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Somar palavras, criar sonhos - Reescrita de contos tradicionais - 5.º G

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Ano Letivo 2021/2022

Somar palavras, criar sonhos Reescrita de contos tradicionais 5.º ano, turma G

E. B. de Monte Gordo


Índice Introdução…………………................................................................ 4 Os três frutos do amor……………...........................…….................. 5 A viagem do rei Sapo………………….............................…………... 9 A galinha dos ovos de ouro……………………...........................…. 13 O laço traiçoeiro……………………………...........................……… 17 O pequeno Ricardinho …………………………...........................… 20 Raul e o mealheiro..........................................................................22


Introdução A colectânia de contos que se apresenta foram o resultado da reescrita de contos tradicionais, tendo sido apresentados no âmbito do estudo do texto narrativo e do projeto de escrita criativa “Somar Palavras, Criar Sonhos” promovido pela Biblioteca Escolar. Os alunos foram desafiados a participar neste projeto de escrita criativa. Os contos tradicionais trabalhados foram os seguintes, por ordem de apresentação: - As três cidras do amor. - O Príncipe Sapo. - A galinha dos ovos de ouro. - Os sete cabritinhos. - Dom Caio. - O cego e o mealheiro.

Boas leituras!

Prof.ª Maria José Pedro


Photo by Kevin Zaouali


Os três frutos do amor Era uma vez um rapaz loiro, de olhos azuis como o mar e de pele cor de café com leite, chamado David. Ele andava à caça no meio da floresta, cheio de sede, encontrou três frutos numa cesta com flores. O rapaz apanhou a cesta e abriu um deles para comer. De lá de dentro saiu uma bela menina que exclamou: - Dá-me água, senão morro. -Não tenho aqui água!- exclamou o David. Em seguida a menina transformou-se em pó. O rapaz continuou a andar, cheio de sede abriu outro fruto. E de lá de dentro sai uma bela menina, que disse: -Dá-me água, senão morro. O menino triste disse que não tinha água e a menina desapareceu. Triste, David caminhou até à sua casa, mas no caminho, ele parou na beira de um lago e abriu o último fruto. De lá de dentro saiu a última menina chamada Sofia, que caiu dentro do lago e disse: - Muito obrigada, salvaste a minha vida. -Vem, vou levar-te a minha casa! - exclamou o David. Chegando em casa o rapaz, apanhou algumas roupas da irmã e deu à Sofia. Passaram-se alguns dias e uma bruxa bateu á porta da casa, em forma de uma mulher. O pai do David, que era lenhador, abriu a porta e antes que pudesse falar algo, a bruxa exclamou: - Quero falar com a Sofia!


O pai do David respondeu: – Claro, você deve ser algum familiar dela. A bruxa sem demora respondeu que era a sua tia. O lenhador chamou a rapariga e Sofia veio à porta. A bruxa levou-a para a floresta e colocou-lhe uma fita vermelha em volta do pulso. A rapariga transformou-se numa gata branca. A bruxa estava toda contente, pois ia ocupar o lugar de Sofia. A bruxa lembrou-se que a sua bola de cristal lhe mostrara o rapaz a pedir a Sofia em casamento. Então ela calculou que casaria com o David. O pobre rapaz desconfiou que a bruxa não seria a sua dama, mas mesmo assim, eles iriam à igreja da aldeia no dia seguinte. Durante a noite, o gato branco veio à janela do lenhador e, sorrateiramente, sem acordar a sua esposa exclamou: - Ajuda-me! Eu sou o verdadeiro amor do seu filho! Ajude-me, por favor! O lenhador percebeu a situação, porque realmente, aquela não era a bela e doce rapariga que tinha conhecido. O lenhador lembrou-se que há alguns anos, conheceu uma bruxa com a mesma voz e com os mesmos olhos frios e sombrios. Chegou o dia do casamento e as pessoas decoraram a aldeia toda, pois não tinham um casamento já há muito tempo. Os sinos da igreja começaram a tocar e o casamento estava prestes a começar.


A bruxa estava a entrar na igreja, quando, de repente, o pai do rapaz apareceu com a gata ao colo e exclamou: -Parem o casamento! As pessoas pararam o casamento e o lenhador retirou a fita vermelha da pata da gata e a rapariga apareceu com um vestido de noiva pronta para casar. O lenhador correu e atirou um copo de água e a bruxa encolheu, e o lenhador prendeu-a numa gaiola. O David e a Sofia casaram e viveram felizes para sempre!

Vitória, vitória, acabou-se a história!

Gabriel Sousa e Andreia Encarnação


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A VIAGEM DO REI SAPO

Era uma vez um rei Sapo que teve três sapinhos chamados: Pitter, Sara, Renato e Alice. Após três meses a rainha faleceu e o rei sapo ficou muito triste. Então, decidiu ir em busca de uma mulher que fosse genuína que cuidasse tanto dos seus filhos quanto a sua falecida esposa. Lá partiu, mas encontrou uma dama que queria ser rainha. Ela era má, mas que fingiu ser bondosa por ele ser um sapo rico, pois o que ela queria era ficar com a riqueza toda e tornar-se a nova rainha daquele reino. Entretanto, o rei sapo teve de ir combater numa batalha no condado de D. Henrique, pois, primeiro, tinha que ajudar a derrotar os mouros, para depois casar de novo.


. No caminho encontrou uma linda aldeã. - Mas que linda aldeã, ela parece ser muito doce. Seria perfeita para cuidar dos meus filhos. Mas não posso casar, já estou comprometido – disse baixinho o rei sapo. - É um prazer conhecê-lo! – cumprimentou D. Henrique e acrescentou - Esta é a minha filha, D. Camila. - É um prazer conhecê-lo a si e à sua filha, sua alteza – respondeu o rei Sapo. A aldeã era afinal a filha de D. Henrique. O rei Sapo foi para a guerra e venceu. Graças a ele conseguiram derrotar o inimigo. Como recompensa, D. Henrique ofereceu a mão de sua filha, D. Camila. Fez-se o casamento e em seguida o rei Sapo partiu para o seu castelo acompanhado por D. Camila. Chegando lá, disse rei Sapo: - Estes são os meus filhos chamados Pitter, Sara, Renato e Alice. - Que encantadores que são os seus filhos! Eles também vão ser meus filhos – declarou a rainha Camila. Mas aconteceu uma tragédia - a bruxa chamada Panqueca para conseguir o reino e tentar ser rica tentou matar D. Camila, que era nova rainha. Fez-lhe um feitiço que a deixou a dormir profundamente e fez-se passar por ela. Dias depois, o rei começou a achar algo estranho na sua mulher Camila, porque uma verdadeira rainha não se comportava assim. O rei Sapo pensou: “O que está acontecendo com a minha mulher Camilla? Onde estás querida? Ah! É estranho…” Nessa manhã, quando entrou no quarto deles viu algo estranho. - És uma bruxa, meu deus! Guardas, guardas, uma bruxa!! Guardas! – gritou o rei Sapo. - Como é possível? Essa bruxa já não foi banida do reino? – questionaram os guardas.


- Muahahah! Eu voltei e mais forte do que nunca. Eu disse que iria voltar. Tiveste sorte por eu ter apanhado a tua mulher e não os teus filhos. Se eu tivesse apanhado os teus filhos, eles estariam mortos – disse a bruxa - Por que é que fizeste isto !? – indagou o rei Sapo A Bruxa respondeu: - Eu queria ter ficado a governar e também porque as bruxas foram banidas. Não te esqueças que foi o teu pai que baniu as bruxas do reino. - Proponho que te deixarei ficar no reino, mas em troca vais ter de me prometer que acordas a minha mulher do sonho profundo e deixas de fazer mal. - ok, eu vou aceitar essa condição – respondeu a bruxa. - Abracadabra, entre marido e mulher não meto mais a colher! Ditas as palavras do encantamento, D. Camila acordou. - Camila acordaste? Mas que palavras estranhas para acordar uma rainha! A rainha Camila abriu os olhos e agradeceu: - Que bom! Obrigada, Bruxa Panqueca. - De nada! Sim, é um bocado estranho. Eu vou já embora, até breve – despediu-se a bruxa.


- Espera, Panqueca, por que não ficas connosco aqui? - Claro iria adorar – respondeu de imediato a bruxa. - O que achas querido? – questionou ainda a rainha - Claro! Seria uma ótima ideia! Então está combinado, a bruxa Panqueca fica. Mas tenho um anúncio a fazer ao povo: a partir de agora a bruxa Panqueca deixa de estar banida no reino! E assim, o rei Sapo, a rainha Camila e os seus filhos, o povo e a bruxa viveram felizes para sempre.

Beatriz e Nushrat


A GALINHA DOS OVOS DE OURO

Era uma vez um casal que não tinha filhos e viviam numa pequena cidade. Eles eram conhecidos por serem muito resmungões e nunca estarem satisfeitos com nada. Se estava muito sol, resmungavam que estava calor, se estava chuva e frio, diziam que não podiam sair de casa. O casal era capaz de fazer qualquer coisa por uma moeda de ouro! Um dia, um duende brincalhão ouviu a história do casal, então, decidiu ver se era verdade aquilo sobre o casal. Num certo dia, o marido vinha da floresta com lenha nos seus braços, o duende estava ali por perto chegou e disse-lhe: - Olá, homem, como o senhor está? Parece cansado e triste, será que tem fome ou está doente? - Não, não estou com fome e nem doente, nada se passa comigo. Só estou triste, porque eu e a minha mulher somos pobres. Então, o duende respondeu-lhe: - Não tens fome, nem frio e não estás doente, deves estar feliz porque não és pobre! O homem ficou a insistir que era pobre, porque não tinha ouro, o duende riu-se e disse que ele estava enganado e que se ele quisesse podia ter todo o dinheiro do mundo, pois ele sabia onde poderia encontrar ouro! -Mas eu não sou rico! - exclamou o homem. -Já sei! Vou-te dar uma galinha que põe ovos de ouro e vocês vão ficar ricos para sempre- afirmou o duende.


O duende deu uma galinha ao homem e este quando chegou a casa contou à sua mulher o que o duende lhe tinha oferecido- uma galinha que dava ovos de ouro! E eles esperaram um dia inteiro para a galinha por o ovo. Tanto esperaram, até que a sua mulher teve uma ideia: matar a galinha e obterem todo o ouro que ela tivesse. Mataram-na e, claro, perderam todo o ouro.

Moral da história: Quem tudo quer, tudo perde!

Camila e Daniela


O laço traiçoeiro Era uma vez uma família que vivia na cidade, ela era uma família simpática que estava sempre pronta a ajudar as outras famílias mais pobres. Faziam parte desta família Daniela, a mãe, Nicole, a filha e Jake, o filho. O seu pai tinha falecido num acidente de automóvel (pelo menos era o que pensavam). Algum tempo depois, a Nicole e a Andreia, que era a sua melhor amiga, fizeram um “amigo” na internet. Eles tinham marcado um encontro para se poderem conhecer melhor. Mais tarde, elas perguntaram a idade dele, mas ele disse para elas dizerem primeiro. Elas responderam que tinham quinze anos e ele disse-lhes que também tinha quinze anos. Depois, a Daniela mandou uma mensagem à Nicole a dizer que já era tarde e iam jantar, mas a filha não respondeu. Daniela decidiu ligar-lhe, só que, a Nicole também não atendeu o telefone. Então, Daniela contou ao Jake e o seu filho disse-lhe que iria chamar a polícia para investigar o caso. Em seguida, a mãe pediu ao Jake que encontrasse a Nicole, porque estava muito preocupada. Ele chamou a polícia e umas horas depois eles bateram à porta e disseram à Daniela que tinham conseguido localizar a Nicole e a sua amiga Andreia. Eles partiram juntos e quando lá chegaram viram-nas muito tristes, chorosas e arrependidas, mas o raptor já não estava lá e assim conseguiram salvá-las. Aprendemos com esta história que não devemos acreditar nas pessoas que conhecemos na internet, nem devemos dar informações a estranhos sobre nós ou a nossa família. VITÓRIA, VITÓRIA , ACABOU-SE A HISTÓRIA! Dânia, Círia e João Freitas


O Pequeno Ricardinho Era uma vez um menino pequeno que gostava muito de futebol. O seu nome era Ricardinho e ele queria ser um famoso futebolista. Ele era pobre e também era muito bom a jogar futebol. Até que um dia um famoso treinador encontrou-o a jogar e surpreendeu-se ao ver que era tão bom a trabalhar com a bola, então, ofereceu-lhe um lugar para treinar na sua equipa. O pequeno Ricardinho aceitou e foram viajar para Barcelona para começar o seu treino. Passou- se algum tempo e ele começou a jogar na primeira divisão no ano 2000 e nesse jogo ele fez uma assistência ao Ronaldinho e assim começou a sua carreira futebolística. No ano 2004 conseguiu o seu primeiro título, “a copa Espanha” assim ganhando o reconhecimento de grandes equipas de futebol na Europa. Então, continuou jogando até que o convidaram para jogar na seleção portuguesa. Mas na seleção não conseguiu nada, porque o treinador não o valorizou fazendo com que tivessem uma briga. Desde esse instante, a carreira dele caiu drasticamente deixando-o num grave estado. Não tinha dinheiro suficiente para pagar as suas coisas. A única forma de ele conseguir sobreviver era voltando para o futebol. Mas nem tinha dinheiro para os equipamentos, porque tinha vendido tudo para conseguir, já que tinha falido completamente monetariamente. Foi nessa altura que o seu treinador do Barcelona o ajudou e ofereceu-lhe um lugar para voltar a jogar, outra vez, na sua equipa. Foi assim que ele voltou a jogar e Ricardo tornou-se famoso de novo e ficou conhecido, sendo uma lenda do futebol. VITÓRIA, VITÓRIA , ACABOU-SE A HISTÓRIA!

André e Nicolas


Raul e o mealheiro

Era uma vez um cego chamado Raul que era muito poupado. Ele tinha enterrado o seu mealheiro no jardim junto da sua casa depois de ter ganho muito dinheiro no euromilhões. O jardim era enorme e tinha uma árvore muito antiga com um tronco bastante grosso e tinha um buraco fundo. Foi aí que o sr. Raul enterrou o mealheiro com todo o seu dinheiro. Todos os dias ele ia apanhar vinte euros, mas um dia, ao tentar retirar o dinheiro, não encontrou nada. Ele ficou desesperado e foi pelas casas do bairro, até que encontrou um rasto de moedas no chão, que ia dar à casa do seu vizinho. Ele conseguiu confirmar que tinha sido aquele vizinho e, no final, o vizinho foi preso e o sr. Raul reaveu o seu dinheiro.

Vitória, vitória, acabou-se a história!

Henrique Romão


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