Especial
Eleições 2014 MANAUS, QUINTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2014
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Frente a frente, candidatos ao Senado em debate na TV
Cinco candidatos que concorrem a apenas uma vaga no Senado Federal se enfrentaram, ontem, em primeiro debate FOTOS: DIEGO JANATÃ
Os postulantes ao Senado Federal falaram de suas trajetórias políticas, pretensões e propostas caso sejam eleitos para a única vaga disponível, nestas eleições, para representar o Estado do Amazonas JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
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Omar Aziz diz estar confiante nos anos que está na vida pública
s cinco principais candidatos ao Senado Federal ficaram frente a frente na noite de ontem, durante o debate produzido por uma emissora de televisão local. Omar Aziz (PSD), Francisco Praciano (PT), Marcelo Serafim (PSB), Professor Queiroz (Psol) e Jônatas Almeida (PTN) usaram o espaço para defender seus projetos e principalmente para pedir votos à população. Temas como educação, segurança e economia estiveram no centro das discussões. No primeiro bloco, os postulantes à única vaga disponível no Senado apresentaram suas principais intenções e seus currículos aos eleitores. Omar lembrou-se da experiência adquirida ao longo dos anos de vida pública, em especial quando esteve à frente do governo do Estado. “Nos meus 4 anos de governo, não houve um escândalo que envergonhasse minha administração”, afirmou. O socialista Marcelo Serafim destacou a parceria com a presidenciável Marina Silva
e reiterou a vontade de trabalhar em prol da construção de escolas de tempo integral, além da destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o orçamento da saúde. Jônatas Almeida falou sobre sua vida como estudante de escola pública e falou sobre sua experiência no movimento estudantil e nos quadros de funcionários da Secretaria de Estado da Fazenda. Francisco Praciano (PT) foi o responsável por encerrar a rodada de apresentações. “Eu não compro voto, eu e o eleitor do Amazonas respeitamos a democracia”, afirmou. “Ganho eleição pela minha história e pelas minhas lutas. Poucos políticos deste Estado lutaram tanto pelos estudantes como eu”, disse, lembrando das suas passagens pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) e Câmara Federal, onde atualmente ocupa uma cadeira pelo Partido dos Trabalhadores.
Francisco Praciano lembrou sua trajetória e vitórias políticas
Candidato leva bronca por atraso Candidato pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), Professor Queiroz por pouco não foi excluído do debate entre os candidatos ao Senado Federal, realizado na noite de ontem. Alegando problemas com os congestionamentos da cidade, Professor Queiroz chegou faltando poucos minutos para ser iniciado o embate entre os cinco principais candidatos do pleito. O postulante chegou a receber o dedo em riste de um dos diretores da Marcelo Serafim afirmou querer representar o povo em Brasília
emissora responsável pela organização e transmissão do programa. Regras De acordo com as normas estabelecidas para o encontro, os candidatos com representação na Câmara Federal deveriam estar na sede da emissora até as 21h30. Queiroz chegou a cinco minutos da exibição do debate e no momento em que todos já estavam em posição para a transmissão. Professor Queiroz (à esq.) chegou atrasado ao debate e levou bronca
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José Melo conversa com trabalhadores do Distrito Melo iniciou a maratona de visitas na empresa LG. Em seguida, foi a vez de prestigiar os trabalhadores da Whirlpool DIVULGAÇÃO ASSESSORIA
O candidato José Melo esteve visitando, na manhã de ontem, fábricas do Distrito Industrial, onde conversou com trabalhadores
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governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) fez visita a duas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) nesta terça-feira, dia 17. Reconhecido pelo trabalho desenvolvido na educação e pelo empenho na aprovação da prorrogação da Zona Franca de Manaus, o professor Melo, como era chamado pelos industriários, foi recebido nas empresas LG Eletrônicos e Whirpool para conversar com os trabalhadores e apresentar sua plataforma de governo. Melo iniciou a maratona de visitas a empresas do PIM pela LG. O governador foi recebido pela diretoria da multinacional, conheceu parte das instalações, conversou e almoçou com trabalhadores. Em seguida, Melo esteve na empresa Whirlpool. Durante sua passagem, o candidato também visitou as linhas de produção e cumprimentou cada um dos trabalhadores. Nas conversas com os industriários, Melo falou sobre seus projetos para a educação. Entre as principais propostas está a expansão do orçamento do setor de 25% para 30% e a construção de escolas de tempo integral em todos os municípios. O fortalecimento da UEA, com a criação de novos cursos, a ampliação do Cetam em Manaus e, no interior, devem ampliar os horizontes de oportunidades profissionais, ressaltou o go-
vernador. A proposta é oferecer novos cursos com grande aceitação no mercado de trabalho. Banco do povo Outra proposta inovadora é a criação do Banco do Povo. Durante o bate-papo, José Melo disse que vai transformar a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) em um banco popular direcionado aos médios e pequenos empreendedores. “É um banco comunitário onde a gente garante mais facilidade na hora de acessar os recursos e menos burocracia. Aliado a isso, haverá um acompanhamento especializado para que o trabalhador consiga sobreviver na fase que é a mais sensível para um novo empreendimento que é a inicial”, disse. Melo reafirmou seu compromisso em fortalecer o modelo Zona Franca de Manaus, garantindo a atração de novas empresas e criação de mais empregos. Entre as medidas, está a busca pela autonomia da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a inclusão de representantes do Estado no grupo de trabalho do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio (Mdic), que libera os Processos Produtivos Básicos (PPB) para projetos industriais. DIVULGAÇÃO ASSESSORIA
CAMPANHA
Eduardo Braga é recebido com festa em Carauari Se tem um povo no Amazonas que conhece o significado da máxima que diz que as eleições são a festa da democracia, esse povo mora em Carauari. Foi com muita festa que uma multidão recepcionou o senador Eduardo Braga, candidato ao governo do Amazonas pela coligação Renovação e Experiência, no comício que ele realizou na noite desta terça-feira na cidade. Pulando e gritando, bem ao estilo “tira o pé do chão”, o povo mostrou que quer Eduardo Braga de volta ao governo do Amazonas. E na hora de ouvir as palavras do senador, parou e ficou bem atento. “Eu não tenho o governo do meu lado. Eu não tenho a prefeitura do meu lado. Eu só tenho Deus e o povo para me ouvir e me abraçar em todo o Estado”, afirmou o senador. Eduardo Braga criticou a falta de propostas de seus adversários e a falta de realizações do atual governo em seus 4 anos de mandato. “Quatro anos e meio depois, Carauari está cheia de buracos, esquecida e abandonada. E agora, que faltam 17 dias para as eleições, eles estão dizendo que vão fazer o que não fizeram em 4 anos e meio”. A falsa postura de humildade de alguns candidatos também foi citada no discurso de Braga. “Quem gosta
do povo, trabalha para ajudar os humildes. Quem quer o poder, se vende como humilde, mas esquece o povo”, afirmou, aproveitando para pedir uma oportunidade à população de Carauari. “Eu quero poder trabalhar para mudar a vida de Carauari para melhor”, disse. A verdade é que não há povo que saiba transformar
PROPOSTA
Durante visita ao município, o candidato apresentou suas principais propostas para a população e também teceu críticas sobre a falta de revitalização de áreas do município de Carauari um comício em festa como o povo de Carauari. Após o discurso de Braga, sem se importar com o adiantado da hora, o povo levou o senador pelas ruas da cidade, pulando e cantando, em uma caminhada, que eles chamam de “esquenta”, que bem poderia ser confundida com uma micareta. Mas não era uma micareta. Era a festa da democracia. Às vésperas das eleições. É a maneira com a qual o carauariense sabe dizer: “Eduardo Braga, estamos contigo! Dudu, Carauari é 15!”.
Comício do candidato ao governo, Eduardo Braga, ocorreu na noite de terça-feira e reuniu uma multidão de moradores
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HOMENAGEM
Justiça indefere mandado contra CPI da Pedofilia A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) obteve, pela segunda vez, decisão favorável do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM) para continuar seu trabalho sem interferência da Procuradoria de Coari. É que a Justiça indeferiu e tornou sem efeito o segundo mandado de segurança, impetrado pelo município, para ter acesso a documentos sigilosos, de posse da Comissão. O presidente da CPI, deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), afirmou que a decisão da Justiça só reforça a seriedade dos trabalhos desenvolvidos pela comissão e a autonomia para continuar investigando os casos de pedofilia praticados não só em Coari, mas em todos os municípios do Estado. “O tribunal convalidou a autonomia da CPI nas investigações sem qualquer tipo de interferência”, enfatizou o presidente, ao destacar que a comissão se
concentra, hoje, na análise dos extratos bancários da Prefeitura de Coari, enviados pelos bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
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Em programa, candidatos debatem sobre segurança Questão foi pauta principal do programa eleitoral dos candidatos José Melo e Eduardo Braga. Já Marcelo Ramos preferiu focar no eleitorado do interior FOTOS: DIVULGAÇÃO
Indeferimento Este foi o segundo mandado de segurança con-
DECISÃO
Comissão obteve ontem pela segunda vez, a decisão favorável do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para continuar seu trabalho sem interferência da Procuradoria de Coari tra a CPI, de autoria da Procuradoria de Coari, indeferido pelo TJAM. O primeiro foi extinto, em julho deste ano, após o tribunal ter entendido que a CPI da Pedofilia tem a garantia de sigilosidade dos seus atos e amparo constitucional para realizar as investigações. DIVULGAÇÃO / ASSESSORIA
Medida só reforma seriedade dos trabalhos, disse Fraxe
Braga disse que boatos envolvendo seu nome são de opositores desesperados. Já Melo rebateu também todos os ataques RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO
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pouco mais de duas semanas para as eleições, os principais candidatos ao governo intensificaram ontem os embates na propaganda eleitoral exibida na TV e rádio. Após a sequência de atos ocorridos relacionados à segurança pública na capital nos últimos dias, o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador José Melo (Pros) trocaram acusações sobre o segmento. Já o candidato socialista Marcelo Ramos (PSB) preferiu se manter fora da polêmica e focou sua apresentação no eleitorado do interior. Eduardo Braga dedicou boa parte do programa para combater o que chamou de boatos disseminados pelos desesperados por conta da proximidade do pleito. Em uma reunião em que comunitários tiravam dúvidas sobre as “boatarias”, o candidato desmentiu informações de
que não continuará a política de valorização dos servidores públicos. “Como eu posso acabar com uma política de valorização que eu mesmo criei?”, indagou. O senador reforçou os ataques à gestão de Melo e do ex-governador Omar Aziz (PSD) em segurança, citando dados negativos no setor. “Eles fazem uma propaganda enganosa em que a segurança vai bem, mas a população sabe que não é assim”, afirmou, mostrando comerciantes e comunitários reclamando da falta de policiamento. A candidata a vice na chapa, deputada federal Rebecca Garcia (PP), reforçou o discurso e afirmou que a violência “já domina a capital e até o interior”. Já o governador José Melo iniciou o seu programa rebatendo os ataques, exibindo notícias jornalísticas como “onda de assaltos” e “disseminação do tráfico” ocorridos durante a gestão de Braga no governo, de 2003 a 2006. “Eles pensam que
vocês não têm memória”, disse o programa. A campanha do governador teme que o desgaste no setor estimule queda nas pesquisas, que vêm apontando um crescimento do candidato, apesar de não garantir levar a disputa para o segundo turno.
MIRA
Braga dedicou todo o seu programa para combater o que chamou de boatos disseminados por adversários desesperados. José Melo disse que ondas de assalto ocorreram no governo de Braga Melo mirou também o eleitorado da capital amazonense, abordando iniciativas emplacadas em parceria com o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), aliado ao bloco. Ambos ressaltaram os projetos de recuperação das vias e a manutenção do abas-
tecimento de água na capital, recentemente abatido por um acidente. A campanha sugeriu que a quebra da parceria poderia “prejudicar o desenvolvimento da capital”, onde Braga lidera nas intenções de voto. Correndo por fora Alertado pelas pesquisas sobre a falta de crescimento no eleitorado do interior, o socialista Marcelo Ramos mirou a região e mostrou propostas do plano de governo para o setor. O parlamentar exibiu produtores rurais em situação precária e abordou as propostas de suplementar os investimentos no setor primário, além de recuperar as vicinais da região. O candidato também destacou as viagens que fez ao interior para “entender as vocações”.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA
JOSÉ MELO
Candidato cumpre agenda de visitas a municípios da calha do Juruá.
MARCELO RAMOS
Candidato toma café da manhã às 6h no estaleiro Rio Negro. Em seguida, cumpre agenda administrativa como governador. Ao meio-dia, tem almoço com a comunidade portuguesa. No fim da tarde, faz caminhada em bairro da Zona Norte e à noite reúne com associação de mulheres costureiras da Compensa.
CHICO PRETO
Candidato realiza bandeiraço às 6h30 no viaduto do São José. Em seguida, participa do plenário na Assembleia Legislativa do Amazonas. À tarde, faz caminhada no bairro Tancredo Neves, Zona Leste, e à noite tem encontro com apoiadores da Zona Centro-Sul.
HERBERT AMAZONAS
Candidato concede entrevista pela manhã a uma emissora de TV local e à tarde faz viagem para os municípios de Barreirinha e Parintins.
NAVARRO
Candidato faz panfletagem na sede dos Correios e à noite tem reunião com apoiadores de campanha.
Candidato não divulgou agenda.
ABEL ALVES Candidato cumpre agenda no município de Coari.
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DIVULGAÇÃO
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Isto aqui não é teatro” Jornalista
VANESSA GRAZZIOTIN (PCDOB-AM) fingindo acreditar na seriedade da CPMI da Petrobras
Homem-bomba vira homem-traque e alivia CPMI Foi tudo uma encenação patética: apresentado como “homem-bomba”, o potencial “explosivo” do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa mais se assemelhou a um “traque”, trouxinha inofensiva utilizada por crianças nos festejos juninos do Nordeste. O ex-diretor entrou mudo e saiu calado da CPMI, proporcionando alívio em boa parte do plenário, onde estavam alguns suspeitos do Petrolão dos governos Lula e Dilma. Blindagem Tropa de choque do Planalto estava pronta para “blindar” o governo, caso o delator jogasse a roubalheira da Petrobras no ventilador. Operação abafa Envolvidos até o pescoço, parlamentares do PT e PMDB atuaram para impedir tentativa da oposição de ouvir o ex-diretor em reunião secreta. Olho do furacão Com vários dirigentes citados na delação premiada de Paulo Roberto Costa, o PP não deu as caras ontem na CPMI da Petrobras. Juntos contra um Deputado do PDT, aliado de Dilma, Ênio Bacci (RS) seguiu exemplo do senador Gim Argello (PTB-DF) e votou com a oposição na CPMI. Espectro de Valério assombra sucessão mineira Conexões de Marcos Valério, do mensalão do PT, assombram o PSDB na sucessão estadual, em Minas. Indiciado pela PF por ter recebido R$ 300 mil, o candidato Pimenta da Veiga (PSDB) mudou a versão que apresentou dois anos
depois, ao retificar o imposto de renda de pessoa física: a grana seria pagamento de consultoria, por meio de “pareceres verbais”. Agora, ele atribui a consultoria a sua “pessoa jurídica”. Sigilo quebrado Pimenta da Veiga somente faria retificação do seu imposto de renda quando foi quebrado o sigilo bancário de Marcos Valério. Pessoa jurídica Esta semana, Pimenta disse que não fez a declaração no prazo porque não havia constituído pessoa jurídica: “Precisava fazer por ela”. ‘Empréstimo’ Faltou Pimenta da Veiga combinar com Marcos Valério: o tesoureiro do mensalão justificou o dinheiro como “empréstimo pessoal” ao amigo. Já era O PT dá como certa a derrota de Armando Monteiro (PTB), na disputa pelo governo de Pernambuco. Vai tentar “salvar” o petista João Paulo, empatado com Fernando Bezerra (PSB) na briga pelo Senado. Efeito trator O Planalto mobilizou ontem parlamentares do PDT, PR e PCdoB, que nem sequer integram a CPMI, para lotar o plenário e ajudar o PT e o PMDB a “melar” o depoimento do ex-diretor corrupto da Petrobras. A viúva sumiu Viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), estrela do mensalão, Stael Janene chegou a ensaiar denúncia, mas submergiu após ganhar proporções o escândalo envolvendo Alberto Youssef e
Petrobras. A vida como ela é A declaração de votos para Dilma dos reitores que ela nomeou, nas universidades, só foi superada pelo apoio de supostos “líderes” dos protestos de 2013 que chefiam ONGs bancadas com dinheiro público. Gastos secretos O Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento deixou de ser atualizado. Ninguém sabe ao certo quanto foi gasto com salários de servidores nos últimos meses. Dados mais recentes são de junho. Apagão no Pará Belém se viu mergulhada nas trevas desde terça-feira, sem internet, sem celular, sem acesso a pagar contas com cartão de crédito ou débito, nem fazer saques nos caixas. Caos total. E sem explicações. Mulheres vetadas Na negociação para definir o substituto de Arruda na disputa pelo governo do DF, o escaldado Joaquim Roriz fez apenas uma imposição: manter as respectivas mulheres, e até filhas, fora da cabeça de chapa. Pode isso, TRE? Passeata do PT no início da noite, ontem, em Brasília, parecia desfile de servidores do governo do DF. Sempre ausente onde é necessário, o Detran-DF se fez representar por cinco viaturas e mais cinco motos. Pensando bem... ...depois de jogarem um deputado numa lixeira, na Ucrânia, não será surpresa se começarem a sumir latas de lixo em Brasília, Rio, São Paulo...
PODER SEM PUDOR
O fogo da juventude Representando o regime militar, Eliseu Resende foi candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves (PMDB). Pouco conhecido e sem experiência, ele cometeu um erro: centrou sua campanha na crítica à idade do adversário: - Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração – declarou na TV. Tancredo ficou ofendido, mas não passou recibo. Dois dias depois, foi à televisão, elogiou o adversário para depois acabar com ele: - Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero, aos 31, tocou fogo em Roma...
BOLSA FAMÍLIA
Aécio critica cadastro de programa O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (17) em evento de campanha em São Paulo que manterá o Bolsa Família, mas que irá abrir o que chamou de “caixa-preta” no cadastro dos destinatários do programa. “Nós queremos a política da superação da pobreza. E é isso que nós estamos fazendo. Primeiro a questão pontual: nós vamos abrir essa caixa-preta que é o cadastro
do Bolsa Família. Ninguém sabe direito o que está acontecendo no Bolsa Família, você não consegue saber”, declarou o presidenciável. No último dia 10, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou fiscalização que aponta que o número de pobres e extremamente pobres no Brasil pode estar subestimado devido a distorções em índices utilizados no Bolsa Família. A distorção, segundo o TCU, está relacionada à falta de correção
do valor da renda usado pelo governo para definir se uma família é pobre ou extremamente pobre e, por isso, elegível a receber recursos do Bolsa Família. O presidenciável disse já ter solicitado, como senador, acesso a informações sobre o programa, mas não obteve resposta. ““O governo não responde estes requerimentos de informação para saber como está a escolaridade destes meninos, a vacinação”, disse.
Até agora, o tribunal registrou 23 casos de sanções envolvendo a candidata a presidente
Dilma foi quem recebeu mais punições do TSE Petista foi a candidata que teve maior registro de punição relacionadas a propaganda irregular. Aécio está em segundo
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esde que começou oficialmente a campanha, a Justiça Eleitoral tem aplicado uma punição a cada três dias, em média, a candidatos à Presidência da República por propaganda eleitoral irregular. Foram 23 até a última segunda-feira. A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, foi quem mais sofreu sanções até agora. A coligação de Dilma tinha sofrido 17 decisões desfavoráveis por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sequência, aparecem seus dois principais adversários, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), respectivamente. Aécio recebeu cinco punições e Marina, uma. Todos os casos se referem
PUNIÇÕES
Na sequência, aparecem seus dois principais adversários, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), respectivamente. Aécio recebeu cinco punições e Marina, uma a ilegalidades cometidas na propaganda eleitoral no rádio, na TV ou na internet. Por enquanto, as punições foram em caráter liminar e no sentido de suspender ou exigir a correção de comerciais, panfletos e programas no horário eleitoral. Não houve a aplicação de multas.
As campanhas de Dilma e Aécio são as que mais recorrem à Justiça para contestar a conduta dos adversários. Dilma foi a mais acionada até o momento. As mais recentes sanções arbitradas contra ela foram em resposta a pedidos da campanha de Aécio por inserções veiculadas no horário eleitoral. Em uma delas, a Justiça determinou que fosse retirada do ar a propaganda em que a campanha de Dilma referiase a Aécio e seus apoiadores como “desesperados”. “Agora que terminou o programa dos desesperados, vai começar o programa de quem tem propostas para o Brasil seguir mudando para melhor”, dizia a propaganda, exibida no início deste mês no rádio.
BISPO RODRIGUES
Ex-deputado deixa o semiaberto O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-deputado federal Bispo Rodrigues (do extinto PL, atual PR) deixe o regime semiaberto para cumprir o restante de sua pena de prisão em regime domiciliar. O pedido de progressão de regime foi feito pela defesa do ex-parlamentar no dia 4 de setembro, com a alegação de ele já cumpriu um sexto da pena. Condenado a 6 anos e 3 meses de prisão no julgamento do mensalão, Bispo Rodrigues ficou menos de um ano na cadeia, já que foi preso no dia 5 de dezembro do ano passado. No entanto, ele teve dias da pena descontados porque trabalhou. A cada três dias de trabalho, o detendo pode descontar um dia da pena. Pela legislação penal, o preso pode requerer regime de punição mais brando depois de cumprir um sexto da punição e tiver
bom comportamento. “Quanto ao requisito temporal, observa-se a existência de dias remidos pela realização de atividades laborativas e educacionais devidamente comprovadas
PENA
Condenado a 6 anos e 3 meses de prisão no julgamento do mensalão, Bispo Rodrigues ficou menos de um ano na cadeira, já que foi preso no dia 5 de dezembro do ano passado e reconhecidas pelo juízo da execução penal do Distrito Federal. Tal como destaca o procurador-geral da República, a atual redação do art.128 da Lei de Execução Penal autoriza expressamente a consideração dos dias remidos para fins de
verificação do cumprimento do prazo exigido para a progressão”, disse Barroso ao deferir o pedido feito pela defesa do condenado no mensalão. Bispo Rodrigues começou a trabalhar numa rádio em janeiro, enquanto cumpria pena no regime semiaberto. Em maio, o então presidente do Supremo e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, revogou a autorização de trabalho concedida pela Vara de Execuções Penais aos condenados no mensalão. Em julho, o plenário do Supremo restabeleceu a eles o direito de trabalhar fora da cadeia durante o dia. Bispo Rodrigues voltou, então, a trabalhar na rádio e a ter dias de pena descontados. Outros dois presos por condenações no processo do mensalão já obtiveram o direito de cumprir a pena em casa– José Genoino e Jacinto Lamas.
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PRE pede à Justiça cassação de Melo, Henrique e Platiny CARLOS EDUARDO MATOS
Em investigação, Procuradoria Eleitoral apontou que comandantes da PM usaram tropas em favor da campanha de José Melo
A PRE-AM pediu à Justiça Eleitoral a cassação do registro de candidatura de José Melo, de seu vice, Henrique Oliveira, e do policial militar e candidato a deputado estadual, Platiny Soares CARLOS EDUARDO MATOS Equipe EM TEMPO
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crise política no comando da Polícia Militar (PM) resvalou na campanha à reeleição do governador José Melo (Pros). A Procuradoria Regional Eleitoral no Amazonas (PRE-AM) pediu à Justiça Eleitoral, ontem à tarde (17), a cassação do registro de candidatura do atual governador, de seu vice na chapa, o deputado federal Henrique Oliveira (SD), e do policial militar e candidato a deputado estadual, Platiny Soares (PV), por suspeita de abuso de poder político, ao usarem ilegalmente a estrutura da PM em favor da campanha de Melo. Na mesma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), o órgão pede ainda o afastamento do comandante e do subcomandante da PM, os coronéis Eliezio Almeida e Aroldo Ribeiro, apontados como “cabos eleitorais” do governador, dentro da corporação. De acordo com o procurador eleitoral substituto, Jorge Medeiros, uma das provas – e mais contundente – é uma gravação de áudio, feita no dia 27 de agosto, no quartel
do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), localizado no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, a qual registra uma reunião entre o comandante Eliezio e um grupo de oficiais. No encontro, Eliezio exige que os oficiais direcionem as ações das tropas em prol da reeleição do governador, como forma de “retribuir tudo o que ele fez pela
AFASTAMENTO
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral pede ainda o afastamento do comandante e do subcomandante da PM, os coronéis Eliezio Almeida e Aroldo Ribeiro, apontados como “cabos eleitorais” do governador corporação” – em uma referência ao reajuste salarial concedidos aos policiais militares, civis e bombeiros, após paralisação de parte da categoria no meio do ano. Esta gravação, segundo Medeiros, foi entregue à PREAM pelo major PM Franciney Bó, que foi líder do Comando de Policiamento Especializado
(CPE) e pediu exoneração do cargo depois que Eliezio assumiu o posto de comandante da PM, com a saída do coronel Almir David, dando início à crise política na PM. Ainda segundo Medeiros, um dia após a reunião no quartel, a equipe de campanha política de Melo usou viaturas policiais e o prédio de um quartel da PM para fazer gravações, cujas imagens foram ao ar na propaganda eleitoral gratuita no dia 8 de setembro. ‘Favores’ Ele citou ainda que o comando da PM concedeu favores administrativos, sem fundamentos legais, a policiais militares que estiveram envolvidos no movimento grevista, com objetivo de obter apoio político. “Foram concedidas, por exemplo, férias de 90 dias a policiais militares lotados na Casa Militar. A esposa do atual comandante (Eliezio) foi nomeada assessora especial da Casa Militar”, acrescentou o procurador.
Procurador guarda outras provas Além da gravação de áudio, explicou o procurador, ainda há depoimentos e publicações em boletins internos e no Diário Oficial do Estado (DOE) como provas contra Melo, Henrique, Platiny e os coronéis Eliezio e Aroldo. Na ação, a PRE-AM pede que, ao final do processo, seja declarada a inelegibilidade dos candidatos por 8 anos. Segundo o procurador eleitoral substituto, Jorge Medeiros, a movimentação das tropas da PM em torno da candidatura de José Melo tinha o apoio de Platiny Soares, que é presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) e candidato a deputado estadual. A candidatura dele foi impugnada pela Justiça Federal, por conta de processo disciplinar que resultou em sua expulsão da PM. Porém,
o governador contrariou a decisão da ProcuradoriaGeral do Estado (PGE) e do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e publicou um decreto anulando a exclusão de Platiny dos quadros da PM. Com isso, o policial militar apresentou um mandado de segurança para reverter a decisão judicial e tentar seguir na campanha eleitoral. O procurador destacou que a paralisação de uma parte dos policiais militares, em maio, seguida da inércia do comando da PM, que soube do movimento grevista com antecedência, serviu para dar projeção política a Platiny. Defesa de Melo A assessoria de imprensa do candidato José Melo informou, ontem, que o departamento jurídico criticou a postura da PRE-AM, que anunciou o pedido de
cassação dos registros de candidatura do governador antes de comunicar ao candidato. Informou ainda que os advogados irão se pronunciar somente após a notificação judicial. Platiny Soares afirmou que o apoio ao candidato José Melo ocorre dentro da legalidade e negou influenciar politicamente os colegas de farda em favor do candidato. “A minha relação com o governador é entre candidatos aliados”, disse. Sobre o processo judicial que envolve a sua candidatura, ele disse que o mandado de segurança está em análise. PM não respondeu A assessoria de imprensa da Polícia Militar recebeu e-mail com perguntas ao comandante da PM, Eliezio Almeida, mas até o fechamento desta edição, não houve resposta.
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Josué Neto diz que vetos não prejudicam tramitação DIVULGAÇÃO/ALEAM
Presidente da Aleam declara que os trabalhos na casa não estão travados e que semana que vem ocorrerá votações
Josué Neto declarou em razão da movimentação dos deputados neste período eleitoral, as sessões de votação serão realizadas somente quando houver pautas reunindo matérias do governo
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tação serão realizadas somente quando houver pautas reunindo matérias do governo e de outras instituições, PECs e outros projetos dos deputados. O presidente explicou que a ausência de votação não significa ausência de sessões normais, trabalhos administrativos, análise de projetos etc. Diferente do que está acon-
tecendo na Câmara dos Deputados, em Brasília, onde desde o mês de julho tem uma interrupção informal nos trabalhos, o chamado “recesso branco”, a Aleam continua trabalhando e realizando sessões. Para que a Assembleia não entre em “recesso branco”, a mesa diretora está estabelecendo uma pauta de votação que reúna uma quantidade significativa de projetos para serem votados em datas pré-estabelecidas. Josué acrescentou que a votação mais recente acon-
teceu no dia 9 deste mês, quando foi votada em regime de urgência a PEC nº 2/14 dos Peritos, que dá autonomia ao Departamento de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil do Amazonas. De acordo com o presidente da Aleam, no momento, as matérias estão tramitando nas comissões, inclusive os vetos governamentais a emendas feitas em projetos de lei e, logo que houver um volume razoável de projetos, será marcada a data de votação, que poderá ser na próxima semana.
TIAGO CORREA/DIRCOM
presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), esclareceu, ontem, que a próxima pauta de votação no plenário da casa deverá acontecer na próxima semana e que os vetos governamentais em tramitação não estão impedindo a realização das sessões plenárias de votação. Segundo Josué Neto, em razão da movimentação dos deputados neste período eleitoral, às sessões de vo-
Projeto começou a tramitar ontem na Câmara e garante auxílio aos professores municipais
Medida Para evitar esvaziamento do plenário legislativo, o presidente da casa decidiu descontar dos salários dos parlamentares cada falta. Somente no primeiro mês de experiência, 11 dos 24 deputados estaduais tiveram alteração na sua folha de pagamento. Segundo a própria casa, a cada dia de falta o parlamentar é descontando em R$ 668. Um deputado ganha R$ 20.042,35 por mês. De acordo com a tabela de vencimentos, o deputado
Marcelo Ramos (PSB) foi o que sofreu maior desconto do salário, R$ 2.672,31, por quatro faltas, todas justificadas solicitando o desconto de salário. Sidney Leite (Pros) e Vera Castelo Branco (PTB) tiveram o segundo maior desconto, R$ 2.004,24 no salário de cada um, por três faltas de cada. Vera não justificou duas das suas faltas. Tiveram descontos de R$ 1.336 os deputados Cabo Maciel (PR) e Arthur Bisneto (PSDB) por duas faltas cada um.
PROFESSORES
CMM debate auxílio-alimentação O projeto de lei nº 278/2014, do Executivo municipal, que garante o pagamento auxílio-alimentação dos professores da rede municipal de ensino, iniciou tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã de ontem, em regime de urgência. Após a deliberação e aprovação da matéria, a mesma segue agora para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da casa legislativa. A proposta em análise na casa legislativa dispõe que o parágrafo único do artigo 3º da lei nº 1.905, de 12 de setembro de 2014, não se aplica aos servidores profissionais de magistério da Secretaria Municipal de Educação (Semed), assegurando a percepção do auxílio atualmente pago pelo Executivo. O artigo 3º da legislação municipal diz que, na hipótese de acumulação lícita de cargos públicos, na forma da Constituição Federal, o servidor receberá apenas um au-
xílio-alimentação. Com isso, criou-se uma interpretação equivocada de que algumas categorias de servidores que recebem o benefício, de forma cumulativa, ficariam proibidos de recebê-lo, a partir
TRÂMITE
Após a deliberação e aprovação da matéria que discute o auxílioalimentação, a mesma segue agora para análise da Comissão de Constituição Justiça e Redação da casa legislativa da edição da nova lei. Legislação A lei nº 1.905, de 12 de setembro de 2014, dispõe sobre o auxílio-alimentação no âmbito do Poder Executivo. Segundo o artigo 2º, o auxílio-alimentação destinase a subsidiar as despesas
com a refeição do servidor, é pago em pecúnia e tem caráter indenizatório. A matéria garante que a vantagem é devida aos servidores ativos ocupantes de cargos, de provimento efetivo e em comissão, e empregos públicos do Poder Executivo, inclusive ao pessoal temporário contratado sob o regime de direito administrativo, obedecidos os critérios estabelecidos em regulamento, sendo que o valor mensal do auxílio será estabelecido por decreto do chefe do Executivo. Conforme explicou o secretário da Casa Civil, Lourenço Braga, durante visita a CMM, na terça-feira (16), a lei 1.905/14 tem o objetivo de transportar para outro ambiente legal o auxílio-alimentação por exigência do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Até então, o benefício era pago por decreto. “Não criamos nada novo, apenas demos um novo revestimento de legalidade ao pagamento do auxílio”, destacou.
Eleições 2014
MANAUS, QUINTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2014
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Marina: ‘cara de santinha’ e ‘vontade de ódio’, diz Sarney Senador classificou Marina como alguém radical e raivosa e que quando fala em diálogo “ela quer converter você”, afirmou
E
m discurso repleto de críticas a rivais, o senador José Sarney (PMDB-AP) foi ao ataque contra Marina Silva e disse que a candidata ao Planalto pelo PSB tem “cara de santinha” e “vontade de ódio”. “A dona Marina, com essa cara de santinha, mas (não tem) ninguém mais radical, mais raivosa, mais com vontade de ódio do que ela. Quando ela fala em diálogo, o que ela chama de diálogo é converter você”, afirmou. O ex-presidente fez as declarações ao estrear em São Luís, na noite de terça-feira (16), no palanque de Lobão Filho (PMDB), filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e candidato ao governo do Estado com apoio de Sarney e sua filha Roseana, atual governadora do Maranhão. Em tom duro e irônico, o senador de 84 anos pediu votos para Dilma (“uma mulher de comando”) e disse conhecer a “outra”, numa referência a Marina, com quem conviveu por 16 anos no Senado. “Ela (Marina) pensa que o mundo tem duas partes: uma condenada à salvação e outra à perdição”, disse Sarney, saudado pelos público presente aos gritos de “guerreiro do povo brasileiro”. Despedida A campanha deste ano marca a despedida do senador e de Roseana da disputa por cargos públicos. Ele desistiu de tentar a reeleição ao Congresso, e a filha
AG_SENADO
não quis concorrer a vaga no Senado. Com a manutenção do poder local ameaçada por Flávio Dino (PC do B), que lidera com 42%, ante 30% de Lobão Filho, segundo Ibope do último dia 6, Sarney avançou contra rivais que
IRONIAS
Em tom duro e irônico, Sarney pediu votos para Dilma (“uma mulher de comando”) e disse conhecer a “outra”, numa referência a Marina, com quem conviveu por 16 anos no Senado Em comício, no Maranhão, o senador e ex-presidente da República, José Sarney não poupou críticas e ironias a Marina Silva
se dedicam a “falar mal do Maranhão”. “Quase tudo que tem na nossa terra, que eles falam mal, passou pelas minhas mãos. Até mesmo esses inimigos meus, todos passaram pela minha mão”, disse. “Não tem um (inimigo) que não tivesse me bajulado. Se eu pedisse, eles iam lamber meus pés”, completou. Embora tenha conquistado os últimos mandatos de senador pelo Amapá, Sarney fez carreira no Maranhão, onde governou de 1966 a 1971.
Candidata lidera disputa entre jovens, diz Ibope De acordo com a pesquisa Ibope, divulgada pela TV Globo e o jornal “O Estado de S. Paulo”, Marina Silva (PSB) lidera a disputa entre os eleitores jovens, de 16 a 24 anos, com 34% das intenções de voto. Ela é seguida por Dilma Rousseff (PT), com 30%. Aécio Neves (PSDB) tem 20%. Outros can-
PETROBRAS
NA TV
Oposição: desvios são ligados ao PT
AGÊNCIA SENADO
Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, foi convocado a depor na CPI mas ficou calado
Com a manutenção da sessão aberta da CPI mista da Petrobras e diante do silêncio do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, parlamentares da oposição adotaram a estratégia de relacionar as recentes denúncias envolvendo a Petrobras com o mensalão do PT. Às vésperas das eleições, parlamentares afirmaram que a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, tem responsabilidade sobre o esquema. Na época em que Costa atuou na estatal, Dilma era presidente do Conselho Administrativo da empresa. “Esse não é o mensalão dois. É o mesmo mensalão com fontes diferentes pagando políticos. O operador lá atrás [no caso do mensalão] era Marcos Valério e o operador dentro do governo era Paulo Roberto
didatos somam 2%. Na pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terçafeira (16), Dilma tem 36%, contra 30% de Marina e 19% de Aécio. Ontem, em um bate-papo com internautas do Facebook, realizado no início da noite, a candidata do PSB à Presidência
Costa”, afirmou o deputado Fernando Francischini (SDD-SP). “Ele é chamado de Paulinho por Lula. O esquema de publicidade acabou, mas outro surgiu rendendo mais. O governo Lula, Dilma e o PT não aprenderam com o mensalão. Lá, foram condenados pelo (STF) mas o esquema é o mesmo. Estamos diante da continuidade do braço indicado por Roberto Jefferson (delator do mensalão)”, afirmou o deputado Ônyx Lorenzoni (DEM-RS). Culpa de Dilma Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), Dilma tem responsabilidade sobre quem foi indicado para dirigir setores da Petrobras e criticou sua postura de dizer que não sabia de nada. “Estamos vendo que as nomeações daqueles que
hoje estão sendo investigados e nominados como quadrilha que tomou contra da Petrobras teve o aval, o apoio do ex-presidente Lula, da atual presidente Dilma durante todo o período. Não apenas o aval, mas a nomeação. Se não sabem de nada, o que estão fazendo lá”, disse. Dilma tem dito que não sabia do esquema montado por Costa na estatal e afirmou que, se soubesse, não apenas teria demitido o ex-diretor como teria mandado investigar, como aconteceu neste ano. Ela explicou que Costa foi demitido da Petrobras em 2012 por falta de afinidade com ela. Os parlamentares da oposição tentaram, no início da sessão, tornar a sessão secreta com o argumento de que eles poderiam tentar convencer Costa a falar alguma coisa.
Debate CNBB só mostrou Aécio maduro O debate promovido na terça-feira (16) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB ) com os candidatos à Presidência da República indicou algumas características que os concorrentes demonstram na fala, postura e nos gestos, em meio a uma campanha eleitoral que exige esforço, resistência e flexibilidade. Esses aspectos foram observados pela fonoaudióloga e doutora em linguística Claudia Cotes, que analisou a linguagem corporal dos candidatos no debate. Segundo Claudia, Marina Silva (PSB), rouca e com falhas na voz, mostrou sinais de cansaço físico e possivelmente emocional, após sofrer ataques dos adversários nas últimas semanas. Mas ao focar nas propostas, utilizou palavras que remetem a inovação e construiu bem as frases, introduzindo aspectos emocionais. A avaliação da especialista foi de que Marina se saiu bem no debate. Dilma Rousseff (PT) deixou um pouco de lado o estilo agressivo e se expressou melhor, de acordo com Cotes. Dilma teve momentos de rouquidão na voz, mas controlou as expressões faciais de irritação, raiva e preocupação, observadas nos debates anteriores. Ainda segundo a especialista, Aécio Neves (PSDB), terceiro colocado nas pesquisas, fixou o olhar firmemente na câmera, mas mostrou falta de firmeza na postura corporal e usou de muita formalidade na fala.
da República, Marina Silva, disse não ser preciso ser “gerente” para assumir a gestão do Brasil. A socialista citou inclusive o exemplo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para justificar sua afirmação. “A história de que para ser presidente é preciso
ser um gerente é uma visão equivocada. FHC e Lula não eram gerentes, mas homens com visão estratégica. Eles conseguiram dar uma contribuição. O sociólogo conseguiu fazer o plano da estabilidade econômica e o operário fez o plano da inclusão social”, afirmou Marina.
OPERAÇÃO LAVA JATO
Doleiro Alberto Youssef é condenado a quatro anos O doleiro Alberto Youssef foi condenado ontem (17) a quatro anos e quatro meses de prisão por empréstimos fraudulentos que fez no Banestado, banco estatal do Paraná que fez uma série de operações ilegais com dólar nos anos 1990 e 2000. Youssef havia sido perdoado por esse crime no acordo de delação premiada que fez em 2004. Mas, como Youssef desrespeitou a promessa de não voltar a atuar no mercado paralelo, o processo foi reaberto pelo juiz Sergio Moro. A ação penal havia sido aberta em 2003. É a primeira condenação do doleiro desde que ele foi preso em
17 de março deste ano pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, sob acusação de comandar um esquema de lavagem que teria movimentado R$ 10 bilhões. Empréstimo Segundo decisão do juiz, a ação penal provou que o doleiro obteve um empréstimo em agosto de 1998 de US$ 1,5 milhão da agência do Banestado que fica nas Ilhas Cayman depois de pagar US$ 131 mil de propina ao diretor de operações internacionais do banco. Ele foi condenado por corrupção ativa e por gestão fraudulenta de instituição financeira. DIVULGAÇÃO
Yousseff foi condenado por empréstimos fraudulentos
Eleições 2014
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‘Nem que a vaca tussa vou reduzir direitos trabalhistas’ Dilma diz que o direito às férias e ao 13º salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a empresários
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presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT, afirmou ontem (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários. “Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista. Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional
DIVULGAÇÃO
de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Medos A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição. Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”. DIVULGAÇÃO
Estudante protesta em Campinas Eleitor de Dilma Rousseff nas eleições de 2010, o estudante de direito Benedito Pereira Lima, 25, foi pego de surpresa com a visita da presidente a Campinas, na manhã de ontem (17). “Perguntei, e disseram que era a Dilma. Então saí correndo para preparar meu protesto”, disse o estudante, que trabalha como vendedor numa loja de eletrodomésticos. Quando retornou ao local do evento, conseguiu se aproximar da presidente, que desfilava em carro aberto. Frente a frente, pediu para pegar na mão dela e a surpreendeu ao entregar uma folha de papel sulfite, onde ironizava: “Dilma, obrigado pelo trem-bala. #ficoulindo”. Presidente e candidata à reeleição também promete facilitar a criação e o fechamento de empresas
ELEIÇÕES
Brasil terá 2,4 milhões de mesários
Os mesários estarão espalhados pelos 5.570 municípios do país
Nas eleições do próximo dia 5 de outubro, mais de 2,4 milhões de mesários estarão trabalhando para atender os 142,8 milhões de eleitores que estão aptos a votar nas eleições gerais deste ano. Mais da metade desses mesários são voluntários, ou seja, se apresentaram de livre e espontânea vontade à Justiça Eleitoral para colaborar com o exercício da democracia no dia da eleição. Os mesários estarão espalhados pelos 5.570 municípios do país e também em 141 cidades de 89 países
onde os brasileiros podem votar. “O mesário tem um papel essencial no processo eleitoral e participação importante no exercício da cidadania”, destacou a secretária de gestão de pessoas e coordenadora do Grupo de Trabalho de Mesários do TSE, Zélia Miranda. Os mesários que foram convocados receberam a comunicação por meio dos Correios, que foi enviada até o dia 6 de agosto. Entre as funções desenvolvidas por eles na seção eleitoral estão a de presidente da Mesa Receptora de Votos
e de Justificativas, 1º ou 2º mesário, 1º ou 2º secretário e suplente. No dia da eleição, são os mesários os responsáveis por organizar a seção eleitoral, identificar os eleitores, autorizá-los a votar, operar a urna eletrônica, processar justificativas e conduzir, com tranquilidade, os trabalhos de votação. Eles não podem usar vestuário ou objetos que contenham qualquer propaganda de partido, coligação ou candidato. Benefícios O serviço prestado pelo me-
sário não gera remuneração, mas dá direito a auxílio-alimentação e dois dias de folga, no serviço público ou privado, para cada dia trabalhado. Também é considerado critério de desempate em concursos públicos, desde que previsto em edital. Caso o mesário não possa comparecer, ele deve enviar uma justificativa ao juiz eleitoral responsável até cinco dias após a convocação. Se os impedimentos surgirem depois desse prazo, haverá tolerância, quando comprovada a justificativa.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Joelma Muniz, Raphael Lobato, Márcia Oliveira e Carlos Eduardo Matos
REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Marcelo Robert, Marcones Freire e Pablo Filard
TRATAMENTO DE FOTOS
Adriano Lima