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NOVA em Folha - Abril

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Notícias, críticas e opiniões

“O copo menstrual é uma alternativa simples, prática, higiénica e económica aos absorventes. Trata-se de uma taça feita em TPE (Elastómero Termoplástico), o mesmo material utilizados nas tetinas dos biberões dos bebés, em cateteres e implantes médicos, e que colecta o sangue menstrual. Tem um prazo de validade muito alargado, o que o torna reutilizável. O copo menstrual é inserido no canal vaginal, tal como um absorvente interno (tampão). Uma vez dentro do corpo, retoma a sua forma original ajustando-se perfeitamente ao canal vaginal formando um vácuo que impede qualquer vazamento. Para o remover, basta puxar a pega devagar ou apertar a base para quebrar o vácuo. Assim, o copo é retirado com toda a facilidade podendo ser esvaziado na sanita, lavado e novamente inserido. Um copo menstrual pode ser usado por até 12h, evitando o incómodo de mudar de absorventes várias vezes ao dia. Os primeiros copos menstruais surgiram na década de 30 e hoje são produzidos em diversas partes do mundo como o Canadá, Finlândia, República Checa, África do Sul, Estados Unidos, China, Alemanha, França, Índia e Inglaterra, com autorização e aprovação das agências de segurança alimentar e médica. Segurança e ética: Não possui aditivos químicos (lixívia), ao contrário do que acontece com os absorventes e que podem causar alergias e irritação. Como o sangue se mantém em vácuo, não oxida, e não se verifica a proliferação de bactérias e fungos, evitando a síndrome do choque tóxico e outras infecções, directamente associados ao uso dos absorventes tradicionais. Rigorosamente testado, mas não em animais. Conforto: Os copos menstruais foram desenvolvidos por ginecologistas para se adaptarem perfeitamente à anatomia feminina, vedando completamente o canal vaginal, evitando dessa forma fugas de sangue. Fabricado de um material altamente maleável e confortável, possibilita o seu uso na prática de todo o exercício físico, na praia e durante a noite. Por não ser absorvente, mantém a humidade e a protecção natural da vagina e não alterando o seu PH natural. Diminuição de resíduos: Otempo máximo de uso de absorventes não deve ser superior a 4h, na medida em que, partir daí, o ambiente vaginal torna-se propício à proliferação de fungos e bactérias, provocando desta forma, as infecções. Assim sendo, serão consumidos cerca de 30 absorventes por mês, 360 por ano e 3600 em dez anos dependendo da intensidade do fluxo. Em todo o planeta, são utilizados 13.699 absorventes POR SEGUNDO, nas zonas urbanas. Estamos a referir-nos a 432.000.000.000.000 (432 biliões) de absorventes depositados em lixeiras e aterros... Economia: O preço de um pacote de absorventes pode não parecer significativo, mas vários anos de uso frequente gera um gasto imenso. Estimase que mensalmente cada mulher gaste em absorventes (pensos e tampões) cerca de 7,50€. Assim sendo, o uso de um único copo menstrual fica pago em três ou quatro meses de utilização, e dura anos, se devidamente manuseado!”


NOVA Reviews


Isto assim nĂŁo pode ser


RESPEITA O AMBIENTE

o que se pode fazer na FCSH (e em todo o lado) para contribuir

REDUZ

Evita copos e palhinhas descartáveis, garrafas de plástico e sacos avulso. Em vez de consumir, reduz (e existem muitas alternativas duradouras!)

REUTILIZA Procura dar novas utilizações ao que simplesmente podes deitar fora, sendo ecológico e económico. Se só tens uma garrafa de água, enche em vez de comprar outra!

RECICLA

Estão ao teu dispor na FCSH (e não só) vários ecopontos e locais de triagem. Ao reciclar, não só contribuis para o ambiente como facilitas o trabalho de todos neste processo.


NOVA

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NOVA

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NOVA Reviews Na sua primeira incursão a solo, Myles Kennedy decide afastar-se das sonoridades mais pesadas que o caracterizavam em projetos como os Alter Bridge ou Slash feat. Myles Kennedy and The Conspirators e decide abraçar novas melodias que demonstram influências que vão desde o Delta Blues de

Robert Johnson até ao Folk Rock de Led Zeppelin III. Este é na sua totalidade um álbum acústico e para além de protagonizar os vocais, Myles Kennedy explora toda uma nova panóplia de instrumentos musicais como é o caso da guitarra acústica, do banjo, do baixo, do lap steel e ainda do bandolim. Um dos destaques do álbum vai para o seu formato conceptual, pois este é um disco onde todas as músicas se encontram interligadas através do mesmo tema,

sendo esse tema, que dá também o mote para o álbum, a morte do pai de Myles quando o músico tinha apenas 5 anos. A partir daqui conseguimos “decifrar” o título do álbum pois segundo Kennedy, “Year of the Tiger” (em português “ano do tigre”) corresponde ao ano de 1974 no calendário chinês, ano que marca a morte do seu pai. Posto isto, o álbum apresenta-se como uma espécie de desabafo onde o compositor procura libertar todas as emoções contidas que lhe vêm a pesar há mais de 40 anos, Myles canta então na primeira pessoa onde descreve a sua visão dos acontecimentos em músicas como “Haunted by Design” ou “Love Can Only Heal”, mas também apresenta outras perspetivas nomeadamente na canção “Mother”, onde se coloca na posição da sua mãe e relata a frieza e coragem que esta teve para ultrapassar um momento tão difícil e inesperado na sua vida.

Este era o álbum que faltava na carreira de Myles Kennedy, pois com este disco são dissipadas quaisquer dúvidas que ainda restavam, Myles afirma-se assim como um dos melhores compositores, letristas e intérpretes da música rock/ blues contemporânea.


5 JUNHO

10H - 18H / PISO 7 NOVA FCSH

Teste rápido de VIH, sífilis, hepatites B e C Gratuito, anónimo e confidencial Preservativos gratuitos

Para quaisquer informações, contactar aefcsh@fcsh.unl.pt ou @AEFCSH.UNL Acção dinamizada pelo Espaço Intendente.


NOVA

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… Maio de 1999.

que lhe prendiam os membros, inferiores e superiores, às grades da

No princípio era o verbo?

cama.

- Como é que me deixei dormir, não me lembro de nada mãe?

Sem querer mostrar a mais pequena ponta de ingratidão para com os

- Vou ter que começar sem princípio?

amigos que se deslocavam com nórdica assiduidade ao hospital. Os

- Calma, tiveste um grande acidente e tens estado em coma, portanto é

primeiros registos, numa fase mais consciente, foram da presença do

muito natural que durante esse sono os verbos e todas as classes não

Fernando e do Tavares. A comparência deles fez-me recuperar

verbais tenham virado costas, houve milhões de ligações nervosas que

memórias do tempo em que o Tavares ficava sentado na carteira da

foram interrompidas com a sorte feroz que tiveste...

escola com as calças e cuecas junto dos tornozelos e do Fernando escondido atrás de um monte de areia nos treinos de futebol, para não

O jet-lag de uma viagem desta envergadura descompensa para

ter que correr tanto durante a preparação física. O discernimento, que

episódios vegetativos, que têm de ser calibrados com estímulos de

só o tempo oferece, levou-me a pensar que eles só estavam ali porque

ordem olfativa e auditiva. Para o efeito, a minha irmã colocou-me uns

a distância para comprarem papa era curta— poderei estar a ser injusto,

headphones e os meus amigos trouxeram umas dezenas de sacos de

não sei! O Tavares morreu baleado, no casal ventoso e uns meses

areia molhada da praia que, puseram sob a minha cama. Numa noite

depois o Fernando partiu para Londres.

quente, um dos sacos cedeu à pressão rebentando o que, por contágio, fez com que os outros seguissem as mesmas pegadas. O

Voltando à senda hospitalar.

turno de enfermeiras que estava ao serviço ficou furioso e estava capaz

O Pedro e a Teresa, pais do Tomás, sussurraram-me para eu ficar

de me pontapear o ventilador e de me trocar a medicação. A minha

atento a alguma alteração em relação ao coma do filho deles. ‘Tou

consciência não fazia a mais pálida ideia de onde me encontrava, via-

fodido, como é que hei-de fazer agora? Passei a noite a desejar que

me numa cama de hospital com metade do corpo paralisado e sem

não acontecesse nada ao Tomás e a ansiar fervorosamente para que

conseguir emitir o mais pequeno som. O vício por cigarros emergiu,

me instalassem uma placa de som nos olhos. De manhã, depois dos

depois de 3 meses em coma. Com tão poucas fontes de prazer à

caraterísticos banhos à gato a que éramos submetidos, chegou o Pedro

disposição, esticava e encostava dois dedos e levava-os aos lábios.

com o jornal debaixo do braço e uma caixa de pastéis de nata

Estou convencido que era para estabelecer alguma interação, porque a

mergulhados em canela, para estimular o olfato do Tomás, o coma dele

minha relação com este mundo estava muito mal pendurada, só via

estendia-se há 5 meses.

enfermeiras giras a deambularem no limite da minha cama. Poça, eram mesmo boas. Por via das eventualidades, podia-se até dizer que estava

Depois de poisar os pastéis de nata e afagar ternurosamente a cabeça

carente de afetos mas a julgar pelo número e repetição de algumas

do filho, o Pedro sentou-se aos pés da minha cama e pegou no

visitas pode aferir que o meu pensamento tinha alguma coerência. Que

abecedário que a minha irmã escreveu para eu apontar as letras para ir

Deus me perdoe mas algumas eram flagrantes! E ainda bem!

construindo palavras.

Vou acordando paulatinamente, no meu quarto está o Tomás, o Manel e o Carlos. O Tomás ao meu lado esquerdo parece um piloto de caças,

- Bom dia! - Furioso - esta foi a palavra elegida para resumir a ineficácia

com as vias aéreas encobertas por um aerossol. Na minha frente está o

para onde eu tinha sido empurrado.

Manel que, laboriosamente enrola bolas de barro contidas no interior

- João, não te queria deixar em xeque, até porque vocês são

das fraldas e projeta-as para alvos indecifráveis. Do lado direito do

permanentemente vigiados por enfermeiras durante a noite. Mas já

Manel está o Carlos que dilata ruidosamente as narinas e cospe para o

agora, explica-me lá como é que tu irias chamar alguém para vir em

chão. O Carlos debatia-se relutante e furiosamente com as ligaduras

socorro do Tomás, uma vez que não falas?


NOVA

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Estiquei o braço esquerdo e acendi um isqueiro que a minha irmã tinha

interagir com pessoas, porque pela certa iria ter um terapeuta da fala

deixado na minha mesa de cabeceira para eu ir treinando insuflações,

que otimizasse os sons que eu já proferia. Pelo menos, era o que a

porque o ruído que é emitido com a fala é o produto do vento que

minha mãe professava.

passa nas nossas cordas vocais. O gesto teve um impacto de estalo no

Faltava 5 dias para o meu 19º aniversário e o professor Castro Caldas, o

Pedro e ele devolveu-me um forte abraço!

neurologista, disse que a minha alta estava agendada para daqui a três

A meio da manhã, numa hora VIP, entrou a minha mãe com a Carla. A

dias, para o hospital Curry Cabral. Alguém tinha intercedido por mim,

imagem da Carla estava pouco ou nada presente na minha cabeça mas

porque o hospital para onde agora me encaminhavam tinha uma

como ela me envolveu em carícias e beijinhos, a minha mãe achou por

enorme lista de espera. Custou-me imenso abandonar o hospital,

bem retirar-se e deixar-nos a sós para me ofertar uns milímetros de

principalmente o Tomás. O Manel e o Carlos faziam muito barulho e

intimidade. Estava longe de pensar que a Carla era uma acompanhante

atiravam bolinhas de trampa, felizmente nunca me acertaram.

de luxo que eu e o Agripino conhecemos numa noite de loucura quando roubámos as chaves do Jipe Rover novinho do pai do Paulo, sem ninguém saber.

- Os segredos com as putas são muito difíceis de esconder—dizia-me ela ao ouvido—muito embora, saibas que, eu não sou uma qualquer. Eu hei-de voltar, não te preocupes, querido. Este insólito mistério foi apagado com a chegada do Hugo que, entrou desaforado e sem autorização enquanto a Carla saía. O Hugo tinha muitos buracos no cérebro e já estava habituado a ser arrastado para fora do interior dos bares e discotecas, como tal, aquela penetração não

iria

representar

grande

perjúrio

para

ele.

O

Hugo

era

completamente destravado, do género de começar a fazer carrinhos numa casa de strip. Para não variar, passados dois minutos apareceu um segurança, furioso, com um metro e noventa de cabelo rapado a pedir solenes justificações ao Hugo. Ele mal viu o segurança disse: - Eh pá! O senhor nem me deu tempo de lhe agradecer por me ter dado passagem e eu não quis incomodar, uma vez que estava a ler. Eu venho de longe, compreenda. - Vá lá para a rua, que eu não autorizei nada—disse o segurança.

O tempo de internamento já começava a ser insuportável, pois estavam volvidos três meses… Pela hora do lanche o Zé Manel, um auxiliar de ação médica disse-me que ouviu o Fisioterapeuta Salgado a falar com um médico fisiatra e um médico interno a respeito da minha transferência. O Zé Manel contavame isto com alguma tristeza, porque a minha presença, em conjunto com a do Tomás e do Manel, traziam muita juventude ao serviço e faziam-lhe recordar o tempo de escola, principalmente à hora das visitas. Esta notícia revestia-me de vontade e esperança de voltar a

(Continua…)


NOVA Reviews evento, Elas viajaram e fizeram-nos viajar entre os

que foi lá e cá, numa península que aguentou as

três momentos que, em comum, têm a resistência

mais longas ditaduras europeias. Está ausente da

e a luta. A resistência e a luta delas que não foi –

peça, talvez porque só agora começa a surgir na

nem é - a mesma que a deles. Mas, mais do que

discussão da memória colectiva, relatos do que se

dar visibilidade às narrativas da Teresa, da Júlia ou

passava nas colónias. Relatos das Elas (e eles) que

da Eugénia, por oposição à resistência e à luta do

no hemisfério contrário se debatiam contra uma

Domingos, do Vítor ou do Henrique, mostraram-

guerra colonial, contra a morte quase certa, contra

nos como o processo revolucionário foi construído

um fascismo que as considerava menos que

em

humanas.

conjunto,

como

formas

de

opressão

desaguaram em formas de transformação de classe, de género, de sociedade e de cultura. Elas,

Ainda há muito caminho a percorrer, mas para isso

que continuam de fora das narrativas oficiais. Elas,

elas

(nós)

estão

a

fazer

a

sua

parte.

que não desistiram das suas reivindicações em Celebrar Abril e Maio não pode ser só estética. É

Abril de 1974 e, menos ainda, em Novembro de

Como é que as mulheres desta peça também

sempre um momento de resistência necessário.

1975.

estiveram lá? Talvez ainda estejam a tentar

Celebrando-se aquilo que foi, reivindica-se o que

descobrir. O Teatro do Vestido foi uma das

já não é. Celebramos a luta antifascista e as

Com elas participamos num jogo de espelhos

companhias que não recebeu financiamento da

conquistas arrecadadas. Afirmamos a urgência dos

entre ausências e presenças, num confronto entre

DGArtes. Sem financiamento desde Janeiro, as

direitos que nos são retirados, que a nossa

os

actrizes asseguram os compromissos contratuais já

geração já não conheceu, mas que também não

colectiva e as figuras (femininas) que passaram os

estabelecidos.

esqueceu. A celebração de Abril e Maio não se

últimos 40 anos a julgar que não tinham nada para

condições,

ancora numa evocação identitária oca e simplista,

contar.

mas sim num pulsar de exigências que nos é

particularidades

o

Como é que nós também estivemos lá? Ainda nem

quotidiano. A produção cultural, no contexto

fascismo, sobretudo na sombra do quotidiano, da

nós sabemos bem. A EGEAC anunciou os poucos

actual, já é em sim um acto de resistência,

intimidade. A brutalidade de viver mulher sob a

dias que a peça estaria em cena (já começa a ser

sobretudo

asa de um homem – primeiro o pai, depois o

hábito uma programação que serve mais para

sobretudo em Abril e Maio. Elas também estiveram

marido.

abortos

marcar calendário do que promover uma efectiva

lá é mais do que a reivindicação da memória

clandestinos e solitários - porque o pão não

política cultural). Condições: 20 bilhetes diários, 2

histórica e muito mais que uma celebração. A

chegava para mais um, os contraceptivos não

bilhetes por pessoa levantados no próprio dia a

verbalização não sai fácil, a selecta audiência e a

existiam e o maridinho tinha vontades. A tortura

partir das 13h. Local: Cinema São Jorge. Como:

imediatez passional da época dificultam a tarefa,

pela PIDE que era tudo o que foi para o Zé, o

Chegada a meio da manhã para marcar lugar.

mas

que

Pedro e o António, mas para a Georgete, a

Resultado: 18 bilhetes reservados pela EGEAC, 2

as

Conceição e a Aurora revestia-se ainda do

disponíveis. Um cenário que se repetiu como tema

transformaram – a elas e às suas histórias – em

machismo sistémico, com humilhação sexual,

e variações nos restantes dias. Fosse isto um

símbolos de luta. Uma peça que, por se posicionar

exposição de nudez e chantagem através dos

momento isolado e estaria a cidade de Lisboa bem

política e ideologicamente sem descurar o sentido

filhos. Nesta peça, ao iluminar-se o que era viver

servida

estético, tem (ou teria) a capacidade de impactar

mulher não se apaga que nem todas as mulheres

desinvestimento

públicos vastos. Uma peça que conjugando

estavam em pé de igualdade. As mulheres

incompreensão

cinema, música, literatura, fotografia e teatro

trabalhadoras do Couço não se confrontavam com

sociedade (ou então por compreenderem bem

mostra que as opções estéticas são em si veículos

as mesmas dificuldades da mulher que vivia na

demais). A política de compadrio e de desrespeito

de mensagens. Neste caso, numa só peça, a

Avenida e que escondia as suas leituras proibidas.

pelo público é outro. A cidade de Lisboa e o país

confluência

construção

A livreira, filha de trabalhadores, que estudava na

precisam de uma política cultural séria, que não se

colectiva. Uma peça de teatro político que

escola comercial e não tinha dinheiro para comprar

guie pelo monopólio da EGEAC e dos interesses

fomenta o sentido crítico e levanta questões sem

um dicionário não é a Teresa que foi expulsa do

privados

apontar, à partida, a direcção certa para o

liceu por distribuir propaganda. Mas até sobre isto

processo

a peça nos põe a reflectir, sobre a importância da

O país precisa que elas continuem lá e que ela – a

opção de classe.

cultura – esteja sempre lá.

quando

exigem-se

resistiram,

as

umas que

de

de

politicamente

linhas

lutaram

artes

reflexão

para

de

posicionada,

sobre e

uma

cada

as

as que

espectador.

actores

estabelecidos

Trouxeram de

Violações

da

nossa memória

relatos

que

viver

mulher

conjugais

iluminam durante

ou

Até

elas

quando

vão

é

que,

continuar

a

nestas

estar

lá?

as

Elas. Elas, as mulheres da resistência antifascista, de Abril e Maio, e do PREC. Uma produção que

Neste jogo do ausente e presente, surgem

escapa a um cânone de arte militante assente no

paralelismos com a resistência espanhola, com o

em

matéria

que

é do

de um papel

com

política dos da

ela

cultural.

sintomas cultura

se

O da

numa

movem.


Culinova

Bitaites sobre a bola


AEFCSH | NOVA FCSH | U-BIKE NOVA

cicloficina 17H PISO -1

ÚLTIMA 6ª-FEIRA ÚTIL DO MÊS

NUMA PARCERIA COM A NOVA FCSH E A U-BIKE NOVA, A AE DINAMIZA, NA ÚLTIMA 6ª-FEIRA ÚTIL DE CADA MÊS, UMA CICLOFICINA NO PISO -1 PARA A MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO E APRENDIZAGEM SOBRE BICICLETAS.

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