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Associação de Futebol de Castelo Branco Newsletter - agosto a dezembro 2020

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Newsletter.03 ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE CASTELO BRANCO FUNDADA EM 22 DE MARÇO DE 1936 | FILIADA NA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL

2020

AGOSTO/DEZEMBRO Distribuição gratuita

Sorteios Taça de Honra “José Farromba” e Liga Leitão Beirão

Taça de Portugal Placard

CD Alcains conquista Supertaça Beira Interior

ENAJ 2020: O Futuro da Arbitragem

Carlos Xistra,

o homem fora de jogo. A SS O C I AÇ ÃO D E F U T E BO L D E C A ST E LO BRA N CO / 1


Índice Sorteios da Taça de Honra “José Farromba” e Liga Leitão Beirão

Dérbis distritais na 1ª eliminatória da Taça de Portugal

Sorteios realizaram-se terça-feira e definiram a 1ª eliminatória da Taça de Honra “José Farromba” e o alinhamento das jornadas da Liga Leitão Beirão. ... P4

São dois os jogos que colocam frente a frente equipas do distrito de Castelo Branco na primeira eliminatória da prova rainha do futebol nacional. Sorteio realizou-se ontem na Cidade do Futebol, Oeiras. ... P5

CD Alcains conquista Supertaça Beira Interior

Conjunto Alcainense vence CCDR Vila Cortez do Mondego por 4-1 em jogo dominado pela formação do distrito de Castelo Branco. ... P8

289 dias (de)volvidos...

Mensagem do Presidente Manuel Candeias

2 / A FC B

2020 terminou com uma aura de esperança. Notícias do início da vacinação contra a COVID-19 aquecem o coração daqueles que; ao longo de tantos meses, minimizaram contactos, evitaram abraços, hibernaram sentimentos. 289 dias após ter sido decretado o 1º estado de emergência (12 dias depois de confirmado o primeiro caso de COVID-19 em Portugal), o cansaço abate-se sobre nós. Vimos familiares e amigos partirem, muitos, de mais! Vidas ceifadas por um vil e escondido vírus que nos desfigura, esconde e rouba o sorriso, que nos obriga ao recato, ao recolhimento, à “solidão”.


Índice Taça de Portugal Placard: Quatro em sete

Sertanense FC, GD Vitória de Sernache, ARC Oleiros, Clube União Idanhense seguem para a segunda eliminatória. Sport Benfica CB, CD Alcains e GD Águias Moradal perdem o comboio da Taça de Portugal Placard. ... P10

Cerca de seis meses após ter abandonado os relvados de futebol, Carlos Xistra concedeu à AFCB a sua primeira entrevista após o apito final. ...

Carlos Xistra, o homem fora de jogo.

P14

ENAJ 2020: O Futuro da Arbitragem passou pelo Fundão e pela Covilhã

Cerca de cem jovens árbitros de todo o país estiveram reunidos em formação nas cidade do Fundão e Covilhã. A “fina-flor” da arbitragem nacional também disse presente. ... P20

Durante 289 dias lutámos, como continuamos a lutar, na esperança de que tudo volte a ser o que era. Entre batalhas ganhas e perdidas, a “guerra” trava-se entre a responsabilidade coletiva e deslealdade de um opositor invisível. Nestes “289 dias” que foram ontem, e que são todos os dias, não fugimos à responsabilidade coletiva e ao compromisso individual. Pautámo-nos pelos valores da vida, na certeza de que nunca fez tanto sentido, como faz hoje, a máxima preconizada por Arrigo Sacchi: “O futebol é a coisa mais importante das menos importantes”.

emoções. Que as nossas crianças voltem a ver numa bola um sinal de esperança no futuro e um espaço de interação social, aprendizagem e crescimento. Que exijamos a nós o que pedimos aos outros - rigor, trabalho e compreensão. Que a luta de uns, seja a luta de todos. Que sejamos melhores. A todos o desejo de saúde e um feliz 2021.

Desejamos que os 289 dias de 2020 e os muitos de 2021 que “não serão vividos” nos sejam devolvidos. Que a breve trecho nos permitamos reparar na magia do singelo. Que o público volte às bancadas. Que a bola, sem medos, role na relva, beije as redes e faça estádios jorrar de

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Sorteios da Taça de Honra “José Farromba” e Liga Leitão Beirã Sorteios definiram a 1ª eliminatória da Taça de Honra “José Farromba” e o alinhamento das jornadas da Liga Leitão Beirão.

Foi com as presenças de Manuel Candeias, presidente da AFCB e Artur Diogo, administrador da empresa Artur Diogo Unipessoal LD detentora da Marca “Leitão Beirão”, que se realizaram no passado dia 8 de setembro, na sede da Associação de Futebol de Castelo Branco, os sorteios da Taça de Honra “José Farromba” e Liga Leitão Beirão para a época desportiva 2020/2021.

quem no dia 4 de outubro, data que marca o arranque da Liga Leitão Beirão.

CCD Estrela Zêzere Associação - ACD Proença a Nova

Assim, como noticiado após os sorteios, no que concerne à 1ª jornada da Liga Leitão Beirão, ficaram definidos os seguintes encontros:

ACRD Cabeçudo - GD Águias Moradal

Marcado pelo cumprimento das normas da Direção Geral de Saúde (DGS), o momento permitiu, perante os dirigentes da AFCB, patrocinadores, representantes dos clubes em competição e comunicação social, definir a primeira eliminatória da Taça de Honra “José Farrombra”, bem como as jornadas da Liga Leitão Beirão, satisfazendo a curiosidade dos presentes, sobre quem encontra

ACD Proença a Nova - ACD Pedrógão S. Pedro

4 / A FC B

CCDR Vila Velha Rodão - GD Águias Moradal UD Belmonte - ACR Atalaia Campo CCD Estrela Zêzere - SC Covilhã B ACRD Cabeçudo - Clube União Idanhense Já no que diz respeito à Taça de Honra “José Farromba”, a primeira eliminatória, marcada para dia 6 de dezembro irá colocar frente a frente:

CCDR Vila Velha Rodão - Clube União Idanhense ACD Pedrógão S. Pedro - ACR Atalaia Campo UD Belmonte - SC Covilhã B De realçar a entrada da ACRD Cabeçudo na Liga Leitão Beirão, colmatando a saída do GD Alcains para o Campeonato de Portugal, onde vai acompanhar na Série E os restantes representantes da AFCB: ARC Oleiros, Sport Benfica e Castelo Branco, Sertanense FC e GD Vitória Sernache. ■ (Publicada em 10 setembro 2020)


Dérbis distritais na 1ª eliminatória da Taça de Portugal

São dois os jogos que colocam frente a frente equipas do distrito de Castelo Branco na primeira eliminatória da prova rainha do futebol nacional. Sorteio realizou-se ontem na Cidade do Futebol, Oeiras.

Sertanense FC - Sport Benfica CB e CD Alcains - GD Vitória de Sernache irão animar o futebol do distrito de Castelo Branco na primeira eliminatória da Taça de Portugal, assim determinou o sorteio realizado ontem na casa da FPF, a Cidade do Futebol, em Oeiras. Já o outro representante da AFCB no Campeonato de Portugal, a ARC Oleiros, jogará no terreno do Fátima SAD (AF Santarém), numa deslocação que se antevê difícil, mas que se deseja santa e que permita ao clube do distrito de Castelo Branco estar presente no sorteio da segunda eliminatória. Também presentes neste sorteio estiveram os representantes do futebol distrital da AFCB, Clube União Idanhense e GD Águias do Moradal. E se os primeiros fica-

ram isentos desta 1ª eliminatória, assegurando desde já um lugar na 2ª eliminatória da prova, momento a partir do qual estarão envolvidas na competição equipas da II Liga (Liga Pro), já os segundos farão uma visita ao distrito de Viseu para medirem forças com Lusitano de Vildemoinhos (AF Viseu). De recordar que no sorteio da 1ª eliminatória da Taça de Portugal estiveram presentes 131 emblemas, sendo 88 equipas provenientes das diferentes séries do Campeonato de Portugal e 43 equipas dos campeonatos distritais. 21 equipas ficaram, por sorteio, isentas desta primeira eliminatória. Todos os jogos estão agendados para dia 27 de outubro. ■ (Publicada em 11 setembro 2020)

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6 / A FC B


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CD Alcains conquista Su CD Alcains conquista Supertaça Beira Interior

Conjunto Alcainense vence CCDR Vila Cortez do Mondego por 4-1 em jogo dominado pela formação do distrito de Castelo Branco.

Foi na terra que viu nascer o General Ramalho Eanes e numa tarde propícia à prática do futebol, que se disputou a Supertaça Beira Interior 2020/2021, num jogo que opôs o CD Alcains, representante da AF Castelo Branco e o CCDR Vila Cortez do Mondego, representante da AF Guarda, naquele que foi o primeiro encontro oficial da temporada 2020/2021. Num jogo típico de início de temporada, com as equipas ainda à procura da melhor forma, rotinas e entrosamento entre os “artistas”, foram os de Alcains que melhor souberam interpretar a ideia do seu treinador e demonstrar que não faziam questão de deixar sair o “caneco” da vila. A jogar em casa, mesmo sem a presença de adeptos devido às indicações da Direção Geral de Saúde e da Federação Portuguesa de Futebol, o conjunto Alcainense, capitaneado por Ruben Inácio, chegou à vanta-

gem no marcador à passagem do minuto 30 quando Leandro Pinto fez a bola beijar as redes à guarda de Nuno Morais (CCDR Vila Cortez do Mondego). Com o jogo a desenrolar-se essencialmente a meio-campo e com a tranquilidade que a vantagem no marcador transmitia, o CD Alcains foi sempre mais equipa e mais consistente do que os de Vila Cortez do Mondego, anulando qualquer tentativa de investida adversária à sua baliza. Ao intervalo o placar indicava 1-0 a favor do CD Alcains. Com a exceção dos golos, a segunda parte não foi muito diferente da primeira, com o jogo a manter-se lento e fundamentalmente disputado a meio-campo. Aos 12 minutos Fábio Cesário dilata a vantagem do CD Alcains para 2-0, mas dois minutos depois e em “contra-corrente” Rafael Santos reduz para a diferença mínima, o jogo parecia no-

vamente lançado. Sol de pouca dura, Leonardo Alexandre faz o 3-1 aos 17 minutos e o CD Alcains fica com o jogo na mão. Até ao final, e com o cansaço a ser evidente em ambas as equipas o jogo ficou mais partido, com o conjunto de Alcains a acercar-se mais vezes da baliza do Vila Cortez. Com remates perigosos e bolas ao poste, o 4-1 final chegou com alguma naturalidade à passagem do minuto 43 dando expressividade ao domínio demonstrado pelos pupilos comandados por Ricardo Pereira. Após o apito final do árbito Daniel Vicente foram “os da casa” que fizeram a festa. O CD Alcains foi um justo vencedor e o CCDR Vila Cortez do Mondego um digno vencido, num jogo com apenas um cartão amarelo e disputado sobre o signo do desportivismo, fair-play e confraternização entre as associações de futebol de Castelo Branco e da Guarda. ■ (Publicada em 15 setembro 2020 )

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upertaça Beira Interior

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ACRD Cabeçudo: Informação da Agência Lusa carece de exatidão Campeonato de Portugal conta com mais uma equipa do distrito de Castelo Branco e Liga Leitão Beirão mantém-se com 10 clubes após regresso da ACDR Cabeçudo. Ao contrário do que foi avançado pela agência de notícias Lusa e difundido por outros órgãos de comunicação social, a ACRD Cabeçudo não abandonou o Campeonato Distrital de Futebol 11 da Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB), Liga Leitão Beirão. A informação, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, causou uma desconcertante estupefação tanto na ACRD Cabeçudo como na AFCB.

que a AFCB já antes tinha enaltecido e informado. A AFCB informa ainda que, ao contrário de outras associações de futebol nacionais, não só não registou o abandono de clubes seus associados dos Campeonatos de Portugal e Distrital, como viu, com o regresso da ACRD Cabeçudo, aumentado o número de clubes que disputam as referidas competições, num total de 15.

De recordar que a ACRD Cabeçudo faz o seu regresso ao campeonato distrital de futebol 11 após um interregno de 15 anos, situação

A AFCB vê-se assim obrigada a fazer a correção de uma falha de comunicação à qual é alheia. ■ (Publicada em 19 setembro 2020)

1 0 / AFC B


Taça de Portugal Placard: Quatro em sete

Sertanense FC, GD Vitória de Sernache, ARC Oleiros, Clube União Idanhense seguem para a segunda eliminatória. Sport Benfica CB, CD Alcains e GD Águias Moradal perdem o comboio da Taça de Portugal Placard. Saldo positivo e expectativas elevadas para a próxima eliminatória da prova rainha do futebol nacional. Das sete equipas do distrito de Castelo Branco presentes na primeira eliminatória da Taça de Portugal, quatro seguem em frente e três ficam pelo caminho. O Sorteio de dia 9 de setembro, referente à primeira eliminatória da Taça de Portugal, já tinha determinado que, pelo menos, três equipas do Distrito de Castelo Branco estariam presentes no sorteio da segunda eliminatória e que pelo menos duas seriam eliminadas, fruto dos jogos que opunham Sertanense FC – Sport Benfica CB e CD Alcains – GD Vitória de Sernache e do facto do Clube União Idanhense, a única equipa da Liga Leitão Beirão em prova, ter ficado isenta eliminatória, garantindo desde logo lugar no próximo sorteio da Taça de Portugal. ARC Oleiros e GD Águias de Moradal deslocavam-se aos terrenos do Fátima e do Vildemoinhos respetivamente, se vencessem tinha direito ao “bilhete dourado” para a próxima eliminatória, caso o resultado não fosse positivo, “perdiam o comboio”. A jogar fora, a ARC Oleiros impôs-se ante o anfitrião CD Fátima com um concludente

resultado de três bolas a zero. Com 0-2 ao intervalo, a equipa de Oleiros selou o resultado final à passagem do minuto 71, golo apontado por Marcelo Dias. Menos sorte teve o GD Águias Moradal que a jogar fora em Vildemoinhos só foi desfeiteado pela equipa local após o recurso à marcação de grandes penalidades depois do nulo que subsistiu ao longo de 120 minutos. Nos dérbis Albicastrenses, o Sertanense FC, clube com tradição na Taça de Portugal, levou de vencida a equipa do Sport Benfica CB. A jogar “em casa” o Sertanense FC teve muitas dificuldades em superiorizar-se a um Sport Benfica CB num jogo que acabaria por ser decidido ao minuto 56 quando Bruno Rafael, num momento de infelicidade, introduziu a bola na própria baliza. 1-0 foi o resultado final. Em Alcains encontraram-se CD Alcains e GD Vitória de Sernache naquele que foi um dos jogos mais emocionantes e quezilentos desta primeira eliminatória da Taça de Portugal, quatro golos, cinco expulsões e desempate pela marcação de grandes penalidades.

Mas centremo-nos no jogo, ainda mal o árbitro João Mendes tinha apitado para o início da partida e já o CD Alcains estava na frente do marcador com um autogolo de Diogo Peteiz. A jogar fora e em desvantagem no marcador os de Sernache foram “atrás do resultado” e aos 25 minutos da primeira parte Lucas Marques restabelecia a igualdade para, já na segunda parte, à passagem do minuto 62, Jair Silva consumar a reviravolta no marcador. Mas este não seria o último golo da partida e num último fôlego, o CD Alcains, através de João Martins empata o jogo e a eliminatória, estávamos em cima do 90º minuto. O prolongamento não trouxe mais golos e o jogo foi para as grandes penalidades. Nessa arte de enganar o guarda-redes o GD Vitória de Sernache foi mais felizes e competente, levando de vencidos os anfitriões e carimbando o passe para o sorteio da segunda eliminatória daquela que é a segunda competição mais importante do futebol português. De recordar que na próxima eliminatória já participam as equipas da Liga Pro e que 3ª eliminatória entram em ação as equipas da Liga NOS. ■ (Créditos fotográficos: Filipa Farinha) (Publicada em 28 setembro 2020 )

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ACD Ladoeiro “cai de pé”

Derrota ante GRC Dínamo Sanjoanense na 2ª jornada da Prova de acesso à Liga Placard deitou por terra o sonho de jogar a Liga Placard 20/21.

A ACD Ladoeiro já não é um clube desconhecido nas lides do futsal nacional, a participação na Final Eight da Taça de Portugal na época 19/20, onde foi o único representante da II divisão, catapultou a formação do distrito de Castelo Branco para uma projeção mediática que não tinha até então. Fruto do trabalho e da qualidade do futsal praticado, reconhecidos dentro e fora da quadra, lograram chegar à Prova de Acesso à Liga Placard onde, não sendo favoritos, nem se assumindo como tal, aspiravam ascender à prova maior do futsal nacional. A competição, disputada no Palácio dos Desportos de Torres Novas e em “jogos a eliminar”, começou bem, com a ACD Ladoeiro a impor o seu futsal na 1ª jornada da prova e a superiorizar-se à equipa proveniente da AF Lisboa, GDC Fonsecas Calçada. O resultado

2-1 a favor dos idanhenses veio confirmar o que o treinador da ACR Ladoeiro, Hugo Silveira, previra, jogos equilibrados entre equipas com muita qualidade.

Ladoeiro a correr mais riscos e “ir atrás do resultado”, fazendo com que a equipa de São João da Madeira se mantivesse numa zona de conforto que não tinha tido até então.

A “pensar jogo a jogo” a ACD Ladoeiro partiu para a 2ª jornada cheia de esperança e com futsal no pé. O jogo ante o GRC Dínamo Sanjoanense, transmitido pelo Canal 11, foi equilibrado, com ambas as equipas a não arriscarem muito e a não perderem a consistência e o equilíbrio defensivo que lhes permitiam “estar no jogo”. Apesar de se terem registado ocasiões de golo para ambas as equipas, o nulo assinalado ao intervalo refletia o que se havia passado na primeira parte.

A perder 1-0 num jogo a eliminar e com o cronómetro a jogar contra si, Hugo Silveira arriscou o que lhe era permitido, mas mais uma vez a sorte nada quis com a equipa da AFCB. Numa altura em que a ACD Ladoeiro jogava com “guarda-redes avançado”, o Dínamo recuperou a posse de bola junto à sua área e num remate de mais de 30 metros faz o 2-0 numa baliza vazia. Até ao final do jogo mais um golo, de livre de 10 metros, fechando o jogo com um enganador resultado de 3-0 a favor dos sanjoanenses.

A segunda parte foi madrasta para os de Idanha-a-Nova, o golo nos primeiros minutos do segundo tempo obrigou a ACD

A ACD Ladoeiro “cai de pé”, com nobreza, ante uma das duas equipas que acabaria por alcançar a Liga Placard. ■ (Créditos fotográficos: André Sanano/FPF) (Publicada em 21 setembro 2020)

1 2 / AFC B


Arrancou o Campeonato de Portugal Uma vitória, dois empates e uma derrota revelam sortes distintas para as cinco formações da AFCB no pontapé de saída do Campeonato de Portugal. É com 8 séries, 22 jornadas (primeira fase) e protocolos sanitários rigorosos que arranca o Campeonato de Portugal, a mais importante competição nacional de futebol não profissional e que esta época conta com cinco equipas da AFCB, depois do CD Alcains se ter juntado a Sertanense FC, Sport Benfica CB, GD Vitória de Sernache e ARC Oleiros. A primeira jornada arrancou sob o espetro da “nova normalidade”, com cuidados sanitários redobrados e com bancadas despi-

das de público. Já a emoção foi a mesma, talvez exacerbada pela ausência de mais de seis meses dos relvados. Na série E, onde competem os clubes da AFCB, a primeira jornada opôs o estreante CD Alcains ao Sport Benfica CB, jogo que redundou num nulo no marcador, apesar dos da casa, CD Alcains, terem passado os minutos finais do jogo com menos dois jogadores em campo, fruto de duas expulsões aos minutos 62 e 72. Empate foi também o que se registou no campo Dr. Marques Santos, Sertã, com o Sertanense a arrancar um empate a uma bola ante o Mortágua FC. A equipa comandada por Natan Costa esteve mesmo em desvantagem no marcador, mas Bruno Lopes, à passagem do minuto 50, restabe-

leceu a igualdade, resultado que se viria a verificar no final da partida. A jogar fora, em Condeixa, a ARC Oleiros não se conseguiu superiorizar à equipa local, C. Condeixa ACD. O golo madrugador sofrido na primeira parte (12’) condicionou a estratégia dos de Oleiros que acabariam por averbar uma derrota pela margem mínima, 1-0 foi o resultado final. Já o grande vencedor da 1ª jornada foi o GD Vitória de Sernache que a jogar “em casa” impôs o seu futebol levou de vencida, de forma concludente, a formação do FC Oliveira do Hospital por 3-0. A 2º jornada está marcada para 4 de outubro e trará mais um dérbi albicastrense, a ARC Oleiros receberá no Estádio Municipal de Oleiros o CD Alcains. ■ (Publicada em 21 setembro 2020)

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Carlos Xistra,

o homem fora de jogo. rias e não nos encontrávamos a trabalhar, tínhamos mais disponibilidade para estudar. O certo é que começámos a tomar o gosto pela arbitragem. Aquele “bichinho”, de que muita gente fala, começou a crescer, não tanto em relação à arbitragem, mas mais em relação às leis e ao desconhecimento que tínhamos das leis do jogo e que ainda hoje, infelizmente, a maioria dos jogadores desconhece, apesar de serem jogadores profissionais. Modéstia à parte, na altura comecei a destacar-me nas classificações que tinha nos testes e começou assim. Mais tarde... bem, eu não era para continuar. O que eu queria mesmo era continuar a jogar futebol, mas o meu pai não deixou. Esse ano letivo não correu de acordo com as expectativas e o meu pai, em jeito de repreensão, não me deixou continuar a jogar futebol. Disse-me que, se quisesse continuar ligado ao futebol, teria de ser pela arbitragem, porque jogar estava fora de questão.

Cerca de seis meses após ter abandonado os relvados de futebol, Carlos Xistra concedeu à AFCB a sua primeira entrevista após o apito final. Aos 47 anos de idade revela-se um homem tranquilo e orgulhoso de um percurso de quase três décadas ligado à arbitragem. Sério e frontal recorda momentos com memória fotográfica e perspetiva o futuro do ofício do “mau da fita”. Uma entrevista imperdível, a entrevista que se exigia.

1 4 / AFC B

AFCB: O Carlos esteve ligado à arbitragem durante 28 anos, 20 dos quais como árbitro de primeira categoria e 11 como árbitro internacional.... para si, quem foi a maior influência que o levou a ingressar na arbitragem?

AFCB: Houve alguém que o empurrou para a arbitragem e houve outro alguém que o “obrigou” a ficar lá!... CX: Exatamente. Eu não tive outra alternativa que não fosse por via da arbitragem para ficar ligado ao futebol.

CX: Foi um ex-árbitro, na altura árbitro de terceira categoria nacional, Francisco Rosário Fernandes, que morava ao pé de mim. Estávamos em pleno período de férias escolares e ele “agarrou” em quatro ou cinco de nós lá do bairro, alguns já a trabalhar, e incentivou-nos a fazer o curso de árbitros! Como ele já era árbitro, gostaria de ter amigos que também fossem árbitros.

AFCB: Lembra-se do primeiro jogo que arbitrou?

Aconselhou-nos apenas e, só, tirarmos o curso, indicando-nos que não tínhamos de seguir a carreira, realçando o facto que naquela altura do ano, dado o período de férias, não estávamos a fazer nada e, pelo menos, podíamos fazer o curso e ficar a perceber as leis do jogo. Acabámos todos por ir!...

AFCB: Que idade tinha?

Evidentemente que depois, ao longo do curso, eu e outros, que estávamos de fé-

AFCB: Qual a sensação de envergar as insígnias da FIFA e FPF?

CX: Perfeitamente!... Um jogo de juniores, dia 19 de dezembro de 1992, no Tortosendo, AD Estação 4 – 1 Proença-a-Nova. Estava um bocado nervoso, como era natural, mas muito confiante. Sabia que conhecia as leis, não só pela experiência enquanto jogador, mas também pelo que tinha aprendido no curso.

CX: 18 anos. AFCB: E a primeira internacionalização, também está “gravada”!?... CX: Foi em 2008, num torneio de sub-19, na Eslováquia.


CX: É uma sensação de orgulho! Nós, para além de estarmos a representar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), estamos também a representar Portugal. Como árbitros internacionais representamos o país. Aliás, ainda hoje, quando o Dr. Fernando Gomes entrega as insígnias, diz que os árbitros são “os internacionais” como são os jogadores. E que, quando entram em campo para representar a FPF, estão a representar a seleção nacional dos árbitros. É um orgulho muito grande por representar o país, por representar uma região e, no fundo, por representar a cidade da Covilhã. AFCB: Há algum jogo que tenha tido prazer particular em arbitrar? CX: Sim, o jogo da final da Taça de Portugal. É um jogo marcante. É um fim de semana diferente. Quando se diz que o jogo da final da Taça de Portugal é um jogo único, é verdade. Toda a envolvência à volta do jogo e do Estádio do Jamor, o facto das pessoas irem para lá às 7h e 8h da manhã, tudo é especial. É um prazer enorme estar ali e é esse um dos jogos em que nós, árbitros, nos sentimos realizados, e daí o facto de ter sido o jogo que mais me marcou na carreira. AFCB: Há algum jogo que gostava de não ter realizado ou algum erro que gostava de não ter cometido!? CX: Muitos, infelizmente. Ainda hoje digo que, a maioria das pessoas que comenta arbitragem (por comentar), devia, no mínimo, experimentar arbitrar um jogo de futsal entre amigos, gravar o jogo e depois chegar a casa e ver. Porque muitas vezes aquilo que nós vemos em campo, não é o que se vê na televisão, por muito paradoxal que possa parecer, mas é a realidade. Ainda hoje percebo as muitas decisões que os meus colegas tomam em campo, porque eu estou a ver-me dentro do campo e sei que eles, ali, viram o que indicaram. Percebo essas decisões, ainda que possam estar erradas. AFCB: “Não se vê em campo, mas vê-se na televisão” ...O VAR (Video Assistant Referee – Vídeo-árbitro) veio colmatar as falhas humanas do árbitro? CX: Veio e veio para ficar. O problema do VAR é só um, é a mudança do “mau da fita”. Quando não havia VAR, o “mau da fita” era sempre o árbitro; após a implementação do VAR, ou há dois “maus da fita”, dois meios “maus da fita”, ou então só um, o VAR. Mudou o “vilão” do filme. A verdade é que se formos a analisar friamente, o VAR veio corrigir muitos erros, mas tal como estes existiam antes de haver VAR, continuam a existir com a presença dele. Quando o erro é corrigido, o erro deixa de ser notícia.

O VAR já corrigiu e vai continuar a corrigir muitos erros e muitas decisões que teriam efeito no resultado, mas não será notícia, porque isso (a decisão correta) não faz eco. O que faz eco são os erros do árbitro, independentemente do VAR. Acredito que o VAR nunca vai ter aquele protagonismo positivo que seria expectável, porque nunca vão dar ênfase às boas decisões.

doce, gosto dele, mas sei que se comer, vai-me fazer bem por um lado mas mal por outro “. O ideal seria que os árbitros entrassem em campo sabendo que poderiam ir ao monitor as vezes que fossem necessárias, sem quaisquer constrangimentos, porque o que um árbitro não quer é chegar ao final do jogo com influência no resultado, nem quer ser capa do jornal do dia seguinte.

Por isso, até parece que o VAR não veio alterar nada...

AFCB: Treinadores, dirigentes, jogadores falam nos media... acha que os árbitros também deviam poder falar?

AFCB: O ênfase das decisões recairá sempre sobre o aspeto negativo!? CX: Sim, acredito que sim. E o VAR acaba por sofrer um pouco desse mal, de não serem realçadas as boas decisões, como já não eram quando não existia VAR, ou seja, vai ser “mais do mesmo” e o VAR vai ser visto como já era visto o árbitro, o “mau da fita”, porque o destaque incide sempre sobre os erros em detrimento das boas decisões. Porque sempre foram e serão as boas decisões, as decisões que são corrigidas (pelo VAR), que mais rapidamente se esquecem, porque essas não fazem eco. AFCB: O árbitro sente-se mais confortável com o VAR? CX: Sente-se, ainda que não se sinta tão confortável quanto as pessoas possam pensar e que deveria ser. O que acontece é que a partir do momento em que os árbitros retificam uma decisão, são negativamente influenciados na sua nota e a partir daí o seu comportamento ao nível do jogo pode não ser o melhor. Por exemplo, uma pessoa que está a fazer um exame de condução, e sabe a meio do exame que vai reprovar, porque cometeu um erro, a sua concentração e discernimento já não vão ser iguais até ao fim do exame. Pode não cometer mais nenhum erro, mas o foco, a atenção e a concentração já não estão no máximo, e já não está na plenitude das suas capacidades. Com o árbitro acontece algo assim. Eu quando era árbitro sentia um bocadinho isso, apesar de já ter a experiência que tinha. AFCB: Isso acontece frequentemente? CX: Os árbitros sabem que, a partir do momento em que revertem uma decisão, a sua nota será afetada e já não vão ter a cotação desejada aquando do início do jogo. Claro está que isto afeta mais uns do que outros e por isso é que considero que não devia haver classificação de árbitros, por muito que isso implique outras situações. O certo é que os árbitros deviam entrar em campo totalmente livres de não ter problemas nenhuns em recorrer ao VAR, sempre que fosse preciso para retificar alguma decisão, porque eles acabam por querer isso, só que essa situação é um doce um pouco amargo... “eu quero este

CX: Acho que sim, mas pontualmente! Não semanalmente, caso contrário acabamos por cair numa banalização, até porque as poucas experiências que já aconteceram não correram bem. Infelizmente, e acredito que isto não acontece apenas em Portugal, mas essencialmente nos países latinos, quando se chega à televisão e diz-se que se viu isto e não aquilo, as pessoas não acreditam, porque elas (só) veem o que veem na televisão. Isso aconteceu na famosa final da Taça da Liga de 2009, quando o Lucílio (Batista) foi à SIC explicar o que tinha visto. Evidentemente, os adeptos da equipa que se sentiu prejudicada não acreditaram, nem nunca vão acreditar no que ele disse. Mas contínuo a afirmar, acho que pontualmente isso devia acontecer. Eu já tive, muitas vezes, necessidade de publicamente explicar o porquê do meu erro e não o fiz porque estava impedido pelos regulamentos. No fundo acabaria por ser um desabafo e não me importaria nada de explicar às pessoas porque é que a decisão foi aquela e não outra, podendo, inclusive, explicar com recurso a imagens. Dou o exemplo concreto de um Sporting - Rio Ave em que não assinalei uma grande penalidade. E não o fiz porque o jogador que toca a bola com a mão está no que nós chamamos “ângulo cego”. Era impossível ter visto, de onde estava, nem eu nem nenhum elemento da equipa de arbitragem conseguia ter visto. Eu queria explicar e, com recurso a imagens, acredito que as pessoas iam conseguir perceber mas... fiquei privado dessa possibilidade. AFCB: Por falar em comunicação social, os árbitros não estão muito habituados a entrevistas… CX: Atualmente já vão estando!... AFCB: Em algum momento da sua carreira ponderou, abruptamente, abandonar a arbitragem? CX: Sim. Pensei, ainda que por pouco tempo. Foi após um jogo em Oliveira do Bairro. Houve invasão de campo, por causa de uma atitude do guarda redes da equipa visitante e, depois no meio da confusão, houve alguém que se aproveitou e me deu um pontapé na perna. Nesse dia e no dia seguinte só pensei em desistir.

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Até hoje e até agora só tinha contado à minha mãe. Foi ela que me ajudou a ultrapassar esse momento e no dia seguinte já pensava o contrário. No fundo, fiz aquilo que deve ser feito alicerçado numa reflexão: “Desistir da arbitragem por este motivo é dar razão a quem não tem e não devemos desistir dos nossos sonhos por causa de pessoas que não sabem o que fazem e dizem. Elas não merecem que lhes seja dado esse prazer!”

eles não têm razão. Colide uma vez, colide a segunda e à terceira mandam-nos embora, porque eles não estão ali a fazer o que esperavam deles, e vários são os exemplos de ex-árbitros que saíram dos clubes que solicitaram os seus serviços. AFCB: Os árbitros têm clube?... CX: Os árbitros sempre tiveram clube até serem árbitros, nomeadamente até chegarem à primeira categoria. Tiveram!... À medida que a carreira de um árbitro vai subindo de patamar, o clube do qual os árbitros eram adeptos acaba por esfumar-se, apagando-se definitivamente quando é alcançada a primeira categoria. Os árbitros o que querem é acertar, especialmente quando estão na primeira categoria, seja com o clube A, B ou C, porque não há outra forma, não outra maneira de fazer isto. É como em tudo na vida, a partir do momento que temos de tomar decisões e estamos numa posição equitativa, seja em que profissão for, não podemos fazer opções só porque este ou aquele é nosso amigo, ou porque gostamos mais ou gostamos menos. Temos de realizar o nosso trabalho da forma mais isenta possível. O Árbitro é menos adepto de um clube quanto mais sobe na carreira. AFCB: Toda a gente tem clube até... CX: Ninguém é árbitro sem gostar de futebol e ninguém gosta de futebol sem gostar de um clube, é uma verdade de La Palisse! AFCB: Jogou no SC Covilhã, é sócio do clube?... CX: Desde o dia em que nasci! AFCB: Nunca deixou de ser sócio? CX: Nunca! AFCB: Alguma vez arbitrou um jogo do SC Covilhã?

AFCB: Vários antigos árbitros assumem, aquando do términos da carreira, funções de dirigentes, comentadores, especialistas em clubes, etc.. Tem em mente, no futuro, abraçar/conceber algum projeto nesta linha? CX: Ao nível da comunicação social, não. Não me imagino nesse papel, até porque o facto de viver na Covilhã poderia não permitir a sua exequibilidade. Estar ligado a um clube... talvez, se fosse convidado. Mas seria difícil, porque aquilo que iria querer implementar colidiria com aquilo que são as ideias dos clubes. Nós podemos ajudar os clubes em muitas situações, principalmente nos conhecimentos que eles não têm, e isso poderia ser um veículo facilitador de muita coisa, mas, ao nível da comunicação, o embate é frontal, porque os clubes não aceitam que lhes digam que

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CX: Um jogo oficial não! Fiz algumas vezes quarto árbitro, algo que não foi do meu agrado e manifestei isso ao Conselho de Arbitragem, mas também foram jogos de menor importância, jogos de primeiras fases da Taça da Liga e até com o intuito de ajudar jovens árbitros, mas “jogos mais a sério” nunca fiz, nem queria fazer! AFCB: Como tem sido o regresso à “vida normal”? CX: Tem sido tranquilo. Muito normal não é por causa dos efeitos desta pandemia. É um regresso mais obrigado pelas circunstâncias do que propriamente pela forma como queria, mas tem sido tranquilo. Vou vendo alguns jogos, o que me apetece ver. Se não me apetece, não vejo. Vou vendo os meus colegas, principalmente vou vendo os meus colegas.

Vou acompanhando com interesse os jovens que subiram no ano passado e estou atento à evolução deles e, claro, estou sempre a torcer por eles e que não haja erros, principalmente com influência no resultado. AFCB: Sente saudades da “adrenalina” antes dos jogos? CX: Não sinto tanto quanto pensava que ia sentir. Não sei se isso estará relacionado com o momento pandémico que vivemos, mas não estou a sentir muita falta, porque, sinceramente, estava um bocadinho “farto”. Foram 20 anos e já estava à espera de estar de fora, de estar no meu cantinho, sossegado, a ver os outros, sem a tal “adrenalina”. Mas sinto sempre qualquer coisa, como disse, não tanto como inicialmente pensava que ia sentir. AFCB: O que sentiu no momento do apito final daquele FC Porto-Moreirense de 20 de julho no Estádio do Dragão? Naqueles segundos imediatos ao apito... CX: Senti uma sensação de dever cumprido. Dever cumprido porque fiz sempre muito mais do que aquilo que estava à espera. Quando tirei o curso, nunca imaginaria ser árbitro de terceira categoria, quando ainda existia a terceira divisão, nunca imaginaria que chegava lá. Quando cheguei à terceira categoria, nunca imaginei chegar à segunda categoria e cheguei passados dois anos. E quando cheguei à segunda, para ser sincero, já pensava que podia chegar à primeira categoria. A razão era simples, cheguei à segunda categoria com 23 anos e tinha pela frente mais 15/16 anos para lá chegar. Mesmo que descesse à terceira categoria, podia voltar à segunda e depois subir à primeira. Quando cheguei à primeira categoria nunca pensei ser internacional e fui. E como internacional nunca pensei que pudesse alcançar jogos que alcancei e, portanto, foi sempre um bocadinho a sensação de que estava a fazer mais do que imaginaria ser possível. A minha sensação no momento desse último apito foi de dever cumprido, porque fiz sempre mais do que aquilo que estava à espera. AFCB: Acabou a carreira a arbitrar um dos grandes de Portugal, mas, devido ao momento pandémico que atravessamos, o estádio estava “vazio”. Sentiu falta do público no estádio nesse dia? CX: Senti. Os árbitros também sentem a falta do público. Contudo, para mim, e não querendo entrar numa contradição, dizia que era igual arbitrar com público ou sem público, porque o meu foco e concentração eram tão grandes no que tinha que fazer a cada segundo que não me fazia grande diferença a presença de público. Eu não fazia nem deixava de fazer o que quer que fosse pela presença ou não do público.


Mas é diferente, às vezes sentia que, quando algum jogador da equipa da casa, nomeadamente dos três grandes, caía na área, não ouvia o “bruaá” que às vezes até a jogada mais limpa do mundo provoca, aí sentia que não havia público. Mas sabe, os árbitros não são propriamente os intervenientes mais reconhecidos pelo público. Naquele jogo não seria diferente, mas foi pena não haver público. É sempre triste quando um jogo de futebol não tem público.

anos, tornou-se a primeira mulher a arbitrar um jogo da Champions League, Juventus – Dínamo de Kiev. Como é que olha para arbitragem no feminino e como vê esta assunção da Mulher no papel de protagonista principal?

Muito do discurso, especialmente dos dirigentes, que são normalmente aqueles que mais criticam a arbitragem, não corresponde àquilo que eles sabem que é a verdade, mas “têm” de dizer aquilo pela posição que ocupam, são “cortinas de fumo”.

CX: O futebol feminino tem tido uma ascensão meteórica e a arbitragem feminina, felizmente, tem acompanhado, pelo menos em Portugal, essa tendência.

AFCB: Na linha do perspetivar o futuro da arbitragem... vários árbitros, em prol da transparência, indicam que gostavam que as comunicações que eles estabelecem com

AFCB: Tem filhos. Se algum deles quiser ser árbitro apoia e incentiva? CX: (Silêncio)… É difícil responder porque eu fui árbitro de futebol e tive o sucesso que tive. Todo o pai gosta que os filhos tenham sucesso, seja na área que for. De qualquer forma, isto da arbitragem não é, como as pessoas sabem, um mundo de rosas, antes pelo contrário. Costumo dizer que a arbitragem deu-me muito, mas tirou-me na mesma proporção. Permitiu-me alcançar muita coisa, essencialmente material, mas tirou-me também muita coisa, essencialmente afetiva. Desde os 18 anos que não sou quem poderia ter sido, porque tive de assumir a responsabilidade ser “outro”, algo muito inerente à questão de ser árbitro e das pessoas me conhecerem como tal. Claro está que até chegar à primeira liga a visibilidade é uma, depois de lá chegar é outra e quando começamos a arbitrar os grandes é outra, ainda maior. Eu fiquei privado de fazer muita coisa... AFCB: Principalmente do ponto de vista da família, do acompanhar o crescimento dos filhos!?...

Vejo com muitos bons olhos esse papel desempenhado pela Mulher, sou pela igualdade de género, nomeadamente no desporto.

os colegas da equipa de arbitragem, VAR inclusive, deviam ser públicas. Comunga da mesma opinião?

CX: Depois dos 18 anos não tive a juventude que os meus colegas tiveram até aos 25/30 anos. Assumi sempre a responsabilidade da arbitragem. Aos 21 anos era árbitro de terceira categoria, aos 23 anos de segunda e aos 26 estava na primeira categoria. Não é que fosse fazer coisas que não devia fazer, no entanto outras coisas que são normais na juventude acabei privado de as realizar, algo que terá mudado um pouco a minha forma de ser e de estar. Tive de ser responsável mais cedo, o que também é bom.

AFCB: O futuro da arbitragem passa por aí, pelo feminino?

CX: Totalmente de acordo! E esse é o caminho. Mais dia menos dia, as comunicações com o VAR serão audíveis, em benefício da transparência. Não me importava, até gostava, que isso tivesse acontecido comigo. Tanto mais que essa medida seria também ela uma forma de comunicação com o público. As pessoas poderiam não aceitar, mas iriam perceber. Como adepto, podia ver um erro contra a minha equipa, mas se, eventualmente, percebesse porquê, talvez aceitasse melhor a decisão do árbitro.

Mas deixe-me acrescentar, quando chegamos à primeira categoria, a privação é ainda maior. Depois de um jogo mau, de um dos grandes, é preciso estar uma semana sem nos expormos e, se estivermos a falar de um “clássico”, talvez necessitemos de um mês de “clausura”, sem podermos ir a um shopping, sem podermos fazer uma vida normal. O que eu quero dizer é que não posso afirmar que não apoiaria, mas também, pelas razões que expus anteriormente, não posso dizer abertamente que sim. AFCB: Recentemente, no dia 2 dezembro, Stéphanie Frappart, árbitra francesa de 37

CX: A curto prazo não acredito, essencialmente pela quantidade de jovens árbitras que não é suficiente para que isso possa acontecer. Mas acredito que, se o futebol feminino, com árbitras nos seus jogos, obviamente, continuar a evoluir como tem evoluído, será natural que a arbitragem feminina possa crescer e possa também ter mais protagonismo do que o que tem atualmente. Se atentarmos a acontecimentos recentes, o futebol feminino já tem chamado a si muita atenção, reivindicações pela igualdade e equiparação de salários, relativamente ao futebol masculino, são exemplos concretos disso. AFCB: Há uns anos pouca gente imaginava que o VAR fosse uma realidade no presente, mas a verdade é que ele já está implementado. Como vê a arbitragem no futuro? CX: A arbitragem será aquilo que as pessoas do futebol quiserem que ela seja. Porque é, como sempre foi, aquilo que quiseram que ela fosse.

AFCB: Para terminar, vamos fazer uma rasteira para cartão vermelho direto!.... ...É uma pessoa (re)conhecida na Covilhã, alguma vez teve convites para enveredar pela carreira política? CX: (Risos) Depois de deixar de ser árbitro, sim! AFCB: Não vamos perguntar qual partido político!... CX: (Risos) ■

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Liga Leitão Beirão, o regresso! Mais de sete meses após o último jogo, Liga Leitão Beirão volta a animar os campos de futebol do distrito de Castelo Branco.

É já no dia 4 de outubro que a bola volta a rolar na Liga Leitão Beirão, o campeonato distrital de futebol 11 sénior masculino do distrito de Castelo Branco. Mais de sete meses após o último jogo e num formato de “nova normalidade”, sem público, 10 equipas de nove concelhos irão disputar, ao longo de 18 jornadas, o título de campeão distrital.

A transmissão “inaugural” será já na primeira jornada, 4 de outubro, 15h, a partir do Campo Nossa Senhora das Neves, no encontro que irá opor as formações da ADC Proença–a-Nova e da ADC Pedrogão de São Pedro. ■

A grande novidade desta época desportiva é o regresso da formação da ACRD Cabeçudo (Sertã) após 15 anos de ausência das competições seniores.

CCDR Vila Velha Rodão - GD Águias Moradal (4 de outubro – 15 horas)

Tal como na época transata, abruptamente interrompida pela pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2, a Associação de Futebol de Castelo Branco assegurará, através da Aduane Sport Solutions e com o apoio de diversas autarquias, a transmissão, em direto e em streaming, de diversos jogos da Liga Leitão Beirão.

Restantes jogos da primeira jornada da Liga Leitão Beirão:

ACRD Cabeçudo - Clube União Idanhense (4 de outubro – 15 horas) CCD Estrela Zêzere - SC Covilhã B (29 de Novembro – 15 horas) UD Belmonte - ACR Atalaia Campo (29 de Novembro – 15 horas)

(Publicada em 02 outubro 2020 )

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AFCB no Instagram Foram 456 publicações e 170 “stories” partilhadas ao longo de 2020. Eis as publicações que receberam mais “gostos” dos internautas. ■


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ENAJ 2020: O Futuro da Arbitragem

Cerca de cem jovens árbitros de todo o país estiveram reunidos em formação nas cidade do Fundão e Covilhã. A “fina-flor” da arbitragem nacional também disse presente.

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Com o “quartel-general” da Associação Portuguesa de Árbitros Profissionais (APAF) montado numa unidade hoteleira do Fundão, foi a partir daí que cerca de cem jovens árbitros se lançaram para três dias de intensa aprendizagem, convívio, troca de experiências e diversão desdobrados entre as cidades beirãs do Fundão e da Covilhã. O Encontro Nacional do Árbitro Jovem (ENAJ), que acontece anualmente desde 2001, é para a APAF o momento alto da arbitragem de formação e para além dos cerca de cem jovens árbitros, de ambos os sexos, oriundos de todas as associações de futebol do país, a entidade maior do movimento associativo da arbitragem nacional trouxe até ao interior do país a nata

da arbitragem, onde se destacou, naturalmente, aquele que foi considerado o melhor árbitro de futebol da época passada, Artur Soares Dias. Hugo Miguel, Luís Godinho, Jorge Sousa, Duarte Gomes, Carlos Xistra, Jorge Cruz, Rui Silva e Bruno Esteves do futebol; António Cardoso, José Gomes, Francisco Costa, David Martins do futsal e Francisco Costa do futebol de praia foram as outras “celebridades” da arbitragem que desfilaram pelo ENAJ 2020 e que proporcionaram aos jovens árbitros extraordinários momentos de aprendizagem e desenvolvimento intelectual. Rui Manhoso (Diretor FPF), Helton Silva (Ex-jogador da U. Leiria e FC Porto), Cata-


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passou pelo Fundão e pela Covilhã

rina Rondão (Treinadora de Futsal do GD Valverde), António Cardoso (Técnico de arbitragem da FPF), José Ramalho (Técnico de arbitragem da FPF), Gustavo Sousa (Observador de Futsal FPF) e Luís Estrela (Presidente do Conselho de arbitragem da AF Lisboa), foram os outros nomes sonantes, transmissores de conhecimento, que fizeram parte dos demais painéis temáticos com moderações de Sérgio Mendes e Diana Henriques, diretores da APAF. O evento, que decorreu ao longo de todo o fim de semana, com as devidas precauções tendo em conta o atual contexto epidemiológico, teve início no dia 9 de outubro e contou, tanto na cerimónia de abertura como na cerimónia de encerramento, com a presença e preleção do

presidente da Associação de Futebol de Castelo Branco, Manuel Candeias, que enalteceu a iniciativa da APAF, na pessoa do seu presidente, Luciano Gonçalves, em trazer até ao distrito de Castelo Branco um evento de consagrada importância, destacou a coragem dos jovens que dão os seus primeiros passos no mundo da arbitragem e congratulou-se pela instituição que dirige poder associar-se ao ENAJ 2020 e à formação de árbitros de futebol, futsal e futebol de praia. O ENAJ 2020, que redundou numa cabal prova da vitalidade da arbitragem nacional no lançamento e consolidação de alicerces da arbitragem do futuro, foi também espaço de homenagens a árbitros que recentemente terminaram as suas carreiras,

em especial ao “homem da casa”, o Covilhanense Carlos Xistra e a António Resende que, num momento surpresa protagonizado por Artur Soares Dias, não conteve a emoção e soltou as lágrimas naquele que considerou ter sido o momento que não tinha tido de despedida dos relvados. De recordar que esta foi a 19ª edição do ENAJ, evento com a impressão digital da APAF e que foi apoiado pela Federação Portuguesa de Futebol, Associação de Futebol de Castelo Branco, Instituto Português do Desporto e Juventude, Câmara Municipal do Fundão, Câmara Municipal da Covilhã, Filstone, Lacatoni, Hertz, Cruz Vermelha Portuguesa, Núcleo de Árbitros Albicastrenses, Associação Cultural de Alcaria e Rádio Cova da Beira. ■ (Publicada em 12 outubro 2020)

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COVID-19: AFCB cria linha de apoio aos clubes Linha de apoio direta aos clubes filiados permite uma resposta mais célere e eficaz a situações decorrentes do momento pandémico. criou uma linha direta de apoio aos clubes filiados. A medida, que vem na sequência do Comunicado Oficial n.º 8, de 28 de setembro de 2020, segue “uma política de implementação de um conjunto de medidas que fomentem não apenas a adoção de atitudes preventivas, mas que assegurem, igualmente, a minimização da disseminação e transmissão da infeção por SARS-CoV-2”. A linha, que permitirá agilizar os contactos entre clubes, delegado de saúde, Direção Geral de Saúde e Federação Portuguesa de Futebol, é um serviço que “apenas dará resposta a questões exclusivamente relacionadas com a influência da doença COVID-19 nas Provas Oficiais, não sendo legítima a sua utilização para o esclarecimento de quaisquer outras questões com cariz diverso”, lê-se no comunicado.

Foi através de comunicado oficial que no passado dia 21 de outubro a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) informou clubes filiados e órgãos de co-

municação social que, com o intuito de dar uma resposta mais célere a questões relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 e à doença por ele provocada, COVID-19,

De salientar que, resultante da situação epidemiológica atual e no âmbito da retoma competitiva, a AFCB agendou para dia 26 de outubro uma sessão de esclarecimento acerca das temáticas supracitadas bem como de assuntos adjacentes. A sessão, com início marcado para as 21 horas, realizar-se-á através da plataforma ZOOM. ■ (Publicada em 22 outubro 2020)

AFCB retoma transmissões em streaming ADC Proença-a-Nova - ADC Pedrogão de São Pedro e ARC Oleiros - CD Alcains, são os dois jogos que podem ser acompanhados em direto. Um jogo da Liga Leitão Beirão e um jogo da série E do Campeonato de Portugal, transmitidos em direto e em streaming, animarão no próximo domingo, 4 de outubro, a tarde desportiva daqueles que gostam de futebol em geral e dos que, em particular, acompanham os desempenhos das equipas do distrito de Castelo Branco. A solução encontrada na época desportiva transata, que ia ao encontro dos desejos de todos aqueles que pelos mais diversos motivos não podiam acompanhar in loco o seu clube, ganhou outra relevância quando, por causa do vírus SARS-CoV-2, os estádios estão vetados aos adeptos do futebol. “Se o adepto não pode ir ao futebol, o futebol vai ter com o adepto”, poderia, pois, ser

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a máxima a utilizar pela Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) quando, em tempos de pandemia, a Direção Geral de Saúde (DGS) ainda não autoriza que o futebol, ao contrário de outras atividades culturais, tenha adeptos nas bancadas. De recordar que as transmissões AFCB contam com o apoio de diversas autarquias dos distrito de Castelo Branco e são concretizadas através da Aduane Sport Solutions, empresa especializada na organização e transmissão de eventos, consultadoria e gestão de carreiras. ■ (Publicada em 04 outubro 2020 )


APAF - Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol

Sábado “gordo” para o Futsal Masculino As equipas masculinas de futsal do distrito que disputam provas nacionais superiorizaram-se aos seus adversários.

O Presidente da AF Castelo Branco recebeu na sede da Associação o Presidente Luciano Gonçalves e os Diretores Sérgio Mendes e Fernando Gonçalves numa reunião preparatória e referente ao Encontro Nacional do Árbitro Jovem 2020. ■ (Publicada em 21 de agosto)

ACD Ladoeiro, ARB Boa Esperança, ADR Retaxo, GD Mata/AAUBI e UD Cariense tiveram um comportamento 100% vitorioso durante o o dia de sábado, 7 de novembro, elevando bem alto o futsal do distrito de Castelo Branco com vitórias expressivas ou “arrancadas a ferros”, mas em ambos os casos fruto de trabalho e competência. Na série D do Campeonato Nacional Futsal 2ª divisão, o GDMta/AAUBI recebeu e venceu de forma clara, 4-1, a formação da AD Travasso (AF Aveiro). Na mesma série, a UD Cariense deslocou-se ao terreno do C. Domus Nostra (AF Coimbra) para lhe impor uma derrota por 2-3. A UD Cariense esteve a perder por 2-0, mas num final épico e no espaço de cinco minutos (33’, 36’ e 38’) virou o jogo a seu favor. Já na série E, a ACD Ladoeiro recebeu e “cilindrou” o CRI Alhandense (AF Coimbra). A equipa da Figueira da Foz revelou-se sempre impotente para o futsal demonstrado pelos jogadores Idanhenses. Em Castelo Branco, a ARB Boa Esperança também não sentiu grandes dificuldades para levar de vencida a formação do GRAP (AF Leiria). A equipa de Pousos ainda entrou a vencer (4’), mas um autogolo aos 11 minutos e um Fábio Mota inspirado (3 golos) detonaram a defesa de uma equipa que exigiu concentração máxima aos Albicastrenses. A ADR Retaxo, a jogar em casa, parecia ter uma tarefa fácil quando no final do

primeiro tempo vencia a União 1919 (AF Coimbra) por 4-1. Contudo, o empenhamento máximo da formação coimbrã na segunda parte do desafio, a que se juntou algum “baixar da guarda” por parte da ADR Retaxo, ditou um jogo impróprio para cardíacos, com a União 1919 a colocar o marcador em 4-4 à passagem do 31º minuto. Igualdade que seria desfeita ao minuto 34 por Anderson Filho e que fixaria o resultado em 5-4 a favor dos de Castelo Branco.

Realização da Champions League em Lisboa

No Futsal feminino, a contar para o Torneio de Apuramento de Campeã Nacional da 2ª divisão, o GD Valverde recebeu e perdeu com a AAC/SF (AF Coimbra) por 1-4, com o único golo da equipa de Valverde a ser apontado por Raquel Cardoso. Já no futebol 11, o SC Covilhã deslocou-se a Lisboa para no terreno do Casa Pia (AF Lisboa) infligir ao adversário uma derrota por 0-1 em jogo a contar para a 9ª jornada da Liga Portugal 2. No Campeonato de Portugal, série D, em jogos disputados no domingo, 8 de novembro, CD Alcains e GD Vitória de Sernache dividiram os pontos, empate a um golo em jogo disputado no Campo Trigueiros Aragão. No outro dérbi do distrito de Castelo Branco a ARC Oleiros levou de vencida a formação do Sertanense FC, 2-1, num jogo que teve transmissão em direto e em streaming a partir do Estádio Municipal de Oleiros. ■

Visita de cortesia, no âmbito da realização da Champions League em Lisboa, juntou na Cidade do Futebol o Primeiro Ministro António Costa e o presidente da UEFA Aleksander Ceferin e foi conduzida pelo presidente da FPF Fernando Gomes e pelo CEO Tiago Craveiro, contando ainda com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. ■ (Publicada em 25 de agosto)

(Publicada em 09 novembro 2020 )

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