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Akadémicos 21

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Akadémicos« Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1220, de 29 de Novembro de 2007 e não pode ser vendido separadamente

Artur Agostinho Comunicador

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“Faz falta a troca de ideias” 06 e 07

Querido blogue... FOTOS: JOÃO MATIAS

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Vai lá, vai... Abertura FICHA TÉCNICA Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Director Adjunto: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandrabarata@gmail.com Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esel.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esel.ipleiria.pt Secretariado de redacção Ângela Duarte, Sónia Olaio Redacção e colaboradores Ana Oliveira, André Conceição, André Gomes, Bruno Fernandes, Catarina Gomes, Cláudia Silva, David Sineiro, David Sousa, Eliana Tavares, Fernanda Campos, Inês Vieira, João Matias, Jorge Bastos, Paulo Amendoeira, Pedro Jerónimo, Rafael Costa, Ricardo Gomes, Sónia Olaio, Sara Vieira, Tânia Lopes Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, lda Paginação Isilda Trindade, Rita Carlos

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt Presidente do Conselho Directivo da ESE José Manuel Silva jmsilva@esel.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esel.ipleiria.pt

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Espaços de escrita pessoal, os blogues cumprem hoje funções diversas, da construção de conhecimento, de forma aberta e partilhada, à constituição de redes sociais que configuram novas possibilidades para o exercício da cidadania. A facilidade de escrita e de publicação tem reforçado a ideia de democratização defendida por algumas correntes e concretizada na possibilidade de cada indivíduo se tornar produtor e editor de informação, passando a assumir um novo protagonismo na tomada da palavra. Podemos, assim, passar de meros consumidores de opiniões e de informações de outros, a participantes no sistema de produção e difusão. No entanto, o sentido que os blogues possam efectivamente ter para as pessoas e a necessidade do seu uso remetem para algo que está muito para além da esfera tecnológica, pelo que, no quadro da informação actual (instantânea, rápida, global), há lugar para todos, em escalas diferentes. Neste contexto, importa reforçar a importância da blogosfe-

Uma agenda do mês

Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer órgãos do IPL e/ou da ESE e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

akademicos@esel.ipleiria.pt

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JORNAL DE LEIRIA 29.11.2007

ANA OLIVEIRA E RAFAEL COSTA

TEATRO

MÚSICA

10 e 11 de Dezembro, às 21:30 horas “Inimigos” – Grupo de Teatro Académico de Leiria Os estudantes/actores de Leiria, sobem ao palco do Teatro Miguel Franco para levar à cena uma peça do Inglês Nigel Williams, numa sessão dupla.

Amanhã, às 22 horas F.R.I.C.S. – Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa O grupo portuense apresenta-se no Café-Teatro do Orfeão Velho de Leiria. Pelo palco irão passar diversos estilos musicais: jazz, rock, música clássica indiana, salsa, deth metal e

Hoje, às 22 horas Mau Artista - Porto “O Teatro é Liiiiindo” – Te-Ato – Grupo de Teatro de Leiria O grupo de teatro de João Lázaro mostra a peça “O Teatro é Liiiiindo” de Nuno Preto. Esta apresentação no Teatro José Lúcio da Silva insere-se no XII Acaso – Festival de Teatro.

EXPOSIÇÕES

CINEMA

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ra como uma ferramenta que permite a indivíduos com interesses similares encontrarem-se, trocarem ideias, partilharem experiências e construírem um leque de relações. Daqui resultam potencialidades a explorar quer na formação, enquanto recurso para uma construção aberta e partilhada do conhecimento, quer na (re)configuração da participação cívica, através das novas redes sociais que se estabelecem. Ou seja, os blogues permitem experimentar novas formas de comunicação e informação mais interactivas e adaptadas aos contextos das aprendizagens, formais e informais. A título de ilustração deixo duas sugestões: Mediascópio, um weblogue sobre jornalismo e comunicação criado no âmbito do 2º Ciclo de Estudos em Informação e Jornalismo da Universidade do Minho; e Num Blog Só, um weblogue com informações diversas criado por um estudante de Jornalismo da Universidade de Coimbra. Susana Henriques, Socióloga, docente na ESE

Sábado, às 22 horas “Contadores de histórias” – Cinema Documental O Café-Teatro do Orfeão Velho de Leiria recebe uma mostra de cinema documental.

Até 2 de Dezembro “A vida que vos dei” – Irene Gomes A cidade de Leiria celebra os 20 anos de actividade da pintora Irene Gomes, com uma exposição retrospectiva da sua obra. A Livraria Arquivo serve de “montra” a esta apresentação. De 5 a 19 de Dezembro “Quinzena Aristides Sousa Mendes” – ESTG A ESTG homenageia o diplomata português com uma série de actividades como: exposições de banda desenhada, visionamentos de documentários e mesas redondas. A entrada é livre.


Blogues

Está a dar

Diários do século XXI

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A facilidade com que hoje em dia se pode criar um blogue, através de softwares que facilitam a criação destas páginas Web, torna-se o seu principal atractivo. Apresentando uma facilidade de

Vlogues Os videoblogues ou Vlogues têm uma estrutura idêntica à dos weblogues e fotoblogues tendo como principal diferença o seu conteúdo: a exibição de vídeos. A pessoa que tem um vlogue pode, sem qualquer problema, publicar e partilhar os seus vídeos, sem qualquer tipo de condicionalismo. Os vídeos são exibidos directamente na página, sem a necessidade de download do arquivo. Os videoblogues são normalmente utilizados como forma de transmitir sentimentos por pessoas que têm mais dificuldade em fazê-lo através da escrita, ou então quando a mensagem não pode ser passada de outra forma que não em formato vídeo, como o caso de algumas bandas que tem vlogues para comunicar com os seus fãs. A vantagem é ter muitas pessoas a verem o que se publica e ainda a interactividade da mensagem.

“Normalmente os sites para criação de blogues são muito intuitivos. Têm um conjunto de ferramentas que facilitam o seu manuseamento e que tornam acessível a toda a gente desenvolver um Weblogue”, explica Helga Costa. CIBERMUNDO PARA TODOS OS GOSTOS

Hoje em dia são muitas as pessoas que utilizam os blogues para comunicar com amigos, partilhar experiências, preservar memórias mas também para organizar ideias, divulgar acontecimentos, controlar discussões ou até mesmo promover debates em torno de temas sociais, culturais ou políticos. Há hoje blogues, flogues, vlogues (ver caixas) para todos os gostos, do registo mais intimista ao de intervenção pública. Gonçalo Gaspar, estudante de Direito em Lisboa, é um dos exemplos de jovens que usam os blogues para promover debates em torno de alguns temas: “Quando deciM

EDIÇÃO FACILITADA

publicação de conteúdos e uma interface de escrita espontânea, o site Blogger foi o que melhor aceitação gerou nos cibernautas. Qualquer pessoa pode criar a sua própria página sem que, para isso, tenha de ter vastos conhecimentos de programação. O conhecimento tecnológico deixa de ser um requisito e o cibernauta já não precisa de ter grandes competências informáticas para postar num blogue. Qualquer pessoa pode difundir as suas ideias para todo o mundo sem custos.

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Blogue é o nome mais comum dado a uma página Web de navegação simples. As actualizações, aqui chamadas de posts, são organizadas cronologicamente de forma inversa e podem ser escritas por uma ou mais pessoas. O blogue ou weblogue funciona assim como um diário on-line onde se publicam escritos que se pretendem partilhar com a comunidade cibernauta. Helga Costa, licenciada em Comunicação Social e Educação Multimédia, criadora do blogue Histórias da vida privada, on-line desde 2005, explica que começou o blogue por curiosidade, “com o objectivo de comunicar com alguns amigos”. Para Helga, o blogue serve para publicar “tudo o que lhe vem à cabeça”. A interactividade é uma característica essencial des-

ta nova ferramenta. Para além dos posts colocados pelos administradores, os blogues permitem ainda a colocação de comentários pelos visitantes o que transforma estes lugares virtuais em verdadeiros pontos de encontro.

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TEXTOS: CLÁUDIA SILVA, PAULO AMENDOEIRA E RAFAEL COSTA FOTOS: JOÃO MATIAS

O que anteriormente era feito por carta ou telefone, hoje em dia conta com o auxílio da Internet. As cartas foram substituídas por mensagens de correio electrónico e a escrita de diários pela postagem em blogues.

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Ká entre nós PEDRO JERÓNIMO

Portugal q.b.

PEDRO JERÓNIMO

Está a dar

di criar o blogue, pensei primeiramente em debater alguns assuntos políticos, ligados à vida do concelho onde resido. Foi por esse motivo que eu e os meus colegas escolhemos o nome do blogue [Observatóriodemocratico]. Com o passar do tempo acabámos por desenvolver outros temas ligados à vida social nacional e até à política internacional ou desporto. No fundo, o que queremos mesmo é que o nosso blogue seja uma fonte de inspiração para os jovens, pois são eles que podem mudar o nosso país”. Ter um weblogue banalizou-se ao ponto de já serem mesmo utilizados como armas profissionais. Há por exem-

plo quem aproveite para divulgar, expor e vender produtos ou até mesmo quem os utilize como ferramenta na procura de emprego. NÃO HÁ BELA SEM SENÃO

Mas ter um diário on-line pode levantar algumas questões na medida em que o que era privado e secreto, com o advento dos blogues passa a ser público. Relativamente a esta questão, Helga Costa diz que acredita no carácter de diário que reveste os blogues e que lhe agrada poder postar assuntos pessoais de uma forma fácil “mas sem publicar coisas tão pessoais, quanto as que escreveria num diário tradicional”.

Flogues

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Os flogues (também designados por fotoblogues) são um tipo de blogue onde se faz um diário de fotos. São blogues cada vez mais usados pelos cibernautas uma vez que permitem mostrar um pouco do seu dia a dia aos visitantes das páginas. Carina Rodrigues, ex-aluna de Comunicação Social e Educação Multimédia, faz parte dessa fatia de bloggers que preferiu a fotografia, embora assuma que tenha sido influenciada pelos colegas. “Penso que não foi uma opção, foi por influência de alguns amigos. E depois, um fotoblogue transmite a mensagem de forma mais imediata por ser baseado em imagens. Na altura em que comecei a postar, estava numa cidade nova, com amigos novos, a viver experiências novas e tirava fotografias por tudo e por nada. Poder partilhar esses momentos com os meus amigos que estavam longe agradava-me”, explicou Carina ao Akadémicos. Num flogue, o principal objectivo é compartilhar imagens de maneira interactiva, já que as pessoas que visitam o site podem fazer comentários, sugestões ou críticas, como de resto, contou Carina: “Normalmente, os meus amigos passam lá para deixar cumprimentos, mas acabam por fazer sempre um comentário à foto ou ao texto que a acompanha. São comentários sempre positivos e de incentivo.” Mas também há quem use os fotoblogues para fins profissionais, como são os casos de algumas páginas de manequins, actores ou bandas. O certo é que seja para um fim meramente lúdico, seja com um propósito mais ligado à carreira profissional, os flogues têm cada vez mais fãs.

A fronteira entre público e o privado e o grau de exposição serão sempre definidos pelo próprio blogger. “No nosso blogue, que é marcantemente ideológico, e não escondemos isso, tornase complicado manter a individualidade de cada um. Procuramos funcionar como grupo, de forma coesa. Mas depois há o outro lado da moeda. É necessário que os temas não mexam com a sensibilidade de nenhum. Por isso cada elemento do grupo escolhe sobre o que quer escrever, preservando ao máximo a privacidade de cada um”, explica Gonçalo Gaspar ao Akadémicos. Mas estes novos diários levantam outros problemas. Por um lado, a possibilidade que o utilizador tem de se escudar atrás de um nome fictício, pode gerar uma ideia de impunidade num ambiente ainda pouco legislado. Por outro, num universo de partilha global, os direitos de autor ficam menos protegidos. O problema do plágio é bem real no mundo dos blogues, daí que Helga Costa seja peremptória a declarar: “publico trabalhos de outros bloguistas que sejam interessantes mas devidamente identificados”. “A questão do plágio não se põe no nosso caso porque funcionamos mais num registo de critica. Agora a questão dos pseudónimos foi uma preocupação nossa. Optámos por assinar com os nossos nomes, sendo cada um responsável pelo que escreve. Assim, todas as pessoas que se sentirem lesadas pelos nossos comentários podem chegar à conversa com o elemento do grupo em questão e resolver o assunto. No nosso espaço toda a gente pode fazer comentários aos posts”, explica Gonçalo Gaspar. O certo é que com mais ou menos segurança, com mais ou menos privacidade os blogues são as novas ferramentas de comunicação e parecem ter vindo para ficar. I

Estamos no Euro! Viva Portugal! Viva o Luiz Filipe! Viva o Ronaldo e companhia! O objectivo está cumprido, mesmo com assobios e indignações à mistura. Em Leiria, frente à Arménia, valeram os três pontos. Quanto à exibição… a indignação do público fez-se ouvir alto e bom som. “Isto é que é apoiar a Selecção?”, insurgiu-se um apoiante mais fervoroso, com tamanho apupo. O caso não era para menos: vantagem mínima sobre a Arménia (1-0) e o prodigioso Ronaldo de “costas voltadas” para o jogo. Mais parecia que o frio nocturno lhe gelava o talento. No final, missão cumprida. Estávamos a um ponto e 90 minutos do objectivo. Seguiu-se o derradeiro embate, no Dragão. Salvou-se a qualificação (0-0, com a Finlândia), mas novamente com uma exibição que ficou aquém do exigido pelo público. Talvez por isso, o seleccionador não tenha gostado das perguntas dos jornalistas e tenha abandonado a conferência de imprensa, qual sargentão que se despede da parada. Portugal também disse adeus à fase de qualificação e segue agora rumo à Suíça/Áustria. Depois da meia-final em 2000 e a final de 2004, que venha finalmente o “caneco”. Não é pedir muito, afinal de contas foi um senhor de bigode, que veio lá outro lado do Atlântico, que ajudou a subirnos o ego. Se calhar é por isso que agora anda a “recolher o que semeou”… Portugal jogou aquém do esperado? Pois… mas o importante não é a eficácia? Que o digam os gregos. Não foram eles que venceram em 2004 sem “jogar bonito”? E os italianos, actuais campeões do Mundo, não são conhecidos por praticarem um futebol muito táctico (mas eficaz)?Talvez tenha chegado a hora de sermos mais práticos. O importante é que o campeonato da Europa de futebol voltará a contar com a presença de Portugal… ao contrário da Inglaterra. No entanto, “ká entre nós”, nem todos os atletas devem estar satisfeitos. Que o diga o guardaredes Ricardo que não vai poder ser protagonista frente aos ingleses. Good news para estes últimos. Afinal, falhar o Euro não é assim tão mau. I


ESTG

Está a dar X-SPY

ESTG desenvolve projecto-piloto na área da televigilância CATARINA GOMES

Um grupo de docentes e alunos do departamento de Engenharia Electrotécnica da ESTG desenvolveu o X-SPY – Sistema MultiFuncional de Televigilancia. A equipa acredita que a invenção será um futuro sucesso de mercado já que o dispositivo inclui um sistema de posicionamento geográfico, transmissão de dados, uma câmara fotográfica incorporada e possibilidade de ligação a outros sistemas. Este equipamento móvel sem fios (do tamanho de um telemóvel, mas sem teclas nem ecran)

tem inúmeras potencialidades. Sérgio Faria, um dos docentes envolvidos no projecto, explica que o X-SPY pode ser usado como alarme, quer em casa quer no carro, podendo o utilizador aceder às imagens transmitidas em qualquer parte do mundo, através de um website pessoal e do sistema GPS. O equipamento apresenta também possibilidades de utilização na área da saúde. Este mini dispositivo pode servir como monitorizador de pacientes: por exemplo, em caso de viagem, transmite os dados ao médico e este poderá ainda responder com conselhos atra-

vés de um websitepessoal ou mesmo com um aparelho de alta voz. Também pode ser útil para pessoas com algum tipo de distúrbio mental, caso se percam, torna-se mais fácil localizá-las através do aparelho. Numa altura em que se fala cada vez mais do desaparecimento de crianças, o novo aparelho de televigilância pode ser uma segurança extra para pais preocupados, como afirma outro dos docentes responsáveis pelo projecto, Telmo Fernandes. Facilmente colocado na mochila da criança, além de a localizar em caso de rap-

TAK Tomografia Axial Komputorizada Djing, mas não só… David assume-se como um DJ freelancer e não se imagina a trabalhar numa discoteca, prefere “girar os seus discos” em bares. Poderá parecer estranho para alguém do mundo do DJing e da música, mas nem sequer tem por hábito frequentar discotecas. Lamenta que as noites leirienses se tenham degradado e prefere ambientes mais pequenos. Os seus gostos pelo house, afro-beat, electro e tech-house foram-se apurando e deu um passo em frente: a produção musical. Já lançou um tema numa editora sul-africana, que o distribui em lojas online de música conceituada. Tem também uma página no Myspace – www.myspace.com/ djsouza, que muito o tem impulsionado. Este jovem talento de 20 anos é estudante do 3º ano de Comunicação Social e Educação Multimédia, na Escola Superior de Educação de Leiria. Apesar do sucesso que tem alcançado, os seus planos não passam por dedicar-se só à música. Pretende trabalhar em jornalismo e conciliar a vida profissional com actividade de DJ: “Para mim, a música é acima de tudo um divertimento.” I

SÓNIA OLAIO

JOÃO MATIAS

Falar de David Souza é falar de música para os nossos ouvidos. Há exactamente um ano, como que por acaso, inscreveuse no concurso BestDJ Anubis, no conhecido bar Anubis, do Terreiro. Foi a sua estreia como DJ. E, com apenas dois a três meses meses de treino em casa, conquistou o segundo lugar do concurso. Não esquece a primeira actuação: “Ter público para quem não está nada habituado a ser o centro das atenções e a ser o responsável pelo divertimento das outras pessoas é assustador!”, confessa. A experiência correu muito bem e tomou-lhe o vício. “Não vou esquecer a adrenalina e a felicidade de ver que as pessoas estavam a gostar do meu trabalho. Foram noites óptimas!” A partir daí, tem tocado em vários bares de Leiria, mas não só: Pharmacia Irish Bar, Anubis Bar (Leiria), Pianus Bar, Reflexus Bar, KO Club N’Caffe, Âncora Bar (Vieira de Leiria) e Ideal Bar (Marinha Grande). Já passou também pelo Band Over Leiria 2007 e actuou na discoteca Chill Out, perto de Guimarães.

to, permite ainda registar uma foto do agressor. Mas, segundo os responsáveis, a grande novidade do XSPY em relação a outros aparelhos do género no mercado, é o facto de não estar dependente de nenhum servidor externo para transmissão de dados. Ou seja, funciona como um cartão pré-pago, sem uma mensalidade fixa. O projecto X-SPY vai ser apoiado pelo IAPMEI (Instituto de Apoio a Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) para construção de um primeiro plano de negócios. I

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O jornalista tem de ter alma

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Sentado no mocho Sentou, vai ter k explicar

Artur Agostinho, comunicador

ma. Um dia, à mesa do café, fui convidado por uns amigos para colaborar nos jornais, porque na rádio fazia muito humor e era amante de desporto. Comecei a fazer uma coluna n' A Bola com piada, eram pequenos tópicos que olhavam cinco ou seis problemas da semana. Depois fiz também entrevistas, reportagens. E regressei agora às colunas do Record com a rúbrica Fintas e Dribles.

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Comunicador dos sete ofícios, Artur Agostinho falou da sua última obra Ninguém morre duas vezes, dos 70 anos de carreira e do “adorável mentiroso” que é o público português. Gosta de se manter activo e aponta o dedo a uma sociedade cada vez mais desumanizada.

TEXTOS: DAVID SINEIRO, SARA VIEIRA, DAVID SOUSA E BRUNO FERNANDES FOTOS: JOÃO MATIAS

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O seu último livro Ninguém morre duas vezes é sobre droga nas escolas. Porquê este tema? É um tema de grande actualidade e de grande preocupação para todos. É preferível abordar temas que possam ter alguma utilidade. O autor sente-se satisfeito consigo próprio por ter dado um contributo, embora pequeno, para que a sociedade possa compreender e actuar em face desses problemas. O tema do livro é-lhe próximo? Não. Mas conheço muitos casos de droga em jovens. Este livro obrigou-me a uma pesquisa grande. Para não cometer demasiados lapsos, apoiei-me muito em reportagens e em depoimentos de especialistas. Conversei com alguns arrumadores de automóveis e encontrei três grupos: uns metidos na droga; um arrumador que estava a tratar-se; e um terceiro que já tinha saído da droga e que dizia estar a viver uma vida inteiramente diferente. Foi na fusão destes três

casos que me baseei para escrever o livro. Porque decidiu enveredar pelos romances? Já tive muitas actividades, e como os anos vão pesando, temos de ir gerindo a nossa vida profissional da melhor maneira. Escrever implica um esforço mental, faz com que os neurónios não parem e fisicamente não exige tanto esforço, como participar numa novela que obriga a gravações desde as 8 da manhã até às 8 da noite. Embora continue a poder fazer qualquer coisa em televisão, escrever dá uma certa tranquilidade física e uma certa actividade mental. Quando começa um romance já sabe que final lhe vai dar? Normalmente deixo correr os acontecimentos e envolvo-me com as figuras que criei. Descobri uma coisa espantosa na escrita, é que crio determinados personagens e a certa altura, dou por mim a conviver com eles...

Os personagens ganham forma, ganham vida. Discutíamos. Isto é uma coisa de loucos. Parece que o personagem se revoltava contra o discurso que estava a construir. O romance é uma coisa encantadora: dar vida às per-

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O romance é uma coisa encantadora: dar vida às personagens, criá-las e depois permitir que elas discutam connosco sonagens, criá-las e depois permitir que elas discutam connosco. Como é que começou a sua carreira de jornalista? Já depois da rádio e do cine-

Já fez um pouco de tudo. Qual é a área que mais aprecia? Todas. Geri a minha carreira com alternâncias e intensidades. Houve uma altura em que tinha a rádio, televisão, jornalismo, publicidade, cinema, e achava que era impossível manter-me numa situação confortável em termos de popularidade em todos ao mesmo tempo. De maneira que fui gerindo. Havia épocas que gostava mais de ficar na televisão e deixava um pouco as coisas da rádio, depois quando a televisão abrandava ligeiramente, voltava à publicidade. Ia diversificando a minha actividade. Tenho a noção que saturamos as pessoas, sempre a aparecer todos dias. O Herman, por exemplo, é o maior humorista português de sempre, tem espírito de grande criatividade, de grande trabalho, mas o público vai-se cansando deste ou daquele formato. A pessoa tem de mudar. Isso acontece porquê? O público é pouco agradecido? O público não é pouco agradecido, mas esquece com facilidade, o que não acontece noutros países. Por exemplo, no Brasil têm um grande culto por antigos artistas, estão permanentemente a prestar-lhes homenagens e a recordá-los. Em Portugal esquece-se tudo mais depressa. Mas não tenho nenhuma razão de queixa, pelo contrário, como tenho estado sempre em actividade, as pessoas não me esqueceram. Ainda hoje me cruzo na rua com pessoas que me acarinham muito. Acho o público adorável, são uns adoráveis mentirosos: dizem-me que estou cada vez melhor. São simpáticos, mas


Kultos

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Mais do que salta à vista

Hoje há uma certa desumanização, as pessoas não comunicam e não comunicando vão endurecendo a sua maneira de ser

DR

DAVID SINEIRO

nós temos que nos convencer que aquilo é uma mentira piedosa. Como é ser um jornalista sob os olhos da censura? Como era um jornalista de desporto nunca senti muito a censura. Os únicos problemas que tive eram relativos à Académica, porque o poder na altura considerava que a Académica era um embrião revolucionário, do contra. Vou dizer uma barbaridade: a censura é uma coisa terrível, mas tinha algumas vantagens, obrigava-nos a puxar pela cabeça. “Como é que hei-de de dizer isto?” Como na revista, em que a crítica não era objectiva porque a censura não deixava. Escrever dava um gozo imenso. Conseguir furar essa teia provocava uma certa criatividade. O jornalismo hoje é diferente... Agora faz-se um jornalismo em maior liberdade, o que às vezes é mais perigoso. Não há censura objectiva, mas há uma censura subjectiva muito complicada. As coisas evoluíram muito, a maneira de fazer jornalismo era outra. Mas as modernas tecnologias é que são realmente a grande diferença, sobretudo na rádio e na televisão. Eu fazia rádio sem condições. Conseguir pôr uma pessoa ao telefone a dialogar com o locutor da cabina era complicado porque as linhas eram más,

ouvia-se ruído de fundo, não se ouviam as pessoas. Depois porque não havia a possibilidade que há hoje de se fazer em qualquer lado uma entrevista com um telemóvel. Os técnicos tinham de ligar o circuito telefónico e estender cabo com o microfone e quando lá chegavam, às vezes já tinha acabado o acontecimento. Nos primeiros anos em que trabalhei na televisão, não havia nem teleponto, nem registo magnético. Os programas eram todos em directo e não ficavam gravados. Os técnicos faziam maravilhas graças ao seu talento. Era tudo feito a “olhómetro”. A pessoa hoje tem uma ideia e a tecnologia resolve quase tudo. Que conselhos daria a um jovem jornalista? Primeiro tem de trabalhar. Tem de ser humilde, tem de tentar aprender com os que têm mais experiência. É preciso saber reconhecer os erros e sobretudo respeitar o público e respeitar-se a si próprio como profissional. E se verificar, ao fim de um ano ou dois anos, que as coisas não saem bem, mude o quanto antes. Perdi um ano ou dois porque me matriculei no Instituto Superior Técnico e, no fundo, não tinha vocação nenhuma para Engenharia. Fui para o Técnico porque tinha instalações para fazer desporto, tinha um bela piscina, tinha um

ringue de patinagem, tinha um grande salão para ginástica, para voleibol, basquetebol e ténis de mesa. E ao fim de um ano pensei: “Mas eu não gosto disto”. Se o trabalho não nos der prazer, não vale a pena. Mais um conselho: a máquina ajuda muito, mas não se deixem dominar por ela. Queremos qualquer coisa, vamos à Internet, tiramos e dá menos trabalho, mas falta-lhe alma. O jornalista tem de ter alma, tem de fazer o seu jornalismo com amor, com profundidade, pondo o seu coração no que faz. O que tem de ter um bom comunicador? É uma coisa natural, que nasce connosco. Acho que nem é vaidade dizer que sinto que tenho capacidade de comunicação. Nasci assim, não fiz nada para isso. Também a podemos desenvolver, adaptá-la, à área em que trabalhamos. O público varia muito, no teatro por exemplo, varia de sessão para sessão, e nós temos de ir tacteando. Que projectos tem para o futuro? Desde há muito tempo que não faço projectos. É muito bonito ter projectos, mas é muito triste não conseguir concretizá-los. Quando cheguei ao ponto em que toda a gente sabe o que posso fazer fico à espera que o projecto venha ter comigo. É preciso não ter pressa de chegar. Se formos devagar, chegamos concerteza. Qual é o segredo da vitalidade? A actividade. Estar activo. Não parar. Tive esse beneficio, como actuava em muitas áreas, havia sempre que fazer. Agora, como tenho mais dificuldades físicas, ponho a cabeça a trabalhar, vou escrevendo... Quando olha para trás sente saudades de alguma coisa? As tertúlias acabaram e fazem falta. As pessoas encontravam-se e conversavam sobre tudo. Hoje há uma certa desumanização, as pessoas não comunicam, e não comunicando, vão endurecendo a sua maneira de ser, perdendo a convivência, a entreajuda. É difícil criarse um movimento cívico. As pessoasnãoqueremsaber.Éopagamento da factura do progresso. Faz falta a troca de ideias. I

Quase a sair em DVD está a adaptação a filme de uma das séries de animação mais adoradas dos anos 80: Transformers. Vamos deixarnos de rodeios: o filme é incrível! A película segue de perto a história dos desenhos animados, em que duas raças de robôs alienígenas gigantescos (que se transformam em veículos) se confrontam na Terra, depois de abandonarem o seu planeta Natal à procura de novas fontes de energia. Estas duas raças de Transformers são os Autobots (bonzinhos) e os Decepticons (maus). A história pode parecer básica e infantil. E isso deve-se ao facto de ser baseada em desenhos animados. No entanto, os escritores criaram uma nova história para este filme, que embora não seja nada de genial, serve de fio condutor e de justificação para tudo o que acontece no ecrã. Sejamos honestos, ninguém vai ver um filme de acção pela história… E é a acção que realmente importa. Os Transformers (feitos com gráficos de computador) gozam dos melhores efeitos especiais alguma vez vistos num filme, batendo até o Homem-Aranha 3. Cada transformação quase nos faz abrir a boca de admiração e, para muitos fãs, é fantástico ver uma justa recriação das memórias de infância. A acção é frenética, intensa e deslumbrante. A cada novo movimento dos Transformers somos confrontados com animações de uma tão grande qualidade que é impossível não entrar no espírito e absorver cada acontecimento. O filme é realizado por Michael Bay, realizador de filmes como Pearl Harbor, Bad Boys, A Ilha e Armageddon. Quem conhece o trabalho deste realizador sabe certamente que os seus filmes incluem cenas de acção espectaculares, mas também momentos românticos clichés e muito humor. O mesmo acontece neste filme. Existem explosões a cada passo, momentos genuínos de muito humor e “piscadelas de olho” a fãs da série, mas também um romance entre os dois protagonistas humanos, Shia LaBeouf (Constantine/Disturbia) e Megan Fox (uma cara nova) que, embora seja cliché e escusado, nunca se torna um peso para o espectador que obviamente está ali para ver robôs gigantescos em lutas descomunais. Os actores fazem todos um bom trabalho, com uma menção honrosa para Shia, que trilha o seu caminho para ser um menino-prodígio de Hollywood. O som é também digno de nota, pois muitos dos actores que davam voz aos robôs da série estão de volta para dar ao filme um sentimento de nostalgia indescritível. Em suma, este é um filme a não perder. Merece um espaço na colecção de qualquer amante da acção. 9/10. I

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Últimas

A fechar

FERNANDA CAMPOS

Ciclo de Cinema

Gestão de Conflitos e Mediação Laboral A Escola Superior de Educação recebe amanhã e no dia 7 de Dezembro, pelas 11 horas, um ciclo de conferências sobre Gestão de conflitos e mediação laboral. Contará com a participação de oradores com formação nesta área e terá como temas a mediação laboral e outras formas de resolução extrajudicial de litígios. A entrada é livre.

Comunicação, protocolo e organização de eventos A Formalpress vai organizar um curso sobre Comunicação, protocolo e organização de eventos, no dia 7 de Dezembro. O objectivo da acção de formação é que os participantes reconheçam a importância da formação protocolar no novo contexto empresarial, corrijam posturas, adoptem comportamentos adequados e organizem com eficácia programas sócioprofissionais.

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Alunos de Engenharia Civil promovem concurso

Pontes à bolonhesa ELIANA TAVARES, INÊS VIEIRA E TÂNIA LOPES

Numa invulgar união entre engenharia e ingredientes culinários, está a decorrer o concurso Pontes de Esparguete, organizado pelo Núcleo de Estudantes do curso de Engenharia Civil da ESTG. Pondo à prova os conhecimentos dos alunos, as pontes serão construídas com esparguete comum e cola térmica e serão avaliadas em função da sua resistência (capacidade de suportar peso) e estética (beleza e viabilidade arquitectónica). Segundo os organizadores, este evento ”tem como objectivo incentivar as capacidades criativas dos alunos, procurando também aumentar o interesse pela criatividade/investi-

gação e pela procura de soluções engenhosas para os problemas propostos.” A sessão de apresentação e ava-

liação dos “preparados” decorrerá no dia 19 de Dezembro no Auditório 1 da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. I

Nova temporada

INTERNETES RICARDO GOMES

Futebol 11 do IPL já ganha

útil http://www.meteo.estg.iplei ria.pt/ De um projecto de curso, saiu este site, onde podes ver em tempo real as informações meteorológicas em Leiria (ESTG). Desde temperatura, humidade, pressão atmosférica e até a radiação solar. Podes ainda registar-te e ter acesso a gráficos com estes vários parâmetros. Ideal para quem está sempre a perguntar se está frio ou calor.

JORGE BASTOS

O mês de Novembro fica marcado pelo arranque da época desportiva de algumas modalidades universitárias. E de entre as modalidades que entraram em competição, o destaque vai para a equipa de futebol 11 do IPL. Os campeões nacionais em título deslocaramse a Viseu e venceram o 1º Torneio de Apuramento. A equipa leiriense venceu todos os jogos, derrotando na final a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) por 2-1. A equipa arrancou assim com o «pé direito», sendo de esperar mais uma época de sucesso. Nos passados dias 13 e 14, o Instituto Politécnico de Leiria acolheu a I etapa do Campeonato Nacional Universitário de futsal feminino. No pavilhão do Centro de Convívio e Recreio do Telheiro estiveram em competição, além da equipa do IPL, a AAUM, a Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD), a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAV) e a Asso-

Agradável http://fcmx.net/vec/index. php?si=1[5]

MARCO OLIVEIRA

Encontra-se a decorrer o Ciclo de Cinema e Debate PAR, Pensar Através das Imagens. Filmes como, Blade runner, 2001 Odisseia no Espaço, Belarmino ou Madagáscar vão ser mote para debate. O cineasta português Fernando Lopes é o moderador convidado para o dia 6. Mas há outros. O ciclo decorre até 19 de Dezembro todas as segundas e quinta-feiras, pelas 18:30 horas, no auditório da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha. Mais informações em www.esad.ipleiria.pt

ciação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI). Num torneio onde o modelo competitivo se baseou no confronto entre todas as equipas, a AAUBI venceu todos os quatro jogos. Já o IPL não teve a mesma sorte e acabou a prova no quarto lugar, com apenas dois pontos, mercê de dois empates e outras tantas derrotas.

Destaque ainda para organização por parte da Escola Superior de Tecnologias do Mar da 5ª Edição do Circuito Universitário de Bodyboard e Surf (2007/2008). O evento é composto por duas etapas, sendo que a primeira se realiza nos dias 7, 8 e 9 de Dezembro. Todos os interessados poderão inscreverse em www.cubs.estm.ipleiria.pt/ I

Se és daqueles que sempre achou impossível fazer "obras de arte" com um programa do tipo Paint, então este site russo vai-te deixar de boca aberta... Entra e vê como é que se faz.


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