Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
3
OS ESCOLHIDOS DO POVO As eleições ocorridas ontem (5) levaram os cargos de presidente da República e governador do Amazonas ao segundo turno, que acontece dia 26. O voto popular também elegeu os 24 deputados estaduais, os 8 deputados federais e um senador PRESIDENTE | 1º TURNO
GOVERNADOR | 1º TURNO
DILMA ROUSSEF
SENADOR
EDUARDO BRAGA
41%
43,15%
AÉCIO NEVES
JOSÉ MELO
33%
43,04%
OMAR AZIZ
58,51%
DEPUTADOS FEDERAIS ARTUR BISNETO
ÁTILA LINS
250.896
89.371 SILAS CÂMARA
MARCOS ROTTA
166.194
117.955
ALFREDO NASCIMENTO
HISSA ABRAHÃO
120.004
113.646 PAUDERNEY
CONCEIÇÃO SAMPAIO
103.903
71.872
DEPUTADOS ESTADUAIS
JOSUÉ NETO
RICARDO NICOLAU
38.421
SIDNEY LEITE
28.063
DAVID ALMEIDA
BOSCO SARAIVA
22.802
22.782
DR. GOMES
BELARMINO LINS
WANDERLEY DALLAS
ADJUTO AFONSO
27.709
JOSÉ RICARDO
27.650
PROFESSOR SINÉSIO
PR. CARLOS ALBERTO
DR. VICENTE
ABDALA FRAXE
ORLANDO CIDADE
12.089
CABO MACIEL
20.908
SABA REIS
17.869
PLATINY SOARES
ALESSANDRA CAMPELO
SERAFIM CORREA
60.634
16.764
28.943
28.297
24.843
20.748
23.626
DERMILSON CHAGAS
LUIZ CASTRO
AUGUSTO FERRAZ
29.324
19.815
15.463
24.186
26.987
25.361
BI GARCIA
25.342
36.501
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Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Arthur Neto desafia Braga a disputar prefeitura em 2016 Durante coletiva, após o pleito de ontem, prefeito demonstrou interesse na reeleição e convidou Braga para disputa
D
urante a coletiva no fim do pleito, onde o deputado federal Artur Bisneto (PSDB) celebrava sua vitória, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, já demonstrou intenção de concorrer à reeleição em 2016 e convidou o candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), a disputar a prefeitura com ele. A declaração foi dada no final da noite deste domingo, na sala de conferências do hotel Caesar Business, na Zona Centro-Sul de Manaus, com a presença de diversos políticos e apoiadores. “Nós vamos vencer essa eleição, em qualquer circunstância, com muita gente ou pouca gente. Conto com o governador José Melo e o senador Omar Aziz nessa campanha para a eleição do Aécio Neves. E aí o governador José Melo contará comigo na linha de frente da campanha dele para nós terminarmos o que começamos. E, se isso acontecer, é muito difícil eu não disputar a reeleição em 2016. Se Melo apoiar Aécio, como é de seu dever, Eduardo Braga já está convidado a disputar a prefeitura em 2016 comigo”, declarou, sendo celebrado com gritos de apoio e palmas. Antes, o prefeito Arthur Neto disse que tem toda a intenção de apoiar o governador José Melo, para dar continuidade à parceria que firmaram quando Omar Aziz estava no governo do Estado. “Apoiei a candidatura do governador José Melo porque entendi que ele é a continuidade da boa parceria que fiz com o ex-governador e agora senador Omar Aziz. Quando o Omar foi declarado por um instituto de pesquisa o governador mais bem avaliado do País, eu fui declarado o mais bem avaliado entre os prefeitos, concorrendo com 5.565 colegas no Brasil inteiro”, declarou o prefeito.
MÁRIO OLIVEIRA / ASSESSORIA
Além disso, ele reiterou que ser bem avaliado não era nenhuma “genialidade”, mas sim o esforço do trabalho conjunto que os três fizeram. “Esse trabalho ‘jogou’ água para as Zonas Norte e Leste, com o Proama, que havia virado um elefante branco, por conta da briga interminável do então prefeito – que já não está mais na política, mas se mete de vez em quando – e o governador de então, que tenta agora mais um mandato”, alfinetou. Celebração Sobre a vitória de Omar Aziz, Artur Neto celebrou o novo senador e já fez alguns lembretes, também reforçando seu apoio ao candidato à Presidência, Aécio Neves. “Apoiei o Omar Aziz para o Senado, e ele haverá de manter a boa parceria, trazendo
2º TURNO
O prefeito destacou também que tem toda intenção de apoiar o governador José Melo para dar continuidade à parceria que firmaram quando Omar Aziz estava no governo do Estado Deputado federal mais votado no Estado, Artur Bisneto destacou que vai se preparar ainda mais para atuar na Câmara
recursos para cá, coisa que não aconteceu nesses quase 20 meses que sou prefeito de Manaus. Ao contrário, o candidato que nós enfrentamos hoje barrou a vinda de recursos federais para cá. E a presidente da república – que vai ser presidente só até dia 31 de dezembro de 2014 – é fraca. Ela tem aquela aparência forte, mas por dentro é muito frágil, ela cede a esse tipo de pressão, e é por isso que deixou acontecer o que aconteceu com a Petrobras. Os recursos que precisávamos não vieram e isso é imperdoável”, destacou. MICHEL MELLO/DIVULGAÇÃO
Compromisso e aprendizado para Brasília Durante a coletiva de imprensa, o deputado federal eleito Artur Bisneto comemorou os mais de 250 mil votos recebidos. “Esse número representa o tamanho da nossa responsabilidade neste mandato – a maior votação proporcional do país, a maior votação da história do Amazonas”, disse. Agora, destacou Bisneto, é o momento de preparo para
o exercício do cargo. “Existe o momento bonito da vitória, mas depois temos que sentar e preparar o mandato à altura dessa votação, à altura do Amazonas. Eu sou uma pessoa que não finge entender tudo, então vou sentar para aprender tudo sobre o Congresso – e está aqui um professor do meu lado”, disse, abraçando o pai, o prefeito Artur Neto.
Para o segundo turno da Presidência, Artur Bisneto declarou, assim como o pai, seu apoio a Aécio Neves. “Agora começa o segundo turno e nós vamos nos posicionar com muita clareza. Falei com o Aécio quando ele esteve aqui que eu sou ‘pé quente’. Você tentar consertar uma casa com quem a quebrou toda é, no mínimo, insano. E o Aécio é a
pessoa que vai nos ajudar a reconstruir econômica e socialmente o Brasil”. Artur Bisneto finalizou a coletiva manifestando gratidão a todos que o apoiaram. “Gostaria de agradecer aos coordenadores, amigos, candidatos, mas não poderia citar dois, três ou dez porque estaria sendo injusto com 250 mil pessoas. Muito obrigado pela força de todos”.
2º TURNO
Marcelo evita falar de apoios
Ao lado do seu candidato a vice, Ramos destacou votação
Somando mais de 180 mil votos entre capital e interior do Estado, o candidato ao governo do Amazonas, Marcelo Ramos (PSB), realizou coletiva de imprensa no início da noite de ontem, em sua produtora, localizada no Aleixo. Devidamente acompanhado de seu vice, Júnior Brasil, Ramos fez questão de ressaltar o número expressivo de votos. “Pela primeira vez na história eleitoral do Estado, nós teremos um segundo turno. E a nossa candidatura é responsável por isso. Caso contrário, o pleito seria decidido no primeiro turno, sem a possibilidade do povo refletir um pouco mais e comparar os projetos em disputa”, disse. Ele aproveitou a oportunidade para deixar claro que seu apoio vai depender da excandidata à Presidência da República, Marina Silva. “Primeiro vou conversar com ela (Marina), que tem sido, a todo momento, solidária conosco
e com as pessoas que nos apoiaram. Somente depois disso é que tomaremos uma decisão, na hora certa. Agora, não é momento de falarmos sobre isso. A campanha só retorna na quarta-feira (8). Vou segui-la para onde ela for. Meu apoio depende somente dela”, afirmou. Apesar do resultado (17% dos votos somente na capital), o candidato não deixou de criticar duramente as pesquisas realizadas ao longo de todo o pleito. “Abro um parêntese para registrar que a pesquisa do Ibope, da Rede Tiradentes e da Action, por exemplo, nos davam entre 5% e 6%. Portanto, isso deve ser objeto de fiscalização por parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para que os números sejam avaliados com veracidade. Todas as pesquisas erram por 10 pontos em relação ao nosso verdadeiro percentual em Manaus. Isso precisa ser explicado e não para mim, mas para o
povo do Amazonas”. Avaliação Ramos fez questão de ressaltar a vitória sobre as dificuldades e o pouco tempo dentro da Propaganda Eleitoral Gratuita. Segundo ele, mesmo tendo somente o apoio do PSB, a candidatura conseguiu reacender a chama do povo amazonense. “A semente da esperança foi plantada em todo o Estado, mas principalmente em Manaus. Daqui por diante, vamos regá-la para que ela possa florescer e dar frutos para abrirmos um novo caminho, uma nova caminhada para o Amazonas”. Ele lembrou, ainda, que no início da disputa garantiu que faria uma campanha limpa. “Saio do processo e desse resultado com a certeza de que o Amazonas nunca viu uma campanha tão cheia de esperança, com propostas, sem baixaria, consistente e com coragem. Não houve erro. Nós
estávamos até conversando sobre isso um dia antes da votação. Não tivemos ações erradas nas ruas, não tivemos representação por crime eleitoral. O que fizemos foi algo revolucionário, fora da curva da história política do Estado. Ultrapassamos o limite, tanto que tivemos a maior votação da história”, comentou. Sempre agradecendo e exaltando o nome de Marina Silva, Ramos encerra seu mandato como deputado estadual no final deste ano e garantiu que continuará sua militância. “Não nasci com mandato e não entrei na política pelo mandato. Isso foi consequência. Voltarei para a minha vida de militante e ainda não pensei sobre isso. O nosso objetivo era disputar e vencer. Tenho dois meses para organizar a minha vida e tenho certeza de que juntamente com a minha família, nós teremos uma caminho que mantenha acesa a nossa caminhada”.
Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
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OS ESCOLHIDOS DO POVO As eleições ocorridas ontem (5) levaram os cargos de presidente da República e governador do Amazonas ao segundo turno, que acontece dia 26. O voto popular também elegeu os 24 deputados estaduais, os 8 deputados federais e um senador PRESIDENTE | 1º TURNO
GOVERNADOR | 1º TURNO
DILMA ROUSSEF
SENADOR
EDUARDO BRAGA
41%
43,15%
AÉCIO NEVES
JOSÉ MELO
33%
43,04%
OMAR AZIZ
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DEPUTADOS FEDERAIS ARTUR BISNETO
ÁTILA LINS
250.896
89.371 SILAS CÂMARA
MARCOS ROTTA
166.194
117.955
ALFREDO NASCIMENTO
HISSA ABRAHÃO
120.004
113.646 CONCEIÇÃO SAMPAIO
PAUDERNEY
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DEPUTADOS ESTADUAIS
JOSUÉ NETO
RICARDO NICOLAU
38.421
SIDNEY LEITE
28.063
DAVID ALMEIDA
BOSCO SARAIVA
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DR. GOMES
BELARMINO LINS
WANDERLEY DALLAS
ADJUTO AFONSO
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JOSÉ RICARDO
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PROFESSOR SINÉSIO
PR. CARLOS ALBERTO
DR. VICENTE
ABDALA FRAXE
ORLANDO CIDADE
12.089
CABO MACIEL
20.908
SABA REIS
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PLATINY SOARES
ALESSANDRA CAMPELO
SERAFIM CORREA
60.634
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DERMILSON CHAGAS
LUIZ CASTRO
AUGUSTO FERRAZ
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15.463
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BI GARCIA
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Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
TRE faz balanço posit Segundo o órgão, nenhuma ocorrência de grande porte foi registrada durante a votação que aconteceu entre 8h até 17h deste domingo em todo o Estado
A
Marques, afirma que as votações seguiram sem maiores problemas, com apenas a substituição de duas urnas em uma das escolas. Um homem de 50 anos chegou a ser preso no Eldah Bitton por tirar uma foto da urna com o celular. “Já havíamos avisado que isso era proibido. Ele disse que se arrependeu e que estava apenas tirando uma brincadeira”, informou. Segundo a juíza, o homem foi levado ao local onde se concentraram as prisões eleitorais na cidade, onde aguardou para saber qual a unidade que vai apurar seu caso. Problemas com coletivos Apesar da garantia do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de oferecer transporte coletivo gratuito, funcionando com capacidade total, não faltaram reclamações sobre atrasos nas linhas e ônibus lotados, em toda a cidade. Muitas pessoas recorreram ao transporte alternativo e executivo para chegar mais rápido às sessões de votação ou voltar para casa. No Terminal 2, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, os usuários reclamaram da falta de ônibus nas linhas para a Cidade Nova. “Esperei mais de 40 minutos por um ônibus da linha 353 (Francisca Mendes). Um absurdo”, reclamou a doméstica Tamires Santos, 37. A Prefeitura de Manaus informou, ontem, que a falta de ônibus ocorreu por causa da falta de motoristas, pois muitos deixaram de ir ao trabalho no segundo turno, a partir das 14h. Por conta do grande número de ausências, as empresas de transporte coletivo e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) mudaram o plano operacional. Muitos motoristas foram pegos em casa para dar cumprimento ao acordo feito.
RICARDO OLIVEIRA
pesar da sujeira nas ruas de Manaus causada pela montanha de santinhos de candidatos, de urnas com problemas, flagrantes de boca de urna e transporte ilegal de eleitores, a presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Socorro Guedes, declarou que as Eleições 2014 no Estado ocorreram dentro da normalidade. Para os eleitores, os maiores problemas ocorreram no setor de transporte coletivo, no trânsito, sujeira das ruas e nas filas das zonas eleitorais. Com 10.985 eleitores, a escola estadual Eldah Bitton Telles da Rocha, no bairro Compensa 3, Zona Oeste, é o maior colégio eleitoral de Manaus. Para as Eleições de 2014, o dia no antigo “quarentão” foi de muita sujeira nos arredores da unidade, devido aos “santinhos”, trânsito intenso e longas filas em algumas das 23 seções. A diarista Maria do Carmo Costa, 51, esperou mais de meia hora na fila antes de votar e se queixou que não existia uma fila preferencial para idosos nos colégios eleitorais. “Também não há quem possa orientar os mais velhos nos corredores ou no auxílio para subir as escadas. As pernas doem e depois ainda vamos de ônibus para casa”, lamentou. A desinformação também contribuiu para o atraso no voto de alguns eleitores. A dona de casa Geane Batalha, 24, passou cerca de vinte minutos na fila antes de descobrir que estava na seção errada. “Meu marido me indicou onde eu deveria ficar e eu não prestei atenção no meu título de eleitor”, disse Geane, que decidiu usar a bicicleta de brinquedo do filho para esperar na fila. A escola fica na zona 65, que compreende 26 unidades eleitorais entre os bairros da Compensa e Vila da Prata, totalizando mais de 75 mil eleitores. A juíza eleitoral responsável pela zona, Luíza Cristina
Durante votação de ontem, mais de 2 milhões de amazonenses participaram do pleito
Diferente das eleições passadas, as ruas de Manaus ficaram sujas com “santinhos”
Santinhos foram os ‘vilões’ Em frente ao Instituto de Educação do Amazonas (IEA), localizado na rua Ramos Ferreira, os “santinhos” de vários candidatos a deputado estadual sujavam a entrada do colégio. No chão do terminal da Constantino Nery, os “santinhos” também se acumulavam. A gari Maria da Conceição, 48, era uma das três garis responsáveis pela limpeza do local
e achou que a sujeira havia superado as eleições passadas. “Estamos varrendo constantemente o local e os sacos cheios de ‘santinhos’ só aumentam”. Na Escola Estadual Primeiro de Maio, na Praça, também não foram registradas ocorrências ou realizados flagrantes de crimes eleitorais na frente do colégio. A principal reclamação da população que
votou no local foi a sujeira que os “santinhos” causaram na frente da unidade escolar. “Isso é uma vergonha, todo ano eleitoral é a mesma coisa e não fazem nada para mudar isso”, reclamou a aposentada, Lúcia Soares, 63. A sujeira também se espalhou nas áreas da Zona Sul, CentroOeste, Norte e Leste.
Indígenas também mostraram força durante este pleito e participaram da votação em escola na área do bairro Cidade de Deus
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Eleições 2014
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FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM
tivo das Eleições 2014 Segurança também funcionou Segundo as Forças de Segurança do Estado, um total de 76 pessoas foi detido por envolvimento com crime eleitoral. No interior, a Polícia Civil informou que 48 pessoas foram presas, sendo que 29 delas assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados para aguardar julgamento, cuja pena vai de pagamento de cestas básicas a serviços comunitários. Ainda no interior, 17 pessoas foram flagradas e encaminhadas à Polícia Federal, uma teve inquérito instaurado junto à PC e outra foi enquadrada em ato infracional. Na capital, 28 pessoas foram detidas, sendo que três assinaram o TCO e 25 foram detidas para averiguação de crime eleitoral. A Polícia Federal e a Polícia Civil juntas apreenderam, nos últimos dez dias, aproximadamente R$ 500 mil que supostamente seriam usados para compra de votos. O superintendente regional da Polícia Federal do Amazonas, Marcelo Saulo, disse que somente a PF apreendeu entre R$ 350 mil a R$ 400 mil. Ele disse que não poderia revelar nomes de candidatos e coligações envolvidas nas apreensões porque as in-
vestigações seguirão em segredo de Justiça. “As investigações estão em curso em cinco ocorrências”, disse. Bomba em escola Dentre as ocorrências, a que mais chamou a atenção foi a denúncia de um suposto artefato explosivo, encontrado no banheiro da escola municipal Desembargador Cândido Honório Ferreira, na rua Abílio Alencar, bairro Alvorada 2, Zona Centro-Oeste da capital. Ao chegar no local, o Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), constatou que o caso não passou de um trote. A situação atrasou por três horas a votação na zona eleitoral. “O grupo Marte atuou e fez a degradação do artefato explosivo. As pessoas não sabem, mas existe um padrão mundial que obriga a explosão do artefato no mesmo local em que foi encontrado. O TRE nos passou que em Manaus 20 urnas foram substituídas por apresentarem defeitos, mas em nenhum local de votação deixou de ser feita, com a exceção do local em que foi encontrado o artefato, onde houve um atraso”, explicou Oliveira Filho.
Forças federais também deram apoio durante a votação
Problema na votação biométrica fechamento dos portões, os eleitores, apreensivos e impacientes, não entendiam o motivo de tanta lentidão. O problema foi a lentidão no reconhecimento da digital, que obrigou os eleitores a tentarem ao menos duas vezes o processo. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Messias Andrade, das 6.683 urnas eletrônicas instaladas em todo o Estado, apenas 22
urnas apresentaram problemas durante a votação. Deste total, 15 dos aparelhos deram falha na capital e sete no interior. Três urnas apresentaram problemas em sessões de biometria. “Os principais problemas foram data e hora, troca de bobina e bateria. Nós procuramos fazer a substituição daquelas urnas que poderiam comprometer o processo eleitoral e fizemos as substituições”, disse.
DIEGO
JANAT Ã
Após o encerramento da votação, mais de 300 eleitores do município de Iranduba (a 27 quilômetros da capital) ainda esperavam em filas para votar. O motivo foi a lentidão em um dos sistemas de identificação digital da escola municipal Érvila Souza de Assis, localizada na rua Elton Furtado, bairro Cidade Nova. A dez minutos do
Segundo o TRE, de 6.683 urnas usadas no pleito, apenas 22 apresentaram problemas
Eleições 2014
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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
‘Com fé em Deus e no povo’
História política Perguntado sobre a receptividade e o apoio que o senador vem recebendo da população, ele respondeu que faz parte da
história política do Estado. “Já fui vereador, deputado estadual e federal, prefeito, governador e senador, sempre dedicado ao povo e sempre lutando para trazer soluções para os problemas que a população enfrenta. Creio que o resultado de tudo isso é ter o respeito e o carinho da esmagadora maioria do povo amazonense. Eu agradeço a Deus por isso, pois isso tem sido a razão da minha luta política, para que as pessoas possam mudar de vida”, ressaltou. O senador evitou antecipar o resultado das eleições com base nas pesquisas, pois, segundo ele, “a verdadeira pesquisa vem da urna, que abre e fala”. “Eu peço a Deus que o povo tenha sabedoria, vote e que nós possamos dar um basta no aparelhamento do Estado. Não dá para a polícia continuar trabalhando como partido político. Se a eleição acabar hoje, a polícia volta a ser polícia; a educação volta a ser Secretaria de Educação; a Susam volta a ser Secretaria de Saúde e o Estado volta a ficar a serviço do povo e não a candidaturas de aluguel. Portanto, eu quero que Deus seja magnânimo e que o povo tome a decisão certa no dia de hoje (ontem)”, finalizou.
Eduardo Braga disse que uma de suas primeiras ações, caso eleito, será fazer uma grande mudança nas áreas de segurança e saúde
Praciano deixou Braga esperando meia hora Logo após votar, o senador Eduardo Braga seguiu em comitiva para a escola estadual Ângelo Ramazzoti, Adrianópolis, Zona Centro-
prestigiar o candidato ao Senado, o deputado federal Francisco Praciano (PT). No entanto, Praciano não apareceu e fez Braga esperar
quase meia hora. Cansado, o senador se retirou do local e foi para o comitê de campanha aguardar o resultado das eleições.
CHICO PRETO IONE MORENO
SOCIALISTA
Candidato disse acreditar que o povo do Amazonas daria a maior virada da história ao 40
Confiante, Marcelo Ramos apostava em segundo turno O candidato ao governo do Estado, Marcelo Ramos (PSB), chegou para votação ontem pela manhã, por volta de 8h20, na escola estadual Luizinha Nascimento, avenida Tarumã, Praça 14, Zona Sul. Acompanhado da esposa Juliana Ramos e do candidato a vice, Júnior Brasil (Rede), Ramos cumprimentou eleitores que esperavam nas filas e seguiu para a seção 53, onde registrou seu voto, por volta de 8h40, ao lado da filha Marcelinha. Para Marcelo, sua campanha foi uma das mais bonitas realizadas nos últimos anos no Amazonas, o que lhe fez acreditar na vitória em primeiro turno e ida para um eventual segundo turno. “Agora, a decisão está nas mãos do povo. O que tinha de ser feito foi e eu acredito que vamos dar a mais
Sul, para acompanhar o voto de sua vice, Rebecca Garcia. Em seguida, foi até o Centro Social Urbano (CSU) do Parque 10, mesma zona, para
bela virada da história do Estado e levar o 40 para o segundo turno. Fizemos uma campanha limpa e com propostas. Confio que o povo vai fazer o melhor para a nossa gente”, afirmou. As ausências dos candidatos a deputado estadual e presidente de honra do PSB, Serafim Corrêa e candidato a senador e presidente estadual do partido, Marcelo Serafim foram sentidas por quem acompanhou a propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, onde ambos pediam votos para o candidato majoritário da sigla. Somente os candidatos a deputado estadual Elias Emmanuel e João Victor Martins, PSB e Rede, respectivamente, acompanharam Ramos durante a votação. Marcelo Ramos, Júnior Brasil e equipe de campanha acompanharam a apuração
dos votos na produtora Plano A, conjunto Adrianópolis, Zona Centro-Sul. Ao término da apuração, Ramos e Brasil concederam entrevista coletiva no local. “Vamos esperar a apuração com a equipe de campanha. Segundo turno se conversa no segundo turno”, falou, taxativo.
‘Não acredito em neutralidade’ Candidato ao governo do Estado, Chico Preto (PMN) votou às 9h10, na escola estadual Herbert Palhano, Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul. Acompanhado da mulher, Silvana Ribeiro da Costa, e dos dois filhos, Antônio e Mariana, o deputado estadual votou separado do candidato a vice-governador, Gustavo Braz (PMN), que se dirigiu ao Instituto de Educação do Amazonas (IEA). Cumprimentado por alguns eleitores enquanto esperava sua vez de votar na fila da seção 115, Chico Preto disse que sua expectativa, ao sair pela primeira vez candidato a um cargo majoritário, era escrever uma nova história no Estado do Amazonas, com uma política pública ousada na área de educação e um pensamento estratégico para os próximos 50 anos de Zona Franca de Manaus (ZFM) e também para outros segmentos de desenvolvimento econômico.
“Tudo isso nos motivou a oferecer uma alternativa ao governo do Amazonas. Terminamos a campanha com dignidade e alegria, acima de tudo”, comentou. “Tenho convicção de que inauguramos uma estrada, um caminho. Nós nos pautamos em um tripé – persistência, ousadia e transparência. Esperamos que a população tenha compreendido a mensagem”, acrescentou. Segundo turno O candidato do PMN preferiu acompanhar a apuração em casa, com a família, e disse que não descarta apoiar outro candidato no segundo turno, pois não crê em neutralidade. “Acredito que você tem de ter coragem para escolher um caminho. No momento oportuno, vamos reunir o partido e tirar uma conclusão de todas as cabeças para trazer uma manifestação a público”, sinalizou. Silvana disse que a cam-
panha do marido foi firmada e pautada pela honestidade. “É uma alegria acompanhar esse momento dele, que já tem uma carreira pública de 18 anos e que eu acompanho desde o início”, declarou, enquanto o esperava em um dos corredores da escola estadual. A campanha de Marco Antônio Chico Preto para o governo do Estado foi marcada por uma tragédia. No dia 2 de setembro, o policial militar José Marques da Silva, o “Caju”, foi morto por assaltantes enquanto fazia escolta para a mulher do candidato. Na ocasião, os dois chegavam ao comitê com duas malas – uma delas com dinheiro para o pagamento dos cabos eleitorais – quando foram surpreendidos por dois homens, no conjunto Eldorado. Os bandidos que assassinaram “Caju” foram mortos, dias depois, em uma troca de tiros com a polícia. IONE MORENO
O
senador e candidato ao governo do Estado, Eduardo Braga (PMDB) votou, por volta das 9h, na Escola Estadual Marechal Hermes, conjunto Coophasa, Ponta Negra, Zona Oeste, acompanhado de assessores, correligionários e da vice de sua chapa, Rebecca Garcia (PP). Ainda na fila de votação, onde passou 15 minutos, o senador expressou a vontade de que o pleito transcorresse de forma pacífica. “Espero que a população possa votar tranquilamente, sem nenhum tipo de repressão, perseguição e nem tentativa de compra de votos”, falou. Após levar 30 segundos para votar, Braga, que levou uma “colinha”, disse que, caso seja eleito, a partir de janeiro irá trabalhar muito. “Teremos primeiro que fazer uma grande mudança na segurança e na saúde, pois são duas áreas do governo que não estão correspondendo e há uma grande frustração da população. A educação, lamentavelmente, politizou-se partidariamente, o que provocou um recuo do ensino médio e nós temos que avançar nesse área para voltar a garantir qualidade no ensino”, frisou.
DIEGO JANATÃ
Candidato ao governo, Braga votou de manhã e prometeu, caso vença o pleito, uma reforma com ênfase na saúde e segurança
Presidencial Sobre a corrida presidencial, Ramos disse que estava acompanhando com preocupação as últimas pesquisas, mas que tinha esperanças de que a candidata à Presidência da República, Marina Silva, passaria para o segundo turno. “O sonho do PT é disputar contra o PSDB, porque os tucanos já viraram fregueses do PT . Apesar disso, acredito na força da Marina e que ela vá para a disputa do segundo turno”, falou. Candidato Chico Preto diz ter inaugurado uma nova estrada na caminhada política do Amazonas
Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
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José Melo, Omar Aziz e Arthur Virgílio sobem, juntos, a escadaria do colégio Pedro 2º. De tanto caminharem juntos passaram a ser chamados pela mídia de “Los amigos”
“VAI HAVER UMA SURPRESA NESTA ELEIÇÃO”, DIZ MELO MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO
“A
verdadeira pesquisa que vai refletir a vontade do povo é essa, que começa a ser feita agora, nas urnas”. Com essa frase, o governador José Melo, candidato à reeleição pelo Pros descartou que em algum momento, pesquisas como a do Ibope – que apontavam uma tendência de vitória de seu adversário, Eduardo Braga, no primeiro turno —, tiraram a sua crença de que fez uma campanha vitoriosa e por isso estaria no segundo turno. — Tenho certeza que vai haver uma surpresa muito interessante nessa eleição. Uma surpresa que vai desmoralizar muito instituto de pesquisas – disse o candidato, descartando que as pesquisas refletem a real intenção de votos. Em companhia do ex-governador e candidato ao Senado Omar Aziz (PSD) e da exprimeira-dama Nejmi Aziz, José Melo chegou ao colégio Ângelo Ramazzoti, no bairro de Adrianópolis, onde votou na 134ª Secção da 1ª Zona Eleitoral, às 9h10. Melo vestia uma camisa polo amarela, calça jeans e tênis New Balance, cinza. Embora desfrute de prioridade pelo cargo que ocupa, o governador fez questão de obedecer a fila para votar. “A minha vida inteira fiz isso, por que agora eu iria furar a fila, só porque sou ocasionalmente o governador?” – disse, enquanto mostrava o título de eleitor para os fotógrafos. Ao conversar com a multidão de jornalistas, enquanto caminhava para a secção, Melo fez uma avaliação da campanha, dizendo que fez aquilo que sabe fazer. — Até aqui fizemos a campanha que nos propusemos a fazer. Uma campanha propositiva, apresentando nossas propostas. Fugimos de todas as tentações, de todas as agressões que todos nós – eu e Omar –, sofremos. Ignoramos a baixaria e ficamos no eixo de apresentação de propostas. José Melo disse que tem certeza que o povo do Amazonas
entendeu a sua estratégia de campanha e s abe que ele dará continuidade ao trabalho iniciado no governo de Omar Aziz. — Vamos aprimorar todo esse trabalho para que a gente possa prestar cada vez mais, um serviço mais rápido e de mais qualidade para o povo. O candidato do Pros disse que as redes sociais mudaram a forma de se fazer campanha e “muito candidato não percebeu isso, continuando a fazer campanha como ainda estivesse na idade média”. — O povo do Amazonas é um povo sábio. Depois das mídias sociais, acabou aquela velha história de querer mudar a cabeça do eleitor. Não, nosso eleitor sabe decidir e tem consciência do que ele
OTIMISMO
O candidato à reeleição pelo Pros, José Melo, descartou que em algum momento, pesquisas como a do Ibope, que davam vitória a Eduardo Braga, tiraram sua crença de que estaria no 2º turno realmente quer. De acordo com José Melo, hoje, o eleitor tem volume de conhecimento e sabe discernir o que é correto daquilo que é fabricado de forma superficial e mentirosa. — Tenho certeza que vai haver uma surpresa muito interessante nesta eleição. Uma surpresa que vai desmoralizar muito instituto de pesquisa. — O senhor já tem candidato a presidente? – provocou o repórter. — O voto é secreto. E depois eu ainda tenho dois meses de governo (risos). Melo digitou seus votos no teclado da urna eletrônica às 9h26. Depois, sorrindo, atendeu aos gritos dos repórteres de imagem e fez o “V” da vitória.
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
Candidato diz que a pesquisa que reflete a vontade do eleitor é aquela que o povo “começa a digitar agora” na urna eletrônica
José Melo: pesquisa só a das urnas
Omar Aziz: independência no Senado
Arthur lamenta o lixo eleitoral O prefeito Arthur Virgílio foi encontrar o governador José Melo e Omar Aziz na escola “Cônego Azevedo”, em Aparecida onde Omar votou. De lá, os três candidatos, acompanhados também do candidato a vice-governador Henrique Oliveira, eles seguiram para o Colégio Estadual Pedro 2º, onde o prefeito votou na 25ª Secção da 1ª Zona. Arthur aproveitou a conversa com os jornalistas para denunciar que um dos auxiliares de seu filho, Arthur Bisneto (PSDB), que concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados, foi assaltado “em condições estranhíssimas”. — Espero que a eleição ocorra sem violência, sem fraude, sem compra de votos, uma eleição limpa. A gente marcha para isso, mas não tem conseguindo isso, ainda. Eu torço para que tudo seja pacífico e que as confusões não prevaleçam sobre a ordem – disse o tucano, que às 10h50, quando digitou seu voto na urna eletrônica, já dava o candidato ao governo José Melo na disputa em segundo turno, a eleição de Omar ao Senado como “favas contadas” e a garantia de que Aécio Neves (PSDB) também estará no segundo turno e deverá ser o próximo presidente da República. Arthur disse que não consegue se desligar de seu dever de prefeito e lamentou os estragos que a campanha de certos candidatos fez à cidade, quando “monturos” de santinhos inundaram Manaus. — Quando olho a situa-
ção, me dá uma dor danada. Meu pai enfrentou uma ditadura do começo ao fim. Eu também fiz a minha parte, também, mas como prefeito eu não posso deixar de reclamar de tanta sujeira nas ruas. Cheguei a ver gente com moto jogando santinhos na rua e isso não resolve nada. O prefeito anunciou que está com 300 trabalhadores preparados para, logo após o pleito, entrar na cidade para limpar ao menos o Centro. — E torcendo para não chover, senão vai tudo para os igarapés. Estamos preparados para limpar a cidade inteira desses santinhos até quarta-feira. Em relação à eleição, Arthur disse que já tinha como “favas contadas” a eleição do Omar Aziz e via Aécio “muito bem posicionado”. — Aécio vai virar na primeira pesquisa do segundo turno. Ou então vai estar empatado com a presidente Dilma, com a possibilidade de ser o próximo presidente. O Brasil precisa disso. Apesar do otimismo em relação aos candidatos que apoiou, Arthur Virgílio disse que ainda teme um “fantasma” chamado “compra de votos” que ainda ronda a eleição. — Espero que no final, o resultado da votação se aproxime o máximo possível da verdade do eleitor. Porque eu tenho a certeza que, com essa história de comprar votos, o resultado ainda não é exatamente aquilo que o eleitor gostaria de expressar – disse o prefeito. (MA)
Arthur Neto: antecipou o resultado
Omar não será “refém de ninguém no Senado” O ex-governador Omar Aziz (PSD), candidato ao Senado, garantiu que não será “refém de ninguém”, nem da presidente Dilma Rousseff, quando chegar ao Senado Federal”. Ao garantir que tem muito para avançar no Amazonas, o candidato disse que vai lutar por um porto digno para Manaus, pela BR-319 e pela segurança das fronteiras Amazônica, onde hoje existem 8 mil quilômetros completamente desguarnecidos. — Mas vou lutar de forma aberta, transparente e verdadeira. Não adianta falar uma coisa aqui e fazer outra lá. Ser cabisbaixo à Presidência, subserviente, ser refém da presidente. Não, isso não vai acontecer comigo. Não serei refém de ninguém. Serei refém dos votos que terei do povo do Amazonas. Pode ter certeza disso – avisou Aziz. Ao lado da mulher Nejmi, Omar acompanhou a votação de seu sucessor no Colégio Ramazzoti e de lá eles seguiram para o bairro Aparecida, onde Omar vota na Secção 041 da 2ª Zona Eleitoral, que funciona na escola Cônego de Azevedo. Antes de entrar na secção, o ex-governador disse que a campanha deu para comparar os quatro de seu governo contra os oito de seu antecessor. — Nós fizemos muito mais. E não aquelas coisas que fizeram na campanha toda, denegrindo a imagem do nosso candidato, de nosso governo, tentando criar situações que não eram verdadeiras. E o povo percebeu tudo isso. Com a experiência que acumulou como governador e pelo conhecimento que hoje tem de todo o Estado, Omar acredita que poderá fazer mais e melhor pelo Amazonas. — Temos muita coisa para construir no Senado. Sabemos da dificuldade que o Amazonas tem, principalmente na sua logística e infraestrutura. Faltam aeroportos, a passagem para o interior é muito cara e a BR-319 continua fechada. Não dá para se calar no Senado, achando que a BR-319 é inviável. Ela é viável economicamente e é viável, também, para ligar o Norte ao Sul do país; para ligar a Venezuela à Argentina , por exemplo. Essa estrada
é muito importante. Sem citar nomes, o candidato do PSD fez críticas indiretas à bancada do Amazonas no Senado, advertido que as pessoas não podem achar que só 400 quilômetros vai inviabilizar a floresta. — Nós sabemos que nesta região de 400 quilômetros, a floresta é charco de um lado e charco de outro. São pântanos. É impossível você produzir alguma coisa ali, é impossível desmatar alguma coisa ali. Eu acredito que, no Senado, você martelando todo dia, é possível avançar. É possível avançar também num porto decente para Manaus, na guarnição de nossas fronteiras. Hoje nós temos 8 mil quilômetros de fronteiras totalmente desguarnecidos. O ex-governador observou que o Brasil não produz armas, não produz drogas, mas continuam entrando armas e drogas com facilidade pelas nossas fronteiras. — E você vê todo mundo de braços cruzados em relação a isso, querendo resolver o problema do narcotráfico na cidade. Não, o que nós temos que fazer é proibir a entrada da droga na fronteira. Na cidade temos que cuidar das pessoas que estão doente. Omar disse que não está preocupado em ter a “votação histórica” que obteve quando se elegeu ao governo do Estado. Segundo o candidato, ele será senador da mesma forma, seja qual for o percentual de votos, porque um candidato eleito não deixa de ser um dos 81 senadores, mesmo ganhando por 1 voto. E lá no Senado, ele não vai ser respeitado pelo número de votos que teve em seu Estado, mas por sua postura, pelo seu comportamento e por aquilo que vai defender. — Mas é preciso defender o Amazonas falando de forma aberta ao povo e falando, também, internamente. Não adianta falar uma coisa aqui em Manaus e fazer outra lá em Brasília. Ser cabisbaixo à Presidência, submisso e refém da presidente. Isso não vai acontecer comigo. Não serei refém de ninguém. Serei refém dos votos que terei do povo do Amazonas. Pode ter certeza disso.
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Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Após pleito, Aleam renova 41% e Câmara Federal, 62% IONE MORENO
Assembleia Legislativa do Estado ganha 10 novos deputados, enquanto cinco, das 8 cadeiras federais, vão para estreantes
O
índice de renovação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na legislatura 2015/2018, será de 41,6%, número inferior ao vivido no pleito de 2010, quando a casa registrou 54,16% de mudança no quadro de deputados. Das 24 vagas disponíveis nas eleições desse ano, 10 foram preenchidas por novos nomes, que disputaram acirradamente entre os 638 postulantes, com candidaturas registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). Dermilson Chagas (PDT), Augusto Ferraz (DEM), Platiny Lopes (PV), Alessandra Campelo (PCdoB), Serafim Correa (PSB), Pastor Carlos Alberto (PRB), Bosco Saraiva (PSDB), Bi Garcia (PSDB), Dr Gomes (PSD) e Dr Vicente (PMDB) foram os escolhidos dos eleitores amazonenses que foram às urnas durante o domingo. Completando a lista de eleitos estão Josué Neto (PSD), que é atual presidente do legislativo estadual e ficou no topo da votação, com 60.634, Ricardo Nicolau (PSD) 38.421, Sidney Leite (PROS) 28.063 votos, David Almeida (PSD) 24.186 votos, Abdala Fraxe (PTN) 23.626 votos, Orlando Cidade (PTN) 12.089 votos, Cabo Maciel (PR) 20.908 votos, Luiz Castro (PPS) 19.815 votos, Belarmino Lins (PMDB) 28.943 votos, Wanderley Dallas (PMDB) 28.297 votos, Adjuto Afonso (PP) 27.709
votos, José Ricardo (PT) 27.650 votos, Sinésio Campos (PT) 25.342 votos e Vicente Lopes (PMDB) 20.748 votos. Da preferência do eleitor, ficaram de fora Wilson Lisboa (PCdoB), Vera Castelo Branco (PTB), Fausto Souza (PSD), Tony Medeiros (PSL) e Francisco Souza (PSC).
TROCA-TROCA
Das 24 vagas disponíveis nas eleições deste ano, 10 foram preenchidas por novos nomes, que disputaram acirradamente entre os 638 postulantes, com candidaturas registradas no Tribunal Regional Eleitoral Artur Bisneto (PSDB) saiu dos quadros da Aleam, mas conseguiu se firmar como o candidato à Câmara Federal mais votado no Estado, Marcos Rotta (PMDB), também poderá ser visto em Brasília, assim como Conceição Sampaio (PP). Marcelo Ramos (PSB) e Chico Preto (PMN) optaram por lançar candidaturas ao governo do Estado, ficando em terceiro e quarto lugar respectivamente. No parlamento federal, a
AGÊNCIA CÂMARA
Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), que tem 24 cadeiras, terá 10 novos parlamentares, após as eleições de ontem. Nomes “consagrados” da política amazonense acabaram não se reelegendo
renovação foi de 62,5%, com cinco novos parlamentares e três reeleitos. Devem estrear na Câmara Federal Artur Bisneto (PSDB), Alfredo Nascimento (PR), Marcos Rotta (PMDB), Hissa Abrahão (PPS) e Conceição Sampaio (PP). Permaneceram no parlamento federal os deputados Silas Câmara (PSD), Átila lins (PSD) e Pauderney Avelino (DEM). O mais votado na disputa foi Bisneto, com 15,13%, 250,8 mil votos. PSD sai fortalecido Na divisão partidária, o PSD se manteve na liderança com dois deputados, mas não reelegeu o deputado Carlos Souza. O DEM manteve a vaga do deputado Pauderney Avelino, que atingiu o quarto lugar, com 6,27%, 103 mil votos. O PP também manteve a vaga hoje ocupada pela deputada Rebecca Garcia, que será substituída pela deputada estadual Conceição Sampaio, que atingiu o último lugar, com 4,33%, 71,8 mil votos. Devem estrear na bancada federal o PMDB do deputado estadual Marcos Rotta, o PR do senador Alfredo Nascimento, o PPS de Hissa Abrahão e o PSDB de Artur Bisneto. Perderam bancadas no parlamento federal o PT do deputado federal que não se elegeu para o Senado, Francisco Praciano, o SDD do candidato à vice do governador José Melo, Henrique Olveira, e o PDT do deputado federal que não se reelegeu, Sabino Castelo Branco.
Renovação na Câmara Federal foi de 62,5% com cinco novos deputados para representar o AM
9 FOTOS: DIVULGAÇÃO
Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
2º TURNO
Dilma Aécio
A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), vai disputar o segundo turno com o senador Aécio Neves (PSDB). A petista conseguiu 41% dos votos, enquanto o tucano ficou com 33% dos votos válidos no primeiro turno
A
presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o senador Aécio Neves (PSDB) disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 26 de outubro. O candidato tucano ultrapassou a ex-senadora Marina Silva (PSB) na reta final da campanha. Aécio aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto até a morte do exgovernador de Pernambuco Eduardo Campos, candidato pelo PSB, em um acidente aéreo em Santos, no litoral paulista, em 13 de agosto. Marina passou, então, de vice a cabeça de chapa do PSB e logo tomou o segundo lugar do tucano na preferência dos eleitores. A ex-ministra do Meio Ambiente chegou a fi-
car tecnicamente empatada com Dilma em primeiro lugar no começo de setembro. Alvo de ataques da petista e do tucano, Marina perdeu
VANTAGEM
Aécio ultrapassou Marina Silva (PSB) na reta final da campanha. Aécio aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto até a morte do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos terreno e acabou superada por Aécio. O empate técnico entre os dois, que marcou o início da virada de Aécio, foi registrado pela primeira vez na pesquisa
Datafolha divulgada na última quinta-feira (2). Com a virada na reta final, o senador mineiro evitou um fiasco histórico para o PSDB. Fundado em 1988, o partido só saiu derrotado da disputa presidencial no primeiro turno em 1989. Na ocasião, o candidato tucano era Mário Covas. O segundo turno está marcado para o dia 26 de outubro, o último domingo do mês. No horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, o tempo dos programas será dividido igualmente entre as candidaturas. Cada uma terá 10 minutos por edição.
Aécio lembra Campos O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido no dia 13 de agosto, foi lembrado no primeiro pronunciamento do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), após ser confirmado no segundo turno da disputa presidencial contra a presidente Dilma Rousseff (PT). “Gostaria de prestar uma homenagem a um homem honrado, amigo, que foi abatido ao longo dessa caminhada”, afirmou o tucano. Aécio e Eduardo eram amigos antes de disputar a Presidência da República. Aécio teve 33% dos votos na corrida presidencial. Dilma conseguiu 41% da preferência do eleitorado. Os votos do PSB podem ser decisivos para definir quem será o presidente da República nos próximos quatro anos.
PT e PSDB: polarização histórica O tucano Aécio Neves, com a vaga garantida no segundo turno das eleições, desempenha papel superior ao do PSDB em 2010. Com 33% dos votos válidos, o tucano foi superado nas urnas por Dilma Rousseff (PT), com quem disputará a Presidência no próximo dia 26. O terceiro lugar ficou com Marina Silva (PSB). O resultado confirma a polarização entre PT e PSDB, que ocorre desde 1994. Os tucanos liquidaram a fatura no primeiro turno naquele ano e em 1998, com Fernando Henrique Cardoso. Nessas ocasiões, FHC teve
as votações mais expressivas nos pleitos presidenciais pós-redemocratização: 54,3% dos votos válidos em 1994 e 53% em 1998. Nas três últimas eleições, os candidatos peessedebistas foram derrotados no segundo turno. Apenas em 2006, com Alckmin, a votação do partido foi mais expressiva do que a obtida por Aécio ontem (5). Em 2006, Geraldo Alckmin obteve 41,6% dos votos na primeira rodada. Nas duas vezes em que foi candidato, Serra não conseguiu percentuais expressivos como os de Aécio e Alckmin.
Desempenho já não é o mesmo A candidata à reeleição, Dilma Rousseff, apesar de ter terminado o 1º turno na liderança, não repetiu o desempenho petista das eleições anteriores. Com 41% dos votos válidos, a presidente ficou distante de decidir a eleição já neste domingo. Desde 2002, o desempenho dos petistas superaram o de Dilma. O então candidato Lula conseguiu 46,4% dos vos válidos em 2002 e expressivos 48,6% em 2006. A própria Dilma não conseguiu repetir o bom desempenho da eleição passada, quando obteve 46,9%. Divisão dos votos Dilma vence os concorrentes nas regiões Nordeste, com 59,58%, e Norte, com 50,52%. Na Região Sul, Dilma tem 36,32%. No Sudeste, tem 32,43% e no Centro Oeste, 32,55% dos votos válidos. No exterior, a candidata teve Dilma Rousseff vai tentar reeleição após vencer o 1º turno
18,6% dos votos. Aécio Neves está na frente nas regiões Sudeste, com 39,4% dos votos válidos; Sul, com 47,21%; e no CentroOeste, com 40,99%. Aécio vence também no exterior, com 49% dos votos dos brasileiros que votaram em outros países. No Nordeste, o candidato teve 15,38% e no Norte, 28,26%. Marina Silva não conseguiu ficar à frente dos concorrentes em nenhuma das regiões. Ela teve 23,53% dos votos válidos no Sudeste, 12,82% no Sul, 22,92% no Nordeste, 23,6% no Centro-Oeste e 17,98% no Norte. A candidata só ficou à frente de Dilma na contagem dos votos dos brasileiros que vivem no exterior, onde teve 26,11%. Assim, passam ao segundo turno Dilma Rousseff e Aécio Neves, que voltam a se enfrentar no dia 26 deste mês. Aécio bateu Marina e vai disputar a Presidência no 2º turno
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Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Marina vota em Rio Branco ao lado do pai e do marido A
candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, votou na manhã de ontem (5) na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Rio Branco, capital do Acre, Estado natal da presidenciável. A ex-senadora votou por volta de 8h40 no horário local, 10h40 no horário de Brasília. A ex-senadora estava acompanhada do pai, Pedro Augusto da Silva, 87, e do marido, Fábio Vaz de Lima. Vestindo uma camisa amarela, Marina cumprimentou os mesários, fez o tradicional V da vitória e votou. Gastou cerca de 1min15seg dentro da cabina de votação. Para se identificar, Marina usou o cadastramento
biométrico. A primeira tentativa não funcionou, mas na segunda, com o dedo indicador, não teve problemas. Após votar, Marina concedeu entrevista em que afirmava que estaria no segundo turno e disse que iria “ganhar ganhando”. “Vamos para o segundo turno com os nossos programas. Vamos ganhar ganhando e ganhar ganhando é ganhar coerente com nossos princípios”. No início da tarde, Marina deixou Rio Branco e embarcou em um jatinho rumo a São Paulo. A candidata
TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASI
Presidenciável votou pela manhã na capital do Acre e se achava confiante em sua vaga no segundo turno com Dilma Rousseff acompanhou a apuração no apartamento em que está morando, na Vila Nova Conceição, área nobre da capital paulista. À noite, a ex-senadora dirigiuse ao Espaço do Bosque, onde fez um pronunciamento após a definição dos candidatos que irão ao segundo turno. A candidata do PSB chegou na noite de sábado (4) a Rio Branco, onde foi recebida por familiares e simpatizantes.
Confiante até a última hora política, do desenvolvimento sustentável, da educação de qualidade com educação de tempo integral, do passe-livre, do 13º salário para os que recebem o Bolsa Família. A melhor defesa, a melhor resposta, é o voto”, disse. “Quero agradecer a Deus e ao povo brasileiro por essa jornada
RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA
Em entrevista coletiva realizada após Marina votar, a candidata disse estar “confiante” com o segundo turno. Ela também fez provocação a seus adversários, a quem Marina vinha atribuindo a origem de acusações contra ela. “A nossa melhor defesa (é) a melhor defesa da ética na
até aqui, essa fase do primeiro turno. Estou confiante que estaremos no segundo turno, se Deus quiser e o povo brasileiro”, declarou. A candidata também comentou seu desempenho ao longo da campanha, na qual ela considerou ter tido “coerência”.
Presidenciável Marina Silva votou ao lado do pai e do marido em sessão instalada no Incra/ Acre
ELEIÇÕES
Lula: disputa fica entre os fortes
O
Ex-presidente Lula antecipou que a disputa para o segundo turno ficaria entre os candidatos do PT e do PSDB
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou por volta das 12h de ontem (5) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ele afirmou que PT e PSDB são as duas legendas “mais fortes” e que devem disputar o segundo turno para a Presidência da República. Inicialmente, Lula evitou dizer quem ele imaginava ser o adversário de Dilma no segundo turno. “Eu não tenho preferência. A preferência é do povo”. Questionado por um repórter se o segundo turno terá um clássico, expressão usada no futebol para um jogo entre dois times, Lula disse acreditar que sim. “Eu acho que sim. São duas forças políticas muito fortes. Você não inventa uma candidatura de última hora. Quando começa o jogo pra valer, tem que ter time para entrar em campo. São as duas legendas mais fortes”, afirmou. A opinião de Lula reflete as pesquisas divulgadas pelo Datafolha e pelo Ibope. Nelas, Marina Silva (PSB) aparecia em empate técnico com o candidato do PSDB, Aécio Ne-
ves, em razão da margem de erro. Contudo, o tucano está numericamente à frente. Questionado se teria intenção de voltar candidato em 2018, Lula desconversou. “Nem acabou a eleição e já estão pensando em 2018. O que eu quero é que a Dilma ganhe as eleições e que ela faça o melhor governo que for possível fazer e que o Brasil ajude a vencer essa crise internacional que está ficando cada dia mais grave”. Lula chegou à escola João Firmino, no Jardim Lavínia, em São Bernardo do Campo, na companhia da sua mulher, Marisa, do prefeito da cidade, Luiz Marinho, e de Alexandre Padilha, candidato ao governo do Estado. Como de costume, simpatizantes se aglomeraram nos corredores do colégio na tentativa de ver Lula. Na frente da escola, um grupo de jo-
vens evangélicos aclamou a presença do ex-presidente. “Lula, Jesus te ama”, diziam. Após votar, Lula chamou a atenção para a necessidade de o país fazer uma reforma política. Alianças Questionado sobre a possibilidade de uma aliança com o PSB, Lula lembrou que o partido já é aliado do PT em alguns Estados. “Nós sempre fizemos aliança com o PSB. Nós temos alianças em outros Estados. Vamos esperar terminar o primeiro turno para a gente saber com quem conversar, se tem que conversar. Porque conversar a gente vai ter que conversar ou para compor uma aliança na eleição ou para compor aliança de governabilidade. Nada de precipitar. Nada de sentar na cadeira antes de terminar as eleições, apesar de a Dilma já estar lá”. Lula considerou que as alianças dificultaram as campanhas nos Estados. “Eu fico feliz de ter participado dessa campanha ativamente, de ter ajudado meu companheiro Padilha numa campanha muito difícil, porque um monte de aliança feita sem que a gente pudesse ter muita mobilidade. Porque se você fosse para um Estado você poderia ferir interesse de um companheiro ou de outro. Ficou um pouco truncado esse negócio”, disse.
Defesa do voto obrigatório Lula acredita que a democracia brasileira está consolidada, mas defendeu o voto obrigatório. “Eu acho que o voto tem que ser obrigatório, porque é o único jeito do cidadão poder reclamar dos eleitos. O cidadão que não vota, ele não tem direito de reclamar, porque ele não votou, ele se absteve desse processo maravilhoso”. Protestos de junho Lula disse que os protestos de junho foram importantes, mas não acredita que tenham interferido no processo eleitoral. “Imaginava-se que o movimento de junho fosse resultar em uma quantidade enorme de abstenções e não está acontecendo isso. Imaginava-se que se fosse votar na oposição e não está acontecendo isso. Acho que o movimento de junho é um movimento que não está corretamente analisado”, afirmou.
Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Eymael vota após tentar ‘furar’ a fila e ser barrado
PSOL
Luciana Genro diz que campanha é vitoriosa te do resultado das urnas”, avaliou a candidata. Luciana votou em uma escola do bairro Santana, em Porto Alegre, acompanhada pelo candidato do Psol ao governo do Estado, Roberto Robaina, pela candidata a vice-governadora, Gabi Tolotti, pelos vereadores da capital gaúcha Pedro Ruas e Roberto Robaina, que concorrem à Assembleia Legislativa e pelo seu filho, Fernando Genro Robaina. Questionada sobre as pesquisas de intenção de voto, a candidata disse acreditar que as votações dos candidatos do Psol mostrarão a falsidade desses levantamentos. “As pesquisas mais induzem do que refletem a realidade. Tenho certeza de que vamos surpreender”, disse.
Norma do TSE diz que candidatos têm prioridade para votar. Eymael decidiu voltar e esperar após reclamação de idosa que o impediu de “furar” uma fila
Luciana Genro (Psol) votou e se disse uma vitoriosa
POR MEDO
VOTAR
Fidelix despista imprensa e muda horário de votação rios que trabalham no Instituto de Educação Beatíssima Virgem Maria, na região do Brooklyn, na Zona Sul, informaram que o candidato esteve no local por volta das 8h30 para votar, deixando o colégio assim que terminou. Sua filha Livia Fidelix, candidata a deputada estadual, também votou no mesmo horário, segundo quem passou a manhã no local. Entre as 12h e as 15h, o G1 tentou diversas vezes entrar em contato com o filho e assessor dele, Levy Filho, a secretária do partido e o advogado de Levy. O advogado afirmou não ter conhecimento da agenda do candidato e disse que não passou o fim de semana ao lado dele. Ele afirmou ter tentado contato com os demais membros da equipe, mas sem sucesso. Nos demais casos, as ligações ou não foram atendidas ou os telefones estavam desligados. DIVULGAÇÃO
Para evitar contato com a imprensa e possíveis manifestações na porta de seu local de votação, o candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix, decidiu alterar seu horário de ir às urnas. O presidenciável votou às 9h15 da manhã no Instituto Beatíssima Virgem Maria, no Brooklin, e não às 14h como sua assessoria de imprensa havia informado. Fidelix só publicou em sua página do Facebook a informação de que havia votado mais de três horas depois. Desde a semana passada, quando fez declarações polêmicas sobre os direitos dos homossexuais ao vivo em um debate eleitoral, Levy tem sido alvo de protestos e foi instado a se explicar para a ProcuradoriaGeral da República. O aviso da agenda foi feito via e-mail para as reportagens na sexta-feira (3). Porém, pouco antes das 12h de ontem, mesá-
Eduardo vai de bicicleta
Levy Fidelix despistou imprensa para evitar constrangimento
O candidato do Partido Verde (PV) à Presidência, Eduardo Jorge, chegou de bicicleta ao Colégio Cristo Rei, na Vila Mariana, em São Paulo, onde vota. Ele estava acompanhado de um de seus seis filhos e de seu neto, que cantou o jingle da campanha para os jornalistas. Jorge afirmou que seu partido não ficará neutro no segundo turno, como aconteceu nas eleições de 2010. “Se a gente não for para o segundo turno, vamos discutir com A e B e ver quem está mais próximo da gente. Isso é um compromisso”, disse. Depois da votação, ele tirou selfies com o repórter de um programa de televisão humorístico e disse que a próxima agenda do dia será levar o neto para o museu. O candidato à Presidência pelo PV, Eduardo Jorge, votou na manhã de ontem, em um colégio na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. O candidato foi ao local da votação de bicicleta, acompanhado da família - na garupa, ele levou o neto Tito, de 4 anos, que após o voto do avô, interrompeu os jornalistas para “enquadrá-lo”.
REPRODUÇÃO
O
candidato a presidente José Maria Eymael (PSDC) votou ontem (5) em um colégio no Alto de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Confiante, disse que espera receber muitos votos e que seu partido ganhe 10 cadeiras na Câmara dos Deputados. De acordo com a Justiça Eleitoral, prioridade na fila é uma prerrogativa de candidatos, juízes eleitorais e auxiliares, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais, PMs em serviço, eleitores maiores de 60 anos, enfermos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mulheres grávidas e lactantes. Apesar de ser isso o que define o Tribunal Superior Eleitoral, na resolução nº 23.399, que regula os atos preparatórios para as eleições de 2014, a tentativa do candidato não foi bem recebida por eleitores que aguardavam sua vez. Após o mal-estar, Eymael decidiu voltar para o fim da fila. “Eu não usei a prerrogativa”, afirmou Eymael.
DIVULGAÇÃO
Ao chegar a sua seção eleitoral para votar, no começo da tarde de ontem (5), a presidenciável do Psol, Luciana Genro, afirmou que considera a sua campanha vitoriosa pelas pautas que defendeu. “Acredito que nós já somos vitoriosos, porque tivemos a oportunidade de pautar temas que nenhum outro candidato pautou. A luta pela tributação dos bancos para que os milionários paguem mais impostos, pelos direitos dos LGBTs, pelos direitos das mulheres, pelos direitos de todos aqueles que são oprimidos por um sistema político que está sendo repudiado pela maioria do povo. Eu tive a oportunidade de vocalizar essas bandeiras e é por isso que eu me sinto vitoriosa, independen-
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Presidenciável Eymael tentou usar prerrogativa de candidato, mas foi barrado por idosa
Idosa passa à frente de candidato Quando Eymael chegou ao primeiro lugar da fila, uma idosa que andava com dificuldades e estava acompanhada pela filha passou a sua frente. Após ajudá-la a votar, a filha deixou a mãe sentada dentro da sala de
votação e foi esperar a sua vez no fim da linha. Ao entrar na sala, o candidato cumprimentou a idosa: “Eu gostaria de parabenizar a senhora pela sua cidadania”. “A gente espera uma votação muito expressiva em
todo o Brasil e eleger 10 federais”, afirmou Eymael ao G1. O candidato do PSDC não afirmou se irá apoiar algum candidato no segundo turno. “Antes, vamos ver se eu não vou estar no segundo turno. Depois a gente vê”, disse.
PROCESSO
Iasi: ‘país passou por despolitização’ O candidato à Presidência Mauro Iasi (PCB) votou na manhã de ontem (5) em uma escola da Urca, na zona sul do Rio. Ele chegou sozinho ao local de votação e gastou pouco mais de um minuto para concluir o processo. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sindicalista, Iasi foi acompanhar a apuração na sede do PCB, no centro da capital fluminense. O candidato fez um balanço de sua campanha que, ao seu ver, cumpriu os objetivos do partido. “Hoje é aquele dia em que a gente fez o que tinha de fazer. Nós corremos durante a campanha, estivemos no Brasil inteiro, em todos os Estados, visitamos assentamentos, sindicatos. Cumprimos o que havíamos plane-
PROFESSOR
Mauro Iasi chegou sozinho ao local de votação e gastou pouco mais de um minuto para concluir o processo. Professor da UFRJ e sindicalista, Iasi foi acompanhar a apuração na sede do PCB jado. Infelizmente, passamos no Brasil por um processo de despolitização, o que leva a uma eleição com resultado inercial”, afirmou Iasi. “O país está diante de duas propostas para governar o Brasil que estão aí há mais de 20 anos. Questões importantes, que ecoaram nas ruas
em junho [de 2013] foram ignoradas nesta campanha. Foram só contradições e nenhuma das grandes questões abordadas. Nenhuma das três principais candidaturas dialogaram com essas necessidades”, disse. Sem definição Para o segundo turno, o PCB ainda não definiu que postura deverá adotar, mas independente do vitorioso militará na oposição. “Semana que vem vamos nos reunir para discutir, é uma questão que envolve o nosso funcionamento, inclusive nos Estados. Vamos discutir se indicaremos voto em algum candidato, mas estamos nos preparando em uma condição de oposição”.
2 TURNO
Pastor Everaldo evita tomar posição O candidato à Presidência da República Pastor Everaldo (PSC), membro da Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do país, votou por volta das 11h da manhã de ontem (5) na escola municipal Grécia, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. O pastor declarou ter votado em Luiz Fernando Pezão (PMDB) para governador do Rio e em seu filho Filipe Pereira (PSC) para deputado federal. Ele não quis não declarar seus outros votos. Everaldo, que tinha 1% das intenções de voto segundo pesquisa Datafolha publicada neste sábado (4), não quis tomar posição sobre quem apoiaria no segundo turno da eleição pre-
sidencial. Tampouco quis arriscar um palpite sobre o comportamento eleitoral da comunidade evangélica num eventual segundo turno sem a candidata Marina Silva (PSB), que pertence à sua igreja. Bandeiras Conhecido por suas posições liberais no âmbito econômico, tem como bandeira a privatização da Petrobras - e conservadoras no âmbito social - a “defesa da família”, o que inclui a condenação do casamento gay e do aborto -, o pastor chegou ao local da votação com seus filhos e netos, e tirou selfies com eleitores. “Eu sou fruto da escola pública. Tenho um compro-
misso com a educação neste país, assim como com a saúde e a segurança pública e com o Estado mínimo necessário”, disse ele, após votar no Rio. A maior parte dos eleitores do candidato do PSC cursou apenas o fundamental, tem idade entre 25 e 34 anos e renda familiar que não ultrapassa os cinco salários mínimos. Sua base eleitoral é, em sua maioria, formada por evangélicos - tem 3% dos votos dos pentecostais, e 2% dos não pentecostais. Dilma Rousseff (PT) tem 44% das intenções de voto válido (conta que desconsidera brancos e nulos), Aécio Neves (PSDB) chega com 26% e Marina Silva, 24%.
Eleições 2014
Marina Silva sinaliza com apoio a Aécio no 2º turno
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Às vezes, você compra um carro novo e não sabe onde abre o tanque” PRESIDENTE DO TSE, DIAS TOFFOLI ao explicar os problemas com as urnas biométricas
CPI enrola e não convoca homem-bomba Youssef A operação Lava Jato, há seis meses, revelou Alberto Youssef como o megadoleiro que subornou o vice-presidente da Câmara, André Vargas (ex-PT), e grande parte do poder político, e ainda fez a Polícia Federal meter na cadeia Paulo Roberto Costa, ex-diretor corrupto da Petrobras. Apesar disso, um acordo tácito na CPI e CPMI da Petrobras não força a convocação de Youssef para depor. É que todos temem a sua língua. Assombração Alberto Youssef é o verdadeiro “homem-bomba”, temido por 9 em cada 10 políticos. Alguns deles frequentadores da CPI e da CPMI. Atacado e varejo Enquanto Paulo Roberto Costa, que Lula chama de “Paulinho”, atuava nos altos escalões, Alberto Youssef cuidava do “varejo” da corrupção. Expertise Youssef é suspeito de subornar políticos que “abriam portas” para seus negócios nada republicanos, na Esplanada dos Ministérios. Guru da ‘zelite’ Paulo Roberto Costa era um “resolvedorgeral” de problemas ou demandas financeiras dos políticos realmente poderosos, em Brasília. Com Aécio, 2º turno será de tirar o fôlego Política é para profissionais, e essa regra pode explicar o desempenho final arrebatador de Aécio Neves (PSDB), a quase cinco pontos percentuais
da presidente Dilma (PT). Explica também a perplexidade do PT. Aécio fez Marina (PSB) derreter como alternativa de oposição, e chega ao segundo turno oferecendo a empolgação como pedra de toque da sua campanha. Será um 2º turno de tirar o fôlego. Aécio no Recife Num primeiro gesto político relevante, Aécio pretende visitar Renata Campos, viúva do falecido Eduardo Campos (PSB). Pesquisas derrotadas Os institutos de pesquisas deveriam explicar por que erraram tanto em vários Estados e nas previsões da votação de Aécio Neves. De longe Na última pesquisa de intenção de votos, Aécio Neves aparecia com, no máximo, 27%; quase dez pontos a menos do que obteve. Aliança PSDB-PSB O candidato tucano Aécio Neves planeja visitar a família e a viúva do falecido governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Ele sabe que o apoio do PSB e de Marina Silva será fundamental no 2º turno. Segundo turno O líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA), pretende reunir a bancada federal na terça (17), em Brasília, para discutir o quadro do partido após o resultado das eleições e as estratégias no 2º turno presidencial. Para bom entendedor... O vice-presidente Michel Temer acompanhou o exprefeito Gilberto Kassab (PSD) em sua votação no Colégio Santa Cruz, mas não colocou os pés na votação
Jornalista
Candidata derrotada não deve se manter neutra, como fez na eleição de 2010, quando não se posicionou no segundo turno
de Paulo Skaf, candidato ao governo de SP. Espelho meu A revista “Época” confirma em sua edição desta semana uma informação publicada nesta coluna em 16 de junho: além de contas na Suíça, Paulo Roberto Costa tem contas no paraíso fiscal de Hong Kong. Mais do mesmo Em lugar de Alberto Youssef, a CPMI da Petrobras convocou para esta quarta (8) depoimento da ex-contadora do doleiro, Meire Poza, que confirmou à Justiça que empreiteiras pagaram o advogado do doleiro. O beneficiado O desempenho eleitoral de Aécio Neves (PSDB), com 34%, foi a surpresa da eleição presidencial: antes da morte de Eduardo Campos (PSB), o senador nunca havia passado de 23% em pesquisas. Distintos eleitores Autoridades devidamente identificadas por distintivos foram vistas furando as longas filas em sessões eleitorais de Brasília, sob escolta policial. É a “carteirada de urna”. Provocação Foi vista como uma provocação, para cutucar Aécio Neves, a afirmação de Walter Feldman de que o PSDB morreria, caso Marina fosse eleita. O tucanato acredita que Marina necessitaria do PSDB para governar. Ninguém merece Quando se viu na iminência da derrota, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ameaçou o eleitorado: confirmada a derrota, ele seguiria a carreira de cantor.
PODER SEM PUDOR
Sentença de morte
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Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar dois anos depois da posse. Como garantia, entregou ao companheiro de chapa um papel em branco, com a sua assinatura. Mas, eleito, o prefeito Gentil não cumpriu a promessa. A Câmara Municipal de Vajota depois recebeu uma carta-renúncia, onde o prefeito confessa bater na mulher, beber muito e não se sentir mais “em condições morais” para exercer o cargo. Ex-prefeito e desolado, Gentil reconhecia a sua assinatura, mas não a carta. Moral da história: assinar em branco é sentença de morte amanhã.
Paulo Câmara venceu com a ajuda da família de Campos
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Marina perdeu fôlego nas últimas semanas e apresentou queda nas pesquisas
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ora do segundo turno e apesar de não citar nomes, Marina Silva sinalizou na noite de ontem que pode apoiar um dos candidatos à Presidência, diferentemente da posição que tomou em 2010, quando se declarou neutra. Em coletiva, ela afirmou que o programa de governo que lançou é a base de qualquer diálogo e indicou na direção de Aécio Neves (PSDB), da oposição, ao afirmar que “o Brasil sinalizou claramente que não concorda com o que aí está” e que reivindica uma “mudança qualificada”. “É com esse senso de responsabilidade que participarei como liderança. (...) Nós vamos fazer a discussão, mas obviamente que estatisticamente a população mostra isso [sentimento de mudança], não dá para tergiversar com o sentimento do eleitor”, afirmou, respondendo ao questionamento se descartava o apoio a Dilma. Aliados de Marina começaram a prospectar sua posição no segundo turno já na tarde
do domingo. Alguns afirmam que a ex-senadora deve seguir a posição de 2010, quando não apoiou nenhum dos dois finalistas. No entanto, há no partido quem defenda que ela declare voto. Nesse caso, as maiores apostas são para a aliança com o tucano Aécio Neves. Apesar de terem detectado a curva de crescimento do tucano, o resultado final deixou muitos marineiros perplexos com o desempenho da candidata, que lembra o do presidenciável Ciro Gomes (PPS) em 2002, que chegou a alcançar o topo das pesquisas, mas ficou fora do segundo turno. Em números e percentual, a candidata teve um resultado muito próximo ao de 2010, quando foi candidata ao Planalto pelo PV. Em queda livre A Marina que chegou ao primeiro turno das eleições neste domingo não era a mesma que entrou na disputa em 20 de agosto, quando foi oficializada candidata. A comoção pela morte de Eduardo Campos, sete dias
antes, deu lugar à euforia de favorita, quando a primeira pesquisa após a tragédia que matou o exgovernador de Pernambuco indicou que a ex-senadora era a única capaz de vencer Dilma. Após seu bom desempenho nos debates - e nas pesquisas -, Marina virou alvo do PT de Dilma e do PSDB de Aécio. Mais de um mês de ataques, fragilidades da candidata e da candidatura expostas, e ela despencou 12 pontos em um mês no Datafolha. Tentou recuperar fôlego com viagens ao Nordeste e ao Sul, mas os números não respondiam. Ficou cansada, perdeu peso e a voz. Na última semana antes do primeiro turno, com as pesquisas mostrando o crescimento de Aécio, a candidata otimista, de ar solene, quase messiânico, deu lugar a uma Marina cabisbaixa, arredia e desanimada.
PT usou métodos de Collor O candidato a vice na chapa da presidenciável Marina Silva, Beto Albuquerque (PSB), votou no fim da manhã em Porto Alegre e reclamou dos ataques recebidos pelo PT ao longo da campanha. Albuquerque disse que a ofensiva de Dilma Rousseff contra a candidatura de Marina lembrou os ataques sofridos por Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 1989. “Houve uma onda de calúnias, de mentiras, de fofocas, produzida pelo PT. Parece ter aprendido a li-
ção com o [ex-presidente Fernando] Collor. O Collor ganhou do PT mentindo e o PT mentiu muito nessa eleição, inventou muita história, espalhou boatos, inclusive no Rio Grande do Sul, na agricultura familiar, no Bolsa Família”, disse. Para ele, isso “pode ter interferido” no desempenho de Marina no Sul no primeiro turno. Ele também citou a morte de Eduardo Campos, em agosto, e disse que a campanha foi muito “adversa” porque tudo precisou ser refeito a partir daquele
momento. “Tínhamos só dois minutos de TV, contra dinheiro, contra muita grana do outro lado e conseguimos chegar vivos aqui na reta final, empatados, disputando a ida para o segundo turno. Nós já nos consideramos muito vitoriosos”. O candidato a vice afirmou que mantinha a confiança em um segundo turno e que, na segunda etapa, teria tempo igual no horário eleitoral. Disse que seria feito o debate sobre o “Brasil real” que não ocorreu até agora.
PERNAMBUCO
Câmara vence com virada histórica Em virada histórica, Paulo Câmara (PSB), 42, desbancou Armando Monteiro Neto (PTB), 62, e se elegeu no primeiro turno como governador de Pernambuco. A melhora do pessebista nas intenções de voto começou após a morte de Eduardo Campos, em agosto, em um acidente aéreo durante a campanha presidencial. Desde junho, Monteiro Neto liderava as pesquisas. Após
a morte de Campos, Câmara chegou a subir 18 pontos percentuais de um levantamento para o outro, tirando ainda cinco pontos das intenções de voto do senador petebista e ex-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria). As participações da viúva de Campos, Renata, e de seus filhos durante a campanha ajudaram a elevar os índices de Câmara. A família tenta preservar a
herança política do ex-governador Miguel Arraes, de quem Eduardo Campos era neto, para lançar futuramente João Campos como candidato. O filho de Eduardo e Renata já participava ativamente da campanha do pai e despontou como figura decisiva nos palanques pernambucanos após o acidente. Câmara inclusive afirmou em seus discursos que elegê-lo era uma forma de “homenagem” a
Campos, fazendo a “vontade” do líder do PSB. Já Monteiro Neto era apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nasceu em Caetés, no agreste pernambucano. O tempo na TV também contribuiu para a vitória do candidato do PSB. Com uma coligação de 21 partidos, Câmara teve o dobro do tempo do principal adversário no horário eleitoral.
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Suplicy sai de cena Após ser derrotado por José Serra para o Senado, Eduardo Suplicy fala em dar aula e cantar; movimentos sociais lamentam
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duardo Suplicy, 73, o mais longevo senador paulista desde 1945, não voltará ao Congresso. Com planos de dar aulas e falando até em cantar “a sério”, o petista soou ontem mais sereno com a derrota que seus apoiadores nos movimentos sociais, que dizem ter perdido um aliado crucial no Congresso. Na manhã de domingo, pouco antes de votar em um bairro de classe média em São Paulo,
Sem mandato, Suplicy disse ter muitos planos para os próximos meses, entre eles viajar a Índia
Suplicy disse ter recebido convite para dar aula em curso de gestão de políticas públicas na USP Leste. Fiel ao figurino do boa praça exótico que adora Bob Dylan, brincou dizendo querer entrar na turnê dos filhos músicos, João e Supla. “Meus filhos seguem amanhã (hoje) outra vez para uma turnê nos EUA. De repente posso até me juntar a eles”. Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e colunista do jornal “Folha de S.Paulo”, lamentou: “A derrota não é só do Suplicy. É uma derrota para as organizações populares de São Paulo”. Boulos e Pablo Ortellado, professor da USP e coautor de “Vinte Centavos: A Luta Contra o Aumento” (Veneta), sobre os protestos de 2013, colecionam histórias em que Suplicy foi acionado por ativistas em apuros, para negociar com governos estadual e municipal, para falar em plenário sobre agenda importante para os movimentos ou acompanhar lideranças detidas pela polícia. “Vai ele mesmo na delegacia. É um apoio presencial”, conta Ortellado, que destaca o trânsito do senador fora do PT. Teimosia e PT Na sua legenda, no entanto, o la-
mento pela derrota não é unânime. Suplicy só garantiu a vaga na disputa pelo Senado após ameaçar trocar a legenda pela Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, em 2012. A cúpula do partido atribui o revés de ontem à teimosia do próprio senador, que insistiu em disputar a reeleição, quando o comando petista preferia que ele concorresse a uma vaga na Câmara dos Deputados. A ideia era aproveitar o prestígio dele, que transcendeu o PT, para ser um grande puxador de votos e garantir uma ampla bancada, substituindo petistas condenados e presos pelo mensalão, como o ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Não há clareza sobre o futuro de Suplicy na legenda. Uma alternativa apontada por aliados seria encaixá-lo em alguma área da gestão do prefeito Fernando Haddad, mas gestões para tal ainda não ocorreram. Em entrevista à “TV Folha”, Suplicy disse ter muitos planos para os próximos meses, entre eles viajar a Índia para acompanhar a experiência da aplicação de sua principal bandeira política, a transferência de renda mínima universal, em comunidades do país.
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BASTA!
Após 50 anos, Maranhão dá adeus à família Sarney Candidato da oposição, o ex-juiz federal Flávio Dino (PCdoB) foi eleito governador do Maranhão ontem, numa eleição que encerra um ciclo de quase 50 anos de poder no Estado do grupo político do senador José Sarney (PMDB-AP). Ele obteve 64% dos votos e não pôde ser alcançado por Edison Lobão Filho (PMDB), apoiado pela família Sarney, que tinha 34%. Advogado e ex-presidente da Embratur, Dino liderou as pesquisas com folga durante toda a campanha. Derrotado no primeiro turno pela governadora Roseana Sarney em 2010, Dino fez neste ano uma aliança pragmática para evitar nova derrota. Reuniu os principais partidos da oposição e antigos aliados da chamada “oligarquia”, como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que rompeu com Sarney em 2004. Apesar da marca forte como “candidato da oposição”, Dino dizia ter apoio dos três principais postulantes ao Planalto: o PCdoB é aliado dos petistas nacionalmente, o seu vice é do PSDB, de Aécio Neves, e o candidato ao Senado é do PSB, de Marina Silva. Ele não declarou em quem votou para presidente. O PT apoiou Lobão Filho por imposição do comando nacional da sigla, mas uma ala do partido fez campanha para Dino. Além de pregar o fim da “oligarquia”, Dino
apresentou como principais promessas de campanha versões locais de programas do governo federal, como o Mais Médicos estadual e o Minha Casa, Meu Maranhão. Aliados e até adversários afirmam que Dino se beneficiou de um sentimento por “mudança” que dominou a campanha no Estado. “Nosso adversário não tinha um rosto. Havia um sentimento da população, e o Flávio conseguiu se apresentar como condutor dessa mudança”, disse o ex-ministro Gastão Vieira (PMDB), que disputou o Senado na chapa de Lobão
Sarney e a filha Roseana reinaram por décadas no Maranhão, mas a festa acabou e depois de 50 anos o Estado disse “não”
RENOVAÇÃO
Além de pregar o fim da “oligarquia”, Dino apresentou como principais promessas de campanha versões locais de programas do governo federal, como o Mais Médicos estadual e o Minha Casa, Meu Maranhão
Filho. Ele foi derrotado por Roberto Rocha, da mesma aliança de Dino. A trajetória de Dino foi marcada pela morte prematura, em 2012, do filho mais novo. Marcelo, 13, teve uma crise de asma que levou a uma parada cardíaca – a família acusou de má conduta o hospital privado de Brasília que atendeu o adolescente.
Eleito governador, o ex-juiz federal Flávio Dino pôs fim a cinco décadas de poder da família de José Sarney no Maranhão
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Eleições 2014
MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
O ‘Baixinho’ agora é senador O
atual deputado federal Romário (PSB) foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. É a segunda vitória de sua carreira política iniciada nas eleições de 2010, quando obteve uma vaga na Câmara. Ele recebeu mais de 63% dos votos, derrotando o ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Romário de Souza Faria nasceu no dia 29 de janeiro de 1966 na comunidade do Jacarezinho, no subúrbio do Rio de Janeiro. Divorciado e pai de seis filhos, Romário começou o curso de moda, mas não o concluiu. Ficou conhecido no Brasil e no mundo por seu talento como jogador de futebol, tendo sido um dos protagonistas da conquista do tetracampeonato na Copa do Mundo de 1994 e escolhido um dos cinco melhores jogadores de futebol de todos os tempos em 2000. Ainda durante sua carreira como jogador, criou o Instituto Romário de Souza Faria em 1995 e o Projeto Romarinho, que vigorou de 1999 a 2002. O projeto atendia a crianças e jovens carentes nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo com treinos de futebol, alimentação, serviços médicos, transporte e educação para a cidadania. Está no seu primeiro mandato como deputado federal pelo Partido Socialista Brasi-
leiro (PSB), tendo sido eleito em 2010 com 146.859 votos. Na Câmara, Romário é o 1º vicepresidente da Comissão de Turismo e Desporto; suplente da Comissão de Educação e Cultura e vice-presidente da Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência; e diretor de Assuntos Esportivos e Acessibilidade da Frente Parlamentar da Atividade Física. Pautou sua atuação parlamentar em defesa do esporte, das crianças, jovens e dos direitos das pessoas com deficiência. Entre os projetos apresentados na Câmara, destacamse o PL 6570/13, que proíbe a cobrança de taxa adicional para alunos com deficiência física ou intelectual em escolas particulares; o PL 1.709/2011, que aumenta o repasse de recursos para o paradesporto e os programas de incentivo à inclusão desportiva de estudantes portadores de deficiência; e o PL 2515/11 que tipifica como crime qualquer forma de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental.
GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Com mais de 4 milhões de votos, o ex-jogador de futebol e deputado federal foi eleito ontem senador da República
Ídolo no futebol, Romário também se tornou um ícone na política, principalmente por seu posicionamento crítico e racional
É SÉRIO DIVULGAÇÃO
EX-BIG BROTHER
Paulistas elegem, pela segunda vez, o palhaço cearense Tiririca PROCESSO
No final de setembro, o candidato foi processado por fazer paródia de uma música do cantor Roberto Carlos em propaganda que ele também imitava o ex-jogador de futebol Pelé Paulo, o ex-deputado federal Celso Russomanno (PRB) criticou a “falta de ética” do palhaço ao ironizar o trabalho dos parlamentares. “Ele brincou com o eleitor.
Não acho correto. O voto de Tiririca continua sendo o do protesto”, disse. Tiririca é considerado um “puxador de votos” para seu partido. Há 4 anos foi o deputado federal mais votado, com 1,35 milhão de votos e elegeu, além dele, outros três deputados da coligação. Ontem, o deputado federal votou na região da Aclimação, acompanhado da família. Ele se escondeu da imprensa e entrou pela porta subterrânea do colégio eleitoral. Mesmo sem peruca e sem roupa de palhaço, Tiririca foi reconhecido por eleitores na fila. DIVULGAÇÃO
Com pouco mais de 1 milhão de votos, o deputado federal Tiririca (PR) foi reeleito ontem, por São Paulo. Durante a campanha para reeleição, o humorista cearense fez sucesso nas redes sociais com propagandas bem humoradas e se envolveu em polêmicas. No final de setembro, o candidato foi processado por fazer paródia de uma música do cantor Roberto Carlos em propaganda que ele também imitava o exjogador de futebol Pelé. Eleito com 1,5 milhão de votos, a maior votação para a Câmara Federal em São
Político ligado à causa LGBT sai consagrado das urnas com votação 10 vezes maior que em 2010
Jean Wyllys é reeleito para lutar pelos gays na Câmara Federal O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), principal nome ligado aos direitos civis dos LGBTs no país, foi reeleito deputado federal com mais de cem mil votos. Wyllys conquistou em torno de 145 mil votos e se firmou como sétimo mais votado no Rio de Janeiro. O número nesta eleição é mais que 11 vezes maior do que a votação de 2010. Em 2010, Jean, com pouco mais de 13 mil votos, conseguiu uma vaga graças à votação expressiva do deputado federal Chico Alencar. Ontem, o vencedor
ELEITO
O ex-BBB Jean Wyllys, que é jornalista e escritor, conquistou em torno de 145 mil votos e se firmou como sétimo deputado federal mais votado no Rio de Janeiro do Big Brother Brasil 5 conseguiu expressiva votação no Rio de Janeiro e saiu consagrado das urnas. A festa do deputado, que tam-
bém é jornalista e escritor, aconteceu noite de ontem, na boate Galeria Café, em Ipanema, Zona Sul. Por falar em Big Brother Brasil, o campeão da sétima edição, Diego Alemão (PV), não teve a mesma sorte de Jean Wyllys e teve de se contentar com pouco mais de 4,9 mil votos. Tentando pegar carona na bem-sucedida carreira de Wyllys, outros ex-BBBs saíram candidatos, porém sem sucesso. O candidato à deputado federal mais votado no Rio de Janeiro foi Jair Bolsonaro (PP) com mais de 460 mil votos. Tiririca trocou a roupa de palhaço por terno e gravata e não faltou às sessões na Câmara
Eleições 2014
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Brasileiros que moram no exterior também votaram DIVULGAÇÃO
Muitos brasileiros que moram fora do país foram aos locais de votação cumprir com seu compromisso eleitoral obrigatório
Embaixadas, universidades e consulados foram os locais de votação que receberam urnas eletrônicas para que os brasileiros que moram no exterior pudessem cumprir com o dever eleitoral
O
s brasileiros que moram no exterior puderam registrar seus votos em 168 cidades estrangeiras em 120 países, conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Foram 354,2 mil eleitores aptos a votar fora do Brasil. O exercício do voto no exterior é exigido apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República.
Caso esteja ausente do seu domicílio eleitoral no dia da eleição ou impedido de comparecer ao local de votação, o eleitor deverá justificar a falta, mediante requerimento dirigido ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior, a ser entregue à repartição consular ou à missão diplomática ou enviado pelos Correios. A cidade com a maior quantidade de eleitores brasileiros
é Miami (EUA), com 22,3 mil pessoas; seguidas de Nova York, com 21,1 mil eleitores e Boston, com 18,2 mil. Entre os países, os que mais levaram brasileiros às urnas foram o Japão, com 30,6 mil, seguido de Portugal, com 30,4 mil, da Itália, com 20,9 mil, e Alemanha, com 17,5 mil. Mesmo estando aptos a votar, os brasileiros que vivem em países onde há menos
de 30 eleitores não foram às urnas. O primeiro país a encerrar o pleito foi a Nova Zelândia, onde os eleitores começaram a votar às 8h do horário do local, equivalente às 17h de ontem (4) no horário de Brasília. Outros países que encerraram a contagem dos votos ainda no início da tarde foram Austrália, Coreia do Sul, Japão, Timor Leste, Cingapura, Filipinas, Indoné-
sia, Malásia, Tailândia, China, Taiwan, Índia, Emirados Árabes e Rússia. O Código Eleitoral prevê como condição para a criação de mesas de votação no exterior o número mínimo de 30 eleitores. As missões diplomáticas ou repartições consulares comunicaram, aos eleitores votantes no exterior, o horário e o local da votação. As seções eleitorais para o primeiro e o segundo turnos de votação
funcionaram nas sedes das embaixadas, em repartições consulares ou em locais em que existam serviços do governo brasileiro. Excepcionalmente, o Tribunal Superior Eleitoral pode autorizar a abertura de seção eleitoral fora desses locais.
Nova Zelândia abriu antes
Lisboa tem quarta maior zona
Dezesseis mil votam na Espanha
Sete horas antes da abertura das sessões eleitorais no Brasil, a votação brasileira na Nova Zelândia foi encerrada para os 883 eleitores - número de brasileiros aptos a votar. A votação lá começou às 8h de domingo, horário local (17h de sábado, horário de Brasília). Para o embaixador Eduardo Gradilone, o maior desafio é aumentar o número de votantes. A embaixada estima que entre 6 mil e 7 mil brasileiros morem no
Lisboa é a quarta maior zona eleitoral fora do Brasil, e a maior na Europa, com 17.286 eleitores cadastrados. Os brasileiros que moram em Lisboa votaram na Faculdade de Direito da capital portuguesa.
Dezesseis mil brasileiros residentes na Espanha foram registrados para participar das eleições presidenciais nos centros de votação instalados em Madri e Barcelona. Aproximadamente 100 mil brasileiros vivem na Espanha e “nem todos estão registrados, mas aqui estamos na média mundial”, disse o cônsul-geral na capital espanhola, João Almino. Ele explicou que cerca de 2,8 milhões de
país. “Desse total, aproximadamente 40% residem em Auckland (maior cidade neozelandesa), onde não há representação diplomática, então muitos deixam de vir e depois justificam”, afirma. Ele ressalta, no entanto, que o número de eleitores tem crescido. “Mas ainda não temos um número expressivo de brasileiros que vemos votar em Lisboa, por exemplo, onde as filas para votar acabam virando uma grande confraternização”, diz.
Eleitores Pela quarta vez votando no exterior, Randolfo Araujo, 54, exerceu seu direito cidadão. “Voto por obrigação, mas também porque se eu não votar
não posso reclamar e exigir nada depois. Estou no direito de escolher, então vou escolher”. Para escolher seu candidato, ele conversou com dois irmãos que moram no Espírito Santo e com seus filhos, que contam como está a situação no interior do Estado onde moram. Ele comentou que não se arrependeu das escolhas nas últimas três eleições. “Tem que acreditar, senão não adianta estar aqui”.
brasileiros vivem no exterior, dos quais estão registrados nos consulados brasileiros não mais que 450 mil. A região espanhola onde vivem mais brasileiros é a Galícia, seguida por Andaluzia e Madri, afirmou Almino, que também explicou que apesar de as seções eleitorais na Espanha abrirem e fecharem antes das do Brasil, os resultados “não são anunciados aqui”, mas no país.
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MANAUS, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2014
Treze Estados e DF terão 2º turno para governo Vai haver segundo turno para a eleição de governador em 13 Estados e no Distrito Federal nas eleições deste ano, segundo dados de apuração das urnas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja a seguir os resultados que já estão definidos
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Joelma Muniz, Rapahel Lobato, Carlos Eduardo Matos, Melanie Hashimoto, Luana D’ Ávila, Emer-
son Quaresma, André Tobias, Sérgio Victor e Bruno Mazieri.
REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Leonardo Cruz, Marcelo Robert, Marcones Freire, Mário Henrique Silva, Pablo Filard
e Kleuton Silva TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago