ALTERNATIVA-L 1
Uma opção da mulher Lés
MIDIA E a diversidade cultural em nosso país O TOQUE DE EUTERPE ...e outras descobertas PONTO G Faz parte, em parte.
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Equipe TĂŠcnica: Simone Almeida Micheli Moreira Aleska Drychan
Sheila Costa Roberto Souza Capa:
Foto: Simone Almeida Arte: Sheila Costa
contra capa: Logo Alternativa-L Contatos :
revistaalternatival@hotmail.com www.facebook.com/pages/ Alternativa-L
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Editorial Texto: Simone Almeida Alternativa L promovendo a valorização e respeito à diversidade lésbica convidou mulheres para relatarem suas trajetórias, percepções e conhecimentos no universo lésbico. Olhares diversos, saberes e ações apresentando a fascinante vivência de ser livre e fazer a diferença. Aliás, ser mulher livre e lésbica é uma ameaça `a ordem na sociedade heteronormativa cristã, mas quem define o que é normal ou desviante ? O patriarcado? Nossas convidadas respondem que há um meio de ser “normal”: o delas. Oh ! O que será de nós se não nos adequarmos às regras da sociedade heteronormativas? Hereges. Heresia deriva do latim: aquele que escolhe aquele que escolhe é livre
Em ponto G nosso colaborador mostra que o caminho para o respeito não é apenas a convivência entre os diversos mas, a conciência de que eles não precisam descaracterizar suas personalidades e ideias para serem aceitos, afinal somos parte, em parte. Parte de um todo. Agradecemos a todas e todos colaboradores desta edição lembrando que o convite escreverem permanece. BOA LEITURA!
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Diversidade e
Gênero na Mídia
Falar sobre cultura ou diversidade cultural em nosso país ,estado ou bairro é tão multíplo quanto.Essa equação é real se aplicada no
pequeno e plural universo cultural escolar exemplo de cores,sabores ,saberes e outros itens pertencentes à diversidade brasileira. Por mais que a pluralidade brasileira esteja na sua formação etnológica e cultural a marcante presença do eurocentrismo e etnocentrismo
dita as ordens dentro de uma mesma classe social quando observado comportamento dos diferentes grupos de jovens na sociedade ou
grupo.
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As teorias utópicas da superioridade racial enraizadas na formação do povo brasileiro e afirmações de que o belo, a tez clara, olhos
claros,cabelos
descrições
que
lisos,alto
são
colaboram
para
discriminar tudo e todos que não se enquadram nesse perfil.Cito a influência da mídia frente a uma famosa rede de joalherias onde modelos brancos com seus
cabelos
lisos
são
enaltecidos
anulando a diversidade étnica brasileira. Tomando como base a TV que cumpre muito bem seu papel criando mundos
fantasiosos para inúmeros lares brasleiros na
novela
a
personagem
Regina
(interpretada por Camila Pitanga) é de origem afrodescendente,moradora de
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comunidade,mãe autônoma participa de uma campanha publicitária de alto padrão mas tal
produto não reflete a realidade,neste caso a arte não imitou a vida, pois temos consciência de que certas marcas não querem ter sua
imagem vinculadas a essas pessoas,ou seja, associadas a cidadãos tratados como terceira ou quinta categoria por certos setores da
sociedade.
A
mídia
brasileira
produzido
,mas
processo
da
devido
muito ao
tem
lentíssimo
desconstrução
do
“afropessimismo” tais mecanismos nos parecem insuficientes devida a ânsia desesperada de parte da sociedade em diminuir ou anular diferenças étnico sociais presentes no processo de formação da identidade brasileira.
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Texto: Sheila Costa
Imagens :Simone Almeida
Ao longo dos ultimos dias muito falou-se sobre abordar as questões de gênero na escola e a Revista Alternativa-L convida nossos leitores para uma reflexão. Acredito que o ser humano presente em nossa sociedade heteronormativa , machista, branca , patriarcal e cristã ainda que não concorde com tal expressão ,por vezes “contamina-se” com tais normas sociais .
O espanto ou até mesmo medo diante de pessoas “diferentes” em uma sociedade miscigenada que insiste em padrões europeus de beleza e heteronormatividade como regras para um bom convívio social está presente em todos os marcadores sociais: gênero, etnias,
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raças e etc. Partimos a observação dos grupos LGBTT ao longo da história do nosso país .Os homossexuais são retratados em jornais e veículos de informação sob diferentes formas; nos anos 60 e 70 aparecem nos jornais em manchetes pejorativas enfatizando que a sua sexualidade é a principal causa de seus males .
A perseguição destes grupos durante a ditadura militar e com o AI-5 em 13 de Dezembro de 1968 sela essa opressão cancelando todo e qualquer sopro de tentativa na luta por direitos iguais. As manchetes contra homossexuais intensificam-se pelos jornais do país ,principalmente nos maiores centros urbanos . Em1979 com a abertura política ,surgem jornais alternativos como : “ O Lampião da Esquina “ em São Paulo, que retrata a cena homossexual discutindo sobre os direitos destes grupos chamados de minorias. Nos anos 80 com o avanço da AIDS os
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os homossexuais voltam às manchetes como sendo os totais responsáveis pela disseminação da “peste gay” e enfatizando a homossexualidade como perversão e sórdido. Os direitos dos grupos ditos como minorias despontam após promulgação da Constituição de 1988 , como a lei Maria da Penha e a rescente sobre feminicidio. A abordagem desses temas não aparecem no plano pedagógico do Estado mas, o docente não é impedido de falar sobre gênero em sala de aula ou nas dependencias das escolas. É de suma importância que a escola aborde os temas de diversidade e gênero para fortalecer a convivência e enxergar o outro como diferente de mim e respeitá-lo por isso . Antes de abrir esse tipo de discussão se faz necessário uma formação para o corpo. docente e demais funcionáriso da unidade escolar .
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Sou Herege , graças a Deus Texto: Sheila Costa Ao longo do trajeto cotidiano deparei-me com um número considerável de vendedores ambulantes que aclamavam o nome de deus em uma tentaiva complexa de evangelização e vendas, enquanto ofereciam suas mercadorias( balas, doces de amendoim e outras guloseimas baratas).
Foto: Simone Almeida
Grupos religiosos levam a palavra de deus a todos que querem ouvir e aos que não querem também.
monoteista,
Durante a história da humanidade as pessoas tem feito muitas coisas em nome de deus, escondem-se atrás de uma religião e da fé e da bondade e inocência alheia para cometer atrocidades físicas ou psicológicas. A religião cristã muito tem me
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assombrado nos ultimos anos. Bem sabemos que a história é cíclica e o passado não está tão distante de nós. A história do ser humano é marcada por atos desumanos, tanto no período medieval quanto atualmente os seres humanos matam, torturam, castigam, controlam em nome de deus, um deus que eles dizem ser o deus do amor, mas o que o ser humano tem feito pouco se assemelha ao sentimento do amor. A religiosidade cristã “evangélica”, tem pregado de forma explícita a perseguição aos que não seguem as suas doutrinas alienadas, mesmo aos cidadãos que não pertencem a sua religião ou “igreja”. É um erro acreditar na religião ou um deus absoluto e fazer a qualquer custo que todos se convertam às suas doutrinas na “verdadeira fé”. Vejo com as imposições da “igreja” na sociedade a mesma nuvem de ignorancia que assolou a idade média, conhecida por todos como idade das trevas;
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trevas do conhecimento, escuridão das ideias, ausência do pensar, impostas pela santa fé da igreja católica apostólica romana considerada no período como a única religião, todos que se opusessem a esta instituição era punido pelo crime de heresia . A palavra Heresia em latim deriva do grego: escolha, e aquele que escolhe é livre, ser livre não era uma boa opção nesse período. A fogueira da Santa inquisição, hoje, vem disfarçada de várias alegorias, dentre elas podemos citar : A bancada Evangélica na política, um grande paradoxo no cenário politico brasileiro. Vivemos em um país que se intitula como laico mas, mantém pessoas eleitas pelo voto do povo que colocam a sua religião na frente dos interesses da saúde da mulher dentre outros. Já vi países que assumiram um poder teocrático na contemporaneidade, passarem por um processo semelhanate até assumirem uma posição opressora a todas as ideias contrárias à religião adotada como única e verdadeira ;
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como foi o caso do Irã nos anos 80, quando assumiu ter um lider religioso chefiando o poder executivo em nome de Alá. Posso parecer pessimista mas faz algum tempo que vejo nosso país seguindo os passos da teocracia, assumindo posições conservadoras e discriminatórias e em muitos casos com apoio de uma parcela da sociedade que se cala , principalmente com o descaso com assuntos relativos às mulheres e a comunidade LGBTT, tais atitudes não lembram em nada um país laico, aliás perseguir minorias é caracteristica constante em um estado teocrático de fato. Dentre as minhas leituras e filmes um deles se destaca por ter como cenário de fundo o poder teocrático interferindo na vida das pessoas: “Circunstance” filme de Maryam Keshavarz.
Recomendamos !
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MULHERES ,
apropriem- se deste espaço para reflexão
experiências e alternativas de
valorização e respeito
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Eu me descobri aos 13 ou 14 anos quando tive uma "paixonite" por uma colega de aula. De primeira eu não aceitava, chegava até a me bater, mas isso passou. Assim que me assumi, aos 15, minha irmã também se assumiu. Quando contamos para a nossa mãe lembro direitinho do que ela disse: "Nada vai mudar, vou continuar a amar vocês do jeitinho que são. Prefiro ver vocês felizes assim do que engravidando cedo, apanhando de um marido vagabundo ou fingindo uma felicidade. Tenho muito orgulho de vocês."
Foto: arquivo pessoal
Já o nosso pai não aceitou de primeira, com o passar do tempo ele foi se acostumando e,
Isabelle Martins e Roberta Martins
Colaboradoras de Manaus –AM
Foto: Arquivo pessoal
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Desde pequena eu sentia algo em mim que era diferente, mas achava que era coisa da minha cabeça. Aos 12 anos, tive uma professora de inglês que eu viajava e não conseguia prestar atenção na aula,só nela. Eu sabia que aquilo era meio "esquisito", então como eu desconhecia essa sensação preferi guardar pra mim, tinha medo de contar pra alguma "colega de escola" e ela parar de falar comigo; isso acontecia com algumas colegas também,as quais eu me sentia atraída ,mas não sábia bem o que era aquela "vontade". Na verdade era um desejo até então desconhecido. Aos 15, tive uma melhor amiga ,era comum dormir em sua casa. Confesso que quando deitava ao lado dela, tinha pensamentos
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indecentes" e ela era da igreja então jamais me aventurei a dizer qualquer coisa . Nós tínhamos o gosto musical parecido e naquele ano(2008),estourou o hit "I kissed a girl" da Katy Perry ("Eu beijei uma garota"). Eu e essa amiga,começamos mandar indireta uma pra outra(até então eu não sabia que ela também tinha curiosidade). Ela me falava: "Humm amiga,vou te dar um beijo hein? E eu gostava e correspondia: " Demorou amiga",mas sempre ficávamos naquela e nada. Até que um dia na saída da escola, a gente marcou e nos beijamos na sala de aula, quando todos já tinham saído. E foi uma experiência única. Aquele beijo realmente me fez ter certeza de meus desejos. Minha amiga parou,mas eu continuei. Minha familia fez um escândalo quando soube. Meu grande amor foi mulher. E pra mim não tem diferença, o importante é o amor. Deus mandou amar o próximo e não ao hétero. Kacau Lima, 22 anos de Resende— Rio de Janeiro
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Laura Finocchiaro Texto: http://laurafinocchiaro.com.br/sobre Laura Finocchiaro
Laura Finocchiaro nasceu em 1962, em pleno florescimento da cultura hippie e do rock and roll, e iniciou seus estudos de música aos 9 anos, em Porto Alegre, sua cidade natal. Após entrar para um conservatório e estudar teoria da música, a artista decide seguir o caminho da música popular brasileira e, aos 16 anos, começa a estudar guitarra, harmonia, improvisação e canto. Ao chegar em São Paulo, aos 19 anos, segue estudando guitarra, orquestração e arranjo, além de fazer aulas de dança e yoga, até começar a trabalhar com composição e interpretação, já que seu forte – dentro do vasto universo da música – é a criação.
Laura, concedeu-nos um espaço em sua agenda para dividir conosco um pouco de sua
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O toque de Euterpe
Foto: Carolina Loiveira– Rio de Janeiro
O que posso dizer em poucas linhas sobre a descoberta de minha primeira amada, é que foi esta paixão que me tornou compositora e cantora! A paixão foi tão devastadora, que mudei de vida 180 graus. Larguei o noivo e fui viver a paixão. Uma poeta que virou minha cabeça com sua poesia maravilhosa! Enfim, a paixão por uma mulher fez com que eu encontrasse minha razão de viver:
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Meu Mundo Lésbico Texto: Jennifer Silva Foto: Arquivo pessoal
Jessica Marques,21 anos relata seu mundo através de sua orientação sexual. Sou gay, fui aceita por minha família, temos uma relação ótima, vivo de uma forma agradável com minha parceira e nos damos muito bem.
Quando descobri minha paixão pelo mesmo sexo que tenho foi um momento confuso, pois não tive o gostar de meninos, desde pequena. Cresci naturalmente, fiquei com garotos, mas não sentia aquela verdadeira atração. Nunca amei um garoto, assim que percebi que não tinha este sentimento, para mim foi uma oportunidade de descobrir o que eu queria de verdade . Perante a sociedade me sinto normal, como qualquer outro ser, mas ao
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mesmo tempo ameaçada, digo em relação para quem eu devo contar. Vivo com receio
não sabendo o que devo esperar do próximo, principalmente nas ruas, as reações dos cidadãos quando estou com minha parceira. As dificuldades que enfrento por esta decisão é de saber de como eu serei tratada, olhada. Diferença de tratamento em locais públicos como as redes de fast food, que são as que tenho que encarar mais olhares preconceituosos, visto como se eu tivesse alguma doença. A maior tolerância que tenho é em relação de não enxergarem meu amor, vida e minha opção, é a maior dificuldade. A regra da felicidade é estar com alguém que amamos e neste assunto entro para falar de minha convivência com minha parceira. É muito boa, temos brigas como qualquer casal, trabalhamos, chegamos em casa, temos um cachorro, gato, e ela estuda. Procuramos aos finais de semana fazermos programas tranquilos, passear
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com nossos animais de estimação, cinema, parque, sair para comer, ou seja, um convívio ótimo que me faz muito bem. Fui recebida muito bem, em relação aos casos que escutamos, não fui espancada, expulsa de casa. Nós resolvemos em pouco tempo, pois não esperava esta decisão, ao menos eles. A parte mais difícil foi minha decisão de ir embora depois de 6 meses de relacionamenro.Foi um rompimento de laço. Hoje nossa convivência é maravilhosa, minha mãe vem até minha casa, vou à casa dela e o mesmo com a família de minha companheira. Carreira profissional em relação a minha orientação sexual é normal. Fui sempre uma das coisas que mais me deixou indecisa. Não exponho para ninguém, nunca comentei com minha chefe, mas também nunca escondi minhas opiniões e sentimentos quando estamos juntas. Não me atrapalha e nunca me atrapalhou. Tive a sorte de não sofrer com isso, mas tenho certeza que muitas pessoas sofrem.
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REENCONTRO - um conto de Lais Del Vecchio Eu me afastei dela. Durante muito tempo ficamos sem nos falar. Era simplesmente cada uma para o seu canto... Mas, de repente, ela surge. Do nada eu a vejo me chamar... - Lys? Sua voz doce, suave assustou meu coração... Aquela voz que me encantava todo dia como cantos de pássaros em uma manhã de primavera. Aquela voz meiga que me fez recordar todos aqueles meses ao lado dela em questão de milésimos de segundos... Não! Não é possível! Não é ela! Minha mente só poderia estar ilustrando coisas ... As vezes eu realmente não teria me adaptado a ausência dela, ou simplesmente eu estava em mais um dia de carência. Talvez porque era dia dos namorados e simplesmente dois dias antes desta data foi quando ela me disse adeus sem uma boa razão. ... Parece até que eu ainda a amo,que ironia. Não, eu não a amo há tempos. O som da sua voz não saía da minha mente. Cada letra, cada sílaba. Meu nome. Ao fundo escuto esse som se repetir várias vezes. Eu estava enlouquecendo, só poderia ser. - Lys? Me virei. Sim. Não é possivel! Era ela! Simplesmente ela, ali na minha frente e Fiquei sem reação. Como é bom te ver novamente. - ela não saiu do lugar .Fiquei paralisada, observando-a
24 Coração acelerado. Não era possível , ela estava realmente em minha frente, depois de tanto tempo, de tantas coisas terem acontecido. E o que eu pensava que havia morrido dentro de mim estava mais vivo que nunca. Me aproximei dela coloquei a mão sobre seu rosto, olhei fixamente para seus olhos... Seus lindos olhos verdes. Comecei a chorar. O passado tomou conta da minha mente e me trouxe lembranças amargas de quando ela se foi, das noites que me fez chorar e tudo o que sofri. Me afastei dela. Sua expressão mudou. - Esta tudo bem? - Você não poderia ter voltado. Saí andando. Ela ficou lá, parada, me vendo ir embora e sem fazer nada igual a ultima vez. A dor tomou conta de mim, meu coração começou a se despedaçar-se e então ajoelhei-me no chão. Chorei. Chorei tanto . Eu não queria que ela voltasse nunca, ou talvez queria, mas ao mesmo tempo que ela me fazia bem, também me fazia mal. Eu a amava tanto que não suportava o fato de não poder tê-la para mim. Não por posse, nem nada mas, por amor! Um amor que nunca morreu em mim. E eu não aceitava a dor de perdê-la. E vê-lá novamente ali, trouxe-me a lembrança de que toda aquela história se repetiria e eu precisava aceitar o fato de que ela jamais seria minha. De repente algo toca meu ombro que estava encurvado sobre o resto do meu corpo ajoelhado naquele chão frio daquela noite. Eu nunca quis fazer você sofrer. Era como se cada
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Foto: Arquivo Pessoal
palavra dela fosse mais uma facada em meu peito. Como se tudo o que eu havia passado a alguns meses atrás não fossem o suficiente para que eu entendesse que acabou. Eu não conseguia olhar para ela... A vontade de beijá-lá e dizer que eu a amava era tão fraca perto do sentimento de fracasso que eu tinha, por não ter conseguido ser o que ela sempre quis. Ela se ajoelhou em minha frente, colocou sua mão sobre meu rosto, viajei em seu toque. Aquelas pequenas mãos tocavam meu rosto banhado pelas lágrimas e as enxugava, como se ela entendesse o motivo pelo qual cada uma estava sendo derramada. E ela me acariciava como alguém que só te quer bem. Abri meus olhos. Ela sorrio. Não consegui olha-lá ... A dor ainda me dominava, com as duas mãos ela ergueu minha cabeça, me olhou nos olhos. Sorriu novamente e me beijou. Não era possível, foi como o nosso primeiro beijo. Ela sorriu e eu a abracei. - Porque você me deixou princesa? Todo esse tempo sem você foi como o céu sem estrelas. Vazio. Sem graça. Ela me olhava como se arrependida de tudo. Beijou-me levemente. O passado não importa. Estou aqui. Voltei por você. E
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MEU NOME É NICOLAS Olá, eu sou Nicolas, tenho 21 anos, moro atualmente nos EUA/ Florida-Tamarac! Nasci em Margate,filha de uma Gaúcha e filho de um Uruguayo (depois me explico o termo filho)! Pois bem, cresci falando Inglês e espanhol e com 10 anos viemos ao Brasil, acho que toda família em algum momento da vida dá aquele passo que muda tudo radicalmente, então, a minha foi aos 10 anos mas, minha vida começou a fazer sentido desde pequeno, aos 7 beijei a minha vizinha brincando de casinha, nunca me esqueço!
Sempre gostei de ser o Pai ou o Irmão nas brincadeiras junto a minha irmã mais nova e as vezes com meu irmao mais Velho! Sou a do meio,o "diferente" da família! Por ser a mais velha ganhava as melhores Barbies
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se eu não as retirasse da caixa, jamais minha irmã poderia brincar, entao eu abria e dava a
ela para brincar e depois eu arrancava-lhe as cabeças ou vestia-as como homens! Passava mais tempo tentando brincar com
meu irmão lá fora do que com a minha irmã mas, minha mãe não deixava, mesmo assim eu fugia pelos fundos e ia me juntar a ele e
seus amigos, mesmo sendo expulsa eu tentava ser FELIZ do modo que eu me sentia bem!
Sempre sem camisa...isso antes dos 10 anos, aqui nos EUA, ainda me lembro muito Bem! (Meu irmão compra Binders online pra mim , meu Pai faz compras na
área
comigo)
Masculina
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Tudo começou aos 14 anos, quando fiquei com minha primeira garota, se chamava Fernanda .. foi num shopping no banheiro feminino.Esperava minha prima no banheiro e a vi , conversamos e na hora dela ir embora me roubou um beijo ,sabendo como meus pais são nao comentei nada, se passaram dois anos e eu sempre fiquei com meninos e meninas e nao me aceitava, assim namorei aos 16 anos,meu primeiro namorado que durou menos de 3 semanas, mesmo assim nao tentei de novo e namorei um ano com outro garoto ... me machucava nas relações sexuais e tinha ele como a um amigo, nao um namorado, depois disso eu so fiquei um periodo com mulheres mas mesmo assim tentei novamente com
meu maior problema era meu próprio preconceito,então homens, pois o
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me envolvi com um garoto, eu o amei, mas moramos distantes e quando nos encontravamos apenas ficava com ele e nunca tivemos relaçóes sexuais, durou 5 meses. após ele não fiquei com mais nenhum garoto, não me sinto bem, nao me sinto confortável, nao me sinto feliz ,minha prima que hoje está com uma menina se assumiu para familia e mesmo sendo eu sua melhor amiga, ela acabou me expondo para a familia e meus pais nao aceitam muito bem, meu pai finge que não sabe e minha mãe nem toca no assunto, mas meu pai mesmo ja falou "não criei filha para esse tipo de bosta, filha minha não foi criada para colar velcro, vc vai ter um manrido uma familia'' ... entao hoje estamos na minha casa naquela fase '' não irei perguntar, não quero que me falem”' .. minha irmã sabe e está me tratando com a mesma hipocrisia de sempre, estou até feliz pois sei quem eu sou e tenho minha opnião sobre esse asunto. Texto e foto: Jenifer Rosa, 18 anos, Paraná
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Minha história Texto e foto: Rhamy Silva
começou aos 7 anos. Nessa idade foi onde tive meu primeiro contato com uma mulher, pensava até que isso era normal (Criança pensa muito às vezes).. Tudo começou na casa da avó da minha melhor amiga, onde eu sempre ia brincar,mas nesse dia foi totalmente diferente ela passou o dia todo sem falar comigo.achei estranho...chegando a noite ela chamou pra brincar de boneca, nunca gostei de brincar de boneca, mas fui. Ela me olhava de um jeito diferente perguntei se estava tudo bem e ela disse que estava e do nada ela pegou e me deu um beijo, ela disse que as bonecas se beijavam e a gente era amiga e a beijei . Os anos passaram e a minha atração por mulheres só fez aumentar , muitas coisas aconteceram na minha vida mas uma mudou tudo :
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... Aos 13 anos sofri um estrupo, isso me deu mais certeza que eu gostava de mulher. Eu penso as vezes que foi por culpa minha, que eu nao deveria ter falado que gostava de mulher, talvez nao teria acontecido isso e a cena nao tem mais como apagar ...nao me sentia bem ao lado de um homem, aquilo a cada dia ficava mais estranho e vinham tantas coisas em minha cabeça . A certeza que eu realmente tive que eu era lesbica foi aos 17 anos onde tive a oportunidade de sentir algo que me fazia bem, algo que me dava prazer, foi a melhor experiência que eu tive até hoje.mas, o medo de me assumir pra família era bem maior. Quando contei para meu pai me surpreendi pois ele disse que já desconfiava de algo. E ponto. No final de dezembro de 2014 decidi mudar meu estilo , eu me via como um moleque
e de agora em diante será assim, serei eu apenas eu . Rhamy Silva , 19 anos Bahia
Selfie: Roberto Souza
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PONTO G
Faz Parte, em Parte Texto: Roberto Souza
Ah, sabe quando toda aquela turma se reúne para uma conversa, uma volta e até mesmo uma balada? Quando isso acontece quem você costuma ser? Aquela pessoa que se encaixa facilmente em tudo, parece sempre ser a mais legal, descolada, e de bem com a vida, também tem aqueles (as) que demoram um pouco para se jogar de cabeça com o pessoal mas, logo consegue gostar de tudo que é proposto, e chega finalmente aquele que nem sempre se diverte com o que é escolhido mas, gosta das companhias a qual está no momento inserido (a). Os dois primeiros tipos de pessoas sempre estão bem por estas características descritas mais despojadas, já o terceiro estilo de
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comportamento nem sempre. Falar sobre companhias é sempre complexo, é como descrever aquelas pessoas por quem você não possui quase nenhum tipo de semelhança ou gostos, mas, é ao mesmo tempo é ao mesmo tempo é gostar de rir, conversar e sempre compartilhar fatos, não apenas os bons mas, os ruins também. É muito comum entre essa turma ter os que bebem, os que fumam, os super alegres, os mais engraçados, os tatuados e os com piercings, (em alguns grupos se uma das pessoas não “curtir” o que todos consideram como diversão, dificilmente permanecerá nele e será bem aceito pelos integrantes desta tribo) e mesmo assim você não está dentro de nenhum destes estilos, parece deslocado frente a este universo jovem e fica independente a tudo isso . Ao mesmo tempo se sente acolhido por este mesmo grupo que o mantém presente em
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quase todos os lugares que estão, no que fazem também, mesmo que não participe das tais atividades e que dizem que sempre podem contar com a presença .
Foto: Jonathan Souza
Sempre acaba se convencendo e convencendo a outros que nem sempre só os iguais formam grupos, os diferentes também e que mais que um ganho de experiências diversas é um ganho de amizades e respeito as decisões de uma outra pessoa. Não é necessário concordar em tudo parar dar certo e sim respeitar as decisões de quem está ao seu redor.
35 CARA LEITORA , SE VOCÊ DISCORDA DAS OPINIÕES EXPRESSAS EM ALTERNATIVA L ESCREVANOS . ESTAMOS DISPOSTAS A PUBLICAR SUA OPINIÃO COM O MESMO TÍTULO COMO “SEGUNDA VISÃO”. ALTERNATIVA L RESERVA-SE O DIREITO DE RESUMIR OS TEXTOS E ESTES,SEM IDENTIFICAÇÃO (NOME E EMAIL)SERÃO DESCONSIDERADOS.
Realização
Apoio:
PatrocÍnio
(Renato Russo)
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