Suplemento integrante da edição nº 4214 de 21 de dezembro de 2017 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
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estudantes em mobilidade
Um Natal fora de casa
Nós gostamos todos de estar em palco e isso toca as pessoas
pág. 4 e 5
First Breath After Coma Banda
págs. 6 e 7
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A ABRIR
Um engenheiro de telecomunicações desejou "Feliz Natal" a um colaborador de uma companhia de telefones. Foi a primeira mensagem enviada por SMS, a 3 de dezembro de 1992, no Reino Unido. A exploração comercial do serviço aconteceu logo no ano seguinte, na Suécia. Em 1843, em plena Era Vitoriana, o aristocrata inglês Henry Cole gozava de uma vida social intensa. Sem tempo para conseguir responder às vastas solicitações do seu extenso círculo social, Cole aborda um artista amigo (J.C. Horsley) para criar uma imagem com um motivo natalício, reservando um espaço apenas para indicar o destinatário. Nascia o primeiro postal de Natal.
O japonês Shigetaka Kurita criou o primeiro emoji no final dos anos 90. Em 2015, a palavra "Emoji" foi considerada a palavra do ano pelo Oxford Dictionary.
filarmónicas dos Pousos e Monte Redondo celebra, também, cinco anos de existência desta banda sinfónica. A atuação será conduzida pelo maestro norte-americano Matthew Georgeo.
NÃO PERKAS
31 de dezembro, Leiria
PASSAGEM DE ANO
A cidade de Leiria e a praia do Pedrogão celebram a mudança de ano em clima de festa. Entre outras animações previstas, espera-se fogo de artificio nos dois cenários: o Castelo de Leiria e o Oceano Atlântico. Na cidade de Leiria a festa desenrola-se entre o palco da Praça Rodrigues Lobo, com música remember, e o palco do Largo do Papa, com house. A festa terá início às 22h30 e contará ainda com bares e comida de rua. Cinema 8 de janeiro, Centro Cultural e de Congressos Caldas da Rainha
Texto Mariana Santiago
AS FALSAS CONFIDÊNCIAS, DE LUC BONDY
31 de dezembro, São Martinho do Porto
PASSAGEM DE ANO
Música 23 de dezembro, Teatro José Lúcio da Silva
CONCERTO SOLIDÁRIO DE NATAL RICARDO TININHA
Será apresentado, a 23 de dezembro, pelas 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, o concerto ‘Deixa Fluir’, o primeiro trabalho de Ricardo Tininha. As receitas de bilheteira revertem a favor da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria, para apoiar a construção da “Quinta dos Trevos e Amigos” e do “Centro de Apoio a Consultas Médicas de Especialidade”. Ricardo Tininha passou já por algumas cidades do país e tem agora a oportunidade de atuar na sua cidade natal.
A partir das 22h00 de 31 de dezembro, São Martinho do Porto celebra a Passagem para 2018. Prevê-se um espetáculo de fogo de artifício, sincronizado com música e realizado a partir de várias plataformas flutuantes colocadas na baía. A organização promete uma noite animada e brilhante, ao longo de toda a Avenida Marginal, com ambiente que junta pessoas de todas as idades do concelho e da região, assim como turistas e visitantes.
As falsas confidências, um filme de Luc Bondy, é inspirado na comédia de Marivaux, que Luc Bondy encenou no teatro. Dorante, um jovem sem dinheiro, é contratado como secretário por Araminte, uma viúva rica que ele ama em segredo. O criado Dubois faz tudo o que está ao seu alcance para conseguir que Araminte se apaixone por Dorante. A comédia, com a atriz Isabelle Huppert, está agendada para 8 de janeiro, às 21h30, no Centro Cultural e Congressos Caldas da Rainha.
6 de janeiro, Teatro José Lúcio da Silva
CONCERTO DE ANO NOVO
A Associação de Filarmónicas do Concelho de Leiria apresenta a 6 de janeiro, no Teatro José Lúcio da Silva, o Concerto de Ano Novo. O espetáculo tem início às 21h30 e, com direção artística a cargo das bandas
Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
Apoio à Edição Alexandre Soares alexandre.soares@ipleiria.pt
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Maquetização Leonel Brites
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Redação e colaboradores Adriana Gaspar, Adriana Silva, Ana Sofia Fonseca, André Ferreira, Andreia Rodrigues, Catarina Rodrigues, Cláudio França, João Bento, Liane Duque, Maria Coutinho, Mariana Antunes, Mariana Santiago, Marisa Vitoriano, Rita Dias, Rodrigo Leite.
Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPLeiria e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretora da ESECS Sandrina Milhano dir.esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
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21 dezembro 2017
ALL DANCE: mais do que um evento
ESTÁ –a– DAR
Texto Adriana Gaspar, Ana Sofia Fonseca, Marisa Vitoriano, Rita Dias
Saraquité, Corridinho, Círculo Circassiano, Mazurka Checa, foram algumas das danças presentes na 10ª edição do All Dance. O evento decorreu a 30 de novembro, no Jardim Luís de Camões. A dança começou ao início da tarde e durou até ao final da noite, com oficinas e demonstrações dadas pelos alunos dos regimes diurno e pós-laboral do curso de Desporto e Bem-Estar, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais. À dança juntaram-se alunos chineses, estudantes Erasmus, e todos os que quiseram integrar a animação. A noite terminou com baile e música ao vivo, com os Ahkorda. O projeto, que comemora dez anos de existência, tem por objetivo diluir barreiras e preconceitos dos alunos em relação à dança. Marisa Barroso, coordenadora do projeto, refere que os alunos costumam apresentar resistência, mas no final aderem. “Ninguém acredita, mas no fim, toda a gente se convence”, sublinha. A docente explica ainda que, em dois meses, os alunos envolvidos no projeto “aprendem as danças, partilham essa aprendizagem ensinando outros colegas e apoiam na organização das várias iniciativas”. Nesse sentido, o projeto é, para Marisa Barroso, também uma oportunidade de formação cívica, que coloca os estudantes em contacto com diferentes pessoas. Clube de Leitura e de Escrita
IPL 60+ lança livro de poesia Texto Liane Duque e Mariana Antunes
Peregrinação à Poesia é o título do novo livro escrito pelos alunos do IPL60+. A apresentação do livro decorreu a 30 de novembro no auditório da Escola Superior Educação e Ciências Sociais. O livro é constituído por poemas de dez elementos do Clube de Leitura e de Escrita do Programa IPL60+, mas também por poemas de Cristina Nobre, autora e coordenadora do projeto, e de Luísa Pimentel, também docente da ESECS. Cristina Nobre explica que a publicação “surgiu como fruto natural e inevitável do Clube de Leitura e de Escrita, que já tinha dado um fruto narrativo em 2015”, com a obra 60 Histórias ou mais – Retratos de uma Geração. A obra anterior relatava episódios e percursos de vida. O desafio foi agora o de convidar os participantes à escrita de poesia. “Ao herdar este maravilhoso espólio de pessoas e suas histórias de vida, senti que era minha missão passar da horizontalidade da escrita à verticalidade poética das palavras”, explica Cristina Nobre. Após ter sido convidada para coordenar o clube e de ter lançado o desafio de escrever poemas, Cristina Nobre propôs o lançamento de um livro de poesia.
A avaliação é feita através de gravações. Os alunos são avaliados um a um, com base em critérios metodológicos, desenvolvidos ao longo dos anos, revela a docente, que acrescenta que tem vindo a aperfeiçoar o método. Marisa Barroso indica que esta dimensão tem permitido desenvolver a componente de pesquisa e investigação associada ao projeto. Através das experiências com os alunos, Marisa Barroso tem por objetivo desenvolver o método de ensino mais ajustado, “o que se deve fazer primeiro, como se deve ensinar no meio do público e com ruído e agitação próprios do contexto”. A docente refere que “por ser único, deu origem a uma proposta de um livro”, que se encontra ainda em desenvolvimento. O evento tem também originado parcerias com outras instituições de ensino, nomeadamente internacionais. k
Os alunos abraçaram a ideia e, a partir da leitura de autores como Luís Camões, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, foram tentando fazer poemas em diferentes estilos. A autora e coordenadora da obra refere que o maior desafio foi “quebrar resistências” à “hierarquia da palavra poética” e fazer com que “todos – mesmo os que nunca tinham mexido na terra da poesia – se sentissem capazes de esburacar o seu lugar”. Referindo ter assumido o papel de “mestra-jardineira”, a docente explica que procurou “estabelecer canteiros diferentes que correspondessem aos períodos da história cronológica da poesia” revisitados durante as sessões. “Daí as várias secções, que pretendem evocar a ordem de evolução da poesia, tal como a conhecemos na tradição portuguesa”, explica. A apresentação de Peregrinação à Poesia foi feita por Maria José Gamboa e ficou marcada pela leitura de poemas por cada um dos autores envolvidos e por uma surpresa preparada por Rui Matos e Nuno Santos, docentes da ESECS, que musicaram e interpretaram um poema do livro. Acompanhar todo o processo da elaboração da obra foi, segundo Cristina Nobre, “um desafio sereno e recompensante”. Embora tenha sido complicado cumprir todos os prazos estipulados, o empenho de cada aluno, até mesmo daqueles que escreveram
poesia pela primeira vez, fez com que fosse possível a concretização do projeto. Com o lançamento do livro, Cristina Nobre sente-se “como todo o jardineiro, feliz quando vê os canteiros florescidos”, sentimento partilhado pelos alunos e docentes envolvidos na obra, durante a sessão de apresentação. Maria Angelina Fernandes, uma das participantes, refere que nunca tinha escrito poesia, mas classifica a experiência como “muito interessante”. Indicando que a docente “tem o poder de fazer as pessoas gostarem das coisas”, sublinha ter sido uma participação que levará “para a vida toda”. k
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KAPA
Natal C une culturas
Portugueses que se encontram fora do país a realizar Erasmus ou estudantes internacionais a estudar em Portugal, alunos de três nacionalidades contam como é estudar e viver fora do país de origem e como vão passar o Natal numa nova cultura. Texto Adriana Silva, Andreia Rodrigues, Catarina Rodrigues
om o objetivo de desenvolver competências linguísticas, conhecimento sobre novas culturas e desenvolvimento pessoal, Eliane Luo, Patrícia Li, Tatiana Quiroz e Juan Merino embarcaram na aventura de vir estudar em Portugal. Naturais da China, Eliane Luo e Patrícia Li frequentam o segundo ano do curso de Língua Portuguesa Aplicada, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS). Tatiana Quiroz e Juan Merino candidataram-se ao curso de Comunicação e Media e chegaram este ano do Equador em busca de novas oportunidades. Este ano, o Instituto Politécnico de Leiria recebeu alunos com 61 nacionalidades distintas. Os estudantes internacionais representam 10% do universo de estudantes do IPLeiria e, somados, totalizam cerca de 1200 alunos. Os principais países de origem são o Brasil, o Equador e a China. Eliane Luo, de 21 anos, está há um ano e meio em Portugal. Como já tinha aprendido a língua portuguesa anteriormente e ganhou gosto pelo idioma, escolheu o curso que lhe ofereceu a possibilidade de explorar a área e assim aprofundar os seus conhecimentos. “A oportunidade de vir para fora assustou-me um pouco” admite a jovem, mas o facto de querer conhecer uma cultura diferente levou-a a arriscar. Com o passar do tempo num novo país, a estudante chinesa notou algumas diferenças culturais, em termos de gastronomia e relacionamentos sociais. “As pessoas são muito simpáticas, enquanto os chineses são mais reservados”, declara Eliane. A aluna confessa também que, apesar dos portugueses serem um povo acolhedor, não deixa de haver pessoas que são frias e menos atenciosas. Contudo, sente-se integrada e feliz com a escolha que fez. Boas Festas em português Em período natalício, os estudantes internacionais deparam-se com a opção de permanecer no país que os acolheu ou voltar para o seu país de origem. Eliane decidiu passar a época natalícia em Portugal, em Leiria, com uma colega. “Os meus colegas já me tinham dito que o Natal em Portugal era passado com muita animação e junto dos familiares”, explica, referindo os motivos que a fizeram decidir ficar. É com entusiasmo que indica querer experimentar algumas das tradições
portuguesas, como comer bacalhau na noite da consoada. Na China, refere Eliane, o Natal não tem tanta importância e é sobretudo celebrado nas ruas entre amigos. Outra aluna do curso de Língua Portuguesa Aplicada, Patrícia Li, de 21 anos, elegeu Portugal há um ano como destino de estudos, por querer aprender a língua. Após ter chegado ao país, as primeiras impressões que teve foram positivas. “O país é acolhedor, muito limpo, a temperatura é agradável, assim como a gastronomia”, afirma a jovem chinesa. O facto de poder interagir com os portugueses é uma mais-valia, pois ajuda-a a aprender e a desenvolver melhor as suas competências linguísticas. Por já ter passado a anterior época natalícia em Portugal, Patrícia Luo conhece alguns dos costumes festivos do país. “Os portugueses cantam canções de Natal, comem bacalhau e peru, e passam a noite em família”, recorda a estudante. Confessa que passar a consoada longe da família vai provocar saudades, porém não será um grande obstáculo para aluna. Vai celebrar o Natal em Évora com os colegas. Os seus planos incluem fazer paraquedismo e passar um tempo descontraído e divertido com os amigos. Um ano repleto de novas experiências Para os alunos oriundos do Equador, Tatiana Quiróz e Juan Merino, sair do país de origem para completar os estudos académicos sempre fez parte dos planos. Ambos concordam que estudar comunicação num país como o Equador não seria uma opção viável, quer pela forte pressão sobre os órgãos de comunicação, quer pelo menor desenvolvimento da área científica. Tatiana Quiroz, de 18 anos, afirma, entusiasmada, que não hesitou vir para Portugal. A jovem estava decidida a ir para a Colômbia, quando apareceu a oportunidade de estudar em Portugal. O IPLeiria foi o Instituto que a aluna elegeu. O curso de Comunicação e Media era uma escolha óbvia dada a sua preferên-
5 Este será o primeiro Natal que o jovem passa fora de casa. O estudante preferiu passar o dia 25 de dezembro em Leiria com os amigos. “Por ser maior de idade e ter passado todos os anos esta época festiva com a minha família, decidi arriscar e viver uma nova experiência”. Mesmo já sentindo saudades do seu país, Juan Merino está convencido que vai ser uma ótima experiência. Apesar de tudo, os estudantes explicam que os rituais de Natal são muito parecidos. Na consoada não há bacalhau, mas é habitual comer frango ou perú no forno. Também não há bolo-rei, mas nas mesas não falta o pan de pascua, um pão doce com frutas.
cia pela área do jornalismo. Apesar de só estar há alguns meses no país, na cidade de Leiria, Tatiana Quiróz diz que desde o início que se sente integrada e todos os seus colegas são muito prestáveis. Acrescenta ainda que “o estereótipo das pessoas ocidentais serem frias está completamente errado. O português tem vindo a provar ser um povo amigável”. O Natal é para Tatiana Quiróz uma das épocas que mais aguarda no ano. A estudante afirma que é o segundo ano que vai passar o Natal longe da família e de casa, uma vez que tem aproveitado para viajar e conhecer outras culturas. Este ano não será exceção. A aluna revela já ter planos para a consoada. “Vou passar o dia com os meus amigos, em Leiria. Vamos criar um ambiente natalício agradável e comer o famoso perú”. Juan Merino, de 19 anos, sempre gostou de comunicação e, por isso, escolheu um curso onde pudesse aprender e saber mais sobre a área. “Tenho amigos a estudar no IPLeiria e isso facilitou o meu processo de escolha e mudança” afirma o estudante. Apesar de estar apenas há quatro meses em Leiria, Juan Merino reconhece algumas diferenças a nível cultural. “Portugal é um país muito evoluído. A mentalidade das pessoas é diferente e de início pensei que o povo português fosse frio, mas percebi que são um povo prestável e agradável, através das relações socias que tenho estabelecido”.
Cortar o cordão umbilical Mais de uma centena de estudantes do IPLeiria integram o Programa Erasmus+. O número de alunos que vai para países europeus cresce todos os anos, assim como as escolas superiores e as empresas que os recebem. Ana Boaventura e Ana Silva, colaboradoras do Gabinete de Mobilidade e Cooperação Internacional do IPLeiria, chamam a atenção para a experiência rica a nível curricular, cultural, profissional e, sobretudo, pessoal que a experiência Erasmus proporciona. “As pessoas crescem, amadurecem, ganham responsabilidade e alargam os seus horizontes ao contactar com um idioma e uma cultura diferentes”, assegura Ana Silva. Os alunos também enfrentam dificuldades quando decidem fazer Erasmus. Para Ana Boaventura, o maior desafio do Erasmus é fazer face aos custos financeiros que a iniciativa acarreta, já que a bolsa atribuída aos estudantes não abrange todas as despesas. Além disso, “os portugueses são muito apegados às suas famílias, por isso é difícil cortar o cordão umbilical”, acrescenta Ana Boaventura. A colaboradora, com 20 anos de casa, relembra como foi complicado o processo para os primeiros estudantes. No presente, depois da primeira semana de adaptação, os alunos desfrutam a experiência ao ponto de quererem repetir. Natal em Erasmus No seu último ano do curso Comunicação e Media, Márcio Lima encontra-se a fazer Erasmus na Polónia. “Um dia, numa conversa entre amigos, decidimos que íamos fazer Erasmus”, relata o estudante. O aluno de 20 anos admite que a experiência Erasmus sempre fez parte dos seus planos. Escolheu a Polónia porque percebeu em conversa com outros amigos que o ambiente académico na cidade era agradável. Márcio notou algumas diferenças quando chegou ao país. “As pessoas são muito mais frias do que em Portugal, nem sempre estão dispostas a ajudar.” Além disso, o jovem afirma serem visíveis os sinais de um passado comunista, sobretudo ao nível arquitetónico. E embora se sinta integrado na comunidade Erasmus, onde já criou inúmeros laços de amizade, assume que não escolheria a Polónia para viver. Para Márcio Lima, a mais-valia do Programa Erasmus é a possibilidade de os alunos poderem amadurecer ao contactarem com uma nova cultura e ao viverem sozinhos. O estudante está à procura de novas experiências e, por isso, pensou que seria uma ótima oportunidade passar o Natal na Polónia. Revela desconhecer as tradições natalícias do país, mas está disposto a descobrir. Ainda não tem planos para a consoada, mas espera passá-la “com uma família diferente”. k
21 dezembro 2017
KO Texto
Adriana Silva e Maria Coutinho
Apartado 28 Mais do que um café O gosto pela cultura levou os sócios Humberto e Anna a criarem o conceito que deu lugar ao Apartado 28. O espaço combina cafetaria, moda e arte e fica no centro de Leiria, perto do Jardim Luís de Camões. Localizado num apartamento, conta com várias salas dispostas em dois pisos. Numa das salas estão expostas roupas, noutras exibem-se peças de arte de diferentes autores e no piso inferior há um café-bar com um palco. Aos fins de semana, o palco ilumina-se para dar lugar a música ao vivo. Os proprietários pretendem convidar artistas de rock, jazz e até de fado. Com o apoio do programa “Portugal 2020”, o espaço abriu ao público no feriado da Implantação da República. Marcado pela decoração vintage, o projeto tem como objetivo divulgar arte e acolher os clientes: “O objetivo é que as pessoas se sintam em casa”, afirma a proprietária. Com uma gama de preços acessíveis, oferecem snacks como quiche, croissant francês, baguetes gratinadas e muffins. Os sócios apostaram numa ideia que ainda não existia na cidade, inspirando-se no conceito de oficina da cultura “composta por arte, pintura, fotografias, moda e música ao vivo”, explica Anna. Na Travessa do Adro, este Apartado 28 está aberto de terça a sábado, das 11h00 às 02h00. k
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SENTADO NO MOCHO
Toda a gente sabe que viver da música em Portugal é muito difícil First Breath After Coma Banda
Roberto Caetano (voz), Telmo Soares (guitarra e voz), Rui Gaspar (baixo e voz), Pedro Marques (bateria e voz) e João Marques (teclas) são os rostos da banda leiriense First Breath After Coma. Formada em 2012, a banda já conquistou o público português assim como o estrangeiro. Vodafone Paredes de Coura, NOS Primavera Sound e Eurosonic, na Holanda, foram alguns dos palcos que já pisaram. Amanhã, vão estar no Teatro José Lúcio da Silva, com a sala já esgotada. Texto Maria Coutinho e Mariana Santiago
Das quatro digressões internacionais qual foi a cidade que vos marcou mais? RC: A Alemanha é o país com que estamos mais familiarizados, pois foi onde já voltámos mais vezes. Houve cidades que nos marcaram como Berlim, Colónia e Wurtzburgo. Nestas cidades já sentimos que temos o nosso público, existem pessoas que já foram a mais do que um concerto nosso, e é muito bom sentir esse calor quando estamos lá fora. Como foi saber que algumas das vossas músicas estavam a passar em rádios internacionais? RC: O sentimento de ouvir pela primeira vez uma das nossas músicas na rádio portuguesa é muito parecido com o de ouvir lá fora. É muito bom, é um bom sentimento, ficamos muito contentes por conseguir alcançar mais pessoas pois não nos queremos restringir apenas ao território nacional. Saber que lá fora também há mercado para nós, e que as pessoas gostam, deixa-nos muito contentes.
A que se deve o vosso sucesso nacional e internacional? TS: Não existe uma fórmula... novo começo. As nossas músicas começaram a sair, co- RC: O facto de gostares do que estás a fazer e queremeçámos a ficar satisfeitos com o rumo que as coisas res partilhar com alguém é o ponto inicial para que estavam a levar. Para além disso, o nome foi escolhido as pessoas percebam isso. Realmente nós gostamos todos de estar em palco e isso toca as pessoas. Talvez pela mensagem forte que trazia. seja isso que nos faz continuar. Antes de formarem a banda já tinham formação Qual a diferença do público português para o esna área musical? TS: A nossa experiência vem apenas de tocar em gara- trangeiro? gens e noutros sítios, apenas o Pedro, o baterista, estu- TS: Falando do público alemão, com que temos mais proximidade, é um público muito envolvido e que gosta dou jazz recentemente. de ajudar. Estão sempre disponíveis para participar em concertos. Na Alemanha as pessoas têm este hábito: se Qual a vossa inspiração na criação das letras? RC: As letras passam muito por contar uma história atra- vão a algum sítio ou a algum concerto, e se gostam, têm vés de sentimentos, emoções, coisas visuais, que nos fa- de comprar um CD ou dar algo em troca. Em Portugal, se calhar pelas condições financeiras, as pessoas não abzem sentir algo, e não descrevê-la no sentido literal. dicam de certas coisas para participarem num concerto Como foi atuar no palco do NOS Primavera Sound? ou comprarem um CD. TS: Foi incrível. Há três ou quatro momentos que nós descrevemos como picos dos últimos anos deste projeto e um deles é sem dúvida esse concerto. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Esse concerto foi especial, porque sentimos que já tínhamos público nosso, ao contrário dos primeiros festivais onde atuámos.
Como se conheceram e surgiu a ideia de criar a O que têm preparado para o concerto de amanhã banda? no Teatro José Lúcio da Silva? Roberto Caetano: Primeiramente só o Rui, o Telmo RC: Temos preparada uma estética de palco muito e o Pedro é que se conheciam, já tinham um projeto mais elaborada do que alguma vez tivemos, o que promusical formado. Pouco tempo depois entrei eu e o vavelmente será uma boa surpresa para quem já assisJoão entrou a meio do primeiro álbum. tiu a mais do que uma atuação nossa. Nestes concerTelmo Soares: Conhecemo-nos na escola e, a certa altu- tos especiais gostamos sempre de levar colaborações, ra, estávamos à procura de um vocalista e um amigo fa- neste caso, Rui Paixão e André Barros. lou-nos do Roberto. A banda surgiu da insatisfação com o que andávamos a fazer no primeiro projeto, quería- Qual é a vossa relação com esses artistas? mos começar de novo e tentar criar o nosso som, uma TS: O Rui Paixão colabora com a banda por via de um identidade. Nasceu assim um novo nome para o grupo. videoclipe, desde então foi uma simbiose, sempre quisemos tê-lo perto de nós. Identificamo-nos com a sua maneira de pensar. Em relação ao André Barros foi Porquê o nome First Breath After Coma? muito natural, pois ele é de Leiria e já o conhecíamos RC: O nome veio dessa insatisfação. Andámos cerca através da editora, e a certa altura surgiu da parte dele de um ano à procura dessa identidade e houve uma uma ideia para uma música nossa. banda que conhecemos, os Explosions In The Sky, que nos abriu um leque enorme de referências, bandas e Como é atuar em casa? géneros musicais que desconhecíamos. Uma das pri- RC: O Teatro está esgotado. É bom atuar em Leiria. meiras músicas que ouvimos da banda foi First Breath São sempre muitos amigos e familiares. É espetacular After Coma. Para nós, fez sentido esse nome, como um atuar em casa, claro.
7 O que é para vocês a música? TS: Temos tentado ter sempre no nosso conceito, e no nosso álbum, a ideia de que tudo pode ser música. Muitas vezes incluímos em certos temas pequenos sons de madeira a bater em ferro, por exemplo. Tiveram algum momento caricato que tenha marcado um concerto? RC: Temos muitos. Quando éramos uma banda recente, fomos tocar a uma festa organizada para pessoas entre os 40-60 anos. Tocámos quatro músicas e fomos escorraçados do palco. Esta foi uma das histórias mais marcantes. Mas nessa altura éramos muito imaturos. Hoje em dia é mais difícil acontecerem este tipo de coisas. Como reagiram à nomeação para o melhor disco em 2016? TS: Saiu em vários meios de comunicação do país e essa foi a parte que mais me surpreendeu. Foi um momento especial, é sempre bom receber prémios, saber que as pessoas reconhecem aquilo que tu fazes. E mais surpreendido fiquei com a reação das pessoas porque, de repente, foi o assunto mais falado na internet, e até hoje muitas pessoas falam disso. Portanto, é uma enorme alegria.
Que conselhos dariam a quem quer formar uma banda? TS: Não é muito complicado. Se gostam de fazer música já é um primeiro passo. É incrível ganhar a primeira experiência a tocar músicas de outras bandas, mas assim que se sintam preparados é começar logo, e não perder mais tempo. Não tenham medo, façam coisas, seja pop, quizomba, de acordo com o vosso gosto, arrisquem. Desenvolvem alguma atividade profissional para além da banda? Como conciliam? RC: No meu caso foi mais difícil, porque sou o mais velho da banda. Já tinha mais liberdade, era responsável por mim. Chegou um ponto que estava na banda e a estudar terapia da fala no IPLeiria e trabalhava. A banda foi crescendo e tive de cortar algumas coisas para ter tempo. Neste momento estou a trabalhar para a editora. TS: Estamos a tentar viver disto, mas toda gente sabe que viver da música em Portugal é muito difícil. Atualmente eu, o Pedro e o Rui, como estudámos audiovisual, cinema imagem e som, temos ferramentas para conseguir trabalhar nesta área e criámos uma produtora audiovisual independente. Assim, quando estamos em tournée temos a liberdade de fazer os nossos próprios vídeos, e estar a trabalhar com música e vídeo ao mesmo tempo é excelente.
Conseguem eleger uma das vossas músicas como a preferida? RC: São as que vamos fazer para o próximo álbum. Estão a trabalhar para o novo álbum? Mas a tocar ao vivo e a atuar para as pessoas é di- RC: Ainda não estamos a cem por cento. Estamos a ferente. Existem duas músicas que resultam muito pensar em alguma coisa, mas só vamos começar o bem em palco e que adoramos tocar, a Tierra Del terceiro álbum no primeiro semestre de 2018. Fuego: La Mar e Tierra Del Fuego: Nisshin Maru. São duas músicas pensadas com o mesmo conceito e a Que planos têm para o próximo ano? TS: Por agora, é este. Trabalhar para o próximo mesma história. álbum, tentar não ter outras coisas para fazer, se Qual o maior desafio ao nível da composição? não vamos estar sempre a adiar. RC: Agradar a todos nós ao mesmo tempo. Cada um RC: Para além de saúde e dos típicos desejos, que tem a sua opinião por isso temos de estar sempre tudo corra bem. Que o álbum saia e que as coisas em sintonia e conseguir entrar em consenso. deem certo. k
21 dezembro 2017
KULTOS Texto
André Ferreira
Star Wars Um acontecimento estelar “Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...”. Teve início com estas palavras um dos maiores fenómenos da cultura pop de todos os tempos. Lançado em 1977, “A Guerra das Estrelas”, um filme com 11 milhões de dólares de orçamento, deu origem ao termo blockbuster, arrecadando mundialmente cerca de 775 milhões de dólares. Foi a primeira vez que o público viu um sabre de luz, ouviu a icónica e inesquecível banda sonora conduzida por John Williams, riu com as peripécias dos dróides C-3PO e R2-D2, e tentou sentir a Força e controlá-la. Torceu pelos heróis da Aliança Rebelde, Luke Skywalker, Princesa Leia, Han Solo e Chewbacca contra o Império Galático, e um dos vilões mais marcantes do cinema, o intimidante Darth Vader, e a sua destrutiva arma suprema, a Estrela da Morte, capaz de devastar planetas inteiros. Era o despertar de uma das maiores franquias cinematrográficas de sempre, que 40 anos depois, 8 filmes derivados e mais de 7 mil milhões de dólares em bilheteiras mundiais, vê o seu mais recente capítulo chegar às salas de cinema. "Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi" é a continuação de “Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força”, que estreou em 2015, e traz ao grande ecrã as personagens queridas da trilogia original, dando ainda relevo à nova geração de heróis, apresentada no filme anterior. Tendo dado os primeiros passos no mundo Jedi, Rey (Daisy Ridley) junta-se a Luke Skywalker (Mark Hamill) numa aventura com Leia (Carrie Fisher), Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac), desvendando mistérios da Força e segredos do passado. Esta equipa terá ainda de enfrentar a Primeira Ordem, precursora do Império Galático, comandada pelo misterioso Líder Supremo Snoke (Andy Serkis), e o seu discípulo Kylo Ren (Adam Driver), originalmente um aprendiz do seu tio Luke, que se virou para o Lado Negro da Força. “Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi” já se encontra disponível em todo o território nacional. O filme conta com a última participação de Carrie Fisher, que morreu em 2016, e é referido pela revista de cinema britânica Empire como “um grande filme de franquia”, que traz emoções surpreendentes. Não percam, e que a Força esteja convosco. k
8 Equipa da ESTG–IPLeiria vencedora do Microsoft “Imagine IT Challenge” Texto Andreia Rodrigues e Catarina Rodrigues
ÚLTIMAS Texto
Mariana Santiago
CONFERÊNCIA VENCER O AUTISMO O Teatro Miguel Franco, em Leiria, acolhe a 8 de janeiro, às 18h00, a palestra sobre Autismo, realizada pela Associação Vencer o Autismo. Serão abordadas questões sobre autismo, técnicas úteis e casos de sucesso. A sessão é dirigida a pais, familiares e profissionais que lidam com o autismo, e a todos os que queiram aprofundar conhecimento sobre o tema. A organização da palestra conta com o apoio da Câmara Municipal de Leiria e a entrada é gratuita. PRÉMIO PEDRO MATOS 2018 O Prémio Pedro Matos é um concurso nacional de matemática promovido pelo IPLeiria e destinado a estudantes do Ensino Básico e Secundário. O prémio contempla duas categorias, Prémio Pedro Matos Júnior e Prémio Pedro Matos e tem por objetivo incentivar a criatividade e o interesse pela matemática e suas aplicações, bem como reconhecer novos jovens talentos. Podem candidatar-se estudantes do Ensino Básico e do Ensino Secundário, individualmente ou em grupo (com o máximo de três estudantes). Do grupo pode ainda fazer parte um professor, a quem caberá o papel de orientador. A pré-inscrição decorre até 30 de abril e as candidaturas de trabalhos até 31 de maio. Regulamento disponível em: http://premiopedromatos.ipleiria.pt. CONCURSO ‘VAMOS MUDAR O MUNDO’ O concurso de ideias ‘Vamos mudar o Mundo’ é promovido pelo Centro Nacional de Cultura, em parceria com a revista Egoísta, e tem como objetivo encontrar uma ideia que possa contribuir para a construção de um mundo melhor. As ideias devem ser apresentadas até 31 de janeiro, por escrito, em língua portuguesa, com um máximo de 5 mil caracteres. O premiado terá a oportunidade de apresentar pessoalmente a sua ideia ao Secretário-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Regulamento disponível em: https://www.vamosmudaromundo.cnc.pt.
O dia 5 de dezembro ficou marcado pela vitória do Politécnico de Leiria no concurso Imagine IT Challenge, realizado na sede da Microsoft, em Lisboa. A Microsoft Portugal e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) assinaram, no mesmo dia, um protocolo de parceria para criar uma rede de Academias Microsoft nas instituições de ensino superior politécnico. O protocolo tem como objetivo o desenvolvimento de maiores competências e qualificações digitais, de forma a tornar os estudantes mais preparados para ingressar no mercado de trabalho. Para celebrar o lançamento deste projeto, todos os membros do CCISP foram convidados para estarem presentes no evento com uma equipa de cinco alunos para participarem no Imagine IT Challenge. Os estudantes foram colocados numa experiência imersiva na lógica de competição entre equipas, com foco na resolução de um problema real com
IPLeiria vai disponibilizar bicicletas elétricas Texto Rodrigo Leite
Com o intuito de contribuir para proteger o meio ambiente, consciencializar para a necessidade de alteração dos hábitos de locomoção e promover uma forma de vida mais saudável, o Instituto Politécnico de Leiria vai disponibilizar bicicletas elétricas. O projeto U-Bike terá inicio em janeiro de 2018 e contará com cerca de 220 bicicletas. As bicicletas poderão ser utilizadas por estudantes e colaboradores das escolas e centros de investigação. Para inscrição, bastará ter mais de 18 anos e possuir uma carta de condução válida. A cedência das bicicletas aos utilizadores será feita por períodos de seis Conversa Aberta
Também é difícil ser árbitro Texto Cláudio França e João Bento
Decorrerá no dia 4 de janeiro de 2018 uma conversa aberta acerca das boas práticas desportivas, mais precisamente com o objetivo de esclarecer a comunidade sobre o papel do árbitro. A conversa está dividida em três momentos. Numa primeira fase será feita uma intervenção pelo coordenador do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), José Lima. De seguida serão abordadas temáticas mais técnicas e científicas, como a visão periférica na atuação dos árbitros. Por fim, decorrerá uma sessão de partilha de experiências por árbitros profissionais.
recurso a tecnologia. O desafio passou por pensar numa solução que envolvesse IoT (Internet das Coisas) para melhorar a interação com os clientes e aumentar o lucro de uma empresa no setor do retalho. A criatividade revelada pelos estudantes do Mestrado em Engenharia Informática e do Mestrado em Engenharia Electrotécnica da ESTG–IPLeiria levou-os à vitória no concurso. A ideia desenvolvida visou facilitar processos de compra através do telemóvel, possibilitando ao utilizador selecionar produtos através de sensores, adquirindo depois o produto desejado no site, sem ter de esperar na fila. k
meses. A seleção terá em consideração a previsão do número de quilómetros a percorrer por mês e o tipo de transporte normalmente utilizado nas deslocações entre casa e a escola ou trabalho. Em janeiro, serão disponibilizados cursos sobre como andar de bicicleta de maneira correta na cidade e, a partir de fevereiro, o novo meio de transporte poderá ser utilizado. A utilização das bicicletas terá uma caução inicial de 50 euros e uma mensalidade de 10 euros para o seguro. Além das bicicletas elétricas, serão disponibilizados postos de amarração para carregamento nas escolas e edifícios associados ao Politécnico de Leiria, como as residências e centros de investigação. O projeto decorre da candidatura apresentada à operação U-Bike Portugal, realizada em consórcio com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes. k “O fanatismo clubístico, a má formação desportiva dos diferentes agentes envolvidos, bem como os confrontos físicos e verbais vividos no futebol, são características atuais do panorama desportivo”, refere Nuno Amaro, docente da ESECS e um dos responsáveis pela iniciativa. Neste sentido, o docente explica que o objetivo do evento é o esclarecimento destas questões, num processo educativo que visa criar um ambiente positivo em redor do desporto. Para além do coordenador do PNED, destacam-se entre os convidados Fábio Veríssimo, árbitro de futebol FIFA, António Nobre, árbitro da Federação Portuguesa de Futebol e Rui Matos, docente da ESECS e investigador na área do Desporto. Esta conversa terá lugar no Auditório 1 da Escola Superior de Educação Ciências Sociais do IPLeiria, pelas 18h00. k
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