Índice Introdução................................................................................................................................. 3 És tu Ali Babá? ......................................................................................................................... 4 Mia e Andreza e os três espiões ............................................................................................ 5 Ali Babá esperto e os quarenta cavaleiros ........................................................................... 8 Eto e a mina cheia de riquezas ............................................................................................ 11 Mané Babá e os quarenta polícias ....................................................................................... 13
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Introdução
Este e-book destina-se a compilar um conjunto de trabalhos de reescrita de um conto tradicional, realizados aquando do estudo do texto narrativo e com vista à participação do projeto de escrita criativa “Somar palavras, criar sonhos”, dinamizado pela Biblioteca Escolar. A participação dos alunos do 6º I, da Escola Básica de Monte Gordo resultou da reescrita do conto “Ali Babá e os quarenta ladrões”. Boas leituras!
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És tu Ali Babá? Certo dia Ali Babá, um rico e famoso árabe, encontra uma pobre e pequena casinha, com tudo partido a uns 2 metros de distância da sua enorme piscina. De repente, um monte de ladrões, precisamente 40, entraram na pequena casa e por arte de magia desapareceram. Ali Babá ficou tonto e decidiu ir lá ver o que é que se passava. Quando chegou à porta da pobre casa, não viu nenhum buraco e ficou pasmado a pensar, se nestes últimos dias haveria dormido bem e foi então que se lembrou e gritou: - ABRE-TE SÉSAMO! E cai a toda velocidade por um escorrega de ouro até a um elevador. Entra no elevador, sobe lentamente, e quando chegou lá, viu que estava dentro do seu cofre privado e que estavam lá dentro todos os ladrões, roubando moeda por moeda. Ele ficou tão furioso, que pegou na vara de metal que levava sempre com ele e pôs todos os ladrões a trabalhar para ele, porque mais vale ser rico e esperto do que pobre e burro.
Samir Brito e Simão Henriques
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Mia e Andreza e os três espiões
Numa cidade do Sul muito moderna, viviam duas irmãs numa mansão. A mais velha chamava-se Mia e a mais nova Andreza. Elas duas tinham uma ourivesaria numa praça. Um dia elas fecharam a sua loja, e a caminho da sua mansão viram três homens de preto agachados no chão. Logo aproximaram-se deles, mas de maneira a que eles não as vissem, e ouviram uma espécie de um nome, parecia uma palavra-passe. - @charlidamelio. - disseram eles sussurrando e o chão abriu-se. - Mas que raio! - disse a Andreza em voz baixa. - Sou eu que estou louca ou tu também viste isto?! - interrogou a Mia. - Sim, eu também vi! Eles entraram no chão!!! - exclamou a Andreza. - Vamos esperar que eles saiam dali para ver onde foram. – sugeriu Mia. Passado algum tempo os homens saíram de lá com uns sacos cheios de qualquer coisa, que elas não sabiam o que era. - Olha Mia! Eles já saíram e estão com uns sacos, o que será aquilo? questionou Andreza. - Não me perguntes a mim, porque eu também não sei. Vamos lá entrar! – sugeriu Mia. Assim que chegaram ali perto, repararam que realmente precisavam de um nome para abrir aquele alçapão. - @charlidamelio - disse Andreza e logo o alçapão abriu. As duas entraram lá dentro e havia um grande corredor de escadas curtas. Quando chegaram ao fim das escadas repararam que o sítio estava cheio de diamantes, iphones 127 pro max, malas, sapatos e roupas da Gucci e da Louis Vuitton. - Ai meu Deus!!!! Começa já a apanhar Andreza!!! – pediu Mia. - Eu não acredito no que estou a ver!! – disse Andreza incrédula. - Vamos apanhar tudo. - Disse Mia. Elas começaram a apanhar e quando se iam embora tinham-se esquecido da palavra passe. - @Dixiedamelio, @Heididamelio…- Disseram elas.
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- E agora, esquecemo-nos, como vamos sair daqui? - perguntou Mia. - Eu realmente não sei! - disse Andreza desesperada. - Vamos sentar-nos aqui a ver o Instragram nos telemóveis, à espera que alguém nos venha buscar. - disse Mia muito calmamente. - Não é melhor ligarmos para o papá? – perguntou a Andreza. - Não. - disse Mia, mas desta vez a passar fotos no telemóvel. - Então porquê que não queres ligar a ninguém? – perguntou Andreza. - Preguiça, mesmo que eu quisesse telefonar não temos rede. – respondeu Mia. - É, pois! Tens razão. – concordou Andreza. As duas acabaram por cair no sono. Amanheceu e os três homens de preto, que na verdade eram espiões, voltaram ao local. Assim que desceram as escadas deram-se de frente com as duas irmãs a dormir. - Eu não acredito no que estou a ver! - disse Tomás o chefe e, ao mesmo tempo, os outros dois ficaram de boca aberta. - Ei! Acordem! - disse Tomás para as irmãs. As mesmas assustaram-se e acordaram. - Que faltas de respeito! - disse Mia ainda esfregando os olhos. - Que horas são? - perguntou Andreza sonolenta. - São 08:00 horas da manhã. - disse Samir um dos espiões. - 08:00 da manhã!? Nós temos horário para acordar! - Protestou Mia - Pois! - disse Andreza também já irritada. - A sério? Então qual é esse horário? - perguntou Miranda, o terceiro espião. - 12:30! - gritaram as duas ao mesmo tempo. As irmãs mudaram de feição após perceberem que aqueles eram os tais homens de preto que tinham visto no dia anterior. - Quer dizer, 12:30…- disse Mia calmamente. - Bom, vocês são pessoas de muita boa companhia mas nós precisamos ir embora.- disse Andreza tentando fazer boa impressão e puxando o braço de Mia para ir embora. - Pois nós vamos ter de ir, Adeus! - concordou Mia - Ah isso é que não vão. - disse o Tomás. - A sério? Olha que nós já estamos a sair. - disse Mia saindo.
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Quando iam começar a subir as escadas elas olharam uma para a outra com cara de desespero, e lembraram-se que se haviam esquecido da palavra-passe. Então logo Mia vira-se para trás e carinhosamente diz: - Será que estes lindos homens podem dizer-nos a palavra-passe? - Quem é que estão a tentar enganar falando dessa maneira? – perguntou Miranda. - Com o papá resulta sempre! - diz Andreza revirando os olhos. - Sentem-se que nós vamos fazer um acordo. - disse Tomás. Elas voltam para trás e sentam-se no chão. - Vocês prometem não contar a ninguém o nosso segredo nem a palavrapasse, até porque se nós descobrirmos vocês estão lixadas. – perguntou o chefe. - Prometido, não contamos a ninguém. - disse Mia. - Então vou deixar-vos sair. - disse Tomás. - Só tem de nos dizer a palavra-passe, pois nós esquecemo-nos. - disse Andreza. - A palavra passe é @charlidamelio - aceitou o Tomás. - Muito obrigada! - disseram elas felizes. Subiram as escadas, disseram a palavra passe e saíram. Cansadas como estavam, voltaram para a mansão e deitaram-se. No dia seguinte voltaram para a loja e nunca mais viram os três espiões.
Mia Munhoz e Tomás Tomaz
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Ali Babá esperto e os quarenta cavaleiros Era uma vez dois irmãos que viviam com a sua família. O mais velho chamava-se António e o mais novo Ali. O pai deles casou-se com a filha de um mercador que lhe deixou os seus bens. E Ali também se casou (em arabe “babá” quer dizer Boa pessoa). Ali saiu da cidade apanhando atalhos para ir limpar com um machado o canto da floresta e cortar a lenha. Quando estava a trabalhar, notou uma nuvem de poeira no vale, entre as oliveiras. Eram os cavaleiros, foram pelo atalho que ele tinha seguido, “vão passar aqui não tarda nada” - pensou o Ali e decidiu esconder-se e o seu burro desviou-se não indo atrás dele. Depois os cavaleiros pararam e o chefe deles saiu do cavalo e ficou em frente de um pedregulho e disse: “Abre-te, sésamo!” - O pedregulho moveu-se e abriu uma gruta para ele poder entrar. Ali Babá entrou sem o chefe saber, e este saiu da gruta e gritou: “Fecha-te sésamo!”. Ali encontrou muito ouro e pedras preciosas, encheu dois sacos e disse “Abre-te sésamo” e foi embora contrariado. Pelo caminho encontrou a sua mulher, Ali aproximou-se dela e disse: - Olá amor, o que tu fazes aqui? A esposa respondeu: - Vim aqui dar um passeio. Ali lembrou-se de lhe mostrar o ouro e as pedras preciosas. - Ali, de onde vem esse ouro? Não o roubaste pois não? – perguntou a mulher preocupada. - Bem sou um ladrão que roubou a outro ladrão - respondeu Ali e continuou Amor, tenho um convite para te fazer. - Ok, diz lá. – esperou a esposa de Ali, curiosa. - Queres ir uns dias de férias comigo? – Perguntou Ali. - Sim adorava – respondeu a esposa entusiasmada. Ali foi para casa muito contente e viu o irmão, sem querer, deixou cair os dois sacos e o irmão disse: - Tanto ouro!!! Vamos contá-lo. - Que disparate! Não nos vamos pôr agora a contar isto tudo – afirmou.
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Mas o irmão insistiu, então lá foram eles contar aquilo tudo. Depois de contar as moedas de ouro: - Ena tanto ouro onde é que o arranjaste? - Perguntou o irmão. Ali respondeu: - Estou cansado, vou dormir. Amanhã logo falamos. Foram dormir e na manhã seguinte o Ali pediu ao irmão: - Tens de esconder este segredo, ouviste? - Eu sei guardar um segredo e tu já devias saber isso, mas pronto! Vá, tenho de ir, até logo. – Despediu-se o irmão. - Adeus. – disse Ali. - Adeus porquê, onde é que vais? – perguntou o irmão. - Não te lembras? – admirou-se Ali e continuou - eu vou visitar alguns países, já que tenho dinheiro suficiente para as nossas viagens. - Nossas viagens. Eu não vou?! É que nem penses…! - Não és tu, é a minha mulher, Adeus irmão, vou ter saudades - diz o Alí . E os dois abraçaram-se. Ali e a sua companheira partem.
Semosh Thapa e Carolina Lança
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Eto e a mina cheia de riquezas Numa aldeia Africana, viviam dois irmãos chamados Ian e Eto. Ian era o mais velho entre os dois e a mãe deles era viúva. Eles viviam numa casa feita de palha e paus. Ian casou-se nessa casa de palha, enquanto o seu irmão andava solteiro, não pensava nisso e fazia coisas que o seu irmão mais velho não fazia. Eto num dia normal, foi caçar e, de repente, viu uns 40 elefantes a cercá-lo e no momento que eles pararam, ele deslizou para um buraco, que na verdade, era uma mina cheia de riquezas. Por ver-se cercado por tantas e tantas pedras preciosas ele ficou a estourar de felicidade. Tantas vezes que ele fora ignorado dentro de casa que decidiu guardar o segredo no seu coração. Às vezes, o filho mais novo não dormia em casa e a mãe ficava preocupada. Tentava descobrir onde o filho tinha se metido, mas sem sucesso. Eto construiu uma casa nova, feita de cobre e dentro da casa tinha muitas pedras preciosas (diamantes, rubis, esmeraldas...), onde ele ficou a viver. Mas, houve um dia em que ele sentiu saudades da sua família e foi visitá-los encontrando a casa toda destruída devido aos elefantes que a pisaram. Assim que viu sua mãe com ferimentos graves correu para perto dela para a ajudar. - Como foste capaz de nos abandonar?! - exclamou a sua mãe. - Desculpa por te ter abandonado, mas eu estava a ser desprezado por vocês e abandonei-vos. - disse Eto. - Mas eu não sabia disso, desculpa-me filho... arrependeu-se a mãe. Devido aos elefantes o seu irmão faleceu. Depois disso ele nunca mais largou a sua mãe. Eto leva a mãe para sua casa onde ficaram a viver até morrer.
Raul Atchim e Ricardo Aquilino
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Mané Babá e os quarenta polícias Numa aldeia do Norte viviam dois irmãos juntamente com o seu pai e a sua tia. O mais velho chamava-se Mohamed e o mais novo chamava-se Mané. Mané pela sua bondade, chamavam-no de Mané Babá, que é uma palavra árabe que significa pessoa generosa. Mohamed morreu, deixando a herança para o seu irmão, deixando-lhe também, o seu luxuoso restaurante. Mané casou-se e começou a trabalhar como lenhador, ia todos os dias para a floresta cortar lenha, mas uma tarde, quando ele estava cortando lenha, notou uma nuvem de poeira movimentando-se para lá. Observou com atenção e viu que era uma coluna de polícias, mas como Mané não tinha medo, trepou ao cimo de uma árvore para poder avistar melhor os polícias, que com o seu chefe, eram ao todo quarenta. Um desses polícias chegou ao pé de uma “casa” e gritou: - Abre-te sésamo! A porta da “casa” abriu-se, e imediatamente todos os polícias entraram sem deixar nenhum rastro para trás. Mané ao longo do tempo foi descobrindo algumas coisas sobre aqueles polícias, pois ia todos os sábados para a mesma árvore para saber mais sobre os polícias. Uma das coisas que ele descobriu foi que o nome do líder era Júnior. Num desses sábados, enquanto os polícias estavam na “casa”, o Mané ficou empoleirado na árvore durante uns minutos, até que resolveu sair de lá. Depois de algum tempo, decidiu não voltar lá, porque, provavelmente, iria arranjar problemas, então optou por ignorar, esquecer e viver feliz com sua esposa.
Tiago Paixão e Rita Justo
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