Akadémicos« Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1194, de 31 de Maio de 2007 e não pode ser vendido separadamente
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Maria João Cantora de jazz
"Preciso de me exprimir corporalmente"
Desporto
IPL brilha nos nacionais NUNO GONÇALVES (UM DICAS)
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Vai lá, vai....
Abertura Mobilidade no IPL
FICHA TÉCNICA Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Director Adjunto: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Conselho Editorial: Alexandra Barata, Catarina Menezes, Paulo Marques Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandrabarata@gmail.com Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esel.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esel.ipleiria.pt Redacção e colaboradores Andreia Santos, Cláudia Monteiro, Cláudia Silva, Inês Vieira, Lília Ramalheira, Mafalda Domingues, Mário Ventura, Micaela Jorge, Míriam Gil, Pedro Jerónimo, Ricardo Crispim, Rui Formiga, Tânia Gomes, Vera Jaulino Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, lda Paginação Isilda Trindade, Rita Carlos, Esad.CR: Paulo Silva (coord.) André Martins, Márcio Ferreira, Nelson Costa
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Um dia coloquei a minha mochila às costas e fiz-me à estrada. Na minha viagem fui descobrindo modos diferentes de existir das coisas, modos diferentes de ver as coisas, modos diferentes de agir com as coisas e, vejam só..., até que as minhas coisas ficavam bem mais claras e bonitas se envolvessem as coisas dos outros. A paginação desta edição do Akadémicos foi feita por um grupo de alunos da ESAD. André Martins, Márcio Ferreira e Nelson Costa abraçaram o projecto com entusiasmo e cumpriram com esse objectivo. Os textos e as fotos foram produzidos por alunos da ESEL.
para a execução de um projecto de Design. Recentemente, Luís Graça e Ricardo Ferreira da ESEL circulavam pelas escolas no seu trabalho de investigação sobre a associação entre a prática de actividade física e o rendimento escolar. E tantos outros alunos que abrilhantam os seus trabalhos com a riqueza de estarmos juntos num só círculo. Vamos aproveitar as mudanças para fortalecer os elos de ligação entre escolas.
Ainda a semana passada a Jessica Xavier e Sónia Santos da ESAD.CR estavam nas oficinas da ESTG à procura de apoio
Cidália Macedo Directora da Escola Superior de Artes e Design
A abertura da edição passada foi publicada com incorrecções, pelo que pedimos desculpa pelo facto. Para uma melhor leitura do texto poderá ser consultada a versão correcta em www.esel.ipleiria.pt (edição n.º 17). Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt Presidente do Conselho Directivo da ESE José Manuel Silva jmsilva@esel.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esel.ipleiria.pt Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer órgãos do IPL e/ou da ESE e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
akademicos@esel.ipleiria.pt
Uma agenda do mês EXPOSIÇÕES Até 6 de Julho Exposição colectiva Café -Teatro - Orfeão velho de Leiria Promoção e divulgação de seis jovens artistas da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Entrada Livre Quintas-feiras das 21 às 24 horas Até 31 de Julho Concelho de Leiria 1991- 2007 - Grande feitos, grandes defeitos Conquistas e insuficiências do concelho a nível do desenvolvimento económico, ambiente, cidade, lazer e acessibilidades, cultura, ordenamento do território e ensino. Quarta, sexta a domingo e feriados das 10 às 18 horas. Entrada livre
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JORNAL DE LEIRIA 31.05.2007
CLÁUDIA SILVA
One flew east, one flew west, one flew over the cuckoo's nest Exposição de pintura em lápis de cor de Jorge Vieira. Galeria da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira Segunda das 13 às 18 horas. Terça a sexta das 10 às 18 horas. Entrada livre
Órgão Exposição de instrumentos Átrio do Orfeão de Leiria/Conservatório de Artes Dias úteis das 9 às 20 horas. Sábados das 9 às 18:30 horas. Entrada livre
TEATRO
2 de Junho Dia 2 de Junho, pelas 21h30, Monstros às escuras, de Roland Dubillard estará em cena no Teatro Miguel Franco. Com tradução e encenação de Filipe Crawford, adaptação de Filipe Crawford e Rui Paulo, Monstros às escuras conta também com a actuação destes dois nomes de relevo nesta arte de palco.
CONCURSO 3ª Edição do Concurso Nacional de Inovação BES O IPLeiria irá participar na terceira edição do Concurso Nacional de Inovação BES Candidaturas: até 30 de Junho Os projectos candidatos deverão ser apresentados a concurso pela empresa, universidade, instituição de I&D ou responsável pelo seu desenvolvimento.
Konsumo obrigatório
Ouro, prata e bronze
EXTREME CHANEL
Está a dar
IPL ganha oito medalhas Extreme Sports Channel Portugal
Acção 24 horas por dia TÂNIA GOMES
NUNO GONÇALVES (UM DICAS)
PEDRO JERÓNIMO
We are the champions: os Queen cantaram, os atletas venceram e o público aplaudiu. Atletismo (duas vezes), futebol 11 e ténis são as modalidades em que o Instituto Politécnico de Leiria (IPL) foi coroado com o título de campeão nacional universitário, em 2006/07. Quatro medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze, são o saldo desta época. E ainda falta o futsal… Primeiro título, primeira surpresa. A equipa de futebol 11, que começou a treinar apenas para se preparar para a próxima época, arriscou a participação no último torneio de apuramento - são dois - para as fases finais dos Campeonatos Nacionais Universitários (CNUs) e ficou em segundo lugar. Resultado: conseguiu o último lugar de acesso para as fases finais. Aí, o desempenho foi brilhante. Venceu todos os jogos, marcou oito golos e apenas sofreu um! Na final, venceu o Instituto Superior da Maia por 3-1. Um feito digno de "galácticos", que viram ainda Tiago Reis ser eleito o melhor jogador do torneio.
"Ninguém pára o Canhão... Ninguém pára o Canhão... Ninguém pára o Canhão, alé ohhh..." Os gritos repetem-se ano após ano, quando o tenista Ricardo Canhão vence mais uma final e se sagra campeão nacional. Este ano fê-lo pela quinta vez consecutiva (seis no total)! O derrotado foi Pedro Magalhães (2-6 e 5-7), da Universidade do Porto. O tenista não quer ficar por aqui e já está de olho no "hepta". Findos os anos de ouro do atleta olímpico Carlos Lopes, eis que no IPL surge um novo campeão de atletismo: João Lopes. O atleta cometeu a proeza de revalidar o título nacional universitário dos 3000 metros, especialidade em que se estreou a vencer nos CNUs de 2005/06. Ainda na mesma modalidade, Liliana Marta também fez o "bis", ao sagrar-se campeã nacional universitária no salto em altura, ar livre. Ao "ouro" juntou ainda o "bronze", na mesma especialidade, mas em pista coberta. Elevam-se, assim, para sete o total de medalhas que a atleta já con-
quistou com as cores do IPL. Destaque ainda para as vice-campeãs nacionais universitárias, a equipa feminina de andebol, que depois do primeiro lugar em 2005/06 consegue agora o segundo, e Ana Esteves, que na estreia nos CNUs foi segunda nos lançamentos do dardo e do peso.
Campeão nacional decide-se em Leiria O vencedor da Liga Universitária de Futsal 2006/07 vai sair da Final Four (F4), que o IPL vai acolher, nos dias 2 e 3 de Junho. Associação Académica de Coimbra, IPL e as universidades da Beira Interior e do Minho são as equipas, masculinas, que estão de olho no título nacional, numa prova que habitualmente conta com a presença do seleccionador nacional de futsal, Orlando Duarte. A F4 pode ser acompanhada na Internet, em www.final4leiria.blogspot.com.
Para alguns uma moda, para outros nem tanto. Os desportos de acção estão em pleno crescimento e vieram para ficar. Prova disso é o canal Extreme Sports Channel, que actualmente transmite para mais de 25 milhões de lares na Europa e no resto do Mundo. Está presente em mais de 60 países e é traduzido em dez línguas. No ano de 2004, aquando da visita de Fernando Figueiredo a uma feira internacional de novas oportunidades de negócio, surge a possibilidade de trazer o canal Extreme Sports Channel para Portugal. Fernando, um empresário desde sempre ligado aos desportos de acção, não pensou duas vezes e resolveu trazer para o País aquele que é o primeiro e único canal totalmente dedicado aos desportos extreme e à cultura que os rodeia. É assim que surge a 8 de Maio de 2004 o Extreme Sports Channel Portugal, lançado em exclusivo em Portugal pela TV Cabo. BTT, BMX, In-line, Surf, Skate, Freestyle Motocross, Bodyboard, Snowboard, Ski e Kitesurf são apenas alguns exemplos dos desportos de acção que fazem o dia-a-dia da equipa Extreme. O director executivo da Extreme Conteúdos afirma ainda que "a equipa portuguesa é jovem e dinâmica e, na sua maioria, as pessoas que constituem a empresa estão directamente ligadas aos desportos com que lidam no horário laboral." Além da produção de conteúdos, a empresa Extreme Conteúdos, responsável pelo canal em Portugal, está ainda ligada à organização de eventos. Nesses eventos está sempre presente como media partner, fazendo a cobertura de Tv. Desde os eventos contratados da Red Bull, Sapo, ao grande evento Lisboa Downtown tudo fica a cargo da empresa, Extreme Conteúdos, e do canal, Extreme Sports Channel Portugal. Fernando Figueiredo, espera agora que "o canal cresça, atraindo cada vez mais os jovens e adultos amantes deste estilo de vida”.
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Festival de Tunas
Venham mais dez…
Está a dar
MAFALDA DOMINGUES
FOTOS: JOÃO MATIAS
Chegou ao fim mais uma edição da Real Festa. Realizado nos dias 11 e 12 de Maio, este evento reuniu tunas vindas de todos os pontos do pPaís, incluindo os Açores. Com um sucesso cada vez mais reconhecido, este festival celebra os seus dez anos de existência com um grupo cada vez mais representativo do que de melhor existe em Portugal a nível de tunas mistas. Em concurso estiveram seis tunas: a TUAU, Estatuna, Esctunis, Viriatuna, Enftuna e a tuna médica de Lisboa. Para completar o quadro, actuaram ainda as tunas extraconcurso: Augustuna (Braga), Noctuna (tuna feminina de Leiria), TAIL (Leiria), e a também de Leiria Tum'Acanénica, organizadora do evento. A apresentação coube aos Jogralhos do grupo de Jograis Universitários do Minho, que executaram a sua tarefa com muito humor, fazendo as delícias o público. Como afirmou Inês, membro da Tum'Acanénica o "festival preza pela organização
e hospitalidade. É direccionado para as tunas e não só, acima de tudo para a cidade de Leiria." Inês referiu ainda que "apesar do trabalho, e cansaço", a organização do festival é muito "gratificante". O renovado Teatro José Lúcio da Silva, foi uma vez mais palco de grandes demonstrações de talento. As dez tunas presentes proporcionaram dois dias de um espectáculo ímpar, recheado de alegria e espírito de convívio. A cereja no cimo do bolo foi a distribuição dos prémios. As distinções de melhor tuna e de melhor instrumental foram para a TAUA, dos Açores. Já a Estatuna, tuna de Abrantes arrecadou os prémios de Tuna mais tuna, melhor porta-estandarte e melhor passa-calles. À tuna médica de Lisboa foram atribuídos os prémios de segunda melhor tuna, o prémio D.Dinis - melhor serenata e o prémio de melhor arranjo vocal. A distinção de melhor solista foi atribuída à Esctunis tuna, de Lisboa, e o de melhor pandeireta à Enftuna, de Portalegre.
TAK Tomografia Axial Komputorizada Djying, uma nova moda
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JORNAL DE LEIRIA 31.05.2007
FOTO: ANDREIA SANTOS
ANDREIA SANTOS
Leonel Vieira Marques, DJ do Pianus bar, na Praia da Vieira, tem evoluído bastante na área que agora se denomina de djying. Com apenas 25 anos, já passa som em várias semanas académicas, sendo este o segundo ano consecutivo em que esteve presente em Leiria. Este jovem DJ afirma ter aprendido "sozinho". O seu gosto começou "com uma mesa de mistura e um leitor de cassetes, quando tinha 13 anos". "Como eu tinha um bar, o gosto cresceu por si só", afirma Leonel. Todo o
trabalho posterior que a função implica ficou a seu cargo. Divulgou o seu nome sozinho, fez tudo sem ajudas, inclusive a publicidade. Já o público foi a única ajuda que teve porque sempre que tocava sentia a emoção transmitida, "o público transmite muita vibração e puxa muito por mim, o que é bom", continua. O seu trabalho evoluiu bastante, tal como a própria profissão. No espaço de um ano, Leonel já percorreu as semanas académicas de Leiria, Peniche, Aveiro e Miranda do Douro. Além disto, o DJ participou no concurso nacional de DJ's, que teve lugar na discoteca Faraó, onde conseguiu o segundo lugar, o que lhe deu maior projecção. Agora vai à final do concurso que está a decor-
rer na discoteca Fish, em Leiria. Na sua opinião, as pessoas que têm o djying como um sonho devem participar nestas iniciativas porque "é bom ir passar músicas numa boa casa e conhecer pessoas no ramo". Entrar sozinho na área não é fácil e o DJ afirma ter ajudado alguns amigos a entrar neste mundo. Leonel diz que "o mais importante para quem quer ser DJ é ter uma boa visão de negócio e saber que música passar e em que momentos". E deixa um conselho: "Deve-se começar o mais cedo possível, mas depende de quem já nasce com a música e já a tem no ouvido", conclui. A tendência é "cortar no ambiente comercial" e correr o mundo da música electrónica.
Sentado no mocho Sentou, vai ter k explicar MÍRIAM GIL
Agora, sem Mário Laginha, volta à reinvenção. Porquê regressar à recriação de temas e, desta vez, do cancioneiro popular brasileiro? É a minha sina, o meu destino. É o que eu gosto mais de fazer. Reinventar os temas, dar-lhes a volta, tentar criar versões diferentes de uma música que já existe é, sem dúvida, um desafio criativo. E o cancioneiro brasileiro é lindo. Tem pano para mangas. Estou apaixonada por esta versão que conseguimos fazer. Mudámos muito os originais. Alterámos tudo. Cada um de nós, com o seu instrumento, criou as suas ideias e reinventou os temas. Para o álbum escolhi algumas das canções de que mais gosto. Mas, infelizmente, não são todas. Nem de perto nem de longe. Não podíamos colocar neste disco todos os temas que gostaríamos. Então, tivemos a preocupação de fazer com que encaixassem bem uns nos outros. Ainda hoje estou a chorar por não ter podido colocar todas as músicas que gostaria. João é o nome deste novo álbum. Porquê este título? É uma forma de eu dizer: "Ei! Sou eu! Estou aqui!". Em certa medida, ajuda a assinalar esta etapa a solo. Além disso, todos os meus amigos me chamam João e, mesmo no estrangeiro, é assim que sou mais conhecida. Por tudo isto, considero este é um nome muito apropriado para marcar a diferença. O que é que João traz de novo em relação aos trabalhos anteriores? Este é um disco de canções com outro tipo de instrumento que não o piano, que me acompanhou nos últimos 12 anos. Agora, entre muitos outros, temos a harpa, que é um elemento absolutamente novo no meu trabalho. A Eleonor Picas, é a responsável por este instrumento lindo. Além disso, a própria recriação marca a diferença. Há já muito tempo que não constava no meu trabalho.
Maria João, cantora de jazz
"Adoro mudar e reinventar a música" A sua carreira tem estado sempre ligada ao jazz. Porque esta preferência musical? Porque me dá muita liberdade. E eu fui criada assim, na escola do jazz. Este género dá-me toda a liberdade de escolha e de improvisação que eu adoro. Mas é preciso sublinhar que tudo o que eu ouço me influencia musicalmente. Gosto muito de outros estilos como o pop e o rock. A música africana, então, é uma paixão. Por isso, o novo álbum contempla também alguns temas africanos que são lindos. Durante o espectáculo referiu que os temas que apresentou já estavam diferentes do próprio CD. Sente necessidade de estar constantemente em mudança? Sim, é verdade que já estão bastante diferentes. É uma necessidade que eu tenho. Gosto muito de mudar e reinventar a música. Ela é muito elástica, vai andando connosco e mudando à medida que nós próprios mudamos. A música tem a possibilidade de evoluir, de ter muitas cores. Nós, os músicos, vivemos numa busca pelas coisas. Procuramos sempre surpreender-nos a nós próprios e aos outros. Agora, sem Mário Laginha, tem uma "equipa nova".
O que pode dizer deste conjunto que dá vida a João? São óptimos amigos. São músicos com projectos próprios, são excelentes. Portugal é um País pequeno, com pouca gente… Mas existem pessoas com muita personalidade. Há músicos com muita vontade, como é o caso destes que formam, comigo, uma nova equipa.
lher a momento ou uma marca. Mas posso dizer que tudo o que vivi foi muito importante e contribuiu para aquilo que sou hoje.
« Iniciou a sua carreira no jazz em 1982. Durante os últimos 12 anos trabalhou com Mário Laginha, mas agora regressa aos palcos a solo. Tom Jobim, Caetano Veloso e Pixinguinha são apenas alguns dos "donos" dos temas recriados no novo álbum. Maria João veio ao Teatro José Lúcio da Silva e falou do seu encanto pela reinvenção, pela música e pela nova equipa de trabalho.
A expressão corporal é uma constante na Maria João. Porquê um peso tão forte da componente corporal nos seus espectáculos? A expressão corporal é fundamental. Cada pessoa é um indivíduo e sente as suas próprias necessidades. Eu, como cantora, preciso absolutamente de me exprimir corporalmente. Eu sinto aquilo que transmito através dos gestos. Preciso de me mexer. É a minha forma de ser e de exteriorizar aquilo que sinto. Consegue escolher um acontecimento na sua carreira que a tenha marcado? Tantos momentos na minha carreira me marcaram. Já faço música há 24 anos. Aconteceram muitas coisas, muitas experiências em Portugal e noutros países. Fiz muitas coisas, por isso, não consigo esco-
Um tema: "Na baixa do sapateiro" Um intrumento: A voz Uma voz: A minha
FOTOS: RICARDO CRISPIM
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ESAD.CR promove aprendizagem prática
Com as mãos na massa
Está a dar
CLAUDIA MONTEIRO E MICAELA JORGE
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Akadémicos«
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JORNAL DE LEIRIA 31.05.2007
FOTOS. CLAUDIA MONTEIRO E MICAELA JORGE
Os corredores brancos, vazios e longos da Escola Superior de Arte e Design (ESAD), nas Caldas a Rainha, não deixam adivinhar o trabalho que se desenvolve no interior das oficinas. Abertas as portas, as tradicionais mesas e as cadeiras são substituídas por maquinaria, ferramentas e materiais que os alunos vão manuseando com autonomia e empenho.
Célia Bragança e João Decq são docentes na oficina de Gravura e Serigrafia, "uma técnica de impressão plana", que, como explicam, pode ser feita em qualquer material. João Decq realça o facto do espaço “não se tratar de uma sala de aula normal”. Cartazes, t-shirts, bases para candeeiros e até cenários para teatro, são alguns exemplos dos trabalhos que os alunos podem
ção, fazem exercícios de ampliação e contraste. O objectivo do atelier, explica o docente, é forçar os alunos "a pensar a fotografia.” As oficinas da ESAD integram o plano curricular dos cursos da escola e têm como objectivo a formação prática dos alunos. Ainda assim, há em cada oficina dias e horários de acesso livre, de forma a que os alunos possam desenvolver os seus projectos individuais, colocando em
desenvolver com recurso a esta técnica. Já no primeiro andar do edifício, o branco das paredes é invadido pela luz vermelha dos laboratórios de fotografia. Diogo Saldanha é o docente responsável pelo espaço onde alunos de 2.º ano de Design Multimédia, na penumbra da sala de revela-
prática a articulação entre as diferentes áreas. Também no primeiro andar se encontra a oficina Gráfica, mais conhecida como oficina Digital. As dezenas de cartazes, de todos os tamanhos e cores, são o exemplo daquilo que nesta oficina se faz. Na oficina Digital não funcionam aulas, pelo
que o espaço é reservado para provas de cor, impressões, para que os trabalhos finais dos alunos tenham toda a qualidade. Promover a interdisciplinaridade Sérgio Gonçalves, ex-aluno da ESAD, é agora docente na oficina de polímeros onde os alunos podem produzir objectos em plástico, esferovite, fibras de vidro, espuma. O trabalho desenvolvido - considera -, “é bastante polivalente e promove interligações entre disciplinas.” Na oficina de madeiras, por exemplo, constróem-se moldes para trabalhar outros materiais. Na porta ao lado, grupos de alunos desenvolvem um objecto de utilização doméstica. Um suporte para um portátil, ou a dobradiça para uma mesa, são alguns dos objectivos a alcançar até ao final do semestre na secção de metais. Rui Leal, docente responsável pela organização e coordenação deste espaço, sublinha também que "as oficinas são uma mais-valia para os projectos dos alunos", porque "têm um carácter transversal". Presente em cada um dos espaços está sempre o docente responsável ou o encarregado de trabalhos que colabora na gestão do espaço e apoia os alunos sempre que surgem dificuldades.
Experimentar A oficina de Projectos é "um atelier completamente diferente dos outros, porque a porta está sempre aberta", explica Nicholas Taylor. O docente afirma que este espaço permite discutir a viabilidade de projectos extracurriculares dos alunos. Os portões abertos para a rua deixam respirar a diversidade de materiais que ali se acumula, à espera que os alunos se deixem estimular por um deles. Nicholas Taylor diz que na oficina de projectos, "não existem métodos nem materiais obrigatórios, mas sim uma mente mais aberta relativamente aos processos de criação; uma vontade de fazer experiências com materiais e técnicas.” Alexandra Abreu, docente da oficina de Cerâmica e Gesso, mostra as instalações do atelier, onde alunos de Design de Cerâmica de 1.º e 2.º anos trabalham ao som de música. As batas, os aventais e os cuidados de higiene não são esquecidos. Os alunos de 1.º ano estão a terminar a produção de chávenas. Quando se fala em exposição, a docente entusiasma-se e diz que, tem uma "enorme vontade de expor os trabalhos dos alunos, como forma de reconhecimento e promoção do trabalho que é feito".
» Está a dar
As oficinas são uma mais-valia para os projectos dos alunos porque têm um carácter transversal.
Kultos Vagabundos de Nós
Oficinas ESAD
Apanhados a trabalhar...
Leetje, 21 anos, Fotografia "Eu estou em Portugal a aprender mais sobre fotografia, principalmente a parte técnica. Estou a formar-me em Cerâmica na Bélgica e a fotografia é um bom complemento."
Susana Santos, 20anos, Design Cerâmica "Estou a construir um molde de um laço celta que foi escolhido na disciplina de Matemática. Este molde vai ser reproduzido em barro branco e vermelho, para azulejo."
Rafael Vicente, 20 anos, Design Industrial "Estou a desenvolver um lápis que tem um MP3 no cimo, e vai permitir estar a escrever e a ouvir música ao mesmo tempo. A oficina de madeiras é essencial para o desenvolvimento deste projecto pelo apoio logístico que nos dá."
Caldas Late Night
De portas abertas para a Arte Desde 1997 que a arte dos alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha sai à rua. Partilham com a cidade manifestações livres de cariz artístico nas mais diversas formas e em locais como casas particulares, bares, lugares públicos, na escola ou na rua. Este ano, o evento dito alternativo, experimental e completamente gratuito decorreu nos dias 16, 17 e 18 de Maio. Nenhum ano é igual ao anterior e, como nos diz Ana Bastos, membro da comissão organizadora, esta edição primou pela diferença, "pelo ressuscitar do Caldas que se pensava ter morrido." Ana Bastos acrescentou ainda que "este Caldas foi sem dúvida, melhor do que
o ano passado, existiu uma motivação enorme em organizar e mostrar bons trabalhos". Segundo a organização, um dos maiores objectivos do Caldas Late Night é incrementar, fomentar e motivar a realização de projectos de carácter livre e experimental que chamem à atenção para problemáticas actuais, estabelecendo a comunicação entre os criadores e o público, num contexto lúdico e informal. Esta edição pretendeu, assim, inovar com algumas dinâmicas, como a estreia de uma peça teatral, pelos alunos do 1º ano do curso de Teatro, a actuação da Orquestrinha do Terror, composta por ex-alunos da ESAD, entre muitos outros trabalhos na área das artes plásticas, design, teatro e som e imagem. Para rever em http://www.cln2007.org/
Daniel Sampaio, considerado um dos melhores psiquiatras portugueses, retrata nesta obra, o problema da diferença. Vagabundos de Nós é uma história magnífica pelo mundo das máscaras sociais, da incompreensão, da indefinição pessoal, da especulação sexual. Desenvolve toda uma interrogação reflexiva em torno do problema da natureza e da escolha. Diogo (o filho) e Luísa (a mãe) são confrontados com um mundo muito próprio de confidências. Mãe e filho sofrem pela diferença do rapaz. Luísa vê o seu filho a crescer, vê-o tornar-se num menino sensível, de atitudes e gestos fora do normal, vê-o a buscar amizades diferentes. Perdidos num mundo de incompreensões, o sofrimento e a perturbação crescem, porque esta mãe não quer admitir o que sempre soube. Cria laços de partilha, de protecção que a obrigam inconscientemente a restringir-se, a si e ao seu filho numa cúpula que os separa do restante núcleo familiar. Só mais tarde, já homem, as palavras são proferidas: Mãe, sou homossexual. Este é um livro que chega aos corações. Reflectimos quase com alguma obrigatoriedade nas frustrações de uma mãe que vê ali a sua geração barrada devido à impossibilidade do seu filho lhe poder dar netos; a inesgotável força de um rapaz que quer lutar pela sua liberdade e que inevitavelmente será para sempre julgado. E, à luz deste paradigma, o autor obriga-nos a [re]pensar a diferença. Ler estas páginas é reflectir profundamente sobre o outro, isto porque ser diferente não é uma questão de escolha.
Akadémicos« DR
RICARDO CRISPIM
RICARDO CRISPIM
JORNAL DE LEIRIA 31.05.2007
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Últimas
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LÍLIA RAMALHEIRA
Concursos de literatura e artes plásticas
Estreia esgota teatro
Com o objectivo de promover a criação artística e literária e constituir um acervo de obras que representem leituras próprias da região de Leiria e Oeste, o Instituto Politécnico de Leiria promove o Concurso de Literatura (aberto para as categorias de Conto e Poesia) e o Concurso de Artes Plásticas (nas categorias de Pintura/Gravura/ Desenho, Escultura/Cerâmica, Fotografia, Instalação e Novas Linguagens). Os concursos são abertos a toda a comunidade e os trabalhos podem ser apresentados até 31 de Outubro. Mais informações em www.ipleiria.pt
Piratautomático "toma de assalto" Miguel Franco Quinze "piratas" pisaram o palco do Teatro Miguel Franco, em Leiria, com Viva, morra, chão e céu fora, a peça de estreia do Piratautomático, grupo de teatro da Escola Superior de Educação. A maioria dos jovens actores apresentou-se pela primeira vez ao público, que esgotou a sala e aplaudiu de pé um desempenho expressivo e seguro. "Trabalho plenamente conseguido!" Foi com entusiasmo que o encenador do Piratautomático, Simão Vieira, fez o balanço da estreia. Apesar dos ensaios bissemanais, os dias que se antecederam foram de trabalho intensivo, para que "a estreia
Ateliers e muitos sorrisos
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JORNAL DE LEIRIA 31.05.2007
Circuito Universitário de Bodyboard e Surf
INTERNETES
Sucesso promete nova aposta
LÍLIA RAMALHEIRA
útil Carga de Trabalhos é um site destinado a todos os que procuram um estágio ou um emprego na área da comunicação: publicidade, marketing, som e imagem, multimedia. Até que enfim, um portal de emprego especializado! Em: http://www.cargadetrabalhos.net RUI FORMIGA
Amanhã, dia 1 de Junho, a Escola Superior de Educação de Leiria (ESEL) acolherá cerca de 1500 crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos, provenientes dos jardins de infância e das escolas do 1.º ciclo locais. As actividades decorrerão apenas da parte da manhã, das 9 às 13 horas. Vão estar disponíveis 34 ateliers distribuídos por todo o espaço escolar, que proporcionarão actividades de motricidade infantil, expressão musical, expressão plástica, actividades com insufláveis, literatura infantil, ciência/matemática e actividades relacionadas com segurança. Estas últimas contarão com a participação da Polícia de Segurança Pública (PSP) e dos Bombeiros Voluntários de Leiria (BVL). Há mais de uma década que a ESEL celebra o Dia Mundial da Criança com a participação de toda a comunidade escolar.
ocorresse com a maior margem de segurança". Assim foi, com o público que encheu o Teatro Miguel Franco a ficar extasiado. Os primeiros encontros iniciaram-se em Outubro de 2006, no entanto, só em Janeiro deste ano começou a tomar forma a peça de estreia. "Desenvolveu-se uma grande cumplicidade entre um grupo com o qual me identifiquei", refere. Viva, morra, chão e céu fora apresentou-se pala primeira vez ao público no dia 14 de Maio, inserida no 13º Festival de Teatro Juvenil. O próximo espectáculo está agendado para o dia 22 de Junho, no âmbito da Semana Cultural das Caldas da Rainha.
PEDRO JERÓNIMO
PEDRO JERÓNIMO
agradável MÁRIO VENTURA
Realizou-se nos dias 12 e 13 de Maio a segunda e última etapa do quarta Circuito Universitário de Bodyboard e Surf (CUBS), uma organização dos alunos da Escola Superior de Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche. Desta feita, devido às condições climatéricas, o local escolhido foi a praia do LagideBaleal. Esta segunda Etapa do CUBS foi mais uma vez um sucesso em termos de participação de estudantes do ensino superior, tendo contado com cerca de 120 atletas e representar quase 60 instituições de ensino superior em Portugal.
Além do espectáculo trazido pela participação dos atletas, a organização desta etapa do CUBS proporcionou também às dezenas de espectadores momentos mais lúdicos, como aulas de bodyboard, surf e hip-hop. No que diz respeito a classificações finais, o Bodyboard Open acabou por ser vencido por Manuel Centeno, da Universidade do Porto, que se sagrou assim bicampeão deste circuito. Na modalidade Surf Open: Marco Silva, estudante da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, sagrouse vencedor da etapa e tam-
bém do circuito deste ano. Na vertente feminina, o domínio no bodyboard coube a Teresa Duarte, da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Técnica de Lisboa, vencendo a etapa e o circuito deste ano. No surf também houve domínio absoluto: Filipa Prudêncio, do Instituto Superior Técnico, arrecadou o título de campeã da temporada. O Circuito Universitário deste ano acabou por ser mais um sucesso, quer em termos de adesão quer na organização, pelo que a quinta edição está já marcada para final de 2007.
Um site sobre o evento das sete maravilhas de Portugal, que nos permite dar um "volta" pelos nossos monumentos sem sair de casa. Oportunidade para rever os mais conhecidos e explorar os outros. E se quiseres ainda podes votar. Disponível em: http://www.7maravilhas.sapo.pt