Akadémicos Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1281, de 29 de Janeiro de 2009 e não pode ser vendido separadamente.
32 Nuno Duarte (Jel) Humorista
“A realidade é sempre melhor do que a ficção” 06 e 07
Jovens criam novos negócios
Mentes Empreendedoras
ILUSTRAÇÃO: LEONEL BRITES
04 e 05
Vai lá, vai... O Instituto Nacional de Estatística divulgou recentemente dados relativos aos principais indicadores da economia portuguesa em 2008. A taxa de desemprego no final do ano era de aproximadamente 8% (e prevê-se um agravamento para 2009 e 2010), sendo que os jovens com formação superior se encontram bastante afectados por esta realidade. Estes factos revelam que o fenómeno do desemprego se tornará a problemática central da actual crise económica e social em Portugal. Assalta-nos a ideia de que encontrar um emprego é uma tarefa cada vez mais difícil. A aposta na qualificação e formação de quadros altamente qualificados não é por si só uma solução definitiva para o combate ao desemprego, pois, mesmo entre os jovens qualificados, as taxas de desemprego têm aumentado. Verifica-se que a economia portuguesa não tem maturidade para criar empregos qualificados suficientes, que possam compensar aqueles que estão a ser destruídos anualmente. Desta forma, considero que a formação dos jovens deverá incluir cada vez mais “doses” de cultura empresarial e empreendedora. É fundamental que os planos curriculares sejam cada vez mais orientados para o desenvolvimento de saberes e talentos individuais que conduzam à criação de empresas e negócios inovadores e criativos. Estou mesmo a falar de empreendedorismo, o chavão cada vez mais utilizado como principal “escape” dos jovens desempregados. Se procurarmos a definição de empreendedorismo, constatamos que este é muitas vezes sinónimo de progresso e desenvolvimento económico. Concordo com os que defendem o desenvolvimento do espírito empreende-
Abertura
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CARLOS HENRIQUES
Musical
Teatro
De 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro, 21:30 Dias 31 e 1 de Fevereiro: sessão especial às 17:00 Os Produtores O musical Os produtores retrata a história de um contabilista neurótico e de um produtor falhado da Broadway que decidem unir-se e inventar um esquema capaz de os tornar milionários. Para tal, decidem criar o pior musical, como forma de conseguir mais rapidamente a fortuna com que sonham. Inesperadamente e de uma forma surpreendente, o musical é confundido pelo público como uma sátira genial, revelando-se um enorme sucesso de bilheteiras. No Teatro José Lúcio da Silva, a partir de 25 euros
5 de Fevereiro, 21:30 Os filhos do Esfolador Esta peça é da autoria do aclamado escritor Camilo Castelo Branco e pretende evidenciar alguns aspectos da vivência social, como a obtenção de lucro sem o menor esforço. O autor faz referência ainda ao antigo ditado popular: “o feitiço vira-se contra o feiticeiro”. Esta comédia vai estar em cena no Teatro José Lúcio da Silva por 7,50 euros.
De 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro: 15:30; 18:30; 21:30 Dias 30 e 31 de Janeiro: sessão especial às 00:00 Revolutionary Road Este é um filme de drama e narra a história de um casal que vive permanentemente com a incerteza de ir atrás dos seus verdadeiros sonhos ou em contrapartida enfrentar o peso do conformismo. Nos cinemas O Paço. JORNAL DE LEIRIA 29.01.2009
Tânia Santos, docente ESECS—IPL
Uma agenda do mês
Cinema
02
dor enquanto alavanca fundamental para a resolução do problema do desemprego. E podemos todos ser empreendedores? Constituirá sempre um desafio de introspecção e de auto-análise. Para já, interessa referir que entre os valores associados a um empreendedor estão impreterivelmente a ambição, a coragem, a determinação, a autoconfiança, a decisão, o pragmatismo, a criatividade, a capacidade de trabalho, a motivação, o optimismo, a capacidade de arriscar, o sentido de oportunidade, a liderança, o sentido de responsabilidade, a recompensa, a excelência, a organização, a delegação, a comunicação e a experiência. Se por ventura te revês no que lês, fundamenta a tua ideia, analisa todo o contexto legal, económico e social no qual a poderás implementar; contabiliza recursos físicos, humanos e financeiros; estabelece uma política comercial, define datas, metas e objectivos e apresenta o teu plano de negócios a quem te puder trazer mais-valias, a quem te puder apoiar. Mas empreender não é apenas criar uma empresa ou inventar um negócio. Um indivíduo é empreendedor quando inova e procura novas oportunidades para a organização onde trabalha. Também da parte dos empregadores se caminha para uma valorização cada vez maior da iniciativa dos seus colaboradores, estimula-se a concretização de ideias e promove-se a liberdade de criação. Em última instância, o empreendedorismo e criatividade dos recursos humanos podem determinar o sucesso ou o fracasso de uma organização.
Música 14 de Fevereiro, 22:00 Pedro Abrunhosa O teatro José Lúcio da Silva acolhe o cantor que deverá apresentar ao público o seu mais recente projecto entitulado Luz, álbum que inclui o sucesso Quem me leva os meus fantasmas. Ideal para celebrar o dia dos namorados. O valor do bilhete é de 15.00 euros.
Dança 8 de Fevereiro, 21:00 Giselle A dança entra em palco com o Ballet Nacional da Moldávia. Giselle narra a história de uma camponesa terna, figura de origens modestas que se apaixona por um Príncipe chamado Albert que se faz passar por um camponês com o objectivo de conquistar o seu amor. A mentira conduz a jovem à loucura. No Teatro José Lúcio da Silva, a partir de 25 Euros.
Está a dar Conselho Geral tem novo presidente
FOTO: PEDRO JERÓNIMO
pedro jerónimo
Conhecedor da realidade do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), assim se revelou o professor Jorge Carvalho Arroteia, numa pequena conversa com o akadémicos, minutos após a sua
eleição, e tomada de posse, enquanto novo presidente do Conselho Geral do IPL. “Espero cumprir com lealdade e transparência a missão que me é confiada, para que o
Associações foram a votos Decorreu no dia 22 de Janeiro, num Auditório quase vazio, a tomada de posse dos núcleos de curso e da nova Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (esecs). Luciano de Almeida, presidente do Instituto Politécnico de Leiria, marcou presença no evento, onde sublinhou que “o associativismo é fundamental no meio
Instituto continue a afirmarse”, começou por assumir o professor catedrático, aposentado, da Universidade de Aveiro. Com um vasto percurso ligado ao ensino superior, elogia a anterior presidência e reconhece que o IPL “tem tido um percurso extremamente positivo no âmbito regional e é uma referência a nível nacional.” Para além da aposta no recrutamento de novos alunos, o presidente do Conselho Geral do IPL destaca ainda os projectos de investigação, a dinamização de parcerias com outros estabelecimentos de ensino superior, bem como a
cooperação com os palop (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). “O programa de formação de docentes, pioneiro e já com resultados”, é o seu principal destaque, relativamente às estratégias desenvolvidas pelo Instituto. Natural de Monte Redondo, Leiria, Jorge Carvalho Arroteia, 61 anos, licenciou-se em Geografia (1972) pela Universidade de Lisboa, doutorou-se em 1983 e em 1986 prestou provas de Agregação em Ciências Sociais. Autor de diversos estudos relacionados com a Análise Social da Educação, Emigração Portugue-
sa e Geografia Humana, participou em projectos de investigação, nacionais e internacionais, nestas áreas, tendo sido também vice-presidente da Comissão Nacional de Geografia (20052007). Para além da docência e da investigação, tem participado em órgãos científicos e de gestão de diversos estabelecimentos de ensino superior universitário e politécnico, e no processo de avaliação do sistema de ensino superior. Desempenhou, também, funções de direcção em serviços centrais do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência e do Ensino Superior.
como é que eles vão fazer ouvir a sua voz?”. O representante do núcleo de CSEM, Pedro Jerónimo, congratulou todos os que se voluntariaram para integrar os núcleos já que até este ano, o núcleo do curso de Comunicação era o único existente na escola. Na Escola Superior de Artes e Design, a lista vencedora é liderada por Pedro Semedo e na Escola Superior de Saúde ven-
ceu a única lista candidata, presidida por Rui Jordão. Mas nem todas as AE do IPL têm novos dirigentes. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, o processo eleitoral foi adiado por suspeita de irregularidades no processo e na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, o mandato de Rui Pedro, presidente da AE só termina em Fevereiro, pelo que ainda não se realizaram as eleições para 2009.
nídia carmo
académico”, assumindo que “as associações de estudantes acabam por ter um papel muito importante no processo pedagógico”. Após a apresentação e aprovação do relatório de contas apresentado pela associação cessante, dirigida por Maria de La Salete Fernandes, a pasta foi passada a Pedro Batalha, aluno do 2ºano de Comunicação Social e Educação
Multimédia (CSEM) que pretende “promover uma maior consciencialização da parte do corpo estudantil – apelar ao voto e à participação”. Apesar de existirem 1863 alunos na esecs, apenas 284 usaram o seu poder de voto. Andreia Mateus, aluna do 2ºano de CSEM, presidente da mesa da Assembleia Geral, alerta para o problema: “Se ninguém representar os estudantes,
Bonifácio e o Cavalinho Imaginação
José Manuel Silva, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, lançou o seu primeiro livro infantil, intitulado Bonifácio e o Cavalinho Imaginação. O Lançamento oficial decorreu na Escola do 1º Ciclo dos Capuchos, em Leiria, na última semana de aulas antes do Natal, o que serviu na perfeição aos cerca de 120 alunos desta escola, que levaram para casa um presente antecipado. O livro, que contou com o apoio do IPL, do Governo Civil do Distrito de Leiria e do Banco Português do Investimento, foi oferecido a todos os alunos do 1º ciclo nas escolas do distrito, num total
de 20 mil exemplares. Para além do livro, os alunos tiveram um dia diferente, proporcionado por uma animadora, que com um pequeno teatro interactivo, contou a história e assumiu o papel de comandante, nesta “viagem” pelo mundo da imaginação.
Inspiração familiar
Esta história tem como personagem principal o menino Bonifácio, que recebe no Natal um cavalinho de pau e que com ele viaja pelos quatro cantos do mundo. Segundo o autor: “a inspiração para o livro nasceu de um facto real, a oferta ao meu filho mais novo de um ‘cavalinho’ feito pela
avó, a quem o livro também é dedicado”. O autor acrescenta: “a promessa de editar uma história infantil já tinha sido feita ao meu filho mais velho, hoje com trinta anos, a quem eu lia muitas histórias. Um dia prometi-lhe escrever e publicar uma escrita por mim. Agora cumpri a promessa, extensiva aos irmãos mais novos.”
Formar pela leitura
Para o autor, a leitura é, para as crianças, uma “fonte inesgotável de prazer e um instrumento decisivo para a construção da personalidade”, enquanto o sonho e a imaginação considera serem espaços
andré mendonça
de “liberdade, criatividade e emotividade”. Maria de Lurdes Monteiro, professora do 4º ano da Escola dos Capuchos e responsável pela organização desta actividade partilha da mesma opinião e considera importante que as crianças imaginem e sonhem “para conseguirem alcançar uma vida melhor”. Foi o primeiro livro para crianças editado por José Manuel Silva, mas, “se houver oportunidade” terá todo o prazer em continuar. “Gosto muito de escrever e as crianças são um público desafiador, porque são exigentes e muito críticas”, conclui.
ILUSTRAÇÃO: INÊS MASSANO
Livro infantil oferecido a alunos do 1.º Ciclo
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Apoios ao empreendedorismo jovem
Está a dar
Bit Xpress e Natureza Brincalhona são fruto do espírito empreendedor de jovens, ex-alunos do IPL. Com ideias inovadoras, arriscaram e venceram. Eles quiseram, o Instituto ajudou e as empresas nasceram TEXTO: andrÉ Mendonça, Tiago gomes
Incubadores de sonhos São jovens, licenciados e com mentalidade empreendedora. Oito ex-alunos do IPL conseguiram de alguma forma vingar no exigente mundo empresarial. “Apadrinhados” pelo Instituto desenvolveram e implementaram as suas ideias. Mas afinal qual é fórmula? Segundo Leopoldina Alves, responsável no IPL pela OTIC (Oficina de Transferência de Informação e Conhecimento, criada para impulsionar e gerir a comunicação entre o meio académico e o tecido empresarial) “há que ser dinâmico, acreditar nele próprio e ter uma ideia inovadora, ou pelo menos que seja diferente do que já existe. Inventar coisas que não foram inventadas, adaptar algo que nunca foi feito. É preciso querer arriscar, essa é a base”.
Desenvolver a ideia
Mónica Silva, 27 anos, licenciada em Gestão de Empresas, Vítor Rosário, 29 anos, Licenciado em Gestão Financeira e com formação na área do ambiente e Dina Silva Licenciada em Design Multimédia conceberam em conjunto, já no último ano de curso, um projecto inovador na área da Educação Ambiental: Desenvolver a consciência ambiental das crianças ensinando-as a
respeitar, a conservar, a proteger e a valorizar o meio ambiente, através de jogos e brincadeiras. Mas no início eram apenas movidos pelo sonho de criar uma empresa. “Tínhamos o “bichinho” de ter uma empresa que fosse nossa e que crescesse connosco”, contam, e depois de “fazer muita pesquisa, estar atento a tudo o que nos rodeia, ler muito, e nunca esquecer o significado da palavra inovação” surgiu a ideia da empresa Natureza Brincalhona, hoje sediada na Incubadora D. Dinis (IDD), em Leiria. A funcionar desde Outubro de 2008, e tendo iniciado a actividade com sete empresas incubadas, a Incubadora visa responder às necessidades actuais e futuras da Região ao nível da produção científica, acolhimento a entidades e empresas, formação avançada em ciência e tecnologia e o fomento ao empreendedorismo empresarial. A elaboração do Plano de Negócios foi onde os responsáveis da Natureza Brincalhona dizem ter sentido mais dificuldades: “passámos muitas horas a elaborar o plano de negócios. Como é uma ferramenta tão poderosa e importante para a gestão de uma empresa, sentimos dificuldades que, só com muito trabalho, fomos ultrapassando”.
Já com um ano de actividade, outra das empresas “apadrinhada” pelo IPL e que se encontram neste momento na IDD é a Bit Xpress. O conceito base e inovador desta empresa, na área das tecnologias de informação, é a actuação imediata, no local do particular ou da empresa, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Licenciados no curso de Engenharia Informática, Patrícia Lopes, Edgar Pratas, João Parreira e Romeu Paz juntaram algumas ideias e, já no último ano de curso, recorreram ao apoio do Centro Empreendedor do IPL que visa promover o empreendedorismo, desenvolvendo um conjunto de acções, que têm por objectivo fomentar uma cultura de inovação, bem como acolher e acompanhar novos negócios. A principal dificuldade da Bit Xpress foi também a elaboração do Plano de Negócios, contam, que depois de aprovado permitiu a abertura da empresa. Leopoldina Alves e Patrícia Silva, membros da equipa responsável pela OTIC, onde se engloba o Centro Empreendedor, referem a importância da elaboração de uma boa planificação para a implementação de uma ideia inovadora. “O plano de negócios tem como principal objectivo
avaliar o mercado, saber se há clientes e viabilidade. É um instrumento para minorar o risco do arranque do negócio, sendo uma ferramenta útil do hoje para o amanhã”.
Do papel à acção
A OTIC foi, precisamente, a estrutura a que recorreram os alunos que hoje gerem a Natureza Brincalhona. “Tivemos conhecimento da existência de uma incubadora no IPL e decidimos contactar a OTIC. Feito esse contacto, a equipa acompanhou-nos e depois de algumas reuniões e formações de empreendorismo e inovação incentivaram-nos a participar no 5º concurso Poliempreende”. Decisão que se revelou acertada pois conquistaram o primeiro lugar a nível regional e o segundo lugar no concurso nacional. Apesar do grande estímulo ganho com a conquista destes prémios, não foram “a alavanca para a criação da nossa empresa. Iríamos, de qualquer forma, avançar com a Natureza Brincalhona”, explicam. Com total investimento próprio, a satisfação na Bit Xpress só poderia ser maior se o crescimento da empresa fosse como esperavam: “Estamos muito satisfeitos com o que alcançámos, mas estamos
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João Garcia Miguel
Entre o Teatro e as Artes Plásticas
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João Garcia Miguel, docente e coordenador do curso de Teatro da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), nas Caldas da Rainha, foi recentemente galardoado com o prémio internacional Foment de las Artes i del Disseny (FAD) - Sebastián Gash 2008, atribuído em Barcelona, pelo espectáculo Burgher King Lear. O professor, que tem pela arte uma paixão que se foi impondo e crescendo, afirma ter-se sentido muito bem ao receber o prémio: “tive uma mistura desencontrada de sentimentos que me levantaram uns centímetros do chão.” João
Garcia Miguel acrescenta, ainda, que não via o seu trabalho muito reconhecido e este prémio, apesar de ser de uma organização distante e que ele próprio desconhecia, acabou por ter um significado “agradável”. Licenciado em pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, João Garcia Miguel foi um dos fundadores do Canibalismo Cósmico, um conjunto de projectos maioritariamente experimentais e algo provocadores. O grupo, formado, segundo o docente, por “um conjunto informal e de artistas oriundos de várias áreas e com interesses distintos”, intervinha social e artisti-
camente em galerias de arte com exposições. João Garcia Miguel fundou também a Galeria ZDB, o Festival X, o Teatro-Cine de Torres Vedras e o grupo deTeatro OLHO, do qual foi director artístico até 2002. Foi convidado para integrar o projecto Paredes de Cor, que decorre desde 9 de Janeiro no Centro Cultural e Congressos, nas Caldas da Rainha. Aí, o artista apresenta a sua faceta de artista plástico, na esperança que esta seja mais reconhecida. Para este projecto, desenvolveu uma espécie de puzzle com 6 telas. Segundo João Garcia Miguel, o objectivo foi criar um conjunto de telas autónomas que, ao serem
Se estás a pensar colocar em prática um plano de negócio, fica a saber por onde deves começar. Os sites do Empreenda (www.empreendedorismo. pt), do Instituto de Emprego e Formação Profissional (www.iefp.pt), do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (www.iapmei. pt) ou da Associação Nacional de Jovens Empresários (www.anje.pt) são de paragem obrigatória. Mas tens mais, como concursos de ideias ou apoios da União Europeia. Como não queremos que fiques por fora, deixamos-te alguns endereços que seleccionamos de entre a vasta biblioteca disponível na world wide web.
insatisfeitos porque achamos que o crescimento está a demorar”. À espera do retorno do investimento, “a crise financeira é obviamente” uma pedra no sapato. Mas têm esperança de “crescer devagar”: “Vamos desenvolver maiores esforços na parte comercial, quer em termos de vendas quer em ter-
OTIC
Assoc. Empresarial de Portugal Assoc. Industrial Portuguesa Assoc. Nacional de Direito ao Crédito Assoc. Nacional de Empresárias Assoc. Portuguesa de Mulheres Empresárias Inst. de Des. e Inovação Inst. de Fomento e Des. do Empreen. em Portugal Novas Empresas de Suporte Tecnológico Progr.ª de Apoio à Iniciativa Empresarial Jovens Jovens Quadros para a Inovação nas PME EUREKA: Uma rede de I&D orientada para o mercado Serviço Comunitário de Informação para a I&D Concurso de Ideias de Negócio PME XXI/PME MULHER Prémio Nacional de Empreendedorismo
mos de divulgação. Estamos a aprender com o tempo a especializarmo-nos cada vez mais.” Mas nem sempre uma boa ideia leva à criação de uma empresa. Rodolfo Mouta, exaluno de Engenharia Mecânica do IPL concebeu o que lhe valeu a participação no concurso televisivo Audax, um sis-
www.aeportugal.pt www.aip.pt www.microcredito.com.pt www.ane.pt www.apme.pt www.idi.pt Iwww.ifdep.pt www.adi.pt/Nest www.prime.min-economia.pt www.inovjovem.gov.pt http://ec.europa.eu www.eurocid.pt www.iapmei.pt www.pme.online.pt www.premiostart.com
tema de fecho para recipientes orientados para a alimentação de bebés. Para já, introduziu a inovação na empresa onde trabalha e está satisfeito, mas pretende que o Neo Bottle se torne uma realidade através da sua iniciativa ou de uma grande empresa que se interesse em adquiri-lo e massificá-lo.
Bit Xpress
Natureza Brincalhona
andreia antunes, inês lopes e Tânia Marques
expostas em conjunto, pudessem crescer em sentido, mudar de direcção e convergir numa “história”. Um dos seus mais recentes projectos foi o espectáculo “As criadas”. Nele, o professor pretendeu representar os estereótipos presentes nas antigas relações entre senhores e escravos, bem como “os modos subtis como exercício excessivo de poder se infiltra nas nossas vidas”. O espectáculo fala-nos do sonho que cada um acalenta de ter uma vida diferente e das dependências e medos que criamos e
que nos impedem de desprender da vida que nos foi destinada. O autor procura que cada trabalho seja “uma exploração da própria consciência enquanto ser humano e artista”, reflectindo o espaço e o tempo em que vive. “A inspiração é um pássaro que se extinguiu há muito tempo e que não regressou”, assume. Desta forma, procura não pensar muito sobre cada nova peça que cria; deixa-se levar pelos acontecimentos, pelos temas que mais o preocupam na altura, variando entre a vida e as suas múltiplas expressões incluindo o
enigma da morte, as relações de poder entre os homens, as injustiças criadas por todos. Tudo isto na procura de um mundo que idealiza diferente e melhor. João Garcia Miguel fala-nos dos seus alunos como o seu público mais fiel, mostrando a importância de trabalhar profissionalmente para que eles possam ser influenciados de forma positiva. Refere nomes de autores como Shakespeare, Fernando Pessoa ou Andy Warhol como exemplos que lhe têm servido como fonte para o seu trabalho.
Kultos
DAVID SINEIRO
Seven Pounds Ver um filme é mais do que estar duas horas a olhar para um ecrã; por vezes encontramos filmes que nos surpreendem de tal forma que é impossível não ficar feliz por se ter tido aquela experiência. Seven Pounds, ou Sete Vidas, em português, é uma dessas experiências; um filme que passa despercebido por entre um Transporter 3 ou um The Curious Case of Benjamin Button, mas que nem por isso se deve ignorar.
DR
Informação caixa: pedro jerónimo
Wiki Empreende
Will Smith (Independence Day / I Am Legend) volta a protagonizar um filme de Gabriele Muccino (The Pursuit of Happyness), e volta a triunfar de forma incontestável. A tradição das grandes performances continua, com Will a mostrar o que vale e a mostrar que merece de facto um Óscar que teima em não chegar, apesar das duas nomeações. Seven Pounds segue a história de Ben Thomas (Will Smith), um Agente do Departamento do Tesouro dos EUA, que procura pessoas para ajudar. Não querendo revelar muito do enredo, pois é a grande força do filme, Ben tem o poder de mudar a vida de sete pessoas, e o filme segue a sua demanda na procura e avaliação moral das mesmas, embarcando numa jornada pela redenção. Rosario Dawson (Death Proof / Sin City), Woody Harrelson (No Country for Old Men / Natural Born Killers) e Barry Pepper (Flags of Our Fathers / Saving Private Ryan) completam o excelente elenco, mas é a personagem de Will Smith que vai realmente atrair a atenção e interesse do espectador. Todo o filme representa um crescendo, desde o seu início lento, mas cativante, até ao seu final apoteótico. A banda sonora transmite isso mesmo, sendo quase inexistente no início, ou servindo apenas como fundo, mas ganhando cada vez mais destaque e notoriedade à medida que o filme avança. Esta não é uma história que nos tenta apresentar surpresa atrás de surpresa, mas sim algo pensado, com um fim que nós sabemos que chegará, mas que temos de ver acontecer. O importante não é o destino, mas sim a viagem. As imagens do filme transmitem o mesmo crescendo da música e da história, sendo cada vez menos ‘sombrias’, e reflectindo tanto a evolução dos acontecimentos como a do próprio personagem principal. A beleza cresce tanto aos olhos da audiência como aos olhos de Ben, sendo que até as suas recordações vão ficando cada vez mais nítidas. Este é um filme especial que segue o espírito de The Pursuit of Happyness e que volta a erguer Will Smith ao estatuto que ele merece, o de um grande actor. A não deixar passar. 9/10
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Jel, humorista
“As personagens Sentado que faço têm no mocho Sentou, vai ter k explicar sempre um lado pedagógico” Vanderlei, Ruce, Carlinhos ou Neto são alguns dos personagens que Jel, cantor, futuro cinéfilo e candidato à Câmara de Lisboa, criou para trazer à realidade o que Nuno Duarte pensa. É confuso? Sentado no Mocho, o humorista explica tudo
TEXTO: andrÉ Mendonça, ÉLIO SALSINHA FOTOGRAFIA: JOÃO MATIAS
Foste registado como Nuno Duarte mas todos te conhecem por Jel. Como aconteceu? Quando tinha 15 anos, andava na escola secundária e era punk. Fazia um penteado, assim, com aquela crista, com sabão azul e branco, mas o pessoal pensava que era gel. Então começaram-me a chamar Jel e eu também não disse que era sabão, senão ia ficar ‘o sabão’. E eu não queria… Uma das tuas primeiras aparições na televisão foi com o Fernando, vulgo Emplastro. O que é feito dele? Já não estou com ele desde a minha ida para os EUA, mas nunca perdemos o contacto. Esteve em minha casa nas últimas férias do Verão, aqui em Lisboa. Conheci-o numa colaboração em que lhe pedi para promover uma música que eu estava a lançar. Ele tornou-se numa mega-estrela, porque no fundo o que ele queria era apenas aparecer na televisão. Isso a mim interessou-me na altura, era fã dele. Cheguei a andar a fazer zapping para o tentar ver, pois a presença dele surrealizava toda a situação e fazia-me chorar a rir. Se repararmos bem, ele hoje tem seguidores. Inaugurou um estilo. Se eu fosse director de um canal, o Emplastro tinha um programa dele.
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JORNAL DE LEIRIA 29.01.2009
Estou preocupado em fazer as coisas bem, na minha língua e no meu país Antes disso frequentaste dois cursos superiores. Marketing e História da Arte. Mas não concluíste nenhum. O que se passou? Marketing foi um erro de casting. Acabei o 12.º ano com 17 anos e a escola não me tinha preparado para me aperceber bem do que queria fazer. Vi que os meus interesses estavam noutra área. Saí para fazer teatro. Mais tarde inscrevi-me em Historia de Arte mas nessa altura já estava no “Contra-Informação” a fazer a manipulação dos bonecos. Então como não tinha muito tempo, e não queria fazer as coisas só por fazer, também saí. Era trabalho duro. Os bonecos eram muito pesados e trabalhávamos só com um braço. Só lá estive dois anos, mas havia pessoal que já estava lá há mais tempo… Ganharam hérnias discais e tudo.
Pouca gente sabe, mas antes do Vai tudo Abaixo entraste no Cabaret da Coxa e na Revolta dos Pastéis de Nata, onde iniciaste os teus sketches humorísticos. Como é que tudo começou? Começou no Cabaret da Coxa. Em 2004 tinha lançado um disco e não tinha corrido bem, acabei a vendê-lo na rua. No fim de 2004 estava desmotivado porque investia na música e não via resultados. Começou então a aparecer o Gato Fedorento e eu não gostava nada, achava aquilo muito “betinho”. Mas vi que até tinha muita aceitação e vi abertura num género novo de comédia, que estava adormecido, e isso interessou-me. Decidi então parar de falar mal e fazer eu, à minha maneira. Inscrevi-me
O que é que te faz rir? Gosto muito de me rir, e o que mais me faz rir é a realidade. É por isso que filmo na rua. As pessoas na rua não são actores, não sabes o que vai sair dali. É o caminho por onde me interessa ir. Pode parecer estúpido, mas rio-me muito com os telejornais. Porque o que acontece é que o trabalho do jornalista não é informar, é entreter com as notícias. A realidade é sempre melhor do que a ficção.
A malta jovem está completamente adormecida num curso de edição de vídeo. Na minha cabeça já ia a ideia de fazer comédia. Comecei a fazer os primeiros sketches, com a personagem Ruce. Fui mostrar o meu trabalho à produtora do Cabaret da Coxa, porque eles
sempre me tinham apoiado na cena da música. Ofereci-lhes os sketches sem pedir nada em troca. Os meus vídeos começaram a circular na Internet e a ser falados e surgiu a hipótese de ter um programa na SIC Radical, mas a ideia nunca mais avançava. Entretanto um amigo meu, o Carlos Afonso, o Bondage das Noites Marcianas, apareceu com a Revolta do Pastéis de Nata, e disse-me para ir lá, que estavam interessados. Tinha um sketch por semana. A cena começou a correr bem e ao fim da segunda série, eles iam continuar, mas eu queria mais tempo por semana, que eles recusaram. Foi quando liguei para a SIC Radical e lá fizemos a primeira série do Vai tudo Abaixo. É no Vai tudo Abaixo que surgem algumas personagens que se tornaram ícones nacionais. Os meus personagens têm muito de mim. São alter-egos para focar os temas que quero. Muita gente se ri quando o digo, mas o meu programa é pedagógico. As personagens que faço têm sempre um lado pedagógico. Por exemplo, o Vanderlei é um brasileiro que vem a Portugal e só diz mal do país. E, na minha opinião, dizer mal leva-nos a ter amor ao que temos. É esse o lado pe-
dagógico. Gosto de criar cenas desse género. As minhas personagens são espelhos daquilo que penso. Nem podia ser de outra maneira. Então e o Carlinhos, o Machista Gay? Portugal é muito machista, daí a razão desta personagem. Acho que está entranhado na nossa educação sermos machistas. Os homens que mais se gabam das suas proezas sexuais são os que têm mais dúvidas e inseguranças. O Carlinhos é tão machista e acha os homens tão superiores às mulheres que por isso só ‘come’ homens. Ele é um ícone gay. É uma figura que está a pedir, a curto-médio prazo, uma coisa só para ele, porque a vida do Carlinhos dava um filme. Com os “homens da luta” queres reavivar o espírito da revolução? A ‘luta’ é, sem dúvida, uma forma de homenagear o 25 de Abril. O Falâncio é também uma homenagem ao Zeca Afonso. Muitas vezes os políticos acusam-nos de não sermos produtivos. Mas eles é que não são, porque gerem mal o país. Os políticos de hoje em dia não prestam, são uns hipócritas, porque nos fazem ter um sentimento de culpa pela forma como as coisas estão, quando a culpa
é deles. E a malta jovem está completamente adormecida porque tem medo. Não há jovens na ‘luta’. Principalmente porque levam uma educação matriarcal. As mães protegem muito os seus filhinhos. Aos 18 anos deviam sair de casa, estudar e arranjar um emprego, começarem a ter o seu próprio dinheiro. Ganhar independência. Essa independência irá dar independência de pensamento e sobretudo, moral para gritares quando te estão a ‘lixar’. E os jovens estão presos nessa educação. Os pais sustentam e a malta acomoda-se. Se a malta não abre a pestana e não luta pelos seus direitos … É isso que estamos a tentar fazer com a ‘luta’, e é por isso que nos vamos candidatar as autárquicas de Lisboa. Vais mesmo entrar nas autárquicas para ganhar? Isto está como nunca esteve. Para a ‘luta’ está maravilhoso. E é por isso que vamos avançar. E eles subestimam-nos, mas esperem só! A ‘luta’ é para escandalizar. Vamos chamar malta nova para os comícios, vamos oferecer cerveja, tremoços e dar um bom espectáculo musical. Vamos dizer o que queremos, mas de uma forma divertida. É para ser uma festa! E se ganharmos
vamos colocá-los a todos na ordem. Eles depois têm mesmo de trabalhar, vão ter de aparecer a horas e não vão poder faltar. Ir ao boletim de voto é o primeiro objectivo. Não há-de ser difícil já que a Fátima Felgueiras e o Isaltino Morais conseguem e estão cheios de processos. Eu só tenho dois processos. Tens processos? Explica lá isso. Estava na Revolta dos Pasteis de Nata a fazer um sketch na estação da Amadora, que é uma zona sensível aqui em Lisboa. O meu personagem era um polícia racista que se metia com uns actores que estavam combinados comigo. Mas usámos o cenário real e encenámos uma discussão. Eu estava vestido de polícia, e as pessoas apercebendo-se que estava em perigo, ligaram para o 118. Entretanto começou a chegar polícia por todo o lado. Eram uns 50, até os carrinhos pequeninos da Escola Segura vieram. Fui acusado de usurpação de funções, fui detido e sentenciado a 6 meses de pena suspensa e paguei uma multa. Depois tive outro processo de invasão de propriedade e alteração da ordem pública. A Associação
de Estudantes da Escola de Educação de Setúbal tinha convocado uma greve, e chamaram-nos para ajudarmos à causa. Entrámos na escola e no calor da luta fomos ao gabinete do reitor a cantar a música do Falâncio. Ele fez queixa e o processo está a decorrer. Por falar em guerras, tens uma banda pró-guerra, os Kalashnikov. De onde surgiu esse projecto? Foi na Revolta dos Pastéis de Nata em que tínhamos como tema para um sketch a música portuguesa. Havia um produtor com uma t-shirt russa que brincava com o nome da arma como uma banda rock, achei piada, e pensei em fazê-lo acontecer. Correu muito bem depois da primeira série do Vai tudo Abaixo surgiu o convite de fazer um disco. Não vendemos muito, mas chegou para a editora. Demos uns 30 concertos mas agora estamos parados na faixa de Gaza. Com tanta guerra a acontecer, eles não podem estar cá em Portugal muito tempo, mas acredito que ainda voltem…
O que é que o Jel tem para nos oferecer no futuro? Foi preciso eu ir para a América para decidir que era altura de por um ponto final no Vai tudo Abaixo, pelo menos aqui em Portugal. Queremos dar um salto qualitativo e quantitativo no nosso trabalho. Este ano vamos fazer um filme. Em busca do Cavalo perdido. Vai ser com o Ruce e o Reco. Uma comédia musical, um filme para divertir. O formato de TV é uma coisa que quero parar. Considero-me um artista, é a minha profissão e apesar de ter tido algumas hipóteses de ter ficado na América, decidi não o fazer. Aqui tenho um trabalho feito enquanto que na América não tenho nada. A diferença é que se fores famoso na América és famoso em todo mundo e se fores famoso em Portugal só és famoso cá. Pensando nisto até é triste, mas eu actualmente não estou preocupado em levar o meu trabalho além fronteiras. Estou é preocupado em fazer as coisas bem, na minha língua e no meu país. Aqui tenho mais oportunidades. Quem sabe se não consigo depois vender para lá?!
KURTAS Um País Mali… não, pode ser Portugal Um humorista Vasco Duarte, o meu irmão (Falâncio da ‘luta’) Uma banda Kalashnikov Um programa de TV O Tempo Um político Eu
JORNAL DE LEIRIA 29.01.2009
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Iolanda Silva
Candidaturas Erasmus
Estão abertas, até 31 de Janeiro, as inscrições para o programa de mobilidade de estudantes Erasmus. Para ingressar no programa é solicitada uma pré-candidatura on-line a partir da qual será efectuada a selecção dos alunos que irão ter a oportunidade de participar nesta aventura do conhecimento. Para mais informações consultar www.ipleiria.pt
ESECS vai ter novo edifício pedagógico SARA VIEIRA
tem alternativas, a não ser os corredores, que são desconfortáveis e não são o local mais adequado”, José Manuel Silva, presidente do Conselho Directivo da esecs, sublinha a mais-valia que o projecto representa na melhoria das condições de estudo e trabalho aos alunos. Os trabalhos de construção vão iniciar-se brevemente e, apesar da tentativa de reordenamento do parque, provocarão alguns entraves ao estacionamento dentro da escola. O novo edifício ficará localizado entre o bloco de gabinetes dos professores e a cantina.
FOTO: RICARDO LIMA
O projecto para a construção do novo edifício destinado a salas de estudo e gabinetes, para os alunos na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (esecs), já está em curso. O edifício vai englobar uma área total de 600m2, divididos por dois pisos - o piso térreo com amplas salas de trabalho e com acesso a computadores; e o primeiro piso com gabinetes mais reservados com vista à realização de trabalhos de grupo. Confessando que existe actualmente “dificuldade em encontrar espaços para trabalhar, porque a biblioteca é pequena e a escola não
Programa INOV-ART
Com o objectivo de fomentar a circulação internacional de jovens e o desenvolvimento de projectos culturais ou artísticos, o programa inov-art disponibiliza estágios em entidades internacionais de referência no domínio das artes e da cultura. A oportunidade destina-se a todos os jovens desempregados ou à procura do primeiro emprego. Para mais informações consultar www.dgartes.pt
Viagem em 4L
Alunos da ESTG aceleram até Marrocos ÉLIO SALSINHA
Diogo Nascimento e Pedro Brás, dois alunos finalistas de Engenharia Automóvel da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria (ESTG), irão participar na 12ª edição da 4L Trophy, entre 19 de Fevereiro e um de Março, num circuito que ligará Paris a Marrocos. Conhecida no mundo como um “MiniDakar”, a prova assume-se como o maior evento desportivo de cariz humanitário, para estudantes da Europa, levando Diogo Nascimento, 27 anos, natural de Leiria, a classificá-la como um “raid humanitário” onde cada carro levará consigo até “cinquenta quilos de material escolar, assim como t-shirts ou produtos de higiene para distribuir pela população”. Foi Pedro Brás, 25 anos, natural de Alcobaça, que através do canal Eurosport teve conhecimento do evento, considerando-o “muito interessante”. A ideia de participar com Diogo deveu-se ao facto dos dois estudantes estarem a realizar trabalhos de projecto juntos: “No primeiro, fizemos um estudo dos chassis da 4L e no segundo, realizámos um estudo do motor”. Assim, o circuito “é
Feira de Educação e Emprego
Vai realizar-se entre 12 e 15 de Fevereiro, na Exponor, no Porto, a Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, Qualific@. O evento, que resulta de uma parceria com o Ministério da Educação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional, visa promover uma comunicação direccionada e personalizada entre os jovens e o mercado de formação e emprego e terá, este ano, como tema Criatividade e Inovação através da Educação e da Cultura.
JORNAL DE LEIRIA 29.01.2009
jorge bastos
útil
Se tens uma paixão por fotografia e desejas mostrar os teus trabalhos, então sê bem-vindo ao Olhares. Neste espaço encontrarás uma panóplia de disparos brilhantes, distribuídos por diferentes categorias (abstracto, história, macro, etc.). A possibilidade de fazer e receber criticas far-te-á crescer no cada vez mais abrangente mundo da fotografia. http://olhares.aeiou.pt
agradável
Queres enviar um email sem erros? Nesse caso, há um corrector ortográfico e sintáctico on-line que te dará uma preciosa ajuda. O FLiP assinala erros de ortografia, denunciando ainda casos em que a construção frásica é irregular. Para poderes alargar os teus conhecimentos, o link “dicionário” dá ainda acesso a um dicionário e gramática da língua portuguesa on-line. DR
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o culminar dos dois projectos”, afirmam os finalistas de Engenharia Automóvel. O material está a ser recolhido, “tentando levar um pouco de tudo”, no entanto, se exceder os cinquenta quilos, irá também ser distribuído por instituições da região, revela Diogo. Quanto à escolha do carro, compraram três: o primeiro “serviu para tirar medidas e conceitos”, o segundo veículo foi adquirido num leilão e depois “comprou-se um terceiro e é nesse que vamos”, explicou Pedro Brás. Os estudantes revelam já ter alguns patrocinadores, como é o caso do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Jornal de Leiria e algumas oficinas que ofereceram material para o carro, mas continuam a contactar empresas para arranjar mais apoios, pois o custo da inscrição ronda os três mil euros, afirmam os estudantes. Até dezanove de Fevereiro, resta-lhes “trabalhar para estar tudo pronto a tempo e horas” e assim chegar a Marrocos e “cumprir o objectivo humanitário”, finalizam Diogo Nascimento e Pedro Brás.
INTERNETES
http://flip.pt/tabid/294/Default.aspx