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ร‰ COMPROMISSO O rap estรก vivo no RS

Airan Albino e Guilherme Jaeger


O que é rap? Por Guilherme Jaeger

Rap é música. É movimento. É o flow que te prende ao ritmo da batida. É a batida que te faz prestar atenção nas palavras do MC. É o DJ ou produtor que puxa do fundo do baú uma música dos anos 40 e transforma em um som tocado em todas as boates. Mas rap é mais do que isso. Rap, acima de tudo, é compromisso. Com a verdade? Não exatamente. Há muito tempo isso deixou de ser requisito. Com as gravadoras? Pode até ser, mas não deveria. Na verdade, para cada um de nós, como qualquer forma de expressão, o rap tem um compromisso todo pessoal. Portanto, só posso falar por mim. E para mim, o compromisso do rap é contar uma boa história. Talvez por isso seja o tipo de música favorito deste jornalista. Seja o problema social ou a boate pegando fogo, um bom rapper é capaz de contar uma história melhor do que em qualquer outro gênero musical. Se no fim da música (de 3, 5, 10 minutos, não importa) eu me sentir entretido e com a mensagem na cabeça, a missão do MC foi cumprida. Para outros, pode ser diferente. E é por isso que estamos aqui. Para deixar que quem faz rap aqui no Rio Grande do Sul fale. Convidamos gente, conhecida ou não tanto, que vive a cultura hip-hop daqui. Que sabe do que precisamos. Que tem consciência do que falta para que o gênero se alavanque. Será que dá para viver de rap no nosso país? Qual é o melhor ponto gaúcho para se ouvir rap? O que nos falta para alcançar o nível do resto do país, e do berço do rap, os Estados Unidos? Por fim, o que vai ser para sempre associado com o rap? Nossos entrevistados deram respostas às suas maneiras. Não há um jeito certo para todos. O compromisso do rap, afinal, é diferente para cada um de nós que ouve, aprecia e canta junto. Que decora todas as letras, por mais complicadas e longas que sejam. Que procura músicas todo o dia em busca daquela batida perfeita de D2. Para quem quer uma mensagem inspiradora. Ou para quem apenas quer ouvir e se sentir bem. O rap é compromisso. Qual é o seu?


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Milianos Grupo de rap portoalegrense. Foi formado em 2010 pelo Músico Compositor e MC William Flores (Will Zifí) e pelos Músicos Letristas e MCs Jefferson Walter, Pedro Kling (Pedro Alem) e William de Moraes(Shésk).


Jefferson Walter

Viver de rap no Brasil: É muito difícil. A maioria do pessoal não tem exposição em mídia. Faz por amor, pelo gosto com a arte e a tentativa de transportar essa ideia. E na época em que vivemos o rap está em ascenção, porém mais voltado para o eixo Rio-São Paulo, que investe bastante em mídia. No Rio Grande do Sul ainda não temos um espaço.

Mudanças no gênero: O rap que nasceu nos anos 90 tinha um outro direcionamento, e a forma de abordar assuntos de cunho social nao era a melhor possível, o ataque verbal feito por esses grupos, em algumas vezes, parecia ofensivo demais e sem muito conhecimento. Abordar temas socias com bases no assunto e entendimento do que está se falando é a melhor forma de alcançar os objetivos. A mensagem fica mais clara e convicta.

Rap americano x rap brasileiro: 

FOTO: Arquivo pessoal

O maior ponto negativo, de certa forma é positivo. Aqui no Brasil não temos tanta visão e apoio da mídia e de imagens como o rap tem lá na gringa e como o Funk tem aqui. Mas de certa forma, para quem vive e aprecia essa cultura, entendo como postivo, pois se tivessemos este apelo aqui, muita gente sem talento ia estar '' usando'' a cultura hip-hop para se alavancar 3


musicalmente. E com o cenário que temos aqui, vemos que quem consegue chegar a outros niveis com o rap, tem de ter muito talento e persistência. Melhor terá de ser o rapper. Hoje, ambos tem bons produtores. O rap está bem servido no quesito de produção aqui no Brasil, então para um MC que não tem muita experiencia em produção, e quer fazer seu primeiro som, não é mais um bicho de sete cabeças como era há um tempo.

Milianos - Carta Magna VÍDEO: Arquivo pessoal

Rap no Rio Grande do Sul: O rap aqui no Sul surgiu mais nos anos 2000 mesmo, na época do Da Guedes, que foi o 1º grupo Gaúcho a conseguir uma ascensão nacional. Hoje em dia a safra dos pampas vem com muita força, qualidade nas letras e buscando espaço. O que atrasa ainda é estar descolada do eixo, onde as coisas acontecem. Mas em questão de qualdiade é uma das gerações mais fortes, tanto no Rio Grande do Sul como em Santa Catarina e no Paraná, onde a cena local é muito boa. Em Porto Alegre e região metropolitana o rap sofre muito por não ter lugares para os encontros. A Cidade Baixa era o coração, quando ainda existia o ''Entre Bar'', onde rolavam as batalhas de MCs, a galera se encontrava lá. Hoje em dia temos ótimos grupos e ideias, mas sofremos com a falta de apoio e estrutura. Um movimento legal de ressaltar é a Batalha do Mercado, que ocorre no último sábado do mês, no Mercado Público. O pessoal se encontra, troca informaçoes, cultura, e rima em duelos, onde na qualificatoria o melhor vence e leva prêmios. É onde o rap não morreu ainda. Em relação ao nosso Estado, a cidade onde com melhor movimento é Pelotas. O pessoal lá é unido, e existem muitos lugares para festas e bailes.

Para ti, o rap sempre estará associado a: O rap, para mim, é e sempre será associado a passar uma idéia construtiva e positiva. É a expressão da alma, a forma 4


como consigo transmitir um pouco de mim e interagir com pessoas sem mesmo conhecê-las. Associo o RAP com a verdade, com o sentimento e com a inteligência para formar rimas coesas que chamem atenção para a idéia certa.  
  

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O.C.L.A. O grupo O.C.L.A. (Organização Celestial do Livre Arbítrio) é de Novo Hamburgo-RS, formado por Pedro DOM (Multiinstrumentista e Produtor), Zilla Sonoro (MC e Beatmaker) e Patrick Bass (Contrabaixo).


Zilla Sonoro

O.C.L.A. - Nóia Skate Rap

VÍDEO: Arquivo pessoal

Viver de rap no Brasil:

FOTO: Arquivo pessoal

Muito difícil. Exposição da mídia, seja por rádio, televisão, internet, etc, é essencial nos tempos de hoje para divulgação do rap, feito na sua grande maioria por artistas independentes e que não contam com o famoso jabá das gravadoras. Viver de rap é o sonho da maioria. Porém muitos não sabem o que é preciso para viver disso. É tudo muito empírico ainda. Poucos 7


artistas conseguem isso hoje no Brasil, e se assim o fazem, muito vem da utilização das redes sociais como Twitter e Facebook. Hoje é possível também ver muitos desses artistas em novelas, programas de TV e em eventos relacionados a grandes marcas e empresas.

Mudanças no gênero: Estagnamos, perdemos público. A origem do rap é o protesto, o ponto forte de suas letras sempre foi a crítica social. Só que esqueceram de que é um estilo musical, e música é diversidade. Com o crescimento no padrão de vida das classes mais baixas da sociedade brasileira, com esse maior acesso a coisas até então distantes como casa própria, carro, maior crédito para financiamentos, essa classe também sentiu necessidade de falar sobre outros assuntos que não fossem sofrimento e dificuldades. Querem cantar sobre o mundo, sobre física, sobre festas, não importa o assunto. E isso sempre foi encarado de forma errada pela ala mais conservadora do rap. A música já é uma ferramenta de integração e de transformação social, ou seja, ela por si só basta. Não se precisa controlar o assunto em si. 

Rap americano x rap brasileiro: Acho que o nosso principal ponto de melhora é a produção. O pessoal que produz músicas hoje no Brasil, em matéria de qualidade não deve em nada para os gringos. Além disso, te-

mos um maior intercâmbio. Muita gente daqui está produzindo para artistas americanos, e vice-versa.

Rap no Rio Grande do Sul: Existem muitos grupos e MCs de qualidade, com um material bom e correndo atrás. É um público pequeno em comparação a estados como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, que são os pólos do rap no Brasil hoje. Ainda não é possível viver de rap no RS, mas também não é preciso chamar atrações nacionais para levar o público as festas, como acontecia há uns anos atrás. A mídia é feita em grande parte pelos próprios artistas, na internet, ou pelos poucos, mas essenciais, blogs e sites do gênero. As casas noturnas tem aderido e os shows tem acontecido cada vez mais. Porto Alegre ainda é o melhor point do Estado, pelo grande número de festas e eventos relacionados, público e diversidade de locais. Em POA o rap acontece em escolas, bares, sociedades, praças e ruas. Seja uma batalha de Freestyle na Praça XV, como é a Batalha Do Mercado , no Cohab é Só Rap movimentando milhares de pessoas, nos pubs da Cidade Baixa onde acontecem as festas Hot!, Rap Como Le Gusta, entre outras. Nas vilas, associações de bairro, rádios comunitárias, ruas. Na região metropolitana destaco Esteio, onde existe a A.H.E (Associação de Hip Hop Esteiense), que organiza diversos eventos e atividades culturais ao longo do ano. Além de Esteio, tem Canoas, Alvorada, São Leopoldo e Gravataí. O rap gaúcho passa por um mo8


mento de renovação, inserindo novos adeptos à sua realidade e assim lhe dando uma nova cara. Renovação no modo de pensar e agir.

Para ti, o rap sempre estará associado a: Conhecimento, a busca da evolução, a manter-se pensante. Revolução Através das Palavras. Associado ao respeito, ao amor e a igualdade.

O.C.L.A. - O incrível som da percussão

VÍDEO: Arquivo pessoal

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Tio Scooby Tio Scooby é rapper e jornalista. Hoje é respeitado por seus esforços para manter viva a cena gaúcha. É sócioproprietário da Infame Sounds. Um artista independente, seguindo a filosofia do rap. 


Tio Scooby

Ensaio do álbum “Enquanto Vocês Ficam de Ladaia Noiz Trampa” - Tio Scooby

VÍDEO: Arquivo pessoal

Viver de rap no Brasil: FOTO: Arquivo pessoal

Cara, isso depende muito da tua forma de trabalhar o rap. Nem todo mundo faz pra viver do rap. Outro dia postei uma definição, na minha visão é claro, sobre rappers e MCs. E finalizei dizendo que rappers tornam-se famosos, e MCs tornam-se re11


speitados. Acredito que antes de nego querer viver de rap, vai ter que primeiro viver o rap! Sobre depender da exposição na mídia para viver do rap, o Racionais é o melhor exemplo. Mas não só eles, e sim o hip-hop como um todo. Afinal, a cultura das ruas tomou o mundo sem que a mídia percebesse e, agora que conhecem o poder que o hip-hop tem, acham que precisamos dela para seguir em frente. O livro "A cauda longa", do Chris Anderson, fala algo que tem relação com isso. Existe público para todos, do mainstream ao underground, basta saber conquistá-lo.

Mudanças no gênero: O rap brazuca ainda mantém as raízes do verdadeiro hip-hop. O maior problema ainda é a desinformação. Como falar de riqueza se nada disso é verdade? O rap nasceu como forma de dar voz aos que não a tinham. Para amenizar a dura realidade vivida nos guetos norte-americanos e, por consequência disso, espalhou-se pelo mundo com o mesmo propósito. Não é uma questão de gênero musical, e sim de uma cultura voltada às pessoas mais vulneráveis. A evolução se dá de forma natural. Quando as coisas estiverem melhores para os que precisam. O rap não estagnou, apenas continua fazendo a parte que a ele compete, levar a mensagem aos que precisam dela. 

Rap americano x rap brasileiro:  

Não existe comparação. O rap de lá é a realidade de lá, o daqui fala da realidade daqui. São coisas completamente diferentes.

Rap no Rio Grande do Sul:  Ainda estamos atrasados. Precisamos ser mais profissionais. Não só na questão financeira do "ah, eu ganho tanto por show", e sim nas questões técnicas e de respeito para com o público. Outra coisa que existe é a supervalorização de artistas de outras localidades. Deixamos de lado aquilo que é feito em casa. Existem ótimos raps feitos no sul do Brasil, mas ainda somos reféns do que a mídia nos impõe. Na capital e região metropolitana já foi muito melhor. Não havia tanto jogo de ego e imagem antes. Mas vejo que em toda a cidade tem focos de resistência do rap. Não tem como destacar esse ou aquele ponto. Em todo canto da cidade e do Estado, há pessoas envolvidas não só com o rap, mas com o hip-hop em geral, que respeitam e mantém a cultura viva. Aí é que está a força. Vida longa aos verdadeiros.

Para ti, o rap sempre estará associado a: Verdade. O rap sempre vai estar ligado à verdade, à mensagem. As pessoas um dia vão entender a importância da música, da cultura hip-hop. Dizer que tu tem um carro e tu não tem, que anda com as minas todas do baile e não anda, que gasta pacotes de dinheiro e na verdade nem pra viver tem, isso 12


não é rap, não é a mensagem que as pessoas precisam. Muita gente ainda precisa ser "salva". Precisa ouvir uma palavra de força, de incentivo. Sou o que sou, estou onde estou hoje por causa do hip-hop, por causa do rap. Sentei nas nas mesmas cadeiras que tu senta hoje por causa do rap, que me cobrou o estudo e a evolução.

Tio Scooby - Verdades

VÍDEO: Arquivo pessoal

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DJ’s DJ Feijão está há mais de 10 anos na noite portoalegrense. Participou de projetos como a Quinta Black do Meketreff Pub. Fabrício Dick Jay está na ativa desde 2006 e é um dos organizadores do baile Rap Como Le Gusta. Deejay Madruga é presença certa nas festas da cena, como a Crème de la Crème e a Hot.


Fabrício Dick Jay

Viver de rap no Brasil:   Tem que deixar isso claro: sim, é possivel ver do rap no Brasil. Na verdade, é possivel viver do que almejarmos na vida. Basta fazer da forma correta. rap tem sim muita exposição da mídia. Hoje em dia existem programas de TV e radios que focam excusivamente no rap. A tendência que cada vez mais esse espaço cresça. Com todo esse crescimento do rap o número de pessoas que curtem cada vez mais aumenta as festas lotam.

Mudanças no gênero: Acho que não mudou muito. O rap, ou melhor, a cultura hip-hop tem uma função social muito importante. A cultura está invadindo com muita força as escolas e os bairros. Existem oficinas de hip-hop em varias escolas. E claro, é muito melhor ocupar a cabeça da molecada com arte do quem com outras coisas ruins.

Rap no Rio Grande do Sul:

FOTO: Arquivo pessoal

O rap na região sul é muito forte e vem crescendo cada vez mais, muitos grupos e MCs de qualidade surgem quase todo dia. Shows de rap rola quase todo findi semana, mas ainda eu acho q poderia rolar bem mais. É dificil dizer um ponto, pra rolar o rap basta você estar numa esquina com seus amigos que 15


já vira uma roda de freestyle. Mas posso destacar uma festa de já vem há quase 3 anos , que é a festa HOT. Ah, e a Batalha do Mercado, que acontece no último sábado de cada mês na frente do Mercado Público. 

Para ti, o rap sempre estará associado a: Pra mim, o rap vai estar sempre a associado a trabalho e diversão. Trabalho porque levo muito a sério quando estou tocando ou organizando alguma festa. Diversão pois muitas vezes encontramos os amigos só nas festas e porque me divirto quando estou tocando. Seja como DJ da festa ou do grupo que faço parte.

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Deejay Madruga

Viver de rap no Brasil:   Acredito que dá para viver sim. É necessária uma certa exposição, mas não precisa ser muita. O resto nós fazemos.

Mudanças no gênero: Temos esse problema do preconceito. Até hoje o RAP brasileiro é rotulado como música de "mano", apesar de vários artistas e grupos fazerem um rap que fala de festa, diversão, etc. Acredito que tenha evoluído quando deu esse passo, pois assim abrange um público bem mais amplo. Diversidade é a chave.

Rap americano x rap brasileiro: Chega a ser covardia comparar. É outra realidade, outra cultura… Tem muito cara bom que faz rap aqui, mas não tem metade do reconhecimento, e estrutura, que um rapper de lá tem. Pelo menos nisso vemos, como um ponto positivo, o quanto gostamos de fazer rap, pois mesmo assim, com todas as dificuldades que temos na nossa realidade, seguimos fortes. FOTO: Arquivo pessoal

 

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Rap no Rio Grande do Sul: Já foi melhor em relação a mídia e quantidade de shows, em uma época que os próprios grupos organizavam festivais e festas com diversos shows com um público que, além de encher as casas, cantavam os raps. Mas em qualquer canto da cidade podemos encontrar alguém fazendo rap, seja na Cohab Rubem Berta, Restinga ou Moinhos de Vento. Mão acredito que tenha um bairro onde seja mais forte. 

DJ Babu and The Beatnuts + Da Youngstas [por DJ Madruga na Round One]

Para ti, o rap sempre estará associado a: Aprendizado, humildade e amor.    

VÍDEO: Arquivo pessoal

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DJ Feijão FOTO: Arquivo pessoal

Viver de rap no Brasil:  Acredito que é possível sim viver de rap no Brasil, mas apenas pra quem tem qualidade. Um excelente DJ, um bom MC com letras fantásticas e bons beats, os bons sempre vão ter seu espaço. O problema é que ter talento nesse ramo não é tudo, é preciso conhecer pessoas.

Mudanças no gênero: Muita gente fala que falta diversidade aqui, que o rap brasileiro estagnou. Eu penso que o rap nacional peca nesse sentido de variedade. Mas sobre o que falar se não for algo da sua realidade? Vivemos a nossa realidade e é dela que falamos.

Rap americano x rap brasileiro: O rap gringo é mais antigo e, por isso, mais maduro há tempos. Nas letras eles são mais flexíveis, falam de tudo o quanto é coisa, e no instrumental os beats tem mais ginga e groove que os nossos. Se o rap brasileiro sampleasse mais música brasileira a coisa seria diferente, teríamos um som mais genuíno. O principal lado negativo do rap gringo é a ostentação.  

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Rap no Rio Grande do Sul: Acho que aqui na região sul temos um grande potencial não explorado. Se compararmos com cerca de 5, 10 anos atrás, a cena diminuiu. Shows e festas estão mais escassos, pelo menos em Porto Alegre. A verdade é que ritmos como sertanejo, pagode, funk e outros estão bem mais expostos na mídia do que o rap, então fica difícil formar uma cena mais forte. Em POA temos que tirar o chapéu para os que fazem rap, como o Buiu da Festa Hot, o Dhomba Pub que abriu seu espaço, alguns excelentes DJs como Anderson, Madruga e outros. A Cidade Baixa ainda é um espaço para se aproveitar na cidade.

Para ti, o rap sempre estará associado a: Como DJ, para mim sempre vai estar associado ao conhecimento musical, a busca por ele, a vontade de sempre aprender mais sobre turntabalism, produção de beats, a arte de samplear etc.  

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É Compromisso