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ronda poética
Leiria abre espaços à poesia
Suplemento integrante da edição nº 4182 de 11 de maio de 2017 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.
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A parte mais interessante de ser professora é assistir ao crescimento dos alunos
Alzira Saraiva Professora
págs. 6 e 7
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A ABRIR
Dá nome à Biblioteca Municipal de Leiria e foi um dos maiores poetas do seu tempo. Afonso Lopes Vieira nasceu em Leiria. Mais tarde mudou-se para Lisboa, mas continuando a dividir o seu tempo entre a capital e São Pedro de Moel. É neste local, junto ao mar, que podemos visitar a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira. Com várias obras publicadas, salientam-se Onde a terra acaba e o mar começa, O Encoberto, O meu adeus e Ilhas de Bruma.
NÃO PERKAS
Tradição Poética Nascido em Leiria em 1863, Acácio de Paiva foi poeta, prosador, jornalista e crítico. Considerado um autor de referência do seu tempo, foi também humorista e produziu peças de teatro. Com a sua escrita honrou a cidade de Leiria, como é exemplo o poema Cidade Flor ou o O soneto a Leiria.
Francisco Rodrigues Lobo é por muitos considerado um dos mais importantes discípulos de Camões e o iniciador do Barroco na literatura portuguesa. Para além de poesia, Rodrigues Lobo também escreveu prosa, mas foram os seus poemas que enalteceram o seu talento, como Descalça vai para a fonte ou Coração, olha o que queres.
20 de maio, Leiria
UMA NOITE NOS MUSEUS
A cidade de Leiria vai abrir portas dos museus durante uma noite. Visitas noturnas, sessões de poesia, música e muito mais, no dia em que se assinala a Noite Europeia dos Museus. É um evento com entrada livre e para toda a família.
Texto Patrícia Bernardo Adriana Gaspar Marisa Vitoriano
27 de maio, Leiria
12 a 14 de maio, Caldas da Rainha
FESTIVAL MONITOR
FESTA DO CINEMA ITALIANO
Durante três dias, Caldas da Rainha irá acolher a 10ª Edição da Festa do Cinema Italiano. O evento é organizado pela associação II Sorpasso, em colaboração com o Instituto Italiano de Cultura e a Embaixada de Itália em Portugal. O festival conta com filmes de autor, documentários, longas e curtas-metragens e toda a história desta vasta cinematografia europeia.
O Festival Monitor acontece no dia 27 de maio, no Teatro José Lúcio da Silva. A 2ª edição do festival, promovido pela associação Fade In, já tem todos os nomes confirmados. Participam no festival Kriistal Ann, Paradox Obscur e The Agnes Circles. Um espetáculo a não perder para quem é fã do alternativo.
STREET DANCE AWARDS 2017
A 2ª edição de competição de danças urbanas Street Dance Awards regressa a Leiria a 13 de maio. O evento terá início pelas 10h45 no Mercado de Sant’ana, onde terão lugar workshops de Breakdance, Hip-Hop Fusion e Dance Hall, com os bailarinos Speedy, Rita Spider e Tina. Decorrerá ainda a competição Baby e Kid e o início das Battles de Bboyin e All Styles. Às 20h00 começam as Battles e competições de Teen e Adult no Teatro José Lúcio da Silva.
Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt
Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt
Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt
Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt
Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt
Maquetização Leonel Brites
Redação e colaboradores Adriana Gaspar, Adriana Silva, Ana Lúcia Guerra, Ana Luísa, Ana Sofia Gomes, André Lucas, Andreia Rodrigues, Bárbara Costa, Bárbara Morgado, Carolina Lopes, Carolina Ruivo, Catarina Rodrigues, Cláudio França, Cristiana Alves, Francisca Violante, Inês Real, Joana Ferreira, Joana Figueiredo, Liane Duque, Márcio Lima, Maria Beatriz, Mariana Martins, Marisa Vitoriano, Marta Santos, Mylène Ribeiro, Nadine Neves, Patrícia Bernardo, Rafael Vicente, Rui Santos, Sara Joaquim, Sónia Coelho
Até 20 de junho, Teatro Miguel Franco
CINEMA DOCUMENTAL EM LEIRIA
O ciclo de cinema documental Hádoc, a decorer até 20 de junho, irá apresentar a próxima sessão a 16 de maio, com “O Último a Rir”. A exibição será no Teatro Miguel Franco, pelas 21h30. A iniciativa da associação cultural Eco visa divulgar o cinema documental alternativo de autores internacionais. Em cada sessão, decorre ainda um debate sobre o documentário apresentado. O preço é de 3,50€ para o público geral e 3€ para associados da Eco. Há ainda descontos para jovens, estudantes e seniores. 30 de maio a 4 junho, Leiria
FESTIVAL A PORTA
O Festival A Porta #3 tem lugar em Leiria, de 30 de maio a 4 junho. O evento cultural irá animar o centro histórico da cidade e conta com iniciativas variadas, desde música e documentários a gastronomia, passando por ateliês, exposições e atividades ao ar livre. A ESECS volta a estar presente através do espaço ‘Uma Porta para a China’, dinamizado no âmbito da cooperação com a República Popular da China. A iniciativa é aberta ao público em geral, abrangendo todas as faixas etárias.
13 de maio, 10h45, Leiria
Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt
Eça de Queirós estudou Direito na Universidade de Coimbra e veio para Leiria para redigir um jornal político. Colaborou em diversas publicações como Gazeta de Portugal e Revolução de Setembro. Conhecidas por muitos, deixou obras como Os Maias, A Relíquia ou O Crime do Padre Amaro, que tem Leiria como pano de fundo.
Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Coordenadora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt
3 Intercâmbio
ESTÁ –a– DAR
ESECS recebe estudantes seniores da Universidade da Extremadura Texto Carolina Lopes, Inês Real e Sónia Coelho
No âmbito do Programa IPL 60+, teve início no dia 18 de abril uma semana de intercâmbio em que alunos séniores da Universidade da Extremadura, em Espanha, visitaram a região de Leiria, promovendo o convívio entre diferentes nacionalidades. A chegada dos estudantes espanhóis foi marcada por uma sessão de palestras e também por uma introdução à gastronomia portuguesa. A sessão de apresentação contou ainda com a atuação da tuna Sessentuna, que apresentou as músicas nas quais
têm vindo a trabalhar, numa perspetiva de dar as boas vindas aos estudantes espanhóis. Este ano, os estudantes beneficiaram do facto de ser uma semana em que os museus de Leiria tinham entrada gratuita e tiveram a possibilidade de visitar alguns deles. Para além disso, ficaram a conhecer localidades como a Nazaré, Batalha e Peniche. Durante a semana decorreram ainda aulas de dança e de chinês. A parceria entre o IPL e a universidade espanhola conta já com 8 anos de existência e consiste num intercâmbio, em que, por vezes, são os estudantes do 60+ a ir até Espanha, como acontecerá ainda durante o mês de maio. Sara Mónico Lopes, coordenadora do Programa IPL 60+, assegura que o objetivo da parceria passa por proporcionar novas aprendizagens, incentivar o conhecimento cultural e promover um contexto intergeracional, uma vez que nem todos os alunos pertencem à mesma faixa etária. A docente explica que os alunos “adoram acolher e mostrar o que a região tem, assim como gostam de conhecer novas realidades”. Sara Mónico acrescenta que para além de benefícios como “o espírito de acolhimento e o convívio” o intercâmbio permite um contacto que “pode promover outras parcerias e projetos”. k
11 maio 2017
KO Texto
Cláudio França Rui Santos
Mooo Uma hamburgueria artesanal
A SOMAr na Igualdade Texto Bárbara Costa, Francisca Violante e Sara Joaquim
A Associação de Dança de Leiria (ADDDL) provou que “dançar é para todos” ao apresentar, no dia 1 de abril, a Gala Solidária do Projeto SOMA. O evento teve lugar no Teatro José Lúcio da Silva, e contou com a participação da Orquestra Filarmónica Cortesense, do duo de voz e guitarra Mike Bramble e Vanessa Laurelin, e da cantora marinhense Luísa Oliveira. A Gala Solidária teve como principal objetivo angariar fundos para o Projeto SOMA, que reverteram totalmente a favor do seu desenvolvimento. O espetáculo permitiu também apresentar o trabalho dos alunos, que atuaram acompanhados pela Orquestra Filarmónica das Cortes. O Projeto SOMA surgiu em 2013, dinamizado por Carolina Alejos e Maria João Sobrinho, e tem como objetivo proporcionar a crianças, jovens, adultos e seniores com algum tipo de incapacidade o contac-
to com a dança e o movimento criativo. O projeto divide-se em três vertentes: a dança integrativa, a dança inclusiva e a formação. A iniciativa não tem como propósito formar bailarinos, mas sim criar nos alunos competências e valores como a organização, compromisso, autonomia, responsabilidade, paciência e o espírito de equipa. Segundo Diana Sebastião, atual responsável, o montante angariado ajudará a manter o projeto, aumentando o número de alunos e de parcerias. Diana acredita que a dança deve ser acessível a todos, e considera que deveria “haver mais pessoas a ter os benefícios que a dança proporciona, sendo importante a expansão e o crescimento do projeto”. No futuro, a Associação pretende continuar a promover atividades que permitam a recolha de fundos. Em agenda tem, no próximo dia 28 de maio, um passeio de BTT, em que a Airbike se associou à ADDDL. Encontra-se ainda, de momento, a realizar uma angariação pública de fundos associada à iniciativa do “SOMARKMS - 600 km a pedalar pela igualdade na diferença”. k
Depois da abertura da primeira Mooo, na Nazaré, ter sido “uma experiência bem sucedida”, a sua abertura em Leiria “foi uma certeza”. Quem o diz é Alberto Carlos, gerente, que explica ter tido como objetivo desenvolver um conceito artesanal para o espaço. Na hamburgueria Mooo podemos encontrar produtos frescos e exclusivos: “O pão é feito com uma receita própria, não compramos pão de hambúrguer, a carne é preparada de manhã e os legumes no dia. O sucesso vem com a utilização de produtos de excelência”, explica o responsável. Alberto Carlos acrescenta ainda que “a carne é selecionada ao pormenor”, garantindo que “apenas com uma pitada de sal fique muito saborosa”. Com uma carta bastante diversificada, os hambúrgueres mais pedidos são, por exemplo, o “Lambão”, o “Cala o Bico”, “o Castelo” e o “Chorar por mais”. Apesar de não existir o hambúrguer do mês, os clientes podem contar com novas receitas frequentemente: “tentamos inovar o máximo possível”. Alberto Carlos refere ainda que, a pensar nos estudantes e trabalhadores, foi criado um menu diário de almoço, “ideal para quem precisa de uma boa refeição a um preço acessível”. A decoração é moderna, inovadora e inspirada na cidade. Ao entrar, os clientes deparam-se com um quadro de ardósia que não passa despercebido, com diversas ilustrações da cidade do Lis e do conceito da hamburgueria. O espaço aberto permite ter uma visão ampla de todo o estabelecimento, frequentado por clientes de todas as faixas etárias, “desde os 5 aos 50 anos”. Para os que já estão com água na boca, há uma boa notícia: a hamburgueria está aberta entre as 12 e as 23 horas, sem pausas durante a tarde, “para que a qualquer hora se possa comer um hambúrguer”. k
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Leiria abre espaços à poesia
© Rui Pascoal
ronda poética
KAPA Leiria voltou a abrir as portas e o coração à Ronda Poética. Por vários pontos da cidade, a poesia esteve presente, relembrando a tradição poética da região, marcada por autores como Francisco Rodrigues Lobo, Acácio de Paiva ou Afonso Lopes Vieira. Texto Bárbara Morgado, Mylène Ribeiro e Nadine Neves
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om o objetivo de assinalar o Dia Mundial da Poesia, o mês de março trouxe a Leiria um aroma a poesia que se espalhou por vários pontos da cidade. De uma colaboração entre a Câmara Municipal de Leiria, a Livraria Arquivo e o Jornal de Leiria, surge a 2ª edição da Ronda Poét ica. A primeira aconteceu em 2015. Tertúlias e debates, serões poético-musicais, exposições, projetos de intervenção comunitária (como a leitura em estabelecimentos prisionais), maratonas de declamação de poemas e uma gala de poesia para escolas preencheram o evento, que voltou para provar que este género literário não estava esquecido pelos leirienses. A iniciativa contou com a participação de poetas, artistas, músicos, fotógrafos, esco-
las e outras instituições da região e desenvolveu-se nos espaços culturais da cidade, como o Moinho de Papel, a Igreja da Misericórdia, a Biblioteca Afonso Lopes Vieira ou o Atlas Hostel. Paulo Costa, psicólogo de profissão e um dos impulsionadores do evento, explica que escreve poesia desde a adolescência. Com três obras de poesia publicadas, lançou na Ronda Poét ica o livro Casa Alta, o seu último projeto, desenvolvido em conjunto com a ilustradora Sílvia Patrício. O psicólogo refere que sempre sentiu uma necessidade e um interesse por este género literário porque “através da poesia conseguia transformar alguma coisa que não conseguiria transformar por outra via”. Impulsionador das duas edições do evento, indica sentir-se orgulhoso e feliz “pela grande adesão por parte dos leirienses e mesmo por pessoas fora da cidade”. Para Paulo Costa, a participação do público resultou da boa divulgação e do programa diversificado. “As pessoas querem perceber como a poesia se apresenta e a atividade teve ações dirigidas a vários públicos”, sublinha. Muitas das atividades aliaram poesia a outras artes, como a música e a dança. Para Paulo Costa, uma das iniciativas mais interessantes da Ronda Poét ica foi o Poetry Slam, o primeiro desenvolvido em Leiria. Trata-se de uma iniciativa em que existe um microfone num local e as pessoas são convidadas a recitarem a sua poesia. A Ronda Poét ica ficou ainda marcada pela entrega do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo. Orlando Cardoso, professor de História reformado e também autor de poesia, foi um dos membros do júri. Com uma vasta coleção de obras poéticas publicadas, algumas premiadas, encara a poesia “como uma forma de expressar sentimentos e emoções” e afirma que se sentiu satisfeito com as 200 candidaturas submetidas ao concurso. Orlando Cardoso considera que “houve uma evolução das mentalidades” e “as pessoas já não veem a poesia como uma coisa complicada, que custa a decifrar”. Na sua opinião, o aumento da adesão ao evento nesta segunda edição deve-se ao facto de ter havido uma boa divulgação por parte da organização e ao desejo, que tem vindo a crescer, das pessoas quererem saber mais e ao gosto pela leitura. Segundo Orlando Cardoso, “existe uma maior consciência poética”. Carla Pais, a vencedora do prémio, vive em França desde 2012. Começou a escrever aos treze anos em diários, mas a poesia chega à sua vida já em adulta: “Quando precisei de entender e explicar o mundo de uma outra forma, foi aí que encontrei a poesia”, confessa.
Foi desafiada a participar por amigos que liam o que escrevia, não escondendo que vencer o concurso foi “uma surpresa total”. “Já ganhei outros prémios literários, mas faltava-me arrecadar um com poesia. Ironia das ironias: fui buscá-lo à minha terra…” conclui Carla. Uma relação com tradição? Muitos foram os poetas que nasceram e passaram pela cidade do Lis, onde encontraram inspiração para as suas obras. Francisco Rodrigues Lobo, Acácio de Paiva ou Afonso Lopes Vieira ainda hoje estão presentes na cidade, dando nome a instituições, ruas e praças. Cristina Nobre, professora na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, investigadora da vida e obra de Afonso Lopes Vieira, e também membro do júri do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo, vê em Leiria e na poesia uma relação de fusão: “paisagística, humana e conceptual.” Para a investigadora, a relação entre a cidade e a poesia passa não só pelo legado que foi deixado desde D. Dinis, a Afonso Lopes Vieira, mas também “pelo mar, pelo campo, pelo rio e a f loresta”. Estes “sempre foram e serão alguns dos ingredientes desse envolvimento apaixonado e amoroso, conf lituoso e sereno, interventivo e esteticamente comprometido”, refere Cristina Nobre. A professora chega mesmo a afirmar que a palavra “poética tem sido uma das mais fortes chamas artísticas em Leiria” e que esta relação de fusão continua a tornar possível o surgimento de descendentes valiosos do género literário. Já Orlando Cardoso quando questionado acerca da relação entre Leiria e poesia, considera que esta é inexistente e que a propaganda é que tenta criar
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uma ligação. Na sua opinião a relação da poesia com a cidade é a mesma que noutras cidades. Refere, no entanto, que têm vindo a surgir eventos interessantes. Quando a poesia surge subitamente Existem outros movimentos relacionados com poesia na cidade para além de eventos como a Ronda Poét ica. Do gosto pela fotografia e por contar histórias, surge em 2013 o “Sílaba Súbita”, um projeto há muito sonhado por Liliana Carvalho e Francisco Moreira, os seus criadores. O principal objetivo do projeto era o de contar uma história a partir de uma fotografia. Os textos teriam de ser curtos de modo a dar liberdade aos leitores para pensarem acerca do que lhes era apresentado. A poesia, tal como o nome do projeto, surgiu mais tarde, de forma súbita. Liliana Carvalho explica que era de grande vontade dos dois criadores que o Sílaba Súbita tivesse uma relação vincada com a cidade de Leiria, até porque é o local mais representado nas fotografias, mas foi algo que não aconteceu. À medida que o projeto foi crescendo ganhou uma grande projeção no outro lado do mundo, no Brasil, e a intenção de serem um projeto fortemente ligado à cidade deixou de ser tão forte. “Quando deixámos de nos preocupar em ser um projeto de Leiria, é que Leiria começou a reparar no projeto”, sublinha Liliana. Francisco corrobora: “A cidade acabou por nos surpreender”. O Sílaba Súbita conta já com um livro, lançado no ano passado, produto de uma coletânea de fotografias postadas nas páginas online do projeto (Tumblr e Facebook) e com uma exposição no MIMO, Museu da Imagem em Movimento. Sendo amantes de poesia, Liliana e Francisco participaram também na Ronda Poét ica. Francisco Moreira afirma que a adesão ao evento é uma das provas de que “Leiria é capaz de se mobilizar em torno da poesia”. Para Liliana, “as pessoas tinham interesse em consumir poesia de formas diferentes, não só a poesia num livro, mas também associada à música, dança, exposição”. Os criadores do Sílaba Súbita destacam também o Poetry Slam como uma das atividades mais interessantes do evento. Liliana Carvalho defende que o conceito é uma prova de que a poesia é algo transversal, ”não tem classe, géneros, não tem de se ser mais ou menos culto”. Ações futuras De acordo com Paulo Costa, a Ronda Poét ica abriu “um capítulo mais sólido nesta área” sendo a prova de que os leirienses apreciam este género literário e são capazes de se mobilizar em seu torno. Para o autor, fica o desejo de repetir o evento, com novas temáticas e ações, ligação a outras artes e alargamento a novos autores. Já Liliana Carvalho afirma que se começa a construir na cidade “uma poesia mais organizada: parece que até aqui as coisas estavam um pouco dispersas, surge agora uma comunidade poética mais coesa”, conclui. k
KULTOS Texto
Márcio Lima
Arrival A Chegada de um filme inteligente Arrival é a obra capaz de quebrar o estereótipo de que um filme de ficção científica se cinge a uma invasão alienígena que pretende destruir o nosso planeta. Arrival junta-se, assim, ao pequeno lote de filmes eficientes a desviarem-se da mais comum linha de argumentos dos filmes de ficção científica. Apenas duas obras de ficção científica foram capazes de marcar esta diferença: Interstellar e Gravity. Realizada por Denis Villeneuve, a película foi nomeada para oito Óscares, tendo arrecadado o galardão de melhor edição de som. Logo nos primeiros minutos de filme, apercebemo-nos de que, ao contrário de outros filmes do mesmo género, este usa a “invasão” alienígena para abordar temas mais nobres e humanos. O tema central da longa-metragem é o desafio que Louise e Dr. Ian (interpretado por Jeremy Renner) têm ao tentarem desvendar qual o objetivo da chegada dos heptapods. Os visitantes comunicavam através de um vidro que os dividia dos humanos e onde escreviam símbolos circulares. A mensagem central do filme é a comunicação, e o vidro que separa os visitantes dos humanos parece ser uma forma de crítica à sociedade de hoje, que vive através de ecrãs. A obra faz-nos, sem dúvida, refletir sobre a necessidade e importância da comunicação cara a cara. É dessa forma que as pessoas se entendem melhor, qualquer que seja a sua nacionalidade ou, neste caso, planeta de origem. Mostra-nos também a necessidade e importância de um bom relacionamento e união entre raças e estados políticos. Arrival não é apenas sobre a chegada de aliens à Terra, trata-se da “chegada” de um inteligente filme, capaz de estimular o intelecto do espectador e pô-lo a pensar para além do que vê no ecrã. Sem desvalorizar o trabalho de outros atores como Jeremy Renner e Forest Whitaker, Louise, interpretada por Amy Adams, ofusca as personagens que a rodeiam com a sua sensibilidade e delicadeza. Uma interpretação notável por parte da atriz. Desta forma, e depois de Incendies, Prisoners e Sicario, Denis Villeneuve continua a provar porque é um dos mais excitantes e talentosos realizadores atualmente a trabalhar em Hollywood. k
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É preciso saber pensar e é preciso SENTADO aprender NO a pensar MOCHO
KURTAS
Alzira Saraiva Alzira Saraiva Professora Professora Com formação em Geologia, e depois de um percurso no ensino secundário, foi uma das professoras a inaugurar a ESECS (antiga ESEL), a primeira escola do Instituto Politécnico de Leiria. Docente na área da Educação, Alzira Saraiva é hoje a primeira professora jubilada do IPL. Numa viagem pelo seu percurso, confessa que o mais interessante tem sido “assistir ao crescimento dos alunos” e que através deles está também “sempre a aprender”. Texto e Fotos Ana Lúcia Guerra, Cristiana Alves e Marta Santos
Em todos estes anos, quais os projetos profissionais que mais a marcaram? Todos tiveram importância, porque no fundo sempre assisti e participei em muitas reformas de ensino, e em todas elas aprendi muito. Agora, que me reformei, há coisas que posso dizer que gostei, e outras de que gostei menos. Ou melhor, acho que Portugal umas vezes fez boas opções, e outras menos boas. Ser professora foi algo que sempre ambicionou? Não. Eu não queria ser professora. A minha licenciatura é de cinco anos e tenho formação científica em Geologia. Quando estava na Faculdade, os três primeiros anos davam direito a um bacharelato e nos outros dois anos o estudante escolhia a formação de professor ou a formação científica. E eu optei pela formação científica. Especializei-me em Paleontologia e Estratigrafia. O que eu ambicionava era ser investigadora. No quinto ano tinha uma tese para fazer mas, devido a circunstâncias que me ultrapassaram, quando chegou a junho não ti-
Um livro O Azulejo em Portugal de José Meco Uma personalidade A minha mãe Um cantor Elvis Presley Uma cidade Luanda Uma palavra Paz Um sentimento Amor Um sonho “Um sonho nunca se concretiza porque a partir do momento em que se concretiza deixa de ser sonho”. Não há um sonho, há a transformação de coisas que são pequeninos sonhos.
nha o trabalho pronto e concluído. Nessa altura, como ções que os pequenitos colocam aos próprios estagiátinha as cadeiras todas feitas, achei por bem ir ganhar rios… Isso é muito importante. dinheiro, para não estar sujeita ao que os meus pais me davam. Resolvi concorrer para o Ensino. Estive então a Na sua opinião, o que a distingue como professora? trabalhar durante dois anos no Liceu de Almada, e os Eu não sei se me distingo de algum dos meus colegas. meus colegas aborreceram-me muito porque acharam Mas há uma coisa que foi sempre muito importante que eu tinha alguma habilidade para ensinar e queriam para mim, em toda a minha carreira. No primeiro ano que eu concorresse a estágio. Para mim foi mais fácil em que dei aulas tive alunos que eram uns “matulões”. concorrer do que explicar por que não concorria. Para Tive 13 turmas, mais de 500 alunos e eles eram quase togrande espanto meu, fui colocada. Como não queria, fui dos do meu tamanho ou mais altos do que eu. Na altura, ao Ministério reclamar que não queria ir para estágio. apesar de o liceu ser misto, havia turmas só femininas No Ministério ninguém entendeu a minha reclamação. e turmas só masculinas. E no primeiro ano houve uma Era a única que reclamava por estar colocada em está- turma em que não gostei nada dos alunos. Não só do gio, enquanto os outros reclamavam por não estarem seu comportamento, mas também ao nível de alguns colocados. O Ministério não aceitou a minha reclama- valores. Detestei aqueles alunos. E acho que isso me fez ção. Fiz o estágio e no ano seguinte efetivei-me. Aí já não decidir, no final do ano, algo de muito importante. Fiz uma promessa a mim mesma que, caso continuasse a quis voltar atrás. E foi assim que me tornei professora. ser professora, tinha de gostar deles. Não era importante que os alunos gostassem ou não de mim, mas eu tinha Acabou por gostar… Claro, com certeza, caso contrário não estava cá! O de gostar deles. Isso foi uma promessa que eu fiz a mim que quero dizer é que os jovens que neste momento mesma há cerca de 44 anos e que cumpri. Eu gosto dos acham que querem uma determinada profissão, pro- alunos, independentemente de eles gostarem ou não de vavelmente a vida dará tantas voltas que acabarão mim. Isso não é importante. Eu não estou a dizer que por fazer mil e uma coisas diferentes do que estão os outros colegas não gostem dos alunos. Mas este foi neste momento a pensar fazer. E não quer dizer que um objetivo da minha profissão que eu acho que cumnão gostem muito e que não tenham sucesso. Porque pri perfeitamente. Tenho alunos que gostam muito de mim, outros possivelmente detestam-me e outros para a vida é mesmo assim. os quais serei uma pessoa indiferente, como tudo na vida. Agora, para mim é importante gostar dos alunos. Do que vai ter mais saudades? Do contacto com os alunos, sem dúvida nenhuma. Porque a parte mais interessante de ser professora, e Enquanto professora mais antiga do IPL, como principalmente quando se faz supervisão, é assistir avalia a evolução da Instituição? ao crescimento dos alunos. Vê-se como eles eram um A primeira escola do Instituto foi a ESECS, que na almês antes, o que são agora, como crescem todos os dias tura era ESEL. A Escola não começou com formação um bocadinho. Nas outras unidades curriculares é um inicial. Começou com formação em serviço, com a propouco mais difícil porque alguns alunos acham que fissionalização. No primeiro ano, havia muitos profesapenas têm de decorar meia dúzia de coisas e, portan- sores no concelho e distrito de Leiria que não eram to, não se assiste tão facilmente a este tipo de cresci- profissionalizados. E uma das vertentes da Instituição mento. Mas quando os alunos têm de enfrentar uma foi sempre profissionalizar os professores do distrito, turma, veem que decorar coisas não chega, e aí é que quer do ensino público, quer do ensino particular. No assistimos ao seu verdadeiro crescimento. Através dos segundo ano de trabalho abrimos com 53 ou 56 alunos estagiários estamos também sempre a interrogar-nos na totalidade. Na altura era muito especial. Isto era e a aprender. E eu não sei quem aprende mais, se são como uma família. Eram muito poucos alunos e nós os estagiários, se somos nós a ver os estagiários a atuar. sabíamos tudo sobre eles. O ambiente era de tal maAs interrogações que eles nos colocam, as interroga- neira familiar que quando nós descíamos, professores
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e alunos, tínhamos o pequeno-almoço preparado à Uns têm mais facilidade do que outros e, normalmen- A cerimónia da sua jubilação encheu o auditório. medida de cada um. Lembro-me que se constituiu uma te, tem de se ter ajuda. Há vários níveis de pensamen- Como foi ter todas aquelas pessoas presentes? equipa de futebol, de professores e alunos, que iam jo- to. É aí que se tem de apostar: em alunos que saibam Eu não sabia quem é que vinha. Tive, pela primeira vez gar a todas as freguesias de Leiria e os restantes iam pensar. Pensar por si e não no que a máquina manda na vida, a minha família mais próxima presente. A micomo claque apoiar a equipa. Agora não se imagina fazer. Essa é a questão que me parece fundamental. nha mãe, as minhas irmãs, parte dos meus sobrinhos, uma escola assim. Não se pode comparar meia dúzia A questão do aprender depende dos alunos. O profes- amigos fizeram-me a surpresa de vir. Nem imaginava de pessoas com o número que há neste momento. A sor não pode abrir a cabeça e meter tudo lá dentro. De- que viriam tantos antigos alunos, alguns de longe. Foi Escola cresceu muito. um dia que se tornou especial. No dia 14 de dezembro pende do aluno aceitar aprender. já tinha estado com colegas e funcionários. Portanto, a Quais são as maiores diferenças no ensino entre Houve algum estudante que a tivesse marcado? escola já tinha mostrado o seu apreço. E não são só proo momento em que iniciou a sua carreira e hoje? Há muitos que me marcaram ao longo da vida. Há pou- fessores e alunos. Aqui há funcionários a quem eu devo Nesta pergunta falo na primeira pessoa. Quando co- co já falei de um conjunto de alunos que devem estar muita coisa, muito apoio, muita simpatia. mecei, era muito importante os alunos saberem os nos seus 60 anos. Eles não se lembram de mim, mas eu conteúdos. Neste momento os conteúdos são uma não me consigo esquecer deles. Recordo também um Na cerimónia deu uma lição sobre o aprender parte. Acima de tudo é importante crescerem como aluno que me fez um grande favor na primeira aula em nos tempos de hoje. Como é aprender hoje? pessoas. Sem essa componente não vão resolver os que fui supervisionada. Eu pensava que não me ia cus- Por exemplo, aqui no Ensino Superior os alunos estão problemas do dia-a-dia. Mas também comecei a mi- tar nada, era uma turma com 32 rapazes, e ao fundo da muito preocupados quando o professor passa o Powernha carreira há 45 anos, desde aí houve grandes mu- sala estava a metodóloga e os meus colegas de estágio. Point porque podem não ter tempo de copiar os apontadanças nesse campo. Mal estaríamos se eu ainda pen- Era uma aula de Geologia e eu estava enervada, mas mentos para depois decorarem exatamente o que estava sasse como pensava aos 20 e poucos anos. pensava que ninguém tinha reparado. De repente um escrito. Muitas vezes nem percebem o significado, porrapaz, gingão, mas não mal educado, levantou o dedo que esperam que na prova venha qualquer coisa em que O que é que ainda é necessário mudar no ensino? e perguntou se podia falar. Quando lhe dei permissão possam despejar o que sabem. Mas isso não é aprender É sempre preciso mudar, porque o mundo à nossa vol- ele disse: “Ena, tão nervosa, não é habitual! Diga lá o com significado. A mudança principal está nos alunos. ta está em constante mudança. Por exemplo, os jovens que lhe aconteceu”. Eu naquele momento tinha uma Em quererem aprender de uma outra maneira. Se não têm hoje instrumentos que fazem parte do seu dia-a-dia. pedra na mão e a minha tentação era atirar-lhe aquilo aprenderem significativamente, se não entenderem, Quando acordam pegam no telemóvel e isto comanda a à cabeça. Como assim?! Alguém tinha percebido que eu aquilo fica “colado com cuspo”, como se costuma dizer. sua vida e tem implicações muito grandes na maneira estava nervosa? Mas foi a melhor coisa que ele me fez. A vida real vai ter problemas que os alunos têm de saber como eles funcionam uns com os outros, nem olham Se ele não tivesse dito aquilo eu teria perdido imensa resolver e para isso têm de ter conhecimentos. Mas só para aquilo que os rodeia. Todo o ensino tem de acompa- energia a fingir que não estava nervosa, quando toda os sabem usar se os tiverem compreendido. É também nhar tudo isto, mas neste momento os alunos são muito a gente já tinha entendido. Este episódio foi em 1974 e necessário ter professores capazes de auxiliar e acompadiferentes dos alunos da década passada. As fontes de estou a falar-vos dele, não o podia esquecer. nhar os alunos. Isto consegue-se talvez com outro tipo interesse são outras. Durante uma aula não resistem a de organização. Por exemplo, nas escolas, os professores não olhar para a máquina. Estão mais interessados no Que conselhos daria a quem está a iniciar o per- têm de ter mais espaço para conversar olho no olho. É que recebem via telemóvel do que no que está a aconte- curso profissional na área do ensino? através do contacto que se comunica mais. Através de cer. Tudo tem de mudar, mas provavelmente os jovens Primeiramente, tem de ser uma pessoa muito dispo- gestos, olhares, a posição do corpo, etc., que reforçam ou não adquiriram algumas competências que deviam ter nível e tem de ser uma pessoa suficientemente aberta negam aquilo que eu estou a dizer. Quando os alunos só adquirido, principalmente ao nível das relações inter- para ir aprendendo ao longo da vida. Tem de estar pre- estão com os olhos nos telemóveis perde-se toda a comupessoais. É importante não esquecer que o principal de disposta para a mudança e para auxiliar os outros a po- nicação não-verbal e só parte do significado é realmente uma aula é a comunicação que se faz dentro da sala. derem fazer também o seu caminho… e isso não é fácil. entendido. A comunicação precisa de tudo o resto. Tem de haver uma adaptação? Foi primeira professora do IPL a ser jubilada. Que Agora que se aposentou, quais as perspetivas Tem, mas não sou apologista da maneira como a tec- significado teve para si a jubilação? para o futuro? nologia é usada. Os jovens estão habituados a receber Quando me falaram da jubilação eu não achei muita É muito complicado. Na minha cabeça, ainda não esinformação que já foi utilizada por outros e não sa- piada. Não gosto de cerimónias desse género. Mas sen- tou reformada. Ainda venho à escola, voluntariamenbem olhar à sua volta, colher informação e interpretá- ti que tinha a obrigação moral de abrir caminho. Abrir te. Até agora tenho estado a orientar as minhas alunas -la. Portanto, com muita facilidade, são manipulados mais um caminho entre os muitos que já abri nesta casa nas suas teses de mestrado. Também é uma maneira por alguém. Isto traz implicações muito grandes. ao longo destes 32 anos. E que não podia dizer que não. de preencher o meu tempo. Neste momento também Para mim o significado da jubilação foi o significado tenho alguns alunos chineses para a conversação. Tem Que características deve ter um estudante para que os outros me fizeram sentir. Sem dúvida nenhuma, sido muito interessante. Ainda ontem estive toda a ser bem sucedido? Chega estudar e ir às aulas? a minha jubilação foi um dia de afeto. Estiveram presen- tarde com eles porque precisam de auxílio na oralidaDepende da definição de estudar. Se for estudar na tes alunos praticamente desde o princípio dos cursos, de. Apesar de não ser professora de português gosto véspera, então não chega. Para se ser bem sucedido várias gerações de alunos. Teve muito significado para de conversar. E irão surgir outras coisas. Quando me é preciso saber pensar e é preciso aprender a pensar. mim e para todos, porque foi uma situação de afetos. aborrecer, vou-me embora de vez. k
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Jornadas da Amnistia Internacional discutem segurança e privacidade Texto Rui Santos, Cláudio França e Nuno Rebelo
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Catarina Rodrigues Andreia Rodrigues André Lucas Adriana Silva Ana Luísa Maria Beatriz
PRÉMIO BRANQUINHO DA FONSECA A Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o jornal Expresso, lança a 9.ª edição do Prémio Branquinho da Fonseca. A iniciativa tem como objetivo incentivar o aparecimento de jovens escritores de literatura infantil e juvenil. O prémio integra duas modalidades: obras de literatura para infância e obras de literatura para a juventude. Para qualquer uma das modalidades são admitidos concorrentes entre os 15 e os 30 anos de idade. A apresentação de trabalhos decorre até 31 de maio. Mais informações sobre o concurso disponíveis em: https://gulbenkian.pt/iniciativas/premios/ premio-branquinho-da-fonseca/. CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO, PRÁTICAS E CONTEXTOS EM EDUCAÇÃO A 6.ª edição da Conferência Internacional de Investigação, Práticas e Contextos em Educação (IPCE) realiza-se nos dias 19 e 20 de maio, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Leiria. O objetivo da conferência é debater os desafios que se colocam em diferentes contextos educativos. O evento reúne educadores, professores, órgãos de direção e gestão de instituições que irão discutir experiências e partilhar boas práticas na área da Educação. Mais informação em: http://sites. ipleiria.pt/ipce2017/pt CONCURSO POLIEMPREENDE Está a decorrer a 14º edição do concurso Poliempreende – Projetos de Vocação Empresarial. O Poliempreende é um projeto da Rede de Instituições Politécnicas nacionais e inclui um Concurso de Ideias e um Concurso de Planos de Negócio. O valor dos prémios pode ir até aos 22.500 euros. A iniciativa pretende desenvolver o empreendedorismo e a inovação, através do incentivo à criação de postos de trabalho e empresas. As inscrições para o Concurso de Ideias decorrem até 14 de maio e para o Concurso de Planos de Negócio, entre 24 de maio e 30 de junho. Mais informação disponível em: http:// poliempreende.otic.ipleiria.pt.
Privacidade, segurança e direitos humanos foram os temas debatidos nas II Jornadas do Núcleo de Peniche da Amnistia Internacional, que decorreram na Escola Superior de Tecnologia e Turismo do Mar. O evento teve lugar no passado dia 22 de abril e reuniu oradores de várias áreas ligadas à segurança e à privacidade, com destaque para Miguel Capelão (diretor de controlo de risco na PHC, S.A.), Pedro Machado (diretor de privacidade de dados da AGEAS Portugal), Michael McCroddan (diretor da Green Ashes e presidente da Alexander Advisory) ou Pedro Neto (diretor executivo da Amnistia Internacional). Numa altura em que a tecnologia está cada vez mais avançada, a segurança dos utilizadores foi o tema em discussão durante o evento. Os oradores explicaram que
a privacidade das pessoas está em risco devido à facilidade com que um hacker consegue aceder a tudo que é feito online. Foram também referidas boas práticas para evitar riscos de um ataque informático. Ter várias palavras-passe, fugir de wi-fi públicos, manter o software atualizado e ter cuidado com as ligações a que se acede, foram alguns dos conselhos partilhados. A ausência de Adriano Moreira, um dos oradores mais esperados e que por motivos de saúde não pôde comparecer, foi compensada pelas excelentes intervenções dos oradores presentes. Manuel Coutinho, coordenador do Núcleo de Peniche da Amnistia Internacional, refere que “a iniciativa foi um sucesso”, graças aos oradores, mas também às 60 pessoas que compuseram a plateia. Para Manuel Coutinho foi uma tarde “rica de debate”, com “perspetivas distintas”, em que “todos souberam pensar: plateia e oradores.” k
A FECHAR
IPL mais desportivo
Atletas competem em várias modalidades Texto Carolina Ruivo, Liane Duque e Mariana Martins
O mês de abril ficou marcado por mais um passo em direção a um IPL mais desportivo. O Politécnico de Leiria contou com as participações da equipa de futsal e dos atletas praticantes das modalidades de canoagem e atletismo no Campeonato Nacional Universitário (CNU). O CNU Coimbra 2017 de canoagem foi o primeiro evento das fases finais. Apesar da participação de 4 atletas na prova, o IPL não conseguiu alcançar nenhum dos lugares de destaque. O primeiro lugar coletivo foi ganho pela equipa da casa: a Associação Académica de Coimbra. A equipa masculina de Futsal deslocou-se também a Coimbra para disputar a fase final do Campeonato Nacional Universitário desta modalidade. Nesta prova, a equipa do IPL não foi além dos quartos-de-final, após ter sido eliminada pela AEISCAL,
numa competição que teve como vencedor a Associação de Estudantes da Faculdade de Economia do Porto. O Instituto Politécnico de Leiria ficou ainda encarregue da organização do CNU de Atletismo Estrada, que teve lugar no Estádio Doutor Magalhães Pessoa. Quatro atletas, dois na categoria de masculinos e dois na de femininos, representaram o IPL numa prova em que o troféu foi conquistado pela Universidade por Porto. A merecer atenção está a equipa de andebol masculina do IPL, composta por 16 atletas, que está, esta semana, a competir para tentar inverter a história dos últimos dois anos que ditou a formação de Leiria como vice-campeã. As expetativas são altas na luta para o lugar de campeões nacionais da modalidade. k
EMPREENDER NO FEMININO Criada por um grupo de mulheres, a WomenWinWin é uma associação sem fins lucrativos que procura colocar a Internet e as redes sociais ao dispor de mulheres empreendedoAna Sofia Gomes ras. As fundadoras Joana Figueiredo Rafael Vicente do projeto acreditam “no poder da comunidade como alavanca da atitude empreendedora e reforço da iniciativa empresarial feminina.” Na plataforma é possível contactar com outras empresárias, divulgar projetos, pesquisar negócios e explorar oportunidades. womenwinwin.com
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CIDADE DAS PROFISSÕES A Cidade das Profissões é um projeto gratuito que pretende promover a empregabilidade. Presta apoio aos cidadãos com informação e aconselhamento em formação, profissões, emprego e empreendedorismo, permitindo aos utilizadores desenvolver competências necessárias a uma boa adaptação ao mercado de trabalho. A plataforma oferece serviços de consultoria de percursos profissionais, explorando temas como procura de emprego, criação de negócios e desenvolvimento de novas competências. O website integra ainda o espaço multimédia, ferramenta que ajuda cidadãos na realização do CV, cartas de candidatura e workshops. cdp.portodigital.pt