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Revista Alternativa L

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ALTERNATIVA-L UMA OPÇÃO PARA A MULHER LÉS

AS LÉSBICAS QUE VOCÊ NÃO VÊ

Mulheres no RUGBY O empoderamento da mulher negra. Em PONTO G: O que é AGAF ?


Carta à Leitora

Equipe Alternativa L Capa Fotografia: Sheila Costa Capa: Simone Almeida

Contatos: Email: revistaalternatival@hotmail.com

Facebook.: @Alternativa-L

CARA LEITORA , SE VOCÊ DISCORDA DAS OPINIÕES EXPRESSAS EM ALTERNATIVA L ESCREVA-NOS . ESTAMOS DISPOSTAS A PUBLICAR SUA OPINIÃO COM O MESMO TÍTULO COMO “SEGUNDA VISÃO”. ALTERNATIVA L RESERVA-SE O DIREITO DE RESUMIR OS TEXTOS E ESTES,SEM IDENTIFICAÇÃO (NOME E EMAIL)SERÃO DESCONSIDERADOS.

Alternativa L encerra mais uma temporada munida de combustível para a próxima e , claro agradecendo a todas e todos que contribuiram para que nossas edições ultrapassassem expectativas. Ao mesmo tempo que superamos obstáculos com um time crescente também colaboramos para que pessoas exteriorizassem suas identidades,descobertas,paixões (pelo outro(a) ou por algo que os (as) move. Somos humanas(os) não somos diferentes amamos e ponto ,não seguimos convenções impostas (Mulheres,uni-vos) mas essa é outra discussão para uma próxima edição. Nosso espaço está curto mas a gratidão é imensa. Boa leitura. Equipe Alternativa L

Edição 03 e 4 /ano 2 – janeiro de 2016


Arquivo pessoal

LUTA:

Empoderamento da mulher negra

É uma temática muito explorada. As redes sociais tem sido uma grande ferramenta no sentido de melhor viabilizar esse debate, uma vez que a velocidade das notícias, imagens, artigos e vídeos chegam até nós de maneira muito rápida, faz com que esse acesso seja ainda mais horizontal e volátil. Hoje, temos visto que cada vez mais mulheres negras tomam a voz diante dessa sociedade que tanto nos deixa às margens de tudo o que é tido como "socialmente normal". Para nós, mulheres negras, lésbicas, bissexuais, gordas, periféricas, e tantas outras características socialmente não positivadas, o empoderamento vai além do reconhecimento do tal feminismo tradicional, hoje reconhecido e valorizado academicamente pela classe hegemônica. Para nós, empoderar é sinônimo de sobreviver, é sim uma

Questão de resistência. Resistir para sobreviver a essa sociedade machista, racista e elitista que nós conhecemos bem e que tanto nos nega. Falar sobre empoderamento da mulher é complexo, pois vai de encontro a questões do que é belo, da normatização, do que é aceitável e de umas infinidades de anseios que ensejam a vontade única e absoluta de uma mulher, independente a que etnia ou classe social ela pertença. Na contemporaneidade ser mulher é transgressor e fazer valer suas particularidades é uma afronta ao meio social sexista e heteronormativo no qual estamos inseridas. Muito se tem feito e ainda temos muita luta pela frente, em novembro fomos às ruas de Brasília gritando, marchando e reivindicando os direitos e especificidades da mulher negra.


RUGBY A revista Alternativa L lançou -se ao esporte nesta edição e trouxe um pouco do mundo do rúgbi praticado por mulheres na zona leste de São Paulo . Aleska Drychan , uma das integrantes da equipe é jogadora de rúgby e atuou no Tatuapé Rúgby e conta-nos um pouco da história do esporte e do time .

Como surgiu o Tatuapé rúgby? Quem teve a iniciativa? O Tatuapé Rúgby surgiu com dois amigos (Leandro e Américo). Eles ficaram sabendo que o campo do Ceret iria ser reformado para o Rúgby, então resolveram montar um time já que não tinha nenhum outro na região. Os dois amigos já praticavam o esporte, o Leandro no Mauá e o Américo no Bagateli

..UM ESPORTE DE OGROS JOGADOS POR CAVALHEIROS ... OPS.. DAMAS

desde então começaram a reunir os amigos que tinham interesse e a divulgar nas redes sociais. O primeiro treino foi em setembro de 2010, e o primeiro jogo em novembro do mesmo ano. O feminino surgiu junto com o masculino, pois a irmã do Leandro a Mariana Pão também treinava junto.

Qual a maior dificuldade que o time enfrenta? Ou que já enfrentou? A maior dificuldade que o time enfrentou foi à falta de frequência de jogadores. As pessoas vinham conhecer o time e o esporte e depois iam embora. Muitas vezes o time quase acabou por falta de jogadores. Outra dificuldade é conseguir patrocinadores para o time, para apoiar o time financeiramente é muito importante devido aos custos com campeonatos, manutenção do campo e uniforme. Aproveito a oportunidade para convidar empresários da região para assistir um treino, conhecer o time e apoiar o


esporte olímpico que mais cresce no Brasil. Qual a visão das pessoas perante o rúgby? Existe certa resistência pelas pessoas em conhecer e jogar rúgby. Quem conhece se apaixona, pois é um esporte que se joga por amor. O Rúgby é um esporte de ogros jogado por cavalheiros, todos se respeitam muito; apesar da impressão de extrema agressividade. Temos os princípios do Rúgby que são: Integridade, Respeito, Solidariedade, Paixão e Disciplina. Existe preconceito por ser um esporte "agressivo" e ser mulheres que estão no campo? Existe uma resistência ainda, mas ela está aí para ser quebrada. Como em muitas modalidades de esporte, o Rúgbi está de portas abertas para receber a categoria feminina. O melhor do rúgby é que é um esporte indicado para todos os biotipos, seja alta ou baixa, gordinha ou magra, forte ou rápida, um esporte com diferentes posições que trabalha ao mesmo tempo força e resistência. Vocês trabalham com a inclusão de pessoas com deficiência física? Se sim como que é essa experiência, e qual foi a maior dificuldade?

Atualmente o Tatuapé Rugby está formando um time de Wheelchair/ Quad Rugby/ Rugby em Cadeira de Rodas, que é para pessoas tetraplégicas. Não sabemos de outro time que tenha esta modalidade, pois normalmente estes times são independentes. A proposta do Tatuapé Rugby é também colocar pessoas com qualquer deficiência física, mesmo que não possa disputar campeonato (não é aceito para a modalidade) porem dando espaço para estimular atividade física e apresentar o esporte que é sim para todos. É uma experiência inovadora e estamos motivados para que esta modalidade cresça em nosso time também. A maior dificuldade é com a aquisição de cadeiras de rodas e material em geral, já que o material e a cadeira são de custo alto.


E por fim deixem uma mensagem pra meninas que se interessarem e quiserem participar dos treinos ou ir conhecer o tatu! Os treinos são de terças e quintas dás 20:30 ás 22:30 horas no Campo de Rugby do Ceret. Quem quiser conhecer um esporte diferente, que irá te empoderar, livre de preconceito e que aceita todo tipo de biótipo físico. O Rugby tem espaço para todos!!!!

POESIA

SEM

PADRÃO Estou pouco me lixando se eu não sei ser o que você quer, Se eu não me enquadro nos teus perfis, nos quadris do que você diz ser uma perfeita mulher. 'Persona non grata' Se desfaça dos rótulos Porque teus estereótipos

Aleska Drychan Brondi Mendonça, 21 anos , taurina, ciumenta, atleta, arte educadora, artesã, tatuadora, amiga e está sempre pronta a ajudar os amigos em qualquer aventura.

eu bebo num copo, num gole de fúria, desmanchando a imagem de pura Da mulher que eu nunca quis ser

Fotos: Arquivo Pessoal.

(Micheli Moreira ).


ENTREVISTA

AS LÉSBICAS QUE VOCÊ NÃO VÊ to. Decidi que a melhor forma de mostrar-me enquanto lésbica, era buscar a voz de outras lésbicas também.

Olhando grupos nas redes sociais deparei-me com um que chamou mais minha atenção: O grupo As lésbicas que você não vê, entramos em contato e conversamos um pouco com a administradora Monique Rosa Brasil, pois a temática do grupo tem a ver com a nossa revista e com a luta constante por visibilidade das mulheres e sobretudo as lésbicas que gostam de ler e escrever. AL) Qual a projeto?

motivação para o

M-)Esse é um projeto antigo. Quando eu saí do armário, tive muitas dúvidas de como seria a minha vida, então pensei em conversar com outras lésbicas para me ajudar na minha própria busca. Eu queria saber porque eu passei tanto tempo da minha vida sem conviver com outras sapatonas, porque o assunto sempre foi tratado em sussurros e não abertamente, por que na minha família isso era um tabu que deveria ser mantido assim. Foi pensando na minha própria invisibilidade, que pensei no proje-

AL) Você é a "dona "da ideia e da fanpage ? ou são em mais pessoas ? M) Eu sou a "dona da ideia", mas todas que mandaram os textos são parte dela. Eu fiquei muito tempo sem computador, A minha renda é pouca, eu ganho salário mínimo e trabalho 10 horas por dia. Meu sonho é viver da escrita, mas por enquanto sei como isso está distante de mim. Então, as maiores dificuldades eu diria é fazer boa parte do processo sozinha. Se eu tivesse uma ajuda mais regular seria melhor e se o meu tempo não fosse escasso também. Eu ainda estou engatinhando, mas vou levar esse projeto pela vida. Ele não tem prazo para acabar. Ele é uma busca minha, eu estou buscando meu espelho nas minhas iguais. Eu acho que nós, lésbicas, somos muito afastadas dentro dessa sociedade misógina e lesbifóbica. A rivalidade feminina é muito incentivada e isso nos separa mesmo nos relacionando com outras mulheres. Porque muitas de nós faz questão de deixar


"Quem é a lésbica sociedade não vê?"

que

a

Você pode falar sobre você mesma, de lésbicas de uma forma geral ou de alguma outra sapatona que você ama e fez parte da sua história. Se não quiser que os textos sejam publicados na página do projeto com seu nome, coloque "Anônima" no assunto. Eu quero ler cada uma de vocês e todas que quiserem participar são essenciais

Arquivo Pessoal

faz questão de deixar claro que se relaciona com mulheres mas prefere não estar entre elas. É preciso quebrar esses mitos e valorizar nossas relações entre nossas iguais. Ninguém pode nos entender melhor que nós mesmas e é nessa busca que priorizo falar de sapatão e pra sapatão. Escrevo um romance online voltado para esse público, porque faço questão de construir um trabalho que dialogue com lésbicas sempre. Tenho muito orgulho em ser lésbica, por isso não tenho medo de ter meu esforço voltado para nós. Meu olhos enchem d'água com cada texto que chega no email e o melhor resultado é saber que meninas e mulheres que jamais falariam sobre si em outro espaço, tem ganhado confiança em enviar os emails. Espero que mais se encham de coragem e falem. É preciso ser ouvida e ouvir. De sapatão para sapatão.

Monique Rosa Brasil. 19 anos Rio de Janeiro.

AL) Como as mulheres podem fazer parte do projeto? Fazer parte do projeto, é muito fácil. Basta mandar um texto para o meu email pessoal, O texto pode ser curto, deve conter local de nascimento da pessoa que está escrevendo e idade e é necessário responder uma pergunta muito simples :

moniqueomabry@gmail.com

Texto: Sheila Costa Fotografia: Arquivo Alternativa-L


PONTO G Texto:Roberto Souza

Quem devemos ser e o que devemos seguir?

O que podemos fazer para deixar de acreditar em um padrão físico de beleza, um modo correto de agir e quem sabe de quem o que devemos gostar, a modernidade trouxe consigo mais do que poderíamos imaginar, criou novas formas de interação social e também as novas regras de como seguir a modernização. A “classe” LGBT se insere também como todos os outros grupos dentro de um mundo com essas novas “regras” (padrões), uma ordem básica dos padrões é o estereótipo de como se dever ser o “gay perfeito”. Não é muito difícil descrever esse estereótipo, deve ter postura masculinizada e sem transparecer o seu lado “feminino” (talvez até o ser verdadeiro modo de ser). A aceitação dos homossexuais tem avançado perante a sociedade, mas, nesta dialética se mantém fora os que não seguem a forma ideal descrita. Além da discriminação da grande parcela da sociedade o

homossexual com algum traço de feminilidade seja, através do modo de agir, vestuário, ou corte de cabelo, é também colocado a parte pelo próprio grupo LGBT. Essas ações ajudam a organização social, e mostra como os homens se relacionam uns com os outros e para não estar fora da interação social o grupo LGBT acaba inconscientemente produzindo tais ações. Se torna assim cada vez mais difícil a união dos grupos em prol da igualdade de forma verdadeira, se confunde com todos lutarem mas, ao final só os que seguem tais padrões usufruirão do verdadeiro sentido da liberdade.

“a ciência não pode provar nem que todos os homens são iguais, nem que um comportamento fundado sobre este princípio seja útil com o decorrer do tempo” (NIETZSCHE, 2007, p. 143, grifos do autor);


A diferença não pode ser vista como oposto à igualdade e sim que na igualdade existe a diferença.

Fugi de mim!

Mesmo

Oi sou o Bruno tenho 18 anos, hoje vou falar um pouco sobre mim aos meus 12 anos me descobri gay, me senti mal, meus irmãos não eram diferentes como eu só eu era diferente, eles gostam de garotas e eu de meninos, fomos criados juntos e apenas eu era diferente, quer dizer sou diferente, com isso aos meus 14 anos entrei para igreja evangélica, na época minha mãe não gostou porque ela é católica e eu estava indo em direção a outra doutrina, ela passava com uma psicóloga na época e contou para a psicóloga sobre mim, então essa "profissional" deduziu sem nem me conhecer que eu busquei um refúgio, que estava fugindo de tudo e de todos, mal ela sabia que não era isso. Durante 2 anos e 6 meses eu fingi ser alguém que não era, e foi uma escolha minha baseando-me nos conhecimentos que na época eu tinha, eu coloquei sobre mim uma pressão psicológica tão grande que eu cheguei a acreditar que realmente o que eu sou estava errado, e que deveria mudar, então

com

diferentes

de

tantos

modos

configuração

de

classes, grupo, tribos e etc. existem personagem

que

lutarão

pela

igualdade e pela liberdade, não apenas por um indivíduo mas, por todos sem distinção de classes.

Adam Lambert e Banda Queen em Show do Rock in Rio (imagem de internet)

Texto e foto: Bruno Torres


eu fui um Bruno que desprezo, vivi uma mentira, ria para todos e morria por dentro, se eu disser que a igreja me fez mal, estaria mentindo construí laços lá dentro, mas não podia continuar a viver a mentira que eu vivia ouvia comentários de infernos que muitos iriam enfrentar por não seguir o que a bíblia diz, eu temia isso então essa pressão aumentou, então sim essa psicóloga errou ao falar isso, eu entrar para igreja não foi para fugir do mundo, mas sim de mim, queria fugir de mim, eu queria não ser eu, queria apertar o botão refazer e deixar de ser quem eu sou, era isso que eu queria, mas acordei, para mim, e para buscar quem eu era e ter coragem de encarar aqueles que amo e dizer quem eu realmente era (sou), pena que na igreja não tenha sido tão fácil, fui proibido de muita coisa, pois ao me assumir os pastores da minha igreja me falaram que eu devia lutar contra que era algo que deus abominava, então o ambiente lá não ficou legal, então eu sai, e hoje eu sou o que eu sou, e olho para o espelho e não tenho vergonha de quem eu sou, eu me encaro e vejo alguém diferente e que é feliz por suas diferenças, e que vai lutar por suas diferenças sem medo e sem vergonha.

DESCOBRIR-SE Texto e foto: Fab Canne

As descobertas aconteceram no decorrer dos anos, conforme fui crescendo, por dentro e por fora... E nesse mundo de acontecimentos me deparo com coisas, coisas que servem e coisas que não servem para mim. Assim como todos. Eu sou o que sou aqui e ali...eu acho que não só o ser humano, mas tudo que tem vida é muito louco e o descontrole é inevitável. Às vezes me sinto como um produto que o que tem na embalagem não é exatamente o que tem dentro dela. Enquanto você não sabe ainda muito bem o que é, vai pensando, vai conversando, vai pesquisando, até que um dia tem a certeza! Primeiro você tem que aceitar quem é, para depois os outros te aceitarem. Nada é fácil, claro que não, como dizia Renato Russo: " viver é foda, morrer é difícil"... Ser aquilo que se quer ser ou simplesmente ser aquilo que se é , não tem coisa melhor ou melhor caminho para uma vida feliz. Até


mesmo porque é pela felicidade que vale a pena viver. Que eu gostava de meninas, isso eu sempre soube, mas foi com o tempo que descobri a qual "gênero" eu pertencia nesse leque de gêneros que o ser humano tem. Me descobri então transexual. Muita gente ainda deve pensar que sou lésbica mesmo, outras podem ter dúvidas, não sei...até mesmo porque não confessei para muita gente, aliás par a quase ninguém revelei isso. Mas chega uma hora que você precisa sair, precisa se libertar, precisa se fazer enterder, e aí revelações e mudanças são necessárias... E eu estou pronta para elas. Fab Canne , 33 anos, paulistano DJ, sonoplasta, e produtor musical . Contatos:11. 95292-6537 ( Whats)

@fabcanne

BLACK JEANS Hoje eu vou dormir de calça jeans, Hoje eu vou dormir no sofá sem ninguém mandar, não vou tirar os óculos Quem dirá esse relógio apertado. Hoje eu não vou sair Não quero mais tumulto do que já sou, não quero a sensação de me esvaziar pra caber naquela estante, Não quero nem vestir minha melhor roupa. Hoje me trouxeram doces, amores, bebidas e orgasmos Nada do meu agrado, Nada que me fizesse transpirar agonia suficiente... Mas não se preocupe; Continue o trajeto Pegue o bolo, e volte pro quarto, amanhã as almofadas estarão secas e alinhadas, Hoje, é só mais um daqueles dias Que alguém ta pesando demais dentro de mim...

Texto e arte :Fellipe Cavalcante


Texto: Guilherme Fernandes

Quantos integrantes tem o time?

Fotos: Simone Almeida

“Temos já por volta de 24 jogadores, dentre eles uma mulher que é heterossexual e uma trans, diferente do que acontece na exclusão com os gays nós aceitamos todos para crescer e mostrar o contrário do que acaba acontecendo. Nosso objetivo é sempre crescer para chegarmos a competir também nas olimpíadas gay.”

O que é a “AGAF”? A alma do esporte invadiu a redação da revista e fomos visitar a rotina de um time de futebol gay e participamos de um bate papo descontraído e muito acolhedor. A Associação Gay de Futebol, promove jogos entre gays como futebol, handebol, voleibol e etc...,

Como funciona o treino? “Temos um dos nossos jogadores

Qual a origem do nome do time?

que se tornou nosso técnico, era o

“O nome surgiu através de uma brincadeira em um grupo do whatsapp por um dos integrantes que sempre escrevia tímidas ao realizar uma piada, tivemos oito nomes, ficaram para a escolha três nomes e dos três Tímidas foi o vencedor”, diz um dos integrantes

sonho dele pois, o pai dele já era

O quanto tempo existe o Tímidas?

“O início se deu em 26 de maio de 2015, apenas com três integrantes do atual time.”

técnico de um time hétero, não

continuo lá devido o preconceito que o pai tinha com os gays e se sentiu incomodado com a situação, resolveu se afastar do futebol até que encontrou nosso time e se sentiu

à vontade para jogar.”


Como funciona os jogos contra o time adversário? “Bom, jogamos em muitas vezes no nosso local de treino, mas, quando isso não é possível

adversário e jogamos em seu espaço

Ana Máximo e Paulo

Como foi o ingresso integrantes no time?

vamos até o

dos e também jogamos contra time hétero.”

“No começo foi bem difícil encontrar os meninos gays que gostassem do futebol, a maioria ainda tinha receio de ser julgado e questionado por qual motivo estavam no futebol e não no Vôlei como existe o costume de ser. Depois de um certo tempo um acabou convidando o outro e também os amigos e assim acabou formando esse time.”

O time possui apoio financeiro? “Não temos nenhum tipo de apoio

financeiro, realizamos os treinos na quadra através da arrecadação dos próprios

jogadores,

quem

tem

qualquer material que nos auxilie nos treinos sempre traz e assim

vamos mantendo o treino e o time.”

Quanto tempo por semana o time pratica o futebol? “Costumamos praticar por volta de 3 horas por semana, sempre aos sábados, sendo 1 hora de exercícios físicos e 2 horas de jogo, as vezes menos ou mais, geralmente esse é o tempo que utilizamos.”

Roger, Roberto, Felipe Batista, Felipe Flor, Juca, Mauricio, Ana, Rick, Marco, Cleiton, Eduardo Ramos, Sophia, Akira, Pericles, Mario, Marcelo, Gabriel, Roger, Guilherme, Ricardo, Paulo, Sergio

Contatos do time Tímidas: 011.988498734


Querida RO. ( por Laís Del Vecchio) 5 de março de 2015, às 21:52 _Melhor conversar por aqui, não acha ? - disse ela. _ Sim sim- respondi. _ Tudo bem linda? E assim tudo se iniciou... Comentei uma foto dela em um grupo, estávamos conversando pelos comentários e de repente meu chat apita. Com essa mensagem dela. Eu havia achado ela muito linda, mas não havia segundas intenções... Nem primeiras se for parar pra pensar . Eu apenas a achei linda, e isso bastava para aquele momento. Nós ficamos conversando boa parte do tempo, por várias semanas.Ela era perfeita! Não tenho palavras para descrever... Todos os dias quando eu ia olhar meu celular, tinha uma mensagem dela. Assim foi passando os dias e criando tudo entre nós. Ela era uma espécie de melhor amiga. Ouvia-me e aconselhava sobre meu antigo relacionamento. Atenciosa, carinhosa. Linda de tudo. Os dias passaram... Os apelidinhos fofos começaram a chegar. Após o termino do meu antigo relacionamento, eu estava focada que não queria mais ninguém. A amizade dela estava me completando e eu realmente sentia que não precisava de mais ninguém. Foi quando começou as brincadeiras mais serias e quando o sentimento começa a surgir. Eu nunca consegui entender o que aquela mulher tinha que prendia minha atenção a ela. Começamos a nos falar por vídeo chamada. O problema nisso tudo, era a distância. A cada dia que passava estávamos mais envolvidas, pelo menos eu sim, creio que ela também. Até que um belo dia surgiu da parte dela uma simples frase, que fez todo sentido e me deixou ansiosa: Vou ai te ver! - ela disse. Quando ouvi isso dela meu coração disparou na mesma hora. Não entendi a emoção que me dominava naquele momento... E a partir daquele dia tudo fez sentido. Meus dias e tudo giravam em torno desse encontro. Eu imaginava cada detalhe: como ela deveria ser pessoalmente, o que iria acontecer quando nós nos encontrássemos era um frio na barriga, uma emoção tão boa. A data ainda não estava marcada, mas já estava decretado, ela viria. Nossos assuntos surgiam em torno disso, fazíamos de tudo para achar uma boa data. Mas havia um grande problema. Eu ainda não era realmente assumida, e minha mãe não era a das mais liberais e que compreendiam a homossexualidade. Aliás, minha mãe até que sabia, porém pensava que tivesse sido apenas uma fase, enfim... eu estava com medo, e ao mesmo tempo, desejava isto mais do que qualquer coisa. Escolhemos enfim uma data, nove de maio. Estava tudo certo, até surgir uma festa de aniversário de uma prima. E como dizer isto a ela? Na próxima semana era seu aniversário e com certeza ela iria passar com os amigos e família. Então lhe contei e ela compreendeu e eu fiquei chocada quando ela disse: "semana que vem". Era a semana do aniversario dela, porque ela iria querer passar esta data com alguém que ela nem conhecia? Começaram então os preparativos para isso. Ela estava com um pouco de receio de contar para a mãe dela e eu com medo dela não autorizar. Programei-me, pedi a uma amiga seu apartamento emprestado para o fim de semana. Lugar para ficarmos já tínhamos, só faltava a autorização da mãe dela. Foi ai que ela finalmente decidiu contar. Horas depois me manda uma mensagem pedindo para abrir uma vídeo chamada porque ela iria me contar somente assim. Então lá fui eu! - Oi querida vai, me conta. (continua no site da revista)


O ser humano belo só o é quando o contemplam, mas o ser humano sábio é belo mesmo quando ninguém o vê Safo Safo foi uma poeta da Grécia antiga, da cidade de Mytilene na ilha de Lesbos, que era um centro cultural no Século VII a.C.. Ela nasceu em algures entre 630 a.C. e 612 a.C..

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