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EM TEMPO - 1 de junho de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVI – N.º 8.372 – DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

COPA 2014

RICARDO OLIVEIRA

ESTAMOS PRONTOS?

A paixão pelo futebol e pela seleção envolve o amazonense, mas a estrutura da cidade ainda deixa a desejar

MOBILIDADE

SERVIÇOS

SEGURANÇA

EVENTOS

As duas maiores obras de mobilidade urbana que a Copa do Mundo deixaria para Manaus não vingaram. O BRT não saiu do papel e o monotrilho se tornou inviável.

Disfarçados de turistas, os repórteres Bruno Mazieri e Mellanie Hasimoto constataram, em bares e táxis, a deficiência no atendimento a clientes que falam outra língua.

Cinco mil servidores vão compor o efetivo de segurança que vai atuar de forma direta durante os quatro jogos da Copa do Mundo, em Manaus. Mas número pode dobrar.

A Fifa Fan Fest, que ocorrerá durante a Copa, terá várias atividades culturais. Além das atrações nacionais, o evento vai abrir espaço também para a música de artistas da região.

Política A5, Economia B1, B4, B5, Dia a dia C1 a C8, Plateia D1, Pódio E3, E4 e E5

DIEGO JANATÃ

ALERTA

O país da organização criminosa

Ao longo de sua carreira como compositor e letrista, Chico Buarque (foto) fez uso constante do recurso poético da aliteração, mas seus jogos de palavras vão além.

Organizações criminosas têm 5,2 milhões de armas, deixando a população brasileira vulnerável à ação da bandidagem. País B6

ANTIVIOLÊNCIA

Situada no oeste da Áustria, Innsbruck é passagem obrigatória para quem viaja à Europa. Ela é destinada aos esquiadores, no inverno, e aos alpinistas, no verão.

Senadores votam ‘Lei Bernardo’ Senado votará a Lei Menino Bernardo, que estabelece o direito de menores serem educados sem castigos físicos. Política A6

Estudiosos da Universidade Wageningen, na Holanda, comprovaram que o chocolate amargo favorece à saúde das artérias.

PÁGINA DIGITAL

Novidades do mundo tecnológico As últimas novidades no mundo da informática e da tecnologia estão na coluna Página Digital. Economia B2

O pentacampeão mundial Cafu marcou presença na abertura da exposição em Manaus

MEMÓRIAS DE CAMPEÃO O Ponta Negra Shopping promoveu, na manhã de ontem, a abertura da exposição “Brasil, um país, um mundo”, que contou com a presença do pentacampeão mundial Cafu. A mostra reúne um rico acervo de peças históricas do futebol brasileiro, entre objetos, fotos e vídeos. Última Hora A2

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICA, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA, ELENCO E CONCURSOS.

PLATEIA A Orquestra de Câmara do Amazonas e o grupo Immigrant Band estreiam, amanhã, no Teatro Amazonas, o concerto “rOCkA – Clássicos do Rock”.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 30

MÍN.:

23


Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

Pouso forçado e mau tempo fecham aeroporto

COPA 2014

Felipão testa time com Dante no lugar de Thiago

EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

D

ezenove voos com operações no aeroporto internacional Eduardo Gomes, entre às 22h20 de sexta-feira até às 7h de ontem, foram prejudicados pelo clima e por um pouso de emergência do avião da empresa Total Linhas Aéreas, feito na noite de sexta-feira. Com quatro tripulantes e 45 passageiros, a aeronave vinha de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) e precisou fazer pouso forçado porque, durante a decolagem, seu trem de pouso colidiu com uma anta que passava pela pista do aeroporto da Província Petrolífera de Urucu. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), não houve feridos no incidente. Conforme o Corpo de Bombeiros, depois que os tripulantes constataram danos no trem de pouso direito, a aeronave precisou sobrevoar o espaço aéreo de Manaus várias vezes para reduzir o nível de combustível e diminuir o risco de explosão na hora do pouso. Ambulâncias e veículos do Corpo de Bombeiros realizaram operação de apoio à aeronave que aterrissou com o pneu do trem de pouso furado.

Por causa da aterrissagem de emergência, aeroporto Eduardo Gomes ficou fechado por 11 horas

Interdição da pista por 11 horas A aeronave da Total foi removida por volta das 3h30. Desde o pouso forçado, os terminais 1 e 2 ficaram fechados para pousos e decolagens. A partir das 1h51, segundo a Infraero, por conta de chuva, neblina e ventos fortes, o aeroporto seguiu interditado até 9h55 de sábado, quando reabriu para pousos e decolagens. Nove voos que pousariam em Manaus foram alternados para os aeroportos de Santarém (PA), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). En-

tre os voos, havia um internacional, original de Miami (EUA), que seguiu para Boa Vista. Dos dez voos afetados, alguns seguiriam para Parintins, Campinas (SP), Belém (PA), Porto Velho, Santarém e Rio de Janeiro (RJ). A aposentada Inês Aryce de Castro, 92, sairia de Manaus na madrugada de sábado, em voo da Gol Linhas Aéreas direto para Goiânia (GO), com chegada prevista para as 7h30. Contudo, familiares informaram que, por conta da mudança nas operações

Thiago Silva não deve, mesmo, enfrentar o Panamá na próxima terça-feira (3), no primeiro teste da seleção brasileira após o início da preparação para a Copa do Mundo. Ontem, no primeiro treino coletivo desde a apresentação dos jogadores, o técnico Luiz Felipe Scolari testou um time titular com Dante na zaga. É o mais forte indício de que o capitão da equipe não deve nem mesmo viajar para Goiânia, local da partida. O técnico já tinha avisado que até quatro atletas podem desfalcar o time no jogo. E o zagueiro do PSG tem sido poupado de treinamentos no gramado da Granja Comary. Até agora, foram sete trabalhos com bola feitos na

concentração. Thiago Silva participou, na totalidade, de apenas três. Além dele, Júlio César, Marcelo, Maxwell, Fernandinho e Oscar chegaram a ser poupados. Na tarde de sexta-feira, por exemplo, os seis fizeram trabalho na academia enquanto os colegas treinavam no campo. “Depois dos coletivos de sábado e domingo, vamos definir isso (quem será poupado). Todos estarão no campo, era nossa programação fazer esse trabalho”, afirmou o preparador físico da seleção, Paulo Paixão, na sexta. Além do amistoso contra o Panamá, o Brasil jogará com a Sérvia, no dia 6 de junho, antes da estreia na Copa. O primeiro jogo no Mundial será contra a Croácia, dia 12 de junho, no Itaquerão. WAGNER CARMO/GAZETA PRESS

CBMAM/DIVULGAÇÃO

Além da aeronave que teve trem de pouso danificado ao atingir anta na decolagem em Coari, ventos fortes e chuva ocasionaram mudanças de voos

do Eduardo Gomes, ela teve que seguir voo para São Paulo, e chegaria à capital goiana somente às 19h30. Familiares reclamaram que a empresa não ofereceu apartamento nem alimentação à aposentada, como previsto no Código Brasileiro de Aeronáutica, reforçado pelo Código de Defesa do Consumidor, o qual determina que qualquer atraso, independente da responsabilidade, configura quebra na prestação de serviço e por isso garante assistência. Dante ficou na zaga no time titular testado por Scolari

FUTEBOL DIEGO JANATÃ

ESCRIVÃES

REPAGINAÇÃO REPRODUÇÃO

A2

PC tem indicativo de greve

Ronaldão (à esquerda) esteve presente na abertura da mostra que foi aberta ontem

Esporte vira tema de exposição THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

No clima da Copa do Mundo, foi lançada no final da manhã de ontem, a exposição “Brasil, um país, um mundo”, que ficará aberta ao público a partir de hoje no Shopping Ponta Negra, a partir das 14h. Para esse pontapé inicial, a organização contou com os campeões mundiais Mengálvio (1962), Ronaldão (1994) e Cafu (1994 e 2002). Com relíquias como a bola do primeiro Mundial que aconteceu no Brasil em 1950, como camisas de épocas diferentes da seleção brasileira e fotos de jogos históricos, a exposição tem tudo para agradar os fanáticos por futebol do Amazonas. Para o ex-jogador do Santos, Mengálvio, essa coleção será uma forma de apresentar para os novos torcedores os atletas que ajudaram a construir a história do futebol brasileiro. “É uma honra participar des-

se lançamento em Manaus. A exposição é importantíssima para manter viva a história de vários jogadores como Zito e Pepe”, disse Mengálvio, que fez parte do ataque da equipe do Santos na década de 1960. Segundo o curador da expo-

OBJETOS

A exposição tem relíquias como a bola do primeiro Mundial que aconteceu no Brasil em 1950, como camisas de épocas diferentes da seleção brasileira e fotos de jogos históricos sição, Ricardo Correia, essa coleção foi planejada para mostrar ao mundo como o futebol interfere na vida e na cultura dos brasileiros. “Brincamos um pouco de ser Felipão, olhando para a história do futebol brasileiro e escolher quais atletas

seriam homenageados. Fizemos isso com todo carinho. Tentamos mostrar como esse esporte maravilhoso faz parte de nossas vidas. Mostramos a evolução da publicidade, moda, tecnologia no esporte e como isso foi usado para melhorar o jogo”, explicou Correia. Esperançoso Cafu, capitão do Penta, foi outro homenageado e se disse honrado por fazer parte desse projeto. Quando perguntado sobre sua expectativa para a Copa do Mundo, ele se mostrou confiante e acredita no sucesso do Brasil nesse Mundial. “Eu sou um cara muito otimista, tenho muita esperança sobre o que vai acontecer com a seleção brasileira e com o nosso país. Acho que essa Copa vai servir para mostrar ao mundo o potencial do Brasil, não só no futebol, mas no geral. Vencer a Copa das Confederações serviu para dar esperança à população e começamos a acreditar no hexa”, finalizou.

Com mais de 10 anos sem reenquadramento salarial, escrivães da Polícia Civil do Amazonas aprovaram indicativo de greve na tarde de ontem. Os 1.750 profissionais reivindicam reajuste salarial de 77% para equiparar, já que é exigido o nível superior para ingresso na carreira. “Queremos a valorização salarial para os policiais civis que estão nas classes de investigador escrivão. A lei exige formação de nível superior desde 2004, mas nosso salário não é equivalente”, explicou o presidente da Associação dos Escrivães da Polícia (Adepol), Odirlei Araújo. De acordo com Araújo, o salário atual dos escrivães é de pouco mais de R$ 3,2 mil, e o reajuste reivindicado é de 77%. “A lei foi reformulada em 2004, e desde lá nada foi feito. Queremos sentar com o governo, colocar nossa proposta e encontrar uma solução”, continuou. O presidente disseque tão logo o indicativo fosse aprovado, a categoria espera que o governo se pronuncie amanhã. “Queremos começar as negociações da melhor maneira possível”, afirmou.

Novo leiaute e mais espaço para notícias são alguns upgrades

Portal EM TEMPO acompanha exigências do mercado virtual Em sintonia com a velocidade e exigências dos novos tempos, o Grupo Raman Neves de Comunicação decidiu repaginar o Portal EM TEMPO, que congrega notícias e entretenimento nos melhores formatos das mídias atuais. Depois de quase 2 anos em consolidação, a plataforma está de cara nova, em consonância com as mudanças que acontecem todos os dias no mundo real e virtual. Hoje, o Brasil é o oitavo país em números de pessoas conectadas à internet, com mais de 40 milhões no total. A inclusão digital e a popularização de celulares com tecnologia 3G ajudam a explicar esse salto, que também foi sentido nas redes sociais. Em 8 anos, houve um acréscimo de 800% nesse quesito. Em vista dessa realidade, o produto, que já vinha registrando boa aceitação do público, passou por transformações que o deixaram ainda mais fácil de navegar e se informar.

Desde a última segunda (26), o internauta já pode conferir o salto de qualidade do site www.emtempo.com. br. Novo leiaute e mais espaço para notícias são alguns dos muitos upgrades do projeto, fruto de três meses de planejamento. O gerente de mídias do Portal EM TEMPO, Márcio Lopes, destaca que as novidades foram acompanhadas por muito trabalho e investimentos do grupo na estrutura do veículo. Para garantir mais velocidade e amplitude de cobertura às notícias do cotidiano da capital, a equipe do Portal dobrou de tamanho. “Em relação ao conteúdo, hoje há uma interação maior. Temos conteúdo 24 horas por dia. Por isso, o site aumentou sua equipe também. Além disso, todo mundo tem um Facebook, um Google Plus, então, nosso objetivo é atrair esse público das redes sociais para o novo portal do EM TEMPO”, destacou.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

A3

Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

‘O resto fica aqui, para nós’

Arthur na terra do soccer O prefeito Arthur Virgílio Neto viajou na tarde de sexta-feira para os Estados Unidos. Na terra do Tio Sam, assiste neste domingo ao amistoso da seleção americana contra a Turquia. Na segunda, o prefeito retorna para o Brasil e vai direto para Brasília, onde participa das articulações para a votação da PEC da Zona Franca de Manaus. Vem comigo O convite a Arthur foi feito no dia 23 de janeiro. Quando Jurgen Klinsmann, técnico da seleção norte-americana, que joga em Manaus contra Portugal na Copa do Mundo, visitou a Arena da Amazônia. Reconhecimento Klinsmann veio ao Brasil para uma curta temporada com a seleção para treinos em São Paulo. E aproveitou a viagem para conhecer as cidades onde seu time vai jogar durante a Copa do Mundo. Veio, viu e gostou No encontro com o prefeito, o técnico confessou que gostou de Manaus e fez o convite. Arthur topou na hora. Momento histórico O PCdoB vai dar as mãos ao PSDB. Pelo menos na literatura. A senadora comunista Vanessa Grazziotin será a “madrinha” do lançamento do livro do tucano Almino Afonso. Ministro de Jango “1964 na visão do ministro do trabalho de João Goulart” é o nome da obra do amazonense que será lançado nesta terça, 3, às 18h, na biblioteca do Senado, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Peso pesado Amazonense de Humaitá, o autor de 85 anos deve reunir na casa os principais líderes e personalidades do cenário político de Brasília. Protagonista Segundo a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora

do requerimento que resultou no convite ao ex-deputado federal e líder do governo Goulart, o lançamento do livro no Senado também é uma homenagem a um político de destaque na história do país. Incansável Pauderney Avelino (DEM–AM) não tem medido esforços para defender a Zona Franca em Brasília. Nas articulações para pressionar o governo federal a honrar o compromisso de votar a PEC que prorroga a Zona Franca, o parlamentar se reuniu com o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, na última sexta-feira.

Capa A reportagem de capa traz o título “Os 10 inimigos públicos dos gays no Brasil”. Lado A é a mais antiga revista impressa para a comunidade gay brasileira.

Pela primeira vez, foi possível juntar numa única sala os atores principais do governo que podem ajudar a por um fim na questão. — Mas o caminho será feito por meio do líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS) – admitiu Pauderney.

Dentre as lideranças evangélicas presentes na lista publicada pela revista Lado A, estão os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano (PSC-SP).

Também estão no listão a cantora Joelma Mendes (vocalista da banda Calypso); o deputado federal João Campos (PSDB-GO) e a psicóloga Marisa Lobo. Joelma também Campos é o autor do projeto conhecido como “cura gay” e Marisa é apoiadora. Já a cantora Joelma, declaradamente evangélica, foi incluída por suas declarações contrárias ao casamento gay. Chame a Rebecca

Inimigos dos gays A tradicional lista anual da revista Lado A publicou a lista das personalidades brasileiras que, por meio de ações ou declarações na mídia, promovem o preconceito à comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros no Brasil.

APLAUSOS

Os diretores da Honda Componentes da Amazônia vão elaborar um relatório detalhado para entregar à deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM). O documento analisa os problemas que enfrentam em relação à logística e escoamento da produção local.

VAIAS

“Urubu Mobile”

elvis@emtempo.com.br

A presidente Dilma Rousseff consta da lista, e ao que parece, desagrada a ambos os setores sociais. Os políticos evangélicos se queixam que seu governo estimula e patrocina a militância homossexual. Já os ativistas gays acusam a presidente de inimiga por não autorizar o “kit gay” nas escolas. Quem está

Até que enfim

Elvis

Até a Dilma

Pé de ouvido Após o frustrante adiamento da votação, Nogueira foi conversar com os representantes dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, Indústria e Comércio e Fazenda. Também participou da conversa de pé de ouvido com o ministro da casa Civil, Aloizio Mercadante.

Agora que não tem mais como esconder o que não foi feito, até o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que já xingou a “metodologia” de trabalho do Brasil nos preparativos para a Copa do Mundo deste ano e depois pediu desculpas, já se conformou com o irremediável e declarou para o mundo ver, ler e ouvir: “Será a minha décima Copa do Mundo seguida e estou empolgado para ir. Eu me sinto como um ator antes de ir ao palco. Será uma ótima Copa do Mundo e estou muito feliz” – de olho em uma reeleição em 2015. A utopia do legado transformou-se em distopia (a utopia ruim), com agravante de juma propaganda enganosa. Já se sabe que não restará legado, senão uma arena brilhando de nova no meio de um trânsito sem mobilidade e uma elevação nos preços que arruinará, ao menos nos 30 dias do evento da Fifa (numa estimativa otimista), a poupança dos nativos das 12 cidades-sede. Uma pesquisa da TriAdvisor flagrou Manaus no terceiro lugar entre as sedes mais caras. Para o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, outro que morde e sopra, “não resta dúvida de que a febre da Copa do Mundo está começando a pegar nos brasileiros e nos milhões de torcedores por todo o mundo. O clima da Copa do Mundo já é evidente até mesmo a milhares de metros de altura”. A “febre” atingiu a presidente Dilma Rousseff. Ontem, em Minas Gerais, ela também já esquecera a propaganda do legado como convincente de que o Brasil era capaz de realizar em 4 o que fizera em 40. Legado é passado. “Ninguém, quando voltar do Brasil, sairá daqui e levará na mala estádio, aeroporto, obras de mobilidade urbana, como BRTs [transporte rápido por ônibus] e metrôs. Sabe o que eles podem levar? A gratidão, pela forma como foram tratados. Isso eles levam na mala. O resto fica aqui, para nós”, sacramentou com autoridade de presidente.

Gol Manaus DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para o professor Alex Bager, da Universidade Federal de Lavras, que criou o “Urubu Mobile”, um aplicativo para a coleta de dados sobre atropelamento de animais nas estradas, desenvolvido para tablets e smartphones. Todos os anos, 450 milhões de animais morrem atropelados nas estradas brasileiras.

Para a gerência da Gol em Manaus que, por conta do acidente, que impediu a decolagem de seus voos, não deu hotel e nem alimentação para os passageiros – como manda a legislação da Anac.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Patriotismo e ufanismo À proximidade da Copa do Mundo de Futebol, o que se vê na TV, nos jornais e revistas são as propagandas de empresas industriais, comerciais e de serviços a tentar estimular e incentivar os sentimentos “patrióticos” nossos, dos brasileiros, numa subliminar tentativa de passar a imagem de que aquela instituição, aquele produto ou serviço se identificam com os anseios e com os sentimentos da torcida. Às vezes, são entidades realmente brasileiras, o que nos permite supor que até seja possível alguma sinceridade e que não apenas se restrinja a uma operação de marketing. Outras vezes, são empresas vinculadas a outras nacionalidades que também estarão a participar da disputa e cujas matrizes, evidentemente, não farão parte da torcida brasileira. Quem poderá acreditar, por exemplo, que uma empresa de raízes francesas pela sua constituição anseia por uma vitória brasileira à custa da derrota da França? O mesmo a dizer de uma Alemanha ou de uma Espanha. Como em todos os povos, o patriotismo em maior ou menor grau se faz presente e o que grupos empresariais tentam fazer é alavancar suas vendas dentro do Brasil, usando a exploração desse sentimento. E no nosso caso em que o nacionalismo facilmente se transmuda em ufanismo, o senso crítico cai ao nível do sofrível e aí se torna de extrema vulnerabilidade. Ansiamos por um Brasil que justifique o entusiasmo patriótico dos brasileiros, mas é impossível desconhecer que, até o momento, tais motivos não apareceram. Somos um país no qual, quem chegou a se alfabe-

tizar tem enorme chance de ser um analfabeto funcional. Nossos políticos, com as honrosas exceções de um ou outro Pedro Simon ou Cristovam Buarque, dão as costas ao bem da sociedade e correm atrás do seu próprio. Pesquisas mostram que nossos jovens vão muito mal quando avaliados em sua capacidade de inferir. Nosso patrimônio cultural, quando sai do plano do simples artesanato, se revela de muita pobreza, embora com episódios de brilho que geralmente passam despercebidos e desvalorizados pelos próprios brasileiros. Imagino que, se tivéssemos um acervo cultural ao nível da França, com seus romancistas, dramaturgos, pintores, músicos e filósofos, talvez nos tornássemos mais sensíveis. Ter um Beethoven, um Wagner, um Goethe, um Heidegger, um Kant e quantos mais desse nível, deveria levar os alemães à crença de que são realmente superiores, mas, felizmente, nem todos eles se chamam Adolf Hitler. O esforço fundamental seria levar o nosso povo a se nivelar por cima. Criar condições para que dele emerjam autênticos talentos e paralelamente que os acompanhe e assimile o salto de qualidade. Isso é absolutamente possível. Afinal, o Chile tem dois prêmios Nobel de literatura (Pablo Neruda e Gabriela Mistral), o Peru tem um (Mário Vargas Llosa), a Colômbia tem Gabriel García Márquez, a Guatemala, Miguel Ángel Asturias. Investir mais em Educação tem sido a fórmula do sucesso mundo afora, tanto para elevar culturalmente um povo, quanto para alavancar a sua economia.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

E no nosso caso em que nacionalismo facilmente se transmuda em ufanismo, o senso crítico cai ao nível do sofrível e se torna de extrema vulnerabilidade. Ansiamos por um Brasil que justifique o entusiasmo dos brasileiros, mas é impossível desconhecer que, até o momento, tais motivos não apareceram”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Quando se diz que falta água na cidade de São Paulo porque falta chuva, isso é uma masturbação paraguaia. Falta água porque não foram buscar nos devidos mananciais e porque a rede da cidade é uma peneira: 30% do que se capta é perdido. Há 20 anos essa rede está furada e há 20 anos não se troca essa rede no governo dos tucanos

Bandeira branca Na conversa que tiveram na última segunda-feira, Aécio Neves disse a Geraldo Alckmin que não seria obstáculo à aliança do governador com o PSB em São Paulo. Antes refratário à ideia de dividir o palanque paulista com Eduardo Campos, o mineiro decidiu incentivar o acerto como um gesto de reaproximação com o adversário, que desfez o pacto de não agressão mútuo. Com isso, espera pavimentar o caminho para um acordo caso um deles vá ao segundo turno contra Dilma Rousseff. Novela Nas últimas conversas, emissários do PSB pediram aos tucanos para empurrar a decisão sobre uma possível aliança em São Paulo para o final desta semana.

bases eleitorais para apoiar os candidatos do partido antes das convenções estaduais. O objetivo é domar o PT e garantir o apoio da sigla a candidatos peemedebistas.

Janela O partido, que sempre quis a vice de Alckmin, passou a considerar a possibilidade de lançar o candidato ao Senado na chapa, o que lhe daria a chance de mostrar o número na TV e fazer campanha para Campos no maior colégio eleitoral.

... de paz Em troca, a cúpula do partido promete apoio irrestrito à reeleição de Dilma. O “roteiro” imaginado pela cúpula do PMDB para o ex-presidente inclui Alagoas, Paraíba e Maranhão.

Moderno Petistas preocupados em dissociar o apoio do PP a Alexandre Padilha de Paulo Maluf adotaram o discurso de que o partido não se resume ao cacique. Citam até dados: dos 28 prefeitos da sigla no Estado, 16 seriam “jovens” de menos de 50 anos. Virou O PT, que apostava que Gilberto Kassab (PSD) não selaria aliança com Alckmin, viu na desistência de Henrique Meirelles de concorrer ao Senado um sinal de que o ex-prefeito desistiu de ser candidato ao governo. Missão... Caciques do PMDB querem que Lula viaje a suas

Sumário Ministros do Supremo avaliam que a passagem do julgamento de processos contra parlamentares do plenário para as turmas dará mais rapidez às decisões. As turmas, que só têm cinco membros e cujas sessões não são exibidas ao vivo na TV Justiça, têm uma dinâmica muito mais ágil. Sumário 2 Os mesmos integrantes da corte acreditam que, como o STF passou a ser mais duro no julgamento de políticos, a mudança pode ser um estímulo para o Congresso querer acabar com o foro privilegiado. Cafeína Instalada a CPI mista da Petrobras, o governo concluiu que, dada a magra vantagem

que tem na composição do colegiado, qualquer cochilo da base aliada pode culminar na aprovação de convocações ou pedidos de quebras de sigilo que podem desgastar o PT e a gestão Dilma Rousseff. Grande... Entre os 551 requerimentos apresentados na CPI, estão convocações da própria Dilma e de José Carlos Bumlai, compadre de Lula, além da quebra do sigilo bancário de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. “Só faltou o papa Francisco”, diz um integrante da comissão.

Paulo Maluf, deputado federal (PP-SP), que responde a processos por corrupção e crimes financeiros, criticou o tucano Geraldo Alckmin e selou a aliança do seu partido com o petista Alexandre Padilha, que concorrerá ao governo paulista.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br DIEGO JANATÃ

... elenco Os governistas apostam que haverá uma batalha entre o PMDB da Câmara e do Senado sobre a convocação de Sérgio Machado, presidente da Transpetro. Ele é aliado de Renan Calheiros, mas considerado desafeto dos deputados da sigla. Sangria O comando do PT paulista convocou reunião extraordinária na segundafeira para discutir o caso de Luiz Moura, deputado que participou de encontro com integrantes do PCC. Incomodados, os petistas tentam dar celeridade ao processo.

Tiroteio

Beco do Bragança. Igarapé do Bragança. Tudo se confunde na rua da Cachoeira, ao lado da ponte direita de quem sobe a ladeira do bairro São Jorge. A terra vira água. E, é na linha d’água que a criança aprende a ler as letras magras do seu destino, entre o rio e a rua, a terra e a água. Aprende mais: o caminho frágil das tábuas.

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

A maioria só vai pensar em eleição depois da Copa. Até lá, as pesquisas só servem para mostrar o crescente enjoo com o governo.

Auxiliadora

DE EDSON BARBOSA, marqueteiro do PSB, ao justificar que Eduardo Campos deverá crescer nas sondagens de intenção de votos a partir de setembro.

Maio passou e deixou no ar a atmosfera mariana que o marca. Ele é também mês das mães, das noivas, das flores, do trabalho. Nele, celebramos a festa de Maria Auxiliadora dos cristãos, uma devoção que veio de tempos violentos de guerras entre cristãos e infiéis pela hegemonia religiosa na Europa. Nos tempos modernos foi assumida por Dom Bosco e seus filhos e filhas. Convidado para celebrar a sua festa, numa obra salesiana, fui envolvido por uma atmosfera juvenil como poucas vezes acontece. Chegando ao Pró-Menor, instituição já tradicional em Manaus, encontrei-me com mais de mil jovens envolvidos numa gincana mariana. O ambiente era de festa e cada equipe tinha bandeiras de diferentes países, o que lembrava Copa do Mundo, mas também fraternidade universal. As equipes vibravam num espírito de camaradagem tão próprio da juventude. Os jovens que ali passam frequentam cursos profissionalizantes e, em geral, estão em programas de aprendizagem nas empresas de Manaus. O ambiente não era de escola comum, mas de uma grande família. Além de profissionalização, deu para sentir que ali se vive a alegria da juventude, tempo de sonhos, de ideais, de descobertas, de entusiasmo e generosidade. A pedagogia salesiana era visível na presença tranquila do diretor e dos assistentes e educadores que com o olhar terno e exigente como é próprio de quem ama a tudo supervisionavam e davam segurança, permitindo aos jovens experimentar

Contraponto

Médicos sem fronteira Médicos de Lula, Dilma e Alckmin, David Uip, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, e Paulo Hoff, diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ficaram presos no trânsito há duas semanas quando se dirigiam para um evento com o governador em Osasco. Dois quilômetros antes do local, de terno e gravata e sob intenso calor, o secretário decidiu descer do carro e caminhar a pé, e foi seguido por Hoff. Andando apressado por um viaduto, o infectologista foi abordado por um cidadão que cruzava em sentido contrário e disparou: - É, doutor, não está fácil pra ninguém, hein? Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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uma liberdade que leva à realização pessoal quando vivida dentro dos limites da responsabilidade por si e pelos outros. Sai revigorado na minha fé e na minha esperança, e consciente de que havia testemunhado o reinado de Deus que já está entre nós. Presenciei o presente e o futuro que se encontram nesta idade tão bela e tão dramática. Esqueci, por uns momentos, da realidade trágica de jovens assassinos e assassinados, tomei consciência de que somos nós, os adultos, que, às vezes, nos comportamos como lobos vorazes e destruidores de sonhos e revivi os sonhos de Dom Bosco, sentindo a urgência de priorizarmos crianças e juventude nos nossos planos de pastoral e nas políticas públicas, senti um santo orgulho de ser parte de uma igreja que produz tantos frutos de santidade, de solidariedade e de paz. Percebi na presença numerosa de jovens que frequentam outras comunidades eclesiais, que na juventude repousa também a esperança de um mundo plural, que respeita diversas expressões culturais e religiosas. Toda a agitação era presidida por Maria, cuja imagem foi trazida com alegria e respeito na procissão que deu início à eucaristia solene, seguida por todos, com respeito e com os silêncios previstos no rito. Senti a responsabilidade de ser pastor e ao mesmo tempo uma gratidão imensa por todos os que gastam suas vidas para que jovens possam viver.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Percebi na presença numerosa de jovens, que frequentam outras comunidades eclesiais, que na juventude repousa também a esperança de um mundo plural, que respeita diversas expressões culturais e religiosas. Toda a agitação era presidida por Maria, cuja imagem foi trazida na procissão”


Política

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E o legado da Copa, qual é? Sete anos depois de o Brasil ter sido confirmado como sede dos jogos do Mundial e 5 anos de Manaus ter sido escolhida como uma das 12 subsedes do evento, os questionamentos sobre a concretização das promessas começam a incomodar RICARDO OLIVEIRA

No dia 14 de fevereiro deste ano, em visita oficial a Manaus, a presidente Dilma foi conhecer a Arena da Amazônia antes de sua inauguração. Estádio é apontado como um dos legados da Copa

F

altando apenas 13 dias para o primeiro dos quatro jogos que Manaus sediará na Copa do Mundo 2014, políticos amazonenses fazem o balanço final do legado que o evento deixará para o Estado. Sem ter emplacado o extenso plano de mobilidade urbana vendido à exaustão nos últimos 5 anos, o tão comentado legado, segundo governistas e oposicionistas, ficou incompleto. Entretanto, os entrevistados pelo EM TEMPO são unânimes em afirmar que a exposição da cidade ao mundo e a potencialização do turismo são itens que devem ser comemorados. O encalhamento das obras de mobilidade urbana não só na capital amazonense como em outras cidadessedes tem contribuído para a tensão do governo com o surgimento de novos protestos no país, a exemplo dos que foram vistos em junho e julho do ano passado. Nos últimos dias, centenas de eventos contra a Copa foram criados por usuários da internet em todo o território brasileiro. Em Manaus, o evento “grande festa de inauguração do monotrilho” – ironia sobre a não concretização deste projeto - já reúne quase 12 mil usuários da rede social Facebook. O protesto marcado para 12 de junho, dois dias antes do primeiro jogo em Manaus, irá lembrar de duas promessas vendidas pelo governo do Estado à época, durante

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a assinatura dos pacotes de obras direcionados para atender ao padrão-Fifa: o monotrilho, orçado em 2009 em R$ 1,4 bilhão e prometido para inaugurar em dezembro do ano passado e também do BRT (Bus Rapid Transit), que foi orçado em R$ 260 milhões e com previsão de entrega por volta de março deste ano,

Não tivemos todos os projetos previstos executados. Mas, sem dúvida, a Copa do Mundo deixará o seu legado positivo a Manaus Eduardo Braga, senador da República

caso tivesse começado a ser construído em dezembro de 2011. Para o ex-prefeito de Manaus e pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, Serafim Corrêa, o legado da Copa na cidade é traduzido na Arena da Amazônia, na ampliação do aeroporto e nos dois estádios que foram reformados para atender às exigências da Fifa: o do Coroado, Zona

Leste e o da Colina, São Raimundo, Zona Oeste. “Esse legado é infinitamente menor do que o que se esperava, com obras de mobilidade urbana”, frisou. Também do PSB e postulante ao governo do Estado, o deputado estadual Marcelo Ramos vai além. “Gastou-se muito mais do que deveria sem ter investido nessas obras tão indispensáveis”, criticou. No último dia 16 de maio, o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Omar Aziz (PSD), quem respondeu pela construção dos complexos da Copa durante todo o período em que esteve à frente do Executivo, admitiu que o investimento não representou as prioridades do Estado. “Eu fiz porque fomos obrigados. Mas, se eu tivesse que escolher, não teria. A gente vê as necessidades do povo, sabemos que há muita coisa faltando”, observou. Quem também não cita as obras de mobilidade urbana quando se fala em legado da Copa é o governador e précandidato à reeleição, José Melo (Pros). Em março deste ano, Melo disse que as obras entregues já fornecem um complexo de turismo e de negócios ao Estado. “Podemos citar estruturas no entorno da arena, onde tivemos que fazer investimentos no sambódromo, na Vila Olímpica e na construção de um grande Centro de Convenções. Portanto, hoje o Amazonas terá um grande complexo esportivo, cultural e de negócios”.

Braga sai em defesa dos benefícios Convite que circula nas redes sociais ironiza as obras anunciadas

Arthur aponta desenvolvimento Para o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), o legado será a abertura de novas portas econômicas para a capital. “Manaus será vista pelo mundo inteiro. Várias lendas e más informações serão dissipadas. Agora temos como receber turistas de forma mais fácil, com voos diretos. E mais, não tivemos essas obras importantes, mas conseguimos melhorar nossas ruas, calçadas e a aparência da cidade. Há autoestima em Manaus”, atenuou. Na avaliação do 1º vicepresidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Sildomar Abtibol (Pros), os problemas de mobilidade urbana poderão ser resolvidos no futuro com os novos investimentos bilionários anunciados pelo governo federal. “A Câmara já está preparando os debates do Plano de Mobilidade, que deverá ser finalizado em breve. Essa é uma prioridade da prefeitura”, informou.

MOBILIDADE

Dentre os projetos de mobilidade urbana para atender às exigências da Fifa, nenhum se concretizou. Monotrilho e BRT, que seriam feitos pelo governo e prefeitura não saíram do papel Responsável pelo controle das contas públicas, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Josué Filho, acredita que as obras que não foram entregues ficarão como responsabilidades futuras. “Não há nenhum país no mundo que tenha sediado uma Copa e depois se arrependido. Quem vai dizer se tem legado ou não é o país. Fiquei encantado com a propaganda positiva que vi sobre o evento no exterior e desencantado com esse pessimismo que é visto aqui”, lamentou.

Principal defensor de ter Manaus como uma das 12 subsedes da Copa do Mundo e governador à época em que a Fifa anunciou a escolha por Brasil, o senador Eduardo Braga (PMDB) defende o legado que o Mundial vai trazer ao país e à capital amazonense. Segundo ele, o legado começou antes mesmo do evento, com a geração de 1,3 mil empregos somente na construção da Arena da Amazônia. “No setor da construção civil, a geração de empregos deu um salto com a construção de dez novos hotéis erguidos em Manaus desde o anúncio da Copa em nossa cidade, em maio de 2009”. Braga também enumera conquistas no setor industrial associado à realização deste evento esportivo na cidade. “Nossas fábricas de televisores bateram todos os recordes de produção. Só a coreana Samsung produziu 3 milhões de televisores de última geração. No comércio local, os empresários também festejam as vendas de televisores”, frisou.


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Política

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Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Vai demorar alguns séculos para a gente virar uma Alemanha” LULA, ex-presidente, adotando um discurso longe do ufanismo que o caracteriza

Descontrolado, Vargas agora xinga os petistas É genuína a revolta do deputado paranaense André Vargas, por ter sido abandonado pelos ex-correligionários do PT, após vir à tona suas relações promíscuas com Alberto Youssef, doleiro preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Nervoso, descontrolado, ameaçador, ele aborda pessoas que nem conhece para desabafar contra os ex-“cumpanhero”. Dias atrás, foi um jornalista que ouviu o seu desabafo. Xingamentos André Vargas não poupa adjetivos contra Rui Falcão, presidente do partido, e a presidenta Dilma, chamando-os de “canalha”, “vaca” etc. Destino inevitável Após renunciar à vice-presidência da Câmara, André Vargas não está otimista quanto ao próprio futuro. Acha que será cassado. Por perjúrio. Fala, Vargas A revolta à flor da pele pode fazer de André Vargas um aliado decisivo dos opositores de Dilma, na eleição. Ele parece louco para abrir o jogo. Isolamento Cândido Vaccarezza (PTSP), também citado na Operação Lava Jato, é um dos poucos amigos que restam a André Vargas. PP ‘fechou’ restaurante para almoçar com Dilma O Partido Progressista (PP) fechou o restaurante “Le Jardin”, do Clube de Golfe de Brasília, para um almoço com a presidenta Dilma, na terça (27), e ainda autorizou a gerência a cobrar o que quisesse. O valor da conta ainda é um mistério, todos a escondem,

inclusive o restaurante, mas um deputado do PP acha que não saiu por menos de R$ 60 mil. Tudo por conta do fundo partidário, abastecido com dinheiro público. A conta é sua O Palácio do Planalto confirmou o almoço e que a conta foi paga pelo PP. Mas o presidente do PP perdeu a compostura ao ser questionado. Um gentleman Indagado sobre o custo do almoço, o presidente do PP, Ciro Nogueira, irritou-se: “Veja na prestação de contas do partido”. E desligou na cara. Garoto de recados O ministro Gilberto Carvalho não sabe como fazer para entregar a Dilma, sem levar grito, carta de 32 sindicatos pedindo reajuste salarial. Famoso quem? Julio Delgado (PSB-MG), ficou perplexo ao ouvir de Xuxa a pergunta “quem é Eduardo Campos?”, quando levou a ela o pedido de desculpas do presidenciável do PSB pelas grosserias do Pastor Eurico (PSB-PE). Confessionário Informações atribuídas à Operação Lava Jato dão conta de que as relações do deputado Arthur Lira (PP-AL) com Alberto Youssef, o doleiro, são tão íntimas que até discutiam os respectivos casamentos. Virou a canoa O atual governador do Piauí, Zé Morais Filho, concorrerá à reeleição. O deputado Marcelo Castro (PMDB) ficou tão atordoado com o revés que nem sequer voltará a disputar

Jornalista

um novo mandato. Vai lançar o filho. Os ‘culpados’ Após divulgar o pibinho de 0,2%, a equipe econômica correu para apontar os culpados. Alegaram desde “fator conjuntural” até bancos querendo ganhar dinheiro com juro alto. Mais fácil olhar no espelho. Pedido que é ordem O presidenciável Aécio Neves pediu ao amigo Cassio Cunha Lima (PSDB-PB) para ajudar a reeleger Cícero Lucena ao Senado, abandonando qualquer acordo fechado com Wilson Santiago (PTB). Rebeldes na causa O PMDB-MS marcou para a próxima quinta (5) um ato pró Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência, com a presença dos independentes Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE) e Ricardo Ferraço (ES). Rumo ao plano B No Alvorada, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), exoposicionista, abriu o coração para Dilma: dificilmente será candidata à reeleição, em razão da briga com o ex-governador Siqueira Campos, que ambiciona o mandato dela. O plano B de Kátia é disputar o governo de Tocantins. Um exagero só Às vésperas da Copa, a Receita Federal no aeroporto de Brasília tirou do sério importante delegado da PF, cuja esposa teve o computador pessoal, com três anos de uso, retido após voltar do exterior. Pensando bem... ...com blindados de guerra e 170 mil policiais ostensivamente armados, não parece Copa do Mundo, mas estado de sítio.

PODER SEM PUDOR

O papa na campanha Após uma derrota para o Senado, Américo Farias candidatou-se ao governo de Santa Catarina, apesar das escassas possibilidades, e visitava Rio do Sul, no Vale do Itajaí, quando encontrou o deputado Alexandre Traple: - Como vai, meu senador? – saudou-o o deputado, simpático. - O senhor está falando com o futuro governador!... – cortou Farias. Traple não resistiu à piada: - Piacere, sone il papa (Prazer, eu sou o papa).

DIZ RUI FALCÃO

‘Dirceu terá chance de trabalhar’ O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse acreditar que, após a saída do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, terá maior chance de conseguir autorização para trabalhar. “Embora o ministro Marco Aurélio tenha recusado, liminarmente, eu acredito que pode predominar no Supremo a orientação que

vigora há muitos anos de que aqueles que são condenados ao regime semiaberto têm o direito de trabalhar”, disse Falcão. Na terça-feira, 27, Mello rejeitou ação na qual o partido pedia ao STF que reconhecesse o direito ao trabalho de presos do sistema semiaberto, independentemente do tempo de pena cumprido. Em decisão anterior, Barbosa havia negado a Dirceu a autorização de tra-

balhar, com base no artigo 37 da Lei de Execuções Penais, que dá permissão para a atividade externa apenas a partir de cumprimento mínimo de um sexto da pena. “Nós fizemos, por meio do advogado em Brasília, uma consulta ao Supremo sobre a validade ou não do artigo 37”, afirmou o presidente nacional do PT e deputado estadual por São Paulo, dizendo que ainda espera resultado dessa consulta.

Senado vai se reunir nesta semana num “esforço concentrado” para avançar nas pautas pendentes

Lei da Palmada na pauta de votação do Senado

Casa irá fazer na próxima semana um esforço concentrado para colocar em votação projetos pendentes no Legislativo

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a próxima semana, o Senado fará esforço concentrado para agilizar a votação de várias matérias antes do início da Copa do Mundo. Haverá sessões deliberativas de segunda-feira (2) a sexta (6). Os destaques devem ser a chamada Lei da Palmada, o projeto que altera a Lei do Descanso dos caminhoneiros e a reforma do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Antes conhecido como Lei da Palmada, o PLC 58/2014 estabelece o direito de crianças e adolescentes de serem educados sem o uso de castigos físicos. Durante a tramitação na Câmara, onde foi aprovado na última semana, o texto passou a ser chamado de Lei Menino Bernardo, em homenagem ao menino gaúcho encontrado morto em abril. A discussão do projeto, de autoria do Executivo, gerou polêmica na Câmara. O texto acabou sendo modificado para deixar claro o que seria considerado castigo físico. “Queria só lembrar à casa que, na forma do calendário de esforço concentrado aprovado há meses, nós vamos ter uma semana toda de sessões

deliberativas, a partir de segunda até sexta”, já havia adiantado o presidente Renan Calheiros ao se pronunciar no começo da semana. Para o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), votações concentradas são necessárias, pois a Copa do Mundo e as eleições gerais vão desacelerar os trabalhos do Legislativo

POLÊMICA

A Lei da Palmada estabelece o direito de crianças e adolecentes de serem educados sem o uso de castigo físico. Projeto tem causado enorme polêmica no Congresso desde que foi apresentada a partir de meados de junho. “É importante esse esforço concentrado porque, à medida que vai se aproximando do meio do mês, nós temos convenções partidárias, tem a Copa do Mundo. Votaremos, em sessão deliberativa de segunda a sexta, todas aquelas matérias que já estão prontas ou que têm urgência”, explicou.

Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) acha que a aprovação de propostas com benefícios para várias categorias e segmentos da sociedade, como já ocorreu nesta semana, deve-se à proximidade das eleições. “Semana de esforço concentrado foi essa. Votamos inúmeras matérias. Aliás, a generosidade desse ano eleitoral está explícita nas votações de algumas medidas provisórias com penduricalhos sem fim. A impressão que se tem hoje é que os cofres da República estão abarrotados e que é possível aprovar pacotes de bondade todas as semanas”, provocou. Entre outras matérias, os senadores aprovaram a PEC do Trabalho Escravo, a ampliação do Garantia-Safra, reajustes salariais para categorias do Executivo, facilitação do pagamento de dívidas de assentados da reforma agrária, a PEC dos Agentes de Trânsito, adicional de periculosidade para motoboys, parcelamento de tributos federais para faculdades, crédito para a indústria, a PEC das Defensorias Públicas, obrigatoriedade do “teste da linguinha”,


Com a palavra

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Henrique VEIGA

‘O CRIME eleitoral é muito SUBJETIVO’

FOTOS: RICARDO OLIVEIRA

JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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Estaremos presentes nas redes sociais, o que inclui até o WhatsApp. Vamos ter uma sala, onde servidores estarão devidamente capacitados para agir com essas ferramentas tecnológicas. Ainda não temos noção do fluxo de trabalho que isso vai requerer (...). O fato é que temos que nos adequar com aquilo que a modernidade nos impele”

35 dias do início da campanha eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) já está de olho nos pré-candidatos e em possíveis deslizes que eles possam cometer, realizando atos que se caracterizem em propaganda eleitoral antecipada. O responsável por chefiar a equipe de fiscalização do tribunal nestas eleições é o juiz Henrique Veiga Lima, que terá o apoio de outros dois colegas, Ana Maria Diógenes e Luis Márcio Albuquerque. Personagem deste domingo, do Com a Palavra, o juiz disse que está otimista quanto ao trabalho que será desenvolvido por sua equipe durante o pleito. De acordo com o magistrado, o reforço das atividades virá por meio de mecanismos como as redes sociais. “Estaremos presentes até por meio do WhatsApp. Vamos ter uma sala, onde servidores estarão devidamente capacitados para agir com essas ferramentas tecnológicas. Ainda não temos noção do fluxo de trabalho que isso vai requerer, por ser uma iniciativa pioneira, mas o fato é que temos que nos adequar com aquilo que a modernidade nos impele”, ressaltou. EM TEMPO - Quando de fato se inicia o período eleitoral? Henrique Veiga - O processo eleitoral é deflagrado 1 ano antes do pleito. E a propaganda eleitoral em si, só pode ser implantada por meio da internet no dia 6 de julho, período posterior às convenções partidárias, onde os nomes dos candidatos são oficializados, e a campanha no rádio e na televisão começará somente no dia 19 de agosto.

EM TEMPO - O TRE contará com novos mecanismos para combater as irregularidades nas propagandas? HV - Estaremos presentes nas redes sociais, o que in-

clui até o WhatsApp. Vamos ter uma sala, onde servidores estarão devidamente capacitados para agir com essas ferramentas tecnológicas. Ainda não temos noção do fluxo de trabalho que isso vai requerer, por ser uma iniciativa pioneira, mas o fato é que temos que nos adequar com aquilo que a modernidade nos impele. EM TEMPO - A equipe que o senhor coordena é formada por quantas pessoas? HV - A equipe é formada por mim e pelos juízes Ana Maria Diógenes e Luis Márcio Albuquerque. Outros 20 servidores também fazem parte da equipe principal. Além disso, contamos com o apoio de outros órgãos, que deverão ceder alguns de seus funcionários para nos ajudar nessa empreitada. Devemos formar um grupo de aproximadamente 400 pessoas. EM TEMPO - É um número ideal? HV - Sim, é um bom número, haja vista que temos os apoios das comarcas instaladas nos municípios do interior e que deverão suprir às demandas desses lugares. EM TEMPO - Qual o trâmite que uma denúncia segue, após ser oficializada? HV – Primeiro, o denunciante deve escolher o mecanismo que lhe é mais acessível. Pode ser o telefone 3663-5859, o email, propaganda2014@tre-am.jus. br. Ele pode nos procurar aqui mesmo na sede do TRE, no bairro Aleixo, e também por meio das redes sociais, que estão sendo formuladas para atendê-lo. Depois disso, aquilo que for apresentado como prova do delito será catalogado e dependendo do grau da irregularidade, o Ministério Público será acionado. EM TEMPO - O que pode ser considerado propaganda irregular? HV - Crime eleitoral é muito subjetivo, porque temos várias situações dentro de questões como: abuso econômico,

abuso político, uso indevido dos meios de comunicação, captação ilícita de sufrágio, gasto indevido. Um das proibições mais combatidas é a veiculação de propagada no dia do pleito, colaboradores com objetos que remetam a um determinado candidato, showmícios, outdoors ou placas com mais de quatro metros, entre outros. Além disso, a distribuição de qualquer objeto e brindes para a obtenção de vantagens continua sendo expressamente proibido. EM TEMPO - E que tipo de propaganda é prevista pela legislação? HV - Dentro do que prevê a lei 9.504 de 1997, é permitido o uso de cavaletes, bonecos, placas ou pinturas com até quatro metros, o uso das redes sociais como disseminador das campanhas. Mesas para a distribuição de material de campanha e bandeira ao longo de logradouros públicos. Porém, é exigido que ao final do dia eles sejam retirados a fim de evitar transtorno na circulação de pedestres e veículos. EM TEMPO - Caso uma irregularidade fique evidenciada, a coligação ao qual pertence o candidato também pode sofrer sanções? HV - Não. Apenas o candidato será punido. EM TEMPO - Como se dá essa punição? HV - Por meio de multa, que é calculada pelo potencial do delito cometido. EM TEMPO – Alguns pré-candidatos e partidos políticos têm realizado espécies de caravanas no interior, inclusive com realização de convenções. O TRE tem acompanhado essas ações? HV - Temos nomes com participações bem definidas para o pleito de outubro e nada impede que os mesmos comecem a tecer suas redes pelos municípios. As reuniões reservadas, ou mesmo

as abertas podem acontecer normalmente, desde que atos como distribuição de materiais como rancho, exames médicos e demais não sirvam para a obtenção de votos. EM TEMPO - Como acontece o trabalho de fiscalização nas cidades do interior? HV - Por força da Constituição Federal, cada representante de comarca no interior fica responsável por acompanhar o desenrolar da propaganda eleitoral em sua cidade. Mas, como viveremos eleições gerais, a comissão de propaganda poderá interferir em situações de grande complexidade. Esse juiz ganha poder de polícia para impedir que determinado delito tenha continuidade. Essa parceria que vem desde as primeiras eleições, e que também é consolidada com a participação até das polícias, incluindo a federal é essencial para a lisura e a eficiência do processo. EM TEMPO - Faltando quatro meses para a concretização do processo eleitoral, o senhor já recebeu denúncia referente à propaganda antecipada? HV - Sim. Recebemos uma demanda do município de Iranduba. Ela também é de conhecimento da comarca local e diz respeito à colocação de placas e cartazes. EM TEMPO - Para o senhor, a legislação eleitoral vigente é satisfatória? HV - A grande verdade é que estamos debruçados em cima de uma colcha de retalho. Acredito que devem ser feitas reformas substanciais para que as legislações fiquem agrupadas. É por conta de desencontros na lei que vivemos comumente problemas de jurisprudência. As interpretações têm mudado, conforme o sabor de cada eleição e isso é um complicador. Mas, se essa é a ferramenta que nós temos, é com ela que vamos trabalhar sempre na procura de fazer o melhor.

Crime eleitoral é muito subjetivo, porque temos várias situações, como abuso econômico, político, uso indevido dos meios de comunicação, captação ilícita de sufrágio e gasto indevido”

A grande verdade é que estamos debruçados em cima de uma colcha de retalhos. Acredito que devem ser feitas reformas substanciais para que as legislações fiquem agrupadas”


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Política

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Caderno B

Economia MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

ROBERTO CARLOS/AGECOM

A recepção amazonense aos turistas Economia B4 B5

Setor gráfico ‘amarga’ prejuízos com a Copa Empresários do segmento investiram em projetos e pessoal e não lucraram o que esperavam com o clima do evento DIEGO JANATÃ

Proprietário da Amazon Sing, Américo Rosário diz que até mesmo as encomendas de material gráfico com motivos da Copa do Mundo, dos órgãos públicos, não chegaram às empresas amazonenses JOELMA MUNIZ Especial EM TEMPO

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m dos argumentos usados pelo governo Federal na defesa para a realização da Copa do Mundo no Brasil foi o impacto econômico que o evento traria para diversos setores da economia, principalmente os das cidades-sede. Mas, na avaliação de empresários do setor gráfico, a rejeição popular evidenciada a partir das manifestações iniciadas durante a Copa das Confederações, realizada em 2013, impediu que a projeção se concretizasse. Responsável pela elaboração de projetos de ornamentação de objetos, veículos e espaços comuns sobre temas diversos de eventos como, por exemplo, a Copa do Mundo, para empresas e torcedores (pessoa física), o setor gráfico de envelopamento, de acordo com o empresário Américo Rosário, 46, amarga prejuízos. Presente há 15 anos no mercado amazonense com a gráfica Amazon Sign, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, Américo vai além e sustenta que nem mesmo as campanhas elaboradas por órgãos governamentais no Estado foram encomendadas no mercado local. “Se a pro-

cura do cidadão comum por produtos ligados à Copa está baixa, a demanda de órgãos do governo nem existe. O que é lamentável, porque temos um mercado que tem todas as condições de suprir essa necessidade”, comenta. Américo diz que mesmo os itens mais baratos, como bandeirinhas, estão encalhados, bem como o envelopamento de veículos que também não gera o lucro esperado. “Nesse

MUNDIAL

Os jogos do mundial de futebol começam no próximo dia 12 de junho. O envelopamento na WSA sai ao preço de R$ 800 a R$ 1,2 mil para carros populares e R$ 1,4 mil a R$ 1,8 mil para veículos maiores período, se nós elaboramos trabalhos de adesivagens para dez carros foi muito. As pessoas me parecem desconfiadas com a Copa, elas não querem investir um dinheiro naquilo que não acreditam”, avalia. O custo do envelopamento de veículos populares na Amazoon Sign, de acordo com Américo, varia entre R$

1 mil a R$ 1,2 mil. Para o segmento de carros de luxo, o empresário informa que os valores podem ser negociados entre R$ 1,5

mil e R$ 1,8 mil. Na empresa WSA, gráfica e comunicação visual, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, a situação não é diferente, de acordo com o proprietário, Ricardo Wilde. Há 35 anos no ramo, o empresário afirma que os prejuízos com os projetos encalhados para a Copa já somam montante de R$ 100 mil e a demissão de dois colaboradores. “A demanda para o mundial está retraída. Até começamos a negociar com algumas empresas, mas elas deram para trás. Elaboramos kits e contratamos uma pessoa para ficar responsável pela venda do produto. Os itens estão encalhados e infelizmente tivemos que despedir colaboradores”, lamenta. O empresário ressaltou que, assim como o concorrente, ele tem recebido encomendas pontuais de projetos voltados para a decoração de ambientes resi-

Empresários com ‘fé’ na eleição Decepcionado com a Copa do Mundo, a aposta do segmento agora está voltada para a campanha eleitoral, que iniciará oficialmente no dia 5 de julho, logo após as convenções partidárias. Os empresários do setor ouvidos pela reportagem estão programados para reforçar a impressão de peças eleitorais cujo pleito definirá a Presidência da República, go-

vernos estaduais, deputados federais e senadores. Por conta da necessidade de abertura de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) pelas coligações partidárias, os trabalhos para a confecção de material de campanha por parte das gráficas como cartazes, panfletos, adesivos e os famosos santinhos só devem começar a partir do dia 5 de julho.

Conforme a resolução nº 23.191, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o material impresso de campanha eleitoral deve conter o número de inscrição no CNPJ ou o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do responsável pela elaboração do projeto de confecção, além de informações sobre o contratante da campanha publicitária. DIEGO JANATÃ

Ricardo Wilde, da WSA, lamenta demissões e prejuízo financeiro da ordem de R$ 100 mil


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Economia

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PÁGINADIGITAL Down loads Os 8 melhores antivírus 1º Kaspersky Internet Security 2014

Tricia Cabral [suapaginadigital@gmail.com]

Layout: Mário Henrique Silva

Bits & bytes

∞ Galaxy Note... 4 Para se manter no topo do mercado na linha de “phablets” – phone + tablet –, a Samsung já prepara o lançamento do Galaxy Note 4. É isso mesmo! Na Samsung é assim. Quando você começa se acostumar com o mais recente lançamento, lá vem outro e por aí vai. Pois bem. Tudo o que se sabe até o momento é que o novo aparelho deve ser lançado em setembro, vem como novo design e uma tela flexível de 5,7 polegadas com qualidade QHD (1.440 x 2.560 pixels) e câmera de 20 megapixels. A foto aí pode ser mera ilustração, caro(a) leitor(a)... ou não!

>>>> Brasileiro não deixa passar nada mesmo. Pois não é que já criaram o “ZapZap”! Por enquanto, o aplicativo inspirado no WhatsApp está disponível apenas para Android, mas a versão para iOS chega “em breve”.

∞ Pelamordedeus!

2º Bitdefender Internet Security 2013 3º Avira Internet Security 2013 4º ESET Smart Security 6º0 5º Emsisoſt AntiMalware 8º0 6º Avast! Free Antivírus 8º0 7º Sophos Endpoint Security 8º Fortinet FortiClient 5.0

...E pensar que há menos de 15, 20 anos esse era um dos modelos disponíveis no Jurassic Park dos celulares! Era o Motorola PT-550 (foto), o finado tijolão. Foi considerado o primeiro celular vendido no Brasil e seu lançamento ocorreu na saudosa década de 1990. O disputado aparelho tinha 22,8 cm de altura e pesava 348 gramas. O visor tinha espaço para até 7 dígitos, mas para a época era r-e-vo-l-u-c-i-o-n-á-r-i-o. Descanse em paz, tijolão.

FONTE: INFO

>>>> Lançado nos EUA em janeiro, o Secret, aplicativo que permite aos usuários postar mensagens anônimas, ficou disponível nas lojas de apps brasileiras. Ele permite que o usuário poste uma ou duas frases e receba comentários de outras pessoas. É possível configurá-lo para ver confissões apenas de gente que está por perto, por exemplo. >>>> O Ministério da Saúde lançou, na terça-feira (27), um aplicativo, batizado de Saúde na Copa, voltado para torcedores brasileiros e estrangeiros. A ferramenta traz dicas com localização de farmácias e postos de atendimento mais próximos, e por meio dela, torcedores podem também informar qual o seu estado de saúde.

∞ De olho na Copa A LG anunciou o lançamento do My TV 28LB600B (foto), televisor equipado com tecnologia LED, tela de 28 polegadas e resolução em alta definição (1366 x 768 pixels). O aparelho, que poderá ser adquirido pelo preço sugerido de R$ 899, oferece aos apaixonados por futebol uma experiência de imersão diferenciada. Por meio do “modo torcida”, os espectadores poderão ouvir o som dos torcedores de forma ainda mais clara. Durma com essa, Galvão Bueno!

∞ Made in China Um dos principais fabricantes mundiais de alto-falantes wireless, a chinesa Microlab está trazendo para o país sua linha de sucesso, a série clássica M200. No Brasil, a série traz inovações e ganha a versão M200 Platinum (foto), que tem como principais destaques caixa de madeira em cor preta, detalhes em platina e dois satélites de acrílico em formato “L”, que combinam com qualquer ambiente. O preço médio para o público brasileiro será de R$ 330.

∞ Microsoft vem para briga A Microsoſt anunciou o tablet Surface Pro 3 (foto), com tela de 12 polegadas no formato 3:2 (padrão, em contraste com a 16:9 widescreen dos dispositivos anteriores), que roda o sistema

Windows 8. Em relação aos antecessores, o Surface Pro 3 tem processador da linha Intel Core atualizado, é mais fino (espessura de 9,1 mm ante 13 mm do Surface Pro 2) e mais leve (800 g, em

comparação com os 907 g do dispositivo passado). O iPad Air (última geração do tablet da Apple) é mais fino (7,5 mm) e mais leve (478 g), mas também tem tela menor (9,7 polegadas).

>>>> Por falar no governo federal, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, admitiu que os usuários de internet móvel devem “enfrentar lentidão no serviço oferecido nos estádios onde será realizada a Copa do Mundo”. Valeu hein, ministro! >>>> Uma pesquisa realizada pela Kayak com 500 mil hotéis de todos os continentes revela que, em média, 90% deles oferecem acesso wi-fi gratuito para seus hóspedes. O Brasil ficou acima da média mundial: 96% dos 10.815 hotéis nacionais pesquisados têm wi-fi grátis para seus clientes.

Top news Mais 7 novidades em apps para IOS e Android 1. Secret Permite compartilhar textos e fotos com os contatos sem se identificar.

∞ Cuidado com os zumbis Tá com saudade da série “The Walking Dead”? Infelizmente, a quinta temporada chega só em outubro à Fox, mas enquanto isso dá pra ir “matando saudade” dos zumbis com DayZ (imagem

acima), game online produzido para Windows. Assim como em todos os filmes do George Romero e a própria série americana, uma infecção misteriosa pegou todo mundo de sur-

presa e afetou a população. Para sobreviver nesse novo mundo pós-apocalipse zumbi, é necessário coletar mantimentos e itens, como armas, para se proteger. Boa sorte!

2. Scanbot Ele capta a imagem pela câmera e a transforma em arquivo PDF ou JPEG. 3. Word Lens’ Traduz para o português textos em inglês; e, para o inglês, textos em russo, alemão, espanhol, italiano e francês. 4. MosaLingua Série de apps para aprender inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. Seu método de ensino

é baseado em diálogos e na repetição cíclica de palavras. 5. Vestida de Noiva Kit de ferramentas para noivos organizarem o casamento. 6. Focus Lock Permite bloquear temporariamente jogos, apps de mensagens, redes sociais e outros que poderiam distrair o usuário. 7. Bebê a Bordo É um guia de bolso para quem vai ter um bebê. FONTE: EXAME


Economia

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Estudar no exterior faz a diferença profissional

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Escola de idiomas oferece planos de intercâmbio em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), a alunos a partir dos13 anos

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ada vez mais, estudar e viver no exterior têm feito a diferença na vida de muitos profissionais. São perceptíveis os diferenciais quando se conversa com quem já passou por essa experiência. No geral, são pessoas mais seguras, sensíveis, flexíveis nos relacionamentos pessoais, com senso de liderança e de trabalho em equipe, afirmam especialistas. Um perfil ideal para quem almeja uma carreira internacional. Viver em outro país proporciona ao profissional conhecer hábitos diferentes, abrindo uma nova perspectiva, preparando-o para enfrentar desafios e crescer. Hoje a maioria das empresas leva em consideração a experiência no exterior durante o processo de seleção para uma vaga. Este é um dos fatores que os departamentos de recursos humanos de diversas empresas brasileiras levam em consideração na hora de contratar novos profissionais. Pensando nisso, a Skill Manaus proporciona a oportunidade de tornar real a vivência no exterior para aqueles alunos que já atingiram determinado nível de conversação no idioma Inglês. Foram meses de pesquisa, pensando sempre no bemestar, segurança e conforto, e o destino escolhido foi Fort Lauderdale, na Flórida. Os alunos da Skill Manaus têm planos e condições exclusivas para uma incrível experiência de intercâmbio na Flórida, na escola referência, a American English Experience, com professores nativos e metodologia aplicada à vivência. Ao todo são duas categorias, para alunos de entre 13 e 17 anos (Teen) e para adultos maiores de 18 anos.

WORKSHOP

Reino Unido e Brasil sobre bioeconomia O Royal Botanic Gardens Kew, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), organizam o workshop “Brasil-Reino Unido: Biodiversidade e Bioeconomia”, de 2 a 6 de junho, na sede do Inpa, Zona Centro-Sul de Manaus. O workshop reunirá um grupo de trabalho formado por pesquisadores e gestores de institutos de pesquisa, universidades e agências de fomento à pesquisa do Brasil e Reino Unido para a articulação de parcerias de pesquisa e extensão entre instituições brasileiras e britânicas, tendo como foco a biodiversidade e bioeconomia. O objetivo da reunião é identificar oportunidades de pesquisas colaborativas em biodiversidade e temas de projetos de pesquisa de cientistas e instituições britânicas e brasileiras, que possam concorrer aos recursos do Fundo Newton, lançado no Brasil, em abril. O renomado botânico e ecologista britânico Sir Ghillean Prancema, com uma história de mais de 50 anos de vivência e experiência na Amazônia, estará presente na programação como facilitador da relação Reino Unido-Brasil.

A sua ponte com o mundo A Skill está presente em seis endereços em Manaus, incluindo a unidade do Shopping Ponta Negra. Para mais informações acesse www.

skillmanaus.com.br ou ligue na Central de Matrículas Skill: 3237-2222 e descubra os diferenciais que fazem da Skill a sua ponte com o mundo. Alunos da Skill Manaus se preparam para viver experiência nos Estados Unidos da América


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Economia

Mesmo incompleta Ma Há espaço suficiente para hospedar e agradar os visitantes, contudo, há muitas obras dentro e fora do quadrilátero da Copa por acabar como, por exemplo, o aeroporto internacional SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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m dos desafios da capital amazonense para a Copa do Mundo é hospedar com qualidade os mais de 170 mil visitantes esperados no período do mundial, segundo estimativa do Ministério do Turismo. Por conta da alta demanda, diversas alternativas foram criadas e os turistas brasileiros e estrangeiros têm a disposição, além dos tradicionais quartos em hotéis, leitos também em residências, motéis, barcos e albergues. A Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) informa por meio da assessoria de imprensa, que 15% dos 23 mil leitos de Manaus ainda estão disponíveis para reserva, cuja diária gira em torno de R$ 397. A Amazonastur segue em parceria com o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Amazonas (Sindimoveis) e com o cadastro de residências para aluguéis no período. Há pelo menos 195 residências aptas para aluguel, sendo que dez delas já estão reservadas e outras em negociação. O órgão explica que a demanda de turistas será via

aérea porque não haverá cruzeiros aportando em Manaus durante o período da Copa do Mundo. De acordo com empresa, a temporada do segmento aquático ocorre de novembro a abril. No entanto, a Amazonastur aponta que há disponíveis 34 barcos turísticos com 900 leitos disponíveis para hospedagem e passeios pelos rios amazonenses.

DELEGAÇÕES

A hospedagem das delegações de futebol será feita nos hotéis Blue Tree Hotels e Resorts e pelo Quality Hotel Manaus, ambos localizados no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus Aos chegar a Manaus, os turistas poderão enfrentar problemas logo depois de aterrissar. Ocorre que, as obras de reforma e ampliação do aeroporto internacional Eduardo Gomes, iniciadas em novembro de 2011 com previsão de entrega para dezembro de 2013, ainda não foram finalizadas. De acordo com a Empresa Brasileira de Infra-

estrutura Aeroportuária (Infraero), o novo prazo para conclusão está marcado para depois do mundial. O órgão afirma que, com 80% das obras entregues, o aeroporto está preparado para receber a demanda. Capacidade A estatal destacou que, mesmo antes das obras, quando a capacidade do aeroporto era de 6,4 milhões de passageiros ao ano, o Eduardo Gomes já estava apto para atender a demanda prevista para 2014, que é de 4 milhões de passageiros anuais. A Infraero informou ainda que foram liberadas para os usuários as novas salas de embarque e desembarque internacional, parte das novas áreas do saguão, com embarque e desembarque, parte do desembarque internacional, incluindo alfândega e imigração. A empresa já entregou também parte do estacionamento de veículos do nível de desembarque, com um total

Opção mais barata de hospedagem para turistas dispostos a dividir ambiente, albergues da capital como o


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RICARDO OLIVEIRA

REPRODUÇÃO

anaus ‘abraça’ turistas Cabem em todos os bolsos A diária é de R$ 155 em quartos coletivos, com capacidade para até oito pessoas. Os privativos, com banheiro e ar-condicionado, para um grupo de até quatro pessoas, a diária custa R$ 515. Segundo Philips, para o período as diárias sofreram acréscimo de 5%, que passam a valer de 10 a 27 de junho. O Manaus Hostel Trip Tour também está com um número considerável de reservas. Situado na rua Costa Azevedo, Centro, o local está com 60% de lotação no primeiro jogo, 50% no segundo e 40% nos dois últimos. Segundo a recepcionista Anne Marques, a diária custa de R$ 150 a R$ 250, dependendo do tipo de quarto.

Eduardo Gomes sofreu com alagação após forte chuva

Terceiro jogo gera mais reservas

RICARDO OLIVEIRA

Além de serem opções mais baratas, os albergues promovem a socialização entre as pessoas e são procurados justamente por aqueles que gostam de fazer amizades, uma vez que, os locais oferecem quartos coletivos e também privativos. Segundo o proprietário do Hostel Manaus, localizado na rua Lauro Cavalcante, Centro, Zona Sul, Alexander Philips, o espaço está 90% lotado para o período e 99% dos turistas são estrangeiros. “No primeiro jogo as reservas foram feitas mais por ingleses. No terceiro, com americanos e portugueses a procura foi maior. Tivemos aproximadamente 40 pessoas que não pudemos mais hospedar”, declarou.

Visitantes norte-americanos serão maioria em Manaus o Hostel Manaus e o Manaus Hostel Trip Tour são bastante procurados

Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas (ABIHAM), dos quatros jogos que serão realizados na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, os que renderam maior demanda de reservas, pela ordem, foram o terceiro (Estados Unidos e Portugal) e o primeiro (Inglaterra e Itália). A explicação para a alta no número de reservas no terceiro jogo, segundo a AbihAM, é o fato de os Estados Unidos ser um país rico e a sua população viajar muito, e principalmente por existir três voos EUA/Manaus. Outra situação que contribuirá será a facilidade do acesso

do turista português a partir do lançamento, em junho, do voo de Manaus/Lisboa. No caso dos outros países, como Camarões e Croácia, a associação justificou que, além da distância, outro fator que inibirá as populações de ambos será o poder baixo aquisitivo. Conforme a entidade, a permanência dos turistas na capital amazonense é de aproximadamente 2,6 dias. A Abih-AM tem em torno de 5 mil unidades habitacionais associadas, que equivalem a uma oferta de 11,8 mil leitos. A Amazonastur tem outro levantamento e considera outros tipos de alojamentos.


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País

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Armas ilegais e tráfico no Brasil alimentam violência Líder em número de homicídios por armas de fogo, país tem um arsenal de 17,6 milhões em circulação e dentro da ilegalidade

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crime organizado, especialmente o tráfico de drogas, tem uma simbiose com o mercado de armas que aumenta a violência no Brasil. O país é líder em número de homicídios por armas de fogo, de acordo com o relatório Mapa da Violência de 2013. Levantamento realizado em 2010 pela ONG Viva Rio estimava que 57% das 17,6 milhões de armas em circulação são ilegais. O crime organizado detém um arsenal de 5,2 milhões de armas, tornando evidente a relação entre a insegurança e a atuação de grupos de bandidos. “O problema do tráfico é que todo o processo é ilegal e, portanto, cercado de uma insegurança que exige que seus membros andem armados”, afirma a professora titular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Alba Zaluar. Alba aponta a política de combate às drogas como um dos problemas. A ilegalidade faz com que o processo, da produção até a distribuição, seja acompanhado de violência. Segundo levantamento de 2013 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), 25% da população carcerária é formada por condenados por narcotráfico. Mas muitos presos são usuários ou pequenos traficantes, facilmente substituíveis no crime. “O Brasil precisa melhorar a forma de combate, com base na inteligência. Não adianta focar nas facções criminosas que atuam só no varejo, são valores muito menores que o de figurões que nunca são investigados, mas que estão por trás do tráfico”, afirma a professora. “A impuni-

DIVULGAÇÃO

dade é garantida pelo fato de a investigação ser muito difícil, porque tem a complacência e atuação dos próprios agentes do Estado, principalmente no Judiciário. Onde quer que haja tráfico, há polícia corrupta.” Vínculos “Damos ênfase às organizações nascidas nas cadeias, como o PCC e Comando Vermelho, mas não existe grupo criminoso no mundo que tenha existido sem vínculo com o Estado”, afirma o cientista político e ex-subsecretário de Segurança Nacional Guaracy Mingardi, “É uma tradição brasileira fingir que o problema não existe”.

PROBLEMAS

Especialista aponta a política de combate às drogas como um dos problemas no Brasil, ou seja, a ilegalidade faz com que o processo, da produção até a distribuição, seja acompanhado de violência Carregamentos de drogas chegam, com certa facilidade, ao mercado consumidor brasileiro, o que também alimenta a venda de armas

Para Mingardi, o Rio de Janeiro é um bom exemplo. “O Estado fingia que o tráfico nos morros era uma coisa sem solução, como se fosse algo da natureza e deixava o controle de grande maioria dos morros para a criminalidade”. Para Mingardi, só depois que o problema foi redefinido tornouse possível reconquistar o território ocupado pelos bandidos. “O Estado readquiriu o controle formal, mas isso não diminui a força do tráfico”, diz.

Falta interesse político no combate ao narcotráfico Segundo Mingardi, mesmo que o Rio de Janeiro consiga desmantelar a cúpula do Comando Vermelho, outra organização assumirá o espaço deixado. “Foi o que aconteceu na Colômbia com o Cartel de Medellín. É preciso perceber o

que faz essas organizações ficarem fortes”, afirma. De acordo com o cientista político, um dos principais problemas é a falta de inteligência estruturada das forças policiais e a cooperação entre setores. Para a pesquisadora do Nú-

cleo de Estudos da Violência da USP, Camila Nunes Dias, o problema é falta de interesse político. “A polícia deve identificar quem está no centro e quem são os financiadores, sobretudo no narcotráfico”, diz. De acordo com Camila, os

membros realmente influentes raramente são perseguidos, enquanto os mais pobres acabam na cadeia. Ela cita o exemplo do helicóptero do senador Zezé Perrella (PDT-MG) apreendido com quase meia tonelada de cocaína.

EDUCAÇÃO

Classe média deve voltar para escola

ABR

Pilar considera a escola pública radicalmente democrática e deve ser ocupada por outros grupos

A classe média tem que voltar para a rede pública, defende a ex-secretária da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda. Segundo ela, essa é uma maneira de que a população exerça seu direito e ainda ajude a melhorar o debate da educação e, assim, a qualidade da escola. Atual diretora da Fundação SM, Maria do Pilar considera a escola pública um espaço radicalmente democrático e por isso deve ser ocupada por diferentes grupos, não apenas os que não podem pagar o ensino privado. “Ela é um equipamento fun-

DIREITOS

Segundo a ex-secretária da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa é uma maneira para a população exercer seu direito e ainda ajude a melhorar o debate da educação damental para a democracia porque ali há o convívio com a religião diferente, a classe diferente, a cor diferente, a orientação sexual diferente”, disse. Além de ser importante

para o contato com a diversidade, Maria do Pilar lembra que esse é um direito e que a entrada de pais da classe média fortalece o debate sobre a qualidade da educação. O objetivo é mudar a visão brasileira clássica de que o que é para pobre pode ser de qualquer qualidade, considerou. Reversão “Essa reversão é uma reversão de cultura. A educação sendo direito não é mercadoria, porque a mercadoria é para quem pode comprar. Como direito, a educação é obrigatoriamente para todos”.


Mundo

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‘Crime organizado assediou jogadores que vêm à Copa’ Fifa vai tomar providências para evitar que uma partida tenha seu placar afetado por apostas ou grupos criminosos

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rbitros e jogadores que estarão na Copa do Mundo no Brasil já foram alvo de assédio por parte de agentes que tentam comprar resultados e manipular o placar de jogos. O alerta está sendo feito pela Fifa, que afirma estar de olho em todas as movimentações para evitar que uma partida da Copa tenha seu placar afetado por apostas ou grupos criminosos. Ralf Mutschke, responsável da Fifa por garantir a integridade dos jogos, indicou que vai ter um representante dele em cada uma das partidas e que poderá entrar em ação caso os serviços de inteligência e os sistemas de controle de apostas detectem alguma movimentação anormal em casas espalhadas pelo mundo enquanto uma partida está ocorrendo. “Não esperamos que os manipuladores viajem até o Brasil e batam nas portas dos quartos dos hotéis de cada jogador ou dos árbitros. Mas eu sei que esse contato já teria sido feito com jogadores e árbitros”, alertou o ex-funcionário da Interpol a meios britânicos. A Fifa não dá qualquer indicação de quem seriam esses jogadores ou se-

DIVULGAÇÃO

leções. Mas insiste que está “de olho” no comportamento desses times. Para muitos especialistas, a Copa não seria alvo de grupos que tentam manipular resultados e que, no fundo, essa prática estaria limitada a jogos menores. A ideia é de que, num Mundial, um jogador tem muito a ganhar se vencer uma partida e, portanto, corrompê-lo seria uma tarefa quase impossível. Mas a Fifa não está tão convencida de que o torneio seja blindado. Preocupações Durante a Copa, a principal preocupação da Fifa é com os últimos jogos da primeira fase da Copa. Nessas partidas, várias equipes já estarão eliminadas e não tem nada a ganhar ou perder. Se a Copa do Mundo não é o principal alvo dos grupos criminosos que tentam comprar resultados, parte da manipulação seria para estabelecer o número de gols feitos por uma equipe, e não tanto uma derrota ou vitória. A entidade também afirma estar em alerta por conta dos amistosos que as 32 seleções estão disputando antes de começar a Copa. AP

Mercado da bola fatura € 400 milhões O presidente da Uefa, Michel Platini, deixou claro em entrevista que não vai tolerar que um jogador europeu seja alvo de manipulação e alertou que o mercado das apostas no futebol chega a 400 bilhões de euros por ano. Segundo ele, no caso de uma partida da Copa do Mundo, os lucros a serem realizados seriam enormes. Grupos criminosos oferecem a jogadores dinheiro para tentar influenciar no resultado da partida. Ao mesmo tempo, apostam em casas espalhadas principalmente na Ásia pelos resultados combinados. Assim, não apenas lucram milhões de euros, mas também conseguiriam promover uma lavagem de dinheiro. Ralf Mutschke, responsável da Fifa, fez o alerta de supostas apostas criminosas

ANÁLISE

PRESSÃO

Eleição de novo presidente só aumenta crise na Ucrânia

Donetsk, na Ucrânia, vive dias de caos após novas eleições

Um dia após a vitória de Petro Poroshenko ter sido confirmada pela Comissão Eleitoral Central (CEC) da Ucrânia, as autoridades de Kiev conseguiram retomar o aeroporto de Donetsk, que havia sido ocupado por separatistas prórussos, e a violência aumentou na região, com a destruição de um acampamento insurgente na vizinha Lugansk. “O aeroporto está totalmente sob nosso controle. O inimigo sofreu importantes baixas, nós nenhuma”, afirmou o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, por meio de um comunicado. Além disso, no Facebook, ele confirmou o bombardeio de um acampamento de treino dos separatistas em Lugansk, por parte da força aérea. Poroshenko já havia informado que a operação antiterrorista no leste da Ucrânia

vai continuar, o que foi confirmado hoje pelo vice-primeiro-ministro, Vitali Yarema. “Prosseguiremos com a operação até que em território da Ucrânia não fique nem um só terrorista”, afirmou. O líder da autoproclamada República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, havia dito hoje que os separatistas tinham assumido o controle do aeroporto da capital regional. A incursão ao aeroporto começou no dia 26 de maio ao meio-dia, o que obrigou o local a fechar suas portas. Em uma tentativa de expulsar os separatistas e retomar o controle das instalações aeroportuárias, as forças leais a Kiev lançaram um ataque aéreo, que contou com a utilização de caças e helicópteros, dois dos quais foram abatidos, segundo Pushilin.

‘Turbulência política’ levou Tailândia a um golpe militar Os militares dizem que tomaram o controle do governo e suspenderam a Constituição para restaurar a ordem e promulgar reformas políticas. A Tailândia vive atualmente uma grave crise política. O país está há meses à beira da desordem civil, com a oposição dizendo que o governo democraticamente eleito é tão corrupto que precisa deixar o poder. Várias pessoas já morreram em episódios de violência relacionados à crise. Analistas afirmam que é improvável que os problemas possam ser resolvidos rapidamente. O gabinete ministerial, por exermplo, recebeu a ordem de se reportar diretamente aos militares, e reuniões com mais de cinco pessoas foram proibidas. Um toque de recolher foi implementado em todo o país entre 22h e 5h. Todas as redes de TV e rádio receberam ordens de suspender

a programação local. Uma nota dos militares informou que o comandante do Exército, o general Prayuth Chan-Ocha, vai controlar uma espécie de junta militar (o Conselho Nacional para a Manutenção da Paz e da Ordem), mas deixou claro que as câmaras altas do parlamento e das cortes continuariam a funcionar normalmente. Repressão Líderes de partidos políticos, incluindo o opositor Suthep Thaugsuban, foram retirados do local onde se reuniam com o Exército. Logo depois do anúncio do golpe, soldados foram enviados para locais onde estavam reunidos manifestantes, as tropas atiraram para o alto para dispersar as pessoas, mas não houve feridos. Muitos analistas temem que a decisão do Exército possa enfurecer os que apoiam o governo.


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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 1ยบ DE JUNHO DE 2014


Caderno C

Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

IONE MORENO

Idosos estão preparados para a Copa Dia a Dia C4

Em que eu posso servir? O EM TEMPO foi até bares e restaurantes da cidade para saber se os atendentes estão preparados para receber turistas estrangeiros durante os jogos da Copa do Mundo na capital. Os primeiros levaram a pior na preparação

DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO

Bares visitados pela equipe disfarçada revelaram-se despreparados no trato com o cliente estrangeiro, com falta de domínio de outro idioma, apesar de o atendimento ter superado as expectativas BRUNO MAZIERI Especial para o EM TEMPO

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m dos assuntos mais frequentes nas mesas de bares e restaurantes de Manaus é o atendimento. E como não poderia deixar de ser, a reportagem do EM TEMPO foi às ruas e visitou bares do Vieiralves – área relativamente próxima à Arena da Amazônia – para saber se tanto atendentes quanto proprietários estão preparados para receber não apenas os turistas brasileiros, mas também os estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014. O repórter devidamente disfarçado de “gringo” visitou dois espaços da região e constatou que existe uma deficiência na hora de atender. O primeiro “alvo” foi um bar na rua Rio Branco. Com música ao vivo e áreas interna e externa, logo após o primeiro “hello”, o atendente mostrou um espanto, disparando em seguida uma sonora gargalhada. Sem saber o que dizer ao ser questionado se poderia sentar em qualquer mesa do local, ele automaticamente virou as costas e saiu andando. O próximo passo foi observar o cardápio que, para surpresa, não é bilíngue, evidenciando as dificuldades que os turistas podem enfrentar. Em um segundo momento, outro garçom chega até à mesa com um inglês um tanto quanto precário, mas após muita persistência e infinitos gestos, conseguiu entender o que estava pedido para beber. Chegou a hora de comer e é claro que, novamente, uma verdadeira saga é enfrentada. A ideia era que ele pudesse explicar algumas coisas simples do cardápio como pratos contendo carne, peixe ou frango. E mais uma vez os gestos entraram em ação proporcionando no atendente um verdadeiro desespero por não conseguir

entender prontamente o que estava sendo pedido. Após pedir a conta, a reportagem ainda tentou questioná-lo sobre a preparação do bar para o mundial, mas o garçom preferiu fingir que não estava ouvindo e deixou a mesa sem muitas respostas. Segundo “alvo” O próximo destino da equipe foi outro bar nas proximidades - e credenciado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) - , mas, desta vez, na rua Rio Madeira. A primeira dificuldade encontrada foi na hora de fazer as comandas. A atendente que não fala inglês não conseguiu explicar o motivo pelos quais precisava dos documentos da equipe. Normalmente, o procedimento padrão seria solicitar o passaporte para poder ser preenchido o cadastro e, automaticamente, liberar a entrada. Após um certo desconforto, outra pessoa veio e fez a “ficha” somente com o nome, sem perguntar mais detalhes. Por se tratar de um espaço temático, o cardápio possuía algumas opções em inglês, mas nada específico. O primeiro garçom a atender o repórter “arranhava” o idioma. Mas logo em seguida, foi até a cozinha e solicitou ajudou de outra pessoa. Para alívio da equipe, o segundo atendente, que trabalha na cozinha do local, já havia morado em Londres e Itália, o que facilitou muito na hora dos pedidos. Apesar das dificuldades ainda encontradas, o atendimento superou as expectativas. O único questionamento que fica, além das evidências, é com relação à quantidade de gringos em um mesmo local e ao mesmo tempo. Se apenas com a equipe disfarçada já foi um grave problema, imagina com diversas mesas repletas de “gringos”. Os nomes dos locais foram preservados para não causar impacto na demanda.

Restaurantes preparados para o Mundial Seguindo na contramão, dois conhecidos restaurantes da cidade estão prontos para receber turistas estrangeiros. O Banzeiro Comida Amazônica, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, possui garçons que falam inglês, francês e

espanhol. “Além disso, passamos recentemente por um treinamento da Associação Brasileira de Bares de Restaurantes (Abrasel) e nosso cardápio é bilíngue, o que deve facilitar bastante a comunicação entre os clientes e atendentes”,

explica Samile de Almeida, auxiliar de relações públicas do local. O Choupana Restaurante, localizado em Adrianópolis, também conta com garçons e cardápios bilíngues. “Nossos funcionários estão devidamente prepa-

rados para receber tanto os turistas estrangeiros quanto os próprios brasileiros. Independentemente da região da qual o turista seja, todos estão capacitados”, afirma Simone Nogueira, assistente administrativa do restaurante. RICARDO OLIVEIRA/ARQUIVO EM TEMPO

Os bares visitados revelaram falta de preparo para atendimento a clientes de língua estrangeira durante a Copa do Mundo


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Dia a dia

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‘Te vira, este é no inglês!’

Motoristas de táxis cujos serviços foram utilizados pela equipe do EM TEMPO demonstraram falta de familiaridade com a língua inglesa, apesar dos cursos oferecidos pela Prefeitura Municipal de Manaus e pela Amazonastur RICARDO OLIVEIRA

MELLANIE HASIMOTO Equipe EM TEMPO

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alta pouquíssimo tempo para o início da Copa. Manaus espera milhares de turistas estrangeiros, mas alguns serviços básicos não estão a par com o idioma falado por essas pessoas. A língua inglesa, considerada universal, não é falada por muitos motoristas de táxi, que esperam transportar alguns dos 80 mil turistas durante o período da competição. Para avaliar como está o inglês dessa categoria, a reportagem do EM TEMPO percorreu alguns lugares para descobrir se ao menos acontece um “embromation”. O ponto de partida foi o Tropical Hotel, na Zona Oeste. A reportagem tomou um táxi do ponto que fica localizado nas dependências do hotel com destino a um bar da rua Rio Branco, no Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus. “Com licença, onde eu pego um táxi?”, foi perguntado, em inglês, a um motorista do ponto que estava esperando outro cliente. “Ali”, disse, claramente entendendo a palavra táxi e apontando para um colega. “Shopping? Restaurante? Festa?”, perguntou novamente o profissional, enquanto sinalizava para o outro taxista. “Não, para um bar”. Ele entendeu a palavra bar, no momento em que o motorista manobrava.

Enquanto abria a porta, o primeiro motorista disse para o segundo. “’Mano’, te vira que este é no inglês!”. O taxista olhou pelo retrovisor, esperando o endereço. Supostamente, o turista, antes de sair do hotel, tem em mãos as informações do local para onde quer ir. Com o sotaque mais carregado possível, ainda assim o motorista entendeu o nome do local e começou a corrida. Os carros do ponto do hotel não contam com taxímetro, já que as corridas são tabeladas. Durante o trajeto, havia trânsito intenso na avenida Coronel Teixeira, próximo a um shopping, onde acontecia um evento em um salão de festas. “O que está acontecendo?”, foi perguntado, em inglês. Sem obter resposta do motorista, a reportagem buscava puxar assunto, para saber se ele pelo menos entendia, já que trabalha em um dos hotéis que mais recebe turistas estrangeiros na capital. “Quantos minutos leva daqui até o bar?”. O motorista entendeu algumas palavras, e respondeu, “enrolando” a língua, “vinte minutos”. Em português mesmo. Após 25 minutos, a chegada ao destino. Perguntado sobre o valor da corrida, o taxista respondeu, em firme e claro inglês: “sixty-five”, ou salgados R$ 65. Ele, entretanto, percorreu o caminho na boa fé, sem desvio de percurso.

Profissionais tem opção de cursos

Taxistas têm à sua disposição cursos de língua inglesa para lidarem com o público estrangeiro

Relutância com o outro idioma O segundo trajeto aconteceu do cruzamento das avenidas João Valério e Djalma Batista, Zona Centro Sul, até o Teatro Amazonas,no Centro - 4 quilômetros de distância, em um percurso que demora pouco mais de oito minutos, sem trânsito. O taxista, de uma empresa cuja frota cobre

praticamente toda a cidade, aceitou a corrida um pouco relutante. O pedido “Amazon Theater, please!” foi recebido com um olhar de incredulidade. A intimidação do motorista era perceptível, mas recusar a corrida era pouco provável. Sem entender di-

reito, o jeito foi tentar usar mímica e palavras-chave: segurando um violino imaginário, “music!”, “big pink building” (prédio grande e rosa), “downtown!” (Centro), e nada. Até que quando ouviu a palavra “ópera!”, o motorista entendeu que era o Teatro Amazonas.

Hoje, em Manaus, trabalham mais de 5 mil taxistas (4.021 cadastrados no sindicato da categoria e outros 1,5 mil auxiliares). De acordo com Luiz Augusto Lins, presidente do Sindicato dos condutores autônomos e taxistas de Manaus (Sintaxi), a Prefeitura de Manaus e a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) ofereceram cursos básicos de idiomas para os interessados, mas muitos optaram por aulas particulares. “Não temos como elaborar essas estatísticas, então nos baseamos pelos números oferecidos pela as oferecidas pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/AM) e pela Amazonastur”, informou.


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E seja o que Deus quiser! O plano de mobilidade urbana que previa melhorias no sistema viário e de transporte em Manaus não saiu do papel em sua totalidade. Agora se corre contra o tempo para entregar obras em andamento e tentar minimizar transtornos

RICARDO OLIVEIRA

DENY CÂNCIO Especial para o EM TEMPO

A

s duas grandes obras de mobilidade urbana que a Copa do Mundo deixaria para Manaus, geradoras de expectativas para organização do trânsito na cidade - o metrô de superfície e o monotrilho - se tornaram utopia. O projeto BRT (Bus Rapid Transit), atrelado ao monotrilho, não saiu do papel e a prefeitura optou pelo BRS (Bus Rapid Service) que contemplou as obras de novas paradas de ônibus, criação da faixa azul (exclusiva para coletivos), restaurações em avenidas e linhas especiais para atender as alterações de trânsito e transporte coletivo nos dias de jogos na Arena da Amazônia e funcionamento do evento cultural Fifa Fan Fest, que será realizado no anfiteatro da Ponta Negra, durante todo o período do Mundial. O monotrilho e o BRT foram projetados pelos governos federal e estadual e pela Prefeitura de Manaus, e previstas na Matriz de Responsabilidade da Copa. No entanto, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) explica que em dezembro de 2012, o governo federal retirou a BRT da Matriz, e a Prefeitura de Manaus optou pelo projeto BRS (Bus Rapid Service). A alternativa foi possível tanto em relação a custos quanto a tempo programado para execução. À SMTU coube a responsabilidade da criação de novas linhas de transporte viabilizando acesso dos torcedores ao entorno da Arena e linhas específicas aos dias de jogos. De acordo com diretor Waldir Frazão, 56% do público vai utilizar o transporte coletivo ao se dirigirem aos jogos e outros 30% se dirigirão à Arena a pé. “Além das 61 linhas que já circulam pelo entorno da Arena, criamos mais nove dedicadas para o transporte específico do torcedor até o local dos jogos. São linhas especiais que funcionarão somente nos dias dos jogos. Já no caso da Fan Fest

vamos operar normalmente com as seis linhas destinadas para Ponta Negra e somente em dias de atrações nacionais, quando o público esperado pode ser maior, vamos reforçar a frota”, explicou Frazão. Além disso, a SMTU se comprometeu com a recuperação dos corredores viários e com a reforma das plataformas e dos terminais de integração, bem como a construção de novas paradas de ônibus. A SMTU salienta a implantação da faixa exclusiva para ônibus (linha azul) do Sistema BRS na avenida Constantino Nery e diz que parte dos condutores já a tem respeitado, e aponta as obras de recupe-

OPÇÃO

O governo federal retirou o Bus Rapid Transit (BRT) da matriz da Copa, levando a prefeitura a optar por outro sistema com menor custo e melhor tempo programado para a execução ração do canteiro central da mesma avenida e da ponte do São Jorge fatos influenciador na fluidez do trânsito dessa via. O Plano de Mobilidade, segundo Frazão, foi traçado a partir de estudos do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), SMTU, Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), além da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa). A operação de mobilidade urbana incluiu a obra da Ponte do São Jorge, Zona Oeste da cidade, que será entregue na próxima quinta-feira (5) pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), mais 12 plataformas centrais no trecho da avenida Camapuã. A secretaria frisa a finalização dentro do cronograma previsto, com pequeno aditivo no prazo, a cerca de seis dias para o início dos jogos.

Para driblar os problemas causados pelas mudanças no plano de mobilidade urbana, intervenções no trânsito foram definidas

Prazos estourados e entregas adiadas O projeto BRS abrangeu as vias que circundam os quatro eixos principais do Mundial, que são oaeroporto internacional Eduardo Gomes, Arena da Amazônia, Ponta Negra e Centro, que recebem serviços de infraestrutura pela equipe da Seminf desde agosto do ano passado. A secretaria afirma que concluiu reparos nas 42 plataformas (paradas do antigo Expresso) dentro

do mesmo perímetro, como também o recapeamento do asfalto, trocas de sarjeta, o meio-fio e calçada e adequações na iluminação das 15 avenidas do quadrilátero da Copa foram concluídas, tendo pendência em alguns trechos da calçada ao longo da avenida Djalma Batista. A importante obra para desafogar o trânsito de grande fluxo de veículos das zonas Oeste e Norte

Mudanças para organizar o tráfego na cidade

DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO

No estacionamento do Amazonas Shopping estarão disponíveis vagas para 2 mil carros; no Ciesa, mil; e no Millenium, 7,2m mil. Na saída dos jogos, frotas de táxis estarão disponíveis fora do Perímetro de Segurança, em cinco pontos diferentes: rodoviária, conjunto Eldorado, SPA Alvorada, colégio La Salle e nas proximidades do conjunto Kíssia. Os espaços reservados e limitados para estacionamento estarão localizados ao longo do Complexo Turístico da Ponta Negra, com isso, o desembarque de passageiros do transporte coletivo será na alameda Alaska, a poucos metros da entrada da Fifa Fan Fest. A área pública do Alphaville disponibilizará 950 vagas, e a avenida do Turismo, 980 vagas. As 240 vagas de estacionamentos da Ponta Negra serão destinadas

aos veículos credenciados. No caso da locomoção por meio de táxis, o desembarque será próximo aos limites do perímetro imediato da Fifa Fan Fest. Na saída, frotas de táxis estarão disponíveis nas vias alameda Alaska, Thales Loureiro, Turismo e Coronel Teixeira. Mudanças temporárias irão ocorrer no entorno da arena somente nos dias de jogos em Manaus e nas proximidades da Fan Fest. A operação no entorno da Arena da Amazônia começará a partir das 6h, com a implantação do Perímetro de Segurança. Algumas das mudanças serão a interdição das avenidas Lóris Cordovil, Pedro Teixeira, alameda do Samba e Belmiro Vianez, a partir das 6h, e da avenida Constantino Nery a partir do meio dia, no trecho entre o viaduto de Flores e a avenida Darcy Vargas.

Linha Azul: segundo a SMTU, respeito ao espaço tem crescido

da cidade, o complexo viário Torquato Tapajós, não será concluído no tempo previsto pela Seminf. As obras de terraplanagem foram prejudicadas pelas chuvas, mas as vias de movimento da alça que passa pela avenida Torquato Tapajós serão entregues no começo de junho, e o tráfego na avenida estará liberado, as obrascontinuam intensas e sem data prevista para entrega completa à população.

O monitoramento do tráfego nos dias de jogos da Arena será orientado por 210 agentes e outros 70 estarão em serviço na Fan Fest. Durantes os jogos, nas avenidas Djalma Batista, Constantino Nery, Darcy Vargas e Mário Ypiranga Monteiro o restante do trajeto deverá ser feito a pé, da mesma maneira como será feito por quem optar em ir de táxi ou veículo particular.


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Canarinhos da melhor idade

Na Fundação Doutor Thomas e no Parque do Idoso, a turma da terceira idade não vai deixar barato: os jogos da seleção brasileira já estão sendo aguardados com ansiedade e muita organização, para torcedor nenhum botar defeito FOTOS: IONE MORENO

Dona Valdeíde Marinho (segurando a bola) e seu grupo de amigas do Parque do Idoso: admiração com o esporte começou na Copa de 1970 e lhe dá autoridade de opinar sobre a seleção IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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etalhes da escalação da seleção brasileira, esquemas táticos e até mesmo as estimativas levantadas por especialistas, sobre as seleções com mais chance de conquistar o título da Copa do Mundo. Nenhuma informação escapa do olhar atento do aposentado Délio Contes, 84. É do sofá da Fundação Dr. Thomas (FDT) que o advogado e ex-jogador do time juvenil do Rio Negro, analisa pacientemente a preparação para o torneio. “O Brasil não está muito bem colocado. Os mais cotados são Alemanha, Espanha, Itália e França. É o que tem dado na TV, no Minuto da Copa”, informou e, após detalhada avaliação, com conhecimento de causa, ponderou. “A seleção de agora não é daquele tempo, e os times da Europa melhoraram muito, se dedicaram ao futebol, pegaram técnico estrangeiro. Os Estados Unidos contrataram um técnico alemão. Temos muito jogador bom, mas que vão jogar fora”. Apesar dos times europeus serem os favoritos, o aposentado acredita na possibilidade de classificação da seleção canarinho. Para ele, a atual escalação pode surpreender. Contudo, lamentou a não convocação do atacante do Santos, Leandro Damião. “A escalação é a melhor que pode ter no momento, quem ficou de fora que deveria ter sido escalado é o Leandro Damião. Ele já foi da seleção, ele é bom, joga da mesma posição do Fred”, avaliou. Há 15 anos na fundação, Délio faz questão de acompanhar todos os jogos do mundial e garantir uma boa posição no sofá ao lado dos

colegas. “Isso aqui fica lotado, com todo mundo torcendo. Vou assistir tudo daqui. Sempre assisto futebol, e se o Brasil se colocar (classificar), vamos torcer”, disse. Um dos finais mais emocionantes para ele, foi o dos pênaltis cobrados pelos jogadores do Brasil e da Itália, em 1994. “A melhor Copa que o Brasil fez e teve sorte muito grande, foi aquela que o italiano errou o pênalti e o Brasil ganhou”, lembrou. Na disputa, o Brasil conquistou o tetracampeonato por 3 a

AUTORIDADE

O advogado aposentado Délio Contes, de 84 anos, foi ex-jogador do time juvenil do Rio Negro e analisa pacientemente a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, que começa dia 12 de junho 2 nos pênaltis. Foi a primeira final de Copa definida pelos pênaltis. Acompanhar os jogos pela TV é um dos passatempos preferidos de Délio, que há 66 anos ocupava a linha do time Rio Negro, seu time de coração. “Joguei na linha pelo Rio Negro no time juvenil. Fizemos um torneio lá no Nacional, no tempo em que a sede era na Saldanha Marinho, onde hoje é o Tropical”, disse. A sede do clube ficava próximo à casa de Délio na rua Luiz Antony, no centro da cidade. Ele tinha 18 anos, quando se envolveu com o esporte. “Gosto de futebol, sempre gostei, é um bom esporte. Só torço pelo Rio Negro em Manaus”, disse. Depois, ele passou a investir na carreira de advogado, mas nunca abandonou a paixão pela bola.

Analistas esportivos e ajuda das ‘simpatias’ Quem vê os cuidados da servidora pública, Valdeída da Silva Marinho, 67, com a beleza, mal desconfia o que se esconde por trás da aparente vaidade. Antes de cumprir a carga horária de trabalho no turno da tarde, Valdeída divide sua agenda com os treinos de fut penalti: ela é goleira nas competições promovidas no Parque Municipal do Idoso. Além disso, a servidora também pratica caminhada, corrida, hidroginástica, dança de salão e natação – atividade que conquistou várias medalhas. A admiração de Valdeída pelo futebol é antiga e começou na Copa de 1970, quando o Brasil goleou a Itália de 4 a 1, em 21 de julho, no México, e arrebatou o tricampeonato. “Eu era bem jovenzinha, mas saí na rua me rasgando toda’. Acho que a melhor Copa para

mim foi quando o Brasil foi tetra. Era o time de Romário, Bebeto, Taffarel. Esse time agora (de 2014) tem tudo para ser igual ao do tetra, porque não tem ‘estrela’”, salientou. Por dentro da escalação, Marinho aprovou todas as convocações do técnico Felipão. Além da competência, para ela o que pode definir a conquista do título é a humildade que deveria ser uma característica sempre presente na equipe. “Se depois desta Copa sair alguma estrela, parabéns, mas agora o Brasil precisa é de bons jogadores”, sacramentou. Única botafoguense em uma família de vascaínos, Marinho já se programa para assistir os jogos na casa da filha e no Parque do Idoso com os amigos. “Quero um lugar bem animado”, disse. Apesar de ter dezenas de ca-

misas verde-amarela, que tem usado todos os dias, ela não acredita em simpatias para “dar uma mãozinha” para a seleção. “Acredito em bola no pé mesmo”, defendeu. Pulseira da sorte Ao contrário de Valdeída - avessa a simpatias - para a aposentada Lucy Brito, 64, toda ajuda é bem vinda. Dias antes do início dos jogos, ela resgatou o par de brincos e a pulseira verde-amarela que usa há três Copas. “Uso brinco e pulseira para dar sorte. Também visto a camisa do Brasil, faço isso todas as Copas. Pena que aqui em Manaus não vai ter jogo da seleção”, afirmou. Além da simpatia e do pensamento positivo, a aposentada também se interessa em entender particularidades do esporte, conhecer os jo-

gadores e acompanhar todas as novidades que envolvem a seleção brasileira. “Adoro futebol. Gostei muito da escalação, todos são profissionais de grande competência, como Neymar e o David Luiz. Acho que vamos chegar lá. Bem antes da escalação já tinha o pensamento que nossa seleção ia vencer”, desejou. Os torneios de futebol são, para a aposentada, uma oportunidade de curtir ao lado das 120 pessoas que compõem a família na casa na Vila Amazonas, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. “Não vou assistir aqui no parque (do idoso) porque na hora do jogo eu me empolgo tanto e pode sair um palavrão e, como têm idosas, de mais idade que eu, elas podem não gostar. Vou assistir na casa da família, reunir ela toda, já está tudo enfeitado”, disse.

Délio Conte, advogado aposentado: conhecedor e experiente no futebol, ele irá acompanhar os jogos com amigos da fundação


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A alegria é do torcedor

Quem não vai acompanhar os jogos na Arena da Amazônia - seja por não se interessar ou por não ter conseguido ingresso - direciona seus esforços para colocar no corpo e em seus espaços todos os elementos para torcer pela vitória brasileira ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

FLÁVIO GUIMARÃES Especial EM TEMPO

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clima da Copa do Mundo já tomou conta de Manaus oficialmente. A prova disso já pode ser vista nas ruas, nos rostos das pessoas, nos olhares, lugares e no jeito criativo que o amazonense manifesta toda essa euforia trazida com a realização de jogos na capital amazonense. A alegria e a confiança na vitória da seleção brasileira em cada um é maior do que qualquer frustração por não ter conseguido ingresso para ver os jogos dentro da Arena da Amazônia. Ruas e avenidas da cidade já expõem uma tradição comum nesse tempo que antecede a Copa. O espírito esportivo vai além dos muros das casas e invade portões, enfeita postes, fachadas e o chão das ruas de verde e amarelo. A rua Leonardo Malcher, no Centro, é uma das mais tradicionais a decorar os postes e o chão com enfeites, formas e pinturas adequadas ao tema da Copa. Uma das coordenadoras da iniciativa, a autônoma Semone Santos, 53, conta da alegria e entusiasmo de fazer esse trabalho nessa época. “Com dificuldades, mais ainda muita dedicação, conseguimos vencer os obstáculos da falta de apoio. Todos aqui se dispõem, mas garantimos a gratificação

daqueles que fazem as pinturas no asfalto e também enfeitam as ruas”, comentou, erguendo com orgulho uma réplica da taça da Fifa que possui em casa. Na rua 24 de Agosto, bairro Morro da Liberdade, Zona Sul, a paixão pelo futebol está nas formas montadas em bandeirolas, como as bandeiras do Amazonas e do Brasil, motivo de orgulho para moradores. O organizador da ornamentação, o artista plástico Aldo Barbosa,

TORCIDA

Na rua 24 de Agosto, no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul, o portal criado por moradores deve ficar pronto cinco dias antes do início da Copa, tendo levado mais de um milhão de bandeirinhas orgulha-se do trabalho que é feito com muito esmero e seriedade. “Começamos a fazer esse trabalho há cerca de dois meses e queremos inaugurar no máximo cinco dias antes do início do mundial, com portal e tudo”, adiantou. Ele contou que o resultado, considerado impressionante, é obtido por meio de eventos realizados aos domingos na própria rua para angariar recursos para compra de materiais e promover ativida-

des nos dias de jogos. Ele disse já ter gasto mais de R$ 20 mil no portal para a rua, mais de um milhão de bandeirinhas e 200 rolos de barbante até agora. Outra rua que mesmo com ornamentação tímida e com ar de simplicidade, como tantas outras da cidade, a rua Brasil, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona CentroSul, apresenta decoração mais discreta, contudo reflete o entusiasmo de seus moradores. No bairro Alvorada 1, na Zona Centro-Oeste, na rua 3, também pode-se conferir o colorido. Ansiedade e expectativa são os sentimentos com os quais hoje vive a professora e pedagoga Andreia da Silva Henriques, 33. Casada e mãe de um filho de 3 anos, ela e o esposo garantiram a presença no mundial em Manaus e vão assistir ao jogo entre Croácia e Camarões no dia 18 de junho. “Se não fosse por todas essas exigências da Fifa teríamos conseguido para os outros três jogos, mas para nós isso é uma vitória fantástica”, comemorou a professora. A professora contou que não planejaram nada, mas foram influenciados pela euforia que toma conta de todos nesse período. “Quando decidimos, resolvemos que se conseguíssemos para os outros jogos iríamos a todos, mas essas exigências para se adquirir os ingressos frustrou muita gente”, disse ela.

Rua 24 de Agosto, na Zona Sul: demonstração de criatividade e de orgulho pelo esporte

Temor, otimismo e criatividade Paralelo a tudo isso, certamente ainda permeia no imaginário de cada um que vai assistir aos jogos um sentimento de apreensão em torno dos acontecimentos que poderão surgir, não somente dentro, mas fora dos estádios. A professora Andreia, também, apesar de otimista, compartilha da mesma incerteza. “Sou muito otimista, temos que ser. E temos que fazer a diferença, porém, não podemos deixar de levar essa possibilidade a sério, mas entendo que o povo brasileiro, especialmente o manauense,

vai dar exemplo de cidadania e respeito”, prevê. Ela acrescentou que quanto mais se aproxima o evento futebolístico, a ansiedade aumenta. Alheia e esperançosa ao mesmo tempo com essas questões, a professora diz como planejou ir à Arena da Amazônia. “Combinamos meu marido e eu de irmos de carona com meu pai. Ele vai levar, porém, se não der para buscar, voltaremos de táxi ou mesmo nos transportes alternativos. São muitas restrições no entorno da arena, é melhor não arriscar”, ressaltou.

Mesmo para quem vai estar fora dos muros da arena, não vai faltar criatividade para acompanhar os jogos. O contabilista João Alves mantém um grupo pessoal na rede social Whatsapp para compartilhar informações inclusive sobre o mundial entre os amigos. Ele é um desses que vai usar da criatividade para, mesmo não indo à arena, vibrar com os jogos realizados aqui. “Por meio do nosso grupo no Whatsapp, vamos combinar na casa de quem nos reuniremos a cada jogo”, contou.


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Segurança à toda prova

Plano Operacional Integrado da SSP-AM prevê 15 mil servidores atuando de forma direta e indireta durante os jogos da Copa em Manaus. Ação nacional vai afetar também voos nos aeroportos das cidades-sede em todo o Brasil DIEGO JANATÃ/ARQUIVO EM TEMPO

IVE RYLO* Equipe EM TEMPO

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erca de 5 mil servidores irão compor o efetivo de segurança que irá atuar de forma direta durante os quatro jogos do campeonato mundial em Manaus, de acordo com informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM). A estimativa é que cerca de 10 mil profissionais atuem de forma indireta no Plano Operacional Integrado de Segurança. Eles fazem parte das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), secretarias-adjuntas de Inteligência (Sesai), do Ronda no Bairro (Searb), de Grandes Eventos (Seasge), Corregedoria e Ouvidoria geral, Instituto Integrado de Ensino (Inep) e Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops). Segundo a SSP, todos participaram de treinamentos, desde 2011, tanto em Manaus, como em outros Estados e em outros países, possibilitando a aplicação de técnicas modernas para gestão de conflitos e, assim poder atuar de maneira efetiva no plano integrado para a Copa do Mundo. Outro investimento realizado foi a análise de risco de cenário, desenvolvida pela Secretaria Executiva de Inteligência (Seai) da SSP-AM e

a Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) que possibilita o conhecimento de situações e o respectivo planejamento e aplicação dos recursos. Terão atenção especial no Plano Operacional Integrado de Segurança não somente a arena, os centros oficiais de treinamento, os hotéis oficiais das delegações, as rotas protocolares, os estacionamentos e pontos de triagem de acesso, o aeroporto, portos, rodoviária, Fan Fest, public views e outros locais com grandes concentração de público, consideradas estruturas críticas, mas também centrais de energia e abastecimento de água, entre outras. Também haverá policiamento durante a transmissão dos jogos da seleção brasileira no Fan Fest na praia da Ponta Negra, Zona Oeste, que deve receber 100 mil pessoas. Trinta câmeras de alta resolução além de potente imageador aéreo, acoplado a helicóptero, serão utilizadas durante os jogos, bem como as 340 câmeras já espalhadas por toda a capital. Um montante de R$ 120 milhões por parte do governo federal esta sendo investido em todo aparato de segurança e treinamento das equipes que serão empregadas na Copa do Mundo. * Com matéria da SSP-AM

Esquema de segurança vai abranger a Arena da Amazônia, seu entorno e outros locais considerados como estruturas críticas

Grupamento de Eventos vai atuar na Copa Fazem parte do efetivo policial 502 alunos formados no Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), na última sexta-feira (30). O grupo remanescente do cadastro de reserva do concurso público realizado em 2011 - integra o Grupamento de Eventos, que vai atuar na capital durante os

jogos da Copa. Após o Mundial, será incorporado ao programa Ronda no Bairro, que está em fase de expansão para o interior do Estado. Na próxima segunda-feira (2), será inaugurado o Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R), que fará interface com o CICC Nacional, em

Brasília e Rio de Janeiro. Tráfego aéreo A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que haverá restrição no tráfego aéreo durante os jogos em nove cidades. Os pousos serão suspensos quatro horas após o início das partidas e uma hora antes dos jogos no aeroporto

internacional Eduardo Gomes em Manaus, e nas cidades de Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Cuiabá, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Já, em São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, serão suspensas as decolagens no momento das disputas, o que pode afetar cerca de 800 voos em todo país.


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Cores a gosto do freguês Para torcer pela seleção brasileira, o amazonense não mede gastos e corre atrás de tudo para enfeitar seu espaço, mas são as camisas os itens mais procurados para as reuniões das torcidas entre famílias e amigos em dias de jogos ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

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o centro de Manaus, os comércios disponibilizam diversos adornos decorativos ao torcedor da Copa: bandeirolas, chapéus, colares, bolas gingatescas e comésticos nas cores verde-amarelo. O torcedor amazonense se encanta com as novidades do mercado e a variedade de artigos decorativos, contudo a recordista do consumo é a camisa canarinho (nas cores verde e amarela), apontada como sucesso de compra entre os torcedores de todas as idades, segundo os lojistas da área comercial. Com a mesma intenção de outros torcedores, a dona de casa Marli Matsui, 48, definiu como prioridade nas compras a camisa da seleção brasileira a todos que irão compor a sua torcida organizada. “Para todos os membros da família compramos a peça verde e amarela, item indispensável”, comenta. Matsui revela que parte do orçamento deste mês foi destinado a produtos da Copa. “Iremos assistir aos jogos na casa de amigos. Comprei chapéu, bandeiras, vuvuzelas e até pandeiro para animar, e levarei a toalha de mesa com o tema da Copa. Gastei cerca de R$ 270 nestes últimos retoques”, diz.

Em meio a tantos itens na loja, a dona de casa Mara Barbosa, 52, estava na procura de instrumentos para agitar a torcida da família durante os jogos e adquirir objetos decorativos. “A minha casa está pronta com pintura nova nas cores do Brasil. Vim comprar os adereços para reunir a família e formar a nossa torcida organizada, que já está com a camisa pronta para vestir nos jogos. Faltavam os instrumentos para fazer barulho na hora do gol e estou levando bate-bate, corneta e bandeirolas para acrescentar à decoração da casa”, relata. Mara diz que a mídia a incentiva ao consumo dos artigos personalizados. “É contagiante esse movimento, diferente da energia das outras Copas. Estamos recebendo este evento internacional no nosso país, e, além disso, Manaus é subsede. Torço pela nossa seleção e pelo hexa”, conta, entusiasmada. A vendedora Franci Andrade, 27, relata que na loja em que trabalha as bolas de futebol gigante foram o “boom” das vendas. O artigo, além de decorar o ambiente dos torcedores, era atração para as crianças. As tintas para os “caras pintadas” disputou o lugar na preferência com outros cosméticos. “Após acabarem as bolas gigantes, percebemos que as pinturas de rosto tiveram muita procura”, conta.

Lojistas atentos ao consumo A paixão do amazonense pelo futebol tem colorido as casas, caracterizado os torcedores e todo ânimo tem sido levado às ruas. Os carros e motos dos amazonenses desfilam nas cores verde e amarela. Em uma loja de variedades, as capas de capôs e bandeirinhas para motos exibem a bandeira nacional, “O material de revestimento no capô e o adereço nas motos têm grande saída”, diz o vendedor Elcio Santos, 33. O empresário José Moreira, 76, concorda que o produto mais consumido é a camisa da seleção, não importando o modelo de manga curta ou longa: o torcedor parece querer entrar em campo junto com a seleção. “Percebi que a procura era grande pelas blusas do Brasil e defini um preço popular de R$ 30”, observa. Venda de produtos padronizados para a Copa em loja de Manaus: artigos adequados ao público


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opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

Capa

ilustração de Deborah Paiva

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Uma visita a Nollywood

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As chaves da verve de Chico

E outras 8 indicações culturais. Pág. 2

Recursos que ressoam nas letras do trovador. Pág. 3

O clube da luta boliviano

Ritual violento divide opiniões no país andino. Págs. 4 e 5

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Saberemos tomar conta de nós?

Diário de Lisboa. Pág. 6

Do arquivo de Leão Serva São Paulo, 1983. Pág. 7


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 9 INDICAÇÕES

LUIZ BRAGA/DIVULGAÇÃO

BRASILEIRO DEBATE | PODER PROVISÓRIO A exposição de 86 fotos dos do acervo do MAM de São Paulo termina no dia 15, mas antes o museu realiza debate e lançamento do catálogo. Estarão na mesa o curador da mostra, Eder Chiodetto, o curador da instituição, Felipe Chaimovich, a pesquisadora de antropologia da Unicamp Fabiana Bruno e a professora de comunicação da UFRJ Ivana Bentes. MAM - SP | tel. (11) 5085-1300 | sáb. (7), às 15h | grátis

‘Asas Encarnadas’ (2014), Salvaterra, Ilha de Marajó, PA

EXPOSIÇÃO | DECO FARKAS “Esse Treco”, primeira individual do muralista e grafiteiro, traz pinturas sobre madeira e parede, além de vídeos. O universo do artista, que nos trabalhos de grafite adota o codinome Treco, é povoado por criaturas fantásticas. Galeria Virgilio | tel. (11) 2373-2999 | qua. (4), às 20h | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 19/7

Folha - Qual o papel de Bazin no desenvolvimento da crítica de cinema? Ismail Xavier - Ele é um autor capital na história da crítica, pilar na análise do cinema moderno, nos anos 1940. Sua erudição e olhar arguto criaram balizas novas para a percepção do estilo, e sua noção de realismo na forma reuniu a constelação “Jean Renoir, neo-realismo, Orson Welles, Robert Bresson”, para além das diferenças de conteúdo e tema. Ele nos deixou ensaios notáveis nos vários gêneros e na relação com pintura e teatro.

PREMIO | GRAVURA EAV PARQUE LAGE + MUL.TI.PLO Os candidatos selecionados vão participar por um mês das Oficinas de Imagem Gráfica da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio. Um deles irá para uma residência de 15 dias na Scuola Internazionale di Grafica, em Veneza. Regulamento e inscrições em eavparquelage. rj.gov.br | até 13/6 LIVRO | A REPRESENTAÇÃO MATEMÁTICA DAS NUVENS Quarta coletânea do poeta, letrista e compositor arrudA, parceiro de músicos como Tatá Aeroplano, Peri Pane e Alzira E, reúne 89 poemas, alguns deles breves como “o vagalume quando apaga/acende a lua na água”. Patuá | R$ 30 | 96 págs.

POP

Qual a importância da reedição desse livro em português? Bazin é leitura indispensável para quem se interessa pela cultura visual do século 20. Fundador, em 1951, da influente revista “Cahiers du Cinéma”, em que militaram os jovens da nouvelle vague, seu pensamento está vivo no diálogo da crítica. Ele não sistematizou uma teoria, mas foi mestre na relação conceito-imagem no exercício da crítica, e é retomado por distintos teóricos. Como seu pensamento influenciou a crítica do brasileiro Paulo Emilio Sales Gomes? Paulo Emilio conheceu Bazin quando vivia na França, entre 1946 e 54, momento de sua pesquisa sobre Jean Vigo. São ambos de uma geração que pensou o cinema nos termos da constelação moderna, mas atentos também à indústria. Um traço comum entre eles é que o conceito se cria no ensaio crítico, em interação com os filmes. (ÚRSULA PASSOS)

‘Peixe com Rodas’ (2013), grafite e caneta sobre MDF

LIVRO | CARL SCHMITT Em “O Nomos da Terra no Direito das Gentes do Jus Publicum Europaeum”, o pensador alemão (18881985) se volta ao direito internacional. Ele mostra a formação e declínio de uma ordem europeia, do século 16 à Primeira Guerra Mundial. trad. Alexandre Franco de Sá, Bernardo Ferreira, José Maria Arruda e Pedro Castelo Branco | Contraponto | R$ 78 | 360 págs.

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CINEMA | BEM-VINDO A NOLLYWOOD Em sua última semana, a mostra de filmes feitos na Nigéria exibe oito longas. “Living in Bondage”, de 1993, que passa hoje, às 17h, marca o início de uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo, ao lado de Hollywood e de Bollywood. Já em “Osuofia in Brazil”, de 2013, homem se faz passar por professor para ser enviado ao país em busca de ideias para sua comunidade. Cine Olido | tel. (11) 3331-8399 | R$ 1 | até 5/6

ESTRANGEIRO

SARAU | FERNANDO LEMOS Evento paralelo à mostra “Ex-Fotos”, do artista português radicado no Brasil, promove a leitura de poemas dele e de Sophia de Mello Breyner Andresen (19192004), selecionados pelos professores de literatura da USP Augusto Massi e Paola Poma. Lemos, que completou 88 anos, participará da leitura. Galeria FASS | tel. (11) 3037-7349 | sáb. (7), às 11h | de ter. a sex., das 11h às 19h, e sáb., das 11h às 17h | grátis | até 28/6

DIVULGAÇÃO

ERUDITO

LIVRO | O QUE É O CINEMA? A “Ilustríssima” faz três perguntas ao crítico e professor Ismail Xavier sobre o livro do francês André Bazin (1918-58), relançado em versão ampliada. (Cosac Naify, trad. Eloisa Araújo Ribeiro R$ 49,90, 416 págs.).

EXPOSIÇÃO | LUIZ BRAGA “Retumbante Natureza Humanizada” traz 160 imagens do fotógrafo paraense realizadas desde 1976. Além das fotos, muitas delas feitas em Belém e na Ilha de Marajó, a mostra, com curadoria de Diógenes Moura, inclui vídeo do coletivo paraense Cêsbixo, inspirado no artista. Sesc Pinheiros | tel. (11) 3095-9400 | de ter. a sex., das 10h30 às 21h30; sáb. e dom., das 10h30 às 18h30 | grátis | até 3/8

Folha.com

Ilustríssimos desta edição CARLOS RENNÓ, 58, letrista e jornalista, é autor de versões brasileiras de canções de Cole Porter, como “Façamos (Vamos Amar)”, gravada por Chico Buarque e Elza Soares, e do livro “Cole Porter “” Canções, Versões” (Pauliceia). DEBORAH PAIVA, 64, é artista plástica. FABIANO MAISONNAVE, 38, é repórter especial da Folha. ISABEL COUTINHO, 47, é repórter do jornal português “Público”. JOSELY VIANNA BAPTISTA, 56, escritora e tradutora, publicou “Roça Barroca” (Cosac Naify). LEÃO SERVA, 54, colunista da Folha, é autor de “Um Tipógrafo na Colônia” (Publifolha). RODRIGO MACHADO, 33, é repórter fotográfico da Folha.

ARTES Artigo defende que obras que causam indignação são essenciais para fimdo cinismo quanto à arte contemporânea FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha FERNANDO LEMOS Veja imagens da série “ExFotos” >>folha.com/ilustrissima


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Música

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Para tirar efeito igual Jogos e joias na obra de Chico Buarque RESUMO Ao longo de sua carreira como compositorletrista, Chico Buarque fez uso constante do recurso poético da aliteração, tanto em seus sambas de conteúdo social quanto nas canções sensuais. Mas seus jogos de palavras vão além, e se assemelham ora a dribles do futebol-arte, ora a canções de trovadores da Idade Média.

CARLOS RENNÓ

Chico Buarque sempre foi um grande cultor das aliterações. Desde o início do seu longo percurso de compositor-letrista

fora de série, ele se notabilizou pela mestria no emprego delas, como comprova um de seus primeiros sambas de conteúdo social e grande expressão, “Pedro Pedreiro” (1965). A luxuriosa “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, parceria com Ruy Guerra de um pouco mais tarde (1972), clássico que integra outra vertente importante da obra de Chico, a das canções sensuais, ricas em sugestões sexuais, também é balizada por palavras aliterantes. Embora com o tempo as aliterações tenham se tornado menos frequentes em sua obra, nem por isso Chico deixou de praticá-las com assiduidade. Na verdade, economizou esteticamente o seu uso. Assim, por exemplo, “Iracema Voou” (1998) apresenta, sobre a suavidade das frases melódicas, duas passagens assinaladas respectivamente por delicados eles (levemente entremeados de pês) e “ch”s. Ambos muito apropriados para colaborar para a transmissão do

sentimento de ternura, investida de alguma ironia, para com a personagem do título: “Leva roupa de lã/ E anda lépida/ [...] Lava chão numa casa de chá”. Desde que o linguista e crítico Roman Jakobson, ao lado de outros nomes do formalismo russo, se dedicou sistematicamente ao estudo dos efeitos sonoros na poesia, as aliterações e outros jogos de palavras e sons se constituem como recursos definidores da especificidade da linguagem poética. Se isso vale para toda poesia, é ainda mais válido quando se trata da melopeia, a modalidade em que a seleção vocabular se orienta pela propriedade musical dos termos, em que eventos sonoros como paronomásias, rimas inclusas, desempenham papel fundamental. Normalmente, no entanto, tem-se uma concepção bastante limitada da qualidade estética das aliterações. Para a maioria, elas são indistintamente vistas tão só como uma proliferação ornamental de fonemas com

sons idênticos ou parecidos. Na obra de Chico, porém, há uma abundância de demonstrações do emprego artístico superior desse procedimento. As aliterações podem vir com anagramas, como em “A Rita” (1965): “[Levou seu retrato,] seu trapo, seu prato”. Ou na citada “Iracema Voou” (de um período em que as aliterações, como as rimas, já se rarefaziam e se refinavam): “Não domina o idioma inglês” (imperfeito, sim, mas bom). Ou então se constituir de palavras de um mesmo campo semântico, estabelecendo o que poderia ser visto como aliterações de som e de sentido. Veja-se este verso, de “Mambembe” (1972): “Mendigo, malandro, moleque, mulambo, bem ou mal”. Ou estes, de “Ana de Amsterdam” (1972/3): “Sou Ana do dique e das docas”; “Da cama, da cana, [...] bacana (sacana)”. De “Jorge Maravilha” (1974), “[Ela gosta do tango, do dengo,] do mengo domingo...”. Ou, de “Feijoada Completa” (1977),

este: “Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão”. Perfeitos, não? Mas o grau de complexidade e originalidade na aplicação desse recurso não fica por aí, havendo ocasiões em que os sons dos trechos aliterantes chegam a remeter ao significado deles, promovendo um isomorfismo de especial valor. “O povaréu sonâmbulo/ Ambulando/ Que nem muamba/ Nas ondas do mar”: nessa passagem de “Carioca” (de 1998) podemos “ver” (tendo como referência as latas de maconha que tinham sido descobertas boiando nas águas do Rio, os versos, além do mais, são de uma força imagética a toda prova) as pessoas, de manhãzinha, a perambular ante nossos olhos ainda não plenamente despertos. O que dizer das linhas de “Morena de Angola” (1980)? Quase toda ela chiante, a letra, literalmente, efetivamente, chocalha do começo ao fim, tal e qual a musa sensual e militante que ela canta e “que leva o chocalho amarrado na canela”,

deixando o poeta indeciso se “ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela”. Chico trata a palavra cantada como o craque de futebol trata a bola; com o mesmo carinho, a mesma classe. E nesse tratamento explora as imensas possibilidades sonoro-criativas da nossa língua, o português brasileiro. Um artífice da palavra do quilate de Chico Buarque não apresentaria uma concepção comum de rima. Nesse sentido, alguns exemplos são bastante ilustrativos, constituindo pequenas joias a descobrir em sua obra. Observe-se o que sucede na já referida “Iracema Voou”, canção que refletiu a onda da mudança de brasileiros, na segunda metade da década de 90, para o exterior, mais precisamente para os Estados Unidos. Muito a propósito, Chico escolheu para a sua imigrante o nome, anagrama de América, da personagem do romance romântico de José de Alencar.


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Sociedade

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Briga de roda nos Andes Impasses em torno de um ritual boliviano viram verdadeiro clube da luta latino RESUMO Na Bolívia repete-se ano a ano o Tinku, festival de lutas pré-colombiano, cujo nome significa “encontro” e que asseguraria boas colheitas. O governo de Evo Morales, que prega a revalorização da cultura indígena, rebate as críticas à violência que chega a causar mortes, dizendo que ela foi introduzida pelos espanhóis.

FABIANO MAISONNAVE FOTOGRAFIA RODRIGO MACHADO

Aos quatro anos, José Luiz Cruz caminhou com os pais por cerca de uma hora até a praça central do vilarejo de Macha, no altiplano boliviano. O filho de camponeses, vestido em coloridos trajes bordados, marchou e dançou com o seu grupo em volta da praça principal. Depois, foi colocado em um círculo e, incentivado pela comunidade, trocou socos com outra criança do seu tamanho. Era a primeira vez que Cruz, hoje com 27 anos, participava do Tinku (“encontro”, em quéchua), festa ritual realizada principalmente no norte do departamento de Potosí. “Desde então, só perdi um Tinku, porque estava no Exército”, contou ele à Folha, a dois dias do ritual, que, em Macha, costuma ocorrer no início de maio. Não se sabe quando o Tinku começou a ser celebrado, mas os primeiros espanhóis que chegaram à região, no século 16, o descreveram. Apesar de sua rotina de lutas sangrentas e mortes, persiste como a celebração anual mais aguardada da região. Fora dessa data, Macha e seu entorno, de altitude média de 3.500 metros acima do nível do mar, sobrevive da agricultura de subsistência, praticada em pequenas faixas de terra incrustadas em montanhas pedregosas. Algumas comunidades só falam quéchua, e as mais distantes estão a até quatro horas do “casco urbano”, de apenas 2.000 habitantes. Desde o período colonial, o ritual vem sofrendo modificações, sendo a mais visível a homenagem a Cristo, a ponto de também ser conhecido como Festa da Cruz. Outra mudança, mais recente, tem a ver com a presença de policiais. Nos anos 1970, durante a ditadura militar, o governo enviou tropas do Exército para tentar impedir o Tinku. A partir daí, explica o antropólogo italiano Michele de Laurentiis, que defendeu

um doutorado sobre o tema na Universidade de Messina, a participação das forças de segurança foi “se institucionalizando” e atualmente é negociada entre líderes camponeses e os governos locais. Nos últimos anos, coube ao presidente do país, Evo Morales, tentar influenciar o Tinku. Ao mesmo tempo em que se tornou protegido por uma lei, o rito vem sendo relido pelo governo, por meio do viceministério da Descolonização. Segundo essa revisão oficial, a violência foi introduzida ao ritual pelos espanhóis – o problema é convencer os camponeses disso. Pachamama No primeiro domingo de maio, membros de cerca de 70 comunidades rurais lotaram as ruas de Macha para render homenagem a Jesus Cristo e a Pachamama (mãe-terra), dançar ao som do charango (instrumento de cordas) e da jula jula (flauta andina). Vão ao local para confraternizar, cortejar, consumir grandes quantidades de chicha caseira (bebida alcoólica feita do milho), batizar os filhos na igreja – e, sobretudo, para tomar parte de sangrentas brigas individuais e coletivas que às vezes terminam em morte. Para o Tinku deste ano, foram enviados 54 policiais a Macha. Empunhando chicotes no lugar de cassetetes, eles organizaram centenas de lutas entre camponeses, moderando a violência. A grande preocupação é evitar os óbitos, bastante frequentes até poucos anos atrás. Caso ocorram, porém, não há inquérito. Durante o Tinku, o que vale é a Justiça originária, baseada na lei indígena e que, pela nova Constituição boliviana, ocupa o mesmo nível hierárquico que a Justiça comum. A rotina se repetiu durante todo o dia: aos gritos de “cancha, cancha” e distribuindo chicotadas, os policiais formam um pequeno círculo em meio a dezenas de camponeses divididos entre as comunidades (ayllus) de cima e as de baixo,de acordo com sua posição na formação da roda. Trocas de olhares, provocações e dedos apontados são os signos usados para acertar as brigas entre membros de cada grupo. Concedida a autorização policial, os oponentes entram no círculo e passam a trocar socos freneticamente – os poucos que levantam guarda ou se esquivam, como no boxe, são ridicularizados pelo adversário e até retirados da luta. A briga dificilmente chega a durar um minuto: quando um oponente cai ou está perdendo, os policiais retomam os chicotes para afastar os contendentes, aos gritos de “basta”. Quase todos saem sangrando, às vezes profusamente. Alguns precisam ser carregados. Os desafios envolvem todas as

faixas etárias e mulheres, embora a maioria seja entre homens jovens e de meia-idade. A reportagem só presenciou duas lutas entre mulheres e nenhuma de crianças. Os cerca de 20 estrangeiros presentes, entre turistas e jornalistas, eram recebidos com reações variadas. Muitos se incomodavam com as câ-

ORIGEM

Não se sabe quando realmente o Tinku começou; os primeiros espanhóis que chegaram à região, no século 16, o descreveram – mas desde então, vem sofrendo modificações

meras, outros ofereciam entrevista em troca de dinheiro e uma minoria se prestava a explicar o Tinku espontaneamente ou convidava para tomar um trago. Um fotógrafo espanhol aceitou chichas demais. Embriagado, levou socos e teve a câmera roubada. A subprefeitura foi avisada e conseguiu devolver o equipamento no dia seguinte, salientando que, “em Macha, nada se perde”. Na praça, a intensidade das provocações entre os dois grupos costuma aumentar até as brigas se multiplicarem e se transformarem numa batalha campal. A polícia lança mão do spray de pimenta, enquanto as mulheres tentam separar brigas dos maridos com chicotes ou varetas. Quando tampouco isso é sufi-

ciente ou se os grupos começam a lançar pedras, chega a vez do gás lacrimogêneo. A correria e a dispersão duram apenas alguns minutos, até os policiais recuperarem o fôlego e organizarem novamente a “cancha”. Pluralismo “A lei fica sem efeito um dia por ano”, explica o diretor de assuntos jurídicos do Ministério de Culturas e Turismo, Marvin Molina. “A polícia não pode impedir o enfrentamento físico, apenas os excessos na realização da cultura originária. É um dos poucos lugares do mundo onde se vive o pluralismo jurídico”. A violência é explicada de maneira contraditória pelos participantes. O sangue derramado e a morte são justificados como uma oferenda a

Pachamama em troca de uma boa colheita. A briga em si ocorre por “costume”, explicam. Ao mesmo tempo, a intervenção policial não é contestada, embora muitas vezes se revele impotente. Cruz, que, além de agricultor, está no seu primeiro mandato como vereador pelo partido governista MAS (Movimento ao Socialismo), explica: “Se há luta e sai sangue, é uma homenagem a Pachamama, para que tenha um bom ano na agricultura. Quando morre gente, é um bom ano, um ano produtivo. Quando não morre gente, a produção cai para o ano seguinte. Nestes dois últimos anos sem mortes, tivemos granizo e desastres naturais”. E, no mesmo fôlego, arremata: “Nós, como governo municipal, estamos evitando mortes.


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Todo o caráter violento do rito vem representando um desafio para Evo Morales, primeiro presidente indígena da Bolívia, originário da etnia aimará, que não participa do Tinku

contradições entre essa proposta e a atuação do viceministério da Interculturalidade, também ligado à pasta de Culturas. “Da mesma forma que o vice-ministério da Descolonização pretendia eliminar as marcas coloniais, como templos católicos, o de Interculturalidade estava feliz de poder reformar os mesmos templos”.

do século 16. “A luta existia antes dos espanhóis, mas depois perdeu o conceito de jogo”, disse Burgoa. “Foi a Igreja que impôs a batalha campal para defender as suas fazendas e para entreter as suas festas”. Agora, afirma, a presença da polícia é necessária por causa de “gangues e delinquentes” vindos dos grandes centros. “A contaminação cultural é terrivelmente negativa, o problema atual da briga vem das grandes cidades”. Questionado sobre a ligação entre mortes e boa colheita, Burgoa disse que nem sequer os camponeses conhecem o que ele chama de Tinku histórico. “Estamos no período de descolonizar, de reiniciar com mentalidade própria. Todas as comunidades, todos os habitantes daqui perdemos a memória histórica..” O arrazoado de Burgoa destoa bastante do que dizem os participantes do Tinku, incluindo os mais antigos. “Claro que a luta é a parte mais importante da festa”, afirmou Policarpo Cruz, 61, que lutou pela primeira vez aos dez anos. “Há muito pouca diferença entre o Tinku de agora e o da minha infância. O problema, agora, é que as pessoas já se civilizam, chegam com poucas vestimentas”, disse, em referência aos vários participantes sem os trajes bordados e que dispensam o uso da “montera”, espécie de capacete feito de couro. “Mas a luta é a mesma”. Para o antropólogo e padre jesuíta Xavier Albó, tido como um dos maiores especialistas do mundo na cultura indígena boliviana, é equivocado atribuir a violência na região à chegada dos espanhóis. “Tem havido violência antes e depois da colônia. Isso de pensar que toda a violência vem da colônia é uma ideologização recente”, afirmou, por telefone. Albó, espanhol radicado na Bolívia desde os anos 1950, afirma que o governo ainda não tem claro o que é “descolonização” e menciona

Pertencimento O antropólogo italiano De Laurentiis vê no ritual “um idioma corporal para reafirmar seu pertencimento ao grupo”, semelhante a eventos de tradição popular que acontecem na Europa, como entre grupos católicos espanhóis. Segundo ele, o rito serve também para representar disputas existentes entre as diferentes comunidades, principalmente territoriais. “O Tinku é uma maneira de expressar essa rivalidade, mas não se produz nem se resolve ali. É uma teatralização”, explicou. Para De Laurentiis, Morales demonstra pouca familiaridade com o Tinku. Na sua tese de doutorado, ele conta que, em 2012, a comitiva presidencial chegou à região de Aymaya no mesmo dia em que estava marcado o ritual, que, ali, costuma ocorrer no início de outubro. “Isso causou uma série de problemas às comunidades, que queriam acompanhar a visita de Evo ao seu município, pois era um orgulho ter o presidente ali. Mas quase 90% das pessoas que ouvi na pesquisa estavam na praça onde se lutava, e não na praça onde estava Evo, a 10 minutos de distância dali”. O antropólogo relembra que houve dois mortos nesse dia. “No discurso, Evo disse algo como: ‘Vocês não têm de lutar entre vocês, têm de lutar pela revolução e pelo processo de mudanças’. Foi sua única referência ao evento”. “A minha percepção é de que o governo não tem muito conhecimento do que realmente acontece no campo. As referências são apenas o poncho, as produções materiais e a cosmovisão”. Epílogo Ao final do dia, em Macha, os camponeses se espalhavam por várias ruas adjacentes. Muitos estavam desacordados nas calçadas, ensanguentados e embriagados, geralmente recebendo cuidados de suas mulheres. Outros ainda buscavam briga, mais em clima de bar do que de rito ancestral. Para alívio e preocupação do vereadorcamponês Cruz, pelo terceiro ano consecutivo, nenhuma morte foi registrada.

DESAFIO

Cenas de luta no Tinku de Macha deste ano, no dia 4 de maio

Já não deixamos que haja esse problema, porque não podemos fazer do ser humano um brinquedo. Por esse motivo, haverá uns 50 policiais para dar segurança à população”. “Há uma atitude bem ambígua sobre a morte”, explica, por telefone, De Laurentiis, que estudou o Tinku de Aymaya, uma localidade vizinha a Macha. “Por um lado, a morte é voltar a nascer e entrar no circuito de reprodução da terra e do cosmo”, afirma. “Por outro lado, tentam também prevenir. Há três dias de rituais antes de participar do Tinku. Um deles se destina a saber o que vai se passar no Tinku e criar uma relação com os antepassados para que se evite principalmente a morte”. Descolonização O caráter violento do Tinku vem repre-

sentando um desafio para Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia, originário da etnia aimará, que não participa do Tinku. Ele nasceu a algumas dezenas de quilômetros de Macha, embora tenha migrado ainda criança para o distante departamento de Cochabamba, fora do altiplano árido. A valorização da cultura e da organização indígenas (70% da população boliviana) é um tema central para seu governo. Sob o marco da nova Constituição boliviana, de 2009, o país passou a ser nominalmente um Estado plurinacional. Há um capítulo específico para a “autonomia indígena originária camponesa”, dando-lhes direito a criar instituições políticas e judiciárias, além de outros aspectos

de autogoverno. Em 2012, o Tinku de Macha foi contemplado com uma lei específica. Assinada por Morales, ela o declara “patrimônio cultural e imemorial” e encarrega o Ministério de Culturas de fazer a sua difusão. Mas como endossar uma festa ritual que, sem a intervenção externa da polícia, inevitavelmente produz mortos? O Tinku ficou sob a incumbência do vice-ministério da Descolonização. Criado logo após a promulgação da Constituinte e subordinado ao Ministério de Culturas, tem a missão de superar o legado de “cinco séculos de colonização espanhola e crioula de eurobolivianos – conservadores, liberais, nacionalistas e neoliberais”. O vice-ministério, por sua

vez, delegou a missão ao intelectual quéchua Tito Burgoa, que estuda o ritual desde 2002. Por volta de 2010, ele preparou a candidatura do Tinku a patrimônio cultural da Unesco, iniciativa rejeitada pelo organismo da ONU por causa da natureza violenta do evento. Em palestra ao punhado de turistas e jornalistas que havia viajado à isolada Macha (a localidade fica 450 km ao sul de La Paz, percorridos em 11 horas), ele atribuiu a violência do Tinku à colonização espanhola e, mais recentemente, às centenas de bolivianos que emigram para a Argentina e depois retornam. Disse ainda que o ritual começou por volta de 4.000 a.C., embora não haja registro histórico antes


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Diário de Lisboa O MAPA DA CULTURA

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Já não somos entroikados O adeus (ou até logo) português ao FMI

ISABEL COUTINHO

No dia 17 de maio dissemos adeus à troika. Nesse mesmo dia completamos três anos de execução do memorando acordado pelas autoridades portuguesas e pela troika, o triunvirato formado por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país regressou aos mercados e equilibrou as contas públicas, mas ninguém pode afirmar que está melhor do que no ano de 2011. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o desemprego em Portugal atinge 261,8 mil pessoas

(entre 45 e 64 anos) e que 307 mil estão à procura de emprego há mais de 25 meses. Estamos mais pobres (um quarto dos portugueses tem dificuldades em satisfazer necessidades básicas), 300 mil partiram ao estrangeiro nos últimos anos, pagamos mais impostos e a reforma do Estado foi sendo adiada. Num dos cartuns publicados no jornal “Público” desse dia, a personagem Bartoon, criada por Luís Afonso, recebia a visita de um homem do FMI para se despedir e lhe dizia: “Adeus, até ao meu regresso”. Bartoon, admirado, perguntava-lhe: “Vocês vão voltar?” E o homem do FMI respondia: “Claro. Vocês têm um clima político-econômico-meteorológico tão bom que é impossível não pensar em vir de novo!”.

Mas a verdade é que a troika só deixará o país quando conceder a última fatia do empréstimo de 78 bilhões de euros, o que deve acontecer este mês de junho. E depois continuará a vigiar-nos. Tomar conta de nós Por isso, a pergunta que marca a atualidade é aquela que a “Cabide”, a primeira revista portuguesa “ao vivo” (que não existe impressa em papel, nem sequer em versão digital, e acontece de quinta-feira até este domingo, no Cinema São Jorge), faz na sua capa: “Saberemos tomar conta de nós?”. A “Cabide” é tal e qual uma revista: tem dois diretores – o jornalista João Pombeiro e o designer Luís Alegre –, uma capa que está exposta na fachada do São Jorge e uma programação

(cabide.sapo.pt). As respostas – ao “depois da troika saberemos tomar conta de nós?” – são dadas em palco pelo ensaísta Eduardo Lourenço na entrevista ao vivo de Carlos Vaz Marques, o jornalista e editor da “Granta” em Portugal; no ensaio “Saída Limpa, Portugal na Lama”, que o escritor Pedro Rosa Mendes apresenta no cinema, na conferência que o escritor Gonçalo M. Tavares dá com o tema “É Preferível um Anjo a uma Pedra” e na “Carta de Despedida à Troika” do encenador Tiago Rodrigues. Luxúria canibal “Pelo Meu Relógio São Horas de Matar” é o título do novo álbum do grupo de rock Mão Morta, que no ano passado participou da Virada Cultural em São Paulo (mao-morta.

org). A banda de Adolfo Luxúria Canibal, que comemora 30 anos e há quatro não lançava um disco, provocou por estes dias polêmica ao lançar o vídeo do single “Horas de Matar”, realizado por Rodrigo Areias (bit. ly/1h9Fuck). O cantor, que é também advogado, aparece de arma em punho em cenários como o Palácio de Belém (residência oficial do presidente) e a Assembleia da República e dispara sobre banqueiros, padres e políticos. Enquanto isso, o resto da banda empunha bandeiras e, por trás deles, passam imagens reais de manifestações nas ruas e de políticos portugueses. Já vieram dizer que não incitam à violência e que querem “contar a história de um português de classe média, que vivia até à cri-

se uma vida individualista e que com a crise ganha preocupações sociais”. La Movida lisboeta Mas, com troika ou sem troika, Lisboa não para. No fim de semana passado, era como se a cidade fosse um estádio por causa da final da Liga dos Campeões, e como se Madri inteira tivesse se mudado para cá. Os adeptos do Real e do Atlético esgotaram a cerveja e dizia-se que nunca se viu nada assim desde a vinda do papa, em 2010. Nuestros hermanos tinham novidades: o Mercado da Ribeira ganhou 30 restaurantes, alguns de chefs famosos, e o Mercado de Campo de Ourique, também com novos restaurantes, que foi buscar na reforma inspiração no Mercado de San Miguel, em Madri. Olé!


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Arquivo Aberto MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

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Onde estão Waly e Leminski? São Paulo, 1983

LEÃO SERVA

Todo poeta é um pouco profeta e, como tal, pressente o que vai acontecer depois de seu tempo, concordaram os dois. “O futuro começa por a gente se sentir em casa num mundo eletrônico”, disse Waly Salomão há 30 anos, dez antes da internet. Ao seu lado, Paulo Leminski também vislumbrava uma poesia em tela eletrônica. Estávamos em setembro de 1983, e o paranaense disse: “Eu trouxe para São Paulo, agora, o primeiro poema feito para o século 21”. Referia-se a um trabalho concebido com o artista gráfico Julio Plaza para ser exibido em videotexto, um sistema de comunicação inovador na época, que foi atropelado pela web. Waly e Leminski tinham acabado de lançar seus pri-

meiros livros por uma grande editora. Sentiam levemente o cheiro do sucesso, depois de pelo menos duas décadas de carreira de pouco público, com prestígio entre críticos e intelectuais e parcerias com compositores da música brasileira. Eu iniciava meu primeiro emprego, na Folha, no caderno “Ilustrada”. Reunir os autores de canções como “Vapor Barato” (Waly, com Macalé) e “Verdura” (Leminski), que na voz de Gal e Caetano faziam a trilha sonora de minha geração, era um êxtase. Havia muito em comum entre eles: a “aventura da poesia concreta”, que atravessaram “muitas vezes com a água pelas canelas ou afogados”, segundo Waly, a vastidão de suas erudições literárias, a proximidade com a primeira geração do tropicalismo, o gosto pela canção popular. E, acima de tudo, havia os lançamentos de seus livros pela mesma editora, a Brasiliense, que vivia anos luminosos.

Mas havia também um monte de dificuldades para reuni-los: ambos eram figuras agitadas (hiperativo definiria melhor Waly), com personalidades fortes e grande dose de vaidade. Recém-formado, eu teria que fazer um falar depois do outro, disciplinadamente, para que o diálogo ficasse compreensível, e os pensamentos, claros para o leitor. O desafio era enorme, mas o encontro aconteceu. E foi realmente incrível. Um tema destacado foi a “economia política” da poesia. Na minha cabeça, era impossível que letristas da música popular não vendessem muitos livros, já que discos com suas letras cantadas na época faziam tanto sucesso. Mas seus escritos vendiam pouco, como ocorria com a poesia no Brasil, e eles refletiam muito sobre isso. Em grande medida, como diziam, essas limitações do mercado ensinaram os dois a serem promotores de suas vendas, e isso talvez os tenha

feito ajudar o jornalista a construir a reportagem. As brincadeiras tão típicas de Waly deram graça à conversa. Como ao chegar, cumprimentando com ironia um pôster do líder comunista Vladimir Lênin na parede: “A bênção meu pai, que fazer com a doença senil da facção ressentida da cultura brasileira...” A frase fortuita brincava com o nome de dois livros do soviético e iniciava um ataque polêmico aos críticos que, no seu entender, elogiavam poetas contemporâneos mortos, como Torquato Neto, a fim de marginalizar os vivos, inclusos ele e Leminski. Waly era uma metralhadora verbal munida de referências irônicas o tempo todo. Leminski, de início, parecia tenso. Dada hora disse com todas as letras o que o afligia naquela manhã ensolarada: embora pouco passasse das dez horas, queria beber, e não havia nada na produtora. Fomos até uma lanchonete próxima, localizada no ponto

onde fica hoje o badalado bar Pirajá, no cruzamento das avenidas Faria Lima e Pedroso de Morais, em Pinheiros. Depois de tomar duas cervejas rapidamente, ele relaxou, e o papo ficou ainda melhor. Ao final do encontro com os “poetas-profetas”, nenhum deles, e nem mesmo eu, o “foca”, previra que as obras completas de Leminski se tornariam um grande fenômeno literário no país dali a 30 anos (pela mesma editora que agora relança a poesia de Waly, a Companhia das Letras). Menos ainda prevíamos que o destino pudesse ceifar tão cedo a vida de ambos, impedindo-os de fruir integralmente o doce perfume do sucesso. Leminski se foi em 1989, Waly, em 2003. De meu lado, sigo extasiado pelo encontro. Ouvindo na memória as gargalhadas dos dois, desde aquele dia nunca mais tive dúvidas sobre onde achar Waly.


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Plateia MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

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Rock invade Festival de Ópera Plateia 3

(92) 3090-1042

Artistas autorais ganham espaço na Fifa Fan Fest A

lém dos hits populares de atrações nacionais, a Fifa Fan Fest em Manaus vai abrir espaço também para a música autoral de artistas da região. É o caso do reggae da banda Casulo, atração do dia 16 de junho, que comemora a oportunidade de se apresentar no anfiteatro da Ponta Negra (Zona Oeste) – local escolhido para o evento da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), em parceria com a Rede Globo. “Tocar nesse evento mundial nos traz nova experiência e a alegria de dividir o palco com a banda Cabocrioulo, de quem apreciamos o trabalho. Quem quiser dividir esse momento com a gente é só chegar cedo ao evento. O show está marcado para começar às 15h e terá uma hora de duração”, diz o guitarrista Alex Gil. A Fan Fest ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, no horário das 10h às 22h, com entrada franca. O evento terá a presença de apresentadores da Rede Globo em cada palco das 12 cidades-sede da Copa no Brasil. Serão 27 dias de programação que inclui manifestações culturais e a transmissão de todos os jogos do mundial, e durante os intervalos das partidas, os espectadores vão poder curtir as apresentações musicais. A Casulo vai apresentar um repertório autoral, formado pelos grandes sucessos “Tocar Você”, “Contando Estrelas” e “Será que Vai Chover”, esta última a atual música de trabalho da banda. Alex diz que os integrantes seguirão a mesma estratégia de sucesso do início da carreira, ou seja, divulgar as canções antes do lançamento do CD. “Estamos com novas composições e tocaremos estas na Fan Fest, e quando lançarmos o novo álbum em dezembro, nossas canções já serão conhecidas pelo público. O evento nos dará maior visibilidade e diremos que estamos vivos e com força para apresentar algo bom”, salienta Alex. Satisfação Os membros do Cordão do Marambaia, ainda fascinados pelo convite para o Festival Amazonas Jazz, no próximo dia 29, no Teatro Amazonas, estão felizes também pela confirmação no evento da Copa na capital, no dia 16 de junho. “Estamos numa fase satisfatória e fomos aceitos nesse evento de

organização nacional. O estilo Marambaia marcará presença com a característica de músicas ritmadas e estamos em ensaios semanais para o ajuste dos arranjos”, frisa Gonzaga Blantez, cantor e compositor do grupo. Ele relata que o novo CD do Cordão do Marambaia está em fase de preparação no estúdio, mas o grupo levará três músicas novas do álbum para o show na Fan Fest. O repertório para essa apresentação, aliás, deve ter poucas modificações em comparação ao que está sendo preparado para o Festival Amazonas Jazz. “Entre as canções autorais estará ‘Banzaré’ e ‘Rimas de Cordão’, e um poutporri em homenagem ao saxofonista Teixeira de Manaus e às guitarradas de Mestre Vieira e Aldo Sena”, comenta. O grupo pretende tocar um repertório dançante durante os intervalos dos jogos no anfiteatro da Praia da Ponta Negra, e Blantez aposta que o ritmo contagiará os presentes. “O show

PROGRAMAÇÃO

A Fan Fest ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, no horário das 10h às 22h, com entrada franca. Serão 27 dias de manifestações culturais e a transmissão de todos os jogos do mundial

Integrantes da banda de rock Escândalo Fônico dizem que estão felizes em mostrar o som autoral em um evento internacional

será empolgante. Nosso maior presente é tocar em um evento de organização nacional e em casa, valorizando o beiradão. Isso é gratificante”, diz. Oportunidade Com o som variado, do folk ao eletrônico, a banda Escândalo Fônico promete mostrar a qualidade do gênero no Norte do país, no dia 20 de junho, às 14h. “A oportunidade desse convite é a de levar um som de qualidade para o evento. O rock do Norte não tem influenciado tanto como outros segmentos, como o forró”, diz o tecladista e vocal de apoio da banda, Guedryan Rezende. De acordo com ele, as dez faixas do novo álbum, “Ato 2”, abordarão diversos temas com levadas variadas. “Em agosto lançaremos esse CD, e vamos apresentar quatro faixas inéditas no evento”, adianta. O repertório conta com oito músicas do primeiro álbum da banda. “Estamos felizes e sendo criteriosos na escolha das músicas. Sabemos que vamos tocar num evento de visibilidade internacional”, diz Guedryan.

Confirmados para a Fifa Fan Fest: Artistas nacionais: Biquini Cavadão Maria Cecília & Rodolfo Guilherme & Santiago Zeca Baleiro Jammil e uma Noites Pixote Babado Novo Cheiro de Amor

Artistas locais: Casulo Escândalo Fônico Edu Guedes Echoes Band Banda Impakto Rock.com Júnior Rodrigues Ases do Pagode 100% Abusado Marrakech Vai Garotão Professor Leonardo Redphone

E. de Samba Aparecida Escalafobéticas Cordão do Marambaia Xiado da Xinela Xote com Pimenta Alaidenegão Breno Marx Canto da Mata Cabocrioulo Johnny Jack Mesclado Official 80 Márcio Prata

IONE MORENO

DENY CÂNCIO Especial EM TEMPO

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Casulo e Cordão do Marambaia estão entre as atrações locais para o evento que será realizado durante a Copa do Mundo

Músicas mais recentes fazem parte do repertório preparado pela banda Casulo


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>> Dance floor . O soſt open da Pink Elephant Manaus, que seria no dia 5 de junho, foi transferido para o dia 12 de junho. . Na ocasião serão entregues aos clientes os cartões VIPs do club americano, com filial em todo Brasil. O card dá direito a várias mordomias, entre elas, participar de festas em Pinks de outros Estados, não enfrentar filas, gratuidade do estacionamento e um camarote no dia do aniversário do titular.

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A bela Renatinha Braga, de modelo Dolce & Gabbana, em noite de jantar megachic no Alentejo

>> Projeto

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

Ammer Hauache e Ana Carolina Ferreira, na recepção que se seguiu à cerimônia religiosa de seu casamento, na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, no Diamond Convention Center

. A festa de abertura da boate terá a presença do Top Dj Romeo Blanco, residente do Tomorrowland, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, na Bélgica.

>> Simpósio

. O objetivo do evento é promover debates e reflexões em torno da Interculturalidade nas Literaturas de Língua Portuguesa, entendendo, Interculturalidade como a intersecção entre duas ou mais culturas de forma horizontal e sinergética, favorecendo a integração e a convivência entre povos e nações, sem deixar anular sua diversidade. . O evento ocorrerá no auditório Solimões, da Ufam, entre os dias 3 e 5 de junho, sempre às 14h.

Célia VillasBoas e Wilson Périco durante evento que reuniu poderosos da indústria, no Clube do Trabalhador- Sesi

>> Objeto de desejo . A Givenchy se inspirou nas tradicionais sandálias alemãs Birkenstock para criar uma versão metalizada. . Puro luxo e conforto por cerca de R$ 1.900. Fica a dica para as fashionistas de plantão.

. A oficina inaugurada foi construída com financiamento da Fundação de Pesquisa e Amparo do Amazonas (Fapeam), além de patrocínio da empresa de motocicletas Yamaha. . Atualmente, participam do projeto Baja UEA, 22 alunos dos cursos de engenharia mecânica, engenharia de produção e engenharia de controle e automação da Escola Superior de Tecnologia da UEA (EST).

>> Namorados na Copa

FOTOS: CÉSAR CATINGUEIRA

. O Simpósio Nacional do Gepelip é um evento financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev) e da Pró-Reitoria de Extensão e Interiorização da Ufam (Proexti).

. A UEA inaugurou, na manhã de sexta-feira, a oficina do projeto Baja, competição em que alunos de engenharia de várias universidades do país competem com a construção de um veículo de corrida próprio para competições off-road: o minibaja.

. A Festa dos Namorados, que esta coluna oferece para o society de Manaus, anualmente, na versão 2014, será em ritmo de Copa do Mundo. . O esquema é seguinte: como no dia 12 de junho acontece o primeiro jogo do Brasil, o Valetine’s Day brasileiro será no dia anterior – 11 de junho – data da nossa festa, o evento do grand monde de Manaus celebrando os casais da cidade. . A festa será no Diamond Convention Center com jantar de menu brasileiríssimo e o som do DJ Alexandre Prata. Não dá para perder, festão descontraído e cheio de charme.

A atriz Deborah Secco, no gala do BrazilFoundation, que movimentou São Paulo na quinta-feira, na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, no Morumbi

PAGODE

Cuka Fresca faz pré show Os meninos da banda Cuka Fresca serão os responsáveis por animar o público e preparar os corações dos fãs das bandas Sorriso Maroto e Tá Na Mente, que se apresentam no próximo dia 6 de junho na piscina do Tropical Hotel. Com 7 anos de carreira e há cinco com a atual formação, a banda que começou tímida e tocando em barzinhos, hoje é sucesso e tem uma agenda de apresentações por todo o Estado do Amazonas. Formado por Jefinho, Sonata, Toinho e Rodrigo, o Cuka segue fazendo o que mais gosta para levar alegria ao público que comparece nos shows, garante o vocalista Jefinho Briglia. “Nós procuramos estar ligados no acontece de bom nesse eixo Rio – São Paulo, o que tem de bom no mercado musical. O Cuka Fresca é influenciado por grandes nomes do samba e pagode brasileiro, então procuramos fazer o melhor para agradar o público”, destacou. Cuka Fresca on line Esta não será a primeira vez que a banda abrirá um show nacional. No currículo, o Cuka

Fresca reúne os pré-shows de grandes eventos como o Samba Manaus - promovido pela Fábrica de Eventos - e também de grandes artistas que hoje fazem carreira solo como, Thiaguinho e Belo. A banda que tem forte presença nas redes sociais e a partir dessa troca colhe informações sobre a receptividade do público, faz um repertório de acordo com o que a galera quer ouvir. “As pessoas entram em contato pelas redes sociais para pedir que a gente toque tal música. Tem grandes sucessos de outros ritmos que nós resolvemos adaptar para o pagode e que faz o público levantar o astral. Isso tudo é o combustível para que a gente possa seguir em frente fazendo o que gosta”. Para o pré-show de Sorriso Maroto e Tá Na Mente, o Cuka Fresca garante muita música boa e grandes sucessos. A banda que caminha para a gravação do 4º DVD, vai fazer um repertório mesclado de composições próprias como ‘100% você’, ‘Eu Vou Te Amar’e ‘Marcas da Paixão’, assim como, de grandes sucessos que foram

regravados pelo Cuka, como ‘Deus de Aliança’ e ‘Gelinho’. “A surpresa para o repertório será a música ‘Cê topa?’ do Luan Santana. O público tá pedindo bastante e estamos ensaiando para agradar”.

SERVIÇO SHOW DO SORRISO MAROTO E TÁ NA MENTE Quando: 8 de junho (domingo) Onde: Tropical Hotel, Ponta Negra Quanto: Pista (2º lote): R$ 60 / Área VIP (1º lote): R$ 150 (valores de meia entrada) Pontos de Stand do Amazovendas: nas Shopping e loja Shopping Cidade Leste (para ambos os tipos de ingresso), Mind English School, Ótica Veja, Bar Chopp Brahma, Loja Sinhazinha. com (apenas para pista) DIVULGAÇÃO

Cuka Fresca está confirmada para a abertura do show da atração nacional Sorriso Maroto


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Rock invade festival de ópera Estreia do concerto “rOCkA”, que vai reunir no palco do Teatro Amazonas a Orquestra de Câmara e a banda Immigrant, está marcada para amanhã, 20h LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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manhã, a Orquestra de Câmara do Amazonas e o grupo de rock Immigrant Band vão subir ao palco do Teatro Amazonas para apresentar o concerto “rOCkA – Clássicos do Rock”. A produção faz parte do 18º Festival Amazonas de Ópera e destaca 20 hits do rock, a maioria lançada durante a década de 70, com arranjos que unem instrumentos típicos de estilo musical aos do universo erudito.

Diretor artístico do festival e regente do espetáculo, Marcelo de Jesus explica que não se trata de uma apresentação de covers, e sim, de releituras e novos arranjos para obras clássicas. O concerto também é, segundo ele, uma oportunidade para mostrar a grande proximidade entre o rock e a ópera, principalmente em relação ao que foi produzido nos anos 1970. Para Gabriel Lima, integrante das orquestras filarmônica e barroca d o Estado e responsável

pelos arranjos do “rOCkA”, a mistura musical proposta pelo evento é uma maneira de mostrar que é possível promover a união entre esses estilos. Para ele, qualquer tipo de música pode passar pelo

Coral aparecerá em videoclipe Dois grupos vocais também vão participar do concerto “rOCkA”, o Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro e o Grupo Vocal dos Corpos Artísticos (GVCA), outrora conhecido como Madrigal Ivete Ibiapina. Este último estará em três músicas. Já os 40 integrantes do coral infantil serão os responsáveis pelo coro de “Another Brick in The Wall Part 2” (1979), da banda inglesa Pink Floyd. Ao contrário dos demais cantores e músicos do espetáculo, a participação do coral infantil vai ser em forma de videoclipe. O maestro do grupo, Hugo Pinheiro, conta que o áudio foi gravado no Teatro Amazonas e depois

as crianças dublaram a si mesmas na gravação do vídeo. Ele diz que a preparação para essa performance foi tranquila. “Durante os ensaios eu trouxe a canção, ensinei para eles e todos decoraram de forma rápida. O áudio e o vídeo foram gravados em apenas um dia”, comenta Hugo, que dirige o coral há 5 anos. Até o fechamento desta edição, havia poucos ingressos disponíveis para a estreia de amanhã. As récitas do “rOCkA” serão apresentadas nos próximos dias 3 e 4, sempre às 20h, no Teatro Amazonas. As entradas podem ser compradas na bilheteria do teatro (3232-1768) e pelo site www.bestseat.

com.br. Mais informações sobre o 18º Festival Amazonas de Ópera podem ser acessadas na rede social www.facebook.com/culturadoamazonas.

SERVIÇO “ROCKA – CLÁSSICOS DO ROCK” Quando Amanhã, às 20h Onde Teatro Amazonas Ingresso bilheteria do teatro (32321768) e www. bestseat.com.br

SET LIST: “Paranoid” – Black Sabbath “Live and Let Die” – Paul McCartney “Tom Sawyer” – Rush “Dream On” – Aerosmith “Smoke On The Water” – Deep Purple “(I Can’t Get No) Satisfaction” – The Rolling Stones “Eleanor Rigby” – The Beatles “Hotel California” – The Eagles “Suspicious Minds” – Elvis Presley “Another Brick in The Wall Part 2” – Pink Floyd “Still Loving You” – Scorpions “Stairway to Heaven” – Led Zeppelin “Sympathy for The Devil” – The Rolling Stones “Light My Fire” – The Doors “No Surprises” / “Fitter happier” – Radiohead “Run to The Hills” – Iron Maiden “Rock and Roll All Nite” – Kiss “Kashmir” – Led Zeppelin “Golden Slumbers” / “Carry That Weight” / “The End” – The Beatles “Bohemian Rhapsody” – Queen

mesmo processo de adaptação. “Basta ter criatividade”, observa. “O instrumento erudito pode, sim, ser usado para tocar o pop ou o rock”. O músico, violista da Orquestra Amazonas Filarmônica, conta que o “rOCkA” levou dois meses e meio para ficar pronto. Ele revela que os arranjos originais de todas as can-

VERSÕES

Segundo o arranjador Gabriel Lima, todas as canções escolhidas para o “rOCkA” sofreram modificações, mas sem que ficassem descaracterizadas, até mesmo para mantê-las familiares ao público ções escolhidas passaram por modificações – a versão gravada de nenhuma delas possui harpa, por exemplo. Mas, as melodias permaneceram as mesmas. “Não descaracterizamos as melodias porque queríamos que continuassem familiares ao público”, diz. Gabriel comenta que, entre todas as composições selecionadas, a que teve o processo de modificação de arranjo mais complicado foi da música

“Still Loving You”, que o grupo alemão Scorpions lançou em 1984. “Eu quis mesmo mudar bastante o arranjo desta. Ao invés do solo de guitarra, coloquei um solo de violino, mas não baseado no original. Já no solo do meio eu quis que a guitarra ‘conversasse’ com o violino”, explica o músico. O arranjador destaca ainda a inclusão de um solo de violino com distorções em “No Surprises” (1997), do Radiohead, e confessa que não conhecia “Kashmir” (1975), do Led Zeppelin. “Mas acabei gostando muito de escrever os arranjos para esta música”. Violinos, violas, violoncelos e contrabaixo são os instrumentos que formam os arranjos comandados pelos músicos da Orquestra de Câmara do Amazonas. A instrumentação de rock ficará a cargo de Raonny Oliveira (guitarra), Osias Torres (baixo) e Rubem Costa (bateria), todos integrantes do grupo Immigrant Band. Também estão confirmadas as presenças dos músicos Diana Todorova (harpa), Andrio Dias (percussão), Bárbara Soares (violino elétrico) e Elias Ferreira (guitarra), além dos cantores Humberto Sobrinho (Glory Opera), Mário Fernandes, (Immigrant) e Gustav Cervinka (Illusion).


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RESENHA

Dramas do gay atual BRUNO MAZIERI Especial EM TEMPO

su-

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PERFIL

Bruno Mazieri é editor do caderno Salão Imobiliário

enovado para sua segunda temporada, o seriado norte-americano “Looking”, exibido pelo canal pago HBO, parece ter agradado de forma certeira tanto à crítica, quanto o público-alvo: neste caso, os gays. O drama – sim, porque o gênero é recorrente no cotidiano do público – conta a história dos amigos Patrick (Jonathan Groff), Augustin (Frank J. Alvarez) e Dom (Murray Bartlett), que vivem em São Francisco, Estados Unidos. O primeiro, nerd convicto, trabalha em uma empresa que desenvolve games; o segundo, é assistente de uma artista plástica e vive às voltas com seu namorado com quem decide morar junto e; o terceiro é um garçom, mas que nutre o desejo de possuir seu próprio restaurante. O que eles possuem em comum além da amizade? As diversas aventuras amorosas, mal que atinge qualquer gay atual. Confesso que em um primeiro momento, o seriado pode parece um tanto quanto chato, caso tenhamos a pretensão de compará-lo a “Queer As Folk”, outro seriado que fez muito

cesso durante o início dos anos 2000. Porém, o momento é outro e, consequentemente, a realidade é outra, a começar pelo tempo de duração de cada episódio que leva em média apenas 24 minutos, no máximo. Enfim, “Looking” não vem à tona apenas para colocar em voga o tema homossexual, mas também mostrar, de certa forma, o dia a dia dos gays atuais. Um dos pontos positivos – além da trilha sonora – é com relação à fotografia. Sempre utilizando de tons mais frios, as imagens fogem do padrão dos seriados mais populares e o transformam, de fato, em uma obra de arte. Sempre captando com muita sensi bilidade os diversos movi-

mentos dos atores e seus sentimentos impressos em suas personagens. Outro ponto diferenciado e positivo é com relação à veracidade na caracterização das personagens e suas ações. Diferentemente de “Queer As Folk”, que apesar de tudo tentava humanizar o seriado de alguma forma, em “Looking”, os estilos são bem mais comuns, longe do estereótipo de homens sarados. Os protagonistas são bem mais simples e podem ser facilmente encontrados em qualquer balada gay ou, quem sabe, na próxima esquina. Entre os poucos pontos negativos está a fixação na mente do espectador com

relação aos personagens coadjuvantes. Muitas vezes esquecidos, é possível que você termine a primeira temporada sem saber o nome de cada um ou qual a sua importância no seriado. Entre poucos erros e muitos acertos, “Looking” mereceu ser renovado e, caso o leitor ainda não tenha tido a oportunidade de assisti-lo, vale a pena usar a internet para encontrar todos os episódios da primeira temporada. Ressalva: se você possui uma tendência a chorar com dramas, assim como este que vos escreve, é aconselhável uma caixinha de lenços. As lágrimas são inevitáveis.

Entre os poucos pontos negativos está a fixação na mente do espectador com relação aos personagens coadjuvantes. Muitas vezes esquecidos, é possível que você termine a primeira temporada sem saber o nome deles”

LANÇAMENTO

Agricultura familiar em livros A editora Wega lança no dia 16 de junho, às 10h, no auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), os livros Dinâmicas Socioambientais na Agricultura Familiar na Amazônia; Pesquisas Agronômicas Sustentável na Amazônia Central; e Agricultura Familiar no Amazonas- Volume 1 e 2. A iniciativa é do Núcleo de

Estudos Rurais e Urbanos Amazônico (Nerua) e Núcleo de Etnoecologia na Amazônia Brasileira (Netno). O conteúdo bibliográfico dos livros é fruto das pesquisas das inúmeras teses de mestrado e doutorado feitas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). As

quatro obras, que abordam sobre a agricultura familiar no Amazonas, foram organizadas pelos pesquisadores dr. Hiroshi Noda; drª. Sandra do Nascimento Noda; drª. Anne Elizabeth Laques; dr. Philipe Léna; dr. Luiz Augusto Gomes de Souza; dr.Danilo Fernandes da Silva Filho; e do professor Ayrton Luiz Urizzi Martins. DIVULGAÇÃO

SERVIÇO LANÇAMENTO DE LIVROS SOBRE AGRICULTURA FAMILIAR Quando: Dia 16 de junho, às 10h Local: Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Contatos: 3087-5370/ 8855-8239/ 9222-0320 Conteúdo das literaturas é resultado de dissertações e teses de pesquisadores do Inpa


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Redação montada A Globo e o SporTV, dividindo o mesmo local, estão com uma redação montada em Teresópolis, para acompanhar a seleção brasileira. São 40 postos de trabalho. Chamou a atenção O editor Tiago Soares, graças a qualidade do seu trabalho na Band, apresentado na última Liga dos Campeões, especialmente na final em Lisboa, chamou a atenção da Globo. Já existe uma conversa com ele. Gravado Aldine Muller, convocada pela teledramaturgia do SBT, gravou participação especial em “Chiquititas”. Vera é a personagem, mãe da Clarita, Letícia Navas. Inicialmente foram só algumas cenas, mas com possibilidades da personagem retornar capítulos à frente. Questão de foco “Chiquititas” passará a movimentar ainda mais o seu elenco infantil, em função de uma máxima, interna, de que criança

REGI

SÉRGIO BAIA

Preparada “Geração Brasil” é a novela de estreia de Júlia Konrad na Globo, como Janaina, uma cantora. Ela é pernambucana, mas cresceu em Buenos Aires, e para suas cenas, nem precisa de preparador. Julia estudou interpretação e canto na AMDA (American Musical and Dramatic Academy) em Nova York, durante três anos. quer ver criança. Daí, inclusive, a aposta em novos valores, algo que se dará até o fim da novela. Questão de foco – 2 Depois de realizar estudos, a direção de teledramaturgia chegou à conclusão que quem consome a novela, via audiência e os mais diversos produtos licenciados, é o público infantil.

Então ele necessita ser bem tratado. Como era em “Carrossel”. Na paralela disso... A próxima novela, com estreia entre maio e junho do ano que vem, por enquanto é tratada pela sua direção como um “projeto secreto”. E que nada será adiantado sobre ele até o fim deste ano.

• Confirmado: a partir do início da Copa do Mundo o programa esportivo da Rede TV! terá 45 minutos de duração... • ... Ainda não é uma decisão que vale para sempre. Por enquanto, só para o período do mundial. • Cleber Machado estará a postos novamente no futebol da Globo deste domingo .... • ... Depois da final da Liga dos Campeões, ele ganhou alguns dias de folga na Europa. • Está confirmada a participação do Danilo Gentili e uma turma de convidados no “Domingo Legal” do SBT, a partir das 11 da manhã... • ... É a comemoração dos 47 anos de vida do Celso Portioli. Festa no palco. • Xuxa e convidados estarão nesta segunda-feira, 2, às 13h, na final do 1º Campeonato de Futebol e Cidadania da Fundação Xuxa Meneghel, em Pedra de Guaratiba, no Rio. • Kaká Martins assume a editoria do “Rede TV! News” a partir desta segunda-feira.

Globo pensa sobre a volta da Xuxa São grandes as chances da Xuxa voltar ao ar ainda este ano, bem no finalzinho dele, com um programa de temporada, cerca de 3 ou 4 meses no ar. Um projeto novo, sem qualquer relação com os seus trabalhos anteriores. Xuxa parou com o “TV Xuxa” em janeiro, com a promessa de se afastar por longo período.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Sobre as suas transmissões da Copa do Mundo, em todos os jogos, independentemente do Brasil estar em campo ou não, a Globo vai utilizar 5 câmeras exclusivas. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz* E-mail: plateia@emtempo.com.br

Cultura é poder

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

A revolução industrial provocou mudanças significativas no cenário socioeconômico mundial. Não cabe aqui relacionarmos estes aspectos, afinal, estes já são bem conhecidos dos leitores. Mas basta dizer que as revoluções comunicacionais advindas de matérias importantes como a eletricidade, a internet e os meios de transporte contribuíram para a emancipação das relações humanas além de emblemáticos para o entendimento do comportamento de diferentes tipos e modos de produção culturais nas mais diferentes latitudes. A Economia de Mercado tem se firmado como prática a personalizar o mundo ocidental. Cabe ao Estado construir suas políticas de modo a proteger os valores culturais intrínsecos e imanentes à sua natureza e deixar com que o mercado regule aquilo que está ligado aos seus princípios competitivos. Mas este conceito de Estado não chega a produzir reflexos no Brasil. Primeiro porque nossa tradição agrária e o tipo de cultura política forjado particularmente neste ambiente, acrescido do perfil personalístico advindo de nossa herança ibérica, conforme falado nesta coluna na semana passada, empurram o Brasil para trás, onde o populismo aparece como método a se configurar como uma tradição. Logo, as políticas culturais sentem-se presas a essa emaranhada situação onde o folclore acabou se tornando o vetor principal de práticas abusivas ligas ao clientelismo e a submissão, onde, em muitos casos, grupos de iletrados, mas bastante expertos, se submetem a pressões

políticas e acabam se tornando presas de um sem-número de exploradores. Trata-se de uma cadeia, sem dúvida, onde cada membro da facção devora o outro, suga suas energias, moral e educação (ou o que restou dela), para ao final iludirem-se com as prebendas que não arrancam um sorriso de satisfação – mas é o que tem pra hoje. Neste sentido, não se pode, como bem falamos, pensar em política cultural sem antes pensarmos em política, compreender sua gênese e desenvolvimento. A política nos acompanha desde a hora que acordamos até a hora de dormirmos. Pensar em porque temos de nos levantar sempre em determinado horário, por exemplo, nos faz questionar o poder do tempo sobre os homens. Assim como poderíamos nos indagar sobre o poder da mulher sobre o homem, do homem sobre a mulher, das plantas sobre dada sociedade, dos deuses, da água, dos mitos, em suma, todas as vezes que falamos de política estamos falando essencialmente de poder. Logo, política são todas as práticas e formas relacionadas ao poder. Já a cultura é absolutamente tudo. Todas as regras estabelecidas pelo homem é cultura. O amor é universal, todas as sociedades amam, mas as formas e regras para amar, cada cultura cria a sua. Assim acontece com a morte, a raiva, o sexo e muitos outros. Portanto, quando pensamos em política cultura, estamos tratando do poder da cultura, da importância dela sobre a vida dos homens, que já é, ela própria, parte dela.

Márcio Braz* *ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural

A política nos acompanha desde a hora que acordamos até a hora de dormirmos. Pensar em porque temos de nos levantar sempre em determinado horário, por exemplo, nos faz questionar o poder do tempo sobre os homens”


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Programação de TV

REPRODUÇÃO

Só as respostas sobre a morte da filha pode deter Mel Gibson em “O fim da escuridão”

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES – 21/3 a 19/4 Seu modo de se comunicar e de estabelecer relação com o ambiente pode se aperfeiçoar bastante. Converse sobre seus afetos. Alguns momentos na rotina serão prazerosos. TOURO – 20/4 a 20/5 Um dia positivo para tomar decisões e agir com espírito confiante na lida com dinheiro, posses materiais e negócios financeiros. Compras e vendas serão bem sucedidas. GÊMEOS – 21/5 a 21/6 A conjunção entre Mercúrio e Vênus indica ser este um bom dia para as relações humanas, em especial as afetivas. Você expressa suas emoções de modo positivo. CÂNCER – 22/6 a 22/7 Momento para a inspiração artística. A comunicação das afeições para você tem um caráter íntimo, talvez mesmo pelo contato com aspectos profundos das emoções afetivas. LEÃO – 23/7 a 22/8 Mercúrio junto a Vênus indica uma boa disposição afetiva para com os amigos, desde que predominem as conversas leves, a camaradagem divertida e o gosto pela diversão VIRGEM – 23/8 a 22/9 É tempo de estabelecer boas relações em seu trabalho, mesmo que mudando alguma situação. Hoje, diversão e trabalho devem caminhar juntos, estimulando-se mutuamente LIBRA – 23/9 a 22/10 Momento em que os projetos de médio prazo deslancham bastante bem. Você revê seus interesses e afinidades. Os estudos e o desenvolvimento da mente estão favorecidos. ESCORPIÃO – 23/10 a 21/11 Você pode estabelecer acordos e partilhas em boa consonância com todos os envolvidos. Momento de facilidade para negociações e para o convívio íntimo com as pessoas. SAGITÁRIO – 22/11 a 21/12 Encontro importante com a pessoa amada. O entendimento e a troca de sentimentos é a tônica do momento entre vocês. Encontre os pontos de afinidade entre vocês. CAPRICÓRNIO – 22/12 a 19/1 Momento para trabalhar, se bem que talvez tenha mais prazer e satisfação no convívio humano, do que realmente produção concreta. Mas a inspiração está a seu favor. AQUÁRIO – 20/1 a 18/2 Os sentimentos amorosos estão agora mais livres para fluir intensa e plenamente. As restrições podem ter sido superadas. É importante comunicar bem o que você sente. PEIXES – 19/2 a 20/3 É tempo de sentir o que não está de acordo com sua motivação essencial, e trabalhar para melhorar essa sintonia. Um dia positivo para o convívio no lar.

GLOBO 5h57 Santa Missa 5h57 Amazônia Rural 6h25 Pequenas Empresas, grandes Negócios 7h15 Globo Rural 7h58 Auto Esporte 8h30 Esporte Espetacular 11h55 Esquenta 12h51 Temperatura Máxima - Os Pinguins do Papai 15h Futebol 2014 - Cruzeiro X Flamengo 17h Domingão do Faustão 19h45 Fantástico 22h10 SuperStar 23h25 Domingo Maior - O Fim da Escuridão 1h20 Sessão de Gala - O Solteirão 2h52 Corujão - Contatos do Além

SBT

0h Canal Livre 1h Minuto Da Copa – Boletim

5h Jornal Da Semana

5h Power Ranger – Rpm

1h05 Alex Deneriaz

6h Igreja Universal

6h Popeye

1h40 Show Business

7h Brasil Caminhoneiro

6h30 Santa Missa No Seu Lar

7h30 Planeta Turismo

7h30 Sabadão Do Baiano

2h30 Igreja Universal

RECORD

8h Power Ranger + Popeye

8h30 Vrum

9h45 Infomercial – Polishop

9h Sorteio Amazonas Da

10h15 Power Rangers – Spd

Sorte

6h00 Santo Culto Em Seu Lar

10h45 Verdade E Vida

10h Domingo Legal

11h Irmão Caminhoneiro – Boletim

14h Eliana

11h05 Minuto Da Copa – Boletim

18h Roda A Roda Jequiti

11h10 Pé Na Estrada

18h45 Sorteio Da Telesena

11h35 De Olho Na Copa – Boletim

19h Programa Silvio Santos

11h40 Porsche Cup

23h De Frente Com Gabi

6h30 Desenhos Bíblicos 9h Amazonas Da Sorte 10h Atendimento Show De Bola 10h30 Record Kids 11h Domingo Show

12h40 Band Esporte Clube 14h Golh O Grande Momento Do

15h15 Hora Do Faro

Futebol

19h20 Domingo Espetacular

14h30 Futebol 2014 – Ao Vivo

23h15 Spartacus

16h50 3º Tempo

0h15 Série A Nova Super

3h20 Big Bang

20h Polícia 24h

Máquina

4h Igreja Universal

21h Pânico Na Band

1h15 Programação Iurd

0h Nikita 1h Alvo Humano 2h Cult

Cruzadinhas

Cinema PRÉ-ESTREIA

BAND

REPRODUÇÃO

A Culpa é das Estrelas: EUA. 12 anos. A história gira em torno de Hazel e Gus, dois adolescentes que se conhecem em um grupo de apoio a pacientes com câncer, e compartilham, além do humor ácido e do desdém por tudo o que é convencional, uma história de amor que os faz embarcar em uma jornada inesquecível. Cinemark 6 – 0h01 (dub/somente quarta-feira); Cinépolis Plaza 4 – 0h01 (dub/somente quarta-feira).

ESTREIA No Limite do Amanhã: EUA. 12 anos. Quando a Terra é tomada por alienígenas, um jovem soldado fica preso no tempo, condenado a voltar sempre ao dia anterior a uma guerra. Entretanto, com as repetições, suas habilidades de guerreiro melhoram, e ele tem uma possibilidade de mudar o curso do dia. Cinemark 2 – 11h10 (dub/somente sábado e domingo), 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 14h15, 16h45, 19h15, 21h45 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 13h15, 15h50, 18h15, 20h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 4 – 21h30 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h15 (dub/diariamente), 16h45, 19h15 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (dub/diariamente), Playarte 7 – 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou: BRA. 14 anos. Ironia. Essa é a definição ideal para a situação de Fernanda, 39, que trabalha organizando a cerimônia mais importante do imaginário feminino, o casamento, mas é solteira. Forte devota do amor, a produtora lida com os mais diversos tipos de homem e reserva grande parte do seu tempo à procura do par perfeito. Cinemark 4 – 13h10, 15h50, 18h20 (diariamente), 21h (exceto terça-feira), 23h30 (somente sábado), Cinemark 8 – 12h (somente sábado e domingo), 14h30, 17h10, 19h40, 22h10 (diariamente); Cinépolis Millennium 4 – 13h30, 16h, 18h30, 21h (diariamente), Cinépolis Millennium 8 – 14h30, 17h, 19h30, 22h (diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 14h30, 17h, 19h30, 22h (diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 13h30, 16h, 18h30, 21h (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 15h50, 18h50, 21h55 (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h30, 17h, 19h30, 22h (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 13h30, 16h, 18h30, 21h (diariamente); Kinoplex 4 – 14h30, 16h50, 19h10, 21h30 (diariamente); Playarte 6 – 12h45, 14h55, 17h05, 19h15, 21h30 (diariamente), 23h40 (somente sexta-feira e sábado). Malévola: EUA. 10 anos. Malévola é a história não contada da vilã mais icônica da Disney, do clássico de 1959, A Bela Adormecida. O filme revela os eventos que endureceram o coração de Malévola e a levaram a amaldiçoar a bebê Aurora. Cinemark 5 – 16h30, 19h, 21h30 (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 13h20, 15h40, 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 3 – 14h, 19h (3D/dub/diariamente), 16h30, 21h30 (3D/leg/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (3D/dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 17h50 (3D/dub/diariamente), 14h45, 20h55 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h, 16h30 (3D/dub/diariamente), 19h (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 22h10 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 15h50, 18h10, 20h30 (dub/diariamente), 13h30, 15h50, 18h10, 20h30 (dub/somente sábado e domingo); Kinoplex 3 – 14h, 16h20, 18h40 (3D/dub/diariamente), 21h (3D/leg/ diariamente); Playarte 1 – 16h, 18h10 (3D/dub/diariamente); Playarte 3 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/diariametne), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 4 – 13h21, 15h21, 17h21, 19h21, 21h21 (dub/diariamente).

CONTINUAÇÕES X-Men – Dias de um Futuro Esquecido: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 19h20 (dub/diariamente), 16h20, 22h20 (dub/diariamente), Cinemark 3 – 11h45 (dub/somente sábado e domingo), 14h40, 17h40, 20h45 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado), Cinemark 6 – 12h20 (dub/somente sábado e domingo), 15h30, 18h30 (dub/diariamente), 21h45 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 1 – 18h15 (3D/ dub/diariamente), 15h15, 21h15 (3D/ leg/diariamente), Cinépolis Millennium 2 – 14h45, 17h30, 20h30 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 7 – 16h15, 19h45 (leg/diariamente), 22h30 (leg/somente sábado); Cinépolis Plaza 5 – 13h,

15h30, 18h, 21h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 7 – 14h45, 17h15, 20h, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 16h50, 20h (3D/leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h (3D/dub/somente sábado e domingo), 18h45 (3D/dub/diariamente), 15h45, 21h45 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 15h, 20h45 (dub/diariamente), 18h (leg/diariamente); Kinoplex 5 – 15h45, 18h30, 21h15 (3D/dub/diariamente), 13h, 15h45, 18h30, 21h15 (3D/ dub/diariamente); Playarte 1 – 13h10, 20h20 (3D/dub/diariamente), Playarte 5 – 12h40, 15h15, 17h50, 20h30 (dub/ diariamente), 23h (dub/somente sextafeira e sábado); Playarte 10 – 14h10,

17h10, 20h10 (leg/diariamente), 22h40 (leg/somente sexta-feira e sábado). Godzilla: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 13h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 18h (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 16h15, 19h45, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h15 (leg/somente sábado e domingo), 19h45, 22h30 (leg/diariamente); Playarte 9 – 12h45, 15h30, 18h15, 21h (dub/diariamente), 23h45 (dub/somente sexta-feira e sábado). Mulheres ao Ataque: EUA. 12 anos. Cinépolis Plaza 6 – 15h (dub/diariamente). O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro: EUA. 12 anos. Cinépolis Millennium 6 – 15h, 20h45 (leg/

diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 17h30, 20h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 16h15 (leg/diariamente); Playarte 2 – 12h35, 15h20, 18h05, 20h50 (dub/diariamente), 23h35 (dub/somente sexta-feira e sábado). Inatividade Paranormal: EUA. 12 anos. Playarte 2 – 15h25, 19h35 (dub/ diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado). Rio 2: EUA. Livre. Cinemark 5 – 11h30 (dub/somente sábado e domingo), 14h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 7 – 13h45 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 13h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h45 (dub/ somente sábado e domingo).


Plateia

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

Cult

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br O deputado Francisco Souza e sua Elma, anfitriões ótimos, conferindo noite alto-astral no endereço do Aristocrático

Alagado

Mesmo com todo o discurso corajoso do presidente Telo Pinto, o boi vermelho fatalmente terá que deixar as dependências da Cidade Garantido nos próximos dias. A cheia do rio Amazonas já ameaça as instalações do lugar e até mesmo os ensaios estão comprometidos. Segundo fontes deste colunista, além da cheia, o atraso na confecção das alegorias é outro problema a ser enfrentado pelo boi neste ano em que todos os holofotes estarão voltados para o Estado, já que Manaus é uma das sedes da Copa de 2014. O povo “da baixa” tem que orar muito. Pela fé.

Verde

Finalmente, depois de décadas, a Constantino Nery está ganhando o tratamento que merece, já que é uma das mais importantes artérias de Manaus. A via está recebendo novos canteiros e um padrão de arborização condizente com a sua importância. Com grama e espécies amazônicas sendo plantadas, a avenida deve seguir os mesmos passos da Djalma Batista, que apesar do engarrafamento colossal, consegue ser humana com suas árvores que crescem com espantosa velocidade. Aplausos!

O governador José Melo e o secretário da SEC, Robério Braga, convidam para conferir o Concerto Pop-Ópera que fará parte da programação do 18° Festival Amazonas de Ópera. Quando? Hoje, às 19h, no Centro Cultural Largo de São Sebastião.

Formando par romântico: Samira e Jr. Carvalho, nos domínios de festa-tendência no Le Rêve

Competência

DIVULGAÇÃO

A festejada aniversariante Simone Esteves em almoço de celebração

Sala de Espera Larissa Cordeiro está trocando de idade hoje. Amanhã, Rogério de Jesus e Érica Baranda estarão aniversariando. Os cumprimentos da coluna. O Sine Amazonas informa que, a partir da próxima quarta-feira, passará a atender das 8h às 17h. Anteriormente, o atendimento era feito até às 14h. Para unir competência, charme e credibilidade na próxima administração do MAG estão sendo cogitados dois nomes de peso: Izoney Thomé e Ana Lúcia Holanda. Rubras desde o DNA e experientes em administração, formam a dupla perfeita para a maioria dos sócios. Que venha a eleição no segundo semestre. O concurso de Dia dos Namorados de O Boticário, o “Tire o Fôlego O Boticário”, está um luxo. A marca vai levar um casal apaixonado para o Vale Nevado, no Chile. Para participar, basta cadastrar um vídeo romântico de até 30 segundos na página boticario.com.br/tireofolego até o próximo dia 12.

FOTOS: MANOEL NETTO

A toda bonita Karina Alecrim Bessa esbanjando simpatia única em encontro de lulus

D7

Os profissionais do EM TEMPO saíram campeões na etapa estadual da 6ª edição Prêmio Sebrae de Jornalismo. O editor do caderno de Economia, Anwar Assi, foi o vencedor pelo terceiro ano consecutivo da categoria Jornalismo Impresso com a série de matéria “A força da mulher negra”, que retrata a participação da mulher negra no mercado de trabalho no Amazonas. Já o editor de Fotografia, Ricardo Oliveira, foi o vencedor da categoria Fotojornalismo, com foto publicada na matéria “O milagre dos peixes”, que fala da produção do pirarucu no Estado. A premiação será no dia 12 de agosto, em Brasília.

A lida e inteligente Natacha Atala convida para conferir o novo menu de delícias da Sopas & Sabores, no Vieiralves. A editora Wega lançará, no próximo dia 16, às 10h, no auditório da Ciência do Inpa, os livros “Dinâmicas Socioambientais na Agricultura Familiar na Amazônia; Pesquisas Agronômicas Sustentável na Amazônia Central” e “Agricultura Familiar no Amazonas - Volume 1 e 2”.

CINE & VÍDEO

Filmes analisam meio ambiente

“A Enseada” aborda a matança e a captura de golfinhos no Japão

O dia 5 de junho é, simbolicamente, a data para refletir sobre os danos que o homem, em sua ânsia de “progresso” e enriquecimento, provoca ao meio ambiente mundial. É o dia criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar de assuntos ambientais. Com a intenção de valorizar o tema, o Cine & Vídeo Tarumã programou para a próxima semana a exibição de filmes que levantam algumas preocupações e problemas com os atos que o homem pratica no meio ambiente sem medir as consequências para a sua própria existência. São produções que abordam questões específicas (como é o caso de “A Enseada”) ou gerais (“O Veneno Está na Mesa” e “A Era da Estupidez”) sobre essa ações desastrosas ao meio ambiente. O filme de amanhã é “A Enseada”, de Louie Psihoyos, que ganhou o Oscar de Melhor Documentário em 2010. A produção expõe a matança de golfinhos no Japão e a captura desses animais para serem enviados aos parques de diversões. Em uma remota enseada da pequena cidade de Taiji, cercada por arame farpado e placas de “afaste-se”, é onde pescadores, impulsionados por uma multibilionária indústria de entretenimento com golfinhos e um mercado clandestino de sua carne, participam de uma caçada invisível. O diretor Psihoyos, que já trabalhou como fotógrafo para a National Geographic,

fundou a Oceanic Preservation Society (OPS), uma sociedade sem fins lucrativos, para educar o público sobre o que está acontecendo com 70% da Terra, ou seja, nos seus oceanos. Intoxicação “O Veneno Está na Mesa”, que será exibido na quarta-feira, dia 4, é um documentário de Silvio Tendler, de 2011, que apresenta o Brasil como o país do mundo que mais consome

VENENOS

O documentário “O Veneno Está na Mesa” alerta para o alto consumo de agrotóxico no país, pois certas substâncias utilizadas em plantações podem causar sérios riscos à saúde humana agrotóxico: 5,2 litros/ano por habitante. O filme mostra os enormes prejuízos causados por um modelo agrário baseado no agronegócio. Além dos ataques ao meio ambiente, os venenos cada vez mais utilizados nas plantações causam sérios riscos à saúde tanto do consumidor final quanto de agricultores expostos diariamente à intoxicação. Nessa história toda, só quem lucra são grandes empresas transnacionais, como a Monsanto, Bayer, Dow, DuPont e Syngenta. A proposta do filme é mostrar à população como nos

alimentamos mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso. No mesmo dia será exibido o curta de animação “A História das Coisas”, de Louis Fox, que relata de forma didática e crítica as cincos etapas da economia de matérias: a extração, produção, distribuição, consumo e tratamento do lixo. Devastado O último filme da mostra, na sexta-feira, dia 6, é o misto de documentário e ficção “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrong, que apresenta o ator (já falecido) Pete Postlethwaite num mundo devastado no ano de 2055. Ele assiste a “imagens de arquivo”, filmadas em 2007 e 2008, e se pergunta “por que não paramos as mudanças climáticas enquanto tínhamos chance?” O filme é um libelo contra as mudanças climáticas, o aquecimento global e temas que permeiam essa discussão, como o cada vez mais insustentável mundo baseado e dependente do petróleo. O projeto Cine & Vídeo Tarumã é uma atividade de extensão do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas, com as sessões sempre às 12h30, no auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras, localizado no setor norte do campus universitário. As sessões são gratuitas e recebem o apoio cultural da locadora Take Video.


D8

Plateia

MANAUS, DOMINGO, 1º DE JUNHO DE 2014

FOTOS DIVULGAÇÃO

Corrida que inspira música e igualdade The Color Run segue a proposta do ‘Holi’ na Índia, que promove diversão e a igualdade entre as pessoas. Em Manaus, a corrida será no dia 8 de junho

E

sporte, diversão e igualdade. Com este tripé, a Color Run Manaus “movimenta” a cidade na sua segunda edição que irá acontecer no dia 8 de junho (domingo), na avenida das Torres. Além da qualidade de vida, a corrida mais colorida do mundo segue o conceito do Festival das Cores (Holi) realizado em várias cidades indianas há mais de dois mil anos. Levantando a bandeira da igualdade, a produtora nacional da The Color Run, Loren Lunière, enfatiza que o pó colorido jogado nos participantes da corrida dissemina a ideia de que “todos são iguais”, disse. “Na The Color Run participam homens, mulheres, crianças, idosos, deficientes físicos... não existe distinção. A intenção é despertar nas pessoas este sentimento de igualdade e, claro, promover a qualidade de vida e muita alegria”, acrescenta a produtora. Música eletrônica E como não existe “festa” sem música, na linha de chegada a diversão é elevada à potência máxima, com o Festival das Cores da The Color Run. Uma explosão de cores agita todos os participantes que soltam o pó colorido ao som da música vibrante do DJ Graciano Rebelo, convidado para tocar nesta segunda edição da corrida em Manaus. No set, o melhor do Eletronic Dance Music (EDM) para manter a adrenalina dos corredores. Uma tarefa não muito difícil para quem tem a expertise de comandar pistas há mais de 15 anos. É o caso

do DJ amazonense Graciano Rebelo. “Em um evento onde as pessoas buscam alegria, o som tem que ser para cima. A música já tem o poder de elevar o astral e quando o esporte é agregado, o resultado é uma explosão de alegria”, disse o DJ que também já comandou as pick-ups de eventos semelhantes, como o Spinning River Session. “No ano passado, participei da The Color Run como atleta, mas nesta edição, vou ter a satisfação de ser o DJ oficial do evento. O público pode esperar muito alto astral e um som vibrante” complementa Graciano. Solidariedade Os participantes da The Color Run Manaus podem fazer doações para as vítimas da cheia do rio Negro que afetou famílias de 13 bairros da capital. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) vai disponibilizar durante o evento uma tenda que irá servir de posto de arrecadação de donativos, tais como, roupas, alimentos não perecíveis e material de higiene. Após a realização da corrida, o material arrecadado será imediatamente entregue à secretaria responsável. A The Color Run Manaus também firmou parceria com Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Amazonas (GACC- AM). Parte da renda das inscrições será destinada à instituição, com sede no Dom Pedro. Vinte voluntários do grupo de apoio à criança com câncer estarão nos 5 km de percurso, dando apoio e ajudando a colorir os manauenses participantes.

Música eletrônica anima a corrida inspirada em “Holi” (à direita)


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EM TEMPO - 1 de junho de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu