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Akadémicos 74

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Natal

Uma noite sem enfeites pág. 5

Suplemento integrante da edição nº 4162 de 22 de dezembro de 2016 do semanário REGIÃO DE LEIRIA. Não pode ser vendido separadamente.

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Susana Ribeiro Coordenadora de Investigação da Operação Nariz Vermelho

“Estamos nos Hospitais durante todo o ano” págs. 6 e 7


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PROJETOS PARA UM ANO NOVO Nascido em 2005, o projeto Akadémicos foi nutrido por várias equipas de alunos e docentes do curso de Comunicação, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. Como tubo de ensaio jornalístico, foi evoluindo à custa de sucessos, tentativas e erros.

A ABRIR

Com prática na edição impressa, que conta já com 74 números, há vários Natais que desejamos uma edição digital, onde possamos continuar a ensaiar práticas, alargadas a novas linguagens, que permitam a futuros profissionais integrar o mercado de trabalho cada vez mais experientes e treinados. Iniciámos durante este ano a exploração do espaço digital e pretendemos assumir e fazer crescer esta nossa presença online.

Aguardamos pela vossa visita. Sintam-se à vontade para remexer as nossas prateleiras, onde encontrarão conteúdos atualizados, a explorar também a interatividade que o meio proporciona. A todos os colaboradores que têm permitido a continuidade e crescimento do projeto, à comunidade académica que nos enquadra e a todos os leitores, desejamos, com mais ou menos celebrações, um Feliz Natal e um excelente 2017. Se podemos deixar um desejo, gostaríamos de vir a apagar muitas velas da nova experiência em meio digital. A nossa morada? http://akademicos.ipleiria.pt/. k

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Few Fingers - Burning Hands (Vinyl & Live)

Texto: Cláudia Monteiro, Mariana da Silva e Marlene Varela

O À Descoberta da Mata de Alcaria

A Green Trekker organiza uma caminhada pela mata da Alcaria, junto às formações calcárias em redor do rio Alcaide. O percurso propõe a descoberta da Serra da Galega e da mata da Valicova. A caminhada inicia-se no Parque de Merendas da Valicova (estrada Porto de Mós - Fátima) e segue por vales, rumo à Costa de Alvados e a Fórnea, passando pela aldeia da Alcaria e terminando com uma subida pelas encostas da Serra da Galega. O percurso é de 16 km e de dificuldade moderada. O preço é de 10€ e inclui guia no terreno, chá e bolachas. Informações em http://greentrekker. pt/agenda

28 de dezembro, das 18h30 às 21h30 Teatro Miguel Franco

O Poder da Música

Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt

Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites leonel.brites@ipleiria.pt Rui Lobo – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPLeiria

Marco Gomes marco.gomes@ipleiria.pt

Entrar com o pé direito no mercado de trabalho

8 de janeiro, das 10h00 às 15h30

Texto Adriana Silva

Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt

“This is not a Typical Conference”

Concerto realizado para a apresentação do vinil (edição limitada e colorida) do disco de estreia, “Burning Hands”, dos Few Fingers. O projeto nasceu do desafio de Nuno Rancho e André Pereira criarem um tema para a compilação Leiria Calling. O tema “From Pale To Red” juntou os dois músicos e deu origem ao seu primeiro álbum de estreia, que contém canções com toques de folk e indie. O preço do bilhete é de 5€ por pessoa e o preço do bilhete com o disco de vinil é de 18€.

Diretor Francisco Rebelo dos Santos francisco.santos@regiaodeleiria.pt

18 de janeiro, às 21h30, Marinha Grande Pedro Abrunhosa & Comité Caviar vêm à Marinha Grande atuar no Teatro Stephens, um espetáculo que decorrerá no âmbito da comemoração da Revolta Operária de 18 de janeiro de 1934. Bilhetes a 20€.

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais foi palco de uma conferência nada típica organizada pelos estudantes da licenciatura em Relações Humanas e Comunicação Organizacional. O evento, organizado no âmbito da unidade curricular de Gestão de Recursos Humanos, decorreu a 6 de dezembro e teve como objetivo partilhar dicas e conselhos de como entrar no mercado de trabalho da melhor forma. Apresentada por Manuel Faria, aluno da licenciatura em RHCO, a conferência contou com a participação de sete oradores que partilharam com o auditório dicas, experiências e sugestões pertinentes para a procura do

Estudantes da ESAD são selecionadas para feira de artes internacional

Arte atravessa fronteiras Texto: Ana Amélia Ritt

Pedro Abrunhosa

Redação e colaboradores Ana Amélia Ritt, Ana Lucia Guerra, Ana Luísa Palheiro, Ana Pinto, Adrian Rodrigues, André Elvas, Bárbara Morgado, Bruno Costa, Carlos Paixão, Carolina Lopes, Cristiana Alves, Cláudia Monteiro, Inês Rodrigues, Joana Garcia, João Bento, Mariana Silva, Mylène Ribeiro, Marlene Varela, Miguel Santos, Nadine Neves, Pedro Pinto, Rafael Paulo. Rui Silva.

Como poupar no Ensino Superior?

ilhares de alunos ingressam todos os anos no Ensino Superior e enfrentam pela primeira vez custos e responsabilidades nunca antes sentidas. Despesas de habitação, alimentação, transportes e

30 dezembro, das 21h30 às 23h00, Leiria,

O filme “Poder da Música” conta a história de um conceituado neurologista, Álvaro Cruz, que perde a sua mãe para a doença de Alzheimer, apesar de todas as pesquisas e tentativas que realizou para travar a doença. Mais tarde, ele conhece dois artistas de rua e fica encantado com a cantora, possuidora de uma voz cativante, e com o velho guitarrista que a acompanha. Enquanto os ouve ele encontra algum conforto, mas um dia descobre que a cantora sofre da mesma doença que a sua mãe e que o seu estado mental melhora cada vez que ela partilha a sua música com os outros. Após essa descoberta surpreendente, Álvaro decide prosseguir a sua busca pela cura dessa doença mental e volta os seus esforços para tentar ajudar a cantora que o abalou.

ESECS discute educação financeira

Texto: Adrien Rodrigues, Ana Lúcia Guerra, Cristiana Alves

O Nariz Teatro de Grupo

Não perkas

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Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Rui Matos dir.esecs@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação e Media Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt

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quarto de hotel vira galeria e as obras ali expostas transformam o ambiente. Essa é a proposta do Artrooms, uma feira internacional direcionada para artistas independentes. O evento, que será realizado em Londres no início do próximo ano, recebe o trabalho de duas portuguesas: Mariana Sampaio e Patrícia Shenriq, licenciadas em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Caldas da Rainha, do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria). “Quando percebi o resultado, eu, que sempre falo bastante, fiquei sem palavras”, ri Patrícia. As diplomadas ficaram entre os 78 artistas que divulgarão as suas obras na feira. “Esta é uma excelente oportunidade de mostrar o nosso trabalho e abrir portas para outras exposições”, ressalta Mariana. “A arte está por todo o lado. Ficar por aqui pode nos levar a alguns sítios, mas não é a mesma coisa. Colocar no currículo que fizemos uma exposição na Artrooms, em Londres, isso realmente acaba tendo um impacto maior”,

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materiais escolares são alguns dos novos desafios. De acordo com Marlene Sousa, docente de economia e gestão e subdiretora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do IPLeiria, “os níveis de literacia financeira nos estudantes de ensino superior são mais baixos do que o desejável”. Neste sentido, a ESECS tem realizado diversas conferências e eventos sob o mote “Já poupaste hoje?”. Segundo Tânia Santos, também docente de economia e uma das responsáveis pelo projeto, a iniciativa tem por objetivo “preparar os estudantes para o futuro”, ajudando-os a “melhorar a sua literacia financeira”. São várias as atitudes que podem ser adotadas pelos jovens e que fazem toda a diferença na hora de poupar. Uma das principais medidas apontadas por Patrícia Pereira, psicóloga do Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE), do IPLeiria, é “levar comida confecionada em casa para a universidade, de forma a evitar gastos em refeições na cantina, bar ou em cafés”. E porque o Ensino Superior é também sinónimo de convívio entre estudantes, a psicóloga aconselha: “a melhor forma de conviver sem haver excesso de gastos é juntarem-se em casa de alguém para ver filmes ou fazer jantares, dividindo as despesas entre todos”. Por sua vez, Tânia

Santana, jurista da DECO de Coimbra e oradora da conferência que assinalou o Dia da Formação Financeira, acrescenta a importância de “fazer listas de compras de forma a evitar comprar produtos alimentares não necessários”, assim como “criar tabelas em que o estudante discrimine todo o dinheiro que tem à disposição, tal como as suas despesas diárias”. Para os jovens que estudam na sua área de residência, a jurista propõe a “partilha de boleias de forma a reduzir os custos de viagem”. Além das diversas conferências, os alunos do IPLeiria têm ainda “à sua disposição alguns serviços que os poderão apoiar nesta gestão do seu dinheiro. O SAPE e o próprio Programa de Educação para a Literacia Financeira (PELF) são alguns desses exemplos”, sublinha Marlene Sousa. Criado em 2008 por docentes das áreas de Economia e Matemática da ESECS, o PELF surgiu devido à conjuntura económica que evidenciava um nível de endividamento dos consumidores. De acordo com Tânia Santos, uma das docentes coordenadoras, o projeto visa “implementar ações que permitam melhorar conhecimentos e atitudes financeiras da comunidade IPLeiria e sensibilizar a comunidade académica para a importância da poupança e para situações de risco que podem afetar o seu rendimento”. k

primeiro emprego. Ana Elias, consultora da Factor H, agência de recrutamento humano, Manuel Ventura, coordenador da área de recursos humanos na empresa familiar Movicortes e Paulo Mateus, gestor de recursos humanos na empresa Gallo Vidro deram início à sessão com o tema “Recrutamento e Seleção”. Ao longo da conversa, partilharam competências importantes que um candidato deve possuir, o modo de recrutamento de cada empresa, assim como situações a evitar. Salientando que o currículo é “um resumo da vida académica e profissional” e um “primeiro cartão-de-visita”, Patrícia Pereira, psicóloga do gabinete de Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE), explorou a importância do currículo, mencionou o que deve conter e qual a altura ideal para iniciar a sua construção. Após uma pausa, a conferência seguiu com um debate em ambiente descontraído entre Artur Tomás, Maria Jesus, coordenadora do núcleo do mercado de emprego e o responsável pelo chocolate mais caro

do mundo, Daniel Gomes. Os oradores alertaram para a importância de uma boa imagem aquando da apresentação à entidade empregadora e do aspeto do currículo. O chocolateiro sublinhou a relevância de agarrar oportunidades que surjam ao longo da carreira, apresentando uma experiência que consistia em fazer passar pelo auditório uma folha de papel amarrotada que continha, no seu interior dinheiro. Observou a forma como esta passava de mão em mão sem captar o interesse ou curiosidade de ninguém. O resultado final surpreendeu a audiência e Daniel reforçou a ideia que pretendia transmitir: “A segunda oportunidade nunca é igual à primeira!” - sublinhou enquanto fez novamente circular a folha novamente, mas já sem qualquer surpresa. A sessão terminou com a atuação da Tum’Acanénica, que arrancou os estudantes das cadeiras, e com um desafio surpresa por parte da organização, um Mannequin Challenge. k

afirma Patrícia. Para elas, o sucesso só é tido por meio de muito trabalho. “Temos de acreditar que é possível, ter pensamento positivo. No caminho, muita coisa vai correr mal, vamos ter muitos ‘nãos’ e muitas portas fechadas”, diz Mariana. “Agora que somos novinhas podemos não lidar bem com o ‘não’, mas conseguimos ultrapassar isso. Não vamos desistir, porque pensamos ‘ah, temos tanto para tentar, tanto pela frente”, completa Patrícia. Sobre o seu caminho nas artes, a estudante refere: “O que vou apresentar no Artrooms é escultura, mas na verdade eu faço muita ilustração, porque é muito mais fácil vender uma ilustração ou uma pintura do que uma escultura. As coisas vão aparecendo, eu pelo menos sinto isso. Às vezes em dois ou três meses não aparece nada, mas de repente é tudo ao mesmo tempo... então é tudo uma surpresa”, ref lete Patrícia. Mariana pretende abrir um ateliê em Caldas da Rainha, onde haja espaço para loja e galeria, com exposições e workshops. Ambas relatam sobre a necessidade de um artista plástico fazer de tudo. “É assim que deve de ser. Mais do que nunca não podemos ser só uma coisa”, destaca Mariana. Saiba mais sobre as obras Patrícia, conta que seu trabalho utiliza o feltro e abor-

da o corpo feminino, mais especificamente a vagina e o colo de útero. Como inspirações, ela cita Sarah Lucas e Robert Morris. “A história, o conceito e as cores não são os mesmos de Morris, mas ele foi uma grande inspiração, porque pude ver as possibilidades do feltro. A ideia inicial que tinha era o da moda e das passarelas. Já Sarah Lucas ironiza o corpo feminino e aborda a luta de gêneros”, conta. Além do feltro, Mariana utiliza na sua obra outros materiais maleáveis, como carpete, pele sintética e plástico. A mestre em Artes Pláticas inspirou-se em Yayoi Kusama, artista japonesa que utiliza pontos e bolas como instalações em espaços. “Quero que o quarto perca sua identidade e se torne uma dimensão completamente diferente para quem está visitando”, explica Mariana. Artrooms 2017 O evento decorre entre os dias 20 e 23 de janeiro, em Londres, no Hotel Meliá White House. Dos 800 inscritos, 78 expõem seu trabalho em quartos do hotel, podendo as exposições ser visitadas pelo público. Os selecionados terão workshops, palestras, jantar de gala, além da apresentação dos trabalhos realizados a um grupo específico de galeristas e curadores. k


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Viver o Natal sem festa Nem toda a gente monta árvores de Natal, abre presentes à meianoite ou põe bacalhau na mesa da consoada. Para muitos é uma época vivida com menos euforia. Testemunhos que marcam a diversificação das formas de sentir a época.

está –a– dar

KAPA

Texto: Joana Garcia e Inês Rodrigues

Mais de mil pessoas dançaram em Leiria

All Dance chega à Praça Rodrigues Lobo Texto: Bruno Costa

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erca de mil e duzentos participantes invadiram, no dia 30 de novembro, a Praça Rodrigues de Lobo, em Leiria. O ‘All Dance 2016’ contou ainda com a presença de pessoas de várias culturas e com necessidades especiais. A iniciativa, que conta já com nove edições, foi organizada por alunos de Desporto e Bem-Estar, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), do IPLeiria, tendo como principais atividades oficinas de dança e baile. Marisa Barroso, docente do curso e responsável pelo projeto, explica que a iniciativa tem por objetivo a “promoção das danças tradicionais populares portuguesas”, destacando, ainda, o “valor inclusivo e intercultural, onde a partilha da dança é de todos e para todos”. O All Dance é um evento que pretende chegar a

Oriente.com.pt une culturas Texto: Bárbara Morgado, Carolina Lopes, Mylène Ribeiro e Nadine Neves

À

chegada a Portugal os estudantes chineses deparam-se com vários desafios sendo um deles a língua e o facto de apenas se conhecerem uns aos outros. Criar relações interculturais entre os alunos portugueses e chineses, bem como bem facilitar a aprendizagem do português pelos alunos chineses são alguns objetivos do projeto Oriente.com. pt. O projeto pretende dinamizar a aprendizagem da língua em contextos informais, colocando estudantes portugueses e chineses em contacto direto. Segundo Luís Barbeiro, docente da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais e coordenador do projeto, “das vivências de cada um pode resultar o enriquecimento mútuo”, isto porque os alunos se

todos, e ninguém que lhe ficou indiferente. João Jorge, aluno da ESECS é cego e foi um dos participantes. Querendo aproveitar o tempo livre e entreter-se, João Jorge conta que decidiu “aprender as danças tradicionais e populares portuguesas. “Só o nome All já pretende incluir todas as pessoas e acabar com o sedentarismo. Um dos desafios é ter noção de como elaborar os passos”, salientou. Júlia, Teresa e Carlos, alunos chineses do IPLeiria, que participavam com euforia na oficina de dança, afirmam que é uma atividade muito animada e interessante. “As danças tradicionais portuguesas permitem conhecer novas pessoas, porque estamos sempre a trocar de pares, algo que não acontece no nosso país”. Para Miguel Teixeira, aluno do Politécnico, o All Dance marca presença pela segunda vez na sua agenda. “A iniciativa é espetacular, permite passar a tra-

dição das danças tradicionais, conhecer pessoas, promove o convívio e quebra a rotina das aulas. Este ano está mais atrativo: o ambiente é mais alegre e nota-se mais a presença de outras culturas”. Marisa Barroso explica que quando apresentou pela primeira vez a iniciativa, os alunos “não se mostraram muito recetivos”, mas hoje, quase a celebrar uma década de existência, em 2017, “existe uma maior aceitação por parte dos alunos em aprender as danças tradicionais”. A docente refere que até se “esquecem que estão a ser avaliados”. A responsável pelo projeto explica ainda que tem contado com o apoio da Câmara Municipal de Leiria. “O ano passado tive de limitar os participantes porque não tínhamos espaço suficiente no Mercado Sant´Ana”, motivo pelo qual “este ano se realiza pela primeira vez na Praça Rodrigues Lobo”, conclui. k

veem confrontados com diferentes mentalidades e perspetivas. O docente explica que a cada aluno é atribuído um colega português que o auxilia ao longo do seu percurso de estudos em Portugal, não só a nível de aprendizagem da língua, mas também na partilha das tradições e costumes entre os dois países. O projeto começou a ser desenvolvido há três anos de uma forma simplificada. Este ano voltou ainda com mais força e pretende alcançar a visibilidade dentro da comunidade estudantil, não concretizada em anos anteriores. De acordo com o coordenador do projeto, existe a ideia de que só os alunos chineses beneficiam do programa, mas a verdade é que os alunos portugueses também tiram partido. Graças ao contato com uma cultura e idioma diferentes, “os alunos portugueses descobrem que também beneficiam devido à descoberta cultural e à interação com novos colegas, também há contactos que se mantêm” acrescenta Luís Barbeiro. Sara Dionísio, estudante do 3º ano do curso de Educação Básica, iniciou-se no projeto como trabalho complementar a uma disciplina. Reúne-se a cada duas semanas com o seu “par”. Para além das lições

de português, as duas encontram-se várias vezes na escola, cimentando assim uma relação de amizade e partilha de culturas. “Como a China é uma realidade tão distante da nossa, estou a ter oportunidade para conhecer mais de perto”, explica Sara. Para Teresa, oriunda de Macau, e aluna do curso Relações Comerciais China-Países Lusófonos, o objetivo de fazer parte do projeto é fazer amizade com estudantes portugueses, partilhar a cultura chinesa com eles e melhorar o seu desempenho no português. A participação ativa e responsável, aliada ao cumprimento das regras exigidas pela iniciativa, possibilitam a entrega de um diploma que poderá ser utilizado no currículo. Segundo Luís Barbeiro, “hoje em dia não é apenas valorizada a aprendizagem em aula, mas também a participação ativa em projetos de desenvolvimento social ou cultural”. No âmbito da celebração do décimo aniversário do curso de Tradução e Interpretação de Português-Chinês/ Chinês-Português, organizou-se ainda, entre os dias 9 e 11 de novembro, a Conferência Internacional “Pontes Europa-China”. k

Cores e luzes na cidade, enfeites, presépios e presentes são os símbolos do Natal que se aproxima. A mesa rodeada de familiares com o peru no centro da mesa, a correria para comprar as últimas prendas para amigos e familiares. Paralelamente a estas vidas atarefadas na época natalícia, existem aquelas que passam ao lado de toda esta agitação. Os motivos são variados, para alguns o Natal está carregado de tristes recordações, para outros reflete o consumismo ou mesmo uma religião que não é a sua. Alguns comemoram, mesmo contra sua vontade, por ser tradição. Outros, optam por não o fazer. “Fui educada a comemorar, não a gostar” Ana Rodrigues, 21 anos, estudante de dietética, na Escola Superior de Saúde, conta que não se considera uma inimiga nem uma melhor amiga do Natal. “Fui educada a comemorar, não a gostar”, sublinha. Quando era criança “adorava abrir o monte de prendas que recebia”, mas explica que à medida que foi crescendo, foi olhando “para este assunto de forma muito diferente”. Para Ana, o Natal traz consigo alguns atos sociais com os quais discorda, nomeadamente no que diz respeito ao consumismo promovido pelos media. Discorda também de “todos os atos de caridade oferecidos às pessoas nesta data para ficarem bem em jornais e televisões quando o resto do ano nem se lembram que essas pessoas existem.” Considera que foi pela fé que o Natal surgiu, no entanto, neste momento, não é por ela que se mantém: “Não gosto porque impõe a ideia que tem de ser passado com um grupo enorme de pessoas, onde a família se junta toda, e é tudo muito feliz”. Acrescenta ainda que na sua ceia natalícia proibiu as prendas: “apenas jantamos; eu, os meus pais, o meu tio e a minha avó, conversamos, não trocamos prendas (porque eu proibi).” Impressão idêntica tem Dina Gonçalves, 52 anos, aposentada da função pública, para quem o Natal é um misto de emoções preso na nostalgia do passado. Recorda o Natal vivido há 30 anos que tinha “uma essência muito mais sentida e verdadeira, uma vez que as pessoas davam muito mais importância à reunião familiar ao invés consumismo”. Este consumismo que considera “desnecessário” e que faz esquecer o verdadeiro sentido do Natal celebrado como “um momento de paz e harmonia”, faz Dina Gonçalves deixar de celebrar o Natal católico em que foi educada. É uma época que lhe traz “tristeza e saudade de ser criança” e por isso procura estar só com quem lhe é mais próximo.

Leonardo Domingues, fotógrafo de 23 anos, a residir da Nazaré, refere-se a esta celebração como algo fútil, criado para todas as pessoas se lembrarem dos mais desfavorecidos, e defende que “um ano tem 12 meses, não apenas um”. Para além disso, Leonardo considera que “o consumismo tomou conta das novas gerações, que ligam mais ao que recebem do que a quem lhes dá.” Também Rita Nolasco, estudante de comunicação, 18 anos, considera a sua relação com Natal “bastante má”. “Gosto do espírito natalício, mas não gosto do que o Natal traz, é uma época muito hipócrita”, sublinha. Acrescenta também que é uma época consumista: “Só se liga às prendas. Não gosto de receber presentes.” Rita continua a comemorar o Natal por causa da família, mas gostaria de “voltar ao Natal de antigamente, com coisas mais simbólicas e mais atividades em família”. Época de recordações João Filipe, estudante de 23 anos, define a comemoração do seu Natal como “um banco de suplentes”: “Estás a olhar para o jogo, sabes como se joga, mas não estás a jogar, estás só a ver jogar”. Refere que devido a uma situação pessoal traumática que se deu durante esta época, associa o Natal a esse acontecimento. Isso não invalida que esteja junto dos seus familiares quando eles comemoram o Natal, no entanto, não partilha a alegria da comemoração. Também para Vasco Domingos, personal trainer, o Natal é período de recordações difíceis, uma data que tem ”pouco significado” e que não faz questão de festejar. Vasco conta que o seu tio faleceu ainda bastante cedo e que, a partir desse momento, grande parte da família deixou de seguir a tradição. A situação agravou-se com o falecimento dos avós. Vasco refere que passa o seu Natal com o pai e com um tio que vive na mesma rua, mas sem festejos. “Não fazemos nada de extraordinário, apenas um jantar “diferente” e passamos a noite toda a conversar, a recordar, a ver filmes. Não há presentes, não há decorações”, conclui. Natais diversos Reconhecendo que “as marcas são muito eficientes a explorar o facto de nesta época a oferta de prendas ser mais intensa” e de cedo se terem apercebido do “potencial económico associado”, José Marques, sociólogo e docente na Escola Superior de Educação e

Ciências Sociais, explica, no entanto, que a troca de presentes se trata de “uma troca comunicativa que é inerente às sociedades humanas e que assume um certo caráter instrumental na manutenção das relações sociais”. No essencial, refere, “a prenda é um sistema de reciprocidade que se perpetua através de três tipos de obrigações: a obrigação de dar, a obrigação de receber e a obrigação de retribuir.” O sociólogo explica também que “há muitas diferenças na forma de celebrar o Natal, quer entre imigrantes de outras culturas, quer entre gerações (os jovens celebram o Natal de forma diferente dos idosos, por exemplo).” Explica também que “nem todos celebram o Natal como uma festa religiosa”. E dá um exemplo: “Frequentemente as comunidades imigrantes integram a celebração do Natal nas suas práticas quotidianas durante esta época. Mesmo que não lhe atribuam o mesmo significado (tal como uma parte da população portuguesa não católica). O interessante é que muitas das vezes criam uma celebração mestiça em que conjugam elementos comuns no Natal ocidental com elementos das suas próprias culturas de origem”. Questionado sobre o motivo que leva a que as pessoas tenham menos vontade de celebrar o Natal, José Marques responde: “Mesmo que o discurso seja, por vezes, nesse sentido, a prática mostra que as pessoas continuam a olhar para o Natal como um momento privilegiado de reunião e de reforço dos laços. O que pode haver é uma maior diversificação das formas de celebrar o Natal.” Nesse sentido, explica que o significado das celebrações se foi adaptando à evolução das sociedades ocidentais, mas esta alteração no seu significado não alterou o seu papel central neste período do ano: o de ser um momento de partilha de experiências que, à semelhança de outros momentos no ano, ajudam a criar e desenvolver um sentimento de comunidade.” Para Dina, Ana, Leonardo, Rita, João e Vasco o Natal não é sinónimo de árvores enfeitadas, presentes à meia-noite ou bacalhau na mesa. No entanto, todos eles têm esse desejo de uma vivência mais sentida. Dina Gonçalves refere, que, “se pudesse mudar mentalidades, o Natal deveria continuar a ser celebrado como um momento de paz e harmonia”. E também Ana Rodrigues gostaria que “a pressão de compra a que as pessoas estão sujeitas diminuísse e que o apoio aos mais carenciados fosse feita e valorizada ao longo do ano, não apenas nesta data.” k


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SENTADO NO MOCHO

“Há crianças que levam meses a deixar que o palhaço entre no seu quarto” Susana Ribeiro Coordenadora de Investigação da Operação Nariz Vermelho Entrevista Ana Luísa Palheiro e Rui Silva

Susana Isabel Rocha Ribeiro formou-se em Biologia, mas escolheu dedicar-se aos outros. Trabalha como Coordenadora do Núcleo de Investigação da Operação Nariz Vermelho, uma IPSS existente desde 2002, que “tem por missão levar a alegria do palhaço às crianças hospitalizadas”. Um trabalho que vai muito para além do Natal. Que tipo de atividade desenvolve a Operação Nariz Vermelho? O nosso foco é a criança hospitalizada, pais e profissionais. A nossa atividade principal são as visitas dos doutores palhaços - que são semanais e são feitas pelos nossos artistas e sempre em dupla. Começámos com a criança hospitalizada, que ao início era o foco principal, mas passados alguns anos percebemos que a presença do doutor palhaço tinha mais efeito junto dos pais e profissionais do que das crianças, dependendo também da situação em que as crianças se encontravam. Fazemos campanhas de angariação de fundos, ações extra com os nossos doutores palhaço e workshops que são atualmente uma fonte de receita. Temos merchandising, uma loja online, uma campanha intitulada “Doadores de Sorrisos”, em que as pessoas doam um valor definido mensalmente. Temos também uma grande ação uma vez por ano, onde tentamos mobilizar a sociedade portuguesa. Sendo uma IPSS, a Operação Nariz Vermelho não é uma instituição típica como os lares de idosos, centros de dia, creches. Não temos nenhum apoio do Estado e, como tal, todos os fundos que são angariados partem de campanhas de angariação de fundos, indicadas para o efeito. Existe a ideia que a Operação só trabalha no Natal. É assim? Não estamos e nunca estivemos a trabalhar só no Natal. A associação foi construída para podermos estar com as crianças durante todo o ano e não apenas em datas comemorativas. Estamos nos hospitais durante todo o ano e nalguns hospitais chegamos a estar mesmo duas vezes por semana. É um trabalho exigente, não só a nível de disponibilidade, mas também a nível da qualidade que é exigida.

maturidade emocional, capacidade de ouvir, empatia e motivações, aos conhecimentos adquiridos sobre o meio hospitalar, às suas habilidades artísticas e à sua ligação com os valores da Operação Nariz Vermelho.

Como é a relação estabelecida pela Operação Nariz Vermelho com as equipas clínicas e as instituições? Estas são recetivas? Atualmente e após 14 anos de intervenção da Operação Nariz Vermelho, são os hospitais e as suas equipas que Quem são as pessoas por detrás dos doutores requisitam o programa de visitas semanais dos nossos palhaços? doutores palhaços. Antes de abrirmos o programa num Os nossos doutores palhaços são artistas profissionais novo hospital, realiza-se uma visita ao hospital e uma remunerados, não sendo, portanto, um trabalho voreunião com a Direção Pediátrica para dar a conhecer luntário. Muitas vezes existe a ideia de que os doutores o nosso trabalho, perceber o funcionamento do servipalhaços são médicos vestidos de palhaços, mas não ço de pediatria e estabelecer a rota dos nossos artistas. são. Há que desmistificar essa ideia. Os nossos doutoPosteriormente é formalizada a parceria com o hospital res são artistas profissionais que vestem uma bata de através da celebração de um protocolo entre as duas médico, no fundo para se inserirem no espaço onde esentidades. tão (hospital), ajudando a desmistificar o medo da bata branca que muitas crianças têm. São vários os artistas Como é que os doutores palhaços conseguem que nos enviam os seus currículos e que, primeiramenpôr um sorriso na cara de uma criança te, passam por uma seleção de currículos e depois por hospitalizada? uma entrevista, uma audição artística e ainda por um Os nossos palhaços não vão à procura do sorriso, vão à workshop artístico. Não é qualquer artista que pode esprocura de transformar um bocadinho o ambiente hostar num contexto hospitalar. Ser apenas artista não é pitalar, no fundo de o melhorar. O palhaço não quer um suficiente para se ser doutor palhaço. Ser artista de rua sorriso, o que faz é propor um jogo à criança e, assim, ou de circo, que está habituado ao palco, é muito difetransformar um bocadinho o ambiente. As crianças, rente de ser doutor palhaço. Trabalhar num quarto de por momentos, esquecem que estão no hospital. Porém, hospital, numa relação direta com uma criança é muito nem sempre é assim. Algumas crianças dizem “não” ao diferente doutro tipo de trabalho artístico. Pela presendoutor palhaço e até isso as ajuda porque, pelo menos, ça dos doutores palhaços a criança vê o outro lado do há algumas coisas a que têm o direito de dizer “não. Há profissional de saúde, o seu lado humano. crianças que levam meses a deixar que o palhaço entre no seu quarto. Mas o palhaço não desiste! O palhaço diz Que tipo de formação é dada à equipa? sempre que sim! Os nossos doutores palhaços são artistas profissionais remunerados, com formação específica para intervir O que sente um doutor palhaço ao regressar a em contexto hospitalar. Na vertente artística a formaum hospital e uma criança já não estar lá? ção é baseada em diferentes técnicas como a criação da Com as crianças de doenças oncológicas, cria-se uma personagem, improvisação/criatividade, música, malarelação de grande proximidade e é difícil de ultrapassar barismo, dança e magia. No que se refere à formação esses momentos. No entanto, isso acontece não só com hospitalar são abordados temas como a estrutura hosos nossos palhaços, mas com os profissionais de saúde pitalar, a higiene hospitalar, a criança e a sua família, a em geral. Os nossos artistas têm momentos para essa doença, a dor e a morte, psicologia e desenvolvimento “higiene pessoal” que afeta qualquer um. A nossa instida criança. Ao longo período de formação inicial, os tuição possui, inclusive, psicólogos aptos para ajudar os artistas são avaliados em relação à sua sensibilidade e nossos artistas a ultrapassar esse tipo de situações.

Como iniciou o seu trabalho na Operação Nariz fornecer os resultados de toda a investigação, mas podemos salientar alguns. Num dos doutoramentos Vermelho? Conheci a Beatriz, que é uma dos três palhaços fun- foram recolhidas as perceções dos profissionais de dadores, e ela perguntou-me se eu podia ajudá-los. Es- saúde em relação aos efeitos dos doutores palhaços tava disponível e aceitei. Estávamos no IPO de Santa na criança/adolescente. Constámos por exemplo, que Maria na altura, portanto posso dizer que estou na 93% dos profissionais de saúde referem que a crianOperação Nariz Vermelho desde o seu início. Ini- ça/adolescente, após a visita dos doutores palhaços cialmente foi para ajudar três palhaços a ter alguém “esquece por alguns momentos que está no hospital”. Referem também que a criança/adolescente, após mais organizado (risos). visita dos doutores palhaços, colabora mais com os tratamentos ou os exames e que após a sua visita “suAtualmente, coordena o Núcleo de porta melhor a dor”. Investigação da Operação. Como chegou até aqui? Licenciei-me em Biologia, mas sempre estive muito A Operação é muito solicitada para eventos? ligada ao mundo associativo. Como tal, decidi tirar Sim, somos bastante solicitados para participarmos mestrado em Psicologia Educacional. Trabalhei com em eventos, principalmente no Natal. No Natal, as crianças em projetos educativos na área do ambiente, nossas visitas são sempre feitas em formato “cor de com associações de animais e nunca deixei de estar Natal” e realizadas em grupo e não em duplas. Somos próxima do mundo educativo. Costumo dizer que convidados para várias festas de Natal, como por a minha melhor opção foi feita pelas pessoas com exemplo os Natais dos Hospitais. Este ano, iremos esquem eu gostava de trabalhar e das quais reconhecia tar na Feira de Natal, que decorrerá em Lisboa. o imenso valor. Foi por isso que aceitei o cargo e vim Quais são os projetos e perspetivas para o para aqui. futuro? O nosso objetivo principal é continuar a levar às Que tipo de trabalho é que o Núcleo de crianças os doutores palhaços e crescer para novos Investigação desenvolve? O Núcleo promove o debate e discussão de conhe- hospitais. A nossa Operação já oferece os doutores cimentos sobre o que é o palhaço. Damos apoio a palhaços gratuitamente aos hospitais, e como tal, alunos do Ensino Superior que queiram desenvol- não temos capacidade para pôr Doutores em todos os ver as suas teses e/ou projetos de investigação que hospitais do país, mas tentamos tê-los onde exista um procurem medir os efeitos do doutor palhaço junto afluxo maior de pessoas. Neste momento não abridos nossos públicos. Lançámos este ano o livro “Rir mos mais um hospital porque tem bastantes custos. é o melhor remédio?”, que resulta de um projeto de Porém, e tendo em conta que estamos quase a celeinvestigação em parceria com a Universidade do Mi- brar 15 anos de existência e que conseguimos abrir 14 nho e que traduz vários estudos que foram feitos ao hospitais em 14 anos, gostaríamos de abrir mais um longo do tempo acerca desta temática. Além disso, o hospital no aniversário dos 15 anos. Vamos ver… Núcleo procura dar a conhecer o que é o palhaço aos Está nos projetos futuros a abertura de um profissionais de saúde. hospital em Leiria? (Risos). Julgo que não. Temos uma lista muito grande Quais os resultados desse projeto de de hospitais em espera. Não é fácil! A possibilidade de investigação? O projeto de investigação «Rir é o melhor remédio?» se abrir um hospital prende-se muito com os fatores inclui vários estudos complementares, entre teses económicos que possuímos e com o afluxo que o hosde mestrado e de doutoramento, pelo que é difícil pital em si tem. Para já é complicado. k

kurtas

Um filme Um livro Um desejo Uma viagem Um desejo

Documentário da Operação Nariz Vermelho, com lançamento marcado para 2017 na altura das comemorações do 15º aniversário A vida tem muita pinta A Operação Nariz Vermelho continuar a sua missão de levar alegria às crianças hospitalizadas, seus familiares e profissionais de saúde A todos os países onde existem Palhaços de Hospital Dar a conhecer a importante função do Palhaço de Hospital na humanização da sociedade

Animais fantásticos e onde encontrá-los O regresso ao universo de Harry Potter

22 dezembro 2016

KULTOS Texto

Ana Pinto João Bento

Cinco anos após o último filme da saga Harry Potter, os fãs tiveram a oportunidade de regressar às salas de cinema para a mais recente aventura no universo de J. K. Rowling. Embora não seja uma continuação da famosa saga, Animais fantásticos e onde encontrá-los apresenta todos os ingredientes que fizeram de Harry Potter uma das séries mais famosas a nível mundial. David Yates, que já tinha sido diretor dos quatro últimos filmes da saga Harry Potter, conseguiu adaptar-se a este novo desafio, que para além de ser a estreia de J. K. Rowling como argumentista, conta com um novo elenco e uma história totalmente diferente das anteriores, mas que mantém um sabor familiar. Tendo lugar no ano de 1926, o filme inicia-se com Newt Scamander (Eddie Redmayne) a chegar à cidade de Nova Iorque com uma mala cheia de criaturas mágicas que acidentalmente fogem e causam o caos. Para além disso, Newt envolve-se numa confusão com o Ministério da Magia Americana, graças ao novo vilão da saga, Gellert Grindelwald, que por sua vez está a aterrorizar a comunidade mágica. A intriga é envolvente, mas o sucesso do filme não podia ser garantido somente pelo argumento. No que se refere ao elenco, as escolhas provaram ser acertadas. Eddie Redmayne é o protagonista principal, e depois de duas nomeações e uma vitória para o Óscar de melhor ator, apresentou um personagem revigorante que consegue manter o público interessado do início até ao fim. Os antagonistas, Creedence Barebone (Ezra Miller) e Mr. Graves (Colin Farrell) mostram de igual forma o seu brilhantismo e potencial, mas o elenco conta ainda com nomes como Katherine Waterston, Alison Fudol, Dan Fogler, Ron Perlman e Johnny Depp. O filme é visualmente espetacular, com efeitos especiais bem conseguidos que evidenciam o desenvolvimento tecnológico dos últimos anos. A banda sonora ficou a cargo de James Newton Howard, que conseguiu inovar e ainda garantir alguns momentos de nostalgia para os seguidores da saga. Animais fantásticos e onde encontrá-los mostrou assim ter todas as qualidades para ser um sucesso, e os números confirmam-no, dado que já ultrapassou em 16 países o valor de bilheteira de qualquer um dos filmes de Harry Potter. Na sua semana de estreia foi o filme mais visto tanto nacionalmente como mundialmente. O filme garante assim duas horas de pura magia e fantasia, e é perfeito para um serão em família ou para uma bela tarde passada entre amigos. k


8 Conferência alerta para desafios do desporto na educação das crianças

Últimas Texto

Ana Pinto João Bento

Conferência “da Mediação Intercultural à Mediação Comunitária” No próximo dia 7 de janeiro irá decorrer a conferência “Da Mediação Intercultural à Mediação Comunitária”. O evento contará com dois painéis: ‘Investigações Recentes em Mediação e Interação Social’, durante a manhã, e ‘Intervenção, Mediação Comunitária e Desenvolvimento’, no período da tarde e trará à discussão temáticas como mediação e (re)construção de projetos de vida, mediação e violência doméstica ou intervenção social com famílias de afeto em casas de acolhimento de jovens. Prevê-se também, no final da conferência, uma mesa redonda sobre ‘Políticas Municipais para a Inclusão Social’. A conferência tem organização do Mestrado em Mediação Intercultural e Intervenção Social, Licenciatura em Educação Social e Licenciatura em Serviço Social. As inscrições são gratuitas. Mais informações disponíveis em: www.esecs.ipleiria.pt.

Projeto Atelier Digital da Google A Google lançou, no dia 5 de dezembro, a plataforma online Atelier Digital, que visa formar jovens nas competências digitais mais requisitadas no mercado de trabalho. O Politécnico de Leiria é uma das três instituições de ensino superior selecionadas para integrar esta fase pioneira do projeto. Num primeiro momento os cursos são ministrados online mas, a partir do início de 2017, serão lecionados num regime presencial, por um período de 3 dias, que terá um total de 24 horas de formação (8 horas diárias). Os conteúdos incidem em temáticas como “Otimização e Marketing para Motores de Pesquisa”, “Marketing nas Redes Sociais e Mobile”, “Análise de Web e Internacionalização. A formação é gratuita e destinada a pessoas com ou sem grau académico. Mais informações disponíveis em: www.ipleiria.pt.

Texto Bruno Costa, Carlos Paixão e Miguel Santos

Decorreu no dia 24 de novembro, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, a presentação do livro Quando o desporto não educa, do psicólogo Ricardo Cardoso. O autor explica que o livro surgiu de uma ideia que teve há 15 anos, mas que só agora decidiu tirar da gaveta. “É uma compilação do desenvolvimento da minha tese de licenciatura em psicologia social, sobre o estudo das competências sociais e pessoais em jovens competidores, federados e não federados, juntamente com um conjunto de crónicas

que tenho escrito sobre psicologia desportiva”. O psicólogo revela que a grande diferença deste livro “é assumir que o deporto não educa”. Ricardo Cardoso afirma que o politicamente correto é dizer que “o desporto educa, passa valores às crianças, transforma os pais e motiva as famílias, porém o estudo presente no livro demonstra também o oposto e há que assumir isso para podermos mudar”. O autor alerta, por exemplo, para situações de grande violência em contexto desportivo que necessitam de ser evitadas e revistas por parte de formadores e educadores. O título resulta assim da observação de uma realidade que é necessário inverter. “Os valores provenientes da educação dos atletas deviam ser aprofundados nas atitudes praticadas no desporto”, sublinha Ricardo Cardoso, que chama a atenção para a necessidade de ter “atletas e jovens perfeitos,

em termos da moral, da sociabilidade, do respeito, da ética e do fairplay”. A apresentação do livro contou com a participação de Gonçalo Lopes, vereador da CM Leiria, João Nazário, diretor do Jornal de Leiria, Rui Matos, diretor da ESECS, Rui Veiga, técnico de reabilitação e Nuno Santos, professor da ESECS. Durante a conferência, a partilha de experiências dos oradores conexa ao desporto foi a base do debate que serviu de mote para discutir questões como competição, ética e moral, mediatismo e protagonismo, decisões políticas, desporto como ferramenta educativa e de formação de indivíduos. k

a fechar

Programa de Atividade Física para Estudantes veio para ficar Texto André Elvas , Pedro Pinto e Rafael Paulo

O PAFE® é um programa de atividade física para estudantes do Instituto Politécnico de Leiria. O projeto tem como objetivo “dar resposta a um problema cada vez mais comum na sociedade: o sedentarismo”, refere Nuno Amaro, professor de Desporto e Bem-Estar e responsável técnico e científico do programa. O docente explica que “estilos de vida menos saudáveis, como alimentação incorreta e consumos de álcool e tabaco, são fatores associados aos estudantes”. Também “o abandono da prática desportiva depois do ingresso no ensino superior é um fator determinante para o aumento da inatividade” a que o programa pretende dar resposta. Nuno Amaro acrescenta ainda que “estando a prática de atividade física positivamente associada ao rendimento académico”, esse é

mais um argumento a justificar a implementação do projeto. Bruno Jorge, Pedro Martins e Nuno Domingues, alunos de Desporto e Bem-Estar e instrutores no projeto, revelam que existem três tipos de treinos: treino funcional, treino localizado e treino intensivo. “Estes treinos são intercalados durante a semana e têm uma vantagem em relação ao ginásio: enquanto no ginásio se trabalha apenas um músculo, aqui tentamos trabalhar vários grupos musculares simultaneamente”, explica Pedro Martins. Os instrutores do PAFE® são licenciados/ estudantes do curso de Desporto e Bem-Estar e do mestrado em Desporto e Saúde para Crianças e Jovens e conta ainda com o apoio do Laboratório de Motricidade Humana da ESECS, na avaliação da condição

física dos estudantes inscritos. O público-alvo do PAFE® são todos os alunos do Politécnico de Leiria, no entanto, são os alunos da ESECS, ESTG e ESSLei os que mais frequentam as atividades. A atividade tem vindo a crescer em termos de adesão. Nuno Amaro refere que têm tido “uma média de 100 inscritos por ano letivo, mas este número tem tendência para crescer”. Sobre o futuro do programa, o docente responde com uma palavra: “Consolidação!” E conclui: “Não podemos pensar em crescimento sem ter o programa consolidado e acima de tudo, conhecido entre os estudantes.” Existem treinos de segunda a sexta na sala 0.33 e ginásio da ESECS. As inscrições podem ser realizadas através do email pafe@ipleiria.pt. k


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