Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1223, de 20 de Dezembro de 2007 e não pode ser vendido separadamente
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“Conseguir fazer o Dakar foi um desafio” 06 e 07
Natais do Mundo PAULO AMENDOEIRA
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Vai lá, vai... Abertura FICHA TÉCNICA Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Director Adjunto: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandrabarata@gmail.com Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esel.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esel.ipleiria.pt Secretariado de redacção Ângela Duarte, Sónia Olaio Redacção e colaboradores Ana Oliveira, André Conceição, Andreia Mateus, Catarina Gomes, Cláudia Silva, David Sineiro, Élio Salsinha, Fernanda Campos, Helga Costa, João Matias, João Pinto, Jorge Bastos, Kevin Silva, Maria Joana Reis, Paulo Amendoeira, Pedro Jerónimo, Rafael Costa, Ricardo Gomes, Sónia Olaio, Sara Vieira, Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, lda Paginação Isilda Trindade, Rita Carlos Colaboração capa: Leonel Brites Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt Presidente do Conselho Directivo da ESE José Manuel Silva jmsilva@esel.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esel.ipleiria.pt
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De festa religiosa o Natal transformou-se em festim de consumo. Cada vez se celebra mais o poder de comprar e menos o espírito de partilha. Por isso o Pai Natal vai ganhando ao Menino Jesus. No meio dos mais diversos produtos prontos a comprar, o Presépio é um símbolo contraditório de uma sociedade que não renegando as suas raízes religiosas e os valores que lhe servem de base, se orienta cada vez mais no sentido do individualismo e da afirmação do poder do consumo, privilegiando os mais endinheirados e esquecendo os mais necessitados. Poder-se-á dizer que a História sempre valorizou os fortes e omitiu os fracos. Registou os nomes dos poderosos e esqueceu o dos populares. Enalteceu o imperador que determinou a construção do grande monumento, mas não se importou com os milhares de escravos que o construíram. Foi por isso que a mensagem de Jesus foi revolucionária há dois mil anos e continua a sê-lo agora. Nascido entre os mais pobres, defensor dos que sofriam, fez da sua vida um combate permanente contra ideias feitas e situações sociais injustas, acabando por ser julgado e condenado por atentar contra a “ordem” estabelecida. A força da sua mensagem mantém-se viva e o Natal, data em que se assinala o seu nascimento, convida à reflexão sobre o mundo desigual em que vivemos, onde a ostentação convive paredes meias com a pobreza mais extrema, onde a festa de uns não consegue esconder a dor e a solidão de outros, onde as luzes
do comércio não conseguem iluminar as sombras de quem continua a viver privado dos mais elementares direitos humanos. Numa escola plural e multiétnica, como é hoje o Instituto Politécnico de Leiria, vamos construindo pontes entre civilizações e aprendendo a valorizar os contributos de todos, sejam quais forem as suas convicções religiosas, embora o lastro da nossa cultura católica seja indisfarçável. O Natal é, por isso, um momento particularmente apropriado para reforçar a mensagem ecuménica, assente nos valores do respeito mútuo, da solidariedade e da paz, que em todo o mundo devem constituir uma referência e objectivos a alcançar. No mundo globalizado e consumista em que vivemos não vale a pena querer travar a História, mas permanece o dever de consciência que nos obriga a ser mais solidários, mais atentos aos que sofrem, mais empenhados em construir um mundo melhor para as gerações vindouras. É a mensagem universal do Natal que faz desta quadra um momento tão marcante na afirmação de valores que a Escola não pode ignorar e que a formação de cidadãos activos e intervenientes não dispensa, independentemente das convicções religiosas de cada um. José Manuel Silva Presidente do Conselho Directivo da ESE
Uma agenda do mês
ÉLIO SALSINHA
Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer órgãos do IPL e/ou da ESE e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
akademicos@esel.ipleiria.pt
CINEMA A partir de hoje até dia 26 O Tesouro: Livro dos segredos O Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, recebe mais uma estreia nacional, desta feita, uma película repleta de acção e aventura realizada por Jon Turteltaub, tendo como figuras principais os autores Nicolas Cage e Helen Mirren. Dia 25 A história de uma abelha No dia de Natal, a sala 1 do cinema O Paço convida os mais velhos a levarem os mais novos ao cinema para assistirem à exibição deste filme recheado de animação e comédia.
EXPOSIÇÕES
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Até 9 de Janeiro Blind above – Estou sentado, na ilusão da grande paisagem A Livraria Arquivo, em Leiria, mostra a ilusão da paisagem numa exposição de pintura de Rómulo Gonçalves. A entrada é livre.
Até dia 23 Aldeia de Natal Localizada no Jardim Luís de Camões, esta aldeia é destinada a toda a família, oferecendo espaços de animação temáticos permanentes com inúmeras actividades. Animação de rua e o comboio de Natal também fazem parte desta iniciativa.
MÚSICA Amanhã, às 21:30 horas Malage - Novo Circo Levada a cabo por seis artistas de trajectória profissional diferente, Malage é um espectáculo sem guião que envolve o público nos seus jogos criados. É uma iniciativa única, onde a dança, a música e o circo, encontram o seu espaço individual, criando um clima agradável.
TEATRO Dia 5 de Janeiro, às 16 horas Mãe! Estás aí? (teatro para crianças) O grupo Te-Ato de Leiria encena uma peça de João Lázaro destinada aos mais novos. O evento terá lugar no Teatro Miguel Franco, em Leiria.
Natal com tradições várias
Temos por hábito associar a quadra natalícia ao bacalhau cozido, às rabanadas, ao bolorei, aos sonhos, à troca de presentes, mas nem todos festejam o Natal assim. Em Espanha, apesar da noite da Consoada ser assinalada com um jantar em família, como contaram Beatriz Rodríguez, Lucía Saiz, Marta Cañon e Marta Vázquez, alunas espanholas a fazer Erasmus na ESEL, as comemorações são mais prolongadas: “Festejamos toda uma quadra. No dia 24 de Dezembro, jantamos com a família. O carneiro ou cabrito e peru são os pratos típicos do Natal. As crianças cantam porta-a-porta para que as pessoas lhes dêem dinheiro ou doces”. Outra tradição que “nuestros hermanos” têm e que nos escapa é o Dia dos Santos Inocentes. “No dia 28 de Dezembro pregam-se partidas e normalmente ninguém se chateia. O mais típico é fazer bonecos de papel e colar nas costas das pessoas”, contam as quatro amigas ao Akadémicos. Depois disso festeja-se a pas-
sagem de ano e só no dia 6 de Janeiro acontece a troca de presentes. “No dia 5 de Janeiro, noite de reis, há um desfile onde os Reis Magos atiram caramelos às crianças: a Cabalgata de Reyes. Nessa noite, as crianças deixam o sapatinho debaixo da árvore de Natal. Na manhã
A Oriente Também em Macau se festeja o Natal Católico. Apesar se ser um território que hoje faz parte da República Popular da China, ainda se sentem muitas influências portuguesas. Chen U On, aluna do curso de Tradução e Interpretação de Português/Chinês diz que no dia 24 fazem uma ceia e vão à missa: “No Natal não há propriamente um prato típico, vamos todos comer ao buffet, mas comemos peru. Nós só comemos peru no Natal. A nível de doces não há nenhum doce tradicional para esta época do ano.” Se o Natal é quando o Homem quiser, também se pode afirmar que é como um Homem quiser… e cada qual faz a festa à sua maneira. I
» Para o catolicismo, o Natal celebra o nascimento de Jesus. Embora a data seja a mesma, não é difícil encontrar diferenças na forma como se festeja esta época entre os católicos espalhados pelo mundo.
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TEXTOS E FOTOS: PAULO AMENDOEIRA
Alegria africana Na Guiné as coisas são mais parecidas com o que se faz por cá, tal como refere Isaiete Jabula, aluna de Comunicação Social e Educação Multimédia (CSEM): “No meu país as tradições são muito parecidas com as portuguesas. É uma festa em família, na ceia comemos bacalhau cozido, há uma pessoa na família que, quando as, crianças vão dormir coloca os presentes debaixo da árvore de Natal, para que no dia 25, bem cedo os meninos os possam abrir. As crianças acreditam mesmo no Pai Natal.” Apesar de serem poucas as diferenças elas existem: ensaiamse peças teatrais na Missa do Galo, há mais música e mais cor, ou não estivéssemos a falar de um país africano. “É mesmo uma festa muito bonita. A diferença que noto é mesmo o facto de ser mais quente e mais vibrado”, finaliza Isaiete. Cabo-Verde é outro dos países africanos onde podemos encontrar algumas diferenças entre as formas católicas de comemorar o nascimento de
Jesus. Péricles Correia, também ele aluno de CSEM, abre-nos a porta da festa cabo-verdiana: “Na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, no dia 24 fazemos uma ceia, comemos cabrito, peru e doces de papaia. Mas, não há nenhum doce tradicional, que só se coma no Natal. O dia 24 é um dia para passar com a família toda reunida. No dia 25 é diferente, todos saem à rua para beber e se divertir”.
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seguinte, comemos bolo-rei e abrimos os presentes. Depois temos um almoço de família”, explicam as estudantes.
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Está a dar
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Ká entre nós KEVIN SILVA
O Vampiro do Vinhedo
25 de Dezembro
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Está a dar Um dia normal TEXTO: RAFAEL COSTA, CATARINA GOMES, CLÁUDIA SILVA E SARA VIEIRA E ANA OLIVEIRA
Nem todas as culturas celebram o Natal, apesar do ritual da troca de presentes começar a generalizar-se. Por exemplo, ainda que seja hoje possível encontrar árvores e pais-natais em alguns países de maioria muçulmana, nomeadamente na Turquia, essas presenças marcam apenas a influência ocidental, não tendo qualquer valor religioso. De acordo com Aysegul, aluna Turca a estudar no IPL, os Muçulmanos não escrevem cartas ao Pai Natal por não fazer parte da sua cultura e muito menos da sua religião. O Pai Natal é visto apenas como uma figura publicitária que se vê nos centros comerciais. Sem Natal, são as comemorações do Ano Novo que servem de pretexto para a troca de alguns presentes, explica Aysegul. O Ramadão é a das principal comemoração islâmica. Ocorre uma vez por ano em meses alternados. Durante o mês sagrado, os seguidores da religião devem jejuar: “Do nascer ao pôr-do-sol não podemos comer nada. Quando o sol se põe ouve-se um sinal vindo da Mesquita que indica que pode-
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PAULO AMENDOEIRA
Na China, o Natal passa praticamente despercebido.
mos tomar uma refeição”, explica a mesma aluna residente na Turquia. Durante três dias, muitas das famílias Turcas celebram o fim do Ramadão com a chamada Festa do Açúcar festejada com doces e presentes. Também na China, o Natal passa praticamente despercebido. As férias de Natal não existem e “tudo funciona como habitualmente”, explica Zheng Yi, aluno do curso de tradução de Português/Chinês, “É um dia igual aos outros”, remata. Tian Yuan refere, no entanto, que por vezes “os mais jovens utilizam o Natal como pretexto para conviverem”. O Ano Novo é a grande festa dos chineses. A China festeja o Ano Novo duas vezes, a 1 de Janeiro e no Ano Novo chinês, em Fevereiro. “No nosso país o Ano Novo rege-se pelos signos do Zodíaco”, diz Zheng Yi. Para além do fogo de artifício são organizados desfiles de rua em que todos participam. “O Ano Novo é tão importante para nós que as férias só chegam em Fevereiro”, comenta Tian Yuan. Também para os judeus “o dia 25 é um dia como qualquer outro” porque, como explica Eliezer Shai, rabino da Comunidade Israelita de Lisboa, “os
judeus não tomam em consideração a figura de Jesus”. A festa judaica Hanukah, conhecida como festa das luzes, apesar de quase coincidir com o Natal em termos de calendário, não tem o mesmo significado religioso. Eliezer Shai explica que é uma “a reafirmação da cultura judaica”, acrescentando que “é por acaso que as duas festas acontecem no mesmo período”. O principal símbolo da festa judaica é o Menorah, o famoso candelabro de 7 braços. Os fritos em azeite também caracterizam as celebrações mas Eliezer Shai sublinha que estas tradições podem ser diferentes em cada grupo de judeus, acrescentando que “os que estão em Marrocos têm um tipo de tradição culinária que é diferente dos judeus que estão na Polónia ou na Rússia”. Elizer Shai refere ainda que alguns grupos introduziram a troca de presentes, apesar de tradicionalmente o Hanukah não envolver essa prática nem estar ligado ao consumo. A Coca-cola é a única excepção, explica o Rabino, “porque chega a todo o lado”, e exemplifica: “em Israel, durante o período do Hanukah, a coca-cola usa a imagem do candelabro nas garrafas”. I
Novembro terminava e, nessas horas de natureza introdutória, resplandeceria a música italiana de Vinicio Capossela no Teatro José Lúcio da Silva, um dos palcos, além do Culturgest, em Lisboa, e do Teatro Aveirense, a acolher o prolongamento da tournée a Portugal. Frente a uma plateia parcialmente composta, o ambiente servia de prefácio a uma série de canções provenientes do seu último álbum Ovunque proteggi (Que me possas proteger em todo o lado), profundamente congregado a referências históricas, aliadas a um misticismo bíblico e a uma mitologia simbólica. É nessas canções que Capossela atinge o auge da teatralidade interpretativa de seus versos (cuidadosamente traduzidos para português no ecrã), dissimulando-se com máscaras e alterando algumas partes do seu vestuário. Em Bruccia Troia (Arde Tróia), utilizava uma máscara de minotauro e agitava ritualisticamente uns sinos pendentes numa corda. À medida que o concerto progredia, tornava-se evidente uma subtil mudança lírica das canções e isto conduziu a uma mudança instrumental claramente mais romântica. Esta transição, bem ao género de Tom Waits, enfatizava uma fase maioritariamente composta por canções dos seus primeiros trabalhos. Aqui, o músico assenta numa base de influências literárias ao redor da Geração Beat, retratando um noitibó por detrás de um vidro de bar, divagando versos de um Rei da taberna, Vampiro do vinhedo. A variedade instrumental que caracterizava o concerto até então prolongou-se até ao final do espectáculo. O vibrafone e a marimba foram uma presença pertinente contribuindo para uma harmonia pouco convencional mas bastante interessante. As músicas Morna e S.S. dei Fragati (S.S. dos Náufragos), inseridas num contexto temático marítimo repleto de sentimentos de solidão e saudade, contaram com a colaboração de um português à guitarra. Apesar de uma breve passagem por temas mais alegres, o concerto acaba com encores de sonoridade melancólica típica da maior parte dos temas tocados. No final restaram cravos distribuídos por uma plateia em despedida. Um souvenir aromatizado. I
Konsumo obrigatório ANDRÉ CONCEIÇÃO E ANDREIA MATEUS
Coisas do Chá Afonso Lopes Vieira
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ANDREIA MATEUS
Está a dar Fotografias de uma vida
RAFAEL COSTA
No passado dia 4 de Dezembro, Leiria assistiu ao lançamento da Fotobiografia de Afonso Lopes Vieira. É o resultado de um trabalho de investigação de vários anos, conduzido por Cristina Nobre, docente e estudiosa da obra do escritor, e para quem “Lopes Vieira começou como uma paixão e se transformou num amor maduro”. Segundo a autora, em entre-
vista à rádio IPLay, este livro surge na sequência de um processo de investigação que conduziu ao seu doutoramento. Cristina Nobre sublinha que durante todo o processo de pesquisa foi encontrando registos que permitiram divulgar uma “outra faceta de Afonso Lopes Vieira, impossível de conhecer através dos textos”. No entanto, esta não é uma biografia no sentido tradicional da palavra porque, como
explica a autora: “não faço uma narração, forneço pistas de leitura, abrindo espaço para que o leitor tenha vontade de saber mais”. Nesta biografia, Cristina Nobre socorreu-se de cartas inéditas, fragmentos de anotações de diário, textos de amigos e críticos como: David MourãoFerreira, Vitorino Nemésio ou Aquilino Ribeiro, e ainda de entrevistas de jornal. Tudo para mostrar um lado mais íntimo
Inkérito
do autor leiriense e “divulgar Afonso Lopes Vieira às camadas mais jovens”. A passagem da investigação para o livro dá-se por “encomenda do Região de Leiria”, que teve acolhimento junto dos patrocinadores – Instituto Politécnico de Leiria, Câmara Municipal da Marinha Grande e Grupo Lena. O trabalho agora apresentado está nas bancas com a chancela da editora “Imagens e Letras”. I
PAULO AMENDOEIRA E RAFAEL COSTA
1. Como vai ser a tua passagem de ano? 2. Um desejo para 2008? 1. Na Nazaré, com os meus colegas. Costumo passar lá todos os anos, na casa de um colega meu. 2. Acabar o curso de uma vez por todas. Rui Paulo 2.ºano CSEM
1. Ainda não sei. Quando chegar a altura vou pensar nisso. Os planos saem sempre furados. 2. Saúde e sorte. Juliana Correia 1.º ano Serviço Social
1.Vou passar na Figueira da Foz. Este ano quero tentar ficar acordado até à meia-noite. 2. Paz e sossego. Tiago Rosa 1.º ano Português/Chinês
1.Vou passar com amigos. Devo alugar uma casa como faço todos os anos. 2. No mínimo que o mundo não acabe como se diz por aí Ana Malhado 1.º ano Desporto e Bem-estar
Situado na Rua Sá de Miranda, uma paralela à Avenida Marquês de Pombal, o Coisas do Chá é um espaço calmo, discreto e óptimo para relaxar do stress citadino. Como o nome indica, além dos mais de 100 tipos de chás oriundos um pouco de todo o mundo (mas também nacionais), o Coisas do Chá vende uma panóplia de acessórios relacionados com este hábito ancestral - desde bules a infusores – mas também vários produtos gourmet, como azeite, ou sal marinho com especiarias. Sem falar nas tostas, quiches e pão saloio, tudo caseiro e artesanal. Apostando num certo misticismo do espaço, Filipe Carvalho e Celso Ezequiel, sócios e amigos, vêem na qualidade dos seus produtos o maior trunfo e factor de distinção desta loja/casa de chá. A tranquilidade do local e a boa disposição contagiante dos proprietários são outras mais-valias que lhe conferem um ambiente especial, de quase familiaridade. De realçar a ocorrência de tertúlias de debate todas as últimas sextas-feiras de cada mês. Uma última sugestão: porque não oferecer este Natal um pequeno embrulho de chá? No Coisas do Chá podem comprarse pequenas porções numa embalagem elegante para oferecer a alguém especial. Um presente original, barato e delicioso! A escolha não é fácil, mas True Love – Chá preto, pêssego e corações de açúcar, Yoga Relax – Mata, gengibre e canela, Salada Exótica – Chá verde Sencha com papaia e manga, constituem, talvez o top de Coisas do Chá. Mas muitos mais há a experimentar! Para aquecer os dias de Inverno. I
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Sentado no mocho Sentou, vai ter k explicar A competição e o desporto mudaram muito a minha vida. Adquiri outro tipo de atitudes: ser mais correcta e mais firme.
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Seis anos depois, estreouse da melhor forma na Taça do Mundo de Todo-o-Terreno. O que representou este prémio? Foi mais uma grande conquista. Agora, o que é importante é ter um título para mostrar aos patrocinadores, convencê-los que vale a pena continuar a apostar em mim. Sem eles não posso fazer corridas porque não tenho dinheiro próprio para isto. O nosso orçamento é muito pequeno, por isso tentamos trabalhar muito e gerir bem.
Deixou de falar sobre dunas – professora de Geografia – para as ir conhecer pessoalmente. As aventuras da primeira piloto portuguesa já de partida para o próximo Dakar.
Elisabete Jacinto, piloto TEXTOS: SÓNIA OLAIO E PEDRO JERÓNIMO FOTOS: JOÃO MATIAS
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Gostava muito de ficar nos cinco primeiros Como é o seu dia-a-dia? Começa sempre com a preparação física. Às 7:30 estou no Estádio Nacional, onde treino até às 9:30. O resto do dia é dedicado à competição, organização da equipa, contactos com os jornalistas. Esta história do camião tem um handicap que é não haver um mercado grande para os camiões de competição, não há peças. Tudo o que quisermos temos de fazer, temos de construir, inventar, testar e tudo isso implica muito tempo… Somos só três a trabalhar na equipa a tempo inteiro. Embora seja muito cansativo fazer o Dakar, às vezes é mais difícil chegar à partida em condições do que à chegada. Qual é o maior desafio de viver num universo masculino?
Acho que a fase mais difícil já passou, que é a pessoa fazer-se acreditar pelos outros: quando eu digo que o camião tem este problema, preciso que acreditem em mim. Normalmente, os homensnãoacreditamnasmulheres quando elas falam de mecânica. Agora já tenho uma equipa mais sólida nesse aspecto e as pessoas já vão aprendendo a ouvir-me. Tudo o resto é a parte boa. Há também uma parte chata: quando eu vou atrás de um camião e buzino para ele me deixar passar, eles a mim resistem mais. Não facilitam nada! Às vezes ando 300 km atrás de um camião, e só no final é que consigo ir para a frente. Eu não desisto! Vou ali no pó… No acampamento damo-nos todos muito bem. Por ser a única piloto também dou mais nas vistas.
O Troféu de Senhoras do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, em 1993, foi o primeiro título de relevo. O que mudou desde então? O que mudou a minha vida não foi propriamente essa taça, foi a primeira prova que fiz em 1992. Dizia que não tinha físico, nem técnica e que não era capaz. Andava 50km com os amigos ao fim-de-semana e era trambolhão de meia-noite. Achava que não era capaz nem de fazer 70 km e fiz quase 300. Fiquei verdadeiramente apaixonada pelo todo-o-terreno. Passava os dias a pensar em como arranjar físico, dinheiro e técnica. A partir desta prova, o desafio era ir fazendo melhor. Para quem nem achava que conseguia fazer uma prova, conseguir fazer o Dakar foi um desafio do outro mundo.
Primeiro as motas, depois os carros, em 2003 os camiões. No mínimo uma evolução “de loucos”... Não só foi de loucos como foi uma loucura pegada! Ia com um camião pesadíssimo, carregado de peças para outras equipas, que nunca me viram ao longo de todo o rali. Não tinha experiência nenhuma para o fazer passar as dunas e tinha uma equipa que supostamente devia saber tudo e não sabia. Foi uma história mirabolante, onde vivi todo o tipo de aventuras. Foi uma lição fabulosa que eu não esperava: desde virar o camião, ajudar outro que se tinha virado, ficar dois dias fora de prova e depois conduzir dia e noite para a apanhar. Saí de lá a saber: com um bom camião e uma boa equipa, faço o Dakar ainda melhor do que com a mota. Na mota é gás a fundo e fé em Deus. Se não sobe a duna de uma maneira sobe de outra. Com o camião não. Com o camião temos de ser muito calculistas. Temos de ter uma firmeza de carácter assombrosa para certas situações. No fundo, no camião somos três, mas estamos sempre muito sós. Na mota toda a gente vê o piloto sozinho, mas há toda uma estrutura que o apaparica. É uma maneira de estar muito diferente que também tem os seus encantos.
Kultos A Face Oculta de Mr. Brooks DAVID SINEIRO
Dez anos depois, 10ª participação. Nos dias que correm, ainda é um risco entrar no Dakar? Em termos financeiros é sempre um problema. As pessoas vão-me dizendo que ao fim deste ano já sou mais conhecida. Isso é um facto, mas não significa darem-me de bom-tom um patrocínio. As empresas portuguesas não estão vocacionadas para o desporto e não nos motivam. Passados este anos todos, se quero melhorar as coisas tenho muitas dificuldades para o fazer. Há alguma preparação especial para o Dakar? Na prática acabamos por pensar um ano inteiro em função dele. Aquelas pequenas provas que faço ao longo do ano, são testes, em que depois fazemos alterações no camião. Preparação física também faço todo o ano.
KURTAS Um álbum: Best Of Rockers 'N Ballads, dos Scorpions Um filme:Danças com Lobos, de Kevin Costner Um livro: Porque é que os homens nunca ouvem nada e as mulheres não sabem ler os mapas das estradas, de Allan & Barbara Pease Uma cidade: Montijo, a minha cidade. Um ídolo:a piloto alemã Jutta Kleinschmidt Um veículo: o meu camião Uma corrida: Dakar
Os camiões acabam por ser uma segunda casa para qualquer camionista. Há alguma “indumentária” especial para o Dakar? O meu é muito sóbrio. O que considero muito especial é o banco, feito à minha medida e que foi uma luta enorme para o conseguir. Há também um saco térmico que levo ao meu lado, que encho todos os dias com comida. As únicas graci-
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Na moto é gás a fundo e fé em Deus. Com o camião temos de ser muito calculistas nhas que trago são umas mascotes, como um dragão. Não que seja uma mulher de muitos talismãs, mas o ano passado, foi um ano muito difícil, mudámos de marca, trocámos alguns elementos da equipa, tivemos muitos problemas, muita ansiedade. Então, como sou do signo do dragão, peguei no boneco que o Jorge (marido) me ofereceu e tenho-o para me lembrar que a vida às vezes tem de ser encarada de uma forma mais ligeira. Tenho também uma zebra, oferecida por um amigo. Há ainda uma tartaruga, trazida pelo meu treinador, e que serve para pensar que às vezes
para conseguir andar depressa, tenho que me acalmar um bocado. Tal como o Dakar, o Natal está aí à porta. Como vai ser o deste ano? Este vai ser igual a todos os outros. Encarrego as minhas irmãs de comprarem as prendas para a família. Queria muito ter o trabalho todo feito até lá, para depois ter alguns dias para descansar. Queria curtir também as outras equipas, ver os outros carros e camiões. Isto porque quando entro na corrida nem tenho tempo de olhar para este ou aquele e nem sequer sei quem ganha ou perde. Vivemos muito por nos próprios aqueles dias todos. Qual é a prenda que gostava de ter no sapatinho? Um lugar no pódio do Dakar 2008? Eu gostava muito de ficar nos cinco primeiros, da minha categoria (menos de 2000c.c.). Essa é uma meta que estabeleci já há uns anos, desde que comecei a ter um camião melhor para correr. O nível competitivo dos camiões tem aumentado muito. Em 2004, aparece a regra em que nenhum camião pode andar a mais de 150km/h. Com isto, todos aqueles que não chegavam lá, mexeram nos motores, o que deu um impulso enorme à competição. O ano passado fui sétima nos camiões com menos de 10c.c. Este ano vou-me esforçar! Tenho que ter uma condução muito séria desde princípio, jogar muito à defesa, sem fazer asneiras. I
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Com falta de apoios, pediu três mil contos para se estrear no Dakar, em 1998, e demorou quatro anos a pagá-los. Valeu a pena? Hoje se voltasse atrás fazia tudo tal e qual como fiz. A única coisa que lamento é não ter tido visão do que podia fazer. Nunca consegui projectar as coisas à distância, no sentido de tomar atitudes de fundo: deixar de trabalhar mais cedo, dedicar-me ao desporto a cem por cento, arranjar um treinador para me preparar bem fisicamente. Sabia que tinha uma força fabulosa, mas continuava a fazer tudo mal.
Mr. Brooks é um thriller do desconhecido realizador Bruce Evans. Não se trata, no entanto, de apenas mais um thriller; há algo de especial nesta película. Neste filme negro que explora os meandros da loucura, Kevin Costner (Danças com Lobos / Os Intocáveis) dá vida a Mr. Brooks; um destacado homem de negócios com família e filhos que é também um serial-killer.
Passados dois anos desde o seu último crime, Mr. Brooks volta a sucumbir ao seu alter-ego psicopata, regressando aos assassinatos. Este alterego é personificado por William Hurt (Uma História de Violência / O Bom Pastor), visível em momentos chave, e que exterioriza na película o conflito de personalidades que é normalmente invisível em outros filmes do género. Tanto assim é que, durante o filme, se torna impossível não simpatizar com Mr. Brooks que, no fundo, é um criminoso, mas é também um ser humano com todos os seus problemas e fragilidades. O enredo é muito interessante e complexo e envolve também Demi Moore (Ghost / G.I. Jane), uma experiente investigadora criminal; e Dane Cook (Good Luck Chuck / Torque), uma testemunha de um dos crimes, que tenta chantagear o protagonista. Esta personagem introduz na história um novo tipo de conflito, nunca antes visto em filmes do género, o que juntamente com a guerra interior exteriorizada de Mr. Brooks faz desta película algo único e imperdível para quem procura uma história original e brilhantemente escrita. Vale a pena ver, pela soberba direcção; pela tensão criada pela música, que só nos larga quando o filme termina; e também pelo genial trabalho dos actores. 9/10. I
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Últimas
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FERNANDA CAMPOS E HELGA COSTA
Prémio de Revelação Artística
Concurso de Presépios A Câmara Municipal de Leiria está a participar na acção de Natal promovida pela Brisa – auto-estradas de Portugal, subordinada ao tema “Brisa Presépios de Portugal”, a decorrer desde o passado dia 1 de Dezembro até 6 de Janeiro de 2008. Esta acção da Brisa tem como objectivo fazer reviver uma das tradições natalícias mais típicas do nosso país – o presépio. O presépio de Leiria encontra-se em exposição na área de serviço de Leiria. Para votar os interessados poderão aceder ao site da Brisa.
Teatro Académico de Leiria estreia peça Inimigos
Violência na escola JOÃO PINTO
Nos dias 10 e 11 de Dezembro, o Grupo de Teatro Académico de Leiria (GTAL) apresentou a peça Inimigos, no Teatro Miguel Franco. A encenação mostra um ambiente onde impera a lei da sobrevivência. Assistimos ao conflito entre seis alunos da mesma turma. Eles são caracterizados como violentos e impossíveis de ensinar. Com um cenário muito degradado, desordem na sala e grades à volta, a peça inicia-se com a espera de um novo professor, por parte dos alunos. Nesse período, o líder da turma, “Ferro”, interpretado por Rui Ferreira, exige que cada estudante apresente uma aula. São retratadas diversas problemáticas sentidas por cada um, tais como a fome, o desemprego, a decadência em bairros ou o sexo. Sentimentos como a revolta, dor, raiva e violência são lançados ao público através de gestos brutos, palavrões e barulhos fortes. Denota-se na peça uma crítica aos agentes da sociedade, tais como polícias, professores, assistentes sociais e emigrantes. Aquando da chegada da professora, esta faz sentir aos alunos o quão insuportáveis eles são, insistindo na palavra “desistimos”. No final da peça, “Ferro” sente pela primeira vez a impotência e frustração vivida pelo pro-
TELMO VELEZ
Terminam a 31 de Dezembro as inscrições para o Prémio de Revelação Artística D. Benta de Aguiar 2007, nas áreas de Ensaio, Texto Literário, Pintura, Desenho, Escultura, Fotografia e Vídeo. Os três primeiros classificados receberão prémios monetários e os restantes menções honrosas. Para mais informações consultar: www.bazardasmonjas.blogspot.co m
O encenador Pedro Wilson e o dramaturgo Luís Mourão são os responsáveis pela apresentação da peça. Todos os elementos do grupo têm tido formação dramática ao longo do ano e estão dispostos a desenvolver workshops dirigidos aos novos formandos que se inscrevam já a partir de Janeiro. A próxima actuação está já agendada para o dia 11 de Janeiro, às 21:30 no antigo Orfeão de Leiria. I
fessor, quando este pretende ensinar algo e os colegas lhe viram as costas. No decorrer da peça, os alunos têm várias oportunidades de saírem da escola, no entanto, nenhum ousa atravessar a porta. Encontram-se presos a algo que censuram e criticam. Não deixam de esperar por alguém que os ensine a ser melhor. Não pretendem abandonar aquele espaço, porque lá fora, por detrás das grades da escola, não têm nada nem ninguém a quem recorrer.
Liga Universitária de Futsal Politécnicos avaliam ideias de negócio A Poliempreende, uma iniciativa que inclui todos os politécnicos do país, organiza o concurso de Ideias de Negócio. Pretende-se seleccionar as 30 melhores propostas. O vencedor regional receberá um prémio de 1500 euros e fica habilitado ao concurso nacional, onde pode ganhar 7500 euros. As inscrições vão estar abertas até dia 10 de Janeiro. Mais informações em: www.poliempreende.pt
Akadémicos«
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JORNAL DE LEIRIA 20.12.2007
Vitória e empate no arranque da época JORGE BASTOS
O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) entrou com o pé direito na Liga Universitária de Futsal (LUF), derrotando na «cidade do Lis» o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) por 3-2. O resultado assume maior importância se tivermos em conta que o IPC esteve a vencer os locais por 2-0. A vitória chegaria a 30 segundos do final da partida, numa prova clara de que quem acredita, pode lá chegar. E esta máxima bem se pode aplicar ao que aconteceu na segunda jornada. Na Covilhã, a sempre complicada Associação de Estudantes da
Universidade da Beira Interior (AAUBI) recebeu o IPL, num jogo que se previa complicado. Os locais ainda estiveram a vencer por 3-0, mas os leirienses não se deram por vencidos e alcançaram um brilhante empate a três bolas. O IPL amealhou assim os primeiros pontos na LUF e segue bem colocado no topo da tabela classificativa. No andebol masculino, depois do honroso segundo lugar, conquistado no 1º Torneio de Apuramento, o IPL acolheu a segunda etapa da prova nos dias 3 e 4. Na fase de grupos, o IPL venceu a
Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAV) e a Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUALG), caindo nas meias-finais aos pés da AAUBI. No jogo para atribuição do terceiro e quarto lugares, o IPL regressou às vitórias, levando novamente de vencida a AAUAV. O IPL classificou-se assim no terceiro lugar, enquanto a Associação de Estudantes da Universidade do Minho (AAUM) repetiu o primeiro lugar conseguido no 1º Torneio de Apuramento. I
INTERNETES útil
Agradável
http://www.rt-leiriafatima.pt/ Será que conheces a região onde vives, ou estudas?No site da Região de Turismo de Leiria-Fátima tens tudo o que precisas saber sobre a história da região, os locais de maior interesse, as tradições, a gastronomia. Para explorar, nas férias de Natal.
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RICARDO GOMES