Newsletter.04 ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE CASTELO BRANCO FUNDADA EM 22 DE MARÇO DE 1936 | FILIADA NA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL
2021
JANEIRO/JUNHO Distribuição gratuita
Taça de Portugal de Futsal Placard – 2ª eliminatória
Ricardo Machado, a mística contínua fora da quadra! Futsal: Campeões Distritais presentes nas Taças Nacionais
Wendel distinguido pelo Plano Nacional de Ética no Desporto.
ACD Ladoeiro vence Campeonato Nacional II Divisão Futsal
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Índice Taça de Portugal de Futsal Placard – 2ª eliminatória
Domingo aziago dita eliminação de quatro formações do distrito de Castelo Branco. ... P4
Wendel foi distinguido pelo Plano Nacional de Ética no Desporto.
Ricardo Machado, a mística contínua fora da quadra!
Momento de entrega do troféu Fair Play – Ética Desportiva ao jovem avançado do SC Covilhã ... P14
Ricardo Machado é um exemplo impar de fidelidade a um clube, uma espécie rara, em vias de extinção, que confunde a sua história com a do clube que ama. ... P18
Responsabilidade e trabalho
Mensagem do Presidente Manuel Candeias
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Seis meses depois de uma passagem de ano revestida de esperança com o início da vacinação para a COVID-19, a pandemia ainda não nos deixou e o desassossego provocado pela informação de novas variantes do vírus SARS-CoV-2 contínua presente. Todavia, o constante bombardeamento de (des)informação sobre o vírus e a doença, seja pelos órgãos de comunicação social, seja pelas redes sociais ou pelas relações pessoais que mantemos, tem-nos permitido uma familiarização com a
Índice Futsal: Campeões Distritais presentes nas Taças Nacionais
ACD Ladoeiro vence Campeonato Nacional II Divisão Futsal
Casa do Benfica Oleiros e GD Valverde sagraram-se campeões distritais no dia 5 de junho. ... P22
Feito histórico. Nunca um clube da AFCB havia sido campeão Nacional da II Divisão. ... P26
Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Castelo Branco, a “Área Técnica”
Da responsabilidade do Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Castelo Branco, a “Área Técnica” ... P30
temática tão normal quanto perigosa. Hoje todos temos opinião e sentimo-nos especialistas em diversas áreas para as quais não temos formação, uma “especialização” que é inversamente proporcional às responsabilidades que nos estão investidas. O futebol, enquanto fenómeno social global, exige respostas de cariz social, que não cabem em fait-divers e em opiniões voláteis de responsabilidade não assumida.
humana, assistimos a vencedores distritais levantarem os troféus, aplaudimos um jogador de um clube filiado ser distinguido pelo Plano Nacional de Ética no Desporto, vibrámos com o Título Nacional da II divisão de futsal de um dos nossos filiados, formámos treinadores, estreitámos laços com instituições de ensino e vimos reconhecidos vinte e seis clubes AFCB no Processo de Certificação FPF. Nestes seis meses não parámos.
Nestes seis meses orientámos o nosso trabalho com frontalidade e firmeza, certos de que temos feito o melhor para todos. Nestes seis meses não parámos, o futebol e o futsal não parou. Nestes seis meses, vividos a ritmos diferentes, pautados pelo bem maior da vida
Não vamos parar!
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Taça de Portugal de Futsal Placard – 2ª eliminatória Domingo aziago dita eliminação de quatro formações do distrito de Castelo Branco. quistada pelos da casa no primeiro tempo permitiu-lhes gerir o jogo mais com a cabeça enquanto os da Covilhã já jogavam mais com o coração. 6-3 foi o resultado final com os golos covilhanenses a serem apontados por Vinícius Pereira, Dani Rodrigues e Dário Gaspar. ARB Boa Esperança 1 – 5 SCU Torreense: Perder a arriscar tudo! Resultado enganador num jogo equilibrado em que os pesos da balança só se fizeram sentir quando a ARB Boa Esperança arriscou tudo em busca da felicidade. A jogar em casa a ARB Boa Esperança praticamente entrou no jogo a perder, já que aos 4 minutos do desafio o SCU Torrenese adiantou-se no marcador naquele que seria o único golo da primeira parte.
Foi uma entrada em falso em 2021 para a generalidade das equipas de futsal masculino filiadas na Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) que competiram na 2ª eliminatória da Taça de Portugal de Futsal Placard.
minutos finais a uma bem organizada equipa da UD Serra (AF Leiria).
Das cinco equipas do distrito que foram a jogo só a ACD Ladoeiro superou, com distinção, o seu adversário, exibindo os mesmos argumentos que a fizeram estar na “Final Eight” da última edição da prova, onde seria eliminada nos quartos de final pelo SC Braga/AAUM, finalista vencido.
Depois de ter estado por duas vezes em desvantagem (0-1 e 1-2), a ADR Retaxo conseguiu, ao minuto 33, passar para a frente do marcador (3-2). Contudo, quando já se pensava que o jogo iria cair definitivamente para a ADR Retaxo, num último folgo e no espaço de dois minutos (36’ e 38’) a UD Serra consuma uma reviravolta sem tempo de resposta para os do distrito de Castelo Branco que acabariam eliminados da prova.
GD Ladoeiro 7 – 1 GD Magrelos: Do susto à goleada
Valpaços FC 6 – 3 GD Mata/AAUBI: Fator “casa” decisivo.
O jogo nem começou bem para os da ACD Ladoeiro que aos 4 minutos de jogo já perdiam por 0-1 ante o GD Magrelos da AF Porto. Resultado que só foi alterado à passagem do minuto 13 quando Paulo Ferreira deu início a uma reviravolta que culminaria em goleada. Gonçalo Gonçalves ao 38º minuto do desafio apontou o 7-1 final.
A jogar fora, em Valpaços, Distrito de Vila Real, o GD Mata/AAUBI não resistiu ao poderio do anfitrião Valpaços FC que desde o apito inicial impôs o seu jogo. Com uma equipa bem organizada e não tendo sido sujeita a uma deslocação de mais de 200km e duas horas e meia de viagem, a formação filiada na AF Vila Real controlou sempre o jogo tendo chegado ao intervalo com uma confortável vantagem de três golos (3-0). Com uma segunda parte mais dividida, os da Covilhã ainda reduziram a desvantagem no marcador para dois golos de diferença, mas a “almofada” con-
ADR Retaxo 3 – 4 UD Serra: “O pássaro esteve na mão!” Jogo eletrizante aquele que se viveu no Retaxo com a ADR local a sucumbir nos
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No regresso dos balneários a ARB Boa Esperança continuou a procurar outro resultado, tendo também eles aos 4 minutos, agora do segundo tempo, alcançado o empate num golo apontado por Fábio Mota. Mas a igualdade durou apenas três minutos, o SCU Torreense, através de Filipe Pinheiro, voltou à vantagem (1-2). Como perder por um ou mais golos ditava o mesmo final, a eliminação da Taça de Portugal, a ARB Boa Esperança nos minutos finais do desafio arriscou tudo, desguarnecendo a retaguarda em busca do empate, algo que permitiu o SCU Torreense ser mais feliz e alcançar três golos no espaço de dois minutos, acabando por vencer por 1-5, resultado demasiado pesado para a formação comandada por Telmo Roque. CCRD Carvalhal Formoso 1 – 7 FC “Os Piratas de Creixomil”: Jogo para esquecer. A jogar em casa a CCRD Carvalhal Formoso não se fez valer do estatuto de anfitrião e permitiu um autêntico saque perpetrado pela formação de Guimarães, FC “Os Piratas de Creixomil”. Um jogo sem grande história ficando a nota da entrega dos jogadores do Carvalhal Formoso e do tento de honra apontado por Tiago Vicente já ao “cair do pano”. ■ (Publicada em 05 janeiro 2021)
Ciclo de formações AFCB Gratuitas, creditadas e à distância é a fórmula para as quatro ações de formação que a Associação de Futebol de Castelo Branco tem programadas para os meses de fevereiro e março. Foi durante o dia de 27 de janeiro que a AFCB enviou aos clubes filiados, órgãos de comunicação social e publicou nas suas redes sociais na internet informação relativa à primeira de quatro ações de formação que, em regime à distância, a AFCB levará a cabo durante os meses de fevereiro e março. A opção por este momento e esta metodologia de ensino visa aproveitar o atual período de menor atividade no terreno e dar respos-
ta às necessidades formativas dos técnicos de futebol e futsal, bem como possibilitar o “cumprimento das horas de formação contínua necessárias para que possam ser renovadas as cédulas profissionais dos treinadores de Futebol”. Marisa Gomes, treinadora adjunta da Seleção A Feminina de Portugal, será quem abrirá as “hostilidades” com "O que queremos das jogadoras no nosso jogar - O tra-
balho no âmbito de uma seleção nacional" numa sessão agendada para as 21 horas de 11 de fevereiro. Seguir-se-ão José Carvalho Araújo, ex-treinador do SC Braga sub23 e SC Olhanense; Dário Gaspar, treinador do GD Mata/AAUBI e Bruno Travassos, docente do Departamento de Ciências do Desporto da UBI e Treinador-adjunto da Seleção A de futsal masculino de Portugal. ■ (Publicada em 28 janeiro 2021)
23 de janeiro, ação de formação presencial creditada subordinada ao tema "Futebol em tempo de pandemia". ■
18 de fevereiro, "A importância dos últimos escalões de formação no desenvolvimento de um futebolista" por José Carvalho Araújo. ■
16 de abril, “A manipulação de variáveis no exercício” por Bruno Travassos (Treinador-adjunto da Seleção Nacioal A de Futsal). ■
11 de fevereiro, "O trabalho no âmbito de uma seleção nacional" por Marisa Gomes, Treinadora-adjunta da Seleção Nacional A Feminina. ■
26 de fevereiro, "A transição e integração de jogadores no futsal sénior" por Dário Gaspar. ■
Maio 2021 , Curso de Treinadores de Futsal Grau I - UEFA C Grau II - UEFA B. ■
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Plano de Recuperação e Resiliência – Posição conjunta das ADR’s Deliberação das Associações Distritais e Regionais (ADR’s) sobre o Plano de Resiliência é hoje tornada pública. Reunião para análise do documento aconteceu ontem. seus planos de recuperação pós-Covid-19 a promoção do desporto, como forma de melhorar as políticas públicas de intervenção na população; f. A prática desportiva regular é essencial para a saúde dos cidadãos, pelo que é uma estratégia transversal a várias áreas que não podemos desprezar em tempos como os que vivemos, sendo válido, tanto para o desporto sénior, como para o desporto praticado pelos escalões de formação, como um garante da defesa da saúde pública; g. De uma forma inesperada, ao não se verificar a presença do desporto no PRR, estamos a comprometer a evolução desportiva de milhares de praticantes, que aspiram chegar ao topo da pirâmide desportiva. Algo que terá reflexo na qualidade e competitividade das nossas Seleções Nacionais e dos nossos clubes de topo, ou seja, vamos comprometer o desígnio nacional que a todos nos uniu de uma forma gratificante nos últimos anos;
O Governo colocou em consulta pública o já esperado e desejado Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com um valor de 13.900 milhões de Euros em subvenções, que vai permitir a realização de reformas estruturantes, centrado em três grandes áreas temáticas: reforço da resiliência económica, transição climática e digital, sendo considerado o instrumento fundamental para o desenvolvimento de Portugal na atual década.
b. O setor do Desporto tem sofrido um enorme impacto com o aparecimento da pandemia Covid – 19, provocado pela falta de público e a paralisação da atividade dos escalões de formação, proveniente do deliberado em sucessivos Estados de Emergência, pelo Senhor Presidente da República e a sua regulamentação pelo Governo, com a agravante de não ter existido até ao momento qualquer apoio governamental;
Após a análise do documento, as Associações Distritais e Regionais de Futebol (ADR´s) deliberaram em reunião realizada em 20 de fevereiro de 2021, o seguinte documento.
c. Em relação à prática desportiva regular estão associados um conjunto muito vasto e variado de outros setores importantes da economia portuguesa, que, por esta via, também estarão a ser penalizados;
Atendendo que: a. Se tem verificado um grande empenhamento de todo o tecido desportivo nacional (Clubes Associações Distritais e Regionais de modalidade, Federações, COP, CPP, CDP e Autarquias Locais) na promoção da atividade física e principalmente do desporto, com resultados excelentes ao longo de muitas épocas desportivas, que tem proporcionado um cada vez maior reconhecimento internacional do país;
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d. Os graves efeitos da pandemia já estão a provocar um deficiente rendimento desportivo generalizado dos cerca de 600.000 atletas federados inscritos na época anterior, com exceção dos atletas olímpicos e profissionais, tendo em conta a longa paragem das respetivas competições (2 épocas); e. As várias organizações internacionais, das quais destacamos o Parlamento Europeu, que recentemente aprovou uma Resolução (B9 – 0115/2021, de 4 de fevereiro), em que recomendam aos Estados a inclusão nos
h. No documento “Estratégia Portugal 2030” é indicado que o incentivo da prática da atividade física, através do fomento do desporto e da formação desportiva em todo o ciclo de vida, é uma estratégia prioritária intersetorial para promover a Saúde dos cidadãos, a par da minimização dos fatores de risco, da alimentação saudável e da educação; i. O documento também não valoriza a disciplina de Educação Física ao nível da Escolaridade
Obrigatória e do Desporto Escolar;
j. Em Portugal (2019) existiam cerca de 2,2 milhões de pobres, registando-se nas crianças o elo mais fraco, com o valor de 22,3% (com maior impacto na faixa etária dos 12-17 anos). E são precisamente as crianças que têm sido impedidas de praticar desporto, sendo, por isso, fundamental e urgente a implementação de estratégias transversais onde se insere o desporto. As Associações Distritais e Regionais de Futebol não compreendem o critério aprovado e, por esta via, manifestam o seu descontentamento, já que nos causa estranheza o facto do desporto não se encontrar contemplado em
tão importante documento, considerado fundamental para o desenvolvimento de Portugal durante a atual década. Esta nossa posição baseia-se no facto de, na realidade, esta decisão colocar em causa, de uma forma decisiva, a sobrevivência da já debilitada atividade de muitas centenas de clubes e, assim, assistirmos ao progressivo colapsar do tecido associativo desportivo do nosso País, com todas as consequências dramáticas que isso implicará em termos de coesão territorial da nossa sociedade. Os Clubes filiados nas Associações Distritais e Regionais de Futebol são os responsáveis pela realização de milhares de jogos semanais, movimentando várias dezenas de milhar de cidadãos, que proporcionam uma atividade semanal ao longo do ano, sendo considerado um setor de atividade económica com grande capacidade de atrair investimento e uma boa fonte de receita fiscal para o Estado.
COVID-19: AFCB promove testagem das equipas de arbitragem Equipas de arbitragem AFCB que entram em ação no fim de semana de 1 e 2 de maio realizaram testes rápidos para o vírus SARS-CoV-2.
Assim, tendo em conta o referido anteriormente, as Associações Distritais e Regionais de Futebol solicitam ao Governo que seja tomado em consideração toda esta situação, já que as competições distritais assumem um papel de relevo no desenvolvimento desportivo, mas também social e económico das regiões e do país. A este propósito não podemos deixar de aproveitar este momento para referir que com a não inclusão do desporto no PRR se perde uma excelente oportunidade para: 1. Efetuar a Reabilitação e Modernização das instalações desportivas existentes nos Clubes, Associações Distritais e Regionais de modalidade, Federações e Centros de Alto Rendimento; 2. Elaborar um Plano de Infraestruturas Desportivas inovador adequado à atual realidade das necessidades da população; 3. Elaborar um Plano de Revitalização Financeira dos Clubes, ADR´s e Federações, onde se incluirá a formação de agentes desportivos. Por último, e tendo em consideração o atrás exposto, apelamos à consideração do Governo para que a prática desportiva dos escalões de formação e dos seniores possa vir ainda a ser enquadrada em parte, no âmbito de alguma das dimensões apresentadas, como é o exemplo da Transição Digital, com os programas de formação de jovens e de adultos aprovados. Para terminar, informamos que nos colocamos à disposição para dar todos os contributos necessários e que se julguem oportunos, de modo a contribuir para a saída de Portugal da atual crise o mais rápido possível. ■ (Publicada em 21 fevereiro 2021)
Foi na sede da AFCB e nas instalações da Associação Desportiva Estação (Covilhã) que durante a tarde de quinta-feira, 29 de abril, a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) realizou testes rápidos antigénio para o vírus SARS-CoV-2 a todas as equipas de arbitragem do distrito de Castelo Branco que estarão em ação já este fim de semana no recomeço das competições distritais que ainda estão em curso. Nestes dois momentos de testagem, em Castelo Branco para elementos provenientes da zona sul do distrito e na Covilhã para quem reside mais a norte, foram também
testados os elementos da organização AFCB. Numa estratégia concertada, mas da responsabilidade dos próprios clubes, os jogadores e equipas técnicas que estarão em prova no fim de semana de 1 e 2 de maio também foram/estão a ser testados. Todos os testes rápidos antigénio, inclusive os que a realização ficou a cargo dos clubes, foram custeados na integra pela AFCB e até ao momento não se registou qualquer resultado positivo, algo que conjetura uma retoma competitiva em segurança. ■ (Publicada em 29 abril 2021)
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AFCB, celebrar o desporto há 85 anos
Mensagem do Presidente, Manuel Candeias, pelo 85º aniversário da Associação de Futebol de Castelo Branco. Caras e caros amigos, Restrições estabelecidas pelo confinamento constrange-nos os movimentos e a liberdade para podermos, em convívio, celebrar este 85º aniversário da fundação da Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB).
Quero ainda manifestar a minha gratidão a todos os que já não estão entre nós e que da mesma forma contribuíram para que a AFCB goze do grande prestígio que lhe é reconhecido. Prestígio e respeito, interno e externo, que nos enchem de orgulho.
Ainda assim, esta forma de comunicação permite-me, neste momento tão importante, dirigir-me a todos vós que, tal como nós, vivem com paixão esta modalidade, cuja atividade, ao longo de tantos anos, tem sido organizada por esta associação de futebol.
Recentemente fomos obrigados a tomar decisões muito difíceis. Decisões indesejadas que, claramente, prejudicam o nível de participação e os fins que as vantagens da prática do desporto em geral e de futebol em particular oferecem, principalmente nas áreas da saúde e da socialização.
A história desta associação fez-se e faz-se pelos seus sócios, os clubes, bem como pelos seus dirigentes e pelos seus atletas. E por isso, é a vocês a quem dirijo as felicitações ao mesmo tempo que agradeço toda a dedicação que têm prestado à modalidade .
São difíceis é um facto, mas têm sido assumidas salvaguardando e acautelando riscos consequentes desta pandemia e da qual queremos sair com o mínimo de efeitos negativos e com a inequívoca compreensão e apoio de todos os clubes, sem exceção.
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Ao contrário do que desejaria, apenas posso prometer que vamos continuar a zelar pela segurança de todos. Dentro das limitações que nos vão sendo impostas, queremos urgentemente retomar as competições que, legalmente, nos sejam possíveis organizar. Neste momento de aniversário, que assinala mais um marco histórico desta Associação de Futebol, quero ainda partilhar a minha esperança de um regresso a breve trecho à normalidade e o meu desejo sincero que esta pandemia passe ao largo dos que, felizmente, ainda não foram alvo da sua ira, e aos que já foram, uma recuperação rápida e sem consequências desagradáveis. ■ Obrigado e muita saúde para todos. Manuel Candeias da Costa (Publicada em 24 março 2021)
Associações Distritais de Futebol reuniram em Lisboa Foi a primeira sessão da Mesa do Plenário após as eleições de 10 de abril.
Foi no passado sábado que a Mesa de Plenário das 22 Associações Distritais e Regionais de Futebol esteve reunida em Lisboa no auditório da nova sede da AF Lisboa. Neste encontro os dirigentes associativos debateram, entre outros temas, questões relacionadas com as realidades do futebol (Campeonato de Portugal) e do futsal (Liga Placard e II Divisão), evidenciando preocupações comuns relativas ao momento atual e sobre o futuro dos enquadramentos competitivos no âmbito das provas nacionais, de ambas as modalidades. Nas palavras de António Marques da Silva, presidente da AF Vila Real, que assume a liderança da Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais de Futebol, “a reunião decorreu
de forma muito positiva e participativa”, considerando que “mais uma vez, as ADRs vincaram os seus contributos, avaliaram realidades e não deixaram de manifestar preocupações no sentido de se encontrarem soluções para ultrapassar dificuldades e caminhar em nome de mais e melhor futebol, futsal e futebol de praia”. António Marques da Silva realçou ainda o “trabalho de todos os clubes que de norte a sul do continente e nas regiões autónomas são alicerces da atividade formativa e competitiva”. Depois de agradecer e elogiar a AF Lisboa pela receção e coorganização do evento, o presidente da Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais de Futebol salientou que deste encontro resultou, igualmente, “o desejo das ADRs verem fortalecida a comunicação institucional com a Direção
da Federação Portuguesa de Futebol, presidida pelo Dr. Fernando Gomes”. Nuno Lobo, presidente da Direção da AF Lisboa, na qualidade de anfitrião do encontro, afirmou que foi com muito orgulho e prazer que recebeu na sede da associação, depois da recente inauguração das novas instalações, os seus colegas presidentes das associações distritais e regionais, considerando que da reunião resultou “um debate intenso sobre temas que emergem no panorama do futebol e do futsal português”, no qual foi conseguido “juntar estas duas vertentes: apresentar a nova casa da AF Lisboa, mas também promover uma discussão muito importante sobre o futebol e futsal português, mais a mais, num tempo tão difícil como é este que atravessamos”. ■ (Publicada em 26 abril 2021)
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Campeonato de Portugal: Terminou a Fase Regular S. Benfica Castelo Branco disputará vaga na Liga 3; Oleiros, Sertanense FC e GD Vitória de Sernache mantêm-se no Campeonato de Portugal; Alcains desce para a Liga Leitão Beirão.
Foi uma última jornada intensa da série E do Campeonato de Portugal aquela que se viveu no passado sábado. Das cinco formações dos distrito de Castelo Branco presentes na competição, três já tinham a “vida resolvida” e duas, Sertanense FC e GD Vitória de Sernache, tinham jogos de “tudo ou nada” pela permanência no Campeonato de Portugal. Com uma deslocação difícil ao terreno do Condeixa, o Sertanense FC dependia apenas dele próprio, sendo que um ponto conquistado ante a equipa da AF Coimbra seria suficiente para almejar o objetivo da permanência. Um nulo no final dos 90 minutos foi suficiente para os da Sertã e a “tempestade perfeita” (Derrota do Sertanense FC e vitórias do GD Vitória Sernache e CD Carapinheirense) que poderia tirar o Sertanense FC do Campeonato de Portugal não aconteceu. Quem não dependia apenas de si próprio para assegurar a manutenção era o GD Vitória de Sernache que arrancava para a derradeira jor-
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nada com um ponto de atraso em relação ao CD Carapinheirense e dois em relação ao Sertanense FC. Cumprida a “obrigação” de ganhar no seu reduto, 2-0 ante o Mortágua FC, o GD Vitória de Sernache contou com a “ajuda amiga” do CD Alcains que, apesar de já despromovido, fez jus à dificuldade que é jogar no seu terreno e impôs ao CD Carapinheirense uma derrota por 1-0 arrastando consigo a formação da AF Coimbra para os campeonatos distritais e permitindo ao GD Vitória de Sernache manter-se no mesmo patamar do futebol nacional. Com os cálculos pela permanência e acesso à fase de apuramento para a Liga 3 já resolvidos, ARC Oleiros e S Benfica CB encontraram-se quase para cumprir calendário, apesar de uma vitória dos da capital de distrito poder ditar o segundo lugar na série E, mas tal não aconteceu. ARC Oleiros venceu por 1-0.
Contas feitas, a União de Leiria vence a Série E do Campeonato de Portugal, com apenas uma derrota (imposta pelo SBCB) em 21 jogos disputados, e ascende à Liga SABSEG; S Benfica CB avança para a fase de apuramento para a Liga 3; ARC Oleiros, Sertanense FC e GD Vitória de Sernache mantêm-se no Campeonato de Portugal e CD Alcains retorna ao Campeonato Distrital de Castelo Branco, Liga Leitão Beirão. De realçar que, apesar da descida do CD Alcains, na próxima temporada a AF Castelo Branco continuará a ser representada por cinco formações no Campeonato de Portugal/Liga 3. Às quatro formações que asseguraram a permanência no Campeonato de Portugal juntar-se-á o C.U. Idanhense. ■ (Publicada em 12 abril 2021)
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“O nosso objetivo é, para já, ganhar o jogo em Viseu” AD Fundão joga sábado, 8 de maio, em Viseu no arranque do play-off da Liga Placard Futsal. Vitória sobre o Viseu 2001 coloca a formação fundanense com um pé nas meias-finais da competição.
A dois dias do arranque do play-off da Liga Placard Futsal 20/21 a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) foi ao Fundão conversar com Nuno Couto (NC), responsável máximo pela equipa da AD Fundão que no passado dia 24 de abril, em Portimão, carimbou a melhor classificação de sempre na primeira fase do patamar mais alto do futsal nacional. A primeira fase, o jogo com o Viseu 2001, os objetivos da AD Fundão e a realidade atual do futsal português estiveram à mesa numa conversa com os “pés bem assentes na terra” mas com a mente a apontar para as meias-finais. AFCB - Melhor classificação de sempre na primeira fase em 15 épocas da AD Fundão no escalão máximo do futsal nacional... Obrigação de fazer
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melhor do que o segundo lugar da época 2013/14 ou responsabilidade de fazer o melhor possível? NC - Responsabilidade de cumprirmos o objetivo seguinte que é conseguirmos ganhar ao Viseu 2001. Não estabelecemos metas a médio/longo prazo durante a época, os objetivos são diários, tanto ao nível do treino, como ao nível do jogo. Passada a fase regular, o nosso objetivo, para já, é ganhar o jogo em Viseu e depois, em nossa casa, conseguirmos mais uma vitória que dê a passagem às meias-finais. AFCB - O 3º lugar na classificação final da primeira fase foi uma surpresa ou foi algo que perspetivaram no início da temporada?
NC - Fazendo uma avaliação aos plantéis, obviamente perspetivarmos um 3º lugar no início da temporada era ambicioso de mais. A AD Fundão é um clube ambicioso, mas tem os pés bem assentes na terra e tem noção da realidade e das dificuldades que é ser um clube do interior e com todo o que a isso está inerente. Mais não seja a deslocalização em relação aos grandes centros urbanos onde estão a maior parte dos jogadores com qualidade e formados localmente. Com o fluir da época e a evolução que a equipa foi tendo, pensamos, a certa altura, que o 3º lugar era um objetivo atingível. Apesar de, publicamente, não o termos colocado como tal, essencialmente por ser muito difícil dada a qualidade dos plantéis das formações adversárias como os Leões Porto Salvo, Modicus ou Portimonense SC.
No entanto conseguimos uma consistência que nos permitiu, para além de alcançarmos o melhor lugar de sempre numa primeira fase, conseguimos a melhor fase de jogos consecutivos sem perder desde que estamos na primeira divisão, 10 jogos, bem como a melhor pontuação que havíamos alcançado. Foram três objetivos que, em simultâneo, conseguiram fazer desta época a melhor de sempre na fase regular. AFCB - O Nuno falou nos Leões Porto Salvo, Modicus, Portimonense SC, mas não falou no Sporting CP e no SL Benfica... NC - São patamares diferentes, prova disso o resultado obtido pelo Sporting na UEFA Futsal Champions League. Nós sabemos que num jogo podemos discutir o jogo com eles, como aconteceu com o Benfica em casa ou com o Sporting para a Taça da Liga, agora sabemos que numa fase regular com 30 jornadas e depois numa competição em play-off em que as eliminatórios ou são “à melhor de três” ou “à melhor de cinco”, que se torna muito difícil, em três jogos, ganhar por duas vezes ao Benfica ou ao Sporting. E no caso da final, em cinco jogos, é preciso ganhar-lhes por três vezes. Temos noção de que pontualmente nos podemos bater com eles, mas na fase final, como está concebida em Portugal, é muito difícil para qualquer outra equipa, que não Sporting e Benfica, conseguir ombrear com eles próprios. AFCB - O 3º lugar é, por assim dizer, “o campeão dos pequenos”?... NC - É o campeão dos clubes com uma estrutura diferente e com capacidade económica totalmente diferente. Há plantéis de primeira divisão que têm orçamentos que dois ou três jogadores do Sporting CP e do SL Benfica conseguiriam pagar. A esse nível a AD Fundão tem os pés bem assentes na terra e sabe que numa competição que não seja a eliminar “a um jogo”, como a Taça da Liga ou a Taça de Portugal, é muito difícil levá-los de vencidos. AFCB - Vão jogar com o Viseu 2001 primeiro fora. É vantajoso ou desvantajoso, na medida em que a classificação do terceiro lugar permite dois jogos em casa à formação da AD Fundão? NC - Essa é uma das questões que acho que a Federação Portuguesa de Futebol tem de rever. Este ano ficou provado de que todas as equipas, com maior ou menor dificuldade, têm capacidade para jogar a meio da semana. Em todos os campeonatos em que há Play-off, o primeiro jogo é sempre na casa do melhor classifi-
cado. Sendo que o terceiro jogo, em caso de existir empate, também é na casa do melhor classificado. Aquilo que eu defendo é que o primeiro jogo, sábado dia 8 de maio, deveria ser na casa da AD Fundão. O segundo jogo, a meio da semana, na casa do Viseu 2001 e, caso houvesse necessidade de se recorrer ao terceiro jogo, no fim de semana seguinte na casa do melhor classificado da fase regular, no caso concreto da AD Fundão. Nós temos consciência de que a diferença entres os dois primeiros classificados da primeira fase (Sporting e Benfica) para os outros seis clubes presentes no play-off é muito superior à diferença que existe entre o 3º e 8º classificados. Entre o terceiro e o oitavo lugar da primeira fase estão seis equipas que podem ombrear umas com as outras e ganharem ou perderem independentemente da classificação na primeira fase. Portanto, considero que o fator “mais jogos em casa” possa não ser tão favorável pelo facto do primeiro jogo ser fora. Se a AD Fundão perde em Viseu a pressão fica toda do lado da nossa equipa que terá de vencer dois jogos consecutivos. Apesar de serem os dois em casa a AD Fundão perde o favoritismo que poderia ter numa fase inicial. AFCB - Jogos sem público nas bancadas, têm beneficiado ou prejudicado a AD Fundão? NC - Prejudica essencialmente a modalidade. Principalmente devido ao facto do clima de treino não ser muito diferente do clima de jogo. Obviamente que depois o fator competição influência as questões psicológicas, mas o ambiente do treino é muito idêntico ao ambiente de jogo. Temos de ter uma preparação mental totalmente diferente para os jogadores conseguirem perceber que, apesar de não existir a envolvência normal, é dia de competir e é dia de conseguir os três pontos para a AD Fundão. AFCB - Uma vez que não há público nas bancadas, como é que têm sentido, se têm sentido, o reconhecimento por este 3º lugar na primeira fase na Liga Placard Futsal 20/21? NC - As boas exibições e os bons resultado da AD Fundão trazem mais gente ao pavilhão, as exibições menos conseguidas e resultados menos bons afastam mais as pessoas do pavilhão. Esta seria uma época em que, claramente, os fundanenses iriam juntar-se em torno da equipa e dariam uma ainda mais força à vontade que os jogadores já têm. É nesse sentido que julgo que o resultado obtido pela AD Fun-
dão não estar a ser tão reconhecido, mesmo a nível local, devido ao afastamento (imposto pela COVID-19) que existe entre adeptos e equipa. Todavia temos sentido, dentro da medida do possível, um enorme apoio da claque Ultras Fundão. Eles deslocam-se várias vezes ao pavilhão e têm, inclusive, um grupo restrito de adeptos, entrado nas bancadas para apoiar a equipa durante os treinos. Aconteceu isso antes de nos deslocarmos para o jogo da Taça da Liga. Outras vezes estão à nossa espera fora do pavilhão, algo que aconteceu após a vitória em Portimão e a conquista do terceiro lugar, em que quando chegámos às duas horas da manhã ao Fundão, tínhamos cerca de 15 adeptos dos Ultra Fundão à espera da equipa e a entoar cânticos de apoio. Essa ligação entre equipa e adeptos é muito importante, mas temos consciência de que eles não podendo estar no jogos a ligação não é tão forte e tão vincada e os jogadores acabam por se ressentir. AFCB - Que significado tem para o futsal português o Sporting ter conquistado a UEFA Futsal Champions League? NC - Tem vários significados, desde logo foi evidente que no futsal o coletivo, normalmente, superioriza-se às individualidades. Por outro lado ficou provado pelo Sporting CP que há muita qualidade no futsal português e estes jovens que estão a sair da formação do clube acrescentaram muito ao grupo, pois aliam a juventude e ambição à muita experiência que há no plantel do Sporting CP. Ficou também patente que é grande a qualidade dos treinadores portugueses, que muitas das vezes com menos recursos humanos e com menos qualidade nos plantéis conseguem bater-se em competições em que não há margem para falhar. Acho que o facto das outras ligas europeias permitirem um maior número de estrangeiros nos seus plantéis dá-lhes mais condições para se apresentarem nestas provas com outro tipo de argumentos. Mas mesmo assim o Sporting CP dignificou ao máximo o futsal português e a vitória alcançada é um prémio muito justo por tudo o que a equipa do Sporting CP fez na competição e, ainda mais, tendo em consideração a diferença que existe ao nível das condições de trabalho e orçamentos das equipas presentes em prova. O futsal português está de parabéns. ■ (Publicada em 6 maio 2021)
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Wendel foi distinguido pelo Plano Nacional de Ética no Desporto. Momento de entrega do troféu Fair Play – Ética Desportiva ao jovem avançado do SC Covilhã contou com as presenças de Manuel Candeias, Presidente da Direção da AFCB, José Lima, coordenador nacional do PNED e José Mendes, Presidente do SC Covilhã. Foi no passado dia 22 de maio que em Aveiro, minutos antes do apito inicial do jogo da última jornada da Liga SABSEG que colocava frente a frente Académico de Viseu FC e SC Covilhã, foi entregue, pelas mãos do coordenador nacional do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), o troféu Fair Play – Ética Desportiva ao jogador brasileiro do SC Covilhã que na jornada anterior teve um gesto de enorme desportivismo ao colocar a bola fora do terreno para ser prestada assistência a um colega
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adversário, abdicando de uma promissora jogada de perigo para a sua equipa. Tudo isto numa altura em que SC Covilhã ainda não tinha garantida a manutenção na Liga SABSEG. Presentes na cerimónia que distinguiu Wendel estiveram ainda José Mendes, Presidente do SC Covilhã, clube que o jogador representa e Manuel Candeias, presidente da direção da AFCB que elogiou e enalteceu o ato de altruísmo e companheirismo
de Wendel, indicando-o como exemplo a seguir pelo mais jovens. De recordar que Wendel, de vinte anos e formado no “Ninho do Urubu”, Centro de Treino do Flamengo, está cedido por empréstimo do Leixões SC ao clube beirão até ao final da presente temporada. ■ (Créditos fotográficos: SC Covilhã) (Publicada em 24 maio 2021)
Processo de Certificação FPF: Concluída a entrega das placas identificativas de Entidade Formadora.
Périplo pelo distrito de Castelo Branco reconheceu 19 clubes da AFCB como Entidades Formadoras certificadas pela FPF. Foi concluído na passada semana o procedimento de entrega das placas identificativas de Entidades Formadoras aos clubes filiados na Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) que na época 2019/2020 concluíram com sucesso o Processo de Certificação de Entidades Formadoras da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O procedimento, que se tornou bastante moroso decorrente das restrições impostas pelo Governo de Portugal e pela Direção Geral de Saúde (DGS), só agora foi concluído com sucesso. Isto porque, apesar da entrega das placas identificativas normalmente acontecer em cerimónia protocolar na Cidade do Futebol, devido à situação pandémica que o país atravessa, teve de ser feita de forma zonal, cabendo ao Presidente da Direção da AFCB, Manuel Candeias, a tarefa de, numa digressão pelo distrito de Castelo Branco, saudar pessoalmente os clubes
com a distinção obtida junto da FPF e que tanto orgulha a AFCB. Recordar que na época 2019/2020 registou-se um crescimento significativo no número de entidades formadoras certificadas no distrito de Castelo Branco quando comparado com o período homólogo anterior, reflexo de os clubes estão mais dedicados e envolvidos num processo que visa contribuir de forma decisiva para a elevação dos padrões da qualidade do processo de formação dos praticantes de futebol e futsal. Em 2019/2020, no distrito de Castelo Branco, mais do que triplicou o número de avaliações positivas no Processo de Certificação de Entidades Formadoras, aumentando de 6 para 20 as certificações (19 clubes) outorgadas pela FPF. ■ (Créditos fotográficos: Filipa Farinha) (Publicada em 31 maio 2021)
CLUBES CERTIFICADOS COMO ENTIDADES FORMADORAS FPF 2019/2020: FUTEBOL SC Covilhã (4 estrelas) Clube Académico Fundão (3 estrelas) Desportivo de Castelo Branco (3 estrelas) GD Vitória de Sernache (3 estrelas) Sertanense FC (3 estrelas) Sport Benfica CB (3 estrelas) AD Penamacorense (2 estrelas) ARCB Valongo (2 estrelas) CD Alcains (2 estrelas) GDC Silvares (2 estrelas) ADC Proença-a-Nova (CBFF) ACR Atalaia do Campo (CBFF) AD Estação (CBFF) UD Belmonte (CBFF) FUTSAL Casa do Benfica de Oleiros (2 estrelas) Associação “O Paul Cultural Desportivo” (CBFF) GD Valverde (CBFF – Futsal masculino e Futsal feminino) ND Filarmónica da Erada (CBFF) UD Cariense (CBFF)
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Ricardo Machado
Ricardo Machado, a mística contínua fora da quadra! Ricardo Machado é um exemplo impar de fidelidade a um clube, uma espécie rara, em vias de extinção, que confunde a sua história com a do clube que ama. Numa entrevista feita a dois tempos, mergulhamos pela sua mão em 26 anos de futsal com as cores da Associação Recreativa Bairro da Boa Esperança agarradas à pele. Uma viagem ao passado e ao futuro do jogador e do homem. AFCB - 26 anos num mesmo clube é muito tempo! Ainda te lembras como tudo começou? Ricardo Machado (RM) - Começou num torneio de futebol de 5 na Boa Esperança. Eu joguei futebol de 7 no Desportivo de Castelo Branco enquanto infantil, era guarda-redes (risos), mas entretanto já não jogava futebol há uns seis anos, tendo nesse hiato de tempo experimentado o basquetebol e outras modalidades. Mas no verão de 1995 fui jogar pelos escutei-
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ros um torneio de futebol de 5 à Boa Esperança. Um treinador da altura gostou do meu desempenho e perguntou-me se eu não queria jogar futsal pela ARBBE na época seguinte e... cá estou eu 26 anos depois com a mesma camisola vestida.
exigente e tento ser um exemplo para os mais novos, tento passar-lhes a mística e o orgulho de representar a Boa Esperança.
AFCB - Quem te conhece diz que estás sempre bem disposto, como definirias o Ricardo Machado?
RM - Houve um tempo em que a ARBBE era o Machado e mais quatro (risos), agora passo mais tempo no banco a incentivar os meus colegas. Muitos deles ainda não tinham nascido e já eu jogava pela ARBBE (risos).
RM - Sou extrovertido, Amigo do Amigo, sério, direto, duro (como capitão),
AFCB - O rendimento de hoje já não é o de outrora...
AFCB - Não achas que ainda poderias fazer mais uma/s época/s?... RM - Estou quase a completar 42 anos e acho que ainda aguentava mais. Isto é uma reforma antecipada (risos). Desde que fui Pai a prioridade é o meu filho, o Lourenço, e tenho de estar mais tempo com a minha família. O Lourenço ainda é muito pequenino e precisa, e eu quero, que o Pai esteja presente.
a ideia de que já não tínhamos qualquer hipótese de sermos campeões. Aquecemos na brincadeira, a jogar basquetebol, para espanto dos nossos adversários, tal parecia o nosso “excesso de confiança”. Entramos a jogar de forma descontraída, estivemos a perder 3-2, continuámos a jogar à vontade e acabamos por ganhar 3-4. Após o apito final vejo os nossos adversários muito tristes, uns deitados no chão,
Eu disse à minha esposa, namorada na altura, que o meu sonho era ir para a Igreja no autocarro da Boa Esperança. Ela chamou-me maluco, porque “já não pode ouvir falar” da Boa Esperança porque já sabe que é ali a “minha primeira casa”. No dia do casamento estava eu na sala, os convidados a chegar para de seguida irmos para a igreja e pareceu-me começar a ouvir a música que nós cantamos no
AFCB - O que é que faz o Ricardo Machado fora da quadra? RM - Sou empresário de bilhética, proporciono o serviço de venda de bilhetes à empresa TRANSDEV, uma empresa do sector rodoviário de passageiros. AFCB - És sócio da ARB Boa Esperança? RM - Desde que aqui cheguei! AFCB - Já és sócio de prata (25 anos de associado)! RM - Sim (risos) AFCB - Nestes 26 anos, para além de jogador, já desempenhaste mais funções no clube?... RM - Já fiz quase tudo. Na minha oitava temporada como jogador tornei-me dirigente, entretanto já fui tesoureiro, diretor desportivo, já servi no bar.... Sou aquele jogador que toma banho mais depressa para sair rápido do balneário e ir preparar as sandes para o lanche dos colegas de equipa que acabaram de jogar, por isso já fiz quase tudo!... AFCB - Só falta ser presidente.... RM - Naturalmente já me passou pela cabeça, mas estando o cargo bem entregue e enquanto o Lourenço for pequeno não serei presidente. A ARBBE é muito grande para ter um presidente que não dê o máximo de si. Mas também digo, a ARBBE não deixará de ter presidente. Se algum dia não houver alguém que avance, a ARBBE não acaba, eu direi presente. AFCB - Qual a situação mais engraçada que viveste na ARB Boa Esperança? RM - Definir uma é sempre redutor, mas... ... lembro-me de uma situação, numa altura em que as plataformas digitais e redes sociais não existiam, em que não tínhamos noção dos pontos reais que possuíamos na tabela classificativa, isto porque uma equipa tinha desistido e nós pensávamos que os pontos nos haviam sido retirados. Fomos para a última jornada com
outros a chorar e outros, para nossa estupefação, a virem ter connosco para nos darem os parabéns. A pergunta que se impunha : “Parabéns por quê?”... “Pela subida!”, disseram-nos. Conclusão, os pontos com a equipa que desistiu não nos tinham sido retirados, fomos campeões e subimos da terceira para a segunda divisão. Uma situação sui generis, mas muito engraçada. Outras haveria, mas ficam no balneário, esta é a mais engraçada que se pode contar (risos). AFCB - Eu pensava que seria a situação de quando foste para o teu casamento no autocarro da ARB Boa Esperança... RM - Essa é uma das que tem a ver com a minha vida pessoal.
autocarro, uma música nossa!... Venho à varanda e está à minha espera o autocarro da ARB Boa Esperança todo decorado. Num dia tão especial aquele momento foi a melhor surpresa que me podiam ter proporcionado. Fui para a igreja com todos os meus colega da Boa Esperança no autocarro. Eu à frente, como se fossemos para um jogo e com a nossa geleira das “minizinhas” (risos). AFCB - Como é que preparaste os últimos dias, os últimos instantes, antes do jogo com que terminaste a carreira? RM - Isto já vem de trás...Eu sempre sonhei com aquele momento, sabendo que ia
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ser um momento que me iria custar muito. Naquele dia vêm memórias e amigos de 26 anos à cabeça, emoções que nunca mais vou voltar a ter. Posso ficar no clube, mas não será igual.
AFCB - O interregno competitivo provocado pela pandemia ajudou a que a despedida não custasse tanto?
RM - Sim, ia pensando que era a última vez que estava ali sentado com a camisola de jogo, mas também tinha uma certeza que me tranquilizava, sabia que a ARBBE é a minha casa. Na verdade, eu já confundo a ARBBE comigo. Pode parecer exagerado, mas eu não vejo a minha vida sem a ARBBE. Digo mais, ando mais zangado quando a Boa Esperança perde do que quando o meu clube, o Sporting CP, sai derrotado de um jogo. AFCB - Mas nesse aspeto o Sporting CP tem, ao logo dos anos, preparado os seus adeptos, tu inclusive... (risos) RM - (Risos)... Foi um ano atípico, foi a minha despedida e o Sporting CP foi campeão! AFCB - Como foi pós apito final? A ARB Boa Esperança tinha a expectativa de se manter na 2ª divisão, mas o resultado não permitiu isso. RM - Nesse dia houve um misto de emoções. Triste, muito triste, pelo facto da ARBBE descer à terceira divisão (mas continuámos nos campeonatos nacionais) e feliz por um percurso de 26 anos dedicados ao futsal e a esta casa. Para quem não sabe, a ARBBE e o Sporting CP são os clubes com mais anos de campeonatos nacionais. Desde que subiu aos nacionais a ARBBE nunca mais desceu ao distrital, isto é história! E essa história foi construída com mérito de todos: presidentes, diretores, treinadores, jogadores, fisioterapeutas, todos, todo, todos, que fizeram da ARBBE o clube que é.
RM - Sim, acho que sim. Seria uma despedida que tanto me iria custar, mas devido à pandemia e ao facto do campeonato ter estado parado, foi faseada e fui-me mentalizando. Não tive aquele choque do género: “Eish, este é o ultimo jogo, como é que vai ser?” Aquilo que tanto medo tinha, a despedida, foi-se arrastando. De qualquer forma foi um misto de emoções. Eu sabia que para o último jogo haveria qualquer coisa, mas não imaginava o quê. Foi uma surpresa em grande, que adorei, só tive pena de não ter o pavilhão com todos os meus amigos, porque aí ainda ia ser mais caloroso. Mas sei que foi o que pode ser e estou grato à direção da ARBBE, à AF Castelo Branco, aos meus amigos e familiares que proporcionaram aquele final. E não vou negar, a presença do meu filho Lourenço tornou tudo ainda mais bonito. AFCB - Durante o jogo, ias pensando que estavas no último jogo?
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Este jogo em concreto não teve o resultado desejado. Perdemos e descemos para a terceira divisão, num ano atípico em que perdemos jogadores a meio da temporada e em que o campeonato teve moldes diferentes. Três meses parados... numa época que tanto podíamos ter ficado na segunda, como ter disputado o play-off de subida ou até termos descido ao distrital. Fomos despromovidos para a terceira divisão, mas mantivemos o clube nas competições nacionais o que, em certa medida, permite afirmar que o objetivo foi alcançado. Quanto a mim, quando ouvi o apito final aquele momento ficou marcado pelo simbolismo de um apito final que dita que “tudo terminou”! Terminou um percurso que considero ter-me engrandecido. E se muitos consideram que a ARBBE tem algo a agradecer-me, eu digo que é ao contrário, eu é que tenho de agradecer à ARBBE e a quem faz a ARBBE, me terem permitido viver as emoções e os momentos que vivi, os golos, os cortes, as vitórias, o balneário, o autocarro e o ambiente de
ir para os jogos. Não há dinheiro que pague isto. AFCB - Como é que é entrar naquele pavilhão com aquele painel/lona descerrado pela tua esposa e pelo teu filho? RM - Sou sincero, quando ali entro ainda me vêm as lágrimas aos olhos!... Ver ali o Ricardo Machado de há 26 anos, vejo também o meu trajeto retratado. Trajeto que fica ali imortalizado até que uma “biqueirada” numa bola mande aquilo abaixo (risos). Lembro-me que na altura em que a lona foi revelada estava a tentar controlar-me emocionalmente, mas quando ali vi o meu filho Lourenço, a coisa descambou um bocadinho, foi um “golpe baixo” (risos). AFCB - Como foram vividos os dias seguintes? RM - No próprio dia à noite custou-me imenso dormir. Foram muitas emoções, mensagens de felicitações de familiares, amigos, colegas de balneário, treinadores, vídeos, publicações nas redes sociais, tudo a tirar o sono. Foi uma noite a puxar memórias! Os dias seguintes já foram com a saudade... Vai ser algo que me vai acompanhar para sempre. O que eu digo aos mais jovens é: “Aproveitem! Aproveitem cada lance que disputam. Festejem ao máximo cada golo que marcam. Cada corte e cada vitória que a ARBBE alcance, festejem. Eu estive aqui 26 anos e parece que foi um dia, passou tudo a correr. Daria tudo para voltar ao início!” AFCB - Para terminar... há algum jogo que consideres o mais importante da tua carreira? RM - Há um jogo que me marca muito, o último jogo da temporada 2006/2007, em Chelas, frente ao Vitória dos Olivais. A ARBBE com um plantel constituído quase exclusivamente com jogadores de Castelo Branco foi, contra tudo e contra todos, campeã nacional da terceira divisão. Naquela época toda a gente achava que só com malta da terra a ARBBE não se conseguiria manter e iria descer de divisão. Mas conseguirmos fazer um grupo tão forte que conseguiu ser campeão nacional de futsal, num campeonato onde estavam Beira-Mar, Vitória dos Olivais ou o Mogadouro que na época era uma equipa fortíssima. Esse jogo, quando fomos campeões nacionais em Olivais, marca-me para sempre. Era o último jogo, precisávamos de vencer e vencemos! Foi uma vitória à ARB Boa Esperança. ■ (Publicada em 6 junho 2021)
AFCB reuniu em conferência de imprensa com órgãos de comunicação social distritais Conferência de imprensa aconteceu na passado dia 16 de abril e debruçouse sobre o cancelamento do Campeonato Distrital de Seniores – Futebol, Liga Leitão Beirão. dada, apenas Rádio Condestável, jornal Tribuna Desportiva e jornal Reconquista estiveram presentes e puderam, após esclarecimentos prestados pelo Presidente da Direção da AFCB, Manuel Candeias, questionar toda a estrutura diretiva para o futebol sobre as razões que levaram ao cancelamento da Liga Leitão Beirão. Da reunião seguiu ainda a informação de uma nota de imprensa sobre o assunto e que foi, no final do evento, enviada a todos os órgãos de comunicação social distritais.
Foi através da plataforma ZOOM que a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) reuniu com os órgãos de comunicação social distritais que aceitaram o convite para estarem presentes na conferência de imprensa que convocou e que versou, essencialmente, a questão do cancelamento do Campeonato Distrital de Seniores – Futebol, Liga Leitão
Beirão, da época 2020/2021. Apesar do assunto que motivou a realização da conferência de imprensa ter recentemente gerado algumas posições contraditórias e de desinformação, tanto nas redes sociais como em alguns órgãos de comunicação social, na conferência de imprensa, para a qual toda a comunicação distrital foi convi-
De realçar também o facto da conferência de imprensa ter terminado com o anúncio de que a AFCB irá avançar com a realização do primeiro Campeonato Distrital de Futebol de Praia, estando a ultimar a organização da prova com a Câmara Municipal de Proença-a-Nova. ■ (Publicada em 20 abril 2021)
Até sempre Arnel Afonso Vulto da sociedade albicastrense faleceu aos 83 anos. O ano de 1938 tinha poucos dias quando Lisboa viu nascer António Arnel Afonso. Ainda adolescente, com cerca de 13 anos, Arnel Afonso deixa a capital portuguesa para se radicar em Castelo Branco, cidade que ao longo de sete décadas faz sua e onde se torna uma ilustre e incontornável figura da sociedade e cultura albicastrense. Na Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB), da qual era Sócio Honorário e a qual serviu de 1962 a 1991 enquanto elemento dos órgãos sociais, era uma pessoa muito estimada e querida por todos. Autor de vários textos historiais da AFCB manteve sempre uma curiosidade ímpar pelos arquivos históricos da “nossa
casa”, especialmente aquando da mudança para a atual sede, revelando cuidado extremo para que não se perdesse a documentação inicial da instituição à qual esteve intimamente ligado durante quase três décadas. Homem prestável, de trato fácil e de uma cultura invulgar deixa em Castelo Branco um legado único e um vazio difícil de colmatar. Neste momento do adeus é com profundo pesar que a AFCB despede-se de Arnel Afonso, endereçando à sua família e amigos as mais sentidas condolências. ■ (Créditos fotográficos: Jornal Reconquista) (Publicada em 23 abril 2021)
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Futsal: Campeõ presentes nas T
Futsal: Campeões Distritais presentes nas Taças Nacionais Casa do Benfica Oleiros e GD Valverde sagraram-se campeões distritais no dia 5 de junho. GD Valverde entrava em campo já campeão, mas era como se não fosse tal a vontade de fazer o pleno de vitórias, algo que o NJ Proença-a-Nova não conseguiu contrariar. À vitória sobre a equipa da casa por 6-1 juntou-se a festa da conquista do título distrital, Liga Aduane EM3, algo que catapultou a formação de Valverde (Fundão) para a Taça Nacional onde ambiciona alcançar as competições nacionais, tendo ficado isenta da primeira fase da prova. Já em Oleiros disputou-se o terceiro jogo do Play-Off, a “final”, da Liga KIA A MatosCar, entre a Casa do Benfica Oleiros e ACD Ladoeiro/ Casa do Benfica Idan-
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ha-a-Nova, jogo que começou a tombar para a Casa do Benfica Oleiros à passagem do minuto 8 com o golo de José Lourenço e que ficou definitivamente em Oleiros quando a três minutos do final do jogo Diogo Mendes carimbou a conquista do título distrital para a formação de Oleiros. Com esta conquista, a Casa do Benfica Oleiros teve acesso à Taça Nacional Sénior Masculina Futsal onde, após a segunda jornada, ocupa o 3º lugar com um ponto e ainda em condições de alcançar a segunda posição na série C. A terceira jornada disputa-se dia 19 de junho, pelas 18 horas, frente ao CF Sabugal. ■ (Publicada em 15 junho 2021)
ões Distritais Taças Nacionais
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4º Seminário de Futebol e Futsal Formação organizada em parceria entre a Associação de Futebol de Castelo Branco e o Departamento de Ciências do Desporto da UBI aconteceu nos dias 8 e 9 de junho e alcançou o sucesso esperado. Foram seis horas de formação gratuita, concretizada integralmente de forma online, creditada com 0,6 créditos IPDJ e UEFA e permitiu a treinadores de vários pontos do país acederem a conhecimentos atuais e avançados nas áreas do treino do Futebol e do Futsal. O selecionar nacional Jorge Braz foi, pelo segundo ano consecutivo, “cabeça de cartaz” elevando, pelos conhecimentos partilhados, a fasquia de um seminário desportivo que é já uma referência nacional.
Os oito palestrantes convidados, quatro dedicados ao futebol e outros quatro dedicados ao futsal, discorreram sobre as temáticas da “Identificação e desenvolvimento do jogador
de Futebol. Que prioridades?” para o futebol (8 de junho) e dos “Fundamentos do jogo e treino de Guarda-Redes de Futsal. Que prioridades?” para o futsal (9 de junho).
Recordar que o “4º Seminário em Futebol e Futsal” foi, a par do que aconteceu em anos anteriores, uma co-organização entre a AFCB e o Departamento de Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior, parceria consolidada e profícua que tem permitido colmatar carências formativas existentes na região. ■ (Publicada em 15 junho 2021)
Processo de Certificação FPF: o sucesso dos clubes da AFCB em números Resultado do Processo de Certificação foi conhecido na passada semana. Foram certificados 26 clubes AFCB em 2020/2021. iniciados e bem sucedidos; 5 – Clubes que foram reconhecidos como entidade formadora FPF em 2019/2020 e que na época 2020/2021 obtiveram uma certificação superior; 15 - Clubes AFCB que na época desportiva 2020/2021 mantiveram o nível de certificação obtida em 2019/2020; 6 – Clubes AFCB que foram reconhecidos como entidade formadora FPF pela primeira vez. 30 – Percentagem de aumento em relação à época desportiva 2019/2020 Conheceu-se na passada semana os resultados do processo de certificação FPF época 2020/2021. Mais uma vez registou-se, em relação à época transata, um considerável crescimento do número de clubes da AFCB que obtiveram o reconhecimento da FPF como entidade formadora, prova de um grande envolvimento dos clubes do distrito de Castelo Branco que, em ano assolado pela crise da COVID-19, não se demitiram de num processo que visa contribuir de forma
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decisiva para a elevação dos padrões da qualidade do processo de formação dos praticantes de futebol e futsal. Verifique os números:
26 – Clubes AFCB certificados na época 2020/2021;
Este números, reflexo de sucesso, são sintomáticos do trabalho de qualidade que no distrito de Castelo Branco se realiza na formação do futebol e futsal, estando também patente o papel decisivo do trabalho de acompanhamento aos clubes que é realizado pela comissão de certificação da FPF e pela subcomissão de certificação da AFCB. ■
87 – percentagem de sucesso entre processos
(Publicada em 09 junho 2021)
30 – Total de processos iniciados por clubes filiados na AFCB;
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ACD Ladoeiro vence Campeonato Nacional II Divisão Futsal Feito histórico. Nunca um clube da AFCB havia sido campeão Nacional da II Divisão. A ACD Ladoeiro partiu para o jogo mais importante da sua história com duas certezas: Se vencesse sagrar-se-ia campeão nacional da II Divisão e esse título permitia-lhe um lugar na história da AFCB, a primeira formação a alcançar um título da II divisão. A equipa de Idanha-a-Nova não só venceu, como convenceu. O 4-2 com que terminou o jogo da 4ª eliminatória da Final-Eight é sintomático da força, crença e pragmatismo que os pupilos às ordens do jogador-treinador Eskerda colocaram na quadra e na vitória sobre um Amarense que dividiu o jogo na primeira parte e que questionou o sonho da ACD Ladoeiro quando, a 4 minutos do final do encontro, reduziu o marcador para a diferença mínima depois de ter estado a perder por 3-0.
ro tempo. Contra-ataque e golo de Valdemir Silva (Mimi) ao 3º minuto, 2-0 e a “final” estava nos pés da ACD Ladoeiro. À passagem do minuto 34, aquela que parecia ser a estucada final no jogo. Carlos Santos, aproveita uma má saída para o ataque do Amarense e, de baliza despida, faz o 3-0.
Mas vamos à síntese jogo. Primeira parte equilibrada, com a ACD Ladoeiro a sair na frente à passagem do minuto 17 da primeira parte, após contra-ataque finalizado superiormente por Daniel Silva. 1-0 foi o resultado com que as equipas foram para o intervalo.
Mas no futsal parece não haver impossíveis e nos dois minutos seguintes o Amarense, que já jogava com guarda-redes avançado, faz dois golos num bis de Cláudio Gomes (Kalau) e relança um jogo que parecia não fugir aos Idanhenses. Mas se dúvidas houvesse, Mimi eliminou-as. Interceção junto à linha que divide a quadra e golo “fácil”, ainda antes do meio-campo, para uma baliza novamente despida por uma estratégia de superioridade numérica com guarda-redes avançado. 4-2 e a ACD Ladoeiro conquistava o Campeonato Nacional II Divisão de Futsal Seniores Masculinos naquele que foi o jogo de despedida de Eskerda enquanto jogador de futsal. Era a cereja no topo do bolo. ■
Na segunda parte a formação de Idanha-a-Nova arranca como terminou o primei-
(Publicada em 21 junho 2021)
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Foto - FPF
ACD Ladoeiro - Os números que fazem um campeão nacional da II Divisão: 84 – As equipas em prova na II Divisão Futsal; 9 – As séries em que se divide a II Divisão Futsal; 3 – As fases em que se divide a II Divisão Futsal; 15 – Total de jogos realizados pela ACD Ladoeiro: 12 – As vitórias alcançadas; 3 – As derrotas averbadas; 0 – Empates concedidos; 74 - Os golos marcados; 38 - Os golos sofridos.
AFCB formou 25 novos treinadores de futebol Curso de treinadores de futebol (Nível 1) organizado pela AF Castelo Branco terminou no passado dia 22 de maio. Desde o final do mês de maio que 25 novos treinadores encontram-se habilitados para o treino do desporto que mais paixões move em todo o mundo. O curso de treinadores de futebol (nível 1) iniciou-se a 18 de janeiro e foi concluído a 22 de maio com a avaliação prática dos 25 candidatos a treinadores, sendo que o curso iniciou-se com trinta candidatos inscritos, mas cinco acabaram por desistir. O nível 1 é o primeiro degrau de uma formação que é e se deseja contínua. Para uns é o início de um sonho de carreira, para outros um complemento formativo e um gosto pessoal. ■ (Publicada em 17 junho 2021)
21 treinadores de futebol concluíram o Nível 2 – UEFA B Curso de treinadores de futebol (Nível 2 – UEFA B) organizado pela AF Castelo Branco terminou no passado sábado. Foi no passado sábado que 21 treinadores de futebol concluíram com sucesso o curso de treinadores nível 2 – UEFA B, estando atualmente mais preparados para os atuais desafios que a carreira de treinador de futebol exige. Organizado pela Associação de Futebol de Castelo Branco, o curso que é o segundo degrau, de quatro, da carreira de treinadores de futebol, iniciou-se durante o mês de abril e deu-se por concluído no passado sábado, 3 de julho, com o final da componente específica do curso. Recordar que o curso iniciou-se com 22 candidatos à obtenção do nível dois, tendo apenas um dos candidatos desistido durante o processo formativo. ■ (Publicada em 7 julho 2021)
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Futsal II Divisão Concluída a 2ª fase do Campeonato Nacional Futsal II divisão. Ladoeiro mantém esperança na subida ao escalão maior do futsal nacional. A ARB Boa Esperança também ficou em 3ª lugar na sua série, contudo não foi um dos melhores terceiros e o resultado redundou numa descida à III divisão. À III divisão desce também o GD mata/AAUBI que na série 2 não alcançou qualquer vitória. Já a UD Cariense que disputava a fase de descida terminou em 4º lugar na série F, algo que a remete para os campeonatos distritais na temporada 2021/2022 onde irá disputar a Liga KIA A MatosCar.
Foi no passado dia cinco de junho que se deu por concluída a 2ª fase (Fase de descida e apuramento para a 3ª fase) do Campeonato Nacional Futsal II divisão, fase onde a AFCB tinha cinco clubes associados em prova. A ACD Ladoeiro com três vitórias em outros tantos jogo fez o pleno e alcançou o primeiro lugar da série 6, posição que lhe permite avançar para
a 3ª fase da prova onde vai lutar pela subida à Liga Placard Futsal. Na série 8, a ADR Retaxo, fruto do 3ª lugar alcançado, mantém-se na II divisão. Apesar de ter terminado em 3º lugar, a ADR Retaxo terminou esta fase empatada, em termos pontuais, com o SP Farense, mas tanto o confronto direto, como a diferença de golos acabou por favorecer os algarvios.
A AFCB mantém a esperança que na próxima temporada se preservem cinco formações do distrito nas provas nacionais masculinas. A Casa do Benfica Oleiros estará a disputar a Taça Nacional onde tem legítimas aspirações de subida à III divisão. No feminino, o GD Valverde está isento desta primeira fase da Taça Nacional, continuando a formação do Fundão focada em alcançar as competições nacionais. ■ (Publicada em 9 junho 2021)
AFCB marcou presença na E.S. Frei Heitor Pinto Diretor Técnico Regional da AFCB, Francisco Pires, foi júri de Provas de Aptidão Profissional do Curso Profissional de Técnico/a de Desporto. e futsal e o sucesso das apresentações foi pleno. Numa publicação nas redes sociais do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto (AEFHP), o agrupamento fez saber que “a apresentação pública dos trabalhos projetados pelos alunos decorreu ao longo de cinco dias e contou, nos diferentes momentos, com diversos elementos do júri que foram desde os professores orientadores, aos professores representantes do grupo disciplinar de Educação Física, passado por diretores de turma, representantes autárquicos, associativos ou empresariais.” Foi no passado dia 21 de junho que a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB), na pessoa do seu Diretor Técnico Regional, Francisco Pires, esteve presente, enquanto júri, na apresentação pública das Provas de Aptidão Profissional (PAP)
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de cinco alunos do 12º ano de escolaridade do Curso Profissional de Técnico/a de Desporto da Escola Secundária Frei Heitor Pinto (Covilhã). Os projetos apresentados versaram temáticas relacionadas com a gestão de eventos, Covid-19, psicologia, futebol
De recordar que em fevereiro de 2020 a AFCB e o AEFHP rubricaram um protocolo de colaboração, tendo esta presença na Covilhã sido mais um momento do estreitar de laços entre as duas instituições. ■ foto: E.S. Frei Heitor Pinto (Publicada em 6 julho 2021)
Árbitros da AFCB em avaliação
“REATIVAR DESPORTO” 30 milhões de euros para apoio direto aos clubes desportivos. Candidaturas arrancam a 9 de julho.
Cinco árbitros do distrito de Castelo Branco foram indicados para a realização de provas para acesso a categoria superior
Depois de no passado dia 16 de junho terem sido conhecidas as classificações dos árbitros distritais, Categorias C5 e C6 de futebol e de futsal, a Associação de Futebol de Castelo Branco (AFCB) indicou ao Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) cinco árbitros, quatro de futebol e um de futsal, no sentido de prestarem provas de acesso a categorias superiores. No que concerne ao futebol, Paulo Afonso e Hélio Tavares estarão, entre os dias 12 e 16 de Julho, presentes na “Futebol – Formação Avançada de árbitros”. Três dias antes, entre 9 e 11 de julho, Flávio Antunes e Luís Cruz realizarão o “Seminário Específico de árbitros assistentes”. No que respeita ao futsal o nome indicado pela AFCB foi Luís Ribeiro que entre 30 de junho e 4 de julho realizou, com sucesso, a “Formação Avançada de Árbitros de Futsal”, pelo que na época Desportiva 2021/2022 arbitrará sob o signo da categoria C4. De recordar que ascenderam às categoria C5 de Futebol os árbitros André Ferreira e Rodrigo Alexandre e à categoria C5 Futsal os árbitros João Domingos e Ramiro António. ■
Medida aprovada pelo Governo permitirá aos clubes desportivos, através do Instituto Português da Juventude (IPDJ), o acesso a uma linha de crédito de 30 milhões de euros, a fundo perdido, no processo de retoma da atividade desportiva federada. As candidaturas à medida REATIVAR DESPORTO arrancam amanhã, 9 de julho, e terminam dia 16 de agosto, podendo todo o processo de candidatura ser consultado em www.ipdj. gov.pt. De recordar que a medida REATIVAR DESPORTO faz parte do Fundo de Apoio para a Recuperação da Atividade Física e Desportiva, um conjunto de três medidas aprovadas em Conselho de Ministros e dinamizadas pelo IPDJ das quais ainda fazem parte o Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas de 2021 (PRID 2021) e o Programa Nacional de Desporto para Todos de 2021 (PNDpT 2021). ■ (Publicada em 8 julho 2021)
(Publicada em 6 julho 2021)
Bolsa de Tutores da FPF Formação de treinadores/tutores organizada pela AFCB realizou-se online e terminou ontem. Vinte e um formandos concluíram ontem a formação de treinadores/tutores que lhes permitirá o acesso à Bolsa de Tutores criada pela Federação Portuguesa de Futebol.
a duração de cinco horas e decorreu durante os dias 6 e 7 de julho, em regime online, contando com a presença de quinze treinadores de futebol e seis treinadores de futsal.
Ministrada por Francisco Pires (Futebol e Futsal), Filipe Roque (Futebol) e José Luís (Futsal), a formação, de cariz obrigatório para quem deseja exercer as funções de tutor de estágios, teve
Recordar que a formação tem a validade de 3 épocas desportivas e não está sujeita a circunscrição geográfica. ■ (Publicada em 18 junho 2021)
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Área Técnica o dever de fomentar. Este será um dos meios através dos quais se tenta operacionalizar um objectivo estratégico essencial ao futuro das nossas modalidades, trazendo à tona opiniões, estudos e análises que incrementem qualidade à intervenção de todos. Palavras-Chave: Futebol; Conhecimento; Gestão; Avaliação; Resultados; Os pressupostos – Antes de uma avaliação de diagnóstico.
Da responsabilidade do Gabinete Técnico da Associação de Futebol de Castelo Branco, a “Área Técnica” é/será um espaço de partilha de opinião e/ou trabalhos de investigação nas áreas do futebol e do futsal. Francisco Pires, Diretor Técnico Regional dá o mote com um artigo que justifica este espaço na Newsletter AFCB. Vivemos dias em que mais do que o imediato é demasiado, em que a transitoriedade é permanente e a sensação de insatisfação se acentua quase a cada minuto. Esta vertigem para a frente transforma-nos mesmo contra a nossa natureza, provocando alguns dessincronismos (termo cunhado por Alvin Toffler) que colocam em causa a nossa condição humana. O Futebol/Futsal, como atividade que se enquadra e deve ser estudada através do prisma das Ciências Sociais e Humanas, e como factor fundamental de desenvolvimento e Educação, vive de processos de ciclo médio/longo, mas é avaliado segundo os princípios ditatoriais do lucro e dos resultados imediatos. Como resolver? Investir no conhecimento, na sua construção, divulgação e partilha, poderá ser um contributo valioso neste desígnio que, como entidade gestora e reguladora do fenómeno, uma AF tem
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Num projeto desportivo, para uma correta definição de objectivos e estratégias a implementar, o diagnóstico com que se principia é fundamental. Será esta primeira avaliação que nos servirá para antever o final, mas também preparar os meios adequados para alcançar aquilo que foi definido (o caminho a percorrer), levando em linha de conta que, pela condição natural dos processos relacionados com o jogo, que é um emaranhado de relações humanas, será necessário calibrar a atuação sempre que seja pertinente. O que não é dispensável, em momento algum, é um conhecimento profundo da matéria sobre a qual se vai atuar (o Homem) e o meio que se vai utilizar para o conseguir (o Desporto, neste caso particular, o Futebol/Futsal). Não conseguindo compreender como funcionam estes processos e quais as ferramentas a utilizar poderemos cair na ilusão do simplismo redutor (quantos há que tudo sabem?), ou do economicismo subjugado ao lucro/resultado. As consequências da negligência destas condições são sempre dramáticas, e o preço é quase sempre pago pelos mesmos (treinadores e jogadores), pelo que terão de ser estes a ter a palavra final relativamente áquilo com que se comprometem. Não devem ser raros os agentes desportivos (desde dirigentes, treinadores, etc.) que possuam conhecimento pertinente e capacidade para fazer análises que vão além do que é mais palpável, e menos raros devem ser os que assumem responsabilidades quando em determinados pontos algo não corre como esperado, como tal, a única garantia de solicitar mudanças suficientemente profundas a este nível liga-se à promoção de plataformas que permitam a partilha, debate e produção de conteúdos que se traduzam em ganhos que vão além do discurso e que se tornem o percurso.
Sem ferramentas que possibilitem uma análise e intervenção diferentes, o discurso não passa de um artefacto inútil, portanto, divagações retóricas ou chavões interessantes devem ser postos à prova através de um questionamento à operacionalização realizada. Num Mundo caracterizado pelo caos e pela competitividade acérrima, uma visão económica e da gestão desportiva esvaziada de ética só acentua os problemas que têm levado este domínio social a um declínio disfarçado. É imperial que esta premissa esteja presente, mas também que toda a construção conceptual subsequente seja sólida e robusta para resolver os problemas, com que sempre seremos confrontados, de forma adequada (no sentido de servir intencionalidades legítimas) e rentável (com o maior número de benefícios possíveis em relação aos custos despendidos). A rotura conceptual exigida: A definição de objectivos imediatos e mediatos tem de ser pilar numa área em que diferentes tipos de ganhos têm processos de evolução variados, mas, sobretudo, em que é o desenvolvimento do Homem e da Sociedade que está em causa como fim último. Neste âmbito, que parece ser desprezado na maior parte das estratégias de operacionalização dos projetos desportivos, as lacunas são por demais evidentes. A resignificação dos conceitos de capital e de lucro é uma necessidade premente quando os investimentos não têm uma relação linear e instantânea com o retorno, e quando este tem de ser muitas vezes medido de forma indireta. Para além de que, a abrangência conceptual deverá ter em consideração que a aplicação será num âmbito de atuação complexo, porque diz respeito ao Homem e aos seus processos de evolução. Isto levar-nos-á em direção a um novo quadro de referência para analisar os recursos e capitais disponíveis, mas também o que poderá ser atingido e a que prazo. Por último, a constante utilização das relações custos-benefícios será garantia de ponderação (com a possibilidade de utilizar um conjunto de ferramentas de gestão mais comuns, como as Análises SWOT, Árvores de Decisões, etc.) na decisão de qualquer medida a aplicar, mantendo noção dos riscos associados e da possibilidade de ajustes futuros, assim como de tendências evolutivas contraditórias que possam influenciar o processo. A crueza da realidade.
A caixa de ferramentas para uma nova gestão do Desporto.
Quantas vezes a tentação de aceitar determinados projetos desportivos é mais forte do que
uma análise coerente e fiel à realidade? Quantas vezes existem claros desequilíbrios entre o que é objectivado e os recursos disponíveis (tendo em conta os concorrentes existentes)? Quantas vezes uma falta de consistência de projeto é negligenciada como consequência de resultados momentâneos? Quantos projetos e investimentos existem atualmente no Futebol/Futsal que vendem a ilusão de um retorno a curtíssimo prazo que, na maior parte das vezes, não é concretizado? Estas questões, e muitas outras semelhantes, transportam-nos para uma realidade que é comum no nosso panorama futebolístico, e derivam de uma ausência notória de princípios de gestão, de conhecimento. A realidade futebolística/futsalística nacional é muito diversa, mas a tendência atual de avaliar tendo em consideração exclusivamente o curto-prazo parece ser transversal. O balanço de uma época desportiva não pode estar dissociado da avaliação inicial realizada, e não pode depender exclusivamente do alcançar ou não de um só tipo de objectivos. Fazer essa leitura dá aso a uma interpretação amputada e muito perigosa, que levará necessariamente, em muitos casos, a uma atuação menos legítima para atingir o que é pretendido. Numa competição desportiva, em que haverão sempre vencedores e vencidos, optar por esta via pode transformar-nos a todos em marionetas ao serviço não se sabe bem do quê. Um passo em direção ao futuro. Depois de tudo o que foi discorrido, a noção de uma diferente interpretação do sentido e significado de desenvolvimento nesta área de atividade pode ter ficado mais clara, se associada aos conceitos elencados. Incluir na Newsletter da AF Castelo Branco um espaço que permite a divulgação de conteúdos de âmbito técnico, mais do que um objectivo de promoção de diversos intervenientes e ideias influentes neste processo, serve a intencionalidade estratégica de aprofundar os conhecimentos de todos os agentes envolvidos no fenómeno, tendo por base a noção de que este investimento poderá contribuir para um retorno que, a alcançar-se, trará benefícios exponenciais para o Futebol/Futsal do nosso distrito.
GD Vitória de Sernache adquiriu reforço de peso Novo autocarro do GDV Sernache foi apresentado no passado dia 14 de maio. Cerimónia decorreu no Estádio Municipal Nuno Álvares Pereira. Foi no passado dia 14 de maio, em cerimónia agendada para as 19 horas, que se deu início à apresentação do novo autocarro do GDV Sernache (GDVS). A cerimónia que contou com diversas entidades, regionais e nacionais, entre elas o presidente da Associação de Futebol de Castelo Branco, Manuel Candeias, ficou marcada pelo momento solene da bênção do veiculo pelo pároco local. Manuel Candeias, na posse da palavra, parabenizou o GDVS por este investimento, enaltecendo o clube do concelho da Sertã por mais esta conquista que engrandece e amplia o património de um clube com
mais de 70 anos de história. O presidente da AFCB aproveitou também o momento para expressar o desejo que a viatura agora adquirida transporte o clube a muitas outras conquistas. O autocarro, no qual sobressaem as cores e o símbolo do GDVS é, segundo uma publicação na página oficial no facebook do GDVS, “uma mais valia que vem colmatar muitas das dificuldades de deslocação das nossas equipas e que em muito vai dignificar o nome do Grupo Desportivo Vitória de Sernache, da Terra de São Nuno de Santa Maria e o Concelho da Sertã por todo o país”.■ (Publicada em 18 maio 2021)
Também aqui transparecerá um primeiro sinal de que uma nova visão de gestão do Desporto é, mais do que útil, indispensável. ■
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