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NOVA em Folha| Dezembro 2019

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NOTAS A ado(p)ção do acordo ortográfico em vigor é uma decisão individual pel@s membros da equipa, redacção e colaborador@s . Após a revisão completa do material pela equipa editorial, o conteúdo e a versão final dos conteúdos são da responsabilidade e exprimem somente o ponto de vista d@s respectiv@s autor@s.

ESTE JORNAL É IMPRESSO EM PAPEL 100% RECICLADO.


nova em folha dezembro 2019 Equipa Editorial Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Mariana Abreu Rita Serpa Tatiana Matos

Redacção Ana Raquel Alves

António Castro Catarina Aires Daniel Borges David Barata Francisco Nunes Joana Henriques Leonor Sá da Bandeira Leonor Venade Manuel Kaoé Manuel Martins Mariana Abreu Mariana Costa Rita Coutinho Rita Serpa Sara Margarida Francisco Tatiana Matos Tomás Girão

Edição Gráfica Ana Raquel Alves Daniel Borges Francisco Nunes Joana Freitas Mariana Abreu Rita Serpa Tatiana Matos

NOTA Gostas de escrever? Queres ver as tuas reviews, receitas, bitaites, histórias, crónicas, etc.. num jornal d@s estudantes para @s estudantes? Envia-nos as tuas propostas até ao dia 30 de cada mês e participa nas nossas edições mensais! Ficamos à tua espera!

Jornal NOVA em Folha | Edição de Dezembro 2019 Impressão: 150 cópias | Distribuição mensal e gratuita novaemfolha.ae@fcsh.unl.pt

FICHA TÉCNICA

@novaemfolha.ae


agenda aefcsh JANEIRO

NA

NOVA

FCSH

até 6 registo e publicação dos resultados finais de frequência

6a8 inscrições para melhoria de nota em unidades curriculares realizadas neste semestre ou no ano lectivo 2018/2019

13 a 24 período de exames de recurso e melhoria de nota

17 sessão de esclarecimento para candidaturas Erasmus+ Estudos 2020/2021

25 lançamento do calendário mar no âmbito do projecto eco-escolas

fica atent@ às redes sociais da ae para não perderes nenhum evento! @aefcsh.unl

@aefcsh.nova


FAQ ÉPOCA

DE

EXAMES

Acabaste agora o 1º semestre... Mas ainda estás um pouco perdido em relação ao que podes ou não

fazer

durante

semestre? Calma, perguntas

mais

a

época

estamos

frequentes

aqui

de

exames

para

durante

te

este

e

ajudar.

o

próximo

Reunimos

semestre

e

as

as

suas

respectivas respostas, para que te possas organizar da melhor forma possível.

É necessária uma nota mínima para ir a melhoria a uma disciplina? Sim, é necessário ter pelo

Se a nota no exame de melhoria for inferior à da avaliação final, a nota desce?

menos 10 valores na nota final.

Não, conta a melhor nota.

Qual é a diferença entre recurso e melhoria?

Existe um limite de cadeiras a que se pode fazer recurso/melhoria? E se subir a nota em melhoria são devolvidos os 15€ de inscrição?

Intitula-se de recurso o exame que um aluno realiza quando chumba a uma unidade curricular, sendo a nota da avaliação em recurso definitiva. Por outro lado, um aluno vai a melhoria quando necessita de subir a nota a uma unidade curricular à qual

Não existe limite de unidades curriculares para fazer melhorias ou recursos, nem um reembolso do pagamento de melhorias.

já foi aprovado. Apesar de as definições deferirem, o exame de recurso e melhoria é normalmente o mesmo, só variando a situação na qual o aluno o realiza.

Existe o prazo de 1 ano para fazer melhoria a uma disciplina? Sim, podes fazer melhoria a uma unidade curricular no próprio semestre, ou no ano seguinte, no respectivo semestre.


FAQ ÉPOCA

DE

EXAMES

Todas as unidades curriculares funcionam em semestres alternados? curriculares abrem apenas num

Só me posso inscrever no máximo em 6 cadeiras por semestre a partir do 2° semestre do 2° ano? Ou não existe limite?

dos semestres.

A partir do 3

Normalmente as unidades

º

semestre, o limite

da inscrição semestral é de 36

É possível mudar de curso dentro da FCSH durante o ano letivo? O que é o regime de Mudança de par/instituição? Não, é geralmente necessário esperar que abra o concurso/regime de Mudança de par/instituição. O regime de Mudança de par/instituição é um concurso que se realiza

ECTS, que corresponde geralmente a 6 unidades curriculares. Até lá o limite de inscrição é de 30 ECTS.

Existem unidades curriculares com precedência obrigatória? É necessário cumprir o plano de estudos recomendado para cada curso?

no final de cada ano letivo,

Normalmente as unidades

com vagas pré-definidas, para

curriculares (UC) não incluem

estudantes universitários que

requisitos prévios obrigatórios,

pretendam mudar de

mas depende da licenciatura e

curso/instituição de ensino.

da UC em si, por isso convém

Para mais informações

pesquisares no site da NOVA

consulta o site da DGES. Tem

FCSH o programa de cada

em atenção o prazo de

cadeira. Não é necessário seguir

submissão de candidaturas e

um plano, no entanto, se

os requerimentos específicos

seguires o percurso aconselhado

do curso/universidade para a

ser-te-á mais fácil

qual pretendes mudar.

acompanhares a estrutura programada do curso.


FAQ ÉPOCA

DE

EXAMES

Independentemente do número de cadeiras em que estou inscrito, posso-me inscrever em unidades curriculares isoladas, ou o limite das 6 disciplinas também influencia a inscrição nessas cadeiras?

por disciplina + 35

das unidades curriculares dessa licenciatura, pois se te vais inscrever em 30 créditos podes ter interesse em realizar um minor. O minor consiste em 5

definidas pela faculdade, em

Curriculares Isoladas só pode

opção livre. O custo é de 200

É importante pesquisares acerca

unidades curriculares pré-

A inscrição em Unidades

ser feita em disciplinas de

Posso realizar os 30 ECTS livres noutro curso da FCSH?

que após a sua conclusão, numa

de custo

administrativo. (Máx. 3 U.C. por semestre). O total de ECTS inscritos na Licenciatura não interfere com o limite máx de

dada licenciatura, adquires uma formação adicional numa área distinta da tua. Porém, podes realizar 30 ECTS livremente sem ter, obrigatoriamente, cadeiras de minor.

ECTS inscritos em Unidades Curriculares Isoladas.

se ainda tiveres dúvidas contacta-nos ou verifica todas as informações junto da Divisão Académica ou por email para licenciaturas@fcsh.unl.pt.!

ae@fcsh.unl.pt

@aefcsh.unl


NOVA EM FOLHA

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NOTÍCIAS

novidades fcsh Salwa Castelo-Branco distinguida pelo Governo Egípcio A professora Catedrática do Departamento de Ciências Musicais, presidente do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança e do International Council for Traditional Music, foi condecorada pela Ministra da Cultura do Egipto. A distinção, entregue em novembro na Ópera do Cairo, serviu para assinalar o reconhecimento do Egipto pelo contributo da docente na área da investigação etnomusicológica.

questionário sobre as UCs aos estudantes Até dia 1 de Março, a NOVA FCSH está a dinamizar um um questionário de avaliação sobre as unidades curriculares de todos os ciclos de estudos do 1.º semestre de 2019/2020. A participação de todos é fundamental para o mapeamento de problemas e procura de soluções para melhorar o funcionamento pedagógico das cadeiras e respectiva avaliação. Verifica o teu email institucional!

Fim do prazo de submissões para o CINENOVA Até dia 1 de janeiro estão abertas as submissões para a segunda edição do festival universitário de cinema CINENOVA, que se realizará de 5 a 7 de março em Lisboa, com o tema “Cinema e Conhecimento”. Os filmes a concurso devem ter sido produzidos depois de janeiro de 2017 e enquanto o realizador estava inscrito numa instituição de Ensino Superior, podendo ter no máximo 30 minutos. O melhor filme será premiado com 2.000€, existindo ainda um prémio de 1.000€ para o melhor filme português a concurso. O regulamento de participação e todas as informações sobre o CINENOVA estão disponíveis no site provisório, em cinenova.fcsh.unl.pt.

ILNOVA realiza exames para certificação internacional de espanhol

lembrete Já conheces as duas alternativas ecológicas da AEFCSH em parceria com a Rede Biatakí para a recolha pessoal de beatas? Em plástico ou em bambu, ambos os cinzeiros portáteis têm um custo de 1.50€ e estão disponíveis no balcão da AE!

Na sequência da recente certificação como centro de exames reconhecido pelo Serviço Internacional de Avaliação da Língua Espanhola (SIELE), o ILNOVA está a organizar exames para atestar a competência em Espanhol dos seus alunos. O próximo teste está calendarizado para o dia 17 de janeiro e tem um custo de 165 euros. Os exames SIELE atestam graus de competência através de quatro provas: compreensão de leitura, compreensão auditiva, expressão e interação escritas e expressão e interação orais; e tem como referência os níveis estabelecidos pelo Marco Comum Europeu de Referência para as Línguas (MCER) do Conselho da Europa.

Galeria Artística da AEFCSH A Galeria Artística da AEFCSH, que se realizou no espaço da AEFCSH entre 9 a 19 de Dezembro, contou com a participação de dezoito estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - NOVA FCSH. Desde poesia e prosa a desenho e fotografia, passando ainda pela cerâmica, os alunos apresentaram as suas obras a toda a comunidade estudantil. No âmbito desta exposição, foi também elaborado, pela AEFCSH, um Catálogo de Obras que procura compilar e dar a conhecer os trabalhos que participaram nesta iniciativa e os autores das mesmas (disponível em formato físico e digital).

falta alguma coisa? envia as informativas edição!

tuas propostas para a próxima


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dezembro em resumo 1 de dezembro - portugal campeão do mundo em futebol de praia Na final, realizada no Paraguai, a seleção portuguesa sagrou-se campeã do mundo da modalidade, tendo vencido a seleção italiana por 6-4. Este foi o terceiro título mundial conquistado pelos portugueses, depois das taças ganhas em 2011 e 2015.

19 de dezembro - impeachment aprovado: Trump acusado de abuso de poder e obstrução Donald Trump torna-se no terceiro Presidente norte-americano em 243 anos a ser acusado num processo de destituição

20 de dezembro - mau tempo provoca danos incalculáveis Durante a Depressão Elsa, deram-se milhares de ocorrências em todo o país devido ao mau tempo, que se fez sentir tanto em Portugal continental como nas ilhas: centenas de pessoas ficaram desalojadas, para além de terem sido registados graves danos materiais graves.

20 de dezembro - parlamento britânico aprova nova lei de saída da União Europeia O Parlamento britânico votou a favor da nova versão da lei de saída do Reino Unido da União Europeia, com uma maioria de 124 deputados. A aprovação estava garantida depois de Boris Johnson e o Partido Conservador conquistarem maioria absoluta nas legislativas, mas foi alargada pelos votos a favor e pelas abstenções de alguns deputados do Partido Trabalhista.

28 de dezembro - pontapeou e asfixiou namorada, mas juiz diz que foi sem intenção e ilibou-o Lapso de escrita leva magistrado a absolver arguido que agrediu a namorada. Em vez de corrigir o engano relacionado com a troca de nome da vítima, o magistrado resolveu absolver o arguido. Juízes da Relação dizem que sentença é incompreensível e mandam repetir julgamento.

NOTÍCIAS


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NOTÍCIAS

voluntariado em lisboa RE-FOOD A Re-food é uma organização independente, orientada por cidadãos, 100% voluntária, uma comunidade de caridade ecohumanitária, que trabalha para eliminar o desperdício de alimentos e a fome em cada bairro. Cada vez que um voluntário faz um turno de 2 horas na Re-food, ela ou ele alimenta 8 a 10 pessoas em necessidade - na sua própria comunidade e em tempo real. Quem tem 2 horas, uma vez por semana, para acabar com o desperdício de alimentos e a fome na sua própria comunidade?

Contacto: comunicacao@re-food.org

UNIÃO ZOÓFILA A União Zoófila nasceu em 17 de Novembro de 1951 com a missão de defender, proteger e tratar animais domésticos em risco. É uma associação de utilidade pública administrativa sem fins lucrativos e não recebe qualquer apoio do estado ou de outro organismo público. Vive do pagamento das quotas dos seus sócios e dos donativos feitos por pessoas que se sensibilizam com a causa animal. Para fazer parte do grupo de voluntários tem de estar preparado para realizar trabalhos como limpeza das boxes dos animais, escová-los e mimá-los, lavar e estender mantas, ajudar na recolha e armazenamento de ração, entre outras. É importante que possa ter uma assiduidade regular. Se não consegue ter uma presença pelo menos semanal, então talvez o voluntariado no canil/gatil não seja o mais apropriado para ajudar a UZ.

Contacto: uniaozoofila@gmail.com

A AEFCSH está a trabalhar na constituição de um Banco de Acção Social e na respectiva criação de parcerias, garantindo a nãoinstrumentalização do mesmo para trabalho não-remunerado. Fica atent@ às notícias!

RECADOS & COMPANHIA “Recados & Companhia" é uma ação de voluntariado ao abrigo do Programa "Agora Nós" que visa criar uma rede de voluntariado jovem de solidariedade intergeracional . Jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos podem inscrever-se nesta ação e apoiar idosos com mais de 65 anos em pequenas tarefas (ida ao médico, passear, ir às compras) ou fazer-lhes companhia, diminuindo assim o isolamento desta população.

Contacto: geral@ipdj.com

CASA - CENTRO DE APOIO AO SEM-ABRIGO “Num mundo conturbado, cheio de violência e desigualdade social, cabe a cada um de nós despertar para a realidade que permanentemente se desenrola aos nossos olhos: a pobreza e o sofrimento. Esta realidade levou ao surgimento do Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA), fruto da iniciativa e inspiração do Presidente Honorário Pema Wangyal Rinpoche. Missão: Auxiliar aqueles que se encontram em situação de Sem-Abrigo, que integrem Famílias em Risco ou Famílias Carenciadas, através de ações de solidariedade social, disponibilizando um contacto próximo, bens alimentares, artigos de vestuário e serviços de reintegração social, independentemente do estrato social, etnia, religião ou género.”

Contacto: info@casa-apoioaosemabrigo.org

Não encontraste nada para ti? Dá uma olhadela noutras organizações de voluntariado, como “O Companheiro”, “Just a Change”, “Mais Cidadania”, “Centro Social 6 de Maio”, “Serve the city”, “Animal Life”, etc., ou verifica as oportunidades na NOVA FCSH.


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CRÓNICAS

conversas de tacho: edição natalícia RITA COUTINHO Ho ho ho malta! Vá, deixem lá passar este início constrangedor. É natal! Para mim é natal desde dia 1 de dezembro, por isso já venho meio atrasada. O meu objetivo aqui não é apresentar os prós e contras desta época. Quer sejas o maior fã do senhor das barbas brancas ou aches que esta é a altura dos interesseiros e hipócritas, estás mais do que convidado para te sentares à mesa comigo caso queiras ler uma história bonita sobre pessoas bonitas. Este mês queria fazer algo especial. Comecei por partilhar um sonho e um bocadinho de mim, uma vez que o início de uma relação precisa de confiança e partilha, que alguém primeiramente tem de dar. Agora que já nos tratamos pelo primeiro nome, quero aproveitar para falar sobre outro amor da minha vida, para além de sonhos e escrever: os meus amigos. Por esta altura já te deves estar a perguntar “Mas porque é que irei querer saber dos amigos de outra pessoa? E que raio é que têm os amigos dela a ver com o natal ?” Calma. Tenho a certeza que vou responder a essas perguntas até ao fim deste texto. Podemos ficar a conhecer bastante sobre alguém só através dos seus amigos. Eu sou feita do “Oioiii sua parva.” que o meu gordjinho me dá sempre que me liga, do “Oi querida!” da minha sereia algarvia, do “Olá amiga, tás boa?” do meu Becky, do “Bom dia amiga, mas não me dês muitos abraços logo pela manhã.” da minha Cat, do sorrisão “Mo legau” com que a minha Gabi me cumprimenta, do bom dia num tom de Mariah Carey da minha Bia, do “Como está menina?” do meu Jota, do “Nem sabem o que me aconteceu quando estava a vir para aqui...” da minha Kika, do “Estou cheia de fome amor, vamos comer?” da minha Jessy e dos beijinhos à Terça do meu Hugo. Estes nomes podem não vos dizer nada, mas não vos fazem lembrar ninguém? Quem são as pessoas de quem te lembras quando te pedem para falares de ti? Falo-vos dos meus amigos porque eles são uma das razões pelas quais gosto tanto do natal. Parece um cliché, eu sei. Mas não é a nossa vida inteira feita de clichés que amamos? Somos feitos dessas mesmas pessoas que, se formos sortudos, de alguma forma todos os dias nos fazem olhar em volta e dar mais valor a um café de uma máquina qualquer, a um almoço que poderia ser igual a todos os outros mas nunca é ou até mesmo a uma tarde livre que nos faz sentir que se pudéssemos guardá-la num potinho e pô-lo na cabeceira, assim o faríamos. No entanto, fala-se mais de dinheiro, mais especificamente da falta dele, de mágoas e de angústias que ocupam um lugar maior do que palavras como o amor, a amizade, a alegria e a saúde. Não é por ser dia 24 ou 25 de dezembro que as pessoas más passam a ser boas. Guerras, interesses e manias existem todos os dias, seja natal ou não. No entanto, por muito que digam que é só isso que vemos hoje em dia, eu não consigo concordar...

O mundo é aquilo que nós quisermos fazer dele e eu acredito realmente que ainda há muita gente que se esforça todos os dias para tornar o tornar num lugar um bocadinho melhor. Por isso não. O Natal e todos os outros dias do ano são mais do que as histórias feias que enchem o noticiário. Têm de o ser. Para mim o natal é ver os meus amigos voltarem para as suas cidades, esperando que eles aproveitem, enquanto conto os minutos para os ter de novo junto de mim. .Natal é todos os dias, pelo menos 15 minutos, poder conversar com o meu gordjinho para sabermos como correu o dia um do outro, reclamarmos e 5 segundos depois estarmos a rir à gargalhada. Natal é chegar a casa e a minha mãe dizer-me “Fiz esparguete à bolonhesa para o jantar, tal como tu gostas. Agora vou para o sofá, por isso não me chateies.” É a minha avó vir-me dar um beijo e dizer-me “Então amor, já chegaste?” e ouvir logo a seguir o meu avô dizer “Boas vidas…”. Natal para mim são os cheiros de uma cozinha alegre, com sabor a fritos e tradição. São as luzes que, por alguma razão, achamos que só nesta altura é que se devem ligar, quando elas na verdade trazem um sentimento de quentinho e de casa, que faz falta todo o ano. É o sorriso na cara de alguém que se senta com um amigo a conversar como se esse fosse o maior tesouro no mundo inteiro, porque finalmente arranjou tempo no meio da correria do trabalho. Quando foi a última vez que tiveste esse tempo para te sentares com alguém que amas e conversar? Para mim, este ano, o natal vai passar por um queijo coalho e um biscoito globo na praia da Barra da Tijuca. Dá a volta, e passa por Ourique, onde o frio não impede a festa de acontecer na nora ou no quiosque. Passa ainda pela a Ilha Dourada, para beber uma poncha de maracujá depois de ter devorado um bolo do caco quentinho com manteiga de alho. De seguida, passa para a margem sul, onde se vai saltando de sofá em sofá, onde num se vê muito seriamente o Shrek, outro é ocupado pelas travessuras dos mais pequenos e, ainda noutro, não se passa a noite sem escrever, pelo menos, uma música. No caminho de volta, passa-se pelo Pombal onde se senta nas escadas perto do grupo mais fixe de primos. Há tempo ainda de passar pelo Algarve para poder molhar os pés antes da meia-noite e, ao vir para casa, passar naquela casa onde a família que escolhi espera para me poder dar um beijo e um abraço servidos numa sobremesa de colher. Este texto foi feito para qualquer pessoa que quisesse ler uma história bonita sobre pessoas bonitas. Este texto é sobre o natal na sua forma mais pura, onde não existe obrigação de juntar uma família somente para se trocarem prendas. Este texto é o meu presente para todas as pessoas que, mencionadas ou não aqui, têm e terão sempre lugar à minha mesa. Afinal, natal também é isto. Um adjetivo que associamos ao mês de dezembro, mas um estilo de vida para todo o ano. Que a nossa mesa esteja sempre recheada de amor. A minha e a tua. E que se possam partilhar histórias bonitas com quem decidiu dedicar 5 minutos para as ouvir. Vemo-nos no próxima conversa de tacho!


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SUGESTÕES

♫♫♫

playlist do mês LEONOR E

RITA

DA

BANDEIRA,

LEONOR

VENADE

SERPA

The trendiest party songs during the '10s 2010 TikTok - Ke$haClub Can’t Handle Me - Flo-Rida

2011 Party Rock Anthem - LMFAO Give Me Everything - Pitbull

2012 Swimming Pools (Drank) - Kendrick Lamar Young Wild and Free - Snoop Dog ft Wiz Khalifa

2013 I Love It - Iconapop Get Lucky - Daft Punk ft Pharrell Williams

2014 Turn Down for What - DJ Snake Bailando - Enrique Iglesias

2015 Shut Up and Dance - WALK THE MOON Uptown Funk - Bruno Mars

2016 One Dance - Drake I Took a Pill in Ibiza - Mike Posner

2017 Unforgettable - French Montana Despacito - Luis Fonsi

2018 Taki Taki - DJ Snake Sicko Mode - Travis Scott

2019 Con Altura - Rosalia Dance Monkey - Tones and I


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ARTIGOS

AUSTERIDADE LEONOR VELADE A austeridade pode ser entendida como um conjunto de políticas públicas e económicas que são implementadas com o objetivo de reduzir as despesas do Estado, quer através de cortes no orçamento dos serviços públicos (orçamento do Estado) ou o aumento dos impostos, ou, até mais frequentemente, da combinação de ambos.

Para além da intervenção na despesa e na receita do Estado, as políticas de austeridade dirigem-se muitas vezes ao conjunto da economia ou a obtenção de ganhos nas trocas externas (balança de pagamentos). Estas políticas, que têm o propósito de diminuir a dívida, fundamentam-se na doutrina do neoliberalismo. (“In essence, neoliberalism is based on the systematic use of state power, under the ideological guise of ‘non-intervention’, to impose a hegemonic project of recomposition of the rule of capital at five levels: domestic resource allocation, international economic integration, the reproduction of the state, ideology, and the reproduction of the working class.” (Saad-Filho (2011) “Crisis in neoliberalism or crisis of neoliberalism?”- Pág. 242) As principais críticas que têm sido feitas às políticas de austeridade prendem-se com o facto de acentuarem os mecanismos de desigualdade entre os Estados e dentro dos Estados. Recentemente, as políticas de austeridade levadas a cabo na sequência da Grande Recessão de 2008/9 e da chamada “crise das dívidas soberanas”, foram duramente criticadas pelo facto de os seus defensores não terem avaliado corretamente os efeitos multiplicadores das suas medidas na economia e na Sociedade, provocando graves crises de desemprego, ampliação das crises sociais e da dificuldade em alcançar a recuperação económica. A globalização das economias pode então revelar-se como um elemento negativo. Quando a crise financeira se expande, transformando-se em quase planetária, vai desencadear a necessidade de implementar medidas de contenção e recessão da crise. Se todos os países em crise implementarem medidas de austeridade como forma de tentar resolver os défices da balança de pagamentos, os efeitos positivos esperados são muito difíceis de alcançar, podendo até prolongar e agravar a crise. A globalização que teoricamente constitui um fator positivo para os Estados que aplicam políticas de austeridade (pois dispõem de um mercado externo mais amplo), na prática não se vai verificar, visto que quando falamos de crises do capitalismo, falamos de crises tendencialmente internacionais. Na prática, a aplicação simultânea pelos Estados de políticas de austeridade durante as crises do capitalismo revelam-se negativas, pois se todos aplicam as mesmas medidas,

deixa de existir o pressuposto da disponibilidade do “mercado externo”, necessário para as políticas de austeridade funcionarem. (“… the Germans believe that their own experience shows that austerity works: they went through some tough times a decade ago, but they tightened their belts, and all was well in the end. Not that it will do any good, but it’s worth pointing out that Germany’s experience can only be generalized if we find some space aliens to trade with, fast” Paul Krugman in The New York Times). As políticas de austeridade, que estão no centro de uma discussão que ainda dura nos dias de hoje, são muito influenciadas, entre outros, pela intensidade das próprias políticas, pela conjuntura em que são implicadas, e pela situação social do país, sendo portanto, muito difícil alcançar consensos quanto aos seus benefícios e/ou prejuízos.Utilizando o exemplo de Portugal após a Grande Recessão de 2008/9 e os resultados das mesmas, pode constatar-se que a implementação de medidas de austeridade rígidas, tiveram efeitos muito negativos para a economia portuguesa, com impactos muito fortes na diminuição da qualidade de vida das pessoas. Após a inversão na rigidez das medidas de austeridade, verificou-se uma melhoria generalizada na economia e uma aceleração do processo de recuperação. Alguns argumentam que esta melhoria foi o resultado tardio das medidas de austeridade, enquanto outros defendem que foi a contenção dessas medidas, que deu o sinal e o impulso necessário para a melhoria do cenário Português. Podemos afirmar, então, que as crises do capitalismo são acontecimentos complexos e muitas vezes inevitáveis, sendo a forma das respostas a estas crises uma discussão muito atual, pois as crises afetam toda a Sociedade. A aplicação de medidas de austeridade é apenas uma das possíveis respostas a estas crises, mas tal como outras pode não resolver totalmente a complexidade de cada situação de crise, pois estas dependem de fatores como o país e o momento histórico em apreço. As políticas de austeridade podem privilegiar a correção das contas públicas (déficit e dívida do Estado) ou a correção das contas externas (balança de pagamentos) mas, por vezes, os dois problemas coexistem. A complexidade do problema de uma crise financeira no mundo globalizado e das respostas dos governos/Estados ao mesmo, tornam a discussão sobre o tópico uma necessidade atual e premente. O debate sobre as respostas e a análise dos resultados de políticas públicas já aplicadas, por exemplo na Grande Crise de 2008/9, por um lado, e a conceção de novas possíveis respostas, por outro, apresenta-se como a única forma de preparação e melhoria de resposta em cenário de futuras crises.


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III, "Mios Phoemas" SARA MARGARIDA FRANCISCO

Assistir feliz e contente à miséria do mundo, o ser humano não poderia, viver num sofrimento profundo ao ver fome, mortes e guerra todo o dia…

Indiferente a isso não seria, nem o pobre vagabundo! Porque apenas um ser desumano consentiria a destruição da raça humana a cada segundo.

POEMAS


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SUGESTÕES

♫♫♫

christmas playlist LEONOR E

RITA

DA

BANDEIRA,

LEONOR

VENADE

SERPA

All I Want for Christmas is You Mariah Carey

Last Christmas Wham!

Do They Know It's Christmas? (2014) Band Aid 30

Have Yourself a Merry Little Christmas Michael Bublé

Jingle Bells Frank Sinatra

It's beginning to look a lot like Christmas Johnny Mathis

Santa Claus is Coming to Town Michael Bublé

So This Is Christmas Jonh Lennon

Santa Baby Eartha Kitt

Jingle Bell Rock Bobby Helms

Rocking Around the Christmas Tree Brenda Lee

Let it Snow Frank Sinatra

Feliz Navidad Walk Off The Earth

Rudolph the Red Nosed Reindeer Gene Autry & The Pinafores


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ARTIGOS

O MANIFESTO D'AQUELES QUE NÃO ESPERAM POR NADA UM TRATADO SOBRE O TÉDIO E A SUA DECREPITUDE INTELECTUAL JOANA HENRI QUES

D’AQUELES QUE NÃO ESPERAM POR NADA Se todos escrevessem manifestos, deixaria de haver algo a manifestar. Um manifesto é uma coletânea de ideias, ideias que definem uma corrente de determinada subcultura, pensamento, ou corrente artística. Existem pessoas que ficam demasiado tempo à espera. Ficam sentadas, decrépitas e silenciosas a fitar o infindável infinito. Ás vezes, sou uma delas. Este conjunto de vocábulos que acabei de vomitar para este meio é precisamente isso, um nonsense de letras, vírgulas e pontos finais sobre algo que (talvez) se defina como comodismo intelectual. Na teoria, pensar no tema e conteúdo é por si só, uma tarefa relativamente fácil. Porque tudo, na sua medida, é relativo. Na prática, por outro lado, estará o ardil infernal de passar para o papel a profetização da ideia. A fase que se segue é uma maleita comum a um grande número de humanos: a apatia, ou o bloqueio de ideias. O bloqueio é beber de um copo vazio; é comer um jantar invisível. É um olhar triste e oco. Eis que do fundo do túnel, poderá aparecer uma palpitação. Uma cor, um rasgo ínfimo de uma ideia. Eis que o horizonte deixa de estar completamente eclipsado. Mesmo assim, a ideia é um animal fugaz que requer astúcia e velocidade de movimentos: NÃO DEIXAR ESCAPAR! Com esta caneta, escrevo – ESTOU ENTEDIADA. ESTOU TÃO ENTEDIADA que me sinto vazia. ESTOU TÃO ENTEDIADA que me sinto feia. ESTOU TÃO ENTEDIADA que não sinto nada, de todo.

Com esta caneta, escrevo a razão para o meu tédio: A RAZÃO É NENHUMA. Porque aqueles que ficam demasiado tempo à espera são os entediados, aqueles que têm o outro sexto sentido, a perceção do tempo. Com a minha voz, grito: A RAZÃO CONTINUARÁ A SER NENHUMA. No verão, tome-se por exemplo, qualquer indivíduo que se descure de realizar qualquer ação estimuladora do intelecto sofre diretamente com o sufoco do TÉDIO. No verão, os dias correm ao ritmo normal da passagem do tempo; mas as horas, as horas são uma experiência extracorpórea do ridículo, do ABSURDO. A explicação que um entediado terá para a razão desta sensação será a NEGAÇÃO ABSOLUTA de qualquer outro tipo de sensação, sentimento ou pensamento. Existem os que tudo sentem, e os que não nada sentem. Existem também, os que se sentam. No fim de um dia estival em que a temperatura tenha passado dos trinta graus centígrados, o céu tornase numa coleção de cores, num degradé sugestivo de um próximo dia também tórrido. Qualquer objeto exposto à luz do fim do dia transforma-se numa silhueta escura, que cria um contraste quase romântico (aqui, o leitor menos atento terá de prestar atenção à traição da Língua Portuguesa, pois a etimologia a que o termo romântico se refere aqui é ao Romantismo dos séculos XVIII e XIX, corrente intelectual e artística que remete fortemente para a introspeção onírica e para a contemplação). Ao longo do dia, o céu é um metamorfo de cores que surpreende, mais uma vez, qualquer formiga humana que possua uma sensibilidade cromática apurada.


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ARTIGOS

ERA DO VAZIO MANUEL MARTI NS

É algo comum de se ouvir. Não pretendo que o título seja enganador, por isso passo já a clarificar: poucos de nós serão estranhos à expressão ‘juventude sem causas’, utilizada para classificar a nossa geração digital. Não que seja um rótulo propriamente novo, já a geração de 80 era a geração apática e individualista da ‘era do vazio’, para Lipovetsky. É exatamente nisso que pretendo pegar. Pondo à parte o conhecido conflito entre gerações que parece ser tão intrínseco e indissociável do ser humano, pergunto - somos mesmo uma juventude sem causas? Fazemos parte da verdadeira ‘era do vazio’ que criticou o já referido filósofo francês? Ou estaremos a debater-nos com um sistema que está a ter dificuldades em acompanhar os passos da História? Sim, é inegável que a abstenção tem vindo a aumentar e que um número considerável de jovens mostra um desprezo aberto por aquilo que entendem ser ‘política’ - mas será que a desprezam mesmo? O que é afinal o rejuvenescido movimento ambiental desta década, com todas as suas facetas, se não uma causa política? A militância partidária, que admito ter integrado, não é a única maneira de se ser politicamente ativo. Não quero com isto menosprezar o voto (Votem! Não deixem que outros decidam por vós!), mas pergunto-me se somos uma geração tão desinteressada quanto dizem.

Afinal, no que difere a luta pelo ambiente de, por exemplo, a luta pelos direitos dos trabalhadores travada pelos sindicatos, senão no objecto em questão? Somos nós, jovens, que temos que dinamizar a política de novo - deitar abaixo a filiação e militância como o único sinal de interesse e de atividade, integrar na democracia o novo associativismo e garantir que, em vez de ser abatida e substituída pelos populismos de promessas ‘vazias’, se adapta e reforma ao nosso século XXI - em vez de nos excluirmos daquilo que nos diz respeito: o nosso futuro. Não podemos deixar que a “era do vazio” rotule as próximas décadas.


GALERIA ARTÍSTICA

DA

AEFCSH

CATÁLOGO DE

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D E

OBRAS

D E Z E M B R O

N O V A

F C S H

disponível no balcão da ae e online


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NOVA EM FOLHA

Pastorinha TOMÁS GIRÃO

Junto ao Trizio és a senhora que na abençoada hora passeias em passos de bailarina, nos teus sonhos de menina. As tímidas luzes do Natal pincelam o quão bom é sonhar junto do sorriso dela, que é tão especial, quando dançávamos perdidos no jardim zoológico ao luar. Perdidos e não achados, confiados no silêncio dos abraços, rimamos aventuras coloridas à margem dos nossos sorrisos traquinas. A minha escrita é o suave passear, e nela deambular e contemplar o bom de ser quem sou, por estar ao lado de quem me pintou. É o escrever e nas letras deitar-me sendo poeta do meu doce destino e nele sonhar, porque a vida são dois dias, e a dois vamos passar a escrever as nossas infinitas poesias. (Este poema é o suave sorriso da minha pastorinha que todos os dias poetizo com doces beijinhos. Que sorte é a minha! À minha querida Marina um grande beijo.)

POEMAS


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NOVA EM FOLHA

Estórias DAVID BARATA

Livros, Livros e Livros Quantas Estórias estão aqui Estórias de amor Estórias de paixão Estórias de traição Estórias de uma vida Vamos contar uma Estória? Uma Estória de paixão Uma Estória de dor Uma Estória de prazer Uma Estória divina Uma Estória sobre ti O ser mais perfeito que existe Tu que limpas os céus Tu que fazes os clássicos sofrer Pois tuas criações são perfeitas são únicas são belas são como tu São o reflexo de uma utopia imaginada pelos mais perfeitos seres

POEMAS


CALENDÁRIO 2020

mar CONCURSO DE FOTOGRAFIA MAR REALIZADO PELA AEFCSH E PELA NOVA FCSH NO ÂMBITO DO PROJECTO ECO-ESCOLAS


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NOVA EM FOLHA

Poema sobre o leão ANTÓNIO CASTRO @inflexao em minha casa há um leão de pedra que vigia serenamente a evolução do nevoeiro. a sua juba estanque sofre apenas a erosão da água e do vento. por ele nunca passou o pincel da modernidade nem a mais remota consciência de que existe luz além do sol. os seus olhos permanecem frios e intransigentes perante as vidas e os mundos que viu nascer e morrer. quando for a minha vez de me desfazer em células ele tomar-me-á como mais uma história que deixa de se poder contar e nada mais. certamente, não será ele o porta-voz dessa história. apoiado nas patas traseiras, contempla as transformações sazonais que a retina imóvel e a visão periférica ainda lhe permitem. sem saber, aguarda o dia em que a chuva ácida o transformará num precipitado próprio, ou no golpe final de milénios e milénios de erosão. o leão de pedra cinzenta, uma criatura de outras terras, chegou como mamífero exilado e partirá camuflado pela névoa densa e pela vegetação autóctone. quem sabe, empurrado por uma leve brisa da serra.

POEMAS


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CRÓNICAS

Inspira e desaparece CEE @romanceeada Tudo o que temos na vida é tão-somente um simples sopro de ar. Um breve suspiro e já está, um arrepio e foi-se. A vida são dois passos, uma longa estação, um rápido aperto de mãos. A vida é um filme que se vê na televisão, duas crianças a saltar de pedra em pedra num riacho, uma aventura ou solidão. Pode ser mil e uma coisas, mas temos o dia de hoje para as contar e o amanhã para as perder. Pega-se numa canção triste e ouve-se toda uma história, dentro de cada palavra - uma emoção, dentro de cada pausa cem arrependimentos. Vivemos entre o que queremos e o que podemos ter, presos dentro da mente e fora da boca, cativos da nossa mágoa, feridos eternamente por simplesmente sermos. A vida são dois passos, ambos para trás; nascemos e já estamos a morrer, vivemos e nunca chegamos a viver. É uma luta constante entre o que é certo e o que é bom, entre o tirar e nunca ter. Tirar um pouco de alguém, nunca ter um pouco de nós. Quando finalmente, na nossa falsa inocência, abrimos os olhos em busca do que resta, é sempre um pouco tarde demais. Tudo o que sempre tivemos foi um sopro de ar. Um simples sopro de ar não chega a muita gente, uns sentemno subir-lhes pela espinha, outros partilham-no e estimam-no entre corpos, outros nunca chegam a notar a sua presença. Todos temos este momento que é a vida, esta incerteza que dura o nosso para sempre, este jogo de escondidas, de palavras, de mentiras. Este momento pode ser o fogo que nos queima ou o abismo que nos chama com uma voz reconfortante e familiar. Ninguém menciona a sua beleza, até porque poucos a vêem. Por vezes nesse ar vem apenas o silêncio – é tão fácil falhar na vida. Às vezes somos feitos de fraqueza, e o silêncio preenche-se com violência. Às vezes temos corações de vidro e mãos de areia, às vezes nada podemos fazer senão desabar na primeira tempestade. Quando nos apercebemos já tudo acabou. Num momento estamos aqui, e ao mesmo tempo deixamos de estar.


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NOVA EM FOLHA

CRÓNICAS

Bancos de jardim RITA SERPA Sempre gostei de fotografar, mas só me apaixonei realmente pela fotografia quando comecei a fotografar sentado em bancos de jardim. A partir do dia em que me apaixonei, comecei a despachar tudo no trabalho o mais rapidamente que conseguia, para poder enamorar-me durante umas horas, no banco do jardim da praça central. E assim ficava, sentado calmamente a captar a magia das corridas intermináveis da hora de ponta, até o meu estômago me mandar para casa. Durante muitos anos, os rolos encheram-se com fotos de gravatas a correr para a paragem de autocarro e de caniches a passear as suas dondocas. Pelo menos assim o foi até à primavera em que a minha objetiva se cansou de correr atrás de estranhos, e passou a correr atrás da rapariga do banco da frente. Nunca mais quis fotografar outra coisa. Às vezes irritava-me com a porcaria da máquina por perder o protesto dos papéis da capa da advogada contra a sua rotineira corrida, ou o sorriso apaixonado entre dois adolescentes, de tão perdida que estava nela. Com o tempo a rapariga deixou de se rir para o livrinho que trazia sempre no colo, e começou a rir-se para nós. Não só naquele banco do jardim, mas também no banco de uma igreja e até mesmo no banco de uma certa maternidade. Tanta magia, tanto amor. E a máquina fotográfica sempre apaixonada por ela e eventualmente também, pela sua pequena miniatura. Mas há sempre um mas, não há? Neste caso houve um acidente de carro e mais uns tantos bancos de igreja. Só que desta vez, em vez de encontrar um grande sorriso, a máquina só encontrou um monte de olheiras a chorar pela filha. Sem qualquer magia restante nela, deixou de haver magia em nós, e até mesmo nos bancos de jardim. A máquina trancou-se durante tanto tempo no meu sótão, que fiquei espantado ao encontrá-la ontem, no meio das limpezas. Observei-a durante muito tempo até ganhar coragem para lhe conseguir pegar. Tinha medo que ao tocar-lhe, pudesse tocar nas minhas feridas. Mas em vez de sangue, só encontrei pó. E como afinal era dia de limpezas, decidi dar-nos uma boa ensaboadela por um parque de nome até então desconhecido. Ficámos lá horas sem fim a captar tudo o que conseguimos, na ânsia de matar a fome que sentíamos há anos. E sem saber muito bem como, no meio de tantos cães e ciclistas, a minha máquina focou em ti. E na retomada magia dos bancos de jardim. Só depois de te ter pago um café, e tomado um banho frio em casa, é que olhei para o rolo de fotografias com atenção. Aparentemente, uma das fotografias tinha-se baralhado com o passado e havia captado o olhar amargurado de um certo livrinho, sentado no banco ao lado do teu. Já eu, não me tinha dado a esse luxo.


AEFCSH | NOVA FCSH

cicloficina 17H PISO -1

ÚLTIMA 3ª-FEIRA ÚTIL DO MÊS próxima: 28 de janeiro

NUMA PARCERIA COM A NOVA FCSH, A AE DINAMIZA, NA ÚLTIMA 3ª-FEIRA ÚTIL DE CADA MÊS, UMA CICLOFICINA NO PISO -1 PARA A MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO E APRENDIZAGEM SOBRE BICICLETAS.

Traz a tua bike, aprende a arranjá-la e participa!


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CRÓNICAS

Volver MARIO VALE Chegara a casa. Volvera inutilmente todos os bolsos do seu casaco em busca de um molho que tilintara durante toda a viagem de regresso, para as encontrar na algibeira mais pequena da sua mochila. Retiradas as chaves abriu a porta com efeito mecânico e, como procedente deste passo, subiu as escadas até à porta do seu apartamento. Aberta a segunda porta infligiu, em si mesmo, um passo apressado para o seu quarto, não querendo encontrar nem pais, nem irmãos, nem qualquer tipo de familiar. Queria-se simplesmente envolver no seu quarto. Transposta a porta, verificara toda a sua organização, a qual era composta por uma profunda turbamulta de livros espalhados, notas e roupa que juntamente, num só, formavam a imagem reconhecível do seu espaço eremítico. À sua mente somente lhe vinha a mensagem, “Tenho de arrumar este quarto”, que de seguida esquecia com o tombar de um corpo duro e frígido no mexilhão dos lençóis, há muito à espera de serem lavados. Rodopios e vagares, voltas e perambulas constituíam a acção principal deste verbo que nem ele sabia conjugar, apenas a sua imaginação, ou antes os seus pensamentos, podiam talvez descrever uma lógica estatutária para este ato. Passavam já das seis e meia e, internamente, debatia-se se voltaria a encontrar ânimos para saltar porta fora e quiçá encontrar algo que o pudesse retornar a um velho estado de espírito que há tanto ansiava, ou se era um caso perdido e devia, simplesmente, ceder às mandíbulas e tentáculos da indolência que caracterizava o seu estado actual. O contexto potenciou a que a primeira hipótese fosse posta de lado, saindo vitoriosa a segunda, não por mérito próprio mas sim por desistência. Atormentava-o o facto de isto se suceder, olhava à sua volta e debatia com os elementos gráficos do seu quarto se de facto esta vitória seria a mais exímia. Inalterado como uma batente, seguia os seus pensamentos com a sensação de não encontrar razões para este impacto que lhe era imposto. Sonhava com a casa que tencionava edificar, com as fundações dessa mesma, quais seriam os materiais indicados para uma boa solidificação do edifício, qual seria a forma da argamassa, que tipo de pregos iria usar e até mesmo que tipo de isoladores deveria usar para uma boa manutenção, duradoura, persistente e inquebrável. Mas não ficava por aí. Debatia-se ainda com qual seria o melhor lugar, atendendo ao solo, às condições do clima, à percentagem da pluviosidade… Não sabia de facto se seria ao pé da praia ou no sopé de um relevo montanhoso acompanhado por carvalhos e eucaliptos. De repente, e sucessivamente, o olho abria, a pupila dilatava e ele retornava ao seu ser normal descuidado, e consequentemente à sua durez e frigidez, apercebendo-se da veleidade do seu empreendimento. Irritava-o o facto de saber que este empreendimento não dependeria somente dele, visto que um tijolo não se ergueria sozinho apenas com o labutar dele e que uma construção hirta e segura não seria necessariamente fruto dos seus gastos. Sabia e tinha a certeza disto, no entanto não suportava a ideia.


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CRÓNICAS

Já construíra muitas casas e já vira muitas serem erguidas ao seu redor, para se aperceber de que lhe seria impossível alcançar o que queria sem um auxílio estrangeiro. Dentro de si percebera que não seria capaz de extinguir tal vontade, mas o mundo exterior obrigava-o a abrir os seus portões e deixar que outro entrasse neste projeto. Parecia-lhe que o mundo o impelia a dotar dentro da sua “soberania”, a adjudicação de normas imigratórias, como muitas vezes vemos ser defendidas por um certo espectro político. Convicto de que nada podia fazer, voltava à sua velha questão, confrontado com a vitória imanente de uma hipótese que não lhe agradava nada, pois só contribuia para o redobrar das atenções neste grande hiato que crescia, a grande galope, em torno dele. Volvia às anteriores casas dele e procurava entender o porquê do seu desmoronamento e perceber se o que faltava pertencia a ele ou ao outro. Indagações que ficavam no obscuro da dúvida, ou do talvez, alimentando cada vez mais essa sua ansiedade de querer perceber. “Trim Trim”, um som intruso ao seu espaço. Interrompem-se os seus pensamentos enquanto as actividades que compõem o seu mundo quotidiano o impeliam, agora, de se deixar de estranhezas e de voltar a questões bem mais importantes, numa parte da óptica dele e na totalidade da óptica dos outros. Apercebera-se que estava atrasado para um compromisso e, não querendo deixar de pé tal contrato préestabelecido, levantou os lençóis de rompante. Numa pressa vagarosa apanhou as sapatilhas do chão, uma a uma, para desenfrear os nós antecessores e criar espaço suficiente para a abertura ideal condizente ao seu pé. Com os pés inseridos e os atacadores moderados, levantou-se da cama procurando o lugar onde deixara o tabaco, carteira e chaves de casa, elementos essenciais para a sua rotina, que, anteriormente, tinham sido expurgados para um canto do quarto na pressa de chegar a um espaço conhecido. Após a verificação de todos os bolsos, inclusive se todos os objectos inseridos neles correspondiam ao lugar indicado, decidira sair do seu quarto. Ao sair reparara que mais tarde retornaria às suas indagações, às inquietações, às tentações e aos talvez e porquês; no entanto um pequeno pensamento aflorava do canto o seu cortéx chegando à centralidade do seu cérebro, que em termos não médicos, representava, para ele, o epicentro nevrálgico dos seus termos de decisão. Apercebera-se que a segunda hipótese afinal perdera a batalha, e num sopro de esperança, que desta vez partia do seu coração, foco do sentimento, pelo menos para ele, disse com um sorriso envergonhado e tímido, que nem devolvia à sua imagem a figura dos dentes, “Quiçá a guerra!”.


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RECEITAS

bacalhau com natas

tatiana matos

ingredientes 400g de bacalhau 250g de batalha palha 150g de queijo ralado 2 dentes de alho 300mL de natas

2 colheres de sopa de azeite Sal e pimenta q.b.

preparação 1. Descasca as cebolas e os dentes de alho. De seguida, corta as cebolas em meia-lua e lamina o alho. 2. Leva ao lume um tacho com o azeite e junta a cebola e o alho. Quando alorarem, adiciona o bacalhau e mexe. 3. Adiciona a batata palha e envolve-a com o restante conteúdo dentro do tacho. 4. Acrescenta metade da quantidade de queijo indicada e as natas, tempera com sal e pimenta a gosto, e mistura tudo muito bem. 5. Dispõe o preparado anterior num tabuleiro, polvilha com o restante queijo ralado e leva ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante cerca de 10 minutos. 6. Está pronto a servir!

sonhos

tatiana matos

ingredientes 300g de farinha 80g de margarina 8 ovos 400mL de água

Sal q.b. Açúcar e canela em pó q.b. Óleo para fritar

preparação 1. Deita a água, a margarina e uma pitada de sal num tacho e leva ao lume a ferver. Junta a farinha aos poucos, mexendo sempre, até obteres uma bola de massa que se descola do tacho. Retira do lume, transfere para uma tigela e deixa a bola de massa arrefecer. 2. Acrescenta os ovos, um a um, enquanto amassas a mistura muito bem, num movimento de abrir e fechar as mãos. 3. Aquece um tacho/ frigideira com uma quantidade de óleo abundante (sem deixar aquecer muito). 4. Frita pequenas colheradas de massa. Não deixes que a massa frite para uma cor mais escura do que um castanho aclarado. Ao retirares os sonhos do tacho/frigideira, coloca-os sobre papel absorvente, para a gordura extra poder escorrer. 5. Mistura um pouco de açúcar com canela em pó e envolve os sonhos moderadamente nesta mistura. 6. Está pronto a comer!


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para passares o tempo...

Natal e outras comemorações em Dezembro 1. Peixe típico nas refeições da época natalícia na República Checa 2. Uma das músicas de natal mais populares nos países de língua inglesa, tendo sido escrita pelo músico escocês Thomas Oliphant 3. Um dos pratos típicos da época natalícia em Portugal, que costuma ser acompanhado com grão e batata 4. Criatura mitológica que acompanha São Nicolau durante a época do natal, avisando e punindo as crianças mal comportadas, segundo lendas de várias regiões do mundo 5. Nome da região finlandesa tida como local de origem do Pai Natal

6. Celebração afro-americana que tem início no dia 26 de dezembro e termina a 1 de janeiro de cada ano 7. Mês do ano em que a Igreja Ortodoxa celebra o natal 8. Doce típico de natal, passado por ovo e molhado em leite, vinho ou calda de açúcar 9. Festa judaica, também conhecida como Festa das Luzes 10. Série devocional de nove dias de missas praticadas por católicos nas Filipinas em antecipação ao natal


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NOVA em Folha| Dezembro 2019 by AEFCSH NOVA - Issuu