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Trajetória educativo Amazônia, Sebastião Salgado

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Photo by Christoph Oberschneider

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trajetória EDUCATIVO | AMAZÔNIA – SEBASTIÃO SALGADO


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AMAZÔNIA – SEBASTIÃO SALGADO Curadoria: Lélia Wanick Salgado

SESC Fábrica Pompéia Após ter terminado Gênesis, sua exploração fotográfica da natureza ainda intacta do nosso planeta, Sebastião Salgado orientou seu olhar em direção ao seu país natal, o Brasil, e mais precisamente a Amazônia. A fim de realizar esse novo projeto, ele passou longas temporadas junto com doze comunidades indígenas isoladas, navegou no gigantesco Rio Amazonas e seus afluentes e sobrevoou a densa floresta tropical com suas fronteiras montanhosas mais áridas. Foram sete anos de trabalho, ao término dos quais todas as fotos e imagens ficaram prontas. A mostra conta com curadoria de Lélia Wanick Salgado e comporta um total de 205 fotografias inéditas no Brasil. Amazônia - Sebastião Salgado - Sesc São Paulo : Sesc São Paulo (sescsp.org.br)

EDUCATIVO | AMAZÔNIA – SEBASTIÃO SALGADO EDUCADORES ALICE YURA é nipo-caipira, mulher trans e artista visual com foco em performance. BEA BONIFÁCIO: é mãe, preta, artista educadora e bordadeira nos tempos livres. CASSANDRA MOIRA COSTA MOURA é travesti, preta, educadora e antropóloga pela UNIFESP. DANY OLIVEIRA: Mulher negra e artista popular em formação na USP. EMILY TAKAESU é mãe, pesquisadora e curadora quase formada em Arte: HCC (PUC-SP). ENZO KRUSCHEWSKY: é roteirista, cinéfilo, educador e estudante de Audiovisual. FELIPE LEONIDAS: é preto, educador, poeta e graduando em arquitetura e urbanismo GLEICE KELY é atriz, pesquisadora, educadora e estudante de Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo. GUILHERME ALMEIDA: Educador, artista visual e pesquisador em iconografia do corpo negro na arte

ISABEL DE ALMEIDA é apaixonada por teatro e futura jornalista. MARINA RIGATTO: é educadora, atriz e artista. NAY PATENTE: é Mãe, pedagoga, oficineira, tatuadora e artista educadora. PAM SILVA: Fotógrafa, favelada e estudante de História da Arte pela Unifesp. RAFAEL DE OLIVEIRA é ator e estudante de Licenciatura em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. RENAN DE FIGUEIREDO: documentarista, produtor cultural e graduando em história com ênfase em memória e patrimônio. RIVE AGRA: é intérprete de Libras e estudante de Licenciatura em Letras com ênfase em Literatura no Instituto Singularidades. TIAGO LUZ: é artista e educador. TITA COUTO: é atriz e estudante de Licenciatura em Educomunicação na Universidade de São Paulo.

SUPERVISORES JOÃO PEDRO CANOLA: é artista, educador e mediador de brincadeiras. LUCIANE TOBIAS: é Mulher Preta, Historiadora (PUC-SP), supervisora educativa, educadora e pesquisadora independente. COORDENAÇÃO ANDREA SOUZA: é educadora/pesquisadora, professora universitária, coordenadora e consultora de programas educativos e diretora da Alebre. ACESSORIA ARTISTICO-PEDAGÓGICA ANDRÉA TAVARES: artista e educadora, mora em são Paulo com o Gato Baleia. É professora na FAAP onde também coordena a pós graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas. Atualmente atua como coordenadora no ILAP (Internacional Laboratory of Art Practice) da uncoolartist.


Sumário

EDUCADOR/A-PESQUISADOR/A – A estrutura se faz a partir de sujeitos. Por Andréa Tavares..............6 Documentação Pedagógica no contexto AMAZÔNIA/SESC Fábrica Pompéia...................................................13 Reflexões da Supervisão Educativa. Por Luciane Tobias............................................................................................21 Reflexões da Supervisão Educativa. Por João Pedro Canola ....................................................................................23 ENCONTROS EDUCATIVOS: CAMINHOS DA AMAZÔNIA........................................................................26 Sinopses.................................................................................................................................................34 AÇÕES EDUCATIVAS EM PARCERIA COM O EDUCATIVO DA EXPOSIÇÃO A VIDA DAS

COISAS...............................................................................................................................................................................44 SEMANA EDUCATIVA INCLUSIVA: FÁBRICA PARA TODAS AS PESSOAS...........................................49 REUNIÃO INSTITUCIONAL SESC..........................................................................................................................57 OBJETOS PROPOSITORES…………………………………………...............................................................58 Documento Ensaio...........................................................................................................................................................62 Bea Bonifácio.......................................................................................................................................63 Dany Oliveira.......................................................................................................................................64 Emily Mayumi......................................................................................................................................66 Enzo Kruschewsky..............................................................................................................................67 Felipe Leonidas....................................................................................................................................68 Gleice Kely...........................................................................................................................................69 Guilherme Almeida.............................................................................................................................70 Marana Rigatto.....................................................................................................................................71 . Nay Patente...........................................................................................................................................72 Pam Silva...............................................................................................................................................73 Rafael de Oliveira.................................................................................................................................74 Renan de Figueiredo............................................................................................................................76 Rive Agra...............................................................................................................................................77 Tiago Luz..............................................................................................................................................78 Tita Couto.............................................................................................................................................79


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EDUCADOR/A-PESQUISADOR/A – A estrutura se faz a partir de sujeitos Por Andréa Tavares “Pesquiso para constatar, constando intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.” – Paulo Freire

Trabalhamos considerando a autonomia dos sujeitos envolvidos no processo de educação não formal. Considerando a instauração de um educativo dentro de uma instituição como o Sesc como a instauração de um jogo, onde as regras são combinadas a priori, mas também modificadas no decorrer das partidas. Assim ao coordenar a instauração de uma equipe, ou time, de um jogo onde não há vencedores, o objetivo do jogo é jogá-lo, defendemos que todos os participantes devem ser considerados como sujeitos, complexos e críticos. A extensão do campo do jogo parte de um tabuleiro – a exposição, - como talvez em Jumamji , onde cada jogada amplia sua extensão. Assim, durante o processo costuma-se ultrapassar o escopo do conteúdo da exposição. Porque os encontros partem dela, se iniciam pela sua proposição, mas sendo uma proposição acolhida por um outro, este acolhimento soma e multiplica, se configura experiência própria de um sujeito, portanto ultrapassa seus limites, borra suas fronteiras, e no corpo de cada jogador circulam questões incontroláveis e mesmo imprevistas ao propositor (àqueles que realizaram o projeto da exposição). Partimos da intenção de criar um time polifônico. Todos falam, cada um com sua voz. Ao compartilharmos informações específicas sobre a exposição e o que podemos considerar interessar ao desenvolvimento do trabalho também buscamos que as vozes se ouçam, percebam seu timbre, seu fôlego e como gostariam de soar. Isso criaria um primeiro coro quase harmonioso para o nosso time. As distintas vozes se esforçam por criarem um único som. É um esforço que demanda tempo e que nos leva a entender que o que vale é o esforço e porque como veremos a seguir o resultado de um uníssono é impossível e até indesejado. Qualquer educador/a pode notar na sua prática que o conteúdo de seu trabalho, podendo ser definido como questão problema, assunto ou conceito, que deseja discutir, tende a ser extrapolado se não perdido quando é compartilhado com outros sujeitos. Jacques Rancière em O mestre ignorante nos lembra o quão frequente é a situação do professor/a que descobre que seu aluno/a não aprendeu o que ele pretendia ensinar com alguma “lição”, mas o que foi internalizado de forma real foi algo imprevisto. Essa dinâmica da imprevisibilidade acontece mesmo em uma metodologia que seja útil, acessível e democrática, para que todos saibam as mesmas coisas e tenham acesso aos mesmos conteúdos pré-selecionados e deglutidos. Ainda assim, diante de um quase genocídio de subjetividades os sujeitos ainda se rebelam, não aprendendo nada ou aprendendo outra coisa. Rancière recorre ao “Ensino Universal” primeiro proposto por Joseph Jacotot no século XVIII, para nos levar a refletir sobre a uma dinâmica de ensino aprendizagem onde ninguém se percebe como o detentor do

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"...lição emancipadora o artista, oposta termo a termo a lição embrutecedora do professor, é a de que cada um de nós é artista, na medida em que adota dois procedimentos: não se contentar em ser homem de um ofício, mas pretender fazer de todo trabalho um meio de expressão; não se contentar em sentir, mas buscar partilhálo. O artista tem necessidade de igualdade, tanto quanto o explicador tem necessidade de desigualdade. E ele esboça, assim, o modelo de uma sociedade razoável, onde mesmo aquilo que é exterior à razão - a matéria, os signos da linguagem - é transpassado pela vontade razoável: a de relatar e de fazer experimentar aos outros aquilo pelo que se é semelhante a eles. " (Ranciere. 2013.p.104)

do conhecimento privilegiado e correto por excelência. O professor dentro desta dinâmica é um mediador, um provocador e um ouvinte. A didática do afeto e da escuta proposta em meados do século XX por Paulo Freire demonstra os mesmos princípios enfatizando que a própria dinâmica e metodologia de ensino deve fazer sentido e ser elaborada em acordo com os participantes, o grupo, a classe, para que faça sentido a todes. As atuais discussões sobre as metodologias ativas irá ressaltar a necessidade de pensar o professor como pesquisador. O professor-pesquisador, segundo esta definição atual, saberá estimular seus educandos a serem pesquisadores também, a levar em consideração suas próprias questões, enunciando-as e buscando respostas de forma autônoma. Autonomia crítica tem sido o centro dos estudos em pedagogia nos últimos dois séculos de forma sistemática com inúmeros experimentos sendo realizados e documentados segundo a tecnologia de cada época. Esses experimentos deixaram rastros, documentos e principalmente uma afetação nos corpos. O que se documenta é estudado por outros, e estes tem seus corpos afetados, documentam sua afetação para que o ciclo se estenda. Se Jacotot não tivesse publicado seu livro, deixado seus diários de classe Ranciére não poderia ter estendido seu raciocínio e o implicado em uma noção moderna de política. E portanto nossos corpos seriam outros. Para instaurar um time para agir na situação exposição colocamos como parâmetros de atuação considerar que a/o educadora/o como sujeito pesquisador, autônomo. Então muito mais que um repetidor, o sujeito da experiência. Ser educador/a é uma posição que não concorre com a do especialista, artista ou curador; nesta posição o sujeito ensaia-se, no sentindo que

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“(...) na investigação feminista se trata de entender como as coisas funcionam, quem são os participantes, que possibilidades existem e como atores mundanos podem, de alguma forma, prestar contas de seus atos e amar uns aos outros de maneira menos violenta.” – HARAWAY, Donna. “O manifesto das espécies companheiras”. Rio de Janeiro, Bazar do tempo, 2021. p. 16

Wally e seu amigo humano Joey Henney. https://canaldopet.ig.com.br/curiosi dades/especiais/2019-0206/jacare-abraco.html

há movimento fluxo e não uma finalização. Parece que essa posição proporciona a quem está nela a criação de encontros e, portanto, comunidades temporárias, que constroem linguagens contingentes e temporárias. Assim o/a educador/a passa por vários encontros, linguagens, comunidades e concentra em si vestígios de tudo isso que serão levados até os próximos encontros. Algumas aves, como os papagaios e as cacatuas, são consideradas pássaros repetidores. Assim como muitos consideram educadores como repetidores. Considera-se que os pássaros repetem de forma mecânica aquilo que ouvem muito. Como qualquer pessoa que convive com animais irá poder notar animais tem preferências que não parecem ser explicadas pela ciência como aprendemos na escola, que descreve os animais como autômatos que respondem apenas a sua programação genética. Como os animais escolhem aquilo de que gostam? As atividades em que preferem se engajar? É possível falar em “gosto’ para se referir as preferências dos animais? Teriam ele uma vida psíquica, uma subjetividade? Essas perguntas parecem tomar o animal como sujeito de sua experiência e não um autônomo que age aos eventos externos de acordo com uma pré programação. A bióloga feminista Donna Haraway, em “O Manifesto das Espécies Companheiras” se envereda por este tipo de reflexão, apontando que os animais criam comunidades conosco, tanto em nível de espécie, como no caso dos cães , mas também em comunidades menores, familiares. As redes sociais estão cheias de exemplos de comunidades estranhas criadas entre animais e pessoas; gatos que são amigos de ratos, galinhas cuidando de gatinhos, patos que saem pra passear usando coleiras, até um jacaré que serve de apoio psicológico para um senhor na Flórida. Comunidades e mundo outros, construídos por indivíduos que interagem não apenas para agradar uns aos outros ou por serem adestrados em determinados comportamentos. As aves repetidoras são portanto muito mais que uma gravação em looping, são sujeitos que se comunicam e criam parcerias. O que nos lava a considera-las como repetidoras, como aquelas bonecas que sempre dizem as mesmas coisas, pode ser a mesma lógica estrutural que inclui o cargo de educador entre o conjunto das profissões subalternas, onde nada se cria. A também feminista, a

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“A natureza é convidada para um projeto político. Um projeto queer. Ela não nos ensina nada a respeito do que somos ou do que devemos fazer, mas pode alimentar o imaginário e abrir o apetite para a pluralidade de hábitos e dos modos de ser e de existir. Ela está sempre recombinando as categorias e recriando, a partir da multidimensionalidade de cada uma delas, novos modos de identidade. O que quer dizer macho ou fêmea, por exemplo, varia de animal para animal, segundo modos inventivos que se assemelham a uma multiplicidade de formas de habitar o gênero. Encontramos entre alguns pássaros – as vezes até entre membros da mesma espécie – duas situações características: de um lado vemos fêmeas que vivem a vida inteira como casa; constroem juntas todos os anos, um ninho onde chocam os ovos que uma das fêmeas fertilizou acasalando com um macho; manifestam regularmente comportamentos de cortejo uma em relação à outra; e, no entanto, jamais apresentam cópula. Por outro lado, vemos um macho acasalando a vida inteira com a mesma fêmea, com a qual copula regularmente e cria os filhotes, mas que em dada ocasião, acasala com um macho (e nunca mais faz isso de novo). Como categorizar? São relações homossexuais, bissexuais? Esses pássaros são machos e fêmeas de maneira constante? Essas categorias ainda servem para das conta do que eles fazem ou do que eles são?” – DESPRET, Vinciane. O que diriam os animais?”. São Paulo: Ubu, 2021. p. 229

filosofa Vinciane Despret, em seu livro “O que diriam os animais?” cogita a possibilidade de que a convivência entre as espécies faz surgir linguagens únicas, inventadas e úteis para certos grupos que compartilham uma vida. Despret e Haraway irão demonstrar em seus respectivos livros que é uma estrutura moral patriarcal que enrijeceu o modo como a ciência é feita. Assim, por exemplo durante muitos anos os cientistas preferiam deixar os relatos de relações homossexuais entre animais, seja por diversão ou pelo propósito de cuidar da perpetuação da espécie, apenas em seus diários e fora dos artigos acadêmicos. Portanto a mesma estrutura hierárquica e patriarcal branca contamina o modo como o educador parece ser visto por muitos como um repetidor ou ainda como um sujeito que tendo estudado o conteúdo da exposição estará qualificado apenas para atender o público leigo e não aqueles que estudam nas academias ou trabalham no circuito de arte, produzindo, comercializando, criticando, e organizando exposições. Educadores são para atender as escolas, os interessados e mal-informados, formando um repertório para os visitantes e potenciais consumidores. Uma visão perversa, que não quer ser surpreendida pelo diferente e por isso faz questão de reafirmar hierarquias. A um educador na exposição Amazônia foi perguntado, “mas vocês estudam?”. São tantas as implicações desta pergunta. Sim ele estudou a exposição, estuda em uma universidade, trabalha em uma grande instituição cultural, pesquisa continuamente os silenciamentos que a curadoria não deu conta, ou quis neutralizar, e para tanto, ele tem o cargo de educador. Quem faz a pergunta quer garantias de que a pessoa sabe o que está falando e quer confirmar suas expectativas. Nessa conversa ela é surpreendida por uma pessoa 20 ou 30 anos mais jovem que parece ter informações e opiniões relevantes, mas antes de ceder e concordar ela precisa de garantias. Fico por aqui na especulação, outras sobre gênero, classe e racialidade poderiam ser feitas. A estrutura hierárquica dominante entende o educador como um subalterno. Cabe nos apropriarmos da questão desenvolvida pela filósofa indiana Gayatri Chakravorty Spivak ao debater o pós colonialilsmoa “Pode a subalterna falar?”. Sujeitos estabelecem uma conversa de acordo com o que são ou estão. Como sujeito consciente de sua experiência em que ponto se encontram, como jogadores propositores no encontro com o público, estabelecem comunidades temporárias ligadas pela situação exposição. E cada um dos membros dessa comunidade tem seus interesses.

“Spivak é uma das principais personagens do rico "movimento" conhecido como pós-colonialismo que, em linhas gerais, pretende interrogar os fundamentos da ciência e da filosofia européias à luz das experiências e dos saberes provenientes dos sujeitos subalternos dos territórios coloniais.” https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/espacoe cultura/article/view/12882/9948

Para formar educadores-pesquisadores como mencionamos antes criamos situações que proporcionem escuta, se ouvir, ouvir os próprios interesses e os de outros, desde a formação até a finalização da exposição. A prática pedagógica exercida pela Alebre se desenha de forma coletiva. Identificamos as necessidades

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https://www.cobogo.com.br/sandr a-benites

“ Muitos brasileiros – muitos juruá, na verdade – questionam nossas manifestações na rua e se referem a nós dizendo coisas como “essa raça ruim”, “esses grupos que são afastados”, que “não se desenvolvem”, que “não são civilizados”. Todo esse preconceito acontece porque não somos compreendidos, porque nos colocam em um lugar de inferioridade, não entendem como nós pensamos e vivemos. Com isso, digo que atrasado é aquele que não sabe abraçar o mundo – abraçar, inclusive, o mundo do outro –, que não sabe nem procura sequer saber sobre pensa diferente. Acredito que esse seja um desafio nosso, não só enquanto guarani, mas enquanto seres humanos. Porque uma educação de qualidade para nós, guarani, se trata de aprender a ser acolhido e a acolher, o mundo humano e o mundo não-humano. o outro e se acha melhor porque pensa diferente. Acredito que esse seja um desafio nosso, não só enquanto guarani, mas enquanto seres humanos. Porque uma educação de qualidade para nós, guarani, se trata de aprender a ser acolhido e a acolher, o mundo humano e o mundo não-humano. Nessa lógica de incompreensão da nossa forma de pensar e de viver, desse jeito que não abraça, é que o Presidente Jair Bolsonaro disse que somos incapazes, atrasados e que precisamos aprender a interagir como civilizados. Com essa justificativa, querem tirar a nossa terra. Este pensamento que o faz se sentir superior àqueles que pensam diferente dele é um desrespeito a si mesmo. “ BENITES, Sandra. Educação Guarani e interculturalidade: a(s) História(s) Nhandeva e o Teko Caracol, São Paulo, N. 20, jul./dez. 2020 Dossiê 199. pp. 198-199

das instituições, as particularidades da exposição e as vozes dos educadores 11 (estagiários e formados). Não pretendemos estabelecer metodologias rígidas, mas fluidas, entendemos que estamos participando de um jogo, criando uma comunidade temporária que está inventando uma linguagem enquanto se forma. Privilegiamos encontros, acolhimentos, apoiamos e alimentamos essa comunidade aprendendo junto. Somos todos educadores/pesquisadores. Educador/pesquisador se ensaia na prática, a pesquisa se dá na leitura, no encontro com os visitantes e com a equipe. O/a educador/a pesquisador/a tem dúvidas, olha para tudo, questiona, se pergunta sobre a luz e sobre o que está sentido com aquela luz e o ruido infinito. Se pergunta sobre seu incômodo com as imagens, ou sobre o porquê apesar de tudo uma bela paisagem chama sua atenção. Percebe que se sente emponderado por estar autorizado a não tirar fotos para os visitantes, e que pode na hora do fechamento, pedir aos visitantes que se retirem porque vão fechar os portões. Se entende como a autoridade responsável neste espaço expositivo, e porque as são, mesmo que o visitante seja um macho branco e rico. Mundos possíveis ainda que efêmeros se criam. E para que possamos pensar sobre eles, seus processos e desdobramentos desta vivência educativa e destes corpos educativos heterogêneos, acreditamos que se faz necessária a documentação, parte essencial da pesquisa e da memória da trajetória do programa educativo..

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Documentação Pedagógica

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Documentação Pedagógica no contexto AMAZÔNIA/SESC Fábrica Pompéia

“PESQUISA – compreende a reunião de informações e resultados de exames. Vem do Latim perquirere, “buscar com afinco”, de per-, intensificativo, mais quaerere, “indagar”, de quaestio, “busca, procura, problema”.” - https://origemdapalavra.com.br/palavras/pesquisa/

A intenção de criar um documento construído a vinte mãos, parte do desejo de compartilhar o quanto a trajetória de um serviço educativo é longa, potente e muitas vezes ocultadas. Toda essa potência pede mais que o registro da frase “Educador _ exposição Amazônia, Sesc Pompéia” no currículo. Ao retomar a pergunta realizada ao educador: “mas vocês estudam?”, o educador não só estuda como produz materiais, pesquisas, discursos, proposições. Este documento pedagógico é uma forma de manifestar e compartilhar a imensidão de ideias e realizações produzidas ao longo destes meses. Ao pensar na documentação pedagógica, partimos de dois eixos: a documentação resultante do processo das inquietações e questionamentos dos educadores via seus componentes de pesquisas; e a documentação como parte de uma memória de um corpo educativo, um lugar de re(conetar) experiências vividas. Pesquisar é um estado de tensão é receber e procurar estímulos, analisar, e criar sentido a partir deles. A palavra pesquisa tem sua origem na junção do prefixo latino -per, um intensificativo que também performa o sentido de através de, por meio de, em direção à, e quarere, que se traduz por investigar, consultar, investigar.. A/o educador/a-pesquisador/a indaga, examina, tira conclusões. E faz sua pesquisa em diversos momentos, lendo, conversando com colegas, conversando com os visitantes de uma exposição, planejando as visitas, selecionando materiais de suporte para as ações prático-poéticas, escrevendo, desenhando, fotografando, gravando vídeos, captando áudios, editando. E continuaria ainda dizendo que pesquisando no caminho pra casa, no ônibus ou no metro, fazendo a faxina, passeando com o cachorro, preparando a refeição para os seus. Educadores e artistas têm em comum o estado de tensão do pesquisador. Então como tudo o que faz pode ser pesquisa, é necessário tempo de maturação para que as afetações sofridas possam ser analisadas e significadas. Estamos falando de tempo para pensar e sentir, mas também tempo para tomar consciência de seus reais interesses e de seus processos. Para isso é necessário recolher material, ou construir materialidades como documentos. A documentação pedagógica ajuda o educador a se perceber no mundo, a tomar consciência de sua posição, ela é prova de vida. Mas de quais materialidades falamos ao nos referir a documentação poética em casos específicos de exposições de arte? São muitas as possibilidades.

Cadernos de notas – aquele em que anotamos tudo, de lista de supermercado à citações da Bell Hooks. As páginas que nos acompanham, onde rabiscamos. Algo

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Roteiros de visita – elaborações textuais que auxiliam o/a educador/a a determinar um certo percurso ou uma concatenação de assuntos para ser proposto aos visitantes. Uma espécie de mapa. Embora muitas vezes essa ferramenta possa ser entendida como engessante ela nada mais é que o registro de uma ideia do que se pretende, um mapa de viagem. Considerada como mapa ela descreve um percurso em uma paisagem, mas isso não significa que o viajante está preso a esse percurso, se no percurso se encontram surpresas, é provável que o viajante tome outro rumo. Após a viagem é possível olhar para aquele planejamento e perceber melhor o que organizou o nosso planejamento e se a surpresa nos enriqueceu ou destruí. Material de apoio ou fagulhas – são coisas simples , fotos plastificadas, frases impressas, livros, envelopes, pranchetas com papel e lápis, objetos de todo o tipo que impulsionem discussões. Podem ser coisas prontas ou elaboradas como jogos de tabuleiro ou baralhos feitos pelos/as educadores/as. São documentação porque materializam pesquisas. Conversas de whatsapp – e por quê não? Podem ser as conversas entre a equipe, ou aquele whatsapp em que se conversa consigo mesmo. Fotos, vídeos, captação de som – os materiais que podem documentar o processo na hora que ele acontece pode ser uma ferramenta ótima para analisar o próprio comportamento assim como a dinâmica de uma visita. Murais/fichários/blogs – murais ou fichários eletrônicos ou blogs que auxiliam a reunir de forma organizada e que podem ser uteis para outros também. Relatórios – relatório detalhados (ou não) sobre o cotidiano. Ensaios – Para finalizar o processo educativo dentro de um projeto/exposição um ensaio de texto e/ou de imagens ajuda a concluir um percurso e avaliar o que aconteceu conosco ao percorrê-lo. Estes materiais são documentos de um momento, e contribuem para que os profissionais que passam de forma recorrente de uma exposição para a outra, de uma instituição para outra, possam criar sentidos para suas ações, até mesmo criando portifólios para suas práticas. O/a educador/a tem interesses pessoais, pesquisas que ultrapassam as exposições em que trabalha, ao mesmo tempo que cada exposição alimenta seu percurso. Nesta posição o sujeito pode criar um sentido para a sua prática, perceber o que é particular da sua forma de agir no mundo para assegurar autonomia (e saúde mental). É a pesquisa constante e seus documentos que tornam visíveis, materiais, para o/a educador/a, e para outros o percurso investigativo.

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“O mundo é um nó em movimento. Determinismo biológico e cultural são instancias de concretude deslocada – ou seja, primeiro erram em entender categorias provisórias e locais como “natureza” e “cultura”, e, segundo, confundem consequências potentes com fundações preexistentes. Não existem sujeitos e objetos préconstituídos nem fontes únicas, atores individuais ou finais definitivos. Nos termos de Judith Butler, só existem “fundações contigentes”; o resultado são corpos que importam. HARAWAY, Donna. “O manifesto das espécies companheiras”. Rio de Janeiro, Bazar do tempo, 2021. p. 15

Como modo de concluir a investigação do percurso Amazônia a documentação poética apresentada pelas/os educadores/as é chamada de Documentação Pedagógica – Um ensaio, uma forma do educador fazer um outro trânsito de investigação. Este movimento de pesquisa partiu de uma busca interna para ser compartilhada com o público nas visitas e agora volta-se para um olhar sobre si, quase que uma meta-pesquisa, uma pesquisa sobre a pesquisa. O Ensaio de uma investigação sobre si, o que eu como educador/a carrego enquanto sujeito/a, minhas bagagens, como iniciei e como segui até este momento nesta trajetória educativa. É quase um fluxo em espiral. Perceber os interesses que motivaram as primeiras produções, identificar o que foi abandonado e porque, verificar as persistências de certas dúvidas e os diferentes modos de averiguação. E escolher por fim como ensaiar um produto final passível de carregar e transmitir, movimento próprio do documento, uma memória individual que só pode ser percebida no coletivo.

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Reflexões da Supervisão Educativa

Por Luciane Tobias Foi com imensa satisfação que recebi o convite para atuar na supervisão educativa da exposição “Amazônia” de Sebastião Salgado no Sesc Pompéia, local que adoro frequentar principalmente nos eventos de jazz e exposições. O retorno ao trabalho presencial carregava expectativas e incertezas frente ao ainda vigente período pandêmico, ocasionado pela COVID-19. Durante quase seis meses, uma equipe constituída por 12 estagiários, 06 educadores e 02 supervisores, coordenada por Andrea Souza (Alebre), estiveram na ponta de lança ao então nomeado “novo normal”, que consequentemente significaria trabalhar de máscara, evitar aglomerações e manter o distanciamento social, mas como administrar isso tudo em uma das áreas de maiores trocas e aproximações que é o campo da educação? Foram imensos os desafios, como também os aprendizados. Particularmente é muito enriquecedor atuar em um grupo diverso, seja em suas formações, gostos e amenidades. Com este grupo educativo não foi diferente, pude presenciar uma coletividade muito bonita, seja nos seus compartilhamentos de pesquisas acerca da exposição, como nas curiosidades que envolviam o cardápio do dia. A junção de educadores / artistas formados, cada qual com uma pesquisa consolidada e estagiários em sua maioria vindos de um período de isolamento social, porém, cheios de sagacidade, tornaram o ambiente educativo um local próspero, de respeito e parcerias. Contudo, também houveram momentos de tensionamentos entre a equipe, ficando evidente o quanto uma organização mais centrada, seja em relação aos planejamentos e ações futuras, seja em como organizar uma visita temática, agendamentos e postura no espaço expositivo, são demasiadamente importantes. Levantadas as inquietações pudemos dialogar e refletir com o grupo caminhos possíveis que apontassem mudanças. Agradeço a oportunidade vivenciada com este grupo, as amizades que se iniciaram e as parcerias que levarei para a vida.

Luciane Tobias é Mulher Preta, Historiadora (PUC-SP), supervisora educativa, pesquisadora independente, é integrante do Coletivo ebó de palavras e educadora residente na Pemba: Residência Preta.

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Reflexões da Supervisão Educativa

Por João Pedro Canola. Cada nova experiência em equipes educativas é, de fato, um acontecimento. Amazônia de Sebastião Salgado não fugiu a essa regra. Retornando de um período de hiato em decorrência do distanciamento social provocado pela pandemia de covid-19 esses acontecimentos geraram muitos movimentos em nós. O que é fazer um roteiro educativo em meio a pandemia? Como acolher um grupo nunca visto com parte do rosto coberto por máscara? Como iniciar um percurso educativo? O que é uma visita? Numa equipe composta por educadores com experiência no trabalho em mediação de exposições e educadores estagiários sem nenhuma experiência questões complexas tendem a aparecer. Como educador supervisor o que vi foi uma equipe muito diversa e disponível para encontros bonitos e potentes, mesmo nesse mar de complexidade que o contexto nos apresentou. Não por acaso nossas visitas temáticas foram organizadas pelo título “Encontros Educativos - caminhos da Amazônia”. Cada educador foi muito sensível em construir seu caminho de medição nesse retrato Amazônico de Sebastião Salgado, ao mesmo tempo em que nunca estiveram sozinhos nesse percurso. Afetos e trocas, pesquisas e percursos, questionamentos e angústias foram compartilhados por eles de maneira muito natural e intensa, o que gerou a profusão de visitas e proposições durante os meses de trabalho. “Amazônia” trouxe um público muito intenso para a área de convivência do Sesc Pompeia. Seja grupos agendados ou o público espontâneo, esses encontros foram outro ponto de complexidade em nosso dia-a-dia. É sempre difícil supervisionar uma equipe. Entender como cada coletivo se organiza, como cada coletivo pode se organizar, e como conversar sobre essa organização.. A partir dessas constatações ficou clara a necessidade de, cada vez mais, adotarmos procedimentos para garantir que esses encontros consigam existir. A maneira de propor e escrever as visitas, a maneira como organizamos o tempo, as informações sobre os grupos agendados, os prazos, as reuniões… Entendo que essa dinâmica foi, por vezes, a dificultadora de parte do processo. Contudo, mesmo com o cotidiano atarefado, educadores formados e estagiários estavam sempre disponíveis para o acolhimento dos grupos, especialmente os grupos de escolas públicas, que dificilmente têm acesso a espaços de cultura como esse e que, idealmente, são os grupos que mais almejamos atingir com nossas práticas.

João Pedro Canola é Artista, Educador, Professor e Mestre em Artes. Há mais de 12 anos, vem desenvolvendo projetos com caráter de ateliê aberto, seja em educativos de exposições, oficinas livres, aulas da rede formal de ensino e projetos públicos de formação em artes. Tem duzentos e vinte sete projetos de instrumentos musicais na cabeça, mas até hoje só construiu dezoito.

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ENCONTROS EDUCATIVOS: CAMINHOS DA AMAZÔNIA


Encontros Educativos por João Pedro Canola e Luciane Tobias A equipe educativa de “AMAZÔNIA” foi inicialmente composta por 6 educadores, 12 educadores estagiários e 2 educadores supervisores, coordenados por Alebre nas figuras de Andrea Souza e Andréa Tavares. Durante os 5 meses de duração da exposição muitas atividades foram desenvolvidas pela equipe educativa. Visitas espontâneas, visitas agendadas, visitas temáticas, objetos mediadores, integração com outras equipes e exposições e o acolhimento dos mais de 170.000 visitantes que passaram pela área de convivência do Sesc Pompeia de fevereiro a julho de 2022. Essa foi a composição do dia-a-dia de trabalho dos educadores. Cada uma dessas atividades demandou tempo e pesquisa. Para tanto, diariamente uma hora de estudo foi disponibilizada para cada educador para que essa pesquisa pudesse ser realizada. Juntamente com esse tempo de estudo, as trocas e vivências no espaço expositivo contribuíram muito para cada proposta realizada. Vale lembrar que em fevereiro de 2022 ainda vivíamos um contexto mais restrito da pandemia. Para boa parte da equipe de formados foi a experiência de retorno ao trabalho educativo após o período de distanciamento social. Foi também a primeira experiência em mediação da equipe de educadores estagiários. Pensando nessa integração a equipe de programação do Sesc Fábrica Pompéia nos provocou a pensar e propor as atividades de forma coletiva e colaborativa. A partir disso, segue um pouco de cada uma dessas etapas do trabalho realizado.

Visitas espontâneas A exposição “Amazônia” teve um fluxo muito específico de visitantes espontâneos. Historicamente as visitas espontâneas acontecem com um público frequente das unidades do Sesc e que de alguma forma conhecem e têm contato com o trabalho da equipe educativa. Como tivemos nessa mostra uma frequência muito alta de visitantes, especialmente aos finais de semana, os educadores estiveram muito presentes no acolhimento introdutório do público, contornando um pouco os eixos curatoriais e marcos expositivos. Contudo, poucas foram as oportunidades de criar com esse público espontâneo caminhos e roteiros educativos para além desta introdução. Bem por isso a equipe se dedicou amplamente a desenvolver e realizar visitas temáticas, como veremos a seguir, num desejo de se aproximar mais desse público. Visitas agendadas As visitas agendadas compreendem um perfil diverso de público, desde estudantes de diferentes níveis de ensino; do primário ao ensino médio, seja do ensino público, técnico ao particular, há grupos de estudantes Universitários, Idosos, Associações, Fábricas de Cultura, Funcionários do SESC, Instituições de pessoas portadoras de deficiência, grupos de turismo e etc. Semanalmente, sempre às sextas-feiras recebemos a lista de agendamentos da semana seguinte e realizamos a distribuição de grupos de acordo com o perfil e afinidade de cada educador priorizando um bom desenvolvimento da visita, sabendo que, nem sempre estas ações são possíveis de se realizarem devido às imensa demanda de grupos que solicitaram ao longo destes cinco meses visita a exposição “Amazônia”. Visitas patrocinador Outro ponto bem específico do trabalho educativo da exposição "Amazônia” foram as visitas com grupos de patrocinadores da mostra. Essas visitas aconteceram durante boa parte do percurso da exposição e eram bem diversas entre si. Muitas delas aconteceram em outros idiomas como, espanhol e Inglês, e reuniram executivos, colaboradores e convidados das empresas. Nossa organização para esses encontros foi acolher as demandas de outros idiomas e adaptar os roteiros de visitas para a característica de cada grupo, buscando o melhor acolhimento e desenvolvimento das ações mediadoras. Muitos grupos diplomáticos e comitivas de outros países também visitaram a Exposição. Para essas visitas havia sempre o acompanhamento da equipe 27 de programação da unidade.


Quais os caminhos, diálogos e tensionamentos dessa mostra? Nos primeiros passos do educativo Amazônia, em sua terceira semana de convívio com o público no espaço expositivo, os educadores deram início a processos de pesquisa, estes processos resultaram em proposições educativas para o público visitante da mostra Amazônia, estas proposições foram denominadas de Visitas Temáticas. As ações partem de um processo de construção contínua, a cada mês novas Visitas Temáticas foram agregadas as visitas iniciais, e as visitas iniciais também foram tomando outros corpos à medida que ações saem do papel e se presentificam no espaço expositivo, a partir da experiência educativa e a vivência com o público. Ao longo desta trajetória amazônica, foram desenvolvidas 20 propostas de Visitas Temáticas para públicos diversos. Nos meses de março a julho, estas ações foram replicadas, totalizando 28 proposições educativas. A seguir, compartilhamos estas experiências a partir de uma cronologia:

MARÇO A VISITA COM THIAGO Com: Tiago Luz A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura COSMOVISÕES INDÍGENAS: CONSTRUINDO OUTROS IMAGINÁRIOS SOBRE A AMAZÔNIA, Com: Guilherme Lima AMAZÔNIA EM PERSPECTIVA Com: Nayara Patente “DESCONFIO DO PRECISAR QUE TEM GOSTO DE DESTRUIÇÃO”: PERCORRENDO DESASTRES CONTINUADOS E CAMINHOS DE INSISTÊNCIAS PELA AMAZÔNIA DE SEBASTIÃO SALGADO, Com: Cassandra Moira Costa Moura

ABRIL A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto PERCORRENDO DESASTRES CONTINUADOS E CAMINHOS DE INSISTÊNCIAS: ‘DESCONFIO DO PRECISAR QUE TEM GOSTO DE DESTRUIÇÃO’. Com: Cassandra Moura, Emily Takaesu, Enzo Kruschewsky, Gleice Kely, Isabel de Almeida e Renan de Figueiredo PRODUÇÃO CULTURAL PROTAGONISMO NARRATIVO Bea Bonifácio e Felipe Leonidas

COMO

VIDAS INDÍGENAS: OUTROS OLHARES SOBRE A AMAZÔNIA. Com: Dany Oliveira, Emily Takaesu, Guilherme Lima e Pam Silva AMAZÔNIA EM PERSPECTIVA Felipe Leonidas, Isabel de Almeida, Nayara Patente, Pam Silva e Renan de Figueiredo “ÁGUAS, PÁSSAROS, SERES E MILAGRES” Com: Felipe Leonidas, Marina Rigatto e Tiago Luz

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MAIO

JUNHO

A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto

A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto

OS ALINHAVOS DO MATERNAR. Com Bea Bonifácio, Nay Patente, Emily Takaesu e Pam Silva.

OS ALINHAVOS DO MATERNAR. Com Bea Bonifácio, Nay Patente, Emily Takaesu e Pam Silva. AMAZÔNIA FANTÁSTICA: REPRESENTAÇÕES COM CIANOTIPIA Com: Renan de Figueiredo, Bea Bonifácio, Emily Takaesu, Isabel de Almeida, Pam Silva.

IMAGINÁRIOS EM DISPUTA: NARRATIVAS SONORAS Com: Guilherme Lima, Rafael de Oliveira, Tiago Luz. LABORATÓRIO DE CURADORIA: MODOS DE EXPOR Com: Bea Bonifacio, Emily Takaesu, Marina Rigatto, Renan de Figueiredo, Tita Couto, Tiago Luz. SONORIDADES DA FLORESTA E SEU IMAGINÁRIO. Com: Pam Silva, Bea Bonifácio, Emily Takaesu, Gleice Kely, Isabel de Almeida, Nay Patente. DESVENDANDO OS CAMINHOS DA MATA Com: Gleice Kely, Marina Rigatto e Rafael de Oliveira


JULHO IMAGINÁRIOS EM DISPUTA: NARRATIVAS SONORAS Com Guilherme Lima, Rafael de Oliveira e Tiago Luz. CARA A CARA: DIVERSIDADE ÉTNICOCULTURAL DOS POVOS INDÍGENAS EM CONTEXTO AMAZÔNICO. Com Dany Oliveira, João Pedro Canola e Rafael de Oliveira CINECLUBE - VOZES E OLHARES DA FLORESTA Com Bea Bonifácio, Dany Oliveira, Emily Takaesu, Enzo Kruschewsky, Felipe Leonidas, Isabel de Almeida, May Agontinmé (Ana Prata) e Rafael de Oliveira A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto OFICINA: PIGMENTOS: RECONHECENDO TONS DA NATUREZA Com: Giovanna Ciampone (Ana Prata) e Marina Rigatto LÍNGUAS DE SINAIS INDÍGENAS E SUAS POTÊNCIAS Com Rive Agra, Convidades ESTAÇÃO SINALIZARTE Com Emily Takaesu, Rive Agra e convidades. ARRANJOS IMAGÉTICOS: COMO SE COMPÕE UMA IMAGEM? Com: Giovanna Ciampone (Ana Prata) e Nayara Patente

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SINOPSES Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim A VISITA COM THIAGO Com: Tiago Luz veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea

commodo consequat.”A vista com Thiago Inspirado pelas palavras do poeta amazonense Thiago de Mello, o público é convidado pelo artista educador Tiago Luz a percorrer a exposição Amazônia, de Sebastião Salgado. Durante essa travessia, o visitante fará a sua própria curadoria de imagens da floresta e dos povos originários a partir de fragmentos poéticos e contos. Público: Acima de 16 anos. Pré-requisitos: celular com câmera. 10 vagas por visita. Terça-feira e Quinta-feira: 15h00. Tempo de visita: 1h30 A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com: Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto A atividade consiste em uma proposição que parte de uma conversa sobre os textos “O sentido de todos os sentidos” de Rafael Sanchéz-Mateos Paniagua e “Ideias para adiar o fim do mundo” de Ailton Krenak com exercícios de preparação corporal para criar estados de atenção e fruição da exposição “Amazônia” em que cada participante terá trinta minutos de contemplação da trilha sonora de Jean-Michael Jarre de olhos vendados. Público: jovens, adultos e idosos Pré-requisitos: vir de roupas confortáveis 10 vagas por visita Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1 hora COSMOVISÕES INDÍGENAS: CONSTRUINDO OUTROS IMAGINÁRIOS SOBRE A AMAZÔNIA, Com: Guilherme Lima Esta visita temática tem como possibilidade refletir sobre os saberes dos povos indígenas da Amazônia, a partir de suas cosmovisões e manifestações artísticas. Iremos trilhar alguns caminhos reflexivos sobre os povos Suruwahá e Macuxi, fotografados pelo Sebastião Salgado. A visita apresentará contos, poesias e produções visuais de artistas indígenas, estimulando outros imaginários da Amazônia, para que no final, possamos ter uma atividade lúdica de intervenção artística. Público: Acima de 15 anos 10 vagas por visita. Quarta-feira Tempo de visita: 1h30

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AMAZÔNIA EM PERSPECTIVA Com: Nayara Patente Nesta visita, com a ajuda de um objeto mediador, o monóculo; o público será convidado a ter um olhar diferente sobre a Amazônia de Sebastião Salgado. Público: Jovens e Adultos 10 vagas por visita. Tempo de visita: 1 hora “DESCONFIO DO PRECISAR QUE TEM GOSTO DE DESTRUIÇÃO”: PERCORRENDO DESASTRES CONTINUADOS E CAMINHOS DE INSISTÊNCIAS PELA AMAZÔNIA DE SEBASTIÃO SALGADO, Com: Cassandra Moira Costa Moura (proponente) Emily Takaesu, Enzo, Gleice Kely, Isabel e Renan de Figueiredo Visita poética que busca sobrepor e implicar às fotografias de Sebastião Salgado aos trabalhos de artistas não-brancos (negros e indígenas) através de projeções e impressões de imagens. Uma visita acontecendo em dois tempos: um tempo de denúncia e um outro tempo de insistência (de luta). Público: Adulto 10 vagas por visita. Quinta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30

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PRODUÇÃO CULTURAL COMO PROTAGONISMO NARRATIVO Com: Bea Bonifácio e Felipe Leonidas A partir das nações retratadas por Sebastião Salgado propomos explorar visualidades de artistas indígenas em perspectivas de futuro, protagonizando suas histórias e narrativas. Público: Jovens e Adultos 10 vagas por visita. Terça-feira e Quinta-feira: 19h00 Tempo de visita: 1h30 VIDAS INDÍGENAS: OUTROS OLHARES SOBRE A AMAZÔNIA. Com: Guilherme Lima, Dany Oliveira, Emily Takaesu e Pam Silva

Este encontro propõe caminhos reflexivos na exposição Amazônia com o intuito de conhecer as múltiplas formas de viver dos povos indígenas retratados, a partir de histórias, contos, poesias e pinturas. Realizaremos uma atividade lúdica de intervenção artística. Público: Jovens e Adultos 10 vagas por visita. Terça-feira e Quinta-feira: 11h00 Tempo de visita: 1h30

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“ÁGUAS, PÁSSAROS, SERES E MILAGRES” Com: Felipe Leonidas, Marina Rigatto e Tiago Luz Durante essa travessia, o visitante fará a sua própria curadoria de imagens da floresta e dos povos originários a partir de fragmentos poéticos e contos do autor amazonense Thiago de Mello. Público: acima de 12 anos, com celular com câmera 12 vagas por visita. Terça-feira e Quinta-feira: 11h00 e 19h00 Tempo de visita: 1h30 OS ALINHAVOS DO MATERNAR. Com Bea Bonifácio, Nay Patente, Emily Takaesu e Pam Silva. Esta visita educativa, cria um espaço de acolhimento para mães, cuidadores e suas crias. Junto às obras da exposição Amazônia, convidamos a reflexões sobre a multiplicidade de maternagens, seus desdobramentos, enquanto alinhavamos as palavras ao tear de uma cestaria. Público: Mães, cuidadores e crianças. 12 vagas por visita. Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 AMAZÔNIA FANTÁSTICA: REPRESENTAÇÕES COM CIANOTIPIA Com: Renan de Figueiredo, Bea Bonifácio, Emily Takaesu, Isabel de Almeida, Pam Silva Com o auxílio da técnica cianotipia, o público é convidado a experimentar um processo alternativo de revelação fotográfica, criando diálogos com os animais, fauna e flora do bioma amazônico. Público: Crianças, jovens, adultos. 08 vagas por visita. Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 CINECLUBE - VOZES E OLHARES DA FLORESTA Com: Bea Bonifácio, Dany Oliveira, Emily Takaesu, Enzo Kruschewsky, Felipe Leonidas, Isabel de Almeida e Rafael de Oliveira Exibição dos filmes indígenas “O verbo se tornou carne” (2019) e “Mãtãnãg, A Encantada” (2019), com a presença dos realizadores Ziel Karapotó, Charles Bicalho e Isael Maxakali para bate-papo posterior com público e equipe educativa da exposição “Amazônia” de Sebastião Salgado. Público: Crianças, jovens, adultos. 40 participantes Quarta-feira: 19h00 Tempo de visita: 1h30

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IMAGINÁRIOS EM DISPUTA: NARRATIVAS SONORAS Com: Guilherme Lima, Rafael de Oliveira, Tiago Luz. Este encontro propõe uma imersão sonora de uma realidade vigente (desde 1500), no qual é permeada de violências aos povos indígenas e de inúmeras destruições da floresta amazônica. O público é convidado a escutar esta sonorização e criar seu próprio percurso ao longo da exposição, para que no fim possamos conversar sobre as experiências vividas. Público: Acima de 16 anos. Pré-requisitos: celular 08 vagas por visita. Terça-feira e Quinta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 LABORATÓRIO DE CURADORIA: MODOS DE EXPOR Com: Bea Bonifacio, Emily Takaesu, Marina Rigatto, Renan de Figueiredo, Tita Couto, Tiago Luz. Usando como estudo de caso a presente exposição "Amazônia", discutiremos os elementos técnicos e conceituais do fazer expográfico e curatorial. Realizaremos também uma reflexão sobre o papel do visitante enquanto produtor de símbolos dentro desse espaço. Ao final, convidamos os visitantes a realizar, coletivamente, um exercício prático que consiste em montar, por meio de maquete física, sua própria expografia. Público: Faixa etária livre. 10 vagas por visita. Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 e 19h00 Tempo de visita: 1h30 SONORIDADES DA FLORESTA E SEU IMAGINÁRIO. Com: Pam Silva, Bea Bonifácio, Emily Takaesu, Gleice Kely, Isabel de Almeida, Nay Patente.

Essa experiência estimulará as crianças a terem um imaginário fértil sobre nossa floresta, para além de uma construção sonora urbana, podemos imergir na Amazônia utilizando da música como objeto mediador e como ponte de um universo vivo e múltiplo. Público: Crianças, de 5 a 8 anos e os responsáveis. 06 vagas por visita. Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30

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DESVENDANDO OS CAMINHOS DA MATA Com: Gleice Kely, Marina Rigatto e Rafael de Oliveira A proposta consiste em um momento lúdico no ambiente da Amazônia abordando temas complexos e importantes de uma maneira divertida. Os visitantes serão convidados a participar de um caça ao tesouro dentro do espaço expositivo. A atividade comporá um bate papo acerca do significado das riquezas para diferentes povos e a concepção de tesouro na era capitalista.

Público: Crianças, de 7 a 10 anos e os responsáveis. 10 vagas por visita. Terça-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 CARA A CARA: DIVERSIDADE ÉTNICO-CULTURAL DOS POVOS INDÍGENAS EM CONTEXTO AMAZÔNICO. Com Dany Oliveira, João Pedro Canola e Rafael de Oliveira Venha jogar com a gente! Pensando em aprofundar os nossos conhecimentos sobre a pluralidade étnico-cultural dos povos indígenas e perceber, através das imagens da exposição Amazônia, a singularidade de cada povo, convidamos vocês a somarem na nossa visita-jogo. Público: Faixa etária livre. 15 vagas. Quarta-feira e Sexta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 OFICINA: PIGMENTOS: RECONHECENDO TONS DA NATUREZA Com: Giovanna Ciampone (Ana Prata) e Marina Rigatto A visita irá proporcionar dinâmicas dentro dos espaço expositivos Amazônia, por meio da fauna e flora presentes e A vidas das coisas, por meio da experimentação da pintura e da natureza morta. Público: crianças com ou sem necessidade especiais e seus responsáveis; (opção: por ordem de chegada). 10 vagas por atividade. Quinta-feira: 15h00 Tempo de visita: 1h30 LÍNGUAS DE SINAIS INDÍGENAS E SUAS POTÊNCIAS Com Rive Agra, Convidades Passearemos por uma linha do tempo conhecendo e difundindo melhor a língua portuguesa, a Libras e as línguas de sinais indígenas. Além disso, entenderemos como a exposição Amazônia trás as relações de linguagens orais e visuais usadas pelos povos originários.

Público: Faixa etária livre. 15 vagas. Sábado: 15h00 Tempo de visita: 1h00

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ESTAÇÃO SINALIZARTE Com Emily Takaesu, Rive Agra e convidades. A Estação SinalizArte tem como objetivo promover a integração entre surdos e ouvintes, possibilitando a todes o acesso a uma parte do vocabulário da Libras no âmbito da arte de uma forma dinâmica e divertida. Além de incentivar o reconhecimento dos elementos da linguagem visual e dos meios de expressão das Artes Visuais. Público: Faixa etária livre. 20 vagas. Sábado: 11h00 Tempo de visita: 1h30 ARRANJOS IMAGÉTICOS: COMO SE COMPÕE UMA IMAGEM? Com: Giovanna Ciampone (Ana Prata) e Nayara Patente Convidado: Marco Oton A partir das fotografias de Sebastião Salgado e das pinturas de Ana Prata, a visita busca debater e investigar o processo criativo de uma composição visual não centrada na visão. Apoiada em outras percepções e relações com o espaço, esta atividade é voltada para pessoas com deficiência visual elaborarem uma imagem. Público: visita destinada a pessoas com deficiência visual. 10 vagas. Sexta-feira: 15h00 e 19h00 Tempo de atividade: 2h00

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AÇÕES EDUCATIVAS EM PARCERIA COM O EDUCATIVO A VIDA DAS COISAS

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AÇÕES EDUCATIVAS EM PARCERIA COM O EDUCATIVO DA EXPOSIÇÃO A VIDA DAS COISAS A partir das reuniões em conjunto com a equipe educativa de A Vida das Coisas e equipe de programação do Sesc surgiu o desejo e a necessidade de convivência e troca de experiências entre as equipes, já que ambas compartilham públicos, tempos e estratégias mediadoras e, sobretudo, para fortalecer o entendimento do corpo educativo das exposições como pertencentes aos espaços da unidade. Dessas trocas surgiram proposições conjuntas entre ambas as exposições que, por alinhamentos parecidos e provocações de May Agontinmé, supervisora educativa de A Vida Das Coisas, acabaram reunidas na semana “ação educativa inclusiva - Sesc para todas as pessoas” juntamente com outras proposições.

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SEMANA EDUCATIVA INCLUSIVA: FÁBRICA PARA TODAS AS PESSOAS


A semana “ação educativa inclusiva - sesc para todas as pessoas” surgiu da necessidade de aprofundamento das ações inclusivas do trabalho educativo e do reconhecimento de proposições que caminhavam nessa direção. Com isso, visitas que há tempos vinham sendo elaboradas pelos educadores juntamente com as proposições conjuntas das exposições em andamento formataram essa semana inclusiva. Com a dedicação dos educadores e a colaboração da programação foi possível contratar educadores surdos, cegos e intérpretes de Libras para as atividades e, ainda, para finalizar, a apresentação do Slam do Corpo, grupo que se consolidou e tem papel importante nas práticas artísticas para todas as pessoas.

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SEMANA EDUCATIVA INCLUSIVA: FÁBRICA PARA TODAS AS PESSOAS Com Equipe Educativa das Exposições do Sesc Pompéia e convidados

A semana “ação educativa inclusiva - sesc para todas as pessoas” surgiu da necessidade de aprofundamento das ações inclusivas do trabalho educativo e do reconhecimento de proposições que caminhavam nessa direção. Com isso, visitas que há tempos vinham sendo elaboradas pelos educadores juntamente com as proposições conjuntas das exposições em andamento formataram essa semana inclusiva. Com a dedicação dos educadores e a colaboração da programação foi possível contratar educadores surdos, cegos e intérpretes de Libras para as atividades e, ainda, para finalizar, a apresentação do Slam do Corpo, grupo que se consolidou e tem papel importante nas práticas artísticas para todas as pessoas.

LÍNGUAS DE SINAIS INDÍGENAS E SUAS POTÊNCIAS Com Felipe Medeiros e Rive Agra Passearemos por uma linha do tempo conhecendo e difundindo melhor a língua portuguesa, a Libras e as línguas de sinais indígenas. Além disso, entenderemos como a exposição Amazônia traz as relações de linguagens orais e visuais usadas pelos povos originários. Dia 19/07, Terça, às 15h. Livre. Local: Área de Convivência. PIGMENTOS: RECONHECENDO TONS DA NATUREZA Com Giovanna Ciampone e Marina Rigatto

A visita irá proporcionar dinâmicas dentro dos dois espaços expositivos: Amazônia, de Sebastião Salgado, por meio da fauna e flora; e A Vida das Coisas, de Ana Prata, a partir da experimentação da pintura e da natureza morta Dia 21/07, Quinta, às 15h. 8 anos. Local: Oficinas de Criatividade – Ateliê de Pintura ARRANJOS IMAGÉTICOS: COMO SE COMPÕE UMA IMAGEM? Com Giovanna Ciampone, Marco Oton e Nayara Patente

A partir das fotografias de Sebastião Salgado e das pinturas de Ana Prata, a visita busca debater e investigar o processo criativo de uma composição visual não centrada na visão. Apoiada em outras percepções e relações com o espaço, esta atividade é voltada para pessoas com deficiência visual elaborarem uma imagem. Dia 22 e 29/07, Sextas, às 15h. 14 anos. Local: Oficinas de Criatividade – Ateliê de Pintura

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ESTAÇÃO SINALIZARTE Com Bruno Vital, Emily Takaesu, Felipe Medeiros e Rive Agra A Estação SinalizArte tem como objetivo promover a integração entre surdos e ouvintes, possibilitando a todes o acesso a uma parte do vocabulário da Libras no âmbito da arte de uma forma dinâmica e divertida. Além de incentivar o reconhecimento dos elementos da linguagem visual e dos meios de expressão das Artes Visuais. Dia 23/07, Sábado, às 11h. Livre.

Local: Área de Convivência. GESTO EXPRESSO Com Giovanna Ciampone e May Agontinmé Por meio de um jogo de cartas composto por palavras e sinais básicos, Gesto-Expresso tem como objetivo apresentar, ensinar e exercitar, de maneira lúdica, algumas sinalizações da Língua Brasileira de Sinais. Dia 23/07, Sábado, às 14h. Livre. Local: Oficinas de Criatividade. A EXPERIÊNCIA MÁGICA DE SUSPENDER O CÉU Com Alice Yura, Gleice Kelly, May Agontinmé, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto A atividade consiste em uma proposição que parte de uma conversa sobre os textos “O sentido de todos os sentidos” de Rafael Sanchéz-Mateos Paniagua e “Ideias para adiar o fim do mundo” de Ailton Krenak com exercícios de preparação corporal para criar estados de atenção e fruição da exposição “Amazônia”. Cada participante terá trinta minutos de contemplação da trilha sonora de Jean-Michael Jarre seguida da experiência tátil e visual de fotografias de Sebastião Salgado.

Dia 20/07, Sábado, às 15h. Livre. Local: Área de Convivência. SLAM DO CORPO Com Bruno Vital, Erika Mota, Flávia Lima, Lara Gomes, Leonardo Castilho, Orun e convidades. O Slam do Corpo é o primeiro no país que aproxima poetas surdos e ouvintes, poemas em língua de sinais e em língua portuguesa. Com interesse em produzir dizeres numa vizinhança entre estes distintos modos de existência. Duplas de poetas – um surdo e um ouvinte – que traduzem e

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apresentam textos nas duas línguas simultaneamente. Em suas performances, às vezes as línguas se diferenciam. Cada uma acontece em sua gramática própria; noutras vezes, se

entrecruzam. Este tempo-espaço, ora paralelo, ora indiscernível, que o Slam do Corpo chama de “Beijo de línguas”. Dia 24/07, Domingo, às 15h. Livre. Ficha técnica: Coordenação: Lara Gomes Produção geral: Erika Mota e Leonardo Castilho Apresentação: Bruno Vital e Erika Mota Assistente de palco: Lara Gomes Intérprete-poetas: Flávia Lima e convidades

Corpitágoras: Lara Gomes DJ residente: Orun e convidades EDUCADORES e CONVIDADOS Alice Yura é nipo-caipira, mulher trans e artista visual com foco em performance. Bruno Vital é artista e educador surdo. Formado em Extensão de Culturas Surdas na Contemporaneidade: Criações e Vivências Artísticas. Atua em educativos de acessibilidade em instituições culturais desde 2015. Felipe Medeiros tem 24 anos é Baiano e vive em São Paulo, é Tradutor Intérprete de Libras, professor interlocutor de Libras do Estado de São Paulo e graduando de Letras-libras. Gleice Kely é atriz e estudante de Licenciatura em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. Giovanna Ciampone é uma artista e pesquisadora paulistana, estuda Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. Marco Oton é fotógrafo, deficiente visual, atuante em Guarulhos. Em 2004, Marco começou a perder a visão gradualmente até chegar à cegueira total em 2007. Já ofereceu oficinas de light painting e, atualmente, dá aulas de como usar smartphones com mais autonomia. Marina Rigatto é atriz e educadora, formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo. May Agontinmé é supervisora educativa, historiadora da arte, educadora e artista integrante do

coletivo Nacional Trovoa e 01.01 Art Platform. Nayara Patente é mãe, artista-educadora, tatuadora, oficineira e graduada em Artes Visuais e Pedagogia. Rafael de Oliveira é ator e estudante de Licenciatura em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. Rive Agra é intérprete de Libras e estudante de Licenciatura em Letras com ênfase em Literatura no Instituto Singularidades.

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REUNIÃO INSTITUCIONAL SESC Com Bárbara Iara As reuniões partiram de um desejo da programadora Barbara Iara em construir um espaço de diálogo entre as equipes das exposições Amazônia e A Vida das Coisas. Tendo início em 12/05, todas as quintas-feiras, um grupo misto de estagiários, educadores e supervisores das exposições Amazônia e A Vida das Coisas se reuniram durante o período de uma hora para reverberar seus anseios, questionamentos, inquietações e dúvidas que pairavam no percurso do trabalho, desta maneira compreendendo melhor a Instituição, bem como o transitar nesta, com suas demandas e especificidades. As pautas eram apresentadas pelas equipes educativas e foram muito bem acolhidas pela programadora Barbara Iara, que durante um período curto de reuniões, mostrou uma leitura muito contundente e peculiar do perfil de cada educador.

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OBJETOS PROPOSITORES


OBJETOS PROPOSITORES A equipe educativa da exposição “Amazônia” de Sebastião Salgado pesquisou e produziu diversos objetos mediadores para visitas agendadas e visitas temáticas durante os meses de duração dessa mostra. Jogos, cianotipias, maquetes, imagens, sons e manualidades compõem esse catálogo de objetos mediadores que estiveram disponíveis para uso e fruição no último mês de exposição. Essa ocupação teve como objetivo compartilhar o portfólio criado pela equipe educativa durante os meses de trabalho na exposição Amazônia. Cada objeto foi pensado para uma visita específica. Contudo, sabemos que cada um desses objetos mediadores carregam múltiplas maneiras de interação com o público. Assim, durante esse período, compartilharemos essa produção como fechamento desse ciclo educativo.

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documento ensaio 62


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+ Bea Bonifácio


“Aqui aprendi sobre, bordar, dobrar, falar, relatar, estar, pesquisar, afetar, desafetar, ou seja, o processo de estar em um educativo foi muito além do que eu esperava, e com isso não estou querendo qualificar, mas sim transbordar as experiências que tive junto do conjunto das obras, mas principalmente entre as pessoas que me ajudaram a me construir e novamente ver ela.. (...) desenvolvi um jogo inspirado no “Cara a Cara” para debater a diversidade desses povos e suas cultura, com o intuito de romper com o imaginário pré estabelecido da indígena “Tainá” que ainda insiste em dominar nosso imaginário coletivo. Além disso encontro no cara a cara a possibilidade de uma ação artística, que debate, jogos, cena, artes, cultura, raça e etnia. (...) “A homogeneização dos corpos racializados e das culturas não hegemônicas cumpre o papel em uma sociedade de validar as violências, exploração, apagamento e desumanização desses povos. Por isso que o jogo cumpre um papel de ação que, posto em grupo, tem a capacidade de romper a barreira do imaginário coletivo médio e trazer a possibilidade da construção de novos imaginários e narrativas.” Dany Oliveira/ Trecho do relato Transbordar

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+ Dany Oliveira


+ Dany Oliveira


Mapa Mental para mediação Emily Mayumi | Padlet

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+ Emily Mayumi


“Em uma das primeiras reuniões do educativo, falaram por alto que visitas temáticas não eram a única coisa que os educadores podiam organizar. Quando listaram algumas possibilidades, uma palavra específica chamou minha atenção: cineclube. E a possibilidade de fazer um cineclube grudou na minha cabeça.” “Quando apresentei a ideia pela primeira vez, era uma ideia modesta. Só queria exibir o filme e falar sobre ele com os visitantes. Fui encorajado a pensar mais alto, talvez chamar o diretor para estar presente no debate.” “E foi lindo. Ver algo que eu idealizei realizado foi surreal. O processo foi conturbado (como processos são). Foi um período de várias frustrações e eu nunca conseguiria continuar sem o apoio dos meus amigos do educativo. No fim, não foi como estava na minha cabeça. Não foi o que achei que seria no meio do processo. Mas foi perfeito de qualquer maneira.”- Enzo Kruschewsky/ Trecho do: Relato de um jovem educador que achou que tinha dado um passo maior que a perna (mas passa bem)

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+ Enzo Kruschewsky


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+ Felipe Leonidas


“Parte da gente, que tem a fé na educação. Da gente que faz as coisas colocando o coração. Da gente que não é melhor do que o outro, mas que precisa tentar ser. Não para se vangloriar, nem aparecer. Mas para ir preparando o lugar para o outro igual a nós chegar e permanecer. Saio dessa exposição com alegria, com coração quente, por saber que tudo o que vivi foi intensamente. Tempo, trânsito, falta de ônibus, abraços, agradecimentos, lágrimas e pirulito. Tudo isso fez o caminho da vivência nesse espaço um trajeto mais bonito.” – Gleice Kely

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+ Gleice Kely


Guilherme Almeida, e seu universo de pesquisa e som.

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+ Guilherme Almeida


“Devo focar na literatura? Sobre o que eu quero falar? Como transpor esse tipo de visita para o público infantil? Como tornar essa visita inclusiva? Nosso caminho dentro do educativo estava só começando, mas as perguntas pareciam tão emergentes, que querem se agarrar em uma resposta o quanto antes.”

“A insegurança, era o que muitas vezes seguravam que novas ideias fossem postas para jogo, mas o próprio processo nos fez ver nossas capacidades e nossas limitações, sem distorções ou achismos. Eis que surge então o material inclusivo, no qual a palavra se torna opcional e a comunicação se torna múltipla. Não somente a comunicação como também a expressão que ganha mais espaço por meio do trabalho com tintas de pigmentos naturais, que possuem cor, cheiro e texturas.” – Marina Rigatto

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+ Marina Rigatto


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+ Nay Patente


Sou Pamela, tenho 21 anos, estudante de História da Arte pela UNIFESP, Periférica, (ou simplesmente FAVELADA) e fotógrafa nas horas vagas… além de bolsista da Cátedra Kaapora de conhecimentos não hegemônicos e tradicionais. O educativo dentro do Sesc Pompéia não só me trouxe a vivência que eu esperava da graduação, mas também uma forma de caminhar, uma forma de aprender e desenvolver meus conhecimentos obtidos dentro do universo acadêmico. Tive tempo para respirar, pensar e dar o melhor de mim (principalmente ao público infantil), e isso fez com que o tempo voasse, os desenhos e as músicas enjoassem e que chegasse ao fim mais um espaço dentro do meu coração.

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+ Pam Silva


“Cabe pontuar que mesmo havendo um norteador comum para os educadores, todos possuem autonomia para criar seus roteiros, individual ou coletivamente, e o comum se faz presente como base e vínculo que será reconhecido por todos. Dessa forma, muitos caminhos podem ser imaginados para percorrer a exposição da Amazônia de Sebastião Salgado que podem se tornar muitas outras Amazônias, algumas mais próximas da brasileira que, apesar da beleza vista nas fotos, propõem a formulação de outros olhares que se constroem em relação com os vínculos que formam os corpos ali presentes.”

“A visita temática A Experiência Mágica de Suspender o Céu, idealizada por Alice Yura, Gleice Kely, Rafael de Oliveira, Rive Agra e Tita Couto (...) . Os participantes estariam de olhos vendados e deitados em colchonetes contemplando a trilha sonora de Jean-Michel Jarre, como um exemplo das possibilidades de criação que resultarão numa unicidade de cada pessoa que participou da proposta vivida e experienciada apenas por aquelas doze pessoas e por aquele momento - assim como para os outros visitantes que, dispostos pelo espaço, se defrontaram com doze pessoas deitadas no chão da exposição. Quais suas sensações e impressões? Como esses corpos espalhados pelo chão são recebidos? A resposta será dos que participaram ou viram, ela é única e passa a estabelecer um vínculo entre essas poucas pessoas e, por mais que elas não troquem, cria-se uma extensão, um outro tempo do tempo.”

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+ Rafael de Oliveira


“A Experiência Mágica de Suspender o Céu (...) desloca os olhares dos participantes ao propor a recriação do espaço expositivo, a exploração do vínculo estabelecido, que passa a focar na busca desse tesouro, e que, ao final, reflete e troca sobre os sentidos encontrados nesse trajeto.” Rafael de Oliveira/ Trecho do relato Amazônias - Uma Experiência de Recriação “após buscar analisar a experiência de estágio, é indispensável reconhecer a importância de educativos que não representam o papel de guias mas que constroem seus percursos e buscam fomentar e incentivar olhares que seguem com cada um e estão nesse espaço que não é apenas físico, como enfatizado por Freire. Ao finalizar o encontro, uma das falas é a de que “guardem, levem a experiência pelos seus caminhos pelo tempo que for” e caminho aqui também não se trata apenas de espaço físico mas das subjetividades e construções de cada um, individualmente ou não” – Rafael de Oliveira/ Trecho do relato Amazônias - Uma Experiência de Recriação

“Como é difícil optar pela ação, deixar que as pessoas inventem seus fins e o modo de chegar até eles! É preciso uma confiança no processo, uma disposição para pagar para ver, que não se tem todos os dias - que não temos todos os dias.” COELHO, Teixeira (1989, p.18).

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+ Rafael de Oliveira


Registro da equipe de educadores a partir da técnica de cianotipia, por Renan de Figueiredo.

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+ Renan de Figueiredo


“Que apesar de todas as adversidades dentro e fora do espaço, pude aprender a me entender primeiro como uma pessoa em constante exposição e vulnerabilidade. O educativo me fez enxergar isso e me fez lidar da melhor forma com esse descobrimento. Não posso deixar de citar o quanto eu bati na tecla da acessibilidade neste espaço e o quanto tentei deixar o espaço mais diverso para pessoas com deficiência, acredito que as últimas fotos mostrem bem que eu consegui deixar minha marca e minha sinalização nesse espaço.” – Rive Agra

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+ Rive Agra


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+ Tiago Luz


“mocinha, pra entrar tem que pegar ingresso? só entrar. é de graça? sim, só pegar a fila pra entrar? só entrar. a fila demora quanto? olha, não consigo te dizer. a entrada é gratuita? sim, só entrar. preciso passar na bilheteria… faço como? é só entrar. oi, pode tirar foto?” “professora, tia, tia, como que os índios fazem quando tão doentes? por que eles não usam roupa? por que eles amarram o pinto (risadinhas)? posso sentar, tia? não tem nenhuma foto colorida? que animal é esse? o que significa terra indígena? o que é povo originário? sabia que você pode falar tanto povo originário quanto nações originárias? essa música que toca é pra quê? eu posso eu posso eu posso ler a legenda!!!!!!!!!!!!! terra indígena yano yanom yanomami ? eles são primos? eles precisam votar?” “amiga, você viu que caiu o vr? você marcou o almoço? rendida! já foi remunerar? que horas é sua hora de estudo? quer ir no méqui? é gatuxa……..!!! que que tem pra almoçar hoje? to muito cansada. você tem grupo agora? quer pensar nessa visita junto? você já leu esse texto? nessa foto aqui você geralmente fala o quê? me fala como você fez aquela visita com as crianças porque eu não sei o que fazer! e o Corinthians: ganhou ou perdeu?” “Essas três Catarinas foram sendo desenvolvidas, ampliadas e potencializadas aqui dentro nessa experiência imersiva de vivenciar o mesmo espaço com as mesmas fotos... nessa estufa de fábrica, ocupada por um cotidiano onde o roteiro das visitas se tornaram minha dramaturgia, a exposição meu palco e os visitantes minha plateia que, no troca-troca diário, me ensinaram muito sobre atuar, jogo e espontaneidade.”

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+ Tita Couto


Souza, Andrea. Tavares, Andréa.(org.) Trajetória Educativo| Amazônia – Sebastião Salgado (SESC Fábrica Pompéia).São Paulo, 2022.


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