NATUREZA
Alviela: estudar e preservar morcegos cavernícolas pág. 4 e 5
Suplemento integrante da edição nº 4441 de 28 de abril de 2022 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
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FOTO: ISAQUE FERNANDES
André Barros Músico
É importante estar em palco, mas não é o foco do meu trabalho págs. 6 e 7
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Won't you help to sing / These songs of freedom?
Uma gaivota voava, voava.
No one can win the war individually
Get up, stand up.
The revolution will not be televised.
Vejam bem, que não há só gaivotas em terra.
Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar.
Que força é essa, amigo? All we are saying is give peace a chance.
A ABRIR
Há sempre alguém que resiste. A gente ajuda, havemos de ser mais, eu bem sei.
Eles não sabem nem sonham.
I’ve got freedom, I’ve got life.
And we gazed upon the chimes of freedom flashing.
El pueblo unido jamás será vencido. O povo é quem mais ordena.
Que a liberdade está a passar por aqui.
Mas se todo o mundo é composto de mudança, troquemos-lhe as voltas.
Caminhada solidária da ACAPO
NÃO PERKAS Texto Diana Regueira Margarida Fonseca Miguel Rolo Rebeca Martins
Sábado, às 9h30, a delegação de Leiria da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal) realiza a primeira caminhada solidária com o objetivo de angariar fundos para a aquisição de um veículo ligeiro, para apoio aos serviços da delegação. É também uma forma de promover uma atividade de lazer ao ar livre. A caminhada de 5km acontece no Percurso Polis, com início nos Jardins do Lis. A inscrição custa 5€. 30 de abril, ESECS
Jornadas Técnicas Leiria Run
A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Leiria recebe dia 30 de abril, das 14h às 18h, as Jornadas Técnicas da iniciativa Leiria Run. O evento tem lugar no Auditório 2 e estarão presentes diversos especialistas em desporto, como António Graça, Cristiana Maranhão, Luís Subtil e, entre
Foi bonita a festa, pá.
Amor, amor, amor presente.
Eles têm medo de que não tenhamos medo.
30 de abril, Percurso Polis
Tu vieste em flor.
We shall overcome.
A cantiga é uma arma
25 canções para abril.
outros, André Rodrigues. O objetivo das sessões passa por debater os aspetos técnicos da iniciação à corrida e os benefícios da sua prática. As inscrições são feitas no site https://leiria2022. pt/evento/jornadas-tecnicas-leiria-run/. Até 1 de maio, Banco das Artes Galeria
Exposição de Arte – Various Positions
A exposição de pintura, desenho e instalação “Various Positions” pode ser visitada até 1 de maio, no Banco das Artes Galeria, em Leiria. A instalação é da autoria do coletivo composto por Luís Almeida, Luís Silveirinha, Rodrigo Canhão e Run Jiang, que nela exploram temáticas como o absurdo, a individualidade e a vida. É possível visitar a exposição entre as 9h00 e as 15h30.
organiza, em Leiria, um Campo de Treino Nacional de Rugby em Cadeira de Rodas. O principal objetivo é o desenvolvimento das capacidades técnico-táticas dos elementos da equipa nacional. O evento ocorre no dia 14 de maio, no Pavilhão do Lis, em Cortes. Até 16 de novembro, Leiria
Centenário de José Saramago
O centenário de José Saramago comemora-se em vários locais da cidade, desde a Biblioteca Municipal Afonso Vieira Lopes a todas as bibliotecas escolares do concelho, onde, até novembro, estão programados vários eventos de diferentes características. Os principais objetivos do centenário passam por celebrar e divulgar a aproximação dos leitores às obras de José Saramago. Para aceder à programação completa consultar o sítio https://www.cm-leiria.pt.
14 de maio, Pavilhão do Lis, Cortes
Campo de Treino Nacional de Rugby em Cadeira de Rodas
A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência
Cada vez mais próximos... e sempre ligados. Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
Apoio à Edição Alexandre Soares alexandre.soares@ipleiria.pt
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes catarina.menezes@ipleiria.pt
Marta Oliveira marta.s.oliveira@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Maquetização Leonel Brites
Redação e colaboradores Afonso Vidigal, Alexandre Cruz, Ana Beatriz Antunes, Ana Carolina Gonçalves, Ana Carvalho, Ana Salina, Beatriz Conceição, Beatriz Correia, Carolina Rodrigues, Carolina Vieira, Catarina Gonçalves, Constança Vieira, David Sampaio, Diana Regueira, Diogo Ramos, Ema Marques, Fábio Sousa, Francisco Gordo, Guilherme Ramalhete, Inês Costa, Inês Franco, Isaque
Fernandes, João Pedro, Manuela Marques, Maria Beatriz, Mariana Ascenso, Mariana Braz, Mariana Sebastião, Margarida Fonseca, Micaela Suarez, Miguel Rolo, Nicole Santos, Nuno Rebelo, Paula Benavides, Rafael Dutra, Rebeca Martins, Sarahí Cárdenas, Tatiana Caetano, Tatiana Duarte, Tiago Branco, Tiffany Sérgio.
Ouve a nossa playlist de abril.
Presidente do Politécnico de Leiria Rui Pedrosa presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do Politécnico de Leiria e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretor da ESECS Pedro Morouço esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes catarina.menezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
3 A arte como instrumento de aprendizagem entre gerações
ESTÁ –a– DAR
Texto Carolina Rodrigues, Paula Benavides e Sarahí Cárdenas
A segunda edição das “Jornadas Intergeracionais de Educação e Cidadania” realizou-se a 7 de abril, em formato online, com uma proposta de reflexão sobre “As Artes e Os Outros”. A iniciativa é do Programa 60+ de formação sénior do Politécnico de Leiria, que este ano pretendeu envolver diferentes gerações para pensar o papel das linguagens artísticas na educação para a cidadania e na compreensão do outro. A conferência reuniu apresentações de investigação da área e de projetos que promovem a participação social através da manifestação artística.“As artes e, em particular, as palavras
Festival de Teatro Ofélia volta às Caldas da Rainha Texto Inês Costa, Francisco Gordo, Nicole Santos e Tiffany Sérgio
A 11.ª edição do Festival de Teatro e Artes Performativas, organizada pelo 2.º ano do curso de Teatro da Escola Superior de Artes e Design (ESAD. CR) do Politécnico de Leiria, realizou-se nas Caldas da Rainha, entre os dias 4 e 7 de abril. O programa, que incluiu 25 workshops, peças de teatro e um debate sobre a importância do teatro para a cultura portuguesa, teve apoio do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (CCC), do Politécnico de Leiria e dos Silos Contentor Criativo. Com a sua primeira edição em 2009, o festival procura dar espaço à promoção do trabalho dos estudantes da ESAD.CR e à criação artística, em partilha com outras escolas de arte, explorando toda e qualquer maneira de fazer teatro. As peças teatrais, que retrataram diversos temas, foram a maior atração desta edição. “A Vida em Stockport”, uma peça contemporânea original de Simon
escritas com arte, permitem-nos questionar as nossas certezas e abrir-nos a novas compreensões dos outros e de nós próprios”, explicou Luísa Pimentel, coordenadora do Programa 60+, no início do dia. Além de professores e de outros profissionais ligados ao Politécnico de Leiria, marcaram presença Lara Seixo Rodrigues, diretora da Mistaker Maker, e Rosalinda Chaves, Pedro Velho e Nuno Conceição, membros do projeto DESPHOCO-fotografia e bem-estar. A manhã terminou com a abertura de um espaço de debate e intervalo, onde foi apresentado um vídeo com os trabalhos realizados pelos estudantes do Programa 60+. Paulo Martins, crítico de cinema, Clara Leão, professora de Dança na ESECS, e Guilherme Mendonça, dramaturgo, roteirista e professor, lideraram o painel da tarde. Seguiu-se uma atuação musical da Tum’Acanénica (ESECS). O último painel teve como tema “Artes e Inclusão”. A conferência terminou com a intervenção de Luísa Pimentel, que reiterou a intenção de o evento criar espaços de aprendizagem entre gerações: “É oportuno recordar aos adultos que não são uma população descartável, que a sua participação coletiva é importante, que são um exemplo de ousadia e que devem continuar a fazer o que os apaixona”. k Stephens, foi um dos espetáculos do programa, representado por seis alunos do 2.º ano do curso de Teatro da ESAD.CR. Interpretada no pequeno auditório do CCC, a peça conta a história de Katie, uma mãe solteira, e de John, o homem conservador pelo qual se apaixona, representados por Tatiana Carriço e Gabriel de Castilho, ambos organizadores do festival Ofélia. Tatiana Carriço realça a dificuldade em representar esta protagonista: “O texto era enorme e a personagem não tem nada que ver comigo, mas isso é desafiante”. Já Gabriel de Castilho afirma que a sua maior dificuldade foi dar conta da grande disparidade entre a sua maneira de pensar e a da personagem. A pandemia de Covid-19, que impediu a realização da edição de 2020 e condicionou as sessões presenciais do programa em 2021, foi um fator a ser tido em conta no festival deste ano. Apesar da boa notícia do regresso físico aos palcos e plateias, Tatiana Carriço refere que isso levou a que tivessem de “pensar no limite de pessoas em cada sala, criando fichas de inscrição”. A presente edição demarcou-se da anterior pelo regresso da plateia ao festival, deixando de ser maioritariamente virtual. O balanço do evento foi positivo. Tatiana Carriço demonstrou satisfação pela adesão do público e pelos comentários favoráveis. k
28 abril 2022
TAK Texto Ana Beatriz Antunes Ana Carolina Gonçalves Catarina Gonçalves Ema Marques
Hugo Canoilas Arte com significado Hugo Canoilas, de 44 anos, é natural de Lisboa, mas reside atualmente entre Viena de Áustria e Nova Iorque. É antigo aluno de Belas-Artes da Escola Superior de Artes e Design (ESAD.CR), do Politécnico de Leiria, nas Caldas da Rainha. Após terminar a licenciatura mudou-se para Budapeste e em 2004 foi estudar para Londres com a ajuda de uma bolsa cedida pela Fundação Calouste Gulbenkian, para fazer um mestrado em Pintura no Royal College of Art. Considera que o seu percurso no Politécnico de Leiria foi um bom momento que lhe permitiu ter mais liberdade e viver novas experiências. “Para mim são muito mais importantes as atividades extracurriculares do que aquilo que se aprende na escola”, explica Hugo Canoilas. O interesse em estudar em Londres surgiu sobretudo para ganhar mais experiência numa cidade grande e porque sabia que a escola tinha métodos de ensino que lhe agradavam. Hugo Canoilas escolheu especializar-se em pintura, por ser a arte que lhe saía mais naturalmente. Quando cria, o artista quer que as pessoas lhe deem um significado próprio, fazendo com que a mensagem das suas obras não seja oclusa. Esta ideia está presente na sua exposição mais recente, “Moldada na Escuridão”, patente no Museu Calouste Gulbenkian. Trata-se de “uma tentativa de maravilhamento das pessoas pelo natural”, refere Hugo Canoilas. Chegou ao reconhecimento a nível internacional com a sua exposição “On The Extremes Of Good And Evil”, exibida no Museu de Arte Moderna de Viena, conhecido por Mumok. Com ela, ganhou o Prémio Kapsch de Arte Contemporânea de 2020. Relativamente ao futuro, tem um projeto de longa data que irá perdurar até 2025: a elaboração de uma ópera. A obra conta com a participação de um dramaturgo e de uma compositora, estando a desenrolar-se em Bregenz, na Áustria. Já no final de junho, é possível encontrar uma exposição de Hugo Canelas em Coimbra, no Centro de Artes Visuais. k
4 BIODIVERSIDADE
Centro de Ciência Viva de Alviela gere único observatório de KAPA morcegos em Portugal Qual o significado da palavra ‘carsoscópio’? Existe alguma relação entre os morcegos, a cortiça e o vinho? Como se caracteriza a evolução do Maciço Calcário Estremenho? No Centro de Ciência Viva de Alviela é possível encontrar a resposta a estas e a outras perguntas relacionadas com a água, os morcegos e as regiões de rochas calcárias. Além de exposições e diversas atividades para o público em geral, o Centro pretende suscitar o interesse da comunidade escolar pela ciência, a tecnologia e o ambiente. Texto Isaque Fernandes, Manuela Marques, Micaela Suarez e Rafael Dutra
O
Centro de Ciência Viva de Alviela-Cardoscópio fica localizado em frente à praia fluvial dos Olhos d’Água, no concelho de Alcanena. A paisagem enfatiza a serenidade e tranquilidade da natureza que rodeia e carateriza o ambiente do Centro. O som dos alunos a brincar e a conversar pode ser ouvido. É mais um dia de visitas escolares. Organizados, os alunos do 3.º ciclo deslocam-se para uma aventura educativa, mas sobretudo interativa. O Centro, inaugurado a 15 de dezembro de 2007, faz parte da Rede Nacional de Centros Ciência Viva,
No interior do abrigo estão cinco câmaras de infravermelhos que possibilitam a observação dos morcegos 24 horas por dia. O objetivo é, através do seu comportamento, “estudá-los, compreendê-los, para saber que medidas precisamos de tomar para os proteger”, realça a bióloga que não deixa escapar a oportunidade para dizer: “Quando temos a sorte de apanhar um nascimento ao vivo, é um espetáculo”. Segundo Maria João Silva, o comportamento social dos morcegos “é muito organizado”. Os morcegos têm apenas uma cria por ano e favorecem a criação de “creches”, sendo que “as fêmeas têm as crias em simultâneo”. As mães ficam a “vigiar enquanto vêm cá fora [da gruta] alimentar”, acrescenta a bióloga. É uma estrutura organizada que se apoia mutuamente, algo que gera empatia por parte do público que visita o Centro, “por acharem que os morcegos têm comportamentos parecidos aos nossos”, reforça. Depois de as crias se tornarem independentes, vão para os abrigos de hibernação durante o inverno, pois hibernam. As atividades realizadas sobre estes mamíferos desenvolvem-se com o intuito de demonstrar a importância dos morcegos no ecossistema, tal como a relevância da preservação destas espécies. Entre as dinâmicas propostas aos visitantes, destacam-se a possibilidade de ouvir como os próprios morcegos ouvem, através da ecolocalização, ou de ver uma réplica da gruta da maternidade. O jornal Público, em parceria com o Centro Ciência Viva, vai apresentar um projeto que visa consciencializar para a conservação dos animais. As imagens transmitidas pelas câmaras do observatório dos morcegos vão estar disponíveis em direto, no site do jornal, 24 horas por dia.
constituída por 21 espaços espalhados por Portugal continental e ilhas. O objetivo principal do Centro é a divulgação científica e tecnológica, de forma a aproximar a ciência da comunidade. Desempenha uma ação multidisciplinar, tanto para as escolas como para o público em geral. São três as principais temáticas abordadas: a água, o carso e os morcegos, todas com exposições interativas específicas. O carso está ligado ao nome do Centro e “carsoscópio” é uma palavra inventada pela equipa, que significa o observatório do carso, explica a bióloga e colaboradora Maria João Silva. A designação de carso é dada ao relevo de regiões onde predominam rochas calcárias, inserindo-se o concelho de Alcanena numa das mais importantes zonas cársicas de Portugal, o Maciço Calcário de Estremenho. A maior nascente cársica, a nascente do Alviela, é outra vertente das exposições do Centro, tal como os morcegos, devido à proximidade a um dos mais relevantes habitats de morcegos em Portugal, na Lapa da Canada. A observação desses habitats constitui um dos motivos de interesse científico associados ao Centro de Ciência Viva. O Observatório dos Morcegos Cavernícolas é um projeto pioneiro e inovador em Portugal, que visa estudar e compreender os morcegos, além de procurar sensibilizar o público em geral para a importância Uma aprendizagem mais prática O Centro tem um papel importante para as escolas, destes animais. A gruta conta com mais de 5 mil morcegos caverní- são o seu “main business”, declara a diretora Paula colas. A designação é dada porque utilizam as grutas Robalo. Existe uma colaboração direta com o agrucomo abrigo. Além disso, estes morcegos “vêm a estas pamento de escolas de Alcanena. Na origem desta grutas para ter as suas crias, é um abrigo de materni- relação está a vontade de fomentar o interesse dos dade, só há fêmeas e crias”, explica Maria João. É um alunos pela ciência, tecnologia e ambiente. A intehabitat protegido, não só em Portugal, mas a nível in- gração dos alunos nas atividades começa na préternacional. Neste abrigo cavernícola, estão identifi- -escola e jardim de infância, continuando no 1.º, 2.º cadas 12 das 28 espécies existentes em Portugal, sendo e 3.º ciclos e acabando no ensino secundário. “Nós que nove destas estão em perigo de extinção. Por isto, acompanhamos a etapa [escolar] toda destas crianças”, garante a diretora. é um abrigo com grande importância nacional. Os projetos e atividades são muitos e diferem conEm Portugal, os morcegos são todos insetívoros soante a faixa etária dos alunos. No pré-escolar há o (alimentam-se de insetos), por isso têm um papel funprojeto Ciência XXS, onde são realizadas atividades damental no ecossistema, enquanto controlo de pracientíficas experimentais nos jardins de infância. Já no gas. Trata-se de uma variedade de insetos e pragas que primeiro ciclo existem atividades de enriquecimento afetam a cortiça e o vinho, grandes setores da área de escolar, tal como uma Escola Ciência Viva desenvolviprodução portuguesa. A importância e o impacto dos da exclusivamente para estes alunos. morcegos, a nível deste controlo, “é tão grande que toA Escola Ciência Viva, integrada no Centro, é difedas estas espécies têm um contributo enorme, sem o rente das tradicionais. Aqui, os alunos desenvolvem percebermos”, realça a bióloga. A espécie mais pequeatividades experimentais, durante uma semana, rena, o morcego anão, por exemplo, “que tem cerca de 4 lacionadas com o programa escolar. É uma forma dicentímetros, pode comer mais de mil mosquitos por ferente de aprenderem fora do seu ambiente natural noite’’, acrescenta.
FOTOS: ISAQUE FERNANDES
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28 abril 2022
KO
KONSUMO OBRIGATÓRIO Texto
A “Noite dos Morcegos” é um dos best-sellers do Centro. Consiste numa atividade noturna que começa com uma introdução teórica, seguida de uma visita à sala dos morcegos. Por fim, os visitantes, equipados com detetores de ultrassom, posicionam-se à entrada do abrigo para identificar as espécies e vê-los sair da gruta para caçar. É possível realizar esta atividade entre março e o início de outubro.
e "uma mais-valia" para "perceberem a importância do trabalho" desenvolvido no Centro, como sublinha Maria Borralho, uma das técnicas educativas. As áreas e as temáticas abordadas são muitas, desde a mecânica dos ecossistemas até ao património natural, por exemplo. Fazem-se, ainda, “saídas de campo e observações de plantas’’, refere Anabela Cavalheiro, professora há 30 anos, que colabora com o Centro. A articulação entre as componentes interativa e tecnológica é algo que atrai muito os alunos. “As crianças nascem com uma apetência e ligação à tecnologia; se dermos um aparelho eletrónico a uma criança, ela aprende instintivamente”, explica Margarida Borralho. A adesão dos professores às atividades e visitas é bastante positiva. Trata-se de “uma aprendizagem não formal, lúdica, divertida. É um dia diferente onde aprendem muitas coisas”, enfatiza a professora de ciências naturais, Sónia Santos, da escola D. Maria II de Vila Nova da Barquinha, após visita ao Centro. A opinião dos alunos é igualmente positiva. Hélder, de 12 anos, é aluno do 2.º ciclo e gostou da experiência: “É uma oportunidade para aprender mais”. Já a sua colega Lara, de 13 anos, destacou as atividades relacionadas com os morcegos porque conseguiu ouvir a audição dos morcegos e o seu batimento cardíaco enquanto hibernam e voam. Além disso, Lara considera a experiência interessante: “Gosto mais de estar aqui do que na escola”. Através de várias atividades, exposições e métodos de ensino mais práticos e divertidos, o Centro contribui para que haja uma cultura científica com mais exposição e integração por parte das crianças. A contribuição tecnológica do Politécnico de Leiria Como um dos parceiros, o Politécnico de Leiria está muito presente no Centro Ciência Viva, tendo deixado a sua marca através da dinamização de atividades e do desenvolvimento de tecnologias.
“Todas as nossas exposições, todos os equipamentos que se encontram aqui, foram produzidos pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Politécnico de Leiria”, revela Paula Robalo. Um dos projetos realizados pela instituição está localizado na sala com um simulador de realidade virtual do Geódromo. O simulador, com capacidade para 16 pessoas, é uma plataforma robotizada que acompanha os movimentos do filme que integra as exposições do Centro. O público é transportado para o passado, há 175 milhões de anos, relevante quando se procura perceber a evolução geológica do Maciço Calcário de Estremenho. As câmaras de infravermelhos localizadas no observatório dos morcegos foram um projeto pioneiro em Portugal e na Europa, desenvolvido em colaboração com a instituição de ensino superior. “O Politécnico de Leiria tem feito um excelente trabalho com os cursos que dinamiza”, considera a diretora. Além da tecnologia, o Politécnico de Leiria está presente noutras atividades que promovem a consciencialização e o conhecimento. Em 2021, o Centro de Ciência Viva recebeu a exposição da Escola Superior de Artes e Design (ESAD.CR), “Cintilações e Reflexos - Água”, sob curadoria do professor Samuel Rama. A exposição, que integrava elementos de imagem e vídeo, teve como objetivo tornar o público sensível e consciente em relação à água. O Politécnico dinamiza também iniciativas como os Cafés de Ciência, espaços onde se abordam e debatem questões relacionadas com a ciência e a sociedade, por exemplo em relação à mobilidade sustentável, nomeadamente através do projeto do U-Bike. Para concluir, a diretora Paula Robalo lança uma proposta ao Politécnico: “Estamos sempre abertos a mais desafios e atividades que queiram desenvolver connosco”. k
Donut Kings Um pedaço de Simpsons
Inês Franco João Pedro Nuno Rebelo
Inspirados pela série cómica The Simpsons, os proprietários da Donut Kings abriram, em setembro 2021, a loja de donuts, cronuts, milkshakes e confeitaria na Rua da Graça, em Leiria. Aqueles que por lá passam não ficam indiferentes ao espaço nem aos seus produtos. Sérgio Santos, um cliente, considera o espaço “agradável para quem tem desejos espontâneos ou quer experimentar algo diferente”. Os donuts variam de preço consoante os seus recheios e coberturas da massa fofa que se desfaz suavemente na boca. O conceito cronut é uma novidade no que respeita ao próprio donut, substituindo a massa fofa por uma massa folhada estaladiça. Além disso, o estabelecimento oferece opções vegan de modo a satisfazer as expetativas do maior número de visitantes. Mantendo a criatividade, os proprietários confecionam os doces de acordo com temáticas diferentes, desde o Dia dos Namorados à série Squid Game ou o mais recente filme The Batman. Não faltam ideias e sabores. O espaço físico é decorado a rigor e não falta um mural dedicado aos Simpsons, acompanhado por um cadeirão cor-de-rosa que remete para um ambiente animado e divertido. Todos os letreiros são em cores néon, tal como as caixas de cartão, onde se transportam os alimentos. Segundo um dos elementos da equipa de colaboradores, o negócio “vai de vento em popa” e o retorno dos clientes tem sido bastante positivo. O estabelecimento veio acrescentar oferta à cidade de Leiria, destacando-se com a sua vertente de pastelaria americana. A comunicação nas redes sociais é um ponto importante, com a divulgação de conteúdos que transportam o conceito da loja para o ambiente digital, sendo possível aceder através da conta Instagram @donutkings.pt ou do expositor físico no estabelecimento, aberto todos os dias da semana das 13h às 19h30, exceto terça-feira. k
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SENTADO NO MOCHO
A forma como descubro a música e como componho é muito irracional
Compositor de bandas sonoras, André Barros já trabalhou com marcas de todo o mundo. Os seus cinco álbuns de originais têm origem na aprendizagem autodidata e na experiência que vem de um currículo que inclui colaborações com artistas como Valter Lobo e Myrra Rós. É também o vencedor do prémio para melhor banda sonora no Los Angeles Independent Film Festival Awards, atribuído em 2015.
Texto e Fotografia Alexandre Cruz, Fábio Sousa, Mariana Sebastião e Tiago Branco
André Barros Músico
Como foi crescer na Marinha Grande? de executar. E muitas pessoas começam a tocar piano Foi uma infância maravilhosa, feliz, repleta de boas precisamente por isso: é muito melódico e dá muito amizades, de passeios pela natureza. Como vivemos prazer tocar aqueles temas. Tem uma nostalgia que já perto do pinhal e da praia, é um ambiente porreiro me encantava na altura e que hoje também marca as para se viver enquanto criança. Da perspetiva musi- minhas composições. cal não há muita coisa, mas lembro-me de ainda ser criança e o meu irmão, que é mais velho do que eu, Tudo muito devido a essa influência inicial? ter comprado uma bateria e ter tido uma banda. Esse Sim, das bandas sonoras. E depois uma amiga minha foi o primeiro instrumento que toquei: uma bateria. tinha um piano acústico de cauda já muito antigo, Por vezes, enquanto ele atuava com a banda, eu ia mas minimamente afinado, e comecei a tocar essa dar uns toques. música, o tema principal da Amélie Poulain - “Comptine d’un autre été”. Percebi que tinha um mínimo de E ainda toca bateria? jeito para aquilo, para conseguir interpretar as coiDe vez em quando, sim. Musicalmente, nunca tive sas, e também tinha ouvido. Os meus amigos comenenhum estímulo, tirando o da bateria que tinha em çaram a apoiar-me e comprei um piano digital, algo casa do meu irmão. É engraçado que estive a ver uns muito simples. Nos anos seguintes fui-me juntando daqueles álbuns que os pais escrevem quando somos a outros músicos de cordas e à Escola Superior de crianças e reparei que tinha uma foto de mim, peque- Música de Lisboa e comecei a tocar com outros arnino, a tocar um piano de brincar. Dizia que era o tistas. Tudo de forma completamente natural e emmeu brinquedo favorito. Mal eu imaginava como esse preendedora. instrumento me viria a assombrar. A sua aprendizagem foi toda autodidata? Esteve na Marinha Grande até mais ou menos Toda, completamente autodidata, sempre. Normalque idade? mente as pessoas usam essa expressão, “autodidaEstive basicamente até concluir o 12.º ano. Depois fui ta”, quando querem dizer que elas próprias usaram para a Força Aérea. Fiz a recruta dois meses e ain- formas ou ferramentas de se autoinstruírem, seda estive a estudar uns quatro ou cinco meses em guindo vídeos e uma série de plataformas que poSintra, na Academia da Força Aérea. Queria ser pi- demos usar. Mas o meu “autodidata” é num sentido loto, no entanto, chumbei a entrar para o curso por ainda mais lato, no sentido em que eu não quis, e causa da vista, tinha miopia. Mais tarde vim a per- continuo a não querer, ter aulas de música, porque ceber que aquela disciplina, aquela hierarquia, toda estava a gostar imenso de ser tudo irracional. Esta aquela formalidade, não tinha nada que ver comigo. é uma palavra meio forte porque a música é mateDecidi sair da Força Aérea, com 18 anos, e fui para mática e racional, mas a forma como descubro a Direito. Tirei licenciatura em Direito, na Universida- música e como componho é, de facto, muito irrade de Lisboa. cional. Penso que tenha sido esse contraste com a rigidez da Força Aérea, a formalidade do Direito, toE foi aí que começou o seu tempo em Lisboa? dos aqueles livros que andei anos e anos a estudar. Exatamente, depois de vir de Sintra. E foi já a cami- Penso que tudo isso foi compensado por este lado nhar para o final do curso que descobri o piano. Isto mais emocional, mais livre e mais arbitrário que é tudo uma história meio caricata porque, de fac- descobri na música. to, sendo hoje compositor e músico, não tenho uma formação normal que me trouxesse para isto. E por Como é que era esse processo de aprendizagem? isso é que acaba por ser uma história engraçada. Chegava a casa, sentava-se ao piano e começava Portanto, eu entrei em Direito e cheguei a terminar a tocar? o curso, mas ali no meio do curso ouvia muita músi- Sim, exatamente. Tocava alguns temas que conhecia ca clássica, sobretudo instrumental e muitas bandas de ouvido, ia explorando, depois ia compondo umas sonoras. Havia uma banda sonora de que eu gosta- coisas minhas. Depois de finalizar o curso de Direito, va porque era muito melódica, do filme “O Fabuloso trabalhei como jurista na Caixa Geral de Depósitos Destino de Amélie”, de Yann Tiersen. Depois vim a em Lisboa, mas foi só meio ano. Quando saí, percebi perceber que tecnicamente não era assim tão difícil a preponderância na minha vida deste trabalho de
7 composição, de fazer música, e fui tirar um curso de Produção e Criação Musical na antiga Escola Técnica de Imagem e Comunicação [atual Escola de Tecnologias de Inovação e Criação], em Lisboa. Foi muito importante para mim, para conseguir produzir estes temas.
Todos os anos temos os Óscares e sabemos da sua importância para o cinema. Como compositor para bandas sonoras, alguma vez sonhou com uma distinção? Claro! Pensamos sempre nessas coisas, nos prémios. O prémio é importante em dois sentidos. Animicamente, faz-nos pensar: “Bem, o que eu estou a produzir tem qualidade e está a ser avaliado por pares, vai ter um alcance maior e vai-me dar alguma visibilidade”. Por outro lado, é o “estar lá” fisicamente, num desses prémios em Nova Iorque ou Hollywood. O estar ali presente, em vez de estar na Marinha Grande ou em Lisboa, pode fazer milagres. Posso conhecer realizadores e produtores que depois me darão trabalho. É extremamente importante fazer o esforço para estar nessas premiações. Curiosamente, têm sido todas nos Estados Unidos.
Como é que percebeu que conseguia passar da criação de música para a criação de trilhas sonoras? O meu irmão tem uma produtora de filmes na Marinha Grande, a Lua Filmes. Faz muitos filmes corporativos e institucionais e já usava algumas músicas minhas. Como é instrumental e muito sugestiva de um mood, “casou” bem com alguns projetos. Mais tarde, pensei que poderia ser interessante trabalhar nessa área das bandas sonoras e comecei a contactar alguns realizadores. Aconteceu encontrar, em 2013, o que seria a minha primeira banda sonora para uma jornalista pa- Na sua carreira de compositor, já teve alguma quistanesa independente, Madiha Tahir, que fez colaboração com um cantor? o documentário Wounds of Waziristan [Feridas do Já tive várias colaborações. Tive com a Myrra Rós, Vaziristão] sobre danos colaterais de drones que islandesa, em dois álbuns – In Between e Reasons. os norte americanos lançavam naquela região do Tive com o Valter Lobo, de Fafe, um exímio escritor Paquistão. A partir daí, foquei-me nisso. E é preci- de canções que faz melodias muito bonitas, tamsamente o que faço até hoje: 50 por cento do meu bém. Fiz um álbum com ele no âmbito de uma residia consiste em criar contactos com realizadores dência artística em Guimarães, no Centro Cultural e produtores e encontrar filmes em pré-produção, Vila-Flor. A minha primeira experiência com canque é uma fase inicial que ainda não tem propria- tores foi com a Catarina Ortins Dias numa canção mente compositor. chamada “Far Too Close”, que ia entrar no primeiro álbum, mas depois entrou sem voz. Também trabaQue projetos tem para o futuro? lhei com o AndreViaMonte. k Sou compositor de bandas sonoras e é daí que tenho grande parte dos meus rendimentos. Depois tenho a parte dos concertos, que faço de vez em quando. Mas o foco vai ser esse, de compor para audiovisual. Vou sempre ter gosto em editar uma compilação de Um livro Desumanização, de Valter Hugo Mãe trabalhos que vão surgindo em diferentes tempos Uma música Ára Bátur de Sigur Rós da minha carreira. O outro projeto vai ser contiUm filme American History X de Tone Kaye nuar com concertos quando isso se justifique. É imUma cidade Reiquijavique – Islândia portante estar em palco, também gosto, mas não é o Uma obra de arte Capela Sistina foco do meu trabalho. Diria que as bandas sonoras são 80 por cento do meu trabalho.
KURTAS
28 abril 2022
KULTOS Texto Ana Beatriz Antunes Ana Carolina Gonçalves Catarina Gonçalves Ema Marques
Glória O paralelo entre guerras A minissérie portuguesa Glória é a primeira produção portuguesa para a Netflix, coproduzida pela RTP e SPI, em 2021, e criada por Pedro Lopes. É um thriller de espionagem e ação, passado em Portugal, numa pequena vila do Ribatejo denominada Glória. Baseada em factos reais, retrata o Portugal dos anos 60, durante a ditadura do Estado Novo e no decorrer da Guerra Fria. Em dez episódios, o ator Miguel Nunes interpreta o personagem principal, João Vidal, filho de um secretário de Estado, que serviu na guerra colonial em África. João vai trabalhar como engenheiro para a RARET, uma rádio de transmissão instalada pelos americanos, que emitia notícias, programas e músicas proibidas na Europa de Leste, tentando assim combater o comunismo. Ao mesmo tempo, o protagonista era recrutado pelo KGB, após ter servido na guerra colonial, onde esteve em contacto com o regime comunista, para ações de espionagem durante o seu serviço na RARET. Com uma vida dupla, João enfrenta vários dilemas devido às missões que lhe são propostas pelo KGB. Em simultâneo, tenta manter uma boa relação com a pequena comunidade da vila e com a sua família, seguidores das ideologias do regime salazarista e apoiantes do lado dos americanos. No seu recrutamento para o KGB, a agente Mia, interpretada por Victoria Guerra, que também seguia uma vida dupla na RARET, é quem vê o potencial de João para o trabalho. É neste ambiente que criam uma ligação mais íntima, porém Mia acaba por desaparecer misteriosamente. Encontrar a agente passa a ser o objetivo pessoal de João. Habitualmente sem muita visibilidade no estrangeiro, o cinema português pode ganhar reconhecimento internacional através de Glória, alavancado pelo alcance da plataforma de streaming Netflix. O elenco da série é recheado de atores e atrizes bem conhecidas do público português, destacando-se, além dos protagonistas, o trabalho de Carolina Amaral, Afonso Pimentel, Adriano Luz, Joana Ribeiro e João Pedro Vaz. k
14.ª EDIÇÃO DO PRÉMIO PEDRO DE MATOS Atribuído pelo Politécnico de Leiria, Texto Laura Melícias, Neuza Santos o Prémio Pedro e Sofia Morgado de Matos é uma homenagem ao falecido Professor Texto e Investigador da Afonso Pimentel Escola Superior de David Sampaio Tecnologia e GesDiogo Ramos tão. A distinção, na Guilherme Ramalhete área da matemática, destina-se a alunos do ensino secundário e do 3.º ciclo do ensino básico, nas categorias Prémio Pedro Matos e Prémio Pedro Matos Júnior, respetivamente. A edição deste ano conta com o tema “Matemática: e se a tirarmos da equação?” e as pré-inscrições terminam no próximo dia 6 de maio. Mais informações em https:// premiopedromatos.ipleiria.pt/
ÚLTIMAS
XI CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO, PRÁTICAS E CONTEXTOS EM EDUCAÇÃO A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria recebe a Conferência Internacional Investigação, Práticas e Contextos em Educação, nos dias 6 e 7 de maio. A conferência tem como propósito contribuir para o avanço da teoria e da prática em Educação, promovendo a colaboração entre investigadores, professores, estudantes e decisores na identificação e discussão de desafios e soluções para os mais diversos contextos educativos. Serão abordados os desafios e oportunidades, desde a Educação de Infância até ao Ensino Superior, não deixando de lado o desenvolvimento comunitário e outras experiências de educação. Mais informações em www.sites.ipleiria.pt/ ipce2022/ MOSTRA DE COMUNICAÇÃO E CRIATIVIDADE Com o rápido crescimento dos conteúdos na internet, a comunicação tornou-se mais ampla e aberta. A Fundação Portuguesa das Comunicações, juntamente com o Grupo Informal de Leitura – Cultura, Media e Cidadania e o Grupo de Trabalho de Jovens Investigadores da Associação de Ciências da Comunicação de Portugal, organiza a primeira Mostra de Comunicação e Criatividade. No dia 26 de maio, serão expostos os melhores trabalhos de estudantes na área da comunicação, com o objetivo de promover a reflexão e a investigação na área, bem como de revelar talentos. Mais informações em: https://www. fpc.pt/pt/1a-mostra-de-comunicacao-e-criatividade/
CULTURA
Festival de tunas de volta à cidade de Leiria A XII edição do Collipo – Festival de Tunas regressou após dois anos de interrupção, devido às restrições causadas pela pandemia. O evento, organizado pela Trovantina, realizou-se a 8 e 9 de abril, contando com a presença de cinco tunas: a Tuna-Mus, a Afonsina, a TAISEP, a Tuna Templária do Instituto de Tomar e a TADEL. O primeiro dia do programa foi ocupado com as serenatas, no auditório 2 da Escola de Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. A noite de serenatas iniciou-se
Caminhos do Desporto Universitário vão dar ao Politécnico de Leiria Texto Ana Carvalho, Ana Salina, Beatriz Conceição e Constança Vieira
Leiria e Marinha Grande acolhem, de 15 a 27 de maio, as fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU). São esperados mais de 2000 atletas vindos de instituições de ensino superior de todo o país. O Politécnico de Leiria, em parceria com a Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) e com o apoio dos municípios de Leiria e Marinha Grande, vai atribuir 11 títulos de campeão nacional universitário, nas modalidades de andebol, basquetebol, futsal, voleibol, rugby 7 e futebol 11. Cândida Bairrada, responsável pela organização das fases finais daquela que é a maior competição multidesportiva universitária, assegura que este será “um dos marcos mais importantes na história da instituição”.
© MARCOS PAIXÃO
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com a presença da Tum´Acanénica, como convidada da anfitriã, além da Trovantina, seguindo-se, depois, as restantes tunas. No dia 9, pelas 21h30, o Teatro José Lúcio da Silva recebeu o concurso em que as tunas mostraram os seus talentos, perante uma sala esgotada. A plateia contou com a presença de convidados especiais por iniciativa da Trovantina, os refugiados ucranianos que, neste momento, habitam no estádio Dr. Magalhães Pessoa. A ocasião serviu para contactar mais de perto com a tradição académica portuguesa e a sua dimensão musical. Em discurso emotivo, o magíster da Trovantina deixou palavras de motivação a estas pessoas perante a situação que se desenrola na Ucrânia: ”Só
posso desejar sorte, porque coragem não falta”. O festival culminou com a atribuição de nove prémios. A grande vencedora foi a Afonsina, que levou os prémios de Melhor Pandeireta, Melhor Original e Melhor Tuna. Com duas Texto distinções ficaram a Beatriz Correia Tuna Templária de ToCarolina Vieira mar (Melhor Serenata Maria Beatriz e Tuna do Público) e a TAISEP (Melhor Instrumental e Tuna mais Tuna). A Tuna-Mus foi agraciada com o prémio de Melhor Estandarte. k
No âmbito da organização do CNU 2022, todas as modalidades de desporto coletivo praticadas no Politécnico de Leiria tiveram apuramento direto para as fases finais. Tiago Simões, capitão da equipa de futsal e mestrando em Engenharia Informática, admite que existe alguma ansiedade: “Não sabemos o que esperar das outras equipas”. Por outro lado, Miguel Carvalheiro, treinador de basquetebol masculino e feminino, vê no apuramento direto uma oportunidade única para ir às provas finais. “Vamos mesmo pela experiência. Aproveita-se para divulgar o basquete e depois… é jogo a jogo”, explica. Aos atletas do Politécnico de Leiria, Cândida Bairrada deixa uma mensagem importante: “Esperamos que aproveitem o excelente espírito do desporto universitário e, se com isso resultarem títulos e/ou lugares de pódio, tanto melhor. Serão sempre um orgulho para o Politécnico de Leiria”. Antes da edição de 2022 dos “nacionais” universitários, Cátia Pereira competiu na prova de 10km do Campeonato Mundial Universitário de Corta-Mato, realizado a 12 de março, em Aveiro. A estudante de Dietética
e Nutrição, da ESSLei, alcançou o 25.º lugar, entre 150 atletas, tendo a sua prestação sido fundamental para a seleção portuguesa conquistar o 6.º lugar a nível coletivo. Outras prestações dos estudantes do Politécnico de Leiria merecem igualmente destaque no âmbito de algumas competições que se realizaram desde o início do ano letivo, nomeadamente no atletismo/pista coberta (três medalhas de ouro, três de prata e três de bronze), karting (prata) e judo (uma medalha de prata conquistada no início deste mês). k
A FECHAR
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