Akadémicos« Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1198, de 28 de Junho de 2007 e não pode ser vendido separadamente
DR
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06 e 07
David Fonseca Músico
“O resultado do que faço mistura tudo o que ouço e vivo”
Ano lectivo chega ao fim
RICARDO GRAÇA
Férias à porta
03 e 04
Vai lá, vai....
Abertura FICHA TÉCNICA Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Director Adjunto: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Conselho Editorial: Alexandra Barata, Catarina Menezes, Paulo Marques Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandrabarata@gmail.com Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esel.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esel.ipleiria.pt Redacção e colaboradores Cláudia Silva, David Sineiro, Jorge Bastos, Mafalda Domingues, Míriam Gil, Paulo Amendoeira, Pedro Jerónimo, Pedro Santos, Rafael Costa, Vera Jaulino, Verónica Ferreirinho Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, lda Paginação Isilda Trindade, Rita Carlos
«
Vamos de férias. Uma publicação feita por académi-
zagem possam vir a ser úteis no futuro profissional que se
cos tem obrigação de manter o seu ritmo: deve ter
avizinha.
início em Setembro e terminar em Junho. Para nós, os anos
Mas, antes de nos retirarmos, queremos deixar, para este
lectivos são mais importantes do que os anos civis... e férias
Verão, algumas sugestões de trabalho e lazer. Em dois
são férias!
meses podemos fazer muita coisa. O importante é quebrar a
A verdade é que o Akadémicos é um jornal construído pelos
rotina. Escolhendo viajar, trabalhar ou ficar de "papo para o
alunos para a comunidade. E os alunos estão de partida...
ar", o que de melhor há nas férias é precisamente a possi-
Tudo começa a ficar mais vazio: as salas, os corredores, as
bilidade e o prazer de cada um dispor livremente do seu
escolas. Mas o descanso é merecido. E será retemperador.
tempo.
Para a maioria dos colaboradores esta é uma pausa, para os
Que a pausa sirva, então, para ganhar energia. E que o
finalistas será uma despedida e o Akadémicos deseja que as
silêncio seja gerador de novas ideias. Bom descanso!
competências adquiridas neste espaço de treino e aprendiPresidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt Presidente do Conselho Directivo da ESE José Manuel Silva jmsilva@esel.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esel.ipleiria.pt Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer órgãos do IPL e/ou da ESE e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
akademicos@esel.ipleiria.pt
Catarina Menezes
Uma agenda do mês
CLÁUDIA SILVA
SEMINÁRIOS 4 de Julho Seminário de Investigação em Gestão Mini-auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão Inscrições gratuitas.
21 de Julho Sementes do Fado S. Pedro de Moel, Marinha Grande, 21:30 horas
MOSTRAS Até 1 de Julho | Bar/Café Chico Lobo Mostra de Ilustração A iniciativa, que pretende valorizar e fazer emergir a ilustração como uma área criativa corrente na zona Centro e em especial na cidade de Leiria, irá repetir-se trimestralmente com novos artistas.
CINEMA Sexta e sábado: 15:30; 17:30; 19:30; 21:30; 00:00 horas Domingo e quarta: 15:30; 17:30; 19:30; 21:30 horas Shrek, o terceiro Cinemas O Paço, Leiria
MÚSICA
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JORNAL DE LEIRIA 28.06.2007
14 de Julho Filarmónica das Beiras e Orquestra de Sopros de Leiria Teatro José Lúcio da Silva 21:30 horas
EXPOSIÇÕES Até 27 de Julho Exposição de pintura de Carlos Barão Segunda a sexta das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas, Edifício do Banco de Portugal, Leiria
Sugestões para férias
Está a dar
A trabalhar ou de "papo para o ar"
MÍRIAM GIL
Os programas de OTL pretendem proporcionar a participação dos jovens em projectos úteis à comunidade. Estas iniciativas abrangem várias áreas, como ambiente, protecção civil, apoio a crianças e idosos, cultura, património. Podem inscrever-se todos os jovens com idades entre os 12 e os 25 anos. Apoiados pelo IPJ, os programas de OTL são acompanhados por um seguro de acidentes pessoais e por uma bolsa no montante de dois euros por hora. Além disso, cada jovem tem direito a um certificado de participação, muito útil no momento em que se constrói um curriculum vitae. "Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, nestas férias queria, simplesmente, descansar", conta Joana Sousa, também finalista de CSEM. A estudante vive no Algarve e, depois de quatro anos em Leiria, deseja aproveitar com "calma a transição da boa vida de estudante para a dura realidade que aí vem". Apesar de trabalhar nas férias desde o 10º ano, na caixa de um restaurante no Algarve, Joana asse-
» As aulas, os trabalhos e os exames estão a terminar. No final de mais um ano lectivo, os estudantes fazem as malas e preparam-se para regressar a casa. Uns vão trabalhar, outros preferem o descanso. Estão aí as férias de Verão. DR
As férias estão à porta e se é verdade que alguns preferem recarregar baterias e recuperar forças, outros optam por aproveitar estes meses de Verão para outras actividades. Entre trabalhar e descansar, Sónia Henriques, 21 anos, finalista de Comunicação Social e Educação Multimédia (CSEM), prefere trabalhar. Há já alguns anos que a jovem da Marinha Grande ocupa os seus tempos livres numa loja, um parttime, para "ganhar uns trocos". Diz não conseguir ficar em casa muito tempo sem fazer nada. Além disso, o dinheiro que ganha acaba sempre por "dar jeito para os gastos pessoais". Este ano, a estudante não põe de parte a possibilidade de participar nos programas de Ocupação de Tempos Livres (OTL). Por isso, candidatouse para trabalhar na Colónia de Férias de S. Pedro de Moel, como monitora. Sónia confessa: "gostava muito de viver a experiência, até porque, em criança, gozei sempre férias nessa colónia. Agora queria estar do outro lado e tomar conta das crianças. Assim como, um dia, os outros tomaram conta de mim".
gura que nunca deixou de se divertir. "Não deixo de sair à noite, ir à praia ou estar com os amigos. Acabo por gastar nas férias uma boa parte do dinheiro que ganho a trabalhar". Mas a jovem do Algar-
ve idealiza já uma nova aventura: "neste momento, o que eu gostava realmente de fazer, era um inter rail por vários países da Europa como Itália, Hungria, Irlanda, Reino Unido, Escócia e Holanda".
Se ainda não sabes como ocupar as próximas férias, deixamos algumas sugestões. Para mais informações consultar www.juventude.gov.pt ou www.ipj.pt LÁ FORA:
Inter rail O Inter Rail é uma oportunidade de partir à aventura. Para embarcar é apenas preciso definir os países a visitar. Existem inúmeras modalidades e os preços variam em função da duração da viagem e do percurso. Deixamos como sugestão a Europa de Leste: Bulgária, República Checa, Macedónia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia e Turquia. Preços e condições em: www.cp.pt ou www.interrailnet.com.
Campos de trabalho internacional França, Marrocos, Tunísia, Turquia, Itália, são alguns
dos destinos à disposição para trabalhar nas férias. Os campos de trabalho internacionais podem ser frequentados por jovens entre os 18 e os 30 anos e visam promover o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre cidadãos de diferentes países. Garante-se aos participantes o desenvolvimento de actividades que fazem parte das suas áreas de interesse. No entanto, os custos de deslocação terão de ser suportados pelos próprios.
e apoio a idosos, animação infantil, voluntariado hospitalar, apoio a crianças desfavorecidas, catalogação e arquivo, património e ambiente, ciência e cultura, protecção civil, cooperação para o desenvolvimento... Poderão também ser frequentadas acções de formação preparatórias.
CÁ DENTRO:
As Pousadas de Juventude constituem uma rede de alojamento com boa relação qualidade/preço e com localizações privilegiadas em todo o território nacional. A oferta é diversificada e vai desde a agitação da vida urbana, até à tranquilidade do mar, do campo ou da montanha. Convém reservar.
Voluntariado jovem Projectos de voluntariado jovem em várias áreas e com características muito diversificadas: integração social
Pousadas da Juventude
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Roteiro
Está a dar
Alguém pediu um festival? PEDRO JERÓNIMO
Terminaram as aulas e o Verão é sinónimo de festivais. Dos cartazes mais badalados aos menos sonantes, Julho e Agosto são os meses de eleição para a tour musical. As ofertas são muitas e variadas nos 13 festivais que prometem aquecer o País. Metallica, Bloc Party, Arcade Fire, LCD Soudsystem, Scissor Sisters e Interpol são os nomes mais sonantes do primeiro festival de Verão: Super Bock Super Rock. No Parque das Nações, em Lisboa, são esperadas 23 bandas no palco principal, durante os quatro dias do festival, que promete ser dos melhores de 2007. Quase em simultâneo, começa o CoolJazz Fest, que vai levar a Cascais, Oeiras e Mafra, nomes como Mariza, Buena Vista Social Club ou Norah Jones. Para o mês de Agosto estão reservados os festivais Sudoeste e Paredes de Coura. Damian Marley, Editors, Cypress Hill, The Cinematics, Groove Armada, The Streets, James e Mika são alguns dos nomes que vão animar as três noites na Zambujeira do Mar, enquanto mais a Norte, em Paredes de Coura, é a vez de Mando Diao, Gogol Bordello, New York Dolls, Cansei de Ser Sexy e Sonic Youth. Destaque ainda neste mês para o Rock do Atlântico, que se realiza em Valado de Santa Quitéria, Alfeizerão, Alcobaça. A época de "caça ao festival" está assim aberta. Mais informações disponíveis em www.festivaispt.org ou www.festivaisverao.com.
Rota dos festivais Super Bock Super Rock: 28 de Junho e 3, 4 e 5 de Julho (Parque das Nações - Lisboa) CoolJazz Fest: 30 de Junho e 2, 8, 10, 15, 19 e 22 de Julho (Cascais, Oeiras e Mafra) Festival do Este: 13 e 14 de Julho (Vila Nova de Famalicão) Festival de Metal de Grândola: 13 e 14 de Julho Delta Tejo: 20 a 22 de Julho (Pólo da Universidade Técnica de Lisboa) Músicas do Mundo: 20 a 28 de Julho (Porto Covo) Sudoeste: 2 a 5 de Agosto (Zambujeira do Mar) Paredes de Coura: 12 a 15 de Agosto Super Bock Surf Fest: 14 e 15 de Agosto (Sagres) Rock do Atlântico: 17 e 18 de Agosto (Alcobaça) Maré de Agosto: 23 a 26 de Agosto (Santa Maria - Açores) Noites Ritual: 24 e 25 de Agosto (Porto) AngraRock: 31 Agosto a 2 de Setembro (Angra do Heroísmo - Açores)
TAK Tomografia Axial Komputorizada
Zhang Jinping, Professora de Chin
Ultrapassar a bar
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JORNAL DE LEIRIA 28.06.2007
Formada na Universidade de Pequim e Professora de Chinês e Cultura Chinesa no Instituto Politécnico de Macau, Zhang Jinping, chegou este ano lectivo à ESEL para leccionar a disciplina de Chinês do novo curso de Tradução e Interpretação Português/Chinês, Chinês/Português. Sem conhecimentos de português, francês ou inglês, a sua maior dificuldade foi a comunicação. Para conseguir sobreviver comprou livros, dicionários e tentou estudar um pouco de português. O bloco de notas onde ia apontando algumas expressões-cha-
Konsumo obrigatório
PEDRO SANTOS
Está a dar
Chocolataria do Teatro
Aprender com o Afonsinho MAFALDA DOMINGUES
visual e auditiva. Os textos possuem um scroll mais lento para a criança surda, para que esta leia o texto de forma mais pausada e, no caso das crianças cegas, a aplicação ajusta a navegabilidade e os conteúdos sonoros. A utilização de animações, puzzles e jogos permite uma aprendizagem lúdica dos conteúdos históricos, ao mesmo tempo que incentiva a utilização das novas tecnologias.
ARQUIVO/JL
Os povos que habitaram a Península Ibérica, a formação do Condado Portucalense, os reis, as dinastias são os conteúdos explorados no CD interactivo Vem aprender com o Afonsinho. O CD-ROM foi desenvolvido por dois alunos do curso de Engenharia Informática da ESTG, Vasco Baião e Patrícia Bairres, sob a orientação dos professores Micaela Esteves e Filipe
Pinto, ambos do departamento de Engenharia Informática. A construção deste software educativo, destinado a crianças entre os 8 e os 10 anos, contou ainda com a colaboração do Centro de Recursos para a Inclusão Digital, que ajudou na adaptação do produto a crianças com necessidades educativas especiais. Vem aprender com o Afonsinho está, assim, preparado para ser utilizado por crianças com deficiência
nês
reira da língua ve foi também essencial para a comunicação do dia-a-dia. Mas a barreira da língua não impediu a docente de cumprir com a sua missão: ensinar chinês a alunos portugueses. Diz que no início não foi fácil, teve de recorrer a desenhos e gestos, mas eles aprenderam. De tal forma, que esta entrevista só foi possível com o auxílio da turma, que serviu de intérprete. Quando compara os dois sistemas, explica que em Macau e na China o ensino é mais rápido, os alunos desenvolvem grande parte da aprendizagem autonomamente, "levam a lição para casa e são obrigados
a desenvolver muito trabalho individual". Neste sentido, achou os alunos portugueses menos autónomos e diz não ter sido fácil adaptar-se ao nosso sistema de estudo. Explica também que a carga horária é maior lá. Chegam a ter oito horas de aulas por dia e depois vão para as bibliotecas que são "enormes e muito frequentadas". Aproveitou o tempo livre para visitar algumas cidades em Portugal e na Europa, sempre com a preocupação de ir deixando o registo fotográfico, porque gostaria, um dia, de escrever um livro sobre a sua estadia em Portugal.
Da alimentação gostou, mas não para consumir diariamente. Considera que abusamos dos fritos e dos doces e acabou por encontrar alternativa nos restaurantes chineses. O prato preferido: maçãs assadas, que não conhecia e adorou! Zhang Jinping apreciou também o clima, a praia, as igrejas e a religião católica, mas já sente saudades de casa e volta agora a Macau. Quanto a um eventual regresso, diz que para já não. Talvez um dia, não sabe quando... Mas acrescenta que dará as boasvindas a todos os colegas que a queiram visitar, aproveitando para agradecer à Escola o apoio que sempre lhe deu.
De fazer água na boca PEDRO SANTOS
Gula. Até pode ser pecado, mas é esse o principal sentimento quando se entra na Chocolataria do Teatro. Neste espaço, o chocolate e os bolos têm o papel principal. Chamam a atenção pelas cores, pela combinação de formas, pelos pequenos pormenores, pela vida das frutas - é um verdadeiro apelo aos sentidos. O responsável por este "espaço de pecado" é Alexandre Rodrigues, mais conhecido por Alex. Aliás, é desta forma que são conhecidas as suas duas unidades de restauração, uma em Casal dos Claros e a mais recente no Teatro José Lúcio da Silva. Alex nasceu em França, mas os seus pais são portugueses. Desde pequeno que se interessava pela pastelaria e, como também era guloso, esta foi a profissão que sempre quis ter. Depois de ter trabalhado em importantes casas de pastelaria francesa, onde aprendeu o que sabe hoje e se aperfeiçoou, resolveu vir para Portugal, mostrar a arte de moldar o chocolate. A aposta na qualidade é a sua principal bandeira e todos os produtos são confeccionados no seu centro de produção em Casal dos Claros. Lá, é Sami, o pasteleiro-chefe da chocolataria, quem comanda a confecção das iguarias. Só para decorar os pequenos bolos (a cobertura é de chocolate a 70 por cento e o interior chama-se ganache e é feito de chocolate, creme e manteiga) são necessárias cerca de quatro horas. A chefia das lojas já não permite a Alex tempo para a confecção, mas o sucesso e aceitação que o público tem dado aos seus produtos são a maior das recompensas. Vende cerca de 300 bolos e gasta perto de 40 quilos de chocolate e 100 de açúcar por mês na confecção dos produtos para as suas duas lojas, não esquecendo os bolos e esculturas em chocolate que também confecciona. Tem uma especialidade exclusiva, a Pedra do Castelo - praliné crocante com cobertura de chocolate a 70 por cento - e a caminho já vem outra, a Peça de Teatro, uma homenagem às artes do palco e à casa que o acolhe. Diz que, com tempo, se pode fazer de tudo com chocolate e que não lhe faz confusão que as pessoas comam as suas "obras". Afinal "estamos a trabalhar para eles", refere o pasteleiro. É o facto de misturar influências e de dar um cunho pessoal às receitas que lhe permite inovar e experimentar sempre sabores diferentes. Agora, já não há desculpas para não ir ao teatro!
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David Fonseca. Músico
Sentado no mocho Sentou, vai ter k explicar
"Estar em palco é das melhores coisas do mundo" PAULO AMENDOEIRA E RAFAEL COSTA
Liberto do projecto Silence 4, David Fonseca prossegue a sua carreira a solo com a preparação de um novo trabalho. Sem revelar detalhes, diz apenas que no seu universo musical há ainda lugar para muitas surpresas
Como aparece a música na sua vida? De forma pouco planeada. Sempre gostei muito de música. Acho que sou um melómano por natureza, mas o interesse por fazer música a sério só surgiu aos 16/17 anos, quando comecei a aprender a tocar guitarra com a ajuda de um livro de acordes. Acaba por ser um hobby frequente que me leva a querer formar uma banda, os Silence 4.
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JORNAL DE LEIRIA 28.06.2007
Um filme: Eu, tu e todos os que conhecemos, da Miranda July. Um livro: Uma casa no fim do mundo do Michael Cunnigham Um destino de férias: O Alasca, só por ser tão diferente de tudo.
Que músicos influenciam a sua forma de tocar, escrever, cantar? Não acredito que se possa criar música apenas sob a influência dos nossos heróis. O resultado do que faço mistura tudo o que ouço e vivo, desde o OK Computerdos Radiohead à cantilena murmurada pela senhora da mercearia, enquanto pesa as laranjas. Tudo é uma influência, não apenas a música. Começou a ser conhecido do grande público através dos Silence 4, que tiveram um grande sucesso a nível nacional. Depois de tantos êxitos quais foram os motivos para o fim da banda? O cansaço de uma certa sobre-exposição e das longas digressões teve alguma influência no fim da banda. Mas, essencialmente, queria experimentar outros caminhos que divergiam do som que tínhamos e ter mais liberdade ao fazê-lo.
Akadémicos«
Um CD: Hoje, The Reminder, da Feist.
A música Borrow fez um sucesso tremendo. "Pediu inspiração emprestada" para a escrever? O "Borrow" foi escrito numa noite, tinha os acordes a rondar a minha cabeça há alguns dias e, enquanto me preparava para adormecer, surgiu a ideia definitiva que viria a tornar-se em canção. Talvez tenha pedido emprestada a inspiração a algum sonho, não faço ideia.
Uma cidade: Lisboa Uma bebida: Martini Bianco. Embora água também me soe bem José Sócrates ou Cavaco Silva: Essa é uma moeda com mais de dois lados. Loiras ou morenas: Despenteadas DR
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Uma música: Hoje, This Magic Moment, do Lou Reed. Amanhã é outra.
Em que medida foi importante o projecto Silence 4 para catapultar a sua carreira a solo? Os Silence 4 foram a razão pela qual entrei na música e, como é óbvio, permitiram-me ter uma oportunidade para fazer algo sozinho. No entanto, o mais difícil na minha carreira a solo foi conseguir uma certa libertação do sucesso esmagador da banda e conquistar terreno próprio. Nesse sentido, os Silence 4 foram um peso grande nos meus ombros. Hoje, a diferença entre os dois projectos é clara. A maioria das músicas do David são em Inglês. Porque não cantar em Português? Por nenhuma razão especial. O que não quer dizer que não venha a cantar mais em Português ou mesmo noutras línguas. Escrever e compor são trabalhos de inspiração ou de transpiração?
São uma mistura das duas, embora não acredite muito na ideia da inspiração. Acho que há momentos mais claros do que outros, onde se vê a luz ao fim do túnel mais rapidamente. E há dias e semanas onde o túnel é assustadoramente enorme e transpira-se até à saída. Sendo uma figura conhecida, como é que lida com o reconhecimento público? Lido bastante bem, É maravilhoso que reconheçam o meu trabalho de alguma forma e que se manifestem nesse sentido. E em Leiria? Por ser da cidade as pessoas são mais de abordar e puxar conversa? Não sei, acabo por ser uma presença discreta, talvez por morar perto e por estar na cidade muitas vezes, faço parte do seu quotidiano normal. Esse reconhecimento, mui-
tas vezes, exprime-se em prémios. Que importância têm os galardões que já recebeu? Confesso que não me impressiono muito com prémios, talvez por não ver a música como uma forma de ganhar algum tipo de reconhecimento, mas antes como uma maneira de me exprimir artisticamente. Os prémios são, obviamente, um grande incentivo ao que faço, mas não é por eles que corro. Projectos como os The Gift e Gomo são alguns exemplos da música que se faz no distrito de Leiria. Como explica o sucesso das bandas da região? Com o nível de dedicação e trabalho que põem nos seus projectos. Todas as bandas e músicos da região que atingiram algum nível de sucesso nacional fizeram muitos sacrifícios e lutaram muito para mostrar a sua música.
Kultos 300 DAVID SINEIRO
Como foi o seu percurso académico? Estudei em Leiria até ao 12º ano e depois fui estudar para a Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Acabei por desistir do curso dois anos depois e ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema, também em Lisboa, onde tirei o curso de Cinema. É presença habitual nas Semanas Académicas. Qual é a sua relação com o mundo estudantil? Gosto de ambientes festivos e descontraídos, sendo as Semanas Académicas bons exemplos de festas de arromba. Já estive mais perto de todo o ambiente na altura em que estudava. A perspectiva de quem está no palco é obviamente diferente, mas continuo a divertir-me tanto como no início. Dar concertos é o sal da vida musical? Não tenho dúvida alguma que a razão principal pela qual sou músico prende-se com as actuações ao vivo. Compor, gravar, ensaiar são processos que atravesso apenas para fazer aquilo que mais gosto, tocar ao vivo. Agrada-me o inesperado das situações, o facto de poder acontecer qualquer coisa, a imprevisibilidade do público, a ideia do irrepetível. Estar em palco é das melhores coisas do mundo. Já teve a oportunidade de gravar fora de Portugal, nomeadamente em Inglaterra. Notase grande diferença entre o que se faz lá fora e o que se faz por cá? Nenhuma. Hoje os estúdios e as condições são muito parecidos e, muitas vezes, encontram-se melhores condições dentro do nosso País do que lá fora. Sabemos que está a gravar um novo trabalho. Podemos esperar novidades ou, pelo contrário, sente que já encontrou o seu estilo e pretende seguir a linha do trabalho anterior?
Novidades há sempre, sinto que o que me empurra para a música é o sentido da descoberta, encontrar um caminho que ainda não foi explorado. Dentro do meu universo musical há ainda lugar para muitas expansões e surpresas. A ver vamos o que acontece desta vez. Como surgiu o projecto dos Humanos? Era um registo diferente em que não se tinha visto o David Fonseca? Surgiu de forma muito natural e inesperada. O meu nome foi falado como uma das vozes possíveis para o projecto e acabei por embarcar nele muito rapidamente. Foi uma experiência inédita e incrível, um daqueles raros momentos em que tudo está no sítio certo muito naturalmente.
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Há dias e semanas onde o túnel é assustadoramente enorme e transpira-se até à saída
Download ilegal de músicas. Que considerações lhe merece? Aquilo que a maior parte dos jovens vê como prática corrente é uma das razões pela qual a indústria musical atravessa tantas dificuldades e, infelizmente, quem sofre mais com toda a situação são as novas bandas que tentam ganhar espaço dentro de um mercado já difícil. A perda de poder de editoras fez com que houvesse cada vez menos investimento nos novos talentos e hoje arrisca-se cada vez menos num mercado que devia viver de riscos e inovação. A indústria está a mudar rapidamente e a independência das bandas pode até trazer bons prenúncios para o meio, mas a pirataria será sempre um problema a contornar.
É possível combater esta situação? Fala-se em baixar o IVA nos produtos culturais. Esta solução é suficiente? Não será a única, mas é umas das mais óbvias. É inacreditável que a música seja discriminada desta forma pelo Estado, sendo um produto cultural de grande força e impacto. Outras acções passariam pela regularização efectiva da presença de música portuguesa nas rádios nacionais, à imagem da maioria dos países da União Europeia. Outra acção urgente prende-se com a criação de um circuito onde as bandas pudessem mostrar o seu trabalho ao vivo um pouco por todo o País. Protagonizou um dos momentos mais hilariantes do programa dos Gato Fedorento. Qual é a sensação de cantar uma música da Mónica Cintra em Inglês? Foi muito divertido, especialmente porque tive a oportunidade de me parodiar a mim mesmo de forma bastante original e enérgica. Um momento maravilhoso, mas irrepetível. Se fosse um "médico musical", como analisaria a saúde da música portuguesa? Tem dias bons e maus, como todos os pacientes que se esforçam por chegar mais longe. Hoje é mais difícil furar um mercado que tem falta de investimento e promoção. A televisão é, mais do que nunca, o meio mais poderoso de todos e fechou as portas à música há algum tempo. As editoras maiores estão muito enfraquecidas e as independentes não arriscam mais porque não podem. No entanto, vive-se uma altura de mudanças, de distribuições online e ideias novas todos os dias. Nunca a produção nacional teve tantos projectos de qualidade em áreas tão distintas, o que me diz que o futuro pode ser melhor do que o presente. Falta a organização de meios e alguma união entre músicos e a nova indústria para que se possa chegar mais longe.
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Apesar do enorme número de filmes editados todos os anos, poucos podem ser considerados arte. 300, a nova longa-metragem de Zack Snyder, que já nos brindou com o seu excelente remake do clássico Dawn of the Dead, é um grande exemplo do que nos pode oferecer a Sétima Arte. Primeiro que tudo, há que referir que este filme não é para todos. 300 baseia-se numa novela gráfica de Frank Miller (Sin City), e conta a história da Batalha das Termópilas, que opôs um exército de 300 espartanos a um exército de um milhão de persas! Este é um épico de guerra, que não tenta dar uma visão realista dos factos, mas sim uma visão novelesca dos acontecimentos. Dito isto, muitos poderão afastar-se do filme devido às criaturas grotescas, e à falta de fidelidade histórica, mas os que não o fizerem, serão brindados com um dos melhores filmes alguma vez feitos em termos de trabalho de câmara e edição. Cada cena é arte. Cada fotograma é preenchido com um detalhe e cor que nenhum outro filme consegue oferecer. A maior força deste filme é o seu extraordinário impacto visual!
300 pode não oferecer grandes intrigas, mas as que oferece estão muito bem feitas, e houve uma preocupação em criar, não só surpresa, mas um impacto visual tão forte, que será impossível não abrir a boca e exclamar de admiração com algumas cenas. Para os fãs de épicos de guerra, este filme é a evolução necessária, depois do fracasso de filmes como Reino dos Céus e Rei Artur, ambos longe de oferecer algo de novo ao género. Filmado em apenas 60 dias, 300 é uma produção inteiramente rodada em estúdio, sendo os fundos criados em computador, de forma a representarem de forma mais fiel a visão original de Frank Miller. A estilização muito particular do filme é evidente, não só no desenho macabro dos persas, mas também nas cenas de acção, em que cada movimento importante constitui um slowdown da imagem, criando uma ênfase inigualável. As batalhas passam-se a uma velocidade estonteante e apresentam coreografias de um só take extremamente trabalhadas. Pena é ser impossível acompanhar tudo o que se passa no ecrã com apenas uma visualização. Não só de uma boa imagem se faz um grande filme e, em 300, os actores contribuem para tornar a experiência inesquecível. Gerard Butler (The Phantom of the Opera) e companhia conseguem transmitir uma força só comparável a Brad Pitt em Troy, pois cada acção e cada frase são efectuadas com uma energia e um vigor tal, que é impossível não sentir arrepios. Muito pode ser dito sobre 300, mas este é um filme que é preciso ser visto. Os actores, música, efeitos especiais e guião combinam-se de forma a trazer até nós a experiência cinematográfica mais memorável dos últimos tempos! 10/10
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Negócios a concurso Com o objectivo de fomentar a cooperação escola/empresa e promover o empreendedorismo, o Grupo Lena dinamiza o concurso Lena Business. Este concurso de planos de negócio inovadores dirige-se a alunos do ensino superior que podem enviar as suas propostas até 30 de Setembro. O projecto vencedor será premiado com o apoio à constituição real da empresa idealizada. Mais informações em www.grupolena.pt
Novos mestrados no IPL Gestão Empresarial, Marketing, Gestão de Organizações Turísticas, Serviço Social, Psicologia Clínica são apenas alguns dos mestrados que o Instituto Politécnico de Leiria, através do INDEA - Instituto de Investigação, Desenvolvimento e Estudos Avançados, promove para o ano lectivo 2007/2008. Ficha de pré-inscrição disponível em www.ipleiria.pt
Visões da Europa
European Vibes é um concurso multimedia online que pretende reunir as fotografias, imagens, animações, sons ou vídeos que melhor descrevam a essência do significado da Europa para os jovens, nos nossos dias. Os trabalhos podem ser enviados até 20 de Julho. Em http://european-vibes.eu podem ser vistos alguns dos projectos a concurso.
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JORNAL DE LEIRIA 28.06.2007
A fechar Coast Wach CLÁUDIA SILVA
Coastwach é um projecto de âmbito Europeu, coordenado a nível nacional pelo GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) e a nível regional pelo município de Peniche, que consiste na caracterização e monitorização ambiental da faixa costeira. A realização da campanha ocorre em simultâneo nos diferentes países europeus aderentes de Outubro a Dezembro, durante o período pós-balnear. Este projecto tem como principais objectivos sensibilizar a população, instituições e escolas para a problemática da degradação da
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Últimas
faixa litoral e dos oceanos, bem como melhorar o conhecimento da situação ambiental do litoral português. Segundo Sérgio Leandro, responsável pelo projecto
"cada participante tem a possibilidade de tomar consciência da importância deste sistema natural e de adquirir os conhecimentos, competências e motivações
IPL de gala no final da época desportiva JORGE BASTOS E PEDRO JERÓNIMO
O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) continua a destacar-se no desporto universitário nacional, colocando o seu nome no pódio de algumas das mais competitivas modalidades universitárias. Graças ao título de campeão nacional universitário, a equipa de futebol 11 do IPL ganhou o direito a participar no 5th European University Football Championship, que se irá realizar entre os dias 9 e 15 de Julho em Roma. Mas não é só o futebol 11 que está em destaque. O IPL alcançou um honroso segundo lugar na Final Four da Liga Universitária de Futsal (LUF), que se realizou entre os dias 2 e 3 de Junho, no Pavilhão da Juventude do Lis, em Leiria. A equipa orientada por Vítor Coelho venceu na primeira meia-final a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) por 3-2, claudicando na final contra a Associação Académica de Coimbra (derrota por 3-1). O IPL viu Rui Peixoto, Tiago Moreira e João Santo entrarem para o top 5 da compe-
para agir". Salienta ainda que "o que importa sobretudo é cativar todos aqueles que, de algum modo, sentem de maneira especial as questões ligadas à temática da preservação e valorização do ambiente que nos rodeia". O projecto envolveu a monitorização de aproximadamente 25 km de faixa costeira e cerca de 200 pessoas distribuídas por diversas instituições como a Escola Superior de Tecnologia do Mar, Agrupamento de Escuteiros de Peniche, Armeria (Movimento Ambientalista de Peniche), Associação Juvenil de Peniche, Cercipeniche, Escola Básica 1,2,3 de Peniche, Escola Secundária de Peniche e Projecto Maré Alta.
INTERNETES VERA JAULINO
útil tição. Na cidade do Lis ficou ainda a Taça Fair-Play, factor decisivo em situações de empate. No final todos destacaram a excelente organização, tendo o IPL sido alvo de uma menção honrosa por parte da LUF. A cobertura do evento ficou a cargo do press office formado por alunos do curso de Comunicação Social e Educação Multimédia (CSEM) e pode ser consultada com maior detalhe em final4leiria.blogspot.com.
Depois de mais um ano de sucessos, o IPL galardoou no dia 12 de Junho aqueles que se revelaram ao serviço da instituição, nas mais diversas modalidades. Os grandes vencedores foram o técnico João Moreira e a equipa de futebol 11, galardoados com o prémio de "melhor treinador" e "melhor equipa", respectivamente. O IPL encerrou assim a época desportiva, prometendo fazer mais e melhor na época que se avizinha.
REVELAÇÃO
LIDERANÇA
ATLETA DO ANO
Nathalie Lopes Pedro Silva
Telma Soeiro Hugo Sousa Liliana Marta Ricardo Araújo João Faustino
Futsal Feminino Futsal Masculino Ténis Voleibol Feminino
Carolina Costa João Neves Ana Esteves Pedro Rocha Ruben Caetano & Rui Hilário Salete Fernandes Micael Domingues Jasper Vanderberghe Ana Carvalho
Voleibol Masculino
João Branco
Samuel Guerra
Andebol Feminino Andebol Masculino Atletismo Basquetebol Masculino Futebol 11
Eton Pereira João Faustino
Elsa Frederico Jorge Silva Cátia Ferreira
Rosalina Castanho João Pedro Santo Ricardo Canhão Cátia Ferreira & Ana Filipa Gil Pedro Pereira
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agradável Guia completo de Portugal de Norte a Sul, permite viagens virtuais a alguns dos mais importantes monumentos nacionais. Em tempo de férias porque não ir para fora cá dentro e descobrir o que o País tem de melhor. Pena que algumas páginas ainda se encontrem em construção. Disponível em: www.360portugal.com