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Autoria de Afonso Évora Contacto: afonso.evora@gmail.com
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nova em folha fevereiro 2020 Equipa Editorial Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Manuel Pinto Mariana Abreu Pedro Fernandes Rita Serpa Tatiana Matos
Redacção Ana Raquel Alves Catarina Aires Daniel Borges David Barata Diana Neves Diogo Santos Francisco Nunes João Martins Leonor Bandeira Liliana Ferreira Mafalda Baptista Manuel Pinto Mariana Abreu Mariana Costa Rita Coutinho Rita Serpa Sara Francisco Tatiana Matos Tomás Girão
Edição Gráfica Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Manuel Pinto Mariana Abreu Pedro Fernandes Rita Serpa Tatiana Matos
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Jornal NOVA em Folha | Edição de Fevereiro 2020 Impressão: 100 cópias | Distribuição mensal e gratuita novaemfolha.ae@fcsh.unl.pt
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agenda aefcsh FEVEREIRO
NA
NOVA
FCSH
18 a 20 ii feira de núcleos
20 gaming day: demo de wargames
21 lançamento do calendário mar no âmbito do projecto eco-escolas
27 jornadas saúde mental no ensino superior: sessão no. 4 - pressão académica
gaming day: torneio de magic
AE à solta
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NOVA EM FOLHA
NOTÍCIAS
novidades fcsh Patrícia Sampaio é eleita "Atleta Feminina de 2019" A judoca Patrícia Sampaio, aluna da licenciatura de Ciências da Comunicação na FCSH, foi eleita este mês pela Confederação do Desporto de Portugal “Atleta Feminina de 2019”. As suas concorrentes, a canoísta Teresa Portela, oitava classificada na prova de K1 200 metros dos Mundiais, a atleta paralímpica Ana Margarida Filipe, campeã do mundo de salto em altura, a atleta Inês Henriques, campeã europeia dos 50km marcha em 2018 e Vanessa Marques, melhor jogadora da I Liga de futebol feminino em 2018/19, sucumbiram perante a aluna de comunicação. A nossa colega, bicampeã europeia de juniores da sua categoria (-78kg), salientou que "É um grande orgulho ser nomeada Atleta Feminina num país que cada vez mais se destaca no desporto feminino”. Na categoria de “Atleta Masculino de 2019” venceu Jorge Fonseca, o judoca que se sagrou campeão do mundo de judo na categoria -100kg. Não percas a nossa entrevista à Patrícia na edição de Fevereiro!
questionário sobre as UCs aos estudantes Até dia 1 de Março, a NOVA FCSH está a dinamizar um um questionário de avaliação sobre as unidades curriculares de todos os ciclos de estudos do 1.º semestre de 2019/2020. A participação de todos é fundamental para o mapeamento de problemas e procura de soluções para melhorar o funcionamento pedagógico das cadeiras e respectiva avaliação. Verifica o teu email institucional!
lembrete Novo mestrado "Erasmus Mundus: History in the Public Sphere" Até dia 1 de janeiro estão abertas as submissões para a segunda edição do festival universitário de cinema CINENOVA, que se realizará de 5 a 7 de março em Lisboa, com o tema “Cinema e Conhecimento”. Os filmes a concurso devem ter sido produzidos depois de janeiro de 2017 e enquanto o realizador estava inscrito numa instituição de Ensino Superior, podendo ter no máximo 30 minutos. O melhor filme será premiado com 2.000€, existindo ainda um prémio de 1.000€ para o melhor filme português a concurso. O regulamento de participação e todas as informações sobre o CINENOVA estão disponíveis no site provisório, em cinenova.fcsh.unl.pt.
Sabias que foi a AEFCSH a colocar cacifos para os estudantes em 2018? Quando precisares de guardar os teus pertences, passa pelo espaço da AE e utiliza os que estão disponíveis!
AEFCSH integra a Comissão de Acompanhamento do Plano de Igualdade de Género e de Diversidade da NOVA FCSH A primeira reunião formal da Comissão de Acompanhamento do Plano de Igualdade de Género e de Diversidade para a NOVA FCSH no próximo ano lectivo de 2020-2021 reuniu no passado dia 18 de Fevereiro para dar início ao plano de acção presentemente em discussão. Segundo o Despacho no.9/2020: "Tendo em conta as recomendações da Direção Geral do Ensino Superior (DGES), da Agência de Avaliação e Acreditação do ensino Superior (A3ES) e da Comissão Europeia para as Instituições de Ensino Superior, no que diz respeito à igualdade de género, bem como a participação da NOVA FCSH no projeto SPEAR (Supporting and Implementing Plans for Gender Equality in Academia and Research) e o compromisso já assumido pela NOVA FCSH, em setembro de 2019, com a adesão à Carta de Princípios do Projeto SAGE (Systematc Action for Gender Equality), considera-se ser necessário consolidar uma estratégia de igualdade de género, que abranja também as questões de diversidade e de inclusão, cada vez mais prementes. A resposta a estas realidades deverá ancorar-se, na NOVA FCSH, num Plano de Igualdade de Género e de Diversidade 2020-2021. Para o desenvolvimento e a implementação deste Plano, é nomeada uma Comissão de Acompanhamento, a incluir diferentes setores da comunidade académica (docentes e estudantes, pessoas ligadas à investigação, a diferentes serviços e à Casa de Pessoal)."
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janeiro em resumo 3 de Janeiro - General iraniano Qasem Soleimani é assassinado em Bagdade por um drone norteamericano Este ataque veio a despoletar uma resposta por parte do Irão que retaliou através do lançamento de mísseis contra duas bases dos EUA no Iraque.
18 de Janeiro - Em pleno Congresso do LIVRE, Joacine Katar-Moreira acusa o grupo de contacto do partido de lançarem “mentiras” sobre a sua atuação enquanto deputada A retirada de confiança política à deputada fica em suspenso, mas acaba inevitavelmente por acontecer no final do mês.
18 de Janeiro - Segunda volta das eleições diretas do PSD Rui Rio vence uma vez mais o seu principal opositor interno, Luís Montenegro, mantendo-se na liderança do partido.
19 de Janeiro - Luanda Leaks O consórcio internacional de jornalistas ICIJ expõe mais de 700 mil documentos que revelam vários crimes de corrupção por parte da empresária angolana, Isabel dos Santos, nomeadamente, transferências milionárias para offshores nos seus últimos dias enquanto líder da Sonangol. Diversos bancos e empresas portugueses apresentam ligações ao escândalo.Rui Pinto, hacker português que se encontra em prisão preventiva assume a autoria da divulgação dos documentos.
24 de Janeiro - Coronavírus Perante a ameaça que representa a pandemia que vem já a alastrar-se por diversas regiões do globo, o Coronavírus, o governo chinês propõe-se a construir dois hospitais na cidade de Wuhan em cerca de 10 dias.
26 de Janeiro - “Chicão” lidera CDS-PP Francisco Rodrigues dos Santos sucede a Assunção Cristas na liderança do CDS-PP, após vitória da sua moção no congresso do partido em Aveiro
28 de Janeiro - Novo plano nos EUA Trump revela um novo “plano de paz”, denunciado pelas autoridades palestinianas,para o Médio Oriente, que confere a Israel soberania total sobre a cidade de Jerusalém e o vale do rio Jordão.
31 de Janeiro - Brexit: último dia do Reino Unido na União Europeia Começa agora um novo prazo de 11 meses durante o qual a relação comercial manter-se-á inalterada. Neste período ambos os lados devem chegar a acordo para a relação futura.
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ARTIGOS
ATÉ SEMPRE MAMBA MANUEL PI NTO
Foi com enorme pesar que o mundo desportivo tomou conhecimento da morte de Kobe Bryant. Muitos, como eu, nem sequer acreditaram à partida: “Não pode ser, isso é mentira, não passa duma piada cruel”. Mas à medida que mais notícias chegavam, a cruel piada começava a tomar forma de terrível acontecimento, acabando por ser confirmado pela polícia de Los Angeles. Kobe foi vítima, no dia 26 de Janeiro, de um acidente fatal de helicóptero em Calabassas do qual resultaram 5 mortes, incluindo a da sua filha Gianna. Kobe tinha quarenta e um anos, “Gigi”, treze.
Assim perdemos, não só a maior figura de uma geração, mas também uma das maiores personalidades de todo o desporto. Kobe saiu diretamente do secundário para cumprir o seu sonho de jogar na NBA, onde se sagrou campeão cinco vezes. Conseguiu-o através de uma rotina incansável de treinos, que, não só lhe deu os cinco campeonatos, como também o estatuto de super estrela, mesmo entre outros nomes maiores do desporto. Era o maior embaixador vivo do basquete, trabalhando para difundir o amor ao jogo pelos cinco continentes. Foi um autêntico ídolo para milhões de praticantes do desporto, entre eles eu, pela sua personalidade e filosofia de vida.
A influência que tinha, no entanto, foi muito para lá dos campos de basquete, tendo sempre lutado para devolver à comunidade o que esta lhe tinha proporcionado. Ao longo de 20 anos de carreira associou-se a organizações como a “Make-AWish”, a associações de “Boys & Girls”, a programas de leitura e a associações de veteranos, para além de ter doado vários milhões de dólares a organizações sem fins lucrativos. Era também um homem de família e um excelente pai. Adeus Black Mamba, até sempre.
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SUGESTÕES
♫♫♫
playlist do mês LEONOR
SÁ
DA
BANDEIRA
Inspiration The Cancel
Home Caribou
Trip the Mains Methyl Ethel
My Soul The Cancel
Sleep Drifter King Gizzard & The Lizard Wizard
Disco Surf Curse
Yellow Magic (Tong Poo) YELLOW MAGIC ORCHESTRA
Let It Pass Jakob Ogawa
The Climb Flying Lotus, Thundercat
Painful Bone Nest
Tokyo Drifting Glass Animals, Denzel Curry
Charleville 9200, Pt II Snoh Aalegra
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ARTIGOS
#WEREMEMBER DIOGO SANTOS Foi há 75 anos que o campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau foi libertado pelo Exército Vermelho. Atualmente, a 27 de janeiro, comemora-se o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, em memória das suas vítimas. Todos os anos, por esta altura, as redes sociais enchemse com a hashtag #weremember. Mas será que os seus utilizadores entendem o verdadeiro significado deste horrendo acontecimento? Ou será que a utilizam apenas para aderir a “modas” à semelhança de outras que circulam pela Internet? Não nos esqueçamos que este é um assunto sério, que deve ser aprofundado e recordado sob pena de não se voltar a repetir, e não como forma de conseguir várias visualizações e reações no mundo das redes sociais... O campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, tal como tantos outros, foi uma verdadeira máquina de tortura e de morte. Chegadas ao local, com a mítica frase “Arbeit Match Frei”- “O Trabalho Liberta” (as vítimas eram iludidas ao pensaram que quanto mais trabalhassem, mais rapidamente seriam libertadas, porém, na verdade, quanto mais trabalhassem mais facilmente morreriam… Eram campos de morte, no qual se entrava para morrer!), as vítimas eram separadas entre homens e mulheres, sendo que os SS e os médicos nazis procediam à seleção de aptos para trabalho e aqueles que à partida estariam condenados à morte, entre os quais os idosos e as mulheres com filhos pequenos. A dor, a humilhação, a raiva, o horror, a opressão, a mágoa e o medo são alguns dos sentimentos característicos das vítimas deste genocídio (judeus na sua maioria, mas também homossexuais, deficientes físicos e mentais, ciganos, jeovás e feministas…). Frequentemente, o destino das vítimas eram as câmaras de gás sendo de seguida, transportadas para o crematório. Encarregues deste trabalho estavam os próprios prisioneiros do campo, que mais cedo ou mais tarde, eram submetidos ao mesmo tratamento. Por outro lado, aqueles que conseguiam escapar a estas práticas mortíferas eram geralmente sujeitos a trabalhos forçados, escravidão, testes médicos e experiências laboratoriais atrozes (sobretudo nos casos de gémeos e de deficientes físicos e mentais)…
O Holocausto é exemplo, entre outros ao longo da História, de um tempo de fanatismo. Um tempo de intolerância. Um tempo em que por não se ter olhos azuis, cabelo loiro e pele clara, se morria. Um tempo de tortura. Um tempo de crueldade. Por essa razão, o 27 de janeiro ficará para sempre na História, como um dia a recordar. Afinal de contas, nas palavras do realizador Steven Spielberg “Recordar é Viver”. Daí a importância de debater este assunto e ler alguma da literatura sobre o mesmo. “O Diário de Anne Frank” e “Se Isto é um Homem” de Primo Levi são algumas obras que abordam testemunhos pessoais reais de dois judeus que viveram durante a 2ª Guerra Mundial e tiveram que passar pela macabra experiência do Holocausto. Complementarmente, ficções como O Rapaz do Pijama às Riscas e A Rapariga que Roubava Livros são também excelentes exemplos sobre o assunto, embora em perspetivas diferentes das obras de Anne Frank e Primo Levi. Ou seja, enquanto que, os protagonistas destas duas obras ficcionais são arianos e convivem com judeus, as personagens principais das duas primeiras obras enunciadas são judias. Desse modo, são obras que devem ser sempre recomendadas, desde os mais novos aos mais velhos. “La Shoah” (em hebreu, catástrofe) ocorrida durante a 2ª Guerra Mundial é um excelente exemplo para que possamos estudar e compreender, na atualidade, as razões pelas quais este acontecimento deve ser evitado. Não queremos regredir na História, neste aspeto, devemos recordá-la para que não se repitam os mesmos erros, de forma a que possamos viver num mundo mais tolerante, e acima de tudo, pacífico. Afinal de contas, lembremo-nos que um genocídio pode acontecer em qualquer povo e altura, sobretudo nesta época de ódio e intolerância a que se assiste nos dias de hoje… Por esse motivo, considero mais do que nunca relevante, refletirmos sobre as consequências prejudiciais que o fanatismo já provocou em vários momentos da história da Humanidade.
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ARTIGOS
NEOCRACY JOÃO MARTINS As
humans,
Throughout
we’ve
tried
History,
we
many
regimes.
have
governed
ourselves in the most different manners, created the simplest and more complex systems, and redefined power and society over and over again.
Our
latest
achievement
is
liberal
democracy, the fairest and most cherished form of rule, and the progressiveness of political thinking seems to have faded behind it. Indeed, when confronted with the fall of the staunchly communist USSR (1989-91), Francis Fukuyama stated we were beholding the end of History, conquered by the ideas of western representative democracy (rule of law, separation of powers, free elections, civic freedoms, …), the pinnacle of human political evolution (1). Many agree with Fukuyama and regard modern democracies as the edge point of our walk through time, the definite fate of all mankind, to arrive in due time to all countries and peoples. Meanwhile, The Economist’s 2018 Democracy Index lists no more than 20 full democracies plus 55 flawed ones (against 92 non-democratic nations) (2). The idea that a free and equal system is the most advanced and desirable coexists with the fact that less than half of the world’s population actually benefits from living in one. And though there are many countries in which democratic values are gathering support, there are also a few in which they’re losing consistency. As already mentioned, diversity of regimes has been a constant in human History, as has mutual influence between systems with different practises. The great democracy exporting campaign of the late decades resulted in far less democracies than expected, as the numbers cited above already denounced.
Nevertheless, it is impossible to deny that most societies are more free and elective than ever before, and foolish to totally ignore or discard the possibility that, one day, all countries shall adopt their own democratic system. It is not, however, the first time a particular regime has been looked at as the last milestone in the political journey of Men - in fact, before the French Revolution (1789) and the subsequent political awakening of popular forces, monarchy was widely accepted as eternal, god-given and unbeatable. Louis Sébastien Mercier’s novel, L’An 2440 (1770), represents well such an idea, him being a contemporary of enlightened absolutism. Mercier presents France in that distant year as a country free from despotism and committed to prosperity, science, peace, trade, justice, equality - and states such improvements are the work of a great philosophical king, encarnation of the ideal ruler of the Age of Enlightenment. Suffices to say that, for each epoch there is a political golden idol which the majority among the elites (and sometimes the people) pays homage to. For the last one hundred years, it has been liberal democracy, without a question, for it survived and proved superior to all of its competitors.
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Besides, History alerts many times in many forms to the blindness of the present, the unwillingness to look at the past and learn from its lessons, the most important being: nothing stays the same. China was under imperial rule for over 2000 years - today, it is a socialist one-party republic. Its former leader Mao Tse-Tung tried to erase chinese historical identity in the Cultural Revolution (196676), burning all kinds of records and eliminating anything considered a threat to the communist establishment. In a brutal manner, this was an attempt to put an end to History (to evolution and ideals), to assure that all stayed the same. Less than a decade after the process, Deng Xiaoping proclaimed the motto “One Country, Two Systems”, giving birth to the original combination of socialism and capitalism that characterizes chinese society in current times. Universal democracy could arrive anytime soon, or never; it could be abolished and then restored, or reformed; it could last decades, or centuries, or millenia; but never forever. History shows it, and it never failed to show it again: nothing stays the same. “The reasonable man adapts himself to the world: the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore all progress depends on the unreasonable man.” - once said George Bernard Shaw. Certainly, we can all agree the great changers and activists rarely fit the usual frame of reasonableness. Gandhi was by many considered a fool, with his meditating, hunger striking, constant hiking and refusal of violence, which his opponents often exerted on him - his cause triumphed, nevertheless. Nelson Mandella, after 27 years in captivity, managed to walk out with a forgiving smile and the unbreakable will to improve his country and mend its wounds - an attitude hardly explained by (or attainable through) logical reason.
ARTIGOS
Mainstream examples of unreasonable resistance fit perfectly the argument that there is no possibility of reasonably predicting the future, even more so as it is evident that men and women of unorthodox thinking and innovative ways of acting are no endangered species. In fact, many alternative voices continually speak up for different options and systems. History never stops. What are we left with? The ideological advancement has brought us to a point where democracy is widely accepted as the best form of government for a modern society. It is on the rise, though facing some setbacks, and is yet to be established in many regions. Nonetheless, it sets an unprecedented mark in History, as a worldwide phenomenon and a particularly resilient one. On the other side, it is but a trend, a product of many centuries of political reflection and perfected practises, of struggles and agreements, of war and union. It is a present notion, a system like those before that are now extinct, one which has everything to work but is not free from criticism and exempt from adapting, no matter how eternally it promises to last. We are humans - when times change, so do our wills and necessities. Democracy is fated not to suffice, one day, as autocracy was, and socialism, and teocracy, and slavery, and colonialism. Thus, the reflexion we ought to trigger is not an actively anti-democratic one. Regardless, by simply looking at History and denying there is some sort of finishing line drawn over its account of the ages, it is pivotal to ask: What shall be the new way of government that will bring us closer to peace, stability and justice (considering those are still our fundamental motives)? What is the successor to democracy? Above all, because it is equally important to seek an improvement, rather than a regression, something History also proves possible, and hopefully we can avoid. (1) The End of History and the Last Man (1992) (2) https://www.economist.com/graphic-detail/2019/01/08/the-retreat-of-globaldemocracy-stopped-in-2018
DEP. DE SAÚDE E AMBIENTE
INQUÉRITO
Condições e funcionamento da cantina da NOVA FCSH ATÉ DIA 29 DE FEVEREIRO
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CRÓNICAS
Rotinas são coisas estranhas DIANA NEVES
Rotinas são de facto coisas estranhas. São capazes de se entranhar na pele, de penetrar até ao osso e fazê-lo estalar. São capazes de mover dias e parar noites; de nos deixar vazios e atordoados quando as circunstâncias nos obrigam a deixá-las para trás. Rotinas definem a nossa vida tal como o dicionário define as palavras. Podemos ter mais do que uma rotina, como pode haver uma palavra com mais do que um significado; e na mesma rotina podemos ter vários elementos com quem partilhamos essa rotina, tal como pode haver o mesmo significado para palavras diferentes (sinónimos). Contudo, se formos mais além, poderemos considerar algumas delas meros arcaísmos – as rotinas que deixamos de ter ou que se alteraram de alguma forma– ou neologismos – as novas rotinas. No fundo, cada rotina é «antónima» de outra, seja de pessoa para pessoa, ou ao longo da vida de cada um. Ao longo da minha vida já tive várias rotinas, em vários sítios e com várias pessoas. . E todas elas foram moldadas pelas pessoas e pelos espaços, mas sobretudo pelo tempo. O tempo que define uma rotina, que define a pessoa. Em todo ou em parte, integral ou parcialmente. E é por aí que começo. Lá me encontrava eu, numa noite de sexta feira gelada como janeiro manda ser - no mesmo lugar, onze anos depois. Algumas pessoas eram diferentes, outras continuavam lá e havia ainda a pesada ausência de outras. No entanto, agora eu não calçava umas sapatilhas de imitação à NBA, não vestia um equipamento que fazia o dobro do meu tamanho, nem estava a ouvir as táticas que o meu treinador dizia tão cautelosa e euforicamente como ninguém, ali com o conforto das minhas colegas de equipa ao lado. Não. Agora eu estava de quispo, bem quentinha, penteada, com umas Stan Smith, sentada na bancada, não ao lado da minha equipa, mas dos pais que nos iam ver fim-desemana atrás de fim-de-semana. Porém, mantinha-se o aperto no coração, o suor pelo cansaço, os olhos esperançosos por um triplo vitorioso aos 5 segundos finais, o estremecer da perna pelo nervosismo, o grito de motivação para as minhas amigas.
Sentada ali, no típico frio pavilhão Eduardo Gomes, após o som alto e forte que assinalava o fim do segundo período e o início do intervalo, desci as escadas e fui abraçar a minha treinadora. Pensava que ia ser um simples encontro de conversa popular, daqueles que se fazem quando passamos a ver as pessoas só de vez em quando - «Como estás?», «Onde tens andado?» - mas a verdade é que desatei a chorar fios de lágrimas no momento em que pus os braços naquela mulher, excelente jogadora e treinadora. Uma pessoa que esteve lá comigo e não desistiu de mim. Finda a conversa, mandou-me ao velho balneário número 1, no qual, logo ao entrar, abraço a minha Joana, a minha mais antiga colega de equipa, «BFF» e jogadora preferida. Quando dou por mim tenho doze atletas a sorrir e a abraçar-me. Estivemos assim, cinco minutos a balançar naquele abraço gigante, tal como antes fazíamos. Dez anos de basquete não foram só três treinos exaustivos por semana, mas sim jogos por Portugal inteiro que roubavam o sábado e o domingo, choros em casa depois de quarenta minutos sem jogar ou de cestos falhados. Dez anos de basquete foram energia, suor, «amor à camisola», angústia e cansaço partilhado pelas doze; foram noites a estudar até às três da manhã devido aos treinos que me «empatavam»; foram aprendizagens constantes para criar valores de persistência, determinação, do dito «trabalho de equipa» e de coragem, valores que tanto me têm servido na vida. Foram dez anos de uma rotina, daquelas pessoas nessa rotina, daqueles espaços nessa rotina. Um ano depois de a ter deixado , ao escrever sobre ela, digo que foram dez anos de uma rotina que se entranhou na pele, penetrou até ao osso e fê-lo estalar.
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IV, "Mios Phoemas" SARA MARGARIDA FRANCISCO @arckeysa Caracóis escuros, cor do céu da noite cerrada. Lábios vermelhos, cristalinos, pele morena, bronzeada. Fragmentos de ti pela minha mente, pedaços de mim arrancados a dente, sempre sem conseguirmos seguir em frente. Perdida na curva dos teus olhos, abraçada no calor do teu corpo, hipnotizada pelo teu odor, mas sem nunca conseguir curar esta dor. A dor do espaço, A dor do tempo, A dor de não te ter neste lugar nem neste momento. A dor de uma vida perseguida pelo medo. O medo de um fim. Um fim sem final feliz, onde o amor e a paixão já não serão as forças motriz.
POEMAS
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UM OLHAR SOBRE O ASSASSINATO DE SOLEIMANI PAULO MIGUEL ALEXANDRE GOMES Na madrugada do dia 3 de janeiro de 2020, no Iraque, um drone americano lançou mísseis sobre o Aeroporto Internacional de Bagdade, matando com sucesso o seu principal alvo, Qasem Soleimani, major-general da Força AlQuds do Irão, tal como o comandante do grupo Kata’ib Hezbollah, Abu Mahdi Al-Muhandis O assassinato de Soleimani não aconteceu por acaso e não foi, como muitos têm afirmado, uma decisão impulsiva por parte do presidente Donald Trump. Não há dúvida nenhuma de que devemos estar sempre desconfiados de qualquer interferência dos americanos no Médio-Oriente, devido especialmente ao péssimo historial que o país tem neste respeito. No entanto, este ato em particular pode ter sido uma das raras exceções em que os Estados Unidos e a Administração atual deliberaram corretamente. A ordem vinda da Casa Branca, surgiu como uma resposta a toda uma sucessão de acontecimentos iniciada no dia 27 de dezembro de 2019 por membros do Kata’ib Hezbollah (grupo paramilitar xiita pró-irão no Iraque), que atacaram uma base militar americana em Kirkuk, matando 1 civil americano no processo. Como seria de esperar, não tardou a surgir uma resposta americana, que no dia 29 passou por realizar ataques aéreos com o propósito de destruir armamentos e centros de comando daquele grupo, resultando na morte de 25 milicianos. Por fim, no dia 31, o grupo xiita retaliou através de uma invasão à embaixada americana em Bagdade, obrigando a que fossem transferidas para lá várias tropas americanas para evitar um novo Bengasi. Este último acontecimento foi a gota de água para a Administração Trump que decidiu dar um golpe final ordenando o assassinato de Soleimani e de Abu Mahdi Al-Muhandis.
Pode questionar-se o porquê de Washington ter tido como alvo Soleimani, dado que à primeira vista este não teria quaisquer relações diretas com os acontecimentos antecedentes à ordem da Casa Branca. No entanto com uma observação mais minuciosa, facilmente se descobre o enorme papel que o general tinha na orientação de grupos como o Kata’ib Hezbollah, Hamas o Hezbollah e tantos outros. Todas estas células são centrais na estratégia do Irão para o Médio Oriente de disputar a hegemonia do poder com a Arábia Saudita e as restantes forças sunitas, na medida em que, através do seu financiamento e armamento, o regime de Khamenei é capaz de espalhar a sua influência por toda a região sem ter de recorrer a confrontos diretos com os países vizinhos. Soleimani, como o major-general da Força Revolucionária Islâmica, era uma peça fulcral em todo este jogo ao ser a principal figura na colaboração com estes grupos e outros regimes xiitas, como a Síria e o Iraque. Não só esteve envolvido na organização de vários ataques terroristas – incluindo os ataques de 27 e 31 de dezembro - como também foi responsável pelo treino de inúmeros terroristas que vieram a integrar milícias como as supramencionadas.
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Além de tudo isto, ajudou ainda na repressão de protestantes na Síria, no Iraque e até mesmo no Irão, que, escusado será dizer, resultou em centenas (senão mesmo milhares) de mortes de civis inocentes. Todas estas conexões valeram a Soleimani, em 2011, a designação de “terrorista” pelos Estados Unidos e dificilmente se poderá contradizer tal acusação quando se tem em conta a quantidade de vidas inocentes perdidas à sua conta. Mesmo assim, a sua imensa importância dentro do regime iraniano tornava-o quase intocável, precisamente pelo receio de como o Irão reagiria caso ele fosse assassinado. Foi precisamente por este motivo que muitos criticaram veementemente a decisão de Trump, considerando-a irresponsável e impulsiva, por aumentar as tensões entre os países ao ponto de poder deflagrar uma guerra. Mas, no fim, o tempo acabou por demonstrar que a estratégia de dissuasão de Trump tinha surpreendentemente resultado. Após a morte de Soleimani, a sede pela vingança corria depressa no Irão. Centenas de milhares, senão milhões de pessoas, choravam a morte do General iraniano e gritavam “Morte à América!” por todo o país, inclusivamente no Parlamento iraniano. Soleimani tornou-se de tal forma um mártir que exaltou a população ao ponto de acompanharem em massa a sua celebração fúnebre nas ruas, na qual morreram 56 pessoas e outros 200 ficaram feridos. Fazendo bem as contas, o governo iraniano parecia estar até a beneficiar da morte do seu General, ao utilizá-la como forma de propaganda para unir toda a nação contra um inimigo comum: os Estados Unidos. Toda esta agitação pública só servia para pressionar cada vez mais o Irão a responder rapidamente ao ataque americano. Após várias ameaças, no dia 8 de janeiro de 2020, a Guarda Revolucionária Iraniana a lançar vários mísseis balísticos em direção a duas bases americanas no Iraque, a de Ayn Al-Asad e a de Erbil. Inicialmente a estação televisiva iraniana tinha afirmado que 80 tropas americanas teriam sido mortas na operação, contudo tal afirmação foi rapi-
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-damente refutada tanto pelos oficiais iraquianos, como pelas forças armadas americanas, ao constatarem que nenhuma vida americana se havia perdido. Esta retaliação ineficaz iraniana pode-se explicar pelo facto de o regime estar bem ciente das suas debilidades face à potência militar americana. Afinal de contas, uma potencial guerra entre os dois países resultaria muito provavelmente numa vitória dos Estados Unidos e na derrocada da governação de Khamenei. Assim, o Irão não tinha qualquer alternativa senão ceder a Trump, tornando-se imperativo que a sua “vingança” não retirasse qualquer vida americana, para permitir o desanuviamento das tensões com os Estados Unidos. Com isto, Trump sucedeu no seu objetivo inicial de colocar o Irão “no seu lugar” sem causar males maiores, como uma guerra. Contudo levou a população iraniana a unir-se por uma causa comum, facto preocupante, especialmente quando se tem em conta que o regime em questão é teocrático e bastante desrespeitador dos direitos humanos. Felizmente, a união acabou por se desfazer quando se tomou conhecimento de que no mesmo dia da vingança iraniana se tinha abatido um avião comercial, levando consigo 176 vidas. Rapidamente as manifestações em honra de Soleimani transformaram-se em protestos contra o regime iraniano e os cânticos de “Morte à América!” passaram a “Morte ao ditador!”, minando a já instável base de apoio a Khamenei. O assassinato de Soleimani foi então bem mais do que a mera eliminação de um alvo bastante perigoso e a destabilização de todos os grupos terroristas a si associados, o que por si só é já um feito que se deve prezar. A ordem vinda da Casa Branca, acima de tudo, serviu de aviso ao Irão de que não pode simplesmente fazer aquilo que lhe apetece, nomeadamente apoiar redes terroristas xiitas, sem sofrer qualquer tipo de consequências. De igual importância, abalou toda a estrutura do regime iraniano, que se encontra agora talvez mais fragilizada do que nunca. Tal refletir-se-á, potencialmente, numa diminuição da sua influência no Médio-oriente, assim como na progressiva deterioração interna deste regime e, quem sabe, numa futura revolução que instaure, por fim, a democracia no país.
GALERIA ARTÍSTICA
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QASEM SOLEIMANI MANUEL PINTO Qasem Soleimani, foi, sem dúvida, o nome do mês. Pertencia ao mais aclamado general iraniano, desde o seu papel na guerra IrãoIraque, sendo o atual líder da Força Quds (unidade especial da guarda revolucionária) desde 1998. A dia 3 de Janeiro, um mês após a reunião em Lisboa entre o secretário de estado norte americano Mike Pompeo e o primeiro ministro israelita Netanyahu, centrada “principalmente no Irão”, a sua genial carreira militar foi interrompida quando um drone nas redondezas do aeroporto de Bagdade lançou um ataque com mísseis, vitimando 5 pessoas no total, entre as quais Qasem Soleimani. A ordem vinha diretamente de Trump, e a confirmação não tardaria em chegar através dos tradicionais tweets, nos quais o próprio assumiu a responsabilidade e acusou o general assassinado de planear ataques a embaixadas americanas em toda a região (dias mais tarde esta ideia seria contrariada por oficiais de topo do Pentágono e o próprio Mike Pompeo que admitiram não existirem provas concretas). A reação ao ataque, tal como os tweets, foi rápida. Embora em tons diferentes, de todos os lados choveram críticas. Rússia, China, Alemanha, França, Canadá e inclusivamente o mundo sunita consideraram o ataque um ato intrusivo e defenderam a necessidade de paz.
A ONU foi mais longe, não só pediu paz, como também considerou que o assassinato das 5 pessoas em Bagdade constituía um ato extrajudicial ilegal. Aliado dos EUA, Netanyahu foi rápido em congratular o ataque em nome da “paz e segurança”. O governo Iraquiano, por seu lado, garantiu ao mundo que Soleimani vinha em paz, com o intuito de se reunir para discutir uma proposta saudita de redução da tensão entre os dois países. Mais tarde o parlamento iraquiano, numa tentativa de se neutralizar perante o iminente conflito EUA-Irão, exigiu a expulsão de tropas estrangeiras numa decisão não vinculativa. No Irão a notícia da morte do mais aclamado general e possível sucessor do Aiatola Khamenei foi recebida com manifestações em massa e declarações públicas por vingança. A prometida retaliação iraniana chegaria dia 7 de janeiro sob a forma de 22 mísseis balísticos disparados contra bases americanas no Iraque. O mundo tremia. Mais tarde, chegariam aos media comunicados revelando que as tropas americanas e iraquianas teriam sido avisadas com várias horas de antecedência e não havia mortos a lamentar. Ficava claro que o ataque se tratava duma forma do Irão reduzir a tensão sem, no entanto, perder o prestígio junto da sua população. Após este gesto, Trump anunciou novas sanções ao Irão de forma a forçar negociações para um novo acordo nuclear. Quais foram então as motivações do ataque? Há vários motivos que se entrelaçaram para criar aquilo que foi, sem dúvida, uma das mais consequentes ações de Trump desde que assumiu a presidência. Em primeiro lugar, podemos contar a vertente militar do ataque, que foi a mais publicitada pela Casa Branca. O general Soleimani era considerado terrorista pelos EUA e tinha-se tornado num experiente comandante em conflitos assimétricos, apoiando vários grupos com os quais os EUA se confrontam desde a segunda guerra do golfo. O assassinato trata-se assim de uma jogada de decapitação da força Quds, organização considerada pelo governo norte americano como terrorista. Esta visão levanta algumas questões pertinentes, tais como, qual a legitimidade de matar um inimigo do Estado sem guerra declarada, consulta das comissões de defesa dos órgãos representativos ou sequer uma notificação ao estado iraquiano.
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Em segundo lugar, é clara uma das lógicas constantes de Trump que, após vencer a Casa Branca, iniciou um processo de desfazer aquilo que os seus antecessores tinham alcançado. Saiu dos Acordos de Paris, saiu da TPP (parceria trans-pacífica), deixou de cooperar com a ONU para a criação do “Global Compact on Migration”, saiu da UNESCO, mudou a embaixada em Israel para Jerusalém e saiu do acordo nuclear com o Irão. O ataque trata-se assim também de uma tentativa de se substituir a Obama enquanto presidente negociador, sendo que essa característica é uma das suas mais adoradas. Trump afirmou repetidas vezes que é capaz de fazer uma negociação muito mais favorável aos EUA e que é capaz de colocar o Irão na mesa das negociações. No entanto, este último nunca a tinha abandonado, sendo que mesmo após os EUA terem saído do acordo nuclear o Irão continuou a cumpri-lo sob a supervisão europeia e dos restantes membros do conselho de segurança. Importa também relembrar que o acordo inicial era, por si só, um acordo bastante intrusivo na soberania iraniana, e que foi aceite principalmente pela coerção mundial através de sanções ao regime iraniano. Assim, não se afigura possível a “melhor negociação” que Trump promete, ainda para mais, pois esse acordo terá que contar com as potências nucleares mundiais, algumas das quais favoráveis ao regime iraniano. Finalmente não deixa de preocupar que um acordo que estava a mostrar frutos, mesmo sem a participação norte americana, seja rasgado pelas ambições pessoais de Trump à custa de vidas humanas. Por último, o ataque, nos primeiros dias de 2020, tem um timing muito interessante. Deu-se a menos de um ano das próximas eleições presidenciais norte americanas. Vive-se já num período de campanha eleitoral e este ataque veio retirar alguma pressão do processo de impeachment de Trump e corresponder àquilo que os eleitores de Trump mais parecem gostar, a sua faceta de negociador durão. Assim, este ataque pode também ser visto numa ótica eleitoralista, segundo a qual Trump ordenou este ataque principalmente como forma de mobilizar o seu eleitorado. Dias após o assassinato, e após notícias de reforço militar americano na região, surgiu, curiosamente, um tweet de Trump de 2011 no qual criticava Obama. Nele, Trump acusava Obama de perseguir um conflito com o Irão de modo a conseguir a reeleição, o que parece reforçar esta visão eleitoralista.
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Em suma, vejo o ataque como uma conjugação de vários fatores e não apenas um golpe estratégico de autodefesa como tem sido publicitado pela Casa Branca. Especialmente pois ficou claro que Soleimani não planeava ataques a embaixadas americanas e que a sua presença em Bagdade devia-se a uma missão de paz. Se a eliminação de um dos patronos de inúmeros grupos de guerrilha com os quais os EUA se digladiam foi um golpe militar, a verdade é que as suas consequências refletem-se muito para lá da posição estratégica dos EUA no médio oriente. Quanto às consequências do ataque fica a necessidade de observar com atenção os desenvolvimentos no estreito de Hormuz e as negociações para um novo acordo nuclear. Por outro lado, as consequências ultrapassam a geopolítica e, para mim mais importante ainda, são os efeitos que teve e vai ter a nível interno nos EUA. O ataque foi já aproveitado, pelo líder da maioria do senado Mitch McConnell, para pressionar Nancy Pelosi e os democratas da casa dos representantes a transferir os artículos de impeachment para o senado, numa tentativa de fechar este capítulo o quanto antes (veja-se o voto republicano em bloco 53/47 para o chumbo de novas testemunhas de forma a conduzir o julgamento o mais rapidamente possível). O aproveitamento político do ataque foi imediato e creio que veio para ficar, pelo menos até às eleições norte americanas no final deste ano.
Fontes: BBC News, Middle East Institute, RTP, The Washington Post, The Guardian
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CRÓNICAS
conversas de tacho: edição de sonho RITA COUTINHO Olá malta! Então não é que voltamos a ter uma conversa de tacho este mês? Feliz 2020! Os carros ainda não voam e ainda não temos aqueles relógios através dos quais podemos falar com outras pessoas num género de holograma, mas pelo menos temo-nos uns aos outros: já não somos completamente estranhos. E ainda bem, porque estas conversas de tacho tornaram-se na minha terapia mensal. Sabem aquela coisa/ pessoa, que não importa o que acontece ou como nos sentimentos, faz com que tudo aquilo que é mau desapareça? Escrever para vocês tornou-se isso para mim!
Eu sou daquelas pessoas que, mesmo sabendo que a passagem de ano não muda nada nas nossas vidas, escrevo resoluções, peço 12 desejos sem passas e penso em tudo aquilo que fiz e no que ainda quero conquistar num tempo próximo. Isto não quer dizer que os meus três dias antes do ano novo não foram passados de pijama a ver todo e qualquer tipo de filme rasca que a Netflix me deixasse... é normal malta. Tão importante como sabermos e permitirmo-nos ser felizes, é conseguirmos dar-nos o espaço para não estarmos bem. Toda a nossa conversa de hoje começou quando vi um post no instagram da Rádio Comercial que dizia “Um olá com um sorriso pode mudar o dia de muita gente”. Num dia normal teria, muito provavelmente, guardado a imagem e pensado como não custa nada fazer o bem, mas num dia chuvoso muito específico, ver uma frase como esta, obrigou-me a parar e a pensar “Rita, que se passa contigo hoje?” porque a última coisa que queria fazer era oferecer esse sorriso a alguém. Por isso, tu que estás a ler isto, chateia-te. Fica triste, chora, aborrece-te e não tires o pijama durante três dias. Mas para e pensa por um bocadinho: Será que vale a pena? O que é que eu retiro de tudo isto? Já sorri hoje sequer? Às vezes é difícil, mas independentemente de qual seja a dificuldade, juntos conseguimos. Arranjamos tempo. Porque há tempo. Há sempre tempo para dar um sorriso a alguém.
Efetivamente, depois do natal e da passagem de ano, entramos no primeiro mês de “teste grátis”, ao qual algumas pessoas chamam de janeiro, antes de começarmos a sério o resto do ano. Se alguém conseguir encontrar a minha energia e espírito jovem, por favor devolvam, que eu acho que de dia 31 para 1 gastei a minha reserva para os próximos anos. No entanto, não quero aqui alimentar uma nuvem negra para aqueles que pensam que mais um ano só significa mais uma oportunidade para algo de mau acontecer.
Um beijinho já não tão aborrecido, Rita
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TOMÁS GIRÃO
Tudo é como o mar, mas se o poder contemplar é mais engraçado, confesso de bom agrado... Junto das ondas penso no que sonhas no seio das tuas poesias infantis passeando na margem do Trizio feliz. Entre os pinheiros ouço o cantar dos pássaros e os sorrisos entre nós trocado sna tenda dos sonhos... É uma pequena habitação decorada pela doce música que nos move os lábios poéticamente, aconchegada pelos momentos da nossa paixão. São passagens lá tocadas, bem ou mal dançadas, os passos não são os mais corretos, mas nas minhas palavras poéticas aconchego-te em sonhos...
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CALENDÁRIO 2020
mar CONCURSO DE FOTOGRAFIA MAR REALIZADO PELA AEFCSH E PELA NOVA FCSH NO ÂMBITO DO PROJECTO ECO-ESCOLAS
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CRÓNICAS
RITA SERPA Estou a correr. Estou a correr e nem me lembro bem porquê, mas sei que não posso parar. Só consigo ouvir um batimento cardíaco acelerado, e o eco da rua a troçá-lo. “Merda, estarei a fugir de mim própria?”. Dou conta de que não reconheço estas ruas, o que me leva a abrandar e a respirar fundo.“Merda, o telefone e a carteira não estão em nenhum dos bolsos da minha saia. Mas tenho o relógio e felizmente ele ainda sabe às quantas anda. São 02:14 do dia 27 de outubro. 27 de outubro. Ontem foi o aniversário da Clara. Na semana passada até tínhamos combinado ir jantar fora, antes de irmos a uma discoteca qualquer que abriu na baixa.”. “Merda, terei sido assaltada por um taxista qualquer a caminho de lá?” “Merda, outra vez. Que impressionante. Tenho uma mancha castanha na minha camisa branca nova. Esta noite está a ser divertida, não há dúvida disso. Pelo aspecto, só pode ser sangue ou soja.” Lambo. “Yup, soja. Jantei com elas de certeza.”Procuro melhor nos bolsos e acabo por encontrar, amachucados no bolso da minha saia, um recibo do dito restaurante de Sushi e um recibo de uma discoteca cujo nome não reconheço. É então que reparo que os meus collants estão rasgados, e é ao olhar para estes rasgões que preencho os rasgões na minha memória. “Discoteca. Casa de Banho. Maquilhagem. Passos Suaves. Trinco da Porta. Sombra. Reflexo no espelho. Empurrão nas costas. Mão suave nas coxas. Rasgão nos collants. Lágrimas. Merda. Merda. Merda.” Fico atónita e, sem dar por isso, começo a tremer ao ritmo do batimento cardíaco que me tem perseguido durante esta noite. Só quero continuar a correr, mas não tenho força nas pernas. Sentome à porta de alguém e choro, à falta de melhor opção. Passado alguns minutos, ou algumas horas (se não mesmo alguns dias), as minhas lágrimas são surpreendidas por umas mãos. “Mãos.” Afasto-as assustada. Mas desta vez só encontro a cara preocupada das minhas amigas, no que parece ser uma esquadra da polícia. E elas falam, e eu tento em vão ouvir o que dizem. O batimento cardíaco que ainda pulsa nos meus ouvidos é ensurdecedor. Só que não é o meu. O meu coração deixou de bater há algumas horas.
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TATIANA MATOS Abril sem sangue trouxe liberdade, prometendo vê-las como iguais. Mas elas igualmente limitadas à incessante gaiola dourada, são escorraçadas de uma sociedade que não sobrevive sem elas. Elas que podem tudo, que fazem levantar a cidade, que se levantam antes do sol e que se deitam depois de ser tarde. Elas que aguentam mais do que a vida lhes promete, elas que aceitam, anuem, caladas e bem comportadas. E nem lhes é prometido muito… Cada dia é uma batalha que não se sabe como acaba. Cada dia é uma corrida, que só abranda, quando percebem que quem se aproxima é outra mulher. As Mulheres da primavera, que vivem no escuro e ninguém as deixa brilhar.
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O vazio LILIANA FERREIRA
Do amor ao ódio, o que mais temia. Como pode o céu estrelado ficar escuro e as esperanças serem lavadas pelas lágrimas? Como pode a leveza ficar amargurada e fria? Objetos, memórias, tudo esquecido. A solidão abraça-nos no final. Já pensei em mudar, no dia em que já não havia nada. Nunca estive tão além. Procuro um destino para lá do que sei. Pertenço ao que está já longe, cá sou jamais um quem. Já quis ser tudo. Hoje só quero viver o destino e o caminho: aprendi o que fui e o que não quis, agora pego no passado e sou mais. O maior medo é o vazio.
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AEFCSH | NOVA FCSH
cicloficina 17H PISO -1
ÚLTIMA 3ª-FEIRA ÚTIL DO MÊS próxima: 17 de fevereiro
NUMA PARCERIA COM A NOVA FCSH, A AE DINAMIZA, NA ÚLTIMA 3ª-FEIRA ÚTIL DE CADA MÊS, UMA CICLOFICINA NO PISO -1 PARA A MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO E APRENDIZAGEM SOBRE BICICLETAS.
Traz a tua bike, aprende a arranjá-la e participa!
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Uma declaração sóbria FRANCISCO TAVARES, 9 DE SETEMBRO DE 1953 Oh Mariana, Procuro nos versos Uma maneira de me declarar. Procuro a mais bela maneira De mostrar que te amo, Mostrar a imensidão do amor que sinto, Mas na pequenez de ser mortal, Nada consigo. Poderia proferir um "Amo-te", Poderia comprar-te as mais belas rosas, Poderia cantar-te uma serenata Durante a sóbria noite, Mas não o farei. Pois, Mariana, Tu para mim és tudo. És a inspiração poética, És a caneta, a folha, És o que movimenta o meu coração, Como se este fosse um carrinho de cordas. Amo-te mais que tudo, Mas na minha sobriedade, Percebo o quão eivado estou. Percebo que nunca te conseguirei Amar de verdade. Só nas lendas É que os mortais amam os deuses.
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Paredes brancas MAFALDA GOUVEIA BAPTISTA
Paredes brancas acabadas de pintar, o cheiro toma conta de mim. Fecho os olhos, volto a olhar, sinto algo novo nunca me senti assim. Um novo começo fazia-me bem, mas paredes brancas toda a gente tem. O que vejo nelas é que é diferente: não há limites, imagino um dia quente, entra o amarelo, verde, céu azulão. As paredes continuam brancas, é tudo imaginação. Algumas cores, até podia usar Mas deixavam de ser as paredes brancas que me faziam sonhar
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Gramática do amor CEE @romanceeada Tentam ensinar-me como falamos. O mecanismo por detrás de cada som, de cada sílaba. Dizem-me que a língua é a parte mais fundamental deste processo e eu concordo. Concordo que deve ser a boca a formar estas palavras bonitas que te digo, porque era com os lábios na tua pele que eu as descobria. Tentam ensinar-me como nos expressamos. Onde se encaixa cada sintagma em cada oração, como encurtar uma frase, ou torná-la infinita. E durante todo esse tempo o que eu mais aprendo é que não há pausas na nossa história mas há fins eternos dentro de cada vírgula. Eu descubro que não há ordem no sentimento, porque amor e ódio andam juntos constantemente e eu nunca estou contigo quando mais preciso, e assim a gramática deixa de fazer sentido. E começar um parágrafo com e e terminar uma frase com mas. Ou de lugar bonitas trocar palavras, deixa de parecer tão descabido quando a ordem natural do amor nunca segue o mesmo tipo de regras.
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Girl between two pages Lisboa, 8 de fevereiro de 2019 Querido Coração, Não sei se devo ficar agradecida ou enraivecida. Ocasionalmente tento silenciar-te, talvez por ter medo da tua força, do teu poder sobre mim. Mas o que seria eu sem ti? Um corpo morto entregue à consciência e à apatia. Preciso de ti, apesar de me custar admiti-lo. Sei que és a minha âncora quando me mostras que, enquanto respirar, és o único que tenho como garantido. Lembro-me de ti quando me perco nas injustiças do destino e sinto que não vale a pena estar aqui. Mas odeio-te. Odeio-te tanto quando me atraiçoas e trocas por outra pessoa. Quando te entregas a alguém para além de mim. Porque raio é que confias ingenuamente uma e outra vez, em vez de aprenderes com os erros? Não me ouves e depois, claro, voltas para as minhas mãos em mau estado, irrecuperável. Logo tu, que és tão imaculado quando estás bem… Será que não te apercebes da tua fragilidade? Não te consigo proteger mesmo que queira, porque não me permites fazê-lo. Quando é que me vais começar a ouvir? O mais incrível é que consegues bater cada vez mais alto, fortalecido a cada vez que te partes. E é nessas alturas que fazes o sangue pulsar nas minhas veias esperançosamente . Podes ser o eco da minha dor, mas no final do dia também és o amor que me une a pessoas que eu não trocava por nada neste universo. Nem mesmo por todo o dinheiro deste mundo ou por todas as estrelas do céu. Fazes-me amar com tanta intensidade, que chega a ser assustador. Temo esta vulnerabilidade que é partilhar a maior profundidade do meu ser com alguém, sem garantias de que isso seja retribuído. Passo noites a fio atormentada pela possibilidade de me virarem as costas, de um dia decidirem que não vale a pena lutar por uma causa perdida. Será que, se eu desaparecesse, alguém iria sentir a minha falta? Será que alguém me ama verdadeiramente? Só queria que alguém abraçasse os meus defeitos e que fizesse o grande feito que é amarem-me quando não o consigo fazer. Estou farta de ter uma vida meio-vivida. Estou farta destes pesadelos. Quero sentir que não amo em vão, quero amar com retribuição. Quero alguém que me faça ter quatro quartos de amor. Se calhar peço demasiado de ti, coração... afinal, és o suficiente. Mesmo sem amor, continuas aí. És dos poucos que não me abandona e trai. E quando parares, espero que saibas o quão importante foste para mim. Amar é arte. Amar é poesia, pintura, prosa. Amar é não esperar nada em troca, ficar contente com outro sorriso que não o teu... e és tu que tornas isso tudo possível. Apenas tu. Devo-te um pedido de desculpas. Sou eu que te entrego descuidadamente a quem não merece. Sou eu que te faço sofrer, sem ideia do que fazer. Logo tu, que nunca me deixas ficar mal. E depois ainda tenho a lata de te culpar pela tua sensibilidade. Por bateres mais por outros do que por mim. No fundo, por não seres egoísta. Só me resta uma questão: Valeu a pena ou não, Coração?
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RECEITAS
pernas de frango no forno com mostarda e cerveja
ana raquel alves
ingredientes 3 pernas de frango inteiras 3 colheres de mostarda 200mL de cerveja 1 folha de louro 1 dente de alho esmagado
sumo de 1 limão 1 colher de sopa de manteiga sal q.b.
preparação 1. Temperar as pernas de frango dos dois lados com sal e pimenta, barrando-as posteriormente com mostarda. 2. Colocar as pernas de frango num tabuleiro, tendo em atenção que a pele da carne deve ficar virada para cima. 3. Adicionar a folha de louro e o alho esmagado. 4. Regar com sumo de limão e juntar, de seguida, a cerveja e a manteiga. 5. Levar ao forno pré-aquecido a 190 graus e deixar assar durante cerca de 35 min. A meio do tempo, regar a carne com o molho de limão, cerveja e manteiga. 6. Retirar do forno e está pronto a servir: podes acompanhar com arroz, massa, batata frita ou então uma salada mista.
tomates recheados com bacon no forno ana raquel alves
ingredientes 4 tomates grandes maduros; 4 colheres de sopa de azeite; ½ cebola picada; 1 dente de alho picado; 100g de bacon fumado aos cubinhos;
4 cogumelos frescos médios cortados em cubinhos 1 queijo mozzarella fresco em cubinhos 4 ovos pequenos Sal e pimenta q.b
preparação 1. Cortar o topo dos tomates e retirar o miolo com a ajuda de uma colher. Rejeitar o sumo e as sementes, aproveitando o interior e cortando-o aos pedacinhos. 2. Numa frigideira colocar o azeite, a cebola e o alho. Juntar o bacon e deixar fritar. Adicionar o tomate cortado ao refogado até que este se desfaça. 3. Por fim, juntar os cogumelos cortados e temperar com sal e pimenta. Quando tudo estiver bem refogado, retirar do lume e deixar arrefecer. 4. Juntar o queijo ao preparado anterior. 5. Colocar os tomates num tabuleiro de ir ao forno untado com azeite. Rechear os tomates até um pouco mais de metade do seu interior com o refogado, de modo a que fique tudo bem concentrado dentro dos mesmos. Colocar um ovo por cima de cada recheio do tomate. 6. Espalhar o refogado sobrante à volta do tabuleiro. 7. Levar ao forno pré-aquecido a 170 graus e deixar assar durante cerca de 30 min.
Pod e carn s subst itu e soja por tof ir a prat e obte u ou r um o eq veg uivale etar n iano te !
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para passares o tempo...
Artes cénicas 1. 2. 3. 4. 5.
Peça ou cena em que apenas fala uma personagem. Conceção do espaço e dos cenários. Pessoa que concebe e dirige um espetáculo. Episódio de uma peça ou de uma representação. Representação experimental de uma peça durante a sua montagem.
6. Desenho do vestuário criado especialmente para uma peça de teatro. 7. Espaço em frente ao palco destinado aos espetadores. 8. Palavra, frase ou sinal que indica a determinado ator que deve começar a falar ou entrar em cena. 9. Conjunto de artistas que entram numa peça. 10. Espaço onde representam os atores.