Skip to main content

Curumim - 8 de março de 2015

Page 1

CALVIN & HAROLDO PASSATEMPO Pรกgina 02

Pรกgina 07

PARABร NS MULHERES

Pรกgina 03


2

CURIOSIDADES

DIVULGAÇÃO

corte acima dos ombros. MADRE TEREZA DE CALCUTÁ �1910�1997�

COCO CHANEL

MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA COCO CHANEL �1883�1971� Agradeça a Gabrielle Bonheur Chanel por poder usar suas calças compridas e seu vestidinho tubinho. A estilista francesa inverteu os padrões da moda nos anos 20 e conseguiu atribuir ao vestuário feminino, peças masculinas e roupas que valorizam as curvas. Para completar, lançou o clássico perfume Chanel nº5 (seu número da sorte) e o

EXPEDIENTE Presidente Otávio Ramam Neves Diretor Execu�vo João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo Diretor de Criação Marcus Vinícius Design e Ilustração Josiney Encarnação Diagramação Marcelo Robert Uma criação Mário Adolfo Produções LTDA. Todos os direitos reservados

MADRE TEREZA Agnes Gonxha Bojaxhiu, posteriormente conhecida como Madre Tereza de Calcutá, recebeu o prêmio Nobel da Paz por dedicar sua

vida aos pobres, fundou casas religiosas e foi beatificada pelo Papa João Paulo 2º. Tereza nasceu em uma comunidade albanesa do sul da antiga Iugoslávia. De origem católica, a religiosa ingressou na Congregação Mariana e logo depois fez parte da Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, em Dublin, na Irlanda. Foi lá que a Madre fez votos de obediência, pobreza e castidade, mudando seu nome de Agnes para Tereza

CARMEN MIRANDA �1909�1955� Com suas roupas coloridas e as músicas contagiantes, Maria do Carmo Miranda da Cunha conquistou os solos tupiniquins e o mundo. Carmen Miranda foi a conexão artística entre Brasil e Estados Unidos, até a década de 50. A cantora trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos

LEILA DINIZ �1945�1972� Leila Roque Diniz rompeu tabus no Brasil. Ela parou o país ao exibir sua gravidez usando um biquíni, em plena ditadura militar. Nas décadas de 60 e 70, a atriz falava abertamente de temas como sexo, relacionamentos e sempre manteve sua vida aberta ao público

CARMEN MIRANDA

CALVIN & HAROLDO

C

riados pelo norte-americano Bill Wa�erson, Calvin & Haroldo são personagens com humor fino e cheios de ironia. Suas �ras começaram a ser distribuídas em 1958 e foram produzidas até 1995, quando o ar�sta anunciou sua aposentadoria da série. No quadrinho, o Calvin vive lindas aventuras ao lado de seu �gre de pelúcia, que ganha vida na sua imaginação, em diálogos inteligentes e �radas bem-humoradas. Calvin & Haroldo chamam a atenção por debaterem o jeito de ser dos ser humano, as peculiaridades do mundo infan�l e contradições da vida adulta. Juntos eles formam uma das mais famosas duplas do mundo dos quadrinhos, que durante o seu período a�vo chegaram a marcar presença em mais de dois mil jornais ao redor do mundo. Seus livros já venderam mais de 30 milhões de exemplares em todo o planeta. Seu autor recebeu os principais prêmios dos quadrinhos, como o Harvey Award, o Prêmio Eisner e o Reuben Award. No brasil, Calvin & Haroldo �veram todas as suas 3.160 �rinhas lançadas pela editora Conrad em uma coleção de livros em diversos volumes.

G I B I T E CA


3

Parabéns, mulheres!

M

uitos poetas já cantaram e decantaram a importância das mulheres em nossas vidas. Mas um deles, Erasmo Carlos, traduziu muito bem o que representa a mulher esposa, mãe e companheira. Na verdade trata-se de uma canção, que escolhemos para homenagear a mulher em seu dia. Leiam com atenção Mulher (Sexo Frágil) Erasmo Carlos Dizem que a mulher é o sexo frágil Mas que men�ra absurda! Eu que faço parte da ro�na de uma delas Sei que a força está com elas Vejam como é forte a que eu conheço Sua sapiência não tem preço Sa�sfaz meu ego, se fingindo submissa Mas no fundo me enfei�ça Quando eu chego em casa à noi�nha Quero uma mulher só minha

REPÓRTER CURUMIM Uma grande mulher, uma grande poeta

C

ora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a Aninha, nasceu em Goiás em nasceu na Cidade de Goiás em 20 de agosto de 188 e ficou nacionalmente conhecida, ganhando o respeito de poetas como Carlos Drummond de Andrade, que foi o grande responsável por despertar o interesse do público nacional para a escritora até então conhecida apenas regionalmente. Em 1905, quando estava com dezesseis anos de idade, enviou uma crônica de sua autoria para o jornal “Tribuna Espírita”, da cidade do Rio de Janeiro, sendo essa sua primeira publicação. Em 1908, aos dezenove anos, criou, com a ajuda de duas amigas, o jornal de poemas femininos “A Rosa”. Seu primeiro conto, “Tragédia na Roça”, foi publicado em 1910 no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”. Cora começou cedo, porém o reconhecimento chegou quando já era uma senhora de setenta anos. Passou a maior parte de

CORA CORALINA sua vida no estado de São Paulo, lugar onde nasceu seus seis filhos, registrando passagens por Jabo�cabal, Penápolis, Andradina e a própria cidade de São Paulo. Regressou para a cidade de Goiás já idosa e viúva, retornando para a Velha Casa da Ponte sobre o Rio Vermelho, residência ancestral de sua família.

”Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais”, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965. O livro foi enviado por Cora para vários escritores, tendo sido Drummond um deles, e foi justamente pelas mãos do poeta que a figura da escritora ganhou projeção nacional. Drummond louvou a personagem idosa que escrevia versos singelos, sem muito adentrar as par�cularidades da escrita de Cora. Construiu-se então um mito, a figura da velhinha que começara a escrever tardiamente, cuja obra poucas vezes ganhou a devida atenção da crí�ca literária. Cora Coralina faleceu em Goiânia em 10 de abril de 1985. Após sua morte, a Velha Casa da Ponte foi transformada no Museu de Cora Coralina, que guarda diversos de seus manuscritos, livros, objetos pessoais e as correspondências trocadas durante anos com o amigo Carlos Drummond de Andrade.

Mas pra quem deu luz não tem mais jeito Porque um filho quer seu peito O outro já reclama a sua mão E o outro quer o amor que ela �ver Quatro homens dependentes e carentes Da força da mulher Mulher! Mulher! Do barro de que você foi gerada Me veio inspiração Pra decantar você nessa canção Mulher! Mulher! Na escola em que você foi ensinada Jamais �rei um 10 Sou forte, mas não chego aos seus pés


4 Jorge Paulo Saudações, turma do Curumim. Quem escreve é um an�go e fiel leitor. Me chamo Jorge Paulo e sou nascido em Manaus, mas infelizmente �ve que deixar a cidade há muitos anos para estudar e hoje moro em Fortaleza. Recentemente redescobri o Curumim através do Facebook e fiquei muito feliz. Parabéns pelo trabalho. PS: Mandem um beijo para a Leiloca, minha personagem favorita. Mário Adolfo O Curumim continua recebendo mensagens emocionantes de novos e antigos leitores. Mande você também a sua mensagem para o Curumim.

Ih, Jorge, a Leiloca anda meio desaparecida dos nossos quadrinhos. Eu também ando com saudades dela. Mas prometo que vou desenhar um quadrinho – em sua homenagem –, trazendo de volta Leiloca, a minhoca. A bichinha é uma minhoca dengosa e doce, a única minhoca sem terra do mundo! Espero que você esteja gostando de Fortaleza, é uma bela cidade e os amazonenses adoram. Quando vier em Manaus entre em contato conosco. Teremos prazer em apertar sua mão e agradecer por ser um leitor tão fiel do Curumim. Um cheiro da floresta e um sorvete de açaí!

A edição de hoje ficou ainda mais linda com o desenho simplesmente maravilhoso da nossa leitora Le�cia Cabral. A nossa pequeno ar�sta, de apenas 9 anos, colocou o no papel o castelo de princesa mais lindo que já recebemos. Até a Sarah Patel gostou dessa história de ser princesa e está pensando em se mudar da floresta. Será que tem um espacinho pra nossa tartaruguinha, Le�cia? Grande beijo. Mande você também o seu desenho para o Curumim.

Sophia Almeida tem 6 anos e cursa o primeiro ano no Colégio Dom Bosco. Além de muito linda, Sophia é carinhosa, adora os animais e não perde suas aulas de bale. Orgulho dos pais Daniel Rocha e Kelly Almeida.

Ana Beatriz, 6 aninhos, é mais uma princesinha que teve sua foto enviada pela mãe Ana Mello. A cinderela que nos perdoe, mas nos quesito beleza, a nossa Beatriz ganha de goleada. Um beijo do Curumim.


5

O DIA INTERNACIONAL

Ararinhas-azuis Nascem na Alemanha

U

m casal de ararinhas-azuis, espécie considerada extinta na natureza, chegou nesta terçafeira (3) ao Brasil. Nascidas na Alemanha, as ararinhas, batizadas de Carla e Tiago, são filhas de uma fêmea brasileira e devem ajudar a aumentar a população dos pássaros dessa espécie, no Brasil.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, atualmente existem apenas 11 animais da espécie no país, todas vivendo em um criadouro no interior de São Paulo. Nascidas de uma fêmea brasileira, que foi levada ao país europeu para reprodução, as ararinhas foram s animais desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Em seguida, foram levados para um quaternário oficial do Ministério da Agricultura, onde permaneceram em observação por 15 dias. O próximo destino do casal será um criadouro científico da fauna silvestre para fins de conservação, no interior paulista. batizadas de Carla e Tiago .

DA MULHER P

rimeiro foi a indiazinha Murupí que passou com um cartaz onde se lia “COM LICENÇA, AS MULHERES VÃO À LUTA!” Depois foi Sarah Patel que trazia uma placa no casco: “MULHERES DO MUNDO INTEIRO, UNI-VOS!” O Curumim que estava caçando em uma clareira ficou curioso e perguntou: — Ei, Sarah Patel, vai haver alguma manifestação na floresta? — Vai sim Curumim, estamos indo para lá! — E de que se trata? —Sabe não? Dia 8 de Março, indiozinho, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. — E por que tem que ser nesta data? — É uma longa história Curumim. No Dia Internacional da Mulher lembramos da luta por valorização na sociedade, lembramos de sua força e sensibilidade para conquistar seu espaço. Mas acho quem melhor pode explicar isso é Murupi. — Ei Murupi! – gritou o Curumim – explica aí essa história do Dia da Mulher. — A data. Meu indiozinho, está relacionada aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres, tentando organizar uma sociedade mais justa e igualitária. Apesar da discriminação contra a mulher ser bem antiga, é a partir da Revolução Industrial, em 1789, que os movimentos e reivindicações começam a crescer – explicou a indiazinha.

— Mas tem um episódio chocante, que aconteceu no dia 8 e deu origem ao Dia da Mulher, não é mesmo, Murupí? — É verdade, Sarah Patel. Vou contar: Tudo começou com a mobilização organizada por operárias de uma fábrica de tecidos em Nova York, Estados Unidos, em 8 de março de 1857. Neste dia, 129 operárias paralisaram suas atividades para reivindicar melhores condições de trabalho, redução de carga horária de 14 horas para 10 horas e direito à licença maternidade. A polícia e os donos da fábrica reagiram duramente. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.

Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato total-mente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). — Isso mesmo. E a partir daí esse dia foi escolhido para ser o Dia Internacional da Mulher em homenagem a essas operárias, que representam as diversas lutas empreendidas pelas mulheres na sociedade.


6


7

C

orria o ano de 1990, o jornal Amazonas em Tempo funcionava em um prtédio de quatro andares, na Avenida André Araújo, Aleixo e �nha como Diretora Execu�va a jornalista Hermengarda Junqueira. Naquele ano, o suplemento infan�l Curumim realizou um concurso de desenhos para sortear dez camisas do Clube do Curumim - a primeira que foi lançada pela Mário Adolfo Produções. No dia em que nossos sócios do clubinho, que venceram o concurso, foram buscar seus prêmio, convidamos para entregar as camisas a nossa diretora Menga, ao lado do editor Mário Adolfo (foto). Foi uma festa na redação e todo mundo saiu feliz. Os garotos que ganharam a lembrança e nós, por estarmos fazendo as crianças felizes. 1990


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Curumim - 8 de março de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu