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NOVA em Folha | Novembro 2019

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nova em folha novembro 2019 Equipa Editorial Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Mariana Abreu Rita Serpa Tatiana Matos

Redacção Alice Vale de Gato

Ana Raquel Alves António Castro Beatriz Farelo Beatriz Milhano Carolina Alves Catarina Aires Cristiane Bruschini CysMus Daniel Borges David Barata Francisco Nunes Inês Pinheiro Joana Gomes João Tomás Chasqueira Leonor Sá da Bandeira Márcia Filipa Mariana Abreu Sara Margarida Francisco Rita Coutinho Rita Serpa Rosa Pires Tatiana Matos Tomás Girão

Edição Gráfica Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Mariana Abreu Rita Serpa Tatiana Matos

NOTA Gostas de escrever? Queres ver as tuas reviews, receitas, bitaites, histórias, crónicas, etc.. num jornal d@s estudantes para @s estudantes? Envia-nos as tuas propostas até ao dia 30 de cada mês e participa nas nossas edições mensais! Ficamos à tua espera!

Jornal NOVA em Folha | Edição de Novembro 2019 Impressão: 250 cópias | Distribuição mensal e gratuita novaemfolha.ae@fcsh.unl.pt

FICHA TÉCNICA

@novaemfolha.ae


NOTAS A ado(p)ção do acordo ortográfico em vigor é uma decisão individual pel@s membros da equipa, redacção e colaborador@s . Após a revisão completa do material pela equipa editorial, o conteúdo e a versão final dos conteúdos são da responsabilidade e exprimem somente o ponto de vista d@s respectiv@s autor@s.

ESTE JORNAL É IMPRESSO EM PAPEL 100% RECICLADO.


agenda aefcsh DEZEMBRO

NA

NOVA

FCSH

5 eleições para os órgãos sociais da AEFCSH

9 a 19 galeria artística da aefcsh (no espaço da ae)

10 dia mundial dos direitos humanos

11 decoração da árvore de natal da AEFCSH (projecto Pinheiro Bombeiro)

20 término das aulas do 1

º

semestre

27 lançamento do calendário mar no âmbito do projecto eco-escolas

fica atent@ às redes sociais da ae para não perderes nenhum evento! @aefcsh.unl

@aefcsh.nova


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NOTÍCIAS

novidades fcsh Novos dispensadores de água No âmbito do projeto Eco-Escolas e com o apoio da AEFCSH, a NOVA FCSH instalou dez novos dispensadores de água, distribuindo-os pelo campus da Av. de Berna e no Colégio Almada Negreiros. As fontes possuem um sistema de filtração com ligação à rede da EPAL, fornecendo água quente, fria ou natural, de modo a incentivar a comunidade a utilizar a sua própria garrafa reutilizável. No campus de Berna, os aparelhos localizam-se na Torre B (pisos 1, 3, 5 e 7), Torre A (piso 0) e Bloco B1 (piso 0). No Colégio Almada Negreiros localizam-se nos pisos -1, 2 e 3.

UNICA STUDENT CONFERENCE 2020 - Candidaturas abertas para oradores Estão abertas as candidaturas para alunos de 3º ano de licenciatura e de 2º e 3º ciclo, para apresentarem um dos temas propostos na 10th UNICA Student Conference, a realizar entre 28 de junho a 1 julho de 2020 na Reitoria. A conferência, que será organizada pela segunda vez na NOVA, terá por tema central “Dream your University in the capital city!” e reunirá cerca de três centenas de estudantes de universidades europeias. Os interessados devem candidatar-se até dia 1 de dezembro, através do formulário disponível no site da FCSH.

Distinção de investigadores do IHC

atribuição de 3 bolsas de licenciatura A Fundação Manuel da Mota (FMAM) vai atribuir três bolsas a alunos de licenciatura “que, por incapacidade financeira devidamente comprovada, não consigam continuar os seus estudos”. Com a renovação de um protocolo entre a NOVA FCSH e a instituição de solidariedade do Grupo Mota-Engil, a ação será válida para o ano letivo 2019/20.

lembrete Entrega no balcão da AEFCSH os teus isqueiros, escovas de dentes, tampas de plástico, rolhas de cortiça e pilhas usadas! Contribui para a reutilização dos materiais, para o não-desperdício e para uma comunidade estudantil mais consciente!

Os investigadores do Instituto de História Contemporânea da FCSH, Mariana Castro e Fernando Rosas, vão ser distinguidos no próximo dia 4 de dezembro às 15h, no Palácio dos Lilases, em Lisboa. A Academia Portuguesa da História distingui-los-á pelos seus contributos na área do estudo em História. A primeira, será galardoada com o prémio EMEL – História dos Caminhos, Percursos e Mobilidade, resultado da investigação intitulada de Contrabando e Contrabandistas, Elvas na Primeira Guerra Mundial, enquanto o Professor Emérito receberá o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian pela sua obra Salazar e os Fascismos, Ensaio breve em história comparada.

Bandeira Verde O galardão Eco-Escolas, atribuído à NOVA FCSH, é resultado do trabalho na área do desenvolvimento sustentável, levado a cabo pela faculdade e pela AEFCSH, assim como pelos seus membros. A cerimónia do hastear da bandeira realizou-se no passado dia 15 de novembro, com a presença de membros da Direção, da Associação de Estudantes e da restante comunidade estudantil.

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NOTÍCIAS

novidades fcsh Estudantes manifestaram-se contra o subfinanciamento no Ensino Superior A manifestação, convocada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no passado dia 27 de novembro de 2019, contou com a presença de centenas de estudantes que se mobilizaram em Lisboa, junto à Direção-Geral do Ensino Superior, por uma luta que já se vem arrastando há anos. Luta-se «por mais financiamento, mais residências, mais bolsas e pela resolução dos problemas específicos que afetam os estudantes», conforme o comunicado da AEFCSH. Problemas que são frequentes e que impedem, muitas vezes, os estudantes de financiar o prosseguimento de estudos ou de terem garantidas as condições suficientes para o fazerem. Por estas razões, a AEFCSH lançou aos estudantes e aos seus representantes um «repto de luta para a realização de várias ações de luta nas suas Instituições de Ensino Superior», apelando a uma luta a nível nacional. Sem a luta dos estudantes, a redução da propina no 1º ciclo, para um teto máximo de 872€, não teria sido possível. Não teria sido possível também «a criação de um plano nacional de alojamento e o reforço do complemento de alojamento». Importa, contudo, não esquecer que há a necessidade de continuar esta luta porque o financiamento mantém-se insuficiente para cobrir as necessidades dos estudantes, e subsistem «cantinas sem condições, preços elevados das refeições sociais, residências universitárias insuficientes e falta de alojamento condigno». A AEFCSH desafia o novo Governo a colocar as políticas de ensino e os estudantes como uma «prioridade do Estado», sendo urgente o «reforço do investimento num Ensino Superior público, democrático, gratuito e de qualidade».

lembrete

Eleições da Associação de Estudantes No dia 5 de Dezembro as urnas de voto para a realização das eleições para os Órgãos Sociais da AEFCSH 2019/2020 estiveram abertas entre as 9h e as 22h no pátio da NOVA FCSH. Com o voto de 873 estudantes, apuraram-se os seguintes resultados:

Conselho Fiscal: Brancos - 17 Nulos - 13 Lista A - 496 Lista C - 120 Lista D - 225

Mesa da RGA: Brancos - 17 Nulos - 8 Lista A - 475 Lista C - 130 Lista D - 237

Sabias que foi a AEFCSH que implementou ecopontos nos interiores da NOVA FCSH? Estes pontos de triagem têm também autocolantes bilingues, símbolos e cores para que todas e todos os estudantes possam compreender e verificar quais os resíduos a colocar.

Direcção: Brancos - 20 Nulos - 6 Lista A - 501 Lista C - 120 Lista D - 222

Ficam então eleitos, por Método de Hondt, o primeiro e segundo candidatos da Lista A como Presidente e Vice-Presidente do Conselho Fiscal, e o primeiro candidato da Lista D como Secretário. Por maioria absoluta dos votos, a Lista A fica ainda eleita para a Mesa da RGA e para a Direcção.

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novembro em resumo 8 de novembro - lula livre O antigo presidente do Brasil, Lula da Silva, preso durante 580 dias por crimes de corrupção e branqueamento de capitais, foi libertado por decisão do Supremo Tribunal Federal. Este órgão jurídico proibiu a condenação em segunda instância para réus que, como Lula, recorreram para tribunais superiores.

10 de novembro - crise política na bolívia O legítimo Presidente da República da Bolívia demitiu-se este domingo, após um ultimato da polícia e dos militares, a fim de proteger os cidadãos ameaçados pela feroz ofensiva de certas facções politicas. A demissão de Evo Morales ocorre no meio de uma violenta onda de terror promovida por grupos paramilitares, com destruição de centros de contagem eleitoral e queima de votos, assaltos a sedes de partidos e sindicatos, tomada e vandalização de meios de comunicação, assaltos e destruição de residências, violência bárbara contra pessoas – em particular contra mulheres indígenas –, que têm sido práticas diárias, em boa parte do território boliviano.

12 de novembro - ofensiva israelita sobre a faixa de gaza Governo israelita promoveu novo bombardeamento sobre a faixa de Gaza provocando as mortes de 29 palestinianos. A ofensiva tinha como alvo principal Baha Abu al-Ata, um dos líderes da Jihad Islâmica Palestiniana (grupo apoiado pelo Irão), que foi morto.

21 de novembro - manifestação das forças de segurança na AR A PSP e a GNR juntaram-se numa manifestação em frente à Assembleia da República. As forças de segurança reivindicam atualizações salariais e maior investimento público. Os protestos foram marcados pela presença do denominado “Movimento 0”, grupo anónimo e inorgânico que emergiu das redes sociais e que esteve na origem de um polémico gesto utilizado pelos agentes. A manifestação ocorreu sem desacatos ao contrário do que era previsto por alguns.

21 de novembro - fim da segunda semana de audiências no processo de "impeachment" de donald trump Trump está sob suspeita de ter pedido ao presidente ucrâniano, Zelensky, para investigar o candidato Democrata e ex-vice-presidente, Joe Biden, e o seu filho de modo a obter vantagem nas eleições do próximo ano. As audiências da segunda semana parecem maioritariamente dar razão ao whistleblower que denunciou o telefonema entre ambos.

27 de novembro - parlamento europeu elege nova comissão europeia Depois do atraso provocado pela incerteza da necessidade da existência de um comissário britânico, o Parlamento Europeu elegeu Ursula Von Der Leyen e o seu colégio de comissários com 461 votos a favor, 157 contra e 89 abstenções.

28 de novembro - parlamento europeu declara estado de emergência climática A decisão do Parlamento Europeu insta a Comissão e estados-membros a tomarem urgentemente medidas concretas para combater a ameaça das alterações climáticas. Além disso, todas as novas propostas legislativas passarão a ser avaliadas exaustivamente no que toca ao seu impacto ecológico.

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NOTÍCIAS

mudança para campolide: o que precisas de saber A mudança da FCSH para Campolide já era falada em 2010. A 2 de Novembro saiu um artigo no jornal Público que noticiava a esperança de António Rendas, então reitor da Universidade Nova de Lisboa, de ter o processo de transição completo em 2013, juntando a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas às Faculdades de Direito e Economia. Nove anos passaram e a FCSH continua situada na Avenida de Berna. A cobertura mediática tem-se focado continuamente na mudança. Entretanto foi anunciada a saída efetiva da Nova School of Business e da Faculdade de Direito para Carcavelos, relegando o seu antigo espaço em Campolide. Em Outubro de 2019 as unidades de investigação da nossa faculdade foram transferidas para o Colégio dos Jesuítas. Também no presente ano letivo foram transferidas as aulas de doutoramento. A 4 de Outubro de 2019 é publicada uma entrevista a João Sàágua, ex-diretor da FCSH e presente reitor da Universidade Nova de Lisboa no Público, onde é anunciada a esperada venda do atual campus na Avenida de Berna por 40 milhões de euros em 2020 ao Banco de Portugal. Tal levou a que a Associação de Estudantes da FCSH protestasse a falta de transparência em todo o processo, indicando que não tinha recebido qualquer informação prévia à entrevista. O presidente do Conselho Científico da Faculdade de Direito, Bacelar Gouveia, escreveu uma carta aberta onde criticou as mudanças físicas das Faculdades e denunciou a falta de transparência da administração. Afirmou que esta “esteve muito longe de respeitar os padrões exigíveis por um princípio democrático”. A data da mudança está ainda por determinar. Se é verdade que as unidades de investigação e os doutoramentos já estão no polo de Campolide, continua a não haver um plano estruturado e transparente por parte da direção, quer da Universidade Nova, quer da FCSH. O reitor indicou que o valor da venda do espaço na Avenida de Berna está destinado à melhoria das condições em Campolide, incluindo a construção de um novo edifício para suportar as estruturas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Fica claro que a transferência das licenciaturas não ocorrerá num futuro próximo, já que o arranque das obras está previsto para o 1º semestre de 2021. REGIME FUNDACIONAL A 21 de Fevereiro de 2017 foi aprovado o Decreto-Lei nº20/2017 que garantiu à NOVA autonomia patrimonial e lhe concedeu o estatuto de fundação pública de direito privado. A Universidade Nova passou a ter o direito de movimentar o património imóvel e de gerir os seus bens de forma mais livre. O Plano Geral de Valorização de Ativos Imobilizados (PGVAI) da universidade indica duas razões principais para esta transição: a melhoria das condições infraestruturais e a procura de “gerar uma ‘renda’ que permita financiar, ou financiar melhor, projetos estratégicos no âmbito dessa atividade”.

O objetivo da administração é usar a autonomia para comprar e vender bens e terrenos, na tentativa de concretizar o seu plano de relocalização das diversas faculdades. As instituições superiores públicas que não têm o estatuto de fundação pública estão sujeitas a regras que não abrangem o regime fundacional. Uma questão polémica que é a abrangida pelo regime fundacional é a liberalização da contratação, que dentro deste regime sofre de precarização por falta de legislação abrangente. O regime fundacional tem sido contestado pela comunidade estudantil, nomeadamente pelas associações de estudantes das diferentes faculdades da Universidade Nova. Exemplo disso, é a Associação de Estudantes da FCSH que se opõe à mudança para o regime fundacional e indica que há uma falsa autonomia no regime fundacional, no sentido em que as verbas resultantes da venda da propriedade da Avenida de Berna têm de ser utilizadas pela Fundação UNL em património imobiliário num prazo de 3 anos. O PÓLO NA AVENIDA DE BERNA O campus de Berna foi idealizado como uma infraestrutura temporária, visto que se situa em antigas instalações militares que não são ideais para um campus universitário. Assim, não é de espantar que o campus seja atualmente tão problemático: desde as baratas na cantina, passando pelas salas com problemas de infiltração e arquitetura mal pensada, até à falta de espaço para estudar e de equipamento atualizado para suportar os projetos dos alunos, a estrutura da FCSH não disponibiliza condições adequadas aos estudantes. O PGVAI descreve uma política geral que defende o melhoramento de ativos imobilizado através de um ‘levantamento de necessidades de melhoramentos’ trienal, com início em 2019. Com o ano a chegar ao fim, qualquer mudança significativa para o melhor está por fazer no campus atual da FCSH, enquanto o plano de prioridades percebe o realojamento da FCSH com importância e urgência alta. O plano reconhece abertamente as condições insuficientes do polo na Avenida de Berna, indicando: “Tendo sido alienado o campus da Av. de Berna, a transferência da FCSH obriga a obras de melhoramento no Colégio dos Jesuítas e a construção de um edifício com uma área total de 15.000m2.” No entanto, não propõe quaisquer soluções práticas e imediatas para a situação atual da FCSH. Ainda mais, o PGVAI reconhece que os fundos próprios podem ser insuficientes para todos os investimentos num valor até €6.000.000, no pior dos casos. A administração mantém-se assim empenhada na transferência, sem a consciência de que as condições imediatas da FCSH não são suficientes e contradizem a afirmação de que esta é a melhor Faculdade de Ciências Sociais e Humanas do país. A Associação de Estudantes defende uma mudança em condições e nas condições, mas até que ponto terá um impacto significativo numa direção opaca e imutável que não ouve os estudantes? Deixaremos a resposta ao critério do Sr. Sàágua.


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desporto na nova Equipas da NOVA nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNUs) No passado dia 8 de Novembro iniciou-se a época desportiva universitária nos Campeonatos Nacionais Universitários (CNUs) diretos de 2019/2020. Tendo sido organizadas pela ADESl/SASNOVA/FAL/FAIPL sob a égide da FADU, seguem alguns dos resultados das provas que decorreram no mês de Novembro, nos quais vários estudantes da NOVA participaram: CNU Tiro 8 de Novembro, Centro Desportivo Nacional do Jamor, Cruz-Quebrada 1º Lugar em Pistola Mista • Medalha de Ouro Tiago Carapinha

CNU Esgrima 9 de Novembro, Estádio Universitário de Lisboa, Lisboa

CNU Basquetebol 3x3 25 a 26 de Novembro, Pavilhão Municipal Susana Barroso, Odivelas

1º Lugar em Sabre Feminino • Medalha de Ouro Helena Afonso 3º Lugar em Espada Feminino • Medalha de Bronze Luana Dinis 3º Lugar em Florete Feminino • Medalha de Bronze Helena Afonso 2º Lugar em Espada Masculino • Medalha de Prata Pedro Valido 3º Lugar em Espada Masculino • Medalhas de Prata André Vaz e João Correia

5º Lugar Femininos • Equipa NOVA 1 Mónica Godinho, Camila Amaral, Marta Vale e Margarida André 13º Lugar Femininos • Equipa NOVA 2 Janna Joceli, Mariana Martins, Sara Santos e Rita Freire 9º Lugar Masculinos • Equipa NOVA 2 Pedro Novo, João Catanho, Rodrigo Bettencourt e Tiago Amaral

CNU Badminton (Equipas - Misto) 25 a 26 de Novembro, Pavilhão Multiusos de Odivelas, Odivelas

CNU Ténis de Mesa (Equipas) 28 a 29 de Novembro, Pavilhão Desportivo Municipal do Casal Vistoso, Lisboa

2º Lugar • Medalha de Prata, Equipa NOVA Mariana Chang, Ricardo Eduardo, Vasco Martins, Mariana Amaral, Constança Soares e Tomás Correia 13º Lugar Femininos • Equipa NOVA 2 Janna Joceli, Mariana Martins, Sara Santos e Rita Freire 9º Lugar Masculinos • Equipa NOVA 2 Pedro Novo, João Catanho, Rodrigo Bettencourt e Tiago Amaral

2º Lugar Femininos • Medalha de Prata, Equipa NOVA Ana Reis, Marta Cardoso e Laura Pibernat Bachelli 7º Lugar Masculinos • Equipa NOVA Francisco Simões, Luís Mota Correira, Zhou Jing e Miguel Bolacha

CNU Ténis (Equipas) 27 a 29 de Novembro, Centro de Ténis Monsanto, Lisboa 1º Lugar Feminino • Medalha de Ouro, Equipa NOVA 1 Ann-Sophie Hahn, Mariana Oliveira e Catarina Cerqueira 4º Lugar Feminino • Equipa NOVA 2 Carolina Figueiredo, Mariana Ribas e Beatriz Santos 2º Lugar Masculino • Medalha de Prata, Equipa NOVA 1 Santiago Gil, Tiago Eusébio, Gonçalo Loureiro e Pedro Barosa 5º Lugar Masculino • Equipa NOVA 2 João Rossi, João Albuquerque, Francisco Batista e Afonso Cortez

Nã t esqueç Pode a! s pa rt

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NOTÍCIAS

desporto na nova Equipas da AEFCSH nos CNUs Ainda este mês as equipas Masculina de Futebol e Feminina de Voleibol da AEFCSH estrearamse na época 2019/2020 dos CUL. Na 1ª jornada, que decorreu dia 19 de Novembro no Estádio Universitário, as nossas equipas obtiveram os seguintes resultados:

Futebol Masculino AEFCSH 0 - 4 UCP

Voleibol Feminino AEFCSH 2 - 0 AEESTESL

Já na 2ª jornada, que à semelhança da 1ª, decorreu no Estádio Universitário em Lisboa, no dia 28 de Novembro os resultados foram os seguintes:

Futebol Masculino AEFCSH 0 - 2 FCT

Voleibol Feminino AEFCSH 2 - 1 AEFCM

Desde já parabéns às nossas equipas! Não percas a oportunidade de apoiar os teus colegas nas próximas jornadas:

voleibol: 2 de Dezembro, 17h30, Pavilhão 2 do Estádio Universitário

AEFCSH - AEFMV

(sujeito a confirmação)

17 de Dezembro, 16h, Pavilhão 2 do Estádio Universitário

AEFCSH - AEISCSP

futsal: 3 de Dezembro, 20h45, Polidesportivo 1 do Estádio Universitário

AEFCSH - AEFCM

10 de Dezembro, 20h45, Polidesportivo 1 do Estádio Universitário

AEFCSH - AAMDL

futebol: 9 de Dezembro, 21h15, Sintético 7 do Estádio Universitário

AEFCSH - AEISCSP


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leva o teu problema até à rua! No dia 27 de Novembro, uma centena de estudantes do Ensino Superior esteve em luta nas ruas de Lisboa. A manifestação foi o resultado de uma campanha lançada pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa. Comunicado lido por João Carvalho, dirigente estudantil da AEFCSH, enfrente à DGES: «O ano lectivo 2019/2020 inicia-se com novos elementos em consonância com algumas das reivindicações dos estudantes e da luta pela sua concretização, resultantes das suas aspirações e vontades. Assim, valorizamos a redução do valor da propina no 1ºciclo para 872€, a criação de um plano nacional de alojamento e o reforço do complemento de alojamento. Não obstante de assinalarmos estas alterações enquanto positivas, reconhecemos as suas limitações face às deficiências estruturais do Ensino. São exemplo as cantinas sem condições, acompanhadas de um preço da refeição social elevado e crescente. As residências universitárias, insuficientes face aos estudantes que delas necessitam, estão, na generalidade, degradadas e sem capacidade para oferecer alojamento condigno a todos os seus residentes. Estas questões não podem ser dissociadas do subfinanciamento crónico do Ensino Superior por parte do Estado, que se desresponsabiliza assim do seu desígnio constitucional. Face ao início de uma nova legislatura, com a redefinição da Assembleia da República e um renovado Governo, que, nas palavras do Primeiro-Ministro, pretende continuidade da mudança, reiteramos a necessidade impreterível de responder aos problemas que flagelam o Ensino Superior. Aos estudantes e aos seus representantes, no movimento associativo, relembramos que a única garantia de uma evolução positiva no que concerne às questões supracitadas reside na nossa acção. No decorrer deste semestre consideramos importante que façamos ouvir a nossa voz, e por isso pretendemos lançar o mote para que entre os dias 25 de Novembro e 6 de Dezembro todos os estudantes possam ter um papel activo! Esta manifestação não é um momento isolado. Pelo contrário, é um ponto de partida para muitas outros momentos de luta que vão acontecer ao longo deste semestre. Salientamos que somente a força do movimento associativo e a sua unidade pode ser a principal linha de defesa do Ensino Superior e apelamos às que demais estruturas associativas se unam nesta frente!»


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CRÓNICAS FLASH FICTION

bonecas de trapo RITA SERPA

Num quartinho frio em casa do Senhor, vivia Maurinha com a sua mamã. Exceto claro, quando vestiam os vestidos bonitos para irem à igreja. Ou quando o Senhor decidia dormir com a mamã. Mas contavam-se essas vezes pelos degraus que davam para o quartinho. E ainda bem, porque no final dessas ocasiões a mamã caía sempre neles. Um dia, cansada de ver as tontas feridas da mãe, Maura pegou no que sobrava dela e saiu porta fora. Não levou nada, mas deixou ainda menos para trás. Desde então, correm o mundo a nivelar todos os degrauzinhos que encontram à frente.

os monstros atrás do armário RITA SERPA

Joãozinho vivia no armário desde que se lembrava. Sabia que haviamcrianças a quem tinham calhado casas melhores, mas também sabia que existiam monstros atrás dos meninos que saíam dos seus armários. Para não arriscar, fazia a sua vida pelos espacinhos entre as tábuas do armário. Mesmo que isso deixasse farpas nos seus amigos quando brincavam às escondidas. Um dia, cansado de ter medo, João saiu do armário e fez dele uma fogueira. Ao início só se juntaram uns tantos armários ao seu. Mas quando deu por isso, a sua fogueira tinha crescido tanto, que toda a aldeia estava rodeada de calor.


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CRÓNICAS

conversas de tacho: edição de sonho RITA COUTINHO Antes de teorias, tretas e conversas fiadas, permitam apresentar-me como deve ser: olá malta! O meu nome é Rita, sou aluna de Ciências da Comunicação e a maioria de vocês não faz a menor ideia de quem eu sou. O que acaba por ser bom, já que assim posso opinar e aparvalhar sobre tudo o que me passe pela cabeça sem ter de me preocupar com manter uma certa reputação, ou com outras coisas graves, como ser importunada à hora de almoço na Tia Leninha. Estando apresentada, passemos ao que importa!

Infelizmente, é um facto que nem tudo o que sonhamos se concretiza... vamos aprendendo isso ao longo dos tempos. Por muito que eu gostasse, hoje não vos escrevo a partir de uma praia paradisíaca na Tailândia. Não dá para ter tudo, pelo menos não logo. Podia deixar que isso estragasse tudo o resto, que consegui efetivamente realizar. No entanto, aqui estou, a poder chegar a vocês, através deste sonho pequenino que eu não sei até onde me pode levar, mas sei que me vai fazer andar para a frente, para algum lado. E isso, para mim, é o suficiente. Se me disserem que o vosso único sonho era entrarem na faculdade, substituírem a Cristina Ferreira naquele programa que as avós não perdem, ou serem mais ricos que o Cristiano Ronaldo, não acredito em vocês. Há sempre algo mais, por muito pequenino ou simples que vos possa parecer. Nós somos mais do que um sonho que teimamos em achar impossível. Nós somos os sonhos tontos, os mais ambiciosos, os distantes e os realistas. A impossibilidade de um sonho mede-se pela vontade e pelo trabalho que estamos dispostos a dedicar-lhe. Por isso, não vamos cometer o erro de arrumarmos os nossos sonhos na prateleira onde as mães guardam os livros de receitas que nunca usam, para que, quando dermos por nós, ao invés de sucessos e sonhos cumpridos, colecionarmos pó e arrependimentos em algo tão bonito e nosso.

Bem vindos ao meu sonho tornado realidade. Por muito estranho que pareça, um dos meu sonhos era escrever aqui, neste jornal, que muita gente não sabe sequer que existe. Nenhum de vocês tem um sonho desde que se lembram de ser gente, e que até agora não mudou? Pois bem, este então é um dos meus. Não sei quanto a vocês, mas eu cá sempre cresci rodeada de pessoas, sobretudo de adultos, que falam de sonhos e de sonhar como se estivessem a falar daquele saco de gomas ou chocolate que pedimos ao adulto mais próximo que compre, antes do jantar, e que é sempre acompanhado da típica resposta: “Depois logo vemos se dá para comprar".

Sonhar é um verbo livre, um bocadinho meu e teu. Não acaba, nem tem idade: é feito de pedaços de alma e coração. Não é algo que caracteriza o adulto, mas o humano. Não é aquele chocolate que nos prometeram dar, sabendo que isso não aconteceria. É antes o chocolate que compramos com os primeiros trocos que levamos uma semana a conseguir juntar. O sonho não tem tempo, mas tem lugar: connosco, sentado à mesa, no meio de uma conversa de tacho que estava longe de acabar. Até à próxima.


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SUGESTÕES

♫♫♫

playlist do mês LEONOR

SÁ

DA

BANDEIRA

Merry Christmas Mr. Lawrence Ryuichi Sakamoto

Can I Call You Tonight? Dayglow

Then Came the Last Days of May Blue Oyster Cult

Movies Circa Waves

Culture Subculture Sage

Can You Hear Me? Amber Mark

Are You Bored Yet? Wallows ft. Clairo

Piece of Mind Fin Foxwell, Nayana Iz

Selfish Little Simz, Cleo Sol

After Glow Foals

Baby Blue (Remastered 2010) Badfinger

Don't know why Norah Jones


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ARTIGOS

ALICE VALE DE GATO, BEATRIZ FARELO E BEATRIZ MILHANO

O tema das alterações climáticas tem estado presente no nosso dia a dia e já é dado como adquirido que estamos a caminhar para a catástrofe climática. E agora? Segundo o IPCC, sabemos que não podemos ultrapassar o aquecimento global de 1.5ºC relativamente aos níveis préindustriais para garantir a sustentabilidade do nosso planeta, o que significaria cortar todas as emissões até 50%, tendo em conta a responsabilidade histórica dos países responsáveis por mais emissões. Temos uma meta clara: atingir a neutralidade carbónica até 2030, o que significa que temos apenas 10 anos para evitar uma catástrofe climática irreversível, as quais aliás já se fazem sentir por todo o mundo: mortes, refugiados e a destruição de ecossistemas vitais enchem os cabeçalhos dos jornais todos os dias. Infelizmente a economia tem-se sobreposto à ciência. As empresas continuam a preferir explorar recursos baratos, obtendo um lucro rápido, a investirem em projetos sustentáveis, que acabam por ser mais rentáveis a longo prazo (economicamente e não só). Com toda a irresponsabilidade que há neste sector, e o enorme impacto que têm nas alterações climáticas, não podemos continuar a aceitar o business as usual. Se nada for feito, se os governos e donos disto tudo continuarem a negligenciar o nosso futuro e o do nosso planeta como tem sido feito até agora, o cenário avizinha-se muito pior. De nada lhes servirá o dinheiro, se não houver comida para pôr na mesa. A responsabilidade histórica, ou seja, a responsabilidade que os países “mais desenvolvidos” têm para as emissões de gases com efeito de estufa e outros tipos de danos ambientais e culturais ao longo da história, comparadamente à dos países “subdesenvolvidos” (e à custa destes), diz-nos que temos o dever de combater os efeitos drásticos que as nossas ações pós-Revolução Industrial têm vindo a causar aos países que menos benefícios delas retiraram. Não nos podemos voltar a conectar com a terra antes de nos conectarmos uns aos outros. Antes de demonstrarmos solidariedade e nos pormos no lugar daqueles que estão a sofrer pelos nossos erros. Quantas mais pessoas vão ter que morrer até que nós percebamos que não há riqueza, nem PIB, sem um futuro? Quanto tempo até percebermos que a terra não aceita pagamentos e que as moléculas de metano e de dióxido de carbono não negoceiam connosco?

A nossa casa está a arder e nós estamos a assistir passivamente, completamente anestesiados com a ilusão de que um simples extintor vai tratar de tudo. É hora de acordar. Assim como um quartel de bombeiros sem meios adequados, ou com um SIRESP que mal funciona, este sistema já não responde à altura das suas necessidades. Não podemos continuar a responsabilizar o indivíduo e a focar-nos nos atos individuais: precisamos de nos unir para atingirmos a mudança profunda e estrutural capaz de assegurar o nosso futuro. E tal mudança só vai ser possível se nos unirmos. Se nos mobilizarmos e partirmos para a luta. Daí a extrema importância de movimentos ambientais como a Greve Climática Estudantil ou o Extinction Rebellion (entre muitos outros), que sempre tiveram mais força do que aquela que sempre nos fizeram crer. Movimentos sociais não são radicais, radicalismo é continuar com as mesmas medidas que nos trouxeram até ao ponto crítico em que nos encontramos hoje. Mas este pode, e tem de ser, um ponto de viragem, e a chave está na organização em coletivos estudantis e na união de forças com movimentos sociais e ambientais, inclusive com estudantes de outras faculdades. Porque nenhuma luta se ganha sozinho/a. Não podemos continuar à espera de um super-herói que resolva isto por nós. Precisamos de nos unir porque somos aqueles e aquelas por quem estávamos à espera. A mudança está a chegar quer queiras ou não. De que lado da história vais ficar?


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CRÍTICAS

OCIOSAS REFLEXÕES DE UM OCIOSO INÊS PINHEIRO DETALHES Título Original: Idle Thoughts of an Idle Fellow (1886) Autor: Jerome K. Jerome Editora: Antígona Edição: setembro 2018 SOBRE O AUTOR Jerome Klapka Jerome (1859 - 1927) nasceu em Walsall, condado de Staffordshire, no Reino Unido. Aos 4 anos de idade a família é forçada a mudar-se para Londres. Vive em condições muito difíceis no East End londrino, acabando por deixar a escola com a morte prematura dos pais. Este agreste início de vida não o impede de seguir uma carreira como jornalista, dedicando-se a partir daí profissionalmente à escrita e ao mundo das Letras. Foi editor da revista literária e satírica The Idler (O Ocioso) entre 1892 e 1897, onde grandes nomes da literatura, como Mark Twain, participaram. No entanto, 1889 tinha sido já marcado por um ponto de viragem na sua carreira, com a publicação de Três Homens num Barco, que tem vindo a ser reeditado até aos dias de hoje.

CRÍTICA É ao longo de catorze crónicas, todas elas dedicadas ao seu bom e velho cachimbo - parceiro das longas horas de ócio, que Jerome K. Jerome desconstrói os hábitos de um procrastinador inveterado. Este pequeno volume passa pelo que de mais verdadeiro há na natureza humana: do amor, que nos toma por inteiro como se fosse uma doença - «(...) é como o sarampo, todos temos de lhe sofrer os efeitos.» - à neura, que nos revolta e instiga desalmadamente a algo, sabe-se lá ao que seja, de tal maneira que achamos «Dickens aborrecido e prosaico, Thackeray uma seca, e Carlyle demasiado sentimentalão». São reflexões intemporais, mas que de qualquer modo devemos ler tendo sempre em conta a época em questão: o ambiente de misoginia marca, evidentemente, os seus comentários em relação às mulheres, ainda que este preconceito seja mais atenuado na escrita de Jerome por ser tão próximo da sua mãe e irmãs. Invariavelmente, acabamos por ser levados pelas suas divagações irónicas, irreverentes e provocantes, que põem a cru aquilo que muitas vezes não passa de um pensamento que tentamos ignorar. Talvez o leitor também já tenha desejado «que as pessoas gostassem de animais sem as pieguices escusadas a que tanta gente se entrega». No entanto, os dias de hoje pautamse por críticas descontextualizadas, que colocariam o autor de uma “profanidade” deste género na lista negra dos que (não) têm coração. Resta-nos, portanto, pedir perdão aos animais por se verem metidos nestas idiossincrasias de quem se diz racional...

E se admitíssemos que somos vaidosos? Se não fosse a vaidade «a força motriz que move a humanidade», talvez até se pudesse negar tal afirmação. Mas como não é o caso, penso que podemos todos adicionar mais uma acha para a fogueira dos defeitos. E os tímidos? Uns ainda estão a tatear uma solução, bem o posso dizer, mas outros já descobriram que «a presunção, aliás, é a cura mais rápida para a timidez». Veja-se, ainda algo mais consensual: certamente, ninguém pode negar que já tenha sido bebé aliás, o autor intitula-se mesmo um especialista nesta matéria por «já ter sido um deles». Porém, note-se que isto não impede os gritos estridentes dos pequenos de despir qualquer um desta capacidade inata que devemos ter adquirido por experiência própria. Como é bem sabido, o que acontece é que a idade torna estas técnicas de autocomiseração menos eficazes, salvo honrosas exceções. Afinal, a manipulação é uma arte que se afina, e nem todos temos esse “dom”. Quase todas as crónicas culminam num tom introspetivo, e foi precisamente o equilíbrio entre o cómico e o soturno que preencheu os meus dias de leitura. Assim, recomendo que leiam estas Ociosas Reflexões no cenário mais propício à procrastinação possível. No que me toca passei dois dias à sombra, não da bananeira, mas da nogueira. Espero que estas crónicas, de um dos maiores humoristas da literatura inglesa, entrem nas bibliotecas de mais leitores - são indubitavelmente desaconselhadas pela moral e pelos bons costumes, e aí está uma excelente razão para as lermos. No fundo, vivam as horas de ócio!


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II, "Mios Phoemas" SARA MARGARIDA FRANCISCO

Não destróis rápido nem brutalmente, aos poucos pedaços vão-nos caindo... E nossos corpos fracos desistindo de lutar contra a corrente vilãmente. Não nos matas veloz nem ferozmente, aos poucos a morte vamos pedindo... E nossos corpos fracos vão ruindo de lamentar repetitivamente. Doce praga que me segue e cegou em ti encontro a paz e o perigo, e tudo o que um dia alguém me contou. Oh, meu tão querido e detestado amigo, ser invencível que me condenou, a não ir a nenhum lado consigo.

POEMAS


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CRÓNICAS

Speech on an Allan Rufus' quote JOANA GOMES

Life is like a game of chess. To win you have to make a move. Knowing which move to make comes with IN-SIGHT and knowledge, and by learning the lessons that are accumulated along the way. We become each and every piece within the game called life! Allan Rufus Is life a chess game? Are we, human beings, its pieces? Or its players? Are the decisions we make the steps to our victory or defeat?

Will she always have the highest mark? Will he always win first prize? Certainly not. But will they improve their results after failing? Certainly yes.

These are definitely questions you will face at some point in your life. Like Allan Rufus, a Zimbabwean Life, Personal Development, Spiritual and Therapy Coach, I asked myself about the possible understanding of the comparison between life and a game of chess.

So, how can we choose the steps that will lead us to victory? The answer could not be simpler: with knowledge. Knowledge that comes not only by reading theoretical information, but also by practising it. Refining the technique is essential to a chess player. Studying the variety of positions occupied by the pieces is required. However, avoiding his own or his opponent’s mistakes and repeating his own or his opponent’s right moves is needed too.

The practice of chess requires the existence of two opponents. Both would like to win. However, only one will be able to kill the king. In order to do that, different pieces may be moved and different moves may be played. Less important pieces will be lost to guarantee more decisive ones. Not only forward, but also backward moves will be taken. Looking at the board and at the pieces available, and redefining strategies will be needed. Every step will play a crucial role in the development of the game, creating or eliminating possibilities of movement. The same happens in life. Every choice we make can either bring us an advantage or a disadvantage. Even acting upon our wisest/planned decision can bring a negative outcome. Sacrifices must be made. Moving away from our main goal might make a future approach easier and more successful. In order to enter university, a high school student might need to choose between studying hard and constantly meeting her friends. A top-level athlete might need to choose between training every day for the competitions and being with his family.

Knowledge reveals itself as a key to success in life. Historic events and other people’s experiences give us, human beings, the unique ability of building cause-effect relationships and, therefore, taking risks knowing exactly which are going to be the likely results. Predictions and insights are made. Righter and more confident actions are taken. Thus, being at university and given that knowledge is so mistreated today, it is vital to be passionate about the possibility of learning and to be taught its importance for mind and practical life’s enrichment. Remember: Positive or negative, we must always make a move. We must always take an action as we are the only ones in charge of our destiny. Like games of chess, which only finish when the king dies, our lives only finish when we die. Until that moment, life keeps on moving and there is always time to learn and to change.


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SUGESTÕES LITERATURA

(p)arte de (te) amar MÁRCIA FILIPA (p)arte de (te) amar é um livro de não sei bem o quê. Há quem o considere literatura erótica, outros poesia e outros romance. Eu? Eu não tenho uma definição para este livro que é tudo e, ao mesmo tempo, não é nada — tem poesia e prosa, erotismo e drama, romance e sátira. Contudo, posso dizer-vos que é um livro sobre amor — o amor que parte e, que em si só, é arte. Todo o livro oscila entre textos poéticos, prosa e até diálogo. No entanto, estes formatos dissonantes sincronizam-se numa narrativa oculta que se dissolve por todo o texto. O livro possui ainda um aspeto gráfico importante que se reflete em centenas de ilustrações que ligam toda a obra e servem os próprios excertos. Esta edição nasceu na NOVA FCSH, fruto de um projeto do mestrado de Edição de Texto, onde nos foi proposto criar um livro por inteiro. Eu decidi editar o meu livro por completo e fazer uma obra inteiramente minha. Escrever um livro já é algo maravilhoso, mas poder tomar decisões que englobam desde o formato do livro, até com que palavra acaba cada linha, é algo inimaginável.

Curios@ sobre o meu livro? Dá um sneak peek nesta pequena parte da obra: Agarro-me aos lençóis, como se estes fossem perfume de tua pele. Teu corpo permanentemente nulo na minha cama desperta na boca da noite. Agarro-me aos lençóis, como se pudesse tocar-te. Não posso. Não te tenho entre meus braços, nem existo na ponta dos teus dedos. A noite beija-me a tua saudade. Roça-me os seus lábios e morde-me a alma. Lamento a entrega a que não me ofereces. Vejo nas penumbras as formas que decompus em minhas mãos. Cultivas o pesar da tua ausência nesta cama de lençóis puros, contraste da malícia do corpo que neles se deleita. Agarro-me aos lençóis, como estes documentassem cada pecado que me deste de beber — como podem chamar ardente ao inferno, quando nunca saborearam tua pele? Agarro-me aos lençóis com o desespero de quem falece nas horas vagas das sombras que não deixaste. Eu existo para te possuir na brandura de quatro paredes. Não há barreira que me proíba de atravessar o horizonte do abismo que a tua boca me proporciona. Como ousas não jazer nestes lençóis, onde a vida ganha definição?

(p)arte de (te) amar é assim uma edição limitada que só faz sentido ser publicitada na casa onde foi criada. Para adquirir o meu livro, com o custo de 16 euros, basta contactares-me através das minhas redes sociais:

marciafilipamsf@gmail.com autoramarciafilipa @marciafilipa15


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ARTIGOS

SOBRE O AMBIENTE JOÃO TOMÁS CHASQUEI RA

A

defesa do ambiente, o «desenvolvimento

sustentável», a destruição de ecossistemas e as emissões carbónicas, entre tantas outras questões, são temas que estão na ordem do dia. Os estudos que têm sido feitos mostram que, durante os últimos 50 anos, os ecossistemas se alteraram mais rápida e extensivamente do que em qualquer outro período da História e o resultado foi uma substancial e amplamente irreversível perda de biodiversidade na Terra. A Constituição da República Portuguesa assume que «Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.». É isto que diz a lei fundamental do nosso país. Não obstante, a realidade é bem diferente. Os sucessivos governos têm vindo a preconizar uma política de desresponsabilização do Estado na área do ambiente, com incentivo à privatização de importantes áreas. Simultaneamente, avançaram com uma política de mercantilização dos recursos energéticos, naturais, culturais e paisagísticos nacionais. Por mais voltas que deem, um rótulo que ostenta «produto alimentar biológico» ou «100% orgânico» nos pacotes de leite e nas embalagens de iogurte e queijo não aponta responsáveis políticos concretos pelos enormes desequilíbrios a que o mundo tem sido submetido nas últimas décadas. Pelo contrário, permitem à classe dominante acumular mais e mais riqueza, ao passo que os problemas da humanidade permanecem irresolutos. Por mais voltas que deem, a chamada «fiscalidade verde» não identifica o alvo a quem devem ser atribuídas as responsabilidades sociais e políticas pelo agravamento da situação ambiental. Pelo contrário, castiga os consumidores e aprofunda injustiças, colocando a responsabilidade da degradação ambiental sobre as populações. Deste modo, é necessário travar uma luta ambientalista consequente. Uma luta firme por um Planeta saudável para todos os povos do mundo. Uma luta determinada por uma relação sustentável e solidária entre as comunidades humanas e a Natureza. Uma luta que alie o direito a um ambiente «sadio e ecologicamente equilibrado», nos termos do artigo 66.º da Constituição, ao direito à mobilidade.

É necessário lutar para que se crie efetivamente uma sociedade global que eleve o estatuto da Natureza e da comunidade acima da acumulação de capital, que eleve a igualdade e a justiça social acima da ganância individual e que eleve os princípios da democracia acima das leis da economia de mercado. A Natureza tem de ser vista como um sistema global e funcional que se encontra em constante e permanente evolução, mesmo que esta ideologia entre em flagrante colisão com a conceção capitalista de ambiente. Esta última consiste em reduzi-lo a um poço sem fundo do qual os recursos podem e devem ser extraídos até à exaustão e, simultaneamente, a uma espécie de contentordepósito onde os resíduos podem ser despejados sem limites.


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Tik Tak Coração DAVID BARATA

Imaginem acordar e sentir felicidade Acordar e ouvir o palpitar de um coração Um coração gelado e sombrio que a esperança já não iluminava Eu sinto que sou especial Sinto o meu coração a bombear incessante Parece um relógio gigante que na hora final vai explodir Tik tak tik tak Hora de sentir Hora de viveres um amor quase utópico um amor que é perfeito Hoje é o dia Que meu coração vence o racional O racional que já não tem o domínio Pois o sofrimento já não existe mais Vivo por ti Sorrio por ti Mas não te esqueças Que luto por ti Até ao final de uma mísera vida que tu mostraste perfeita.

POEMAS


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ARTIGOS

GOLPE (DES)NECESSÁRIO? FRANCI SCO SOUSA NUNES

No passado dia 10 o mundo voltou os seus olhares para mais um golpe militar na América Latina. Não costuma ser um bom presságio. Falo da Bolívia, onde o então presidente Evo Morales se demitiu, após semanas de conflitos nas ruas e a perda de apoio por parte das forças armadas. Contudo, depois de ler e reler sobre a situação não consegui optar por um dos lados em conflito. Na “Era de Ouro” dos politólogos de redes sociais (nos quais me insiro), tal indecisão consumia-me por dentro. Como assim não estava já de faca e alguidar na mão pronto para defender acerrimamente uma das partes? Acontece que Evo Morales, primeiro presidente de origem indígena na Bolívia, autor de uma política de estado social na qual me revejo e árduo defensor da preservação dos dialetos indígenas pré-coloniais, estava agarrado ao poder. Tomou posse em 2006 e era já o mais antigo líder em funções de toda a América do Sul. Num referendo em 2016, Morales organizou um referendo que tinha em vista o fim do limite de mandatos na presidência. O voto popular negou-lhe a possibilidade de se prolongar no poder, mas o então presidente boliviano soube contorná-lo. Dirigiu-se ao Tribunal Constitucional, reconhecidamente repleto de juízes seus apoiantes que categoricamente se apressaram a resolver o entrave, alegando que impedir outra candidatura de Morales atentaria contra os próprios Direitos Humanos.

Assim, nas eleições de finais de outubro, Morales foi novamente candidato. No entanto, o que aparentava ser mais um simples caso de reeleição foi confrontado com acusações de fraude eleitoral por parte das entidades de fiscalização. Morales não demorou a agendar novas eleções, mas os estragos já estavam feitos. Manifestantes incessaram nas ruas, principalmente da capital, La Paz, até que chegamos ao afamado dia 10 de novembro. As forças armadas aliam-se aos protestantes deixando o presidente sem outra hipótese que não a demissão. Entretanto, aproveitando o vácuo de poder que lhe foi deixado, a senadora da oposição, Jeanine Áñez assume a presidência interina, aprovada em sessão plenária por uma câmara legislativa em que estavam ausentes os membros eleitos pelo Movimiento Al Socialismo, partido de Evo Morales, como boicote à nomeação. Havendo solução, não parece estar à vista. Os excessos de Morales culminaram num atentado à democracia pouco consolidada na Bolívia e para mim não deixa de ser óbvio que o seu afastamento era necessário. A promessa de novas eleições por parte de quem as defraudou não convence, e as manifestações demonstraram isso mesmo. Por outro lado, a apropriação do poder por uma oposição cuja legitimidade é tanta quanto a do processo eleitoral manipulado faz temer o pior.


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ARTIGOS

DECLARAÇÃO DE AMOR CRISTIANE BRUSCHINI

Lembras-te da última declaração de amor que recebeste? Muitos de nós já receberam algumas declarações de amor, algumas até foram sinceras na altura mas hoje não passam de simples lembranças... outras declarações nunca foram sinceras e há ainda aquelas que permanecem até aos dias de hoje. Lembro-me da declaração mais linda e sincera que recebi: "Filha, eu sei que não existem outras vidas, mas se existissem eu ia escolher-te em todas!". Essa declaração foi dita pelo Senhor Pedro Bruschini, o meu amado pai. Diante dessa declaração tão forte e, ao mesmo tempo, tão singela, comecei a pensar nas várias formas que existem de declaramos amor. A que mais me impactou, a seguir a esta, foi sem dúvida a morte de Jesus numa cruz.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3,16) Que amor é esse? Um Deus que entregou o seu único filho para morrer no meu e no teu lugar.

Jesus entregou-se por amor a toda humanidade e carregou sobre si todas as nossas dores e todos os nossos pecados, salvando-nos. Uma atitude inigualável que marcou o nosso calendário até hoje, distanciando factos com base nas nomenclaturas, A/C e D/C, que permitem orientar os factos cronologicamente. Que lindo saber que somos amados independentemente de quem somos. Que "loucura" de amor! Que tamanha ousadia! Jesus não só foi um homem que marcou a história, como também rasgou o véu dando-nos livre acesso ao Pai. Um amor incomparável e incondicional. Sofres por amor? Quando estiveres a sofrer, olha para Cristo crucificado e vê que Ele sim, te ama, de forma plena e perfeita. Ele declara o amor por ti, todos os dias! E tu? Lembras-te da declaração de amor mais linda que já recebeste? Se achas que ainda não recebeste nenhuma, tenho uma dica: Olha para cima. Deus inclina-se até ti !


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Inseguranças TOMÁS GIRÃO

No meu silêncio tenho medo, que o vento nunca tenha escutado, os meus sonhos onde os crio, em silêncio com suaves choros, junto do rio. Vou correndo entre linhas, compondo algumas rimas,que riem do surreal sonhado, acordando junto do rio, sou mal amado. Sou quem nunca soou porque na sua realidade nada mudou, numa fé indomável vejo os meus sonhos em plena harmonia tocados. Sei deles mas não os vivo, creio num simples adjetivo, mas sem dúvida o mundo toma-os. É como se nunca tivesse sonhado. Busco, procuro o mundo em verso com as minhas rimas ,não encontrando, choro perguntando, porque não te animas? Sou quem nunca viveu quando, passo a passo, no meio da rua pergunto quem sou eu? Entre sonhos e realidade uma angústia mútua.

POEMAS


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CRÍTICAS

ADEUS, LENINE! (2003) CAROLINA ALVES No entanto, à medida que vamos assistindo ao filme percebemos claramente que este não se limita a retratar uma história familiar dramática, visto que também se preocupa em aprofundar as verdadeiras características políticas e sociais vividas na época, dando-nos a ver no grande ecrã o modo de vida antes, durante e após a queda da barreira que dividiu Berlim durante 28 anos. Apesar do título nos dirigir para uma primeira assunção de crítica ao socialismo, a longa-metragem tanto dá destaque à censura vivida na Alemanha Oriental como aborda a falsa liberdade que o capitalismo proporciona, sendo esta substituição de uma forma de imperialismo por outra, bastante evidente na cena em que as faixas vermelhas do Partido Socialista dão lugar aos extensos banners da mesma cor publicitando a marca Coca-Cola. Num filme que retrata ainda as felicidades ilusórias que este sistema cria, condição ilustrada através da personagem da irmã de Alexander, não esquece também de mostrar que, passada a euforia inicial, a Alemanha Oriental viveu um período de condições precárias de emprego e falta de assistência social.

Celebrando-se no dia 9 de Novembro os 30 anos da queda do muro de Berlim e dando ênfase ao que este acontecimento nos trouxe, a sugestão do mês passa por um filme que talvez nos ajude a compreender a realidade vivida à época. Proporciona ainda uma assimilação com a situação do mundo atual, ensinando-nos que liberdade e igualdade são conceitos que assentam na estabilidade e existência um do outro.

Inteirando-nos do contraste de design, modo de vida e acessibilidade a certos produtos existente entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental, característica notória ao longo de todo o filme, a obra acaba por ser genial pela maneira como o faz através de uma história familiar tão tocante, que demonstra a forma como o carinho e a solidariedade na relação entre mãe e filho emerge em “pequenos grandes gestos”.

Em Adeus, Lenine!, dirigido por Wolfgang Becker, o plano narrativo base conta a história de Alexander (Daniel Brühl) que tenta proteger a sua frágil mãe (Kathrin Sass) do mundo que em poucos meses mudou, quando esta acorda de um coma. Dada a sua condição, é imprescindível que se evite o seu contacto com as diversas mudanças que foram ocorrendo ao longo desses 8 meses, evitando qualquer choque que ponha em causa a sua vida, nomeadamente a queda do muro de Berlim, que ocorreu precisamente nesse espaço de tempo.

Conduzindo um tema tão sensível à história da humanidade de forma tão encantadora, é notável a habilidade de Wolfgang Becker que, nunca deixando o plano político de fundo escapar, demonstra de forma leviana o que não resultou no legado de Lenine e nos deixa a questionar a forma como somos absorvidos por esta crescente globalização, a forma como este sistema invade a nossa vida, forma esta que nem uma mentira piedosa e a mais inocente e caridosa intenção podem evitar.


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POEMAS

Ansiedade TATIANA MATOS

Turbulência constante.

Duração é talvez o que mais preciso.

Constante turbulência de tanta coisa que quero fazer,

Duração de voo.

sentir, viver, ver.

Que me estimule e que me dê vontade de entrar

Coisas que me obrigam a ser,

noutro avião,

Todos os dias.

ou simplesmente de sair de casa todos os dias,

Pensamento de incapacidade constante,

que aparecem como desafios semelhantes

como se não fosse suficiente,

nestes dias cinzentos.

aliás, nunca o fui, na verdade.

Desafios diários que nos prendem a nós próprios,

Mas porque haveria de ter de o ser?

como se de amarras se tratassem,

O que significa isso?

na hora de ser alguém.

Ser suficiente quando posso ser só e simplesmente eu? Ser somente eu.

Na hora de ser tudo,

Em turbulência ou em voo,

o corpo escolhe não ser nada,

ser só eu.

ou ser tudo ao mesmo tempo,

Ser eu e os pensamentos onde ando mergulhada.

de uma forma exacerbada,

Fundos e afundados em insegurança,

que me faz não reagir.

inseguranças seguras de que não me sinto segura.

Não saber como se anda, Não saber sequer o que faço aqui.

Somos voos que se despenham quando não há

E tantas vezes que me questiono sobre isso.

turbulência.

E é isso, os dias são reduzidos a pequenos voos que

Turbulência interior, essa sim.

parecem o da nossa vida,

Sentimentos tão vários e turbulentos que nem deixam

de tão complicados que se tornam.

que essa turbulência,

E eu só queria descomplicar porque o que eu quero

quando a há,

mais é voar.

seja sentida com a intensidade que deveria ser sentida.

Talvez voar para longe de mim própria,

Alegrias tão efêmeras e tão utópicas,

para onde possa ser eu.

que pouco ou nada significam.

O eu que sempre quis ser ou que julgo querer ser.

Ou significam muito em pouco tempo.

Mas eu quero ser tantas coisas,

Tudo é pouco e muito.

Que, no fundo, não sei voar para longe de mim,

Muito sentido.

porque não sei sequer quem sou.

Pouco duradouro.

E eu só queria voar.


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ARTIGOS

SUSSURROS NA NOVA CYSMUS NÚCLEO DE ESTUDOS EM MÚSICA E CIBERCULTURA

Apesar de o final do ano já estar próximo, foi apenas no passado dia 20 de novembro que se realizou a primeira edição de 2019 da tertúlia Chá das 5. Desde 2018 que, o Núcleo de Estudantes de Ciências Musicais (NECM), organiza estas tertúlias que têm contado com o apoio do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM) e da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (AEFCSH). Esta edição única de 2019 contou também com o apoio de um dos núcleos de investigação do CESEM, o CysMus (Núcleo de Estudos em Música e Cibercultura) e teve como tema um dos fenómenos do YouTube, conhecido como ASMR. ASMR é, segundo o moderador da sessão, João Francisco Porfírio - aluno do Doutoramento em Ciências Musicais e investigador do CESEM e do CysMus - um fenómeno sensorial em que quem o experimenta sente uma sensação de formigamento, principalmente no couro cabeludo e na nuca, como resposta a um estímulo sonoro e/ou visual específico. Esta sigla significa Autonomous Sensory Meridian Response (em português, ‘resposta sensorial autónoma do meridiano’) e é um termo cunhado, em 2010, por Jennifer Allen – uma ilustre desconhecida que sentia estes arrepios provocados pelos mais diversos estímulos e para os quais não encontrava explicação.

Jennifer, ao procurar na internet sobre o assunto, foi dar a uma entrada do fórum sobre saúde, SteadyHealth.com, com o título Weird Sensation Feels Good, onde várias pessoas descreviam o mesmo tipo de sensação corporal provocada também por estímulos diversificados. Ao perceber que não estava sozinha, usando o mesmo fórum, criou uma nova entrada sobre o mesmo assunto, juntado assim um conjunto de pessoas que também acusavam sentir esta sensação. A partir daí, Jennifer levou a cabo uma série de iniciativas que construíram uma verdadeira comunidade à volta deste fenómeno. Esta comunidade, espalhada um pouco por todo o mundo, começou então a produzir vídeos, que partilha no YouTube como forma de provocar tingles (nome atribuído a estes ‘arrepios’). Esses vídeos recorrem, principalmente, a estímulos sonoros conjugados com estímulos visuais conhecidos como triggers (‘gatilho’, em português). Os triggers mais comuns são: sussurros, falar com voz suave, bater com as unhas numa mesa, sons de respiração, sons de mastigação, etc. Estes vídeos, que têm sempre no título a referência a ASMR, têm milhares e até milhões de visualizações, levando a que os canais que os produzem e partilham tenham milhares de subscritores. Basta, no motor de busca do YouTube, escrever ASMR e irá surgir um sem fim de resultados de vídeos criados com o propósito de causar estes ‘arrepios’. Um bom exemplo de dois canais de ASMR com bastante sucesso e com base em Portugal, são os de duas das convidadas do Chá das 5: Mariana, responsável pelo canal Sweet Star ASMR e Ana Landum, do canal Madame Butterfly ASMR . Além destas duas convidadas de luxo para o mundo do ASMR Português, a sessão contou ainda com a participação de Júlia Durand, aluna do Doutoramento em Ciências Musicais, investigadora do CESEM e do CysMus e também, consumidora destes vídeos. Além das convidadas, que levantaram e discutiram questões muito relevantes à volta desta temática, a tertúlia contou com a presença de cerca de duas dezenas de assistentes que se dirigiram, numa tarde chuvosa, ao auditório 1 da torre B da FCSH para, não só assistirem a esta conversa, como participarem ativamente, fazendo questões às convidadas e partilhando a sua experiência neste mundo, considerado por muitos como “estranho”.


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Uma das questões mais discutida foi o facto de, apesar de a função inicial ser provocar os tais tingles, muitas vezes o recurso a estes vídeos surge apenas para causar uma sensação de relaxamento, tranquilidade e, até, adormecer. Apesar de à primeira vista sussurrar para uma câmara parecer uma coisa muito simples, é uma tarefa que exige muito esforço, não só de preparação dos vídeos, como também de tentar sempre inovar em termos de conteúdos e ir ao encontro das expectativas dos seus seguidores, conforme descrito pelas convidadas. Apesar de não ser uma tarefa simples, tanto a Mariana como a Ana Landum, afirmam que fazem estes vídeos, essencialmente pelo prazer que lhes dá e por saberem que vão trazer conforto às pessoas que as seguem, fazendo portanto a diferença na vida dessas pessoas. Além disso, estas duas estrelas do ASMR Português não têm a gestão dos canais e a produção de conteúdos como atividade principal: a Mariana é estudante do ensino superior e a Ana é atriz.

A produção destes vídeos acaba por ser também, para as autoras, uma forma de relaxarem e romperem com as rotinas do dia-a-dia. Enquanto consumidora, Júlia Durand, referiu que, entre os seus amigos, é difícil encontrar pessoas com quem partilhar o gosto por estes vídeos que admite consumir diariamente. De entre o público presente nesta tertúlia, quem se identificou como consumidor de ASMR, também descreve ter dificuldades em encontrar, nas suas relações próximas, pessoas que confessamente usem estes vídeos para lhe causar bem estar, sendo muitas vezes olhados como “pessoas esquisitas” e com gostos “bizarros”. Bizarros ou não, a verdade é que este fenómeno tem crescido e continua a crescer no YouTube, havendo hoje em dia vídeos de ASMR para todos os gostos, sendo portanto quase impossível não encontrar um vídeo com o trigger que cada um procura.

ARTIGOS

Apesar dessa diversidade, a produção destes vídeos feitos em Portugal e em português é ainda muito tímida e existem ainda poucos canais dedicados ao assunto. Foi destacado também, pelas duas Youtubers e os fãs presentes na tertúlia, o facto de ter sido a primeira vez que em Portugal se realizou um evento sobre esta temática e foi deixado o apelo para que se realizem mais encontros com o mesmo mote, pois consideram ser um assunto ainda pouco explorado. Os responsáveis pelo NECM referiram que a regularidade destas tertúlias irá ser retomada em 2020, estando já planeadas duas sessões com temáticas que não quiseram revelar, mas que prometem ser muito apelativas. Fontes e referências: https://www.steadyhealth.com/topics/weird-sensation-feels-good https://www.steadyhealth.com/topics/weird-sensation-feels-good-part-2 https://asmruniversity.com/2016/05/17/jennifer-allen-interview-coined-asmr/ https://www.youtube.com/channel/UCxz9on_tZ97ZUCTQ2HgtDsQ https://www.youtube.com/channel/UCZrttL2ogUkZy1vEsnSzQzQ


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POEMAS

Poema para o Silêncio e os bem-aventurados ANTÓNIO CASTRO @inflexao Silêncio para as fileiras de animais mortos, que dão a volta a este mundo, e não se deixam apanhar pelas certezas dos mapas humanos. Silêncio para a planície fria que nesta altura muda de cor sem querer mudar de vida. Silêncio para a minha mãe que prepara chá para acalmar as pulsações. Silêncio para a descida de alcatrão que inaugurava todas as manhãs com uma banda-sonora diferente. Silêncio para as caras com o olhar propositadamente desviado que se cruzam diariamente comigo em marchas matinais. Silêncio para as avenidas em êxtase que se contorcem ao som organizado das obras e das buzinas enraivecidas. Silêncio para todas as histórias que não conheço e para aquelas que conhecerei. Silêncio especial para as histórias que nunca me contarão. Silêncio para os bocejos que pontuam a hora do dia e as horas de trabalho. Silêncio porque há sempre um pardal mal-amado num ramo solto. Silêncio para evitar a morte precoce dos tímpanos e da harmonia do sistema nervoso. Silêncio para a cidade alta que nos enlata em carruagens e alberga no mesmo subsolo um ecossistema de baratas e outros bichos reprováveis. Silêncio para os passos em stereo instalados na população em êxodo. Silêncio para as células de luz que acendem a metrópole.

Silêncio para as minhas pernas doridas. Silêncio para o meu esquecimento. Silêncio para a vontade incutida de acelerar. Silêncio para os diagnósticos de loucura, selvajaria e depressão. Silêncio para as mãos a fugir do corpo e a aterrarem na cabeça agarrando o escalpe desesperadamente. Silêncio para o café fino a arranhar a garganta e a desgastar o tecido já corroído, até se misturar com o plasma. Silêncio para os arranhões no meu corpo por ter caído nas rochas. Silêncio para a saudade que tenho das rochas e para a monotonia repetitiva da calçada. Silêncio para as poucas cores que fazem a paisagem. Silêncio para o meu rádio ligado nas músicas que tu escolhes. Silêncio para a efervescência das ondas a colidirem com as falésias por onde passamos. Silêncio para os pneus que ainda quero gastar. Silêncio para os dias de natal que ainda nos restam. Silêncio para a casa que ainda vai ser vendida e quem sabe para a que ainda vamos comprar. Silêncio para as mãos da minha bisavó, quase centenárias. Silêncio para os aquecedores a gás que ainda as aquecem. Silêncio para os dias de Natal que não sei onde vou passar. Silêncio para que não os passe sozinho. Silêncio para que os passe contigo. Silêncio para que o mar esteja sempre presente na sua fúria ou na sua graça. Silêncio para que só ardam as velas que escolhemos. Silêncio porque o dia é inevitável e, sendo assim, que seja meu.


AEFCSH

GALERIA ARTÍSTICA DA AEFCSH 9 A 13 DE DEZEMBRO ESPAÇO DA AE entrada livre

exposição de obras no âmbito da fotografia, poesia, pintura e cerâmica por parte de estudantes da nova fcsh


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NOVA EM FOLHA

POEMAS

The colours we carry inside CEE @romanceeada Do you know what a cold fire is? A cold warmth that doesn’t comfort nor keeps you warm. A fire that lives in and out of you, that ignites in the back of your mind when you’re lying in bed, at night, too tired to move. It comes to you disguised with its yellow-orange skin and a kind smile and, when you try to bring life to your freezing hands, you don’t notice them disappearing. I look in the mirror and the familiar flames appear behind my eyes. I don’t wonder if other people see it – no one can, since they have one too. Did you accept its sharp edges that turn you black inside? Did you ever ask the fire when did it start to bring the madness? I never asked (I never noticed). I only realized what I carried inside when I touched its ice cold hands. A cold fire doesn’t hurt with its touch; you softly become a pile of ashes that was once an unused match. I named my own fire and opened my arms wide open to welcome the veiled silence. We are old friends, now – it reacts when I call. This kind of fire is a dangerous thing. It is as deadly as any knife used to take lives; it carries the unique smell of fear that only a blood-colored blade brings to an empty room. I am not red though – it was never meant to kill – I am something else. When I'm sad, I weep charcoal tears. “Don’t give up” that’s the only thing it whispers in my ears - a voice made of painful sparks that drill into my brain. I smile with a smile that I did not create, and the same arms that keep me standing, imprison me once again. I am not red. I am black inside and Hope has its hands covered with the paint.


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NOVA EM FOLHA

CRÓNICAS

num sussurro ROSA PIRES Há vozes em melodia a emoldurarem-na. Elevam-se. E num sussurro agarram-na. Fecha os olhos e deixa que a levem. Só ela não sabe permanecer e viaja… E não há freios que a sustentem ali, na tela imutável e incolor! A floresta é espinhosa e dilacera quem nela tenta ou ousa entrar… Contrapondo-se à ilusão que o desejo é em vão, e os cânticos entontecem, a dor adormece e embriaga a emoção. Mas mesmo que não o consiga, nada a desviaria da sua opção! Quanto do vento dele se acaricia só na brisa, sem grandes rumores, para que nem nela se sinta obrigada à recordação. Vai e deixa-se-ia ir, todavia que a tolerância é a companhia, e sabe quem a acompanha, deslizando fugidia. Sentir pena é mentira e falta de vontade, talvez hipocrisia, pois a verdade só dói um dia? E se nos outros, os passos desinteressados nela seriam dados em compasso e pela incerteza se guiaria mais por instinto do que pela certeza, pois ficar seria não saber ir e negar tudo o que poderia. Que de uma vez as coisas são feitas, umas vezes por que tem de ser, outras porque assim o terão e outras porque ninguém sabe sequer por que motivo terão de ser. Ah! Os cânticos, em músicas lentas que a elevam como voo de aves no murmúrio das manhãs serenas, na miragem dos vulcões em erupção, que acalmaria os seus desejos de lava por entre os sons amenos nos ramos das árvores que quase tombam a oscilar, por entre os seus dedos ainda de menina abandonados em convulsão. E as rosas, que o sol doira, exalam fragrâncias inebriantes, como espelhos em cores que desmaiam e reflectem sombras como licores nas taças que se bebem de um trago, embriagados até à última gota. Se encontraria a porta de saída, ou se outra à chegada se abriria, ou se os olhares se desviariam, ou se no corpo traria as feridas profundas… O salto não hesitaria e o grito no peito se soltaria na placa sólida do abismo, na golfada do ar em plenitude, oscilando como corda bamba, como sons grasnantes de violinos em queixume que as gaivotas tentam imitar sobrevoando as cidades vindas do mar! E por mais que tente, nas conversas serpenteadas em surdina, encontrar um fio condutor até desembaraçar a meada desalinhada, as vozes não a convencem, nem a trazem ao ponto de partida para aceitar a vontade que cada um lhe tenta impor como a única verdade e desta foge em bando, num sentido e noutro, lá no alto como pássaros ao pressentirem a tempestade.


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NOVA EM FOLHA

CRÓNICAS

Nem é fel nem suco de abelha que se aproxima mais impaciente e intolerante dum sabor numa impressão que só ela tem. Questionar-se, no enlaço da doçura, recostada no encosto da sua virginal teimosia sem a arma da gaveta apontada ao alvo num ponto do seu peito desassossegado que, em braços abandonados, lhe tentam agarrar a calmaria. E a viagem continua! Vertiginosa nas curvas. Contorcendo-se até à exaustão em direcção a qualquer coisa sem obstáculo ou barreira, ou a impor-se a cada patamar, cada vez mais além por entre a calma que todos dizem que tem. De todos os ângulos e brechas, o seu corpo é um nó só. Um cordão ténue, num fio que se soltou do ventre da sua mãe e se refaz liquefeito em sangue no seu peito como o seu filho agora no seu ventre, que palpita e reclama em vão vida própria, numa acrobacia que se torce e se endireita, numa dança que parece que dói nos passos e se eleva como as bailarinas, tão suaves que, pela sua leveza esvoaçante de tecidos finos, parece que sobem e não descem, sem suspeita das calosidades que nos pés lhe deixam em ferida. As cores misturam-se e refletem-se como em telas que parecem vivas e, a qualquer momento o mar as esventra, ou em reboliço resvalam da montanha que desaba e a tudo abafa no silêncio, que nem a morte aguenta, e o murmúrio já o ruído o acalmou. As coisas são como são, para uns de qualquer maneira, para outros não são coisa nenhuma ou ainda nem sequer o são, ou nem sequer sabem porque assim são. E quem por ali passa não percebe o que se passa ou passou. É um reboliço de passos e vozes em uníssono ou gritos e ferros numa orquestra que fere e que a todos chama a atenção, uns reagem de forma que a ela não faz sentido,como se estivesse a pairar de outro lado e o palco não fosse nem recatado ou em praça pública e, num primeiro impacto, há quem até desmaie, ou quem se sente de olhar vago, a quem o som fica preso na garganta, tal é a emoção ou a desilusão, sem acreditar no que se desenrola. Mas enquanto nada é incerto e tudo ainda se adivinha…o sol brilha, a noite tarda e a tarde ainda teima o sorriso, ainda encanta e o tempo ainda não escasseia. Todos os silêncios ainda gritam e projetam as sombras do desconhecido, até formarem fantasmas e medos, ou leves complacências. O céu traz os azuis, ou tons de laranja, ou ainda um vermelho vivo que até a vela ofusca, e os barcos velejam inocentes na superfície dos rios onde o doirado de pranto se banha e muda para prata. Só ela, Zahra virginal e pura de significado luminosa e brilhante, não sabe permanecer e viaja entontecida na infinidade de sons indefinidos na quietude aleatória dos ruídos e das cores por entre a multidão que se alteia!


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RECEITAS

alho francês à brás

tatiana matos

ingredientes 1 colher de sopa de azeite 2 folhas de louro 1 cebola 2 alhos franceses (apenas o talo) 1 dente de alho 2 ovos

4 chávenas | 175g de batata palha 1/2 colher de chá de pimenta preta 1 colher de chá de sal marinho 1 mão cheia de azeitonas pretas salsa picada a gosto

preparação 1. Começar por reunir e preparar todos os ingredientes. 2. Descascar a cebola e o dente de alho e lavar os alhos franceses. 3. Cortar o dente de alho ao meio e esmagá-lo. 4. Aquecer o azeite numa frigideira anti-aderente larga, sobre lume médio. 5. Juntar as folhas de louro, o alho esmagado e a cebola e deixar ao lume entre 3 a 4 minutos. 6. Juntar o alho francês em rodelas. Saltear durante 4-5 minutos. 7. Juntar a batata palha, uma chávena de cada vez. Espalhar tudo bem na frigideira juntamente com a batata palha e ir mexendo aos poucos, conforme se vai adicionando a batata. 8. Juntar o ovo e a pimenta preta, lentamente. 9. Quando ficar pronto, guarnecer com azeitonas e salsa picada a gosto. Está pronto a servir!

bolo de limão tatiana matos

ingredientes 100g de manteiga 3 ovos 150g de açúcar 120g de farinha

1 colher de sobremesa de fermento em pó 1 colher de sopa de raspa de limão 2 colheres de sopa de sumo de limão

preparação 1. Pré-aquece o forno a 180ºC. 2. Unta uma forma de bolo com manteiga. 3. Numa tigela, bate os ovos com açúcar até formar um creme aveludado. 4. Numa outra tigela, derrete a manteiga no micro-ondas. 5. Acrescenta a manteiga ao creme, juntamente com a farinha e o fermento. 6. Envolve tudo cuidadosamente. 7. Junta o sumo e a raspa de limão e volta a envolver a mistura. 8. Deita a massa na forma e leva ao forno durante 30 minutos. 9. Desenforma e está pronto a servir.


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UM JORNAL D@S ESTUDANTES PARA @S ESTUDANTES


para passares o tempo...

1. Poucas semanas após o terramoto de Lisboa de 1755, escreveu o “Poema sobre o desastre de Lisboa”. 2. Túnica sem mangas, usada pelas mulheres na Grécia Antiga (500 a.C.). 3. Segundo livro mais vendido do mundo. 4. Rio mais longo da Europa. 5. Capital do Nebraska. 6. Último nome do pai da física nuclear. 7. Um dos temas estudados por Claude Monet, que deu origem a cerca de 45 telas suas.

8. Sopa típica húngara à base de pimentão, carne e legumes. 9. Especiaria mais cara do mundo. 10. Movimento ao qual está associado Émile Zola. 11. Capital de Madagáscar. 12. Movimento ao qual está associado Johannes Brahms. 13. Aquele que se ocupa da criação de bichos da seda 14. Género musical e de dança típico de Cabo Verde.


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NOVA em Folha | Novembro 2019 by AEFCSH NOVA - Issuu