Akadémicos« Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1176, de 25 de Janeiro de 2007 e não pode ser vendido separadamente
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António Manuel Ribeiro Vocalista dos UHF
“Nunca me vendi, nunca fiz música pimba nem música a metro”
ANA PINTO E ANDREIA BRANCO
Viver nas residências 03 e 04
Vai lá, vai.... Abertura Um projecto renovado FICHA TÉCNICA Director: José Ribeiro Vieira jose.vieira@movicortes.pt Directores Adjuntos: João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt Conselho Editorial: Alexandra Barata, Catarina Menezes, Cristina Parente, Paulo Marques Coordenadora de Redacção Alexandra Barata alexandrabarata@gmail.com Coordenadora Pedagógica Catarina Menezes cmenezes@esel.ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@esel.ipleiria.pt Redacção e colaboradores Ana Pinto, Andreia Branco, Angela Duarte, Cláudia Monteiro, Cristina Parente, Daniel Pereira, Mário Ventura, Micaela Jorge, Míriam Gil, Paulo Marques, Pedro Santos, Sónia Olaio, Verónica Ferreirinho Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, lda Paginação Isilda Trindade, Rita Carlos Departamento Comercial Rui Pereira
Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Luciano de Almeida presidencia@ipleiria.pt Presidente do Conselho Directivo da ESE José Manuel Silva jmsilva@esel.ipleiria.pt Directora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Alda Mourão amourao@esel.ipleiria.pt Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer órgãos do IPL e/ou da ESE e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.
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O Akadémicos apresenta-se hoje com novas cores, nova paginação e novo parceiro editorial. O projecto inicial mantém-se, mas renova-se para melhor se adaptar aos desafios dos tempos. Recorde-se que se trata de um jornal oficina, produzido no âmbito do curso de Comunicação Social e Educação Multimédia, leccionado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria, com a missão de
permitir o exercício de competências profissionais aos futuros diplomados na área, mas aberto à colaboração de todos os alunos e professores do IPL. Não se pretende um órgão institucional, mas sim um produto jornalístico da responsabilidade da equipa que o produz, a quem compete definir os critérios de oportunidade editorial e os padrões de qualidade de cada edição. Embora ancorado na ESE, o Akadémicos deve ser cada vez mais uma das
Uma agenda do mês 25 de Janeiro Brad Mehldau O concerto do prestigiado pianista de jazz terá lugar no Cine-Teatro de Alcobaça, pelas 21:30 horas. O preço dos bilhetes é de 15 ou 12 euros. 2 de Fevereiro Rodrigo Leão & Cinema Ensemble. Concerto O Mundo no Cine-teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.
15 de Fevereiro David Fonseca. O concerto terá lugar no Cine-teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.
TEATRO
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projecto. Do novo parceiro – Jornal de Leiria - espera-se que contribua decisivamente para um Akadémicos ainda melhor. À equipa de professores e alunos que o produzem, votos de confiança e bom trabalho. Ao público leitor, um pedido que seja exigente na avaliação e construtivo na crítica. José Manuel Silva
Tatiana Silva
FOTOGRAFIA
CONCERTOS
3 de Fevereiro The Gift. A banda oferece a experiência de assistir a um concerto intimista no bar Clinic, em Alcobaça, pelas 23 horas. Para ter acesso a este evento exclusivo, os interessados terão de preencher um formulário para reservar lugar em http://www.thegift.pt/flash/special.php. Os bilhetes custam 10 euros e são limitados.
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imagens de marca do IPL, reflectindo as novas dinâmicas em curso no Instituto, traduzidas num reforço da identidade institucional do conjunto, sem esquecer a história e a especificidade de cada escola. Uma palavra de agradecimento é devida aos parceiros que colaboraram na fase anterior do Akadémicos – jornal Região de Leiria e jornalista António José Laranjeira - que muito contribuíram para a qualidade reconhecida do
1 de Fevereiro O local exacto. Estreia da peça encenada por João Lázaro e levada à cena pelo Te-Ato – Grupo de Teatro de Leiria, na Sala Jaime Salazar Sampaio. 9 e 10 de Fevereiro Hamlet, de William Shakespeare, no Teatro José Lúcio da Silva.
5 de Fevereiro a 1 de Março O Workshop de iniciação à fotografia terá lugar no Espaço Myomi. As inscrições devem ser feitas no Páteo do Barão, em Leiria. Para mais informações, telefone para o 244 836 262 ou envie um e-mail para myomi.photo@gmail.com.
CONFERÊNCIAS 12 de Fevereiro Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior dos Edifícios – Como nos vai afectar? é a conferência que se realizará pelas 14:30 horas, no auditório 1 da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria.
TUNAS 24 de Fevereiro Em 2007 coube à cidade de Leiria acolher o IV Portugal Tunas Party. Para participar nesta festa, as inscrições podem ser feitas via e-mail (jantarpt@gmail.com) até o dia 21 de Fevereiro. O preço do jantar será de 10 euros.
OUTROS EVENTOS 31 de Janeiro À conversa com Marta Crawf a propósito do seu livro Sexo Sem Tabus, na Livraria Arquivo, em Leiria, pelas 21:30 horas. 7 de Fevereiro Lançamento do livro Introdução à Engenharia do Som, de Nuno Fonseca, docente do Departamento de Informática na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) de Leiria, na Biblioteca José Saramago, localizada na ESTG, pelas 17:30 horas.
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Está a dar
Eu tenho amigas aqui na residência. Não são da minha turma, não são aquelas que andam comigo todos os dias, mas sim as que me apoiaram em maus momentos e que sempre me ajudaram muito Telma
Sei que estou a partilhar espaço mas estou na minha vida. Se cada um estiver na sua vida e respeitar os outros, não há conflitos Carina
Viver nas Residências Os estudantes chegam às residências do IPL, na maior parte dos casos, por necessidade. O silêncio entoa pelos corredores, o cheiro a limpo faz-se sentir, o ambiente é quente e acolhedor. Apesar de nem tudo ser fácil, tira-se o curso e fazem-se amigos
Telma Freire tem 22 anos e frequenta o curso de Comunicação Social e Educação Multimédia na Escola Superior de Educação. É de Ansião e está alojada numa das residências de estudantes do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). É apenas um exemplo dos muitos alunos que encontraram na residência uma forma de superar as dificuldades económicas e poder continuar a estudar. João, que frequenta o 1º ano de Engenharia Automóvel na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, afirma que se não fosse assim “era muito mais difícil frequentar o ensino superior”. Além das bolsas de estudo, os alunos mais carenciados do IPL têm oportunidade de concorrer ao alojamento da instituição através dos Serviços de Acção Social (SAS), que disponibilizam sete residências para estudantes (quatro em Leiria, duas nas Caldas da Rainha e uma em Peniche), num total de 690 camas. Os quartos estão equipados com mobiliário e telefone. Nos quartos duplos, o roupeiro e o lavatório são partilhados. Quase todas as divisões dos edifícios dispõem de aquecimento central. Aos estudantes, são facultados lençóis, cobertores/colchas, almofadas e toalhas. Têm ainda oportunidade de levar os seus objectos pessoais para que os quartos se tornem mais familiares.
Partilhar o espaço Carina Rodrigues é de Óbidos, frequenta o 3º ano do curso de Comunicação Social e Educação Multimédia e está também alojada na residência. Afirma que dividir o quarto com outra pessoa não lhe causou grande transtorno, uma vez que já em casa dos pais dividia o quarto com a irmã. “Sei que estou a partilhar espaço, mas estou na minha vida. Se cada um estiver na sua vida e respeitar os outros, não há conflitos.” Mas a partilha de espaço nem sempre é fácil e existem algumas situações menos agradáveis. Telma explica que “trocar de companheira de quarto causa muita instabilidade. Tudo é novidade, a maneira de ser, a maneira de estar…” Por exemplo, uma das companheiras de quarto de Telma tinha por hábito acender a luz sempre que chegava, fossem que horas fossem. Telma explica que o que lhe dava forças para aguentar aquele tipo de situação era o facto de saber que tinha que estar ali, pois se não estivesse, provavelmente não poderia estudar. Esta dificuldade é também referida por João Félix que afirma não ser “muito compatível” com o colega, nomeadamente no que diz respeito aos horários e às limpezas. Ainda assim, a partilha de espaço é encarada por todos como uma aprendizagem importante. Para Telma, partilhar o quarto com outras raparigas ajudoua a respeitar mais os outros. “Apesar de me irritar »»»
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Existem pessoas que ainda não perceberam que têm de limpar o que sujam, porque é um espaço comum Carina
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imenso, tive de aprender a lidar com isso…”
Comissão de residentes
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A lavagem da roupa de cama e de casa-de-banho é assegurada, gratuitamente, pelos SAS e para o tratamento da roupa pessoal os alunos podem recorrer ao serviço de self-service já que existe uma máquina de lavar, uma de secar e uma tábua de passar a ferro em cada ala. As residências oferecem ainda espaços de estudo e salas de informática equipadas. O bar é uma zona de convívio onde os alunos não residentes também podem permanecer. Na opinião dos alunos, o ambiente é acolhedor, cuidado e limpo. Isto deve-se, segundo Carina, “às senhoras da limpeza” e “aos alunos que também têm a responsabilidade de não sujar os espaços comuns”. As críticas, quando surgem, são endereçadas aos próprios colegas, no que respeita sobretudo a questões de convivência. Relativamente ao barulho, Telma diz imediatamente: “Este é um bloco muito calmo, mas o principal, onde eu estive no ano passado…”. A residência Afonso Lopes Vieira (Edifício A) é o edifício onde se situam os espaços comuns como a lavandaria, a sala de estudo e o bar, o motivo do aborrecimento da aluna: “O meu quarto era por cima do bar, às 8 horas da manhã já estava acordada e às vezes eram 4 horas da madrugada e ainda se ouvia barulho.” Quando pensa em aspectos negativos, Miguel Oliveira, aluno da Escola Superior de Edu-
cação, refere também o barulho. Já para Carina, que diz não ouvir nada por ter o sono pesado, um ponto a melhorar seria a responsabilização pelas zonas partilhadas, uma vez que “existem pessoas que ainda não perceberam que têm de limpar o que sujam, porque é um espaço comum”. No primeiro ano que Telma esteve na residência aconteceram situações desagradáveis, como o desaparecimento de alimentos. A partir daí, todos os estudantes passaram a ter a chave dos espaços comuns da sua ala, como a cozinha. Assim, se houver algum problema, será mais fácil saber quem é o responsável. Os próprios estudantes têm colaborado na resolução destas situações através da Comissão de Residentes, que é constituída por um representante de cada ala, eleito pelos colegas. Segundo os SAS, “os estudantes alojados têm, até à data, tido a capacidade de resolver os problemas que se geram na sequência da vivência ao longo do ano lectivo”. “A boa gestão, conjuntamente com a colaboração da Comissão de Residentes, tem sido essencial para a prevenção de conflitos e de situações que possam pôr em causa o bom funcionamento das residências.”
Seguir as normas No Regulamento de Funcionamento das Residência de Estudantes constam como infracções fumar, utilizar ferros de engomar e outros aparelhos eléctricos nos quartos sem autorização dos SAS, bem como a entrada de pessoas
estranhas além da sala de convívio, a não ser com autorização prévia. Quanto à divisão entre alas masculinas e femininas, que existe em todas as residências (excepto na de Peniche, que é mista), João diz não se importar, já que existem salas de convívio onde podem estar todos juntos. “Não posso pensar só no meu bem-estar, tenho de pensar nos outros”, afirma Telma, acrescentando que para poder estar na residência a estudar “há alguém a pagar.” Segundo informações do SAS, o financiamento é proveniente das receitas resultantes da cobrança da mensalidade base paga pelos estudantes bolseiros (15 por cento do salário mínimo nacional), das mensalidades dos não bolseiros e de outras receitas próprias dos SAS. Os serviços acrescentam que a despesa mensal inerente à manutenção das residências, nomeadamente, gás, água, luz, pessoal e produtos de higiene, ronda os 11.400 euros.
Sempre acompanhados Fazendo uma apreciação global, Telma considera que as residências de Leiria são muito boas, melhores do que esperava. Ainda assim, refere que melhorava a cozinha. “Era importante ter mais frigoríficos, uma mesa maior e mais espaço para pormos as nossas coisas”. Os alunos apontam o pior e o melhor das residências, mas afirmam gostar de lá estar. João diz estar bem “porque a higiene é uma constante”. “Gosto. Estou perfeitamente à vontade, estou a poupar dinheiro aos meus pais”, afir-
ma Carina. Também para Telma compensa mais ficar alojada na residência do que numa casa arrendada, mas o melhor é o convívio. “Tenho amigas aqui. Não são da minha turma, não são as que andam comigo todos os dias, mas sim as que me apoiaram em bons e maus momentos e que sempre me ajudaram muito”. Nunca estar sozinho e poder conviver é, também para Miguel, o melhor das residências.
Procura ultrapassa oferta Segundo os SAS, o alojamento para estudantes tem sido considerado uma prioridade, na medida em que permite “superar desigualdades económicas e sociais” e “assegurar a igualdade de oportunidades de acesso, frequência e sucesso escolar” aos estudantes que entram nas escolas do Instituto Politécnico. Em Caldas da Rainha, por exemplo, a entrada em funcionamento da residência feminina, com capacidade para 111 estudantes, permitiu que, além dos alunos bolseiros, seja possível alojar estudantes não bolseiros. Mas, em Leiria e Peniche, a procura tem ainda sido superior à oferta. A selecção das candidaturas é da responsabilidade dos SAS e é realizada com base em factores como rendimento do agregado familiar, distância da localidade de origem, aproveitamento escolar, sendo que para os estudantes de 1º ano estão reservadas 25 por cento das vagas existentes.
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PEDRO SANTOS
Está a dar
Jovens Empreendedores
Célia Sousa
IPL destaca-se no Concurso Nacional de Ideias
Trabalhar para a inclusão
ÂNGELA DUARTE
Dois dos cinco projectos vencedores no âmbito do Concurso Nacional de Ideias, promovido pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e pela Academia dos Empreendedores, são da autoria de estudantes do Politécnico de Leiria. As duas ideias foram seleccionadas por uma equipa de consultores da ANJE, e estavam entre as 25 propostas do IPL. RIA- Restauração Infantil e Animação e SIPT- Sistema de Interrupção da Programação Televisiva foram as
ideias empreendedoras apresentadas por estudantes da Escola Superior de Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) de Leiria, respectivamente. Desafiados por docentes, os alunos aventuraram-se neste novo desafio. Inês Fernandes, promotora do projecto SIPT, afirma que “o reconhecimento nacional ultrapassou todas as expectativas, mostrando ser uma ideia com bastante potencial”. O grupo vencedor deste projecto, que frequenta o curso de Organização e Gestão de Empresas, adian-
ta ainda ter a intenção de dar continuidade a esta ideia. Com o objectivo de incentivar o empreendorismo, o IPL e a ANJE estabeleceram uma parceria para incentivar a capacidade empreendedora dos estudantes. A ideia passa por colocar os alunos em contacto com a realidade, estimular a iniciativa e saber como enfrentar o mercado de trabalho. Os cinco grupos vencedores receberam uma acção de formação no Porto e um certificado de jovem empreendedor do ano como prémio de participação.
Convocados para a selecção
Atletas do IPL em defesa de Portugal MÁRIO RUI VENTURA
MÁRIO VENTURA
Depois de na última época o desporto do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) ter ganho novos títulos a nível nacional, o novo ano traz agora mais novidades, nomeadamente ao nível das chamadas às selecções nacionais de cada modalidade. A equipa de Andebol Feminino é o melhor exemplo deste facto: depois de se ter sagrado campeã nacional universitária em 2005/2006, Raquel Pinho, do curso de Relações Humanas e
Comunicação no Trabalho da Escola Superior de Educação (ESE) estreiase agora em convocatórias para a selecção nacional da modalidade, seguindo as pisadas da sua companheira de equipa Ana Lúcia Pedrosa, também da ESE mas do curso de Educação de Infância. Aos 23 anos, Raquel Pinho, que representa também a Juventude Desportiva do Lis há 9 anos, começa o ano com uma chamada à selecção nacional universitária de andebol feminino, depois de se ter distinguido como uma das melhores
guarda-redes da época passada. O IPL vai estar representando também nas selecções masculinas: Rui Peixoto, aluno de Engenharia Electrónica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, e jogador da equipa de futsal masculino do Instituto que tem dado boa conta de si nos últimos campeonatos nacionais, foi convocado para a Selecção Nacional que se prepara para disputar o 10º Campeonato Mundial Universitário de Futsal, a decorrer na cidade de Poznan, na Polónia, entre 28 de Agosto e 3 de Setembro deste ano.
PEDRO SANTOS
O que mais a estimula é “tentar fazer mudar mentalidades e mostrar que todos somos válidos”. É este o espírito de Célia Sousa, coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital – CRID, que iniciou a sua actividade no dia 7 de Dezembro na Escola Superior de Educação de Leiria. Mais do que um espaço dotado de tecnologias e equipamento informático para cidadãos com necessidades especiais, o CRID é um local onde se abrem portas, se constroem esperanças e se forjam sorrisos. Foi por essa razão que Célia Sousa aceitou o desafio de implementar e coordenar o CRID. Se o receio e a responsabilidade de levar a cabo um projecto de tanta responsabilidade não a aliciaram de princípio, o gosto pela investigação e o objectivo final do projecto fizeram-na reconsiderar. Impôs a si mesma a primeira semana de Dezembro para inaugurar o Centro. E assim fez. Quando se formou, era mais uma professora. A curiosidade fê-la participar num seminário sobre ensino especial. Daí a ser convidada para projectos na área e coordenar outros tantos foi um passo. O sucesso do projecto já lhe preenche a agenda e os convites para apresentar o CRID chegam de Espanha, Canadá e até Japão. É a representante do IPL no EDEAN, um grupo de pressão e de investigação internacional na área das necessidades especiais, e tem recebido elogios de toda a parte. Contudo, para Célia Sousa, “o mais gratificante é o sorriso de felicidade das pessoas que ajudamos aqui”.
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FOTOS: DR
Sentado no mocho Sentou, vai ter k explicar António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF
“Nunca me vendi, nunca fiz música pimba nem música a metro”
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CLÁUDIA MONTEIRO, DANIEL PEREIRA E MICAELA JORGE
Com 28 anos de carreira, António Manuel Ribeiro, 51 anos, vocalista dos UHF, prepara, este ano, o lançamento de três discos: um de originais, uma colectânea e um DVD. Mas não se fica por aqui. Momento a Seguir é o nome do livro de poemas originais, apresentado a 14 de Dezembro
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Acabou de comemorar 28 anos de carreira com os UHF. Que balanço faz? Não gosto muito de comemorações. Há alguns anos apeteceu-me acabar com a banda: foram formações desastrosas, com pessoas agarradas a drogas duras. Foi um mau bocado. Num País onde tudo é difícil, as pessoas não reconhecem o músico como profissional. Hoje, as coisas são mais consistentes, mas, ainda assim, não é fácil ser músico num País em crise económica. O que pensa do actual panorama da música portuguesa? A música reflecte o estado geral do País: desarticulado e de mentira constante. Há músicos que querem gravar discos com base em subsídios. Por isso, a música em Portugal está em desespero. A pirataria informática também prejudica as vendas de CDs. Somos uma sociedade onde falta muito em democracia, respeito e decência. Em Portugal, por cada disco gravado, vendem-se dez discos virgens. Os “chicos espertos” acham-se o máximo por ouvir música sem pagar. Mas isto não pode durar para sempre, porque custa milhares de euros gravar um disco. A rádio é também uma mentira pegada, um baú de canções. As rádios são comandadas por consultores estrangeiros, que nada percebem de português. Se há algo que matou a música foram as playlists. Estamos à espera de alguém, com ideias independentes, que crie uma rádio diferente. A moda de cantar em Inglês é uma das causas para as rádios não tocarem música portuguesa. Concorda? Às vezes. Não sei porque é que os meus colegas cantam em Inglês, a não ser que seja para exportar. Como não é, acho uma patetice. Na língua inglesa escrevem-se as
maiores vulgaridades com o ar mais nobre do mundo. Sou muito meticuloso e regrado. Os UHF apostam num discurso musical adequado ao País: falamos de coisas concretas nacionais. Há uma mania de que é moda cantar em Inglês. É aí que está o problema. A moda faz vender e a mania não! Compôs “Sou Benfica”. Como surgiu esta oportunidade? O convite surgiu em 1999, por parte de uma das claques do Benfica, mas a música já estava escrita há dois anos. A canção presta homenagem ao clube e também ao meu pai, que tinha morrido recentemente. Foi ele que me levou para o Benfica. “Sou Benfica” é uma canção muito positiva. Sou desportivista acima de tudo e o futebol é para nos divertirmos, sem guerras entre clubes. Teve algum significado especial interpretar esta canção?
Cantar no Estádio da Luz é fantástico. Houve momentos em que tremi. E eu sou um homem experiente. Arrepio-me muitas vezes com o cântico que as pessoas fazem com a minha música. Quando o antigo estádio foi abaixo, os UHF foram o último grupo a tocar lá. Na altura, desafiei as pessoas a cantar de pé. De repente, vejo 60 mil pessoas a levantarem-se. Senti-me pequenino: fiquei marcado pelo lado positivo e emocional. Qual a sua relação com os concertos? Actualmente, gravam-se discos para promover espectáculos. Charlie Watson, baterista dos Rolling Stones, disse numa entrevista, que vendiam cada vez menos discos, ou vendiam os suficientes para fazerem concertos, o que já se passa em Portugal há muitos anos. As letras das músicas são todas da sua autoria? Sim, menos duas letras e meia. Uma
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Na língua inglesa escrevem-se as maiores vulgaridades com o ar mais nobre do mundo.
Os “chicos espertos” acham-se o máximo por ouvir música sem pagar.
Houve momentos em que tremi na Luz. E eu sou um homem experiente.
escreveu o Tó. Outra escolhi de uma série de poemas oferecidos por uma amiga. A letra de Matas-me com o teu olhar é minha e de outro rapaz. Como surge a sua inspiração? A inspiração vem do sistema em que estou inserido e, por isso, sou violento a escrever. A composição tem a ver com inspiração e, sobretudo, com trabalho. Mas eu não me obrigo a escrever. Já o fiz, mas não gosto: ainda respeito a inspiração. Defino a inspiração como uma amante a quem demos a chave de casa, que se foi embora e só entra quando lhe apetece. De que forma surge a escrita na sua vida? Na adolescência escrevi dois livros e rasguei-os. Eram um pouco premonitórios da minha vida. A escrita constante surge por vontade de imitar, mal [risos], José Afonso. Se o amor fosse azul que faríamos nós da noite? Porquê este título para o livro? Há coisas que não vou explicar. Um amigo diz que a poesia não se explica, implica. Qual a actividade com que mais se identifica – a música ou a escrita? Coabitam. Ambas fazem parte da minha vida. Só a pintura é que abandonei por completo. Recentemente, acabámos os coliseus e as digressões. Como o meu novo livro saiu a 14 de Dezembro, tive de me fechar em casa e começar a trabalhar. Chama-se O Momento a Seguir e aposta em poemas originais. De momento também estou a seleccionar canções para uma colectânea e, em breve, começo a trabalhar diariamente num livro de contos, que pretendo lançar em Maio. Podemos esperar um romance? Sim, mas está parado na página 38, há quatro anos. Já há personagens e alguns lugares, mas tenho de escrever todos os dias porque senão perco-me. Para fazer um romance tenho de parar o resto e agora não tenho tempo. Talvez daqui a uns meses. Está a desenvolver outros projectos? Estou a escrever um livro de contos, em prosa. Ainda não sei que temáticas vou abordar. Tenho um lado muito mordaz, pois as pessoas vivem divididas entre o trabalho e as prestações. Passam o tempo a lamentar o passado, a projectar o futuro e não vivem o presente. Na música, tenho três discos para fazer: um de originais, uma colectânea e um DVD. Além disso, temos
também o encontro anual de fãs na Costa da Caparica. Consegue-se viver só da música? Vivo só da música e os outros elementos da banda também. Para ser músico, em Portugal, é necessário perceber o País. Há uma idiossincrasia nacional em tudo, inclusive na arte. Sou músico mas não sou coitadinho. Nunca me vendi, nunca fiz música pimba nem música a metro. Tenho a minha identidade e há uma série de pessoas que gostam, senão não estava cá. Não tenho subsídios, só tenho os rendimentos que a música me dá. Qual a sua relação com a política? Já fui mais participativo. Fui deputado municipal em Almada, como independente, e foi interessante conhecer o outro lado da vida política. Mas nunca tive gran-
de estômago para isso. Sou um grande crítico e estou sempre na oposição. Recentemente, participei na campanha de Manuel Alegre, porque me revi no seu discurso. Recorda-se de algum episódio engraçado com os UHF? Numa viagem a Angola, pediram-nos para tocar em Luanda, onde iriam estar representantes do Governo português. Estava uma banda a fazer os ensaios de som e, de repente, começam a ouvir-se uns ruídos em palco. Era o público, que estava farto da música, a atirar-lhes pedras! Actuámos em seguida e, nessa altura, senti que era preciso coragem. Não tenho muita relação com a música africana, mas fiz um repertório diferente e as 40 mil pessoas presentes, que não conheciam a nossa música, receberam-nos maravilhosamente.
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Dois prémios para a ESTG António do Rosário Macedo, aluno do 3º ano do curso de Organização e Gestão de Empresas da ESTG, venceu o primeiro prémio Luiz Chaves de Almeida - 2006, pela Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade (Apotec) no valor de mil euros com Em torno do Justo Valor. O trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de estágio, sob a orientação da professora doutora Natália Canadas. Foi também atribuído a Liliana Pimentel, docente do Departamento de Gestão de Empresas da ESTG, o segundo prémio do Concurso Aberto, realizado no âmbito do Prémio Luiz Chaves de Almeida. O trabalho premiado tem como título A aferição da qualidade do resultado: Uma análise para empresas cotadas na EuronextLisboa. Trata-se de um excerto da tese de mestrado da docente, sob a orientação da professora doutora Natália Canadas. A entrega do prémio terá lugar no dia 1 de Março, na Culturgest, aquando da realização da XIII Jornada de Contabilidade e Fiscalidade da Apotec.
ESEL
Associação de Estudantes e Núcleos tomam posse No dia 11 de Janeiro decorreu a cerimónia de tomada de posse da Associação de Estudantes da ESEL (AE ESEL) e dos Núcleos dos cursos de Comunicação Social e Educação Multimédia e de Turismo. Paulo Marques, anterior Presidente da AE foi substituído por Pedro Santos, estudante do 2º ano do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia. Os Núcleos são uma novidade na ESEL. A ideia é que todos os cursos possuam o seu próprio Núcleo, de modo a que “os alunos ganhem força e representatividade”. No entanto, “as duas listas que tomaram posse foram as únicas apresentadas”, comenta o novo Presidente da Associação de Estudantes. Um Núcleo consiste num conjunto de alunos de um mesmo curso que se unem e que “ficam responsáveis por organizar conferências, debates, eventos académicos, como é o caso dos desfiles, quer da Recepção ao Caloiro, quer da Semana Académica”, explica Pedro Santos. Dentro desse grupo não existe hierarquia. O grande objectivo é criar uma ponte que permita perceber melhor as necessidades dos universitários. Se os estudantes de Turismo, por exemplo, sentirem alguma dificuldade, transmitem-na ao seu
PEDRO JERÓNIMO
MÍRIAM GIL
Pedro Santos, o segundo à esquerda, em baixo
Núcleo que, por sua vez, se encarrega de participar a informação aos responsáveis pela AE. “Existe, assim, uma melhoria na comunicação. Por isso, é do interesse da Associação de Estudantes que se desenvolvam estas iniciativas porque, por muito que queiramos, não temos noção das necessidades de todos os cursos. A ESEL já não é uma escola só de Educação e, por isso, a cada dia surgem novas necessidades que têm de ser satisfeitas”, esclarece Pedro Santos. Para este ano, a Associação de Estudantes tem como grande objectivo lutar
pela união e por uma maior participação dos alunos. “Só assim conseguimos fazer-nos ouvir junto da Direcção da escola, junto dos Serviços de Acção Social e junto do próprio IPL. É o meio mais viável e legítimo para reivindicarmos melhores condições para a ESEL”, sublinha o Presidente. Além disso, os estudantes não esquecem que em 2007 a AE completa 20 anos, sendo a mais antiga do distrito. Apesar de ainda não estarem definidos os moldes, fica a promessa de uma gala de comemoração do vigésimo aniversário.
Concurso de estratégia e marketing Miss Alibi
As inscrições para o EDP University Challenge 2007, concurso destinado a estudantes universitários, prosseguem até 28 de Maio. O objectivo da iniciativa é desenvolver um projecto na área de estratégia e marketing.
Alunas da ESE ganham concurso Avaliadas ao longo das eliminatórias pelo seu desempenho em várias provas, duas alunas da ESE (Letícia e Inês), conquistaram, respectivamente, o primeiro e segundo prémios do concurso Miss Universidade U. 94 Alibi. A concorrente Maria João, aluna do ISLA ficou em terceiro lugar. Esta iniciativa das quatro associações de estudantes das escolas superiores de Leiria (ESE, Isla, Escola Superior de Saúde e Escola Superior de Tecnologia e Gestão) contou com o apoio da Rádio 94 FM e discoteca Alibi. As claques também foram avaliadas e a mais animada (apoiante da aluna Inês) ganhou uma viagem para seis pessoas, com destino ainda a definir.
Imagine Cup
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FOTOS: VERONICA FERREIRINHO
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Incentivar o uso da imaginação e criatividade para a criação de inovações tecnológicas que possam fazer a diferença no mundo actual é o objectivo do concurso Imagine Cup, destinado a estudantes. Mais informações em: http://imaginecup.com/d efault.aspx e/ou o Gabinete de Projectos do IPL.