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Somar palavras, criar sonhos - Reescrita de contos tradicionais - 5.º H

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5.º ANO, TURMA H ANO LETIVO 2021/2022

NT O S O C E D A T I R C S REE TRADICIONAIS

SOMAR , S A R V A L PA S O H N O S CRIAR

E.B. de Monte Gordo


Índice Introdução………………….............................................. 2 Agricultor Pobre……………........................................... 5 O Luís e o José……………………………………................…... 7 O Idoso, o Rapaz e o Burro……………..............…...….. 11 Sebastiana protegida…………………………….…............. 13 O amor desconhecido………………………...............…... 19 O Senhor Alberto.......................…………………...……...23


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Introdução A colectânia de contos que se apresenta foram o resultado da reescrita de contos tradicionais, tendo sido apresentados no âmbito do estudo do texto narrativo e do projeto de escrita criativa “Somar Palavras, Criar Sonhos” promovido pela Biblioteca Escolar. Os alunos foram desafiados a participar neste projeto de escrita criativa. Os contos tradicionais trabalhados foram os seguintes, por ordem de apresentação: - O sapateiro pobre. - Pedro e o Lobo. - O Velho, o Rapaz e o Burro. - Frei joão Sem Cuidados. - Sal e Água. - O Príncipe de orelhas de burro.

Boas leituras! Prof.ª Maria José Pedro


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O Agricultor pobre Era uma vez um agricultor que morava no campo e trabalhava todo o santo dia, para conseguir alimentar a esposa e os seus dois filhos. Ele tinha duas galinhas dois porcos e uma pequena plantação de cenouras, couves e alfaces. A sua vida no campo .

era bastante agradável e feliz.


Um dia, a sua esposa teve a ideia de ir morar para a cidade pensando que iriam ter melhores condições financeiras. E lá foram eles para a cidade. Quando lá chegaram tinham apenas uma casa simples, barata e com poucas condições. O agricultor procurava todos os dias um trabalho na cidade imensa, mas nunca o encontrava. Ele já estava farto daquela cidade barulhenta e confusa, não arranjava trabalho, ou seja, não ganhava dinheiro para alimentar a família. Simão e Pranesh


O Luís e o José

Era uma vez dois meninos que eram irmãos. O José e o Luís sempre acordavam cedo para ir à escola, mas sempre que eles iam à escola ficavam aborrecidos. Um dia decidiram fazer uma brincadeira para se divertirem nos intervalos. Então, O Luís começou a gritar: -Ajudem! O meu irmão caiu da árvore! Os colegas vieram a correr preocupados, mas na realidade era apenas uma brincadeira. Os dois irmãos desataram a rir às gargalhadas e os colegas ficaram muito aborrecidos e foram–se embora. Uns dias mais tarde, os dois irmãos resolveram repetir a mesma brincadeira para ver se os colegas caiam de novo naquela brincadeira. O Luís começou a gritar: - Ajudem! O meu irmão caiu da árvore! Os colegas sem pensarem duas vezes, rapidamente correram para ajudar o José e, mais uma vez, quando chegaram junto dos irmãos, perceberam que era uma brincadeira. Os colegas saíram muito irritados. Uns dias depois ouviram em toda a escola os gritos do Luís - Ajudem! O meu irmão caiu da árvore! Os colegas não acreditaram e ignoraram, mas era verdade. O Luís e o José aprenderam que mentir é mau e não se deve brincar com coisas sérias.

Carolina e Sabrina


O idoso, o rapaz e o burro

Era uma vez um idoso simpático que vivia no cimo de um monte. Um dia decidiu descer à vila numa aventura, levou consigo um burro que pastava à deriva no monte e um rapaz seu vizinho. Seguiram a pé, o rapaz à frente, seguido do burro, atrás o idoso. Ao passarem por uma povoação, logo foram criticados pelos aldeões que viam que eles seguiam a pé acompanhados pelo burro. O idoso disse ao rapaz que montasse o burro e ele assim fez.


Um pouco mais à frente, passaram junto de outras pessoas que logo disseram: - O garoto que é forte, montou-se no burro e o velho, coitadinho é que vai andando. Então o idoso mandou sair o rapaz e montou ele o burro. Mais adiante, foram de novo censurados. Diziam as vozes: - O pobre rapaz vai a pé! O idoso ordenou ao rapaz: -

Sobe, rapaz! Vamos os dois montados no burro. Logo adiante, um conjunto de aldeões disse com indignação: - Querem matar o pobre do burro? Saiam já de cima! O idoso, já aborrecido decidiu continuar a viagem tal como a tinha iniciado. Quem ficou aliviado foi o burro. Moral da história: “Cada cabeça, sua sentença. Não podemos agradar a todos.” Santiago Maiteus e Nelson


Sebastiana Protegida Era uma vez uma rapariga chamada Sebastiana que era muito curiosa e descuidada. Na infância dela foi muito protegida, porque a mãe dela tinha medo que a menina saísse de casa, pois podia ser raptada. Mas Sebastiana era muito curiosa e queria descobrir o mundo, não temendo os perigos que a sua mãe falava. Assim cresceu muito protegida, mas descuidada. Passado algum tempo, a menina Sebastiana tinha já vinte anos. Um dia, perguntou à sua mãe: - Mãe, porque é que eu não posso sair de casa? E a sua mãe respondeu: - Não podes, porque ainda não está na altura de saíres de casa, minha filha. Quando chegou o final do dia a sua mãe preparou o jantar e chamou a sua filha: - Sebastiana, vem comer! E a Sebastiana respondeu: -

Está bem, mãe, vou já! Depois do jantar ela disse à sua mãe: - Mãe, vou já dormir. Boa noite!. A mãe respondeu: - Sim, Sebastiana, boa noite! Dorme bem! Quando a mãe de Sebastiana foi dormir, ela foi apanhar um pouco de ar à floresta só que viu uma coisa a mexer-se, ela ficou amedrontada, mas a curiosidade foi mais forte e, corajosamente, foi ver o que era aquilo que se estava a mexer.


E quando viu o que era ela assustou-se e gritou: -AHHHHHHHHHH! Quem é o senhor? - Sou o rei do palácio das Arenas. Estou perdido na batalha contra os romanos. Podes ajudar-me? Ela de imediato respondeu-lhe: -Claro que sim! Quer que o ajude a encontrar o palácio? O rei confirmou: -Sim, por favor! Então, a Sebastiana declarou: - Mas para eu saber que fala verdade e é de confiança, tem de responder a estas adivinhas… O rei interrompeu-a, questionando: - Quais? E a Sebastiana colocou-lhe três questões: - Quantas árvores tem esta floresta? - Quantas janelas tem o seu palácio? - Quantos quartos tem o seu palácio? E acrescentou: -

Só tem dois dias para responder, senão não o ajudo a encontrar o seu palácio. O rei muito preocupado, exclamou: - Ai, meu deus! E se eu não conseguir responder? - Pois tenho muita pena! Eu tenho de saber se o senhor é rei, se fala verdade e se é de confiança - informou Sebastiana.


Passados dois dias, o rei foi à floresta e gritou o nome da Sebastiana: -Sebastiaaaaaaaaaaaaaaana! -

Sim, estou aqui, rei! - respondeu Sebastiana Então o rei respondeu às suas perguntas todas e acertou, mas com alguma sorte. - Rei, tiveste a sorte de acertar em todas as perguntas, muito bem! Então, vamos lá

procurar o palácio. Após uma semana, eles encontraram o palácio e em troca o rei ofereceu a mão do seu filho em casamento. Sebastiana aceitou e convidou a sua mãe para o baile real. A mãe da Sebastiana, claro, foi ao palácio para aceitar o pedido de casamento da sua filha. Quando chegou ao palácio disse à sua filha: -Parabéns, minha filha, que tenhas muitos filhos com o teu noivo. Quero que saibas que eu gosto muito de ti! Sebastiana respondeu: -

Obrigada, mãe, também gosto de ti!

-

Sebastiana convidou a sua mãe para morar junto dela para ter uma vida melhor e deixar de ser tão protetora, confiando nas pessoas. A mãe aceitou convite da sua filha. Três anos depois, Sebastiana já tinha quatro filhas e sua mãe já era avó e ficou muito

feliz por ter uma filha perfeita e umas netas também perfeitas. E assim foi a vida da Sebastiana e do seu noivo…Eles viveram felizes para sempre… Alícia e Débora


O amor desconhecido Era uma vez um cavaleiro muito poderoso que tinha três filhas. Um dia perguntou a cada uma delas, qual era a que o amava mais. A sua filha mais velha respondeu: - Amo mais o meu pai do que a água do mar. A sua filha do meio respondeu: - Gosto mais de meu pai do que de mim própria. A filha mais nova respondeu: - Quero-lhe tanto como uma flor necessita de sol e água.


O cavaleiro percebeu que a filha mais nova o amava menos que as outras duas filhas e pô-la fora de casa. Matilde, era esse o seu nome, foi muito triste por esse mundo, até que encontrou um conde e que mudou a sua vida. O conde percebeu que ela vinha de uma família nobre. Ele começara a suspeitar sobre a sua origem, pois Matilde era muito delicada e observou que ela era boa com todo o povo. O conde apaixonou-se por Matilde e pediu ao imperador, seu pai, para casar com ela. O imperador abençoou aquela união e ela ficou muito feliz. Matilde quis contar a notícia e visitou o seu pai. Ela ofereceu-lhe uma flor e disselhe: - Durante uma semana não cuides da flor. Vais ver o que vai acontecer. Os dias passaram e a flor foi ficando cada vez mais murcha. Então, Matilde declarou: - Meu pai, está a ver? Não cuidámos dela e ela morreu, vamos ver agora como fica esta flor se tratarmos bem dela.


Matilde entregou ao cavaleiro uma nova flor para que ele cuidasse dela. Nessa semana ele deu-lhe água e pô-la ao sol e a flor mantinha-se linda e viçosa. Com isto, Matilde quis mostrar que uma flor para viver necessita de água e de sol, e isso é o quanto ela gosta de seu pai. O cavaleiro percebeu a mensagem e pediu perdão a Matilde. A partir desse dia o cavaleiro nunca mais duvidou do amor da sua filha.

Vitória, Vitória, acabou-se a história!

Gustavo e Santiago Canário


O Senhor Alberto

Era uma vez um senhor chamado Alberto, que estava muito triste porque queria um filho ou uma filha! Um dia já não tinha paciência e tentou achar alguém que gostasse dele. Após várias tentativas ele conseguiu ter alguém que gostasse dele. A rapariga engravidou e ao fim de nove meses deu à luz um menino que nasceu com uma orelha de burro e outra de coelho. O senhor Alberto gostava muito do seu filho. Um dia, o senhor Alberto disse ao barbeiro que se contasse a alguém que o filho tinha orelhas de burro e de coelho o iria matar. Ao fim de muito tempo o Senhor Alberto descobriu que todos já sabiam que o filho era assim. Ele ficou irritado, foi ter com o barbeiro e acusou-o: -Foste tu que contaste a todos! O barbeiro negou e disse que queria contar, mas estava com receio que o senhor Alberto o matasse. O barbeiro foi contar ao padre e disse-lhe: -Tenho um segredo que me obrigaram a guardar. O barbeiro muito infeliz com vontade de contar a alguém o seu segredo, foi à igreja e perguntou ao padre: -

Padre, como posso dizer a alguém sem me matarem? O padre disse que ele podia abrir um buraco na terra e gritar lá para dentro

e assim ele não contaria a ninguém. O barbeiro assim fez. Abriu um buraco bem fundo na terra e gritou várias vezes: – O menino tem orelhas de burro e coelho!


O vento passou e levou aquelas palavras que foram ouvidas pelos aldeões e pelo Sr Alberto. Ele ficou muito preocupado e pediu às pessoas que o conheciam que o ajudassem a reunir todas as pessoas. Assim, pediram ao menino que retirasse o barrete da cabeça. Tal não foi o espanto quando viram que o rapaz já não tinha orelhas de burro e de coelho. Finalmente o Sr Alberto agradeceu a todos e reconheceu que a sua vaidade o tinha feito errar.

Leonardo e Samuel


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