VERÃO 2019
Nadadores-salvadores: uma carreira em transformação págs. 4 e 5
Suplemento integrante da edição nº 4290 de 06 de junho de 2019 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
85 Espero que haja um forte investimento em literacia dos oceanos
Nuno Vasco Rodrigues Biólogo Marinho págs. 6 e 7
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181 anos a garantir a segurança nas praias portuguesas
O primeiro registo de apoio a banhistas reporta à praia da Trafaria, e surge num relatório da comissão central da Autoridade Marítima Nacional, em 1909. A imagem abaixo mostra o ambiente vivido à altura nesta parte costeira do concelho de Almada.
Desde 2016 que o Instituto de Socorros a Naufrágos (ISN) implementa estas bandeiras nas praias do país. Nos espaços entre as bandeiras é seguro ir à água. © Praia do Tamariz, Estoril, Portugal. Fotografia sem data. Produzida durante a atividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980. Acedido em https://flic.kr/p/cVVz4Q
A ABRIR Em 1838, foi criada por D. Miguel, em São João da Foz do Douro, a Real Casa de Asilo dos Náufragos, destinada a casa abrigo para salva-vidas.
© Alberto Carlos Lima, década de 1900. Imagem: Arquivo Municipal de Lisboa, acedido em https://mar-da-costa.blogspot.com/2017/05/a-trafaria-em-1908.html
Em 1956 realiza-se pela primeira vez um curso de nadadores-salvadores com uma frequência de 90 alunos. A fotografia acima, tirada na Praia do Tamariz (Estoril) pelo estúdio Horácio Novais, é uma das muitas recolhidas pelo ateliê, que integra a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
Desenvolvido pelo designer Miguel Neiva, colorADD é um sistema de informação desenhado a pensar nas pessoas com daltonismo. Tem vindo a ser implementado em praias inclusivas, identificando bandeiras e contentores de recolha seletiva de resíduos.
os passes diários rondam os 9 euros, e o custo do passe geral é de 15,90€. Os ingressos incluem campismo e acesso aos stands de exposição.
NÃO PERKAS Texto Carolina Frade, Inês Mendes, Miriam Tormenta
11 de junho, Teatro Miguel Franco, Leiria
MINDING THE GAP
8 de junho, Caldas da Rainha
CASCA DE NOZ
O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha recebe às 21h30 o novo concerto a solo de Miguel Araújo. O músico pretende dar especial atenção aos figurantes, desviando a câmara dos protagonistas. Casca de Noz já esgotou salas de norte a sul de Portugal e promete um espetáculo inovador.
Minding the Gap é um documentário americano, lançado em 2018, dirigido e produzido por Bing Liu ao longo de doze anos. O filme, exibido às 21h30, narra a vida e a amizade de três jovens de uma cidade do estado americano de Illinois, sujeitos a um contexto familiar e social abusivos. Minding the Gap conta com três prémios, tendo sido nomeado para os Óscares 2019, na categoria de melhor documentário.
HISTÓRIA DOS PLÁSTICOS EM PORTUGAL
DOS CAMPOS À FLORESTA
Numa viagem pela música e por compositores como Mozart ou Bach, o Teatro Miguel Franco leva ao palco sinfonias de embalar para bebés, crianças e toda a família. O concerto conta com duas sessões matinais, às 10h00 e 11h30. O convidado para o mês de junho será o multi-instrumentista Rodrigo Carreira. Todos os bilhetes, de adulto e de criança, têm o preço de 7€.
Apoio à Edição Alexandre Soares alexandre.soares@ipleiria.pt
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt
Marta Oliveira marta.s.oliveira@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Maquetização Leonel Brites
ESQUININHAS 2019
O Esquininhas volta à Nazaré para mais uma edição de concertos espalhados num percurso pelas esquinas da vila. A cantora Aurea é presença confirmada na terceira edição de um evento que conta com a organização da Câmara Municipal da Nazaré e oferece ao público vários géneros musicais. Os concertos têm início às 15h00. Até final de 2020, Museu de Leiria
9 de junho, Teatro Miguel Franco, Leiria
Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
22 de junho, Nazaré
14 e 15 de junho, Moinhos de Carvide
PIG’S ROCK FESTIVAL ESTÁ DE VOLTA
A 13º edição do Pig’s Rock Festival apresenta um programa recheado de bandas de rock relevantes do panorama nacional. The Legendary Tigerman e Sean Riley & The Slowriders são os cabeça de cartaz. Os preços para
Redação e colaboradores Amanda Lacaz, Andreia Correia, Beatriz Martins, Beatriz Matos, Beatriz Silva, Carolina Frade, Carolina Guimarães, Cristiana Santos, Davide Araújo, Diogo Pereira, Felipe Dourado, Inês Mendes, Ivanna Carrasco, Joana Ângelo, Laura Brito, Laura Melícias, Luís Pedro, Margarida Correia, Maria Bucho, Mariana Dias, Matheus Dias, Miriam Tormenta, Neuza Santos, Rita Coimbra, Rita Figueiras, Rodrigo
Leite, Sara Júnior, Sara Nunes, Sofia Gonçalves, Tiago Cação
O Museu de Leria inaugurou no passado mês de abril a exposição “Plasticidade - Uma História dos Plásticos em Portugal”, resultante da parceria entre o Município de Leiria e o projeto de investigação “O Triunfo da Baquelite – Contributos para uma História dos Plásticos em Portugal”, coordenado por Maria Elvira Callapez. A mostra aborda as repercussões científicas, artísticas, socioeconómicas e ambientais do uso deste material nas sociedades contemporâneas. A entrada é de 5 euros, estando patente ao público até dezembro de 2020.
Presidente do Politécnico de Leiria Rui Pedrosa presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do Politécnico de Leiria e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretora da ESECS Sandrina Milhano dir.esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
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“Dois Dedos de Conversa” sobre o futuro
ESTÁ –a– DAR
Texto Beatriz Silva e Luís Pedro
Alunos da licenciatura de Comunicação e Media, do Politécnico de Leiria, reuniram-se dia 7 de maio, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, para discutirem aspetos do seu percurso académico e do seu futuro profissional, num evento intitulado “Dois Dedos de Conversa”. O evento, criado por estudantes, para estudantes, e organizado pelo Núcleo de Comunicação e Media, conta já com três edições e possibilita aos elementos do curso entrar em contacto com quem trabalha no mundo da comunicação. Mariana Dias, presidente do Núcleo de Comunicação e Media, explica que faz sentido realizar este tipo de eventos, para intensificar o contacto com a realidade do mercado de trabalho e com profissionais da área.
A edição de 2019 contou com três oradores: Beatriz Teixeira, social media manager na agência criativa Risca, Vânia Andrade, repórter na LeiriaTV, e José Sampaio, influenciador digital, designer e co-fundador da YBY. Ao longo de uma hora, os convidados foram revelando as suas experiências académicas e profissionais e respondendo às dúvidas de uma plateia curiosa. Televisão, marketing e multimédia foram os tópicos abordados, numa edição que conquistou mais participantes do que em anos anteriores, permintindo novos olhares sobre o futuro próximo: “vejo o futuro como algo que já não está tão distante quanto parece e no qual tenho de pensar brevemente. O evento serviu para me dar algumas ideias sobre o que quero fazer e de como posso conseguir alcançar alguns desses objetivos”, revela Catarina Santos, participante no “Dois Dedos de Conversa”.
Quimicomic mistura música, teatro e ciência Texto Diogo Pereira, Sara Júnior, Sara Nunes
A peça de teatro musical Quimi- atores misturaram música comic, dinamizada pelo grupo e muitas piadas, úteis para Encerrado para Obras, estreou explicar à plateia todo um no passado dia 9 de maio, no mundo de matérias relacioauditório 2, da Escola Superior nadas com a física e química. de Educação e Ciências Sociais. Apesar de o público ser Lino e Fiona, um casal que ado- maioritariamente adulto, o ra fazer experiências – ele no espetáculo encontra-se direlaboratório e ela na cozinha cionado, sobretudo, para as – cantaram e fizeram truques crianças. Deste modo, Henripara explicar às crianças, de que Pires, de 8 anos, afirmou uma forma simples e divertida, que a parte de que mais goscomo funciona a ciência. tou foi quando, através do No âmbito do ano internacio- ar quente da chama de uma nal da Tabela Periódica, David vela, uma hélice girava de Cruz, diretor, encenador, com- forma contínua, refletindo positor e ator explica que esta jogos de luz. A sua mãe, Crispeça é importante porque “de- tela Francisco, confessa que, monstra humanidade às crian- além da música, a surpreenças” e que o objetivo do traba- deu a utilização de conceitos lho da companhia é “passar ligados à química e à física. essa humanidade, fazendo-o “Como é que conseguiram de uma forma contextualizada simplificar algo tão complina atualidade, contrariando cado de forma tão divertida? o princípio audiovisual, os ví- Acho que é uma representadeos e a internet”. ção boa para ser mostrada Na peça, que cativou um pú- em todas as escolas do conblico de mais de cem pessoas, celho”, acrescentou Cristela. foram utilizados diversos equiO diretor da companhia, pamentos habitualmente pre- agora sediada em Leiria, sentes num laboratório, como considera que “o espetáculo tubos de ensaio, provetas ou correu muito bem. Os atores reagentes. De forma a tornar divertiram-se o público foi tudo mais claro e divertido, os participativo”. k
06 junho 2019
Apesar de o evento ser direcionado aos estudantes do curso de Comunicação e Media, a expansão a outras áreas de interesse é vista com bons olhos. Carolina Santos, estudante do 2.º ano e participante no encontro, considera que a iniciativa devia ser alargada a todos os cursos, uma vez que mostra a realidade do mercado de trabalho. k
Java House Um café à beira mar
“Um sonho de criança tor-
KO KONSUMO OBRIGATÓRIO Texto
nado realidade” é como Carolina Frade Sérgio Viralhadas descre- Inês Gonçalves ve o seu estabelecimento Miriam Tormenta em Peniche, o Java House. Um espaço destinado a relaxar enquanto se bebe um café e se come um red velvet, um cheesecake ou um mini cupcake de fabrico próprio que a pastelaria tem para oferecer. O espaço, constituído por um bar e uma pastelaria, foi criado há seis anos e é já um dos mais populares da cidade, onde estudantes, amigos e famílias convivem diariamente. A pastelaria, decorada com desenhos nas paredes feitos por uma artista local, confere ao estabelecimento um ambiente descontraído e acolhedor. O proprietário afirma que está sempre a procurar novidades e, apesar de representar um investimento adicional, quer sempre acompanhar as mais recentes tendências e trazer aquilo que está “na moda” para a sua cidade natal. A formação dos funcionários é também importante para garantir o melhor serviço aos clientes. Esse é, segundo Sérgio Viralhadas, um fator que diferencia o Java House. A pastelaria situa-se na Rua Doutor Manuel Ribeiro Ferreira e está aberta das 8h00 às 2h00, todos os dias. k
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KAPA
NADADORES-SALVADORES
Época balnear com mudanças na gestão das praias
N Na maioria das praias portuguesas, os mergulhos, braçadas ou banhos mais tímidos são o contrário das águas calmas que outros lugares sugerem. Ir ao banho é sempre uma experiência diferente. Em dez minutos o mar pode mudar. Os nadadores salvadores são, por isso, um elemento importante na segurança das praias, na água ou na areia. O Akadémicos foi perceber como se desenvolve a atividade destes profissionais e as alterações que têm ocorrido na lei que os regula.
Texto Beatriz Martins, Mariana Dias e Rita Coimbra
Período de transição e novas garantias O artigo 19 da lei n.º 50/2018 vem estabelecer novas disposições no âmbito das praias marítimas, f luviais e lacustres, além de estipular um período de transição até 2021 e a possibilidade de as autarquias e entidades intermunicipais poderem recusar a transferência de competências. Valdemar Santos, formador do Instituto de Socorros Náufragos (ISN), afirma que o artigo 19 pretende, também, retirar o peso financeiro da vigilância balnear às associações de bombeiros e às associações de nadadores-salvadores, como o ISN. São as outras entidades que, além dos concessionários, assumiam em muitos casos esse encargo. O diploma acaba por remeter para um conjunto de garantias que importa assegurar, desde o acesso ao serviço público até ao número necessário de nadadores-salvadores, sem esquecer a homogeneização dos vencimentos. A profissão de nadador-salvador sai valorizada e reconhecida institucionalmente, garante Valdemar Santos, acrescentando: “Até há pouco tempo, esta atividade constituía uma espécie de voluntariado remunerado. A curto ou médio prazo, acredito numa transferência total de competências para as autarquias, circunstância que poderá trazer um reforço deste corpo de profissionais com implicações evidentes no serviço público prestado.
ão existe barulho. O vento vai e vem com intermitências, tanto abranda como sopra com velocidade. Ao longe, um mastro está ainda órfão das bandeiras que orientam a segurança dos banhistas no areal da Figueira da Foz. Seguindo mais para sul, em direção à Nazaré, são ainda poucas as praias que acordam com o movimento dos nadadores-salvadores e dos estabelecimentos comerciais de apoio ao turismo. Até há pouco tempo, a vigilância e a assistência aos banhistas era da responsabilidade dos concessionários das praias e das associações de bombeiros ou de nadadores-salvadores. Entretanto, O que faz um nadador-salvador? Que tipo de fora legislação mudou e a gestão dessa segurança passou mação frequenta? A definição correta deste profissional nem sempre está para as autarquias. O diploma vai ser aplicado já no verão de 2019 e presente na cabeça do cidadão mais distraído. A imainsere-se no processo de descentralização de com- gem comum remete para aquele vigilante de calção petências do Estado para os municípios. Em praias laranja e t-shirt amarela que se preocupa em salvar identificadas como águas balneares, essa transferên- quem corre perigo de afogamento. No referencial de formação cia de competências pode estender-se a áreas como a limpeza, a energia, as comunicações de emergência do curso de nadador-salvador, e os equipamentos e sinalética de assistência aos ba- pode ler-se que “exerce a ativinhistas, em conformidade com as normas determi- dade de salvamento em meio aquático, onde se incluem as nadas pela Autoridade Marítima Nacional. Lígia Serra, da Câmara Municipal da Figueira da Foz, praias, as piscinas e outros explica que era recorrente o desacordo entre concessio- locais onde ocorram práticas nários quanto às verbas que suportavam a atividade aquáticas”, dispondo de comdos nadadores-salvadores: “Cada concessionário pa- petências para “o exercício de gava o que achava que devia, gerando muita confusão. atividades relacionadas com Várias praias deixaram de ter vigilância. É do interesse informação, prevenção, socordo município haver nadadores-salvadores em todas as rismo e suporte básico de vida, em qualquer circunstância, no praias. É bom para o turismo e para os residentes”. O processo de contratação de nadadores-salvado- âmbito do salvamento aquático” res, o pagamento dos vencimentos e o fornecimento (Portaria n.º 373/2015). Mediante o período de época de equipamento de assistência aos banhistas encontra-se, agora, sob a alçada das câmaras munici- balnear estipulado nos editais de pais. As modalidades de execução ficam ao critério praia, o horário de trabalho desenvolve-se, normalmente, entre de cada município. Na Figueira da Foz, segundo Lígia Serra, foi estabe- as 9h30 e as 19h30, de segunda a lecido um protocolo que determina “a transferência domingo. Quem está habilitado para o de verbas municipais para a segurança e vigilância das praias, bem como o pagamento por parte dos exercício da profissão? É necesconcessionários à câmara municipal de uma percen- sário ter no mínimo 18 anos e frequentar uma formação com tagem por cada nadador-salvador”. Há já alguns anos que a Federação Portuguesa de diversas provas físicas e teóricas, Nadadores Salvadores vinha reclamando um enqua- num total de 150 horas. O custo dramento legal em sintonia com a lei n.º 50/2018, ago- ronda os 200 euros. “O curso é inra em vigor, considerando que a vigilância nas praias tenso. Um bom nadador salvador poderia mesmo alargar-se a todo o ano, sempre sob a tem de estar preparado para qualgestão das autarquias. A Junta de Freguesia de Buar- quer situação, daí a exigência da cos e São Julião, na Figueira da Foz, já havia tido em formação”, adianta Ana Margari2018 uma participação ativa no processo de vigilân- da, de 19 anos, nadadora-salvadora desde o ano passado. cia balnear.
5 O ingresso requer a aprovação num exame de destes profissionais em relação a 2018. Talvez isso admissão, do qual fazem parte algumas provas fí- se explique pelo facto de muitos serem estudantes sicas: nadar 100 metros livres no tempo máximo de do ensino superior, ainda em atividades letivas no 1m 50s; capacidade de natação subaquática (apneia) arranque da época balnear. no tempo mínimo de 20 segundos; apanhar dois Edgar Alexandre e Ricardo Cerqueira são estuobjetos a uma profundidade mínima de 2 metros; dantes da licenciatura de Desporto e Bem-Estar percorrer uma distância de 2400 metros em terre- do Politécnico de Leiria. O primeiro frequenta a no, sensivelmente plano, num tempo máximo de 14 formação do ISN e o segundo vai iniciar o segunminutos. do ano como nadador-salvador, depois de uma O curso sob a tutela do ISN desdobra-se em compo- experiência de dois meses em Monte Gordo. “Em nentes física, cívica e de salvamento. É exigida uma zonas de grande turismo, como o Algarve, existe boa capacidade física, pelo que uma das provas con- a preocupação de transformar, de alguma forma, siste em nadar 100 metros com 65 quilos às costas. O a atividade de nadador-salvador numa profissão. objetivo é simular o peso de uma pessoa. As técnicas São cinco meses de época balnear”, assegura Ride reanimação, primeiros socorros e prevenção de cardo Cerqueira. acidentes completam os conteúdos do curso. Ambos partilham o gosto em ajudar os outros e O candidato a nadador-salvador obtém a certifi- em trabalhar no ambiente preferido, a praia. São cação quando consegue cumprir os exercícios físi- muitos os estudantes que procuram nos trabalhos cos propostos e a aprovação no teste sobre técnicas de verão uma forma de juntar algum dinheiro ou de reanimação e suporte de vida. fazer face a despesas correntes. “Procuro aliviar Valdemar Santos iniciou a atividade de nadador os encargos com propinas através de trabalhos no há 15 anos. Renovou a carteira profissional por sete verão. Como gosto de desporto e praia, cheguei ráocasiões, requisito exigido em cada três anos. Além pido à conclusão de que poderia juntar o útil ao da componente formativa, desenvolve atividades agradável com o curso de nadador-salvador”, exde coordenação no ISN e afirma que o grande ob- plica Edgar. jetivo consiste em trabalhar na base da prevenção. Dada a natureza da profissão, o risco e o perigo E o vencimento? “No primeiro mês, um nadador- estão naturalmente associados ao seu perfil. “Tive salvador não tem dificuldade em ganhar o equi- de socorrer uma criança que estava na brincadeivalente a um ano de propinas no Politécnico de ra com o pai, num dos insuf láveis de diversão a Leiria”, refere o formador-coordenador da área do cerca de 50 metros da costa. O mar estava um pousocorrismo marítimo. O vencimento mensal pode co mais agressivo, com ondas ligeiramente altas. chegar aos 1600 euros. A criança caiu e ficou presa debaixo do insuf lável”, lembra Ricardo, ao mesmo tempo que partilha Trabalhar por gosto, com risco outra ideia também cara ao seu colega de curso, Dados da Federação Portuguesa de Nadadores Sal- Edgar: “Faço um trabalho de que gosto e, por isso, vadores indicam que existe um decréscimo de 20% não representa um sacrifício”. k
06 junho 2019
TAK TOMOGRAFIA AXIAL KOMPUTORIZADA Texto
Felipe Dourado Ivanna Carrasco Joana Ângelo Maria Bucho
Sónia Pereira Na luta contra a doença celíaca Sónia Pereira tem 41 anos, é natural de Leiria e construiu a sua vida académica em Coimbra, onde fez uma licenciatura em Biologia, um mestrado em Geociências e um doutoramento em Ciências Farmacêuticas. Desenvolveu um estágio de investigação na Harvard Medical School e, quando regressou, conseguiu financiamento para um projeto como investigadora principal. O projeto, concluído em fevereiro deste ano, chama-se MicroCare e foi financiado pelo Infarmed. O seu interesse pela doença celíaca despertou em 2009 quando recebeu a notícia de que as suas filhas eram portadoras de genes responsáveis pela manifestação da patologia. Mais recentemente, a investigadora recebeu um novo incentivo com o prémio angariado pelo projeto CeliAct, resultado da sua participação na “Maratona da Saúde”. O evento científico, promovido pelo Infarmed, assegura o investimento de cerca de 20 mil euros na sua pesquisa. Pouco depois da apresentação da sua tese de doutoramento em Coimbra, mudou-se para Leiria, desempenhando funções como gestora de ciência do Politécnico de Leiria, e investigadora do “CiTechCare” (Centro de Inovação de Cuidados e Tecnologia da Saúde). “É uma espécie de bebé científico”, comenta. Sónia foi a primeira investigadora de um instituto politécnico português a receber este tipo de prémio, o que a enche de orgulho. A ideia do projeto consiste em construir um banco de dados e amostras macrobióticas de pessoas portadoras da doença e dos seus familiares – que deve ter início em setembro deste ano – para depois poder investigar as relações de ativação ou não da doença celíaca. “Apenas 10% das pessoas geneticamente suscetíveis manifestam a doença celíaca e, mesmo dentro desta proporção, podem ter o gene, o anticorpo, comerem glúten e nada lhes acontece”, explica a investigadora. No entanto, o início do projeto trouxe certas dúvidas à investigadora. Se, por um lado, a sua motivação pessoal servia como um empurrão para procurar mais sobre a doença celíaca, por outro, Sónia preocupa-se com o facto de poder não conseguir encontrar uma cura para a condição das filhas. “Eu cheguei a falar com as minhas filhas sobre isso. Não quero que elas achem que eu estudo, estudo e estudo, mas nunca tenho uma resposta para lhes dar”, revela. “E também tenho de ter cuidado, pois seria antiético envolvê-las no projeto”, acrescenta. k
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SENTADO NO MOCHO
Muito do plástico que está no mar não se vê
KURTAS Um destino? Açores Um animal? Tubarão Um filme? A Praia, de Danny Boyle Uma música? By The Sea Um lema de vida? Nunca desistir
Nuno Vasco Rodrigues Biólogo Marinho e Fotógrafo Subaquático Formado em Biologia Marinha, na ESTM– Politécnico de Leiria, e Assistente de Curador no Oceanário de Lisboa, Nuno Vasco Rodrigues especializou-se em fotografia subaquática. Com mais de mil horas debaixo de água, o investigador pretende contribuir para a preservação marinha através de retratos que contam histórias, e que apelam à conservação dos oceanos. Texto e Fotografia Amanda Lacaz, Carolina Guimarães, Matheus Dias, Rodrigo Leite
Quando surgiu o interesse pela vida marinha e a possibilidade de realizar uma atividade profissional tão diversificada? O meu interesse pela vida marinha nasceu muito cedo e por inf luência do meu avô materno. Era médico e, nas horas vagas, pescador – sabia muito sobre os animais e as águas – e ensinou-me a paixão pelos animais e pela natureza. Além disso, passava muitas férias de verão no Algarve e lembro-me de andar sempre nas poças de maré à procura de peixes e caranguejos. Foi algo que nasceu quase ao mesmo tempo do que eu. Não sei precisar quando, ou se houve algum momento em que se fez um “clique”, mas percebi que era isto que queria fazer. O que sei dizer é que sempre soube que ser biólogo marinho era o meu futuro.
Como caracteriza o trabalho desenvolvido enquanto biólogo marinho no Oceanário, investigador científico e instrutor de mergulho? Existe alguma relação entre estas atividades? Existe bastante relação. Desde muito novo que eu soube que queria explorar os mares e saber mais sobre os seus habitantes e toda a vida marinha. A forma que encontrei para começar a chegar mais perto deste mundo que me fascinava foi tirar o curso de mergulho. Mais tarde, deixei de ser um mero mergulhador recreativo para ter um estatuto mais profissional e comecei a dar formação a pessoas que queriam fazê-lo. O mergulho permitiu-me começar a identificar várias questões interessantes que os meus colegas nunca tinham registado antes. Estava a encontrar coisas novas até para o meio científico. Percebi que se registasse estes novos fenónomenos, comportamentos e espécies que encontrava, podia criar conhecimento. Nascia o espírito científico em mim: comecei a escrever artigos científicos, a publicar em congressos e a transmitir esse conhecimento. O trabalho no Oceanário surgiu em 2016 e congrega diariamente as várias valências: a parte do mergulho, a coleção, a investigação científica e conservação.
tem, a cinco milhas, o arquipélago das Berlengas, que pode funcionar quase como um laboratório natural para ser estudado, porque não é tão explorado turisticamente como a costa. O facto de ser uma ilha cria um acesso mais limitado e, portanto, consegue manter-se ali uma vida marinha “em paz” comparativamente com a zona costeira de Peniche, onde a pesca e a caça submarina são permitidas e onde há muito turismo e atividades náuticas.
Em que contexto surge a sua paixão por fotografia subaquática? Quando tinha uns 12 anos, lembro-me de ter comprado uma câmara descartável e nas férias fiz umas fotos. A coisa ficou mais séria em 2006 ou 2007, quando estava a editar o meu primeiro livro, “Guia de Espécies Submarinas”. Nesse ano, na universidade, fomos às Berlengas, e lembro-me que tínhamos uma máquina digital, que dava para fazer fotos com maior qualidade. Pedi ao professor para levar, para fotografar algumas espécies que estavam a faltar no livro. Foi assim que Porque escolheu a região de Peniche para se formar? começou realmente a paixão pela fotografia subaquáNa altura, havia três hipóteses para estudar Biologia tica. Fui depois comprando o meu equipamento, aos Marinha: o Algarve, os Açores e Peniche. Eu vivia poucos e em segunda mão – porque é muito caro – e em Coimbra e, pela proximidade geográfica, Peniche percebi que através da fotografia podia mostrar aos acabou por ser mais fácil. Fui cobaia na primeira outros o meu fascínio por este mundo maravilhoso. turma de Biologia Marinha da Escola Superior de Tu- Além disso, é uma ferramenta de comunicação muito rismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Politécnico de forte, que pode ajudar a contar histórias, a mostrar a Leiria. Achei que ser da primeira turma podia trazer beleza e os problemas dos oceanos. oportunidades de começar a fazer projetos de investigação de raiz numa área que ainda tem muito para Como vê a ciência marinha daqui a uns anos? Vejo uma consciencialização cada vez maior em retrabalhar e estudar. lação à importância da conservação dos oceanos. No Considera Peniche uma região com potencialida- entanto, o investimento ainda é curto para a proteção de que o oceano precisa. Vários estudos mostram des para desenvolver investigação nessa área? Peniche é um local fantástico. É uma terra de um retrocesso neste caminho que estamos a trilhar. pescadores. Há uma ligação muito grande com o Falo do excesso de pesca predatória, do aquecimenmar e as pessoas têm-lhe muito respeito. Para nós é to global, das alterações climáticas, da poluição e importante ter gente à volta que compreenda a im- do aumento no nível da destruição dos habitats, que portância do nosso trabalho. Além disso, Peniche acabam por ameaçar a biodiversidade marinha dos
7 A Invenção do Dia Claro O regresso dos Capitão Fausto
oceanos. O que eu espero é que haja um forte investimento em literacia dos oceanos, para que as pessoas percebam a sua importância nas nossas vidas.
Tenho trabalhado em questões de biogeografia, ou seja, a distribuição das espécies em função das suas preferências de habitat, e tenho encontrado, por exemplo, espécies de climas quentes Falando em investimento, é usual dizer-se que na costa portuguesa, que é uma zona temperada. o Homem conhece mais o espaço do que o fun- Com isso surgem efeitos imprevisíveis, como esdo dos oceanos. O que pensa sobre isso? pécies que estão a predar outras que existem aqui De facto, o investimento feito para ir ao espaço é e são fundamentais na gastronomia portuguesa muito grande. Não digo que não seja importante, e na pesca. Um exemplo é a salema, um peixe de mas, recentemente, nas fossas marianas descobri- águas tropicais, que existe em cada vez em maior ram várias espécies novas e plástico. Estamos a número na costa portuguesa e é um predador falar do ponto mais fundo dos oceanos: a cerca de de algas marinhas, chamadas kelps. A sua ação 12 quilómetros de profundidade foi descoberto plás- danifica as florestas de algas, que são o habitat tico! Portanto, se nós não nos apercebermos do im- preferencial para muitas espécies da nossa costa, pacto na nossa casa, porque estamos a investir tanto como robalos, douradas e crustáceos. Temos de noutra? Temos de aprender a preservá-la e deixar o perceber como o aquecimento global pode estar mundo melhor para os nossos netos. É um dever a afetar a economia, a questão social e a cultura nosso: não é deixar igual, é deixar melhor. portuguesa. Os plásticos têm-se destacado como agentes de poluição marinha. Face a essa ameaça, como devem as pessoas agir? É necessário que as pessoas adotem, no dia a dia, práticas que protejam os oceanos. Os plásticos são um problema tremendo. Muito do plástico que está no mar não se vê e “longe da vista, longe do coração”. O plástico não é biodegradável, vai-se decompondo em materiais mais pequenos, até chegar aos microplásticos. Depois funde-se com o planctôn e é ingerido pelos peixes, entrando na cadeia alimentar. Começamos agora a entender que estes microplásticos já estão no nosso organismo. Não sabemos ao certo quais as consequências, apenas que os microplásticos têm uma capacidade muito grande de agregar toxinas, ou seja, estamos a ingeri-las quando nos alimentamos de animais marinhos.
Qual é o seu próximo desafio? Uma viagem aos Açores. Conseguimos obter licença para o mergulho com baleias para registo de imagem. Já tínhamos conseguido no ano passado, mas, apesar de haver muitas baleias, quando chegámos lá não havia condições de visibilidade. Agora, vamos um mês e meio mais tarde, o que vai permitir uma água mais limpa.
Que conselhos dá a quem deseja ser biólogo marinho? Estudem fora do país, não se limitem à mesma escola, à mesma cidade, ao mesmo país. Se puderem, conheçam novas culturas, novos modos de trabalho e outros ambientes. Trabalhem muito pelo que querem. Se têm uma paixão, não desistam. Quando disse que queria ser biólogo marinho aos meus pais, em Coimbra, onde todos queriam ser Que efeitos do aquecimento global e da polui- advogados, médicos ou engenheiros, olhavam ção são visíveis ao longo da costa portuguesa? para mim e pensavam: “este gajo é maluco!” e hoje São os mesmos efeitos encontrados a nível global. sou biólogo marinho. k
06 junho 2019
KULTOS
Oito anos depois do seu primeiro álTexto bum Gazela, os Capitão Fausto lanAndreia Correia çaram em março deste ano a quarta Cristiana Santos obra musical da sua carreira. RepeMargarida tindo a estrutura do álbum anterior, Correia o atual registo, A Invenção do Dia Claro – referência ao livro de Almada Negreiros – é constituído por oito faixas que viajam por vários estilos musicais, desde o pop ao indie rock, passando também pelas baladas e pela década de 80. Como é habitual nas suas letras, Domingos (baixo), Francisco (teclados), Manuel (guitarra e piano), Salvador (bateria) e Tomás (voz, guitarra e piano) traduzem os dilemas do dia a dia num estilo que os torna peculiares no panorama atual da música portuguesa. Apesar de o público-alvo ser jovem, os problemas transmitidos através da sua música são transversais a várias gerações, sendo mencionados, entre metáforas e comparações, temas como o amor, a morte e a tristeza. É um espelho da sociedade, contido em faixas de três a quatro minutos. O disco foi produzido e misturado pela própria banda em Alvalade, fazendo jus a uma das músicas do álbum anterior, “Alvalade Chama por Mim”, e gravado nos Red Bull Studios São Paulo, por Rodrigo “Funai” Costa, assistido por Alejandra Luciani e Fernando Ianni. Brian Lucey, no Magic Garden Mastering, em Los Angeles, tomou conta da masterização e a capa esteve a cargo de Vítor da Silva, ilustrador e designer gráfico. A evolução da banda é notória devido às vivências ao longo do crescimento como pessoas e artistas. Renovam, assim, as experiências a cada álbum, de que são exemplo algumas canções como “Boa Memória”, “Faço as Vontades” e o primeiro single do disco “Amor, a Nossa Vida”. O ano de 2019 recebe o regresso de uma das bandas portuguesas mais impactantes, com uma agenda preenchida que conta com inúmeros concertos por todo o país. Durante o verão, a banda irá atuar em festivais como Super Bock Super Rock, a 19 de julho, Vodafone Paredes de Coura, a 15 de agosto e O Sol da Caparica, a 17 de agosto. k
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MAT-OESTE 2019 A Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria vai acolher a 12 de julho mais Texto uma edição do MatBeatriz Matos -Oeste, um encontro Sofia Gonçalves de debate e partilha Laura Brito de experiências no âmbito das diferentes áreas da matemática. A 12ª edição disponibilizará um espaço de divulgação de trabalhos (posters) e projetos no contexto da matemática e da inteligência artificial, com aplicações ao setor da educação. O evento conta com palestras e ações de formação e destina-se a professores de todos os níveis de ensino, além do público em geral. Decorrerá, também, a entrega dos prémios da 11ª edição do Prémio Pedro Matos, promovido anualmente pelo Politécnico de Leiria e dirigido aos estudantes do 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário.
ÚLTIMAS
Conexão fotográfica luso-francesa tem presença em Alcobaça ConeXões foi o nome escolhido para a exposição luso-francesa de fotografia que esteve presente no Armazém das Artes, em Alcobaça, durante o mês de maio. A mostra integrou a programação da Rede Cultura 2027 e surgiu, segundo o fotógrafo João Daniel, a partir da ideia de “trabalhar o mesmo tema entre pares de artistas portugueses e franceses, dando uso à criatividade e conhecimento de cada um e promovendo uma conexão entre as criações”. Os fotógrafos portugueses que aceitaram participar no projeto pertencem ao Grupo de Artistas e Fotógrafos de Alcobaça. Impulsionado por Rogério Coelho, o GAFA tem o objetivo de partilhar fotografias fora do circuito das redes sociais. “Precisamos sempre de um outro
tar e pinta o que não consegue fotografar, sentimento também partilhado pelo artista Eduardo Barrento, outro autor com obras incluídas na exposição. A expressão que os artistas dão a cada obra parte de uma reflexão pessoal acerca do que os rodeia. Texto e Fotografia Parada “Mesmo uma fotogra- Beatria Eduardo Vieira fia considerada co- Sandrina Grilo mercial tem sempre algo meu ou de quem fotografa”, explica o fotógrafo António Castro. A exposição será inaugurada em setembro, na cidade de Rennes, em França, cidade natal dos artistas franceses que participaram no projeto. k
A FECHAR
olhar sobre o nosso trabalho para nos ajudar a melhorar alguns aspetos”, refere Rogério Coelho. Para Sónia Honório, a fotografia é a língua oficial que une artistas de diferentes culturas: “São todos homens e mulheres, são todos fotógrafos e não senti diferenças ao nível cultural”. A artista plástica nota, porém, que os colegas franceses, em termos de execução, “possuem algumas técnicas mais bem fomentadas”. A fotografia é vista transversalmente pelos artistas como uma forma de expressão. Sónia afirma que a usa para representar o que não consegue pin-
CONFERÊNCIAS ITINERANTES 2019 “Os desafios da diversidade cultural na escola: contributos das ciências da educação” é o tema da última palestra dos ciclos anuais de Conferências Itinerantes de Ciências da Educação, a realizar hoje entre as 16h00 e as 18h00, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria. Luíza Cortesão é a conferencista de um evento que pretende divulgar o património científico da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação e gerar dinâmicas de interação interinstitucional. O objetivo consiste em reforçar a comunidade científica e construir conhecimento para intervir no universo da educação. LIVING OCEANS AND CLIMATE CHANGE’19 A segunda edição do curso avançado “Living Oceans and Climate Change” visa abordar os desafios contemporâneos da investigação marinha, nomeadamente os efeitos das ameaças aos recursos biomarinhos com valor comercial resultantes das alterações climáticas. A edição de 2019 terá lugar no Edifício Cetemares e conta com a organização da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, do Politécnico de Leiria. O curso pretende conferir aos estudantes de mestrado ou doutoramento uma perspetiva sobre metodologias aplicadas à ecologia marinha, combinando trabalho experimental, observações de campo e componentes teóricas. k
ROOMGO
ON LINE
Roomgo é um site Texto especializado para Beatriz Martins estudantes que Laura Melícias Neuza Santos procuram quartos para arrendar. A criação de conta não tem qualquer custo e a busca pode ser personalizada conforme o local e o orçamento pretendidos. É possível ver os perfis dos colegas de quarto e até mesmo entrar em contacto com eles. Existe, ainda, uma secção onde se consegue negociar com o proprietário. Tudo em www.roomgo.pt/.
Futsal masculino conquista o bronze Texto Davide Araújo, Rita Figueiras e Tiago Cação
Depois do 4º lugar nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNU) do ano passado, a equipa de futsal do Politécnico de Leiria alcançou na edição de 2019 um dos melhores resultados de sempre. A formação masculina ocupou o último lugar do pódio da prova que se realizou em Guimarães, de 28 de abril a 10 de maio. O sentimento é de regozijo com alguma desilusão pelo meio. “Foi um sentimento um pouco agridoce, porque sinto que, com esforço, entrega e
compromisso podíamos ter conseguido um feito ainda maior”, referiu David Silva. O capitão de equipa acrescentou que “a falta de experiência ao nível universitário da maioria dos jogadores pesou na altura das decisões”. “O carinho que temos uns pelos outros e o respeito para com a nossa instituição foram pontos cruciais para a conquista do 3º lugar”, assegurou o atleta. As equipas de andebol feminino e masculino e de hóquei em patins masculino do Politécnico de Leiria ficaram pela fase de grupos, depois de todas terem empatado um jogo e perdido o outro. Apesar disso, o andebol feminino alcançou um honroso 5º lugar numa competição que contou com a organização da Associação Académica da Universidade do Minho. k
UNIVERSIA Universia é um site que contém vários conteúdos sobre o mundo universitário e notícias de caráter variado. A plataforma permite comparar vários cursos em diferentes instituições de ensino superior e obter informações sobre onde realizar programas de mobilidade internacional. Também disponibiliza informação sobre vagas de estágio e de empregos nacionais e internacionais. Em www.universia.pt/.