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Akademicos 70

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saúde mental

Um país cada vez mais ansioso págs. 4 e 5

Suplemento integrante da edição nº 4105 de 19 de novembro de 2015 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.

Cada vez mais se trabalha em condições cada vez menos seguras págs. 6 e 7

Sofia Branco Presidente do Sindicato dos Jornalistas

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A ABRIR

Não perkas Magda Simão

CONCERTOS 20 de novembro · 21h30 Teatro José Lúcio da Silva, Leiria

ORQUESTRA DE JAZZ DE LEIRIA E AUREA

palco 4 de dezembro · 21h30 CCC Caldas da Rainha

EXPOSIÇÕES De 28 de novembro a 27 de dezembro Edifício do Banco de Portugal, Leiria

EXPOSIÇÃO LEGO EM LEIRIA

No próximo dia 20 de novembro, Leiria acolhe um concerto com uma convidada especial, Aurea. Organizado pela Orquestra de Jazz de Leiria, este será um espetáculo que juntará diversos universos musicais.

O edifício do Banco de Portugal irá receber cerca de 300 construções em Lego entre o dia 28 de novembro e 27 de dezembro. A exposição Lego pode ser visitada, nos dias úteis, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, e aos fins-de-semana, das 14h00 às 18h00. Nos feriados de 8 e 25 de dezembro a exposição estará encerrada.

LONDON COMMUNITY GOSPEL CHOIR

Os LCGC são dos mais conceituados e respeitados coros de Gospel em Inglaterra e no mundo. Desta vez irão estar presentes nas Caldas da Rainha para exaltarem uma tremenda energia. Um espetáculo memorável a decorrer no Centro Cultural das Caldas da Rainha.

música 28 de novembro · 21h30 Teatro Stephens, Marinha Grande

SEPTETO TOMÁS PIMENTEL

De 27 de novembro a 3 de janeiro Mercado de Santana, Leiria

PISTA DE GELO EM LEIRIA

Este Natal o Mercado de Santana terá disponível uma pista de gelo entre o dia 27 de novembro e 3 de janeiro. Com uma decoração divertida e muito acolhedora, esta pista de gelo de 200 m2 promete ser a maior sensação da época natalícia. Entradas a partir de 2 euros. Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt Secretariado de Redação Guilherme Francisco e João Pedro Santos

Tomás Pimentel, uma das grandes referências do Jazz Português estará presente no Teatro Stephens a 28 de novembro. Tomás é um trompetista muito versátil e para este septeto procura uma sonoridade mais orquestral, não deixando de parte o papel preponderante na criação de diversos ambientes sonoros.

Redação e colaboradores André Azevedo, Diana Almeida, Eduarda Pinto, Inês André, Jéssica Calhas, João Pedro Santos, Magda Simão, Maria Calugaru, Mariana Serra, Naísa Ambriz, Pedro Ribeiro, Ricardo Mendes, Rita Carvalho, Rodrigo Esteves, Susana Silva, Vânia Reis.

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

Animação De 5 de dezembro a 3 de janeiro, 11h00/19h00 Parque dos Monges, Alcobaça

VILA DE SONHOS

Vem viver a magia do Natal no Parque dos Monges em Alcobaça e conhecer o maior presépio animado do País, entre o dia 5 de dezembro e 3 de janeiro. Podes ainda contar com animações de rua e um teatro de Natal.

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt


3 Atlas Hostel Uma segunda casa para quem visita Leiria

está –a– dar

Leiria é nova etapa no combate ao desperdício alimentar

Refood chegou à cidade Texto: Naísa Ambriz, Maria Calugaru e Mariana Serra

O projeto Refood, uma iniciativa que visa aproveitar as sobras dos restaurantes para doar aos mais carenciados, chegou em outubro a Leiria. A cidade acolhe uma fase experimental do projeto, que foi lançado por Hunter Halder nas ruas de Lisboa e que se tem estendido um pouco a todo o país. “Escolhi o Refood, porque é um projeto que ainda esta a sua fase inicial”, diz Tânia Flora, 27 anos, que é “a primeira vez” que participa em projetos de voluntariado. Opinião semelhante tem Andreia Vieira que chegou ao Refood Leiria depois de ter visto uma reportagem televisiva e, até ao momento as expetativas têm sido cumpridas. “Acho que o projeto está muito bem organizado”, diz. Esse é um dos objetivos de um dos promotores do projeto, que destaca a importância de envolver os voluntários, principalmente pessoas com pouca experiência neste tipo de atividades. “Os voluntários são sempre bem-vindos porque estamos em crescimento e nunca sabemos quem dos gestores vai estar disponível portanto é bom termos mais voluntários treinados e com alguma experiência”, diz César Santos, um dos responsáveis do Refood Leiria. Na cidade, o balanço também é positivo. “Neste momento mesmo sem uma inauguração oficial já temos um percurso e estamos a planear um segundo que passe pelo edifício Plaza e a zona central da Marquês de Pombal”. Hoje, o Refood é uma Instituição Particular de Solidariedade Social que conta com mais de duas dezenas de núcleos a funcionar de norte a sul do

19 novembro 2015

Dois jovens leirienses, com olho para o negócio, viram no centro da cidade uma “oportunidade de juntar todas as etnias e criar um espaço de convívio”. Quem o explica é Hugo Domingues, 22 anos, um dos fundadores do Atlas HosKonsumo tel. Juntamente com o seu amigo obrigatório Luís Marques, 27 anos, descobriram uma forma de dar nova vida Texto a um edifício ao abandono na Rua Diana Almeida Direita, no centro histórico, que, e Maria Calugaru no passado, serviu de casa para o Sindicato dos Trabalhadores. Depois de muitas obras e um grande investimento para cumprir a legislação para o setor, o Atlas conta com 13 quartos e um bar aberto ao público, que ajuda a dar um novo ritmo à casa, em plena zona de animação noturna da cidade. O segundo piso é o centro da casa, com o bar a uma camarata com oito camas, enquanto o terceiro andar tem os 12 quartos restantes. Os preços atingem os 20 euros no caso das camaratas e podem chegar aos 40 euros nos quartos duplos. No entanto, os promotores do espaço salientam que não se trata de um hotel convencional, mas sim de um espaço de confraternização entre visitantes e seus moradores. As atividades de grupo e jantares temáticos promovem uma constante partilha de experiências e cultura entre clientes, a cidade e os residentes. Com um ambiente familiar e um preço low cost está a tornar-se num dos mais notáveis pontos de estadia e entretenimento de Leiria. Apesar da época alta do turismo ter acabado no mês de agosto, o hostel continua a ter um número considerável de clientes, na sua maioria trabalhadores, mas também alunos de várias partes da Europa, que pretendem integrar-se nas noites e tradições académicas, até porque o local já se tornou paragem noturna obrigatória para os estudantes de Leiria. “Isto era preciso”, reforça Hugo Domingues. “Os turistas já não procuram hotéis. Procuram alternativas baratas, que se assemelhem a uma segunda casa”, explica. Movimentos como o couchsurfing e estadias partilhadas fazem cada vez mais as delícias dos turistas aventureiros que procuram não só um serviço, mas também uma experiência autêntica e mais próxima daquela que têm os habitantes da cidade do Lis no seu dia-a-dia. Os clientes que se aventurem no local podem ser surpreendidos com torneios de Party & Co, enquanto bebem alguns dos espetaculares cocktails da casa. Quem gosta de literatura, pode explorar um dos muitos livros disponíveis. É ainda possível ver um filme, enquanto repousa confortavelmente num sofá e prova um petisco acabado de fazer por um dos hóspedes. Os apreciadores de música podem aproveitar para ir tocar um pouco de guitarra para o terraço, num sem-fim de atividades. k

KO

país. Todas as operações são realizadas por voluntários que nada mais beneficiam do que ajudar a sua cidade, e proporcionar uma distribuição de comida mais uniforme entre os que mais precisam, e os que têm a mais. Em Leiria, já existem voluntários nas ruas para testar a reação dos restaurantes. A ideia nasceu em maio, quando um encontro de solidariedade acabou por fazer germinar o núcleo de Leiria da Refood. Extensão da Rede Localizado na Quinta do Amparo, a organização de Leiria já conta com um percurso de recolha, estando a planear a expansão para um segundo percurso que irá abranger a zona mais central. O núcleo conta já com quatro famílias beneficiárias e mais 30 crianças de um externato. Os voluntários estão responsáveis pela recolha de comida, a sua divisão em refeições equilibradas e saudáveis e a sua entrega aos mais necessitados. O processo é anónimo e é pedida a maior discrição possível por parte dos voluntários. Aos voluntários é-lhes exigido um mínimo de duas horas semanais, um compromisso assumido por todos. “A logística e a organização foram muito bem feitas, o que facilita a entrega aos beneficiários e a organização do local”, explica Fátima Margato. A gestora de 50 anos, que já fez voluntariado com crianças elogia a estrutura que existe e o empenho de todos: “Fazemos grupos definidos para realizar as entrevistas com as famílias que se querem candidatar ao Refood”. Existem também parcerias com outras organizações de solidariedade para garantir um melhor serviço. Tanto para ir mais depressa ao encontro de famílias com necessidades como para ajudar outras associações que também se encarregam de alimentar a população. Isto é feito nos casos em que há mais comida do que as famílias inscritas. k


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KAPA Especialistas recomendam cuidados para lidar com o problema

Ansiedade causa preocupação entre os jovens Os jovens são os mais afetados pela ansiedade, a doença mental mais prevalente no país, um problema que os especialistas reconhecem mas que o resto da sociedade prefere desvalorizar. Texto: João Pedro Santos Francisco (nome fictício) tem hoje 20 anos e estuda enfermagem, em Lisboa. A ansiedade atingiu-o aos 15 anos, quando teve problemas em transitar para uma nova escola onde começou por sofrer bullying. Os problemas familiares e o facto de ter dificuldades na disciplina de matemática originaram a primeira situação aguda. “Foi o acumular de tudo isto que foi gerando uma enorme ansiedade em mim até ao dia em que tive um ataque de pânico. Tive de fugir da escola”, recorda Francisco. A ansiedade afeta um em cada seis portugueses e os mais afetados pertencem à faixa etária entre os 18 e 34 anos. É uma doença “difícil de definir mas pode considerar-se que é um estado emocional vago, desagradável, de apreensão, receio, aflição, na eminência ou em situação de perigo”, explica o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro Campos. Em casos mais graves, a ansiedade torna-se patológica “quando a resposta é desadequada à situação e a duração prolongada”.

O primeiro Estudo Epidemiológico Nacional lança o alerta para os níveis de ansiedade entre os mais novos. Dados que não surpreendem a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos: “nos dias de hoje são exigidos aos jovens performances que eles próprios não conseguem atingir, seja na escola ou no trabalho”. Ana Vasconcelos conta que muitos dos jovens que sofrem de ansiedade podem vir a desencadear fobia escolar, criando um “medo de voltar à escola devido às vivências negativas que os deixaram debilitados”. A pedopsiquiatra ainda alerta para o facto da ansiedade poder provocar “bloqueios cognitivos que afetam a memória e assim prejudicar o desempenho escolar - são as chamadas ‘brancas’”. Em Leiria, o Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do Instituto Politécnico dá apoio psicológico a todos os estudantes da instituição. Patrícia Pereira, psicóloga do SAPE, refere que há casos de alunos da instituição com problemas relacionados com a ansiedade. “A nossa missão é tentar dar alguma estabilidade emocional através de apoio psicológico”, explica. Transtorno de pânico Ana Vasconcelos refere que um ataque de pânico “é um estado de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo de mal aconteça, mesmo que não haja motivo para isso ou sinais de perigo iminente”. João (nome fictício), 21 anos, é estudante de comunicação em Coimbra e recorda o seu primeiro ataque de pânico: “Há dois anos estava deitado no sofá a ver televisão quando de repente passa uma notícia sobre um jovem que morreu em campo enquanto jogava futebol. O meu coração disparou, sentia dificuldade em respirar, tinha tonturas e sentia um enorme desconforto no peito. Disse para mim mesmo ‘vou morrer’”.

Naquele momento, “o primeiro pensamento que tive foi de chamar o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) mas liguei para a Linha 24 e disseram-me que o mais provável era de que se tratasse de um ataque de pânico, fiquei mais descansado”, recorda. O diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental alerta que nem sempre as pessoas identificam corretamente os ataques de pânico. “Um episódio de pânico é de instalação súbita, sem desencadeante identificado, em que o próprio experimenta uma sensação de morte eminente sobreponível ao comummente descrito como ataque cardíaco”. No entanto, Álvaro Campos salienta que a ansiedade “não desencadeia outras entidades nosológicas mas pode confundir, por exemplo, um hipertiroidismo subjacente ou acompanhar-se de disfuncionalidades digestivas tais como gastrite, duodenite, colecistite, cólicas abdominais e a dificuldade de digestão de alguns elementos, tal como pode induzir ou agravar o tabagismo, alcoolismo ou obesidade”. Ana (nome fictício), de 20 anos, teve uma grave depressão que lhe gerou ataques de pânico. “Essa ansiedade extrema complicou muito a minha vida pessoal e académica, cheguei mesmo a ser assistida por enfermeiros no INEM tal era a minha aflição”, recorda a estudante de Leiria. A frequência dos ataques de pânico levaram-na a ser internada numa clínica. “Fui obrigada a conviver com pessoas que sofriam os mesmos problemas que eu e a experiência até correu bem. A situação voltou a complicar-se quando voltei para o meu antigo espaço onde tive dificuldades em ambientar-me socialmente”, explica. Hoje, João também diz que os ataques de pânico continuam a fazer parte do seu quotidiano. “Tenho


5 acompanhamento médico e tomo medicação. Apesar de não continuar a ser sistemático como era no início, por vezes ainda tenho ataques de pânico, episódios que já me aconteceram em sala de aula”, diz. Nesses momentos, “tomo um comprimido SOS e com algum controlo mental, tento acalmar-me”. Como afeta a vida dos estudantes? Pedro Cordeiro é psicólogo com vasta experiência na área da educação e não tem dúvidas que a ansiedade é desestabilizadora na vida de qualquer estudante, podendo manifestar-se em várias idades e vários níveis de ensino. “Quando os alunos se sentem incompetentes, sós, diferentes, ou até dependentes quando são confrontados com tarefas de âmbito escolar, tendem a enfrentar as mesmas com intenso mal-estar e sofrimento psicológico ou a evitar estas situações”, explica o psicólogo. Pedro Cordeiro alerta que, “em casos mais graves, podem formar-se distúrbios ansiosos, tais como a ansiedade a exames, a fobia social e a perturbação de pânico, que são geradores de grande sofrimento e desajustamento social”. Patrícia Pereira revela que a ansiedade pode ser um entrave no percurso escolar. “Se o foco do estudante for a sintomatologia e não o que está a ser dito em sala de aula, o aluno vai sentir-se perdido”, diz a psicóloga do SAPE, acrescentando que “a ansiedade em altos níveis bloqueia o sistema cognitivo, impedindo o estudante de conseguir ter um bom desempenho”. Quem sofre da doença muitas vezes acha que é incompreendido. Francisco diz que já justificou uma falta a um exame por não ter a ansiedade controlada, mas “a justificação não foi levada a sério”. Já Ana relata o episódio em que teve o seu primeiro ataque de pânico em aula: “o professor ajudou-me a controlar a respiração enquanto alguns colegas mostraram-se preocupados com a situação. Já outros achavam que estava a fazer um grande filme e que aquilo que estava a acontecer era um exagero”. Apesar disso, o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental considera que a ansiedade é uma doença aceite enquanto tal pela sociedade “Portugal é, há vários anos, o país da Europa com maior consumo de tranquilizantes, em particular de benzodiazepinas, que têm ação terapêutica meramente sintomática”, explica, salientando que este reforço de medicamentos acaba por ser negativo. “Facilmente se conclui que a ansiedade não é um tabu mas uma situação clínica que não parece estar a ser gerida clinicamente do modo mais adequado”, diz Álvaro Campos. Hoje, a ansiedade está presente no dia a dia de muitos estudantes, condicionando-os. “Estar ocupado é fundamental para esquecer os meus medos”, diz João. “Quando ingressei no ensino superior também comecei a fazer exercício físico com maior intensidade e agora sinto-me muito melhor”, explica. Francisco está agora satisfeito com o seu percurso escolar mas a ansiedade continua a assombrar a sua esfera privada. “Prefiro muitas vezes ficar em casa sossegado a sair à noite, acabo por recusar muitos convites de amigos e isso leva-me um pouco ao isolamento”, reconhece. k

Sintomas mais frequentes da ansiedade/ ataque de pânico, segundo o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental: • • • • • • • • • • • • • • •

Taquicardia Tensão precordial Tonturas Dor de cabeça Desconforto no peito Inquietação Tremor das extremidades Urgência miccional Alterações da função sexual ou do trânsito intestinal Dificuldades digestivas ou gástricas Insónias (inicial ou terminal) Polifagia ou polidipsia (comer ou beber de modo descontrolado) Experiência obsessiva/compulsiva, de pânico ou fóbica (de qualquer natureza) Medo de morrer Medo de enlouquecer

19 novembro 2015

Jogo Sujo com dupla personalidade

KULTOS

O cúmulo do imprevisível e da dupla personalidade. Assim nos é apresentado “Whitey” Bulger, criminoso norte-americano que controlou Boston durante 20 Pedro Ribeiro anos, em Black Mass (Jogo Sujo), a terceira grande metragem de Scott Cooper. Interpretada por Johnny Depp, o papel principal devolve alguma notoriedade ao ator, há muito afastado das suas melhores prestações. Depp veste uma personagem fria, cruel, imprevisível e com dupla personalidade. “Whitey” Bulger é em simultâneo pai caloroso, homem de família, gangster impiedoso, possessivo, controlador e informador do FBI. É feita, assim, uma abordagem fiel a James Bulger e ao grupo que liderou: Winter Hill Gang.

Como resolver o problema? O psicólogo Pedro Cordeiro defende que o método mais eficaz para combater a ansiedade é a intervenção psicológica. A ação “de inspiração cognitivo-comportamental tem-se mostrado bastante eficaz no controlo destas dificuldades”, diz. Até porque, salienta, “em crianças e adolescentes o uso de ansiolíticos é contraindicado”. Já a psicóloga do Serviço de Apoio ao Estudante (Sape), Patrícia Pereira alerta que qualquer aluno do Instituto Politécnico de Leiria que sofra de ansiedade ou outro tipo de problema do foro psicológico deve, em primeiro lugar, falar com os pais ou médico de família sobre a situação. Para além disso, Patrícia Pereira recomenda o SAPE onde “terá um acompanhamento personalizado, gratuito e confidencial”. Ana revela que o apoio psicológico tem sido determinante para o seu tratamento: “tive um acompanhamento que me permitiu libertar-me das causas da minha ansiedade, sinto-me hoje muito melhor”. Francisco garante “o curso de enfermagem tem sido fundamental”. Até porque “também aprendo algumas técnicas de controlo da ansiedade”, diz. Para Pedro Cordeiro, “quanto mais precoce for a intervenção, mais eficaz é”. A técnica do SAPE concorda: “a doença é tratável e cabe ao aluno ter consciência do problema que tem pois é fundamental entender as causas que geram a ansiedade”. No IPL, “qualquer aluno que sinta necessidade em obter ajuda para lidar com os seus problemas pessoais pode e deve dirigir-se ao SAPE”, insiste Patrícia Pereira. Para isso basta ir ao site www.sape.ipleiria.pt e enviar um e-mail ao psicólogo da escola em questão para marcar uma consulta.

Porém, o filme não vale apenas pela interpretação do ator de 52 anos, que já conquistou as plateias globais com a série de filmes Piratas das Caraíbas ou atuações associadas ao universo de Tim Burton. Além de Depp, esta história fascinante sobre o universo de James Bulger inclui a prestação de atores como Joel Edgerton no papel de John Connolly, amigo de infância de Bulger e detetive do FBI, e de Benedict Cumberbatch que dá corpo à personagem Billy Bulger, irmão de “Whitey”. Fruto da boa direção de Scott Cooper, estes atores acabam por transmitir uma grande conexão entre as personagens, tornando o enredo fluente e natural. No plano biográfico da personagem principal, a obra peca no sentido em que trata, por vezes com pouco detalhe, todo o processo de ascensão e queda do “Whitey” Bulger: as origens do mafioso são referenciadas com pouca frequência e sempre de maneira muito breve, assim como a sua vida depois de se tornar um dos homens mais procurados mundialmente. Trata-se de uma história verídica, forte e inquietante que não deixa ninguém indiferente e que não deve ser menosprezada. Uma mente controversa de um criminoso singular. Razões suficientes para ver, sentir e analisar esta película. k


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SENTADO NO MOCHO

O jornalismo é um exercício contínuo de reflexão

Tiago Petinga / Lusa

Sofia Branco Presidente do Sindicato de Jornalistas

A luta pela igualdade entre homens e mulheres é algo que a motiva todos os dias. A escrita é a sua paixão. Autora do livro “Mulheres e a Guerra Colonial” e presidente do Sindicato de Jornalistas, Sofia Branco recorda o testemunho de quem sofreu com o conflito e desmistifica questões do jornalismo atual, assumindo uma atitude solidária perante os jovens que, nos dias de hoje, tentam entrar no setor. Texto: Susana Silva e Inês André

Quais são para si os grandes desafios que enmos que é importante haver um coletivo, e ainda por frenta hoje o jornalismo? E como podem ser cima é uma profissão em que as pessoas negoceiam ultrapassados? os seus próprios contratos individualmente. Nós tenSão tantos. A precariedade é um grande desafio por- támos fazer uma lista de um grupo mais heterogéneo. que cada vez mais se trabalha em condições cada vez Desde janeiro, conseguimos um número de sócios sumenos seguras. Quando se tem menos segurança e perior ao dos dois anos anteriores, e isso é importante. menos conforto a trabalhar, menos liberdade se tem Eu acho que é pouco, gostávamos que mais gente se e a liberdade no jornalismo é muito importante. Hoje tivesse sindicalizado, nomeadamente jovens. há muito menos acompanhamento dos jovens que entram no jornalismo, há pessoas a trabalhar nas re- Existe imparcialidade no jornalismo? dações que não conhecem o órgão de comunicação e Existe às vezes. Os jornalistas são pessoas e como tal não conhecem assuntos relacionados com o país. O não são objetivos. Sim, tens de ouvir todos os pontos facto de terem ali alguém ao lado que lhes explicava de vista de um determinado assunto. Sim, tens de lhe era importante e isso está a perder-se. dar voz, mas também acho que pode e deve defender determinadas causas. O jornalismo defende, liberdaQuais os temas em que o jornalismo se vê mais de, igualdade, diversidade e portanto é preciso equadesafiado? cionar certas questões. Se imparcialidade quiser dizer Os do poder, embora eu ache que é mais difícil in- olhar para os diferentes pontos da questão, não privivestigar assuntos relacionados com o poder econó- legiar um sobre o outro, isso obviamente deve existir. mico. Ninguém foge muito daquele padrão que são É uma luta todos os dias. hoje as notícias. Acho que a aposta devia ser na investigação mas, apesar disso, quando é feita, é mais Escritora, jornalista na Agência Lusa e presidebruçada sobre o poder político. Os jornalistas, para dente do Sindicato. Com qual das atividades se além do esforço e do tempo que têm para despender sente mais realizada? para uma investigação, têm de convencer os sítios Escritora. Quando tu vais escrever um livro e vais onde trabalham que aquilo que estão a fazer tam- fazê-lo num tempo que não tens, dás muito de ti, e bém é importante. Muitos não estão para isso, o que hoje, o que sinto no jornalismo é que não há tempo é uma pena. para se dizer tudo aquilo que se devia dizer. O livro dá-te isso. Claro que demoras imenso tempo a fazê-lo. Como encarou este desafio a que se propôs de O último que fiz, “As Mulheres e a Guerra Colonial”, ser presidente do Sindicato dos Jornalistas? O demorou dois anos. Mas depois, quando vês o livro que a motivou? nas tuas mãos, é uma realização muito grande. TamEu acho que o sindicalismo é muito importante e acho bém me sinto realizada com o jornalismo, é aquilo que as pessoas hoje em dia têm uma ideia errada do que eu faço diariamente e, dentro do que faço, há sindicalismo. É como o feminismo e o facto de eu ser coisas de que gosto e coisas de que não gosto. E com feminista. Já estou habituada a ideias pré-concebidas. os sindicatos é igual, há coisas que não podes mudar O sindicato é pouco representativo [da classe]. Sendo porque já lá tens pessoas a trabalhar há muito tempo, otimista, um quarto serão sindicalizados. Defende- têm um historial.


7 Relembra alguma situação que a tenha marcado, ao longo da sua carreira? Uma investigação que fiz sobre a mutilação genital feminina, quando estava a trabalhar no Público. Nunca tinha feito propriamente nada de grande envergadura, sempre pensei que no meu país a mutilação genital feminina era impossível. Na verdade, nunca encontrei uma resposta, mesmo hoje ainda não sabemos se aconteceu efetivamente em Portugal. Essa investigação foi feita por mim em silêncio sem contar a ninguém, e acho que deve ser um exemplo. Quando eu fui entregar o trabalho ao diretor do Público, tinha sessenta mil caracteres. Na altura, ocupou sete páginas nos jornais e foi capa. Desencadeou mudanças na sociedade muito importantes, chegou a ser discutido inclusivamente no parlamento. Foi um trabalho muito premiado e acho que é revelador daquilo que um jornalista pode fazer individualmente.

Encontra semelhanças entre o Portugal na Guerra Colonial e o Portugal da atualidade? Mudou muita coisa, também era o tempo da ditadura e agora não é. Continua a haver a ideia do “respeitinho”, de não se questionar as coisas ou questionar muito pouco, apesar de hoje termos liberdade para o fazer. O que é que fica, em si, das 49 mulheres que protagonizam o livro? São todas histórias que eu nunca vou esquecer e, por outro lado, representam toda uma série de histórias que não estão lá. A ideia foi traçar um retrato que implicasse mulheres com determinadas características que eu achava importantes e que na prática se confirmou nas pessoas que vinham falar comigo e diziam que se reviam ali. As dificuldades que encontrou no início do seu percurso, são idênticas às que os jovens de agora encontram? O que mudou? Havia dificuldades mas eu penso que hoje existam mais. Hoje faz-me muita confusão aquela coisa de andar a saltar de estágio em estágio, que é uma coisa que não acontecia na minha altura. Há um abuso em relação aos estagiários, são usados para fazerem determinados trabalhos que não lhes dão a competência e são muito pouco acompanhados. A precariedade é maior ainda e os novos jornalistas sentem-se reticentes em dizer aquilo que pensam. Se eu achava que era mau na minha altura, hoje é pior a não ser que as relações laborais se modifiquem.

Como é que o Sindicato dos Jornalistas encara a polémica em que o Correio da Manhã esta envolvido, sobre não poder escrever sobre o caso José Sócrates? Aquela decisão judicial de providência cautelar abre um precedente grave, independentemente daquilo que nós achamos ou deixamos de achar acerca do que o Correio da Manhã faz. Não cabe ao poder judicial limitar a liberdade de imprensa daquela maneira, porque o que eles estão a fazer é limitar a priori. Ou seja, antes de ser publicado já estão a dizer que não podem. O que nós achamos é que isso limita o direito e o poder de informar. Quando se publica alguma coisa sobre alguém, a pessoa envolvida tem meios judiciais para se processar o jornal, o jornalista e portanto, isso deve ser feito a posteriori. Acho que houve pouca solidariedade entre a comunicação social por ser o Correio da Manhã. Qual a motivação que a levou a escrever o livro As Mulheres e a Guerra Colonial? Fizemos uns trabalhos longos na Lusa a propósito da guerra Colonial e do 25 de Abril, sobre as Independências e eu entrevistei uma vez um amigo que escreveu um livro que falava sobre testemunhos em Moçambique, Guiné e Angolas. Eram três palcos e havia sempre uma mulher enfermeira paraquedista em cada um dos palcos. Estranhei haver tão poucas mulheres e tantos homens e faltava-me um lado mais social quando se fala na guerra, que eu acho que as mulheres podiam dar. Assim surgiu a ideia, que depois foi sendo consolidada porque as mulheres contam mais histórias do quotidiano e conseguem ver o que é que a guerra mudou na vida das famílias. Para mim foi importante contrariar a regra.

19 novembro 2015

kurtas Um livro As novas cartas portuguesas (Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa, Maria Isabel Barreno) Uma personalidade Malala Yousafsai Um filme Ondas de Paixão Uma música Música, de Naifar Um autor Maria Lamas Uma cidade Coimbra Uma palavra Liberdade Um sentimento Amor Um sonho Que o meu filho cresça num mundo mais justo e onde as pessoas pensem pelas suas próprias cabeças.

Que tipo de obstáculos surgiram quando abraçou o projeto? O contacto com elas foi mais fácil do que eu estava à espera, mas depois envolveu toda uma negociação. Há histórias em que foi fácil e elas quiseram mesmo contar, não fizeram nenhum tipo de exigência, mas Revê as mulheres do tempo da Guerra Colonial há outras que foram muito negociadas e eu achei que nas mulheres da atualidade? lhes devia isso. É a história delas que se vai transfor- Sim, acho que a guerra teve um efeito interessante mar em livro. Há muitas mulheres que contariam a na emancipação da vida delas, mas as mulheres não sua história com o marido ao lado e eu nunca quis são hoje emancipadas, ainda não têm igualdade de nenhuma história contada assim, porque a iria condi- direitos. O que é mais crítico é que elas acham que cionar muito. Invariavelmente, a primeira coisa que têm. Acho isso preocupante, que seja convencido que elas me diziam era “não tenho nada para lhe contar”. se tem. Os índices de violência, no namoro e domésAs mulheres tendem a invisibilizar-se e têm pouco há- tica, são assustadores. Sendo assim não há igualdade bito de se colocarem no papel de protagonista, mas no de circunstâncias. Há igualdade na lei, o problema é na prática. final sentem-se bem por contar.

Como vê a juventude de hoje? Vive num tempo muito acelerado, é mais volátil, está mais suscetível a uma série de abusos e tem de arranjar formas de se autonomizar. Acho que tem de refletir sobre si própria, tal como todas as outras gerações anteriores, para perceber que caminhos é que tem de tomar. Eu acho que se está a tornar muito individualista e isso assusta. Sabemos que a taxa de desemprego no setor da comunicação, jornalismo é elevada. Como é que explica o facto de, ainda assim, haver tanta gente a concorrer a estes cursos? É extraordinário. É uma profissão interessante, há quem diga. Mas é uma profissão muito fantasiada sobretudo pelo meio da televisão. O jornalismo é de facto uma profissão muito interessante, dá-te oportunidade de conhecer pessoas, de refletires sobre o mundo, dá alguma autonomia de escolheres sobre o que é que vais escrever. O jornalismo também tem muito poder e esse poder deve ser exercitado com responsabilidade, procurando a diversidade, como eu acho que falta. Há uma série de informações sobre a realidade de uma redação que não é transmitida e acho que vos faz falta esse tipo de esclarecimento. Olhando para trás, sente que cumpriu todas as suas metas? Todas não, ainda tenho muito mais para fazer. O jornalismo para mim é um exercício contínuo de reflexão e uma tentativa de mudar a sociedade para melhor, informando para que haja a capacidade de se tomarem decisões conscientemente. Para mim, esta tarefa não se esgota nunca. Eu acho que quando se é jornalista, é-se jornalista toda a vida. Talvez seja uma forma um pouco mais apaixonada de ver as coisas, mas não me vejo em nenhum outro papel. k


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Congresso

Media universitários em debate em Leiria

André Azevedo

PortoCartoon 2015 na cidade de Alcobaça Teve início no dia 16 do mês de Outubro a exposição “PortoCartoon 2015 – A Luz do Humor Mundial” no Museu do Vinho de Alcobaça. Até 29 de Novembro estarão em exibição 20 obras dos mais renomados cartunistas a nível mundial. Esta apresentação tem como tema a Luz. Poderá contar com a exibição das obras que obtiveram os três primeiros prémios do concurso “PortoCartoon 2015”. Poderá ser visitada todos os dias entre as 10:00 da manhã e as 20:00 da noite. A exposição pode ser vista em vários pontos do país, como na Lourinhã ou em Óbidos. INCLUDIT 3 – Conferência Internacional para a Inclusão Realiza-se nos dias 4 e 5 de Dezembro na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria a 3ª edição do INCLUDIT. Promovida pelo Centro de Investigação em Inclusão e Acessibilidade em Ação (iACT) do Instituto Politécnico de Leiria, esta conferência visa a comunicação entre investigadores das mais diversas áreas, tentando assim uma abordagem multidisciplinar sobre a temática da inclusão. Em foco estará a acessibilidade em áreas como a legislação e regulamentação, tecnologias, património, educação ou turismo. Inscrições em http://includit. ipleiria.pt. José Seguiri na Galeria Quattro Foi inaugurada a 17 de Outubro, na galeria Quattro, a exposição individual do consagrado artista José Seguiri. A exposição inclui obras de desenho, escultura e pintura. José Seguiri já expôs em vários países da Europa e da América Latina e a sua obra “Night Flight” foi recentemente integrada no espólio do Centro de Arte Contemporânea de Málaga. O artista conta ainda com várias obras no espaço público, que podem ser admiradas em várias cidades espanholas como Málaga, Madrid, Sevilha ou Porto.

Dirigido a professores, investigadores, estudantes do ensino superior e profissionais da área de comunicação, o encontro visa também promover a colaboração e a partilha de experiências. Os especialistas presentes pretendem analisar as metodologias de ensino atualmente aplicadas no âmbito da formação em comunicação e a utilização de técnicas profissionais em laboratórios e meios de comunicação académicos. Será um espaço de ref lexão em torno do impacto destas oficinas de formação nas oportunidades de aprendizagem dos estudantes, no desenvolvimento de competências profis-

sionalizantes e consequente empregabilidade. Entre os especialistas presentes estarão oradores como Fernando Martínez Vallvey, da Universidade Pontifícia de Salamanca (ES), Millán Berzosa, docente de Jornalismo na Universidade Francisco de Victoria (ES) e representante da Google News para a Ibéria, e João Palmeiro, representante da Associação Portuguesa de Imprensa. As inscrições podem ser realizadas através do formulário disponível em http://congresomediosuniversitarios.com. k

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A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Instituto Politécnico de Leiria acolhe entre 25 e 27 de novembro o II Congresso Internacional de Meios Universitários, um encontro que visa discutir a importância dos media do ensino superior como instrumento de preparação para ambientes profissionais. “Além dos media universitários, nos seus diferentes meios, em destaque está a formação e inovação em comunicação”, explicou Alda Mourão, docente do IPLeiria e membro da organização do congresso, realizado em parceria com a Universidade Europeia de Madrid.

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a fechar Jéssica Calhas e Rodrigo Esteves

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Color Run encheu Leiria de cor Texto: Vânia Reis e Ricardo Mendes

Palco Principal Se o mundo da música te fascina, o Palco Principal é o sítio indicado. Trata-se de uma rede social de música de origem Eduarda Pinto portuguesa onde os e Rita Carvalho artistas, entidades ou ouvintes podem criar a sua própria página. Todos têm a possibilidade de inserir vídeos, músicas ou fotos, bem como interagir com os artistas. Além de ser uma rede social musical, o site contêm um espaço informativo, com notícias diárias e organiza diversos passatempos.

ON LINE

Obvious ver 250 voluntários no projeto que fizeram a distribuição das cores nas várias passagens dos participantes. Por seu turno, o vereador do desporto, Gonçalo Lopes, salientou o trabalho logístico, na coordenação do trânsito, apoio logístico e cedência de espaços públicos. Depois do longo percurso pela cidade de Leiria, os participantes chegaram ao destino final: o centro nacional de lançamentos de Leiria. No final da corrida, foi a vez da música entrar em ação, com a atuação de DJ´s convidados e do grupo de hip-hop Mundo Secreto, naquela que foi a última prova do Color Run em Portugal, em 2015. k

O Obvious é uma plataforma digital da revista com o mesmo nome para todos os interessados na arte mundial. Aqui podes consultar artigos de autores variados sobre tudo o que está relacionado com cultura, desde livros e cinema à arquitetura e tecnologias. Além das categorias específicas, podes também visitar o Lounge, uma secção onde podes ler variados artigos de opinião escritos pelos colaboradores, podes inclusive contribuir com o teu próprio artigo. Se és um seguidor atento do que acontece a nível cultural, este site é para ti. obv

Leiria tem sido palco de caminhadas. As corridas noturnas são já uma imagem de marca da cidade mas, no final de outubro, foi a vez de colorir um pouco esta nova tradição. O “Color Run” regressou a Leiria a 18 de outubro, uma corrida de cinco quilómetros que começou na ponte do Estádio Municipal Magalhães Pessoa, num percurso junto ao rio. A corrida juntou milhares de pessoas numa festa que misturou o conceito de desporto e de animação colorida. Organizada pela Urban Events, teve o apoio da câmara de Leiria. Segundo a coordenadora do evento, Raquel Leite, foi necessário envol-

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