Skip to main content

Akademicos 68

Page 1

Suplemento integrante da edição nº 4080 de 28 de maio de 2015 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.

68

Eduardo Gageiro vida noturna

Novos horários reforçam divisão no Centro de Leiria págs. 4 e 5

Fotojornalista

Era profundamente pejorativo ser fotógrafo

págs. 6 e 7


2

A ABRIR

30 de maio, 10h00 Estádio Dr. Magalhães Pessoa, Leiria

13 de junho, 21h00 Leiria (Cidade)

MEO URBAN TRAIL LEIRIA

Castel Crow 2015

Não perkas

O Urban Trail é um novo conceito de desporto na cidade. Composto por um circuito de provas em ambientes urbanos, irá decorrer à noite na cidade de Leiria e pretende reunir os amantes de desporto.

No próximo dia 30 de maio irá decorrer no Estádio de Leiria o “Ultimate Disc”. Organizado pelo Leiria Flying Objets, o torneio visa decidir o campeão nacional de relva. O preço de inscrição, por equipa, é de 80 euros.

De 19 a 21 de junho, 18:00/22:00

Prove Leiria – Mostra de Doçaria

Moinho de Papel, Leiria Entre os próximos dias 19 e 21 de junho, o Município de Leiria, com o apoio de pastelarias residentes, organiza no Moinho do Papel, a “Mostra de Doçaria”. Aproveite e Prove Leiria!

Horácio Moutinho

De 5 a 10 de junho, 18h00/ 00h45 Mercado de Sant´Ana, Leiria

Mercado da Cerveja e do Marisco

Entre os próximos dias 5 e 10 de Junho irá decorrer, no Mercado Municipal Sant´Ana de Leiria, mais um festival de cerveja e marisco, que trará muitas iguarias aos habitantes locais.

31 de maio, 15h00 Museu Dr. Joaquim Manso, Nazaré

Danças Europeias Chegam À Nazaré

8 de junho, 18h30 CCC Caldas da Rainha

A Casa do Adro - Associação Cultural e o Museu Dr. Joaquim Manso – Museu da Nazaré promovem um baile de danças tradicionais europeias, que contará com a atuação do trio de música celta “Espiral”. O espetáculo irá decorrer no Sítio e na Pederneira, sendo dirigido a todas as idades.

Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt Secretariado de Redação Guilherme Francisco e João Pedro Santos

Clube Cinema CCC: A Jaula de Ouro

26 de junho, 21h30 Teatro José Lúcio da Silva

No próximo dia 8 de junho, no CCC Caldas da Rainha, irá ser apresentado ao público o filme “A Jaula de Ouro”, que retrata a vida de três jovens, provenientes de favelas da Guatemala, que viajam para os EUA à procura de uma vida melhor. Irão eles conseguir o que tanto anseiam?

Redação e colaboradores Adriana Vieira, Alexandra Viana, Andreia Rosa, Ângela Capela, Carolina Batista, Catarina Pereira, Cristina Oliveira, Guilherme Francisco, Horácio Moutinho, Inês André, João Pedro Santos, Mariana Matias e Susana Silva.

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

Concerto D8

“Definição” e “Vais Conseguir” são os hits que irão ser apresentados ao público, em Leiria, por D8 no próximo dia 26 de junho. O jovem cantor português irá estar presente no Teatro José Lúcio da Silva e promete “contagiar o público”.

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt

akademicos.esecs@ipleiria.pt


3 Pão de algas

Peniche inova na alimentação

está –a– dar

Texto: Carolina Batista e Guilherme Francisco

O pão está a ganhar mais variedade. Os responsáveis são investigadores do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) que, através do estudo das macroalgas marinhas, conseguiram desenvolver uma nova receita de pão em que algas substituem a utilização do sal. O projeto, financiado pelo QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) e que conta com a colaboração da Calé, empresa alimentar inserida na área da panificação, tem vindo a ser alvo de grande atenção devido ao seu valor inovador e nutricional. Susana Mendes, docente da ESTM e coordenadora do projeto Pão D’Algas, afirma que “a não adição de sal” a este pão e “a inserção das algas são fatores benéficos para a saúde”, dado “o elevado teor de fibras e minerais derivados das algas”. A investigadora explica que a ausência de sal “permite o consumo deste

pão por pessoas que tenham limitações na ingestão de sal, sem no entanto lhe conferir um sabor insosso, pois as algas, provenientes de água salgada, atribuem um sabor característico ao alimento”. Sendo já uma marca registada, o Pão D’Algas começou a ser confecionado e comercializado no passado mês de abril, nos estabelecimentos da empresa Calé, localizados em Peniche e nas Caldas da Rainha. Além do projeto Pão D’Algas, a ESTM tem já outros projetos alimentares em estudo que incluem também este ingrediente, tais como o chá de algas, o iogurte ou o bacalhau com algas. k

KO Konsumo obrigatório João Pedro Santos

Low-Cost.come A qualidade não tem de ser cara

ESTG vence Festival Nacional de Robótica Texto: Adriana Vieira e Alexandra Viana

A equipa do Clube de Robótica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria sagrou-se bicampeã na prova de Condução Autónoma do Festival Nacional de Robótica. O evento, organizado há mais de uma década pela Sociedade Portuguesa de Robótica, decorreu de 8 a 12 de abril e teve este ano lugar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Carlos Neves, responsável pelo Clube de Robótica da ESTG, explica que a prova tem como objetivo “construir e programar um robô móvel, em miniatura, que tem de ser capaz de realizar um conjunto de tarefas de condução de forma automática. Tem de seguir a estrada na sua faixa, parar nas passadeiras e respeitar a sinalização,

28 maio 2015

estacionar, evitar obstáculos”. O docente acrescenta que o Clube de Robótica da ESTG tem inclusivamente um automóvel real que já executa algumas tarefas autonomamente. O Clube de Robótica surgiu com o intuito de desenvolver atividades de investigação, desenvolvimento e promoção da cultura científica e tecnológica. O docente acrescenta que na vertente da investigação e desenvolvimento as atividades estão orientadas para as necessidades de entidades externas, e vão desde a aplicação de robôs e sistemas de visão automática na indústria ao desenvolvimento de equipamentos interativos para museus e centros de interpretação. Para Carlos Neves, o festival é uma “ótima oportunidade e motivação para colocar em prática os conhecimentos que os alunos aprendem”. Assim, esta vitória para além de dar grande visibilidade à escola e ao instituto “é um grande incentivo ao estudo”. Com a equipa do IPLeiria – constituída pelos estudantes Bruno Neto, David Ferreira, Humberto Ribeiro, André Santos e José Matias, do Mestrado e da Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica - estiveram presentes no Festival equipas oriundas do Instituto Superior Técnico, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Universidade de Aveiro, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. k

O nome não estabelece ligação apenas com os preços baixos, mas também com o apelido dos proprietários, Loureiro e Costa. A cadeia de restauração Low-Cost.come nasceu em 2007 em Santa Maria da Feira. O negócio correu tão bem que, em apenas quatro meses, a empresa já tinha aberto mais três lojas. No passado mês de fevereiro abriu a 33ª loja do grupo no centro comercial Leiria Plaza, sendo a primeira Low-Cost.come a abrir no distrito de Leiria. O conceito é muito simples: com menos funcionários, sem serviço de mesas e com todos os produtos à vista do cliente, o resultado só poderia ser um: preços baixos sem perder a qualidade. Ana Figueira e Andreia Moreira são as gestoras da loja de Leiria e estão felizes por trazer à cidade um espaço que conta com um conceito diferente. “Sentíamos falta de uma pastelaria onde pudéssemos consumir produtos baratos mas de boa qualidade, e quando nos surgiu a proposta de fazer um franchising desta cadeia, não pensámos duas vezes” salienta Andreia Moreira. Ana Figueira sublinha que a política do espaço passa pelos “3Bs – bonito, barato e bom” Todos os produtos de padaria, pastelaria e restauração são de fabrico próprio e como tal, as proprietárias referem que os clientes têm mostrado grande satisfação em relação à qualidade/preço. “Temos tido uma grande afluência de estudantes devido à proximidade com as escolas, mas também de pessoas que trabalham na zona. Ficamos ainda mais contentes por sentir que conseguimos fidelizar os clientes, pois grande parte deles acabam por voltar” refere Andreia Moreira. A partir dos 3,50 euros já se pode comer uma refeição completa, mas os serviços de pastelaria e padaria também oferecem preços acessíveis. Num espaço com decoração atrativa, os clientes deparam-se com mensagens como: “Sorria, está a ser poupado” ou “Nem só de pão vive o Homem… Também temos os bolos!”. “É engraçado, que por vezes damos conta que os clientes se riem sozinhos quando leem as frases que ocupam a decoração do estabelecimento” brinca Ana Figueira. A Low-Cost.come de Leiria conta ainda com uma esplanada virada para o jardim do Leiria Plaza. Localizado na Rua de Alcobaça, o espaço está aberto de segunda a sábado das 8 às 20 horas, mas as sócias já pensam em ampliar o horário às quintas, sextas e sábados. k


4

KAPA

Moradores querem regras mais apertadas mas lei favorece bares Texto: João Pedro Santos e Catarina Pereira

A noite em Leiria tornou-se mais longa. Desde 1 de março, uma nova legislação veio permitir o alargamento do horário dos bares e das discotecas em todo o país. Em Leiria, a tensão entre quem vive da noite e quem vive nas zonas de animação noturna é evidente. O centro histórico é o espaço do debate. “É embaraçoso querer adormecer e não conseguir, tal é o barulho. A partir das 02h00 os bares fecham a esplanada, mas as pessoas continuam à porta, a beber e a conversar”, afirma Paulo Costa de 49 anos, nascido e criado na baixa de Leiria, paredes meias com o centro da vida noturna e da diversão da cidade. Apesar da falta civismo de alguns, Paulo Costa concorda com o livre horário de funcionamento dos bares do centro histórico, já que a zona velha da cidade é dinamizada por aqueles espaços. No entanto, espera que o comportamento dos clientes mude. “Tenho pessoas a urinar à porta, e quando os mando embora ainda são mal-educados. Uma pessoa chega a ter receio”, desabafa. O alargamento do horário de fecho dos bares resulta de uma legislação nacional, mas em Leiria há quem seja radical e defenda regras mais restritas. Com 59 anos, Nuno Cortez Pinto vive no centro histórico e é completamente contra esta lei. “As regras nunca foram cumpridas, muito menos são agora com o horário livre”, diz. E vai mais longe, considerando que os bares “deveriam encerrar à meia-noite”, já que há pouco respeito por quem dorme. Nuno Cortez Pinto já teve de chamar a PSP por causa da falta de civismo. “Não tive outra alternativa. Pedi às pessoas para dispersarem porque queria descansar e ignoraram-me completamente. A Polícia chegou e conseguiu que fossem para outro lugar”, recorda. Moradores querem fecho à meia-noite As críticas são subscritas pela organização que representa os moradores. António Fernandes, 67 anos, é comerciante e vice-presidente da Associação de Defesa do Centro Histórico de Leiria e teme as consequências do “livre horário de funcionamento dos bares”, por causa do ruído dos estabelecimentos. “Tenho a esperança que o bom senso da Câmara Municipal impere, pois os moradores do centro histórico vão denunciar se as regras pelo

respeito não forem cumpridas”. Ao longo dos anos, muitos moradores optaram por sair da zona. “Infelizmente tenho o conhecimento de situações em que algumas famílias deixaram de viver no centro histórico de Leiria devido ao barulho insuportável de quem frequenta os bares”, recorda, salientando que o caso não se limita aos moradores. “Há algum tempo atrás, um casal de turistas estrangeiros abandonou de madrugada o hotel onde estavam hospedados devido ao barulho”, diz. Por isso, a associação defende que os bares deveriam fechar à meia-noite, até porque a cidade já tem uma oferta de bares e discotecas bastante alargada fora do centro histórico “Existem bastantes estabelecimentos fora da baixa, onde o respeito pelos moradores é salvaguardado pelo facto dos bares e discotecas estarem isoladas das zonas habitacionais”, explica. O centro histórico é também um espaço de alojamento para muitos estudantes. É o caso de Patrícia, de 19 anos e estudante de Gestão no Instituto Politécnico de Leiria, que alugou um quarto na zona. Apesar disso, diz não ter “problemas com o ruído” porque a “casa tem um bom isolamento”. Ainda assim, Patrícia reconhece que existem alguns problemas devido ao lixo deixado pelos clientes. Faltam polícias, PSP nega Muitas queixas remetem para a falta de fiscalização policial da zona. Águeda Matias, de 67 anos, é comerciante no centro histórico e ouve muitos desabafos de clientes. “As pessoas lamentam o lixo, o barulho e alguns atos de vandalismo. Conheço casos de quem já tenha saído do centro para fugir a estes distúrbios”, diz. Para a comerciante, a culpa nem é dos proprietários dos bares, mas sim da falta de policiamento nas ruas da cidade. “É notória a falta de agentes da PSP em Leiria, talvez a resolução dos problemas da baixa passem por aí”, considera. Em resposta a estas críticas, a PSP alega que não tem recebido queixas por parte dos moradores do

centro histórico de Leiria. Fonte do Comando Distrital da PSP explicou que as autoridades mantêm o policiamento usual da zona, vigiando as ruas e o barulho feito pelos clientes fora dos espaços comerciais. “A PSP tem feito policiamento com regularidade no centro histórico de Leiria, fruto da sua atividade diária de prevenção e combate à criminalidade”, refere fonte do Comando de Leiria. E as operações policiais têm tido resultados, com algumas apreensões e detenções. “A maioria das apreensões está relacionada com situações de consumo ou posse ilícita de estupefacientes”, explica a PSP. Empresários reclamam mais investimento Proprietário do Filipe’s Bar há 28 anos, Manuel Oliveira é um ícone da noite leiriense e da vida estudantil. Mas é também um morador no centro histórico e admite que nem todos têm as suas preocupações. “Temos o cuidado de cumprir a lei e também por isso respeitamos as pessoas que aqui vivem. Cumprimos rigorosamente os horários e temos o cuidado de fazer a limpeza do espaço de esplanada, como muitos poucos fazem”. Localizado no Terreiro (Largo Cândido dos Reis), o Filipe’s Bar é um dos estabelecimentos mais requisitados na noite de Leiria, não só por estudantes, mas também por turistas e muitos leirienses mais velhos. Para o Manuel do Filipes, são necessários mais apoios e projetos para a reabilitação do centro histórico, já que o único investimento feito tem sido da responsabilidade dos empresários dos bares. “O dinheiro que investiram no estádio poderia ter sido investido na reabilitação do centro


5

28 maio 2015

Still Alice – O meu nome é Alice Vive o momento

KULTOS

histórico. Já não me recordo do ano da última intervenção que a zona histórica de Leiria recebeu”, acrescenta. Segundo o gabinete de comunicação da Câmara de Leiria, “a autarquia tem promovido diversas reuniões com os moradores, proprietários de bares e a PSP, de forma a tentar criar pontes de entendimento e ações concretas sempre com o intuito de encontrar soluções”. Embora o decreto-lei se aplique a todos os concelhos, a Câmara está a analisar juridicamente o caso. “A par da liberalização de horários de funcionamento dos estabelecimentos procede-se a uma descentralização da decisão de limitação dos horários. Prevê-se, com efeito, que as autarquias possam restringir os períodos de funcionamento, atendendo a critérios relacionados com a segurança e proteção da qualidade de vida dos cidadãos, sempre sem prejuízo da legislação laboral e do ruído”, refere a Câmara de Leiria, não adiantando se será tomada alguma medida no centro histórico. No entanto, a autarquia rejeita algumas das ideias feitas em relação ao centro histórico. Segundo os censos de 2011 “é importante sublinhar que não se registam diferenças significativas ao nível da idade entre os habitantes no centro histórico” e outras zonas da cidade. A autarquia diz ainda estar limitada em propostas de reabilitação urbana do centro histórico. “As habitações são na sua esmagadora maioria propriedade de privados, pelo que não faria sentido a autarquia promover obras em edifícios que pertencem a particulares”, justifica a autarquia. k

Nova lei impõe responsabilidade A nova lei que entrou em vigor no dia 1 de março impõe regras de insonorização dos espaços comerciais, mas liberaliza os horários. “Os estabelecimentos de venda ao público, de prestação de serviços, de restauração ou de bebidas, os estabelecimentos de restauração ou de bebidas com espaço para dança ou salas destinadas a dança, ou onde habitualmente se dance, ou onde se realizem, de forma acessória, espetáculos de natureza artística, os recintos fixos de espetáculos e de divertimentos públicos não artísticos têm horário de funcionamento livre”, refere o diploma. O decreto-lei 10/2015 impõe, por outro lado, normas de segurança e de proteção da qualidade de vida dos cidadãos. Caso isso não aconteça, as câmaras municipais terão de reunir com as entidades responsáveis como forças de segurança, associação de moradores, associação de consumidores, junta de freguesia e sindicatos a fim de averiguar se terão que restringir o horário dos estabelecimentos onde as regras não sejam cumpridas. Contudo, apesar da nova legislação permitir a liberalização dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, as câmaras municipais poderão adaptar a nova legislação de modo a compatibilizar com o regulamento municipal. Apesar das alterações de horários não serem sujeitas a formalizações por parte dos órgãos municipais, os proprietários têm que, obrigatoriamente, afixar o novo horário de funcionamento dos seus estabelecimentos.

Alice (Julianne Moore) é uma prestigiada professora de linguística na Universidade de Columbia. É também autora de livros, casada e mãe de três filhos. Aos 50 anos, Mariana Matias podemos dizer que tem uma vida invejável. Nesta altura da sua vida, Alice depara-se com uma realidade difícil de imaginar, é-lhe diagnosticado um tipo raro e precoce de Alzheimer. O filme começa com uma mulher energética, alegre e com um nível de inteligência acima da média e termina com uma imagem antagónica daquela que atribuímos a alguém que tem tudo para ser feliz. Somos o que somos graças às memórias. São detalhes íntimos que definem a pessoa que somos e assistir a alguém perder o que a torna única é devastador. A evolução da personagem não deixa ninguém indiferente, desde da primeira falha de memória, dos primeiros exames até às últimas lembranças, à última palavra, Julianne Moore consegue tornar palpável este desmoronamento de Alice. O momento mais marcante do filme é, sem dúvida, o discurso que faz sobre a sua doença e sobre o que que tem de enfrentar todos os dias. Alice aprende a viver um dia de cada vez, a viver o momento, pois amanhã tudo se pode perder. O drama é completamente focado na personagem principal. Em papéis secundários apenas Kristen Stewart, que interpreta o papel de Lydia, filha de Alice, merece algum crédito. Kristen, conhecida pela sua inexpressividade e frieza, neste filme parece encaixar-se, mostrando algumas emoções e acabando por se tornar no maior apoio da mãe.

Em termos técnicos, os principais elogios vão para a dupla Richard Glatzer e Wash Westmoreland que com uma direção fluida não fazem os telespectadores perder tempo. Não há um único momento de tédio e todos os silêncios são utilizados para realçar a interpretação de quem se encontra em cena. A reforçar a mensagem, Ilan Eshkeri faz uma excelente escolha de banda sonora: emotiva e minimalista. Still Alice é um filme que vale pela magnífica atuação da protagonista, que arrecadou o Óscar de melhor atriz. Vale também pela mensagem que transmite. É uma obra sensível, adaptada de um livro de Lisa Genova, que não utiliza truques para induzir o choro. As possíveis lagrimas surgirão naqueles que se sentirem tocados por este drama que é, infelizmente, cada vez mais comum. k


6

Pensei que através da imprensa podia denunciar situações injustas Eduardo Gageiro Fotojornalista

Podia ter sido empregado de escritório, mas preferiu mudar o mundo através da sua lente. Quebrou barreiras militares para fotografar a revolução mais marcante da nossa história, registou o atentado aos Jogos Olímpicos em primeira mão e recebeu prémios por todo o mundo. Sempre acompanhado da sua máquina, Eduardo Gageiro, diz que o segredo é “sentir o que se está a fazer” Texto: Cristina Oliveira, Ângela Capela e Andreia Rosa Fotos: Cristina Oliveira

Como surgiu na sua vida o gosto pela fotografia? me e lá estavam os grandes craques de jornalismo. Eu nasci em frente da Fábrica de Loiça de Sacavém. O Apresentou-me e eu fiquei deslumbrado, não conhecia meu pai tinha um pequeno estabelecimento onde os aquela gente. Jorge Tavares Rodrigues, do Diário Ilusoperários iam. Deixavam de manhã umas pequenas trado, disse-me “Apareça lá amanhã e leve-me as fotomarmitas para a minha mãe aquecer e consumiam a grafias” e eu levo. O meu pai queria bater-me porque eu bebida. Desde muito jovem contactei com essas pessoas. tinha abandonado um emprego certo e tinha ido para Na altura andavam descalças, a maioria, e aquilo cho- os jornais. A minha mãe, coitadinha, disse-me: “Mas tu cou-me. Eu tinha uma máquina pequena de plástico, do não tens necessidade de ser fotógrafo…” Era profundameu irmão, e comecei a fotografar as redes operárias. mente pejorativo ser fotógrafo. Tirei a instrução primária e pedi ao meu pai para ir para o liceu. Para minha grande deceção, ele disse-me: Como foram esses tempos? “Qual quê? O teu futuro é na Fábrica de Loiça, vais para A minha grande evolução foi no suplemento literário lá para empregado de escritório”. Fiquei tristíssimo. do Diário Ilustrado e, depois, no Século Ilustrado. MeHavia um grupo de jovens, que já andava no liceu, com tade das capas do Século eram minhas e, na altura, quem eu comecei a dar-me muito e que começaram a era a bíblia. Lá começo eu a fotografar, entusiasmaemprestar-me livros e, de certo modo, a mostrar-me o díssimo. Mas havia uma máfia de fotógrafos instalaque havia no mundo. Criei dentro de mim alguma re- dos que não gostava de mim. Denunciaram-me. Fui volta, achava que queria mudar o mundo e pensei que a preso, fui para Caxias. Entretanto veio o 25 de abril. melhor maneira era ser fotojornalista. Na altura, dizia- Foi o dia mais feliz da minha vida. Telefonaram-me -se ‘fotógrafo dos jornais’. Entretanto, comecei a convi- de madrugada: “Vai para o Terreiro do Paço e leva tover mais intensamente com os operários e também - e dos os rolos que puderes”. Tenho isso tudo gravado isso teve uma grande influencia - com grandes artistas num livro que fiz chamado Liberdade. da fábrica, pintores, escultores… De todas as fotografias que tem, há alguma pela E o início no fotojornalismo? qual sinta um carinho especial? Comecei a pedir máquinas emprestadas e comecei Há uma fotografia, que também me levou a ser preso. É logo a fotografar de outra maneira. Além do conteú- uma mulher da Nazaré, uma viúva vestida de preto. Fido, que diziam eu tinha jeito, a parte estética começou quei muito chocado quando vi aquilo. Senti que aquela imediatamente a ser diferente. Então Armando Mes- senhora, já com uma certa idade, tinha de andar ali a quita, escultor que me foi ensinando arte e composi- puxar redes para sobreviver, e fiquei revoltadíssimo. ção, disse: “Epá, isto não está bem! O teu pai tem de te Pus naquela fotografia o título de Calvário, e aquilo gacomprar uma máquina”. E um dia, sem eu saber, apa- nhava prémios onde ia. Quando me prenderam, estive rece lá na hora do almoço: “Então senhor Gageiro? O dois anos sem poder concorrer. teu rapaz anda aí a fotografar com máquinas emprestadas?” Era o senhor Armando Mesquita, que era uma pessoa muito considerada… E lá fui eu à loja. Eu era um miúdo… ainda agora me comovo. Entretanto houve o primeiro concurso de fotografia dos empregados de escritório do distrito de Lisboa e pensei em concorrer. Tinha 16 anos. Ganhei logo três primeiros prémios. Então foi uma bola de neve. Mas eu queria ir para os jornais, pensando que ia mudar o mundo. Tento e não consigo. A determinada altura, um amigo convidou-

A fotografia é um instante, e fazer uma coisa que é um instante, que tenha conteúdo e seja bela, é muito difícil.


7

28 maio 2015 Um país Fotograficamente, a Índia Uma palavra Liberdade Um momento O 25 de Abril Um sentimento Saudade Uma personalidade Mandela Uma música Carlos Paredes: Verdes Anos

kurtas Existe algum prémio que seja mais importante para si? Há cinco anos recebi um convite para um concurso na China. Concorri a preto e branco com quatro fotografias. Qual não é o meu espanto quando recebo um convite para estar presente na entrega do prémio. Tinham concorrido 35 mil fotografias, de não sei quantos países, e eu tinha ganho a medalha de ouro, o prémio do melhor conjunto preto e branco e o prémio especial do júri. Fiquei deslumbrado… no fim de velhote, ainda ganho. Depois, convidaram-me para fazer uma exposição com 222 fotografias no Museu Mundial de Arte de Pequim. E então, é assim, posso morrer, mas morro feliz.

Qual o segredo para se conseguirem boas fotografias em momentos de tensão? A teimosia? Eu acho que sim, e é preciso sentir o que se está a fazer. Eu costumo dizer que é preciso saber olhar, mas dentro de nós têm de haver… no meu caso… a vivência com os operários da fábrica. Isso reflete-se na nossa maneira de ser, na maneira de encarar a vida, na nossa maneira de fotografar.

te perde-se o prazer de as revelarmos. Eu não percebo nada de computadores. Quando peço ao meu filho para fazer coisas sinto-me quase desligado, não sei… uma pessoa revelar e depois fixar… É um prazer que nem queira saber. Porque é que prefere as fotografias a preto e branco? Porque são mais intensas, são mais reais. Acho que estão mais perto da realidade.

As fotografias jornalísticas devem contar uma história? Eu acho que sim. Acho fundamental uma pessoa estar Porquê escolher o fotojornalismo bem documentada do que vai fazer. Não é fotografar para mudar o mundo? como nos velhos tempos, em que os fotógrafos iam à Pensei que através da imprensa podia denunciar as Como recorda o atentado aos Jogos Olímpicos? redação ver os serviços que estavam marcados, iam situações injustas. Só fiz o embarque dos palestinianos com os israeli- ao armário buscar a máquina e iam disparar, entregatas, não fiz, ninguém fez, o massacre, que aconteceu vam o serviço e iam-se embora. Deixavam a máquina Vale o risco? no aeroporto. É uma longa história. Eu estava lá e no outro dia iam buscá-la outra vez. Quer dizer… isto Se não houvesse imprensa, não seria nada. Viu, por para fazer fotografias dos acontecimentos desporti- não é nada! exemplo, um polícia em Guimarães que deu uma tavos. Naquele dia, ninguém podia entrar, estava tudo reia a um tipo? Numa situação daquelas simplesmente bloqueado, só os atletas é que podiam entrar. Eu fui Existe alguma pessoa que tenha gostado partiprendiam. Não precisavam de bater. É isso. Não me calo. ficando, sou muito teimoso. Os meus colegas foram cularmente de ter fotografado? Dizem-me: “Tu tens de ter cuidado…” Cuidado com quê?! desistindo, desistindo, e eu ali, armado em teimo- Existe um livro chamado Revelações em que eu tinha Não estamos num pais democrático?! Acho péssimo a so. Não sabia o que estava a acontecer, mas vi tudo de saber o máximo sobre cada fotografado e então maioria das pessoas absterem-se… Vão votar! Assim não muito efervescente. Consigo entrar com atletas. Vejo propunha-lhes fazer um papel. Descobri coisas inte- podem protestar. Eu vejo pessoas em Sacavém, que têm dois árabes sentados no meio da escada. Estavam ali ressantes. Jorge Sampaio, por exemplo, percebe de uma reforma de miséria, a comprar três carapaus ou a controlar, com certeza. Subo a pé 16 andares até música e fotografei como se fosse um maestro a di- meio frango… e é de vez em quando! Como é?! Trabalhaà delegação portuguesa. Não podia quase respirar. rigir uma orquestra. Esse livro tem fotografias muito ram toda a sua vida! E depois aparecem esses frangos “Apaguem as luzes que eu quero ir para a janela”, e en- giras, que as pessoas pensam que são fotomontagem de aviário que enriquecem num instante. Eu, como digo, tão apoiei os cotovelos na varanda. Flash era impen- e não são. Consegui pôr o Champalimaud com luvas não vejo partidos, mas as pessoas. sável, não é? Só com as luzes dos helicópteros, faço de boxe e Eanes com uma lupa de relojoeiro, porque é quatro ou cinco fotografias, velocidade lenta. Falo um homem de rigor e precisão. Gosta de ser fotografado ou prefere fotografar? imediatamente com Lisboa e digo, o treinador de luta Detesto ser fotografado. Não é por ter a mania de greco-romano vai regressar e leva o rolo, vão instru- Já perdeu alguns momentos importantes por ficar bem ou mal. Não gosto de ter uma máquina a ções no papel. Depois fui para o centro de imprensa, não ter a sua máquina por perto? fotografar-me. disse o que tinha feito e as pessoas não acreditaram. Não. Ando sempre com a máquina. O que não quer A Associated Press tentou negociar :“250 contos, dá dizer que seja infalível… Que conselhos deixa aos jovens que queiram cá o rolo”. Não tenho o rolo. 250 contos na altura era seguir fotografia ou fotojornalismo? um Volkswagen, mas naquela noite não era muito Acha que o aparecimento da fotografia digital Fundamentalmente, têm de ter paixão pela fotografia. importante o dinheiro. Eu estava tão entusiasmado, retirou magia à fotografia? Para mim a fotografia é um instante, e fazer uma coinão pensei em dinheiro. Continuo a não ser materia- O digital tem uma vantagem… Por exemplo, quando es- sa que é um instante, que tenha conteúdo e seja bela, lista. Podia ter ganho 250 contos e depois mandava as tive nos Jogos Olímpicos, podia fazer fotografias com é muito difícil. Uma pessoa tem de prestar atenção às fotografias para o Século, mas era desleal. qualidade sem ser necessária revelação. Simplesmen- pequenas coisas e sentir o que vai acontecer. k


8

Semana Académica surpreende estudantes Texto: Susana Silva

Conferência Internacional para a Inclusão Dando continuidade à discussão científica no domínio da inclusão, o Centro de Investigação em Inclusão e Acessibilidade em Ação do Instituto Politécnico de Leiria encontra-se a promover a 3ª Conferência Internacional para a Inclusão, Includit III. A conferência decorrerá a 4 e 5 de dezembro e propõe-se estimular o diálogo de investigadores e a partilha de boas práticas na área. As propostas de artigo podem ser submetidas até 31 de maio em domínios como artes e cultura, comunicação, educação, saúde e bem-estar, legislação e regulamentação, património ou turismo. Leiria recua um século Nos dias 30 e 31 de maio, a cidade vai recuar até 1915. “Leiria há cem anos” decorre no centro da cidade, estando prevista animação de rua com mais de mil figurantes. Organizado pela Câmara Municipal de Leiria, o evento pretende dar a conhecer a história, tradições e origens da cidade do Lis junto dos leirienses, bem como dos turistas que visitem a cidade. A recriação vai contar com a presença de onze ranchos folclóricos da região, um mercado, sete tabernas, comércio da época, entre outras atividades de lazer. “Leiria há cem anos” decorre no sábado das 14 às 24 horas e no domingo das 13 às 20 horas.

Desporto dá vida a Leiria Texto: Alexandra Viana e Adriana Vieira

e ocupar os seus tempos livres. Segundo Luís Coelho, docente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais e um dos responsáveis pela organização “o objetivo principal é persuadir os munícipes de Leiria a fazer desporto de modo regular, tentando incutir hábitos saudáveis na sociedade”. Para além da vertente desportiva, o evento tem promovido o voluntariado. Aos voluntários cabe desenvolver atividades relacionadas com a organização do evento, em várias áreas como marketing, animação, logística e operação do evento. k

IPLeiria volta a conquistar medalhas

No dia 25 de abril, Braga recebeu o Campeonato Nacional Universitário de Atletismo de Pista ao Ar Livre, sendo o IPLeiria representado por 18 atletas. Foram conquistadas cinco medalhas de bronze e uma medalha de prata, conseguida pela estudante-atleta Ana Alves na prova de 1500m, com um tempo de 4:47.53s, que constitui novo recorde do IPLeiria na distância. No que respeita à classificação coletiva, o IPLeiria conseguiu o 4.º lugar. Ainda no final do mês de abril foram disputadas as Fases Finais Concentradas dos Campeonatos Nacionais Universitários. O IPLeiria fez-se representar pelas modalidades de Andebol masculino (2º lugar), Andebol feminino (3º lugar), Futebol 11 (5º lugar) e Hóquei em Patins masculino (5º lugar). k

No passado mês de abril, o Instituto Politécnico de Leiria esteve representado em várias competições universitárias. No que respeita a classificações das equipas do Instituto, o destaque vai 3º lugar coletivo no Campeonato Nacional Universitário de Atletismo em Estrada. A competição decorreu no dia 22 de abril, na cidade de Leiria, e contou com a participação de cerca de 250 atletas. No Campeonato Nacional Universitário de Judo, o atleta do IPLeiria alcançou o 2º lugar na categoria de -90 kg. A prova disputou-se em Braga no dia 19 de abril.

om e.c

GoFundMe Ajudar quem mais precisa é a finalidade da plataforma de financiamento coletivo de projetos GoFundMe, onde qualquer pessoa pode escrever a sua história e Carolina Batista solicitar donativos para as mais diversas causas (criação de empresas, auxílio a desfavorecidos, cura de doenças, entre outros). Criada nos EUA em 2010, esta plataforma já permitiu angariar mais de 900 milhões de dólares, sendo o sítio mais utilizado para a atividade de crowdfunding.

ON LINE

Odisseias Criar momentos únicos e proporcionar novas experiências a baixo custo é o objetivo da Odisseias, empresa que possibilita a compra online com ofertas de diversas categorias (romance, aventura, tecnologia, hóteis, entre outros) para uso próprio ou para oferecer como presente. Através destes packs, é possível desfrutar de uma experiência diferente, organizada pela própria empresa, a um preço mais baixo.

od

. w

O programa Arena Desporto 2015 está a decorrer até junho no Parque da Cidade e no Estádio Municipal e, entre julho e agosto, terá lugar na Praia do Pedrogão. Esta iniciativa está a ser dinamizada pela Câmara Municipal de Leiria, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, incluindo o Instituto Politécnico de Leiria e o Clube Desportivo Bairro dos Anjos. É composto por aulas de fitness, passeios BTT, torneios de futebol, andebol, voleibol e basquetebol. A participação é gratuita e é acessível a toda a população que pretenda praticar exercício físico

Texto: Alexandra Viana e Adriana Vieira

m

ww

Books & Movies em Alcobaça Entre os dias 1 e 10 de junho Alcobaça volta a receber o “Books & Movies 2015”, evento que visa promover, divulgar e premiar a arte literária e em vídeo. A partir da próxima segunda-feira, ilustradores, escritores e cineastas estarão em cafés, bares e outros espaços de Alcobaça. Num clima de diálogo, vão partilhar as suas experiências com entusiastas de literatura e cinema. O evento inclui exposições, teatro, música, mercado do livro e alguns workshops.

d

João Pedro Santos

a fechar

w w w.gofun

Últimas

O último dia da Semana Académica de Leiria (SAL) foi marcado pela presença dos Buraka Som Sistema. Foi uma noite em que a banda interpretou os seus melhores êxitos e ritmos africanos, num recinto praticamente esgotado. Ao longo dos sete dias do evento, a SAL recebeu a academia estudantil e ainda atraiu centenas de pessoas oriundas de vários pontos do país. Para os presentes, o acontecimento superou as expetativas que havia em relação ao cartaz. As bandas com maior destaque foram os Hi-Fi, a banda de David Antunes e Bezegol. A produção do evento esteve mais uma vez a cargo da Atmo Sensation, a par das Associações de Estudantes (AE), órgãos de praxe e tunas. Diogo Martins, Presidente da AE da ESECS refere que não houve muitas alterações relativa-

mente ao ano anterior, tendo apenas procurado melhorar-se “alguns pontos que faltavam lapidar”. O dirigente estudantil refere, por exemplo, que “com a colaboração dos estudantes” foi possível “intensificar a participação em atividades como a pintura das paredes da cidade”. O desfile académico realizou-se na quarta-feira, 29 de abril, com a participação de carros alegóricos decorados pelos cursos de cada Escola. Com o tema “Licenciei-me e agora?”, os cursos vencedores foram divulgados no recinto da Semana Académica, na noite em que se contou com a presença de Quim Barreiros. O vencedor foi o carro de Fisioterapia. Serviço Social conseguiu o segundo lugar, e na terceira posição ficou Engenharia Eletrotécnica. O tradicional “traçar da capa”, junto à Sé, marcou o início da SAL e foi um momento que emocionou os estudantes, especialmente os caloiros, e os seus familiares. Para Diogo Martins “a semana correu de forma positiva, o espírito académico esteve presente em todas as atividades”. k

is s

e i a s .c o m


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Akademicos 68 by Jornal Akadémicos - Issuu