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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ
ANO XXVII – N.º 8.701 – DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
ADOLESCÊNCIA
BANDIDA A DISCUSSÃO SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL TRAZ À TONA A SITUAÇÃO DOS MENORES INFRATORES EM UM BRASIL QUE OFERECE POUCAS ALTERNATIVAS DE REINSERÇÃO SOCIAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES ENVOLVIDOS NA CRIMINALIDADE. SOLUÇÕES PARA QUE MENORES SEJAM POUPADOS DA ESCOLA DO CRIME – A PRISÃO – JÁ EXISTEM, PORÉM SÃO POUCO DEBATIDAS PELOS SEGMENTOS DIRETAMENTE ENVOLVIDOS NA QUESTÃO. NO MEIO DISSO TUDO AINDA HÁ QUE SE DISCUTIR O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E UM SISTEMA PRISIONAL INCHADO E EM CONSTANTE EBULIÇÃO. POLÍTICA A7 E DIA A DIA C1 A C5
É MENINA
Nasce 2º bebê do príncipe William e Kate
CURUMIM C Curumim completa 32 anos cumprindo a missão de levar entretenimento e conhecimento a várias gerações de fãs do último herói da Amazônia.
LUÍZA SIMONETTI
‘Para adotar, é preciso estar preparado’
BOTAFOGO X VASCO
Presidente do Grupo Benquerer do Amazonas – que atua no apoio à adoção –, Luíza Simonetti (foto) diz que perfil de crianças adotadas mudou. Com a palavra A5
Botafogo e Vasco decidem hoje, no Maracanã, quem será o campeão carioca de 2015. Com a Taça Guanabara, o time alvinegro precisa derrotar o rival cruz-maltino para ficar com o título estadual. Pódio E4 e E5
DIVULGAÇÃO
QUEM SOLTA O GRITO?
SOJA E O RAPPA
O melhor do reggae em Manaus
Os fãs amazonenses das bandas SOJA (foto) e O Rappa já estão contando os dias - faltam apenas 25 - para o show que acontece no Studio 5. Plateia D2
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ELENCO, CURUMIM, IMÓVEIS&DECOR.
S U P L E M E N T O S
RAIMUNDO VALENTIM
Última Hora A2
Um dos clássicos da moda, as estampas florais (foto) voltam com tudo e serão o novo hit da coleção primavera/verão 2015. Elenco 12 e 13
Além de não conter glúten, a tapioca tem 50 calorias a menos que o pãozinho francês, considerado vilão para quem quer emagrecer. Saúde F2
Mudar de casa ou apartamento é, muitas vezes, a realização de um sonho, mas pode trazer também dor de cabeça. Imóveis & Decor 1
VIOLETA
VIOLETA
TEMPO EM MANAUS
MÁX.: 31
MÍN.:
24
Última Hora
A2
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Nasce o segundo filho do príncipe William e Kate
MAIORIDADE
PEC é tema de debate A maioridade penal no Brasil será tema de debate em Manaus, no próximo dia 7 de maio. Organizado pelos fóruns estaduais dos Direitos da Criança e Adolescente (Fedca/AM) e o de Assistência Social (Feas), o encontro será realizado no auditório da Faculdade Salesiana Dom Bosco, no Centro. Segundo um dos organizadores do evento, professor Valter Calheiros, o objetivo é ampliar a discussão no meio acadêmico e com a sociedade civil para avaliar se a redução da maioridade penal é a solução para a redução da violência.
o príncipe Charles afirmou que desejava que a criança fosse uma menina. Anúncio oficial A região do hospital estava cercada por equipes de imprensa de todo o mundo. O anúncio do nascimento foi feito tanto pelo Twitter como por um porta-voz trajado com roupas tradicionais da monarquia - que gritou a boa notícia enquanto tocava um sino do lado de fora do hospital. Seguindo a tradição, um comunicado oficial também foi exibido no Palácio de Buckingham. Um grupo de fãs da família real acampava há duas semanas do lado de fora do hospital à espera de mais notícias sobre o nascimento. Kate Middleton deixou de participar de compromissos públicos desde o dia 27 de março, mas o ex-secretário de imprensa da rainha, Dickie Arbiter, afirmou que ela realizava tarefas reais até recentemente. Crescem agora as especulações sobre o nome que será dado ao bebê real. Nas casas de apostas de Londres, “Alice” é de longe o favorito, seguido de Charlotte, Elizabeth, Victoria e Diana
Trajando roupas tradicionais da monarquia, cerimonialista anuncia o nascimento do bebê de William e Kate, neste sábado
NEPAL
Equipamentos de ajuda humanitária estão retidos Equipamentos de ajuda humanitária aos sobreviventes do devastador terremoto no Nepal - ocorrido no último dia 25 - encontravam-se retidos no único aeroporto internacional do país, devido a gargalos do controle aduaneiro, informou a ONU neste sábado, quando o número de mortos no desastre superava 6.621pessoas. O Nepal suspendeu tarifas para a entrada de lonas e tendas de campanha na última sexta-feira (1º), mas o representante da ONU Jamie McGoldrick disse à Reuters que o governo deveria afrouxar mais as restrições alfandegárias para aumentar o fluxo de materiais de emergência. “Eles não deveriam usar metodologia de alfândega de tempos de paz”, afirmou. O material fica retido no aeroporto de Katmandu, em
vez de chegar às vítimas, disse McGoldrick. Não houve resposta imediata do governo, mas o ministro Ram Sharan Mahat, das Finanças, tinha feito um chamado a doadores internacionais na sexta-feira para o envio de tendas de campanha, lonas e alimentos básicos, dizendo que alguns itens recebidos não tiveram uso. “Recebemos coisas como atum e maionese. De que servem essas coisas para nós? Precisamos de arroz e cereais, sal e açúcar”, disse ele a repórteres. Aeronaves e militares dos EUA eram esperados em Kathmandu no sábado para ajudar com as operações de socorro. Autoridades nepalesas consideraram ontem ser impossível encontrar mais sobreviventes do terremoto.
MAIO AMARELO
Simulado testa ações de socorro EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
Na abertura do “Maio Amarelo” - mês escolhido para promoção da prevenção de acidentes de trânsito -, acadêmicos de medicina e enfermagem das Universidades do Estado do Amazonas (UEA), Federal do Amazonas (Ufam) e Nilton Lins realizaram, ontem, simulado de atendimento a múltiplas vítimas de acidente de trânsito. Na simulação que começou às 9h, na esquina das ruas Ferreira Pena e Ayrão, no Centro, Zona Sul, ocorreu um cenário que envolveu um veiculo picape modelo Amarok, uma van e um Fiat Uno, totalizando 25 vítimas totais, dos quais três foram a óbito. O objetivo foi treinar e capacitar profissionais envolvidos no
atendimento pré-hospitalar, bem como organizar o fluxo de atendimento pré e intra-hospitalar nessas situações que envolvam
PARCERIA
A simulação foi realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait) e o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), entre outros múltiplas vítimas. Conforme a acadêmica de medicina da UEA Karoline Gomes, será produzido um relatório para avaliar se o tempo de resposta das instituições como o Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros está adequado ao atendimento a múltiplas vítimas. Ela citou como acidente similar o que ocorreu no dia 28 de março, do ano passado, após a colisão de um micro-ônibus e um caminhão caçamba. O tenente Marco Antônio Gama, do Corpo de Bombeiros, destacou que a corporação trabalha sempre para manter a segurança do ambiente do acidente, com linha armada em caso de incêndio, bem como com equipamento desencarcerador para tirar vítimas pressas às ferragens dos veículos. Ele observou que o essencial em casos de acidentes de múltiplas vítimas é que a população não cause tumulto diante do ocorrido, para não agravar a situação das vítimas. CORPO DE BOMBEIROS/DIVULGAÇÃO
K
ate Middleton, a mulher do príncipe William, deu à luz uma menina às 8h34 (4h34 em Brasília) da manhã em Londres. Tanto a duquesa de Cambridge como a menina, que pesa 3,7 quilos, passam bem. Um comunicado do Palácio de Kensington afirmou: “A rainha, o duque de Edimburgo, o príncipe de Gales, a duquesa da Cornuália, o príncipe Harry e membros das duas famílias foram informados e estão encantados com a notícia”. Kate Middleton seguiu de carro para o hospital com o príncipe William, onde se internou por volta de 6h. O primeiro filho do casal, George, nasceu em julho de 2013. A criança será a quarta na linha de sucessão para o trono – atrás do avô, o príncipe Charles, de seu pai, o príncipe William, e de seu irmão, o príncipe George. Mesmo que o casal tenha um terceiro filho, do sexo masculino, a menina continuará a ser a quarta na linha de sucessão. O príncipe Harry passa a ser o quinto na linha de sucessão. Na quinta-feira, durante um compromisso oficial,
AFP
Duquesa deu à luz uma menina. Crescem as especulações sobre o nome que será dado ao bebê real, ainda não anunciado
Simulado testou o tempo de resposta de equipes socorristas dos Bombeiros e do Samu
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Contexto 3090-1017/8115-1149
A3
Editorial
tricia@emtempo.com.br
opiniao@emtempo.com.br
Maravilhas da terceira idade Desde que não doa, chegar aos 70 anos de idade tem lá as suas vantagens – não vale o exemplo de promotores, magistrados e outros entes públicos que, considerados ineptos, são obrigados a se recolher à aposentadoria; sempre existirão exceções. No mais, não se paga passagem em transporte público e, se não estiver na área nenhum jovem com o cérebro sarado, o assento está garantido, e tem meia-entrada em espetáculos, em cinema e circo. Mas isso é miudeza legal, o melhor ainda está por vir. O ex-tesoureiro da campanha à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Mourão, não pode mais ser punido pelas acusações de lavagem de dinheiro e peculato, investigadas no processo conhecido como “mensalão mineiro”. Ele completou 70 anos. De acordo com a juíza Neide da Silva Martins, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte (MG), a prescrição não teria ocorrido se a denúncia tivesse sido recebida até o segundo semestre de 2006, e não em 20 de setembro de 2009, perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Em janeiro do ano passado, a mesma juíza decretou extinta a punibilidade de Walfrido dos Mares Guia, ministro do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membro do governo tucano em 1998: as acusações de peculato e formação de quadrilha prescreveram em 2012, quando completou 70 anos. O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, conhecido, não à toa, como “Lalau”, deixou a Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo, onde estava preso desde março de 2013. Condenado por desviar cerca de R$ 170 milhões da construção do Fórum Trabalhista de SP, cumpria pena desde o ano 2000. Foi beneficiado por decreto de 2012 da presidente Dilma Rousseff que soltou os condenados com mais de 70 anos de idade que já tinham cumprido um quarto de suas penas. Desde que não doa...
Feridos e mal pagos O Brasil é “lanterninha” do ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos. O ranking é de setembro do ano passado, mas vale a pena mencioná-lo novamente depois que o governo do Paraná aprovou a redução nos benefícios previdenciários dos professores do Estado e, de quebra, ainda mandou espancar os trabalhadores. Barbárie
Líder
A votação dessa lei no Paraná elevou as tensões e levou a um tumulto no qual pelo menos 200 pessoas ficaram feridas após a repressão policial de um protesto de professores em Curitiba. Uma covardia, diga-se de passagem. Prejuízo no PIM Um levantamento do Corecon/AM e Fieam apontou que o excesso de buracos nas ruas do Distrito Industrial tem acumulado um prejuízo de 3% sobre o faturamento das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Os dois órgãos levaram em conta o aumento das despesas com logística e manutenção de veículos. Alerta vermelho O alerta é do presidente do Corecon, Marcus Evangelista, e do vice-presidente do conselho, Nelson Azevedo, que também é vice-presidente da Fieam. Segundo eles, os buracos nas ruas do Distrito obrigam os ônibus que fazem o transporte dos funcionários a demorar até 20% a mais que o período normal, atrasando a produção das empresas. *** Além do mais, as indústrias que optaram por não terceirizar a frota de veículos estão tendo prejuízos com o conserto dos carros.
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto, convidou o vereador Joelson Silva para assumir a liderança do PHS no Legislativo municipal. *** O convite foi feito na quinta-feira (30), durante a posse de Joelson, que chega à CMM para assumir a vaga de Gilmar Nascimento (PDT), licenciado para a Secretaria Municipal de Administração (Semad). Educação fiscal Escolas públicas e particulares e instituições de todo o país que atuam com a temática da educação fiscal poderão inscrever seus projetos na página www. premioeducacaofiscal.com. br até 30 de junho. *** A noite de premiação será no dia 17 de novembro, em Brasília. Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Inpa O deputado federal Hissa Abrahão (PPS-AM) sugeriu ao ministro de Ciência e Tecnologia a realização de concurso público para o quadro de servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). *** O órgão tem atualmente 712 servidores, distribuídos em analistas, assistentes e
APLAUSOS
regi@emtempo.com.br
pesquisadores, mas o número de saídas desses trabalhadores vem aumentando a cada dia, seja por aposentadoria, exonerações ou falecimento. *** Hissa ressaltou que o Inpa é o principal órgão de biotecnologia tropical existente no mundo e mantém vários programas de pós-graduação, com 600 estudantes de mestrado e doutorado. Dubai O Centro Internacional de Negócios (CIN-AM) está organizando uma missão empresarial para o evento “Beautyworld Middle East”, maior feira voltada ao setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) do Oriente Médio. *** Em sua 20ª edição, o evento acontecerá no período de 23 a 28 de maio no Dubai International Convention and Exhibition Centre, nos Emirados Árabes Unidos, e apresentará as principais tendências do mercado mundial. Cosméticos O gerente-executivo do CIN-AN, Marcelo Lima, disse que a participação de integrantes de empresas locais no evento é resultado da visita diplomática de embaixadores árabes, no dia 8 de abril, em Manaus, em busca de ampliação do intercâmbio econômico entre o Amazonas e as nações do Oriente Médio.
VAIAS
Transplantes no Estado
Regi
Políticos oportunistas
DIVULGAÇÃO/SUSAM
DIVULGAÇÃO
Para mais três procedimentos de transplantes de órgãos realizados no Amazonas, que mostram o avanço da saúde no Estado em cirurgias de alta complexidade como essa.
Para políticos que colocam seus interesses pessoais e de seus partidos acima dos interesses da população, renegando qualquer ideologia para fomentar oportunismos eleitoreiros.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Triste sina E Manaus (quem diria?), aonde chegou... Nosso costume e nossa tradição era, nos tempos mais antigos, mostrar que para compensar todas as nossas desditas da era pós-borracha, quando passamos de “Paris da Selva”, ou “Liverpool dos Trópicos”, à condição de “Cidade do Já Teve” e foi fechada a primeira universidade brasileira, parados os nossos bondes ingleses, apagada (ou quase) a nossa luz elétrica, tornada rara a nossa água encanada, fechadas as portas da nossa “Ópera”, e ponha mais um monte de “et cetera” nisso e, dizia eu, para compensar tantas perdas e carências, ostentávamos com certo orgulho o fato de termos uma cidade pacata, habitada por um povo tranqüilo e hospitaleiro, que até já fora chamada de “Cidade Sorriso”. Mas como na vida tudo muda e o velho Heráclito de Éfeso já dissera que “não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”, enquanto outro (não sei quem) chegou a surpreender Greta Garbo (e ainda quem diria?), vivendo no Irajá, subúrbio do Rio de Janeiro, também para nós as mudanças chegaram, umas boas, umas médias, outras péssimas. Voltamos a ter energia elétrica, mesmo com algumas interrupções, o que foi muito bom; a quantidade e a qualidade da água melhoraram muito, embora ainda mais precisem melhorar; os bondes não voltaram, mas vieram os ônibus, barulhentos, fumacentos e perigosos, o que foi uma piora, mas quebraram o galho; para o lugar do dinheiro da borracha, veio a tal Zona Franca com suas fábricas e seus empregos; graças a Deus, duas universidades surgiram, a Ufam e a UEA. No rol das médias, colocaria aquelas realizações de pouca ou nenhuma serventia e também aquelas que, enganosas, parecem boas, mas trazem dentro de si, oculto, o ovo da serpente. Com baixa ou nenhuma
serventia, em primeiríssimo lugar, estará a enorme Arena da Amazônia que, para fugir do “lugar comum”, não chamarei de elefante branco, mas que engoliu em seu imenso ventre várias escolas e alguns hospitais. Neste grupo, também alocarei a pretensiosa Ponte Rio Negro, mesmo sabendo que um dia, sabe Deus quando, poderá justificar a sua existência. Obra péssima, felizmente até agora não completada, é com certeza a tal estrada BR-319. Será a via que levará à devastação da floresta amazônica, que já se sabe hoje ser talvez o primeiro fator a definir o equilíbrio ou o desequilíbrio climático do planeta. Enquanto europeus e americanos usam seus rios como vias de integração e investem pesadamente em ferrovias, queremos abrir o caminho aos devastadores. Nas ferrovias, as paradas e escalas são previstas e planejadas a fim de não permitir as invasões nefastas. Ademais, quanta ingenuidade há naqueles que sonham em viajar até o Sul do país em seus carrinhos... Mas até agora a tal estrada é um fantasma, já que ainda não se materializou. Triste mesmo foi a recente notícia: Manaus é a campeã nacional do crime, nos ramos do estupro e do furto de carros (isso sem a estrada). Cabe perguntar: cadê aquele povo pacífico que impregnava a cidade com o sorriso que a alcunhou? O mundo tem encolhido, fica cada vez menor (a tal aldeia global) e assim chega até nós a moral da modernidade: cada um por si e danem-se os outros; tudo está valendo e se justifica, desde que me beneficie, me agrade, me dê prazer. Afinal, sou o centro do mundo, talvez do universo, e tudo posso para ter a minha satisfação, que se liga necessariamente ao fato de que meus únicos deuses são o dinheiro e o prazer.
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Quanta ingenuidade há naqueles que sonham em viajar até o Sul do país em seus carrinhos... Mas até agora a tal estrada é um fantasma, já que ainda não se materializou. Triste mesmo foi a recente notícia: Manaus é a campeã nacional do crime, nos ramos do estupro e do furto de carros”
A4
Opinião
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Frase
Painel VERA MAGALHÃES
Sinal dos tempos
É preciso ter meta fiscal, claro. Meta inflacionária, claro. Mas devemos definir, com igual rigor, a meta de empregos. Ainda mais durante o ajuste e a recessão da economia. O Congresso Nacional não fará o ajuste a qualquer preço. Proponho o Pacto em Defesa do Emprego, temporário, transitório, com hora para acabar. Só permanecerá enquanto durar a recessão
Renan Calheiros (PMDB-AL) avisou a aliados que vai se opor à “agenda conservadora” que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) chancelou como presidente da Câmara. Se o projeto de redução da maioridade penal avançar, Renan --que já se dispôs a desacelerar a tramitação do projeto que regulamenta a terceirização-- ameaça engavetá-lo. O presidente do Senado não quer apenas se descolar de Dilma Rousseff, mas também evidenciar diferenças em relação ao deputado fluminense. Pai... Renan também sinalizou que trabalhará para derrotar o governo em ao menos um ponto do ajuste fiscal: quer barrar o aumento do período necessário para acesso ao seguro-desemprego. ... dos pobres O governo já cedeu e reduziu sua proposta original de 18 para 12 meses. O presidente do Senado quer aproveitar o recuo para forçar novas negociações. Nós contra ele Cunha, por sua vez, tem dito a aliados que é contraditória a posição de Renan de cobrar ações de Dilma, como fez sobre o pronunciamento de 1º de Maio. Se exige relação de independência com o Legislativo, não deveria opinar sobre ações do Executivo, avalia. Agente secreto Depois de destravar nomeações no Cade e na Anvisa, o governo vai soltar na próxima semana uma leva de indicações para a ANTT, a Anatel e a ANA. Não é... Relatório do TCU contradiz fala do presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, de que a Odebrecht obtinha os melhores contratos na Petrobras por chefiar o cartel de empreiteiras.
.... bem assim Na refinaria Abreu e Lima (PE), a Camargo Corrêa ficou com 90% do contrato de R$ 3,411 bilhões: R$ 3,07 bi, e a Odebrecht, com R$ 2,33 bi.
na negociação do projeto no Senado. A Força aceitou defender restrições parciais à terceirização da atividade fim, se não houver mudanças em pontos como a representação sindical.
Mais um Na Repar, no Paraná, a Camargo Corrêa ficou com 70% de um contrato de R$ 2,47 bilhões (R$ 1,73 bi). A Odebrecht obteve R$ 928,7 milhões, que correspondem a 51% de um contrato no qual estava consorciada com a OAS e a UTC, que ficaram com 24,5% cada uma (ou R$ 446,14 milhões cada).
É o fim Em almoço do 1º de Maio, o líder do PT, Sibá Machado (AC), prometeu ao presidente da CUT, Vagner Freitas, incluir emenda extinguindo o fator previdenciário em uma das medidas provisórias do ajuste, a 664. Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) apresentou a que cria o fator 85-95.
Quem te viu Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, vai trazer o ministro do Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Malmierca, para apresentar oportunidades na ilha a investidores, na quinta-feira. Tempo perdido Em avaliação a petistas no ato da CUT, Lula lamentou que Dilma tenha perdido o timing para sinalizar o veto ao projeto da terceirização. Ele não acredita que a sucessora vá sancioná-lo, mas acha que, ao adiar o anúncio, não conseguirá capitalizar o ato. Bandeira branca CUT e Força Sindical conversaram sobre a possibilidade de atuarem juntas
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, no Dia do Trabalho, propôs, em vídeo que foi ao ar na TV Senado, replicado no Youtube, um pacto que inclua meta de empregos, juros menores e desonerações para estimular a economia.
Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Par ou ímpar O governo está dividido: o ministro Carlos Gabas (Previdência) é favorável a propostas que amenizem o fator. A turma de Joaquim Levy (Fazenda) não quer nem ouvir falar delas. De canto 1 Um dos raros governistas na festa da Força Sindical, o ministro Manoel Dias (PDT) preferiu não bater papo com outros políticos. De canto 2 Cumprimentou brevemente a mesa em que estavam Cunha, Paulinho da Força e tucanos, recusou um pastel e subiu direto ao palco. Ficou sozinho ao fundo, enquanto a dupla Marcos & Belutti se apresentava antes do ato político.
Tiroteio
O parque Rio Negro foi inaugurado nesta semana para descontrair a população de São Raimundo, Glória e até do Centro Histórico de Manaus, que já se acostumara a só ver o rio quando já estava invadindo a cozinha, a sala e os becos. Há jardins onde devem ser cultivados a flora e a fauna da região e não se deve pisar na grama ou pichar os equipamentos de lazer, se não, acaba
Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br
Não se pode aceitar que não haja registros do processo que custou bilhões à Petrobras, com Dilma na chefia. É conversa para boi dormir. DO DEPUTADO HUGO MOTTA (PMDB-PB), presidente da CPI da Petrobras, sobre informação de que registros das reuniões do conselho foram destruídos.
Contraponto
Participação nos lucros Estrela da festa de 1º de Maio da Força Sindical, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), passou a manhã sentado a uma mesa em companhia de Paulinho da Força (SDD-SP), Roberto Freire (PPS-SP) e alguns deputados do PSDB – entre eles Mariana Carvalho, eleita pelo Estado de Rondônia. Quando dirigentes da central comentaram que a estimativa de público poderia atingir um milhão de pessoas, o peemedebista brincou com a tucana, que tem base eleitoral em Porto Velho, município de 500 mil habitantes: — Se os números estiverem certos, tem mais gente aqui do que em toda a sua cidade! — disse, para risos da mesa. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Irmã Cleusa, 30 anos de martírio No último dia 28, completaram-se trinta anos do brutal assassinato da irmã Cleusa Carolina Rody Coelho às margens do rio Paciá, no município de Lábrea. O que fazia naquele lugar uma religiosa missionária de cinquenta e dois anos, nascida em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo? Sua trajetória de vida a tinha levado a várias missões, sobretudo em escolas da congregação, pois era uma mulher de formação cultural refinada, licenciada em teologia e línguas anglo-germânicas, conhecendo cinco idiomas. Era uma consagrada que tinha feito voto de obediência. Não tinha um projeto pessoal seu, mas uma missão recebida da Igreja. Em Lábrea tinha assumido a coordenação do Conselho Indigenista Missionário atendendo um pedido da igreja local que assumia naquele momento histórico a causa indígena, decorrente da opção pelos pobres e acreditando que a evangelização deve ser libertação. Naquele contexto, os mais pobres entre os pobres eram os índios. Ser solidária com eles na recuperação de seu território, na preservação da língua, fonte e garantia de identidade cultural, na busca de vida saudável era um imperativo histórico para a Igreja que queria se renovar na esteira do Concílio Vaticano 2º e da Conferência de Medellin. Cleusa também tinha feito o voto de pobreza. Foi assumindo esta promessa também como opção pelos pobres, vivendo num tempo em que a vida religiosa renunciou até aos seus símbolos para se aproximar mais do povo em comunidades inseridas. Ela estava ali, naquela hora e naquele lugar, indo ao encontro
de uma comunidade indígena marcada pelo assassinato de um casal como consequência de sua vida consagrada, de sua comunhão com a Igreja, de sua esperança na vinda do Reino, enfim da sua fé. Sua presença incomodava quem não queria mudança a tal ponto de odiar tudo aquilo que ela representava. Se ela fosse simplesmente caridosa, talvez até tivesse recebido ajuda de quem tinha poder, mas como queria mudança, devia morrer. Por isso, seu assassinato pode ser considerado martírio. O mártir é morto por alguém ou por um grupo que odeia a fé e sua expressão. A Igreja sempre conviveu com o martírio e nasceu dele. Os que tiraram a vida de Jesus o fizeram por aquilo que ele representava, a vinda do Reino de Deus e a perda de privilégios de gente que inclusive falava em nome dele e defendia seus pretensos direitos. Ao longo da história e inclusive nos nossos dias, o martírio continua. Recentemente, a Igreja Ortodoxa armênia declarou mártires todas as vítimas do genocídio do qual os armênios foram vítimas no início do século 20. Isto quer dizer que o ódio pode atingir proporções gigantescas. Crer é fazer memória, ter fé é celebrar. A memória maior é a da páscoa de Jesus, que dá sentido a todas as passagens, mas não podemos nunca nos esquecer dos mártires que irrigaram com seu sangue a história e perdendo a vida deram vida. Se a situação dos pobres e dos índios continua dramática, temos que reconhecer que o sacrifício de irmã Cleusa fez avançar a causa e aponta sinais de libertação. Acho que podemos pedir que ela rogue por nós.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
Ao longo da história e inclusive nos nossos dias, o martírio continua. Recentemente, a Igreja Ortodoxa armênia declarou mártires todas as vítimas do genocídio do qual os armênios foram vítimas no início do século 20. Isto quer dizer que o ódio pode atingir proporções gigantescas”
Com a palavra
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
A5
Luíza SIMONETTI
‘A adoção é, ANTES DE TUDO, responsabilidade’ FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO
U
m ato nobre. Assim pode ser definida a decisão de um casal ou mesmo de uma pessoa solteira que decide adotar uma criança. O perfil tradicional da criança idealizada pelo(s) futuro(s) pai(s) - menina, branca e de dois anos de idade - aos poucos vem mudando, de acordo com a advogada e presidente do Grupo Benquerer do Amazonas – um grupo de apoio à adoção fundado há pouco mais de um ano -, Luíza Simonetti. Advogando no segmento do direito de família, Luíza já atuou na adoção de alguns casos peculiares,como o de uma criança soropositiva para um casal homoafetivo feminino.
Antes de sonhar com uma adoção, antes de se apaixonar por determinado perfil de criança, você tem que estar preparado para ser responsável por essa criança”
EM TEMPO - Houve alguma mudança no perfil das famílias que buscam crianças para adotar ? Luíza Simonetti - Melhorou bastante, mas ainda temos um perfil muito tradicional, principalmente aqui em Manaus, onde as pessoas buscam meninas, de cor branca e com idade até 2 anos. Porém, as pessoas estão mais abertas, por conta do trabalho dos grupos de adoção, os casos relatados nas novelas, os artistas que adotam crianças com perfis diferenciados. Estes casos contribuem para abrir a mente das pessoas que pretendem adotar, no sentido de que a obrigação não é a de encontrar uma criança para aquela família, mas uma família para aquela criança. É esse o objetivo. A adoção é, antes de tudo, responsabilidade. Antes de sonhar com uma adoção, antes de se apaixonar por determinado perfil de criança, você tem que estar preparado para ser responsável. Em qualquer formação famíliar, seja nas famílias tradicionais, seja nas novas famílias. EM TEMPO – Geralmente, quem são essas famílias que decidem adotar uma criança? LS – Tem de todo o tipo de família. Tem família que já tem filho biológico ou que não pode gerar uma criança, e já tentou por outros meios e não conseguiu; famílias que por opção querem adotar, sem ter filhos biológicos; famílias homoafetivas, que veem na adoção uma possibilidade mais plausível de ter um filho, principalmente os casais masculinos, que não podem gestar e veem na adoção uma possibilidade real de ter uma criança. Geralmente são de classe média ou classe média
baixa. A gente acredita que para adotar é preciso ser rico, mas não é o caso. Você precisa, sim, é ter como prover o seu sustento e o da sua família, do seu filho ou filhos. Ter filho é ter responsabilidades, é ter obigações. Mesmo quando você gera a criança, você também tem obrigações. EM TEMPO - Como é esse trabalho de apoio às famílias que querem adotar crianças? LS – Há dois grupos de apoio à adoção no Amazonas, o Gapam (Grupo de Apoio a Pais Adotivos do Amazonas) e o Benquerer, cada um com um perfil diferente. O Gapam é mais voltado para o acolhimento das famílias que pretendem adotar uma criança, atuam como se fosse um “pré-natal afetivo”. O período de gestação afetiva é feito por eles que recebem essas famílias, emitem um certificado de que elas já estão preparadas para poder adotar. Eles tem uma noção exata de quais são as crianças que estão disponíveis para adoção, além de trabalhar o menor número de devoluções. Já o Benquerer presta orientação jurídica àquelas famílias que querem adotar, auxilia algumas vezes no processo de habilitação dessas famílias de forma gratuita. Junto com o Gapam, também contribuímos em palestras quando há necessidade. Em novembro teremos o Enoapa, que é o Encontro Norte-Nordeste dos Grupo de Apoio à Adoção. É um evento realizado pelo Gapam, mas que o Benquerer estará em algumas mesas como palestrante. Temos uma parceria, somamos forças por um mesmo objetivo, promover a adoção de todas as formas, combater a institucionalização da criança. Lutamos pelo tempo da criança, pois ela não pode passar a infância abrigada, ela tem que ter família, tem o direito à convivência familiar e comunitária, seja dentro da família biológica ou adotiva, e o objetivo é único em qualquer lugar do Brasil. EM TEMPO - Como se dão esses casos de devoluções? LS - Às vezes, o casal não está preparado para adotar, não conversa, não se informa sobre o que é adoção, ele idealiza e quando se depara com a criança real e que está disponível para adoção, ele não dá conta e devolve. Acontece muito. O número de devoluções no Brasil ainda é muito grande, ainda que varie de comarca para comarca. EM TEMPO – Como ocorre
o contato do Benquerer com essas famílias que buscam uma criança para adotar? LS – Nós fazemos o atendimento presencial ou virtual de uma média de dez famílias por dia. Tanto em Minas Gerais (BH), onde há um grupo BenQuerer, quanto em Manaus. Em nosso perfil no Facebook, há em torno de cinco mil frequentadores. São várias pessoas que ajudamos diariamente, conscientizando, preparando a família, para que a adoção ocorra de maneira plena. EM TEMPO - Quantas famílias estão habilitadas para a adoção atualmente em Manaus? LS - A fila de adoção em Manaus é relativamente pequena, acredito que não deve chegar a cem o número de famílias habilitadas para adoção na cidade. Mas isso pode caminhar muito rápido ou devagar. Muita gente fala de burocracia, mas isto não existe, o que ocorre é que as pessoas querem resolver as coisas com pressa, no tempo delas e da maneira delas, e não pode ser assim. Há critérios e cuidados a serem adotados. EM TEMPO - Quem são essas crianças aptas a serem adotadas? LS - São crianças retiradas de situação de vulnerabilidade ou por abuso, abandono, maus tratos. As possibilidades são inúmeras. O Conselho Tutelar é acionado e solicita que essa criança seja abrigada e a partir desta solicitação, inicia uma medida de proteção em favor dessa criança, que é feita por meio da Vara da Infância e Juventude. O juizado instaura esse processo e a partir daí é feito um estudo pscosocial da criança, para avaliar as possibilidades dela retornar para a família biológica, que conforme a legislação, tem preferência em ficar com ela. Para que a vida dela seja resolvida, a lei impõe um prazo máximo de dois anos e a cada seis meses o processo dela tem que ser revisto para ver se a criança não está perdendo tempo abrigada. Nos casos de crianças que foram abandonadas e não há como identificar a origem delas, o processo corre mais rápido, O tempo da criança precisa ser respeitado. Mas são vários tipos de caso. EM TEMPO - A senhora atuou no caso de um casal homoafetivo masculino que adotou uma menina aqui no Amazonas. Como se deu essa história? LS - A situação deles foi peculiar, pois ambos foram habilitados em conjunto, ao contrário de outras adoções
já ocorridas aqui, também por casais homossexuais, mas que apenas uma das partes havia se habilitado a adotar. Esse foi o primeiro caso em que a adoção foi no nome das duas pessoas. A criança inicialmente não foi colocada para adoção. O que ocorreu foi que a menina nasceu em Roraima e com vários problemas de saúde. Como uma das partes é um médico, um amigo de profissão pediu para que ele recebesse a criança em sua casa aqui no Amazonas, para tratamento. Por aproximadamente dez meses o bebê ficou na companhia deste casal, e quando estava pronta para retornar, eles enviaram uma passagem para a mãe biológica, para que ela viesse pegar a filha. Quando a mãe biológica chegou e viu a situação na qual a filha se encontrava, ela pediu para que eles criassem a menina, pois ela não tinha condições de cuidar, pois já era mãe de outros nove filhos. O que aconteceu foi que eles não adotaram só a menina, mas praticamente a família inteira, para dar uma vida digna aos irmãos da criança também. A mãe deu o consentimento para que eles adotassem. Inicialmente eles tinham a guarda da criança, por conta do tratamento médico, mas eles obtiveram a certidão de nascimento da menina, após que a adoção transitou em julgado. Eles entraram com o pedido - com consentimento da mãe - e quando houve a conclusão da ação, o registro anterior foi cancelado pela Justiça e uma nova certidão foi emitida. No entanto, no novo documento onde constaria o sobrenome dos pais, no caso dessa criança consta “filha de” e aparece os nomes dos dois pais adotivos. EM TEMPO - Há um outro caso também de um casal homoafetivo feminino que adotou uma criança soropositiva. Como se deu esse processo? LS - Neste caso eu atuei como advogada. Esse casal é de São Paulo e lutou por três anos por essa criança, que foi abrigada aos três meses de vida, após a mãe abandoná-la no hospital. Quando elas descobriram que havia essa criança a mãe apareceu, mas depois sumiu novamente. Elas nunca tinham visto a foto do menino, mas para elas isso não importava. Durante três anos elas lutaram e no decorrer deste processo, adotaram mais uma outra criança, em Belém (PA), portadora de síndrome de Down, cujo trâmite foi mais rápido. São histórias lindas e emocionantes.
Lutamos pelo tempo da criança, pois ela não pode passar a infânica abrigada, ela tem que ter família, tem o direito à convivência familiar e comunitária”
Muita gente fala de burocracia, mas isto não existe, o que ocorre é que as pessoas querem resolver as coisas com pressa, no tempo delas e da maneira delas”
Política
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Omar Aziz completa três meses no Senado Federal
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Não usarei o cargo para agredir autoridades de outros Poderes” VICE MICHEL TEMER, evitando responder a crítica que recebeu de Renan Calheiros
Itamaraty fatura alto com visto para americano O Itamaraty não tem interesse real em fechar a acordo com os Estados Unidos para isenção de vistos de turismo. Alega inúmeras razões para dificultar essa facilitação aos viajantes, mas a verdade é que, mergulhado na pindaíba há anos, o Ministério das Relações Exteriores conta com a receita mensal de quase R$ 40 milhões da cobrança de 100 dólares de cada visto, em consulados brasileiros nos EUA. Dólares na veia O Brasil expede por mês mais de 120 mil vistos para americanos, e isso rende doze milhões de dólares em território americano. Cash. Aluguéis em dia Até há poucos anos, a grana dos vistos subsidiava a moradia de chefes de representações diplomáticas. O Itamaraty jura que isso acabou. Fazendo corpo mole O Brasil faz corpo mole para fechar acordo para acabar a exigência de visto, deixando de atender a alguns cuidados solicitados pelos EUA. Compartilhamento Os EUA pediram ao Brasil a troca de informações sobre quem deseja viajar e a interação de ambos os sistemas de controle da imigração. Plenário define admissibilidade do impeachment Animado por pesquisas em que seu nome aparece – espontaneamente – com até 5% de intenções de voto para presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afaga Dilma com uma mão e bate com a outra. Ele sugeriu a deputados da oposição que recorram ao plenário da Câmara em caso de arqui-
vamento do impeachment. A oposição aposta no voto aberto do plenário para aprovar a admissibilidade. Projeto 2018 Para aliados, o objetivo de Eduardo Cunha é a cadeira de Dilma, por isso a agrada em público e conspira contra ela nos bastidores. Pressão popular Com pesquisas de opinião mostrando que é cada vez maior o apoio ao impeachment, a oposição acha que ganhará votos da base aliada. Batendo cabeça A oposição encontra dificuldade para afinar o discurso do fato jurídico favorável ao impeachment. Aposta é o parecer de Miguel Reale Júnior. Destruição suspeita Vice-presidente da CPI da Petrobras, Antonio Imbassahy (PSDB-BA) vai pedir perícia nos equipamentos de gravação do Conselho de Administração da estatal, que convenientemente destruiu gravações de reuniões em que a conselheira Dilma discutiu a compra de Pasadena. A Força de Paulinho O deputado Paulinho da Força promete levar 30 mil filiados da Força Sindical para a marcha contra Dilma, em 27 de maio. Segundo ele, o evento contará com 100 manifestantes pró-impeachment. Paciência curta – 4 linhas Renan Calheiros recebeu uma ligação do Planalto perguntando o que achava da indicação de Delcídio do Amaral (PT-MS) para liderança do governo no Senado. Renan devolveu: “minha agência de classificação de risco está tem-
Jornalista
porariamente paralisada”. E desligou o telefone. Nem ar da Graça Graça Foster sumiu do mapa, após ter sido demitida da Petrobras. Caiu em desgraça não pelo escândalo do petrolão, mas por afirmar que os prejuízos de R$ 88 bilhões na estatal que eram “um valor justo”. Excesso de governismo Em reunião da Comissão de Constituição e Justiça, o senador Aécio Neves sentouse ao lado de Eunício Oliveira (PMDB). Antes de deixar o lugar, o mineiro ironizou: “Vou sair porque você está muito governista”. Papo reto O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se reúne com Henrique Eduardo Alves para definir as nomeações do Ministério do Turismo. Cunha anda aflito com os apadrinhados de Alves na Câmara. Divisão de poder Na ânsia por eleger-se presidente da Câmara, Eduardo Cunha saiu distribuindo cargos para outros partidos. Agora, não consegue nomear ninguém ligado a ele por causa dos aboletados de Henrique Alves. Fantasma nuclear Servidores acusam o chefe do escritório da Eletronuclear em Brasília, João Manuel Santos Souza, de não aparecer no serviço. Ele é pastor em São Luís (MA), e o ponto seria assinado por colegas e e-mails enviados do seu computador, para simular presença. Pensando bem... ...Dilma anda dizendo que a Petrobras “virou a página” da Lava Jato, mas o problema é que o Livro da Corrupção é imenso.
PODER SEM PUDOR
Cultura política A ditadura temia o desempenho das oposições nas urnas, nas capitais, por isso só permitiu eleição para prefeito no interior. O deputado Lino Zardo (MDB-RS) fez um discurso virulento, protestando contra a medida: - Eles têm medo porque nas capitais o eleitorado é politizado. O governo deixa que se vote no interior porque falta cultura aos colonos. O deputado Ariosto Jarger (Arena-RS) pediu um aparte imediatamente: - Qual a sua região eleitoral, nobre deputado? - O interior – esclareceu Zardo, constrangido. - Vossa Excelência tem toda razão: falta cultura política aos colonos.
EM 2016
Lula diz que não será candidato O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (1º), durante ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo pelo Dia do Trabalho, que não é candidato a nada, mas vai percorrer o país para garantir a manutenção do governo Dilma Rousseff. Lula reagiu ao que chamou de insinuações sobre o seu suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato e disse que parte da elite tem
medo de que ele volte a ser candidato à Presidência da República. “Eu estou notando, todo santo dia, insinuações. Ah, lá na operação Lava Jato estão esperando que alguém cite o nome do Lula. Ah, estão tentando fazer com que os empresários citem o nome de Lula”, afirmou. Intenções O ex-presidente disse não ter intenção de se candidatar a nada, mas que se considerava “bom de briga”.
Aprovação de projeto para servidores da Suframa, abertura do CBA e segurança nas fronteiras estão entre as bandeiras ARIEL COSTA/DIVULGAÇÃO
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“Eu estou quietinho no meu lugar. Não me chame para a briga porque eu sou bom de briga. Eu não tenho intenção de ser candidato a nada, mas está aceita a convocação. Eu agora vou começar a andar o país outra vez”, disse o petista. Para Lula, o receio da elite de que se candidate novamente o “inquieta” e é “inexplicável” uma vez que, segundo o ex-presidente, “eles [a elite] nunca ganharam tanto dinheiro na vida quanto no meu governo”.
Senador também tem atuado nas grandes causas nacionais como membro de inúmeras comissões
C
om três meses de mandato recémcompletos na última sexta-feira (1º de maio), o senador Omar Aziz tem se notabilizado pelo papel de liderança em Brasília e o trabalho em defesa de reivindicações antigas para o Estado do Amazonas: a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores da Suframa e a criação de um regime jurídico ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). O senador do Amazonas também tem atuado nas grandes causas nacionais como membro titular da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), além de ser suplente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), três das principais e mais disputadas comissões do Senado Federal. Omar também tem a responsabilidade de ser o líder do Partido Social Democrático (PSD) na casa e coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional. Na articulação pela aprovação da medida provisória 660/2014, demanda antiga dos servidores da Suframa, Omar trabalhou em parceria com os demais parlamenta-
res da bancada do Amazonas. O resultado foi positivo tanto para o Estado quanto para a Região Norte: aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, sendo neste último por unanimidade. “Na Câmara, teve 350 votos sim. No Senado, unanimidade. Foi uma mobilização das bancadas do Norte, principalmente do Amazonas, Rorai-
ARTICULAÇÃO
Na articulação pela aprovação da MP 660/2014, dos servidores da Suframa, Omar trabalhou em parceria com os demais parlamentares da bancada do Amazonas. O resultado foi positivo ma, Rondônia e Amapá. Quero ressaltar o trabalho de todos os deputados e senadores do nosso Estado. Vamos na próxima semana nos reunir em vários ministérios para evitar que a MP seja vetada pelo governo federal”, assegurou Omar, que também trabalhou na articulação pela volta das reuniões do Conselho de Administração da Suframa (CAS),
que aconteceu pela primeira vez em nove meses na última quinta-feira (30). CBA é uma das bandeiras Em relação à criação de um regime jurídico ao CBA, o desafio também é grande. Criado em 2002, no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o centro ainda não funciona na prática porque não pode receber recursos financeiros sem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Esta tem sido a principal bandeira de Omar na Comissão de Ciência e Tecnologia. “O Brasil e o mundo cobram um desenvolvimento sustentável sem conhecimento da Amazônia. Falar em desenvolvimento sustentável, escrevendo no papel, é uma beleza. Vai lá pra dentro para ver se se faz esse desenvolvimento sustentável sem conhecimento”, cobrou Omar. “Até hoje, o Brasil não consegue fazer o dever de casa. Hoje, poderíamos estar produzindo medicamentos, uma indústria que cresce assustadoramente, que não entra em recessão, que são os produtos para as mulheres e para os homens hoje, também, coisa que não fazemos. É um negócio simples”, finalizou.
Segurança para as fronteiras Líder do PSD no Senado e coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, o senador Omar Aziz tem trabalhado na preparação de um plano de segurança nas fronteiras para ser discutido no parlamento. Na avaliação de Omar, o trabalho que tem sido feito hoje na região fronteiriça não é suficiente no combate ao tráfico de drogas, o que acaba resultando num alto número de criminalidade nas principais cidades brasileiras. “Esta é uma questão que
precisa ser levada muito a sério no Congresso Nacional. Não podemos fingir que está tudo bem nas nossas fronteiras. O Brasil não produz drogas e nem fabrica armas. Então o que encontramos aqui vem de fora. Se quisermos realmente falar de segurança pública, temos discutir este tema”, analisou o Senador. Outro projeto de Omar que já está em tramitação no Congresso é sobre o programa Ciências Sem Fronteiras. O senador do Amazonas foi escolhido
como o relator, na Comissão de Ciência e Tecnologia, de um estudo para avaliar o que vem sendo desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros espalhados pelo mundo. “Precisamos conhecer a vocação dos brasileiros. A Coréia tem vocação na área de grandes equipamentos de informática. Eu sei que Israel tem vocação para indústria de armamentos. Nos Estados Unidos, hoje, a maior pesquisa é sobre armamentos. Mas qual é a vocação do povo brasileiro?”, questionou o senador.
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CRIMINALIDADE
JUVENIL
PROJETOS PARA INSERIR
NA SOCIEDADE
Na busca de resgatar crianças e adolescentes da criminalidade, os projetos de reintegração na sociedade estão entre as prioridades do poder público
HELTON DE LIMA Equipe EM TEMPO
N
o momento em que se discute a questão da redução da maioridade penal, os programas sociais e projetos de reinserção e reeducação de menores infratores ganham cada vez mais espaço. A proposta é evitar que esses adolescentes que cometem atos infracionais voltem para o mundo da marginalidade e do crime. O deputado estadual Carlos Alberto (PRB), presidente da Comissão de Jovens, Crianças e Adolescentes da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), afirmou que o projeto que trata da redução da maioridade penal tem sido acompanhado passo a passo pela comissão e que os membros estão reunindo matérias para apresentar projetos que venham combater os níveis de criminalidade por parte desses jovens. “Nós temos projetos para fazer esse enfrentamento e estamos conversando com a população, pois queremos ouvir os pais e as mães desses adolescentes, para sabermos quais os anseios, o que eles pensam, para então finalizarmos esse trabalho, que será a apresentação de projetos”, informou o parlamentar. Já para o vice-presidente da Comissão de Assistência Social e Trabalho, deputado Dermilson Chagas (PDT), o poder público precisa atuar mais efetivamente com políticas públicas de inserção social que ofertem aos adolescentes uma educação de qualidade, prática de esportes e a oportunidade de executar atividades que gerem renda. “O Estado tem que adotar uma política mais agressiva para realizar o resgate dos nossos jovens, por isso temos que incentivar tanto a educação, quanto o esporte e o trabalho, por meio do
primeiro emprego por meio de parcerias firmadas com as empresas. O governo pode trabalhar o lado lúdico e criativo para gerar atração, tirando os jovens da ociosidade e das situações de risco”, destacou Dermilson. Ele ressaltou também que a atuação do governo estadual nos municípios do interior é muito importante, pois na capital o número de oportunidades já é esmagador se comparado ao que existe no interior. O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), informou que acertou os detalhes, no mês de abril, com a desembargadora Graça Figueiredo, presidente do
ATUAÇÃO
Para ara o vice-presidente da Comissão de Assistência Social e Trabalho da Aleam, o deputado Dermilson Chagas, é preciso que haja uma atuação mais efetiva de combate e política pública Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), e com a juíza da Infância e da Juventude, Rebeca Mendonça, sobre o Termo de Cooperação Técnica a ser assinado entre as partes. O termo visa ofertar oportunidades de reinserção social a menores infratores por meio de cursos profissionalizantes a serem ministrados pela Escola do Legislativo Municipal. A meta da ação é alcançar um total de 120 jovens encaminhados ao mercado de trabalho até o final de 2015. Wilker Barreto afirmou ainda que estará dialogando com algumas entidades sobre o assunto. “Nossa intenção é conversar com a Federação das Indústrias do Estado do
Amazonas (Fieam) e com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), para, a partir daí, termos uma ideia de quais os cursos ideais para ministrar a esses jovens, que supra a necessidade atual do mercado de trabalho”, ressaltou o vereador. A presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, destacou a importância desse tipo de parceria. “Temos que trabalhar como a sociedade, no sentido de dar oportunidade as nossas crianças. De que os pobres, principalmente, tenham perspectiva. Que eles não sejam presas fácil daqueles que estão esperando uma oportunidade para desencaminhar as nossas crianças”, salientou. A juíza Rebeca Mendonça frisou que os critérios, para participar, inicialmente, serão a idade acima dos 16 anos, matrícula escolar e frequência regular na escola, além de ter respondido apenas por um crime. “Nós ficamos muito contentes com essa parceria, porque, realmente, em primeiro lugar, estaremos contemplando adolescentes que estão acolhidos e também adolescentes que estão em liberdade assistida, pelo juizado infracional. São jovens que merecem oportunidades”, disse. A titular da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Graça Prola, informou que o governo estadual dispõe de todas as medidas socioeducativas que estão dispostas na lei, por meio de ações de liberdade assistida e prestação de serviços a comunidade. “Contamos com sete núcleos de atuação em Manaus, onde apesar de ser atribuição da prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social, hoje, ainda executamos, e estamos presentes em 38 municípios do interior”, disse.
Ação integrada entre órgãos Graça ressaltou ainda que a Sejusc atua de forma integrada com outros órgãos, de forma que cada um cumpre com sua atribuição. “Nós não reproduzimos o que é competência às demais políticas públicas, a secretaria é que possibilita a educação e escolarização dos meninos, a de cultura que trabalha as atividades de cultura, a Secretaria Estadual de Esporte que proporciona esporte para os meninos, a Secretaria de Produção Rural em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é que proporciona horticultura, profissionalização, quem promove é o Centro de Tecnologia do Amazonas (Cetam), nós apenas assistimos os meninos, porque eles são tão sujeitos das políticas públicas quanto aqueles que estão soltos, essas são ações que visam fazer com que eles, que já foram condenados pela justiça, compreendam que essa é uma medida restauradora”, falou ela. A secretária mencionou também programas de prevenção, como os ofertados pelas polícias Civil e Militar, o Programa Edu-
cacional de Resistência às Drogas (Proerd), o Previne, o Procion, Programa Formando Cidadão, entre tantos outros, e também os grupos intergeracionais de adolescentes e jovens nos Centros de Convivência da Família, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas). Segundo a secretária, a taxa de reincidência apre-
O Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa registrou, em 2014, 28 internos com faixa etária de 16 a 18 anos
sentada pelos jovens que têm os seus processos transitados em julgado são de menos de 2%, porém as taxas de menores que são constantemente apreendidos e apresentados à delegacia de atos infracionais é muito alta por conta das falhas do operador do direito, que muitas vezes não utiliza as ferramentas que a lei determina. No mês de abril, o Centro Socioeducativo Dagmar Feitosa tem registrado 28 internos na faixa etária dos 16 aos 18 anos incompletos, o Centro Senador Raimundo Parente, registrou 12 internos dos 12 aos 16 anos, o Centro Marise Mendes contou cinco meninas internadas e seis meninas cumprindo medida cautelar.
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Política
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
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Política
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
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ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Caderno B
Economia nomia
Lanternagem e pintura em expansão Economia B2
No mês das noivas, Manaus tem preço acessível Pesquisa nacional de site especializado aponta a capital amazonense com buffet e vestidos mais baratos na Região Norte SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
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ara quem está pensando em se casar ou já está nos preparativos do grande dia, pesquisa nacional mostrou que Manaus tem o preço mais acessível para contratar buffet simples por pessoa (R$ 71,50), enquanto Palmas possui o custo mais alto da Região Norte (R$ 78). A capital amazonense também dispõe de um preço mais em conta em relação ao valor do vestido de noiva (R$ 1.971,50); Palmas, por sua vez, apresenta o custo mais elevado (R$ 2.163,50). Os dados são da GetNinjas, plataforma para cotação e contratação de diversos profissionais, que ajuda a calcular os mais diversos tipos de serviços necessários para a cerimônia, em várias capitais do país. O levantamento foi realizado em janeiro deste ano, com mais de 12 mil profissionais em 80 cidades, e está disponível para consulta no site blog.getninjas.com.br. Conforme a pesquisa, o vestido de noiva em Manaus varia de acordo com o modelo e a forma de serviço como, por exemplo, com bordado e costura custa entre R$ 2.869,70 e R$ 3.627,20, tecido e costura de R$ 1.854,30 a R$ 2.289,70 e só costura de R$ 1.115,20 a R$ 1.347,20. A média de preço entre eles gira em torno de R$ 3.343 (bordado e costura), R$ 1.971 (tecido e costura) e R$ 1.178 (só costura). Se a noiva procura economizar, alugar o vestido é a opção mais em conta. Na Ducarmo Noivas
e Festas, por exemplo, o aluguel de um vestido custa em torno de R$ 500, mas o preço pode chegar até R$ 4 mil. A empresa também oferece alternativas completas para o casal, como pacotes que incluem, além do vestido de noiva, os acessórios (véu, grinalda, etc), o traje do noivo e de duas crianças. Nesse caso, os pacotes saem a partir de R$ 800. A gerente da loja Daniele Lopes revela que em média 70% do valor dos pacotes é do vestido de noiva. Porém, apesar do preço muitas vezes “salgado”, o mercado está constantemente aquecido. “Cada vez mais os casais buscam oficializar o matrimônio e a crise econômica não está interferindo, pois os casais reduzem os gastos, mas não deixam de realizar o grande sonho. Além disso, hoje em dia tem os casamentos coletivos, que ajudam a ter um gasto menor, visto que as despesas são divididas”, observa. Buffet De acordo com a pesquisa, o serviço de buffet segue a mesma linha do mercado de vestidos de noiva. A buffet à la carte custa entre R$ 71,90 e R$ 86,70 (por pessoa), o completo luxo de R$ 81,90 a R$ 101,20, o padrão de R$ 64,80 a R$ 81,00, o básico de R$ 56,90 a R$ 72,40, e o coquetel/finger food de R$ 57,90 a R$ 69,20. A média de preço fica por volta de R$ 79,50 (a la carte), R$ 91 (luxo), R$ 71,50 (padrão), R$ 65 (básico) e R$ 62 (coquetel/finger food).
Iluminação à noite e decoração para o dia A sócia-proprietária da Decore - Espaço de Eventos e Buffet, Samanta Afonso, diz que realiza em média até dez casamentos por mês. O preço da cerimônia varia conforme a demanda. Geralmente custa a partir de R$ 9 mil. “Temos três opções de buffet. O Trivial, que todos procuram, mas não é todo mundo que quer por ser simples, o Mini Wedding, que é uma comemoração luxuosa para poucas pessoas e o Mais Luxo, com entrada mais elaborada”, comenta. A empresária conta que hoje em dia o gasto com o casamento não é mais resumido somente com a comida a ser servida aos convidados. Ela explica que se a pessoa for casar durante o dia tem que investir em decoração, já à noite em iluminação cênica. Além disso, muitos noivos fazem ensaios fotográficos na floresta, no rio, entre outros lugares, o que acaba influenciando no orçamento do evento. “Um casamento de R$ 9 mil já está incluso em torno de 80% da festa”, frisa. Mesmo com o custo alto, Samanta relata que casamento não é como formatura, que tem datas específicas para ser realizada, ocorre todo final de semana. Os meses de dezembro e o de maio, esse último o próprio mês das noivas, não são mais os preferidos. “Em dezembro sai muito caro, já em maio os noivos geralmente estão trabalhando. A maior escolha é por junho e julho, que é quando a maioria do pessoal está de férias”, aponta.
DIVULGAÇÃO
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O preço do vestido de noiva em Manaus varia conforme o modelo. Eles custam de R$ 1,1 mil a R$ 3,6 mil
O preço básico do aluguel de um vestido de noiva, na Ducarmo Noivas e Festas, custa em média R$ 500
O buffet de casamento da Decore - Espaço de Eventos e Buffet custa em média R$ 9 mil
Economia
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MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Lanternagem tradicional e ‘martelinho’ em expansão EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO
O
volume crescente de veículos nas ruas de Manaus, que causam grandes congestionamentos, estresse nos motoristas e acidentes são os responsáveis pelo crescimento do segmento de lanternagem e pintura de automóveis. No mercado tradicional, a procura pelo serviço cresceu em média 40% nos últimos 10 anos. Já no de franquias, a promessa é de expansão de marcas diante de uma cidade carente de serviços de ponta, conforme estudos. Há 20 anos no ramo, o empresário de lanternagem, pintura e mecânica de veículos Pedro Coelho dos Santos, 47, conta que o número de clientes que o procuram na sua oficina, localizada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, cresce pelo menos 5% ao ano. Nos últimos anos, Pedrinho - como é conhecido - afirma que precisou contratar mais funcionários para dar conta da demanda. A oficina atende hoje aproximadamente de 40 a 50 carros por mês, conforme o empresário, entre recuperações leves e pesadas. Os serviços mais procurados, de acordo com ele, são o de capô, pára-choque dianteiro e portas. “O
trânsito muito carregado e a falta de atenção por conta do estresse também causam muitos acidentes”, apontou. O lanterneiro Luiz Vicente Gomes, 55, que atua na oficina do Pedrinho, diz que os preços dos serviços de recuperação de veículos variam de R$ 200 até R$ 15 mil. “Depende muito da intensidade da batida e do número de peças danificadas e do porte do automóvel”, comenta. Segundo ele,
NOVOS
Conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (DetranAM), são emplacados na capital amazonense aproximadamente cinco mil novos veículos por mês o serviço sobre peças como o paralama e uma porta, por exemplo, custa R$ 200 cada componente. Martelinho Clientes de carros acidentados que não procuram apenas a perfeição, mas também a integridade do veículo, podem encontrar na Sato Funilaria Expresse, que trabalha com o
martelinho de ouro, o tratamento com novas tecnologias para recuperar a lataria e com a pintura original localizada. A garantia é do empresário Alexandre Vieira, 41, que trouxe a franquia de Curitiba para Manaus há quase 4 anos. “Nós procuramos tratar somente o ponto afetado do automóvel com a tonalidade da sua cor original, sem usar da desculpa de dar um banho completo no carro, de forma desnecessária, como é comum no mercado”, explica Alexandre Sato, como ficou conhecido em Manaus. Quando abriu as portas do empreendimento na capital amazonense, a Sato atendia em média 40 carros ao mês. Atualmente, de acordo com Alexandre, o volume de veículos restaurados chega a 120, mês. “São geralmente serviços pequenos e médios, recuperados a partir de uma técnica artesanal que faz uso de até 2,5 mil ferramentas”, aponta. O custo do serviço na Sato, segundo o empresário, varia de R$ 300 a R$ 6 mil. Com a tecnologia do martelinho de ouro, os serviços duram em média de 40 minutos até quatro horas. Com a pintura, o automóvel é entregue ao proprietário em até 3 dias.
FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO
Oficinas com a forma antiga e as com novas tecnologias sentem o crescimento pela procura de recuperação de veículos
Na Sato Funilaria Express, a procura pelo martelinho de ouro triplicou em quase quatro anos
Ambiente de negócio favorável Na oficina de lanternagem e pintura do seu Pedrinho, na avenida Brasil, o volume de serviços de recuperação de latarias de automóveis cresce em média 5% ao ano
Com o sucesso da franquia que atende do carro popular ao modelo premium, em solo manauense, Alexandre anuncia que trabalha na expansão do negócio em outros bairros da cidade. Atualmente, as oficinas da Sato estão localizadas na rua Major Gabriel, bairro Praça 14, Zona Sul, e na avenida Darcy Vargas, bairro Chapada, Zona Centro-Sul. Além das novas oficinas, o empresário diz que lançará no próximo mês um laboratório PPG, especializado em pintura de veículos. E nos próximos seis meses receberá a tecnologia de pintura à base d’água que, de acordo com o empresário, gera menos prejuízos ao meio ambiente, além de agilizar o processo de secagem, diferente das oficinas tradicionais, cuja tinta pode deixar marcas no veículo. Para recuperar um risca-
do profundo no carro, sem precisar dar um banho em toda a porta, por exemplo, a tecnologia que nasceu nos Estados Unidos da América (EUA) faz uso de um equipamento de leitura da pigmentação do veículo, chamado de espectrofotômetro. Segundo Alexandre, ele permite o diagnóstico exato da cor da lataria para misturar a tinta e ser fiel à tonalidade original de fábrica. O empresário afirma que não importa se a pintura está nova ou queimada, o resultado será sempre satisfatório ao dono de veículo. “Somente a área danifica é recuperada, o que diminui o tempo e o custo do serviço”, aponta Alexandre Sato. “De seis em seis meses nós fazemos reciclagem da nossa equipe para nos manter atualizados quanto à evolução técnica e dos equipamentos”, salienta.
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Economia
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Oportunidade de empregos para dependentes Pacientes que concluírem tratamento serão encaminhados pelo Sine-AM
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ma parceria entre o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz e a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) vai disponibilizar aos pacientes da unidade de tratamento uma nova oportunidade de mudar de vida e conseguir um emprego, de acordo com suas habilidades. A Setrab, por meio Sistema Nacional de Emprego (SineAmazonas), abre suas portas a todos pacientes que concluírem o tratamento terapêutico no centro de reabilitação, que terão a oportunidade de buscar uma vaga de trabalho no órgão estadual. Para que os pacientes tivessem a oportunidade de conhecer os órgãos estaduais, na última quinta-feira (29), uma equipe de profissionais da Setrab e Sine-AM ministrou palestras sobre a inserção no mercado de trabalho, preparação de currículo, entrevista de emprego e a forma de buscar uma vaga compatível com seus interesses, economia sustentável, habilidades e qualificação profissional.
“O centro de reabilitação tem sido a melhor alternativa para nos tirar do mundo das drogas. Foi aqui que concluí meus estudos, aprendi uma profissão e agora posso até conseguir um emprego pela parceria firmada com a Setrab”, disse Pedro Paulo (nome fictício), paciente do
CAPACIDADE
O Centro de Reabilitação Ismael Abdel Aziz está localizado no quilômetro 53 da rodovia AM-010, com capacidade para internar 120 pacientes adoecidos pelo uso abusivo de álcool e entorpecentes centro de reabilitação. A iniciativa de oferecer oportunidades segue orientação do governador José Melo, de oferecer capacitação para os pacientes do primeiro centro de reabilitação do Brasil com a Política de Redução de Danos, que, futuramente, buscarão o mercado de trabalho.
Encaminhamentos em maio Além de levar informação aos pacientes, a Setrab realizará no mês de maio um mutirão para emissão de CTPS (Carteira do Trabalho Digitalizada), encaminhamento para emprego e oficinas com orientação voltadas para a sustentabilidade, exclusiva para os pacientes do Centro de Reabilitação. “Fechamos parcerias com secretarias do governo do Amazonas com o intuito de garantir um futuro melhor para os pacientes após o tratamento”, ressalta o diretor do centro de reabilitação, Pablo Gnutzmann. Para o secretário da Setrab, Breno Ortiz, esse tipo de parceria fortalece as políticas públicas, onde o
foco principal é a inserção dos pacientes do centro de reabilitação no mercado de trabalho. O secretário de Estado de Saúde, em exercício, José Duarte dos Santos Filho, explica que essa é uma forma de garantir que ao voltar para o convívio familiar e social o paciente também terá a oportunidade de ter um emprego, ocupar seu tempo e ficar menos vulnerável a ter uma recaída. “Desde o início desse trabalho nós tivemos essa preocupação de tratar o paciente dentro do centro e também prepará-lo para que pudesse seguir firme na decisão de largar as drogas e é isso que esperamos com esse tipo de ação”, afirma.
Capacitação para vencer O Centro de Reabilitação em Dependência Química oferece a todos os seus pacientes cursos de horticultura, informática, biojoias, corte e costura, cabeleireiro, artesanato, música, panificação e confeitaria. Ao concluir o curso, os pacientes recebem certificados reconhecidos pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). No curso de artesanato, por exemplo, os alunos têm a oportunidade de aprender e produzir artesanatos de diversos tipos como chapéus, tiaras, almofadas, brinquedos e enfeites como estufados, camabox, televisores e animais de pelúcia. A maioria dos produtos é confeccionada com material reciclável: garrafas pets, caixas de leite líquido, caixa de sapatos, entre outros. “Muitos deles
desenvolveram a criatividade e criam seus próprios produtos a partir do curso ministrado no centro de reabilitação”, ressaltou a professora Lúcia Jeffes. Para realizar o sonho de muitos pacientes de ter uma nova profissão, a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) disponibiliza a quem conclui os curso como biojoias e artesanato a Carteira de Artesão Profissional, que garante a eles a oportunidade de ter uma nova profissão. Para a gerente de economia solidária da Setrab, Socorro Papoula, com a carteira de artesão o residente vai ter a facilidade de vender seus produtos em qualquer Estado do Brasil, além de poder fazer exposições pelo país sem pagar impostos pelos produtos levados da capital amazonense.
Gerente de economia solidária da Setrab, Socorro Papoula fala aos residentes do centro sobre a importância da carteira de artesão
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Economia
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Festas populares podem atrair turistas ao Estado ALEX PAZUELLO/ARQUIVO EM TEMPO
Embratur pretende descobrir eventos folclóricos pelo país realizados no meio do ano e que tenham forte apelo turístico
Festival Folclórico de Parintins, realizado sempre no último final de semana do mês de junho, é uma das festas amazonenses que atrai milhares de turistas internacionais, todos os anos
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pesar de não fazer parte da Região Nordeste do país, onde as festas populares do meio do ano têm forte tradição e apelo turístico, o Amazonas tem um enorme potencial para atrair turistas internacionais neste período do ano. Um dos atrativos do Estado, além de seus aspectos culturais e regionais, é o Festival Folclórico de Parintins, realizado em junho. A afirmação é do assessor da presidência do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Walter Ferreira. O tema foi bastante debatido durante a WTM Latin America 2015, realizada entre os dias 22 e 24 de abril, em São Paulo. Na ocasião, Ferreira apresentou o seminário “São João do Brasil, um novo produto do Turismo Cultural para unir o País”, cuja proposta é identificar as festas populares dos Estados brasileiros e formar parceria com os mesmos para promover ações de promoção turística do país, com destaque aos festejos juninos. Ele destaca que o projeto não está totalmente definido, mas deve ser detalhado nos próximos dias. “A ideia é ter um produto de promoção de destinos que abrange todo o Brasil para ser comercializado no mercado internacional”, diz. Segundo ele, a diversidade cultural brasileira é um dos atrativos mais requisitados pelos visitantes internacionais que desembarcam no Brasil, de acordo com estudo do Ministério do Turismo
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(MTur), realizado em 2014. Desde 2013, quando o instituto lançou um edital de chamamento público para que Estados e municípios apresentassem projetos de divulgação das festas, o Amazonas, como um dos classificados para divulgação internacional das festas juninas, participa de diversos eventos do setor. O último foi justamente a WTM Latin América, considerada uma das feiras de turismo mais importantes do Brasil. Na ocasião, a Empresa Estadual de Turismo
“O Réveillon e o Carnaval atraem muitos turistas, mas há outras festas tão belas quanto, as festas juninas que seguem até agosto” Walter Ferreira, assessor da Embratur
(Amazonastour) capacitou pelo menos 200 operadores internacionais de turismo. Capacitação Em nota, a presidente da Amazonastur, Oreni Braga, informou que o governo do Estado também capacitou 13 profissionais que representam o Embratur no mundo, chamados de EBTs. “Por dia, passaram pelo nosso espaço pelo menos 150 operadores e agentes de viagem, além de termos recebido a visita de 35 jornalistas especialistas
no setor”, relata. Ela enfatizou que a LogiTravelGroup, uma das maiores operadoras de turismo da Europa, vai promover o Amazonas e outros destinos brasileiros nos próximos meses, graças a uma parceria entre a Logi e a Embratur. “Os interessados em conhecer o Amazonas, lá na Europa, vão poder acessar o site da Logi e lá poderão comprar seus bilhetes aéreos, reservar hotel e além de comprar outros produtos, como passeios no destino escolhido”, explica. A presidente da Amazonastur também confirmou que os principais festejos de São João do Brasil vão ser promovidos de forma conjunta. “Além das festas do Nordeste, o Festival de Parintins será um dos carros-chefes desta ação que vai percorrer o mundo”, afirma. Recomendação O Brasil foi considerado um país emocionante e um destino de viagem incrível pelo portal indiano de viagens EaseMyTrip.com. E Manaus está entre as cidades recomendadas pela matéria do site. Também estão na lista as cidades do Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Salvador, Paraty e Recife. O site descreve a capital do Amazonas como um destino turístico popular, pois serve como uma porta de entrada para a Floresta Amazônica. Também revela que a região teve uma promissora indústria de borracha durante o início do século 20, e hoje, é uma das maiores cidades do Brasil, com marcos eminentes, como o Palácio Rio Negro e o Teatro Amazonas.
Aeroporto recebe boa avaliação O aeroporto internacional de Manaus foi bem avaliado nesse primeiro trimestre do ano pelos visitantes. O terminal teve nota 4,10 – numa escala de 1 a 5. A evolução de satisfação geral dos passageiros apresentou crescimento de 11,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme a pesquisa de percepção feita pela Secretaria de Aviação, divulgada no último dia 19 de abril. De acordo com a secretaria, foram ouvidos 13.384 passageiros. E foi a primeira vez, desde 2013, quando a pesquisa começou a ser feita, que a nota média dos aeroportos ultrapassa
4 quando os passageiros são perguntados sobre sua satisfação geral. Juntos, os terminais responsáveis por 80% do movimento dos aeroportos brasileiros atingiram 4,07. Além de Manaus, outros nove dos 15 terminais avaliados tiveram notas acima de 4. Viracopos, em Campinas (4,38), Recife (4,32), Curitiba (4,29), Brasília (4,26), Fortaleza (4,19), Porto Alegre (4,18), Congonhas (4,13), Natal (4,12) e Guarulhos (4,05). Já os cinco aeroportos com notas abaixo de 4 foram Confins (3,88), Salvador e Galeão empatados (3,85), Santos Dumont (3,84) e Cuiabá (3,44). Segundo dados da secre-
taria, no primeiro trimestre de 2014, só seis dos 15 aeroportos pesquisados tiveram notas superiores a 4: Natal (4,27), Fortaleza (4,21), Recife (4,04), Curitiba (4,04), Porto Alegre (4,03) e Viracopos (4,01). Já neste último trimestre, entraram na lista acima da nota 4: Brasília, Congonhas, Manaus e Guarulhos. De acordo com o assessor da presidência do Embratur, Walter Ferreira, os projetos que foram feitos voltados para a promoção da Copa do Mundo serão retomados, agora focados nas Olimpíadas, e Manaus, a exemplo do primeiro evento, é uma das participantes e entrará nas ações de divulgação. REPRODUÇÃO
SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO
Satisfação dos passageiros que passaram pelo Eduardo Gomes é de 11,9%, revelou pesquisa
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O turismo no Amazonas, um cenário para o futuro Melhoria na infraestrutura, oferta de serviços e mão de obra qualificada contribuíram para atrair mais turistas para o Estado
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Amazonas saiu de uma realidade em que recebeu 283 mil turistas, em 2003, para alcançar a marca de 1,1 milhões de turistas em 2014. De acordo com a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), o fortalecimento veio com a realização da Copa do Mundo 2014. No período de 2003 ao ano passado, o Estado recebeu 7,2 milhões de turistas, um crescimento médio de 10% a 12% ao ano. No mesmo período, a movimentação de passageiros no aeroporto internacional Eduardo Gomes, localizado no Tarumã, Zona Oeste, totalizou 27,6 milhões de passageiros, um crescimento de 9,38% ao ano. No último ano, a movimentação no aeroporto foi de 3,3 milhões de passageiros, apresentando um acréscimo no fluxo, maior que 2013, em 10,16%. Contribuíram, também, para esse resultado expressivo, fatores como a ampliação da infraestrutura turística e a oferta de serviços, a qualificação da mão de obra, ações de fomento, a promoção e divulgação da marca Amazonas, a prospecção de novos nichos de mercado como a China, a realização de importantes eventos como
a Copa do Mundo, além do bom desempenho econômico que o Estado apresentou, no mesmo período. A receita gerada, em 2003, no turismo foi de 99,3 milhões, e em 2014, alcançou a impressionante marca de 946,6 milhões, tendo como um dos efeitos, a realização da Copa do Mundo de 2014.
INTERAÇÃO
Atualmente, os turistas se encantam com a diversidade cultural do Estado e com a beleza da fauna aquática, em destaque o boto rosa, que tornou-se uma das principais atrações para os turistas Outra conquista da Política Estadual de Turismo foi a ampliação de novas rotas aéreas internacionais e nacionais, que permitiu ao Amazonas e a Manaus se credenciarem a escolha de cidade sede da Copa do Mundo de 2014, e mais recentemente, Manaus escolhida como cidade olímpica. A presença constante do Amazonas nos principais
eventos mundiais do turismo e nas principais feiras no setor tem credenciado o Estado como um dos principais destinos do Brasil, reconhecido por sites internacionais especializados, como o Trivago e TripAdvisor. Outro avanço no setor é a construção do Centro de Convenções do Amazonas (CCA), o qual já teve a sua primeira etapa inaugurada, e a segunda para iniciar na próxima semana. O CCA será o maior do Norte do país, credenciando Manaus para hospedar os mais importantes eventos mundiais e exposições diversas, gerando emprego e renda ao povo amazonense, bem como projetando a imagem do Amazonas e da capital amazonense para o Brasil e o mundo. Para a Amazonastur, o Amazonas destaca-se como um dos principais destinos mundiais para a experiência do homem com a natureza. Atualmente, os turistas se encantam com a diversidade cultural do Estado do Amazonas e com a beleza da fauna aquática, em destaque o boto rosa, que tornou-se uma das principais atrações para os turistas do mundo.
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Católicos e evangélicos se unem em pauta comum S
ão Paulo (Opera Mundi) -Graças ao voto conservador para a Câmara Federal e à presença de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da casa, trabalhadores e outros segmentos da sociedade brasileira se mobilizam para impedir o projeto de lei 4.330, que expande a terceirização para as atividades-fim das empresas, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Muito da onda conservadora que varre a Câmara ganha apoio da bancada evangélica, que é a terceira daquele Parlamento em número de parlamentares e a primeira a defender os “valores sagrados” da família, contra os direitos dos segmentos LGBT e dos grupos de direitos humanos. Mas, afinal, o que se passa com a bancada evangélica e como entender a sua ascensão em um país que hoje vive a contradição de ter um governo central progressista e um parlamento conservador? A jornalista e professora Magali do Nascimento Cunha, da Universidade Metodista de São Paulo, que desenvolve estudos sobre a bancada evangélica, afirma que a pauta dos evangélicos hoje encontra eco em outros setores da sociedade e, por isso, a sua repercussão. “Mais recente é o forte tradicionalismo moral que tem
marcado a atuação da Frente Parlamentar Evangélica, que trouxe para si o mandato da defesa da família e da moral cristã contra a plataforma dos movimentos feministas e de homossexuais e dos grupos de direitos humanos, valendo-se de alianças até mesmo com parlamentares católicos, diálogo historicamente impensável no campo eclesiástico. Este discurso tem um apelo que atinge não só evangélicos, mas também católicos e outros grupos sociais mais conservadores que nem são ligados à religião”. Em entrevista, a professora faz um balanço destes primeiros tempos da bancada na nova legislatura, mas adverte que não podemos falar em uma representação unificada dos evangélicos na Câmara, a despeito de sua força: “Primeiro porque ‘evangélicos’ é um segmento social de uma diversidade que em um parágrafo já não se pode explicar. Falamos de uma enorme gama de grupos desde os históricos ligados à Reforma Protestante, os pentecostais relacionados aos movimentos avivalistas nos Estados Unidos e na Escandinávia, aos grupos independentes nascidos no Brasil desta ou daquela experiência e que se concretizam em incontáveis denominações”.
AGÊNCIA CÂMARA/DIVULGAÇÃO
Em defesa da família e da moral cristã, deputados destas bancadas fazem alianças para criar um bloco de força na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (1º à dir), participou de culto da Bancada Evangélica em fevereiro
Leia trechos da entrevista a seguir: 1) Por conta do perfil conservador do Congresso, o Brasil está discutindo hoje o PL 4.330, sobre terceirização, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Como você vê o peso da bancada evangélica nesse cenário? A bancada evangélica, desde a sua formação em 1986, nunca teve uma pauta progressista, ou de esquerda. Os parlamentares evangélicos até os anos 2010 não eram identificados como conservadores do ponto de vista sociopolítico e econômico, como o é a Maioria Moral nos Estados Unidos, por exemplo. Seus projetos raramente interferiam na ordem social: revertiam-se em “praças da Bíblia”, criação de feriados para concorrer com os católicos, benefícios para templos. O perfil dos partidos aos quais a maioria dos políticos evangélicos estava afiliada refletia isso bem com recorrentes casos de fisiologismo. Mais recente é o forte tradicionalismo moral que tem marcado a atuação da Frente Parlamentar Evangélica, que trouxe para si o mandato da defesa da família e da moral cristã contra a plataforma dos movimentos feministas e de homossexuais e dos grupos de direitos humanos, valendo-se de alianças até mesmo com parlamentares católicos, diálogo historicamente impensável no campo eclesiástico. Este discurso tem um apelo que atinge não só evangélicos, mas também católicos e outros grupos sociais mais conservadores que nem são ligados à religião. É na última legislatura que vemos emergir uma pauta mais conservadora do ponto de vista sociopolítico e econômico entre os evangélicos, que são uma frente parlamentar estratégica, a terceira do congresso em número. Isto é um sinal de mudança de postura tanto de boa parte dos parlamentares evangélicos, que se veem com força para pautar temas para além da moralidade sexual, como de políticos não-religiosos identificados com o conservadorismo e que veem neste grupo um aliado. 2)E o papel de Eduardo Cunha, que é ligado à bancada? Ele é mais responsável do que a bancada pela pauta
conservadora que está em discussão com esses projetos? Eduardo Cunha não está no cargo de presidente da Câmara porque é evangélico. Está pelo seu histórico de aliado das empresas de telefonia e de liderança do PMDB. Tornouse evangélico há pouco mais de dez anos, o que foi um reforço a mais ao seu poder de penetração e já mudou de denominação, identificando a força das Assembleias de Deus para onde migrou como membro no final de 2014, deixando a Igreja Sara Nossa Terra, que o vinha apoiando. Portanto, a pauta de retrocessos é dele como político dos empresários e da ala mais conservadora do PMDB. 3) Ao se colocar contra os direitos LGBT, a bancada evangélica está fomentando a homofobia? Qualquer tema ligado à sexualidade humana desperta paixões, particularmente quando uma cultura é construída sob os princípios patriarcais de forma tão intensa como é a cultura latina, em que as bases cristãs-ocidentais estabeleceram o ato sexual como uma prática cujo objetivo exclusivo era a procriação, sendo os filhos a continuidade da família e sua herança. A moralidade cristã (de evangélicos e católicos romanos) no que diz respeito ao corpo está baseada nos princípios patriarcais e na repressão à liberdade e ao prazer.Portanto, é da natureza desses grupos religiosos cristãos reagir a todo e qualquer avanço que coloque o patriarcalismo e a moral sexual tradicional em xeque. A bancada evangélica se apresenta como credenciada para a defesa dessa moral tradicional e tem católicos como aliados. Isso é uma pauta homofóbica e que fomenta a homofobia, sim. 4) Algumas informações dão conta de que cultos evangélicos têm sido realizados dentro da Câmara. Como fica a discussão sobre o Estado laico? O Estado laico é uma busca não plenamente alcançada, desde que o Estado se desvinculou da Igreja Católica com a República. Esta questão está mais acesa agora à medida que temos uma bancada identificada como
religiosa no Parlamento com poder de decisão baseado nos seus preceitos de fé. No entanto, não podemos colocar apenas nos evangélicos o peso do comprometimento da laicidade do Estado. Há muitos anos, a fé católica romana interfere na dinâmica social, política e cultural do país, a começar com a existência de feriados nacionais relacionados aos santos e às festas católicas, passando pelos crucifixos em destaque nas paredes das repartições públicas e tribunais de Justiça até chegar ao Acordo Brasil-Vaticano, de 2009, que concede isenção tributária a instituições católicas, privilegia a Igreja Católica no ensino religioso nas escolas públicas e garante cooperação para preservar e valorizar os bens culturais da Igreja Católica. O que os evangélicos fazem agora no parlamento é ampliar este espaço que já é dado pelos poderes da República ao catolicismo. Tudo isso é grave na medida em que constitucionalmente somos um país laico que garante liberdade de crença. Isso significa direitos a todos que incluem os que não creem. 5) Você acredita que da legislatura passada para a atual houve um ganho de peso/influência da bancada evangélica, apesar de numericamente ela ter crescido apenas de 73 para 75 deputados? A partir do Congresso Constituinte eleito em 1986 houve uma mobilização de igrejas para terem representantes no Congresso que votaria a nova Constituição depois da ditadura militar. Foram 32 eleitos naquele pleito. Configurou-se então uma nova força não só política, mas sociocultural, com o crescimento intenso dos evangélicos a partir dos anos de 1990, que buscaram ocupar espaços na esfera pública, em especial os grupos pentecostais, com aquisição de mídias e projetos políticos muito claros – caso da Igreja Universal do Reino de Deus e da Assembleia de Deus. Depois de altos e baixos em termos numéricos, desde o Congresso Constituinte, decorrentes de casos de corrupção e fisiologismo, a bancada evangélica se consolidou como força, o que resultou na criação da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) em 2003. Tudo
isso é resultante do crescimento das igrejas evangélicas, em especial as pentecostais, e do desejo desses grupos de mais visibilidade e influência social. Soma-se a isso o claro projeto político de igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus de ocupação e criação de partidos e busca de mais poder decisório na esfera pública. 6) Frente aos 513 deputados da Câmara Federal, a bancada evangélica, com 75 deputados, detém 14,6% das cadeiras, enquanto o IBGE indica que 22% da população são de evangélicos. Você acredita que os evangélicos estão bem representados na Câmara? Não podemos falar que os deputados na Câmara representam os evangélicos. Primeiro porque “evangélicos” é um segmento social de uma diversidade que em um parágrafo já não se pode explicar. Falamos de uma enorme gama de grupos desde os históricos ligados à Reforma Protestante, os pentecostais relacionados aos movimentos avivalistas nos Estados Unidos e na Escandinávia, aos grupos independentes nascidos no Brasil desta ou daquela experiência e que se concretizam em incontáveis denominações. Temos na Câmara 15 igrejas representadas, e 11 delas são pentecostais. A Igreja Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus são as duas grandes forças desse grupo, com mais de 50% dos deputados. Essas duas denominações evangélicas têm um projeto político claro e podemos dizer que os seus deputados as representam. Os outros 50% estão distribuídos por 13 diferentes denominações, oito delas com apenas um deputado eleito e que está lá não representando o seu grupo, mas com um projeto pessoal. Só estes dados já jogam por terra a tese de que há uma representação. Tamanha diversidade dos evangélicos no Brasil, diversidade que está no interior dos próprios grupos na sua singularidade, torna impossível que falemos de representação. Esta tese é uma armadilha de algumas lideranças em busca de poder político e religioso na qual as mídias noticiosas são capturadas e reproduzem sem reflexão e pesquisa.
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‘Revalida’ na pauta para ser regulamentado no Congresso B
rasília (Agência Senado) - A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado aprovou, na última quinta-feira, projeto que obriga os médicos formados em universidades estrangeiras a passarem pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. A prova tem o propósito de avaliar se esses profissionais de medicina têm os mesmos conhecimentos, habilidades e competências exigidas dos médicos graduados no Brasil. A relatora do PLS 138/2012, senadora Ana Amélia (PP-RS), esclareceu que o Exame de Revalidação de Diplomas, conhecidocomo“Revalida”,foiinstituído por uma portaria dos ministérios da Educação e da Saúde (número 278, 17/3/2011). No entanto, segundo Ana Amélia, é importante que essa norma seja prevista em lei. “Nós estamos criando um marco legal. Já existe uma iniciativa ministerial, mas é uma questão que está abaixo da lei. O que o projeto apresentado pelo ex-senador Paulo Davim faz é ampliar os cuidados em relação aos médicos estrangeiros”, explicou Ana Amélia. O PLS 138/2012 vai ser avaliado agora na Comissão
de Educação, Cultura e Esporte (CE) da casa. De acordo com informações do Ministério da Saúde, o programa Mais Médicos conta hoje com 1.846 profissionais brasileiros e 12.616 estrangeiros, dos quais 11.429 cubanos. Indonésia A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional também aprovou a criação de um grupo parlamentar entre o Brasil e o Cazaquistão. Esse grupo tem a finalidade de incentivar e desenvolver as relações entre os legislativos dos dois países. Estava também pronto para ser votado um projeto da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que previa um grupo parlamentar entre Brasil e Indonésia, mas a pedido da própria Vanessa e de outros parlamentares a votação da proposta foi adiada. O presidente da CRE, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), informou que o PRS 21/2014 foi apresentado pela parlamentar do Amazonas antes do fuzilamento, na Indonésia, de dois brasileiros condenados por tráfico de drogas. O senador José Agripino (DEM-RN) chegou a argumentar que a aprovação desse
MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
Projeto quer tornar a obrigatoriedade de dilplomas de medicina expedidos no exterior serem revalidados no Brasil em lei grupo de parlamentar poderia ser mal interpretado. “Neste momento, em que se discute o fuzilamento de dois brasileiros, nós criarmos um grupo parlamentar poderia ter o viés positivo de abrir uma discussão, mas a simbologia seria que nós estaríamos admitindo a pena de morte para a prática de um crime”, alertou Agripino. Brasil e Indonésia estão com as relações estremecidas em razão da execução dos dois brasileiros. O governo do país asiático ignorou os apelos do governo brasileiro por clemência. O Brasil retirou seu embaixador em Jacarta e não concedeu credencial ao diplomata enviado pela Indonésia. Venezuela O senador Aloysio Nunes anunciou que, na próxima quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores vai receber em audiência pública as venezuelanas Lilian de Lopez e Mitzy de Ledezma. Elas são casadas com políticos oposicionistas que foram presos pelo governo de Nicolás Maduro. Já a audiência pública com o ministro da Defesa, Jacques Wagner, prevista para esta quinta, foi adiada para 21 de maio.
Relatora, senadora Ana Amélia esclareceu que o “Revalida” já existe por meio de uma portaria
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ONG de Israel usa guerra como ‘marca publicitária’ S
ão Paulo (Opera Mundi) - “A maioria das pessoas em Israel e na Palestina gostaria que houvesse paz. No entanto, acabam elegendo políticos que não querem a paz.” A partir deste diagnóstico, a ONG do israelense Yitzhak Frankenthal, que perdeu um filho, vítima do conflito, desenvolveu um método inovador — e paradoxal — para abordar a questão e tentar convencer a sociedade a refletir sobre a questão israelo-palestina menos sob o aspecto emocional e mais sob a ótima racional: ao expor a espectadores uma campanha de marketing para “promover as vantagens do confronto”, conseguiu “romper barreiras psicológicas” e fazer parte deles mudar de ideia. “Na verdade, o que fizemos foi transformar o conflito numa marca”, explica Romem Saranga, diretor de criação da campanha, no vídeo de divulgação do projeto Não Ao Conflito. O objetivo é mostrar à sociedade de Israel o quão “escravizada, viciada, controlada e aprisionada” ao conflito ela está. “Ok, precisamos do conflito, porque, sem isto, não terí-
amos nossos heróis, nossas canções, nossos exércitos, nossa guerra, nossos dias de memória”, explica a “estrategista da marca” Atara Bieler, também no vídeo. E continua: “Isto nos dá uma espécie de raiz emocional. Chamamos isto de ‘O Conflito’. Mas é o que somos”. O apelo ao “emocional” é
ESPERANÇA
A fundação afirma que os primeiros resultados do projeto são esperançosos. A ONG conduziu experimentos acadêmicos com a exposição da peça publicitária a um grupo amostral e se surpreendeu objeto constante das manobras políticas — a última delas, aconteceu às vésperas das eleições antecipadas em Israel, no mês de março. Concorrendo à reeleição, Benjamin Netanyahu aparecia mal colocado nas pesquisas eleitorais que antecediam o pleito; alguns dos cenários davam como certa sua derrota, inclusive. No último dia
REPRODUÇÃO/PALESTINE SOLIDARITY PROJECT
Objetivo é convencer o povo a buscar a paz. Instituição usa método paradoxal para incentivar racionalidade na política da campanha, o candidato do direitista Likud subiu o tom: prometeu ampliar assentamentos nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e, mais grave, garantiu que “não haveria Estado palestino” sob seu mandato. A manobra deu certo. Netanyahu virou o jogo e surpreendeu conquistando 29 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, resultado que sacramentou sua vitória. Dias depois, ficou confirmada a bravata: renovado como premiê, Netanyahu voltou atrás e passou a defender a solução de dois Estados na região. Barreiras psicológicas Com o lançamento da campanha publicitária, o desafio do projeto Não Ao Conflito passou a ser o rompimento dessas barreiras psicológicas, que impõem, segundo os criadores da ação, um olhar por demais “emocional, apaixonado” da questão. “Não quero dizer aos israelenses o que fazer, ou como devem pensar. Quero que saiam do terreno emocional. É só”, explicou o próprio Yitzhak Frankenthal, em evento no Instituto Lula no último dia 28 de abril.
Garoto palestino e soldado das Forças Armadas de Israel, em 2012, num momento de paz
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Atividade física contra as drogas Dia a dia C6
É possível modificar o nosso sistema prisional?
Questionamentos sobre o papel das prisões em uma ressocialização ineficaz levam a discutir o que precisa ser modificado IONE MORENO/ARQUIVO EM TEMPO
Mulheres internas da penitenciária feminina de Manaus: além dos problemas internos do sistema prisional, como superlotação e violência, os egressos enfrentam ainda a rejeição social DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO
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recente redução da maioridade penal no Brasil gerou discussões sobre o papel do sistema prisional. Para alguns especialistas, contrários à nova medida, as prisões funcionam como “escolas do crime”, em vez de oferecerem condições para que o detento retorne ao convívio em sociedade. É com esse objetivo em vista que a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) enfoca suas atividades. Nesse sentido, a família tem função importante na ressocialização do indivíduo. “A família é a célula-mãe da sociedade”, argumenta o coronel Louismar Bonates, titular da Seap, durante casamento coletivo realizado na última quarta-feira (28), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Nesse processo, o secretário destaca a importância da capacitação dos profissionais que trabalham junto aos condenados, como psicólogos, psiquiatras e professores. Por outro lado, ao retornar à sociedade, o ex-detento enfrenta uma situação difícil: a rejeição do mercado de trabalho. “Falta
realizar um trabalho de ressocialização para receber esses cidadãos”, sugere Bonates. Atualmente, as 11 unidades prisionais da capital reúnem cerca de 6,5 mil detentos, número de vagas considerado ideal por Bonates (são sete no interior). “No entanto, para zerar o déficit, seria necessário abrir dez mil vagas em todo o Estado”, complementa. A Seap foi criada no último dia 9 de março, junto com a Secretaria
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JUVENIL de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), após a extinção da antiga Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). De acordo com o governador José Melo, a reforma administrativa visa conter despesas e intensificar, por meio de um órgão específico, a atuação do governo na área prisional. No ano passado, Melo anun-
ciou a criação da primeira prisão-agrícola do Amazonas. O centro vai receber presos com menor potencial ofensivo, qualificando-os para atividades como psicultura e olericultura. “A ideia é atender à demanda da capital e do interior, incluindo escolas. Ainda não temos previsão da data de inauguração, mas estamos trabalhando para que isso ocorra o mais rápido possível”, diz Bonates. O modelo representa uma alternativa ao sistema atual, e controlar o avanço do crime organizado e rebeliões. No Espírito Santo, as atuais 26 unidades prisionais custaram um investimento de R$ 450 milhões do governo do Estado. A construção delas foi feita por empresas estrangeiras e seguiu um modelo arquitetônico padronizado criado nos Estados Unidos. Cada unidade abriga no máximo 600 detentos. Eles ficam divididos em três galerias de celas e não se comunicam. Os edifícios têm salas específicas onde os detentos participam de oficinas profissionalizantes ou recebem atendimento odontológico e psicológico. A medida foi colocada em prática para conter uma crise carcerária que, há pouco mais de dez anos, se anunciava nos presídios capixabas.
Projetos apresentam resultados Em meados do ano passado, uma empresa da área de gestão prisional foi contratada para identificar, entre outras questões, o perfil dos detentos e suas demandas. O estudo serviu de base para a criação de iniciativas como o projeto Bambu, que visa auxiliar na formação escolar dos detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). O conteúdo é ministrado por um detento com formação superior completa. Os grupos de estudos reúnemse na biblioteca da unidade,
onde dispõem também de livros do currículo dos ensinos fundamental e médio. “Eventualmente, professores são convidados a esclarecer dúvidas sobre os assuntos mais difíceis”, explica a advogada Sheryde Karoline, gerente técnica da empresa. Ela cita ainda o projeto “Olho Mágico”, coordenadopelo setor de Psicologia do Compaj. Por meio de uma abordagem que envolve terapia e teatro, os detentos aprendem a lidar com situações da realidade em que vivem, como conflitos e diferenças entre colegas.
Até meados deste ano, outro programa deve entrar em vigor, resultado de parceria entre a Secretaria de Saúde com a Seap. “Nosso objetivo é capacitar os detentos e torná-los agentes promotores de saúde”, adianta Sheryde. A formação da equipe preventiva, que vai atuar como complemento ao atendimento, será realizado por profissionais da área de saúde como enfermeiros, técnicos de enfermagem e odontólogos. (Leia mais nas páginas C2 a C5) DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO
Presídios hoje são vistos como locais que destroem ainda mais a dignidade do infrator
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Pena alternativa seria a solução para o sistema ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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ara diminuir o número da população carcerária e o custo de R$ 2,4 mil por preso nas unidades prisionais, desde o ano passado a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) implantou no sistema penitenciário do Estado o monitoramento eletrônico. Além de ter os benefícios de redução nos custos, a ação gera mudanças no sistema. Além do monitoramento eletrônico, a Justiça do Amazonas destina alguns casos para a Vara de Execuções de Medidas e Penas Alternativas (Vemepa). A equipe psicossocial da Vara, formada pelos assistentes sociais Jaime Pires da Costa Júnior e Carine Pereira, psicólogas Kelly Mayanne e Taysa Vieira, além da pedagoga Bianca Miranda Tribuzy, informou que recebe em média sete mil processos de apenados. Para que o processo do apenado seja encaminhado para a Vemepa, é necessário que as infrações cometidas sejam de pequeno e médio potencial ofensivo, senten-
ciados a penas privativas de liberdade até quatro anos e o crime seja doloso sem violência ou ameaça. Também podem receber a pena alternativa para a Vemepa condenados por crimes culposos, qualquer que seja a pena e também os bons antecedentes e boa conduta social; que cometeram crimes em que os
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JUVENIL motivos e as circunstâncias indiquem que a pena alternativa seja suficiente. Há casos em que os processos podem ser transferidos para a Vemepa por medidas alternativas que evitam a instauração de processo ou suspendem o processo criminal que impede eventual-
mente a aplicação de pena privativa de liberdade. Segundo a Vemepa, os apenados que seguem essas medidas são os que cometeram delitos em que a pena máxima não seja dois anos, acumulada ou não com multa, não efetuaram nos últimos cinco anos outra transação penal, não foram condenados por outro crime ou não estão respondendo a outro processo. A suspensão condicional do processo ocorre quando a pena mínima cominada à infração for inferior a um ano e pode ser suspenso no prazo de dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou tenha sido condenado por outro crime. “Essas aplicações são sanções decididas pelo Judiciário, que decide quais as penas que devem ser aplicadas, mas varia em cada caso. Isso tudo depende do que o juiz decidir. As mais comuns, que são mais aplicadas, são da prestação de serviço comunitário e também a prestação pecuniária”, explicou o integrante da equipe psicossocial da Vemepa, Jaime Pires.
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Alternativas penais ao simples encarceramento ainda surgem como melhor opção para reduzir população carcerária
Superpopulação carcerária: um drama presente na maior parte das unidades prisionais do país
Uma opção para convívio social Quando o processo do apenado é encaminhado para a Vemepa, a equipe psicossocial realiza triagem com os psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. O réu passa por uma audiência admonitória com a juíza da vara, depois iniciando seu cumprimento. “Iniciado o cumprimento das atividades, a equipe vai acompanhar cada parte do processo. No caso de descumprimento, a equipe toma as medidas devidas. Primeiro entramos em contato com a pessoa por telefone. Caso o descumprimento continue, emitimos uma intimação”, explicou a pedagoga da equipe. Há situações em que a própria equipe psicossocial vai até a casa do apenado e realiza sindicância para entender o que pode estar ocorrendo para o descumprimento das atividades. “Caso continue, o processo
retorna à Vara de Execuções para serem tomadas as possíveis decisões”, informou a psicóloga Kelly Mayanne. Segundo o assistente social Jaime, os apenados têm toda a liberdade, mas são cientes de que podem responder pelos crimes na própria vara de execução e até ter que cumprir a pena em regime fechado. “Com a pena alternativa, a pessoa vai cumprir a sua pena, sem sair do convívio social, o que a pena privativa não disponibiliza. Então a alternativa é o oposto, mas o não cumprimento tem suas conseqeuências que realmente pode ser pior para o próprio apenado”, detalhou. Opções Em alguns casos, o apenado deveria nos finais de semana procurar a Casa do Albergado como cumprimento de pena, mas
como o local sofreu incêndio no ano passado, os que estão nessa situação precisam se apresentar na sede da Seap. Para melhoria da Vara, a equipe sugeriu que a alternativa penal deve ser não somente uma iniciativa do judiciário, mas também do executivo estadual e municipal, situação que ocorre em outros Estados, mas não no Amazonas, tornando-a assim uma política pública. A Vemepa tem 180 instituições parceiras, entre elas várias Organizações Não Governamentais (ONGs). Sobre a prestação pecuniária, a equipe informou que todo o valor arrecadado é investido em projetos que devem ser comprovados na vara, com todas as documentações exigidas. Esses projetos são destinados para as instituições que colaboram com o trabalho da Vemepa.
Tornozeleiras eletrônicas começaram a ser implantadas no Estado desde o ano passado
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Maioridade penal: questão ainda em amplo debate ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO
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diminuição da maioridade penal continua a gerar discussões. Grupos religiosos, entidades que trabalham diretamente com crianças e adolescentes e advogados defendem a ideia de que antes de entrar nessa discussão é preciso que o Estado cumpra com o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). O ECA garante o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social da criança e do adolescente e, principalmente, a proteção integral. No artigo 4º do ECA é assegurada com prioridade “a efetivação dos direitos referente à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. Mas nem o Estado, nem a sociedade cumprem o ECA. A defesa para não diminuir a maioridade penal tem como base esse discurso, pois depois que o estatuto for realmente cumprido, em teoria virá a redução da criminalidade entre crianças e adoles-
SHANA REIS/ARQUIVO EM TEMPO
O descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente ainda é o argumento para reduzir a criminalidade entre jovens centes. Caso contrário, pode haver uma discussão sobre a possível mudança da maioridade penal no país. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em 2013 foram apreendidos 1.353 menores infratores, dos quais 634 pelo crime de roubo, 16 por homicídios e 703 envolvidos com
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JUVENIL o tráfico de drogas. Em 2014 houve redução, com apreensão de 1.061 menores infratores - 497 por roubo, 18 por homicídios e 546 por tráfico de drogas. Deste ano, até fevereiro, foram apreendidos 177 menores infratores - 93 indiciados pelo crime de roubo, um por homicídio e 83 envolvidos com o tráfico de drogas.
Menores apreendidos em ação policial: discurso de desrespeito ao ECA é base para críticas à mudança da maioridade penal
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Situação críti ARQUIVOEMTEMPO/BRENOFREITAS
O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/AM), Marco Aurélio Choy, ressalta que os presos vivem em estado de abandono com a superlotação dos presídios nos municípios do interior do Estado CRIMINALIDADE
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Para OAB, o poder público num primeiro momento investe em segurança pública e acaba levando o problema para outro lado, que é onde colocar tais pessoas, o que gera a superlotação
RAFAEL S. NOBRE Equipe EM TEMPO
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uperlotação em presídios, abandono de presos no interior, redução da maioridade penal e soluções para melhorar este cenário sombrio. O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/AM), Marco Aurélio Choy, falou sobre estas e outras questões com exclusividade ao EM TEMPO. Confira a entrevista dividida por temas. Problema atual Os problemas do sistema prisional do Amazonas nada mais são do que o reflexo de uma política nacional penitenciaria, que está à beira do caos. É senso comum a superlotação dos presídios. Não precisa ser especialista para saber que isso acontece. O poder público constrói a cada dia mais penitenciarias,
gasta mais dinheiro com preso. E é um problema que só tende a aumentar. O poder público num primeiro momento investe em segurança pública, em policiamento ostensivo, e tenta diminuir a criminalidade. Ele acaba levando o problema para outro lado, que é onde colocar tais pessoas, e que gera esse problema [superlotação]. Solução A Ordem acredita no investimento de outras medidas despenalizadoras e medidas alternativas de cumprimento dessas penas, como utilização de tecnologia hoje com o sistema das tornozeleiras eletrônicas – mecanismos descarcerizadores. Isso já é uma realidade no nosso Estado, a questão toda é de ampliação disso. Se usa isso no Amazonas há cerca de dois anos; é recente. A solução é aplicação de medidas de não encarceraARQUIVOEMTEMPO/BRENOFREITAS
Para OAB, a Vidal Pessoa é o grande problema de Manaus
mento em crimes de menor poder ofensivo e adoção de medidas de tecnologia para evitar encarceramento demasiado. Obviamente que, em conjunto com isso, e é uma responsabilidade de todos, não apenas do poder público, mas da advocacia, também do poder judiciário, de dar celeridade no julgamento dos processos e nas progressões dos regimes de cumprimento de pena. Isso é para fazer com que haja essa rotatividade e que não tem uma concentração tão grande de presos nas cadeias. Serviços à população A Ordem não é apenas uma entidade representativa dos interesses dos advogados. Nós temos diversas comissões com serviços gratuitos. A Ordem tem acento no Comitê Penitenciário do Estado, que dá parecer sobre progressão de regime. Temos um serviço de atendimento jurídico
gratuito proporcionado pela Comissão de Advocacia “Pro bono”, para qualquer pessoa e sem custo. Temos um trabalho dentro da Segunda Vara Maria da Penha, onde a Comissão OAB Mulher presta assistência jurídica gratuita às mulheres vítima de violência domestica. E temos a comissão de direitos humanos que tem atuação no sentido de mediar conflitos, especialmente as rebeliões, uma mostra da credibilidade da OAB. A Ordem sempre é chamada nesses momentos de crise do sistema prisional através da Comissão de Direitos Humanos da OAB, como entidade isenta e que vem a ser uma mediadora desses conflitos. São 32 comissões, cada uma tem em média de dez advogados. O trabalho que todos desempenham dentro das comissões é voluntário. Ninguém recebe por isso.
Os problemas e as soluções No interior temos poucas cadeias públicas, apenas nos municípios-polo, como Parintins, Tabatinga e Tefé. Muitas vezes, no interior, os presos cumprem pena em carceragem de delegacia, que não tem a menor estrutura para isso. O preso no interior muitas vezes é deslocado para presídios regionais ou para presídios da capital para cumprimento da pena, ficando distante da família. O familiar não tem condições de se deslocar para visitar o preso em outra cidade. Muitas vezes volta até fornecimento de alimento para presos no interior e os próprios familiares têm de fornecer. Faltam mais penitenciarias no interior e permitir que se
haja uma estrutura maior lá, para que o preso consiga cumprir pena perto da família. Tudo isso faz parte do processo de ressocialização. Quando você retira essa possibilidade, acaba abrindo margem para captação do preso por meio de crime organizado, nas penitenciarias. Construção de mais presídios no interior e maior assistência ao preso seria a solução. Nós já tivemos inclusive um caso de um preso algemado no pé de uma cadeira, no município de Rio Preto da Eva. Acionamos o conselho federal para levar às instâncias de direitos humanos nacionais. É um problema que temos que partir para o enfrentamento.
O ‘gargalo’ prisional na capital do Amazonas O principal problema em Manaus é a cadeia pública [Raimundo Vidal Pessoa]. Entra governo e sai governo e todos prometem, mas a cadeia continua lá. Existe a necessidade de ter um local de triagem do preso, onde ele fique provisoriamente. Essa é a função dessa cadeia pública. Eu me lembro que, no ano passado, o desembargador Sabino [Marques] disse algo, e que foi até mal interpretado digase de passagem, sobre usar a Arena da Amazônia como local de triagem de presos. Na verdade aquilo era um recado para o poder público.
O governo tem dinheiro para estádio, para bumbódromo, para tanta coisa, mas não investe onde precisa. Alugam viaturas para o Ronda nos Bairros, intensificam policiamento ostensivo, mas e como fica na outra ponta? Essas pessoas são presas e vão pra onde? Você tem que pensar o sistema como um conjunto, não somente a máquina de segurança pública, mas o cumprimento de penas. Vidal Pessoa Deveria ser um local de triagem, mas na prática abriga presos em caráter permanente. Na verdade essa
cadeia não tem estrutura mais para ser absolutamente nada. Nem triagem, nem cadeia pública. Deveria ser desativada. Deveriam fazer triagem e mandar o preso para outro local, mas alguns acabam ficando lá. E há a necessidade de investimento num centro de triagem mais decente, que você possa dar destinação ao preso. Tem a figura das audiências de custódia, do preso ser ouvido pelo juiz antes de ser encaminhado [à prisão]. Essa é uma medida que deveria dar sequência na melhoria desse sistema.
Vamos manter preso quem realmente merece. Se o cara foi preso por contrabando de cigarros, é um crime afiançável, mas ele vai ficar lá preso até que se fixe fiança. Mas ele não tem um advogado para ir atrás disso e acaba ficando [preso]. Solução Coisas que podem ser facilmente resolvidas acabam não sendo. A solução também está no diálogo institucional entre todas as entidades envolvidas. Entre o Estado, que é o gestor da segurança e da administração penitenciária, e o Poder Judiciário.
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ca no interior Faltam projetos de incentivo
O trabalho do preso é um direito. A Lei de Execuções Penais tem uma figura chamada remissão de pena, onde ele vai ter o desconto a cada três dias trabalhados, de um dia a menos de pena. Aqui temos pequenos projetos de trabalho do preso, mas é algo que tinha que ser incentivado. Esses projetos são fábrica de vassoura e fábrica de bola [de futebol]. Mas é algo que tenha que dar oportunidade para todos. Tem aquele auxílio-reclusão do INSS para a família do preso, que todo mundo critica. Mas é muito difícil você ver um cidadão que é trabalhador, que contribui para o INSS com um trabalho regular, ser preso e que fez jus ao auxílio reclusão. O cidadão que já está no crime não trabalha de carteira assinada. Não vai ter direito a receber o auxílio- reclusão. Essa questão do custo do preso hoje virou um grande negócio. Há empresas especializadas no Brasil na guarda de presos. O Complexo Penitenciário Anízio Jobim é administrado por uma empresa privada. Nesse
presídio, a Polícia Militar faz a segurança dos muros pra fora. Dentro é com a empresa. Será que o Estado não teria capacidade de fazer isso sozinho? Maioridade penal Somos contrários à redu-
Reduzir maioridade não é a solução. A solução é investir em medidas sócio-educativas, em medidas ressocializadoras do menor Marco Aurélio Choy, presidente da OAB
ção da maioridade penal. De tudo o que falamos aqui, uma única certeza nos tiramos: há uma grande quantidade de presos no sistema prisional. A questão é: vamos colocar mais presos? O Estatuto da Criança e do Adolescente traz um instituto que é muito pa-
recido com o instituto da prisão, só que para o menor adolescente acaba recebendo o nome de medida sócioeducativa de internação. A internação enquanto medida sócio-educativa se assemelha, na forma como ela é executada hoje no Brasil, a uma prisão mesmo. Prender mais gente não é sinônimo de que se vá resolver. É uma discussão interessante porque qual é a idade mínima para prender? Hoje vamos discutir e reduzir pra 16 [anos]. Depois vamos reduzir pra dez. Vai sempre ter alguém dizendo que o cara cometeu tal coisa com idade inferior a isso. Reduzir maioridade não é a solução. A solução é investir em medidas sócio-educativas, em medidas ressocializadoras do menor adolescente, criar alternativas para esse menor adolescente, formar profissionais, colocar ele no ensino profissionalizante. É investir em manter a criança na escola, em dar merenda escolar, para que elas não sejam soldados do tráfico de drogas e não ingressem na criminalidade. O presidente, Marco Aurélio Choy, diz que OAB é contra a redução da maioridade penal
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Atividade física é aliada na luta contra as drogas
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Prática de exercícios tem sido fundamental no processo de recuperação de dependentes químicos no CR Abdel Aziz
Por meio das atividades físicas desenvolvidas no CRDQ Abdel Aziz, os pacientes readaptam seu organismos com os exercícios, recuperando seu vigor destruído pelo uso excessivo de drogas
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s treinos funcionais tem se tornado uma “febre” em Manaus para praticantes de atividade física e que não costumam frequentar uma academia de musculação. Muitos campos de areias e quadras poliesportivas da capital são points de encontro para iniciar os exercícios laborais. Seguindo essa tendência, o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, que utilizava as atividades físicas e desportivas como atividade terapêutica no tratamento de usuários de álcool e outras drogas, passou a ofertar mais essa atividade aos pacientes da unidade. A unidade conta em sua estrutura com uma quadra poliesportiva e equipe de educadores físicos responsáveis por executar e coordenar essas atividades. Antes de começar a praticar os exercícios, o paciente passa por avaliação de uma equipe multiprofissional do centro de reabilitação formada por médico, psicólogo, assistente social, nutricionista e educadores físicos. Uma vez aprovado, o paciente é acompanhado pelos professores. “Muitos pacientes iniciam as atividades sem saber qual é o lado esquerdo ou direito. Em algumas semanas, eles ganham confiança e demonstram que estão cada dia melhor”, conta o educador físico, Wendell Crispim de Andrade. O educador destaca ainda que a prática dos treinos funcionais trazem benefícios como a ajuda na recuperação da coordenação motora, reabilitação muscular, melhora do funcionamento cerebral e benefícios psicológicos. “As inúmeras pesquisas realizadas em todo o mundo mostram que a prática regular de uma atividade física traz benefícios para a saúde de quem as pratica. Aqui nós temos uma gama de atividades terapêuticas, entre elas as atividades
físicas, cujo objetivo principal é mostrar para as pessoas que estão sendo tratadas aqui que eles podem viver bem, de forma saudável e longe das drogas e quem possam sair e dar continuidade a essa vida lá fora”, destaca o secretário de estado de Saúde, Wilson Duarte Alecrim. Outro benefício que pode ser destacado com as atividades funcionais é o controle da abstinência, além de melhorar a autoestima, metabolismo corporal e a depressão. “A atividade física traz vários benefícios aos pacientes. Trata-se de um excelente método coadjuvante para o tratamento não apenas da abstinência, mas também para melhora do humor e controle da ansiedade. A saúde deles melhora significativamente depois que iniciam regulamente uma atividade física”, disse o diretor do Centro de Reabilitação, o médico psiquiatra Pablo Gnuztmann. As atividades físicas acontecem de segunda a sextafeira, e nos fins de semana os pacientes ganham descanso corporal. “Depois que iniciei a atividade física ganhei nova vida, passei a me controlar, estudar, me alimentar nos horários corretos. Antes vivia em um mundo sedentário e não queria mais fazer nada que não fosse usar drogas e dormir. Agora quero continuar a fazer as atividades, seja ela funcional ou musculação. Estou me sentindo melhor e olha que estou apenas há 22 dias aqui no Centro de Reabilitação”, disse o paciente Vagner da Silva Casas, 29. A unidade de tratamento conta com uma academia de musculação, quadra poliesportiva, que é utilizada para atividades funcionais, jogos de futebol, vôlei e basquete. Até meados do próximo mês, serão inauguradas uma quadra de areia e um campo gramado para futebol society.
Um caminho do mau humor para o prazer Pioneiro no Brasil com a política de redução de danos, o centro de reabilitação está localizado na rodovia AM-010 (Manaus-Itacoatiara), em Rio Preto da Eva. A unidade de tratamento é gerenciada pelo Instituto Novos Caminhos (Organização Social) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). A realização de atividade física contínua ajuda os pacientes a aumentar a produção de endorfina, substância
ligada diretamente ao humor e ao prazer, e que tem grande importância na reabilitação e restauração da saúde dos pacientes, sobretudo daqueles que ao serem admitidos apresentam estado nutricional comprometido com perda importante de massa muscular. Também tem outro papel importante na vida do indivíduo que, devido ao consumo excessivo de substâncias psicoativas, esqueceu que pode ter na atividade
física outra maneira de obter prazer. “Muitos pacientes não queriam participar de atividades físicas no início, eram mal humorados, impacientes, hoje eles perceberam que os exercícios fazem bem ao corpo e alma, e agora não perdem um dia de atividade”, ressalta o educador físico Emerson Thiago Oliveira. A realização de atividades físicas provoca um processo de modificação no corpo. Os exercícios aeróbicos ajudam
no rejuvenescimento, pois retardam os feitos que a pele sofre com o passar dos anos. Os exercícios aeróbicos regulares vão além do rejuvenescimento, eles podem agir até como um anti-inflamatório natural contra dores agudas, conforme pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
Infraestrutura do centro de recuperação possibilita a realização frequente das atividades físicas pelos internos em recuperação
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Investimento em educação conflita com valorização DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO
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nunciado em janeiro pelo Ministério do Planejamento, o corte provisório de R$ 7,042 bilhões por mês em educação colocou em xeque o atual lema do governo: “Brasil: Pátria Educadora”. O contingenciamento real será divulgado este mês, 30 dias após a sanção do Orçamento. A área, no entanto, nunca recebeu tantos investimentos por parte do governo federal. Segundo informações do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), entre 2002 e 2012 a taxa de escolarização de crianças com idade entre 6 e 14 anos subiu de 95,8% para 98,2%; e de 15 a 17 anos, de 81,5% para 84,2%. Por outro lado, o piso salarial dos professores não acompanha os projetos de formação continuada. O paradoxo, identificado pela diretora da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Eglê Wanzeler, é um dos aspectos que caracterizam a educação no Brasil. Para ela, o ponto crucial do atual cenário é a precarização do trabalho pedagógico. O problema envolve questões como a atuação dos pedagogos até a estrutura física das escolas. “A gestão escolar precisa de um norte político-administrativo. Em vez de propor um novo modelo pedagógico, os professores têm como prioridade atingir metas”, aponta Wanzeler, doutora em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A ausência de iniciativas acaba resultando no que Wanzeler chama de “desprofissionalização” da categoria. “Hoje em dia, muitos professores estão deixando suas carreiras. Os baixos salários e o estresse influenciam nessa decisão. A escola se tornou uma zona
de tensão constante”, analisa a diretora. Wanzeler observa que tanto os governos federal quanto estadual têm parte nesse problema. “Os livros didáticos que os alunos recebem são elaborados no sul do país. Falta, portanto, conexão com a realidade de cada município. Já as secretarias de educação não possuem profissionais qualificados, com competência técnica para enfrentar os problemas”, exemplifica. Nesse sentido, Wanzeler ressalta que a universidade deve superar a distância histórica que mantém com a sociedade, e a partir daí contribuir para a melhoria
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A área de educação nunca recebeu tantos investimentos por parte do governo federal. Por outro lado, o piso salarial dos professores não acompanha os projetos de formação continuada da situação. Desde 2011, ela coordena a Oficina de Formação de Serviços (OFS), projeto desenvolvido entre a UEA e a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Métodos Por meio de reuniões com professores, diretores e pais de alunos, uma equipe de formadores da Semed faz um apanhado dos problemas enfrentados na escola. O diagnóstico inclui desde a necessidade de aperfeiçoamento em certos conteúdos até dificuldades no processo de ensino. Os professores são convidados a participar de cursos, ministrados por estudantes da UEA das diversas áreas do conhecimento, como história, geografia, letras e pedagogia, por exemplo. Enquanto isso, outra equipe
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Enquanto se identificam avanços na área no país, profissionais não recebem a devida valorização pelos governos de estagiários atua junto aos alunos do ensino fundamental, com ênfase em conteúdos como letramento e matemática. Avanços O sociólogo Mateus Prado, diretor do Instituto Henfil, ONG que atua na área de educação em todo o Brasil, destacou dois avanços: a universalização e a melhoria dos sistemas de financiamento. Por outro lado, esses benefícios só se tornaram viáveis graças aos próprios professores, cuja carga horária teve de ser ampliada para atender a demanda. “Hoje, um professor ganha em média 40% menos que profissionais de outras áreas. O governo, instigado pelo envio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), resolveu aumentar a carga horária. Só que essa não é a solução ideal, como comprova o sistema de ensino de países que são referência na área”, argumenta Prado. “O docente poderia aproveitar o tempo extra para realizar atividades importantes, necessárias para o seu ofício, como a leitura”. Em passagem por Manaus na semana passada, Prado ressaltou que o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), além de ampliar o acesso ao ensino superior, trouxe melhorias ao ensino médio. Na opinião de Prado, expressões como “grade curricular” e “prova” sugerem que o atual sistema de ensino deve ser reformulado. Há duas semanas, o educador ministrou workshops sobre o exame para pais e alunos de uma escola particular de Manaus. Prado tem viajado por todo o Brasil através da Caravana da Educação, levando conhecimento sobre educação e políticas públicas aos diversos estados e cidades, inclusive do interior.
Mateus Prado, presidente do Instituto Henfil: professores sofrem com aumento da carga horária
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Turma do Pagode faz show no dia 16 Plateia 3
Nova forma de vender literatura pela internet FOTOS: DIVULGAÇÃO
TAG Experiências Literárias tem como estratégia um clube de assinaturas que entrega obras indicadas por um curador
O kit da empresa inclui o livro surpresa e informações sobre a obra e o curador
DANIEL JORDANO Especial EM TEMPO
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ivros que chegam às casas dos associados sem que eles saibam o título da obra. É com essa estratégia que a TAG Experiências Literárias pretende conquistar até o fim do ano 1,5 mil clientes. A empresa afirma ser o primeiro clube de assinaturas de livros em que todos os meses os associados recebem uma obra indicada por um curador. A iniciativa tem menos de um ano, mas já está presente em mais de 20 Estados brasileiros incluindo o Amazonas. “Temos o objetivo de tornar a literatura mais leve e a leitura mais prazerosa e assim fazer com que essa atividade seja cada vez mais difundida Brasil afora. O setor de venda de livros está, de certa maneira, estagnado.
Entre os títulos estão clássicos e contemporâneos, ficção e não-ficção
Então resolvemos inovar”, ressalta Arthur Gambrus, um dos fundadores da empresa. Para receber os livros mensalmente o leitor interessado deverá se cadastrar no site www.taglivros.com. A partir daí é possível escolher entre dois pacotes. No primeiro, o leitor deverá pagar R$ 69 mensais no cartão de crédito ou boleto bancário, para poder receber o kit com o livro a cada mês. No segundo pacote, chamado pacote avulso, o leitor tem a possibilidade de presentear amigos ou familiares, no valor de R$ 79. Caso o associado já o tenha lido, poderá trocá-lo por algum livro relacionado à temática daquele mês. Fator surpresa Dos clássicos aos contemporâneos, da literatura fantástica às biografias, os livros envia-
dos são de vários gêneros, de acordo com Arthur Gambrus. Ele explica que a ideia é ter o elemento surpresa. “Todo mês a gente tem um curador que escolhe qual obra será enviada ao associado. Além do livro, o cliente recebe um kit com uma revista literária com todas as informações da publicação escolhida e também sobre o curador e os motivos da escolha da obra. O legal da brincadeira é o elemento surpresa, já que o leitor não sabe qual livro irá receber. O máximo que divulgamos é o nome do curador e algumas dicas do título. Há casos em que os leitores nos escrevem dizendo que retornam à infância tamanha a expectativa de saber qual será o livro do mês”, diz Gambrus.
O kit da TAG varia todos os meses, de acordo com o curador e a obra escolhida. A empresa busca equilibrar os estilos e áreas de atuação dos curadores, assim como dos livros, alternando entre clássicos e contemporâneos, ficção e nãoficção, pequenos contos e grandes romances, leituras simples e leituras mais densas. Para Gambrus, o novo formato de vendas de livros permite ao associado a criação do seu próprio acervo de livros, além de colaborar para a divulgação das obras. “Achamos muito importante o papel da literatu-
ra na educação e essa nova experiência de consumir livros permite isso. É possível ter uma leitura diferente da habitual”, enfatiza. Indicação do mês Para os associados, a indicação do livro do mês de maio é da curadora Cíntia Moscovich, escritora e jornalista brasileira, mestre em Teoria Literária e ministrante de oficinas literárias. A escritora conquistou o primeiro lugar no Concurso de Contos Guimarães Rosa, instituído pelo Departamento de Lín-
guas Ibéricas da Radio France Internationale, de Paris. Ela disputou com mais de mil e cem outros escritores de língua portuguesa. Cíntia também concorreu ao Prêmio Jabuti pela categoria Contos, em 2005 e em 2013, e recebeu os prêmios Portugal Telecom e Clarice Lispector. No resumo do livro disponibilizado pela empresa, os leitores não encontrarão cenas de violência, tragédia ou aventura nas obras da curadora de maio. Cíntia Moscovich abordará angústias inerentes ao ser humano, retratando a sensibilidade de homens e mulheres para lidar com suas rotinas, frustrações e alegrias. Simplicidade que já conquistou leitores na Itália, EUA, Argentina e Espanha.
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MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Fabiana Cavalcante, Marketing no Patio Gourmet, no evento que trouxe Fabio Arruda a Manaus
MAURO SMITH
Fernando Coelho Jr.
>> Objeto de desejo
fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
>> Palco
. A badalada griffe italiana Fendi acaba de lançar novo exemplar de bolsa.
. O Uai Shopping São José comemora o Dia das Mães com evento reunindo grandes vozes amazonenses.
>> Caixa-alta . Os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho não tem apenas os 50 anos da Rede Globo, completados no domingo passado, para comemorar.
. Com o show ‘Mulher Brasileira’o centro de compras juntará no mesmo palco as cantoras Fátima Silva, Lucilene Castro e Cinara Nery.
SILVIA CASTRO
Priscila Coutinho e Janaína Moustafá durante almoço que reuniu elenco VIP da cidade
. O evento está marcado para o próximo dia 10 às 14h30 na praça de alimentação do shopping.
. O modelo ‘Peekaboo’ surge como uma alternativa sofisticada para as mulheres que curtem estampas.
>> Workshop . Com o objetivo de estreitar o relacionamento com a imprensa local e divulgar dados e ações sobre a evolução do saneamento na cidade, a Manaus Ambiental promoveu na quinta-feira, a segunda edição do Workshop dos Jornalistas, no Complexo de Produção da Ponta do Ismael.
. Por conta da queda do dólar na última semana, a fortuna somada deles aumentou US$ 1,2 bilhão da última segundafeira para cá, ou US$ 400 milhões individualmente. . Cada um deles agora possui um patrimônio estimado de US$ 8 bilhões. Em alguns momentos de março, quando a moeda americana chegou a valer mais de R$ 3,20, eles viram suas fortunas baterem em “apenas” US$ 7,2 bilhões.
. Pelo segundo ano consecutivo, a concessionária realiza o evento em homenagem ao Dia do Jornalista, comemorado em 7 de abril. Na ocasião, foram apresentados à imprensa os novos diretores da concessionária.
. O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) participou na mobilização “Capital da Navegação”, na última quarta-feira, em Barra Bonita, São Paulo.
. O presidente do Sindarma, Dodó Carvalho, ressaltou a preocupação do setor com o futuro da navegação no rio Madeira, que banha os Estados do Amazonas e Rondônia.
Fabio Arruda, que veio ministrar curso de mesas e etiqueta no Patio Gourmet, com o empresário Marcelo Gastaldi, no evento em Manaus SILVIA CASTRO
. O evento reuniu lideranças sindicais de vários estados brasileiros, que representam as empresas de transporte aquaviário. Durante o encontro, impasses e fragilidades que afetam o transporte de cargas foram debatidas.
MAURO SMITH
>> Navegação
Norma Araújo, Betinha Sá e Maysa Antony, em tarde de alto-astral no Alentejo
O RAPPA E SOJA REPRODUÇÃO
Fernando Guedes é fã de O Rappa e assumiu os dreads semelhantes aos de Marcelo Falcão
Fãs se preparam para shows Após o anúncio da festa que vai reunir na mesma noite as bandas O Rappa e SOJA, os fãs manauenses correram para garantir seus lugares nesse encontro musical. Exemplo disso é a estudante Rhayssa Vasconcelos, 22, que já comprou seu ingresso de área VIP para estar mais perto de seus ídolos. A dobradinha Brasil e EUA acontece no dia 28 de maio, no Studio 5 Convention Center. Fã da SOJA, a estudante declarou que, ao saber do show da banda de reggae em Manaus, não pensou duas vezes e ficou atenta à data de início da venda de ingressos. Ela, que conheceu o trabalho da banda por meio de amigos, sempre que pode acompanha o lançamento de novos álbuns pela internet e ficou em “êxtase” com a possibilidade de presenciar um show da banda ao vivo. “Se eu pudesse pular de um prédio segurando uma faixa
com a frase ‘Eu te amo’, eu pularia”, diz Rhayssa, ressaltando que, com a apresentação da banda de reggae em Manaus, o público terá a oportunidade de ver e se apaixonar pelas músicas, assim como ela.
SERVIÇO O RAPPA E SOJA Quando: dia 28 de maio Onde: Studio 5 Quanto: R$ 60 (pista) e R$ 180 (área VIP; valores de meia-entrada) Informações: www.fabricaingressos.com
Músicas como “Anjo”, “Auto-Reverse”, “Boa Noite Xangô”, “Fronteira” e “Minha Alma” estão entre os grandes sucessos da banda O Rappa, liderada por Marcelo Falcão. Com shows agendados em todo o Brasil, o grupo
está em turnê divulgando o álbum “Tudo Tem Fim”, lançado em 2013. Em Manaus, quem faz parte do time de fãs é o músico Fernando Guedes, 24, que adota um estilo bem parecido ao do vocalista da banda carioca. “Sempre gostei dos dreads do Marcelo Falcão e resolvi assumir os meus há quatro anos”, comenta. Para Fernando, essa festa que reúne O Rappa e SOJA é um pontapé para a safra de shows diferenciados na cidade. Ele acompanha o trabalho do grupo desde a adolescência e não via a hora de poder assistir a um show do Rappa novamente. “Nunca tive a oportunidade de viajar para assistir ao show deles em grandes festivais, por exemplo, mas sempre que vêm a Manaus eu não perco. Acompanho a carreira da banda pela internet para ficar ligado e saber sempre tudo o que está acontecendo na carreira”, finaliza.
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Uma turma
movida a
pagode
Em turnê pelo país, depois de se apresentar na capital paulista, o grupo segue para Minas Gerais, Rondônia e Manaus
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padrinhado pelo pagodeiro Netinho de Paula, a Turma do Pagode carrega a essência de uma roda de samba, mas com a pegada “moderninha” de músicos jovens e talentosos. Com muito carisma, eles ficaram conhecidos em São Paulo, onde se originou o grupo, e após uma sequência de sucessos, a Turma do Pagode atingiu o Brasil’. Em turnê pelo país, o grupo conta com uma agenda apertada em maio. Depois de se apresentar na capital paulista, o TDP segue para Minas Gerais, Rondônia e no dia 16, aterrissam em Manaus, mais precisamente no palco do Copacabana Chopperia, com a chancela da Fábrica de Eventos. Foi o talento dos jovens músicos que atraiu a atenção de Netinho de Paula. Inicialmente, o grupo tinha o nome de “Arte de Amar”, mas por sugestão do pagodeiro, aconteceu outro batismo.
“Em 2001, quando sugeri que o grupo mudasse de nome para Turma do Pagode foi difícil convencê-los, mas como tinha na manga a ideia de gravar um CD aí tudo ficou mais fácil, escolha do repertório, gravação e lançamento”, lembra Netinho. Já são 14 anos de carreira e muitos sucessos que estão na boca do povo. “O Brasil não resistiu e abraçou a turma como se abraça os amigos do bairro, da escola, do trabalho e, principalmente, do pagode”, disse Netinho. Formado por Rubinho, Neni, Marcelinho, Leiz, Caramelo, Thiagão, Filé e Fabiano, o grupo paulista, atualmente, divulga o novo CD e DVD “Mania do Brasil”, lançado no ano passado e gravado no Espaço das Américas (SP). O trabalho conta com a participação de Só Pra Contrariar, Sorriso Maroto, Mumuzinho e, apostando na mistura de ritmos, o funkeiro paulista MC
Guimê. O vocalista do TDP, Leíz, explica como aconteceu a parceria inusitada do samba com o funk: “Como essa música tem tudo a ver com o funk ostentação, o primeiro nome que passou pela nossa cabeça para gravá-la com a gente foi o Guimê. Nós já o conhecíamos da noite de São Paulo, fizemos o convite e ele aceitou na hora. No dia da gravação do DVD, ele tinha dois shows para fazer e precisou pegar um helicóptero para cumprir a agenda”. Em Manaus, eles prometem levar ao público as músicas que deram visibilidade nacional ao grupo. Só em 2013foram cinco sucessos emplacados -”Lancinho”, “Luz, Cama e Ação”, “A Gente Tem Tudo a Ver”, “Horas Iguais” e “Horário de Verão” - nas rádios de todo o país. Em 2014, o terceiro DVD da carreira, “Mania do Brasil”, já nasceu com sucessos, como, “Melhor Amigo”, “Surpresa de Amor”, “Pente e Rala” e “Tá louco hein”.
SERVIÇO TURMA DO PAGODE Quando: dia 16 de maio Onde: Copacabana Chopperia (Av. do Turismo, Tarumã) Quanto: Pista R$ 40; Área VIP R$ 150 (valores de meiaentrada) Vendas on- www.fabricainline: gressos.com CD e DVD “Mania do Brasil” é o recente trabalho do grupo
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Scriabin, o compositor que escutava todas as cores
Personalidade que aliou o misticismo à composição musical, russo Alexander Scriabin é lembrado no centenário de morte
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mundo musical homenageia em 2015 os 100 anos da morte do compositor russo Alexander Scriabin, cuja fama se desenrolou a partir de duas singelas páginas, compostas pelo pianista de uma só penada, aos 16 anos. O famoso “Estudo em Dó # menor Op.2 n.1”, constante nos recitais de Vladimir Horowitz (1903-89), permeado de profunda melancolia, deflagrou o mito e a lenda em torno da figura de Scriabin. A fim de compreendermos melhor o alcance e o significado de um “opus” tão peculiar na história da música, seria útil nos determos um pouco no ambiente no qual o compositor se desenvolveu. Nascido em 1871, Scriabin foi certamente um produto da explosão de criatividade artística que acometeu a Rússia “fin-de-siècle” e pré-revolucionária. Oriundo de uma família tradicional, cujos antepassados remetem ao século 13, e tendo perdido a mãe logo após o seu nascimento, o pequeno Shurinka --como era então apelidado-- foi criado num ambiente feminino e superprotetor constituído por uma avó,
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uma tia-avó e uma tia. Iniciou seus estudos com o legendário professor Nicolai Zverev e teve por companheiro de classe ninguém menos do que Rachmaninoff (1873-1943). De temperamento hipersensível e místico, Scriabin sentiu-se de imediato atraído por qualquer filosofia que pudesse dar um respaldo a sua natureza inquieta. De ávido leitor de Nietzsche e Schopenhauer, o jovem músico passou rapidamente para escritores teosóficos tão em voga na época --como registra seu biógrafo Fabion Bowers, naqueles anos “os russos passavam o seu tempo livre obcecados com sessões espíritas, tentando se comunicar com o além por meio de tábuas ouija ou se ‘rasputinizando’ em torno deste ou daquele homem santo”. É necessário salientar que, apesar de todo o seu entusiasmo, Scriabin nunca foi considerado um estudioso sério: tendo lido febrilmente uma página qualquer de alguma teoria teosófica, era capaz de seguir impávido, professando aquelas ideias como suas e ainda as expandindo conforme suas necessidades no momento.
Cores Scriabin necessitava apenas de uma ideia, de um princípio. Uma vez de posse de alguma fagulha, sua imaginação imediatamente explodia em sonoridades inusitadas, harmonias e cores arrojadas. Cores, sim: o compositor nasceu com uma rara condição médica conhecida como sinestesia, condição esta em que o paciente tem um dos seus cinco sentidos diretamente associado a outro --no caso do compositor, sua audição estava conectada diretamente à visão. Na medicina, tal condição é chamada de cromestesia. A cada som percebido, Scriabin visualizava imediatamente uma cor que a ele correspondesse. Nos seus últimos anos de vida chegou a encomendar um aparelho munido de lâmpadas coloridas, que pode ser visto e operado por visitantes em seu apartamento em Moscou, onde funciona o Museu Scriabin. O fato de ter nascido na noite de Natal certamente motivava o misticismo de Scriabin; já o fato de ter morrido na Páscoa contribuiu para impressionar seus seguidores além de qualquer medida. Mas, extravagâncias pessoais à parte, é certo que ninguém consegue ficar indiferente a sua música.
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A cada som, o compositor russo Scriabin enxergava uma cor diferente
Sob as conclusões da censura Sua morte aos 44 anos foi a mais banal possível para um homem tão repleto de autoconfiança e profundamente convencido de sua missão: uma pequena pústula localizada sobre o lábio superior evoluiu rapidamente para uma septicemia da qual nada pôde salvá-lo. Durante a subsequente Re-
volução Soviética, sua obra seria alvo de censura; o partido não via com bons olhos nem suas menções teosóficas nem sua música em si, considerada por demais simbolista e fora dos padrões do almejado realismo soviético. Se hoje suas composições se encontram plenamente reabilitadas, em grande par-
te se deve a pianistas como Horowitz, Richter, Sofronitsky, Zhukov e ao brasileiro Roberto Szidon (1941-2011), intérprete de uma integral das dez sonatas para piano, “Complete Piano Sonatas” (coletânea de 2004, pela gravadora Deutsche Grammophon). Por Giulio Draghi
Bruno Mazieri* E-mail: brunomazieri@gmail.com
Família: cada um escolhe a sua
Clássicos de Vivaldi estão presentes em repertório, em show gratuito na Ponta Negra
Orquestra Musical 7 em Manaus Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e ao entretenimento no Brasil, a Vivo traz a Manaus, no próximo dia 10 de maio, domingo, o show contemplado pelo projeto “Vivo Música”. O Anfiteatro da Ponta Negra será o palco das apresentações de Michel Teló e Orquestra Musical 7. O evento tem início às 18h30, com classificação etária livre e entrada gratuita. O projeto chega a Manaus depois de sete edições de grande sucesso nas cidades de Rio de Janeiro, Recife, Belém, Salvador, Brasília, São Luis e Florianópolis – nas quais reuniu mais de 400 mil espectadores. O evento tem apoio do Ministério da Cultura e é organizado pela agência de
marketing cultural Divina Comédia e A2 Eventos. Para abrir a programação do evento, a Orquestra Musical 7, subirá ao palco com um repertório de 50 minutos que contempla sucessos da música clássica, assim como hits da música popular, unindo o erudito, o pop e o rock internacional. Para apresentação do “Vivo Música”, clássicos de Mozart e Vivaldi e hits de Coldplay, Katty Perry e Lady Gaga ganharam uma roupagem especial. Para o final da apresentação, a Musical 7 promete uma surpresa ao público. Michel Teló dará sequência ao show, trazendo ao palco composições de seus 20 anos de carreira. Hits como “Ai Se Eu Te Pego”, “Humilde Residência”, “Amiga da Mi-
nha Irmã”, “Beijo, Me Liga” e “Levemente Alterado” estão garantidos no repertório, assim como as românticas “Se Tudo Fosse Fácil”, “Maria”, “Aconteceu” e Te Dar um Beijo”. A novidade da apresentação fica por conta do momento “Bem Sertanejo”, com grandes clássicos da música sertaneja e a apresentação de duas músicas novas: “Implorando pra trair”, gravada com Gustavo Lima e “Pedindo Bis”. A direção musical do show é de Marcinho Hipólito, tecladista da banda. Os outros músicos que acompanham Michel no palco são Wesley Abdo (bateria), Jonathas Xaiver (violões e guitarras), Marcello Costa (acordeom), Serginho Lima (baixo) e Thiaguinho Cabral (percussão).
Quando se é criança, geralmente, aprende-se que a família é formada por pai, mãe e irmãos, caso os tenha. Com o passar dos anos, vamos entendendo que família também são os irmãos do seu pai, as irmãs da sua mãe, seus primos e avôs. E isso perdura para sempre ou não, caso você tenha uma visão diferente como a minha. Como qualquer família dita normal, tenho três irmãos (dois por parte de pai e uma por parte de mãe), tios, primos e avôs. Somos numerosos. Na verdade, cresci próximo somente dos familiares da minha mãe, tendo em vista que todos os parentes do meu pai moram em São Paulo. Assim como boa parte das famílias brasileiras, a minha também é cheia de problemas, daqueles bem “cabeludos”. Problemas deles e não meus, acredito. Tenho tia que é frustrada, tia que é louca, tio que não está nem aí para a história do Brasil (como costumamos dizer), tio que já faleceu, tio que é gente boa e que você gosta de graça, tio que mora em outra cidade, tio que é ranzinza, tia que briga com todo mundo e depois faz as pazes e age como se nada tivesse acontecido. Tem aqueles tios que adoram saber da sua vida e até descobrem quanto você ganha – só não sei com qual propósito. E tem aqueles que, por hobby, adoram criar uma confusão só para variar e sair da rotina, tios que você pode contar sempre e com aqueles com os quais você nunca pode contar. Tenho primos estudiosos, tenho primos que não gostam de fazer nada, aqueles que mantemos contato sempre e outros que você só encontra em ocasiões especiais, como aniversários, enterros e festas de final de ano. Pois bem, com o passar dos anos, comecei a ter um novo conceito de família. Percebi que a minha família são, basicamente, meus pais. Apesar de terem se separado duas vezes, ainda nos considero uma família. Sim, meu pai continua frequentando a mi-
nha casa, participando das decisões e fazendo questão de saber sobre tudo o que está acontecendo. Assim sendo, sou um filho com uma família. Desisti de chamar meus tios e primos de família quando, nos momentos de dificuldade, cada um quis saber do seu problema e que se dane todo o resto. A partir daí, decidi ter uma nova família que, neste caso, são os meus amigos. Tudo isso porque acredito que ter uma família é uma espécie de casamento. Todos devem estar juntos na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte separe todos. Família é quando se tem apoio, quando se tem incentivo, quando se ama incondicionalmente. Nela, não há espaço para a inveja, para a injustiça ou para a falta de reconhecimento. Confesso que, atualmente, a minha família são os meus amigos, incluindo meus pais, claro. Para eles conto tudo. Meus medos, meus ressentimentos, minhas vitórias, minhas derrotas, minhas alegrias, meus namoros, minhas angústias, meus desafios. Eles são meu porto seguro. Não são os laços sanguíneos que fazem você ter uma família, mas sim os laços afetivos. E com os meus amigos eu tenho esses laços que são fortes e indestrutíveis. Hoje me considero completo, com irmãos de todos os tipos: altos, magros, gordinhos, morenas, de cabelo liso, enrolado, que estudam, que trabalham, que namoram, que bebem até perder a consciência, que somem por um tempo e depois retornam. Que dizem “eu te amo” com sinceridade e emoção, que choram comigo e entendem que não sou perfeito, mas que, acima de tudo, eu os amo. A minha família não possui o mesmo tipo sanguíneo que o meu, mas é a melhor e mais bonita de todas. Agradeço aos meus pais pela criação que me deram, por terem me tornado um ser humano forte e que sempre teve o direito de escolher que caminho gostaria de seguir. Obrigado, pai e mãe, por deixarem eu escolher a família que eu sempre quis.
Bruno Mazieri *Jornalista
Confesso que, atualmente, a minha família são os meus amigos, incluindo meus pais. Não são os laços sanguíneos que fazem você ter uma família, mas sim os laços afetivos. Com eles tenho laços fortes e indestrutíveis”
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Canal 1 plateia@emtempo.com.br
Bate-rebate
TV Tudo GLOBO
Tudo de acordo O texto de “Babilônia”, novela da Globo, continua sob os cuidados de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Os três e só os três, sem a interferência ou palpites de qualquer outro. Show à parte “Alto Astral” foi, do começo ao fim, uma boa novela, atendendo plenamente e superando até um pouco tudo o que se esperava dela. Louve-se aí o desempenho do autor Daniel Ortiz, que sai bem por cima do seu primeiro trabalho solo. Show à parte 2 Fato comum a toda novela que vai bem, o seu elenco também trabalhou por música. Ninguém deixou a desejar, com direito a um crescimento dos mais interessantes da Monica Iozzi. Uma no começo, ainda meio assim, e completamente outra neste final de agora. Se saindo bem A Band não vive um dos momentos mais auspiciosos de audiência. Ao contrário. São raros os que conseguem ir além do marcha soldado, 1, 2,
REGI
Acerto Por outro lado, é importante destacar o acerto na escalação para os papéis vividos por Chay Suede e Luisa Arraes - Rafael e Laís. O jovem casal agradou desde o início e isso tem sido reforçado pelos participantes dos grupos de discussão da novela. 1, 2... Entre as exceções, o futebol e a novela turca “Mil e uma Noites” que não raramente fecha na casa dos 4 pontos. Trombada de geladeiras Sobre a “química zero” observada nos personagens
de Camila Pitanga e Thiago Fragoso, Regina e Vinícius, em “Babilônia”, também descrita por alguns como “trombada de geladeiras”, entende-se que falta uma “pimenta” para que eles possam decolar. Do jeito que está vai ser difícil.
• A equipe do “Planeta Extremo”, atualmente no Nepal, trabalhando na cobertura do terremoto, não voltará tão cedo ao Brasil... • ...De lá mesmo, quando receberem autorização da Globo, seus profissionais seguirão para a próxima pauta. • Durante a gravação do especial 50 Anos, um operador de Steadicam (câmera acoplada ao corpo) da Globo deu o maior susto nos colegas... • ...Ele se descuidou ao descer uma rampa de costas e não deu outra. Chão... • ...Bombeiros a postos, felizmente o profissional sofreu apenas uma torção no pé. • Sérgio Malheiros, atualmente em “Alto Astral”, fará “Totalmente Demais”, substituta de “I Love Paraisópolis”. Papel de bandido. • Oscar Schmidt gravou o “By Night” de Luciana Gimenez na Rede TV!.
Coisa de quem não tem o que fazer Qualquer político tem forte atração por uma luz em cima. Agora a bola da vez é “Babilônia”. Num país com tantos problemas como o nosso, esses senhores e até algumas senhoras resolvem se preocupar com as novelas, quando poderiam usar esse tempo e a mesma disposição na busca por melhorias na Educação, Saúde e na própria classe política.
Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery
C’est fini O talk show jornalístico de Mariana Godoy na Rede TV!, definido como “Mariana Godoy Entrevista”, terá direito a uma pequena plateia no estúdio. A estreia da atração está prevista para o dia 8 de maio, uma sexta-feira, às 23h. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz E-mail: mbrazsantana@gmail.com
‘Um Homem Só’ e ‘Ainadamar’
MÁRIO ADOLFO
GILMAL
ELVIS
Em “Saturação” (Ed. Iluminuras/ Itaú Cultural, 2010) o professor e pesquisador Michel Maffesoli nos estimula a refletir sobre todos os processos de saturação presentes na vida moderna e de como a sociedade tem se organizado no sentido de renovar suas formas de existência, seja do ponto de vista espiritual, seja ele material. Não que José Pires de Assunção, protagonista de “Um Homem Só”, ópera com libreto de Gianfrancesco Guarnieri e música de Camargo Guarnieri, desiludido com o caminho trilhado por sua vida (perda da esposa, do melhor amigo e do cachorro) tenha sentido uma espécie de saturação que o fizesse com isso encontrar na bebida e na morte (um fato social?) a solução para seus problemas - que são os mesmos da sociedade moderna. Mas pensar que, Gianfrancesco Guarnieri, que escreveu o libreto nos anos 1960, adepto de uma posição política de esquerda, certamente encontraria similaridades entre seu pensamento e o de Maffesoli, ou seja, o de ver a humanidade oferecer um repertório de dúvidas e encontrar nelas a sua própria fé, ou renovar a sua fé. Apresentada na sexta-feira (25) no Theatro Municipal de São Paulo, a ópera faz parte de um programa composto, ainda, por “Ainadamar”, que tem por enredo a relação entre a atriz Margarita Xirgu e o escritor e poeta espanhol Federico García Lorca. Lorca (a personagem) e Assunção guardam semelhanças: ambos amam, desejam, se apaixonam, vivem e morrem, são representações de dois mundos, divididos pelo oceano, pelo tempo, entregues a toda a sorte de infortúnios. Um Brasil de esperanças e de incertezas, em uma metade de século 20 tensa e cheia de conflitos, assim como a Espanha de Lorca, açoitada por Franco e suas visões nacionalistas extremistas, onde o povo tornaria-se
um joguete do destino. As produções, juntas, se completam, de forma apropriada, criativa e sem reducionismos. A direção de Caetano Vilela, de forma sensível, conseguiu captar o espírito de ambas as personagens, sem o pieguismo de boa parte das óperas cujas montagens ainda encontram-se no século 19. A cenografia de Nicolàs Boni acerta na movimentação que acompanha a trama, e os cantores (atores) se entregam a interpretações empenhadas e cheias de vigor. “Ainadamar”, do argentino Osvaldo Golijov, é ainda mais incisivo quanto ao drama. A ópera, numa pegada mais musical, investe no talento dos cantores, que interpretam com ênfase e energia. Marisú Pavón é esplêndida e muito honesta com sua Margarita Xigur. Camila Titinger é forte, comedida, odedecendo a cada momento da trama. Luigi Schifano acerta com seu Federico García Lorca e a participação de Jarbas Homem de Melo realça o brilho da montagem. A ópera é cercada de bons momentos, como a chuva de livros que caem em momento marcante da ópera, ou ainda, poemas de Lorca como “Canción de la muerte pequeña” ao fim desta como sopros sob nossas cabeças vindas do teto. A iluminação do próprio Vilela cria os climas necessários para ambas as produções, mas de forma mais ousada nesta última. Por possuir uma música de poucos allegros, com momentos bastante concentrados, a iluminação se destacava dando o tom necessário para o peso da cena. O programa acerta com as duas óperas e espero que a vivacidade e criatividade das montagens se expanda para outras produções ressignificando a ópera para o tempo deste novo público, o público do século 21, ambientado a novas tecnologias e saturado de injustiças.
Márcio Braz Ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Cultura de Manaus
Espero que a vivacidade e criatividade das montagens se expanda para outras produções ressignificando a ópera para o tempo deste novo público, o público do século 21”
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MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Programação de TV
SBT
DIVULGAÇÃO
BAND
GLOBO
4h45 Jornal Da Semana Sbt 6h Brasil Caminhoneiro 6h30 Planeta Turismo 7h30 Vrum 8h Chaves 10h Domingo Legal 14h Eliana 18h Roda A Roda Jequiti 18h45h Sorteio Da Telesena 19h Programa Silvio Santos 23h Conexão Reporter 0h Sobrenatural 1h Rizzola & Isles 2h Crimes Graves 3h Big Bang 3h30 Igreja Universal
5h17 Santa Missa 6h18 Amazônia Rural 6h45 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7h20 Globo Rural 8h15 Auto Esporte 8h45 Esporte Espetacular 12h Esquenta 13h Temperatura Máxima - Xmen 3: O Confronto Final 15h Campeonato Carioca Botafogo X Vasco Da Gama 17h10 Domingão Do Faustão 20h Fantástico 22h20 Superstar 23h29 Tuf - Em Busca De Campeões 0h35 Encerramento Previsto (Manutenção Mensal)
Terceiro longa da série “X-Men”, em “Temperatura Máxima”
Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de saber por onde irá caminhar. A atividade intelectual e as viagens estão favorecidas. Dia positivo para as amizades e o contato com pessoas e ambientes novos. TOURO - 20/4 a 20/5 As ações fortes e entusiasmadas dão bom resultado. Os empreendimentos profissionais, mesmo os de maior fôlego, recebem o estímulo positivo do aspecto de hoje. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Marte e Júpiter indicam maior força de caráter apoiada num sentido ético firme e positivo. É momento para agir integralmente conforme seus princípios e sua moral. CÂNCER - 22/6 a 22/7 O bom aspecto de Júpiter com Marte indica a libertação de problemas do passado, mas também uma maior compreensão do lado oculto do mundo. A sorte está ao seu lado. LEÃO - 23/7 a 22/8 Impulso positivo que leva as parcerias a avançar de modo significativo. O entusiasmo com as pessoas é grande, assim como as chances de atuarem juntos na mesma direção. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Bom momento para valer-se de um comando firme e vigoroso. Situações passam a prosperar no trabalho, inclusive apontando para algum tipo de promoção. LIBRA - 23/9 a 22/10 É tempo de unir desejos vigorosos a aspirações elevadas. A arte, a filosofia e o desenvolvimento cultural são os assuntos que mais podem se desenvolver. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Momento de contar com o apoio familiar nas questões materiais, e para ganhar confiança e vencer certas batalhas. Mais recursos e forças para por as relações em equilíbrio. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Momento para decidir a respeito de viagens e melhorias na organização de cotidiano. As boas lutas referem-se às associações e parcerias que são conquistas importantes. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O bom aspecto estimula as conquistas materiais por meio do trabalho e das batalhas no trabalho. Você pode ganhar dinheiro com suas melhores capacidades produtivas. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 A confiança e a ousadia unem-se e proporcionam bom impulso para os empreendimentos pessoais. Também no amor e na expressão de suas vontades há bons acontecimentos. PEIXES - 19/2 a 20/3 A coragem de enfrentar antigos problemas será amplamente recompensada. As melhorias na vida familiar e doméstica estão bastante favorecidas.
Cinema
RECORD
5h Power Rangers – Na Galáxia Perdida 6h30 Santa Missa No Seu Lar 7h30 Power Ranger 8h30 Maskate 9h30 Palavra Cantada 10h45 Verdade E Vida 11h05 Pé Na Estrada 11h30 Copa Petrobras De Marcas - Gp De Brasília/df 12h30 Band Esporte Clube 14h O Grande Momento Do Futebol 14h30 Campeonato Carioca - Botafogo X Vasco 17h50 3º Tempo 19h Sabe Ou Não Sabe 20h A Liga 21h30 Pânico Na Band 0h15 Canal Livre 1h15 Como Conheci Sua Mãe 1h50 Show Business – Reapresentação 2h40 Igreja Universal
5h Santo Culto Em Seu Lar 5h30 Desenhos Bíblicos 8h30 Record Kids - Pica Pau 10h Domingo Show 14h30 Hora Do Faro 18h30 Domingo Espetacular 22h15 Repórter Em Ação 23h15 Roberto Justus + 0h15 Programação Iurd
Cruzadinhas
ESTREIA Noite Sem Fim: EUA. 16 anos. O mafioso do Brooklyn e matador profissional Jimmy Conlon (Liam Neeson), que era conhecido como o Coveiro, já viveu dias melhores. Amigo de longa data do chefão da máfia Shawn Maguire (Ed Harris), Jimmy, hoje aos 55 anos, é assombrado pelos pecados cometidos no passado – além de um persistente detetive da polícia que há 30 anos está a um passo atrás de Jimmy. Ultimamente, parece que o único consolo de Jimmy está no fundo de um copo de uísque. Mas quando o filho de Jimmy, Mike (Joel Kinnaman), torna-se um alvo, Jimmy tem que optar entre a família do crime, que ele escolheu, e sua verdadeira família, que ele abandonou há muito tempo. Com Mike em fuga, a única penitência para os erros que Jimmy cometeu no passado é evitar que seu filho tenha o mesmo destino que ele certamente terá... no lado errado de uma arma, ou seja: com uma arma apontada para ele. Agora, sem ter a quem recorrer, Jimmy tem apenas uma noite para decidir exatamente a quem pertence sua lealdade e ver se finalmente fará a coisa certa. Cinépolis Millennium 6 – 13h15, 16h15 (dub/diariamente), 18h45, 21h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 13h10, 16h, 18h40, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 16h, 22h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h20, 20h (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 13h45, 19h (dub/diariamente). Entre Abelhas: BRA. 14 anos. Coisas estranhas começam a acontecer na vida de Bruno (Fábio Porchat), um jovem de quase 30 anos que acaba de se separar da mulher (Giovana Lancelotti). Bruno tropeça no ar, esbarra no que não vê – até perceber que as pessoas ao seu redor estão desaparecendo só para ele. Os dias correm e a situação só piora. Com a ajuda da mãe (Irene Ravache) e do melhor amigo (Marcos Veras), Bruno tentará se adaptar a esse novo mundo com cada vez menos gente. Cinépolis Millennium 2 – 15h30, 17h45, 20h, 22h30 (diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 15h, 17h20, 19h40, 22h (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h, 16h40, 19h20, 21h40 (diariamente); Kinoplex 4 – 14h, 16h10, 18h20, 20h40 (diariamente). Uma Longa Jornada: EUA. 16 anos. Sophia Danko (Britt Robertson) conhece o cowboy Luke Collins (Scott Eastwood), que a apresenta um mundo com a qual não estava acostumada. O caminho dos dois vão se cruzar com o de um idoso, que relembra a sua juventude e o relacionamento que teve com o grande amor da sua vida, que se foi. Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h, 19h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 17h10, 22h30 (dub/diariamente). Cake – Uma Razão Para Viver: EUA. 14 anos. Claire Simmons (Jennifer Aniston) é uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina (Anna Kendrick). Claire fica obcecada pela história desta mulher, e começa a investigar a sua vida. Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy (Sam Worthington). Cinépolis Ponta Negra 3 – 15h30, 21h30 (leg/diariamente).
CONTINUAÇÕES Os Vingadores 2 – A Era de Ultron: EUA. 16 anos. Cinemark 1 – 0h20 (dub/somente sábado), 11h20 (dub/ somente sábado e domingo), 14h30, 17h45, 21h10 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 19h, 22h (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 11h (3D/dub/somente sábado e domingo), 14h10, 17h10, 20h10 (3D/dub/diariamente), 23h10 (3D/dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 11h45 (3D/dub/somente sexta-feira e sábado), 14h45, 18h, 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 13h30, 17h, 20h15 (3D/ leg/diariamente), 23h30 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Millennium 5 – 16h (dub/diariamente), 19h30 (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 7 – 14h15, 17h30, 20h45 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Millennium 8 – 12h30, 15h45, 19h, 22h15 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 12h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h45, 19h, 22h15 (3D/dub/ diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 14h45,
18h, 21h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 3 – 13h45, 17h, 20h15 (3D/dub/diariamente), 23h30 (3D/dub/ somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Plaza 4 – 13h, 16h15, 19h30, 22h40 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 15h15, 18h30 (dub/diariamente), 21h45 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h45, 17h, 20h15 (3D/leg/ diariamente), 23h30 (3D/leg/somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 3 – 0h (3D/leg/somente sextafeira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 4 – 18h (3D/dub/diariamente), 14h45, 21h15 (3D/leg/diariamente), 0h30 (3D/ leg/somente sexta-feira e sábado), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h10, 19h30 (3D/dub/diariamente), 16h15, 22h40 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 12h (dub/somente sábado e domingo), 15h15, 18h30, 21h50 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 12h30 (leg/somente sábado e domingo), 15h50, 19h10, 22h15 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 15h20,
18h10, 21h (dub/diariamente), Kinoplex 3 – 13h30, 16h20, 19h10, 22h (3D/ dub/diariamente), 14h30, 17h30, 20h30 (3D/dub/somente segunda-feira, terçafeira e quarta-feira); Kinoplex 5 – 14h, 20h (3D/dub/diariamente), 13h, 15h50, 21h30 (3D/dub/somente sexta-feira, sábado e domingo), 15h50, 21h30 (3D/ dub/somente quinta-feira), 17h (3D/leg/ somente segunda-feira, terça-feira e quarta-feira), 18h40 (3D/leg/diariamente), 17h (3D/leg/somente segunda-feira, terça-feira e quarta-feira). Chappie: EUA. 16 anos. Cinemark 2 – 16h30 (dub/diariamente), 21h45 (dub/exceto quarta-feira), 22h15 (dub/ somente quarta-feira). Cada Um Na Sua Casa: EUA. Livre. Cinemark 3 – 14h15 (dub/diariamente), 19h45 (dub/exceto terça-feira), Cinemark 4 – 13h40, 16h20 (3D/dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 5 – 13h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 12h20 (dub/somente sextafeira e sábado); Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h20, 15h40 (dub/diariamente);
Kinoplex 1 – 13h (dub/diariamente). Velozes e Furiosos 7: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 16h40 (dub/diariamente), 22h10 (dub/exceto terça-feira), Cinemark 5 – 13h50, 17h20, 20h30 (dub/diariamente), Cinemark 8 – 12h, 15h10, 18h20, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 14h, 17h15, 20h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 14h30, 17h40, 20h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 18h15 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 17h50 (dub/diariamente), 20h50 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 16h10, 21h25 (dub/diariamente). Cinderela: EUA. Livre. Cinemark 2 – 11h10 (dub/somente sábado), 14h (dub/exceto domingo), 19h10 (dub/exceto quarta-feira); Kinoplex 1 – 13h (dub/diariamente). Golpe Duplo: EUA. 14 anos. Playarte 8 – 13h30, 18h20 (dub/diariamente). Kingsman – Serviço Secreto: RUS. 16 anos. Playarte 2 – 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 (dub/diariamente), 22h50 (dub/somente sexta-feira e sábado).
Plateia JANDER VIEIRA
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015
Não custa tentar
Sala de espera
A coluna intercede de todas as maneiras e crê que, um dia, surtirá efeito. Onde estão as mudas da Constantino Nery? Gente, parar na avenida no horário de 12h é de deixar qualquer um com os cabelos em pé, não há sequer uma sombrinha para fugir – ou ao menos tentar – do sol... Oremos!
Lição e tanto Na última sexta-feira, a coqueluche das Redes Sociais foi o post da blogueira Bah Almeida do Brazilian Feet. Ela relata a experiência de ter conhecido o Amazonas, mais especificamente os arredores de Manaus e lá, exibiu lugares que – pasmem – muitos amazonenses não conhecem. Como dizem popularmente: deixou muitos no chinelo. Isso é prova de que na “terrinha” tem muita coisa boa sim!
Queridos leitores, a coluna entra em férias hoje e volta breve com a promessa de novidades quentinhas e um toque – digamos – mais encorpado. Se é que me entendem... Até o final de maio, amigos meus!
O Poder Legislativo deve atinar-se mais no que se refere a mobilidade urbana. Faltam ruas? Preciosismo na condução dos automóveis ou uma fiscalização/controle do contingente de veículos vendidos? Creio que o problema seja um mix disso tudo. Quem sofre somos nós... Pela fé!
jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br
Assim como o editor deste espaço, vocês leitores devem sofrer em filas de banco, não adianta vir com essa de “sou prime”, “exclusive” ou afins... A espera é garantida seja qual for a agência, a Lei Municipal da fila, que estipula o tempo limite de espera de 15 minutos em dias “normais” e 20 em dias de pagamentos parece ser ineficaz, não? Falta mesmo é fiscalização.
Merecidas
Por que não?
Jander Vieira
Ineficaz
D7
Angélica Rocha, Edvander Batista e Zé Loureiro estão trocando de idade hoje. Amanhã, o padre Mauro Cleto estará aniversariando. Os cumprimentos da coluna.
Jaiza Fraxe é exemplo de foco, apesar das demandas diárias imensuráveis da profissão, concilia o trabalho com o que mais ama: ser mãe. Ela educa dois bambinos de ouro, diga-se de passagem, não abre mão de reunir a família para aquele contato imprescindível e não mede esforços para perpetuar os valores da família, além de transpirar amor
A Academia Amazonense de Letras convida a todos para homenagem especial ao professor Samuel Benchimol. Com Sarau na Academia, a partir das 19h, no próximo dia 6, na sede da Ramos Ferreira. Os bonitos Tainah Esteves e Victor Motta estão as voltas com os últimos preparativos do esperado casório no próximo dia 16. A Igreja Sagrada Família foi o lugar escolhido para o ‘sim’, precisamente às 20h, seguido de recepção no chique Diamond. Norma Araújo, a Manazinha, encerra hoje mais um de seus divertidos Outlets. Batizado de “Um doce de Mãe” o evento vem sendo um sucesso nas dependências do Centro de Convenções do Plaza Shopping. Uma ótima opção para comprar aquele presentão para a mulher que mais amamos.
A coluna antecipa os cumprimentos a essas, que são um mix de tudo que se precisa. É impossível não encher-se de amor no Dia das Mães. O amor manifesta-se de muitas formas. Há quem abrace, que brade o sentimento entalado, quem silencie... Há também quem ore – o editor se encaixa nesse grupo – por não ter a referência materna por perto, mas, independentemente da expressão o que importa é SENTIR. Hoje e sempre, os parabéns deste espaço. A coluna elegeu a juíza federal para representar com maestria as demais mammas em seu dia.
Amanhã tem Mc Guimê, Mc Catra e Mc Pikeno, a partir das 21h, no Tropical Hotel, na badalada Conexão Carioca. A iluminação de LED avança e agora deu uma nova aparência à avenida São Jorge. A PMM é motivo de orgulho a todos os manauenses. Isa Munhoz, Alessandro Amoedo e Tati Gadelha zarpam hoje para conferir uns dias de relax em Porto de Galinhas.
D8
Plateia
MANAUS, DOMINGO, 3 DE MAIO DE 2015