

SISTEMA DE DESSALINIZAÇÃO
NA REGIÃO DO ALGARVE
Preparar o Algarve para um futuro com água
DO MAR NASCE A ÁGUA QUE VAI PROTEGER O ALGARVE
DAMOS NOVA VIDA À ÁGUA DO MAR
DO MAR PARA AS PESSOAS
MAIS ÁGUA DOCE MAIS
FUTURO PARA O ALGARVE
FONTE DE VIDA, AGORA DIRETAMENTE DO MAR
UMA OBRA PARA TODOS
NÓS
TECNOLOGIA AO SERVIÇO DA SUSTENTABILIDADE
ESTAMOS A CONSTRUIR
UMA INFRAESTRUTURA QUE TRANSFORMA
ÁGUA DO MAR EM ÁGUA POTÁVEL


SISTEMA DE DESSALINIZAÇÃO
NA REGIÃO DO ALGARVE

Dono da Obra Consórcio ACE



A EMPRESA
A ÁGUAS DO ALGARVE
A Águas do Algarve tem como missão garantir o abastecimento de água para consumo humano em alta e o tratamento de águas residuais de acordo com os mais elevados padrões de qualidade e fiabilidade, num quadro de sustentabilidade económica, social e ambiental, na região do Algarve.
A Águas do Algarve é a entidade responsável pela gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento em toda a região algarvia, assegurando um serviço público essencial aos 16 municípios que serve.
Diariamente, e de forma contínua, 24 horas por dia, a empresa garante o fornecimento de água para consumo humano e o tratamento adequado e valorização das águas residuais, através de um sistema complexo e integrado de infraestruturas, que inclui barragens, captações subterrâneas, estações de tratamento e uma vasta rede de transporte e distribuição de água.
Mais do que assegurar um serviço essencial, a Águas do Algarve assume um papel estratégico na proteção dos recursos hídricos, na salvaguarda da saúde pública e na preservação do meio ambiente, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas e para a qualidade de vida na região.
Num território particularmente vulnerável às alterações climáticas, a empresa tem apostado no reforço da resiliência hídrica, apostando na diversificação de origens de água, na produção de água para reutilização (APR) e na implementação de soluções inovadoras eficientes e sustentáveis.
Paralelamente, desenvolve uma forte atividade na área da comunicação e da educação ambiental, próxima das comunidades, das escolas e dos diferentes públicos, com o objetivo de sensibilizar para o uso responsável da água e para a importância da preservação deste recurso vital. Integrada no Grupo Águas de Portugal, a Águas do Algarve afirma-se como uma referência na gestão sustentável da água, contribuindo ativamente para o desenvolvimento do território e para a construção de um futuro mais equilibrado, onde cada gota conta.
NUM TERRITÓRIO PARTICULARMENTE VULNERÁVEL ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, A EMPRESA
TEM VINDO A REFORÇAR A SUA ATUAÇÃO NA PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA HÍDRICA

ENQUADRAMENTO


DA NECESSIDADE - RESILIÊNCIA
A ESCASSEZ HÍDRICA
UMA NOVA ORIGEM DE ÁGUA PARA O ALGARVE
Historicamente, a região do Algarve enfrenta um problema estrutural de escassez hídrica, agravado pela ocorrência recorrente de períodos prolongados de seca, pela redução da disponibilidade de água nas barragens e aquíferos colocando em causa a garantia da continuidade do serviço público de abastecimento de água e o normal desenvolvimento das atividades económicas da região, turística, agrícola e urbana.
O Algarve enfrenta hoje um dos maiores desafios da sua história recente: garantir água suficiente para uma região em crescimento, num contexto de seca estrutural e de alterações climáticas cada vez mais importantes.
Uma região que acolhe mais de um milhão e meio de pessoas em época alta, que produz bens alimentares para os mercados europeus e que tem no turismo um dos seus principais motores, tem a responsabilidade acrescida de garantir a segurança e fiabilidade do abastecimento de água para as populações e as atividades económicas.
O Algarve caracteriza-se por escassez hídrica considerada estrutural, agravada pelas alterações climáticas e pela pressão turística sazonal.
A
Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve – EDAM – representa uma das respostas a este desafio. Com um investimento de 109 milhões de euros e entrada em operação prevista para 2028, esta infraestrutura transforma o oceano Atlântico numa fonte permanente e segura de água potável, independente das condições climátéricas e complementar às origens convencionais existentes.
O Plano Regional de Eficiência Hídrica 2020, identificou a dessalinização como medida estrutural prioritária para o abastecimento da região.
A EDAM SERÁ A PRIMEIRA ESTAÇÃO DE DESSALINIZAÇÃO DE ÁGUA DO MAR DE GRANDE ESCALA EM PORTUGAL CONTINENTAL, UM MARCO DE ENGENHARIA NACIONAL, UMA NOVA GARANTIA DE ABASTECIMENTO PARA O ALGARVE, INDEPENDENTE DAS CONDIÇÕES CLIMATÉRICAS



O DESAFIO
O ALGARVE E A ÁGUA: UM EQUILÍBRIO CADA VEZ MAIS FRÁGIL
O Algarve é uma das regiões da Europa mais expostas aos efeitos das alterações climáticas sobre os recursos hídricos. A conjugação de uma seca estrutural progressiva com uma procura de água crescente e altamente sazonal, coloca o sistema de abastecimento perante enormes desafios, o que torna urgente a diversificação das origens de água disponíveis.
O Algarve enfrenta hoje um desafio estrutural na gestão da água. Nas últimas décadas, a região tem registado uma redução significativa da precipitação, estimada em cerca de 20% nos últimos 20 anos, agravando-se para valores acumulados próximos dos 30% desde 2012, segundo dados de entidades nacionais como o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Este cenário reflete uma tendência clara: a seca hidrológica deixou de ser episódica e passou a integrar a realidade climática da região.
A este contexto soma-se uma procura de água particularmente exigente e complexa. O Algarve apresenta uma dinâmica marcada pela conjugação de fatores demográficos, turísticos, económicos e climáticos, que se traduzem numa elevada pressão sobre os recursos disponíveis. Não está em causa apenas o volume de água necessário, mas também a sua forte variabilidade
ao longo do ano, com picos muito acentuados nos meses de verão.
O sistema de abastecimento público depende essencialmente de três grandes albufeiras — Odeleite, Beliche e Odelouca — com uma capacidade de armazenamento útil na ordem dos 268 hm³. No entanto, ao longo da última década, marcada por anos consecutivamente secos, estes níveis têm ficado frequentemente abaixo do desejável, reduzindo a margem de segurança do sistema.
Paralelamente, as reservas subterrâneas apresentam sinais de crescente pressão. De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma parte significativa das massas de água subterrâneas da região tem registado estados quantitativos preocupantes, refletindo a sobre-exploração e a diminuição da recarga natural.




O DESAFIO
A pressão sobre o sistema é ainda intensificada pela sazonalidade. O Algarve conta com cerca de 492.747 mil residentes permanentes, de acordo com as estimativas do INE de 2025/2026) contudo este número aumenta substancialmente durante o verão, podendo ultrapassar 1,5 milhões de pessoas. Esta variação tem impacto direto no consumo de água, sobretudo em contexto turístico.
Importa sublinhar que o turismo representa cerca de 40% do Valor Acrescentado Bruto regional, sendo um dos principais motores económicos da região. A agricultura, igualmente relevante, contribui de forma significativa para a economia e para o emprego, sendo também um setor intensivo no uso de água.
Em termos quantitativos, estimativas recentes apontam para uma procura anual de água na ordem dos 230 a 240 hm³, muito próxima dos recursos atualmente mobilizáveis. Esta proximidade reduz significativamente a capacidade
de resposta do sistema face a períodos de seca prolongada ou a picos de consumo. As projeções indicam, uma tendência de aumento da procura, podendo atingir cerca de 250 hm³/ano, ao mesmo tempo que a disponibilidade hídrica natural poderá diminuir entre 10% e 20% nas próximas décadas.
Neste contexto, o consumo para abastecimento público representa cerca de 72 hm³ por ano, refletindo apenas uma parte da pressão global sobre o recurso.
Perante este cenário, torna-se evidente que o modelo tradicional de abastecimento, baseado essencialmente na precipitação, nas albufeiras e nas águas subterrâneas, enfrenta limitações crescentes.
Garantir água no Algarve deixou de ser apenas uma questão de gestão. É, cada vez mais, uma questão de adaptação a uma nova realidade climática e territorial.
>1 500 000
-34% redução de precipitação desde 2012 237hm3 procura anual de água (2021) 72% massas de água subterrâneas em situação crítica (dez. 2024)
pessoas no Algarve no verão



A solução para a Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve foi suportada por um extenso conjunto de estudos realizados desde 2020 – estudos preliminares, modelação da procura, avaliação multicritério de alternativas de localizações, estudo prévio e análise técnico-económica, e estudo de impacte ambiental. Estes estudos foram realizados com envolvimento institucional alargado e foram objeto de consulta pública no âmbito do procedimento de avaliação de impacte ambiental, culminando na adjudicação da empreitada de conceção–construção em 2024.



A SOLUÇÃO
UMA INFRAESTRUTURA PARA O FUTURO DO ALGARVE
A EDAM será a primeira estação de dessalinização de água do mar de grande escala em Portugal continental. A captação de água bruta é feita ao largo da praia da Rocha Baixinha, junto a Quarteira, através de duas torres submersas no fundo do oceano.
A tecnologia de osmose inversa, a mais amplamente utilizada a nível mundial, representando cerca de 70% da capacidade global de dessalinização, permite transformar água salgada do oceano em água potável que cumpre integralmente os padrões europeus. A integração de painéis solares para autoconsumo reforça o compromisso com uma produção energeticamente eficiente.
Sob gestão da Águas do Algarve, empresa do Grupo Águas de Portugal, a EDAM arranca com uma capacidade de produção de 16 hm³/ano, com possibilidade de expansão até 24 hm³/ano, à medida que as necessidades da região crescerem.
GRANDES NÚMEROS DO PROJETO
109 M€
extensão dos emissários submarinos
2 de captação
1 de rejeição
ano de entrada em operação capacidade inicial instalada
extensão dos microtuneis
2 x 500 m na captação
1 x 900 m na rejeição
extensão das condutas terrestres
4 800 m de água bruta
2 600 m de salmoura
O PROCESSO
COMO SE TRANSFORMA ÁGUA DO MAR EM ÁGUA POTÁVEL
O processo decorre em cinco etapas sequenciais, desde a captação no oceano até à distribuição num reservatório da Águas do Algarve. Cada fase é monitorizada em tempo real para garantir a qualidade e a eficiência do sistema.

01 02
Captação no oceano
03
Pré-tratamento Osmose inversa
Duas torres de captação submersas recolhem água diretamente do Atlântico.
A partir daí, duas condutas submarinas — cada uma com cerca de 2 km de extensão — transportam a água bruta até à estação em terra. A captação é feita a uma distância e profundidade que garantem a qualidade da água recolhida e minimizam qualquer interferência com a vida marinha.
Antes do tratamento por osmose inversa, a água passa por um conjunto de etapas de limpeza progressiva: gradagem para remoção de sólidos, coagulação e floculação para aglutinar partículas finas, flotação, filtração multimédia e microfiltração. O resultado é uma água clarificada, pronta para o processo principal.
Sob alta pressão, a água é forçada através de membranas ultrafinas que retêm o sal e os contaminantes dissolvidos, deixando passar apenas as moléculas de água pura. Os Dispositivos de Recuperação de Energia instalados reutilizam a energia da salmoura, reduzindo a potência exigida às bombas de alta pressão, com uma eficiência superior a 97%.
04
Pós Tratamento

A água produzida pela osmose inversa é depois mineralizada e ajustada para cumprir os parâmetros da Diretiva Europeia de Água Potável (legislação em vigor da qualidade da água para consumo humano). Esta etapa assegura as características adequadas ao consumo — incluindo sabor, odor e segurança microbiológica.


05
Transporte para reservatório da rede da Águas do Algarve
A água tratada é bombeada através de uma conduta elevatória para a rede multimunicipal de abastecimento em alta da Águas do Algarve, onde sofre uma mistura com água tratada de outras origens, integrando o sistema de distribuição que serve toda a região.
Praia da Falésia
Variação máxima entre a zona de captação e a praia da Falésia: 0,1 g/L

Zona dos recifes artificiais
Variação máxima entre a zona de captação e a zona dos recifes artificiais: 0,7 g/L
Zona de captação
Variação máxima na zona de captação resultante da descarga de salmoura: 0,2 g/L


AMBIENTE
O MAR EM BOAS MÃOS
Cada detalhe da EDAM foi pensado para preservar o equilíbrio do oceano. A salmoura resultante do processo de dessalinização é devolvida ao mar com sistemas que garantem a sua rápida dispersão e diluição.
O processo de dessalinização separa o sal da água. Esse sal é depois devolvido ao oceano de forma controlada. Os difusores instalados no fundo do mar, com bicos de pato a 8 metros de distância entre si e inclinados a 30°, garantem que a salmoura se mistura com a água envolvente. Os estudos científicos realizados, incluindo modelação tridimensional das correntes e da dispersão, confirmam que a variação de salinidade no meio recetor se mantém dentro dos limites estabelecidos no projecto.
Entre 500 m e 5km da costa
Variação máxima entre um ponto a 500 m do difusor e um ponto a 5 km da costa: 0,7 g/L
SALINIDADE
DO

Zona de captação e o fundo do mar
Variação máxima entre a zona de captação e o fundo do mar na zona de impacto da salmoura: 5 g/L
VARIA



ENERGIA
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E ENERGIA VERDE
Produzir água potável a partir do mar exige energia. A EDAM foi concebida para minimizar esse consumo, ao integrar uma unidade de produção de energia para autoconsumo.
Recuperação de energia
No processo de osmose inversa, a salmoura sai sob pressão elevada. Os Dispositivos de Recuperação de Energia aproveitam essa pressão e convertem-na em energia mecânica reutilizável, reduzindo a potência exigida às bombas de alta pressão. A eficiência deste sistema ultrapassa os 97% e não requerem manutenção adicional.
Todos os motores elétricos da EDAM cumprem o nível de eficiência IE3, designado Premium, e estão equipados com variadores de frequência que ajustam o consumo às necessidades reais em cada momento, eliminando desperdícios energéticos.
Para colocar em perspectiva: uma estação de dessalinização moderna consome cerca de 3 kWh por metro cúbico de água produzida. Isso equivale a dizer que a energia necessária para abastecer uma família de quatro pessoas durante um ano é semelhante ao consumo do seu frigorífico no mesmo período.
Produção solar para autoconsumo
A EDAM contará com uma Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC) com painéis fotovoltaicos, instalados para reduzir a dependência da rede eléctrica pública e diminuir a pegada ambiental da operação.
3,86 MWp
7,4 GW/ano
>97%
Potência prevista da instalação fotovoltaica
Energia renovável produzida no 1.º ano de funcionamento
Eficiência dos dispositivos de recuperação de energia no processo de osmose inversa



ENERGIA
SALVAGUARDA PATRIMONIAL E INTEGRAÇÃO
NO TERRITÓRIO
Construir para o futuro não significa ignorar o passado. A EDAM foi desenvolvida com um compromisso claro de respeito pelo território que a envolve, protegendo o seu património natural, cultural e paisagístico em todas as fases da obra, desde o início do projeto até à ao arranque e exploração plena.
O projeto da dessalinizadora foi desenvolvido com uma preocupação clara: garantir a proteção do património natural, cultural e paisagístico das áreas envolventes, em todas as fases da sua implementação.
Neste contexto, estão previstas medidas específicas de salvaguarda patrimonial e acompanhamento arqueológico, particularmente nas zonas sujeitas a intervenções no solo, como escavações, movimentação de terras e trabalhos subterrâneos. Este acompanhamento estendese igualmente ao meio subaquático, assegurando a monitorização contínua das operações realizadas nas áreas marítimas abrangidas pelo projeto.
Durante a execução da obra, qualquer eventual identificação de vestígios arqueológicos ou patrimoniais será tratada de acordo com os procedimentos legalmente
estabelecidos. Estes incluem a comunicação imediata às entidades competentes, a realização de avaliações técnicas especializadas e, sempre que necessário, a adaptação das metodologias construtivas, garantindo a proteção e valorização dos elementos identificados.
Paralelamente, a componente paisagística foi integrada desde a fase de avaliação ambiental do projeto. Foram definidas medidas concretas de minimização e enquadramento visual, ajustadas à localização e às características da infraestrutura, com o objetivo de assegurar uma relação equilibrada com o território.
Mais do que cumprir exigências legais, este compromisso traduz uma abordagem responsável e consciente: Proteger o passado, respeitar o presente e construir soluções sustentáveis para o futuro.
A OBRA
UMA INFRAESTRUTURA CONCEBIDA PARA DURAR
A EDAM é uma obra de grande complexidade, com intervenções simultâneas em terra e no mar. O consórcio adjudicatário – GS Inima Environment, Aquapor e Luságua – é responsável pela conceção, construção e exploração inicial da infraestrutura.
O contrato de empreitada, avaliado em 102,8 milhões de euros, tem um prazo de execução de 1.115 dias, cerca de 37 meses. A fiscalização independente é assegurada pelo consórcio Prospectiva/Sondeos Estructuras y Geotecnia, e a revisão de projeto pela COBA Consultores de Engenharia e Ambiente. O investimento total estimado, incluindo todos os contratos, é de 117 milhões de euros.
Mas o verdadeiro horizonte desta obra mede-se em décadas. A EDAM foi dimensionada para durar, com tempos de vida útil que vão dos 25 anos dos equipamentos eletromecânicos aos 100 anos da obra civil marítima. Uma infraestrutura pensada não apenas para hoje, mas para as gerações que se seguem.
50 anos
100 anos
25 anos
25 anos
Obra civil terrestre (onshore)
Obra civil marítima (o shore)
Equipamentos eletromecânicos e elétricos
Horizonte de projeto para necessidades máximas
COMPONENTE MARÍTIMA (OFFSHORE)
2 torres de captação de água bruta no fundo do oceano
2 condutas de captação: microtúnel (2 × 560 m) + vala marítima (2 × 1.460 m)
Conduta de rejeição de salmoura: microtúnel (850 m) + vala marítima (1.350 m)
Difusores de descarga de salmoura tipo bico de pato, DN300, com bicos a cada 8 m

COMPONENTE TERRESTRE (ONSHORE)
Estação elevatória de água bruta
Caixa de desgaseificação e emissário de rejeição de salmoura
Estação de dessalinização (EDAM): prétratamento, osmose inversa, mineralização e desinfeção final
Conduta elevatória de água potável (≈ 250 m) para ligação ao sistema multimunicipal gerido pela Águas do Algarve
Unidade de produção fotovoltaica para autoconsumo (UPAC)
CONDUTA ELEVATÓRIA DE ÁGUA BRUTA
MICROTÚNEL
MICROTÚNEL
VALA
MARINHA
VALA
MARINHA
REJEIÇÃO DE SALMORA
CAPTAÇÃO DE ÁGUA BRUTA
TOMADAS DE ÁGUA BRUTA
DIFUSOR

Desenho do projeto no âmbito do PRR


DO DESENHO À EXPLORAÇÃO CRONOLOGIA
O caminho até à EDAM começou em 2021, com a sua inclusão no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — o instrumento que viabilizou o financiamento e deu o sinal de partida para um dos maiores investimentos em infraestrutura hídrica de que há registo em Portugal.
Dos estudos prévios à adjudicação, do concurso público ao arranque das obras, cada fase tem sido realizada tendo em conta o cumprimento dos prazos estimados. Em 2028, a EDAM entrará em operação — e com ela, o Algarve passa a contar com uma fonte de água que não depende da chuva.
Estudos prévios e preparação do concurso
Peças de concurso, concurso público e adjudicação
Conceção, construção e exploração inicial
Arranque
PERGUNTAS FREQUENTES
AS DÚVIDAS MAIS COMUNS, RESPONDIDAS
A construção de uma infraestrutura desta dimensão levanta questões legítimas. Aqui estão as respostas às perguntas que mais ouvimos.
Porque é que esta obra é necessária?
Para reforçar a resiliência do abastecimento de água no Algarve e diversificar as origens disponíveis para consumo público. A dessalinização permite ter uma fonte de água que não depende da precipitação – essencial numa região onde a seca hidrológica é cada vez mais frequente e prolongada.
Quais são as principais zonas afetadas pela obra?
As intervenções abrangem a área da EDAM, o trajeto das condutas em terra (EM-526/M526, Caminho da Roupeira, Estrada de acesso à Rocha Baixinha), a zona litoral junto à estação elevatória e a área marítima de captação e rejeição.
Vai
haver cortes ou condicionamentos nas estradas?
Podem existir condicionamentos temporários de trânsito durante a fase de construção, com circulação alternada, executados por troços e sempre com sinalização adequada no local.
O acesso às praias vai ser encerrado?
O acesso à praia da Rocha Baixinha será mantido durante toda a obra. Poderá haver trânsito alternado e ocupação parcial da via em alguns períodos específicos.
Haverá trabalhos nocturnos?
Regra geral, os trabalhos estão planeados para horário diurno. Situações técnicas específicas podem exigir janelas de trabalho noturno pontuais, sempre com a devida comunicação prévia.
O que muda no mar durante as obras?
Durante as operações com embarcações e a instalação das condutas e difusores submarinos, existirão áreas balizadas com restrições temporárias à navegação, pesca e mergulho. Estas restrições serão comunicadas com antecedência pelas entidades competentes.
A água dessalinizada
é igual à água que já tenho em casa?
Sim. A água produzida pela EDAM entra diretamente na rede multimunicipal de abastecimento da Águas do Algarve, misturando-se com as restantes origens. Cumpre integralmente a Diretiva Europeia de Água Potável (2020/ /2184) e é sujeita aos mesmos controlos de qualidade que a água proveniente das albufeiras.
Como posso acompanhar as obras e receber actualizações?
A Águas do Algarve disponibiliza informação regular através do seu site, avisos no local e comunicações públicas. A Empresa disponibiliza igualmente um QR Code presente em diversas peças de comunicação com link direto à página do projeto no site da Empresa.

5 VERDADES SOBRE A DESSALINIZAÇÃO
O QUE É IMPORTANTE SABER

Desenhada, construída e operada de forma eficiente, a água dessalinizada não é cara
O custo de produção atual situa-se entre 0,50€ e 1,00€ por metro cúbico — um valor que já inclui a amortização da infraestrutura, a operação, a manutenção e a energia. E a tendência é de redução, com a optimização dos processos, a descida do preço dos equipamentos e o recurso crescente a energias renováveis.
A dessalinização pode ser eficiente energeticamente
Uma estação moderna consome cerca de 3 kWh por metro cúbico de água produzida. Para perceber a escala: a energia necessária para abastecer uma família de quatro pessoas durante um ano equivale ao que o frigorífico dessa família consome no mesmo período.
A salmoura gerada em condições de segurança não prejudica o mar
Com sistemas de difusão adequados, as descargas controladas de salmoura não terão impacto relevante nos ecossistemas marinhos, sendo que a Águas do Algarve acompanhará a evolução destes ecossistemas. A alguns metros do ponto de rejeição, a água já é praticamente indistinguível da água do mar circundante em termos de salinidade e qualidade.
A água dessalinizada tem qualidade excelente
A água produzida por osmose inversa cumpre integralmente a Diretiva Europeia de Água Potável (2020/2184). A dessalinização elimina contaminantes químicos e biológicos — incluindo vírus e bactérias. A mineralização posterior garante as características organolépticas adequadas ao consumo.
A água dessalinizada serve apenas para beber
Toda a água produzida pela EDAM tem um único destino: as torneiras dos consumidores da região –Casas, hotéis, restaurantes, hospitais e os serviços do Algarve. Um investimento pensado exclusivamente para as pessoas – e para garantir que a água não falta, mesmo nos períodos de maior escassez.
PREPARAR O ALGARVE PARA UM FUTURO COM ÁGUA
O Sistema de Dessalinização de Água do Mar do Algarve representa uma resposta estratégica a um desafio que já não é temporário, é estrutural.
Num contexto de crescente incerteza climática, esta infraestrutura reforça a segurança do abastecimento público, acrescentando uma nova origem de água fiável, controlável e independente da precipitação.
A dessalinização não substitui a necessidade de usar melhor a água. Não dispensa a eficiência, a reutilização ou a redução de perdas.
Integra-se, antes, numa abordagem mais ampla, exigente e responsável de gestão dos recursos hídricos.
O futuro da água no Algarve não depende de uma única solução. Depende da capacidade de combinar conhecimento, tecnologia e compromisso coletivo.

É isso que aqui se constrói. – Mais do que uma infraestrutura, é uma decisão que define o futuro da nossa região, e uma garantia de resiliência para as próximas gerações.
Porque a água do futuro, começa nas decisões de hoje.
DO MAR NASCE A ÁGUA QUE VAI PROTEGER O ALGARVE
DAMOS NOVA VIDA À ÁGUA DO MAR
DO MAR PARA AS PESSOAS
MAIS ÁGUA DOCE MAIS
FUTURO PARA O ALGARVE
FONTE DE VIDA,
AGORA DIRETAMENTE DO MAR
UMA OBRA PARA TODOS NÓS
TECNOLOGIA AO SERVIÇO DA SUSTENTABILIDADE
ESTAMOS A CONSTRUIR
UMA INFRAESTRUTURA QUE TRANSFORMA
ÁGUA DO MAR EM ÁGUA POTÁVEL
Dono da Obra
Consórcio ACE