus é um perigo para a cidade e seus habitantes. É um perigo, não por ser aeroclube ou aeródromo. Portos, aeroportos, rodoviárias, garagens domésticas, condomínios de luxo ou prosamins de emergência não constituem perigos simplesmente por serem construídos; tudo pode balançar e cair um dia. Acidentes e incidentes são contingências, nada é absolutamente seguro. O que destaca o aeroclube é sua localização geográfica que o torna obsoleto, tanto quanto perigoso. Essa escola de pilotos foi construída quando a cidade ainda não era dividida em pontos cardeais e colaterais, um modismo do urbanismo norte-americano que facilita o domínio do território urbano. Manaus “acabava” antes de alguém chegar a esse lugar onde hoje está o aeroclube. Era uma floresta em torno de uma clareira. O aeroporto oficial era o de Ponta Pelada, praticamente, sobre o rio Negro, bem longe dali. A cidade cresceu ou explodiu, dependendo do ponto de vista da abordagem, e o aeroclube, hoje, está cercado de habitações de todos os tipos por todos os lados. Os candidatos a aeronautas se exercitam sobre as cabeças de milhares de cidadãos, principalmente nos finais de semana, quando o amadorismo tenta alcançar uma condição profissional. Os acidentes que têm envolvido a escola de pilotos não alcançaram o status de grandes tragédias. É melhor transferi-lo, agora, para lugar mais seguro. Sabe-se que há anos um projeto de mudança “aterrissou” na gaveta de algum órgão excessivamente burocrata e ali perde a oportunidade de se tornar realidade. Manter o aeroclube onde foi construído não é mais teimosia nem “apego ao passado” – nesse caso, por que não transformá-lo em museu da aviação, que tem uma bela história de integração da região ao país? A insistência resulta em risco absoluto.

Te cuida, Brasil Ao que tudo indica, o Brasil pode perder o posto de sétima economia do mundo neste ano, em razão do crescimento tímido previsto para 2015. O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá chegar a US$ 2,12 trilhões, valor menor do que a estimativa de US$ 2,48 trilhões previstos para a Índia, que pode se tornar, assim, a sétima maior economia do mundo. Atualmente, o Brasil só perde para Estados Unidos, China, Índia, Japão, Alemanha e Rússia. Susto O secretário municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento, Fábio Pacheco, foi atropelado por um ônibus na Ponta Negra, enquanto investigava onde são escondidos produtos de ambulantes irregulares. **** Felizmente, Pacheco teve apenas leves escoriações por todo o corpo. “Eu estava com uma Bíblia. Jesus me salvou”, disse, aliviado. Sérgio Frota O colunista Sérgio Frota recebeu do Senado Federal votos de congratulações e aplausos pelos 20 anos do programa “Promoter”, exibido pela TV EM TEMPO/SBT, e da coluna Sérgio Frota, publicada no EM TEMPO. *** O comunicado oficial foi assinado pelo senador Flexa Ribeiro, por requerimento da senadora Vanessa Grazziotin. E agora, José? O que pensar quando o novo ministro dos Esportes diz que não entende de esporte? Pois foi assim que George Hilton se apresentou ao assumir o ministério, na sexta-feira. Entende de gente Hilton, que é pastor e deputado federal pelo PRB de Minas Gerais, soltou a pérola: “Posso não entender

profundamente de esporte, mas entendo de gente”. Preterido A indicação dele foi contestada por atletas e especialistas na área. Ele inclusive chegou a ser vaiado na cerimônia de posse, no Palácio do Planalto. *** É bom que se diga que Hilton nunca atuou nem apresentou qualquer proposta na área de política esportiva na Câmara dos Deputados. Valem ouro Os 25 maiores times de futebol do Brasil equivalem a mais de R$ 2,8 bilhões, segundo um levantamento. O Cruzeiro, atual campeão, segue como clube mais valioso do país, com valor de mercado de R$ 273,7 milhões. O São Paulo ocupa a segunda posição, valendo R$ 235,8 milhões. Timão e Fla Para quem ficou curioso, os times com as duas maiores torcidas do Brasil, Corinthians e Flamengo, valem R$ 174,9 milhões e R$ R$ 158,1 milhões, respectivamente. Cidades caras Das 230 cidades mais caras para se viver no mundo, pelo menos 15 estão no Brasil. É o que mostra o ranking de custo de vida do site Expatistan.

APLAUSOS

elvis@emtempo.com.br

E Manaus? O Rio de Janeiro lidera o ranking brasileiro. Manaus, cujo custo de vida é altíssimo, não figura na lista, por incrível que pareça. Golpe na área Uma quadrilha do Paraná escolheu Manaus para aplicar seus golpes. A bordo de carros de luxo e bem vestidos, eles abordam as pessoas para vender conjuntos de panelas. Isca Durante a apresentação dos produtos, tentam distrair o cliente e informam que aceitam pagamento em cartão porque dispõem de máquina de crédito e débito. Clonagem É nesse momento que clonam os cartões ou mesmo digitam um valor superior ao da compra enquanto distraem os clientes. Agora é Omar Depois da posse de José Melo como governador, Eduardo Braga como ministro de Minas e Energia e Wilker Barreto como presidente da Câmara Municipal, as expectativas se voltam para Omar Aziz. Fevereiro O senador eleito será empossado no dia 1º de fevereiro e promete buscar investimentos para o Amazonas, reforçando, de Brasília, a parceria entre governo do Estado e prefeitura.

VAIAS

Cruzeiro

Elvis

Má-fé de motoristas DICULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o Cruzeiro, time que fez por merecer e é hoje o clube mais valioso do Brasil. A equipe mineira conseguiu se manter no topo do ranking desde 2013, quando também foi campeã.

Para motoristas que agem de má-fé e insistem em parar em vagas exclusivas para quem trafega com portadores de necessidades especiais, em shoppings, drogarias, supermercados ou outros estabelecimentos.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br opiniao

O dado e o constructo Já foi dito de muitas maneiras, por palavras simples e diretas, por imagens, por símbolos e por metáforas: a Existência é um dado posto ao homem, sem que ele saiba de onde veio, para que e por que, sem um conteúdo definido e que a ele caberá dar um sentido, fazendo dela algo e dando-lhe uma destinação. É dada como gratuita e é dado enquanto parte e princípio a completar. Só no Tempo ela, chamemo-la Vida ou Existência, poderá ser completada e isso não significará jamais que todas as suas potencialidades terão sido esgotadas, mas apenas que um certo sentido foi escolhido, ou imposto circunstancialmente, em detrimento de múltiplas outras possibilidades postas de lado. Ao fim e ao cabo, pode e deve resultar o Constructo que cada um de nós será e apresentará. Aí, alguém dirá: “Fiz da minha Vida o que quis; de nada me arrependo e, se pudesse, faria tudo de novo, exatamente como fiz”. Este terá investido a Consciência nas suas escolhas. Outro, com certeza, afirmará: “Muitas oportunidades a Existência me apresentou e ofereceu e eu apenas hesitei e deixei-as passar em branco, sem aproveitá-las e sem delas me servir; o cavalo passou várias vezes e nele não montei; o bonde deu inúmeras voltas, passou por mim e não embarquei; vivi em branco”. Ainda outro, por fim, apresentará a si mesmo e ao mundo a Tragédia que fez da sua Existência, e no seu depoimento verterá toda a nostalgia e toda a melancolia que resultará da obra que construiu: “Tive uma vida para construir e viver, mas fiz dela um desastre total, porque apenas espalhei sofrimentos à minha volta; porque não fui capaz de avaliar antes de fazer; porque joguei ao lixo e aos porcos as pérolas que tive nas mãos, que me tinham chegado pelos que me estimaram e que não valorizei;

enfim, minha Vida foi uma sequência de sandices, sempre decorrentes do pensar que o mundo era apenas o meu Ego”. Não terei a ingenuidade de pensar e afirmar que cada um faz da sua Existência exatamente aquilo que pretendeu e decidiu. O que verdadeiramente penso e afirmo é que a Vida não nos chega acabada e definida, mas sim que será construída no dia a dia, sobretudo pelas nossas escolhas e decisões que, é verdade, nem sempre são produtos do livre arbítrio. Há toda a força de uma engrenagem, sobretudo de uma engrenagem social, que muitas vezes se sobrepõe e toma as rédeas dos cavalos que puxam a carruagem. Mas isso acontece fortuitamente e nunca a modo incoercível, pois a lucidez e a crítica da consciência, se não narcotizada, saberá como reassumir o controle e, pelo menos, redefinir a direção e a trajetória. No desenrolar da Existência convivemos com o paradoxo da liberdade da vontade para tomar as decisões, ao lado da determinação que nos obriga inevitavelmente a tomá-las. Sobre essas escolhas, a força do Acaso age indomável, por vezes impossibilitando o que foi decidido, por vezes subvertendo o direcionamento. Quem, por exemplo, estará livre de um acidente que venha a destroçar toda uma construção familiar? Mas, ao fim de tudo, sem querer dar voz ao dramático, é indispensável preservar a coragem de encarar a grande verdade de que não há escolha, ato ou definição que não traga consigo, mais cedo ou mais tarde, as consequências inerentes. Satisfação com o que construiu. Insatisfação com o que deixou de construir. Dor e ranger de dentes quando apenas produziu a tragédia. Caminhos de Vida, também a escolher!

João Bosco Araújo Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

Sem querer dar voz ao dramático, é indispensável preservar a coragem de encarar a grande verdade de que não há escolha, ato ou definição que não traga consigo, mais cedo ou mais tarde, as consequências inerentes. Satisfação com o que construiu. Insatisfação com o que deixou de construir”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

De volta à realidade

Não somos ladrões. Eu volto para casa depois de 12 anos para minha quitinete rural e para o meu apartamento, que fiquei devendo para o Banco do Brasil durante 19 anos. Eu digo isso com muito orgulho e desafio a acompanharem a evolução patrimonial de nossos ministros. Não vamos levar desaforo para casa, nós temos dignidade

Depois que a proposta de volta da CPMF ficou na gaveta, governadores pedirão agilidade ao governo federal para a implantação do Mais Especialidades – promessa de campanha de Dilma Rousseff. O financiamento do programa pela União pode desafogar a rede estadual de saúde. Wellington Dias (PT), do Piauí, não acredita que o debate sobre a recriação do tributo avance até o fim do ano. “O país tem um desafio de voltar a crescer e não suporta uma carga tributária maior”, diz. Alta tensão Ainda digerindo a participação no primeiro escalão aquém da esperada, o PMDB age para retomar espaço no setor elétrico. Apagão Nos últimos anos, apesar de manter o comando da pasta, o partido viu os postos-chave serem ocupados por petistas ou técnicos da confiança de Dilma. ...tensão A nova ofensiva, capitaneada pelos senadores peemedebistas, visa ocupar as principais diretorias da Eletrobras e da Chesf e manter o controle da Eletronorte, da cota de José Sarney. Waze Além do PMDB, os demais partidos aliados já fizeram chegar a Aloizio Mercadante (Casa Civil) os pleitos por nomeações nas empresas públicas e autarquias. Black Friday Somado à eleição do comando das Mesas do Congresso, o varejo da composição do governo tem potencial de deflagrar a primeira crise do mandato. Espelho meu Aloizio Mercadante (Casa Civil) contou ter trabalhado até 21h30 do dia 31 de dezembro, mas

não quis dizer se a hora extra se deveu a ajustes do discurso de posse de Dilma, que ajudou a escrever. Mas elogiou: “Ficou bom o discurso, não?”. Wally Chamou a atenção do governo a passagem relâmpago do presidente do PT, Rui Falcão, pela posse. Além disso, o dirigente não compareceu às transmissões de cargos de ministros petistas. Filtro Autoridades do governo federal elogiaram a escolha de Jerson Kelman para a presidência da Sabesp, a empresa de abastecimento de água de São Paulo. Creem que ele dará mais transparência à crise hídrica no Estado. Ponte Para o governo federal, a escolha de Kelman, que é professor da UFRJ, pode reduzir as tensões entre São Paulo e Rio pelo uso da água do rio Paraíba do Sul. O risco de desabastecimento em cidades fluminenses preocupa o Planalto. Fluxo A ministra Izabela Teixeira (Meio Ambiente) telefonou para Kelman na sexta-feira à tarde e o parabenizou pela nomeação.

Em casa O ministro Gilberto Kassab (Cidades) iniciará na quarta-feira um giro de visitas a governadores e prefeitos para oferecer parcerias em projetos da pasta. Em casa 2 A primeira rodada será em São Paulo, base eleitoral de Kassab, que terá encontros com Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que o sucedeu na prefeitura da capital. Promoção Número 2 de Luiz Alberto Figueiredo na gestão passada do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo dos Santos deve ser indicado novo embaixador do Brasil em Londres. Parcimônia Militares demonstram insegurança com a manutenção dos planos de investimento em equipamento e tecnologia do Ministério da Defesa, como o projeto FX-2, de compra de aeronaves, devido ao ajuste fiscal projetado pelo governo. Espartano “Será um ano muito difícil. Vamos colocar os projetos em prática na medida do possível”, disse um dos comandantes de Força.

Tiroteio

Gilberto Carvalho, ao transmitir o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência a Miguel Rossetto, desabafou nesta sexta-feira (2) que “temos que levantar a cabeça e honrar nossa luta”, em uma convocatória aos membros do partido.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Basta seguir a ponte e lá, na margem direita do Negro, os desastres ambientais que Manaus ainda não conseguiu expurgar, em sua margem esquerda, já estão criando raízes, usocapião, direito adquirido entre outras conquistas republicanas. Se é para seguir assim, melhor será que uma arquiteturazinha providencial baixe por aquelas bandas

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br opiniao

Se o PT tentar atacar o PMDB com arroubos de valentia, terá troco. A disputa na Câmara pode piorar a vida do governo no Congresso”

O olhar de Deus

DEPUTADO LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA), sobre críticas feitas por Arlindo Chinaglia (PT) à sigla aliada na campanha pela presidência da Câmara.

Há mais de vinte anos, conversava com um amigo padre, missionário como eu, os dois vivendo longe da pátria e da família. Falávamos sobre o seu país, naquele momento imerso numa guerra fratricida que sucedeu a guerra de libertação. Com muita simplicidade perguntei a ele como conseguia dormir e manter certa calma sabendo dos sofrimentos que a guerra trazia para o seu povo e para a sua família em particular, pois estava na zona dominada pela oposição sem possibilidade de contatos. Sabíamos que as condições desta população eram terríveis. Uma guerra de cem dias havia praticamente destruído a principal cidade da região. Com os olhos marejados, traindo a calma e a resignação aparentes, ele me respondeu: “Deus está vendo e está lá também”. Até hoje a sua resposta ressoa nos meus ouvidos e permanece na minha memória. Lembro-me dela ao ver e escutar notícias da guerra na Síria, dos conflitos sangrentos no Sudão do Sul, dos ataques dos palestinos contra Israel e das reações desproporcionais que causam sofrimento e dor a tantos inocentes. Suas palavras me vêm à memória quando tomo conhecimento de ataques terroristas, de execuções no mundo do crime, de tragédias provocadas pelo desprezo pela vida humana, e pela destruição do equilíbrio ecológico do planeta. Não duvido do olhar de Deus, minha fé me dá a certeza de sua presença, e a esperança me diz que o seu reinado está presente mesmo que pequeno e indefeso como uma sementinha, mas com uma força capaz de reverter acontecimentos e transformar a história em História da Sal-

Contraponto

Última impressão é a que fica Em seu discurso na cerimônia de transmissão da Secretaria-Geral da Presidência para Miguel Rossetto, o agora ex-ministro Gilberto Carvalho disse que faria uma declaração curta e se justificou: – Nesses 12 anos, eu vi muitos discursos de ministros que entravam e saíam do governo. Em tom bem humorado, prosseguiu: – Muitas vezes ouvia um companheiro falando muito ao fazer o balanço de sua gestão em sua despedida e me perguntava: “Caramba, se esse cara fez tanta coisa boa como ele diz, por que ele está saindo?!”. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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vação. No entanto, não posso deixar de rezar a benção que vem do Primeiro Testamento e que rezamos no primeiro dia do ano. Nela pedimos que o Senhor volte para nós o seu rosto, isto é, olhe para nós. A paz, dom messiânico, desejo de todos, parece que só pode ser obtida com a intervenção divina. Sozinha a humanidade, isto é, nós, nos colocamos em situações de conflito, de violência e destruição. Justificamos nossos ódios e vinganças, construímos aparatos bélicos e nos armamos, criando medos artificiais e reais. A violência e os conflitos geram riquezas e lucros astronômicos, e fabricam-se revoluções, guerras civis, terrorismos, para alimentar uma indústria de morte. A lógica da guerra parece se impor. Tempos de paz, armistícios, tréguas, períodos longos sem conflitos, reconciliações inesperadas, são sinais de esperança e cada vez que acontecem indicam o caminho que a humanidade quer e que Deus também quer. A oração de intercessão penetra no Mistério de Deus e o transforma ao mesmo tempo em que transforma o oram-te, que manifestando o seu desejo entra na dinâmica da realização do pedido. Felizes os que constroem a paz, os pacíficos, felizes os que se recusam a ser violentos e a recorrer a violência para dirimir suas questões. Intercedamos a Deus pela paz no mundo. Dela depende o presente e o futuro da humanidade. Que homens e mulheres não tenham suas vidas destruídas pela irracionalidade de guerras absurdas que cedo ou tarde terminarão, pois a mentira e a hipocrisia não podem ter a última palavra. Deus está vendo.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo metropolitano de Manaus

A oração de intercessão penetra no Mistério de Deus e o transforma ao mesmo tempo em que transforma o oramte, manifestando o seu desejo entra na dinâmica da realização do pedido. Felizes os que constroem a paz, os pacíficos, felizes os que se recusam a ser violentos”


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

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JOSÉ MELO

‘Não virei GOVERNADOR, continuei’

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MOARA CABRAL Equipe EM TEMPO

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m entrevista ao EM TEMPO, o governador José Melo (Pros), que tomou posse para seu segundo mandato como governador do Estado do Amazonas, na última quinta-feira (1º), falou sobre suas prioridades e que terá um governo técnico e de boas práticas. Para isso, segundo ele, será necessário fazer alguns ajustes. Com as mudanças, conseguirá, além da redução de gastos, arrecadar mais e o principal alvo dessa arrecadação serão os sonegadores de impostos. Melo falou também sobre a relação com a presidente Dilma Rousseff e com a bancada amazonense tanto na Câmara Federal como no Senado. Apenas um dos três senadores foi seu aliado durante a campanha eleitoral.

Quero fazer um governo alicerçado na Educação, Segurança, Saúde e o social, sendo a Educação o pilar principal e eu, Melo, vou cuidar de um quinto pilar, que é o interior”

EM TEMPO - Como o senhor avalia os nove meses em que esteve no comando do governo? José Melo - Para mim, não foi novidade. Eu, nessa parte de governança, já vinha tendo um treinamento muito bom. Comecei com o Amazonino, passei com o Eduardo e depois fiquei com o Omar nesses três anos, quando durante o tempo todo eu estava sempre no núcleo forte do governo, ou seja, gerindo, administrando, etc. Eu não virei governador, eu continuei fazendo o mesmo trabalho que já vinha fazendo, porque o Omar foi muito generoso comigo, mesmo ele governador, me permitiu ficar ao seu lado, ajudando a governar. Ele saiu e eu continuei desenvolvendo o mesmo trabalho. Temos as peças muito bem encaixadas. Em pouco tempo fui avaliado e eleito como o terceiro melhor governador do país, então isso mostra que conseguimos fazer um governo organizado e bem planejado. Fizemos planos de cargos e salários para todos e estabelecemos a data-base. EM TEMPO - Então, podese dizer que foi um bom período e que o novo mandato levará adiante os objetivos desse que se findou? JM - Eu me sinto muito feliz porque só colhemos coisas positivas desse governo. Eu levo uma maioria absoluta desse governo para o próximo governo meu. Vamos fazer alguns ajustes para a redução do governo, pois é necessário, senão não administro.

Mas, não vou acabar com um governo tão bem avaliado pelo povo, ao contrário, vou aprimorar para adequar na linha do que eu prometi na minha campanha. Se o povo me deu 173 mil votos de diferença é porque ele aprovou aquilo que eu disse que faria, por isso, vou ajustar conforme as metas que eu propus fazer durante a campanha. EM TEMPO - Como será esse novo governo? JM - Quero fazer um governo de boas práticas, pois um governo de boas práticas evita que depois você seja multado pelo Tribunal de Contas (TCE), que você receba uma visita incomôda de um Ministério Público (MPE), evita que a Polícia Federal (PF) bata a sua porta, então, eu prefiro corrigir aqui, fazer um governo dessa forma. Por isso, eu vou dar toda a estrutura para a Procuradoria Geral do Estado (PGE). Eu gosto de citar sempre o Omar, porque ele foi um grande exemplo de governador. Ele passou três anos no governo e nunca teve o desconforto de ter batendo a sua porta a PF ou outro órgão. EM TEMPO - A educação é um dos pilares do seu governo. E quais outras áreas terão espaço nesse mandato? JM - Quero fazer um governo alicerçado em quatro pilares gerais: Educação, Segurança, Saúde e o social, sendo a Educação o pilar principal e eu, Melo, vou cuidar de um quinto pilar, que é o interior. Quanto à educação, já tivemos alguns avanços. Este ano, ressalvadas as nossas escolas militares que ficaram entre as primeiras do país, as escolas que foram melhor no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foram do interior e na medida em que formos fazendo mais escolas de tempo integral, mas essa mudança vai ocorrer. Mas ainda precisa muito, com relação ao interior, por exemplo, se pegarmos o município de Parintins, encontraremos boas escolas, mas quando vamos lá para o Japurá, os coitadinhos, lá esquecidos... Daqui que a gente chegue nesses amazonenses vai demorar um pouquinho, mas já começamos. Quero em quatro anos ter a possibilidade de mudar a fotografia que temos hoje: da Manaus muito concentradora da riqueza e o interior muito esquecido. Vou tentar fazer todas as políticas públicas para uma divisão melhor, para dar

ao interior uma situação mais confortável. E você está ouvindo isso de mim, que dediquei a vida inteira ao interior e perdi a eleição no primeiro turno em 37 municípios e no segundo turno em 22 municípios, mas, mesmo assim, eu vou cuidar pessoalmente do interior. EM TEMPO - Como será a relação do governo, uma vez que, no Senado, apenas um apoiou sua candidatura e cinco na Câmara Federal? JM - Na Câmara Federal nossa coligação fez cinco deputados. Dos três eleitos pela outra coligação, temos a Conceição (Sampaio-PP), que é uma pessoa que tem um enorme carinho pela cidade de Manaus e que teve todas as suas eleições na área social, evidentemente que ela não vai faltar com o povo. Temos o Marcos Rotta (PMDB), que, como todo mundo sabe, veio de fora para ser âncora no nosso programa na eleição de Amazonino para a Prefeitura de Manaus, chegando aqui foi adotado por todos nós e consequentemente tem responsabilidades com o Estado. O Hissa (Abrahão – PPS) também tem responsabilidades para a cidade de Manaus e para com o Amazonas. O que eu espero? É que prevaleçam os interesses públicos e não interesses partidários. Eu fui eleito, por exemplo, por um partido bem pequenino, então a minha meta é o interesse público. A senadora Vanessa [Grazziottin – PCdoB], ela sabe que eu fui fundamental na vitória dela para o Senado, pergunte ao Arthur (Neto – PSDB). Eu arrisquei minha vida dentro de um avião muitas vezes, fiz centenas de reuniões pedindo votos para ela, então ela tem responsabilidade com o Estado. Evidentemente, vamos ter oposição, isso é salutar, a oposição permite que você olhe sempre para frente e que você evite eventuais quedas. EM TEMPO - Para a composição de sua estrutura administrativa o senhor sempre falou sobre a questão técnica. As mudanças acontecerão dessa forma ou os partidos aliados terão suas fatias nos cargos de secretarias? JM - Todos que estão comigo sabem do que eu penso. Eu digo o seguinte: eu faço parte de um governo que foi bem avaliado pelo povo, então, não pode simplesmente ser desfeito. No

entanto, em qualquer área da vida da convivência social, esta passiva de ajustes, passiva de mudanças, assim é no governo. Ninguém é permanente, todos estão cumprindo uma missão. Eu nunca escondi que eu tenho minha metas, que foram as metas da campanha. Evidentemente que eu vou encontrar muita gente que vai estar encaixado na meta e outros que já sei por natureza, não vai se encaixar, ali vou fazer a troca. Quanto à questão de pessoas técnicas, vou te dar um exemplo. Me questionaram sobre o Sidney Leite. O Sidney é um técnico que virou político. Ele tem uma formação técnica fantástica. Foi o prefeito que teve um trabalho no setor primário elogiável, que é exatamente o que eu quero e ele, alem da técnica, terá a sensibilidade política. E a mesma coisa que eu. Eu virei político, mas sou um técnico, tanto é que de vez em quando levo umas bordoadas porque minha prevalência é mais técnica e mais técnica do que política. Mas a prevalência do governo é um governo técnico. EM TEMPO - O senhor disse que haverá economia e arrecadação. Como será isso? JM - Eu quero economizar R$ 700 milhões anualmente, com as mudanças, e aumentar a arrecadação pela via da não sonegação. Eu vou estruturar meu governo para ir em cima dos sonegadores. Todo mundo acha que quando eu falo em mudanças é para tirar cargos das pessoas e cortar secretarias, mas isso é uma das coisas. As mudanças são justamente para economizar e aumentar a arrecadação do Estado. EM TEMPO - Como será sua relação com a presidente? JM - Eu vou aguardar ela abrir a agenda, e acho que deve ocorrer em fevereiro, aí é a hora que eu tenho que chegar, acompanhado de minha base aliada, para nos apresentarmos e dizermos: presidente, estamos aqui. Ela tem um carinho muito grande pelo Amazonas, certamente não vai nos negar o eventual apoio que precisamos, dentro dos limites que 2015, que será um ano muito difícil para ela e inclusive para nós também. Acho que a reeleição da presidente Dilma foi fundamental, porque agora ela se reelege sem as amarras que tinha no primeiro mandato.

Eu quero economizar R$ 700 milhões anualmente com as mudanças e aumentar a arrecadação pela via da não sonegação”

Ela [Dilma] tem um carinho muito grande pelo Amazonas, certamente não vai nos negar o eventual apoio que precisamos, dentro dos limites que 2015 vai permitir, pois será um ano muito difícil para ela”


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Política

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Hage: ‘reforma política já para combater a corrupção’

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

“É evidente que existem muitos desafios a superar”

Jornalista

MIRIAM BELCHIOR, ao passar o comando do Planejamento para Nelson Barbosa

Parlamentares não devem escapar da Lava Jato O Conselho de Ética da Câmara já decidiu que deputados podem ser cassados pelo envolvimento no esquema do Petrolão, mesmo que toda a roubalheira tenha acontecido antes do mandato que irão assumir em fevereiro. De acordo com o posicionamento do conselho, ato ilícito que não era conhecido à época da eleição e fere a imagem do Parlamento pode levar à cassação do parlamentar, mesmo em outra legislatura. Regra agora é clara A questão foi levantada pelo deputado Miro Teixeira (ProsRJ) quando Jaqueline Roriz usou essa tática para escapar da cassação, em 2011. Senadores tremem Petistas citados no listão, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, Lindbergh Farias e Delcídio Amaral estão no meio do mandato e na linha de tiro. PMDB idem Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá e Valdir Raupp estão na mesma situação e vão passar o ano desconfiando até das sombras. Todo comprometido Figuras constantes em delações, Benedito de Lira e Ciro Nogueira não se identificaram quando Youssef disse que só se salvam dois no PP. Sem governar desde 2003, FHC é ‘homem do ano’ O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje aos 83 anos de idade, vai receber o título de “homem do ano” mais de doze anos depois de entregar o poder ao suces-

sor Luiz Inácio Lula da Silva, em 1º de janeiro de 2003. O título, o mais concorrido do gênero, é concedido em Nova York, todos os anos, pela Câmara de Comércio BrasilEstados Unidos. A solenidade de entrega será realizada em maio. Ícone tucano O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) não poupa elogios ao amigo FHC: “Ele é o homem do século! Preparou o Brasil para o século 21”. Mal sinal A nota das escolas estaduais de Ensino Médio no Ceará caiu de 3,4 para 3,3 na gestão de Cid Gomes, novo ministro da Educação. Divisão da Esquerda Das siglas que integram o Bloco da Esquerda, só o SD apoia Eduardo Cunha ao comando da Câmara. PSB, PPS e PV vão de Júlio Delgado. Bigodes lustrados Considerado exímio nas artes e manhas da corte, o novo chanceler Mauro Vieira, na definição de experiente embaixador, “vai dar lustre aos bigodes oliva do primeiro-ministro Aloizio Mercadante”. BNDES pequeno Na lista de prioridades do governo em 2014, Caixa e Banco do Brasil colocam a concorrência no chinelo: levaram R$ 125,4 bilhões contra R$ 17 bilhões do BNDES que, na teoria, promove o desenvolvimento. Onde mora o perigo Para o líder do SD, Arthur Maia (BA), as investigações feitas pelos EUA sobre a corrupção na Petrobras oferecem mais riscos de desgaste à presidenta Dilma do que a delações premiadas da Ope-

Ex-chefe da CGU também defendeu uma reforma no Judiciário para agilizar o andamento dos casos e eliminar a morosidade

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ração Lava Jato Última cartada Depois de fingir que não quer nada, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), sem mandato para este ano, investiu forte durante a posse de Dilma com conversa ao pé do ouvido. Faltou chorar no ombro. Base no Rio Eduardo Cunha diz que o PMDB não tem operador em esquema na Petrobras. Mas que o lobista Fernando Baiano gera tremeliques no PMDB do Rio, isso nem os próprios deputados são capazes de negar. Na fila Eleito suplente na coligação, o presidente do PV, José Luiz Penna, está na expectativa de assumir mandato caso o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) nomeie mais um deputado federal no secretariado. #DevolveGilmar Já chega a 7,4 mil o número de participantes de evento no Facebook pressionando pelo julgamento de ação que proíbe doação de empresas a campanhas. O ministro Gilmar Mendes (STF) pediu vista há nove meses. Olho vivo O Itamaraty afirmou que o Consulado em Zurique acompanha de perto a situação da brasileira Monica Vieira, expulsa da Suíça depois de ficar tetraplégica e passar a dormir na casa do tutor, que mora na Itália. Pensando bem... ... o susto de Henrique Alves não deve ter sido com os tiros de canhão disparados, mas com a ausência de público na posse de Dilma.

PODER SEM PUDOR

O gato é bravo... Três dias após renúncia de Jânio Quadros (28 de agosto de 1961), o deputado udenista Adauto Lúcio Cardoso subiu à tribuna para atacar os ministros militares que se opunham à posse do vice João Goulart, que visitava a China. Adauto, adversário de Jango, propôs enquadrar os militares na Lei de Segurança Nacional e por crime de responsabilidade. Seu colega Aliomar Baleeiro (UDN) pediu um aparte para concordar com ele “em gênero, número e grau”, mas fez uma pergunta incômoda: - Quem é que vai colocar guizo no gato? Eu é que não vou...

Novo ministro-chefe da CGU, Valdir Simão abraça o antecessor, Jorge Hage, em solenidade de posse

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urante a transmissão do cargo de ministrochefe da Controladoria Geral da União (CGU) para o novo ocupante do cargo, Valdir Simão, o exministro, Jorge Hage, defendeu a reforma política como uma das medidas para combater a corrupção no país. Segundo Hage, que permaneceu oito anos à frente da CGU, é preciso acabar com o financiamento empresarial de campanhas e partidos. “É aí que se situa o nascedouro da maior parte da alta corrupção”, disse o ex-ministro, que defendeu ainda a adoção do financiamento público exclusivo de campanha. Hage também defendeu uma reforma no processo judicial para agilizar o andamentos dos casos e eliminar a morosidade da Justiça que “alimenta ainda a sensação de impunidade que precisamos superar”. Durante seu discurso, Hage fez um balanço de sua gestão. Ele comentou a atuação da CGU nos casos envolvendo a Petrobras e disse que somente nos últimos meses foram instauradas mais de três dezenas de processos contra dirigentes, ex-dirigentes e empregados da empresa, além de nove processos contra empresas suspeitas de fraude e pagamento de propina.

Hage disse ter a sensação de que o modelo de controle adotado pela União chegou ao “limite possível” e defendeu a ampliação da estrutura do órgão e mudança na legislação, entre elas a aprovação do Estatuto da Empresa Pública e a criação de estruturas internas de governança nas empresas públicas e no governo que vão “muito além daquilo que fazem

CAMPANHA

Segundo o ex-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, que permaneceu oito anos à frente da CGU, é preciso acabar com o financiamento empresarial de campanhas e partidos hoje suas auditorias internas”. O ex-ministro defendeu ainda maior articulação da CGU com outros órgãos como o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, a Advocacia-Geral da União, entre outros órgãos. “Tal articulação é fundamental, até porque a corrupção é fenômeno multifacetado e complexo, que exige diversas formas e instrumentos para seu enfren-

tamento”, defendeu. Hage disse também que é “inegável” que o Brasil evoluiu nos últimos 12 anos no combate à corrupção e creditou a mudança aos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Sila e da presidenta reeleita Dilam Rousseff. ‘Implacável’ O novo ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Moysés Simão, prometeu que o órgão será “implacável” no combate à corrupção. Ao receber o cargo do ex-ministro Jorge Hage, o novo chefe da CGU disse que “transparência” será a palavra de ordem do órgão responsável pela defesa do patrimônio público e pelo combate à corrupção. “É tarefa da CGU ser implacável com aqueles que não andarem na linha. Se por um lado haverá mão que orienta, por outro, haverá mão que julga e pune com rigor os desvios. Como disse a presidenta Dilma (Rousseff) ontem, a corrupção deve ser extirpada da sociedade. Temos que punir, sem trégua, a corrupção, que rouba o poder legítimo do povo; a corrupção que ofende e humilha os trabalhadores, as empresas e os brasileiros honestos e de bem”, afirmou.

GOVERNO PAULISTA

Corte de 10% dos gastos em 2015

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

VENEZUELA

Maduro quer diálogo com Brasil O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reuniuse com a presidente Dilma Rousseff e disse que os governos pretendem ampliar a cooperação em áreas como indústria e tecnologia, no âmbito bilateral e do Mercosul. “Já há iniciativas no campo alimentar, no campo farmacêutico e em outros que vão se abrir. Vamos dinamizar toda a agenda, sobretudo da cooperação econômica, industrial, tec-

nológica, agrícola, agroalimentar. Temos uma base muito bem construída durante 12 anos desse novo tipo de relacionamento entre Brasil e Venezuela”, avaliou, ao deixar o Palácio do Planalto. Maduro veio a Brasília para a posse de Dilma. Segundo ele, os governos do Brasil e da Venezuela devem retomar as reuniões periódicas que faziam durante os governos dos expresidentes Luiz Inácio Lula

da Silva e Hugo Chávez, morto em 2013. Maduro disse que agradeceu a Dilma pelo apoio do governo brasileiro em relação às novas sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. No começo de dezembro, o Senado americano aprovou uma lei com medidas como o congelamento de ativos e a rejeição da concessão de vistos para pessoas ligadas ao Executivo da Venezuela.

Alckmin anuncia corte de 15% nos cargos comissionados e 10% nos gastos com custeio do Estado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reuniuse pela primeira vez com os secretários que vão compor a equipe de governo no segundo mandato. Durante o encontro, o governador anunciou que cortará 15% dos cargos comissionados do governo e 10% dos gastos com o custeio do estado. Segundo o governador, os cortes de cargos e custeio valem para todas as secretarias.

Alckmin disse que haverá contingenciamento de 10% do orçamento, o que corresponde a cerca de R$ 6,6 bilhões das despesas previstas para 2015. Desse total, R$ 2,2 bilhões são referentes a investimentos e R$ 4,4 bilhões, a custeio. “É uma medida de natureza fiscal importante. Não sabemos, ainda no começo do ano, como é que vai se comportar a receita. À medida que a economia

for crescendo, vamos descongelar. A iniciativa é para não termos problemas no futuro”, disse o governador paulista. Segundo Alckmin, as três iniciativas são uma forma de “agir com prudência” e objetivam diminuir os gastos do governo. Outras medidas ainda poderão ser anunciadas, acrescentou ele. “É fazer mais, fazer melhor, com menos dinheiro, esse é o objetivo”, reforçou o governador.


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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL ‘DUELO DE GALÃS’ OU ‘REPLAY DE 2006’

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omo o ano que terminou, 2018 é época de Copa do Mundo e de eleições presidenciais de novo. O torneio mundial está previsto para a Rússia, enquanto para a corrida pelo Planalto só há uma certeza: a presidente Dilma Rousseff está, por lei, fora da disputa. Mas, os especuladores e especialistas de plantão já começaram fazer suas previsões sobre o cenário daqui a quatro anos. Os especialistas políticos Fernando Rodrigues, Josias de Souza e Mário Magalhães responderam a questões sobre uma possível volta de Lula, as opções que o PT vislumbra, a disputa entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin pela indicação tucana e a provável ter-

ceira corrida presidencial de Marina Silva. Será que haverá um “replay de 2006”, com Lula encarando Geraldo Alckmin? Ou será que haverá um “duelo de galãs”, com o petista Fernando Haddad enfrentando o tucano Aécio Neves? Os especialistas ainda falaram sobre a eterna pretensão de José Serra, agora senador, de chegar ao Palácio do Planalto. “Nos próximos quatro anos será travada uma batalha surda entre Geraldo Alckmin e Aécio Neves pela nomeação como o candidato tucano. Será um confronto intenso. Se não houver consenso no PSDB, Serra pode emplacar como candidato”, analisa Mário Magalhães. Já Fernando Rodrigues vê com

PRETENSÃO

Os especialistas ainda falaram sobre a eterna pretensão de José Serra, agora senador, de chegar ao Palácio do Planalto. Para eles será travada uma batalha surda entre Geraldo Alckmin e Aécio pessimismo a reedição de disputas presidenciais de 2002 e 2006. “Lula voltar a enfrentar Serra ou Alckmin são duas possibilidades reais. Mas, sinceramente, depois de tudo o que aconteceu no país, com as pessoas pedindo por mudanças, se os parti-

dos oferecerem os mesmos nomes de sempre, é a falência da política”, afirma o comentarista. Os três analistas apontam que Lula é a opção mais forte para 2018 do PT, partido que não conseguiu firmar opções eleitorais até agora. “Não acredito que nomes de Aloizio Mercadante e Jaques Wagner se viabilizem”, opina Josias de Souza. “O pior cenário para os tucanos é enfrentar Lula”, diz Mário Magalhães. Incertezas Analistas não acreditam também que o nome do atual prefeito paulistano, Fernando Haddad, vai se firmar como presidenciável. “Mercadante está em vantagem em relação a

Haddad”, afirma Josias de Souza. “Acho pouco viável. Ele primeiro tem que fazer uma boa gestão, se reeleger e ainda sair no meio de seu segundo mandato. Hoje, eu descarto as chances dele”, analisa Mário Magalhães. Sobre Marina Silva, eles acreditam em uma terceira tentativa da ex-senadora, mas ela só teria chance se fizer uma campanha “mais profissional” e “com mais estrutura”. “Ao propor a nova política, Marina afasta os políticos e os partidos tradicionais. Ela acaba se autoexcluindo”, diz Josias de Souza. “Ela desponta bem nas corridas, mas vai definhando porque falta infantaria para a campanha chegar na rua”, completa.

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Diferente de Lula (carismático), Dilma é mais tecnocrata

‘Volta, Lula’ pode comprometer PT

Alckmin nega, mas pode disputar eleição

Diante de uma campanha difícil e de uma vitória apertada de Dilma Rousseff, há sinais de que parte da militância petista já estaria ressuscitando (ainda que discretamente) o espírito da campanha “Volta, Lula” que gerou burburinho meses antes das eleições 2014. Algumas posturas de membros do partido são um prenúncio disso. Por mais de uma vez, Dilma foi interrompida durante seu discurso de vitória por gritos eufóricos de militantes em elogio ao ex-presidente. Já Rui Falcão, que preside o partido, afirmou a jornalistas que apoia um eventual retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à disputa presidencial daqui quatro anos. Para Paulo Baía, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sentimento dos petistas é compreensível. Segundo ele, as dificuldades do

primeiro governo de Dilma derivam do fato de ela não ter um perfil parecido com o do ex-sindicalista. Enquanto Lula esbanja carisma, a presidente reeleita é apontada como mais “tecnocrata”. “A militância do PT está sentindo falta de uma liderança forte”, diz o especialista. E o ex-presidente seria a resposta para esta demanda. Ex-presidente No entanto, apostar na candidatura do ex-presidente para a próxima eleição pode ser um problema para o projeto político de longo prazo do partido fundado pelo ex-sindicalista. “O PT está preocupado com a renovação dos quadros do partido. A volta do Lula seria uma forma de sabotar este projeto”, diz Pedro Arruda, professor da PUC-SP.

Lula é aposta do PT para 2018


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Política

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RICARDO OLIVEIRA

Caderno B

Economia

Setor primário otimista com o ano de 2015 Economia B4 B5

Medidas do governo geram desconfiança na indústria ARQUIVO EM TEMPO

Empresários do setor dizem que sem reformas essenciais, como a política e a tributária, a tendência é de queda na produção

ALIK MENEZES Especial EM TEMPO

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epresentantes da indústria amazonense afirmam que o governo federal precisa definir ações efetivas para que a economia brasileira comece a melhorar. Caso contrário, o Polo Industrial de Manaus (PIM) em 2015 seguirá a tendência de queda na produção e contenção dos estoques sofrida nos últimos anos. Na avaliação do presidente do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o ano de 2014 foi ruim para a economia brasileira e mesmo com uma nova equipe econômica assumida, as suas expectativas para 2015 não são positivas. Segundo ele, algumas medidas que serão adotadas pelo governo federal podem prejudicar ainda mais a economia. “Será um ano difícil porque o governo federal fará ajustes para conter gastos e isso vai refletir na economia de modo geral. Não percebemos nenhuma medida concreta do governo visando resgatar a competitividade da indústria”, enfatizou Périco. Para ele, as fábricas do PIM, que atuam com a produção de eletroeletrônicos, serão as que terão melhor desempenho durante o novo ano, com destaque para a produção de

tablets, smartphones e ar-condicionados split. “Queria que todos os setores da indústria conseguissem crescer em 2015. Mas sabemos que não será assim. Acreditamos que o setor eletroeletrônico terá um bom desempenho”, afirmou. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, também concorda que o próximo ano não será bom para a indústria,

INFLAÇÃO

A CNI calcula que os juros terminarão, em 2015, em torno de 12,5% e que a inflação encerrará o próximo ano em 6,2%, quase o limite superior da meta fixada pelo governo, de 6,5% mas espera que a nova equipe de governo da presidente Dilma Rousseff tenha mais autonomia. Ele defende que os técnicos tenham liberdade para implantar as novas medidas econômicas. “As nossas expectativas não são boas, mas estamos esperançosos. Esperamos que a nova equipe econômica do governo tenha mais liberdade para atuar e, assim, a economia brasileira comece a melhorar.

DIVULGAÇÃO

Cieam aponta que o setor eletroeletrônico terá o melhor desempenho do PIM, em 2015, com tablets e smartphones

2015 PERSPECTIVA Não acreditamos numa melhora de imediato. Com certeza não virá no primeiro trimestre”, pontuou Azevedo. Reformas O executivo afirmou que medidas como a reforma tributária e política precisam ser tomadas pelo governo federal para que o cenário econômico do país e, consequentemente, da indústria amazonense comece a mudar. “Precisa ter a reforma política, reforma tributária, desonerar a cadeia produtiva. Com essas ações, possivelmente, nós poderemos acompanhar a economia mundial. Vamos pegar os bons exemplos do que deu certo e adaptar para a nossa realidade”, defendeu Azevedo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê leve melhora dos indicadores econômicos em 2015. A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça timidamente ao longo do próximo ano e que os juros continuem em alta, freando o consumo e os investimentos.

Sindmetal aponta que há muitos trabalhadores da indústria migrando para o setor comercial

Trabalhadores do PIM com medo Ao longo do ano de 2014, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindimetal) estima que foram demitidos aproximadamente dez mil operários do Polo Industrial de Manaus. Por conta do cenário econômico que se desenha para o Estado e para o país, os operários estão com medo da atual situação do parque fabril amazonense. De acordo com o presidente do Sindmetal, Val-

demir Santana, muitos operários estão migrando para outros setores. “Os trabalhadores estão mudando de ramo. Como está abrindo vários shoppings aí pela cidade, isso gera muito emprego, mas não adianta gerar muito emprego num shopping se não tem trabalhadores para comprar lá”, disse. Outra preocupação com relação aos trabalhadores apontada pelo vice-presi-

dente da Fieam, Nelson Azevedo, é com relação aos funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo ele, a autarquia precisa solucionar as reivindicações dos seus servidores, que estão em estado iminente de greve, e a definição de quem será o titular da Suframa. Para ele, o superintendente interino, Gustavo Igrejas, deveria ser o titular.


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Economia

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Construção civil manterá investimentos com cautela

DIEGO JANATÃ

Empresários do setor esperam crescimento médio de 2% em 2015, meta que não deverá ser alcançada nas contas de 2014

As previsões para o novo ano são “negativas” e entre os fatores que influenciam a falta de investimentos dos empresários está a falta de pagamento das obras do Minha Casa, Minha Vida ALIK MENEZES Especial EM TEMPO

A

perspectiva de empresários e representantes do setor da construção civil do Amazonas para o ano de 2015 não é positiva. A expectativa do setor é de leve crescimento de 2% ante o ano passado. Mesmo ciente da desaceleração, o empresariado garante que manterá investimentos, mesmo que de forma cautelosa. Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, a previsão do setor para o ano de 2015 é pessimista. Segundo ele, o resultado do ano passado será divulgado apenas em fevereiro, mas acredita que não alcançará a meta de 2%. “Só saberemos se houve crescimento ou não em fevereiro. Mas esse ano foi bem complicado para o setor. E para esse novo ano as perspectivas não são nem um pouco favoráveis. Se houver crescimento, será de 1% ou, no máximo, 2%. Nada mais que isso”, avaliou Lopes. Ele destacou que, além da crise econômica do país, outros fatores colaboram para que os empresários não invistam em outros empreendimentos. De acordo com o empresário, o governo federal não tem efetuado o pagamento das obras do programa habitacional Minha

casa, Minha vida. Para ele, sem esses recursos os empresários não podem investir em outras obras. “O governo federal não está pagando os fornecedores de obras que já foram construídas. Logo, se as empresas não recebem os pagamentos dessas obras elas não tem segurança para investir em outros empreendimentos, inclusive empreendimentos particulares. Isso afeta toda a cadeia. Os

APOSTA

O grupo SKN diz que investirá em empreendimentos que ofereçam melhor custo-benefício para tentar atrair clientes e superar a crise do segmento. A aposta está na ótima localização dos empreendimentos empresários não estão otimistas”, afirma. O presidente da construtora e incorporadora Capital Rossi, Pauderley Avelino, também concorda que 2015 será um ano difícil para o setor, mas acredita que é preciso manter investimentos e seguir com estudos sobre formas de atuar no mercado amazonense. “Nós estamos cientes da dificuldade, mas temos planos

2015 PERSPECTIVA de negócios e vamos investir em mecanismos para superar a má fase”, salienta. O empresário conta que a empresa investirá em empreendimentos para as classes A, B e C durante todo o ano de 2015. “Não posso adiantar quantos e nem quais são, mas temos projetos para todo o próximo ano e para todas as classes”, afirma Avelino. Cautela A SKN Incorporadora informa que, mesmo com a desaceleração do setor, ela continuará investindo em novas construções, mas de forma mais cautelosa. “Temos grandes desafios para o próximo ano, assim como o Brasil. Estamos cientes que a economia vem desacelerando e isso nos faz ser mais cautelosos. No entanto, seguiremos com nossos projetos e entregas. As obras, por exemplo, do Soberane seguem em ritmo acelerado e devemos ter mais um lançamento em 2015”, disse o diretor executivo do grupo, Eduardo Han.

Contratações no início do ano O diretor representante do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção Civil do Estado do Amazonas (Sintracomec-AM), Carles dos Santos, diz que mesmo com o pessimismo do setor, haverá contratações no início do ano. As vagas serão disponibilizadas por empresas que iniciarão ou já iniciaram obras no

município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus). “Nossa projeção é positiva. Vai ter um crescimento nas contratações já para o início do ano. Como o setor está expandido lá para o Iranduba com as obras na Cidade Universitária, prédios e casas muitas empresas já estão nos procurando e pe-

dindo indicações. Empresas vão contratar entre janeiro e fevereiro entre 300 a 400 operários”, afirma Carles. Conforme dados do sindicato, de janeiro a outubro de 2014 foi registrado a demissão de 6.228 operários. Em 2013, de janeiro a dezembro, o total de 7.272 trabalhadores foram dispensados.


Economia B3

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Comércio varejista prevê um ano ‘duro’ para o setor 2015 PERSPECTIVA

CDL-Manaus aponta que somente em 2014 o comércio manauense ganhou quase 600 novas lojas em vários pontos da cidade e também com a inauguração de dois novos shopping centers SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

P

pais desafios que essas novas lojas, juntas com as demais, terão que enfrentar para conseguir crescer em 2015. Segundo ele, os empresários devem agir com cautela e in-

comércio e terão que se ajustar, manter a capacidade de organização e reduzir custos para ter resultados positivos no primeiro ano de funcionamento para depois pegar o embalo”, apontou. Realista O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bichara, também vê um cenário de preocupação para 2015, com o crescimento do dólar disparado - o que não acontecia há mais de 10 anos -, queda no Produto Interno Bruto (PIB) do país, aumento dos juros, da inflação, da inadimplência, entre outros. “Estamos preocupados porque devemos ter um ano turbulento. Isso não é ser pessimista, é a realidade”, salienta.

PREVISÃO

Apesar da crise que atingiu o comércio, o presidente da CDLManaus, Ralf Assayag, prevê que o setor fechará 2014 com um crescimento aproximado de 4,5% em relação ao ano anterior teligência, visto que além da crise, a concorrência aumentou na cidade. “Essas novas lojas vão dividir a ‘pizza’ do

DIEGO JANATÃ

ara os especialistas, 2015 será um ano de reajustes na economia brasileira. Por esse motivo, representantes de entidades do comércio varejista do Amazonas prevêem um ano difícil para o setor em todo o Estado. Porém, segundo o empresariado amazonense, nada que não possa ser revertido, uma vez que o varejo em geral passou por um processo de expansão em 2014, principalmente na capital. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLManaus), Ralph Assayag, a previsão é que o ano de 2015 seja “duro”. No entanto, deve

ser também tempo de colher o que foi plantado no ano passado. “Tivemos abertura de novas lojas e shopping centers, em Manaus. Com isso, um grande número de pessoas foi contratado e será mantido nesse novo ano, o que gera mais receita para as compras”, afirma. Somente em 2014, o comércio manauense ganhou mais de 580 novas lojas, segundo o presidente da CDL-Manaus. De acordo com ele, 180 desse total foram abertas em pontos variados da cidade e aproximadamente 200 lojas em cada shopping inaugurado. Os novos centros de compras são o Sumaúma Park Shopping e o Manaus Via Norte, ambos localizados na Zona Norte da capital amazonense. Assayag enumera os princi-

Presidente da ACA, Ismael Bichara diz que o setor acredita em parceria com governo do AM

Investimento a longo prazo Ismael Bichara destaca, no entanto, que os empresários amazonenses estão acostumados a viver em período de crise. Portanto, devem tomar algumas precações nesse novo ano que inicia. Entre elas, saber onde investir, ter visão mais longa do futuro, fazer planejamento estratégico do que pode acontecer dentro da empresa. “Seguir esse plano é fundamental para ter resultados positivos. Só assim o empresário vai passar pela crise com menos turbulência”, enfatiza.

O empresário conta que não adianta falar que 2015 será um ano bom para o comércio porque o cenário não é favorável. Conforme a sua avaliação, a eleição acabou e não se ouve políticos falarem em reforma tributária, trabalhista, política e nem mesmo na Previdência. “No período eleitoral se falava muito, agora ninguém comenta nada. Acredito que no geral vai ser difícil, mas se conseguirmos empatar com o resultado de 2014 ou de 2013, já será um excelente ano”, observa.

POLÍTICA

Empresários confiantes no cenário Os representantes do comércio varejista do Amazonas estão otimistas em relação ao novo quadro político formado no país e nos Estado. Eles esperam que em 2015 haja parcerias em prol do setor para que os empresários continuem investindo na região. “Que os novos governos brasileiro e estadual tratem o nosso setor com todo cuidado e tragam propostas para dar mais tranquilidade aos empresários”, salienta o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag. O presidente da ACA, Ismael Bichara, relata que pela conversa que o governo

estadual teve com as entidades representativas do comércio amazonense, a expectativa é que ele seja um parceiro do setor. “Ao que tudo indica, o governador do Amazonas, José Melo, vai fazer um governo modelo, seguindo a linha do Omar Aziz, que sempre teve tolerância com os empresários tanto do comércio quanto do Polo Industrial de Manaus (PIM)”, observa. Para Bichara, a confiança é por conta do relacionamento próximo que o governo do Estado tem com o governo federal, além de ser parceiro do prefeito de Manaus, Arthur Neto.

Segundo ele, o empresariado acredita que o Estado terá um governo bom, tendo em vista que ele reduzirá o número de secretarias, proporcionando redução de mais de R$ 1 bilhão nos gastos públicos. “Percebese que ele se dedica ao seu governo”, destaca. Durante o ano de 2014, o comércio varejista amazonense viveu a expectativa de crescimento além da meta por conta da Copa do Mundo, uma vez que Manaus seria uma das sedes do torneio internacional. Contudo, com o passar dos meses, os empresários se mostravam decepcionados com os resultados.

DIEGO JANATÃ

Empresários esperam que em 2015 o volume de vendas do setor pelo menos empate com os resultados de 2014 ou 2013


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Economia

Otimismo é a palavr Explicação está no orçamento público maior para 2015, com metas para fortalecer segmentos como a cultura frutífera EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

A

s expectativas do setor primário amazonense para 2015 são otimistas, segundo avaliação dos representantes públicos e privados. Depois de um ano difícil por conta da recessão técnica que viveu o país e de questões climáticas, para o próximo ano o governo do Amazonas prevê recurso até 400% maior em relação ao inicialmente estimado para 2014. Segundo o titular da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Valdenor Cardoso, na virada de 2013 para 2014 a estimativa era de que a pasta obtivesse recursos na ordem de R$ 50 milhões. Contudo, durante o ano, a Sepror obteve concessão orçamentária de R$ 141 milhões. Para 2015, Cardoso aponta que o governo estima captar somente para a Sepror valor na ordem de R$ 250 milhões. “Considerando que a projeção do orçamento do Estado foi de R$ 15 bilhões, estamos com orçamento da ordem de 2,7%”, explica. No entanto, conforme Cardoso, os recursos do Estado para o setor devem alcançar R$ 400 milhões, somente de arrecadação de tributos, se somados os orçamentos dos

demais órgãos que atendem o setor. Entre eles: o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam), a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) e a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), mas que opera no setor agrícola.

CONCURSO

Valdenor diz que, para 2015, deverá lançar edital de concurso público para o quadro do Idam. O órgão conta hoje com cerca de 400 técnicos nas 66 unidades instaladas nos municípios e distritos do Estado Além dos valores estimados para o orçamento, por meio de arrecadação, o secretário aponta que o Estado constrói um projeto para os próximos quatro anos, com valor na ordem US$ 1 bilhão, que será apresentado à Confederação Andina de Fomento (CAF) e ao Banco Mundial, dividido em US$ 500 milhões para cada instituição financeira. Do valor global, Cardoso afir-

ma que mais de 50% será destinado para o setor primário. O foco, de acordo com ele, é o fortalecimento da piscicultura e principalmente da fruticultura, com ênfase na produção de açaí e nas demais culturas que o Estado apresenta condições agronômicas e competitivida como, por exemplo, a melancia em Manicoré, o guaraná em Maués e o café em Borba e Novo Olinda. “Estamos num processo de realinhamento da Sepror, focando apoiar o produtor lá na ponta. Vamos rever questões como assistência técnica, logística, sistemática operacional para que a tecnologia possa chegar a ele, a uma organização social produtiva que diminua as perdas”, comenta Cardoso. Dentro da reestruturação da pasta, o secretário conta que o Estado buscará fechar parcerias com o produtor rural, associações, cooperativas e prefeituras, com objetivo de criar uma rede de assistência técnica para ampliar o apoio à agricultura familiar. “Vai envolver as prefeituras municipais, organizando as secretarias de agricultura, cooperativas de assistência técnica, todas devidamente credenciadas pelo Ministério da Agricultura e pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Sustentável do Amazonas”, explica.

2015 PERSPECTIVA

A produção de açaí será uma das principais apostas do governo do Amazonas


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ra do setor primário Suframa quer ampliar mercados A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), por meio da assessoria de imprensa, informa que, para o Distrito Agropecuário da Suframa (DAS), as expectativas são de elevação do volume de investimentos no polo agropecuário, por conta da implantação de pelo menos dois grandes projetos nas áreas de piscicultura e cultura permanente. A Suframa vislumbra parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O objetivo é incrementar a produção do guaraná no DAS. Outra finalidade dessa relação com o órgão é a firmação de um convênio voltado à promoção da assistência técnica aos produtores do polo agropecuário localizado entre Manaus (40%) e Rio Preto da Eva (60%), com uma área de 590 mil hectares. A autarquia informa que passa por um processo de atualização do seu planejamento estratégico voltado para o setor primário, referente às atividades agropecuárias do DAS. Situação que vai desde a modernização das normas técnicas para a ocupação até a busca de novas diretrizes de desenvolvimento para o setor, com a

parceria de instituições de pesquisa e outras instituições públicas e privadas. A Suframa informa que, como o ano-agrícola do DAS encerra em 2015, não é possível quantificar o seu valor de produção. No ano-agrícola 2012-2013, a assessoria diz que foi apurado um valor de produção na ordem de R$ 9.971.796,00, advindo dos 277 estabelecimentos rurais vistoriados no período. O ano-agrícola é o período que se inicia com o plantio, compreende a colheita e se encerra com a comercialização da produção. A produção do DAS, hoje, conforme a Suframa, abastece em parte o mercado de Manaus e de Rio Preto da Eva e da sede do município vizinho de Presidente Figueiredo, com parte da produção de bananas, que são destinadas à merenda escolar. A perspectiva é de ampliar sua destinação para outros mercados. Além da produção voltada à fruticultura, citricultura, horticultura, aquicultura e avicultura, o DAS também é grande produtor de grama e seus principais clientes são Manaus, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Roraima.

Pecuária próximo do selo ‘livre de aſtosa’

Para a pecuária amazonense, 2015 deverá ser de recuperação, principalmente porque deverá ser o ano em que o Amazonas alcançará a classificação sanitária de livre de aſtosa com vacinação para todo o seu território. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faeam), Muni Lourenço Silva Júnior. Segundo ele, essa condição permitirá a valorização dos produtos da cadeia produtiva do Estado como, por exemplo, a carne e os laticínios, além de proporcionar condições aos pecu-

aristas amazonenses para o melhoramento genético do seu rebanho. “Estamos verificando um aumento de investimentos do setor produtivo em novas tecnologias de manejo pecuário e melhoramento genético”, diz. Muni observa que o setor também espera para o próximo ano melhores condições de renegociação de débitos rurais junto aos bancos oficiais. “Parte dos pecuaristas do Estado foi colocada na inadimplência por conta dos prejuízos dos eventos climáticos extremos que vêm atingindo o Amazonas nos últimos

anos. Além disso, estamos acompanhando com expectativa estimulante o anúncio do governador José Melo de priorização da produção rural e da interiorização da economia no seu próximo governo”, comenta. A presidente da Faeam avalia que 2014 para a pecuária amazonense foi um ano difícil por conta dos fenômenos naturais que encareceram a produção do setor. “Primeiro porque boa parte de nosso rebanho é criada em várzea. Essas áreas foram novamente atingidas por uma grande cheia, que foi completada com uma va-

zante curta, o que comprometeu bastante a atividade criatória”, explica. Nas regiões produtoras de terra firme de maior expressão pecuária do Estado, como Boca do Acre e Sul de Lábrea, Muni conta que ao longo do ano ocorreram invasões em fazendas produtivas, o que ocasionou grande intranquilidade aos pecuaristas. Apesar dos problemas, o pecuarista observa que em 2014 ocorreu uma melhoria no faturamento real do setor, favorecido pelo incremento dos preços do boi gordo e medidas tributárias.

Amazonas possui classificação “livre de febre aſtosa” com vacinação no sul do Estado e quer alcançar todo o território


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País

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Senado tem sugestões para a ‘pátria educadora’ VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Relatório apresentado por comissão temporária aponta soluções para o setor, que conta com 300 projetos tramitando na casa

Relatório apresenta sugestões que contemplam ensino infantil, educação básica e universidades, além de um programa voltado para as massas e que prevê a erradicação do analfabetismo

Recursos Os custos para implantar as ações, segundo Cristovam, equivaleriam a 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 640,2 bilhões. Ou seja, abaixo do previsto no novo Plano Nacional de Educação (PNE - lei nº 13.005/2014), que determina a aplicação de 10% do PIB no setor. Porém, o senador explica que o PNE não indica de onde virão os recursos, nem como

serão gastos. No relatório apresentado à comissão temporária, Cristovam aponta 15 fontes possíveis de financiamento, que, juntas, chegariam a quatro vezes o valor total a ser financiado. O senador deixou para posterior decisão política a escolha de quais devem ser utilizadas para promover a esperada revolução na educação brasileira. Ele sugere, por exemplo, a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional, o imposto sobre grandes fortunas e a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira para a Educação (CPME). Aponta ainda recursos que

Projetos e emendas para ajudar A preocupação dos senadores com a educação no Brasil também se revela no grande número de proposições tratando do tema que tramitam na casa. São em torno de 300 matérias, a maioria Projetos de Lei apresentados por senadores, mas também Propostas de Emenda à Constituição Federal (PECs) e projetos da Câmara. Um exemplo é o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 255/2014, que propõe a adoção do regime de educa-

ção em tempo integral para todos os alunos do ensino fundamental da rede pública. De autoria do então senador Wilson Matos (PSDB-PR), o texto está em exame na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Com o objetivo de reduzir a evasão escolar, o senador Ricardo Ferraço (PMDBES) apresentou o PLS nº 299/2014, que torna o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) obrigatório para todas as escolas

de educação básica das redes pública e privada do país. O parlamentar quer ampliar sua utilização para melhorar a qualidade da educação básica e assegurar a permanência dos estudantes nas escolas. Outras proposições tratam de aspectos específicos da gestão do sistema, como é o caso do PLS 5/2014, também apresentado por Ferraço, que trata do processo seletivo para a escolha de diretor de escola pública.

PREPARAÇÃO

O PLS nº 6/2014, de autoria do senador Ricardo Ferraço, prevê a implantação de residência na formação de docente da educação básica, como forma de ampliar a vivência no ambiente escolar resultariam do fim das deduções no Imposto de Renda para educação - que seriam desnecessárias, a seu ver, com a implantação de escolas públicas de qualidade - e de valores recuperados pela Justiça nos casos de corrupção e contrabando. Outra fonte apontada pelo senador é a redução nos sacrifícios fiscais decorrentes de renúncias e desonerações, que resultaria em R$ 249,8 bilhões ao ano. Ele também sugere uma taxa verde sobre combustíveis fósseis e a suspensão dos gastos com publicidade do governo, que geraria uma economia de R$ 4,3 bilhões.

Avaliações refletem maus resultados

PEDRO FRANCA/AGSENADO

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Senado está pronto a oferecer à presidente Dilma Rousseff sugestões para ajudá-la a tornar o Brasil uma “pátria educadora”, como ela prometeu em seu discurso de posse para o segundo mandato, na quinta-feira (1º). São diversos projetos de lei em tramitação na casa e medidas de financiamento da educação capazes de levar o país a ingressar “no mundo das economias inovadoras e sociedades harmônicas”, nas palavras do relator de uma comissão criada para analisar o tema, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Em dezembro, a comissão temporária que estuda soluções para o financiamento da educação discutiu o relatório final elaborado por Cristovam. No texto, o parlamentar sistematiza as sugestões de 16 especialistas ouvidos em cinco audiências públicas realizadas ao longo do último ano. O relatório detalha ações e fontes de financiamento para alavancar a qualidade da educação no país, desde o ensino infantil, passando pela educação de base e o ensino universitário, incluindo ainda um programa além da escola convencional, para erradicar o analfabetismo e ampliar o acesso dos brasileiros a bibliotecas e eventos culturais.

Senador Cristovam Buarque aponta no documento 15 fontes de financiamento para a educação

No geral, as propostas em discussão no Senado visam superar problemas do sistema educacional brasileiro, que geram resultados ruins do país em rankings e levantamentos internacionais. No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), por exemplo, que testa a habilidade de estudantes em resolver problemas de raciocínio lógico relacionados a situações práticas do cotidiano, o Brasil ocupa o 38° lugar entre os 44 países avaliados. Em levantamento, feito pela OCDE, que mede o investimento dos países em alunos nos ensinos fundamental, médio e superior, o Brasil aparece na penúltima posição. O país também está entre os dez com maior número de analfabetos adultos do mundo. Apesar da queda no índice de analfabetos nos últimos 13 anos, passando de 13,6% para 8,5% da população brasileira, o país ainda tem 17 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever.


País

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Canabidiol será redefinido Anvisa deverá retomar discussão sobre a liberação de um dos 80 compostos da maconha, para fins medicinais e terapêuticos, dentro de 15 dias. O canabidiol, presente na folha da planta, figura na lista de substâncias proibidas no Brasil

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discussão sobre a reclassificação do canabidiol será retomada na primeira quinzena deste mês pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante reunião da diretoria colegiada. Atualmente, o canabidiol in-

Documentos atestarão a finalidade No caso da primeira importação, o interessado deverá preencher um formulário com dados gerais, apresentar a prescrição e o laudo médico à Anvisa. O solicitante deverá assinar ainda um termo de responsabilidade com o médico responsável pelo tratamento. Caso haja alteração de prescritor, será necessária a assinatura de novo documento. Também em 2014, o Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução CFM nº 2.113/2014, decidiu autorizar neurocirurgiões e psiquiatras a prescrever remédios à base de canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsia, cujos tratamentos convencionais não surtiram efeito. A decisão do CFM deverá ser revista em dois anos, quando serão avaliados novos elementos científicos.

SAÚDE

Projeto pretende criar Sampi A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei (PL), nº 7616/14, do deputado Wilson Filho (PTB-PB), que prevê a criação dos Serviços de Atendimento Médico em Primeira Instância (Sampi), para garantir socorro em locais de grande movimentação de pessoas. Pela proposta, cada unidade deverá contar com, no mínimo, uma equipe formada por um médico e um enfermeiro; maca e desfibrilador cardíaco; instrumentos para diagnóstico; e meios que possibilitem a comunicação com hospitais. O texto determina que haja Sampi fixos em locais onde circulem diariamente pelo menos cinco mil pessoas, como shoppings, feiras permanentes e terminais de transporte. Já eventos esporádicos com público diário superior a cinco mil pessoas por dia – espetáculos artísticos, eventos desportivos, comemorações cívicas etc. – deverão ter Sampi provisórios. Os Sampi, de acordo com o projeto, deverão prestar atendimento médico em primeira instância, identificar casos de urgências e emergências médicas e transportar as vítimas para os hospitais.

tegra a lista de substâncias proscritas (proibidas) no Brasil. O canabidiol é uma substância, presente na folha da maconha (Cannabis sativa), que é usada para tratamento de doenças neurológicas, câncer, Mal de Parkinson, entre outras. Em audiência pública na Comissão de Seguridade

Social e Família da Câmara dos Deputados, realizada em novembro de 2014, o presidente substitudo da Anvisa, Ivo Bucaresky, explicou esse trâmite. “Por ser um derivado da cannabis, o canadibiol estava incluso na Lista E, que é a lista de plantas que po-

dem originar substâncias entorpecentes e psicotrópicas, e na Lista F, que são susbtâncias de uso proscrito no Brasil, de entorpecentes e psicotrópicos”. Caso seja reclassificado, ele vai para a “Lista C1, que é uma lista de (remédios) controlados que envolve uma

série de medicamentos”. Burocracia Segundo o Bucaresky, a reclassificação facilitará a importação da substância por pessoas jurídicas e para pesquisas científicas. No ano passado, a agência simplificou os trâmites neces-

sários para a importação de produtos à base de canabidiol por pessoa física e para uso próprio. Com a mudança, a documentação entregue pelos interessados tem validade de um ano, sendo necessária apenas a apresentação da receita médica a cada novo pedido de importação.


Mundo

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Para a ONU, luta contra o ebola continua ‘dura’ MARTINE PERRET/UN

O

chefe da Missão das Nações Unidas para o Combate ao Ebola (Unmeer), Anthon Banbury, disse neste final de semana que a África Ocidental não está prestes a se livrar do ebola e destacou que a comunidade internacional deve dar continuidade aos esforços para combatê-lo. Banbury, que assumiu o cargo quando a Unmeer foi criada, em setembro, deixou Acra, capital de Gana, onde fica a sede da organização, neste sábado (3), sendo substituído pelo mauritano Ismail Ould Cheikh Ahmed. “Penso que a mobilização deu seus frutos, mas temos ainda um longo caminho a percorrer.

Trata-se de um combate muito difícil e não sabemos o que o futuro nos reserva”, declarou em conferência de imprensa. “O que me preocupa, acima de tudo, é saber quando vamos atingir números mais baixos – o que deverá acontecer já em 2015, estou convencido disso. Mas, com um caso aqui e mais dois acolá, (o vírus) continua a ser uma ameaça preocupante para qualquer comunidade em qualquer país”, sublinhou, instando a comunidade internacional a não desviar a atenção do ebola até que a epidemia seja controlada. Esforços A Unmeer foi criada para coordenar a lutra contra a

doença nos três países mais atingidos - Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri. Foi a primeira missão da ONU especificamente destinada a controlar uma crise de saúde pública. Vírus A epidemia de ebola já matou 7.890 pessoas na África Ocidental, num total de 20.171 casos registados nos três países mais afetados, conforme o balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no último dia 28 de dezembro. O surto de ebola que atingiu a África Ocidental este ano foi considerado o maior da história desde o descobrimento da doença, em 1976.

Malvinas são tema de campanha

Príncipe Andrew é citado em caso de abuso sexual

Para combater o avanço do vírus, em setembro de 2014, a entidade criou uma missão enviada à África Ocidental

Funcionários da Cruz Vermelha trabalham no enterro de vítima de ebola, em Serra Leoa

ARGENTINA

INGLATERRA

Uma mulher alegou ter sido forçada diversas vezes a manter relações sexuais com o príncipe Andrew, 54, um dos filhos da rainha Elizabeth 2ª e o quinto na linha de sucessão do trono britânico. Segundo a denúncia, ela teria sido obrigada, na adolescência, a fazer sexo com o príncipe, que tem o título de duque de York, em três locais. O nome de Andrew foi mencionado em documentos legais apresentados a uma corte da Flórida, nos EUA, relacionados a uma ação judicial que corre há bastante tempo contra o banqueiro americano Jeffery Epstein. Nos documentos, uma

mulher não identificada disse que Epstein a forçou a fazer sexo com o príncipe Andrew em Londres, Nova York e numa ilha particular do banqueiro no Caribe quando tinha menos de 18 anos. Os encontros teriam acontecido entre 1999 e 2002. As acusações da mulher, enviadas à Justiça na terça-feira (30), foram acrescentadas a um processo apresentado por outras duas mulheres que afirmam terem sido abusadas por Epstein quando menores. O banqueiro bilionário foi condenado em 2008 após declarar-se culpado por ofensas sexuais a uma garota de 14 anos. AFP

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Duque de York é citado em ação judicial nos EUA

Uma nova lei na Argentina obriga todos os meios de transporte público a expor em um espaço “visível e destacado” a frase “As Ilhas Malvinas são argentinas”. A regra vale para qualquer tipo de veículo: trens, ônibus, navios e aviões. As estações de chegada, partida ou escala de meios de transporte também devem exibir “em um espaço destacado” a inscrição. A autora do projeto que resultou na lei é a senadora Teresita Luna, da mesma coligação política da presidente Cristina Kirchner. Como Cristina está de licença médica por uma fratura no tornozelo, a lei foi sancionada pelo vice-presidente, Amado Boudou na sexta (2). No entanto, o projeto já havia sido aprovado pelos deputados em novembro. Na época, Luna publicou um texto no seu site em que dizia que a frase nos veículos de transporte público é uma ferramenta a mais para seguir mostrando ao mundo a plena convicção de todos os argentinos de acompanhar a nossa presidente em sua reivindicação pelas ilhas. “Ninguém pode ignorar a importância da comunicação visual”, ela escreveu. E afirmou que essa é uma forma de reiterar entre os argentinos o sentimento de que as ilhas pertencem a eles.


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diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Caderno C

Dia a dia

Prefeitura também foca em obras Dia a dia C3

Grandes obras estão na previsão dos governantes DIVULGAÇÃO

Mesmo diante da atual crise econômica, governo do Estado e Prefeitura de Manaus prometem mudanças estruturais

2015 PERSPECTIVA Na área da Educação, serão construídas em Manaus 15 escolas de tempo integral, nas áreas da periferia da cidade, conforme está previsto na programação do governador José Melo

A

pesar da desconfiança quanto ao crescimento da economia brasileira, os governantes do Estado prometem ser este o ano das grandes obras no Amazonas. Ao menos R$ 1 bilhão devem ser investidos na construção e duplicação de vias, vicinais, escolas e hospitais. O valor ainda pode ser alterado, segundo o governador José Melo. “Se a economia for melhor, tem aumento de receita e vou chegar a muito mais. Se não der resposta que preciso no meu orçamento deste ano e frustrar, tenho que me adequar”, afirmou. Além disso, o governador anunciou a redução de dez secretarias. “Se eu conseguir reduzir o tamanho do Estado para o que eu quero, e vou conseguir, aumenta minhas possibilidades de sobrar dinheiro, que hoje é de custeio, para que eu possa fazer investimento. Então 2015 não vai ser confortável, mas estou tomando as providências para que dentro do desconforto nacional, eu possa transitar sem ser numa camisa-de-força. Pé no chão mesmo”, avaliou. Dentre as obras anunciadas para este ano, estão a concretização da avenida das Flores

(que liga a rodovia AM-010, próximo ao aterro sanitário à avenida das Torres) e a duplicação da avenida desembargador João Machado, no Planalto, Zona Centro-Oeste. Além disto, já foi licitada e formulada ordem de serviço para a construção de dois anéis viários, leste e sul, que duplicará o acesso do Distrito Industrial até o aeroporto internacional Eduardo Gomes. “São duas obras muito fundamentais em Manaus, que facilitarão o ir e vir na cidade”, afirmou Melo. Moradia Também serão finalizadas as moradias do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) na bacia do São Raimundo e Educandos. “O Amazonas tem alguns projetos já aprovados e em andamento que envolvem bastante dinheiro, como exemplo, o Prosamim, que temos R$ 1,2 bi já garantidos”, disse. Na área da saúde será ampliada a quantidade de leitos em cinco hospitais da capital, totalizando 900 novos leitos na rede. Além da construção do Hospital do Sangue do Amazonas, uma estrutura com quatro andares, com mais 120 leitos com enfermarias para crianças e adultos e orçado em R$ 37 milhões. Além da construção

de um hospital de diagnóstico e imagem. “Todo tipo de exame será concentrado em rede. No tempo que você faz o exame, o médico poderá estar consultando para saber o resultado”. A previsão de entrega do hospital da Zona Norte está marcada para o dia 30 de julho. “É o maior e mais bem equipado hospital do Norte do Brasil, que vai funcionar em parceria público-privada, ou com Sírio Libanês, ou com Israelita Albert Einstein. Em que as cirurgias de alta complexidade todas serão feitas aqui, não será mais necessário levar para São Paulo”, anunciou. Interior Para os municípios do interior, José Melo anunciou a criação de 14 polos, onde se concentrarão os serviços do Estado. “Como exemplo, vou pegar Tefé e ampliar o hospital e colocar à disposição da população serviços do Idam, Ipaam que vai atender Maraã, Alvarães, Japurá e os municípios vizinhos”, disse. Ele explicou que dará continuidade às 402 obras em andamento no interior, além da construção de seis hospitais, vicinais e escolas de tempo integral. “Praticamente 80% das obras estão no interior do Estado”, disse. Continua na página C3

Educação é uma das prioridades Na área da Educação, considerada prioridade para o governador, conforme anunciou na posse, serão construídas em Manaus 15 escolas de tempo integral, nas áreas da periferia. No ensino superior, será incentivada a formação de cursos que incentivem a pesquisa voltada para as especificidades da região amazônica, nas áreas da piscicultura, cosméticos e fármacos, por exemplo. “Como posso desenvolver nosso polo de mi-

nerais se não tem mão de obra e não temos curso? A grande mudança nos próximos quatro anos será a abertura de cursos voltados para o mercado futuro do nosso Estado”, afirmou. Também serão implantado dois núcleos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) voltados à formação e aperfeiçoamento de mão de obra para o distrito industrial e para área de serviços e comércio. O governador anunciou a

implantação do projeto Todos pela Vida, que vai envolver diversas secretarias na prevenção ao crime organizado. “Faremos a união das secretarias de Educação, Cultura, Esportes, Assistência Social e Segurança Pública, oferecendo um ‘guarda-chuvas’ de atividades sociais nos bairros onde a gente sabe que tem problemas, para dar proteção à juventude e combater a criminalidade no nascedouro e evitar que jovem vire traficante”, afirmou. DIVULGAÇÃO

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

O Cetam também terá seus cursos profissionais ampliados para a formação profissional


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Dia a dia

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Nova área de preservação mostra seus resultados Segundo o líder da pesquisa, professor Johnson Pontes de Moura, Canutama tem como principal economia a produção de farinha, mas o pescado tem se constituído nos últimos anos uma fonte econômica muito mais rentável e, por conta disso, muitos agricultores abandonaram suas profissões anteriores e passaram a praticar a pesca como fonte de alternativa de subsistência. Essa pesca desordenada, segundo o pesquisador, aliada aos atravessadores, que compram o peixe in natura e

Como resultado da pesquisa, 58 alunos do Ensino Médio da escola estadual Tancredo de Almeida Neves 93% responderam que a APA é extremamente importante para Canutama, porque ajudaria a preservar e repovoar espécies de quelônios e outras espécies. Foi notado também que 100% dos alunos responderam que o nível de preservação mudou de forma significativa aumentando e muito as espécies nativas da região, além de um olhar diferenciado por parte da população local. Da mesma forma, percebeu-se que quase 40% dos entrevistados responderam que o poder público deve respeitar as leis seguidas de denunciar os infratores. “Apesar de a população de Canutama, inicialmente, ter sido contra a criação da APA, defendendo o modo de viver mediante ao consumo de quelônios, a maioria das pessoas que compõem a comunidade tem consciência de preservação”, disse Johnson Pontes.

PESCA

A pesquisa apontou que a produção de farinha tem deixado de ser o principal foco da economia para dar lugar ao pescado, que nos últimos anos se tornou uma fonte muito mais rentável o transportam para mercados consumidores como Porto Velho, Humaitá e Manaus, fez com que algumas espécies de peixes e de quelônios, principalmente da tartaruga, que é muito vislumbrada por seu tamanho e tem um custo elevado de mercado, diminuíssem drasticamente. Outras espécies como o tracajá e o pitiú quase desapareceram devido à caça predatória e à coleta de ovos, que são muito visados para compor a culinária local e a comercialização ilegal. Tartarugas e outros quelônios têm sido consumidos há muitas gerações na Amazônia.

APP estimula a preservação

Os quelônios, culturalmente consumidos na Amazônia, começaram a ser preservados na APP

EDUCAÇÃO DIVULGAÇÃO

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iagnosticar o nível de conhecimento em geral da população que reside no município de Canutama acerca da Área de Proteção Ambiental (APA) e demonstrar o envolvimento e comprometimento na preservação de espécies principalmente de quelônios. Esses são os objetivos da pesquisa realizada por um grupo de estudiosos liderados por um professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mais especificamente do Departamento de Engenharia Química, Johnson Pontes de Moura. Além dele, atuaram no projeto José Augusto Silva de Araújo, Raimundo Carlos Barbosa de Souza, alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Centro de Estudos Superiores de Lábrea da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Luzia Gomes da Silva Pontes Moura, professora-visitante do curso de licenciatura em ciências biológicas do Centro de Estudos Superiores de Lábrea da UEA. Localizada em uma área de várzea, na margem direita do rio Purus, na zona rural do munícipio de Canutama, a APA Jamanduá possui aproximadamente quatro quilômetros quadrados de extensão e é destinada à reprodução e preservação de quelônios e pássaros. Por conta dela, a pesquisa arregimentou levantamento bibliográfico, documental e ações de campo, um questionário aplicado de forma aleatória por conveniência e entrevista com a comunidade e gestores municipais.

DIVULGAÇÃO

Estudo realizado pela Ufam arregimentou levantamento bibliográfico, documental e ações de campo em Canutama

Vários temas ligados a um ambiente empresarial mais seguro farão parte das aulas

Curso foca técnica de segurança Será realizado nos dias 28, 29 e 30 de janeiro de 2015, no 9º Distrito Naval, o “Curso de Analista de Segurança Empresarial”, em horário integral promovido pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra do Rio de Janeiro, com o apoio da Ibrasem (Instituto Brasileiro de Segurança Empresarial). O objetivo do curso é o de capacitar os participantes a desenvolver a identificação e operação de medidas destinadas à proteção preventiva e reativa de pessoas, bens, instalações e informações da organização. Capacitar os participantes no conhe-

cimento e análise de técnicas e metodologias voltadas para a proteção do patrimônio que possibilitem inibição, contenção, neutralização ou correção de fatores de risco visando à continuidade dos negócios da organização. Em seu conteúdo programático o curso apresenta Segurança Empresarial, Proteção Estratégica das Organizações; Normalização de Segurança, Gerenciamento de Riscos em Segurança Empresarial; Planejamento & Gestão em Segurança Empresarial; Segurança de Instalações & Edificações; Segurança Pessoal, Segurança das Informa-

ções, entre outros temas. Com uma carga horária de 24 horas, o curso será realizado no auditório do 9º Distrito Naval situado na rua Bernardo Ramos, s/n, Centro, de 8h ás 18h. O investimento é de R$ 2.100,00, que podem ser pagos por meio de boleto, cartão de crédito ou depósito em conta corrente. Os interessados podem se inscrever por meio do e-mail adesg. rj@adesg.org.br ou pelo telefone (21) 2262-6400. Para informações em Manaus o telefone é (92) 3234 -3307 ou 9 9111.4858. Também há o e-mail projetos@growupco municacao.com.br.


Dia a dia

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Mais de 15 obras serão realizadas no município 2015 PERSPECTIVA

Entre as promessas de obras estão a segunda e terceira etapa da Galeria Popular dos Remédios, na rua Miranda Leão, no Centro, além da construção de Shopping Popular na Zona Leste

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eis obras serão finalizadas em Manaus e mais nove devem ser iniciadas de acordo com planejamento da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). Dentre as em andamento, estão a segunda e terceira etapa da galeria popular dos Remédios, na rua Miranda Leão, no Centro. Além do Shopping Popular, localizado entre o Terminal de Integração do Jorge Teixeira e a bola do Produtor. No Complexo Ponta Negra, na Zona Oeste, esta sendo construído dois restaurantes e os taludes. E, na Zona Sul, é dada continuidade na reforma da orla da Manaus Moderna. Dentre as novas obras estão o alargamento da avenida André Araújo,no bairro Aleixo, na Zona Centro Sul, o restauro da avenida Eduardo Ribeiro, no centro da cidade e revitalização da rua do Comércio, no bairro Parque 10 de Novembro, Zona CentroSul. Haverá a construção de 7 terminais de fim de linha e reforma de outros 20, além da reforma de 500 abrigos e do Terminal 2, na Cachoeirinha, Zona Sul. Também é programada a reforma e construção de 63 novas praças e a construção do parque São José Operário.

Na área da saúde, o principal objetivo apontado por representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é ampliar a cobertura do atendimento da Atenção Primária de 49,52% para 58% até o final de 2015. Para 2016, a meta é que atinja no mínimo 70% da população. Para isto, será realizada a reforma de 10 e inauguração de nove UBSs, bem como a inauguração do Centro de Especialidades Odontológicas do Distrito de Saúde Leste (CEO Leste), capacitação de recursos humanos, fortalecimento da assistência farmacêutica e dos serviços de Apoio e Diagnóstico. Também esta prevista a implementação de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto- Juvenil (CAPSi) na Zona Oeste e de um Centro de Atenção Psicossocial Tipo III (CAPS III), que funcionam 24 horas, na Zona Sul, até junho. Até o final de 2015, será feita a implementação do CAPSi da Zona Sul e do CAPS III da Zona Leste. Bem como a entrega de duas Unidades Móveis de castração e chipagem do Centro de Zoonoses. Educação A ampliação em 6,02% da

oferta de vagas e de 6,1% no orçamento estão entre as metas deste ano para a educação municipal. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) o aumento de vagas irá atender 242.433 novos alunos e a elevação do orçamento em R$ 71.291.000, destinará ao todo R$ 1.227.743.000 para serem trabalhados no setor. Até o final deste ano, esta programada a entrega de 20 creches municipais, a construção de quatro escolas e ampliação de outras quatro. Além da licitação de 12 escolas na zona rural. Também é aguardada a aprovação do financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Senado, que garantirá a construção de 13 Centros Integrados Municipais de Educação (Cimes), com um Cmei e uma Emef cada, totalizando 26 novas escolas, além da construção de sete creches e novas parcerias para melhorias da qualidade do ensino e aprendizagem. Desses 13 Cimes, quatro iniciarão construção em 2015. Serão oferecidas, por meio do projeto Saúde Ocular, do Programa Saúde da Escola, 3,5 mil consultas e entregues 2 mil óculos a alunos da rede.

Projeto focará na limpeza local Representantes da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) darão continuidade à Coleta Especial implantada no Centro de Manaus. Na área, são retiradas 67 toneladas de lixo diariamente, o que gera a mais de 2.031 toneladas por mês. São deslocados para o local 250 varredores, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Eles estão divididos entre 50 de dia e 200 à noite. O projeto-piloto iniciou em julho de 2014 nas ruas Marechal Deodoro, Eduardo Ribeiro e Quintino Bocaiúva. “Com o apoio da Associação Comercial do Amazonas (ACA), fizemos um trabalho de conscientização junto aos lojistas para que passassem a separar os resíduos sólidos dos resíduos orgânicos e a colocar o lixo na rua apenas nos horários pré-fixados (são quatro horários para a coleta de orgânicos e 5 para recicláveis). O mesmo

foi feito com os camelôs e, posteriormente, com os trabalhadores dos hotéis e restaurantes da área, que também produzem bastante lixo, principalmente orgânico”, afirmou o titular da Semulsp, Glauco Francesco. O projeto realiza a seleção do lixo, separado em resíduos recicláveis – destinadas às associações de catadores - e lixo normal, que vai para o aterro sanitário de Manaus. Para viabilizar a operação, a Semulsp adquiriu dois novos carros coletores e envolveu a Associação de Catadores no processo. “Atualmente, toda aquela área conhecida como ‘zona franca’ já conta com a coleta diferenciada e a nossa meta é expandi-la para todo o centro da cidade. Já é possível perceber uma melhora significativa na higiene e na paisagem do centro. Aquelas lixeiras viciadas acabaram, mas há uma política permanente de

conscientização da população. A limpeza do Centro é, sem dúvida, uma prioridade para a atual gestão. Destaco como mérito a cooperação entre todos os envolvidos. Sem essa união de forças entre prefeitura, ACA, camelôs e catadores, não seria possível”. O governador José Melo anunciou também parceria com a prefeito de Manaus, Arthur Neto, conforme ele anunciou durante todo o período da sua campanha política no ano passado. Além do convênio entre os governos para dar continuidade ao asfaltamento das ruas de Manaus, em especial aos bairros que ainda não possuem esse tipo de serviço. Além disso, haverá também uma ação em conjuto dos governos direcionada para a área da saúde. Serão construídas novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que irão oferecer serviços de atenção básica.

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Prefeitura de Manaus promete finalizar e iniciar novos projetos de infraestrutura nas diferentes zonas da capital


Dia a dia

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BRT, a esperança Esta semana começam as reuniões para discutir o projeto do novo sistema de transporte coletivo anunciado pela Prefeitura de Manaus em parceira com o governo do Estado

2015 PERSPECTIVA

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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stá marcado para amanhã uma reunião com representantes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e outros secretários municipais para começar a formulação do projeto do Bus Rapid Transit (BRT). Ao que tudo indica, este é o modal escolhido pela prefeitura para amenizar o problema transporte público - apesar do município ainda não ter elaborado o plano de mobilidade urbana, conforme prevê a lei federal 12.587 de 2012, cujo prazo final é abril deste ano. O presidente do SMTU, Pedro Carvalho, explicou que deve se reunir com representantes do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) e Secretaria Municipal do Centro (Semc) para discutir o projeto de implantação do modal. “Estamos trabalhando ainda, vamos desenvolver o projeto a fundo, mas não temos um custo determinado. Experiências de outros Estados dão conta de R$ 15 milhões por quilômetro”, disse Carvalho. De 8 a 9 de janeiro, especialistas

de transporte de uma empresa paulista de engenharia, a Oficina de Consultores, estarão em Manaus para dar consultoria para o plano de mobilidade. Em sua ideia inicial, o BRT seria implantado em dois corredores que liga as zonas Leste e Norte ao centro da cidade, passando pelas avenidas Torquato Tapajós, Constantino Nery, Max Teixeira, na Zona Norte e na Zona Leste - onde o corredor seria inserido na pista da esquerda, junto ao canteiro central - pelas avenidas Grande Circular, Cosme Ferreira, do Contorno até chegar à Manaus Moderna. Nas capitais em que o BRT já foi implantando, como Curitiba e Rio de Janeiro, o projeto ficou orçado em R$ 15 milhões por quilometro. Contudo, ainda não há estimativa de quanto custará o modal em Manaus. “Vai depender da desapropriação e do grau de sofisticação. O projeto em detalhes ainda será formulado e discutido porque temos projeto de tentar recursos. A prefeitura não tem condições de abarcar a tecnologia por conta própria. Existe uma intenção da prefeitura junto ao governo desenvolver o projeto objetivando buscar recursos para a efetivação”, ressaltou. Conforme a lei de mobilidade urbana, o governo federal deve enviar recursos para implantação do BRT.

Caos no trânsito só piora

A qualquer hora, o amazonense enfrenta engarrafamentos nas ruas

Nas ruas, os motoristas pontuam problemas e mudanças que poderiam ser realizadas para dar mais fluidez ao trânsito de Manaus. “O que é pior no trânsito de Manaus são os engarrafamentos na bola do Coroado e na passagem de nível do Amazonas Shopping. No viaduto do Coroado, até hoje não entendi porque não tem livre passagem para quem vem da Zona Leste. Já passei quase uma hora no congestionamento”, afirmou o empresário José Fernandes, 42. A passagem de nível no próximo ao Amazonas Shopping também é motivo de reclamação entre os condutores. “Acho um projeto mal elaborado, com uma pista em cada mão. Se pelo menos colocassem um guarda de trânsito, nos horários de pico, poderia ajudar a dar fluidez”, afirmou a comerciante Telma Santos, 32. A prioridade de tráfego de ônibus nas pistas da esquerda e direita também

incomoda os motoristas. “Ficamos limitados com ônibus na esquerda e direita parando nos pontos”, disse o vendedor Antônio Moraes, 40. A avenida das Torres, que desemboca nas avenidas Ephigênio Salles e Cosme Ferreira, para muitos, não auxiliou na fluidez do tráfego. “Acho que os profissionais que trabalham na área de planejamento deveriam rever seus conceitos, porque no final tudo fica pequeno, as vias não comportam os carros, parece que não há planejamento a longo prazo. Temos algumas obras emergências que não dão em nada. A avenida das Torres foi uma boa sacada, mas assemelhou-se à [avenida] Paraíba, em que finalizou na Ephigênio Salles. Depois fizeram a passagem de nível, que também foi bom, mas o fluxo ficou retido novamente no CSU do Parque 10”, disse o motorista Mauro Lúcio Silveira, 39.


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ARQUIVO EM TEMPO/JOEL ROSA

a para o trânsito Desapropriações são principal empecilho A prefeitura vai trabalhar em parceria com o governo do Estado para buscar subsídios necessários para implantar o BRT. “Vamos trabalhar conjuntamente com a prefeitura para equacionar isso. A cidade de Manaus precisa urgentemente de uma solução; se o BRT é uma solução, nós vamos atrás de pagar o preço que tem que dar. Esta cidade não comportará mais nos

próximos cinco, dez anos, a frota de veículos. Ela vai parar. Algumas das soluções, o Estado está caminhando, como exemplo a duplicação de grandes avenidas, como a desembargador João Machado”, disse o governador do Amazonas, José Melo. Em dezembro do ano passado, o governador reuniu-se com o prefeito para deliberar sobre o assunto. “A ideia da prefeitura é o BRT, eles

acham que é o sistema mais apropriado para a cidade de Manaus, considerando o atipismo, e depois veremos números e essas coisas todas. O problema não é você fazer trilhos e as ruas e colocar os carros, o problema é tirar as casas para fazer isso. Quanto vai custar a desapropriação? Esta é a pergunta. Feito isto, vamos atrás das fontes de financiamento, junto, prefeitura

e Estado”, disse. O governador apontou a dificuldade de mensurar o valor do projeto devido às deapropriações. “Temos recursos para duplicar a avenida João Machado, que liga o Campos Elíseos. E é três vezes mais o valor da desapropriação que o valor da estrada em si. Isso tudo terá que ser analisado para sabermos de onde tiraremos fonte para isto”, afirmou Melo.

Afinal, como funciona o sistema?

O novo sistema propõe terminais e estações de transferência diferenciados para o usuário

O projeto apresenta uma estação no bairro São José, um dos mais populosos de Manaus

O sistema de transporte conta com ônibus articulados ou biarticulados, que trafegam em corredores exclusivos à esquerda. Há terminais e estações de transferência diferenciadas, com pagamento antecipado da passagem, por meio de bilhetagem automática. Além de sistemas de sonorização ambiente em terminais, estações e veículos e painéis de informação. Bem como sistema de rastreamento com identificação do veículo, linha operada e tripulação. “Além da tecnologia no ônibus, tem toda uma estrutura nos corredores, estações e terminais de integração. É uma forma mais rápida de transporte”, disse Pedro Carvalho. Corredores exclusivos para ônbius serão criados no BRT

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Saiba a diferença entre ‘saidão’ e indulto natalino blico. O CNPCP consolida a proposta e a encaminha ao Ministério da Justiça que, caso a aprove, submete o texto à Presidência da República. Geralmente, o indulto vale para presos que tenham cumprido determinado tempo da pena, apresentem bom comportamento ou alguma deficiência física grave – cegueira

DATAS

As saídas temporárias são normalmente concedidas a presos do regime semiaberto com base na Lei de Execução Penal, em datas como Dia das Mães, e religiosas, como a Páscoa e o Natal completa, por exemplo. Também costumam ser beneficiadas pelo indulto presidencial as mães de filhos com menos de 14 anos e pessoas que tenham cumprido pelo menos dois quintos da pena em regime fechado ou semiaberto, desde que não respondam a processo por outro crime praticado com violência ou grave ameaça à pessoa. Está im-

pedido de obter o benefício quem cumpre pena por tortura, terrorismo, tráfico de drogas ou crime hediondo. As saídas temporárias são normalmente concedidas a presos do regime semiaberto com base na Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84), em datas festivas, como Dia das Mães, e religiosas, como a Páscoa e o Natal. O juiz da Vara de Execuções Penais edita uma portaria com os critérios para a concessão do benefício. É exigido do preso autorização da direção da unidade prisional para saída temporária e para trabalhar fora da prisão – nesse caso, é preciso ter tido uma saída especial no último ano. Podem ser concedidas, no máximo, quatro saídas por ano, com duração máxima de sete dias cada uma. Não têm direito ao benefício presos sob investigação ou respondendo a inquérito ou sanção disciplinar. O objetivo da saída é estimular o convívio familiar e o respeito a mecanismos de disciplina. Os órgãos de segurança pública de cada Estado são responsáveis pelo monitoramento dos presos durante o período de saída. Saiba a diferença entre ‘saidão’ e indulto natalino.

Os órgãos de segurança pública são responsáveis pelo monitoramento das saídas dos presos

MEIO AMBIENTE

Seminário discute sustentabilidade Durante três dias, pesquisadores, estudantes, executivos e profissionais atuantes das empresas de Tecnologia da Informação, Telecomunicações, Mineração, Energia, Petróleo, Gás e Saúde irão se reunir em Manaus para participar do 1º Seminário Internacional de Sustentabilidade (Sintes). Programado para o período de 7 a 10 de abril de 2015, o evento é promovido pelo Grupo Italiano A21G, que reúne empresas da área de Engenharia e Arquitetura. Como forma de aliar conhecimento e a exposição de produtos avançados com vistas ao mercado de maneira sustentável, a universidade dá sua contribuição com inúmeras pesquisas. Uma delas é a do professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas, Johnson Pontes de Moura, que participa do evento com a palestra “Estudo das rotas tecnológicas para produção de biogás e da influência da composição química de dejetos de matrizes suínas na qualidade de biogás gerada por biodigestor na matriz energética brasileira”. Segundo ele, o trabalho a

ser apresentado retrata a forma de energia renovável que é o biogás produzido a partir dos dejetos de matrizes suínas. O intuito seria retratar a potencialidade técnica, econômica e ambiental de aproveitamento do que seria resido para o ambiente e realizar uma conscientização coletiva nas regiões ribeirinhas do estado Amazonas. “Em vez de essas populações gastarem em torno de R$ 45 a R$ 50 em botijões de gás, as quais não são formas renováveis de energia, nós fazemos uso de dejetos de casca de frutos e capim-elefante para produzir o próprio gás”, explicou. Prática Segundo o professor, em Novo Airão, cidade a 180 quilômetros de Manaus, as experiências já vem sendo realizadas. “Agora vamos coletar informações e fazer um estudo de caso sobre essa nova modalidade de geração de energia. Além de abordar essa temática, também estarei coordenando o Grupo de Trabalho do SINTES-UEA/ EST, da Faculdade Superior de Tecnologia e IPGC/PA, com a

iniciativa e o apoio do Grupo Italiano A21G”, revelou. A apresentação da palestra do professor da Ufam será no dia 8, às 19h, na Arena do Conhecimento, na avenida Darcy Vargas, 1200, bairro Parque 10 de Novembro. Palestras Outros professores da Ufam também participarão do 1º Seminário como palestrantes. Falando sobre “O Amazonas no século XXI - A Vez da Inovação”, o professor do curso de Economia, Jefferson Praia, abordará no dia 7, às 15h, os temas empreendedorismo, Amazônia, economia regional, economia brasileira e desenvolvimento sustentável. A palestra acontece às 15h, do dia 7. Pela Faculdade de Tecnologia (FT/Ufam), do curso de Engenharia Elétrica, o professor José de Castro Correia falará sobre “A política de Inovação Tecnológica da Universidade Federal do Amazonas no contexto do Desenvolvimento Sustentável”, que acontece dia 8, às 10h. O Sintes tem na sua programação palestras, mini-cursos, workshop, visitas técnicas e outras atividades. DIVULGAÇÃO

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mbora confundidos, o indulto natalino e a saída temporária de natal apresentam uma série de diferenças, desde as origens aos critérios para serem concedidos. Também conhecido como “presidencial”, o indulto natalino é instituído anualmente em dezembro por decreto do presidente da República. O benefício extingue ou comuta (reduz) a pena de alguém que tenha sido sentenciado. A saída temporária de natal, também conhecida como “saidão de natal”, é autorizada pelo juiz para determinados presos do regime semiaberto em datas especiais, inclusive o Natal, desde que observadas algumas condições. O indulto é concedido, de acordo com o artigo 84 da Constituição Federal, a presos que cumpram os requisitos especificados no decreto presidencial, sancionado ao final de cada ano. As condições para concessão do indulto são estabelecidas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), com base em sugestões da sociedade civil e de órgãos dos três poderes, inclusive o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e do Ministério Pú-

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Conheça os direitos que os presidiários tem, com relação a saídas permitidas, durante algumas datas comemorativas

Durante o evento, serão apresentadas pesquisas como a de sabão feito de dejetos residuais


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Transplante de coração está previsto para março IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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té o final de março deste ano é previsto a realização do primeiro transplante de coração no Amazonas, garante a coordenadora estadual de transplantes, Leny Passos. Hoje, 200 pessoas estão a espera do procedimento, ainda inédito no Estado. O processo já está em andamento: foi investido R$ 1 milhão no treinamento de profissionais, cirurgias experimentais em animais e compra de novos equipamentos. A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam) aguarda somente autorização do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (MS) para iniciar o novo procedimento no Estado. “Assim que tivermos autorização e tivermos a primeira doação, realizaremos o transplante. Hoje, não temos uma fila de espera muito longa, porque diferente de outros órgãos, há para o coração vários tipos de intervenções que podem evitar ou retardar um transplante. O transplante só é indicado se o paciente já usou todos recursos possíveis e não houve bom resultado”, explicou a coordenadora Leny Passos. Os transplantes serão realizados no hospital Francisca Mendes, Zona Norte, referência médica na cidade, onde já ocorrem cirurgias cardíacas em adultos e crianças. “O hospital já tem ‘nohall’ e competência para cirurgia, somado ao fato do Incor (Instituto do Coração), que auxilia

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O Amazonas será o primeiro Estado do Norte a disponibilizar o transplante do órgão, considerado um dos mais complexos nas cirurgias, ter entrado em acordo para realizar o treinamento dos profissionais que farão os transplantes de coração”, disse. Ela explicou que médicos especialistas em transplante do Incor de São Paulo tem treinado uma equipe local para que o procedimento possa ser instaurado. “Até o final de janeiro receberemos a visita final do diretor do Incor e de uma equipe de transplante para verificar se tudo planejado foi executado para o início das cirurgias cardíacas”, disse.

Nely Passos apontou que o investimento milionário foi dividido entre treinamento, experimentos e na compra de novos equipamentos. “Foi feito todo um investimento para que ocorra de maneira tranquila. Os equipamentos não servem somente para transplante, mas para todo o hospital, como aparelho de coagulação, pinças e equipamento de UTI. Eles serão disponibilizados para todos os pacientes que precisem, o que alavanca a qualidade do atendimento do Francisca Mendes”. O procedimento que custa em torno de R$ 80 mil - incluindo o pagamento da equipe médica, exames, medicamentos e da sala de cirurgia - será oferecido de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O transplante é gratuito, tudo pelo SUS, não existe possibilidade de haver cobrança. De jeito nenhum governo estimula que ocorra cobrança, o que depõe contra o SUS. E, se houver, deve ser denunciado”.

FILA

Hoje, 200 pessoas estão à espera do transplante de coração que deve ser realizado ainda neste primeiro semestre, no Hospital Francisca Mendes, referência médica no órgão Após a autorização do Ministério da Saúde, os oito primeiros transplantes serão realizados por uma equipe mista com profissionais paulistas e amazonenses. “Após a doação, o tempo de retirada e de implante tem que se dar em quatro horas. Ao mesmo tempo que é retirado o coração do doador, o coração do receptor já é retirado para se ganhar tempo. O coração doado vai ser levado rapidamente ao Francisca Mendes, com batedores para desviar o trânsito, e chegar a tempo de ser colocado no paciente”, explicou Passos.

Os primeiros transplantes serão realizados por médicos de Manaus e do Incor de São Paulo

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FÉRIAS

Há opções variadas de cursos, cargas horárias e preços, a partir de R$ 9,90 mensais

Inscrições abertas para cursos A Estácio está com inúmeras opções de cursos livres, para quem tenha interesse em continuar se aperfeiçoando durante as férias. Por meio do portal “Você Aprende Mais”, que está localizado no endereço eletrônico http://www.voceaprendemais. com.br/, aqueles que desejam utilizar o tempo livre para aumentar suas oportunidades no mercado de trabalho podem escolher cursos de diversas áreas, como idiomas, gestão, tecnologia, marketing e saúde. Há opções com variadas cargas de horas e preços a partir de R$ 9,90. Além disso, o por-

INSCRIÇÕES

As inscrições para os cursos de férias da Estácio estão disponíveis até o dia 12 de janeiro, podendo ser prorrogadas conforme a demanda. Confira pelo portal www.voceaprendemais.com.br tal oferece diversas opções de pagamento e todos os cursos podem ser parcelados em até 10 vezes sem juros. Para fazer os cursos de férias, não é neces-

Procedimento custará até R$ 80 mil

sário estar cursando nenhuma graduação, pois nenhum exige pré-requisito. Além disso, após a conclusão dos mesmos, o aluno pode fazer, diretamente do portal, o download do certificado com a chancela da Estácio. Dentre os diferenciais oferecidos estão: cursos constantemente atualizados, revisados e com suporte on-line; ambiente de fácil navegação, além do melhor custo benefício do mercado. As inscrições para os cursos de férias da Estácio estão disponíveis até o dia 12 de janeiro, podendo ser prorrogado devido à demanda. Confira o portal www.voceaprendemais.com.br.


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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010 DIVULGAÇÃO

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Vilanova Artigas, a arquitetura nacional

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O direito à memória

E outras 8 indicações culturais. Pág. 2

Veto a biografias e mostras fere Constituição. Pág. 3

Niemeyer por Koolhaas

Uma entrevista com o arquiteto holandês. Pág. 4

4

A arte como estratégia imobiliária

5

O público e o privado

6

Compre apartamento e leve cota de obra de Jeff Koons. Pág.5

Diário de Nova York. Pág. 6

Do arquivo de Claudette Soares

São Paulo, 1960. Pág. 7


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Ilustríssima Semana

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O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES

BRASILEIRO

LIVRO | ARTIGAS Este ano que se inicia marca o centenário de João Batista Vilanova Artigas. Espécie de patrono da arquitetura paulistana – é autor do mítico edifício da FAU-USP, recentemente recuperado –, ele serve de eixo ao volume em que Miguel Antonio Buzzar toma sua trajetória, entre 1938 e 1967, para conduzir uma análise sociopolítica do modernismo brasileiro. Para tanto, o autor, livredocente no Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP em São Carlos, faz um vasto apanhado teórico, indo desde os contornos do conceito de nação (a fim de debater o que seria uma arquitetura “nacional”) e passando pela gênese do novo brutalismo, escola inglesa que teria em Artigas um dos nomes de maior expressão no país. (FRANCESCA ANGIOLILLO) editora Senac/ editora Unesp | R$ 69 | 488 págs.

EXPOSIÇÃO | HELEN FAGANELLO A individual da artista paulista de Araçatuba, “Projetos: Abrigos para o Deserto”, reúne desenhos nos quais ela imagina a sobrevivência do ser humano no planeta transformado em deserto. Também em cartaz na galeria, em “Trampolim”, de Eduardo Srur, é possível ver todos os manequins colocados por ele nas pontes das Marginais recentemente. galeria Rabieh | tel. (11) 3062-7173 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 17/1

EXPOSIÇÃO | ANNA BELLA GEIGER A mostra “Circa MMXI” revê a trajetória da artista carioca desde os anos 1950, sob sua própria curadoria. É possível ver toda diversidade de seu trabalho em desenhos (a lápis, carvão e crayon), pinturas (acrílica, óleo, guache), fotogravuras, serigrafia, esculturas e vídeo-instalações. Centro Cultural Correios | tel. (11) 32279461 | de ter. a dom., das 11h às 17h | grátis | última semana

FOTOGRAFIA | A FORMA DA LUZ Com organização de Sergio Burgi e Samuel Titan Jr. a partir do acervo fotográfico do IMS, a coletânea traz cinco livros dedicados a séries emblemáticas feitas no Brasil no século 20. Os volumes contam com “De Perto”, de Horacio Coppola, “Mar Aberto”, de Marcel Gautherot, “Pele Preta”, de Maureen Bisilliat, “Em Jogo”, de Thomaz Farkas, e “Foto-gráfica”, de David Drew Zingg. IMS | R$ 89,90 | 212 págs.

EXPOSIÇÃO | MARIA LYNCH Em “Roda Viva” mostraé possível ver 12 pinturas recentes em grande formato da artista carioca, além de uma escultura de tecidos. O universo feminino é o tema dessa série que ela começou a ser feita em 2013. Roberto Alban Galeria - Salvador | tel. (71) 3243-3982 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 13h | grátis | até 12/1

Obra sem título (2014)

ANDREW KEMP/DIVULGAÇÃO

POP

ERUDITO

DIVULGAÇÃO

LIVRO | GIORGIO AGAMBEN No ensaio “Pilatos e Jesus”, o filósofo italiano se atém ao momento em que essas duas figuras se encontraram, que, para ele, foi o ponto em que história e eternidade se cruzaram. Essa dualidade se desdobra em outras como sagrado e profano, juízo e salvação, humano e divino. trad. Patricia Peterle e Silvana de Gaspari | Boitempo | R$ 28 | 78 págs. LEITURAS | TEATRO O ciclo “Diversidade no Teatro Mexicano Contemporâneo”, organizado pelos Núcleos de Experiência e Apreciação Teatral do Teatro da USP, promove leituras públicas nas quais os espectadores participam, desta vez com peças mexicanas que enfocam a sexualidade. Os textos trabalhados serão “D.F. Bipolar” (2013), de Ximena Escalante (dia 9), “El Reino de las Salamandras” (2011), de Conchi León (16/1) e “La Ley del Ranchero” (2005), de Hugo Salcedo (23/1). Museu da Diversidade | tel. (11) 2627-8078 | sextas, às 17h grátis | até 23/1 LIVRO | JEAN-LUC NANCY Os quatro textos do filósofo francês reunidos em “Arquivida: do Senciente e do Sentido” tratam do ato de tocar, de tecnologia, de Deus e de democracia. Peter Pál Pelbart explica na publicação que a aparente diversidade de temas pode ser condensada numa reflexão sobre a partícula “com”. trad. Marcela Vieira e Maria Paula Gurgel Ribeiro Iluminuras | R$ 38 | 96 págs.

“Pode Ser” (2013)

ESTRANGEIRO

CINEMA | O QUE AS CRIANÇAS DIZEM A mostra busca refletir sobre como as crianças encaram o cinema; os filmes selecionados foram previamente exibidos a uma plateia infantil e suas reações filmadas serão apresentadas antes e depois das sessões da última semana do ciclo. Figuram na seleção desde clássicos como “Em Busca do Ouro”, de Chaplin, e “Meu Tio”, de Jacques Tati, a novidades como “Frozen”. Centro Cultural São Paulo | tel. (11) 3397-4002 de ter. a dom., a partir das 15h30 | R$ 1 | até 23/1

Folha.com

Ilustríssimos desta edição ACERVO PESSOAL

CLAUDETTE SOARES, 77, cantora carioca, lança neste semestre o álbum “Caymmi por Claudette Soares”, com arranjos de Giba Estebez e produção musical de Nana Caymmi. FERNANDO SERAPIÃO, 43, é crítico de arquitetura, editor da revista “Monolito” e autor de, entre outros, “A Arquitetura de Croce, Aflalo e Gasperini” (Paralaxe). GABRIEL KOGAN, 30, é arquiteto e jornalista. LUCRECIA ZAPPI, 42, jornalista e escritora, é autora de “Onça Preta” (Benvirá).

RAFAEL CAMPOS ROCHA, 44, é ilustrador e cartunista, autor de “O Golpe de 64” (Três Estrelas), com Oscar Pilagallo. SILAS MARTÍ, 30, é repórter da Folha. TAÍS GASPARIAN, 56, advogada, mestre pela Faculdade de Direito da USP, é sócia do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo, Gasparian Advogados. DEBORAH PAIVA, 64, é artista plástica.

CHINA Declaração do presidente Xi Jinping sobre arquitetura estranha no país ameaça novos projetos em Pequim FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha ESTADOS UNIDOS Comitê ajuda refugiados a construir vida nova no Estado de Maryland >>folha.com/ilustrissima


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MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Direito

2 Monopólio da memória Veto a obras agride lei e interesse público RESUMO As tentativas dos familiares da artista Lygia Clark de interromperem a exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, como foi noticiado no mês passado, é mais um episódio no qual a Constituição brasileira é desconsiderada. Não há lei no país que possibilite a proibição de biografias e mostras de obras de arte.

TAÍS GASPARIAN

Não há lei que proíba biografias no Brasil. Nem sequer há lei que possibilite a proibição de biografias. Muito menos há lei que condicione a publicação de biografia à autorização do biografado ou de seus herdeiros. Tampouco há lei que vede a exposição de obras de renomada artista. É incompreensível que neste país ainda haja investidas contra biografias e divulgação de obras artísticas. Mais surpreendente ainda é que pretensões dessa natureza sejam de algum modo acatadas por editoras, autores ou museus, e, algumas vezes, até deferidas por magistrados. Além dos já conhecidos processos contra as biografias de Garrincha e Roberto Carlos, só para citar duas dentre um manancial de desatinos semelhantes, sabe-se que recentemente Luciana Gimenez se indispôs contra trecho da biografia de Mick Jagger, o que impedirá que um capítulo referente ao relacionamento dos dois seja publicado por aqui. Enquanto isso, os herdeiros de Lygia Clark impedem a exibição pública de obras da artista. E até vedam, segundo se noticiou, o uso do nome dela em exposições. Causa indignação que obras de artistas já mortos não possam ser expostas ou reproduzidas por implicância (ou ganância) de familiares, ou que a imagem e a biografia de pessoas famosas, mortas ou não, sejam impedidas de chegar ao público. Constituem verdadeiros atos de afronta ao acesso à cultura e à informação – como se a memória pudesse ser objeto de monopólio. Artistas, celebridades e seus herdeiros, quando pretendem controlar o acesso à história ou às suas obras, agem como se estivessem na singular posição de únicos fornecedores de determinado produto, sem perceber que essas histórias ou obras já pertencem à sociedade e integram a identidade cultural e, portanto, delas os cidadãos não podem ser privados. Para entender o que se passa é necessário algum aprofundamento no emaranhado da legislação, senão o discurso pode virar tolice. São duas as situações de criação de obstáculos de que se tem tido notícia, que correspondem a conceitos jurídicos distintos. Uma é a que se refere à publicação de biografias, cujo fundamento se dá no direito de imagem, de privacidade e

de proteção do nome, contemplados pelo Código Civil. Outra situação é a que diz respeito à exposição e reprodução de obras artísticas, reguladas pela Lei de Direito Autoral. Biografias Os dispositivos do Código Civil que têm sido citados no debate e que fundamentariam as proibições não se aplicam às biografias e à imprensa. Assim é porque a Constituição expressamente afasta e veda restrições ao exercício da liberdade de expressão e de informação. Essas afirmações não resultam de interpretações pessoais ou de linha doutrinária, porque são expressas na Carta. Um dos seus dispositivos determina que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Outro dispõe que é livre a manifestação do pensamento; outro, ainda, que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição; outro mais dá à atividade do ensino as garantias da liberdade de pesquisa e de divulgação. Os textos são claros e não permitem dúvidas. Sendo assim, cabe verificar qual a causa da controvérsia a respeito das biografias. O debate nasce da introdução, no Código Civil de 2002, de quatro artigos (art. 12, 17, 20 e 21) que geraram uma enorme confusão, alimentada por decisões judiciais equivocadas e pela instrumentalização em prol de objetivos meramente financeiros. Os dispositivos do Código Civil permitem, em linhas gerais, que um juiz impeça a violação à intimidade, ou que faça cessar a ameaça a um direito da personalidade (as lesões à honra, ao nome e à imagem). Com isso, abriu-se uma brecha para a interpretação de que biografias e matérias jornalísticas possam ser proibidas ou que devam ser autorizadas. Essa interpretação não resiste a um confronto com a Constituição Federal – a lei maior, cuja função é elencar os princípios que regem a organização da Sociedade e do Estado e que dirige a interpretação da legislação ordinária. Assim sendo, esses dispositivos do Código Civil não se aplicam nem às biografias, nem às matérias jornalísticas. Eles são inconstitucionais se aplicados para restringir a liberdade de expressão e de informação. Podem até ter aplicações em outras searas, mas não nessa. Não é que não haja solução quando há abuso. A própria Constituição traz a resposta quando dispõe que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Ou seja: a liberdade de expressão é plena, não pode sofrer restrição, mas, caso haja violação da privacidade ou da honra, ela é resolvida em perdas e danos. Quem escreve uma biografia fica, então, sujeito a responder por indenização caso ultrapasse os limites estabelecidos no sistema jurídico do país. Não se pode proibir a circulação da obra, mas o autor pode ser responsabilizado pelos

danos causados. Nem se diga que a publicação de uma biografia teria um “uso comercial” que pudesse justificar a proibição. O ato de escrever uma obra literária, acadêmica ou jornalística, que gerará direitos autorais e outras formas de remuneração, é uma atividade civil, e não comercial. A existência de remuneração e a finalidade econômica estão presentes em todas as atividades humanas, e é insuficiente e imprópria para definir o “uso comercial”. Ou Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Roberto Carlos seriam comerciantes? O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o assunto em mais de uma oportunidade. A mais veemente ocorreu quando revogou a Lei de Imprensa, em decisão unânime caracterizada por manifestações dos ministros sobre as liberdades de manifestação do pensamento e informação, todas elas, sem exceção, no sentido da inexistência de restrição prévia. Ruy Castro, ele próprio vítima de uma absurda decisão judicial que impediu a circulação de um livro seu, sempre lembra, no espaço de sua coluna na Folha, que há ação no Supremo Tribunal Federal sobre o assunto esperando uma decisão. As pessoas poderiam então se perguntar: ora, se é assim tão evidente, pela análise da Constituição, que não se pode proibir a publicação de uma biografia, qual a razão de haver um processo no STF? Como dito acima, os dispositivos introduzidos no Código Civil de 2002 abriram oportunidade a interpretações equivocadas. Justamente para sanar esse mal-entendido geral, a Associação Nacional de Editores de Livros (Anel) propôs uma ação direta de inconstitucionalidade, questionando os artigos 20 e 21 do Código Civil. Infelizmente a Anel deixou de questionar os artigos 12 e 17, e certamente assim agiu por alguma questão relevante, mas é uma pena que não tenha aproveitado a oportunidade para aumentar o âmbito do questionamento que, de resto, é completamente legítimo e cabível. Nessa ação, de modo geral, o que se propõe é que a esses dispositivos do Código Civil seja dada uma interpretação conforme a Constituição Federal, com a declaração, pelo Supremo Tribunal, de que esses dispositivos não se aplicam às biografias, livros e obras audiovisuais. Uma decisão neste sentido vincularia a interpretação dos dispositivos a esse entendimento do STF, impedindo que juízes de tribunais inferiores profiram decisões diversas – por exemplo, proibindo uma biografia. Há outra observação na questão das biografias. Geralmente, os biografados são pessoas públicas, que participaram da vida e da história do país e da sociedade, de modos diversos. Não são anônimas, mas pessoas que abraçaram, em suas vidas, atividades em que os pontos de interação com a coletividade são amplos e essenciais para a própria existência dessas atividades. Um reconhecimento que já se tornou banal é o de que, para essas pessoas, que vão desde os políticos até os artistas, passando por todos aqueles que vivem da sua interação com a coletividade, a esfera de privacidade é mais restrita que a das demais pessoas. Mesmo

os escritores e artistas que pretenderam se esconder do mundo lançaram suas obras para que fossem vendidas e comunicadas ao público. Nenhuma dessas pessoas tem o mesmo direito à privacidade que as demais. Seus feitos e a própria história de suas vidas, frequentemente essencial para a compreensão do sentido e da importância social da obra, já pertencem à sociedade. Para impedir a exposição ou a reprodução de obras, familiares de artistas evocam a Lei de Direito Autoral. De fato há dispositivos na atual lei que restringem o direito de reprodução de obras (veja-se bem, a reprodução, não a exposição). Mas daí a considerar, por exemplo, que uma poesia de Drummond não possa ser reproduzida em um livro escolar, ou que a fotografia de um quadro não possa ser inserida no catálogo de um museu público que abriga aquele mesmo quadro, é atribuir aos dispositivos do direito autoral uma interpretação ultrarrestritiva. É óbvio que não se está referindo à reprodução do quadro em agendas, xícaras ou sacolas que são vendidas na lojinha do museu, ou à reprodução de poemas em adesivos decorativos, só para citar exemplos bem típicos. Qual a diferença entre uma e outra reprodução? É evidente

que a poesia inserida em um livro escolar e a reprodução do quadro no catálogo do museu cumprem finalidades públicas, didáticas e essencialmente culturais e que, por esse exato motivo, merecem ser preservadas de disputas particulares. Com relação à exposição de obras artísticas, ela é expressamente permitida pela lei. Aquele que adquiriu uma obra tem o direito de expô-la ao público, não havendo fundamento jurídico algum para que herdeiros, não proprietários, vedem mostras. As tentativas dos familiares de Lygia Clark de interromperem a exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, como foi noticiado no mês passado, evidentemente, não podem prevalecer. Poder público Nessa discussão, é necessário conter aquelas ideias brilhantes que pretendem, numa canetada, resolver todos os problemas – no mais das vezes causando inúmeros outros, até mais graves. Dentre as pérolas jurídicas que surgem, até como reação a atitudes descabidas, a alternativa preferida é sempre aquela que transfere ao ente público a solução das questões. Há diversos exemplos pipocando pelo país. Já foi apresentada uma proposta de lei, por exemplo, que pretendia transferir à (ao) pre-

sidente da República a tarefa de decidir casos específicos de controvérsias provocadas por herdeiros teimosos. Não por acaso, já está em vigor, há mais de um ano, um decreto que permite ao ministro da Cultura declarar um bem como de interesse público cultural, o que possibilita seu monitoramento, fiscalização, proibição de venda, prioridade de compra pelo Estado etc. Para completar o rol de iniciativas pitorescas, o Ministério Público de Minas Gerais teve algumas vitórias relativas à apreensão de obras de Aleijadinho, ao que tudo indica com fundamento em uma lei do Império. Vê-se que o perigo de ingerência descabida é enorme. Tanto o direito de autor quanto a privacidade e o direito de imagem, além de previstos na legislação específica, constituem garantias constitucionais que não podem ser usurpadas do indivíduo pelo ente público. A essa alternativa, melhor mesmo é deixar a cargo do Judiciário qualquer conflito. A problemática é bem clara: o acesso à cultura e à memória. Qualquer que seja a dúvida, interessa que seja decidida justa e rapidamente, com a necessária consideração de que o direito à informação e à memória, assim como o acesso à cultura, são direitos constitucionais do cidadão.


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Arquitetura

RESUMO O arquiteto holandês Rem Koolhaas, que ganhou o prêmio Pritzker em 2000, é uma das estrelas da arquitetura internacional. Curador da Bienal de Veneza, no ano passado, ele fala nesta entrevista sobre o evento, a cidade italiana e também sobre Brasília e Niemeyer, a seu ver um “hedonista” que não respeitava regras.

3 ‘Niemeyer não respeitava Brasília’ Para Koolhaas, últimas obras do brasileiro eram ‘grosseiras’

AMIR LABAKI ILUSTRAÇÃO DEBORAH PAIVA

“O próprio Niemeyer não respeitava Brasília.” Assim o arquiteto holandês Rem Koolhaas, ganhador do Pritzker em 2000 – espécie de Nobel da arquitetura – viu as últimas intervenções do brasileiro na cidade que criou. Koolhaas é o mais renomado dos chamados “starchitects”: não apenas autor de projetos como a Casa da Música, no Porto, e a embaixada holandesa em Berlim como de textos capazes de indicar novos rumos para a arquitetura contemporânea. Consegue, paradoxalmente, ser um ídolo dos “pós-modernistas neoliberais” e dos “neomodernos revolucionários”. Tal qual o Holandês Voador, mítico navio-fantasma a flutuar por todos os mares, Koolhaas navega entre seus cinco escritórios (em Nova York, Pequim, Hong Kong, Doha e Roterdã), sem contar as viagens relacionadas

a outras atividades. Após um ano de trocas de e-mails com seus assessores, pude, enfim, encontrá-lo no fim de novembro passado, na semana de encerramento da Bienal de Arquitetura de Veneza, da qual ele foi o curador. Koolhaas, 70, já declarou que gostaria de ter sido um arquiteto brasileiro, pela admiração que nutre por nosso modernismo. Sua última visita ao país foi em 2011. Diz que espera agora “uma oportunidade” para voltar: “Um edifício, uma casa”, acena. O Brasil é também cenário de um tabu em sua vida: nos anos 1980, seu sócio foi morto ao reagir a um assalto, enquanto visitava o conjunto habitacional Pedregulho, no Rio, desenhado por Affonso Eduardo Reidy em 1947. Na fala e na escrita, Koolhaas é conciso. Mais difícil de traduzir em palavras é a expressão contida desse homem alto e tímido, que deixa transparecer seu incômodo ao ser fotogra-

fado a toda hora, como se fosse um ator de Hollywood. Folha - Quais foram suas impressões após visitar Brasília, em 2011? Rem Koolhaas - Tive duas impressões diferentes: de que a cidade é tradicional e de que é moderna. A forma não é algo crucial para uma cidade, não é o que molda qualquer civilização em um dado momento. A expectativa típica é dizer que “Brasília não funciona” ou que “não é usada da forma correta”. É um argumento surpreendentemente banal. Significa que a modernidade se tornou normal. O que estamos aprendendo com Brasília? Não há o que possamos aprender particularmente sobre ela, à exceção do fato de que algo artificial e recente como Brasília pode oferecer – em um período de tempo incrivelmente curto – um ambiente urbano criativo, produ-

tivo e instigante. É mais uma dessas coisas a respeito das quais somos tradicionalmente céticos: “Cidades novas trazem expectativas ruins”. Porém tudo isso é normal e pode funcionar. Assim, olhei para Brasília da mesma forma como olho para as futuras cidades chinesas, que hoje parecem completamente estranhas e, em algum momento, parecerão reais como Brasília. Você está então mais interessado na vida de Brasília do que na sua decadência? No fim, estou mais interessado como um sociólogo e antropólogo do que como um arquiteto. Como foi a experiência de visitar o conjunto Pedregulho, no Rio, onde seu sócio foi assassinado? Ao mesmo tempo forte e desdramatizada. Na época, foi um drama, também para a minha vida. Parece heroico

que um arquiteto morra observando a arquitetura. De certa forma, uma morte bonita. Embora eu tenha visto uma série de ajustes, intervenções de segurança e adaptações, a intenção [da arquitetura] estava intacta. A visita acabou por reforçar meu interesse pela realidade. Ironicamente, muitos dos discursos sobre arquitetura não partem da realidade, mas de preconceitos, teorias e rumores. Minha grande paixão nos últimos 20 anos foi perceber e interpretar a realidade das cidades. Parece mais dramático o caso do edifício São Vito, demolido em 2010 pela prefeitura de São Paulo, onde você fez o projeto de um elevador para a mostra Arte/Cidade [2002]. Isso é mais uma evidência de que as coisas não são baseadas na realidade. Se você olhasse para a realidade do edifício, veria que, de certa forma, ele funcionava.


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Condomínios em Miami vendem luxo com arte SILAS MARTÍ

“Vou explicar por que esse projeto é exclusivo”, diz a corretora de imóveis Magda Ruby. “Esse é o último pedaço de terra em Bal Harbour. É um terreno de 27 mil metros quadrados com vista para o mar nos dois lados. E os lobbies vão ter obras de Jeff Koons. Você sabe que ele acabou de vender uma escultura na Christie’s por US$ 58 milhões, né? Aqui vai ser como viver num museu de arte contemporânea”. No escritório de vendas do Oceana Bal Harbour, no extremo norte de Miami Beach, o pedaço do balneário norteamericano que vai afinando Atlântico adentro com água azul-turquesa por toda parte, a vendedora brasileira tenta me convencer – em bom português – dos encantos do mais novo empreendimento imobiliário do empresário argentino Eduardo Costantini. O dono do Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires, famoso por ter comprado o “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, está erguendo agora seu segundo condomínio em Miami. O primeiro deles, já concluído e com todos os apartamentos vendidos menos a cobertura, que vale US$ 27 milhões, tem murais da artista Beatriz Milhazes e esculturas de Artur Lescher. Fica em Key

Biscayne, no outro extremo do pedaço de terra que é Miami Beach. Nos dois condomínios, Costantini implantou a mais nova modalidade de especulação imobiliária envolvendo obras de arte. Na compra do imóvel, moradores dos apartamentos ali viram sócios das obras que decoram as áreas comuns, podendo votar em reuniões de condomínio para leiloar as peças. “Não é o espírito do projeto que as pessoas vendam as obras”, diz Costantini, por telefone, de Buenos Aires. “Sou colecionador há 40 anos e, em todas as minhas casas, estou rodeado de obras de arte, então é natural incluir arte nos empreendimentos imobiliários, já que isso também vai ser a casa das pessoas. E, como investimento, é claro que as obras também valorizam. Elas se tornam essenciais, como as paredes de um prédio”. Parece ser um enlace perfeito, quando não aliança perversa, entre empreiteiras e a indústria da arte que encontrou em Miami o solo mais fértil do mundo desde que a feira Art Basel Miami Beach, franquia da suíça Art Basel que acontece todo mês de dezembro há 12 anos, deslocou boa parte das verdadeiras fortunas ligadas à arte para o então decadente balneário. “Pluto e Proserpina”, a versão de Jeff Koons em aço inoxidável dourado de mais de três metros de altura para um clássico do escultor barroco italiano Lorenzo Bernini, vai adornar o saguão

principal do novo condomínio. Isso depois de ter passado pela retrospectiva de Koons no Museu Whitney, em Nova York, e ter viajado mais tarde ao Centro Pompidou, em Paris. O último destino da peça comprada por Costantini por US$ 18 milhões antes de virar decoração de seu prédio será uma aparição estratégica na Art Basel Miami Beach em dezembro deste ano, concluindo uma turnê de exposição e consequente valorização. Além de Koons, obras de outros artistas vão adornar o prédio, um investimento de US$ 15 milhões, já que, como diz o corretor Ernesto Corti, “você não pode pôr um Koons ao lado de um Zé Ninguém”. Cartola Quarenta quadras ao sul do novo condomínio, o empresário argentino Alan Faena, uma estranha figura sempre de echarpe e cartola brancas, domina sua parte de Miami Beach, próxima do centro de convenções ocupado pela feira. São sete quarteirões disputadíssimos, onde saem do papel um centro cultural desenhado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, uma torre de apartamentos assinada pelo britânico Norman Foster e renovações de velhas joias “art déco” de Miami que foram viradas do avesso para atrair moradores bilionários. Nesse sentido, grifes de vencedores do prêmio Pritzker, o Nobel da arquitetura, como Koolhaas e Foster, e de queridi-

nhos de Hollywood, como o diretor Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge” e “O Grande Gatsby”, são essenciais. Luhrmann e sua mulher, a oscarizadíssima figurinista Catherine Martin, assinam a decoração de um dos hotéis de Faena em seu enclave americano. “É um prédio dos anos 1940 que está sendo reformado, com aquele ar da velha Hollywood”, diz Benjamin Sinclair, um dos diretores do bairro de Faena, sobre a torre decorada por Luhrmann. “A cobertura custa US$ 55 milhões”. Não teria esse preço sem o apelo gentrificador da arte contemporânea. “O centro cultural é o coração do distrito”, diz Zoe Lukov, responsável pelas exposições das propriedades de Faena, durante um passeio pelo canteiro de obras em Miami, aonde convidados chegam de Rolls Royce com chofer bancados pelo empresário. “É como olhar dentro da mente dele e do Rem Koolhaas, um gabinete de curiosidades”. De fato, o projeto de Koolhaas para o que Faena chama de seu fórum de ideias em Miami lembra um volume brutalista por fora, mas é cheio de volutas arquitetônicas por dentro, uma espécie de materialização em concreto das sinapses de um cérebro. Todas as mentes em Miami, aliás, parecem ter um pensamento fixo. Tentam agregar a preços de imóveis o valor intangível de obras de arte, que alcançam milhões de dólares em leilões mesmo que à custa

de mecanismos obscuros da indústria da arte. Na base de tudo, está o mercado de luxo e a forma como desde marcas de champanhe a fabricantes de automóveis como BMW e Rolls Royce enxergam em Miami, em especial na época da feira Art Basel Miami Beach, uma mina de ouro. “Nós pedimos para trazerem a Art Basel para cá”, lembra Irma Braman, diretora do Instituto de Arte Contemporânea de Miami e uma das colecionadoras mais poderosas do balneário. De sua casa cheia de peças de Calder, Picasso e Giacometti, numa ilha particular com vista para um mar azul de golfinhos saltitantes, ela lembra como a chegada da feira suíça mudou a realidade financeira local. Tufáo Dias antes, vestindo um tailleur e com laquê ultrapotente nos cabelos, capaz de resistir à brisa quase tufão de Miami, Braman discursava na inauguração da nova sede de seu museu no chamado Design District, criação do empresário americano Craig Robins para revitalizar o centro da cidade. Num investimento de US$ 2 bilhões, Robins comprou dez quarteirões numa área deteriorada e escalou grifes e arquitetos de grife para ocupar a região. Ao lado de um prédio de vidro do japonês Sou Fujimoto e esculturas póstumas de Buckminster Fuller, ele dizia que é isso que torna

Miami “tão mágica”. Entre as lojas de marcas como Gucci, Dior, Prada e Cartier, carrinhos de golfe circulavam levando seus convidados. Artistas como os americanos Theaster Gates e John Baldessari, além de arquitetos como a iraquiana Zaha Hadid, estão todos envolvidos na empreitada, criando instalações ao ar livre para acompanhar as novas lojas. “Estamos transformando Miami numa capital da arte”, diz Robins. “São esses manifestos arquitetônicos e artísticos que vão impulsionar os novos bairros da cidade”. Marc Spiegler, diretor da Art Basel Miami Beach, estava sentado na primeira fila da entrevista coletiva para anunciar os próximos 20 prédios do Design District. “A feira traz muita gente para Miami, artistas e galeristas, mas dura só uma semana”, diz Spiegler. “Então é importante que a cidade tenha uma vida cultural estruturada. Acho ótimo que a cultura seja capaz de orientar o desenvolvimento”. Nas palavras de Tomás Regalado, o prefeito de Miami, os museus e centros culturais erguidos a reboque de condomínios e lojas de luxo são a “cereja no bolo” de um processo de valorização exponencial. “Antes aqui era noite, agora é dia”, diz Regalado, sobre a região onde surgiu o novo distrito dedicado ao design. “Era uma área degradada, mas agora as pessoas passaram a acreditar em Miami”.


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MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Diário de Nova York O MAPA DA CULTURA

5 Paisagem em mutação Público e privado redefinem Manhattan

LUCRECIA ZAPPI

Depois da inauguração da terceira e última fase do High Line, em setembro passado, confirmando o enlace feliz dos setores público e privado, o Hudson River Park Trust anunciou o plano de construção do Pier 55, um parque suspenso no rio Hudson, mirando o bairro do Meatpacking, em Manhattan, a 50 metros da costa. A previsão é de que fique pronto já em 2016. O projeto futurista é do britânico Thomas Heatherwick, responsável pelo estádio da Olimpíada de Londres. Por trás do custo do Pier 55, avaliado em US$ 170 milhões, estão o magnata da mídia Barry Diller, mais a mulher, a estilista Diane von Furstenberg, dispostos a bancar, por meio da sua fundação, US$130 milhões. Ao lado de figuras como o exprefeito da cidade, Michael Bloomberg, o casal também é membro do Amigos do High

Line, que já arrecadou US$ 44 milhões dos US$ 190 milhões gastos no parque suspenso de Chelsea. O Pier 55 também leva o carimbo social e ecológico do High Line. A região já foi terra de ninguém, com seringas amanhecidas às margens de um rio bem poluído. A ilha, do tamanho de dois campos de futebol, com diversos espaços para espetáculos, promete ingressos acessíveis. Um dos lados da plataforma ondulante será mais elevado para que o sol penetre na água, garantindo proteção à fauna do rio, que aos poucos volta a respirar. E vem mais por aí. O Culture Shed, centro cultural planejado para 2018, que deve abrigar a semana de moda de Nova York, já levantou por meio de doações dois terços dos US$ 360 milhões estimados para sua realização. O prédio é uma das grandes promessas do bairro em construção, adjacente à nova parte do High

Line, o Hudson Yards. A questão que se levanta é se haveria certo servilismo por parte da cidade diante do controle privado dos novos espaços públicos, que aos poucos redefinem a paisagem. E há preocupação também com a manutenção dessas estruturas ultramodernas. Para a posteridade Em contraste com o exprefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que doou milhões do próprio bolso para o High Line, Bill de Blasio nunca subiu ao parque visitado por quase 5 milhões de pessoas ao ano. No início de sua gestão, De Blasio sugeriu que as grandes iniciativas privadas criavam “uma dinâmica quase colonial” na cidade, onde certas áreas ficavam cada vez mais elitizadas, enquanto outras seguiam esquecidas. Curiosamente, aplaudiu o projeto da ilha que está por sair do papel.

Talvez esteja de olho nas glórias da posteridade. Mais brutalismo Também no Meatpacking, o novo museu Whitney, projetado por Renzo Piano, que para alguns lembra um navio e para outros parece uma torre de controle de algum aeroporto na China, deve estrear em maio deste ano com a coleção geral do acervo. Enquanto isso, na sede do Upper East Side, o brutalismo de Marcel Breuer se faz mais presente com o prédio vazio e o fluxo intenso de grandes e chamativos caminhões, em plena reforma para abrigar parte da coleção do museu Metropolitan. Antes que ela se perca na mudança, vale a pena visitar a supercoleção cubista de Leonard Lauder, doada ao Met em outubro. As 81 obras, avaliadas em US$ 1 bilhão, trazem grandes telas de Braque, além de Picasso, Gris e Léger, e fica em exibição até 16 de fevereiro.

Clube do documentário Outro dia assisti a “The Art of the Steal”, documentário sobre a coleção Barnes, considerada uma das mais importantes do mundo no segmento da arte moderna. Bem interessante para quem quer entender o maquinário obscuro de um conselho repleto de gigantes da filantropia. O filme de Don Argott está disponível no site do Doc Club, um cineclube virtual, cria do Sundance (www. docclub.com). A seleção é de críticos como Thom Powers e Robert Ebert e traz clássicos do underground, como o deslumbrante “Gates of Heaven”, de 1978. O filme, sobre os cemitérios de bichos de estimação, é mais que um retrato da sociedade americana e seus monumentos bizarros. É também uma reflexão profunda sobre a morte, sobre valores essenciais do homem e, portanto, sobre a esperança de um mundo melhor. Em tempo, feliz 2015!


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MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

6 Muito além de um bar São Paulo, 1960

BOSCO/ACERVO UH/FOLHAPRESS

A cantora Claudette Soares posa para foto no João Sebastião Bar, na capital paulista, em fevereiro de 1964

CLAUDETTE SOARES

Eu, carioquinha da gema, morar em São Paulo? Na primeira vez que Ronaldo Bôscoli sugeriu que seria uma boa ideia mudar-me do Rio para a Terra da Garoa, não dei muita bola. Mas não demorou para que lhe desse razão. No início dos anos 1960, a bossa nova já tinha se tornado uma febre no Rio, e ele dizia que eu poderia me tornar “só mais uma cantora de bossa nova”, entre dezenas de outras. Em São Paulo, a história era outra. Acabei aceitando o convite do jornalista Paulo Cotrim para inaugurar o João Sebastião Bar, acompanhada pelo pianista Pedrinho Mattar. Era um bar curioso, na rua Major Sertório, bem no centro da capital paulista. Parecia o castelo do Drácula, com velas e candelabros. A estreia foi um sucesso. Vinicius foi ver e me ofereceu a canção “Primavera”, muito bem recebida no espetáculo “Pobre Menina Rica”, então em cartaz no Rio. Eu fazia o principal show da noite, de quarta a domingo. Em pouco tempo, o João Sebastião Bar tornou-se o templo da bossa nova em São Paulo, com a mesma força que teve o Beco das Garrafas no Rio. Não era para menos: na quarta eu convidava jovens talentos, como Toquinho, Chico Buarque e Taiguara. Nas outras noites, artistas como Johnny Alf, Geraldo Vandré e Alaíde Costa dividiam o palco comigo. Carlos Lyra, João Gilberto, todo mundo passava por lá. Sem falar de instrumentistas geniais, como Hermeto Pascoal, Arthur Moreira Lima e Cesar Camargo Mariano, que marcavam presença constante.

Foi lá, portanto, que eu conheci o Cesar, ainda novinho, e convidei-o para gravar “Claudette é Dona da Bossa” (1964), seu primeiro trabalho em disco, como pianista e arranjador. Tenho muito orgulho de tê-lo lançado, e nossa parceria rendeu dez discos. Ali era um ponto de encontro fabuloso, onde nasceram outras parcerias. Ao lado de Taiguara e do Jongo Trio, atrações do João Sebastião Bar, apresentei-me no Rui Bar Bossa – mais um fruto da criatividade boêmia – e no teatro Princesa Isabel, ambos no Rio, com o show “Primeiro Tempo 5 x 0”, sob a direção de Luiz Carlos Miele e Bôscoli, em 1966. Esse show rendeu LP homônimo no mesmo ano. Era a bossa fazendo o caminho inverso, um intercâmbio entre São Paulo e Rio no qual assumi o meu papel. Muita gente vinha a São Paulo só para conhecer o tal do João Sebastião Bar. Lembro-me de cantar sentada no piano de cauda, para que, com a casa cheia, todo o público pudesse me ver. Era um charme: de minissaia, sobre a tampa do piano, iluminada por um candelabro. Lá eu me deparei com atores de Hollywood – Kirk Douglas foi um deles –, grandes figuras da época e jovens que posteriormente ganharam notoriedade. Os jornais espalhavam a novidade, as noites eram um estouro, as mesas eram disputadíssimas. Não era só um bar, era o reduto paulistano da bossa nova, onde cantei desde a inauguração até o fechamento, em 1967. Depois de anos, até experimentei voltar a morar no Rio, mas não resisti, não tem jeito: assim como a bossa nova, vim, vivi uma linda história e aqui criei raízes.


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MANAUS, DOMINGO, 28 DE DEZEMBRO DE 2014


Caderno D

Plateia MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

plateia@emtempo.com.br

REPRODUÇÃO

‘Do inferno’, de Alan Moore, em versão de luxo (92) 3090-1042

Plateia 3

Manaus recebe atrações nacionais e internacionais DANIEL AMORIM* Especial EM TEMPO

O

ano mal começou e as produtoras de eventos de Manaus já começam a divulgar a lista de atrações que se apresentarão no primeiro trimestre de 2015. O destaque fica por conta do show do cantor espanhol Julio Iglesias, cuja turnê de despedida dos palcos vai passar por Manaus no dia 7 de fevereiro. Devido a um problema de saúde enfrentado no início do mês passado, após sofrer um acidente doméstico, o cantor precisou adiar a data da apresentação na capital amazonense, marcada para o dia 5 de dezembro. Apaixonado pelo Brasil e por Manaus, ele prometeu um espetáculo à altura de todos os anos de carreira. “Eu juro que o último concerto que farei no Brasil será em Manaus, no dia 7 de fevereiro de 2015. Falo em Manaus em toda minha vida, em todos os concertos”, disse o cantor. Com 71 anos de idade, Julio Iglesias é considerado um dos artistas europeus mais bem sucedidos das últimas décadas, com 300 milhões de cópias de álbuns vendidas no mundo todo. Além disso, apresenta um currículo estrelado com 80 álbuns lançados, diversos prêmios internacionais recebidos, entre os quais, o recorde do Guinness Book de artista latino mais vendido de todos os tempos. Em comemoração aos 50 anos de carreira, o cantor, violonista e compositor Antônio Pecci Filho, mais conhecido como Toquinho, realiza show no Teatro Manauara, no dia 30 de janeiro, a partir das 22h. O parceiro do poeta Vinicius de Moraes vai executar clássicos como “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Caderno”, “Aquarela”, entre outras. O artista deve alternar a interpretação das músicas com

Luan Santana confirmado para Villa Mix

um bate-papo informal com o público, no qual ele deve abordar histórias que marcaram sua trajetória. Alguns solos de violão completam o espetáculo, cujo formato intimista confere proximidade entre público e artista. Abandono Eddie Cosby é um pop star, reconhecido por ser uma personalidade autêntica, irreverente, com estilo visual único. Sempre criando novos conceitos na arte, desta vez ele está eufórico, ansioso, para lançar ao público um novo single de hip hop. A caminho do teatro, ele recebe uma ligação que muda todo sentido daquela noite. A namorada Lika termina o namoro por telefone sem motivo aparente. Ao entrar em cena, não consegue disfarçar e conta ao público que acabou de levar um pé na bunda da namorada. Mas a pinta de durão coloca toda comicidade no personagem, e agora ele está totalmente fragilizado. Com o subtítulo “Indicado para Homens Com Processo de Abandono”, a peça “Tudo Por Ela” é protagonizada pelo ator Júlio Rocha. Escrita por Mara Carvalho e dirigido por Patrícia Vilela, a comédia se baseia nas reações dos homens no término de uma relação amorosa. “O espetáculo usa artifícios do romantismo para interligar as histórias contadas. Não teria como falar do universo feminino sem vivenciá-lo desta forma”, comenta o ator. Os principais expoentes da música sertaneja irão se reunir no Sambódromo no dia 7 de março, a partir das 21h, na terceira edição do “Villa Mix”. Luan Santana, Jorge e Mateus, Gusttavo Lima, Victor e Léo são os nomes confirmados pela produtora Fábrica de Eventos, que está preparando uma megaestrutura para o momento. (*) Com informações de assessorias

Julio Iglesias encerra turnê em Manaus

SERVIÇO PEÇA “TUDO POR ELA Quando 25 de janeiro, às 19h Onde Teatro Manauara (avenida Mário Ypiranga, 1300, Adrianópolis) Ingressos R$ 50 (Setor 1, meia), R$ 40 (Setor 2, meia)

SHOW TOQUINHO – 50 ANOS DE CARRERIA Toquinho é atração no fim de janeiro

Quando 30 de janeiro, às 22h Onde Teatro Manauara Ingressos R$ 150 (Plateia Vip – Setor A), R$ 120 (Plateia Setor B), R$ 80 (Plateia BackStage)

SHOW JULIO IGLESIAS TOUR DE DESPEDIDA

Júlio Rocha interpreta pop star abandonado

Quando 7 de fevereiro, às 22h Onde Plenária do Studio 5 Centro de Convenções Ingressos R$ 300 (frisa), R$ 350 (cadeira arquibancada), R$ 400 (cadeira lateral), R$ 450 (camarote por pessoa com buffet incluso), R$ 500 (cadeira premium central)

FOTOS: DIVULGAÇÃO

A capital amazonense já tem agenda de shows e teatro para o ano que se inicia, incluindo opções como Julio Iglesias


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Fernando Coelho Jr.

Gê e Alberto Castelo Branco

fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br Lissandro e Ana Beatriz Breval

Claudia Pio de Souza

Jair Becil, Waltinho Oliva Pinto e Orsine Júnior

>> Solenidade de posse movimenta primeiro dia do ano . O primeiro dia de 2015 esteve movimentadíssimo na cena política da cidade. Poderosos lotaram o Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques para a posse do governador José Melo e do vice-governador Henrique Oliveira, em noite de emoções, alegrias e muitos nomes identificados na cidade prestigiando a esperada solenidade que coloca José Melo no principal posto do Estado. . José Melo assume o governo cheio de boas energias e os amigos e a população tendo a certeza de uma grande administração. Melo recebeu a faixa governamental da querida e simpática primeira-dama Edilene Melo, sempre ao lado do marido, com a simpatia de sempre, recebendo os convidados no evento concorridíssimo.

A querida primeira-dama Edilene Melo, no jantar após a solenidade O conselheiro Ari Moutinho e o de posse do presidente da Câmara Municipal, governador Wilker Barreto José Melo

Andréa e Mansur Aziz

. Após o protocolo da solenidade, foi servido jantar para convidados no espaço lindamente montado especialmente para o evento. Aplausos para a escolha do local, que supera todas as expectativas. Tudo perfeito no primeiro importante evento do ano!

Camila e o noivo Wilker Barreto Amanda Alecrim e o pai, o secretário Wilson Alecrim O governador José Melo e a querida primeira-dama Edilene Melo, na aposição da faixa governamental, no Centro de Convenções Vasco Vasques

O querido senador Omar Aziz e o governador José Melo

Sidney e Daura de Paula e Waltinho Oliva Pinto A vice-primeira-dama Camila Caitano, o vice-governador Henrique Oliveira, o senador eleito Omar Aziz, o governador José Melo e a primeira-dama Edilene Melo entregando a faixa governamental, na solenidade de quinta-feira

A presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargadora Graça Figueiredo, o prefeito Arthur Neto e o presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto

Murad Aziz e Marilia Zuazo

Mônica Bandeira de Melo e Dodora Cavalcante

Lincoln Holtz e Charufe Nasser


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Quadrinhos ‘Do inferno’ recebe publicação de luxo HQ de Alan Moore e Eddie Campbell, originalmente de 1989 a 1996, ganha versão de capa dura, com quase 600 páginas

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ÃO PAULO, SP - Na madrugada de 31 de agosto de 1888, apenas um candeeiro iluminava a viela de Buck’s Row, em Londres. Um comerciante se surpreende ao encontrar o que parece ser um grande fardo na calçada. Era o corpo de uma mulher, que teve a garganta cortada de uma orelha à outra. O cenário lúgubre descreve o primeiro de cinco crimes bárbaros que aterrorizaram o bairro de Whitechapel e a Inglaterra do século 19. As mortes dariam origem ao mais famoso dos assassinos em série, que ficaria conhecido como Jack, o Estripador. Obsessão da polícia da época, o criminoso nunca foi pego e parecia se divertir com o jogo de gato e rato. Algumas cartas provocativas às autoridades publicadas pelos jornais foram atribuídas a ele. Em uma delas, o endereço do remetente era: “Do Inferno”. A história de Jack é o mote de “Do Inferno”, HQ de Alan Moore e Eddie Campbell. Publicada originalmente na Inglaterra entre 1989 e 1996, em fascículos, a série saiu em partes também no Brasil.

Agora, ganha versão completa e de capa dura, com quase 600 páginas, pela Veneta. Chamado de “Orson Welles dos quadrinhos”, Moore é também autor dos cultuados “V de Vingança” e “Watchmen”, e baseia a trama de “Do Inferno” na hipótese de que as cinco mortes foram,

FICHA

DO INFERNO Autores Alan Moore (roteiro) e Eddie Campbell (ilustrações) Editora Veneta Tradução Jotapê Martins R$ 94,90 Quanto (592 págs.)

na verdade, uma conspiração para esconder o nascimento de um herdeiro ilegítimo do trono britânico. “Do Inferno” entrou na lista de mais vendidos do “The New York Times”, recebeu os principais prêmios do mundo dos quadrinhos e é considera-

da uma das melhores graphic novels da história. A trama, que chegou aos cinemas em 2001, vai virar uma série produzida pelo canal FX no ano que vem, mas ainda sem data de estreia. Apesar da edição caprichada, seguida por extenso material de apoio, alguns leitores reclamaram de problemas de revisão na HQ (“bela trabalho”, “isso porque tinha o sangue encharcou as roupas”, “às meia-noite”). Os erros foram corrigidos já na primeira reimpressão. Em dois meses, “Do Inferno” vendeu 11 mil exemplares e está na quarta tiragem. O pior dos tempos Para sua versão da história de Jack, Moore realizou uma extensa pesquisa bibliográfica e visitou Whitechapel com frequência. Por meio de seus relatos, ultrapassamos as rígidas convenções sociais da Londres vitoriana e andamos por becos sujos e sombrios, onde mulheres vendiam o corpo por alguns trocados. O roteiro de Moore relata como o progresso transformou as cidades e a perspectiva de comunidade.

SÉRIE REPRODUÇÃO

Canal FX quer repetir na TV o que a Fox já fez para o cinema, adaptando ‘Do inferno’

Nova série deve ser fiel aos HQs SÃO PAULO, SP - O canal de TV norte-americano FX está adaptando os quadrinhos “Do Inferno” para uma série de TV. Poucos detalhes foram divulgados, mas, segundo informações publicadas pelo site da revista “Variety”, a ideia é manter a adaptação o mais fiel possível à versão original. A Fox já adaptou a HQ de Alan Moore e Eddie Cam-

pbell antes, só que para o cinema. Em 2001, com direção de Albert e Allen Hughes e produção de Don Murphy (que deve produzir também a série), estreou o filme protagonizado por Johnny Depp e Heather Graham. Foi a primeira adaptação de uma história em quadrinhos de Moore para os cinemas, e a primeira da qual reclamou horro-

res. Segundo ele, sua ficção histórica existencialista se transformou num thriller ordinário de suspense. Nos quadrinhos, Jack, o Estripador, é o protagonista e sua identidade é revelada logo no início. No filme, o foco muda radicalmente: o personagem principal é o inspetor Fred Abberline (Johnny Depp) e a identidade do criminoso só é revelada no final.

Perspectivas de uma sociedade Mais do que a dramatização de uma série de crimes, “Do Inferno” coloca os assassinatos do “Estripador” como catalisadores para o que viria no século 20. Neles, estariam as sementes da violência urbana e do fascínio moderno pelos crimes em série, alimentado pelos tabloides.

Assim, a construção dos personagens esconde um universo de nuances e segundas intenções. E o legista sinistro, a jovem ingênua e o detetive frustrado dizem muito sobre como as relações se guiam por luzes e sombras. Nos traços de Campbell, os detalhes daquela Lon-

dres são mais sólidos do que os personagens, trêmulos e inconstantes. Se a ficção policial tornou suspeito qualquer londrino caminhando em uma rua escura, a luz trepidante da cidade captada pelo artista parece lembrar que nada é o que parece. Por Douglas Gavras


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RESENHA

A PERFIL

Emir Fadul Radialista da Rádio EM TEMPO

banda amazonense Mezatrio vem circulando pelos festivais independentes do Brasil desde 2005, com 10 anos de formação, lançou em 2014 seu segundo álbum intitulado “O topo do nada”. Nascida entre amigos, hoje a banda é formada por Paulo Lins, Gustavo Machado, Abner Queiroz, Alexandre Lins, Augusto Rodrigues e Marcelo Martins com a proposta de realizar um trabalho integralmente autoral e que representasse um novo momento na cena da cidade, torna-se a banda amazonense com maior visibilidade fora do Estado, sendo referência quando o assunto é festival de música, incluindo participações no “Dínamo Palooza” (SP), “Calango” (Cuiabá); “Se Rasgum No Rock” (Belém); “Varadouro” (Rio Branco); “Casarão” (Porto Velho); “Fora do Eixo” (São Paulo); “Bananada” (Goiânia); “SescFest Rock” e “Tommarrock” (Boa Vista); “Até o Tucupi” e “Grito Rock” (Manaus-AM); além de diversos shows em outras cidades de 11 estados brasileiros, contemplando todas as regiões do país. A sonoridade da Mezatrio representa uma riqueza musical impressionante. E a adesão dos metais represen-

tou uma evolução no produto final, visto que foi pensado também em inserir sintetizadores e elementos da música erudita como violinos. Nada de exageros nem gritos excessivos, a harmonia é rica em acordes agradáveis e percebe-se sons inusitados combinados aos metais e coro de voz. O vocal do Paulo é inconfundível e alinha com a proposta da banda, uma pitada de rouquidão natural faz a diferença, somado às linhas de guitarras com a distorção na medida certa, sem solos intermináveis, a soma da Meza traz um excelente resultado. Destaque para os metais, combinação já utilizada por outras bandas, também presente neste álbum, remeteu a música “Ali” aos anos 1970. Em contrapartida, a música “Fidel” apresenta linhas melódicas bem atualizadas e com amplitude vocal e segunda voz. Essa mistura de décadas presente neste álbum o faz um sucesso entre os mais exigentes, como eu. O CD começou a ser produzido em 2010. A banda lançou antes o EP “Crediário” com quatro músicas do atual álbum que foram regravadas e alguns arranjos alterados. Vista a complexidade que é produzir um álbum, somente após 4 anos surgiu o “O Topo

do Nada”. O álbum foi gravado no Baião Estúdio, mixado por Sérgio Guimarães e masterizadono AudioBayMastering por Andrew Mitchell, no estado americano de Minessota. A Meza caminhou todas as fases que competem à produção de um CD: composição, pré-produção e produção, facilitando a organização e apontando uma previsão de lançamento. Mezatrio já dividiu o palco com grandes nomes da música independente nacional e recebeu indicações a prêmios de grande importância, com o álbum “O Topo do Nada”, em uma turnê que passou por Belo Horizonte/MG, São José dos Campos/SP e também pela capital paulista, contando com shows nas três cidades, participações em importantes programas de TV, além de algumas entrevistas a sites e blogs especializados. O disco está na caterogia Indie Rock e foi premiado por entidades ligadas à música autoral.

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Do nada, rumo ao topo

SERVIÇO FICHA TÉCNICA Título O topo do nada (11 faixas) Artista Mezatrio Produção Mezatrio Gravação Baião Estudio Ano 2014 Fotografia Luana zau

A banda lançou um single e um clipe da música “Qualquer Um” em 2013 e está pensando na produção do terceiro álbum. Todas a informações sobre a banda podem ser encontradas no endereço eletrônico oficial da banda: www.mezatrio. com.

Mezatrio já dividiu o palco com grandes nomes da música independente nacional e recebeu indicações a prêmios de grande importância, com o álbum ‘O Topo do Nada’, em uma turnê nacional”


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Expectativa A partir desta segunda-feira, devem começar a surgir novidades na Globo, a partir da anunciada divisão de trabalhos entre Ricardo Waddington e Boninho na área do Entretenimento. A expectativa é grande. Preocupação As recentes declarações da cantora Anitta em entrevistas ou participações em programas têm evidenciado a falta de uma boa equipe por trás. Ou de alguém que oriente melhor o rumo da sua vida e carreira. Algo que sempre se evidencia quando ela é chamada a falar alguma coisa. Curiosidade Ainda há quem não aceite e reclame, até porque a crítica é livre, mas a maioria das pessoas já se acostumou ver Marjorie Estiano novamente como a personagem Cora em “Império”. Já conseguiram superar o repentino momento da troca. Dia da volta Nesta segunda-feira, reintegrado a equipe, Oscar Roberto Godói voltará a participar da programação esportiva da Transamérica FM. Há também o desejo de

MARIO ADOLFO

GLOBO

Em alta Flávia Alessandra é mais um nome muito cotado para a nova novela de Walcyr Carrasco, a próximas das 23h, na Globo aproveitá-lo nas transmissões do futebol como “comentarista de arbitragem”. Mãos à obra Nas primeiras semanas deste janeiro, Reynaldo Boury e equipe devem se reunir para finalizar os testes e começar a selecionar nomes do elenco de “Cúmplices de um resgate”. Se tudo correr como se espera, as gravações terão início entre os meses de março e abril. Teatro “Frida Y Diego”, da Maria Adelaide Amaral, vai estrear na quinta que vem, dia 8, no Maison de France, Rio. No elenco, Leona Cavalli e

José Rubens Chachá, nomes conhecidos da TV. Pode ser apontada como uma das excelentes montagens desses últimos tempos, pelo texto e interpretação dos dois. Bem e o mal João Emanuel Carneiro, em “Favela Chique”, a caminho na Globo, terá os ingredientes que ele considera indispensáveis em todos os seus trabalhos: tramas amorosas bem entrelaçadas e muita troca de tiros. Foi bem assim em “A Favorita” e “Avenida Brasil”, os seus maiores sucessos. A propósito... Em “Favela Chique”, a bandidagem estará infiltrada em vários núcleos da novela. Desde o morro, até as mais luxuosas casas e condomínios, em proporções bem parecidas. Nada que extrapole ou possa contrariar a realidade dos nossos dias. Estipulado Além do “Big Brother”, em vias de começar mais um, a nova programação da Globo também irá contemplar Pedro Bial com nova temporada do “Na Moral”. Estreia que deve acontecer na metade do ano, às quintas-feiras, em horário a ser definido.

• Por causa do sucesso dos seus personagens, Marina Ruy Barbosa e Alexandre Nero são frequentemente consultados para eventos juntos... • ... E já fizeram alguns. Novela é um caso sério. • Estreia na quarta-feira o “Saia Justa Verão”, em nova temporada, às 21h30, no GNT... • ... A formação é a mesma do ano passado: Dan Stulbach, Xico Sá, Eduardo Moscovis e Leo Jaime. • Aliás, na mesma quarta, Ingrid Guimarães também inicia nova temporada do “Além da Conta”... • ... E com programas gravados em Miami. Bruna Marquezine é uma das atrações. • Paolla Oliveira e Marcelo Mello Jr. serão alguns dos convidados da Regina Casé no “Esquenta”, da Regina Casé e da Globo, neste domingo. • Nova novela do Walcyr Carrasco, chamada de “Verdades Secretas”, começa a ser gravada em abril.

Falta atenção em legendas Algo que poderia ser melhor observado por quem de direito é a colocação de legenda nos filmes. O que se observa são falhas elementares e que podem ser corrigidas sem maior esforço. Letra branca em cima da cor branca torna impossível a leitura, por exemplo. Como o serviço é feito por computador, a modificação pode ser feita sem dificuldade. O público agradece.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Nesses próximos dias, a Globo deve iniciar a convocação dos atores do novo “Zorra Total”. Nomes como os de Fabiana Karla e Thalita Carauta já estão confirmados no novo programa. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

Uma política para a Amazônia

REGI

GILMAL

elvis

Durante o curso de Especialização em Gestão e Políticas Culturais tivemos acesso às reflexões do professor Alfons Matinell da Universidade de Girona sobre os aspectos que melhor identificam o bom gestor cultural. Na oportunidade, fomos provocados a produzir um paper de modo a pensarmos as aplicações – e implicações - de uma política cultural para a Amazônia. Abaixo, segue um resumo do texto. Os fatores socioeconômicos presentes no período de formação social do Brasil nos fazem compreender os mecanismos atuantes na construção das políticas culturais brasileiras nos dias de hoje. O processo de construção social dos Estados do Sul são diferentes dos Estados do Norte, e, portanto, aplicar um modelo de política cultural de modomecânico e irresponsável seria um truísmo do ponto de vista estrutural e analítico. A Amazônia tem sofrido com este tipo de visão mecanicista e exótico. O projeto empreendido, nos anos de 1960, pelo famoso Instituto Hudson, presidido por Herman Kahn, geopolítico atômico apelidado pela imprensa norte-americana de “o amigo da bomba” de transformar a Amazônia em um imenso lago, foi um desses empreendimentos agressivos e irresponsáveis acerca dos povos e bioma amazônicos. A ideia era represar o Amazonas, de Santarém a Monte Alegre, para a criação de um vasto lago de 240 mil quilômetros quadrados. Segundo Leandro Tocantins “Duas terças partes de Manaus desapareceriam nas águas. Santarém, Óbidos, Itacoatiara, Parintins, Manacapuru, ficariam submersas. Culturas tradicionais, como a do guaraná e juta, seriam liquidadas com a inundação. [...] Técnicos do Instituto Hudson já estiveram no local para realizar as primeiras pesquisas de campo”. O impacto seria tamanho a ponto de,

caso houvesse sido aprovado – o que quase aconteceu !!! -, atrasaria em 2 segundos o movimento de rotação da terra. Em “Amazônia: Heranças de uma utopia”, documentário de 90 minutos dirigido por Ricardo Favilla e Alexandre Valenti, nos é apresentado de modo bastante objetivo um impressionante quadro de intervenções humanas na Amazônia Brasileira, surgidas através do princípio de solidariedade e desenvolvimento como forma de “integrar”, “desenvolver” e “ocupar” esta famigerada terra. Os impactos políticos, econômicos, demográficos, culturais e tantos outros despertam para uma percepção de certa fragilidade a que está inserida as ideias e políticas da e para a Amazônia. Embora reconheçamos avanços científicos importantes, de nativos da região na busca do conhecimento de sua própria terra com vistas a compreender suas próprias contradições, ainda assim a Amazônia não parece fazer parte de um projeto de nação, como se houvesse um projeto de. A construção deuma política cultural eficiente perpassa pelo entendimento, em primeiro lugar, do processo histórico de construção social do Brasil e, em segundo lugar, pela forma de estruturação política. Não se pode falar em política cultural se não temos a compreensão do que é política, das formas e relações de poder e do histórico de suas ações e agentes. Após a observação desses aspectos é que se pode imaginar e criar a matriz estratégica, metodológica e embrionária de uma política cultural. Deve-se ter em mente que a política cultural nunca se inicia, não existe o início de uma política cultural. A política cultural é sempre o fim e surge exatamente das demandas sociais de um povo num exercício constante de reinvenção e adaptação.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

A Amazônia tem sofrido com este tipo de visão mecanicista e exótica. O projeto empreendido, nos anos de 1960, de transformar a Amazônia em um imenso lago, foi agressivo e irresponsável acerca dos povos amazônicos”


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Programação de TV

SBT

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3h45 Jornal Da Semana Sbt 5h Brasil Caminhoneiro 5h30 Planeta Turismo 6h30 Vrum 7h Mundo Pet 7h45 Chaves 9h Domingo Legal 13h Eliana 17h Roda A Roda Jequiti 17h45 Sorteio Da Telesena 18h Programa Silvio Santos 22h De Frente Com Gabi 23h Nikita 0h15 Rizzola & Isles 1h Pessoa De Interesse 2h Big Bang 3h15 Jogo Da Gente 4h Igreja Universal

RECORD Ação é o que não falta em “Nikita”, em cartaz na tela do SBT

Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de saber por onde irá caminhar. A atividade intelectual e as viagens estão favorecidas. Dia positivo para as amizades e o contato com pessoas e ambientes novos. TOURO - 20/4 a 20/5 As ações fortes e entusiasmadas dão bom resultado. Os empreendimentos profissionais, mesmo os de maior fôlego, recebem o estímulo positivo do aspecto de hoje. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Marte e Júpiter indicam maior força de caráter apoiada num sentido ético firme e positivo. É momento para agir integralmente conforme seus princípios e sua moral. CÂNCER - 22/6 a 22/7 O bom aspecto de Júpiter com Marte indica a libertação de problemas do passado, mas também uma maior compreensão do lado oculto do mundo. A sorte está ao seu lado. LEÃO - 23/7 a 22/8 Impulso positivo que leva as parcerias a avançar de modo significativo. O entusiasmo com as pessoas é grande, assim como as chances de atuarem juntos na mesma direção.

4h Santo Culto Em Seu Lar 4h30 Desenhos Bíblicos 7h30 Record Kids -

Pica Pau 9h Domingo Show 13h30 Hora Do Faro 17h30 Domingo Espetacular 21h15 Tela Máxima Especial - “A Batalha De Riddick” 23h15 Programação Iurd

GLOBO 4h45 Santa Missa 5h45 Amazônia Rural 6h15 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h46 Globo Rural 7h40 Auto Esporte 8h10 Esporte Espetacular - (Desafio Urbano Compacto) 11h10 Esquenta 12h36 Sai Do Chão Maria Rita 13h38 Temperatura Máxima - Volta Ao Mundo Em 80 Dias - Uma Aposta

Cinema

Muito Louca 15h41 Domingão Do Faustão 19h Fantástico 21h14 Domingo Maior - Duro De Matar 4.0 23h13 Sessão De Gala A Instituição 0h45 Corujão - Annapolis 2h11 Mentes Criminosas 2h55 Mentes Criminosas 3h40 Série

BAND 4h Power Rangers – Na Galáxia Perdida “O Romance De Leo” “O Guerreiro Chameliac” “Ao Décimo Poder” 5h30 Santa Missa No Seu Lar 6h30 Sabadão Do Baiano 7h Power Rangers + Jimmy Neutron 8h30 Palavra Cantada 8h45 Informercial –

Polishop 9h45 Verdade E Vida 10h Irmão Caminhoneiro – Boletim 10h05 Pé Na Estrada 10h30 Só Risos 11h45 Os Simpsons – Maratona “Uma Marge Muito Doida” “Por Trás Das Risadas “O Dia Da Vingança” “Novos Garotos Na Aréa” “Homer Faz Greve De Fome” “Adeusinho, Boboca” “O Safari” 14h25 Sessão Livre “Mandie E O Túnel Secreto” 16h20 Sessão Livre - “Driblando O Destino” 18h10 Só Risos 19h10 Policia 24h 20h10 Top 20 21h20 Pânico Na Band 0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz 1h35 Show Business – Reapresentação 2h25 Igreja Universal

Cruzadinhas

PRÉ-ESTREIA Loucas para Casar. BRA. 14 anos. Malu (Ingrid Guimarães), Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck) encontraram o homem ideal e planejam se casar. Até que elas descobrem que esse homem, na verdade, é o mesmo: Samuel (Márcio Garcia), que vinha mantendo um namoro com todas elas nos últimos anos. As três terão que decidir se vão disputar entre si pela exclusividade ou unir-se pela vingança. Cinemark 3 - 21h30; Cinépolis Ponta Negra 6 – 21h40; Kinoplex 4 – 21h30;

ESTREIA Uma Noite no Museu 3. EUA. Livre. Prepare-se para a noite mais louca e mais aventureira já passada em um museu quando Larry (Ben Stiller) une seus já conhecidos personagens com novas figuras ao embarcar em uma épica jornada para salvar a magia antes que ela esteja perdida para sempre. Cinemark 5 12h (dub/exceto sábado e domingo), 14h20, 16h45, 19h10, 21h45; Cinemark 7 - 11h10, 13h30, 15h50, 18h15, 20h45 (dub/diariamente), 23h15 (dub/somente sábado) ; Playarte 6 – 12h50, 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (dub/diariamente), 22h50 (dub/sexta-feira e sábado); Playarte 07 – 12h51, 14h51, 16h51, 18h51, 20h51 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 15h30, 18h, 20h30 (dub/ diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 17h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 3 - 14h35, 17h10, 20h10 (leg/diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 1 15h05, 17h25, 19h45, 22h00 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 8 - 13h40, 16h05, 18h40, 21h (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 13h10, 15h15, 17h20, 19h35, 21h50 (dub/diariamente).

VIRGEM - 23/8 a 22/9 Bom momento para valer-se de um comando firme e vigoroso. Situações passam a prosperar no trabalho, inclusive apontando para algum tipo de promoção. LIBRA - 23/9 a 22/10 É tempo de unir desejos vigorosos a aspirações elevadas. A arte, a filosofia e o desenvolvimento cultural são os assuntos que mais podem se desenvolver. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento de contar com o apoio familiar nas questões materiais, e para ganhar confiança e vencer certas batalhas. Mais recursos e forças para por as relações em equilíbrio. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Momento para decidir a respeito de viagens e melhorias na organização de cotidiano. As boas lutas referem-se às associações e parcerias que são conquistas importantes. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O bom aspecto estimula as conquistas materiais por meio do trabalho e das batalhas no trabalho. Você pode ganhar dinheiro com suas melhores capacidades produtivas. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 A confiança e a ousadia unem-se e proporcionam bom impulso para os empreendimentos pessoais. Também no amor e na expressão de suas vontades há bons acontecimentos. PEIXES - 19/2 a 20/3 A coragem de enfrentar antigos problemas será amplamente recompensada. As melhorias na vida familiar e doméstica estão bastante favorecidas.

CONTINUAÇÕES Operação Big Hero 6: EUA. Livre. Grupo de seis super-heróis é recrutado pelo governo para proteger os Estados Unidos. Cinemark 2 – 11h00, 13h20 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 11h40 - 14h00 - 16h30 - 19h00 (dub/diariamente), Playarte 3 – 14h, 16h20, 18h40, 21h (dub/diariamente), 23h20 (sexta e sábado), Playarte 4 (14h01, 16h21, 18h41, 21h01 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 5 - 12h00 (dub/ exceto quarta), 14h30, 17h15, 19h45 (3D/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 11h (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinépolis Ponta Negra 1 - 13h15 (3D/dub/ exceto quarta-feira), 15h45, 18h30 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h45 (dub/exceto quarta-feira), 16h30 (dub/ diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 2 - 14h20, 16h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 6 - 12h55, 15h20, 17h40, 20h15 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 1 - 12h (3D/ dub/exceto quarta-feira), 14h30, 17h15, 19h45 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 11h (3D/dub/somente sábado e domingo); Cinéplos Millennium 4 - 14h00, 16h25, 19h00, 21h55 (dub/ diariamente); Kinoplex 5 -13h35, 16h, 18h30 (3D/dub/diariamente) Êxodo – Deuses e Reis: ING-EUA. 14 anos. Uma história sobre a coragem de um homem para derrubar o líder de um império. Usando efeitos 3D de imersão, Scott traz à vida a batalha entre Moisés (Christian Bale), no momento em que ele ascende contra o faraó

Ramsés (Joel Edgerton), levando 400 mil escravos a uma jornada monumental para escapar do Egito e das pragas que o aterrorizam. Cinemark 4 – 13h50, 17h10, 20h20 (dub/diariamente), 23h40 (dub/sábado), Cinemark 8 - 18h00, 21h15 (dub/diariamente); Playarte 1 – 20h40 (3D/leg), 23h40 (3D/leg/sextas e sábados), Playarte 5 (12h20, 15h10, 18h, 20h55 (dub/diariamente), 23h45 (dub/sexta e sábado); Cinépolis Ponta Negra 5 – 22h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 - 16h45(3D/leg/ diariamente), 23h10 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Ponta Negra 4 - 13h30 (3D/dub/exceto quartafeira), 20h (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 - 16h05, 22h00 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 - 21h15 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 - 19h15, 22h30 (leg/diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 2 - 19h10, 22h15 (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 5 - 13h15, 16h20, 19h25, 22h30 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 1 22h15 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 15h, 18h20, 21h40 (leg/diariamente); Cinépolis Millennium 3 - 13h30 (3D/dub/exceto quarta-eira), 16h45, 20h00 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 3 – 14h30, 17h40, 20h50 (3D/dub); Kinoplex 1 – 13h10, 16h20 (dub/diariamente). Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel. BRA. 10 anos. Pedrão e Jorginho (Marcius Melhem e Leandro Hassum) são seguranças contratados

de um importante museu e acabam envolvidos em uma grande confusão após serem acusados do roubo do anel mais valioso do mundo. Cinépolis Ponta Negra 6 -14h45, 19h30 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 - 14h15, 19h35 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 9 – 14, 16h15, 18h20, 21h20 (diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 7 – 13h55, 15h55, 18h, 20h (diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 8 - 13h55, 15h55, 18h, 20h (diariamente); Cinépolis Millennium 5 - 15h50, 18h, 20h20, 22h30 (diariamente); Cinépolis Millennium 6 - 12h50 (exceto quinta-feira), 14h50, 17h00, 19h25, 21h20 (diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 13h (exceto quinta-feira), 15h30; Cinemark 1 – 11h50, 14h10, 16h20, 18h40, 21h (diariamente), 23h25 (somente sábado); Kinoplex 4 -13h, 15h10, 17h15, 19h20 (diariamente). A Noite da Virada: BRA. 12 anos. Durante uma festa de Réveillon na casa de Ana (Julia Rabello) e Duda (Paulo Tiefenthaler), o banheiro é o foco de todas as fofocas e polêmicas. Playarte 2 – 19h20, 21h20 (diariamente), 23h20 (somente sexta-feira e sábado); Cinépolis Ponta Negra 8 - 14h10, 16h20 (diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 3 - 14h, 16h15, 18h25, 20h45 (diariamente). O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos: EUA. 10 anos. O filme é a épica conclusão das aventuras de Bilbo

Bolseiro, Thorin Escudo-de-Carvalho e a Companhia de Anões. Cinemark 2 - 15h40, 18h50, 22h00 (dub/diariamente); Playarte 9 – 12h40, 15h30, 18h20, 21h05 (dub/ diariamente), 23h50 (dub/sexta e sábado), Playarte 10 – 15h25, 20h35 (leg/diariamente), 23h25 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 18h45 (leg/diariamente), 21h55 (dub/diariamente); Cinépolis Manaus Plaza 4 – 12h30, 15h30, 18h40, 21h40 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 - 17h40, 20h40 (dub/diariamente); Kinoplex 5 – 21h (3D/dub) Ouija – O Jogo dos Espíritos: EUA. 14 anos. Filme baseado no jogo de mesmo nome, utilizado para estabelecer comunicação com espíritos. De acordo com as regras do jogo, os espíritos fazem uma pedra se mover sobre letras em um tabuleiro, compondo frases destinadas aos jogadores. Cinemark 8 – 15h30 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 19h30, 21h40 (dub/diariamente). Tinker Bell: O Segredo das Fadas. Livre. Cinemark 5 – 12h10 (dub/sábado e domingo). Quero Matar Meu Chefe 2: EUA. 12 anos. Playarte 10 – 13h, 18h15 (dub/diariamente) Jogos Vorazes – A Esperança (Parte 1): EUA. 14 anos. Playarte 4 – 23h20 (dub/sexta-feira e sábado)


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

D7

A primeira-dama Edilene Melo recebendo a bênção de sua mamma Maria Gomes. Indispensável!

Comandante da Capitania dos Portos da Amazônia, CMG Paulino de Paula Júnior e sua Vânia

Olhos nos olhos e lado a lado, assim caminham José Melo e a sua Edilene para mais quatro anos de mandato, ele como governador e ela, sua leal primeiradama, juntos farão diferença. Deus ilumine-os e guie-os durante essa caminhada!

Charufe Nasser

Leve, alto astral

Senador Omar Aziz

Rebeca e Protásio Botelho

de extremo bom gosto, com muito Dona Zeina Neves e José Silva David Pita e Suellen Santos

Assim foi a posse do governador José Melo e do vice-governador Henrique Oliveira, no climatizado e muito bem ambientado Centro de Convenções Vasco Vaques. Aliás, aplausos para a primeira-dama Edilene Oliveira, que com seu olhar mais apurado acertou em cheio o lugar do disputado evento. A participação marcante de Edilene durante

Moysés Israel

a solenidade de posse do marido governador e toda a labuta até o tão esperado momento foram com maestria. A cerimônia recheada de emoção contou com a presença de 1.200 convivas reunindo familiares, amigos, autoridades e apoiadores políticos da dupla empossada. Simplesmente sem retoques.

Jander Vieira

Vice-governador Henrique Oliveira e sua Camila

JOEL ARTHUS/AGECOM

JO

EL

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TH

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GE

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M

ARQUIVO EM TEMPO

Gê e Alberto Castelo Branco

Roberta e Amaral Augusto

Andréa Medeiros e George Tasso

jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Primeira-dama de Manaus, Goreth e o prefeito Arthur Virgílio Neto

Governador José Melo ganhando paparicos de Marilza Mascarenhas, Menga Junqueira, desembargadoras Graça Figueiredo e Socorro Guedes, Maza Lopes e Mazé Mourão

Desembargador Domingos Chalub e Elza Vitória mais Giselle e o desembargador Flávio Pascarelli

Bernardo Monteiro de Paula

Luciana Souza e Glaucia Mesquita Eraldo Câmara e Kátia Matos

Guilherme Aluízio

Mônica Bandeira

José Pacífico e Eliane Gentil

Neto Corrêa e Mayza Campos

Regivane Aquino e Ronney Peixoto

Silvestre Castro e sua Beth

Rita e o coronel Roberto Rocha

Deputado Orlando Cidade e sua Andréa Daura e Sidney de Paula

Dodora e Helder Cavalcante

Jaspe Neto, Marita Corrêa, Edson José Oliveira, Vanessa Godeiro e Thaisa Rachel Oliveira

Walid Aziz e sua Lenúbia

Graça e Wilson Alecrim

Orsine Júnior

Alessandra Campêlo

Patrícia Amed

Andrezza e o deputado Josué Neto, presidente da Aleam

Mansur Aziz sua Andréa

Murad Aziz e sua Marília


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 4 DE JANEIRO DE 2015

Séries malvadas de TV ‘massacram’ comédias

DIVULGAÇÃO

Sucesso de obras como “True Detective” contrastam com declínio de novas séries cômicas

Atriz de ‘Downton Abbey’ fará ‘Guerra e Paz’ SÃO PAULO, SP - A atriz britânica Lily James, a Lady Rose, de “Downton Abby”, fará o papel da heroína Natasha Rostova na minissérie produzida pela BBC inspirada na obra “Guerra e Paz”, de Tolstói (1828-1910). O programa também terá a participação do ator americano Paul Dano (“Sangue Negro”) e do inglês James Norton (da minissérie “Happy Valley”). O autor do texto é o escritor britânico Andrew Davies, conhecido por suas adaptações de obras clássicas da literatura, como a minissérie “Razão e Sensibilidade” (2008), também da BBC, inspirada no livro de Jane Austen (1775-1817). Paul Rudd volta para ‘Parks and Recreation’ SÃO PAULO, SP - O ator e comediante americano Paul Rudd (o Mike, de “Friends”) voltará para a série “Parks and Recreation” nos dois últimos episódios da temporada final da série. A sétima fase do programa idealizado pela comediante Amy Poehler irá ao ar dia 13 nos EUA.

“Breaking Bad” é uma das que incentivam séries más

L

OS ANGELES, EUA - A televisão americana vive um dos grandes momentos de sua história. Mas a “Era de Ouro da TV”, como os críticos batizaram a atual safra de séries, está matando as tradicionais sitcom, comédias no formato de meia hora, encenadas, em sua grande maioria, em ambientes fechados e com a presença de uma plateia. Enquanto o sucesso de dramas como “Breaking Bad”, “Game of Thrones” e “True Detective” impulsionam a criação de dezenas de programas no gênero e atraem cada vez mais roteiristas, as novas comédias familiares

sofrem com o cancelamento e até velhos sucessos começam a tropeçar. “The Big Bang Theory” e “Two and a Half Men”, duas das maiores sitcoms da história, retornaram em 2014 com números abaixo dos esperados: os nerds liderados pelo ator Jim Parsons tiveram os piores números do ano em outubro, mas ainda se mantêm firmes no topo com 16 milhões de espectadores, enquanto o programa de Ashton Kutcher obteve a pior estreia de sua história nesta 12 temporada, com 11 milhões de espectadores. “Modern Family” também voltou em queda (10%) em relação ao ano passado.

“Não sei se esgotamos as situações absurdas ou se a vida real tornou-se tão louca a ponto de não superar as comédias, mas entendo que as séries dramáticas são a bola da vez”, afirma a atriz Christine Baranski, que participa em “The Big Bang Theory” como a mãe de Leonard (Johnny Galecki) e trabalha regularmente no drama “The Good Wife”. “Vivemos um ótimo momento para contar histórias sombrias, então posso dizer que estou feliz de atuar em uma série dramática a essa altura da minha carreira.” A situação, contudo, é mais séria para novas comédias televisivas. A primei-

ra série cancelada da safra 2014/2015 foi a sitcom “Manhattan Love Story”, limada da programação da ABC após quatro episódios vistos por cerca de dois milhões de pessoas. Para preencher o vácuo, a emissora exibiu dois capítulos seguidos de outra sitcom, “Selfie”, que, ironicamente, foi cancelada uma semana depois --os sete episódios já gravados irão ao ar no aplicativo online Hulu. A guilhotina não para por aí. “Mulaney”, que traz o novato John Mulaney (“Saturday Night Live”) e o veterano Martin Short (“Três Amigos”), teve a pior estreia entre todas as séries de 2014 e a

Fox cortou três episódios --o cancelamento oficial ainda não veio. Já a CBS organizou um evento para a imprensa, em Los Angeles, para melhorar a divulgação da sitcom “The Millers”, com Will Arnett (“Uma Aventura Lego”), mas cancelou o programa duas horas depois. O desagrado por causa de uma queda de 34% na audiência em relação a 2013 é tão grande que a CBS nem vai exibir os sete episódios já gravados. Especialistas falam em prejuízo em torno de US$ 40 milhões nos investimentos feitos na sitcom. Por Rodrigo Salem

‘Game of Thrones’ inspira banda de metal SÃO PAULO, SP - A banda americana de metal Anthrax irá contribuir para a quinta mixtape “Catch The Throne”, série de discos com canções inspiradas na série da HBO “Game of Thrones”. No ano passado, o álbum teve participação do rapper Big Boi (do grupo Outkast) e do cantor de reggaeton Daddy Yankee. Abujamra entrevista atriz Laura Cardoso SÃO PAULO, SP - Laura Cardoso é a convidada da edição desta terça (6) do programa “Provocações”. Na atração, apresentada por Antônio Abujamra, a atriz de teatro e TV fala sobre seus 72 anos de carreira e diz que a nova geração de atores tem a obrigação de ser culta. O programa vai ao ar às 21h30, na TV Cultura.


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