Alternativa L UMA OPÇÃO PARA A MULHER LÉS
Moto Clubes Femininos
Mulher, negra, pobre, gorda e ainda bissexual
Assédio profissional 1
A luta silenciosa de Mulheres No mercado de trabalho
Equipe: ALTERNATIVA-L 2016 Email.: alternatival.revista@gmail.com Fanpage: @RevistaAlternativaL
Simone Almeida de Araújo
Aleska Drychan B. Mendonça
Sheila Farias Costa
CARA LEITORA , SE VOCÊ DISCORDA DAS OPINIÕES EXPRESSAS EM ALTERNATIVA L ESCREVA-NOS . ESTAMOS DISPOSTAS A PUBLICAR SUA OPINIÃO COM O MESMO TÍTULO COMO “SEGUNDA VISÃO”. ALTERNATIVA L RESERVA-SE O DIREITO DE RESUMIR OS TEXTOS E ESTES,SEM IDENTIFICAÇÃO (NOME E EMAIL)SERÃO DESCONSIDERADOS.
Colaboraram nesta edição: Guilherme Fernandes Beatriz Oliveira Ananda Feliciano A.O Luana Farias Edição 01/ano 03
Roberto Souza
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Mu l he res
de
ver me lho
Carta à leitora
Alternativa L retorna em seu 3º ano, e agora pelo programa VAI 2 repaginada e adicionado em nosso degrade de mulher a coluna Deusas Negras. Aqui a mulher negra tem espaço para apresentarem suas palavras e como lugar de mulher é onde ela quiser AS Damas de Aço nos apresentam mais um caminho embora por diferentes contextos algumas mulheres permanecem no silêncio de seus labirintos enquanto refletem sobre o assédio profissional. E já reparou que não é o tempo que passa e sim nós que passamos por ele ? Confira um relato. O ódio é o contrário do amor é o que muitos afirmam mas, uma de nossas colunistas apresenta argumentos para discordar. E nosso ponto G fica mais oculto quando o assunto é a marginalização do LBGTT negro. A equipe Alternativa-L agradece a todas (os) colaboradores(es) “mal comportadas(os) por acreditarem que o gênero é humano.
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Especial
Moto Clubes
Quem disse que elas não podem ? O machismo nos motos clubes convencionais fez com que mulheres se unissem e montassem seus moto clubes ao redor do mundo. A revista Alternativa L acompanhou a rotina de um Moto Clube paulista : o Damas de Aço.
Texto e fotografias : Aleska Drychan e Sheila Costa 4
Damas de Aço : Vivi, Valéria, Sol, Lu Vettore, Lu Ayala, Claudinha
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HISTóRIA Os registros brasileiros apontam que a primeira associação de Moto Clubes foi fundada em 1927, o Moto Clube do Brasil, que tinha sede no Rio de Janeiro e em 1932 surgiu o Motoclub de Campos. O mundo vivia as conseqüências da quebra da bolsa de Nova York em 1929 e alheios a tudo isso surgem moto clubes por toda a parte e com tendências rígidas, levando a imprensa sensacionalista a vincularem a imagem de arruaceiros e vagabundos à todos os motociclistas e principalmente aos que pertenciam a grupos, os famigerados moto clubes. A propaganda negativa somada a produções de Hollywood serviam para incentivar grupos de desordeiros a formarem gangues sobre duas rodas. A produção cinematográfica dos anos 50 ajudou a crescer o sentido pejorativo dos motociclistas, propiciando à essa década carregar a fama de ser o lado mais obscuro da história do motociclismo. Os olhos azuis de James Jean em Juventude Transviada não foram capazes de anular a negatividade dos
Condutores das motos. Motociclistas e jovens são associados a rebeldia e nem sempre são bem recebidos pelos mais velhos , mas quando o cinema coloca sobre duas rodas um jovem cantor e belo de Rock and Roll, inicia-se um processo de desmarginalização, foi assim que Elvis Presley na década de 60 com seus filmes dá inicio a um outro olhar sobre o assunto. Deixando as telonas um pouco de lado, vamos ao cenário brasileiro dos moto clubes no Brasil.
Os moto clubes no geral apresentam certa resistência à entrada e permanência de mulheres como integrantes de sua irmandade Os registros históricos da AMA-USA, revelam que o moto clube mais antigo de mulheres data de 1940, as motormaids. Os moto clubes brasileiros não fogem à regra dos MC Mundiais quanto a integrantes 6
femininas, é a partir dessa sentença que mulheres que amam motos, fundam seus moto clubes e a Revista Alternativa L conversou com as mulheres do Moto Clube Damas de Aço, composto apenas por mulheres. Histórico do grupo. O Moto Clube Damas de Aço foi fundado em 1999, e é o 3º mais antigo de São Paulo. Valéria,39 anos, é uma das fundadoras do moto clube em Osasco, um dos motivos de fundá-lo foi a distância até os outros dois MCs femininos que eram da zona leste além de estarem cansadas de rodarem as estradas com MC masculinos e serem sempre deixadas à margem das decisões das ações sociais ou do grupo, Valéria e outras mulheres fundam o moto clube. Adquirir uma moto nos anos 90 não era uma tarefa tranqüila e muito menos barata. Durante o governo do presidente Collor, a importação de motos e ou peças foi liberada, mas isso não significa que seu custo tenho caído. A prática de montar a “sua moto” era comum entre os motociclistas, a moto por vezes possuía peças de várias outras motos , um verdadeiro Frankenstein, chamada popularmente de “cabrito” e sempre requeria manutenção constante e obrigava os motociclistas a levarem sempre
A partir da esquerda, Sol, Lu Vettore, Valéria, Lu Ayala, Vivi e Claudinha
Uma mala com ferramentas e possíveis peças para conserto. Dá a impressão que as normas de segurança e a fiscalização não eram tão intensas ou rígidas e pouco se fazia para proteção do condutor ou do carona. O que guiava e sempre guiou os motociclistas são o vento no rosto, propiciado pelas altas velocidades e o sentimento de liberdade absoluta sobre as duas rodas. Para fazer parte do MC Damas de Aço são necessários alguns quesitos básicos: respeito ao próximo e a andar dentro da lei. O brasão do MC foi idealizado por Valéria e desenhado por um amigo, tatuador. Além do brasão o colete é adornado por uma tarjeta com a tipagem sanguínea de cada integrante. O grupo é compôs-
To por dez mulheres e nem todas possuem motocicletas, além das adultas o MC tem uma integrante mirim a Luna,04 anos filha da Lih Gallo. O Damas de Aço executam ações solidárias, uma delas de grande repercussão resultou com a arrecadação de 3 toneladas de alimentos, que foram doadas ao fundo social da cidade do Tietê. A Alternativa L registrou e participou de uma dessas ações realizada no daí 22 de maio de 2016, na sede do MC Fraternidade em São Matheus, São Paulo para arrecadar doações para uma bebê linda que nasceu com 3,4kg, a mãe foi diagnosticada com mioma e não desconfiou da gravidez por isso não tinha nada do
enxoval para a filha, o MCDA foi altamente solidário e organizou essa ação para ajudá-la e conseguiram roupas, fraldas e até um berço. Todos os MC tem sua filosofia e todos permeiam o mesmo universo: RESPEITO às famílias, o desejo de conhecer outras cidades e culturas e solidariedade ao próximo. No caso do Moto Clube Damas de Aço podemos acrescentar o sentimento de sororidade ( União e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum ). Para acompanhar a rotina do MCDA sugerimos acessar a página do facebook e colaborarem com as ações propostas e realizadas por essas mulheres que ousam ser livres e fazem história, afinal : mulheres comportadas não fazem história !
Fabi, Valéria, Lih Gallo (Floripa/SC) com sua filha Luna
@DamasDeAçoMotoClube 7
Caderno Deusas Negras
Mulher
Beatriz Andrade, 21 anos, Mulher negra, pobre, gorda e ainda bissexual Faz uma reflexão sobre recortes de gênero E vivência nas periferias paulistanas.
Texto: Bea Oliveira Ilustração: Ananda Feliciano Fotos: Gabriela Alvim
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Beatriz Andrade, 21 anos, mulher preta, da periferia de São Paulo. Nascida e criada na zona norte, sempre nos corres de quebrada em quebrada. Vida de mulher preta é assim. Trabalho desde os 13 anos, filha de mãe solteira, sabe como é. Aquele velho clichê do pai branco, que engravida a preta e mete o pé sem nem se importar com a cria. Fui conhecer meu pai, aos 19 anos de idade, por medo de carregar por muito tempo uma mágoa, mesmo que a culpa não fosse minha. Minha história é recorrente, infelizmente. Minha história é minha, é nossa. Quero levantar com vocês, reflexões das situações que permeiam a vivência de uma mulher negra periférica . Sendo mais específica, não posso deixar de mencionar sobre minha sexualidade. Identifico-me como uma mulher bissexual. Aí o buraco é ainda mais embaixo. Atualmente me relaciono com uma mulher, e estou naquele processo de “sair do armário para a família”. Gostaria de trazer, também, essas questões que tanto nos ferem dentro desses recortes. Mulher negra, pobre, gorda e ainda bissexual . Já paramos pra pensar em quantas camadas de opressão temos que carregar diariamente ? Em uma conversa com uma amiga, comentávamos sobre a “função” de uma família. Pensando a partir da minha vivência, minha família já não é lida como tradicional.
Mãe solteira não é bem vista. Mãe preta solteira e pobre então, nem se fala. De acordo com o que aprendemos, a família deve ser a nossa base de formação para o mundo. Onde adquirimos nossos princípios, cultivamos costumes ancestrais, temos apoio, incentivo, e fortalecimento para lidar com as questões cotidianas à vivência do ser humano. Pensando cada uma em sua família agora, será que isso ocorre¿ Família de periferia já nasce desestruturada, a fragilidade social assola as paredes da nossa casa. E muitas vezes onde imaginamos encontrar refúgio, se torna o nosso maior pesadelo. Quando se inicia o processo de ter que expor a nossa sexualidade para a família, é um momento extremamente delicado. Onde o apoio, o acolhimento é muito necessário. Nossas famílias não estão preparadas, em sua maioria, para lidar com as questões de orientação sexual e identidade de gênero. A homofobia, muito presente na religiosidade,
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também é estrutural na sociedade brasileira, junto ao racismo, sexismo, machismo, cultura do estupro, dentre outras violências. A partir disso, como podemos nos fortalecer resistir e combater a essa violência, principalmente quando os ataques vêm de nossos familiares ? Para continuar resistindo na condição de LGBT na sociedade, é necessário criar mecanismos de defesa Talvez um dos mais importantes sejam os encontros entre nossas iguais. A sororidade que brota das lutas em comum e diárias entre as mulheres pretas LGBT é algo tão magnífico, que precisa crescer e alcançar o maior número delas. Tornando a dizer sobre minha vivência, ao longo da caminhada iniciada há pouco, na militância, conheci e reconheci muitas irmãs, que por viverem as mesmas dores, conseguem ter a empatia e o fortalecimento surge dessas relações.
E mesmo que as dores não sejam exatamente iguais, a irmandade preta nos deixa sensível ao ponto de respeitar e cuidar umas das outras. Isso é muito importante. Encontrar com nossas iguais para desabafos, conversas, trocas e até mesmo momentos de descontração, vejo como uma forma de impulso. Nos fortalecemos para que, em situações em que estejamos sozinhas, tenhamos como reagir. E também para entender que nem sempre precisamos ter toda essa força que nossas mães nos ensinam desde pequenas. Ouço muito: “ você é uma mulher negra, tem que ser guerreira! “. Eu não quero ser guerreira o tempo inteiro. Sou humana! Tenho direito de mesmo quando não reagir à uma opressão, não ser julgada como menos mulher por isso Vamos confiar mais umas nas outras, vamos nos acolher, cuidar. Temos de ser acolhidas, cuidadas. Formaremos um exército. E contra a força de uma mulher preta, que transcende a sua sexualidade, eu acho difícil quem possa. Não sou uma, sou várias, sou todas. Contatos:
@saraudaspre
“Eu to cansada”! Cansada de carregar o peso da dor que é ser quem eu sou Tem gente que diz que eu escolhi Mas eu só entendo que eu vivi Vivi do modo que EU achei correto É muito concreto, chega a ser palpável esse amor Quando eu to longe de todo esse horror,eu vivo! De resto eu só sobrevivo, engulo a seco o abacaxi com casca Mas eu to cansada! Não quero ter que provar, só peço que me deixem amar E aquilo que você pensar, só vomita em mim se eu te perguntar Do contrário se fecha! Sua homofobia bate em mim feito flecha Que fere, mata Só que eu to cansada! E o meu amor me dá força pra parar essa flecha no ar Virar o contrário e soltar E se o teu preconceito te matar Vai vendo Te fazer provar do seu próprio veneno Vai doer mas a culpa não vai ser minha Sou feita de amor, eu sou rainha Sou preta-flor, renasço das cinzas e não amo sozinha! Bea Oliveira 11
MINHA VIDA NESSA EMPRESA
Texto: A. O Ilustração: Ananda Feliciano Sou publicitária, lésbica e tenho 26 anos. Trabalhando nessa área, já encontrei diversos tipos de pessoas: boas, ruins, amigas, invejosas, loucas, liberais, conservadoras e, ainda, preconceituosas. Há cerca de um ano, comecei a trabalhar em uma empresa que pareceu uma boa oportunidade na minha carreira. No início, tudo parecia bem. O trabalho era desafiador, as pessoas me ajudavam no aprendizado e as conversas eram tranquilas. Com o passar dos dias, fui percebendo como eram os funcionários, não só da minha área, mas de toda a empresa. Por ser de estrutura familiar, os valores pessoais se confundem com os profissionais. A empresa se diz cristã, fazendo parte de uma religião específica, mas prega isso para seus funcionários, realizando orações em eventos de trabalho (que, a meu ver, é um desrespeito com quem não faz parte da religião), além de tratar os valores como fundamentais para contratação de pessoas, promoção e tratamento, mas claro, tudo velado. Na minha área, que é considerada a mais “diferentona”, trabalho principalmente com homens. Mas nunca trabalhei com
tantos machistas, preconceituosos, homofóbicos e até racistas. Todos os dias, ouço comentários desmerecendo mulheres, negros e gays, como ˜mulher não pode falar palavrão na frente de homem˜, ou ainda que tal pessoa foi “o neguinho que deu certo”. Coisas que me enojam de tal forma que não sei se fico com raiva, se respondo, se engulo, se choro. Quando se trata do machismo, algumas das mulheres que trabalham comigo até se posicionam, mas quando se trata de LGBT, a história é outra. Já ouvi dizer que é uma vergonha, que só deixa os pais tristes, que não pode ser normal, além, claro, das piadas que todos contam como se não houvesse maldade. Uma vez, quando trabalhei com o marketing para reconstruir a imagem da empresa, comentamos sobre o que era ou não aceitável e presenciei a dona dizer “temos que estipular as coisas, por exemplo, se achamos que não devemos contratar gays, então não entra gay aqui”. Essa foi a mesma mulher que disse que era importante fazer um e-mail marketing para comemorar o Dia do Homem, que, por ironia do destino ou zoeira mesmo, ficou 12
para mim a tarefa de fazer o texto. É impressionante que ela, como mulher, nem saiba porque celebramos o Dia da Mulher. Várias vezes, principalmente no começo, tentei argumentar, mostrar uma outra forma de enxergar os preconceitos, uma maneira de entender aquilo que na verdade não se conhece. Contudo, depois de tantas tentativas, acabei desistindo de insistir, porque tem vezes que se sofre menos ficando calada do que discutindo com gente ignorante. Desde que entrei, penso em pedir demissão a cada cena e comentário medíocre. Passei por diversos momentos, sobretudo com meu chefe, que é um dos que mais profere esse tipo de maldade. Tentei aceitar, relevar, achar que poderia passar por isso e ser uma pessoa iluminada que enfrenta os desafios de forma diferente do que eles fazem, mas é difícil ter que lidar e sorrir para pessoas que acham que merecem respeito, mas não sabem nem o significado disso. Eu namoro há 4 anos e, como já era de se esperar, não consegui (e nem quero) contar a ninguém do meu trabalho.
Pensei em contar, para me posicionar e mostrar a que viemos, mas o ambiente é tão pesado e as pessoas agregam tão pouco, que é capaz de atrapalhar meu relacionamento Então, pensei novamente, e vi que não são pessoas que quero levar para minha vida, por isso, preferi deixar assim. Às vezes, espero que as coisas melhorem e algumas das pessoas caiam si, mas percebi que se quero que algo mude, terá que ser eu mesma. Entretanto, como o mercado está ruim e eu tenho planos, por enquanto, vou continuar enfrentando um dia de cada vez.
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Primeiro
04 de julho, inverno, um clima estranho na cidade. O frio se aproxima e o sol, sem aquecer, insiste em brilhar no céu. Aproximo-me do cemitério da cidade, o local marcado para o encontro, e eu sei que ela estará a minha espera. Ao cruzar o portão da necrópole meu coração congelou, assim como o tempo parecia ter congelado naquele lugar. A cada passo o uivo do vento e o canto dos pássaros entoavam uma melodia desconhecida que me arrepiava inteira, um misto de ansiedade, medo e dúvidas. As folhas das árvores faziam um balé ao meu redor e sobre minha cabeça e na mais pura tradução refletiam o turbilhão de emoções que me envolvia naquela caminhada pelos caminhos de pedra daquele cemitério. Avistei-a de longe, os cabelos e as vestes negras, a pele alva, a boca pálida e as mãos a segurar um copo de vinho.
Beijo Texto e fotografias: Sheila Costa
Ela não é de muitas palavras mas, é intensa nos atos e no olhar. Seu cheiro me mantém quase hipnotizada o cenário nos transporta para um recorte de tempo inexplicável e atemporal, toco suas gélidas mãos, seus olhos ora me seduzem, ora me repelem, a oscilação de desejo e repulsa intensificam o querer, o coração dispara a cada toque frio de suas mãos nas minhas, tomo coragem e aproximo meu rosto do seu e sua boca sem resistência encosta na minha o tremor pelo corpo é inevitável e envolvente. 14
Nossas bocas se tocam e senti uma conexão nunca sentida antes com nenhuma outra pessoa. Após o beijo, um abraço daqueles que você não quer soltar nunca mais e a retribuição do nosso primeiro beijo marcaria uma história de amor, traições, desconfianças, reconciliação e muita cumplicidade .
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O ódio Nosso De cada dia !
Ódio 1. Aversão intensa gerada motivada por medo, raiva ou injúrias sofrida; odiosidade. 2. pessoa ou coisa odiada.
Agimos com o coração motivados pelo amor ou pelo ódio. Texto: Sheila Costa Ilustração: Ananda Feliciano Fotografias: Isa Liberalino e Simone Almeida de Araujo
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senso comum a fala de que “o ódio é o contrario do amor “, não compartilho desta expressão, pois o amor e o ódio dedicam uma atenção ao outro ou outros e produzem sentimentos ao alvo, o contrário do amor seria então a indiferença ou seja, não exprimi nenhum sentimento a uma pessoa ou grupo. Nos últimos anos as redes sociais tem viabilizado discursos de ódio ao outro por motivos diversos. Independente do objeto do ódio a construção das falas, vídeos, posts partem do principio de que se eu não sou o objeto odiado, logo eu devo odiá-lo, esse ódio seria definido com o ódio irracional ou em explicação simplista o “ódio gratuito” ao outro. Um dos fatores que me causam espanto é a quantidade de jovens que reproduzem esse ódio gratuito à todos aqueles
que não se assemelham a ele ou compactuam com suas teorias e conceitos, logo, torna-se um inimigo em potencial e deve ser odiado e por vezes eliminado. O ódio às mulheres independente de sua sexualidade é tão antigo quanto a humanidade e tem no senso comum a normatização da inferiorizarão do universo feminino. A construção histórica e social do que é ser uma mulher passa por mudanças significativas na construção da humanidade e da religiosidade e suas doutrinas monoteístas e falocêntrica.
o que é ser mulher ? A negação da sabedoria feminina o desmerecimento do conhecimento empírico das mulheres medievais com seus chás, ungüentos e práticas medicinais são desvalorizadas resumindo-se ou aceitando apenas as mulheres como “parteiras”. Na atualidade o conhecimento tecnológico da mulher não é igualado ao do homem independente do nível 17
De graduação ou experiência que possuam essas mulheres. Essas afirmativas pertencem ao senso comum desde o momento que nos descobrimos mulher. Mas afinal de contas o que é ser mulher ? Se partimos da frase fatídica pronunciada ao fim do casamento religioso e em alguns casamentos de ordem civil : “Vós declaro marido e mulher”, então só nos tornamos mulher para a sociedade quando temos um “dono”, seguindo essa construção social os pais ou responsáveis são nossos tutores e nos entregam a nossos donos definitivos de preferência em bom estado evitando custos e os mal dizeres da sociedade. As lésbicas não seguem essa regra da sociedade e automaticamente não são mulheres e por não serem a mulher que a sociedade espera são vistas como abjetos, coisas, seres inferiores. Essa pode ser uma explicação para a coisificação, marginalização das lésbicas pela sociedade. “Não conseguiu um homem ao seu lado” ( um dono) “Não gerará a vida” “Não terá ninguém para cuidar dela na velhice”
Não...não...não.. A palavra não traduz o comportamento da sociedade com as lésbicas, negando sua existência seus saberes ou suas vontades.
Mulheres de ve
rmelho
As conotações que acompanham o universo lésbico são carregadas de negatividade: Mulher-macho, Paraíba, mulher feia, mal amada, desprezada. Equiparadas à uma caricatura do homem ou uma mulher frustrada, que não atende aos padrões de beleza e com isso não conseguindo atrair companhia masculina escolhe a feminina. O ódio dispensado às lésbicas através dos tempos coloca essas mulheres às margens da sociedade padronizada. A luta por direitos e por ser vista como agente ativo na sociedade é constantes. Durante o ano em São Paulo temos dois momentos de manifestação Política e Cultural a Caminhada de lésbicas e bissexuais de São Paulo que acontece um dia antes da Parada Gay de São Paulo e dia 29 de agosto o dia da visibilidade lésbica.
Para ser invisível basta ser mulher . E sendo mulher e sexualmente livre a sua invisibilidade será imposta por vários segmentos sociais, engana-se aquela que acredita que por estar em um grupo constituído por mulheres estará livre de preconceitos e discriminação.mais uma vez se você não for igual às outras Terá um momento de discriminação, e separatismo. Ainda falta para algumas mulheres entenderem o real significado de sororidade. 18
XIV Caminhada de Lésbicas e bissexuais de São Paulo
Texto :desenvolvido coletivamente pelas organizadoras da caminhada lésbica de 2016. Fotografias : Isa Liberalino e Simone Almeida 19
Para as lésbicas, o ano de 2003 foi referência para o crescimento de sua visibilidade e auto organização. Ao mesmo tempo em que acontecia, em São Paulo, o V SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas) – considerado um marco para o fortalecimento da organização política de lésbicas e bissexuais no Brasil – foi realizada a I Caminhada de Lésbicas e Bissexuais do país. Organizada pelo Grupo Umas & Outras, ela foi inspirada em experiência semelhante a que acontecia no México. Em 2005, a Caminhada de Lésbicas e Bissexuais passou a ser organizada pela Liga Brasileira de Lésbicas (LBL/SP), estando sob sua responsabilidade até 2013. A partir de 2014, após reflexão conjunta com diversas ativistas e a LBL/SP, a Caminhada passou a ser organizada por um coletivo plural onde diversos grupos e militantes autônomas e independentes se aproximaram e passaram a integrar o que hoje chamamos de Organizativo da Caminhada Lésbica e Bissexual. Neste ano de 2016, mais uma vez nós mulheres lésbicas e bissexuais saímos às ruas caminhando contra todas as opressões que diariamente sofremos por sermos mulheres, por sermos lésbicas e bissexuais, por sermos mulheres transsexuais e travestis, por sermos negras, por sermos periféricas e trabalhadoras, por sermos muitas e diversas. Assim,
queremos romper com a invisibilidade e discriminação a que estamos sujeitas nos espaços de poder, na sociedade e dentro do próprio movimento Feminista e LGBT. Cientes das diversidades e desigualdades, porque as opressões que sofremos são distintas, a 14a caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo procurou ir além do que já construiu até aqui e olhar para as mulheres que estão a margem dessa sociedade. Se é difícil ser lésbica e bissexual nos centros das cidades, na periferia nossos problemas só crescem. Visto isso, a Caminhada desse ano sai às ruas historicamente com um grito ainda mais ressonante. Com um grito que ecoará não só nos centros, mas também nas periferias, com as manas que tem todos os seus direitos ignorados e negados. Nosso grito será por todas que não tem acesso a uma educação emancipadora e de qualidade, que discuta gênero e sexualidade e que desconstrua os padrões machistas e misóginos dessa sociedade. Por aquelas que não tem acesso a saúde de maneira integral que acolha e oriente a partir das suas vivências e com respeito. Para que qualquer lésbica ou bissexual possa andar nas ruas sem medo e sem violência. Caminharemos contra o retrocesso e a opressão fundamentalista que ainda hoje age diretamente contra nós! Contra a violência, o desrespeito e o 20
assédio! Temos o direito de amar quem quisermos! Temos o direito de ser quem queremos! Nas ruas de São Paulo no dia 28 de maio de 2016 serão ouvidas nossas vozes:
O grito de resistência das lésbicas e bissexuais periféricas não será mais sufocado! Queremos discutir gênero nas escolas, ser respeitadas na saúde e andar nas ruas sem violência
Ilustração do organizativo.
O QUE É GÊNERO ?
O gênero está na essência de cada um bem sabemos que a identidade humana é construída ao longo da vida, seguindo este raciocínio o gênero é moldado com suas especificidades de acordo com a normatização das atribuições pertencentes ao masculino e feminino de cada cultura. O resultado dessa equação é uma variável aberta, pois as sociedades ao redor do mundo e ao longo do tempo apresentam diferentes valores e atribuições para homens e mulheres. Tais valores e imposições para cada gênero nem sempre são do agrado pessoal ou da essência de cada indivíduo, por exemplo; espera-se que homens saibam jogar futebol e que mulheres tenham facilidade com dança, mas nem sempre as preferências e inclinações naturais obedecem essa sentença,embora a sociedade molde os indivíduos para concretizar esse modelo imposto para meninas e meninos.Essa realidade é visível em campeonatos de jogo de xadrez onde a maioria esmagadora é composta por homens e uma pequena parcela são mulheres,afinal estas não são incentivadas a aprender jogos estratégicos. Texto e fotografia: Simone Almeida de Araújo 21
A ilustradora Ananda Feliciano é estudante de Design, tem 23 anos, e este mês está ilustrando a capa da nossa revista. Nandaah, como é conhecida, sempre teve gosto por desenhos, arte e decoração. Agora quase formada, pegou gosto pela pintura, deixou de desenhar apenas por lazer e decidiu fazer disso sua profissão. À dois meses ela vem criando e reproduzindo desenhos cheio de cores e vida, prontos para serem enquadrados e fazerem parte do dia a dia de alguém. Desde o primeiro contato com a técnica de Aquarela, eu me apaixonei, com ela eu saio dos padrões e estou livre para viajar e criar infinitas possibilidades de cores dentro de um desenho, e é isso que eu quero, as cores tem um poder incrivel sobre a nossa mente, e quero trazer isso de uma maneira positiva para as pessoas, então, não é apenas criar desenhos, trata-se de enquadrar beleza e felicidade, trazer um pouco de cor para o dia a dia cinzento de quem mora na cidade grande, esse é o meu objetivo
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Confira um pouco da sua incrĂvel arte e acompanhe o trabalho da artista: Facebook.com\Nandaah.ilustra Instragram: @Annandaah
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PONTO G
Marginalização do LGBT Negro
Resistência e Luta A omissão do Estado e os movimentos de luta e resistência da população LGBT negra.
Texto: Guilherme Fernandes Fotos : Simone Almeida Modelo: Dieggo Santos 24
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A complexidade pela qual nos referimos às letras que compõem o universo gay e seus derivados (gêneros) LGBTT: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros, não nos permitem entender, classificar e identificar de forma rápida e fácil cada grupo a qual elas pertencem, justamente porque dentro da própria classe há diversas divisões, das mais variadas formas. Dentro dessa pluralidade de identidades, assim como a multiplicidade do povo brasileiro, me chama atenção o comportamento que é dado ao negro, sendo este claro dentro da sua grande diversidade da nação que nos compõe. Mas me atentarei ao grupo em específico LGBT negro ou negra, ambientando seus medos, maiores algozes, direitos e possíveis soluções aos problemas que começam majoritariamente com o preconceito.O preconceito a qual nos referimos, começa com a ação de algumas pessoas em não aceitar a orientação sexual de cada indivíduo, seja ele classificado em qualquer um dos nomes já
um lgbtt morre ou é agredido fisicamente, em 2015 foram 318 mortes. Não obstante esse fato horrendo e preocupante, de ameaças externas, por pessoas que nós não conhecemos, grande parte dessa “violência” parte do próprio ambiente familiar. Seja um fator externo ou interno o preconceito parte sobretudo da ignorância, da falta de educação, esta que preze o respeito as pessoas, sobretudo as diferenças e a diversidade. E a população negra Lgbtt, é a que mais sofre com ações de exclusão, que os colocam a margem, através de um processo muito cruel da sociedade e da história, que nos afetam até os dias de hoje. A influência negra no nosso país se deu por um processo processo de “importação” deste povo da África, coloco esta palavra porque infelizmente foi assim que a população negra foi tratada, como produto de troca e venda, foram retirados de
citados, e além do fato da não aceitação, há a falta de respeito e “ódio gratuito”, que acarreta na maior matança do mundo a Lgbtts. Segundo o Grupo Gay da Bahia, isso significa que a cada 27 horas
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seus países, (grande parte do continente africano) de sua cultura, costumes ecomercializados, literalmente marcados como animais, explorados e escravizados em terras brasileiras, no período do Brasil colônia e início da República. Mesmo após a proclamação do fim da escravidão, o processo e a tratativa dada a este povo não melhora de uma hora pra outra, repentinamente, uma vez que os mesmos eram tidos como um ser inferior. Sem moradia e sem condições de vida aceitável mínimas: emprego remunerado e moradia digna, os que não aceitaram viver em condições péssimas, com suas cartas de alforria (nomes dado ao “documento de liberdade”) foram parar em povoados, o que através de uma evolução chamamos de favela. Alguns devem perguntar-se: Mas existiam gays na época da escravidão? Respondo-os: Sim, nós sempre existimos! Com registros compro-
-dos , no mínimo a partir da Roma e Grécia Antiga. Mesmo depois do fim da escravidão legalizada, muitos negros sofreram com o tráfego de seus parentes, de seu povo, a liberdade demorou muito para realmente acontecer. E o que sobrou disso foi o preconceito, através da eminente e clara diferença na tratativa da pele, comportamento, os brancos se consideravam superior, muitos tem esse pensamento retrógrado, ultrapassado e criminoso de julgar, descriminar, excluir pessoas pela cor da pele, pela “capa” que nos cobre, o que não melhora, não piora, não demonstra e não significa nada! Ou melhor não deveria, porque hoje quando uma pessoa lgbtt negro é visto ou identificado por algum civil ou autoridade é tido como perigoso ou supérfluo, “sem cultura”. Quando está num ambiente onde a maioria da elite branca frequenta, é tratado diferente, no mínimo olhado de forma especial pela segurança, se estiver um pouco mal vestido então socorro! Lhes sobrarão olhares . A maioria dos lgbtt’s negros, estão sim nas comunidades, em uma classe social menos favorecida, mas não porque querem, não por não serem capazes de elevarem-se socialmente, e a resposta disto, a história mostra claramente como já foi citado 27
Pra quem é pobre, negro e lgbtt então, as coisas não são fáceis. Estudar e trabalhar, são sinônimos íntimos, para aqueles que assim conseguem fazer, porque senão a estes restara o trabalho. Para trangêneros, travestis e transexuais o penar é maior ainda! Muitos, segundo estatísticas a maioria, vão parar na prostituição. Não porque assim querem, muitas vezes, mas para sua própria sobrevivência. Vivem a margem da sociedade porque ninguém lhes fornecera emprego, poucos ainda os incluem socialmente. A descriminação acontece também, pelo machismo, na diferenciação dada e que sofrem as mulheres lésbicas negras e periféricas. Ou no gay negro que não é aceito em casa, na família, pela ignorância gritante de seus familiares, unidos a um cego e alienado pensamento religioso. Como lidar com o preconceito? Como punir criminosos que excluem, segregam, agridem difamam e matam pela cor da pele e orientação sexual? Um absurdo porque somos formados a partir da miscigenação entre brancos, indígenas e negros. Ignorar isso é ignorar sua própria história. Atualmente temos leis que punem o racismo, mas não a lgbttfobia. Existem dois tipos de crimes que são práticas infelizes, porém ainda comuns atualmente: a injúria racial e o racismo. A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal, se caracterizando como qualquer tipo de ofensa discriminatória onde o alvo, ou a vítima no caso, é uma pessoa ou grupo determinado de pessoas. Na injúria racial, há uma atribuição negativa a uma pessoa, ofendendo a honra da vítima, ou seja, sua própria auto estima Portanto, os xingamentos referentes à raça ou cor da vítima constituem o crime de “injúria qualificada” e
não crime de “racismo”. Já o Racismo está previsto do artigo 20 da Lei nº 7.716/89 e diferente da injúria racial, só ocorre quando as ofensas atingirem toda uma “raça”, etnia, religião ou origem, onde não há como determinar o número de vítimas ofendidas. Por exemplo: Não permitir a entrada de negros em determinado estabelecimento, deixar de vender algum produto só para os Judeus, não empregar indígenas numa empresa. Outra diferença está na pena, o crime de racismo também está previsto na Constituição Federal, onde está determinado que a prática desse crime é inafiançável, já na injúria racial, é possível o réu pagar fiança e responder o crime em liberdade. Ambas estão previstas no Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la.
fechamento da casa em caso de reincidências sucessivas, aos estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços que discriminarem por meio de atos violentos, verbais ou morais que denegrirem ou que proibirem a entrada ou permanência de LBGTT´s nos mesmos. Já existe um Projeto de Lei da Câmara que criminaliza a homofobia em nosso país, (Projeto de Lei Complementar 122, alterava a Lei 7.716/89, que define originalmente, os crimes raciais), projeto é de 2006, mas está arquivado no Senado, prevê a homofobia um crime, em
Não há lei específica que criminalize a LGBTfobia no Brasil, porém no Estado de São Paulo há uma iniciativa muito boa. Segundo a lei regulamentada em 03/2010, a
Lei 10948/2001, a lei antihomofobia prevê multa e até 28
igualdade ao crime de racismo. Com um congresso de maioria tão conservadora e retrógrada, não alcançaremos uma aprovação tão cedo. Temos que nos organizar e nos mobilizar muito mais pra que isso aconteça. Não podemos nos deixar intimidar por atos que nos diminuem, nos excluem de viver e de constituir direitos, assim como deveres que temos, precisamos fazer valer nosso título que cidadãos: direito de ir e vir, de trabalhar, estudar, de ter acesso a cultura e lazer, direito de amar. Coisas que privam majoritariamente os negros e pobres. Esses
direitos são cerceados ainda mais quando falamos da população LGBTT. Precisamos discutir identidade de gênero nas escolas, é pela educação de nossas crianças que diminuiremos o preconceito, seja ele de qual natureza for, porque eles são o futuro, é pelo debate e respeito às diferenças que poderemos sonhar com um mundo, um país melhor. Para que evitemos ataques como ocorreram na cidade de Orlando, nos Estados Unidos onde 49 pessoas foram mortas, 49 LGBT’s ou tantas mortes homo fóbicas que ocorrem no Brasil todos os anos. Seguimos o exemplo de Nelson Mandela, um dos que mais lutaram pela igualdade racial no mundo:
“Ninguém
nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.”
Para combatermos o preconceito volto a dizer precisamos sobretudo disseminar o RESPEITO ao invés do ódio, além da compreensão, do bom senso, da empatia e da solidariedade. Estes valores aprende-se na escola e nos lares. Se mesmo assim o indivíduo não se adequar as diferenças, não respeitar e não conviver com a diversidade, seja ela étnica e racial como debatemos aqui, mas também religiosa, cultural e sobre a orientação sexual de cada um, então que criemos e façamos valer as leis, sendo as mesmas existentes pra organizar a convivência ente todos, da forma mais plural, mais diversa possível. O Estado precisa garantir e de forma legal e oficial a segurança e direitos dos LGBTT’s de forma igual a que existe aos héteros. Não queremos privilégios e sim igualdade. “A
razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido.” Madonna.” 29
Peguemos o exemplo da rainha do pop Madonna, vamos disseminar conhecimento para quem demonstra a ignorância, vamos mostrar o amor a quem propõe o ódio, vamos demonstrar união a quem separa, segrega!
Nosso conhecimento, nossa união, nosso amor! Demonstre-os, sinta-os, viva-os! Viva a população LGBT! Viva A diversidade! Que não haja mais medo, medo pelo desconhecido, e se o medo vencer que haja justiça.
“Questionar leva abrir os horizontes” Tânia Navarro Swain
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