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Eleições 2014 - 14 de agosto de 2014

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MANAUS, QUINTA-FEIRA, 14 DE AGOSTO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

COMOÇÃO NO BRASIL

Tragédia interrompe o mais ousado voo de Eduardo Campos

1965 2014

FOTOS: REPRODUÇÃO E ÁLBUM DE FAMÍLIA

Especial

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Eduardo Campos morre em queda de avião em Santos Aeronave, que conduzia o candidato do PSB à Presidência da República, caiu em área residencial no litoral paulista FOTOS: DIVULGAÇÃO

13 DE AGOSTO DE 2014

O

candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, morreu aos 49 anos em um acidente de avião por volta das 10h de ontem (13), em Santos (72 km de São Paulo). A aeronave modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, vinha do Rio de Janeiro e tinha sete pessoas a bordo. O Corpo de Bombeiros confirmou que não há sobreviventes. De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), morreram, além de Campos, os pilotos Geraldo Cunha e Marcos Martins, o assessor de imprensa, Carlos Augusto Leal Filho, o fotógrafo Alexandre Severo Gomes e Silva, o cinegrafista Marcelo Lira e ainda Pedro Valadares Neto. A candidata à vice, Marina Silva, não estava na aeronave. A ex-ministra do Meio Ambiente embarcaria com Campos no Rio, mas acabou viajando para São Paulo com assessores em um avião comercial. Mais tarde, em pronunciamento à imprensa, ela se mostrou bastante emocionada e lamentou a morte do companheiro de chapa. “Durante 10 meses de convivência, aprendi a

respeitá-lo, a admirá-lo e a confiar em suas atitudes e ideais de vida”, afirmou. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PSB tem 10 dias para indicar o novo candidato a presidente. Chuva e vento forte Chovia e ventava no momento do acidente. O avião caiu entre as ruas Alexandre Herculano e Vahia de Abreu, no bairro do Boqueirão, na Zona Leste de Santos. Segundo informações da Santa Casa de Misericórdia de Santos, seis pessoas da região atingida pela aeronave foram encaminhadas a hospitais com ferimentos leves. O capitão Marcos Palumbo afirmou que oito casas foram atingidas e duas delas correm risco de desabar. De acordo com o bombeiro, o reconhecimento dos corpos deverá ser feito por meio de exames de DNA. Campos, ex-governador de Pernambuco, tinha compromissos de campanha no litoral paulista ontem. À tarde, ele participaria do Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O avião decolou às 9h do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e pousaria na base aérea de Santos, no Guarujá (86 km de São Paulo). No Rio, o candidato concedeu entrevistas à TV Globo e à GloboNews na noite de terça-feira (12). Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave pertence à AF Andrade Empreendimentos e Participações Ltda. e estava com a documentação e a manutenção em dia.

O presidenciável Eduardo Campos morreu, aos 49 anos, vítima de acidente aéreo, ontem, pela manhã, após aeronave perder o controle

Peritos começam investigação sobre tragédia

Na queda de avião, assessores de Campos também morreram

A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou para a cidade depois de tomar conhecimento da morte de Campos. Os principais adversários de Campos na campanha eleitoral, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), cancelaram os compromissos de campanha. Todos os comitês de Dilma suspenderam as atividades após a confirmação da morte. “Estou absolutamente perplexo”, afirmou Aécio Neves

no Rio Grande do Norte. Em paralelo, a Polícia Civil também irá investigar o caso para buscar possíveis responsáveis pelo acidente aéreo que deixou sete mortos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) tentará saber, por exemplo, se condições climáticas, problemas mecânicos ou falha humana ou ainda a combinação desses fatores contribuíram para a aeronave cair. Sete peritos do Serviço Regional de Investigação e

Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4) estão no local da queda da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, que decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio, e tinha como destino o aeroporto de Guarujá, no litoral. “O pessoal da base área militar de Santos deu o primeiro atendimento. Nosso pessoal desceu depois para conduzir a investigação e o Cenipa vai assumir o caso”, disse o tenente-coronel Sidnei da Silva, chefe do Seripa 4, com sede em São Paulo.

Corpos carbonizados Segundo o porta-voz da corporação, Marcos Palumbo, como os corpos estão carbonizados e, parte deles, dilacerados, a identificação deve ser feita por meio de exame de arcada dentária e de DNA. Foram requisitados cães farejadores e equipamentos de iluminação para auxiliar nos trabalhos da equipe. Na tarde de ontem, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, informou que o recolhimento dos corpos poderá ser feito após liberação da Aeronáutica.

Vi o vulto do avião e ouvi o estrondo, diz morador O consultor Edu Longobardi, que estava diringindo e parado no semáforo na avenida ao lado da rua atingida pela queda de um jato particular em Santos ontem, disse que viu o vulto da aeronave no céu e em seguida ouviu um forte estrondo. “Vi um vulto passando muito rápido por cima, senti um deslocamento de ar e o estrondo veio na sequência. Em seguida, já pude visualizar a fumaça no alto das casas”, relatou. Ele diz que o barulho foi muito forte e que tudo aconteceu “muito rápido”. “Em seguida várias pessoas começaram a se deslocar para o local”, completa.

A vendedora Claudia Alves, que trabalha em uma loja próxima ao local do acidente, também ouviu o estrondo e diz que ele chegou a quebrar os vidros de alguns comércios. “Deu para ver os vidros dos restaurantes estourarem. Foi um estrondo muito, muito forte”, afirmou ela, também à GloboNews. Ela conta que a movimentação na região em sido intensa devido às pessoas que têm parentes na área e foram para lá em busca de informações. “Tem muita gente desesperada, preocupada. Teve uma moça que ligou porque o prédio da mãe dela é próximo”, relata.

Bombeiros procuram os corpos entre os destroços do avião


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Socialistas do Amazonas abalados com a tragédia Susto Quem também estava em um evento social na hora que recebeu a notícia, era o ex-prefeito Serafim Corrêa. O candidato a deputado estadual participava de uma homenagem na Assem- Assim que tomaram conhecimento do acidente, políticos ligados ao PSB se reuniram na casa do ex-prefeito Serafim Corrêa bleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e se retirou do plenário antes da sessão começar. Já o candidato a governador do Estado pelo PSB, Marcelo Apesar de não ser do mes- dente quando visitava obras agenda de compromissos. debate com os candidatos Ramos, estava participando de mo partido que Eduardo na capital amazonense e fi- O candidato a reeleição ti- ao governo do Estado orgaum debate político na UniversiCampos, o prefeito Arthur cou bastante comovido. O nha agendada, na tarde de nizado na Universidade Fedade Luterana do Brasil (Ulbra), Neto (PSDB) também ficou governador José Melo (Pros) ontem, uma caminhada no deral do Amazonas (Ufam). no bairro do Japiim, Zona Sul, consternado com a tragédia. também assim que soube bairro Grande Vitória, na O governador decretou luto quando recebeu a informações. Arthur foi informado do aci- do acidente cancelou sua Zona Leste e à noite um oficial de três dias. Ramos deixou o local muito abalado e seguiu para a casa de Serafim Corrêa.

Arthur e Melo também lamentam acidente

Elias Emanuel – vereador do PSB IONE MORENO

Marcelo Ramos – candidato ao governo do AM “Irei continuar a minha caminhada em respeito à memória de Eduardo Campos, tenho certeza que era isso que ele gostaria. Esse é um momento de muita dor, não temos como planejar nada. Temos certeza de que de que as ideias e os ideais de um homem como ele não morrem. Esse é um momento de juntar as forças para podermos seguir em frente”.

“Grande perda. Um jovem político extremamente envolvido com a política brasileira, cheio de ideias. Ele estava no auge da sua vitalidade e lucidez. Estou extremamente consternado com a dor da família. Pararemos nossas atividades eleitorais nesse momento de pesar. É um momento de profundo pesar para a família PSB, para a família Arraes e para a política brasileira”.

Arthur Neto (PSDB) – prefeito de Manaus ASSESSORIA

IONE MORENO

Serafim Corrêa – presidente de honra do PSB “Tínhamos uma relação fraterna que vem de família. Eu era amigo do avô dele e conheço o Eduardo. Há mais de 25 anos que a gente convive. A mãe dele, Ana Arraes, foi deputada federal junto com meu filho, Marcelo Serafim, e ela cuidava dele como se fosse um filho lá em Brasília. Esse é um momento de muita dor”.

IONE MORENO

Marcelo Serafim – presidente estadual do partido “Estamos vivendo um momento muito difícil. Eduardo Campos era um homem do Brasil. Queremos aqui unir a nossa dor a toda família dele. Essa é a hora de juntarmos forças para superar essa dor que é enorme no coração de cada um. Isso não só pelo que o Eduardo Campos representava como político, mas pela relação afetiva e de proximidade que tínhamos com ele. Campos sempre foi um homem muito simples e muito carinhoso com todos”.

DIEGO JANATÃ

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o Amazonas, a base do PSB lamentou profundamente a morte do presidente do partido. Após serem informados sobre o acidente, os políticos da legenda no Estado se concentraram na casa do presidente de honra do partido, Serafim Corrêa, no conjunto Vieiralves, Zona Centro-Sul. Bastante consternados e perplexos com o fato, os políticos socialistas estavam acompanhando as informações sobre o acidente por meio da televisão e estavam definindo a logística para ir até Pernambuco acompanhar o sepultamento. O vereador Marcelo Sera-

fim, que é presidente estadual do partido, era um dos mais abalados. Amigo pessoal do presidenciável, o parlamentar estava na Câmara Municipal de Manaus (CMM) quando recebeu a notícia. Ao saber da confirmação do acidente, Marcelo Serafim chorou muito e foi amparado por vereadores que estavam na casa.

“Tivemos uma amizade muito grande. Fui amigo do avô dele também. Tive essa alegria e essa honra de conviver com os dois. É um golpe do destino muito duro, desmerecido e nessa hora não tem como a gente reagir de maneira conformada, porque é complicado. Eduardo Campos e eu sempre mantivemos uma conta-corrente, um nunca deixou de estar do lado do outro. Perdi um amigo leal, assim como Pernambuco perdeu seu filho mais ilustre e o Brasil viu aberta uma lacuna enorme no seu próprio futuro”.

José Melo (Pros) – governador do Amazonas “Conheci Eduardo Campos quando eu era vice, durante encontros. Via nele um político brilhante, que conseguiu mostrar ao país que com diálogo, boas ideias e muito trabalho é possível fazer da política um instrumento para melhorar a vida das pessoas. Sem dúvida, uma perda inestimável para todos”.

ARQUIVOEMTEMPO

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IONE MORENO

Principais lideranças políticas do PSB no Amazonas lamentaram o acidente e demonstraram apoio à família de Campos


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‘Ele morreu lutand A frase do irmão de Eduardo Campos sintetiza o sentimento da família e de quem admirava o pernambucano que, ao morrer, deixa um vasto legado na política de seu Estado e de seu país

“P

erdi um irmão muito amado, que foi um grande amigo”, afirmou, ontem (13), o advogado Antônio Campos, irmão do candidato à Presidência e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. O político morreu em um acidente aéreo junto a outros integrantes de sua equipe. Muito ligada à família, a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves,

FAMÍLIA

De família tradicional na política em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos, 49, nasceu no Recife em 10 de agosto de 1965. Ele era casado e pai de cinco filhos. Ontem, morreu em Santos

go para o qual foi reeleito em 1998 e em 2002. No início do terceiro mandato como deputado, Campos se aproximou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudando a mobilizar a base governista para aprovar a Reforma da Previdência. Em janeiro de 2004, foi nomeado por Lula ministro de Ciência e Tecnologia, onde trabalhou pela aprovação da lei que autoriza pesquisas com células-tronco FOTOS: DIVULGAÇÃO

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contou uma conversa que teve com a viúva de Eduardo, Renata Campos. “Ele era como um neto para mim. Renata agora conversando comigo disse: ‘Leda, eu penso que é um pesadelo, um sentimento ruim, que daqui a pouco ele chega’”, relata. De família tradicional na política em Pernambuco, o ex-governador Eduardo Campos, 49, nasceu no Recife em 10 de agosto de 1965. Ele era casado e pai de cinco filhos. Filho de Maximiliano Arraes e da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, Campos se formou em economia na Universidade Federal de Pernambuco, onde atuou como presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade. O contato com a polí-

tica começou cedo, em 1986, quando trabalhou ativamente na campanha que elegeu seu avô, Miguel Arraes, ao governo de Pernambuco. Na época, Campos tinha apenas 21 anos. Quatro anos depois, em 1990, ele se filiou ao PSB. Em 1994, com apenas 29 anos, foi eleito deputado federal, car-

O avô de Eduardo Campos, Miguel Arraes, foi quem incentivou o neto a seguir carreira política

Faleceu no mesmo dia do avô Eduardo Campos tinha 49 anos e morreu no mesmo dia que seu avô, Miguel Arraes, que também foi governador de Pernambuco. Arraes morreu de infecção generalizada em 13 de agosto de 2005. Miguel Arraes de Alencar, 88, nasceu em Araripe, no Ceará. Filho de pequenos agricultores, estudou direito no Rio de Janeiro, mas concluiu o curso no Recife. Começou a carreira política em 1947, como secretário da Fazenda de Pernambuco. Três anos depois, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático. Assumiu novamente a secretaria da Fazenda em 1959 e, no mesmo ano, venceu as eleições para a Prefeitura do Recife. Miguel Arraes chegou ao governo de Pernambuco

em 1962, com o apoio do partido comunista brasileiro. Ele foi responsável, por exemplo, pelo acordo do campo, uma negociação entre os cortadores de cana de açúcar e os usineiros, que criou um salário acima do mínimo para os trabalhadores rurais. Em 1964, Arraes foi cassado e preso pelos militares e se exilou na Argélia. Só voltou ao Brasil em 1979 com a Lei da Anistia. Em 1982, foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, governador de Pernambuco, pela segunda vez. Em 1990, deixou o PMDB e criou o Partido Socialista Brasileiro. De 1994 a 1998 governou o Estado de Pernambuco, pela terceira vez. Mesmo túmulo O corpo do ex-governa-

dor e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, será enterrado no mesmo túmulo do avô, o ex-governador Miguel Arraes, no cemitério de Santo Amaro, na Zona Norte do Recife. A informação foi dada pelo único irmão de Campos, Antonio Campos, em rápida entrevista, em frente à casa do candidato. “Conversei com meu irmão às 6h59 (de ontem), antes dele viajar para Santos. Ele estava feliz com a participação positiva no ‘Jornal Nacional’”. Campos havia dado entrevista na bancada do “Jornal Nacional” na noite da terça-feira (12). “Eduardo deixa esse legado de luta para melhorar, para refletir o Brasil e fazer uma reflexão sobre o destino do país”.

embrionárias. Em 2006, Eduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos e foi reeleito, em 2010, com 83% dos votos válidos. Em 2013, ele passou a reforçar críticas ao governo de Dilma, especialmente com relação à gestão da economia e à aliança com o PMDB. Em 18 de setembro do ano passado, o PSB entregou os cargos no governo federal, inclusive o comando do Ministério da Integração, e passou a se posicionar de forma independente nas votações. A decisão de se afastar do governo e lançar candidatura própria motivou a saída do partido e filiação ao Pros do governador do Ceará, Cid Gomes, e do irmão dele, Ciro Gomes. Em outubro, Eduardo Campos se aliou à ex-senadora Marina Silva na disputa presidencial, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro da Rede Sustentabilidade, partido que ela tentava criar para concorrer às eleições. Em 4 de abril deste ano, Eduardo Campos renunciou ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha para a Presidência da República. Em 28 de junho, em aliança com outros cinco partidos, o

PSB oficializou a candidatura de Campos à Presidência e de Marina Silva à vice-Presidência. Na campanha, Campos e Marina apresentaram uma série de propostas, como escola em tempo integral, passe livre para estudantes de escola pública e disseram ser possível reduzir a inflação para 3% até 2018. Intenções Segundo a mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, divulgada no último dia 7, Campos tinha 9% das intenções de voto, atrás de Dilma, com 38%, e Aécio, com 23%. “Estamos muito chocados com tudo”, afirmou o deputado federal Marcio França (PSB), presidente do diretório estadual do partido em São Paulo. França afirmou que Campos estava acompanhado de integrantes da equipe da campanha, como jornalistas e fotógrafo. Ele relatou que a mulher de Campos e o filho não estavam no jato – eles voltaram para Pernam-


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do por seus ideais’ >> Educação

Educação cultura e inovação: neste tópico, Eduardo Campos diz que o foco será a erradicação do analfabetismo, a ampliação da política de cotas e a integração entre educação e cultura, com a abertura de escolas à “diversidade cultural” do país. O PSB propõe integrar, na primeira infância, política educacional e de saúde e apoiar criação de creches com instalações modernas.

>> Estado

Estado e democracia de alta intensidade: o partido quer “reformar” o Estado brasileiro e o uso da tecnologia e da mídia digital para ampliar a democracia. Defende ainda o fim de “disputas personalistas”, o fim do abuso do poder econômico e a “superação do clientelismo”. Para tanto, defende a realização de uma reforma política e uma reforma da administração pública.

>> Política

Políticas sociais e qualidade de vida: a aliança PSB-Rede diz que reforçará o SUS, a atenção básica de saúde e o atendimento a famílias. Defende ainda adequar os atuais programas sociais às diferentes realidades regionais e mobilizar o setor empresarial para participar do esforço de erradicação da pobreza, por meio de políticas e programas sociais integrados.

>> Economia

Economia para o desenvolvimento sustentável: a aliança PSB-Rede defende valorizar pequenas e médias empresas, implementar uma economia que produza baixa emissão de gás carbônico (CO2), modernizar a agricultura e “reformular” a reforma agrária.

>> Pacto pela vida

Diretrizes defendidas na campanha eleitoral

Novo urbanismo e pacto pela vida: o PSB promete melhorar a mobilidade urbana, investindo no transporte coletivo em “todas as suas modalidades”. Para resolver o problema da segurança pública, o partido propõe uma “reconciliação” entre a periferia e as áreas centrais das cidades. Para a sigla, o acesso a transporte, cultura e lazer deve contribuir para gerar uma “cultura de paz”.

TIAGO CORREA/CMM

As ações sugeridas pela aliança PSBRede estão inseridas em cinco “eixos”: Estado e democracia de alta intensidade; economia para o desenvolvimento sustentável; educação, cultura e inovação; políticas sociais e qualidade de vida; e novo urbanismo e pacto pela vida.

DIEGO JANATÃ

Em abril, Campos recebeu, na CMM, título de cidadão manauense

Campos: um cidadão manauense O pernambucano Eduardo Campos recebeu, no dia 25 de abril, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Título de Cidadão Manauense: fruto de um projeto de decreto legislativo de autoria do vereador Elias Emanuel e subscrito pelo colega de partido, Marcelo Serafim. Ambos são integrantes do PSB regional. Lisonjeado com a homenagem, Eduardo Campos afirmou que, ao se tornar “manauense por adoção” cresce a sua responsabilidade para com a capital amazonense e que deixa a cidade “ainda mais comprometido com Manaus”. “Para mim só aumenta

a responsabilidade nossa com o futuro dessa grande cidade e deste grande Estado”, enfatizou. Não foi a primeira vez que Eduardo Campos teve o nome lembrado em Manaus. Em janeiro de 2008, na gestão do prefeito Serafim Corrêa, também do PSB, o complexo viário que atravessas as avenidas Mário Ypiranga (antiga Recife) e Darcy Vargas, na Zona Centro-Sul, recebeu o nome de Miguel Arraes, avô de Campos. “Miguel Arraes foi um amigo, um conselheiro e político que enfrentou os problemas da população com coragem e determinação”, disse à época Serafim Corrêa.

Candidato Eduardo Campos com a esposa, a mãe e seus cinco filhos


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Políticos de todo o país emitem notas de pesar 13 DE AGOSTO DE 2014

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rincipal concorrente de Eduardo Campos a Presidência da República, a petista Dilma Rousseff lamentou profundamente a tragédia. Em nota, declarou que país inteiro está de luto e que o Brasil perdeu um grande brasileiro. No texto Dilma destaca que o neto de Miguel Arraes, foi exemplo de democrata para a sua geração, além de uma grande liderança política. A presidente destacou ainda que teve uma longa convivência com Eduardo durante o governo Lula, e nas campanhas de 2006, 2010 e durante o seu governo. “Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência. Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima”, disse a presidente. Dilma também decretou luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos e determinou a suspensão da campanha dela por 3 dias. Outro postulante ao cargo de presidente, Aécio Neves (PSDB) também lamentou muito a morte. O tucano disse que recebeu a notícia com muita tristeza e intitulou Campos como um amigo. “A perda é irreparável e incompreensível. Nesse momento, minha família e eu nos unimos em oração à família de Eduardo,

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Abalados, parlamentares que conviviam com Eduardo Campos lamentaram a morte do político em acidente de avião seus amigos e a milhões de brasileiros que, com certeza, partilham a mesma perplexidade e pesar”, disse. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que como todos os brasileiros, estava profundamente entristecido com a trágica da morte de Eduardo Campos. Lula intitulou Campos como grande amigo e companheiro e disse que o conheceu por meio de seu avô, Miguel Arraes, um memorável líder das causas populares de Pernambuco e do Brasil. “O país perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno. Nesse momento de dor, eu e Marisa nos solidarizamos com sua mãe, Ana Arraes, sua esposa, Renata, seus filhos e toda a sua família, amigos e companheiros”. O vice-presidente do país,

LAMENTOS

Principais adversários políticos de Eduardo Campos, no pleito deste ano, demonstraram abalo com a notícia e emitiram nota se solidarizando com a tragédia. Dilma decretou luto de 3 dias Presidente Dilma Rousseff fez pronunciamento em rede nacional e declarou ter ficado tristíssima com o fato envolvendo Campos

Michel Temer (PMDB), disse que não há palavras para descrever a tragédia que se abateu sobre a política brasileira, e destacou que Eduardo Campos era um político de princípios e valores herdados de sua família e levados com dignidade e honra por toda sua trajetória no parlamento e no Executivo. “Assim como todo o país, estou chocado com esse acidente e com as perdas para amigos e familiares. Que Deus dê conforto a seus filhos, a sua mãe, familiares e a tantos admiradores que deixou órfãos neste triste dia”.

Amazonas também lamenta o acidente A Câmara Municipal de Manaus e seus 41 vereadores que compõem a 16ª legislatura também lamentaram a tragédia. A casa lembrou que Eduardo Campos foi agraciado em abril deste ano pelo Poder Legislativo Municipal com o Diploma Mérito Cidade de Manaus pelos relevantes serviços prestados em defesa da cidade de Manaus e do Estado do Amazonas. Já o candidato ao Senado, Francisco Praciano, declarou que recebeu com imenso pesar a notícia da morte do companheiro Eduardo Campos. Praça destacou que a eleição é uma festa e a Democracia, porém a morte de Eduardo Campos e dos

companheiros que estavam com ele na aeronave nos entristece a todos. “Nesse momento, não há política. Há solidariedade e fraternidade que ofertamos aos familiares dos que morreram no acidente”. O ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD) também definiu como lamentável o acidente e disse que essa foi uma notícia para entristecer o Brasil. Aziz ressaltou que Eduardo Campos, era um dos grandes políticos deste país, com uma inegável liderança e tinha um futuro brilhante a trilhar. “Fomos governadores no mesmo período, participamos de muitas reuniões. Fica para mim a memória

de nossa última conversa, pelo telefone, quando Eduardo Campos esteve em Manaus recentemente”. A senadora Vanessa Grazziotin na condição de líder do PCdoB no Senado lamentou a morte do ex-governador. “Era um homem de grande valor e de um futuro político extremamente promissor. Minha solidariedade à família, parentes e amigos deste que foi um grande líder político”, disse a senadora. A Assembleia Legilstiva do Amazonas, também emitou nota assinada pelo presidente da casa, Josué Neto, lamentando o fato. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) também destacou que lamentava profun-

damente a morte de Eduardo Campos, com quem foi governador durante 4 anos. “Perda irreparável para o Brasil. Meus sentimentos!!” e “Seu vigor, sua paixão na defesa e na luta por melhorias sociais e econômicas para o povo de Pernambuco eram contagiantes”. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também se consternou com a tragédia. “O Brasil perde um grande líder, uma esperança para os que seguem acreditando no exercício da política como instrumento de fortalecimento democrático. Conheci Eduardo em 1999, em Brasília. Era deputado federal e nunca mais deixamos de nos ver”.

Adversário político no pleito para presidente da República, o tucano Aécio Neves emitiu nota lamentando a tragédia Senador Eduardo Braga também se consternou com o acidente


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Tragédia com Campos repercute no exterior Jornais da Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, França, Argentina deram destaque à tragédia com o candidato do PSB

FOTOS: REPRODUÇÃO

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enos de uma hora após a confirmação da morte do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, a imprensa internacional já repercutia a notícia. Na manchete de seu site, o jornal “Financial Times” destacava: “Morte de Eduardo Campos em acidente de avião muda a eleição”. O diário britânico ressaltou que a tragédia mudará “radicalmente as eleições mais disputadas do país em mais de uma década”. O “The Guardian” diz que as eleições brasileiras foram jogadas na incerteza com a morte de Campos. A versão eletrônica do “The Independent” citou Campos como candidato de esquerda “business-friendly”,

simpatizante dos negócios, e aponta que a vice Marina Silva pode se tornar a opção do partido. O site do jornal britânico “The Telegraph” relatou como foi o acidente, com base nas reportagens da imprensa local, e falou sobre o desempenho de Campos em sua candidatura à Presidência. O espanhol “El País”, também na primeira página do portal, estampava que “o avião caiu sobre uma casa em Santos, São Paulo”. Já o argentino “La Nación” destacou o desempenho de Campos, citando seu respaldo de 10% das intenções de voto nas eleições presidenciais de outubro. No portal do francês “Le Monde”, o desastre era a segunda principal notícia em destaque. “Eduardo Campos era um dos principais adversários da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro”, afirmou. A morte também foi repercutida pelo site britânico BBC, que citou informações de Rodrigo Rollemberg, membro do PBS. No site da rede norte-americana de TV “CNN”, o acidente foi noticiado em texto e vídeo, usando como fonte a Agência Brasil e apontando que a maDIVULGAÇÃO

nutenção e as inspeções do jato em que Campos viajava estavam em dia. O jornal americano “The Wall Street Journal”, especializado em economia, também colocou a morte do político como segundo destaque do site, informando que Campos “estava entre as sete pessoas mortas na queda da aeronave”. Os outros dois diários mais prestigiados nos Estados Unidos, “The New York Times” e “The Washington Post”, não deram tanto destaque para a notícia em suas homepages. O “NYT” ressaltou a trajetória pessoal e política de Campos, além de sua aliança com Marina Silva. “Campos, de 49 anos, era casado e pai de cinco filhos. Herdeiro de uma família política, serviu dois mandatos como governador do Estado de Pernambuco”, destacou o “NYT”. “A aliança de Campos com Silva, uma política popular que, anteriormente, serviu como ministra do Meio Ambiente, foi vista como um possível impulso à sua candidatura, embora uma pesquisa recente tenha mostrado a dupla com 8%, na comparação com 36% de Rousseff”.

O jornal “Financial Times” deu destaque à morte de Campos na homepage de seu portal

O site da BBC de Londres também destacou a tragédia com o candidato Eduardo Campos

LUTO

Candidatos cancelam agendas

Aécio: “Brasil perde um dos seus mais talentosos políticos”

A morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, chocou o meio político. A presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, cancelou a agenda de campanha por três dias. Ela recebeu a notícia no Palácio do Alvorada, onde passou a manhã. “Espero que o exemplo do Eduardo Campos sirva para mantê-lo vivo na memória e nos corações

dos brasileiros. Sem dúvida, é um momento de tristeza”, disse, em pronunciamento, na tarde de ontem. Em viagem, o candidato do PSDB, Aécio Neves, também suspendeu todos os compromissos da campanha eleitoral. Aécio soube da morte de Campos assim que desembarcou em Natal, onde cumpriria agenda ontem. “O Brasil perde um dos seus

mais talentosos políticos que sempre lutou com idealismo por aquilo em que acreditava. O candidato do PV à Presidência da República, Eduardo Jorge, divulgou nota destacando sua tristeza com a notícia. “A campanha presidencial do PV está suspensa para os próximos dias”, destacou. O candidato do PSC, Pastor Everaldo, também emitiu nota

lamentando a morte de Campos. O presidenciável disse que “perdeu um amigo”. “Campos era, além de tudo, uma pessoa de bem, um pai de família, um cidadão brasileiro que teria muito a contribuir com a democracia nesse momento”, afirma. Segundo a assessoria de comunicação, Pastor Everaldo suspendeu compromissos de campanha ontem.

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA

JOSÉ MELO

Candidato irá participar de reunião interna com coordenadores da campanha.

MARCELO RAMOS

Candidato não terá agenda política nesta quintafeira.

CHICO PRETO

Candidato deverá participar da sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas. O restante da agenda política foi cancelada. Deputado avalia acompanhar sepultamento do presidente do seu partido em Pernambuco.

HERBERT AMAZONAS

Candidato comparece a sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas pela manhã. Às 14h, concede entrevista a um programa eleitoral. No fim da tarde participa de uma caminhada no bairro Monte Pascoal, Zona Norte.

NAVARRO

Candidato fará reuniões internas no partido e à noite participa de gravação para o programa eleitoral.

Candidato concede entrevista para um site local pela manhã. Às 14h faz gravação para o programa eleitoral gratuito e às 18h concederá entrevista a uma rede de televisão local.

ABEL ALVES Candidato fará caminhada no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste e no fim da tarde caminhada no núcleo 16 do bairro Cidade Nova, Zona Norte.


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Marina Silva poderá dar continuidade a campanha Marina disse que não tem estrutura emocional para tratar do assunto no momento. Ontem, ela apenas deu uma declaração para a imprensa destacando o período que conviveu com Eduardo Campos

13 DE AGOSTO DE 2014

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om a morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), apesar de o partido ainda não ter discutido sobre o assunto, muitas especulações já iniciaram no meio político sobre a sucessão da legenda na disputa a Presidência da República. Vice-candidata na chapa do PSB, Marina Silva é a mais cotada para dar prosseguimento à campanha. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legislação eleitoral vigen-

te permite que a candidata assuma a disputa. De acordo com a resolução nº 23.405 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), art. 60, “é facultado ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro indeferido, inclusive por inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou, ainda, que renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro”. Segundo a resolução, no caso específico de falecimento do candidato, o partido político a que pertencer o substituído deverá pedir o registro do novo candidato, até 10 dias contados do fato que deu causa à necessidade de substituição. No caso em questão, como o partido de Eduardo Campos faz parte da coligação

Unidos Pelo Brasil, composta pelos partidos (PSB-RedePPS-PPL-PRP-PHS-PSL), segundo a resolução do TSE, será necessária uma escolha por determinação da maioria absoluta dos órgãos executivos de direção dos partidos políticos coligados, mas como Marina estava filiada ao PSB, tem preferência ao direito, como diz trecho da resolução. “podendo o substituto ser filiado a qualquer partido dela integrante, desde que o partido político ao qual pertencia o substituído renuncie ao direito de preferência”. TSE cancela registro Para isso, será necessário que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancele automaticamente o registro de candida-

tura de Eduardo Campos. Mas, para Marina substituí-lo na disputa, a candidata também deverá cancelar o registro e apresentar uma nova chapa. “No caso de o substituto ser o atual candidato a vice, o registro da candidatura deve ser cancelado junto a Justiça Eleitoral e deve ser registrada uma nova chapa”. De acordo com o deputado estadual e candidato ao governo do Estado, Marcelo Ramos (PSB), o qual contava diretamente com o apoio de seu presidente nacional, a questão de como ficará a substituição do candidato Campos será a última a ser pensada. “Ainda não sabemos o que vamos fazer, mas com certeza essa questão política será a última a ser tratada”, disse.

Candidata extremamente triste A candidata à vicepresidente, Marina Silva, deu declaração sobre a tragédia no fim na tarde de ontem. Muito abalada, ela declarou que conviveu intensamente com Campos nos últimos dez meses e que nesse tempo aprendeu a respeitá-lo, admirá-lo e a confiar nas suas atitudes e nos seus ideais de vida. “Foram dez meses de intensa convivência, que como eu disse, começamos a traçar juntos a esperança de

uma mundo melhor, de um mundo mais justo. Eduardo estava empenhado com esses ideais até os últimos segundos de sua vida”. Marina disse que essa é uma tragédia que impõe luto e profunda tristeza. Ele encerrou sua fala, dizendo que a imagem de quer guardar de Campos, será a da despedida, um dia antes do acidente. “Quero lembrar de Campos como um homem cheio de alegria, sonhos e compromissos.

Anwar Assi A perda de um aliado da economia do Amazonas A economia do Amazonas perdeu um importante aliado com a morte do ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos. O discurso em favor da diminuição das desigualdades regionais no país era uma de suas marcas registradas antes mesmo de postular o cargo de chefe da nação. A simpatia do líder pernambucano com os pleitos amazonenses ficou evidente nas diversas vezes em que o político se posicionou a favor

das demandas do Estado, em particular, no que se refere à Zona Franca de Manaus (ZFM). Foi no primeiro mandato de governo de Eduardo Campos (2007-2010) que o Amazonas deu início ao processo de implantação do entreposto da ZFM no município de Ipojuca, na Região Metropolitana de Recife. Em março deste ano, já no final de seu segundo mandato (2011-2014), ele inaugurou o armazém em um de seus últimos atos antes de deixar o cargo de governador

para disputar à Presidência da República. O entreposto de Ipojuca é responsável hoje por otimizar o escoamento de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM) para os centros de consumo no Nordeste, além de beneficiar a economia de Pernambuco e dos demais Estados nordestinos. Particularmente, constatei a familiaridade de Eduardo Campos com as reivindicações econômicas do Amazonas durante o debate com os presidenciáveis realizado

pela Confederação Nacional de Indústria (CNI), no último dia 30 de julho, em Brasília. Fui o último jornalista amazonense que entrevistou o então candidato em vida. Ele era a favor de investimentos não só na ZFM, mas também em outras atividades de desenvolvimento econômico como a piscicultura, por exemplo, ao pregar um “olhar diferenciado” para a Amazônia e sua população ribeirinha, guardiã das riquezas da região. Na ocasião, Eduardo Campos ainda defendeu a re-

forma tributária e a expansão das relações comerciais brasileiras, em especial, para os países vizinhos da América do Sul, como forma de estimular a economia do país, incluindo a do Amazonas. Ele chegou a afirmar que enviaria, na primeira semana de governo, caso fosse eleito presidente, a reforma tributária para votação no Congresso Nacional, onde iria “fiscalizar essa votação pessoalmente”. O destino quis que ele não cumprisse essa missão.

Anwar Assi Editor do caderno de Economia do EM TEMPO

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa, Náis Campos e Mário Adolfo.

REPORTAGEM Moara Cabral, Joelma Muniz Márcia Oliveira

REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Pablo Filard e Adyel Vieira

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima

DIVULGAÇÃO

Apesar da legenda não discutir o assunto, o TSE já sinalizou que nada impede que a vice venha como “cabeça” de chapa


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Eleições 2014 - 14 de agosto de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu