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Akadémicos 36

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Akadémicos Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1298, de 28 de Maio de 2009 e não pode ser vendido separadamente.

Novas regras para a Língua Portuguesa

(Des)Acordo Ortográfico

FOTO: pedro jerónimo

04 e 05

ilustração: Leonel brites

Paulo Kellerman

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Escritor

“Hoje há liberdade para escrever o que se quer” 06 e 07


Kartoon

Vai lá, vai... Abertura Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Director Adjunto: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandra.barata@jornaldeleiria.pt Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esecs.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esecs.ipleiria.pt Secretariado de Redacção André Mendonça, Sara Vieira Redacção e colaboradores Andreia Antunes, Ângela da Mata, Ânia Neves, Damien Pires, David Sineiro, Élio Salsinha, Inês Lopes, Iolanda Silva, José Pires, Luís Almeida, Marcelo Brites, Nadir Silva, Pedro Jerónimo, Sara Vieira Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, Lda Isilda Trindade isilda.trindade@jornaldeleiria.pt Maquetização Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel@esecs.ipleiria.pt

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt

Director da ESECS Luís Filipe Barbeiro

barbeiro@esecs.ipleiria.pt

Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esecs.ipleiria.pt

«Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua ouve-se o mar. Na minha língua ouve-se o seu rumor, como na de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto…» Vergílio Ferreira

Muito se tem falado, nos últimos tempos, do novo acordo ortográfico: o que muda, o que se mantém, as opiniões discordantes, os defensores… Independentemente de se ser contra ou a favor, será talvez pertinente deixar no ar a reflexão: a língua portuguesa terá sido sempre o que é hoje? Terão os falantes de todos os tempos comunicado usando as formas actuais? A língua de Camões, de Eça, de Pessoa, de Saramago não terá, também ela, mudado ao longo do tempo? O que hoje conhecemos (e nos habituámos a utilizar) não será o reflexo de muitas e muitas alterações, sofridas ao longo da história da língua? Pensando desta forma, extrapolando assim a vida da língua para além do momento presente, damo-nos conta de que, muito provavelmente, estamos apenas a ser experienciadores de um momento de mudança, reflexo do organismo vivo que é (e ainda bem!) esta nossa língua. Afinal, as suas gentes, aqueles que a fazem e que a utilizam, também vão mudando... Polémicas à parte, o importante é que tenhamos em conta que uma língua como a nossa, mais do que um instrumento político, é uma parte da nossa cultura e do nosso legado histórico e, por isso, espaço de negociação de valores e de crenças e elemento de união de povos e de culturas. De facto, se uma língua como a portuguesa foi, em determina-

dos momentos históricos, testemunho de descoberta de novos mundos, actualmente ela assume ainda mais outra função: a de acolhimento de novas pessoas, novas etnias, novos hábitos... E é nesta sua essência, de união de povos e culturas e, ao mesmo tempo, de afirmação e de identificação de diferentes países, permitindo o contacto e a partilha de referências, que a devemos conceber e continuar a utilizar, regendonos sempre (ou procurando fazê-lo) por concepções adequadas ao que queremos comunicar. É que só desta forma (concebida na sua matriz identitária e reflectindo a evolução da sua sociedade) é que a língua cumprirá a sua função basilar: a de expressar o que sentimos e o que somos, quer individual quer colectivamente… No fundo, é a forma como a utilizamos - enquanto criação artística, experiência comum, diálogo fecundo e potencial de entendimento recíproco - que faz desta nossa língua um dos melhores exemplos de convivência de que deverá ser feito o futuro. É, pois, este sentir, único, e esta abertura e partilha que devemos valorizar e ter sempre em mente! Pessoa dizia que a língua portuguesa é a nossa pátria... Eu acrescentarei, parafraseando-o, que a língua portuguesa, mais do que minha, é pátria de muitas pátrias! Susana Nunes Docente ESECS/IPL

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

akademicos@esecs.ipleiria.pt

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JORNAL DE LEIRIA 28.05.2009

Uma agenda do mês

andreia antunes

literatura

arte

21 de Maio a 1 de Junho Feira do Livro Está já a decorrer a décima primeira edição da Feira do Livro de Leiria. Organizada pela Câmara Municipal de Leiria, a feira encontra-se aberta ao público entre as 17 e as 23 horas e conta com uma programação variada, desde actuações de escolas de dança a ateliês de instrumentos musicais e animações de rua. Com o apoio do Instituto Politécnico de Leiria e de diversas livrarias da região, a Feira do Livro de Leiria é um evento que traz à Praça Rodrigues Lobo pessoas de diversas idades, aliando ao gosto pela leitura a oferta de muita animação.

22 de Maio a 14 de Junho Exposição “Kumamoto Artpolis” Está patente no Teatro José Lúcio da Silva a exposição de arquitectura japonesa “Kumamoto Artpolis”. Aqui encontram-se distinguidos os trabalhos dos arquitectos japoneses responsáveis pelo nascimento da arquitectura contemporânea do Japão, através de 73 painéis com fotografias. A iniciativa tem como objectivo apresentar alguns pontos de vista acerca do desenvolvimento e revitalização regional. A exposição é gratuita e encerra no dia 14 de Junho.

música 17 de Junho Marilyn Manson No próximo dia 17 de Junho o Coliseu do Porto irá receber o polémico artista norteamericano Marilyn Manson. Será apresentado o seu sétimo e mais recente álbum The High End of Low que conta com o regresso do baixista Twiggy Ramirez. Os bilhetes irão custar entre 25 e 35 euros e já se encontram à venda nos locais habituais.


FOTO: IOLANDA SILVA

Está a dar Projecto Europeu de Sustentabilidade na ESTG

Estudantes de hoje, cidadãos de amanhã nadir silva

“TaT” é o acrónimo de Today and Tomorrow - Students Today, Citizens Tomorrow, um projecto co-financiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Energia Inteligente para a Europa (IEE). O projecto diz respeito à identificação, definição e aplicação de políticas de intervenção, com a intenção de reduzir os impactos ambientais e os consumos energéticos relativos à mobilidade dos estudantes e trabalhadores universitários. Envolve uma Universidade, um Município e uma Agência de Energia de três países - Chipre, Portugal e Itália. O projecto, com uma duração de 30 meses, iniciou a actividade no dia 15 de Outubro de 2008 e tem conclusão prevista para 14 de Abril de 2010. João Pedro Silva é docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria e coordenador do TaT nesta instituição de ensino. Dora Ferreira gere a mobilidade do Campus, no decurso do mesmo projecto. “Students today, citizens tomorrow” é o lema da campanha,

uma vez que “os alunos não serão sempre alunos”, refere João Pedro Silva. Explicando a natureza do lema, acrescenta que a intenção é que após a conclusão do curso, esses ex-alunos, como cidadãos conscientes, possam passar a mensagem ao resto da comunidade e às suas famílias futuras. Entre as acções realizadas no decurso do projecto constam, para além de seminários e campanhas de sensibilização, actividades mais práticas como o dia do carpooling – partilha de automóvel particular por vários indivíduos. Nesta iniciativa foi vedada a entrada a veículos com apenas um ocupante, dando-se por isso lugar a “situações de incompreensão e de nervos à flor da pele”, refere Pedro Silva. No entanto, o docente sublinha que, no geral, a aceitação foi “bastante boa”. Também na mesma altura foi promovida a utilização de transportes públicos. Foram propostas alterações no percurso normal dos autocarros e também a sua gratuitidade.

Pedro Silva garante que já se pode falar em resultados positivos, uma vez que “já existe uma grande sensibilização por parte dos alunos”. Dificuldades na implementação das medidas Há quem defenda que o facto de vivermos em sociedades de algum comodismo e isolamento social inviabiliza as medidas de mobilidade sustentável promovidas pelo T.a.T.. João Pedro Silva não concorda, rematando que no inicio o conceito era desconhecido, mas nesta altura “as pessoas já estão familiarizadas”. Acredita que se vão aperceber que partilhando um veículo privado estão a poupar recursos e a proteger o ambiente. Quanto à necessidade, ou não, de se reestruturar os sistemas de transportes como forma de aumentar a sua utilização, afirma ser uma questão interessante. “Os transportes públicos para andarem têm de ser economicamente rentáveis a fim de não darem prejuízo, mas como a rede rodoviária

está tão cheia de veículos, a velocidade de operação é baixa, o que significa que não têm rentabilidade económica. Se conseguirmos tirar os carros das vias, criamos condições para que os operadores de transportes públicos consigam melhorar os seus serviços, aumentando as frequências e melhorando a acessibilidade a várias zonas”. Frisa ter consciência de que há “situações em que muito dificilmente o veículo privado poderá ser substituído. Noutras, os transportes públicos resolvem perfeitamente o problema”.

O que está para acontecer O projecto está definido em oito fases e de momento encontra-se entre a terceira e a quarta. A terceira prevê a construção do plano de mobilidade sustentável e está quase concluída. A quarta consiste na implementação de um sistema informático de gestão do carpooling. “O objectivo é criar um sistema informático onde as pessoas da comunidade académica se possam registar, con-

sultar os vários perfis e combinar as viagens” salienta Dora Ferreira. A longo prazo está agendado o sistema de “bike sharing”, acção similar à que decorreu no dia do carpooling. Algumas bicicletas foram disponibilizadas a estudantes e trabalhadores do campus, mas desta vez os utilizadores podem levá-las para casa, servindo assim como forma de mobilidade das suas residências para o Campus.

Acções De 25 a 29 de Maio será montado no Campus 2 um stand (Mobilition Information Point) para disponibilizar informação sobre o projecto, aproximando-o da população académica. A 29 de Maio, no âmbito do Dia Nacional da Energia, decorrerá o 4º seminário do projecto, dedicado ao tema da Mobilidade e Energia. Esta iniciativa terá como objectivo a sensibilização para a poupança de energia associada aos transportes.

Bênção das Pastas 2009

Finalistas vivem últimas emoções

FOTO: SARA VIEIRA

Ângela da mata e élio salsinha

Foi às nove horas, do dia 23 de Maio, no Parque de Santo Agostinho, conhecido no mundo estudantil por “Parque dos Mortos”, que os finalistas da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, receberam, pela mão dos professores mais queridos, as pastas de final de curso. De lágrimas nos olhos e saudade no coração, os finalistas despediram-se de Leiria, cidade que os acolheu e testemunhou todas as suas alegrias e tristezas. A bênção das pastas significou para muitos “o fim da vida académica, das borgas no terreiro e das noites

passadas a estudar”, como referiu Margarida Catarino, finalista do curso de Serviço Social. “Foi um dia inesquecível, é uma mistura de tristeza, por deixar para trás todas as vivências académicas, e de felicidade, por ver terminado o curso”, afirmou Nádia Cruz, estudante de Turismo e Património da ESECS. Estes foram os sentimentos partilhados por muitos dos finalistas presentes na cerimónia. Também para os familiares este foi um momento de emoção especial, uma vez que durante este percurso se viram muitas

vezes privados da companhia dos seus filhos. “É um orgulho muito grande ver a minha filha acabar o curso e espero que agora ela consiga desenvolver aquilo que aprendeu”, mencionou Inácio Brimbote, pai de uma finalista. O dia terminou na Sé de Leiria, onde se realizou a já habitual missa que consagra e abençoa as pastas e as fitas dos estudantes finalistas.

JORNAL DE LEIRIA 28.05.2009

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Breve historial do acordo ortográfico de 1990 josé pires

• A questão da unificação da língua portuguesa arrasta-se desde 1911, data em que foi adoptada em Portugal a primeira grande reforma ortográfica;

A(c)tual Acordo Ortográfico

Está a dar Aproximação do Espaço Lusófono

• A actual ortografia da língua portuguesa rege-se pela norma do acordo ortográfico de 1945 e pelas alterações instituídas em 1973; • O primeiro texto do novo acordo ortográfico foi apresentado em 1986 e nele trabalharam, entre outros, os linguistas Lindley Cintra e Malaca Casteleiro;

O novo acordo ortográfico prevê significativas mudanças numa língua partilhada por 230 milhões de falantes de português e espalhados por quatro continentes. As novas regras incluem mudanças de acentuação, supressão das consoantes mudas e eliminação de hífenes, entre outras

Proposto pela Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP) e alcançado em 12 de Outubro de 1990, o acordo pretende uniformizar a ortografia dos oito países falantes do idioma (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e com isso aproximar os países lusófonos para negócios futuros, reduzir os custos com a produção e adaptação de livros e simplificar algumas regras gramaticais. A ortografia da língua portuguesa é regida por um conjunto de normas oficiais materializadas em acordos ortográficos, daí que a discussão sobre essa unificação não seja recente (ver caixa). Em causa está a alteração de 1,6% das palavras da variante luso-africana (que engloba Timor-Leste e Macau) e 0,5% das palavras do vocabulário brasileiro.

Novas regras

TEXTO: inês lopes e SARA vieira foto: sara vieira

Serão incluídas novas letras no alfabeto - k, w, y – que, assim, passará a ser formado por 26 letras. No fundo, não é tanto uma alteração mas antes a oficialização da práti-

ca corrente, já que utilizamos vulgarmente palavras com estas letras, sobretudo nos vocábulos derivados de nomes estrangeiros como kantiano, darwiniano, wagneriano e yoga. A maior alteração na ortografia da língua portuguesa será a supressão das consoantes mudas, ou seja, aquelas que não se pronunciam, tal como já acontece na variante brasileira. Por exemplo, acto transformar-se-á em ato. Há, no entanto, excepções nos casos em que a consoante se pronuncia, como egípcio. E há palavras onde são admitidas ambas as grafias, como aspecto e aspeto. Segundo Cristina Nobre, docente da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), esta regra vai ser o principal obstáculo do acordo ortográfico. “Nós não lhe vamos acrescentar nada, vamos-lhe tirar coisas. Se a palavra é um corpo, é um bocado dele que desaparece e ninguém gosta de ser amputado, mesmo que seja só o dedo mindinho da mão”, confessa. Por outro lado, o hífen é eliminado em alguns casos. Quando o prefixo termina em vogal e o elemento seguinte

FOTOS: SARA VIEIRA

TAK Tomografia Axial Komputorizada

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começa por vogal diferente, cai o hífen (ex.: autoestrada). Quando o prefixo termina em vogal e o elemento seguinte começa por s ou r, cai o hífen e é dobrada a consoante (Ex.: minissaia). Também haverá lugar à queda do hífen nas palavras começadas por co (Ex.: coocupante) e no presente do indicativo do verbo haver (Ex.: hei de). O acento circunflexo é eliminado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo e do conjuntivo dos verbos dar, ler, ver e crer (Ex.: creem), e na palavra pêlo (pelo). Outra alteração significativa diz respeito à utilização de maiúsculas e minúsculas, sobretudo nos nomes dos meses, das estações do ano e dos pontos cardeais (Ex.: janeiro).

Unificação: Sim ou Não?

A sociedade portuguesa ainda está reticente. Uns olham para o acordo como uma perda de identidade da sua língua-mãe, enquanto que outros defendem que a unificação é positiva. Nataniel Lopes, cabo-verdiano, aluno do 2.ºano do curso de Desporto e Bem-Es-

• A 12 de Outubro de 1990, em Lisboa, foi aprovado o projecto de texto de ortografia unificada da língua portuguesa; • A 16 de Dezembro de 1990, foi aprovado politicamente pelos Ministros e Secretários de Estado da Cultura de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe o projecto de texto de ortografia unificada preparado a 12 de Outubro do mesmo ano; • Em Maio e Julho de 2008 (ou seja, 18 anos após a sua aprovação), foram publicados em Diário da República os documentos legais que possibilitam a entrada em vigor em Portugal do acordo ortográfico de 1990 (ratificação do acordo do segundo protocolo modificativo ao acordo ortográfico da Língua portuguesa pela resolução da Assembleia da República nº 35/ 2008 de 16 de Maio de 2008, e depois, o correspondente Decreto do Presidente da República nº 52 / 2008 de 29 de Julho de 2008); • Em Agosto de 2008, o acordo ortográfico foi objecto de apreciação no IXº congresso da Associação Internacional de Lusitanistas; • Também em 2008, Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura, afirma no Parlamento que Portugal iria pedir uma moratória de 10 anos para a entrada em vigor do novo acordo; • O 1.º semestre de 2009 é a data apontada por Pinto Ribeiro, actual Ministro da Cultura, para a entrada em vigor em Portugal do novo acordo ortográfico.


Está a dar

tar na ESECS, adaptou-se bem à língua portuguesa, apesar de reconhecer que “a língua não é difícil, difícil é a gramática”. Receptivo à mudança, afirma que “todos os países da CPLP deviam falar e escrever da mesma forma, já que, afinal, a língua é a mesma”. Para Luís Barbeiro, professor de Linguística e actual Director da ESECS, a unificação é necessária. “É preciso uma harmonização ortográfica no espaço da língua portuguesa”. Na sua opinião, “o que a prática tem vindo a mostrar é que não é reservando e fechando a língua que se consegue cooperar com os outros países”. Roberta Fritz, aluna do Centro Universitário do Brasil - Univates e actualmente a frequentar o 2ºano do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia na ESECS, não vê o porquê

de a língua materna não ser padronizada, até porque “Portugal descobriu o Brasil e não se pode negar a história”. Já Camila Dal Pian, também aluna do Univates (Brasil), em mobilidade na ESECS, é reticente em relação às novas regras. “Acho que a unificação não é necessária. Perde-se a identidade cultural de cada país porque cada um tem a sua forma de escrever e de falar”, referiu a aluna. Luís Barbeiro partilha de outra opinião no que toca à identidade: “Acho que a identidade pode ser construída nesse espaço grande da língua portuguesa”.

Adaptação

Desde o dia 1 de Janeiro de 2009 que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa faz parte do quotidiano dos brasileiros. Os governos

e as empresas brasileiras terão quatro anos para incorporar de forma gradual as mudanças sugeridas. O que, para Camila, será suficiente: “nós adaptamo-nos a tudo, mas eu levarei muito tempo a adaptar-me às novas regras”. Já em Portugal, esse prazo será de seis anos. Cristina Nobre, docente da ESECS, pensa que é o suficiente, pois “a resistência será menor do que em 1911 (data do último acordo ortográfico), mas será sempre grande. As influências da vida de hoje, ou seja, o meio de difusão electrónico e digital acabam por acelerar o processo”. Cristina Nobre acrescenta que “a profissão de cada uma das pessoas e o seu papel na sociedade determinarão o tempo de transição”.

Segundo a docente, “não é fácil aceitar um acordo ortográfico porque as pessoas pensam que é uma regra do facilitismo”. Refere, porém, que “não tem de ser necessariamente assim. Num primeiro momento não vai facilitar ninguém. Há um universo de coisas escritas que ficam em pânico”. Por outro lado, a principal preocupação de Luís Barbeiro é a questão do período de transição em relação à escola. “No caso da educação, não se pode prolongar muito.” Para o professor, “a rapidez é necessária”. Quanto à recepção da mudança, o Director da ESECS adianta que “as pessoas não são muito receptivas”. No entanto, “as pessoas habituam-se à imagem gráfica da palavra, acabando por se habituar à nova ortografia. É uma imagem que cada qual vai construindo”, conclui.

sara vieira

A roulotte das Farturas

O cheiro é tentador e os clientes fazem fila à espera de mais uma fartura Penim. As farturas adoçam a boca a pequenos e graúdos, passando de geração em geração, ou não fossem elas já famosas há mais de meio século. “Tenho pessoas que vêm aqui há anos, conhecios em crianças e hoje trazem os filhos”, conta João Penim, proprietário do espaço na

Feira de Maio, em Leiria. Satisfeito pela presença constante de clientela, observa que “cada vez mais aparece gente nova”. Penim, não revela o segredo das farturas, “pois assim deixaria de ser segredo”, afirma. Contudo, o proprietário levanta a ponta do véu e confessa que “o sabor, a massa e a forma de apresentar faz a diferença”. O sucesso das suas

farturas é reconhecido por Patrícia Baptista, cliente habitual do espaço, que diz não ter explicação para o sabor das farturas, rematando que “a Feira de Maio sem as farturas de Penim não é feira”. “Se não provou, venha provar” é a mensagem que Penim deixa. Pode encontrar a roulotte das farturas Penim nas feiras de Leiria, Setúbal e Pombal.

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Sentado Paulo Kellerman, escritor no mocho “A língua é um organismo vivo e deve evoluir” Sentou, vai ter k explicar

Autor da obra “Gastar Palavras”, que lhe valeu o grande prémio do conto da APE, em 2005, Paulo Kellerman dedica grande parte do seu tempo à escrita, que se inicia, segundo ele, num processo de observação e reflexão. Este autor de Leiria, que trabalha actualmente em e-books, não acredita que o acordo ortográfico tenha grandes consequências práticas, mas defende que a evolução da língua deve ser natural TEXTO: damien pires e NADIR SILVA FOTOS: PEDRO JERÓNIMO

Como surgiu a sua paixão pela escrita? O interesse pela literatura surgiu primeiro pela leitura, e mais tarde, com o tempo, pela escrita propriamente dita. Esta começou na idade da adolescência, momento em que uma pessoa percebe que o texto escrito pode ter um impacto muito forte. Percebi desde muito novo que era uma forma muito eficaz de comunicar com o outro, de transmitir sentimentos e ideias a outras pessoas e de recolher uma reacção. Ter uma forma de comunicação interactiva não é unilateral. Existe vantagem em poder decidir o que se quer fazer, onde se quer ir, o que se quer dizer e o que cada um quer revelar de si mesmo. A escrita é uma independência em que podemos escrever o que quisermos? Um escritor, a partir de uma certa altura, começa a adquirir um tom forte de auto-censura, começando a perceber até onde é que pode ir e até onde é eficaz ir. Aprende a regular isso e, portanto, em abstracto, tem liberdade absoluta para fazer, dizer e escrever o que quer. A liberdade deve ser algo consequente em que exista um caminho a percorrer, um objectivo a atingir, mas sem excessos fúteis. Hoje, há liberdade para escrever o que se quer, fazer um blogue, etc. Mas se o objectivo é fazer uma obra e ter um percurso consequente, com livros, a liberdade é muito pouca, ou nenhuma. Está dependente de uma série de factores que são externos e que não se controlam. Aos 34 anos já editou várias obras. Qual é o segredo para este sucesso? Tenho quatro livros publicados. Comecei nos anos 90 e andei cerca de dez anos à procura de alguém que quisesse apostar no meu traba-

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lho. Quando isso finalmente aconteceu, em 2005, tive a sorte de encontrar uma editora excelente, que apostou claramente em mim. Com o primeiro livro conseguimos um prémio relevante na área do conto, o que permitiu abrir mais algumas portas. É preciso mostrar trabalho e ter sorte para que as coisas aconteçam. Uma editorial é um meio extremamente agressivo e feroz, principalmente porque há um mercado muito pequeno e uma oferta exponencial. A oferta de escritores e de livros é um pouco exagerada para o mercado que existe. Há mais mercado do que procura... Sim, porque o país é pequeno, com 11 milhões de pessoas e a população activa é cerca de metade. Esta metade, que potencialmente será compradora de livros, tem poucos hábitos de leitura. Talvez seja um pouco exagerado publicar, por ano, 16 mil livros em Portugal, que têm que lutar ferozmente pelos poucos leitores que existem. As editoras não são casas de solidariedade. Se investem dinheiro, têm que o recuperar e ver algum retorno financeiro. Daí haver uma concorrência muito forte. A crise tem alguma influência nas editoras? Há duas componentes da crise. Uma é a crise para os leitores. O preço dos livros é excessivo e é evidente que se as pessoas estão com dificuldades, a leitura passa para segundo plano. E depois há a componente da crise junto de quem investe, das editoras. Uma vez que as vendas diminuem, existe um bolo menor para investir em próximas obras. Provavelmente haverá uma aposta em valores e caminhos mais seguros, em que se editarão livros mais vendáveis.

A publicação da obra “Gastar Palavras”, em 2005, trouxe-lhe o Grande Prémio do Conto da APE. Qual é o significado deste prémio e desta obra? Não existe uma grande tradição em Portugal de escritores de contos. A escrita, a venda e o consumo de contos neste país é acessório. Não é um género muito considerado ou procurado. No entanto, o que geralmente acontece é que todos os grandes escritores têm livros de contos publicados. Os grandes romancistas, a certa altura, fazem uma pausa e editam um conto. É comum. Neste contexto, foi uma coisa totalmente inesperada receber o prémio, uma vez que é o mais relevante e prestigiante ao nível da área de conto. Não só foi um prémio de incentivo por ser a minha primeira obra, mas também de reconhecimento porque realmente é um prémio muito conceituado, tendo em conta as pessoas que o ganharam anteriormente. Acha que Leiria oferece boas oportunidades para o desenvolvimento de jovens escritores? Há aquela velha questão de estarmos longe dos meios de decisão e isso pode ser um factor negativo. Num país com a dimensão do nosso, não podemos permitir que este factor seja uma desculpa para que as coisas não aconteçam. O município de Leiria já teve um prémio literário que agora não tem. Porém, há um prémio literário do Instituto Politécnico de Leiria. Sei que a Câmara Municipal de Leiria tem uma política de aquisição de livros de autores do munícipio e, portanto, apoiam dessa forma. Realmente sente-se que não estamos num meio literário por si, mas é preciso combater isso, e não é com lamúrias e queixinhas. Por exemplo, a

minha editora é do Porto, e eu sou de Leiria. Não podemos permanecer imóveis.

Uma editorial é um meio extremamente agressivo e feroz Acredita que o novo acordo ortográfico terá influência nas editoras? Provavelmente vai ter. Acredito que existirão editoras que imponham o novo acordo, mas confesso que não é nada que me tire o sono. As pessoas a favor do acordo acham positiva uma mudança que crie uma certa união com o Brasil ao nível da linguagem. Mas pergunto quem decide o que é alterado, e quais os critérios dessas alterações. Os que são contra, partem do princípio que a língua é sagrada e que para ser alterada tem que haver um referendo nacional. Não concordo nem com uns nem com outros. Acho que a língua é um organismo vivo e deve evoluir, de forma natural. As pessoas usam estrangeirismos e esses vão sendo adoptados e aportuguesados. É um exemplo perfeitamente ilustrativo de que as coisas não precisam de ser impostas por decreto. Na prática, haverá sempre pessoas que resistem e que optam por não usar a nova ortografia, como existirão aqueles que adoptam as mudanças de forma pacífica. Acredito que não haverá grandes consequências práticas. O português do Brasil é uma língua mais viva e dinâmica, o que lhe dá outro


Kultos

David sineiro

Star Trek O 11º filme da saga de Star Trek dá nova vida a este franchise. Uma película que agradará tanto a novatos como aos “Trekkies” mais fieis. O novo filme, chamado apenas Star Trek, esteve para se chamar Star Trek Zero, pois a sua história segue os eventos que juntaram James Tiberius Kirk ao famoso oficial de orelhas pontiagudas, Mr. Spock. A única possibilidade de salvar a Federação está na união destes dois personagens, há muito desaparecidos do grande ecrã, que surgem aqui mais jovens e interpretados por novos actores, como não podia deixar de ser. Chris Pine (Um Trunfo na Manga) foi o actor escolhido para dar vida ao capitão da U.S.S. Enterprise, enquanto Zachary Quinto (Heroes) colocou as próteses nas orelhas para fazer de Spock. A história que introduz estes dois personagens é ao mesmo tempo o baptismo de voo da U.S.S. Enterprise, e a prova de fogo de toda a sua tripulação, numa viagem inesquecível até onde nenhum homem alguma vez foi. O cargo de vilão foi deixado a cargo do sempre poderoso Eric Bana (Munich), que encarna o papel de Nero, um Romulano sedento de vingança e com uma nave de poder implacável. A seu tempo, aparentes incoerências são explicadas e o novo rumo da série, agora ao leme do génio criativo de J.J. Abrams — responsável pela série Perdidos e pelo filme Cloverfield —, é levado a bom porto. Fã ou não, a partir do início do filme, é impossível deixar de ver. A história é excelente, assim como as representações. Os valores de produção são altíssimos, conjugando-se tudo com uma música fenomenal.

KURTAS Um ídolo Um, não; Dois: os meus pais. Um hobby Descobrir música. Ouvir música. Misturar música. Partilhar música. Uma viagem A próxima.

ritmo. Provavelmente, um dos objectivos é tentar abrasileirar o português. Não tenho nada contra, até porque o português do Brasil é uma língua que evoluiu muito mais rapidamente. Não acredito que isso vá acontecer de um dia para o outro. Acredita que Portugal vai perder um pouco da sua identidade com o novo acordo ortográfico? Acho que não. Nós perdemos a nossa moeda e não aconteceu nada. As pessoas percebem que há vantagens. A língua é talvez um valor mais forte que a moeda, mas não acho que haja o perigo de perda de identidade. E mal estaríamos, como nação, se um decreto que altera uma centena de palavras pusesse o que quer que seja em perigo. Somos uma nação muito mais forte que isso, com uma história, com uma língua.

Porquê o pseudónimo Paulo Kellerman? Foi uma brincadeira. Já tem uns 15 anos. Nasceu porque eu precisava de um pseudónimo para concorrer a um concurso. Criei esse nome especificamente porque era uma private joke, uma provocação a uma pessoa. Como ganhei esse concurso, achei por bem manter o pseudónimo. Há mesmo quem me pergunte se tenho origens alemãs. Eu decidi mantê-lo porque representava algo que eu tinha conquistado. E não me apeteceu recomeçar tudo de novo, identificando o meu trabalho com um outro nome. Onde vai buscar a inspiração para escrever as suas obras? No que vejo, no que penso e no que leio. Basicamente, a escrita é uma tentativa de reflexão. Há questões às quais quero propor respostas. É algo cerebral. São coisas que me inquietam. A minha inspiração surge da necessidade que todos nós

DR

Um livro O melhor é quase sempre o que estou a ler; Neste momento: Notícia da Cidade Silvestre, de Lídia Jorge. Um autor Philip Roth ou Iris Murdoch ou Raymond Carver ou Cormac McCarthy

temos em perceber os mecanismos do amor, solidão ou outras dúvidas existenciais. É algo que todas as pessoas, de uma forma ou de outra sentem e se interrogam. Quais são os seus próximos projectos, a curto e médio prazo? Em princípio haverá um novo livro para Janeiro ou Fevereiro de 2010. Entretanto ando entretido com uns projectos de e-book relacionados minha escrita, mas que têm uma componente visual forte. Muitas das minhas histórias têm ambientes de pinturas conhecidas. Sempre tive muito interesse em explorar a questão da aliança entre texto e imagem. Estou a fazer isso agora em e-books, que são projectos um pouco paralelos, como são o Céu Nublado e Sincronismos. Penso lançar este ano mais dois ou três e-books. Há também o blogue, como sempre, e poderá provavelmente haver qualquer coisa na área do teatro.

Depois de dez filmes e seis séries de televisão, o realizador e produtor J.J. Abrams achou que o caminho ideal a seguir seria explicar como tudo começou. Explicar como nasceu a amizade e confiança que se fazia sentir a bordo da U.S.S. Enterprise, e como os outrora rivais Kirk e Spock formaram laços que se viriam a mostrar essenciais na sua missão de explorar novos mundos. Ao mesmo tempo, este seria um recomeço completo, que faz antever uma nova série de filmes. A primeira sequela está já agendada para 2011. “O que eu espero com este filme” – diz Abrams, “é que não seja preciso ter visto qualquer coisa sobre Star Trek antes para se poder gozar verdadeiramente de uma aventura cómica, romântica e misteriosa, mas que também possa orgulhar o brilhante e eterno mundo criado por Gene Roddenberry. Star Trek é a única que realmente apela ao que cada um de nós tem de sonhador, de explorador. Apela ao sentimento humano de saber mais e de ir além da última fronteira. Um filme que não precisa de fãs para triunfar, pois transborda qualidade em todos os aspectos. 10/10

JORNAL DE LEIRIA 28.05.2009

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ânia neves

IPL convoca eleições para o Provedor do Estudante

Parque do IPL na Nazaré

Entre os dias 25 e 29 de Maio, o IPL vai proceder à abertura de candidaturas para o novo Provedor do Estudante, decorrendo as eleições no dia 15 de Junho. O Provedor do Estudante toma posse no prazo de cinco dias úteis após a posse do novo Presidente do IPL. O titular do cargo irá desenvolver a sua acção em articulação com as Associações de Estudantes e com os órgãos e serviços do Instituto, designadamente com os Conselhos Pedagógicos e com as suas unidades orgânicas.

docentes do IPL, estudantes de outras instituições de ensino, aos habitantes da Nazaré, e a demais interessados em usufruir das infra-estruturas que este parque dispõe. O parque de lazer do IPL funciona 24 horas por dia e dispõe de preçários diferenciados de acordo com o perfil de participante e do tipo de actividade a realizar. Este é um local onde a diversão poderá ser a palavra-chave.

DR

No âmbito de uma parceria entre o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e a Câmara Municipal da Nazaré, o parque com a marca IPL abrirá as suas portas entre os dias 1 de Julho e 31 de Agosto deste ano. O espaço foi alvo de uma recuperação e transformado em parque de lazer e de campismo, dispondo de piscina, bar e tendas para aluguer. Esta é uma iniciativa proposta a todos os estudantes, funcionários docentes e não

Super liga dos Campeonatos da Europa de Equipas

Estrelas do Atletismo em Leiria luís almeida

DR

http://www.thefwa.com

agradável

ESAD Workshop Series

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JORNAL DE LEIRIA 28.05.2009

marcelo brites

Já alguma vez se perguntou se os sites vencem Óscares? Pois bem o site “Favourite Website Awards” premeia isso mesmo, o site atribui prémios e distinções a outros sites e publicita-os no seu site dando aos internautas a conhecer o que de melhor se pode encontrar na internet a nível de Webdesign.

Com o objectivo de estimular a criação literária e o aparecimento de novos autores, o IPL encontra-se promover o Prémio de Poesia Manuel Alegre, instituído em 2008. A conceder bienalmente, o Prémio será atribuído pela primeira vez este ano e pretende galardoar uma obra inédita de Poesia, escrita em Língua Portuguesa. As candidaturas a esta primeira edição encontram-se abertas até 15 de Setembro de 2009. A ESAD.CR encontra-se a desenvolver workshops tecnológicos, sobre as temáticas “Desenvolver Competência Tecnológicas”, “Apoiar a Integração na Vida Activa” e “Ter Experiências Criativas”. As diferentes iniciativas terão lugar entre os dias 27 de Maio e 23 de Julho.

INTERNETES útil

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Prémio de Poesia Manuel Alegre

dora matos

Nos próximos dias 20 e 21 de Junho que alguns dos melhores atletas europeus competem na pista do estádio Dr. Magalhães Pessoa. A Super Liga dos Campeonatos da Europa de Equipas trará a Leiria prestigiados atletas, entre os quais se encontram os nomes dos portugueses Nelson Évora, campeão olímpico do triplo-salto, Naide Gomes, especialista no salto em comprimento e o meio-fundista Rui Silva, bronze olímpico em 2004, entre outros. Esta competição vem substituir a tradicional Taça da Europa, e contará com alterações significativas a nível do regulamento. Não irão, por exemplo, ser admitidas “falsas partidas”, sendo que qualquer atleta que in-

corra nesta infracção será prontamente desclassificado. Neste Campeonato, os atletas masculinos e femininos formam uma equipa única em representação do respectivo país. Essa equipa é composta por um máximo de 50 atletas (25 femininos e 25 masculinos). Na Super Liga, Portugal terá como adversários as selecções da Rússia, Grã-Bretanha, Polónia, Alemanha, Itália, Espanha, França, Ucrânia, Grécia, Suécia e República Checa. As entradas serão livres, existindo a possibilidade de reservar bilhetes no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, de 9 a 21 de Junho, entre as 14h00 e as 21h00. Poderá também garantir o seu lugar efectuando um registo em www.leiria2009.com.

No seguimento das comemorações do 13 de Maio, foram muitos os milhares de peregrinos que estiveram presentes no Santuário de Fátima. Agora o Santuário dispõe de um site que permite a todos os internautas interessados no Santuário visualizar em directo o que no momento está a decorrer na capelinha das aparições em Fátima. http://www.santuario-fatima.pt


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