Escola Básica de Monte Gordo 2021/2022
Índice Introdução .............................................................................................................................................. 3 A Joana e o Tiago .................................................................................................................................... 5 À procura do Melro Branco .................................................................................................................... 7 A salamandra dourada ...................................................................................................................... 10 O dia em que choveu dinheiro ............................................................................................................. 12 O dia em que choveu dinheiro .......................................................................................................... 13 O Pai e os três filhos ....................................................................................................................... 14
2
Introdução Este e-book destina-se a compilar um conjunto de trabalhos de reescrita de contos tradicionais, realizados aquando do estudo do texto narrativo, e com vista à participação do projeto de escrita criativa “Somar palavras, criar sonhos”, dinamizado pela Biblioteca Escolar. A participação dos alunos do 5º I, da Escola Básica de Monte Gordo resultou da reescrita de contos tradicionais variados, mais conhecidos por: - O melro branco - O dia em que choveram chouriços - Comida sem sal - A galinha negra - Os três irmãos - O cágado e a raposa Será que conseguem descobrir quais são? Boas leituras!
3
Comida sem sal Era uma vez um Rei, chamado Pedro, que tinha 3 filhas. Um dia, perguntou às filhas qual gostava mais dele. A princesa Áurea, a mais velha, respondeu: - Gosto mais de ti, do que do meu coração. A princesa Tatiana, a do meio, respondeu: - Gosto mais de ti do que a melhor iguaria do mundo! A mais nova, a princesa Vitória, respondeu: - Gosto mais de ti, do que de comida com sal. O rei achou que a filha mais nova não o amava tanto como as outras e expulsou-a de casa. Ela foi embora, super triste, e depois de andar umas horas chegou a um palácio onde precisavam de uma cozinheira. Um dia, veio para a mesa do rei, uma travessa derissóis maravilhosos, e dentro de um ele achou um anel muito pequenino e de grande valor. O rei e seu filho, queriam descobrir de quem era aquele anel tão delicado e vieram todas as donzelas do palácio e do reino experimenta-lo. Até que… ele serviu à cozinheira! O príncipe ficou logo apaixonado pelas suas mãos macias e os seus dedinhos delicados e decidiu casar com ela. A princesa, que queria fazer as pazes com o seu pai, disse-lhe que só casaria com ele, se pudesse cozinhar na festa de noivado. Foram convidadas todas as famílias nobres do Reino e dos reinos próximos, e portanto, também a família da princesa Vitória. A princesa cozinhou o jantar, e não colocou sal no prato que serviu a seu pai. Todos comiam com satisfação, menos o Rei Pedro que disse, indignado ao dono da casa: - Esta comida, não tem sal! O pai do noivo, que sabia de toda a história, pediu para chamarem a sua futura nora, que apareceu vestida de princesa. Quando o pai a viu, assumiu logo a sua culpa, por não ter percebido o quanto era amado por sua filha Vitoria. O rei quase morreu de arrependimento e vergonha, e, abraçou a sua filha pedindo-lhe desculpa. Délio Montes e Luciana Guerreiro 4
A Joana e o Tiago Lá longe no Brasil, vivia um menino chamado Tiago, que passava a vida a gozar com uma rapariga humilde se não metia com ninguém, mas um dia, como era habitual, encontraram-se e ele exclamou: - Olha quem é!!! A tal “BURRINHA”, com essa capacidade nem amanhã acabas essa ficha. Ela muito irritada responde: - Isso, pensas tu! Posso não acabar daqui a uma hora, mas amanhã está acabado. Todo convencido que isso não ia acontecer, teve uma ideia, e então disselhe: - Ok! Se tão convencida estás, vamos ver quem acerta em mais perguntas e faz mais rápido o seu teste de Geografia. Ela aceitou, mas como sabia que não seria rápida o suficiente, tentou convencê-lo com as suas regras, mas nada resultou. Logo teve uma ideia brilhante, ela tinha uma amiga mais rápida do que ela a escrever e, que não iria fazer o teste pois estava em casa doente e não aprendeu a matéria. Assim, ela falou com a amiga para se sentarem juntas, a amiga a escrever e a Joana a ditar. E finalmente chegou o dia do teste. O plano da Joana não tinha como falhar, então quando as amigas acabaram a Joana disse: - Acabei, professor!!! O Tiago ficou chocado então, no intervalo, disse-lhe: - Estou surpreendido, mas atenção, ainda temos que ver quem acertou mais. No dia seguinte o professor entregou-lhes os testes e o Tiago reparou que não tinha acertado todas as perguntas e a Joana sim e, cheia de felicidade, gritou e o Tiago sem palavras nenhumas exclamou: - UAU, eu julguei-te e olha para ti. Estás com uma nota boa e uma rapidez incrível. Eu só peço desculpas, pois tu mereces. Parabéns. E com isto, ele apercebeu-se de que não podemos julgar pelas aparências.
Sara Nené e Maria Serrano. 5
6
À procura do Melro Branco Num belo dia de verão, uma camponesa apercebe-se que a sua família começa a passar dificuldades financeiras. Então, ela dirige-se aos seus três irmãos: - Eu preciso que vocês me tragam o Melro Branco. Ouvi dizer que ele localiza-se numa caverna protegida por um urso muito feroz, a 57 léguas daqui. - Mas por que é que tu queres esse bicho? - Perguntou o irmão mais velho e mais rebelde. A camponesa olhou para o irmão e disse: - Quando o encontrares saberás… Os três irmãos ficaram assustados e confusos, mas não se opuseram. Então o irmão mais velho disse: - Ok, mas para isso preciso que me dês o resto do dinheiro que tens, pois preciso de sobreviver. A camponesa a muito custo lá concedeu a vontade ao irmão. Então ele partiu em busca do tal Melro Branco, mas a meio do caminho foi ter a um reino gigante governado por um rei muito rico, mas muito justo. Seduzido pelos lindos monumentos do reino e pelo dinheiro do rei, fingiu-se de sem abrigo para o rei o acudir e o deixar viver no reino. O rei acreditando, lá o deixou viver no seu reino. O rapaz simplesmente esqueceu-se do que tinha de fazer e não se preocupou mais com a sua família. Passado algum tempo, a camponesa apercebeu-se que o irmão nunca mais voltava, então chamou o seu segundo irmão. Mas, surpreendentemente, aconteceu-lhe a mesma coisa que tinha acontecido ao primeiro. Ele ficou a viver naquele reino grandioso e esqueceu-se de tudo. A camponesa não gostou nada daquilo e a sua última esperança era o seu irmão mais novo, então disse-lhe: - Não me desiludas, por favor! - Darei o meu melhor - respondeu o rapaz fielmente. Então o jovem partiu. Tinha andado umas 3 léguas quando viu um galo preso pelos ramos de uma árvore enorme. O rapaz decidiu ajudar o galo. Depois de libertado e muito satisfeito o galo disse:
7
- Obrigado amigo, salvou-me a vida! Um passarinho contou-me que anda à procura do Melro Branco, é verdade? - Sim, pode ajudar-me? - perguntou o rapaz já satisfeito por ter feito uma boa ação. - Claro! - respondeu o galo. - Já sei onde ele se localiza. Mas como é que afasto o urso que está a guardar a gruta? - Para isso precisa de um pote de mel, tem de o atirar ao urso e depois disso o melro estará na sua posse. - Obrigado amigo. Ajudou-me muito! - disse o rapaz muito grato. - Não tem de quê! - disse o galo. Os dois retomaram os seus caminhos e entretanto o rapaz arranjou um pote de mel e foi em direção à gruta. Quando lá chegou, atirou o pote de mel ao urso e este foi direto à comida e ficou distraído a saboreá-la. O rapaz entrou na gruta e logo viu o Melro. O jovem saiu da gruta com o Melro e só aí é que se apercebeu que o Melro era enorme! Era tão grande que ele conseguia pôr-se às suas costas! No meio destes pensamentos o Melro disse: - Ufa! Obrigado por me teres salvado daquele urso horrível! - De nada. Mas preciso da tua ajuda! - respondeu o rapaz um pouco preocupado. - Leva-me a minha casa, a 57 léguas daqui, por favor. - Às suas ordens! - disse o Melro agradecido. Depois da viagem, quando chegaram a casa, a camponesa ficou muito feliz por ver o irmão, e ainda por cima com o que lhe tinha pedido. - Eu sabia que tu ias conseguir! - exclamou a camponesa muito grata. - Eu também estou muito feliz - disse o jovem - mas porque é que querias o Melro? O que é que ele faz? - É uma situação um pouco difícil de explicar, sabes… Eu apercebi-me que não consigo sustentar a família na questão do dinheiro. O Melro serve para ficares mais velho. Eu preciso de ficar mais velha para casar com o rei, pois se não fizer nada vamos morrer de fome… - O quê? - perguntou o rapaz pasmado. - Sim, vou casar com o rei. Nós éramos muitos próximos e eu já falei com ele - respondeu a camponesa. 8
- Bem, eu até me dou bem com o rei. Se é pela família eu aceito. - Eu também gosto do rei, não vou casar com ele só por causa do dinheiro disse a camponesa - agora só preciso do Melro e estou pronta. O rapaz deu o Melro Branco à irmã e passados uns 10 minutos a camponesa já estava mais velha. Uns dias depois a camponesa casou-se com o rei e viveram felizes para sempre! Só não se sabe é dos irmãos, mas ouvi dizer que se arrependeram e… o resto já não sei, mas podes ser tu a descobri-lo!!!
Sofia Palma e Raquely Mazioli
9
A salamandra dourada Era uma vez um rapaz chamado Galo Dan que tinha ganho 75.000 € ao participar no Joker. Um dia a mãe chamou-o e disse-lhe: - Oh filho, já que tens tanto dinheiro devias viajar para encontrares uma namorada de outro país. Lá foi ele. Correu meio mundo, mas não encontrou ninguém que o quisesse, sem ser pelo seu dinheiro. Depois de procurar mais um pouco, avistou um acampamento de ciganos e decidiu ir lá. Perto de uma tenda, viu uma rapariga de cabelo dourado, aproximou-se dela mas esta correu para dentro da tenda. Logo em seguida um casal simpático convidou-o para almoçar. Curioso, o galo perguntou pela rapariga de cabelos dourados, mas o casal confuso respondeu que não havia nenhuma rapariga com aquela descrição e diz ao Galo Dan que pode dormir ali. O Galo Dan continua curioso e então a meio da noite foi até à rua onde avista a linda rapariga: - Olá…! - cumprimentou a rapariga apressada. - Espera não te vais embora! - grita ele. Assustada tenta fugir porém, ele apanhou-a pelo pulso. - Larga-me, eu tenho que ir…- Manifestou-se ela. - Desculpa eu não te queria assustar nem magoar - explicou-lhe ele. - Mas, será, que tu poderias explicar-me, por que é que só te encontro de vez em quando? - Interrogou-a ele. - Ok, mas não contes a ninguém. - lembrou ela. - Está bem, prometo não contar a ninguém. - Afirmou ele. - Um dia uma bruxa enfeitiçou-me e agora eu sou uma salamandra. Todos os dias, exceto à meia-noite e ao meio-dia. Esse feitiço só pode ser quebrado quando eu me casar com alguém por amor verdadeiro. - explicou-lhe ela. - Eu sei que nós nos conhecemos há muito pouco tempo. Mas… será que tu queres casar comigo? - perguntou ele nervoso. - Tens a certeza que não me deixas no altar? - perguntou ela com as suas dúvidas.
10
Ele respondeu com grande certeza que não a ia deixar no altar. Ela ficou menos preocupada, acreditou nele e disse que sim. Passados seis meses, eles casaram. O casamento aconteceu no acampamento natal do Galo Dan. O feitiço foi desfeito e os dois viveram felizes para sempre.
Venelina Hristova e Áurea Silva
11
O dia em que choveu dinheiro
Num dia de manhã estava um pobre senhor, andando pelas ruas pedindo às pessoas, um dinheirinho, mas ninguém lhe dava e ele estava cheio de fome e também doente. Então ele acreditava em Deus e pensou: Se ele reza-se talvez acontecesse algum milagre. E pôs-se a rezar. Quando acabou deitou-se porque já era de noite. Acordou e estava a chover dinheiro e ele pensou: Foi Deus que o ouviu rezar e então apanhou em vários sacos e começou a encher, comprou uma casa de madeira, medicinas e comida e arranjou um emprego no hotel Vasco da Gama.
Ravi Brito
12
O dia em que choveu dinheiro Era uma vez um senhor pobre que se chamava Augusto, morava numa cidade muito pequena, o pobre do senhor às vezes nem tinha dinheiro para comprar um único pão. Até que um dia ele triste e desesperado, passeando por uma rua da sua pequena cidade achou uma moeda de 1euro no chão. O senhor tinha falta de tanta coisa na sua vida que nem sabia o que havia de fazer com aquela simples moeda! O pobre coitado decidiu entrar numa padaria para comprar uma sandes porque tinha muita fome, mas com ar de tristeza disse que o dinheiro já não chegava para comprar uma água. O dono da padaria ficou tão emocionado com este senhor que decidiu oferecer-lhe emprego! No dia seguinte o senhor Augusto começou uma nova fase da sua vida, começou o seu novo emprego e a partir desse dia o senhor Augusto viveu uma vida completamente diferente daquela a que estava habituado.
Tomás Catarino
13
O Pai e os três filhos Um pai muito rico, encantador e apaixonado, trabalhava numa fábrica que rendia muito dinheiro. Tinha três filhos: O Pedro, o Miguel e o Martim. Um dia, sentindo que a viagem dos sonhos se aproximava, chamou os filhos e disse: – Meus filhos, vocês sabem que eu sempre sonhei com este dia, e ele chegou! Os filhos responderam: – Nós estamos muito felizes e ansiosos Depois de algum tempo eles chegaram e havia muito sol, pois estavam nas Maldivas. Certo dia, os rapazes foram à piscina. Era tão grande que cabia 50 pessoas. Então, o mais velho decidiu fazer uma festa. A festa foi em grande! E nunca mais se iriam esquecer desse dia! Matilde Simão e Maria Duarte
14
15