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Introdução Os vampiros e os lobisomens fazem parte do nosso imaginário? Será que andam por aí vampiros e lobisomens? Este foi o mote para o desafio lançado aos alunos do 3.º ciclo pelo projeto “Ser Escritor é Cool”. Foram vários os alunos do 8.º e 9.º ano que participaram, mas apenas um trabalho poderia ser enviado. Este e-book nasce da vontade de dar a conhecer os vários trabalhos que saíram da imaginação desses alunos, aliando esse ímpeto criativo ao projeto “Somar Palavras, Criar Sonhos”, que tem como objetivo estimular a escrita criativa, numa articulação entre o Português, as Oficinas de Escrita e a Biblioteca Escolar. Boas leituras!
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Índice A Propósito de uma História do Avô, de Leonardo Araújo .........................................6 Amor e Sangue, de Cristina Yin, Ana Rodrigues e Matilde Jerónimo ..........................9 Novos Começos, de Cristiana Marques, Mariana Candeias, Matilde Beato e Matilde Martins …………………………………...……………………………………………………23 Numa noite de Halloween, de Afonso Rosa, Mariana Abreu, Martim Conceição e Pedro Macedo …………………….…………………………………..………………..….....27 O Camponês e o Lobisomem, de Duarte Silva…………………………………....…....29 Os Vampiros e Lobisomens fazem parte do nosso quotidiano?, de Ivan Duarte, Mariana Tareco, Rodrigo Rosa e Simão Rosa ………………………………….….…....31 Paixão Proíbida, de Hugo Rodrigues……...………………..………………………….....32 Uma Noite de Aventura, de Rafael Raimundo, Ana Margarida Reis e Joel Caleiro……....................................................................................................................34 Vampiros e Lobisomens: realidade ou mito?, de Matilde Bartolomeu, António Silva e Gonçalo Fernandes …………………..........................................................................38 Vampiros e Lobisomens: Amor ou Guerra?, de Ana Maria Guerreiro, Jorge Piloto, Rodrigo Rosa e Tatiana Martins ……………… …………………………………………...40 Vampiros e Lobisomens entre nós, de Alba Ferreira, Marina Martins e Renata Martins…………………………………………………………………………….……….…..48
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A Propósito de uma História do Avô 6
- “Era uma vez uma terra onde viviam seres como lobisomens e vampiros ...” - “Mas avô, vampiros e lobisomens não existem, certo?”. O avô olha para o neto e diz: - “Isso é o que dizem … enfim, se queres tanto saber, descobre por ti mesmo”. O neto fica a olhar para o avô de uma forma confusa. Entretanto, a conversa é interrompida pelo som da buzina do carro da mãe e o avô diz: - “É melhor ires andando, tens que ir para a escola”. No carro, o João olha para a mãe e pensa “ela é muito branca, e sempre utiliza óculos de sol e chapéu, a mãe nunca gostou de sair à rua… estranho, será que ela é um vampiro? É impossível, mas, ela age como se não pudesse ser exposta ao sol! Já o pai adora brincar com bolas e comer carne, às vezes imita o Bill quando uiva e está sempre fora à noite, ainda mais quando há lua cheia…será que ele é um lobo? Seria impossível? Mas será possível?”. Entretanto, o pensamento do menino foi interrompido pela mãe: - “Tem cuidado e não fales com estranhos!”. - “Ok, mãe” - diz o João antes de se despedir. Na escola, ele vai ter com os seus amigos e diz: - “Pessoal, eu acho que a minha mãe e o meu pai são criaturas não humanas. A minha mãe odeia sair à rua quando há sol e utiliza sempre óculos de sol, por isso ela pode ser um vampiro. O meu pai age vezes demais como um cão e está sempre imitando o Bill.” Os amigos olham intrigados para o João e perguntam: - “Mas de onde tiraste isso?!”
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Quando João explica a história que o seu avô lhe havia contado, um dos seus amigos exclama: - “Afinal, faz sentido!” Mas é logo interrompido pela Mafalda: - “Deves está louco de vez, isso não existe! Carlos, para de concordar, sabes muito bem que isso não existe, são contos de fadas.” - “Eu não sei… enfim tenho que ir para a aula, adeus. “- diz o João, perdido nos seus pensamentos. No fim das aulas, o João caminhava até a casa do avô, a mãe estava a trabalhar no seu escritório, como sempre privado de luz, e ao passar ele senta-se num banco e pensa “Aquela menina é tão branca e porque será que ela está com um chapéu e o corpo coberto? É verão ainda... será que ela é um vampiro?". João aproxima-se. - “Ó menina, és uma vampira?"- pergunta o João. - “Não, porquê?" - responde a rapariga, inocentemente, levantando-se. - “É que és muito branca…e eu pensei que..." - diz João, corado que nem um tomate, tentando explicar-se. - “Não faz mal, eu sou muito branca porque tenho problemas de pele, não posso apanhar sol”. - responde a rapariga. - “Enfim, tenho de ir embora, adeus!” - diz o João correndo. Mas ainda estava em dúvida sobre quem estava a falar a verdade!
Leonardo Araújo, 9.ºF
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Amor e Sangue 9
“Seja muito bem-vinda! Sou o sistema AI 002 e responsabilizo-me por levá-la a percorrer todos os mundos necessários até concluir as missões.” “Eu...morri?” “Sim, mas tem a oportunidade de renascer após concluídas as missões em cada mundo.” “Quem?” “Quem o quê?” A rapariga moveu os lábios, mas antes de as palavras saírem-lhe da boca, 002 apressou-se a falar: “Ah, ah… se estiver a falar de quem a ajudou… também não faço ideia. A memória foi limpa. Sim, isso mesmo!” Yan franziu ligeiramente as sobrancelhas, mas acabou por não dizer nada. Será que foi ela? Pensou para si. Fechou os olhos, e começou a recordar… Nunca estivera num local tão quente, mas tinha de aguentar. Não era eu, só, mas também todos os milhares de soldados que vieram enfrentar. Havia cadáveres por todo o lado, feridos a serem curados, braços, pernas e, até, cabeças espalhadas pela plana areia, que, misturada com o imenso sangue, parecia o fogo que os levava até ao inferno. Eu pedi, e muitas vezes, que enviassem um exército, nem que seja só um. Mas em vão. Nunca, das inúmeras vezes que enviei carta, veio resposta. Ela...não quis saber de mim? Não...não...deve só estar demasiada ocupada com os casos, acabou de tornar-se a Governante...era o seu sonho, o lugar que tanto queria…
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Eu pensei numa data de razões e desculpas, tentei convencer-me a mim própria, mas já estava cheia de lágrimas no rosto. Lágrimas, é o maior desperdício e o item menos valioso que alguma vez pode existir. Mas pergunto-me, e ao meu espírito, porque é que elas surgem quando penso nela? “Talvez porque, Yan ama Hann?” - Este era a minha fénix de estimação, que me acompanha desde os meus tempos mais difíceis. As suas penas eram douradas e vermelhas, tão brilhantes, que não existe algo que esteja em comparação. Essa mesma pergunta faço eu também, amar? Ou… Há palavras que querem sair da boca há muito, mas tenho medo. Estranho, não é? Um general de um grande exército ter medo. Mas, tenho mesmo! Medo de as palavras saírem e ela fingir que não ouve ou recusar e acabar totalmente com a amizade tão profunda que já transborda. Algo explodiu de repente. Limpei rapidamente as gotas de líquido que ainda permaneceram na cara, e após ter surgido uma espécie de mandala dourada debaixo dos meus pés, desapareci do local onde estava e cheguei ao lado duma tenda já meia queimada. Arrumei de imediato todas as emoções desnecessárias e, fazendo aparecer uma espada vermelha suspensa na mão direita como se estivesse encharcada de sangue, segui em frente. - Uma, duas, três, quatro…- eu a matar pessoas pareço precisamente uma psicopata. Haverá alguém que goste de contar o número de cabeças que corte e de almas que voam pelas suas mãos? Eu sou uma, e Hann, é outra. Podia-se ver por todo o lado luzes vermelhas, azuis, verdes, douradas, amarelas e roxas (ou violetas, como Hann gosta de dizer. Ó, céus, como posso com uma coisa pequeníssima lembrar-me também dela?). Representavam, respetivamente, poderes de fogo, água, plantas, metais, terra e eletricidade. Claro que muitos apareciam juntos dois em dois, ou mais. Eram aqueles que possuíam mais que um poder, os chamados X- Sang.
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De momento, senti algo que nunca tivera, algo que me revestia de solidão. Não ouvia nada do que estava a acontecer à minha volta, os gritos, berros, explosões, armas baterem-se uma contra outras, bocados de energias a serem lançadas…nada. Olhei desesperadamente em volta, olhei para a miséria, para a ganância escondida nos olhos de alguns. Mas esses esqueceram-se que os olhos não mentem. Subitamente, um “cuidado!” interrompeu o meu desespero. Rapidamente, virei-me dando um pulo no ar, ao mesmo tempo lancei uma flecha formada em segundos para trás, arrebentando a cabeça de um ser com cara de amendoim que me queria matar. Voltei a cara para agradecer, mas aquele soldado já tinha morrido, o sangue escorria por debaixo dele. E isto é a vida de cada um. Comecei a focar-me no episódio que estava a passar: formei outra espada, não quis tirar Liyh, pois sabendo que não iria voltar mais, não queria sujar a minha espada ligada ao meu espírito com o sujo e nojento sangue daqueles invasores com cara de amendoim. Pela mesma razão, também obriguei H, a fénix, a permanecer dentro do Espaço, juntamente com LL, a tigre branca. E fiz com que só eu e Hann, espírito de Hann, pudesse abri-lo. Bolas de fogo para esquerda e atrás, era fogo roxo que não dava para apagar. Bolas de água para direita e frente, fixaram nas cabeças (prefiro chamar amendoins, mas…) e afogaram as criaturas feias. Estranho aparecer ao mesmo tempo água e fogo numa pessoa, mas, acontece ... Inveja? Já é o máximo que conseguem fazer. Tudo estava a tornar-se melhor, quando surgiram nevoeiros negros, ou melhor, nuvens pretas que esvoaçavam, entravam pelos orifícios e matavam por destruir o cérebro e o coração. Merda, pensei. Essas criaturas foram colaborar com os Demónios Negros: aqueles que morrem, mas não admitem, reclamam, sentem completa injustiça, e acabam por matar humanos normais para aumentar o seu poder. Tornam-se, assim, espíritos sujos e pretos. Criei a maior quantidade de fogo e água possível para fazer desaparecer aquela sujidade toda, mas, eles eram tantos e nós tão poucos. Só se viam cada vez mais corpos do nosso exército a cair que pó formado de quando as criaturas morrem.
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Por fim, acompanhado de um grito, lancei os últimos bocados de poderes que a minha energia restante permitia. Levantou muita areia, senti que até a terra por baixo estremeceu ligeiramente. Também tinha a ponta dos dedos a tremer, sinal de que estou nervosa, bastante nervosa, mas ao mesmo tempo significava ter gastado toda a energia que tinha. Tive de combater apenas com armas. Cada vez mais feridas apareciam no meu corpo, a dor era intensa … mas menos que aquela que tinha no coração. Já estava a transpirar demasiado, já não tinha forças em lado nenhum, já mexer tornara-se difícil. De repente, senti aquilo que já esperava há uns dias: uma coisa ardente atravessou o meu corpo, perfurando o coração. Se fosse dantes, estaria normal, de volta dentro apenas alguns segundos, mas, agora, nesta ocasião que nunca irei esquecer, não. Já gastei tudo que podia. Caí para o lado e coloquei a mão esquerda no local do coração. Espetei as unhas já degradadas como se não sentisse a dor. E fechei os olhos. “Nunca fiz nada de que me arrependesse." Dizia eu, mas os idosos tinham razão, nunca se diz nunca. Agora, já tenho coisas de que me arrependo. E são logo tantas… Arrependi-me de não ter dito a Hann que a amo antes de ter partido, e é amar, não é gostar! Arrependi-me de não a ter beijado antes de partir. Arrependi-me de não a poder ter visto pela última vez antes de morrer, mas também não queria que ela viesse. Arrependi-me de não ter passado mais tempo com ela. Quero levá-la para um sítio onde fiquemos a sós, onde ninguém critique a nossa relação. Mas sei que ser Governante é o sonho dela, não posso ser tão egoísta com quem amo, não é? “Yan ? Yan?” A rapariga suspirou, mas de seguida sorriu alegre.
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“Sim, estou preparada. 002, por favor, leva-me ao primeiro mundo.” “Então… aqui vai!” Após passar uma luz branca pela frente, quando Yan abriu os olhos, estava sentada na tampa de uma sanita. “Passa-me aí a lógica e história deste mundo, 002.” “Neste mundo, o seu nome continua a ser Yan, o rosto também é o mesmo. Não estranhe, para os próximos também vai ser. Yan é uma rapariga de 21 anos, estuda Psicologia, está no último ano de uma universidade da cidade. Por um lado, é uma rapariga quieta e sossegada, boa aluna e querida de todos. Mas por outro, é uma caçadora de vampiros. E sim, Yan, neste mundo vivem vampiros e lobisomens.” “E a tua missão Yan, é encontrar a Boss e conseguir o valor máximo (100) de amor dela.” Desta vez, Yan passou a levantar as sobrancelhas, lambeu os lábios inferiores sorrindo. “Ela…”, pensou. A abertura das pontas da boca aumentou, “Desta vez, já não me escapas.” Levantou-se e saiu. Dirigiu-se ao espelho situado mesmo em frente e olhou para si mesma de cima a baixo. Cabelo até aos ombros, pouco ondulado e castanho. Vestida toda de um vermelho cor de sangue, coisa que lhe agrada. O rosto, era o habitual, mas com tom de pura simplicidade. “Que coisa fofa”, pensou, “ajuda a fingir quando necessário”. Saiu da casa de banho. Lá fora, era um bar, mais uma discoteca.
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Yan olhou em volta e acompanhado de um leve sorriso, sentou-se junto ao balcão. — Paixão de vampiros, se faz favor. O homem que estava dentro do balcão, levantou o olhar. Quem estava à sua frente, tinha um rosto que nunca vira. Tinha pele branca como neve, os cabelos pareciam brilhar e, dentro daqueles olhos, saía um olhar profundo e misterioso, que arrastaria quem os olhasse para o seu mundo, um mundo só ao seu controle. Resumindo tudo numa frase, parecia uma rosa vermelha a arder, destacando-se em qualquer lado. Abanou a cabeça, achando estranho ter aquele sentimento de momento. Mas de seguida, viu se passar um vermelho forte pelos olhos, mas foi tão rápido que parecia ter sido só uma ilusão. De qualquer das maneiras, entregou-lhe o vinho pedido. “002, de certeza que isto aqui é um bar? Não será mais um ponto de encontro dos vampiros desta área? Olha só para a quantidade deles aqui!” “Sim, Yan. Boa observação!” Acabada a conversa na mente de Yan, veio um rapaz alto e com rosto pálido. — Será que a posso convidar, minha linda… Miss. Yan? Levantando as sobrancelhas, disse: — Dá muito jeito ter poderes de ler mentes, não é? Mr… Kris. O outro sorriu. Pegou no braço de Yan e desapareceu do local onde estavam, chegaram à beira do rio. Mas, antes de colocar os dentes no pescoço de Yan, ouviu-se o som de algo a espetar na carne. “Coitado, nem fechou os olhos.” Disse, limpando o sangue que lhe salpicou o canto do olho.
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O vento fazia as folhas moverem-se de forma barulhenta, e, só se via pela escuridão, um corpo deitado em sangue, com um grande H vermelho ao lado. “Porquê deixar um H e não Y? Ahhh, já sei porquê! H de Hann, não é?” Yan sorriu, no olhar percebia-se um tom amoroso, e de saudade. E isso, explica. O telefone do bolso vibrou. Era o seu parceiro na caça de vampiros, Saei. Num restaurante, dois sentados a uma mesa conversavam e devoravam o que aparecia à sua frente. — Então com isso queres dizer que o Mestre criou lobisomens para combater contra vampiros? Tens a certeza de que isso resulta? — Eh… penso que sim, já mataram um grupo de vampiros-novos. Vampiros-novos são humanos que não são vampiros por natureza, mas sim por pedirem que os tornem. Matam humanos, sugam todo o sangue, deixando apenas um cadáver seco. Duas da manhã, Yan estava a dormir no apartamento que alugara há pouco. Subitamente sentiu um sopro rente à sua orelha, fingiu não ter acordado e de seguida ouviu sussurros de voz feminina, uma voz que já há muito não ouvia… “Oh, que criatura fofa, que atraente é o cheiro do sangue” “Boss apareceu! Boss apareceu!”, exclamava 002 na mente de Yan. Sabia, pensou Yan para si.
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Abriu os olhos, e, dentro de segundos, apanhou suavemente pela parte de trás do pescoço a rapariga que estava a “flutuar” em cima dela, puxou para baixo, e rapidamente virou-a de forma a ficar de cara para ela e Yan sentada nas suas pernas. Transformou-se de uma sombra em um corpo humano, apesar de não ser humana, sorriu. “Dingdong: Valor amoroso +20, valor atual de 50” “Tão rápido? Não me digas que os 30 que já tinha era só por causa do meu sangue.” — Yan, distrair-se numa situação destas não é perdoável. Yan sorriu, baixou rápido a cabeça, tocando ligeiramente os seus lábios quando pronunciava as palavras, rente à orelha de Hann, que já estava a manchar-se de um rosa duvidoso. — Hann, também não será um pouco assustador aparecer no meio da noite e pairar sobre uma pessoa, não é? O ar quente batia contra a pele sensível de Hann. Que levantou o queixo, virou a cara olhando diretamente nos olhos de Yan … a distância entre as duas pontas dos lábios voltou a alargar. Segurou nas costas de Yan e virou-a, retornando à posição inicial, na cama. “Valor amoroso + 15, valor atual 65”. Hann não estranhou Yan saber o seu nome, nem perguntou como uma caçadora de vampiros teria o poder de ler os pensamentos. Porque sentiu algo estranho no coração no preciso momento em que o espírito de Yan aterrou neste mundo, parecia que algo do mais profundo da sua alma estremecia.
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Mas o que Hann não sabia era que Yan não tinha os tais poderes de vampiro. Yan pura e simplesmente reconheceu-a. Mesmo que o rosto não seja o mesmo, mesmo que a voz seja só parecida, mesmo que sejam corpos completamente diferentes … mas, é ela. É quem Yan ama por todo. E é o que mais importa. Hann enfiou Yan dentro do edredão, cobrindo-a até só mostrar a pontinha da cabeça. Abraçou-a tipo “polvo” e ambas adormeceram. O sol entrou pela janela e batia no edredão. Yan sentia os cabelos quentes. Foi então que abriu lentamente os olhos. Olhou para dentro do edredão e só se via Hann toda encolhida no colo de Yan, olhando-a com toda a ternura que pode existir: — Yan… tenho medo do sol… quero abraço e beijinho da Yan… Hann fez Yan sorrir outra vez. Yan fez sorrir Hann outra vez. “Só ela, a minha Hann.” “Há muito que não fico tão feliz, só com esta rapariga humana.” O contraste era tão grande. Quanto mais atraente e sexy era Hann na noite passada, mais fofa e amorosa é agora. Yan beijou-lhe na testa. “Valor amoroso +15, valor atual 80. Parabéns, Yan! 80 quer dizer que a Boss já está a gostar de ti!” Tão rápido? Pensou para si. Assim os dias passaram-se.
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De manhã Yan ia normalmente para a escola, com acompanhamento por vezes de Hann “transparente”. De noite dormiam juntas e passeavam pelas ruas, apreciando o luar que refletia no rio. Só que a paz foi perturbada, por um uivar na escuridão. Yan e Hann trocaram um olhar entre si e desapareceram do lugar onde estavam. Já fora da esquina cheirava a sangue. Estavam lobisomens mortos, mas mortos de uma forma tão cruel… tinham ambos uma abertura que seguia do peito até à barriga, o coração foi arrancado e o cadáver já quase não tinha sangue. Ao lado, estavam vampiros presos por uma rede especial, que não os deixava desaparecer de repente. Pareciam ter acabado de ser apanhados, estava lá Saei a prender um. — Para! Que estás a fazer, Saei? — Yan? Não estás a ver que estes malditos vampiros mataram desta forma os lobisomens? O Mestre teve bastante trabalho para criá-los! — Mas… estás a prendê-los sem sequer saber se foram eles! Saei, isto não és tu. —Oh Yan, cala-te! Estás a desrespeitar por completo o Mestre! Houve um brilho vermelho nos olhos de Yan, e, antes de as palavras saírem da boca de Saei, Hann chegou atrás dele num segundo e após um batimento forte na traseira do pescoço, Saei desmaiou. Yan guardou os corpos de lobisomem no seu anel de armazenamento que não sabe por que motivos permaneceu com ela após ter vindo a este mundo. Hann deu uma olhada, mas não disse nada. Era a confiança entre elas. — Aqueles eram humanos que foram obrigados a tornarem-se vampiros, muito provavelmente feito por K, o velho vampiro da cidade que já há muito quer abrir um exército e combater comigo.
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Um pensamento esvoaçou pela mente de Yan, rápido, mas consegui apanhá-lo. —Não achas a reação de Saei um pouco estranha? É verdade que gosta muito do Mestre, por ter sido salvo por ele quando mais pequeno, mas, aquela proteção foi demasiado desnecessária e ele é uma pessoa que suficientemente consegue distinguir o bem do mal. Ainda não tinha acabado a frase quando sentiu um olhar invejoso vindo do seu lado. Abraçou-a, e deu uma festa na cabeça peluda e fofinha de Hann. — Hann, é só para tratar de assuntos sérios, sabes bem que só te amo a ti, mais ninguém. Não amava ninguém antes, não tenho familiares, passei a amar agora e irei amar-te até ao fim da minha vida. Seja o lugar, ou mundo em que esteja. Acabou de falar e deu-lhe um beijo. Desta vez não na testa, mas sim naqueles lábios que tanto desejava. Hann manteve a posição que tinha com expressão pouco surpreendida. Muito raro, sabendo que nenhuma das duas era tímida, exprimiam o que querem e o que sentem entre si. Passaram três anos. Dentro deste tempo, que não pareceu ser curto nem pareceu ser comprido, aconteceram imensas coisas. Tal como Hann e Yan pensavam, havia algo de estranho com o Mestre. Mas a coisa era muito mais complicada do que pensavam. Inicialmente, foi adivinhado que o Mestre criou os lobisomens para combate com vampiros, dominando a cidade e cada vez mais. Mas, só quando as raparigas entraram por acidente numa armadilha feita para vampiros, é que perceberam. O Mestre não era um ser humano, ou melhor, era um ser humano que sonhava ter uma vida eterna, não envelhecer. Já fez experiências completamente desumanas, cruéis, que nenhuma vez na vida alguém conseguiria imaginar.
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Era um perfeito psicopata, se tinham dúvidas, perderam-nas quando Yan soube que injetou vírus de zombie dentro de si mesmo. Quando caíram na armadilha, Yan e Hann decidiram fingir-se de vampiros jovens, só aí descobriram o grande plano de Mestre. Este pretendia misturar o sangue dos vampiros que vão sendo vítimas com outras substâncias criadas por ele, incluindo vírus desconhecidos e até mesmo o sangue dos lobisomens. Falando a sério, o Mestre tinha alguma habilidade. Se não fosse o fogo espiritual de Yan, seria complicado apagar os vírus por completo. Foi também por causa disto que Hann conheceu uma Yan nova. Que soube dos seus segredos que não eram segredos para ela. Mas isso não importava. Importa é que a ama e é recíproco. Yan nunca se escondera perante Hann. “Valor amoroso +50, valor atual: 130 de 100”. Uau, Yan, já até foi mais para além do que era necessário! Parabéns! Isso significa o profundo amor de Hann!” “Isso sei eu, 002.” —Hann, mata-me! —Só assim é que posso voltar a ver-te? —Sim. Pena, mas só quando uma de nós morrer é que posso sair deste mundo e partir para o próximo. Ir ter contigo, e só contigo. Estavam as duas a pouca distância uma da outra, num jardim de Hann. Cada uma tinha uma pistola na mão, apontando para a outra, ambas sorrindo, felizes de sentir a morte chegar perto delas. Elas desejavam matar a outra, mas ao mesmo tempo desejavam ser mortas também.
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O grande ruído que se fez ouvir assustou dois pássaros pousados, voaram para longe, juntos. E nunca se separaram. Nunca tive medo do escuro, porque só quando o céu está escuro é que as estrelas brilham. E foste tu, Hann, quem me iluminou. “Vamos para o próximo mundo, 002. Estou preparada.”
Cristina Yin Ana Rodrigues Matilde Jerónimo 9.ºG
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Novos Começos 23
Eu era uma menina normal, com uma vida normal, mas depois da mordidela tudo mudou…
Um mês antes… Eu estava muito nervosa, era o meu primeiro dia de aulas, escola nova, amigos novos, cidade nova… Eu estava a passar-me! Quando cheguei à escola, fiz logo um amigo, que a partir desse momento tornou-se o meu melhor amigo. Ele era alto, moreno, de olhos azuis e era muito simpático. O seu nome era Bryce. Já faz uma semana que as aulas começaram e ando a reparar numa pessoa muito estranha, ele era muito frio, andava sempre sozinho, nunca vinha nos dias ensolarados e estava sempre de óculos de sol escuros. Na tarde seguinte, estava na floresta a fazer um trabalho de pesquisa sobre os solos e já estava a anoitecer, comecei a sentir-me observada e, de repente, ficou tudo preto. Quando acordei estava em casa e ao meu lado estava Bryce. Ele estava a mexer-me no pescoço e eu não percebi o porquê, até sentir aí uma dor intensa. Perguntei-lhe o que se tinha passado e ele não me respondeu, mas notava-se que estava bastante nervoso. Antes de se ir embora, disse-me para descansar, mas algum tempo depois eu fui à casa de banho e reparei que havia algo estranho no meu pescoço, era algo parecido com uma mordidela. Assustei-me e comecei a pesquisar por alguma coisa parecida com mordidas no pescoço, mas só me apareciam coisas sobre o vampirismo. Passaram alguns dias e comecei a ter comportamentos estranhos, tudo indicava que eu era uma vampira. Eu precisava conversar com alguém, mas estavam todos distantes, principalmente Bryce. No dia seguinte fui para a escola e fui puxada pelo Jacob (o rapaz estranho), ele perguntou-me se era eu que estava na floresta naquela noite e eu confirmei.
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Então ele ficou super preocupado e assustado, ao ver a sua reação perguntei o que se passava e ele explicou-me o que tinha acontecido naquela noite e quem ele e o Bryce realmente eram. Conforme ele ia contando tudo se ia encaixando como um puzzle. Eu deitada no chão naquela noite, a mordidela no pescoço, tudo o que eu estava a sentir, tudo batia certo… Uma semana depois a minha vida estava completamente diferente, tudo isto era novo para mim, agora eu sou uma vampira, mas eu cometi um erro. Não devia ter contado nada disto ao Bryce, porque aconteceu algo terrível de que me arrependo… Uma semana antes o Jacob tinha dito para eu me afastar do Bryce porque os vampiros e os lobisomens eram inimigos, mas eu não queria afastar-me dele porque ele era o meu melhor amigo. Mas como eu não o fiz, algo terrível aconteceu… Uma guerra entre os vampiros e os lobisomens. Eu vou ter que escolher um lado e não sei qual vou escolher, se ficar ao lado dos meus (vampiros) ou do lado dos mais poderosos (lobisomens). Os vampiros têm um tribrido, um híbrido e um diurno no bando e os lobisomens têm um alfa, um beta, um ómega e um coiote. Dias depois e a minha decisão estava tomada, acabei por escolher o lado dos lobisomens, além de poderosos, também lá estava a pessoa que eu mais amava, o meu melhor amigo. Quando cheguei á escola o Bryce disse-me que iria ser naquele dia a luta; fiquei bastante preocupada, pois não me sentia preparada. Quando saí da escola estava o Bryce à minha espera, para me preparar para o que estava por vir. Umas horas depois tinha chegado o momento, estávamos todos frente a frente e tudo começou a acontecer.
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Estávamos a ganhar até que sinto algo a chocar no meu peito, uma dor profunda instala-se em mim, quando olho para o meu peito eram umas unhas afiadas aí cravadas. Caio no chão e começo a sentir os meus olhos cada vez mais pesados e a fecharem-se. Sinto Bryce segurando a minha mão, ele tenta tirar a minha dor, mas já era tarde demais, já não sinto dor, sinto que tudo acabou por aqui. As últimas palavras que ouvi foram as de Bryce... “Ei, Claire, consegues ouvir-me… Claire?”, até que os meus olhos fecharam e tudo ficou preto…
Nos dias de hoje… E foi assim que a minha história acabou…ou será que não! Cristiana Marques Mariana Candeias Matilde Beato Matilde Martins 8.º G
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Numa noite de Halloween Numa noite escura de outubro, a noite em que se celebra o Halloween, um grupo de jovens organizou uma festa de máscaras, numa casa junto à floresta, para a qual convidaram muitos amigos. Nessa festa havia um concurso de máscaras, pretendendo-se premiar aquela que seria a mais assustadora… À medida que iam chegando, a casa começava a ficar mais cheia, o que os fez decidir fazer a festa ao ar livre, no jardim. Para grande espanto de todos, apareceram na festa dois rapazes que não tinham sido convidados, pois sabiam que eram conflituosos e que iriam estragar a festa. O grupo de jovens mandou-os embora e, então, os dois rapazes quiseram vingar-se, pregando-lhes um susto. Decidiram, então, mascararem-se, um de vampiro e outro de lobisomem, saindo da floresta em direção ao jardim. Como estava muito escuro, havia muitas árvores e arbustos e a música estava muito alta, foi fácil chegar até lá sem ninguém os ver ou ouvir. Em plena festa, de repente, os jovens começaram a ouvir barulhos estranhos.
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No momento em que desligaram a música e apagaram as luzes, fez-se silêncio e perceberam que o barulho vinha de dentro da casa … começaram a ficar assustados, pois estavam todos lá fora … Cheios de medo de se aproximarem, alguns, mais destemidos, acabaram por entrar na casa para averiguar o que se tinha passado. Assim que entraram ouviram ruídos na cozinha, com o coração a bater descontroladamente, ligaram as lanternas e espreitaram, apontando para duas sombras que lhes pareceram um vampiro e um lobisomem … não acreditando no que estavam a ver, saíram a correr para o jardim, contando aos amigos o que tinha acabado de acontecer … mal o pânico se instalou, as luzes da casa acenderam-se e ouviram gargalhadas, não das sinistras como esperavam, mas de gozo … e reconheceram os rapazes que tinham sido expulsos da festa. Ignorando o susto que tinham acabado de passar e elogiando os disfarces dos rapazes, chegaram à conclusão que os dois mereciam o prémio da máscara mais assustadora.
Afonso Rosa Mariana Abreu Martim Conceição Pedro Macedo 9.ºF
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O Camponês e o Lobisomem 29
Certa noite, há muitos anos atrás, no tempo do medo … no tempo das bruxas, vampiros e lobisomens, algo na Alemanha aconteceu… Era dia 13 de julho do ano de 1911 quando, na floresta junto da aldeia, um camponês chamado Carl desapareceu durante uma caçada. Segundo os relatos dos moradores, ele despistou-se dos trilhos em que estavam outros caçadores. Ninguém se admirou, pois Carl andava estranho há já algum tempo: fugia a sete pés da luz, passava a noite acordado de telhado em telhado, estava pálido, os seus olhos tinham mudado de cor e os seus dentes tinham crescido …, mas ninguém se atrevia a dizer algo. Na noite em que Carl desapareceu, ouviram-se gritos e, de repente, o homem tinha desaparecido de forma muito misteriosa. As únicas pistas que existiam eram marcas de garras (desconhecidas) numa árvore e, também, um bocado de tecido da sua blusa. Procuraram o camponês durante dias e noites, não só na esperança de o encontrar, mas também àquele que julgavam ser o responsável, um lobisomem. Todos os moradores teriam decidido dar um fim à criatura, caso a encontrassem …, mas acabaram por desistir, com medo da superstição que existia: quem matasse um lobisomem acabaria herdando a maldição. Por conta disso, ficou decidido que o melhor a fazer seria afastarem-se desse mistério … e jamais encontraram o camponês. Daí em diante, muitos dos moradores e todos os turistas que visitavam essa aldeia não se atreviam a chegar perto da floresta, que acabou por ganhar o nome de “Floresta Assobrada”.
Duarte Silva 8.ºG
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Os Vampiros e Lobisomens fazem parte do nosso quotidiano? Não acreditamos que, no nosso quotidiano, existam vampiros ou lobisomens pois nunca visualizámos algum pessoalmente. O conhecimento que temos sobre os vampiros vem de filmes, séries e teorias do fantástico. Pelo que sabemos, os vampiros habitam no subsolo ou num universo paralelo e alimentam-se de sangue. Para além disso, estes seres não podem estar expostos à luz solar, pois esta provocar-lhes-ia queimaduras muito graves que poderiam causar a sua morte. Quanto aos lobisomens, as informações que temos da sua existência estão relacionadas com histórias e lendas populares. Não na nossa geração, mas nas gerações dos nossos avós ou bisavós, sempre se acreditou na existência de lobisomens. Na realidade, apenas são teorias criadas para justificar acontecimentos desconhecidos. Provavelmente, se existissem seriam criaturas horrorosas a viver no lado mais sombrio do mundo. Deste modo, concluímos que estas criaturas lendárias são fruto da imaginação do ser humano como resultado da falta de conhecimento cientificamente comprovado. Ivan Duarte Mariana Tareco Rodrigo Rosa Simão Rosa 9.ºF
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Paixão Proibida Os vampiros e os lobisomens fazem parte do nosso imaginário. Será que andam por aí? Sim, pertencem ao nosso imaginário, por conta das histórias e contos que os envolvem, eles podem não andar por aí, mas sempre estarão na nossa imaginação. Vou contar-vos uma história sobre estes seres. Há muitos anos, fugiram das suas tribos e esconderam-se na floresta um lobisomem e uma linda vampira, por estarem fartos da rivalidade entre as suas tribos. Encontramse num lago que pertence à floresta, escondido por arbustos e altos carvalhos, numa noite de lua cheia. Quando a vampira chegou ao lago ficou surpresa, ao encontrar um lobisomem que estava fora de si por conta da noite de lua cheia. Como a vampira não gostava da rivalidade entre as tribos, decidiu ajudá-lo. A vampira consegue acalmá-lo e, então, eles conversaram um com o outro sobre a rivalidade entre as suas tribos. Depois de muita conversa e de alguns pontos em comum, ficaram amigos, mesmo sabendo que as suas tribos não aceitariam. Todas as noites, iam àquele mesmo lago conversar … até que ficaram perdidamente
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apaixonados, mas tinham medo de assumir os sentimentos um pelo outro. Numa noite de céu estrelado, eles decidiram confessar os seus sentimentos um ao outro e descobriram que era recíproco. Que, mais do que uma amizade, viviam uma paixão. Eles queriam assumir a sua relação junto das respetivas tribos, mas temiam que não aceitassem devido à antiga rivalidade. Após algum tempo, confrontaram ambas as tribos com a sua paixão, que, como já esperavam, não reagiram nada bem. Eles ficaram extremamente abalados pela não aceitação das suas tribos, mas não quiseram negar os seus sentimentos nem desistir do seu amor e continuaram a encontrar-se às escondidas. Por fim, os conselhos de anciãos das duas tribos, constatando que os encontros entre ambos persistiam, concluíram que não conseguiriam lutar contra este amor e que era muito mais perigoso para a segurança de todos se os seus encontros continuassem clandestinos. Aliás, constataram que aquela rivalidade já era muito antiga e continuava de pé por razões que não tinham qualquer sentido. Foi combinada uma reunião conjunta perto do lago. Aí, conversaram e discutiram, cada uma das tribos alegando causas, apresentando queixas … parecia que só tinham em comum o desejo de decretar que aquela rivalidade acabava ali. E foi mesmo esse o acordo que assinaram! Esquecer o passado, esquecer a rivalidade e viver, daí para a frente, em harmonia e paz. O lobisomem e a vampira estavam muito felizes, pois finalmente podiam viver o seu amor em pleno, sem medo nem segredo. Então, decidiram casar e viveram felizes para toda a eternidade.
Hugo Rodrigues 9.ºG
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Uma Noite de Aventura 34
Era uma vez um grupo de amigos que já há muito tempo queriam encontrar lobisomens. Tinham essa vontade e não desistiam enquanto não conseguissem ter a certeza se existiam ou não. Um dia, um deles, o Rui, teve a ideia de pesquisar informação sobre lobisomens e encontrou um site que dizia que existiam lobisomens numa floresta. Quando pesquisou melhor os detalhes, descobriu que a floresta era perto da vila onde vivia. Foi aí que ele pensou em desafiar os amigos a acampar na noite de Halloween e verem se era verdade, se havia ou não lobisomens naquela floresta. Na véspera de Halloween, Rui decidiu contar aos amigos, Miguel, André e a Maria, a ideia que teve. Chegando à escola viu-os e foi ter com eles. - Olá, maltinha! - disse o Rui, todo animado - Tive uma ideia! Como amanhã é o dia de Halloween, o que acham de ir acampar numa floresta aqui perto? - Estás maluco? - respondeu Miguel. - Eu acho que seria divertido! - respondeu a Maria, com um ar entusiasmado. O André olhou para o Rui, com uma cara de aborrecido: - O que é que vamos fazer numa floresta? Não há nada para fazer! Antes de responder, o Rui demorou, pensando como ia convencê-los, sem lhes dizer que o site dizia que existiam lobisomens naquela floresta. Ele queria fazer uma surpresa aos amigos porque sabia que eles gostavam muito de lobisomens. Era uma oportunidade única. E então, respirou fundo e disse: - Não sei... como a Maria disse, até pode ser divertido! Como é a noite de Halloween, levamos doces para comer durante a noite. Também podemos explorar a floresta, se calhar encontramos alguma coisa fixe!
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Depois de muito tentar, lá conseguiu convencer todos, mas o Miguel continuava a resmungar, e o Rui explicou: - É só uma noite, voltamos para casa logo de manhã. Não te vais arrepender! - Ok, vou, mas fiquem avisados que não estou muito convencido. Deve estar frio e a floresta pode ser perigosa! Os amigos foram para casa preparar as mochilas e os sacos-cama. Levaram sacos cheios de pipocas, batatas fritas, doces e bolachas … Era a aventura da vida deles! Já na floresta, nessa noite, montaram as tendas, acenderam uma fogueira e juntaram-se à conversa. A noite estava fria, por isso estavam ali juntinhos, a contar histórias e a rir, sempre bem-dispostos. O Rui resolveu explorar um pouco ali por perto. O André foi com ele, pois o Miguel, que era o mais preocupado, achou que era perigoso e quis ficar junto da Maria, perto da fogueira. Estava escuro, mas os dois aventureiros estavam cheios de curiosidade. Ao longe, ouviam-se barulhos estranhos, troncos de madeira partidos, o vento pelas folhas das árvores, animais a uivar… mas o Rui e o André estavam contentes … e um bocadinho nervosos. Era uma grande aventura! E lá andaram pelo escuro, até que o Rui tropeçou numa pedra, caiu por uma ravina e o André, aflito, tentou ajudar e caiu também. Ouviram depois um barulho forte, parecia um animal, e quando olharam, nem acreditaram! Era um lobisomem! Alto, forte, coberto de pelo, com dentes bicudos e um ar malvado, parecia que os ia atacar. Mas estava parado, a olhar. Os rapazes tremeram, a tentar decidir se fugiam ou não, mas depois olharam melhor. Era mesmo um lobisomem, mas então porque não os atacava?
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Devagar, o monstro aproximou-se e sentou-se junto deles. Falava a mesma língua e não era agressivo. Contou-lhes a sua história. Durante muitos anos viveu ali sozinho. Nunca voltou à cidade, pois todos tinham medo e iam tentar matá-lo. - Sou feio, grande e forte! As pessoas ficam assustadas quando olham para mim, fogem ou tentam bater-me com paus. Mas vocês são diferentes, vocês não estão assustados! Os rapazes estavam encantados, tinham finalmente a prova de que era verdade e ainda por cima o lobisomem parecia querer ser amigo deles. Levaram-no até ao acampamento, mas primeiro ligaram para o telemóvel da Maria a avisar que levavam um amigo que os queria conhecer. O Miguel entrou em pânico. Assustado, escondeu-se dentro da tenda a espreitar por um canto. A Maria pensava que era no gozo, alguma partida dos amigos, e estava a rir e a levar na brincadeira. Mas depois acabaram por se juntar todos, em redor da fogueira, a ouvir as histórias que o lobisomem tinha para contar. Ficaram amigos. E fizeram uma promessa: que a partir desta data, todos os anos, na véspera de Halloween, iriam acampar no mesmo local, e passar o serão com o seu amigo lobisomem. E cumpriram!
Rafael Raimundo Ana Margarida Reis Joel Caleiro 9ºG
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Vampiros e Lobisomens: realidade ou mito? 38
É certo que os vampiros e os lobisomens são criaturas do nosso imaginário, contudo acreditamos que haja uma possibilidade de coexistirem com a espécie humana. De facto, os povos do passado temiam a existência destes seres e levavam esta crença aos extremos, executando rituais e realizando dezenas de cenas inacreditáveis para os manter distantes. Uma prova da sua existência é que, há cerca de dois anos, arqueólogos búlgaros descobriram diversas sepulturas onde os cadáveres tinham estacas de madeira cravadas no corpo. Outra evidência da sua existência, neste caso dos vampiros, é que o Conde Drácula, que muitos pensam ser um personagem fictício, de videojogos, filmes, etc., foi, na verdade, inspirado num homem real. Conhecido como “Vlad, o Empalador”, teria sido responsável pela morte de mais de 100 mil pessoas. Ele teria, também, alguns costumes algo, digamos, vampirescos. Para além, dele, existiu uma nobre húngara chamada Elizabeth Bathóry ou “Condessa Sangrenta”, que também acreditava que o sangue das suas vítimas a tornaria eternamente jovem. Apesar de todas estas provas, não é comum encontrarmos estes seres no nosso diaa-dia, pois sabem que, caso se revelassem, iríamos olhá-los de lado, ficar com medo ou, até, matá-los … Mas, tirando isso, adoraríamos conviver com eles para entender os seus costumes e os seus hábitos, tendo em conta que tudo o que ouvimos falar sobre eles são apenas histórias e mitos.
Matilde Bartolomeu António Silva Gonçalo Fernandes 9.ºG
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Vampiros e Lobisomens: Amor ou Guerra? 40
Antigamente existiam reinados de vampiros e de lobisomens e após uma guerra interminável entre estes dois reinos, um romance inesperado floresceu, mas para entender este romance e a resposta a este título é melhor começar no início. Tudo começou com o desaparecimento das rainhas destes reinos, Nadja e Sypha, do qual as principais suspeitas recaíram nos líderes dos reinos opostos: o rei dos vampiros culpado da morte da rainha Sypha dos lobisomens, e o rei dos lobisomens acusado da morte da rainha Nadja; mas o que realmente acontecera é ainda um mistério por resolver. Devido a estas suspeitas, uma guerra interminável teve início, imensas mortes aconteceram, os reinos mudaram, os seus líderes alteraram, os povos cansaram-se desta guerra e, então, após séculos de guerra, a paz foi finalmente estabelecida, pois um acordo entre os líderes foi feito. E foi durante este acordo e esta paz, que esta história começou. Encontramo-nos agora na sala do trono com as princesas destes reinos, Carmilla, a princesa do reino vampiro, e Julie, a princesa do reino lobisomem, e para além delas, encontram-se, ainda, o resto das suas famílias, as famílias que lideram estes reinos, Kayea, o rei do reino vampiro e pai de Carmilla, e Akira e Arya, os pais de Julie e rei e rainha do reino lobisomem. -E assim terminamos esta reunião. Espero que os nossos reinos possam continuar assim como os nossos reinados com a paz que ansiamos por tantos séculos. - disse Kayea. -Sim, realmente, após tantos anos de guerra, julgo que os nossos povos estão finalmente felizes graças a este acordo. Espero que os nossos reinos possam continuar a colaborar entre si e que possamos manter esta paz. - respondeu Arya. -Deixem-nos guiar-vos ao vosso quarto durante as vossas estadias. - afirmou Kayea. -Claro! Porque é que a princesa Carmilla não mostra o quarto a Julie? seria bom elas tornarem-se próximas, já que serão as futuras líderes destes reinos. - propôs Akira.
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-Claro, Carmilla? - chamou Kayea. -Huh, ah sim, claro, seria um prazer. - respondeu Carmilla, surpresa pelo seu pedido. -Então, indique o caminho, princesa Carmilla. - acrescentou Julie. -Claro, por aqui. - respondeu Julie. E assim foram deixadas a sós nos corredores do palácio do reino vampiro. -Não acredito que este acordo dure. - disse Carmilla terminando o silêncio em que se encontravam. -Claro, como podemos confiar que os vampiros não matem alguém. - disse Julie, respondendo à sua "ex-inimiga". -Dizes isso como se os lobisomens não tivessem feito nada de errado. - respondeu Carmilla, partilhando o mesmo tom que Julie. -A rainha Nadja está desaparecida. E tenho a certeza que se ela fosse encontrada, viva ou morta, não seria devido ao meu avô. - afirmou Julie, enraivecida por ter de passar tempo com Carmilla. Elas não são amigas, elas não se toleram, e insinuar que poderiam ser qualquer coisa além de inimigas num campo de batalha, seria extremamente errado. -Eu estava falando das mortes durante a guerra. Além disso, eu tenho certeza de que o meu avô não é o assassino da rainha Sypha, e mesmo que fosse, seria por vingança, afinal não dizem "Olho por olho, dente por dente”? - respondeu Carmilla, confiante.
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Ao ouvir o tom de Carmilla, Julie respondeu cada vez mais irritada, e assim começou uma discussão entre as duas princesas, até que Carmilla interrompeu, dando, finalmente, uma solução para a sua disputa. -Ok, já que estás tão confiante que a culpa é dos vampiros, vamos fazer um acordo. Que tal investigarmos juntas o desaparecimento da rainha Nadja e a morte da rainha Sypha? -Ok, talvez depois disto cheguemos à conclusão de que foi ele que matou a rainha Sypha, e poderás, FINALMENTE, entender que os culpados desta guerra toda são os vampiros. - aceitou Julie. - Onde começamos? -Achas que eu sei? Existem aqueles diários, mas nunca entenderam o que a rainha Nadja queria dizer. - respondeu Carmilla. -Bem, eu esperava que soubesses onde começar, afinal foste tu que propuseste isto. -E foste tu que aceitaste! -Mas foste tu que propuseste, podias ao menos ter uma ideia, não? -E tu? Antes de aceitar, é preciso pensar. -Antes de dizer ideias estúpidas também. -Eu não tenho ideias estúpidas! -Diz a criatura que se jogou de um penhasco para matar inimigos. Como é que isso faz sentido? -E correu perfeitamente, ou tu não foste atrás?
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-Eu estava preocupada contigo, quem é a louca que se joga de um penhasco numa batalha?! -Awn! Estavas preocupada comigo? Que fofinha! -Eu nem vi que eras tu! Além disso, tu protegeste-te da queda! -E tu cuidaste de mim! -Eu apunhalei-te! COMO é que isso é cuidar de alguém?! -Depois disso, na batalha ao lado do oceano, quando eu quase me afoguei. Tu cuidaste de mim. -E-Eu não me lembro disso. Que tal pararmos com isto! Assim não vamos a lado nenhum. - propôs Julie, corando intensamente. -Ok, onde começamos? - respondeu, sorrindo vitoriosamente. -Tu falaste nos diários não foi? Ninguém foi capaz de os entender, mas podíamos ao menos tentar. - disse Julie, recuperando o seu tom moreno. -E eu é que tenho ideias estúpidas. - comentou Carmilla. -Então o que propões? -Ahm, vamos seguir a tua ideia. Só para veres como falhará… -Uhum, claro! E assim começaram a resolver o assassinato. A cada pista que encontravam, conseguiam chegar mais perto da solução. Após estudarem os padrões dos diários da rainha durante semanas, elas entenderam que eram apenas pistas para a
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localização do próximo, e no final de cada diário uma carta de amor; de início acharam que ela as teria escrito para o seu marido, mas rapidamente repararam que a letra não era sua, nem do antigo rei, mas levemente reconhecível para Julie. A cada passo da investigação aproximavam-se, começaram a respeitar-se, a admirarem-se, e acharam que mesmo que não encontrassem a solução, esta investigação não teria sido em vão, pois afinal poderiam dizer que já não eram apenas inimigas, elas toleravam-se, quer dizer, mais ou menos, mas podiam dizer que poderiam ser amigas, apesar dos seus novos sentimentos não serem apenas de amizade. Elas entenderam que não queriam que a solução as separasse e, a cada passo, este medo fortalecia, mas aquele tinha sido o seu acordo, o acordo que as aproximou, elas continuariam, mesmo que a resposta não lhes agradasse… Finalmente, elas chegaram ao último sítio, mas desta vez o local era um tanto diferente, desta vez o local levava a uma câmara secreta e, dentro desta, encontraram a sua resposta. Dentro desta câmara encontrava-se uma cama de casal, plantas tinham começado a crescer sem limites no local, encontravam-se, ainda, inúmeras pinturas da rainha Nadja, presumidamente feitas pelo seu amante, mas, de maior importância, encontrava-se, ao lado da cama, o corpo da rainha Nadja segurando um amuleto dourado. Em nenhuma das suas pinturas oficiais ela era representada com este amuleto, mas, para Julie, este era familiar. Ela reconheceu o amuleto, pois este era sempre representado com a rainha Sypha e, finalmente, ela entendeu o porquê da letra das cartas lhe ser familiar, aquela era também pertencente à rainha Sypha. Neste quarto era possível encontrar uma secretária e, em cima desta, inúmeros livros, mas um destacava-se, este livro era semelhante aos diários da rainha Nadja, e o seu conteúdo não se encontrava nos códigos normalmente utilizados pela rainha. O conteúdo das últimas páginas explicava o que acontecera na noite em que tudo mudou. "Eu estranhei Sypha ainda não ter chegado ao nosso ponto de encontro, ela nunca chegara atrasada e, por isso, decidi procurá-la. Utilizei o caminho que ela usava todas as noites para nos encontrarmos e, tal como esperava, encontrei-a …
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Mas a sua imagem não era a mesma, ela havia sido assassinada, e o pior era saber exatamente quem o seu assassino era ... O seu corpo estava gelado, os seus órgãos estavam espalhados no terreno, os seus membros separados do seu corpo, tal como a sua cabeça, mas na sua mão ela segurava a sua parte dos nossos amuletos. Vê-la assim foi o meu pior pesadelo. O seu assassino era obviamente o meu marido, a sua forma de executar inimigos claramente havia sido utilizada, e as armas utilizadas na execução espalhadas pelo chão. Eu fugi do local, apenas corri. Decidi voltar ao nosso quarto, tive que tomar uma decisão rápida, eu não iria viver muito mais, então fiz uma escolha: Irei espalhar os meus diários, cada um num dos locais onde eu e Sypha passamos mais tempo, pode ser que assim alguém consiga decifrar o nosso código e chegar a este lugar, a minha decisão pode não fazer grande sentido, mas espero que a verdade sobre o assassino de Sypha possa vir à tona. Eu não aguentarei viver num mundo sem ela e então decidi que não irei. Não conseguirei viver num mundo sem o amor da minha vida e então não tentarei. Se alguém estiver a ler isto, dou-lhe os meus parabéns. Provavelmente é tarde demais para a verdade ser revelada e, talvez, as consequências não serão as desejadas. Nadja Tepes“ Terminando de ler o final do diário, Carmilla e Julie decidiram sair do quarto, elas seguravam as mãos uma da outra, acabaram felizes pelas suas descobertas, mas tristes pelo que a realidade lhes trouxe. Elas não se encontram num mundo que as aceitaria facilmente. Perceberam os seus sentimentos e começaram um relacionamento. Voltaram aos seus palácios e despediram-se com um beijo. Anos depois, Carmilla e Julie anunciaram a sua união, unindo assim os seus reinos, os seus pais aceitaram, querendo apenas a felicidade das suas filhas, mas esta decisão trouxe descontentamento a uma parte dos seus povos, alguns pelas suas espécies e outros pela guerra anteriormente travada entre estes reinos, a parte que
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aceitou a união dos reinos, apenas queria paz, mas esta não foi mantida. Batalhas foram travadas e milhares morreram. Com o tempo, os sobreviventes esconderam-se e desapareceram e, assim, os vampiros e lobisomens tornaram-se os mitos dos dias de hoje. Ana Maria Guerreiro Jorge Piloto Rodrigo Rosa Tatiana Martins 9.°G
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Vampiros e Lobisomens entre nós Há muitos anos atrás, acreditava-se que poderiam existir animais sobrenaturais e que viviam entre nós, mas será verdade? Se falarmos de vampiros e lobisomens, é possível que vivam entre nós, pois os lobisomens são seres que têm a capacidade de se transformar em lobos, conseguindo viver normalmente entre os humanos passando despercebidos. Às vezes podes até passar por um e não te aperceberes, por exemplo os lobisomens são altos, com vários pelos pelo corpo e unhas grandes, transformam-se de noite e passam completamente sem ser notados. Os nossos principais suspeitos são os jogadores de basquete, mas eles não costumam ter pelos pelo corpo por causa da higiene nos jogos. Mas… e já pensaram nos cabeleireiros? Costumam ter sempre o cabelo lindo comprido e bem tratado, mas não é muito válido! Acho que as melhores apostas para vampiros e lobisomens entre nós podem ser os astrólogos, pois permitem prever os estados da lua em todos os dias e isso ajuda a saber o que fazer nos dias de lua cheia. Agora vamos falar apenas dos vampiros e
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provas de que eles existem… A pessoa que para qualquer lugar que for tenha de usar sempre protetor solar? Meio suspeito, não é? Vamos agora ver os nossos principais suspeitos! Pessoas pálidas geralmente são as maiores suspeitas entre nós e aqueles “turistas” brancos como a cal ... Serão apenas turistas ou vampiros vindos das profundezas das florestas, onde estão seguros de tudo? Mas os nossos suspeitos principais são, sem dúvida, os médicos-cirurgiões! Perguntem a vocês o porquê e eu vou-vos provar que faz sentido! Sendo médicos, usam máscaras e luvas que permitem esconder as suas presas. Outra razão são as incisões perfeitas que conseguem fazer e a capacidade de tirarem com desdém todo o sangue que precisam, passando totalmente despercebidos! Se fosse a vocês não confiava nas pessoas à vossa volta. Qualquer pessoa, podes ser vampiro ou lobisomem. Tu podes ser, eu posso ser! Espero que depois desta explicação fiquem convencidos de que realmente vampiros e lobisomens vivem entre nós! No dia em que virem um lembrem-se do que eu referi: tenham sempre à mão lanternas, alho e estacas de madeira e uma plantinha chamada “Acónito”. Adeus e Boa Sorte!
Alba Ferreira Marina Martins Renata Martins 8.ºG
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Ficha Técnica Contos: Alunos do 8.º G e 9.º F e G Coordenação: Professoras Ana Tavares e Sónia Santos Edição e Montagem: Professora Bibliotecária Francisca Rolla 2022
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