ALCOBAÇA
Marionetas regressam à cidade págs. 4 e 5
Suplemento integrante da edição nº 4417 de 11 de novembro de 2021 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
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Evelise Veiga Atleta Olímpica págs. 6 e 7
FOTO: PORTO BELLOTTI / S.A.MARIONETAS
Sentimos muito a falta de público
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A ABRIR…
Outono Agasalhos, castanhas a crepitar nas brasas e brindes de água-pé. Bem-vindos ao magusto e ao verão de São Martinho! O Akadémicos abre espaço a sugestões de outono e ao fruto-rei da época. Como cantava Carlos do Carmo: “Quem quer quentes e boas, quentinhas?”
Curiosidades Com origem na Ásia Menor, são os Gregos e os Romanos a trazer a castanha para a Europa.
Bem-vindos ao outono. Descubram já a nossa playlist da estação, o ambiente perfeito para acompanhar umas castanhas.
Acredita-se que o mais antigo castanheiro está na ilha da Sicília, em Itália, e tem 3000 anos.
Digitaliza o código QR e descobre a nossa seleção musical noYoutube.
No século XVII, a castanha era usada como substituto da batata e do pão. Conta-se que o fruto fazia parte da dieta típica do Império Romano e que os soldados comiam puré de castanha antes dos combates.
20 de novembro, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha
Hamlet Cancelado
O CCC recebe a 20 de novembro a peça de teatro “Hamlet Cancelado”, um solo de Vinícius Piedade. O espetáculo retrata as peripécias de um figurante que vê ser cancelada a peça de teatro em que ia participar, baseada na obra de Shakespeare.Tem início às 21h30 e o preço dos bilhetes varia entre 7,5€ e 10€.
Organizada pela Câmara Municipal de Alcobaça, a 7.ª edição do festival contará com conversas literárias, projeções cinematográficas, exposições, teatro, música e workshops. As atividades decorrem até 21 de novembro em vários espaços da cidade de Alcobaça.
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes catarina.menezes@ipleiria.pt
Marta Oliveira marta.s.oliveira@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Maquetização Leonel Brites
Era uma vez a máfia
A Ratoeira
Fil’Mus 2 – Filme (e não só) Musicado ao vivo
7.º Books & Movies – Festival Literário e de Cinema de Alcobaça
Apoio à Edição Alexandre Soares alexandre.soares@ipleiria.pt
3 de dezembro,Teatro José Lúcio da Silva
30 novembro, Teatro-Cine de Pombal
Até 21 de novembro, Alcobaça
Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
23 de novembro, Teatro Miguel Franco
O documentário de Franco Maresco, que ganhou o Grande Prémio do Júri no Festival de Veneza, é um encontro nostálgico com a máfia do “antigamente” e retrata, de forma sarcástica, a memória histórica italiana. Será exibido noTeatro Miguel Franco a 23 de novembro, às 21h30. O preço dos bilhetes varia de 3,50€ a 4€.
NÃO PERKAS Texto Ana Rita Nobre, Marina Fonseca e Randeson Lima
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[Fonte: https://ericeiraonline.pt/ingrediente-da-semanacastanha-as-curiosidades-que-nao-sabe-sobre-este-alimento/]
“A Ratoeira” é uma adaptação teatral da obra literária de Agatha Christie. A história retrata um jovem casal que se vê no meio de diversos acontecimentos que tornam todos suspeitos. O espetáculo sobe ao palco do Teatro José Lúcio da Silva a 3 de dezembro, às 21h30, e conta com atores como Ruy de Carvalho. O preço dos bilhetes varia entre 12,50€ e 17,50€. 5 de dezembro,Teatro Miguel Franco
Luzes de Natal – Concerto para bebés O concerto "Luzes de Natal" realiza-se no dia 5 de dezembro noTeatro Miguel Franco e terá duas sessões, às 10h00 e às 11h30. Com a atuação de vários músicos e a solista convidada Sara Franqueira, o espetáculo pretende criar memórias e conferir experiências únicas aos seus espectadores. Destina-se a bebés até aos 3 anos e aos seus familiares.Tem a duração de 45 minutos e o custo do bilhete é de 7€ por pessoa.
O espetáculo pretende combinar as sessões de uma sala de cinema e do universo televisivo. Através da utilização e da junção da imagem e da música interpretada ao vivo, permite reavivar memórias esquecidas e criar uma visão narrativa única. O evento realiza-se noTeatro-Cine de Pombal a 30 de novembro, às 14h30 numa sessão dirigida às escolas e às 21h30 ao público geral. Os bilhetes são gratuitos, mas é necessário reserva online. Mais informações em: https://servicosonline.cm-pombal.pt/bilheteira/.
Redação e colaboradores Alexandre Cruz, Amanda Della Dea, Ana Garcia, Ana Pinto, Ana Rita Nobre, Ana Santos, Anita Martins, Bernardo Pereira, Brenda Gallegos, Carolina Barros, Catarina Severino, Daniela Reis, Débora Pacheco, Edmar Correia, Eva Rodrigues, Fábio Sousa, Filipe Santiago, Francisco Beato, Joana Gonçalves, João Sardinha, Inês Fonseca, Inês Quintas, Isaque Fernandes, Leonardo Silva, Manuela Marques, Márcia Centeio, Margarida Bexiga, Mariana Braz, Mariana Vieira, Marina
Fonseca, Matilde Morgado, Miguel Carreira, Nuno Rebelo, Rafael Dutra, Rafael Santos, Randeson Lima, Sofia Dias, Sofia Relva, Tatiana Caetano, Tiago Branco, Tomás Duarte.
Presidente do Politécnico de Leiria Rui Pedrosa presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do Politécnico de Leiria e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretor da ESECS Pedro Morouço dir.esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes catarina.menezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
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A edição de 2021 das Jornadas de Computação Científica, organizada pela FCCN, Unidade de Computação Científica da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), realizou-se na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Politécnico de Leiria, entre 19 e 21 de outubro. O evento teve como objetivo reunir gestores e utilizadores de plataformas digitais da FCT. Dirigido a responsáveis pela execução de ciência, unidades de investigação, decisores e dirigentes institucionais, bem como a responsáveis por serviços de informática, documentação e/ou arquivo das instituições de ensino superior e bibliotecas, o programa incidiu sobre as temáticas do conhecimento, computação, conectividade, segurança e colaboração. Fo-
Jovens foram o tema da Bienal Ibérica de Património Cultural Texto Joana Gonçalves, João Sardinha, Matilde Morgado e Tomás Duarte
O Mercado de Sant’Ana recebeu a AR&PA - Bienal Ibérica de Património Cultural entre 14 e 17 de outubro. O evento, organizado conjuntamente por Portugal e Espanha, teve como tema “Jovens e Património”. A feira é uma oportunidade para entidades na área do património relacionadas com a conservação e o restauro, a arquitetura e o design. “Qualquer empresa que tenha alguma ligação ao património, trabalhe de forma direta ou indireta, acaba por encontrar interesse em estar aqui presente”, explica Raquel Vila, da organização do evento. A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria foi a escolhida para acolher a edição de 2021 e a articulação com o tema foi intuitiva. “Sendo uma cidade muito jovem, com muita força criativa e dinamismo, fez sentido apostar num tema como este em particular”, afirmou Raquel Vila. Em 2021, além das atividades presenciais, o evento apostou em criar uma plataforma digital para que todos pudessem participar, numa edição que marcou o regresso da mostra após interrupção de dois anos, devido às restrições pandémicas. A elaboração do programa teve como objetivo atrair os jovens, disponibilizando atividades como skate e BMX, mas sempre com uma vertente direcionada para a divulgação do património cultural. Foram organizadas atividades especiais para escolas e creches, ainda que o público presente tenha sido diversificado, com muitas gerações. “Durante a semana tivemos uma faixa etária entre os 10 e 12 anos, proveniente das escolas, e, no final do dia,
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ESTÁ –a– DAR
“Manifesto para uma escola (quase) perfeita” apresentado na ESECS
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Texto Amanda Della Dea, Anita Martins, Catarina Severino
ram ainda organizadas sessões zapping, constituídas por apresentações de cinco minutos, onde se partilharam novidades sobre os serviços da FCCN. Nelson Schäller, membro da equipa organizadora do evento, sublinhou a importância das Jornadas como “ponto de partida para o futuro e para futuros profissionais”. No mesmo sentido, Rui Canizes, do Instituto Português do Desporto e Juventude, reforçou a “grande oportunidade” que o evento constitui, quer para quem participa, quer para quem contribui para a sua concretização. A segurança informática destacou-se na sessão dinamizada pelo Serviço de Segurança da Unidade FCCN (RCTS CERT), onde foram exploradas algumas tendências como a automação, os nómadas digitais e o machine learning. Ao longo de três dias, realizaram-se diversas atividades que incluíram palestras, eventos sociais, performances de dança e jantar de convívio, com o intuito de os participantes trocarem ideias e darem continuidade aos temas lançados pelos oradores. Vera Miguel, dos Serviços de Documentação do Politécnico de Lei- Texto Carolina Barros, Edmar Correia, Eva Rodrigues e Sofia Dias ria e uma das participantes, sintetizou o ambiente sentido durante a edição: “As Jornadas são conheci- “Manifesto para uma escola (quase) perfeita” foi apremento, formação, e, claro, uma animação”. sentado no dia 7 de outubro na Escola Superior de EduDurante 27 sessões estiveram presentes 50 orado- cação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Leires e cerca de 380 participantes. O encontro de 2022 ria. O livro, escrito por Mafalda Ribeiro, Sérgio Félix, será organizado na cidade de Viseu. k Filipa Falcão e Sandra Machado, aborda os problemas e os desafios encontrados nas escolas em Portugal, propondo sugestões de melhoria, com base na experiência dos autores, há mais de 15 anos na área das ciências da educação. O evento, que contou com a presença de Mafalda Ribeiro e Sérgio Félix, juntou também o subdiretor da ESECS, Jorge Varela, a vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria e vereadora da educação, Anabela Fernandes da Graça, e as docentes da ESECS Cristina Nobre e Isabel Borges. Sérgio Félix começou por garantir que não existem escolas perfeitas, mas sim escolas em constante construção e reinvenção, sublinhando o submundo complexo de relações que existem nesse contexto. A ideia que guiou a elaboração do livro foi a de responder à pergunta “O que têm em comum as escolas mais bem-sucedidas com projetos educativos ricos e inovadores?”. Os autores destacam a opinião dos alunos como um elemento de grande importância para a análise da qualidade das escolas e no contributo para a sua transformação. “O que é mais importante na escola?” ou “O que se pode modificar no sistema de ensino em Portugal?” são algumas das outras questões exploradas ao longo da obra. O livro está dividido em quatro grandes temas: “Como transformar a escola”, “Envolver a comunidade educativa”, “Reinventar o espaço escolar” e “Inovar as aulas”, em dezassete capítulos que podem ser lidos individualmente, tornando a leitura independente. Apesar de se dirigir ao público em geral, é sobretudo direcionada aos profissionais da educação, aos alunos e aos pais. k DR
Politécnico recebe Jornadas de Computação Científica
11 novembro 2021
adultos e também jovens dos 17 anos para cima. Agora, no final da semana, mais adultos e famílias têm participado”, referiu Oséias de Sousa, representante do Património de Sintra. Prevê-se que a edição de 2022 decorra na cidade espanhola de Valladolid, dando continuidade à tradição de organizar a feira em Portugal nos anos ímpares e no país vizinho nos anos pares. k
4 TRADIÇÕES
Marionetas animam cidade de Alcobaça
KAPA A cultura regressou em força a Alcobaça com o festival “Marionetas na Cidade”. De 4 a 10 de outubro, realizou-se a 24.ª edição deste festival que é já um marco histórico e cultural na cidade, condicionado durante a pandemia. Durante a semana, entre idas à escola, ao cineteatro e às praças circundantes do mosteiro, foram muitas as pessoas que o festival mobilizou.
Texto Filipe Santiago, Miguel Carreira, Rafael Santos e Tatiana Caetano
urante a semana, o festival foi principalmente dedicado às escolas, com espetáculos para todas as idades, desde o primeiro ciclo até ao ensino secundário. Para Sofia Vinagre, marionetista e membro da direção técnica da companhia organizadora do festival, S.A.Marionetas, é muito importante “retirar as crianças do contexto escolar em que estão diariamente inseridas e criar o hábito de as levar ao teatro para sentirem a experiência no seu habitat natural”. A marionetista salienta também a importância das artes de palco no desenvolvimento pedagógico das crianças. José Gil, membro da direção técnica e um dos fundadores da S.A.Marionetas, considera que “o boneco, como objeto, é um facilitador de comunicação muito grande”, sendo por isso um estímulo adicional e um recurso diferente no dia a dia das crianças, que pode ser muito enriquecedor na sua vida letiva. Esta é uma das principais motivações que leva a companhia a destinar todos os anos uma boa parte do espetáculo ao público juvenil.
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Festival para miúdos e graúdos O fim de semana do festival, por seu lado, foi dirigido ao público geral, que respondeu de forma muito positiva com uma presença numerosa, principalmente na tarde quente e soalheira de domingo. Sofia Vinagre destaca que o festival tem como objetivo principal “proporcionar ao público de todas as idades o acesso ao teatro de marionetas das mais diversas formas, desde as mais tradicionais às mais contemporâneas”. Foi mesmo isso que se pôde comprovar no dia do espetáculo para todas as idades, que decorreu num ambiente acolhedor e familiar, com muitas crianças presentes, motivando o acompanhamento de pais e avós. Foram apresentados espetáculos com uma ampla diversidade temática, alguns conjugando componentes mais simples e tradicionais, como o espetáculo “QUBIN”, da companhia Trupe Fandanga, que representa uma cidade como sendo um organismo, com cada uma das suas “células”, criadas num cenário formado por caixas de madeira, em constante modificação. Outras apresentações ofereceram aos espectadores abordagens humorísticas, como a peça “Teatro TUK-TUK” da companhia Lafontana - Formas animadas. O espetáculo deste coletivo realizou-se precisamente num tuk-tuk e apresentou uma adaptação do conto brasileiro “O vaqueiro que não mentia”, suscitando sorrisos e gargalhadas entre o público. Das muitas razões que levaram as pessoas ao festival, destaca-se o entretenimento que as peças proporcionam às crianças. O entusiasmo era grande, não só pela oportunidade de ver as marionetas mas também por poder produzi-las, como aconteceu no workshop de construção de cabeças gigantes. Se um grande número de pessoas não tinha conhecimento prévio da realização do festival, assistindo aos espétaculos por se cruzarem com eles, outras são presença habitual no evento. Carla, acompanhada por quatro crianças, é um destes exemplos: reside em Alcobaça e não perde uma edição de “Marionetas na Cidade”, fascinada pelo alvoroço e envolvência que o festival provoca na cidade. É uma seguidora atenta da companhia S.A.Marionetas e elogia os espetáculos realizados ao longo do dia, destacando “QUBIN”, da Trupe Fandanga. Marta, de 51 anos, também residente em Alcobaça, concorda. Há três anos que marca presença no festival, conjugando o
gosto pelas marionetas e espetáculos culturais no geral com a oportunidade de partilhar a experiência com o seu filho. Destaca o trabalho dos elementos da companhia S.A.Marionetas porque “dão a conhecer a história de Alcobaça” sendo, por isso, “embaixadores da terra”. “Marionetas na Cidade”: um marco cultural em Alcobaça O Festival “Marionetas na Cidade”, que contou nesta edição com 30 apresentações, 13 espetáculos, 14 companhias de teatro de marionetas e um workshop de construção de cabeças gigantes, é organizado pela companhia S.A.Marionetas desde 1998 e surgiu, segundo José Gil, como forma de comemorar o primeiro aniversário da companhia original de Alcobaça. É o terceiro festival de marionetas mais antigo em Portugal e tem evoluído de forma gradual desde a primeira edição, passando a ter mais espetáculos e mais atividades, quer nas salas, quer no cineteatro ou mesmo nas ruas, explica José Gil. A presença de companhias internacionais no festival também se tornou comum com o passar dos anos. O crescimento da S.A.Marionetas foi determinante para a ampliação do evento e, com o sucesso da companhia, surgiram as premiações que, segundo José Gil, são “um carimbo de qualidade”. É com base neste sucesso que a companhia tem trabalhado e, consequentemente, tem conseguido mostrar a sua arte a cada vez mais públicos.
Atualmente, com o crescimento do festival, a companhia S.A.Marionetas já não atua no programa, tratando da parte logística, organização e produção do evento, endereçando os convites a outras companhias para a realização dos espetáculos e garantindo que nada falta ao público e a todos os intervenientes no festival. O impacto da covid-19 no festival e na companhia Nos últimos dois anos, o cenário pandémico não impediu a realização do festival, contudo, interrompeu a vinda de artistas internacionais, algo que a companhia pretende retomar já na próxima edição, dependendo do orçamento disponível. Ainda assim, aos olhos de Sofia Vinagre, esta 24.ª edição teve mais público do que todas as anteriores, o que lhe parece refletir a vontade das pessoas em presenciar espetáculos ao vivo após um longo período de privação. A covid-19 constituiu, nas palavras de José Gil, “o ponto mais baixo da companhia”, pois, de 200 a 300 espetáculos num ano pleno de condições sanitárias, a S.A.Marionetas fez apenas 15 no último ano de pandemia. Ainda assim, o rigor e o empenho no trabalho da equipa têm sido tão grandes quanto a paixão que têm pelo teatro de marionetas, mantendo o selo de qualidade que o caracteriza. O prémio de melhor manipulação vencido no 26.º Festival Materinka em Liberec, na República Checa, em julho do corrente ano, é uma prova de resiliência perante o cenário que a companhia atravessou.
Sonhos para o futuro do festival A companhia S.A.Marionetas profissionalizou-se em 1997 e é constituída atualmente por José Gil, Natacha Pereira e Sofia Vinagre. São estes os profissionais que dedicam toda a sua vida ao teatro de marionetas, sendo responsáveis pela estrutura dos espetáculos da companhia, desde a construção das próprias marionetas à escrita dos textos, que são na sua maioria originais, passando pela idealização e execução das peças. Apesar de reconhecerem a dificuldade em fazer crescer o Festival “Marionetas na Cidade” devido à dependência de entidades públicas, como a Câmara Municipal, que disponibilizam grande parte do orçamento para a sua execução, os membros da direção técnica da companhia mantêm o sonho de trazer artistas de referência de vários continentes. Para Sofia Vinagre, essas são as companhias que constituem “o exemplo de boas práticas no teatro de marionetas, pois são muito originais no seu trabalho e têm uma grande reputação a todos os níveis”. k
O boneco, como objeto, é um facilitador de comunicação muito grande José Gil Fundador da S.A.Marionetas
11 novembro 2021
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TAK Texto
Ana Garcia, Francisco Beato, Inês Fonseca e Margarida Bexiga
Salomé Novo e Rafael Pereira Fazer MUTE com sustentabilidade Salomé Novo e Rafael Pereira, ambos leirienses de 22 anos, entraram na licenciatura em Design Industrial, em 2018, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) do Politécnico de Leiria. Estavam longe de imaginar que o trabalho desenvolvido numa das unidades curriculares do 3.º ano pudesse entrar numa competição europeia. “MUTE Música Textual” foi a ideia que valeu o segundo lugar no Europe Enterprise Challenge, uma competição a que concorreram “completamente na desportiva” e “sem expectativas nenhumas”, como garantem os recém-licenciados. MUTE é um módulo de isolamento acústico e surgiu através da experiência de um dos jovens no mundo da música. Ao contrário dos módulos que já existem, feitos de poliuretano, Salomé e Rafael quiseram apostar na sustentabilidade dos materiais, pesquisando quais as indústrias mais poluentes, de modo a aproveitar os seus desperdícios de forma ecológica. A indústria têxtil surgiu como a melhor opção para explorar. Devido à pandemia, a competição realizou-se via online. No último mês de março conquistaram o primeiro lugar no concurso nacional e, encorajados pelo bom resultado, Rafael e Salomé não quiseram desperdiçar a oportunidade de competir no panorama europeu. O evento ocorreu em julho deste ano e o segundo lugar valeu um prémio conjunto de 2000€. Os antigos estudantes referem que não estavam a contar com a dimensão da competição que iam enfrentar, nem com o reconhecimento que o projeto ia ter, pelo que consideram o segundo lugar excelente. “Para nós é mais do que suficiente”, assegura Salomé. Os designers sentem-se orgulhosos e “extremamente contentes” com o seu trabalho e pretendem continuar a desenvolvê-lo. Atualmente, trabalham em áreas diferentes, mas o design está sempre presente nas suas vidas: “Mesmo que não o façamos diretamente, enquanto designers acabamos sempre por levar esse bichinho atrás de nós", referem. k
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Temos de fazer opções de vida, ter muito espírito SENTADO de sacrifício NO MOCHO Evelise Veiga Atleta Olímpica desporto acaba por ser 95% do meu trabalho. Acordo todos os dias, vou treinar e, lá, estou a dar o meu melhor, como se fosse o meu trabalho. Temos de dar o nosso melhor, afirmar o nosso cargo, a nossa posição.
Saltos de Leiria para o mundo. Evelise Veiga é campeã nacional de salto em comprimento e marcou presença nos Jogos Olímpicos deTóquio na disciplina de triplo salto. Persegue o sonho de conquistar uma medalha olímpica. A estudante da licenciatura em Gestão, no Politécnico de Leiria, gostaria de cruzar as áreas de gestão e do desporto. É uma das mais promissoras atletas portuguesas. Texto Daniela Reis, Bernardo Pereira, Leonardo Silva e Mariana Braz
Como nasceu a vontade de praticar as disciplinas de salto em comprimento e triplo salto? Tudo começou quando eu era muito nova. Tinha dez anos, uma amiga da escola convidou-me para experimentar e acabei por ir. Quando somos jovens no atletismo, acabamos por experimentar várias disciplinas da modalidade. Entre o meio-fundo, a velocidade e os saltos, acabei por me identificar mais com a zona dos saltos, o que também coincidiu com o facto de ter mais aptidão. A paixão surgiu por experimentar algumas disciplinas e por ter jeito. O que é que o desporto significa para si? Neste momento, encaro o desporto como a minha profissão. Posso dizer que sou atleta profissional, embora divida um bocadinho do meu tempo com os estudos. O
Como é um dia normal na sua vida? Eu acordo, vou treinar por volta das 9h00 e termino por volta das 12h00/13h00. Venho para casa, almoço e, normalmente, faço a recuperação (massagens ou fisioterapia) às 14h00. Depois vou para as aulas. Tenho duas disciplinas por dia, às segundas, terças e quintas-feiras, até às 18h00/19h00. Volto para casa, começo a tratar do jantar e, às vezes, estudo um pouco ou faço algum trabalho. Depois, tenho o meu momento de lazer, para ler ou ver alguma série. Quando não faço a recuperação com algum especialista da área, realizo um programa específico em casa, pois tenho algum material. A Evelise destacou-se desde muito jovem como atleta da Juventude Vidigalense. Conte-nos como foi o percurso neste clube e como surgiu o convite para representar o Sporting Clube de Portugal. Iniciei a prática de atletismo num clube muito pequeno, o Centro Social Paroquial Paulo VI. Depois de algumas épocas, o facto de ter dado nas vistas levou a que a Juventude Vidigalense mostrasse interesse em mim. Seguiu-se o convite para representar o emblema. A partir do momento em que ingressei no projeto, levei o atletismo de forma mais séria e comecei a aperceber-me que, se queria chegar a grandes palcos, teria de me dedicar e trabalhar. Foi aí que comecei, com a minha atual treinadora, a trabalhar os meus pontos fracos, sem nunca esquecer os pontos fortes. Nessa altura, comecei a dar ainda mais nas vistas, a ter bons resultados e a bater recordes nacionais. Depois, no meu segundo ano de sub-23, recebi um convite do Sporting, quando já era a melhor a nível nacional no salto em comprimento. O Sporting estava a precisar de uma saltadora e queria investir em jovens atletas. Penso que foi uma boa escolha. Como define a experiência de representar Portugal? Comecei muito nova a representar Portugal em competições com menos visibilidade. E acabei por representar o país em grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. Cada competição é diferente, mas o sentimento é sempre o mesmo: não estamos a título individual, nem a representar o nosso clube, estamos a representar Portugal. Ali o que conta é a bandeira que temos ao peito. No meio de atletas de todo o mundo, o objetivo é não sermos só mais um. São sempre competições que têm mais pressão, onde temos o sentimento de que não podemos falhar.
Sagrar-se campeã mundial é um dos objetivos? Todos os atletas que estão na alta competição têm de se agarrar a esse tipo de objetivos. O processo até chegar a esse patamar é extremamente exigente e, muitas vezes, não digo que pensamos em desistir, mas passamos por dificuldades, temos de fazer opções de vida, ter, acima de tudo, muito espírito de sacrifício. Ser medalhada num campeonato do mundo é um grande objetivo que nunca pensamos ser impossível, acreditamos sempre. Há muitos fatores variáveis que não controlamos na plenitude, porque se dependesse da nossa vontade as coisas corriam sempre como planeamos. Nem sempre isso acontece. Mas acho que, com trabalho, talento, esforço e dedicação, muitas coisas se podem conseguir. Podemos atrever-nos a sonhar alto. O período de pandemia que vivemos afetou vários aspetos da vida, com impactos na saúde física e mental. Como foi gerir a prática desportiva neste contexto? A pandemia foi um enorme desafio no mundo do desporto. Nós chegámos a uma altura em que a incerteza era tanta que, às vezes, questionávamos o porquê de estarmos a treinar. Houve alturas em que tivemos praticamente todas as instalações fechadas, não tínhamos ginásios nem pistas para treinar. Muitos de nós conseguiram levar o material das instalações onde treinavam e fazer um miniginásio em casa. A Câmara Municipal de Leiria permitiu que os atletas de alta competição usassem o Centro Nacional de Lançamentos. Enquanto algumas competições eram canceladas e outras adiadas, vivíamos um dia de cada vez. O desporto provoca alguma ansiedade, algum stress, e o facto de vivermos no meio de tanta incerteza começou a causar muita pressão. Acho que, sobretudo, os atletas que não tiveram a oportunidade de realizar outras atividades ou planos de treino alternativos para colmatar o problema podem ter sofrido muito do ponto de vista psicológico. A componente psicológica é mais difícil de recuperar do que os índices físicos. Mas, apesar de tudo, trabalhámos com profissionais que nos souberam aconselhar e ajudar nessa altura. Penso que sentimos muito a falta de público. Estivemos nos Jogos Olímpicos basicamente sem espectadores. Os únicos presentes eram os atletas e os treinadores. Isso foi, sem dúvida, um ponto negativo desta situação. Felizmente, aos poucos estamos a voltar. A Evelise é estudante da licenciatura em Gestão, no Politécnico de Leiria. Como concilia os estudos com os treinos e as competições desportivas? Não é fácil. Em Portugal, infelizmente, ainda não existe um sistema generalizado de apoio aos desportistas de alta competição. Existe, sim, alguma flexibilidade de horários, reuniões com os professores para recuperar alguns conteúdos perdidos e as faltas não são contabilizadas. No caso das avaliações, se coincidirem com competições ou, por exemplo, estágios da seleção nacional, as faltas são justificadas e as avaliações remarcadas, pois tenho estatuto de alta competição. Para um jovem atleta que acabou de ingressar no ensino superior, e ainda não tenha chegado ao patamar da alta competição, depende muito da compreensão dos docentes. Em Portugal não existe um regime no qual possas dizer: “Eu sou estudante e atleta de alta competição”. É uma realidade nos Estados Unidos e em alguns países da Europa. Espero que um dia caminhemos para esse cenário.
7 Como tem evoluído o seu percurso académico? Eu não consigo fazer um semestre completo. Tenho de fazer opções, apostar em determinadas disciplinas e ir fazendo. O curso demora três anos, mas eu vou ter de o fazer em quatro ou seis porque não consigo dar conta das disciplinas todas. Se passo muito tempo fora, falto bastante e não consigo fazer o acompanhamento da matéria. Realizo frequentemente [treinos] bi-diários, o que não me permite chegar a casa e pensar: “Ok, vou estudar”. Acabo por estar mais condicionada e, obviamente, não consigo fazer as duas coisas a 100%. Gostava, mas não consigo. É obrigatório tomar decisões, perceber as minhas prioridades. Neste momento, passam por ser atleta. A escola acaba por ficar um pouco para trás, ainda que seja algo muito importante para mim. Não vou ser sempre atleta. Tenho prazo de validade. Quando terminar a vertente da alta competição, se eu não ficar na área do desporto, gostava de ter algo mais a que me agarrar. Porque escolheu este curso e não algo relacionado com desporto? Eu já estou no meio do desporto, já o conheço. Isso levou-me a ser mais curiosa e a querer experimentar outras coisas que me despertavam a curiosidade e que podia tentar fazer ao mesmo tempo. A área de gestão entusiasmava-me. Eu também queria ficar em Leiria, sentia que podia continuar a evoluir onde estou. O facto de me sentir em casa nesta cidade e de querer ficar, diminuiu a minha liberdade na escolha de cursos. Acabei por optar pela área da gestão por ser um bocadinho mais abrangente. Estou a adorar.
Após o término do curso, quais são os seus objetivos, tanto a nível profissional como desportivo? Quando terminar a licenciatura, quero dedicar-me 100% ao desporto. Não sei se irei conseguir, porque a rotina de atleta é exigente. Quando as dificuldades surgem, é bom ter outro meio ao qual nos podemos agarrar, algo diferente para fazer. Gostava de fazer, pelo menos, uma ou duas épocas em dedicação exclusiva ao atletismo, sem preocupações com os estudos. Quanto ao horizonte profissional, na área da gestão, eu não sei se irei conseguir fazê-lo logo no início. O meu curso não tem estágio integrado. Penso que terei de cumprir alguns meses de experiência, algo que neste momento não tenho possibilidade de realizar. Mas gostava, sem dúvida, de trabalhar um pouco na minha área. Não penso muito na continuação de estudos, de realizar um mestrado, por exemplo, mas a gestão é algo que me pode permitir ficar ligada ao desporto. Existem algumas lacunas nessa vertente, como o acompanhamento e a gestão da carreira de atletas. Pode ser um bom caminho no domínio profissional. Em 2019, Portugal era o segundo país da União Europeia onde menos se praticava desporto fora do horário de trabalho. Que conselho daria para convencer alguém a ser mais ativo? Procurem algo que gostem de fazer e reservem um tempo para experimentar novos desportos ou atividades. Ainda que, por vezes, não seja uma prioridade, experimentar coisas novas pode revelar-se bastante motivador. Acima de tudo, é preciso ter espírito de iniciativa. k
11 novembro 2021
KULTOS Texto
Ana Pinto, Débora Pacheco, Inês Quintas e Nuno Rebelo
Sweet Tooth A prova de que o mundo merece as crianças Sweet Tooth conta a história de uma sociedade excessivamente alterada como resultado do aparecimento de um vírus que se desenvolve em ambiente de laboratório e que traz consequências para todos. Dezenas de pessoas morrem infetadas, as cidades são isoladas, os habitantes têm de ficar em casa sem contacto algum com o mundo exterior e as crianças nascem híbridas, num corpo humano, mas com características de animais. Gus é uma dessas crianças: um menino que nasce com chifres, olfato apurado e cauda de veado. Após a morte da mãe, Gus e o pai fogem da cidade onde moram e refugiam-se no meio da floresta, de modo a não serem encontrados pelo Governo, que quer dizimar todas as crianças híbridas. Vivem assim durante dez anos, até que Gus fica sozinho no mundo e, sem conhecer ninguém, tem de enfrentar a realidade. É então que conhece Jepperd, um antigo militar que recolheu crianças para que o Governo pudesse exterminá-las, com o qual têm várias peripécias e aventuras ao longo da série. Com o passar do tempo, Gus descobre o significado da amizade, do amor e da proteção. O protagonista consegue chegar ao coração de todos através da sua doçura, carisma e personalidade, mas, acima de tudo, da sua ingenuidade. É esta característica que faz com que, a certa altura da série, o espectador sinta pena dele e tenha vontade de o proteger e consolar. Esta série suscita uma reflexão sobre a atualidade e o contexto pandémico em que estamos inseridos. Trata-se de um registo ficcional, mas podia perfeitamente ser a nossa realidade. Podíamos ser nós a passar por aquilo. SweetTooth pode ser visto em família, sendo excelente a abordar temas como a desigualdade social, a adoção, os preconceitos, a maneira como tratamos o nosso ecossistema e, principalmente, a pandemia. A série foi produzida pela Netflix e lançada a 4 de junho de 2021. Tem como elenco principal Christian Convery (Gus), Nonso Anozie (Jepperd) e Stefania Owen (Bear/Ursa). A série, com produção de Evan Moore, Mel Turner e Christina Ham, tem, de momento, apenas uma temporada e aguarda o anúncio da segunda. k
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X SIMPÓSIO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO ESCOLAR O X Simpósio de Organização e Gestão Escolar realiza-se em formato online entre 19 e 20 de novembro. Subordinado ao tema “A gestão da incerteza na Educação: (des)continuidades e desafios”, o evento pretende promover a reflexão e discussão sobre os impactos da incerteza e imprevisibilidade nos processos educacionais, considerando a área das Políticas Educativas e da Administração Educacional. A inscrição tem o valor de 30€ por pessoa, sendo que os estudantes têm um desconto direto de 50 por cento. Mais informações em http://simposiooge.web.ua.pt/2021/. ENCONTRO DE TIPOGRAFIA O Encontro deTipografia de 2021 será realizado de 25 a 27 de novembro na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. É uma ocasião para reunir estudantes, docentes, investigadores e empresas parceiras para trocas de aprendizagens. O evento inclui conferências, oficinas e exposições na área do design e tipografia. A edição de 2021 pretende repensar os métodos práticos e teóricos relacionados com o design. Mais informações em http://www.ipleiria.pt/esadcr. 12.º CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DO ESPORTE (CBGE) A Associação Brasileira de Gestão do Esporte (Abragesp), em parceria com a Universidade Feevale, organiza mais um congresso com o objetivo de abordar a atual gestão do desporto no Brasil. O evento conta com a participação de nomes relevantes do meio académico internacional e de profissionais do desporto brasileiro. O evento realiza-se de 23 a 27 de novembro e será possível assistir através doYouTube e outras plataformas online. Mais informações em https://cbge.org.br/.
Politécnico de Leiria visto pela imprensa regional O jornalista Nuno Henriques apresentou a 22 de outubro o livro “Politécnico de Leiria – Notícias na Imprensa Regional Diária (2004 – 2020)”. A Biblioteca José Saramago, no campus 2 da instituição, acolheu o evento. A obra, que teve o apoio do Politécnico de Leiria e da Câmara Municipal de Leiria, é composta por 130 notícias, publicadas no jornal Diário de Leiria, e reflete a atividade da academia leiriense entre 2004 e 2020.
XVII GALA DO DESPORTO
Politécnico de Leiria reconhece jovens atletas Texto e Fotografia Alexandre Cruz, Fábio Sousa, Márcia Centeio e Tiago Branco
“Queremos sempre fazer mais e melhor”. Foi assim que Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, finalizou a sua intervenção na 17.ª Gala do Desporto, realizada no dia 13 de outubro, que visa a premiar atletas e treinadores que se destacaram no âmbito do desporto universitário, na passada temporada. No seu discurso, Rui Pedrosa abordou publicamente o tema da candidatura de Leiria às fases finais do desporto universitário em 2022, acrescentando ainda que os resultados desportivos positivos do Politécnico, em conjunto com as infraestruturas existentes e o facto de Leiria ser Cidade Europeia do Desporto em 2022, são motivos importantes para o sucesso da candidatura. André Reis, presidente da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), congratulou o Politécnico de Leiria pela “decisão corajosa” de retomar o desporto universitário na pandemia e,
Nuno Henriques revelou alguns pormenores do livro e as motivações que o levaram a redigi-lo, entre as quais a celebração dos 40 anos da instituição de ensino e a sua representatividade no distrito. O autor mencionou ainda as dificuldades que a área do jornalismo enfrenta, “resultado da pandemia, mas também das novas tecnologias e dos muitos que não têm uma carteira profissional de jornalista que tentam desempenhar uma nova profissão que necessita de mais respeito e de leitores”. Nas palavras do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, o autor “fez muito bem em querer publicar o conjunto de notícias que reflete
as histórias bonitas que o Politécnico teve durante os últimos anos”. Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, e autor do prefácio do livro, afirma que esta é uma Texto “obra que dignifica Ana Pinto, não só a imprensa Débora Pacheco, regional como o Inês Quintas, próprio Politécnico e Nuno Rebelo de Leiria”, aproveitando ainda para felicitar o jornalista pelo trabalho de pesquisa desenvolvido. k
em resposta à candidatura da cidade para receber as fases finais do desporto universitário, deixou o desafio para o município e a instituição procurarem sempre o desenvolvimento com novas e melhores infraestruturas. “Nós vimos essa notícia da candidatura ‘com bons olhos’, vamos analisar e ver se há mais zonas do país interessadas em organizar esta competição”, referiu o dirigente. Mérito Desportivo, Campeões Nacionais, Treinador do Ano e Atletas do Ano foram os prémios entregues na gala. Inês Carreira, da equipa de Atletismo do Politécnico de Leiria, e vencedora do prémio Atleta Feminina do Ano, sublinhou a importância da capacidade de adaptação dos atletas às condições que a pandemia trouxe, indicando que, apesar das limitações, foi possível manter e até melhorar o nível competitivo. O Atleta Masculino do Ano, Marcelo Conceição, jogador de futsal, desejou que os jovens atletas consigam dignificar o Politécnico de Leiria com as suas exibições. Quanto ao futuro, garante que “o que não falta é qualidade”. Com mais de 1200 atletas, 27 medalhas conquistadas e sete eventos organizados, Rui Pedrosa, mostra-se esperançoso quanto às perspetivas futuras: “Espero que este ano, não só seja o regresso da
normalidade, mas também que seja um ano marcante para o Politécnico de Leiria”, indicou. Numa gala animada, e com direito a momento musical, os atletas e treinadores foram o destaque de um final da tarde dedicado ao reconhecimento do mérito desportivo. k
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FONTE: 12MIN.COM
XI CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS JURÍDICO-EMPRESARIAIS Texto Laura Melícias, Neuza O Santos XI Congresso Ine Sofia Morgado ternacional de Ciências Jurídico-Empresariais é dedicado ao Texto tema “A Economia Ana Santos, Digital, o Direito e as Brenda Gallegos, Empresas” e decorre Isaque Fernandes, a 10 de dezembro, Manuela Marques, em formato online. Mariana Vieira, O evento é organizaRafael Dutra do pelo Departamene Sofia Relva to de Ciências Jurídicas da Escola Superior deTecnologia e Gestão (ESTG). As inscrições encontram-se abertas e a chamada de trabalhos decorre até 15 de novembro. Mais informações em http://www.cicje.ipleiria.pt.