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Fundação Itaú - Relatório Anual 2021

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Relatório Anual \ Educação, Cultura e Saúde

2021


Cia.2de Dança do Pantanal | Foto | Divulgação


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Relatório Anual Fundação Itaú 2021

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Sumário APRESENTAÇÃO Carta Alfredo Setubal .................................................................................................................................. 6 Carta Fábio Barbosa ..................................................................................................................................... 8

EDUCAÇÃO .................................................................................................................................................... 10 Itaú Social ....................................................................................................................................................... 12 Carta Angela Dannemann ........................................................................................................................ 14 Formação ......................................................................................................................................................... 16 Sociedade Civil .............................................................................................................................................. 30 Estudos e pesquisas ................................................................................................................................... 48 Itaú Educação e Trabalho ..................................................................................................................... 56 Carta Ana Inoue ........................................................................................................................................... 58 Ampliação da EPT ....................................................................................................................................... 60 Oferta de EPT ................................................................................................................................................ 66 Inclusão produtiva ...................................................................................................................................... 74 Produção de conhecimento ................................................................................................................... 78

CULTURA ......................................................................................................................................................... 92 Itaú Cultural ................................................................................................................................................. 94 Carta Eduardo Saron ................................................................................................................................. 96 Fruição ............................................................................................................................................................. 98 Formação ...................................................................................................................................................... 134 Fomento ........................................................................................................................................................ 138

SAÚDE ............................................................................................................................................................... 158 Carta Prof. Dr. Jorge Kalil ........................................................................................................................ 160 Todos pela Saúde ....................................................................................................................................... 162

GESTÃO ........................................................................................................................................................... 168 Carta Valéria Breslin ................................................................................................................................. 170 Nova cultura administrativa.................................................................................................................. 172

RECURSOS .................................................................................................................................................... 176 COMUNICAÇÃO ....................................................................................................................................... 180 ESTUDOS ...................................................................................................................................................... 184 ORGANOGRAMA.................................................................................................................................... 200

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\ MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA DO CONSELHO \

Um novo modelo para 35 anos de história Há 35 anos, muito antes da Sigla ESG (Environmental, Social and Governance) se tornar quesito obrigatório na estratégia das empresas, o Itaú deu início ao projeto de realizar investimentos estruturados em cultura e educação, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento social do Brasil.

Alfredo Setubal Presidente do Conselho Curador da Fundação Itaú e Presidente do Itaú Cultural

A primeira iniciativa, neste campo, ocorreu em 1987, quando Olavo Setubal criou o Itaú Cultural, num movimento pioneiro no país. O projeto ganhou nova dimensão em 1993, com o surgimento do Itaú Social, que nos levaria a atuar no eixo da educação, e, em 2020, com a estruturação do Itaú Educação e Trabalho, originado no Itaú BBA. Ao longo destas mais de três décadas, o compromisso de investir sistematicamente em projetos que pudessem contribuir para o país e para a promoção da cidadania frutificou e ganhou novos contornos e envergadura em nossa organização. Em 2021, este sonho deu um novo salto qualitativo. Para imprimir maior efetividade aos nossos esforços, consolidamos o modelo, iniciado em 2020, no qual Itaú Cultural, Itaú Social e Itaú Educação e Trabalho passaram a atuar sob o guarda-chuva da Fundação Itaú, dando coesão aos investimentos sociais do banco.

6 Olavo Setubal | Itaú Cultural Espaço | Foto | Chema Llanos


A montagem da nova arquitetura veio acompanhada da reorganização da nossa estrutura de financiamento. No que diz respeito aos recursos, Itaú Cultural e Itaú Educação e Trabalho agora têm acesso ao endowment originalmente constituído para garantir as operações do Itaú Social.

O projeto teve origem na doação de R$ 1,2 bilhão que o Itaú Unibanco fez em 2020 para combater a devastadora disseminação do SARS-CoV-2 no Brasil. Parte desses recursos, cerca de R$ 200 milhões, foram destinados à criação do novo Instituto, que reúne alguns dos melhores médicos e cientistas do país.

Anteriormente, estas organizações dependiam de aportes anuais do banco. Com o novo desenho, demos caráter perene a elas, garantindo um modelo estável de financiamento de suas atividades, buscando ampliar ainda mais o legado da nossa atuação.

Ao mesmo tempo em que desenhávamos a nova estrutura da Fundação Itaú, também nos dedicávamos intensamente a combater os efeitos nocivos da Covid-19, com investimentos de R$ 361,5 milhões em consistentes programas na educação e na cultura, que poderão ser conhecidos mais detalhadamente ao longo deste relatório.

Em 2021, além desta reestruturação, avançamos decisivamente para reforçar a nossa contribuição no campo da saúde pública. Diante dos desafios e dos desdobramentos da Covid-19, nós criamos o Instituto Todos pela Saúde, que tem a missão de fazer estudos epidemiológicos de largo alcance com o objetivo de ajudar o país a se preparar melhor para futuras crises sanitárias.

Com a estrutura organizacional revigorada, o nosso investimento social seguirá com uma estratégia de atuação cada vez mais articulada e orgânica, o que reafirma o nosso propósito de construir um país com equidade. A educação, a cultura e a saúde são compromissos do Itaú Unibanco com a agenda de transformação do Brasil.

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\ MENSAGEM DA DIRETORIA \

Educação, cultura e saúde para enfrentar a Covid-19 Em 2021, a Fundação Itaú continuou a canalizar seus esforços para mitigar os efeitos da Covid-19 na educação, na cultura e na saúde. Em todas as frentes, nós adaptamos nossos programas e iniciativas para dar respostas consistentes às demandas impostas pela pandemia e para preparar a transição para o novo momento, com o avanço da vacinação em todo o país.

Fábio Barbosa Diretor-presidente da Fundação Itaú e diretor vice-presidente de programas sociais

No campo da educação, o Itaú Social, que se dedica à melhoria do ensino fundamental, desenvolveu uma série de iniciativas para manter ativas e fortalecidas as redes públicas de educação e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que trabalham junto a escolas de todo o país, pela formação de seus professores, educadores sociais e gestores. O Leia com uma Criança, por exemplo, o maior programa privado de estímulo à leitura infantil no país, adaptou-se à nova realidade e intensificou a disponibilização de seu acervo em plataforma digital, tornando todas as obras acessíveis. O Melhoria da Educação passou a disponibilizar soluções educacionais digitais para redes públicas de educação, e agora pode ser acessado por todos os municípios brasileiros.

8 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Programas como Polo, Missão em Foco, Comunidade, Presente! e Escrevendo o Futuro, entre outros, também foram reorganizados para apoiar professores, educadores sociais, gestores e organizações sociais no ambiente da crise sanitária. Já o Itaú Educação e Trabalho desenvolveu um extenso cronograma de ações estruturantes junto às redes estaduais de educação para apoiar o fortalecimento da educação profissional e tecnológica articulada ao ensino médio nas escolas brasileiras, o que trará uma nova perspectiva de futuro para milhares de jovens no país. O Itaú Cultural, por sua vez, investiu consistentemente na ampliação de oferta gratuita a conteúdos culturais na web, no apoio à produção de artistas de todo o país, e em projetos de formação, que resultaram na criação da Escola Itaú Cultural. Uma das iniciativas marcantes do ano foi o lançamento do Itaú Cultural Play, a plataforma

de streaming do Itaú Cultural, com centenas de filmes e audiovisuais brasileiros que podem ser acessados gratuitamente pelo público. Itaú Social, Itaú Educação e Trabalho e Itaú Cultural também tiveram papel importante na realização de estudos e pesquisas durante a pandemia. Os trabalhos trouxeram informações estratégicas para orientar gestores e subsidiar a formulação de políticas públicas para a educação e a cultura. Na área da saúde, a Fundação Itaú também deu um importante passo ao criar o Instituto Todos pela Saúde, que irá se dedicar a estudos e pesquisas de epidemiologia para ajudar o Brasil a enfrentar desafios sanitários daqui por diante. Com este conjunto abrangente e articulado de ações, a Fundação Itaú procurou cumprir em 2021 a missão de ajudar o Brasil a enfrentar os desafios da Covid-19, em conjunto com governos e sociedade civil. É de alianças como essas que surgirão os caminhos para transformar o Brasil.

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12 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Itaú Social 13


\ MENSAGEM DA SUPERINTENDÊNCIA \

Educação com qualidade e equidade

Angela Dannemann Superintendente do Itaú Social

Aprendizagem de todos – crianças, adolescentes e jovens –, independentemente da situação social, com equidade e qualidade. É mirando nesse objetivo maior que o Itaú Social inaugurou uma nova fase em 2021, consolidando um modelo de trabalho sistêmico, usando uma estratégia mais conhecida como “glocal”, em que criamos um referencial de atuação macro estratégica que se desdobra em atividades adaptadas aos contextos de cada localidade. Para isso, investimos no fortalecimento de dois pilares. O primeiro deles considera as redes municipais de educação, atuando pela formação e apoio aos gestores e equipes técnicas e pedagógicas, incluindo professores. O segundo está voltado às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) ligadas à educação, na promoção do seu desenvolvimento institucional e na formação de seus gestores e educadores, para fortalecer sua função complementar na formação de sujeitos integrais e assegurar estrutura e desenvolvimento de competências destes sujeitos, alinhadas às demandas atuais e futuras. No setor público, iniciamos uma ação sistêmica para elevar a capacidade de gestão em sete municípios e seis iniciativas de colaboração intermunicipais por meio do programa Melhoria da Educação. As redes receberão este apoio técnico até 2024, com o fim do mandato iniciado em 2021, e serão acompanhadas de perto na implementação de soluções educacionais adaptadas às suas realidades. Adicionalmente, agimos na discussão

Foco nas redes de ensino e nas 14 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) | Foto | Acervo Fundação Itaú


de políticas públicas viabilizadoras de mudanças estruturais na educação, apoiando também o aprimoramento de projetos de lei, este ano numa atuação mais intensamente voltada para a qualificação de redes e escolas no uso de modelos educacionais inovadores e tecnologias. Em relação à sociedade civil, um passo importante foi dado por meio do Experiências em Rede, um programa piloto que dá suporte ao trabalho colaborativo entre OSCs de um mesmo território, unindo esforços para contribuir com uma educação de qualidade com equidade, principalmente em áreas vulneráveis. O tema do desenvolvimento institucional de OSCs ganhou relevância com o primeiro seminário internacional realizado em parceria com outras fundações nacionais e globais, mobilizando mais de uma centena de investidores sociais. Também visando o desenvolvimento de estratégias globais que possam ser adaptadas localmente, o Missão em Foco intensifica o apoio a projetos de sucesso em determinados territórios que tenham o potencial de serem reeditados em outras comunidades.

Todo o trabalho de 2021 foi fruto de experiências acumuladas em anos de atuação e também fundamentado por evidências de pesquisas nas quais investimos constantemente para termos um retrato real e atual da situação educacional brasileira, agregando referências internacionais. Nestes momentos de finalização da longa pandemia da covid-19, esses levantamentos foram de especial relevância para apontar caminhos de superação dos desafios referentes ao retorno das aulas presenciais em 2022. No decorrer de sua história, o Itaú Social, juntamente com seus parceiros, vem construindo um legado de transformação educacional com resultados palpáveis, como a melhoria da gestão de redes educacionais e do desempenho de estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, refletido no aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Perseveramos nessa trajetória, na companhia de agentes sociais e educacionais fortes e inspiradores, capazes de seguirem se atualizando frente aos novos desafios e a colaborarem com um modelo sustentável de educação com excelência e equidade para todos.

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Parceria com secretarias de educação para formação 16 de professores, gestores e equipes técnicas | Foto | Acervo Fundação Itaú


Formação A formação dos profissionais da educação é um dos pilares da atuação do Itaú Social. Em 2021, o trabalho, que marca a nossa trajetória desde os anos 1990, foi aprimorado de modo a fortalecer ainda mais os gestores educacionais, professores e equipes técnicas. Nesse sentido, atuamos em parceria com secretarias de educação de todas as regiões do Brasil, construindo bases sólidas e qualificadas, capazes de serem replicadas em outros territórios. Disponibilizamos, ainda, materiais e cursos abertos ao público de forma on-line e gratuita. Esses conteúdos contemplam as mais diversas áreas ligadas ao processo de ensino, à aprendizagem e à gestão da educação pública. Como resultados desse esforço formativo, os participantes afirmam ter ampliado seus conhecimentos e identificado grande potencial de aplicação do que aprenderam.

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\ OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA \

Escrevendo coletivamente o futuro

Iniciativa mobilizou mais de 3.800 municípios e passou a reconhecer o trabalho dos professores com as turmas de alunos

Em sua sétima edição, a Olimpíada de Língua Portuguesa mudou o seu formato. A iniciativa passou a reconhecer o trabalho dos professores e seus estudantes – de escolas públicas de todo o país – por meio da premiação de produções realizadas coletivamente, levando em consideração a prática pedagógica. Desta forma, os Relatos de Prática, com os registros dos processos de ensino e aprendizagem vivenciados durante a produção da escrita, agora também são avaliados. Essa é uma maneira de incentivar a prática reflexiva do educador e valorizar a

trajetória traçada para chegar aos relevantes resultados das turmas do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. A Olimpíada de Língua Portuguesa, que faz parte do Programa Escrevendo o Futuro, é realizada a cada dois anos e começou como um concurso de produção de textos individuais. O novo formato foi desenvolvido após ser identificado que, quanto maior é o envolvimento de educadores e alunos nas atividades propostas pelo Programa, maiores são os impactos nos resultados.

Números da 7ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa

112.510

inscrições nas cinco categorias 18

59.008 professores envolvidos

18.361

Relatos de Prática analisados


Geni Guimarães, autora homenageada na edição 2021 da Olimpíada de Língua Portuguesa | Foto | Acervo Fundação Itaú

27.847

escolas públicas participantes

100%

de adesão das redes estaduais

3.877

municípios participantes 19


A iniciativa passou a contar com ações de mobilização para a formação docente, com materiais pedagógicos, cursos, percursos formativos, entre outros recursos que visam contribuir para a melhoria da leitura e da escrita nas escolas públicas. Em 2021, por conta da pandemia, as ações foram disponibilizadas em formato on-line no portal Escrevendo o Futuro. Sensível à ampliação da desigualdade social nos últimos anos, também em virtude da pandemia, a Olimpíada reforçou seu olhar atento para essa questão. Coroando o compromisso do programa com uma perspectiva coletiva, inclusiva, diversa e que busca a equidade de aprendizagens, 50% das vagas a partir das etapas semifinais de seleção

Parceiros

20

foram reservadas para escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade, conforme indicadores de desempenho educacional e de nível socioeconômico. Nesta última edição, foram recebidas mais de 112 mil inscrições, envolvendo 59 mil professores, com a adesão de todos os estados brasileiros e de 3.877 municípios. Foram analisados 18.361 Relatos de Prática e materiais produzidos por educadores de quase 28 mil escolas públicas. As categorias premiadas foram: Poema (5º ano do Ensino Fundamental), Memórias Literárias (6º e 7º anos), Crônica (8º e 9º anos), Documentário (1º e 2º anos do Ensino Médio) e Artigo de Opinião (3º ano do Ensino Médio), dentre as quais foram escolhidos os 20 vencedores.


Materiais pedagógicos e formações fortalecem as práticas de ensino | Foto | Acervo Fundação Itaú

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Apoio a secretarias de educação 22 as regiões do Brasil de todas | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ MELHORIA DA EDUCAÇÃO \

Novo ciclo de apoio técnico e formação

Sete municípios e seis iniciativas intermunicipais iniciaram parceria de quatro anos para implementação de soluções educacionais

É fundamental que as secretarias de educação estejam fortalecidas para que alcancem padrões mais elevados no acesso, permanência e aprendizado das crianças e adolescentes. Por isso, desde 1999 o Itaú Social realiza o Melhoria da Educação, programa que entrou em nova fase em 2021, dando início ao ciclo de formação e apoio técnico a sete novos municípios e seis iniciativas de colaboração intermunicipal. Ao todo, 83 municípios serão assessorados até 2024.

Localizadas em todas as regiões do Brasil, as secretarias municipais de educação e iniciativas de colaboração parceiras foram selecionadas por meio de edital. Foram priorizadas localidades com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional, com até 550 mil habitantes e com mais de 10 mil matrículas urbanas no Ensino Fundamental, além de iniciativas de colaboração integrantes da Rede de Colaboração Intermunicipal de Educação.

Alcance

18.546

participantes em ações formativas

963

secretarias de educação apoiadas

2.113

municípios com participantes

5,54 mi

de crianças e jovens beneficiados 23


As redes de ensino são apoiadas para realizar um planejamento estratégico e priorizar o enfrentamento dos maiores desafios por meio da implementação de tecnologias. As formações abordam tanto o eixo da gestão pedagógica quanto administrativofinanceira e são realizadas com a assistência técnica de um conjunto de organizações parceiras especializadas. Vale destacar, ainda, uma outra frente de atuação do programa: o apoio técnico intensivo para implementar soluções educacionais em regime de colaboração entre estados e municípios. Nessa perspectiva, foram pactuadas parcerias com quatro secretarias estaduais de educação: Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

24 | Foto | Acervo Fundação Itaú

A fim de ampliar ainda mais o alcance do programa, as Tecnologias Educacionais passaram a ser disponibilizadas na plataforma do Melhoria da Educação de forma on-line e gratuita para educadores de todo o país. São 14 soluções testadas e aprovadas que podem ser utilizadas de forma autônoma e adaptadas para responder a contextos variados. Cada uma delas aborda um desafio diferente da educação pública, como gestão inclusiva, fortalecimento da relação escola, família e comunidade e colaboração entre estado e municípios por meio de uma cadeia formativa. O site também conta com a ferramenta Autodiagnóstico da Rede de Ensino, que auxilia as equipes no mapeamento de avanços e dificuldades, podendo aperfeiçoar as suas ações.


Participantes do ciclo 2021-2024

Parceiros Avante – Educação e Mobilização Social

CATEGORIA MUNICIPAL Balsas, MA Barcarena, PA Parauapebas, PA Maranguape, CE

Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) Comunidade Educativa Cedac

Luziânia, GO Itapevi, SP Suzano, SP

CATEGORIA REGIONAL Consórcio Municipal do Sul do Estado de Alagoas (Conisul ), AL Arranjo de Desenvolvimento Educacional GE5, PI Arranjo de Desenvolvimento Educacional GE4, PI Câmara Técnica de Educação do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Litoral Sul da Bahia (CDS-LS), BA

Cidade Escola Aprendiz H+K Desenvolvimento Humano e Institucional Icep (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa) Instituto Avisa Lá Instituto de Políticas Relacionais IQE (Instituto Qualidade no Ensino) Instituto Rodrigo Mendes Oficina Municipal PGS – Desenvolvimento Profissional e Gerencial

Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira e Litoral Sul (Codivar), SP

TMC1 – Escola de Gestão

Colegiado de Gestão em Educação dos Municípios da Região do Foz do Rio Itajaí (CoGemfri), SC

UNICEF

Secretarias Estaduais de Educação da Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte

Undime

Pacto FGV - DGPE - Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais 25


\ EDUCAÇÃO MATEMÁTICA \

Inovação para melhoria do aprendizado Metodologia de ensino da matemática desenvolvida pela Universidade de Stanford torna-se solução educacional no Brasil

O desenvolvimento da aprendizagem matemática é um grande desafio da educação brasileira. Isso fica evidente ao observar o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018, em que o Brasil ficou entre as dez últimas posições em desempenho na matemática. Além disso, de acordo com dados do Instituto Unibanco e do Insper, a proficiência na área pode ter reduzido até dez pontos para alunos que concluíram o 2º ano do Ensino Médio em 2020 por conta da pandemia da Covid-19. Reverter esse cenário, diminuindo as desigualdades e elevando a proficiência dos estudantes, é um grande objetivo do Itaú Social, que para isso investe em educação matemática em algumas frentes de atuação.

3.033

participantes em ações formativas 26

807

municípios com ações

Uma delas é a metodologia Mentalidades Matemáticas, uma abordagem inovadora de ensino, baseada na neurociência, desenvolvida em um centro de pesquisas da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e trazida ao país pelo Instituto Sidarta. Depois de uma experiência bem-sucedida realizada em escolas públicas de Cotia (SP) em 2020 – que resultou em um salto equivalente a um ano e três meses em escolaridade matemática dos alunos –, o Itaú Social transformou a estratégia em uma Tecnologia Educacional, ampliando a sua escala de alcance. Atualmente está sendo planejada a implementação da metodologia, de maneira experimental, na rede municipal de Vespasiano (MG).

24.438

crianças e jovens beneficiados


Em 2021 foi realizado o 3º Seminário Mentalidades Matemáticas, que abordou a metodologia e discutiu o papel dos gestores educacionais na mobilização para aumentar os índices de aprendizagem. Ao todo foram 1.727 participantes. No âmbito da formação, a plataforma Polo conta com três cursos remotos e gratuitos relacionados a essa abordagem: Conhecendo as Mentalidades Matemáticas, Pensando matematicamente e Mentalidades Matemáticas na sala de aula. O Itaú Social também apoia o site do projeto, que, além de informações relevantes, disponibiliza propostas, exemplos práticos, recursos e atividades que incentivam os alunos a chegar aos resultados dos problemas por conta própria. Outra iniciativa para promover a difusão do conhecimento matemático é o programa OBMEP na Escola, que atua na formação de professores da área. A turma atual conta com 884 docentes, que iniciaram os estudos

em 2020 e continuam até o fim de 2022. Eles aplicam o conhecimento recebido em aulas semanais para os próprios alunos, realizadas fora do turno escolar e com material pedagógico fornecido pela Olimpíada Brasileira de Matemática da Escola Pública (OBMEP) – que teve sua 16ª edição em 2021. Além disso, os alunos medalhistas da OBMEP participam de uma formação apoiada pelo Itaú Social, que oferece bolsas para que estudantes de licenciatura em matemática de universidades parceiras os acompanhem em seus estudos de iniciação científica. No ano passado, foram 425 universitários apoiados, que participaram da formação dos 6.758 medalhistas.

Parceiros Instituto BEI Instituto Sidarta Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada)

27 Tecnologia educacional impulsiona aprendizado | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ POLO \

Formação para todos ao alcance de um clique O Polo, ambiente virtual e gratuito de formação do Itaú Social, recebeu 33.833 novos cadastros no ano de 2021, atingindo a marca de 107.444 usuários e de 80 mil certificados emitidos a professores, gestores educacionais e profissionais de equipes pedagógicas.

O Polo nasceu em 2019 com o objetivo de promover a aprendizagem contínua, sempre com foco em aplicações práticas que respondam aos principais desafios da educação. Os percursos formativos são oferecidos em parceria com instituições de referência na área educacional.

A plataforma conta com 42 cursos disponíveis em formato inteiramente on-line e reunidos em temas como gestão escolar, gestão administrativo-financeira, leitura e escrita. Além dos cursos, quem usa o site tem acesso a uma biblioteca de estudos, pesquisas, artigos e vídeos, com mais de 260 arquivos.

Em 2021, com o objetivo de mitigar os impactos negativos da pandemia nas redes municipais, foi desenvolvido no Polo o percurso formativo Educação na Pandemia. Composto por 60 cursos disponibilizados de forma mediada e autoformativa, o Educação na Pandemia teve quase 4 mil participantes, oriundos de 902 municípios brasileiros.

33.833

3.368

novos cadastros (totalizando 107.444 usuários) 28

Plataforma gratuita do Itaú Social supera a marca de 107 mil usuários, com 42 cursos disponíveis

municípios atingidos


29 42 cursos e mais de 107 mil usuários | Foto | iStock


30 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Sociedade Civil Para garantir o desenvolvimento pleno de crianças, adolescentes e jovens, o Itaú Social acredita ser fundamental trabalhar junto a outros espaços de aprendizagem, para além da escola. Desenvolvemos programas voltados a organizações da sociedade civil, bibliotecas comunitárias, conselhos de políticas públicas, voluntários e famílias. Assim, espera-se contribuir para a criação de uma rede colaborativa pela melhoria educacional do país.

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\ LEIA COM UMA CRIANÇA \

Afeto e valorização da diversidade Programa incentiva a criação de vínculos no estímulo à leitura e promove o acesso a literaturas relacionadas a culturas negras e indígenas

Incentivar a aprendizagem e a leitura por meio da interação, do estabelecimento de vínculos e do afeto: esta é a premissa do programa Leia para uma Criança, que em 2020 completou uma década de existência e fortaleceu ainda mais sua identidade, passando a se chamar Leia com uma Criança. A iniciativa atua na formação de mediadores de leitura e na oferta de literatura de qualidade para ampliar o repertório cultural de crianças ainda na primeira infância (de zero a seis anos de idade). Em linha com a consolidação do programa como um potente mecanismo de transformação da sociedade, a distribuição

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das obras físicas foi direcionada a espaços educativos como bibliotecas, escolas, Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e instituições de assistência social, localizadas principalmente em áreas vulneráveis do Brasil. Também houve a expansão da Estante Digital, que conta com 16 publicações exclusivas, além dos 20 títulos trabalhados em anos anteriores disponíveis em versões audiovisuais acessíveis – com narração em áudio, descrição das imagens e interpretação em Libras – promovendo experiências literárias novas, mais diversas e garantindo o direito à leitura para todas as crianças. Vale destacar, ainda, o lançamento de publicação


1,9 mi

livros físicos entregues

930 mil crianças beneficiadas

que analisa e aponta critérios de qualidade sobre a literatura infantil digital. Outra novidade deste último ano é que o Leia com uma Criança focou na valorização da diversidade ao selecionar livros que tratam de histórias, pessoas e culturas negras ou indígenas, com prioridade para autores e ilustradores brasileiros que se autodeclaram pertencentes a um desses grupos. Os exemplares escolhidos foram Enquanto o almoço não fica pronto, de Sonia Rosa, com ilustrações de Bruna Assis Brasil, e Os olhos do jaguar, escrito por Yaguarê Yamã, com desenhos de Rosinha.

12.196

profissionais participantes em ações formativas

2.249

municípios impactados

4.301

instituições sociais e órgãos públicos contemplados

Foi entregue quase 1,9 milhão de livros físicos para 930 mil crianças, por meio de mais de 4 mil instituições sociais e órgãos públicos de 2.249 municípios. Já a Estante Digital teve mais de 15 milhões de acessos em 2021. Marcando a celebração de seu aniversário, foi lançada a publicação Leia para uma criança: 10 anos de histórias, que conta a trajetória da iniciativa e seus resultados, a exemplo dos 58 milhões de livros distribuídos e do recebimento do Prêmio Jabuti em 2019 na categoria Fomento à Leitura.

Distribuição de livros físicos direcionada a instituições sociais e órgãos públicos | Fotos | Acervo Fundação Itaú

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34 | Foto | Acervo Fundação Itaú


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\ MISSÃO EM FOCO \

Ampliação do impacto social Como contribuir para o fortalecimento de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) nos diferentes territórios do país? Esse é um dos objetivos do Missão em Foco. O programa visa o desenvolvimento institucional de OSCs que apresentam bons resultados no desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Para isso, as organizações beneficiadas recebem, além de apoio técnico e formativo, recursos financeiros para serem usados conforme suas necessidades – sejam elas melhorias em infraestrutura, comunicação, fundos de reserva, planejamento, inovação ou outros aspectos de gestão.

43

OSCs beneficiadas 36

36

municípios beneficiados

Programa selecionou 15 organizações em 2021; elas recebem fomento e formação visando o fortalecimento institucional

As OSCs participantes do programa, criado em 2017, são selecionadas entre aquelas que atuam pelo desenvolvimento integral de crianças e adolescentes e que já participaram de outras iniciativas do Itaú Social. Em 2021 houve a terceira edição do Missão em Foco, em que 15 instituições, espalhadas pelas cinco regiões do Brasil. Após três anos de projeto, o objetivo é que, fortalecidas, as OSCs ampliem o impacto social em seus territórios, atuando para fortificar outras organizações sociais de base comunitária.

327

profissionais em ações formativas

23.986

crianças e jovens beneficiados


Recursos financeiros e apoio técnico e formativo para a educação integral | Foto |Acervo Fundação Itaú

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38milhões para 56 iniciativas em 2021 R$ 13 | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ IR CIDADÃO \

Articulação para diminuir desigualdades Programa priorizou em 2021 ações voltadas a reduzir os prejuízos gerados pela pandemia da Covid-19

O IR Cidadão articula diferentes frentes de trabalho. Uma de suas linhas de atuação é a realização anual do Edital FIA (Fundos da Infância e da Adolescência), voltado aos conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente (CMDCAs). Os conselhos inscreveram propostas de trabalho voltadas a reduzir os prejuízos gerados pela pandemia da Covid-19. Os projetos selecionados são beneficiados com recursos provenientes da destinação de 1% do Imposto de Renda devido das empresas do conglomerado Itaú Unibanco Holding S.A. e da contribuição realizada por colaboradores do Itaú, na qual é possível fazer a destinação de até 6% do imposto de renda devido. Em 2021, o IR Cidadão destinou para 56 iniciativas mais de R$ 13 milhões. Desse montante, R$ 1,4 milhão foi arrecadado por meio da campanha com os funcionários do banco.

112

instituições apoiadas

R$ 1,4 mi arrecadado na campanha com funcionários

A iniciativa de arrecadação de IR estende-se também para pessoas de fora da instituição, que são motivadas a doarem 3% dos valores devidos durante o período da declaração para a Receita Federal. Com isso, o IR Cidadão busca tecer uma rede de proteção articulada, composta por diversos atores estratégicos, e evidencia seu alinhamento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê o envolvimento da sociedade civil na garantia dos direitos da população infantojuvenil. O valor total repassado pelo edital de 2021 ajudou a apoiar 112 instituições, beneficiando mais de 16 mil crianças, adolescentes e jovens. Além da mobilização de recursos e do repasse dos valores, a iniciativa acompanha o desenvolvimento do projeto no município e a prestação de contas.

+R$ 13 mi destinados via IR devido do banco e de funcionários

16.088 crianças e jovens beneficiados

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\ COMUNIDADE, PRESENTE! \

Programa se reinventa diante da pandemia As ações de 2021 visaram dar suporte à retomada das aulas presenciais, às famílias impactadas e à potencialização do ensino híbrido

A história do Comunidade, Presente! remonta a 2006, quando foi criado, com o intuito de assegurar a infraestrutura para a aprendizagem de crianças e adolescentes por meio de aporte financeiro a Organizações da Sociedade Civil (OSCs) atuantes na educação. Porém, desde o início da pandemia da Covid-19 o programa ajustou seu foco, de maneira a responder aos impactos gerados por ela na educação pública brasileira. Nos dois editais realizados em 2021, foram apoiados projetos para promover a retomada segura das atividades presenciais nas escolas, a potencialização do ensino híbrido e o suporte às famílias afetadas pela pandemia no Brasil. Ao todo, foram 199 instituições selecionadas, que receberam R$ 5,3 milhões em investimentos, beneficiando crianças e adolescentes de 117 municípios.

199

instituições apoiadas 40

117

municípios beneficiados

Entre os usos feitos com os recursos disponibilizados pelo Itaú Social estão: a adequação de espaços para garantir distanciamento social, a higienização de objetos e ambientes e a compra de recursos tecnológicos – como notebooks e celulares. Considerando que a segurança alimentar é condição mínima para o aprendizado e se encontra ameaçada pelas consequências da pandemia, parte das organizações destinaram recursos à distribuição de itens essenciais de consumo – como cestas básicas e gás de cozinha – às famílias dos estudantes. Assim, o programa demonstra sua capacidade de agir com flexibilidade diante das necessidades emergenciais em contextos extremamente desafiadores.

77.298

crianças e jovens beneficiados

R$ 5,3 mi de recursos investidos


Adequação de espaços, compra de equipamentos e 41 cestas básicas para as famílias dos estudantes | Foto | Agência Ophelia


\ EXPERIÊNCIAS EM REDE \

União de forças em iniciativa inédita Programa lançado em 2021 visa fomentar práticas colaborativas para a diminuição dos impactos da pandemia na aprendizagem dos alunos

De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de 5,5 milhões de estudantes brasileiros estavam sem acesso à educação em 2020. Grande parte deles em decorrência da pandemia da Covid-19 – já que em 2019 esse número era de aproximadamente 1,1 milhão de crianças e adolescentes fora da escola. A fim de reunir esforços para combater de maneira ainda mais intensa este problema, o Itaú Social lançou em 2021 um programa voltado a fomentar práticas colaborativas entre Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para a diminuição dos impactos da

183

participantes

42

173

pandemia na aprendizagem dos alunos: o Experiências em Rede. A iniciativa oferece formação para fortalecer a atuação em conjunto entre instituições de um mesmo território na melhoria da educação. Para isso, são realizados encontros nacionais e regionais em que os participantes são estimulados a refletir sobre como podem enfrentar, juntos, os desafios deste momento. Entre eles, o combate ao abandono e à evasão escolar, a ampliação do acesso ao ensino remoto ou híbrido e o desenvolvimento dos estudantes. A partir dessas discussões, as OSCs trabalham na

OSCs contempladas

10.210

crianças e jovens impactados


13,8% 31% 10,3%

8,6% 13,8%

6,9% 5,2%

5,2% 3,4%

Reforço escolar

Materiais pedagógicos

Atividades culturais

Abandono escolar

Apoio à saúde mental

Atividades esportivas

Roda de Conversa

Formação

Palestras

criação de propostas de atuação coletiva, que contarão com recursos do Experiências em Rede para serem viabilizadas. Em sua versão piloto, o programa impactou cerca de 10 mil crianças, adolescentes e jovens em 41 municípios. Foram 173 OSCs apoiadas, que receberam um total de R$ 615 mil para a implementação das ações elaboradas. A escolha das organizações beneficiadas levou em consideração o local em que estavam inseridas – territórios prioritários em função da vulnerabilidade local – e o fato de trabalharem com o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

R$ 615 mil de investimento

41

territórios atendidos Formação para fortalecer a atuação conjunta 43 de instituições em um mesmo território | Foto | Acervo Fundação Itaú


44 42 comitês Mobiliza Itaú em 24 estados do Brasil | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ VOLUNTARIADO \

Doação de tempo como um grande valor O Itaú Social acredita que a mobilização social é fundamental para a promoção de melhorias na sociedade, por isso incentiva o voluntariado de todos os funcionários do Itaú Unibanco, oferecendo oportunidades de participação em iniciativas já existentes e também viabilizando ações propostas por eles. Para isso, existem 42 comitês Mobiliza Itaú, que são grupos de funcionários engajados socialmente, localizados em 24 estados do Brasil. Eles atuam junto às suas equipes em cada unidade ou cidade, reverberando localmente a mobilização incentivada pelo Itaú Social. Criado em 2003, o programa prioriza o engajamento em projetos ligados à educação pública. Além das práticas contínuas de voluntariado, anualmente é realizada uma Ação Voluntária Global de mobilização social. A última edição envolveu

566

ações voluntárias

214

instituições apoiadas

Para o Itaú Social, a mobilização de pessoas é um grande fator de transformação da sociedade

sete países: Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Portugal, Reino Unido e Uruguai. Dentre as ações feitas, é possível destacar a organização de círculos de mediação de leitura e as doações de livros. Em 2021 também houve a divulgação dos resultados da pesquisa inédita Voluntariado na Área de Educação, que mostra a disposição do brasileiro pelo trabalho voluntário, em especial na área da educação. Os dados foram debatidos durante o seminário Voluntariado na Educação – Os desafios do voluntariado na transformação da educação. Também foi realizada a live Papo sobre Voluntariado e lançado o percurso formativo sobre voluntariado na plataforma Polo, disponibilizando inicialmente dois cursos: Voluntariado e Sociedade: conhecer para transformar e Voluntariado na Educação.

36

municípios beneficiados

36.908

crianças e jovens beneficiados

45


\ PROGRAMA ITAÚ SOCIAL UNICEF \

Suporte para o desenvolvimento integral Programa ofereceu formação e apoio técnico a 40 projetos de educação integral, beneficiando mais de 5 mil crianças, adolescentes e jovens

Fomento financeiro e assessoria técnica para a realização de intervenções que promovam uma educação integral e inclusiva são as frentes de atuação do Programa Itaú Social UNICEF. A iniciativa é um desdobramento do Prêmio Itaú-UNICEF, que desde 1995 vinha reconhecendo projetos do terceiro setor voltados ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Nesta nova fase, o programa reforça seu potencial de impacto, atuando não apenas no reconhecimento de projetos já realizados por Organizações da Sociedade Civil (OSCs), mas dando suporte na reflexão sobre a realidade local e em todo o processo de elaboração de estratégias eficientes para uma educação integral e inclusiva. Para isso, o Programa Itaú Social

34

municípios atendidos 46

40

UNICEF usa as experiências acumuladas em 25 anos de premiação e oferece formações e apoio técnico na elaboração de ações sociais. Em 2021, das 1.529 instituições participantes do processo seletivo, 687 concluíram um percurso formativo de cinco meses e finalizaram seus planos de intervenção. Desse grupo, 40 OSCs foram selecionadas para serem apoiadas na implementação dos planos. Cada uma delas receberá até R$ 100 mil para serem investidos nas ações planejadas e terão até 18 meses para colocálas em prática. Algumas das questões priorizadas foram: diversificação de materiais pedagógicos, combate à vulnerabilidade social de crianças e adolescentes e diminuição da evasão escolar.

OSCs contempladas

5.315

crianças e jovens beneficiados


Programa disponibiliza até R$ 100 mil por organização47 social | Foto | Acervo Fundação Itaú


48 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Estudos e pesquisas Toda a atuação do Itaú Social é balizada por estudos, pesquisas, avaliações e monitoramento. O conhecimento gerado é disponibilizado de maneira aberta, tornando-se, assim, insumo para o debate público e para que outras instituições e redes de ensino desenvolvam políticas e ações em prol da melhoria da educação. Em 2021, priorizamos análises para auxiliar o enfrentamento dos desafios do cenário gerado pela pandemia da Covid-19, dando subsídios para a recuperação das aprendizagens e redução das desigualdades.

49


\ ESTUDOS E PESQUISAS \

Informações atuais para agir de forma eficaz Pesquisas lançam luz sobre os desafios educacionais gerados pela pandemia da Covid-19 e desenvolvem análises que evidenciam desigualdades

Lançar um olhar de diagnóstico sobre os desafios da educação e produzir conhecimento que auxilie na formulação de ações e políticas públicas para superá-los: é com este objetivo que o Itaú Social investe todos os anos em pesquisas de qualidade e relevância nacional. A fragilidade do cenário decorrente da pandemia da Covid-19 reforçou ainda mais a

Instrumentos para formulação de políticas públicas | Foto | Roberto Aflalo - Agência Ophelia

50

importância de haver um acompanhamento do setor educacional, principalmente para que seja possível reverter os problemas agravados. Dessa forma, em 2021 as pesquisas – realizadas sempre em parceria com outras instituições – priorizaram o levantamento de dados relacionados aos impactos da pandemia. Estas foram as principais pesquisas realizadas pelo Itaú Social em 2021:


Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias O material dá sequência a uma série de estudos realizados em 2020. Em 2021 foram lançadas a 6ª e a 7ª edições, que continuaram a mostrar o cenário da educação na pandemia pela percepção de alunos e familiares. A última delas traz como dados relevantes:

• 65% dos estudantes tiveram suas escolas reabertas.

• O retorno presencial é maior entre alunos

Retratos da educação no contexto da pandemia do coronavírus Esta foi a segunda edição da publicação, que faz uma articulação entre estudos e pesquisas sobre educação na pandemia. Dentre as análises, identificou-se que a falta de planejamento, capacitação adequada e demais condições impostas pelo caráter emergencial da implementação do ensino remoto geraram prejuízos que continuariam impactando a educação brasileira após a volta das aulas presenciais.

escola era de 37%.

Cada hora importa Estudo mostra, em horas, a desigualdade educacional entre os extremos de renda do país. A análise estimou, a partir de dados de abrangência nacional, que ao final do 9º ano do Ensino Fundamental, crianças com famílias de baixa renda recebem 7.124 horas de aprendizado a menos do que meninas e meninos de famílias mais ricas. Esse período equivale a 7,9 anos de uma escola regular.

Pesquisas com Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) Organizado em duas edições, o material traz uma análise da preparação das secretarias municipais de educação para os desafios do ano letivo de 2021. Os levantamentos realizados evidenciam que a Busca Ativa Escolar tem sido a principal estratégia para lidar com casos de ausência e que quase todas as redes desenvolveram protocolos sanitários para a retomada presencial. A pesquisa mostrou que o ensino remoto oferecido pela maioria das redes se baseou em material impresso e orientações por WhatsApp.

Education Policy Outlook 2021 - Brasil Esta análise da política educacional no Brasil faz parte da série Education Policy Outlook, iniciativa do observatório de políticas e reformas educacionais dos países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dentre as considerações apresentadas, ressaltase a persistência das desigualdades, a necessidade de uma maior coordenação entre entes federados, e a identificação de que os professores necessitam de mais apoio em suas práticas, inclusive no campo da avaliação mais formativa.

brancos, de centros urbanos e com níveis socioeconômicos mais altos, evidenciando desigualdades educacionais.

• 39% dos estudantes se sentem despreparados em relação ao aprendizado, e 19% estão com dificuldades em se relacionar na escola.

• O índice de alunos com risco de desistir da

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\ PUBLICAÇÕES E EVENTOS \

Retrato da educação pública brasileira Itaú Social dissemina conhecimento em formatos variados e por diferentes perspectivas

Somando-se à realização de pesquisas voltadas a subsidiar ações de melhoria do ensino e da aprendizagem, um forte pilar do Itaú Social está na produção de conhecimento em formatos variados e por diferentes perspectivas, construindo, assim, um retrato da educação pública brasileira. Em 2021, foram lançados livros, especiais on-line e organizados eventos com o intuito de gerar mudanças efetivas no setor:

Livros Leia para uma criança: 10 anos de histórias O programa Leia com uma Criança ganhou um livro que celebra a sua primeira década de existência.

52

Avaliação de Programas Socioeducacionais: como enfocar e pôr em prática — uma alternativa naturalística O material é um conjunto de oito cadernos que explica o conceito da avaliação, como planejar e colocar em prática as atividades de campo e a forma de avaliar os resultados de programas sociais.

Publicações on-line Série OSCs e investidores: aprendizados e desafios a partir de mudanças de referenciais Dividida em quatro episódios, a série trata de experiências inovadoras de fomento à sociedade civil, faz uma reflexão sobre o


desenvolvimento institucional das OSCs e sua importância, e discute a atuação em rede em um mesmo território. Os desafios da pesquisa em tempos de pandemia O conteúdo traz as contribuições de webinário que apresentou e discutiu os resultados parciais dos 14 projetos de pesquisa selecionados no edital Anos Finais do Ensino Fundamental: adolescências, qualidade e equidade na escola pública, voltados ao entendimento e superação de desafios educacionais nessa etapa de ensino. O desenvolvimento integral de crianças e adolescentes: Novos tempos, novos desafios! O especial discorre sobre o desenvolvimento integral, o que ele implica e como atingi-lo, demonstrando a necessidade de uma concepção educacional que conte com diferentes tempos, espaços e conteúdos. Referencial da Qualidade da Gestão da Educação nas Redes Municipais No âmbito do programa Melhoria da Educação, o Itaú Social e organizações parceiras desenvolveram o Referencial

da Qualidade da Gestão da Educação nas Redes Municipais. Trata-se de um conjunto de parâmetros de avaliação das dimensões prioritárias de gestão municipal da educação. Com ele, a própria rede de ensino pode analisar as suas práticas e resultados e elaborar uma classificação em diferentes níveis de desempenho.

Eventos O Itaú Social organizou diversos eventos em 2021, que incluíram temáticas formativas, como o 3º Seminário Mentalidades Matemáticas e o 4º Encontro Nacional da Rede de Colaboração Intermunicipal em Educação – que discutiu o retorno às aulas presenciais. Outros encontros apoiados foram a 16ª Balada Literária – com atrações literárias e culturais no Brasil, em Angola e em Moçambique –, a série Jenipapos: Redes de Saberes – com escritores que falaram sobre literatura de autoria indígena – e o primeiro seminário para discutir o investimento social e o fortalecimento institucional das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para que elas promovam transformações no território onde atuam. Livros, conteúdo digital e eventos | Fotos | Acervo Fundação Itaú

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\ ESTUDOS E PESQUISAS \

Parceiros Associação Vaga Lume

Instituto de Políticas Relacionais

Avante – Educação e Mobilização Social

Instituto Emília

Banco Itaú

Instituto Rodrigo Mendes

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Canal Futura CBVE (Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial) Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) Centro de Referências em Educação Integral Cieds (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável) CLP (Centro de Liderança Pública ) Clave (Conselho Latino-Americano de Voluntariado Empresarial) Comunidade Educativa Cedac Congemas (Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social) Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação)

Instituto Singularidades Instituto Unibanco Instituto Vera Cruz IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo) IQE (Instituto Qualidade no Ensino) Itaú Cinemas Itaú Cultural ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade) Jeduca (Associação de Jornalistas de Educação) Laboratório Emília de Formação Mina Comunicação e Arte MEC (Ministério da Educação) Nexo Nova Escola Oficina Municipal Rede Filantropia

Folha de S.Paulo

Rede Leqt – Leitura e Escrita de Qualidade para Todos

Fundação Carlos Chagas

RNBC (Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias)

Fundação Getulio Vargas

Secretarias de Assistência Social

Fundação Roberto Marinho

Secretarias de educação

Galápagos Newsmaking

Sesc São Paulo

H+K Desenvolvimento Humano e Institucional

Todos pela Educação

(Humentum) Icep (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa) Instituto Avisa Lá Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) Instituto BEI 54

Instituto Sidarta

UNCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação) Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância)


Destaques de 2021 Itaú Social

8,2 mi

4,6 mil

963

de crianças, adolescentes e jovens beneficiados

municípios alcançados pelas ações desenvolvidas

secretarias municipais de educação apoiadas

166 mil

5.340

40 mil

profissionais participantes nas formações

566

ações voluntárias realizadas

instituições apoiadas

escolas beneficiadas

35,9 mil horas de

2de livros mi

voluntariado

distribuídos

42

cursos ativos no Polo

55


56 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Itaú Educação e Trabalho

57


\ MENSAGEM DA SUPERINTENDÊNCIA \

A mudança necessária

Ana Inoue Superintendente do Itaú Educação e Trabalho

Vivemos no Brasil o chamado bônus demográfico, temos mais jovens do que idosos, ainda e por pouco tempo, o que representa uma oportunidade para o investimento em políticas públicas para as juventudes. Ao mesmo tempo, ainda que os desafios sobre o abandono e evasão escolar permaneçam, principalmente no Ensino Médio, conseguimos avançar no Brasil, desde a década de 90, na universalização do ensino público, sendo que mais de 82% das matrículas da Educação Básica estão nas escolas públicas (no ensino médio são 88%). Por outro lado, os desafios são enormes: o acesso ao ensino superior ainda é restrito, os jovens enfrentam alta taxa de desemprego ou estão submetidos a condições precárias de trabalho. Investir na juventude agora é assegurar uma realidade melhor não apenas para esse grupo, mas para o país como um todo. Ampliar as possibilidades de formação dos jovens brasileiros por meio da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) com qualidade, alinhada aos anseios dos estudantes e às demandas profissionais do século 21, é o que move o Itaú Educação e Trabalho (IET). É preciso pontuar que a EPT deve se constituir como parte integrante da etapa inicial da formação profissional dos jovens, a serviço de ampliar as possibilidades tanto de entrada na vida profissional quanto de continuidade dos estudos.

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Trabalhamos por uma educação emancipatória, moderna e acessível a todos. Para isso, o IET conta com três pilares que orientam nossa atuação: a expansão do número de matrículas de EPT articuladas ao ensino médio, a melhoria da qualidade do que é ofertado e a inclusão produtiva digna dos jovens no mundo do trabalho. A nossa atuação é focada no apoio técnico ao poder público, na produção de evidências e conhecimentos e na articulação do debate sobre a educação profissional. Isso se traduz por meio da parceria estabelecida com 16 estados brasileiros, onde o apoio técnico promove o desenvolvimento das políticas públicas da EPT, com a construção dos planos de expansão da oferta de cursos adequados às realidades de cada estado, além de formações, atualização de currículos e difusão de experiências eficazes. Também atuamos produzindo estudos, pesquisas e análises, além de fortalecer o debate sobre a revisão das avaliações educacionais para não excluir os jovens

que optam pela EPT, aumentando a oportunidade para que eles ingressem na universidade. Oferecemos, ainda, apoio para que as competências desenvolvidas no Ensino Médio sejam reconhecidas e validadas no nível superior. O IET investe na articulação entre a educação básica pública e outras políticas de educação e trabalho, como a Lei da Aprendizagem, para a melhoria da inclusão produtiva dos estudantes. O diálogo entre a educação pública e o setor produtivo para a construção de currículos mais atualizados e modernos é outra frente que o IET apoia. É hora de tornar a EPT definitivamente um caminho viável, inclusivo, atrativo e mobilizador para os jovens. Dar a eles instrumentos para ingressar no mundo do trabalho significa promover autonomia, emancipação e garantir condições para reduzir desigualdades. A mudança é urgente, mas para ela ocorrer é fundamental que o poder público, a sociedade civil e o setor produtivo façam o seu papel.

59 | Foto | Thales Leite


60 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Ampliação da EPT A regulamentação do novo Fundeb em 2021 foi uma grande conquista para a educação, com o aumento de recursos da União e novos mecanismos que reduzem as desigualdades regionais. Dentre essas conquistas, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) articulada ao Ensino Médio passa a contar com mais recursos que incentivam a sua ampliação. Além disso, as alterações previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 2017 promoveram mudanças importantes, como o Itinerário de Formação Técnica e Profissional. Neste cenário, o Itaú Educação e Trabalho (IET) ampliou sua atuação, apoiando secretarias de educação no desenho da oferta para o aumento das matrículas, e contribuiu com o debate público com estudos e evidências para fomentar essa expansão com qualidade. Assim, colaboramos para a abertura de mais de 80 mil novas vagas de EPT nos estados com os quais atuamos.

61


\ FORTALECIMENTO DE POLÍTICAS PARA A EXPANSÃO DA EPT \

Monitoramento e debate qualificado Para incentivar a expansão da EPT, são mapeados e fortalecidos os debates em torno da construção e implementação de políticas públicas

Historicamente, o surgimento de programas federais e a reformulação das leis que regulamentam a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) foram alguns dos responsáveis pelo crescimento dessa modalidade de ensino no Brasil. Apesar dos avanços ao longo dos anos, apenas um em cada dez estudantes brasileiros cursa a EPT, enquanto em nações com economia desenvolvida a média é entre 4 e 5 para cada dez jovens. O Plano Nacional de Educação de 2014 determina triplicar até 2024 as matrículas de EPT de nível médio no Brasil, e o Itaú Educação e Trabalho (IET) atua continuamente no acompanhamento das políticas públicas para identificar possibilidades de expansão e ajudar a viabilizá-las.

Diante das oportunidades e do contexto apresentados, o IET levou a pauta para ser discutida em diversos âmbitos, tanto no setor público quanto na sociedade civil, por meio de estudos e diálogos com atores estratégicos da agenda. Essa frente de trabalho incluiu a incidência em políticas de financiamento. Um destaque foi a participação no debate em torno da aprovação e sanção da Lei 14.276/2021, que regulamenta e atualiza o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A lei garante a manutenção dos fatores de ponderação atuais, que definem o valor por aluno ao ano na educação até 2023, além de manter a dupla matrícula para a EPT articulada ao Ensino Médio.

_Apesar dos avanços ao longo dos anos, apenas um em cada dez estudantes brasileiros cursa a EPT, enquanto em nações com economia desenvolvida a média é entre 4 e 5 para cada dez jovens 62


63 | Foto | Viva Fotografia


\ MATRÍCULAS E OFERTA DE EPT \

Novos caminhos abertos

Para viabilizar a ampliação de vagas de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o Itaú Educação e Trabalho (IET) – juntamente com parceiros – oferece apoio técnico às secretarias de educação para o desenvolvimento e implementação de planos de expansão. O apoio inclui a realização de formações dos profissionais das secretarias e assessoria para lidar com os desafios da implantação das ações, levando em conta as especificidades de cada território. Em 2021, foram abertas 80.814 novas vagas nos 11 estados em que o IET atua. Esse montante inclui a Educação de Jovens e Adultos articulada à Educação Profissional (Ejatec), as matrículas em escolas estaduais – regulares ou de tempo integral – e as ofertadas por meio de parcerias com outras instituições, em modalidades presenciais ou à distância.

80.814 novas vagas

11

estados impactados

64

Foram mais de 80 mil novas vagas de EPT ofertadas em 2021

Em sete desses estados, o IET auxiliou na revisão da oferta, adequando-a ao potencial econômico local, à capacidade instalada da rede e aos interesses da comunidade escolar. No Mato Grosso do Sul, a rede contou com o apoio do IET para a revisão e expansão de vagas de EPT para mais 23 municípios em 2022, totalizando 45 cidades ofertantes. Em relação às escolas, o estado passou de 46 para 101 instituições de ensino com EPT, disponibilizando 13 itinerários para essa modalidade, que foram construídos e adequados às exigências do Novo Ensino Médio. O IET também auxiliou na estruturação da formação pedagógica remota para profissionais da área e na sistematização do Programa Primeiro Passo, que articula setor produtivo, prefeitos e outros atores regionais


para o planejamento da oferta integrada ao potencial econômico local. No Amapá, no Maranhão e em São Paulo, o IET atuou com formação técnica e apoio nos planos de oferta do itinerário de formação técnica e profissional e na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Ejatec), o que resultou na oferta de 10.580 novas vagas. Em Minas Gerais, o IET apoiou a construção e a implementação do Programa Trilhas do Futuro, que abriu 44.622 vagas de EPT no estado por meio de parcerias. Esse formato de oferta atende às diretrizes do plano mineiro de desenvolvimento integrado e à meta do Plano Nacional de Educação (PNE), criando bases para uma política de longo prazo. Em outra frente, o IET apoiou campanhas de matrícula para EPT em seis estados brasileiros: Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. As campanhas contemplaram estratégias e conteúdos para todos os

públicos envolvidos: estudantes, famílias, professores, setor produtivo e setor público. Como resultado, esses locais somaram 106.678 matriculados na EPT. O IET também atuou em parceria com outras instituições para a criação de novas tecnologias que auxiliem na expansão das matrículas de EPT. Uma delas foi o aplicativo Seu Futuro Novotec, desenvolvido pelo Estado de São Paulo. O app gratuito, voltado a estudantes, traz informações sobre carreiras digitais e indica os cursos oferecidos nessa área. O IET também apoiou duas inovações na Paraíba. A primeira foi o Simulador de Ofertas, ferramenta que permite simular a ampliação de cursos técnicos pelo estado, indicando aqueles que têm mais aderência em cada município e o impacto da expansão. A segunda, foi o Dashboard, painel de visualização dos dados mais utilizados para a definição de vagas de EPT – como informações do setor produtivo e sobreposição de ofertas.

xXXXxXXXXXXXxXXXXXX 65EPT Apoio técnico |para da Foto |expansão XXXXXXXXXXXX | Foto | iStock


66 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Oferta A qualificação da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) está relacionada à oferta de cursos que levem em consideração os interesses e necessidades dos estudantes, contribuindo para aprendizagens significativas, e que estejam em diálogo com as demandas do setor produtivo. Além disso, é fundamental investir na formação inicial e continuada dos professores e profissionais da educação e desenvolver e aperfeiçoar metodologias de avaliação que atendam às especificidades da EPT. Nesse sentido, o Itaú Educação e Trabalho atua desenvolvendo metodologias, estudos e pesquisas e oferecendo apoio técnico aos estados parceiros em cada um destes pontos cruciais para a melhoria da qualidade da EPT. No cenário nacional, o IET apoia o debate público, com base em evidências, sobre a reformulação das avaliações nacionais da educação básica para que considerem as especificidades da EPT. Em outra frente, o IET também participa da articulação para a implementação de itinerários contínuos, para que instituições de ensino superior reconheçam os conhecimentos já desenvolvidos pelos alunos em curso técnico relacionado, valorizando seus saberes, otimizando o tempo escolar e valorizando o aprendizado ao longo da vida. 67


\ APRIMORAMENTO DOS CURSOS E FORMAÇÃO DE EQUIPES \

Currículos e profissionais atualizados Apoio à formação técnica de educadores e à reformulação curricular e de matrizes nos estados

O novo Ensino Médio exigiu adequações curriculares na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que incluíram a ampliação de carga horária e o foco no desenvolvimento integral. Além disso, atualizações dos currículos são necessárias para conectá-los às mudanças do mundo do trabalho, garantindo qualidade e modernidade. Nesse sentido, em 2021, o Itaú Educação e Trabalho (IET) participou, junto às redes e setor produtivo, da construção de oito currículos de referência e apoiou a reformulação de 101 matrizes curriculares em sete estados brasileiros.

3.965

profissionais da educação formados em diferentes níveis

68

13

trilhas formativas formuladas para o Mundo do Trabalho

Para cooperar com o desenvolvimento dos profissionais envolvidos nessa modalidade de ensino, foram elaboradas 13 trilhas formativas com foco nas competências para o mundo do trabalho, na articulação curricular e nas práticas docentes da EPT. As formações tiveram diferentes formatos, atendendo às especificidades dos estados no que diz respeito à carga horária, à plataforma utilizada e à abrangência de público. Ao todo, 3.965 profissionais da educação foram formados em diferentes níveis, impactando dez estados brasileiros.

3.635

visualizações nos 4 webinários realizados

10

estados impactados


69 Formatos atendem às especificidades dos estados | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ INSTITUCIONALIZAÇÃO DA PEEPT \

Política sustentável de EPT Auxiliar na criação e implementação de Políticas Estaduais de Educação Profissional e Tecnológica (PEEPT) para promover a expansão dessa modalidade de ensino com qualidade e de forma sustentável a longo prazo: essa foi a premissa do Itaú Educação e Trabalho (IET) no Mato Grosso do Sul, no Piauí e em Sergipe. A parceria com os estados começou em 2021 e tem duração de quatro anos, com previsão de que a PEEPT seja implementada e consolidada até o fim de 2024.

Apoio contempla frentes de atuação estratégicas, 70 pedagógicas e de suporte administrativo | Foto | Acervo Fundação Itaú

Em três estados brasileiros, o IET está atuando de forma sistêmica para apoiar tecnicamente a elaboração e implementação de uma política de EPT

O desenho da política é adaptado para cada local, dependendo das demandas e oportunidades regionais, e envolve o fomento de práticas entre diferentes secretarias de governo e entre diferentes setores das secretarias de educação. O apoio do IET contempla frentes de atuação estratégicas, pedagógicas e de suporte administrativo, como a realização de estudos, a definição de metas, a formação de profissionais e auxílio na elaboração ou adequação curricular para EPT nos diferentes itinerários formativos.


Mato Grosso do Sul Mapeamento das leis e normativas relativas à EPT e apoio à construção de Projeto de Lei com regulamentação do Programa de Expansão da Educação Profissional e Tecnológica (Protec) Diagnóstico do cenário atual da EPT e dos objetivos da rede Formações realizadas em 33 municípios com foco no desenvolvimento de competências para o mundo do trabalho Articulação com o setor produtivo para aprimoramento da oferta da EPT no estado Apoio à abertura de vagas em mais 23 municípios, com oferta do itinerário de formação técnica em 101 escolas em 2022

Piauí Mapeamento das leis e normativas relativas à EPT, com apoio à construção do Projeto de Lei que institucionaliza a Política de Educação Profissional do estado Diagnóstico do cenário atual da EPT e dos objetivos da rede Estruturação da oferta de EPT, com definição das escolas de Ensino Médio regular com melhor potencial para a modalidade Apoio à elaboração do Guia de Revisão da Oferta de Cursos de EPT para 2022, distribuído para as escolas da rede

Apoio ao plano de expansão da EPT em suas diversas modalidades Estruturação da formação e realização de cinco trilhas formativas Assessoria técnica para revisão de todas as 54 matrizes curriculares Termos de parceria escola-empresa firmados

Sergipe Mapeamento das leis e normativas relativas à EPT e apoio na construção de Projeto de Lei para o Programa de Educação Profissional e Tecnológica de Sergipe (ProTec/SE), com o objetivo de ampliar a oferta de EPT no estado Apoio na elaboração de um cronograma de expansão da ETP com recomendação de cursos a serem criados e atualizados, por ordem de prioridade Apoio na abertura de 1.987 novas vagas dessa modalidade de ensino Criação do comitê de EPT com participação do setor produtivo a fim de qualificar a oferta do estado Formações voltadas aos dirigentes regionais de educação sobre o Novo Ensino Médio e o Itinerário de Formação Técnica e Profissional Formação de equipes técnicas e escolares Apoio no desenvolvimento de matrizes curriculares para o ano de 2022

71


\ VALORIZAÇÃO DOS SABERES DESENVOLVIDOS NA EPT \

Educação profissional reconhecida Os esforços do IET buscaram incluir a EPT nas avaliações nacionais e valorizar o aprendizado ao longo da vida

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) em uma perspectiva moderna é vista como ponto de partida da juventude para construção de seus projetos de vida. Ela busca ampliar as oportunidades de colocação profissional sem excluir a possibilidade de que os jovens deem continuidade aos estudos em um curso superior. O Itaú Educação e Trabalho (IET) atua em dois importantes eixos dentro do fomento à qualidade dessa modalidade de ensino. O primeiro deles é cooperar para que a EPT seja incluída nas avaliações educacionais, de modo que os estudantes que optem por ela tenham seus conhecimentos considerados adequadamente e possam usar seus

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desempenhos em exames externos para ingressar em um curso superior. Atualmente, essas avaliações ainda não levam em conta as especificidades da educação profissional. Em 2021, o IET foi parceiro na realização de dois estudos com o objetivo de balizar o debate sobre a reformulação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): Avaliações de acesso ao ensino superior: um olhar para seis países e Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio: estado da arte e insumos para as políticas nacionais. Esses levantamentos foram apresentados para a Comissão Bicameral de Avaliação da Educação Básica do Conselho Nacional de


Educação (CNE) para discutir o Novo Enem. Também foi feita uma Nota Técnica a partir do diálogo com especialistas em avaliação. O segundo eixo relacionado à valorização dos conhecimentos desenvolvidos na EPT é o apoio à implantação de itinerários contínuos, interligando a EPT de nível médio com o ensino superior e demais formações profissionais, otimizando a trajetória estudantil. No último ano, o IET cooperou para a viabilização de três projetos de itinerários contínuos, em São Paulo, na Bahia e na Paraíba. Em São Paulo, a proposta de itinerário contínuo foi implantada pelo Centro Paula Souza. A iniciativa começou com a revisão de currículos de cursos técnicos relacionados à área das tecnologias da informação e comunicação e à criação do Curso Superior Tecnológico em Desenvolvimento de Software Multiplataforma em cinco Faculdades de Tecnologia (Fatecs), estruturado de forma a aproveitar as competências adquiridas no nível médio técnico.

Assim, os jovens de EPT passaram a ter a oportunidade de desenvolver trilhas de aprendizado que conectam essas duas etapas de educação. Esses itinerários contínuos foram criados com a parceria da Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais – por meio da participação de 12 empresas associadas. Na Bahia, foi elaborado um currículo para validar competências dos estudantes do curso técnico em Agroindústria que queiram completar seus estudos no curso tecnológico de Cacau e Chocolate na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Já na Paraíba, essa iniciativa se deu no curso Tecnólogo de Energias Renováveis, com Proposta Pedagógica Curricular (PPC) atualizada em relação às novas Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Profissional e Tecnológica. O curso conta com reserva de cotas para os estudantes da rede pública, aproveitamento de estágio e atividades para os alunos de curso técnico de energia renovável.

Itinerários contínuos e aproveitamento de 73 desempenho na EPT em avaliações externas | Foto | Acervo Fundação Itaú


74 Aproximação entre a EPT e os setores produtivos | Foto | Acervo Fundação Itaú


Inclusão produtiva Para que os jovens tenham efetivamente suas possibilidades de futuro profissional ampliadas, com inserção qualificada no mundo do trabalho, é essencial haver uma conexão entre os cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e o setor produtivo. Essa interação auxilia tanto na complementação das aprendizagens, quanto com oportunidades de os jovens colocarem em prática o que foi desenvolvido nas escolas, viabilizando o início das suas trajetórias profissionais. O Itaú Educação e Trabalho (IET) atua na aproximação e articulação entre esses dois atores, fortalecendo o debate sobre políticas públicas que cooperem para essa relação e viabilizando modelos de integração entre as duas partes.

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\ ARTICULAÇÃO COM O SETOR PRODUTIVO NA EPT \

Parceria que inclui e qualifica Atuação para a interação entre EPT e setor produtivo aumenta as chances de inserção dos jovens no mundo do trabalho

No âmbito das políticas públicas de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), com vistas à inclusão produtiva das juventudes, em 2021 o Itaú Educação e Trabalho (IET) apoiou a elaboração de estudos para subsidiar as discussões acerca de mudanças de normativas e criação de programas que fomentem a integração entre empresas e a educação técnica. Alguns deles foram: Inclusão produtiva de jovens com ensino médio e técnico: experiências de quem contrata, que buscou investigar as potencialidades e desafios da inclusão produtiva de jovens; O que pensam os jovens sobre ensino técnico - 1ª e 2ª partes, que levanta, entre outros pontos, a percepção dos jovens sobre a preparação das escolas para o mundo do trabalho; e o policy paper Transição da escola para o trabalho.

O IET também atuou junto aos estados brasileiros trazendo estudos de experiências de integração entre a educação pública técnica de nível médio e o setor produtivo. Entre as iniciativas do último ano estão o apoio à construção de parcerias que almejam viabilizar equipamentos e infraestrutura para o itinerário técnico e oferecer atividades pedagógicas e de práticas profissionais que aprimoram o currículo escolar. Na Bahia, houve expansão do Programa Bahia Aprendiz, que garante a formação profissional e a primeira experiência de trabalho formal para estudantes do Ensino Médio integrado ao Técnico. Empresas são selecionadas para oferecerem vagas de aprendizes a estudantes dessa modalidade. Com isso, os jovens fazem um trajeto formativo de 15 meses,

O IET apoiou a elaboração de estudos para subsidiar as discussões acerca de mudanças de normativas e criação de programas que fomentem a integração entre empresas e a educação técnica 76


que inclui o desenvolvimento técnico e a prática profissional. Inicialmente, cerca de 109 estudantes do curso técnico em administração foram contratados por oito organizações. No Piauí, o IET é parceiro da Secretaria de Educação do Estado no Projeto Certific-PI, lançado em 2019, que reconhece os saberes do trabalhador adquiridos ao longo da trajetória profissional, em processos formais e não formais de educação. No último ano, 200 profissionais foram certificados em dois cursos. Para isso, eles tiveram de se inscrever no programa e passar por um processo que envolve empresas e unidades escolares para demonstrar suas habilidades técnicas. O IET participou ainda da articulação entre diversos atores para viabilizar um curso técnico relacionado à cadeia produtiva de energia renovável no sertão do Araripe, em Pernambuco. A iniciativa prepara jovens para atender a grandes empresas do setor elétrico da região. Em 2021, foi implantado na Escola Técnica Estadual (ETE) Pedro Muniz Falcão o currículo elaborado com a colaboração dos profissionais das empresas parceiras – Votorantim Energia e Schneider Electric. Também foi estruturado um modelo contínuo de atuação conjunta entre elas, a escola e a comunidade para servir de referência para outros territórios. Os equipamentos necessários para compor os laboratórios do curso foram doados pela Votorantim Energia e um kit de bancadas foi doado pela Schneider Electric à Secretaria Estadual de Educação.

Atuação junto aos estados para integração da educação pública com o setor produtivo | Foto | Marcelo Magnani

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78 Observatório, estudos, pesquisas e metodologias para a EPT | Foto | iStock


Produção de conhecimento O Itaú Educação e Trabalho (IET) fomenta uma grande produção de estudos, pesquisas, metodologias e outras publicações que dão suporte às ações relacionadas aos nossos três pilares de atuação: expansão e qualificação da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e inclusão produtiva das juventudes. O conhecimento gerado visa ampliar a compreensão e a valorização da EPT como uma trajetória formativa possível, viável e interessante para os jovens brasileiros, além de dar subsídios para o desenvolvimento de projetos e políticas eficazes. Em 2021, esse trabalho foi intensificado com o lançamento do Observatório EPT, plataforma on-line que reúne todo esse conteúdo, além de outras informações sobre a EPT.

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\ ESTUDOS E PESQUISAS \

Produção de dados para apontar caminhos O Itaú Educação e Trabalho desenvolveu uma série de estudos e levantamentos em 2021 para fomentar a construção de uma EPT de qualidade no país

As pesquisas e os estudos auxiliam a entender o cenário brasileiro e a conhecer experiências internacionais que podem servir de inspiração para a implementação da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) de qualidade no Brasil.

de quem contrata, que ouviu 802 empresas, além do relatório Engaging employers in vocational education and training in Brazil: learning from international practices, com experiências de diversos países sobre Educação Profissional e Tecnológica.

No ano de 2021, a produção e divulgação de materiais desta natureza enriqueceu debates necessários neste momento único de oportunidades pelo qual o país passa.

Foram realizados também dois estudos acerca do Impacto da Educação Técnica sobre o Desenvolvimento Econômico com ênfase na Empregabilidade e na Remuneração e um relatório com recorte temático com dados da 2ª edição da pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, que ouviu mais de 68 mil jovens brasileiros em 2021.

Os materiais não apenas fortaleceram pautas relacionadas à EPT, como alimentaram a discussão sobre avaliações educacionais e geraram subsídios para o entendimento dos desafios atuais, apontando caminhos possíveis para superá-los. No total, o Itaú Educação e Trabalho (IET) produziu oito estudos em 2021. Entre os trabalhos realizados para orientar as discussões em torno da EPT estão dois levantamentos – um quantitativo e outro qualitativo – sobre a percepção dos jovens em relação ao ensino técnico. Foi desenvolvido, ainda, o estudo Inclusão produtiva de jovens com ensino médio e técnico: experiências

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Também foram produzidos o levantamento Avaliações de acesso ao ensino superior: um olhar para seis países, que trouxe um panorama das formas de ingresso nas universidades no Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, França e Reino Unido, e o estudo Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio: estado da arte e insumos para as políticas nacionais, que identificou como 11 estados brasileiros construíram seus itinerários formativos nos referenciais curriculares.


81 Oito estudos para enriquecer o debate | Foto | Acervo Fundação Itaú


\ PUBLICAÇÕES E EVENTOS \

Instrumentos para boas práticas Diante do contexto de implementação do Novo Ensino Médio, o Itaú Educação e Trabalho (IET) desenvolveu materiais em diversos formatos para auxiliar no mapeamento das oportunidades de expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na elaboração de currículos, no estreitamento dos laços entre a educação pública e o setor produtivo e na qualificação das formações. Em 2021, foram lançados livros e outras publicações com o intuito de compartilhar experiências positivas e multiplicar iniciativas qualificadas de EPT no país. Também

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Livros, publicações e eventos sistematizaram processos e documentaram experiências positivas para multiplicar iniciativas qualificadas de EPT

foram realizados eventos para divulgar o lançamento de estudos e democratizar ainda mais o debate sobre os temas tratados. Uma das publicações lançadas ao longo do ano foi o livro Por uma Educação Profissional em Itinerário Contínuo: a experiência do Centro Paula Souza, que registrou o processo de implementação do itinerário contínuo nesse que é um dos principais centros de excelência de educação profissional do país. Também foram lançados o EJA articulada à EPT no EM: material de apoio à formação de educadores, que trata da modalidade


Educação de Jovens e Adultos articulada à Educação Profissional e Tecnológica para o Ensino Médio (Ejatec), a coletânea Articulação Curricular e Projetos Empreendedores: Inovações educacionais na rede pública estadual da Paraíba e o trabalho Ensino Médio Integral Profissional de MG: construção de política inovadora com rede de parceiros. Outra iniciativa de relevo foi a publicação da série A Formação Técnica e Profissional e o Novo Ensino Médio: Guias de Apoio às Redes Estaduais, com seis ebooks para auxiliar as redes de ensino a organizarem os itinerários do Novo Ensino Médio. Com formato prático e objetivo, cada guia da coleção contém perguntas e respostas, exemplos inspiradores, glossário, referências bibliográficas e legislação. Além dos livros, o Itaú Educação e Trabalho publicou o policy paper Transição da escola

para o trabalho, que faz um compilado de quatro webinários realizados pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes), e o artigo Os desafios da transição escola-trabalho para a juventude brasileira, escrito pelo economista Rafael Camelo, que mostra como a experiência escolar e as falhas na Educação Básica têm levado jovens a interromperem seus estudos precocemente. Complementando estas iniciativas, o IET realizou o webinário de lançamento do relatório Evidências internacionais: setor produtivo, políticas intersetoriais e educação profissional, transmitido pelo Canal Futura, em que especialistas e representantes de diversas áreas discutiram sobre os desafios e oportunidades da expansão da EPT, e conduziu evento on-line de lançamento da pesquisa Percepções dos jovens sobre o ensino técnico.

83 | Fotos | iStock


84 Instrumentos validados por agentes públicos e especialistas | Foto | iStock


\ NOVAS METODOLOGIAS \

Abordagens inovadoras O IET investiu em ferramentas que auxiliam os estados na expansão da EPT, na avaliação da qualidade e no monitoramento dos processos e do impacto

Como parte do apoio técnico oferecido pelo Itaú Educação e Trabalho (IET) para a viabilização da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) nos estados brasileiros, foram elaboradas e disponibilizadas ferramentas diversas, que buscam apoiar as redes para que coloquem seus planos em prática. Elas englobam indicadores de qualidade, de monitoramento dos projetos e de políticas e mecanismos de identificação de demanda para expansão da inclusão produtiva. Todos os produtos voltados à expansão com qualidade foram validados por agentes públicos ou especialistas nas áreas. Uma das ferramentas disponibilizadas foi o Instrumento de medição de prontidão para o mundo do trabalho. A metodologia avalia a qualidade do currículo relacionado à EPT. Testada na rede do Paraná, ela deve ser disponibilizada para mais quatro estados (Piauí, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Paraíba), em 2022. Outra ferramenta oferecida a pesquisadores e redes de ensino foi a dos Indicadores da qualidade dos egressos do ensino técnico, que avalia a qualidade da inserção produtiva dos egressos da EPT no mundo do trabalho e a continuidade da formação em nível superior.

Já a ferramenta Indicadores para monitoramento e avaliação da Política Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (PEEPT) utiliza oito rubricas para monitorar e avaliar os processos de formulação da política em níveis de maturidade, com o acompanhamento de três eixos centrais: institucional, governança e suporte; planejamento da oferta e relação com o setor produtivo; currículo, formação das equipes e avaliação. O Itaú Educação e Trabalho (IET) participou também do escalonamento para o governo federal do Mapa de Demanda por Qualificação Profissional desenvolvido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, que identifica os principais cursos técnicos e de formação inicial e continuada que atendem às ocupações mais demandadas pelo mercado de trabalho formal. Outra iniciativa apoiada pelo IET é Plataforma Nosso Ensino Médio – site que auxilia na formação de educadores, equipes técnicas e gestores educacionais e escolares na implementação da nova modalidade de ensino. Por fim, o IET participou também do Plano de monitoramento e avaliação dos Projetos de Articulação Curricular e dos Projetos Empreendedores e Ejatec, que identifica as potencialidades e os desafios da implementação de projetos.

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\ OBSERVATÓRIO DA EPT \

Para entender, aprender e aplicar Plataforma gratuita, lançada em 2021, disponibiliza dados sobre educação, boas experiências e pesquisas que balizam as decisões relacionadas à EPT

Acreditando que a disseminação de conhecimento é uma potente ferramenta para o entendimento do que é a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e de como ela pode transformar o atual cenário desigual da educação brasileira, foi lançada em 2021 a plataforma Observatório EPT, com um robusto conjunto de informações e conteúdos formativos para apoiar as secretarias de educação na implementação e no aperfeiçoamento dessa modalidade de ensino. Para isso, é feita uma curadoria de notícias, pesquisas, cursos, materiais pedagógicos e exemplos de boas práticas, que podem ser acessados gratuitamente de forma on-line.

5.069 usuários

10.078

visualizações da homepage

7

países visitaram o site

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O site é um espaço coletivo em constante evolução, que é sempre abastecido e atualizado com novidades para viabilizar uma Educação Profissional e Tecnológica de qualidade, conectada às demandas do século 21. O Observatório traz a conceitualização da EPT, uma linha do tempo dessa modalidade de ensino e as legislações relacionadas à sua regulamentação no Brasil. Também é possível acessar links úteis sobre o tema e dados da EPT no país, identificando onde é oferecida, as metas relacionadas e os indicadores de aprendizagem. As novidades sobre o assunto são atualizadas constantemente, assim como a agenda com os principais eventos relacionados à Educação Profissional e Tecnológica. O Observatório EPT reúne também pesquisas que mostram oportunidades, desafios e indicadores que norteiam a expansão e qualificação da EPT no Brasil. A plataforma conta, ainda, com cursos, materiais pedagógicos para formação de educadores e experiências de boas práticas de diversos estados.


87 Acervo para apoiar gestores e educadores | Foto | iStock


\ ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL \

Unindo forças e ampliando o debate Uma forma de inserir o tema da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) nas discussões sobre educação é fazer parte de iniciativas que articulam instituições em prol de pautas importantes para a educação, trabalho e juventude. Por meio da participação em coalizões, o Itaú Educação e Trabalho (IET) busca apoiar e incentivar a implementação de políticas públicas que contribuam para a melhoria da qualidade do processo de ensino e aprendizagem com foco, sobretudo, na formação para o mundo do trabalho. Uma das organizações que apoiamos é o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), associação de direito privado, sem fins lucrativos, que reúne as secretarias de educação dos estados e do Distrito Federal. O IET é apoiador institucional do Consed e no último ano atuou de forma a auxiliar na integração das redes e na promoção do regime de colaboração entre os estados.

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O Itaú Educação e Trabalho integra movimentos em prol da Educação juntamente com outras instituições para fortalecer a pauta da EPT

Também apoiamos o Em Movimento, que atua em prol das juventudes. Além de fazer parte do núcleo gestor da iniciativa, o IET apoiou em 2021 a criação do Atlas das Juventudes, portal voltado a produzir, sistematizar e divulgar conteúdos relacionados às pautas jovens, como desenvolvimento social, expansão de oportunidades e desafios da inclusão produtiva. O IET também atua em conjunto com o Global Opportunity Youth Network São Paulo (GOYN SP), aliança de instituições que visa promover a inclusão produtiva da juventude em situação de vulnerabilidade na cidade de São Paulo. Em 2021, em conjunto com a organização, apoiamos a criação da Plataforma Digitalis, ambiente virtual de formação profissional que conta com empresas parceiras que oferecem vagas para estudantes, e o Micro Fundo para Jovens Inovadores, que apoiou 12 projetos, 25 jovens lideranças e ações que impactaram 1.124 pessoas.


Também participamos ativamente do Educação Já, iniciativa suprapartidária liderada pelo Todos pela Educação, que tem a missão de contribuir para a melhoria da Educação Básica no Brasil. Apoiamos, ainda, o Movimento pela Base, no qual o IET atua no monitoramento e implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no Ensino Médio, dando apoio ao Observatório da Implementação da BNCC e do Novo Ensino Médio. Além destas iniciativas, integram nossa rede de alianças também o Jornada do Líder - Iniciativa do Mapa Educação – que visa formar e engajar jovens lideranças para desenvolver soluções e criar iniciativas que contribuam para a educação do país e o Movimento Colabora Educação (MCE) – coalizão que trabalha para o fortalecimento da governança e pela expansão das ações colaborativas entre os entes federados em políticas públicas de educação.

89 | Foto | Marcelo Magnani


Destaques de 2021 Expansão

80.814

7

11

novas vagas abertas de EPT

estados com revisão de oferta para 2022

estados apoiados na expansão

Qualidade

16

estados apoiados

Trilhas Formativas formuladas

profissionais que passaram por formações

8

currículos de referência construídos

90

13

3.965

101

matrizes curriculares reformuladas


91 | Foto | Acervo Fundação Itaú


Leila92Pinheiro | Foto | Alexandre Moreira


Peça teatral Olga, a93 pulga | Foto | Giuliana Cerchiari


Grafiteiro Brisola pintando a fachada 94 Cultural do Itaú | Foto | André Seiti


Itaú Cultural

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\ MENSAGEM DA SUPERINTENDÊNCIA \

O nosso mantra: Fruição, Formação, Fomento Em 2021, o Itaú Cultural pôde, com todas as cautelas que a pandemia exige, consolidar a volta do público às atividades presenciais – iniciada no final de 2020, e expandida ao longo do ano passado. O retorno, no entanto, não representou um afastamento do mundo digital, que sempre esteve presente no DNA da instituição e foi intensificado com os aprendizados do ambiente da Covid-19.

Eduardo Saron Superintendente Cultural da Fundação e Diretor do Itaú Cultural

Unindo estes dois mundos, o híbrido configurou-se como uma nova forma de se fazer e de se consumir cultura. Graças ao virtual, o Itaú Cultural conseguiu fortalecer as suas práticas, atrair novos artistas, estimular novas experiências e alcançar novos públicos em todo o país. Um dos projetos emblemáticos desta nova fase foi o lançamento do Itaú Cultural Play, a nossa plataforma de streaming voltada à produção audiovisual brasileira, com centenas de filmes, documentários, curtas e experimentações, assinadas por realizadores de todas as regiões do Brasil, que pode ser acessada gratuitamente pelo público. Levar cultura a um contingente maior de brasileiros é essencial num país tão marcado pelas desigualdades. A experiência cultural,

96 Olavo Setubal Espaço | Foto | Chema Llanos


como mostram estudos em várias partes do mundo, tem enorme impacto positivo sobre a saúde mental, o bem-estar, a qualidade das relações familiares, a diminuição da violência e até mesmo sobre o aprendizado e a criatividade, atributo cada vez mais demandado no mundo contemporâneo. A expansão do acesso, no entanto, não foi um objetivo isolado. Além de estimular a fruição, com uma oferta consistente e diversificada de conteúdos culturais, nós também atuamos em outras duas frentes estruturantes na área da Cultura: a formação e o fomento. No campo da formação, nós criamos a Escola Itaú Cultural, que passou a reunir todos os cursos oferecidos pela instituição, o que inclui cursos para o público em geral, e programas especializados stricto e lato sensu de formação de gestores, em parceria com grandes instituições de ensino superior, como a USP, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade de Girona, na Espanha, o Insper e o Instituto Singularidades.

No campo do fomento, seguimos com intensa atividade no nosso Programa Rumos, a plataforma mais longeva do país de articulação e apoio à produção de artistas brasileiros, com apresentações dos projetos selecionados na 19ª edição (2019-2020). Também na seara do fomento, realizamos mais uma edição do Prêmio Oceanos, um dos principais reconhecimentos da produção da literatura em língua portuguesa, e seguimos reafirmando nosso apoio a projetos culturais de relevo, como a mostra de documentários Tudo é Verdade, e o Projeto Ancestralidades, criado no ano passado em parceria com a Fundação Tide Setubal, para valorizar heranças culturais do Brasil. E, cumprindo nosso papel estruturante, também demos especial ênfase à produção de estudos e pesquisas sobre os hábitos culturais e a economia criativa no Brasil, gerando dados e informações para subsidiar políticas públicas e o trabalho de gestores da área da cultura.

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Mestrinho e Lulinha Alencar | Foto | José de Holanda


Um dos pilares de atuação do Itaú Cultural é a fruição, que consiste em promover o encontro entre o repertório do público com os conteúdos apresentados pela instituição. Para fortalecer este diálogo, buscamos aprofundar ações e atividades relacionadas à diversidade, acessibilidade e representatividade de todas as regiões do país. Também estimulamos debates, articulação e difusão de conhecimentos, experiências e saberes ancestrais e contemporâneos nos mais diversos segmentos da expressão artística e cultural brasileiras. Neste quesito, o Itaú Cultural também aposta na construção de vínculos com públicos no ambiente digital e presencial.

fruição 99


\ EXPOSIÇÕES \

Grandes artistas revisitados de ponta a ponta Mostras de Beatriz Milhazes, Geraldo de Barros e Tunga marcam o retorno das atividades presenciais

Após a bem-sucedida abertura, em dezembro de 2020, da exposição Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, que permaneceu em cartaz até maio de 2021, o Itaú Cultural seguiu apostando no ano passado na retomada presencial das grandes mostras de artes visuais nos três andares de seu espaço expositivo, na avenida Paulista. Estas exposições são tradicionalmente dedicadas a nomes-chave das artes e da arquitetura e pensadas de forma a dar conta da totalidade da trajetória dos artistas.

Beatriz Milhazes: Avenida Paulista | Foto | Vicente de Paulo

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Em 2021, foram contemplados o paulista Geraldo de Barros (1923-1998), expoente do movimento concretista, e o pernambucano Tunga (1952-2016), um revolucionário da forma. Viabilizadas em plena pandemia, as montagens destas exposições implicaram em desafios operacionais inéditos, mas conseguiram reunir uma vastíssima produção, oferecendo ao público uma perspectiva raramente vista da arte produzida no Brasil entre a segunda metade do século 20 e o início do século 21.


A exposição de Beatriz Milhazes, que permaneceu em cartaz nos cinco primeiros meses de 2021, foi realizada em parceria com o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e reuniu cerca de 170 obras produzidas ao longo de três décadas. Foi a maior exposição dedicada à artista já feita no país. Na sede do Itaú Cultural foram exibidas gravuras, colagens, algumas acrílicas e um minidocumentário realizado pela equipe do Itaú Cultural. Ao MASP, couberam, entre outras obras, as pinturas em grandes dimensões. O olhar do curador Ivo Mesquita evidenciou o diálogo entre diferentes materiais, técnicas e linguagens usados pela artista. Em agosto, foi a vez de Geraldo de Barros – imaginário, construção e memória, na qual o artista foi apresentado de uma forma

como nunca tinha sido visto antes. A mostra abarcou um arco temporal de cinco décadas - de 1940 a 1990 -, revelando as várias facetas da produção do homenageado, que foi gravador, pintor, fotógrafo, artista gráfico, designer de móveis, pai e amigo de muitos artistas com os quais compôs grupos e escreveu manifestos. A curadoria de Lorenzo Mammi e Michel Favre mostrou Barros por inteiro, sem recortes ou ênfases específicas. Por meio de mais de 400 itens, foi possível conhecer o seu processo de reinvenção e sua aposta no cruzamento entre diferentes linguagens. A mostra incluiu imagens do artista pertencentes ao acervo do Itaú Cultural e presentes na mostra on-line Fotografia Modernista Brasileira, do Google Arts & Culture.

Geraldo de Barros, 1981 | Foto | Fabiana de Barros - Arquivo Geraldo de Barros

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Tunga, 2014 | Foto | Romulo Fialdini

Por fim, o Itaú Cultural trouxe para o público Tunga: Conjunções Magnéticas, inaugurada em dezembro, com 300 obras bidimensionais e tridimensionais, algumas inéditas, outras raras e muitas até então só vistas em coleções privadas. Feita em parceria com o Instituto Tunga e com curadoria de Paulo Venancio Filho, a exposição estendeu-se para o Instituto Tomie Ohtake, que apresentou dois dos mais importantes trabalhos do artista, Gravitação Magnética, de grande porte e dimensão, e Ão. Essa exposição, assim como as demais, foi ambiciosa em termos cronológicos, mostrando desde os trabalhos iniciais, feitos por Tunga aos 18 anos, até as criações do crepúsculo de sua vida, além de cadernos do artista, esboços e materiais.

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_Exposições dedicadas a nomes-chave das artes Tunga: Conjunções Magnéticas se desdobrou ainda em um Catálogo Raisonné a ser publicado em 2024. Com apoio do Itaú Cultural e patrocínio do Banco Itaú, o Instituto Tunga está reunindo e catalogando toda a obra do artista. Por fim, também em dezembro, entrou no ar a exposição on-line Filmes e vídeos de artistas na coleção Itaú Cultural, que procurou tornar acessível ao público parte do acervo de arte da instituição. Primeira mostra totalmente on-line realizada pela instituição, foi completada por uma série de vídeos sobre artistas, muitos deles produzidos pelo próprio Itaú Cultural.


Mil Olhos, 2019, Lia103 Chaia | Frame | Divulgação Itaú Cultural


\ OCUPAÇÃO \

Mostras destacam artífices negros da cultura brasileira A maestrina Chiquinha Gonzaga, a filósofa Sueli Carneiro e o palhaço Benjamim de Oliveira foram destaques em 2021

Em 2021, o Itaú Cultural deu continuidade à série Ocupação, com quatro mostras dedicadas ao resgate de grandes nomes da cultura brasileira, que levaram mais de 80 mil pessoas à sede da instituição, em São Paulo. O objetivo deste projeto é fomentar o diálogo do público, da nova geração de artistas e intelectuais com os criadores que os influenciaram. Seguindo o formato memorabília, com a reunião de documentos, depoimentos, objetos pessoais, cartas e outros elementos da história dos homenageados, as Ocupações de 2021 trouxeram à tona a trajetória de alguns dos nomes mais representativos da cultura negra no

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país, como a compositora e maestrina Chiquinha Gozanga (1847-1935), a filósofa Sueli Carneiro e o palhaço Benjamim de Oliveira (1870-1954). O filósofo e educador Paulo Freire (1921-1997), também teve uma Ocupação dedicada a ele, concluída em 30 de janeiro deste ano, com um público de mais de 50 mil pessoas, a mais vista da série durante a pandemia. O mergulho de 2021 em personagens negros essenciais para a cultura brasileira teve início com a Ocupação Chiquinha Gonzaga, em março. Nascida na época do Império, ela compôs mais de duas mil canções e escreveu a trilha de mais de 70 peças teatrais.


_Série também revisitou a obra e a história do educador Paulo Freire, autor do clássico Pedagogia do Oprimido

Foi a primeira mulher a reger uma orquestra e a compor uma marcha carnavalesca no Brasil – a famosa Ó Abre Alas. Sua profícua criação foi representada por meio de 120 itens, entre documentos, partituras, capas de discos, objetos – aí incluída uma réplica do piano no qual tocara –, fotos e vídeos que buscaram recuperar sua rica biografia. A filósofa Sueli Carneiro, nome-chave na luta e no debate sobre feminismo negro, passou a ocupar o Itaú Cultural em agosto. Para retratá-la e ajudar o público a compreender os significados mais íntimos

Chiquinha Gonzaga, em 1877, aos 29 anos | Foto | Acervo Instituto Moreira Salles Coleção Edinha Diniz

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Sueli106 Carneiro | Foto | André Seiti


de seu pensamento, a mostra apresentou a homenageada, que em junho completou 71 anos, explorando suas origens, o encontro com o Candomblé e sua simbologia, o desenvolvimento intelectual, suas influências e pessoas influenciadas, além de memórias e afetos da infância, juventude e vida adulta, como a paixão pelo futebol. Para receber o público, a curadoria recriou um jardim, com mais de 700 plantas e ervas, que dividiram o espaço com livros, textos e vídeos com depoimentos de representantes do movimento negro, contextualizando a importância da homenageada para o enfrentamento do racismo no Brasil. Em setembro, foi a vez da Ocupação Paulo Freire, que celebrou o centenário de nascimento do autor de Pedagogia do Oprimido e criou as bases de um novo

pensamento sobre a educação. O método de alfabetização criado por ele viajou o mundo e ganhou reconhecimento internacional. A Ocupação não apenas deu a Freire sua real dimensão como contribuiu para a compreensão da força de suas ideias. Paralelamente à ocupação, houve uma série de encontros on-line com intelectuais e educadores para debater sua obra. Encerrando o ano, o espaço expositivo da série Ocupação ganhou, em novembro, ares de circo com a homenagem ao palhaço, acrobata, músico, dançarino e empreendedor circense Benjamim de Oliveira. Embora pouco conhecido do grande público, ele foi uma das figuras mais importantes em um tempo inovador e agitado no circo nacional, entre o final do século 19 e o começo do 20.

Benjamim de Oliveira, 1910 | Foto | Arquivo Erminia Silva

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\ ESPAÇO OLAVO SETUBAL \

Coleção Brasiliana pelo olhar de Ailton Krenak Líder indígena revisita acervo da exposição permanente, ampliando significados para o público e para a instituição

O Espaço Olavo Setubal – Coleção Brasiliana Itaú, que ocupa, de forma permanente, dois andares da sede do Itaú Cultural, voltou a receber o público de forma presencial em 2021 e contou com 41.200 visitantes. A coleção, composta por 1.300 itens, é um dos mais completos acervos da produção artística sobre o país e reúne imagens, obras e peças que vão da época da chegada dos colonizadores até o início do século 20. Há desde o Povoado numa planície arborizada, produzido por Frans Post, entre 1670 e 1680 – primeira peça adquirida por Olavo Setubal para a coleção – até dezenas de gravuras de Rugendas e Debret, além de livros, documentos, mapas e moedas. Ao longo do ano, mesmo tendo sido reaberta para a visitação ao vivo, a Coleção Brasiliana Itaú seguiu sendo explorada de forma virtual. Um dos eventos mais marcantes aconteceu no mês de agosto, quando o líder indígena, filósofo, poeta e

41.200 visitantes 108

1.300

itens da coleção

escritor Ailton Krenak foi convidado para comentar as peças da coleção em uma live, sob a mediação de um educador. A conversa de Krenak com o público tomou por base dois temas. O primeiro deles passava pelas obras do século 16, que integram o módulo da coleção chamado Brasil Desconhecido, marcadas pela ideia de canibalismo e por índios trajados tal e qual europeus. O outro módulo debatido foi Brasil dos Naturalistas, que reúne obras do século 18, momento no qual ganha corpo a representação da exuberância da flora e da fauna brasileiras. O olhar de Krenak sobre as imagens criadas por europeus que, por séculos, dominaram a representação dos indígenas, insere-se em um amplo trabalho que o Itaú Cultural tem realizado junto aos povos originários, seja dando visibilidade e fomentando suas produções artísticas, seja ampliando os debates em torno das ancestralidades brasileiras.


109 Espaço Olavo Setubal | Foto | Chema Llanos


\ ARTES CÊNICAS \

Palco Virtual ganha novas experiências

Ano foi marcado por novas modalidades de interações nos espetáculos on-line, expansão da representatividade regional e diversidade

Criado três meses após o início do isolamento social, em março de 2020, o Palco Virtual, com apresentações de teatro e dança, passou por uma virada em 2021. Se no ano anterior o on-line tinha sido abraçado como a única opção viável para a fruição segura das artes cênicas, em 2021 ele passou a ter as suas possibilidades mais exploradas. A programação, realizada de forma 100% on-line, incorporou, a partir das experiências anteriores, uma relação direta com os espectadores e tornou-se ainda mais plural geograficamente. O Palco Virtual incluiu apresentações em lives via Zoom, nas quais o público reservava

206

produções artísticas on-line

110

ingressos, ou via YouTube, para consumo posterior. Foram, ao todo, 206 produções artísticas circulando de forma on-line, sendo que 131 se originaram em estados fora de São Paulo – a maior proporção regionalizada da história da instituição. Entre os projetos colocados de pé pelo núcleo de Artes Cênicas destaca-se o Cena Agora, que se estendeu pelo ano todo dividido em três eixos: produções vindas do Nordeste, relação entre arte e ciência e humor. O Cena Agora nasceu de uma percepção da curadoria em relação ao relativo cansaço do público diante das experiências virtuais e da saudade da convivência. Buscou-se, então,


111Arte Todos os Gêneros - Leandrinha Du | Foto | Naiara Demarco


Todos os Gêneros - Sui Generis/Cia Fundo Mundo | Foto | Allan Lira

o desenvolvimento de projetos capazes de aproximar, de forma mais direta, os artistas e o público. Isso significou, por exemplo, pedir para os espectadores abrirem as câmeras e os microfones para falar com os artistas. Alguns grupos chegaram a incorporar essas trocas em seus espetáculos.

refletir os diferentes corpos divergentes, a sexualidade e os gêneros e suas representações na cultura, em shows, performances, filmes e oficinas.

Destacaram-se ainda na programação a oitava edição de Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade (realizada em agosto em versão digital pela segunda vez), e o evento A Ponte, entre agosto e setembro. Em ambos os casos, o virtual possibilitou que espectadores de todo o Brasil se encontrassem no ambiente on-line da instituição.

Já o encontro A Ponte, que chegou à quarta edição em 2021, foi marcado pelo contato direto entre os participantes de universidades das cinco regiões brasileiras. Esse evento é um grande panorama do teatro universitário e incluiu, no ano passado, a publicação Pontilhados, que reúne a produção científica em artes cênicas. Até a pandemia, as limitações logísticas faziam com que o evento se limitasse aos cursos do Estado de São Paulo.

Todos os Gêneros promoveu o intercâmbio entre teatro, música e cinema, procurando

Em outra frente, dentro da ideia de explorar as potencialidades do virtual, foi criado, em

_Foram, ao todo, 206 produções artísticas circulando de forma on-line, sendo que 131 se originaram em estados fora de São Paulo 112


Cena Agora - Coletivo de Teatro Alfenim | Foto | Alessandro Potter

2001, o podcast Ficções Itaú Cultural, uma série de audiodramas na qual seis diretores ou grupos de teatro foram convidados a produzir narrativas sonoras. Apesar de o virtual ter dado a tônica às ações, a sala de teatro da sede do Itaú Cultural sediou três transmissões ao vivo. A primeira delas foi para a montagem de A Voz do Provocador, com Elias Andreato, em homenagem a Antônio Abujamra, que incluiu conversas sobre o ator, um nome fundamental da cultura brasileira.

que aconteceu no mês de novembro. Sob o título Dança Agora – Movendo Tempos e Trajetórias, a mostra, realizada ao longo de duas semanas, reuniu cenas, espetáculos inéditos, bate-papos e oficinas. O evento reuniu artistas de 12 estados brasileiros e teve como tema principal as transformações que o tempo imprime aos corpos – algo especialmente forte em tempos pandêmicos.

Houve também um show de Anelis Assumpção, transmitido ao vivo no YouTube do Itaú Cultural, e, por fim, o espetáculo RISKO, de Morgana Apuama, que serviu como “esquenta” para a 4ª Mostra de Dança,

113


Benki Piako Ashaninka - Mekukradjá | Foto | Eliane Fernandes

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\ LITERATURA \

Quadrinhos, saberes indígenas e literatura brasileira Diálogos com autores e especialistas fomentam o debate sobre a produção nacional das letras

A literatura, no Itaú Cultural, se constitui, há muitos anos, como uma área marcada pela interdisciplinaridade. Em 2021, não foi diferente. A produção literária brasileira, a cena independente das histórias em quadrinhos e a produção de saberes pelos povos indígenas estiveram no centro das ações da instituição. Criado há 14 anos, o projeto Conexões nasceu com o objetivo de fazer um mapeamento da literatura brasileira no mundo e produzir reflexões sobre isso. Em 2021, espelhando a intersecção de linguagens presentes em variadas ações do Itaú Cultural, o projeto expandiu-se para o cinema. Em quatro mesas de conversa realizadas em dezembro, de forma on-line, discutiu-se a internacionalização de livros e filmes brasileiros,

sobretudo a partir de pesquisas, revistas, editoras e jornalistas dedicados ao tema. Em novembro, o Itaú Cultural realizou a 6ª edição da Banca de Quadrinistas, que reuniu, no site da instituição, 20 HQs assinadas por 32 artistas das cinco regiões do Brasil. Pelo segundo ano consecutivo, o projeto foi realizado virtualmente. Durante todo o mês, os leitores de quadrinhos – também de todo o país, graças ao formato virtual – puderam participar de conversas com autores da cena independente brasileira e conhecer as obras, que foram disponibilizadas no site da instituição. Referência para todos os interessados em HQs no país, a Banca nos últimos dois anos, tornou-se mais diversa em termos regionais.

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BrôMC’s | Multishow - Prêmio Sim à Igualdade Racial | Foto | Divulgação Itaú Cultural

Outro grande projeto que teve continuidade e ganhou novas feições no meio virtual foi o Mekukradjá – Círculo de Saberes, cujo eixo são as culturas indígenas. Apesar de nascer no núcleo de literatura, a iniciativa se expandiu para outras áreas do Itaú Cultural. Feito tanto de forma on-line quanto presencial, e tendo a curadoria da antropóloga e cineasta Júnia Torres e do educador Daniel Munduruku, o evento reuniu, em três dias do mês de julho, 18 lideranças, acadêmicos e artistas indígenas do Acre, de Alagoas, da Bahia, de Roraima, de Mato Grosso, de Minas Gerais e de São Paulo.

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Mekrukadjá contou com a participação, entre outros, de Dário Kopenawa Yanomami, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami; Cristian Wari’u, apresentador do podcast Copiô, Parente; Julie Dorrico, escritora e curadora de literatura indígena; Ziel Karapotó, cineasta, artista multimídia, ativista, e produtor cultural, e o estilista e bailarino clássico, Edenilson Dias Delgado. São raras, no país, as oportunidades de se ver tantas lideranças indígenas, de perfis tão diversos, reunidas. Os convidados falaram sobre a questão ambiental, o papel da coletividade na construção do futuro e trataram da ancestralidade, da arte e da tecnologia. A programação incluiu a exibição do curtametragem O Verbo se Fez Carne (2019), de Ziel Karapotó, e a apresentação do Brô MC’s, primeiro grupo de rap indígena do Brasil, formado por jovens das etnias Guarani e Kaiowa, das aldeias Jaguapiru e Bororó, que ficam na cidade de Dourados (MS). O Mekrukadjá desdobrou-se em um podcast homônimo, que já tem seis temporadas. A plataforma de streaming Itaú Cultural Play, por exemplo, tem uma seleção especial de cinema indígena. Genito Gomes, participante do primeiro Mekrukadjá, teve um filme (Ava Yvy Vera - a terra do povo do raio) disponibilizado na plataforma em 2021.

Bernardo Aurélio | Banca de Quadrinista | Foto | Regis Falcão

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118de Evoé - Filme de Tadeu Jungle e Elaine Cesar Frame Coleção ICONOCLÁSSICOS IC


\ AUDIOVISUAL \

Chegada ao streaming amplia acesso ao audiovisual

Nova plataforma Itaú Cultural Play, com acesso gratuito, reúne 398 títulos da produção brasileira e cria sinergia com rede de cinemas

Além de seguir com sua intensa produção de vídeos, ampliar as parcerias com os mais importantes eventos de cinema do país e de manter salas de cinema em três capitais, a área de audiovisual do Itaú Cultural abraçou um grande projeto em 2021: o lançamento de sua própria plataforma de streaming. A plataforma Itaú Cultural Play, gratuita e integralmente dedicada a filmes nacionais, entrou no ar no dia 19 de junho, data em que se celebra o cinema brasileiro. Conectada a um dos princípios que norteiam as ações do Itaú Cultural, que é a ampliação do acesso, a plataforma firma-se como uma janela para produções realizadas por diretores iniciantes, negros, indígenas e por aqueles dedicados à investigação de linguagem.

398

títulos disponíveis

Trata-se também de um espaço voltado à própria história do cinema brasileiro, com obras assinadas por alguns dos principais diretores e realizadores do país, como Glauber Rocha (1939-1981) e Luiz Carlos Barreto, para mencionar apenas dois exemplos. Criada com um catálogo de 135 títulos, a plataforma alcançou, até o fim do ano, 398 títulos. São ficções, documentários, animações, produções experimentais, entrevistas, palestras e programação infantil. A plataforma, que fechou 2021 com 25,3 mil usuários cadastrados e mais de 116 mil visualizações, congrega também a produção audiovisual realizada por instituições culturais de todo o Brasil, como a Festa Internacional Literária de Paraty (Flip), a São Paulo

25,3 mil usuários cadastrados

116 mil

visualizações

119


Companhia de Dança, o Instituto CPFL e o Instituto Alana. A Itaú Cultural Play tornou-se, além de tudo, um abrigo para o acervo audiovisual da instituição, que inclui produções nascidas do Programa Rumos, além de filmes da série ICONOCLÁSSICOS, a qual retratou figuras centrais da cultura brasileira, como José Celso Martinez Corrêa, Rogério Sganzerla (1946-2004) e Nelson Leirner (1932-2020). A chegada ao streaming, ao mesmo tempo em que dá continuidade e expande a presença da instituição no audiovisual, reflete o longo ciclo da relação do Itaú Cultural com a tecnologia aplicada à arte. Colocar de pé uma plataforma é, afinal de contas, um desafio não apenas do ponto de vista curatorial, mas tecnológico.

Ney Matogrosso | Frame | Itaú Cultural Play

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Dentro do processo de atualização das relações entre o audiovisual e o público, que vem aderindo a novas formas de fruição, o Espaço Itaú de Cinema deixou de operar, no segundo semestre de 2021, as salas de Salvador, Curitiba e Porto Alegre, que apresentavam, desde 2019, uma taxa de ocupação inferior a 20%. As unidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro continuam funcionando, e a rede conta agora com cinco complexos e 40 salas. Seguindo a tendência do mercado de cinema, bastante penalizado pelas medidas de contenção do coronavírus, as salas, em janeiro, tinham apenas 5% do público do mesmo mês de 2019; em dezembro, a proporção já era de 80%. Com a intensificação da atuação do Itaú


Cultural no streaming, a ideia é que as salas e o ambiente virtual atuem em sinergia. Um bom exemplo das novas possibilidades abertas pela multiplicidade de telas é que, no segundo semestre, quando os festivais de cinema começaram a ser retomados, a plataforma exibiu sete longas-metragens selecionados para a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e dez títulos inéditos da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis. A migração de parte do consumo cultural para o ambiente virtual fez ainda com que, em 2021, a produção de vídeos do Itaú Cultural seguisse em ritmo intenso. Foram produzidos 873 vídeos, utilizados em praticamente todas as áreas de expressão da organização – nas Ocupações, nas exposições, nas atividades para crianças e nos programas educativos, por exemplo.

A Última Floresta | Frame | Itaú Cultural Play

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\ MÚSICA \

Novos nomes, encontros inéditos e palcos virtuais em todo o país Com apresentações mais interativas, espetáculos alcançaram mais de 115 mil espectadores

Assim como a área de artes cênicas, os projetos de música, em 2021, aconteceram no Palco Virtual, que reuniu, no conjunto de suas atividades, um público de mais de 115 mil pessoas. A partir dos aprendizados de 2020, os shows ganharam um perfil muito mais interativo. A ideia foi, basicamente, encontrar formas de garantir a presença da audiência na sala do Zoom e criar caminhos para o contato direto entre o artista e o público. A prova do sucesso da iniciativa é que, em vários shows, os 300 ingressos disponibilizados para a sala virtual ficaram esgotados. Em alguns casos, foi preciso dobrar ou até triplicar a oferta.

51

artistas em pocket shows

+115 mil espectadores 122

O digital também facilitou a incorporação de artistas novos, de cidades distantes de São Paulo, onde fica a sede do Itaú Cultural, à programação. Possibilitou, além disso, a concretização de encontros musicais, como o de Edgard Scandurra – um dos fundadores e compositores do Ira! – com o violeiro Ricardo Vignini, com os músicos tocando cada um em sua casa. As atividades de 2021 em música tiveram início com a programação de encerramento do Festival Arte como Respiro, criado para apresentar os projetos vencedores dos editais de emergência lançados pelo Itaú Cultural em 2020, em apoio aos artistas impactados pela suspensão das atividades presenciais por conta da Covid-19. Os pocket shows, realizados em janeiro, reuniram 51 artistas de diversos estados brasileiros. Já a abertura da temporada do Palco Virtual aconteceu em fevereiro. Na tela, o público pôde conhecer um pouco mais da produção da maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga, que foi objeto de uma Ocupação no Itaú Cultural.


123 Olivia de Amores | Foto | Bruno Belchior


_A ideia foi encontrar formas de garantir a presença da audiência na sala do Zoom e criar caminhos para o contato direto entre o artista e o público As pianistas Maria Teresa Madeira e Maíra Freitas, a contrabaixista Ana Karina Sebastião e a atriz Indira Nascimento deram vida ao experimento cênico Ensaio sobre Ter Voz, com obras da compositora homenageada pela instituição. O piano voltou a estar presente no fim de abril e início de maio, quando, via Instagram, André Mehmari, um dos maiores instrumentistas do país, apresentou, pela primeira vez, as músicas do álbum Estrela da Manhã, em homenagem a Noel Rosa. No encontro, o artista improvisou temas propostos pelo público. Além de outros nomes consagrados da cena musical brasileira, como a cantora e compositora Tulipa Ruiz, que mostrou um repertório em voz e guitarra raramente apresentado em seus shows, e Vitor Ramil, que revisitou os principais sucessos de 40 anos de carreira, o Palco Virtual recebeu

Fi-Marostica | Foto | DaniGurgel

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Jards Macalé | Foto | Felipe Giubilei

jovens talentos e artistas representativos das raízes afro na cultura brasileira.

subiram ao palco – sendo o palco, muitas vezes, suas próprias residências.

Nesta leva de renovação, se apresentaram no Palco Virtual nomes como o baiano Lazzo Matumbi, que mostrou um repertório que vai do reggae ao jazz, passando por samba, soul e outros gêneros de origem africana, e o Grupo Bongar, formado por jovens que incorporam às suas criações os festejos tradicionais do terreiro Xambá, do Quilombo Urbano do Portão do Gelo, em Olinda (PE).

Além de explorar novidades, a memória da música brasileira também esteve presente na programação, por meio de conversas e shows concebidos para o lançamento oficial de Amoroso, a biografia de João Gilberto, escrita por Zuza Homem de Mello, que teve apoio do Itaú Cultural.

A diversidade brasileira esteve representada na programação virtual, tanto por meio do público, espalhado por várias cidades do país, quanto por meio dos artistas que

Ainda no campo de registro, memória e ampliação das possibilidades de compreensão da arte musical, teve continuidade o podcast Toca Brasil, que chegou em 2021 à quinta temporada, com um novo cardápio de vozes.

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Peça126 teatral Olga, a Pulga | Foto | Giuliana Cerchiari


\ IC PARA CRIANÇAS \

O virtual como um espaço lúdico Após ter migrado para o ambiente virtual em 2020, a programação voltada ao público infantil atravessou 2021 com mais novidades e já perfeitamente adaptada ao novo formato – que se mostrou, ao longo dos últimos dois anos, muito apropriado para as crianças e suas famílias. Foram disponibilizados 38 vídeos que tiveram mais de 220 mil visualizações. De janeiro a dezembro, entrou no ar, todos os sábados, às 11h da manhã, um vídeo semanal conduzido por diferentes professores, em temporadas trimestrais. A abertura do projeto ficou a cargo do diretor, ator, músico, compositor e pesquisador da cultura brasileira Filipe Edmo. A partir do tema Vivências e Brincadeiras, ele explorou

38

vídeos

Vídeos, brincadeiras e peças de teatro levaram entretenimento e aprendizagem on-line no segundo ano da pandemia

atividades que têm atravessado gerações, como o pião, a corda e a bolinha de gude. A cantora, percussionista e educadora musical Mairah Rocha, do grupo Barbatuques, apostou nas brincadeiras sonoras que transformam o corpo em instrumento de percussão. O artista visual e educador Gustavo de Magalhães, por sua vez, levou as crianças para o universo cinematográfico, propondo descobertas com o uso da luz, das imagens e dos movimentos. O quarto grupo de vídeos revisitou episódios já realizados da Expedição Brasiliana e colocou no ar seis novas produções sobre este tema. A série explorou a Coleção Brasiliana, do Itaú Cultural, a partir de dois

220 mil visualizações

127


personagens, Joca e Lúcio. Um é apaixonado pela arte e pela natureza e o outro, muito ligado à ciência e à matemática. Como já é tradição, houve, ao longo do ano, uma série de peças de teatro voltadas aos pequenos. Desde 2020, as apresentações têm acontecido no Palco Virtual, transmitido no site e no YouTube do Itaú Cultural. A abertura da temporada ficou a cargo da companhia Lamira Grupo de Artes Cênicas, de Tocantins, que apresentou Gibi, espetáculo que mergulha no mundo dos quadrinhos a partir de referências do circo e da dança. O Palco Virtual, também no campo infantil, contou com a presença de artistas de todo o país.

Boquinha - Palco Virtual | Foto | Julio Ricardo

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Entre os espetáculos levados ao ar, figuraram O Dia em que Minha Vida Mudou por causa de um Chocolate Comprado nas Ilhas Maldivas, ganhador do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA); Histórias da Floresta, idealizado pela contadora de histórias Isis Madi e pela artista Clara de Cápua; Boquinha ... E Assim Surgiu o Mundo, do Coletivo Preto, com texto de Lázaro Ramos; Vento Forte para Água e Sabão, da pernambucana Cia. Fiandeiros de Teatro; e a opereta Infanto-juvenil Cabelos Arrepiados, da manauense Buia Teatro Company. Um curta-metragem de teatro, Passarinhar, da Tropa do Balacobaco, de Pernambuco, a websérie Olho Mágico, que apresenta os


_O Palco Virtual, também no campo infantil, contou com a presença de artistas de todo o país

grandes feitos de mulheres no campo da ciência no Brasil, e a narração de contos Ayra e o Sorriso da Noite e A História do Milho, que tratam da relação dos povos indígenas com a natureza, se juntaram aos espetáculos teatrais no IC para Crianças. A plataforma de streaming Itaú Cultural Play aliou-se à programação do IC para Crianças e, em outubro, colocou no ar quatro mostras de filmes infantis: Mostra Infantil de Florianópolis, com dez filmes inéditos deste que é um dos eventos mais tradicionais de

cinema do país, Cine Curtinhas, Série Gemini 8, e Série Peixonautas. Em conexão com a programação adulta, o Ateliê Livre apresentou para os pequenos o universo do artista visual Geraldo de Barros. Por meio de oficinas, elas puderam tentar, com suas próprias mãos, reproduzir algumas das técnicas do artista, que ganhou mostra na instituição. A Ocupação Benjamin de Oliveira, que retratou este que foi um dos expoentes do circo no Brasil, também ganhou atividades especiais para o público infantil.

Vento Forte | Foto | Rogerio Alves Sobrado

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\ ENCICLOPÉDIA \

Plataforma chega aos 20 anos com público em expansão Repertório de 200 mil verbetes foi acessado por mais de 50,8 milhões de usuários no ano passado

Em 2021 a Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira completou duas décadas de existência e ganhou um novo layout, que tornou ainda mais eficiente a navegação, e bateu novos recordes de acesso. Ao todo, a plataforma registrou 50,8 milhões de acessos – número 22% superior ao de 2020. A Enciclopédia conta hoje com quase 200 mil verbetes, 12 mil dos quais atualizados no ano passado. Estão ali registradas cerca de 90 mil personalidades do universo artístico e cultural brasileiro; 41 mil obras; 9.563 instituições, grupos, coletivos, termos e conceitos; de 68 mil eventos, entre exposições e espetáculos teatrais.

50,8 mi acessos

130

41 mil obras

A Enciclopédia, por seu papel incontornável na pesquisa das artes, é um marco para todos que se interessam por cultura no país. A plataforma congrega algumas das preocupações centrais do Itaú Cultural: a preservação da memória e a difusão do conhecimento por meio da disponibilização de dados e informações. Publicada na internet em abril de 2001, a primeira versão era dedicada às artes visuais e continha cerca de 3 mil verbetes criados a partir de um banco de dados sobre pintura. Com o tempo, a plataforma passou a congregar também informações sobre literatura, teatro, cinema, dança, música e, desde 2021, sobre gestão cultural.

200 mil verbetes

68 mil eventos


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_A plataforma conta também com ferramentas de acessibilidade para o público surdo, cego ou com baixa visão

Quando nasceu, o projeto, para além do seu valor cultural, chamou a atenção pelo caráter inovador do ponto de vista tecnológico. A Wikipédia, para se ter uma ideia, também surgiu em 2001. A Enciclopédia Itaú Cultural já foi construída com a ideia dos hiperlinks, que permitem acessar textos, imagens, vídeos e toda a base de dados da instituição a partir de um único termo. Uma de suas marcas fundamentais é a acuracidade das informações, constantemente atualizadas, apuradas e validadas. Os próprios projetos de fomento, fruição e formação desenvolvidos pela instituição acabam por servir de norte e de alimento para a plataforma. A partir da reforma da base de dados, esse repertório de informações ganhou uma interface mais clean e com novas funcionalidades, como filtros e ordenação por relevância, cronologia ou ordem alfabética. A busca por material audiovisual também foi Trepante, de Lygia Clark | Foto | Arquivo da Associação Cultural Lygia Clark

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Lygia Clark Prêmio Diário de Notícias na IV Bienal, 1957 | Foto | Arquivo da Associação Cultural Lygia Clark

facilitada, uma vez que as mídias ganharam um carrossel na home, possibilitando ao usuário navegar por todos os vídeos disponíveis no site. A plataforma conta também com ferramentas de acessibilidade para o público surdo, cego ou com baixa visão. Em consonância com uma cultura cada vez mais participativa, a reforma incluiu um novo desenho e a simplificação do campo Fale com a Enciclopédia, aberto para as demandas, sugestões e apontamentos dos usuários, que agora podem figurar também como editores da plataforma. No site Enciclopédia Itaú Cultural também foram disponibilizados, em 2021, oito novos Cadernos do Professor, dedicados

ao Espaço do Professor, que é voltado ao compartilhamento de propostas didáticas. Os 36 Cadernos disponibilizados ao público, nesta seção registraram 34.962 leituras em 2021. A ideia do projeto é oferecer abordagens diversificadas de assuntos tratados na Enciclopédia, contribuindo com alternativas pedagógicas e ferramentas multidisciplinares para a formulação de aulas. Os novos cadernos tiveram como ponto de partida as obras do pintor e escultor Frans Krajcberg e do artista plástico Abraham Palatnik, além de gêneros do Fotojornalismo. O trabalho é resultado de um processo realizado ao longo de 2020 e que consistiu na criação de propostas de planos de aula por professores de todo o país.

133


134


formação O Itaú Cultural tem forte atuação no campo da pesquisa, da educação e da formação. A instituição promove cursos, masterclasses, palestras, programas de pós-graduação e mestrados, especialização em gestão de políticas culturais, cátedra das ciências, artes e tecnologia, entre outras iniciativas, em parceria com importantes instituições acadêmicas. A trajetória culminou, em 2020, na criação da plataforma on-line Escola Itaú Cultural, que oferece, de forma permanente, programas de Educação à Distância (EAD).

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\ CURSOS E SEMINÁRIOS \

De pós-graduação a cursos livres para gestores e público geral Oferta de formação avança com novas parcerias e ampliação de grade temática

Desde 2009, quando lançou a especialização em Gestão e Políticas Culturais, em parceria com a Cátedra Unesco de Políticas Culturais e a Universidade de Girona, da Espanha, o Itaú Cultural vem se dedicando a oferecer programas para a formação de gestores e cursos sobre arte e cultura voltados para o público em geral. No final de 2020, esse processo culminou com a criação da Escola Itaú Cultural, voltada, sobretudo, para a Educação à Distância (EAD). Em 2021, a plataforma ofereceu 20 cursos, num total de 515 horas e 45 minutos de conteúdos gravados, que dialogam de maneira relevante com a base de dados da Enciclopédia Itaú Cultural. Além de promover o acesso ao conhecimento, a ideia do projeto é conectar ainda mais a instituição ao público, propiciando troca de saberes e experiências. Os cursos são gratuitos, autoformativos, e podem ser acessados a qualquer tempo e de qualquer lugar do país, reforçando a equidade do acesso à informação. 136

Cerca de 23,3 mil usuários se cadastraram na plataforma em 2021. Entre os cursos disponibilizados pelo EAD da Escola Itaú Cultural estão Entre a caixa preta e o cubo branco: Panorama da cenografia e da expografia no Brasil; Mediação Cultural Contemporânea; Crítica de Cinema; Gestão Organizacional: estratégias para a cultura; Iniciação à escrita teatral e Economia da Cultura e Políticas Culturais: contexto histórico e agenda para o Século 21. Os cursos de curta duração são oferecidos também por meio de parcerias firmadas com organizações de 34 cidades brasileiras.

Pós-graduação No campo da pós-graduação, três cursos passaram por concorridos processos seletivos e constituíram suas primeiras turmas: o Mestrado Profissional em Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas, realizado com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); a Pós-graduação em Urbanismo


20

cursos

+23 mil usuários cadastrados

+515

horas de conteúdos gravados

Social – Gestão Urbana, Políticas Públicas e Sociedade, novo curso do Instituto de Estudo e Pesquisa (Insper), feito em parceria com o Itaú Cultural e Arq.Futuro; além do programa de especialização em gestão cultural realizado em conjunto com o Instituto Singularidades, este já em sua terceira edição. Também em parceria com a UFRGS, e com a Unesco, foi realizado um seminário internacional que se debruçou sobre a importância da geração de dados, a governança no setor cultural, e o desenvolvimento sustentável - tema fundamental do século 21. Ainda no âmbito acadêmico, tiveram continuidade os trabalhos da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, criada em 2016 com o Instituto de Economia Aplicada da USP. Embora tenha foco na gestão cultural, a Cátedra expande-se para outras áreas interconectadas com a cultura, a ciência e a tecnologia. O projeto já teve como catedráticos o intelectual Sérgio Paulo Rouanet, o gestor cultural Ricardo Ohtake, a educadora e ativista social Eliana Sousa Silva, a cientista Helena Nader e o curador Paulo Herkenhoff.

Em 2021, a Cátedra seguiu sob a gestão do antropólogo Néstor García Canclini, nascido na Argentina e radicado no México, que assumiu o posto em 2020. Em um dos webinários conduzidos por Canclini, discutiu-se o movimento cultural que originou a Lei Aldir Blanc de emergência cultural, sob a perspectiva das redes – tema central nas pesquisas do antropólogo.

Cátedra Olavo Setubal A Cátedra também colocou no ar, no ano passado, a plataforma Conexões USP Periferias, ambicioso projeto fomentado pelas inquietações trazidas por Eliana Souza Silva, criadora da ONG Redes da Maré, para a USP. A ausência das representações periféricas na universidade a levou a propor uma base de dados de toda a produção acadêmica sobre as periferias, favelas e suas populações. A partir de uma ampla pesquisa, foram localizadas 3.474 produções feitas desde 1945 e agora acessíveis para os interessados. 137


138Procura-se Birita, | Foto | Renato Oliveira


fomento O fomento é um dos pilares do Itaú Cultural desde a sua fundação. A instituição realiza pesquisas e estudos sobre a economia criativa e o consumo de cultura, apoia artistas e pesquisadores das diversas linguagens, incentiva a experimentação artística, reconhece e estimula a constituição de memória da arte e da cultura brasileiras, articula e difunde conhecimentos, experiências e saberes sobre estes segmentos e busca promover os direitos culturais. Programas como o Rumos Itaú Cultural, uma das mais importantes iniciativas do gênero no país, reafirmam esta missão e o propósito da instituição de incentivar a experimentação e a pesquisa artística.

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EPA!140 Encontro Periférico / UZ Cavalcante / Rumos | Foto | Marcus Santos


\ INCENTIVO \

Rumos e Arte como Respiro reforçam compromisso com a cultura Política de apoio busca diversidade, renovação de linguagens, afirmação de novos talentos e reflexão

Reafirmando seu propósito de fomentar, produzir e difundir a cultura brasileira, em 2021 o Itaú Cultural, mesmo com os percalços da Covid-19, deu continuidade a dois projetos centrais da sua política de fomento: o Programa Rumos, voltado para a pesquisa e a produção em todas as linguagens artísticas, e o Arte Como Respiro, iniciativa instituída em 2020 para apoiar a economia da cultura durante a pandemia. Criado em 1997, o Rumos Itaú Cultural consolidou-se como um dos mais longevos programas de fomento à produção cultural brasileira. A iniciativa é reconhecida por dar espaço para os artistas iniciantes, para as propostas de renovação de linguagem e por seu papel de articulação na cena cultural brasileira.

Em 2021, foram apresentados ao público alguns dos projetos vencedores da 19ª edição Rumos Itaú Cultural 2019-2020, já que nem todas as propostas contempladas no edital puderam ser executadas por conta da pandemia. Para além da multiplicidade de linguagens, o que se viu foi uma multiplicidade de vozes. Negros, indígenas, trans e artistas com deficiências puderam viabilizar e mostrar suas criações. O conjunto de trabalhos apoiados reuniu peças de teatro, espetáculos circenses, livro, história em quadrinhos e um encontro periférico de artes. Com exceção do Amapá, todos os estados brasileiros e o Distrito Federal tiveram propostas contempladas.

141


Um dos projetos viabilizados foi o livro Uma Clínica de Instantes Inusitados, do paraibano Babilak Bah, que abordou artisticamente a obra do arte-educador em programas de saúde mental em Belo Horizonte. Também recebeu apoio do Rumos o 8° Festival de Circo de Taquaruçu, do Circo Os Kaco, de Tocantins, maior evento do gênero do Norte do Brasil, e a peça infantil Lasanha e Ravioli em A Branca de Neve, comemorativa dos 30 anos da dupla de palhaços Lasanha e Ravioli, interpretados pelas cariocas Monica Biel e Ana Barroso. Já o programa de fomento Arte como Respiro ganhou em março um seminário, transmitido on-line, para debater o papel da cultura na saúde mental e no bem-estar, temática que ganhou especial relevância durante a pandemia. A iniciativa foi um desdobramento do edital Arte como Respiro: Múltiplos Editais de

Marcelo Oliveira - LABIC / Rumos | Foto | Divulgação

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Emergência, que apoiou 1.100 projetos de variadas áreas no primeiro ano da eclosão da Covid-19 no país. O seminário reuniu o líder indígena e ambientalista Ailton Krenak, o médico sanitarista e professor Gonzalo Vecina Neto e a dramaturga e atriz Dione Carlos, sob a mediação do psicanalista Christian Dunker. Krenak refletiu sobre o papel da arte na construção do futuro. A Vecina coube tratar do efetivo papel que a arte pode ter no manejo de questões de saúde. Dione, por sua vez, examinou o papel dos próprios criadores que, tendo a arte como uma forma de respiro, ajudaram o público a respirar com seus trabalhos no longo período de distanciamento e suspensão das atividades sociais.


Gibi MS - Fabio Quill / 143 Rumos | Foto | Divulgação - Acervo pessoal


\ PARCERIAS \

Atuação em rede com instituições e projetos culturais

É Tudo Verdade, Mostra Internacional de Cinema, Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Oceanos e Ruth: festival de teatro negro de São Paulo consagram alianças

Um dos pilares do Itaú Cultural é a atuação em rede. A instituição investe em alianças e iniciativas com parceiros em todo o país, o que contribui para o fortalecimento da economia criativa e para a circulação de ideias, projetos e fruição cultural.

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Durante dois dias, convidados do Brasil, da França e da Inglaterra, como o prestigiado crítico de cinema inglês Bill Nichols, dividiram com o público suas impressões e seu conhecimento sobre o diretor.

Neste campo de atuação, em 2021, o Itaú Cultural transmitiu, em seu site e no seu canal no Youtube, a 18ª Conferência Internacional do Documentário. O evento integrou a programação da 26ª edição do É Tudo Verdade, festival que tem o Itaú Cultural como parceiro desde 2016.

Ainda no campo do audiovisual, o Itaú Cultural fez parceria com Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis para exibição de 10 títulos em sua plataforma de streaming, o Itaú Cultural Play, e com a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com a transmissão de sete longas-metragens selecionados para a 45ª edição do evento.

A conferência celebrou o centenário do cineasta francês Chris Marker, considerado um revolucionário no campo do audiovisual.

A parceria do Itaú Cultural com a Mostra viabilizou também a quinta edição do Fórum Mostra que, durante três dias, reuniu


A Mulher do Fim do 145 Mundo | Foto | Alexander Galvão


Póhutine | Foto | Débora Crisostomo

importantes nomes do setor cultural e do cinema brasileiro para falar sobre o audiovisual e refletir sobre as relações entre a cultura e a política. Outro evento que contou com a parceria do Itaú Cultural foi o Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, cuja terceira edição foi realizada em outubro e celebrou o centenário de nascimento da atriz Ruth de Souza (1921-2019). A programação, que foi transmitida pelo Palco Virtual, esteve espalhada por outras instituições, como Sesc São Paulo, Museu Afro Brasil, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Teatro João Caetano e Teatro Cacilda Becker. O festival marcou a reabertura do palco da sede do Itaú Cultural na Avenida Paulista, não para o público, mas para a realização de uma performance de Luz Ribeiro em homenagem a Ruth de Souza e de um show de Anelis Assumpção, ambos transmitidos virtualmente.

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_Parcerias fortalecem a economia criativa e alimentam troca de experiências O Itaú Cultural também consolidou em 2021 sua parceria, iniciada em 2015, com o Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa, um dos mais prestigiados projetos internacionais de reconhecimento de autores que escrevem em português nos mais diversos países. A instituição participa do projeto com recursos, com o modelo de governança da premiação e com a plataforma tecnológica utilizada pelos integrantes do júri para leitura e análise dos livros inscritos. Em 2021, foram 1.835 obras concorrentes analisadas por cerca de 100 jurados, somadas todas as etapas de seleção até chegar a três vencedores.


147são? E vocês, quem | Foto | Hudson Sena


\ ANCESTRALIDADES \

Heranças culturais brasileiras, em plataforma com a Fundação Tide Setubal Projeto on-line engloba biografias, formação, marcos históricos e conceitos, além de promover encontros periódicos com especialistas, entre outras iniciativas

Em 2021, o Itaú Cultural firmou parceria com a Fundação Tide Setubal para criar a plataforma Ancestralidades, um conjunto estruturado de informações sobre as heranças culturais do Brasil, iniciando pela temática afro-brasileira. A proposta do projeto é difundir conteúdos derivados de processos investigativos para evidenciar a criação dos diversos Brasis baseados em saberes, histórias e culturas da população negra e dos povos originários.

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A plataforma também pretende gerar intercâmbios, sendo um hub de conteúdos e de pesquisadores diversos, a partir de três eixos estratégicos: Arte e Cultura, Democracia e Direitos Humanos, e Ciência e Tecnologia. O lançamento do projeto ocorreu em novembro e foi marcado pelo encontro on-line, Perspectivas das Ancestralidades Negras, transmitido pelo YouTube do Itaú Cultural. Participaram da iniciativa Eduardo Oliveira, filósofo e professor da Universidade


Federal da Bahia (UFBA), a escritora Ana Maria Gonçalves, a filósofa Sueli Carneiro e o músico Tiganá Santana. Os três últimos compõem o Conselho Orientador da plataforma, integrado também por Maria Alice Setubal e Eduardo Saron. Este foi o primeiro de uma série de encontros denominados Bongola, expressão que na língua de tronco africano bantu kimbundu remete a reunião. Ainda durante todo o mês de lançamento, o Itaú Cultural seguiu com programação especial composta de apresentações musicais e lives sobre cinema negro. A plataforma Ancestralidades disponibiliza para consulta verbetes sobre as raízes afrobrasileiras, acervo que será ampliado ao longo do tempo. O objetivo é formar e criar repertórios sobre o assunto, apresentando biografias e trajetórias de personalidades negras e suas histórias, listagem dos marcos históricos desde o início do século XVI e conceitos sobre o tema, como raça, gênero, quilombo, afrofuturismo, entre outros, assim como manter espaços para cursos. Além do Conselho Orientador, um grupo executivo é responsável por implantar as ações. Uma equipe de pesquisadores multidisciplinar do Afro – Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial –, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), assina parte da produção dos verbetes da plataforma.

Trata-se de um grupo de pesquisa, formação e difusão da temática racial que colabora para qualificar o debate público e fortalecer a agenda de direitos humanos e da democracia, sobretudo em relação à justiça e à igualdade racial e de gênero. A produção do conteúdo conta, ainda, com verbetes de arte e cultura da Enciclopédia Itaú Cultural. A coordenação geral é realizada pela Fundação Tide Setubal e o Itaú Cultural. O espaço contará com novas narrativas emergentes sobre os três eixos, além de política, ambiente, sociedade, tecnologia, economia e legislação, com temas que mais sobressaírem nas redes e mídias e que emanem novas narrativas do presente para a questão negra. 149


\ GERAÇÃO DE DADOS \

Produção de informações traz novo olhar sobre a cultura no país Estudos produzidos pelo Observatório e pesquisas em parceria com o Datafolha traçam novos horizontes para o setor

Uma das frentes de atuação do Itaú Cultural se dá na produção de estudos, pesquisas e dados sobre o consumo de cultura e a economia criativa no país. Este arsenal de informações tem o objetivo de subsidiar políticas públicas e auxiliar os gestores e agentes culturais na tomada de decisão e análise de cenários. No campo da economia criativa, o Itaú Cultural realiza seus levantamentos utilizando o Painel

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de Dados do Observatório Itaú Cultural, uma plataforma digital que agrega dados de diferentes fontes oficiais de informação como PNAD Contínua, RAIS (Ministério da Economia), Pesquisa Anual de Serviços (PAS - IBGE), Pesquisa Industrial Anual (PIA – IBGE), Pesquisa Anual de Comércio (PAC - IBGE) e SICONFI (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), entre outros repositórios de indicadores.


| Foto | iStock

A partir da análise desse manancial, a equipe do Observatório Itaú Cultural estrutura séries históricas e recortes de análise sobre a economia criativa no país. Os dados se dividem em três eixos: mercado de trabalho e empreendimentos; gastos públicos com a cultura; e comércio internacional, produtos e serviços. Além dos levantamentos, são produzidos boletins, artigos e outros documentos para reflexão. Em 2021, foram realizados 21 materiais sobre estas temáticas. Foram cinco levantamentos sobre emprego e renda na economia criativa entre 2020 e 2021, uma análise completa sobre os 30 anos da Lei Rouanet e trabalhos sobre a evolução das empresas criativas no país, as políticas municipais de cultura, a Lei Aldir Blanc, entre outros temas de relevo. Para além dos dados econômicos, o Itaú Cultural realiza com parceiros pesquisas e levantamentos destinados a entender o consumo e outros aspectos da cultura no país. Em julho de 2021, o Instituto realizou a pesquisa Hábitos Culturais II, em conjunto

com o Datafolha, que trouxe um amplo panorama sobre o consumo cultural durante a segunda fase da pandemia de Covid-19 e as expectativas acerca do retorno às atividades presenciais. O levantamento deu continuidade à primeira edição, realizada em 2020, e se converteu numa bússola para o planejamento dos agentes culturais no país. Em novembro, em outra frente, o Itaú Cultural conduziu a pesquisa O Brasil que Lê, em conjunto com a Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio e a consultoria JCastilho. O trabalho fez um amplo mapeamento das iniciativas da sociedade civil na promoção da leitura em todos os estados do país. O trabalho investigou as fontes de financiamento dos projetos, o perfil dos mediadores de leitura, as tecnologias utilizadas, entre outros aspectos destas organizações. Todos os estudos e materiais produzidos em 2021 podem ser acessados a partir da página 186 deste relatório.

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\ ACESSIBILIDADE \

Novos desafios em tempos digitais

Aprimoramento de recursos e aproximação com usuários ampliam diálogo e fruição para o público

A partir do início da pandemia, o Itaú Cultural, que sempre teve a acessibilidade como um requisito básico da programação, teve de adaptar os recursos em Libras, áudiodescrição e estenotipia para o universo virtual. Dessa necessidade, emergiram novas descobertas sobre os vários aspectos envolvidos nas questões de acessibilidade.

Outro evento importante que teve continuidade em 2021 foi o Festival de Culturas Surdas, que chegou à quarta edição com cinco mesas de conversa e uma ampla programação de vídeo-poesias – manifestação na qual os recursos do audiovisual e a potência da linguagem em Libras se encontram.

Ao mesmo tempo, o edital Arte como Respiro, ao contemplar a categoria Poesia Surda, acabou por aproximar da instituição vários artistas surdos, o que funcionou quase como um mapeamento de novas vozes espalhadas pelo país. Essas duas experiências acabaram por deixar sua marca nos projetos de acessibilidade e mediação realizados ao longo de 2021.

A mediação das conversas esteve sempre a cargo de Edinho dos Santos, poeta surdo, slamer e educador do Itaú Cultural. Um dos propósitos dos debates era mostrar as diferentes culturas existentes dentro da comunidade não ouvinte e nas distintas maneiras de se ser surdo.

Um deles foi o Café com Libras, que consistiu em quatro encontros, sempre entre uma pessoa surda e uma ouvinte. O primeiro deles, realizado em agosto, debateu, justamente, esse tema que a pandemia parece tornar ainda mais urgente: Interpretações nas lives de música em tempos de isolamento. O segundo encontro tratou da literatura e da escrita; o terceiro, da arte negra e periférica; e o último, do ensino de arte para crianças.

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No tradicional enlace entre fruição e fomento, foi lançado, em julho, um edital destinado a dar destaque a projetos de artistas com deficiência, chamado Entre Arte e Acesso. A seleção avaliou, entre outras coisas, como os trabalhos exploraram os universos da arte e da cultura pelo viés da acessibilidade. Como sempre, questões de raça, gênero, distribuição geográfica e expressões artísticas foram levadas em conta. O edital teve como desdobramento a quinta edição do festival Entre Arte e Acesso,


realizada em novembro. Promovido a cada dois anos pela instituição, o evento, em 2021, apresentou os 15 artistas selecionados e promoveu rodas de conversa. Houve ainda o lançamento do site Arte e Acesso – Portfólio Coletivo de Artistas com Deficiência, que possibilita a localização de artistas com deficiência em todo o Brasil, a partir de diferentes ferramentas de busca. Inserida na busca pela diminuição das barreiras à acessibilidade, foi lançada, em novembro, com o Instituto Alana, a publicação on-line Somos Plurais. O conteúdo resulta de uma série de diálogos realizados em 2020 que trouxeram reflexões e abordaram a prática cotidiana da acessibilidade em instituições culturais e do terceiro setor. Dentro do escopo da mediação, que, no fundo, nada mais é do que facilitar e potencializar o acesso, foi realizado ainda o Cena Mediada – Bordados de uma História, projeto educativo cujo ponto de partida são as Ocupações. Os mediadores da instituição pensaram em propostas cênicas, baseadas no teatro de animação, capazes de propiciar experiências imersivas baseadas nas figuras homenageadas no programa Ocupação. Os educadores utilizavam objetos presentes na exposição escolhida e, com eles, criavam um universo lúdico. Em 2021, a personagem tematizada foi a estilista Zuzu Angel.

Jessica Francisco / Festival de Culturas Surdas | Foto | Paulo Cezar Perez

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\ INFÂNCIAS PLURAIS \

Parceria com Instituto Alana leva cultura para jovens

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Projeto resultou no festival Infâncias Plurais, com 50 vídeos, voltados para crianças, adolescentes, educadores e artistas, entre outros públicos


Infâncias Plurais - Eu não confio nas janelas laterais | Foto | Frame

Se em todas as áreas de atuação do Itaú Cultural a pandemia apresentou-se como um grande desafio curatorial e operacional, no caso da programação voltada especificamente para a infância, esse desafio foi ainda maior. Como estabelecer novas formas de relação com esse público diante do necessário distanciamento físico e da mediação da tela do computador? Foi nesse processo de redesenho que surgiu o Infâncias Plurais, construído em parceria com o Instituto Alana. O projeto nasceu no segundo semestre de 2020 e procurou inspirar pessoas que trabalham com crianças e adolescentes a criar curtas-metragens voltados a esse público. O resultado da empreitada entrou no ar em 24 de agosto do ano passado, data em que se comemora o Dia da Infância. Nesse dia, foi ao ar, pelo site do Itaú Cultural, a primeira coletânea de vídeos da Mostra Infâncias Plurais. Foram

postados, ao todo, 50 vídeos selecionados dentro do projeto homônimo. Os vídeos, curtos e potentes, buscam, a partir de diferentes perspectivas, ver o mundo um pouco como as crianças o veem, levando em conta suas diferentes realidades. Os trabalhos escapam dos clichês das produções destinadas à infância e dão, às crianças e adolescentes, o lugar de sujeitos. A mostra foi pensada para esse público específico, mas também para adultos, educadores e artistas. Além de propiciar uma experiência estética muito original, as obras nascidas do projeto – que congrega fomento, fruição e formação – se inserem, de forma muito orgânica, nos percursos que têm marcado toda a ação educativa da instituição – que procura, a cada ano, dar novos significados ao próprio conceito de programa educativo e de percursos formativos.

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Destaques de 2021 Itaú Cultural

53,6 mi de acessos únicos no site

154.217 views no IC para Crianças

101,5 mil visitantes na Sede

361

programas on-line e presencial

398

conteúdos disponíveis no Itaú Cultural Play

36

cadernos do professor (8 publicados e 34.962 leituras)

15 mil

ouvintes de podcast em 12 programas (7 lançados em 21)

Formação

29

cursos gratuitos da Escola IC

23.311 usuários

14.716 inscritos nos

1.359 inscritos em

cadastrados

cursos da Escola IC

cursos acadêmicos

Projetos categorizados nos 3F’s

104

projetos em Fruição 156

150

projetos em Fomento

45

projetos em Formação


157 Cena Agora - Zé Wendell | Foto | Divulgação


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\ MENSAGEM DA DIRETORIA \

Um sistema de defesa para a saúde do Brasil

Prof. Dr. Jorge Kalil Diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde

Já fui presidente do Instituto do Coração (InCor) e diretor do Instituto Butantan. Também dediquei décadas da minha vida à produção científica e à academia, inclusive como médico, professor e pesquisador. Com o passar dos anos, foi-se cristalizando a ideia de que o Brasil precisa investir em vigilância epidemiológica em saúde. Isso ficou claro com a pandemia de Covid-19, mas a verdade é que o enfrentamento a outros desafios de saúde também depende de monitoramento e de uma análise pormenorizada dos dados disponíveis. Criado em fevereiro de 2021 a partir da iniciativa Todos pela Saúde – que desde 2020 vem cumprindo uma missão fundamental de conscientização sobre a Covid-19 e de fornecimento de equipamentos para lidar com a pandemia, entre outras ações –, o Instituto Todos pela Saúde tem justamente o potencial de melhorar o cenário brasileiro de vigilância epidemiológica. Composto por uma equipe altamente qualificada e com a proposta de unir diferentes grupos em rede, ele pretende gerar informações relevantes para a tomada de decisões estratégicas de saúde pública, sempre com base na ciência e na cooperação.

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A interação com os governos municipais, estaduais e federal é essencial. Queremos ajudar o nosso país a enfrentar essa e as futuras emergências sanitárias, além de aprimorar o controle de doenças que nos desafiam há tempos, como a dengue. O ano de 2021 foi dedicado em boa parte à estruturação do Instituto. Idealizamos a nossa estratégia, definimos os rumos a serem tomados, fortalecemos parcerias, enraizamos a nossa organização, contratamos profissionais. Tudo com o apoio de um Conselho Administrativo e de um Comitê Científico engajados e propositivos. Mas não só! Mesmo em um ano tão desafiador, avançamos nos três pilares do Instituto: o fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica, a análise de dados e a capacitação de profissionais que atuam na área.

Em um ano, o Instituto Todos pela Saúde já mostrou uma capacidade enorme para a promoção de melhorias estruturais na saúde do nosso país. Esse tipo de iniciativa, principalmente quando parte da ciência para atingir seus objetivos, é extremamente motivador. E é por isso que fiquei honrado ao assumir a direção desta iniciativa. Obviamente precisamos gerar mais dados sobre saúde no Brasil. Mas tão importante quanto isso (ou até mais nos dias de hoje) é estimularmos a análise desses dados, para que eles se transformem efetivamente em informações capazes de promover saúde. Aqui no Instituto Todos pela Saúde estamos prontos e já atuando nesse sentido em diferentes frentes.

Dados e ciência para futuras pandemias | Foto | iStock

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\ TODOS PELA SAÚDE \

Um instituto para fortalecer a vigilância epidemiológica no Brasil Todos pela Saúde reúne grandes nomes da saúde pública para preparar o país para novas emergências sanitárias

Em abril de 2020, nascia a iniciativa Todos pela Saúde, uma aliança voltada para o enfrentamento da Covid-19. Ela surgiu após uma doação de R$ 1 bilhão feita pelo Itaú Unibanco, a maior quantia filantrópica já registrada no país. A atuação da iniciativa englobava quatro eixos: informar (campanhas de conscientização e orientação sobre o uso de máscaras, entre outras medidas preventivas), proteger (aquisição e distribuição de máscaras e EPIs em diferentes cidades do país), cuidar (apoio a instituições de saúde, por meio da criação de gabinetes de crise e centros de acolhimento, por exemplo), e retomar (suporte a pesquisas epidemiológicas e financiamento da produção de vacinas).

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Com o amadurecimento dessa iniciativa, surgiu a proposta de desenvolver um projeto de larga escala para ajudar a preparar o país para o enfrentamento desta e de futuras emergências sanitárias. A partir de doações incorporadas pela Fundação Itaú que somaram R$ 200 milhões em um primeiro momento, foi fundado o Instituto Todos pela Saúde (ITpS) em 26 de fevereiro de 2021. O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos que pretende fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do Brasil e, com isso, sustentar a tomada de decisões estratégicas de saúde pública, com base na ciência. Isso será feito articulando redes compostas por grupos de


Aporte de R$ 200 milhões e apoio à saúde pública | Foto | iStock

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diferentes instâncias (academia, governo, hospitais, iniciativa privada, entre outras), desenvolvendo competências entre os especialistas brasileiros e promovendo a análise dos dados disponíveis. Entre as primeiras atividades do Instituto Todos pela Saúde, destaca-se a criação do Comitê Científico (CC), presidido por Cesar Gomes Victora (professor do Centro de Pesquisa em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas) e do Conselho Administrativo (CA), comandado por Paulo Chapchap, conselheiro estratégico do Negócio de Hospitais e Oncologia da Dasa. Ambas as instâncias são compostas por nomes de referência em saúde pública no país.

Pilares de atuação Com o aconselhamento e a supervisão do Conselho Científico e do Conselho Administrativo, o Instituto Todos pela Saúde

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contratou em 2021 um corpo técnico, que será responsável por coordenar as diferentes iniciativas e frentes de atuação, com foco em três pilares: fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica, análise de dados e formação e informação. Com o primeiro pilar, o Instituto quer facilitar o acesso a bases de dados, unir profissionais com capacitações diferentes e otimizar o trabalho e o fluxo de informações, entre outras iniciativas, ampliando e consolidando redes compostas por diferentes grupos de pesquisa. Em 2021, por exemplo, o Instituto compreendeu a necessidade de acompanhar pessoas vacinadas para avaliar fatores como a proteção ao SARS-CoV-2 com o passar do tempo. Outro foco de especial interesse envolvia os efeitos da Covid-19 longa. A partir daí, conseguiu unir nove grupos de pesquisadores pelo Brasil para estabelecer uma rede de produção de conhecimento sobre esses temas. Eles receberão apoio


Fortalecimento de redes de vigilância epidemiológica, análise de dados e formação | Fotos | iStock

técnico e financiamento para desenvolver suas atividades em 2022. O ITpS também possui parceiros institucionais, que atuam, cada um à sua maneira, em linha com os objetivos definidos e com as redes estabelecidas. São eles: Academia Brasileira de Ciências (ABC), Academia Nacional de Medicina (ANM), Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês. Já no campo da análise de dados, o Instituto, em conjunto com parceiros e as redes de vigilância epidemiológica, tem o objetivo de monitorar as emergências sanitárias e interpretar os dados disponíveis sobre elas. Em 2021 e no começo de 2022, essas análises examinaram, principalmente, o sequenciamento genômico do SARS-CoV-2, a disseminação da variante Ômicron e a circulação de vírus respiratórios.

Com base em dados disponibilizados por laboratórios e outros parceiros, o ITpS forneceu informações constantemente atualizadas para a tomada de decisões por parte de órgãos públicos. Foi possível observar, por exemplo, como a Ômicron se disseminou para diferentes municípios. Com o apoio de parceiros, o Instituto foi o primeiro grupo a mapear a disseminação da variante Ômicron no Brasil. O ITpS também examinou, por meio da análise de positividade de testes, a progressão de outros patógenos respiratórios, como o Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório. E comparou esse avanço com o do próprio SARS-CoV-2. Já no pilar da formação e informação, o Instituto almeja desenvolver profissionais que atuem com vigilância epidemiológica, genômica e análise de dados ligados a doenças infecciosas. Há um foco especial em treinamentos para profissionais ligados

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a secretarias de Saúde ou outras instâncias públicas. Em 2021, foram montadas a estrutura e a grade curricular dos cursos, que começarão a ser disponibilizados em 2022. Em paralelo, o Instituto Todos pela Saúde fornece informação de qualidade para a população, principalmente por meio do seu site e de suas redes sociais. Juntos, os perfis do Instituto no Facebook, no Instagram e no Twitter somam mais de 60 mil seguidores. No começo da iniciativa Todos pela Saúde, as postagens e os conteúdos em geral se concentravam principalmente em informações sobre exames, medidas preventivas, bem-estar e combate às notícias falsas. Com a criação do ITpS, esses materiais também passaram a abordar dados sobre a evolução da pandemia para a população em geral. Isso com intuito de contextualizar e atualizar o cenário da Covid-19 para todos os brasileiros.

166 Informação de qualidade também para a população | Foto | iStock

Futuro A Covid-19 despontou como o primeiro grande desafio a ser enfrentado pelo Instituto Todos pela Saúde. Contudo, há outras infecções que já afetam a saúde dos brasileiros – e outras emergências sanitárias surgirão. O Instituto foi estruturado em 2021 para responder a essas demandas. Há tratativas em andamento para lidar com vírus conhecidos, como dengue, zika e chikungunya. O Instituto também pretende apoiar a vigilância genômica de diferentes patógenos, com amostras vindas de pacientes, ambientes e até animais silvestres. Com o trabalho em rede, será possível utilizar essas informações para antever ou conter surtos e auxiliar na tomada de decisões por parte dos órgãos públicos.


Membros do Conselho Administrativo

Membros do Comitê Científico

Pedro Moreira Salles, copresidente do Conselho Administrativo no Grupo Itaú Unibanco

Adalberto Luís Val, professor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Claudia Politanski, ex-vice-presidente do Itaú que integrou a iniciativa Todos pela Saúde

Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, professora do LNCC

Paulo Chapchap (presidente do CA), conselheiro estratégico do Negócio de Hospitais e Oncologia da Dasa

Cesar Gomes Victora (presidente do CC), professor e pesquisador do Centro de Pesquisa em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas

Cesar Gomes Victora, professor do Centro de Pesquisa em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas Cristiana Toscano, professora da Universidade Federal de Goiás e membro do SAGE/OMS Eugênio Vilaça Mendes, consultor em saúde pública da Opas Gonzalo Vecina Neto, fundador e primeiro presidente da Anvisa João Fernando Gomes de Oliveira, cofundador da Embrapii Marcia Castro, chefe do departamento de Saúde Global de Harvard Pedro Ribeiro Barbosa, diretor-presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná

Esper Georges Kallás, professor titular de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP Luiz Fernando Reis, diretor de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein Manoel Barral, pesquisador titular da Fiocruz Paulo Buss, coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas (ad-hoc)

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\ MENSAGEM DA SUPERINTENDÊNCIA \

Transformação para o futuro Em 2021, nós avançamos na estrutura administrativa que consolidou o Itaú Cultural, Itaú Social e Itaú Educação e Trabalho na Fundação Itaú. A evolução desta arquitetura desencadeou a revisão e o fortalecimento do modelo de financiamento das nossas atividades, da nossa gestão e também da nossa estrutura de gestão de riscos e compliance. Valéria Breslin Superintendente Administrativo-financeira

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A reestruturação trouxe também aprimoramentos para a gestão das entidades. Todas estas estruturas passaram a contar com um único backoffice e agora operam sob uma mesma plataforma de gestão, garantindo maior racionalidade e sinergias à administração dos recursos.


A centralização administrativa também contribuiu para liberar os gestores para que eles passassem a se dedicar inteiramente aos seus projetos, sem dispêndio de tempo com atividades administrativo-financeiras. Ainda na frente organizacional, em 2021 adequamos toda a nossa estrutura à Lei Geral de Proteção de Dados, trazendo maior segurança de informações, e implantamos o nosso Código de Ética, que deu uniformidade e transparência ao conjunto de relações que desenvolvemos em todas as nossas frentes de atuação.

Saúde, entidade que tem a missão de ser um centro de estudos epidemiológicos para ajudar o país a enfrentar os desafios sanitários no futuro. Embora tenha governança própria e recursos específicos, também esta iniciativa passou a ter suas atividades administrativas coordenadas pela Fundação Itaú. Com esta nova estrutura, criamos as condições para que as nossas ações em educação, cultura e saúde ganhem cada vez mais densidade e gerem cada vez mais impacto na vida dos brasileiros.

Por fim, em 2021, trabalhamos na estruturação do Instituto Todos pela

Backoffice único e melhor eficiência operacional | Foto | Acervo Fundação Itaú

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\ GESTÃO \

Uma nova cultura administrativa Reorganização administrativa cria as bases para a consolidação da Fundação Itaú

A consolidação das operações do Itaú Social, Itaú Educação e Trabalho e Itaú Cultural na Fundação Itaú foi o grande desafio da Superintendência Administrativo-financeira, em 2021, combinado ao planejamento de suporte ao trabalho remoto e posteriormente ao retorno das nossas atividades presenciais, em razão do declínio da pandemia e do avanço da vacinação.

Para garantir uma maior integração nesta nova fase, a Fundação ganhou uma sede administrativa na região da Paulista, onde agora os gestores e especialistas das entidades compartilham o mesmo espaço, criando o ambiente ideal para a troca de informações e busca de sinergias em projetos e iniciativas. No campo dos processos, realizamos um intenso trabalho de uniformização de gestão de compras, planejamento, fluxo de aprovações, relatórios, esteiras administrativas e políticas organizacionais, o que trouxe maior segurança e previsibilidade às operações, preservando as particularidades e a autonomia de cada frente que compõe a Fundação. Este amplo trabalho de reorganização foi acompanhado da implantação de um sistema de gestão, o SIGA, que recebeu melhorias e customizações ao longo do ano. No total foram incorporadas 196 melhorias no sistema, num processo estruturado de construção colaborativa da plataforma.

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Nova estrutura para estimular 173 sinergias entre projetos e iniciativas | Foto | Acervo Fundação Itaú


Em outro campo, dedicamos grandes esforços à elaboração do nosso Código de Ética, no qual estabelecemos os princípios que passaram a reger as nossas relações com os públicos externo e interno, com critérios claros para a resolução de conflitos e tratamento de inconformidades. Outra iniciativa de relevo foi a implantação da nossa política de procedimentos para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados, em que definimos as regras de privacidade a serem seguidas, o papel de cada um na proteção das informações, as diretrizes de atendimento aos direitos dos titulares no âmbito da LGPD, a correta retenção e descarte de dados e proteção de dados dos próprios colaboradores. Além de estabelecer as regras, fizemos uma série de workshops para sedimentar a cultura de proteção de dados na organização.

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Todo esse processo de transformação foi construído com muito diálogo. Um marco nesse sentido foi a criação de um portal de comunicação interna, por onde passaram a fluir informações como políticas internas, procedimentos e fluxos. Outro desafio que nos mobilizou em 2021 foi a estruturação do Instituto Todos pela Saúde, entidade que irá atuar como um grande centro de estudos epidemiológicos para ajudar o país a prevenir e enfrentar crises epidemiológicas no futuro. A estrutura foi montada do zero, envolvendo desde a constituição legal da entidade até a implantação da governança, passando pelo estabelecimento de processos e controles, num esforço para garantir vida longa à iniciativa.


Como não poderia deixar de ser, também nos dedicamos em 2021 ao enfrentamento dos desafios operacionais impostos pela Covid-19. Neste campo, fortalecemos o suporte aos colaboradores no trabalho remoto e planejamos a retomada das atividades presenciais, num segundo momento, já com a pandemia em declínio em razão do estágio avançado da vacinação pública. De maneira cautelosa, iniciamos o retorno em setembro, com a volta de 38% dos 295 colaboradores às atividades presenciais, em modelo híbrido, com periodicidade de uma a duas vezes por semana. Em novembro, avançamos para a incorporação de 61% dos colaboradores à nova rotina, com periodicidade de 1 a 3 vezes por semana. A maioria dos colaboradores voltaram às atividades presenciais, duas vezes por semana, e iniciamos o debate para definição do nosso

_A estrutura foi montada do zero, envolvendo desde a constituição legal da entidade até a implantação da governança modelo de trabalho. Áreas que nunca deixaram o ambiente físico, em razão da natureza de suas funções, seguiram com sua rotina presencial ao longo de toda a pandemia. Com este conjunto de iniciativas, chegamos ao final de 2021 com as operações da Fundação Itaú plenamente integradas, o que irá garantir as condições para seguirmos com novos desafios neste ano de retomada, com foco total no fortalecimento da cidadania por meio de nossos projetos na educação, na cultura e na saúde.

Transformação construída com diálogo | Foto | Acervo Fundação Itaú

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\ DADOS FINANCEIROS \

Investimento na sociedade no âmbito da educação, cultura e saúde O investimento em 2021 somou R$ 361,6 milhões, destinados a iniciativas de educação, cultura e assistência social. A saúde recebeu o aporte de R$ 200 milhões para constituição do Instituto Todos pela Saúde.

Para realizar o conjunto de atividades que são apresentadas neste relatório, a Fundação Itaú investiu R$ 361,6 milhões, assim distribuídos: foram destinados R$ 159,3 milhões às iniciativas do Itaú Social, R$ 26,8 milhões para o Itaú Educação e Trabalho, R$ 94,5 milhões para atividades do Itaú Cultural, R$ 23,2 milhões para o Itaú Cinemas e R$ 25 milhões para a Ação Emergencial – Vamos juntos contra a fome. As despesas administrativas somaram 32,8 milhões. Em alinhamento com a atuação do Itaú Unibanco no combate à pandemia, a Fundação deu prosseguimento ao Programa Todos pela Saúde, iniciado em 2020.

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Do saldo remanescente desse programa, R$ 200 milhões foram direcionados para a constituição do Instituto Todos pela Saúde, a título de contribuição associativa Esse Instituto conta com as operações administrativas da Fundação para realizar suas atividades. A Fundação Itaú possui fundo patrimonial instituído por doações de recursos e de ações do conglomerado Itaú. As receitas aplicadas em suas frentes de atuação advêm do recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio e do rendimento das aplicações financeiras.


Fundação Itaú Total de recursos investidos em 2021

361,6 milhões distribuídos em:

R$ 159,3 mi destinados aos projetos do Itaú Social

R$ 26,8 mi

destinados às iniciativas do Itaú Educação e Trabalho

R$ 94,5 mi destinados às atividades do Itaú Cultural

R$ 200 mi

R$ 23,2 mi

R$ 25 mi

R$ 32,8 mi

direcionados para o Instituto Todos pela Saúde

para Ação Emergencial Vamos Juntos contra a Fome

destinados ao Itaú Cinemas

para despesas administrativas

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\ COMUNICAÇÃO \

Imprensa e canais digitais ampliam diálogo com o público Fundação contabiliza mais de 20 mil inserções na imprensa em 2021. Sites das diferentes frentes somaram 55 milhões de visualizações. Perfis em mídias sociais têm 1,9 de milhão de seguidores. Vídeos tiveram mais de 4 milhões de visualizações.

Manter uma comunicação ativa e transparente com a sociedade, para ampliar o debate em torno das causas da educação, da cultura e da saúde, também foi um tema de grande relevância para Fundação Itaú em 2021. Juntos, Itaú Social, Itaú Educação e Trabalho, Itaú Cultural e Instituto Todos pela Saúde registraram 20.239 inserções nos principais veículos de imprensa do país, com suas iniciativas ao longo do ano, o que resultou numa média de 55 contribuições diárias no noticiário brasileiro. O trabalho junto aos órgãos de imprensa tem o propósito de disseminar os estudos, projetos e iniciativas desenvolvidos pela Fundação e dar voz aos especialistas de cada frente, fortalecendo a troca de ideias e o diálogo com o público.

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A Fundação tem também forte atuação no ambiente digital, por meios de canais proprietários, onde dá vazão ao conjunto de suas iniciativas e conteúdos de referência. Os sites administrados pelas diferentes frentes da Fundação, incluindo os endereços institucionais e plataformas dedicadas a temas específicos, caso da Enciclopédia Itaú Cultural, alcançaram a marca de 55 milhões de visualizações em 2021. Os canais de rede social também tiveram forte alcance de audiência e juntos somaram 1,9 milhão de seguidores e 83 milhões de visualizações/impressões nos perfis das instituições da Fundação. Os vídeos exibidos nos canais proprietários no Youtube registraram 4,2 milhões de visualizações.


Imprensa 20.239 inserções em 2021

Canais Digitais Sites:

55 mi

de visualizações

Redes Sociais:

1,9 mi

83 mi

4,2 mi

de seguidores

visualizações/impressões

visualizações de vídeos 183


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\ CONHECIMENTO \

Pesquisas, Estudos, Artigos e Metodologias A Fundação Itaú produz levantamento de dados, estudos, pesquisas, publicações e gera metodologias sobre educação, cultura e saúde no Brasil. Este rico acervo de informações se destina a subsidiar a formulação de políticas públicas, preparar gestores e fazer uma reflexão sobre estas áreas, apontando caminhos para a transformação da realidade. Os projetos são realizados pelo Itaú Social, Itaú Educação e Trabalho, Itaú Cultural e Todos pela Saúde, em conjunto com entidades e parceiros da sociedade civil. Confira os trabalhos produzidos em 2021, acessando o QR Code:

Itaú Social Education Policy Outlook Brasil 2021 - Políticas nacionais e subnacionais - Análise da evolução das políticas públicas educacionais brasileiras, incluindo as respostas da educação à pandemia da Covid-19. - Junho/2021

Education Policy Outlook Brasil 2021 - Políticas internacionais - Estudo comparativo de experiências brasileiras com políticas e reformas educacionais nos países da OCDE. - Junho/2021.

Pesquisa Undime Educação na Pandemia - Coletou sistematicamente dados sobre o planejamento das secretarias municipais de educação quanto às atividades escolares e ao calendário letivo de 2021 e 2022. - Novembro/2021

Pesquisa Undime sobre volta às aulas - 1ª edição - Análise sobre a preparação das secretarias municipais de educação para os desafios do ano letivo 2021. - Fevereiro/2021.

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Pesquisa Undime sobre volta às aulas - 2ª edição - Análise sobre a preparação das secretarias municipais de educação para os desafios do ano letivo 2021. - Julho/2021.

Cada Hora Importa - Estudo ilustra em horas a desigualdade educacional entre os extremos de renda no Brasil. - Setembro/2021.

Retratos da educação no contexto da pandemia do coronavírus - 2ª edição - Articulação entre estudos e pesquisas sobre educação na pandemia. - Fevereiro/2021.

Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias - 6ª onda - A edição apresentou dados sobre a percepção das famílias sobre a aprendizagem durante o período pandêmico. - Maio/2021.

Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias - 7ª onda - A edição apontou relação entre motivação dos estudantes e reabertura das escolas. - Setembro/2021

Avaliação de Programas Socioeducacionais - Em um conjunto de oito cadernos, a publicação explica o conceito da avaliação, como planejar e colocar em prática as atividades de campo e ensina como avaliar de forma profissional os resultados. - Julho/2021

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Leia para uma Criança: 10 anos de histórias - Compartilha as histórias acumuladas ao longo de 10 anos do programa Leia para uma Criança, para estimular o hábito literário como forma de ampliar o repertório cultural das crianças, fortalecer laços afetivos e proporcionar às famílias e comunidades a oportunidade de participarem ativamente do processo educativo.

Referencial da Qualidade da Gestão da Educação na Rede Municipal - A publicação apresenta um conjunto de parâmetros de qualidade sobre dimensões de gestão consideradas prioritárias pelo Programa Melhoria da Educação e que permite a classificação em diferentes níveis de desempenho, apoiando a avaliação externa da gestão de secretarias municipais de educação. - Setembro/2021

Transição de gestão em iniciativas de colaboração intermunicipal em educação - Apresenta a história de diferentes municípios que encontraram na coletividade a sua fórmula de trabalho, porque enxergaram a colaboração como instrumento valioso para melhoria de práticas de gestão. - Maio/2021

Avaliação Qualitativa e de Impacto - Programa Melhoria da Educação Câmaras Técnicas de Consórcio (2015-2017) - Sintetiza as avaliações de curto prazo da edição 2015 a 2017 do Programa Melhoria da Educação em duas câmaras técnicas de educação de consórcios, um em São Paulo e outro na Paraíba. - Abril/2021

Secretaria Municipal de Educação - Práticas para uma boa gestão - Composto por 4 eixos prioritários, tem como objetivo ajudar dirigentes municipais de educação recém-empossados, usando os conhecimentos acumulados pela literatura acadêmica e as experiências de outros profissionais. - Março/2021

Voluntariado na Área de Educação O estudo mostra a disposição do brasileiro para o trabalho voluntário, em especial na área da educação. - Dezembro/2021

Instituto Todos pela Saúde Disseminação da variante Ômicron no Brasil Para monitorar a entrada e a disseminação da variante Ômicron no Brasil, o Instituto Todos pela Saúde articulou uma rede com os laboratórios privados Dasa, DB Molecular e HLAGyn e passou a coletar e analisar os testes moleculares realizados por estas empresas. Conheça os relatórios resultantes desta iniciativa.

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Itaú Educação e Trabalho Engajamento de Empresas na EPT no Brasil: aprendizados de práticas internacionais O relatório produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e traduzido pelo Itaú Educação e Trabalho (IET) apresenta uma série de recomendações para o Brasil expandir com qualidade a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e torná-la mais relevante para o setor produtivo, beneficiando jovens de diversos perfis.

Inclusão produtiva de jovens com ensino médio e técnico: experiências de quem contrata A pesquisa mapeou a percepção das empresas brasileiras sobre a contratação, a gestão e a formação de egressos do ensino médio e técnico-profissional. Foi estruturada com três metodologias: análise de dados oficiais secundários, aplicação de questionário em empresas e entrevistas em profundidade com líderes de RH.

O que pensam os jovens sobre o ensino técnico? Etapa quantitativa A pesquisa nacional de percepção foi desenvolvida entre julho e agosto de 2021 e contou com mais de mil respostas a um questionário on-line que investigou a percepção de estudantes sobre escola, trabalho, aprendizagem, Educação Profissional e Tecnológica e futuro profissional.

O que pensam os jovens sobre o ensino técnico? Etapa qualitativa A partir da amostra quantitativa, foram convidados 96 jovens para conversar em trios sobre a escola, seu futuro, anseios e escolhas. Leia os achados da segunda parte dessa pesquisa também realizada pelo Plano CDE, a pedido do Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho.

Indicadores da qualidade dos egressos do ensino técnico O estudo trouxe informações que são coletadas na PNAD contínua desde 2016 e que são muito pouco exploradas, e até mesmo desconhecidas por muitos. Também traz a reflexão sobre questões que poderiam ser abordadas na coleta da PNAD contínua e que permitiria monitorar outros indicadores importantes para avaliar os egressos da EPT, como qual o curso técnico realizado e se a área de atuação profissional está relacionada à sua formação.

Prontidão para o Mundo do Trabalho A pesquisa buscou entender de que forma a entrada do jovem no mundo do trabalho pode ocorrer de modo efetivo, eficaz e satisfatório, na perspectiva do indivíduo e da coletividade. O material também analisa as tendências gerais e recentes dos avanços tecnológicos e da dinamização do mercado. A partir disso, propõe-se uma nova taxonomia voltada a ajudar a compreender as relações entre ensino-aprendizagem e desenvolvimento socioemocional dos jovens brasileiros.

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Juventudes e a Pandemia do Coronavírus – 2a. ed. Relatório Especial: trabalho, renda e desigualdades O material traz um recorte temático, a partir dos dados da segunda edição da pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, que ouviu mais de 68 mil brasileiros, de 15 a 29 anos, no início de 2021, a fim de gerar evidências para subsidiar políticas públicas.

Identificação de demandas por formação profissional: síntese de boas experiências Esta publicação reúne a síntese de algumas experiências, nacionais e internacionais, de mapeamento da demanda por formação técnica profissional.

Avaliações de acesso ao ensino superior: um olhar para seis países O levantamento mostra as formas de ingresso nas universidades no Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, França e Reino Unido. Foram descritos os exames que mais se aproximam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a fim de trazer ideias para a construção de alternativas para o Novo Enem.

Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio: estado da arte e insumos para as políticas nacionais A pesquisa apresenta as escolhas de arquitetura e de composição de itinerários formativos dos referenciais curriculares de onze unidades federativas no novo modelo de Ensino Médio. A análise das diferentes propostas regionais pode fornecer insumos para que os implementadores da política formulem propostas de itinerários de área, integrados e de EPT, e elaborem orientações para formação de docentes, avaliações e materiais didáticos.

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Ensino Médio Integral Profissional de MG: construção de política inovadora com rede de parceiros A publicação resulta de um trabalho coletivo da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais e de parceiros do terceiro setor que participaram da elaboração, implementação e expansão do novo Ensino Médio Integral Profissional de Minas Gerais desde 2019. O conteúdo, dividido em partes 1 e 2, apresenta as fortalezas da iniciativa em governança, inovações metodológicas e participação da comunidade escolar.

A Formação Técnica e Profissional e o Novo Ensino Médio: Guias de Apoio às Redes Estaduais O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (LEPES) realizou uma série de webinários sobre o tema transição escola-trabalho. O policy paper traz, através da literatura e das opiniões dos participantes convidados, os vários aspectos relacionados à transição do mundo da escola para o mundo do trabalho.

Articulação Curricular e Projetos Empreendedores: inovações educacionais na rede pública da Paraíba Os três fascículos documentam a implantação da nova proposta de ensino médio integral e técnico na Paraíba, realizada pela Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba (SEECT), com apoio técnico do Itaú Educação e Trabalho (IET), que resultou na expansão das Escolas Cidadãs Integrais Técnicas (ECITs), entre os anos de 2018 e 2020.

Programa Internacional de Avaliação de Competências de Adultos PIAAC e seu impacto em seis países O levantamento bibliográfico e documental sobre o programa mundial contínuo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) traz uma análise de seu escopo, funcionamento e objetivo, que é monitorar e avaliar, de forma amostral, as habilidades e competências dos adultos e seu uso no trabalho. O material aponta ainda os efeitos da aplicação dessa avaliação nas políticas públicas de seis países (Austrália, Canadá, Chile, França, Itália e Singapura) e lista pontos essenciais para que as políticas garantam às populações o desenvolvimento, a ativação e o uso efetivo das habilidades.

Transição da escola para o trabalho - policy paper O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (LEPES) realizou uma série de webinários sobre o tema transição escola-trabalho. O policy paper traz, através da literatura e das opiniões dos participantes convidados, os vários aspectos relacionados à transição entre o mundo da escola para o mundo do trabalho.

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Currículo do curso técnico em Sistemas de Energia Renovável: desenvolvimento para ETE Pedro Muniz Falcão de Araripina-PE A publicação registra o histórico detalhado da criação coletiva e da implantação do curso técnico de sistemas de energia renovável, em Araripina, situada no sertão do Araripe, no Estado de Pernambuco, que teve a participação do governo, setor produtivo, comunidade escolar e terceiro setor, em consonância com o potencial regional de geração de energia limpa.

EJA articulada à EPT no EM: material de apoio à formação de educadores – Caderno dos Encontros Voltado à formação continuada de professores em EJA articulada à EPT no Ensino Médio, o caderno propõe um percurso formativo estruturado em quatro módulos: como articular EJA e EPT; o que é formar para o mundo do trabalho; como ressignificar as práticas escolares; e o que considerar no currículo na rede.

EJA articulada à EPT no EM: material de apoio à formação de educadores – Caderno Conceitual Voltado à formação continuada de professores em EJA articulada à EPT no Ensino Médio, o caderno mostra caminhos conceituais para que os profissionais da educação aperfeiçoem suas práticas pedagógicas em sala nessa modalidade de ensino que une formação geral, formação para o mundo do trabalho e formação técnica específica.

Por uma educação profissional em itinerário contínuo: a experiência do Centro Paula Souza A publicação documenta a experiência do Centro Paula Souza (CPS), autarquia do governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na criação e na aplicação de itinerários contínuos de formação de Educação Profissional e Tecnológica, com foco no Programa Trilhas Profissionais, que proporciona trajetórias contínuas de formação técnica, em uma mesma carreira, com início no ensino médio e continuidade no ensino superior.

Ensino Médio Integral Profissional de MG: construção de política inovadora com rede de parceiros A publicação resulta de um trabalho coletivo da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais e de parceiros do terceiro setor que participaram da elaboração, implementação e expansão do novo Ensino Médio Integral Profissional de Minas Gerais desde 2019.

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Itaú Cultural Pesquisa Hábitos Culturais Itaú Cultural e Datafolha Itaú Cultural e Datafolha realizaram uma nova pesquisa Hábitos Culturais em junho de 2021. A primeira pesquisa foi realizada em setembro de 2020. Essa nova rodada abordou os hábitos culturais e as expectativas para a prática de atividade após reabertura dos espaços culturais, o consumo de atividades culturais no ambiente digital, saúde mental e cinema nacional.

Boletim | Trabalhadores - Economia Criativa - 3º tri 2020 Dados do terceiro trimestre de 2020 da economia criativa e da cultura apresentam um número de 46.843 novos postos de trabalho no período e reverte queda em comparação com o trimestre anterior.

Boletim | Trabalhadores - Economia Criativa - 4º tri 2020 Economia Criativa tem aumento de 366,6 mil postos de trabalho do 3º para o 4º trimestre de 2020. Apesar disso, o setor ainda apresentou uma perda de 458 mil postos de trabalho em relação ao último trimestre de 2019 e de 2020.

Boletim | Trabalhadores - Economia Criativa - 1º tri 2021 O boletim do Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural traz um balanço dos postos de trabalho na economia criativa referente ao primeiro trimestre de 2021. O setor, que vinha demonstrando recuperação, apresentou uma retração após dois trimestres positivos.

Boletim | Trabalhadores - Economia Criativa - 2º tri 2021 O segundo trimestre do ano de 2021 demonstrou recuperação do emprego na economia criativa brasileira após um trimestre com queda em comparação com o final de 2020. Em relação ao mesmo período do ano passado, a economia criativa teve criação de pouco mais de 590 mil postos de trabalho, uma taxa de aumento de 9%.

Boletim | Trabalhadores - Economia Criativa - 3º tri 2021 Houve aumento do número de pessoas ocupadas em atividades criativas entre o segundo e o terceiro trimestres de 2021, porém a inflação acelerada fez com que houvesse uma queda de rendimento médio da categoria.

Trinta anos de Lei Roaunet Em dezembro de 2021 a Lei Rouanet completou trinta anos de existência. Para analisar as três décadas da Lei Federal, a pesquisadora Adriana Donato dos Reis traçou um histórico que vai desde a criação da Lei de Incentivo à Cultura, o contexto que a antecedeu, até alterações mais recentes.

Análise da Lei Federal de Incentivo à Cultura - 2010/2020 Análise do Painel de Dados do Observatório mostra o aumento da concentração de captação da Lei de Incentivo à Cultura no 2º semestre, a distribuição regional dos recursos em 2020 e as mudanças em relação a 2019 na captação do segmento cultural.

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Dez anos de Economia da Cultura no Brasil Com o objetivo de refletir sobre a relevância histórica da Economia da Cultura no país e também de avaliar o impacto da crise desencadeada pela situação de pandemia, o relatório “10 Anos de Economia da Cultura no Brasil e os Impactos da Covid-19” apresenta o panorama da Economia Criativa e da Cultura, tendo como partida o ano de 2010.

Economia do audiovisual: por um desenvolvimento inclusivo e sustentável Analisando a perspectiva econômica do audiovisual no Brasil, a pesquisadora Alessandra Meleiro aponta para a importância de dados sobre as indústrias criativas para compreender e elaborar estratégias de desenvolvimento sustentável para o setor. Como demonstra a autora, o contexto da pandemia de Covid-19 agravou as dificuldades de financiamento para empresas criativas, tornando necessário o fortalecimento de políticas públicas para a superação da crise.

Dotação orçamentária e despesas liquidadas pelo setor público para a cultura - 2019/2021 O boletim busca demonstrar a evolução das dotações orçamentárias e das despesas liquidadas nas esferas municipal, estadual e federal do Orçamento para a cultura, de acordo com a função orçamentária, nos anos de 2019 e 2020 e nos dois primeiros bimestres de 2021.

Análise das empresas criativas: 2010/2019 Este boletim traz uma análise da evolução das empresas criativas entre os anos de 2010 e 2019, abordando questões como as variações de taxa de natalidade e mortalidade das empresas, lucro e receita, ao longo do período, tendo como base o Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural.

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Artigo - Políticas públicas municipais de cultura e orçamento: contribuições a partir do território O pesquisador Lúcio Bittencourt faz uma reflexão sobre a relação entre orçamento municipal e as realidades locais, com base em ações desenvolvidas por seu grupo de estudos na região de M’Boi Mirim, Zona Sul de São Paulo (SP). Um diálogo entre universidade e território, com foco nas vulnerabilidades urbanas e suas diferentes manifestações: sociais, materiais e institucionais e as ações públicas culturais e socioeducativas desenvolvidas na região.

Artigo - Mudanças da Lei Rouanet e seus impactos A Lei Rouanet, que completa 30 anos em dezembro de 2021, tem sido submetida a tentativas de mudança na última década. Neste artigo, a pesquisadora Adriana Donato dos Reis analisa as alterações às quais a Lei Rouanet foi submetida no período e discute seu atual estado. Em 2020, os projetos encaminhados sofreram atrasos na tramitação, sendo incapacitados de captar recursos, justamente em um momento no qual a crise do setor da cultura foi agravada pela pandemia de Covid-19, situação que perdurou em 2021.

Intensidade criativa: entre as experiências no Reino Unido e no Brasil A pesquisadora Camila Cauzzi parte da metodologia britânica de mensuração de intensidade criativa para propor sua aplicação no cenário brasileiro, metodologia esta que foi utilizada no Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural.

Lei Aldir Blanc: fomento e legados em tempos emergenciais A Lei Aldir Blanc (LAB) foi criada com caráter emergencial no primeiro semestre de 2020, para atender aos profissionais das artes e cultura, que tiveram suas atividades paralisadas diante do cenário de restrições sanitárias impostos pela pandemia de Covid-19. Em artigo, a pesquisadora Daniele Dantas analisa os dados de distribuição e execução dos recursos da LAB até o momento.

A cena das artes: dimensões econômicas das artes cênicas no Brasil e a institucionalização dos incentivos públicos e privados Este artigo trata de como o segmento de artes cênicas possui diversas particularidades que diferenciam sua dinâmica econômica daquela de outros setores da economia – inclusive os criativos.

Dotação orçamentária e despesas liquidadas pelo setor público para a cultura - 2019/2021 Como o orçamento público para a cultura tem variado nos últimos anos? O boletim do Painel de Dados do Observatório traz números de 2019, 2020 e dos dois primeiros bimestres de 2021 das dotações orçamentárias e despesas liquidadas pelo setor público para a cultura.

Intensidade criativa e maturidade do setor de TI no Brasil O setor de Tecnologia da Informação no Brasil tem ocupado um importante lugar no cenário da economia criativa e apresentado potencial para o desenvolvimento econômico do país. Em artigo, Leonardo Melo Lins e Luciana Portilho nos convidam a refletir sobre o que há de mais atual em termos de tecnologia e como o setor pode ser capaz de elevar a competitividade econômica internacional brasileira. 196


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\ ANÁLISE \

Artigos de Opinião Itaú Social Artigo de Angela Dannemann - Superintendente do Itaú Social Sobre a importância da escrevivência como recurso capaz de ampliar a voz dos mais variados grupos sociais. Publicado no jornal Correio Braziliense em 17/05/2021.

Artigo de Angela Dannemann - Superintendente do Itaú Social Sobre os riscos homeschooling no contexto da realidade brasileira. Publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 18/05/2021.

Artigo de Angela Dannemann - Superintendente do Itaú Social Sobre a necessidade de incorporação de recursos tecnológicos nas escolas brasileiras para além dos desafios da Covid-19. Publicado no jornal Valor Econômico em 24/07/2021.

Artigo de Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, em conjunto com Mariana Luz (Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal) Sobre a necessidade de reabertura das escolas no transcorrer da pandemia, após estudos apontarem a segurança e oportunidade da medida. Publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 27/07/2021.

Artigo de Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, Ana Inoue, superintendente do Itaú Educação e Trabalho, em conjunto com Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco Sobre os impactos da pandemia na aprendizagem e a necessidade de um pacto nacional pela equidade da educação. Publicado no jornal Valor Econômico em 28/09/2022.

Artigo de Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, em conjunto com Mariana Luz (Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal) Sobre os desafios e governança e gestão das redes de ensino no país, evidenciados durante a pandemia. Publicado no jornal Correio Braziliense em 09/10/2021.

Artigo de Angela Dannemann - Superintendente do Itaú Social Trata da necessidade de ampliar a oferta de educação integral para oferecer mais oportunidades de aprendizado aos estudantes das escolas públicas. Publicado no jornal O Globo em 24/10/2021.

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Artigo de Angela Dannemann - Superintendente do Itaú Social Aponta que a retomada no pós-pandemia exigirá mais que aulas de reforço das redes de ensino. Publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 18/12/2021.

Itaú Educação e Trabalho Artigo de Ana Inoue, superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, em conjunto com Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco Trata dos desafios da educação após a reabertura das escolas. Publicado no jornal Valor Econômico em 28/09/2021.

Artigo de Ana Inoue, superintendente do Itaú Educação e Trabalho Sobre o ensino profissional no século XXI e a necessidade de termos uma política educacional para os estudantes do ensino médio. Publicado no jornal Valor Econômico em 08/10/2021.

Instituto Todos pela Saúde Artigo de Jorge Kalil, presidente do Instituto Todos pela Saúde, em conjunto com o médico Marco Aurélio Sáfadi Faz a defesa da vacinação do público infantil no enfrentamento da Covid-19. Publicado no Jornal O Estado de S.Paulo em 28/12/2021.

Itaú Cultural Artigo de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural Sobre a importância de posicionar a cultura no centro das políticas públicas no pós-pandemia para estimular o emprego, a renda, a educação e a diminuição das desigualdades. Publicado no jornal Folha de S.Paulo em 10/09/2021.

Artigo de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural Analisa o papel da cultura no estímulo à educação e à saúde mental no pós-pandemia. Publicado no Jornal O Estado de S.Paulo e, 27/12/2021.

Artigo de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural Sobre a construção da sustentabilidade no ambiente da pandemia e a necessidade de empresas atuarem com causas e propósito. Publicado em 07/04/2021 na Revista Aberje (Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial).

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\ ORGANOGRAMA \

Fundação Itaú CONSELHO CURADOR Presidente Alfredo Egydio Setubal Vice-presidentes Ana Lúcia de Mattos Barreto Villela Maria Alice Setubal Conselheiros Candido Botelho Bracher Claudia Politanski Danilo Santos Miranda Heitor Sant’anna Martins Osvaldo do Nascimento Priscila Fonseca da Cruz Ricardo Manuel dos Santos Henriques Rodolfo Villela Marino

DIRETORIA Diretor-presidente Fábio Colletti Barbosa Diretor vice-presidente de programas sociais Fábio Colletti Barbosa Diretor vice-presidente de projetos culturais Alfredo Egydio Setubal Diretor vice-presidente administrativo e financeiro Eduardo Mazzilli de Vassimon Diretores Álvaro Felipe Rizzi Rodrigues Paulo Sergio Miron Reginaldo José Camilo Valéria Aparecida Marretto

ITAÚ SOCIAL Superintendente Angela Dannemann

ITAÚ EDUCAÇÃO E TRABALHO Superintendente Ana Inoue

ITAÚ CULTURAL Superintendente Eduardo Saron

TODOS PELA SAÚDE Diretor-presidente Jorge Kalil

SUPERINTENDÊNCIA ADMINISTRATIVO-FINANCEIRA Superintendente Valéria Breslin 200


201 Mostra de Dança / Grupo Experimental | Foto | Rogério Alves


\ EXPEDIENTE \

Relatório Anual da Fundação Itaú 2021 DIREÇÃO EDITORIAL

NOSSOS SITES

Eduardo Saron Superintendente do Itaú Cultural e responsável pela comunicação da Fundação Itaú

Fundação Itaú www.fundacaoitau.org.br

CONSELHO EDITORIAL Ana Inoue Superintendente do Itaú Educação e Trabalho Angela Dannemann Superintendente do Itaú Social Valéria Breslin Superintendente Administrativo-financeira da Fundação Itaú

COORDENAÇÃO EDITORIAL Ana de Fátima Sousa Gerente de Comunicação Alan Correia Coordenador de Comunicação Carlos Costa Coordenador de Comunicação Marta Andrade Analista de Comunicação Rodrigo Souza Analista de Comunicação

PRODUÇÃO EDITORIAL Conteúdo Comunicação Edição Claudio Sá e Roberta Montanari Textos e reportagem Ana Paula Sousa, Claudio Sá, Cristina R. Durán, Fernanda Salla e Theo Ruprecht Projeto Gráfico Conteúdo Comunicação e Publishouse Diagramação Daniel Casanova 202

Itaú Social www.itausocial.org.br Itaú Educação e Trabalho www.itaueducacaoetrabalho.org.br Itaú Cultural www.itaucultural.org.br Todos pela Saúde www.todospelasaude.org.br


Fundação Itaú


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