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Akademicos 73

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férias

Cultura e natureza nas rotas da Região págs. 4 e 5

Suplemento integrante da edição nº 4136 de 23 de junho de 2016 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.

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Twin Transistors Músicos

“A música, atualmente, é uma despesa.” págs. 6 e 7


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A ABRIR

dois turnos: um com partida às 9h15 e outro às 11h15 (regresso: 16h30 e 18h30). O almoço na ilha é da responsabilidade de cada participante. Preço: 34€ por participante. Para mais informações: www.caminhando.pt.

Não perkas

14 de julho a 7 de agosto Óbidos

MERCADO MEDIEVAL

Durante 16 dias a vila de Óbidos irá recuar no tempo através da 14ª edição do Mercado Medieval, a realizar de quinta-feira a domingo. A iniciativa conta com as habituais tasquinhas, dançarinos, músicos e artistas de rua com trajes medievais, procurando recriar ambientes da Idade Média.

10 de julho, 10h00

PELOS TRILHOS DO CANHÃO DA NAZARÉ

29 e 30 de junho, Conservatório Caldas da Rainha

“Pelos trilhos do Canhão da Nazaré” é o nome da iniciativa que propõe um passeio por um dos locais mais atrativos daquela vila piscatória. O trajeto começa às 10h00 junto à escadaria do Santuário de Nossa Senhora, no Sítio, e a chegada está prevista para as 15h30. São 14km desde o Sítio da Nazaré ao Monte São Brás, com passagens pelas dunas da Praia do Norte e Pinhal de Leiria, bem como pelo Forte de São Miguel Arcanjo. O preço é de 15€ e inclui um guia no terreno, entrada no Farol, chá e bolachas, seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil. Informações em www.greentrekker.pt.

2 de julho, 9h10 – 11h10, Peniche

CAMINHANDO NAS BERLENGAS

14 a 17 de julho, Teatro Miguel Franco

O programa “Caminhando nas Berlengas” propõe uma viagem à parte envolvente da ilha, com destaque para as visitas de barco às grutas e as caminhadas pelos trilhos que levam à fortaleza. O passeio tem início no Cais de Embarque em Peniche e está dividido em

Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt

Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt

Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt

Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt

Big Band orientado pelo músico César Cardoso. A formação prevê uma introdução ao Jazz e às técnicas de improvisação e linguagem e tem como objetivo trabalhar repertório específico, como Count Basie, Duke Ellington, Ella Fitzgerald ou Frank Sinatra. A leitura de partituras é o único requisito para os interessados. O valor de entrada é de 7.50€ e o do workshop 40€.

Secretariado de Redação Marta Oliveira Marta Santos Sandrina Pereira Vânia Reis

1º FESTIVAL “OJL JAZZ SESSIONS”

O Associação de Jazz de Leiria, com o apoio da Câmara Municipal de Leiria, vai realizar a primeira edição do “OJL Jazz Session”. O programa apresenta três concertos com músicos da região e um workshop de

Redação e colaboradores Adrian Rodrigues, Alice Queiroz, Ana Beatriz Pereira, Ana Catarina Sousa, André Azevedo, André Elvas, Andreia Rosa, Beatriz Bárbara, Beatriz Pedrosa, Bernardo Dias, Bruno Costa, Bruno Lopes, Catarina Carvalho, Cláudia Monteiro, Diana Almeida Dumitrita Angheluta, Federico Girolamo, Filipa Sérgio, Inês Rodrigues, Inês Santos, Joana Garcia, João Oliveira, Lara Matos, Luísa Savala, Márcio Lima, Maria do Carmo Cordeiro, Maria Calugaru, Miguel Nunes, Miguel Santos, Nádia

Pereira, Pedro Pinto, Pedro Rino, Rafael Paulo, Rafael Silva, Ricarda Rosa, Samuel Oliveira, Sandrina Gomes, Sara Ramos, Tiago Dias, Wilson Mata.

“Chega de Saudade!” nas Caldas

O conservatório de Caldas da Rainha volta a organizar um concerto temático. No próximo dia 29 e 30 de junho, às 21 horas, poderá assistir ao “Chega de Saudade!”. É assim que se chama o espetáculo que tem como tema o Brasil, esperando-se um cenário, música e vestuário típico da antiga colónia portuguesa. Ensembles, Orquestra e Coros do conservatório preenchem o espetáculo que tem o custo de 4€ por pessoa.

Texto Adrian Rodrigues Inês Rodrigues Joana Garcia André Elvas Rafael Paulo Pedro Pinto

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt


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A está –a– dar

Festival EVA 2016

Quando a escola se transforma em oportunidade Texto: Nádia Pereira, Sara Ramos, Beatriz Bárbara, Ana Catarina Sousa

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belga Maxime Batin foi o grande vencedor da Drone Race World Cup (corrida de drones da Taça do Mundo), competição que, a 10 e 11 de junho, juntou cerca de 40 inscritos e contou com a participação dos melhores aeromodelistas nacionais e internacionais. Diante de centenas de curiosos que, no Estádio Municipal de Leiria, não resistiram à velocidade e aos acidentes provocados por estes brinquedos tecnológicos, os espanhóis Daniel Salguero e Javier Torres destacaram-se pelas arriscadas manobras que foram driblando as bandeiras dos percursos. Foi a primeira vez que a prova se realizou em Portugal, num espaço único e aberto ao público. Os que se descolaram ao estádio puderam acompanhar o trajeto dos pilotos em écrans gigantes. Para quem ficou em casa, a transmissão foi feita em direto através da Internet. A atividade pretendeu, também, marcar o início de um desporto federado, com o intuito de eleger os melhores pilotos portugueses e formar uma seleção que represente Portugal no estrangeiro. Os drones são veículos aéreos não tripulados com uma componente desportiva para aqueles que nutrem o gosto pelo aeromodelismo. A competição evoluiu em três etapas: qualificação, eliminação e prova final. Na corrida, os participantes tiveram de

Conferência: Um olhar sobre as crianças refugiadas

Um problema que também é nosso Texto: Maria Calugaru e Diana Almeida

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oi com a preocupação de discutir a questão das crianças refugiadas, que não vem deixando indiferentes os vários sectores da sociedade portuguesa, que o Instituto Politécnico de Leiria realizou, a 25 de maio, a conferência “Uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo: Um olhar sobre as crianças refugiadas”. Como referiu Patrícia Ervilha, do Núcleo Distrital de Leiria da Rede Europeia Anti Pobreza, o evento pretendeu consciencializar para “um problema que também é nosso, apesar de parecer um pouco distante”. A iniciativa desenvolveu-se em três momentos: o

Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha apresentou a 6ª edição do Festival de Vídeo e Artes Digitais – EVA, sob o signo “Unir, Criar e Partilhar”. O evento, realizado a 1 e 2 de junho, desenvolveu-se através de conferências, workshops, masterclasses e exposições, tendo como objetivo partilhar experiências de trabalho e fomentar a cultura visual. Os estudantes e diplomados mostraram os seus projetos nas vertentes de vídeo e artes digitais. Aproveitaram, desta forma, um espaço de experimentação direcionado para áreas como o Video-Mapping (transformação de uma superfície em tela de vídeo dinâmica), o Video Art, o Motion Design (design de animação), as instalações multimédia e performances. O EVA 2016 contou com a presença de empresas como o Lyft Creative Studio (Video-Mapping/design gráfico), Pixelmatters (design de produto) e Push VFX (efeitos visuais 3D). Na área do Motion Graphics e do Motion Design, puderam revelar os seus projetos freelancers como avdox (Luís Almeida), João Elias, Ruben Santos e Carlos Marques. O workshop Letras Infetadas, dinamizado por Marco Heleno e Ricardo Santos, foi um dos chamariz de

Leiria Drone Race World Cup

Aprender a cair antes de voar Texto: Alice Queiroz, Beatriz Pedrosa e Dumitrita Angheluta

primeiro denominado por “sentir”, o segundo “agir” e o último “pensar”. Nuno Mangas, Presidente do IPL, afirmou, no início da sessão de abertura, que a questão das crianças refugiadas é um problema atual, pelo que todos os cidadãos deverão ter um papel ativo. A ideia foi reforçada por Filomena Carvalho, da Associação de Mediadores de Conflitos do Oeste, quando afirmou tratar-se de uma causa de cidadania e de direitos humanos. A parte mais sugestiva foi, sem dúvida, o “sentir”. Natasha Marjanovic, nascida na antiga Jugoslávia e obrigada a emigrar por causa da guerra, encontrou uma forma criativa de contar a sua história, através da peça de teatro “Vento Leste”. Marjanovic mostrou, a partir de um excerto deste espetáculo autobiográfico, como é a sua vida de imigrante em Portugal, onde chegou em 1999 com duas filhas gémeas.

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cartaz, consistindo na composição de letras e exploração da sua forma, através da aplicação de um processo algorítmico de transcodificação de imagens. Outros motivos de interesse residiram em iniciativas como a Feira de Objetos Gráficos, a Mesa de Comer, o Espaço de Lazer, com música e jogos tradicionais, além das curtas metragens e do Video-Mapping. Francisco Silva, membro da organização, fala do Festival como uma “empresa”, explicando que a equipa atual se encontra dividida em várias áreas, com cada elemento a ser responsável por algo relacionado com o evento, à semelhança do que acontece no mercado de trabalho. O finalista do curso de Design Gráfico e Multimédia garante que a organização do EVA é “uma tarefa trabalhosa e cansativa, mas uma forma de ensino diferente”. A professora de Design Gráfico, Elga Ferreira, é uma das principais responsáveis pelo rumo que o Festival tem tomado. Nota que a complexidade das atividades e o aumento do seu número constituem a linha de evolução que tem caraterizado as seis edições do EVA. “É a oportunidade de os alunos mostrarem os seus trabalhos publicamente”, conclui. k “voar” pela área demarcada, completando três rondas. O circuito, criado no relvado, apresentou curvas apertadas e retas onde as máquinas atingiram elevadas velocidades. Os concorrentes controlaram os percurso através de óculos de FPV (transmissão vídeo em tempo real), com a ajuda de um técnico para reparações. Daniel Salguero, de 28 anos, conta que o interesse por este hobbie foi impulsionado através de um vídeo que um amigo lhe mostrou no YouTube, ficando impressionado com o poder e a velocidade destes equipamentos. Durante a Taça do Mundo, os visitantes tiveram oportunidade de assistir a várias demonstrações de máquinas voadoras, como aviões de acrobacia e helicópteros. Segundo a organização, “o evento foi uma excelente oportunidade para conhecer diferentes tecnologias, além de se ter revelado um verdadeiro espetáculo com adrenalina e cor”. Leiria Drone Race World Cup contou com a organização do Clube de Aeromodelismo do Liz (Caliz), em colaboração com a Câmara Municipal de Leiria e a comunidade online de First Person Vision (FPV) Portugal. A prova insere-se no calendário da Federação Portuguesa de Aeromodelismo. k Outros momentos relevantes ocorreram aquando do visionamento do documentário “Testemunhos de meninos sírios refugiados no Líbano” e da intervenção de Elisabete Maisão, em direto e a partir de um campo de refugiados que havia sido encerrado no dia anterior. A jornalista é a autora da exposição fotográfica Cartas para Refugiados. O evento, também organizado pelas associações Meninos do Mundo, Vida Activa, InterMEDIAR – Mediadores (de conf litos) do Oeste – e Rede Europeia Anti-Pobreza, acolheu a intervenção de diversos oradores convidados, como Ana Cancela, do Movimento Solidariedade sem Fronteiras, e Ana Maria Filipe, do Instituto de Apoio à Criança. Foram ainda abordadas questões como a mediação intercultural enquanto processo pedagógico de acolhimento, ou o papel dos estados e da sociedade civil na proteção das crianças refugiadas. k


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KAPA

Destinos na Região

Rotas turísticas ao virar da esquina De Rafael Bordallo Pinheiro a Eça de Queiroz ou Afonso Lopes Vieira, do “Moinho do Manuel Moleiro” às Grutas da Moeda, são muitos os motivos associados à história e memória do território. O Akadémicos foi conhecer o turismo das rotas que vai despoletando no campo e na cidade, em Fátima, Mira de Aire, Leiria, Caldas da Rainha ou Batalha.

Texto: André Elvas, Pedro Pinto, Rafael Paulo, Maria do Carmo Cordeiro, Bruno Lopes, Andreia Rosa e Federico Girolamo

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região de Leiria apresenta uma rede de património histórico, etnográfico, natural e imaterial que não se esgota no recorte natural das suas praias. É verdade que os areais brancos da Costa Atlântica são uma das principais atrações turísticas do distrito, convocando os entusiastas da arte xávega, da pesca desportiva e dos desportos aquáticos. A frente marítima representa, porém, uma parcela do potencial que combina tradição e modernidade. O imaginário coletivo da região é animado por acontecimentos enraizados na memória das comunidades que marcam o seu pulsar, por vultos da cultura nacional e pelo valor do património histórico. Percorrendo os trilhos do Maciço Calcário Estremenho, as grutas, os moinhos, os algares ou os campos de lapiás, a região de Leiria move-se através de um conjunto de atividades e experiências. São elementos naturais, imateriais, etnográficos e arquitectónicos que conferem uma importante dimensão ao turismo cultural da zona centro. Caldas de Bordallo Pinheiro A Rota Bordaliana é uma das mais recentes atrações turísticas das Caldas da Rainha, associando o lazer à sua história. O itinerário propõe dois percursos, um longo e outro curto. O primeiro abarca os vários elementos que remetem para a vida e obra de Rafael Bordallo Pinheiro. Já o segundo, concentra-se nalguns dos mais representativos trabalhos do escultor, disponibilizando 20 figuras que, em certos casos, se destacam pelas proporções agigantadas. Os visitantes podem observar peças como o carismático Zé Povinho, a tradicional Ama das Caldas, o autoritário Polícia Civil e o virtuoso Padre-Cura. Todas as personagens foram criadas como uma crítica à sociedade em que Bordallo Pinheiro viveu. Fazem

parte do percurso representações de rãs, gatos, cogumelos, sardões, andorinhas e folhas de couve. A ideia da Rota Bordaliana partiu de Jéssica Gonçalves, ex-estudante da Escola Empresarial do Oeste. Há três anos, no âmbito do trabalho final do curso de Turismo, sugeriu a criação de um trajeto onde pudessem figurar os trabalhos desta figura ímpar da cultura portuguesa. A peças em exposição foram produzidas pela Fábrica Bordallo Pinheiro, ainda no ativo. Hugo Oliveira, vice-presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, explica que este projeto foi pensado no sentido de valorizar a presença de Bordallo Pinheiro na história da cidade, sendo uma alavanca para um pensamento estratégico alinhado com a promoção do concelho das Caldas da Rainha. O edil não rejeita a incorporação de novas figuras e afirma que a rota “está a cumprir os seus objetivos e a ultrapassar as expectativas, sendo já uma realidade incontornável do espaço público”. Para facilitar a mobilização de turistas, a autarquia instalou a plataforma interativa MUPI nas principais artérias da cidade. Esta tecnologia permite aos visitantes acederem ao mapa e aos pontos de interesse da Rota Bordaliana, estando ainda dotada de uma funcionalidade que permite as famosas “selfies”. Rota dos Escritores de Leiria Muitas das ruas e praças de Leiria possuem o nome de grandes escritores portugueses, formando um conjunto de símbolos destinados a perpetuar o imaginário literário da cidade. Para homenagear o seu património intelectual e cultivar essa ligação às Letras, a Câmara Municipal de Leiria criou em 2011 roteiros centrados em autores como Eça de Queiroz, Afonso Lopes Viera, Francisco Rodrigues Logo, Acácio Paiva ou Miguel Torga. Estes são percursos que privilegiam,


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KO Konsumo obrigatório Texto Márcio Lima Miguel Nunes Tiago Dias

sobretudo, a vida dos escritores e os espaços que estes frequentaram durante a sua estada em Leiria. Inicialmente, os itinerários surgiram com intuito de comemorar a feira do livro, animados pela “necessidade de relembrar e homenagear os escritores leirienses”, refere Miguel Narciso, do Arquivo Histórico Municipal de Leiria. As primeiras rotas centraram-se em Eça de Queiroz, Afonso Lopes Vieira, Miguel Torga, Francisco Rodrigues Lobo e Acácio de Paiva. Mais tarde surgiu a “Rota d’O Crime do Padre Amaro”, o percurso literário que alcançou maior sucesso e trouxe mais visitantes a Leiria. Lançada em junho de 2013, apresenta um conceito diferente na medida em que percorre as descrições de Eça de Queiroz sobre os diferentes espaços da cidade. O ponto de partida é a Fonte das Três Bicas. A “Rota d’O Crime do Padre Amaro” deu origem à Rota Arte Urbana, onde se encontram trabalhos de Sílvia Patrício, referentes à obra de Eça de Queiroz. As telas da artista plástica propõem um diálogo através do qual emergem representações resultantes da sua interpretação do romance e da própria experiência quotidiana. Todos roteiros estão a cargo da Biblioteca Afonso Lopes Vieira e podem ser realizados de forma autónoma. O visitante acede ao sítio da Câmara Municipal, no espaço “Visite Leiria”, faz o download dos textos e mapas, tornando-se o seu próprio guia turístico. É, igualmente, possível realizar os trajetos através de uma visita guiada, contando com a presença de convidados intimamente ligados à vida e obra dos escritores. As próximas visitas estão agendadas para os meses de agosto e dezembro. Batalha, rotas do património e da natureza O concelho da Batalha apresenta vários atrativos inseridos no património histórico do país e nas suas riquezas naturais. São elementos que foram sendo valorizados pela Câmara Municipal e se apresentam ao público na forma de percursos temáticos, uns mais ligados ao património arquitectónico, outros à natureza. A Rota da Vila Heróica, alicerçada no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, convida a conhecer os elementos associados à passagem de relevantes personagens que emprestaram à vila a sua identidade heróica. Já na Rota da Fé são destacados monumentos que, pelo valor artístico e, sobretudo, devocional, se encontram relacionados com determinados acontecimentos enraizados na memória coletiva da comunidade.

Mais centrada nas riquezas geológicas das freguesias de Reguengo do Fetal e de São Mamede, encontra-se a Rota do Carso. Sugere uma caminhada em contacto com a variada fauna e flora que carateriza o Maciço Calcário Estremenho. Grutas, algares, escarpas, campos de lapiás são alguns dos valores naturais possíveis de observar. O trilhos pedestres abarcam, também, a Rota dos Moinhos, com início junto à Escola Básica dos Crespos, em São Mamede. Durante cerca de três horas, propõem-se passagens pelos moinhos do “Casaca”, do “Zé Cuco”, do “Manuel Moleiro”, do “Mocho” ou do “Castelinho”, cuja história se encontra associada às pedras que os edificam. O percurso termina no Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, um espaço dotado de equipamento integralmente vocacionado para cidadãos portadores de deficiência visual. São quase sete quilómetros de contacto com criações humanas e da natureza, como a rosa albardeira, muito similar à tulipa e atualmente em vias de extinção. Grutas de Fátima e Mira de Aire As mais conhecidas e as que pode visitar encontram-se em São Mamede, Alvados e Mira de Aire. Em São Mamede, as Grutas da Moeda, que foram descobertas em 1971, têm 350 metros de comprimento e 45 de profundidade. Estas abrem ao público sempre pelas 9 horas da manhã e tem horário de encerramento dependente da atura do ano: às 17 horas de outubro a março, às 18h de abril a junho, e às 19h00 de julho a setembro. Os tempos de visita variam entre os 30 e os 40 minutos. As Grutas de Santo António e de Alvados, ambas localizadas em Alvados, foram descobertas em 1955 e 1964, respetivamente. As grutas abrem ao público às 10h00, encerrando apenas às segundas-feiras, durante o Inverno (setembro a junho). De setembro a junho fecham às 17h00 e de julho a agosto fecham às 18h00. Estas distinguem-se das restantes pela existência de pequenas salas ligadas entre si com algares monumentais, no caso das Grutas de Alvados, e pela sala única e gigantesca recheada de estalactites e estalagmites, no caso das Grutas de Santo António. As Grutas de Mira de Aire, com uma extensão de 11km, foram descobertas em 1947. Estas estão abertas todos os dias. A organização, juntamente com a Junta de Freguesia de Fátima, afirma que este projeto é uma grande aposta da freguesia, “tentado mostrar aos turistas a beleza escondida destas grutas.” k

Alfa Bar Do Rock ao Punk São poucos os bares na região de Leiria que oferecem noites de concertos de bandas com trabalhos originais. Do restrito lote, o Alfa Bar é passagem obrigatória para os fãs do rock ou do punk e da música alternativa em geral. Localizado na Maceira, o Alfa Bar é responsável por receber artistas nacionais e internacionais quase todas as sextas-feiras. Jonas Gonçalves, organizador de eventos e diretor da editora “YaYaYeah”, é o grande timoneiro destas iniciativas. A realização dos concertos resulta “da vontade de mostrar música às pessoas e da liberdade e do apoio concedidos pela gerência do Alfa Bar”, sublinha. Apesar de ter sido fundado em 1986, foi apenas no verão do ano passado que o espaço estabeleceu uma parceria com esta produtora de eventos. O Alfa Bar tornou-se um dos locais preferidos da “YaYaYeah” para os seus projetos. “No início, os concertos realizaram-se com o intuito de diferenciar o bar da concorrência, oferecendo algo diferente. Mais: os concertos nunca foram uma forma de angariar dinheiro. Se fosse esse o objetivo, haveria outro tipo de eventos que trariam mais gente”, frisa Eliana Frazão, empregada do bar há vários anos. Os concertos são o cartão de visita da casa. Chegam ao Alfa Bar bandas ou artistas que de outra forma não tocariam tão cedo, ou até nunca, na região de Leiria. Dentro do bar é possível sentir o verdadeiro ambiente do rock. Os elevados níveis de decibéis e as nuvens de fumo ajudam à construção desse ambiente. A localização do bar não é um obstáculo à adesão das pessoas. Jonas acredita que “isso só serve de desculpa entre conversas de amigos para aqueles que não fazem questão de estar presentes”. Chad Valley, Magic Castles, Little Jesus, Those Foreign Kids, Linda Martini e Youthless são algumas das muitas bandas que já atuaram neste espaço de Konsumo Obrigatório. k


© Ana Martins

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O nosso objetivo é reunir dinheiro para tocar

SENTADO NO MOCHO

Twin Transistors Músicos

Entrevista Sara Ramos e André Azevedo

De dia são o farmacêutico Nuno Dionísio, o gestor de frotas Hélder Ferreira, o programador informático João Santos, o agente comercial Miguel Fonseca, o empresário Tiago Piedade e o técnico de farmácia hospitalar Tiago Veloso. À noite juntam-se para fazer música. Horas antes dos Twin Transistors serem confirmados no Reverence Festival Valada 2016, um dos maiores eventos de música alternativa em Portugal, o Akadémicos foi ao ensaio da banda leiriense ouvir guitarradas in loco e conhecer os seis Twin. Quando começaram a tocar?

Veloso Existem dois percursos distintos. Os Twin Tran-

sistors começaram em 2009, ainda muito focados nas teclas, com o Hélder, o Paulo Fuentez e o irmão do Hélder. Um ano depois, numas conversas de café, juntei-me com o Hélder para tocar algumas malhas. Logo a seguir vieram o Missa, o Piedade, o Dionísio e o Ramon. E assim passaram seis ou sete anos desde a segunda reunião. Só agora é que encontrámos uma formação que faz sentido, capaz de produzir e trazer algo cá para fora. O ano de 2014 marca, de facto, uma nova etapa, que trouxe um espírito de compromisso, uma atitude mais séria e ensaios regulares. O tempo antes era o da experimentação e das reuniões ocasionais, só para curtir um bocadinho. Como caracterizam a vossa música?

Todos Rock, rock! O rock é a base de tudo. Depois o resto. Veloso Agora, por exemplo, estamos numa fase de

maior psicadelismo. As nossas influências é que definem – muitas vezes inconscientemente – o sentido do

Onde compram o material de música? Miguel No portal OLX e lojas. Temos, também, um amigo dos Allstar Project que faz pedais. Encomendamos e ele faz. Existem critérios?

Todos Primeiro, material bonito. Segundo, barato. E só

depois se soa bem! (risos). Não, é a ordem inversa. Qualidade, barato e bonito. Miguel Calma! Mas se for foleiro e soar muito bem eu não o quero (risos). No final, a qualidade acaba por imperar. Hélder O nosso som é um bocado datado e, por isso, procuramos material antigo ou reedições de coisas mais velhas para alcançarmos essa sonoridade dos anos 60 e 70. É o que muitas vezes tentamos transportar para aqui. Quando navegamos no OLX, procuramos algo que entre nesse espírito.

caminho que se vai percorrendo. Desse património fazem parte as sonoridades dos anos 60 e 70, Beatles, Doors, Velvet Underground ou Pink Floyd. Trata-se É fácil conciliar, música, trabalho, vida pessoal e dos primeiros sons que ouvimos na adolescência de família? uma forma mais empenhada, aos quais estão associa- Dionísio Tudo se faz com carinho. dos bons momentos. Essa memória, simultaneamente, Miguel Esforço e compreensão dos que nos são próximos. individual e coletiva acaba sempre por aparecer no momento de produzir letras e sons. As nossas bandas Como definem o primeiro concerto dos Twin favoritas, do passado e do presente, acompanham-nos. Transistors? Hélder Uma reunião de amigos. Estávamos apreensiO álbum “Sun of Wolves” é, então, um cocktail vos porque era a primeira vez que íamos apresentar de influências? o projeto. Mas, mesmo à nossa frente, vários compaHélder A nossa música, como na maioria das bandas, é nheiros formaram um ruidoso grupo que nos inceno somatório das inspirações do passado com as moti- tivava. Estiveram o concerto todo a puxar por nós. E vações do presente, remexidas pelas experiências que assim tudo se torna mais fácil. unem cada um dos elementos do grupo. Qual foi o local mais estranho ou sugestivo onde Com que frequência costumam ensaiar? aturam? Dionísio Duas vezes por semana e tocamos ao fim de sema- Miguel Mais estranho ou sugestivo? Não podemos na. Há malta que vai para o ginásio. Nós preferimos tocar. dizer nomes. Corremos o perigo de não lá tocar para


7 o ano (risos). O mais sugestivo foi, sem dúvida, em Leiria. Tocámos a olhar para o castelo. Gostamos de espaços mais pequenos. Mas, no geral, temos tido sorte e tocado nos locais que desejamos.

Capitão América: Guerra Civil O poder tem limites

Os jeans, ténis e t-shirts que trazem para os ensaios são os que levam para os concertos? Veloso Mais ou menos. Algumas vezes sim, outras não. Uma coisa é certa: não fazemos grandes transformações visuais e estéticas. Dionísio Esta é a roupa com que hoje trabalhámos o dia todo. Se for preciso, num concerto, o vestuário repete-se. O nosso estilo anda sempre connosco, no trabalho, nos ensaios ou concertos. O primeiro caché daria para pagar uma boa garrafa de vinho? Todos Deu, sobretudo, para pagar dívidas e tornar o saldo menos negativo. A música, atualmente, é uma despesa. Uma garrafa? Um jarrito? Isso dá, mas importa ter juízo. Hélder O nosso objetivo é reunir dinheiro para tocar. Não para distribuir em parcelas. Para viver da música, tínhamos que possuir um outro estilo e espírito ou participar ativamente em múltiplos projetos, como músicos de acompanhamento, contratados… Tentamos ganhar dinheiro para continuar a tocar e fazer música. É isso que nos move. Tiago Claro que é importante alcançar alguma sustentabilidade, uma vez que permite não meter o nosso próprio dinheiro quando é preciso comprar material para o estúdio. Temos um fundo de maneio porque há locais que nem as despesas nos pagam. Dionísio Geralmente, as artes em Portugal são pagas pelos próprios artistas. Não é raro encontrar alguém que pensa no nosso trabalho como um favor, qualquer coisa como garantido e, por isso, desvalorizado. Obviamente que seria fantástico viver da música. Trocava imediatamente o meu trabalho de farmacêutico pelo de músico.

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KULTOS

promisso que nos guia. Uma banda é mais do que a música que produz. É, também, a amizade que une os seus elementos. Consideramos importante transmitir o bom ambiente que nos governa. Já aconteceu subirmos ao palco todos meio chateados, por isto ou aquilo não correr como desejado. Mas, no final, quase nos abraçámos entoando o clássico bué da fixe.

Qual o feedback do público e da imprensa especializada? Hélder Depois dos primeiros concertos, as críticas Existe alguma razão especial para cantarem foram positivas e construtivas. As opiniões desfaem inglês? Hélder Para nós, a música faz mais sentido em in- voráveis, desde que construtivas, também ajudam. glês. Crescemos a ouvir música em inglês. Em por- Temos de saber lidar com as opiniões boas e os cotuguês, se não forem textos muito bem escritos, soa mentários desfavoráveis. Veloso A nossa sonoridade não é para massas, logo, à muito, muito mal. É mesmo difícil. Veloso Frequentemente, esta opção origina polémi- partida, sessenta por cento das pessoas que assistem cas: ‘se és português porque não cantas na tua lín- aos concertos não vão achar piada. Fazemos música gua?’ Isso não faz sentido. Se assim fosse, andávamos porque gostamos e não para bajular opiniões posititodos de Saab e de Zundaap Famel ou Sachs Fuego. E vas. Não nos interessa. Obviamente que é bom obter reconhecimento do nosso trabalho, especialmente não comprávamos Clios, Hondas ou Suzuki. aqueles que ouvem o mesmo estilo de som e gostam. “À Francesa” é a primeira faixa do álbum de es- É uma motivação para continuar. Hélder Só agradando a algumas pessoas é possível treia. Qual a origem? Veloso Tem duas histórias. Quando começámos a subir a fasquia, tocar em festivais, locais mais ressotocar essa música, baseámo-nos num solo de uma nantes do ponto de vista mediático, com melhores condições e bandas de que gostamos. outra compilação francesa, já existente. João Tipo Bitter Sweet Symphony, dos Verve. Veloso Em segundo lugar, faz também sentido por- Se a vossa carrinha falasse, que histórias contava? que o Hélder, à noite, escapa-se à francesa – é rápi- Dionísio Contava partilhas de ideias, bastante condo em tornar-se invisível. É uma brincadeira que versa. Festança na carrinha... Mas, felizmente, conseguimos sempre diversão num local mais fixe do conjuga as duas coisas. que na carrinha. Que mensagem transmite a vossa música? Veloso Não queremos passar mensagem nenhuma, Três palavras para definir a banda? pelo menos de forma premeditada. Desejamos ape- Todos Rock do caraças. nas tocar e, se possível, transmitir as emoções que nos invadem em palco. No fundo, transmitir o gozo que O que podemos esperar, num futuro próximo? sentimos através da amizade e do espírito de com- Todos O segundo álbum. k

Até onde pode ir o poder de uma organização? Até que ponto a violência justificada pode servir Texto de desculpa para consequênAndré Azevedo cias como a morte de civis? São João Oliveira perguntas que muitas vezes nos Pedro Rino ocorrem no dia a dia pelas mais Rafael Silva variadas razões, sociais, políticas, desportivas, económicas ou religiosas. São, também, questões que acompanham o enredo do Capitão América: Guerra Civil. O novo filme da Marvel Studios aborda o confronto ético e moral travado pelos “vingadores”, a equipa de super-heróis que tem agido de forma independente de qualquer controlo organizacional. Agora, chegou a altura da comunidade internacional desafiar essa realidade, sugerindo uma nova perspetiva: a assinatura de acórdãos para que o grupo comece a agir sob a alçada da ONU. Uma limitação que surge quase como ultimato – os membros dos “vingadores” aceitam ou retiram-se da atividade – e que não é do agrado de todos. Steve Rogers (Capitão América) não aceita o acórdão alegando que os “vingadores” não irão ser capazes de agir sempre que necessário. Tony Stark (Homem de Ferro), por seu lado, recusa o ultimato e defende que os super-heróis poderão passar para o campo dos vilões. Anthony e Joe Russo, criadores da saga que já conta com dois filmes anteriores – Capitão América: O Primeiro Vingador e Capitão América: O Soldado de Inverno – desconstroem o classicismo do “bem contra o mal” e colocam o espetador a testemunhar um duelo entre as duas faces do bem, o Capitão América e o Homem de Ferro. O confronto opõe os seguidores de Steve Rogers aos correligionários de Tony Stark, ambos animados por motivações pessoais e por uma crença cega de que estão do lado certo. O filme está concebido para os fãs já conhecedores deste universo e dá a conhecer novas personagens das histórias de banda desenhada, como o Homem-Aranha e o Pantera Negra. Efeitos especiais sugestivos e o regresso ao grande ecrã de atores como Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) e Chris Evans (Capitão América) são alguns dos muitos motivos que levaram os fãs das comics a encherem as salas de cinema e a apreciarem aquele que foi um dos filmes mais aguardados do ano. k


8 no entanto, a ser a base do negócio. Think Conference “Sem os nossos utilizadores e sem os debate empreendedorismo nossos motoristas não somos nada», sublinhou, destacando a importâne marketing digital cia que os clientes têm no modelo de

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Ana Beatriz Pereira Cláudia Monteiro Luísa Savala Ricarda Rosa Samuel Oliveira Sandrina Gomes

Encontro de Investigação Marítima A edição de 2016 do “International Meeting on Marine Research” irá decorrer de 14 a 15 de julho, em Peniche, e tem como objetivo abordar temas relacionados com a conservação marítima, a aquacultura, a biodiversidade e, entre outros, a tecnologia marítima. O IMMR 2016 conta com a presença de conceituados investigadores, como Paolo Guidetti, Simeon Deguara, Margrethe Esaiassen, Luis Botana, Jordi Viñas e Rajesh Nair. O evento é organizado pela Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do IPLeiria e pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE). O período de inscrição termina a 11 de julho. Mais informações em www. immr.ipleiria.pt. pintura ao vivo no jardim luís de camões A FriendlyTalents – Associação de Leiria vai organizar um encontro de artistas para todas as idades no próximo dia 2 de julho, sábado. Não é preciso possuir grandes dotes de pintura. O importante é mesmo participar nesta jornada de pintura ao vivo no Jardim Luís de Camões. O encontro irá decorrer entre as 10h00 e as 18h00. A inscrição processa-se através de material de pintura, em vez de dinheiro – cinco pincéis dão direito a um certificado de presença. Os participantes deverão levar os seus materiais de pintura ou desenho, bem como materiais de apoio (mesa, cadeiras, cavalete...). As inscrições realizam-se através do endereço e-mail friendlytalents@gmail.com. WORKSHOP MARKETING DE GUERRILHA Quais as diferenças entre o Marketing de Guerrilha e as restantes variantes do Marketing? Como criar uma campanha de marketing de guerrilha diferenciadora? Estas e outras questões vão ser abordadas na formação sobre Marketing de Guerrilha para profissionais e estudantes de marketing e publicidade. O workshop é organizado pela Possibilidades Infinitas e tem como formadora Cátia Biscaia. Informações e/ou pré-inscrição: formacao@possibilidades-infinitas.net.

A Think Conference realizou a 1ª edição este fim-de-semana, no teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. O evento contou com a presença de profissionais da área do marketing digital, social media, empreendedorismo e startups. Durante os dias 18 e 19, foram partilhadas experiências e estratégias de empresas como a Google, Uber, La Redoute, Odisseias, Farfetch, entre outros. Empreendedorismo, inovação e paixão foram as palavras que mais se ouviram durante a conferência. Miguel Gonçalves, CEO da Egoi, plataforma de Marketing Multicanal, começou por constatar que “uma empresa que não está na Internet, provavelmente não existe”, numa referência que procurou alertar para a importância das plataformas digitais. Mobile, multicanalidade, interação estiveram, assim, em foco durante estes dois dias. Para Filipa Mendes, responsável pela área de Marketing Tecnológico da Uber, as pessoas continuam,

Balanço desportivo 2015/2016

IPLeiria conquista medalheiro recheado Texto Bernardo Dias, Filipa Sérgio, Lara Matos, Catarina Carvalho, Inês Santos e Wilson Mata

O IPLeiria tem pautado a sua atuação pela proximidade com o desporto. Na época de 2015/2016, contou com 397 estudantes inscritos nas diversas modalidades desportivas, desde o atletismo, andebol, futebol, futsal, rugby e, entre outras, a natação. São cerca de 30 desportos diferentes, com treinos e competições regulares.

negócio da empresa. Filipa Mendes defendeu ainda que a era digital requer inovação. Apresentando a Cuckuu, uma inovadora plataforma social de alarmes, João Jesus referiu a importância da gestão de marca, sublinhando que “aplicações há muitas, uma marca faz toda a diferença.” Rui Pedro Alves, fundador e CEO da InvoiceXpress, apresentou também experiências profissionais e fez declarações que colocaram a plateia a ref letir. Explicou que «o jogo dos negócios é um jogo intelectual: 20% é estratégia, 80% é psicologia». Presentes estiveram ainda oradores como o investidor Tino Vieira, David G. Santos, consultor da Up to Start, Miguel Fernandes da PayPal, plataforma de pagamentos, Paulo Pinto, Diretor de Marketing da La Redoute ou Nuno Pimenta da Google, que apresentou à plateia ferramentas disponíveis online para análise de mercados e apoio à internacionalização.

A capacidade empreendedora dos jovens foi uma das características enaltecidas por Raul Castro e João Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal de Leiria e Secretário de Estado da Indústria, respetivamente. João Vasconcelos Texto Costa afirmou que «Por- Bruno Miguel Santos tugal é hoje um país Sara Ramos virado para o empr e e nde dor i smo», esclarecendo que as startups têm sido revolucionárias na criação de novos postos de emprego: «mais de 50% do novo emprego é criado por empresas com menos de 5 anos». A organização da conferência esteve a cabo de Paulo Faustino e Regina Santana, CEO e Sócia gerente da empresa Get Digital. A Get Digital é uma agência especializada em Marketing Digital, Social Media, Branding e Vendas Online, atuando para mercados como o Brasil, Reino Unido, Espanha e Alemanha. Para Paulo Faustino, a dinamização da região é um dos objetivos do evento. k

Cândida Bairrada, atleta profissional de atletismo e coordenadora do desporto do IPLeiria, afirma que “o principal objetivo é abranger o maior número de estudantes, apesar das condições existentes pecarem, por exemplo, pela falta de infraestruturas desportivas cobertas”. Para reconhecer o esforço individual e coletivo de atletas e treinadores, realizou-se a já tradicional Gala Anual do Desporto. Subiram ao palco 40 premiados, sendo distinguidos desportistas que conquistaram 15 medalhas de ouro, 7 de prata e 15 de bronze. No final da cerimónia, os estudantes-atletas entregaram um troféu de homenagem ao presidente do IPLeiria, Nuno Mangas. A organização de eventos desportivos é outra área onde a instituição se

tem destacado. Em maio último, a realização do 11º Campeonato Universitário de Bodyboard & Surf (CUBS) esteve a cargo dos alunos do 2º ano da licenciatura em Gestão de Eventos, da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM). A prova desfrutou das condições ímpares fornecidas pelas ondas de Peniche e contou com 55 atletas de todo o país, a competir nas categorias de Surf Open, Bodyboard Open, Surf Feminino e Bodyboard Feminino. Segundo Joana Teles, da organização da competição, “este tipo de iniciativas é importante porque permite colocar em prática os conhecimentos dos alunos e perceber realmente as dinâmicas e processos inerentes à criação de um evento”. k

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