leiria
Arte invade paredes da cidade pág. 4 e 5
Suplemento integrante da edição nº 4208 de 09 de novembro de 2017 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
78 O cinema para mim são sonhos
Alan Poul Produtor e Realizador
págs. 6 e 7
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Procura as histórias pela cidade.
A ABRIR fias que nos levam da elegância das valsas para a expressividade das danças mais urbanas. Terá lugar no domingo, dia 12 de novembro, às 16 horas, no Teatro José Lúcio da Silva.
federação e da seleção mostrarem apoio e solidariedade pelas vítimas da tragédia local. A receita liquida total deste encontro reverterá a favor da população afetada pelos incêndios. Outros eventos De 11 a 18 de novembro, Leiria
COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DO MUSEU DE LEIRIA
Música 9 de novembro, Leiria
ANDRÉ BARROS & MYRRA RÓS
O Teatro José Lúcio da Silva acolhe no dia 9 de novembro, a partir das 21h30, o Pianista português André Barros e a cantora Myrra Rós. O concerto apresenta o novo disco, resultado da parceria de André Barros com a cantora islandesa. Esta colaboração resulta num espetáculo onde as melodias cinemáticas do pianista e a voz encantadora da Myrra se cruzam e transformam numa enorme paz para quem se atreve a escutar. Músical 12 de novembro, Teatro José Lúcio da Silva
NÃO PERKAS Texto Cláudio França Mariana Santiago
CINDERELA, A MAGIA DO MUSICAL
Um espetáculo inteligente e divertido, acessível a toda a família, mágico e encantador para todas as crianças. Uma história clássica de amor e triunfo pessoal e familiar, adornada com um guarda-roupa sofisticado, uma cenografia com algum brilho e coreogra-
Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
Apoio à Edição Alexandre Soares alexandre.soares@ipleiria.pt
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Maquetização João Bento Leonel Brites
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Teatro e Dança 24 de novembro, Nazaré
PORTA COM PORTA
Uma comédia divertida, escrita por Lázaro Matheus, e que estará em cena no cineteatro da Nazaré. A peça é protagonizada por Sofia Alves e João Carvalho e conta a história de Rute, uma mulher independente com cerca de 40 anos que resolve comprar um apartamento novo num edifício de prestígio. Na euforia de conseguir mais um passo na sua independência acontece, algo que não estava planeado e que ela não vai conseguir controlar… Tony é o proprietário que vai ocupar o apartamento do lado e está longe de ser o vizinho ideal… A peça será exibida no dia 24 de novembro, sexta-feira, às 21h30.
O centenário do Museu de leiria é comemorado no mês de novembro e terá o seu início com um grande programa cultural em que se podem destacar atividades como, visitas guiadas, conferências e concertos. As comemorações iniciam no dia 11 de novembro com a conferência ‘ComceptCon2017: Era uma vez… Histórias da História’, que decorre entre as 9h00 e as 19h00, com entrada livre. No dia 15 de novembro, o Museu oferece entradas livres aos visitantes, entre as 09h30 e as 17h30, estando marcada para as 17h00 uma visita guiada ao espaço. Um dos momentos mais significativos das comemorações, com concertos da Orquestra de Jazz de Leiria e Camané, acontecerá no Teatro José Lúcio da Silva, às 21h30 de dia 15 de novembro. O programa cultural encerra no dia 18 de novembro com um concerto pelo Coro Ninfas do Lis, às 20:00 horas.
Desporto 14 de novembro, Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, Leiria
JOGO SOLIDÁRIO DA SELEÇÃO NACIONAL
Como parte da iniciativa solidária para apoiar as vítimas dos incêndios, a Federação Portuguesa de Futebol alterou a localização do jogo amigável contra a seleção dos Estados Unidos para o estádio municipal de Leiria. Esta mudança de local é uma forma da
Redação e colaboradores Adriana Silva, Andreia Rodrigues, Beatriz Silva, Catarina Rodrigues, Catarina Marques, Catarina Santos, Cláudio França, João Bento, Maria Coutinho, Mariana Santiago
Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretor da ESECS Sandrine Milhano dir.esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
3 Exposição
ESTÁ –a– DAR
Música em vinil traz memórias à ESECS Texto Catarina Rodrigues Andreia Rodrigues
Discos em vinil, capas de álbuns, gira-discos são alguns dos objetos que podemos encontrar na exposição ‘Música em Vinil’, patente ao público desde 2 de outubro, na biblioteca da Escola Superior de Educação e Ciências Socias do Instituto Politécnico de Leiria. Pedro Lila, responsável pela organização da exposição, explica que a ideia surgiu com o objetivo de4 divulgar o espólio existente na Escola. Pedro Lila, acrescenta ainda que o projeto teve como objetivo, “mostrar às gerações mais novas que os vinis eram um objeto comum há trinta anos atrás e dar também oportunidade aos mais velhos de recordarem o passado.” O projeto foi desenvolvido em parceria com Ana Margarida Pinto Basto Carreira, docente da
JOÃO DIOGO PEREIRA
Lágrimas pelo pinhal de Leiria Texto Adriana Silva e Maria Coutinho
TAK TOMOGRAFIA AXIAL KOMPUTORIZADA
A ideia de fazer uma ilustração alusiva ao incêndio no Pinhal de D. Dinis surgiu a pedido de um cliente. O desenho mostra no rosto do rei o Pinhal de Leiria queimado – as barbas sob a forma de pinheiros e o ar em volta preenchido por cinzas. No lado direito da face do monarca escorre uma lágrima. O autor da ilustração, que se tornou símbolo do sentir da região, e se tornou viral no facebook é João Diogo Pereira. Antigo aluno da Escola Superior de Tecnologia e
Instituição, no âmbito da disciplina Laboratório de Música, do primeiro ano de Mestrado de Intervenção em Animação Artística. As peças mais antigas são de 1972, a Lírica de Camões e os Lusíadas. Estão também em exposição discos de música erudita e peças que Pedro Lila refere serem invulgares como Série Clássica, Pequeno Atlas Musical da Europa ou Blade Runner, The American Orchestra. A exposição decorre até dia 25 de novembro e promete apresentar novidades todas as semanas. O responsável do projeto explica que, dada a extensão do espólio existente, as peças serão apresentadas alternadamente. Para a exposição contribuíram ainda alguns colecionadores privados. k
Gestão (ESTG) do IPLeiria, ainda durante o curso, decidiu dedicar-se ao design de comunicação e iniciou a sua carreira profissional em empresas da área. Atualmente, trabalha por conta própria e realiza projetos para clientes particulares. Nas palavras do designer de 39 anos, D. Dinis “chora, como todos nós chorámos um pouco”. Nesse sentido, “as cinzas que envolvem a sua imagem são a figuração da destruição que nos assolou e que destruíu todo o verde.” A intenção do leiriense foi assinalar a tristeza de todos os que viram o Pinhal de Leiria ser devastado pelas chamas. João Diogo diz que que cresceu “a ver o verde das paisagens, nas idas à praia e nos passeios de fim de semana e que nesse sentido, “o Pinhal faz parte de uma memória coletiva” que “nunca irá arder.” Ao mesmo tempo, lamenta o facto de as gerações futuras não poderem vir a desfrutar do pinhal, um património com mais de 700 anos que passou a ser pretérito: “o verde tingiu-se de preto e o negro é hoje a paisagem dominante”. João Diogo diz que não esperava a dimensão que a imagem adquiriu nas redes sociais. No entanto, admite que o reconhecimento do seu trabalho e o facto do público se identificar com ele é positivo. Só lamenta o motivo que o levou a realizar a ilustração. “Espero que esta imagem tenha sido a primeira e a última que fiz a este propósito”, confessa o autor, que espera “uma intervenção eficaz do governo de modo a evitar que um desastre de tamanha proporção volte a acontecer.” Com uma vasta experiência na área de design gráfico e comunicação, João Diogo recomenda aos jovens que desejam enveredar por este caminho profissional valorizarem o seu trabalho e nunca desistirem, independentemente das condições do mercado de trabalho. Incentiva os aprendizes da área a batalhar pelos seus sonhos e pelo que acreditam. “Só assim as oportunidades surgirão. E elas surgem, acreditem!”, garante o autor da ilustração do Pinhal do Rei. k
09 novembro 2017
Do design de interiores à Real Padaria
KO
Cheira a pão quando se entra. Confecionam-se diferentes tipos de pães, desde pão simples a “pão com coisas”, como refere o responsável pelo Texto espaço, Vasco Noronha. Entende-se Catarina por “pão com coisas” pão com chouRodrigues riço, pão com azeitona e alho, pão Andreia com farinheira e pão com mor-cela, Rodrigues entre outros. Falamos da Real Padaria, onde se vendem também bolos e bolachas, desde dos famosos pastéis de nata, crocantes e saborosos, até os jesuítas. Uma nova aposta da padaria foi também a introdução de bolos caseiros, de diferentes sabores, e disponíveis à fatia. Vasco Noronha, 52 anos, nasceu em Angola e veio para Portugal com 10 anos, onde cresceu e completou os seus estudos académicos em Design de Interiores. Depois de um regresso a Angola, acaba por voltar a Leiria, onde inicia o projeto “Real Padaria, Pão com Tradição”, aberto a 6 de fevereiro, deste ano, e que contou com o apoio do chefe Paulo Santos, dono do “Forno do Beco” nas Caldas da Rainha, que lhe propôs ajuda na criação de uma padaria. O facto de ter estudado design de interiores e de ter decorado outros espaços anteriormente, facilitou a decoração da padaria. Decorada com madeira e em vários tons de castanho, a padaria torna-se acolhedora e familiar. Quando entra, o cliente pode de imediato visualizar uma vitrine com os produtos expostos, bem como uma parede de ardósia onde se podem deixar opiniões sobre o local. É Vasco que recebe os clientes, com atendimento personalizado. Dá a provar alguns dos produtos e explica a forma como são confecionados. Os preços variam, dado que uns produtos são vendidos à unidade e outros ao peso. O responsável destaca a forma como os produtos são confecionados e explica que o que distingue a padaria é a aposta na qualidade e a produção artesanal, bem com a exigência e critério na escolha das matérias primas, “pelos sabores que têm e pelas saudades que trazem”. Segundo Vasco Noronha, hoje, a padaria conta, por dia, com cerca de 200 clientes, que procuram pão e bolos com preços acessíveis e com uma boa qualidade. A “Real Padaria” encontra-se no 203 na Rua Miguel Torga, em Leiria. k
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arte urbana em leiria
KAPA
Paredes que contam histórias
Dinamizar o património cultural da cidade e colocar Leiria na rota da arte urbana, foram alguns dos objetivos da organização da iniciativa "Arte Pública Leiria Paredes com História". Artistas portugueses e estrangeiros estiveram na cidade a partilhar a sua arte, já disponível para a apreciação de quem passa. Texto Cláudio França, João Bento e Maria Coutinho Fotos #artepublicaleiria/Charisma e João Bento
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ia 9 de Setembro marcou o início do evento Arte Pública Leiria – Paredes com história, que trouxe à cidade artistas nacionais e internacionais e colocou Leiria na rota da arte urbana, ou street art. O Percurso Polis, a variante dos Capuchos, o largo Cândido Reis e de Santo Agostinho foram alguns dos locais presenteados com intervenções artísticas de diferentes temáticas e dimensões, mas com o objetivo comum de dinamizar o património cultural da cidade. Com o fluxo turístico que advém deste tipo de arte já muito desenvolvida em cidades como Lisboa e Porto, Leiria não quis ficar para trás. Foi com este pensamento que Ricardo Romero e Catarina Dias, da Associação Projeto Matilha, em cooperação com a Câmara Municipal e a Associação Riscas Vadias, organizaram a iniciativa. Catarina Dias afirma que
“por parte da Câmara Municipal não houve qualquer tipo de entrave”, acrescentando que “o Vereador da Cultura desde cedo se mostrou interessado na iniciativa, prestando apoio total ao projeto e à organização”. Catarina Dias refere ainda que “apesar de Leiria contar com diversas intervenções artísticas pela cidade, já estava na altura de se realizar um evento desta dimensão” e explica que “desmistificar ideias, apresentar diversas linguagens, tanto em termos estéticos como em termos de intenção” foram os principais objetivos do evento. A curadora do projeto acredita que várias intervenções pela cidade, irão “atrair mais aficionados e curiosos”. Para além da produção dos vários murais, a iniciativa contou com exposições e conferências realizadas na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPLeiria, com o objetivo de debater a arte urbana. Leiria não é só de leirienses
Para desenvolvimento dos murais, juntaram-se aos artistas portugueses Bordalo II, Daniel Eime e Smile Oneart, o croata Lonac e a dupla espanhola Pichiavo. Como pré-intervenção da iniciativa, foram convidados Carlos Batista e César Costa, pintores de grafitis, para restaurar o mural comemorativo dos 25 anos do 25 de Abril, presente na Avenida Heróis de Angola e originalmente pintado pelos mesmos, em 1999. Como assinala Catarina Dias, “foi algo quase inédito, pois não se faz cá nem em nenhum lugar do mundo o restauro de uma pintura de arte urbana, e foi feita curiosamente com latas daquela altura.” Lonac, de nacionalidade croata, ficou responsável pela intervenção junto à Variante dos Capuchos, intitulada ‘Vícios’. ‘Princesa Zarah’, a pintura que retrata a lenda local homónima (Ver Caixa) junto ao largo Cândido Reis, ficou a cargo do artista Smile. Bordalo II, artista que apenas utiliza lixo como matéria-prima para as suas obras, elaborou as garças visíveis no Percurso Polis. O realismo do português Daniel Eime pode ser observado no Largo da Infantaria, na sua obra ‘Resta’. Também o mural junto ao Teatro José Lúcio foi brindado com a influência renascentista da dupla espanhola de graffiti PichiAvo, na intervenção ‘Stratego’. Catarina Dias explica que as intervenções foram feitas em zonas visualmente protegidas, no raio de visão para o castelo e para a Nossa Senhora da Encarnação. Refere também que uma das preocu-
pações da organização “foi não perder o caracter identitário da cidade”. A pensar nisso, cada artista permaneceu em Leiria cerca de uma semana para poder visitar a cidade, enraizar-se nos seus costumes e ter contacto com a população. Daí a primeira intervenção, realizada pelo artista Smile, basear-se na história da Princesa Zarah, a Moura Encantada, uma lenda local leiriense. “É engraçado ter de vir um artista de fora, alguém da zona de Lisboa, fazer uma pintura de uma lenda local, porque mesmo os locais, quando passavam, perguntavam o que era”, refere Catarina Dias. A curadora do projeto considera Leiria “uma cidade cosmopolita e académica”, o que faz com que muitas pessoas frequentem a cidade, sendo por isso importante atribuir identidade local às temáticas abordadas em cada mural. Questionado sobre a inspiração para a sua obra, Daniel Eime, um dos artistas convidados, afirma que procurou representar “uma pessoa mais velha, tapada pela metade pela casa da frente, para dar a sensação de que está lá há muito tempo”. Apesar de não representar ninguém local, o artista direcionou-se para um rosto mais velho e com requinte porque é assim que vê a cidade. Eime explica ainda que se preocupou com o enquadramento na paisagem, especialmente com as cores, “principalmente o amarelo, para se enquadrar melhor na zona e nos edifícios adjacentes”. Em todo o caso, o artista refere que procura também deixar sempre margem de interpretação para quem passa e vê a obra. Arte urbana não é vandalismo
Quanto às reações da população local, Catarina Dias revela: “Foi muito engraçado ver que as pessoas da faixa etária dos 40 para cima, que pensávamos serem as mais criticas, fizeram questão de nos fazer chegar a sua opinião, e foi muito positiva”. A responsável do projeto acrescenta que “ainda existe a mentalidade de que a arte urbana e o grafiti estão ligados a atos de rebeldia juvenil, destruição
5 RESTA Autoria: Daniel Eime
09 novembro 2017
Cuphead Dos anos 30 à realidade Para ultrapassar a nostalgia de muitos e para entretenimento dos demais a empresa Unity reviveu o cartoon Cuphead, dos anos 30, transformado-o em videojogo. Este é um jogo de platafor- Texto ma, cujos gráficos e design Catarina Marques vintage bastante coloridos nos reportam ao que conhecíamos do cartoon. Cuphead pode ser referenciado como difícil e não adequado a um público alargado. Os diferentes níveis do jogo são ultrapassados através de boss fights que certamente serão repetidas uma e outra vez devido à sua complexidade. No entanto, a equilibrar as muitas adversidades que nos são apresentadas, a conquista e evolução no jogo é extremamente gratificante e recompensadora. Outros fatores como a banda sonora, a interação com as personagens e a personalidade das mesmas levam o jogador a desejar continuar. O ponto forte do jogo é sem dúvida a colocação dos bosses e a jogabilidade dos mesmos. A similidade com personagens do cartoon, os fundos em aguarela e uma atenção pormenorizada ao detalhe levam a crer que não se trata apenas de um jogo mas sim de uma obra de arte em formato digital. O jogo permite uma evolução rápida, mas não desfasada da dificuldade do mesmo. O desbloqueio de algumas habilidades permite a customização posterior, e a aquisição de novas capacidades, estritamente necessárias para a finalização de algumas transições na história. Cuphead pode ser jogado em dois níveis de dificuldade, simple e regular e é um exclusivo Xbox, sendo que pode também ser jogado em Microsoft Windows. É aconselhado a todos os amantes de jogos de plataforma que estejam prontos para serem surpreendidos pela dificuldade e beleza que esta obra prima em formato digital nos traz. k
KULTOS
VÍCIOS Autoria: Lonac STRATEGOS Autoria: PichiAvo
PRINCESA ZARAH Autoria: Smile de propriedades e vandalismo”, mas sublinha que “temos de separar o trigo do joio”. Perante a tendência da população para confundir este tipo de proposta com a danificação de propriedade que vulgarmente se verifica nos mais diversos pontos da cidade, Catarina Dias acredita que o evento ajudou a fazer a distinção e a clarificar o conceito de arte urbana: “Não é o ter uma lata na mão e fazer qualquer coisa que torna alguém num artista”. Catarina Dias conclui que “presença de artistas nacionais e internacionais reconhecidos mundialmente permitiu que as paredes de Leiria fossem vistas a uma escala global”. Graças à sua promoção através das redes sociais dos artistas, o evento obteve uma elevada visibilidade, que permitiu à organização receber apreciações vindas da Austrália e dos Estados Unidos da América. A organização espera que futuramente, os amantes da arte urbana espalhados pelo mundo tenham Leiria como local de passagem. A pensar no futuro
Passados poucos dias do final do evento, que terminou a 31 de outubro, e depois de todo o trabalho logístico, do resultado final e das reações obtidas, Catarina Dias admite que vontade não falta para realizar uma segunda edição da iniciativa. Mas uma coisa é certa, Leiria já está na rota de cidades que apostam na arte urbana. k
O mural de Smile recria a lenda de Zarah, a princesa encantada Texto M. Seleiro (adaptado)
“Nos tempos já muito distantes do Rei Afonso, conquistador de terras que estavam na posse dos mouros, chegou às proximidades de Leiria cuja terra conquistou também. Lá construiu um castelo, que entregou à guarda dos seus guerreiros, indo à conquista de novas terras, a construir um Portugal maior. Os mouros, sabendo do castelo pouco guardado, voltaram e, após uma luta porfiada, venceram os guardas do castelo e tomaram-no. O seu guardião, um velho mouro que vivia com sua filha, uma linda moura de olhos verdes e louros cabelos entrançados, chamada Zarah. Um dia, a linda moura estava à janela do castelo voltada ao Arrabalde, a pentear os cabelos do pai, quando viu ao longe uma coisa que lhe pareceu estranha. Viu o mato a deslocar-se de um lado para o outro e em direção ao castelo. Então, a princesa perguntou ao pai: – Pai, o mato anda? Ao que o pai da princesa, respondeu: – Anda, sim, minha filha, se o levarem. E o mato era levado, sim, mas pelos guerreiros cristãos do Rei Afonso, que se escondiam atrás de paveias de mato, que cortaram e juntaram para avançarem para o castelo sem serem vistos. E avançaram cautelosamente. Já próximo do portão de entrada, correram, passaram-no lentamente e conquistaram o castelo.
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Se queres fazer um SENTADO fime, basta NO fazer MOCHO
Alan Poul é produtor e realizador de séries como Sete Palmos de Terra, Newsroom ou Westworld, que lhe valeram o reconhecimento e alguns dos mais importante prémios da indústria cinematográfica, como um Emmy Award, um Golden Globe Award ou três Peabody Awards. No âmbito da iniciativa American Film Showcase, o cineasta deu uma aula aberta na Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha, onde falou sobre a sua experiência e sobre cinema e televisão norte-americanos.
Alan Poul Alzira Saraiva Professora Produtor e Realizador
Texto Adriana Silva Fotos Paulo Marques e Pedro Cá
Como iniciou a sua carreira na indústria cinematográfica?
Formei-me em literatura japonesa e em cinema japonês. Na altura, trabalhava em Nova Iorque em teatro e escrevia peças de musicais, o que é uma atividade completamente diferente, ao mesmo tempo que ganhava a vida como especialista em cinema japonês. Como tinha uns amigos em comum com um realizador americano que ia fazer um filme no Japão, ele veio ter comigo e disse-me: “Sabes de teatro, sabes de representação porque fazes teatro, falas japonês e sabes tudo sobre cinema japonês, por isso, preciso de alguém como tu. Pára tudo o que estás a fazer e vem um ano comigo para o Japão para fazermos um filme juntos.” E eu fiz isso. Infelizmente, não é um conselho que possa dar a qualquer um.
dois produtores executivos, Alan Ball – o criador – e eu próprio, a produzir a série. Durante cinco anos, Sim. Na primeira vez que entrei num cenário de fil- vivi numa espécie de ‘comunidade paradísica’, que magem em Tóquio, disse: “Uau, isto é o que eu que- eu não sabia ser tão incomum até a série chegar ao ro fazer!” Na altura, eu tinha quase 30 anos. Desde seu fim. Sei que não voltará a acontecer algo assim. então, fechei a porta ao teatro e ao meio académiA que se deve o seu sucesso? cos e nunca mais olhei para trás. Diria que, primeiro, fui afortunado, tive sorte. E seDurante estes mais de 20 anos de carreira qual gundo, uma das razões pelas quais fiz um percurso foi o projeto que mais o marcou? Porquê? longo e não alcancei o sucesso rápido, foi o facto de Eu diria que foi Sete Palmos de Terra, porque nós ter sempre encontrado pessoas interessantes, que eu éramos uma família incrível e muito próxima. Sei admirava porque pensava que eram mais talentosas, agora, da minha experiência em televisão, que há e que por isso, me serviram de inspiração. No teatro, muitos conflitos de interesses e mudanças que eu tive um mentor. Em musicais, eu tive um mentor. ocorrem nesse meio, mas em Sete Palmos de Ter- E depois conheci o mentor, Paul Schrader, que me ra tivemos a mesma equipa durante cinco anos, o trouxe para a indústria cinematográfica. Mas foi o mesmo elenco, os mesmos escritores e os mesmos facto de permanecer junto daqueles que admirava Foi com essa experiência que começou a ganhar interesse pela área?
7 tanto, com quem queria aprender, sem necessaria- sa, claro, do seu sistema de distribuição. Também mente ter em mente um objetivo de carreira, que me porque Hollywood aperfeiçoou ao longo de mais levou aonde eu estou hoje. de cem anos a arte de fazer criações que têm um enorme apelo universal, o que começou com os filComo surgiu a oportunidade de fazer parte do mes mudos, e se tornou no segredo de sucesso dos projeto American Film Showcase (AFS)? filmes americanos. O projeto da American Film Showcase é levado a cabo pela USC (University of Southern California). Como Há algum outro país que no futuro consiga rivavivo em Los Angeles, foi-me perguntado se poderia lizar com a indústria cinematográfica dos EUA? candidatar-me para ser o que eles chamam de um Penso que é cada vez mais difícil fazer filmes que enviado, uma espécie de emissário da AFS (American alcancem uma visualização global, porque toda a Film Showcase). Resolvi candidatar-me e fui recebido gente tem cada vez maior acesso a conteúdos audiovisuais nos seus telemóveis. Os filmes que hoje no programa. Este é a minha primeira participação. em dia geram as maiores receitas são geralmente Qual é para si a mais valia deste projeto? filmes de super-heróis, baseados em histórias de É um programa incrível. O programa da AFS en- banda-desenhada que as pessoas já conhecem, o via cineastas com os seus filmes e especialistas em que é um pouco triste, na minha opinião. No encinema com os seus testemunhos para todos os tanto, se há algum país que no futuro seja capaz de cantos do mundo, não só para ajudar a introduzir conseguir produzir filmes com esse tipo de apelo o cinema americano, mas também para partilhar universal será a China, porque eles têm os recursaber com as pessoas. Tem ainda o objetivo de di- sos, a população, uma infraestrutura de produção vulgar alguns documentários independentes, que cinematográfica incrível, e têm o dinheiro e a ambinão seriam vistos de outra maneira. ção para serem globais. Só ainda não descobriram como entrar no mercado Ocidental. Em que é que a cinematografia dos EUA se distingue do resto do mundo? Conhece o cinema português? O grande cinema dos Estados Unidos é mais efetivo Apenas os filmes de [Manuel de] Oliveira. Ele é o a atingir largos números de audiências, por cau- único realizador português que se tornou uma referência internacional do cinema de autor e fez filmes até ter uns 104 anos. Toda a gente conhece os seus filmes. De resto, tenho de dizer que sou bastante ignorante no que toca ao cinema português. Os filmes estrangeiros não têm lançamento comercial nos Estados Unidos. Claro que agora tudo é mais fácil de encontrar porque temos a Internet e a pirataria, mas ainda não é assim tão simples. Quais são as grandes tendências para o futuro do cinema e da televisão?
A próxima grande questão acerca da televisão prende-se com o que vai acontecer com a Internet, porque temos a Netflix e a Amazon, que são duas grandes companhias tecnológicas, e a Hulu, que é mais convencional, mas oferece serviços streaming. A televisão já não é televisão. Não precisamos de ter um aparelho de televisão para ver. E, por isso, há uma espécie de separação entre televisão e a ideia de transmissão. A partir de agora, o que iremos observar é um desfasamento de tempos entre produção e consumo, que irá intensificar-se. No futuro próximo, iremos pensar em televisão como uma relação direta entre criador e consumidor, apenas um portal, e não mais uma atividade de visualização organizada. Isso tem um enorme impacto na capacidade de atingir nichos específicos de audiências. E ninguém sabe o que irá acontecer a seguir, para além da Netflix e da Amazon, essas duas grandes companhias que investem milhões de dólares nesta indústria, ou sobre esta nova versão de seres tu próprio o criador de conteúdos para a Internet, YouTube e outros portais. Mas, seja como for, esse é definitivamente o rumo que as coisas vão tomar. Qual o maior desafio de produzir e realizar filmes? Em realização o maior desafio é a visualização, ou seja, é descobrir a forma certa de ver uma história de tal modo que outras pessoas a consigam ver através do mesmo ângulo. Há muitas coisas que têm de se aprender em termos técnicos, a nível da
09 novembro 2017
câmara, lentes, luz e, acima de tudo, representação. Mas tem tudo a ver com ter o controlo sobre a forma como as pessoas vão ver uma história. Por isso, precisas de visualizar a história e fazê-la acontecer. Em produção é diferente, porque produzir é como montar um puzzle, com centenas de pessoas envolvidas. É um trabalho que envolve mais lógica e logística, para fazer com que todas as peças encaixem e formem um todo. Chegar a todas as audiências não é tarefa fácil. Como lida com essa questão, ainda mais quando o aspeto comercial assume tanta importância nos EUA?
Penso que hoje é possível ter sucesso em televisão alcançando apenas um nicho da audiência. Na verdade, está a tornar-se mais fácil ganhar a vida sem agradar a todos, o que é uma boa evolução. Mas eu acho que o desafio nos Estados Unidos é encontrares a tua audiência e falares para ela. Podes ser muito bem-sucedido em fazer entretenimento para massas, mas isso não é para mim, porque eu gosto de fazer coisas que me tragam significado. Portanto, tenho de sentir-me feliz pelo facto de apenas algumas pessoas gostarem do que faço. O que é para si o cinema? O cinema para mim são sonhos. É ainda a essência de nos podermos sentar no escuro a assistir ao sonho de outra pessoa. E eu espero que no futuro as pessoas continuem a sentar-se no escuro. Considera que o cinema lhe permite intervir socialmente?
Eu acredito que o melhor progresso feito através do cinema, da televisão, da possibilidade de contar histórias, é a tentativa de apresentar o mundo da maneira como o vemos. Por isso, não tem de ser necessariamente propaganda, agitação ou algo relacionado como uma causa social. Se simplesmente contares uma história que gira em torno da discriminação, da injustiça ou de uma aplicação incorreta da justiça criminal, essas histórias prosperam e mudam as pessoas porque são boas histórias. Se não forem boas histórias, não terão qualquer efeito. Por isso, para mim, se estás a falar em tornar o mundo um lugar melhor, então a minha resposta é sim, certamente.
Que conselhos daria a quem inicia a carreira? Acho que é uma boa altura para aqueles que estão a iniciar a sua carreira na indústria cinematográfica. É uma melhor altura do que quando eu comecei, especialmente pela acessibilidade que há agora. Hoje em dia podes comprar uma pequena câmara e podes criar verdadeiros filmes de alta definição em casa, com quase nenhum equipamento de luz. Dantes se alguém quisesse iniciar o seu percurso profissional nesta área, teria de escrever algo, conhecer algumas pessoas, angariar algum dinheiro, dirigir-se a empresas de cinemas e pedir filmes de graça, dirigir-se a um laboratório e pedir o espaço emprestado. Basicamente, tinha de implorar. Agora, se queres fazer um filme, basta fazer. Quando os alunos entram nas escolas de cinema, e querem ser cineastas, espera-se que já tenham feito um filme, porque é tão fácil de fazer. Portanto, a minha resposta é apenas: começa a fazer os filmes que expressem o que queres dizer, porque não é preciso dinheiro para mostrar capacidade de expressão pessoal. k
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Jornadas da Amnistia Internacional discutem segurança e privacidade Texto Rui Santos, Cláudio França e Nuno Rebelo
ÚLTIMAS Texto
Mariana Santiago
CONCURSO POLIEMPREENDE Está a decorrer a 14º edição do concurso Poliempreende – Projetos de Vocação Empresarial. O Poliempreende é um projeto da Rede de Instituições Politécnicas nacionais e inclui um Concurso de Ideias e um Concurso de Planos de Negócio. O valor dos prémios pode ir até aos 22.500 euros. A iniciativa pretende desenvolver o empreendedorismo e a inovação, através do incentivo à criação de postos de trabalho e empresas. As inscrições para o Concurso de Ideias decorrem até 14 de maio e para o Concurso de Planos de Negócio, entre 24 de maio e 30 de junho. Mais informação disponível em: http:// poliempreende.otic.ipleiria.pt.
Privacidade, segurança e direitos humanos foram os temas debatidos nas II Jornadas do Núcleo de Peniche da Amnistia Internacional, que decorreram na Escola Superior de Tecnologia e Turismo do Mar. O evento teve lugar no passado dia 22 de abril e reuniu oradores de várias áreas ligadas à segurança e à privacidade, com destaque para Miguel Capelão (diretor de controlo de risco na PHC, S.A.), Pedro Machado (diretor de privacidade de dados da AGEAS Portugal), Michael McCroddan (diretor da Green Ashes e presidente da Alexander Advisory) ou Pedro Neto (diretor executivo da Amnistia Internacional). Numa altura em que a tecnologia está cada vez mais avançada, a segurança dos utilizadores foi o tema em dis-
5.ª Edição do Leiria Film Fest abre concurso de curtas-metragens “Melhor curta-metragem de Leiria” e “Prémio do público” são algumas das distinções a atribuir aos participantes no âmbito do concurso de curtas-metragens dinamizado pela organização do Leiria Film Fest. Serão ainda distinguidos trabalhos nas categorias de ficção, animação e cinema documental, a nível nacional e internacional. O concurso internacional, criado em 2013, visa a promoção de curta-metragens nestas várias categorias. Para esta edição, as inscrições podem ser realizadas até 15 de dezembro, através do site oficial Festival. As curtas-metragens submetidas deverão ter sido produzidas nos anos 2016 ou 2017 e ter uma duração máxima de 15 minutos. Os filmes serão avaliadas por um júri composto pelo realizador de cinema e argumentista, Álvaro Romão;
Desporto e Bem-Estar dinamiza mais uma edição do Programa de Atividade Física para Estudantes Texto Catarina Santos, Catarina Marques e Beatriz Silva
Iniciou a 30 de outubro uma nova edição do PAFE (Programa de Atividade Física para Estudantes) que vai decorrer no ginásio da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais durante o ano letivo.
cussão durante o evento. Os oradores explicaram que a privacidade das pessoas está em risco devido à facilidade com que um hacker consegue aceder a tudo que é feito online. Foram também referidas boas práticas para evitar riscos de um ataque informático. Ter várias palavras-passe, fugir de wi-fi públicos, manter o software atualizado e ter cuidado com as ligações a que se acede, foram alguns dos conselhos partilhados. A ausência de Adriano Moreira, um dos oradores mais esperados e que por motivos de saúde não pôde comparecer, foi compensada pelas excelentes intervenções dos oradores presentes. Manuel Coutinho, coordenador do Núcleo de Peniche da Amnistia Internacional, refere que “a iniciativa foi um sucesso”, graças aos oradores, mas também às 60 pessoas que compuseram a plateia. Para Manuel Coutinho foi uma tarde “rica de debate”, com “perspetivas distintas”,
A FECHAR
realizador de cinema e organizador do “LeiriaFilmFest”, Bruno Carnide; curador de cinema, organizador do “Shortcutz Viseu” e fundador da Galeria de Arte “Carmo81”, Carlos Salvador; produtora, fotógrafa, e organizadora do “LeiriaFilmFest”, Cátia Biscaia; ilustrador, diretor da ESAD. cr e presidente da associação cultural: “a9))))”, João Santos; jornalista do semanário “Região de Leiria”, Manuel Leiria; crítico de cinema e fundador do blogue “Cineuphoria”, Paulo Peralta; e ainda pelo realizador de cinema e publicidade, cofundador da produtora “ARTEiMANHA”, Rafael Almeida. Em apreciação estarão critérios como a originalidade da obra, qualidade técnica, qualidade do argumento e/ ou narrativa, qualidade da Representação e/ou locução, qualidade da Realização, entre outros aspetos considerados relevantes pelo júri. Este ano, o Festival incluirá pela primeira vez a categoria “Melhor curta-metragem de escola” exclusivamente dedicada à avaliação de
curtas-metragens realizadas por estudantes do ensino secundário. A 5ª edição do Festival resulta de uma organização da Leiria Film Fest – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Leiria e do Semanário Região de Leiria, e decorrerá no Teatro Miguel Franco, dias 16 e 17 de março de 2018. Os dois dias de evento incluirão sessões competitivas, sessões não competitivas, e a gala final de entrega de prémios. k
O projeto tem como finalidade combater o estilo de vida sedentário dos estudantes através de diferentes tipos de treinos. Nuno Amaro, docente do curso de Desporto e Bem-Estar e responsável pelo programa refere que se pretende aumentar a prática de atividade física estruturada e a ocupação saudável do tempo de lazer dos estudantes. Durante o primeiro semestre, o programa funciona de segundafeira a quinta-feira, sendo possível frequentar entre duas a quatro sessões semanais. Os alunos podem optar por treinos funcionais, treinos localizados ou treinos intervalados intensivos.
A oferta de horários de primeiro semestre pode ser consultada no site do IPLeiria. No segundo semestre será divulgada nova tabela de horários. As inscrições encontram-se dispo-níveis online, com o limite de 30 participantes por horário e com um número mínimo de 3 estudantes por sessão. A adesão tem um custo mensal de 4€ para estudantes bolseiros e 5€ para estudantes não bolseiros. A organização desta iniciativa de promoção da atividade física está mais uma vez a cargo do curso de Deporto e Bem-Estar da ESECS, em associação com os Serviços de Ação Social. k