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ÍNDICE
EDITORIAL
OPINIÃO / 2
EMPRESAS / 74
Curso Profissional Técnico de Produção Agrária: A importância de ser aqui
REPSOL
/ 6
CAMINHOS / 76
O futuro da Agrotejo
PAC 2014-2020
/ 12
EMPRESAS / 84
Emparcelamento rural
/ 14 Bolsa Nacional de Terras
ATUALIDADES / 18 Licenciamento das margens de linhas de água
DESTAQUE / 34 Balanço do PRODER
EMPRESAS / 46 Adubos Deiba
AGROMAIS / 50
Vitas
no campo / 88 EMPRESAS / 90 Águas Ribatejo
no campo / 92 Agricultura de precisão
em foco / 94 O valor económico da Biodiversidade
/ 98 Biosfera do Paul do Boquilobo
PROJECTOs / 60
emPRESAS / 104
Programa Restolho
Vitacress
EMPRESAS / 65
HISTÓRIAS / 106
Isagri
Trajes de equitação
no campo / 66
EMPRESAS / 112
O mercado em Primeiro Lugar
ADP Fertilizantes
/ 70 Cultura do Alho: Uma nova oportunidade?
Há quase três décadas que a agricultura da região dispõe de um conjunto de estruturas associativas determinantes para o desenvolvimento das suas atividades. Reconhecido a nível nacional, o modelo organizacional é recorrentemente apontado como exemplo que deveria ser replicado noutras regiões do país. Não sendo perfeito, tem proporcionado condições para a criação de valor na produção, permitindo volumes de investimento muito significativos. No entanto, novos desafios se colocam. Uma nova PAC, bastante penalizadora para a agricultura de regadio da região, em conjunto com mercados mais exigentes e voláteis, obriga-nos a encontrar novos caminhos e repensar soluções. A concretização de projetos estruturantes como o Emparcelamento Rural é uma prioridade e será determinante para a competitividade das explorações. Por outro lado, é essencial que os agricultores se revejam nas suas organizações e nelas participem ativamente de forma construtiva.
/ 72 A importância dos ensaios na inovação agrícola: Casos práticos
FICHA TÉCNICA direção Agrotejo | Edição e Propriedade Agrotejo | Design editorial Dicas&pistas | Impressão A Persistente – Chamusca Tiragem 4000 exemplares | Depósito legal 93520/9
email agrotejo@agrotejo.pt
Passado, Presente e Futuro
Como rentabilizar a rega
«Crescer» é palavra de ordem
Largo da Imaculada Conceição 2150-125 Golegã Tel 249 979 060 Fax 249 979 069
ANTÓNIO JOSÉ GODINHO DE CARVALHO presidente da direção da agrotejo tozegc@gmail.com
Lg. Custódio Marques Montargil 2140-076 Chamusca Tel 249 760 004 tel e fax 249 760 448
As exigências da atividade mudaram e esse será o nosso grande desafio. Encontrar respostas e soluções para as solicitações que nos são apresentadas por empresários agrícolas cada vez mais profissionais, com elevado nível de formação, bem informados, com acesso a novas tecnologias, mais exigentes e eficientes.
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Lurdes Pires Marques Diretora do Agrupamento de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho diretor@agrupamentoegap.pt
Curso Profissional Técnico de Produção Agrária
A importância de ser aqui
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| Este Curso terminou por razões que desconheço, mas é consensual que foi uma perda para a Golegã e para o país. Antes que seja acusada de presunção, explico – acredito que a formação, a qualificação é a chave para a competitividade e, acompanhando uma preocupação atual, para sair da crise, para trilharmos o caminho para uma progressiva independência financeira. Hoje a economia, não se compadece com amadorismos, é preciso competência, profissionalismo, exigência para atingir patamares de excelência que permitam sobreviver neste mundo global. Conhecemos em Portugal casos de sucesso, mas também conhecemos atividades que “perderam o comboio”. Detenhamo-nos por breves instantes na agricultura. Relativamente a esta atividade podemos ter a ideia de que esta sempre conheceu um certo imobilismo, porém não é verdade: basta AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
Nos anos 80/90 do século passado funcionou na Escola da Golegã o Curso Técnico de Agricultura. Este Curso foi um caso de sucesso – para o medir basta seguir o rasto dos antigos alunos que hoje têm 40, 40 e tal anos – uma grande parte fez formação superior e, de um modo geral, são profissionais bem sucedidos, quer como empresários quer como técnicos.
fazer uma curta retrospetiva para percebermos como isto não é correto. Efetivamente, a agricultura portuguesa ao longo dos tempos sofreu muitas mudanças. A título de exemplo refira-se a fase de arroteias e introdução de novas culturas, nomeadamente o milho nos séculos XV/XVI e o século XIX que foi um período de grande desenvolvimento e modernização, contando-se entre as inovações a alternância de culturas, a utilização de adubos químicos, de sementes selecionadas e a mecanização da atividade. Contudo, é no século XX que se dá uma mudança muito profunda, ou pelo menos assim nos parece talvez por não termos assistido às outras: a lógica camponesa dá lugar à lógica industrial, submetendo-se portanto esta atividade às leis da indústria; o camponês passa a empresário. No primeiro caso trata-se de um meio de viver, que se mantém fiel a uma
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tradição ancestral e que se caracteriza por uma fraca mecanização, pouco investimento e, consequentemente, pouco endividamento. A partir do momento em que as explorações são inseridas numa economia capitalista as compras e as vendas multiplicam-se e a terra é tratada como um capital que deve ser rentabilizado para dar lucro. Com a entrada de Portugal na UE o setor agrícola teve de se adaptar a um novo contexto, integrando-se na PAC. Era pois urgente reestruturar a agricultura para que esta sobrevivesse. O concelho da Golegã sempre teve fortes potencialidades agrícolas, que se devem à fertilidade dos solos e à existência de uma vasta área de culturas de regadio. A Golegã foi uma das regiões que conheceu um maior desenvolvimento e modernização. Trata-se de um exemplo notável de adaptação: nos campos operaram-se mudanças importantes, algumas decorrentes de investimentos subsidiados pela UE, como o caso da eletrificação dos campos e também decorrentes das atitudes dos próprios agricultores que investiram progressivamente na modernização das suas explorações. O papel da Agrotejo/Agromais tão pouco é despiciendo. Provavelmente subsistirão aqueles que estiverem preparados para esta atividade cada vez mais exigente, que só é rentável com elevadas produtividades e com elevados níveis de qualidade, tendo de haver um grande domínio nos processos de produção. Considero pois que a Golegã tem as melhores condições para o funcionamento de um curso agrícola. Para além do contexto agrícola descrito, os alunos deste curso poderão, com o apoio da Agrotejo / Agromais, contactar sistematicamente com a realidade deste setor, visitando explorações agrícolas que utilizam as tecnologias mais avançadas e acompanhando as diversas culturas. No espaço escola poderão ser eles os “agricultores”, responsáveis pelas suas próprias culturas. A Formação em Contexto de Trabalho (vulgo estágio durante os três anos de curso) terá a garantia da qualidade assegurada pela colaboração da Agrotejo / Agromais. Aliás importa dizer que a Direção do Agrupamento de Escolas de Golegã, Azinhaga e Pombalinho tinha o objetivo de implementar um Curso ligado à agricultura, no entanto só avançou com esta ideia depois de ter o apoio da Agrotejo / Agromais, pois considerou que só faria sentido este Curso se se pudesse garantir a qualidade deste ensino. Fica aqui pois o agradecimento público por esta parceria. Acrescentamos ainda a dispo-
os alunos Poderão, contactar sistematicamente com a realidade deste setor, visitando explorações agrícolas que utilizam as tecnologias mais avançadas e acompanhando as diversas culturas.
nibilidade da Câmara Municipal da Golegã, imprescindível também para o bom funcionamento deste Curso. Creio que os cursos mais práticos que exigem outras estruturas beneficiam muito se estiverem inseridos nos contextos adequados. E se cursos há, como por exemplo Contabilidade ou Gestão ou Informática, que podem existir em qualquer lugar, já que não estão dependentes de contextos específicos e que não têm necessidades tão relacionadas com o local em que se inserem outros há que seria um contrassenso não ter o local em consideração. Importa ainda referir que vivemos num mundo global. Contudo à medida que se tende para a globalização sente-se simultaneamente a necessidade de reforçar a identidade nacional, regional, local, indispensáveis para o equilíbrio dos indivíduos, dando-lhes segurança, autoestima, sentimento de pertença. Luis Racionero chama “falso paradoxo” a este sentimento de nacionalismo - entendido no sentido de autoafirmação, com base no respeito pelos outros e pela diversidade - num mundo que se torna progressivamente mais global. A meu ver a chave para o sucesso terá de passar sempre por assumirmos a nossa identidade, no caso da Golegã a identidade rural, e por potenciarmos as nossas características, capacidades e também partilharmos aquilo em que nós e a nossa região somos bons. Orgulhosamente rural!
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«Os agricultores e as suas Cooperativas têm demasiados desafios económicos pela frente e altamente preocupantes, como por exemplo, o elevado custo dos fatores de produção, os elevados custos de energia, a extrema volatilidade dos mercados, a crise resultante do embargo russo e a gestão dos riscos, resultantes das condições e alterações climatéricas.» Maria Antónia Figueiredo, vice-presidente da Confederação Geral das Cooperativas Agrícolas da União Europeia in Agroportal
«O Alqueva permitirá passar dos 68 000 ha de regadio instalados para uma área de 120 000 ha com todo o potencial que representa. Tudo isto está tudo certo, mas só se conseguirá garantir maior empregabilidade (que o setor agrícola, está provado, não assegura convenientemente) se passarmos para a «segunda fase do Alqueva», isto é: o desenvolvimento da fileira Agroindustrial». Aníbal Reis Costa, presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo in Correio do Alentejo
Os Facilitadores de Gustavo Sampaio
Inovação em Portugal Rural de Lívia Madureira, Teresa Gamito, Dora Ferreira, José Portela
Portugal 2015: Uma segunda oportunidade? de Lino Fernandes
EDITORA A Esfera dos Livros
EDITORA Principia
EDITORA Gradiva
O jornalista, pós-graduado em Direitos Humanos, Gustavo Sampaio, em «Os Facilitadores» introduz o leitor até ao mundo das listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no ativo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da atividade regulatória, entre outros elementos. O trabalho de investigação jornalística faz um retrato das ligações entre poder político, o mundo empresarial e os consórcios de advocacia.
O livro está disponível para download na página da Internet do projeto Rural Inov, promovido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Os investigadores desenvolveram uma metodologia para «detetar e medir a inovação desenvolvida pelas organizações localizadas nas áreas rurais, permitindo captar a inovação de pequena escala e baixa intensidade tecnológica ou praticada por organizações de pequena dimensão». Os autores dizem ter conhecido um «rural inesperado». O livro mostra-nos o quanto podemos todos aprender com estas organizações inovadoras.
Lino Fernandes, licenciado em economia, faz uma viagem ao passado. Volta à década de 1980, quando o país teve também de pedir um resgate financeiro. O «“plano de estabilidade” acordado com o FMI teve sucesso na superação da crise financeira (com a ajuda na integração na CEE) mas contribuiu para “congelar” a mudança no padrão de especialização da economia portuguesa», escreve o autor. O economista acrescenta que «trinta anos volvidos, defrontamo-nos com um dilema similar: superar a crise financeira regredindo no modelo de competitividade, ou acelerando a mudança estrutural para uma economia baseada no conhecimento». O autor aborda questões como a fileira agroflorestal, a otimização dos recursos naturais e a integração da produção nacional no mercado europeu.
«O atual Proder está com uma taxa de execução de 87%, a qual deverá chegar aos 92% até ao final deste ano e aos 100% em meados de 2015». José Diogo Albuquerque, secretário de Estado da Agricultura in Jornal i
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Entrevista a António José Carvalho, presidentE da AGROTEJO
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«As associações de agricultores, não sendo OP, também deveriam ser alvo de ajuda direta» SARA PELICANO JORNALISTA
O presidente da AGROTEJO considera «acertada» a medida de incentivar os agricultores que comercializem os seus produtos através de Organizações de Produtores (OP) mas sublinha que as «associações de agricultores, não sendo OP, também deveriam ser alvo de ajuda direta». Em entrevista, António José Carvalho DIZ que o projeto de emparcelamento rural vai ser retomado e lamenta a crescente desresponsabilização do Estado sobre as áreas que tutela. Sobre o futuro da AGROTEJO, o responsável diz que passa por serem ainda mais «eficientes e atentos, antecipando as constantes evoluções do setor».
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| AGROTEJO: Utiliza, por vezes, a expressão «Deixem-nos trabalhar». O Estado e as instituições públicas colocam mais dificuldades do que facilidades à atividade agrícola? António José Carvalho: Quando me refiro aos bloqueios institucionais, não me refiro apenas à atividade agrícola mas sim a toda a atividade económica privada desenvolvida em Portugal. O Estado português é excessivamente cauteloso na transcrição das diretivas comunitárias que por si só já são bastante limitativas. Como se não bastassem os condicionalismos impostos pela Comissão [Europeia], normalmente são agravados aquando da transposição para a legislação nacional, ultrapassando-se as intenções iniciais do legislador. Por outro lado, as instituições públicas olham para os empresários e agentes económicos sempre com desconfiança, partindo do princípio que todos são prevaricadores, sendo necessário provar constantemente o contrário. Como se não bastassem as dificuldades normais decorrentes de qualquer atividade, as empresas em Portugal têm um «sócio» (Estado) que, para além, de receber uma enorme fatia dos dividendos (impostos), ainda lhes dificulta a vida, exigindo licenciamentos, certificações, autorizações e burocracia em excesso. Vivemos numa autêntica «ditadura do carimbo», em que para fazer qualquer coisa, mesmo para benefício direto das próprias instituições e da nação, é necessário obter uma autorização que tudo atrasa e condiciona. Estes «carimbos» são normalmente tutelados por funcionários que, para além, de alheados da realidade, não dispõem de coragem nem bom senso para ultrapassar situações que não se enquadrem na perfeição na legislação tradicionalmente pouco abrangente. É importante não esquecer que não é o Estado mas sim o sector empresarial privado que cria riqueza e emprego. Ao Estado compete criar condições e regular para que as atividades decorram com a maior normalidade e eficiência possível. AGROTEJO: Considera que o Estado deveria diferenciar positivamente quem «investe e arrisca»? De que forma poderia ser essa diferenciação? Que modelo seria desejável? A.J.C.: O Estado deveria diferenciar positivamente quem investe, através de benefícios fiscais. À semelhança do que ocorreu no segundo semestre de 2013, os empresários e
empresas que investem devem ter uma bonificação em sede de IRC. Dever-se-ia dar a opção de canalizar parte do imposto a liquidar, para investimento produtivo. Muitas vezes deparamo-nos com agentes económicos que após liquidarem os seus impostos ficam sem liquidez para realizarem investimentos, mesmo que essa seja a sua vontade. Parece-me que seria mais interessante fomentar o investimento, até porque o retorno para as Finanças acabará sempre por ser positivo. Não nos esqueçamos que ocorrendo investimento as receitas de IVA e IRC também aumentam, já para não falar da criação de emprego e consequente aumento de receitas em TSU e IRS. AGROTEJO: A nova Política Agrícola Comum (PAC) 2014-2020 veio aliviar alguns processos e facilitar o trabalho? Em que medida? A.J.C.: Da concretização no terreno da nova PAC, pouco se sabe, subsistindo ainda muitas dúvidas por esclarecer por parte da Administração central. No entanto, não me parece que se consigam aliviar os processos e desburocratizar, não se atingindo portanto uma das prioridades da reforma. Com a exceção dos muito pequenos agricultores, pouco representativos na nossa região, todos os outros continuarão com uma pesada carga burocrática. Para além do que já existia, surge a novidade do greening que acarreta mais compromissos para o agricultor e consequentemente maiores dificuldades nas candidaturas e nos processos de controlo. AGROTEJO: A nova PAC prevê mais incentivos aos agricultores que invistam e comercializam através de Organizações de Produtores. Como comenta? A.J.C.: Parece-me uma medida bastante acertada, há muito reivindicada. No entanto, parece-me que as associações de agricultores, não sendo OP, também deveriam ser alvo de ajuda direta, uma vez que desenvolvem um notável trabalho de apoio ao agricultor, desempenhando funções que outrora o Estado assegurou e que integram as suas obrigações.
«as associações de agricultores, não sendo OP, também deveriam ser alvo de ajuda direta, uma vez que desenvolvem um notável trabalho de apoio ao agricultor, desempenhando funções que outrora o Estado assegurou e que integram as suas obrigações»
AGROTEJO: Apresentaram uma candidatura ao Fundo de Recursos Hídricos. Como decorre este processo e qual a sua importância? A.J.C.: Temos assistido nos últimos tempos a uma crescente desresponsabilização do Estado sobre as áreas que tutela. Um dos
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«Temos assistido nos últimos tempos a uma crescente desresponsabilização do Estado sobre as áreas que tutela»
exemplos mais frequentes é a gestão dos recursos hídricos. Desde há algum tempo que alertamos para a necessidade de recuperação e manutenção das marachas do rio Tejo. Em consequência das cheias ocorridas no passado inverno, fomos confrontados com alguns rombos nas margens que causam tremendos prejuízos aos agricultores. Contactadas as entidades competentes, a solução encontrada foi no sentido de a AGROTEJO promover uma candidatura ao Fundo de Recursos hídricos, estando neste momento a aguardar pelo resultado da análise do processo. Não sendo a solução mais favorável, pois entendemos que deverá ser o Estado a promover estas obras estruturantes em áreas de domínio hídrico público, foi a forma mais célere. AGROTEJO: O emparcelamento rural é uma das medidas identificadas no novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 20142020. Sabendo que a região encetou, há uns anos, um projeto de emparcelamento, em que ponto se encontra este processo? A.J.C.: O emparcelamento de Azinhaga, Gole-
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gã e Riachos é um projeto que consideramos estratégico e determinante para a competitividade das explorações agrícolas na região. Existindo a forte possibilidade de financia-
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fase de execução, que aguarda parecer da entidade competente.
mento da obra ao abrigo do próximo PDR, reativámos o projeto, criando condições para eventual candidatura. Procedeu-se a novo Estudo de Impacto Ambiental do projeto em
AGROTEJO: Centrando-nos agora na AGROTEJO. Qual o balanço que faz das atividades da Associação, neste último ano? A.J.C.: Este último ano tem sido bastante positivo. Para além do normal desenvolvimento da atividade (candidaturas RPU, formação, presença em diversos conselhos, estabelecimento de protocolos de cooperação, etc), temos apoiado fortemente todos os investidores que têm apresentado pedidos de apoio ao abrigo do PRODER, tanto ao nível da elaboração de candidaturas como de pedidos de pagamento. Por outro lado, mantivemos a preocupação em transmitir atempadamente, e com segurança, todas as informações que vão sendo disponibilizados acerca da nova PAC, realizando diversas sessões de esclarecimento, sempre com bastante assistência e interesse. Realizámos também diversas diligências junto dos organismos públicos no sentido de ultrapassar algumas dificuldades decorrentes da aplicação da nova PAC na região. É também o ano que marca a reativação do ensino agrícola na
«As instituições públicas olham para os empresários e agentes económicos sempre com desconfiança, partindo do princípio que todos são prevaricadores»
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«Desde O INÍCIO que a AGROTEJO se assume como entidade inserida num modelo de organização que engloba também a Agromais e a Agromais Plus. Acredito que este modelo tem dado os seus frutos, devendo permanecer como tal no futuro»
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região, através da reintrodução de um curso de vocação agrícola na Escola da Golegã. Para o Projeto Restolho foi também o ano da sua afirmação, com todas as consequências positivas ao nível do apoio social que daí advêm. Gostaria, no entanto, de salientar que grande parte destas atividades da AGROTEJO não seriam possíveis de concretizar sem a estreita colaboração e apoio da Agromais. AGROTEJO: O futuro traz, por exemplo, a aposta em produção de milho pipoca? A.J.C.: Tal como no passado, de futuro, todas as oportunidades serão analisadas e devidamente ponderadas, concretizando-se as apostas que forem favoráveis para os agricultores e benéficas para a região. AGROTEJO: Quais os principais desafios que se colocam no futuro à Associação? A.J.C.: Os principais desafios para a AGROTEJO no futuro passam por satisfazer os anseios dos nossos associados e da região. Ou seja, encontrar respostas e soluções para as solicitações que nos são apresentadas por empresários agrícolas cada vez mais profissionais, com elevado nível
de formação, bem informados, com acesso a novas tecnologias e mais exigentes. Para superar estes desafios, teremos de ser mais eficientes e atentos, antecipando as constantes evoluções do sector. AGROTEJO: Desde a sua constituição que a AGROTEJO e Agromais trabalham em parceria mas com autonomia funcional. Continua a achar que este é o modelo mais correto? A.J.C.: Desde o início que a AGROTEJO se assume como entidade inserida num modelo de organização que engloba também a Agromais e a Agromais Plus. Acredito que este modelo tem dado os seus frutos, devendo permanecer como tal no futuro, salvaguardando adaptações a novos enquadramentos conjunturais que possam eventualmente surgir. Penso que o sucesso deste modelo tem passado por cada uma das entidades assumir as suas especialidades e responsabilidades, complementando as restantes. Deste modo consegue-se uma grande afinidade e identificação com os agricultores, a confiança dos clientes e fornecedores, assim como respeito e reconhecimento das instituições.
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Sofia Marques Agrotejo clarasofiamarques@sapo.pt
Ponto de situação do projeto de emparcelamento rural de Azinhaga / Golegã / Riachos
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| A progressão dos trabalhos foi sendo ditada pelos timings e regras específicos dos sucessivos Quadros Comunitários de Apoio. Iniciámos os trabalhos ao abrigo do PAMAF, concluímos a elaboração de ambos os projetos ao abrigo do AGRIS e “marcámos passo” durante toda a vigência do PRODER que não contemplava qualquer tipo de medida de apoio ao investimento em projetos de emparcelamento rural. No final do ano de 2006 a AGROTEJO tinha terminado a elaboração de ambos os projetos mas defrontou-se com a impossibilidade de obter financiamento que permitisse iniciar a obra. Os projetos concluídos, representando milhares de euros investidos na sua elaboração, foram, assim, ficando na “gaveta” da Administração, como tantos outros cuja obra nunca será concretizada. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
Após um período sem grandes novidades sobre o tema “emparcelamento”, é chegada a hora da AGROTEJO fazer o ponto da situação. Os trabalhos de emparcelamento, promovidos pela AGROTEJO, tiveram o seu início no ano de 1995 com os primeiros estudos na área do perímetro de emparcelamento rural de Pinheiro Grande e Carregueira, concelho de Chamusca, ao que se seguiu o mesmo tipo de procedimentos para a área do perímetro de emparcelamento de Azinhaga Golegã e Riachos, concelhos de Golegã e de Torres Novas, a partir de 1999.
Mas, há quem que não consiga desistir daquilo em que acredita. A AGROTEJO lá ia insistindo, com plena consciência de que o tema era incómodo, relembrando às várias Entidades Oficiais as inquestionáveis mais-valias de ambos os projetos para a atividade agrícola da nossa Região. A resposta? Silêncios…não havia solução! Há tempos, não muito longínquos, perante nova insistência da AGROTEJO, fiel à tal atitude própria de quem não consegue nem quer desistir, o Ministério interessou-se e quis saber pormenores. De imediato iniciaram-se trabalhos de revisão, compilação de informação para responder rápida e cabalmente a quem, finalmente, se interessou. E foi então que algo mudou! Resultado de análise e decisão do Ministério, o
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atual PDR prevê financiar vários projetos que, como os nossos, foram ficando na “gaveta”. À AGROTEJO coube receber a grata notícia de que a prioridade é para ser dada à concretização da obra do Projeto de Emparcelamento Rural Integrado de Azinhaga, Golegã e Riachos. Perante esta nova realidade, já se desenvolveram trabalhos que, pelo passar do tempo, ficaram desatualizados, de que é exemplo o Estudo de Impacte Ambiental, concluído no final de Julho, último. O sucesso não é total, há consciência disso. Não houve ainda resposta positiva quanto ao projeto de Pinheiro Grande e Carregueira, perduram ainda muitas incertezas quanto ao financiamento da obra do projeto considerado prioritário e haverá, sem dúvida, necessidade de efetuar ajustes ao que anteriormente se projetou. Apesar de todos os contratempos, do passado e dos que eventualmente surjam, a mensagem que importa reter é que a fase da obra do Projeto de Emparcelamento Rural Integrado de Azinhaga, Golegã e Riachos está a aproximar-se!
a fase da obra do Projeto de Emparcelamento Rural Integrado de Azinhaga, Golegã e Riachos está a aproximar-se!
Vem aí muito trabalho. Trabalho para todos os envolvidos, competindo à AGROTEJO garantir a conciliação de todos os interesses, os individuais e os colectivos, visando dotar as explorações agrícolas da nossa Região de uma estrutura fundiária adaptada às exigências atuais do setor. No imediato, é para estes desafios que a AGROTEJO se está a preparar. Sem desistir, insistindo sempre naquilo que acredita, não perdendo a mais pequena oportunidade de contribuir para que a agricultura da Região que representa seja cada vez mais uma referência positiva. A cargo dos beneficiários diretos do projeto fica a necessária reflexão própria de uma mudança que se avizinha; fica a responsabilidade de decidir o legado a deixar aos mais novos, àqueles que, no futuro, irão dar continuidade ao Vosso trabalho. A proposta da Agrotejo, já o sabem, é criar as condições fundiárias que potenciem a versatilidade, a rentabilidade, a sustentabilidade e a inovação das explorações agrícolas, dignificando cada vez mais a qualidade de quem quer continuar a ser, AQUI, Empresário Agrícola. pub.
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Nuno Russo Coordenador da Bolsa Nacional de Terras
nuno.russo@mamaot.pt
Bolsa Nacional de Terras
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| Constitui objetivo estratégico da Bolsa de terras facilitar o encontro entre a oferta e a procura de terras, para fins de exploração agrícola, florestal e silvopastoril, nomeadamente quanto às terras privadas mas também pertencentes ao Estado, como forma de dinamizar o mundo rural e o mercado fundiário rural através da promoção do uso da terra. Trata-se de um mecanismo de facilitação do conhecimento de terras disponíveis, que pode contribuir para a identificação de terras abandonadas e para a recolha de informação relevante para a elaboração do cadastro, mas também contribuir para o aumento da dimensão média das explorações, e ainda funcionar como instrumento de ordenamento do território e de apoio à estruturação fundiária. A disponibilização das terras para utilização por terceiros constitui uma forma de rentabiAGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
A Bolsa Nacional de Terras é um projeto inovador do Ministério da Agricultura e do Mar, que tem como objetivo facilitar o acesso à terra, no total respeito pela propriedade privada, em resposta à identificada dificuldade de acesso à terra, em particular pelos jovens agricultores, sendo considerado um dos principais entraves à entrada nas atividades do setor primário.
lização da terras não utilizadas e das terras abandonadas, bem como de terras cujos proprietários não possam, não queiram ou não tenham capacidade ou condições para as explorar, promovendo assim o uso da terra por forma a combater a sua não utilização, o abandono de terras e a desertificação, criando um incentivo à fixação de populações e viabilizando a instalação de jovens agricultores A Bolsa de terras integra, de forma voluntária, quaisquer terras independentemente de quem seja o seu proprietário, variando o seu modo de cedência e utilização consoante a natureza da respetiva propriedade. A Bolsa de terras aplica-se aos prédios rústicos e mistos, disponibilizando para arrendamento, venda ou para outros tipos de cedência as terras com aptidão agrícola, florestal e silvopastoril, do domínio privado do Estado,
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das autarquias locais e de quaisquer outras entidades públicas ou pertencentes a entidades privadas, bem como dos proprietários particulares, aplicando-se ainda aos baldios, nos termos previstos na Lei dos Baldios, e às terras sem dono conhecido e sem utilização agrícola, florestal ou silvopastoril, regulados por lei própria. Qualquer proprietário pode disponibilizar os seus prédios, pressupondo apenas a regularização dos mesmos nas matrizes prediais das finanças. Em relação aos prédios do domínio privado do Estado e dos Institutos Públicos são identificados e disponibilizados na Bolsa de terras os que estão referenciados como aptos para a utilização agrícola, florestal ou silvopastoril, que se encontrem livres de exploração ou de outra forma de utilização, e que são desnecessários ou inadequados à prossecução das atribuições dos serviços a que estão afetos. A cedência de prédios privados disponibilizados na Bolsa de terras é feita pelos respetivos proprietários diretamente com os potenciais interessados, estando apenas obrigado a dar conhecimento da cessão das terras. No caso da cedência a terceiros, de terras do Estado disponibilizadas na Bolsa de terras, o procedimento de cedência dos prédios tem lugar, em regra, por via concursal, com ou sem negociação, que garanta transparência e acesso universal, mediante arrendamento. A Entidade Gestora da Bolsa de terras é a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, tendo sido criado o Grupo de Acompanhamento da Bolsa de terras, bem como a figura do Coordenador da Bolsa de terras, que têm como missão o acompanhamento sistemático e integrado da Bolsa de terras, assegurando uma dinâmica continuada de funcionamento através da definição e execução de uma estratégia de dinamização e de divulgação da Bolsa Nacional de Terras. O modelo de gestão da Bolsa de terras engloba a participação de uma rede de 232 entidades idóneas de natureza pública, privada ou cooperativa, autorizadas pelo Ministério da Agricultura e do Mar (a Agrotejo é uma delas), para a prática de atos de gestão operacional da Bolsa de terras, as quais contribuem para a prestação de informações, promoção, divulgação e dinamização da Bolsa de terras, possuindo no seu conjunto uma área de atuação territorial com cobertura nacional ao nível do continente.
A disponibilização das terras para utilização por terceiros constitui uma forma de rentabilização daS terras não utilizadas e das terras abandonadas
Através do sistema de informação, de gestão de base de dados para registo e disponibilização de dados, em suporte informático, a Bolsa de terras concentra o principal repositório de informação e divulgação, assegurando a qualquer momento, aos potenciais interessados, o conhecimento universal e o acesso livre à informação sobre terras disponíveis com potencial para utilização produtiva. Com base nos dados disponíveis no sistema de informação e noutras fontes complementares, e pelo seu tratamento estatístico será possível analisar a evolução do mercado fundiário e a mobilização das terras rurais, bem como produzir indicadores periódicos de preços e de dinâmica do mercado rural, a nível regional e sub-regional. Tendo em vista a dinamização da Bolsa de terras estão aprovados, em legislação própria, benefícios fiscais, ao nível do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) após avaliação geral dos prédios rústicos, através de incentivos positivos à utilização e disponibilização das terras agrícolas, florestais e silvopastoris, e ainda a redução em 75% dos emolumentos, devidos pela realização de atos de registo de factos relativos ao prédio rustico ou misto a disponi-
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Nuno Russo Coordenador da Bolsa Nacional de Terras
bilizar, ou disponibilizado, na Bolsa de terras. Também promovendo a dinamização da Bolsa de terras desde o primeiro momento da sua execução, entendeu-se oportuno a criação de incentivos, pelo que se encontra em vigor a isenção do pagamento da taxa por custos de gestão da Bolsa de terras, para a disponibilização de terras na Bolsa, pelos respetivos proprietários, que ocorra até Maio de 2015. Através da Bolsa de terras, e até 15 de outubro, foram já disponibilizadas 306 prédios (59% Privados e 41% Estado) totalizando 14.243 hectares de terras, dos quais 87% pertencentes ao Estado e Outras Entidades Públicas e 13% a entidades privadas. No mesmo período foram transacionados 27 prédios (78% Privados e 22% Estado) totalizando 1.213 hectares, dos quais 74% pertencentes ao Estado e Outras Entidades Públicas e 26% a entidades privadas.
nuno.russo@mamaot.pt
Portugal tem pela frente o desafio, através da Bolsa Nacional de Terras, de olhar para o território nacional como fonte de riqueza que deve ser colocada ao serviço de um desenvolvimento sustentável
A Bolsa Nacional de Terras encontra-se a cumprir o seu objetivo permanente de uma melhor identificação, promoção e divulgação de terras, constituindo-se como um projeto cujos resultados devem ser avaliados num período mais longo de tempo. Por forma a alcançar o máximo aproveitamento do instrumento Bolsa de terras, ainda há muito trabalho a fazer para se vulgarizar o uso da Bolsa de terras, mas este é um projeto cujos resultados só serão visíveis a médio/longo prazo. No curto prazo, a estratégia da Bolsa de terras passa sobretudo pelo reforço do seu conhecimento e potencial junto dos principais agentes e entidades do setor com o objetivo de reforçar a sua intervenção, participação e envolvimento, no sentido de se aumentar o nível de adesão e motivação para a captação de terras para a Bolsa de terras, mas também de captação de investimento e de criação de riqueza. Portugal tem pela frente o desafio, através da Bolsa Nacional de Terras, de olhar para o território nacional como fonte de riqueza que deve ser colocada ao serviço de um desenvolvimento sustentável que aumente o potencial produtivo agroflorestal e que dinamize o mundo rural. A Bolsa Nacional de Terras tem como visão potenciar o máximo aproveitamento e utilização do território rural português, ter terra abandonada é um luxo que o país não se pode prestar, pelo que se apela a todos os proprietários de terras privadas que confiem na Bolsa terras para disponibilizar as suas terras que não estão a ser utilizadas ou rentabilizadas, pois este é um desafio nacional.
Site da Bolsa Nacional de Terras www.bolsanacionaldeterras.pt pub.
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Reconhecimento da Propriedade privada de terrenos nas margens de linhas de água Alexandra Brito CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal abrito@cap.pt
Com o objectivo de salvaguardar a defesa da nação de eventuais invasões por mar, assim como as actividades pesqueiras, numa altura em que era escassa a ocupação urbana do litoral, um decreto do Rei D. Luís, datado de 31 de Dezembro de 1864, veio declarar como sendo «do domínio público imprescritível, os portos de mar e praias e os rios navegáveis e flutuáveis, com as suas margens, os canais e as valas, os portos artificiais e docas existentes ou que de futuro se construam…». AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Ainda hoje, os conceitos de navegável e de flutuável assentam nos moldes em que eram assumidos neste diploma régio: são navegáveis os troços que, em 1864, eram acomodados “à navegação, com fins comerciais, de barcos de qualquer forma, construção e dimensões” e são considerados como flutuáveis aqueles “por onde estiver efectivamente em costume [em 1864] fazer derivar objectos flutuantes, com fins comerciais”. A versão original deste decreto referia também que todas as parcelas da margem das águas do mar ou de águas navegáveis ou flutuáveis que, àquela data, fossem comprovadamente propriedade privada, seriam reconhecidas como parcelas privadas da margem e, como tal, não incluídas no Domínio Público, apesar de as
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acções aí efectuadas serem sujeitas a autorização das entidades competentes. Esta presunção de dominialidade dos terrenos dos leitos e das margens de águas navegáveis e flutuáveis foi sendo mantida nas diversas leis que se sucederam, das quais se destacam o Decreto-Lei n.º 468/71, de 5 de Novembro, que aprovou o regime jurídico dos terrenos do domínio público hídrico, e a Lei n.º 54/2005, de 21 de Novembro, que revogou o Decreto-Lei e aprovou o regime jurídico da titularidade dos recursos hídricos. Com o Decreto-Lei n.º 468/71, passa a exigir-se prova da entrada no domínio privado em data anterior a 31 de Dezembro de 1864, num processo moroso e complexo de prova de titularidade (mas sem data limite para o fazer). Por sua vez, a Lei n.º 54/2005, conhecida como a lei da titularidade dos recursos hídricos, vem introduzir um prazo limite para o exercício do direito de acção judicial para reconhecimento da propriedade privada, sob pena de caducidade do referido direito. Ou seja, só dentro desse prazo - que terminava no dia 1 de Janeiro de 2014 e que, posteriormente, foi prolongado por mais seis meses - seria possível obter o reconhecimento da propriedade privada de parcelas de leitos ou margens das águas do mar ou de quaisquer águas navegáveis ou flutuáveis. Para isso, seria necessário intentar a correspondente acção judicial provando documentalmente que tais terrenos já eram, por título legítimo, objecto de propriedade particular ou comum (caso dos baldios, por exemplo) antes de 31 de Dezembro de 1864 ou, no caso de se tratar de arribas alcantiladas, antes de 22 de Março de 1868. A CAP desde cedo alertou os mais altos responsáveis da administração para as implicações desta norma, pois além de suscitar muitas dúvidas, desde logo a sua legalidade, legitimidade, justiça e aplicabilidade prática foram postas em causa. Tendo a Assembleia da República reconhecido, por fim, a enorme dificuldade que representava a recolha da prova exigida, o prazo limite para intentar a acção judicial foi estendido até 1 de Julho de 2014 e foi determinando que, dentro do mesmo prazo, a lei da titularidade teria de ser re-
vista, no sentido de serem redefinidos os requisitos e os prazos necessários para a obtenção do reconhecimento de propriedade sobre parcelas de leitos ou margens das águas de mar ou de quaisquer águas navegáveis ou flutuáveis. É assim que recentemente, no dia 19 de Junho de 2014, é publicada uma segunda alteração à lei que estabelece a titularidade dos recursos hídricos, que vem repor a possibilidade de os titulares do direito de propriedade sobre parcelas de terrenos de leitos e margens de águas navegáveis e flutuáveis anterior a 31 de Dezembro de 1864 - ou, no caso de arribas alcantiladas, a 22 de Março de 1868 - instaurarem, a todo o tempo, as acções judiciais para reconhecimento dos seus direitos. Assim sendo, as parcelas para as quais não seja requerido o reconhecimento da propriedade privada, integram o domínio público hídrico do Estado e, como tal, a sua utilização/ocupação ficará sujeita à obtenção de um título – licença ou concessão – e ao pagamento da Taxa de Recursos Hídricos (TRH). A utilização/ocupação das parcelas que entretanto sejam reconhecidas como propriedade privada também carece de título de utilização dos recursos hídricos, mas fica isenta do pagamento da TRH. Estas parcelas ficam, além disso, sujeitas a servidões administrativas, nomeadamente a uma servidão de uso público no interes-
se geral de acesso às águas, da pesca, da navegação e da flutuação, assim como da fiscalização e do policiamento das águas. Com base em informação histórica e em diversas publicações, a Agência Portuguesa do Ambiente tem procedido, a pedido dos interessados e mediante pagamento, à delimitação dos troços navegáveis e flutuáveis e da largura da margem aplicável. A partir do próximo ano, esta tarefa começará a ser feita de forma generalizada, por esta Agência, para os grandes troços dos principais rios, como o Tejo, o Douro ou o Sado. Além de toda a dificuldade que ainda existe para conseguir compreender - e, principalmente, aceitar - o processo de reconhecimento da propriedade privada dos terrenos nas margens de linhas de água navegáveis ou flutuáveis, subsistem ainda diversas questões que terão de ser esclarecidas. É o caso, por exemplo, dos leitos dos rios cujo traçado já não coincida com o de 1864, assim como dos troços que outrora eram navegáveis e flutuáveis e que entretanto deixaram de o ser, ou vice-versa. Em suma e apesar de ter sido retirada a data limite para se poder reclamar a propriedade destes terrenos, todo o processo carece ainda de desenvolvimentos futuros que possibilitem a sua aplicação, salvaguardando os legítimos direitos dos agricultores e proprietários.
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Nova legislação no transporte de produtos agrícolas
Agromais conclui investimento no aumento de capacidade A terceira e última fase dos investimentos para aumento da capacidade de armazenamento e secagem de milho chegou ao fim em setembro. A Agromais - Entreposto Comercial Agrícola, na unidade de Riachos, passa de uma capacidade de secagem de 1200 toneladas por dia para as 1600 por dia e aumentou a armazenagem em mais 3200 toneladas. Na unidade da Chamusca, a capacidade de secagem também aumentou, passando para 400 toneladas por dia, mais do dobro da que se verificava, e a capacidade de armazenagem passou de 1200 toneladas por dia para 2200 toneladas por dia. O investimento feito, de três milhões de euros, teve apoio comunitário através do Proder.
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Os veículos a motor-reboque com cinco ou mais eixos que efetuem exclusivamente transporte de produtos vitivinícolas, frutas e produtos hortícolas, pecuários e cereais provenientes da produção passam a poder circular com peso bruto máximo de 60 toneladas, desde que estejam tecnicamente preparados para esse efeito, devendo no respetivo certificado de matrícula estar fixado esse valor e, se necessária, requerida a sua alteração. A nova legislação já foi publicada em Diário da República (Decreto-Lei nº 133/2014) prevê ainda que «durante as campanhas agrícolas é excecionalmente permitido aos proprietários dos veículos de transporte de carga não contentorizada e cujos veículos não estejam tecnicamente preparados para o transporte até ao limite de um peso bruto máximo de 60 toneladas, que o transporte desses produtos seja efetuado até ao limite máximo de 44 toneladas».
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Linhas pareadas na cultura do milho | SUSANA COVÃO susana.covao@agromais.pt São vários os fatores que influenciam o aumento de produção de milho por hectare. Alguns desses fatores já foram estudados e implementados, evidenciando-se no aumento de produções que foram visíveis ao longo dos anos. Um dos fatores que influencia o aumento de produção é, sem dúvida, a genética. As novas variedades surgem no mercado com uma capacidade de
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resposta ao aumento de número de plantas por hectare, isto é, aumento de densidade de sementeira. Este aumento tem os seus aspetos negativos quando o milho é semeado pelo processo convencional. Se aumentarmos a densidade para 100 mil plantas/ha (75 cm entre linhas) a distância entre sementes é inferior a 13 cm e a competição entre as plantas vai aumentar, tanto a nível de luz solar como a nível do sistema radicular. As raízes das plantas, quando se tocam, deixam de crescer, o que provoca o aparecimento de plantas com fraco sistema radicular, com caules mais finos e, logo, menos resistentes ao vento forte. Para se ultrapassar estes problemas têm vindo a decorrer ensaios exaustivos em sementeira de milho com linhas pareadas. Os princípios agronómicos para este tipo de sementeira são um maior desenvolvimento radicular, aproveitando melhor os nutrientes e a água; um maior aproveitamento da luz solar e um aumento da resistência do milho à acama. Para se conseguir este tipo de sementeira é necessário um semeador diferente. No entanto, na colheita, a ceifeira do milho convencional serve na perfeição. Ainda há muito trabalho a fazer nesta área, aguardando-se os resultados desta campanha para se definir a estratégia futura.
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Inspeção de pulverizadores obrigatória em 2016 | MIGUEL REIS miguel.reis@agromais.pt A utilização de fitofarmacêuticos ocupa um lugar de destaque entre as técnicas utilizadas para melhorar tanto o rendimento quanto a qualidade dos produtos agrícolas. A eficiência desta utilização associada à redução do seu impacte ambiental e otimização do seu custo estão, em larga medida, dependentes da escolha adequada do equipamento de aplicação, o estado e funcionamento dos respetivos componentes, bem como da sua calibração. Para garantir a qualidade de uso destes equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos foi adotada pela União Europeia a obrigatoriedade de se proceder a inspeções técnicas periódicas como condição necessária à sua utilização profissional. Com a publicação do Decreto-Lei número 86/2010, Portugal passa a integrar a lista dos países europeus onde esta inspeção se torna obrigatória. Esta obrigatoriedade tornar-se-á efetiva a partir de 26 de novembro de 2016. A legislação que regula esta matéria engloba equipamentos usados em aplicação terrestre e aérea. Estão excluídos os pulverizadores manuais (exceção para aqueles com barra de pulverização superior a 3 mt.), bem como aqueles que não se destinam à aplicação por pulverização. Es-
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tas inspeções serão realizadas por centros de inspeção periódica obrigatória de equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos (centros IPP), que emitirão o respetivo certificado de cada inspeção efetuada. Para além de uma obrigação legal, a inspeção deste tipo de equipamentos é uma exigência para a obtenção de certificações de Boas Práticas Agrícolas. Apesar dos dois anos que nos separam da data prevista para que esta obrigatoriedade seja uma realidade, a Agromais Plus, iniciou já, o processo de verificação da conformidade de um vasto número de equipamentos de aplicação e espera no ano de 2015, vir a ser reconhecida legalmente como Centro IPP.
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Fiscalidade verde coloca taxa sobre produtos petrolíferos A Reforma Fiscal Verde foi aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Outubro e tem uma área de energia e transportes onde foi «criada uma taxa do carbono para todos os setores e atividades que não fazem parte do sistema europeu de comércio de emissões». Esta taxa, disse o ministro do Ambiente, «promove o nivelamento do esforço e em 2015 a taxa será de 15 euros». Jorge Moreira da Silva esclareceu ainda que será possível a «dedução do IVA em viaturas de turismo elétricas e hibridas de plug in». A medida abrange, na totalidade, «nove milhões de euros de incentivos fiscais». No próximo ano regressa também o incentivo fiscal ao abate de veículos com mais de dez anos e apoios
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a quem compra veículos elétricos ou plug-in. Em sede do IMI, haverá uma «redução do imposto, nomeadamente para atividades para conservação da natureza e gestão florestal e energias renováveis». Outra das medidas aprovadas é uma taxa sobre os sacos de plástico que passam a ter um custo de 10 cêntimos (oito cêntimos mais IVA), uma medida que tem por objetivo «passar de 466 sacos [por pessoa por ano] para 50 sacos e uma receita de 40 milhões de euros», declarou Jorge Moreira da Silva. A Reforma Fiscal foi definida como «estrutural e duradoura» e com o objetivo de «reduzir a dependência energética do exterior, promover uma reorientação dos padrões de consumo e produção, promover
uma utilização mais eficiente de recursos, designadamente água, energia e materiais, fomentar o empreendedorismo em torno de uma nova carteira de atividades e criar condições para o fomento do emprego». Na apresentação da fiscalidade verde, o governante pormenorizou que «é gerada uma receita de 165.5 milhões de euros que permitirá benefícios fiscais a atividades de mobilidade elétrica, GPL e GNP [gás natural veicular], na conservação da natureza e alocar 17.5 milhões de euros a estas atividades e ainda assim alocar o valor remanescente de 148 milhões de euros à reforma do IRS e, desta forma, tirar partido de uma penalização daquilo que se degrada e polui», concluiu.
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Pipocas nacionais da Agromais vão chegar às salas de cinema
Agrotejo promove a empregabilidade ATRAVÉS DA “MEDIDA VIDA ATIVA” 28
No próximo ano, a Agrotejo vai promover formações, que incluem aprendizagem em sala e três meses em contexto de trabalho, para promover a empregabilidade junto de profissionais desempregados. A União Agrícola do Norte do Vale do Tejo estabeleceu uma parceira com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) no âmbito da «Medida Vida Ativa», para 2015. «Esta parceria consiste em adequar as qualificações dos desempregados às necessidades do mercado de trabalho, especificamente do setor agrícola. Pretende-se com esta medida formar para promover a empregabilidade e potenciar o regresso ao mercado de trabalho dos desempregados». As inscrições já estão a decorrer e os agricultores a aderir, esclarece a Agrotejo.
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Em 2015, o milho que «estalar» nas máquinas de pipocas das salas de cinema NOS é português. A estirpe mushroom cresceu nos campos dos agricultores associados da Agromais - Entreposto Comercial Agrícola e representa um «um nicho de mercado mas que ajuda a reduzir as importações e que pode futuramente crescer para exportar», disse Assunção Cristas, ministra da Agricultura no decorrer de uma apresentação feita nas instalações da Agromais a 23 de outubro. No total foram produzidas 400 toneladas de milho para pipoca que vão ser distribuídas pelas 214 salas de cinema NOS em Portugal e também algumas em Moçambique. Este foi um projeto iniciado há três anos e, segundo Jorge Neves, diretor-geral da Agromais, «o projeto para já representa apenas 0,5% da área de milho gerida, mas que acrescenta valor para os produtores». «As produções são muitíssimo mais baixas porque é um milho mais frágil, com uma produção muito menor, mas com uma mais-valia
muito maior, porque é um produto mais valorizado», disse. Jorge Neves acrescentou ainda que «a vantagem principal é a estabilidade do mercado», porque não «está dependente de grandes flutuações, quer de quantidades quer de preços». A volatilidade dos preços no mercado internacional foi a motivação da NOS Cinemas para desafiar os agricultores nacionais. Segundo Luís Mota, administrador da empresa cinematográfica, «três anos de investigação conjunta permitiram a obtenção de uma pipoca estaladiça, saudável e fresca, aprovada pelos clientes que a testaram». O ambiente também sai a ganhar com esta iniciativa porque a pegada de carbono reduz-se entre 40 a 60%. Até ao momento, o milho era importado de França. O projeto teve um investimento de 180 mil euros (outros 250 mil euros foram usados em infraestruturas e equipamentos considerados necessários) e foi financiado no âmbito do PRODER, programa de desenvolvimento rural.
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Mais fiscalização no escoamento de metais NÃO preciosos O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, defendeu «uma fiscalização mais intensiva» nos portos marítimos para evitar a saída de metais não preciosos furtados, admitindo que os mecanismos atuais «não são adequados». O governante adiantou que o Ministério da Administração Interna está a trabalhar com a GNR para «identificar eventualmente alguma alteração de procedimentos que permita, nesse domínio, fazer uma fiscalização mais intensiva de algum tipo deste comércio resultante deste furto». O fruto de cobre continua a ser o mais comum, tendo-se registado no primeiro semestre do ano, 2.959 roubos de cobre, seguindo-se o ferro (668) e o alumínio (343). O roubo de cabos de cobre provoca, entre outros, constrangimentos, falhas no fornecimento de energia elétrica e insegurança nas zonas rurais.
HABILITAÇÃO DE UTILIZADORES DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS PARA USO PROFISSIONAL
| CARLA PETULANTE carla@agrotejo.pt A partir de 26 de novembro de 2015, todos os utilizadores de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional, em explorações agrícolas ou florestais, em zonas urbanas, zonas de lazer e vias de comunicação, têm de estar devidamente habilitados. Para obter essa habilitação tem de possuir o cartão de aplicador. Se precisar de frequentar o curso de Aplicação de produtos fitofarmacêuticos, ou já o frequentou, e ainda não tem o cartão de aplicador, contacte a Agrotejo (entidade formadora certificada que promove várias ações de formação profissional).
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Governo quer criar técnico oficial do cadastro predial
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A lei do cadastro predial está a ser desenhada pelo Governo e sobre a mesa está a possibilidade de criar a «figura do técnico oficial do cadastro predial». A proposta de lei prevê ainda que «a manutenção do cadastro possa ser feita por entidades públicas e privadas», adiantou à AGROTEJO o secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza. Miguel de Castro Neto disse que Portugal tem «um problema real» porque «só 50% da superfície do território nacional possui cadastro rústico». O governante salientou que «para gerir o território temos de o conhecer e para isso é necessário o cadastro». Miguel de Castro Neto avançou ainda que «nesta lei do cadastro, o principal desafio é articular a informação que existe em três sedes distintas». E pormenoriza: «Uma que é a geometria e localização da propriedade rústica que está na Direção Geral do Território; depois a informação do registo e da propriedade que está no Instituto do Registo e Notoriedade e, por fim, a informação fiscal que está nas Finanças». O modelo sugerido para contornar estes desafios passa pela criação de um número de identificação predial único que liga a informação das três entidades. Deste modo, acredita Miguel de Castro Neto, «quando for feita qualquer produção ou atualização de informação cadastral ela será transmitida nestas três sedes para que exista, não apenas um cadastro de todo o país, mas também informação igual e atualizada sobre um determinado prédio nas três sedes».
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Pagamento por conta aos produtores de tomate pode ser suspenso A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, avançou que está a ser estudada a possibilidade de suspensão do pagamento por conta aos produtores de tomate prejudicados com as intempéries. «Houve uma medida que foi tomada em relação à seca, que foi a suspensão do pagamento por conta, que eu me comprometi a estudar tecnicamente com as Finanças para saber se é possível, para estes agricultores que tiveram grandes prejuízos», disse a ministra. Segundo a Associação Portuguesa dos Produtores de Tomate, que representa os cerca de 200 agricultores (a maioria do Ribatejo) prejudicados pelas intempéries de setembro, os prejuízos ascendem aos 30 milhões de euros. pub.
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União Europeia disponibiliza 39M€ para promoção de produtos agrícolas
Frutos e produtos hortícolas frescos e transformados, produtos lácteos, produtos de qualidade (DOP, IGP, ETG e produtos biológicos), flores, carne de qualidade e, pela primeira vez, carne de ovino são as categorias de produtos que podem ser promovidos no âmbito de 27 programas aprovados a 30 de outubro pela Comissão Europeia. O orçamento total destes programas, a maioria com duração de três anos, ascende aos 77,4 milhões de euros, 39 milhões dos quais provenientes
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da União Europeia. O comissário europeu, responsável pela agricultura, acredita que estes programas podem «contribuir para fomentar o consumo e as vendas nestes tempos difíceis. Nos últimos cinco anos, a UE tornou-se um exportador líquido de produtos agroalimentares, tendo o valor das exportações aumentado mais rapidamente do que o respetivo volume, uma vez que os consumidores de outras regiões do mundo apreciam as tradições, as normas de qualidade e os sabores da Europa. Estas novas medidas reforçarão ainda mais essa boa reputação». A Comissão Europeia recebeu, até 15 de junho de 2014, 43 propostas de programas destinados ao mercado interno e aos países terceiros no quadro da segunda vaga de seleção de programas para 2014. Após a fase de avaliação, foram selecionados 27 programas para cofinanciamento, dos quais 21 se destinam ao mercado interno e seis a países terceiros. As regiões e os países terceiros em causa são os seguintes: América do Norte, América Latina, Médio Oriente, Sudeste Asiático, Japão, Norte de África e Turquia.
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PRODER, a alavanca da economia rural
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Entre 2007 e 2013 esteve aberto um quadro comunitário, no qual o Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) não começou da melhor forma. Nos primeiros três anos, o programa esteve praticamente parado, conseguindo a partir de 2010 melhorar a sua execução aproximar-se da média europeia. ESTÁ A TERMINAR com um balanço «positivo» onde os beneficiários se revelam satisfeitos com os pagamentos feitos sem atrasos. No total, foram investidos sete mil milhões de euros. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
Sara Pelicano Jornalista
| O ano de 2014 marca o fim de um ciclo em mais um quadro de financiamento comunitário e o arranque de outro que, segundo o Ministério da Agricultura e do Mar, terá candidaturas abertas a partir de 15 de novembro. O segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC) diz respeito ao Programa de Desenvolvimento Rural e que terá disponível, até 2020, uma verba de 3,6 mil milhões de euros, acrescidos de um envelope de 500 milhões de euros porque Portugal está sob resgate financeiro. Estas são as verbas de que os investidores rurais vão beneficiar nos próximos sete anos. Mas findo um período de financiamento, o tempo é de balanço. Um relatório do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural 2007-2013) datado de Junho de 2014 revela que a curva de execução do programa face à União Europeia (UE) sofre uma queda abrupta no ano de 2008, mas recupera e termina em 2013 ligeiramente acima da média da UE. «Os três primeiros anos do programa traduzem-se na perda vertiginosa de ter-
reno face aos parceiros europeus, colocando o país e o sector na iminência de desperdiçar milhões de euros em verbas comunitárias. O PRODER ainda não tinha começado a viver e já estava completamente bloqueado: grande parte das linhas de financiamento previstas não estavam sequer disponíveis e, nas restantes, existiam já milhares de candidaturas que há muito aguardavam decisão. O descrédito do programa junto de todos os stakeholders e de Bruxelas era total», esclarece Gabriela Ventura no relatório disponível online. Gabriela Ventura foi gestora do programa até Julho de 2014, altura em que foi anunciado um novo nome para a gestão do PRODER. Patricia Cotrim, que vai acumular funções como coordenadora da comissão de instalação do Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020. Mas voltando a 2008 e à fraca execução do PRODER, os gestores portugueses do programa arregaçaram as mangas e encetaram uma reforma interna do programa comunitário, sobretudo facilitando os processos de candidatura, e desenvolvendo esforços para recuperação da credibilidade junto da UE. Gabriela Ventura escreve ainda que «o PRODER deixou de ser um pesade-
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lo, para passar a ser visto por todos como aquilo que sempre devia ter sido: um instrumento eficaz de apoio ao investimento na agricultura, agro-indústria, floresta e desenvolvimento rural». Palavras da ex-gestora do PRODER que encontram eco em alguns agricultores que a AGROTEJO ouviu. Ambrósio Raposo submeteu o seu projeto em 2012 e conseguiu um apoio em 50%. Ambrósio, que cultiva essencialmente milho, recorda que «o processo de candidatura ao PRODER foi simples e rápido, tendo particular importância para essa simplicidade e rapidez a ajuda prestada pela AGROTEJO que com todo o seu conhecimento acelerou o processo». O agricultor do Norte do Vale do Tejo pediu o financiamento para «aquisição de maquinaria agrícola, trator e alfaias agrícolas e também para instalação de regadio, onde se engloba o sistema de captação de àguas subterrâneas e a montagem de sistemas de rega tais como, as rampas rotativas e o sistema de rega fixa por aspersores». Chegado o momento de receber do PRODER, Ambrósio Raposo não revela descontentamento e afiança que «os pagamentos foram realizados dentro dos prazos estabelecidos». O empresário agrícola sublinha a importância destes instrumentos financeiros para estimular a a economia mas alerta que «estas ajudas são importantes enquanto os agricultores conseguirem ter alguma capacidade de investimento e vontade de progredir, por isso é fundamental a criação de políticas que protejam e ajudem os agricultores a sentir alguma estabilidade nas suas áreas de produção para avançarem com mais e melhores projetos, levando assim a um crescimento sustentado da agricultura nacional». No geral, Ambrósio Raposo teve uma experiência positiva com o PRODER, um sentimento partilhado por António Silva. O proprietário da Toverland - Serviços Agrícolas conseguiu um financiamento a 50% para o seu projeto de modernização e melhoria das condições de trabalho. «O projeto ainda está a decorrer, mas foi acessível e o primeiro pagamento pago com rapidez», esclarece António Silva. Outro exemplo chega pela voz de João Geada, da Sociedade Agrícola Herdade do Caldas, em Vila Franca de Xira. João tem
uma experiência mais alargada no trabalho com o PRODER e assegura que houve melhorias nos processos e na resposta desde a primeira vez que recorreu ao programa, há quatro anos. «Tem havido um esforço para simplificar os processos e pagamentos. Nos últimos dois anos as coisas melhoraram muito, parece que do Ministério [da Agricultura e do Mar] está a querer executar o PRODER e agilizar rapidamente. No primeiro projeto demorou muito tempo. Neste último achei que foi bastante rápido». João Geada recorreu ao Programa de Desenvolvimento Rural para melhorar as infraestruturas da sua empresa agrícola, adquirindo «máquinas de colheita de tomate, tratores, máquinas específicas para hortícolas». Também Francisco Graça, da Agro-Graça, recorreu em dois momentos diferentes ao PRODER. Uma primeira vez para aplicar na exploração agrícola em si e a segunda em 2008 para melhoria das infraestruturas, equipamentos novos. Recorda melhorias entre a primeira e a segunda vez, mas sublinha que os processos se mantiveram igualmente «burocráticos e morosos, embora não difíceis». Os quatro agricultores são contributos para os números de execução do PRODER que alcançou os sete mil milhões de investimento em 34 mil projetos em Portugal continental. O relatório «Investimento PRODER - Prova de Força» sublinha que estes são «investimentos
que têm um impacto visível nos principais indicadores económicos, como o contributo do sector agroflorestal para o Produto Interno Bruto, as exportações e o emprego [38 mil postos de trabalho criados] e que contribuíram para o aumento substancial da autossuficiência alimentar do país nos últimos anos». Uma análise ao país, permite verificar que 37% dos investimentos tiveram lugar no Alentejo, seguindo-se o Centro (31%) e o Norte (24%). A fatia maior de investimentos, precisamente 42%, foi para o sector da agricultura e agroindustrial, seguindo-se, bastante afastado, os jovens agricultores cujas candidaturas representam 19% dos investimentos do PRODER entre 2007 e 2013.
Agricultura e agroindústria Os setores da agricultura e da agroindústria são aqueles que mais candidaturas tiveram. No âmbito do PRODER investiram-se nestas áreas económicas 3,4 mil milhões de euros. A maior fatia deste valor foi direcionada para as hortofrutícolas (36%), seguindo-se a pecuária (27%), o vinho (16%), o azeite (15%), cereais, oleaginosas e proteaginosas (3%) e outros sectores (3%). «A distribuição regional do investimento agrícola e agroindustrial mostra que o Centro e o Alentejo são as regiões que representam maior peso
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de ter muita calma e falar bastante com os fornecedores para esperassem mais um pouco pelo pagamento. Passadas essas dificuldades, o Solar Espírito Santo é um projeto concretizado que valoriza o território e os produtos endógenos, como é o caso do Puro Sangue Lusitano e a Reserva do Paul.
540 milhões euros para o regadio
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financeiro, cerca de 33% do total cada. As hortofrutícolas têm uma forte presença em todo o território, sendo particularmente expressivas no Algarve. A pecuária é o sector mais importante no Centro, enquanto o azeite lidera no Alentejo. Também o vinho está presente em todo o território, sendo o Norte a região em que assume maior expressão», pormenoriza o documento.
O turismo no desenvolvimento rural Nem só de agricultura se faz o mundo rural. A cultura e os serviços estão também ao dispor da economia e podem alavancar os territórios não urbanos. O PRODER, através da abordagem LEADER, apoiou mais de cinco mil projetos num investimento total de 600 milhões de euros. Nestas contas há ainda a somar a criação de sete mil postos de trabalho. Neste bolo do investimento LEADER, o turismo rural tem a maior fatia, representando 31% dos investimentos realizados. Tratas-se de projetos turísticos «na maioria dos casos associados a explorações agrícolas e a produtos agrícolas de excelência, como o vinho». No caso de Raquel Firmino, responsável pelo Solar Espírito Santo, o produto que dá origem ao turismo de habitação que gere em Azinhaga, uma aldeia do concelho da Golegã, é o Puro Sangue Lusitano, uma raça de cavalos portuguesa. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
Para iniciar esta aventura de ter um alojamento em espaço rural aliado a um centro equestre, Raquel contou com o apoio do PRODER. Passados três anos, Raquel recorda que «o PRODER permitiu avançar mais rapidamente. Tive um financiamento a 60%». A burocracia foi tratada em parceria com a AGROTEJO. Raquel Firmino sublinha que «em termos burocráticos há alguma papelada e sem eles seria mais difícil de fazer». O pior desta experiência foram os atrasos no pagamento de algumas tranches que «poderiam ter inviabilizado o projeto». Raquel recorda que teve
O PRODER teve também uma verba destinada aos investimentos em regadio. No total foram 540 milhões de euros canalizados para este sector e a maior percentagem ficou alocada à região do Alqueva, com 58% dos investimentos. O relatório «Investimento PRODER - Prova de Força» esclarece que «não há agricultura competitiva em Portugal sem regadio e por isso esta é uma das apostas claras do investimento PRODER, num total de cerca de 540 milhões de euros. Mais de metade deste investimento destinou-se à infraestrutura Alqueva, o maior projeto financiado pelo PRODER. Os novos regadios representam 25% deste investimento e incluem obras tão estruturantes como os regadios da Cova da Beira, Mondego, Lezíria e Veiros. Os 16% do investimento na melhoria dos regadios pré-existentes dirigem-se à segurança das barragens, à modernização e reabilitação das infraestruturas e à eficiência da rega».
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No Alqueva foram investidos 860 milhões de euros, dos quais 339 milhões são investimento público e 521 milhões investimento privado. O documento, que faz o balanço do PRODER até 2013, esclarece que «3/4 da área infraestruturada do Alqueva tem a marca PRODER. O Alqueva é, por excelência, o exemplo de um investimento público em infraestrutura, com efeito reprodutivo e virtuoso: aos 339 milhões de euros de investimento público, os privados responderam, aproveitando a oportunidade criada pelo regadio, com investimento superior a 520 milhões de euros. Este investimento privado, também financiado pelo PRODER, centra-se sobretudo na transformação das explorações agrícolas para regadio, aumentando a produtividade das culturas tradicionais e apostando em novas culturas. O azeite é o sector mais relevante, mas as hortofrutíco-
las e os cereais de regadio vêm assumindo um papel crescente». Paralelamente à agricultura impulsionada pelo regadio, o Alentejo conhece outras dinâmicas como o turismo rural. Tudo junto, no Alqueva foram criados 3.300 postos de trabalho.
Jovens agricultores apostam nas hortofrutícolas Mais de metade (51%) dos jovens agricultores que pediram apoio ao PRODER para iniciar a atividade agrícola optou por investir nas hortofrutícolas. Dos 900 milhões de euros despendidos para os jovens agricultores, 32% foram aplicados na pecuária, a segunda maior área de investimento, seguindo-se o azeite com apenas 5%. Os cereais, oleaginosas, proteaginosas e o vinho têm 3% e os restantes 6% seguiram para outros sectores. «A
Os números do PRODER 2007-2013 • 7 mil milhões de euros de investimento total • 30 mil postos de trabalho • 3,4 mil milhões de euros na agricultura e agroindústria • 900 milhões de euros para jovens agricultores • 600 milhões de euros em investimento LEADER • 600 milhões de euros canalizados para a floresta • 540 milhões de euros para o regadio • 141 milhões de euros para o conhecimento e inovação
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distribuição regional do investimento dos jovens agricultores demonstra uma aposta clara nos sectores tradicionais de cada região e aponta o Norte (37%) e o Centro (36%) como regiões com maior peso financeiro», lê-se no documento que reúne informação estatística sobre o PRODER. No Norte do Vale do Tejo, Pedro Freitas beneficiou do apoio à primeira instalação e também do PRODER. O jovem submeteu o seu projeto agrícola ao PRODER para obter financiamento para «condutas, furos, eletrificações, bombas para tirar água dos furos e pivot». No âmbito da candidatura a apoios para primeira instalação, conseguiu financiamento de 30 mil euros que permitiram investir na maquinaria e estruturas do terreno enquanto fazia os pedidos de pagamento ao PRODER. «Se não fosse pelo programa PRODER, não teria conseguido fazer este investimento. Uma alternativa seria recorrer à banca e demoraria muito tempo para pagar», diz Filipe. Entre os pedidos de pagamento e a transferência do dinheiro não decorreu muito tempo, assegura o agricultor, que cultiva sobretudo milho. Filipe Freitas sublinha que os processos são burocráticos para fazer «sozinho, mas com o apoio de associações, no meu caso da AGROTEJO, é mais fácil. Paga-se pelo serviço mas apoiam e fazem praticamente tudo». Filipe Freitas é um dos sete mil jovens agricultores apoiados pelo PRODER, contribuindo assim «para o rejuvenescimento e o fortalecimento do sector, mas ainda assim uma gota de água (2%) quando consideramos o universo de agricultores recenseados. De salientar a distribuição destes jovens por todo o território, com especial destaque para o Douro, Oeste e Algarve. Importante é também a crescente relevância das mulheres, que vão passando dos bastidores à ribalta da agricultura: a percentagem de jovens agricultores (60%) é manifestamente superior à das agricultoras (40%), nos beneficiários do PRODER». Quanto às qualificações, o perfil do jovem agricultor é também diferente em relação ao passado. 65% frequentou o ensino secundário e 35% tem qualificações de pós-secundário. Contudo, a maioria (70%) daqueles que frequentaram uma insti-
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tuição pós-secundário não tem formação agrícola. Quando se analisam os jovens agricultores que frequentaram apenas a escola secundária, também a maioria (90%) não tem formação agrícola.
Floresta e conhecimento O PRODER abrange também investimentos feitos na floresta e em conhecimento e contributo para a inovação científica. Na floresta foram investidos 600 milhões de euros, com 57% desta verba aplicada na produção, 27% na valorização e 16% em proteção. No total houve quatro mil projetos ligados à floresta com uma distribuição regional que «resulta naturalmente das características do território e demonstra que mais de metade do investimento total está no Alentejo (52%), sendo o Centro a segunda região mais importante (32%). «Quando consideramos a distribuição do investimento na floresta por tipo de beneficiários, verificamos que 73% desse investimento é privado, da responsabilidade de produtores florestais
individuais ou coletivos e dirige-se sobretudo à produção. Ainda assim, as entidades gestoras de ZIF e Baldios representam 15% do investimento total, o que só foi possível por se terem introduzido todas as medidas de simplificação que nesta matéria se podiam adotar no quadro do PRODER. Este investimento é sobretudo dirigido à valorização da floresta. As entidades públicas - administração local e central – são responsáveis por 11% do investimento, que se dirige sobretudo à proteção da floresta». O Conhecimento e Inovação correspondem ao menor valor de investimento, precisamente 141 milhões de euros. O aconselhamento técnico foi a área que mais financiamento obteve, 40%, seguindo-se 30% para a inovação, 17% para formação especializada e 13% para redes de conhecimento. O Norte tem mais representação neste quadro do PRODER, foi a região para onde se canalizaram 38% dos 141 milhões de euros totais apostados em conhecimento e inovação. O Centro e
o Alentejo são as regiões que surgem em seguida com 21 e 20% respetivamente. O relatório sobre o PRODER destaca a relação entre o sector privado e as instituições de ensino e investigação. «Por detrás do investimento PRODER em inovação está sempre a ligação entre as empresas do sector agroflorestal e as universidades e politécnicos». Fruto do conhecimento e inovação e das parcerias estabelecidas, o mercado tem hoje 93 novos produtos e 98 novas técnicas. Neste processo estiveram envolvidos «cerca de 1.700 técnicos e investigadores. As novas técnicas melhoram a produtividade dos investimentos – como técnicas de rega ou de prevenção de pragas – e os novos produtos são adaptados a novos públicos-alvo, que vão desde a alheira light, à fruta pronta a comer ou aos cereais fortificados». O documento citado baseia os dados na informação apurada através do Sistema de informação dos Pedidos de Apoio (SIPRODER) e na informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatística. pub.
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Portugal 2020
Formação Profissional Agrícola Clara Guerreiro Dep. FoRMAÇÃO CAP clarag@cap.pt
| O setor agrícola tem assistido ao aparecimento de uma nova geração de empresas, com grande capacidade inovadora e empreendedora, que se têm, inclusive, aventurado com sucesso na conquista de novos segmentos de mercado a nível mundial. Para sustentar e acompanhar a capacidade empreendedora das empresas portuguesas, é necessário que se continue a apostar na qualificação das pessoas e
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consequentemente numa formação de qualidade e devidamente certificada. As necessidades de formação do setor visam públicos muito específicos, e fundamentais para a melhoria da competitividade das explorações e das empresas e para a manutenção do próprio emprego no setor, nomeadamente jovens empresários agrícolas, produtores agrícolas, pecuários e florestais, empreendedores, empresários e gestores, trabalhadores agrícolas, florestais, rurais e da agroindústria, quadros técnicos de empresas, organizações agrícolas e de desenvolvimento,
dirigentes, gestores e trabalhadores de cooperativas agrícolas, de associações de agricultores e de associações de desenvolvimento rural e local. No âmbito dos próximos fundos estruturais “Portugal 2020”, é absolutamente necessário acautelar a elegibilidade de intervenções formativas, orientadas por objetivos muito específicos e dirigidos. Segundo uma estimativa realizada recentemente pelo Ministério da Agricultura e do Mar, a título de exemplo, identificaram-se os seguintes tipos de necessidades formativas:
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Formação para a instalação de jovens agricultores: de 5.000 a 6.000 jovens; Formação de natureza específica ou de especialização para produtores, empresários, gestores e trabalhadores: Formação de 200.000 Aplicadores de Produtos Fitofarmacêuticos (APF);
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gestores e de trabalhadores de organiza• Atualização de 5.000 APF/ano; ções de agricultores e de desenvolvimenF ormação de 10.000 agricultores em • to rural: Proteção Integrada (PI)/ano; Formação de 600 empresas/ano F ormação de 3.000 agricultores em Pro• • dução Integrada (PRODI)/ano; • Formação de 60 organizações de agri• Formação de 1.500 agricultores em cultores e Cooperativas agrícolas/ano.
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Modo de Produção Biológico (MPB)/ ano; Formação de 1.000 agricultores em Proteção dos animais no transporte/ano; Formação de 1.000 agricultores em Proteção dos animais nos locais de criação/ano; Formação de 900 agricultores em Mecanização e condução de máquinas/ano;
Formação de natureza específica ou de especialização para técnicos das organizações de agricultores, de empresas e da administração sectorial (MAM): Formação de 150 técnicos responsáveis de Distribuição, comerc. e aplicação. de PF/ano; Atualização e aperfeiçoamento de 400 técnicos responsáveis de DCAPF/ano; Formação de 80 técnicos e inspetores de máquinas de APF/ano; Formação de 400 técnicos em PI, PRODI e MPB/ano; Formação de 30 técnicos de Valorização Agrícola de Lamas/ano; Formação de 50 técnicos de mecanização e condução de veículos agrícolas/ ano; Formação para a gestão, organização, qualidade e inovação para dirigentes,
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O Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020, prevê na Prioridade 1: “ .... fomentar a transferência de conhecimentos e a inovação nos setores agrícola e florestal e nas zonas rurais, com especial incidência nos seguintes domínios:..... incentivo da aprendizagem ao longo da vida e da formação profissional nos setores agrícola e florestal”. E neste contexto, apresenta as ações ”Formação e divulgação” e “Aconselhamento” apoiadas através de várias tipologias de operações, nomeadamente formação profissional, atividades de demonstração e informação e aprendizagem em ambiente de empresa, com o objetivo ultimo de contribuir para aumentar o nível de formação técnica e empresarial dos ativos do setor. Todavia, as atividades de formação financiadas pelo PDR, dirigem-se apenas aos beneficiários de investimento deste programa. A restante formação só poderá ser apoiada pelos Programas Operacionais Temáticos e pelos Programas Operacionais Regionais, através do Fundo Social Europeu, previsto no Portugal 2020. Importa pois, que estes Programas incluam as necessidades de formação específicas do setor, nomeadamente as que são obrigatórias por via regulamentar. Não obstante as ultimas versões dos Programas Operacionais, que constituem o Acordo de Parceria com vertente FSE, não estarem ainda validadas pela Comissão Europeia, podem-se vislumbrar oportunidades de financiamento das seguintes modalidades: Oferta Formativa e Educativa Certificada para Adultos – formação inicial de dupla certificação, para obtenção de uma qualificação profissional, dirigida a um público adulto que pretenda aumentar o seu nível escolar e profissional; Formação modular certificada dirigida a ativos empregados e desempregados – formação de curta duração, para
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ativos do setor e para quem pretenda integrar-se, que permite um itinerário de formação e qualificação ao longo da vida, respondendo nomeadamente às necessidades e obrigações setoriais, designadamente em áreas regulamentadas pelo MAM; Formação para PME – formação para, no âmbito das empresas agrícolas, pecuárias, florestais e de transformação, desenvolver um processo de melhoria da
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gestão, da produção, da comercialização e da indução da inovação nas suas práticas, via um modelo de ação-formação (padronizada e individualizada). Formação para Jovens Agricultores (JA) – Formação para responder às necessidades decorrentes da instalação no setor.
Em termos de Gestão da Intervenção, está assegurada a existência de Organismos
Intermédios em determinadas tipologias, nomeadamente na formação para PME, papel que pode ser desempenhado pelos Parceiros Sociais, e que assumem, com a celebração do contrato, a responsabilidade pela gestão técnica, financeira e administrativa das candidaturas que lhe forem apresentadas pelas entidades beneficiárias, nomeadamente pelas entidades suas associadas. Para diversas modalidades de formação, nomeadamente a formação modular certificadas, o acesso ao financiamento, por parte dos Parceiros Sociais com assento na CPCS, pode ser concretizado por Candidatura Integrada de Formação, apresentada em parceria com organizações sectoriais e regionais suas associadas. Para aproveitar com qualidade os recursos disponíveis pelos fundos estruturais, importa salvaguardar que os agentes formativos sejam realmente entidades ligadas ao setor, profundamente conhecedores da realidade e que possam orientar a formação para as suas necessidades reais.
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Governo quer aumentar recurso aos seguros
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Os seguros agrícolas vão ter apoios no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020. A estratégia do Ministério da Agricultura é aumentar o recurso aos seguros por parte das empresas do sector. Para Assunção Cristas, «quantos mais agricultores fizerem seguros, mais generosos podem ser». A ministra da Agricultura disse esperar que «nalguns domínios, possam existir apólices de seguros ajustadas aos produtores» no âmbito do PDR 2020. «Não tenho dúvidas de que o caminho é por aí, muito mais do que dar pontualmente apoios que na prática funcionam como um desincentivo a que os agricultores façam os seus contratos de seguro», defendeu a governante, que apontou também a solução dos seguros para os prejuízos recentes na colheita de tomate. Em declarações à agência Lusa, Assunção Cristas afirmou que «com certeza que os seguros não apoiam tudo. Há sempre uma margem de perdas que não são apoiadas sob pena de serem incomportavelmente caros, mas isso também é o que está dentro do risco próprio do agricultor».
Ministério da Agricultura vai cortar na despesa No Orçamento de Estado (OE) para 2015, o Ministério da Agricultura e do Mar vai reduzir a despesa sobretudo no subsector dos Serviços e Fundos Autónomos, com menos 28%, e no subsector Estado que apresenta uma diminuição nas despesas de atividades de 15,5% e de 13,9% no orçamento de projetos. As medidas a implementar vão permitir uma poupança de 32 milhões de euros. No relatório do OE, conhecido em outubro, lê-se que a «despesa total do Ministério da
Agricultura vai cair 11% no próximo ano para 1.168,2 milhões de euros», o que significa menos 144,4 milhões de euros do que em 2014. O documento esclarece ainda que «a par do esforço para estimular o crescimento económico, o Ministério da Agricultura e do Mar prosseguirá as medidas de melhoria da eficácia da sua estrutura institucional contribuindo para um funcionamento menos oneroso e uma atuação mais eficaz».
Cresce área plantada com milho geneticamente modificado A Direção Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) revelou que a área plantada com milho geneticamente modificado (OGM) cresceu em Portugal no último ano. A cultura de milho OGM ocupou uma área com 8542 hectares em 2014, um aumento de 349 hectares em relação a 2013. O relatório da DGAV indica que o norte do país teve um aumento de seis hectares face a 2013 e que, na região centro, foram cultivados 81 hectares. Lisboa e Vale do Tejo registou uma diminuição da área plantada, passando dos 2215 hectares para os 2074 hectares. O Alentejo, contudo, ficou marcado pelo crescimento de 5041 hectares para 5456 hectares. O Algarve apenas regista a plantação de 50 hectares de OGM entre 2007 e 2009.
França - Produtores de milho pedem antecipação de ajudas A campanha de milho em França este ano não vai ser das melhores, preveem os agricultores que, por esse motivo, pediram ao Governo ajudas antecipadas da Política Agrícola Comum (PAC). Os agricultores estão a vender parte da produção a preços mais reduzidos,
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chegando mesmo a atingir uma quebra de 25% menos comparativamente aos preços praticados na campanha do ano passado. A quebra de rendimentos poderá ser compensada com a antecipação das ajudas previstas na PAC 2014-2020.
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Já estão abertas candidaturas à Bolsa de Terras A 7 de setembro abriram as candidaturas para arrendamento de terras disponibilizadas pelo Estado na Bolsa Nacional de Terras. A concurso estão 730 hectares, divididos em 25 parcelas, com áreas que vão dos 0,17 hectares (no distrito de Braga) aos 297,53 hectares (no distrito de Setúbal). As licitações vão começar em valores de 24 euros anuais até aos 35 mil euros por ano. Todos os arrendamentos terão que ser válidos por períodos que variam entre os sete e os quinze anos. As condições de arrendamento estão disponíveis no Decreto-lei n.º 21/2014, de 11 de fevereiro, no Guia Prático das Terras do Estado, disponibilizado no site da Bolsa Nacional de Terras, em www.bolsanacionaldeterras.pt
IFAP lança aplicação para smartphone Consulta de pagamentos previstos, pagamentos efetuados, resumo de movimentos financeiros, consulta de mensagens são algumas das funcionalidades da aplicação (app) para smartphones lançada pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), APP IFAP Mobile. A app do IFAP está disponível os beneficiários registados no portal do IFAP e funciona em smartphones android (versão mínima suportada 2.2) e iOS (versão mínima suportada 6.0 ou posterior). Esta aplicação está otimizada para iphone 5.
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NOV14 www.agrotejo.pt EMPRESAS ADUBOS DEIBA LDA. TIAGO DUARTE GESTOR DE PRODUTO
Entec: o fertilizante mais rentável para milho e outras culturas AGROindustriais
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| Os adubos ENTEC®, comercializados por EuroChem Agro e distribuidos em Portugal pela empresa Adubos Deiba, Lda., são fertilizantes que contêm em sua formulação o inibidor 3,4-dimetilpirazol fosfato (abreviado DMPP) desenvolvido pela BASF no final dos anos 90 do século passado. Os adubos com inibidores da nitrificação são geralmente conhecidos como adubos estabilizados. O inibidor da nitrificação DMPP reduz durante certo período de tempo a atividade das bactérias Nitrosomonas, responsáveis pela formação de nitratos no solo. Desta forma diminui os riscos das perdas de azoto (menor lavagem dos nitratos e contaminação das águas), aumentando assim a disponibilidade deste elemento para as culturas, permitindo o ajuste das práticas de fertilização azotadas às normas ambientais locais, sobretudo as relativas às zonas vulneráveis. Além disso, ao permitir realizar uma adubação mais eficiente torna possível a diminuição da quantidade de azoto aplicado, sem prejuízo da produção final. Do ponto de vista prático pois permite a redução das passagens de máquinas. A experiência adquirida durante mais de 12 campanhas, juntamente com a vasta experiência em investigação com este tipo de fertilizantes em cereais de outono-inverno, milho, batata e outras culturas, permitiu demonstrar por exemplo, que a aplicação dos adubos ENTEC® em milho por duas fazes, uma primeira à sementeira seguida de uma cobertura quando a cultura está “joalheira”, permite obter o mesmo desempenho que a fertilização com fertilizantes convencionais em diversas aplicações. Isso significa que os agricultores podem reduzir aplicações de adubo e evitar os problemas de queimaduras foliares causados pelas adubações de cobertura com adubos azotados e o desgaste
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Figura 1 - 60 A 70% DO CONSUMO DE AZOTO OCORRE NAS PRIMEIRAS 12 SEMANAS APÓS A SEMENTEIRA
O ENTEC® ao permitir realizar uma adubação mais eficiente torna possível a diminuição da quantidade de azoto aplicado, sem prejuízo da produção final dos equipamentos de fertirrega provocado pelo uso intenso. A recomendação para a aplicação dos fertilizantes ENTEC® em milho pode ser vista na Figura 1. Há um período flexível para a aplicação da fertilização de cobertura com este fertilizante visto que a adubação de sementeira permite a permanência prolongada de azoto disponivel à cultura. As doses a aplicar variam de acordo com o objetivo de produção, da zona e da duração do ciclo. Na adubação com ENTEC® é mantido um nível adequado de N (com perdas mínimas) no solo durante as fases mais críticas para o milho, garantindo assim a obtenção de um ótimo desempenho e qualidade do milho. Além
disso, também se reduz a susceptilidade a doenças e pragas, causadas muitas vezes por uma aplicação excessiva de fertilizantes azotados em cobertura. O outro grande beneficiado com a utilização de ENTEC®, além do agricultor, é o ambiente. Devido à inibição da nitrificação e diminuição da formação de nitratos, a lixiviação destes fica muito reduzida em comparação com os fertilizantes convencionais, em que ocorre uma transformação muito rápida do azoto para a forma de nitratos, os quais devido à sua alta solubilidade e nula adsorção no complexo argilo-humico se perdem em profundidade no perfil do solo sob a acção da irrigação ou chuva tornando-se assim este azoto indisponivel à cultura. Quando se aplica ENTEC,® o azoto permanece na forma amoniacal, que devido à sua carga positiva (NH4+) é retido no complexo argilo-humico do solo assegurando a disponibilidade constante deste elemento às plantas, consequentemente as perdas de azoto na forma de nitratos são reduzidas. Além desta diminuição de perdas de nitratos para as águas, há uma redução muito significativa de gases de azoto que se produzem durante a nitrificação, que são emitidos para a atmosfera, com graves danos ambientais.
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Medidas de apoio do PDR 2020 arrancam em novembro O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, assegura que as primeiras medidas de apoio ao investimento do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020 arrancam a 15 de novembro. «Estamos na fase final de aprovação do PDR 2014-2020 pela Comissão Europeia, mas, independentemente dessa fase processual, as primeiras medidas vão abrir a 15 de novembro e o Governo espera ter o programa completamente em funcionamento em meados de 2015», disse José Diogo Albuquerque. O acordo alcançado com a Comissão Europeia foi começar já com as medidas mais «emblemáticas», nomeadamente «de jovens agricultores e da agroindústria, mesmo que o PDR 2014-2020 não esteja aprovado pela Comissão Europeia». Sobre a gestão dos fundos comunitários, o secretário de Estado para o Desenvolvimento Regional, Ma-
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nuel Castro Almeida, explicou que «existirão dois níveis de execução técnica: uma coordenação global a cargo de um serviço criado recentemente, que é a Agência de Desenvolvimento e Coesão, que faz a coordenação global dos fundos; e o centro da gestão, que vai estar nos 14 programas operacionais, em que cada um deles tem a sua autoridade de gestão». Miguel Castro Almeida explicou ainda que, no respeitante
aos concursos, «cada autoridade de gestão terá de definir a 12 meses de distância quais são os concursos que vai abrir». «A forma de fazer o acesso aos fundos é que é importante, porque no passado todos quiseram fazer bem, e os resultados não são propriamente brilhantes» e «Portugal está no grupo da frente dos Estados-membros na preparação e implementação do novo acordo de parceria».
Exportações do sector alimentar cresceram 7% nos últimos cinco anos As exportações do sector alimentar aumentaram 7% nos últimos cinco anos, contribuindo para um equilíbrio na balança comercial. O crescimento constante fomenta o objetivo do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) em alcançar a autossuficiência em valor em 2020. O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, está satisfeito com o desempenho do sector agroalimentar e destacou que «as ex-
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portações aumentaram 3,3% no último trimestre, enquanto no total de todos os sectores da economia cresceram 2,4%». O responsável político afiançou ainda que «se este caminho prosseguir, Portugal vai conseguir continuar a diminuir o défice da balança comercial, no sentido de chegar à autossuficiência em valor em 2020». Neste trimestre, o défice da balança comercial diminuiu 400 milhões de euros.
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«Crescer» é palavra de ordem para a Agromais Sara Pelicano Jornalista
A diversificação de culturas e aposta em mercados internacionais pela diferenciação e qualidade de produtos são algumas das estratégias defendidas pelos responsáveis da Agromais. Luís Vasconcellos e Souza, presidente da Direção, defende, apesar das variações dos preços, que o milho é a aposta certa para o regadio. Jorge Neves, diretorgeral, defende uma «batalha» aos custos. Numa conversa informal, ambos comentam o presente e o futuro da Agromais e das políticas agrícolas.
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NOV14 www.agrotejo.pt AGROMAIS
| Em setembro, a Agromais - Entreposto Comercial Agrícola concluiu a terceira fase de investimentos que permitirão melhorar a qualidade do produto comercializado e adequar as instalações à realidade dos produtores. Os investimentos feitos na secagem e armazenamento de milho nas unidades de Riachos e Chamusca vão permitir um aumento de capacidade de armazenagem de mais 4.200 toneladas e de secagem de mais 750 toneladas por dia, para além da automatização total de circuitos e de uma significativa melhoria das condições de receção e expedição de milho. O investimento total foi de três milhões de euros, dois milhões e meio de euros aplicados em Riachos e 500 mil euros na Chamusca. O projeto de melhoria das instalações foi submetido a apoios comunitários do âmbito do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) e obteve uma comparticipação de 35%. «Tínhamos as instalações, sobretudo de Riachos, com investimentos feitos há 25 anos, logo, com alguma desadequação face ao movimento de produto e tecnologias mais recentes», afirma Jorge Durão Neves. O diretor-geral da Agromais explica que os investimentos foram feitos para «dar resposta às necessidades dos produtores» e evitar alguns custos acrescidos. «Evitamos assim congestionamentos na entrega de milho e alguns custos de transporte. As instalações da Chamusca tinham pouca capacidade e rapidamente ficavam congestionadas, o que obrigava
os agricultores a fazer mais quilómetros para entregar o milho nas instalações de Riachos. Isto traz custos e ineficiências. Agora conseguimos evitar isso e gerir fluxos de entrada da produção». A Agromais pensou no produtor, mas também na eficiência energética e melhoria da qualidade. Luís Vasconcellos e Souza, presidente da Direção, explica que «o investimento que foi feito tem a ver com a melhoria da qualidade do produto final. Fez-se uma adaptação das nossas técni-
Os investimentos vão permitir um aumento de capacidade de armazenagem de mais 4.200 toneladas
lhor do que o produto seco de outra maneira», pormenoriza Luís Vasconcellos e Souza. As mais-valias diretas para o agricultor traduzem-se na celeridade na entrega do seu milho, mas indiretamente, e a longo prazo, poderão beneficiar de um reconhecimento de qualidade por parte dos clientes Agromais. Jorge Neves comenta que «conseguindo uma melhoria de qualidade do nosso milho, conseguiremos que os nossos clientes reconheçam isso e pratiquem melhores preços e, acima de tudo, haja maior fidelização dos nossos clientes».
A «batalha» dos custos Esta foi uma das medidas para otimização de todo o processo ligado à cultura do milho porque, para Jorge Neves,
cas de secagem às perspetivas e às condições do mercado. A grande expectativa é sermos mais eficientes a secar. Em traços gerais vamos secar com mais eletricidade e com menos gás». O aumento de capacidade veio acompanhado com inovações tecnológicas como maior automatização e uso de energia eléctrica em detrimento do gás que é mais caro. «Assim conseguiremos um serviço de secagem melhor com menos refugo e menos mutações do ponto de vista operacional. O produto assim seco será me-
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é uma optimização de custos», explica Jorge Neves.
Independência da monocultura O milho pipoca e as hortícolas são apostas de futuro para reduzir a dependência da monocultura e assegurar as necessárias rotações. «As culturas que não o milho são extremamente importantes para a Agromais porque representam alternativas de produção para que não haja uma dependência de uma monocultura», afirma Jorge Neves. A estratégia da Agromais sempre foi essa e é nesta lógica que se insere o milho pipoca, como resposta ao desafio lançado por uma cadeia de cinemas nacional. «A produção de milho para pipoca representa meio porcento da produção de milho da Agromais. Será sempre um nicho de mercado mas pode ser uma alternativa interessante de mercado. Trata-se de uma planta com menos produtividade, mais frágil, mas conseguimos que um pequeno conjunto de agricultores arriscasse nesta produção».
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o futuro faz-se cada vez mais ao nível dos custos e não tanto ao nível do preço. «Portugal, estando inserido na União Europeia e numa Organização Mundial de Comércio, dificilmente pode implementar mecanismos de proteção de preços. Estamos completamente sujeitos às alterações de preços do mercado internacional. Por aí há pouco a fazer». Contudo desburocratizar o quotidiano dos empresários agrícolas poderá reduzir custos. «A batalha dá-se a nível dos custos e não dos preços», defende Jorge Neves. O responsável da Agromais alerta que o Estado pode dar um contributo nesta questão sendo um «facilitador e não obstáculo para os agricultores se tornarem mais competitivos. O Estado tem de ser um parceiro e não um entrave». A redução dos custos pode ser conseguida, por exemplo, recorrendo cada vez mais às novas tecnologias. A agricultura de precisão melhora a eficiência quotidiana do empresário agrícola. Para Jorge Neves, a «agricultura de precisão veio para ficar». O diretor-geral da
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Agromais explica que há já algum tempo são utilizadas tecnologias a nível da monitorização da água «com sondas de humidade no solo e com estações meteorológicas, tecnologias que permitem ao agricultor saber a quantidade de água que necessita para a sua rega e quando o deve fazer. São procedimentos que têm crescido bastante e que o agricultor valoriza». A Agromais trabalha agora na implementação de um índice que analisa a condição da vegetação no campo através de sensoriamento remoto. Trata-se da tecnologia NVDI (sigla inglesa de Normalized Difference Vegetation Index). «Isto vai ser uma revolução porque vai obrigar a uma participação interdisciplinar». Os dados da colheita, recolhidos pelas ceifeiras, vão permitir fazer um mapeamento que será utilizado na fertilização mais eficiente das terras porque o agricultor vai saber qual a parcela de terra que necessita de mais, ou menos, fertilizantes. «Com este conhecimento, o agricultor não vai ter de aplicar a mesma quantidade uniformemente e isso
a melhoria de qualidade do nosso milho, PERMITE que os nossos clientes pratiquem melhores preços
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Cebola, tomate para indústria, alho, brócolos são outras das culturas que nascem no Norte do Vale do Tejo e a Agromais comercializa. Luís Vasconcellos e Souza comenta que um «agricultor de regadio tem tendência a ser um agricultor do ano todo. As hortícolas são culturas de inverno e, nessa medida, os agricultores têm na Agromais um agente para esse tipo de produto». O presidente da Direção afiança que se tem «notado uma aposta maior, apesar de algumas zonas, como a Golegã e Chamusca, serem inundáveis e haver sempre esse risco associado às culturas de inverno nesta região. Não há dúvida que culturas hortícolas em geral têm uma margem bruta superior, têm é um risco associado e mais necessidade de mão-de-obra do que as culturas tradicionais».
A Agromais «não pode sozinha pagar a novidade», Luís Vasconcellos e Souza
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AGROTEJO: Além da exportação, considera que devem ser também criados produtos inovadores? Luís Vasconcellos e Souza: Sim. Precisamos entusiasmar os produtores a produzir os tais produtos que achamos estratégicos. O problema é que ser estratégico não quer dizer que tenham margem líquida todos os anos. A estratégia tem a ver com novos mercados. O problema aqui é quem é que paga a novidade. Há alguma tendência a imputar o pagamento dessa novidade à Agromais e a instituição não pode ser ela sozinha a pagar a novidade. Pode contribuir para abrir mercados e zonas de produção mas não pode ser um ónus permanente da organização. AGROTEJO: A região há muitos anos encetou um projeto para o emparcelamento agrícola. Em que fase está esse projeto? L.V.S.: Neste momento está numa fase de pré-concretização, que não sabemos quanto tempo demorará. É um projeto imprescindível e temos caraterísticas únicas que merecem ser apoiadas e o processo acelerado. Nesta questão, há sobretudo uma tradição de falta de fé nos projetos de emparcelamento encarnado na pessoa de um ex-ministro da Agricul-
tura que fez com que o projeto, com todas as caraterísticas para ser um sucesso, estivesse na gaveta durante seis anos. AGROTEJO: Problemas de recursos financeiros podem condicionar o arranque do projeto? L.V.S.: Problemas financeiros vão-se pôr em relação à execução, mas nós neste momento ainda não estamos aí. Temos capacidade para executar e temos conhecimento acumulado que permite dizer que vai ser um sucesso. AGROTEJO: O sector agrícola, está finalmente a ser, mais apoiado e a ter uma dinâmica económica que há muito não se assistia. Existem contudo constrangimentos que se colocam? L.V.S.: Temos um país com poucas matérias-primas, ou seja sem recursos energéticos, minerais, e temos um setor primário que foi descurado pelos políticos e pelas políticas. Chegámos aqui porque houve governos que desinvestiram no setor e levou a onde estávamos. O setor foi vítima da falta de capacidade dos políticos. Atualmente continua a haver constrangimentos, os maiores são comerciais e quando acabarem os comerciais passam a ser técnicos.
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Jorge Neves acrescenta que «temos batata para indústria, a cebola, o alho que começámos a produzir o ano passado, brócolos, ervilhas, pimentos. São culturas interessantes para que o agricultor possa optar de acordo com as suas características, as necessidades de rotação que tem e os seus conhecimentos». A diversidade é bem-vinda mas, apesar da diminuição de área semeada com milho nas últimas décadas, esta cultura continua a «ser uma boa aposta». Luís Vasconcellos e Souza explica que «na cultura do milho, como noutras, nota-
O milho pipoca e as hortícolas são apostas de futuro para reduzir a dependência da monocultura
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-se um decréscimo em termos de área plantada na zona Norte e Centro do país. Este ano, este decréscimo foi também verificado no Vale do Tejo e Alentejo». Razões comerciais e tendência de aposta noutras culturas, como o girassol podem estar na origem desta diminuição na área de milho como pormenoriza Luís Vasconcellos e Souza: «Por um lado, há um abaixamento de preço/dificuldade de venda e, por outro, a aposta no girassol que as pessoas julgam ser verdadeira alternativa». O também engenheiro agrónomo destaca que o milho continua a ser uma boa aposta e não revela dúvida de que «neste momento não há outra cultura de regadio, para áreas grandes, que possa desempenhar o papel que o milho tem».
Trilhar novos caminhos A estratégia de futuro para a Agromais, segundo Luís Vasconcellos e Souza, é «crescer e garantir, ou aumentar, os
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rendimentos dos agricultores. Crescer para coisas que sejam verdadeiramente interessantes e melhorem as condições dos agricultores». Com mais de duas décadas de existência, desde o início que a Agromais exporta diretamente cebola para Inglaterra, «que presenta 10 a 15% da produção dos agricultores da Agromais», afirma Jorge Neves. A restante produção de cebola é veiculada para o mercado nacional que é deficitário. A exportação é cada vez mais um caminho a trilhar para «criar mercados alternativos com maior valor acrescentado, mais exigentes com a qualidade daquilo que se produz». Jorge Neves considera que colocar os produtos agrícolas nacionais além-fronteiras é «criar uma almofada de segurança» contra a volatilidade dos produtos que entram em Portugal a preços mais baixos. O caminho é «encontrar nichos de mercado fora de Portugal que nos libertem um pouco desta formação do preço com base nas produções mais competitivas do mundo». Neste ponto
da conversa, Luís Vasconcellos e Souza alerta para a proximidade geográfica de Espanha que «funciona como um tampão em relação ao nosso desenvolvimento. Espanha tem uma influência esmagadora na formação de preços de produtos como cebola, o alho, pimento», por isso, defende o presidente da Direção «a aposta terá de ser no mercado de qualidade e é isso que estamos a tentar fazer». Na conquista do mercado internacional há alguns desafios a contornar. Para Luís Vasconcellos e Souza é necessário «criar massa crítica e arranjar parceiros de mercado com os quais se estabeleçam sinergias e possamos embarcar a sério com eles. Isto é o que tem faltado porque temos um tipo de produção que não é a produção do Oeste, nem da zona Norte. Temos alguma especialização em produtos de massa que ainda não têm quantidades significativas em Portugal». O Estado pode dar um contributo para facilitar o processo de internacionalipub.
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a Agromais. Esta nossa intervenção social é uma forma de chamar atenção da sociedade para importância da agricultura pela soberania nacional, pela preservação do ambiente, pela autossuficência alimentar. A responsabilidade social não serve para nos dar visibilidade ou incrementar os nossos negócios, mas esta é a maneira de mostrarmos à sociedade que também temos o nosso papel no apoio dos projetos válidos.
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Responsabilidade social alerta para «importância da agricultura», diz Jorge Neves AGROTEJO: A Agromais tem vindo a estabelecer parcerias com as escolas, com entidades nacionais e outras locais, apoiando-as. A responsabilidade social é cada vez mais um desígnio para a cooperativa? Jorge Neves: A responsabilidade social devia ser um desígnio de todos nós, sociedade civil. Infelizmente o Estado tem-se alheado desta questão e a sociedade civil tem de assumir a responsabilidade e é aí que entra
zação começando pela «certificação de produtos» e também na «multiplicação de sementes» e ainda, explica Luís Vasconcellos e Souza, «conseguir fazer ‘batotas’ como se fazem noutros países da Europa, através de ajudas indiretas».
Alqueva: «onde tudo vai acontecer» A albufeira de Alqueva trouxe àquela região do Baixo Alentejo a possibilidade de fazer agricultura de regadio. A Agromais está atenta a novas oportunidade e há dois anos expandiu a sua área de abrangência para o concelho de Ferreira do Alentejo. Em parceria com outras entidades, inaugurou aquele que é o maior secador de milho do Baixo AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
AGROTEJO: Nos últimos anos têm também apoiado a excelência de alunos das Escolas Secundárias da Chamusca, Golegã e Agrupamentos de Escolas de Aljustrel e de Ferreira do Alentejo. Que impacto pode ter uma distinção destas? J.N.: Essa iniciativa tem perto de dois anos. Iniciámo-la quando terminou o cheque para os melhores alunos. A Agromais substitui-se ao Estado e manteve a oferta desse cheque na nossa área de influência, nomeadamente nas escolas Secundárias da Chamusca, Golegã e agrupamentos de escolas de Aljustrel e de Ferreira do Alentejo. Achamos que os melhores têm de ser premiados e parece que o Estado não quer reconhecer a
Alentejo. «A região do Alqueva, tirando o negócio da vinha e dos olivais, tem ainda um déficit de infraestruturas. Identificámos que havia um déficit na parte da secagem. Como nós próprios fomos produzir para lá, achámos que havia oportunidade de criar um centro de secagem que permitisse dar resposta aos novos produtores». O secador foi inaugurado há um ano e tem capacidade para secar mil toneladas por dia de milho e armazenar mais de 23 mil toneladas. A unidade representou um investimento de quatro milhões de euros. Ao fim de dois anos de presença no Alentejo, Luís Vasconcellos e Souza afirma que «tem sido um êxito. Conseguimos fazer uma obra em tem-
excelência. O cheque de 500 euros é um valor irrisório, mas que representa muito e um estimulo importante. AGROTEJO: Recentemente, decidiram também apoiar o ensino profissional agrícola. Quais os objetivos? J.N.: Apoiamos um curso profissional de agricultura na Escola Mestre Martins Correia, na Golegã. É um curso que já existiu e achámos que era oportuno fomentar estes cursos porque existe falta de mão-de-obra especializada na agricultura. Uma pessoa que é tratorista, hoje em dia tem de ser mais do que isso. Hoje é um operador de máquinas. A agricultura de precisão tem de ser feita pelas pessoas que estão operar as máquinas e essas pessoas têm de ter conhecimentos. Não basta o ensino básico e daí estarmos altamente empenhados nesta dinamização do curso profissional na Golegã. AGROTEJO: No ano passado iniciaram o «Projeto Restolho - uma segunda colheita» para que nada se perca. Em que consiste e qual o balanço que faz? J.N.: Foi uma ideia que tivemos não só para apoiar algumas entidades locais como também para apoiar entidades
po record. É o maior secador do Baixo Alentejo e estou convencido que vamos continuar a ser e aumentar a distância em relação aos outros secadores da zona. Isto quer dizer que temos uma capacidade de prestação de serviço superior». O mesmo responsável acredita que esta é uma zona «em que tudo vai acontecer e a cultura do milho é aquela que mais facilmente se adapta à transição para o regadio». No entanto, as perspetivas de crescimento estão muito dependentes do preço e das alternativas a esta cultura. «O preço atual não é fácil, tem fragilidades e está baixo para um número significativo de explorações portuguesas», diz o presidente da Direção da Agromais, sublinhando que «não
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nacionais. Fizemos um protocolo com a Federação dos Bancos Alimentares para colher aquilo que é desperdício agrícola, produtos que não têm especificação para comercialização nas grandes superfícies e transformação industrial, mas que tem características de qualidade para ser consumido. Juntámo-nos à Federação e à Entreajuda, que angaria voluntários nas empresas que queiram fazer ações de cariz social que neste caso é colher o desperdício nos campos. Em 2014, apoiámos o Banco Alimentar de Beja, Santarém, Golegã e, indiretamente, algumas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Apanhámos umas dezenas de toneladas de cebola, tomate, melão, batata. Os voluntários chegam de empresas contactadas pela Entreajuda, mas também os próprios colaboradores da Agromais e Agrotejo e até beneficiários das IPSS. AGROTEJO: Os empresários agrícolas aderiram com facilidade ao projeto Restolho? J.N.: O agricultor aqui é a peça principal. A Agromais foi um facilitador das coisas, mas o produto veio da parcela dos agricultores que têm aderido e que, além daquilo que é colhido, o agricultor tem ainda dado mais qualquer coisa.
AGROTEJO: O desporto não está esquecido pela Agromais. Apoiam a equipa do Rugby Clube de Santarém. Qual a estratégia e objetivos nestes apoios concedidos? Poderão vir a apoiar outros desportos? J.N.: A Agromais apoia projetos válidos, ou seja, não quer dizer que vamos estender isto a todo o tipo de situação. Consideramos que o rugby é um desporto onde o espírito de equipa é muito forte e na Agromais cultivamos muito isso. Identificamo-nos com isso. Depois é um desporto que sai fora daquilo que está na moda. É um desporto amador, os próprios treinadores, dirigentes são voluntários e para nós é importante dar apoio a quem se voluntaria num projeto. AGROTEJO: Desenvolveram o conceito de Selo de Autenticação – Agricultor Solidário 2014. Em que consiste? J.N.: Isto é o reconhecimento que vamos dar a todos os agricultores que colaboraram com projeto restolho. AGROTEJO: Há ainda a componente «Compromisso Pagamento Pontual». Pode pormenorizar como funciona este compromisso? J.N.: A Associação Cristã de Empresários e Gestores lançou este repto há uns anos.
Conheço empresas de outros países que não entendem porque é que em Portugal as pessoas não cumprem com prazos de pagamento. Isto tem efeitos devastadores na economia. E o Estado é o primeiro a não cumprir. A Agromais sempre cumpriu com aquilo que se compromete num determinado prazo. Na altura em que surgiu este movimento, a Agromais achou que tinha todas as condições para participar nele e mostrar que é possível fazer isto em Portugal. Todos temos de dar o exemplo e o Estado deveria ser o primeiro e não o dá. Pagar dentro dos prazos estabelecidos evita constrangimentos em termos de tesouraria. AGROTEJO: Qual a verba que a Agromais canaliza anualmente para a responsabilidade social? J.N.: Não temos uma verba. Nesta questão o que fazemos é colocar os meios à disposição, isto não é contabilizado. Temos pessoas que dão muito do seu esforço, às vezes além do seu horário de trabalho, vonluntariamente. Por exemplo, no projeto Restolho asseguramos a recolha dos produtos apanhados e a entrega nas instituições. Sabemos que são custos que temos mas não contabilizamos.
se avizinha a curto prazo um aumento do preço de mercado que nos permita ter uma postura ativista em relação ao aumento das áreas». A aposta noutras culturas no Alqueva pode funcionar como alternativa ao milho, embora Luís Vasconcellos e Souza se mostre reticente sobre esta opção. O também engenheiro agrónomo comenta que «vai haver um mix, quanto mais não seja porque é preciso haver uma rotação». O grande obstáculo da região é a ausência de agroindústria. Sem ela «vai ser difícil pôr cem mil hectares a produzir o que quer que seja. Somo um país deficitário mas tem custos superiores aos nossos parceiros europeus. Ou seja, a nossa cultura é mais cara». AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
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Programa Restolho ... identificar problemas, criar soluções, motivar parceiros!
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Todos os projetos que nos levam a contactar com pessoas, com os seus problemas e com as suas dificuldades, são altamente motivantes e desafiantes, mas também muito trabalhosos e desgastantes. Lidamos todos dias com realidades diferentes, algumas delas bastante complexas do ponto de vista económico, social e familiar, e é inevitável acabarmos por nos envolver para fazer mais e melhor.
Alexandra Fernandes AGROTEJO alexandra.fernandes@agrotejo.pt
| Com o programa Restolho, e penso que falo em nome de todos os que ao longo destes dois anos acompanharam de perto este projeto, foi isso que aconteceu. Enquanto equipa (AGROTEJO/AGROMAIS), não paramos quando estamos cansados, paramos quando os objetivos a que nos propomos são alcançados! Começamos agora a sentir um pouco o sentimento de missão cumprida… Missão cumprida (não que o trabalho esteja feito, porque temos noção que temos ainda um longo caminho a percorrer no combate ao desperdício alimentar) mas porque sentimos que estamos a conseguir aumentar o envolvimento de todas as partes, apoiando a identificaAGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
“Alargar a prática do Restolho de maneira a incutir nas pessoas o desejo de como voluntários contribuírem para o benefício das instituições que se dedicam a causas de solidariedade como o Banco Alimentar, foi extraordinário dadas as vantagens que dai resultaram. Seria impensável conseguirse tantos benefícios para os nossos utentes sem as ajudas provenientes das apanhas do Restolho”. Maria Eugénia Mendes – Conferencia Nossa Senhora da Conceição/ Banco Alimentar Golegã
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ção de problemas, a criação de soluções e o alargamento das parcerias. Iniciámos o ano de 2014 com um problema que poderia vir a ser fatal no que respeita à continuação do projeto: estavam a ser disponibilizados campos pelos nossos produtores mas não estávamos a conseguir disponibilidade de voluntários para os colher. Como se diz… “a necessidade aguça o engenho”, e criámos o Banco de Voluntários AGROMAIS, com duas vertentes distintas, mas complementares: uma versão empresarial, onde há a participação de grupos de empresas que envolve um planeamento com maior antecedência e uma escolha de campo em função do n.º de voluntários, e um outro, uma versão local (que foi o que acabámos por desenvolver mais) em que a colheita é feita por pequenos grupos de entidades que se associaram a nós, fundamentalmente Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da região, encaminhando os produtos para essas próprias entidades, e consequentemente para os seus utentes, na maioria idosos e crianças. Outro problema identificado no Programa Restolho estava relacionada com aspetos logísticos. Aquando da colheita, que era para palotes, era necessário que o produtor disponibilizasse equipamento para os carregamentos. Para ultrapassar este constrangimento, optámos por efetuar
“Todos sabemos que as Instituições de Solidariedade Social, desempenham as suas funções, apesar dos acordos com a Segurança Social, com dificuldades financeiras. Beneficiarmos do Programa RESTOLHO, permite-nos canalizar a verba que gastaríamos, por exempro, com as batatas, couves ou abóboras, para outros bens e/ou serviços. Agradecemos a oportunidade.” Sónia Marcos - Diretora Técnica Casa do Povo do Pombalinho 61
Enquanto equipa (AGROTEJO/ AGROMAIS), não paramos quando estamos cansados, paramos quando os objetivos a que nos propomos são alcançados! Alexandra Fernandes - Agrotejo
“Para um agricultor é gratificante saber que o excedente da sua produção tem aproveitamento e é utilizado de forma a atenuar um pouco o flagelo social que é a pobreza. Doar o que não foi vendido, é uma forma de escoar produto de qualidade tornando a vida do próximo mais digna libertando-nos do sentimento de perda sempre associado aos desperdícios. No fundo é pôr em marcha a máxima “se cada um tratasse dos famintos da sua rua, não haveria fome”. Um bem-haja à Agrotejo e à Agromais pela iniciativa de disponibilizar e agilizar os meios necessários à logística desta iniciativa.” José Pedro Nunes – Produtor aderente (Courgette e Abobora)
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a colheita para sacos no caso da batata, nabos, courgette e no caso de produtos mais sensíveis como é o caso do tomate, passou a optar-se por caixa. Esta mudança permite, por um lado, uma recolha e carregamento dos produtos mais fácil por parte dos voluntários e, por outro lado, uma divisão mais fácil por diferentes instituições. Criámos ainda uma etiqueta, que identifica os produtos RESTOLHO que se destinam a doação e não para comercialização. Este é efetivamente um projeto com uma forte componente de cidadania, que se quer proactiva, e que é um valor a promover em todas as camadas da sociedade, começando, desde logo, pelos mais novos. Para promover isso mesmo, temos efetuado junto das escolas, jardins-de-infância e colónias de férias da nossa área de influência, ações de divulgação do programa Restolho e o resultado tem sido surpreendente, até porque existem já varias crianças que reconhecem o projeto e a sua forma de
“Dar o que nos sobra nem sequer é partilhar, é um dever para com quem precisa. Com o programa tive a alegria de cumprir o meu dever.” Maria Francisca Chaves Ramos – Produtor aderente de batata Administradora Soc. Agrícola São João de Brito
“A Quinta da Alorna aderiu com entusiasmo desde o primeiro contacto, essencialmente porque faz todo o sentido mitigar o desperdício e acima de tudo canalizar para quem mais precisa os produtos que depois de produzidos não são comercializados. O programa Restolho assenta num princípio de ligação, de entrega e de uma consciência em comunidade que muitas vezes está desligado do nosso quotidiano. Este tipo de iniciativas ajudam-nos a refletir que é com estes pequenos gestos de partilha e de presença que podemos tornar melhor um momento da vida de alguém. Esse alguém que torna possível eu ser quem sou. Gratos por esta iniciativa.” Gustavo Caetano – Produtor aderente / Diretor de Produção Quinta da Alorna
“É com muito gosto que participamos nesta iniciativa. Para nós como produtores, o participar neste programa não implica perdas de rendimento uma vez que os campos já estão finalizados, implica sim podermos contribuir para que alguém tenha diariamente á mesa uma refeição equilibrada com produtos que são base de uma alimentação saudável.” João Reis Mendes – produtor aderente Cebola / Gerente Soc. Agro-Pecuária Reis Mendes, Lda.
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produtos doados por parceiros ribatejo Hortícolas Casal da Avó Nabos > 337 kg batata > 930 kg Quinta da Alorna batata > 100 kg Francisco Manuel Gonçalves Marques couves > 120 kg Batata > 420 kg Hortejo batata > 400 kg cebola > 250 kg José Gomes Alberto batata > 2059 kg SAP Reis Mendes cebola > 460 kg José Luis Maurício dos Santos cebola > 150 kg José Pedro Nunes courgettes > 300 kg abóbora > 600+250 kg Soc. Agrícola Quinta da Labruja batata > 280 kg Casal Agrícola Fidalgo melancia > 600 kg Joaquim Barroso tomate > 260 kg Sociedade Agrícola São João de Brito Batata > 1155 kg
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operar. E porque o resultado de todo este esforço são as colheitas, este ano foram colhidas e entregues a instituições cerca de 12 toneladas de produto, um valor ligeiramente inferior ao registado na campanha de 2013. Os Fatores que conduziram para esta redução foram basicamente 3: - Climáticos e de implementação de segundas culturas não permitindo espaço temporal para efetuar as ações; - Foram efetuadas menos ações empresariais que pelo maior numero de voluntários corresponderiam a maior produção colhida; - Embargo da Rússia a produtos europeus, o que levou á distribuição de alimentos pelos Bancos Alimentares e consequentemente instituições associadas (conduzindo também á redução o n.º de ações e quantidade de produtos recolhidos.) Mais uma vez, queremos reforçar o empenho e o envolvimento dos agricultores que têm contribuído (e de muitos outros que querendo contribuir ainda não foi possível estarem integrados), porque sem eles este projeto não seria possível. Bem hajam pela vossa ajuda!
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“No ano transato, o Banco Alimentar (BA) Contra a Fome de Beja foi contactado pela empresa agrícola Agromais, que propôs uma ação conjunta às duas instituições: recolher e distribuir o que é usual designar por rabisco, ou seja, o que, por motivos vários, não é colhido, ou sendo colhido não é enviado para os mercados. Mas o projeto não ficou por aqui: muito além da recolha e distribuição de alimentos, conseguiuse um envolvimento da comunidade, com participação das instituições apoiadas e de voluntários beneficiários do Rendimento Social de Inserção que colaboraram na apanha e transporte dos produtos. Esta realidade deu-nos grande satisfação e fez com que sentíssemos que tínhamos em mãos algo muito maior do que a soma das partes. Acreditámos ainda ser possível fazer crescer o projeto e conferir-lhe outro alcance. Pareceu-nos apelativa a ideia da transformação dos bens alimentares, com a qual poderíamos criar uma cadeia colheita-transformação que envolvesse e gerasse mais atividades, onde mais voluntários pudessem estar de forma útil e produtiva acrescentando valor aos bens doados. E desta ideia nasceu a produção de doces e compotas que foram, depois, distribuídos às Instituições participantes. Vejamos o que seremos capazes de fazer no ano que vem! Com um muito obrigado a todos.” A direção do Banco Alimentar contra a Fome de Beja
produtos doados por parceiros ALENTEJO Plus Alqueva Favas > 315 kg Couves > 135 kg Ervilhas > 243 kg Alho > 30 kg Agro Conventinho e Plus Produção Agrícola Tomate > 2085 kg Nuno Borges e Sociedade Agrícola do Cardim Cebolas > 552.4 kg
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Cadernos de campo
O Caderno de Campo simples para TODOS!
O programa Isamargem é uma solução que permite fazer a Gestão Técnica e Económica de Empresas e Organizações Agrícolas. Os registos são efetuados num computador ou em qualquer lugar através do seu Smartphone ou Tablet. Esta aplicação dirige-se a todos os Empresários Agrícolas, Técnicos, Associações, Cooperativas e Centrais Hortofrutícolas, possibilitando uma resposta eficiente às
EMPRESAS
obrigações legais decorrentes do novo quadro comunitário, tais como CADERNO de CAMPO. Neste contexto a ISAGRI desenvolveu edições específicas para vários clientes; AGROMAIS, EMERGOSOL, PRIMOHORTA e
HORTAS DE SANTA MARIA, como resposta também às necessidades de certificação, (Globalgap, Tesco, …) e de exigências legais, como o controlo em Zonas Vulneráveis e o cumprimento do Código de Boas Práticas Agrícolas. pub.
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O mercado em Primeiro Lugar Pedro Miguel Santos Agromais pedro.santos@agromais.pt
Muitas vezes se ouve dizer que a AGROMAIS podia passar a comercializar outros produtos. Eu, pessoalmente e em abstrato, também concordo. E concordo, sobretudo, porque a AGROMAIS é uma das organizações de produtores melhor estruturada, melhor gerida e com maior peso junto dos clientes. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Essa posição diferenciadora no mercado é, ela própria, razão suficiente para que não possa arriscar sem garantias, nem possa entrar em caminhos experimentais “sem rede”. Isso conduziria, muito rapidamente, a uma perda de energia e de foco nas culturas em que atualmente a AGROMAIS tem maior peso de mercado e nas quais tem um histórico de credibilidade criado. Isso não implica necessariamente que nada se faça; bem pelo contrário. Isso implica que tudo o que se faça tenha de ser bem feito. Por isso mesmo, é fundamental que a introdução de novas culturas assente num processo sistematizado e muito criterioso, que envolve variáveis técnicas, comerciais, humanas, materiais, etc. De todas estas variáveis, a AGROMAIS coloca a existência de mercado e de canais seguros de comercialização em primeiro lugar. Quando a cultura da batata indústria foi introduzida, os contratos com a
indústria estavam garantidos. Quando a cebola foi experimentada, já o trabalho comercial há muito tinha sido iniciado. Mais recentemente, o alho tem evoluído de forma similar. E o milho pipoca só foi experimentado com uma parceria firmada com os clientes.
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O mercado é a nossa orientação. Não esperem que a AGROMAIS avance para uma cultura sem que hajam canais de escoamento garantidos ou fidelizados. E não podemos fazê-lo porque isso iria beliscar todo o património de credibilidade que muito trabalho custou a criar. Apostamos em culturas que possamos liderar e nas quais possamos ter um posicionamento distintivo. E os resultados demonstram que tem sido um caminho vencedor. Para além do mercado, todo o processo de introdução de novas culturas assenta num trabalho técnico pormenorizado e demorado que vai desde a seleção e validação de variedades, de ensaio de diferentes técnicas de produção, de introdução de novos equipamentos, de tecnologias de conservação, etc. Procuramos privilegiar sempre parcerias que nos ajudem a saber mais, a errar menos e a criar mais valor. Sabemos bem que este processo de inovação é essencial para a nossa competitividade e que é um ponto-chave do nosso desempenho empresa-
rial. Por sabermos isso é que tentamos ser muito assertivos. A inovação, que é um chavão presente em todos os discursos político ou empresariais, é apresentada muitas vezes como a solução para o país e para as empresas. Na AGROMAIS, apostamos em inovar de forma muito orientada para resolver problemas ou para conseguir desenvolver oportunidades, e por isso, os projetos que desenvolvemos têm sempre muito orientados para o mercado e para os resultados. Na AGROMAIS revemo-nos mui-
to na expressão de L. Duncan “A inovação é a capacidade de transformar ideias em faturas!”. Somos e queremos continuar a ser, parceiros de confiança dos nossos clientes e dos nossos produtores. Se existirem oportunidades de mercado e formos capazes de ser distintivos, a AGROMAIS está certamente melhor preparada que outros para transformar essas oportunidades em negócios. Este é o caminho que temos trilhado e que nos vai certamente fazer crescer mais. pub.
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Cultura do Alho – Uma nova oportunidade? Bruno Estevão Agromais bruno.estevao@agromais.pt
As origens do alho remontam a cerca de 6.000 anos. Há imprecisão e controvérsia na definição da sua origem, que pode ter sido a Europa mediterrânea ou o continente asiático. A maioria dos estudos indica a Ásia como local de origem do alho. Julga-se que tenha surgido no deserto da Sibéria, e que tenha sido levado para o Egipto por tribos asiáticas nómadas. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Do Egipto supõe-se que tenha seguido para o extremo oriente através das rotas de comércio com a Índia, e depois tenha chegado à Europa, não se sabendo ao certo quando. Certo é que não chegou a Portugal pela mão da Agromais! Quando iniciámos os ensaios desta cultura, tudo foi feito manualmente, desde o desgrane da semente, a plantação, a desponta e a colheita. De modo a torná-la mais viável, mais mecanizada e menos dispendiosa partimos em busca de soluções. Principais pontos foram a aptidão da cultura para a nossa zona, a sua mecanização e o escoamento do produto. O primeiro ponto envolve muita pesquisa e ensaios, através da procura de variedades e de ensaios em diferentes tipos de solo e condições. Ainda da pouca experiência adquirida já concluímos que o alho prefere terras fortes, pois proporcionam um melhor encascamento e uma limpeza mais fácil do bolbo após a colheita. Tem como época de plantação Setembro a Janeiro, mediante as variedades, sendo depois colhido entre Maio e Julho. Relativamente à mecanização não foi necessário ir à Sibéria, suposto local de ori-
gem. Visitamos o nosso país vizinho e encontrámos uma empresa dedicada à mecanização do alho. O desgrane da semente (separação dos dentes presentes numa cabeça de alho para posterior plantação) apresentava-se como uma das tarefas mais dispendiosas e demoradas. O investimento num desgranador reduziu em mais de metade o custo e o tempo associados. A plantação também feita manualmente já pode ser feita com um plantador específico para o alho. Dum plantador inicialmente de três linhas, já se adquiriu mais um corpo podendo agora plantar-se quatro linhas, desfeito que está o mito da plantação ter que ser feita com o bico do dente voltado para cima. Também nesta operação se conseguiu diminuir custo e tempo. Por fim temos a colheita. A arrancadora/colhedora corta no campo a rama e encaminha as cabeças diretamente para “paloxes” ou “big bags”. A aquisição desta máquina, mais uma vez, proporciona uma menor dependência de mão-de-obra, bem como menores custos e tempos envolvidos. No escoamento do produto, apesar da relação e do conhecimento do mercado fresco
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conta de cultura em cerca de 2000 EUR/ ha através da mecanização são indicadores de que, apesar de estarmos no início dum percurso que se adivinha longo, estamos no bom caminho. Consideramos a diversificação a nível de opções culturais para o produtor uma vantagem. É função da Agromais procurar alternativas e aconselhar os seus produtores. Prometemos e fazemos. Aqui está mais uma alternativa: o alho! já existente, fruto essencialmente da comercialização da cebola, tem de se atender à especificidade da cultura do alho. Comparativamente com a cebola temos um consumo inferior e um acondicionamento semelhante. Temos que ganhar espaço de mercado quer através do facto da origem do produto ser nacional, quer através da qualidade, tentando deste modo assegurar espaço no mercado nacional e procurar mercados de mais-valia para exportação. A média desta última campanha de 13,3 “ton brt/ha”, bem como a diminuição da
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A importância dos ensaios na inovação agrícola: Casos práticos
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Suzete Matos Agromais suzete.matos@agromais.pt
Muito se tem dito e escrito sobre este tema. No entanto a Agromais tem feito muito mais do que aquilo que fica escrito. Para além dos projetos em que a Agromais entra como parceira e da sua colaboração com empresas, organismos e entidades especializadas, desde sempre, tem realizado os seus próprios ensaios. É nosso lema evoluir através da experimentação. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Sempre que se introduziram “novas culturas”, isto é, culturas que não se faziam na nossa zona de influência, com pouca expressão a nível nacional, ou que, sendo tradicionais, tinham que ser modernizadas para se tornarem competitivas, havia que ensaiar técnicas e modos de cultivo que mostrassem o seu verdadeiro potencial. Como exemplo, temos o caso da cebola de sementeira direta, que foi introduzida na região pela Agromais, o que implicou ter que testar e adaptar, desde máquinas específicas (semeadores e colhedoras), até técnicas de cultivo e produtos. Também a nível de variedades, além do reduzido número, muito pouco se sabia sobre a sua adaptação às nossas condições. A Agromais tem desenvolvido um importante trabalho, em estreita colaboração com as empresas de sementes e os produtores, na procura de variedades que melhor se adaptem. Só nos últimos quatro anos, foram testadas mais de 40 variedades, sendo que apenas duas delas se estão a cultivar e três ainda continuam em ensaio. Isto mostra bem o esforço que é necessário quando se quer evoluir. O objetivo não é somente aumentar produtividades, mas também melhorar a qualidade, fator preponderante nas culturas
hortícolas, quer sejam para mercado em fresco, quer sejam para a indústria. É o que se passa com a batata de indústria, em que o número de variedades com as características exigidas para batata frita, é bastante reduzido. Apesar do melhoramento que é levado a cabo pela própria indústria, com quem a Agromais tem, desde sempre colaborado na realização de numerosos ensaios, são escassas as alternativas às duas principais variedades que se utilizam há mais de 20 anos. No caso da armazenagem, existe uma única variedade, pois ainda não foi encontrada uma alternativa viável. Estes exemplos demonstram bem o esforço, para além dos custos, que esta tarefa envolve. No caso das chamadas “grandes culturas”, devido à dimensão, importância e também pelo conhecimento generalizado das técnicas mais evoluídas, como é o caso do milho, do tomate e mesmo dos cereais de pragana, os ensaios que se realizam têm um âmbito diferente. Os agricultores têm à sua disposição equipamento do mais moderno, produtos que de um modo geral cobrem os problemas fitossanitários que possam ocorrer e as variedades com a genética mais evoluída
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e bem adaptadas às diferentes condições. No entanto e dando como exemplo o milho, a cultura mais antiga da Agromais, desde 1990, ano em que foi criado o Departamento Técnico, que se realizam ensaios comparativos de variedades. Devido ao grande número de variedades disponíveis e ao constante aparecimento de novas, o objetivo destes ensaios é comparar as novas variedades que as em-
presas apresentam, com as de referência, ou testar variedades com finalidades específicas, como já aconteceu com milho branco, milho vítreo e atualmente com o milho pipoca. Todo este trabalho implica uma grande disponibilidade de meios humanos e materiais e claro a colaboração dos agricultores em cujas explorações estes ensaios são realizados. É um trabalho que nem sempre tem a visibilidade necessária para que lhe seja dada a importância merecida, que só uma organização com a estrutura da Agromais, pode levar a cabo. Independentemente dos resultados a fase final dos ensaios não pode deixar de ser a sua divulgação, quer seja diretamente aos produtores envolvidos nas culturas, quer seja de forma mais generalizada, como sempre se tem feito com os resultados dos ensaios de milho, dando assim aos agricultores um importante contributo para que possam escolher mais conscientemente.
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AGRODIESEL E+10
Caminhos e estratégias para evoluir e desenvolver
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| No ambiente de crise económica em que o País tem vivido, temos assistido à capacidade de resiliência de alguns sectores. Um dos exemplos que se destaca é o do sector agrícola, cuja dinamização pode ajudar o País, se houver uma aposta na produção nacional, que contribua para uma diminuição das importações e para o aumento das exportações. Um claro sinal que a aposta na agricultura é uma forma de ultrapassar a crise económica é o crescente número de jovens agricultores que estão a aparecer, com um forte contributo para a diminuição do desemprego. Neste enquadramento, o desenvolvimento de um combustível tecnologicamente evoluído exclusivamente direccionado para a actividade agrícola foi, não só um desafio mas, acima de tudo, uma parte da missão da Repsol. Neste espirito, a Repsol desenvolveu um gasóleo agrícola inovador, aditivado e de uma qualidade superior, especialmente dirigido para a utilização neste sector de actividade – AGRODIESEL e+10.
QUADRO 1
AGRODIESEL e+10 A Repsol desenvolveu o novo gasóleo AgroDiesel e+10, que consiste num gasóleo agrícola com uma fórmula exclusiva, desenvolvida para otimizar a combustão e manter as prestações de origem dos equipamentos agrícolas. Especialmente recomendado para máquinas com motorizações diesel “common rail” e maquinaria de última geração. O AgroDiesel e+10 é bastante vantajoso, uma vez que: Otimiza a combustão, mantendo as prestações iniciais da maquinaria: potência, emissões e consumo; Aumenta a vida útil das máquinas agrícolas ao proteger os motores da corrosão e conservando o sistema de
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alimentação e injecção de combustível em condições adequadas; Minimiza custos de manutenção dos equipamentos; Assegura maior fiabilidade das máquinas agrícolas maximizando o tempo de operação. (Quadro 1)
A legislação obriga que o gasóleo agrícola seja colorido e marcado mas a Repsol não se limitou a adicionar o euromarcador. Desenvolveu um produto tecnologicamente avançado, aditivado, com uma fórmula exclusiva e inovadora que garante maior rendimento e eficiência.
ASSISTÊNCIA TÉCNICA REPSOL A Repsol, além da contínua aposta nas tecnologias do futuro, na investigação e no desenvolvimento de novas fórmulas decombustível e melhoria de segurança, rigor e qualidade, diferencia-se igualmente pelo seu serviço de Assistência Técnica. Este serviço, único e exclusivo em Portugal, destina-se a dar suporte aos seus Clientes. O departamento técnico conta com uma equipa de profissionais especializados e credenciados que garantem um controlo rigoroso da qualidade dos produtos, em conformidade com as es-
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pecificações e boas práticas de segurança.
CENTRO TECNOLÓGICO REPSOL O Centro Tecnologico da Repsol (CTR), que se localiza em Móstoles, nos arredores de Madrid, constitui uma das maiores referências em investigação na Europa e tem como missão criar valor e conhecimento através de I+D+I. Neste complexo, onde trabalham mais de 400 investigadores e que tem mais 50 mil metros quadrados, são realizadas pesquisas de alto nível em química, refinação, exploração, combustíveis ou energias alternativas, reconhecidas internacionalmente. Este Centro possui uma tecnologia de última geração para melhorar a qualidade de processos e produtos. Foi neste Centro de Tecnologia que as características do AgroDiesel e+10 foram desenvolvidas.
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LABORATÓRIO DA REPSOL PORTUGUESA No laboratório da Repsol Portuguesa, na Banática - Almada, o Agro-Diesel e+10 para o mercado nacional, é submetido a um rigoroso controlo de qualidade antes da sua comercialização. Neste laboratório é possível monitorar a presença de marcador fiscal e a presença do aditivo exclusivo.
LABORATÓRIO MÓVEL A Repsol também coloca ao dispor dos seus Clientes um serviço de acompanhamento e controlo de qualidade dos seus combustíveis, nas instalações desses Clientes, através da utilização de laboratórios móveis. A distribuição e comercialização do Agrodiesel e+10 é assegurada por uma Rede de Distribuidores a nível nacional e pela Rede de Estações de Serviço Repsol, donde se destaca a parceria entre a Repsol Directo e a Agromais Plus. A Repsol ainda disponibiliza a instalação de tanques de armazenamento nas infra-estruturas dos seus Clientes. Desta forma a Repsol consegue chegar a todo o tipo de clientes independentemente da sua dimensão.
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PAC 2014-2020
Novas Regras chegam às explorações agrícolas em 2015 Mário Antunes Secretário Geral da Agrotejo mario@agrotejo.pt
Desde 2013 que na revista da Agrotejo tem sido abordada a reforma da política agrícola comum e a respetivas perspetivas para o período de programação 20142020. Depois de várias abordagens da negociação a nível europeu e a nível nacional, vão sendo, ou estão a ser, estabelecidas as regras práticas da sua aplicação nas explorações agrícolas portuguesas. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Este artigo incidirá assim sobre a aplicabilidade prática da política agrícola comum para os próximos anos, sendo certo que, neste momento, ainda estão por definir aspetos de relevante importância e de impacto ainda incerto. Das orientações europeias existem varias interpretações internas, todavia, face à necessidade da preparação atempada, quer das rotações/culturas a instalar, quer da planificação administrativa, importa dar a conhecer, com os riscos inerentes, alguns dos aspetos que se vão conhecendo Na verdade, no momento em que estamos a escrever este artigo, ainda não existe regulamentação nacional específica para a aplicação prática da PAC, pelo que nos limitamos a transcrever e sistematizar a informação disponibilizada pelo IFAP e GPP.
A PAC 2014-2020 À semelhança de outros Quadros Comunitários de apoio, a nova PAC será, na sua generalidade subdividida em dois grandes pilares: O 1º Pilar de ajudas anuais, onde até aqui estava inserido o conhecido RPU, o premio às vacas aleitantes a ajuda aos ovinos e caprinos.
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• O 2º Pilar do incentivo ao Investimento e ajudas plurianuais.
RELATIVAMENTE AO 1º PILAR, O RPU ACABARÁ EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014, SURGINDO EM SUA SUBSTITUIÇÃO O RPB – REGIME DE PAGAMENTO BASE. O regime de pagamento base (RPB), substituirá assim o RPU, e terá também por base, um histórico e condições de acesso do agricultor.
O ACESSO AO NOVO RPB Os novos direitos ao pagamento do RPB são atribuídos aos agricultores ativos em 2015 que respeitem as seguintes condições: Se candidatem ao RPB em 2015 (pelo menos 0,50 hectares elegíveis); Tenham direito a receber pagamentos relativos a uma candidatura apresentada aos pagamentos diretos em 2013; Tenham obtido em 2014 direitos ao pagamento ao RPU a partir da reserva nacional; Não tendo direito a receber pagamentos diretos tenham efetuado PU em 2013 com candidatura a outros apoios, nomeadamente Manutenção da Atividade Agrícola em Zona Desfavorecida e Medidas Agroambientais.
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NOTA: Um agricultor também poderá ter acesso à atribuição de direitos ao pagamento RPB através da cláusula de contrato privada que “transfere o direito a receber direitos ao pagamento”, nos casos de venda ou de arrendamento, parcial ou total da exploração. Esta cláusula de “transferência do direito” ou “bilhete de entrada” pode fazer parte do contrato assinado, antes da data final para apresentação de candidaturas em 2015, ou ser efetuada uma adenda ao contrato original.
NÚMERO DE DIREITOS AO PAGAMENTO RPB Na primeira atribuição de direitos RPB em 2015, o número de direitos a atribuir será igual ao menor número de hectares elegíveis declarados pelo agricultor em 2013 e 2015.
O VALOR UNITÁRIO INICIAL DOS DIREITOS AO PAGAMENTO RPB Para o cálculo do valor unitário inicial dos direitos ao pagamento de RPB é levada em conta a referência histórica do valor recebido pelo agricultor relativamente ao ano 2014. Caso o agricultor tenha acesso ao novo regime, mas não tenha referência histórica, poderá obtê-la através das cláusulas de contrato privadas dos atos delegados da UE – cláusulas de “referência histórica”. Estas cláusulas preveem que nos casos de venda ou de arrendamento, os agricultores possam, por contrato assinado antes da data final para apresentação das candidaturas em 2015, transferir/arrendar juntamente com total ou parte da exploração, os correspondentes direitos a pagamento.
benéficas para o clima e ambiente – o denominado “Greening”. 1. O QUE É O PAGAMENTO GREENING? É um pagamento para apoiar as três práticas agrícolas benéficas para o clima e o ambiente de forma a promover a melhoria do desempenho ambiental da nova Política Agrícola Comum (PAC). Este pagamento tem por base a obrigatoriedade do cumprimento das práticas agrícolas benéficas para o clima e o ambiente em toda a superfície elegível da exploração e não apenas na superfície elegível utilizada para ativação de direitos do Regime de Pagamento Base (RPB). 2. QUE PRÁTICAS CONSTITUEM O PAGAMENTO GREENING? O pagamento Greening é constituído por três práticas: Diversificação das culturas (DC); Manutenção dos prados permanentes; Superfície de interesse ecológico.
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3. QUEM SÃO OS BENEFICIÁRIOS DO PAGAMENTO GREENING? Todos os agricultores com direitos ao pagamento de RPB que respeitem as práticas Greening em toda a superfície elegível da exploração. No entanto, são dispensados das práticas Greening e com direito a receberem o Pagamento Greening os agricultores que: Participem no Regime da Pequena Agricultura (regime a ser estabelecido no ano 2015, com atribuição de 500 euros por agricultor);
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• Pratiquem agricultura em modo de produ•
ção biológico (nas sub-parcelas que sejam totalmente dedicadas a este tipo de agricultura); Possuam parcelas com culturas permanentes (nas sub-parcelas com este tipo de ocupação cultural).
4. COMO É EFETUADA A CANDIDATURA AO PAGAMENTO GREENING? Anualmente, todos os agricultores com direito ao RPB são abrangidos pelo pagamento Greening. No Pedido Único de 2015 (PU 2015) os agricultores devem já ter em consideração as práticas Greening nas sementeiras de Outono-inverno em 2014. 5. O QUE É A PRÁTICA DA DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS (DC)? A diversificação de culturas visa a melhoria do desempenho ambiental através da melhoria da qualidade dos solos pela prática de rotação de culturas na mesma terra arável. Assim, numa exploração com 10 a 30 hectares de terras aráveis deve haver, pelo menos, duas culturas diferentes nessas terras aráveis. A cultura principal pode cobrir no máximo 75% dessas terras aráveis. Numa exploração com mais de 30 hectares de terras aráveis deve haver, pelo menos, três culturas diferentes nessas terras aráveis. A cultura principal pode cobrir no máximo 75% dessas terras aráveis e as duas culturas principais podem cobrir, em conjunto, no máximo 95% das terras aráveis. Para o cálculo das percentagens das diferentes culturas serão tidos em conta as culturas
PAGAMENTOS LIGADOS/ASSOCIADOS Além do RPB, para alguns setores existirão ainda pagamentos ligados e associados a atividades agrícolas e ou pecuárias. Aqui estão incluídas ajudas ao setor pecuário, arroz e tomate. O IFAP pretende enviar informação relativa aos potenciais beneficiários de RPB a comunicar o número de direitos e montantes unitários provisórios para o período de 2015 a 2020. Complementarmente os agricultores receberão um pagamento por práticas agrícolas
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declaradas no PU e verificadas no período de controlo da Diversificação de Culturas, durante o qual as culturas ou, pelo menos, os seus vestígios (restolho) terão de estar na terra. Cada hectare de terra arável só será contabilizado uma vez para efeitos de cálculo das percentagens das culturas. A prática da Diversificação de Culturas não se aplica às explorações em que: A terra arável seja inferior a 10 hectares; A terra arável seja totalmente dedicada a cultura do arroz; Mais de 75% da terra arável seja utilizada para produção de erva ou outras forrageiras herbáceas, terras em pousio ou combinações destas utilizações, desde que a restante superfície arável da exploração não ultrapasse 30 hectares; Mais de 75% da superfície agrícola elegível sejam prados permanentes, erva ou outras forrageiras herbáceas ou culturas sob água (ou combinações destas utilizações), desde que restante superfície arável não ultrapasse 30 hectares; Mais de 50% da terra arável declarada não tenha sido declarada pelo agricultor no seu pedido de ajuda do ano anterior e que a terra arável está a ser cultivada com uma cultura diferente da do ano civil anterior.
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uma prática que tem como objetivo o benefício ambiental positivo que estas superfícies representam em particular na fixação do carbono. A fim de assegurar uma proteção eficiente dos prados permanentes, a prática de manutenção dos mesmos consiste na obrigação, a nível nacional, de assegurar que a proporção de superfície de prados permanentes em relação à superfície agrícola total declarada pelos agricultores não diminua. Consideram-se prados permanentes as terras ocupadas com erva ou outras forrageiras herbáceas naturais ou cultivadas que não tenham sido incluídas no sistema de rotação da exploração por um período igual ou superior a cinco anos incluindo terras suscetíveis de servir de pasto e que fazem parte das práticas locais de pastoreio em baldio.
melhorar a biodiversidade nas terras aráveis das explorações agrícolas. Assim, numa exploração com mais de 15 hectares de terras aráveis, pelo menos, 5% da área de terras aráveis declaradas pelo agricultor devem ser constituídas por SIE: Terras em Pousio; Culturas fixadoras de azoto (ervilha, fava, tremoço, tremocilha e grão), Sistemas agroflorestais Florestação de Terras Agrícolas implementadas ao abrigo do Desenvolvimento Rural; Elementos paisagísticos no âmbito da condicionalidade: Galerias ripícolas em rede Natura; Elementos lineares da orizicultura (valas de drenagem, valas de rega e marachas ou cômoros).
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6. QUE CULTURAS SÃO CONSIDERADAS DIFERENTES PARA EFEITOS DA PRÁTICA DA DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS? Consideram-se culturas diferentes os seguintes casos: As culturas de géneros botânicos diferentes (trigo, milho, cevada …); As culturas do mesmo género botânico, mas cultura de inverno e cultura de primavera (consideradas como 2 culturas distintas); As espécies diferentes no caso das brássicas (brócolos, couve-flor, nabo, etc.), solanáceas (batata, tomate, etc.) e cucurbitáceas (abóbora, melão, etc.); As terras em Pousio; A erva e outras forrageiras herbáceas, excluindo o milho para silagem
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Consiste numa prática semelhante à já existente ao nível da condicionalidade, não havendo alterações significativas ao nível dos procedimentos a serem adotados pelos agricultores (comunicação da alteração de uso ao IFAP). No entanto, no que se refere especificamente às pastagens ambientalmente sensíveis, que sejam identificadas para o efeito na zona da Rede Natura verifica-se uma alteração muito significativa, uma vez que não será possível os agricultores converterem para outras culturas ou mesmo lavrarem estes prados permanentes.
7. O QUE É A PRÁTICA DA MANUTENÇÃO DE PRADOS PERMANENTES (PP)? A manutenção de prados permanentes é
8. O QUE É A PRÁTICA DA SUPERFÍCIE DE INTERESSE ECOLÓGICO (SIE)? As superfícies de Interesse Ecológico (SIE) têm como principal objetivo salvaguardar e
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No caso do Pousio e das culturas fixadoras de azoto para serem considerados como SIE é necessário que estas ocupações culturais ou os seus vestígios estejam presentes na parcela durante o período de controlo da Diversificação de culturas, uma vez que são de carácter temporário. A prática da SIE não se aplica às explorações em que: A terra arável seja inferior a 15 hectares; A terra arável seja totalmente dedicada ao arroz; Mais de 75% da terra arável seja utilizada para produção de erva ou outras forrageiras herbáceas, terras em pousio, cultura de leguminosas ou combinações destas utilizações, desde que a restante superfície arável da exploração não ultrapasse 30 hectares;
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• Mais de 75% da superfície agrícola elegível sejam prados permanentes, erva ou outras forrageiras herbáceas ou culturas sob água (ou combinações destas utilizações), desde que restantea superfície arável não ultrapasse 30 hectares.
9. O QUE SÃO FATORES DE PONDERAÇÃO E COMO UTILIZÁ-LOS? Nos elementos considerados SIE apenas são utilizados fatores de ponderação no caso das culturas fixadoras de azoto, em que um hectare de uma cultura fixadora de azoto é contabilizado como 0,7 hectares.
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10. É POSSÍVEL DECLARAR SUPERFÍCIES DE INTERESSE ECOLÓGICO SUPERIOR A 5%? Sim. O controlo das SIE é efetuado com base nas SIE declaradas pelo agricultor e não pelas “potenciais” SIE existentes na exploração. Caso as SIE declaradas pelo agricultor, após controlo, não cheguem a 5%, mesmo que existam outras SIE na exploração, estas não poderão ser contabilizadas para efeitos da prática de SIE. pub.
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11. PARA EFEITOS DE SUPERFÍCIE DE INTERESSE ECOLÓGICO, QUAIS SÃO AS CULTURAS FIXADORAS DE AZOTO E QUAIS AS CONDIÇÕES QUE SE APLICAM? Para efeitos de SIE são consideradas como culturas fixadoras de azoto as seguintes culturas: Tremoço/ tremocilha Ervilha; Fava; Grão-de-bico.
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12. O POUSIO PODE SER CONSIDERADO PARA EFEITOS DE DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS E PARA SUPERFÍCIE DE INTERESSE ECOLÓGICO SIMULTANEAMENTE? Sim, o Pousio pode ser contabilizado para o cumprimento das duas práticas. De salientar que o Pousio não poderá ter produção agrícola, incluindo pastoreio, durante período a definir. 13. AS CULTURAS FIXADORAS DE AZOTO PODEM SER CONSIDERADAS PARA EFEITOS DE DIVERSIFICAÇÃO DE CULTURAS E PARA SUPERFÍCIE DE INTERESSE ECOLÓGICO SIMULTANEAMENTE? Sim, tal como o Pousio, as culturas fixadoras de azoto podem ser consideradas nas duas práticas. De salientar que estas culturas terão de estar presentes durante o período de controlo da Diversificação de culturas, ou pelo menos, os seus vestígios. O 2º PILAR DA PAC, A INCLUIR NO PDR 2014-2020, SERÁ DIRECIONADO PARA AS AJUDAS AO INVESTIMENTO E MEDIDAS AGROAMBIENTAIS. Este PDR é dividido em varias temáticas, subdivididas em varias medidas de apoio, todas com objetivos de modernização do setor produtivo, a concentração da oferta, a gestão de riscos, o rejuvenescimento do setor, a eficiência na utilização de recursos naturais e a viabilização de sistemas tradicionais. Relativamente às explorações agrícolas, das várias medidas previstas destacamos o apoio ao investimento e medidas Agroambientais. Relativamente ao Investimento, genericamente, verifica-se a continuidade da elegibilidade dos investimentos que contribuam para o reforço da tecnologia utilizada. Em relação às medidas Agroambientais,
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além das que tradicionalmente já são conhecidas dos agricultores da região do Norte do Vale do Tejo, nomeadamente a conservação do solo e a produção integrada, existirá uma medida específica que promoverá o uso eficiente da água de rega. Esta é uma medida que consideramos de grande importância para a região e que poderá incrementar acréscimos de eficiência na gestão do regadio, nomeadamente consumos de água e energia. Tem como objetivo compensar os agricultores na adoção de práticas de regadio que assegurem condições para um uso eficiente do recurso água. Para tal propõe-se estabelecer um apoio à prática do regadio eficiente, o qual deve contribuir para suportar custos adicionais decorrentes da alteração de práticas de rega, que permita melhorar o uso da água e da energia criando para o efeito o reconhecimento de classes de regante. Os compromissos são assumidos por um período de 5 anos e o apoio anual é atribuído por hectare de superfície agrícola regado utilizando sistemas de rega por aspersão, localizada (micro aspersão, gota-a-gota) ou subterrânea, durante o período de compromisso. O nível de apoio é degressivo por escalões de área, diferenciado em função da classe de regante (decrescente de A+ para B), e por grupo de culturas.
O regante será classificado de acordo com a tecnologia de apoio que utiliza, sendo diferenciado, consoante recorra ou não a sondas de humidade de solo, auditorias energéticas e inspeções aos equipamentos de rega. Nesta altura, ainda não existe legislação nacional nem orientações técnicas definitivas.
Notas finais: O presente artigo tem por objetivo facultar esclarecimentos sobre as regras gerais e transcreve a documentação disponibilizada pelo IFAP e GPP. Estes esclarecimentos têm como base a legislação comunitária já aprovada e foi, igualmente, tida em conta a informação transmitida pela Comissão Europeia através de documentos de orientação. A informação não é exaustiva e será revista sempre que a Comissão Europeia comunique alterações ou novas orientações.
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Fontes: http://www.gpp.pt/pdr2020/ http://www.gpp.pt/pdr2020/m/Medida7_Ac7.5_UsoEficienteAgua.pdf http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/ portal/ifap_publico/GC_util/GC_noticias/FAQ_Greening%2010_10_2014_v1.pdf
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TESTEMUNHOS TIMAC AGRO
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Apesar de vivermos um período em que a agricultura volta de novo a ser olhada de forma positiva por parte da sociedade, a conjuntura dos cereais atravessa um momento menos positivo com o preço do milho a atingir valores preocupantes. | Apesar de vivermos um período em que a agricultura volta de novo a ser olhada de forma positiva por parte da sociedade, a conjuntura dos cereais atravessa um momento menos positivo com o preço do milho a atingir valores preocupantes.
AS CARACTERÍSTICAS DA AGRICULTURA DO NORTE DO VALE DO TEJO Considerada unanimemente uma região de referência na produção de milho a nível nacional, a região norte do vale do tejo com epicentro na Golegã tem características muito próprias. A juntar a um clima cada vez mais incerto e irregular em que as chuvas se prolongam primavera adentro atrasando as sementeiras, o verão ora vem chuvoso e ameno ora seco e quente, podemos resumir as principais características desta região nos seguintes pontos: 1. Solos muito férteis; 2. Principal cultura: milho 3. Outras culturas (hortícolas): batata, cebola, tomate de indústria; AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
4. Diferentes sistemas de rega: aspersão, gota-a-gota, pivot; 5. Forte incidência de cefalosporiose (acentuadas quebras de produção); 6. Maneios muito diferentes;
OS DESAFIOS DO AGRICULTOR Com este cenário coloca-se um grande desafio aos agricultores desta região: produzir o máximo com a máxima eficiência. Para tal, o agricultor tem que operar certas mudanças ao seu maneio habitual tendo sempre como principal objetivo produzir mais, pois diz-nos a experiencia que custa tanto produzir pouco ou produzir muito pois uma boa parte dos custos são os mesmos, quer se produza muito quer se produza pouco. Para isso, torna-se fundamental mudar. Mudar para melhor.
O PAPEL DA FERTILIZAÇÃO Neste cenário de mudança, o agricultor tem que eleger e implementar novas técnicas de produção. Técnicas produtivas como as linhas pareadas de sementeira, o aumento da densidade de sementeira,
a aposta em variedades de elevado potencial genético de produção, a monitorização da rega de forma a gastar menos água e regar melhor, o controlo de doenças (como por exemplo a cefalosporiose) e infestantes, enfim, um conjunto de áreas de atuação em que o agricultor deverá estar aberto a melhorar por forma a maximizar a produção. Também ao nível da fertilização se coloca este desafio de mudança ou será que temos que “adubar” como sempre o fizemos até aqui?
OS TESTEMUNHOS DA INOVAÇÃO TIMAC AGRO Assumindo-se como o único player produtor de fertilizantes a nível mundial que tem o seu próprio Departamento de I+D (Investigação e Desenvolvimento), este fato tem permitido á Timac Agro lançar novos conceitos de fertilização que permitam apoiar os agricultores neste desafio conjunto que é produzir mais. Este produzir mais deverá ter em conta as preocupações ambientais mas também as condicionantes económicas e financeiras atuais.
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Agricultor
Eng. José Terré
Local
Golegã
Cultura
Milho
Variedade
Dekalb 6031 (ciclo 500)
Preparação solo
Mobilização mínima
Tipo de solo
Franco-arenoso e aluvião
Densidade de sementeira
91.300 sementes / ha
Data da sementeira
14-17 Abril (franco-arenoso); 30 Abril – 2 Maio (aluvião)
Produção média final
Plano fertilização de fundo Timac Agro - MILHO
15,7 ton/ha (franco-arenoso) e 16,2 ton/ha (aluvião)
Para isso, produtos como o Physiostart® são hoje verdadeiros parceiros do agricultor. Os conceitos presentes nos fertilizantes D-Coder® e Rhizovit® serão fundamentais numa agricultura eficaz e produtiva. Eurofit Max® é um produto a ter em conta para o futuro, nomeadamente na procura de minimizar os danos provocados pela cefalosporiose e o impacto negativo nas produções. Sempre na vanguarda da procura de novas soluções para os principais problemas dos agricultores, a Timac Agro tem vindo a colaborar ativamente com 2 projetos muito importantes na cultura do milho: Sanimilho e Maismilho. Contudo, mais importante que falar é escutar os agricultores que utilizaram Timac Agro. Observações feitas pelo agricultor este ano face aos anos anteriores nos quais seguia um plano de fertilização tradicional e apesar das condições climáticas difíceis que se verificaram: Arranque homogéneo e com precocidade; Os milhos não tiveram uma altura exa-
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Eng. José Terré: “Fiquei satisfeito com o plano Timac Agro e com a certeza de que ainda o posso aproveitar melhor (maximizar)”
Momento
Método
Produto Timac Agro
Dose
3 dias antes sementeira
A lanço
SULFAMMO N PRO 21-0-16
400 kg/ha
No dia da sementeira
Localizado (franco-arenoso) Lanço (aluvião)
RHIZOVIT 10-12-6
400 kg/ha
À sementeira
Ultralocalizado
PHYSIOSTART
25 kg/ha
Nota: Foi feita cobertura em fertirrega com adubo azotado distribuído por 4 aplicações, até completar 250 unidades de azoto (total do plano Timac + cobertura)
Testemunhos Agricultor Local Cultura Variedade Tipo de solo Densidade plantação Data plantação Produção média final
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Eng. Nuno Patoleia / Soc. Agr. Luz & Patoleira Golegã e VN Barquinha Tomate indústria (7 anos consecutivos no mesmo solo) H9144 Limo-argiloso; 1% MO, níveis baixos de fósforo e potássio 27.000 plantas/ha 9 Maio 110 ton/ha; Brix: 4,8 (2014 melhor ano de sempre na parcela em causa)
gerada, ou seja, apresentaram um porte mais equilibrado; Nenhum milho caiu; Menor incidência de cefalosporiose Efeito stay green até final do ciclo (verde até à maturação); Menor quantidade de adubo/unidades
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aplicados (kg/ha e unidades fertilizantes/ha); Melhoria da produtividade nos dois tipos de solo; Menor quantidade de adubo/unidades aplicados (kg/ha e unidades fertilizantes/ha).
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NOV14 www.agrotejo.pt EMPRESAS VITAS
Observações feitas pelo agricultor: Seara bem desenvolvida e homogénea (apesar da muita chuva e fotoperíodo baixo) Um arranque rápido, potente e homogéneo da seara (também efeito do Fertiactyl GZ) Maturação concentrada (apesar das adversidades do Verão ameno) Pouca exuberância da parte vegetativa – crescimento gradual e regular Tomate em cima do camalhão – colheita mais eficiente / com menos perdas de frutos Menor ocorrência de podridão apical típica na seara (também efeito da adubação cálcica com Adur) A o nível de doenças, verificou-se menor incidência de fungos nas plantas (apesar da zona este ano ter sido muito fustigada por míldio). Tal efeito deve-se também à aplicação do Eurofit Max como complemento dos tratamentos fitossanitários. Esta aplicação contribuiu igualmente para uma floração concentrada e exuberante.
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Eng. Nuno Patoleia: “A utilização das duas tecnologias Rhizovit e D-Coder permitiu por um lado um arranque rápido da seara mas também um crescimento constante ao longo do ciclo. ”
Plano fertilização de fundo Timac Agro - tomate Momento
Método
Produto Timac Agro
Dose
3 dias antes plantação
A lanço
D-CODER 6-8-18
500 kg/ha
1 dia antes da plantação
Localizado na linha
RHIZOVIT 10-12-6
400 kg/ha
Nota: Foi feita cobertura azotada em fertirrega
NOV14 www.agrotejo.pt NO CAMPO
Como rentabilizar a rega
André Rodrigues Departamento de Gestão de Rega, Agromais andre.rodrigues@agromais.pt
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A actividade agrícola, nas regiões onde a AGROMAIS se insere, tEm vindo ao longo dos anos, resultante de vários fatores -climáticos, ambientais, de politicas e de mercados – a sofrer várias alterações que se traduzem em adaptações e escolhas por parte dos nossos produtores. já dizia Darwin que “não é o mais forte que sobrevive mas o que melhor se adapta ás mudanças”.
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| Não temos dúvidas que, os nossos produtores, cedo compreenderam que a progressão das suas explorações agrícolas passaria pelo regadio, e concretamente pela instalação de sistemas de rega mais eficientes. Nos últimos anos, resultado do aumento das contas de cultura, da intensificação cultural e da alteração dos níveis freáticos existentes, demos com os nossos produtores, um passo mais á frente no sentido de efetuarmos uma melhor gestão da Rega. Por definição, de acordo com Isaurindo Oliveira a gestão da rega é a “determinação e controlo do volume, frequência e taxa de aplicação da água de rega num sistema que se pretende planeado eficiente e uniforme”. Não basta dizer que se quer reduzir a quantidade de água a aplicar ao solo, devemos sim aplicar de uma forma eficiente e uniforme, o que nem sempre se traduz numa redução de água. Mas muito importante também, para além de um bom conhecimento do sistema de rega são outros dois parâmetros: Conhecimento da Cultura e das suas necessidades ao longo do ciclo; Forma como a água se comporta nos vários tipos de solos existentes numa exploração; Temos um know-how das culturas ás quais prestamos assistência técnica de quase 3 décadas e portanto faria todo o sentido que estando os nossos produtores a progredir no sentido de uma melhor gestão da rega, os acompanhássemos avaliação dos mesmos e na monitorização da água no solo. Criámos assim no ano de 2011 o Departamento de Gestão da Rega da AGROMAIS, sendo os resultados francamente positivos.
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Neste momento os nossos produtores estão, mais conscientes do que é regar, sabem a cada rega, onde está a chegar a água aplicada, a que profundidade no solo chega a água, e dependendo do tipo de planta podemos ir ajustando as dotações e frequências do sistema de rega, para que a água não se perca em profundidade.
A fertirrigação é uma via de aplicação de nutrientes às plantas através da rega, o que relacionando com a correcta gestão da rega, permite também maiores eficiências da aplicação dos adubos. Quanto ao futuro, o próximo Quadro Comunitário de Apoio, prevê incentivos aos produtores que se candidatem á medida “Eficiência do uso da água”, promovendo a utilização de técnicas e serviços que já dispomos. O sucesso da gestão da rega pode significar a diferença entre a obtenção do máximo rendimento, ou a perda significativa de rendimento da exploração de uma determinada cultura. Com as devidas adaptações a frase de Steve Jobs aplica-se também aos nossos agricultores: “A inovação é o que distingue uma exploração líder de uma que se limite a ser seguidora”.
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NOV14 www.agrotejo.pt EMPRESAS ÁGUAS RIBATEJO geral@aguasdoribatejo.com
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Obras de 13 milhões de euros melhoram ambiente no concelho de torres novas IndÚstrias poluentes têm de encontrar soluções para o tratamento dos seus efluentes. As novas ETAR só recebem esgotos industriais após análise do efluente e com prévia autorização da Águas do Ribatejo.
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| Os novos Sistemas de Recolha e Tratamento de Esgotos de Torres Novas e Riachos entram em funcionamento no primeiro trimestre de 2015, após a conclusão de um investimento de 13 ME no concelho de Torres Novas em obras de saneamento e abastecimento de água. As empreitadas estão a ser realizadas pela empresa municipal Águas do Ribatejo (AR) que acolheu o Município de Torres Novas, em Outubro de 2011, com um plano de investimentos de 30 ME a concretizar até 2017, abrangendo todas as freguesias do Concelho Torrejano. Almeirim, Alpiarça, Benavente, Coruche, Chamusca e Salvaterra de Magos foram os municípios que formaram a Águas do Ribatejo em 2009. A Qualidade da água já atingiu os 100% no município de Torres Novas, agora há que cuidar do saneamento para minimizar as consequências para o Rio Almonda e para a reserva Natural do Paul do Boquilobo. No entanto, Moura de Campos Diretor-geral da empresa alerta que os novos sistemas estão preparados para drenar e tratar águas residuais domésticas. Os efluentes das indústrias, os mais perigosos para as linhas de água, só poderão ser encaminhados para as ETAR, mediante comunicação prévia e autorização da empresa após análise ao efluente. “As indústrias têm de ter sistemas de tratamento dos efluentes produzidos e a agricultura tem de rever algumas práticas. Não podemos criar a ilusão de que estes investimentos resolvem todos os problemas da poluição existentes.”, referiu o responsável da AR, defendendo a intensificação da fiscalização por parte das entidades competentes junto das indústrias poluidoras. A Águas do Ribatejo está a investir no estudo para elaboração dos Planos de Segurança de Saneamento com um projeto piloto em Benavente, patrocinado pela Organização Mundial de Saúde, que será alargado aos outros municípios, incluindo Torres Novas. O projeto vai estudar as ameaças para a saúde e segurança de quem lida com os esgotos, mas vai também permitir encontrar soluções para rentabilizar o potencial das lamas e das águas limpas que resultam do processo de tratamento nas ETAR e que podem ser utilizadas para a agricultura.
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“Se eles se sentem bem aqui é porque o ambiente é bom”, frisa o responsável. As novas ETAR da Brogueira e de Vale da Serra estão também em fase de conclusão. Os novos equipamentos vão melhorar a qualidade do ambiente e estão preparados para um horizonte temporal de 20 anos. A Águas do Ribatejo é responsável pelo abastecimento e saneamento de 150 mil pessoas nos sete municípios que integram a empresa com uma área territorial de 3280 km2. A empresa é detida em exclusivo por capitais públicos, sendo os municípios os únicos acionistas. O objetivo do projeto é garantir um serviço de qualidade a um preço justo que permita assegurar a sustentabilidade da empresa que integra cerca de 170 colaboradores.
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A empresa defende uma maior sensibilização dos agricultores para as práticas mais amigas do ambiente.
ETAR DE TORRES NOVAS E RIACHOS CUSTAM 5,2 MILHÕES DE EUROS
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As novas ETAR de Torres Novas e Riachos, são os investimentos mais significativos em curso no concelho torrejano e serão concluídas até ao final do ano, tal como as obras na Brogueira e Casal da Serra. A ETAR de Torres Novas é a mais emblemática das obras em curso no concelho. Toneladas de ferro e cimento, gruas e mais de uma dezena de operários e técnicos dão corpo a tanques gigantes que irão receber os esgotos da cidade. O Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, vogal do Conselho de Administração da AR, congratula-se com o cumprimento dos prazos e salienta os valores do investimento previstos para o concelho. “Estas obras não seriam possíveis se não tivéssemos seguido este caminho de integrar a Águas do Ribatejo”, refere o autarca. A obra decorre no mesmo local onde funcionou a antiga ETAR de Torres Novas, inaugurada por Cavaco Silva, quando era 1º Ministro, mas trata-se de uma nova construção integrada numa empreitada de 3,2 ME que inclui as novas Estações Elevatórias para levar o esgoto até à ETAR , emissário e novas condutas no Sistema de Saneamento de Torres Novas. A ETAR de Riachos e respetiva rede de saneamento, com um investimento de cerca de 2 ME, “é outra obra relevante que vai ajudar a proteger os recursos naturais existentes, nomeadamente nesta zona protegida na Reserva Natural do Paul do Boquilobo”, explica Moura de Campos, Diretor-geral da AR. A presença de várias espécies de aves e de lagostins nas lagoas das ETAR prende a atenção dos visitantes. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
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Agricultura de precisão: Vamos trabalhar em conjunto e passar à prática! Ricardo Braga Professor do Instituto Superior de Agronomia ricardobraga@isa.utl.pt
Já passaram 18 anos desde a publicação em Portugal dos primeiros artigos sobre agricultura de precisão (AP). De facto, o primeiro artigo em português (nos EUA já se publicavam artigos sobre o assunto desde finais dos anos 80 do sec. XX), É da autoria dos professores João Serrano e José Peça com o título “Agricultura de Precisão. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| Da Cartografia dos Rendimentos a um Novo Conceito de Gestão Agrícola”, foi publicado em Agosto de 1996 na revista da Ordem dos Engenheiros, Ingenium (nº 11). De então para cá, pese embora diversos esforços quer do lado da investigação/divulgação (e.g. ISA/UL, UEVORA, UTAD e ESAE/IPP) quer do lado da produção (e.g. engenheiros Manuel Paim, Bulhão Martins e Castro Duarte entre outros), a adopção mantem-se escassa. Existem menos de uma dúzia de ceifeiras equipadas com monitores de produtividade (com GPS) a funcionar no terreno. Ainda menor é a quantidade de distribuidores de adubo com tecnologia de taxa variável (VRT) operacionais. Na globalidade não temos tido muito sucesso na comunicação e demonstração das vantagens que a AP traz para os nossos sistemas de produção. Há, no entanto, algumas excepções como indicam as interessantes taxas de adopção da segmentação da vindima com recursos a cartografia de índices de vegetação (cartas NDVI) e dos equipamentos de condução assistida e automática por GPS.
A análise daqueles casos de relativo sucesso é importante para nos ajudar a perceber o insucesso da adopção da aplicação-base da AP que é a aplicação diferenciada de factores (água, sementes, adubos, fito-fármacos) em função das necessidades ou potencial de cada zona da parcela. E de facto os dois casos referidos, segmentação da vindima e condução por GPS, têm vários atributos em comum: ganhos potenciais quase garantidos e de fácil percepção, tecnologia de “conhecimento embutido” (e, portanto, mais simples) e existência de suporte efectivo quer por parte dos vendedores de equipamentos quer dos prestadores de serviços. De facto, estes três aspectos parecem fulcrais para que a adopção tenha sido mais rápida em resultado duma mais breve curva de aprendizagem. Infelizmente, a aplicação diferenciada de factores, onde os ganhos potenciais são maiores, não beneficia daqueles atributos. É na realidade um processo que, por se dividir em 4 fases, é moroso e em que à partida não há garantia de ganhos líquidos. Também não existem no mercado muitos prestadores de serviços com
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Imagem 1 - Carta de visível milho 70 ha
interessante de cenário: seminários sobre AP com audiências muito significativas (cf. em 2014 seminários na Feira de São João Évora, na AgroGlobal, na FIAPE), a nova PAC a dar bastante enfase à racionalização do uso de recursos e factores, alguns documentos de Bruxelas sobre “intensificação sustentável” a referirem a AP como uma das vias de desenvolvimento futuro, o professor Francisco Avillez no seu recente livro (“A agricultura portuguesa – Caminhos para um crescimento sustentável”), a corroborar o professor Lima Santos, na indicação da AP como um dos caminhos viáveis para conciliar o crescimento e sustentabilidade da produção agrícola, e, muitíssimo importante, o interesse e investimento crescentes na adopção da AP quer por parte de produtores individuais e quer de organizações de produtores (em especial no Ribatejo). Estas constatações são extremamente gratificantes para os que têm dedicado muito do seu tempo ao estudo e divulgação da AP.
Pelo que foi dito, tudo indica que o PDR 2020 será decisivo para a incorporação da AP, em particular da aplicação diferenciada de factores, no normal fluir da gestão da actividade no seio das explorações agrícolas. Contudo há muito a fazer para atingir esta meta. É fundamental ver o processo de inovação e adopção da AP como um sistema integrado em que interactuam os produtores, as suas organizações, os prestadores de serviços, os fabricantes de equipamentos, os concessionários, os investigadores, os formadores, etc. Todos têm que perceber o seu papel e estar disponível para fazer a sua parte, investindo o necessário, e fundamentalmente, trabalhando em harmonia e em equipa. Só assim é que a engrenagem vai funcionar. Doutra forma ficaremos agarradas a mitos, vendo as oportunidades a passarem-nos ao lado. Só investindo e inovando em tecnologia e processos teremos uma agricultura simultaneamente produtiva, rentável e sustentável.
Imagem 2 - carta NDVI da mesma parcela verdadeira competência na área, possivelmente fruto da necessidade de uma série de conhecimentos designadamente agronomia, máquinas agrícolas, sistemas de informação geográfica, detecção remota, GPS, processamento digital, etc. Em resultado destes factores, a adopção tem sido tímida, o que acarreta elevados custos ao sector em perdas de produtividade, em desnecessários custos de factores de produção e em danos para o ambiente. Nos últimos tempos registam-se alguns sinais do que me parece ser uma mudança
Imagem 3 - Ilustração do ciclo de atuação para aplicação diferenciada de factores em 4 fases pub.
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O valor económico da Biodiversidade
Será possível medir o valor económico da biodiversidade?
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João Coimbra Empresário agrícola joaocoimbra1@gmail.com
O que é isto da biodiversidade? A biodiversidade é a grande variedade de formas de vida (animais e vegetais) que são encontradas nos mais diferentes ambientes. A palavra biodiversidade representa “bio” (que significa vida) mais a palavra “diversidade” (que significa variedade). Não diversidade só de espécies mas principalmente de variabilidade dentro da própria espécie. AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
| A perda de biodiversidade é uma das maiores ameaças que a humanidade enfrenta, já que a necessidade de aumentar a produção exige uma intensificação agrícola, que normalmente está associada a perda de biodiversidade. Existe assim um perigo de entrarmos num círculo vicioso; quanto maior intensificação, maior perda de biodiversidade. Uma maior perda de biodiversidade implica perda de produtividade, logo maior pressão sobre as áreas de floresta húmida, para colmatar falta de produtividade. Somos desafiados através da nossa inteligência e as nossas atitudes a romper este grave problema. Os solos que são hoje ocupados pela agricultura são insuficientes para alimentar toda a população. Temos assim à nossa frente o desafio da intensificação sustentável. É grande a nossa responsabilidade como agricultores. Somos hoje chamados a alimentar mais de 7000 milhões de seres humanos e ao mesmo tempo aumentar e incrementar a biodiversidade. Será esta equação possível? Com que custo? Quem está disponível para pagar? Deverá ser incluído o seu custo no valor dos alimentos ou deveremos suportar os custos dos agricultores através de apoios para este fim?
Quanto estamos, todos nós como cidadãos, dispostos a pagar para manter ou incrementar a biodiversidade? Portugal é o país da EU com maior biodiversidade, é com este ponto de partida que considero que o grande desafio para Portugal é manter este bom estado da biodiversidade e ao mesmo tempo aumentar a sua produtividade agrícola. A situação que hoje encontramos nos
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nossos ambientes é resultante do histórico das nossas atitudes ou ausência delas. Quando somos confrontados com a afirmação que a agricultura intensiva é sinónimo de perda de biodiversidade, gosto de afirmar que a ausência desta mesma agricultura competitiva e económica, resulta na monocultura da esteva, proveniente dos fogos que fustigam grande parte do nosso território. Grande parte destes territórios estão hoje abandonados e apresentam uma baixa biodiversidade incluindo a humana. Quando a atividade económica não faz parte do equilíbrio ambiental, o resultado está a vista, inclusive nos nossos parques naturais. No nosso país, existe uma paisagem e um ambiente humanizado, fruto de séculos de intervenção do homem, logo toda a biodiversidade que existe no território tem origem nas atitudes e formas de intervenção dos agricultores e das sociedades em geral. A manutenção da biodiversidade atual é muito mais económica que a sua recuperação. O que assistimos noutros países mais industrializados, é que, quando um ecossistema é desequilibrado é muito difícil e muito dispendioso recuperá-lo para a sua forma original. Foi com esta premissa que a nossa exploração deu início a um projeto de levantamento, medição, monitorização e incremento da biodiversidade.
O grande desafio será a sensibilização dos agricultores, para a adaptação de boas práticas para a biodiversidade numa agricultura intensiva
tidades que normalmente se refugiam em posições muito conservadoras, incluindo a de alguns agricultores, foi um dos melhores resultados deste projeto. Tentámos juntar especialistas de diferentes áreas, juntando o conhecimento e a sensibilidade dos agricultores. Demos início a uma discussão construtiva e aprendemos muito uns com os outros. São estas abordagens de trazer para a discussão deste tema, a ciência, a técnica e a economia, que nos dão esperanças de podermos avançar como sociedade evoluída e responsável. O resultado deste estudo assim como o caderno de encargos para o incremento da biodiversidade na nossa exploração, está publicado em “milhoamarelo.blogspot.com” ou no site da CAP. Iniciámos um processo de construção e implementação de equipamentos para estes fins e tentámos determinar o maior número de boas práticas, muitas delas são pequenas mudanças de atitude (que muitas vezes tem custos reduzidos) que podem representar uma grande alteração de condições para um incremento da biodiversidade. Começámos por desenvolver equipamentos para incrementar as espécies em estudo. Temos hoje cerca de 8 km de bandas florísticas de regadio, que
A melhor forma de tomarmos consciência desta realidade é tentar medi-la, e perceber o que a afeta e de que forma as nossas atitudes tem influência na perda ou incremento da biodiversidade. Demos início na nossa exploração, ao levantamento e monitorização de um determinado número de espécies animais, à determinação de estratégias para a manutenção e incremento da biodiversidade numa exploração intensiva milho. Aderimos ao projeto promovido pela CAP em 2011 que tentou fazer um primeiro levantamento da riqueza da biodiversidade em explorações especializadas numa só cultura. Este projeto chamou às nossas explorações diversas entidades; as associações de defesa do ambiente: SPEA e a LPN, o organismo publico DGADR, e teve a coordenação da CAP. Considero que a novidade de juntar enAGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
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são corredores ecológicos entre os nossos pivot´s e nas suas periferias, para a preservação de insetos polinizadores, pequenos mamíferos e para preservar zonas sem aplicação de herbicidas. Para incrementar pequenos répteis e anfíbios, construímos charcos para a sua reprodução. Foram colocadas diversas “caixas ninho” para morcegos. Estamos a plantar sebes arbustivas e várias árvores, já que a nossa região sofre de falta de refúgios para a quase totalidade de espécies. Iniciámos há 2 anos uma colaboração com empresa Syngenta, através do seu importante projeto, chamado “Operation Pollinator”, um projeto a nível Europeu de promoção de biodiversidade. Temos trabalhado na sua adaptação às nossas condições edafoclimáticas. A discussão passa agora pela determinação do valor económico desta abordagem. Qual o custo destes equipamentos? Qual o valor a dar a áreas não semeadas para obter bons refúgios para determinadas AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
Será com a perpetuação dos equilíbrios ambientais nas nossas explorações, que poderemos assegurar o potencial produtivo dos nossos solos no futuro espécies? Quanto vale uma boa sebe de marmeleiros, ou uma sebe de árvores? Quanto vale uma cultura de cobertura para promover estas espécies? Quais as técnicas mais eficazes na produção destes bens públicos? Será que podemos medir e controlar estes bens, para os poder remunerar pelos resultados encontrados? Quanto valorizar a exploração pelas boas práticas adaptadas? São muitas destas perguntas que vamos tentar encontrar resposta através de um projeto que vamos desenvolver. Estamos a candidatar um projeto
de investigação e desenvolvimento, para tornar mais robustas as melhores soluções para estas perguntas. Encontrar as ferramentas para valorizar estas atitudes e monitorizar as práticas desenvolvidas assim como os seus resultados. O grande desafio será a sensibilização dos agricultores, para a adaptação de boas práticas para a biodiversidade numa agricultura intensiva. Só com o compromisso generalizado da maior parte dos agricultores, poderemos obter resultados importantes numa determinada região. Considero que esta abordagem de conservação é também uma forma de valorizar os nossos ativos fundiários. Será com a perpetuação dos equilíbrios ambientais nas nossas explorações, que poderemos assegurar o potencial produtivo dos nossos solos no futuro, este objetivo, é certamente do interesse tanto de agricultores como da sociedade em geral.
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Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo
Uma marca «identitária e fortíssima» da região
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Sara Pelicano Jornalista
| A Reserva Natural do Paul do Boquilobo abrange os concelhos da Golegã e de Torres Novas e fica localizada numa curva do rio Almonda, um afluente do rio Tejo. Trata-se de uma zona húmida natural de água doce com pântanos e numerosas valas que registam variações do nível de água ao longo do ano. Esta zona teve classificação de Reserva Natural em 1980, no ano seguinte, tornou-se o primeiro local do país a pertencer à Rede de Reservas da Biosfera, através do Programa MAB - Man and Biosphere da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). As aves são uma das principais riquezas deste local. Por aqui repousam e alimentam-se perto de 220 espécies de aves, como garças e colhereiros. A flora também embeleza e enriquece a reserva. Nestes terrenos alagadiços podem AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
O turismo, o comércio, a agricultura são atividades económicas compatíveis com a Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo que podem ainda ser melhor trabalhadas e potencializadas na região.
ser apreciados salgueiros, choupos, freixos entre muitas outras espécies. Um ecossistema «muitíssimo importante» que tem funções na regulação hídrica e de filtragem da água. Maria Jesus Fernandes, diretora do departamento de Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), explica que «um ecossistema com as características do Paul do Boquilobo tem uma capacidade enorme de retenção de água, servindo de tampão em situações de cheias. Há um período em que a existência de um ecossistema com aquelas características permite dosear e tamponar a quantidade de água que vai para os terrenos durante algum tempo sem que haja drenagem artificial». A responsável salienta ainda «aquele sistema filtra a água. A existência daquela vegetação toda com raízes enormes faz uma
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filtragem incrível da quantidade de nutrientes e produtos químicos, e em suspensão, que vão parar àquelas águas».
CONSERVAR, DESENVOLVER E CONHECER O programa MAB assenta em três grandes pilares, nomeadamente a conservação, o desenvolvimento e o conhecimento. São estes vetores que o novo órgão de gestão, recentemente constituído, vai trabalhar. A gestão é composta pela ONGATEJO, a Câmara Municipal da Golegã, o ICNF e mais de 50 entidades públicas e privadas onde se incluem a Junta de Freguesia de Azinhaga e CM Torres Novas. «Queremos potenciar a qualificação e diferenciação deste território através da valorização deste ecossistema, da zona envolvente, das populações e das atividades económicas. É objetivo tornar esta Reserva da Biosfera geradora de impulsos importantes de desenvolvimento local e regional que promovem o turismo, a visitação e o marketing de produtos e serviços desenvolvidos com base nos recursos endógenos da região», explica Mário Antunes, responsável pela ONGATEJO e presidente do novo orgão de gestão. A equipa já está a trabalhar num plano de ação plurianual e não tem dúvidas que no curto prazo urge «reforçar a participação e assegurar o envolvimento das populações locais e dos agentes de desenvolvimento», diz Mário Antunes, referindo que «até final do ano queremos ter uma imagem própria, novos canais de comunicação e melhores condições de apoio ao visitante». Um ponto fundamental da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo, defende Maria Jesus Fernandes, diretora do departamento de Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo, é «passar esta imagem que o Paul do Boquilobo é marca identitária e fortíssima da região. É preciso reforçar a importância desta classificação e da existência destes territórios até na qualidade de vida das pessoas desta região, do ecossistema e dos serviços que ele presta para a região». Algumas das ações que vão integrar o plano plurianual poderão ser realizadas com apoios no âmbito do novo quadro de financiamento comunitário 2014-2020. O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, esclarece que «esperamos que estas entidades [que compõem o novo órgão de gestão] pensem quais os investimentos necessários e, median-
Recentemente a ONGATEJO - Organização não governamental do Ambiente, a Câmara Municipal da Golegã e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas juntaramse para gerir a reserva respeitando os três pilares essenciais do Programa MAB - Man and Biosphere: Conservar, desenvolver e conhecer.
te isso, vamos procurar, no âmbito do próximo quadro comunitário, financiamento para as várias intervenções necessárias». Mário Antunes, da ONGATEJO, reforça esta intenção de recorrer a fundos comunitários e diz contar com o apoio de instituições locais. «Julgamos que o próximo quadro comunitário de apoio será uma oportunidade que já estamos a estudar, mas também já temos o apoio de empresas e de parceiros. Contamos ainda com o apoio da AGROMAIS, da AGROTEJO, das câmaras municipais e do ICNF». Rui Medinas, presidente da Câmara Municipal da Golegã, assegura que «ao integrar esta parceria, a autarquia colocará ao serviço da mesma toda a sua dimensão institucional, a sua experiência em fazer, bem como, constituir-se como entidade promotora de investimento no âmbito do programa Portugal 2020».
VALOR ECONÓMICO O valor económico da biodiversidade ainda não é mensurável. Segundo o secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza um dos desafios, partilhado pelos países da União Europeia, é saber como «se identificam e valorizam os serviços prestados pelos ecossistemas». Miguel de Castro Neto questiona: «Como determinamos o valor de um determinado solo estar bem conservado? Ou da qualidade da água? Ou se há muita ou pouca biodiversidade qual o seu impacto a nível da economia?». O responsável político informa que a nível europeu está a ser desenvolvido o estudo «A economia dos ecossistemas e da biodiversidade» (nome original The Economics of Ecosystems and Biodiversity) que pretende desenvolver uma «metodologia para identificar e avaliar os serviços prestados pelos ecossistemas». Os primeiros resultados desse
Miguel de Castro Neto
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trabalho devem ser apresentados na primavera de 2015. «Temos de quantificar o valor da biodiversidade», reforça Miguel de Castro Neto. Enquanto essa metodologia não fica disponível, existem já outros fatores que, aliados ao património natural, são um contributo para a economia dos territórios. «A biosfera do Paul do Boquilobo tem associados elevados valores naturais, mas também outros valores e recursos endógenos de outras áreas», sublinha Mário Antunes, da ONGATEJO. O alojamento turístico, a gastronomia, a observação de aves e passeios pela natureza são algumas das atividades económicas que podem ser dinamizapub.
até final do ano queremos ter uma imagem própria, novos canais de comunicação e melhores condições de apoio ao visitante
das tendo como ponto de partida a Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo. Maria Jesus Fernandes, do ICNF, admite como compatíveis com este espaço todas as atividades económicas desde que tenham um «compromisso de conservação do ambiente». «Se estivermos a falar de indústrias altamente poluentes ou atividades predadoras do meio ambiente claro que não são compatíveis, mas tudo o resto é possível. Turismo, atividades equestres, alojamento, agricultura, atividades tradicionais, comércio». O autarca da Golegã, Rui Medinas, mostra convicção quando questionado sobre o potencial económico do Paul do Boquilobo e comenta que «estamos absolutamente convic-
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tos de que a Reserva da Biosfera é um fator de competitividade único para o concelho da Golegã, para a região e para o país». Mário Antunes reforça ainda a ideia de que «o nosso objetivo é compatibilizar atividades económicas com a conservação da natureza, costumes e tradições. Os empreendedores e agentes económicos devem ser promovidos e incentivados pela biosfera do Paul do Boquilobo mas
também devem fortalecer a Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo, em todas as suas vertentes».
MAIS DE 250 MIL VISITARAM ÁREAS PROTEGIDAS NACIONAIS
Agricultura e ambiente Miguel de Castro Neto considera que a agricultura em Portugal «tem ainda um longo caminho a percorrer» mas afiança que já «existem casos de explorações agrícolas que desenvolvem práticas agrícolas mais favoráveis à biodiversidade, que não são complicadas, e têm impacto significativo na melhoria da biodiversidade e impactos indiretos na produção agrícola». O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza exemplifica que «no final das linhas ter zonas com vegetação natural cria condições para caça e existência de insetos que ajudam a controlar doenças». O político mostra vontade em ter no território nacional «explorações agrícolas equilibradas com aves, com caça, com uma harmonia que acaba por valorizar a própria exploração agrícola». Além das mais-valias ambientais, uma agricultura sustentável acrescenta valor económico porque desta agricultura colhem-se «produtos que tendem a ser comercializados de forma não indiferenciada». «Os agricultores são os principais agentes de proteção da biodiversidade», mas, diz Miguel de Castro Neto, «há ainda um trabalho a ser feito de colaboração entre as entidades de conservação da natureza e as entidades que trabalham a agricultura». Sobre as medidas ambientais previstas na Política Agrícola Comum (PAC) 2014-2020, o entrevistado comenta que preferia que o greening seja olhado como «uma aposta estratégica no que pode ser agricultura de futuro». «Á medida que conhecemos melhor a natureza chegamos à conclusão que é melhor ter tudo presente no ecossistema».
MÁRIO ANTUNES
A biosfera do Paul do Boquilobo tem associados elevados valores naturais, mas também outros valores e recursos endógenos de outras áreas
O turismo é, assim, uma das atividades com grande potencial neste território. Segundo os departamentos de Conservação da Natureza e Florestas do ICNF, no ano de 2013, 263.856 visitantes usufruíram de visitas guiadas em áreas protegidas. Para Rui Medinas o concelho está preparado para receber os visitantes com boas acessibilidades e «qualidade superior do seu alojamento, fruto do fortíssimo investimento verificado ao longo dos últimos anos, sinal evidente da atratividade do território em atrair investimento interno e externo». O autarca destaca ainda «a diversidade da oferta em termos gastronómicos. Neste contexto, consideramos que a Golegã está hoje bem preparada para fazer face ao previsível aumento do fluxo turístico, não só por via do novo enquadramento da Reserva da Biosfera, mas também pela oferta já existente ao nível dos certames e eventos, dos quais destacamos a Feira Nacional do Cavalo e Internacional do Cavalo Lusitano». O secretário de Estado sublinha que «queremos demonstrar é que a existência de uma área protegida cria obviamente uma necessidade de conservação de património natural que vai criar uma identidade própria perante outros territórios e isso tem um valor e esse valor tem de ser alavancado para gerar retorno económico». Miguel de Castro Neto considera que «há uma área com crescimento exponen-
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NOV14 www.agrotejo.pt em foco
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cial que é o turismo natureza». O Turismo de Portugal no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) no horizonte 2015-2020 mantém a Natureza entre os dez produtos estratégicos e visa ainda valorizar mais «os recursos naturais, paisagísticos e culturais, no sentido do enriquecimento do produto e da promoção das respetivas atividades». Em 2006, o Turismo de Portugal encomendou um estudo à consultora THR (Asesores en Turismo Hotelería y Recreación, S.A.) onde se concluiu que, em 2004, 22 milhões de viagens, de uma ou mais noites de duração, foram motivadas pela natureza. Alemanha e Holanda são os principais emissores de turistas de natureza. O estudo verificou ainda que «o gasto médio por pessoa/dia no destino pode variar entre 80 euros (alojamento de categoria média e prática de atividades não guiadas), e 250 euros (alojamento de categoria superior, atividades guiadas, aluguer de equipamentos especiais, etc.)». Mário Antunes, da ONGATEJO, conclui que «temos que ter a capacidade de demonstrar que a biosfera do Paul do Boquilobo é uma oportunidade para a população e para isso tem que haver incorporação de benefícios na região».
ONGATEJO ADERE À PLATAFORMA NATURAL.PT A plataforma Natural.pt (www.natural.pt) foi criada pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza com o objetivo de juntar num mesmo espaço toda a informação sobre as áreas protegidas, facilitando o processo de visita ao turista. «A marca Natural.pt inclui todas as áreas protegidas e informações sobre as mesmas. Queremos que quando alguém quer visitar estes locais consulte a plataforma e explore informação sobre a área protegida e os seus valores, mas também veja os hotéis, restaurantes, pub.
RUI MEDINAs
Biosfera é um fator de competitividade único para o concelho da Golegã, para a região e para o país
criadores de cavalos, artesanato, atividades que há naquela região da área protegida», diz Miguel de Castro Neto. O Natural.pt apresenta-se assim como um «organizador de visitas» das áreas protegidas. Empresas locais, associações e outras entidades podem aderir à plataforma. Foi o que fez a ONGATEJO - Organização não governamental do Ambiente. Para Miguel de Castro Neto, «a principal vantagem de aderir ao Natural.pt é o potencial de comunicação que conseguimos oferecer». Os aderentes a esta plataforma poderão também ter apoios para os seus projetos no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio. «Quando uma empresa, ou um serviço de uma empresa, está disponível na plataforma passa a ter visibilidade global. Muitas vezes estas empresas não têm capacidade para conseguir comunicar em grande escala e também o cidadão, ou agentes de turismo, não conseguem visitar todas as empresas numa área, a plataforma agrega num local todas as ofertas de um território com a garantia de que todos produtos e serviços inscritos são de excelência», remata o secretário de Estado Miguel de Castro Neto.
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Portugal desperdiça um milhão de toneladas de comida por ano Os dados sobre o desperdício alimentar em Portugal são pouco contabilizados atualmente. Existe um único estudo feito e que aponta para um desperdício anual de um milhão de toneladas de alimentos. O Governo quer obter mais conhecimento sobre este tema e avaliar a quantidade de desperdício em cada setor. O secretário de Estado da Alimentação, Nuno Vieira e Brito, acredita que «com a ideia de que a meta final é sempre o desperdício zero, pode ser possível reduzir 20% do desperdício em cinco anos». Para dar passos consolidados neste sentido o Governo e várias organizações, tais como municípios, entidades ligadas à educação, economia, saúde, agricultura e solidariedade social, instituições de solidariedade social e empresas, assinaram um compromisso ético de combate ao desperdício em todos os setores, da produção ao consumidor. «É um compromisso que corre toda a sociedade e responsabiliza todos os segmentos», disse Nuno Vieira e Brito. O secretário de Estado da Alimentação garantiu que «já existe alguma legislação para excedentes,
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mas se for preciso agilizar procedimentos pode ser revista a legislação, sem pôr em causa a qualidade e a segurança dos produtos».
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NOV14 www.agrotejo.pt EMPRESAS VITACRESS LUÍS MESQUITA DIAS
A importância das marcas em alimentação
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| Cada vez mais a agro-indústria deve ter como objetivo apropriar-se da maior fatia possível da cadeia de valor. A criação de marcas é uma das formas mais óbvias de atingir esse objetivo. Ao vender produtos com marca, as empresas estão de uma forma geral e em cada momento a contribuir para melhorar a rentabilidade de cada ato de venda, a criar um vínculo com o consumidor e a acrescentar à companhia como um todo, o valor intangível e a mais-valia que uma marca representa. Sabemos que raros são os setores da área alimentar em que o peso das marcas de Distribuição não é elevado. Como tal, dificilmente uma empresa que tenha investido de forma importante em equipamento e instalações poderá dar-se ao luxo de virar as costas à produção das marcas dessas insígnias, devendo pelo contrário lutar pela
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maximização da sua quota de fornecimento nesse Distribuidor. No entanto isso não deve ser razão para prescindir de em paralelo desenvolver a sua própria gama com marca a qual o próprio distribuidor terá vantagem em referenciar sobretudo quando esses produtos trouxerem vantagens específicas ao consumidor. Ou seja, sendo aparentemente concorrentes, marcas de fabricante e de distribuidor podem e devem complementar-se
para benefício de ambos e variedade de oferta para quem compra. Nesta mesma linha de pensamento, a vantagem de gerir o nosso próprio portfolio com uma marca que nos pertence, prende-se com a possibilidade de materializar em produtos o conhecimento que temos sobre aquilo que são as principais tendências de consumo. Sendo certo que as grandes cadeias de distribuição cada vez investem mais na compreensão dos desejos dos consumidores, o seu caráter generalista operando em inúmeras categorias torna quase inevitável que o seu conhecimento de cada uma delas seja inferior ao dos produtores especializados. Em condições normais a detenção de uma marca de fabricante permite-nos acelerar a chegada ao mercado de produtos inovadores refletindo aquilo que em cada momento os consumidores procuram.Na Vitacress tentamos seguir os princípios acima referidos. Por um lado sabemos que a Distribuição confia em nós para a produção dos seus produtos pois no setor não existe nenhum outro operador que possa dar as garantias de qualidade e segurança alimentar que nos podemos garantir. Por outro lado e sem falsas modéstias, pensamos estar em cada momento a par daquilo que o consumidor precisa e que tentamos reproduzir nos produtos da marca Vitacress. Excelentes exemplos disto podem encontrar-se na gama Vitaminute que acaba de ser lançada e que de forma dual responde às necessidades de levar refeições saudáveis para o escritório ou fábrica ou ainda de poder caminhar pela rua comendo um snack rápido e fazendo da experiência da comida “ on the Go” uma forma divertida e saudável de consumir. São reais e conclusivos os exemplos de insígnias que aumentaram as suas vendas pelo facto de listarem marcas de fabricante, da mesma maneira que não são poucos os casos de distribuidores que se viram ultrapassados ao circunscreverem-se a uma gama monocórdica de produtos próprios que rapidamente fatigam e desinteressam o consumidor. Por interesse de quem fabrica, vantagem de quem compra e benefício de quem consome, devemos atribuir às marcas o papel que realmente merecem ter.
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Simplicidade e alegria no traje de equitação O traje de equitação feminino e masculino, os modos de vestir no Ribatejo quer nos dias de festa, quer de trabalho. Sóbrios, simples e alegres. o trajar português é descrito por Carlos Cardoso, no blogue Trajes de Portugal que criou em 2006. Sem ser um trabalho exaustivo ou científico, Carlos partilha neste espaço o seu gosto e conhecimento pelo folclore nacional. Há 30 anos integrou um rancho folclórico «onde aprendeu a gostar e valorizar as nossas tradições». AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
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Carlos Cardoso http://trajesdeportugal.blogspot.pt
Traje Português de Equitação Masculino Montar a cavalo sempre influenciou o traje do homem. A necessidade da adaptação a uma determinada função levou o traje de equitação a adquirir características específicas. O traje masculino de equitação português é o resultado de uma evolução natural da forma de vestir, sofrendo influências externas, muito à semelhança dos nossos dias. No entanto, essa evolução foi lenta, já que não haviam os modernos meios de informação e as novidades levavam tempo a chegar às populações, mesmo as mais cosmopolitas ou abastadas. Muito embora existam noutras regiões trajes semelhantes, foi o Ribatejo que mais influenciou esta forma de vestir. A forte tradição equestre desta região permite dizer que o traje de equitação português deriva diretamente do traje de lavrador ribatejano. A principal caraterística é a jaqueta. Trata-se de um casaco curto aflorando a linha da cintura e terminando um pouco abaixo desta. É frequentemente mais curta nas costas que à frente. Na cintura o corte das costas é a direito, distinguindo-se da jaqueta espanhola por este pormenor, já que nesta o corte é arqueado. A jaqueta da imagem apresenta uma gola de romeira, que a par com a de dois bicos, são os modelos
foi o Ribatejo que mais influenciou esta forma de vestir. A forte tradição equestre desta região permite dizer que o traje de equitação português deriva diretamente do traje de lavrador ribatejano
mais apreciados. Mas existem outros modelos, de rebuço, de tira, de jaquetão ou mesmo sem gola. É normalmente adornada com botões ou alamares. Os alamares podem ser de prata ou de seda e os botões são normalmente de material sintético, mas também podem ser de vidro, osso, chifre, madeira, metal, prata ou forrados de tecido. A jaqueta possui ainda dois bolsos na vertical e as mangas são adornadas com botões na diagonal. Para proteger dos rigores do Inverno usava-se o capote, a samarra ou uma jaqueta de abafo. Esta difere da anterior por ser confecionada em tecido grosso e quente e a gola frequentemente forrada de veludo ou enriquecido com pele de borrego ou raposa. A calça, com cós alto e cintado, ajustando nas costas com atilho, é justa até ao joelho, seguindo com a mesma largura até aos pés de modo a permitir o uso de botas de prateleira. O colete de decote em V prenunciado, de forma a mostrar a camisa, tem cavas largas e quatro bolsos formando um acentuado bico na frente, o qual ultrapassa a linha da jaqueta. O colete pode também possuir uma gola ou banda e ser abotoado com uma ou duas linhas de botões. À cintura usa uma cinta de merino negro, ceda ou cetim, com a franja a pender para o lado esquerdo, que aperta até ao diafragma, procurando ajudar a uma postura correta e elegante no galope. Devem ser evitadas as faixas de cetim apertadas com colchetes, pois perdem a sua função principal, a de proteção da região lombar do cavaleiro. Absolutamente interdito é o uso do lenço colorido usual no traje andaluz. A camisa é branca e comprida, de tecido fino. A carcela é enfeitada com folhos do mesmo tecido ou de renda. O peito pode ser adornado por nervuras ou pregas. Muitas vezes os adornos preenchem uma parte do peito, o peitilho, a única zona visível entre as bandas do colete. O colarinho é pequeno, não ultrapassando a altura do cós da gola e podem terminar em redondo ou em bico, sendo fixado por molas ao cós. Fecha-se o colarinho com botões simples ou abotoaduras duplas de madrepérola,
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português de equitação deve ser sóbrio, preto, cinzento ou castanho. Como traje de equitação, completa-se com o uso de luvas de pele.
Traje Português de Equitação Feminino
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ouro ou prata. As mangas são largas e folgadas, terminando em punho simples ou duplo e são fechadas com abotoaduras. Esta indumentária é acompanhada por um chapéu de aba larga, à portuguesa, muitas vezes confundido com o chapéu espanhol (à Mazzantini). No entanto, o chapéu português possui a aba larga com virola e copa redonda convexa. A fita que cerca a copa fecha em laço, sem botões. Pode ser preto, cinzento ou castanho. Uma variante no traje de equitação é o uso de calções. A utilização dos calções como peça de vestuário permaneceu em Portugal até meados do século XIX, enquanto que no resto da Europa foi desaparecendo desde a Revolução Francesa. Muitas vezes eram complementados com polainitos. Como traje de equitação, os calções continuaram em uso, sendo parte integrante
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O traje de equitação português é o resultado de uma evolução natural da forma de vestir, sofrendo influências externas, muito à semelhança dos nossos dias do trajo do campino, em baeta azul adornado com botões metálicos, reminiscência do uso de alçapão, meia alta e sapato, nos restantes cavaleiros com meia branca até ao joelho, sobressaindo acima da bota de cano alto modelo napoleónico. Frequentemente, são da mesma cor da jaqueta ou mesmo mais claros. Quanto à cor, o traje
Até ao século XIX, a mulher não tinha a possibilidade de dominar a sua montada. Desde a Idade Média e até ao século XVIII, salvo raras exceções, quando uma mulher se deslocava a cavalo, fazia-o sentada de lado numa sela em forma de cadeira, e acompanhadas por um serviçal que conduzia a montada. No século XIX a mulher ganha alguma autonomia na condução da sua montada. A amazona passa a montar com as pernas unidas sobre o lado esquerdo do cavalo, o que lhes permitia um melhor controlo da montada, no entanto, a posição era propicia a acidentes. Totalmente inaceitável, para os cânones da época, era uma senhora montar escarranchada, apenas próprio para homens. Apenas a partir dos anos 30 do séc. XX começaram a surgir as primeiras amazonas escarranchadas. No que respeita ao traje de equitação feminino, não podemos dizer que exista um modelo específico. No entanto, podemos caracterizar alguns traços gerais. Nesta matéria, existem muito poucas fontes, pelo que foi necessário recorrer à obra dos mais conceituados investigadores portugueses, Lina e João Gorjão Clara, «O Traje Português de Equitação», servindo de base ao traje de seguida descrito. Os próprios autores reconhecem a escassez de informação nesta matéria. Vejamos então como traja a amazona à antiga portuguesa. Comecemos pelo chapéu. Normalmente preto ou cinzento, podendo ter um tom ou cor diferente de acordo com o fato. Quanto ao modelo, existiriam vários. A obra mencionada descreve um modelo de chapéu ainda hoje muito adotado. Este possui aba larga revirada e mais curta do que o chapéu de homem, copa redonda e levemente convexa, adornado com dois pompons de seda. Atualmente, muitas amazonas preferem adotar o modelo masculino, que pode ser aceite, mas não é o mais
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adequado. Quanto à jaqueta, existiam vários modelos e cores. Eram confecionadas nos mais diversos e nobres tecidos. A jaqueta descrita na referida obra, apresenta gola de virados e dois bolsos «metidos», com abertura vertical e forrados de cetim. A jaqueta não apresenta botões e é toda contornada a galão preto, desenhando enfeites nos bolsos e nas costas. As mangas, também sem botões nos punhos, têm os ombros bem vincados, com a cabeça da manga bastante larga, quase em balão. Vai estreitando tornando-se justa no antebraço e terminando sem punho. O forro da jaqueta é em seda no tom do tecido. Por debaixo da jaqueta usa-se blusa braça, de colarinho pequeno, adornada com renda de algodão. O colarinho pode ser enfeitado com uma pregadeira ou com um laço de cetim. A manga pode ter os punhos adornados com renda. O uso do corpete é opcional, mas a faixa de cetim ou merino é obrigatória. Quanto à saia, esta difere da forma como a amazona monta. Para montar à amazona, de lado, a saia tem um desenho complexo. O seu modelo é elaborado para armar em semicírculo sobre o cavalo e conferir à amazona conforto e compostura. Esta é bastante mais comprida à frente que atrás. Apresenta dois cortes à altura dos joelhos, para que, na sela, a saia se ajuste aos membros e tape quase por completo a bota esquerda que se apoia no estribo. Os pontos de apoio dos joelhos são reforçados no avesso por um forro de seda. No forro do joelho direito existe uma liga elástica, que fixa a saia à coxa da amazona, a fim de evitar que esta se desloque com o vento ou o andamento do cavalo.
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Uma vez que a saia é bastante comprida à frente, quando apeada, a amazona tem de a segurar pelo corte do joelho direito ou prendê-la por asselha caseada em linha no mesmo sítio, a um botão, ou peça de ourivesaria, colocado à altura do terço superior da coxa direita. Por baixo da saia, a amazona usava uns calções de alçapão, de gancho bastante alto e pernas largas que terminam num punho, apertado por três botão. Ajusta-se à anca por duas aberturas laterais fechadas por quatro botões. Calçava botinas de cano curto fechado por botões de pé. O traje que atualmente é mais utilizado permite à amazona montar escarranchada. A saia é comprida até ao tornozelo. É justa nas ancas, aperta de lado com botões e é fendida à frente e atrás, de modo a abrir sobre a sela. Esta saia é confecionada de um modo particular, de modo a que as duas metades se perpassem quando a amazona se apeia e a saia feche, evitando a indiscrição das fendas. Para reforçar a costura no ponto onde se inicia a fenda da saia, cose-se de um a três botões, que também servem de enfeite. Até à década de 50 do século XX, as amazonas mantiveram o uso do calção mesmo montando escarranchadas, aos poucos foram-no substituindo pelas calças masculinas e às botinas pela bota de salto de prateleira. Tal como Lina e João Gorjão Clara, lamentamos a tendência de aproximação ao traje masculino, copiando o modelo da jaqueta, da camisa ou das calças. Sugere-se assim, a reconstituição de modelos de jaqueta e blusas mais antigos.
NOV14 www.agrotejo.pt EMPRESAS ADP FERTILIZANTES S.A JOÃO CASTRO PINTO Responsável Desenvolvimento Agronómico e Apoio Técnico
NERGETIC C-PRO K
Potássio, fósforo e magnésio protegidos pela Tecnologia C-PRO
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| A Tecnologia C-PRO protege todos os nutrientes do adubo das perdas por lixiviação e, ao mesmo tempo, influencia positivamente o desenvolvimento vegetativo inicial das culturas e aumenta a sua produtividade no final do ciclo. Resulta da acção da Macromolécula que regula a lixiviação dos nutrientes, em sinergia com a Tecnologia C-MOV, um potenciador nutricional com efeito bioestimulante que também ajuda a redução da lixiviação de nutrientes. A Macromolécula regula a libertação dos nutrientes durante cinco semanas, sem prejudicar a sua disponibilidade para serem absorvidos pelas culturas. Actua formando uma barreira físico-química em cada grânulo de adubo, que numa primeira fase possibilita a lenta libertação dos nutrientes, e numa segunda fase, retém-nos na zona de dissolução do grânulo, graças à formação de um gel específico que impede a mobilidade dos nutrientes, evitando a sua lixiviação, principalmente quando se verifiquem as condições ideais para que tal ocorra, como seja durante AGROTEJO união agrícola do norte do vale do tejo
precipitações excessivas ou regas mal controladas, principalmente nos solos de textura mais ligeira. Por outro lado, a Tecnologia C-MOV apresenta uma comprovada actividade enzimática e fitohormonal, um efeito imediato na estimulação da vida microbiana do solo, uma solubilização e mineralização de nutrientes orgânicos e minerais, e um efeito bioestimulante directo sobre o desenvolvimento radicular inicial, que por seu lado, também contribui para uma menor lixiviação dos nutrientes mais susceptíveis de se
perderem por arrastamento para fora da zona de influência das raízes. A adubação clássica do milho com um adubo potássico distribuído por toda a parcela e localização à sementeira de um adubo com azoto e fósforo, apresenta como desvantagem a localização da totalidade do fósforo ao longo das linhas de sementeira, o que diminui a capacidade das plantas em absorver todo o fósforo necessário, atendendo ao pequeno volume de solo enriquecido em fósforo que pode ser explorado pelas raízes. Por outro lado, é sabido que a cultura do milho apresenta as maiores necessidades e ritmos de absorção do fósforo a partir das 10-12 folhas, quando já tem o sistema radicular totalmente desenvolvido e a explorar todo o volume de solo. A adubação com NERGETIC K a lanço antes da sementeira do milho, vai contribuir para o enriquecimento de todo o solo em fósforo disponível, e assim proporcionar uma melhor nutrição da cultura neste nutriente. Por outro lado, atendendo à conhecida sinergia fósforo-potássio, a adubação potássica e também a fosfatada, efectuadas com o NERGETIC K saem beneficiadas. Adicionalmente, e como referido anteriormente, a Tecnologia C-PRO protege todos os nutrientes da lixiviação, o que é particularmente importante nas texturas ligeiras.
ficha técnica
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Regras de aplicação dos programas operacionais já estão publicadas em Diário da República No passado 27 de outubro foi publicado em Diário da República o decreto-Lei n.º 159/2014 que estabelece as regras gerais de aplicação dos programas operacionais (PO) e dos programas de desenvolvimento rural (PDR) financiados pelos fundos europeus estruturais e de investimento (FEEI). O documento esclarece que será criado um portal online, designado Portugal 2020, com toda a informação sobre o novo quadro comunitário de financiamento. Neste documento lê-se que «as candidaturas e os documentos que as integram são submetidos pelos beneficiários por via eletrónica, no portal do Portugal 2020, sendo a autenticação dos mesmos realizada através de meios de autenticação segura, nos termos legais, nomeadamente o cartão do cidadão, a Chave Móvel Digital ou outra forma de certificação digital de assinatura, salvo quando no respetivo regime jurídico se prevejam procedimentos alternativos». Podem aceder a estes apoios qualquer entidade, singular ou coletiva, do setor público, cooperativo, social ou privado, com ou sem fins lucrativos cujos investimentos produtivos ou infraestruturas comparticipados devem estar afetos à respetiva atividade e, «quando aplicável, na localiza-
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ção geográfica definida na operação, pelo menos durante cinco anos, ou três anos quando estejam em causa investimentos de pequenas e médias empresas (PME)». O decreto-Lei estabelece ainda o prazo de 60 dias úteis para a tomada de decisão, pela autoridade de gestão dos fundos, sobre as candidaturas. No que diz respeito aos pagamentos, os pedidos devem ser apresentados no Balcão Portugal 2020 e o reembolso seguirá alguns processos tal como uma primeira análise, «no prazo de 30 dias úteis, a contar da data da receção do pedido de reembolso» pela autoridade de gestão que verifica a «despesa apresentada, delibera sobre o pedido e emite a correspondente ordem de pagamento ou comunica os motivos da recusa, salvo quando a autoridade de gestão solicite, por uma única vez, esclarecimentos adicionais relativos ao pedido de reembolso em análise caso em que se suspende aquele prazo». Este decreto-Lei, bem como outra legislação aplicável para o período de programação 20142020 da Política de Coesão e Investimento da União Europeia e da Política Agrícola Comum pode ser consultada em www. pt-2020.pt na secção «legislação».
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Simulador DO IFAP verifica boas práticas ambientais
Exportações do sector alimentar cresceram 7% nos últimos cinco anos
O IFAP disponibiliza no seu portal um simulador que permite verificar o cumprimento das práticas de greening exigidas no âmbito da nova Política Agrícola Comum (PAC) 20142020. A melhoria do desempenho ambiental é um dos objetivos da PAC 2014-2020, por isso, estão previstas medidas que contribuam para a sustentabilidade ambiental. Os agricultores que promovam uma agricultura com impacto positivo no sequestro de carbono serão premiados. No Pedido Único de 2015, os agricultores devem ter em consideração o cumprimento das Práticas Agrícolas Benéficas para o Clima e Ambiente, o referido greening, nomeadamente nas sementeiras de outono-inverno. O simulador do IFAP facilita verificação dessas medidas. A Agrotejo vai apoiar os agricultores na verificação destas práticas.
As exportações do sector alimentar aumentaram 7% nos últimos cinco anos, contribuindo para um equilíbrio na balança comercial. O crescimento constante fomenta o objetivo do Ministério da Agricultura e do Mar (MAM) em alcançar a autossuficiência em valor em 2020. O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, está satisfeito com o desempenho do sector agroalimentar e destacou que «as exportações aumentaram 3,3% no último trimestre, enquanto no total de todos os sectores da economia cresceram 2,4%». O responsável político afiançou ainda que «se este caminho prosseguir, Portugal vai conseguir continuar a diminuir o défice da balança comercial, no sentido de chegar à autossuficiência em valor em 2020». Neste trimestre, o défice da balança comercial diminuiu 400 milhões de euros.
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