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NOVA em Folha - Edição Especial 'Guia do Estudante' 2020

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FOTO DE CAPA

Autoria de Ana Carvalho, anacarvalhowork@gmail.com

NOTAS A ado(p)ção do acordo ortográfico em vigor é uma decisão individual pel@s membros da equipa, redacção e colaborador@s . Após a revisão completa do material pela equipa editorial, o conteúdo e a versão final dos conteúdos são da responsabilidade e exprimem somente o ponto de vista d@s respectiv@s autor@s. Toda a informação utilizada está atualizada segundo as informações que nos foram dadas até ao dia 22/09/2020. Dado o clima de incerteza em que vivemos é normal que muitas destas medidas/informações sejam alteradas, pelo que te aconselhamos a estares atent@ a qualquer modificação que possa ser feita.

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nova em folha Guia do Estudante 2020 Versão em Português

Redação Beatriz Cabanilhas

Beatriz Mateus Daniel Borges Diana Neves Francisca Oliveira Dias Francisco Nunes Inês Pinheiro João Martins Joana Freitas Liliana Marques Manuel Pinto Pedro Fernandes Rita Serpa

Edição Gráfica Beatriz Cabanilhas

Francisca Oliveira Dias Joana Freitas Liliana Marques Rita Serpa

Colaboradores Ana Isabel Castro Ana Carolina Duarte Ferreira Ana Carvalho

NOTA Gostas de escrever? Queres ver as tuas reviews, receitas, bitaites, histórias, crónicas, etc.. num jornal d@s estudantes para @s estudantes? Envia-nos as tuas propostas até ao dia 20 de cada mês e participa nas nossas edições mensais! Ficamos à tua espera!

Jornal NOVA em Folha | Guia do Estudante 2020 Impressão: 500 cópias | Distribuição mensal e gratuita

novaemfolha.ae@fcsh.unl.pt

FICHA TÉCNICA

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Já se gues NOV o A em Folh no In a stag ram?

@novaemfolha.aefcsh


ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES DA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

DEPARTAMENTOS Administrativo Comunicação Cultural Desporto Núcleos Recreativo Saúde e Ambiente

CONTACTOS ae@fcsh.unl.pt www.ae.fcsh.unl.pt @AEFCSH.UNL aefcsh.nova Tel.: 21 801 06 67 Ext.: 1272 Avenida de Berna, 26-C 1069-061 Lisboa


Os problemas das Fundações Públicas de Direito Privado Julie Neves

Damos-te as boas vindas à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Universidade pública, mas será mesmo? Vamos falar das fundações do Ensino Superior. As alterações, aprovadas em 2007, ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) têm representado negativas transformações no sistema do Ensino Superior português e constituem um ataque ao Ensino Público plasmado na Constituição da República Portuguesa, conferindo-lhe uma lógica empresarial e elitista dando espaço e dando os primeiros passos para a sua privatização. Sob o pretexto de uma “maior autonomia”, o novo RJIES cai no exacto oposto, limitando a autonomia das instituições bem como a sua gestão democrática uma vez que prevê a passagem de Instituições de Ensino Superior (IES) a Fundações Públicas de Regime de Direito Privado, também chamadas simplesmente “Fundações”, na qual a UNL se insere. Na prática esta transformação evidencia, entre outros, dois grandes problemas que andam de mãos dadas: 1. A desresponsabilização do Estado no seu papel de financiador do Ensino Público, uma vez que a passagem a fundação implica que 50% do financiamento das IES seja garantido através de receitas próprias; 2. A criação de novos órgãos de gestão (destaca-se o Conselho de Curadores) dentro das instituições, compostos por entidades e indivíduos externos às Universidades e que pouco ou nenhum contributo trazem a nível académico, muitas vezes ligados à banca e a grandes empresas ou grupos económicos.

Se o desinvestimento no sector público já era claro, a pressão para a transformação das IES em Fundações vem acentuar ainda mais essa realidade, sendo que passa para metade o financiamento que era garantido ao Ensino Superior. Neste sentido, cabe aos novos “gestores” universitários definir os modos mais lucrativos para o Ensino Superior. Esta visão mercantilizada do Ensino conjugada com a desresponsabilização do Estado, transfere os custos para os bolsos dos estudantes e das suas famílias adquirindo a forma de propinas, taxas e emolumentos (o pagamento de exames de melhoria de nota, o pagamento dos teus diplomas de conclusão mesmo após anos a pagar propinas). Todo este problema do financiamento é agravado pelo progressivo afastamento e diminuição do número de estudantes e funcionários dos órgãos de gestão das IES, impedindo uma gestão verdadeiramente democrática e participada, procurando retirar poder a estes órgãos, bem como aos seus membros, incluindo a Associação de Estudantes. A existência do Conselho de Curadores, protagonizado por representantes alheios às IES, coloca o peso das decisões em interesses externos e não nos interesses dos estudantes, trabalhadores docentes e não docentes e investigadores, muito mais presentes e inteirados sobre o que é realmente o dia a dia nas instituições. Assim, a tua AE opõe-se firmemente a esta rumo de mercantilização e tentativa de privatização do Ensino Superior, defendendo a alteração ao actual RJIES em vigor desde 2007, um maior investimento nas IES bem como um aumento dos apoios da Acção Social Escolar.


Reflexões sobre o último semestre de 2019/2020

Covid e as suas implicações, conquistas e reivindicações José Pinho O segundo semestre do ano letivo 2019/2020 ficou marcado pelo contexto epidemiológico que obrigou a ter em conta as normas sanitárias e de higiene no funcionamento da NOVA FCSH. Estas normas levaram ao encerramento das instalações da NOVA FCSH em meados de março, colocando toda a comunidade académica numa posição delicada de adaptação à nova realidade. Naturalmente, a AEFCSH também se viu forçada a adaptar o seu funcionamento de modo a continuar perto dos estudantes, mesmo quando fisicamente longe. Esta adaptação fez-se de várias formas, muitas das quais dando uso aos meios digitais. O contexto epidemiológico veio agravar seriamente os problemas já existentes no Ensino Superior, nomeadamente a falta de financiamento e de apoios aos estudantes. De modo a compreender melhor a situação e os problemas da comunidade estudantil, a AEFCSH realizou um inquérito inicial para perceber como estava a decorrer o processo de transição para um ensino online. O inquérito foi divulgado no início de abril e veio a constatar que o processo tinha encontrado vários problemas, com cerca de 62% dos estudantes que frequentavam unidades curriculares sem aulas online e 35% mostravam dificuldades em obter a bibliografia e materiais necessários à sua aprendizagem. Estas informações contrastavam grandemente com a posição da tutela, que considerava o processo de transição um sucesso, e que tudo decorria como normal. A falta de resposta aos problemas já existentes no Ensino Superior e a completa desresponsabilização por parte da tutela levaram a AEFCSH a pedir aos estudantes para enviarem as suas queixas e denúncias, para que estas pudessem ser confrontadas com os órgãos de gestão da faculdade.Assim foi lançada a campanha O Futuro Somos Nós – Ninguém Fica para Trás. Chegaram-nos assim vários relatos e testemunhos que colocam à vista de todos a realidade que se vive no Ensino Superior.

Graças à quebra de rendimentos provocada pela pandemia, são vários os estudantes que se veem forçados a abandonar o Ensino Superior, uma vez que não têm possibilidade de pagar propinas nem os custos associados (alojamento, transportes, alimentação). As bolsas de estudo e as residências já há muito tempo que eram insuficientes, e sem a resposta devida, assim continuarão. O contexto epidemiológico veio expor os problemas do Ensino Superior, acentuando as suas falhas e as suas deficiências, que há muito que nos são familiares. Esta campanha e exposição dos problemas à direção levou com que a cobrança dos juros de mora no atraso do pagamento da propina (implementados pouco tempo antes, já em contexto pandémico) fosse suspensa, conseguindo também a gratuitidade dos exames de melhoria para o segundo semestre. Estas conquistas deram-se graças à união e participação dos estudantes, que, ao enviarem os seus problemas à AEFCSH, conseguiram assim uma importante conquista. Já em junho a AEFCSH e a AEFLUL organizaram uma tribuna pública na alameda das universidades para “desconfinar” os problemas do Ensino Superior, já ignorados e confinados há vários anos. Nesta ação foi possível contar com várias dezenas de estudantes de várias universidades e politécnicos de Lisboa que contribuíram com as suas declarações e problemas. No começo deste novo ano letivo, a AEFCSH reforça a sua posição na luta pelos interesses dos estudantes, procurando como sempre um ensino superior de qualidade, gratuito e democrático para todos os estudantes. Procuraremos sempre dar resposta e fazer ouvir os estudantes e os seus problemas. Neste semestre, ainda mais do que em todos os outros, é necessária uma resposta à altura, e contamos com todos os estudantes para nos ajudar a dar essa resposta. Se estamos todos no mesmo barco, então ninguém pode ficar para trás.


Entrevista a dois dirigentes associativos

Pedro Fernandes A luta não é de agora: duas perspectivas sobre a luta estudantil no ensino superior, o passado e o presente A Associação de Estudantes da NOVA FCSH tem-se empenhado, nos últimos anos, na representação dos seus estudantes nas suas mais diversas formas. Na rua, na luta, ou no apoio aos seus membros dentro do Campus da Avenida de Berna. No entanto, a luta e o trabalho que têm sido desempenhados não são de agora. A luta por uma vida mais justa, por um futuro melhor e por um Ensino Superior, verdadeiramente, público, gratuito, democrático, inclusivo e de qualidade são bandeiras carregadas por várias gerações de jovens ao longo dos anos. Aqui ficam duas perspectivas, uma do presente e outra do passado sobre o trabalho da AEFCSH e sobre a luta estudantil e a sua importância. Podes-te apresentar Gustavo? Em que anos Podes-te apresentar José? Estudas na FCSH estudaste na FCSH, em que curso te desde quando? Em que curso estás? Até agora, licenciaste? Como foi o teu percurso académico como tem sido o teu percurso como dirigente como dirigente associativo da AEFCSH? associativo da AEFCSH? Sou o Gustavo Carneiro, tenho 42 anos e estudei Chamo-me José Pinho, tenho 20 anos, e estudo na História na FCSH entre 1996 e 2000. Integrei os FCSH desde 2017. Licenciei-me em Ciências da órgãos dirigentes da Associação de Estudantes e Comunicação e estou actualmente no mestrado a Comissão Anti-Propinas, que nesses anos em Ciência Política. Estou na AEFCSH neste último alargaram a participação estudantil nesse mandato como vogal da direcção, auxiliando na combate decisivo pela educação pública, gratuita, preparação e participando nas acções que universal e de qualidade. realizamos. Tem sido uma experiência gratificante e que me Como era estudar no ensino superior durante deixa bastante orgulhoso de poder participar em esses anos? Que barreiras existiam no acesso algo que defende e luta pelos interesses dos ao ensino? estudantes. No ano em que entrei para a Faculdade, não se pagou propinas. Anos de intensa luta estudantil e a Como é estudar no Ensino Superior? Que derrota do PSD nas legislativas do ano anterior, problemas esperam um jovem que ingressa após mais de uma década de governos de Cavaco neste nível de ensino? Silva, levaram à suspensão do pagamento de Estudar no Ensino Superior tem dois lados, a meu propinas, por decisão do governo do PS, de António ver. Se por um lado é um local de partilha e troca de Guterres (hoje, Secretário-geral das Nações conhecimento incrível no qual conseguimos Unidas), que na campanha eleitoral assumiu a crescer enquanto pessoas, por outro são muitos Educação como a sua «paixão». Mas foi uma paixão os problemas que o afligem. Os vários entraves de curta duração, pois as propinas regressaram no económicos que são colocados, como a propina, as ano seguinte, num novo formato, é certo taxas, a falta de residências ou a subida constante (indexadas ao Salário Mínimo Nacional), mas do preço da refeição social, contribuem para uma mantendo a mesma matriz, enquanto obstáculo à elitização do Ensino Superior, deixando muitos de universalidade e democraticidade do ensino a fora. todos os níveis. A suposta Acção Social Escolar não tem capacidade de resposta para todos aqueles que precisam, e é urgente encontrar soluções.


De resto, foram anos de intensa atividade associativa, com greves e manifestações, mas também com debates, festas e um vasto conjunto de clubes (teatro, desporto, rádio) que existiam na faculdade, envolvendo muitos estudantes. É ainda de salientar a empenhada participação estudantil em ações relacionadas com questões que ultrapassavam a política educativa, desde logo a luta pela paz. Em 1999, a NATO agrediu a Jugoslávia e os estudantes da FCSH marcaram a sua posição pela paz, contra a guerra. Na altura por que se batia a AEFCSH? O movimento associativo estudantil nacional acompanhava essas reivindicações? A desresponsabilização do Estado pela educação e a elitização do ensino são processos que vêm desde há muito. Na década de 90 do século passado, o acesso ao Ensino Superior e a gratuitidade da sua frequência foram as questões que mais mobilizaram os estudantes: na memória coletiva ficaram as grandes manifestações pela abolição da PGA, contra as provas globais e exames nacionais, pelo fim do numerus clausus e das propinas. Nos anos em que estudei na FCSH, foi a luta contra as propinas a que mais mobilizou os estudantes do Ensino Superior um pouco por todo o País. Mas também se lutou, e muito, por uma ação social mais justa e abrangente, pela participação democrática dos estudantes na vida das instituições e contra as alterações à Lei de Bases do Sistema Educativo implementadas pelo governo do PS, que afetavam sobretudo os cursos mais vocacionados para o Ensino, como são alguns dos ministrados na FCSH. Todas as lutas dos estudantes na história do movimento associativo estudantil têm a sua devida importância. No entanto, para ti, quais foram os momentos de luta mais significativos em que, tanto tu como os estudantes da FCSH participaram? Recordo com particular nitidez as movimentações contra as propinas, a preparação das greves e das manifestações, as reuniões gerais de alunos, os debates, os processos eleitorais da Associação de Estudantes. No fundo, a participação na vida

A falta de condições materiais nas próprias faculdades dificulta a aprendizagem e limita o nível do ensino, quer seja por salas de aula sobrelotadas ou pela falta de material necessário para as unidades curriculares. Estes problemas impedem o Ensino Superior de ser aquilo que deveria ser, inclusivo e democrático para todos, um espaço de aprendizagem de qualidade para a população. Por que se bate a AEFCSH? A AEFCSH bate-se então por um Ensino Superior público, gratuito, democrático e de qualidade para todos, sempre tendo em conta os interesses dos estudantes. Defendemos o fim da propina e o reforço da Ação Social Escolar, para que qualquer pessoa que queira estudar tenha possibilidade de o fazer. Lutamos por um Ensino Superior mais democrático, com maior participação dos estudantes, defendendo, portanto, a alteração do RJIES e a integração de mais estudantes e membros da comunidade estudantil nos órgãos de gestão da faculdade. Batemo-nos para que a voz dos estudantes seja ouvida e os seus problemas solucionados, num sistema de ensino democrático para aqueles que nele participam. Vemos como uma prioridade a melhoria das condições materiais para que o Ensino Superior possa ter a qualidade que deve ter, tornando-se então no veículo de informação e conhecimento para todos. Consideramos então que, muito resumidamente, a Constituição da República Portuguesa deve ser cumprida e respeitada, sendo para tal necessário que o Ensino seja público, gratuito, democrático, inclusivo e de qualidade. Entendendo a luta estudantil como o principal motor de avanço das condições no ensino superior, existem alguns momentos de luta em que participaste e/ou dinamizaste como dirigente estudantil, que te marcaram de forma particular ou que queiras mencionar? As manifestações organizadas pela AEFCSH e outras associações de estudantes, quer sejam no 24 de Março ou no princípio do ano lectivo, mostraram-me a força que os estudantes têm. É nessas lutas e nessas manifestações que os


na vida política, em questões que implicam diretamente com a nossa vida. Trata-se de tomar nas nossas próprias mãos a construção do nosso futuro… E as conquistas? Durante o período em que representaste os estudantes da FCSH como dirigente associativo, quais foram as conquistas alcançadas pela vossa luta? Não me recordo que tenhamos vencido alguma luta, pelo menos não totalmente, já que as propinas se mantiveram. Contudo, também não perdemos, pois só se perde a luta que não se trava, pois ela desperta consciências, mobiliza vontades e alerta a opinião pública para injustiças que persistem e se agravam. Nesse sentido, a luta que travámos foi útil – e justa! Como antigo estudante que importância vês na luta estudantil de agora? Que mensagem tens para os que estudam, lutam e acreditam num futuro mais brilhante no Ensino Superior? Seria de um enorme paternalismo dar conselhos aos estudantes de agora, que seguramente sabem bem melhor do que eu os problemas que os afectam, as aspirações que os movem, os sonhos que têm… Quanto à luta, ela é sempre – em todas as ocasiões – o caminho para conquistar melhores condições de vida, de estudo e de trabalho. Há que esclarecer, encontrar pontos de unidade, mobilizar e avançar. Só assim se poderá vencer!

estudantes fazem realmente ouvir a sua voz, lutando pelos seus interesses. É através dessa união que se sente nessas acções que realmente percebemos aquilo que significa fazermo-nos ouvir e reivindicar as soluções para os nossos problemas. Têm sido várias as reivindicações acompanhadas e avançadas pela AEFCSH nos últimos três anos. Quais têm sido os resultados das lutas dos estudantes? As lutas dos estudantes têm mostrado alguns resultados e algumas conquistas. Para dar apenas alguns exemplos recentes, graças à participação dos estudantes nas iniciativas da AEFCSH, foi possível suspender a cobrança dos juros de mora no atraso das propinas, instituídos já em período de pandemia, e ainda foi possível suspender o pagamento das melhorias de notas no último semestre. Foi possível ainda substituir o sistema informático de apoio aos alunos, que causava problemas significativos, e melhorar as condições da internet. Como actual estudante, de que forma reconheces a importância da luta estudantil travada no passado e a sua herança? Que mensagem tens para aqueles que lutaram por um Ensino Superior público, gratuito, democrático, inclusivo e de qualidade? A luta estudantil do passado tem muito a ensinar. Apesar do contexto ser bastante diferente, reconheço a extrema importância que a luta estudantil sempre teve, quer nos tempos da ditadura fascista, quer no pós 25 de Abril. Foi através dessas lutas que se fizeram muitos avanços e se alcançaram muitas conquistas, que se resistiu às várias tentativas de prejudicar o Ensino Superior. Eu, enquanto estudante, estou eternamente grato pelo contributo que os antigos dirigentes associativos e estudantes deram à luta e ao Ensino Superior. Para eles, gostaria apenas de dizer que o seu legado continua. Que ainda existem pessoas capazes de lutar e que se esforçam e se organizam para tal. E finalizando, que aprendemos com a sua luta, e que estamos cá para a continuar.


O milagre da multiplicação das candidaturas ao Ensino Superior Miguel Cosme

62.675 foi o número de candidatos à 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior Público no ano lectivo 2020-2021, registando-se o valor mais alto desde 1996. Foram múltiplas as reacções, principalmente pelo facto de existirem apenas 56.866 vagas, sabendo-se, de antemão, que milhares de estudantes serão excluídos de acederem a este grau de Ensino. A institucionalização do numerus clausus, através do qual o Estado define as vagas existentes no Ensino Superior, a priori, acompanhado pelo surgimento do 12º ano de escolaridade como “ano-tampão“, foi concretizada entre 1975 e 1977. Esta foi justificada pela contradição entre um projecto de ensino emancipador e inclusivo, nascido no período revolucionário, e uma infraestrutura universitária incapaz de responder à explosão da procura, dado que até aqui o acesso estava altamente elitizado. O percurso que nos traz até ao presente é acidentado, mas o rumo que nas últimas décadas nos tem afastado de um Ensino Superior Público, Gratuito e de Qualidade, tal como foi idealizado na Constituição da República Portuguesa saída de Abril, tem sido pautado por duas constantes: por um lado, uma desresponsabilização do Estado no financiamento e gestão das Instituições de Ensino Superior; por outro e, em íntima relação com o primeiro elemento, a sucessiva criação de barreiras ao acesso e frequência no mais alto grau de Ensino público, de forma directa ou indirecta – a Prova Geral de Acesso (PGA) em 1989, substituída mais tarde pelos Exames Nacionais; a multiplicação das Instituições Privadas e o desinvestimento na Acção Social; as propinas, o aumento dos custos de frequência e o Processo de Bolonha.

A implementação sucessiva destas medidas, quando analisada em conjunto e com um enquadramento histórico, permite-nos percepcionar com precisão um projecto de progressiva elitização e privatização do Ensino que, em todos os momentos, tem esbarrado na resistência das massas estudantis, por vezes vencidas pela força, mas nunca se permitindo ser silenciadas. O milagre da multiplicação das candidaturas ao Ensino Superior resulta, entre outros factores como o aumento generalizado do desemprego, daquilo que foi a supressão mais ou menos dissimulada de uma destas barreiras de acesso – os exames nacionais. Se o elevado crescimento das médias, que parece ter resultado de uma assumida diminuição do nível de exigência das provas, fruto do contexto, contribuiu para o aumento de mais de 10 mil candidatos ao Ensino Superior, então talvez devêssemos repensar a inutilidade social de uma prova que tria o acesso a um Ensino que deveria ser emancipador para toda a sociedade em vez de um patamar exclusivo para os mais favorecidos. Não obstante, candidaturas não equivalem a inscrições e se se permitiu, talvez como exercício de propaganda política, que a primeira barreira fosse superada por mais alguns, o numerus clausus, juntamente com os custos financeiros de estudar no Ensino Superior, com as propinas a somarem-se a todos os outros, agravados por uma crise económica e epidémica, certamente irão expor a verdadeira situação – a inacção de um Governo e um Ministro face à deterioração generalizada da situação dos estudantes do Ensino Superior resultará em abandono e insucesso escolar e, aqui, não há milagre que nos salve.


FAQ'S PERCURSO ACADÉMICO E ÉPOCA DE EXAMES

Bem-vind@ à FCSH!

Já tens, de certeza, uma ideia do que te espera, mas é natural que surjam dúvidas nos próximos tempos. Para que nada te surpreenda, elaborámos uma lista de perguntas frequentes e as respetivas respostas, muitas das quais foram testadas pela experiência... (Mas atenção! A COVID-19 pode fazer das suas e levar a alterações.)

Percurso Académico

Todas as unidades curriculares funcionam em semestres alternados? Normalmente, as unidades curriculares abrem apenas num dos semestres.

Só me posso inscrever no máximo em 6 cadeiras por semestre a partir do 2° semestre do 2° ano? Ou não existe limite? A partir do 3

º

semestre, o limite da inscrição semestral é de 36 ECTS, que corresponde

geralmente a 6 unidades curriculares. Até lá o limite de inscrição é de 30 ECTS.

É possível mudar de curso dentro da FCSH durante o ano letivo? O que é o regime de mudança de par/instituição? Não,

é

geralmente

concurso/regime

de

necessário mudança

esperar de

que

abra

par/instituição.

o O

regime de mudança de par/instituição é um concurso que se realiza no final de cada ano letivo, com vagas pré-definidas,

para

estudantes

universitários

que

pretendam mudar de curso/instituição de ensino. Para mais

informações

consulta

o

site

da

DGES

(https://www.dges.gov.pt/pt/pagina/mudanca-depar-instituicaocurso). submissão específicos

de do

pretendes mudar.

Tem

em

candidaturas

atenção e

os

curso/universidade

o

prazo

de

requerimentos para

a

qual


FAQ'S Existem unidades curriculares com precedência obrigatória? É necessário cumprir o plano de estudos recomendado para cada curso? Normalmente,

as

unidades

curriculares

(UC)

não

incluem

requisitos

prévios

obrigatórios, mas depende da licenciatura e da UC em si, por isso convém pesquisares no guia de cursos da UNL (https://guia.unl.pt/pt/2020/fcsh) o programa de cada cadeira. Não é necessário obedecer a um plano, no entanto, se seguires o percurso aconselhado ser-te-á mais fácil acompanhares a matéria do curso.

Independentemente do número de cadeiras em que estou inscrito, possome inscrever em unidades curriculares isoladas, ou o limite das 6 disciplinas também influencia a inscrição nessas cadeiras? A inscrição em unidades curriculares isoladas só pode ser feita em disciplinas de opção livre. O custo é de 200

€

por disciplina + 35

€

de custo administrativo. (máx. 3

U.C. por semestre). O total de ECTS inscritos na Licenciatura não interfere com o limite máx. de ECTS inscritos em unidades curriculares isoladas.

Posso realizar os 30 ECTS livres noutro curso da FCSH? Sim,

podes

até

usar

esses

30

créditos

em

5

unidades

curriculares

de

5

cursos

diferentes. No entanto, se realizares as 5 unidades curriculares livres no mesmo curso, obténs

um

definidas

Minor

pela

no

mesmo

faculdade,

-

o

Minor

relativas

a

consiste

uma

em

dada

5

unidades

licenciatura.

curriculares

Se

as

pré-

concluíres,

adquires formação adicional numa área distinta da tua, enriquecendo o teu currículo.

Como funcionam as cadeiras opcionais, condicionadas e livres? Ao ingressares numa licenciatura da FCSH, poderás, a certo ponto do teu percurso, selecionar cadeiras opcionais para o adaptar ainda mais ao teu interesse, quer sejam opções

opções definida

condicionadas própria

do

(de

teu

uma

curso)

lista

ou

livres

pré(de

qualquer curso da FCSH, ou outra instituição da

NOVA).

substituir

Tens

uma

também

das

opções

a

hipótese livres

por

de um

estágio ou voluntariado, ou mesmo uma língua no ILNOVA (Instituto de Línguas a operar no campus

da

FCSH).

Atenção,

porém,

ao

número de créditos que necessitas de cada tipo de cadeira para terminar a licenciatura, o que varia de curso para curso.


FAQ'S Época de Exames É necessária uma nota mínima para ir a exame de recurso a uma disciplina? Sim, é necessário ter pelo menos 8 valores na nota final. Se tiveres 8 ou 9 valores, necessitas de submeter o devido requerimento para realizares o exame de recurso na plataforma InforEstudante.

Se a nota no exame de melhoria for inferior à da avaliação final, a nota desce? Não, conta a melhor nota.

Qual é a diferença entre recurso e melhoria? Intitula-se de recurso o exame que um aluno realiza quando

chumbou

a

uma

unidade

curricular,

sendo

a

nota da avaliação em recurso definitiva. Por outro lado, um aluno vai a melhoria quando necessita de subir a nota a uma unidade curricular à qual já foi aprovado (com

a

nota

diferirem,

o

mínima

de

exame

9,5).

de

Apesar

recurso

das e

definições

melhoria

é

normalmente o mesmo, só variando a situação na qual o aluno o realiza.

Existe um limite de cadeiras a que se pode fazer recurso/melhoria? E se subir a nota em melhoria, são devolvidos os 15€ de inscrição nesse exame? Não existe limite de unidades curriculares para fazer melhorias ou recursos, nem um reembolso do pagamento de melhorias.

Existe o prazo de 1 ano para fazer melhoria a uma disciplina? Sim, podes fazer melhoria a uma unidade curricular no próprio semestre, ou no ano seguinte,

no

respectivo

semestre.

No

melhoria por cada Unidade Curricular.

entanto,

só

te

podes

inscrever

uma

vez

em


Testemunhos

ILNOVA, Estágio Curricular, Voluntariado Curricular

ILNOVA Ser capaz de entender e comunicar em mais do que uma língua é uma capacidade que nunca perde valor e nos abre para um novo mundo de conteúdos, relações e até entretenimento. Por exemplo, no meu primeiro ano da licenciatura, deparei-me com alguns desafios que não esperava, entre os quais a questão da inteligibilidade de certas obras e bibliografia, apenas disponíveis nos idiomas originais. Foi, então, por interesse académico mas também prazer pessoal, que decidi ingressar no ILNOVA e melhorar o meu nível de Francês (para começar). A experiência foi muito positiva, quer pelo ensino personalizado e a resposta eficaz face à pandemia, quer pelo apoio próximo dos docentes e a relação criada em turma. Escolhe uma das mil línguas que o ILNOVA te oferece e aventura-te, não te vais arrepender. João Martins, 2º ano da Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais

Estágio Curricular Sobre estágios (curriculares) Eu tive a oportunidade de estagiar, no meu segundo ano de licenciatura, no Arquivo Histórico Ultramarino, uma instituição que me suscitava interesse por considerar importante para a minha formação pessoal na área da História e Arquivística. Um estudante que procure realizar um estágio, poderá solicitar ajuda a um docente para encontrar uma instituição ou fazer esse contacto directamente com o local onde gostaria de trabalhar. Ao longo de três meses, cumpri as 64 horas obrigatórias e trabalhei com documentação correspondente ao Governo Geral de Angola (ordenação de pastas, atribuição de cotas e descrição das mesmas com os elementos formais propostos pelo Arquivo), e senti que fui capaz de viabilizar os ensinamentos teóricos que tinha absorvido no plano académico, enquanto simultaneamente desenvolvia novas aptidões de cariz mais prático. No entanto, e apesar de reconhecer a importância da realização de estágios para a formação e integração dos estudantes no espaço laboral, é imperativo produzir uma análise crítica de tudo o que esta experiência implica: a esmagadora maioria (para não dizer totalidade) destes estágios não são remunerados e, frequentemente, gastos como deslocação, equipamento e alimentação, não são cobertos pela instituição ou pelo Estado, entidades que deveriam garantir condições e oportunidades para a especialização dos estudantes e a sua inserção no mercado de trabalho. Este desinteresse em financiar a prestação de serviços dos estudantes é cúmplice de uma atitude que promove a exploração laboral gratuita e participa numa desvalorização da figura do estagiário, vítima de um sistema que lhe pede que pague para trabalhar. Desta forma, e apesar de, novamente, considerar extremamente importante que cada aluno tenha a possibilidade de acrescentar uma componente prática à sua formação, esta não deveria ser à custa da normalização do trabalho gratuito e aproveitamento abusivo do estudante. Encontramo-nos, então, numa posição onde não queremos estar a alimentar este ciclo permissivo de exploração e submissão a condições precárias enquanto, simultaneamente, estamos conscientes das ferramentas que podemos adquirir nestes espaços e da sua importância para o nosso futuro profissional.

Mara Silva, 2º ano do mestrado em História Moderna e dos Descobrimentos


Voluntariado Curricular O Voluntariado de Leitura, coordenado pela Prof. Drª Isabel Alçada, consiste em auxiliar, incentivar e fomentar o gosto e a criação de hábitos de leitura junto de crianças que frequentam o 1º ciclo do Ensino Básico. Três semanas após ter começado, foi necessário alterar e adaptar o projeto à realidade que em março deste ano fez mudar as nossas vidas (COVID-19). Deste modo, fiquei responsável pela Marta, uma menina de 9 anos, tímida e divertida. Ver a nossa relação a crescer, sessão após sessão, foi altamente gratificante. Terminada a tarefa principal - a leitura de um livro à escolha dela ou à minha, adequado à sua idade - eu e a Marta ficávamos a falar; perguntava-me que livros gostava de ler, se tinha irmãos, o que queria ser! Um dia, pegou no telemóvel e correu para o quarto para me mostrar o brinquedo que tinha trazido de Londres, e ficou imenso tempo a falar dele. Esta proximidade, esta confiança e carinho, será sempre, sempre, a melhor parte do voluntariado. Momentos como este foram recorrentes nas minhas primeiras três semanas de voluntariado presencial: uma menina pediu para lermos um livro que tinha os passos de diferentes danças, e melhor, para além de querer ler, queria que imitássemos também! Conclusão: lá estivemos as duas a dançar ballet passo a passo no meio da biblioteca da escola! Apesar do trabalho com as crianças ser o foco principal, o voluntário também tem aulas com a Professora Isabel Alçada, onde se reflete sobre a literacia, as políticas públicas de promoção de leitura e a aprendizagem da leitura. É sobre estes temas que o voluntário tem, ocasionalmente, de realizar uns pequenos trabalhos. No fim, é-lhe pedido um relatório sobre toda a atividade que desenvolveu, quer na parte teórica, quer na prática. Mas que os trabalhos não vos assustem! Vale a pena trocar uma cadeira por este voluntariado, onde vocês dão tanto, e recebem igual ou mais.

Carolina Carreiro, 3º ano da Licenciatura em História

Pode s sem pre e NOV nviar A em para F o o lha as fotog rafias tuas para publi serem cadas mens nas e ais! C diçõe ontac s nova ta-no emfo s para lha.ae @fcsh .unl.p t

Fotografia de João Sousa a59358@campus.fcsh.unl.pt


ILNOVA

Instituto de Línguas da Universidade Nova de Lisboa O ILNOVA dedica-se ao ensino de línguas estrangeiras, atuando como um centro oficial para vários exames acreditados internacionalmente. Os estudantes da FCSH podem, inclusive, optar por fazer como cadeira livre um curso de línguas semestral do ILNOVA. Face à pandemia de COVID-19, é importante consultar todas as informações detalhadas relativas às alterações no presente ano letivo: https://ilnova.fcsh.unl.pt/covid-19-alteracoes/.

CALENDÁRIO LETIVO 1º SEMESTRE PERÍODO DE INSCRIÇÕES ANULAÇÃO DAS INSCRIÇÕES AULAS FÉRIAS DE NATAL

2º SEMESTRE

até 30 de setembro de 2020 até 23 de outubro de 2020 12 de outubro de 2020 a 13 de fevereiro de 2021 21 de dezembro de 2020 até 3 de janeiro de 2021

PERÍODO DE INSCRIÇÕES ANULAÇÃO DAS INSCRIÇÕES AULAS FÉRIAS DA PÁSCOA

até 10 de fevereiro de 2021 aaté 5 de março de 2021 22 de fevereiro a 19 de junho de 2021 29 de março até 5 de abril de 2021

LOCALIZAÇÃO & CONTACTOS Secretariado: no campus da FCSH, Torre A, R/C. Tel.: 21 790 8382 (no horário de atendimento presencial) E-mail: ilnova@fcsh.unl.pt Site: https://ilnova.fcsh.unl.pt/.


NOVA em Folha o jornal da aefcsh.

ENVIA AS TUAS PROPOSTAS até ao dia 20 de cada mês para

novaemfolha.ae@fcsh.unl.pt

Todos os meses aceitamos propostas de textos, poemas, críticas, bitaites, receitas, crónicas desportivas, reportagens, peças humorísticas, artigos, notícias, ... de qualquer alun@ ou docente da FCSH, os quais são posteriormente revistos pela nossa equipa editorial. Dentro das mesmas datas, aceitamos ainda propostas de fotografias, ilustrações, montagens... não só para serem incluídas na nossa edição, mas também para se habilitarem a serem incluídas na

capa desse mês!

Qualquer dúvida ou sugestão não hesites em contactar-nos! Ficamos à tua espera! :)

UM JORNAL D@S ESTUDANTES PARA @S ESTUDANTES


) E R B O (S R E V I V H S C F A N


FCSH 101 PARA SOBREVIVER...

Caso sejas bolseiro, requisita a devida declaração nos Serviços Académicos para obteres desconto no passe de transporte. Tem em consideração as medidas de prevenção contra a COVID-19 aplicadas pelas transportadoras e está atento a possíveis alterações de horário ou carreiras.)

Como chegar

O Campus NOVA-FCSH da Avenida de Berna situa-se entre a Praça de Espanha e o Campo Pequeno, com várias opções de transporte ao teu dispor. Autocarros: 716, 726, 756 (Av. de Berna / Pç. de Espanha) 727, 736, 738, 754, 783 (Campo Pequeno)

160, 161, 190 (Av. de Berna) 152, 153, 159, 162, 168, 207, 252, 260, 755 (Pç. de Espanha) Metro: Comboios:

LINHA AMARELA - Campo Pequeno / Entrecampos LINHA AZUL - Pç. de Espanha / S. Sebastião LINHA VERMELHA - S. Sebastião LINHAS DE SINTRA, DA AZAMBUJA, DO NORTE - Entrecampos LINHA DE CASCAIS - transbordo de Alcântara-Mar para Alcântara-Terra (comboio/autocarro) ou no Cais do Sodré, para o metro (LINHA AZUL)

Contactos gerais

Avenida de Berna, 26-C 1069-061 Lisboa Coordenadas: 38.740653, -9.150820 (+351) 217 908 300

Atendimento telefónico do Núcleo de Licenciaturas: Dias úteis das 14h30 às 16h30

Este é o número geral. Ao telefonares, basta indicares qual a divisão/departamento que pretendes contactar, para o qual serás então direcionado. É normal haver um tempo de espera maior em épocas atribuladas como durante as inscrições. Não desistas, ou liga mais tarde!

geral@fcsh.unl.pt licenciaturas@fcsh.unl.pt

Consulta todos os contactos no site da FCSH (https://www.fcsh.unl.pt/faculdade/contactos/), onde te podes informar acerca dos horários de atendimento presencial e telefónico das várias divisões e departamentos que, conforme necessites, te podem ajudar.


Ano letivo 2020-2021

CALENDÁRIO ESCOLAR DATAS IMPORTANTES Licenciaturas

1º SEMESTRE ABERTURA DO ANO LETIVO AULAS FÉRIAS DE NATAL AS NOTAS TÊM DE SAIR ATÉ... RECURSO E/OU MELHORIA NOTAS FINAIS ATÉ...

28 de setembro a 2 de outubro de 2020 6 de outubro a 18 de dezembro de 2020 21 de dezembro de 2020 a 3 de janeiro de 2021 4 de janeiro de 2021 11 a 22 de janeiro de 2021 28 de janeiro de 2021

Período de exames destinado a trabalhador-estudante: 12 a 15 de julho de 2021 Registo e publicação dos resultados finais dos exames para trabalhador-estudante: até 19 de julho de 2021 Exame - Época especial de conclusão da Licenciatura: 21 a 23 de julho de 2021 Publicação dos resultados da Época Especial de Conclusão de Licenciatura até 28 de julho de 2021

às Está atento s dos datas/sala e deverão exames qu s no teu ser afixada ento e/ou departam s pelos informada docentes!

2º SEMESTRE AULAS FÉRIAS DE CARNAVAL FÉRIAS DA PÁSCOA AS NOTAS TÊM DE SAIR ATÉ... RECURSO E/OU MELHORIA NOTAS FINAIS ATÉ...

8 de fevereiro a 28 de maio de 2021 15 e 16 de fevereiro de 2021 29 março a 5 abril de 2021 11 de junho de 2021 17 a 25 de junho de 2021 2 de julho de 2021

Se tiveres 8 ou 9 a uma unidade curricular (UC), não te esqueças de submeter o requerimento para a realização do exame de recurso na plataforma InforEstudante! Podes inscrever-te para exames de melhoria a qualquer UC em que tenhas estado inscrito durante o semestre corrente (ou no ano lectivo seguinte) com a avaliação a partir de 10 valores, tendo o custo de 15€ por exame (limite de 50€).


Ano letivo 2020-2021

CALENDÁRIO ESCOLAR DATAS IMPORTANTES Mestrados

1º SEMESTRE AULAS FÉRIAS DE NATAL AS NOTAS TÊM DE SAIR ATÉ... RECURSO E/OU MELHORIA NOTAS FINAIS ATÉ...

28 setembro a 18 de dezembro de 2020 21 de dezembro de 2020 a 3 de janeiro de 2021 18 de janeiro de 2021 21 a 27 de janeiro de 2021 4 de fevereiro de 2021

às Está atento s dos datas/sala e deverão exames qu s no teu ser afixada ento e/ou departam s pelos informada docentes!

2º SEMESTRE AULAS FÉRIAS DE CARNAVAL FÉRIAS DA PÁSCOA AS NOTAS TÊM DE SAIR ATÉ... RECURSO E/OU MELHORIA NOTAS FINAIS ATÉ...

8 de fevereiro a 28 de maio de 2021 15 e 16 de fevereiro de 2021 29 março a 5 abril de 2021 19 de junho de 2021 24 a 30 de junho de 2021 9 de julho de 2021


FCSH 101 NORMAS DE SEGURANÇA PARA A COVID-19

É indispensável a consulta atenta das medidas tomadas pela NOVA FCSH, nomeadamente o plano de contingência; as recomendações de segurança (gerais, para estudantes e para docentes) e os horários e contactos de atendimento. Todas estas informações estão disponíveis no site da faculdade: https://www.fcsh.unl.pt/faculdade/recomendacoes-de-seguranca/

Alguns pontos essenciais que não dispensam a consulta dos guias: Cuidados Individuais: Utilizar a máscara obrigatoriamente em todos os locais; Lavar as mãos frequentemente e desinfetar superfícies previamente utilizadas (ex.: secretárias e computadores); Manter a distância de segurança (2m); Evitar a partilha de objetos com os colegas; Privilegiar as reuniões online, quer seja com colegas ou com docentes.

VA os da NO ç a p s e s No s contrará FCSH en brar a a relem sinalétic ar, dos a tom os cuida o bem com gel, dores de a s n e p is d os ar as mã iz n ie ig h para uência. com freq

Circulação na Faculdade:

A utilização dos elevadores está condicionada a uma pessoa de cada vez (prioridade para pessoas com mobilidade condicionada, grávidas, idosos ou quem transporte cargas); A circulação nas escadas da Torre B está estipulada por setas (direita para subir e esquerda para descer); Deve evitar-se a sobrelotação dos corredores, dirigindo-se para a sala apenas na hora da aula; Nas salas de aula, devem ocupar-se apenas os lugares assinalados para o efeito.


FCSH 101 NORMAS DE SEGURANÇA PARA A COVID-19 Atendimento: Os serviços da FCSH (Avenida de Berna e Colégio Almada Negreiros) retomaram a normalidade no atendimento presencial; Deve optar-se, sempre que possível, por contactar os serviços académicos por e-mail ou telefone [horários e contactos: https://www.fcsh.unl.pt/faculdade/contactos/]. Como agir perante um caso suspeito?

Qualquer pessoa nas instalações da NOVA FCSH com sintomas de COVID-19 deve contactar um dos pontos focais 1 suspeitos designados e deslocar-se para a área de isolamento (Avenida de Berna Bloco 1, gabinete 0.01 / Colégio Almada Negreiros - Sala 118). O ponto focal acompanhará a pessoa ao longo de todo o processo Recomendamos a consulta do plano de contingência, para 2 subsequente. se informarem dos detalhes relativos à avaliação e procedimentos correspondentes a cada situação específica. Não esquecerassistência que, caso odeve indivíduo suspeitoquede mantém ter contraído a doença esteja acompanhado, aantes pessoa que prestar certificar-se a distância de segurança e colocar, de iniciar o acompanhamento ou assistência, uma máscara cirúrgica, bem como higienizar as mãos e usar luvas descartáveis.

Recomendações: Instalem a aplicação STAYAWAY COVID.

Criada especificamente para Portugal, esta aplicação não utiliza os nossos dados pessoais. Através da monitorização dos contactos recentes, a STAYAWAY COVID permite-nos saber se estivemos expostos à doença. Leiam todos os detalhes no seu website: https://stayawaycovid.pt/.

Mantenham uma postura cautelosa para salvaguardar a saúde de todos Informações: E-mail da FCSH para a COVID-19: covid19@fcsh.unl.pt Telemóvel da FCSH para a COVID-19: +351 910 379 586 DGS: https://covid19.min-saude.pt/ Direção-Geral da Saúde (DGS) Página da DGS para COVID-19: https://covid19.min-saude.pt/ Serviço Nacional de Saúde (SNS) Website: https://www.sns.gov.pt/ Telefone (SNS24): 808 24 24 24


FCSH 101 PAGAMENTOS E TAXAS TAXAS

Seguro escolar - 2.50€ Custos administrativos - 35€

Os alunos bolseiros apenas precisam de pagar o seguro escolar na inscrição.

Tanto or sceogmuoroos escola custos trativos adminisser pagos no devem inscrição ato de

PROPINAS

Propina anual: 697,00€ É possível fazer o pagamento da propina anual através de três modalidades: total da propina no acto de inscrição, no valor de 1. Pagamento 697,00€ duas prestações: 348,50€ no acto da inscrição e 348,50€ 2. Em até ao dia 30 de Abril de 2021; Em dez prestações de 69,70€ nos prazos estipulados, que 3. estão indicados no Inforestudante (tal como a referência MB para se efetuar cada pagamento). ESTUDANTES BOLSEIROS

O SASNOVA (Serviços de Acção Social da NOVA) concede bolsas de estudo e auxílios de emergência (apoios sociais directos) a alunos do 1º e 2º Ciclos. As bolsas de estudo atribuídas pelos SASNOVA são pagas directamente pela DGES em data calendarizada. Acede aqui para todas as infos: https://sas.unl.pt/bolsas-de-estudo/candidaturas/

Prazos de candidatura a bolsa: De 25 de junho a 30 de setembro 2020 para os estudantes Bolseiros ou não Bolseiros já inscritos no Ensino Superior. Para os estudantes candidatos ao Ensino Superior (1º Ano) pelo Regime Geral de Acesso: 1º Fase: 7 a 23 de agosto 2020 2.ª Fase: 28 de setembro a 9 outubro 2020; 3.ª Fase: 22 a 26 de Outubro de 2020.


FCSH 101 ESPAÇOS NA FCSH MAPA DO CAMPUS

Torre B

Piso 0 (Átrio) - Cantina/Bar, Espaço Alunos, Nova Cópia, Associação de Estudantes, WCs Piso 1 - Biblioteca MSC, Auditório 1, Divisão Académica, Divisão de Apoio ao Aluno, Tesouraria Piso 2 - Salas de aula T1 a T8, WCs Piso 3 - Auditório 2, Salas de aula T9 a T16, Sala de Estudo, WCs Piso 4 - Salas de aula 406, 416 e 425, WCs Piso 5 - Auditório 3, Sala de aula 516, WCs Piso 6 - Salas de aula 604, 607, 609 e 612 Piso 7 - Direcção, Serviços de Apoio ao Ensino, Investigação e Gestão

Edifício I&D

Piso 0 - Sala Multiusos 1 Piso 1 - Bar Cardápio Mágico, Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho (BVMG), Salas de aula 104 a 107 Pisos 2 e 3 - Unidades de Investigação Piso 4 - Salas Multiusos 2 e 3

Torre A

Piso -1 - Auditórios 001 e 002 Piso 0 - Salas de aula TA 02 a TA 05, ILNOVA, WCs Piso 1 - Salas de aula TA 102 a TA 105, WCs Piso 2 - Salas de aula TA 202 a TA 213, WCs Piso 3 - Salas de aula TA 302 a TA 313, WCs

Bloco B1

Piso 0 - Salas de aula 0.02 a 0.12, Sala de Estudo, Anfiteatro Piso 1 - Salas de aula 1.05 a 1.15, Mapoteca

Bloco B2

Piso 0 - Livraria Colibri, Sala de estudo/informática Piso 1 - Salas de aula B2 43, B2 82, B2 90, B2 96, B2 M e B2 N, Sala de Estudo

Esplanada

Com.Sabor


FCSH 101 ESPAÇOS NA FCSH PARA ESTUDO

Nas bibliotecas, é obrigatório o uso de máscara e pede-se que sejam evitados comportamentos de risco. A lotação da BMSC está limitada a 30 lugares e a da BVMG a 11 lugares, sujeitos a marcação. Para saberes mais sobre a requisição e devolução de livros, o acesso aos computadores e scanners e as regras sanitárias em vigor, visita o link

https://www.fcsh.unl.pt/faculdade/bibliotecas/no rmas-temporarias/.

Biblioteca Mário Sottomayor Cardia (Torre B, Piso 1) Segunda a Sexta - das 9h30 às 13h e das 14h às 17h bibliotecamsc@fcsh.unl.pt

Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho (Ed. I&D, Piso 1) Segunda a Sexta - das 10h30 às 13h e das 14h às 18h30 bibliotecavmg@fcsh.unl.pt

Espaço Alun@s (Torre B, Piso 0) Horário a definir

O Espaço Alun@s estará em funcionamento a partir das 8h da manhã e o horário será interrompido apenas durante o período de almoço. Mais informações serão disponibilizadas brevemente. PARA COMER

ção) a m ir f n o c a o it je u (s

Cantina da FCSH (Torre B, Piso 0)

Refeitório: Almoço das 11h30 às 14h30 / Jantar das 18h30 às 20h30 Bar: Serviço contínuo das 7h30 às 20h Snack: Almoço das 12h às 14h30 Refeição social

Com.Sabor Segunda a Sexta - 8h às 18h No Com.Sabor podes encontrar hambúrgueres, comida tradicional, sopas, shoarma, kebab, pizzas e cafeteria.

2.75€

No snack, encontras outras opções para almoçar. Preço (só prato): 3.20€

No bar também há baguetes! 1.60€ Menu Pq.-Almoço 1.30€

Servem-se refeições macrobióticas

ista umdaa cAoEnFqCuSH!

Também há pequeno-almoço vegan! 1.50€

Disponíveis por todo o campus, encontrarás máquinas dispensadoras com opções saudáveis e snacks rápidos, bem como máquinas de café, se for disso que precisares. Há, igualmente, microondas prontos a aquecer a tua comidinha nas Torre A e B (Átrio), na cantina e na AE.


FCSH 101 MAIS INFOS DA FCSH FCSH ID

Ao te inscreveres na FCSH, irás receber o teu número de estudante que será o teu principal meio de identificação e acesso aos vários serviços disponibilizados pela faculdade.

E-mail institucional - (a + número de aluno@campus.fcsh.unl.pt) acedido através do Gmail Google Drive, Docs e outras Apps da Google - armazenamento ilimitado! Office 365 - acesso gratuito ao Microsoft Office para o Ensino Superior Inforestudante - a plataforma onde podes gerir todas as tuas informações, inscrições, pedir certidões, entre outros, ao longo do teu percurso académico Moodle – para acesso à plataforma de e-learning da Faculdade; Wireless Eduroam - para acesso livre à Internet na FCSH e também noutras universidades Download de artigos científicos - para download a partir de casa de artigos científicos de bases de dados subscritas pela NOVA Sistema de cópia/impressão/digitalização – para uso nos vários espaços disponíveis do campus WIFI

A internet utilizada na FCSH passou a ser a eduroam, utilizada por muitas outras universidades. Seja no computador ou no telemóvel, basta aceder com as tuas credenciais da FCSH ID (email institucional + password) CARTÃO DE ESTUDANTE

O teu cartão de estudante da FCSH - que pode ter, se assim o quiseres, vertente bancária pelo Santander - pode ser carregado com o montante que desejares para fazeres fotocópias e digitalizações na NOVA Cópia e na Biblioteca.


FCSH 101 COMO SOBREVIVER NA FCSH (2.0) Nas palavras de Terry Pratchett, “A sabedoria vem da experiência. A experiência é frequentemente resultado da falta de sabedoria.”. Neste sentido, os membros da equipa do NOVA em Folha têm o prazer de te apresentar os seus sábios conselhos universitários, para que a tua experiência na FCSH seja o mais suave possível. Aproveita!

''Quando os espaços de estudo estiverem cheios podem sempre estudar no Auchan doDaniel Saldanha - tem uma sala de estudo lá em cima." Borges ''O curso não se faz sozinho - arranja amigos e atividades na FCSH que tornem o teu dia a dia melhor.'' Rita Serpa ''Explora as inúmeras opções de percurso à tua disposição. Planeia e adapta o teu curso ao teu gosto." João Martins ''Estudar sossegadamente não é linear... mas há sempre as bibliotecas do Palácio das Galveias e da Gulbenkian.'' Inês Pinheiro ''Participa em eventos e projetos da faculdade, há para todos os gostos e ficas a conhecer pessoas de outros cursos e anos.'' Liliana Marques ''Não te obrigues a ir a todas as aulas, mas também não deixes a matéria acumularse. O mais importante é fazeres uma boa gestão do teu tempo!'' Beatriz Cabanilhas ''Estar numa nova cidade que, eventualmente, não conheces pode ser assustador… não tenhas medo de pedir ajuda, a FCSH é a tua casa, mas não deixes de te aventurar, não te limites à Avenida de Berna.'' Diana Neves ''Colabora com os teus colegas e discute com eles. A faculdade é um sítio excelente para trocar ideias.” Francisco Nunes ''A faculdade tem imensas atividades/ oportunidades para lá das aulas. Não tenhas medo de usar todas elas e aproveitares um espaço tão fértil como a FCSH.'' Manuel Pinto ''Não te esqueças das moedas para o café.” Francisca Dias "Certamente que ao longo da tua licenciatura terás que pedir uma quantidade absurda de fotocópias ou impressões. Isso poderá ficar bastante caro, mas lembra-te que a Nova Cópia oferece-te um desconto em todos os seus serviços se fores sócio da AEFCSH!” @avidadeumuniversitario Pedro Fernandes


NÚCLEOS/GRUPOS DE ESTUDANTES Na FCSH, a sala de aula não é a única arena de aprendizagem e formação. Os núcleos e grupos de estudantes permitem-te enriquecer a tua expressão individual e aprofundar a tua experiência académica, com uma vasta oferta de eventos e atividades direcionadas para os estudantes. Contacta-os e envolve-te! Grupo Bíblico Universitário

gbu@gbu.pt facebook.com/gbulisboa https://gbu.pt/ @gbuportugal O Grupo Bíblico Universitário é uma associação cristã que tem como objetivo refletir, viver e comunicar a mensagem de Jesus Cristo no Ensino Superior em Portugal. Somos estudantes comprometidos como comunidade de discípulos, inspirados pelo Evangelho a influenciar a universidade, a Igreja e a sociedade para a glória de Cristo, transmitindo de forma relevante e contextualizada a mensagem bíblica no meio estudantil e socioprofissional. Com a aspiração de favorecer a emergência e amadurecimento de um pensamento bíblico aplicado ao mundo contemporâneo e assumir a sua difusão nos domínios da vida económica, social, política e do pensamento em geral, promovemos a formação integral dos estudantes, complementando a vida académica com formação cívica, social e espiritual. Como expressão de uma prática cristã coerente, participamos em programas e ações relacionados com problemáticas da juventude, promovendo o voluntariado, a solidariedade, a ação cívica, a análise crítica e a formação de liderança juvenil, bem como a integração socioprofissional dos finalistas e recém graduados, em cooperação com entidades públicas ou privadas. O GBU é um espaço de encontro, amizade, formação e mútuo encorajamento entre estudantes, entre graduados, e entre ambos. Vem conhecer-nos!

Núcleo de Estudantes de Arqueologia

narq@fcsh.unl.pt facebook.com/narqnovafcsh @narq.fcsh O NARQ tem como objetivo proporcionar momentos complementares à formação em Arqueologia de acordo com os interesses dos respetivos membros, pretendendo, assim, promover uma visão holística da disciplina que se apresente como uma mais-valia no mercado de trabalho. Em conformidade com tal, é também fomentado o contacto entre os estudantes dos diversos ciclos de estudos que frequentam/tenham frequentado o curso de Arqueologia na NOVAFCSH, e com investigadores da área e de outras ciências auxiliares. Junta-te a nós!

Grupo de Teatro da Nova

gtn@fcsh.unl.pt facebook.com/GtnGrupoDeTeatroDaNova @gtn.nova

Herdeiro do defunto Teatro Universitário de Lisboa, o GTN é um espaço de criação, de experimentação e liberdade. Os ateliers de formação, as acções de animação, as performances, a encenação de espetáculos e a colaboração com profissionais de teatro e de outras áreas, pretendem proporcionar aos membros do grupo o contacto com várias tendências teatrais e uma experiência o mais diversificada possível. O GTN nunca cessa de estimular e apoiar a realização de projectos da autoria de membros do grupo, bem como a criação colectiva, e está sempre aberto a propostas, colaborações e novos projectos. Curioso? Entra em contacto!

Núcleo de Alunos de Línguas, Literaturas e Tradução

nallt.fcsh.unl@gmail.com facebook.com/nalltfcsh @nallt.fcsh Este é um núcleo principalmente direcionado para os alunos de L.L.C., Tradução, Estudos Portugueses e Ciências da Linguagem, mas de participação aberta a todos os possíveis interessados. O nosso principal objectivo é a divulgação cultural à volta da literatura e da linguística, a qual temos vindo a realizar através da organização de eventos de cariz variado, desde conferências, feiras de línguas e parcerias com o NIPAA, a sessões de cinema com convite ao realizador. Sabe mais nas nossas redes sociais!

Núcleo de Bolseir@s, Investigador@s e Gestor@s de Ciência

bolseiroseinvestigadoresfcsh@gmail.com facebook.com/NBIGC.NOVAFCSH O NBIGC responde a uma necessidade que divers@s investigador@s e gestor@s de ciência, que desempenham funções na NOVA-FCSH com contratos de bolsa ou outros vínculos precários, encontraram de ver discutidas e debatidas as políticas científicas actuais. Contacta-nos!


Núcleo de Alun@s de Sociologia

nasnova@fcsh.unl.pt facebook.com/NASNOVA @nas_nova Somos um grupo formado por (e para) alun@s de Sociologia. Temos como principal objectivo facilitar a comunicação entre alun@s e professores, bem como estabelecer pontes entre o nosso curso e a restante comunidade académica. Deste grupo nascerão uma série de iniciativas que pretendem mostrar não só o que se pode aprender com Sociologia, como também o que de melhor se faz neste ramo das Ciências Sociais nos nossos dias. Visita as nossas redes sociais! Esperamos por ti!

Núcleo de Estudos Africanos e Lusófonos

neal@fcsh.unl.pt facebook.com/nealnovafcsh Com o objectivo de promover atividades relativas a África e aos Países de Língua Portuguesa no seio da NOVA FCSH, o Núcleo de Afrodescendentes propõe-se consciencializar a comunidade académica da importância da questão dos Afrodescendentes e o seu papel crescente no contexto da Lusofonia. O núcleo integra alunos de diversos cursos do universo NOVA, bem como de outras instituições académicas, promovendo sinergias e uma vasta cooperação com outros núcleos de carácter semelhante e diversas associações de estudantes da CPLP. Junta-te e participa!

Núcleo de Estudantes de Antropologia

neantrofcsh.unl@gmail.com facebook.com/neantro.fcsh @neantro_fcsh O NEANTRO é um projeto recente dos estudantes do curso de Antropologia, que promete espalhar o interesse por esta vasta e diversa área de estudo, e enriquecer a oferta académica e cultural da FCSH, sem vacilar na defesa das causas sociais e humanas. Vem ajudar a construir este projeto!

Núcleo de Estudantes de Ciências Musicais necm@fcsh.unl.pt / ccesem@fcsh.unl.pt facebook.com/neantro.fcsh facebook.com/cysmus.cesem

O NECM é um projecto colectivo e inclusivo, dos estudantes para os estudantes, que promove sessões de debate, contacto com investigadores e professores, palestras, concertos, tertúlias, sessões interactivas e outras iniciativas abertas à comunidade estudantil, num espaço totalmente aberto à participação de todos. São frequentes as parcerias com o CysMus - Núcleo de Estudos em Música e Cibercultura -, que reúne investigadores e colaboradores de diferentes graus e áreas de especialização no âmbito da investigação musicológica no campo da cibercultura, média, audiovisuais e internet. Vem saber mais e envolve-te!

Núcleo de Estudantes Católicos

nucleocatolico.fcsh.unl@gmail.com facebook.com/necfcsh @nec.fcsh Com uma forte ligação à Pastoral Universitária da Diocese de Lisboa, o NEC tem como objetivo criar um grupo coeso de jovens universitários orientados para os valores da partilha e para o espírito de missão. Para viver Deus no dia-a-dia, o NEC promove momentos de oração (terços, noites de oração e missas), de partilha e de discussão sobre vários temas, contribuindo para o desenvolvimento pessoal de todos os seus membros. A par destas atividades, surgem momentos de animação e de ação social, com destaque para os projetos “Missão País” e para o campo de férias solidário “Cetáceos”, criado em 2017 por membros do NEC. O ano letivo termina com uma tradicional peregrinação, que junta todos os membros da nossa comunidade. Através destas vivências, pretende-se que Deus chegue não só aos estudantes católicos, mas também a todos os alunos da NOVA-FCSH! Junta-te a nós já no dia 13 de outubro, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima para rezar o terço às 18:30h e para a celebração da Missa às 19:00h, cumprido todas as regras de distanciamento social. Não te esqueças da tua máscara e de levar desinfetante!

Núcleo de Estudantes de Ciências da Comunicação

neccom@fcsh.unl.pt facebook.com/neccomnovafcsh @neccomnovafcsh O NECCOM é uma associação composta e dirigida por alunos do departamento de Ciências da Comunicação da NOVA FCSH que se compromete a levar o espírito crítico para fora das salas de aula, criando um espaço de discussão livre e aberto às preocupações e interesses dos estudantes. O núcleo pretende complementar a componente letiva e reforçar as competências práticas dos estudantes, instigando a proatividade, o dinamismo e o empreendedorismo, fomentando o contacto com profissionais das áreas abrangidas pelas Ciências da Comunicação, aproximando a instituição e os alunos do mercado de trabalho e promovendo a interação e cooperação entre cursos e outras associações. Estamos à tua espera!

Núcleo de História

ag.n.hist.fcsh@gmail.com facebook.com/NHIST-N @@n.hist.fcsh O N.HIST é um núcleo que procura promover o interesse e o envolvimento da comunidade estudantil nas questões relacionadas com a História. Para tal, dinamiza conversas informais, concursos, quizzes, momentos de partilha de testemunhos, entre outros eventos, sem esquecer a ligação à comunidade académica nacional. Vem fazer história connosco!


Núcleo de Estudos de Ciência Política e Relações Internacionais @necpri @necprifcsh

necpri@fcsh.unl.pt facebook.com/necpri/ https://mundoacaneta.blogspot.com/ linkedin.com/in/necpri-fcsh-nova

O NECPRI é formado por alunos do Departamento de Estudos Políticos e dedica-se à reflexão e debate de assuntos relacionados com a Ciência Política e as Relações Internacionais, os quais aborda de forma dinâmica, informal e divertida. Com o intuito de complementar o curso, essencialmente teórico, proporcionando uma vertente mais prática, organizamos tertúlias, debates, simulações, conferências e outros eventos especiais, onde todos são bem-vindos e podem participar. As primeiras atividades incluem uma simulação do Conselho de Segurança da ONU, uma tertúlia sobre o racismo e um debate sobre as eleições norte-americanas. Procura-nos nas redes sociais – Facebook, Instagram, Twitter, Linkedin – e segue-nos para ficares a par dos eventos e de todas as atividades e novidades do núcleo. Contamos contigo e esperamos ver-te muito em breve! Outra forma de participares é manifestares a tua visão sobre o que nos rodeia enviando os teus artigos de opinião para o blog Mundo a Caneta (através do e-mail mundoacaneta.necpri@gmail.com).

Núcleo de Estudantes de Filosofia nef.fcsh@gmail.com facebook.com/nucleodefilosofiafcsh nova Unindo estudantes e investigadores do curso de Filosofia da Faculdade de Ciências Socais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este núcleo apresenta um ambiente de reflexão e aprendizagem sem conformismos, sempre em busca da verdade. Sente-te convidado!

Núcleo de Fotografia

nucleofotofcsh@gmail.com facebook.com/Nucleofotografiafcsh O Núcleo de Fotografia da FCSH surgiu, inicialmente, com o objetivo de reativar o laboratório de revelação da faculdade, recurso essencial para os aficionados da fotografia analógica. Atualmente, organiza atividades de promoção de técnicas fotográficas, do analógico ao digital, workshops, discussões sobre a fotografia enquanto documento e enquanto expressão artística, cursos de verão, entre outros, com o objectivo principal de promover e estimular o gosto pela fotografia. Vem conhecer-nos!

Núcleo de Estudantes de Geografia

neg.fcsh@gmail.com facebook.com/negfcsh @neg.fcsh linkedin.com/company/14045812 Nascido em 2018, o NEG foi criado com o propósito de dar voz e criar oportunidades para os alunos de Geografia e Planeamento Regional da FCSH, compondo-se de estudantes deste departamento e inserido-se na estrutura da Associação de Estudantes. Visa promover a Geografia e o Planeamento Regional, dentro e fora do meio universitário, de forma a interligar os alunos e expandir as bases desta ciência social e humana no quotidiano dos seus membros, apoiando-se numa comunidade de voluntários que tudo fazem acontecer, desde conferências, debates, cursos e seminários, a saídas de campo e outras atividades científicas e pedagógicas de interesse. O núcleo tem parcerias informais com a AIESEC in LisboaNova, HeForShe UNL, Esri Portugal, Junta de Freguesia das Avenidas Novas, OceanHope, entre outras. Queres conhecer mais sobre nós? Ou quem sabe, fazer parte da nossa equipa de trabalho? Contacta-nos!

Real Tuna Académica NeOlisipo

tunolisipo@fcsh.unl.pt facebook.com/RTANeolisipo @neolisipo 2/10 - “Demasiada música para o(s) meu(s) ouvido(s)" - Jorge Martins, antigo aluno de Ciências Musicais. 10/10 - “Invadiria outra vez" - Martim Pereira, aluno de Antropologia no ISCSP. 10/10 – “Aprendi a tocar umas músicas fixes e a distinguir criaturas míticas” – Inês Leal, 3º ano de História. 9/10 – “Ainda não atingimos o recorde de expulsões em locais públicos” – Luana, 3º ano de CC. 4/10 – “Havia pouca coisa para fazer! Entre fazer pandeireta, estandarte, tratar dos emblemas e arranjar instrumentos não me consegui decidir por uma coisa" - Diana Varela Santos, agora aluna de Relações Internacionais no ISCSP. 10/10 – “Têm um adufe e tocam músicas do Zeca." - Ana Raquel Ferraz, 4º ano de Línguas, Literaturas e Culturas. 10/9 - “Espera, não, esquece..., sou disléxico,... aliás, nervoso"Francisco Mendes, 2º ano de Arqueologia. 9/10 – “Foi aqui que descobri que não consigo andar e beber ao mesmo tempo" - Catarina Gato, 3º ano de CC. 5/10 - “Já participo há algum tempo e nunca parece suficiente. Há sempre mais eventos a preparar, músicas a ensaiar; noites de copos pelo meio... saudades"- Mariana, 3º ano de CC. 10/10 – “Finalmente um lugar em que se pode soltar a voz e bater os pés ao mesmo tempo que se ingere álcool e se fazem amizades.” Chandra Brandão, 2º ano de CPRI. Para mais informações, é favor contactar os (ir)responsáveis através do e-mail e/ou redes sociais.


NOVA Debate

nova.debate@unl.pt https://www.facebook.com/nova.debate .unl A Sociedade de Debate da Universidade NOVA de Lisboa está a recrutar pessoas para abrir um núcleo na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. O objetivo é fomentar o debate competitivo, bem como a troca de ideias entre estudantes e docentes. O núcleo pretende organizar eventos de debate competitivo, mesas redondas e palestras, bem como colaborar com os restantes núcleos da faculdades para facilitar o debate interdisciplinar.

Clube de Leitura

clei.fcshunl@gmail.com @clei.fcsh O mais recente grupo a ser formado na NOVA FCSH por estudantes é o Clube de Leitura! Tal como o nome indica, é um núcleo centrado na literatura e no universo dos livros e que procura juntar pessoas interessadas nesta temática. Para além da realização de ciclos de leitura e discussão de textos, pretende-se organizar tertúlias, convidar autores e promover espaços de debate e reflexão sobre um conjunto diverso de tópicos que a literatura fomenta.

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CONCURSO DE ESCRITA 2020

MENÇÕES HONROSAS

MELHOR TEXTO Catarina Pimentel Neto

Catarina Valada

Francisco Azevedo


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NOVA EM FOLHA

Cigarros de Mentol CATARINA PIMENTEL NETO

Acordou atrasado. Não é que tivesse horas para estar nalgum lado ou horário a cumprir, mas estava atrasado no dia, já perdera a manhã e, como há muitas semanas, não havia pequeno, só almoço. De repente estava no teatro, se alguém lhe perguntasse como tinha chegado ali teria dificuldade em jurar resposta, tinha saído de casa, posto os fones, e o caminho até ao comboio, a troca para o metro, os passos e as esperas das passadeiras eram já tão mecânicos. A soundtrack conduzia a mente em fugas do real e o corpo lá se conduzia sozinho até aos compromissos com a realidade. Entrou no teatro, cumprimentou o porteiro com um aceno e um movimento de boca de como quem diz bom dia, mas sem sair nenhum som. Foi pelos corredores despidos que levam até às salas de ensaio, entrou numa que era toda espelhada numa das faces e que num dos cantos da face oposta tinha um piano, que parecia ainda mais preto em contraste com o castanho escuro do resto da sala. Sentou-se ao piano, caneta aberta, folhas em branco, só com as linhas de pauta, que a pareciam fazer ainda mais vazia, por serem estranhas assim nuas de chaves e notas. Nada. Ajeitou o banco, as luzes, endireitou as folhas, pegou na caneta, esticou as costas. Nada.Pegou no casaco que tinha deixado no bengaleiro, apalpou-o, tirou o maço, o isqueiro e uns trocos para o café. Uma pausa, uma pausa havia de pôr a cabeça a mexer, depois ia ser o resto do dia, de seguida, pensava para si próprio enquanto a máquina da entrada chiava e suava vapores para tirar um café que, com tanto sinal de esforço, se esperava melhor do que realmente é.

CONCURSO

MELHOR TEXTO

Pegou no copo de papel e foi encostar-se à parede exterior do teatro, bebericava o café que tinha de quente o que tinha de mau, e pensava como se tentava enganar até a ele mesmo Pausa, que pausa? Acordaste há 1h, olhaste para o trabalho à espera que ele te dissesse o que tinhas de fazer, percebeste que não sabias o que estavas a fazer e fugiste. Chama as coisas pelos nomes, isto é uma fuga! compor fugas…Que belo músico este que anda na fuga da composição em vez de a compor fugas… O café acabou, olhou para o maço e escolheu o único cigarro que tinha. Cada dia que passava sentia mais que iam descobrir que era uma fraude, que iam perceber que as análises e relatórios tão elogiados, as interpretações tão bem cotadas, as conversas tão elucidadas tinham sido meros acasos, tinham sido momentos de iluminação, tinham sido consequência de orientações, sem as quais não saberia para onde se virar. Era uma fraude, e vinham tirar-lhe o diploma do conservatório, retirar-lhe os louvores e os aplausos, vinham dizer-lhe que os professores e as professoras se tinham enganado e não deviam ter estado à espera de grandes coisas dele, vinham dizer-lhe que já não podia ser músico e que lhe era pedido que não tocasse em mais uma tecla que fosse. Deu mais um bafo. Não podia ser, ninguém podia saber, quem sabe podia viver uma vida inteira a passar-se por capaz? A dançar entre conversas e falar só quando dominasse o assunto, a compor o suficiente para parecer que sabia muito mais quando aquilo era tudo o que tinha para dar, a dominar uma parte de tal forma que não lhe fosse exigido saber mais nada, assim poderia sentir o peso esmagador da sua ignorância sozinho, um dia haveria de morrer e ninguém tinha como saber que


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NOVA EM FOLHA

tinha fingido a vida inteira. Um ruído impositivo interrompeu-lhe o pensamento. Era um camião do lixo, fora de horas, nunca tinha visto um fazer uma ronda de dia, talvez por isso nunca tivesse estado tanto tempo a olhar para uma recolha de lixo. Depois da surpresa que este evento lhe causou, simplesmente por acontecer fora do horário habitual, começou a admirar o trabalho daqueles homens. Ali, a olhá-los deu por si a invejá-los. Riu-se sozinho, num sorriso repuxado para a esquerda e com o cigarro ainda entre os lábios, tinham-lhe oferecido o trabalho com que sempre sonhara e ele estava ali parado a cobiçar a vida dos recolhedores de lixo. De repente os recolhedores estavam como que num segundo plano, desfocados, pelos olhos que perceberam que a mente já não estava preocupada com a imagem, e que ele fixava um ponto que não saberia nomear se o inquirissem. A vida dele podia ser assim, como a daqueles homens. Uma hora para acordar, para entrar e sair ao trabalho, para jantar em família, para adormecer e as mesmas horas para fazer o mesmo no dia seguinte. Apostava que os recolhedores de lixo não levavam o trabalho no pensamento quando saiam, acabava a hora e eram livres de pensar o que quisessem, o trabalho só os incomodaria quando chegasse novamente a hora dele e não tomava a vez da hora da família, do jantar, da televisão, do sono. Sentia-se capaz de dar tudo naquele momento por um trabalho de picar o ponto, das nove às cinco, um trabalho que fosse um sustento e não uma vocação, um trabalho de que quisesse fugir, e a que fugia ao fim de cada dia, em cada folga. Outra fuga, desta só pensada. Voltou para dentro e sentou-se ao piano, marreco e sem ter em mente as insistentes correcções de postura que o faziam, por reflexo, endireitar-se sempre que via o instrumento. Olhou outra vez para aquelas

CONCURSO

aquelas folhas, ainda não tinha nada para lhes dizer, talvez não tivesse de ser ele a começar a conversa… Tirou da pasta uma folhas gastas, a que endireitou as pontas que começavam a dobrar, num gesto que se assemelhava a uma carícia. Colocou-as no suporte e admirou-as por uns segundos antes de começar a tocar. Mal os seus dedos se aperceberam de que melodia se tratava começaram a dançar sem precisar de verificar as notas, conheciam aquele ritmo, sabiam qual era o próximo passo, eram com as teclas como um casal de muitos anos, que, desde a primeira valsa no copo-de-água até aí, dançavam sempre que a música que tinham tomado como sua passava. A partitura estava ali para ele olhar para ela, não a seguia, mas gostava de a ver, e ali ficava a contemplá-la enquanto os dedos a diziam. Não sabia se este amor ia ser a sua morte ou a sua alegria, mas sabia por certo que lhe era completamente fiel, que aquele desejo que tivera ao sabor do cigarro era a sua fraqueza a pedir-lhe que lhe fosse fiel a ela, prometendo-lhe que com a resignação viria o descanso que um coração atribulado por uma paixão nunca poderá ter.


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NOVA EM FOLHA

Fosse esta a primeira vez que fazia esta oferta a si próprio e talvez tivesse cedido, mas estava calejado, já tinha considerado abrandar este amor, moldá-lo à sua medida, uma que coubesse nos seus receios. Ainda estava no conservatório quando começou a escrever jingles para uma agência publicitária, tinha conseguido o lugar com a ajuda de um amigo que lá andava para, como ele dizia, fazer uns trocos fáceis e ajudar com as despesas dos estudos. Nenhum deles sonhava com aquilo, mas, precisando de trabalhar, sempre era música. Quando acabou o curso quis sair, queria fazer música e não usá-la para vender, sabia-o com toda a certeza, mas conseguia ouvir ecoar na sua cabeça as incertezas que isso trazia. A certa altura não sabia se o assustava mais a ideia de não conseguir ganhar a vida como músico, ou o compromisso que seria viver de uma paixão, a que teria de se entregar totalmente, sem hora de saída ou de entrada, que ocuparia a hora da família, do jantar, da televisão, do sono, e a que a sua mente não fugiria em folgas ou fins-desemana. Por fim fez o que se faz quando se ama, sem nenhuma garantia de retorno, de sucesso ou de felicidade, entregou-se como um todo sem saber se a sua totalidade chegava. Não tenho nada para te dar hoje, suspirou como se se dirigisse ao piano esperando o seu perdão, como se tivesse desiludido o seu amor. E como se de um grande amor se tratasse, amanhã lá estariam, todas as teclas no mesmo lugar, à espera do que ele tivesse para lhe entregar. Desceu a rua, luminosa como só de noite, nenhum sol poderia competir com os leds que chamavam todos a não deixar o dia terminar, que os convidavam para cada café, cada boate, cada espectáculo disponível. Iluminado também ele, ia distraído, com os olhos nas estrelas, de néon, até que ouviu uma música tão calma que não parecia bater certo ali.

CONCURSO

Olhou para baixo, este concerto não tinha placa iluminada a marcar o lugar, era só um sem-abrigo e a harmónica que beijava. Tocavam uma daquelas músicas que conheceu jovem, mas que não eram da sua juventude, era de outras, mais antigas, mas que mal a ouvira sentira um enamoramento, como quando se vê uma mulher bonita com quem se conversa a noite toda e nos sabemos apaixonados, sem mesmo saber que vida vive para além daquele lugar e daquela conversa. De repente a mulher bonita esvaneceu-se e a sua mente era mais um daqueles outdoors, onde se reproduzia o anúncio de cigarros que pedira emprestada a melodia para informar os compradores que agora pode ter o prazer do costume com um toque de menta. Piscou os olhos, como se a memória do ecrã publicitário o encandeasse e cerrou os dentes enquanto inspirava fundo. Era tudo, tinham comprado tudo, até aquela melodia que descobrira a pouco e pouco, cada vez mais profundamente, cada vez mais envolvido, até ser tão sua que se a cantasse todos acreditariam que a tinha escrito ainda antes de nascer, e que agora o lembrava de cigarros de mentol. Queria pegar nos trocos que tinha no bolso e atirá-los ao semabrigo para que parasse de tocar, queria proibir aquele anúncio de passar mais, queria que mais nenhuma música bonita pudesse ser usada para vender fosse o que fosse. Expirou, uns metros à sua frente estava um quiosque, sentiu os trocos nos bolsos, Um maço desses aí, apontou, Dos de mentol?, É. Tacteou o casaco à procura de lume, acendeu um cigarro, e assistiu àquele concerto. Bateu palmas, ainda com o cigarro entre os dedos, soprou um fumo mentolado, e deixou os trocos que não tinha deixado no quiosque no copo do artista.


NOVA EM FOLHA

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CONCURSO

MENÇÃO HONROSA

O Velho Barbeiro FRANCISCO AZEVEDO

Há um velho barbeiro no fundo da minha rua, que faz a barba dos homens com um bisturi. Foi o barbeiro do meu pai e do pai dele e do pai dele, foi o barbeiro de todos os homens da minha família. Será também barbeiro dos meus filhos e dos filhos deles e dos filhos deles, que ainda estão para nascer, como todos os filhos de todos os filhos que ainda estão para nascer. O velho barbeiro, de velho que é, na cara já só tem rugas, não se vê nariz, nem lábios, nem olhos. Há muitas gerações que não se lhe conhece a voz, que não se lhe conhece uma palavra, que todos os homens chegam a uma hora de um dia certos da semana, se sentam e saem de barba feita, muito bem feita, feita como noutro lado não se faz. Paga-se o que se tem a pagar, um preço que nunca disse a ninguém, que sempre se soube, assim como sempre se soube a que horas aparecer. Não há um homem à espera sentado (até porque na barbearia há apenas uma bancada com coisas da barba, a cadeira que é nossa por uns minutos e o barbeiro velho), nem há umhomem à espera à porta. Todos na aldeia sabiam a que hora ir, todos eram atendidos na hora, todos se despachavam à hora certa. Ninguém sabia bem a idade do barbeiro, ninguém lhe perguntava por respeito, por temerem serem ignorados, por não saberem como falar dessas coisas de idade. Havia rumores de que tinha duzentos anos, havia rumores que era tão velho como o tempo, havia rumores de que os barbeiros iam mudando, mas o método não. Hoje ninguém se dá a rumores, a fome é muita para nos pormos com conversetas sem sentido nem razão, que especular a vida dos outros é p’ra gente com dinheiro e tempo, e aqui na terra nós só temos tempo para trabalhar. Vamos lá, saímos lavados e limpos, não precisamos de falar

falar de quem faz o seu trabalho assim, impecavelmente. De tempos a tempos, vinha gente da cidade para conhecer este misterioso barbeiro de anos e anos e anos, vinham para saber a sua idade, ou saber o seu segredo, vinham cá para incomodar um homem que só queria cortar barba, só queria cortar a barba das pessoas certas à hora certa. Os cães da aldeia, vadios, todos o eram, pois ninguém tinha dinheiro nem paciência para cães, afugentavam essa gente, mal os cheiravam no cimoda rua, mal lhes sentiam as águas de colónia e os perfumes caros, mal ouviam os pneus e os motores dos carros e logo corriam para afugentar aquela gente cusca, que procurava fazer uma história, às custas da vida pobre de um homem, de uma aldeia. O meu pai, deus o tenha, contava sempre a mesma história em dias de ir ao barbeiro. Naquele dia, enquanto púnhamos as ovelhas a pastar, auxiliados pelos vadios, ele começava a contar a sua história. Antes de o velho barbeiro nada havia por estes lados. Não havia sobreiros, não havia azinheiras, a cortiça não existia, as pessoas não existiam por isso. Não corria o rio que hoje serve de alimento às plantas que naquelas terras crescem e se fazem grandes e se fazem úteis, antes


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NOVA EM FOLHA

antes não havia pasto e não havia pastores, nós, manueis, desde sempre pastores, desde sempre gente que guia as ovelhas, não havíamos nestas terras. Antes do barbeiro que é tão velho como o tempo, não havia cães vadios, não havia lavadeiras, não havia gentes endinheiradas com herdades, não havia cearas, não havia o calor abrasador do verão, nem o frio frio do inverno. Antes do barbeiro que se dizia ter duzentos anos de velhice, não havia o que quer que fosse por aquelas terras. As arvores só cresceram depois do barbeiro se instalar, o rio só por ali começou a passar nessa altura, os animais e as gentes só chegaram já o velho barbeiro tinha a sua barbearia montada, uma bancada para as coisas da barba, uma cadeira que era dos homens por uns minutos. O meu pai contava esta história sorrindo, era uma trapaça qualquer que mistificava a idade do velho barbeiro. Nenhum homem podia ser mais velho que os rios e os sobreiros, que nós, os manueis pastores, que as lavadeiras, que os cães vadios, e as cearas e as herdades. Nenhum barbeiro poderia ter todo aquele poder; nem os reis tinham esse poder, dizia-lhe eu, ofendido por o meu pai me querer passar a perna, me gozar daquela forma. Meu pai sorria, não me gozava, dizia que um dia perceberia. Assobiava e depois de guardas as ovelhas no lugar delas, ia ao barbeiro feliz. Eu ia para casa, chateado, para alem de me gozar, faziame estúpido, que não o percebia por ser criança. Desde que tenho uns pelitos mais escuros debaixo do nariz, que vou ao barbeiro. Um dia acordei, sabia que era o meu dia, e por volta das dezoito horas fui ao barbeiro. Era verão, o dia não morreria até quase às vinte e duas, então os homens ficavam na converseta a discutir a idade do barbeiro, no tasco. As mulheres tinhamno discutido durante o dia, enquanto lavavam a roupa dos ricos das herdades, enquanto lhes levavam as roupas lavadas e secas. Eu fui ao barbeiro, tinha no bolso as moedas certas, senteime, o velho deitou-me a toalha branca sobre a roupa, apertou-a no pescoço e pôs uma toalha pequena e dobrada no meu ombro direito, espuma

CONCURSO

espuma na cara toda, embora só tivesse pelos no bigode, com o bisturi tirou a espuma, o bigode. Não disse nada, não perguntei nada, não precisei. Ele fez uma vénia, não precisou de me mostrar nenhum espelho, sabia que estava com a cara perfeita, e ainda de costas curvadas ele esticou o braço, sem levantar a cabeça, recebeu as poucas moedas que lhe havia colocado nas mãos. Ainda hoje é assim. Nunca cortou ninguém, nunca faz mal uma barba, não se sabe o porquê de usar um bisturi, não se sabe o porquê do que quer que fosse. Vamos ao barbeiro à hora certa no dia certo, porque é hábito, não há uma razão, além do hábito. Acordávamos um dia e sabíamos que era o primeiro dia de ir ao barbeiro, todas as semanas do resto das nossasvidas, naquele dia da semana, vamos ao barbeiro, como as ovelhas vão ao mais verde dos pastos, como os cães vadios vão aos lixos rezar a sua sorte, como o rio corre o seu curso. Todas as gentes são importantes, todas as pessoas têm o seu valor e o seu poder. Eu posso ser apenas o manuel pastor, filho de manuel pastor, neto de manuel pasto, e pai de manuel pastor, mas sem a minha pessoa, sem meu pai, sem meu avô, e sem meu filho, não haveria ovelhas a que tirar o leite dos tetos, a que tosquiar a lã da pele branca das ovelhas brancas e da pele negra das ovelhas negras; sem as lavadeiras, sem as mulheres e as mães, sem as mulheres e as filhas, não haveria as roupas lavadas dos ricos, não haveria ricos; sem o barbeiro, não haveria o rio e os sobreiros e azinheiras e não haveria os pastos e os pastores, as lavadeiras e os ricos. Sem esta gente toda, nada haveria, e o velho barbeiro, cuja idade nos foge a todos, o velho barbeiro que tem a idade do tempo, o velho que corta a barba a todos os homens com um bisturi, uma vez por semana, a dia certo, a hora certa, durante toda a vida desses homens, se esse velho barbeiro não existisse, nada aqui existiria, nada aqui à volta existiria, nada existiria.


NOVA EM FOLHA

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CONCURSO

MENÇÃO HONROSA

Síndrome do Impostor CATARINA VALADA

Talvez um dia tenha corrido por campos abertos, sem nada se não um sorriso. As memórias emergem de quando em vez, de tempos em que a abençoada ignorância me embalava no seu colo. Não sei até que ponto somente as imagino. Sei lá se as flores das minhas recordações são espasmos involuntários da mente que corre a mil à hora. E que mente outros tantos. E como caio eu na mentira do passado solarengo que não sei se tive. Como me bato e rebato sobre quem não sei se fui e quem podia ter sido não fosse perder o rumo sem ter dado conta. Perdi quem sou como quem deixa as chaves de casa no comboio. Já passou. É inútil correr, é inútil chorar. E inerte fico na plataforma pois me convenci de não há para onde ir. Pois me inebriei no vitimismo de quem nunca faz, somente lhe acontece. Como pesa nos ombros a vida de quem não tem culpa de nada. E enquanto escrevo a narrativa do desfortúnio, o tempo passa. E o brilho de outros tempos, eclipsado, enquanto espreitava o mundo cheio de nada do outro lado da rua. Sei lá se me levaram o entusiasmo ou se eu própria lhe dediquei o cortejo fúnebre do cansaço. De quem é a culpa se sou eu que pinto quadros a duas cores, negro e escuro? Se sou eu a dar o primeiro dos vinte e um tiros em nome de quem podia eu ter sido? Sou eu que uivo feita carpideira, debruçada no meu próprio caixão. Fui eu que escondi a chave dos meus próprios grilhões e choro a mágoa de quem vê o céu recortado. Sei lá se me habituei à gaiola pelo comer que chega a horas certas. Sei lá se foi homicídio o que pratiquem contra mim mesma sem perceber a faca na minha própria mão.

Ou sei lá se cometo difamação premeditada, protestando que não sou quem nunca sequer podia ter sido. Ou que sou sem dar por isso, pois queimo os olhos a fitar o sol, à espera que volte o eclipse que pode nem sequer ter acontecido, enquanto há um mundo do outro lado da rua. Sei lá, não vi. É a lata de quem tem o que os outros não têm, faz o que os outros não fazem e prega aos sete ventos a titânica desgraça em que não vive. Sou eu, a Hipocrisia, por medo, terror ou fobia, escolhe tu. Talvez jogue às escondidas com quem podia ter sido, temerosa por não lhe chegar aos calcanhares. E afasto-a de mim, fingindo ignorância. É mais fácil varrer inconvenientes para debaixo do tapete. Cá estou eu, impostora, dona e senhora da minha teatral mentira, sem mais nada a que chamar de meu. E agora digo este monólogo, sozinha, no palco que estas duas mãos enrugadas construíram e hoje tanta substância tem quanto o ar que falta a quem se engasga às portas da morte. Sei lá. Deixa-me em paz. É a birra de quem não dorme desde que acordou para a vida.


Receitas DIANA NEVES

Infelizmente, não dá jeito andar a trazer todos os fins de semana a comida da mãe para Lisboa, e os congelados já entopem a gaveta do congelador. Mas aquela preguiça do fim do dia ou a falta de paciência para os cozinhados elaborados são naturais em nós, jovens universitários, que só pensamos no próximo trabalho por entregar ou numa tarde no Arco do Cego, com aquele fino fresquinho na mão. Conselho: o Covid veio estragar muitos dos nossos planos próximos ou hábitos diários; temos que cuidar de nós, por isso, este ano opta por comer bem, manter-te saudável, evitar comer sempre fora (porque a carteira também não aguenta) e joga pelo seguro! Então, aqui vão duas receitas básicas, rápidas e práticas para universitários! Lasanha de Legumes

INGREDIENTES Legumes à escolha, exemplo: courgette, cogumelos frescos, cenoura, alho francês, beringela, brócolos, couve-flor 1,5 c. de sopa de azeite2 dentes de alho 1 cebola 1 c. de sobremesa de sal qb pimenta 500 ml molho bechamel 500 g massa fresca para lasanha

100 g queijo mozzarella ralado 100 g queijo parmesão ralado qb orégãos qb polpa de tomate

P R E P A R A Ç Ã O

1. Enquanto cozinhas os legumes, pré-aquece o forno a 180º C;. 2. Lava e corta os legumes em pedaços médios; 3. Pica a cebola e o alho e coloca numa frigideira juntamente com o azeite e deixa refogar; 4. Vai adicionando os legumes (primeiro os mais rijos) à frigideira, temperando com sal, pimenta e orégãos, e juntando a polpa de tomate. Vai envolvendo e deixa cozinhar durante 10 minutos, mexendo sempre; 5. No fundo do tabuleiro, espalha um bocado do molho bechamel, cobre com a massa fresca de lasanha e adiciona os legumes; 6. Repete estes passos/sequência mais duas vezes e, na última camada de massa, cobre com molho bechamel; 7. Polvilha com os queijos ralados e vai ao forno 30 minutos até dourar e os queijos derreterem; 8. Podes decorar no final com um pouco de manjericão, e voilá!

Rolinhos de peito de frango com fiambre e queijo

INGREDIENTES 2 c. se sobremesa de azeite Sal qb Pimenta qb Orégãos qb Vinho branco Dois peitos de frango Queijo Fiambre

P R E P A R A Ç Ã O

1. Pré-aquece o forno a 180º C; 2. Estende os peitos de frango tempera com o sal, a pimenta, o azeite, os orégãos e o vinho branco; 3. Coloca uma fatia de queijo e uma fatia de fiambre por cima de cada um dos peitos de frango e enrola espetando um palito para que fique um rolinho consistente; 4. Espalha um pouco de azeite na base da travessa e dispõe os peitos de frango na mesma; 5. Leva ao forno durante 15 minutos; Acompanhamento como preferir. Nota: quem preferir, pode substituir o fiambre por espinafres!


Playlist de Estudo

LOVELAND

BLUEBIRD

QUINTESSENCE

Sugestão de Rita Serpa

Sugestão de João Martins

Sugestão de Inês Pinheiro

Sugestão de Liliana Marques

NEW PERSON, SAME OLD MISTAKES

TRULY MADLY DEEPLY

THE END

CERTEZA

Sugestão de Beatriz Cabanilhas

Sugestão de Diana Neves

S.T.A.Y.

SHINE ON YOU CRAZY DE NÃO SABER O DIAMOND (PTS. 1-5) QUE ME ESPERA

MILKY CHANCE

TAME IMPALA

HANS ZIMMER

Sugestão de Joana Freitas

ALEXIS FFRENCH

SAVAGE GARDEN

PINK FLOYD

Sugestão de Manuel Pinto

BENJAMIN CLEMENTINE

NASSER

Sugestão de Francisco Nunes

ZECA AFONSO

Sugestão de Pedro Fernandes

BEFORE I GO

AMERICAN AUTHORS

CAPITÃO FAUSTO

Sugestão de Francisca Dias

VINDICATION

VERITAS

Sugestão de Daniel Borges


Para passares o tempo...

Vertical

1. Avenida de ... (localização do campus principal da NOVA FCSH). 2. Instituto de Línguas que funciona no campus da FCSH (sigla). 3. Estação de Metro próxima da FCSH (linha amarela). 6. Francisco ... (atual diretor da NOVA FCSH). 8. Grupos estudantis ligados a um tema (ou curso), que promovem e dinamizam.

Horizontal

4. A “praxe” mantém viva a secular ... Académica. 5. Se o estudante tem dúvidas ou necessita de informações, dirige-se (ou telefona) à Divisão ... 7. FCSH - Faculdade de Ciências Sociais e ... 9. ... Maia (protagonista do mural de street-art que adorna o muro exterior da FCSH). 10. Se te apetece um pastel de nata, uma pizza, um kebab ou uma saladinha, podes encontrá-los no Com ...

Toda a informação utilizada está atualizada segundo as informações que nos foram dadas até ao dia 22/09/2020. Dado o clima de incerteza em que vivemos é normal que muitas destas medidas/informações sejam alteradas, pelo que te aconselhamos a estares atent@ a qualquer modificação que possa ser feita.


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NOVA em Folha - Edição Especial 'Guia do Estudante' 2020 by AEFCSH NOVA - Issuu